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RC: Em 1993, Schiavon e Pagni deixaram a banda e

RC: Qual a diferença entre tocar para uma juventude da

foi lançado o disco Paulo Ricardo & RPM que, sem a

década de 1980 e para uma juventude dos dias atuais?

influência de Schiavon, apostava em guitarras pesadas. O

Luiz Schiavon: Acho que a principal é a velocidade com que

que representou o RPM sem o Schiavon?

os jovens de hoje consomem a informação. É tudo para já.

Luiz Schiavon: Os resultados mostram.

Ninguém mais tem paciência de ouvir um álbum inteiro com

Paulo Ricardo: Nossa fase grunge, mais pesada, e a

calma, ler a ficha técnica etc. Lembro que, na nossa época,

parceria com Fernando Deluqui nos deram a oportunidade

comprar um LP era uma comemoração. Você decorava até o

de mostrar esse lado mais voltado para a guitarra. Mas não

nome dos técnicos de som. Hoje a internet deu um imediatismo

era realmente RPM, por isso a diferença no nome. Foi uma

a tudo, e precisamos acompanhar essa velocidade.

experiência bem-sucedida, vivida intensamente, mas com

Paulo Ricardo: Hoje há mais informação e muito mais

começo, meio e fim, que rendeu um CD em português, um

concorrência com o rock lá de fora. Fora isso, é basicamente

em espanhol, vários especiais de TV e muitos, muitos shows

a mesma coisa.

catárticos e rock’n’roll! RC: Podemos chamar essa fase do RPM de “recomeço”? O que ela significa para vocês? Luiz Schiavon: Sem dúvida. Depois de muito tempo, conseguimos superar nossas diferenças pessoais, que, na verdade, sempre foram musicais. A perspectiva do tempo nos mostrou o que é realmente o RPM, qual a essência, e hoje nos dedicamos a preservar isso. Paulo Ricardo: Finalmente, o tal amadurecimento. Demorou, P.A. não está na capa do álbum, já que o baterista entrou durante as gravações do disco.

mas chegou. Estamos em nossa melhor fase. s bandas brasileiras a utilizar O RPM foi uma das primeira sação em todos urso de laser no palco, sen sintetizadores, além do rec remix oficial eiro a foi considerado o prim os shows. O hit Loira Gelad ora. vad po como uma banda ino no Brasil, consagrando o gru

“Depois de muito tempo

conseguimos superar nossas diferenças pessoais, que, na verdade, sempre foram musicais.” Luiz Schiavon

Revista

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dezembro 2012

ed. 156  

Revista Circuito

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