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Revista INFORMATIVO DA PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA INFORMATIVO DA PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA

Edição de Maio de 2014 - Ano VI - Nº 90 - Sorocaba - SP

“Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas”. Jo 10, 14- 15


<editorial> Por Pe Manoel Júnior

O BOM PASTOR E A GRANDE PORTA Mês de maio: mês dedicado à Nossa Senhora e à nossa querida padroeira de Cássia. Celebramos de modo todo especial o Tempo da Páscoa, aprofundando-nos na experiência do Cristo Morto-Ressuscitado, ponto central da nossa fé. No quarto domingo de Páscoa (neste ano, dia 11 de maio), celebramos Jesus Cristo como o Bom Pastor. Acompanhamos, com o coração em festa, o que vem fazendo esse glorioso Jesus que ressuscitou dos mortos, precisamente porque morreu num gesto supremo de amor. E sua presença e sua atividade no mundo se exprimem, entre outros modos, por estas imagens tão caras aos antigos, aos homens do campo e ao povo de Israel. Ele está conosco como nosso Pastor; está no mundo como a Porta de acesso à Salvação, à sonhada felicidade. Imagens da bondade e dedicação, o próprio Deus se dizia Pastor de seu povo

e chamava de pastores os dirigentes da Nação que representavam seu amor e sua providência. “Eis aí nosso Deus. Como um pastor ele apascenta o seu rebanho, carrega no colo os cordeirinhos e conduz suas ovelhas que amamentam” (Is 40,11); “Dar-vos-ei pastores segundo meu coração que vos apascentarão com conhecimento e prudência” (Jr 3,15). No Evangelho de São João, no capítulo décimo, é o próprio Jesus quem se descreve como pastor das ovelhas, que não precisa esgueirar-se pela cerca, mas entra pela porta. Ele é o Pastor. E mais. Ele é também a porta. Ele é o Pastor dos pastores. Jesus é o Bom Pastor. Primeiro, porque leva seu rebanho à comunhão. A comunhão com Deus através do amor à sua Páscoa. “Eu conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem”. Quem entra no rebanho de Cristo entra num regime de comunhão, com Deus e com os outros. É membro de um “rebanho”. Quem foge disso é ovelha “desgarrada”. Abandonar o rebanho é abandonar o Pastor. Em segundo lugar, Jesus é o melhor que os outros porque dá a sua vida. Não apenas

governa, dando seu tempo, sua habilidade para conduzir os seus. Dá-se inteiro. Dá a vida. Faz assim na cruz. Faz assim, na Eucaristia. Não é só o bom; é o melhor pastor. Em comparação com outros é o único que nos dá o verdadeiro e sumo bem. Jesus se diz também “porta”. Porque é a única via de acesso à felicidade e salvação. Por sua palavra mesma já sabemos: “Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14,6). Também ninguém vai ao rebanho de Cristo, a não ser passando por Jesus. Quem não se achegar as pessoas por essa Porta, é ladrão, é assaltante. Rezemos ao Bom Pastor para que nos faça ovelhas que o conhecem e amam de verdade. E rezemos por aqueles que, em nome de Jesus, querem ter acesso ao seu rebanho. Para que passem pela porta. Rezemos ainda, por todos aqueles que o bom Pastor, chamou para serem seus sacerdotes. Nesta festa, em nossa arquidiocese, desde o ano de 1994, têm ordenado a maioria dos padres, inclusive eu. Que Jesus, bom Pastor, abençoe a todos os sacerdotes para que possam seguir seu exemplo dando a vida pelas suas ovelhas. Aproveito para agradecer a todos pelas manifestações carinho, amor, amizade que recebi por ocasião dos meus 20 anos de sacerdócio. Foi um momento muito especial para mim, para minha família e muitas pessoas. Que vocês continuem orando por mim, pelo meu ministério, para que apesar de minhas limitações, eu possa irradiar pelo menos um pouquinho a ternura, a compaixão, o amor de Jesus, o bom Pastor, a todos vocês.

Expediente - Informativo Chuva de Rosas – Uma publicação mensal da Paróquia Santa Rita de Cássia - Pároco: Manoel Cesar de Camargo Júnior Coordenadora da Pastoral da Comunicação: Deisi Leslei Jacinto - Coordenação Editorial: Deisi Leslei Jacinto, Flávia Sancho MTB: 48.829 - Contato Comercial: João Henrique Machado - Diagramação e Artes: Luciano Leal - Impressão: Gráfica e Editora Paratodos - Tiragem: 1.500 exemplares - Jornalista Responsável: Flávia Sancho. Site: www.paroquiasantarita.com.br - pascom@paroquiasantarita.com.br - Rua Bartolomeu de Gusmão, 311 - Tel: 15 3231-3304 / 3232-2300

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<evangelizando> Por Elza Lara

lEITURA MAIO 2014

MAIO, MÊS DE NOSSA SENHORA Olá, queridos irmãos e irmãs, leitores da Revista Chuva de Rosas. Neste mês de Maio, um mês dedicado a Maria Mãe de Jesus, vamos meditar um pouco sobre o valor de Nossa Senhora na nossa vida. Todos nós sabemos que Maria é a nossa intercessora que entrega a Deus, os nossos pedidos e nos ampara sempre que recorremos a Ela. Nossa Senhora é o coração amoroso da Igreja e pede o envio do Espírito Santo sobre todos os seus filhos. Maria está presente em todas as comunidades e, de um modo especial, nos momentos de oração e na liturgia. Sabemos que a Igreja começou sua missão com a comunidade em oração contando sempre com a presença de Maria, a Mãe de Jesus. A Igreja deve perseverar na oração, até a segunda vinda de Jesus. Por isso, Nossa Senhora

nos pede com insistência que rezemos o terço diariamente. Deus escolhendo Maria para ser a Mãe do Salvador, concedeu-lhe poder sobre nós, inclusive sobre nossas almas, para que as mesmas brilhem em santidade se tornando templos do Espírito Santo. Agradecidos pelo sim de Maria, vamos refletir nas palavras do nosso papa Francisco: “Maria com o seu “sim”, abriu a porta a Deus para desatar o nó da desobediência antiga, é a mãe que, com paciência e ternura, nos leva a Deus, para que Ele desate os nós da nossa alma com a sua misericórdia de Pai.” Irmãos e irmãs, deixemos que nossa querida Mãezinha Nossa Senhora, cubranos com o seu manto de amor, para continuarmos perseverantes em nossa fé. Paz e Bem! Salve Maria!

01/mai 02/mai 03/mai 04/mai 05/mai 06/mai 07/mai 08/mai 09/mai 10/mai 11/mai 12/mai 13/mai 14/mai 15/mai 16/mai 17/mai 18/mai 19/mai 20/mai 21/mai 22/mai 23/mai 24/mai 25/mai 26/mai 27/mai 28/mai 29/mai 30/mai 31/mai

Mt 13,54-58 Jo 6,1-15 Jo 14,6-14 Lc 24,13-35 Jo 6,22-29 Jo 6,30-35 Jo 6,35-40 Jo 6,44-52 Jo 6,52-59 Jo 6,60-69 Jo 10,1-10 Jo 10,11-18 Jo 10,22-30 Jo 15,9-17 Jo 13,16-20 Jo 14,1-6 Jo 14,7-14 Jo 14,1-12 Jo 14,21-26 Jo 14,27-31 Jo 15,1-8 Jo 15,9-11 Jo 15,12-17 Jo 15,18-21 Jo 14,15-21 Jo 15,26-16,4 Jo 16,5-11 Jo 16,12-15 Jo 16,16-20 Jo 16,20-23 Lc 1,39-56

Encontro de Casais com Cristo Participe do 51º ECC que acontecerá nos dias 01,02 e 03 de Agosto de 2014 na Paróquia Santa Rita de Cássia. Inscrições após as Missas ou retirar Pré-Ficha na secretária da Paróquia. Chuva de Rosas - Maio de 2014 | 3


<em destaque>

Festa de Santa Rita de Cássia de 13 a 22 maio 2014

Santa Rita, Guardiã da Palavra de Deus Dia 13 – 3ª feira – 19h00

Dia 19 – 2ª feira – 19h00

Santa Rita e a identificação com o projeto do Pai. Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior Bênção especial do dia - Gestantes, Bebês, Crianças.

Santa Rita peregrina sob a Luz do Espírito Santo. Pe. José Edmilson Santos Silva Bênção especial do dia - Desempregados

Dia 14 – 4ª feira – 19h00

Dia 20 – 3ª feira – 19h00

Santa Rita exemplo de renúncia e amor a Deus. Pe. Evandro Luiz Zanardo Paulim Bênção especial do dia – Famílias

Santa Rita vive plenamente sua fé. Pe. Wilson Bizoni Bênção especial do dia – Pães

Dia 15 – 5ª feira – 19h00

Dia 21 – 4ª feira – 19h00

Santa Rita Serva do Senhor. Pe. Adelar Piccin Bênção especial do dia - Renovação dos votos Matrimoniais

Santa Rita videira viva do Senhor. Pe. Tadeu Rocha Moraes Bênção especial do dia - Festeiros (atuais e antigos)

Dia 16 – 6ª feira – 19h00

Dia 22 – 5ª feira Dia de Santa Rita de Cássia

Santa Rita confiança inabalável na ação de Deus. Pe. Antonio Carlos Fernandes Bênção especial do dia – Viúvas

Dia 17 – Sábado – 19h00 Santa Rita reveladora das obras do Pai. Pe. Aparecido Carlos dos Passos Bênção especial do dia – Jovens

Dia 18 – Domingo – 19h00 Santa Rita segue os passos de Jesus. Pe. André Luiz Sueiro Bênção especial do dia – Enfermos

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05h00 - Missa 12h00 - Bênção das Rosas 15h00 - Missa dos Enfermos 19h00 - Procissão e Missa de Santa Rita Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior Pe Wilson Bizoni Obs: Todos os dias bênção de objetos religiosos. Todos os dias: pastéis e venda de camisetas e artigos religiosos

Jantar Dançante Santa Rita de Cássia

Local: Sítio Rincão Gaúcho Valor: R$ 45,00 Animação: Banda Face Nova

Dia 30/05/2014 Das 20h30 às 00h30

Crianças até 10 anos não pagam. Bebidas e sobremesas não inclusas.


<breve história>

Santa Rita também é chamada a “santa dos impossíveis”

No coração, Rita trazia o desejo da vida religiosa, porém foi casada, a pedido dos pais, com Paulo Ferdinando, que de início aparentava boa índole, mas logo começou a se mostrar grosseiro, violento e fanfarrão. Após 18 anos de casamento, seu marido foi assassinado e seus dois filhos juraram vingar-se dos assassinos. Ela pediu a Deus que tirasse a vida dos filhos antes que cometessem o pecado da vingança; e foi atendida. Santa Rita de Cássia se entregava constantemente à oração e ao testemunho <oração>

Vós sois Rita Santa, Nossa protetora, Que dos impossíveis Sois a vencedora. Salve rosa pura, Fragante cheirosa Que a graça orvalhou Para serdes ditosa Nascestes feliz Em Rocca Porena Sendo já do Céu. Cândida Açucena. Para o gosto nosso Deus vos fez nascer E o nome de Rita, A vós vos fez ter. Depois de três dias Fostes Batizada, E a divina graça Em vós fez morada. Apenas seis anos Contáveis de idade Já em vós se via Toda Santidade. Por mestra tivestes Uma mulher Santa De cujas virtudes

AULAS DE BALLET E KARATE na Paroquia Santa Rita

Sexta-feira 9h00 as 11h00 14h30 as 16h00 Informações: 15

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de caridade, tanto que perdoou o esposo e os assassinos deste. Ingressou, depois de viúva, num convento agostiniano e ali recebeu na fronte, como privilégio, um dos espinhos da coroa de Nosso Senhor. Sua vida é repleta de milagres e episódios maravilhosos. Em 22 de maio de 1457, Rita entregou sua bela alma a Deus. No campanário do Convento, os sinos começaram a repicar festivamente, tangidos por mãos misteriosas. A chaga da fronte fechou-se na mesma

hora e no lugar do habitual mau cheiro, passou a exalar um discreto perfume. Tantos foram os milagres e as graças que milhares de devotos seus receberam de Deus, por intercessão sua, que ficou conhecida como a “Santa dos Impossíveis”. No século XVII foi beatificada e em 24 de Maio de 1900, canonizada. O corpo de Santa Rita de Cássia continua conservado intacto até hoje. Qualquer pessoa pode contemplála na Igreja do Convento de Cássia, dentro de um relicário de cristal.

Bendito de Santa Rita Só Roma lhe canta. Vós a imitastes Com mais perfeição E fostes mais mestra Na santa oração Para casa fostes, Depois de aprendida Sendo já dos Céus Mui favorecida Tínheis vinte anos Completos, de idade, Quando vos casaram Mui contra a vontade Por obediência Paterna aceitastes, E então de Fernando Esposa ficastes. Num amargo dia O vistes sofrer Entregue aos tiranos E o vistes morrer. Sozinha ficastes Sem consolação Só com dois filhinhos, João Lago e Paulo Maria Fostes inocentes Vossos filhos, Rita,

No céu com os anjos Foram ter a dita. E vós procurastes A religião Para de Agostinho Tomardes lição Sofrestes as dores Do crucificado Com um dos espinhos Na testa cravado. Bem pobre e humilde Tão obediente Fostes entre todas A mais penitente. Quando a Roma fostes A um jubileu Ali de mil graças O céu vos encheu. Ao fim de quatro anos De mortal doença Fostes lá no céu Ter a recompensa Fostes com os anjos Contando vitória: Fazei que cantemos Convosco na glória

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<santo do mês> Por Carolina P. Querino

23 DE MAIO

SÃO JOÃO BATISTA DE ROSSI João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva. A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos. Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo. Recebeu a unção sacerdotal em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de

1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la. Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado. O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual. Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos. Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João

Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte.

Oração de São João Batista de Rossi Senhor, pela intercessão de São João Batista de Rossi, Vos peço o dom da Fortaleza para que eu possa enfrentar, com Mansidão, as dificuldades diárias. Com a mesma fé de tão nobre alma, rogo-Vos pela graça de que tanto necessito. Desde já eu Vos agradeço, meu Senhor e meu Deus, pelos cuidados que tendes por mim. Amém. Maria, Socorro dos Aflitos, rogai por nós.

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<perfil do paroquiano> Por Flávia Sancho

Felicidade em servir a Deus Nascida em Sorocaba, no dia 05 de maio de 1964, Rita de Cássia Veroneze Stigliano é nosso perfil nesta edição

Não é apenas no nome que a nossa paroquiana Rita de Cássia se assemelha à nossa padroeira Santa Rita de Cássia, mas também no mês de aniversário, em maio. Rita lembra com muito carinho da sua infância, onde brincava com os irmãos Marco Aurélio e Beatriz e com os amigos do bairro. “Meus avós paternos, Marcela e Vicente (ambos in memoriam) sempre cuidaram muito da gente, pois meus pais trabalhavam fora o dia todo. Na casa deles tinha uma casinha de bonecas no quintal, então eu e a minha irmã passávamos horas lá brincando com nossas amigas”. Rita estudou até a quarta série em classes especiais na Escola Bierrenbach. “Depois estudei em uma escola do Padre Tadeu, no centro de Sorocaba, com professoras aposentadas voluntárias. Simultaneamente fazia vários cursos livres de artes, como de pintura”. Mesmo com algumas dificuldades, Rita nunca deixou de estudar. “Eu tinha uma professora que ia até a minha casa me ensinar, além da minha mãe Ivone, que sempre me

ajudou muito nos estudos”. Desde pequena, Rita frequenta psicólogos, terapeutas ocupacionais e médicos especialistas. “Meu pai, Vicente Junior (in memoriam), e minha mãe, Ivone, me levava quando criança para fazer esses acompanhamentos em São Paulo”. Rita sempre frequentou as missas na igreja Santa Rita, mas aos 15 anos começou a participar assiduamente. “Entrei para o grupo de jovens da paróquia, o JUF, junto com o meu irmão, onde fiquei por muitos anos. Foi uma época muito feliz e especial. Nesse período conheci o Frei Osvaldo, por quem sempre tive uma grande admiração”. Mas, aos 15 anos, Rita também passou por um momento muito difícil: o falecimento do seu pai. “Foi muito difícil perde-lo na adolescência”. Ao lado dos irmãos e da mãe, que fez de tudo para suprir a falta do marido, Rita continuou a sua vida. Assim que parou de participar do grupo de jovens, ela ficou por um período apenas frequentando as missas. “Um dia minha mãe conversou comigo e dis-

se que eu tinha que fazer alguma coisa para ajudar aos outros, alguma ação na igreja. Então, conversei com o Osmar, da Pastoral da Acolhida, e comecei a participar. Eu me sinto muito feliz fazendo este trabalho. Hoje, faço o acolhimento dos paroquianos nas missas das 10h do domingo”. Rita mora com a mãe e com duas cachorrinhas. “A Shakira e a Nina nos fazem companhia a todo o momento. Elas são lindas e carinhosas. A Shakira foi um presente do me irmão, que a achou na rua, perdida, e na hora pensou na gente. Já a Nina, foi um presente da psicóloga, que sempre disse que seria bom ter um animal de estimação em casa. As duas vieram juntas, no mesmo momento, e foram muito bem recebidas por nós”. Rita agradece todas as pessoas que ela convive pela amizade e companheirismo, mas em especial ao Padre Manoel Junior e ao Padre Wilson. “Eles são pessoas muito especiais, que tem um dom maravilhoso de Deus. Rezo sempre para que esse dom sempre aumente, pois eles são muito importantes para mim e para todos”. Chuva de Rosas - Maio de 2014 | 7


<atualidades> Por Maria Luiza Marins Holtz

E D A D I N U M

A CO

Você sabe o que é uma Comunidade? Veja... A Comunidade é um grupo específico de pessoas que oferece a nós a oportunidade especial de um relacionamento humano sadio, numa convivência de entre-ajuda, que satisfaz a nossa necessidade natural de convívio social com segurança.

Mas, como funciona uma Comunidade? No grupo de pessoas que compõem uma Comunidade, cada uma tem consciência do fato de que pertence a ela. Por isso, cada uma sabe que deve compartilhar de certa unidade com as outras... Que também deve respeitar as mesmas normas, os mesmos símbolos e os mesmos usos e costumes que fazem parte da sua organização desde o seu inicio... E que isso garante a vida longa da própria Comunidade. As normas, símbolos, usos e costumes da Comunidade são conhecidos através da convivência e da comunicação dos próprios integrantes entre si e através do “animador” que a lidera. Assim, é interessante que cada integrante conheça e faça parte... Da história da Comunidade vivida já por várias gerações... Dos objetivos que os integrantes se propuseram atingir... Do esta-

8 | Chuva de Rosas - Maio de 2014

belecimento de metas a alcançar... Sempre em função dos interesses de todos e nunca somente dos seus próprios interesses. Como na Comunidade, todos compartilham de certa unidade, passam a concordar que podem atuar juntos em busca dos interesses de todos, porque experimentam que é a união que promove a força para a ação.

Como se integrar e participar de uma Comunidade? Cada pessoa que sente a sintonia e a atração pelo tipo de trabalho da Comunidade e quer torna-se um integrante dela, se oferece espontaneamente para participar dos seus trabalhos e também se compromete com as demais a uma convivência sadia, sem disputas, sem competições, sem fofócas. Porque na Comunidade, os relacionamentos e os comportamentos dos participantes agem reciprocamente, numa entre-ajuda, com o mesmo sentido e as mesmas expectativas. Então, todas as ações e todas as atividades são sempre baseadas nas mesmas esperanças e nos mesmos valores, nas mesmas crenças e nos mesmos significados. Por exemplo, na nossa Comunidade Santa Rita de Cássia de Sorocaba é clara

Dia 05 de Maio é o Dia da Comunidade

essa união... Nos trabalhos de organização, de preparação, de participação e de realização das Celebrações Litúrgicas dos Sacramentos... Dos vários Encontros de Evangelização para crianças, jovens, casais, famílias... Dos Eventos para a Promoção Social das famílias carentes... Da festa de Santa Rita de Cássia e dos Santos Padroeiros... Dos eventos de arrecadação de recursos financeiros para a manutenção e sobrevivência da própria Comunidade...

CURIOSIDADE Uma Comunidade pode viver num mesmo local, ou não, desde que seus participantes tenham a consciência de compartilhar dos mesmos objetivos, mantenham relações humanas recíprocas de entre-ajuda, usem de meios comuns a todos para agir e trabalhem com lealdade pelo bem de todos e nunca apenas e somente pelo seu bem individual... Há inúmeros tipos de Comunidade, de acordo com os objetivos a atingir e do tipo de práticas utilizadas... Comunidades Religiosas, Comunidades Profissionais, Comunidades Políticas, Comunidades Virtuais, Comunidades Ecológicas... É extremamente gratificante e realizador participar ativamente de uma Comunidade.


<pausa para reflexão> Por Sueli Ortega

Todos os dias um homem, que trabalhava em uma fábrica, pegava o ônibus das 6:15 horas e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. A tardinha fazia a mesma coisa voltando para casa. No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma senhorinha que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. Um dia o homem reparou na cena, ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. Certa vez o homem sentou-se ao lado da senhorinha e não resistiu: - Bom dia! Desculpe a curiosidade, mas o que a senhora esta jogando pela janela? - Bom dia respondeu a senhorinha, jogo sementes. - Sementes? Sementes de que? - De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom. - Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos

Flores na estrada pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que essas flores vão nascer ai na beira da estrada? - Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar. - Mesmo assim demoram para crescer, precisam de água. - Ah, Eu faço a minha parte. Sempre há dias de chuva, Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer. O homem desceu logo adiante, achando que a senhorinha já estava meio caduca. O tempo passou... Um dia, no mesmo ônibus, sentado a janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas, hortênsias azuis, rosas, cravos na beira da estrada. A paisagem estava colorida perfumada e linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo. - A senhorinha das sementes? Pois é morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e

continuou olhando a paisagem florida pela janela. Quem diria, as flores brotaram mesmo, pensou. Mas de que adiantou o trabalho da senhorinha? A coitada morreu e não pode ver essa beleza toda. Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança no banco da frente.Um garotinho apontava pela janela entusiasmado: - Olha mãe, que lindo, quanta flor na estrada. Então o homem entendeu o que a senhorinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, ela devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso. Para Refletir! Feliz daquele que tem o caminho enfeitado com flores. Mais feliz ainda é aquele, que como você sabe como e onde plantar flores.

<seus direitos> Por Monalisa C. Bueno de Lacerda

“Ação de Adjudicação Compulsória” Adjudicação Compulsória é uma espécie de ação que usamos para obrigações de emissão de declaração de vontade relacionada a imóveis. Origina-se de um contrato preliminar de compromisso de compra e venda. Importante ressaltar que o compromisso de compra e venda é um mero contrato preliminar mediante o promitente vendedor se obriga a outorgar a escritura ao promitente comprador depois de receber o preço ajustado e demais parcelas, se existir. Sua finalidade é fazer com que o vendedor transfira a propriedade através de sentença judicial que tem o condão de substituir a vontade do inadimplente. Não é uma ação fácil, mas no caso de

transferência de propriedade do vendedor para o comprador no intuito de efetivar a transação imobiliária, seu cabimento é infalível. No entanto, tal ação não configura-se apropriada quando da outorga de escritura registrável com dependência de regularização da propriedade, como a aprovação de loteamento, instituição de condomínio edilício, retificação de registro ou apresentação de certidões fiscais negativas. Nesses casos, a solução mais louvável seria uma ação de perdas e danos ou o caminho do usucapião, preenchidos os dispositivos legais próprios. Ou seja, a adjudicação compulsória vem como meio suficiente para receber o imóvel, sendo-

-lhe outorgado a escritura. O direito do comprador está assegurado por meio da futura sentença judicial. Até o momento, vamos ficando por aqui, quem sabe no próximo mês ou em momento oportuno, continuamos falando sobre adjudicação compulsória. Até a próxima edição, sempre contagiados agora pela Novena de Santa Rita e com as bênçãos de nossa padroeira, que já está aguardando o nosso “lavoro” neste mês de maio. Chuva de Rosas - Maio de 2014 | 9


<dízimo> Por Humberto e Dirce

Posso devolver o dízimo numa paróquia mais pobre do que a minha?

REFLEXÕES SOBRE O DÍZIMO Não basta dar o que sobra?

O dízimo deve ser devolvido na paróquia onde você mais participa. Cabe à diocese, que recebe parte dos recursos de seu dízimo, ajudar as paróquias mais pobres.

Não. Dízimo é partilha do que se tem, não das sobras. Partilhar não é o que sobra. Partilhar é dar o que o outro precisa.

O dízimo salva a gente?

Como dizimista eu tenho direito de ter acesso ao balancete da paróquia? Sim. Mais ainda, você deve fiscalizar a paróquia para ver se ela está utilizando bem os recursos do dízimo. Cada paroquiano tem assegurado por Deus o direito de ser dizimista. Ninguém pode negar-lhe a alegria de participar da vida da Igreja e de cooperar no plano de Deus. Fazse saber que o dízimo é a forma mais “digna” de a Igreja e a comunidade se manterem e cumprirem suas obrigações. Que outros recursos sejam apenas emergenciais.

Qual a palavra certa: Pagar ou oferecer o Dízimo? Cobrar ou receber o Dízimo? Embora a Palavra de Deus na Bíblia o apresente como mandamento e obrigação, e até mesmo use o verbo “pagar”, é importante lembrar que Deus nunca obriga ninguém.

FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA

A conversão e a prática da justiça (Mt 23,23; Lc 11,42; Lc 19,1-10); “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante. Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo

De fato, o Dízimo é uma obrigação, mas uma obrigação que brota do coração agradecido. Se ele não é nem taxa nem imposto, ele não deve ser nem pago nem cobrado. Se o Dízimo é uma oferta agradecida, a devolução de uma parte recebida, um ato livre de fé, esperança e caridade, então ele é oferecido pelo fiel e recebido pela comunidade. É muito importante que a Equipe de Pastoral do Dízimo comece a mudar o jeito de falar do Dízimo. Dízimo não se paga, se oferece. Dízimo não se cobra, se recebe. Dízimo não é taxa, nem imposto, nem esmola. Dízimo é devolução, é gratidão, é ato de amor a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs. Os bispos do Brasil recomendam que a palavra dízimo não seja substituída por nenhuma outra, ela tem uma forte ressonância bíblica.

da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de DEUS. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas.* Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura.Ele correu adiante, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele

Não. Não salva. Não é o dinheiro que salva. Nem nossas obras: quem nos salva é o amor de Deus. Mas o dízimo nos leva mais perto de Deus, porque nos leva para a comunidade. Dízimo é um meio. como os santos e Nossa Senhora. E não devemos abandonar os meios que nos fazem mais irmãos e nos conduzem mais a Deus.

E se a pessoa é bem pobre? Uma das finalidades do dízimo é a promoção social, e neste caso a comunidade deve ajudar ao “bem pobre”.

Quem deve devolver o dízimo, o pai de família ou todos da família? É melhor que cada um que possua alguma renda seja dizimista. Até as crianças podem ser dizimistas. É questão de serem educadas para fazerem alguma economia e devolver o dízimo com o que conseguirem economizar. lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.” Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente. Vendo isto todos murmuravam e diziam: ”Ele vai hospedar-se em casa de um pecador...” Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo.” Disse-lhe Jesus: “Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Pois o filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido.”

Atendimento aos sábados até às 12h

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<aconteceu>

Domingo de Ramos

Fotos: José Juarez de Sousa

Aniversário da Ordenação Sacerdotal - Pe Manoel

Entronização da Imagem do Papa João Paulo II no dia de sua canonização

Chuva de Rosas - Maio de 2014 | 11


<motivação> Por Luis Marins

O desafio da esperança e de não se deixar abater É tanta notícia ruim - corrupção, violência, economia estagnada, falta de ética, decadência moral, falta de educação, etc., etc. - que é realmente um desafio não se deixar abater e continuar trabalhando, continuar acreditando, continuar sendo honesto, não perder os valores e continuar vivendo com princípios elevados. Temos que vencer esse desafio acreditando que ainda existam pessoas honestas, políticos que se preocupem com o bem comum, funcionários que trabalhem em benefício dos clientes, policiais que se preocupem em cuidar da segurança pública, juízes que julguem com isenção, prestadores de serviço que cumpram prazos e horários, professores que ensinem, chefes preocupados em fazer seus subordinados crescerem. Enfim, temos que fazer um esforço para

acreditar que o mundo não está perdido. Do contrário, vamos nos abater de tal maneira que iremos apenas engrossar a fila dos que não acreditam em mais nada, jogaram a toalha e vivem num mar de lamentações. Ao nos abatermos estaremos fazendo o jogo dos sem caráter. É isso que eles querem. Eles querem que as pessoas de bem desistam. Temos, portanto, que nos desafiar a encontrar, talvez como uma agulha num palheiro, e em seguida valorizar quem é honesto, quem trabalha, quem é moralmente defensável, quem pauta sua vida por valores éticos elevados. Embora não seja muito fácil encontrar pessoas assim é preciso acreditar que elas existam e que num mundo cheio de podridão elas, muitas vezes, se escondem, se sentem sem força para falar, para lutar, impotentes para defender seus valores,

<cantinho da criança>

Vamos colorir Santa Rita de Cássia bem bonito!

A T N A S VIVA E D A T I R ! A I S S Ca 12 | Chuva de Rosas - Maio de 2014

suas ideias, seus princípios. Temos que dar valor a quem trabalha, quem estuda, quem se esforça, quem ajuda, quem participa, quem se compromete. Temos que proteger os bons e punir os maus, pois quem poupa os maus, ofende os bons. E por fim, temos que fazer um esforço para acreditar na democracia e votar com consciência de que nosso voto pode fazer a diferença na construção de um Brasil melhor, de uma sociedade menos injusta. Enfim, temos que fazer a nossa parte para vencer esse enorme desafio e jamais perder a esperança de que a verdade, a justiça e o bem vencerão. Não podemos nos abater frente ao desafio de construir um mundo melhor. E muito disso, depende de cada um de nós. Pense nisso. Sucesso!

Chuva de Rosas - 90  
Chuva de Rosas - 90  

Publicação mensal da Revista Chuva de Rosas.

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