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"NEM SEMPRE O IMPREVISTO É NEGATIVO..."

vel para absorver as inúmeras variantes implanejáveis que vão além do perfil altimétrico e dados técnicos: chuva, neve, vento, problemas mecânicos ou simplesmente o desânimo próprio de uma manhã, após uma noite mal dormida.  Peregrino Indú - Índia

 Amigos Sicks - Índia

Imagine um dia ideal... Caminho reconhecidamente plano, com asfalto bom, temperatura agradável, vento a favor. Você acorda disposto e o planejamento para o dia é fazer uns 100 km em sete horas, a 15 km/h, passando pelas cidades A, B e C. Assim, pedala por mais de uma hora até fazer sua primeira parada de descanso. Ao seu lado senta um senhor simpático, que começa a contar belas e interessantes histórias da região. Depois de cinco minutos, você deveria seguir pedalando para cumprir seu cronograma ou continuar a conversa? Qual o objetivo de uma viagem? Onde está o objetivo: chegar na cidade C ou viver, conviver e aprender com a região? Sempre que falo de planejamento em cicloturismo, enfatizo que tudo é muito simples apesar de não ser fácil. O cicloturista pode usar sua energia para viver a viagem e não simplesmente executar um plano de viagem. Esta flexibilidade só é possível com tempo. Todos nós temos 24 horas de tempo por dia, e mesmo assim, o tempo tem sido considerado o bem mais caro do homem moderno. Por isto, quando planejar uma viagem de bicicleta, seja generoso consigo mesmo e entregue a você mesmo aquilo que já é seu – o tempo necessário para viver a intensidade de uma viagem de bicicleta. ␣

 Sul do Chile

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Quando digo que o imprevisto deve acontecer, não é somente uma probabilidade real de fatalismos, pois nem sempre o imprevisto é negativo.

REVISTA BICICLETA

Revista Bicicleta Edição Digital 03  

Janeiro / Fevereiro 2017

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