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Entrevista

Entrevista com

MARIO DE MATOS Mario (à direita) com Ministro da Agricultura de Moçambique José Pacheco.

Revista Biomassa BR: Por favor nos fale um pouco sobre sua formação e as principais área de atuação? MARIO DE MATOS: Estudei na Escola Superior Agrária “Dr. José Araujo de Lacerda” de Vila Pery em Moçambique onde concluí o curso de Regente Agrícola (hoje com a designação profissional de Engenheiro Técnico Agrário) em 1975 fiz o estágio de conclusão de curso em Agronomia (cana-de-açúcar) na Sena Sugar Estate em Moçambique. Este curso está equiparado a um Bacharel em Ciências Agrárias. As minhas principais atividades dos últimos 40 anos têm sido essencialmente 34 anos em países anglo, hispano, luso e francofones no setor sucroenergético, especialmente, nas áreas de investigação aplicada, produção agrícola e gestão. E, 6 anos nas áreas de sementes e indústria agroalimentar em 37 países da África, Médio Oriente, Ásia, Oceania e América Central e do Sul, Estados Unidos e Austrália.

do continuo de tecnologias utilizadas, assegurando a sua perfeita integração nos diferentes meios ambientais tratados e avaliados caso a caso. Também deverá haver associativismos público/ privado de apoio técnico, científico e financeiro dos governos dos países interessados em desenvolver novas tecnologias nas áreas de aproveitamento da biomassa de maneira mais eficiente e econômica. Os compromissos assumidos pelos principais países do mundo na COP21 em Paris, final de 2015, tem contribuído para a inserção de fontes limpas e renováveis na matriz energética mundial? Grupos como o COP21 de Paris estão a trabalhar no sentido de iniciar um compromisso a longo prazo para tra-

Na sua opinião a geração de energia a partir da biomassa pode crescer ainda mais em nível global, o que é preciso fazer? Sim pode e deve crescer. Dados os diferentes fatores que estão na sua origem e a justificam. Assim será necessário criar condições de ordem técnica, ambiental e de acesso a financiamentos de forma a poder partilhar e generalizar as tecnologias utilizadas nas diferentes áreas requeridas, aperfeiçoan-

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Revista Biomassa BR

Mario na fábrica da Horyal em Uganda.

balhar diretamente com a comunidade de investigação científica internacional com o objetivo de apoiar a urbanização sustentável reduzindo as emissões de CO2 para a atmosfera com adoção de medidas de estratégia sobre planos de ação climática locais, resiliência, aumento da eficiência energética, adoção de transportes urbanos sustentáveis no consumo energético, alimentação urbana mais racional e utilização dos resíduos para fins energéticos entre outras medidas. Neste momento ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre o COP21, mas podemos dizer que se torna numa iniciativa prioritária louvável e de interesse universal que acabará, sem dúvidas, por beneficiar a todos. Quais os principais projetos e países que você e sua empresa trabalharam?

Revista Biomassa BR Ed 29  

• Considerações sobre potencial da Biomassa Florestal • Cogeração no setor Cimenteiro • CIBIO 2017 & EXPOBIOMASSA

Revista Biomassa BR Ed 29  

• Considerações sobre potencial da Biomassa Florestal • Cogeração no setor Cimenteiro • CIBIO 2017 & EXPOBIOMASSA

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