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R E V I S T A

A R A R A Q U A R A

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R E G I รƒ O

2017 | Nยบ 21 | ANO III

A ACIA vai contar essa histรณria

Projeto Araraquara empresarial 200 anos Pรกgina 39


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REVISTA CIDADE - Araraquara e Região


Araraquara 200 anos empresarial Eventos do 56º Núcleo do MMDC Heróis de Araraquara

A ACia vai contar essa história:

Araraquara empresarial 200 anos

P

or iniciativa da atual diretoria da ACIA, à população terá acesso em breve a um minucioso levantamento sobre o desenvolvimento comercial e industrial da cidade através dos tempos. Em vídeo, no formato de documentário e também impresso, o trabalho é todo ele baseado em dados e documentos oficiais, além de publicações inseridas na imprensa local e nacional. Trata-se de uma espetacular viagem no tempo, que nos permitirá conhecer um pouco mais sobre a saga vivida pelos araraquarenses do passado. Foram eles, afinal, os responsáveis pela construção da Araraquara em que vivemos, uma cidade planejada, arborizada, com infraestrutura completa e economicamente forte.

Ótica da família Lupo em anúncio dos anos 30

Anos 30. Araraquarenses desenvolvendo motor a álcool

R “

econhecida como uma das melhores cidades do país para se viver, Araraquara chega aos 200 anos mostrando fôlego, e enfrentando a grave crise econômica e política vivida pelo país gerando empregos. A força de nossa economia vem do esforço e empreendedorismo de nossa gente. É essa história que vamos contar. Os araraquarenses do passado merecem essa homenagem, e é uma saga que devemos deixar registrada para os que vierem depois de nós”, disse José Janone Júnior, presidente da Acia e mentor no projeto. Conheça a seguir uma pequena amostra do trabalho ora em curso, que será entregue ainda dentro do Bicentenário da cidade.

REVISTA REVISTACIDADE CIDADE--Araraquara AraraquaraeeRegião Região

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Social

“Fidelidade, excelência e compromisso definem essa parceria” - Iara Munaretti (arquiteta)

Morgana Kurmann: lançamento do single Hurricane no Sesc e show no Palacete das Rosas

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PID (Pioneirismo, Inovaçãodefinem e Desenvolvimento ou-Destaque) “Fidelidade, excelência e compromisso essa parceria” Iara Munaretti (arquiteta)

Fazendo justiça com responsabilidade A Acia presta justa homenagem ao empresariado araraquarense e incentiva a produção e a geração de empregos

Uma justa e merecida homenagem. Entidade representativa do segmento empresarial e industrial de toda a região, a Associação Comercial e Industrial de Araraquara (Acia) fez justiça, e pela primeira vez na história de Araraquara organizou e realizou um evento de reconhecimento público aos empresários e industriais da região 100% independente e sem qualquer conotação comercial. Criado e organizado pela entidade, o Prêmio PID (Pioneirismo, Inovação e Destaque), não chegou para fazer frente a este ou a aquele evento do gênero, mesmo porque ele é oficial da entidade, não cobra adesão e não se baseia em enquetes e ou outras formas de abordagem ao empresário. O PID, ao contrário, é totalmente baseado e construído na meritocracia, já que as empresas e empresários agraciados devem ser indicados por uma entidade ou associação diretamente ligada ao

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ao setor em que atuam, mas também devem se enquadrar 100% nas categorias estabelecidas. Organizado sob uma ótica de seriedade e comprometimento com os setores que geram riquezas e empregos em nossa região, o PID representa o compromisso da entidade com seus associados, gera uma maior proximidade entre empresários e industriais e um saudável debate a um custo benefício altamente compensador. “O PID não tem preço. Se alguém recebeu é porque fez por merecer, e outros empresários merecedores da homenagem também receberão no futuro”, ressaltou o presidente da Acia, José Janone Júnior. Ele lembra ainda que a diretoria tem investido fortemente na modernização da sede da associação, promovendo grande remodelação e modernização no auditório, investimentos em um auditório menor para receber eventos e reuniões, além de outras obras para

otimizar o acesso ao prédio e o atendimento ao público e aos associados. A Acia investe ainda em parcerias com o Sebrae, a CAM, empresas de TI e Recursos Humanos, dentre outras, atuando sempre no sentido de viabilizar cursos, palestras e eventos que abram novos caminhos, ou sirvam de apoio aos empresários da cidade. “Cabe a Acia não apenas representar as indústrias e as empresas na região, mas também auxiliar o empresário a melhorar o rendimento de seu negócio, modernizar seus métodos de trabalho e, consequentemente fomentar a economia regional”, ressalta. “A diretoria atual da Acia olha para o presente e para o futuro, sempre com grande respeito e reverência ao passado. Estamos aqui para fazer da Acia um diferencial, promovendo ações que ajudem a fortalecer o presente e construir um futuro melhor”, encerra.


Social PID 2017

Fortlar

Shopping Jaraguรก

Drogaven

Luiz Henrique Scabello de Oliveira Produtor Rural

Poytara

Helibombas

Ramos Presentes

Moura Informรกtica

Restaurante Bambina

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PID (Pioneirismo, Inovação e Desenvolvimento ou Destaque)

Empório Bizzinotto

Jin Jin Wok

Jin Jin Wok

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Social PID 2017

Akabamentos e Cia

Asa Tec Ferragens

Villa Dei Colore

Global Labs

Entelgy

Jin Jin Wok

Pipocopos

Kibelanche

Galpão

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Acia em revista

“Fidelidade, excelência e compromisso definem essa parceria” - Iara Munaretti (arquiteta)

Olhando para o futuro

Diretoria da Acia fala das mudanças sociais e econômicas que o mundo está sofrendo. “É preciso se preparar”

Dirigindo os destinos da associação em um dos momentos mais importantes da história a diretoria da Acia no ano em que Araraquara completa seu primeiro bicentenário definiu como principal política para o período, auxiliar os empresários a se adaptarem aos novos tempos e a crescerem no novo mundo que está surgindo. E para tanto é importante entender a realidade de Araraquara no contexto nacional, cidade economicamente forte e com histórica vocação de liderança regional. Uma das cidades de maior destaque dentre as mais de 5 mil existentes no País, especialmente pela qualidade de vida de sua população, Araraquara está entre os melhores municípios brasileiros quando se trata de urbanização. Sede da 12ª Região Administrativa do Estado, Araraquara é dotada de todos os recursos político -administrativos para atender as demandas dos setores comerciais, industriais e sociais ostentando um 10 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), de 0,830 e através do IFDM (Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal). Contando com estrutura invejável para suas ações, a cidade conta com serviços da Secretaria Regional da Receita Federal; da Secretaria Regional da Receita Estadual; da Polícia Federal e da Justiça Federal; e é a única do País a contar com todo o Sistema S (Sesi, Sesc, Senac, Senai, Sest-Senat), além do Sebrae. Localizada no centro do Estado de São Paulo, Araraquara conta com uma forte estrutura industrial nos setores da agroindústria, metal-mecânico, têxtil, aeronáutico e serviços, com empresas que empregam mão de obra intensiva. De acordo com o IBGE, o município já passa de 230 mil habitantes. “É nesse contexto que se insere a Associação Comercial e Industrial de Araraquara, que em 2017 completou 83 anos de existência. A Acia nasceu em 1934, época em

que a cidade iniciava sua rica trajetória industrial, fortalecia seu comércio e consolidava a liderança regional que sempre foi seu forte”, afirma Janone. E é dentro deste contexto, que Janone chama a atenção para o momento vivido pela sociedade. “A tecnologia da infomação está mudando o mundo muito rapidamente. É certo que em menos de 20 anos muita coisa vai mudar na economia de mercado, muitas ocupações vão deixar de existir e outras serão criadas”, ressalta. Ele destaca ainda que o momento exige muito das entidades representativas da sociedade, como a Acia. “As empresas devem estar preparadas para as mudanças que estão chegando. Entendemos que este é o principal papel da Acia como entidade representativa nesse momento, e nossa diretoria assumiu o desafio de auxiliar os empresários a se qualificarem e a vencerem no novo mundo que está surgindo”, encerra.


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“Fidelidade, excelência e compromisso Socialdefinem PID 2017essa parceria” - Iara Munaretti (arquiteta)

Depósito de Pedras São José

Paulo Regasso Fotos e Vídeos

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PID (Pioneirismo, Inovação e Desenvolvimento ou Destaque)

Fulvia Magrini

Art Tec

Site Araraquara.com.br

Câmara de Arbitragem e Mediação

Publiout

Global Labs

Fulvia Magrini

JS Informática

Panfletos e Cia

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“Fidelidade, excelência e compromisso definem essa parceria” - Iara Munaretti (arquiteta)

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PID (Pioneirismo, Inovação e Desenvolvimento ou Destaque)

TV Circulando

Revista Kappa

Rango Animal

Roberto Vitória

Big Sorvetão

Fernando Martins

Jin Todeschini Jin Wok

Remape

Sunrise

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“Fidelidade, excelência e compromissoPIDdefinem 2017 essa parceria” - Iara Munaretti (arquiteta)

Mary Silvestre Mary Silvestre

Lojas certeza Lojas Certeza

Cebrac Cebrac

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Portal Revista Cidade Araraquara Portal Revista Cidade Araraquara

American Motos American Motos

Máxima Coifas Máxima Coifas

Perfumaria Emy Perfumaria Emy

JA1000 hotdogueria e Petiscaria JA1000 Hotdogueria e Petiscaria

TV Cultura Paulista TV Cultura Paulista


PID (Pioneirismo, Inovação e Desenvolvimento ou Destaque)

Accessorium Accessorium

Nelvio Tintas Nelvio Tintas

Espaço Basile Espaço Basile

Rádio Cultura Rádio Cultura

Villa Dei Colore Gráfica Bolsoni

Paulo Regasso Fotos e Vídeos Paulo Regasso Fotos e Vídeos

Geoclean Geoclean

ACidadeon ACidadeon

WL Publicidade e eventos WL Publicidade e eventos

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Ele fez a história Antiga Capela do Asilo, 1985. Bodas de Ouro

Escritório da EFA, 1953. Abertura de envelopes

Homem de letras, poeta, ferroviário e revolucionário Se um homem deve honrar sua existência, sua família, fazer o que gosta e lutar por justiça, a vida Trifônio Guimarães foi um exemplo a ser admirado Nascido em Santa Eudóxia, distrito de São Carlos no dia 5 de outubro de 1905, Trifônio Guimarães era filho de Antônio Fonseca Guimarães, português e Maria Leite da Fonseca. Trazido por um irmão que trabalhava na Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Trifônio desembarcou em Araraquara com 15 anos de idade, mas a Paulista não contratava menores de 16 anos e o irmão o aconselhou a voltar para casa. Ali, diante da primeira dificuldade, Trifônio deu mostras de seu caráter e personalidade. Decidiu

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ficar, e foi sozinho pedir emprego na Estrada de Ferro Araraquara (EFA), que para sua surpresa não tinha qualquer objeção a sua idade e o contratou. Corria o ano de 1921, e o rapaz acabou designado para o Departamento de Tráfego, onde começou como Praticante de Telegrafista. Competente e interessado, Trifônio se dedicou a nova função, chegando tempos depois a Chefe do Telégrafo central. Inteligente e autoditada, o jovem tinha uma rara habilidade com as palavras, investiu no conhecimen-

to adquirindo livros e aperfeiçoou seu já rico português nas escolas da EFA. Morava, no período, em uma pensão que ficava nas proximidades na hoje Rua 13 de maio, com Avenida 22 de agosto, na Vila Xavier. Tempos depois, instalou-se em outra pensão, agora na Avenida 1, hoje Avenida Brasil, nas proximidades na Estação Ferroviária, local onde trabalhava. Galgou todos os postos possíveis na companhia, até chegar a Chefe da Secretaria do Gabinete do Diretor Geral, maior posto que um funcionário de carreira conseguia


Reveilllon de 1992. O último que passou com a família no tradicional sobrado branco

Família reunida no sobrado branco da Avenida Duque de Caxias

Trifônio Guimarães em duas diferentes fases de sua vida. Como sargento, atuou nas frentes de Buri, Setor sul das operações militares durante o Movimento Revolucionário de 1932. E em imagem de meados dos anos 30, já homem de letras e profissional respeitado dos escritórios da EFA

Catanduva, anos 40. Responsável pelo setor de desapropriações da EFA, Trifônio visitou inúmeras cidades entre Araraquara e a divisa do estado com o Mato Grosso. atingir na EFA. Ficou na posição por 10 anos, respondendo a quatro diferentes diretores: Dr. Oswaldo Sant’Ana de Almeida; Dr. Jáder Lessa César; Dr. Orlando Drumond Múrgel e Dr. Abeylard Neto Amarante. Ainda antes disso, Trifônio foi o responsável pelo Departamento de Desapropriações da EFA, ficando a seu cargo a desapropriação de todas as áreas entre Taquaritinga e às divisas com o Mato Grosso, durante o processo de abertura dos novos trilhos que levaram a Estrada de Ferro Araraquara até os limites do

estado. Em 24 de janeiro de 1955, aos 50 anos de idade, aposentou-se na EFA, ingressando no ano seguinte no Diário de São Paulo, de Assis Chateubriand. Viajou o estado como Inspetor do jornal e permanecendo na função até agosto de 1973, quando, contra sua vontade acabou aposentado compulsoriamente. revolucionário Convocado pelo Serviço Militar no ano de 1928, Trifônio foi licenciado da EFA e enviado para

o estado do Mato Grosso, onde foi incorporado ao 18º Batalhão de Caçadores, sediado em Campo Grande. Permaneceu dois anos na ativa sendo licenciado já em 1930 como 3º sargento de 1ª Linha, depois de aprovado com honras em cursos ministrados na corporação. Em 1932, com a eclosão da Revolução Constitucionalista, Trifônio solicitou licença junto a diretoria da EFA para apresentar-se como voluntário, embarcando na Estação e seguindo para os campos de batalha em 28 de julho.

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Aquartelado em Quitaúna, onde incorporou-se ao 9º Batalhão de Caçadores Reservistas (9º BCR), Trifônio assumiu o comando do 2º Pelotão da Companhia, seguindo para lutar nas frente de Buri. Já em setembro, depois de renhidas refregas nas divisas do estado (e muitas perdas), liderava uma patrulha às margens do Rio Paranapanema, na altura da Ligiana, quando seu grupo se viu envolvido pelas tropas da Milícia Pernambucana. Preso, foi enviado juntamente com seus companheiros para o Porto de Paranaguá, de onde seguiram embarcados para o Presídio Militar da Ilha das Flores. Liberado, retornou a Araraquara no início de novembro. Sua passagem como combatente na Revolução de 32 não passou despercebida, consta do processo nº SPS – 33023/79, relativo a ex-combatentes do período, e é apontada ainda no livro “Um Paranaense nas trincheiras da Lei”, publicado em 1934 e escrito pelo jornalista Elias Karan, também membro voluntário do 9º BCR paulista. Como ex-combatente, Trifônio honrou seus amigos de batalha, colaborando como orador durante décadas em solenidades e eventos comemorativos a data Magna de São Paulo. Um dos mais marcantes, àquele que proferiu no ano de 1982, na Câmara Municipal, durante evento realizado pelos 50 anos da Revolução. O domínio das letras abriu portas Exímio conhecedor da língua portuguesa, Trifônio praticou sua maior paixão, escrever, por décadas, passando a ser conhecido por seus contemporâneos como o Poeta de Araraquara. Compadre e companheiro de le20 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

tras de Pio Lourenço Corrêa padrinho de seu terceiro filho, Norberto -, Trifônio passava com a família muitos finais de semana na Chácara Sapucaia, onde se falava de tudo, desde política até o dialeto Tupi. As crianças adoravam os finais de semana na Chácara do “Tio Pio”. Chico Parisi e o maestro Tescari também foram grandes amigos. Chico era representante para Araraquara e região oeste do estado do jornal Diário de São Paulo (para onde levou Trifônio depois de sua aposentadoria na EFA), já o segundo, professor de piano de suas filhas, musicou a letra criada por ele para aquele que poderia ter sido o primeiro hino da história da Ferroviária (o concurso criado na época não chegou ao fim). E foi o respeito e bom nome adquirido pelo jovem por sua habilidade com as palavras que abriram as portas da casa, e o coração da moça que veio a ser sua esposa, Olívia Catanzaro (depois, Guimarães). E tudo aconteceu em uma tarde do já distante ano de 1934, quando Trifônio subia a Rua Gonçalves Dias em direção ao escritório central da EFA, que na ficava na esquina da Avenida Espanha. Foi no caminho que ele encontrou a linda moça. Os olhares se cruzaram. Filha do Italiano Vicenzo Catanzaro, um dos fundadores do Circolo Italiano da cidade, Olívia era uma moça de difícil acesso. Horas depois, no footing (acontecia na Rua São Bento (3), entre as Avenidas Espanha e Brasil. Os homens ficavam encostados nas paredes e as moças subiam e desciam, passeando pelas calçadas, olhando, sorrindo. Era a “paquera” do período), Trifônio e Olívia voltaram a se ver. Nasceu o interesse entre os dois.

Interessado, o jovem falou sobre o a moça nos escritórios da EFA, e pouco tempo depois, em uma “festa de gente importante” (segundo suas próprias palavras) acontecida no Teatro Municipal (localizado onde hoje está o Paço Municipal), alguém falou bem dele para Vicenzo. Um ano depois, em 1935, Trifônio e Olívia estavam casados. Os Silva e realizações Em sua longa trajetória com as letras Trifônio fez grandes amigos, escreveu dezenas de artigos, contos e poemas, quase todos publicados em jornais da cidade entre os anos de 1926 e 1993. Foram quase 70 anos colaborando na imprensa local. Amigo pessoal dos jornalistas Antônio Corrêa da Silva – diretor do O Popular e fundador do O Imparcial -, e de seu filho, Paulo A. C. Silva, sua obra pode ser encontrada quase toda nos jornais da família. Parte de seus poemas foram publicados no livro Multiplicanto, editado nos anos 70, que trazia uma coletânea de poesias de reconhecidos escritores brasileiros. Um deles, “Hora azul e Hora negra” foi declamado pelo ator Walmor Chagas no Teatro Municipal de São Paulo. O poeta e ferroviário também é citado em algumas obras do escritor Ignácio de Loyola Brandão. Membro fundador da Associação Ferroviária de Esportes (AFE) e do Hospital Gota de leite, integrando suas primeiras diretorias Trifônio também deixou respeitável legado de cunho social. O poeta nos deixou na manhã de 5 de janeiro de 1994, uma segunda-feira. Deixou a esposa Olívia (falecida em 2011), os filhos Sérgio, Antônio, Norberto (falecido), Regina, Tânia, netos, bisnetos e uma obra exemplar.


Conheça um pouco mais sobre a arte do poeta Conheça um pouco mais sobre sua arte

Hora azul e hora negra Hora azul e hora negra

Uma hora azul ficou marcada em minha vida: Uma hora azul ficou marcada Foi de tarde...uma tarde suave e em minha vida: enternecida... Foi de tarde...uma tarde suave e Um recado...uma espera... e enternecida... depois, que ventura! Um recado...uma espera... e a comoção ideal que nunca se depois, que ventura! descreve de apertar, a tremer, a a comoção ideial que nunca se mão mimosa e leve de uma linda descreve de apertar, a tremer, a mulher que se ama com loucura... mão mimosa e leve de uma linda mulher que se ama com loucura... Eu tive essa hora azul no relógio da vida! Eu tive essa hora azul no relógio da vida! Outra hora ficou marcada em minha vida. Outra hora ficou marcada em Uma hora triste e má, hora neminha vida. gra e dorida: Uma hora triste e má, hora neFoi de manhã bem cedo, engra e dorida: quanto o sol dormia... Foi de manhã bem cedo, enUm trajeto através da cidade caquanto o sol dormia... lada... Um trajeto através da cidade caUm silvo agudo...um comboio lada... em disparada... Um silvo agudo...um comboio E uma mulher idolatrada que em disparada... partia E uma mulher idolatrada que partia Eu tive essa hora má no relógio da vida Eu tive essa hora má no relógio da vida

Eu Eu vim vim de de longe, longe, em em tenra tenra idaidade: de: Há dez lustro lustrosanos anosatrás, atrás,nunca nunHá dez ca mais te deixei. mais te deixei. Era Era um um mocinho mocinho pobre, pobre, em em busca de bondade, de amparo, busca de bondade, de amparo, de de afeição, afeição, de de amor, amor, boa boa vontade, vontade, ee tudo tudo o o que que busquei, busquei, minha minha linda linda cidade, cidade, isso isso tudo, tudo, afinal, afinal, em em teu teu seio encontrei. seio encontrei.

As Caravelas da ilusão As Caravelas da ilusão

Quando, tempos atrás, meus avós me contavam histórias dos Quando, tempos atrás, meus antigos navegantes avós me contavam histórias dos Que em grandes caravelas naantigos navegantes vegavam por mares misteriosos e Que em grandes caravelas nadistantes.... vegavam por mares misteriosos e distantes.... Eu sentia em minha alma o desejo profundo de numa caravela Eu sentia em minha alma o depossante e aguerrida correr todos sejo profundo de numa caravela os mares deste mundo possante e aguerrida correr todos E descobrir a terra prometida os mares deste mundo E descobrir a terra prometida Depois de moço Um dia me lembrei dos tempos Depois de moço de criança; Um dia me lembrei dos tempos E, num ingênuo alvoroço, não de criança; podendo conter a tentação, soltei E, num ingênuo alvoroço, não do porto alegre da Esperança podendo conter a tentação, soltei As claras Caravelas da Ilusão do porto alegre da Esperança As claras Caravelas da Ilusão Mas aí! Era revolto o Mar da vida: Mas aí! Era revolto o Mar da Os ventos maus, num ímpeto, vida: sopraram....e as velas, que iam de Os ventos maus, num ímpeto, fronte e erguidas, todas, à uma, se sopraram....e as velas, que iam de prostaram, fronte e erguidas, todas, à uma, se E as minhas caravelas naufragaprostaram, ram E as minhas caravelas naufragaram

Saudação a Araraquara Saudação a Araraquara verdadeque queaqui, aqui,na naluta lutapela pela ÉÉverdade vida, que tão árdua me foi, que vida, que tão árdua me foi, que tão cedo cedo encetei, encetei, tive tive enganos enganos tão também, tive alma ferida: também, tive alma ferida: Nem sempre sempre fui fui feliz feliz na na estraestraNem da da da subida, subida, mas mas nunca nunca tete culculda pei, oh cidade querida, porque pei, oh cidade querida, porque sempre tete quis, quis, porque porque sempre sempre tete sempre amei. amei.

Natal de outono Natal de outono

Para a esposa Olívia, sua esposa. Para a esposa Olívia, sua esposa. Ao subires agora sem vaidade mais um degrau na escada da exisAo subires agora sem vaidade tência, mais um degrau na escada da existência, não te entristeças com o passar da idade não te entristeças com o passar nem lamentes também minha da idade ausência. nem lamentes também minha ausência. relembres tão somente a mocidade... relembres tão somente a mociDoce estrada de sonho e de inodade... cência. Doce estrada de sonho e de inoPois só vale o consolo da saudacência. de nesta vida de luta e de dolência. Pois só vale o consolo da saudade nesta vida de luta e de dolência. Sendo amorosa mãe de cinco filhos, vovó de dez netinhos peralSendo amorosa mãe de cinco fivilhos, lhos, vovó de dez netinhos peralmeiga esposa exemplar, não devilhos, sesperes: meiga esposa exemplar, não desesperes: Terás, esposa e mãe, rainha e serva, Terás, esposa e mãe, rainha e as bençãos patriarcais que Deus serva, reserva para tão nobre casta de as bençãos patriarcais que Deus mulheres reserva para tão nobre casta de mulheres

Hoje eu eu quero quero saudar-te saudar-te oh oh ciciHoje dade triunfante, triunfante, como como homem homem dade feliz, livre de desenganos. feliz, livre de desenganos. Pedindo aa Deus Deus somente somente uma uma Pedindo coisa importante: importante: coisa Que me me faça faça feliz feliz em em meu meu últiúltiQue mo instante, fazendo-me morrer mo instante, fazendo-me morrer como Pedro Pedro Morganti, Morganti, ea vinte vinte ee como dois de agosto, o dia de teus anos dois de agosto, o dia de teus anos

REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 21


Acia em Revista - 2016/2017

Diretoria da Acia realiza, jantar, coquetel, e eventos voltados ao empresariado da região

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Em pouco mais de um ano de intensas atividades voltadas ao empresariado, a diretoria da Acia promoveu eventos e palestras com temas de grande importância para a atualidade. Foram seminários, debates, simpósios, workshops, reuniões, coquetel, jantar, além de um ciclo de eventos com profissionais e especialistas nas áreas de Certificação Digital e assinatura eletrônica, Médica-

Espiritual, Mediação e Arbitragem, Contabilidade, Importação e Seguridade Social. A diretoria da Associação já se articula para os próximos meses, todos os esforços devem se concentrar na otimização das empresas, especialmente porque com a nova legislação trabalhista nasce um novo momento na economia e a espectativa é de reação positiva do mercado.


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Música

Deivide Leme fala sobre Mary Silvestre O fotógrafo e produtor dirigiu o último clipe da modelo e cantora funk R -: Como foi a experiência de dirigir o clipe da Mary? D - Foi uma experiência muito diferente para mim, embora já tenha dirigido vários clipes, esse foi o primeiro no segmento do funk. Neste trabalho decidimos priorizar o lado rítmico e produção 24 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

visual, valorizando mais as cores quentes, o que tem muito a ver com o tema da música. A Mary foi muito aberta às sugestões, e nossas referências também foram bem parecidas, isso facilitou muito o processo todo. R – Como é a Mary Silvestre no set? D - Ela sempre muito querida, desde nosso primeiro contato foi

super proativa, conversamos sobre algumas ideias, e todas elas se encaixaram, e trabalhar com ela em sí foi muito fácil. Esse não foi o primeiro clipe dela, o que facilitou demais, pois ela já sabia da dinâmica de como é um set, e se mostrou muito disposta a ajudar de todas as formas, mesmo cansada ela estava dando o sangue para fazer as melhores interpretações possíveis, Nada de corpo mole. Posso dizer que a Mary é bastante profissional.


R – Fale um pouco sobre o seu trabalho D - Atuo como diretor de vídeo há 5 anos, embora meu trabalho seja mais conhecido no meio musical, também dirigi vídeos de publicidade, documentários, e vários outros projetos audiovisual. Hoje estou à frente da produtora Couraça Filmes, dirigindo todo o conteúdo produzido por lá. R – Como você, um fotógrafo profissional entrou na área de vídeos?

D - Fui inserido nesse mercado através da fotografia, e aos poucos fui migrando para o vídeo. Acredito que hoje isso seja um processo natural para quase todo fotógrafo. Já fiz trabalhos e fotografei várias bandas de renome nacional como Nx Zero, Cpm 22, Nando Reis, Marcelo D2, Edson e Hudson, Simoninha, Hungria, e vários outros. Acompanhei o Sambô durante dois anos na estrada, o que me rendeu uma capa de dvd, e mais dois clipes do grupo. Falando em clipes, fiz, ao lado de dois grandes amigos, Leo Fonseca

e Ricardo Nasi, o da música Máscaras da Luana Camarah (atual Malta). Também produzi o clipe da música Eleva da Big Up, banda em ascensão no cenário reggae do Brasil. Também dirigi outros dois clipes dessa banda. Lembro também que um dos videoclipes mais bem repercutidos da banda Maré foi produzido por mim, o da música “Raízes”, que já está chegando aos 150 mil plays no youtube. Fora esses citados já produzi mais de 30 clipes e alguns dvds, como o da dupla Zé Henrique e Gabriel. REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 25


Fazendo a história araraquarenses na Revolução de 32

A saga do jornal O Imparcial HM Um dos mais importantes órgãos de imprensa em atividade no País, o jornal O Imparcial de Araraquara é um sobrevivente. Resistindo a tudo e a todos, O Imparcial permaneceu firme e impávido diante de todas as atribulações e tempestades que se abateram sobre os brasileiros nos últimos quase 90 anos, atravessando ditaduras e resistindo as diversas crises econômicas que surgiram. Agora, um novo desafio se apresenta, e o jornal se reiventa, se adaptando ao um novo mundo que surge na área da Comunicação, onde a tecnologia da informação revoluciona os costumes e o planeta que conhecemos. Fundado pelo jornalista Antônio Corrêa da Silva em 31 de janeiro de 1931, quando o Brasil ainda era varrido pelos ventos da Revolução Tenentista de 1930 que levou Getúlio Vargas e o Governo Provisório ao poder, a saga do O Imparcial não nasceu naquele dia. O jornal, na verdade, substituia o matutino O Popular, primeiro órgão de imprensa dirigido pelo jornalista, mas que foi empastelado logo após o vitorioso movimento de 30. Importante destacar, no entanto, que ao contrário de 99% dos tradicionais jornais ainda existentes no País, O Imparcial nunca saiu das mãos da família Silva, e se considerarmos o fato de que o primeiro órgao de imprensa ligado à família (O Popular) foi fundado em no final do século 19 (teria hoje quase 120 anos), isso por si

26 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

Referência em comunicação desde os anos 30

só já dá uma ideia melhor da importância que a família tem na área da comunicação regional e brasileira. Pai e filho A saga de Antônio Corrêa da Silva começou ainda no século 19, conheceu as dificuldades para a consolidação da República no País, cobriu tentativas de revolução por parte Monarquistas na região, acompanhou o fortalecimento da Velha República, o nascimento e a construção da Nova Araraquara entre os anos 10 e 30, e enfrentou as agressões de simpatizantes da Revolução de 30, que invadiram sua redação e incendiaram suas máquinas e toda a coleção de jornais que contavam a história da Araraquara do período. Dias depois Antônio recebia pedidos de desculpas de muitos dos que invadiram seu jornal, mas o mal já estava feito e boa parte da memória daquela Araraquara do primeiro ter-

ço do século 20 já tinha se transformado em cinzas. Morto em 1955, Antônio foi sucedido na administração do jornal pelo seu filho, o também jornalista Paulo A. C. Silva, homem de grande capacidade intelectual e administrativa. Competente e bem relacionado, Paulo teve grande influência na imprensa do estado, presidiu a Associação de classe da categoria e revolucionou O Imparcial. Com pulso firme e visão, o jornalista também não teve vida fácil. Atravessou os turbulentos anos 50 e 60, viu o fortalecimento da ditadura militar, o surgimento de uma nova era na política local em meados dos anos 70, quando De Santi chegou ao poder, e participou ativamente da vida social e política da cidade até 1994, quando um infarto o surpreendeu em casa e privou a cidade de um de seus homens mais ilustres. Terminava ali uma era na história do matutino.


Dona Cecília e José Com mãos fortes e determinação férrea, a matriarca da família, Dona Cecília, esposa de Paulo A. C. Silva, assumiu o controle do jornal e o administrou com rara competência, mantendo o matutino como o principal órgão de imprensa escrito da cidade. No final de 2008, Dna Cecília entendeu ter chegado a hora de se recolher, passando a administração do tradicional jornal para seu filho, o jornalista José A. C. Silva, responsável por manter pulsando o coração do O Imparcial, e manter intacta a saga da família Silva em continuar informando e influenciando à sociedade, ajudando a formar opiniões, como há mais de 100 anos o avô, Antônio Corrêa já o fazia. Agora, em 2017, Paulo A. Corrêa da Silva Neto e Daniela C. da Silva se preparam para assumir o controle do jornal. Será a quarta geração da família à frente da empresa. A saga dos Silva, na verdade, confunde-se com a história da Araraquara do final dos século 19, de todo o século 20 e caminha agora para atravessar o século 21, fazendo aquilo que sempre fizeram: jornalismo e história.

Dna Cecília participa e acompanha o jornal desde a 1ª geração

José A. C. Silvva continuou a saga da família

Dna Cecília e Lurdinha. Companheiras de uma vida

Paulo e Daniela. A 4ª geração está chegando

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“Fidelidade, excelência e compromisso definem essa parceria” - Iara Munaretti (arquiteta)

Eternizando seus melhores momentos

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Face: Paulo Henrique Regasso / Face: Rafaela Regasso


Avenida Duque de Caxias, 280, Centro, Arararaquara/SP FONE: (16) 3322-3864 | Facebook: Bela Noivas REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 29


Tiro de Guerra

Tiro de Guerra completa 100 anos de incorporação ao exército HM

Fundado em 10 de setembro de 1911 na cidade, o Tiro de Guerra 02-002 de Araraquara completou seu primeiro centenário com grandes eventos em 2011, ganhou um tanque de guerra para ornamentar sua sede e recebeu merecidas homenagens do município, com a TV da Câmara Municipal produzindo um vídeo sobre sua história, autoridades e ex-atiradores abraçando a corporação. Agora, em 2017 o TG-02-002 comemora outro centenário, o da incorporação ao Exército, quando os jovens araraquarenses efetivamente começaram a prestar o Serviço Militar. Até então, a Linha de Tiro local tinha fundamento cívico, integrava o movimento nacional para implantação do Serviço Militar Obrigatório no País, e contava com um quadro associativos com 166 pagantes. A incorporação se deu em outubro de 1917, com os primeiros jovens da cidade prestando serviço militar no ano seguinte. Atualmente dirigido pelo subtenente Márcio Silva, o TG é um dos mais antigos do Brasil em atividade. Conheça mais Em Araraquara, no início de 1911, alguns líderes locais começaram a se mobilizar no sentido de criarem a Linha de Tiro Cívica da cidade. Finalmente, em 10 de setembro de 1911, o Major Christiano Infante Vieira comunicava a fundação da Linha de Tiro de Araraquara. Sua 1ª diretoria teve a seguinte constituição: Presi-

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Subtenente Márcio Silva, comandante do TG 02002 de Araraquara neste ano de 2017, quando o órgão comemora 100 anos de incorporação ao Exército

dente – Major Christiano Infante Vieira; Secretário – Major Eulógio Pitombo; Tesoureiro – Coronel Luiz de Ulloa Castro. Linha Federal A Linha de Tiro de Araraquara foi incorporada pela Directoria Geral dos Tiros de Guerra de São Paulo em outubro de 1917. Com a decisão, o organismo araraquarense recebeu a designação numérica, 610, e teve o termo “Federal” incorporado a seu nome. A partir de então, pela primeira vez na República, os jovens araraquarenses passaram a concorrer ao Sorteio anual para o Serviço Militar. Tiro de Guerra Por Despacho de 19 de março de 1932, finalmente a Linha de Tiro Federal de Araraquara, que na ocasião já contava com cerca de 400 (quatrocentos) Reservis-

tas, foi incorporada a Directoria Geral na condição de Tiro de Guerra. O telegrama informando sobre a decisão, chegou à cidade no dia 20 de março, e comunicava também, que a antiga designação numérica, 610, seria mantida, e pela sua nova condição, o organismo da cidade passaria a chamar-se Pelotão nº. 610, ou Tiro de Guerra nº 610. A notícia foi publicada pelo jornal O Imparcial no dia 27 de março. Confira abaixo a transcrição de trechos: “Sr. Presidente Communico-vos que, por Despacho de hontem.....pelo Sr. Inspector de Tiro dessa Região Militar, mandei incorporar a esta Directoria, como Pelotão, sob nº.610, o Tiro de Guerra sob vossa Presidência....” Saúde e Fraternidade Vasco M.V. Lopes


Cartão de todos

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Ele fez a diferença

O casal Tereza e Adail com os filhos Antonio (Niquinho) e o jovem Adail

Em Brasília, buscando viabilizar a universidade

Ele amava Araraquara, a família e fez a diferença Adail enxergou e compreendeu como poucos a realidade e as oportunidades de seu tempo, sempre olhando para o futuro Filho de Adail Pinto Mendes e Tereza Corbi Mendes, Adail Pinto Mendes Filho foi um homem à frente do seu tempo. Responsável pelo atendimento do setor de água e esgoto da cidade ainda antes da criação do Daae, seu pai era um homem reto, altivo, de práticas simples e Barbeiro nas horas vagas. Sua mãe, também funcionária pública, trabalhava no Parque Infantil do São José, um dos mais antigos bairros da cidade e berço da família. A vida era simples, mas os pais respeitados, e Adail poderia ter

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seguido seus exemplos e enveredado pelo funcionalismo público, caminho bastante invejado na época. Seu irmão mais novo, Antonio Lázaro Pinto Mendes, o Nico, trabalhava em um escritório de Contabilidade e jogava no Paulista, de onde foi para a Ferroviária, dividindo o meio campo com Dudu. Adail, porém, queria mais e trazia consigo algo que poucos homens desenvolvem: um raro talento para negócios e uma impressionante capacidade de aprender e desenvolver atividades

nas mais diferentes áreas. E ele foi à luta. Começou como vendedor de tecidos no balcão do tradicional Bazar 77, tornando-se rapidamente o melhor profissional da loja. Logo, o balcão ficou pequeno demais para jovem, e o proprietário do lugar, o senhor Basílio Chacur viu no rapaz uma rara oportunidade de ampliar seus negócios. Pouco tempo depois, Adail percorria o estado carregando malas e malas de diferentes e ricos tecidos. Vendia no varejo e no atacado. O interior de São Paulo ainda


Regina e Adail em foto de 1997. A família era sua principal motivação

Autoridades em visita às obras do campus da futura universidade

O empresário e o cunhado, o catedrático Sérgio Catanzaro Guimarães em visita ao Palácio dos Bandeirantes em meados dos anos 90

era carente de boas estradas, e as viagens eram de trem, o que dificultava o transporte da mercadoria e tornava tudo mais difícil. Nada, porém era capaz de parar o rapaz, que já levava consigo uma motivação extra. Seu nome, Maria Regina Guimarães, na época uma mocinha de 16 anos, por quem ele se apaixonara dois anos antes. Tempos depois Adail inaugurava sua própria loja de tecidos e presentes, e ela ficava na principal via comercial de Araraquara, a Rua 9 de julho. Tudo caminhava bem, até que

Ao lado dos amigos Awad Barcha, Carlos Alberto Manço, Waldemar De Santi, Luiz Felipe Cabral Mauro e Paulo Barbieri. Adail nunca se desligou da vida da cidade

no início de 1960, em um prazo de apenas dois meses Adail e “Niquinho” perderam o pai e mãe. A história de amor de seus pais virou lenda, e os mais velhos contavam no bairro do São José que a Dna. Tereza não teria suportado a perda do esposo e morrera de saudades. A tragédia familiar mudou sua história por completo, e no dia 31 de dezembro daquele mesmo ano Adail realizou seu sonho, casando-se com a jovem Regina. Tiveram cinco filhos, Hamilton, Elaine, Humberto, Henrique e

Eneida e construíram uma história de vida e superação que ficou como exemplo para as futuras gerações da família e para quem conheceu e conviveu com o empresário. Visão A vida não era fácil nos anos 60. A indústria ainda engatinhava no Brasil, especialmente a automobilística, - o comércio buscava um maior espaço e a economia das cidades era basicamente centrada na produção rural. Ser funcionário público naqueles tempos era garantia

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de um futuro tranquilo. Os homens empreendedores e de negócios eram raros, mas eles enxergavam algo que a grande maioria não enxergava: o mercado no Brasil era literalmente, virgem e as oportunidades estavam ali, ao alcance das mãos. Era preciso inteligência, visão, e, sobretudo trabalho, muito trabalho. Adail abriu caminhos, atuou em várias frentes e em meados dos anos 60 chegou a ter uma indústria em Araraquara. Era a Hiroshima, uma fábrica de bombas de óleo de tanto sucesso na época, que chegou a ameaçar a hegemonia das concorrentes que dominavam o mercado brasileiro: uma de fabricação inglesa e outra alemã. E a ideia dele foi simples: a bomba alemã tinha suas qualidades, mas também seus defeitos, e a mesma situação se aplicava à bomba inglesa. Araraquara na época era berço de homens geniais, a maioria sem qualquer formação. Um deles, desenhista mecânico de rara habilidade, fez, a pedido do jovem Adail o projeto misturando o que funcionava bem nas duas bombas: nascia ali uma bomba 100% nacional e que praticamente só tinha qualidades. Vendeu muito. Mas a concorrência era forte, e Adail, pressionado pelo mercado, acabou vendendo a fábrica. Novamente pelo interior Se havia um setor no Brasil que só conhecia crescimento na segunda metade dos anos 60, este era o automobilístico. O País se fortalecia economicamente e todo mundo queria ter um carro. O governo, incentivando o mercado, abriu linhas de crédito especiais e foi naquela época que nasceu uma das mais conhecidas e populares modalidades de

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de venda: o consórcio. Em Araraquara, o amigo e empresário Jobal Veloza abriu o seu, o Consórcio Sabeth, criando grupos para venda de veículos DKW. Empreendedor e vendedor nato, Adail montou uma equipe com amigos araraquarenses, mas não quis se limitar à nossa região. Ele preferiu sair pelo interior do estado, criando grupos e ampliando seus negócios e a empresa do amigo. Passaram por inúmeros municípios, montaram grupos por todo o lado, até que foram parar em Tupi Paulista, quase divisa com o Mato Grosso. Lá, Adail conheceu um empresário de Avaré, Armando Paula Assis, que por problemas pessoais estava longe da cidade natal. Armando tinha um grupo de consórcio parado em Avaré e viu no araraquarense a oportunidade de salvar seu negócio. Ficaram amigos, fecharam um acordo e Adail levou seu grupo para lá. Passava-se o ano de 1968. O plano era ficar na cidade por cerca de três meses, salvar o grupo do Armando, montar um novo e seguir viagem. Avaré A chegada de Adail Pinto Mendes Filho e seu grupo de araraquarenses em Avaré marcou época na cidade. Eles chegaram, venderam muito, fizeram amigos e foram ficando. Com seu estilo empreendedor e realizador Adail ganhou o respeito dos empresários locais, tornando-se rapidamente homem de confiança e sócio de alguns deles. Ganhou dinheiro, abriu o Banco Halles na cidade, uma loja especializada na venda de Dodge Dart e fundou a Vila Rica, a maior loja de móveis finos e acessórios daquela região. Os empreendimentos começaram a crescer e Adail ingressou no ramo

imobiliário, lançando loteamentos em Avaré, como o Ponta dos Cambarás (primeiro lançado na represa Jurumirim, e que deu início ao boom imobiliário no local), e o Colina Verde, hoje um dos principais bairros daquela cidade. Adail, porém, tinha uma característica diferente dos empresários de então. Ele fazia questão de levar toda a infraestrutura para seus lotes, como água, esgoto e luz, e fazia ainda mais: construía uma avenida de duas pistas no centro do empreendimento, decorava-a com coqueiros e ligava o novo bairro à cidade. Por fim, vendia os lotes que ficavam fora do asfalto, e com os recursos amealhados construía casas em toda a extensão da avenida principal, depois vendia as casas. Com essa metodologia os bairros cresciam rápido, assim como os negócios do empresário que saiu pelas cidades do sul do estado de São Paulo comprando terras e abrindo novos bairros, muitos deles denominados Morada do Sol. E isso tem uma explicação: apaixonado por sua cidade natal, Adail saiu criando Moradas do Sol por municípios do sul do Estado, como Fartura e Avaré, por exemplo. Seu arquiteto favorito era o amigo e araraquarense Paulo Barbieri, que esteve com o empresário literalmente em todos os projetos realizados por ele na região sul do estado entre os anos 70 e 80. Paulo, em determinados períodos ficou mais tempo viajando pela SP-255, do que em Araraquara. Araraquara e política Amigo de Valdemar de Santi, Mário Joel Malara, Flávio Ferraz de Carvalho e Pereira Lima, dentre outras lideranças políticas e empresariais de Araraquara, Adail, embora


radicado em Avaré, nunca deixou de participar ativamente da vida da cidade. Em 1976, por exemplo, teve grande envolvimento na primeira campanha de De Santi pela Prefeitura, montando grupos de ação e trazendo caminhões e veículos carregados de material para alimentar a luta do amigo pelo 6º andar do Paço Municipal. Repetiu a dose em outras eleições disputadas por De Santi. Em 1978 fez o mesmo por Malara, então candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Na época, Malara e Clodoaldo Medina se digladiaram na cidade, ambos foram muito bem votados, mas um atrapalhou o outro e ninguém se elegeu. Adail montou uma equipe com gente de confiança, tirou “férias” de seus empreendimentos em Avaré, alugou uma casa na Rua Carlos Vicari, bairro da na Pompéia, em São Paulo e ficou três meses por lá, em campanha por Malara. Fez mais de quatro mil votos. Tudo com seus próprios recursos. Adail nunca cobrou um só centavo nessas ocasiões. Fazia porque queria Araraquara administrada por gente que ele considerava honesta, queria uma Araraquara forte, com representação parlamentar em são Paulo e Brasília. E apesar dos grandes amigos conquistados através dos tempos e dos negócios am Avaré, cidade que o empresário adotou e onde também teve forte influência política, Adail nunca transferiu seu domicílio eleitoral. Por toda a vida ele sempre fez questão de votar em Araraquara. Área da Educação Em meados dos anos 80 Adail ingressou na área da Educação, assumindo o controle da Instituição de Ensino Superior Avaré (IESA).

Visionário, fechou parceria com o cunhado, o catedrático Sérgio Catanzaro Guimarães, uma das maiores autoridades do país na área da Odontologia pela USP, e ingressou no MEC com o projeto de transformação da faculdade em universidade, criando ainda a Faculdade de Odontologia de Avaré. O corpo docente seria todo da USP, de Bauru. O projeto galgou etapas e estava muito perto de ser aprovado em meados dos anos 90, quando Adail decidiu jogar todos os seus recursos e esforços na construção de um campus em Avaré, como última cartada para impressionar as autoridades e viabilizar o projeto. Uma mudança nos rumos políticos do País e daquela região naquele período, no entanto, congelou o projeto em Brasília, e tudo mudou. Desaminado, o empresá-

-rio se desfez do controle da faculdade, abandonou os negócios e se recolheu. Nunca mais foi mesmo. A área onde ficaria o campus da universidade de Avaré, com as obras bastante adiantadas e os prédios cobertos, foi devolvido ao Poder Público. O sonho do empresário, porém, acabou, em parte, se realizando. Avaré recebeu um Instituto Federal de Educação (IFSP), mas só o conseguiu devido ao adiantado das obras no local. Ou seja: a área abriga hoje um campus, o do IFSP de Avaré. Adail partiu em 13 de maio de 2017, pouco antes de completar 81 anos. Partiu dormindo. Estava ao lado da esposa Regina, próximo dos filhos e na mesma casa que construiu ainda no final dos anos 60, no centro de Araraquara, cidade que amava e levou por onde passou em sua trajetória terrena.

Autoridades e jornalistas visitam as obras do futuro Campus. Último empreendimento

Companheiros de uma vida: os irmãos Adail e Niquinho perderam os pais cedo, mas nunca se separaram. Niquinho esteve em todos os empreendimentos do irmão desde meados dos anos 60

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MMDC Araraquara - Especial Fotos: Revista Cidade

MMDC prepara próximos eventos e reserva presente para cidade Entidade divulga nesta edição a relação dos araraquarenses que seguiram para os campos de batalha em 32 Hamilton Mendes

Realizada pelo 13º Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo e pelo 56º Núcleo do MMDC do Estado, criado na cidade pela Polícia Militar no final do ano passado, a cerimônia em comemoração ao 9 de Julho, 85º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 foi a primeira organizada oficialmente na cidade. Naquele distante ano, a população de São Paulo, civis e militares, se levantaram em armas para derrubar a ditadura e constitucionalizar o País. Araraquara, na época uma pequena cidade, teve grande participação no movimento, enviando, 541 voluntários

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para os campos de batalha, dentre eles uma mulher, Dna May de Souza Neves, esposa do doutor Camilo Gavião de Souza Neves, que serviu como enfermeira durante o desenrolar do conflito. Em uma iniciativa do 56º Núcleo do MMDC Heróis de Araraquara, publicamos nesta edição a lista (quase) completa dos araraquarenses que seguiram para os campos de batalha naquela oportunidade. A lista foi feita na Estação ferroviária local durante o embarque dos araraquarenses, e originariamente traz o nome, a profissão ou a condição de reservista do voluntário. Não consta da lista os nomes da maioria dos militares que seguiram para servir na Revolução. De acordo com publicação da época, o

grosso da Força Pública local seguiu antes de 9 de julho, enquanto os primeiros civís embarcaram no dia 13. Segue nota publicada na edição do jornal O Imparcial na época: “...em virtude dos acontecimentos que empolgam todo o estado de São Paulo....o destacamento policial de nossa cidade foi recolhido, há dias, para a capital...em virtude dessa circunstância, a guarda da Cadêa Publica, bem como o policiamento da cidade está sendo feito pelo garboso Tiro de Guerra, sob comando do brioso Sargento, Sr. Mário Mariano....” “data - 10/07/1932.”


Perdidos Importante registrar que a lista original tem duas folhas extraviadas. Uma, onde constavam os voluntários de 361º e o 403º, e a outra os de 461º a 498, o que deixa um vácuo de 81 nomes que talvez nunca mais sejam encontrados (agradeceríamos qualquer informação que eventualmente alguma família possa ter). A lista traz nomes de jovens da época que depois viriam a se tornar autoridades e ou profissionais respeitados na comunidade, muitos deles de famílias simples. Também podemos conferir a data que deixaram a cidade os araraquarenses mortos em batalha (a sigla MB está diante dos nomes), que seriam sepultados mais tarde no Mausoléu ao Soldado Constitucionalísta, hoje Monumento localizado na 2ª rotatória da Avenida Bento de Abreu. Seus despojos descansam no Monumento ao Soldado Constitucionalista no Ibirapuera, em São Paulo. (Obs. Mortos em combate, os militares Valdomiro Machado e Tenente Joa-

quin Nunes Cabral já tinham seguido antes e não constam da lista) A relação completa pode ser conferida nas próximas páginas. Obs: A reprodução abaixo é absolutamente fiel ao que consta na lista original. Alguns lançamentos aparecem invertidos, alguns nomes parecem estar incompletos e outros com algumas letras de difícil compreensão, o que pode ter ocasionado algum erro na escrita de um ou outro nome ou sobrenome. O movimento Durando três meses, e custando oficialmente quase mil vidas (estimativas

falam em mais de dois mil paulistas mortos), o Movimento Constitucionalista de 1932 foi sufocado militarmente pelo governo ditatorial, mas conseguiu seu objetivo, já que Getúlio Vargas se viu obrigado a convocar uma eleição Constituínte em 1933. Quatro anos depois, em 1937, o que São Paulo dizia (que Vargas queria instaurar uma ditadora no País) se materializou: Getúlio fechou o congresso, às Câmaras Municipais e promoveu a intervenção em todos os estados e municípios implantando a Ditadura do Estado Novo, que permaneceu no poder até 1945, quando foi derrubada. REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 37


araraquarenses na Revolução de 32

voluntários que seguiram para os campos de batalha Segue a lista dos voluntários da cidade que seguiram em 32. Na frente dos nomes está a data de embarque (Pesquisa Hamilton Mendes) 01 - Dr. Celso Siqueira Cabral 02 - Daniel Pacheco 03 - José Arana 04 - Omar Viegas Bittencourt 05 - Narciso da Silva Cesar 06 - Laercio Moura Moraes 07 - Daniel Aranda 08 - Orlando de Carvalho 09 - José Benedicto R. Corrêa 10 - Alcebiades Ferraz 11 - Paulo de Carvalho 12 - Adail Pinto Mendes 13 - Rubens Fonseca 14 - Avelino Crispim 15 - Ediberto Costa Oliveira 16 - Benedicto Ribeiro Silva 17 - Diogo Rodrigues dos Santos 18 - Euclydes Valério dos Santos 19 - João Baptista de Souza 20 - João Ferreira 21 - José Antonio 22 - Mário de Souza Guedes 23 - Sebastião Elias Barbosa 24 - João Virgilio da Silva 25 - Antonio Padua Costa 26 - Luciano Cruz 27 - Wanderlei Bernardes 28 - Luiz dos Santos 29 - José Pinto da silva 30 - Affonso Ortiz 31 - Emiliano de Almeida 32 - Trajano Ribeiro 33 - Arthur da Silva Pessoa 34 - Leopoldo Paula Santos 35 - Enio Antonio Fortunato 36 - Daniel Viegas Bittencourt 37 - Dr. Rafael Mauro 38 - Dr. Aldo Cariani 39 - Dr. José Arantes de Almeida 40 - Sylvio de Arruda 41 - Paulo J. Monteiro 42 - Rubens Vaz 43 - Ernani Pinheiro Lima 44 - Theodomiro Guimarães 45 - Walquirio Galeazzi 46 - Francisco Arruda 47 - Joaquim Arantes de Almeida 48 - Hugo Cariani 49 - Dácio Corrêa de Almeida 50 - Decio Siqueira 51 - Euclydes de Almeida Silva 52 - José Monteiro Neto 53 - Nain Coury 54 - Antonio Mendonça

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55 - Roberto Wanderlei Kobis 56 - Dr. Octávio de Arruda Camargo 57 - Vicente Cesarino(MB-Morto em batalha) 58 - Dr. Herculano Graff 59 - José Vaz Paixão 60 - Altimo Corrêa A. Moraes 61 - Luiz Tescari 62 - Dr. Arthur Luite Chaves 63 - Nicola Tedesco 64 - Jarbas Meireles 65 - José da Silva 66 - Dr. Paulo Junqueira 67 - Jorge Euclides da Silva 68 - Osorio de Souza Mello 69 - José Marcondes Machado 70 - Sylvio Ramalho 71 - Júlio Cesar de Toledo Silva 72 - Otto Cerny 73 - Celso Villaça 74 - Mário Silveira Chaves 75 - Antônio Frontão Parreira 76 - José da Silva 77 - João Boni 78 - José Higino Veiga 79 - Célio Corrêa de Almeida 80 - Oswaldo Ramalho 81 - Carmelito Trintinelli 82 - Francisco Toledo Silva 83 - Albano Toledo Silva 84 - Diogenes Muniz Barreto (MB) 85 - Nicolino Tedesco 86 - João de Souza 87 - Alfredo Pires da Cunha 88 - Narciso Marcondes 89 - Valdivio da Silva 90 - José Barnabé 91 - João Rodrigues da Silva 92 - João Oliveira 93 - José Alves 94 - Francisco Ferreira 95 - Raul da Silva 96 - Antônio Candido 97 - José Fredericci 98 - Mário Barbugli 99 - Moacyr Barros Vieira 100- Archilis Vezzoni 101- Nello Luiz Acordi 102- Martinho Amaral 103- Carlos Vaz Paixão 104- Herold de Lorenzo 105- Adair Corrêa da Silva 106- José de Souza 107- Antônio Martini 108- Theodoreto Barboza Júnior

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109- Sylvio Fattori 110- Leonel Faria 111- Belmiro Pinto Ferraz 112- Amancio Gomes de Ramalho 113- Carlos Dunck 114- Dário Baroni 115- Gesislau Argondisio 116- Dr. Mário Moura Albuquerque 117- Aldo Lupo 118- Luiz Andrade de Carvalho 119- Waldemar Foz 120- Wilson Foz 121- Benedicto P. de Souza 122- Cidesio Ribeiro de Barros 123- Mário B. Amaral 124- Wladimir Ostoia 125- Laerte Machado de Barros 126- José Eugênio Muniz Aragão 127- Dr. Fernando Carrazedo 128- Cândido M. Barros 129- José de Arruda Camargo 130- Arrigo Raia 131- Candido de Moraes Rocha 132- José Negrini 133- Tertuliano Joaquim da Costa 134- Dr. Columbano Eppinghaus 135- José Bonifácio Ramos Pinto 136- Fernando Mendonça Darnillo 137- Alecio Mendonça de Carvalho 138- Ary Alves de Carvalho 139- Mário Zerbini 140- Adair Ferraz 141- Mário Ferraz 142- Danillo Lopes Galeazzi 143- Pedro Peres 144- Manoel Marques Sobrinho 145- Onofre Gonçalves 146- Leoncio Batista 147- Manoel Carvalho 148- Theodoro Nascimento 149- José Maria do Amaral 150- Francisco Barbieri 151- Luiz Marroco 152- José Benício de Souza 153- Moacyr Cordail Pires 154- João Carmelim 155- Leopoldo Mazzoni 156- Armando Pereira de Souza 157- Romão Reusing 158- Francisco Pedro 159- Bento Nogueira de Barros (MB) 160- João Ferraz dos Santos 161- Nilo Renda 162- Pedro Amorim

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araraquarenses na Revolução de 32 163- Antônio Caetano de Camargo 164- João Zaccaro 165- Bibiano Júlio Nogueira 166- Martiniano Góes 167- Domingos Tedesco 168- José Gomes Gouvea 169- Orlando Cunha 170- João Chagas 171- José Cesarini (MB) 172- José Gomes da Silva 173- Octávio de Oliveira (Ameduro) (MB) 174- Armando Albino 175- Mário Pinheiro 176- Jarbas Chagas 177- Genevel Ferreira 178- Ismael Falcão 179- Orival Ramalho 180- Benedicto Jorge Vieira 181- Andrelino Góes 182- Azevedo Alves do Prado 183- Carlos de Oliveira 184- Diogo De Lucca 185- João Olegário de Oliveira 186- Basilio Baptista 187- Manoel Alves da Silva 188- Herminio de Souza 189- Guido Brunelli 190- Benedicto Pires 191- Humberto J. Micelli 192- Rubens Duarte Pinto Ferraz 193- Dr. Henrique H. Helifeld 194- Trifônio Guimarães 195-Luiz Imbriani 196- Carlos Almeida Filho 197- Edgard Moraes Lacerda 198- Paulo Vieira Martins 199- Douglas Alves Figueiredo Siqueira 200- Mário Pinto Mendes 201- Mário Ramussem 202- Benedicto de Queiroz Cardoso 203- José Cerny 204- Heitor Soares 205- Álvaro de Souza Pinheiro 206- Francisco Marques 207- Armando De Angelis 208- Alberto Martini 209- Pedro de Almeida Filho 210- Aderico de Souza 211- Franco Cerny 212- Waldemar Couto 213- Orlando Moura Lacerda 214- José Soler 215- Geraldo Corrêa 216- João Arnoldi 217- Sebastião Pedrosa Moraes 218- Mário Domingos Boschini 219- Rubens do Amaral 220- João Nunes Cavalcanti 221- Simão Gorchonoff 222- João Pafela 223- Adelino Bonetti 224- Benedicto Pedrosa 225- Ramiro Silva

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226- Estevam Pereira da Silva 227- Bento de Campos 228- Raul Barbosa 229- Alfredo Cesarino 230- Manoel Velloza do Amaral 231- Vicente Barbato 232- Arcisio Bueno 233- Luiz Pradella 234- José Amâncio Filho 235- Secundino Paganini 236- Jehovah Bueno de Carvalho 237- Luiz Delfino 238- Armando Tabasso 239- Mário Bruno Brunelli 240- João Honório Falcão 241- Antônio Campos Machado 242- Almundio Sanches 243- Antenor de Oliveira Silva 244- Paschoal Giglio 245- Benedicto Barboza 246- Lindolpho Marques 247- Mário do Nascimento 248- José Arbini 249- João Augusto 250- Carmelindo Garcia de Godoy 251- João Baptista de Souza 252- José Barbieri 253- Reynaldo M. Barboza 254- Washington Natel 255- Benedicto Marcondes Moura 256- Pedro Francisco 257- Grisanto Ariel 258- Hermínio Jerônimo 259- Benedicto Soares de Oliveira 260- Casimiro Puadjumas (?) 261- Argemiro da Silva 262- Octaviano de Oliveira 263- Olivio Rosa 264- José Padilha 265- Benedicto Vonjuva 266- Augusto Castelo Branco 267- Benedicto de Oliveira 268- José Paulo (.....) 269- Santo Sant’Anna 270- Alcides Tavares da Silva 271- Helmut Kinast 272- João Freitas Lage 273- Orlando Casella 274- Antônio Gentil 275- Benedicto Negrini 276- José Camargo 277- Álvaro Brito 278- Ivo Cariani 279- Orlando Arantes de Almeida 280- Alfredo Pereira de Souza 281- Antônio Alfieri Filho 282- João Baptista dos Santos 283- João fellippe da Silva 284- Amélio Nogueira 285- Sebastião Ferreira 286- Honorato Antônio Ferreira 287- Antônio Taconelli 288- José Carlos (.....)

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289- Sebastião Moraes Campos 290- Monoel de Oliveira 291- Júlio Zaccaroff 292- Miguel Pongitori 293- Eduardo do Amaral Oliveira 294- Francisco Teixeira de Freitas 295- Luiz Affonso de Carvalho 296- Rubens Cabral Salinas 297- Demostenes Muniz Barreto 298- André Castellani 299- Oswaldo Couto 300- Nicolau Piticini 301- Indio Brasileiro Borba 302- Romulo Lupo 303- Procópio de Oliveira 304- Joaquim Lourenço 305- Joaquim de Campos 306- Pedro Alves da Cunha 307- Alfredo Martins dos Santos 308- Francisco Melhado 309- José Rangel 310- Mathias Pereira da Silva 311- Martiniano de Souza 312- Arlindo Alves Barreto 313- Mário Cypriano 314- Agenor Corrêa Fonseca 315- Paulo Ribeiro 316- Antônio Ferreira 317- Hermínio Ribeiro 318- Angelo Cizoto 319- Epaminondas Gonzaga de Sá 320- Carlos Botoni 321- João Rodrigues da Silva 322- João Six (....) 323- Jorge Lacerda de Carvalho 324- João Mendes de Barros Filho 325- Catharino da Silva 326- Homero Honório Ferreira 327- Orival Ramalho 328- João Baptista Souza Pinto 329- Simão Ortega 330- Orlando Arena 331- Adair Corrêa de Moraes 332- João Munhoz 333- Idelmo (?) Somezatto 334- Rafael Blundi 335- Álvaro Ferraz 336- Eduardo Vaz Paixão 337- Almendes Luiz Beruci 338- Durval Faria Fraga 339- João Borba 340- José Salim 341- Jurandir Gonçalves Ferreira 342- Djalma Eppinghaus 343- Luiz Carvalho Garcia 344- Claro Amaral 345- Eduardo Passafaro 346- Anésio P. Aguiar 347- Abilio Alves 348- Benedicto Nogueira 349- Waldemar Albino 350- Fernando Bergo 351 - Paulo Eduardo Pimentel

-19/08/1932 -19/08/1932 -19/08/1932 -19/08/1932 -19/08/1932 -19/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 - 24/08/1932 - 24/08/1932 - 24/08/1932 - 19/08/1932 - 20/08/1932 - 20/08/1932 - 22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -22/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -24/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932 -27/08/1932

REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 39


352Danilo Alves Martins 27/08/1932 -16/09/1932 araraquarenses na Revolução de 32 453- Olympio Conceição 353- Américo Dacoleto -27/08/1932 454- Braz Dias -16/09/1932 354Antônio Ferrari -27/08/1932 455José Guimarães -16/09/1932 Pesquisa e texto - Por Hamilton Mendes Pesquisa e texto - Por Hamilton Mendes 355- Rodolfo Aguiar -27/08/1932 456- Torquato Abno -16/09/1932 356Roberto Shiavonpor volta de 1600. -27/08/1932 457Josécomeçou Ferraz Tudo começou Tudo por volta de 1600.-16/09/1932 357Pedro Francisco de Castilho 27/08/1932 458Hermínio Carlos Balbino Naqueles tempos, São Paulo era uma proNaqueles tempos, São Paulo era-16/09/1932 uma pro358Carmo Corbi A lavoura açucareira, - 27/08/1932 459Atôniopobre. Carlos Balbino -16/09/1932 víncia pobre. base e víncia A lavoura açucareira, base e 359João Baptistade Moraes - 27/08/1932 460Manoel Neves de seu progresso estava -16/09/1932 fundamento seuFilho progresso estava em fundamento em 360Mário Scalamandré - 27/08/1932 499Mário firmino de Souza pelas plantações -16/09/1932 declínio, suplantada pelas plantações de declínio, suplantada de 500Josédo joaquim da Silva cana do norte e nordeste, cujas terras lecana norte e nordeste, cujas-16/09/1932 terras le*vavam A página em que constavam os nomes dos 361ºdo ao 501Francisco Marques deem Souzarelação as -16/09/1932 vantagem em relação as nossas vavam vantagem nossas do 403º voluntários que seguiram entre os dias 28/08 e 502ArthurAlém Arruda Campos -16/09/1932 litoral. Além disso, Bahia e Pernambuco litoral. disso, Bahia e Pernambuco 30/08 de 1932 para os campos de batalha se perdeu. 503Nildemara Cajado 19/09/1932 ficavam a uma distância menor que de ficavam uma distância muito -menor de Com isso, 42 (quarenta e dois) muito araraquarenses 504Antôniocom Cândido -19/09/1932 embarcaram entre datasconsumindo na Estação ferroviária, Lisboa, com a essas viagem cerca Lisboa, a viagem consumindo cerca 505(.....) de navegação. -19/09/1932 talvez, identificados. de 30 nunca dias asejam menos de navegação. de Joaquim 30 diasLuiz a menos 506- Benedicto Domingues -19/09/1932 507Alexandres Lopes 404Israelda Libório Moral história: Enquanto no -31/08/1932 nordeste Moral da história: Enquanto no-19/09/1932 nordeste 508José Oliveirarespirava-se Bonfim -19/09/1932 405José Soares da Silva -31/08/1932 açucareiro respirava-se lusitanidade, em São açucareiro lusitanidade, em São 509Antônio Romaniem um regime de-19/09/1932 406Josévivia-se Theodoro em um regime de -31/08/1932 Paulo completo Paulo vivia-se completo 510João gonçalves -19/09/1932 407Benedictopor gonçalves Oliveira -31/08/1932 abandono partededa Coroa. O tratamento abandono por Amorim parte da Coroa. O tratamento 408Manoel do Carmo diferenciado deu aos paulistas certa-31/08/1932 independiferenciado deu aos paulistas certa indepen409Francisco Araújo Nada existe nos-31/08/1932 dência de atitudes. arquivos dência de atitudes. Nada existe nos arquivos 410José Pinto da Silva -31/08/1932 da Câmara Planaltina quanto a importantes da Câmara Planaltina quanto a importantes 411Sebastião Ferreira daqueles da Silva -31/08/1932 acontecimentos períodos. Aconacontecimentos daqueles períodos. Acon412Lopes da -31/08/1932 teceBenedito a tragédia deSilva D. Sebastião, nada; morre tece a tragédia de D. Sebastião, nada; morre 413José Soares da Silva uma só linha de-05/09/1932 D. Henrique, e nem registro; D. Henrique, e nem uma só linha de registro; 414Joaquim Romão da Silva e a Câmara permane-05/09/1932 Felipe apanha a Coroa, Felipe apanha a Coroa, e a Câmara permane415Joaquim O Pinheiro -05/09/1932 ce calada. povo paulista já naquela época ce calada. O povo paulista já naquela época 416Rodriguesdedaseu Silvaespírito insubmisso. -05/09/1932 davaJosé mostras dava mostras de seu espírito insubmisso. 417- Natalino Motta -05/09/1932 418LuizoToledo Piza -05/09/1932 Logo, inexplorado interior de São Paulo Logo, o inexplorado interior de São Paulo 419José Sampaio -06/09/1932 começava a receber, aos montes, pousacomeçava a receber, aos montes, pousa420Borghi abertas pelos destemidos -06/09/1932 das Lorival e trilhas das e trilhas abertas pelos destemidos 421Benedicto Ramosada Costa -06/09/1932 bandeirantes paulistas. Enquanto uns bandeirantes paulistas. Enquanto uns 422Camargo -06/09/1932 iamAntônio ficando pelas pousadas, iniciando iam ficando pelas pousadas, iniciando 423Paulo de Toledodas cidades do interior -06/09/1932 assim muitas banassim muitas das cidades do interior ban424José de Oliveira -06/09/1932 deirante, outros seguiam em frente e fodeirante, outros seguiam em da frente Objetivo é perpetuar a memória e os valores geraçãoedefo32 425Troiani -06/09/1932 ramMiguel desbravando o Brasil. ram desbravando o Brasil. 426- José Dias Guimarães -06/09/1932 427- Joaquim Ignácio - 06/09/1932 428- Antônio Manuel - 06/09/1932 429- Custódio de Almeida - 06/09/1932 430- Antônio dos Santos -06/09/1932 431- José Mesquita -06/09/1932 432- José Romão de Andrade -09/09/1932 433- Antonio dos Santos -09/09/1932 434- Eugênio Virgilio da Trindade -10/09/1932 435- Vicente Alves de Lima -10/09/1932 436- Jacob Mesquita -10/09/1932 437- Thomaz Facaro -10/09/1932 438- Reynaldo Maricata -10/09/1932 439- Martin Petersen -10/09/1932 Manifestação diante da antiga Casas Barbieri durante a Revolução 440- Banto de Paula Machado -10/09/1932 de 32. Na foto abaixo, o mesmo local nos dias de hoje 441- Benedicto Moisés -10/09/1932 442- Antônio Sampaio Peixoto -02/09/1932 443- Cyro Augusto Corrêa -02/09/1932 444- Oscar Tecco -02/09/1932 445- José Agostinho Silva -12/09/1932 446- Júlio Hortencio -12/09/1932 447- Yisto Bernardes -12/09/1932 448- Sebastião Martin Ferrajota -12/09/1932 449- Samuel Lourenço -12/09/1932 450- Pedro Fernandes -12/09/1932 451- Antônio José Lourenço -12/09/1932 452- Guilherme Grasiato -12/09/1932

40 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

511- Oscar Polçon de Camargo -19/09/1932 512- Pedro Teixeira Mota -19/09/1932 513José Simão Oliveira -19/09/1932 Pesquisa e textode- Por Hamilton Mendes 514- Pedro Raimundo -19/09/1932 515Affonso de Souza por Brancovolta de 1600.-26/09/1932 Tudo começou 516Joaquim Antônio de Oliveira Naqueles tempos, São Paulo era-25/09/1932 uma pro517José Alves -25/09/1932 víncia pobre. A lavoura açucareira, base e 518Benedito Mathians Oliveira -25/09/1932 fundamento de de seu progresso estava em 519Geraldo Barbosa -25/09/1932 declínio, suplantada pelas plantações de 520Alcebiades Villela e nordeste, cujas-26/09/1932 cana do norte terras le521Augusto Cavalcanti deem Araújo vavam vantagem relação as -26/09/1932 nossas do 522João Baptista -26/09/1932 litoral. Além Soares disso, Bahia e Pernambuco 523AntônioaCoronato ficavam uma distância muito -26/09/1932 menor de 524Paulo Otto -27/09/1932 Lisboa, com a viagem consumindo cerca 525Fernandes Filho de navegação. -27/09/1932 de Bento 30 dias a menos 526- João Neves -27/09/1932 527Márioda Coronato Moral história: Enquanto no-27/09/1932 nordeste 528Jerônimo Marques -27/09/1932 açucareiro respirava-se lusitanidade, em São 529Benedito Brasileiro Souzaregime de-27/09/1932 Paulo vivia-se emdeum completo *abandono Dna May de Souza do médico Dr. Gavião de por Neves, parteesposa da Coroa. O tratamento Souza Neves serviudeu como São Paulo, mas diferenciado aosenfermeira, paulistasemcerta indepensomente foram inseridos na lista.nos Somados aos dênciahomens de atitudes. Nada existe arquivos militares da Força Pública (hoje PM) a estimativa é que de da Câmara Planaltina quanto a importantes Araraquara tenham seguido pelo menosperíodos. 541 voluntários. acontecimentos daqueles Acontece a tragédia de D. Sebastião, nada; morre D. Henrique, e nem uma só linha de registro; Felipe apanha a Coroa, e a Câmara permanece calada. O povo paulista já naquela época dava mostras de seu espírito insubmisso. Logo, o inexplorado interior de São Paulo começava a receber, aos montes, pousadas e trilhas abertas pelos destemidos bandeirantes paulistas. Enquanto uns iam ficando pelas pousadas, iniciando assim muitas das cidades do interior bandeirante, outros seguiam em frente e foram desbravando o Brasil.

Inaugurado em 9 de julho de 1934 com os corpos dos araraquarenses mortos em 32 no seu interior, Monumento da Bento de Abreu já foi um Mausoléu e ficava no Cemitério São Bento


Araraquara 200 anos empresarial Eventos do 56º Núcleo do MMDC Heróis de Araraquara

A ACia vai contar essa história:

Araraquara empresarial 200 anos

P

or iniciativa da atual diretoria da ACIA, à população terá acesso em breve a um minucioso levantamento sobre o desenvolvimento comercial e industrial da cidade através dos tempos. Em vídeo, no formato de documentário e também impresso, o trabalho é todo ele baseado em dados e documentos oficiais, além de publicações inseridas na imprensa local e nacional. Trata-se de uma espetacular viagem no tempo, que nos permitirá conhecer um pouco mais sobre a saga vivida pelos araraquarenses do passado. Foram eles, afinal, os responsáveis pela construção da Araraquara em que vivemos, uma cidade planejada, arborizada, com infraestrutura completa e economicamente forte.

Ótica da família Lupo em anúncio dos anos 30

Anos 30. Araraquarenses desenvolvendo motor a álcool

R “

econhecida como uma das melhores cidades do país para se viver, Araraquara chega aos 200 anos mostrando fôlego, e enfrentando a grave crise econômica e política vivida pelo país gerando empregos. A força de nossa economia vem do esforço e empreendedorismo de nossa gente. É essa história que vamos contar. Os araraquarenses do passado merecem essa homenagem, e é uma saga que devemos deixar registrada para os que vierem depois de nós”, disse José Janone Júnior, presidente da Acia e mentor no projeto. Conheça a seguir uma pequena amostra do trabalho ora em curso, que será entregue ainda dentro do Bicentenário da cidade.

REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 41


araraquara - 200 anos empresarial

Araraquara através dos tempos Por Hamilton Mendes Tudo começou por volta de 1600. Naqueles tempos, São Paulo era uma província pobre. A lavoura açucareira, base e fundamento de seu progresso estava em declínio, suplantada pelas plantações de cana do norte e nordeste, cujas terras levavam vantagem em relação as nossas do litoral. Logo, o inexplorado interior de São Paulo começava a receber, aos montes, pousadas e trilhas abertas pelos destemidos bandeirantes paulistas. Enquanto uns iam ficando pelas pousadas, iniciando assim muitas das cidades do interior bandeirante, outros seguiam em frente e foram desbravando o Brasil.

Vila da Constituição, hoje Piracicaba. A punição teria ocorrido em razão de Pedro José Neto ter esbofeteado o Capitão Mor de Itu, cidade onde pretendia se instalar definitivamente. Caminhando pelas matas, o casal chegou até onde hoje está a cidade de São Carlos. Andando mais um pouco se depararam com os planos Campos de Araraquara. Gostaram, e ficaram.

“Freguezia” de São Bento de Araraquara A iniciativa do povo de São Paulo atraiu novos aventureiros de outras regiões. Gente como a nossa disposta a ir à luta e buscar uma nova vida sem nada esperar da Côrte portuguesa. E foi com um desses homens que teve início nossa história. Por volta de 1790, Pedro José Neto, nascido em Nossa Senhora de Inhomerim, Bispado do Rio de Janeiro, e sua esposa Ignacia Maria Rosa, nascida em Nossa Senhora do Pilar, também Bispado do Rio de Janeiro, embrenharam-se nas matas fugindo do degredo na

Aqui, em 1805, Pedro José Neto e seus filhos construíram uma Capela de palha e logo pediram que fosse “...erecta em Freguezia desmembrada de Constituição”. A justificativa era à distância e os perigos que um padre teria que enfrentar para chegar até aqui. Alguns anos depois, finalmente, um religioso, o Padre Malachias, é designado para cá e começa a dar os sacramentos antes mesmo de regularizada a situação do povoado. Pouco depois, graças a doação verbal de “400 bra-

araraquara em fotos: ontem e hoje Rua São Bento, com Avenida Brasil - anos 10

42 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

ças em quadra” por parte do Padre Joaquim Duarte Novaes, é criada em 22 de agosto de 1817, pela Resolução Nº.32 do Reino, a “Freguezia de São Bento de Araraquara”. Passados pouco menos de 3 meses de sua maior vitória, o fundador de Araraquara falece vítima de um coice de mula. A pequena Araraquara, no entanto, começa a se organizar, chegam novos moradores, uma nova Capela, agora de tijolos é construída no lugar daquela de palha, e em 29 de dezembro de 1827, Araraquara pede um professor ao Presidente da Província. Quatro anos depois, D.Pedro-I abdica ao trono do Brasil e é criada as pressas, no Rio de Janeiro, uma Regência Trina Provisória para governar em nome do novo imperador, Pedro-II, então com apenas 5 anos de idade. Um dos membros da Regência era o Sr. Nicolau de Campos Vergueiro, proprietário de Sesmaria na região de Araraquara. Interessado no desenvolvimento da região, o Sr. Nicolau empenhou-se na elevação da pequena Freguesia de São Bento, a condição de Vila. Araraquara ainda engatinhava, mas tinha um líder político influente cuidando de seu futuro.

A origem da palavra Ára (dia,claridade,luz). – Coara (buraco ou cova). Araraquara, Morada do Sol. Nos campos de Araraquara nasceu a cidade, e a denominação dada pelos índios, ficou.


araraquara - 200 anos empresarial As Nações indígenas, porém, estavam por toda parte, e com eles, seus costumes, sua língua e muitas outras “Araraquaras”. No Dicionário Corográfico e Estatístico de Pernambuco – 1908,Vasconcelos Galvão citas dois rios localizados no Espírito Santo que se chamavam Araraquara, sendo que ao lado de um deles, havia um Engenho, fundado ainda antes da Invasão holandesa, que levava o mesmo nome. Na Carta Corográfica da Capitania de São Paulo de 1766, consta a seguinte citação: “... um riacho que corre entre as gargantas da Serra Araraquara....engrossando-se com o ribeiro do mesmo nome...”.Já o astrônomo português, Dr. Francisco José de Lacerda Almeida, que por ordem do governo chefiou diversas expedições pelo interior do país, ao passar pelo rio Tietê, em 24 de outubro de 1788, escreveu o seguinte:”...com 3 horas de navegação...se avista à distancia de 3 légoas para N.E. uns Montes de chamão de Araraquara....”. Importante dizer que a vasta cordilheira chamada de Montes Araraquara era a da margem direita dos rios Tietê e Piracicaba, e dava o mesmo nome ao vastíssimo território compreendido entre os rios Mogi-Guaçú, e o Rio Grande, seguindo até o Paraná.No Amazonas, na divisa com a Venezuela, havia uma Serra Araraquara. Junto à Rio Branco, outra serra do mesmo nome, e mais uma a esquerda do Alto Japurá. A serra na divisa com Minas, próxima a Monte Santo, em Batatais, também tinha a mesma denominação. Já o Morro Araraquara, por sua vez, também a direita do rio Piracicaba, ficava pelos lados de onde hoje está Itirapina. Este sim, na direção dos chamados Campos de Araraquara, onde mais tarde nasceria aquela que eternizaria a palavra indígena; nossa cidade.

Acorrentados Um documento curioso de nossa história é o que trata de jovens araraquarenses alistados para servirem na Guarda Nacional, o 1º Serviço de Alistamento Militar do país que recrutava membros entre o povo, no período do império. Trata-se de um recibo de 1839, firmado pelo carcereiro de Constituição, hoje Piracicaba, ao receber prisioneiros e jovens de Araraquara escolhidos para o Serviço Militar de então. O documento diz o seguinte: “Recebi do Sr. Demétrio José Xavier 7 presos de crimes e 5 recrutas e todos ficaram na mesma corrente que se transportou a dita escolta de São Bento de Araraquara pó não haver outra que pudesse servir....”.

Enterrados na igreja Matriz Nos primeiros tempos de Araraquara, os enterros eram feitos na Igreja Matriz que, para tal fim, tinham parte de seu piso retirado onde se abriam as covas. Os mais ilustres, como Pedro José Neto, por exemplo, eram enterrados em baixo do altar. Era o costume da época. Em 1º de outubro de 1828, simultaneamente com Portugal, o governo aprovou uma lei proibindo a pratica e ordenando a todas as Freguesias, Vilas e Cidades que construíssem, sem demora, cemitérios para esses fins. Em terras portuguesas a iniciativa causou indignação geral, o que acabou por motivar uma rebelião popular que ficou conhecida como a “Revolução da Maria da Fonte”, quando o povo se insurgiu

contra a obrigação de se construir cemitérios. No Brasil não aconteceram revoluções, porém, o descontentamento também foi geral. Em Araraquara, os moradores do período protestaram com veemência contra a lei que obrigava o enterro seus entes queridos no cemitério, ainda por se construir, em detrimento do solo sagrado da igreja. Um dos principais argumentos utilizados pelos araraquarenses de então, era que “...um Cristão não pode ser enterrado como Cains...”. A confusão foi uma das principais “dores de cabeça” enfrentadas pelo Sr. Carlos José Botelho, 1º Presidente da Câmara Municipal da Villa de São Bento de Araraquara, eleita e empossada em 24 de agosto de 1833. Como o assunto não se resolvia, o Presidente da Província de São Paulo passou a pressionar os vereadores de Araraquara no sentido de se implantar as medidas exigidas na lei. Pressionada, de um lado, pela

Igreja Matriz

araraquara em fotos: ontem e hoje Rua 9 de julho, com Av. Feijó - 1971

REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 43


araraquara - 200 anos empresarial população local, e de outro, pelo Presidente da Província, os vereadores adiaram o quanto puderam a solução da questão. Capitularam, no entanto. E o cemitério saiu do papel.

Vila de São Bento de Araraquara Pelo decreto Regencial de 10 de julho de 1832, várias Freguesias foram erigidas na Província de São Paulo. No mesmo documento, a Regência, em nome do Imperador D.Pedro-II, pelo Artigo-1º da Resolução da Assembléia Geral Legislativa, tomada sobre outra do Conselho fiscal da Província de São Paulo, determinou que “Ficam erectas em Villas as Freguezias de Santo Amaro...; de São João do Capivary de Porto Feliz; de São Bento de Araraquara, do termo da Villa da Constituição”. Elevada a condição de Vila, procedeu-se a um período de regulamentação das divisas de Araraquara com Constituição. Finalmente, em 24 de agosto de 1833, na casa do Capitão Manuel Joaquim Pinto de Arruda, com a presença do Presidente da Câmara da Vila da Constituição, foi lido o Decreto da Regência que criava a “Villa de São Bento de Araraquara”. Leu-se, também, um ofício do Presidente da Província de São Paulo e, finalmente procedeu-se ao juramento e posse dos vereadores que compuseram a 1º Câmara Municipal de Araraquara.

Araraquara e São Carlos O 1º Presidente da Casa foi o Sr. Carlos de Arruda Botelho, que era casado com Dona

Cândida, proprietário da Sesmaria do Pinhal, que fazia parte de Araraquara, e onde mais tarde nasceu a cidade de São Carlos. Botelho era pai do Conde do Pinhal, político ativo naquela cidade e Presidente da Câmara de Araraquara entre os anos de 1857-1860. Uma curiosidade: no ano de 1857, durante o primeiro ano do mandato do Conde do Pinhal como presidente da Câmara Municipal de Araraquara, os vereadores araraquarenses aprovaram uma Lei desmembrando as terras onde hoje se localiza a cidade de São Carlos de nosso município, o que deu início a vizinha cidade. Na mesma lei a Câmara autorizou a doação de terras naquela localidade para quem quisesse se instalar lá.

Atos Um dos primeiros atos dos vereadores locais foi a criação da Guarda Nacional de Araraquara, de acordo com ordem emanada pelo Presidente da Província de São Paulo em ofício datado de 2 de julho de 1833. Pouco mais de um ano depois foi promulgado no Rio de Janeiro um Ato adicional que extinguia o Conselho de Estado, concedia autonomia as Províncias e substi-

araraquara em fotos: ontem e hoje Av São Paulo entre Ruas 2 e 3 - início século 20

44 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

Anúncio Bazar 77 veiculado na Revista da EFA, edição do ano de 1938

tuía a Regência Trina pela Regência Uma e eletiva.

Dinheiro do bolso Durante 42 anos foi usual a prática de se efetuar os pagamentos da municipalidade mediante Mandados assinados por todos os vereadores. As autoridades, no entanto, sofriam com a falta de recursos para hon-


araraquara - 200 anos empresarial rarem os compromissos da pequena Vila e era comum os mesmos pagarem os mesmos com recursos do próprio bolso.

1º Tribunal do Júri Entre os dias 12 e 14 de agosto de 1841, realizou-se o 1º Tribunal do Júri da história de Araraquara. Acusado de homicídio, o réu era o Roceiro Maximiliano Felisbino, que recebeu a pena de 12 anos de prisão com trabalhos.

Estradas de ferro Em 1852, pela lei nº641, de 26 de junho, o governo foi autorizado a conceder a uma ou mais empresas o direito de construir um caminho de Ferro que fosse terminar nas Províncias de Minas e São Paulo. O prazo era de 90 anos, garantia de juros de 5% e a obrigação por parte da Companhia de não possuir escravos.

Araraquara em 1861 O rendimento da Câmara de Araraquara em 1861 era de 590$000, sendo 310$000 da Vila, 180$000 do distrito de Jaboticabal e 100$000 do distrito de São Carlos. Um ano depois, pelos registros da época, a Vila de São Bento de Araraquara informou ao Presidente da Província que aqui se produzia por ano: “2.000 cabeças de gado; 70.000 porcos; 1.000 arrobas de fumo; 5.000 arrobas de algodão; 20.000 arrobas de café e 4.000 canadas de aguardente”. Além disso, a Vila possuía 30 fábricas de “assucar”.

Questão britânica e Guerra Já em 1863 a Câmara de Araraquara felicitou por ofício “...S. Majestade o Imperador pelo brio e energia com que soube sustentar a honra nacional na questão britânica da Côrte”. Um ano depois, em 1864, estourou a Guerra Civil no Uruguai envolvendo cidadãos brasileiros radicados naquele país e criando incidentes e violações na fronteira com o Brasil, o que gerou a reação e protestos do Rio Grande do Sul. Diante disso, D. Pedro-II declarou Guerra ao Uruguai.

Invasão do Mato Grosso Em reação a ação brasileira no Uruguai, o ditador paraguaio Solano Lopes, ordena a invasão do Mato Grosso por tropas paraguaias. A indignação no Brasil foi imediata, é promulgada a lei de criação dos Corpos de Voluntários da Pátria e estoura a Guerra do Paraguai.

Araraquara na Guerra do Paraguai Em Araraquara se procediam entusiasmadas manifestações de patriotismo, havendo grande movimentação das autoridades e do povo no sentido de se formar

Pio Corrêa da Rocha - Guerra do Paraguai

um contingente de jovens araraquarenses para servir a Pátria. Araraquara mandou 32 jovens para os campos de batalha, pouco mais da metade deles retornou com vida. O detalhe a ser registrado é que daqui nãopartiram escravos para Guerra, todos os voluntários eram de famílias conhecidas na comunidade.

Autorização para exploração de ouro e prata Em 8 de setembro de 1873, foi lido ofício do Dr. Hermógenes Pereira de Queiroz e Silva

araraquara em fotos: ontem e hoje Igreja Santa Cruz anos 40

REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 45


araraquara - 200 anos empresarial que solicitava autorização para explorar ouro e prata em Araraquara. A Câmara informou nada saber sobre a existência destes metais. Já em 14 de maio de 1874, os vereadores dirigiram uma representação a S. Majestade pedindo que o traçado da “...estrada de Rio Claro ao Mato Grosso, do engenheiro Pimenta Bueno, passasse por esta Villa”.

Denominação das ruas Na Sessão de 14 de julho de 1877 o vereador Carlos Baptista Magalhães indicou que se desse nomes a todas as ruas da Vila de são Bento de Araraquara. Aceita a proposta, as vias ficaram assim denominadas: Rua Santa Cruz, Rua do Comércio (hoje Rua 9 de Julho), Rua São Lourenço, Rua Luiz Pinto, Rua Ipiranga, Rua Formosa, Rua Sampaio, Rua Santo Antônio, Rua da Boa Morte (hoje avenida D. Pedro II), Rua das Flores, Rua São João Baptista, Rua 7 de Setembro, Rua Capitão Manuel Joaquim, Rua Dr. Candido, Rua São Phelipe e Rua José Inocêncio. Os Largos ficaram assim denominados: Largo Santa Cruz, Largo da Matriz e Largo da Boa Morte. O último é o Jardim da Independência, ou Jardim Público.

Estrada de ferro Pelo Decreto Nº.7.828 de 4 de outubro de 1880, foi feita a concessão para a construção de uma estrada férrea de Rio Claro a Araraquara. Com os direitos adquiridos o Conde do Pinhal, organizou a Companhia Rio Claro de Estradas de Ferro e construiu a estrada até São Carlos. Em seguida, veio até Araraquara onde negociou com ilustres locais ações da empresa no valor de 600 contos, com a promessa de trazer a estrada até nossa cidade.

Rua do Comércio, atual Rua 9 de julho, entre as Avenidas Feijó e Espanha em foto datada como sendo do ano de 1922

Clube Araraquarense No ano de 1882 um grupo de notáveis da cidade se reuniu e resolveu criar um espaço para danças e jogos na cidade. Nascia o Clube Araraquarense. Inaugurada em 1885, sua primeira sede ficava na Rua São Bento (Rua 3), exatamente onde mais tarde se construiu o cinema Paratodos, depois Cine Capri, e onde hoje funciona uma igreja evangélica.

Inauguração da ferrovia Em 18 de setembro de 1885, com muita festa, inaugurou-se o tráfego provisório do prolongamento da estrada de ferro entre

araraquara em fotos: ontem e hoje Teatro Municipal início dos anos 60

46 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

São Carlos do Pinhal e Araraquara. A ferrovia chegava por aqui.

Visita real No dia 6 de novembro de 1886, Araraquara recebia a visita de D. Pedro-II. O imperador andou pela cidade, fez doações, almoçou na casa do Dr. Margarido da Silva, e explicou aos araraquarenses da época sobre o real significado da palavra Araraquara.

Cidade de Araraquara Pouco menos de um ano depois, em 6 de fevereiro de 1889, por intermédio de um


araraquara - 200 anos empresarial decreto da Assembleia Legislativa Provincial assinado pelo Presidente da Província, a Vila de são Bento de Araraquara foi elevada a categoria de cidade. A instalação oficial da “Cidade de Araraquara” se deu em 23 de fevereiro de 1889, em Sessão extraordinária da Câmara Municipal local.

Proclamação da República Nove meses depois, em 15 de novembro, foi proclamada a República no Brasil e D. Pedro-II, juntamente com toda a família Real e seus auxiliares foram expulsos do país. Em 25 de janeiro de 1891 encerra-se o período do Governo Provisório e o Marechal Deodoro da Fonseca assume com 1º Presidente da República do Brasil. Meses depois, em meio a uma grande crise, Deodoro renunciou e entregou o poder ao Vice Presidente Floriano Peixoto.

quena empresa que mais tarde viria a ser a Cia. Estrada de Ferro Araraquara (EFA). Dois anos mais tarde foi criado o Grupo Teatral do “Circolo Italiano” de Araraquara, fundado pelos senhores Henrique Lupo, João Lupo, Bonetti, Zerbini, Paulo Alimonda e Vicente Abramo, pai da atriz Lélia Abramo e do artista Lívio Abramo.

Guarda Nacional Para não governar com um congresso hostil, Campos Salles deu início a Política dos Estados. Era a força da oficialidade da Guarda Nacional no interior fazendo a diferença e dando sustentação ao regime.

Como funcionava Através da Política dos Estados, Campos Salles obteve o apoio do Congresso através de relações de apoio mútuo e favorecimento político entre o governo central, representado pelos presidentes da república e os estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que os governos municipais apoiassem a política dos governos estaduais, e que, por sua vez, os governos estaduais apoiassem a política do governo federal. Com esta forma de governar Campos Sales

Tragédia Os dois líderes políticos em Araraquara na época eram o Cel. Antônio Joaquim de Carvalho, Republicano, e o Coronel Joaquim Duarte Pinto Ferraz, Monarquista. Foi a partir de um conflito entre as duas facções que aconteceu a tragédia do linchamento dos Britos, acontecida na noite do dia em que foi rezada a missa de 7º dia da morte do Cel. Antônio Joaquim de Carvalho, assassinado a tiros de garrucha por Rosendo de Brito.

EFA e o Circolo Italiano No ano de 1896, por iniciativa de Carlos Baptista Magalhães, formou-se uma pe-

araraquara em fotos Rua São Paulo, com Estação ferroviária - anos 10

REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 47


araraquara - 200 anos empresarial conseguiu a estabilidade política do Brasil. Esta política fora iniciada e testada, anteriormente, quando Campos Sales, como governador de São Paulo, garantiu o poder local dos coronéis desde que eles se filiassem ao PRP e apoiassem os governadores de São Paulo.

Uma nova Cidade O nascimento da nova Araraquara No ano de 1902 era fundada a Santa Casa de Misericórdia de Araraquara. Na época, a arte fotográfica no município, trazida por imigrantes, sobretudo italianos, tinha uma técnica que produzia fotos no estilo cartão postal no tamanho 6X5 montados em uma espécie de papel cartão um pouco maior que as fotos, normalmente feitas para presentear alguém.

Iluminação elétrica Afonso Pena implanta o Plano de Valorização do café, comprando toda a safra do produto para armazená-la e vende-la quando o preço estivesse em alta. O período foi de grandes ganhos financeiros para Araraquara, já que a economia da cidade era impulsionada pela fruta. Em 2 de março de 1907 foi autorizada a abertura de concorrência para a iluminação elétrica de Araraquara. Em 21 de agosto do mesmo ano a Câmara aceitou a proposta recebida para fornecimento de luz elétrica para a Praça da Matriz.

Igreja Santa Cruz, calçamento e empresa Na Sessão da Câmara Municipal levada a efeito no dia 2 de setembro de 1908 foi aprovado em segunda discussão o projeto que autorizava o Prefeito a comprar um terreno destinado a construção da igreja Santa Cruz. Já em 1º de julho de 1909 decidiu-se pela ampliação dos serviços de calçamento dos passeios públicos para todo o centro da cidade. Também na época foi criada a “Empresa de Electricida48 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

de de Araraquara”, principal responsável pela iluminação elétrica da cidade.

Banco de Araraquara No ano de 1911 foi fundado o Banco de Araraquara, um dos grandes responsáveis pelos investimentos que fomentaram o comércio e a lavoura locais. Coube a ele grande parcela de participação na construção da nova cidade que se construía.

Nascimento do Tiro de Guerra Em 10 de setembro de 1911 resolve-se criar a Linha de Tiro Cívica de Araraquara, hoje Tiro de Guerra. A Linha entra em atividade no início de outubro.

Teatro Municipal Também em 1911, em reunião realizada na sede do Clube araraquarense no mês de novembro, é formada a Sociedade Anônima Teatro Municipal. As obras para a construção da casa de espetáculos se iniciam já no princípio de 1912.

Prédio do museu Em 27 de junho de 1912, a Câmara Municipal expediu ofício a Prefeitura autorizando a reforma do prédio onde funcionava a cadeia local para adaptá-lo de forma a que pudesse receber as instalações da Câmara Municipal. Trata-se do mesmo prédio onde hoje se encontra o Museu Voluntários da Pátria.

1ª Guerra Mundial e fundação da Beneficência Portuguesa No ano de 1914 estoura a 1ª Guerra mundial na Europa. Bazares de Araraquara começam a vender enormes mapas onde, com alfinetes, os araraquarenses da época acompanhavam o desenrolar do conflito. Em 18 de agosto do mesmo ano é fundada a Beneficência Portuguesa. No ano de 1915, a população exigia a construção de um mercado.

Prédio da Casa da Cultura Em fevereiro do mesmo ano é inaugurado o prédio onde hoje funciona a Casa da Cultura, com a abertura do Araraquara College no local. É também em 1915 que se dá a inauguração do Teatro Municipal de Araraquara, que foi construído no mesmo lugar onde hoje está o prédio da Prefeitura. A beleza de suas formas, suas luminárias, salas e gabinetes eram deslumbrantes. Sua inauguração foi um caso a parte da história de Araraquara. A cidade mudava rápido.

Tiro de Guerra II Em 1917 o Brasil vivia uma grande crise com greves por todo o país. Apesar da crise, Araraquara continuava crescendo. Em outubro daquele ano a Linha de Tiro Cívica de Araraquara foi incorporada ao exército e recebeu a designação numérica 610, passando a se chamar Linha de Tiro nº 610. Começava ali o Serviço Militar obrigatório em Araraquara. A partir daquele ano passaram a se realizar os sorteios que determinavam quais jovens araraquarenses serviriam o exército, porém, o jovem sorteado fazia o serviço em quartéis de fora. 1917 marca também a realização da 1º Feira Livre realizada no município, e ela se dava na Praça Municipal (hoje Pra Pedro de Toledo). Um ano depois, em 1918 foi inaugurado o Hotel Municipal.

Escola de Artes e Ofícios Em 1º de agosto de 1920 é criado em Araraquara, por iniciativa do vereador Francisco Vaz Filho, o “Posto Zootechinico Municipal”. Um ano depois, é criada pela Câmara Municipal a Escola Normal de Artes e Ofícios que concedia diplomas de professores em diversas áreas técnicas, gerando empregos no município.

Inauguração da bitola larga e estoura o Tenentismo Em 1922 a Câmara autorizou despesa para propaganda da cidade em jornal da capital divulgando a inauguração da bitola larga da Cia. Paulista por aqui. No mesmo ano estoura a 1ª rebelião Tenentista no rio de Janeiro.


araraquara - 200 anos empresarial

Gabinete dentário Em Sessão da Câmara Municipal realizada em 1º de julho de 1923 foi instituído o premio Plínio de Carvalho e Bento de Abreu Sampaio Vidal aos alunos da escola de Farmácia e Odontologia de Araraquara. No mesmo ano a Prefeitura foi autorizada a adquirir um gabinete dentário elétrico para a escola.

Auxílio e Revolução Um ano depois, em 1924, a Linha de Tiro Nº 610 da cidade pede pela primeira vez auxílio a municipalidade. Em 5 de julho daquele ano estoura a Revolução de 1924 em São Paulo, quando os Tenentistas tentaram derrubar o Presidente do Estado Carlos de Campos. Com a enérgica reação das tropas legalistas, os insurretos fogem pelo interior do estado.

Araraquara invadida Durante sua retirada pelo interior do Estado os Tenentistas passaram por Araraquara, onde receberam entusiasmado apoio de boa parte da classe política local. O vereador Francisco Vaz Filho e o líder político José Maria Paixão, os receberam, abriram o Teatro Municipal para reuniões e “destituíram” Plinio de Carvalho do cargo de prefeito da cidade. Depois, com a fuga dos Tenentistas e a volta de Plinio ao poder, o clima político da

Artistas se apresentando no antigo Teatro que ficava exatamente onde mais tarde foi construído o prédio do Paço Municipal, na Rua São Bento, esquina com Avenida Duque de Caxias

cidade ficou pesado e prosseguiu assim até outubro de 1930, quando estourou a Revolução e Getúlio Vargas assumiu o poder, derrubando a Velha República.

Fechamento do comércio aos domingos Pelo Projeto de Lei nº 36, a Câmara Municipal de Araraquara determina o fechamento do comércio aos domingos na Sessão de 1º de dezembro de 1925.

Crise e criação escolas Em 1926, o Presidente da República eleito,

Dr. Washington Luis, assume sob grave crise financeira e política. Naquele mesmo ano, pelos Projetos de Lei N°.37 e 38, a Câmara autorizava ao Prefeito Municipal “..conceder auxílio de 10 contos de réis a quem fundar, e manter nesta cidade....”, uma Escola de Belas artes e um Conservatório Dramático e Musical, respectivamente.

Usina de leite Em 18 de junho de 1928, pelo artigo 23, do substitutivo do Projeto de Lei nº 51, que tratava da instalação da Usina de Leite na cidade,. Todos passaram a adquirir o produto somente da Usina do município e tinham de mantê-lo em vasilha selada e em local de baixa temperatura.

araraquara em fotos: ontem e hoje Rua 9 de julho, com Av. José Bonifácio - anos 80

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araraquara - 200 anos empresarial

Prédio da Câmara No ano de 1929 a Câmara autorizou a construção de um prédio para abrigar a Escola Normal Livre, anexo do Ginásio Mackenzie. Trata-se do mesmo edifício que abriga a Câmara Municipal atualmente.

Revolução de 30 Prestes nunca chegou a assumir o cargo, e nem a Câmara de Araraquara voltaria a se reunir novamente. Em outubro daquele ano, estourou a Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas e os Tenentistas ao poder colocando fim ao período da Velha República no país. Por aqui, o Prefeito Plínio de Carvalho precisou fugir da cidade. O jornal O Popular, propriedade de Antônio Correa da Silva, é empastelado.

Governo Provisório Com a Revolução de 30 a Câmara dos Deputados é fechada, os prefeitos são substituídos por Governadores Municipais e as Câmaras de vereadores também são fechadas. O Governo Provisório promete reformas políticas e a convocação de uma constituinte.

Greve na EFA e campanha Em novembro de 1930 Plínio de Carvalho é acusado de patrocinar perseguições políticas e preso em São Paulo. Em julho de 1931 a cidade recebe a visita do interventor fe-

deral no Estado, Cel João Alberto. Em 25 de janeiro, fundado por Antônio Correa da Silva, nasce o jornal O Imparcial.

Revolução Constitucionalista e a instalação so TG No ano de 1932, como o Governo Provisório nada fazia para a convocação da constituinte, alguns estados brasileiros se revoltam. É lançada em São Paulo a Campanha Nacional Para a Constituinte. Nasce em Araraquara a rádio Cultura. No dia 19 de março daquele ano, a Linha de Tiro da cidade é elevada à condição de Tiro de Guerra, mantendo, no entanto, sua designação numérica 610. O organismo passa a ser denominado Pelotão Nº 610, ou Tiro de Guerra 610. A partir daí os jovens araraquarenses passaram a fazer o serviço militar aqui mesmo, na cidade. Em Julho de 1932 explode a Revolução Constitucionalista em São Paulo. Araraquara envia 541 filhos de nossa terra para os campos de batalha, seis morrem em combate.

Nasce a ACIA Na fria noite de 30 de junho de 1934 nasce a Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA), depois que um grupo formado de 52 empresários se reuniu na sede da lendária sociedade União Syria, localizada na época na Rua São Bento, n° 37. A primeira diretoria da associação foi eleita uma semana depois, em 7 de julho, tendo

araraquara em fotos: ontem e hoje Rua São Bento, com Av. Espanha - anos 60

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Anúncio veiculado na imprensa local nos anos 30. Loja masculina de artigos importados

o senhor Benevenuto Colombo assumindo como primeiro presidente. A ACIA foi fundada como de pois uma série de reuniões realizadas entre janeiro e junho daquele ano e desde então só conheceu crescimento.


araraquara - 200 anos empresarial

Inauguração da nova sede do Araraquarense O ano de 1934 é marcado pelo início das atividades do Núcleo do Ensino Profissional para Ferroviários da EFA e pelas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, com a adoção do voto feminino. Um ano depois, o Clube Araraquarense inaugura sua sede (hoje Secretaria da Cultura) ao lado do Teatro Municipal (demolido. Hoje predio da Prefeitura). Em 1935 é fundado o Núcleo Integralista de Araraquara.

Escola de Belas Artes Em 1936, por iniciativa de Bento de Abreu, é fundada a Escola de Belas Artes da cidade. Um ano depois Getúlio Vargas denuncia um plano comunista para derrubar o governo no país e instala a ditadura no iniciando o Estado Novo. Interventores são nomeados para os estados e municípios, e as Câmaras são novamente fechadas. O início dos anos 40 é marcado na cidade pelo fomento da cana de açúcar o que permite o desenvolvimento agroindustrial por aqui. Entra em atividade no ano de 1943 o Departamento Municipal de Educação física. O Brasil entra da 2ª Guerra Mundial.

Graciano R. Affonso e Casas Barbieri em anúncio veiculado em 1938

conhecido como Senta a Pua. O araraquarense Fernando Correa Rocha apresenta-se como voluntário no Rio de Janeiro e é enviado para treinamento nos EUA, tornandose piloto do grupo e cumprindo 75 missões de guerra na Itália. Araraquara envia mais de 30 homens para servir a FEB. A maioria deles segue para a Itália, onde lutam contras as tropas de Hitler, outros guardam a costa brasileira. O sargento araraquarense Assad Feres morre em combate na região do Vale do Pó na Itália.

Araraquara na guerra

Eleições diretas

O Brasil inicia a formação do 1º Grupo de Caça do Brasil, que mais tarde passaria a ser

Em 1944 é fundado o Ginásio São Bento em Araraquara. No mesmo ano é criada a

Associação Agropecuária da Zona de Araraquara. Termina o Estado Novo, Getúlio se interna no Rio Grande do Sul. Em 1946 a Nestlé instala-se na cidade. No ano de 1947, José dos Santos torna-se o primeiro Prefeito eleito pelo voto popular em Araraquara; é fundada a Sociedade Beneficente Obreiros do Bem.

DER O ano de 1947 também marca as primeiras negociações para a vinda, logo depois, do DER para Araraquara. Passado um ano, a Escola de Belas artes é reaberta por iniciativa de Sr. Helio Morganti, oferecendo cursos de desenho e pintura.

araraquara em fotos: ontem e hoje Rua São Bento, com A. Duque de Caxias - anos 30

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araraquara - 200 anos empresarial

Fundação da Ferroviária Por iniciativa do Dr. Pereira Lima, apoiado por ferroviários da EFA, é fundada a Associação Ferroviária de Esportes no ano de 1950, iniciando-se logo depois a construção do Estádio Ademar de Barros, na Fonte Luminosa. O Estádio é construído em tempo recorde.

Exposição, TECA e nascimento da CTA No ano de 1952 é realizada a Exposição da Escola de Belas artes de Araraquara no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Dois anos depois, agora no Museu de Arte Moderna de São Paulo, é organizada a Segunda Exposição da Escola. O ano de 1955 é marcado pelo início das atividades do grupo amador TECA. Mais quatro anos, em 1959, é organizada a CTA e são implantados os ônibus elétricos na cidade.

Avião P47 B5 do piloto araraquarense Fernando Rocha que lutou da 2ª Guerra

Avenida Bento de Abreu, Brasília e renúncia No ano de 1960 se aceleram as obras de construção da Avenida Bento de Abreu e o Prefeito Benedito de Oliveira, juntamente com o vereador Mário Ananias organiza dois Circuitos Automobilísticos em Araraquara, quando os principais pilotos do país se apresentam na avenida. JK inaugura Brasília e a capital

araraquara em fotos: ontem e hoje Avenida 15 de Novembro, com Rua 4- anos 20

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Anúncio Hotel Municipal publicado no ano de 1934


araraquara - 200 anos empresarial deixa o Rio de Janeiro, onde estava desde o Império. O 1º Presidente eleito depois de sua inauguração, Jânio Quadros, renuncia.

Eleições Com a democratização do País no final dos anos 40 e a implantação das eleições diretas, Araraquara entrou em uma era de grandes disputas, com políticos da cidade se alinhando a diferentes líderes. Por aqui, Janistas e Ademaristas dividiam a política e os pleitos eleitorais eram bastante disputados. Depois de José dos Santos, a cidade elegeu para prefeito o ex-diretor da EFA, Pereira Lima (fundador da Ferroviária e da ADA), e logo depois, Romulo Lupo, Benedito de Oliveira e mais uma vez Romulo Lupo. Começava ali uma tendência que se confirmaria mais tarde: o araraquarense costuma ser fiel em que lhe inspira confiança.

Escola de corte e costura da italiana Concheta Catanzaro., que recebia alunas da comunidade italiana de todo o estado de São Paulo. Na foto, as formandas de 1933

Golpe militar e demolição do Teatro Em 31 de março de 1964 os militares derrubam o presidente João Goulart e implantam a ditadura no País. Por aqui, Romulo Lupo assume a Prefeitura pela 2ª vez, tornando-se o primeiro líder político local a conseguir a proeza através do voto popular. Em 1965, Romulo decide demolir o Teatro Municipal (inaugurado em 1915 com as mesma formas da Ópera Garniere, de Paris). Apesar do estado precário do prédio a demolição causa muita consternação. Cidade rica: anúncio de oficina de veículos na Araraquara dos anos 10

araraquara em fotos

Vista aérea Viaduto Barroso - 1970

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araraquara - 200 anos empresarial

AI 5 e Rubens Cruz Enquanto a ditadura militar anúnciava o Ato Institucional nº 5, o empresário Rubens Cruz se elege prefeito de Araraquara, decidindo transformar o prédio que se construia no lugar onde antes ficava o Teatro Municipal no nova sede da Prefeitura. A medida amenizou a rejeição que já se espalhava pela cidade contra Romulo Lupo. Foi sob a administração de Rubens Cruz que Araraquara ganhou o DAAE, e foi ele também quem inaugurou o Gigantão. Rubens Cruz é considerado até os dias de hoje como um dos melhores prefeitos da história da cidade. Clube Náutico em meados dos anos 60, início de suas atividades

Uma nova era O início dos anos 70 ficou marcado pelo nascimento de uma nova era política para Araraquara. E isso aconteceu quando o empresário Clodoaldo Medina derrotou Romulo Lupo e chegou ao Paço Municipal. Grande administrador, Medina marcou época, inaugurando o novo Teatro Municipal, atraindo empresas e viabilizando importantes obras, dentre outras importantes medidas.

Nasce uma lenda O ano de 1976 ficou marcado na história da cidade como aquele em que Waldemar De Santi assumiu a cadeira de Prefeito Municipal pela 1ª vez. De Santi se elegeria outras duas vezes, e ficaria 14 anos â frente do cargo, um recorde. Com grande capacidade administrativa, De Santi concluiu a Via Expressa e criou dois grandes Núcleos Habitacionais, o Jardim Martinez e o Selmi Dei, abrindo caminho para o crescimento da cidade em duas frentes; Construiu o Terminal Rodoviário, além de outros grandes feitos. Medina e De santi se alternaram no poder por 30 anos em Araraquara, com um breve hiato, entre os anos de 1992 e 1996, quando o primeiro declinou da disputa e o engenheiro, e hoje deputado estadual, Roberto Massafera se elegeu prefeito. Massafera. Com um mandato focado na diversificação da economia e no desenvolvimento, Massafera surpreendeu e deu o início a uma nova fase na vida da cidade, abrindo suas portas para a chegada de novas empresas e gerando emprego. O trabalho teve sequencia nos mandados seguintes e Araraquara experimentou uma

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Ônibus elétricos foram a marca da cidade por décadas fase de grande desenvolvimento, com o fortalecimento de sua economia e geração de empregos.

Edinho, Barbieri, Edinho Com a chegada de Edinho Silva ao poder em 2000, Araraquara conquista investimentos e recursos junto ao governo Lula, aposta na diversificação da economia, atrai empresas e gera empregos. Nasce a Ferroviária S.A, Araraquara ganha a Arena da Fonte (o estádio e as piscinas da AFE tornam-se municipais), e o novo contorno ferroviário sai do papel. Oito anos depois Barbieri se elege prefeito, fica dois mandatos, mantém o foco na diversificação da economia, atrai grande número de empresas, implanta o maior programa habitacional da história e conclui conquistas do governo anterior, como o novo Cear, dentre outras. Edinho volta ao poder em 2017 com apoio popular e iguala a marca de De Santi, também eleito três vezes para o cargo.

Caso cumpra seu mandato até o final Edinho alcançará a marca de 12 anos como prefeito municipal, ficando atrás apenas de De Santi e Plínio de Carvalho (Velha República). Se buscar a reeleição em 2020, o atual prefeito pode atingir uma marca inédita à frente do Executivo na história da cidade.

2016: a nova diretoria da ACIA toma posse A nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA) toma posse em 2016. Presidida pelo empresário José Janone Júnior, idealizador do Projeto Araraquara 200 Anos Empresarial, a atual administração investe fortemente em palestras, seminários e workshops, dentre outros eventos, buscando dar apoio e suporte ao empresário de Araraquara e região neste momento de grandes mudanças por que passa o Brasil e o mundo.


araraquara-- -200 200anos anos empresarial araraquara 200 anos araraquara

O Legislativo araraquarense Elevada a condição de Vila em julho de 1832, Araraquara teve sua primeira Câmara Municipal eleita e empossada pouco mais de um ano depois, em 24 de agosto de 1833. Como durante o Império não havia a figura do Poder Executivo, cabia aos vereadores a efetiva administração da cidade, e por esse motivo incluímos os presidentes da Casa Legislativa que desempenharam a função até a criação do cargo de Intendente Geral - hoje Prefeito Municipal - na galeria do Poder Executivo local. Com a eclosão da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas e os Tenentistas ao poder e colocou fim ao período da Velha República no país, os prefeitos das cidades brasileiras foram substituídos por Governadores Municipais e as Câmaras de vereadores foram fechadas. Mais tarde, entre 1937 e 1945, Getúlio instaura o Estado Novo e as Câmaras Municipais permaneceram fechadas. Finalmente, em 1947, acontecem as primeiras eleições diretas do País e o cidadão araraquarense elege a 1ª Câmara Municipal da história pelo sufrágio livre e universal. Considera-se, portanto, a legislatura iniciada em 1948 como a 1ª da história de Araraquara. Atualmente, a cidade está em sua 17ª legislatura, pós-Estado Novo.

Presidentes do Legislativo pós-Estado Novo: 01 - José Clozel 1948/1949 02 - Jose do Amaral Velosa 1950/1952/1954 03 - Jorge Borges Correa 1951 04 - Mario Ananias 1953/1958 05 - Otto Ernani Muller 1955 06 - Pedro Marão 1956/1957/1959 07 - José Galli 1960/1963 08 - Hermínio Pagotto 1961 09 - José Mussi 1962 10 - João Vergara Gonzalez 1964 11 - Álvaro Waldemar Colino 1965/1968 12 - Flávio Ferraz de Carvalho 1966/2000 13 - Wilmo Gonçalves 1967 14 - Miguel Tedde Neto 1969 15 - Jose Alberto Gonçalves “Gaeta” 1970/1971/1999 16 - Rubens Bellardi Ferreira 1972/1975/1976 17 - Arnaldo Izique Caramurú 1973/1974 18 - Gildo Merlos 1977/1978/1987/1988/1989/1990/1995/1996 19 - Manoel Marques de Jesus 1979/1980 20 - Geraldo Polezze 1981/1982 21 - José Roberto Cardozo 1983/1984 22 - Tadeu José Alves 1985/1986 23 - Omar de Souza e Silva 1991/1992/1993/1994 24 - Valderico Joe 1997/1998/2001/2002 25 - Eduardo Lauand 2003/2004 26 - Ronaldo Napeloso 2005/2006 27 - Carlos Alberto Manço 2007 28 - Edna Martins 2007/2008 (primeira mulher presidente) 29 - Ronaldo Napeloso 2009/2010 30 - Aluisio Braz 2011/2012 31 - João Farias 2012/2014 32 - Elias Chediek 2015/2016 33 - Jefferson Yashuda 2017 (atual mandato)

O Executivo Araraquarense (1833-2017)

Quando no ano de 1832, a pequena Freguesia de São Bento de Araraquara foi elevada à condição de Vila, ganhando com isso sua 1ª Câmara Municipal, ainda não existia nas cidades e Vilas brasileiras a separação entre os poderes Legislativo e Executivo. Ambos eram desempenhados pela própria Câmara de vereadores. Desde o princípio, no entanto, havia a indicação de um dos membros para assumir a presidência da Casa. Cabia a ele, a mediação nas reuniões e a administração das Sessões, desempenhando informalmente o papel de “Prefeito”, posto que chegou a ser criado por aqui no período do Império.

A figura dos Prefeitos como chefes do Poder Executivo, porém, somente aparece na história de Araraquara a partir de 1º de julho de 1896, por lei aprovada pela Câmara que criou o cargo de Intendente Geral. A partir de então, os poderes Legislativo e Executivo foram definitivamente separados na cidade. Tal situação, entretanto, nada altera quanto ao papel desempenhado pelos antigos Presidentes da Câmara que também, pelas regras da época, desempenhavam a função. Por este motivo, publicamos os nomes de todos aqueles que estiveram à frente das coisas da administração local desde o ano

de 1833, quando a 1º Câmara Municipal de Araraquara tomou posse. Período Regência – Império - Carlos de Arruda Botelho (1833-1836) - Joaquim da Silveira Almeida (1837-1840) Período Império – D.Pedro-II - José Joaquim Sampaio (1841-1844) - Joaquim Felix Pereira de Carvalho (18451848) - Joaquim Roberto Rodrigues Freire (18491852)

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araraquara - 200 anos empresarial - José Joaquim de Sampaio (1853-1856) - Antonio Carlos de Arruda Botelho (Conde do Pinhal) (1857-1860). Observação: no 1º ano de seu mandato a Câmara Municipal aprovou uma lei criando a cidade de São Carlos e doando terras naquela localidade para araraquarenses que lá quisessem se instalar. - Antonio de Almeida Leite (1861-1864) - Dr. Joaquim de Almeida Leite Moraes (depois Presidente da Província - hoje Estado - de Goiás)-(1865-1868) - Padre José Maria de Oliveira (1869-1872) - José Rodrigues de Lima Júnior (18731876) - Joaquim Duarte Pinto Ferraz (1877-1880) - Joaquim Manoel de Oliveira (1881-1883) - Candido Lourenço Correa da Rocha (1884-1886) - José Pinto Ferraz (1887-1890)-(ocupou o cargo no período de transição entre o fim do Império e a proclamação da República em 15 de novembro de 1889) - Rodolfpho Augusto de Moura (1890) – Nas atas do ano de 1890 aparece o nome do Dr. Manoel Francisco Gonçalves como “Intendente” de Araraquara, embora ainda não houvesse a lei que criasse o cargo. A indicação do Dr. Manoel para a função pela Câmara, no entanto, consta das atas. Por esta razão ficam registrados para o período os dois nomes. A partir de 1891, não aparece mais nas atas da Câmara qualquer alusão quanto a Intendência, até o ano de 1896, quando o cargo foi criado pela Câmara.

o antigo cargo de Intendente Geral.

Período - Ditadura do Estado Novo

Prefeitos Municipais

- José Maria Paixão (29-06-36/16-07-38) (Permaneceu no cargo durante o período de transição e durante os primeiros anos de Estado Novo de Getúlio Vargas, que se iniciou em 1937)

- Major Pio Corrêa de Almeida Moraes (1906-1907) - Américo Danieli (1908-1910) - Major Dario Alves de Carvalho (19111913/1914-1916) - Plínio de Carvalho (1917-1919/19201922/1923-1925/1926-1928/1929-1930) – Plínio foi cassado logo após a eclosão da Revolução de 1930. No período, as Câmaras Municipais foram fechadas; Período 2ª República – * Logo após a posse do Governo Provisório de Vargas, os Prefeitos eram nomeados por decreto pelo Interventor do Estado. De início, o cargo foi denominado por Governador de cidades. - Dr. Augusto Freire da Silva Jr. (09-1230/30-01-31) - Christiano Infante Vieira (Escolhido no dia 1º de novembro de 1930, para o cargo de Governador de Araraquara em reunião realizada na fazenda Boa Vista) (30-01-31/25-04-31) - Dr. Mario Arantes de Almeida (25-0431/03-07-32) (O Dr. Mário Arantes anunciou no dia 28 de junho de 1932 sua intenção de renunciar ao cargo em razão do regulamento da Ordem dos Advogados que não permitia a um advogado que ocupasse cargo público desempenhar sua profissão)

Período 1ª República - Ricardo de Mattos (1891-1894) Intendentes Gerais (a partir de 1896) - Joaquim Duarte Pinto Ferraz (1894-1896) – (criação da Intendência Geral em 1º de julho de 1896) - Manoel Joaquim Pinto de Arruda (eleito em 7 de julho de 1896 e permanecendo até 1897) - João Nogueira de Camargo (1898) - José Infante Vieira (1899) - Antônio Corrêa de Arruda (1900) - Camilo Dantas Horta (1901) - Antônio Corrêa de Arruda (1902) - Cel João de Almeida Leite Moraes (1903) - Germano Machado (1904) - Major Pio Corrêa de Almeida Moraes (1905) (último Intendente Geral) De acordo com a lei Nº.113, de 10 de julho de 1906, a Câmara Municipal de Araraquara passou a dar a denominação Prefeito Municipal

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- Francisco Vaz Filho (03-07-32/03-10-32) (Prefeito de Araraquara durante a Revolução de 32) - Major Faustino Cândido Gomes (Prefeito Militar – ocupou o cargo logo após o fim da Revolução como interventor militar. Permaneceu na função durante o período em que Araraquara permaneceu ocupada por tropas mineiras) - Francisco Vaz Filho (13-10-32/19-12-32) (reassumiu o cargo logo após a retirada das tropas mineiras) - Christiano Infante Vieira (19-12-32/08-01-33) - Cantídio Affonso dos Santos (08-01-33/2308-33) - Cantídio Affonso dos Santos (08-01-33/2308-33) - Dr. Lafayete Muller Real (23-08-33/29-05-34) - Dr. Heitor de Souza Pinheiro (29-05-34/0707-35) - José Maria Paixão (07-07-35/02-05-36) - José de Abreu Izique (02-05-36/29-06-36)

- Antenor Borba (16-07-38/22-01-40) - Dr. Camilo Gavião de Souza Neves (22-0140/21-11-45) Período – 3º República - Dr. Fernando Augusto de Nogueira Cavalcanti (21-11-45/19-12-45) (1º. Prefeito depois do Estado Novo) - Dr. Camilo Gavião de Souza Neves (19-1245/26-01-46) - João Soares de Arruda (26-01-46/01-03-47) - Dr. Cândido de Barros (01-03-47/10-04-47) - Dr. José dos Santos (10-04-47/08-05-47) (No curto período o - - Dr. José dos Santos tratou da vinda do DER para Araraquara) - Dr. Cândido de Barros (08-05-47/30-05-47) - Dorival Alves (30-05-47/01-01-48) Período Nova República - José dos Santos (01-01-48/31-12-52) * Primeiro Prefeito eleito pelo voto popular na cidade - Antônio Tavares Pereira Lima (01-0152/31-12-55) - Rômulo Lupo (01-01-56/31-12-59) - Benedito de Oliveira (01-01-60/31-12-63) - Rômulo Lupo (01-01-64/31-12-69) - Rubens Cruz (01-02-69/01-01-73) - Clodoaldo Medina (01-02-73/31-01-77) - Waldemar De Santi (01-02-77/31-01-83) - Clodoaldo Medina (01-02-83/31-12-88) - Waldemar De Santi (01-01-89/31-12-92) - Roberto Massafera (01-01-93/31-12-96) - Waldemar De Santi (01-01-97/31-12-2000) - Edson Antonio da Silva (01-01-2001/0101-2004/01-01-2005-2008) - Marcelo Barbieri (01-01-2009/01-012012/01-01-2013-2016) - Edson Antonio da Silva (01-01-2017 - chefe do Executivo durante os 200 anos) - Os Prefeitos que por mais tempo ocuparam o cargo na história foram Plínio de Carvalho e Waldemar de Santi, ambos com 14 anos a frente do Executivo. Depois deles vem Clodoaldo Medina com 11 e Rômulo Lupo com 10. Eleito prefeito pela 3ª vez, Edinho Silva iguala De Santi (também eleito três vezes) e cumpre em 2017 seu 9º ano à frente da Prefeitura. Se cumprir o mandato até o final terá atingido 12 anos.


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Passagem de comando do 13º Batalhão

Passagem de comando 13º BPMI

13º BPMI tem novo Comandante

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O 13º Batalhão da Polícia Militar com sede em Araraquara tem novo Comandante desde o último mês de julho, quando o tenente-coronel Ziul Martins Rodrigues passou o posto para o também tenentecoronel Adalberto José Ferreira. A solenidade também contou com a inauguração do retrato do tenente-coronel Ziul na galeria de comandantes. “Esse tempo foi muito marcante na minha carreira. Tudo o que construímos foi em parceria com o Legislativo, com o Executivo e com a própria comunidade”, afirmou o tenente-coronel. O novo comandante será responsável por cinco

companhias do interior, recebendo a missão de liderar um efetivo de 638 homens e mulheres, distribuídos em 19 cidades: Araraquara, Taquaritinga, Matão, Boa Esperança do Sul, Trabiju, Gavião Peixoto, Itápolis, Fernando Prestes, Cândido Rodrigues, Santa Ernestina, Borborema, Américo Brasiliense, Santa Lúcia, Rincão, Ibitinga, Dobrada, Nova Europa, Tabatinga e Motuca. “Já arrisquei diversas vezes minha vida, mas sempre em prol da população. Não há comandante sem tropa. Todos nós somos indispensáveis”, destacou Ferreira em sua fala.

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Posto Dallas

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Hotdogueria e Petiscaria Já1000

Belas e amplas instalações e a qualidade de sempre Aberto ao público em um amplo prédio especialmente preparado para acomodar suas novas instalações, o JÁ1000 te espera sempre com muita gente bonita, boa música e as delícias que só a cozinha JÁ1000 é capaz de produzir. Equipado com uma nova e ampla cozinha, três espaçosos e equipados banheiros, um amplo salão, um mezanino muito bem decorado, um amplo deck construído com muito bom gosto, além de móveis novinhos em folha o JÁ1000 é, com certeza, um dos estabelecimentos mais belos e bem montados de todo o interior paulista. O bom atendimento que sempre foi sua marca, conta agora com uma equipe ampliada de profissionais especializados, informatização do sistema de atendimento e encaminhamento de pedidos e um novo site, onde o elogiado sistema delivery da casa ganhou ainda mais atenção e agilidade. Com um novo e variado cardápio, o JA1000 disponibiliza novidades entre os hambúrgueres oferecidos, mais de 50 tipos de bem servidas porções, novos e variados pratos, novos drinks, além dos litrões Brahma e Skol a preços imbatíveis. Abrindo às segundas-feiras e descansando nas terças, a casa reabre na quarta com a animada Quartaneja, continua na quinta com o Clube da Luluzinha e, finalmente, entra pelo sempre animado final de semana. Serviço: Hotdogueria e Pesticaria JA1000 Alameda Paulista, 1169 Fone: 16 - 33392909 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 61 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região 61


Social JA1000

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Entrevista

Sucesso na noite, Mateus sena fala da música e da família Sinônimo de casa cheia por onde passa e já com uma legião de admiradores, Mateus Sena está há pouco tempo na estrada R - Quando você começou e o que o levou optar pela carreira musical? M - Comecei a aprender violão com 16 anos e levava a música como hobby até que amigos do meio musical me viram cantar em churrascos de família e me incentivaram a tocar profissionalmente. É tudo muito novo pra mim. Comecei em janeiro deste ano e o sucesso alcançado até aqui me surpreende. R – Por que a escolha do estilo sertanejo? M – O sertanejo é o estilo que venho escutando desde pequeno, e é aquele com que mais me identifico. Sou de uma família de músicos clássicos, tenho essa formação, mas optei pelo gosto popular porque o estilo me agrada muito. R – Você tem músicas autorais? M – Tenho, sim. E planejo fazer um disco ou um clipe, ou até as duas coisas em breve. R – Você já faz shows fora de Araraquara? M – Como disse as coisas estão acontecendo rápido, chegaram convites e já estou me apresentando em Américo, Gavião, Nova Europa, Rincão, e outras localidades. Tenho um temperamento calmo, gosto de que faço e estou feliz com os resultados obtidos até aqui. R – Você divide seu tempo com outra atividade profissional, ou já vive da música? 64 REVISTA CIDADE - Araraquara e Região

M – Ainda é muito cedo para me dedicar só à música. Trabalho na Coca Cola como ajudante de motorista já há 7 anos, tenho uma família maravilhosa, filhas pequenas e a música pra mim é um sonho que está se tornando realidade. R – Você falou de sua família e de responsabilidades. Fale do papel de sua esposa nessa sua nova fase. M – Minha esposa, Viviane é o pilar da minha existência, da minha carreira. É ela que me incentiva a ir

em frente, me motiva, critica quando tem de criticar, elogia e dá sugestões. Sem o apoio dela e o entusiasmo de minhas filhas Bianca e Beatriz, eu não teria começado a tocar. R – Fale sobre o futuro do Mateus Sena na música. M – Tenho planos, sim. O objetivo agora é consolidar a carreira na região e fora dela, além de enveredar por outros caminhos com minhas músicas e com minha linguagem. Vou trabalhar focado nisso.


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Grรกfica

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Revista Cidade nº 21 - Ano III - 2017

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