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Vol. 06 - Nยบ 35 - Jan/Fev 2018

www.revistabiomassabr.com

2018

serรก um ano de CRESCIMENTO para os setores de BIOMASSA e

ENERGIAS RENOVรVEIS no BRASIL

ISSN-2525-7129


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Valor calorífico da madeira

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A r t i g o - 1a. parte

VALOR CALORÍFICO DA MADEIRA ÚMIDA

Luiz Carlos Couto1 Fernando Paiva Scárdua2 Magno Alves Mota3 Thiago F. Couto4

1. Introdução As propriedades físicas da madeira variam segundo a essência ou as partes da árvore considerada. Seja uma folhosa ou uma resinosa, das raízes até às folhas, a umidade e o teor de matérias voláteis são diferentes. Para fins de geração de calor e/ou cogeração as possibilidades de se utilizar um dendrocombustível, inúmeras são as possibilidades e no caso, da madeira (lenha), muitas espécies poderão ser utilizadas e no caso do Brasil, as espécies de Eucalyptus e de Pinus spp, são as mais frequentes e tradicionais, podendo ser aqui incorporada a acácia negra, principalmente no sul no Brasil. No caso da utilização dessas mesmas espécies na forma fragmentada, como por exemplo, de cavacos os mesmos poderão ser disponibilizados inclusive em misturas. Nesse caso, alguns procedimentos deverão ser previamente adotados de forma que essa mistura não venha implicar em perdas de rendimentos energéticos e nem em eficiência de combustão. É preciso ressaltar que esses cavacos sejam da fragmentação total de uma mais espécies lenhosas, e/ou dos produtos conexos das atividades florestais (cavacos florestais) e ainda, de produtos conexos da transformação mecânica primária e/ou secundária. Em geral, a fragmentação dessa biomassa lenhosa é feita em equipamentos mecânicos como por exemplo, os picadores rotativos dotados de facas. Dessa forma, uma quantidade consideravelmente de cavacos é obtida nesse processo com o objetivo de alimentar os diferentes sistemas de combustão. Ainda que aparentemente no conjunto esses cavacos possam sugerir uma uniformização global e nesse caso, sugerindo igualmente, um concoutoluizc@yahoo.com.br DEF/UFVJM-Ph.D. fscardua@unb.br –Dr. UnB 3 magnoalmot@gmail.com-Eng. Florestal (UFVJM) – Estag. na Klabin - PR 4 thiago.fcouto23@gmail.com-Acadêmico de Eng. Mecânica - UFV 1 2

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junto de propriedades constantes, não se pode, no entanto, descartar a hipótese, de que essas propriedades sejam igualmente variáveis. Dois aspectos importantes devem ser considerados quando se trata da madeira o primeiro, concerne à sua natureza como sendo um material utilizado inclusive para fins estruturais. Outro se referem à sua utilização como combustível. No primeiro caso, é importante considerar entre outros, a sua composição química elementar, sua higroscopicidade, sua capacidade calorífica, e sua massa volúmica ou massa volúmica aparente. Para fins de combustível, as propriedades mais relevantes são a sua capacidade de emissão de gases, de geração de calor, higroscopicidade, granulometria, contaminantes diversos (areia, terra, abrasivos diversos, tintas vernizes etc.) matérias minerais, temperatura (ex. regiões temperadas e regiões frias) e cinzas. A umidade da biomassa lenhosa, por exemplo, é altamente variável ao longo do tempo razão pela é necessário distinguir madeira absolutamente seca e madeira úmida. Ressalta-se que para fins de utilização da biomassa lenhosa para fins de combustível, o seu teor de umidade e até mesmo, a sua temperatura (países de climas frios e/ou temperados) nos quais essa poderá ser inferior ao ponto de congelação da água, constituem com frequência, fatores geradores de incertezas. Outras propriedades são globalmente constantes, como por exemplo, a composição química elementar, o que pode se resumir à uma fórmula única e comum à todas espécies lenhosas (vide Tabela 1 – coníferas e folhosas). Dentro deste contexto, esse artigo tem como objetivo apresentar e discutir algumas características e/ou propriedades, associadas com a biomassa lenhosa e mais especificamente, quando utilizada para fins de produção de calor e/ou cogeração de energia. Ao abordar esses aspectos, espera-se que esse objetivo possa também, se possível, quem sabe e sem muita pretensão, disponibilizar ferramentas para que modelos matemáticos possam ser desenvol-


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Os dados que são apresentados na Tabela 1 vidos visando a otimização da biomassa lenhosa permitem entre outros, que se faça uma comparaúmida. ção de valores de composição química elementar média, para espécies coníferas e folhosas. 2. Generalidades A madeira pode ser convertida em energia pela queima ou combustão quer seja em sistemas abertos e/ou fechados. A combustão começa inicialmente pela evaporação da água presente na estrutura da madeira. Em seguida, os seus componentes combustíveis e não combustíveis são conduzidos à temperaturas de 100°C à 600 °C e cerca de 75 à 85% da substância madeira pode ser volatilizada. O estágio final da combustão é a oxidação completa do carbono e ela envolve duas reações: (1) combinação de carbono da madeira com oxigênio para formar dióxido de carbono e (2) combinação de hidrogênio da madeira com oxigênio para formar água. A propósito, o hidrogênio (H) é um elemento combustível e o resultado de sua combustão será também a água, uma vez que essa é por excelência, um dos produtos da combustão. Supondo, por exemplo, uma madeira cujo teor médio de hidrogênio é da ordem de 6% (análise química elementar) em relação à sua massa absolutamente seca. Se 1 kg dessa madeira for submetido à combustão, haverá a formação de 0,54 kg de água, conforme mostra a reação a seguir:

A Tabela 1 Composição química elementar de espécies lenhosas expressa em porcentagem de massa absolutamente seca:

Fonte: Arola, 1976; Rossi, 1964; Bernard, 2005.

A biomassa lenhosa é uma fonte de energia renovável e neutra em dióxido de carbono (CO2), a qual se usada de forma sustentável e eficiente, pode contribuir para um ambiente mais limpo. A madeira tem sido utilizada como fonte de combustível por milênios e ainda hoje é a única fonte de energia para milhares de famílias em algumas regiões do mundo.

Os pellets derivados da biomassa lenhosa constituem atualmente o principal tipo de combustível utilizado pelos países desenvolvidos. Eles também são considerados a forma mais inteligente Ressalta-se que os combustíveis sólidos in- de densificar e transportar energia dado à sua fluicluindo aqueles oriundos da biomassa lenhosa, são dez, todavia, outros dendrocombustíveis como os caracterizados mediante dois procedimentos ana- briquetes de madeira, a própria lenha e os cavacos líticos: o primeiro, denominado de análise química florestais e/ou industriais são igualmente utilizaimediata, permite, por exemplo, ter conhecimen- dos no processo de produção de calor e/ou energia. to do seu teor de umidade, teor de matérias volá- Os cavacos são produzidos em equipamentos meteis, teor de carbono livre remanescente (carbono cânicos principalmente os picadores de facas rotafixo), teor de cinzas (matérias minerais), dióxido tivos e apresentam uma morfologia sub-retangular de carbono, água líquida (condensada) e o poder cujas dimensões são da ordem de 5 mm-50mm de calorífico superior (PCS), esse último, baseado na comprimento, com baixa espessura em comparacombustão completa da amostra na condição abso- ção com outras dimensões de cavacos industriais. lutamente seca. O segundo procedimento químico A qualidade dos cavacos para fins de geração conduz à análise química elementar, a partir da qual se obtém os teores de carbono (C), oxigênio de energia depende de uma série de características (O), nitrogênio (N), cinzas e enxofre (S). A análise tais como, o conteúdo de umidade, espécie lenhoquímica elementar é importante, por exemplo, no sa, dimensões e morfologia das partículas e teor contexto ambiental, uma vez que ela permite es- de contaminantes (terra, areia, plástico, tintas e/ou tabelecer uma ligação entre a combustão de uma vernizes, metais etc.). Todos esses parâmetros têm determinada massa de madeira e a quantidade de uma influência importante no valor calorífico, na gases produzidos. Ressalta-se que ao se referir à densidade aparente e na porcentagem de cinzas. madeira submetida à análise química elementar Na produção desses cavacos, pode ser utiliestará sempre se referindo à madeira na condição zada a madeira roliça, mas nesse caso, prioriza-se absolutamente seca (0% de umidade). 6

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aquela de qualidade inferior do ponto de vista silvicultural e de pequenos diâmetros. No Brasil, com a implantação praticamente recente das plantações adensadas de eucaliptos clonais de curta rotação, para a produção de biomassa para energia, será certamente a melhor opção para fins energéticos. Nessa cadeia produtiva todo material lenhoso será destinado à geração de energia seja para a produção do bioredutor e/ou cavacos para a combustão direta e então para a produção de pellets. Aos cavacos assim produzidos recebem a denominação de cavacos florestais e a sua principal característica é que o seu teor de umidade é elevado podendo atingir, por exemplo, 50%, por se tratar de madeira recém-cortada. Outro tipo de cavacos que poderão ser utilizados para a geração de energia, são aqueles denominados de cavacos industriais. Nesse caso, eles se origem no aproveitamento dos produtos conexos (resíduos) do processamento mecânico primário e secundário da madeira (serrarias, marcenarias, indústrias de celulose etc.). Nesse caso, o seu teor de umidade médio é significativamente menor do que os primeiros. Característica essa, altamente desejável para o que para fins de geração de energia. A maior desvantagem dos cavacos se comparados à madeira sólida é a sua menor densidade energética, decorrente de sua menor densidade aparente. Essa característica, por exemplo, influenciará consideravelmente nas dimensões de áreas necessárias para o armazenamento dessa biomassa. Em efeito, e somente para fins de comparações em termos de volume (m3) necessário para o armazenamento de 20000 kWh, são necessários de 2-3 m3 para o óleo combustível, 12 m3 para a madeira (lenha), 24 m3 para os cavacos e 6 m3 para os pellets. Esses valores são de grande importância para fazer o planejamento de áreas para o armazenamento dos dendrocombustíveis.

3. Propriedades da madeira de grande relevância para a sua utilização como combustível 2.1. Umidade 2.1.1. Caracterização A madeira não é uma biomassa que possa ser disponibilizada na condição absolutamente seca (0% de umidade). Em geral o seu teor de umidade para fins de geração de energia varia de 15% a 60%. Podendo até mesmo extrapolar 60%, dependendo do tempo de armazenamento ao ar livre. Isso ocorre por duas razões, a primeira porque ela é higroscópica e a segunda pelo fato de que a madeira é também uma substância porosa dado à estrutura química-histológica. Existem dois tipos de porosidade na madeira: o primeiro se denomina de macroporosidade que está associada com as cavidades ou lúmens de células tais como os poros em folhosas e traqueídos em coníferas e pelas células parenquimatosas e ainda, os espaços capilares e intracelulares. Nessa condição, a água presente nesses tecidos, se encontra na forma livre, ou seja, sem qualquer vínculo de ligação (pontes de hidrogênio) com os componentes químicos da parede celular. Essa forma de água é também denominada de água de capilaridade. Quanto ao segundo tipo de porosidade tem-se a microporosidade, a qual se dá em decorrência da presença dos componentes químicos fundamentais da madeira, ou seja, a celulose, a lignina e as hemiceluloses. Nesse caso, a água se encontra fortemente ligada ou adsorvida por esses respectivos componentes químicos e a sua remoção requer um aporte de calor.

Os cavacos são comercializados em geral no mercado de combustíveis em metros cúbicos aparente (granel) ou em massa seca absoluta (tonelada)

Os cavacos são comercializados em geral no mercado de combustíveis em metros cúbicos aparente (granel) ou em massa seca absoluta (tonelada). Em geral, a massa de um metro cúbico aparente de cavacos pesa cerca de 200 kg à 450 kg, dependendo da espécie (densidade básica), granulometria e teor e umidade. Em termos energéticos, 1 m3 aparente de cavacos possui um valor calorífico da ordem de 630 kWh à 1100 kWh, em razão da variabilidade do teor de umidade dos mesmos. Essa característica (umidade) é quem condiciona o preço no comércio desses dendrocombustíveis.

A madeira anidra ou absolutamente seca é por convenção (Norma NF B 51004, 1985 [30], NBR 7190:1997, Anexo B (normativo)), é aquela obtida após uma perma-

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nência em uma estufa de secagem com circulação forçada de ar e graduada em 103±2°C até a constância ou estabilização da massa. A propósito, a norma brasileira NBR 7190:1997 recomenda durante a secagem dos corpos-de-prova com dimensões de 3 cmx2cmx5cm que as suas respectivas massas sejam medidas a cada 6 horas, até que ocorra uma variação, entre duas medidas consecutivas, menor ou igual a 0,5% da última massa medida. Essa massa será considerada como a massa seca. Ressalta-se que esse procedimento não elimina a água de constituição química da madeira a qual somente poderá ser removida mediante a degradação térmica da madeira. O conhecimento do conteúdo de umidade da madeira é muito importante considerando que água de constituição química e aquela de impregnação adsorvida poderá representar mais da metade da sua massa. A água presente na madeira aparece sob três formas: (1) água ligada, (2) água na forma de vapor e (3) água livre. 2.1.1.1. Água ligada e água na forma de vapor Para teores de umidades inferiores ao ponto de saturação das fibras (PSF) cujo valor médio é da ordem de 30% quando referido na base absolutamente seca e 23% na base úmida, a água no interior da madeira se encontra na forma de vapor e de água ligada ou adsorvida nas paredes celulares dos tecidos lenhosos e mais precisamente como funções hidroxilas nas moléculas de celulose e hemiceluloses. A uma dada temperatura, existe um equilíbrio entre o vapor d´água e a água ligada ou água de impregnação adsorvida. A curva assim obtida e denomina de isoterma de adsorção, depende pouco da natureza da espécie lenhosa. Nesse domínio de umidade, denominado de domínio higroscópico da madeira, observa-se uma variação dimensional da madeira em função de sua umidade e também daquela do meio exterior.

a umidade bruta ou úmida (X), a qual poderá ser calculada pela Equação 1 e o seu valor é expresso em porcentagem.

O teor de umidade expresso na base úmida (X) representa a fração mássica de água contida na madeira, ela por consequente não tem dimensão. Mas mesmo assim, o seu valor será sempre dado em porcentagem, e para X=1 ou 100% o que configura um paradoxo considerando que nesse caso a massa de madeira absolutamente seca será nula. Isso quer dizer que o teor de umidade na base úmida não poderá ultrapassar o valor limite de 1 ou 100%. Outra definição da umidade é possível, assim que a relação acima expressa concerne à massa de água sobre a massa de madeira absolutamente seca ou anidra. A umidade assim definida representa a umidade expressa na base seca (U). Os profissionais da madeira para construção civil e da indústria de móveis e seus componentes utilizam preferencialmente o teor de umidade expresso na base seca (U). A umidade na base úmida é em geral utilizada em combustão. As duas formas de se expressar o teor de umidade da madeira são ligadas pelas seguintes relações:

2.1.1.2. Água livre A água livre na madeira é aquela que se faz presente na madeira acima domínio higroscópico. Ela ocupa as cavidades da madeira tais que os capilares, espaços intercelulares e os lúmens de células. No interior de um capilar, a energia da superfície correspondente à interface líquido-gás (tensão superficial) induz uma pressão de vapor saturante inferior à pressão de vapor saturante da água na temperatura ambiente na qual ela se encontra. É essa diferença de pressão que permite a água capilar de circular da base até o topo da árvore viva. 2.2. Definições A quantidade de água contida no interior da madeira se mede relativamente à massa anidra e úmida. Assim, a umidade pode ser avaliada como a relação entre a massa de água e a massa de madeira úmida. Essa umidade é referida como sendo 8

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Onde: X = teor de umidade expresso na base úmida (%) U = teor de umidade expresso na base seca (%) A umidade da madeira varia espontaneamente ao longo do tempo em função das condições atmosféricas e da forma de armazenamento: • Quando a madeira é recém-cortada, a sua umidade na base úmida ou bruta poderá ultrapassar 50% • Após alguns meses de armazenamento sob cobertura e ambiente ventilado, a umidade


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(X) poderá se estabilizar entre 20 e 30%. No caso dos cavacos florestais, armazenado nas mesmas condições, mas submetido à um revolvimento (movimentação) periódico, esse teor de umidade de estabilização poderá ser menor. A madeira (lenha) destinada à carbonização, por exemplo, por um período de Onde: 90-120 dias poderá atingir teor de umidade médio da ordem de 37% na base úmida (X) c (mad.a.s.) = Calor específico da madeira absoluou 27% na base seca (U); tamente seca, expresso em expressa kj.kg.k e, • Após uma secagem forçada e em seguida, T = temperatura em °C um armazenamento no interior de um ambiente apropriado (galpão coberto) o teor de 3. Propriedades do combustível umidade da madeira poderá se estabilizar en- madeira tre 10-15% em aproximadamente três à quatro meses e, 3.1.Poder Calorífico • Nos países de clima temperado, os cavacos 3.1.1.Poder Calorífico Superior (PCS) submetidos à secagem sob um galpão coberto e ventilado após 2 anos poderão se estabilizar O Poder Calorífico Superior expressa a com um teor de umidade médio da ordem de quantidade de energia máxima liberada pela 14% (X). combustão neutra, ou seja, aquela que ocorre em condições ótimas (ex. sem excesso de 2.2.1. Composição química elementar oxigênio e nem na presença de nitrogênio) enquanto que a água produzida nessa reação Conforme foi discutido anteriormente, a com- é condensada para o estado líquido. O PCS posição química elementar da biomassa lenhosa é é avaliado nas condições normais de tempeimportante quando se deseja estabelecer a relação ratura e pressão (°C e 0,1 Mpa). Inúmeros da combustão de uma determinada massa de ma- estudos procuram correlacionar os PCS à dideira ou outro dendrocombustível sólido qualquer, ferentes parâmetros. Os mais correntes entre e a quantidade de emanações gasosas geradas nesse eles consistem a lhes correlacionarem com a processo. Esse procedimento é o usual no processo composição química elementar obtendo, por de controle da poluição ambiental entre outros. A exemplo, os modelos seguintes: Tabela 2 mostra os resultados da análise química elementar de algumas espécies lenhosas exóticas.

Onde : PCS= Poder Calorífico Superior expresso em kj/kg xC= Fração mássica em carbono na madeira absolutamente seca; xH = Fração mássica em hidrogênio na madeira absolutamente seca; Fonte: AIEL, 2008

2.3. Capacidade calorífica

xO = Fração mássica em oxigênio na madeira absolutamente seca; xS= Fração mássica em enxofre na madeira absolutamente seca;

A capacidade calorífica (mássica) é a quantidade de calor útil à elevação de 1°C de uma uniPara uma fração mássica de carbono dade de massa. Ela expressa a capacidade calorí- igual à 50% na base absolutamente seca, o fica da madeira absolutamente seca em função da primeiro modelo (Eq. 4) fornece um PCS temperatura. Ela pode ser calculada pela seguinte de 21370 kj/kg (31,370 MJ/kg), o qual pode equação: 10 Revista Biomassa BR


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sugerir até um valor superestimado, muito provavelmente decorrente de procedimentos experimentais. O segundo modelo (Eq.5) para uma composição química elementar de 50% (C), 6% (H) e 44% (O) fornece um valor de PCS é de 19754 kj/ kg (19,754 MJ/kg). Esse último valor sugere que o mesmo se encontra no interior do intervalo médio de PCS, de 19 MJ/kg à 20,5 MJ/kg calculado de madeira absolutamente seca, adotado por inúmeros autores. Outro modelo expressa o valor do PCS em função da fração holocelulose (celulose e hemiceluloses), dois dos três principais componentes químicos fundamentais da madeira. A lignina é o terceiro. Esse modelo é dado pela seguinte equação:

Essa água produzida se forma mediante dois processos diferentes:

Onde:

3.1.2.1. Poder calorífico inferior absolutamente seco ou anidro

PCS = Poder calorífico superior em kj/kg (madeira a.s.); XHolocelulose = Fração holocelulose obtido na análise química da madeira absolutamente seca de uma determinada espécie lenhosa. Ressalta-se que o PCS da madeira varia segundo as espécies, mas pode ser reagrupado em duas categorias: madeira de coníferas e madeira de folhosas. Em geral, somente quando da utilização da madeira como combustível, a mistura de espécies é frequente daí, a necessidade de se utilizar valores médios para algumas características incluindo o PCS. O valor médio do PCS poderá se utilizar 19850 kj/kg de madeira (a.s.), ainda que valores de 19000 kj/kg e 20000 kj/kg sejam relatados respectivamente, para as madeiras de folhosas e coníferas. Outros autores sugerem que um valor médio de PCS 19000 kj/kg e 20500 kj/kg, respectivamente para folhosas e coníferas possam ser igualmente utilizados. Todavia, esse valor para as madeiras de coníferas estaria mais próximo de 20500 kJ/kg, em razão da natureza química de suas respectivas ligninas. Dentro deste contexto, esses valores acima apresentados poderão ser utilizados em cálculos para a madeira-energia, principalmente para finalidades envolvendo a mistura de biomassas lenhosas para a geração de calor e energia. 3.1.2.Poder Calorífico Inferior (PCI) O poder calorífico inferior (PCI) é a quantidade de calor máxima fornecida pela combustão neutra de uma unidade de massa de combustível quando a água formada pela combustão permanece no estado vapor. Isso significa que o PCI se deduz do PCS, por subtração de energia útil á vaporização da água produzida durante a combustão. 12 Revista Biomassa BR

• Água contida no interior da madeira diretamente sob a forma adsorvida:

• Água formada pela reação do hidrogênio com o oxigênio.

É aquele obtido considerando apenas a água que é formada pelo hidrogênio contido no combustível (ex. biomassa lenhosa). Ele é expresso pela seguinte equação (Bernard, 2005):

Onde: PCI a.s.= Poder calorífico inferior da madeira absolutamente seca expresso em kj/kg; PCS = Poder calorífico superior da madeira anidra expresso em mj/kg; L= Calor latente de vaporização da água, seja, 2500 kj/kg e, xH = Fração mássica de hidrogênio contido na madeira absolutamente seca, determinado pela análise química elementar. O PCI anidro ou absolutamente seco é intrínseco à composição química elementar do combustível. É por isso que muitos pesquisadores preferem utilizar esses parâmetros constantes, em razão da grande diversidade de combustíveis lenhosos, do que utilizar os valores de PCS. Ressalta-se que as cascas das espécies resinosas possuem um PCS cerca de 5% superior ao PCS da madeira dessas mesmas espécies.

Continua...


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AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA TERMODEGRADAÇÃO EM BIODIESEL DE SOJA E GORDURA ANIMAL Helton Rogger Regatieri1; Elizandra Sehn2; Gustavo Vinicius Bassi Lukasievicz3

RESUMO Em razão da vasta utilidade e desafios apresentados pelo uso do biodiesel de soja e gordura animal esta pesquisa teve como enfoque investigar as propriedades destes dois biodieseis, visando avaliar o comportamento das amostras em relação ao processo de termodegradação. Para tanto, ambos biodieseis, BSO (100% de óleo de soja) e BSG (50% de óleo de soja e 50% de gordura animal) foram termodegradados a 130°C para os tempos de 0, 3, 6, 9, 12, 24 e 36 h. As amostras foram submetidas às análises de ponto de névoa (PN), ponto de fluidez (PF), e espectroscopia na região do infravermelho médio (FTIR). A relação entre a termodegradação e o PN e PF indica que a medida que uma amostra for degradada o PN e PF tendem aumentar. A análise no FTIR indicou com clareza o processo de termodegradação, pois a medida que o tempo de termodegradação aumenta, há um acréscimo no número de gaussianas utilizadas para realização do ajuste teórico do pico característico do biodiesel em 1745 cm-1, indicando a perda de qualidade deste biocombustível. PALAVRAS-CHAVE: Biocombustíveis. Caracterização físico-química.

Introdução Uma das características mais importantes dos combustíveis é a estabilidade à degradação, que é a resistência apresentada pelo combustível ao processo degradativo, o qual leva em consideração a alteração das propriedades físicas e químicas do biocombustível. A degradação do biodiesel pode ocorrer durante o processo de produção, armazenamento industrial e em tanques, causando assim, um menor rendimento e desgaste dos componentes de armazenamento e combustão [1-8]. O objetivo geral desta pesquisa consiste em estudar as propriedades de dois tipos diferentes de biodieseis: um derivado 100% de óleo de soja (BSO); e outro 50% de óleo de soja e 50% de gordura animal (BSG) em razão da termodegradação. Metodologia Após o preparo das amostras termodegradadas, todas foram submetidas a análise do PN, PF e FTIR. As análises do PN e PF foram adaptadas das normas ASTM D2500 e D97. A FTIR foi realizada na faixa de números de onda entre 4000 a 500 cm-1. As leituras foram realizadas por reflectância total atenuada (UATR). Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Medianeira, Paraná, heltonregatieri@hotmail.com. 2. Doutora – UTFPR, Medianeira, Paraná 3. Doutor – UTFPR, Medianeira, Paraná 1.

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Resultados e Discussões A caracterização de ambos biodieseis por estas técnicas provou-se eficaz para a determinação do processo de degradação das amostras de biodiesel. O PN e PF foram influenciados gerando um aumento na temperatura limite à medida que a o tempo de termodegradação aumentou, como pode ser observado na figura 1. As temperaturas para o PN e PF estão dispostas na tabela 1. A utilização do FTIR confirmou o processo de termodegradação das amostras, sendo que há um alargamento nos picos, especialmente em 1745 cm-1 (Fig. 2). Para verificar o alargamento da banda centrada em 1745 cm-1 foi realizado um ajuste gaussiano para avaliar a diferença entre os espectros em função do tempo de termodegradação (Fig. 3) [9]. Referências [1] JAKERIA, M.; FAZAL, M.; HASEEB, A. Influence of different factors on the stability of biodiesel: A review. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 30, 2014. 154-163. [2] JAIN, S.; SHARMA, M. Effect of metal contents on oxidation stability of biodiesel/diesel blends. Fuel, 116, 2014. 14-18. [3] PULLEN, J.; SAEED, K. An overview

of biodiesel oxidation stability. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 16, 2012. 5924-5950. [4] DUNN, R. Effect of temperature on the oil stability index (OSI) of biodiesel. Energy & Fuels, 22, 2008. 657–662. [5] JAIN, S.; SHARMA, M. Review of different test methods for the evaluation of stability of biodiesel. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 14, 2010. 1937-1947. [6] KNOTHE, G.; GERPEN, J.; KRAHL, J. Biodiesel Handbook. Illinois: AOCS Press, 2005. [7] YAAKOB, Z. et al. A review on the oxidation stability of biodiesel. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 35, 2014. 136-153. [8] KNOTHE, G.; DUNN, R. Dependence of Oil Stability Index of Fatty Compounds on their Structure and Concentration and Presence of Metals. American Oil Chemical Society, 2011. 607-611. [9] WORZAKOWSKA, M.; TORRES-GARCIA, E. Thermo-oxidative-kinetic study of cinnamyl diesters. Thermochimica Acta, 604, 2015. 95-105.


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Figura 1. Ponto de Névoa e Ponto de Fluidez em função do tempo de termodegradação das amostras BSG e BSO.

Tabela 1. Resultados obtidos para o Ponto de Névoa e Ponto de Fluidez das amostras BSG e BSO e suas respectivas amostras termodegradadas.

Figura 2. Variação dos picos para as amostras BSG e BSO 00h até 36h no número de onda de 1745 cm-1

Figura 3. Número de gaussianas necessárias para realizar o ajuste do pico característico do biodiesel em 1745 cm-1 para as amostras BSG e BSO.

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ESTUDO DA ESTABILIDADE OXIDATIVA DO BIODIESEL VIA ANÁLISE TERMOGRAVIMÉTRICA Helton Rogger Regatieri1; Elizandra Sehn2; Gustavo Vinicius Bassi Lukasievicz3

RESUMO O biodiesel é composto de uma mistura de ésteres alquílicos que pode ser obtido pela transesterificação de triglicerídeos de origem vegetal/animal. A origem do óleo utilizado é o fator mais determinante nas diferentes características do produto final. Para verificar tais distinções este trabalho realizou uma comparação das propriedades térmicas das amostras por TG, DTG e DSC. Optou-se pela utilização de amostras de biodiesel de soja e gordura animal, as mais utilizadas nacionalmente 80% e 16%, respectivamente. A partir das análises termogravimétricas foi possível verificar o teor de éster presente nas amostras que se mostrou superior ao limite mínimo de 96,5% estabelecido pela ANP N°45 de 2014. A estabilidade oxidativa foi classificada observando os eventos térmicos, como Tonset, Tendset e Tmax. Sendo assim, concluiu-se que a diferença na estabilidade térmica entre as duas amostras está relacionada ao teor de ligações insaturadas, sendo então, a utilização de blendas (gordura animal e óleo de soja) favorável a melhoria da estabilidade oxidativa do biodiesel. PALAVRAS-CHAVE: Termogramas. Análise térmica. Oxidação.

Introdução O biodiesel é produzido a partir de modificações químicas de óleos/gorduras de distintas fontes. A matéria-prima depende da disponibilidade regional, sendo que no Brasil a principal fonte é o óleo de soja. Como a utilização do óleo de soja é influente no setor alimentício, o emprego de misturas de diferentes óleos torna-se uma opção para minimizar esses impactos na sociedade. Por isso o emprego da gordura animal, que é considerado um rejeito, apresenta vantagens. Neste trabalho estudou-se a influência da gordura animal adicionada ao óleo de soja, verificando seus efeitos na estabilidade oxidativa do produto final, o biodiesel [1-4]. Metodologia Este estudo analisou a estabilidade oxidativa de duas amostras: biodiesel de1. Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Medianeira, Paraná, heltonregatieri@hotmail.com. _2. Doutora – UTFPR, Medianeira, Paraná _3. Doutor – UTFPR, Medianeira, Paraná

rivado de matéria-prima virgem de óleo de soja (BVS) e biodiesel derivado de gordura animal adicionado ao óleo de soja (BGS). Para estas análises foi utilizado o analisador térmico de marca Perkin Elmer, modelo STA 6000. Foi utilizado o método dinâmico com taxa de aquecimento de 10°C.min-1, em atmosfera de N2 com fluxo de 20 mL.min-1. A amostra de aproximadamente 10 mg foi aquecida de 50 a 450°C. Resultados e Discussões Na Figura 1, pode-se observar uma curva TG típica (linha sólida) para as amostras BGS e BVS, onde ocorre uma única transição. Também, utilizando as curvas TG/DTG foi possível verificar o teor de ésteres presentes nas amostras que está exposto na tabela 1 [5-7]. O termograma DSC/TG na Figura 2 revela eventos exotérmicos, indicando que houve a liberação de energia, sendo a temperatura de 311°C a Tmax (Tab 1). Outro fator visível é a maior estabilidade do BGS em relação ao BVS. Esta diferença na estabilidade térmica entre as duas amostras está relacionada ao teor de ligações insa-

turadas, pois um elevado teor de ligações insaturadas conduzirá a oxidação térmica em temperaturas menores [7]. Referências [1] PULLEN, J.; SAEED, K. An overview of biodiesel oxidation stability. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 16, 2012. 5924-5950. [2] JAIN, S.; SHARMA, M. Review of different test methods for the evaluation of stability of biodiesel. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 14, 2010. 1937-1947. [3] YAAKOB, Z. et al. A review on the oxidation stability of biodiesel. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 35, 2014. 136-153. [4] KNOTHE, G.; DUNN, R. Dependence of Oil Stability Index of Fatty Compounds on their Structure and Concentration and Presence of Metals. American Oil Chemical Society, 2011. 607-611. [5] NAKATANI, N.; TAKAMORI, H.; TAKEDA, K. . S. H. Transesterification of soybean oil using combusted oyster shell waste as a catalyst. Bioresourse Technology, 2009. 1510–3. [6] VEGA-LIZAMA, T. et al. Thermogravimetric analysis as a rapid and simple method to determine the degradation degree of soy biodiesel. Fuel, 156, 2015. 158-162. [7] KWON, E. et al. Transforming duck tallow into biodiesel via noncatalytic transesterification. Applied Energy, 116, 2014. 20-25.

Tabela 1. Teor de ésteres das amostras BSG e BSV e temperaturas dos respectivos eventos exotérmicos. Figura 1. Comparativo dos termogramas TG e DTG das amostras BSG e BVS.

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Figura 2. Comparativo dos termogramas TG e DSC das amostras BGS e BSV.


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Comitê Científico do CIBIO 2018 FOI OFICIALIZADO

A

conteceu em 07 de fevereiro, a oficialização do Comitê Científico do Congresso Internacional de Biomassa 2018 (CIBIO 2018). O evento foi realizado no Auditório dos Cursos de Engenharia Florestal e Engenharia Industrial Madeireira, no Campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná em Curitiba, no Paraná.

Com o objetivo de apresentar a equipe do Comitê Científico e dar a abertura aos trabalhos científicos do CIBIO 2018, o comitê foi presidido pelo Prof º Dimas Agostinho da Silva e contou com a participação de aproximadamente 40 pessoas no evento sendo empresários, pesquisadores e profissionais da área de biomassa brasileira, além de representantes da imprensa e também da academia. De acordo com a Comissão Organizadora do CIBIO 2018 o comitê científico foi dividido em três estruturas. Primeiramente pelo presidente Profº Dr Dimas Agostinho da Silva, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), seguido pela coordenação do Comitê, a qual é composta por sete profissionais entre mestres e doutores e finalizado pelos membros da Avaliação Científica do III CIBIO que possui cerca de 20 avaliadores. O CIBIO é o maior evento do setor de biomassa e bionergia da América Latina e tem como objetivo discutir o atual cenário da Matriz Energética Nacional e temas ligados a geração de energia a partir da biomassa no Brasil e no mundo. O evento também visa apresentar soluções, tecnologias e informações que impulsionem o crescimento da Biomassa na matriz energética brasileira e na visão dos especialistas os trabalhos científicos contribuirão bastante para isto.

Organizado pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, o congresso está previsto para acontecer nos dias 04 a 06 de setembro de 2018, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP, em Curitiba, no Paraná. Os trabalhos podem ser inscritos pelo site do evento www.congressobiomassa.com.

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Entrevista

Entrevista com Rafael Foppa da Rakia Soluções em Energia Solar A Rakia é Patrocinadora "Cultural" do CBGD 2018 – Congresso Brasileiro de Geração Distribuída

O evento será realizado na cidade de Fortaleza CE, na sede do Sebrae CE, nos dias 24 e 25 de outubro de 2018!!

Revista Biomassa BR - Nos conte um pouco sobre a RAKIA, sua tra- nhar” dinheiro rápido. De alguns jetória desde que foi fundada e o dias para cá, após algumas notícias dizendo sobre o risco desse mercado, mercado que ela atua. o valor da bitcoin caiu drasticamenRafael Foppa - A RAKIA foi fun- te. Não quero comparar energia solar dada com o princípio de conseguir com bitcoin, quero comparar o moatender todo e qualquer consumidor mento. Muitas pessoas de que atuam de energia elétrica, seja de baixo ou em segmentos diversos, acham que alto consumo. Energia é um bem ne- energia solar é o “bum” para fazer cessário, cada vez mais temos apare- negócio e “ganhar” dinheiro rápido. lhos que consomem energia elétrica A maior dificuldade da energia é que e cada vez mais enxergamos dificul- não conseguimos vê-la, ou seja, se dades em serem supridos. Pensando alguma empresa fez uma instalação num bem comum e sustentável, a fugindo de alguma norma para ter RAKIA oferece o sistema completo um lucro um pouco maior no propara o cliente final, afim de que con- jeto/execução, algum problema em sigamos reduzir o máximo de cus- algum momento vai aparecer. Então, to fixo possível. E com o sol temos precisamos estar sempre amparados grande oportunidade de alcançar com as normativas e fazer o setor ser forte e correto. esse objetivo. Revista Biomassa BR - A energia solar fotovoltaica está em crescimento no país e gostaríamos de saber a sua opinião sobre o mercado. Como você avalia o setor hoje em dia? Sim, de fato a energia solar está em crescimento no Brasil, e continuará crescendo por algum tempo. O que nós do segmento precisamos é juntar forças para que toda essa energia que está sendo gerada, seja gerada de madeira correta e eficiente. Muitas pessoas, principalmente no Brasil, gostam de investir no que está dando certo no momento, mas não conseguem enxergar o processo por trás, para que não acorram problemas no futuro. Por exemplo. Bitcoins, muitas pessoas acreditaram que bitcoins seria a nova moeda do mercado, ou seja, viram oportunidade de “ga24 Revista Biomassa BR

o cliente. Tratamos cada. Tratamos cada cliente como se fosse único, independentemente do tamanho do sistema, seja com 10 módulos, seja com 1000 módulos. Revista Biomassa BR - Na sua opinião qual a importância de eventos como CBGD 2018 para o setor de geração distribuída do país? Acho que eventos como esse é de grande importância, percebemos que para este ano de 2018, as agendas de eventos aumentaram, isso é muito bom, mais pessoas qualificadas no mercado, conhecendo novos produtos, novas formas de executar/ planejar os projetos.

Revista Biomassa BR - A RAKIA Revista Biomassa BR - Como o seé patrocinadora cultural do evennhor vê o mercado de geração disto. Gostaríamos de saber quais são tribuída daqui 5 anos? suas expectativas para ele? O que GD vem crescendo a cada dia e vejo você espera do CBGD2018? que vai ser o carro chefe para o fotovoltaico no Brasil. A burocracia é Somos patrocinadores cultural do menor e o acesso ao cliente final está CBGD2018. Imaginamos que a sendo facilitada a cada tia que passa. RAKIA precisa ser vista como uma marca nacional, e para isso vamos Revista Biomassa BR - Qual o prin- investir muito este ano de 2018 em cipal diferencial que a RAKIA pro- eventos, marketing e campanhas. Esperamos ganhar um espaço maior cura oferecer aos seus clientes? no mercado e ser reconhecida como A RAKIA é uma única empresa que uma das melhores empresas do segentrega a solução completa ao clien- mento. O cliente que fecha um prote. Nos preocupamos em atender jeto com a RAKIA, não está apenas bem o cliente e viabilizar o projeto fazendo mais uma compra e sim da melhor forma possível. Entrega- tendo uma experiência de pré e pós mos a proposta comercial, o proje- acompanhamento por muito tempo to, a linha de crédito, a instalação e junto a nós. toda a assessoria pós instalação para


SOLUÇÕES PARA OS GARGALOS do SETOR SUCROENERGÉTICO serão apresentados por empresas e instituições

I

nstituições e empresas que atuam no setor sucroenergético irão apresentar os principais gargalos que afetam a produtividade da cana em um dos painéis do Simpósio “Integração da Pesquisa Pública com Cana-de-açúcar no Brasil” que acontece no dia 15 de março, em Ribeirão Preto, em São Paulo. Entre os problemas estão a baixa pluviosidade em certos momentos do ciclo de produção da cana-de-açúcar, a contribuição da irrigação e a divergência sobre os custos do processo. A moderadora do terceiro painel do Simpósio, Raffaella Rossetto, e pesquisadora da APTA/IAC, ressalta que, neste Painel “Sistema de produção atual e novas tecnologias para cana-de-açúcar”, serão discutidos os principais problemas e quais as ações que estão sendo feitas diante deles, buscando soluções especialmente para produtividade como também apontar os rumos para a pesquisa técnica e científica visando o desenvolvimento do setor. De acordo com dados da Conab, estima-se para a próxima safra que a produtividade da cana-de-açúcar seja de 72,7 t/ha, valor 0,2% superior à safra anterior, decorrente da expectativa de recuperação das lavouras na região Norte-Nordeste. Na região Centro-Sul, principal produtora, a expectativa é que a produtividade se mantenha no mesmo índice da safra anterior, ou seja, mesmo com condições climáticas possivelmente favoráveis, a almejada produtividade de 3 dígitos é conseguida apenas em algumas Unidades produtoras, configurando específicos casos exemplares. Aliás, ao contrário do setor de grãos que tem apresentado ganhos significativos de produtividade, e mesmo com o desenvolvimento de tecnologia, a produtividade da cana não tem conseguido “decolar”, com resultados que eventualmente se elevam em determinada safra, e voltam a cair, mostrando-se ao final dos últimos dez anos, praticamente estagnados no mesmo patamar.

Concorrem para esse resultado desanimador, questões econômicas que levaram a baixos investimentos e anos de condições climáticas desfavoráveis. “O que podemos fazer para alavancar a produtividade da cana?. Essa pergunta é uma das que queremos discutir amplamente com todos os participantes, que poderão contribuir imensamente para que se chegue à alguma proposta de solução”, salienta. Além desses problemas já citados, Raffaella complementa que na safra passada também começou o aumento de algumas pragas e doenças que deixaram os produtores apreensivos. A mecanização será também abordada no painel. Sempre mais intensa, na colheita e no plantio, trouxeram num primeiro momento decréscimos de produtividade. Hoje, aliada com as novidades da agricultura de precisão apresentam vantagens para os ganhos de produtividade. Outro fator de produção que ganha relevância maior atualmente é a adubação e correção do solo, em função do aumento de custos desses insumos. O tema será debatido neste painel sempre aliado ao enfoque da produtividade e sustentabilidade. Finalmente, neste terceiro painel, serão apresentados dois casos de sucesso na produtividade da cana, exemplares no manejo e nas soluções adotadas pelas usinas - Agropastoril Campanelli e Casi – Condôminio Agrícola Santa Izabel. As inscrições para esse simpósio são gratuitas, porém as vagas são limitadas a 350 participantes e podem ser feitas pelo site www.embrapa.br/simposio-cana Acompanhe as novidades https://goo.gl/zr2KS6 O Simpósio é uma realização da Embrapa, STAB, Programa Cana IAC, Ridesa, Projeto Pluricana/Finep, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Governo Federal. O Simpósio tem o apoio das empresas Buchi, UPL, Ourofino Agrociência, Racine, Case Agricultura, Biosul e Fundag. Revista Biomassa BR

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Entrevista

Entrevista com

Leandro Kuhn da L8 ENERGY

A L8 Energy é Patrocinadora “OURO” do Fórum GD 2018 - Fórum Regional de Geração Distribuída com Fontes Renováveis. O evento será realizado na cidade de Porto Alegre/RS, no Hotel Plaza São Rafael, nos dias 17 e 18 de maio de 2018!!

Revista Biomassa BR - Nos fale um pouco sobre a trajetória da L8 ENERGY. Tempo de mercado, fundadores? Leandro Kuhn - A L8 Energy é um spin-off da L8 Networks e pertence ao Grupo L8, formado também pela L8 Automation, e que atua de forma independente desde 2014. Seus fundadores são Engenheiros formados pela UTFPR. A L8 é uma multinacional Brasileira que tem escritórios nos EUA, Europa e Hong Kong, e que tem crescido 80% ao ano. Revista Biomassa BR - Como você avalia o atual cenário do setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil? É um mercado novo que cresce exponencialmente. Passamos por esta ebulição no mercado de telecomunicações décadas atrás, e sabemos que somente os melhores vão permanecer. Hoje ainda é um oceano vermelho para os Integradores e um dos deveres da L8 ENERGY é trazer inovações para os seus Parceiros se diferenciarem. Revista Biomassa BR - Quais os principais diferenciais que a L8 ENERGY oferece ao setor FV/GD no Brasil? 28 Revista Biomassa BR

A L8 ENERGY é um DISTRIBUIDOR que trabalha exclusivamente com a venda de produtos. Nossa operação é logística e financeira. Diferente de alguns concorrentes nossos, não instalamos e nem fabricamos. Nosso objetivo é ser o melhor DISTRIBUIDOR de Geradores Fotovoltaicos. Nosso foco está na redução de custo logístico e operacional para entregar o que existe de melhor no mercado por um preço justo ao Integrador. Representamos no Brasil os maiores e melhores fabricantes globais: JINKO, FRONIUS e ABB, e temos condições comerciais especiais para a Parceria Solar, que é um grupo Nacional de Integradores. Revista Biomassa BR - A L8 ENERGY Patrocinadora OURO do Fórum GD 2018 - Fórum Regional de Geração Distribuída com Fontes Renováveis. Qual a expectativa da empresa para o evento? Primeiramente agradecemos o convite e a oportunidade de participar deste evento tão importante para o setor. A nossa expectativa é estarmos mais próximos dos Parceiros aqui do Sul, nossa origem, e obviamente anunciar algumas novidades. Entre outras coisas falaremos do primeiro Sistema de Medição COM-

PLETO para sistemas Fotovoltaicos, que lançamos em conjunto com a Parceira SOLAR VIEW. Apresentaremos nosso configurador ONLINE, que é o mais simples e fácil de usar do mercado. Também comentaremos do nosso Centro de Distribuição Regional no RS, além de outras boas novidades que anunciaremos com exclusividade durante o evento para tornar a L8 ENERGY o maior Distribuidor Fotovoltaico do Brasil. Revista Biomassa BR- Como a L8 ENERGY pretende assumir a liderança do mercado de distribuição de sistemas fotovoltaicos no Brasil? Acreditamos nas Parcerias. Através de Parceiros a L8 Energy está abrindo DISTRIBUIDORES REGIONAIS em todo o Brasil, de forma a reduzir o custo logístico e ter um atendimento personalizado em cada estado da federação. Através das Parcerias conseguimos negociar volume com os principais fabricantes globais (JINKO, FRONIUS e ABB) e repassamos isto aos nossos Parceiros, que são exclusivamente Integradores e Instaladores de qualidade renomada. A tendência com o aumento das Parcerias é conseguirmos melhorar ainda mais as nossas condições. Internamente na L8 usamos a analogia com uma equipe de ciclismo e nosso slogan é: "O GRUPO SEMPRE ALCANÇA!".


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As empresas EMERSON e TMSA confirmam participação da

3ª Expobiomassa

Evento acontecerá de forma simultânea ao Congresso Internacional de Biomassa nos dias 4,5 e 6 de setembro de 2018

A terceira edição da Expobiomassa – Feira Internacional de Biomassa irá receber a presença de grandes players do setor de biomassa brasileiro e internacional, assim como também diversos especialistas da área renovável. A feira, que acontece de forma simultânea ao terceiro Congresso Internacional de Biomassa (CIBIO 2018), confirma a participação da empresas EMERSON e TMSA como expositores.

engenharia com mais de setenta profissionais especializados em disciplinas como mecânica, elétrica, automação, controle ambiental e processos industriais, oferecendo um portfólio tecnológico único. Com desenvolvimento próprio ou por meio de suas alianças com grandes nomes reconhecidos globalmente, oferece soluções integradas de padrão mundial, específicas para realidade de cada cliente.

Fundada em 1890, a empresa norte-americana EMERSON começou atuando como fabricante de motores elétricos e ventiladores e atualmente passou a ser fabricante regional para uma central de soluções tecnológicas globais. De acordo com seus representantes a Emerson está classificada entre as principais empresas nos Estados Unidos e visa desenvolver seus projetos com foco e determinação.

Os interessados em visitar o estande da empresa durante o evento e também participar das palestras e outras atividades nos três dias podem fazer sua inscrição pelo site www.congressobiomassa.com.br. Toda a programação e informações relacionadas a nova edição e edições anteriores também estão disponíveis no endereço eletrônico. Informações sobre como ser um expositor também podem ser acessadas no site do evento www.expobiomassa.com.br.

Fundada em 1966, a TMSA - Tecnologia em Movimentação é um dos principais fornecedores De acordo com os organizadores a expectade equipamentos para terminais e movimentação de granéis sólidos em altas capacidades e longas tiva é que a feira tenha 93 empresas expositoras, distâncias. Com sede em Porto Alegre, Rio Gran- mais de 10 países envolvidos e mais de seis mil de do Sul, a empresa conta com uma equipe de visitantes.

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União entre WBA e IRENA irá promover ainda mais a Bioenergia no mundo União entre WBA e IRENA irá promover ainda mais a Bioenergia no mundo

A Associação Mundial de Bioenergia (WBA – sigla em Inglês) anunciou na última semana que se juntou a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) para fortalecer ainda mais o projeto chamado Coalização pela Ação, o qual foi criado em 2014 e vem buscando incentivar o uso de energias limpas pelo mundo.

gia. A coalização de Ação opera através de alguns fluxos de trabalho como grupo de trabalho de negócios e investidores, subgrupo energético comunitário e grupo de trabalho de comunicação.

Segundo o diretor executivo da WBA, Bharadwaj Kummamuru, a união entre instituições De acordo com a IRENA, o projeto começou será de extrema importância para o setor renocom 35 organizações industriais e da sociedade vável do país. "Ao juntar-se à coalizão, a WBA civil sobre energia renovável, as quais assinaram e a IRENA podem trabalhar mais de perto para um uma declaração conjunta sobre a formação promover a bioenergia e abordar as diversas de uma Coalizão de Ação para garantir o apoio questões socioeconômicas e tecnológicas relapúblico para energias renováveis. Com a entra- cionadas à bioenergia e desenvolvimento renoda da WBA, os avanços são ainda maiores em vável" ressaltou ele. 2018 chegando a 77 membros incluindo empresas privadas, associações industriais, sociedade De acordo com a WBA a Bioenergia é a civil, institutos de pesquisa e organizações inter- maior fonte de energia renovável globalmente nacionais. e a WBA é a principal voz global para a comunidade de bioenergia. Ao se juntar ao IRENA O projeto forma uma rede internacional CoA, a WBA pode aumentar a proeminência da chave para discutir as tendências da indústria, bioenergia e comunicar de forma eficaz os múlcompartilhar conhecimentos e trocar as melho- tiplos benefícios do desenvolvimento de bioeres práticas para a transformação global da ener- nergia sustentável.

"Ao juntar-se à coalizão, a WBA e a IRENA podem trabalhar mais de perto para promover a bioenergia e abordar as diversas questões socioeconômicas e tecnológicas relacionadas à bioenergia e desenvolvimento renovável" Revista Biomassa BR

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PLANALTO PICADORES É PATROCINADORA BRONZE DO CIBIO 2018 Evento acontecerá entre os dias 4,5 e 6 de setembro em Curitiba, no Paraná

A terceira edição do Congresso Internacional de Biomassa (CIBIO 2018) terá a participação de grandes players do setor de biomassa brasileiro e do mundo, além de grandes parceiros da área de comunicação sustentável e instituições renomadas. Um exemplo é a empresa PLANALTO PICADORES, a qual confirmou PATROCÍNIO BRONZE AO EVENTO. Fundada em 1998, a Planalto Picadores é detentora da mais avançada tecnologia européia e projeta e produz máquinas e equipamentos voltados ás Industrias Madeireiras, Celulose, MDF, produção de Biomassa etc. Seus produtos são vendidos em todos os Estados da Federação, bem como são exportados para muitos países da América do Sul, Europa, USA e África. De acordo com seus representantes a empresa conta hoje com uma equipe técnica muito experiente, seus produtos são de qualidade e confiabilidade. A Planalto Picadores também atua na prestação de serviços, reformando máquinas de qualquer marca, deixando as mesmas em estado de novas. Os interessados em participar do CIBIO 2018 e saber mais sobre a empresa podem fazer suas inscrições pelo site www.congressobiomassa. com. Além da inscrição, os participantes podem obter mais informações sobre o evento, saber quais as empresas participantes, consultar toda a programação nos três dias de evento e ficar atento ao prazo para trabalhos técnicos. A terceira edição do CIBIO 2018 terá mais de 750 congressistas, expositores e congressistas de 15 países e mais de 55 palestras. Além do congresso, o evento também contará com a terceira edição da Feira Internacional de Biomassa - 3ª Expobiomassa, a qual acontece de forma simultânea ao evento. 38 Revista Biomassa BR

O QUE É: Congresso Internacional de Biomassa - CIBIO 2018 ONDE: Curitiba - Paraná - Brasil QUANDO: 4,5 e 6 de setembro de 2018 OBJETIVO: Discutir o atual cenário da Matriz Energética Nacional e temas ligados a geração de energia a partir da biomassa no Brasil e no mundo. CONTATO: 55(41)3225.6693 | (41)3222.6661 - comercial@grupofrg.com.br

www.congressobiomassa.com


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Revista Biomassa BR Ed 35  

• Valor calorífico da madeira • Trabalho técnico CIBIO • União entre WBA e IRENA

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• Valor calorífico da madeira • Trabalho técnico CIBIO • União entre WBA e IRENA

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