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ou seja, 1,4 lb de oxigênio para promover a combustão do hidrogênio e 0,48 lb para promover a combustão do carbono pora cada libra de madeira absolutmente seca. Por outro lado, a Tabela 1 mostra que o teor de oxigênio na madeira de folhosa é da ordem de 40%. Nesse caso, uma libra de madeira a.s. conterá 0,40 libra de oxigênio. Assim, o oxigênio liquido necessário (excesso) a partir do ar atmosférico será de 1,48 lb, ou seja, a diferença entre a demanda total de oxigênio (1,88 lb) e a quantidade de oxigênio presente na madeira (0,40 lb), o que equivalerá a 1,48 lb. Considerando que o teor de oxigênio no ar atmosférico é de 23,2%, isso significa que são necessárias 4,3 libras de ar atmosférico para fornecer 1 libra de oxigênio. Portanto, para promover a combustão de 1 libra de madeira absolutamente seca, são necessárias 6,4 libras de ar (1,48 lb de oxigênio x 4,3 libras de ar atmosférico). Em adição

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a este valor mínimo teórico fornecimento de ar para sustentar a combustão, algun excesso de ar é sempre admitido. O excesso de ar é geralmente expresso como uma percentagem do valor teórico mínimo de ar atmosférico o qual é considerado como sendo igual à 20% para promover a combustão de 1 libra de madeira absolutamente seca, ou seja, 6,4 vezes 1,20 (20% de 6,4), ou 7,7 libras de ar atmosférico. Finalmente, a quantidade de calor (H6) que escapa na forma de gases da chaminé (gases secos e excesso de ar atmosférico (EA) é calculado da seguinte forma: Onde: H6 = Quantidade de calor que escapa na forma de gases da chaminé (gases secos e excesso de ar atmosférico EA = Excesso de ar admitido no sistema T2 = Temperatura ambiente

(ºF) T2= Temperatura na qual ocorre o escapamento dos gases (ºF). 1.7. Calor necessário para aumentar a temperatura da madeira até à temperatura de combustão. Essa quantidade de calor em BTU (Unidades térmicas Britânicas) é expressa pela seguinte equação: H7 = Mo (T3 - T1) [0,226 + 0,000322(T1 + T3 - 64)] onde: Mo= Madeira absolutamente seca T1 = Temperatura ambiente (ºF) T3 é temperatura de combustão (ºF) 1.8. Outras perdas de calor. Correspondem às perdas de

calor decorrentes daquelas por radiação, condução e convecção, bem como, pela combustão incompleta e assim por diante. Essas perdas tem sido por muitos autores estimadas como sendo da ordem de 3 a 4%. A expressão abaixo estimam essas perdas como sendo: H8 = 0,04 (Valor calorífico real) Esta percentagem de perda pode ser apropriada para um sistema de combustão bem balanceado e operado para um determinado tipo de combustível para o qual ele foi concebido. Assim essa perda poderá ser significativamente mais elevada no caso de um sistema de combustão mal dimensionado e e operado para um determinado tipo de de combustível ou então, que o sistema contenha partículas com dimensões impróprias para a exaustão (liberação dos gases) ou combustíveis com excessivo teor de umidade

Revista Biomassa BR Ed 29  

• Considerações sobre potencial da Biomassa Florestal • Cogeração no setor Cimenteiro • CIBIO 2017 & EXPOBIOMASSA

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