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REVISTA Mai/Jun 2018 • Nº 75

BANCOS EMBALAM CLIENTES CIAB FEBRABAN 2018 Com o tema central Inteligência Exponencial, congresso de TI para o setor financeiro debate desafios das instituições financeiras com tecnologias disruptivas BLOCKCHAIN Grupo da FEBRABAN apresenta no CIAB protótipo que permite reforço da segurança em mobile e internet banking

Instituições financeiras usam tecnologias avançadas para interpretar desejos e oferecer serviços cada vez mais personalizados para clientes


sumário

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CONSELHO CIAB FEBRABAN 2018

Banco Central monta laboratório virtual de inovação

Maurício Minas-Bradesco (presidente), Gustavo Fosse – Banco do Brasil (diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN), Gustavo Roxo – BTG Pactual, Jorge Ramalho – Itaú-Unibanco, José Paiva – Santander, Naran Peçanha Araújo – Caixa, Antônio Gustavo Matos do Vale – Banco do Brasil

Soluções financeiras

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Capa Tecnologia permite estratégias inéditas nos bancos para personalizar ofertas aos clientes

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Palestrante do CIAB falará dos desafios da democratização de dados

Soluções reconhecem usuário pelo jeito de usar o celular

Biometria

Entrevista

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DIRETORIA DE EVENTOS FEBRABAN: Nair Macedo (diretora), Marcelo Assumpção, Élita Cristina Borges Simionato, Fernanda Paradizo Castillo, Ludmila Prado, Leticia Rodrigues, Marília de Meo Borges, Keti Granzotto Casarri, Gabriela Borghi, Erika Segalla, Rodrigo Cainã de Araújo

México propõe regra única para os países do continente

REVISTA DO CIAB FEBRABAN

Fintechs

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Chatbots

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Mobile banking Uso de aplicativos atravessa faixas etárias e exige adaptação das instituições

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COMISSÃO DE CONTEÚDO: Adauto Del Favero – Bradesco; Antonio André R. Santos – B³; Antonio Lombardi Neto – Rede; Arcádio Souto Tato – Santander; Arlete Stahl – Santander; Carlos Augusto de Oliveira – Original; Carolina Souza – FEBRABAN; Claudia Haddad – Itaú Unibanco; Cristiane Mara Nunes – Citibank; Daniel Teixeira Dias – B³; Eliane Grotti Borges – Caixa; Fabio Napoli – Itaú Unibanco; Gustavo de Souza Fosse – Banco do Brasil; Jorge Krug – Banrisul; Keiji Sakai – consultor; Lusmary Ribero – BTG Pactual; Mario Lopes – Societe Generale; Paulo Vaz – Banco do Brasil; Ricardo Nery – Citibank; Ronei Maranssati – Banco do Brasil; Thatiane Fonseca – Bradesco; Wallace Jagiello – Banco Votorantim

Robótica e a automação cognitiva revolucionam seguros

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Pagamentos digitais Avançam os preparativos para adotar P2P

Blockchain

DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO: Sergio Leo (diretor), Adriana Mompean, Cleide Sanchez Rodriguez, Anna Carolina Gabiatti, Marcella Motta MARKETING: Roseli Rapouso PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO: Ideia Visual Esta é uma publicação da Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN, Av. Brigadeiro Faria Lima, 1485 – 15º andar – Torre Norte – 01452-921 – São Paulo – SP Copyright 2018 - maio/junho. Todos os direitos reservados. Ilustração da capa: Filipe Rocha Imagens das páginas 10, 19, 20, 32, 35, 44, 50, 51, 54, 64 e 72: Shutterstock

Protótipo permite indicar aparelhos não confiáveis no uso de Internet e mobile banking

www.ciab.org.br www.facebook.com/CiabFEBRABAN Twitter: @ciabfebraban

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editorial

Gustavo Fosse Diretor Setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN

A inteligência exponencial em debate

C

om o tema central Inteligência Exponencial, o CIAB FEBRABAN chega em 2018 à sua 28ª edição para debater com os mais renomados especialistas de TI da atualidade como inteligência artificial, machine learning, blockchain e internet das coisas têm provocado mudanças constantes no comportamento social, e como essas tecnologias poderão gerar produtos e soluções disruptivas do setor bancário para atender a um cliente cada vez mais digital. Estamos testemunhando um progresso surpreendente em relação às tecnologias digitais, que trazem benefícios e desafios para a humanidade. O universo digital no mundo está dobrando a cada dois anos e ocupará 44 trilhões de gigabytes até 2020, de acordo com estatísticas divulgadas pela multinacional EMC, com pesquisa e análise da consultoria IDC. O número de dispositivos ou objetos de uso comum que poderão ser conectados à internet chegará a 32 bilhões até 2020, respondendo por 10% dos dados mundiais. O volume de dados que a humanidade produzirá e o poder computacional e de inteligência cognitiva necessário nesta revolução digital tornam o desafio exponencial. O fenômeno irá impactar o mundo de negócios e mudará a forma pela qual as empresas, incluindo o setor bancário, relacionam-se com seus consumidores/clientes. Com este tema sob os holofotes, o CIAB FEBRABAN, neste ano, está ainda maior, e ocupa sete salões do Transamerica Expo Center, um a mais do que as edições anteriores, em um total de 36 mil m2. O congresso reunirá mais de 150 expositores, 47 patrocinadores e mais de 350 palestrantes, que apresentarão as tecnologias mais relevantes e inovações do setor para um público estimado de mais de 20 mil visitantes. O maior congresso de TI do setor financeiro da América Latina também promove o já tradicional CIAB Fintech Day, um dos mais importantes encontros entre instituições

financeiras e fintechs do Brasil. Neste ano, o campeonato envolve fintechs e insurtechs, e, pela primeira vez, tem a participação de startups latino-americanas. O objetivo da competição é identificar startups que tenham sinergia e potencial para colaborar com bancos, seguradoras e instituições financeiras. Outro destaque é a 2ª edição do Hackathon CIAB FEBRABAN, maratona de programação que tem como objetivo incentivar empreendedores a desenvolverem novas soluções para superar os desafios do mercado bancário brasileiro. Neste ano, o tema principal do Hackathon será a “Inclusão Financeira dos Pequenos Negócios” e reflete o interesse dos bancos em desenvolver soluções de alta tecnologia para um país com um número cada vez maior de pequenos e médios empreendedores. Durante os três dias de evento, o público participante pode, ainda, acompanhar as discussões lideradas por renomados keynote speakers, entre eles Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco; e especialistas internacionais, como a engenheira, empreendedora e filósofa futurista Nell Watson e o futurista e humanista, CEO da Agência do Futuro, Gerd Leonhard. A 75ª edição da revista CIAB FEBRABAN traz como destaques os principais assuntos que estarão no fórum de tecnologia. Nossa capa aborda os investimentos dos bancos em novas tecnologias como inteligência artificial e computação cognitiva, para personalizar ofertas aos clientes e reforçar sistemas de segurança. Outra reportagem traz detalhes do protótipo do grupo Blockchain FEBRABAN, divulgado pela primeira vez em nosso congresso de TI. Também traz matérias sobre o sistema de pagamento P2P e sobre como a robótica e a automação cognitiva estão revolucionando o segmento de seguros. Desejo a todos uma excelente leitura e que aproveitam ao máximo os três dias de nosso congresso de tecnologia. n

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inteligência artificial

Tecnologia lê até sentimento Por Claudia Rolli

Bancos investem para personalizar ofertas aos clientes e reforçar sistemas de segurança

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Egberto Nogueira/Imã Foto Galeria

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ovas tecnologias - como inteligência artificial, computação cognitiva e sistemas capazes de analisar e interpretar milhares de dados, em segundos - ganham mais atenção e orçamento próprio nas instituições financeiras e empresas no país. Algoritmos têm sido treinados para “entender” o sentimento dos clientes. Robôs inteligentes analisam a circulação de pessoas e identificam comportamentos fora do padrão, no monitoramento de agências e terminais de atendimento. Dispositivos simulam a capacidade humana para falar com correntistas pelo WhatsApp ou Messenger. Oito em cada dez bancos entram em uma nova etapa em seus projetos tecnológicos, e já destinam investimentos para essas áreas, com foco em serviços e experiências personalizados para os clientes e em soluções cada vez mais rápidas e integradas, capazes de reduzir custos e aumentar a produtividade no setor financeiro. Essa tendência ficou evidente com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018, realizada pela Deloitte, que também mostra crescimento de 13% nos investimentos, nos bancos, destinados à tecnologia. O valor atingiu R$ 6 bilhões no ano passado, o maior patamar desde 2014. Se considerado o dispêndio total (investimentos e despesas em tecnologia) no setor financeiro, o valor chega a R$ 19,5 bilhões em

“ESTAMOS CRIANDO ALGORITMOS QUE AJUDAM A LER SENTIMENTOS E MELHORAR O ATENDIMENTO” Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco revista CIAB FEBRABAN

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2017, 5% a mais que no ano anterior _ segundo o levantamento com 24 bancos, que representam 91% dos ativos dessa indústria no país. Os bancos já passaram da fase em que investiam, primordialmente, em tecnologias voltadas à eficiência de processos e segurança de dados, avalia Paschoal Pipolo Baptista, sócio líder de TI para a Indústria de Serviços Financeiros da Deloitte. “O objetivo agora é investir em tecnologias que se completam - como analytics, computação cognitiva e inteligência artificial - e permitem a interpretação das informações e tomada de decisões para criar uma inteligência de negócios”, afirma o executivo. Isso explica porque os recursos para analytics subiram de 28% para 32% em participação, enquanto houve redução de 36% para 27% nos investimentos para big data entre 2016 e 2017, uma tecnologia já mais madura no setor. Com a mudança de comportamento das pessoas e o maior uso de canais digitais e redes sociais, o volume de informações cresceu de forma exponencial. Por essa razão, são necessárias ferramentas que possam interpretá-las para criar serviços mais adequados aos consumidores. A concorrência com as fintechs e a necessidade de aumentar a segurança em mecanismos para combater fraudes e lavagem e dinheiro também contribuíram para acelerar os projetos de inovação em novas ações tecnologias. As cifras investidas, aqui e lá fora, chamam a atenção. Uma pesquisa do grupo Gartner mostrou que as empresas, incluindo a indústria financeira, devem investir até o final deste ano US$ 3,7 trilhões em tecnologia, o que representa acréscimo de 4,5% em relação ao ano passado. No Brasil, os gastos com análise de dados e sistemas que usam inteligência artificial devem chegar a US$ 182,5 milhões

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e tendem a crescer nos próximos anos. “Até 2022, estimamos crescimento médio anual de 9% nos recursos destinados a analytics em banking e seguros de forma global”, diz Moutusi Sal, diretora de pesquisas do grupo Gartner. Executivos dos cinco maiores bancos do país, consultores e empresários do setor são unânimes em afirmar que o maior desafio é personalizar os serviços à disposição e antecipar o que o consumidor quer: propostas que, de fato, façam diferença. O Bradesco investe por ano cerca de R$ 2 bilhões em processos de transformação digital, e gasta outros R$ 4 bilhões em despesas com tecnologia. “Hoje, 26% do total de investimentos são destinados à aceleração digital; há um ano, eram 14%”, diz Maurício Minas, membro do Conselho de Administração e vice-presidente do Bradesco. “Os recursos para novos modelos digitais (como a plataforma Next) passaram de 11% para 15%.” O banco começou a usar, há três anos, a BIA (Bradesco Inteligência Artificial), em parceria com Watson, plataforma de inteligência artificial da IBM, para tirar dúvidas de funcionários. A equipe, com 60 mil pessoas, deixou de consultar a central de atendimento e passou a usar a assistente virtual, economizando tempo e etapas. No final de 2017, a BIA passou a atender clientes que podem interagir por comando de voz ou texto no app do banco. O índice de acerto nas interações já chega a 94%, o que significa que somente 6% dos questionamentos são transferidos para funcionários responderem. São 2,5 milhões de consultas feitas pelos clientes por mês, ou mais de 83 mil perguntas por dia. No Next, as interações já chegam a 250 mil a cada mês. As questões são diversas e incluem desde como habilitar um dispositivo


“O USO DE IA E ANALYTICS É O CAMINHO PARA QUE POSSAMOS EXTRAIR MAIS VALOR DOS ATIVOS DE DADOS” Auro Magnan, do Banco do Brasil

Divulgação

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de segurança, como um token, até qual a melhor aplicação a ser feita com a queda dos juros. Em março, a BIA ultrapassou a etapa de fornecer informações para ajudar clientes a fazer transações. A média é de 600 mil transações mensais; e a estimativa para maio é de crescimento de 50%. “Esse tipo de serviço traz conveniência, experiência positiva para o cliente e aumento da produtividade, ao poupar navegações internas”, diz o VP do Bradesco. A evolução desse modo de interagir com o cliente, associada a informações do perfil de compra e ao sistema de analytics, permitiu ao banco avançar no atendimento com propostas de serviços e produtos. Se o sistema de

inteligência detecta que não há saldo suficiente quando um cliente pede para pagar uma conta, por exemplo, ele já oferece, imediatamente, um crédito que permite completar o valor a ser pago. A fase “propositiva” está em teste e deve entrar em funcionamento até o final deste ano para os clientes do Bradesco. “A tendência é usar analytics em tempo real, fazendo a leitura do contexto da interação, com a ajuda de algoritmos, e gerar ofertas propositivas, como crédito, seguro ou investimento”, diz o executivo do Bradesco. “Não há limites para a utilização dessa ferramenta.” A comunicação pode ser feita pelo canal mais usado pelo cliente para revista CIAB FEBRABAN

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Divulgação Santander

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Marino Aguiar, do Santander, afirma que a utilização de dados permite às instituições financeiras evoluir de um modelo de segmentação generalista para um modelo de segmentação personalizado

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se relacionar com o banco: SMS, WhatsApp, app ou internet banking. Os bancos têm adotado o WhatsApp também em sua relação com as pessoas jurídicas. No final do abril, o Bradesco anunciou o atendimento de clientes pelo WhatsApp da empresa para a qual eles trabalham. Em um projeto-piloto, correntistas de maior renda já se comunicam com seus gerentes pelo número corporativo. A vantagem é a segurança maior na troca de mensagens. A solução deve ser ampliada em breve para clientes de outras faixas de renda e incluir transações bancárias. Nesse caso, ao enviar uma mensagem, quem vai responder na outra ponta será a assistente virtual BIA. Para isso, só é preciso cadastrar o número do telefone do banco nos contatos do celular.

A versão do WhatsApp para empresas também começou a ser testada pelo Itaú Unibanco no ano passado. Gerentes de contas usam o aplicativo para atender um grupo de cerca 500 mil clientes digitais de alta renda. Já a Caixa está em fase de criação de agências digitais e de implementar bots para agilizar o atendimento e oferecer serviços e produtos. No final de 2017, criou centros de Data Science e Analytics, e uma unidade chamada “Jornada de Vida do Cliente”, para centralizar as ações e investimentos em tecnologia. Um dos projetos de inteligência artificial, firmado com a Stefanini, empresa de soluções de negócios baseadas em tecnologia, atende mais de 150 mil funcionários, com um portal interno da Caixa. O atendimento é feito por


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meio da Aixa, assistente virtual do banco. “A ideia é que a ferramenta, que hoje automatiza parte das funções de um helpdesk, amplie cada vez mais o atendimento e evolua nos processos cognitivos”, diz Marco Stefanini, presidente da Stefanini. “Até 2016, as empresas estavam ainda curiosas com as novas tecnologias. Mas, a partir do ano passado, o uso começou a deslanchar e o investimento em digital aumentou significativamente. Atendemos ao menos 12 bancos entre tradicionais, pequenos e médios, que também estão buscando novas soluções”, afirma o empresário. No Banco do Brasil, os investimentos em projetos que envolvem tecnologias como IA somaram, só no último ano, R$ 14 milhões. “Estamos levando nossos processos de atendimento para o mundo do cliente”, diz Auro Magnan, gerente-executivo da diretoria de tecnologia do BB, ao explicar que, por meio do Messenger, por exemplo, o cliente já pode pedir a liberação de cartão e consultar saldo de conta e investimentos. “O uso de IA e analytics é o caminho para que possamos extrair mais valor dos ativos de dados, ampliando nossa capacidade de conhecer os clientes e, a partir disso, agregar valor ao relacionamento”, completa Magnan. Aplicações de aconselhamento financeiro personalizado, operadas por robôs (assistentes virtuais inteligentes), que respondem dúvidas imediatas, mecanismos de biometria baseados em imagens, voz e georreferenciamento são alguns exemplos de soluções em que o BB investe neste momento. “A inteligência cognitiva nos deu a capacidade de interagir com clientes em linguagem natural, o que para nós é fascinante e para o cliente é muito bom. Trabalhamos na construção de soluções que permitem a

interação na própria linguagem do cliente”, afirma o gerente-executivo do BB.

Sentimentos O Bradesco estuda uma combinação entre inteligência artificial e analytics, para identificar o sentimento dos clientes durante o atendimento pelo assistente virtual. O detalhamento dessa solução tecnológica foi uma das novidades preparadas pelo bancos para o 28º Ciab FEBRABAN, o maior evento de tecnologia bancária da América Latina. “A incapacidade das plataformas de inteligência artificial de lerem as pessoas é algo que incomodava até recentemente; essa é a grande diferença entre o ser humano e uma máquina de IA”, afirma Minas. “Para mitigar essa deficiência, estamos criando algoritmos que ajudam a ler sentimentos e melhorar o atendimento.” A análise vai permitir que o sistema “entenda” se o cliente tem pressa ou não, e se está irritado ou calmo, feliz ou contrariado; e permitirá reações, adaptando o atendimento a cada situação, segundo antecipou o vice-presidente do Bradesco à revista. A combinação de algoritmos e análise de dados vai permitir identificar o sentimento do cliente, por meio de palavras usadas na conversa, da velocidade da fala e do tom de voz, entre outras variáveis. Assim, os sistemas buscam imitar o funcionamento do cérebro, em processos que associam machine learning e analytics. Um dos pontos mais relevantes no uso de analytics e inteligência artificial é essa possibilidade de entender a necessidade dos clientes, de forma individual, e, assim, saber como antecipar serviços e produtos que atendam expectativas de cada um, diz também Estevão Lazanha, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco. “Os dados obtidos com analytics perrevista CIAB FEBRABAN

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mitem que as companhias atendam o cliente sob medida”, diz. “Quando se combina isso a novas fontes de informação, como dados não estruturados (de imagem, de áudio, de redes sociais), antes não disponíveis, a capacidade de entender o cliente aumenta muito assim como a de prevenir fraudes.” Ajudar a gestão da vida financeira é uma das possiblidades dessas tecnologias. “Como identifico que alguém precisa de um seguro específico naquele momento de vida? Ou se é necessário alterar a cobertura do seguro que já possui? A companhia passa não mais a reagir e sim a propor soluções.” O Itaú não detalha valores investidos, mas o volume tem crescido e está diretamente direcionado a gerar benefícios a seus correntistas. Dados de setembro de 2017 mostram que o investimento de tecnologia aumentou 40% em dois anos. “Qual a necessidade do cliente ou problema que consigo resolver usando tecnologias como análise de dados, Big Data e IA? A partir disso, definimos se é um problema relevante, prioritário ou uma oportunidade para a instituição, e o volume de recursos que faz sentido para atingir o objetivo”, diz Lazanha. O Banco do Brasil investiu, somente no último ano, R$ 14 milhões em projetos que envolvem tecnologias como IA. “Estamos levando nossos processos de atendimento para o mundo do cliente”, diz Auro Magnan, gerente-executivo da diretoria de tecnologia do BB, ao explicar que, por meio do Messenger, por exemplo, o cliente já pode pedir a liberação de cartão e consultar saldo de conta e investimentos. “O uso de IA e analytics é o caminho para que possamos extrair mais valor dos ativos de dados, ampliando nossa capacidade de conhecer os clientes e, a partir disso, agregar valor ao relacionamento”, completa Magnan. Aplicações de aconselhamento financeiro

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personalizado, operadas por robôs (assistentes virtuais inteligentes), que respondem dúvidas imediatas, mecanismos de biometria baseados em imagens, voz e georreferenciamento são alguns exemplos de soluções em que o BB investe neste momento. “A inteligência cognitiva nos deu a capacidade de interagir com clientes em linguagem natural, o que para nós é fascinante e para o cliente é muito bom. Trabalhamos na construção de soluções que permitem a interação na própria linguagem do cliente”, afirma o gerente-executivo do BB. Os investimentos em analytics ainda estão em fase inicial na Caixa, mas o banco vê potencial de usar a tecnologia em operações cotidianas. Um exemplo é a oferta de empréstimos pós-viagem aos clientes que viajaram ao exterior e precisam colocar as contas em dia. “Dispondo de informações de consumo desses clientes, sabendo para onde foram e o que precisam, o atendimento fica mais amigável e personalizado. Ninguém gosta de ser incomodado pelo banco e muito menos ser tratado como um desconhecido”, afirma Adriano Assis Matias, diretor de Transformação Digital da Caixa. O Santander expandiu entre 30% e 40% os investimentos feitos nos últimos anos para aumentar a capacidade de coletar, armazenar e interpretar os dados de forma segura e atender, assim, às necessidades de áreas como CRM, Riscos, Finanças, Gestão Comercial e Anti-fraude, segundo Marino Aguiar, diretorexecutivo de tecnologia do Santander Brasil. Ao adaptar o relacionamento, as ofertas comerciais, a análise de risco e a precificação de produtos às necessidades específicas, o banco avança cada vez mais na personalização de seus serviços, informa o executivo. “A utilização de dados permite às instituições financeiras evo-


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luir de um modelo de segmentação generalista para um modelo de segmentação personalizado”, diz o diretor do Santander. Ele destaca que essa segmentação não se dá no lançamento de novos itens, mas ,sim, em suas características, como prazos, taxas, melhores condições de pagamento. “A utilização de ferramentas de analytics e, mais recentemente, de inteligência artificial, auxiliam na tomada de decisões com base no histórico comportamental.”

Segurança O uso de analytics também ajuda a economizar custos, quando aplicado em produtos “preditivos”. Na Caixa, por exemplo, foi criada uma ferramenta capaz de prever e ajustar a quantidade de dinheiro destinada aos ATMs, e o banco notou um impacto na segurança e custo final para o cliente. “ATMs com muito dinheiro têm mais chance de serem explodidos; o dinheiro em quantidade correta evita o excesso”, explica o diretor da Caixa Assis Matias, ao se referir a economia de gasto com transporte, pessoal, segurança no transporte de valores. “Os gastos diminuem, assim pode-se evitar o repasse de custos e tarifas para os clientes.” A segurança física e a prevenção a fraudes e lavagem e dinheiro estão entre os focos dos

investimentos dos bancos nessas tecnologias avançadas – e a redução de custos é um dos atrativos da inovação. No final de 2017, o Itaú, por exemplo, começou a aplicar inteligência artificial como auxiliar no monitoramento de agências: por meio de interpretação de dados e computação cognitiva, um sistema de IA ajuda a analisar a circulação de pessoas e de dinheiro, para reforçar o sistema de segurança e combater ataques de criminosos. “As aplicações ligadas à segurança têm campo vasto; a precisão dos algoritmos que evitam falhas de segurança aumenta, à medida que se combinam novas fontes de dados e mais tecnologia”, explica o diretor do Itaú Estevão Lazanha. O banco também usa o reconhecimento de imagens para verificar a real existência de empresas com quem negocia e, assim, reduzir o número de fraudes na abertura de contas. A ferramenta analisa imagens das fachadas de estabelecimentos comerciais para identificar se o endereço fornecido pelo cliente em potencial existe, de fato. Antes da ferramenta de reconhecimento, a verificação era feita com visitas físicas, uma média de 150 por ano, e gasto total de R$ 100 milhões, segundo dados de uma apresentação do banco feita em setembro na Apimec, associação que reúne analistas do mercado de capitais. n revista CIAB FEBRABAN

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No uso das informações, um dado importante: ética Por Claudia Rolli

Bancos investem para personalizar ofertas aos clientes e reforçar sistemas de segurança

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uso de novas tecnologias traz responsabilidades às instituições financeiras e abre espaço para uma discussão importante no setor: como tratar a privacidade do cliente e definir uma estrutura de ética digital nas organizações? A revista consultou dez executivos que comandam a área de tecnologia nos cinco maiores bancos do país e especialistas no assunto para responderem essa questão. Confira abaixo visão de cada um sobre o tema.

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AURO MAGNAN Gerente-executivo da diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil

Se ele não quer, por exemplo, que eu compartilhe uma informação sobre o cartão de crédito internamente no banco, não posso passar o sinal amarelo. Ou quando pede para a fatura do cartão ir para o escritório e não para a residência. Temos de ter cuidado com esses pequenos detalhes, e para não haver quebra de confiança. A ética digital é um processo em construção.

As informações solicitadas aos clientes são as mínimas necessárias para a realização e o aprimoramento dos serviços prestados. Buscamos ser relevantes e proativos, sem ser invasivos. Proteger o cliente já é premissa. O mundo digital, mesmo na sua disrupção, deve obedecer aos princípios e normas. O desafio é grande, mas a cautela e a responsabilidade têm que ser prioridade nestes momentos. O BB tem como propósito cuidar do que é valioso para o cliente, e é nesse sentido que envidamos esforços na busca de tecnologias que possam garantir a proteção das informações.

ADRIANO ASSIS MATIAS Diretor de Transformação Digital da Caixa A privacidade dos clientes é levada muito a sério, e chega a ser um desafio, internamente, o conhecimento de informações para realizar as melhores ofertas.

A ética digital trata simultaneamente aquilo que é moralmente desejável para o cliente, o que é possível ser realizado com a tecnologia e o que é permitido pela lei, seguindo aqui todos os códigos de conduta aplicáveis à operação do Bradesco, internos e de reguladores, como Banco Central, CVM, Susep. Na ética digital não estamos falando de compliance, privacidade ou segurança. Isso tudo está regulado por outras normas. Ética digital é fazer a coisa certa a partir da perspectiva do cliente.

Ana Nascimento

MAURÍCIO MINAS VP do Bradesco

“TER AS INFORMAÇÕES NÃO É SINÔNIMO DE ESTAREM ‘DISPONÍVEIS’ PARA O USO" Adriano Assis Matias, da Caixa revista CIAB FEBRABAN

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Em um mundo em que os concorrentes sempre estão usando os seus dados e os da web para abocanhar os clientes, a Caixa ainda possui uma política antiquada de uso de dados e informações: ter as informações não é sinônimo de estarem “disponíveis” para o uso. O Centro de Excelência de Jornada de Vida do Cliente visa realizar negócios de forma diferente, mantendo a integridade e a segurança dos dados, conforme o negócio. ESTEVÃO LAZANHA Diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco Respeitar a privacidade do cliente ao máximo é um dos pontos mais relevantes. Fazemos o controle de informações que são essenciais e sensíveis a cada um deles.

No desenvolvimento das soluções de analytics, também usamos dados criptografados e ‘anonimizados’, ou seja, que não permitem a identificação do cliente. A proteção é feita com mecanismos que criam barreiras físicas e, assim, não permitem o acesso ao dado (um funcionário sem autorização não consegue chegar à informação), e também com barreiras lógicas, que garantem a privacidade. Essa é uma área em que não economizamos esforços. Outro aspecto importante é da transparência, o tempo todo, para os clientes, sobre quais dados são capturados e para qual finalidade serão usados. O fato de haver uma regulamentação específica para o setor é uma proteção adicional para os clientes.

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MARINO AGUIAR Diretor executivo de tecnologia (CIO) do Santander Brasil

“NO DESENVOLVIMENTO DAS SOLUÇÕES DE ANALYTICS, TAMBÉM USAMOS DADOS CRIPTOGRAFADOS E ‘ANONIMIZADOS’, OU SEJA, QUE NÃO PERMITEM A IDENTIFICAÇÃO DO CLIENTE” Estevão Lazanha, do Itaú

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Todos os temas relacionados à segurança e privacidade de dados sempre estiveram no topo da agenda. O banco tem pessoas, políticas, procedimentos, ferramentas e controles implementados para endereçar essas necessidades há muito tempo. O que evoluiu é a forma como as atividades são realizadas, com o auxílio cada vez maior de ferramentas muito potentes e com eficácia mais sofisticada. Adotamos, há alguns anos, um modelo de gestão de segurança e risco composto por três linhas de defesa; cada linha reforça e controla a anterior para assegurar que aspectos de segurança e privacidade estejam no DNA de toda a organização.


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DAVID CORTADA Vice-presidente de Serviços Financeiros da Capgemini Hoje, o ciclo de vida dos canais digitais pertence ao cliente, desde a conversão e a adoção até o engajamento. No contexto do consumo, as empresas devem fornecer total transparência de como os dados são utilizados para o desenvolvimento de relacionamento entre as instituições financeiras e o cliente. A privacidade é mandatória para a sobrevivência do relacionamento e deve ser gerenciada por opção e não por omissão.

Mecanismos como a autenticação utilizando selfies ou o acesso utilizando biometria são claros exemplos de engajamento que usam a personalização e a contextualização. E a principal vantagem sempre é o engajamento e a segurança. PASCHOAL PIPOLO BAPTISTA Sócio líder de TI para a Indústria de Serviços Financeiros da Deloitte A privacidade dos clientes sempre deve ser respeitada. É uma diretiva de todos os bancos e é uma imposição do Banco Central.

Ética Digital A ética digital está no centro do cenário, entre o que é determinado pelas exigências legais, o que a tecnologia digital possibilita e o que é moralmente desejável.

Possível fazer com as tecnologias digitais: analytics, IoT, machine learning (aprendizado de máquinas), cloud computing (nuvem) etc Exigido por lei ou obrigatório: políticas do setor, compliance, regulamentações, privacidade, segurança

ÉTICA DIGITAL

Moralmente desejável: responsabilidade social, diversidade

O QUE É: É o sistema de valores e princípios adotados por uma empresa na condução de interações digitais entre empresas, pessoas e coisas (como os dispositivos usados no IoT)

Fonte: Grupo Gartner

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Mas essa questão da privacidade tem outro lado. O custo do crédito poderia baixar muito com um cadastro positivo e se bancos pudessem compartilhar algum tipo de dado, com a devida autorização do cliente. Com um cadastro assim, é possível trabalhar as informações para facilitar a vida do cliente. A indústria financeira é extremamente cuidadosa com as questões de privacidade, muito mais que outros setores até pela regulação do mercado. FRANK BUYTENDIJK Vice-presidente de Pesquisas do grupo Gartner Um banco, com todo o seu conhecimento de tecnologia e informações confidenciais, tem uma responsabilidade ainda maior. Dois benchmarks são importantes para definir e avaliar valores e princípios em uma instituição nesse contexto. Os comportamentos desejados são de fato recompensados e os indesejáveis são de fato punidos? O segundo aspecto é questionar se as medidas adotadas são de fato reconhecidas e compreendidas pelos clientes e por outras partes interessadas. A ética digital não deve ser vista como obstáculo, não pode impedir o avanço tecnológico nem deve ser pensada de forma separada. Deve haver “ética digital por design”, ou seja, fazer parte da iniciativa desde o início, com o objetivo de criar um produto melhor. Assim como a tecnologia avança, a ética digital deve avançar. Blockchain e criptografia são tecnologias que trouxeram avanços, por exemplo, ao mesmo tempo em que protegem a privacidade.

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EVANDRO ARMELÍN Diretor de Data & Analytics na Everis Brasil Não acredito que as normas que regulam o uso dos dados estão completamente prontas, maduras e claras. Estão em um processo de construção. O fato é que o cliente começa a se preocupar e a se incomodar cada vez mais com a forma com que as suas informações estão sendo utilizadas. Quando se preenchia um formulário, por exemplo, não havia preocupação no que aquilo seria usado. Isso está mudando. O consumidor está ficando mais e mais atento. Na Europa, a discussão sobre o uso que as empresas podem dar a dados coletados de clientes já é muito mais avançada. A tendência é haver regulações mais restritivas e também concedam às pessoas mais poder no direito de decisão. Hoje, não há opção de dizer o que você permite ou não que uma empresa faça com seus dados. MARCO STEFANINI Presidente da Stefanini A atividade dos bancos é muito regulada. Com a quantidade de informação utilizada no dia a dia, a preocupação com a privacidade dos dados e do cliente é constante na indústria financeira. Não temos notícia nesse setor de eventos que relatam vazamentos de dados, como ocorre em outras áreas. Ou casos como o que assistimos recentemente com o Facebook. A cautela faz parte do core da indústria bancária. n


entrevista

Os dados do cliente têm dono: o cliente Por Felipe Falleti

Especialista que estará no CIAB FEBRABAN diz que grandes corporações que coletam dados, como Facebook e Google, perderão a exclusividade no uso destas informações e afirma que este fenômeno afetará os bancos, que verão os hábitos de seus correntistas serem compartilhados com fintechs

A

carreira do inglês Nicolas Parmaksizian passou por transformações que fazem lembrar os solavancos de alguns segmentos mais dinâmicos do mercado financeiro. Executivo de vendas e experiência do consumidor no tradicionalíssimo banco inglês Barclays, uma instituição fundada em 1690, Nic, como prefere ser chamado, foi mentor da nada convencional Virgin, que conduz projetos de viagens espaciais e investe em startups; e, hoje, lidera a divisão de Inovação Digital da consultoria Capco, nos Estados Unidos. A transição entre o convencional e o inovador é também um símbolo das mudanças no setor bancário, que mantém um pé na tradição e confiança e outro no desafio de abraçar tecnologias disruptivas, como blockchain, bancos digitais e open banking. Palestrante convidado para o CIAB FEBRABAN 2018, Nic conversou, de Nova

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York, sobre as transformações das instituições financeiras no mundo e sobre o tema de sua apresentação no congresso de tecnologia: a democratização dos dados dos consumidores, que, segundo o especialista, estarão ao alcance de pequenas empresas e indivíduos comuns nos próximos anos. O senhor tem defendido a ideia de que os dados e os hábitos de consumidores serão “democratizados”. Para muitas empresas como o Facebook, porém, estas informações são seu ativo mais importante. Por que elas abriram mão disso? Nicolas Parmaksizian – Quero discutir, com o público brasileiro, sobre um fenômeno que chamo de “democratização”, pois a concentração de informação nas mãos de poucas companhias, como o Google e o Facebook, deve deixar de existir. Isto não quer dizer que estas


Divulgação

empresas, generosamente, abrirão seus dados, mas sim que estas informações coletadas pertencerão aos próprios usuários e eles deverão ter o poder de decidir quais outras empresas ou pessoas físicas, além do Facebook, poderão acessá-los para lhes oferecer soluções inovadoras e mais conveniência. Recentemente, milhares de usuários cancelaram suas contas no Facebook justamente por temerem mal uso de seus dados, como no escândalo Cambridge Analytica, em que uma empresa usou dados da rede social para influenciar a opinião pública. Isto não é contraditório com a ideia de maior abertura de dados? Nicolas Parmaksizian – Eu defino este escândalo como a “ponta do iceberg”. Na verdade, me parece muito preocupante, justamente, que nossos dados se concentrem nas mãos de uma única empresa, neste caso o Facebook. Não tenho o poder de prever o futuro, mas observo que pouca coisa mudou após este escândalo e, infelizmente, ainda veremos muitos

outros problemas com vazamentos de dados. Justamente, por isso, creio que os usuários vão querer decidir eles próprios como compartilhar suas informações e não deixar isto a critério de uma rede social, por exemplo. Gosto de citar uma frase do ex-primeiro ministro inglês, Winston Churchill. Ele afirmava que, ao não aprender as lições da história, estamos condenados a repeti-la. Penso que serão necessários novos vazamentos de dados e muitas controvérsias para uma maior tomada de consciência por parte dos consumidores, mas, ao longo do tempo, o usuário exigirá ter maior controle sobre seus dados.

Nicolas Parmaksizian é um dos destaques do CIAB FEBRABAN 2018

Como os usuários poderão proteger seus dados? Afinal, hoje em dia é praticamente impossível ser uma pessoa produtiva e conectada às tendências de mercado sem usar GPS, Google Maps, redes sociais... Nicolas Parmaksizian – Nós podemos nos proteger. Qualquer serviço digital, como mapas ou aplicativos móveis, possui funções de privacidade que podem ser ligadas revista CIAB FEBRABAN

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entrevista

ou desligadas. É claro que, atualmente, boa parte dos consumidores simplesmente não se atenta a isso, não tem o cuidado de checar as configurações de fábrica de seus dispositivos, mas à medida que tiverem maior consciência dos benefícios e dos riscos de compartilharem seus dados, poderão mudar seu comportamento. E, neste momento, terão maior poder de decisão, poderão dizer que tal informação não deve ser enviada ao Facebook, mas pode ser compartilhada com seu banco ou com sua família, pois entende que tal dado pode ser útil para sua segurança pessoal ou para protegê-lo de fraudes. Neste sentido, acredito que haverá maior controle das informações. Como isso afetará o setor financeiro? Entre os bancos de varejo, por exemplo, há muitas análises sobre eventuais riscos de permitir que os correntistas compartilhem seus dados bancários com terceiros. Nicolas Parmaksizian – Certamente há riscos de privacidade envolvidos, e eu aconselharia qualquer banco que adote soluções de open banking, por exemplo, a ser totalmente transparente com seus correntistas, deixando muito claro quais informações o cliente estará abrindo a aplicações terceiras. O que noto, no entanto, é que ainda há uma posição defensiva dos bancos de varejo, que temem perder parte de sua receita para fintechs se abrirem suas plataformas para exploração de terceiros. Tenho visto, em todo o mundo, poucas experiências de bancos que olham o fenômeno open banking como uma possibilidade de diferenciar-se da concorrência e ganhar mais mercado. Obviamente, a adoção de soluções de open banking deve ser acompanhada, além da transparência, por investimentos em segurança virtual. Sabemos que os consumidores têm

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revista CIAB FEBRABAN

uma tendência inata a serem leais às marcas e às empresas que os atendem bem, mas esta lealdade pode ser quebrada se houver um escândalo ou vazamento inapropriado de dados. De toda forma, o pior cenário seria os bancos ignorarem as inovações que estão surgindo no mundo em termos de abertura de dados. Parte do nosso trabalho na Capco, aliás, é auxiliar os bancos a fazer esta análise e tomar a decisão mais inteligente de acordo com seu modelo de negócios. Estudamos os serviços digitais que um banco brasileiro oferece a seus clientes, por exemplo, depois comparamos isto a serviços oferecidos em outros países do mundo e tentamos entender quais inovações poderiam ser um diferencial competitivo em seu país, quais riscos estariam associados a esta decisão, quais seriam os ganhos e perdas potenciais. Alguns especialistas afirmam que as pessoas, individualmente, optarão pode vender seus dados às empresas. Como isso pode se tornar uma realidade? Nicolas Parmaksizian – Não só pessoas, mas empresas também. Com o advento da tecnologia blockchain, que é considerada segura e inviolável, será possível o surgimento de marketplaces de comércio de dados. Eu poderia, por exemplo, vender os dados do meu carro, que será um carro conectado no futuro próximo, para montadoras estudarem meus hábitos e planejarem carros mais econômicos e eficientes. Um grupo de donas de casa poderia vender em um marketplace seus hábitos de compra em supermercados e ajudar o setor do varejo a ter informações mais detalhadas sobre os hábitos dos consumidores. Os dados não serão mais exclusivos de ninguém e será possível a cada cidadão monetizá-los em plataformas online.


entrevista

Ao observar o mercado brasileiro de bancos, quais mudanças o senhor considera mais prováveis acontecerem aqui? Nicolas Parmaksizian – No Brasil, país que possui um percentual de população jovem mais elevado que em outras regiões do mundo, como a Europa, vejo que haverá maior pressão para que os bancos ofereçam serviços contínuos, que assegurem conectividade e fluidez 24 horas por dia. Jovens tendem a comparar internet banking a outros serviços que usam online, como streaming de música e redes sociais. Os bancos online precisarão ser mais rápidos e sempre disponíveis.

Por fim, o percentual de população não bancarizada no Brasil ainda é relativamente alto, em comparação com outras nações do mundo ou, mesmo quando possuem conta no banco, muitos brasileiros usam os pacotes mínimos de serviços. Acredito que há muito espaço para crescimento do setor bancário brasileiro, oferecendo novos serviços para quem os utiliza pouco ou simplesmente não está dentro do sistema financeiro. Devemos ter em mente que, em todo o mundo, as pessoas estão utilizando mais serviços financeiros e elas farão isso dentro de um banco convencional ou simplesmente usando novas plataformas oferecidas por fintechs. n


pesquisa de tecnologia

Jรก usou seu app de banco hoje? Por Claudia Rolli

Bancos investem para personalizar ofertas aos clientes e reforรงar sistemas de seguranรงa

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Julio Bittencourt

pesquisa de tecnologia

E

les abrem o aplicativo do banco no celular ao menos três vezes ao dia, moram em cidades com mais de 300 mil habitantes e têm perfil variado de idade. Os chamados heavy users do mobile banking fazem mais de 80% das operações bancárias por meio de seus smartphones. E, diferentemente dos últimos anos, não são somente os jovens que usam o smartphone para pagar contas, fazer transferências, pedir crédito ou investir. Em algumas instituições, esses usuários concentram-se na faixa após os 30 anos. Para alguns analistas, não existe um perfil digital único; e isso porque fazer uma transação bancária pelo app do banco no celular é algo tão comum como chamar um táxi, pedir para en-

tregar comida, fazer compras e se orientar por um aplicativo de trânsito. A faixa etária de quem acessa o celular para pagar contas ou simplesmente consultar o saldo também muda, à medida que aumenta o número de pessoas com celulares no país. Um estudo divulgado em abril deste ano pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostrou que o Brasil já tem mais smartphones do que habitantes - são 220 milhões de celulares ativos para 210 milhões de habitantes. A estimativa é de chegar ao final deste ano com 306 milhões de aparelhos em uso. As novas funcionalidades, com mais serviços criados, a conveniência de fazer tudo na ponta dos dedos e o aumento da confiança dos

"HEAVY USER CONVERSA COM O BANCO ATRAVÉS DE REDES SOCIAIS, DÁ SUGESTÕES PERTINENTES DE MELHORIA E, EM MÉDIA, ABRE O APP TRÊS VEZES POR DIA” Marcelo Frontini, do Bradesco

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pesquisa de tecnologia

Uso do mobile em transações com movimentação financeira avança Bancos registram crescimento nas operações que envolvem dinheiro Como foram as transações bancárias pelo mobile banking (em bilhões de transações) Total

0,5

1,6

4,7

11,2

18,6

25,6

0,1

0,2

0,5

1,0

1,7

0,5

1,5

4,5

10,7

17,6

23,9

2012

2013

2014

2015

2016

2017

Com movimentação financeira Sem movimentação financeira Período

Principais transações com movimentação financeira feitas no mobile banking 2016

2017

Variação

Pagamentos de contas

479 milhões

889 milhões

85%

Transferências/DOCs/TEDs

277 milhões

401 milhões

45%

93 milhões

225 milhões

141%

7 milhões

10 milhões

42%

Contratações de crédito Investimentos/Aplicações

Transações sem movimentação financeira feitas no mobile banking

Pesquisas de saldo

2016

2017

Variação

14 bilhões

18,8 bilhões

34%

232 mil

356 mil

53%

Solicitações de cartão de crédito

Quem faz tudo na palma da mão Os heavy users são consumidores que fazem mais de 80% de suas operações por meio do celular Mobile banking e heavy users (em milhões) Total de contas mobile banking* Contas de heavy users**

Scores/ highlights

33,3

43,8

9,7

15,6

2016

2017

*Total de contas ativas com alguma movimentação nos últimos seis meses **Heavy users: utilizam mais de 80% das transações em um único canal Amostra: 15 bancos

Em 2017 esses clientes representavam 36% do total de contas de mobile banking, somando 15,6 milhões de contas Em 2016 a participação era de 29%, chegando a 9,7 milhões de contas

Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018 e bancos

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pesquisa de tecnologia

Principais destaques no uso do mobile banking nas instituições financeiras BRADESCO

SANTANDER

• 15,5 milhões de correntistas digitais usam mobile e/ ou internet banking • 1,1 bilhão de transações todos os meses nestes canais • 50% de todas as transações são pelo celular

• 49% é o percentual de participação das vendas de crédito pessoal nos canais digitais (inclui internet banking, ATMs e app Santander) em dezembro de 2017, o que representa 6 pontos percentuais a mais sobre igual mês de 2016 • 61% dos pagamentos foram feitos pelos canais digitais, o que representa crescimento de 24% na mesma comparação • 78% das transferências foram feitas pelos canais digitais, avanço de 17%

Score 104% é o crescimento das transações financeiras feitas pelo mobile de 2016 para 2017 BANCO DO BRASIL • Transferências feitas pelo celular cresceram 59% no ano passado sobre ano anterior • Transações de pagamentos aumentaram 78% no mesmo período • Operações de investimentos subiram 69% na mesma comparação Score 56,5% é a participação do mobile banking no crédito concedido a veículos comparado a todos os canais mais de 50% dos clientes que fazem transações pelo app do BB moram em cidades com mais de 300 mil habitantes e 59% têm entre 30 e 59 anos CAIXA

Score 80% das transações financeiras foram realizadas nos canais digitais em março deste ano ITAÚ UNIBANCO* • o número total de correntistas que usam celular e internet banking passou de 6,2 milhões em 2014 para 8,7 milhões em 2017* • os clientes que usam somente o mobile passaram de 3,2 milhões para 7,5 milhões na mesma comparação Score 134% foi o crescimento de usuários do mobile registrado nesse período * segundo dados da apresentação de resultados em setembro de 2017 à Apimec

• o número de usuários do mobile cresceu 152% em 2017 sobre o ano anterior • o total de clientes que usam o celular passou de 4,1 milhões em dezembro de 2016 para 10,5 milhões em dezembro de 2017 • as operações feitas pelo mobile que envolvem movimentação financeira cresceram na mesma proporção da base de clientes Score os clientes heavy users do app da Caixa se concentram na faixa etária de até 29 anos

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Luiz Michelini

pesquisa de tecnologia

Paschoal Pipolo Baptista, da Deloitte, afirma que aplicativos bancários recebem cada vez mais investimento em segurança, com funções que ajudam no combate à fraude e ataques

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consumidores no mobile banking explicam o uso mais intenso. Em 2017, os consumidores que mais utilizavam o celular em suas operações representavam 36% do total de contas de mobile banking, chegando a 15,6 milhões de contas. Um ano antes, essa participação foi de 29%, em 9,7 milhões de contas. Os dados se referem a um levantamento com 15 bancos para a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018. No Banco do Brasil, os clientes considerados heavy users - aqueles que efetuam mais de 90% do total de suas transações financeiras mensais pelo mobile - representam aproximadamente 10% do total de usuários do canal. Cerca de 60% têm entre 30 e 59 anos, e pouco mais da metade moram em grandes cidades. Flávio Morais, gerente-executivo da Diretoria de Clientes Pessoas Físicas do BB, diz que a mudança de comportamento é um enorme desafio, pois o investimento no aplicativo é constante. As transações que envolvem movimentação financeira, antes feitas prioritariamente nas agências e no internet banking, ganham cada vez mais espaço. No Banco do Brasil, o mobile banking já tem participação de 56,5% na concessão de crédito a veículo, comparado aos demais canais. “As demais linhas de crédito evoluíram 47% no período de 2016 para 2017; neste ano, já apresentam crescimento de 19%, até o momento”, diz Morais. O pagamento pelo celular foi uma das transações que mais avançaram neste ano cresceu 54% entre janeiro e abril, em relação a igual período de 2017. Na comparação anual, o percentual foi ainda mais expressivo: aumento de 78%. Os novos hábitos têm impacto nos negócios dos bancos. Em 2015, o BB começou


pesquisa de tecnologia

a adotar agências digitais, com atendimento remoto para clientes alta renda com perfil mais afinado com o mundo digital, e ferramentas como o chat online. “Essa mudança implicou em diversas melhorias, como conveniência, comodidade, experiência positiva do app e fácil acesso ao gerente de relacionamento”, diz Morais. “Outras iniciativas foram adotadas, como o chatbot no Facebook, que permite ao cliente tirar dúvidas e realizar transações básicas, bem como a abertura de conta pelo mobile, sem a necessidade de comparecer a uma agência.” No Bradesco, o heavy user tem um comportamento engajado, segundo Marcelo Frontini, diretor de Canais Digitais. “Ele conversa com o banco através de redes sociais, dá sugestões pertinentes de melhoria e, em média, abre o app três vezes por dia”, diz o executivo. “É um influenciador de comportamento, e nos antecipa onde estamos acertando e o que precisamos fazer para aprimorar a experiência.” As transações financeiras no mobile do banco cresceram 104% entre 2016 e 2017. São 15,5 milhões de correntistas digitais usando o celular e/ou a internet banking no Bradesco, com uma média de 1,1 bilhão de transações todos os meses nesses canais. Quase metade de todas as transações no banco já é feita por celular. “O que podemos constatar é que há uma curva de adoção cada vez mais íngreme, o que demonstra uma digitalização mais veloz, muito influenciada por novas funcionalidades, como a BIA (Bradesco Inteligência Artificial) para tirar dúvidas, o comprovante de transação por WhatsApp, o depósito de cheques pelo celular e, sobretudo, o 3G grátis, que permite que o usuário acesse sua conta sem ter seu pacote de dados consumido”, afirma Frontini.

Expansão no uso As contratações de empréstimos por meio de aplicativo de bancos em celulares cresceram 141% em 2017 e chegaram a 225 milhões de transações, segundo a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. Pelo internet banking, esse volume caiu 17%, para 87 milhões. Na Caixa, o número de usuários do mobile também teve expansão significativa - de 152% - e passou de 4,1 milhões para 10,5 milhões entre dezembro de 2016 e o mesmo mês de 2017. Entre os usuários, os heavy users estão concentrados na faixa de até 29 anos, ao contrário do BB onde a maioria tem acima de 30. O crescimento das transações feitas pelo celular com movimentação financeira foi proporcional ao da base de clientes, de acordo com a Caixa. “Trabalhamos continuamente na transformação digital de nossos produtos e canais, sem esquecer que somos um banco social e que temos o compromisso inclusive de atender o cliente onde ele deseja ser atendido”, diz Adriano Assis Matias, diretor de Transformação Digital da Caixa. A mudança para o digital deve ter impacto positivo no setor e no banco. “A migração dos negócios e das transações para canais digitais possibilitará um atendimento cada vez mais personalizado em nossos canais físicos, em especial para os negócios que exigem maior interação e relacionamento do cliente”, prevê o executivo da Caixa. Os números do Santander também mostram avanço nos meios eletrônicos e na escolha desses canais para as operações que envolvem dinheiro. Seis em cada dez pagamentos foram feitos pelos canais digitais (incluem aplicativo, internet banking e ATM), o que corresponde a incremento de 24% na comparação entre dezembro de 2017 e igual mês do ano passado. Do total de transferênrevista CIAB FEBRABAN

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pesquisa de tecnologia

cias realizadas, 78% foram feitas pelos meios digitais. Os dados deste ano também mostram expansão: 80% das transferências, 58% do crédito pessoal e 62% dos pagamentos foram realizados nos canais digitais. “O mobile é peça fundamental da evolução no atendimento ao cliente, porque ele está com o celular na mão o tempo todo; e levar o banco para o celular é permitir que o cliente escolha o canal com o qual quer se relacionar”, diz Alexandre Zancani.

Impactos no setor Para David Cortada, vice-presidente de Serviços Financeiros da consultoria Capgemini, o consumidor está cada vez mais exigente em relação à qualidade do atendimento, além de cobrar serviços inovadores, não só satisfatórios - o que traz impacto para o modelo de negócios dos bancos. “O cliente espera ser atendido com soluções adequadas a seu problema, algo que deve ser feito de forma rápida, fácil e personalizada”, afirma. “Os bancos devem tratar o cliente de maneira individualizada; porém, ao mesmo tempo, têm de ser muito competitivos ao fazê-lo”, afirma o executivo, ao destacar a concorrência das fintechs, as constantes mudanças na regulação e as novas tecnologias no setor. José Ignacio Núñez, diretor da Prática de Bancos na Everis Brasil, também destaca as implicações sob o ponto de vista de segurança. “O desafio consiste em continuar como principais defensores dos dados pessoais e financeiros, evitando qualquer fraude e, ao mesmo tempo, abrindo grande parte dos serviços atuais para oferecer o chamado Open Bank.” Já os canais tradicionais, na avaliação do especialista, devem se transformar para oferecer algo novo, de maior valor aos clientes. “Ninguém quer ir a uma agência longe de casa

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para fazer um pagamento, transferência, investimento ou simplesmente consultar o gerente; portanto, as agências do futuro terão de oferecer novos serviços.” O executivo cita como exemplo os “WorkCafés” lançados pelo Santander no Chile. São agências tradicionais que se transformam em espaços de co-criação, que podem ser utilizados por clientes, com reservas de espaços e salas, explica. Os locais servem de encontro para reuniões ou assessorias, ou simplesmente para tomar café com atendimento do gerente. Para o VP da Capgemini, a redefinição das agências vai além das mudanças no layout e nas estruturas. Com um papel cada vez mais consultivo, exigirão funcionários com mais preparo e habilidades para atender as necessidades de clientes mais exigentes. Não só as agências físicas verão intensificar-se as transformações digitais, mas também os fabricantes de ATMs tendem a destinar cada vez mais investimento a segurança e digitalização, reforçam os analistas. “Quando não existia a movimentação pelo celular, uma série de funcionalidades era colocadas nos ATMs; cada hora uma ‘luzinha’ nova era acrescentada no terminal, diz Paschoal Pipolo Baptista, sócio líder de TI para a Indústria de Serviços Financeiros da Deloitte. “Hoje, eles estão sendo simplificados nesse aspecto, mas recebem cada vez mais investimento em segurança, com funções que ajudam no combate à fraude e ataques”. Ignacio Núñez, diretor da Everis no Brasil, destaca também as inovações nesses equipamentos, que permitem conversas por áudio e vídeo, em tempo real, com especialistas em serviços bancários. “Essas novas máquinas podem cobrir 95% dos serviços tradicionais de balcão, além de prolongar o horário de atendimento e reduzir os custos trabalhistas e bancários.”


pesquisa de tecnologia

Transações pelo celular Por Claudia Rolli

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Divulgação GNT

a televisão, ela literalmente põe ordem na casa: dos outros. Na vida real, além de apresentadora do “Santa Ajuda”, programa do canal a cabo GNT, Micaela Góes, 43 anos, é consultora em organização e uma das sócias da empresa A Casa Viva, um centro de treinamento e cursos relacionados aos cuidados da casa. As questões financeiras são organizadas há muito tempo com a ajuda de planilhas de Excel. Mas, ela se tornou adepta dos aplicativos bancários desde que eles ficaram disponíveis, no computador e no celular. “Uso o aplicativo para fazer pagamentos e transferências porque tenho várias contas no mesmo banco, de pessoa física, jurídica, contas de empresa; então, uso bastante o app de pessoa física e jurídica.” Na rotina de empresária, palestrante, mãe de gêmeas e apresentadora de TV, o celular é usado para tudo. “Compras, investimentos, aplicações e transações em geral. Mas empréstimo nunca fiz na vida.” A vida financeira é sempre organizada, tanto no mundo físico como no virtual. “Faço tanto pelo aplicativo quanto fisicamente no banco; falo por e-mail com a gerente e tenho

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Micaela Góes, apresentadora da GNT: usa o celular para diversas operações financeiras: “Compras, investimentos, aplicações e transações em geral”


pesquisa de tecnologia

Divulgação

um relacionamento remoto muito frequente com o meu banco.” E, se na casa dos outros, Micaela dá dicas de organização, para o setor bancário não poderia ser diferente: “No celular ainda existem algumas limitações, como por exemplo, transferências para não cadastrados, limites, alguns serviços que você só consegue fazer pelo computador e não pelo celular.” A “veia organizadora” vem do berço. “Minha mãe e meu pai são extremamente organizados, minha casa sempre foi muito organizada; com a minha avó, aprendi muitas coisas”, diz a consultora. “Apesar de minha avó ter estudado e sido uma mulher bem moderna para idade dela, fez da função de mãe e dona de casa uma profissão.” Dona Risoleta tem 95 anos e aparece ao lado de Micaela no programa para dar dicas e é contadora por formação. Para a apresentadora, educação financeira e técnicas de organização estrutural – pelo celular ou não – deveriam ser matérias ensinadas nas escolas. “A economia seria muito mais estruturada se a gente tivesse educação financeira desde a escola; teríamos profissionais muito melhores.”

“Appddicted” Se Micaela ainda se divide entre o físico e o virtual, a executiva Claudia Toledo, 49 anos, diretora de Clinical Solutions da editora Elsevier Brasil, se define como “appddicted”. “Não há nenhuma possibilidade de eu en-

A gerente de marketing Georgia Barros diz que app já a ajudou em situações emergenciais, como quando viajou ao exterior e esqueceu de desbloquear o cartão: “O app salvou minha vida” revista CIAB FEBRABAN

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Divulgação

pesquisa de tecnologia

A executiva Claudia Toledo se define como “appddicted”: “Faço todas as transações, desde consulta, aplicação, transferência, pagamento, recargas do telefone dos filhos, desbloqueio de viagem, recuperação de comprovantes”

trar em um banco para fazer outra operação que não seja pegar dinheiro e, mesmo assim, cada vez mais eu uso aplicativos e pagamentos via celular, como Apple Pay.” Desde o final da década de 90 começou a usar programas de gestão financeira, como MS Money 2000, e hoje tudo é feito pelo celular. “Todas as transações, desde consulta, aplicação, transferência, pagamento, recargas do telefone dos filhos, desbloqueio de viagem, recuperação de comprovantes. Ufa”. Como usuária exigente, considera que os

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revista CIAB FEBRABAN

apps ainda podiam melhorar no quesito atendimento. “A única coisa que não gosto é que algumas aplicações e movimentações precisam ser feitas dentro do horário comercial”, diz Claudia. “Isto é muito ruim, porque o mundo atual exige que você resolva as coisas na hora. Nem sempre a hora disponível é a que funciona para o sistema bancário. Isso precisa evoluir”, diz Claudia. Georgia Barros, 45 anos, gerente de Marketing Senior e colega de empresa de Claudia, também usa o mobile banking desde que entrou em funcionamento. O app já ajudou em situações emergenciais, quando viajou ao exterior e esqueceu de desbloquear o cartão “O app salvou minha vida; não vejo a hora da opção de pagar pelo celular, usando o app, estar disponível nos bancos que uso aqui no país, assim não precisarei sair com os cartões mais.” n


tecnologia disruptiva

Protótipo em blockchain compartilha informações de segurança em dispositivos móveis Por Adriana Mompean

Grupo Blockchain FEBRABAN apresenta protótipo desenvolvido de forma colaborativa por bancos e instituições financeiras no CIAB 2018

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tecnologia disruptiva

Luiz Michelini

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ecnologia que chama a atenção do mercado financeiro por seu grande potencial de mudar as práticas do setor, o blockchain promete garantir maior segurança e simplicidade nas operações digitais, e é um dos destaques da programação de palestras do CIAB FEBRABAN 2018: um dos principais pontos do congresso deste ano será a apresentação do protótipo desenvolvido pelo grupo Blockchain FEBRABAN para reforçar a segurança na adesão de clientes para receber um determinado serviço ou solução digital. O projeto usa blockchain para compartilhar informações de segurança sobre dispositivos móveis que venham a ser usados pelos clientes na sua relação com o banco. A partir dessas informações, os bancos poderão enriquecer seus sistemas antifraude para determinar se um dispositivo específico não é confiável por ser, por exemplo, um aparelho perdido, furtado ou roubado. “No início do processo, verificaremos registros disponíveis para saber se o dispositivo do cliente que acessa a rede bancária já teve algum problema de segurança”, afirma Adilson Fernandes da Conceição, coordenador do GT Blockchain da FEBRABAN. Ele explica que o protótipo terá ainda de ser validado pelos bancos e refinado para evoluir para um projeto-piloto, onde poderá ser testado de forma controlada. O grupo, criado em agosto de 2016 é formado por 18 bancos e instituições, incluindo o Banco Central. No ano passado, realizou duas provas de conceito para testar diferentes

Adilson Fernandes da Conceição, coordenador do GT Blockchain da FEBRABAN: “No grupo, trabalhamos em iniciativas que podem ser usadas e adotadas pelo setor bancário em conjunto, pois existem áreas em que é possível a cooperação entre as instituições”

plataformas usadas pela tecnologia blockchain. As provas de conceito avaliam a viabilidade de determinada solução tecnológica: com elas, os integrantes do Grupo Blockchain criaram um cadastro bancário fictício, para demonstrar o potencial da tecnologia e testar o desempenho de cada uma das plataformas nas experirevista CIAB FEBRABAN

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tecnologia disruptiva

mentações. O grupo optou pela plataforma Hyperledger Fabric para o protótipo. O blockchain ou DLT (sigla em inglês para livro-razão distribuído) é uma inovação em tecnologia da informação que, usando criptografia, permite criar registros, sem controle centralizado, encadeados e dependentes entre si (não há como alterar um registro sem modificar todas a cadeia de informações). Essa capacidade permite operações mais efi-

cientes e seguras no sistema bancário, com a criação de produtos e serviços inovadores, como a certificação descentralizada de documentos ou de participantes de determinadas transações financeiras. A tecnologia tem grande potencial disruptivo, para criar novos modelos de negócios, porque usa mecanismos de criptografia e sistemas distribuídos na criação de confiança entre participantes de uma rede

Saiba mais sobre o grupo Blockchain FEBRABAN Fazem parte do GT Blockchain FEBRABAN Banco do Brasil, Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Banco Pan, Bancoob, Bradesco, BTG Pactual, Caixa, Citibank, Itaú, JP Morgan, Safra, Santander e Votorantim. Também participam B3, CIP, Anbima, BNDES e Banco Central. Em abril de 2017, o grupo realizou o seminário 1º Blockchain FEBRABAN, onde demonstrou uma prova de conceito, um teste de um produto fictício sem o objetivo de aplicação comercial, no ambiente virtual do setor bancário. O grupo demonstrou o funcionamento de um exemplo de cadastro digital, na plataforma Corda. Neste experimento, intitulado Fingerprint, a instituição que deseja compartilhar o cadastro registra dados em um ambiente distribuído, e pode optar em compartilhar a informação com um dos participantes da plataforma, vários deles ou todos. O protótipo mostrou que é possível ter um modelo de estrutura de dados diferente do modelo centralizado que existe hoje. O resultado também comprovou a capacidade de os bancos operarem em regime colaborativo, com garantia de imutabilidade dos dados compartilhados, preservação da privacidade e rastreabilidade das informações. Posteriormente, o grupo de trabalho Blockchain FEBRABAN realizou teste do mesmo projeto, com outra plataforma, a Hyperledger Fabric - um projeto colaborativo para a construção de uma plataforma de blockchain de código aberto. A meta do grupo era testar diferentes plataformas permissionadas para analisar o desempenho de cada uma nas experimentações. Esta prova de conceito, intitulada DNA, foi apresentada durante o 27º Ciab FEBRABAN, entre 6 e 8 de junho do ano passado, em São Paulo.

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tecnologia disruptiva

(computadores, pessoas, empresas etc). A adoção do blockchain no mercado financeiro é motivada por características da tecnologia como a imutabilidade dos dados e segurança das transações. A demonstração do protótipo com o uso da tecnologia foi programada para o segundo dia do CIAB, quando integrantes do GT Blockchain FEBRABAN mostrarão detalhes de seu funcionamento. O projeto apresentado no CIAB foi desenvolvido para permitir a participação de todos os bancos na rede de blockchain. Para os testes primários realizados com a tecnologia, o grupo já estabeleceu uma rede de desenvolvimento permissionada de blockchain usada na comunicação entre os bancos, e trabalha na evolução dessa rede para projetos futuros. O grupo Blockchain FEBRABAN faz parte da Comissão de Inovação da Federação Brasileira de Bancos, integrada pelos principais bancos do país para impulsionar a inclusão de novas tecnologias no mercado bancário, cujos clientes usam cada vez mais os canais digitais em suas transações financeiras. Atualmente, 58% de todas as operações bancárias no país são feitas por internet e mobile banking. O projeto de blockchain apresentado no CIAB envolveu a colaboração e participação de diferentes executivos da comissão.

Colaboração A capacidade de compartilhamento oferecida pelo blockchain favorece ações colaborativas. “No grupo, trabalhamos em iniciativas que podem ser usadas e adotadas pelo setor bancário em conjunto, pois existem áreas em que é possível a cooperação entre as instituições”, diz Conceição. “Entretanto, os bancos também

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trabalham em várias frentes individualmente e seguem estratégias próprias com a tecnologia.” O grande potencial de uso do blockchain para a criação de serviços financeiros mais eficientes e seguros traz vantagens como, por exemplo, redução de custos com a eliminação de processos de conciliação de dados, maior transparência para o regulador e redução do tempo de liquidação financeira. A viabilidade de projetos com essa tecnologia precisa, porém, analisar em maior detalhe a combinação de fatores como custo, desempenho, privacidade e questões regulatórias.

Origem Solução que viabilizou a existência da criptomoeda bitcoin, o blockchain chama a atenção dos bancos e do mercado financeiro por seu grande potencial disruptivo, como tecnologia que usa mecanismos de criptografia, promete eliminar intermediários e garantir maior segurança e simplicidade em operações digitais. A origem do blockchain remonta a 2008 e é cheia de mistérios. A tecnologia foi criada por uma ou mais pessoas, sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, para resolver um problema até então insolúvel das moedas digitais: como impedir que alguém gaste duas vezes a mesma moeda digital, em um universo sem o controle de uma terceira parte confiável, como um banco, para controlar o saldo de cada conta, sem um cartório para garantir a autenticidade dos documentos, ou, ainda, sem um órgão regulador para fiscalizar as transações. Boatos sobre o criador do bitcoin viraram lenda urbana: já cogitaram que ele fosse um programador britânico, um matemático nipônico e até uma dupla de criptógrafos norte-americanos. Entretanto, até hoje, a identidade de Nakamoto é desconhecida. n


fintechs

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revista CIAB FEBRABAN


fintechs

Laboratório financeiro Por Felipe Datt

Banco Central monta laboratório virtual de inovação para soluções financeiras tecnológicas

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mpresas, pessoas físicas e universidades ganharam um ambiente virtual para desenvolver protótipos e trocar conhecimentos com o Banco Central. É o Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift), criado em maio pela autoridade monetária para fomentar soluções financeiras tecnológicas e promover a inovação no sistema financeiro nacional. “O Banco Central está muito interessado em conhecer as tecnologias disruptivas que podem quebrar alguns paradigmas do sistema financeiro”, afirmou a diretora de Administração do Bacen, Carolina Barros. Trocadilho proposital com o verbo “to lift”, que em inglês significa “elevar”, o Lift quer, justamente, estimular ideias que usem novas tecnologias como blockchain, inteligência artificial e analytics para

Lift O que é: laboratório virtual de inovação do Banco Central para o desenvolvimento de soluções financeiras tecnológicas Quem pode inscrever projetos: qualquer pessoa física ou empresa com ideia inovadora Prazo final de inscrição: 24 de junho Divulgação dos selecionados: 16 de julho Onde inscrever o projeto: https://www.liftlab.com.br/

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promover a inovação tecnológica no sistema financeiro nos próximos anos. O Lift foi inspirado em experiências internacionais semelhantes, notadamente iniciativas do Banco da Inglaterra e da Autoridade Monetária de Cingapura; mas há diferenças importantes na modelagem do laboratório brasileiro. A principal delas é que as ações do Lift não se restringem às empresas de tecnologia de serviços financeiros (fintechs), como nesses países. O Bacen quer que, no Brasil, toda a sociedade - de universitários a pesquisadores, de empresas a startups - possam inscrever projetos inovadores. Outro diferencial do Lift é o foco no desenvolvimento de um projeto - ou ideia - capaz de contribuir com a modernização do sistema financeiro. “O foco do Lift é a pré-incubação, o experimento e a prova de conceito, com o objetivo de construção de um protótipo”, explica Aristides Cavalcante, chefe-adjunto do Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central. Na primeira rodada, os projetos deverão se concentrar em inovações ligadas a quatro pilares definidos pelo comitê gestor do Lift: cidadania financeira, legislação mais moderna, sistema financeiro mais eficiente e crédito mais barato. “Esses são também os quatro pilares da 'Agenda BC+', com o intuito de tornar o sistema financeiro mais eficiente”, diz Carolina. A fase de inscrições de projetos para o Lift termina em 24 de junho. Posteriormente, o comitê gestor do laboratório analisará os projetos e selecionará os mais promissores. O

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resultado será anunciado em 16 de julho; e, a partir desse momento, os proponentes das ideias selecionadas terão 90 dias para o desenvolvimento de um protótipo. Na prática, o Lift funcionará como um ambiente virtual e colaborativo. Os desenvolvedores vão receber orientações e avaliações de um grupo de acompanhamento de projetos, formado por especialistas em tecnologia do Bacen, da Federação Nacional das Associações de Servidores do Banco Central (Fenasbac) e de provedores de TI credenciados. Esse é outro diferencial do Lift em relação às iniciativas da Inglaterra e de Cingapura: grandes provedores de tecnologia como Amazon Web Services, IBM e Microsoft Brasil foram selecionados como parceiros para “apadrinhar” os projetos. As gigantes de tecnologia fornecerão gratuitamente serviços de nuvem e as tecnologias necessárias para transformar a ideia em um protótipo (a exemplo de machine learning, serviços cognitivos e inteligência artificial, por exemplo). Essas empresas também darão suporte técnico para os projetos. Os selecionados não receberão aporte financeiro. “Os projetos serão construídos de seis a oito mãos; a ideia é que novos parceiros sejam credenciados no futuro”, diz Carolina. A escolha de um ambiente virtual, em lugar de um espaço físico, foi pensada para tornar o laboratório mais inclusivo e destravar qualquer limitação física, atraindo desenvolvedores de qualquer região do Brasil ou mesmo do exterior. Todo o desenvolvimento dos trabalhos será documentado, e um relatório final será ge-


Beto Nociti/BCB

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rado após os três meses de desenvolvimento de cada protótipo. Conforme Cavalcante, a ideia é que, uma vez criado um protótipo, o criador tenha condições de desenvolvê-lo em uma incubadora de uma universidade ou mesmo em uma aceleradora de uma instituição financeira. “Ele terá base para maturar o protótipo e transformá-lo em um produto que poderá ser comercializado no sistema financeiro”, diz Cavalcante, explicando que outra vantagem é que o detentor do protótipo terá a capacidade de elaborar um produto que já observa as limitações e os riscos regulatórios do setor. O Banco Central não estabeleceu metas para o número de inscrições ou de projetos

“O BANCO CENTRAL ESTÁ MUITO INTERESSADO EM CONHECER AS TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS QUE PODEM QUEBRAR ALGUNS PARADIGMAS DO SISTEMA FINANCEIRO” Carolina Barros, do Bacen

aprovados nessa primeira rodada do Lift. A procura, entretanto, é intensa. “Até o final de maio, tivemos cerca de 200 consultas de interessados; dessas, 10 caminhavam para se qualificar como projetos”, diz a diretora de Administração do BC. O Bacen pretende manter uma agenda contínua de trabalhos para o Lift, após o término da primeira rodada. n revista CIAB FEBRABAN

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Você é a sua senha Por Maurício Moraes

Formas alternativas de biometria avançam e passam a reconhecer o usuário pela forma de usar o celular, ou até pela maneira de clicar o mouse

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“TODO MUNDO TEM UMA MANEIRA DIFERENTE DE INTERAGIR FISICAMENTE COM UM DISPOSITIVO, COM UM CELULAR” Assaf Pilo, da SecuredTouch

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reconhecimento da impressão digital tornou a biometria popular e virou sua marca registrada. Basta encostar o dedo em um sensor para liberar o acesso em smartphones, fechaduras e até mesmo em urnas eletrônicas. Outros métodos de verificação baseados em aspectos físicos também se popularizaram nos últimos anos, como a análise das veias da palma da mão em ATMs. Mas a evolução da tecnologia abriu espaço a novos parâmetros: a voz ou o modo de interagir com o smartphone e até inclinar o aparelho já são características extremamente seguras para identificar um cliente. O modo de agir já serve como um DNA digital. Na vanguarda dessa mudança está a biometria comportamental, que registra informações sobre como cada pessoa usa o celular

ou o computador. Essa análise leva em conta um grande conjunto de parâmetros, constantemente atualizados. São verificados desde aspectos cognitivos, como o tipo de ações regularmente adotado pelo usuário até padrões de rolagem de tela e, no caso de desktops ou notebooks, a movimentação do mouse. Tudo ocorre nos bastidores, sem que o usuário sinta que está sendo monitorado. As novas formas de biometria podem ser usadas em conjunto com as já existentes, incrementando a segurança. O Santander adota uma combinação de tecnologias biométricas há cerca de quatro anos para proteger os seus canais. “Todo cliente, quando interage com o banco, tem um padrão de utilização, que gera uma impressão digital virtual”, afirma Marino Aguiar, diretor-executivo de Tecnologia do Santander Brasil. “Tem as mais evidentes, revista CIAB FEBRABAN

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Antranik Haroutiounian, do Bradesco, diz que o banco estuda a biometria comportamental, com testes avançados: “É o caso da utilização do computador, de como o cliente utiliza o mouse, a velocidade. Tudo isso é capturado”

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como as biometrias do dedo, de voz e da face; e tem as menos evidentes, que são, por exemplo, a velocidade com que o usuário mexe o mouse e faz os cliques, ou o costume de usar a mão direita ou a esquerda”, afirma. “Tudo isso são características de comportamento que formam uma biometria, só que de forma mais ampla.” Entre os indicadores acompanhados está até mesmo o tempo para a primeira transação, ou seja, quanto o cliente demora para fazer uma operação após o login. A análise desses múltiplos parâmetros conta com a ajuda da inteligência

artificial para garantir a identificação da pessoa. Isso porque os comportamentos mudam ao longo do tempo e é preciso atualizar periodicamente esses registros, além de levar em conta modificações sutis ou ocasionais em alguns deles. Quanto mais itens são comparados, mais difícil fica de ocorrer um falso positivo. Em alguns casos, as ferramentas do Santander chegam a analisar mais de 200 fatores para se certificar que um cliente é de fato quem diz estar do outro lado. “A tendência é usar cada vez mais o que a gente chama de data points, ou seja, aspectos da interação com os canais e com os mecanismos de contrassenhas do banco, para poder, em conjunto, formar uma opinião sobre a segurança do material de transação”, diz Aguiar. “Com a revolução da capacidade computacional, fica mais fácil utilizar essas tecnologias sofisticadas ao serviço dos clientes.” A fluidez da experiência é uma das grandes vantagens desse tipo de biometria. As informações são coletadas e analisadas sem que a pessoa precise fazer qualquer tipo de cadastro, comum nas tecnologias mais tradicionais desse gênero. Uma das desvantagens a serem superadas está no grau de sofisticação do dispositivo usado pelo cliente – quanto mais avançado, maior a precisão para registrar os dados. “Quando falamos nesse tipo de tecnologia, ela é um indicativo; é mais uma informação que a gente usa para tomar decisões”, afirma o executivo do Santander Brasil. “Ela não é absolutista.” Aguiar calcula que de 10% a 20% das tecnologias adotadas pelo banco foram desenvolvidas internamente, mas o restante veio de empresas especializadas.

Gestos monitorados Entre as startups que apostam na biometria comportamental está a israelense SecuredTouch, que participa do CIAB FEBRABAN no


pavilhão de Israel. Criada há pouco mais de três anos, a empresa desenvolve soluções com foco tanto em mobile quanto em desktop. “Todo mundo tem uma maneira diferente de interagir fisicamente com um dispositivo, com um celular”, diz Assaf Pilo, vice-presidente de Vendas da SecuredTouch. “Se você observar as pessoas, elas tendem a repetir o modo como se comportam com o aparelho.” A partir dessa constatação, a empresa entendeu que poderia criar um perfil para cada indivíduo, baseado nessa maneira individual de interagir. Os dados passam por algoritmos, que permitem uma análise correta e garantem o reconhecimento. Nos smartphones, são usados três sensores para captar informações sobre o usuário: a própria tela, o giroscópio (que mostra a maneira como o telefone é posicionado, como a sua inclinação) e o acelerômetro (que detecta o movimento do celular). São capturados mais de 100 parâmetros diferentes. “Isso nos permite construir o perfil sutilmente, sem nenhuma interação com o usuário; tudo ocorre nos bastidores”, afirma Pilo. As medições só começam quando é aberto o aplicativo que traz a tecnologia embarcada, como o app de uma instituição financeira. A medida evita que sejam registrados sinais de outras pessoas com acesso ao dispositivo, como crianças. Bastam oito gestos – entendidos como cada toque no telefone ou movimento do aparelho –, que costumam durar entre 2 e 3 segundos, para que o software comece a registrar uma pontuação de confiança para o usuário. Isso continua até o momento em que a pessoa sai do app, sem que ela perceba o que está ocorrendo. O login continua a ser feito com as credenciais tradicionais, por exemplo. As informações da biometria comportamental,

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biometria comportamental

contudo, podem servir para limitar o acesso sempre que houver sinais de uso que não correspondem aos do usuário. Isso vale tanto para uma tentativa de login feita por outra pessoa como para o caso de um ataque automatizado. “Podemos identificar se é o aparelho real ou um emulador, um ser humano ou um robô”, diz Pilo. Logins no desktop também podem ser monitorados, por meio do acompanhamento do uso do teclado e do mouse. Para garantir ainda mais a segurança, todos os dados coletados são armazenados sem estarem vinculados à identidade de cada pessoa – essa correspondência só é feita pelos contratantes do serviço. A SecuredTouch conta hoje com dez clientes ao redor do mundo e seus produtos são usados com mais de 10 milhões de usuários.

Rodrigo Mulinari, do Banco do Brasil, afirma que experimentos mais objetivos com biometria comportamental estão nos planos da instituição

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biometria comportamental

Jorge Krug, do Banrisul afirma que a velocidade de avanço dos meios digitais tem criado a necessidade de formas alternativas e mais seguras de proteção

Estudos em andamento O uso de diferentes tipos de biometria, como a comportamental, está em estudo por bancos como o Bradesco. Por enquanto, são feitos testes com diferentes tipos de tecnologia. “Tem coisas em que a gente está bastante avançado; é o caso da utilização do computador, de como o cliente utiliza o mouse, a velocidade; tudo isso é capturado”, diz Antranik Haroutiounian, diretor do Departamento de Pesquisa e Inovação do Bradesco. Em breve, a instituição vai implementar a biometria de voz no call center. O modelo

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passou por uma bateria de testes e foi aprovado. Permitirá tanto autenticar o cliente pela voz como autorizar transações que exigem maior nível de segurança. O Bradesco atualmente utiliza a leitura das veias da palma da mão em ATMs. O Banco do Brasil usa biometria nos seus terminais de autoatendimento e também em smartphones que contam com o recurso nativo de leitura de digital. “Estamos realizando experimentos de biometria facial, para facilitar algumas etapas relacionadas à abertura de contas pelo celular ou em métodos alternativos de fortalecimento da identificação dos clientes, para evitar que precisem ir à agência ou a algum terminal em algumas situações”, afirma Rodrigo Mulinari, gerente-executivo de plataforma digital do Banco do Brasil. Experimentos mais objetivos com biometria comportamental também estão nos planos da instituição. “Existe grande vontade em substituir os métodos de senha por outros mais seguros e naturais para as pessoas.” O alto custo ainda é um dos principais desafios, assim como uma mudança de cultura e de processos nas áreas de negócio. "Estamos fazendo uma implementação forte do ponto de vista também da segurança, aumentando a parte da biometria tradicional", diz Jorge Krug, diretor de Tecnologia da Informação do Banrisul. A velocidade de avanço dos meios digitais tem criado a necessidade de formas alternativas e mais seguras de proteção, diz ele. Há seis meses, a instituição financeira criou uma unidade de transformação digital para analisar diferentes modelos de biometria e outras tecnologias. Por enquanto, os testes concentram-se na biometria facial, mas o uso de outros tipos é inevitável. As pessoas podem não notar, mas estarão muito mais seguras. n


startups financeiras

Uma proposta para a América Latina Por Felipe Falleti

Após tornar-se o primeiro país do mundo a aprovar legislação específica para regular o funcionamento de fintechs, México propõe regra para todos os países do continente

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x-diretor de grandes bancos internacionais como o americano Citibank e o suíço UBS, o mexicano Jorge Ortiz abandonou a carreira de executivo financeiro para se tornar um empreendedor no setor de fintechs de seu país e abrir seu próprio fundo de investimentos, o Carpo Capital. Há três anos, fundou uma associação de startups do setor financeiro no México e ajudou o governo de seu país a construir e aprovar leis específicas que regulam as jovens empresas financeiras mexicanas. Neste ano, Ortiz, que também é estudante de filosofia, faz sua primeira viagem ao Brasil, para participar do CIAB FEBRABAN 2018 e ministrar palestra sobre as negociações para definir as leis mexicanas e o que elas podem ensinar ao Brasil. Em março deste ano, o México promulgou leis pioneiras que organizam o funcionamento das fintechs. Por que foi necessário criar uma legislação específica? As leis existentes para regular o setor financeiro do país não eram suficientes?

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Jorge Ortiz – O avanço da tecnologia e o surgimento de inovações que aumentam a oferta de serviços financeiros para a população têm nos levado, em todo o mundo, a rediscutir as regras estabelecidas há duas, três décadas. No caso específico do México, chegamos à definição de normas que colocam nosso país em condições privilegiadas para ter um sistema financeiro entre os mais avançados do mundo. Um exemplo disso foi a criação, pelo governo local, de duas novas instituições públicas, uma para regular pagamentos eletrônicos e outra para gerenciar o funcionamento de empresas de tecnologia financeira, as fintechs. Estas duas instituições são essenciais, por um lado, por dar maior segurança jurídica às empresas inovadoras. Antes, fundos de investimento tinham receio em aplicar seus recursos em empresas que, por mais criativas e promissoras, poderiam ter seus avanços questionados na Justiça, por não estarem devidamente protegidas pela lei. Outro benefício é que, uma


startups financeiras

Algumas fintechs mexicanas revelaram preocupação em torno das regras de auditoria, que exigirão, por exemplo, a contratação de serviços de fiscalização localizados fora do país. Estas empresas dizem que submeter-se a auditorias internacionais pode reduzir sua liberdade para inovar, além de burocratizar o trabalho das fintechs. Jorge Ortiz – Na verdade, a lei aprovada determina, sim, auditorias, o que é bom e necessário, para dar segurança tanto aos clientes quanto aos bancos tradicionais e aos investidores. O que acontece é que há uma permissão legal para quais auditorias sejam feitas por companhias localizadas fora do México, o que pessoalmente considero muito positivo. Afinal, as fintechs locais terão a possibilidade de contar com o melhor serviço disponível globalmente. Esta é uma situação muito nova para toda a indústria e, além de menores custos e mais produtividade, dará grande flexibilidade às fintechs locais, assim como maior transparência para o mercado, uma vez que poderemos contratar auditorias totalmente independentes, com as quais não tenhamos nenhuma relação pré-estabelecida. A mesma discussão que levou à aprovação da lei mexicana de fintechs também permitiu a regulação das tecnologias de open banking. Como funcionará o acesso de fintechs aos dados de correntistas em bancos tradicionais de varejo?

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vez definidas regras, todo o ecossistema mexicano fica obrigado a cumprir normas claras de proteção às informações de seus clientes e passar por auditorias financeiras. Na prática, isto dará condições à nossa economia de ser mais produtiva e inovadora.

Jorge Ortiz – Nós chamamos esta iniciativa de “Open Banking Standard” e, na prática, ela determina que todos os dados dos correntistas pertencem, em última análise, ao próprio correntista. Então, se um cliente desejar permitir que terceiras empresas acessem seus dados, ele terá essa possibilidade em mãos. O que se espera, agora, é que os bancos de varejo criem as soluções de tecnologias, que chamamos de APIs, para que aplicações de terceiros se pluguem a eles. É sempre importante destacar que é o correntista que decide se quer ou não abrir seus dados para uma API de terceiro, que poderá ajudá-lo a analisar melhor seus gastos ou estudar seu potencial para receber crédito. Esta regulamentação permitirá o florescimento de muitos serviços inovadores que trarão mais comodidade e segurança para o consumidor, além de reduzir os custos que temos para movimentar nossas finanças.

Jorge Ortiz traz ao Brasil detalhes sobre as negociações que levaram às leis mexicanas para regular as fintechs

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startups financeiras

Tanto a discussão sobre fintechs quanto open banking ainda são muito controversas na maior parte do mundo. O senhor acredita que o exemplo mexicano poderá influenciar a definição de leis em nosso continente e no Brasil, em particular? Jorge Ortiz – Não só acredito como estou trabalhando para isso. Nos últimos meses, tive muitas conversas com empresas e representantes governamentais latino-americanos e acreditamos que, no futuro, será possível definir regras que valham não só para um país, mas todo nosso continente. Se tivermos uma legislação unificada, isto permitirá, por exemplo, que empresas financeiras do Brasil explorem mercados no México, na Colômbia ou na Argentina, por exemplo, sem precisar arcar com custos de adaptação às regras de cada mercado. Vivemos em um mundo cada vez mais conectado e podemos transformar boas ideias locais em soluções que beneficiem todo o continente ou mesmo todo o mundo. Alguns críticos avaliam que o fato de o México integrar o Nafta (acordo de livre-comércio com os Estados Unidos e o Canadá) acaba por prejudicar a indústria financeira mexicana. Afinal, vocês não conseguem proteger o mercado interno e são obrigados a competir sem barreiras com empresas americanas, que têm mais recursos e investimentos... Jorge Ortiz – Eu, na verdade, diria que esta competição aberta com os Estados Unidos mais nos ajuda que atrapalha. Quando você compete com as melhores soluções criadas por engenheiros no Vale do Silício ou em escritórios de Nova York, isto te impulsiona a ser mais criativo, a ser mais competente. Então, competir com os melhores do mundo nos torna melhores também. Uma fintech mexicana

que consegue se estabelecer no Nafta é uma fintech que tem potencial para ganhar clientes em todo o mundo. Sua participação no CIAB FEBRABAN 2018 é também sua primeira viagem ao Brasil. O senhor acredita que o Brasil seja um mercado promissor para fintechs globais, apesar de nosso país atravessar uma crise econômica prolongada? Jorge Ortiz – Estou muito feliz em poder, finalmente, realizar meu sonho de conhecer o Brasil e conversar com os representantes da indústria local. Vejo o Brasil, apesar da diferença de tamanho de nossas economias, como um país muito similar ao México, no sentido de que ambos os países são nações ainda em processo de desenvolvimento, o que é um cenário particularmente favorável para as fintechs. Afinal, as fintechs são capazes de trazer para dentro do mercado financeiro uma parte dos cidadãos que eventualmente não está bancarizada ou, se está, não desfruta plenamente de serviços financeiros. Assim como o México, o Brasil está se beneficiando do acesso a pagamentos digitais, maior acesso ao crédito e diminuição no uso de dinheiro vivo nas transações comerciais, o que é bom para reduzir a criminalidade, um fenômeno que afeta ambos os países. Em relação ao cenário de estagnação econômica, entendo que as economias nacionais atravessam ciclos de expansão e retração, que são normais, e logo o Brasil deve voltar a crescer. De toda forma, vejo o sucesso das fintechs mais atrelado à sua capacidade de entregar soluções que melhorem a vida das pessoas, independentemente de se, naquele momento, a economia nacional está em expansão ou não. n revista CIAB FEBRABAN

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atendimento e back-office

Robótica e a automação cognitiva revolucionam seguros Por Denise Bueno

Chatbots usados por seguradoras já resolvem mais de 80% de todas as dúvidas de clientes, corretores e funcionários; pesquisa da Deloitte mostra que de cada 10 empresas, nove têm projetos estruturados de robótica

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atendimento e back-office

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mercado de automação de processos robóticos habilitado por inteligência artificial (AI) tem crescido rapidamente e deve atingir US$ 5 bilhões até 2020, segundo estudo da consultoria Deloitte. Pesquisa divulgada no final de 2017, com 400 empresas de diversos setores, mostrou que 50% delas já têm ou começaram processos de robotização. Outros 25% têm planos de iniciar nos próximos anos. “Em seguros e no Brasil não é diferente: de cada 10 empresas, nove têm projetos estruturados de robótica”, afirma Elias Zoghbi, sócio líder do setor de seguros da Deloitte no Brasil. É consenso que as tecnologias digitais disponíveis podem ajudar a elevar os níveis de produtividade das seguradoras, que lidam com

“ESTAMOS UTILIZANDO CHATBOTS COM CAPACIDADE TRANSACIONAL E NÃO APENAS INFORMATIVA” Cristiano Barbieri, da SulAmérica

uma quantidade enorme de dados estatísticos, para prever riscos e calcular o preço. Especialistas afirmam até que a máquina substituirá os modelos estatísticos, em razão da enorme qualidade de dados gerados. Só os carros sem motoristas, por exemplo, geram quatro terabytes por dia de dados (cada terabyte equivale a 1.000 gigabytes). Mas, por enquanto, os mais robotizados têm sido o atendimento e as funções de back-office. revista CIAB FEBRABAN

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Do ano passado para cá surgiram no Brasil nomes como Sofia, Bia, Lia, Marina. São os nomes dos chatbots usados por seguradoras como HDI, Bradesco, Liberty e Tokio Marine, respectivamente, que já resolvem mais de 80% de todas as dúvidas de clientes, corretores e funcionários. A Sofia já faz mais de 1,6 mil atendimentos por mês na HDI. A Lia, acionada cerca de 500 vezes ao mês, resolve pouco mais de 90% das demandas de atendimento de guincho da Liberty, que tem como parceira a prestadora de serviços 24 horas Mondial. Já a Marina, desenvolvida pela Tokio Marine para tirar dúvidas de colaboradores sobre benefícios, como salário e férias, faz cerca de 1,5 mil atendimentos mensais. A SulAmérica optou pela diversidade e tem vários chatbots para atender o corretor de seguro de automóvel. “O time é responsável por 50 mil atendimentos mensais e 60% dessas demandas já são solucionadas integramente por chatbots”, conta Cristiano Barbieri, diretor de Estratégia Digital, Inovação e Tecnologia da SulAmérica. “Um diferencial do nosso projeto é que estamos utilizando chatbots com capacidade transacional, e não apenas informativa”, conta. Em situações mais complexas, o robô transfere o atendimento para um profissional de SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), já com o histórico da interação via chat, para solucionar as demandas de forma mais eficiente. A Bradesco Seguros, a partir do Watson, da IBM, colocou a Bia (Bradesco Inteligência Artificial) para trabalhar em junho de 2017, depois de treiná-la para dar respostas mais rápidas e eficientes aos segurados. “Fomos os precursores em desenvolver o chatbot no nosso aplicativo Bradesco Seguros Celular, baseado em IA para atendimento ao cliente, o que reforça ainda a fidelização do segurado”, conta Curt Zimmermann, diretor de TI, Operações,

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Organizações e Projetos do Grupo Bradesco Seguros. Mas o principal da robotização do setor está em processos nas áreas de back-office, sinistros e processamento de pagamentos. “Por sermos uma seguradora multi-ramos e multicanais, com inúmeros sistemas, a prioridade está em atividades operacionais repetitivas de baixa complexidade”, afirma Zimmermann. “Um exemplo é a portabilidade de previdência e os sinistros de ramos elementares que necessitam da digitação massiva de dados semelhantes, em diferentes telas.” Gustavo Canteiro Leança Adriano, gerente executivo de Projetos e Processos do grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre, conta que o grupo roda alguns testes no processo de cotação e emissão, e estuda adotar o modelo em atividades manuais de sinistros. “Os resultados parecem promissores”, comemora. A Zurich Brasil já tem processos parciais ou totais com robôs, especialmente na área de afinidades, onde o volume de clientes é muito grande. “São feitos aproximadamente 40 mil pagamentos robotizados por mês”, cita Manuel Rodriguez, diretor de Operações. O grupo, informa Rodriguez, conseguiu aumentar o número de sinistros atendidos automaticamente em 185% de 2015 a 2017, quando os robôs responderam pelo atendimento a mais de 100 mil sinistros. A expectativa é que em 2018 sejam 250 mil sinistros. Zoghbi, da Deloitte, destaca a economia conquistada com a robótica: contas a pagar, folha de pagamento, tributos e relatórios internos são processos contínuos e que podem ser facilmente automatizados. “É comprovada 20% de eficiência em cada uma das atividades onde a robótica é implementada. Tem processos que uma pessoa leva três minutos e o robô, apenas quatro segundos”, afirma. É consenso entre os entrevistados de que


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um monitoramento eficaz até que se alcance um forte nível de confiança no robô”, diz o diretor da Bradesco Seguros. Um exemplo sempre citado em palestras pode ilustrar esse fato. No início de 2016, a Microsoft lançou um chatbot chamado Tay para se relacionar com garotas adolescentes. Em menos de 24 horas, a empresa foi obrigada

"A ROBOTIZAÇÃO DO SETOR ESTÁ EM PROCESSOS NAS ÁREAS DE BACK-OFFICE, SINISTROS E PROCESSAMENTO DE PAGAMENTOS" Curt Zimmermann, do grupo Bradesco Seguros

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a maturidade dos projetos é essencial para ganhos de eficiência. “Se o robô trabalhar só três horas por dia, fica ocioso e aí vai ter um custo elevado”, avalia o especialista da Deloitte. “É como comprar um carro importado caro. Tem de questionar: uso todos os recursos? Se não, melhor alugar”, diz. Na robotização isso significa usar robôs de terceiros, na nuvem, para otimizar o investimento. Além do custo, é preciso priorizar a sensibilização. “Seguradoras inevitavelmente trabalham com situações críticas, sejam acidentes ou mesmo mortes, tornando os processos decididamente sensíveis. Dessa forma, é essencial

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Gustavo Canteiro Leança Adriano diz que grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre roda testes no processo de cotação e emissão, e estuda adotar modelo em atividades manuais de sinistros

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a tirá-lo do ar, pois ele se transformou num defensor de sexo incestuoso e admirador de Adolf Hitler ao modelar suas respostas com base nos diálogos com as adolescentes. Manter o emprego realmente é algo desafiador. Pesquisas internacionais citam o mercado segurador como o quarto setor mais afetado pela robotização. Os operadores de telemarketing ocupam a primeira posição, revelou uma pesquisa de Oxford publicada em 2017, após analisar 702 profissões envolvidas com o crescimento da robotização. As mudanças com a robotização também levarão à criação de empregos mais gratificantes. É provável, por exemplo, que os especialistas atuariais tenham acesso a assistentes cognitivos pessoais para trabalhos intensivos em dados e também para ajuda na tomada de decisões. O subscritor de risco precisará de ferramentas que trabalhem com informações fornecidas por um sistema cognitivo capaz de levar em consideração variáveis complexas sobre o risco originadas de fontes não tradicionais, como as mídias sociais. “Esse robô pessoal provavelmente tornará os funcionários mais produtivos e eficientes, permitindo que eles se concentrem em inovações para ajudar a atender melhor os clientes”, diz o gerente do grupo segurador BB e Mapfre.

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As áreas de desenvolvimento de negócios, produtos e marketing deverão receber boa parte dos profissionais das áreas robotizadas. Há uma grande demanda por profissionais habilitados em áreas como análise de dados e desenvolvimento de algoritmos, que permitem às seguradoras criar novos produtos usando estratégias de preços diferenciadas, baseadas em inteligência e reconhecimento de padrões de estilo de vida. Esses profissionais devem saber como fazer oferta aos clientes usando também informações analisadas por robôs que personalizam as campanhas de marketing. “O termo robô, por si só, assusta”, frisa Leança Adriano. “O que vai importar cada vez mais é a qualidade do serviço entregue ao cliente interno e externo.” O fato é que as experiências mostram que os robôs executam melhor alguns trabalhos e criam novas funções para os humanos. Também é possível afirmar que as máquinas pensantes estão longe de substituir as pessoas, principalmente em um mercado tão complexo e sensível no atendimento ao cliente que geralmente procura seus direitos em momentos de perda. Mas é certo que o ritmo de mudança requer novas formas de pensar. “A inovação é um caminho sem volta no mercado segurador; a quebra de paradigmas aproximará empresas e consumidores”, afirma Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a Confederação das Seguradoras. “As tecnologias disruptivas terão impactos profundos na atividade, ao produzir mudanças em processos operacionais, sistemas e produtos.” n


pagamentos digitais

Me dá um dinheiro aí! Por Maurício Moraes

Avançam os preparativos para adotar no país o sistema de pagamentos de pessoa para pessoa, o P2P, capaz de ampliar o uso de meios eletrônicos

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pagamentos digitais

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i! Você aí! Me dá um dinheiro aí! Me dá um dinheiro aí!” A famosa marchinha de carnaval reflete uma situação ainda bastante presente no Brasil: apesar da grande disseminação dos meios de pagamento eletrônicos, boa parte das transações ainda se dá por meio de papel-moeda ou cheques. Dados recentes da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) mostram que, em 2017, pela primeira vez, o volume transacionado por cartões superou o de dinheiro físico. E há um campo enorme para melhorar esse indicador. Com a adoção do P2P (peer to peer, na sigla em inglês) como sistema digital de pagamentos no Brasil – o que deve ocorrer em breve –, transferir recursos dependerá de poucos toques na tela do celular. O pontapé final para que esse processo

saísse do papel veio com a criação, em maio, do Grupo de Trabalho de Pagamentos Instantâneos pelo Banco Central. Todos os detalhes sobre como o P2P vai funcionar serão definidos a partir das discussões entre os participantes, mais de 90 instituições. Estão nesse conjunto tanto empresas de meios de pagamentos como instituições financeiras, fintechs, órgãos do governo e associações setoriais. Um primeiro esboço do modelo será apresentado em agosto, e os trabalhos terminam em novembro. Alguns parâmetros gerais, no entanto, já estão definidos: a ideia é fazer do P2P um sistema de pagamentos que funcione de maneira descomplicada e que esteja disponível 24 horas, nos sete dias da semana – inclusive durante feriados. Será uma ferramenta mais fácil de usar, portanto, se comparada a métodos ele-

“O CONSUMIDOR TERÁ FORMAS MAIS SIMPLES, SEGURAS E RÁPIDAS PARA PAGAMENTOS DE BENS E SERVIÇOS” João Pedro Paro Neto, da Mastercard

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Innovation Studio

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“O MUNDO TODO PERCEBE ISSO COMO OPORTUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO” Percival Jatobá, da Visa

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trônicos de transferência já conhecidos, como DOCs e TEDs. Também vai servir como uma solução “interoperável”, ou seja, que poderá ser usada entre clientes de diferentes instituições financeiras. As quantias enviadas, por exemplo, poderão ser debitadas tanto de uma conta corrente quanto de um cartão de crédito. A adoção do P2P vai igualar o Brasil a outros países onde o sistema já é realidade. No exterior, a Mastercard conta com duas soluções nesse sentido. A VocaLink, empresa do Reino Unido adquirida em 2016, permite transferências entre contas correntes de modo praticamente instantâneo em mercados como Grã-Bretanha, Suécia, Cingapura e Estados Unidos. Na Tailândia, a ferramenta foi adotada em janeiro e, até o final de março, já contava com 40 milhões de usuários registrados. Existe ainda o Mastercard Send, cujo objetivo é facilitar transferências em tempo real de quase todas as contas de cartão de débito nos Estados Unidos, além de envios internacionais. Esse conhecimento internacional pode

ajudar na adoção de um sistema similar por aqui. “A Mastercard acredita que as transações P2P são fundamentais para a evolução do mercado brasileiro de meios de pagamento”, afirma João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard para o Brasil e o Cone Sul. “O consumidor terá formas mais simples, seguras e rápidas para pagamentos de bens e serviços.” Para o executivo, as vantagens incluem ainda o aumento da fidelização de clientes, a captura de novas receitas pelos emissores, a redução do volume de fluxo com baixo valor agregado nas agências e a melhoria da eficiência operacional e a redução de riscos e custos associados a valores em espécie e cheques. A possibilidade de fazer operações P2P a qualquer hora e de modo praticamente instantâneo também torna natural o uso de smartphones para essa tarefa. Toda transação será aprovada antes pelo banco de origem, o que garante a sua realização. Se a pessoa não tiver o dinheiro, a transferência não ocorre. Será possível também usar o cartão de crédito para


pagamentos digitais

enviar quantias. Nesses casos, o valor é debitado na próxima fatura. “O objetivo da indústria é aproveitar a infraestrutura do sistema brasileiro de pagamentos já existente, promovendo ganhos de escala sem necessariamente gerar um incremento de custos para os participantes da cadeia”, diz o presidente da Mastercard.

Adaptações necessárias Isso não significa que as instituições financeiras não vão precisar se adaptar. Com a regulação do P2P, as fintechs devem abraçar o modelo com rapidez, acirrando a competição nessa área. “Estamos ajudando muitos bancos e fintechs a transformar a experiência e a jornada digital dos seus clientes”, afirma Fabiano Funari, vice-presidente sênior da Wipro. “Há muito trabalho a fazer na modernização do legado de infraestrutura dos bancos, que pode reduzir a velocidade dos pagamentos.” Para competir com eficiência com as fintechs, as instituições financeiras tradicionais estão se transformando em empresas de tecnologia, o que inclui trocar equipamentos e software proprietário por outros de código aberto, usar a nuvem e agilizar processos, por exemplo. A velocidade com que esse sistema pode ser adotado chega a impressionar. Hoje, um em cada três americanos já usa P2P. A Venmo, uma startup dessa área que foi adquirida pela PayPal, enviou US$ 35 bilhões em pagamentos no ano passado. Criada dois anos depois, a Zelle, sua concorrente, atingiu US$ 75 bilhões no mesmo período. O potencial é enorme. “Para cada 10 mil pessoas nos países emergentes, há apenas 1 ATM e 9 mil celulares”, destaca Funari. “São grandes mercados para a adoção do P2P.” Outra preocupação importante deve ser com a área de segurança, uma vez que, dependendo do modelo de P2P adotado, basta

um e-mail ou telefone para fazer o envio de dinheiro. De acordo com Funari, entre os riscos estão nomes fraudulentos de usuários, aplicativos não-confiáveis atrelados a contas de pagamento próprias e até mesmo QR codes para pagamentos que levam a URLs fraudulentas. Como as transferências ocorrem rapidamente, há o perigo de que o usuário caia em uma armadilha e mande o dinheiro para um criminoso virtual. “À medida que a adoção digital evolui para o P2P e outras áreas, os desafios em cibersegurança crescem exponencialmente”, diz Funari. Por outro lado, os meios digitais permitem realizar transações menos arriscadas do que as que ocorrem hoje com dinheiro físico, tanto para pagadores como para recebedores. Não há risco de um assaltante levar o dinheiro, por exemplo, ou de a quantia ser perdida. A ideia é que todo o processo funcione de maneira descomplicada e intuitiva. “A experiência tem que ser agradável; isso é fundamental”, afirma Percival Jatobá, vice-presidente de Produtos, Soluções e Inovação da Visa do Brasil. O sistema a ser estruturado por aqui incluirá até mesmo a capacidade de enviar somas para outros países. A regulação desse sistema de pagamentos deve levar o Brasil a impulsionar o P2P na América Latina, uma das regiões onde a tecnologia começa agora a despontar. “O mundo todo percebe isso como oportunidade de desenvolvimento”, ressalta Jatobá. Todo os detalhes estão sendo discutidos pelos representantes da indústria, para que a implementação ocorra da melhor forma possível. Segundo o executivo, a Visa tem participado ativamente dessas conversas, prestando assessoria técnica. “O mais importante é que, quando esse trabalho vier à tona, o consumidor, o cliente, se sinta muito bem respaldado e tenha um bom produto e uma boa solução para ser usada.” n revista CIAB FEBRABAN

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Patrocinadores e expositores O CIAB FEBRABAN 2018 vai reunir produtos e serviços desenvolvidos para o mercado financeiro. A seguir, saiba mais sobre patrocinadores e expositores, assim como as soluções tecnológicas que serão apresentadas durante o evento revista CIAB FEBRABAN

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7COMM Fundada em 1986, a 7COMm é reconhecida como referência em prestação de serviços e soluções em TI e é uma das pioneiras em blockchain. São mais de 10 milhões de horas em desenvolvimento de sistemas e milhares de empresas conectadas através da solução de EDI. A inovação está no DNA da 7COMm, que oferece uma variedade de serviços para aprimorar negócios: design thinking, UX, agile, lean, assesment de TI, capacity planning, outsourcing de TI, entre outros. Também traz soluções de transferência eletrônica de dados entre sistemas e seus parceiros de negócios, solução de office banking, antecipação de recebíveis, solução de Merit Money e produtos desenvolvidos em blockchain. www.7comm.com.br ABLOY A Abloy protege pessoas, propriedades e operações comerciais em terra, no mar e no ar – em todas as circunstâncias. As soluções criadas para a necessidade individual dos usuários se estendem do bloqueio de residências a locais de operações que exigem alta segurança fornecida profissionalmente. Os produtos da Abloy são derivados de pesquisa e desenvolvimento contínuos, testes e da capacidade da empresa de entender e resolver problemas relacionados à segurança dos clientes. Tem como missão ajudar as pessoas a se sentirem mais seguras e protegidas, sem comprometer sua liberdade em suas vidas diárias. www.abloy.com ACESSO DIGITAL Acesso Digital é uma empresa de tecnologia focada em soluções digitais que protegem e facilitam as relações entre empresas e clientes. A empresa tem como propósito proteger a identi-

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dade dos brasileiros. No CIAB FEBRABAN, a Acesso Digital vai apresentar a AcessoBio, solução que utiliza a tecnologia de biometria facial como um meio de autenticação ou validação biométrica. Seu funcionamento é simples: por meio de uma foto capturada via webcam ou celular, os clientes conseguem realizar a autenticação ou validação biométrica de uma forma rápida e segura. www.acessobio.com.br AFFAIR SYSTEM A Affair System é uma empresa constituída há 34 anos que fornece soluções para mesas de operações financeiras, incluindo sistemas de gravação de áudio e tela e de CFTV. Desenvolve projetos e faz integração com serviços especializados, além de trabalhar com comunicações unificadas e compliance. Os produtos de alta performance e qualidade distribuídos pela Affair System são fornecidos por Speakerbus, Red Box Recorders e Nice Systems. Para o segmento de CFTV, a March Networks é o fabricante do sistema de nDVR fornecido para instituições que necessitam de soluções críticas de segurança. www.affair.com.br AMAZON A Amazon Web Services (AWS) é uma plataforma de serviços em nuvem segura, que oferece poder computacional, armazenamento de banco de dados, distribuição de conteúdo e outras funcionalidades para ajudar as empresas em seu dimensionamento e crescimento. A AWS é a plataforma em nuvem mais abrangente e popular do mundo há 12 anos. Oferece mais de 90 serviços de computação, como armazenamento, networking, banco de dados, lógica analítica, mobile, gerenciamento, aplicativos de serviços, segurança, distribuição, desenvol-


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vimento, IoT, AI e apps híbridos e corporativos de 53 zonas de disponibilidade em 19 regiões. Os serviços AWS contam com a confiança de milhões de clientes ativos no mundo. www.aws.amazon.com ATENTO A Atento é uma empresa comprometida com a experiência do cliente, que conecta mais de 500 milhões de consumidores com marcas líderes em 13 países. Com isso, ajuda as empresas blue-chip a atender às crescentes necessidades dos consumidores, melhorando a eficiência. A Atento vai apresentar no CIAB FEBRABAN soluções inovadoras e adaptadas para resolver necessidades específicas de cada negócio. Sua ampla gama de soluções verticais permite que os consumidores interajam com as marcas dos clientes, independentemente do canal de comunicação desejado, e que seja acompanhado o histórico completo de interações. www.atento.com AU10TIX A AU10TIX fornece soluções para automatizar totalmente a autenticação de ID do cliente, sem dados de entrada e sem nenhuma “revisão” humana. A empresa também oferece tecnologia de captura de imagens de identificação, reconhecimento, recuperação de conteúdo e detecção forense de falsificação. As soluções padrão disponíveis no mercado são semiautomatizadas, baseadas principalmente em OCR, e apresentam um desempenho significativamente menor, com qualidade de imagem abaixo do ideal – uma característica de canais online ou móveis. www.au10tix.com

AUDIOCODES A AudioCodes é líder de soluções avançadas de VoIP e processamento de mídia para o local de trabalho digital, permitindo que empresas e provedores de serviços em todo o mundo criem e executem redes de voz totalmente IP para UC, contact centers e serviços comerciais hospedados. No CIAB FEBRABAN, a AudioCodes vai apresentar o One Voice para Skype for Business, além de produtos e serviços que simplificam a habilitação de voz com um portfólio de elementos de rede de voz, serviços avançados de suporte e conhecimento em consultoria. Há desde soluções de rede VoIP para contact centers até produtos para redes de telefonia corporativa. www.audiocodes.com AWARE A Aware é uma fornecedora líder de mercado de produtos de software de biometria, serviços e soluções. Seus produtos modulares possibilitam a autenticação de impressões digitais, face e íris aplicados a soluções de governo, meios de pagamento e polícias. Integram o seu portfólio componentes de software, aplicativos e uma plataforma modular, centralizada e orientada a serviços. Há uma ampla gama de funções essenciais para autenticação biométrica e pesquisa usando impressões digitais, face e íris, incluindo captura automática, controle de qualidade de imagem, abstração de periféricos de hardware de captura, assim como funcionalidades de voltadas a aplicações mobile. www.aware.com

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B3 A B3 é uma empresa de infraestrutura que atua nos mercados de renda fixa, renda variável, câmbio, commodities e financiamentos. Com um portfólio diversificado, potencializa oportunidades de negócios nos mercados de bolsa e balcão em que desenvolve, implanta e provê sistemas e serviços de negociação, pós-negociação, central depositária, listagem e registro. Na área de financiamento de veículos e imóveis, conta com expertise que acelera o processo de análise e aprovação de crédito. Fornece acesso a informações em tempo real, com dados diários de volume e estoque e relatórios customizados de forma segura e eficiente. www.b3.com.br BIOCATCH A BioCatch é uma empresa de segurança cibernética que oferece biometria comportamental, analisando interações entre dispositivos e humanos para proteger usuários e dados. Bancos e outras empresas usam tecnologia da BioCatch para reduzir significativamente a fraude online e se proteger contra uma variedade de ameaças cibernéticas, sem comprometer a experiência do usuário. www.biocatch.com BLACKBERRY A BlackBerry é uma empresa de software e serviços corporativos, com foco em proteger e gerenciar dispositivos na internet das coisas usando o BlackBerry Secure, uma plataforma formada por seu software de comunicação e colaboração e soluções certificadas de segurança. Já o BlackBerry Workspaces permite proteger o compartilhamento e transferência de arquivos, dando acesso a documentos para os funcionários nos lugares e no momento em que precisarem, em qualquer aparelho, sem o risco

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de vazamento de dados. O acesso é controlado, mesmo fora do firewall. A solução facilita ainda a colaboração usando qualquer dispositivo e permite revogar acessos a arquivos, mesmo se tiverem sido baixados. www.blackberry.com BRINK'S A Brink’s é líder mundial em logística segura, com mais de 150 anos de experiência. No Brasil, agrega ainda soluções de gerenciamento de risco e prevenção a fraudes. Pioneira no setor, a Brink’s investe constantemente em inovação para entregar tecnologia de ponta alinhada aos mais rigorosos padrões de segurança. Entre as soluções que vai apresentar no CIAB FEBRABAN estão Corban, conciliação total de recebíveis, logística segura de metais preciosos, moeda nacional e estrangeira, gerenciamento de ATMs e agências, prevenção a fraudes online, e o CompuSafe – Sistema de Gestão Eletrônica de Numerário, que inclui uma linha completa de cofres inteligentes. www.brinks.com BRQ Há 25 anos a BRQ apoia a digitalização de empresas líderes em seus setores. Suas soluções têm o objetivo de acelerar a transformação digital e de dar suporte para todo o ciclo de evolução. No CIAB FEBRABAN, vai apresentar produtos nas áreas de design thinking, design de serviços, user experience, inteligência artificial, big data, blockchain, nuvem, DevOps, integração SaaS, células ágeis e outsourcing. www.brq.com


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BRSCAN A BrScan desenvolve ferramentas eficientes e cria soluções de gestão inteligentes desde 2004. A empresa trabalha com soluções de gestão de risco documental, de informações, de segurança e de processos organizacionais. O trabalho é feito por uma equipe de profissionais treinados e capacitados para atender às múltiplas demandas do mercado em sua área de atuação. www.brscan.com.br CA TECHNOLOGIES A CA Technologies cria softwares que aceleram a transformação digital. Do planejamento ao desenvolvimento, da gestão à segurança, os produtos da CA permitem às empresas aproveitar as oportunidades da economia dos aplicativos. A empresa tem como missão ajudar os clientes a eliminar as barreiras entre ideias e resultados, por meio de soluções focada em agilidade, automação, insights e segurança. Para isso, oferece soluções que vão do mobile ao mainframe. www.ca.com/br CAPCO A Capco é uma consultoria global de gestão e tecnologia dedicada ao setor financeiro. Combina pensamento inovador com a expertise da indústria para oferecer serviços de consultoria, tecnologia complexa e transformação do negócio. A Capco vai apresentar no CIAB FEBRABAN soluções nas áreas de mudança de negócios e transformação de custos; finanças, riscos e conformidade; avanços tecnológicos que transformam a experiência do cliente; dados e tecnologia; e integração de sistemas. www.capco.com

CATA COMPANY A Cata Company é uma empresa de internet das coisas dedicada a resolver problemas relacionados ao fluxo do dinheiro. Sua solução CataMoeda tem o objetivo de resolver o problema da falta de troco, o que permite aos varejistas ter fluxo permanente de moedas, novos clientes, aumento de vendas e novas receitas. A empresa também produz cofres inteligentes de alta performance com tecnologia antirroubo e criou o Super Armário, um equipamento que protege os valores armazenados em seu interior com segurança. www.catacompany.com.br CEDRO A Cedro Technologies é uma empresa de TI e inovação, referência no setor há mais de uma década. Especializada em tecnologia para o mercado financeiro, trabalha com os principais integrantes desse segmento. Um dos seus objetivos é acelerar a transformação digital dos clientes, oferecendo produtos e serviços tecnológicos, inovadores e flexíveis. Com sede no Brasil, a Cedro atende empresas nacionais e internacionais, por meio de uma atuação global e sustentável. www.cedrotech.com CHECKMARX A Checkmarx está na vanguarda das soluções de teste de segurança de aplicativos automatizados. Sua plataforma unificada, que será destaque no CIAB FEBRABAN, permite que as organizações forneçam software seguro com mais rapidez. O produto integra-se a todo o ciclo de desenvolvimento. Além disso, a Checkmarx oferece uma educação de codificação segura e facilitada, que garante que os desenvolvedores sejam proficientes na criação de códigos seguros. www.checkmarx.com/ revista CIAB FEBRABAN

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CISCO Fundada em 1984, a Cisco é líder mundial em tecnologia. Suas soluções formam a estrutura das redes de comunicação. Oferece hardware, software e serviços que permitem a empresas e governos aumentarem a produtividade, melhorarem a satisfação dos clientes e fortalecerem suas vantagens competitivas. A Cisco tem ajudado seus clientes a se adaptarem a mudanças, oferecendo soluções de rede, colaboração, data center, cloud computing, mobilidade, analytics e segurança. www.cisco.com.br

CREDIFY A Credify é uma empresa especializada em múltiplas soluções, como informações cadastrais e socioeconômicas de pessoas físicas e jurídicas, decisão de crédito, apoio aos negócios, prevenção de fraudes e mailings para serviços de marketing e captação de vendas. Todas essas soluções são alimentadas por um dos maiores bancos de dados do Brasil. Além disso, possui serviços adaptáveis e personalizados para vários tipos de negócios, atendendo integralmente os âmbitos empresariais e comerciais. www.credify.com.br

CLEARSALE Há 17 anos a ClearSale trabalha para deixar as transações comerciais cada vez mais seguras. A empresa é responsável pela segurança de 3 mil clientes do ramo de e-commerce, venda direta, serviços financeiros, seguros e telecomunicações e pela verificação de pedidos de pelo menos 84% das lojas virtuais no Brasil. A ClearSale vai mostrar no CIAB FEBRABAN soluções antifraude oferecidas para diversos mercados. Seus produtos atendem a empresas de diferentes portes e vão desde uma ferramenta para que o cliente faça sua própria gestão até a solução completa, na qual a ClearSale é responsável pelos indicadores. www.clear.sale

CYBERARK A CyberArk é uma provedora de segurança de contas privilegiadas. Seu objetivo está em proteger dados, infraestrutura e ativos em toda a empresa, na nuvem e em todo o pipeline de DevOps. A Privileged Account Security Solution é dimensionável e foi construída para ambientes distribuídos complexos, para fornecer a melhor proteção contra ameaças internas e externas avançadas. www.cyberark.com

CONDUCTOR A Conductor é líder de tecnologia em experiência de compra no Brasil. Com mais de 20 anos de expertise, a empresa disponibiliza soluções integradas em meios de pagamento, suprindo todas as necessidades do mercado. www.conductor.com.br

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CYLANCE A Cylance é uma empresa de cibersegurança especializada em produtos e serviços capazes de agir proativamente para prevenir a execução de ameaças e malware. No CIAB FEBRABAN, a empresa vai apresentar o CylanceProtect, um produto que usa inteligência artificial para prevenir ataques. Entre as ameaças que consegue deter estão ransomware e scripts maliciosos. A empresa aposta na facilidade de uso e na eficiência, com mínimo impacto aos sistemas, para evitar que tanto ataques conhecidos como desconhecidos ocorram. www.cylance.com


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DATAKINETICS A DataKinetics é líder global em soluções de melhoria de desempenho e otimização de acesso a dados. Grandes organizações, como bancos e cartões de crédito, adotam os serviços da empresa para melhorar o processamento de seus dados. A empresa vai mostrar no CIAB FEBRABAN alguns dos seus produtos, como o tableBase – uma tecnologia de processamento que possibilita acesso até 100 vezes mais rápido aos dados. www.dkl.com DDCOM SYSTEMS A ddCom Systems atua há mais de 25 anos no mercado latino-americano. Oferece soluções para otimizar os recursos tecnológicos corporativos e obter ganhos operacionais, com aumento da segurança e do controle das atividades realizadas. Entre os destaques que serão apresentados no CIAB FEBRABAN estão produtos que envolvem biometria de voz, otimização da força de trabalho, omnichannel contact center, automação operacional e gestão do controle de acesso. www.ddcom.com.br DELOITTE A Deloitte oferece serviços nas áreas de auditoria, consultoria, consultoria tributária, financial advisory e outsourcing para clientes dos mais diversos setores. Com uma rede global de firmas-membro em mais de 150 países, a empresa reúne habilidades ao conhecimento local para ajudar seus clientes a alcançar o melhor desempenho, qualquer que seja o seu segmento ou região de atuação. www.deloitte.com.br

DIEBOLD NIXDORF A Diebold Nixdorf é um fornecedor estratégico, com tecnologia de ponta a ponta, que conecta as indústrias financeiras e de varejo a milhões de consumidores, unindo-os aos mundos físico e digital do dinheiro e do consumo, de forma segura e eficiente. No CIAB FEBRABAN, a empresa apresentará soluções focadas no setor financeiro, propondo sua conexão com o varejo. As soluções promoverão uma experiência centrada no consumidor através das suites Vynamic e All Connected Services, além do conceitual Essence, do reciclador CS4020 e de uma nova proposta de se fazer transações pelo Self Checkout eXpress integrado ao reciclador CS6010. www.dieboldnixdorf.com E-SALES Pioneira no Brasil em integração de parceiros e desenvolvimento de comunidades de negócios, a e-Sales possui portais especializados em automatizar processos interempresariais, disponibilizando aos gestores indicadores que embasam decisões estratégicas. O Interbancos Office Banking, que será mostrado no CIAB FEBRABAN, permite que clientes empresariais gerenciem suas atividades financeiras numa plataforma web, pronta para uso, segura e que atende ao alto nível de qualidade e tecnologia exigida pelo setor bancário. www.esales.com.br E-VAL A E-VAL Tecnologia é uma empresa especializada em assinaturas digitais, autenticação e criptografia, que se tornou sólida no mercado de tecnologia e acompanha a disseminação e a evolução do uso de criptografia e PKI no Brasil. Entre os seus produtos estão: EVALCryptoSFN, uma plataforma criptográfica que segue revista CIAB FEBRABAN

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o padrão de múltiplos domínios do Banco Central para SPB, MES, DDA, C3 e outros; EVALCryptoCOMPE, que aplica criptografia a imagens digitalizadas e compactadas de cheques no processo de compensação entre diferentes bancos; EVALCryptoICP, um módulo de fluxo de trabalho e PKI de assinatura digital e solução sem papel para o mercado financeiro; e HSM, um módulo de segurança de hardware para o mercado financeiro. www.evaltec.com.br EMBRATEL A Embratel é uma das mais inovadoras e respeitadas empresas do Brasil. Entrega infraestrutura de altíssimo nível com tecnologia totalmente integrada à maior e melhor rede de telecomunicações da América Latina. Seu portfólio conta com soluções convergentes de TI, telecomunicações e mobilidade, incluindo serviços de telefonia celular corporativa, telefonia fixa, longa distância nacional e internacional, transmissão de dados, vídeo, internet, telepresença, internet das coisas e cloud computing. www.embratel.com.br EVERIS A Everis, uma empresa do grupo NTT Data, é uma multinacional de consultoria que oferece soluções de estratégia e de negócios, desenvolvimento e manutenção de aplicações tecnológicas e serviços de terceirização. A companhia atua nos setores de telecomunicações, entidades e serviços financeiros, industriais, de energia, administração pública e de saúde. É a sexta maior empresa de TI do mundo e dedica-se a consultoria e outsourcing em todos os setores, com faturamento de € 1,03 bilhão no último ano. www.everis.com.br

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FOTON Empresa de tecnologia brasileira, especializada no mercado financeiro, a Foton surgiu há 25 anos. Cria soluções que aproximam as instituições bancárias de seus clientes por meio de diversos canais de atendimento. Os produtos que vai apresentar no CIAB FEBRABAN abrangem as áreas de mobile banking, agência móvel, rede de autoatendimento, automação de agências bancárias, integração de canais de atendimento, gestão de cartões, internet banking, fidelização e reciprocidade, DDA, correspondentes bancários, conformidade de transações e operações, tarifação, agendamento, gestão de redes de atendimento e business intelligence. www.foton.la GERTEC A Gertec é um dos principais fornecedores brasileiros de soluções para pagamentos, bancos e varejo. Desde 1989, tem oferecido alta flexibilidade em desenvolvimentos e customizações para lançar produtos inovadores. Suas soluções envolvem meios de pagamento, PINpad, Smart POS, POS, mobile POS, MPOS e EPP. www.gertec.com.br GLASSBOX A Glassbox cria produtos para analisar a interação de clientes online com os sites e aplicativos móveis, transformando essa informação em insights automáticos. A empresa oferece uma solução de análise sem tags, o Session Replay. Os produtos da Glassbox ajudam os clientes a maximizar a satisfação de seus consumidores, melhorar significativamente as taxas de conversão e aumentar as receitas de transações perdidas. www.glassboxdigital.com


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GLORY Como líder global de tecnologias para a gestão de numerário, a Glory atende aos setores de finanças, varejo, tesourarias e de jogos, garantindo a proteção de seus valores e ajudando a fortalecer seus negócios. Suas tecnologias de automação de numerário e serviços de engenharia de processo ajudam empresas em mais de 100 países com a movimentação, o manuseio e a gestão do numerário. www.glory-global.com/pt-pt GUARDICORE A GuardiCore protege cargas de trabalho e aplicativos em qualquer ambiente de nuvem ou data center, permitindo que as organizações reduzam riscos, interrompam ameaças avançadas e atendam aos requisitos de conformidade. Seu principal produto, o GuardiCore Centra, integra visibilidade de fluxo, microssegmentação, detecção de ameaças e resposta a incidentes em uma única plataforma, reduzindo a complexidade do gerenciamento de segurança e eliminando a necessidade de soluções pontuais. Com o Centra, as equipes de TI podem definir, monitorar e impor políticas de microssegmentação para isolar cargas de trabalho, interromper o movimento lateral e conter violações ativas, sem afetar o desempenho da rede ou sistema. www.guardicore.com HID GLOBAL A HID Global oferece soluções de identidade confiáveis, que permitem às pessoas acessar locais físicos e digitais. Também conectam coisas que podem ser identificadas, verificadas e rastreadas digitalmente. Milhões de pessoas em todo o mundo usam produtos e serviços da HID para navegar em suas vidas cotidianas, e mais de 2 bilhões de coisas são conectadas através de sua tecnologia. A empresa vai mostrar uma série

de produtos no CIAB FEBRABAN: impressora de cartões, impressora de crachá, impressora de crachás de identidade, impressora de cartões de identificação, impressão segura, impressão segura de crachás, impressão segura de cartões de identificação, impressão em alta definição, impressora e codificadora de crachás. www.hidglobal.com IBM O portfolio IBM contempla desde hardware às mais avançadas tecnologias na nuvem para a transformação digital, como análise de dados, IA, IoT, blockchain, backoffice cognitivo, segurança, além de consultoria de TI, de negócios e financiamento de projeto. Portfolio: blockchain, reinvenção digital, risco e compliance, banco digital e ccgnitivo, inovação digital, computação e segurança cognitiva, colaboração, mobilidade, backoffice cognitivo, Watson, armazenamento flexível, inteligência de segurança, segurança cibernética, integração de dados, computação na nuvem, nuvem híbrida, infraestrutura na nuvem, opensource, IA, automação de negócios, governança de dados, suporte técnico, consultoria de negócios, entre outros. www.ibm.com/br-pt/ IDWALL A IDwall aproxima empresas e as tecnologias mais inovadoras como reconhecimento facial, leitura automática de documentos e background check, a fim de aumentar a confiança no processo de validação de identidade, evitando fraudes e garantido o compliance. No CIAB FEBRABAN, será possível saber mais sobre a tecnologia de reconhecimento facial, que compara uma foto enviada pelo proponente a outra de um documento, garantindo a veracidade da identidade. Os relatórios personalizados da IDwall fazem referência a mais de 200 fontes revista CIAB FEBRABAN

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públicas e privadas de maneira automatizada, reduzindo o tempo de consulta manual. www.idwall.co ILEGRA A Ilegra conta com ferramentas para trazer agilidade às estratégias digitais e deixar as empresas preparadas para a realidade de um mercado altamente dinâmico. Tem experiência na concepção e aceleração de estratégias de inovação corporativa, na criação e sustentação da base tecnológica para inovação dos negócios e na aceleração do "time to market" de produtos digitais, através de tecnologias vanguardistas. www.ilegra.com/pt INDRA A Indra é uma das principais companhias globais de tecnologia e consultoria e atende aos principais bancos e seguradoras no Brasil e no mundo. No país, possui mais de 6 mil profissionais, conta com quatro centros de produção e está presente nos principais Estados. Trabalha com business analytics, big data, cloud, soluções mobile, social media, blockchain, cibersegurança, banco digital, vistoria digital, ativos imobiliários, meios pagamento/cartões, contact center; backoffice operacional, operações de ativos, outsourcing, gestão de infraestrutura, agile/DevOps e governança de TI, entre outras. www.indracompany.com/pt-br/node INFOSOLO A Infosolo Informática S.A. é uma empresa brasileira que provê serviços e produtos de TI para negócios, no setor público ou privado. No CIAB FEBRABAN será possível conhecer o Sirec, que faz o registro e a gestão de todo o ciclo de contratos de financiamento de veículos, de forma eletrônica e com validade jurídica. Outro produto da empresa é o Detran Cloud,

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solução de serviços em nuvem com foco em um novo modelo de prestação de serviços para Detrans. A Logo Aceleradora capta startups capazes de desenvolver projetos com foco especialmente em fintechs, big data e blockchain. Já o Refintech permite consulta e pagamento parcelado de débitos com a União e Detrans, por meio de cartão de crédito. www.infosolo.com.br INNOVATRICS A Innovatrics é uma empresa de tecnologia de gerenciamento de identidades por biometria, com 500 projetos em 70 países. Mais de 900 milhões de pessoas tiveram sua biometria processada por software da Innovatrics. Entre os seus produtos estão o AFIS, o mais rápido sistema de identificação de impressões digitais automatizado do mundo; o SmartFace, uma tecnologia de reconhecimento facial universal; e a biometria móvel, voltada para mobile banking, que conta com segurança de alto nível e pode ser adaptada e customizada. www.innovatrics.com JABRA A Jabra é uma empresa dinamarquesa líder mundial no desenvolvimento, fabricação e comercialização de uma vasta gama de soluções de áudio. Faz parte do Grupo GN – um grupo corajoso e inventivo de pessoas que têm ultrapassado fronteiras desde 1869. No Brasil, a marca comercializa uma linha de produtos profissionais para contact center, escritórios e plataformas de UC, oferecendo headsets compatíveis com as marcas líderes do mercado: Cisco, Avaya e Microsoft. www.jabra.br.com


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JCM A JCM Global fornece tecnologias de transação para os setores bancário, varejista, de terminais de autoatendimento e jogos. O RDM oferece validação de cédulas bancárias em alta velocidade e borda curta para depósitos financeiros seguros e inteligentes. O validador iVIZION LD captura a imagem total de ambas as faces da cédula e libera o dinheiro sem empilhá-lo. As séries de validadores DBV 400 e 500 contam com tecnologia de sensor robusta e de última geração, com seis comprimentos de onda de sensores de alta precisão. O MRX BNF é uma solução expansível para abastecimento e reciclagem de grandes volumes de cédulas. www.jcmglobal.com KEETOUCH A KeeTouch é um fabricante líder de produtos com telas de interação sensíveis ao toque. A empresa chinesa usa tecnologias novas e de ponta, com altos padrões de qualidade. Seus produtos são certificados pela CCC, UL, ETL, FCC, CE, RoHS e CB. A KeeTouch é focada em touch screen, touch monitor, controller e all-in-one touch computer com tecnologias touch SAW, PCAP e IR. Seus produtos são exportados para a Europa, América do Norte, América Latina, África, Austrália e Ásia, e são amplamente utilizados em finanças, varejo, medicina, educação, gaming, transporte, sinalização digital, controle industrial, entre outros setores. www.keetouch.com LOGICALIS A Logicalis é uma fornecedora global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação, dando suporte a grandes empresas rumo à transformação digital. Na América Latina, onde fatura US$ 500 milhões ao ano,

conta com uma equipe de 1.500 profissionais distribuídos por operações em 11 países. A Logicalis vai exibir no CIAB FEBRABAN o GoCloud, produto que permite migração para um modelo de cloud híbrido e serviços de deploy e integration, com infraestruturas construídas em parceria com Nubeliu e Microsoft Azure. Também mostrará soluções em segurança, reconhecimento facial e chatbots. www.la.logicalis.com MANAGE ENGINE A ManageEngine é uma divisão da Zoho Corporation. A empresa criou um software de gerenciamento de TI que atende a todas as necessidades das empresas. As ferramentas de gerenciamento de TI garantem alinhamento seguro de negócios e performance ideal da infraestrutura, incluindo redes, servidores e desktops. No CIAB FEBRABAN, a ManageEngine vai mostrar o seu portfólio, integrado por produtos voltados para gerenciamento de help desk e desktop, segurança e compliance, entre outros. www.manageengine.com MASTERCARD A Mastercard é uma empresa de tecnologia com foco na indústria global de pagamentos. Sua rede global de processamento de pagamentos conecta consumidores, instituições financeiras, comerciantes, governos e empresas em mais de 210 países e territórios. Os produtos e soluções da Mastercard tornam as atividades diárias – tais como fazer compras, viajar, administrar um negócio e gerir as finanças – mais fáceis, seguras e eficientes. Siga-nos no Twitter @MasterCardNews, participe das discussões no Beyond the Transaction e inscreva-se para receber as últimas notícias por meio do Engagement Bureau. www.mastercard.com.br

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MASTERCOIN A Mastercoin investe em novas tecnologias e tem o compromisso de capacitar as organizações a atingirem o máximo potencial, com soluções inteligentes e diferenciadas. Oferece soluções de inteligência para o processamento e gerenciamento de numerário, em diferentes modelos e segmentos de negócios. Entre os seus produtos estão contadoras de cédulas e equipamentos para arrecadação inteligente, segura e em tempo real. Também possui cintadora, contadora a vácuo, validadora, classificadora, tesoureiro e depositários. A Mastercoin fornece suporte no Brasil com pontos de representação distribuídos em localidades estratégicas. www.mastercoin.com.br MATERA Com espírito de startup e experiência de mais de 30 anos, a Matera desenvolve soluções e constrói parcerias para promover a transformação digital nos mercado financeiro e de pagamentos, riscos e varejo. Sua tecnologia está presente em mais de cem bancos e 15 fintechs. No CIAB FEBRABAN, a empresa vai apresentar a Matera Store. O público terá contato com um ambiente de tecnologia que promove infinitas oportunidades de negócio. Através da solução de open banking e core bancário, a empresa transforma instituições em plataformas de serviços financeiros, se conectando a fintechs e varejistas. As soluções vão do omnichannel aos regulatórios. www.matera.com MUREX Há mais de 30 anos a Murex fornece soluções de tecnologia financeira de cross-asset para os participantes do mercado de capitais. Sua plataforma cross-function, MX.3, suporta operações de trading, tesouraria, risco e post-trade, permitido aos clientes que atendam melhor

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aos requisitos regulamentares, gerenciem riscos em toda a empresa e controlem custos de TI. Com mais de 50 mil usuários diários em 60 países, a Murex tem clientes em diversos setores, de bancos e gestores de ativos até energia e commodities. A Murex é uma empresa independente com mais de 2.200 funcionários em 17 países. Está comprometida em fornecer tecnologia de ponta, atendimento ao cliente superior e inovação de produto exclusiva. www.murex.com NCR A NCR é líder em soluções omnichannel, transformando as interações cotidianas com as empresas em experiências excepcionais. Com software, hardware e um portfólio de serviços, a NCR executa mais de 700 milhões de transações todos os dias. A empresa fornece tecnologia para o gerenciamento do fluxo de dinheiro disponível para uso nos terminais de autoatendimento, integrada a uma tecnologia capaz de reconhecer cédulas e identificar notas verdadeiras e falsas. Isso também permite que o dinheiro de depósitos seja reaproveitado para saques. A suíte de gestão de pagamentos da NCR foi desenvolvida para monitorar, orquestrar e proteger as transações financeiras em quaisquer dispositivos. www.ncr.com NETSEG O NetSeg é um portal de negócios do setor de segurança eletrônica lançado em maio de 2005. Representa uma grande convergência dos diferentes setores em segurança eletrônica com os mais variados mercados verticais. Oferece cotação, dicas e calendário, além de entregar notícias embaladas dentro de cada setor e divididas por mercado. No CIAB FEBRABAN, o NetSeg vai simular uma agência integrando equipamentos e soluções de seus anunciantes, como cofre inteligente para


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tesouraria, rack top solution com câmera controladora, soluções de vídeo analítico, protetor de fumaça e vigilância bancária, entre outras soluções, todas já aplicadas na indústria financeira. www.netseg.com.br NEW SPACE A New Space está entre os líderes em serviços de tecnologia para o setor financeiro no Brasil. Com mais de 30 anos de experiência no mercado, atua nos segmentos de inteligência cibernética, BPO digital, meios de pagamento e custódia de mídias e documentos. Produtos: BPO Digital Services esteiras digitais para crédito consignado e veículos, abertura de conta, recursos humanos, consórcio – adesão e transferência, meios de pagamento, orion business analytics, inteligência cibernética, fraud monitor, prevenção a fraudes, cartões e credenciais, análise de riscos, custódia de mídias em sala cofre, armazenagem de documentos. www.newspace.com.br NEWGEN A Newgen Software é líder em soluções baseadas em Business Process Management (BPM) e Enterprise Content Management (ECM). Tem presença global de mais de 1.300 instalações em mais de 60 países, em sites de missão-crítica de grandes bancos e seguradoras, entre outros. Os produtos da Newgen incluem CLOS – Commercial Loan Original System –, uma solução de empréstimos fim a fim, baseada em BPM, que alavanca o investimento já realizado em tecnologia; RLOS – Retail Loan Original System – uma mudança de paradigma em empréstimos ágil, adaptável e verdadeiramente omnichannel; e Online Account Opening – para garantir o KYC e as políticas de compliance no processo de onboarding dos clientes. www.newgensoft.com

NORKY A Norky fabrica e comercializa os produtos de marca Gerbô – reconhecidos no segmento comercial e bancário por mais de 20 anos –, com soluções práticas e melhor custo beneficio para o processamento de cédulas e moedas com confiabilidade, precisão e qualidade. Compacta, de alto desempenho, a contadora de cédulas da Gerbô tem diversos sensores que garantem 100% de validação de cédulas suspeitas e o saneamento. A classificadora e contadora de moedas permite a contagem simultânea das duas famílias de moedas em circulação no Brasil e também moedas de diversos países, como os europeus, Estados Unidos, Canadá, Coréia do Sul, Israel e Noruega, entre outros. www.norky.com.br NOVAVIDA A NovaVida é uma empresa de big data que desenvolve soluções para ajudar seus clientes a tomarem decisões mais rápidas e precisas. Suas plataformas transformam dados brutos em informações valiosas. A Next Plataforma proporciona autonomia para realizar contagens e criar mailing de prospecção atrelado à análise estatística de dados. O Gênesis une big data e inteligência artificial em favor da captura, extração, publicação e monitoramento de dados com mais de 400 fontes. O Congonhas trabalha com localização, análise e validação, enquanto o Ipê é uma forma rápida de realizar enriquecimento e ranquear um grande volume de dados. www.novavidati.com.br ODATA A Odata é uma das únicas empresas no mercado latino-americano especializada em colocation, voltada para empresas que buscam escalabilidade, flexibilidade, conectividade, energia, refrigeração e segurança. Seu portrevista CIAB FEBRABAN

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fólio conta com racks, cages, salas e soluções de conectividade. No colocation, as empresas mantêm seu próprio equipamento, em espaço dedicado, compartilhando da escala do data center em energia, banda e time de operações. O serviço de colocation garante para os clientes controle completo sobre o seu equipamento e disponibilidade. Os data centers da Odata são certificados Tier III e Leed Gold. odatacolocation.com ORBISTEC A Orbistec é uma empresa de TI com foco em alta tecnologia na área de inteligência artificial, aliada a algoritmos científicos capazes de tratar e analisar informações para trazer mais clareza e certeza ao processo de decisão. Sua suíte de soluções ataca um ponto central: aprimorar o atendimento presencial e digital. Com esse objetivo, alia técnicas conhecidas de inteligência artificial com uma forte metodologia científica, possibilitando o uso de tecnologias existentes e amplamente difundidas de maneiras diferentes. Também cria tecnologias por meio de sua equipe de pesquisa. www.orbistec.com.br PANINI A Panini oferece soluções de captura de cheques que permitem aos clientes perceber as vantagens e eficiências disponíveis com a transformação digital do cheque, resultando na maior base mundial distribuída de scanners – mais de 1 milhão de dispositivos. As plataformas dimensionáveis de captura de cheques da Panini resolvem uma variedade completa de oportunidades de processamento de cheques distribuídos, inclusive captura no caixa, captura na agência, captura de depósitos remotos e processamento de remessas. A empresa oferece

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também uma suíte abrangente de serviços de suporte para garantir o retorno sobre investimento do cliente. www.panini.com/pt-br PERTO A Perto é uma empresa brasileira que pertence ao grupo Digicon, com estrutura verticalizada em engenharia, fabricação e prestação de serviços em produtos para automação bancaria e varejo. Em 2016, inaugurou uma unidade fabril em Jaipur, na Índia. No CIAB FEBRABAN, vai mostrar terminais de autoatendimento que podem utilizar diversos tipos de módulos, como dispensador de cédulas, depositário, impressora, leitor de código de barras e cartões, NFC, biometria, aceitador e reciclador de cédulas e moedas, scanner e dispensador de cheque. Conta ainda com terminal POS e sistemas de gestão de atendimento e filas; de monitoramento de equipamentos; e de gestão e previsão de numerário. www.perto.com.br PROSEGUR A Prosegur é referência global no setor de segurança privada por meio de suas três linhas de negócios: soluções integradas de segurança, logística de valores e gestão de numerário e alarmes. Presente nos cinco continentes e líder no Brasil, conta com equipe de mais de 160 mil funcionários no mundo. A Prosegur lançou a Conciliação Segura Prosegur, uma plataforma que concilia todos os meios de pagamentos e amplia o portfólio de soluções da Prosegur Cash ao integrar serviços já conhecidos, como Caixa Fácil, CataMoeda, Gestão de Numerário e Transporte de Valores. www.prosegur.com


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PRT Fundada em 2004, a chinesa Xiamen PRT é a segunda maior fabricante de impressoras térmicas do mundo. Detém 17% do mercado, e suas vendas somaram 10 milhões de mecanismos de impressão térmica em 2017. Possui um portfólio abrangente de módulos de impressão, que são usados em POS/ECR, instrumentos de medição, quiosques self-service, equipamentos médicos, bancos, sistemas de estacionamento e impressoras de tickets, entre outras. Seus produtos estão de acordo com o sistema de qualidade ISO 9001 e regulações CE, FCC, RoHS e CCC. www.prttech.com PWC O propósito da PwC é construir confiança na sociedade e resolver problemas importantes. Trata-se de uma rede de firmas presente em 158 países, com mais de 236 mil profissionais dedicados à prestação de serviços de qualidade em auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria de negócios e assessoria em transações. www.pwc.com.br QLIK Qlik é a plataforma de análise visual líder e pioneira em business inteligence orientada ao usuário. Seu portfólio de soluções atende às crescentes necessidades dos clientes, desde relatórios e análises self-service a análises guiadas, incorporadas e personalizadas. O Qlik Sense Cloud permite criar, editar e compartilhar aplicativos totalmente interativos para tomadas de decisões de negócios colaborativas. Com o Qlik Analytics Platform podem ser desenvolvidos diversos elementos com facilidade, desde mashups simples até aplicativos web integrados e complexos. O Qlik

GeoAnalytics cria poderosas visualizações de mapas e análises baseadas em localização para o Qlik Sense e o QlikView. www.qlik.com/pt-br RED HAT A Red Hat é líder mundial no fornecimento de soluções open source para TI corporativa. Possui portfólio abrangente de soluções e serviços, utilizando modelo de negócios aberto e colaborativo. Fornece uma base de software e serviços completa para serviços financeiros, incluindo containers, gerenciamento e automação. www.redhat.com/pt-br REGUS A Regus é líder mundial no fornecimento de espaços de trabalho flexíveis, incluindo escritórios mobiliados, coworking, escritórios virtuais e salas de reunião com locações disponíveis por dia, mês ou anos. São mais de 3.000 unidades em 120 países. A empresa apresentará no CIAB FEBRABAN seu portfólio, que inclui escritórios mobiliados e equipados, prontos para se começar a trabalhar; espaço de coworking com internet de alta velocidade em ambiente inspirador, que estimula o networking entre empresas; e escritórios virtuais com atendimento telefônico personalizado, endereço fiscal e gerenciamento de correspondências em uma localidade de prestígio por um valor acessível. www.regus.com.br REPLY A Reply é uma empresa de inovação e excelência em serviços de tecnologia, focada em oferecer soluções personalizadas para otimizar e integrar processos, aplicativos e dispositivos. Seu portfólio conta com gerenciamento de processos e de negócios, projetos turn-key, AMS, transformação digital, gestão de serviços revista CIAB FEBRABAN

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e infraestrutura e gerenciamento e automação de software e testes. É uma empresa altamente especializada na definição e desenvolvimento de modelos de negócios baseados em novos paradigmas tecnológicos e de comunicação, como big data, cloud computing, IoT, indústria 4.0, mobile e transformação digital. www.reply.com/br REINER A Reiner é líder mundial em scanners profissionais para ATMs e quiosques e fornece uma grande variedade de modelos. Sua missão é oferecer produtos de longa duração, juntamente com suporte e serviços que assegurem o sucesso de seus integradores e clientes. Os scanners da Reiner são usados pelos maiores bancos do mundo. Independentemente do ambiente de software, a empresa traz os instrumentos e interfaces corretos para uma integração de software estável e confiável. www.reliablescanning.com RESOURCE A Resource é uma das principais multinacionais brasileiras de serviços de TI e integração digital. Com mais de 25 anos de atuação e expertise no setor financeiro, aliada às melhores tecnologias, a empresa desenvolve, lança e implementa soluções que possam superar as expectativas de seus clientes com valor agregado. Em constante inovação, três pilares compõem o catálogo de serviços de TI: Digital, serviços gerenciados e consultoria e soluções empresariais. Suas soluções abrangem desenvolvimento de aplicações, automação, RPA, inteligência artificial, machine learning, blockchain, mobile, portais, ERP, CRM, SAP, Salesforce, agile, inovação, analitycs, big data, cloud solutions e user experience. www.resourceit.com

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RTM A RTM é a maior provedora de serviços de TI e Telecom para integração do mercado financeiro brasileiro. Empresa da Anbima e da B3, está presente em 19 Estados conectando mais de 500 instituições e 24 provedores de informações e serviço. Oferece infraestrutura de telecomunicações e soluções de TI em ambiente de nuvem privada com segurança, alta disponibilidade e atendimento especializado. Entre os seus produtos estão: rede financeira privada; site de contingência; data center; cloud computing; bureau Swift; mesa de operações (Turret); solução de videoconferência; hotline; telefonia IP, acesso a vendors (FIS, ULLink e BLK); solução de chat e outros produtos no modelo SaaS. www.rtm.net.br SALESFORCE A Salesforce é a pioneira e evangelista em cloud computing e a empresa número 1 do mundo em CRM. As instituições financeiras líderes no Brasil confiam nas soluções da Salesforce para digitalizar seus negócios. No CIAB FEBRABAN, a empresa vai mostrar suas soluções para bancos, seguradoras e wealth management para as áreas de automação de vendas, atendimento ao cliente, desenvolvimento de apps, marketing digital, analytics e inteligência artificial. www.salesforce.com/br SAP Líder mundial no mercado de aplicações de software empresarial, a SAP ajuda empresas de todos os tamanhos e setores a operar de forma mais eficaz. Abrangendo desde as áreas de negócios à análise executiva, dos depósitos aos pontos de venda e do escritório até dispositivos móveis, a SAP potencializa organizações a melhor explorar seus negócios para manter-se


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à frente da concorrência. Os aplicativos e serviços SAP ajudam 388 mil clientes no mundo a operarem de forma mais rentável, a se adaptarem continuamente e a crescerem com sustentabilidade. www.sap.com/brazil/ SAS O SAS foi criado em 1976 e é líder global em analytics. Por meio de soluções inovadoras, voltadas para a inteligência do negócio e gerenciamento de dados, a companhia ajuda clientes a tomarem decisões de forma rápida e acurada. O SAS fornece para empresas ao redor do mundo produtos que tem como foco analytics, advanced analytics, risco de crédito, combate e prevenção à fraude, crimes financeiros, machine learning, internet das coisas, customer intelligence, cibersegurança e inteligência analítica. www.sas.com/br SECUREDTOUCH A SecuredTouch é especialista em biometria comportamental, fornecendo tecnologias de autenticação contínua para reduzir fraudes e, ao mesmo tempo, melhorar a experiência digital dos clientes. Suas soluções são usadas por grandes empresas no mundo todo. No CIAB FEBRABAN, a empresa vai demonstrar soluções de biometria comportamental como o U-manobot, capaz de diferenciar um humano de um bot ou um dispositivo móvel de um emulador, e o U-nique, que autentica usuários de forma contínua. securedtouch.com SEPIO SYSTEMS A Sepio protege organizações contra ataques em sua infraestrutura por meio de dispositivos invasores. Este é um vetor de ataques crescente,

que foi desenvolvido e usado pelos governos até vários anos atrás e está agora nas mãos de criminosos. A suíte de segurança da Sepio identifica e bloqueia dispositivos mal-intencionados antes que possam causar danos. Seu agente de ponto de extremidade fornece visibilidade em todos os periféricos conectados, impõe diretivas e bloqueia qualquer comportamento desonesto. O SepioPrime fornece visibilidade total em todos os dispositivos conectados com base em um mecanismo de descoberta de camada física e um controle total de acesso à rede. www.sepio.systems SISTEMAS CRÍTICOS Especializada em sistemas de missão crítica, fornece soluções de software amplas, configuráveis e de rápida implementação para meios de pagamentos. Atende a América Latina há 20 anos, com escritórios em São Paulo, Montevidéu, Lima e Buenos Aires. Entre os produtos que vai demonstrar no CIAB FEBRABAN está o TenS Payment Solutions, uma plataforma de soluções para adquirência, monitoramento, processamento e autorização de transações de diversos canais (redes POS-SmartPOS-ATM, mobile, web, agências, filiais e comércios) nos distintos padrões de emissores e bandeiras ou proprietários. www.sistemascriticos.com SONDA PROCWORK INFORMATICA LTDA A Sonda, maior empresa latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, possui expertise de mais de quatro décadas e tem em seu DNA a resolução dos problemas mais complexos de TI, atendendo de ponta a ponta qualquer necessidade de negócio. Com visão holística da inteligência exponencial, ajuda as empresas a transformar dados em vantagem competitiva e resultados de alta performance, revista CIAB FEBRABAN

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através das melhores práticas de mercado que englobam experiência do usuário, transformação digital, analytics, segurança digital e full outsourcing. www.sonda.com/br STEFANINI A Stefanini é a maior multinacional brasileira de tecnologia. Reconhecida em diversos rankings como uma das empresas mais inovadoras, tem como propósito atuar junto com os clientes para criar soluções para um futuro melhor. Além dos serviços de BPO, consultoria, integração, desenvolvimento de soluções e outsourcing para aplicativos e infraestrutura, a multinacional conta com forte um ecossistema de inovação. Isso inclui ofertas completas para implementar um banco digital e auxiliar na transição para a Indústria 4.0, bem como soluções de cloud, analytics e inteligência artificial. https://stefanini.com/pt/ SUPPLY Há 25 anos atuando no mercado nacional, a Supply provê soluções financeiras integradas, completas e customizadas, garantindo simplificação no controle de informações vitais entre os clientes e seus stakeholders. Seus aplicativos oferecem os melhores cenários para empresários e bancários, garantindo automatização e produtividade para todos os envolvidos na gestão financeira. Os seus produtos incluem o gerenciador financeiro Total Bank, o conciliador de cartões Total Card, o portal de fornecedores com antecipação de recebíveis automatizado Total For e o gerenciador inteligente de arrecadações, pagamentos e débitos automáticos Debweb e Siscad. www.supplymidia.com.br

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SYMANTEC A Symantec Corporation, líder mundial em segurança cibernética, ajuda organizações, governos e pessoas a protegerem suas informações mais importantes, onde quer eles que estejam, em qualquer dispositivo ou na nuvem. A empresa levará ao CIAB FEBRABAN as suas soluções em cloud security, endpoint security, data loss prevention, e-mail e web security e messaging security. www.symantec.com.br TATA (TCS) A Tata Consultancy Services é uma empresa de serviços de TI, consultoria e soluções corporativas, que se associa a muitas das maiores empresas do mundo para acompanhá-las em suas jornadas de transformação rumo ao modelo Business 4.0. O portfólio da TCS engloba soluções como agile e desenvolvimento de DevOps; automação de garantias; blockchain – transações seguras; BPS – terceirização de backoffice e automação de RPA, transformação digital; big data e analytics; backoffice zero; migração de waterfall para agile; governança e prevenção de fraudes, automação de data center e experiência no mercado de capitais, entre outras. www.tcs.com TECHNISYS DO BRASIL A Technisys é a companhia de tecnologia para o banco digital. Suas soluções Cyberbank Omnichannel e Cyberbank Core transformam bancos tradicionais em digitais e ajudam a lançar os novos challenger, neo banks e companhias fintech. A Technisys ajuda as instituições financeiras a se diferenciar por meio de uma melhor experiência aos clientes, a criar uma plataforma de inovação, a aumentar as vendas e a se integrar com ecossistemas de fintech através de Open APIs. www.technisys.com/?lang=pt-br


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TECNOBANK A Tecnobank é uma empresa de infraestrutura, com soluções de análise, formalização e gestão de processos e financeiros, nos ciclos de crédito, financiamento e seguro de veículo. Com mais de 10 anos de experiência, a empresa é credenciada e homologada pelos órgãos oficiais de trânsito e tem acesso a bases que permitem consultar informações relevantes sobre motoristas e veículos, garantindo uma entrega consistente e contribuindo com a tomada de decisões das instituições financeiras. www.tecnobank.com.br TELEMÁTICA A Telemática Sistemas Inteligentes é uma empresa brasileira que oferece há mais de 37 anos as melhores soluções para a gestão de pessoas, ativos e empresas. Dentre os principais produtos fornecidos pela Telemática está a plataforma inteligente de gestão e controle Suricato, um software multi-idioma para a gestão integrada da segurança e controle de acesso. Na linha de produtos estão controladores de acesso com biometria (digital, facial, íris e palma da mão), registradores eletrônicos de ponto (homologados MTE e Inmetro), CFTV (monitoramento e vídeo analítico), cancelas, torniquetes e sistema de cortina de fumaça. www.telematica.com.br TEMENOS SOFTWARE BRASIL LTDA Com sede em Genebra, a Temenos é uma provedora de software líder de mercado. Trabalha em parceria com bancos e outras instituições financeiras para transformar seus negócios e se manter à frente de um mercado em constante mudança. A suíte de produtos da Temenos não apenas capacita os bancos a transformar a experiência de seus clientes como supera as

antigas barreiras ao investimento. Permite, por exemplo, que os bancos reformulem progressivamente os sistemas, acelerando assim o tempo de valorização e reduzindo o risco. A família de produtos abrange desde o core banking e front office até canais, analytics, crimes financeiros, riscos e compliance. www.temenos.com TERADATA Com um portfólio de soluções de análise de negócios baseadas em nuvem, consultoria de arquitetura e tecnologia de big data e análise de dados líder do setor, a Teradata alavanca o potencial de grandes empresas. Tem soluções em big data, analytics, análise de dados, data warehouse e arquitetura de dados. br.teradata.com THETARAY As soluções analíticas avançadas da ThetaRay operam em escala, precisão e velocidade para gerenciar os riscos com eficácia, detectar esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes, expor empréstimos ruins e revelar problemas operacionais. Com o ThetaRay, os clientes obtêm um valor mensurável em dias e conseguem uma implantação completa em questão de semanas. A partir daí, o sistema é executado automaticamente, sem intervenção do pessoal do cliente e com o suporte contínuo de uma plataforma adaptável. O TheraRay ajuda instituições financeiras, divisões de segurança cibernética e empresas de infraestrutura crítica a dar passos gigantescos na gestão de riscos e na geração de novos crescimentos. www.thetaray.com

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TIVIT A Tivit é uma multinacional brasileira com operações em dez países da América Latina, que apoia seus clientes na digitalização dos seus negócios. No CIAB FEBRABAN, apresentará soluções como o Digital Business, que usa tecnologias emergentes para trazer eficiência e produtividade às operações. O Cloud Solutions tem expertise em gerenciar nuvens híbridas e assegurar os benefícios da jornada para a nuvem para os clientes. Conta ainda com o Digital Payments, parceira tecnológica das principais empresas de pagamentos e transações digitais da América Latina, e com o Infrastructure Management, que gerencia de ponta a ponta ambientes de tecnologia críticos e complexos. www.tivit.com TOTVS Provedora de soluções de negócios para empresas de todos os portes, a Totvs está presente em 41 países. Com aproximadamente 50% do mercado no Brasil, ocupa a 20ª posição de marca mais valiosa do país no ranking da Interbrand. A Totvs atua com softwares de gestão, plataformas de produtividade e colaboração, hardware e consultoria, com liderança absoluta no mercado SMB na América Latina. No Brasil, conta com 15 filiais, 52 franquias, 5 mil canais de distribuição e dez centros de desenvolvimento. No exterior, conta com mais sete filiais e cinco centros de desenvolvimento (Estados Unidos, México, China e Taiwan). www.totvs.com TUFIN A Tufin Software Technologies lidera o mercado de auditoria e automação de mudanças em políticas de segurança de rede em 40% das empresas Fortune 100 e mais de 2 mil clientes no mundo. É pioneira em conhecer a fundo a

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segurança de clouds como Amazon, Openstack, Microsoft Azure, Cisco ACI e VMWare NSX. A Tufin unifica ambientes híbridos, permitindo que um único ticket de mudança possa ser compreendido em sua totalidade. Planeja as alterações de cada parte da rede de forma simples e segura, garantindo à gestão avaliar o impacto na segurança e no negócio, atuando sempre em conjunto com as normas corporativas ou públicas de conformidade e prevenção de risco. www.tufin.com UBOTS A Ubots é uma empresa especializada na construção de chatbots de inteligência artificial por meio de uma plataforma própria, além de oferecer uma plataforma para atendimento humanizado (SAC 3.0) que permite a integração da gestão dos atendimentos realizados por pessoas e robôs. Será possível conhecer no CIAB FEBRABAN os chatbots baseados em inteligência artificial, alimentados por um sistema de NLP próprio, desenvolvidos de ponta-a-ponta e aperfeiçoados continuamente por um time de especialistas. A plataforma de atendimento humanizado (SAC 3.0) oferece um dashboard de métricas detalhado, filas de atendimentos, históricos e relatórios analíticos. www.ubots.com.br UNISYS A Unisys é uma empresa global de tecnologia da informação especializada em fornecer soluções focadas por indústria com protocolos avançados de segurança para clientes de governo, serviços financeiros e mercados comerciais. As ofertas da Unisys incluem soluções de segurança, data analytics, serviços de nuvem e infraestrutura, serviços de aplicações, software e aplicações para servidores. www.unisys.com.br


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UST GLOBAL A UST Global é uma empresa líder em tecnologia digital, que oferece serviços a grandes corporações em todo o mundo. Movida pelo propósito de transformar vidas através da inovação digital, oferece o espírito empreendedor que busca o caminho mais rápido para proporcionar valor às empresas. Com sede em Aliso Viejo, Califórnia, opera em 25 países. Seus 18 mil colaboradores trabalham para construir relações estratégicas duradouras por meio de modelos de relacionamento ágeis e centrados no cliente. Opera com tecnologias inovadoras nos campos de agilidade, APIs, blockchain, big data e analytics, DevOps, QA, UX, cibersegurança, mobility, IoT, cloud robotics, SMART, IMS-ITSM, BPM, SAP e arquitetura. www.ust-global.com VASCO A Vasco é líder global no fornecimento de soluções confiáveis de produtividade de negócios para o mercado digital. Desenvolve tecnologias que permitem a mais de 10 mil clientes em 100 países confiarem na empresa para proteger o acesso, gerenciar identidades, verificar transações, simplificar a assinatura de documentos e proteger ativos e sistemas. Mais da metade dos 100 maiores bancos globais confiam na Vasco para proteger seus canais online, móveis e ATMs. Quando combinadas, as soluções formam uma plataforma poderosa e confiável que permite às empresas incorporarem identidade, prevenção de fraudes, assinaturas eletrônicas, proteção de aplicações móveis e análise de risco. www.vasco.com

VECTOR A Vector, empresa com capital 100% espanhol, atua no Brasil desde 2012. Com mais de 2.300 funcionários em 11 países, atua com tecnologias inovadoras como Inteligência artificial, blockchain, soluções mobile e transformação digital. No CIAB FEBRABAN, vai apresentar projetos envolvendo Inteligência artificial, machine learning, blockchain, soluções mobile e Transformação Digital. Também levará soluções específicas para o segmento bancário: Cash Light, uma nova arquitetura para caixas eletrônicos baseada em microsserviços; e Cash4You, um revolucionário sistema de gestão de cédulas baseado em redes neurais. www.vectoritcgroup.com VISA A Visa é a empresa líder em pagamentos digitais no mundo. Sua missão é conectar o mundo por meio do que há de mais inovador, confiável e seguro em meios de pagamentos – permitindo que pessoas, negócios e economias prosperem. Sua avançada rede de processamento global, a VisaNet, oferece pagamentos seguros e confiáveis em todo o mundo e é capaz de processar mais de 65 mil transações por segundo. O foco implacável da empresa em inovação é um catalisador para o rápido crescimento do comércio conectado em qualquer dispositivo e uma força motriz por trás do sonho de um futuro sem dinheiro em papel para todos, em todos os lugares. www.visa.com.br

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WACOM A Wacom é uma empresa global com sede no Japão, líder do mercado de soluções de assinatura digital manuscrita de caneta passiva. Pads e displays da Wacom são exigidos em vários cenários em que precisão, experiência do cliente e segurança de alto nível são componentes cruciais. Sua tecnologia patenteada captura assinaturas manuscritas de modo perfeito graças à alta resolução e precisão. Dispositivos da Wacom são instalados em muitos cenários diferentes, tais como: POS, ePayment, passaportes eletrônicos, seguros, banco, e hotel check-in. www.wacom.com/en-us/ WEWORK A WeWork é uma rede global de espaços de trabalho em que empresas e pessoas crescem juntas. Transforma prédios em ambientes dinâmicos que estimulam a criatividade, a produtividade e as conexões entre as pessoas. Essa transformação vai muito além de apenas criar os melhores lugares para se trabalhar: a empresa quer criar um movimento que humanize o trabalho. Acredita que presidentes de empresas podem ajudar uns aos outros, que escritórios podem ser tão confortáveis quanto a nossa própria casa e que todos podemos aguardar ansiosos a chegada das segundas-feiras se encontrarmos um propósito de verdade naquilo que fazemos. www.wework.com WIPRO A Wipro é uma empresa líder global em tecnologia da informação, consultoria e serviços de processos de negócios. Aproveita o poder da computação cognitiva, hiperautomação, robótica, nuvem, analytics e tecnologias emergentes para ajudar seus clientes a se adaptarem ao mundo digital e torná-los bem-sucedidos.

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Reconhecida globalmente por seu portfólio abrangente de serviços, tem forte compromisso com a sustentabilidade e boa cidadania corporativa. A Wipro conta com uma força de trabalho dedicada de mais de 170 mil funcionários, servindo clientes em seis continentes. www.wipro.com WITTEL A Wittel soma 26 anos no mercado, mesmo tempo da parceria com a IPC, líder mundial em soluções para mesas de operação. Oferece soluções completas de conferências e colaboração corporativa, contact center e trading floor, aliadas aos melhores fabricantes de mercado. O WE-Tools é uma plataforma exclusiva de serviços que monitora as soluções com o objetivo de antecipar problemas e agir proativamente, além de garantir a máxima geração de valor para o cliente, a partir da melhor utilização das aplicações. www.wittel.com ZUP A ZUP tem como objetivo principal ajudar empresas no processo de Transformação Digital, desde a integração de sistemas, desenvolvimento de plataformas e aplicações até na definição de processos e cultura. O propósito da ZUP consiste em criar experiências digitais apaixonantes que são escaláveis para milhões de consumidores. Seus softwares, como o Real Wave, e o API Manager de integração de sistemas viabilizam técnica e financeiramente diversas estratégias digitais, transformando o complexo em simples para alcançar a tão desejada Transformação Digital. www.zup.com.br


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Revista CIAB FEBRABAN 75 jun18  

A Revista CIAB FEBRABAN é a única publicação periódica com a marca FEBRABAN, distribuída diretamente para os principais executivos dos Banco...

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