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2. Calor Recuperável (CR) O calor recuperável (CR) é obtido pela diferença entre o Poder Calorífico Inferior de uma determinada espécie (madeira ou casca) e o somatório de todas as perdas de energia que ocorre no processo de combustão. Ressalta-se que o PCI quando expresso em em BTU/lb equivale 9000 BTU/lb absolutamente seca para as madeiras de coníferas resinosas e 8300 BTU/lb absolutamente seca para as madeiras folhosas. Quando expresso em MJ/kg esse valor é 18 MJ/kg de madeira absolutamente seca de folhosas e 19 MJ/kg de madeira absolutamente seca de coníferas resinosas. A expressão que permite calcular o calor recuperável no processo de combustão é dada por: CR = PCI - (H1 + H2 + H3 + H4 + H5+ H6 + H7 + H8) 3. Eficiência de Combustão (EC) Por sua vez a Eficiência de Combustão (EC) é a razão entre calor recuperável (CR) e calor potencialmente disponível para a combustão (CD). Por analogia o calor disponível equivale ao próprio PCI uma vez que esse já foi corrigido de acordo com o teor de umidade do dendrocombustível (madeira ou

casca) que irá alimentar a fornalha da caldeira no processo industrial.

Onde: EC = Eficiência de combustão expressa em porcentagem CR = Calor recuperavel em BTU VCR = Valor Calorífico Real (conteúdo energético disponível para um combustível) Com a tecnologia atual concernente aos processos de combustão bem como de equipamentos envolvidos nesse processo associados ao crencente processo de controle e otimização da qualidade da matéria-prima pode se considerar que a eficiência de combustão (EC) da madeira, por exemplo, varia de 60% para os combustíveis úmidos e 80% para os combustíveis secos (ex:lenha empilhada). Em geral, a madeira (lenha) é recebida ainda com um teor de umidade relativamente elevado. Uma das razões tem sido associado ao fato de que períodos relativamente prolongados de secagem para a madeira em algumas de suas utilizações industriais podem não ser econômicamente viáveis

Fonte: www.biomasstradecentres.eu

quando se considera os cust o s f i nais, por

exemplo, do kW.h produzido em uma termelétrica à biomassa florestal. Concluindo, a terceira parte desse artigo que se iniciou na Edição nº 18 do Jornal Biomassabr irá apresentar um estudo de caso no qual serão tratados os temas aqui abordados a partir da metodologia de cálculo das perdas de calor, calor recuperável e eficiência da combustão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Arola, r.a. Wood fuels – how do they stack up? Paper presented at Energy and the Wood Products Industry: sponsored by the forestry Research Society. Atlanta, Georgia. November, 15-17 1976 CHANG, Y.-P., AND R. A. MITCHELL. 1955. Chemical composition of common North American pulpwood barks. Tappi 38(5):315-320

CORD E R , S. E. 1973. Wood and bark as fuel. Sch. Forestry Res. Bull. 14, Oregon. State Univ. 28 p. CORDER, S. E. Properties and uses of bark as an energy source. Research Paper 31. April 1976. DOBIE, J., AND D. M. WRIGHT. 1972. Conversion factors for the forest products industry in Western Canada. Can. For. Serv., West. For. Prod. Lab. Inf. Rep. VP-X-97. 60 p. HARDER, M. L., AND D. W. EINSPAHR. 1976. Bark fuel value of important pulpwood species. Tappi 59(12):132133. HARDER, M. L., AND D. W. EINSPAHR. 1978. An update of bark fuel values of important pulpwood species. Tappi 61(12):87-88. HOWARD E.T. Heat of combustion of various Southern Pines. Materials Wood science 5(3). 194-197. 1973 FONTE: https://www.google. com.br/search?q=combustion+du+bois.

Fonte: www.google.com.br/search? q=%C3%89CORCE&biw=1440&bih Revista Biomassa BR

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Revista Biomassa BR Ed 29  

• Considerações sobre potencial da Biomassa Florestal • Cogeração no setor Cimenteiro • CIBIO 2017 & EXPOBIOMASSA

Revista Biomassa BR Ed 29  

• Considerações sobre potencial da Biomassa Florestal • Cogeração no setor Cimenteiro • CIBIO 2017 & EXPOBIOMASSA

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