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Artigo Revista CCA – Edição n.37 1

PRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO DE CONHECIMENTO EM GESTÃO DE RISCO DE DESASTRES

Prof. Marcos Baptista Dalmau, Dr. Prof. Antônio Edésio Jungles, Dr.

Introdução Incipiente na mídia brasileira, o tema da gestão de riscos de desastres há muito é discutido em ambientes técnicos, como os de resposta, caracterizados principalmente pelos órgãos de Defesa Civil e Corpos de Bombeiros, por exemplo; ou de produção científica, principalmente relacionados às áreas de Geografia, Geotecnia, Geologia e Engenharias. Mais recentemente, após os sucessivos desastres que afetaram o Brasil de norte a sul, os espaços de discussão sobre gestão de riscos de desastres passaram a ser mais diversos e constantes, bem como a produção relacionada ao assunto. Neste sentido, teve especial incremento a gestão social do risco, seja na ênfase aos processos de prevenção de riscos, estimulada diretamente pelos profissionais da área; seja na ampliação acadêmica de produtos nas áreas da Sociologia e Comunicação de Riscos. Em geral, os registros dessas discussões – que ocorrem por meio de Seminários, Conferências, Projetos de Pesquisa e Extensão, etc. – demonstram uma grande fragilidade na gestão dos riscos de desastres, e apontam diretrizes comuns, como ações de capacitação, gestão integrada do risco, e fortalecimento do Sistema Nacional de Defesa Civil. No desenvolvimento dessas ações, não é possível, entretanto, aportar os gestores públicos como únicos responsáveis pela mudança de cultura que se faz necessária. É preciso que cidadãos, universidades, meios de comunicação e empresários compreendam seu papel de corresponsabilidade na sociedade do risco, e assumam compromissos claros para a construção da resiliência no contexto da cultura de risco.

A divulgação do conhecimento Dar visibilidade ao conhecimento produzido nos ambientes técnicos e acadêmicos é um caminho prático para a construção da cultura de risco, em que públicos das mais variadas áreas tenham acesso à informação, e passem a refletir sobre seu papel social neste contexto. Neste ponto, os meios de comunicação têm papel fundamental ao abrir as portas ao tema. Mas é preciso igualmente, que gestores públicos e acadêmicos estejam preparados a utilizar tais espaços midiáticos, valendo-se da


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variedade de formas de comunicação que existem para além de meios tradicionais como impressos e televisão, sem ignorá-los, é claro. O ponto principal, que muitas vezes separa meios de comunicação, principalmente de massa, de técnicos e acadêmicos, é a apresentação da informação. É preciso compreender que, com exceção aos veículos especializados, os demais têm a função de dar divulgação a um assunto sem, entretanto, aprofundá-lo. Por isso, identificar a melhor forma de adequar um conteúdo, ao meio de comunicação em que se quer divulgá-lo é ainda um grande desafio quando o tema é gestão de risco, principalmente porque se trata de uma abordagem ainda recente na mídia brasileira. No que tange à produção de conhecimento, o que ser percebe, ao percorrer estados e municípios brasileiros, é a tamanha variedade de iniciativas de preparação, prevenção, resposta e reconstrução. Ao mesmo tempo, percebe-se a sede de agentes locais, diante de inúmeras dificuldades econômicas, políticas e sociais, de conhecer boas práticas para multiplicá-las em sua área de atuação. Igualmente, a produção científica tem se limitado a publicações acadêmicas, sem dar-se conta da imensa contribuição que seus estudos e pesquisas podem gerar, se ganhar espaço em ambientes mais amplos. São soluções viáveis a problemas recorrentes, mas que perdem potencial ao ficarem restritas a poucos pares. Os trabalhos a seguir apresentados, buscam ilustrar as possibilidades de divulgação de conhecimento técnico e científico, com o objetivo de multiplicar conhecimento. Em síntese, ilustra-se a importância de apresentar o conteúdo de forma direta, apoiando-se em ferramentas de comunicação rápida, como imagens, gráficos e tabelas. É possível perceber também que a organização do conteúdo favorece os aspectos de mais interesse do interlocutor, como resultados obtidos, metodologia e análise crítica.

Cooperação Técnica entre CEPED UFSC e Defesa Civil Estadual de Santa Catarina


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Cooperação Técnica entre CEPED UFSC e Defesa Civil Estadual de Santa Catarina


Artigo Revista CCA – Edição n.37 4

Cooperação Técnica entre CEPED UFSC e Defesa Civil Estadual de Santa Catarina


Artigo Revista CCA – Edição n.37 5

Cooperação Técnica entre CEPED UFSC e Defesa Civil Estadual de Santa Catarina


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Cooperação Técnica entre CEPED UFSC e Secretaria Nacional de Defesa Civil


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