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SUMÁRIO Editorial

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Tem coisas que dizem tudo...

Poema torto contra a universidade

p. 07

Clube da Luta em poucas palavras

p. 08

Por Rubens Vinícius.

Literatura, crítica e poesia em forma de filme.

História através do Rock Ensinar utilizando a música.

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Poesia

P. 14

Por Tatiane Odorizzi.

O mĂŞs da fotografia

P. 16

Um mĂŞs inteiro em imagens.

Good bye, the blue sky

P. 18

Sobre o filme The Wall - Pink Floyd.

Colaboradores

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Editorial Tudo novo de novo - Paulinho Moska

Tem coisas que dizem tudo que a gente quer dizer... “Vamos começar Colocando um ponto final Pelo menos já é um sinal De que tudo na vida tem fim Vamos acordar Hoje tem um sol diferente no céu Gargalhando no seu carrossel Gritando nada é tão triste assim É tudo novo de novo Vamos nos jogar onde já caímos Tudo novo de novo Vamos mergulhar do alto onde subimos Vamos celebrar Nossa própria maneira de ser Essa luz que acabou de nascer Quando aquela de trás apagou E vamos terminar Inventando uma nova canção Nem que seja uma outra versão Pra tentar entender que acabou Mas é tudo novo de novo Vamos nos jogar onde já caímos Tudo novo de novo Vamos mergulhar do alto onde subimos”

REDAÇÃO redacao@revistabalo.com.br

Expediente Ítalo Mongconãnn

COLABORADORES colaboradores@revistabalo.com.br

Comunicação e Desenvolvimento comunicacao@revistabalo.com.br

William Westerkamp

CENTRAL DE ATENDIMENTO AO LEITOR leitor@revistabalo.com.br 6 || www.revistabalo.com.br

Arte e Editoração criacao@revistabalo.com.br

Manoella Back

Produtora Cultural cultura@revistabalo.com.br

Léo Kufner

Arte e Web Designer web@revistabalo.com.br


POEMA TORTO CONTRA A UNIVERSIDADE

Ela se proclama o templo do conhecimento O altar-mor da diversidade Nela se fala [se discute, se analisa, se debate!!!] em tolerância às muitas culturas E se produzem os discursos e as verdades Também diz querer um outro planeta Ao defender as propostas da sustentabilidade Tudo isso é muito bonito, se não analisarmos que ela Não é uma bolha separada da realidade... A sua autonomia tão propalada, tem uma real finalidade Ocultar para a maioria que nela diz que estuda, vive ou trabalha Que nela se reproduzem as contradições da nossa sociedade A separação dos saberes em disciplinas, com seu caráter de objetividade Está a serviço das classes que dominam, pois a produção de ideologias [tudo é ideologia! bradam os pós-pós-pós-doutores, mestres e senhores professores...] É o grande mérito da intelectualidade Quem ousa se levantar contra a burocracia nela reinante Que somada às ilusões de um diploma para ter mais oportunidades [SUCE$$O.....] que na verdade só reforçam a passividade É logo taxado de louco e utopista, pois temos de criticar [sim, o pensamento crítico, para fomentar a cidadania!] e não lutar pela transformação radical da sociedade Se ela é pública ou é privada não importa Pois nas duas existem sistemas de notas, conceitos, provas, artigos e mais teses a serem escritas, e para qual finalidade? Ah, para se acumularem nas estantes empoeiradas das suas bibliotecas Com a esperança de um dia farão sentido para a 'comunidade' Não vou ficar aqui por muito tempo Mas não me isento da responsabilidade De fazer sua denúncia radical Pois sei que a escola ideal no capitalismo Chama-se UNIVERSIDADE! Por Rubens Vinícius

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O Clube da Luta em poucas palavras Por William Westerkamp

T

yler Durden é um mestre quando o assunto é carisma. Em Clube da Luta o personagem consegue criar uma legião de seguidores apenas seguindo uma filosofia de desapego ao materialismo. Consegue convencer uma porção de pessoas de que o mundo não precisa ser como ele é. Com sua pegada de descolado e idealista dos subterrâneos, Tyler Durden é simplesmente um dos personagens mais impressionantes que já vi. Confesso que demorei um bom tempo para assistir Clube da Luta. Muitos amigos me indicavam e eu já havia lido algumas sinopses na internet, mas quando vi o filme pela primeira vez foi um choque. Fiquei pasmo com a filosofia, o roteiro e a narrativa. Também com a bela sintonia e atuação de Helena Bonham Carter, Brad Pitt e Edward Norton. No dia seguinte senti a necessidade de assistir novamente. Mais que bom, o filme compara e cria uma proximidade imensa com a realidade. Com frases de impactos a cada cena e de forma aleatória, são poucas as vezes que o filme deixa o espectador respirar. É um fluxo contínuo de ação e conhecimento. Clube da Luta é literatura, crítica e poesia em forma de filme. É um daqueles filmes que logo depois dos créditos continua transmitindo flashes em sua cabeça. Depois de assistir pela nona ou décima vez, apenas tenho uma conclusão: não é um filme para apenas se entreter, mas sim para degustar, rever e ver outra vez.

Sinopse Jack (Edward Norton) é um executivo jovem, trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas ele está ficando cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele está enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o sua falta de sono ao frequentar grupos de auto-ajuda. Nesses encontros ele passa

a conviver com pessoas problemáticas como a viciada Marla Singer (Helena Bonham Carter) e a conhecer estranhos como Tyler Durden (Brad Pitt). Misterioso e cheio de ideias, Tyler apresenta para Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais.

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HISTÓRIA ATRAVÉS DO ROCK “Dominei o fogo, sei me virar, Agora os alimentos vou cozinhar, Pré-História, Pré-História, Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais.” (...) (Pré-História – Banda Pré-Histórica)

Ensinar as revoluções, falar das inscrições rupestres ou modos de produção não é nada fácil. Convencer que, hoje em dia, estudar história não significa decorar datas, também. E decorar as paródias para a prova de segunda também não é a melhor coisa para fazer em um domingo ensolarado, certo? Por isso, o professor Christian David Machado trocou as paródias por músicas próprias para ensinar História. Foi neste momento que surgiu a banda Pré-Histórica formada por alunos e ex-alunos do prof. Christian, que atualmente leciona no Colégio Castelo, de Blumenau.

“Antes eu vivia no campo, na tranquilidade As coisas mudaram e eu vim para a cidade A indústria era movida a vapor Sempre pelo sangue e suor do trabalhador” (...) (Revolução Industrial)

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Com a união de Rock’n Roll, Heavy Metal, Blues e a vivência pedagógica em sala de aula, o projeto “Pré Histórica” tomou força e, além de ensinar história, propõe um convite para a reflexão entre o passado e o contexto atual. Todas as músicas são utilizadas em sala de aula. A banda Pré-Histórica já possui um CD pronto. Porém, segue na espera de possíveis patrocinadores para realizar o lançamento.

“Movimento filosófico Ocorrido na Europa Que usava a razão Para explicar o mundo Trazendo luz para a sociedade Que se encontrava nas trevas da ignorância” (...) (Iluminismo)

Junto a Pré-Histórica, Christian ainda possui uma proposta que lembra a história de Dewey Finn, professor-astro de a Escola de Rock (2003): o professor busca realizar aulas-shows aos estudantes. Estas aulas, além de colocar a História em pauta, terão as musicais autorais como peças chaves e duram, em média, uma hora e meia.

“Quinta - feira Negra A Bolsa está quebrada E as pessoas estão desempregadas Em 32 piora Não há mais solução Roosevelt propõe a intervenção Mantém-se a democracia Mas acaba o liberalismo Parecia, até o Fascismo.” (...) (New Deal)

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Para quem quiser apoiar, realizar uma aula show na escola ou apenas conhecer mais sobre este projeto, entre em contato com o professor Christian pelos nĂşmeros: (47) 3328-3311 ou (47) 8412-7935

Site: www.bandaprehistorica.com E-mail: bandaprehistorica@hotmail.com

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...O dia amanhece Com todas as notas no lugar Meu pensamento é que confunde E deixa tudo de pernas para o ar. Nem percebo, já troco os botões Nada muito virtual Ainda tenho alguns medos... Levanto-me em certos lugares fantásticos Meu pensamento viaja muito Durante o dia percorre infinitos espaços Descobre tantas expressões... Se em algum momento para, é porque realmente não tem como prosseguir. Alguma forte emoção acontece! Ele se contém, se reparte, se remodela e para. Ao anoitecer ele continua esbelto, cheio de energia Invade o sono, tricota expressões e se amplia ao universo afora... ...Como conter? ... Como lidar? Por Tatiane Odorizzi

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Está chegando...

O Mês da Fotografia Durante o mês de março Blumenau vai respirar imagem

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O

Ponto de Cultura Fotografia Para Todos/Foto Clube Santa Catarina está preparando um calendário especial para o mês de março em Blumenau. É o Mês da Fotografia, evento inteiramente dedicado ao assunto, com dezenas de atrações. A programação inclui workshops, oficinas e palestras com profissionais renomados de todo o país, exposições em espaços tradicionais e alternativos, de fotógrafos locais e de outras cidades brasileiras, intervenções em espaços públicos. Está previsto ainda um concurso para jovens fotógrafos que vai culminar em exposição (o regulamento ainda não foi publicado). O evento terá sua abertura lançamento já no dia 27 de fevereiro, na Furb. A programação recheada garante atrações para todos os dias do mês. O fotógrafo curitibano Nilo Biazzetto Neto, ministrará um workshop de Fotografia de Gastronomia focado na construção da luz em estúdio, principalmente no uso da iluminação natural utilizada nos trabalhos do fotógrafo; Zig Koch, um dos maiores nomes da fotografia de natureza no Brasil fará palestra aberta ao público e ministrará um workshop com saída a campo. A fotógrafa e artista plástica gaúcha Avani Stein ministrará palestra e workshop de foto-arte sobre processos criativos, intervenções e reapropriação de imagens; o fotógrafo argentino, radicado em São Paulo, Diego Rousseaux dará um workshop de still-life, fotógrafo paraense Guy Veloso traz a exposição “Entre a Fé e a Febre”. Outros nomes confirmados na programação são Walter Firmo, um dos maiores fotógrafos brasileiros, o Coletivo Garapa e a artista Fabiana Wielewicki, expoentes da fotografia e arte contemporânea, entre outros. Todas as atividades serão gratuitas. Em breve, a programação completa e orientações para participação e inscrições serão divulgadas em: www.fotografiaparatodos.com.br www.facebook.com/omesdafotografia.

Por Liquidificador Comunicação & Arte 3340-0596

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“Good bye, blue Sky”

S

eja triste ou alegre, todos nós guardamos uma história única. Há passagens com um teor mais intenso, outras partes já são mais leves. Estas costumam ser nossas melhores lembranças. Porém, há quem não tenha tantas “passagens leves” ou boas lembranças na vida. Muitos experimentam conflitos de forma tão extrema que desenvolvem neuroses. Este é o caso do protagonista do filme ‘The Wall’. Traumas de infância moram na mente de um jovem que se perturba e sente falta do pai que faleceu nos tempos de guerra. O pai, presente apenas nos álbuns de família, esta constantemente nas lembranças do personagem que convive ainda com a sensação de ser rejeitado. Outro fator que colabora para a personalidade conturbada do protagonista são as relações educacionais. Repreendido diversas vezes por professores e caçoado por colegas, o jovem demonstra na escola um modo diferente de observar a vida. Mostra ainda que não está de acordo com as “vacas de presépio” que as instituições educacionais formam. Em vários momentos, é possível associar as cenas de guerrilha aos tempos de escola. As traições nos poucos relacionamentos que manteve durante a vida também são motivos para suas atitudes destrutivas como as de autopunição. A forma com que o jovem solitário conduz a vida mostra que cada um de nós é mais um tijolo no muro, ou seja, um pedaço na construção de uma sociedade justa em seus moldes educacionais e na construção de valores (interação social). Ainda, é possível considerar que cada um de nós constrói um muro. Cabe a nós também decidir se vamos deixá-lo com rachaduras devido às passagens conflituosas da vida. Cabe ainda a nós decidirmos se este muro vai aumentar ou continuar do tamanho que está. Pois somos nós que decidimos onde queremos chegar. É importante levar em conta que podemos interferir no muro dos outros positiva ou negativamente. No filme, o protagonista deixou-se afetar pelas dificuldades e pôde ainda dizer que a mudança não poderia ser mais alcançada. A dor ainda iria persistir e seria dado adeus ao céu azul.¹ PS: Filme para assistir um milhão de vezes (uma delas só para apreciar a trilha sonora) www.revistabalo.com.br || 19


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Revista Balô - Edição 08