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Uma nova Lisboa E a visão de pássaro

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por Veronica Mello

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Joana Portela

Lisboa tem, nos últimos dois anos, visto abrir novos restaurantes, lojas e hotéis. Chegam a cada dia, turistas e novos lisboetas de sotaques difíceis. O mundo da arte não é excepção a este crescimento e poderia até dizer-se que observamos a cosmopolitização de uma cidade que muitas vezes se descreveu como pitoresca. Já não é esse o adjectivo que se utiliza, mas sim contemporânea. Lisboa está uma cidade contemporânea com uma vasta gama de eventos culturais a acontecer cada noite, com exposições de arte contemporânea que passam por capitais europeias ou partem daqui para o mundo. Museus que mu-

daram a relação com a frente ribeirinha e galerias que dinamizam bairros. Há uma nova geografia cultural. Entre os vários elementos de construção de cidade há um novo Museu com uma programação bem estruturada, a mostra de artistas internacionais faz parte do seu programa. O Maat veio para lembrar os portugueses que a cultura é importantíssima, que as cidades devem equipar-se com estas instituições para se alimentarem e para crescerem correctamente. Também as antigas carpintarias de São Lázaro na zona do Martim Moniz, um pólo da cidade que cresce a cada dia com uma população heterogénea em idade e origem, com as diferenças culturais das variadas nacionalidades que habitam esse espaço da cidade abre portas, hoje redefinida como Centro de

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