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PESQUISAS E PROJET OS PROJETOS

Vôlei em Copacabana – Nalbert impulsiona Viva Vôlei no Rio PÁGINAS 4 e 5

A REVISTA DOS ESPORTES – ANO II – NÚMERO 2 – MAIO/JUNHO/JULHO DE 2009

MONIQUE CABRAL/TRILHARTE

Um Rio que você nunca viu PÁGINAS 8 e 9

Oportunidades do Rio – Momentos e cenários de surpresas para serem lembrados ou guardados

A COLUNA É SUA

TRAVESSIA DOS FORTES

Psicóloga das Seleções Brasileiras fala sobre PÁGINA 3 esporte

De Copacabana ao Leme, 3,8 Km de colorido PÁGINA 11 nas praias

PRÁTICA OU VÍCIO

VIGOREXIA – O que é isto? PÁGINAS 12 e 13


Editorial Parar antes da chegada !!!

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esistir da carreira antes da linha final? Tema atípico, ao se deparar com alguém de fama, mas no dia a dia muitos têm abandonado também. Atleta de Beach soccer, muito conhecido dos moradores de Copacabana e no meio futebolístico conheceu a pouco o processo de encerrar a carreira. Mas bem diferente de ter abandonado a carreira antes do tempo. Ele passou dos limites. Uma carreira bem construída, símbolo não só para os mais jovens, mas para adultos em geral, um estímulo ao prazer em realizar o que faz. Aos que amam esporte, aprendem união, como Junior Negão. Esporte tem esse valor, ajuntar, estimular, buscar o mesmo ideal, conhecer melhor as pessoas. Beach soccer, futebol são coletivos, todos têm o mesmo propósito. Assim, se conhece o que está mais desqualificado, busca-se estimulá-lo, encontrar um lugar para ele ser mais útil. Não desestimulá-lo, pois seria desvalorizar o próprio patrimônio, grupo, mas não é assim. Em relação ao esporte, atletas são tratados como moedas. Na Infância e adolescência já são vistos como tal. Famílias, amigos também. Falta estrutura, base, orientação. Sem alvo perde o foco. Junior Negão em entrevista ao Lancepress atesta: ‘Adriano é um cara do bem’. O ex-jogador, amigo de Adriano, disse que torce por sua recuperação. “Nesse momento complicado, difícil, temos que pedir que Deus o ilumine. É um cara do bem, tem apenas 27 anos, gostaria de continuar vendo o Imperador nos gramados. Vê-lo em campo na Copa de 2010, e quem sabe, campeão mundial, em 2014, no Brasil”. Bom, teria mais a falar, mas com essa fala me despeço. Prefiro corroborar com as palavras do campeão. Um abraço, e sucesso. L.C.Bruno

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Índice Editorial Parar antes da chegada Foto do mês Se não me ajudam, eu invento A coluna é sua Psicologia do esporte: A Concentração do atleta Pesquisas e projetos Viva o vôlei, Viva o Rio, Viva Copacabana! Entrevista Georgette Vidor – Quem não quer este amor ? Matéria de capa O Rio visto por outro ângulo Informe Bolsa-atleta mais de 7.400 inscritos em 2009 Travessia dos Fortes Deu baiano no Rio Vigorexia Quando a prática de exercícios físicos vira doença Cartas Eventos Agenda Perfil Sempre pra cima, jamais pra baixo

FOTO DO MÊS

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ARQUIVO

Se não me ajudam, eu invento Atividades esportivas muito devem a criatividade e a carência de crianças no mundo todo. Não é difícil se perceber que onde há carência, a criatividade é intensa. Jogos e brincadeiras nascem e nasceram da falta de apoios, educação, segurança e poder financeiro. Segundo historiadores, esportes podem ter surgido de momentos adversos. Mas hoje, temos educadores, suficientes e especializados, que podem e devem estimular a criatividade de nossas crianças. Que a fome, a guerra não sejam necessárias. Basta de argumentos! A história já nos proporcionou um parque de brinquedos.

Expediente REVISTA INFLUIR – Ano 2 – Número 1 – Maio/Junho/Julho 2009 – Praça Eugênio Jardim 39 – 501 A – Copacabana – Rio de Janeiro – RJ / CEP 2206-040 – Tels.: (21) 9339-9380 – 3269-9380 / E-mail: lcbruneditoria@gmail.com – Jornalista Responsável: Rosana Statuto – MTbE 17053/103/25V Projeto Gráfico: Miguel Heichard – Diagramação: Elenir da Silva Oliveira – Publicidade: 3269-9380 Tiragem: 4.000 exemplares – Impressão: Gráfica EDIOURO – Distribuição: Zona Sul / Barra / Centro e Jacarepaguá. Entrega Dirigida (Central Mailing List) e Pontos de Distribuição – Revista Gratuita

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A coluna é sua

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concentração é uma das variáveis que interferem no rendimento de um atleta. As pessoas envolvidas com o esporte sabem de sua grande importância, e constantemente se questionam sobre o que um atleta deve fazer para se concentrar. Trabalhei com um treinador que em alguns momentos, interrompia o treino e pedia que os atletas se concentrassem. Prontamente o grupo parava, abaixava a cabeça, fechava os olhos e permanecia assim por alguns segundos. E só a partir dessa pequena parada o treino recomeçava. Um dia perguntei para os atletas o que eles faziam e em que pensavam enquanto estavam ali de cabeça abaixada, e eles não souberam me responder. Para que se treine uma habilidade psicológica é preciso antes de tudo, que se compreenda o seu significado. A concentração, em linhas gerais, pode ser entendida como a habilidade de focalizar a atenção em aspectos relevantes da tarefa. Um jogador de futebol, por exemplo, ao executar um passe deverá ter sua atenção voltada para a bola, e para o posicionamento em que se encontra o jogador escolhido para recebê-la. A literatura referente à Psicologia de Esporte define como sendo quatro os tipos de atenção, de acordo com a amplitude e direção do foco: a ampla, a estreita, a externa e a interna. A atenção ampla se refere à habilidade do atleta de focalizar vários estímulos do ambiente simultaneamente. Outro tipo de atenção é a estreita, que se refere à habilidade de direcionar o foco de atenção para um único estímulo. Além da atenção ampla e estreita, temos a atenção externa e interna. A atenção externa se refere à habilidade de focalizar estímulos externos, do ambiente, enquanto que na atenção

Psicologia do Esporte: A CONCENTRAÇÃO DO ATLETA ARQUIVO PESSOAL

Dra. Sâmia Hallage: Inúmeros serviços prestados ao esporte

interna o foco está nos pensamentos e sentimentos do atleta. Muitos atletas direcionam sua atenção para os seus pensamentos e sentimentos em momentos que deveriam focalizar estímulos relevantes do ambiente. Geralmente quando um atleta apresenta dificuldade de concentração, pode ocorrer que ele esteja tendo dificuldade de se orientar às pistas apropriadas do ambiente. Além disso, é importante que ele tenha a habilidade de deslocar sua atenção, rapidamente, de um estímulo para outro, de acordo com as exigências da situação. O estímulo ou conjunto de estímulos para o qual o atleta deve direcio-

nar seu foco de atenção depende da modalidade escolhida e do momento específico do treinamento ou competição. Vamos imaginar um corredor. Momentos antes de iniciar uma prova seu foco de atenção deve ser interno, é importante que ele seja capaz de rever sua estratégia de prova e seus objetivos. Em seguida deve direcionar para os estímulos externos, para examinar o ambiente à sua volta, posicionar-se e preparar-se para a largada. Durante o percurso a atenção se alterna, ora deve focalizar os estímulos internos e ora os externos. Inúmeros distratores podem interferir na concentração de um atleta. Cita-se como exemplo, outros atletas, a torcida, sons diversos, presença de pessoas significativas, etc. É praticamente impossível eliminar esses distratores do ambiente. Desta maneira é importante que o próprio atleta treine sua habilidade de concentração a fim de isolar esses distratores e focalizar sua atenção nos estímulos relevantes. É importante ressaltar que não existe uma “receita” a ser seguida. Cada atleta precisa ter sua própria estratégia de concentração, que pode ser desenvolvida com o auxílio de seu treinador e de um psicólogo do esporte. Na próxima coluna falaremos sobre algumas técnicas de concentração que podem ser utilizadas para otimizar o rendimento de atletas.RI

Dra. Sâmia Hallage – Psicóloga especializada em Psicologia do Esporte, graduada pelo instituto de Psicologia da USP (1990). Doutora em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP (2002). Mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP (1996). Psicóloga da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol, categorias Juvenil e Infanto-Juvenil, desde 1996. Bi-campeã mundial Juvenil e Infanto juvenil. Psicóloga das Seleções Brasileiras Paraolimpicas de Basquetebol em cadeira de rodas e Voleibol sentado. Participação nas Paraolimpíadas de Atenas, 2004 e nos Jogos Parapanamericanos de Mar del Plata, 2003. Psicóloga de atletas de modalidades individuais. Professora e supervisora do curso de especialização em Psicologia do Esporte do Instituto Sedes Sapientae. Professora dos cursos de Psicologia e Educação Física da Uninove, disciplinas Psicologia do Esporte e Análise do Comportamento. Pesquisadora na área de Psicologia do esporte e desenvolvimento humano.

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Pesquisas e Projetos

Viva o vôlei, Viva o Rio,

Viva Copacabana!

Copacabana e adjacências possuem projeto de valor no esporte FOTOS ALEXANDRE ARRUDA

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VivaVôlei é um projeto de iniciação ao voleibol cuja diretriz é educar e socializar meninos e meninas de 7 a 14 anos através do esporte. O Projeto já foi implantado em 1999 pela Confederação Brasileira de Voleibol, entidade máxima da modalidade no país e em 2003 a CBV criou o Instituto VivaVôlei (OSCIP) que gerencia o Projeto. Uma idéia que faz crescer em todo o país uma relação com esporte em sua vocação, assim sendo, muito bem vindo. Além do mais o VivaVôlei trabalha com as crianças, que já possuem em si o desejo do esporte numa cidade voltada para a natureza, esporte e o bem estar. Elas são o futuro, com oportunidades de se tornarem muito mais para o país, crianças melhores e em conseqüência, adultos mais conscientes. Segundo a direção do VivaVôlei, o trabalho está baseado na seriedade e na transparência que vem reafirmando cada vez mais sua credibilidade. Assim, os parceiros se multiplicam, tanto como grandes empresas ou até iniciativas pessoais. Segundo o projeto do VivaVôlei, contam com apoio, entidades internacionais, e já possuem quatro núcleos em comunidades carentes do Brasil. Contam com aprovação da UNESCO desde 2003, a aprovação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) em 2005, para captar recursos através do Fundo Nacional para a Criança e Adolescente (FNCA). Segundo o VivaVôlei, existem mais de uma centena de centros nas diversas cidades do Brasil e o ritmo de crescimento não faz diminuir o ritmo de trabalho para ampliar ainda mais os horizontes.

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Criança estimulada: rendimento maior, menos problemas futuros

K I T V Ô L E I P R A O S A P R T I C I PA N T E S Para quem vai participar, o Instituto VivaVôlei consta de um kit VivaVôlei, material técnico, supervisão dos Centros, treinamento e acompanhamento pedagógico dos professores. Seus professores, mais que instrutores, são verdadeiros educadores. O processo pedagógico é baseado na essência lúdica do jogo. Os

principais objetivos são: ensinar o voleibol a todos - uma visão democrática; ensinar bem o voleibol a todos – uma visão da qualidade; ensinar mais do que o vôlei - respeitando assim a idéia filosófica do projeto; e ensinar as crianças a gostar do esporte – refletindo o bem estar social em cada um dos alunos.

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OBJETIVOS DO PROGRAMA Presente em todas as regiões do Brasil, são mais de 80 Centros, atendendo à cerca de vinte e cinco mil crianças e adolescentes de comunidades carentes em 13 estados brasileiros, gerando cerca de trezentos e cinqüenta empregos diretos e indiretos, visando:  Atender às comunidades de baixa renda em todo o Brasil  Educar e socializar as crianças através do esporte

Reduzir a evasão escolar Promover a integração e inserção social  Afastar as crianças da criminalidade e das drogas  Ensinar os valores éticos e morais da cidadania através do esporte  Difundir e democratizar a modalidade voleibol em todo o Brasil  Estimular o aprendizado do voleibol nas escolas, clubes, praças e condomínios  

O campeão olímpico Nalbert marcou presença e fez a festa da garotada. “Todos vocês precisam praticar esporte e, paralelo a isso, estudar. Unindo estas duas coisas vocês têm tudo para serem grandes”

Os professores do VivaVôlei buscam capacidades para desenvolver nos alunos uma cultura de paz, inclusão do outro, cooperação, socialização, diálogo, respeito e da criação de um ambiente saudável de convivência. O projeto usa o “mini-vôlei” como método de iniciação bem simples e adaptado às capacidades e necessidades da criança, tendo como princípio básico a formação lúdica. E assim possibilita formação de turmas adequadas à idade, no

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tamanho da quadra, peso da bola, altura da rede e regras. Segundo o Projeto esta atividade auxilia no ensino esportivo, contribuindo para o desenvolvimento físico, social, intelectual e emocional da criança, dentro de princípios de estímulo ao espírito de cooperação e a competições com fins não-conflituosos. A coordenação do Programa também freqüentemente cria eventos que estimulem a integração entre os participantes, com ênfase no processo edu-

ONDE SE INSCREVER Acesse o site www.vivavolei.com.br, e encontre o centro mais próximo de sua casa. No Rio, o VivaVôlei possui núcleos em Petrópolis, Niterói, Volta Redonda, Porto Real, Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Nova Iguaçu e Rio das Ostras. Confira no site outros endereços nessas cidades. Em Copacabana, a CBV, em parceria com o Instituto Percepções de Responsabilidade Social, inaugurou dia 11/03/07 o VivaVôlei Solidário. O Núcleo objetiva atender crianças e adolescentes de comunidades de baixa renda de Copacabana, portadores de deficiência e pessoas da terceira idade também. O Ponto é na Praia de Copacabana, na altura do Leme, próximo a à Av. Princesa Isabel, de segunda à sexta-feira das 07 às 10 h, das 08 às 11 h e das16 às 19 h. Mas para quem mora próximo à Gávea, Lagoa e Jardim Botânico, o Jockey Club possui um núcleo com o professor Fernando, às quartas e sextas-feiras. Em Copacabana, com o apoio do Instituto Percepções, o projeto atenderá também crianças com algum tipo de deficiência e também a terceira idade. Segundo Marcos Aurélio Gonçalves, gerente da Unidade VivaVôlei, quem ganhará com isso serão as comunidades carentes de Copacabana, as crianças com algum tipo de deficiência e a terceira idade, avalia. A Unidade VivaVôlei da CBV é a responsável pela parte técnica e metodológica, e o IPRS utilizará a sua experiência no trabalho com a causa das pessoas com deficiência, praticantes do Viva Vôlei Solidário. Não se esqueça de levar: 1 foto 3x4; Autorização por escrito do responsável; Atestado médico; Atestado de escolaridade; O Projeto VivaVôlei é totalmente gratuito sendo assim a criança está isenta de qualquer valor.

cativo e suas extensões no meio social. Assim o VivaVôlei pretende satisfazer as necessidades de lazer, movimento, integração das crianças brasileiras, ampliando à esfera esportiva, a social. O esporte serve como estímulo no desenvolvimento integral e percepção de valores éticos e morais. O Instituto VivaVôlei pretende, a partir desta estratégia, estabelecer laços afetivos espontâneos e indissolúveis das crianças com o esporte por toda a vida.RI

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Entrevista / Georgette Vidor -

QUEM NÃO QUER O seu valor, não é só por ser um mulher guerreira, vencedora. Mas um ARQUIVO PESSOAL

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eorgette Vidor é uma daquelas cariocas que você pode dizer: “Essa representa bem o Rio”. Nasceu e se criou no bairro do Flamengo, no tempo em que não existia o Aterro e as ondas do mar quase chegavam à esquina da Rua Correa Dutra, onde vivia sua família. Diante da crescente perda de personalidades esportivas com comprometimento com o esporte no seu mais alto valor, Georgete, pode se dizer cumpre bem o papel que se pode esperar de um esportista. Pouco se pode esperar de um atleta quando este se preocupa apenas em conquistar resultados, e não cumpre com um papel de respeito e de valor na sociedade. E isso tem faltado, e deixado de termos bons exemplos não só dentro das quadras, campos, mas no dia a dia, fora de sua “área”. Se poucos têm motivos para falar bem do Rio, isso não se pode dizer em relação àqueles que fazem dessa cidade maravilhosa, exemplos para serem seguidos. Se pararmos para pesquisar, que tipo de referência o esporte traz para nossas vidas, ficaríamos espantados com resultados positivos e negativos na vida de crianças, jovens e adultos, e que as atitudes, os gestos, as palavras, os conceitos, de nossos esportistas influem em nossas vidas, até mesmo nas derrotas, muitas vezes mais do que nas próprias vitórias. E foi o que temos visto na vida da Georgete Vidor, em seu site temos os depoimentos de suas ex-atletas, e nelas vemos o reconhecimento, de todo um trabalho e conduta determinada, e que acaba por influir em várias áreas das vidas dos atletas, como vida, ética, respeito. E tudo isso a levou do Catete para o mundo, como a grande responsável pela conquista de inúmeras medalhas

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Georgette no “Esporte para Todos”, de cunho sócio esportivo: rodeada de crianças, escolinhas de

e campeonatos de ginástica. Mais do que isso, foi ela que, como técnica de clube e da Seleção Brasileira, fez acontecer a nossa ginástica olímpica, obtendo os melhores resultados do Brasil em Jogos Olímpicos, trazendo para nós a primeira medalha (prata) em campeonatos mundiais. E a primeira medalha de ouro, em Jogos Pan-americanos. O Estilo A técnica Georgette Vidor tem como marca registrada sua extrema dedicação ao trabalho, com toda uma disciplina e rigor necessários para obter o sucesso que já a coroou em sua carreira. Uma carreira que não foi interrompida, nem mesmo pelo desastre com o ônibus em que viajava com sua equipe e que a deixou paraplégica. O sofrimento fez nascer outra Georgette, que aceitando a realidade,

não só continuou ganhando medalhas, como descobriu novas razões para viver. Somando-se ao esporte, a questão dos portadores de deficiência, passou a ser mais uma bandeira de Georgette. Como deputada, enfrentou o desafio da política e lutou pelo Esporte, pelos Portadores de Deficiência e pela Terceira Idade. Sim, a Terceira Idade porque, embora Georgette ain-

CLUBES ONDE TRABALHOU Fluminense F. C. (1973–1979) C. R. Flamengo (1980–1983) Fluminense F. C. (1984) C. R. Flamengo (1985–1993) Academia Yashi - SP (1994) C. R. Flamengo (1995 – maio de 2004)

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marca rubro-negra e origem tricolor

ESTE

AMOR ?

valor ainda oculto. Disputado não apenas por tricolores e rubro-negros pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e começou a trabalhar aos 15 anos, como professora de ginástica olímpica. Ela tem uma coleção invejável de títulos, entre os quais uma honraria que a colocou entre as melhores treinadoras de ginástica olímpica do mundo.

iniciação esportiva. Políticas de inclusão social

da seja uma jovem, os idosos sempre lhe dedicaram carinho e tiveram real compreensão da sua condição física. Além disso, assim como os portadores de deficiência, eles são excluídos social e economicamente. Portanto, a disseminação da prática esportiva e a inclusão e valorização social dos idosos e dos portadores de deficiência, são as medalhas de ouro mais cobiçadas por Georgette Vidor. E inúmeras delas já conquistadas neste seu primeiro mandato. O Outro lado Mas será que é só isso, e por trás desse comportamento tão forte não deve existir um coração? Currículo Georgette Vidor Mello nasceu em 10 de maio de 1958, no Rio de Janeiro. Formou-se em Educação Física

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Carreira política (ou projetos) Sua visão então voltada para a Qualidade de Vida da Pessoa Portadora de Deficiência, a Profissão de Educação Física e a Profissão de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, tem hoje, em Georgette um posicionamento firme e corajoso, defendendo os interesses da população mais excluída. E o trabalho dessa guerreira não para por aí. Em outubro de 2004 Georgette implantou o Projeto Basquete em Cadeiras de Rodas nas Escolas de Samba. Em substituição a este projeto, foi implantado a Ginástica Olímpica no G.R.E.S Acadêmicos do Salgueiro, em novembro/2005. No G.R.E.S. Tradição, o projeto de Ginástica Olímpica já existe desde abril/2005. A Ong Qualivida Georgette Vidor é também a idealizadora do Projeto “Esporte para Todos”, uma realização da ONG Qualivida (www.ongqualivida.org.br), que oferece para crianças e adolescentes de baixa renda esportes de ponta como Ginástica Olímpica. Esse projeto está inserido nos bairros de Campinho, Campo Grande, Padre Miguel, Tijuca e Santa Cruz, no município do Rio de Janeiro e também nos municípios de Petrópolis (dois pólos), Nova Friburgo, Cachoeira de Macacu (dois pólos), Cordeiro, Duque de Caxias, Macuco, Niterói, São Gonçalo, Três Rios e Bom Jesus do Itabapoana.RI

DEPOIMENTOS DOS ATLETAS “O que falar sobre essa pessoa? Como descrever a importância dela em minha vida? Posso dizer que foi muuuiiiittoo importante em muitas fases de minha vida: foi mãe, professora, educadora.” ÚRSULA FLORES

“Espero ainda ter a oportunidade de aprender mais com você, pois quero ser uma profissional tão competente quanto você.” TAINÁ COUTO

“Quando reparei, você estava na minha frente e falou: - Vamos força! Respirei fundo e fui. “ HEINE MILANI

“Aprendi a superar limites, ouvir e prestar mais atenção às pessoas.” THAÍS CEVADA

“Exercia uma energia estimulante que fazia vibrar os ginásios por onde passava, posso até testemunhar verdadeiros “milagres” na execução de alguns elementos mais ousados das suas SORAYA CARVALHO ginastas.” “Quando falo em conquistas, não falo somente de títulos e competições e sim de vida e amadurecimento.Coisas que trago da minha fase de atleta para o meu dia-a-dia, graças a você.” ADRIANI SILAMI

“Deixamos suor e sangue no ginásio, e não foi em vão.” LUISA PARENTE

“Hoje sinto muito a falta dela ao meu lado, como uma filha sente a falta da mãe.” VIVIANE CARDOSO

“É muito bom ver que a ginástica hoje é respeitada e conhecida por todos.” ROBERTA MAMED

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ÉRIA T A M

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PA A C E

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RIO

visto

uando se fala de Rio de Janeiro normalmente se pensa logo em praias, beleza natural e por que não falar de futebol. E ai lembra-se de Maracanã e por aí vai. Mas o que pouco se sabe é MONIQUE CABRAL / TRILHARTE que a maioria dos cariocas não conhece muito bem e nem aproveita bem tudo aquilo que a cidade tem e pode oferecer. Um pequeno teste. Creio que, se perguntar ao leitor, este não se lembrará a última vez em que foi ao Pão de Açúcar. Isso para irmos ao mais tradicional ponto do Rio. Tudo bem, se a cidade tem muito atrativos, e aí não deu para você ir. Mas e a Pedra Bonita? Ah tudo bem, e na Ilha Fiscal? Ah, não sabe o que é? Ora vamos falar mais do Rio, precisamos. Concorda? Sem falar nos cantos e esquinas de histórias e cantinhos por aí, sem fama, dessa cidade maravilhosa. Todas as idades se divertem, suam e tiram fotos nos passeios A grande variedade de opções talvez seja realmengenerosidade do carioca, a cidade se O Rio possui atrativos que confete um motivo de poucas visitas a certorna um local com um povo especirem à cidade fama internacional, mas tos pontos, mas outro, maior talvez, al e características marcantes. não damos o valor a tal ponto. seja um certo comodismo de nossa parte em querermos sempre ficar e Turista carioca aproveitar aquele mesmo cantinho e Um pouco de história ajuda Se você está se achando com ponto estabelecido de sempre, não é? A cidade centenária, foi sede do pinta de turista carioca é hora de Concordou? Pera aí... Cariocas levanGoverno Federal até 1960, quanarrumar as malas e sair pelo Rio. tem-se! O Rio é nosso, para quê fado Brasília, a atual capital do País, O que acontece é que o Rio é muizermos territórios em nossa própria foi inaugurada. Desde a época, em to mais do que estas linhas aqui, terra, enquanto isso, turistas estão se que o poder estava aqui, ainda e os cariocas não aproveitam. aproveitando do Rio e curtindo de pode se perceber construções e caQuem visita o Rio descobre logo, tudo que o Rio oferece? E nós, sem racterísticas suntuosas, para os que a agenda está sempre cheia – conhecermos e vivermos a cidade que padrões da cidade. Nelas habitamotivo de orgulho da população nosso Deus nos deu. vam a nobreza e figuras importanlocal, mas não fazemos juz. Há Assim, quem aproveita é o turista tes daquele tempo. sempre algo para se fazer na cie o povo mesmo, nós cariocas, não dade, mas nós, cariocas, sempre aproveitamos nada. O turismo interrepetimos os mesmos programas. Clima adaptável no nunca foi tão desvalorizado. TalÉ hora de mudar. O clima do Rio é quente praticavez se explorássemos melhor nossa Longe das praias existem ponmente o ano todo. Mas para nós caricidade, cuidaríamos melhor dela, exitos bem escondidos que poucos tiocas, qualquer “ventinho” a mais se giríamos melhores cuidados, assim veram oportunidade de presenciar. torna um inverno. Mas para todas as como os preços dos atrativos poderiPor exemplo, uma pergunta: estações há sempre programas, fazenam tender a cair, e não depender tanVocê já fez trilha? do o Rio ser apreciado o ano inteiro. to assim dos estrangeiros. Sim. Vou explicar: Contando sempre com a simpatia e

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Esportes e Aventuras com direito a cliques

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por outro ângulo e uma maneira diferente de suar e ver o Rio O que é uma caminhada? Caminhada não é apenas andar no meio do mato. Trata-se de um esporte não competitivo, onde cada participante deve colaborar com o companheiro de aventura para que todos superem os obstáculos e possam atingir o objetivo da chegada. Exige ritmo, equilíbrio e passada regular, sempre devagar. Queremos nos divertir, e não bater recordes. A caminhada é a forma mais básica de aventura. A maioria dos aventureiros mais radicais, como os escaladores ou exploradores de cavernas começaram suas aventuras através da caminhada. Qual o grau de segurança dessa atividade? Caminhadas ecológicas são extremamente seguras desde que sejam observadas as regras básicas de conduta. Manter um espírito de equipe, o respeito pela natureza e conhecer os seus limites como ser humano já são um bom começo. Nas Expedições ou nas Trilhas do Rio, sempre haverão pelo menos 02 guias especializados em atrativos naturais com todo o equipamento necessário para a sua segurança, tais como rádios comunicadores, telefone celular, corda, caixa de primeiros socorros, etc. Crianças podem participar das caminhadas? Podem. Como parâmetro crianças maiores de 7 anos e acompanhadas do responsável. Lembre-se que os passos da criança são bem menores do que de um adulto e o ideal são as caminhadas consideradas leves. Além disso, crianças muito pequenas ainda não tem o equilíbrio corporal totalmente desenvolvido. Para que crianças menores de 07 anos tenham uma boa relação com a

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natureza e atividades ao ar livre, o ideal são lugares como o Jardim Botânico, Parque da Cidade ou a Floresta das Paineiras. O caso de esportes radicais como o rapel ou rafting, a idade mínima sobe para 12 anos. E se chover? Às vezes, pode estar garoando ou chovendo em apenas algumas áreas da cidade. Neste caso, a equipe de guias estará presente no ponto de encontro para fazer uma avaliação do tempo. Havendo condições de segurança, os participantes que estiverem no local farão o passeio programado ou outro passeio que ofereça maiores condições. Chovendo forte, a caminhada estará automaticamente cancelada. Mas lembre-se que o dia nublado é mais agradável para a caminhada, já que a temperatura fica mais amena.

O que diferencia: Caminhada leve, moderada ou pesada? Dentro das trilhas do Rio você encontrará os três tipos de caminhadas. Esse parâmetro de classificação é muito subjetivo, pois o que pode ser leve para uns pode parecer pesado para outros, e vice-versa. Existem diversos fatores que devem ser avaliados: a distância a ser percorrida, exposição ao sol, tipo de vegetação, a inclinação, se é necessário o uso de mãos, exposição à altura, etc... Somando-se esses fatores, damos essa classificação apenas como referência. Para os iniciantes recomenda-se começar com as leves. Desta forma, você terá uma idéia do esforço exigido e poderá passar para as consideradas moderadas e pesadas. Procedimento do grupo durante o passeio? Reconhecer a liderança dos guias, espírito de equipe, amizade e respeito pela natureza. Durante a caminhada todo o lixo produzido pelo grupo ou encontrado pelo caminho é recolhido e deverá retornar com os participantes. Nenhuma espécie mineral, animal ou vegetal deverá ser retirada. Admirar a natureza em seu próprio ambiente é o maior privilégio que temos.RI

Ecologia e meio ambiente O termo “Ecologia” foi criado em 1866 pelo biólogo e zoólogo alemão Ernst Haeckel (1834-1919), um dos maiores discípulos de Charles Darwin. O termo deriva de duas palavras gregas: oikos (“casa” ou “habitação”) e logia (“ciência”). Associado ao meio ambiente, refere-se a ele como: “a casa dos seres vivos”. As pesquisas sobre o assunto, no entanto, remontam à antiguidade. O grego Teofrasto, seguidor do filósofo Aristóteles, foi o primeiro a observar e descrever as relações dos organismos entre si e com o meio que os cerca. Por isso é considerado o primeiro ecologista da História. Segundo Monique Cabral, fotógrafa profissional e instrutora de caminhadas, uma boa oportunidade de atividade são os cursos básicos de fotografia em trilhas, repletos de au-

las práticas, que levam seus alunos em pontos culturais e áreas verdes preservadas do Rio de Janeiro. Durante os passeios os alunos têm oportunidade de visitar pontos pouco conhecidos da cidade, e é claro fotografar muito. O passeio com curso proporciona ensinar fotografia de um modo descontraído, promovendo uma melhor qualidade de vida, integração social, com o meio ambiente, saúde física e mental, além de incentivar o espírito de equipe. O Rio está aí. Aproveite é todo seu, é todo nosso. Para maiores informações entrar em contato com Monique Cabral, sócia fundadora da TRILHARTE e fotógrafa profissional. Telefone para contato: 2225 2426 / 2205 0654 – Rua Almirante Tamandaré, 77/01 Flamengo – Site: www.trilharte.com.br

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Informe

Bolsa-Atleta mais de 7.400 inscritos em 2009 Por Breno Barros e Clara Mousinho Ascom – Ministério do Esporte

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sebol, softball, entre outros. No boliche, esporte Pan-americano, uma das maiores atletas brasileira nas competições internacionais, Jacqueline Costa, 45 anos, entregou a documentação para receber o auxilio em 2009/10. Bolsista desde 2005, a bolicheira salienta que o programa tem papel de contribuir com esportes que não possuem muita visibilidade. “Esporte como boliche, em que as empresas privadas não investem, fica difícil manter os treinamentos”, explica.

tletismo, natação e judô foram os esportes que mais receberam pedidos de inscrições neste ano para o Programa Bolsa-Atleta, encerrado no último dia 31 de março. Foram, respectivamente, 738, 432 e 323 solicitações. No total, o ministério recebeu mais de 7.400 inscrições de atletas em 120 modalidades esportivas, divididas em quatro ANTONIO CRUZ/ABR categorias: Estudantil, NaMinistro dos Esportes cional, Internacional e Orlando Silva, fala Olímpica/Paraolímpica. na Comissão de O programa é voltado para Educação, Cultura e atletas de alto rendimento que Esporte do Senado não possuem patrocínio. O sobre os programas prioritários benefício é uma ajuda finando setor ceira mensal no período de um ano no valor de R$ 300 (categoria Estudantil), R$ 750 (categoria Nacional), R$ 1.500 (categoria Internacional) e R$ 2.500 (categoria Olímpica e Paraolímpica). Na Olímpica/Paraolímpica atende o ciclo olímpico de quatro anos. Todos os atletas que Jacqueline, que já conquistou três compuseram a delegação brasileira das vezes o Prêmio Brasil Olímpico, enOlimpíadas e Paraolimpíadas de Petrou com pedido na categoria Interquim 2008, que não possuíam patrocínacional (R$ 1.500). A atleta foi prinio, estavam aptos a solicitar a bolsa. meira colocada na dupla (junto com O Bolsa-Atleta não é exclusivo a bolicheira Marizete Scheer) e no de modalidades mais populares no terceto, no campeonato Sul-ameriBrasil. O programa recebeu pedidos cano de Boliche. “A bolsa ajuda nos de atletas do skate, snowboard, treinamentos e na compra dos equisquash, corrida de rua, bicicross, pamentos, para que nós atletas não balonismo, maratona aquática, tenhamos de tirar dinheiro do própára-quedismo, pentatlo moderno, prio bolso”, esclarece. hóquei na grama, futebol de 5 (para Em 2008, o Ministério do Esporte deficientes visuais), bocha, badminatendeu 3.313 atletas. Pela primeira ton, orientação, judô de cegos, bei-

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vez, o benefício foi concedido a todos esportistas que estavam aptos a recebê-lo. Os atletas que se inscreveram em 2009 serão avaliados pelos técnicos do programa para que seja conferida toda a documentação exigida pelo programa. OUTROS DETALHES O Ministério do Esporte tem papel fundamental como órgão responsável por promover as questões do desporto em acordo com as estratégias do Governo Federal, com vistas a alcançar um desenvolvimento para o país, uma vez que investir no esporte é definitivamente, investir em saúde, educação, inclusão social. Garantir uma manutenção pessoal mínima aos atletas de alto rendimento, que não possuem patrocínio, busca dar condições para que se dediquem visando o desenvolvimento pleno de sua carreira esportiva. O Bolsa Atleta é um importante instrumento, pois permite investir prioritariamente nos esportes Olímpicos e Paraolímpicos com objetivo de formar, manter e renovar periodicamente gerações de atletas com potencial para representar o País nesses jogos. Este sistema encontra-se disponível no portal do ministério: http:// www.esporte.gov.br/bolsaatleta. A correta utilização requer apenas conhecimento da Legislação, leitura do Manual do Usuário detalhados em dois manuais: Manual do Atleta e Manual do Técnico. As dúvidas relativas a preenchimento dos campos podem ser solicitadas ao próprio site.RI

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GUITO MORETO / MPIX

Travessia dos Fortes

Deu baiano no RIO Entre cariocas, e pedaços do Brasil, Rio se transforma na capital verde e amarela

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o dia 5 de abril de 2009 com apenas cinco segundos de vantagem, o baiano Allan do Carmo foi o grande vencedor da sétima edição da Travessia dos Fortes 2009, prova de 3,8 km, realizada entre as praias de Copacabana e Leme, no Rio. O nadador baiano quebrou a hegemonia do carioca Luiz Lima, pentacampeão e grande favorito, que chegou em segundo lugar. O vencedor marcou o tempo de 35 min 42 seg. Um de São Paulo chegou em terceiro, Filipe Alcântara, de São Caetano (SP). Segundo entrevista ao site oficial da travessia: “Vencer a Travessia dos Fortes pela primeira vez é uma grande honra. Nadei lado a lado de grandes nomes do esporte, como Luiz Lima, o maior vencedor da competição. Estava muito bem preparado para essa prova. Desde a quarta bóia abri uma distância de dez metros e a partir de então foi só administrar”, comentou Allan, após comemorar o título. No feminino, a prova foi decidida na batida de mão. Poliana Okimoto, de 26 anos, sagrou-se bicampeã, com apenas um segundo de diferença sobre a segunda colocada, Ana Marcela Cunha. A atleta completou os 3,8 km do percurso em 38 min 03 seg, contra 38 min 04 seg, da segunda colocada. Em terceiro ficou a santista Isabelle Longo, com 38 min 42 seg. Segundo ela: “A pior hora foi a largada. Logo depois da primeira bóia, consegui impor um ritmo forte junto com a Ana Marcela e nos distanciamos do pelotão”, que iniciou disputas de maratona em 2005, quando foi campeã da Travessia dos Fortes.

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A Travessia dos Fortes 2009 teve apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, do Exército Brasileiro, da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e dos Correios. A organização é da Brasil 1 Esporte & Entretenimento. Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, a vitória de Allan não foi uma surpresa: “Hoje ele é o quarto melhor do munDANIEL ZAPPE / MPIX

do e nosso maior candidato à medalha no Mundial de Esportes Aquáticos que acontece em julho, em Roma.” Mas pare ele houve revelações: “Isabelle, uma nadadora jovem que vem despontando em provas como o sulamericano de desportos aquáticos, mês passado, na Argentina”. Para o presidente da CBDA o valor da maratona aquática é que é uma modalidade para democratizar a natação no país. “Na Travessia dos Fortes tivemos 2.500 inscritos em menos de uma semana”.RI

ALEXANDRE BRUM

Os atletas acirraram a disputa e provocaram grandes duelos

RESULTADOS – TRAVESSIA DOS FORTES 2009 FEMININO 1 Poliana Okimoto 38 min 3 seg 2 Ana Marcela Cunha 38 min 4 seg 3 Isabelle Longo 38 min 42 seg 4 Maria da Penha 38 min 52 seg 5 Monicke Perez 38 min 58 seg

MASCULINO 1 Allan do Carmo 2 Luiz Lima 3 Filipe Alcântara 4 Fábio Lima 5 Marcelo Romanelli

35 min 42 seg 35 min 47 seg 36 min 4 seg 36 min 5 seg 36 min 5 seg 83 cen

Fonte Oficial da Travessia dos Fortes

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VIGOREXIA FOTO ARQUIVO

Por Chris Domene Escreve semanalmente para o site www.atletasdecristo.org

uando a prática de exercícios físicos vira doença - Vigorexia: este nome é dado para o comportamento de uma pessoa que passa um tempo enorme fazendo exercícios físicos todos os dias; quando exercitar-se tornase tão urgente na rotina de alguém, que qualquer coisa é deixada de lado por uma aula na academia ou uma horinha na esteira. Dá para comparar este comportamento com a dependência de drogas ou do álcool. A vigorexia é uma doença mais ou menos nova. No começo ela era caracterizada pelos excessos na busca por ficar forte e era considerada uma doença masculina. Vigoréxicos eram aqueles rapazes enormes, com músculos até nos dedos, que treinavam pesado sem parar e ainda se achavam fracos! Hoje, por vigorexia já se trata todo excesso na prática de exercícios físicos.Viciados em exercícios físicos são aquelas pessoas que podem passar horas na academia, mas não fazendo uma social, e sim fazendo exercícios. São aquelas pessoas que fazem a aula de step, depois a de body combat, depois a de spinning e arrematam com uma horinha na esteira. Este comportamente é considerado patológico, ou seja, doentio.

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A causa A vigorexia tem várias causas. Uma delas pode ser fisiológica. Uma das respostas do corpo à atividade física é a liberação de hormônios que causam a sensação de bem-estar, prazer, em especial, a endorfina. Sem perceber porquê, a pessoa fica viciada em exercício físico por causa desta sensação gostosa que ele proporciona.Outra possível causa da vigorexia é a obsessão pelo corpo perfeito ou o complexo de feiura. Qualquer gordurinha real ou imaginária joga a pessoa num ciclo de não conseguir dar descanso ao corpo. Ela pode passar horas na esteira e pensar que não foi o suficiente. Esta causa é bastante grave. Neste caso, o vício em exercícios físicos não vem sozinho e, geralmente é acompanhado por depressão, ansiedade, medos infundados, comportamentos repetitivos, como, por exemplo, olhar-se no espelho repetitidamente, checando o tamanho dos músculos ou se há gordura localizada. Estudos feitos para verificar a dependência de exercícios físicos testaram os níveis de ansiedade de pessoas que praticam diariamente algum tipo de exercício físico antes e depois de, por exemplo, 30 minutos nas esteira. Geralmente, viciados em exercícios físicos apresen-

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quando a prática de exercícios físicos vira doença tam um grau alto de ansiedade antes, que diminui significativamente depois. Em pessoas normais, esta diferença no grau de ansiedade praticamente não existe. Os estudos demonstraram que alguém dependente dos exercícios físicos busca neles uma forma de aliviar suas tensões.

Imposição de si mesmo - Psicólogo J. Ricardo Cozac: “Conseqüências graves como patologias sociais. Há Idolatria. Há um vazio.”

Alguns sinais de exagero Alguns sinais físicos de que há exagero na relação com os exercícios físicos são fáceis de serem notados: pele seca, cabelos opacos que caem excessivamente, unhas quebradiças. Os sinais aparecem também no comportamento: quando o tempo gasto com os exercícios físicos dentro e fora da academia atrapalham a vida social, profissional e familiar. Qualquer coisa é deixada de lado para garantir o tempo para exercitar-se. O exagero na permanência em academias prejudica o relacionamento com outras pessoas, compromete outras atividades da vida, gerando sofrimento e ansiedade. O exagero por dentro do corpo O excesso de exercícios preju-dica as articulações, o aparelho respiratório e o coração por desgaste e por sobrecarga.Geralmente, quem pratica atividade física exageradamente acaba ingerindo substâncias para aumentar a massa muscular, ou substâncias que garantam o pique para manter o ritmo de atividade, ou reduzem a quantidade de alimentos para manter-se em forma.RI

CARACTERÍSTICAS DE UM VIGORÉXICO ●

Preocupação exagerada com o próprio corpo, mas só no aspecto visual; ● Distorção da Imagem Corporal, que é enxergar-se diferentemente do que se é na realidade; ● Baixa auto-estima; ● Tendência a automedicação, isto é, tomar remédio por conta própria; ● Modificações da dieta, sempre visando o desempenho físico; ● Sindrome de abstinência, isto é, sensações de mal-estar e diferentes graus de sofrimento mental e físico por não poder exercitar-se; ● Indiferença a lesões causadas pelo exercício. Mesmo machucada, a pessoa continua a treinar. Exercícios físicos fazem muito bem ao corpo e à mente. Combinados com uma alimentação saudável, podem proporcionar bem-estar físico e psicológico. Mas não podem ser a única fonte de bem-estar. Se houver exagero, procure ajuda.

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Cartas “Li com muita atenção o número da Revista Influir e fiquei muito impressionado com a editoração, diagramação e composição da mesma, por isso desejo expressar ao Bruno e demais colaboradores da revista os meus votos de parabéns e sucesso por tal iniciativa.” Ivan Pinheiro Silva - Psiquiatra / Psicoterapeuta “Que esta revista tenha bastante sorte abraço !!!!!!” Hector – Atleta Futsal “Desejo paz, felicidades e sucesso em 2009. Abraços! Valeu pela sua dedicação ao esporte!” Altair - Técnico de Futebol “Obrigada,pelo carinho. Que Deus capacite e ilumine essa equipe maravilhosa!!!” Teresa - Universitária “É um prazer, sempre, receber informações da Revista Influir. Um abraço.” Flávia “Gostaria de saber um pouco mais sobre a revista e até receber um exemplar em minha casa, mande noticias.” Adriana – Instrumentadora Cirúrgica “Pesca Esportiva não é Mergulho. O mergulhador na verdade era um Pescador Sub. Ele não estava somente mergulhando! Ele estava praticando Pesca Sub. São esportes diferentes. Abraços.” Karoline – Mergulhadora Profissional (A respeito do livramento do rapaz que sofreu acidente com um arpão disparado por si mesmo, noticiado a pouco tempo pelos Jornais e mídia em geral) “Parabéns pela alta qualidade editorial e conteúdo interessante!!! Grande abraço.” Gabriel – Controlador de Voo

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Eventos Copa de futebol entre igrejas BRITOSPORTACTION

A Copa de Futebol da 1ª Divisão Adulto, versão 2008/ 2009 conheceu no mês de Março o seu campeão no Estádio Municipal Alzirão em Itaboraí. Organizada pela Brito3 Sport Action foi reconhecida como venA igreja campeã Assembléia de Deus de Bom Jardim cedora a Assembléia de Deus de raí e a COPA RIO X BAHIA, tamBom Jardim, que depois de ganhar o bém no Rio em Novembro. título inédito da série A de futebol Ufa, se prepare! A Vice Campeã, adulto do Estado do Rio, representaMetodista Wesleana de Porto das Cairá o Rio de Janeiro no Interestadual e xas, estará acompanhando a Campeã na Copa RIO X BAHIA em Salvanos seguintes eventos: RIO X SP, no dor/BA, no mês de Abril. No RIO X Rio de Janeiro em Maio; Brasileirão SP, no Rio de Janeiro em Maio; e no em Americana/SP em Junho; Copa Brasileirão em Americana/SP, em Judos Campeões no Rio em Itaboraí e nho. E tem mais, a Copa dos CampeRIO X BAHIA em Novembro no Rio. ões será realizada no Rio, em Itabo-

Agenda 12º RIO BOAT SHOW Local: Marina da Glória – Av. Infante Dom Henrique s/nº – Glória Fone: (21) 2205-6716 – Fax: (21) 22854558 Data: 14 a 20 de Maio 2009

e Flamengo. Largada: 8h - Praça do Pontal – Recreio dos Bandeirantes Local de chegada: Aterro do Flamengo. Data: 28 de Junho de 2009

11º RIO SPORTS SHOW Local: Marina da Glória - Av. Infante Dom Henrique s/nº - Glória Fone: (21) 2205-6716 Fax: (21) 2285-4558 Data: 18 a 20 de junho 2009

MEIA MARATONA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Percurso: 21 Km Largada: Praia do Pepê – Barra Horário: 7h30 Chegada: Aterro do Flamengo Data: 28 de Junho de 2009

MARATONA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Organização: Spiridon – Tel.: 22232773 Apoio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer Percurso: 42,195 Km ( Recreio, Praia da Reserva, Barra, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme, Botafogo

FAMILY RUN Percurso: 6km Largada e Chegada: Aterro do Flamengo Horário de Largada: 8h30 E-mail: spiridon@veloxmail.com.br Site: http://www.maratonadorio.com.br Data: 28 de Junho de 2009

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Perfil

Sempre pra cima, jamais pra baixo Dos campos de peladas de Austin aos Jogos Paraolímpicos de Atenas WANDER ROBERTO/CPB DIVULGAÇÃO

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osé Carlos Monteiro Guimarães, paralisado cerebral classe C-6, é o artilheiro do time de futebol do IBDD e da seleção brasileira paraolímpica. Peladeiro aos doze anos em Austin, onde nasceu, o “menino” sorridente Casado e pai de Endrew, um bebê “bonito como a mãe”, a jovem Aline, nosso artilheiro Zeca se dedica ao esporte, graças à Bolsa Atleta do governo federal e ao salário que recebe no Instituto. Foi quando trabalhava entregando quentinhas de um restaurante do Buraco Quente, no morro da Mangueira, para peões de obras na Barra, que Zeca conheceu Mangueirinha, que o trouxe para o time de futebol para PC (paralisados cerebrais) do IBDD. Com os R$ 80,00 que ganhava por semana já ajudava nas despesas da casa da família, que o abrigava com pai, irmão, cunhada e sobrinho. A mãe faleceu quando ele tinha 22 anos. Depois que chegou ao IBDD, em 2003, o artilheiro não parou mais de subir, sem nunca descer, apesar do curso de ascensorista que fazia, e começou a fazer gols pelo Brasil e pelo mundo. Começou pelo campeonato mundial na Argentina, já em 2003, onde integrou a equipe brasileira vice-campeã e, como atleta do IBDD ou da seleção, conheceu cidades e países muito distantes dos campos de peladas de Austin, de onde é preciso sair três ou quatro vezes por semana às 4h30m para chegar às 7h30m nos treinos. Atualmente ele se prepara para o mundial. Zeca pretendende concluir o segundo grau, e quer ser ascensorista quando as pernas não fizerem mais gols. Só nesta profissão ele se permitirá viver subindo e descendo.RI

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José Carlos Monteiro (c) domina a bola durante amistoso

P R I N C I PA I S C O N Q U I S TAS Modalidade: Futebol de 7 para PC Classificação: C6 Campeonato Brasileiro pelo IBDD (2003) - Campeão Campeonato Brasileiro pelo IBDD (2005 e 06) - 4º colocado Com a Seleção Brasileira desde 2003: Campeonato Amistoso Brasil – USA, EUA (2003) Campeonato Mundial, Argentina (2003) - Vice-campeão Torneio Pré-olímpico, Ucrânia (2004) - 3º colocado Jogos Paraolimpícos de Atenas (2004) - Vice-campeão Pré-convocado para os Jogos Parapan-americanos Rio 2007 e para o Mundial de Futebol de 7 para PC em 2007.

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Revista Influir Nº 2  

A Revista de todos os esportes

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