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Ano III | 9ªEdição | ABRIL de 2013

Distribuição Gratuita

ENTREVISTA Angela Furtado Braga A delegada das Mulheres

EMPREENDER

As histórias de luta, desafios e vitória de três grandes mulheres

BELEZA

A FLOR DA PELE

Maquiagem para cada tipo de olho

Assoalho Pélvico como cuidar dessa parte do corpo

BEM ESTAR

A dieta de acordo com o seu temperamento

A mulher que supera os desafios

foto: Thereza Zambotti

Racibe Faria


A Revista que fala de mulher para mulher. A mulher que faz suas escolhas, que quer se informar e viver bem. A revista que almeja sempre trazer boa informação, de maneira clara e objetiva. A BEM VIVER trata de assuntos com naturalidade, audácia, inteligência e respeito. Revista feminina sim, mas que também é lida e apreciada pelo homem.

Entre em contato conosco: revista.bemviver@yahoo.com.br  35 3067.2600 | 8847.7288 Porque viver bem, é fazer boas escolhas!


Editorial Expediente Diretora Responsável Rosilhane Faria Editora Adriene Olímpio Jornalista Responsável Luciana Vanessa - MTB MG 7645 Textos Luciana Vanessa Vanderlei Júnior Edição e Direção de Arte Marcelo Hanickel Fotografia Vaninha Bíscaro Colaboradores Drª Renata M. Campos, Daniela Chagas, Ana Paula Martins, Aryanne Ribeiro. Capa Foto e Maquiagem: Thereza Zambotti Cabelo: Studio Netto Comunian Atendimento Rosilhane Faria rosilhanefaria@hotmail.com Comercial Avenida Ana Jacinta, 719, Bom Pastor Varginha/MG – CEP: 37014-240 E-mail:revista.bemviver@yahoo.com.br Telefone: (35) 3067.2600 ou (35) 8847.7288 Circulação Varginha e cidades circunvizinhas Revista Bem Viver

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Abril 2013

2013....é assim que quero começar este editorial da primeira edição do ano. Nós, da Revista Bem Viver, estamos muito felizes por iniciar mais uma edição e não poderia deixar de citar aqui o quanto somos gratas por cada leitor (a) que nos prestigia. A cada edição me sinto mais responsável por buscar preparar uma revista com matérias informativas, gostosas de ler e, principalmente, que elevem a autoestima das mulheres incentivando-as a nunca desistir de seus sonhos. A Bem Viver tem como objetivo maior levar a felicidade através das palavras, conteúdos, imagens, tudo em forma de revista. Não queremos ser mais uma revista, queremos ser um veículo que te transporta a um momento especial, só seu. Reflita, pense e acredite, assim como nós, que basta querer e agir que você consegue mudar o que quiser em sua vida.

Então bem vindo 2013 e mãos à obra, mulheres! Rosilhane Faria Diretora As opiniões, em matérias assinadas, são de exclusiva responsabilidade de seus autores, bem como os anúncios publicados que são de responsabilidade dos anunciantes. Sua distribuição é gratuita. É proibida a reprodução, total ou parcial, do texto e de todo o conteúdo sem autorização.


Sumário 20 DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO NUCAP

22 EDUCAÇÃO

A história de Terezinha Richartz

28 FIQUE POR DENTRO

Irmã Noemi – A freira centenária

EM CENA Racibe Faria a mulher que supera desafios

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30 EMPREENDER

Mulher empreendedora - Francine de Oliveira

32 ESPORTE

Rugby praticado por elas

34 EMPREENDER

Mulher empreendedora - Andreia Mendonça

06 BEM ESTAR

A dieta para cada tipo de temperamento

36 CARREIRA E TRABALHO

08 SAÚDE

38 EMPREENDER

10 SAÚDE

42 CARREIRA E TRABALHO

12 A FLOR DA PELE

43 BOA VIAGEM

Mamografia x Câncer de Tireoide

O consumo de energéticos

Assoalho pélvico - como cuidar

Consultora de Beleza

Mulher empreendedora - Bel Lima Informação - os novos direitos dos trabalhadores domésticos Viajar é possível

44 VIVA BEM

Acabamento de ambientes

46 VIVA CULTURA Valentina Mangiapelo

BELEZA

Maquiagem para cada tipo de olho

ENTREVISTA

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A delegada das

18 COMPORTAMENTO Mãe - ser ou não ser?

mulheres

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Bem Estar

Alimentação

? ? Sabia que existe uma dieta para cada tipo de temperamento? Q

uem já não testou pelo menos três tipos de dieta “milagrosa” ensinada por parentes, conhecidas ou amigas? Pois é, a gente faz de tudo para perder uns quilinhos e apela pra vários testes, mesmo sem ter certeza dos resultados. Mas o que a gente esquece é que ninguém é igual a ninguém e exatamente por isso que os tratamentos também devem ser diferentes de pessoa pra pessoa. Por exemplo: você já parou pra pensar qual é o seu temperamento? De acordo com a nutricionista do Hospital Maternidade São Cristóvão, Sylvia Pereira, o temperamento pode influenciar diretamente no resultado das dietas, levando em conta se a pessoa é ansiosa, compulsiva ou impulsiva. Cada um desses traços de temperamento tem características específicas e dietas, também. As diagnosticadas compulsivas devem minimizar a vontade de comer e para isso devem buscar alternativas como alimentos ricos em fibras, para prolongar a sensação de saciedade. Também devem optar por alimentos que contenham triptofano, que é uma substância que diminui o apetite. Nozes, bananas e legumes são muito indicados, mas café, chocolates e refrigerantes a base de cola devem ser evitados pois aumentam a agitação. As ansiosas tem o equilíbrio físico e emocional muito alterado e por isso devem privilegiar alimentos que contenham vitamina C, que otimizam o funcionamento do sistema nervoso. Alimentos com triptofano também são indicados nesses casos assim como os carboidratos, que fornecem açúcar para o cérebro dando sensação de

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bem estar. Laranja, kiwi, acerola, limão, peixe, leite, frutas oleaginosas e alimentos integrais não podem faltar. Já o café, doces e açúcar refinado devem ficar longe do prato. O álcool também é um grande vilão, já que, a longo prazo, compromete o sistema nervoso. Já as emotivas podem equilibrar-se com alimentos que sejam fonte de folato, uma vitamina que funciona como um antidepressivo natural. Os alimentos indicados para quem tem este tipo de temperamento são o fígado, feijão, vegetais frescos, folhas verdes escuras, carnes magras, peixes, aves sem pele, ovos, nozes, castanhas, queijos magros e tofu. Os grandes vilões, também para as emotivas, são as bebidas a base de cafeína, o açúcar refinado e o álcool. E por fim, as impulsivas. Essas devem buscar propriedades calmantes que são encontradas no alface e alimentos ricos em ômega 6 e ômega 3, que auxiliam na redução da irritabilidade. Frutas cítricas são uma ótima pedida para as impulsivas. Lentilha, soja, milho, cereais integrais, leite e derivados, também. Agora se você é impulsiva corra do café, do chá preto, chocolates, energéticos, guaraná e refrigerantes à base de cola. E não custa repetir: o álcool é o grande vilão da saúde, principalmente da mulher e se seu objetivo é emagrecer e ser saudável, repense bem aquela cervejinha geladinha e as doses consumidas em grandes proporções. Além de prejudicar sua dieta, vai prejudicar seu sistema nervoso e podem desencadear várias doenças. Fonte: vilamulher.terra.com.br


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Saúde

Informação

A mamografia pode causar

câncer de tireoide?

U

ma polêmica agitou a internet nos últimos meses. Várias pessoas compartilharam uma postagem que dizia que seria obrigatório o uso de protetor da tireoide durante a realização do exame de mamografia, pois a não utilização desse protetor poderia aumentar as chances de câncer de tireoide. A revista BEM VIVER foi atrás da informação e descobrimos que algumas autoridades médicas discordam completamente desta informação e dizem que é um perigo, podendo desestimular mulheres de passarem pelo exame. De acordo com o a Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia, esta informação não tem base científica. A argumentação da comissão é que há vários estudos que comprovam que a exposição da tireoide à radiação durante a mamografia é mínima. A Agência Internacional de Energia Atômica diz mais. De acordo com a agência, a exposição de outros locais que não sejam a mama é insignificante devido à proteção da própria mama e da bandeja de suporte existente no mamógrafo. Graças a este estudo da Agência Internacional de Energia Atômica, não existe a obrigatoriedade do uso dos protetores de tireoide nos exames de mamografia, podendo ser utilizado apenas em casos

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em que a paciente solicite. Ainda de acordo com a agência, a questão é mais psicológica podendo, inclusive, atrapalhar o exame caso não seja bem colocado. No mês de março, no programa “Esquenta”, apresentado por Regina Casé e exibido pela Rede Globo, o médico Drauzio Varella fez uma declaração polêmica dizendo que o autoexame é bom só para o governo. De acordo com o médico, o autoexame só consegue identificar um tumor com o tamanho de 3 centímetros de diâmetro. Drauzio explicou que neste tamanho o tratamento já passa a ser mais complicado e que o correto é fazer a mamografia pelo menos uma vez por ano. “Todas as cidades deveriam ter um aparelho de mamografia, porque é mais barato fazer o exame preventivo que tratar o câncer depois que ele é descoberto. Por isso que existe tanta propaganda em cima do autoexame. Ele é bom só para o governo”, disse o médico. A mamografia é indicada para mulheres acima dos 40 anos, mas se existe algum caso de câncer na família, mulheres com menos idade também devem passar pelo exame.


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Saúde

Atenção

Grávidas e energéticos O

uve-se muito falar dos riscos do consumo de energéticos. Mesmo assim, a bebida torna-se cada vez mais popular entre jovens. Com o número de adolescentes grávidas, já é uma preocupação o consumo de energéticos por este grupo. Em 2010, os Emirados Árabes Unidos proibiu a venda das bebidas Red Bull e Monster para menores de 16 anos, diabéticos e mulheres grávidas. Com base em um relatório publicado no New York Times sobre os riscos da bebida, cinco motivos foram listados para este tipo de público evitar o consumo. De acordo com o relatório, as mulheres jovens tendem a utilizar a bebida no café da manhã para estimular o desempenho ao longo do dia. Um erro gravíssimo já que a composição do energético contém mais cafeína que quatro latas de coca-cola. A bebida também contém 13 colheres de chá de açúcar, o que aumenta a desidratação, suprime o sistema imunológico, aumenta as chances de inflamação e elevam os níveis de insulina. Alguns médicos afirmam que só o teor de açúcar nos energéticos devia ser motivo suficiente para mulheres grávidas ficarem longe da bebida, mas ela pode ser muito mais prejudicial e perigosa, principalmente nessa fase. Um mito é achar que energéticos não podem comprometer pessoas que não tem históricos de doenças cardíacas ou hipertensão. Isso não é verdade. Os energéticos podem matar até jovens saudáveis. De acordo com um artigo escrito na revista Mayo Clinic Procceding, pelo Dr. John P. Higgins, os jovens estão consumindo energéticos num ritmo acelerado e os malefícios são a longo prazo. Após investigar alguns casos, o centro de ciências da saúde da Universidade do Texas e a Universidade de Queensland, na Austrália, descobriram que cerca de 5 casos de morte estavam relacionados ao consumo de energéticos. Uma pessoa de 28 anos, saudável, morreu vítima de uma parada cardíaca. Outro jovem, de 18 anos, morreu jogando basquete após consumir duas latas de energético e foram catalogados outros 4 casos de surtos maníacos em pessoas bipolares. Sabendo disso, todo cuidado é pouco, mas principalmente as mulheres grávidas estão na mira dos estudos sobre os malefícios do consumo de energéticos. Se você pretende ter energia, a dica então é tomar muita água. Um corpo hidratado é um corpo energizado.

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Acupuntura Auricular A acupuntura auricular é a parte da medicina tradicional chinesa que se ocupa do diagnóstico e tratamento de algumas doenças através da estimulação de pontos energéticos localizados no pavilhão auricular. É uma técnica complementar podendo ser associada a outras terapias ou mesmo a um tratamento médico convencional, sendo reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Pode-se afirmar que a auriculoterapia é uma “nova arma” para o tratamento de vários problemas como cefaleia, distúrbios do sono, alterações menstruais, ansiedade, depressão, alergia, dores articulares, dores na coluna, distúrbios digestivos e stress. A terapia ainda é muito eficiente no tratamento de dependências químicas como alcoolismo e tabagismo e até mesmo no tratamento de transtornos alimentares, obesidade e anorexia. Marque já sua consulta e venha experimentar este método milenar de tratamento que regulariza as funções corporais e psicológicas.

Mat Pilates Melhore sua qualidade de vida utilizando o método pilates, técnica de condicionamento físico e mental que trabalha o corpo de uma forma global. O pilates é capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade, força muscular, equilíbrio, melhorar a respiração, concentração, coordenação motora, fortalecimento abdominal, alivio de tensões, estresse, dores crônicas, corrigir postura e prevenir lesões. O método é indicado para reabilitação física, fitness e bem estar. O Mat Pilates é um conjunto de exercícios livres realizados no solo com ou sem o uso de acessórios como bolas, rolos, entre outros; que buscam, sobretudo, fortalecer a musculatura abdominal atingindo seu equilíbrio com as

Rosane, Lilian (em pé), Keila e Leilane (sentadas)

partes posterior, laterais e os rotadores do tronco. A aula é ministrada por fisioterapeuta com formação no método. São no máximo dois alunos por aula para que o atendimento seja feito de forma específica. Agende sua aula experimental de Mat Pilates gratuita e conheça o método que mudou a qualidade de vida de muitas pessoas no mundo.

Benefícios: • Melhora alongamento, flexibilidade e força muscular • Correção postural • Melhora da concentração, coordenação motora e equilíbrio • Trabalha a respiração • Controle corporal • Alivio de tensões, ansiedade e fadiga • Melhora qualidade de vida e bem estar • Promove equilíbrio entre corpo e mente Keila Aparecida Paiva Souza Fisioterapeuta CREFITO 4-107106F Estética e Cosmética: Rosane Marques Lilian Mantovani Leilane Meneguci

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A Flor da Pele

imagem ilustrativa

Assoalho pélvico

Você sabe que parte é essa do corpo e como cuidar dela?

O

nome parece estranho, mas as consequências do não cuidado com esta região tem se tornado cada vez mais comuns. O assoalho pélvico é um conjunto de músculos e ligamentos responsáveis por suportar os órgãos pélvicos que são formados por útero, bexiga, ovários, entre outros; além de ser um dos responsáveis por manter a continência urinária, fecal e as funções sexuais. É mais ou menos como uma cama elástica que suporta o peso destes órgãos. Como toda musculatura, ao longo dos anos os músculos que compõem o assoalho pélvico perdem a elasticidade, a força e precisam de tratamento. Outros fatores importantes que aumentam o enfraquecimento do assoalho pélvico através de lesões são: o aumento das pressões intraabdominais (tossir, espirrar, rir, levantar objetos pesados e praticar esportes, principalmente musculação), o trabalho de parto (normal ou cesáreo) e a queda do estrogênio, o hormônio feminino.

Tratamentos: Urofisioterapia - Toda fisioterapia é um processo de reabilitação muscular. O caso do tratamento do assoalho pélvico não é diferente 12

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e existe uma especialidade médica chamada “urofisioterapia”. As mulheres devem se preocupar com os seus músculos do assoalho pélvico a partir dos 40 anos. O músculo mais conhecido dessa região é o períneo e como a maior parte da constituição das fibras desses músculos é de colágeno, sabemos que durante o processo de envelhecimento haverá menor produção e isso compromete, em muito, a saúde da mulher. Porém, os homens, também possuem esses músculos e somente serão afligidos pelos sintomas de perda de urina caso tenham passado por algum procedimento cirúrgico de próstata. Sendo assim, a urofisioterapia é uma especialidade que trata desses músculos, seja na infância ou na fase adulta de homens e mulheres. A boa saúde está ligada diretamente a um processo de involução e para isso é preciso envelhecer com qualidade. Psicologia - Nos casos de incontinência noturna em mulheres acima de 40 anos, a ansiedade pode ser um fator agravante. Nesse período ela pode surgir pelo medo da aproximação de momentos como a menopausa, a aposentadoria, o envelhecimento e até dos mitos sobre a perda do desejo sexual. Numa sociedade marcada pela pressão às mulheres no que diz respeito à beleza e a idade, as que se encontram na chamada “meia- idade” sentem-se no limbo, ou seja, nem lá e nem cá. Neste sentido é muito importante ter a


Cuidados possibilidade de expressão e alguém que a escute. Por isso a importância de um trabalho em equipe voltado para o ser que envelhece e não unicamente o ser que adoece. Uma clínica do sujeito permite que as pessoas sejam tratadas particularmente mesmo quando a patologia física é a mesma. A ciência psíquica contribui para que a passagem pela meia-idade seja vivenciada como crescimento pessoal e ao mesmo tempo um ciclo natural da vida onde a mulher ainda continua a ser mulher. Nutrição – A obesidade também pode ser considerada um dos fatores responsáveis pela incontinência urinária. Além de ser a vilã nos riscos de doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos, o acúmulo de gordura também exerce uma pressão sobre todos os órgãos, inclusive sobre a bexiga e o períneo. Essa pressão leva a uma sobrecarga abdominal comprimindo a bexiga, o períneo e criando imagem ilustrativa

um quadro de incontinência urinária. O tratamento nutricional, que corrige o comportamento alimentar inadequado, também está associado aos tratamentos do assoalho pélvico e à saúde da mulher, buscando mais qualidade de vida. Colaboradoras: Dra. Renata M. Campos, Daniela Chagas e Ana Paula Martins

Profissionais • Renata Campos - crefito 35175 Doutora e Mestre - Unicamp-SP Urofisioterapia Reabilitação do Assoalho Pélvico RPG-RPM (Reeducação Postural e Proprioceptiva Global) • Daniela Chagas Psicóloga Clínica - CRP - 04/34266 • Ana Paula Martins de Sousa Nutricionista - CRN - 4117

Reabilitação Uroginecológica (incontinência urinária e fecal) Sexualidade (disfunções sexuais) Especialista em enurese (incontinência urinária infantil) RPG-RPM (Reeducação Postural Global) Tratamento da Coluna Vertebral Formação em Biofeedback-USA Doutora - Unicamp.SP Membro da ICS (Sociedade Internacional de Continência) Assistência técnica e Perícia Judicial

Drª Renata - Daniela - Ana Paula - Patrícia (secretária)

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Beleza

Olho por olho,

maquiagem maquiagem P

ara dar aquela valorizada no olho na hora da maquiagem é muito importante levar em consideração seu formato de rosto. Muitas vezes queremos copiar makes de famosas, mas não percebemos que o formato dos nossos olhos é totalmente diferente do que queremos copiar. Uma boa maquiagem pode realçar ainda mais sua beleza e com dicas simples, você pode ficar tão linda quanto sua inspiradora. Fonte: Jessica Moraes/ vilamulher.terra.com.br

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por


Maquiagem

Olhos puxados - combine uma sombra mais clara no côncavo rente aos cílios com uma mais escura perto da dobra das pálpebras, depois esfume até misturar os dois tons. Use um lápis para fazer um traço rente aos cílios superiores, aplique curvex e máscara de cílios.

Olhos redondos - para olhos redondos, a maquiagem esfumada é a pedida. Para alongá-los, faça um traço com lápis preto que contorne o olho inteiro, na pálpebra de cima e na de baixo. Os dois riscos devem ser mais grossos no canto externo do olho e devem ficar voltados para cima, no tradicional estilo gatinho.

Olhos apertados -

para quem tem os olhos mais apertadinhos, deve-se evitar usar sombras pretas ou delinear os olhos, pois quanto maior o traço do delineador, menor o olho parece. Um truque ótimo é usar lápis de olho branco ou nude na linha d’água para dar a ilusão de olho mais aberto, combinado com uma sombra bem iluminada clara.

Olhos fundos -

para disfarçar o côncavo marcado, aposte em sombras claras ou médias, como coral, peroladas ou metálicas. Evite sombras escuras, que aumentam a sensação de profundidade. Pode usar delineador bem rente à raiz dos cílios superiores, mas com um traço leve até chegar à borda externa.

Olhos amendoados - os olhos amendoados são considerados pelos estudiosos de beleza o formato mais bonito. Para ficar ainda mais linda, use um delineador em gel, creme ou líquido com um pincel fininho para contornar a área em volta dos cílios superiores. Na linha d’água, esfume sombra preta, e no côncavo, aplique três tons de sombra: um tom nude, um marrom e um preto, para fazer as pálpebras parecerem maiores e mais definidas.

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Exclusividade em primeiro lugar

O casamento é um momento exclusivo e por isso o tratamento da noiva também tem que ter exclusividade

E

specialista em penteados, o cabeleireiro Netto Comunian vem se destacando cada vez mais quando o assunto é noivas. No mercado há mais de 13 anos, seu salão tem recebido mulheres que procuram, acima de tudo, exclusividade. Adotando um atendimento personalizado, Netto recebe apenas uma noiva por dia. “Eu nunca agendo mais que uma noiva por ocasião. É um momento único e elas querem exclusividade total neste dia”. E para garantir tanta exclusividade, Netto atende a noiva inclusive durante a recepção. “Eu vou até a recepção para fazer o retoque do penteado e maquiagem e com isso deixar a noiva ainda mais segura”. Antenado às novas tendências, Netto também destaca que os penteados devem ser pensados usando técnicas de visagismo, ou seja, entendendo o rosto da noiva e estudando sua personalidade. Frequentador de cursos e feiras em todo o Brasil, Netto conta que, almeja, em breve, fazer cursos de atualização no exterior trazendo novas tendências para o seu trabalho. Habituado a todo tipo e gosto, o cabeleireiro ainda afirmou que não existe um padrão quando o assunto é penteado de noivas, mas concorda que as influências da moda tem forte apelo na hora da escolha. “Muitas trazem fotos dos penteados que desejam e também levam em consideração modelos usados em filmes ou novelas, mas

o importante é entender que tudo depende do formato de rosto. Muitas vezes eu adapto o penteado escolhido ao rosto da noiva e todas se sentem muito satisfeitas. Na verdade essa é minha principal meta: deixá-las extremamente satisfeitas”.

Estrutura e equipe Para este atendimento personalizado, Netto conta com o apoio de um maquiador com vários anos de experiência além de uma equipe super competente formada por um escovista (o escovista é o Julio, que Netto garante ser uma atração à parte e garantia de alegria às mulheres que frequentam seu salão) e uma secretária, que auxilia em toda a preparação da noiva até a hora da colocação do vestido. O salão ainda oferece todo tipo de tratamento para a estética capilar que são: hidratações, tinturas, mechas, selagem, cortes, escovas, entre outros.

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Comportamento

Mãe

Ser ou não ser? V

ocê lembra quando era pequena e via seus amigos homens ganharem presentes muito mais divertidos que os seus? Eram carrinhos, foguetes, jogos criativos. Você ganhava bonecas que imitavam bebês, utensílios domésticos em miniatura, casinhas de boneca. Isso não era por acaso. Se você acha que os homens sempre foram estimulados à liberdade, você está certa. Isso acontece desde a primeira idade, principalmente na escolha dos brinquedos. A menina é treinada desde cedo para ser dona de casa e principalmente, mãe. Mas o que fazer com as meninas que não querem ter filhos? Pode parecer uma aberração, pois fazemos parte de uma cidade de interior, ainda com alguns pensamentos interioranos, mas de acordo com o último censo do IBGE, em 2010, 14% das mulheres brasileiras não querem ter filhos. Na pesquisa anterior eram 10%. Em 5 anos, a média de filhos por mulher caiu de 6,1 para 1,9 e quanto mais instrução, mais tarde e menos filhos a mulher tem. O fato é que a mulher vem assumindo a vontade própria sem levar em conta conceitos pré-impostos e sim, sua condição física e emocional para ter uma pessoa dependendo exclusivamente dela. A inserção da mulher no mercado de trabalho também é um fator levado em conta. Algumas mulheres acreditam que um filho ou uma casa podem não ser o bastante para sua felicidade e que o sucesso profissional pode trazer prazeres compatíveis. As que ousam na troca da maternidade pelo sucesso profissional ou até mesmo por um estilo de vida dedicado apenas a si mesma e ao autoconhecimento, também relatam encontrar satisfação e problemas, assim como as que optaram pela maternidade e a vida caseira, ou seja, a felicidade e o sofrimento independem de ser, ou não, mãe. Para a psicanalista e escritora, Regina Navarro, autora de onze livros sobre relacionamento amoroso e sexual, a pressão ideológica para que a mulher seja mãe é tanta, que muitas se convencem que querem ter filhos, sem que tal desejo exista realmente. Muitos médicos são unanimes em afirmar que a maior conquista das mulheres foi a pílula anticoncepcional. A pílula nada mais é que o poder de escolha da mulher sobre o que ela quer fazer da sua vida fértil “útil”. Existem casos em que a mulher não deseja ter filhos, mas sofre a pressão do parceiro. Pressão por pressão, nós sabemos bem que as mulheres estão acostumadas à ela, mas é desgastante para um relacionamento limitar os sonhos do parceiro. Por isso a dica é deixar bem claro desde o começo da relação qual sua opinião, se você é uma das mulheres que não escolheu para sua vida a maternidade. Até porque, se chega aquele momento onde o casal diz que a relação precisa de um filho porque o convívio está monótono, essa é a hora de rever o que os dois estão fazendo da vida e não criar uma vida para corrigir a sua.

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De Coração para Coração

Direita para a esquerda: Ângela Mara Toledo, coordenadora do NUCAP, Drª Samantha Vilarinho Mello Alves, defensora pública Dr° Oilson Nunes dos Santos Hoffmann Shimitt, juiz da vara Criminal, Cleber Marques de Paiva, Presidente do NUCAP e Liliana Botelho Nogueira Paiva, vice presidente do NUCAP

Nós conseguimos olhar a mulher além do crime que ela cometeu “No início não foi fácil. Enfrentamos preconceito de todos os tipos”

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m uma casa muito bem localizada e estruturada no bairro Jardim Andere, em Varginha, está a sede do NUCAP – Núcleo de Capacitação para a Paz. No dia da entrevista, confesso que passei pelo local sem acreditar que ali seria a sede do Núcleo. Preconceito meu e tristemente devo confessar. Como jornalista, acostumada em ver o atendimento que o setor público oferece achei que o lugar seria muito bem estruturado para receber presidiários. Foi aí que tive uma das mais importantes lições da minha vida pessoal e profissional: ouvir da vice-presidente do Núcleo que o lugar não foi construído para atender presi-

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diárias, mas sim, seres humanos. Claro que devo me envergonhar da minha atitude, mas fiquei surpresa quando Liliana Paiva, vice-presidente e Ângela Toledo, coordenadora do NUCAP; disseram que não fui a única. “No início não foi fácil. Enfrentamos preconceito de todos os tipos”, disseram Ângela e Liliana. Isso não diminuiu minha culpa, mas certamente abriu meus olhos para aquele lugar e para aquelas pessoas. A começar por Ângela e Liliana que durante a entrevista me contaram que nem sabiam onde ficava o presídio em Varginha. Depois de trabalharem como voluntárias na Pastoral

Carcerária perceberam que aquelas eram pessoas como elas, como eu, que cometeram erros sim, como todos podem cometer um dia, mas precisavam de oportunidades. “Eu acho que a mulher consegue enxergar as pessoas além do crime que elas cometeram”, disse Ângela. E foi enxergando de verdade aquelas mulheres que estavam no presídio de Varginha que tudo teve início. Com a importante e fundamental ajuda de uma empresa privada da cidade surgiu o NUCAP. Com o apoio do judiciário, da Defensoria Pública, da Prefeitura de Varginha e de voluntários empenhados em melhorar a vida


NUCAP “Nossa maior preocupação sempre foi com as crianças. Elas não cometeram crime algum.” destas pessoas, 10 profissionais foram contratados como: enfermeiros, psicólogos, professores, advogados, assistentes sociais e profissionais para a área administrativa. O local recebe as presidiárias que passam o dia com seus filhos fazendo atividades comuns de uma casa, ajudando nos deveres da escola, dando banho, ajudando nas refeições e tendo momentos de lazer. Ah, e mais uma importante lição: o nome correto não é presidiárias e sim, “reeducandas”. À noite elas retornam ao presídio. Na verdade, a principal função quando o Núcleo foi criado era atender as crianças filhas de mulheres que estão presas. “Nossa maior preocupação sempre foi com as crianças. Elas não cometeram crime algum”, reafirmou Liliana. Hoje, são mais de 340 pessoas atendidas entre mulheres, homens e seus filhos. Os reeducandos homens começaram a ser atendidos recentemente e os que estão em regime semiaberto trabalham no Núcleo como pedreiros, pintores, eletricistas e outras atividades que podem contar com essa mão de obra. Eles também recebem todo

tipo de atenção como, por exemplo, atendimento médico, jurídico e aulas de reforço escolar. E se você está surpreso por este trabalho ser desenvolvido em Varginha saiba que o Brasil inteiro também se surpreendeu. Isso porque o projeto “MÃES QUE CUIDAM”, nome dado a este atendimento às mulheres que estão presas e a seus filhos, ganhou o mais importante prêmio do Poder Judiciário Nacional, o prêmio INNOVARE. Mais de 400 trabalhos desenvolvidos em todo o país concorreram e o de Varginha ficou em primeiro lugar, sendo considerado o projeto mais inovador. Além de ganhar o prêmio de R$ 50 mil, o “MÃES QUE CUIDAM” ganhou o respeito de todo o país e principalmente das pessoas que são atendidas no projeto. Para Ângela e Liliana o prêmio maior é ver as pessoas recuperadas. “Para nós, recuperar uma vida já é um número importante”; disseram as responsáveis pelo Nucap. Agora os planos são terminar a reforma dos vários espaços que existem na sede: uma quadra poliesportiva, uma piscina e

um novo refeitório, que já está sendo construído. Para melhorar o atendimento, o desafio também é tornar o projeto sustentável e para isso serão realizadas campanhas de arrecadação de recursos. Liliana reforça que o Núcleo pode ser visitado por pessoas que queiram conhecer ou até mesmo ajudar nos trabalhos que tem muitos resultados positivos para apresentar. Resultados positivos como o da reeducanda que passou no vestibular e vai cursar uma faculdade aqui na cidade. Também os homens e mulheres que estão sendo reinseridos no mercado de trabalho e as crianças que não são mais afastadas de suas mães e estão livres das penosas visitas ao presídio que as obrigava às humilhantes revistas íntimas, da mesma forma que os adultos. “Tirar as crianças desse ambiente é uma vitória incalculável. Não queremos que elas cresçam achando que aquele é um lugar normal. Queremos justamente que elas e suas mães não precisem jamais optar pelo crime”, ressaltou a coordenadora.

“Tirar as crianças desse ambiente é uma vitória incalculável. Não queremos que elas cresçam achando que aquele é um lugar normal...” Ângela Mara Toledo, coordenadora do NUCAP e Liliana Botelho Nogueira Paiva, vice presidente do NUCAP

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Educação

História

Terezinha Richartz N

o mês em que a revista homenageia várias mulheres, nada mais justo que homenagear uma autêntica e valiosa representante feminina da educação, em Varginha. Terezinha Richartz é professora do UNIS – Centro Universitário do Sul de Minas. Doutora em Sociologia e Política, muito querida por seus alunos, Terezinha teve uma dura jornada até chegar onde chegou na profissão. Filha de pais agricultores, mãe semianalfabeta, pai que cursou até a 4ª série do ensino fundamental e que vivem da agricultura até hoje; a professora, que tem cinco irmãos, teve seu destino totalmente alterado em função de uma doença. Vítima de uma deformidade na coluna que só começou a ser tratada aos nove anos, quando os sintomas se acentuaram; ela teve que ser tratada em Curitiba, há 500 km de distância de sua cidade natal, Francisco Beltrão, no Paraná. O longo tratamento dos 10 aos 20 anos e as duas cirurgias com longos período engessada, fazendo, inclusive, com que ela perdesse anos letivos, são considerados por Terezinha o primeiro desafio de sua vida profissional e também o que a determinou. Sem poder trabalhar na roça como os outros irmãos, por causa da doença, os pais permitiram que ela morasse na cidade para estudar. O ensino fundamental I e parte II cursou na escola pública rural. O restante do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, na cidade, na escola pública. Na graduação cursou Sociologia e Política em São Paulo. Logo na sequência fez mestrado e depois doutorado. Quando fez doutorado já morava em Varginha, aumentando o desgaste com as viagens até a capital paulista. A pouca base em alguns conteúdos fizeram com que ela tivesse que estudar muito para acompanhar o ritmo imposto por uma universidade de boa qualidade. Sempre precisou trabalhar para custear os estudos, aumentando ainda mais a luta para conciliar estudo, trabalho e, mais tarde, as obrigações como mãe, esposa e dona de casa. Tendo enfrentado tantos desafios, hoje, Terezinha acredita que as mulheres são mais valorizadas profissionalmente, mas ainda tem muitos obstáculos pela frente. “Apesar das mudanças, as mulheres continuam carregando o fardo de um sistema patriarcal, que dificulta a chegada aos altos postos de comando, além de receber menos que os homens pelas mesmas atividades, em muitas ocupações”, ressaltou. E justamente pelas dificuldades existentes, a professora tem admiração por mulheres que conseguem vencer barreiras como Zilda Arns, Irmã Dulce, Marina da Silva, Condoleezza Rice e Dilma Roussef. “Independente de concordar ou não ideologicamente com tudo o que fizeram e fazem, foram mulheres que estiveram e estão à frente no seu tempo, quebrando tabus, por assumirem postura política clara em favor dos menos favorecidos ou porque, apesar da raça/etnia, classe social e gênero pertencente ao

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“Não deixem de lutar pelos seus sonhos. Filhos e marido não merecem viver com uma mulher frustrada que, por imposição social, deixou de batalhar pelos seus objetivos. Tenham foco e nunca deixem de estudar. Escolham trabalhar na área que vocês sentem prazer. Estudem muito para que, de fato, a vida profissional possa trazer independência financeira e satisfação pessoal. Não desanimem frente às dificuldades. Muitas mulheres que hoje estão em lugar de destaque vieram de realidades muito adversas e mesmo assim não desanimaram.” grupo dos excluídos, conseguiram romper com o nó da exclusão social ocupando postos de relevância”, enfatizou Terezinha. Ter postura clara e lutar contra as mazelas do patriarcado são diferenciais considerados importantes para diferenciar as mulheres de sucesso profissional, de acordo com Terezinha. Segundo ela, a primeira missão para atingir sucesso é estudar muito e assim ter competência no mercado de trabalho e clareza política de como agir. Em segundo lugar, lutar para que a democracia de gênero aconteça dentro de casa. “Muitas mulheres não atingem o sucesso profissional porque ainda acreditam que sua principal função é ser mães e donas de casa, não compartilhando com seus companheiros os afazeres domésticos. Quando no mercado é necessário deixar esta função socialmente determinada em segundo plano, a vida profissional é abandonada.” Como mulher e cientista política, a doutora acredita que a eleição de Dilma Rousseff foi um passo importante do Brasil na luta contra a desigualdade de gênero. “No ano passado quando pela última vez o ranking sobre a desigualdade de gênero foi divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil passou de 82º lugar para o 62º entre 135 países pesquisados. A diminuição da desigualdade de gênero é graças à eleição de uma mulher para a presidência e de políticas claras adotadas no sentido de combater essas disparidades.”


Portal Perfil W Espanha é a mais nova fonte de informação para o empresário de Varginha e região

V

arginha hoje é um dos principais centros de negócios do interior de Minas Gerais. Isso já não é novidade. Novidade é que agora os empresários do Sul de Minas têm onde encontrar informações de business voltadas para a região. Essa é uma demanda que a muito os empresários locais buscavam e que começa a ser suprida agora, com o portal de notícias Perfil W Espanha. Mantido pela W Espanha, o projeto é ousado e tem o objetivo de oferecer o mais variado leque de informações sobre negócios. O portal de notícias Perfil W Espanha é um site com linha editorial independente, totalmente focado no que acontece no mundo empresarial do Sul de Minas. Segundo Wellington Espanha, diretor da empresa, “o portal nasce justamente para suprir a necessidade que o empresário tem de encontrar informações que influem no seu negócio, pois as revistas especializadas tendem a oferecer informações sobre

grandes centros nacionais ou internacionais e nada local, em que os empreendedores possam ler a se identificar com a sua realidade”. O portal divulga os mais variados assuntos, desde o perfil do empresário até as notícias nacionais que podem impactar na economia local. “Tudo que é relevante para a informação do empresário e para o mundo dos negócios é assunto do Portal, vamos colocar em evidência as nossas riquezas, os nossos potenciais empresariais”, explica Wellington Espanha. A meta do diretor é que o Perfil W Espanha seja o principal centro de informações sobre negócios e sobre o perfil empresarial, além de divulgar os indicadores e análises de mercado. Mas Wellington avisa que o site não é institucional: “nós não queremos ser uma vitrine dos nossos clientes, nós oferecemos informações sólidas sobre o mercado como um todo, com isenção jornalística”, fala. O portal tem atualização diária e notícias que interessam a todos que fazem parte do mundo business ou que se interessam pela área e querem ficar atualizados com tudo o que acontece em Varginha. Acesse perfilwespanha.com.br e saiba tudo o que acontece em eventos, novidades, notícias, gastronomia e show business.


Em Cena

A mulher que supera os desafios

“Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vem até Maomé. Tento conseguir melhorar ainda mais o atendimento na Acrenoc e legislar para as mulheres, mas não é fácil não!”

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Racibe Faria

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oucas são as pessoas na cidade que nunca ouviram falar em Racibe. Hoje, é conhecida por ser a única mulher vereadora na Câmara de Varginha, mas há cerca de 20 anos Racibe era conhecida por ser uma das mulheres mais bonitas da cidade. Não que a beleza fosse seu único atrativo só que é quase uma unanimidade quando se fala sobre Racibe com pessoas de sua geração. “Era realmente uma coisa impressionante”, conta uma antiga amiga que costumava ir ao clube com ela. Racibe conserva a beleza de outros tempos e o mesmo ar de menina que aproveitava os dias de sol no clube, só que nos olhos é claramente possível enxergar que a vida nem sempre foi de elogios e verões. Vinda de uma família Racibe junto à mãe Aparecida humilde, aos 11 anos pere o filho Nicholas deu o pai vitima de comEsforços esses que a conduziram à plicações em função do política e garantiram dois mandatos alcoolismo. Foi então que como vereadora pelo Partido ProRacibe viveu os problegressista. Quando perguntei se ela timas que várias meninas nha entrado na política por causa da enfrentaram por ingenuiAcrenoc não teve o menor receio em dade, ser muito bonita ser sincera e disse: sim. “Se Maomé ou por consequências da não vai até a montanha, a montanha perda do pai. Infelizmenvem até Maomé. Tento conseguir te, muitas pessoas penmelhorar ainda mais o atendimento sam que mulheres bonitas na Acrenoc e legislar para as mulhenão têm problemas, o que Família reunida na formatura do sobrinho Ronaldo Jr.; os filhos, não é verdade. É só acomDaphyne e Nicholas; a mãe, Aparecida e o irmão Ronaldo res, mas não é fácil não!”, desabafa Racibe. panharmos as histórias adas casas de tratamento para depenCom mais experiência em relação à das divas do cinema ou da televisão e dentes químicos de todo o estado de política Racibe também confessou que perceberemos que elas nem sempre Minas Gerais, a Acrenoc (Associação teve muitas dificuldades no primeiro têm um futuro feliz. A maioria delas Comunitária de Recuperação Novo mandato para concluir seus esforços vive grandes casos de amor que quase Caminho) e para quem achava que ela em prol da Acrenoc, por ser oposição sempre não resultam em finais felizes. não abandonaria o vício, do qual foi à administração do prefeito anterior. Também enfrentam problemas com vítima e quase a matou, Racibe se reHoje, ela se diz aliviada em ter Antôalcoolismo e drogas. Talvez muitos cuperou, formou-se em Direito, depois nio Silva como prefeito, pois o sonho achassem que Racibe não seria forte em Psicologia e é corretora de café há de fundar a Acrenoc contou muito com o suficiente para enfrentar os desafios quase 25 anos. o apoio dele. de ser uma mulher bonita e pobre que E foi lutando diariamente que RaMas o fato de hoje ser apoiadora da precisou passar por várias situações cibe percebeu que muitas pessoas atual administração não lhe rendeu a de lutas, sofrimentos e injustiças para viviam problemas em função do alcocalmaria política que imaginava. “Verhoje se considerar uma mulher vitoriosa. olismo e dependência química e preci-me como vereadora pode não ser intePra quem achava que o tempo rousavam apenas de uma oportunidade, ressante para muita gente. Nem mesmo baria sua beleza, ela continua linda. assim como ela teve. Hoje, a Acrenoc pelo fato de ser a única mulher”. Pra quem achava que se tornaria uma se mantém graças a seus incansáveis Mas nem estes problemas abalam pessoa egoísta, em 2000 ela fundou a mãe da Daphyne e do Nicholas. Daem Varginha uma das mais conceituesforços para resgatar os dependentes. Abril 2013

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Em Cena phyne é estudante de Medicina e está cursando o 2º ano. Orgulhosa, Racibe enfatiza que a filha foi aprovada em uma Universidade Federal. Nicholas é estudante do ensino médio e filho do segundo casamento. “Os dois são meu

A filha Daphyne

orgulho. Vejo neles, todos os dias, que acertei como mãe e como amiga, apesar da gente As primas Myriam Farias aprender toSalles e Cintia Faria Salles dos os dias como fazer isso. Sinto-me muito orgulhosa dos seres humanos que são meus filhos”. Também grata pela família, Racibe fala o tempo todo do apoio que sempre recebeu e nunca deixa de citar, a cada frase, o nome de Deus e falar sobre a importância de ter fé na vida. “Dedico minha eterna gratidão primeiramente a Deus, depois à minha mãe, Maria Aparecida e ao meu irmão, Ronaldo Faria. Eles nunca desistiram de mim. Também tenho um carinho especial por minhas primas Myriam Farias Salles, Cintia Faria Salles e meus amigos e amigas, citou. Quando falei sobre relacionamen26

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tos amorosos, Racibe disse que está separada e que entende que é difícil para um homem ter um relacionamento com uma mulher que vive mais por conta dos internos de um centro de reabilitação do que em casa. “Eu vou lá todos os dias. À noite, durante o dia, realizo as reuniões, acompanho todos após a internação inclusive nos grupos anônimos de autoajuda (Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos). Não é fácil para um homem entender”, confidenciou. E não é difícil entender seu encantamento pela Acrenoc já que os resultados são os melhores possíveis. Além de ser pioneira no município de Varginha na recuperação de dependentes químicos, a entidade é uma das poucas no Brasil com internação gratuita. A associação tem uma média de 40 internos entre homens e mulheres e conta, graças à seriedade de seu trabalho, com a ajuda do poder público, de doadores, de comerciantes da cidade, voluntários e várias entidades religiosas, já que é uma instituição ecumênica. Como diz o ditado: o trabalho dignifica o homem. Talvez seja exatamente este trabalho que manteve a vitalidade de Racibe. Lutando e trabalhando ela venceu todos os desafios que lhe foram impostos. Vencer duas eleições para o cargo de vereadora foi comprovar que as pessoas acreditam realmente no que ela se propõe fazer. Ter dois filhos saudáveis e felizes foi revelar como o ser humano conhece pouco da força da mulher e ser hoje uma mulher cheia de amor pelo próximo, prova que os verdadeiros vencedores são aqueles que não querem vencer sozinhos e têm sempre uma mão estendida para dar o que recebem. Esta é uma nova maneira de viver, na filosofia da Acrenoc, baseada nos 12 passos dos Grupos Anônimos.

Política para mulheres Como única mulher na Câmara de Vereadores de Varginha, Racibe representa uma triste realidade na política nacional: mulheres não votam em mulheres. Se votassem, a maioria da Câmara seria formada por representantes femininas já que o número de eleitoras mulheres é maior do que de eleitores homens. No Brasil, são 30% das vagas destinadas às mulheres dentro da legenda. Isso significa que 70% das vagas são para os homens. Na África, as mulheres já têm garantidas 30% das cadeiras no Legislativo. Em São Paulo, por exemplo, a maior capital do país, as mulheres ocupam 9% das cadeiras. Quando começou no trabalho

Racibe na plenária da Câmara Municipal de Varginha

de ajuda aos dependentes químicos, Racibe contou com a importante ajuda da então secretária de saúde, Berenice Tavares. Em função desta e de muitas outras demonstrações de preocupação política, Racibe defende que a mulher tem um olhar especial para os problemas da sociedade e acredita que só com a união poderemos chegar a uma sociedade mais justa, contando com a importante colaboração feminina.


Racibe Faria

Novos projetos Além de trabalhar incansavelmente pela Acrenoc, Racibe tem tempo de elaborar e lutar por planos ainda maiores. Ela acredita que neste ano de 2013 conseguirá implantar o atendimento involuntário na instituição. O atendimento involuntário é quando o dependente não precisa autorizar a internação bastando que os familiares autorizem e ele é levado, mesmo contra a vontade. Mesmo com os acalorados debates sobre a eficiência ou não da internação involuntária, Racibe afirma que não pode ficar de braços cruzados diante dos diversos relatos de mães que não sabem mais o que fazer. “Imagina o que é a vida de uma mãe que não pode sair para trabalhar porque quando volta o filho roubou tudo dentro de casa e vendeu para comprar crack? Essa mãe precisa de ajuda, tanto quanto o filho”, destacou. A vereadora ainda garante que vai lutar pelos projetos apresentados por ela, como a construção da sede própria da Delegacia da Mulher, a construção de um abrigo para amparo às mulheres vítimas de violência doméstica e a reativação do Conselho dos Direitos da Mulher. Também é de sua autoria a reativação do Conselho Municipal Antidrogas, o Projeto de lei nº 5.366 que institui o calendário oficial de prevenção às drogas e vários outros projetos de lei na área da saúde, educação, segurança, habitação, adolescência e idosos.

Desejo que nós mulheres, dia após dia, com pequenos gestos que nascem do coração, lutemos com esperança para um mundo mais justo e mais humano, a igualdade de direitos e o direito à diferença. Abril 2013

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Fique por Dentro

Irmã Noemi

A freira centenária A freira que lecionava três matérias, escrevia provas à mão e já dominou o vôlei feminino em Varginha

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rmã Noemi, a freira centenária de uma escola de Varginha, é um livro de autoajuda ambulante. A pequenina mulher que anda pelos corredores da escola carrega sobre os ombros muito mais que seus quase 103 anos de idade, que completará este ano. Ela carrega o elixir da juventude que muitas pessoas mais novas desconhecem: o bom humor. Com uma vida dedicada à religiosidade e à educação, todas as histórias que ela lembra claramente e faz questão de contar, chegam carregadas de risadas e de uma energia contagiante. Impossível conversar com Irmã Noemi e não sentir uma incrível sensação de felicidade e tranquilidade. Ela, que nasceu em Três Pontas, disse que se tornou freira por vocação. Muita gente pode pensar que isso significou uma vida de orações e clausura mas é exatamente o oposto. Que digam as meninas que enfrentavam os temidos times de vôlei feminino das décadas de 70 e 80 em Varginha. Eram praticamente imbatíveis as meninas treinadas pela irmã Noemi, que também era atleta. Foram anos de vitórias nos jogos estudantis realizados na cidade. Todos os outros times se espelhavam nelas e treinavam para derrotá-las. E Noemi não se dedicou apenas ao esporte. Professora de matemática, inglês e artes, em um tempo onde não existia mimeógrafo nem xerox, chegou a escrever à mão todas as provas com até três

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questões diferentes para cada aluno. Hoje irmã Noemi não leciona mais, mas continua morando no colégio. Aos 78 anos teve câncer de mama e passou por mais de 70 sessões de quimioterapia. Depois do tratamento teve pneumonia e quase morreu. Quando conta o fato diz: “E não é que não morri”(da risada). A cuidadora diz que ela adora piada e da risada até quando leva um tombo. Assim segue alegre dizendo que o bom humor é a chave de tudo. Quando conversa sobre futuro diz que não tem muita esperança na humanidade porque acredita que as pessoas perderam os verdadeiros valores, mas faz questão de enfatizar que a única alternativa seria tentar salvar os jovens.


“ Temos a delicadeza das flores,

a força de ser mãe,

o carinho de ser esposa, a reciprocidade de ser amiga, a paixão de ser amante, e o amor por ser Mulher!


Empreender

Mulher

Empreendedora

“Colocar Deus na frente de todos os seus sonhos faz toda a diferença e te faz ser uma pessoa diferente”

F

rancine de Oliveira é coordenadora e professora local na Conexão FGV Sul de Minas. Destacadamente é mais uma das mulheres empreendedoras de Varginha que colaboram significativamente para o desenvolvimento da cidade e marca o nome na história das mulheres que foram à luta e conseguiram atingir o sucesso profissional. Mãe de 3 filhos, Jonathan, de 14 anos; Ester, de 12 e Sarah de 4 anos; Francine, como milhares de mulheres, teve que encontrar equilíbrio para conseguir atingir os seus objetivos profissionais. Não diferente de muitas outras, ela teve uma vida marcada pela busca do sustento já na adolescência. Aos 12 anos começou a trabalhar no antigo Pamev, que hoje se chama Propac – Programa de Profissionalização Adolescente Consciente. Francine diz orgulhosa que foi sua primeira realização profissional, trabalhando como guarda mirim. Em função do seu ótimo desempenho foi

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contratada para trabalhar no gabinete do prefeito, depois na Secretaria de Esportes, no Hospital Bom Pastor e após 4 anos de serviços no setor público ingressou no setor privado trabalhando como organizadora de eventos e secretária, em uma escola de inglês. Morou em Pouso Alegre durante um ano e retornou à Varginha para trabalhar na Associação Comercial. Na ACIV ela considera que teve um desempenho surpreendente. “Uma equipe comercial foi montada sob minha coordenação para atuar também na região. Um trabalho prazeroso feito sob muita confiança a mim depositada e com resultados satisfatórios”, ressaltou Francine. Em 2001 iniciou o curso superior em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Após perder a bolsa de estudos teve que trancar a matrícula e retomar um ano depois. Formada, entendeu que todos seus esforços, inclusive o de estar ausente durante a maior parte do dia

e da noite para os filhos e o marido, foram recompensados. Um dos momentos mais tristes da vida de Francine foi perder o pai, antes que ele pudesse vê-la formada, em fevereiro de 2008. “Foi difícil superar a perda de um ente tão querido. Entender esta situação demandou um tempo para minha reestruturação emocional.” Hoje, desempenhando um excelente trabalho para o grupo Conexão, conveniado à Fundação Getúlio Vargas, se vê realizada trabalhando em uma instituição que possibilita ao aluno fazer uma pós, MBA´s ou cursos rápidos; na melhor instituição do país. “A missão da FGV é contribuir para o desenvolvimento social e econômico do Brasil e é isso que faz em mais de 90 cidades brasileiras”, informou Francine. Com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, a profissional acredita que a capacitação é o divisor de águas na vida de um profissional. Com sua capacitação e com a colaboração de uma equipe comprometida


Francine de Oliveira “Você pode não ter todo o tempo do mundo que gostaria com a família, mas se o tempo que você tiver for de qualidade, ele se torna auto suficiente.” com o trabalho, Francine conta que em um ano a empresa acumulou um crescimento de mais de 150% no faturamento anual. E como uma empreendedora busca sempre novos desafios, em 2010 Francine resolveu empreender em seu próprio negócio. Aproveitando que a mãe havia se profissionalizado na área da beleza, abriu o Studio Afro Hair; um estúdio de beleza especializado em cabelos crespos. Hoje, com uma cartela considerável de clientes e um foco bem direcionado, tem crescido eficientemente em Varginha. E ela não parou por ai. Em 2011, com todos seus trabalhos indo super bem nas unidades da Conexão em Varginha, Poços de Caldas e no Studio Afro Hair;

decidiu ingressar na carreira de docência. Era mais um degrau na vida profissional de Francine. Com tanta experiência e vivência profissional, hoje ela diz que o segredo do sucesso é acreditar que se você quer, você pode e você consegue. Também considera importante jamais esquecer suas origens e

das pessoas que contribuem para o seu desenvolvimento. “Colocar Deus na frente de todos os seus sonhos, faz toda a diferença e te faz ser uma pessoa diferente”. Realizada, com pessoas que ama a sua volta, com a vida espiritual em dia atuando em trabalhos voluntários; a meta agora é direcionar os filhos para que eles também alcancem seus objetivos e concluir o curso de Direto, que termina em 2017. Este ano realiza um sonho que é o de fazer sua primeira viagem internacional, que será para a Flórida, nos EUA, para participar de um Seminário de Extensão Internacional. Quem vê a jornada dessa mulher batalhadora pensa: como ela consegue tempo para a família? Francine diz que não abre mão de almoçar com a família e nos finais de semana se dedica somente a eles. “Você pode não ter todo o tempo do mundo que gostaria com eles, mas se o tempo que você tiver for de qualidade, ele se torna auto suficiente.” Como todas as mulheres entrevistadas nesta edição, Francine citou como mulher de destaque a presidenta Dilma. Ela a citou como exemplo para falar sobre a sensibilidade feminina. “A nossa presidenta me tocou muito quando em um discurso sobre o ocorrido na tragédia de Santa Maria, mesmo antes de ir ao local, não conteve as lágrimas. Isso é sentir a dor do outro e nos faz ser mais solidárias a algumas questões.” Francine também destacou que as mulheres estão muito capacitadas para assumir cargos de chefia. “A matriz da Conexão, em São José dos Campos, foi fundada por uma mulher em 1992, Célia Moscardi. Ela atua até hoje na empresa. Dentro do grupo 90% dos funcionários são mulheres e ocupam cargos desde assistentes a líderes.” Como dica para as leitoras da BEM VIVER Francine diz: “Olhe para dentro de você e veja o quanto você é um diamante precioso lapidado por Deus. Nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz. Busque o conheci-

mento e vá em busca da realização de seus sonhos. Não meça esforços, semeie o suficiente para ter uma boa colheita regando sempre ao seu tempo, com muita disciplina e jamais desista de seus sonhos.” “Exerça sua fé, esteja preparada através do conhecimento e pratique a ação com ousadia sempre confiando em Deus. Algumas barreiras contra mulheres já foram rompidas no passado, o que devemos agora é lapidar o presente e olhar para o futuro. Desejo a todas muito sucesso, em todas as áreas de sua vida!”

“Olhe para dentro de você e veja o quanto você é um diamante precioso lapidado por Deus. Nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz. Busque o conhecimento e vá em busca da realização de seus sonhos. Não meça esforços, semeie o suficiente para ter uma boa colheita regando sempre ao seu tempo, com muita disci-

Av. Princesa Do Sul, 720, Jd. Andere - Varginha - MG Tel.: 35 3222.6570 | 8838.1923

plina e jamais desista de seus sonhos.” Abril 2013

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Esporte

Cheias de Charme

Mulheres dão graça e simpatia a esporte que era totalmente masculino

Por Vanderlei Junior

Na categoria beach (rugby na areia) o Abelhas Rugby já foi 3° lugar nacional

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s mulheres, definitivamente, passaram a ocupar um espaço maior no mercado de trabalho e, com isso, elas também adquiriram novos hábitos. Além da tradicional visita semanal aos salões de beleza para cuidar do visual e não deixar a vaidade de lado, a classe feminina tem apostado em costumes que antes eram praticados só por eles, os homens. Em Varginha, a inovação ficou por conta da prática de um esporte bem diferente: o Rugby. Considerado, anteriormente, um esporte exclusivamente masculino por ser violento, exigir força e ter muito contato físico. O Abelhas Rugby é um time somente com mulheres, existe há 12 anos e já conquistou diversas premiações em campeonatos estaduais e nacionais. O time possui 12 jogadoras no time profissional e também realiza um projeto social com 17 meninas carentes da região do bairro Padre Vitor. “Meu objetivo inicial era jogar rugby, comecei a

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O abelhas Rugby existe há 12 anos e já conquistou diversos títulos estaduais e nacionais

Garra, determinação, esforço e disciplina resumem o rugby

praticar com 12 anos. Com o tempo fui percebendo os benefícios que esse esporte poderia trazer em nossas vidas, então percebi que através dele poderia ajudar outras pessoas e, então, resolvi criar o projeto social. Hoje somos uma família, tudo é tratado com seriedade e em campo consigo disciplina e harmonia delas”, explica a coordenadora do projeto e também treinadora do time, Josy Meneguele. No Brasil, o Rugby é um esporte que ainda não caiu no gosto do povo. Para mulheres, é ainda mais difícil. “Tem que ter muita força de vontade. Os times não têm patrocínio, não têm apoio, não têm espaço para divulgação na mídia, mas o importante é não desistir por causa dos empecilhos. Eu acho que isso também faz com que tenhamos mais garra e vontade de crescer”, afirma Josy. Isabela Gerônimo dos Santos treina o rugby há dois anos e o esporte já lhe aju-

dou a enfrentar muitos problemas difíceis na vida. “Recentemente perdi meu pai, fiquei muito abalada e triste, mas o que me deu força pra enfrentar esse problema, com certeza foi o projeto. Todas as meninas da equipe foram para mim como uma família, estavam sempre do meu lado” se emociona a menina de 16 anos. A treinadora, Josy, conta que no início sofreu muito preconceito por querer praticar o Rugby, mas que hoje as pessoas entendem que é um esporte que faz bem como qualquer outro. “Já pensei muitas vezes em parar, mas persisti por amar o que eu faço, me sinto realizada”. Em relação ao envolvimento feminino nos esportes, as atletas afirmam que é cada vez maior o número de mulheres que têm interesse em se ‘aventurar’ nesse meio. A cada vitória, elas conseguem mudar a visão da mulher ser o sexo frágil e conquistam seu espaço.


Empreender

Mulher

empreendedora Andreia Cristina Gonçalves Mendonça

A

ndreia Mendonça é mais uma das mulheres empreendedoras, que tem histórias de vida de muita luta e que se destacam em Varginha. Ela é sócia e gerente de equipe na empresa SoftHouse Assessoria em Varginha, que faz o atendimento da Mastermaq Software, que é de Belo Horizonte. Ela e o marido tiveram que buscar muita capacitação aqui e fora da cidade, fazer vários cursos e isso se tornou muito difícil por terem vindo para uma cidade desconhecida, com duas crianças pequenas, muita vontade e um pouco de medo. Como mãe, Andreia não conseguia render no trabalho se os filhos não estivessem bem cuidados. Eram muitas viagens e foram muitos problemas, várias experiências frustrantes, até convidar sua mãe para vir morar aqui em Varginha. Ela aceitou e veio ajudar Andreia na educação e no cuidado com as crianças. Para Andreia, a maior dificuldade como empresária e empreendedora foi conquistar o cliente, ganhar sua confiança e consequentemente conquistar o mercado. “Quando chegamos havia um concorrente muito forte e todas as portas se fechavam para nós. Decidimos então estudar a forma

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de trabalho deste concorrente, seus produtos e como era seu atendimento”, conta. Foi então que mudaram a forma de trabalho baseando-se nos depoimentos que ouviam e, melhorando algumas coisas, foram conquistando espaço. Passaram a visitar constantemente os clientes para entender suas necessidades e com isso passaram a valorizá-los dando atenção, porque entenderam que não é sinal de fraqueza permitir que os outros saibam que são valorizados e sim sinal de segurança e força. Nos momentos de crise, a empreendedora conta que tem um diário mental onde ficam as fases que já viveram e sempre quando encontra uma dificuldade vai até ele, relembra e vê o que já superaram outras vezes e vão superar quantas vezes forem necessárias, porque tem um objetivo na vida. “Sabemos onde queremos chegar e em todas as dificuldades reunimos nossa família, mesmo nossos filhos sendo muito jovens e explicamos a situação de forma clara e objetiva. Assim tentamos encontrar, juntos, formas de solucionar os problemas”, destacou Andreia. Para ela, é fundamental a família estar alinhada e em sintonia para

que os negócios obtenham sucesso. Como os planos para o futuro não podem faltar na vida de uma mulher de negócios, o desafio de Andreia é crescer nesse mercado que ela considera cruel e desleal. “O que mais precisamos hoje é capacitação, porque corremos contra o tempo e conhecimento não vem do dia para noite. Precisamos escolher as pessoas certas pra estarem conosco, esse é outro desafio, mas estamos no caminho”. Outro traço da personalidade de Andreia é a lucidez quanto às questões empresariais e também da vida. “Aprendi a estar sempre com “pé no chão”. Precisamos estar atentos também ao presente porque se focarmos somente no futuro, podemos perder oportunidades incríveis bem diante de nossos olhos”. Se considerando uma mulher realizada, Andreia diz ter ao lado pessoas que ama. Ela insiste em resaltar que todas as conquistas de sua vida, tanto profissional quanto pessoal, vieram acompanhadas de grandes pessoas. “Não fiz nada sozinha. Quando chegamos em Varginha eu era mãe e dona de casa, minhas outras quali-


Andreia Cristina “Depois de alguns anos de carreira aprendi uma verdade importante e comprovada: por mais terrível que seja as ações dos outros no ambiente de trabalho, o importante é como eu ajo.” ficações vieram com apoio e trabalho em conjunto com meu marido, Adriano, que é a “luz em minha vida”. Minha mãe, Fátima, que com todo cuidado e carinho cuida da minha casa e de meus filhos; minha irmã Andressa, que trabalha comigo há muitos anos; meu pai, que sempre está presente em minha vida; meu irmão Max, a esposa Erica e a filhinha dele e meus três filhos maravilhosos, Thalles, Hugo e Brunna, que são os presentes mais preciosos que ganhei em minha vida. Pra mim o sucesso só vem se as pessoas que amamos também estiverem felizes. Tenho mais dois irmãos que moram fora e também os amo demais e temos contato sempre, mas esses que citei são os que estão compartilhando comigo todos os momentos que tenho vivido desde que chegamos à Varginha.” Hoje, ela vê que a mulher conquistou seu espaço na sociedade e tem orgulho de fazer parte dessa geração. “Hoje podemos afirmar que a mulher tem maior autonomia, liberdade de expressão de suas ideias

e posicionamentos outrora sufocados. Em outras palavras, a mulher do século XXI deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade.” Andreia ainda acredita que a mulher deve ficar atenta no impacto dessas mudanças, pois assumiram o papel no mercado de trabalho, mas será que estão cumprindo o papel de donas de casa, mãe e esposa? “Eu sempre me faço essas perguntas porque o homem ainda quer a mulher “dona de casa”. Ele tem necessidade de chegar e ter a comida quentinha, as roupas bem cuidadas. E os filhos? Eles precisam de atenção, de carinho, de tempo dedicado, de cuidados com alimentação. Hoje as tarefas estão todas divididas com os homens e essa é mais uma conquista das mulheres, pois hoje eles nos ajudam demais e fazem de tudo em casa. Então precisamos ainda aprender muito a lidar com todas essas mudanças sem deixar que isso afete nossos relacionamentos familiares, pois se a família não tiver estrutura não teremos sucesso profissional.”

Como incentivo para as mulheres que desejar trilhar o caminho do empreendedorismo, Andreia dá a dica que é ter um relacionamento saudável com Deus, pois acredita que ele é uma sustentação e ter ao seu lado as pessoas certas para lhe assessorar. “Saiba o que você quer e o que mais preza, pois nossa vida tem que ter um propósito. Melhor do que ouro é adquirir sabedoria. Faça parcerias. Elas são o componente responsável pelo sucesso e o risco do fracasso diminuirá quando estiver passando por dificuldades, pois terá alguém para ajudá-la.” Para finalizar, Andreia ainda deixa uma lição de quem claramente aprendeu com a vida e leva para todos os setores sábios ensinamentos. “Depois de alguns anos de carreira aprendi uma verdade importante e comprovada: por mais terrível que seja as ações dos outros no ambiente de trabalho, o importante é como eu ajo.”

“Hoje

podemos afirmar que a mulher tem maior autonomia, liberdade de expressão de suas ideias e posicionamentos outrora sufocados. Em outras palavras, a mulher do século XXI deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade.”

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Carreira e Trabalho

Edinara Dominguito

Consultora de Beleza E

dinara Dominguito nasceu em uma família de classe média e desde criança sonhava se casar e ser mãe. Com esta meta, muito nova conseguiu realizar seu sonho e hoje se sente realizada com o marido Marcos Dominguito e os três filhos, Déborah, de 13 anos; Marcos Dominguito Filho, de 11 anos e a caçula Isabely Dominguito, hoje com 6 anos. Muito comunicativa, antes do casamento trabalhava com o público em uma farmácia de manipulação. Quando teve os filhos decidiu se dedicar apenas à família e ficou 13 anos afastada da vida profissional. Com a vontade de se sentir “útil” como empreendedora e voltar ao mercado de trabalho, recebia do marido o apoio para montar o próprio negócio, mas decidiu encontrar uma atividade que a satisfizesse, mas não a tirasse muitas horas por dia do lar. Foi então que surgiu uma oportunidade de vendas diretas que propiciavam conciliar o trabalho com o cuidado com os filhos. Com preferência por trabalhos que tenham contato com o público, Edinara encarou o desafio de ser uma consultora de inteligência, elas levam autoestima, beleza e produtos de qualidade para cada vez mais mulheres que adoram o atendimento exclusivo, em casa e com toda comodidade. “Minha equipe é formada por mais de 40 meninas e nossa unidade de vendas independentes Rosa de Saron, é formada por mulheres que também tem outras atividades como advogadas, estudantes universitárias e donas de casa.” Sabendo que o mercado de trabalho na área da beleza e estética é o que mais cresce no mundo, Edinara e suas meninas não perdem o foco nunca. “Hoje a mulher não vai nem a padaria sem uma máscara de cílios, um baton e um blush”. Toda mulher que sonha, pode! “O sábio de coração será chamado prudente e a doçura dos lábios aumentará o ensino.” beleza independente da Mary Kay. Ela conta que a filha mais velha foi sua maior incentivadora. A mãe e as irmãs foram as primeiras clientes, ajudando no começo do novo negócio. O marido, que achava que seria apenas uma fase para contrapor a vida cansativa de dona de casa, hoje reconhece o sucesso da esposa e se orgulha de seus progressos. Edinara acredita que a experiência como dona de casa capacita toda mulher para entrar no mercado de trabalho e obter sucesso. Neste mês de abril ela comemora o sucesso de ter se tornado uma Diretora de Vendas podendo ajudar outras mulheres que também se tornaram consultoras. “Me orgulho muito da minha equipe, que é muito unida, respeitosa e vem conquistando cada vez mais mercado”, destacou Edinara. Trabalhando com ética e

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Inês

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Empreender

Mulher

Empreendedora

“A mulher ainda precisa mostrar na prática que tem competência e em algumas profissões consegue ser muito melhor que os homens”

B

el Lima é estilista, modelista e sócia-proprietária da empresa Bel Lima Artefatos de Couro Ltda. Ela é responsável pela criação e desenvolvimento de todas as peças fabricadas pela empresa. Como muitas mulheres empreendedoras, Bel enfrentou vários desafios para alcançar o sucesso na carreira. Ela conta que para fazer o curso que desejava andava cerca de 8 km a pé por não ter dinheiro para pagar a condução. Também teve que lutar muito depois de formada e ter muita persistência, pois enviava vários currículos para várias empresas sem obter resultado. Foi aí que aconteceu a virada em sua vida. Acreditando que nada chegaria de graça começou a desenhar, fabricar e vender suas próprias peças. Vendia de porta em porta até que a fama dos produtos se espalhou e com isso uma empresa a convidou para trabalhar

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como estilista na área de bolsas e cintos de couro. Lá adquiriu muita experiência e hoje se considera uma mulher de sucesso, pois teve muita determinação e força de vontade em tudo que fez. No dia a dia ela considera cada criação um novo desafio. Como esposa e como mãe se considera também realizada. Mãe de cinco filhos, Priscila, de 26 anos; Fabrício, de 18; Gustavo, de 20; Otavio de 16 e Marcelo, de 12; Bel sabe bem o que é lutar para conseguir lugar no mercado tendo que estar presente na educação dos filhos e na manutenção da família. “O meu marido, Geraldo Silva Junior, é um companheiro maravilhoso. Ele sempre tem me apoiado em minhas ideias e em todas as lutas diárias. O seu companheirismo tem sido constante e fundamental. Este meu depoimento pode ser útil para algumas mulheres que acreditam que se o

primeiro casamento não deu certo, nunca mais irá encontrar sua cara metade. Isto não é verdade e eu sou um exemplo! Viajei 340 km para chegar aqui em Varginha somente para trabalhar, mas foi aqui que encontrei um homem como eu: trabalhador, guerreiro e que tem os mesmos objetivos e sonhos. E com a força de Deus iremos vencer todos os desafios”. A visão que ela tem das mulheres é que elas estão conseguindo conquistar espaço no mercado de trabalho, porém, até hoje existem grandes desigualdades financeiras entre homens e mulheres. “A mulher ainda precisa mostrar na prática que tem competência e em algumas profissões consegue ser muito melhor que os homens”, diz Bel. A estilista ainda lamenta que as mulheres continuem sendo vistas como o sexo frágil, pois acha que é exatamente o contrário. “Somos fortes,


Bel Lima “Seja, primeiramente, determinada. Depois, procure ter conhecimento da profissão que escolheu. Ter domínio de assuntos ligados à área e ser persistente também é fundamental. Antes de qualquer decisão na vida, coloque Deus em primeiro lugar. Sem ele nada somos, nada prevalece.”

pulso firme, determinadas”. Quando o assunto é direito da mulher, Bel acredita que os governantes poderiam fazer muito mais como mais apoio na construção de creches e licença maternidade prolongada. No caso de liderança feminina, Bel acha que as mulheres estão preparadíssimas para cargos de comando e chefia. Ela cita a presidente Dilma como uma referência e também algumas ministras. “O cargo de chefia requer qualidades que nem todas pessoas possuem, mas as mulheres vem demonstrando grande habilidade”, destaca Bel. Com um histórico de muita luta e sucesso, Bel Lima diz que muitos desafios surgem diariamente como conciliar a vida de mãe, esposa e profissional; mas nada que a faça desanimar. Assim ela segue administrando uma empresa que exige muita cautela, seriedade, trabalho e fundamentalmente bom gosto para atender o exigente e crescente público feminino. A bem sucedida estilista, assim como outras mulheres empreendedoras que já foram entrevistadas pela revista, deixa dicas para quem quer alcançar sucesso profissional e conseguir conciliar a profissão com as questões pessoais e familiares. “Seja, primeiramente, determinada. Depois, procure ter conhecimento da profissão que escolheu. Ter domínio de assuntos ligados à área e ser persistente também é fundamental. Antes de qualquer decisão na vida, coloque Deus em primeiro lugar. Sem ele nada somos, nada prevalece.” “TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.”

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Entrevista

A mulher que defende as mulheres “Nasci para fazer o que faço.”

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m um país onde mais de 40 mil mulheres morreram assassinadas nos últimos 10 anos, Angela Furtado Braga escolheu uma profissão que exige, além de dedicação e envolvimento, uma coragem que muitas pessoas talvez não tivessem. Ela é a delegada da Delegacia da Mulher em Varginha com um currículo de mais de 20 anos dedicados à Polícia Civil. Uma jovem e linda mulher de 42 anos que ocupa uma sala modesta, com decoração simples e às voltas com vários processos de agressão. Mesmo num ambiente que a princípio pareça hostil, Angela mantém uma energia positiva, característica das mulheres de bem com a vida e bem resolvidas. Talvez seja este o segredo já que o ambiente não a tornou uma mulher dura e insegura, longe disso. A mulher capaz de demonstrar imensa sensibilidade, como se emocionar ao falar do filho, também é capaz de ter determinação suficiente para não omitir suas firmes opiniões a respeito de agressão, cumprimento da lei e até pena de morte. Admirável, para não dizer invejável.

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Como você escolheu sua profissão?

E você nunca se sentiu cobrada para ser mais feminina?

Meu pai era delegado em Divinópolis, onde nasci. Vivi nesse universo a minha vida toda. Aos 12 anos já tinha lido toda coleção de Agatha Christie e Hitchcock. Eu acho que aquele período romântico na adolescência para mim durou só uns dois anos (risos). Ou eu seria policial ou jornalista investigativa. Comecei como escrivã, aos 19 anos. Passei por Oliveira, Belo Horizonte e hoje estou aqui em Varginha. Você sentiu algum tipo de dificuldade por se tratar de um universo ainda muito masculino? Nenhuma. Eu às vezes me considero mais homem que mulher. Eu faço o que eu gosto e sempre senti que meus colegas me respeitavam e confiavam em mim e no meu trabalho. Acho mais fácil lidar com homem que mulher.

Nunca. Eu sei quando tenho que ser mais feminina. Eu conheço muita mulher que é super feminina e não consegue um companheiro. Eu, com esse meu jeito, já casei duas vezes e hoje estou namorando. Isso sem nem saber cozinhar. (risos) Você disse que tem um filho de 18 anos. Ele aceita sua profissão numa boa? Meu filho é um ser humano maravilhoso. Ele já me disse que acha estranho porque as mães dos amigos dele tem livros de auto ajuda na cabeceira da cama e eu tenho revista de armas. Mesmo assim ele procura me entender e respeitar meu trabalho, assim como ele respeita todo ser humano.


A delegada das mulheres Você já foi ameaçada alguma vez? Tem medo de morrer? Tenho muito medo de morrer. Não quero ir antes dos 100 anos de jeito nenhum. Mas não tenho um pingo de medo de ameaça. Eu acredito em Deus e acho que seria injusto morrer assassinada porque eu procuro ser uma pessoa correta. Quais as maiores dificuldades que você enfrenta no exercício da profissão? Falta de estrutura no serviço público e a falta de testemunhas. Às vezes a pessoa vem procurar nossa ajuda mas não tem coragem de testemunhar contra o agressor. Você diria que quantos casos hoje em Varginha são graves em relação à agressão contra a mulher? Nós atendemos cerca de 40 mulheres por mês aqui na delegacia. Sinceramente, cerca de 70% dos casos poderiam ser resolvidos sem nossa ajuda. Tem muita mulher que vem aqui e eu digo francamente que elas não precisam nem da delegacia nem da polícia, elas precisam de um chaveiro. Em alguns casos basta trocar a fechadura da casa, mas muitas não têm coragem ou tem medo de escândalo e vem procurar a delegacia. E você acha que esses casos que não são tão graves comprometem os outros? Comprometem. Se a mulher vem denunciar nós não vamos correr o risco de pagar pra ver se é verdade ou não. Nós temos que cumprir a lei. E quanto à lei Maria da Penha, você acha que ela tem falhas? Não, ela é muito boa. O problema é que hoje nós não temos toda a estrutura que a lei prevê. A lei por exemplo prevê abrigo para as mulheres sob ameaça e isso não conseguimos garantir por falta de estrutura e aparelhamento do estado. Qual foi o caso que mais te chocou na carreira? Foi o caso da Adriele, aquela menina de Varginha que foi morta pelo namorado com ajuda da amante. Na época meu filho tinha a mesma idade, 17 anos. Era uma menina boa, não se envolvia em confusões, era boa filha. Seu único erro foi se envolver com o menino errado. Ela estava grávida e foi morta bru-

talmente e enterrada em um cafezal. A mãe registrou a queixa em um dia e nós conseguimos comprovar que ela estava morta um dia antes. Se a mãe tivesse registrado queixa a tempo e eu não a tivesse encontrado, ia me sentir culpada pelo resto da vida. E como essa menina que conheceu o cara errado, outras também podem passar pela mesma situação. Você acha que existe um perfil de um agressor ou assassino? Se tratando do ser humano é muito difícil definir mas minha experiência me mostra que sim. Os agressores, a maioria das vezes, tem algumas características semelhantes: o envolvimento com drogas, inclusive o álcool, não gostam de estudar nem de trabalhar e são agressivos também com familiares e amigos. Outra coisa importante é quando um pai ou mãe não gosta do parceiro da filha. Poucas vezes a família está enganada. Se sua mãe disser que o cara não é bom, dê um voto de confiança pra ela. E a mulher, existe um perfil das mulheres que sofrem agressão?

não podem virar reféns. Hoje todo mundo vê que as penitenciárias não comportam mais os bandidos e eles custam caro para o estado e a maioria das vezes são reincidentes. Qual seria sua mensagem para as mulheres que estão lendo essa matéria agora e que passam ou conhecem mulheres que passam pelo problema da agressão? Eu costumo dizer que o casamento ou os relacionamentos não surgem para serem suportados. Tem muita mulher que vem aqui e fala que o companheiro é ruim, mas ela suporta. Ninguém tem que suportar ninguém, nós nascemos para a felicidade. E para que as mulheres se conscientizem eu digo que a primeira surra é culpa do agressor, a segunda é da vítima. Delegacia da Mulher A delegacia da mulher trabalha apenas com denúncias. Denuncie! Tel 181 Pça. João Gonzaga, 91 – Centro – Varginha Ou na Polícia Militar pelo 190

Na maioria das vezes são mulheres de pouca escolaridade, baixa renda e que dependem financeiramente dos companheiros. Mas também existem casos em que as mulheres tem curso superior, independência financeira e mesmo assim se calam quando são agredidas. Uma amiga psicóloga, que trabalha no Fórum, diz que até essas mulheres mais instruídas se calam em troca de alguma recompensa. Nós podemos não entender mas para elas é melhor ser agredida que perder o status de mulher casada, por exemplo. Na cabeça delas é um benefício. Você é a favor da pena de morte? Sou. Sou católica, contra o aborto, mas a favor da pena de morte. Lugar de bandido é no cemitério. Eu falo isso no caso de crimes hediondos. Eu não acredito que a pessoa mude. Esse marginal tem que ser tirado do convívio da sociedade. As pessoas de bem Abril 2013

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Carreira e Trabalho

Informação

Trabalhadores domésticos têm agora seus direitos garantidos R

ecentemente a Câmara de Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das domésticas. Essa proposta vem garantir e ampliar alguns direitos aos trabalhadores domésticos. Durante muito tempo esses trabalhadores não tinham seus diretos assegurados, o que muda com a implantação da PEC. O texto já foi aprovado pela Câmara e também promulgado pelo Congresso no início de abril. A nova proposta afeta qualquer trabalhador que realize suas atividades em ambiente residencial e familiar com vínculo a partir de três dias por semana. Entre eles, estão profissionais responsáveis pela limpeza da residência, lavadeiras, passadeiras, babás, cozinheiras, jardineiros, caseiros de residências na zona urbana e rural, motoristas particulares e até pilotos de aviões particulares. Para a doméstica, Leila Moreno, os novos benefícios trarão mais segurança e valor a sua profissão. “Gosto muito de ser doméstica, mas antes me sentia um pouco desmotivada em continuar sem ter alguns benefícios. As vezes me sentia insegura e com vontade de procurar outro emprego. Agora fico feliz pelo reconhecimento e com certeza, trabalharei ainda mais feliz”, comemora. Leila trabalha em casa de família há mais de 8 anos e nunca pôde usufruir dos direitos normais a qualquer profissional.

Veja no quadro, quais são os direitos e deveres que os empregados domésticos passarão a ter.

Saiba quais os direitos que os empregados domésticos passarão a ter: - Jornada máxima de trabalho de 44 horas semanais - Seguro-desemprego - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) - Garantia de salário mínimo - 13º salário - Hora extra - Férias remuneradas - Redução aos riscos de saúde por meio de normas de higiene e segurança - Reconhecimento de acordos coletivos de trabalho - Proibição de diferença de salários por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil - Proibição de discriminação do trabalhador portador de deficiência - Proibição do trabalho noturno a menores de 18 anos - Indenização por demissão sem justa causa - Benefício salário família para trabalhadores com ganhos até R$ 971,78 - Auxílio escola e creche para filhos com até cinco anos

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Saiba quais os deveres que os empregadores passarão a ter: - Registrar o trabalhador na carteira de trabalho - Remunerar período de férias - Recolher FGTS junto à Caixa todos os meses - Determinar jornada fixa de trabalho semanal - Pagar 13º salário - Pagar hora extra - Reconhecer acordos coletivos - Pagar salário família em razão do dependente do trabalhador de baixa renda - Pagar adicional noturno - Indenizar o trabalhador em caso de demissão sem justa causa - Pagar auxílio creche

Por Vanderlei Junior


Juliana Juvêncio

Boa Viagem

Como viajar

todo ano

ganhando apenas

um salário mínimo? P

ra quem acha que viajar é coisa de rico vai aí o exemplo da Juliana Juvêncio, que tem 25 anos e é babá. Ganhando um salário mínimo por mês, Juliana diz que já conheceu Aracaju, Santa Catarina e está quase de malas prontas para Porto Seguro. Juliana, que é de Boa Esperança, veio para Varginha para trabalhar e sua primeira viagem foi a trabalho. “Para Aracaju fui com meus patrões. Nessa viagem fui a trabalho e não tive como sair muito, mas ali já me despertou uma vontade muito grande de conhecer outros lugares.” Foi então que Juliana decidiu fazer uma viagem para Santa Catarina, para a casa de uma amiga. Ficou seis dias no estado e conheceu Balneário Camboriú, Itajaí e as praias Brava e Navegantes. “Achei as pessoas lindas. Os lugares eram bonitos e as pessoas mais ainda. A cidade muito limpa e o atendimento aos turistas excelente”, diz Juliana. Agora a babá está preparada para conhecer Porto Seguro. Ela diz que as viagens foram todas contratadas em uma agência e dá a dica: “tudo fica mais fácil quando é através de uma agência de viagens. Eu não sabia nem pegar um avião. A agência te dá toda assistência e tem motorista te esperando na porta do aeroporto”. Juliana diz ainda que viajar é uma questão de planejamento. “Eu não deixo de fazer nada. Saio, compro roupas, mas junto R$ 100,00 todo mês só para investir em viagens”. A moça que também é estudante de direito e cursa o terceiro período da faculdade, diz que mesmo tendo cartão de crédito preferiu fazer o pagamento através de boleto. “Meu limite é pequeno, então preferi pagar mensalmente no boleto. Só sugiro que as pessoas paguem antes de viajar, que aí o dinheiro sobra mais para a viagem sem você se comprometer com dívidas”.

Uma babá diz que viajar todos os anos é possível até para quem ganha pouco No final da entrevista Juliana se despediu dizendo que ainda vai viajar muito, porque é uma coisa que ela adora fazer. Não resta a menor dúvida já que, mesmo viajando para Porto Seguro, ela está planejando economizar mais dinheiro para a próxima viagem que será para Buenos Aires, na Argentina.

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Viva Bem

Arquitetura

Acabamento de ambientes

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ara os técnicos, acabamento na construção civil é o arremate final da estrutura e dos ambientes da casa feito com os diversos revestimentos de pisos, paredes e teto. Já para os leigos, é simplesmente o “tchan” final que sua casa vai ter. Desta maneira os materiais de acabamento de uma maneira ou outra são importantíssimos para que a casa tenha esse toque todo especial. Os acabamentos tem que estar alinhados com o estilo da casa e para isso a escolha desses materiais deve ser feita tanto para projetos novos como para ambientes a serem reformados. Hoje em dia está muito em alta o uso de acabamento para piso de porcelanato, tanto os tradicionais como os que aparentam madeira. Em lojas de material de construção existem varias opções de cores e desenhos. Para otimizar os custos, a sugestão é que se use o mesmo material em todos os ambientes, pois existem muitas sobras de material por conta dos recortes feitos na hora do assentamento do piso. Outra dica para acabamento de piso na área externa é o uso de piso antiderrapante, mais seguro para a circulação e de fácil acesso às rampas, inclusive de garagens. Para as paredes, os azulejos em tons neutros possibilitam o uso de pastilhas e desenhos feitos com tons mais fortes podendo fazer de um banheiro, por exemplo, um ambiente super descolado. Já para o teto, o uso de gesso da um acabamento sofisticado. Com a iluminação embutida, dá um charme todo especial, seja ele todo em gesso ou somente com uso das molduras. O importante é usar e abusar da criatividade aliada aos materiais de acabamento com tecnologias sofisticadas e que hoje estão no mercado para todas as classes sociais. Não esquecendo que atrás de todo bom material vem sempre um bom profissional de acabamento. Aryanne Ribeiro Arquiteta e urbanista Especialista em estabelecimentos assistenciais de saúde

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Viva Cultura

Música

A função da arte é

despertar reações

Valentina mangiapelo

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os 26 anos e prestes a lançar seu primeiro trabalho solo, Valentina Mangiapelo está em uma das melhores fases de sua vida profissional. Com 10 anos de estrada a varginhense diz ter encontrado sua maturidade musical após ter se apresentado muito tempo em banda baile, pubs, festas particulares e em bares de toda região. “A banda baile foi, sem dúvida, uma escola pra mim. Ter que cantar vários estilos musicais fez com que eu perdesse os preconceitos. Eu encontrei meu estilo exatamente por ter interpretado todo tipo de música”. A família também foi sem dúvida uma forte influência no estilo de Valentina. Vinda de família de músicos, ela conta que em casa eram realizadas rodas de viola aos fins de semana onde o avô tocava violão e a mãe acordeão. “Na minha casa sempre se ouviu muito Roberto Carlos, Maria Bethania, Elis Regina. Eu cresci ouvindo grandes nomes da MPB”. Misturando estas influências a grandes nomes da atualidade

ainda para este ano de 2013 com um grande evento. “Eu me preocupei muito em expor toda a minha verdade e contar um pouco de tudo que eu vi e vivi nesses anos de carreira”. O trabalho tem o apoio da lei municipal de incentivo à cultura e foi aprovado em 2012. Além do CD e DVD, Valentina também usa da internet para divulgar seu trabalho e até decidir sobre algumas composições. “Acho que a internet revolucionou a forma como o artista pode disponibilizar seu trabalho e ter acesso ao público. Alguns trabalhos eu lanço antes na rede e sinto a resposta do público. Se tiver uma repercussão legal, quer dizer que estou indo no caminho certo”. Mesmo com respostas positivas a cantora diz que a internet, embora rápida, também precisa de amadurecimento. Quando perguntada sobre o mercado musical para mulheres, Valentina diz que as mulheres ainda são um diferencial. “Há mais

como Ana Carolina, Adriana Calcanhoto, Oswaldo Montenegro e

homens que mulheres na música brasileira. Não acredito que haja

Humberto Guessinger (Engenheiros do Hawai), a cantora varginhen-

preconceito, apenas que menos mulheres se aventuram. Em função

se diz ter encontrado o estilo dentro da MPB. “Eu toco MPB só que

disso, as cantoras e compositoras, hoje, são valorizadas”.

com um ritmo mais swingado”, diz a musicista. O CD intitulado “Âmago” será lançado com 12 músicas autorais e 46

com participação de músicos da região. O lançamento está previsto

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Facebook: Valentina Mangiapelo



Revista Bem Viver 9ª ed.