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Expediente

Editorial

A REVISTA CERVANTES é uma Revista experimental semestral do curso de Jornalismo da Universidade Nilton Lins.

A “CERVANTES” CHEGOU! Reitora: Professora Gisélle Vilela Lins Maranhão Vice-reitora: Professora Karla Liliam Magalhães Pedrosa Pró-reitor de Ensino de Graduação: Professor Vitângelo Plantamura Pró-reitora de Administração e Finanças: Professora Francinete Geisler Andreocci Pró-reitoria de Planejamento e Avaliação e Pró-reitoria de pesquisa e Pósgraduação Professora Cleuciliz Magalhães Santana Pró-reitoria de Extensão: Professora Janaina Maciel Braga Coordenação do curso de Comunicação Social – Jornalismo – Prof. João Bosco Ferreira

S

Nathália Nascimento Rosiane Maria Chagas Shirley Rosely Tito Carlos Merylani Nascimento

im, a “Cervantes” chegou e para ficar! Essa é a expectativa dos estudantes de jornalismo da Universidade Nilton Lins após a elaboração da Revista Cervantes, projeto experimental do curso. Um semestre inteiro dedicado à produção de pautas, entrevistas, pesquisa, apuração e escrita de textos. Os alunos conseguiram conciliar vida profissional, pessoal e acadêmica e criaram uma revista que representa a universidade. A começar pelo nome Cervantes, atribuído graças à história da instituição e em homenagem ao dramaturgo Miguel de Cervantes e seu romance “ Dom Quixote de la Mancha”. A revista é o resultado de uma ação interdisciplinar que envolveu as disciplinas Laboratório de Jornalismo em Revista, Prática de Reportagem e Fotojornalismo. Foi um trabalho árduo, porém bastante proveitoso. Foram elaboradas matérias para todos os gostos. Falamos da instituição, mostramos os projetos desenvolvidos pelos universitários, falamos de educação, cultura, política, gastronomia, esporte, saúde e meio ambiente. Destacamos os personagens presentes na instituição, abordamos a leitura e a responsabilidade social. Na realidade, pensamos no público: pensamos em você leitor. Em nossa matéria especial: UMA REVISTA, MUITAS EXPERIÊNCIAS, mostramos um pouco de nossa trajetória, nossas experiências, nossas incertezas, e o caminho percorrido na elaboração das matérias pelos estudantes, uma verdadeira redação jornalística e como espaço físico a sala de aula. Cerca de 30 alunos participaram das atividades, são estudantes de jornalismo do 4º e 6º período que com toda certeza após essa experiência não serão mais os mesmos. Esperamos que com a revista Cervantes você possa não apenas ler, mas refletir. A UniNilton lins ganha mais um veículo de comunicação. Seja muito feliz esse semestre, leia Cervantes!

Diogo Freire, Mateus Serrão, Thiago Teixeira, Denny Lima, Marilene Cunha, Eduardo Hubner

Suleima Tello Stein

Diretora de redação: Profª. Suleima Tello Stein MTB/ AM 0000609 Conselho Editorial Prof. João Bosco Ferreira, Profª Suleima Tello Stein, Diogo Freire e Thiago Teixeira Reportagem Alunos 6º Período Adriana Farias Anamaria Leventi Arine Terço Beniza Furtado Caroline Vieira Cristina Lima Denny Lima Diogo Freire Eduardo Hubner Fred Maick Farias Patrícia de Paula

Jaime Lobato Kissia Soares Luiz Vianez Maitê Barros Marilene Cunha Marivaldo Rolim Mateus Serrão Naylene Freire Roosevelt Guimarães Júnior Thiago Guedes Thiago Teixeira

Colaboração Alunos do 4º Período Clysman da Costa Lima Edilânea Januário Francimayre Costa Karina Silva Lucila Meireles Planejamento Gráfico

DIRETORA DE REDAÇÃO

Contato lab.revista@gmail.com Cervantes 3


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Índios mudurukue sateré lutam pela preservação da cultura Você está preparado para votar? Um novo destino para o papel usado Projeto Educação Patrimonial Manaus Realiza 1º bienal do Norte

Uma revista, muitas experiências Entrevista Daniela Branches

Sessões

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Terceira idade busca conhecimento nas universidades

Cervantes 4

Editorial 3 Gastronomia 33 Entrelinhas 38 Vitrine 42

Sumário


Por Kíssia Soares Adriana Farias Maitê Barros

O

idoso de hoje não é mais o mesmo de ontem. A nova geração de idosos cresce, e mudam seus interesses, desejos, estilos de vida e atitudes. Deve-se considerar que a terceira idade, atualmente, é bem diferente de outras décadas. A educação na terceira idade pode estar ligada a um processo informal de aquisição de conhecimento, de desenvolvimento de habilidades, ou de contato com novas tecnologias que podem facilitar a vida de cada um. Milhares de pessoas acima dos 50 anos estão nas universidades em busca de um novo caminho ou apenas de uma atividade para ocupar o tempo livre. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a concentração deles mais que dobrou desde 2000. Salvo raras exceções, quase todos já têm um diploma de ensino superior. São situações diversas que motivam essas pessoas a enfrentarem desafios e superarem o retorno aos bancos universitários procurando se aprimorar, seja para o trabalho, seja para satisfação pessoal. Esse é o caso de Dona Maria Aparecida que, aos 58 anos, resolveu entrar para a faculdade, e está cursando o 3° período de Serviço Social. Dona Maria conta que fazer um curso de ensino superior sempre foi seu sonho, mas que só agora está podendo realizar. “Estar na sala de aula hoje

Foto: Divulgação

Terceira idade busca conhecimento nas universidades

é um sonho que finalmente estou realizando, agora que eu estou viúva, aposentada e os filhos já estão criados, eu posso me concentrar somente aos estudos.” Cursar uma universidade após os 50 anos não é tão fácil. Para conseguir vaga numa boa faculdade, muitos veteranos enfrentam a maratona dos cursinhos, uma vez que as matérias cobradas no vestibular não passam de lembrança remota. Depois de entrar, eles precisam reaprender a estudar e se adequar aos novos tempos. Alguns contratam professores particulares de informática para conseguir realizar os trabalhos no computador, algo que eles não sabem e lhes é exigido o tempo todo. Apesar das dificuldades, ainda assim, existem motivos para ingressar numa universidade. É cada vez mais comum homens e mulheres acima de 50 anos em sala de aula. Depois de décadas de carteira assinada, essas pessoas chegam às universidades à procura de uma segunda formação que lhes permita trabalhar, enfim, por conta própria ou permita realização de um sonho. Daí a preferência pelas faculdades de direito, pedagogia, administração de empresas, formação de professor de letras, psicologia, ciências contábeis, enfermagem, teologia, serviço social, comunicação social. A ideia é manter uma vida produ tiva – sem chefe, de preferên-

cia. Os primeiros resultados do Censo do Ensino Superior, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que a faixa etária dos ingressos que mais cresceu foi há de 50 anos ou mais. O crescimento se deu a partir dos anos de 2000 e 2001, os números mais recentes do MEC. A quantidade de novos universitários cinquentões aumentou de 8.709 para 10.721, variação de 23,1%. A média no País, levando em conta todas as idades, foi de 16,46%. O aumento dos estudantes com mais de 50 anos não se restringe ao Brasil. Trata-se de um fenômeno típico de países em que a população envelhece – e chega à plena maturidade cheia de saúde e disposição. Também não se limita à graduação. Em quase todas as universidades brasileiras, há cursos livres oferecidos à pessoas dessa faixa etária. Na pós-graduação, por sua vez, o porcentual dos que têm 50 ou mais cresceu 110% nos últimos cinco anos.

“Está na sala de aula hoje é um sonho que finalmente estou realizando”


Um exemplo de vida Foto: Karina Silva

Afonso Garcia é graduado em Administração, porém nunca exerceu a função e por influência da esposa que é professora de Educação Física, se interessou pela área. Por incentivo da família e de amigos ele voltou para faculdade para fazer o curso de seu interesse. Agora, com 50 anos de idade, seu Afonso é finalista do curso de Educação Física na Universidade Nilton Lins.

Afonso Garcia

Cervantes- O que o levou a voltar a estudar? A.G- Tive influência da minha esposa, que é professora de educação física. comecei a ajudála nas aulas e atividades e isso acabou despertando em mim o interesse pela área. E com incentivo de amigos e família, decidi voltar a estudar. CERVANTES - Como foi o primeiro impacto de volta ás aulas e a relação com os demais alunos mais jovens? A.G – Foi impactante o meu retorno. A primeira dificuldade é a readaptação e aprender a conviver com pessoas que têm idade para serem meus filhos, bem jovens, com experiências diferentes mas, aos poucos, eu fui me adaptando. A dificuldade passou! Cervantes - E o que o senhor pensa sobre o a terceira idade na universidade? A.G - São paradigmas a serem Cervantes 6

quebrados. A alguns anos atrás, fazer uma faculdade com mais de 30, 35 anos, já se esbarrava no preconceito. Muitos achavam que os idosos não poderiam fazer isso. Enquanto que, na verdade, não é assim, são trocas de experiências. Percebemos que hoje já se verificam mudanças nesse comportamento. Cervantes: O que o senhor diria para as pessoas que pretendem cursar uma graduação após os 50 anos? A.G - Eu gostaria que a mentalidade dos cinquentões mudasse realmente por que é uma nova experiência. Já trabalho na área como professor de Ed. Física no Instituto Penal Dagmar Feitosa e Raimundo Parente, dando aula para jovens infratores Esta sendo uma experiência nova pra mim, além de ser supervisor do projeto jovem cidadão.

Universidades preparadas para receberem a terceira idade Em Manaus existem um projeto específico para atender às necessidades destes idosos. É a Universidade Aberta da Terceira Idade - UNATI um órgão da Universidade Do Estado do Amazonas – UEA, que iniciou suas atividades em 17 de novembro de 2007 com intuito de formar recursos humanos, das pesquisas especializadas no campo das ciências do envelhecimento. Além da UNATI, outras universidades públicas e particulares do estado têm recebido estes alunos. Pessoas com tanta experiência de vida não poderiam mais ficar esquecidas em uma cadeira de balanço, pois a imagem da velhice fica apenas na idade, mas não no coração.


Foto: Marilene Silva

Por Denny Lima Marilene Silva Mateus Serrão

Festival faz um resgate das tradições indígenas

A

Amazônia reúne uma diversidade de povos e culturas. São muitos os rostos dos amazônidas. Nesta imensa “casa” encontramos brancos, mestiços, caboclos, negros e índios. Essa mistura de raças, característica da região, fez com que alguns povos perdessem sua identidade, adequando-se a uma sociedade capitalista. Costumes, língua e tradições foram deixados para trás dando espaço a cultura do “homem branco”. Alguns povos que hoje sobreviveram a essas influências já percebem a necessidade de cultivar sua identidade considerada bastante rica e tem desenvolvido ações que privilegiam os costumes indígenas.Um exemplo disso são as manifestações culturais na região amazônica como o 9º Festival Cultural Mundurukw Sataré (IX FECMS), organizado pelos Indígenas das duas etnias. O festival indígena acontece anu-

almente em quatro dias no mês de abril, e sua programação contempla músicas e modalidades esportivas realizadas no município de Borba. Durante quatro dias é apresentado ao público músicas de autoria indígenas. As canções são interpretadas em portugês, Mundurukw Sataré. O objetivo é preservar a história das etnias presentes no festival e manter viva as tradições dentre as atividades apresentadas se destacam as modalidades esportivas: campeonato de arco e flecha, canoagem, futebol. Com essa iniciativa é possível realizar o resgate e a valorização da vida e cultura indígena, através de práticas corporais tradicionais como músicas, danças entre outras manifestações culturais. De acordo com o cacique da aldeia Manoel Cardoso Munduruku o festival quer despertar nos jovens um maior conhecimento cultural como a história antiga/mitologia e história recente/demarcação das terras. “Somos muitos

Indígenas Mudurukw (AM) Cervantes 7


“(...)nossa luta agora é resgatar nossa cultura, principalmente nossa língua...”

Foto: Marilene Silva

influenciados pelo homem branco, não só aqui em nossa aldeia como em outros lugares do Brasil. Nossa luta agora é resgatar nossa cultura, principalmente nossa língua que a nova geração já não fala, mas que este festival busca resgatar um pouco e ser exemplo. As comidas que antes eram servidas aos visitantes hoje já não são, eram comidas da mata e isso faz falta, mas agora estamos procurando resgatar isso, conforme o tempo passa, muda, a gente nem sabe o que fazer , só acho que a solução seria mesmo lutar pelos nossos costumes pela nossa cultura”, explica. Grande parte da população indígena Munduruku reside no município de Borba. Sul do Amazonas distante 200 km da capital Manaus, na terra indígena KwatáLaranjal, dispostos em um território de um milhão cento e cinquenta mil hectares, entre os rios Canumã e Mari-Mari. Os Munduruku também estão presentes no estado do Pará na região do Tapajós de onde migraram para o Amazonas. Também habitam o estado do Mato Grosso.

XIV Festival Munduruku Trinta e nove aldeias participaram dos quatro dias de festival na aldeia Kuatá que quer dizer macaco em português. O festival é considerado pelas etnias Munduruku e Sateré o maior festival cultural da região. Estandes de exposição de artesanatos e desenhos despertaram muitas curiosidades e elogios dos visitantes. Os artesãos das aldeias ousaram na criatividade. Além das atividades esportivas e do concurso da rainha das aldeias indígenas, o evento foi marcado por apresentações de artistas indígenas que refletiram em suas vozes a musicalidade da floresta. Nos três dias de competições, crianças, jovens e adultos entoaram canções em letras Munduruku e Português.

Apresentação: Povo Munduruku

Neste ano de 2012 foi inserido no festival apresentações das danças rairú (que quer dizer tatú em portugês), e a dança Timpampan que quer dizer (jacaré em português). Durante meses os participantes ensaiam e também confeccionam seus trajes de dança. A vencedora deste ano foi à dança Timpan. Segundo o coordenador do festival, Raimundo Silva, para manter a tradição e recepcionar os convidados são construídas casas e a alimentação é oferecida por uma incansável equipe, organização e acolhimento baseado na cultura indígena. “Todos na hora do café, almoço e jantar podem receber sua refeição, outra regra importante é que todos devem estar pintados com um dos símbolos Munduruku, é assim que a gente recepciona quem chega, também fazemos questão que as pessoas se pitem para estarem à caráter da aldeia", ressalta o coordenador. A segurança do evento é realizada pelos próprios indígenas, a polícia é dispensada. Quem causa tumulto ou consume bebidas alcoólicas em excesso é amarrado no chamado

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“(...) Todos devem estar pintados com um dos símbolos Munduruku...” pau dos porres uma espécie de delegacia, mas ao ar livre no meio da aldeia , sendo dois paus um do lado do outro e quem não obedecer as regras fica até o final do festa amarrado. O mundo dos povos indígenas é centrado na pessoa e na comunidade. Através das manifestações culturais, se restabelece um equilíbrio, no Festival todos participam e se ajudam. É um resgate, um mergulho na história, com essas ações os povos indígenas ensinam a respeitar o ser humano e a natureza.


Entrevista

Cultura: patrimônio de um povo

Foto: Divulgação

Robério Braga A importância da Cultura no Estado, os trabalhos desenvolvidos pela Secretaria para que toda população tenha acesso à cultura e o que representa o crescimento nesta área que tem como foco principal o povo e suas raízes. Estes são os assuntos abordados pelo secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga, nesta entrevista.

Por Patrícia de Paula Colaboração: Heryzania Peixoto

Porque a cultura é importante para o indiA Secretaria de Cultura trabalha pra que esse víduo? conhecimento cultural chegue a todos? Robério Braga - A cultura amplia horizontes e possibilidades. Ela é um dos principais meios de RB - Sim. O Governo do Amazonas, através da transmissão de conhecimento e sabedoria ao Secretaria de Estado de Cultura tem vários projetos indivíduo, pois nos revela o passado ao mesmo que consolidam a ida desse conhecimento cultural tempo em que nos explica o presente. A cultura é, aos bairros, e não somente a eles, mas aos interisem dúvida, o maior patrimônio de um povo e, por ores do estado. Temos vários modelos que, a partir isso, deve ser sempre preservada e respeitada. de uma idéia inovadora, deram certo e hoje estão fixados no calendário anual da Secretaria. O Festival Como uma pessoa que não teve oportuni- de Ópera, o de Jazz, o de Dança, Cinema, Teatro, dades de estudo ou trabalho, pode ter aces- Música, em fim. todos estes são exemplos. O Amazonas Film Festival é um dos que pode expressar so a cultura? muito bem a disseminação cultural. O público não RB- Nós do Governo do Amazonas sabemos o precisa necessariamente vir ao festival, o festival vai quanto é importante criar oportunidades. Tanto até o público: nas paradas de ônibus, nas praças, que aqui, no estado do Amazonas, temos um em penitenciárias, asilos e tantos outros espaços dos maiores complexos de formação artística tanto da capital quanto do interior. e cultural do Brasil, o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, no Sambódromo. Lá, aquele O que representa a cultura de um estado? menino de 10, 11 anos de idade tem acesso gratuito a cursos de teatro, música e dança e RB - A Cultura de um estado é a força que ele tem quando é no fim do ano vemos o progresso de criar oportunidades para a população expresdesse aluno lá no Largo de São Sebastião, no sar suas crenças, manifestações artísticas, talentos, dia de natal para um público de mais de 40.000 enfim, todas as formas que caracterizam um grupo, pessoas. A família se envolve, a criança fica eternizam sua existência e consolidam sua razão estimulada e com o passar dos anos aquela de ser. É saber que, entre tantos exemplos, Manaus vontade de fazer música que o menino tinha é a cidade do Festival Folclórico de Parintins, da com 11 anos, o transformou em um jovem que Ciranda de Manacapuru, do Festival do Guaraná passou num teste da Orquestra Experimental - em Maués, e também da Ópera, do Cinema, do e depois está tocando profissionalmente em Rock, etc. uma orquestra de destaque nacional, como Quais foram as barreiras que o secretário teve é o caso da Amazonas Filarmônica. A cultura que ultrapassar para alcançar a visibilidade da é essencialmente transformadora, cria per- nossa região? spectivas de vida e alimenta o amor à arte. Cervantes 9


RB - Começar é sempre o momento mais cauteloso. É hora de pensar, testar, mudar, fazer de novo, encarar críticas positivas, negativas e persistir. Sabemos que não podemos atender a todos os gostos sempre, mas mostrar à população que ela também tem seu espaço é o mais importante. O primeiro foi o Festival de Ópera e, agora já temos pra 2012, um festival completamente novo, o Festival Amazonas de Rock. A intenção da Secretaria é sempre a melhor: trabalhar bem e surpreender o público. Erros acontecem para que possamos exercitar a reflexão, mas os acertos, esses sim, nos estimulam a querer fazer sempre mais e melhor. O que o senhor acha da imprensa em relação a esta área especificamente? RB - A imprensa tem a grande responsabilidade de transmitir ao cidadão as informações mais importantes para seu dia-a-dia. No que tange o movimento cultural do Amazonas, a imprensa contribui de forma significativa para despertar o interesse da população em prestigiar o evento e valorizar o trabalho do artista amazonense. A divulgação na mídia, por meio de cobertura jornalística também atrai novos patrocinadores para o evento. Uma realização bem divulgada é uma boa vitrine para captação de novos recursos, o que nos possibilita oferecer espetáculos cada vez melhores e surpreendentes ao público.

cussão positiva dos mesmos nos mostra que estamos no caminho certo. Superar desafios é o que nos motiva. Ver a concretização de um projeto é a maior prova que tudo valeu a pena. Como é ser responsável por uma secretaria tão cheia de responsabilidades como a da cultura? RB - Sinto-me honrado pelo voto de confiança do Governador Omar Aziz. Administrar a Secretaria de Estado de Cultura exige dedicação, paciência e determinação. Não é uma tarefa das mais simples, mas quando a gente trabalha naquilo que gosta tudo fica mais fácil, ainda mais quando podemos contar com uma equipe de profissionais, como a da Secretaria de Cultura, que faz tudo com bastante esmero. Como cidadão, o que o senhor acha do avanço da cultura no amazonas? RB - As manifestações culturais do Amazonas sempre estiveram por aqui pulsando fortemente. O povo amazonense é muito criativo e com grande talento, só precisava de oportunidade para mostrar seu trabalho para o Brasil e para o Mundo. Hoje, somos um Estado que atrai turistas não só pelas belezas naturais, mas também pela nossa Cultura, tão exaltada e respeitada por quem vem.

RB - Graças a Deus, tudo tem dado certo. Existem muitos projetos que ainda quero concretizar, mas sei que não adianta ter pressa. A receita do sucesso é planejar cada detalhe junto à classe artística do Amazonas, dialogando e ouvindo os seus anseios, até chegar a um formato. Foi assim com todos os nossos Festivais: Ópera, Jazz, Dança, Música, Teatro, Cinema e agora o Rock. A reperCervantes 10

Foto: Divulgação

O que não deu certo, mas, o senhor não desistiu até agora?


Eleição 2012 em Manaus

Você já decidiu em quem votar? Por Jacira Patrícia Arruda Melo Marivaldo Rolim Beniza Furtado

A

eleição deste ano vai contar com o acréscimo de 15.616 novos jovens aptos a votar. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelaram que em outubro, de 2000, o número de pessoas com Título de Eleitor na faixa etária dos 16 a 24 anos representava 27,76% dos eleitores da capital. Segundo o site do Tribunal Regional Eleitora (TRE), em abril deste ano, o número aumentou para 32,55%. Isto significa, que os eleitores, da região Norte, estão votando mais nas eleições municipais. Uma pesquisa realizada pela empresa “Opinião”, com 100 alunos da Universidade Nilton Lins, entre os dias 5 à 25 de Maio, identificou que mais de 70% dos entrevistados estão decepcionados com os candidatos que já assumiram o cargo de prefeito de Manaus e estão colocando o nome a disposição do partido para as eleições deste ano.

“Acho que os eleitores deveriam prestar mais atenção nos novos candidatos, porque estes que já conhecemos ainda não fizeram nada direito pela população, nenhum deles serviu para a cidade. Talvez os que estão chegando venham com “sangue novo” e queiram fazer um trabalho mais decente. E Os universitários disseram que mais, eles vão vir sem vícios” disse. a perspectiva é sempre a mesma O IBGE informou que o Amazonas eleições, ou seja, todos esperam que a urbanização, água, luz e nas tem 1 milhão e 907 mil eleitransporte sejam os focos principais tores, o que torna, o estado da do novo prefeito que vai ocupar a região Norte, com o maior número partir de 1º de Janeiro de 2013 a de eleitores. Entre estes eleitores, cadeira da Prefeitura de Manaus. existem os que votam em branco e nulo. Estes tipos de votos ocorPara o vendedor de artigos femi- rem quando é digitado, de propósininos, Marcos Serra, de 34 anos, to, um número errado na urna nenhum candidato, dos que até eletrônica e é confirmado o voto agora ja estiveram no cargo, aten- ou em branco, quando o eleitor apderam âs necessidades da capital. erta o botão “branco” do aparelho.

Fonte: Lucila Meireles

O que muitos não sabem é que nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato. Desde 1997, com a lei 9.504/97, brancos e nulos passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta porque a lei simplificou tudo. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político. Já o voto em branco simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa. De acordo com o Calendário Eleitoral 2012, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos tem 25 dias, a contar a partir de 5 de junho, para realizarem as convenções e definirem a quantidade de candidatos Cervantes 11


aos cargos de vereadores e prefeito, que vão concorrer a eleição de 03 de Outubro 2012, segundo o artigo 10 da Lei Geral Eleitoral (LGE). Hoje, o quadro político do Amazonas e seus prováveis candidatos a prefeito da cidade de Manaus são: o atual prefeito Amazonino Mendes (PDT) Hissa Abrão (PPS) Vice governador José Melo (PMDB) Deputado Praciano (PT) Deputada Federal Rebeca Garcia (PP) ex Senador Arthur Virgílio Neto (PSDB) Deputado Marcos Rotta (PMDB) e o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) Quando perguntado à universitária Miriam dos Santos, 25, sobre se ela vai votar para prefeito em um nome antigo ou novo, a resposta foi imediata. “Eu vou mudar porque são sempre os mesmos que ficam no poder e o nossos problemas continuam os mesmos. Eu que dependo de transporte coletivo, por exemplo, chego sempre atrasada e vou sem conforto nenhum. O pior é que pago caro por tudo isso” afirmou. Vejamos a situação dos possíveis candidatos ao pleito para prefeito nessa eleição Municipal 2012. Na hora do voto, o mais importante é escolher um candidato que atenda às expectivas da população, que contribua significativamente para a melhor qualidade de vida da população.

DE OLHO NA FICHA Um assunto muito discutido em Manaus é a “Lei da Ficha Limpa”. Para muitos, ela representa significativo avanço democrático, por evitar a participação, em cargos eletivos, de pessoas que não atendem às exigências de moralidade e probidade. Do mesmo modo, a adoção da ficha limpa na nomeação de ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança no serviço público, contribuirá para tirar da Administração Pública aqueles que cometem ilícitos com dinheiro e os demais bens públicos. Segundo Antônio Maia, 21, esta lei veio em boa hora. Pois, tem a oportunidade de saber como está a situação do candidato escolhido. “Nós que somos eleitores temos que ficar atentos aos candidatos que possam oferecer um futuro melhor para nossa cidade. Com essa lei temos a oportunidade de saber quem realmente é sério ou não. Não podemos mais errar” ressaltou. Para saber se seu candidato está aprovado, ou não, na Lei da Ficha Limpa, acesse o site do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE), www.tre.gov.am.br.

No dia 7 de Outubro todos os eleitores da cidade de Manaus vão às urnas para escolherem o vereador e o prefeito que decidirão o futuro da população manauara.

Candidatos à Prefeitura de Manaus Fonte: Divulgação Cervantes 12


ARTIGO

Por Arine Terço

Você está preparado para votar?

O eleitorado manauara, como todo brasileiro, vangloria-se de viver em um país democrático, mas esse mesmo eleitorado, muitas vezes, troca seu voto por favores.

Manaus se prepara para reviver um momento decisivo: as eleições de 2012. Nesse momento, te-

mos que agir com cautela na escolha do prefeito, viceprefeito e vereadores, pois estes irão nos representar nos próximos 4 anos. Treze nomes compõem a lista dos possíveis candidatos. Alguns apesar do discurso contrário à participação no pleito, não se pode deixar fora das listas de concorrência. Para uma população de cerca de dois milhões habitantes, treze candidatos parece uma coisa absurda. E realmente é se analisarmos que as promessas de todos são as mesmas e a credibilidade que a população dá a eles é praticamente nula. O eleitorado manauara, como todo brasileiro, vangloria-se de viver em um país democrático, mas esse mesmo eleitorado, muitas vezes, troca seu voto por favores. Por uma cesta básica, no caso das classes menos favorecidas, ou por benefícios bem mais interessantes, coloquemos assim de forma eufêmica, no caso das classes A e B.

Outro dia uma pessoa comentou que é no ano de eleição que se conseguem as coisas. Segundo ela, depois de eleitos nossos prefeitos e vereadores não fazem nada, então, o momento de conseguir algo com os mesmos é antes das eleições. E aí você se pergunta: “Como pode em pleno século 21 as pessoas pensarem assim? De forma tão egoísta. Que absurdo!” Mas coloquemo-nos no lugar de uma mãe que cria cinco filhos com dinheiro super contado, vive parte do mês com ajuda dos vizinhos, sem estudo, sem perspectiva, que depende totalmente de nosso transporte público. Será que no lugar dela, pensaríamos diferente? Porém, o exemplo acima nos traz um questionamento bem mais abrangente e não menos importante: será que você está pronto para votar? Escolher aquele – ou aquela – que de fato, vái fazer a diferença nesses quatro anos? Seja por hábito, por falta de informação ou talvez por problema de carência cultural, Manaus repete o mesmo erro em todos os pleitos. O perfil do eleitor muda a cada eleição, a população começa a votar cada vez mais jovem, os graus de escolaridade são cada vez melhores, mas o resultado é sempre o mesmo. Há mais de 20 anos o mesmo grupo político reveza-se a frente da capital amazonense e nos bairros a população repete os mesmos discursos: falta de água, falta de atendimento médico, transporte coletivo precário, ruas impossíveis de se trafegar, escolas insuficientes. Assim, concluímos que estamos na verdade mais acomodados que insatisfeitos. É como se o slogan de campanha do deputado federal pelo Estado de São Paulo, Francisco Everaldo Oliveira da Silva – popularmente conhecido como o humorista Tiririca – tenha se transformado em uma sentença para todo eleitorado brasileiro e consequentemente para o manauense: “Pior do que está, não fica”. Cervantes 13


ARTIGO

Por Naylene Freire

Pensar no meio ambiente é pensar na vida

Estamos na década do ecologicamente correto, da conscientização ambiental e de tudo que reflita a preservação do meio ambiente. Ouvimos falar todos os dias sobre SUSTENTABILIDADE em campanhas, comerciais de televisão, rádio, ONGs, congressos, reuniões e encontros, como por exemplo, a Rio + 20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável). A ideia de preservação do meio ambiente já virou bandeira política, artística e até objeto de consumo. Com certeza, os governantes do nosso país, os empresários,os artistas têm ampliado suas informações sobre o assunto. Entretanto, o que diremos sobre a população brasileira? Será possível falar de consciência ambiental? Quando o assunto é meio ambiente existe uma dicotomia: muitos acreditam que hoje, os brasileiros estão mais cientes dos problemas decorrentes da influência do homem sobre o meio; Outros creem que nada mudou, tudo que estamos Cervantes 14

Para solucionar esse impasse, resta-nos pensar na educação ambiental como uma forma de sensibilizar a atual e a futura geração. Todavia não basta falar de meio ambiente, é preciso fazer, refletir. A verdadeira educação ambiental existirá quando começarmos a entender a proporção da poluição, a dimensão do desmatamento e a extinção dos animais. Quando compreendermos que os maiores prejudicados são os seres humanos, e principalmente levarmos os hábitos corretos de preservação para nossa família, nosso trabalho e por onde andarmos. Hoje as informações são acessíveis em relação aos danos ambientais, boa parte de ambientalistas, biólogos e pesquisadores escrevem livros, têm sites, estão nas redes sociais, ou possuem blogs que expõem claramente a resposta que a natureza tem dado ao homem como, enchentes, tsunamis,

etc. E por que muitos ainda não pensam sobre o assunto? vivenciando tende a piorar em virtude de um desenvolvimento desordenado que não prioriza a conservação dos recursos naturais de fato. A boa notícia é que, para quem degrada o meio ambiente, existe uma lei embasada de acordo com aspectos doutrinários e legislativos da responsabilidade jurídica, a Lei nº 9.605/98 conclui pela pronta aplicação das sanções estabelecidas como meio de impedir a prática lesiva ao meio ambiente. Logo, é CRIME ferir a natureza, e a punição vai de multas a prestação de serviço à comunidade. O dia de preservar é hoje, a hora é agora. Os maus hábitos de casa são refletidos na rua, por isso em casa, na presença dos pais, as crianças devem aprender que lixo deve ser jogado de forma correta, que a reciclagem é uma ótima saída para o reaproveitamento de materiais, e que a reutilização é o meio mais ambiental de preservação. “Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas”. Plantando coisas boas, com certeza colheremos coisas boas.


Meio Ambiente

Um novo destino para o papel usado Por Arine Terço Caroline Vieira Cristina Lima Naylene Freire

A reciclagem de papel é tão importante quanto sua fabricação. Com a utilização de computadores muitos acreditavam que o uso do papel diminuiria, principalmente nas indústrias e nos escritórios, mas isso não ocorreu. De acordo com o site greennation, especializado em proteção ambiental, o consumo médio anual de cada brasileiro é de 44kg de papel. Isso quer dizer que, em um ano, só aqui no Brasil, que um dos índices de consumo de papel mais baixos, são utilizados mais de 8,3 milhões de toneladas de papel, o que significa derrubar mais de 85 mil pés de eucalipto, a cada ano. Hoje a população já é bem mais consciente, o apelo das mídias para a conscientização ambiental é cada vez mais constante e existem muitas cooperativas voltadas exclusivamente para a coleta seletiva. Em Manaus, há 14 anos, existe a Bipacel, empresa que tem como objetivo o reaproveitamento de papel, especializada na fabricação de papel higiênico, papel toalha e guardanapos a partir de papel reciclável comprado de cooperativas e da população a um preço

*Existem hoje no Brasil empresas que cultivam o eucalipto para a fabricação de seus materiais, colaborando de forma direta com o meio ambiente um exemplo disso é empresa Chamex que fabrica papel ofício, entre outros produtos.

q u e varia entre R$ 0,50 e R$1,20 o quilo dependendo da qualidade e estado desse material. No início, a empresa precisava comprar matéria-prima de fora, como do Estado de Goiás, por exemplo, uma vez que, no Amazonas, não existia quem fizesse a coleta seletiva. Segundo Paulo Roque, químico responsável por toda a produção da Bipacel, a empreza produz aproximadamente 450 toneladas de papel reciclado por mês, gerando cerca de 130 empregos diretos. “O processo começa na coleta onde o material é separado por categoria. Selecionamos o que nos serve de fato e depois, o material passa pela desagregação que consiste em colocá-lo em um tanque com água e uma máquina chamada ‘‘agitador’’

transforma isso em uma massa. Essa massa é refinada. São retiradas todas as impurezas e então vem a formação da folha. A massa é prensada, seca, passa pelo processo de vácuo, para garantir que toda a água foi realmente retirada e, por fim, o teste de gramatura. Então o papel está pronto para ser embalado”, explica Paulo. Para se ter uma ideia dos benefícios ao meio ambiente, só com a sua produção, a Bipacel, a cada100 quilos de papel que produz, deixa de ocupar 3m de espaço em aterro sanitário, economiza 70% de água, evita a derrubada de 32 árvores e consome 36% menos energia. 3 A empresa, que tem seus próprios estabelecimento de água, reutiliza ainda aproximadamente 95% dos 500 mil litros de água que são necessários por dia no processo de suas atividades. Cervantes 15


EDUCAÇÃO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL COLETA SELETIVA VIVA ESTA IDEIA

www.semulsp.manaus > am.gov.br/cowww. semulsp.manaus.am.gov.br

Foto Divulgação

teriais. O programa promove, ainda, a inclusão social, apoiando os catadores e incluindo-os no contexto das discussões para a melhoria da categoria. Uma equipe de 26 pessoas trabalha com a sensibilização da população, prestando informações sobre o programa. Se você deseja saber o endereço dos PEVs e dos núcleos de associações mais proximos de sua casa acesse o site letaseletiva. FONTE:

Foto Divulgação

Desde 2005, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (SEMULSP), disponibiliza o programa de Coleta Seletiva na cidade, promovendo um verdadeiro exercício de cidadania para a população. Hoje o programa atende as principais zonas da cidade, com caminhões das empresas Tumpex e Enterpa. Em uma rota de 2ª a sábado, eles recolhem o material e o direcionam para os núcleos de catadores situados no bairro de Santa Etelvina, Zona Norte. Lá ocorre a separação do que pode ser compactado e aproveitado para o trabalhador revender e garantir sua fonte de renda. A coleta conta com outras duas modalidades: Ponto de Entrega Voluntária (PEVs) e Associações de Catadores. A Secretaria apoia mais de sete instituições que atuam na reciclagem de ma-

Campanha Papa pilhas e Baterias

GARIS DA ALEGRIA

Foto: Cristina Lima

Eles deixaram vassouras, lixeiras e pás de lado para trabalhar com microfones, violão, narizes vermelhos e muito, mas muito humor! São os Garis da Alegria, grupo de funcionários da limpeza pública municipal que usam a música e o teatro para promover a conscientização do público em torno de temas como o meio ambiente e a reciclagem de lixo. O Garis da Alegria promove apresentações em escolas públicas, repartições, empresas e fábricas da cidade, sob coordenação da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públi-

Cervantes 16

cos (Semulsp). Depois das palestras feitas por outros agentes de conscientização da secretaria, eles entram usando roupas de gari e maquiagens estilo palhaço, promovem pequenas esquetes de humor e performances musicais com canções que ensinam a não jogar lixo nas ruas ou poluir praias, rios e igarapés, entre outras lições de cidadania. “O grupo foi criado para sensibilizar as pessoas e transmitir informações de uma forma lúdica e alegre”, explica Allan Nascimento, um dos fundadores do Garis da Alegria. Fonte: www.acritica.uol.com.br

Olá, sou José Chaves, tenho 65 anos eu e minha família trabalhamos como catadores de lixo há oito anos e fazemos parte do Núcleo III de catadores localizado no bairro Santa Etelvina. “Sei que com minha atividade além de tirar o sustento de minha família tenho orgulho em colaborar para a preservação do meio ambiente”.

Em Manaus existe há algum tempo a CAMPANHA “PAPA PILHAS E BATERIAS” que faz parte do projeto “Giro Ambiental”, idealizado pelo Instituto Tio Adão-ITA e conta com partipação de algumas empresas, entidades e associações da cidade que abraçaram essa causa. Até o momento a campanha “Papa Pilhas e baterias” já recolheu quase 20.000 materiais que são entregues aos órgãos responsáveis pelo destino correto desses produtos. Se você quer saber mais deste projeto e participar acesse: www.giroambiental. com.br


“Valorizando e cuidando da nossa Arte e Cultura” Este é o lema da segunda etapa do projeto Educação Patrimonial

Foto: Merylani Nascimento

PROJETO EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

Gincana Cultural movimenta alunos da Rede Pública por Merylani Nascimento e Lucila Meireles Um clima descontraído de competição fez parte da gincana cultural realizada na Escola Estadual Dr. José Milton Bandeira no dia 4 de junho. Vestidos com as cores azul e vermelho, os alunos representaram a Manaus moderna e antiga. A atividade fez parte do projeto “ Educação Patrimonial” desenvolvido pelos acadêmicos do curso de Turismo da Universidade Nilton Lins. O objetivo é sensibilizar os alunos da rede pública sobre a importância dos patrimônios históricos da cidade, através do estudo e vivência real no Centro Antigo de Manaus. Segundo a coordenadora da ação Márcia Guimarães o projeto, que está em sua nona edição, acontece semestralmente e, por meio dele, é realizado um misto de teoria, prática e extensão com os futuros turismólogos, quando eles colocam em prática as técnicas da disciplina Arte, Cultura e Patrimônio”, ressalta. A universitária Anny Paula, explica que na primeira fase do projeto é a gincana com alunos do ensino fundamental da rede pública de Manaus. “Na segunda, a turma vencedora ganha um passeio turístico. Na última, apresentamos o resultado do projeto aos colegas universitários”, salienta.

Durante a gincana é exposto aos estudantes um roteiro, uma espécie de simulação planejada pelos universitário para mostrar os principais pontos turísticos e históricos da capital, destacando além das belezas arquitetônicas, a história e importância dos prédios antigos. “São cinco jogos divertidos, com assuntos que eles já vêm estudando sobre Manaus Moderna e Antiga. Através do entretenimento procuramos levar conhecimento e cultura”, revela o universitário Sívio Domingues. A competição começou acirrada, resposta na ponta da língua para sair campeão e o pensamento na segunda etapa do projeto. A aluna do 9º ano do ensino fundamental Débora Ketlen Silva, aprovou a iniciativa. “Acho interessante eles nos estimularem a preservar o nosso patrimônio, a conhecer a história da nossa própria cidade”. Nesta edição, os estudantes da rede pública que ganharam a gincana visitaram a Casa e Museu Eduardo Ribeiro, Palácio da Justiça, Teatro Amazonas e Largo São Sebastião, todos localizados no centro histórico de Manaus. Cervantes 17


City-tour pelos patrimônios históricos de Manaus Cerca de 30 alunos vencedores da gincana cultural tiveram a oportunidade de conhecer quatro patrimônios históricos de Manaus. Acadêmicos do curso de turismo da Universidade Nilton Lins programaram passo a passo a realização da city-tour, desde a criação do roteiro, das cartilhas educativas que foram distribuídas, até a concretização. Segundo a universitária Paula Picanço, o mais importante foi possibilitar aos alunos uma vivencia daquilo que eles só conheciam na teoria. Os estudantes da escola pública foram acompanhados pela professora e pedagoga Vanda dos Santos que apóia inteiramente a iniciativa do projeto. “Isto está sendo muito gratificante, dessa forma há um enriquecimento cultural dos alunos, já é possível perceber a mudança deles em sala de aula, estão mais interessados”, salienta.A primeira

parada foi a Casa Museu Eduardo Ribeiro, um dos palacetes importantes do período do látex. Os alunos ficaram curiosos e impressionados com a estrutura do lugar. “É a primeira vez que eu estou conhecendo, e acho incrível como eles conseguiram reconstituir detalhes da casa original”, disse o estudante Bruno Henrique de Paiva, 14. O segundo lugar visitado foi o Palácio da Justiça, antiga sede do poder judiciário. Guiados pelo instrutor Matheus Carvalhos a turma mostrou-se bastante envolvida com a história do local, principalmente pelo caso “Delmo” o crime mais famoso de Manaus, o palácio guarda registros dos fatos. Em seguida o mais esperado o Teatro Amazonas, o principal patrimônio cultural e arquitetônico do estado. A sua exuberância impressiona até mesmo quem já veio visitar. “Essa é a segunda vez que estou visitan-

do o Teatro e me chama muita atenção o salão nobre, com a pintura A Glorificação das Belas Artes, que dá uma idéia de ilusão”, comentou a estudante Jéssica Santos, 14. Orientados pelos acadêmicos Erikarla Oliveira e Evandro da Conceição, foi possível conhecer um pouco da história do Largo de São Sebastião, um ícone do cenário histórico de Manaus. Relacionado diretamente com o ciclo econômico da borracha, último patrimônio visitado. Segundo a estudante de turismo Socorro Rocha foi uma experiência maravilhosa elaborar um projeto e executar as tarefas. “ A maioria nunca tinha conhecido os patrimônios, sequer conhecia a própria história ou sabia quem era Eduardo Ribeiro. Então sinto que nossa missão foi concretizada. Um povo sem cultura é um povo sem história, por isso estamos fazendo a nossa parte”, finalizou.

Os alunos voltaram satisfeitos do City-tour, que rendeu até poesia: Para a nossa Alegria Eduardo Ribeiro fez história. Arte e Cultura têm no Teatro Amazonas. Palácio da Justiça é a sede que marcou. E o Largo de São Sebastião é histórico que marca a nação. (Paloma Pinheiro e Tassyane Souza) Foto: Merylani Nascimento

Cultura, arte e patrimônio, Tem a nossa admiração. Com os quatro monumentos, Que compõe a nossa educação. (Yanca Pinheiro)


próximo das pessoas. Isso é muito importante para difundir ainda mais nossa literatura”, disse o poeta.

FLORESTA DE LIVROS Um arsenal de atividades para todos os gostos

Foto: Karina Silva

CULTURA

MANAUS REALIZA 1ª BIENAL DO NORTE Primeira cidade do norte do país a ter uma Bienal do Livro em dimensão nacional, Manaus respirou literatura durante os dez dias de realização do evento, no Studio 5 Centro de Convenções. A capital do Amazonas é a quinta cidade do país a sediar um evento deste porte. Por Rosiane Maria e Denny Lima

Desde o dia 27 de abril, quando foi aberta, até o dia 06 de maio, no encerramento, o público fez fila para ter acesso aos mais de 60 stands. Espaços como o Tacacá Literário, Livro Encenado, Floresta de Livros e Território Livre, similares aos que são realizados em outras bienais pelo Brasil, foram adaptados à região amazônica e se tornaram as grandes atrações da bienal. Nesses espaços participaram vários escritores de renome regional, nacional e internacional, também atores da teledramaturgia brasileira como Mel Lisboa, Caio Blat, Denise Del Vecchio e Beth Goulart. Espaços dedicados às crianças faziam a festa da garotada. Pedro Luis, de 8 anos, aproveitou para pedir desenhos no rosto.Já a estudante Caroline Almeida, aproveitou para conhecer vários livros. Para Caroline, a Bienal des-

pertou a curiosidade e incentivou as pessoas a participarem do evento. “Nunca a gente tinha tido um evento desses e as pessoas querem saber como é. Acho que isso eleva o nome do estado e aproxima as pessoas dos livros”, disse. Em um dos stands era possível comprar livros ao preço de 5 reais apenas. Muita gente aproveitou para levar vários exemplares. O local atraiu dezenas de pessoas que se “espremiam” umas nas outras para procurar suas preferências. Durante o evento, 60 obras de autores nacionais e regionais foram lançadas. Entre eles, livro “Estações”, do autor e poeta amazonense Celdo Braga.A obra é composta por poesias inspiradas na peculiar flora amazônica e foi produzido por uma editora local. “A Bienal trouxe essa oportunidade, de colocar o escritor amazonense

Ao contato com a literatura, o leitor consolida seu modo de existir e aprimora seu modo de interagir na sociedade. A leitura é um dos modos mais eficazes de descobrir o novo, abrir os horizontes e ser autônomo, reativo e atuante, ou seja construir sabedoria. Através da leitura o indivíduo apreende a interpretar, conhecer, valorizar. Quem se encontra com o livro, pode sentir o sentimento da paixão. A paixão é algo que já é inerente ao ser humano desde os primeiros tempos de vida. Incentivar o ato de ler ajudará crianças, futuros adultos a apaixonarem pela leitura. A arte através do teatro vem enriquecer esta experiência. Foi isso que o grupo de teatro Artcena produções trouxe à Bienal, com o lema “e se você deixar a arte fazer seu papel” encantou aos visitantes. Foram contos, histórias dramatizadas por 5 artistas em 57 apresentações. O grupo de teatro foi criado com o objetivo de contribuir com a dinamização do panorama cultural de Manaus e através do teatro os participantes vivem diversas experiências. Cervantes 19


Incentivo à leitura

A Bienal recebeu muitos visitantes entre jovens, crianças, professores, pesquisadores, e amante da leitura Foto: Karina Silva

Por Rosiane Maria Denny Lima

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jovem. Augusto Pessoa curador da bienal acompanhou as atividades e, destacou que o público foi muito receptivo “as pessoas estão gostando muito, superou as expectativas, já participei de várias bienais no Brasil. A experiência aqui na Amazônia está sendo fabulosa,vejo que o evento só tem a crescer. A organização contabilizou mais de 203.982 visitas, o que sugere a criação de mais eventos desse porte. Arquivo

A socióloga Nágila Lima esteve presente acompanhada de suas sobrinhas, Nicole Lima da Silva Lopes,4, e Katarine da Silva Leão, 18, e destacou a importância da leitura. “ A leitura proporciona senso critico, sair do senso comum, aprender e analisar a sociedade onde estamos inseridos. Eu trouxe minhas sobrinhas para que elas aprendam que precisamos conhecer visões diferentes da nossa e mostrar que a leitura pode ser divertida, pois ela pode nos levar para outras culturas. É importante que a família envolva as crianças e os jovens na busca do conhecimento e este pode ser alcançado pala leitura”, destacou a socióloga. Para a jovens Katarine Leão, 18,o incentivo a leitura é primordial, e isso deve ser feito desde de criança,” gosto muito de ler, hoje não tenho dificuldade , leio todos os tipos de livros; a minha prima Nicole saiu de casa dizendo que ia comprar um livro na bienal, ela já gosta de ler, minha tia incentiva muito, o legal é que ela adora folhear qualquer tipo de livro e como ainda não sabe ler, ela cria as histórias, estamos gostando muito, o teatro também dá vida aos contos”, frisou a

Alunos da Universidade Nilton Lins prestigiando o evento Bienal do Livro


ARTIGO

UM NOVO INÍCIO PARA CULTURA

Por Thiago Guedes Depois de anos ignorando a importância da leitura, o poder público financia a primeira bienal do livro no Amazonas. O público agradece.

DO PÚBLICO CAIR.

Foto: Divulgação

BONS OLHOS.

A PROGRAMAÇÃO FOI DIVIDIDA EM ABEN- QUATRO ATIVIDADES. TEVE O TACACÁ ÇOADO PELOS DEUSES DA LEITURA. O LITERÁRIO: UMA CONVERSA FRANCA AMAZONAS É O BERÇO DE NOMES COMO ENTRE LEITORES E ESCRITORES. O TERO ESCRITOR E DRAMATURGO MÁRCIO RITÓRIO LIVRE: UM LOCAL DE DEBATE SOUZA, CUJA OBRA MAD MARIA, JÁ COM GRANDES NOMES, DOS MAIS VARIFOI ATÉ MINISSÉRIE NA TV GLOBO. ADOS TEMAS. A FLORESTA DE LIVROS: DO POETA TIAGO DE MELLO. AUTOR UM ESPAÇO PARA O PÚBLICO INFANTODA ESPETACULAR OBRA, ESTATUTOS DO JUVENIL, COM DIREITO A PEÇAS INSPIRAHOMEM, ALÉM DE SER UM GRANDE AMI- DAS EM OBRAS CLÁSSICAS. E POR ÚLTIGO DO GÊNIO CHILENO PABLO NERUDA. MO, O LIVRO ENCENADO: COMO DIZ O NÃO PODEMOS ESQUECER TAMBÉM DE NOME, A ENCENAÇÃO DE PUBLICAÇÕES, MILTON HATOUM. VENCEDOR TRÊS GERALMENTE POR ATORES FAMOSOS, VEZES DO PRÊMIO JABUTI, O PRINCI- COMO CAIO BLAT E MEL LISBOA. PAL DA LITERATURA BRASILEIRA. COM O GRANDE TRUNFO DA BIENAL FOI JUSTANTAS REFERÊNCIAS QUEM É DE OUT- TAMENTE O MERGULHO DOS VISITANTES RO ESTADO, IMAGINA QUE LER É UMA NO MUNDO LITERÁRIO, O CONTATO COM CULTURA DO AMAZONENSE. NÃO É. NA GRANDES AUTORES, NÃO SERVE SÓ PARA VERDADE, O PONTAPÉ INICIAL FOI DADO APRESENTAR AS OBRAS, MAS ESTIMULA SÓ NA BIENAL. ANTES TARDE DO QUE A BUSCA DO DESCONHECIDO. ERA SÓ ENNUNCA. TRAR NO EVENTO PARA PERCEBER QUE O CERCA DE 200 MIL PESSOAS VISITARAM FANTÁSTICO ESTAVA ALI AO SEU LADO, A PRIMEIRA BIENAL DO LIVRO NO AMA- SEM FALAR UM PORTUGUÊS DIFÍCIL. ZONAS. POUCO MAIS DE 50 AUTORES O GOVERNO DO ESTADO JÁ AFIRMOU PASSARAM PELO EVENTO EM 10 DIAS. QUE NA PRÓXIMA EDIÇÃO, EM 2014, A CERCA DE 60 STANDS DE LIVRARIAS E ESTRUTURA DEVE SER MAIOR. A BIENAL UM

ESTADO

PRIVILEGIADO.

UNIVERSIDADES ATENDERAM O PÚBLICO NO PERÍODO.

DEPOIS DE APRESENTAR A REALIDADE FANTÁSTICA, É HORA FAZER OS AMAZONENSES VIRAREM PERSONAGENS DELA.

É preciso não deixar o interesse do público cair. Depois de apresentar a realidade fantástica, é hora fazer os amazonenses virarem personagens dela.

DEVE DURAR UM POUCO MAIS E TER A

ALGUNS VENDENDO LIV- PRESENÇA DE OUTROS GRANDES ESCRIROS A R$5. OS NÚMEROS NÃO CHEGAM TORES. ÓBVIO QUE A NOTÍCIA É BOA, NEM PERTO DAS EDIÇÕES PAULISTAS. MAS ISSO NÃO É O MAIS IMPORTANTE. MAS O COMEÇO DEVE SER VISTO COM É PRECISO NÃO DEIXAR O INTERESSE

Foto: Karina Silva


ARTIGO Nota

Foto: Divulgação Internet

Por Carolina Vieira

Mente saudável O nosso cérebro aprende tudo por meio de processo cognitivo, o que significa aquisição de conhecimento por intermédio do empirismo. Nós precisamos experiências desde a infância, para nos desenvolver. Segundo Jhon Locke, a mente seria um “quadro em branco” sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação, ou seja, todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e pelo erro. Podemos dizer que a cognição é a forma como o cerébro percebe, aprende e pensa sobre toda a informação captada através dos cinco sentidos. Logo, a saúde mental se deve a uma série de fatores, é uma mescla da construção de suas experiências, envolve o ambiente que foi exposto, a cultura, a educação e a família. Se forem fatores positivos, refletirá em suas ações. Se forem Cervantes 22

negativos, a sua mente poderá ficar doente parcial- Alunos e Professores mente ou totalmente. compram presentes A psique deve ser exercitana Feira do dia dos da, trabalhada e desenvolvida desde a infância, onde a Namorados criança irá ter suas primeiras sensações, o espírito é audaz por desconhecer as Por Jaime Lobato consequência de seus atos, como o caso clássico de O dia dos namorados não pascolocar o dedo na tomada sou despercebido na Universipor não saber que levará um dade Nilton Lins, durante os dias 11 e 12 de junho realizou-se uma choque. Os pais têm o papel feira no Hall do Unicenter. Difundamental , pois vão con- versos produtos para presente struir a segurança emocion- foram comercializados no local al. que contou com a presença de A palavra emoção, do latim professores e estudantes. emovere, onde o ‘e- (vari- Tendas de artesanato, produtos ante de ex-) significa ‘fora’ de beleza, roupas e a artigos em e movere significa ‘movi- geral fizeram a alegria dos enammento’, assim os pais são orados. Todos tiveram a oportuniresponsáveis pelo ambiente dade de comprar presentes a um que irão expor o indivíduo, preço acessível. pois ele irá se comportar Os consultores participantes adoraram a ideia. Marcelo Ferreira de acordo com o que sente. gerente da tenda MaryKay ofereTambém com a função de ceu maquiagens, perfumes, prointegrá-lo a cultura, já que o tetores, batons e etc. “ Fico feliz território em que viverá é car- em saber que os alunos e profesacterizado pelos costumes sores compraram os presentes que a população pratica. aqui comigo, isso mostra que a A educação expande a nossa empresa tem de tudo um mente. A criança tem mais pouco para todos”, explicou Ferfacilidades de aprendizado reira. pois seu pensamento está Para a artesã Alzenora Souza, em construção, por isso que trabalha com artesanato em deve-se incentivar o prazer canetas, quadros e porta-jóias, as vendas foram lucrativas. “ Espela leitura. A leitura é o extou muito contente, pois vendi ercício para que o cérebro várias canetas com o nome dos se torne capaz de formular namorados e por uma pequena seus próprios pensamentos taxa que varia entre R$5,00 e e opiniões, a partir do con- R$35,00 afirmou a artesã. hecimento adquirido. Isso É a primeira vez que Alzenora é importante na tomada de expõem seu trabalho em uma decisões positivas e para o Universidade e se depender da artesã a participação em outros crescimento pessoal. Nascemos da raça humana eventos com esse é garantida. e à medida em que somos A iniciativa da feira é uma proposexpostos à sociedade, cultu- ta da Reitoria com apoio da PróReitoria de Extensão. Também ra e educação nos tornamos, foi possível visitar tendas da ou não, mais humanos. Natura e L’áqua di Fiori ao som de música ao vivo.


Uma revista, muitas experiências Pesquisa, apuração, entrevista, escrita de textos, edição, diagramação, muitas experiências fizeram parte da elaboração da revista Cervantes. Conheça essa história

Fotos: Arquivo

Por Marilene Silva

Desde os tempos mais antigos, a troca de experiências tem sido o ponto-chave na transmissão do conhecimento. Embora não existisse educação formal, as pessoas procuravam socializar-se umas com as outras num processo de comunicação. Hoje, não é diferente, tem-se necessidade de conhecer, de aprender, de vivenciar. Conhecer o que é novo, o que para muitos é um desafio. Assim surgiu a revista Cervantes -revista experimental do curso de jornalismo da UniNilton Lins elaborada pelos alunos por meio de experiências de

construção de textos em sala de aula. Quando os professores que ministraram aula nas disciplinas de laboratório em revista ,fotojornalismo e prática em reportagem lançaram a proposta de elaborar uma revista, os alunos já sabiam o que poderiam encontrar pela frente: diferença no estilo de textos, a necessidade de apuração,um jornalismo investigativo, ou seja, um trabalho árduo que envolveria todo o curso. Inicialmente, a revista não tinha um nome definido, não se sabia quais matérias poderiam fazer parte da

capa e nem mesmo qual seria seu layout, números de páginas etc. No decorrer das aulas, a partir das experiências dos estudantes de jornalismo, a revista começou a tomar corpo. Logo, a primeira definição surge: Cervantes! Este foi o nome dado à revista escolhido pelos alunos. Para quem não sabe Miguel de Cevantes Saavedra foi um importante poeta, dramaturgo e novelista espanhol. um dos maiores escritores da literatura espanhola, mas o que aproxima Cervantes dos alunos da UniNilton Lins? O escritor é autor de Dom Quixote de la Mancha, personagem presente na história da institição e no campus universitário através de suas estátuas. O próximo desafio era organizar um trabalho com cerca de 30 pessoas envolvidas. Foi então que utilizou-se o bom senso para dividir temáticas e fazer reportagens com qualidade, que começariam com a definição de pautas, pesquisa e escrita de textos. Foi uma verdadeira oficina de jornalismo que marcou cada estudante graças à sua criatividade nas matérias, nas entrevistas, nas resenhas, nos artigos e diagramação. De acordo com a professora Mestra Suleima Tello Stein o que se deseja é que a revista torne-se algo permanente na UniNilton Lins.

Cervantes 23


A Cervantes é uma revista experimental do curso de comunicação social, ela foi criada como produto final da disciplina de laboratório de Jornalismo em Revista.

Fotos: Arquivo

“A Cervantes é uma revista experimental do curso de comunicação social ,ela foi criada como produto final da disciplina de laboratório de Jornalismo em Revista. Retrata todo o processo de ensino e aprendizagem tanto da disciplina de revista com as demais, trata-se de um trabalho que envolve também outros cursos, pois houve necessidade de entrevistar alunos e conhecer os projetos desenvolvidos por eles, ressalta. A revista é destinada ao público universitário, logo todas as matérias foram elaboradas com o intuito de levar informação a este público. São matérias frias de temas variados, desde o esporte a gastronomia. Artigos, resenhas de livros, entrevistas para os acadêmicos da UniNilton Lins.

Os alunos do 4º período de jornalismo apesar de ainda não estarem cursando a disciplina de revista também participaram na elaboração das matérias e na composição das fotografias. As atividades fizeram parte das disciplinas de prática de reportagem e fotojornalismo, ministradas pelo professor mestre João Bosco Ferreira. Segundo o professor essa interação entre as dicisplinas é a socialização das turmas, creio que é ideal para um bom andamento do curso. O jornalismo exige em equipe, portanto quando há interdisciplinaridade e as turmas se juntam para produção de algo comum, os alunos passam a praticar esse Cervantes 24

trabalho em equipe. A formação profissional não se deve restringir à discussões teóricas ou cumprimento de tarefas isoladas. O profissional de comunicação deve ser dinâmico e proativo e, isso, deve começar na faculdade. Ressalta que a expectativa é que a revista Cervantes passe a ser uma marca que vocês deixarão ao passarem pelo curso e , que outros estudantes a continuem nos próximos semestres. Elaborar a revista Cervantes não foi uma tarefa fácil, pois exigiu dos alunos muita dedicação e organização. Para a professora Suleima o desafio maior foi transformar todo o material produzido pelos alunos em uma revista ou seja, construir um planejamento gráfico agradável ao público. “Recorremos à literatura, observamos outras revistas e o que é mais importante ouvirmos uns aos outros”. Quando etapa de diagramação da revista estava prestes de chegar ao final a tensão aumentou. O acadêmico de jornalismo Thiago Teixeira disse que o trabalho exigiu muita concentração, mas o resultado foi muito proveitoso. “Foi interessante

principalmente pela extensão do trabalho. Não é sempre que você tem a chance de pegar uma diagramação com um numero de matérias um pouco elevado, acredito que isso mostra o que nos aguarda lá fora no mercado. Com certeza a intenção é traçar ou mesmo abrir um caminho para que novas edições da revista possam ser feitas. A universidade tem muita coisa acontecendo e o nosso curso pode mostrar esse cenário. Embora o tempo sempre seja um limitador, com preparo e a ajuda do grupo, o resultado foi positivo”, revela. A participação dos alunos do 4º período foi essencial na troca de conhecimentos foi uma experiência que ficará marcada no decorrer da vida acadêmica e profissional dos alunos. O acadêmico Clysmam Lima relata a importância de ter contribuído com a revista. “Tivemos uma grande oportunidade de desenvolver um trabalho diferente, que ainda não sabíamos fazer. É sempre bom aprender coisas novas. Um dos segredos é realizar os trabalhos com qualidade”, frisou. A Universidade com a revista Cervantes ganha mais um veículo de comunição que permitirá aos estudantes o contato com informações tanto da instituição quanto informações gerais de interesse do público acadêmico.


ENTREVISTA

DANIELA BRANCHES

Foto: Thiago Guedes

PROFISSÃO:

JORNALISTA De assistente de palco à repórter especial da TV Amazonas filiada à Rede Globo de comunicação, essa foi a trajetória de Daniela Branches, que começou sua carreira profissional aos 17 anos e, hoje é uma das jornalistas mais conhecidas no Estado. Suas matérias chamam atenção pelo profissionalismo e dinamismo com que são conduzidas. Em entrevista à revista Cervantes, Daniela fala sobre sua vida profissional, experiências em jornalismo e projetos futuros. Ex aluna da Uni Nilton Lins, ela relata também as lembranças do tempo de estudante e dá conselhos para quem deseja trilhar caminhos pela área.

Vida profissional, experiências em jornalismo e projetos futuros são alguns dos assuntos revelados em entrevista pela jornalista Daniela Branches atualmente repórter da TV Amazonas. Ex aluna da UniNilton Lins, Daniela relata as lembranças do tempo de estudante e dar conselhos para quem deseja trilhar caminhos pela área.

Por Marivaldo Rolim Cervantes - Quais os motivos que a levaram a optar por estudar Comunicação Social na época no Centro Universitário Nilton Lins, hoje Universidade Nilton Lins? Daniela - Na verdade estudei na Uni Nilton Lins com uma bolsa parcial. A empresa Rede Amazônica me ajudou com os estudos. Era o melhor centro particular com o curso de comunicação social com habilitação em jornalismo e então a empresa tinha um convênio que beneficiou alguns de seus funcionários. Cervantes - De que forma a Universidade Nilton Lins contribuiu direta e indiretamente para sua formação e profissionalização no mercado de trabalho?

Daniela Contribuiu bastante. Na época eu só poderia ser contratada como repórter se tivesse um diploma, ou seja, o documento que comprovasse meus conhecimentos teóricos sobre a comunicação e o jornalismo. Durante quatro anos tive a oportunidade de receber esses conhecimentos em aulas de professores excelentes. A maioria era profissional da área de TV e jornalismo impresso. Aproveitei ao máximo. A teoria conta muito na hora de você ir para a prática. Eu já trabalhava na área, mas a faculdade fez uma grande diferença em minha carreira. Cervantes - No período que estudou na Uni Nilton Lins, tem alguma lembrança sobre eventos, seminários, palestras, matérias jornalísticas etc. que foram marcantes para você como acadêmica? Daniela - O que mais me marcou foi alguns bate papos que eram feitos em salas de aula. Os professores levavam um profissional de jornalismo e a turma fazia os questionamentos. Alguns nomes conhecidos foram nesses encontros, Idenilson Perin foi um deles. Houve também uma palestra em que foram alguns dos profissionais da área Flávio Fachel, Yano Sergio, Daniela Assayag. E um de fotografia, realizado pelos próprios alunos. Muito incentivadores. Cervantes - Qual foi sua (1ª) primeira entrevista marcante como repórter? Daniela - Tive varias entrevistas marcantes. Mas a que me deixou Cervantes 25


ENTREVISTA

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ista, no aspecto de melhoria, avanço, informação da notícia e interação com a sociedade? Daniela - Acho que os avanços tem sido positivos para a comunicação e a troca de informações com a sociedade. Na televisão, os jornais trazem cada vez mais detalhes das noticias e mais vida, deixam um pouco de lado aquele estilo seco de informar. Cada vez mais conversados eles emitem com mais simplicidade e credibilidade as mensagens que querem. A tecnologia é uma aliada a tudo. Para a comunicação mais ainda. É uma ajuda na nossa profissão. Cervantes - O que você aconselha para os acadêmicos em Comunicação Social, para que consigam projetarse com êxito no mercado de trabalho como Jornalista? Daniela - Trabalhe com o que você gosta. Tudo que fazemos com amor tem o melhor resultado. Foto: Divulgação

emocionada e orgulhosa profissionalmente foi uma entrevista especial e exclusiva com o ex-presidente Lula. Foi uma gravação de quase meia hora onde tive a oportunidade de conhecela mais popular personalidade política do mundo, além da futura presidente da república, na época ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Isso foi em 2009. Quando eu comecei minha carreira na TV Amazonas em 1999 eu era só uma garota, saindo da adolescência. Nunca imaginei que pudesse chegar perto de grandes personalidades. Na época minha primeira entrevista emocionante foi com a Sandy e o Junior. Foram cinco minutos ao vivo no Jornal do Amazonas. Eu era fã deles desde criança, todo mundo, os jovens, queriam estar perto deles e eu estava entrevistando. Foi maravilhoso. Esta profissão tem lado bom e ruim, como tudo na vida. Cervantes - No futuro, você tem algum projeto profissional? Daniela - Tenho um projeto que gostaria de por em prática logo. Escrever um livro sobre o que eu mais gosto de fazer em TV. Além disso, gostaria muito de fazer uma reportagem Especial sobre algo que mudasse o

ponto de vista ou algum tipo de comportamento na sociedade. De lá fiz um estágio na TV Amazonas, onde estou ate hoje. Fui contratada como repórter em 2000 e desde 2009 comecei a fazer trabalhos para o núcleo de Rede da TV Amazonas. Desde o ano passado sou repórter especial de Rede, dividindo a responsabilidade com a também repórter especial de rede Daniela Assayag. Também apresento o programa semanal Amazônia em Revista. Cervantes - Daniela Branches é possível fazer um breve comentário sobre sua trajetória e sucesso profissional como repórter? Daniela - A minha experiência em TV tem dezessete anos. Eu comecei na antiga TV Manaus, que na época era dirigida pela Família Hauache e transmitia o sinal da Record. Era assistente de palco e depois virei apresentadora do Telemarketing. Um programa de duas horas ao vivo. Depois passei um ano estudando na Fundação Rede Amazônica, técnicas de locução e apresentação. Cervantes - Qual seu maior desafio profissional na televisão? Daniela - Hoje é fazer reportagens que atendam os telejornais da TV Amazonas e da rede Globo, ou seja, com boas imagens, bom texto. Cervantes Como você analisa a classe de jornal-


Cigarro: O vilão da saúde

O Dia Mundial sem tabaco passou, mas a vontade de fumar ainda continua.

Foto: Divulgação

Por: Merylani Nascimento Ele tem um formato arredondado, é geralmente branco, com detalhes na cor marrom ou laranja e está presente no cotidiano. Para muitos é bom, e para outros um incômodo. Esse é o cigarro um dos principais vilões da saúde. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o cigarro no Brasil tem cerca de 32 milhões de adeptos, é responsável por 200 mil mortes por ano. São muitos os motivos que levam uma pessoa a tornar-se um fumante, a maioria ligada às influências e ao aspecto emocional. Apesar de saber dos males causados pelo fumo, muitos ainda continuam no vício e não pensam em parar.

‘‘A dificuldade de enfrentar o vício também passa pelo lado emocional’’. Especialmente para as mulheres, o cigarro, quando associado ao uso de anticoncepcionais também aumenta o risco de derrame e infarto. Alguns jovens iniciam sua vida de fumantes por influência de “amigos” como é o caso da estudante de pedagogia Fernanda Barreto, 20: “Comecei a fumar aos 10 anos por incentivo de amigos. Algum tempo depois decidi parar porque vi que não era correto. Tentei me afastar das amizades e hoje em dia voltei a fumar. Sempre que ficava ansiosa vinha o desejo do fumo”, ressalta. A ansiedade é um dos sintomas mais comuns nas pessoas viciadas em cigarros. Existem alguns métodos que auxiliam na hora de parar de

fumar. Pode-se começar com uma redução gradual que consiste em diminuir o uso do cigarro a cada dia. Por exemplo: um fumante de 30 cigarros por dia pode reduzir o número de cigarro para cinco, a cada dia, durante uma semana, até a data de parar de fumar. Parar de fumar é também uma questão de força de vontade. O que não faltam são métodos para alcançar o objetivo de viver com saúde e ter melhor qualidade de vida. Existem sites especializados em ajudar os fumantes, um deles é o “www.fumantesanonimos.com” do Grupo Renascer, que apresenta alguns passos como: >>>

O que diz a Lei 1.369/2009 É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados no Município de Manaus. Ambientes de uso coletivo compreende, dentre outros, os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de lazer, de esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de

alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis. Esta lei não se aplica: Aos locais de culto religioso em que o uso de produto fumígeno faça parte do ritual; Às instituições de tratamento da saúde que ten-

ham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista; Às vias públicas e aos espaços ao ar livre; Às residências aos estabelecimentos específica e exclusivamente destinados ao consumo no próprio local de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, desde que essa condição esteja anunciada, de forma clara, na respectiva entrada. Cervantes 27


Primeiro passo Admitimos que éramos impotentes perante a nicotina - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas. Segundo Passo Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade. Terceiro Passo Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, como nós O compreendíamos. Quarto Passo Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. Quinto Passo Admitimos perante Deus, perante nós mesmos, e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas. Sexto Passo Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. Sétimo Passo Humildemente rogamos a Ele que removesse nossas imperfeições. Oitavo Passo Fizemos uma relação de todas as pessoas que tinhamos prejudicado, e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados. Nono Passo Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem. Décimo Passo Continuamos a fazer o inventário pessoal e, quando estavamos errados, nós o admitíamos prontamente. Décimo Primeiro Passo Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar o nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendiamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar esta vontade. Décimo Segundo Passo Tendo experimentado um despertar espiritual como resultado deste passos, procuramos levar esta mensagem ao usuário de nicotina, e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

Comtém Acetona removedor de esmalte

Contém Amônia desinfetante para azulejos piFoto: Divulgação

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Cotém Lerebin-

Contém Nafitalinas

Contém Formol conservantes de

Contém Fosforo P4/P6 usados em venenos para ratos

Foto: Divulgação

Passo a Passo

Dia Mundial sem Tabaco Foi instituído em 1987 pela Organização das Nações Unidas e se comemora no dia 31 de maio. Esta data ter como objetivo conscientizar jovens, adultos, sobre os perigos do uso do tabaco, além de mostrar as estratégias das companhias para seduzir os jovens a iniciar no tabagismo. Este ano, o tema da campanha é “A Interferência da Indústria do Tabaco”.

O que os acadêmicos da UniNiltonLins pensam sobre o cigarro “O cigarro causa incômodo, eu convivo com um fumante, meu pai. Sinto falta de ar porque sou asmática e acredito que em lugares públicos o cigarro deveria ser proibido de fato.” Rayanne Maciel, 19, estudante de Farmácia. “Deveria existir sempre um espaço para os fumantes, pois o fumo prejudica quem está fumando e quem não é fumante.”Kelly Cristina Barros, 30, estudante de Ciências contábeis.


ARTIGO

Segredos do norte Você conhece o norte do país? O Amazonas é um estado rico em todos os sentidos: na cultura, biodiversidade, etnias variadas, com inúmeras lendas e curiosidades. O folclore popular da região é forte, enraizado e tradicional. Aqui temos a famosa disputa entre os bumbás: Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. O Festival Folclórico de Parintins é realizado desde 1965 e acontece anualmente no último fim de semana de junho. O desfile e disputa dos bumbás na arena dura cerca de 7hs sem interrupção e faz jus a expressão “vamos brincar de boi?”. Para você aprender a dançar o boi é só marcar os passos: dois pra lá, dois pra cá. As toadas contam lendas e mitos da floresta amazônica e incluem sons da floresta e sons dos animais da região. Os eventos culturais são inúmeros, vão das peças teatrais aos festivais de ópera, jazz e outros. A ciranda de Manacapuru é muito famosa, formada por cantigas que embalam os foliões. Atualmente, o festival é promovido pelas Cirandas Grêmio Recreativo Flor Matizada, Associação Folclórica Unidos dos Bairros, e Grupo Recreativo e Folclórico Guerreiros Mura.

As lendas e histórias são o que deixam os turistas apaixonados pela Amazônia. Algumas lendas são famosas, como a do Curupira, que é o guardião da florestas e dos animais. O menino é pequeno e com traços de índio, cabelos de fogo e pés virados para trás e possui o dom de ficar invisível. Dizem que é o protetor daqueles que sabem se relacionar com a natureza, utilizando-a apenas para a sobrevivência. Outra é sobre a Iara, mãe-d’agua. Linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos que exerce um fascínio nos homens, pois aqueles que a veem no rio tomando banho não conseguem resistir aos seus encantos e atiram-se nas águas. Os que sobrevivem voltam assombrados falando em castelos e cortes encantadas. O Amazonas é um dos estados brasileiros mais conhecidos mundialmente, principalmente por seu potencial turístico e pelo ecoturismo, o que faz da capital, Manaus, o décimo maior destino de turistas no Brasil.Aqui, há cerca de de 1 832 423 habitantes,de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)em 2011,sendo a sétima mais populosa do Brasil.

Por Anamaria Leventi

Apesar de todos esses dados a Amazônia ainda é esquecida. Aqui não existem apenas animais e boi bumbá. Temos outras riquezas, problemas e necessidades de divulgação. As populações de outras regiões pouco conhecem sobre Amazonas, seu patrimônio arquitetônico e cultural, com numerosos templos, palácios, museus, teatro,bibliotecas, casas preservadas de épocas antigas e também universidades. Temos aqui, um polo industrial com cerca de 500 empresas, shoppings e um crescente desenvolvimento urbano que não se restringe apenas às construções recentes como a Ponte do RioNegro, que liga a capital ao município de Iranduba, e a Nova Praia da Ponta Negra. Diante de tantas características, não se pode mais sustentar a ideia de que o Amazonas é um lugar vazio e pouco desenvolvido.E agora... o que falta para você conhecer o Amazonas como ele realmente é? Cervantes 29


MUAY THAI:

Reflexo dos tempos

Arte marcial e arte social uma combinação perfeita

Foto: Divulgação

Por Jaime Lobato, Luiz Vianez e Fred Farias

Nem o mais otimista dos praticantes de artes marciais imaginaria que um esporte com mais de dois mil anos de idade iria se tornar uma febre em pleno século XXI, quando a tecnologia dita o rumo de quase tudo no dia-a-dia de uma pessoa. É exatamente isso que está acontecendo com o Muay Thai, arte marcial que confunde-se com a origem do povo tailandês (conhecida também como Boxe Tailandês) que desenvolveu o método de autodefesa “Chupasart” utilizado em combate contra os “Senhores de Guerra” e bandidos, em razão da luta por terras férteis onde hoje é localizada a Tailândia. Amparado na cultura que sustenta o tradicional “Ram Muay”; ritual que mantém os espíritos do mal à distância e serve para desenvolver os movimentos que serão utilizados no ringue, os praticantes do Muay Thai se preparam tanto fisicamente como mentalmente para o combate, prática que ajuda a enfrentar diversas situações na vida pessoal. Em Manaus, existem varias academias que oferecem a modalidade. O professor Rodrigo Saavedra, representante da tradicional academia carioca Champions Factory, ou Fábrica de Campeões, do Mestre Arthur Mariano, acredita que à descoberta dos benefícios do Muay Thai à saúde por parte de artistas e da mídia, ajudou muito no crescimento da modalidade, como também o grande número de atleCervantes 30

tas brasileiros de destaque mundial como os campeões do UFC (Ultimate Fighting Championship) Anderson Silva, Júnior dos Santos “Cigano” e José Aldo Júnior, das categorias peso médio, pesado e pena, respectivamente. Para ele, hoje, crianças, mulheres, pessoas com idade mais avançada, têm procurado praticar a modalidade para obter uma melhor performance no seu dia-a-dia, visando se condicionar bem fisicamente para ter muita disposição para o trabalho, e para as tarefas em família. Em sua academia, Rodrigo Saavedra disponibilizou um horário exclusivo para o público feminino, que vai em busca de um corpo delineado, esculpido a base de muitos socos, chutes, joelhadas e cotoveladas: golpes que são utilizados durante a luta. “Certa vez uma mulher chegou na academia e me pediu para deixála com o corpo da cantora Sandy, dizendo que tinha lido que ela praticava o Muay Thai e que por isso estava com aquele abdômen definido. Eu disse a ela que poderíamos tentar, mas que seria uma tarefa árdua e que precisaria de muita entrega, já que ela estava um pouco acima do peso.” disse o professor soltando um pequeno sorriso no canto da boca. Como todo esporte, o Muay Thai é um arte marcial que visa formar o cidadão, ajudando-o a entender os valores familiares e sociais. Por isso, Rodrigo ressalta

Hoje, a prática de artes marciais se tornou sinônimo de saúde e autodefesa, que ajuda a elevar a qualidade de vida sem esquecer de preparar o indivíduo para situaçõe perigosas do cotidiano.

Foto: Fred Maick Farias


que em sua academia ele “procura não somente ensinar a arte da modalidade, mas também passar valores como respeito ao próximo, não só no esporte como na vida”. Saavedra acredita que os valores ensinados durante a aula fazem com que pessoas que estavam indo pelo caminho errado, repensem na vida e decidam partir para o lado do bem, da saúde, da fraternidade e do bom relacionamento. Valores éticos são abordados em “palestra”, que é acontece sempre antes e depois dos treinamentos. É sob esse conceito, e essa tradição de mais de dois mil anos, que a prática desse esporte vem conquistando cada vez mais espaço não só por aqueles que pensam em se tornar um lutador profissional, mas também por advogados, médicos, engenheiros, jornalistas, que buscam alcançar uma melhor qualidade de vida e um kruang cada vez mais alto. - Acelera a circulação e faz com que o curso sangüíneo seja mais rápido. Uma circulação lenta é causa

Benefícios do Muay Thai de muitos males e indisposições, pois muitas partes do organismo não são suficientemente nutridas e as substâncias nocivas não são suficientemente removidas. Ativa e estimula as funções dos órgãos internos e glândulas, fazendo-os mais produtivos e fortes: “as células necessitam de sangue rico correndo em todas as partes e órgãos que são por ela constituídos.” - Promove uma eliminação mais rápida das substâncias nocivas. Os médicos crêem que 90 % das moléstias advém da má circulação destas substâncias. - Vence a fadiga. A circulação ativa e dissipa os depósitos de ácido láctico e outros venenos do organismo. - Ativa as células, renova os tecidos e com o auxílio de uma alimentação adequada, constrói células cheias de vida.- Vida é atividade, inércia é morte. O muay thai traz atividade a

Rodrigo Saavedra retornou à Manaus depois de 13 anos morando no Rio de Janeiro, onde se dedicou integralmente a academia do Mestre de Muay Thai Arthur Mariano.

todos os órgãos, glândulas e células, conservando o corpo cheio de energia. - Beneficia os músculos dando-nos perfeito controle de todos os movimentos e fazendo o corpo obediente à nossa vontade. - É o melhor seguro contra as enfermidades. Ele constrói em fundo de resistência, através do sangue, rico em glóbulos brancos e vermelhos, que pode atacar e destruir os germes e bacilos nocivos. - Faz o homem confiante. Não há melhor maneira para obter confiança em si que a habilidade e destreza física e mental. - Estimula todas as partes do corpo. Ajuda-o a dormir melhor e mais rapidamente, dando-lhe energia para o trabalho e o divertimento. - É um prazer. Proporciona-nos um passa-tempo saudável e mais interesse em viver. - Queima as calorias dos alimentos e melhora o processo de digestão. - Fortalece os músculos, tendões, ligamentos e articulações, conservando o corpo sempre jovem. Melhora o aspecto, alarga os ombros, fortalece as pernas, etc. - Nos proporciona muitos amigos que crêem numa vida sã e livre de vícios. - Nos torna viris e sexualmente fortes, pois esta atividade depende de boa saúde e do perfeito funcionamento de todo o organismo. - Um trabalho correto do fortalecimento muscular abdominal, melhora o peristaltismo (digestão) e as cólicas menstruais.

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UM FANÁTICO PELO ROLAR DA BOLA ENTREVISTA Por Thiago Guedes

“Um fanático pelo rolar da bola”. Assim, se descreve Ivan Guimarães, atual diretor técnico da Federação Amazonense de Futebol (FAF). Apesar de nunca ter jogado profissionalmente, Ivan é um personagem dos gramados locais. Foi radialista. Na década de 80, cobriu os times do estado na primeira divisão do campeonato brasileiro. Viu desde a busca pelo ouro, até caos que se transformou o futebol amazonense no início dos anos 90. Clubes sem dinheiro, em competições que não tinham o mínimo de organização. Em 1996, mudou de lado. Virou dirigente e ajudou a escrever uma das páginas mais bonitas do esporte no Amazonas. Foi um dos responsáveis pelo ressurgimento do São Raimundo. O Tufão ganhou a Copa Norte 3 vezes. Chegou a disputar a Copa dos Campeões, contra times como Flamengo e São Paulo. Subiu da série C para a série B da liga nacional. Em 2005 a equipe voltou a ter maus resultados. Acabou rebaixada. Hoje, o futebol Amazonense tenta renascer mais uma

Foto: Divulgação

vez e Ivan acredita nisso... uma cascata, né? Mas o resultado final valeu muito a pena. Vai demorar para Amazo- O senhor foi protagonista nas voltar a ter um rep- do último grande momento resentante na série A do do futebol Amazonense? Campeonato Brasileiro? O que aconteceu com o É... Infelizmente nossa re- São Raimundo, que ficou a alidade é muito diferente dos uma posição de subir para clubes da região sul, sud- a Série A do brasileirão este e até nordeste. Para em 2005 e que começou a se ter um bom time é preci- despencar no ano seguinte? so ter dinheiro, mas eu sou É... A partir de 2006 o time tenho esperança. (risos). não parou de cair. Foi como Tenho mesmo. O investi- eu falei. Investimento é premento no estadual deste ciso. O apoio que temos aqui ano foi interessante e a tor- é restrito ao governo e quancida foi ao estádio. Tivemos do temos. Em 2005 montauma boa média de público. mos um grande time com muitos jogadores daqui e Apesar do bom campe- dos estados vizinhos. Depois onato, o senhor acredita da boa campanha não tive que o torneio teve prob- como segurar a moçada. Aí, lemas de organização? cara... Não deu. Mas aquela O calendário foi bastante equipe entrou pra história. modificado do previs- Tenho orgulho demais disso. to pela federação antes da disputa começar. Embaixo do cargo político existe uma torcida, aí? Tivemos mudanças, mas por (Muitos risos) De forma aluma boa razão. O Penarol, guma. (mais risos) Torço de Itacoatiara, conseguiu pelo futebol Amazonense. uma classificação heróica Neste ano Penarol é nosso na primeira fase da Copa do representante na Série D do Brasil. Venceu o Santa Cruz campeonato nacional. Nosde Pernambuco fora de casa. sa torcida é toda pelo Leão Não esperávamos isso. Aí foi da velha Serpa. O fortaleci-


Entrelinhas

Uninilton Lins realiza Colóquio de Educação Física Foto: Fred Maick Farias

Evento traz como tema a ética no mercado de trabalho por Merylani Nascimento Rosiane Chagas

Com o objetivo de preparar os acadêmicos para a atuação na área da educação, a Universidade Nilton Lins por meio da coordenação de Educação Física promoveu nos dias 31 de maio e 1º de junho, o VIII Colóquio de Educação Física, no hall do bloco Unicenter da instituição. O evento, realizado desde 2005, trouxe este ano em sua programação, palestras voltadas para a ética no mercado de trabalho. No dia 31, a abertura trouxe apresentação de artes circenses realizadas por alunos da Escola Municipal Poeta Carlos Drummond de Andrade, sob a coordenação do acadêmico de Educação Física, Piter Donner.

De acordo com a coordenadora de Educação Física da Universidade Nilton Lins, Cíntia Matos de Melo, trabalhar valores éticos com os estudantes é importante para definir que tipo de profissional ele será. “Nós trouxemos um representante do nosso Conselho, o CREF (Conselho Regional de Educação Física) para falar sobre a atuação do órgão em relação à ética na profissão”, explica. Além do Colóquio, a coordenação organiza outros eventos na área como: Congresso de Educação Física e Mostras Científicas. Segundo o professor Lúcio Fernandes esses eventos são fundamentais. “Todo curso que se preze deve promover eventos de caráter científico”, ressalta.

Sobre a ética Alvo de discussões em todo o mundo, a Ética permeia, na forma de Lei, inclusive, todas as profissões. Tratase do comportamento humano pelo seu valor moral, a natureza do bem e do justo. É também chamada de filosofia moral, por tratar dos valores em sociedade, isto é, do comportamento humano pelo seu valor moral. Diferentemente da moral, a ética está mais preocupada em detectar os princípios de uma vida conforme a sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a justiça e a harmonia e sobre os meios de alcançá-las. Cervantes 38


Estão abertas as inscrições para o Coral da Nilton Lins

Foto: Divulgação

A Universidade Nilton Lins oferece aos acadêmicos que gostam de música e querem ter uma experiência musical, aulas gratuitas de canto Os ensaios acontecem nas quartas e sextas na sala da extensão do Unicenter no horário das 15h às 16:30h. As inscrições estão abertas, sem custo adicional. Quatro música serão apresentadas juntamente com os corais do INPA, Uirapuru (Escola estadual Petrônio Portela) e Caua (Centro de Artes da Universidade do Amazonas). Dentre elas, três lendas amazônicas (Tambá Tajá, Uirapuru e Boi Bumbá) e um hino ao Amazonas (Amazonas Moreno). Essa atividade contabiliza horas curriculares internas e externas para os participantes devido a parceria estabelecida entre o Inpa e a Universidade. O certificado de participação será dado pela extensão da Nilton Lins e pelo regente titular do coral do Inpa. Essa é a chance de mostrar seu talento. Para participar os alunos devem entrar em contato com o Maestro Carlos pelo telefone 9234-5032.

CURSO DE IDIOMAS O Centro de Idiomas Nilton Lins está com inscrições abertas para os cursos de Inglês, Francês e Espanhol. Os cursos são destinados ao público em geral, com idade mínima de 14 anos. A metodologia se dá por meio de vídeos, áudios, exercícios teóricos e práticos, priorizando a conversação. A partir do segundo módulo o professor falará somente na língua estrangeira e para um melhor aproveitamento das aulas, as turmas serão formadas por 25 pessoas. No curso de Inglês já há turmas formadas e o candidato que já tem noção básica, pode fazer uma prova de nivelamento. As aulas são ministradas na própria Universidade, aos sábados, entre 08h às 16h, com exceção das aulas de inglês intensivo, ministradas nas terças e quintas-feiras das 19h às 22h. O curso de Francês terá duração de dois anos e meio, o de Espanhol e Inglês de dois anos e o intensivo de Inglês um ano. Por se tratar de cursos promovidos pela Extensão da Universidade Nilton Lins, o valor é acessível à comunidade, custando R$ 100,00 (cem reais) para o intensivo de inglês e R$ 50,00 (cinquenta reais) para os demais idiomas. Os candidatos deverão apresentar no ato da inscrição, RG, CPF e comprovante de residência, para os alunos da Universidade somente sua matrícula. Em caso de ser menor de idade, o responsável deve levar os mesmo documentos exigidos na inscrição.

Feira das Nações Unidas Universidade Nilton Lins No dia 19 de Junho de 2012, o curso de Turismo da Universidade Nilton Lins realizou a 2ª Edição da Feira das Nações com a apresentação de aspectos culturais, sociais, econômicos, gastrônomicos e turísticos de países como: Egito, Alemanha, Inglaterra, Síria, Itália, Portugal, Japão e Argentina. O evento aconteceu no Hall do Unicenter e contou com a participação de professores e estudantes da instituicão, como também do público externo. A finalidade era despertar a curiosidade e possibilitar conhecimentos acerca do país apresentado.


ARTIGO

Comunicação e inclusão social: a necessidade de comunicação do surdo

Por Cristina Lima

Na sociedade há quem diga que o ato de se comunicar é uma arte. Se pararmos para pensar veremos que o indivíduo utiliza-se de diversos artíficios para se expressar. Na realidade em um mundo como o de hoje, comunicar-se virou mais que necessidade, é a base da existência humana. Falar de comunicação, parece remeter muito mais à expressão verbal, entretanto, se analisarmos os conhecimentos relacionados à linguagem veremos que cada um tem sua forma de se comunicar. O homem pré-histórico desenhava em cavernas para deixar marcar de suas experiências. As pessoas, hoje, criam mecanismos para serem entendidas. Mas que elas sabem Cervantes 40

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ato de se comunicar está presente em todas as manifestações humanas seja por fala ou por gestos. As pessoas sentem necessidade de interagir umas com as outras, trocar experiências.

se fazer entender? Vamos analisar o contexto de uma pessoa que possui deficiência auditiva. Os surdos desenvolveram uma linguagem específica, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para então interagir com os demais na sociedade. Uma pessoa considerada “falante” se dominar Libras pode se considerar bilíngue, pois a linguagem de sinais é tida hoje como um idioma global que possui conceitos gramaticais que variam de região para região, de país para país. A Língua de Sinais é um instrumento de suma importância por possibilitar o processo de inclusão social de seus usuários, surdos e surdomudo, no convívio na sociedade

a qual esta inserida. Para complementar este processo é importante que pessoas se interessem e participem e se sintam ncluídos nessa dialética. Bordenave em sua obra “O que e Comunicação” (1982, pag. 36) explica que o ato de comunicarse “serve para que as pessoas possam se relacionar entre si, transformando-se mutuamente e a realidade que as rodeia”. Assim, sem comunicação as pessoas seriam um mundo fechado em si mesmas, o que as tornaria incapazes de transformar sua realidade. Logo, as pessoas buscam se fazer entender, se comunicar, mas ainda existem aqueles que necessitam se socializar com outras formas de linguagem para que o processo de inclusão realmente aconteça.


Por Quem os Sinos Dobram (2004)

por Kíssia Soares

Vitrine

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or Quem os Sinos Dobram é um romance de 1940 escrito pelo norte-americano Ernest Hemingway, jornalista renomado que usou de sua experiência pessoal como correspondente de guerra para produzir a historia de Robert Jordan. Ele narra à participação do jovem professor de espanhol na guerra civil espanhola. Como conhecedor de explosivo Robert é designado a explodir uma ponte. Para colocar seu plano em ação é preciso se infiltrar no meio dos rebeldes. A história se desenrola com os mínimos detalhes que envolvem o personagem principal, atribuindo fatos de extrema violência das tropas da direita, auxiliada pelo governo fascista italiano e nazista alemão, e da esquerda, pelas brigadas internacionais e União Soviética. Toda história acontece em apenas

A Cabana (2009)

três dias, descrito com detalhes em trezentas paginas no livro. O autor consegue narrar, e em alguns momentos tornar-se o personagem, mostrando os papéis bizarros que as pessoas foram forçadas a assumir durante a guerra devido à situações brutais como: exílio, fome, medo, mortes, sentimentos, lembranças, heroísmo e romances. O título do livro é referência a um poema do pastor e escritor inglês John Donne que se encontra na obra “Poems on Several Occasions”. Hemingway foi premiado com o Nobel de literatura em 1954 pelo conjunto de suas obras, viveu seus últimos dias em Idaho, nos Estados Unidos onde se suicidou.

Autor: Hemingway, Ernest Editora: Bertrand Brasil Gênero: Romance Ano: 2004 (relançamento); 1940(original)

“O Espetacular Homem-Aranha” estréia dia 6 julho nos cinemas brasileiros prometendo dar uma nova roupagem ao herói aracnídeo. Sai Tobey Maguire, entra Andrew Garfileld no papel do “Teioso”. por Maitê Barros

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Autor: Young, William P. Editora: Sextante Gênero: Ficção Ano: 2009

cabana é um livro de ficção que fala de Deus mas não aborda religiões.Levanta questionamentos sobre o poder e a compaixão que Deus tem pelos seres humanos de uma maneira bastante intrigante. Conta a história de Mackenzie Allen Phillips, um homem religioso que teve sua fé abalada, depois que sua filha Missy, de seis anos, foi raptada e brutalmente assassinada por um psicopata durante um acampamento de final de semana. Após viver quatro anos em profunda tristeza por causa da culpa que sentia pela perda de sua filha, Mack recebe um convite,

supostamente enviado por Deus para voltar à Cabana onde ocorreu a tragédia. Apesar de não crer no divino, ele vai ao local em busca de respostas que tanto procurava. A história, que é narrada pelo melhor amigo do protagonista, mostra de maneira singela e tocante a divindade próxima de sua criação, onde a imagem que foi criada de um Deus vingativo e punitivo é completamente desfeita. As respostas encontradas por Mack são tão surpreendentes e emocionantes que causam uma profunda reflexão sobre Deus. Cervantes 41


A Arte de Escrever Bem (2005) por Marivaldo Rolim

O Vitrine

livro “A arte de escrever bem” é um manual da comunicação escrita dedicados a jornalistas, e aos profissionais do texto. Ninguém nasceu sabendo escrever de maneira correta, principalmente quando se trata de gêneros jornalísticos. É possível escrever bem de maneira objetiva, com clareza e coesão, porque assim exigem as novas tecnologias de comunicação. Hoje não se escrevem cartas, bilhetes como antigamente, se escreve também por meio eletrônico, no espaço de tempo instantâneo com um texto mais resumido. Podemos afirmar que a escrita sempre foi e será uma ferramenta valiosa para homem em todo seu contexto social. A literatura acadêmica é objetiva no capítulo que aborda o texto jornalístico. Assim pregam os teóricos, o texto deve responder de imediato às seis

perguntas fundamentais que compõem a pirâmide invertida: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Da mesma forma acontece com jornais, rádios, televisão e com a internet. As notícias são apresentadas nesse modelo. As pessoas usam a estrutura mais simples e direta do jornalismo, pois trata-se de fórmula fácil de reconhecer. Quem já passou horas diante de uma tela em branco do computador em dúvida por onde começar um texto? Os mais velhos devem se lembrar das páginas arrancadas das máquinas de datilografia quando se instalava a “tortura” e o papel jogado no lixo. Segundo as autoras, o texto passa a existir muito antes de tomar corpo na tela. Nasce primeiro na cabeça do autor. A habilidade de escrever é resultado da habilidade de pensar, ou seja, pensar de forma ordenada, lógica e prática. Sem esse exercício, não há como encher a tenebrosa tela branca do computador. Uma parte importante na obra são as

Se Abrindo para a Vida (2009)

Autor: Squarisi, Dad Salvador, Arlete Editora: Contexto Gênero: Manual Ano: 2005 regras recomendadas, um plano seguro para elaborar um texto informativo com características fundamentas do estilo jornalístico como: fazer um resumo da historia, utilizar as seis perguntas da pirâmide invertida, enxuguar o texto, ler e reler o texto. O livro “A ARTE DE ESCREVER BEM”, atende às necessidades de quem quer empenha-se em escrever corretamente, com clareza, coesão, objetividade para informar e noticiar ao público. Esta obra é uma ferramenta de apoio para todos os profissionais, acadêmicos e cidadãos brasileiros.

por Adriana Faria

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Autor: Gasparetto, Zíbia Editora: Vida e Consciência Gênero: Auto-ajuda/ Espiritual Ano: 2009 Cervantes 42

livro “Se abrindo para a vida” da autora de Zíbia Gasparetto está no topo da lista de mais vendidos da categoria autoajuda. Ele relata a vida de Jacira, uma mulher que, entristecida e anulada de suas próprias vontades, descobre no amor próprio a chave para a superação. Uma história que nos leva a acreditar que quando nos abrimos para a vida, descobrimos que a felicidade é o destino de todos. Aos 38 anos, Jacira acredita estar prisioneira de uma situação irreversível e sem

saída. Assim, ela prefere entrar na depressão, culpar os outros, e acreditar que não tem como mudar o destino. Mas ao contrário do que ela pensa, a vida trabalha em favor do seu progresso, enviando desafios, apertando o cerco e fazendo com que cansada de sofrer, ela acorde para a realidade, descobrindo potenciais e buscando caminhos. É uma boa dica de leitura para quem deseja


Vitrine

2001:

Foto: Divulgação

Uma Odisséia no Espaço Por Roosevelt Júnior

Um ano antes dos astronautas chegarem à lua, o diretor Stanley Kubrick traduziu para a linguagem cinematográfica, o confuso livro de Arthur C. Clarke. Diz a “lenda” que a versão integral do filme foi apresentada apenas para os produtores executivos. Após essa exibição, Kubrick fez alguns cortes, deixando o filme com quase nenhum diálogo. Existe um mistério por trás deste filme, uma outra “lenda”. A sua cópia original, sem os cortes realizados pelo diretor após a primeira exibição, está em posse da família de Kubrick. Verdades ou não, tornam ainda mais audaciosa está obra que desafia os limites da realidade, com efeitos especiais nunca antes vistos em Hollywood. O ponto de partida é a origem do homem.

Da Origem da Vida ao Espaço: A sequência mostra o domínio dos primatas, em busca de sobrevivência, até chegarmos no maior corte de sequência já feito no cinema.


Desafiador, ousado, original. O filme que não precisava de diálogos. Ele sedimentou as regras de um filme de ficção científica... Sinopse: O filme consiste de quatro grandes seções: A Aurora do Homem, AMT-1, Missão Júpiter e Júpiter e Além do Infinito. Uma tribo de humanos primitivos semelhantes a macacos está procurando por comida no deserto africano. Um leopardo mata um dos membros, e outra tribo de homens-macacos os afugenta de um poço de água. Derrotados, eles dormem em uma pequena cratera de pedra exposta, acordando para encontrar um monolito preto que apareceu na frente deles. Eles se aproximam grunindo e pulando, eventualmente o tocando com cuidado. Pouco tempo depois, um dos macacos percebe que ele pode usar um osso tanto como uma ferramenta quanto como uma arma, que o macaco usa para matar uma presa para comê-la. Mais tarde eles conseguem o controle do poço de água ao matarem o líder da outra tribo utilizando-se para tal feito do osso-arma.

Daí, temos o maior corte de sequência já feito por um filme. Da origem do homem, nós vamos abordo da nave espacial Discovery One, que está a caminho de Júpiter. A bordo estão o Dr. David Bowman e o Dr. Frank Poole, e outros três cientistas em hibernação criogênica, permitindo que eles conseguissem permanecer vivos em baixas temperaturas, caso a operação falhasse. “Hal” é o computador HAL 9000 da nave, que comanda a maioria das operações da Discovery. Enquanto Bowman e Poole assistem a Hal e eles mesmos serem entrevistados pela BBC, o computador afirma que ele é “infalível e incapaz de erro”. Ele também explica seu entusiasmo para a missão, e como ele gosta de trabalhar com humanos. Quando perguntado pelo entrevistador se Hal possui emoções genuínas, Bowman diz que ele parece ter, porém a verdade é desconhecida.

Uma obra única, longa, repleta de imagens e com um significado nas entrelinhas. A trilha sonora, por vezes, se torna assustadora. Porém, é apenas mais um detalhe. Depois de assistir o filme, pergunte-se: “Eu realmente entendi esse filme?”. O público esperou 16 anos depois para assistir a sequência: 2010 - O Ano Que Faremos Contato (1984), completamente inferior e sem os efeitos especiais de ponta. O filme está na décima quinta posição na lista da AFI 100 anos... 100 filmes e no livro 1001 filmes para ver antes de morrer.

Prêmios Oscar 1968: Venceu na categoria de Melhor Efeitos Especiais Visuais

2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey): USA/UK – 1968 – 142 min. – Direção: Stanley Kubrick; Elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Douglas Rain; Gênero: Ficção Científica, Épico.

Prêmio BAFTA 1968: Venceu nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor ‘Road Show’ e Melhor Trilha Sonora Prêmio Hugo 1968: Melhor Apresentação Dramática


O Grande Ditador

Vitrine

The Great Dictador

O Grande Ditador (The Great Dictador): EUA – 1940 – 124 min. – Direção: Charles Chaplin; Elenco: Charles Chaplin, Paulette Goddard, Jack Oakie; Gênero: Comédia. Em 1940 a II Guerra Mundial eclodia na Europa. Chaplin teve uma nova ideia para seu novo filme, uma sátira crítica. Resultado? Filme censurado na Alemanha Nazista. Esse foi o primeiro filme falado de Charles Chaplin. Ele dirigiu, produziu, roteirizou, narrou e atuou no filme. Também é um dos filmes mais extensos dele, com 2 horas de duração. Sinopse: Primeira Guerra Mundial. Chaplin é um cadete do exército da nação fictícia da Tomânia e tenta salvar um soldado chamado Schultz (Reginald Gardiner). O personagem de Chaplin perde a memória quando o avião dos dois colide com uma árvore. Schultz escapa das ferragens, e Chaplin passa seus próximos vinte anos no hospital, enquanto muitas mudanças acontecem em Tomânia: Adenoid Hynkel (também interpretado por Chaplin), agora o grande ditador da Tomânia, perseguia judeus com a ajuda dos ministros Garbitsch (Henry Daniell) e Herring (Billy Gilbert). Curado, mas ainda com amnésia, Chaplin retorna à sua barbearia no gueto judeu, ainda sem saber da situação política da Tomânia. O barbeiro fica

chocado quando tropas de choque quebram a janela de sua loja. Encontra, depois, um amor, Hannah, uma linda moradora do gueto. Enquanto isso, Schultz, que recebeu várias promoções nesses vinte anos, reconhece o barbeiro e dá ordens às tropas de deixá-lo em paz. Hynkel tenta diminuir a repressão aos judeus quando tem oportunidade de obter empréstimo com um banqueiro judeu. Obcecado com o poder, Hynkel aspira à dominação mundial. Numa cena clássica Hynkel brinca com um globo inflável, para acidentalmente estourá-lo no final. Eventualmente, o empresário judeu recusa o acordo, e Hynkel reinstaura a perseguição aos judeus. Schultz é contra a invasão ao gueto que Hynkel está planejando. O ditador manda o general para um campo de concentração. Schultz foge para o gueto e começa a planejar junto com os outros moradores do lugar uma forma de tirar Adenoide Hynkel do poder. No fim, ambos (Schultz e seu amigo barbeiro) são presos. Hynkel disputa com Benzino Napaloni (Jack Oakie), ditador de Bactéria, a primazia na invasão de Osterlich, que é o primeiro passo para o ditador conquistar o mundo. Napaloni visita Hynkel em Tomânia para ambos discutirem um tratado para que nenhum dos países invada Osterlich, uma vez que

Napaloni posicionara suas tropas na fronteira com aquele país. Schultz e o barbeiro escapam do campo de concentração usando uniformes de soldados. Guardas confundem o barbeiro com o ditador Hynkel (com quem ele se parece muito). Ao mesmo tempo, Hynkel é preso pelos seus próprios soldados que acreditam que se trata do barbeiro fugindo do campo de concentração. O barbeiro, que havia assumido a identidade de Hynkel para não ser preso, é levado para a capital da Tomânia para um discurso de vitória. Tal discurso é o total oposto das ideias antissemitas de Hynkel, expondo as ideias democráticas há muito na cabeça do barbeiro.

O Discurso: “Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar

uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um

apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam Cervantes 45


como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos! Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse

poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos! (segue o estrondoso aplauso da multidão. Então, dirige-se a Hannah): Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se

dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!.” As cenas são antológicas! Chaplin está sublime no papel que é uma sátira ao então ditador alemão, Adolf Hitler. Como não rir dos diálogos em “alemão”. Ou do barbeiro fugindo da bomba, na primeira parte do filme. Existe o boato de que o próprio Hitler teria assistido o filme duas vezes. De fato, várias pessoas na época franziram o cenho para este filme. 71 anos depois do seu lançamento, ele continua vivo. Carlitos tem voz e fez os espectadores rirem de um dos momentos mais tristes da história.

Indicações: 5 Oscars: Melhor Filme, Melhor Ator: Charles Chaplin, Melhor Ator Coadjuvante: Jack Oakie, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora Original.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain): FRA – 2001 – 120 min. – Direção: JeanPierre Jeunet; Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Lorella Cravotta, Serge Merlin, James Debbouze; Gênero: Comédia Romântica/ Drama. Com uma narrativa diferente para um filme de comédia Cervantes 46

romântica, o diretor Jean-Pierre Jeunet fez um belo trabalho com uma atuação excepcional de Audrey Tautou. A trilha sonora do filme é impecável, com vários elementos tradicionais franceses. Sinopse: O filme conta a história de Amélie, uma menina que cresceu isolada das outras crianças. Isso porque seu pai achava que ela possuía uma anomalia no coração, já que este batia muito rápido durante os exames mensais que o pai fazia na menina. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai. Por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de frequentar escola e ter contato com outras crianças. Sua mãe, que era professora, foi quem a alfabetizou até falecer quando Amélie ainda era menina. Sua infância solitária e a morte prematura de sua mãe influenciaram fortemente o desenvolvimento de Amélie e a forma como ela se relacionava com as pessoas e com o mundo depois de adulta. Após sua maioridade, mudou-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre, onde começou a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra no banheiro de seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo.

A partir de então, Amélie se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para sua existência. Em uma destas pequenas grandes ações ela encontra um homem por quem se apaixona à primeira vista. E então seu destino muda para sempre.

Prêmios e Indicações: 5 indicações ao Oscar: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original. 1 indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Ganhou 2 prêmios no BAFTA: Melhor Roteiro Original e Melhor Desenho de Produção. Ganhou o Prêmio da Audiência no Festival Internacional de Edimburgo. Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Cinema de Toronto.



Cervantes Nº 01