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BIOMASSA DE Pinus taeda L. EM DIFERENTES ESPAÇAMENTOS NA REGIÃO CENTRO-SUL DO PARANÁ Rodrigo Lima1 ; Sebastião do Amaral Machado2 ; Afonso Figueiredo Filho3 ; Mario Takao Inoue4

Resumo O objetivo do presente trabalho foi quantificar a biomassa dos componentes fuste sem casca, galhos vivos, galhos mortos, acículas e casca do fuste de árvores de Pinus taeda L. aos nove anos de idade em diferentes espaçamentos de plantio (entre 1,0 e 16,0m2/árvore) em Irati, Região Centro-Sul do Paraná. Os principais resultados obtidos foram: o espaço vital afetou a produção de biomassa (fuste, galhos vivos, galhos mortos, acículas e casca) e biomassa total. O acúmulo de biomassa ocorreu prioritariamente na madeira do fuste, seguido pelos galhos vivos, casca, acículas e galhos mortos. Tendência de redução na proporção de madeira do fuste com o aumento do espaço vital foi constatada, indicando que espaços vitais menos amplos (1,0m2; 2,0m2 e 4,0m2) podem ser manejados visando à produção de biomassa (regime de manejo Pulpwood), em rotações curtas. Espaços vitais intermediários (9,0m2 e 10,5m2) e mais amplos (12,0m2; 14,0m2 e 16,0m2) podem ser escolhidos para geração de multiprodutos (regime de manejo Utility). Recomenda-se o uso do espaço vital com 7,5m2 quando o produtor florestal ainda não definiu o destino final do seu produto. Assim, torna-se possível optar tanto pela produção de biomassa, como para a obtenção de multiprodutos. PALAVRAS-CHAVE: massa seca, espaço vital, crescimento, produção, densidade.

Introdução Atualmente, as espécies do gênero Pinus sustentam cadeias produtivas importantes no país. A Indústria Brasileira de Árvores divulgou recentemente que o mundo consome aproximadamente US$250 bilhões em produtos de madeira por ano [5]. O Brasil tem pouca representatividade neste total (3%), mas a tendência é de que as áreas de florestas plantadas sejam ampliadas nos próximos anos, principalmente devido aos diversos projetos de expansão de indústrias de base florestal em andamento no país, contribuindo com a geração de empregos e renda à população e atendendo as demandas do mercado nacional e internacional. Até 2020, R$53 bilhões serão investidos em projetos florestais. Pinus taeda L. é uma das espécies exóticas mais plantadas no Brasil, e a mais importante dentre as espécies 1 Doutor em Engenharia Florestal – Faculdade de Tecnologia SENAI, Telêmaco Borba, Paraná, rodrigo.lima@pr.senai.br 2 Doutor em Engenharia Florestal – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná. 3 Doutor em Engenharia Florestal – Universidade Estadual do Centro-Oeste, Irati, Paraná. 4 Doutor em Engenharia Florestal – Professor Associado Aposentado e Consultor, Curitiba, Paraná.

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Revista Biomassa BR

plantadas comercialmente no Sul e Sudeste dos Estados Unidos. O Estado do Paraná possui 1.066.479 hectares de florestas plantadas, destes 653.566 ha são ocupados por árvores do gênero Pinus (61%), conforme o Mapeamento das Florestas Plantadas do Estado realizado pelo Instituto de Florestas do Paraná [2]. As árvores produzem biomassa pelo processo de fotossíntese. O acúmulo de biomassa em árvores de Pinus taeda L. é diferente de local para local e de indivíduo para indivíduo, e esta variação é reflexo dos diversos fatores do ambiente aos quais a árvore está exposta, além dos fatores inerentes à própria árvore. Neste aspecto, o espaçamento inicial de plantio deve ser escolhido pelo produtor florestal conforme o objetivo da produção. Além de apresentar influência marcante na produção, o espaçamento entre as árvores afeta significativamente os custos de implantação, a manutenção e exploração da floresta e também pode afetar a qualidade da madeira produzida. Mesmo com a importância atual da biomassa, esta fonte de energia pode se tornar ainda mais promissora se for incluído o uso dos resíduos e

matérias-primas oriundas das atividades de base florestal, tanto da floresta quanto da indústria, para a geração de energia, principalmente elétrica [3]. Neste aspecto, depreende-se a importância da realização de estudos sobre o tema, pois os resultados podem servir de base para tomada de decisão com relação ao manejo das florestas de Pinus no Sul do Brasil, conforme as necessidades específicas do mercado consumidor. Metodologia A. Características da área de estudo O experimento foi implantado no Campus Universitário de Irati, na região Centro-Sul do Paraná, a 150 km da cidade de Curitiba, capital do Estado. O clima da região, segundo a classificação de Köppen é definido como Cfb Subtropical Úmido Mesotérmico, de verões frescos, geadas severas e frequentes, sem estação seca. A média das temperaturas dos meses mais frios são inferiores a 11°C e dos meses mais quentes inferiores a 24,2°C [9]. O preparo de solo da área experimental consistiu na passagem de grade, seguida de coveamento com sacho. O

Revista Biomassa BR Ed 29  

• Considerações sobre potencial da Biomassa Florestal • Cogeração no setor Cimenteiro • CIBIO 2017 & EXPOBIOMASSA

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