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O quinto número da Revista Auê chega com algumas novidades. A partir de agora, todo mês teremos uma entrevista com personalidades da política, moda, cultura e turismo: nesta edição, conversamos com o provável candidato a governo de Goiás, Vanderlan, para saber quais são suas propostas para o município e o Estado. A outra seção que inauguramos é o Radar Auê, uma coluna elaborada especialmente para informar, em doses rápidas e concisas, sobre os últimos acontecimentos do mês. No mês de abril - mês de Páscoa - nada mais justo que uma capa de dar água na boca: falamos um pouco sobre como é possível reinventar o presente do feriado. O velho ovo de Páscoa andou ganhando releituras deliciosas, algumas delas já estão disponíveis na chocolateria Pão de Mel, um de nossos parceiros do mês. Outra matéria que embeleza este número é sobre um esporte da mente que ganha cada vez mais adeptos: o pôquer. Depois de sediar um torneio nacional com premiação de R$ 27 mil, realizado na Fsa Texas Club, Formosa começa a entrar no circuito do jogo. Falamos um pouquinho mais e até damos dicas de como aprender a jogar na reportagem. A Revista Auê está fantástica. Que tal começar a folhear? Kleber José - Diretor Responsável e equipe Auê. auerevista@gmail.com

Agite,

faça Auê! As informações e opiniões são de responsabilidade de seus idealizadores!


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Literatura

Entrevista

26 27

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Moda

Esporte

Social

Crônica

19

12 40

Homenagem

Cultura

10

Gastronomia

24 52

08 14 46

Beleza

16 28

Negócios

Mundo e Sociedade

Atualidades

Saúde

Encontre na Auê #05

44 48 50 Boa Leitura!

Revista Auê, um produto Cerrado Comunicação Av. Circular do Cemitério, nº103 - Centro - Formosa-GO Fale conosco, sugestões, dúvidas e críticas: auerevista@gmail.com - (61) 3432-1108

@revistaaue Expediente: Diretor Responsável: Kleber José Jornalismo e Revisão: Fabi Guimarães Projeto gráfico e diagramação: Thiago Leite Design gráfico: Felipe Junior Fotografia: André Jr. Atendimento: Kleber José (61) 9975-0607 Irenilda Borges (61) 9921-0251 Impressão: Gráfica Portal Print Tiragem: 3.000 exemplares mensais

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SAÚDE

Amanda Silverio

Dicas de Saúde

Empresaria, massoterapeuta, esteticista corporal e facial, terapeuta naturalista, terapias do amor, terapeuta sexual, terapeuta de casais, professora de estética corporal e facial, treinadora de protocolos de beleza e outros. Moro em Formosa à 17 anos, amo o que faço, pois tudo que eu faço, faço com amor.

Suco Saudável com Amanda Silverio

Temos uma dica que te ajudará a reduzir o inchaço: suco de melancia. Ajuda na produção de colágeno, retarda o envelhecimento, possui muitos antioxidantes que ajudam no combate aos radicais livres, evitando assim o envelhecimento da pele. Uma fruta é rica em vitaminas b1, b2, a e c, rica em minerais importantes para o sistema do corpo (fósforo, ferro e cálcio) em média, 100 gramas da melancia tem 15 calorias. Por ser uma fruta com muita água , ela hidrata a pele, retardando o aparecimento de rugas. As sementes estão cheias de ácidos graxos e a substância que lhe proporciona a cor avermelhada, o licopeno, é importante na prevenção do câncer. A fruta tambem tem a capacidade de reduzir a temperatura e a pressão corporais. previne a disfunção erétil e torna as secreções do corpo mais adocicadas e perfumadas (suor, sémen, saliva e etc). Sua alta concentraçáo de potássio e antoxidantes ainda ajuda na limpeza dos rins. sendo assim, já sabemos o poder que a melancia tem. Ela pode ser consumida com ou sem sementes. Vamos à receita do suco. Ingredientes:

300 ml de água

300 ml de água

200 ml de água

1 colherinha de gengibre cortadinhos 1 fatia grande de melancia com ou sem sementes, bata tudo no liquidificador, (coe se precisar) sirva com gelo

1 fatia grande de melancia com ou sem sementes, 5 folhas de hortelã, 1 fatia de abacaxi, bata tudo no liquidificador, coe se necessário e sirva com gelo.

1 fatia grande de melancia com ou sem sementes, 4 galhos de alicrim uma pitada de canela, bata tudo no liquidificador, coe se necessário sirva com gelo...

Cuide de sua saúde, seu corpo agradece, até a próxima!

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CRÔNICA

Cafeteria Chegou sozinha, sentou-se na cafeteria do supermercado e pediu um espresso duplo. Desacompanhada, sim. Sozinha, jamais. Ainda mais na presença forte e aconchegante de um café que ainda a mimava com água gelada em miniatura e um chocolatinho de menta. Para não dizer que não se falou das flores, a seção ao lado também oferecia margaridas na promoção. Tudo isso reforçou o que ela já sabia: era uma ótima companhia pra si mesma. Sabia levar-se aos lugares certos, mesmo que o preço disso fosse viver um pouco sozinha naquele mundo que escolhera pra si. Ainda sim, adorava as pessoas. Olhava-as, inquietas, nas filas dos caixas, carregando suas compras e suas histórias, enquanto corriam os olhos pelas revistas ou os dedos pelos celulares. Identificou alguns personagens. A mulher que morava sozinha. A grávida com desejo de doces. Um homem muito parecido com o advogado que a levara para jantar na noite anterior. Bonito, educado, inteligente. Mas não houve química, física, biologia ou novela das oito que sustentasse aquele encontro. Tentou não pensar nisso, mas a história se repetia. Apesar do cenário perfeito com trilha sonora e efeitos especiais, mais uma vez faltou roteiro. Ela não soube se o mais doído foi perceber isso quinze minutos depois de ter pendurado a bolsa e sorrir para ele, ou se foi cinco minutos depois de chegar em casa e receber a mensagem dizendo que a noite foi maravilhosa. No fundo, ele também sabia que as chances de dar certo eram pequenas, mas estava disposto a tentar. Como ela também estaria, caso isso tudo estivesse acontecendo há cinco anos antes. Depois de um segundo encontro, no entanto, há um terceiro, um quarto e só Deus sabe como ela adoraria perder a conta e passar todos os dias ao lado de alguém. Só que isso nunca acontecia. Com o tempo, eles rareavam, ficavam maçantes e viravam obrigação.

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Nívea Braga Professora de Publicidade e Propaganda do IESB, Mestre em Comunicação Social, Redatora Publicitária, Coach e Escritora.

Por isso, aprendeu a se poupar de desgastes físicos e emocionais quando sentia o primeiro sinal de que iria acontecer de novo. Pelo menos, o risoto estava bom. Sorriu mais uma vez, enquanto driblava mais um silêncio desconcertante, típico de pessoas que ainda não se conhecem muito bem. Sabia que o segredo para a primeira saída ser interessante era neutralizar esses momentos. Falavam sobre assuntos diversos, como um pouco de trabalho, cinema e cultura geral e deixava que o homem discorresse sobre atualidades e a própria carreira. Um comentário sobre gastronomia, viagens, alguma coisa sobre relacionamentos para aumentar a proximidade. Mas ela sabia que não estava tudo bem. Com exceção do vinho, que estava mesmo maravilhoso. Invejava secretamente aqueles casais que comiam cachorro quente na beirada da calçada, rindo um do outro mesmo depois de se conhecerem há séculos. Pessoas comuns, sem idades, nem classes sociais, que apenas estavam juntas e pareciam gostar disso. Quis dizer tudo isso a ele num ímpeto de sinceridade desconcertante. Quem sabe eles tivessem mais alguma coisa em comum além de acharem que a Patagônia era um lugar ótimo pra se viajar de carro? Impossível. Ele provavelmente enxergaria algumas possibilidades. Alternativa A: doida. Alternativa B: traumatizada. Alternativa C: doida, traumatizada, com um papo esquisito. Alternativa D: acho que eu não entendi direito. Alternativa E: será que ainda vamos transar depois disso? Melhor seguir em frente e apenas escolher um bom motivo para não continuar. Homens eram seres bidimensionais e como ela os amava por causa disso! Preto no branco, causa e efeito, certo ou errado. Ele só precisava entender. Ela daria uma desculpa padrão: que não estava pronta para um relacionamento ou que ainda pensava muito no ex. Ele ficaria triste, talvez ligasse ainda duas ou três vezes, mas logo estaria com outra. Um motivo. Era isso que ela daria a ele. Mas antes de finalizar o que nem havia começado, ela terminaria aquele café.


ESPORTE

João Teixeira dos Santos

Capoeira, um instrumento pedagógico

(Caburé)

Graduado em Licenciatura e Bacharel em Educação FÍSICA na Universidade Católica de Brasília CREF: 005950-GO. PERSONAL TRAINER E PROPRIETÁRIO DO STUDIO CORPO ATIVO. Viajou para África e Europa onde ministrou aulas de capoeira e conduziu palestras sobre esporte e qualidade de vida no Brasil. caburefsa@hotmail.com (61) 3631-0685

No Brasil, a capoeira encontra-se inserida no contexto social, histórico, cultural e político. A história da capoeira começou quando os escravos brasileiros, movidos pelo instinto natural de auto-preservação, descobriram no seu corpo a essência de sua defesa. No interior das matas e nas capoeiras (nome dado a uma vegetação rasteira), os negros criaram e praticaram uma luta de autodefesa para enfrentar o inimigo baseando-se em movimentos de ataque e defesa dos animais e mesclando a certas manifestações culturais trazidas da África. A capoeira é uma excelente atividade física e de uma riqueza sem precedentes para ajudar na formação integral do aluno. Ela atua de maneira direta sobre os aspectos cognitivo, afetivo e psicomotor. Existem, porém, diversas concepções de capoeira. Dentre elas, citarei algumas:

Capoeira enquanto luta: representa a sua origem e sobrevivência através dos tempos, na sua forma mais natural, como instrumento de defesa pessoal genuinamente brasileira. Deverá ser ministrada com objetivo de combate e de defesa. Capoeira como arte: a arte se faz presente através da música, ritmo, canto, instrumento, expressão corporal e criatividade de movimento. É também um riquíssimo tema para as artes plásticas, literárias e cênicas. Capoeira no esporte: como modalidade desportiva, institucionalizada em 1972 pelo Conselho Nacional de Desporto, ela mesma deverá ter um enfoque

especial para competição, estabelecendo treinamento físicos, técnicos e táticos. Capoeira como educação: apresenta-se como um elemento importantíssimo para a formação integral do aluno, desenvolvendo o físico, o caráter, a personalidade e influenciando nas mudanças de comportamento. Proporciona ainda um autoconhecimento e uma análise crítica das suas potencialidades e limites. Na educação especial, a capoeira encontra campo frutífero junto aos portadores de deficiências.

No jogo da capoeira, seja qual for a vertente, são evidenciadas a agilidade, destreza, coordenação motora e flexibilidade. Nesta prática, o capoeirista desenvolve a criatividade, zelando pelo respeito e camaradagem, jogando para recrear e não para testar capacidade. A capoeira pode ser praticada por homens e mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos, obviamente levando em consideração a individualidade biológica de cada grupo.

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SAÚDE

Cuide-se, homem Os homens costumam inventar muitas desculpas quando o assunto é consultar um médico. “Não sinto nada, só vou quando estiver doente”, é o que muitos dizem. Esta falta de cuidado com a saúde, bastante arraigada em nossa cultura, costuma ser perversa. Pesquisa recente realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia mostra que, em uma amostragem de homens acima dos 40 anos, somente quatro em cada 10 já foram ao urologista, apenas 23% fazem exames regularmente e quase 70% deles nunca fizeram exames para medir os níveis de testosterona. Manter uma rotina de cuidados com a saúde desde a infância pode evitar o surgimento de doenças ou simplificar o tratamento de diversos males no homem, especialmente na maturidade. A partir dos 45 anos, além das doenças cardiovasculares, alterações na próstata começam a aparecer. Este pequeno órgão, de aproximadamente três centímetros de diâmetro e localizado abaixo da bexiga, é o responsável pela produção do esperma. Ele também é o grande “temor” do homem. As alterações mais comuns neste órgão são o crescimento benigno (conhecido como HPB), que causa problemas miccionais, e o câncer de próstata. O grande problema é que, na maioria das vezes, a doença não deixa sintomas nas fases iniciais. A descoberta precoce é facilmente realizada pela avaliação dos níveis sanguíneos de PSA e o exame de toque tetal: embora “temido” pelo homem, um exame simples, rápido e indolor. Descobrir cedo a doença significa a chance de cura. Várias tentativas de prevenir este mal estão sendo buscadas, as principais delas com uso de vitaminas e minerais que têm efeito antioxidante ( vitamina E, selênio e licopeno). As únicas maneiras que realmente diminuem as chances da doença, no entanto, são os hábitos de vida saudáveis.

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Dr. Rafael T. Scherer Dr. Rafael T. Scherer, Urologista, graduado na Univ. Estadual de Londrina-PR, residência em Cirurgia Geral na Santa Casa de São Paulo e Urologia no Hospital de Câncer Amaral Carvalho – SP. Urologista do Hosp. São Camilo, Hosp. Luciano Chaves e Clínica Viva Mais.

Câncer de próstata -É o câncer mais comum no Homem (depois do câncer de pele); -1 em cada 6 homens vai desenvolver a doença durante a vida; -A cada ano são descobertos 60.000 novos casos no Brasil; -É o 2º câncer que mais mata o homem (atrás do câncer de pulmão); -É responsável por 15.000 mortes por ano no Brasil.

Quer diminuir as chances de desenvolver o câncer de próstata? -Não fume -Evite consumir bebidas alcóolicas - Mantenha o peso sob controle -Tenha uma alimentação balanceada -Evite alimentos gordurosos -Pratique exercícios regularmente. Para fugir das estatísticas, também é importante deixar o preconceito de lado e consultar um urologista.


ATUALIDADES

Alexandre Campos

A epidemia de criminalidade no Brasil tem cura?

Mestre em educação e Especialista em Segurança Pública.

S

e partirmos em busca de um diagnóstico, traçando um paralelo aos procedimentos de protocolos adotados pela medicina, na condição de um acadêmico e técnico especialista concluiria, sem medo de errar, que o raio - X do problema de criminalidade no Brasil apresenta um quadro crônico carecedor de UTI. Ou seja, generalizado, multifacetado e arraigado em contraponto a uma dosagem de receituário ineficiente que não tem sido capaz, por agir de forma isolada e descoordenada, de curar o país deste cenário. Talvez seja mais fácil abordar as causas numa série de fatores diversificados, tais como: histórico, cultural, educacional, social, econômico, jurídico, de segurança pública, entre muitos outros que, de forma isolada ou associada, se interagem, contribuindo para a realidade do quadro de violência banalizada transformada em epidemia, a qual atinge direta ou indiretamente a todo cidadão brasileiro. Destarte, segue a opinião pessoal sintetizada e de forma empírica deste autor, na tentativa de se gerar uma reflexão acerca do cerne da temática,

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em uma visão macro das origens desta insana escalada de violência desenfreada vivida no Brasil, sem nenhuma pretensão de se esgotar o tema. O fator histórico/cultural: é fato que a origem civilizatória no Brasil ocorreu essencialmente com o intuito de extrativismo das riquezas naturais e exploração de “índios nativos” e, posteriormente, da mão de obra escrava de negros africanos, em benefício da Coroa Portuguesa. Sendo que, dadas as imensas dimensões territoriais e dificuldades de exploração de toda ordem, havia também a necessidade de se recompensar este esforço fornecendo à elite dos nobres serviçais da realeza, bens, extensos territórios de terras, títulos e muitas regalias. Tal fator é presente até os dias de hoje por meio de manifestações de preconceito e oportunidades desiguais e parciais, indo na contramão daquilo que determina a Constituição Federal em vigor. Assim, com o passar do tempo, alicerçouse na psique do cidadão brasileiro a máxima de que o coletivo não pertence a ninguém e, portanto dá lugar aos interesses individuais – para se alcançar êxito em ser bem sucedido, os fins quase sempre justificam os meios, com uma forte pré-disposição para a corrupção,


deixando de fora princípios elementares da ética, moral e consciência cidadã. Daí formou-se a expressão do “cidadão de bem”, numa forte indicação de que ser de bem significa, na cultura brasileira, possuir patrimônio – “BENS”. O conveniente alinhamento com a classe dominante e com acesso ao poder dá a impressão a estes privilegiados de que tudo é permitido. Desta forma se explica a elevada passividade, permissividade e tolerância do cidadão brasileiro diante da corrupção com desvios e prejuízos milionários, dando oportunidade, por reiteradas vezes, de um político corrupto se reeleger e reincidir em suas condutas delituosas sem qualquer indignação expressa pela sociedade, e não raras vezes acaba sendo admirado por muitos como modelo de sucesso e prosperidade. Transpondo para os dias atuais, esta tendência fica estampada no hábito nacional a partir de grandes e pequenas condutas do dia a dia, o tal “jeitinho brasileiro” como, por exemplo: saquear carga de veículos acidentados; subornar autoridades; vender o voto para político corrupto em troca de vantagens diversas; pegar atestado médico quando não está enfermo para se livrar ou justificar compromisso; furar sinais e filas; fazer “gato” burlando taxas de luz, água, TV a cabo e etc; comprar recibo para abatimento do imposto de renda; compra e venda de produtos pirateados, entre muitas outras atitudes sob o pano de fundo de se levar vantagem em tudo. O fator social/econômico: se formos considerar as classes sócio-econômicas existentes no país, verificamos que, desde os primórdios, há uma parcela majoritária representante dos segmentos de menor poder

aquisitivo privada de acesso aos direitos fundamentais do cidadão, como a saúde, educação, segurança, emprego, moradia, lazer etc; enquanto uma pequena minoria detém o poder econômico. Isto forma um ciclo vicioso e injusto no qual os ricos, via de regra, ficam cada vez mais ricos, enquanto os pobres cada vez mais pobres no cenário de um país emergente que, apesar das grandes potencialidades de riquezas de toda ordem, gera um fator de enorme injustiça sócio-econômica, na medida em que este modelo permite que uma classe social seja permanentemente explorada pela outra. O fator educacional: estrategicamente, a classe dominante do país, pensada a partir de sua elite intelectual, financeira e política, nunca se empenhou verdadeiramente em transformar o acesso a educação de qualidade do país como prioritário em qualquer ação de governo ou de Estado. Isso devido ao fato de que para a “elite” representa um “tiro no pé” investir na transformação da sociedade aculturada em cidadãos bem informados e com senso crítico suficiente para pôr em cheque políticas assistencialistas ou isentas do poder midiático que manipula grande parte da sociedade. A alienação ideológica tem sido o viés mais conveniente, deliberadamente aplicada – seja durante o regime de exceção, com uma educação extremamente tecnicista ou em pleno gozo da democracia, no seu modelo neoliberal e socialista, guardadas suas devidas diferenças. A herança desta falta de educação para os dias atuais está na incapacidade de grande parte do povo brasileiro em discernir os quadros de conflitos sociais que se apresentam, ficando totalmente vulnerável a discursos demagógicos e Continua >>>


ATUALIDADES

mascarados com propostas de solução imediatistas e populistas por parte de quem está no poder e, não raras vezes, seduzido pela hipocrisia. Assim, de forma míope, acaba invertendo a condição do agressor social a uma posição de vítima do processo enquanto as verdadeiras vítimas da violência arcam com seus prejuízos por sua conta e risco, sem o devido apoio do Estado, ou o acolhimento da sociedade num claro quadro de completa inversão de valores. Leis, justiça e segurança pública: chegamos à ponta do “iceberg”, ou seja, nas áreas que são mais visíveis pelo grande público brasileiro e atingidas diretamente quando se trata do discurso da violência. Leis brandas, juridicamente frágeis, de difícil aplicação, recheadas de recursos em diversas instâncias, tornando a justiça morosa e ineficaz, contribuindo para o fator impunidade e ineficiente quanto ao processo reeducador e reparador proposto como finalidade maior da aplicação da lei. Tudo isso sem deixar de mencionar os crônicos problemas fomentadores da escalada da violência, tais como o do contrabando de armas, o tráfico de drogas e suas derivações externadas pelos elevados índices de homicídios, latrocínios, seqüestros, furtos e roubos. Pior ainda é assistir passivamente a atuação do segmento policial, oriundo de instituições desprovidas de recursos de toda ordem, cidadãos anônimos, ora taxados de herói, ora de bandido. Expostos na linha de frente, lidando com todas as mazelas, desordem e a histórica injustiça social, pagando às vezes com a própria vida sem que a sociedade note que não se trata apenas de uma questão policial e sim de um problema da União, dos Estados, dos Municípios, da sociedade. Um problema que deveria ser encarado não como uma política maquiada e temporária de governo, mas que devia estar na pauta prioritária e permanente de Estado. Acredito ainda que, apesar de atualmente a sociedade ter atingido um ponto elevado de saturação e indignação com o cenário da violência, não se encontra preparada para enfrentar a tomada de decisões imparciais capazes de agir na raiz do problema, protelando indefinidamente enquanto o quadro vai se agravando a cada dia, sobretudo assistindo passivamente à impunidade como fator retro alimentador da criminalidade. Dito isto, que tal incluir no receituário contra a epidemia de violência generalizada no Brasil doses eficazes de autênticas políticas públicas em prol de uma educação transformadora (ação preventiva) e de segurança pública (ações pró ativas e não somente reativas), bem como da reparação da histórica dívida da desigualdade social que nos acompanha desde os tempos da colonização do país. Quem sabe assim encontraremos o caminho para a cura desta epidemia que nos assombra? Reage Brasil.

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CULTURA

Leônidas da Silva Pires Fundador do Clube Espaço Cultural em 1980 , da Fundação Museu Couros em 1996, da Feira da Moagem em 1998, Secretário de Cultura de 2002 a 2008 e Secretário de Turismo em 2012.

O

ser humano nasce sem saber nada, completamente analfabeto, ignorante e desprovido de qualquer conhecimento. Ou seja, a humanidade nasce no escuro do saber. Por isso somos produtos do meio. Nossas primeiras ações são levadas pelos extintos de sobrevivência e, paulatinamente, vamos aprendendo o que nos ensinam. Assim sendo, vamos então fazer uma volta ao passado: lá no início de tudo, durante a pré-história, ou um pouco antes. Minha pobre massa encefálica não consegue regredir a tanto para entender como as coisas aconteciam neste tempo. Como viviam, como se comunicavam, como transmitiam seus sentimentos, conhecimentos, saberes e descobertas. O fato é que, de lá para cá, muitas águas passaram por baixo da ponte e diante de tudo que somos e que sabemos, dessa imensa diversidade cultural que temos hoje, minha proposta nesta edição é versar sobre o que vem passando de geração a geração, quase sempre de forma oral -- por isso mesmo, às vezes causam estranheza e desconfiança, talvez por desconhecermos a origem da informação. Uma coisa, porém, é certa. A sabedoria popular é a base de tudo que se sabe, de tudo que hoje está escrito e de tudo que está cientificamente comprovado. A cultura popular é fascinante. Por exemplo: nossos pais

Sabedoria popular que cura e avós não faziam nada sem antes consultar a lua. Antes que me entenda mal, eles não conversavam com a lua, e sim verificavam em qual fase ela se encontrava para saber se podiam ao não fazer o desejado. Se hoje temos remédio para tudo, no início só tínhamos as plantas medicinais -- famílias inteiras viviam usando os remédios caseiros tirados das mesmas ervas que hoje são a base dos medicamentos que estão nas farmácias. Antigamente, para cada mal havia uma planta, ou um jeito de manipular diferente. Talvez por essas e outras surgiram as famosas curandeiras, rezadeiras e benzedeiras. Aliás, estas ainda usam os benefícios das rezas e dos benzimentos para curar muitos males que a medicina tradicional não cura. Quer um exemplo: você conhece algum remédio para quebrante em crianças recém nascidas, ou uma droga qualquer para quem sofre de dor no estômago de espinhela caída? O curioso disso tudo é que não existe, em qualquer lugar, algo escrito para garantir a continuidade desses e outros tantos saberes. Aqui vão algumas dicas: se você tem medo da inveja das pessoas por causa do seu sucesso, coloca um galho de arruda atrás da orelha. Se você tem um pé de pimenta em casa e quer agradar um amigo com sua iguaria, tire você mesmo as pimentas, pois a mão de seu grande amigo pode matar todo o seu exuberante pé de pimenta. Já ouviu falar em“olho gordo, mão ruim “?

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SOCIAL

Pagode do Bem!

Fotos: Helvio Araujo e Bruno Santos

O Pagode do Bem foi realizado graças à parceria das empresas e parceiros: Beatriz Figueiredo, BodyFit, Casa de Taipa Pizzaria e Restaurante, Consulvet, Dj Walmir, Dj Gelin, Drogaria Espirito Santo, Drogaria Santa Bárbara, Família Reis Calçados, Funerária Portal do Sol, Helvio Araujo fotógrafo, Impacto Comunicação Visual, Itiquira Publicidade, Mega Toldos, Studio Corpo Ativo, Vereador Macarrão, Pedro da Silva fotógrafo e Pâmella Miranda Produções & Eventos. Além da contribuição generosa de vários voluntários e várias voluntárias, a quem agradecemos.

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LITERATURA

Poesia Arte Ou Arte Poesia: Como É Melhor Compreender? Desta vez, quero utilizar este espaço para levar ao conhecimento do leitor algo voltado para a literatura. Neste contexto, vou mostrar algo que fascina a muitos. A poesia, ou gênero lírico, é uma das sete artes tradicionais pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo em que tudo pode acontecer dependendo tanto da imaginação do autor quanto a do leitor. Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice. O sentido da mensagem poética também pode ser, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos e estuda a possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta. Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que não necessariamente verbal). É sabido que esta arte nos faz elevar a alma e que, extraindo do mais profundo teor, sentimos a leveza de poder externar os nossos sentimentos e sensibilidades. A poesia como uma forma de arte pode ser anterior até mesmo à escrita. Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900aC), até a Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades préhistóricas e antigas.

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Ademir da Paixão Sampaio Graduado em Letras, Português e Inglês, pós graduado em Administração escolar e planejamento escolhar, vicediretor do Colégio Militar de Formosa-GO.

A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monólitos, pedras rúnicas e estelas. O contexto pode ser essencial para a poética e para o desenvolvimento do gênero e da forma poética. Poesias que registram os eventos históricos em termos épicos, como Gilgamesh ou o Shahnameh, de Ferdusi, serão necessariamente longas e narrativas, enquanto a poesia usada para propósitos litúrgicos (hinos, salmos, suras e hadiths) é suscetível de ter um tom de inspiração, enquanto que elegia e tragédia são destinadas a invocar respostas emocionais profundas. Outros contextos incluem cantos gregorianos, o discurso formal ou diplomático, retórica e invectiva políticas, cantigas de roda alegres e versos fantásticos, e até mesmo textos médicos. O historiador polonês de estética Wladyslaw Tatarkiewicz, em um trabalho acadêmico sobre “O Conceito de Poesia”, traça a evolução do que são na verdade dois conceitos de poesia. Tatarkiewicz assinala que o termo é aplicado a duas coisas distintas que, como o poeta Paul Valéry observou, em um certo ponto encontram união. “A poesia é uma arte baseada na linguagem. Mas a poesia também tem um significado mais geral […] que é difícil de definir, porque é menos determinado: a poesia expressa um certoestado da mente.” Portanto, a História de Literatura busca paz interior através da poesia, esta arte milenar que leva ao encontro de si mesmo. Por isso, agora será proporcionado aos amantes da poesia a oportunidade de entrar e aprofundar e conhecer melhor o que é esta arte na vida do ser humano.


MUNDO E SOCIEDADE

Paulo Santiago

Espelho,

Professor graduado em história, teologia e graduando em psicologia. Psicanalista clínico atuando em Formosa e Brasília. (Lifecenter) (61) 9953-2179

espelho meu

O

filósofo existencialista Kierkegaard ensinou uma fórmula tão fácil para vivermos melhor, que talvez seja por esta mesma razão que a gente continua vivendo com esta insistente angústia. É que costumamos duvidar de tudo que é simples demais. Para Kierkegaard, passamos grande parte de nossas vidas desejando sermos diferentes do que somos, idealizando um ser melhor, mais seguro e influente. Conforme este filósofo dinamarquês, tanto faz se conseguiremos ou não sermos diferentes: a infelicidade vai continuar no nosso encalço. Se a gente não consegue, sentimos aquela sensação de incapacidade diante da vida. Se conseguimos, sofremos com a ideia de termos abandonado parte de nossa identidade, mesmo sendo ela portadora de alguns de nossos incômodos defeitos. O que fazer então? Para Kierkegaard, só quando fizermos as pazes com quem somos, respeitando nosso verdadeiro eu, com suas qualidades e defeitos, estaremos em condições de construirmos uma existência melhor. Sem sermos outra pessoa, mas a mesma, melhorada. O médico psiquiatra e psicanalista Jacques Lacan, dizia em seus seminários que somos seres “faltantes”. Estamos sempre à procura de algo mais. Que bom. Desde que seja algo que venha aumentar nossa sensação de bem estar e não a ilusão de que a próxima conquista trará sossego existencial definitivo. Lacan diz que desejamos ser desejados, porque o que pensamos sobre nós mesmos vem daquilo que os outros pensam da gente. É como se não pudéssemos ter um conceito seguro sobre nós mesmos. Ao propor uma aceitação do que somos, o filósofo existencialista nem de longe sugere um conformismo com a nossa atual situação. O que ele propõe é a otimização do que somos: contraditórios,

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cheio de manias, de inseguranças e desconfianças, enfim, totalmente normais! Como canta Lulu Santos: “nós somos muitos. Não somos fracos. Somos sozinhos nesta multidão, mas somos só um coração, sangrando pelo sonho de viver”. Este é outro detalhe importante. Não estamos sozinhos neste barco. A dor que você sente, muita gente também sente. Nossos medos e nossas angústias são os mesmos da humanidade inteira. Só mudam de cara, de endereço e de temperamento. Uns disfarçam melhor que outros e por isto mesmo passam uma ideia de força inabalável. Infelizmente ou felizmente, é só a pouco confiável força humana. Temos muito mais coisas em comum do que possamos imaginar. Façamos disso um ponto de partida. Se tem solução pra um, tem solução pra todos. Basta um olhar diferente no espelho. Não um olhar vaidoso ou, por outro lado, um olhar depreciativo. Mas um olhar amigo, de quem conhece como ninguém aquele rosto refletido. Depois é só repetir a famosa frase mágica, adaptada pra você: espelho, espelho meu, existe alguém em melhores condições do que eu? E o espelho responderá: Como assim? Você tem tudo o que todo mundo tem. Basta pedir emprestado pra você mesmo.


BELEZA

Você sabe escolher a cor certa da sua base?

Andréia Maichaki Paranaense, mas reside em Formosa há mais de 10 anos. Maquiadora e administradora. Já atuou na área de recursos humanos, mas a paixão pela maquiagem levou a se formar como maquiadora e atualmente trabalha na área dando cursos de automaquiagem, consultoria empresarial e atende em domicílio. Maiores informações ou dúvidas no email: ac.maichaki@hotmail.com ou (61) 3631 6421.

Seja qual for a ocasião, diurna ou noturna, um item que faz toda a diferença na composição da maquiagem é a base. Para quem ainda não conhece, a base é um produto que cobre as imperfeições da sua pele e a deixa uniforme, preparando para a aplicação das camadas posteriores. Atualmente, as bases estão disponíveis no mercado de diversas formas. Podem ser líquidas, cremosas, pancake ou bastão; podem ter filtro solar, conter agentes que previnem o envelhecimento e ser utilizada para inúmeras outras finalidades. Algumas possuem alta cobertura, outras são de cobertura suave para serem usadas no dia a dia. Depende muito do que você procura para a sua pele. Um dos maiores erros na hora de se maquiar, no entanto, é quando a cor da base é mais clara ou mais escura que a cor da pele. Quando isso acontece, o visual fica artificial e a diferença entre o rosto e pescoço ficam evidentes. Para não errar mais, aqui vai uma dica valiosa na hora de comprar a sua base facial: nunca teste a base no dorso da mão, como é mais frequente. Esta área costuma ficar mais exposta aos raios solares, portanto é mais escura que o rosto, ou o contrário. Neste caso, recomendo que você teste a base na área do pescoço. Isso mesmo! Assim você conseguirá uniformizar a área que concentra o rosto, pescoço e o colo, fazendo assim que todas tenham a mesma cor. Outra opção é aproveitar o mostruário das lojas que os possuem e fazer um teste ali mesmo, com os vendedores disponíveis. Não se esqueça de fazer isto diante de uma iluminação adequada -- um ambiente escuro também pode enganar na hora da compra. Aplique com as mãos (o melhor pincel disponível para esta etapa). Outra dica importante é, na hora de aplicar a base, não se esquecer de locais como pálpebras e lábios. A maior parte das pessoas se concentra nas bochechas e no nariz e não percebem a importância que o produto faz quando aplicado a essas áreas, que serão recobertas com sombra ou batom. Com o tempo, você poderá testar várias marcas e ver a base que mais se adequa ao seu rosto. Cada uma possui formulação e diferentes ingredientes que podem favorecer o seu tipo de pele. Curta a fanpage no facebook: facebook.com/andreiamaichakimakeup

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HOMENAGEM

Hélia Campos Graduada em Pedagoia pela UEG, Pós graduada em Psicopedagogia Institucional pela FINOM, Pós Graduada em EAD pela UNIP, mestranda em Ciências da Educação, professora universitária na IESGO e funcionária públicca pela SME de Formosa.

“A cruz da saudade é pesada, mas nunca nos distanciamos”

Venho novamente para falar aos meus amigos, familiares, alunos e simpatizantes de nossa luta em busca de JUSTIÇA! Quero agradecer ao imenso apoio recebido durante a contagem regressiva feita para a data do dia do júri. O carinho, a solidariedade, a gentileza e bondade de cada um de vocês, nos ajudaram imensamente. Quero destacar aqui que embora nossas condições de uma vida simples e pacata, não representaram impedimento para promovermos as ações que julgamos necessárias para lembrar a sociedade do fato ocorrido a mais de quatro anos. Entendo que demonstramos respeito à vida, e também sermos possuidores de valores morais e formação cristã. Mas principalmente acreditamos que nossa ação representa um ato de CARIDADE, quando se luta pela justiça, lutamos por nós mesmos e por tantos que apresentam seus direitos violados e permanecem em silêncio, no anonimato, que muitas vezes não sabem como fazer para suportar suas dores. CARIDADE, pois a sociedade precisa ser melhorada em benefício das pessoas de bem que necessitam de um pouco de PAZ. Quem me conhece, sabe bem que jamais fui movida pelo sentimento de ódio ou de vingança, e sim pela busca da retratação do mal praticado, já que os exemplos de impunidade somente reforçam ações violentas. Nesses dias foi possível perceber que embora a violência em nossa cidade seja evidente, a sociedade (pelo menos as pessoas de bem) não tolera mais tentativas de

Agradecimento

justificar o injustificável. Agradeço a vocês, amigos e amigas, muito nos fortaleceram, agradeço ao meu advogado Dr. Bruno Mello que se empenhou e me deu um excelente suporte com competência e profissionalismo, agradeço a Promotoria na pessoa de Dra. Caroline que demonstrou sua capacidade, seriedade, graciosidade e valentia, ao Dr. Glauber , conduziu o júri de forma rigorosa com competência e profissionalismo, deixando ao final uma relevante reflexão sobre a violência e a marginalidade em nossa região, que deve ser combatida por cada um de nós. Aos jurados que participaram desse difícil ato decisório, cada um de vocês merecem meu respeito e gratidão pela disposição em colaborar para a efetivação da justiça em nosso município. Aos serventuários da justiça que tudo providenciaram para que fosse realizado tão importante trabalho, aos alunos, familiares e amigos que lotaram o tribunal do júri, muita gratidão pela generosidade e carinho demonstrados. Entregamos a Deus nossa luta pela justiça, Ele que é o Senhor de todas as coisas, que nunca nos desampara, que coloca seus anjos para nos proteger e sustentar nos momentos mais difíceis. A Netinho (Naur Neto), desejo do mais profundo de minha alma que esteja em PAZ filho, saiba que sua partida não ficou impune e que tudo que nos moveu foi a Fé e o AMOR. Deus em sua misericórdia, nunca nos levará onde sua bondade não possa nos proteger.

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ATUALIDADES

Coelhinho versátil Por Fabi Guimarães

Quando o assunto é Páscoa, o presente mais esperado pela criançada -- e, porque não, pelos adultos -são os ovos de chocolate. Com um mês de antecedência, os corredores dos supermercados são invadidos por gigantescas estruturas com as mais diversas variedades dos doces. O feriado aquece a economia e o paladar dos viciados na sobremesa. Simbolicamente, os ovos representam a fertilidade, o renascimento e a vida. Já a data em si significa um rito de passagem de um período a outro -para os cristãos, a Páscoa marca a ressurreição de Jesus Cristo. Os tradicionais presentes, no entanto, foram se reinventando ao longo do tempo e podem ser encontrados em várias versões. O coelhinho tem encontrado novas formas de responder à canção e traz, sim, muitas coisas: inclusive surpresas para variar o cardápio. Muitas pessoas fazem questão de ganhar os bons e velhos ovos, e eles continuam por aí, só que reeditados em (deliciosas) novas versões: trufados, com recheio de frutas vermelhas, de brigadeiro. Há até quem se arrisque a rechear ovos de páscoa com… pipoca. Para os alérgicos a leite, já existem disponíveis ovos sem lactose, feitos com leite de soja. Já os que não podem comer chocolate podem apostar na alfarroba, que tem gosto similar à iguaria. Opções não faltam para quem acha que a Páscoa, muito além do significado religioso e sentimental, também pode ter um sabor a mais.

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NA CAPA


Fotos: André Jr. e Bruna Oliveira Ambiente: Pão de Mel & Cia Crianças: Hela Bonilha João Vitor Maria Eduarda Ana Laura


Na Capa


Elaine Vilela

- Cestas de Chocolates - Cestas de Páscoa com deliciosos Ovos de Páscoa - Ovos Trufados de colher - Caixas de bombons Visite-nos! Av. Tancredo Neves nº2010 Saída Sul - Formosa-GO (61) 3631.6246 - 9605.1584 Elainepaodemel@gmail.com


MODA

Como nasce uma tendência.

Angelica Morais Professora de Moda e Design. Já foi publicitária, designer gráfica e estilista e, no momento atual, está em um relacionamento sério com o ensino e as ilustrações. Mantém uma fanpage, a Take a Look e adora gatos.

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Campanha Louis Vuitton

palavra tendência vem do latim tendentia e significa tender para ou ser atraído por algo. Segundo o Dicionário Ilustrado da Moda, tendência é “direção geral para a qual algo se movimenta ou evolui. Na moda, uma tendência pode ser um estilo, uma cor, uma estampa ou uma padronagem que começa a ganhar aceitação ou adoção ampla”. Ou seja, tendência significa um norte, uma amostra do lugar para o qual todos olharão por pelo menos um período ou uma estação. E esta aceitação não ocorre de uma hora para a outra. No Brasil, uma tendência chega com até dois anos de atraso. Portanto, o que é tendência agora, certamente já foi visto, revisto e revisitado lá fora -- quando algo chega às novelas televisivas, por exemplo, significa que já foi explorado à exaustão nas ruas, nos shoppings e lojas populares. Isto não significa, necessariamente, que o país seja atrasado. O Brasil é referência quando o assunto é moda praia, exportando suas estampas e modelagens para o resto do mundo. O que acontece aqui é um “delay”, ou atraso natural: por mais que os calendários de moda antecipem as coleções e os desfiles sempre aconteçam em um descompasso absurdo, e que pessoas formadoras de opinião e fashionistas de plantão saiam

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Esmalte Chanel

Fonte: Internet Fonte: helloitsvalentine.fr

nas ruas desfilando todos os “must haves” (esquisitos à primeira vista e amados e idolatrados depois), isto é uma parcela pequena comparável ao restante da população. O que se vê agora nas vitrines, quase sempre corresponderá ao que foi visto lá fora há pelo menos um ano. Além dos fatores socioeconômicos e culturais, há ainda uma certa “resistência” ao novo, uma vez que uma pequena fatia da população tem poder aquisitivo para viajar para fora do país e absorver as tendências in loco. Todos estes fatores explicam o fato das coleções de outono/ inverno deste ano estarem recheadas de peças na cor “burgundy”. E para começarmos a falar de tendências da estação mais fria e chique do ano, teremos sim, que voltar a esta cor, tão emblemática e eleita a cor do inverno há dois anos. Todas as publicações, editoriais da época, stylists e trendsetters apontavam para a cor. (Figuras 1: Campanha Louis Vuitton,Inv12; Figura 2: Desfile DNKY, Inv 12, e Figura 3: Florence Welch usando a cor, em 2012, Figura 4: desfiles internacionais; Figura 5: esmalte Chanel; Figuras 5 e 6: batom e sapatos na cor) O “burgundy” nada mais é do que o nosso velho e conhecido vinho, uma tonalidade entre o vermelho e o marrom. Uma cor escura e fechada, e que combina muito bem com looks sofisticados e invernais. Ela está presente não somente nas roupas, mas nos calçados, acessórios, esmaltes e makes. Ele combina com todos os tons de pele e fica lindo se combinado com cores como o bege e o cinza, e também fazendo contrastes com mostarda ou marinho -- dois tons tendências da estação. Mas, como venho sempre falando por aqui, as tendências nos ajudam a buscar inspirações para os looks, mas independente de estar ou não na moda, antes de se render a qualquer cor que seja, o que realmente importa é se sentir bem. Ter estilo é usar algo capaz de definir e traduzir o indivíduo, uma vez que, acima de qualquer tendência, há a essência -- aliada ao bom gosto, é ela que torna alguém único em estilo, charme e elegância atemparias.


MODA

Quem gosta de estilos tem motivos para comprar em brechó Definitivamente, o vintage está na moda. Não é difícil ver modelos e artistas famosos admitindo, em entrevistas, que gostam de comprar roupas antigas e usadas. O número de brechós têm crescido no país a cada ano. Até mesmo quem torcia o nariz para “coisas velhas” já começa a enxergar o vintage com outros olhos e se interessar pelo assunto. Na coluna deste mês, selecionei algumas dicas importantes para quem é amante de brechó ou simplesmente ama comprar e quer fazêlo com mais leveza. Em primeiro lugar, é preciso dizer que é possível ser sustentável fazendo compras em lojas de roupas e acessórios usados. O conceito não se aplica ao vestuário e abarca uma série de outros produtos. No brechó você pode encontrar livros, calçados, louças, objetos de arte e de uso doméstico, bijuterias e até móveis usados. Basta ir aos locais certos e pesquisar com muita atenção. Observe bem o estado de conservação das peças ao realizar uma compra. Verifique os acabamentos, note se a roupa não tem manchas, pequenos buracos, pois as lojas de brechós não costumam -- por motivos óbvios -- fazer trocas. É preciso reparar nestes detalhes antes de fazer a aquisição.

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Débora Mendes Débora Mendes é bacharel em comunicação social, formada em publicidade e propaganda, pela Universidade de Taubaté, UNITAU - interior de São Paulo. Possui diversos trabalhos de criação pelo Brasil afora, é consultora de marketing, blogueira e amante da moda. Empresária preocupada em contribuir para o modo sustentável de vida, uniu suas duas paixões investindo em sua primeira loja de roupas usadas, os famosos ‘’brechas’’, pensando no resíduo do sistema produção e consumo

Às vezes, tudo que uma peça velha precisa é de cuidados. Uma boa lavagem, além da linha e agulha fazem milagres e evitam desperdício de recursos naturais, pois a moda comprada em brechó incentiva o reaproveitamento e a reciclagem. Aprendendo a utilizar o instrumento do consumo a nosso favor, consumindo produtos e serviços de maneira diferente e criativa. Respeite seu estilo. Não compre peças que não têm nada a ver com o que você usa normalmente. Não é porque é barato, que precisa ser levado. A dica é comprar o que condiz com seu estilo e você sabe que vai aproveitar bastante -- certamente, há algo que se encaixa no seu modo de vestir. Invista em peças que nas lojas comuns são mais caras, como casacos de lã, jaquetas de couro e por aí vai. Nos brechós, elas podem sair muito em conta e você ainda poderá usá-las por muito tempo. Nem pense em fazer compras em brechó com pressa: o ideal é garimpar com calma por todo o estoque de usados. Olhe até o fim e depois volte ao começo -- sempre tem uma peça esquecida que merece uma segunda atenção. Exercite a criatividade, ouse nos estilos e boas compras!


ESPORTE

As maravilhas

do blefe.

Por meio do primeiro grande torneio de pôquer, formosenses conhecem um pouco mais sobre o esporte Por Fabi Guimarães

Sorriso, mão no cabelo, piscadela. As atitudes do adversário ao segurar uma combinação, no pôquer, podem significar qualquer coisa. O jogo que analisa, acima de tudo, comportamentos – aquele jogador que parece afortunado talvez esteja com a pior mão possível – se tornou uma febre mundial. Tanto que chegou a Formosa. Organizado pela Fsa Texas Club, uma casa de pôquer inaugurada em outubro do ano passado que já conquistou clientes fiéis, a primeira edição do CFP, o primeiro grande torneio da cidade, reuniu 96 jogadores no último mês. Com o prêmio principal de R$ 27 mil, o campeonato trouxe a Formosa João Bauer, um jogador goiano que é considerado um dos principais representantes brasileiros do esporte.

Esporte, sim. Desde 2010, o pôquer é reconhecido oficialmente pela federação internacional como um “esporte da mente”, assim como xadrez e damas. O jogo se tornou ainda mais popular depois que torneios internacionais começaram a ser exibidos em canais como a rede ESPN. Outro atrativo é a participação de grandes estrelas, como o jogador de futebol brasileiro Ronaldo Nazário e o tenista número 1 do mundo Rafael Nadal. Fora de suas respectivas modalidades, essas figuras fazem no carteado um duelo particular em que a habilidade de blefar, unida à sorte, fazem a diferença.

João Bauer

1ª edição do CFP, no Fsa Texas Club.

Como jogar Um jogo de pôquer pode durar horas e, quanto mais dura, mais dinheiro envolve. A modalidade que é exibida na TV também é a mesma praticada na Fsa Texas Club: o Texas Hold’em, no qual as cartas da mão são misturadas com as da mesa. Nesse estilo de pôquer, cada jogador recebe duas cartas enquanto cinco outras são colocadas na mesa. Quem achar que está bem com a dupla de cartas recebida, já pode fazer uma aposta. Quem preferir não participar, pode se retirar do jogo. Das cinco cartas dispostas sobre a mesa, três são abertas. Essas são cartas coletivas e podem ser usadas por todos os jogadores. O dealer, jogador que começa a dar

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as cartas, é o primeiro a apostar. Os outros podem aumentar, diminuir ou desistir. Depois que as apostas são feitas, a quarta carta – conhecida como turn – é virada e começa uma nova rodada de apostas, na qual os jogadores terão seis cartas (duas na mão e quatro na mesa) para realizar combinações de cinco. Muitos desistem nesta etapa. Quando o dealer vira a quinta carta da mesa, chamada de river, e vários jogadores já desistiram, frequentemente é chegado o momento de mostrar as combinações de quem ficou na mesa. Quem tiver a combinação mais forte vence e leva tudo que foi apostado. O segredo é, uma vez que estiver com uma combinação muito boa, fingir que não está tão bem assim e manter os jogadores apostando. Ou, caso tenha uma muito ruim e quiser se arriscar, conseguir despistar e convencer os jogadores de quem tem um grande jogo na mão, o que geralmente faz as pessoas fugirem da mesa. Nas combinações do pôquer, os naipes têm o mesmo valor, mas os números e letras variam. O A, por exemplo, vale mais que um 2 do mesmo naipe. A combinação mais valiosa se chama Royal Straight Flush e é composta pela sequência 10, J, Q, K e A de um mesmo naipe. Fsa Texas Club Sob o comando de Eder Lacerda, a Fsa Texas Club funciona de segunda a sexta, a partir das 18h, e aos fins de semana a partir das 16h. Fica localizada na Rua Benedito Galvão, no Residencial Barth Sala 01, próximo a academia Mn. Há torneios diários que abrangem todas as categorias de jogadores: desde os iniciantes, que querem apenas se divertir e não querem pagar muito, aos profissionais, que estão em busca de prêmios atrativos. O buy-in, como é chamada essa inscrição, varia conforme o nível. No último CFP, cujo prêmio final acabou sendo de R$ 27 mil, o buyin era de R$ 250. Os vencedores foram Luis Nascimento “Dom”, Rodrigo Cesar Koehler e Danúbio. A casa está de portas abertas para quem quiser aprender ou se especializar. E fique ligado: o próximo torneio está agendado para maio. Informações: 61 9826-2329

Rodolfo Guerra Steal Team e Eder Lacerda.


SOCIAL

Causando Auê!

Nesta edição, a coluna Causando Auê foi dedicada ao Pagode no BarbauêH, que completou no mês de março 8 edições. O Pagode vem sendo uma ótima opção de entretenimento aos formosenses, reunindo muita gente bonita e conquistando um público cada vez mais fiel na esquina mais badalada de FormosaGO.

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SPECIAL GUEST


NEGÓCIOS

Conquiste a independência financeira através da Regra 3 Gs Recentemente, participei de um congresso no qual o professor João Batista proferiu uma palestra muito educativa sobre a Regra 3 Gs, que descreve o comportamento equivocado e comum a todos nós quando o assunto é nosso dinheiro. Descreve também o comportamento ideal para que alcancemos a tão sonha independência financeira . Falaremos primeiro do comportamento equivocado que a maioria das pessoas praticam devido à falta de educação financeira. A Regra 3 Gs não é gastar, gastar e gastar. É comum que, antes de receber nosso salário, já estejamos devendo empréstimos, cartão de crédito, sendo que a isso também são acrescidas despesas mensais como aluguel, mercado, etc. No fim, quando o dinheiro está quase acabando, como ninguém é de ferro temos também que curtir, viajar, “ bebemorar “ . Antes do fim do mês temos que comprar aquele sapato, aquela TV e fazemos mais uma dívida para os meses seguintes. Como percebem, é uma “ bola de neve” , uma luta com o dinheiro e as contas para pagar, uma frustração e sensação de infelicidade que afeta as pessoas de um modo geral. Mas o que fazer para tentar mudar este panorama? Basta uma mudança de atitude, aplicar a REGRA 3Gs Corretamente que é : 1º) Ganhar, 2º) Guardar, 3º) gastar. A regra é bem simples, mas colocar em prática no dia a dia é a parte mais difícil, se fosse fácil teria mais pessoas ricas no mundo. Para aqueles que querem praticar e buscar resultados, vamos explicar o que é esta regra 3Gs .

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Frank Lúcio Matos Adm. Frank Lúcio Matos é administrador, possui MBA em Logística e Transportes, MBA em Gestão Estratégica e Qualidade Total, Marketing (FGV) é Consultor Empresarial, Perito Judicial e Extrajudicial (cálculos financeiros e trabalhistas). Envie sugestões e dúvidas .Email fk2matos@ibest.com.br

1º. Ganhar – Analise de onde vem seus rendimentos, de salários, lucros, aluguel, investimentos. Receba primeiro o dinheiro antes de sair gastando, veja quanto tem e defina suas prioridades. Amplie a forma de ganhar dinheiro, estude, faça cursos, leia livros sobre finanças. Estudar é um ótimo investimento. 2º. Guardar – É preciso ter sonhos e metas que o motivem a poupar. Tenha paciência e perseverança, pense no futuro; lembre-se que dinheiro emprestado não cria estabilidade . Quem não poupa vive preocupado, não planeja seu futuro ou o da família. Você tem que estabelecer prioridades e ter uma visão de futuro, considerar sua realidade e estilo de vida, suas limitações financeiras. Resumindo: tem que GASTAR MENOS para poupar. Depois, saiba investir corretamente o que poupou, fazendo seu dinheiro crescer, aí sim poderá colher os frutos de seu esforço e conquistar aquele seu sonho. Não estou aqui estimulando uma cultura mesquinha da “mão fechada “ , também gosto de curtir , tomar um chopp com os amigos e me divertir. Todos devemos aproveitar a vida ao máximo, o que não podemos é extrapolar nossos limites financeiros, prejudicar nossos sonhos e de nossos familiares e nossa qualidade de vida. Como vimos, pequenos gastos diários podem prejudicar e muito nossa vida e nossas ambições futuras. Afinal, o que você está plantando hoje para colher no futuro ? Nosso futuro é o AMANHÃ !


SAÚDE

Os dentes do siso, tem juízo quem não os tem Os terceiros molares, conhecidos como dentes do siso (ou dentes do juízo), são populares por sua alta indicação para a remoção. Eles podem ser removidos numa cirurgia bem simples ou, em outros casos, em cirurgias mais complexas que envolvem remoção de gengiva e do osso que recobre o dente. Em alguns casos, envolve até mesmo a separação do dente em partes para facilitar sua remoção. Devido a esses casos mais complexos, estes molares ficaram ainda mais famosos, mas um bom planejamento cirúrgico feito com o auxilio de radiografia e um bom exame clínico pode evitar complicações desnecessárias na cirurgia. A decisão por tirar ou não esses dentes não é muito simples e envolve conhecimentos de anatomia, patologia, cirurgia, crescimento e desenvolvimento da face e até mesmo de cefalometria (ciência que estuda as medidas do crânio), pois o padrão de face do paciente reflete a competência dos músculos da mastigação e a resultante dessas forças em cada padrão pode ser determinante na sobrevida desses dentes. Podemos classificar esses padrões faciais em: mesofacial, dolicofacial e braquifacial que representam as faces de crescimento normal, predominantemente longas e predominantemente mais largas, respectivamente. Aos pacientes com padrões dolicofaciais são recomendados a remoção dos sisos pois nesse padrão a erupção de mais um dente depois de já ter estabelecida a dentadura permanente

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José Marques Cardoso Filho Cirurgião Dentista pela Universidade Federal de Alfenas, Especialista em Ortodontia e Ortopedia Dentofacial pela Sociedade Paulista de Ortodontia, Especialista em Dor Orofacial pela Universidade federal de São Paulo – UNIFESP, Residência em Odontologia HospitalarTraumatologia - Pela Faculdade de medicina da USP – Hospital das Clínicas de São Paulo, Hipnodontista - Especialista em Hipnose Ericksoniana pelo Instituto Milton Erickson de Brasília- Ligado a Milton Erickson Foundation.

pode trazer desconfortos à ATM, a articulação da mandíbula com o crânio. Neste caso, a pouca força muscular não é suficiente para uma readaptação dessas estruturas. Aos pacientes braquifaciais, na maioria das vezes, é recomendada a manutenção dos sisos quando existe espaço suficiente -- o alinhamento dos dentes favorece a higienização, pois uma grande força muscular desses pacientes exige um número sempre maior de dentes para distribuição mais equilibrada de forças. Como já foi dito, a falta de espaço para a erupção dos dentes também é um fator importante nessa decisão, pois muitas vezes esses dentes se encontram deitados e até mesmo causando riscos aos dentes vizinhos, com possibilidades de provocar um desalinhamento durante a fase de crescimento de suas raízes, sem a mínima possibilidade de erupção. Mas, de todas as indicações, a mais importante delas talvez seja o alto índice de lesões tumorais e cistos que podem aparecer após longos períodos de retenção daqueles dentes. Para aqueles pacientes que se preocupam com o ato cirúrgico, vale lembrar que hoje contamos com recursos que trazem conforto e relaxamento tanto antes como durante e após a cirurgia, como o uso de anestésicos potentes associados ou não a sedativos, e o uso da hipnose tanto no ato cirúrgico como no tratamento de traumas e fobias do procedimento em questão. Para maiores informações, escreva para dentofacial@ uol.com.br .


Uma coletânea das principais notícias que correram o Brasil e o Mundo Dor O mistério teve o fim previsto: foi confirmado pelas autoridades da Malásia que o avião MH740, que havia desaparecido há duas semanas, caiu no Oceano Índio. A conclusão foi tirada a partir de destroços encontros por satélites britânicos na região. As famílias das vítimas foram avisadas por um recurso um pouco insensível: mensagens de texto.

Alívio Um voo da Avianca que saiu de Pernambuco e faria escala em Brasília, por outro lado, conseguiu escapar de uma possível tragédia graças à habilidade do piloto: ao ver que o trem de pouso dianteiro não se abria, ele decretou emergência e aterrissou... de barriga. Ninguém se feriu.

50 anos do golpe No último 31 de março foram lembrados os 50 anos do golpe militar de 1964. A semana teve celebrações, por todo o país e no Congresso Nacional, aos mortos e desaparecidos durante o regime. Um deputado em particular, acostumado à polêmicas, aprontou mais uma: Jair Bolsonaro foi duramente criticado após defender a ação dos militares na Câmara.

‘Eu não mereço ser estuprada’

Fotos: Agência Brasil, R7, IG

A jornalista Nana Queiroz comoveu a sociedade brasileira ao criar a campanha virtual “Eu não mereço ser estuprada”. O protesto foi motivado por uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que apontou que 68% da sociedade brasileira acreditam que mulheres que usam roupa curta merecem ser atacadas. No estudo, 58% ainda concordaram que, caso as mulheres soubessem se comportar, não haveria tantos estupros. Indignada com o machismo evidenciado pela pesquisa, Nana fez uma foto de topless em frente ao Congresso Nacional com a mensagem gravada ao corpo. O protesto teve adesão de milhares de mulheres nas redes sociais, inclusive entre famosas Daniela Mercury, Pitty e Aline Moraes. Ameaçada por sua atitude, a jornalista recebeu também apoio da presidente Dilma Roussef, que elogiou a campanha pelo Twitter.


GASTRONOMIA

Rafael Alcântara

Paella de bacalhau A Páscoa está chegando e, como muitas pessoas não estão comendo carne vermelha por motivos religiosos, nada melhor do que um belo bacalhau no almoço de Páscoa. Em Portugal, um ditado popular diz que existe uma receita diferente de bacalhau para cada dia do ano. O motivo para tal abundância, sabemos, vem da histórica relação dos portugueses com o peixe. Em 1822, quando a família real portuguesa, em fuga do exércido de Napoleão, desembarcou no Brasil, trouxe com ela as receitas de bacalhau. Desde então, o bacalhau vem fazendo parte da mesa dos

Empresário e chefe de cozinha, pós-graduado pelo Perth Institute of Hospitality and Tourism, Perth - Austrália. Food and Wine pela Leith’s School, Londres Inglaterra. Matching Food and Wine pela Swan Valley - Austrália. Apaixonado por gastronomia e vinhos.

brasileiros, principalmente na Páscoa. Nesta Páscoa, surpreenda a todos com uma paella de bacalhau. É um prato leve e que dispensa acompanhamentos por ser uma refeição completa. Para esta receita, você irá precisar de uma paelleira (panela usada especificamente para paellas). Caso não tenha, poderá utilizar uma frigideira bem grande (30cm) que será suficiente para cerca de seis pessoas. É muito importante utilizar um bacalhau de qualidade, de preferência dessalgado. Este prato combina com vinhos tintos espanhóis de uva tempranillo.

INGREDIENTES: 06 Porções 100 ml de azeite - 5 dentes de alho picado -1 pimentão amarelo picado em cubos pequenos 1 pimentão vermelho fatiado em tiras - 8 aspargos frescos descascados e inteiros 600 ml de molho de tomate - 500 gr de cebola picadas em cubos pequenos 500 gr de batata picadas em cubos pequenos - 1,2 kg de lombo de bacalhau dessalgado 400 gr de arroz parborizado - 150 gr de azeitonas preta - 1 gr de açafrão espanhol (Azafran) 15 gr de paellero (tempero específico para paella) - 100 gr salsa fresca picada PREPARO: Separe o couro e as espinhas do bacalhau e asse por 20 minutos, a 180 graus, com metade do azeite. Prepare um caldo com o couro, as espinhas, o açafrão, o paellero, cerca de 2,5 litros de água e sal a gosto. Este caldo deve ser coado após 10 minutos de fervura e também deve apresentar um coloração avermelhada. Na paelleira, coloque o restante do azeite, os dentes de alho picados, o pimentão amarelo e frite em fogo baixo. Adicione o molho de tomate, a cebola e a batata. Espalhe bem o arroz parborizado e, em seqüência, o bacalhau desfiado grosseiramente. Coloque o pimentão vermelho em tiras, o aspargo, a azeitona e a salsinha picada. Para finalizar, adicione o caldo até cobrir o bacalhau. Cozinhe por aproximadamente meia hora em fogo médio ou até que o arroz esteja cozido, se necessário adicione mais caldo para completar o cozimento. Durante o processo de montagem e cozimento, não se deve mexer e nem tampar a paella. Corrija o sal ao final e tenha uma boa Páscoa.

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Chef Rafael Alcantara


ENTREVISTA

“Este governo mentiu demais” Vanderlan Cardoso, provável candidato ao Governo de Goiás, fala sobre suas propostas.

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Auê: Como Pré-candidado ao governo de Goiás, quais são as suas propostas?

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Por Fabi Guimarães

Auê: E nessa administração atual, o que viu de errado? O que faria diferente?

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Vanderlan: Nossas propostas são planejadas para as prioridades, a curto, médio e longo prazo. Com ênfase na saúde, educação, infraestrutura, geração de emprego e renda. Estamos trabalhando em um plano de metas, e não um plano de governo. Na área da saúde, por exemplo, queremos investir em leitos hospitalares. Na segurança pública, estamos apresentando investimentos na guarda de segurança estadual, em vez de esperar que a guarda de segurança nacional venha para a cidade. Queremos investir na Rotam, que acabaram praticamente no estado de Goiás. Temos que aprender a resolver os nossos próprios problemas.

Vanderlan: Eu posso dizer o que eu não faria, que esse governo faz muito: mentir. Mentiu muito, quando disse que iria colocar 100 escolas profissionalizantes no estado, não fez nenhuma. Mentiu quando disse que ia resolver o problema da segurança pública, disse que ia melhorar e fez foi piorar. Mentiu quando disse que iria duplicar as estradas para as nossas principais cidades turísticas. O que eu faria diferente é isso, falar a verdade.


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Auê: O senhor propôs a questão de leitos hospitalares em Rio Verde, geração de energia em Catalão, e para Formosa? Quais são as políticas?

Auê: Como o senhor vê a presença de Formosa no panorama goiano? Que tipo de investimento inicial pode ser feito para Formosa? Vanderlan: São muitos. Formosa hoje é uma cidade pólo, uma cidade que tem condições de receber um hospital regional, que tem condições de receber um pólo maior de desenvolvimento para geração de emprego e renda, tecnologia. Temos que definir qual a vocação da cidade. Investimento no turismo, nós temos a cachoeira do Itiquira, que é famosíssima, e eu nunca vi o governo de Goiás fazer uma propaganda. A área turística explode, pode ser um pólo cultural, ter festivais. Desenvolvendo a cidade vamos desenvolver toda a região. Essas regiões menos desenvolvidas podem também ter incentivos fiscais.

Foto: Fred Jotabê

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Vanderlan: O projeto nosso é para todo o estado. Nosso projeto de trabalho vai servir para Formosa, para o Entorno de Brasília, a Região Metropolitana de Goiânia. As particularidades de cada município vamos discutir nessas reuniões de trabalho. Vamos apresentar itens que serão levados para todo o estado e Formosa está dentro do estado. Aqui o problema da saúde é crítico, segurança público é crítico. Geração e renda, o que foi feito? Problema de energia elétrica também não é apenas daqui, é de todas as regiões. Mas queremos a participação da população para descobrir qual os problemas específicos do município.


MUNDO E SOCIEDADE

Geração touch screen Enquanto segue em frente a inovação tecnológica, a sociedade também avança em passos largos para o isolamento e solidão. Com tantos recursos modernos de comunicação, vivemos cada vez mais reclusos em mundos imaginários, em mundos que deviam apenas nos distrair. A internet abre muitas portas, agrega novos conhecimentos, mas fecha muitas janelas em nossas vidas, janelas sociais que acabam por nos prender por inteiro dentro de um aparelho smartphone. Vício frequente em todas as idades e classes sociais, o telefone celular virou algo além de um simples utensílio, para os mais novos é quase uma parte do corpo. Não é um simples “modismo de geração”: o uso de celular com acesso à internet e compatibilidade com aplicativos sociais virou necessidade para aqueles que têm vida corrida, e a ocupação diária para aqueles mais acomodados. Esta modernização descontrolada acarreta vários outros fatores negativos, nos quais amigos viram contatos, encontros viram avaliação de perfis online, trazendo mais frieza ao ser humano e deixando-o cada vez mais recluso dentro de seu próprio mundo. É evidente que não podemos generalizar, pois as grandes massas culturais aderiram e aprovaram todas essas ferramentas que formam o novo conceito em comunicação social, que tendem a viabilizar a vida do homem moderno. Estes novos conceitos, no

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Deivisson Silva 21, natural de Brasília, assistente comercial e estudante de letras na universidade estadual de goias UEG, apaixonado pelas palavras, levo a vida leve, sorridente, simpático e sonhador.

entanto, seguem objetivos extremamente opostos ao que foram designados, mesmo com todos tentando encontrar desculpas para se eximir do uso descontrolado dos aplicativos. Seria ideal que todas estas ferramentas fossem apenas para agregar e trazer mais facilidade à vida de todos, mas há sempre o outro lado da moeda, o que torna tudo mais perigoso e vulnerável conforme as informações são inseridas, pois a veracidade é mínima e em muitos casos ela nem existe. Já estamos cansados de ver histórias que, no mundo online se tornam contos de fadas, mas ao chegar à realidade não tem o famoso final feliz. Não podemos negar que o uso do whatsapp traz uma enorme funcionalidade tanto na vida pessoal, quanto na corporativa. É necessário, porém, que as pessoas saibam usá-lo para que o vício não tome conta e acabe com proporções maiores. É notório que isto está desgastando a sociedade de forma em geral: as pessoas não olham mais nos olhos das outras, não reparam no mundo em sua volta, isso tudo porque estão ocupada demais, de cabeça baixa, conversando com um alguém que talvez nem conheçam no mundo real. É necessário que todos possam aprender a usar as ferramentas tecnológicas com saúde e inteligência para que a máquina não domine o homem e para que o contato pessoal volte a ser mais importante do que o touch screen.



Revista Auê #5