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Revista bimestral da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Aquecimento e Ventilação – Janeiro/Fevereiro 2013

nº 2

MATÉRIA DE CAPA

Conheça a casa do futuro EVENTO Noite do Clima 2012: comemorações e expectativa de aumento nas vendas em 2013

TECNOLOGIA

AHR EXPO apresentou novidades nas áreas de softwares para gerenciamento e automação


Expediente SEDE RS Rua Arabutan, 324 Navegantes, Porto Alegre/RS CEP 90240 – 470 fone/fax (51) 3342–2964 3342–9467/ 9151–4103 Email: asbrav@asbrav.org.br Site: www.asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DE SANTA CATARINA Email: asbravsc@asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DO PARANÁ Email: asbravpr@asbrav.org.br DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Luiz Afonso Dias 1˚ Vice-Presidente: Hani Lori Kleber 2˚ Vice-Presidente: João Henrique Schmidt dos Santos 3˚ Vice-Presidente: Mário Alexandre M. Ferreira Secretária: Claudete Weiss Tesoureiro: Rodrigo da Silva Miranda Diretor Administrativo Financeiro: Hani Lori Kleber Diretor de Comunicação e Marketing: Cesar Augusto Jardim De Santi Diretor de Desenvolvimento Associativo: Sérgio Helfensteller Diretor de Ensino e Treinamento: Paulo Otto Beyer Diretor da Qualidade: Luiz Alberto Hansen Diretor de Gestão Empresarial: Madeleine Schein Diretor de Relações Institucionais: Eduardo Hugo Müller Diretor Técnico: Ricardo Vaz Diretor de Patrimônio: Adão Webber Lumertz Diretora Social: Marcela Marzullo Schneider Diretor de Integração Regional: Carlos Lima Diretor Grupo Setorial Refrigeração: Telmo Antonio de Brito Diretor Grupo Setorial Ar-Condicionado: Carlos Rodrigues Diretor Escritório Regional de Santa Catarina: Arivan Sampaio Zanluca Diretor Associativo Escritório Regional de Santa Catarina: Daniel Trompowsky Avila Diretor Escritório Regional do Paraná: Alexandre Fernandes Santos Diretor de Representação Local São Paulo: Luiz Carlos Petry CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Gilmar Luiz Pacheco Roth Conselheiros Titulares: Márcio José Pereira Hoffchneider, Marcos Kologeski, Maricilvio Caetano Stedile, Ricardo Albert, Rodolfo Rogerio Testoni, Rodrigo Veloso da Costa Teixeira, Saulo Fraga dos Reis, Vanderson Aloise Scheibler Conselheiros Suplentes: André Helfensteller, Flávio Ribeiro Teixeira e Maurício Barbosa de Carvalho COMITÊ SETORIAL ASBRAV NO PGQP Presidente: Luiz Alberto Hansen Coordenação de Capacitação: Roberta Vieira Coordenação de Avaliação: André Helfensteller Coordenação Geral: Bruna Lazzarotto Coordenação de Marketing: Caroline Pires Secretária Executiva: Caroline Pires Conselho Editorial Revista ASBRAV Anderson Rodrigues, Caroline Briese, Cesar De Santi, Gilmar Roth, Guilherme Chiarelli Gonçalves, João Carlos Antoniolli, João Henrique Schmidt dos Santos, Luiz Carlos Petry, Luiz Fernando Ruschel, Mário Alexandre Ferreira, Paulo Otto Beyer, Ricardo Vaz e Wolney Prado

Editorial

Bem-vindo 2013! omeçamos novo ano com a satisfação de quem sabe que muito foi feito e a consciência motivada e responsável de quem sabe que há muito mais ainda a se fazer. Momento em que estratégias foram repensadas e compromissos renovados, sabendo que contamos com a integridade de pessoas que fazem seu melhor para alcançarmos nossos objetivos. Objetivos esses, sempre vale lembrar, que caminham em harmonia: empresarial e pessoal, para gerar qualidade de vida para todos os envolvidos. No biênio 2011/2012 realizamos novos cursos, aprimoramos os cursos tradicionais da nossa entidade, reformamos as salas de treinamento, aumentamos o número de vagas; construimos novas parcerias importantes e fortalecemos antigas; realizamos eventos de grande relevância e participamos de tantos outros; o Comitê Setorial ASBRAV junto ao PGQP foi reativado; reativamos os escritórios regionais; atualizamos constantemente nosso site; tivemos um aumento de 34% do número de associados comparando hoje com dezembro de 2010. Enfim, tudo para nos tornarmos cada vez mais próximos de nossos associados e cada vez mais úteis à sociedade como um todo, uma vez que temos nossa contribuição a dar em muitos aspectos: do conforto e qualidade do ar à conservação de alimentos e aplicações em estabelecimentos da saúde; residência à grande corporação; do pequeno ao grande empresário; do profissional altamente especializado aquele que começa a ver o setor como oportunidade de trabalho; ou seja, temos real visão da amplitude de áreas que temos para atuar. Fica o desafio que estabelecemos a nós mesmos: fazer hoje, dia após dia, aproveitando cada momento, com a certeza de que a embarcação tem rumo, está no caminho certo, temos flexibilidade para contornar os obstáculos e estamos em constante aprendizado.

Luiz Afonso Dias Presidente da ASBRAV

Uffizi Consultoria em Comunicação

Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Edição: Ingrid Holsbach Redatora: Jaíne Martins Editoração: Carla Cadó Vielmo Dietrich Revisão: Luana Aquino Fone: (51) 3330.6636 Os artigos aqui reproduzidos são de responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente a opinião da ASBRAV e da Uffizi Consultoria em Comunicação.

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MISSÃO: Congregar, representar e apoiar os associados, proporcionando o desenvolvimento técnico e de gestão, atuando de forma pró-ativa, ética e moral. VISÃO: Ser reconhecida pela sociedade como entidade referência dos setores que representa.

As ilustrações publicadas na pág. 20, da 1ª edição da Revista ASBRAV (Novembro/Dezembro 2012), creditadas como “Reprodução Artetec”, devem ser creditadas à Brasil Arquitetura, empresa responsável pelo projeto da nova sede da CDL Porto Alegre.


Sumário Foto: Divulgação

GESTÃO SUSTENTÁVEL Secretário executivo do PGQP, Luiz Ildebrando Pierry, explica a importância da sustentabilidade e inovação nas empresas.

MATÉRIA DE CAPA A casa do futuro: fique por dentro das novidades do setor de automação residencial e conheça equipamentos que ajudam a economizar energia.

OBRA DESTAQUE PERFIL CEO da TerpenOil, Marcelo Ebert Ribeiro, explica porque o consumo de produtos naturais no Brasil vai aumentar.

Com investimento de R$ 60 milhões, Gramado terá o primeiro parque de neve indoor das Américas: o Snowland. Foto: Divulgação

GESTÃO DE PESSOAS Um lugar ideal, onde as pessoas são avaliadas por seus resultados e não pelo local ou horário em que desenvolvem suas funções. Saiba porque a Dell foi eleita a melhor empresa para se trabalhar no RS.

GESTÃO SOCIAL Acreditar na capacitação como forma de inclusão social, foi o que motivou a Schein Gestão Empresarial a investir no Projeto Pescar.

NOTAS E LANÇAMENTOS Confira as novidades do setor.

ENSINO Senai São José (SC) comemora 34 anos e disponibiliza 48 cursos técnicos e de qualificação.

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Conheça as novidades da 65ª Exposição Internacional de Ar-condicionado, Aquecimento e Refrigeração (AHR Expo), que aconteceu em Dallas (EUA).

DICAS DE ARQUITETURA Histórias de Garagem expõe e comercializa trabalhos de artesanato orientados por designers com forte identificação cultural.

EVENTO Noite do Clima reuniu associados e comemorou os bons resultados no setor.

ARTIGO TÉCNICO Sistemas de ar-condicionado a gás natural por Guilherme Garcez Cabral, Cristiano Roberto Fuchs Rickmann e Claudio Marcello Pereira.

ARTIGO CONVIDADO Os cuidados com o ar-condicionado no verão por Paulo Roberto Goldenfum.

PERFIL EMPRESARIAL Komeco investe na marca e começa a fabricar produtos no Brasil.

ASSOCIADOS ASBRAV Confira a lista.

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Perfil Quando perguntado sobre a definição de líder, a resposta do CEO da TerpenOil Marcelo Ebert Ribeiro é o título desta entrevista. Ele afirma que se deve formar uma equipe com “peças” que se complementem, respeitando suas diferenças. Graduado em Engenharia Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Administração de Negócios pela Universidade Americana de Northwestern, comanda a empresa criada em fevereiro de 2007, em Jundiaí (SP). A TerpenOil fabrica produtos de limpeza à base de terpeno, substância natural extraída de árvores. A íntegra da entrevista, você confere a seguir: Revista ASBRAV - Como vem se comportando o mercado de produtos naturais de limpeza? Marcelo Ebert Ribeiro - O mercado de limpeza é

Foto: Divulgação

gigantesco. Algo como R$ 10 bilhões ao ano. Existem mais de dez mil empresas limpadoras e de conservação. Com a melhoria das condições econômicas, a limpeza passa a receber uma maior parcela da renda e a tendência é que isso continue a acontecer no Brasil. Outra tendência é que os clientes tornam-se mais exigentes, demandando melhor atendimento e produtos de qualidade superior. O mercado de produtos naturais e de baixo impacto ambiental apresenta na minha visão mais potencial. Hoje, não chega a 5%. Gradativamente, os consumidores passam a exigir itens com menor impacto, que reduzam os riscos à saúde. Diariamente cresce o número de empreendimentos certificados, e a “limpeza verde” pode agregar pontos nesse processo. Nos lares, cada vez mais se pensa no que pode ser feito para reduzir o impacto ambiental.

Revista ASBRAV - Qual a tendência para esse tipo de produto? Marcelo Ebert Ribeiro - A tendência é positiva,

“O bom líder é aquele que se torna desnecessário”

mas trata-se de um processo que levará tempo. O ser humano é conservador por natureza e, no caso de produtos de limpeza, usamos por séculos os produtos de origem sintética. Há um certo preconceito que atrela o termo “produto natural” a algo fraco, de baixo desempenho e caro. Hoje em dia, há vários contraexemplos disso e o trabalho dos próximos anos deverá ser aumentar esse número de cases para que esse preconceito suma.

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Revista ASBRAV - Uma das reclamações dos consumidores é o preço comparado a similares não naturais. Por que os produtos naturais são tão caros? Marcelo Ebert Ribeiro - Esse é um ponto importante. Se você quer fazer um produto natural com matérias- primas vindas de fontes renováveis, embalagem de melhor qualidade, utilizando os mesmos conceitos de um produto de origem sintética, ele será mais caro. Como dizem os especialistas em sustentabilidade, “internalizar externalidades” custa caro. A chave para essa armadilha é a inovação. É preciso pensar em alternativas de aplicação, de logística, de formulação para conseguir vencer esse desafio de não custar mais caro.

Revista ASBRAV - Como surgiu a inovação apresentada pelos produtos da TerpenOil? Marcelo Ebert Ribeiro -

“derrubamos” os compostos voláteis orgânicos que normalmente estão presentes nos processos industriais. Como exemplo, podemos citar a neutralização de odores em estações de tratamento de efluentes, entre outros.

Revista ASBRAV - A TerpenOil exporta? Marcelo Ebert Ribeiro - Atualmente direcionamos nossa produção para o mercado interno. Recebemos algumas consultas para exportarmos, mas, por enquanto, desejamos focar no grande potencial que temos por aqui.

mercado do tratamento do ar é algo que estimamos de altíssimo potencial. Nas grandes cidades, a cada dia, os distritos industriais tornam-se vizinhos de áreas residenciais, fazendo com que a questão das emissões atmosféricas torne-se importantíssima. Da mesma maneira, vemos crescer o número de prédios de escritórios, onde passamos grande parte de nosso dia. E a qualidade do ar que se respira nesses ambientes? Temos ainda grandes projetos de infraestrutura, de saneamento, a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, enfim, um mundo de grandes oportunidades.

Como dizem os especialistas em sustentabilidade, “internalizar externalidades” custa caro. A chave para essa armadilha é a inovação. É preciso pensar em alternativas de aplicação, de logística para conseguir vencer o desafio de não custar mais caro.

Os terpenos são os componentes naturais que limpam a natureza. Pesquisadores estudaram isso por muitos anos e descobriram uma maneira de “imitar” o que a natureza faz. A TerpenOil se interessou por essa tecnologia, comprou sua patente e começou a desenvolver linhas de produtos e negócios relacionados à limpeza, tratamento do ar e emissões, dentre outros. O número de aplicações é muito grande.

Revista ASBRAV - Quais as soluções da TerpenOil para tratamento do ar? Marcelo Ebert Ribeiro - No tratamento de ambientes com ar refrigerado/insuflado, combinamos equipamentos produzidos por nós, através da Aquar, empresa coligada, com produtos neutralizadores de odor a base de terpenos. Tratamos o mau odor e, ao mesmo tempo, reduzimos a carga microbiológica. Podemos fazer isso em prédios inteiros. Em ambientes externos, tratamos emissões no que diz respeito a seu mau odor e também

Revista ASBRAV - Qual o faturamento da empresa e o perfil de seus clientes? Marcelo Ebert Ribeiro - Fechamos 2012 com cerca de R$ 6 milhões. Estamos no mercado B2B e vendemos para grandes clientes, líderes nos segmentos que atuam.

Revista ASBRAV - Quais os planos da TerpenOil? Marcelo Ebert Ribeiro - Depois de alguns anos desenvolvendo a tecnologia, as linhas de produtos e suas aplicações, o momento agora é o de adquirir mais escala através de maior capilaridade de vendas. Algumas linhas de produto serão transformadas em empresas para que cresçam mais rápido e de maneira mais focada.

Revista ASBRAV - Em que projetos a empresa está investindo atualmente? Marcelo Ebert Ribeiro - O

Revista ASBRAV - O senhor trabalhava no setor financeiro. Por que decidiu sair para a TerpenOil? Marcelo Ebert Ribeiro - Trabalhava em uma instituição que sempre procurou buscar alternativas para trazer aspectos sustentáveis. A TerpenOil nasceu como uma empresa criada para pensar full time (o tempo todo) nisso. A conexão foi imediata.

Revista ASBRAV - Como foi para o senhor fazer essa escolha? Quais motivos o influenciaram? Marcelo Ebert Ribeiro - O setor financeiro é uma excelente escola. Há profissionais muito bem formados, tecnologia de primeira e desafios. A questão pessoal influiu no sentido de buscar uma posição de mais equilíbrio e o fato de que chega um momento em que se deve arriscar.

Revista ASBRAV - Qual a sua definição de líder e sucesso? Marcelo Ebert Ribeiro - O bom líder é aquele que se torna desnecessário. E para isso precisa formar sua equipe com “peças” que se complementem, respeitando suas diferenças. Não dá para ter um time só de artilheiros, precisamos de alguns zagueiros e de um goleiro. A questão do sucesso para mim é uma consequência.

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Gestão de pessoas

Dell investe em ambiente de trabalho aberto Colaboradores possuem diversos canais de comunicação e são avaliados por seus resultados.

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m lugar ideal para se trabalhar, onde se pode trabalhar em casa, em horários flexíveis e as pessoas são avaliadas por seus resultados e não pelo local ou horário em que desenvolvem suas funções. Essas são características da Dell no Brasil e no mundo. “Buscamos um ambiente onde as pessoas possam se desenvolver sem mudar a forma como elas são, onde se sintam respeitadas e tenham oportunidade de exercer seu potencial. Pessoas felizes produzem resultados excepcionais”, ressalta Paulo Amorim, diretor-executivo de Recursos Humanos da Dell para a América Latina. Um dos principais fundamentos está no sentido de garantir que os seus quase quatro mil profissionais no Brasil tenham um equilíbrio de vida, através do incentivo ao home office (trabalho de casa) e meritocracia. A proprietária da Potenciale Ges-

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tão de Pessoas, psicóloga Andréa Abs De Agosto, avalia que esse benefício é interessante para o perfil de funcionário que se disciplina em casa e busca seu resultado com autonomia. “Este é um perfil empreendedor, onde o colaborador gerencia seu trabalho, de acordo com o resultado que almeja alcançar”, completa. Não é todo perfil, no entanto, que se adapta a esse modelo. De um lado, há os que acabam trabalhando mais e, de outro, os que acabam dando atenção às demandas da casa no horário em que se comprometeram a trabalhar. Ainda, considera que o modelo também não se adapta a todos os tipos de empresas, como é o caso do varejo. E acrescenta que o trabalho em casa ou a distância afasta o profissional dos demais colegas e pode causar uma sensação de distanciamento com a cultura da companhia. A Dell dispõe também de uma filosofia denominada “Cultura Vencedora”. Na prática, ela se aplica a seis vertentes, que balizam o sucesso da organização: falar, ouvir, desenvolver, celebrar, compartilhar e integrar. Conta com uma política de portas abertas, em que os colaboradores

Reprodução

têm livre acesso à sala dos executivos. E realiza reuniões para compartilhar e avaliar resultados (Tell Dell); encontros “um a um”, a cada 15 dias; Paulo Amorim e, trimestrais, por telefone, com todos os funcionários do país, com o diretor de RH, o presidente e o diretor de Vendas. Para Andrea, a frequência de reuniões e encontros realizados pela Dell fortalece o vínculo da empresa com o funcionário. “A companhia se mantém informada do clima da organização. É um bom exemplo de acompanhamento do funcionário, pois esse se sente ouvido e participante do processo”. A empresa disponibiliza, ainda, um canal de atendimento interno por meio de um 0800, o Conexão de Ética, para registro de situações a serem analisadas por um comitê que conta com a participação do CEO, Michael Dell. Além disso, desenvolve ações para promover o apoio à diversidade e à inclusão por meio de seis grupos, como o Pride, que discute questões relacionadas à orientação sexual e formas de criar um ambiente de respeito; o True Ability, dedicado a debater soluções de inclusão para pessoas com deficiência; e o Wise, que busca promover o desenvolvimento profissional das mulheres no trabalho. A Dell foi eleita a melhor empresa para se trabalhar no Estado, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Great Place to Work e publicada pela Revista Amanhã. Ela lidera o ranking na categoria das companhias de grande porte mais atraentes para se trabalhar no Estado.


Gestão social

Madeleine Schein realiza palestra para alunos do Projeto Pescar Fotos: Divulgação Schein

Schein apoia Projeto Pescar há dois anos 125 jovens já foram beneficiados com seminários e palestras gratuitas promovidas pela empresa

C

apacitar e educar compõem a base para a gestão, a inovação e a sustentabilidade das empresas. É nisso que a Schein Gestão Empresarial acredita ao apoiar, desde 2010, o Projeto Pescar de Cachoeirinha através da realização de seminários e palestras gratuitas. Somente em 2012 mais de 100 jovens de cinco unidades do projeto já foram beneficiados. “Tenho um carinho especial pelo Projeto Pescar. Os integrantes são jovens de comunidades carentes que possuem poucas possibilidades de acesso à educação. Buscamos através desses eventos incentivar o estudo e a integração desses jovens a programas gratuitos de formação técnica e acadêmica”, conta a diretora executiva da Schein, mestre em Administração e Negócios pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Madeleine Schein. Ela destaca que a política social está alinhada à expertise, capacitação de pessoas e aos empreendimentos

Qualificação perm

ite a joven

da Schein: “Quanto mais pessoas forem capacitadas, melhores gestores e colaboradores teremos em nossas empresas. Acreditamos no potencial do Brasil e buscamos formar grandes companhias através dessa estratégia”, diz. A Schein Gestão Empresarial é focada na área de gestão empresarial, marketing e inovação tecnológica. Realiza consultoria em inteligência competitiva, elabora projetos para captação de recursos não reembolsáveis e atua na capacitação de pessoas através de seminários, palestras e coaching executivo.

Projeto Pescar

A história do Projeto Pescar teve início, em 1976, quando o empresário Geraldo Linck presenciou um menino assaltando um idoso. Chocado ao ver a agilidade e o vigor do jovem contra a fragilidade da vítima, resolveu fazer algo para mudar aquela situação de violência. Inspirado pelo provérbio chinês “Se quiseres matar a fome de alguém dá-lhe um peixe, mas se quiseres que ele nunca mais passe fome, ensina-o a pescar”, Linck abriu as portas da sua empresa para que 15 rcado de trabalho jovens em vulneras inserção no me

bilidade social aprendessem uma profissão. Ele montou uma sala e ensinou mecânica automotiva para jovens selecionados nas comunidades do entorno da Linck S. A. Estava criada a primeira Unidade Projeto Pescar, na época com o nome de Escola Técnica Linck. Os resultados alcançados com as primeiras turmas chamaram atenção de organizações socialmente responsáveis e, em 1988, foi implantado o projeto em outras empresas. Com a adesão de diversas corporações e instituições, em 1995, o projeto passou a ser administrado pela Fundação Projeto Pescar e evoluiu para uma rede, que já foi responsável pela formação de mais de 19.511 jovens. Hoje, a rede é formada por 146 unidades em 79 municípios, distribuídos por 11 estados e Distrito Federal, além de 21 unidades na Argentina e uma no Paraguai. Com sede em Porto Alegre (RS), a entidade disponibiliza cursos de iniciação profissional. A capacitação, com a aprendizagem básica para o exercício de uma profissão, tem foco no desenvolvimento pessoal e profissional de adolescentes, com idades entre 16 e 19 anos, que estão em situação de vulnerabilidade social, e reverte o quadro de baixa qualificação de mão de obra para as vagas existentes e de dificuldade de ingresso no mercado de trabalho.

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Fotos Divulgação

Notas e Lançamentos Parceria visa evitar doenças respiratórias na prevenção de doenças respiratórias. A parceria é responsável pela execução de um plano de ação para 2013. O compromisso foi firmado no dia 22 de novembro, na sede da Associação e contou com a presença do Presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias, do presidente da SPTRS, Marcelo Tadday Rodrigues e demais representantes da diretoria de ambas as entidades. Foto: Divulgação Deltafrio

Preocupada com a incidência de problemas de saúde relacionados à falta de manutenção e erros de instalação dos equipamentos de ar-condicionado, a ASBRAV firmou parceria com a Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul (SPTRS). O objetivo é desenvolver ações que promovam a propagação de informações sobre medidas técnicas que ajudem as pessoas

Deltafrio utiliza embalagem sustentável

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embalagem dos produtos da Deltafrio ficou ainda mais prática, estética e ecológica. Em dezembro, a empresa começou a embalar sua linha de evaporadores em uma nova caixa, produzida com papelão micro-ondulado de alta densidade e material totalmente reciclável. A caixa, que conta com um selo exclusivo de “100% Reciclável”, também será utilizada no acondicionamento dos demais produtos fabricados pela companhia. As vantagens dessa nova caixa são: maior praticidade para o cliente desembalar o produto devido à ausência de parafusos de fixação; embalagem mais leve que facilita o manuseio; facilidade de descarte por ser composta somente de papelão; e transporte ainda mais seguro, garantindo a total integridade do produto.

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Agilidade e conteúdo na área de climatização Criado em outubro de 2009, o Portal Web Arcondicionado surgiu para auxiliar usuários e profissionais que trabalham com climatização. Hoje, o Portal é referência no setor. Registrou 240% de crescimento de 2010 para 2011 e 100% entre 2011 e 2012. Ainda estima-se que, neste verão, sejam contabilizados mais de cinco milhões de pageviews do portal. O diretor comercial, Maurício Cardoso, ratificou a importância de se investir em mercados de nicho. “Diariamente somos bombardeados por um grande volume de informações na internet. Nesse contexto, o internauta conta com o Web Arcondicionado, onde são oferecidas informações exclusivas e relevantes sobre climatização. O portal reúne em um só lugar serviços e conteúdo, diminuindo tempo de busca na web”, explica Cardoso.

51ª Noite do Pinguim Abrava Cerca de 400 profissionais do setor HVAC-R se reuniram para a 51ª Noite do Pinguim, no dia 14 de dezembro, no Buffet Rosa Rosarium, em São Paulo, para celebrar o ano de 2012 e brindar 2013. A personalidade do ano ficou para o engenheiro Tulio Marcus Carneiro de Vasconcellos, diretor Superintendente das empresas Tuma. Para o presidente da Abrava, engenheiro Samoel Vieira de Souza, foi mais uma brilhante realização da Comissão Organizadora, mas, a última na sua gestão. “No próximo ano teremos eleição e seguindo a tradição da casa, o vice-presidente, engenheiro Wadi Tadeu Neaime, deverá assumir a presidência”, disse.

Fiergs projeta crescimento do RS acima da média nacional A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) estima que a economia gaúcha deva crescer 5,1%, enquanto a média nacional deve ficar em 3,3% em 2013. Devem contribuir para esse panorama a retomada da agropecuária, o aumento da renda e dos investimentos beneficiados pela queda de juros do programa de sustentação do investimento (PSI), as obras do programa de aceleração do crescimento (PAC), as linhas de financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da maior demanda externa e do câmbio mais favorável.

Johnson Controls Brasil contrata novo diretor comercial Cesar Almeida é o novo diretor comercial na divisão Building Efficiency da Johnson Controls, líder global no fornecimento de soluções de eficiência energética e sustentabilidade para edifícios e instalações ao redor do mundo. Almeida será responsável pela área comercial na operação do Brasil. Engenheiro eletrônico formado pelo CEFET/RJ e com MBA em Gestão Empresarial pela Duke University e pela Fundação Dom Cabral, Almeida tem experiência em produtos (gestão de canais), projetos e empresas de serviços. Sua atuação mais recente foi no mercado de óleo e gás. Como diretor de contas corporativas e responsável na Siemens pela conta Petrobras, era sua responsabilidade integrar e unificar os negócios do portfólio da Siemens relacionados à Petrobras ao redor do mundo.


Ensino

Senai de São José (SC) investe em capacitação

sibilitou aos seus associados obterem desconto nos cursos promovidos pela entidade. Em vista da carência de mão de obra especializada, a Diretoria Regional em Santa Catarina, em conjunto com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e do Material Elétrico de Florianópolis (Sindimetal), uniu A unidade oferece, ainda, a forças com o Senai/SJ e elapossibilidade de o aluno concluir o borou um curso de qualifiensino médio junto com um curso cação técnica nas áreas de técnico. Ao final de três anos, o estudante obtém os dois diplomas. manutenção e instalação de equipamentos de condicionamento de ar do tipo split. Nessa parceria, o Sindimem 24 de julho de 1978, foi inaugu- so ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatal investiu cerca de R$ 50 mil. A direrado em São José (SC) o Serviço Na- tec) disponibiliza vagas gratuitas no Senai toria da Associação forneceu o material cional de Aprendizagem Industrial a pessoas de baixa renda, com prioridade didático e o Senai/SJ cedeu as instala(Senai), com atuação em educação pro- para estudantes e trabalhadores. ções e professores. A capacitação posfissional, serviços técnicos e tecnológicos Em cada área do conhecimento, a sui carga horária de 120 horas e turmas e inovação para o setor industrial. Atende unidade de São José oferece diversas noturnas e aos sábados. Já formou mais aos segmentos de informática, segurança, modalidades. São nove cursos de aprende 300 alunos. “Atualmente, estão em eletroeletrônica e mecânica. dizagem industrial, 15 técnicos e 24 de estudo alterações no curso, adequanHoje, possui 49 ambientes, entre salas qualificação. Neste último, encontra-se do-o às novas tecnologias do setor e à de aula e laboratórios. Conta com apro- o de mecânico de manutenção de refrielevada demanda. Estamos também firximadamente 230 colaboradores. Con- geração e climatização doméstica. São mando um convênio com um fabricante forme a coordenadora de Relações com 160 horas/aula que habilitam os alunos a de equipamentos de condicionamento o Mercado do Senai de São José, Sandra instalar e realizar a manutenção de equide ar para que forneça os aparelhos neCosta, “apenas como alunos dos cursos pamentos, executando a montagem e a cessários à realização das aulas”, conta regulares foram aproximadamente 2,5 substituição de componentes elétricos o diretor regional da ASBRAV em Santa mil matrículas nessa escola, no segundo e mecânicos, de acordo com as normas Catarina, Arivan Zanluca. semestre de 2012. Pode-se acrescentar a e procedimentos técnicos de qualidade, Tendo em vista a alta demanda do esse número mais 750 matrículas nas au- segurança, higiene e saúde. setor, a diretoria regional realizou em jalas de qualificação profissional através do Em 2011, foi elaborado um convênio neiro de 2013 uma reunião com a diretoPronatec”. O Programa Nacional de Aces- entre a ASBRAV e o Senai/SJ que posria do Senai/SJ, com o objetivo de definir Foto: Divulgação Senai ementa e grade curricular do curso técnico em Ar-Condicionado e Refrigeração. A previsão é que tenha início em 2014. “Atualmente, há uma grande carência de profissionais técnicos e acreditamos que o Senai/SJ, juntamente com a ASBRAV e o Sindimetal, conseguirá atender essa necessidade. Não podemos deixar de aproveitar a oportunidade para agradecer ao engenheiro Conrado Costa Filho, presidente do Sindimetal, que desde nossa primeira reunião, não mediu esforços para que os fins fossem alcançados”, destaca Zanluca. Paralelamente, por meio do convênio com o Senai/SJ, a diretoria regional da ASBRAV de Santa Catarina tem trabalhado para realizar mensalmente, palestras técnicas com temas ligados Senai São José oferece mais de 40 cursos técnicos e de qualificação ao setor.

Entidade completou 34 anos em 2012

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Tecnologia e inovação Fotos: Divulgação AHR Expo

AHR Expo apresentou novidades em software e automação Exposição contou com 1,9 mil expositores de mais de 50 países e cerca de 45 mil profissionais do setor

Evento aconteceu em Dallas, Estados Unidos.

Fotos: Divulgação AHR Expo

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novação e tecnologia nas áreas de softwares para gerenciamento e automação. Esses foram as principais novidades da 65ª Exposição Internacional de Ar-condicionado, Aquecimento e Refrigeração (AHR Expo), que aconteceu em Dallas (EUA), de 28 a 30 de janeiro, reunindo mais de 1,9 mil empresas e 45 mil profissionais do setor. A AHR Expo contou com mais de dois mil expositores e 35 mil compradores de 133 países. Entre as inovações que foram exibidas podemos destacar: sistemas de gestão; integração de produtos de rede; automação de sistemas; sistemas de monitoramento baseados na web; sistemas de gestão de energia; controles climáticos; e outros sistemas que incluem iluminação, segurança, produtos energéticos e sistemas de alarme de incêndio. Já o Centro de Software teve mais de 50 empresas de quatro países e entre as novidades apresentadas estão programas de: design e sistemas CAD; gerenciamento de serviços, projeto e manutenção; gerenciamento de contabilidade e negócios; controle de estoque; Foto: Divulgação Full Gauge seleção, estimativa de preços e contratos; análise de energia; dimensionamento e sistema de análise de especificação. A Full Gauge sempre expõe na AHR Expo com estande


Foto: Divulgação Joape

próprio e, na edição de 2013, completou 12 participações no evento. “O grande destaque da Full Gauge Controls na feira foi a nova versão do Sitrad Mobile, o software de gerenciamento desenvolvido pela própria empresa, agora também compatível com tablets e smarthphones que utilizam os sistemas operacionais Android (Galaxy) e iOS (iPhone, iPad, iPod Touch)”, ressal-

tou Antonio Gobbi, diretor da companhia. A Joape, de Porto Alegre, expôs o climatizador evaporativo que larga névoa fina que não molha e gasta 90% menos de energia que os convencionais aparelhos de ar-condicionado. “Foram atendidos mais de 500 clientes no estande da empresa. Essa demanda se dá pela inovação do produto. Ele é exclusivo, não tem nada tão simples e prático, além de ter um design perfeito, que se adapta a qualquer ambiente”, contou o diretor de Comunicação e Marketing da ASBRAV e proprietário da Joape, João Henrique Schmidt dos Santos. Ele afirmou que, especialmente para o grupo brasileiro, a feira é a porta de entrada para o mercado externo. “A parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex) facilitou a colocação dos

nossos produtos no mercado mundial e consolidou as marcas brasileiras. Estavam presentes na feira Capmetal, Coel, Globus, Joape, Novus, Serraf, Termomêcanica, Trox e Full Gauge”.

Sobre a AHR Expo Desde 1930, a AHR Expo atrai milhares de participantes de todas as áreas da indústria, incluindo empreiteiros, engenheiros, revendedores, distribuidores, atacadistas, fabricantes, arquitetos, construtores, proprietários de unidades e gestores, agentes e representantes. É copatrocinada pela Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar-Condicionado (ASHRAE) e pelo Instituto de Ar-Condicionado, Aquecimento e Refrigeração (AHRI). O patrocinador honorário é o Instituto de Aquecimento, Refrigeração e Ar-Condicionado do Canadá (HRAI). A Conferência da ASHRAE Inverno é realizada simultaneamente com a AHR Expo todos os anos.


Perfil empresarial

Komeco passa a fabricar produtos no Brasil Legenda

Empresa pretende fortalecer a marca no segmento nacional e crescer 100% em volume de vendas em 2013

Sede

projetos eram encaminhados a Centros de um parceiro asiático. A produDistribuição Fábricas ção da linha de condicionadores Filiais teve início na fábrica de Manaus Revendas (AM), em outubro passado. Com de peças isso, a Komeco torna-se a maior empresa nacional nesse segmento. ção. A companhia está investindo em “Estamos passando por um momen- uma nova unidade de negócios chamada a empresa inaugurada em 1992, to muito importante, dando um grande “Soluções em Climatização”. Nessa aposa Komeco preserva uma carac- passo ao fabricar os nossos produtos ta, direciona o comercial para a venda terística fundamental para os lí- no Brasil. É uma mudança de cultura mais técnica, através de profissionais deres de mercado: a inovação. Quando em que iniciamos um processo de saída com profundo conhecimento, no setor surgiu com uma linha de aquecedores do modelo importador e de entrada no de refrigeração e aquecimento aplicado de água a gás, a inovação estava no sis- de fabricante. Isso nos fornecerá maior a grandes obras. A organização também tema de acendimento automático pois o domínio sobre novas tecnologias e dife- está estudando a compra de outras fámercado contava com poucos. renciais de produtos”, des- bricas na linha de eletrodomésticos e Com matriz em Palhotacou o diretor comer- implantando uma nova no segmento de ça (SC), a fabricante cial da companhia, pescado para consolidar a liderança no de condicionadores Sandro Suda. mercado de captura do salmão. O pror Gratidão de ar tem agora o Ser uma cesso deve ser finalizado em março. r Inovação desafio de sair do empresa 100% Quando foi criada, a Komeco produr Integridade r Sinergia modelo importabrasileira é zia uma linha de aquecedores de água r Pessoas capacitadas dor para se tornar apenas um dos a gás. Em 1995, comprada pelo atual r Satisfação do cliente um fabricante. diferenciais da presidente Denisson Freitas, produzia o r Responsabilidade social r Orgulho de O produto já era Komeco, que sistema de acendimento automático e ser brasileiro desenvolvido pela próoferece opções de passou a utilizar essa inovação em seus pria equipe de engenharia produtos para todas produtos. A boa aceitação dos clientes da companhia e adaptado as necessidades e solução fez com que a companhia se firmasse para o mercado brasileiro, mas os completa na área de climatiza- no mercado nos primeiros anos e a linha fosse ampliada. Foi incluída a comercialização de bombas e de pressurizadores, tornando a linha da empresa a mais comCom matriz em pleta do mercado. Hoje, também vende Palhoça, a Komeco pisos em régua PVC, condicionadores e fabricará produtos no Brasil climatizadores. É parceira do Centro de Pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no estudo de novas tecnologias. Possui 600 funcionários; fábricas em São José(SC) e Manaus(AM); e centros de distribuição em Palhoça(SC), Itajaí(SC) e Manaus(AM). Ainda, conta com filiais em São Paulo, Rio de Janeiro e China. Tem parceiros na África do Sul e no Egito e exporta para Venezuela, Paraguai e Chile. Os maiores clientes são: Leroy Merlin, Tumelero, Walmart e Americanas.com.

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Foto: Divulgação Komeco

Valores

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Gestão sustentável

Desafios detectados pelo PGQP

Sustentabilidade e inovação são os atuais desafios das empresas Constatação feita pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade foi apresentada durante palestra realizada na sede da ASBRAV

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cenário empresarial brasileiro vive um momento em que a qualidade é reconhecida como uma prática relevante para as empresas que desejam se perpetuar. Desde 1992, ano em que foi criado o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), os conceitos, as técnicas e o método evoluíram. Em 2012, ano em que o Programa completou 20 anos, o desafio do mercado e dos consumidores passou a se relacionar com inovação e sustentabilidade. “As pessoas não querem qualquer resultado: querem viver melhor

com mais qualidade e sustentabilidade. Queremos ganhar dinheiro e sermos competitivos de forma equilibrada”, destacou o secretário executivo do PGQP, Luiz Ildebrando Pierry. As observações foram feitas durante palestra realizada, na ASBRAV, no dia 27 de novembro, com o tema “O impacto da qualidade nos resultados”. O evento foi promovido pelo Comitê Setorial da Qualidade da Associação. Essa mudança acontece nas organizações quando há conhecimento aprofundado e pessoas-chave. Ele afirmou que estamos diante de uma nova sociedade. Trabalhamos, hoje, com uma massa mais crítica, par-

Secretário executivo do PGQP destaca a importância da inovação e sustentabilidade

Foto: Marcelo Matusiak, Playpress

Educação com qualidade Inovação e sustentabilidade Conhecimento aprofundado Compartilhamento e redes sociais Empreendedorismo e governança Melhoria na gestão pública com foco nas prefeituras Infraestrutura e jogos esportivos Consumidor mais exigente

ticipativa e conectada. Nas empresas, os colaboradores que possuem 60 anos estão sendo aposentados, enquanto os jovens assumem posições de liderança. “Pela primeira vez, não está havendo conflito nessa troca de geração, porque ambas querem a mesma coisa: qualidade de vida”, acrescentou Pierry. Nesse sentido, acredita que o PGQP é a melhor contribuição que as organizações podem fornecer ao país. Para gerar valor aos stakeholders (público de interesse) e melhorar a rentabilidade, é preciso fazer um planejamento com estratégia vencedora e tentar garantir uma execução excelente. “As empresas têm liderança no setor em que atuam. O problema é quando trabalham sem método”, apontou. Pierry explicou que o método da busca da excelência em gestão consiste em planejar, executar, avaliar quanto conseguiu realizar e corrigir para melhorar o planejamento na próxima vez. Para o presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias, as indústrias estão mais adiantadas, enquanto o setor de serviços ainda tem uma carência muito grande em gestão e qualidade. Por isso, é importante que implantem esse sistema. “O início é difícil, mas é possível avançar, porque, quando os resultados começam a aparecer, a satisfação é muito grande”, ressaltou o dirigente. A Associação está com inscrições abertas para a nova turma de Treinamento de Gestão de Qualidade. Interessados devem entrar em contato pelo e-mail: assessoria@asbrav.org.br. O PGQP disponibiliza gratuitamente a autoavaliação on-line para verificação do estágio da gestão da inovação e resultados da organização, basta acessar: www.portalqualidade.com/pgqp.

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Matéria de capa

A casa do futuro já é uma realidade Automação residencial e equipamentos inteligentes ajudam a economizar até 40% de energia ou a uma porcentagem ainda maior, se aliada a um projeto arquitetônico eficiente

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ue tal ajustar a temperatura do ambiente, abrir ou fechar janelas e cortinas, colocar para tocar a sua música predileta, enquanto você está a caminho de casa? E que tal não precisar voltar apenas para desligar uma lâmpada esquecida? Controlar vários equipamentos domésticos através de um aplicativo no celular deixou de ser ficção e já é uma realidade para consumidores. Com a implantação de um microreceptor de infravermelho nos aparelhos, é possível enviar sinais através de um smartphone ou tablet como se fosse um controle remoto. O gerenciamento pode ser feito via internet móvel (3G) ou rede fixa. De acordo com dados da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside), 300 mil lares brasileiros têm sistemas de comando por controle remoto, voz, gestos, smartphone ou tablet. O número ainda é pequeno, representa 0,48% do total de 61,3 milhões de domicílios do país, mas deve crescer. A tendência, preveem fontes da associação, é que eles sejam 1,5 milhão até 2015. As principais vantagens da automação residencial, segundo o gerente da filial da Facsom de Porto Alegre, Daniel Laux, são

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o conforto, a interatividade, a redução de consumo e aproveitamento de energia, e a segurança. Com ela, afirma, é possível programar para acender lâmpadas


em determinadas horas, acionar o alarme, controlar o acesso e ver em quais cômodos há pessoas através de câmeras. Ele aponta, ainda, que o projeto pode reduzir de 30% a 40% os gastos com energia elétrica por meio da programação do percentual de iluminação. Ou seja, é possível diminuir a intensidade da luz, deixando-a mais “baixa”. Há, ainda, no mercado, sensores de consumo (zwave. com – R$ 1.245) que produzem relatórios e per-

Fotos: Divulgação

mitem cortar a energia de cômodos e de tomadas específicas ou determinar o horário de uso de eletrodomésticos. Hoje, a tecnologia dos próprios equipamentos já é bastante eficiente energeticamente. Alguns resfriadores, moto bombas e climatizadores possuem sistemas com velocidades variáveis, o que permite que se autorregulem e reduzam o consumo. Um ar-condicionado, por exemplo, passa a funcionar em uma velocidade mais baixa após atingir a temperatura ideal. O diretor de Ensino e Treinamento da ASBRAV, Paulo Otto Beyer, explica que esses equipamentos funcionam com um sensor de temperatura que acelera ou desacelera o motor, diminuindo a rotação. O tesoureiro da ASBRAV, engenheiro Barney Pavan, completa que inúmeros equipamentos possuem formas de proporcionar a variação de fluxo de água, refrigerante ou ar. “Há várias tecnologias, mas a mais comum envolve inversores de frequência, muito utilizados em moto bombas e nos motores dos ventiladores dos climatizadores. Ainda, nos compressores, alguns chillers vêm equipados com válvulas deslizantes que também permitem a variação de fluxo nos fluidos refrigerantes”. Para se obter uma redução de consumo de energia superior a 40%, no entanto, é necessário fazer uma análise da envoltória da construção, definir a geometria da edificação, o posicionamento solar e especificar os materiais de fechamento como alvenaria e vidros. “Não basta que o projeto de climatização seja bom, é fundamental que haja o envolvimento dos arquitetos, uma vez que as soluções devem ser viabilizadas pelo projeto arquitetônico. A central térmica, as salas dos climatizadores, os shafts para tubulações e as demais necessidades não podem simplesmente ocupar o espaço que restou, e sim serem pensados harmoniosamente no momento do lançamento da arquitetura”, destaca Pavan. Laux concorda que um imóvel ainda em construção dá a oportunidade de também planejar a infraestrutura da

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automação, além de sair mais em conta. “A automação de uma casa pronta custa o dobro de uma em construção, pois essa não tem espera e tubulação e necessita de remodelação da parte elétrica”, completa. Ele avalia que o investimento inicial para automatizar apenas uma área social, integrando iluminação, cortina, segurança, ar-condicionado e sistema de áudio e vídeo, custa em torno de R$ 12 mil. O perfil de quem procura por esse serviço, acrescenta, é de um público de faixa etária entre 30 e 50 anos, que trabalha bastante e que, quando tem um tempo livre, procura curtir a casa ao máximo com conforto e lazer.

Quanto custa? Apesar de os atuais sistemas de automação custarem 50% menos do que há cinco anos, o valor do investimento ainda é alto, um entrave à popularização. A Aureside calcula em 5% do valor do imóvel o custo para ter uma casa totalmente inteligente, ou seja, para um imóvel de R$ 1 milhão, seriam necessários R$ 50 mil. O preço varia também conforme a personalização, uma vez que o sistema é programável de acordo com as particularidades da família que habita a residência. Encontram-se na mesma situação equipamentos inteligentes como fechadura biométrica (só abre com reconhecimento da impressão digital – R$ 1.165); cama que se autoarruma (ainda não tem preço, começa a ser comercializada em breve); máquina que lava e seca as roupas (R$ 3.299); e aspirador que limpa a casa sozinho (US$ 500). Um estudo da consultoria Zpryme indica que as vendas globais de eletrodomésticos inteligentes, neste ano, serão de US$ 5,5 bilhões.

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Para 2015, entretanto, são esperados um total de US$ 15,1 bilhões, sendo 23% (ou US$ 3,5 bilhões) provenientes da venda de lavadoras de roupa, 18% de refrigeradores (US$ 2,7 bilhões) e 15% de secadoras de roupa (US$ 2,2 bilhões). Essa perspectiva de crescimento é corroborada por outro estudo realizado pela Motorola Mobility com nove mil consumidores em 16 mercados. A pesquisa aferiu que 78% dos entrevistados brasileiros se interessam por automação. O número está acima da média mundial (66%). Um total de 37% deles, no entanto, disse que precisaria ser convencido do bom custo/benefício desse serviço antes de pagar por ele. A Facsom, empresa com matriz no município gaúcho de Novo Hamburgo, que entrou no mercado há 36 anos vendendo equipamentos de áudio e vídeo e há 10 anos trabalha com automação residencial em Porto Alegre, é um exemplo da expansão desse mercado. Contabiliza que 80% dos clientes que chegam, hoje, à loja procuram por automação.

O futuro Além da possibilidade de acionar os equipamentos por meio de smartphones e tablets, também há projetos tentando viabilizar a automação via smart TV, que une a função básica dos aparelhos com o acesso à internet, a conteúdo pessoal, à instalação de aplicativos e diversos ou-

tros itens que melhoram a experiência de uso. Esse é o meio mais moderno de interação e também permite controlar o sistema através de gestos ou de comandos de voz. Para isso, o televisor utiliza um aplicativo e um hardware específico (uma pequena caixa controladora) para executar as funções. Porém, a casa do futuro deve ir muito além disso e de tudo o que já foi mostrado em filmes e no desenho futurista “Os Jetsons”. José Roberto Muratori, diretor-executivo da Aureside, aposta que ela será sensível aos hábitos humanos. “Ela vai saber o que o morador gosta, o comportamento quando ele está lá. Vai perceber a expressão dele, e o ambiente vai se preparar para um dia em que ele estiver mais relaxado ou tenso”, disse em entrevista ao portal Terra. Um exemplo disso pode ser visto no vídeo “The social web of things”, disponível no site de compartilhamento YouTube (www.youtube.com). O vídeo mostra um homem enviando um recado para uma rede social dizendo: “Saindo do trabalho. Casa em 45 minutos. Sophia vem jantar às 20h”. A mensagem ativa o sistema de automação da casa, que dá ordens aos eletrodomésticos: fogão, forno e micro-ondas ficam a postos para preparar o jantar, enquanto o aspirador faz uma rápida limpeza na sala para receber a visita. No caminho, o homem avisa pela rede que o jantar foi cancelado. O sistema, então, recebe o morador solitário com a lareira acesa, a comida pronta e um jogo de futebol na TV. Totalmente conectada, a casa será capaz de se adaptar à rotina e ao comportamento de cada um. Agora é possível controlar os equipamentos domésticos pelo celular

Foto: Divulgação


Obra destaque

Áreas especiais: Esqui e snowboard: com pista de 120 metros de comprimento e altura máxima de 15 metros; Tubing: pista para descida com boias; Tobogganing: pista para descida com um tipo de prancha especial para o esporte na neve; Airboarding: pista para descida com uma espécie de boia que permite mais velocidade e adrenalina; Escola de esqui: aulas para iniciantes na prática do esporte; SnowBall War: área especial para guerra de bolas de neve; Montanha Nevada: espaço de contemplação para vivenciar o universo da neve, com animais mecatrônicos típicos das regiões de neve e esquimós.

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Parque recriará ambiente para esportes de inverno

primeiro parque de neve indoor das Américas já tem endereço: Gramado. Com investimento de R$ 60 milhões, o Snowland está sendo construído, desde março de 2012, na ERS 235, na Linha Carazal, que liga to: Divulgação Snowland Fo Gramado a Nova Petrópolis, e tem inauguração prevista para novembro de 2013. Ao todo, são 48 mil metros quadrados (14,8 mil metros quadrados de área coberta e 7,3 mil metros quadrados de área com neve). Fabricada com equipamentos ue será a o do parq brasileiros, tendo como base a expeO conceit m família diversão e riência de sistemas da Nova Zelândia e da Europa, a neve será obtida com água e ar, exatamente como o fenômeela. Não é necessário sano ocorre na natureza. Será um milhão ber esquiar, teremos uma escola para de metros cúbicos de neve natural, feita isso”, afirma. Dummwald já atuou em artificialmente, mantida com uma tem- outros três projetos na área erguidos peratura em pouco menos de 0°C. na Holanda e na Nova Zelândia. De acordo com o consultor hoO parque contará com mais de 30 landês contratado para implementar atividades recreativas, entre elas esa tecnologia, Christian Dummwald, o qui, snowboarding (esporte que conconceito do parque será diferente do siste em equilibrar-se sobre uma prande pistas de neve que focam apenas cha na neve), airboarding (esporte em no esporte para esqui e snowboard. que o indivíduo se desloca sobre uma “O Snowland possui um conceito mais espécie de boia), snow ball war (guerra voltado para a diversão da família. A de bola de neve), tobogãs, pista de paideia é oferecer aos visitantes a opor- tinação, montanha nevada e área para tunidade de entrar em contato com a caminhadas de exploração. Haverá magia da neve, conhecer e brincar com instrutores para atender os visitantes

Expectativa é que o empreendimento receba 500 mil turistas ao ano

Foto: Divulgação

e serão disponibilizadas roupas especiais para enfrentar o frio. Na área de serviços haverá uma praça de alimentação para 800 pessoas, com dois restaurantes e um bar, onde serão servidos desde pratos tradicionais brasileiros, cafés e lanches até culinária típica de países de clima frio, como o Chile e a Suíça, em um espaço de 120 metros quadrados com vista privilegiada para a área com neve. Além disso, haverá um complexo de lojas variadas. O Snowland está sendo projetado desde 2008 e é fruto de uma parceria firmada entre a família Caliari, de Gramado, e mais sete investidores. Poderá receber até cinco mil visitantes por dia. Deverá gerar 600 empregos, sendo 150 diretos, o que representa um acréscimo entre 4% e 5% no número da população economicamente ativa da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo de Gramado, ainda é cedo para previsões de aumento de turistas ao município, mas acredita-se que o atrativo chamará maior número de visitantes que buscarão uma alternativa de lazer diferenciada do que já existe.

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Artesanato orientado por designers Love you

Loja do bairro Moinhos comercializa peças de artesanato com foco no valor cultural.

Fotos: Divulgação

Dicas de arquitetura

As peças expostas e comercializadas são acompanhadas de suas histórias

São peças com referências culturais ou regionais, autorais ou produzidas por comunidades. Os objetos expostos conm 6 de dezembro, a loja Histórias na Garagem, das tam um pouco da trajetória de vida e de trabalho de arirmãs e arquitetas Lui Lo Pumo e Tina Moura, cometesãos de diversos pontos do Brasil, e também de outros morou seu primeiro ano de existência. Localizada na países e continentes, que ouvem sugestões e criam produRua Félix da Cunha, 1167, no bairro Moinhos de Vento, em tos em parceria com designers. Porto Alegre, a loja-garagem de 68 metros quadrados “A história toca o cliente, que comexpõe e comercializa trabalhos de artesanato orienpra a peça porque gosta, pela emoção e te, tados por designers com forte identificação cultural. pelo que ela transmite. Tem um certo o clien a toca ri r tó o is p h A ideia vai além de apenas vender produtos manuais. toque de exclusividade. É um produto “A eça p a mpra o que co emoçã As peças expostas são acompanhadas por suas histómanual que o comprador sente como la e p , . sta nsmite que go rias, contadas em quadros de giz. se tivesse sido feito especialmente ela tra e u q l a e pelo manu para ele”, conta Lui. roduto p te n m e u s É dor compra No local, são encontrados tafeito o que o id s se ”, se tives petes, bancos, bolsas, bijuterias, como ara ele p te n lme especia roupas, entre outros produtos. i. u L conta Um exemplo da variedade são peças que utilizam lã e reproduzem os animais da reserva do Taim, feitas pelos artesãos da Ladrilã, oriundos das cidades gaúchas de Pelotas, Jaguarão e Pedras Altas. Outro é a coleção “A Toca”, do projeto “A Gente Transforma” do designer Marcelo Rosenbaum. A linha foi desenvolvida em Várzea Queimada, um povoado do Piauí que convive com a seca durante oito meses por ano. Na região, homens e mulheres trabalham no artesanato. As mulheres elaboram peças em palha de carnaúba, enquanto os homens criam “O artesanato é de um povo, não uma técnica. Nós joias e objetos decorativos queríamos mostrá-lo com valor, não só o produto. Na loja, feitos da borracha de pneus selecionamos o que expomos e apresentamos as peças junreciclados. São peças criatamente com as suas histórias”, destaca a proprietária Lui das a partir do que o povoLo Pumo. ado aprendeu com índios, Ela conta que a capital gaúcha tinha nicho de mercanegros e imigrantes eurodo para a venda de trabalhos de cunho artesanal, mas não peus. possuía lojas com esse conceito, como ocorre, por exemplo, Para mais informanas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde esses proções sobre a loja, acesse: dutos são comercializados em feiras. Dessa forma, a identihttp://www.historiasnaficação da loja com o público porto-alegrense foi imediata. garagem.com/.

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Creator : DragonArt dragonartz.wordpress.com

http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/us/

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Evento

Aumento das vendas e confraternização do setor marcam a Noite do Clima 2012

Presidente da Sindratar - SP, José Rogelio Medela

Presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias

Presidente da ASBRAV fala sobre as expectativas para o setor

Fotos: Rafael Dias Borges

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tradicional festa de final de ano do setor de HVAC-R, a Noite do Clima, organizada pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado e Ventilação (ASBRAV), contou com a presença de 350 pessoas no dia 30 de novembro, no Restaurante Panorama, situado no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O evento foi um momento de confraternização e comemoração dos resultados positivos obtidos pelas empresas do setor em 2012. “Este foi um ano de grandes realizações e temos que agradecer a todas as entidades que nos apoiaram, além do nosso corpo de funcionários. A ASBRAV tem a preocupação de capacitar o setor

e temos cumprido esse papel com excelência”, destacou o presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias. Na oportunidade, foi anunciada a expectativa de aumento de vendas em 25% no setor de climatização residencial no verão, em comparação ao mesmo período do ano passado. Embora seja um bom índice de crescimento, o setor considera que, ao ser comparado com o mercado estrangeiro, larga em desvanta-

gem. O principal motivo de preocupação é o índice elevado de impostos e o baixo incentivo para a indústria nacional. “A alta carga tributária e as leis trabalhistas, cada vez mais fora de contexto, acabam impactando negativamente no mercado de climatização. É necessário que essas leis sejam revistas para que possamos ter melhor desempenho”, afirmou o presidente do Sindicato da Indústria da Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado de São Paulo (Sindratar-SP), José Rogélio Medela. Durante a festa também foram sorteados diversos brindes doados por associados, como split, adega, churrasqueira elétrica, climatizadores, um jantar, uma diária em SPA, e materiais de escritório.

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Artigo Técnico

Sistemas de ar-condicionado a gás natural Autores: Guilherme Garcez Cabral, Cristiano Roberto Fuchs Rickmann e Claudio Marcello Pereira

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gás natural é um combustível recente na matriz energética do Sul do país. Enquanto em algumas regiões do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo, o combustível é utilizado há mais de um século, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o gás natural começou a ser comercializado a partir da chegada do gasoduto Brasil-Bolívia, no final dos anos 90. As utilizações mais convencionais do gás natural são para substituição de combustíveis fósseis em caldeiras e aquecedores, ou de gasolina e etanol em veículos de passeio. Uma utilização ainda pouco difundida em algumas regiões é para substituição da energia elétrica em sistemas de climatização. No mundo essas tecnologias de climatização são fomentadas e utilizadas basicamente devido a duas vantagens do sistema a gás natural. A primeira é a desoneração do sistema elétrico. Com o sistema a gás natural ao invés de utilizar somente a energia elétrica, é utilizado como combustível principal o gás natural. Isso, além de gerar menor dependência do setor elétrico, traz reduções de custos de energia, devido a diminuição da demanda contratada, diminuição da carga elétrica instalada em transformadores e inexistência de tarifa de horário de ponta para o gás natural. A outra característica interessante é o fato de a climatização a gás natural poder ser utilizada para a produção de calor e frio, respondendo a necessidades de aquecimento, de refrigeração ou mistas. Em relação a tecnologias existentes, podemos dividi-las em duas linhas distintas: expansão indireta (água gelada) com sistemas de absorção (chillers de absorção) e os de expansão direta com sistemas de propulsão a gás natural para compressão (Gas Heat Pump Systems – GHP). O chiller de absorção possui um pro-

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cesso de funcionamento muito distinto aos sistemas de refrigeração convencionais. O sistema de absorção funciona a partir de um processo termoquímico, que utiliza o calor da combustão do gás natural para promover a troca de fase do refrigerante. Como pode ser verificado a partir da fig. 01, o ciclo de absorção funciona a partir de quatro fases distintas. A primeira etapa é caracterizada pela troca de fase da água (líquido para vapor) resultante da entrada de água na câmara de vácuo. A pressão na câmara de vácuo é mantida muito próxima a pressão zero absoluto, que proporciona que a água que ingressa nessa etapa evapore a aproximadamente 5°C. A fim de garantir a permanência do vácuo nessa câmara, é aspergida a solução de brometo de lítio, a qual possui um alto grau absorvente, para absorver o vapor de água que está se formando na câmara de vácuo e formar uma solução saturada de água e brometo de lítio. Fig. 01 – Desenho esquemático do ciclo de refrigeração por absorção

Na fase 3, a solução de brometo de lítio é bombeada para a câmara de regeneração, a qual utiliza o gás natural a partir da sua combustão para aquecer essa solução. A partir desse aquecimento, a água é separada do brometo de lítio – BrLi. O BrLi retorna para a câmara de vácuo, enquanto o vapor de água passa para a fase 4, em que o vapor de água entra em contato com um trocador de calor refrigerado a água (condensador). Esse sistema de resfriamento é utilizado primeiramente para reduzir a temperatura do BrLi na entrada da câmera 2,

para posteriormente promover a liquefação da água na câmara 4. Por fim, o calor retirado dessas duas câmaras é expelido na torre de resfriamento (cooling tower). A água condensada nesta fase retorna para a fase 1, fechando o ciclo. Uma das grandes vantagens do sistema de absorção frente aos sistemas de compressão é a possibilidade de utilização de calor através do processo – ciclo inverso – ou seja, funciona também como um aquecedor de ambientes. Outra vantagem é a manutenção menor e equipamentos com maior vida útil. Quando o sistema de absorção é utilizado na função de aquecimento, ao invés do vapor de água sair da fase 3 para a fase 4, o vapor é conduzido diretamente para a fase 1, aquecendo o trocador de calor do evaporador. A princípio esse é o funcionamento esquemático de um ciclo de absorção de simples estágio, que possui a menor eficiência térmica entre os sistemas de absorção. A maior eficiência desses sistemas é conseguida através do melhor aproveitamento do calor da fonte de regeneração, aproveitando o calor do vapor de água decorrente da fase 3 para fazer a primeira fase da regeneração do BrLi, para posteriormente, como a solução já sofreu uma pré-separação, ser totalmente regenerada pela fonte quente de maior temperatura. Importante salientar que a Central de Água Gelada é praticamente a mesma tanto com chillers elétricos como com chillers absorção. Ou seja, é possível substituir os sistemas elétricos por sistemas a gás em caso de modernização das instalações – situações de retrofit de chiller. Modelos de equipamentos a gás baseados no tipo de fonte de calor: n Queima direta do gás natural; n Vapor (simples e duplo efeito); n Água Quente (simples e duplo efeito); n Gases Quentes de Exaustão de Motores ou Turbinas (simples e duplo efeito); n Queima direta + Água Quente; n Queima direta + Vapor;


Queima direta + Água Quente + Gases Quentes. Características: n Utiliza água como refrigerante ao invés de refrigerantes sintéticos de alto custo; n Consome de 1% a 4% da energia elétrica de um chiller convencional eficiente; n Operação silenciosa e isenta de vibração; n Baixo custo de manutenção e operação; n Alta Performance mesmo em cargas parciais; n Pode produzir simultaneamente água quente através do rejeito térmico dos gases de exaustão. Fig. 02 – Chiller Absorção com Queima Direta n

Resumo: Os chillers com queima direta de gás natural são utilizados em instalações de ar-condicionado substituindo ou agregando os chillers elétricos. Os chillers por absorção que utilizam outras fontes de calor, tais como água quente, gases de exaustão e vapor são utilizados em plantas de cogeração e seu uso final também é a climatização (água gelada). Fig. 03 – Esquema do sistema de climatização GHP

A outra tecnologia de climatização a gás natural muito difundida são os GHP (Gas Heat Pump Systems), que têm um funcionamento muito semelhante aos sistemas de compressão elétricos, com

expansão direta e com fluxo variável dorefrigerante (VRF), com a diferença que ao invés de utilizar em um motor elétrico para mover o compressor, utilizam um motor a combustão a gás natural. Apesar do funcionamento desse sistema ser muito semelhante aos sistemas tradicionais elétricos, existem diversas características que os diferenciam: Uma das maiores limitações dos ciclos de compressão elétricos é a impossibilidade de operação do evaporador a baixas temperaturas, devido ao congelamento de água de condensação na parte externa do trocador de calor. O GHP não possui essa limitação porque utiliza um circuito de resfriamento do motor a gás para aquecer o trocador de calor do evaporador. Fig. 04 – Comparação da capacidade de aquecimento de sistemas VRF elétricos e GHP, com relação à temperatura da fonte fria.

Outra característica do GHP é que pode simultaneamente produzir calor e frio. Isso se torna útil, por exemplo, na existência de uma demanda de frio e calor para aquecimento de água quente para banho, como é o caso de hotéis, academias de ginástica, hospitais etc. Como a propulsão desse sistema é feita a partir de um motor a gás natural, a necessidade de energia elétrica, tanto em potência quanto em consumo, reduz significativamente, representando aproximadamente 10% da necessidade de um sistema elétrico, que é utilizado para mover os ventiladores e os sistemas periféricos. Um exemplo da vantagem de consumir o gás natural e somente 10% de energia elétrica para os periféricos, ao invés de todo o sistema de ar-condicionado vinculado a rede elétrica, é que este pode ficar ligado no gerador de emergência (de um hospital) sem alterar sua

capacidade. Atualmente, a maioria dos hospitais deixa de fora o ar-condicionado do gerador de emergência pela alta demanda elétrica. Outra característica dos equipamentos GHP é que podem vir com trocadores para água gelada e assim se transformarem em chillers e atenderem instalações onde água gelada e fancoils são requeridos por norma. Isto é, onde o sistema VRF não atende o GHP mais trocador para água gelada atenderá. Instalações elétricas significativamente menores tanto nos chillers de absorção como nos sistemas com GHP: Por haver uma demanda elétrica bem menor que os sistemas elétricos, há uma economia em infraestrutura elétrica em subestações, cabines primárias, cabos, disjuntores etc. que devem ser levados em consideração, pois acarretará uma grande economia em investimento dessas instalações. Outro diferencial dos sistemas GHP é a possibilidade de ajuste de carga do equipamento com a variação da rotação do compressor, que possibilita que o equipamento opere na sua condição mais eficiente. Isso proporciona uma vantagem frente ao sistema de ar-condicionado convencional, que possui sua máxima eficiência a plena carga e baixa eficiência em cargas parciais. Apesar dessas aplicações ainda serem pouco utilizadas no Sul do país, muitos desses equipamentos têm sido instalados no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, em shoppings, hotéis, prédios comerciais e hospitais. A Sulgás acredita que o mercado gaúcho possui um grande potencial para a utilização dessas tecnologias de climatização, que podem trazer tanto benefícios econômicos quanto operacionais e ambientais. A companhia também mantém uma equipe qualificada para avaliar as soluções de climatização a gás natural em conjunto com o cliente, auxiliando no modelo de negócio e aproximando fornecedores, projetistas, financiadores. Além disso, a tarifa para o gás natural utilizada nessas aplicações é reduzida. Para mais informações a respeito, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail: coneg@sulgas.rs.gov.br

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Artigo Convidado

Ar-condicionado: cuidados necessários

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ada vez mais acessíveis, os aparelhos de ar-condicionado ganham espaço no dia a dia das pessoas. A exposição prolongada a temperaturas altas durante a noite, especialmente em dias consecutivos, como a onda de calor que ocorreu na França em 2003 e em Chicago em 1995, determinaram centenas de mortes nos indivíduos que eram portadores de doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas. Se por um lado já é bem conhecido que ondas de calor e frio excessivo traziam malefícios para a saúde humana, nesses episódios ficou também comprovado cientificamente que as pessoas que tinham acesso a equipamentos de ar condicionado tiveram menos complicações cardiovasculares e respiratórias. Se essa é uma grande vantagem do uso do ar-condicionado, existem também pessoas que apresentam obstrução nasal e ressecamentos das mucosas nasais pela mudança de temperatura e aquelas que pioram seus quadros de alergia respiratória com o uso do ar-condicionado. Muito tem se falado de poluição intra-domiciliar que é aquela decorrente do acumulo de substâncias alérgicas, fumaça de cigarros, compostos orgânicos voláteis, pelos de animais domésticos e materiais particulados. Além disso, é inequívoco o aumento de poluentes no ambiente externo com produtos oriundos da exaustão de combustíveis de carros, emissão de fumaça de indústrias, etc. Tudo isso, vindo de dentro ou fora do ambiente domiciliar ou de trabalho, precisa ser filtrado o máxi-

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Não sendo limpos, os filtros podem causar infecções

Fotos: Divulgação

mo possível para que possamos respirar um ar de melhor qualidade e com temperatura agradável. Por isso é extremamente importante a manutenção dos equipamentos de ar-condicionado fazendo a limpeza adequada dos filtros. Não sendo limpos, eles podem acumular fungos, bactérias, material particulado, restos de fezes de pássaros dependendo do tipo de aparelho e do local instalado, que irão piorar as alergias e causar infecções respiratórias, especialmente nos idosos e em pessoas que tenham a imunidade comprometida. Por outro lado, quando a manutenção desses filtros é adequada, está comprovado o benefício no controle dos processos alérgicos e a redução da quantidade de fungos e bactérias. O papel da filtragem do ar para reduzir os sintomas dos indivíduos com doença respiratória alérgica tem sido estudado por mais de 40 anos. Em dez estudos científicos que incluíram pacientes asmáticos, os autores concluíram que ocorreu uma melhora estatisticamente significativa nos sintomas totais e nos distúrbios do sono quando utilizados filtros de ar, mas não foi observada melhora em alguns sintomas respiratórios, redução do uso de medicação ou valores de

pico de fluxo de ar expirado. De qualquer forma, é extremamente importante a limpeza dos filtros de modo frequente, pois se eles não puderem melhorar a qualidade do ambiente filtrando de maneira adequada, eles certamente deverão piorar o ambiente. Isso significa que se não forem limpos irão acumular poeiras, ácaros, fungos e bactérias e poderão se tornar fonte de infecção. Exemplo disso ocorreu em 1976, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Na reunião de um grupo de legionários de uma determinada religião num hotel daquela cidade, muitos desenvolveram pneumonia, alguns morreram. O sangue que ficou armazenado, muitos anos depois, permitiu o reconhecimento de uma bactéria que foi denominada Legionella pneumophila. Ela cresce em locais úmidos, especialmente em reservatórios de água, como nesse no tipo de aparelho utilizado nesse hotel. A partir daí, cresceu a preocupação com a manutenção desses aparelhos. Por isso, limpar sempre os filtros, desobstruir os pontos de drenagem de água, além de regular a temperatura para ser um ambiente agradável, sem frio excessivo no verão nem calor excessivo no inverno, são recomendações básicas que deverão ser seguidas para auxiliar nas estratégias do controle ambiental para que tenhamos boa saúde. Paulo José Zimermann Teixeira Médico Pneumologista. Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

A limpeza dos filtros permite a melhor qualidade do ar

e Professor do Programa de Pós Graduação em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale de Novo Hamburgo


Conselho – biênio 2013/2014:

diretoria

Luiz Afonso Dias é reeleito presidente da ASBRAV

O

s associados escolheram pela segunda vez Luiz Afonso Dias como presidente da ASBRAV. A chapa única foi eleita por aclamação e também é composta por Hani Lori Kleber (1º vice-presidente) João Henrique Schmidt dos Santos (2º vice-presidente), Mário Alexandre Moller Ferreira (3º vice-presidente), Claudete Weiss (secretária) e Rodrigo da Silva Miranda (tesoureiro). A posse da Diretoria e do Conselho Deliberativo foi realizada na noite de 10 de janeiro, na DI BASI Casa de Eventos (Av. Cairu nº 1487). “Todos que por aqui passaram contribuíram para chegar-

mos ao patamar atual. Tenho muito carinho pela ASBRAV e não poderia me ausentar de gerir as ações da entidade por mais esse período. Conto com toda Diretoria e Conselho e os ex-presidentes para fazermos um grande trabalho”, destacou o presidente. Para o biênio 2013/2014, Luiz Afonso Dias planeja dar continuidade e ampliar as ações de qualificação de mão de obra e de gestão de negócios da ASBRAV. Quer também buscar parcerias tanto junto às entidades governamentais, uma vez que o setor não possui desoneração fiscal, quanto com demais or-

Luis Afonso Dias na cerimônia de posse

Foto: Divulgação Asbrav

ganizações a fim de pesquisar informações relativas à representatividade da área como números de empregabilidade, produção e contribuição para a economia. O objetivo é mostrar a importância e o peso do segmento de refrigeração, ar-condicionado, ventilação e aquecimento. Além disso, continuará realizando os tradicionais seminários e o Congresso Internacional, que ocorre a cada dois anos, e que já está marcado para setembro de 2014.

Titulares: n Gilmar Luiz Pacheco Roth – Acústika Sul Engenharia Ltda n Márcio José Pereira Hoffchneider – Hitachi Ar Condicionado do Brasil n Marcos Kologeski – Kopi Instalações Ltda n Maricilvio Caetano Stedile – Multitécnica Engenharia Ltda n Ricardo Albert – Albert Engenharia de Instalações Ltda n Rodolfo Rogério Testoni – Testoni Ind e Com Ltda n Rodrigo Veloso da Costa Teixeira – Midea Carrier Ltda n Saulo Fraga dos Reis – Tecnoenge Ar Condicionado Ltda n Vanderson Aloise Scheibler – Serraff Indústria de Trocadores de Calor Suplentes: n André Helfensteller – Refrimak Peças e Serviços Ltda n Flávio Ribeiro Teixeira – Associado Pessoa Física n Maurício Fernandes Barbosa de Carvalho – Quadclima Quadrante Soluções Ltda

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Associados ASBRAV ACEL-AR CONDICIONADO ECOLÓGICO ACJ AR CONDICIONADO ACMASUL SISTEMAS DE VENTILAÇÃO ACÚSTIKA SUL ENGENHARIA ADEMIR SILVA AERODUTO AR CONDICIONADO AGRAZ REFRIGERAÇÃO AGST CONTROLES E AUTOMAÇÃO AIR CLEAN AIR CONSULT ASSES E INSTAL DE AR CONDIC AIR COOL MANUTENÇÃO E INSTALAÇÕES AIRSIDE IND E COM PROD P/ CLIMATIZAÇÃO AIRSTUDIO ENGENHARIA AIR SHOP AJL CLIMATIZAÇÃO ALBERT ENGENHARIA DE INSTALAÇÕES ALCIDES CAMINHA LEITE ALEX SANDRO DOS SANTOS FLECK ALEXANDRE TOCCHETTO AMBIENTALIS ANÁLISES DE AMBIENTES AMBIENTECH - SOLUÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO AMILLPASSOS REFRIGERAÇÃO INDUSTRIAL ANDERSON RODRIGUES ANNEMOS HIDRAÚLICA ANTONIO CARLOS DA ROSA DA COSTA ARMACELL BRASIL ARMAX AR CONDICIONADO COM E SERVIÇOS ARNOLDO CARLOS GONÇALVES BESKOW ARSA CONSULTORIA COM REPRES ARSELF AR CONDICIONADO ARTETEC ARQUITETURA E ENGENHARIA u BERLINERLUFT DO BRASIL BLUMETAL DIST E SERVIÇOS TÉCNICOS

BRASIL SUL AR CONDICIONADOS BRUNA PEZZI FACHINELLI BSTEC - MMR INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS u CAMARGO AR CONDICIONADO CARLA CRISTIANE DAL-RI CARLOS AIRTON OLIVEIRA NICOLAI CARLOS ANDRÉ SENNA TRINDADE CARLOS ERNESTO OSTERKAMP CAROLINE BRIESE MARTINS ROCHA CERT ENGENHARIA E TECNOLOGIA CLEMAR ENGENHARIA CLIMA DA ILHA SISTEMAS DE AR CONDICIONADO CLIMA SHOP QUALIDADE DO AR INTERIOR CLIMATIZA COM PROD SERVIÇOS COLDAR ENGENHARIA E COMÉRCIO COLDBRAS S/A CONCEITO TÉCNICO PROJ PLANEJ ASSESSORIA CONFORTARE AR CONDICIONADO CONSTARCO ENGENHARIA E COMÉRCIO CORREA MANUTENÇÃO CUBO VERDE ARQUITETURA CURTIS CONSULTORIA u DAIKIN MCQUAY AR CONDICIONADO BRASIL DAMIANI SOLUÇÕES DE ENGENHARIA DANIEL THOMAZ DOS SANTOS DELTA FRIO INDÚSTRIA DE REFRIGERAÇÃO DIFUSTHERM INDUSTRIAL DE METAIS u ECCOSYSTEMS SOLUÇÕES AMBIENTAIS ECO CLIMA CLIMATIZAÇÃO ECONFORTO SOLUÇÕES TÉRMICAS EDUARDO AZEREDO DA LUZ

EGON WERNER BECKER EJR ENGENHARIA ELETRO AR SUL EMERSON NATALÍCIO OLIVEIRA RODRIGUES ENCLIMAR ENGENHARIA DE CLIMATIZAÇÃO ENGE REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS ENGEMESTRA ENG MEC E SEG DO TRABALHO ENGENHAR CLIMATIZAÇÃO ENGETÉRMICA AR CONDICIONADO EPEX IND COM DE PLÁSTICOS ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONAL ESICC ELETRÔNICA INDUSTRIAL LTDA EUROCABLE BRASIL IMP & EXP u FÁTIMA ROSALI SILVEIRA ALFONSIN FELIPE PRAETZEL ANDRIGHETTI FLÁVIO RIBEIRO TEIXEIRA FRANCIELLE DALL AGNOL FRIENGINEERING INTERNATIONAL FRIGELAR COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO FRIZA COM MAT ELET HIDRAULICO FULL GAUGE ELETROCONTROLES u GILBERTO BAVARESCO GLOBUS SISTEMAS ELETRÔNICOS GM AR CONDICIONADO GOOD SERV DE CLIMATIZAÇÃO GRUPO VG - TELEINFORMÁTICA SUL u HEATEX BRASIL HEC ENGENHARIA HITACHI AR CONDICIONADO DO BRASIL u IGOR DIAS BARBOSA INSTATEC INDÚSTRIA METALÚRGICA ISOAR SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO

u JACQUELINE BIANCON COPETTI JAMES MATTOS PROJETOS E CONSULTORIA JOANA GIUGLIANI JOÃO CARLOS BIDEGAIN SCHMITT JOAPE INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS AMBIENTAIS JOHNSON CONTROLS JOSÉ HAROLDO CARVALHO SALENGUE JOSÉ PAULO MAZOCOLO JULIANA DAMASIO WASCHEVICZ JULIANA M. DA ROCHA DORNELLES u KAMPOS REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO KAREN ANDRIOLO BASSO KLEBER REPRESENTAÇÕES KLIFT SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO KLIMASUL - JB & MP COM REPRES KOMECO - KOMLOG IMPORTAÇÃO KOPI INSTALAÇÕES LTDA u L C PETRY COM IMP EXP LEANDRO SILVEIRA ALMEIDA LEANKEEP - SOFTWARE MANUTENÇÃO PREDIAL LETÍCIA LEYRAUD KNECHT LG ELETRONICS DA AMAZONIA LUCIANA DALFOLLO F. TERMIGNONI LUCIANA FONINI LUZITANA AR CONDICIONADO u M CESA COMÉRCIO E SERVIÇOS M GOMES REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS MAGNUS RECUPERADORA DE COMPRESSORES MAILSON DE SOUZA PINTO MARCELO AGUIAR QUADROS MARCELO FOSCHIEIRA CHRISTINI MARCELO MACIEL DE SANTA HELENA MARCELO MIRAPALHETA PETRY

NOVOS ASSOCIADOS ASBRAV u AIRSIDE IND E COM PROD P/CLIMATIZAÇÃO (RS) u CAROLINE BRIESE MARTINS ROCHA (RS) u ESICC ELETRÔNICA INDUSTRIAL LTDA (RS) u IGOR DIAS BARBOSA (RS) u KOPI INSTALAÇÕES LTDA (RS) u MARCELO FOSCHIEIRA CHRISTINI (RS) u MARCELO MIRAPALHETA PETRY (RS) u REFRIGERAÇÃO TUDO FRIO (RS) u RONI DE LIMA SANTOS (RS) u VITOR REFRIGERAÇÃO LTDA (RS)

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