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REVISTA

Edição Especial de Lançamento

ARTE& FATOS

EDITORA PENSADOR Ano 1 - Edição nº 01 Junho de 2016 Edição Digital

Poesias:

Cléo Alves Elisabeth Gl. da Conceição

Tabuí e Seus Causos: Eurico de Andrade

A REVISTA DE ARTE E CULTURA DE EMBU DAS ARTES

Falha:

Angélica Lara

O cartunista PAULO MIGUEL DOS ANJOS, criador do personagem BENJAMIN PEPPE

ADRIANO SIQUEIRA Conto: TRATADO IMORTAL

Especial: A ILHA DOS MORTOS, do escritor RODRIGO DE OLIVEIRA

EMBU DAS ARTES: Uma cidade repleta de Arte, História e Cultura Revista ARTE & FATOS |  1


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2   |  Revista ARTE & FATOS


DA REDAÇÃO

CHEGAMOS!!

O

meu desejo por criar uma revista foi algo sempre muito forte em mim. Um sonho que eu persegui por

muito tempo e, eu realmente desejava fazer isso. Mas, precisava ser algo que realmente fizesse a dife-

rença. Algo que valesse a pena, que fosse verdadeiramente necessário. E, esse algo se voltou para a arte e cultura. Quando da publicação do meu livro, A NOVA RAÇA: A EVOLUÇÃO, eu conheci lugares, aqui mesmo na minha cidade, em Embu das Artes, que jamais pensei em conhecer. Nestes lugares encontrei artistas, pessoas ligadas aos movimentos artísticos e culturais que, com certeza, fizeram uma grande diferença para mim, como escritor. São eles: Poetas, Músicos, Dançarinos, Atores, Escritores... Todos unidos com um mesmo objetivo: difundir a arte e a cultura aos que estão interessados nestes assuntos. Foi nessa época que eu vi esse sonho tomar uma forma e um rumo, pois percebi que estes artistas mereciam mais espaço para divulgar os seus trabalhos. Todos os dias eu criava uma projeção mental da Revista ARTE & FATOS. Eu imaginava a capa, conteúdo, textos, fotos, matérias e, então, esse projeto começou ganhar uma identidade, e agora, a primeira edição, na versão digital, da Revista ARTE & FATOS já é uma realidade, e futuramente, a Revista ARTE & FATOS terá a sua versão impressa. E, para isso, continuamos contando com a colaboração de todos. Hoje, na qualidade de editor da Revista ARTE & FATOS, quero dizer a todos os artistas que nós, da Revista ARTE & FATOS, depois de longa caminhada, CHEGAMOS!! E, cada página da nossa revista é uma porta aberta para todos aqueles que desejam divulgar seus trabalhos artísticos e culturais, bem como, quaisquer eventos que possam agregar muito mais arte, cultura e entretenimento para toda a sociedade! É, também, uma porta aberta aos que suspiram por esses conhecimentos. Agradeço o apoio de todos que tornaram possível a realização desse sonho. Abraços a todos... ... E boa leitura!

Gerônimo B. Pereira Editor

Revista ARTE & FATOS |  3


Indice FALHA Angélica Lara____________________06 ADRIANO SIQUEIRA Saiba mais sobre o auto do fanzine “Adorável Noite”__________________07 PAULO MIGUEL DOS ANJOS Criador do personagem Benjamin Peppe__________________08 TONTO DE AMOR Robert Mar______________________11 Especial EMBU DAS ARTES_______________14 Biografia ALUÍSIO DE AZEVEDO____________26 TABUÍ E SEUS CAUSOS Eurico de Andrade________________27 ADRIANO SIQUEIRA Tratado Imortal___________________28 Cantinho das Poesias____________34 Quadrinhos Benjamin Peppe__________________35 LIVRO Rodrigo de Oliveira, A Ilha dos Mortos_________________36 FRASES_______________________38

A Revista ARTE & FATOS é um projeto social voltado para a divulgação de artistas e movimentos culturais, logo também não há pagamento de direitos autorais, sendo uma forma de divulgação de trabalhos sobre a temática arte e cultura.

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. Roberto Shinyashiki

Revista ARTE & FATOS

Editora Pensador

EDITOR: Gerônimo B. Pereira DIAGRAMAÇÃO: Patrícia Soares REVISÃO: Jonas de Oliveira Carvalho COLABORADORES: Adriano Siqueira, Angélica Lara, Robert Mar, Paulo Miguel dos Anjos, Eurico de Andrade, Cléo Alves, Elisabeth Gl. da Conceição, Rodrigo de Oliveira, Mônica Alvarenga, Zinho - MC´Trindade, Viviane Néres, Renato Gonda, Patricia Cecilia Gonzales, Gerson Correra e Charles Brait. 4   |  Revista ARTE & FATOS

A Revista ARTE & FATOS não se responsabiliza pelo conteúdo e material fornecidos dos anúncios veiculados e por qualquer tipo de transação comercial que envolva os anunciantes. As imagens aqui contidas são meramente ilustrativas. PARA ANUNCIAR: Veja como é fácil e com um preço bem acessível para você divulgar sua empresa, comércio, eventos e muito mais na Revista ARTE & FATOS Acesse e Anuncie: http://revistaartefatos.wix.com/revistaartefatos Email: revistaartefatos@gmail.com


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FALHA

N

em tudo são flores neh? Já dizia o ditado, nem mesmo quando está chegando a estação delas. Mas, o mundo está aí para que se viva cada minuto. Entrei na minha sala particular com a lembrança de um happy hour lindo e mais que tava cheia de energia pra contagiar os outros que se fizessem presentes ali. Olhei e senti uma tensão no ar, e não sabia bem o porquê. Fiquei a observar as pessoas que riam e falavam de tudo um pouco. Qual a minha surpresa quando pego no ar uma conversa sobre sexo, libido, se sair bem.

Luan era um cara que se dizia eclético no sexo, astuto quando se tratava de conduzir uma mulher uma situação excitante, mas senti algo de errado, não nas conversas, até porque estamos no século das informações, detalhes, mas certas afirmações e convicções me cheiravam a mentira. As pessoas foram se levantando e saindo pra outros cantos da sala, e fiquei a sós com Luan, ai chegou a hora da verdade ou da mentira, chamem como quiser. Ele rapidamente me perguntou: –Tá sozinha, ANGEL? Eu logo respondi: –Sim. Ele começou: –Acho que não sei o que aconteceu comigo, quer dizer. Nunca aconteceu comigo, eu queria tanto ela, queria tê-la e na hora H. puf. Não aconteceu nada, tentei conversar. Tentei arrumar a situação e nada. Na hora fiquei perplexa, pois nenhum homem na sua sã consciência ia querer contar um fato desses, ainda mais para uma mulher. Na minha frente estava um homem bonito, um homem másculo que emanava libido, mas acho que isso não bastou. Foi assustador, quase dramático saber que todos nós podemos falhar; que não é apenas o convite; o ambiente é um conjunto de coisas que

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Angélica Lara

fazem dar certo. E o que faltou foi esse conjunto, essa harmonia. Os homens, na sua maioria, arrotam poder, sensualidade, mas ainda existem outros mais humildes que contam a verdade, contam quando não deu certo, quando se esbarra no imprevisto, e tudo isso me leva a crer que não temos ainda um vírus hospedeiro, que possa contaminar a raça, os homens na sua totalidade, que existem os que admitem que nem tudo dá certo. Olhei o pôr-do-sol e achei que valeu a pena a conversa, e dei uma trégua na GUERRA DOS SEXOS. Aí, chegou até mim algo inusitado mais verdadeiro. Na guerra dos sexos é preciso muito mais que armas e soldados. É preciso estratégia pra se ganhar território, e que na maioria das vezes essas estratégias terminam em farfalhar de lençóis, cantos de pássaros e corpos entrelaçados. O mundo não é dos vitoriosos ou dos perdedores, o mundo é de quem sabe viver a vida sem ter que provar nada pra ninguém.  *Angélica Lara é professora, organizadora do Projeto Café Poético e escritora no Blog Oculto na Madrugada http://ocultonamadrugada.blogspot. com.br/


ADRIANO SIQUEIRA

CONTOS DE VAMPIROS

P

aulista, diagramador, colecionador, criador do fanzine Adorável Noite. Em 48 anos de vida, Adriano Siqueira colecionou livros, HQs, Filmes, Cds e tudo mais que existe sobre vampiros. Em 1996, começou a escrever contos de terror e vampiros e por este motivo conheceu muitas pessoas que apreciavam este universo. Enviava os contos por e-mail, mas com o sucesso criou um site só para colocá-los. Os comentários sobre eles foram tão positivos que, no ano 2000, o autor criou um site exclusivo sobre vampiros, para poder divulgar não só seus contos, mas também, as obras dos escritores nacionais, que

cediam seus livros para serem entregues como prêmio nos Concursos de Contos, e eventos. O site “Adorável Noite” www.contonoturno.hpg.com. br(que atualmente é o www.adoravelnoite.com) deixou a sua marca no pescoço desta nova fase da cultura nacional, através da divulgação de peças teatrais e curtas metragens. Paralelamente a criação do site, Siqueira idealizou o grupo de novos escritores “Tinta Rubra”, primeiro grupo de escritores de vampiros da internet. Em 2001, lançou seu primeiro zine de contos de vampiros e terror do Brasil. Denominado “Adorável Noite”, o zine passou a divulgar a arte dos novos escritores que era distribuída nas vampergrounds paulistas e eventos de ficção científica. Foi autor convidado nas antologias literárias: Amor Vampiro - 2008, Draculea - o livro secreto dos vampiros - 2009, Metamorfose - A fúria dos lobisomens 2009, Tratado Secreto de Magia - 2010, Draculea volume 2 – 2010, Extraneus Volume 2 - 2011, Espectra - 2011, E-Book - Psyvamp - 2011, Sociedade das Sombras - 2012, Livro 2013 ano um - 2012, S.O.S. A maldição do Titanic - 2012 e Caçadores de Vampiros - 2012 Os livros solos do autor são: Adorável Noite -2011 primeiro livro solo Adriano Siqueira (abril/2011 Editora Estronho ) A Maldição do Cavaleiro - 2012 Editora Estronho. Veja Mais: http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/ http://www.adoravelnoite.blogspot.com http://www.adoravelnoite.com

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HQ

A ARTE DE PAULO MIGUEL DOS ANJOS “Tudo começou no dia 02/05/1973, com a criação do BENJAMIN PEPPE, (somente com garotos hippies - as estórias eram do tipo pastelão e um ano depois foram criadas as personagens meninas, e a necessidade de ampliar os roteiros das estórias me levou a adotar os temas de esportes e ecologia) que nos dias de hoje adotam o tema ecológico (cuidados com o meio ambiente, preservação da natureza, reciclagem de materiais, etc.) relacionado com os esportes saudáPersonagem infanto-ju- veis (SURF, BODYBOARD, SKATE, venil BENJAMIN PEPPE FUTEBOL, FUTSAL, FUTEBOL DE é uma criação de PAULO AREIA, NATAÇÃO, BICICROSS, VÔMIGUEL DOS ANJOS, que assina LEI DE PRAIA, BASQUETE E HANapenas ANJOS em seus traba- DBOL). Tem a personagem TIA lhos, brasileiro, natural de São LILY, que apesar de conservadora Paulo, capital. participa com bom humor das ARTISTA PLÁSTICO: Pintura a aventuras da turma, e ainda os Óleo e Aquarela; Gráfico; Estam- personagens de mais dois casais pador; Desenhista; Roteirista; Co- de namorados que adoram as lorista; Quadrinhista e Fanzineiro. nuances do mau e da trapaça nos Seus desenhos tiveram influ- esportes, mas nunca conseguem ências do pintor PABLO PICASSO. chegar às finais das competições Seu personagem, BENJAMIN como vencedores: BADBAD, MOPEPPE, nasceu nos bancos esco- NIQUE, MAUMAU e MALVINA”. lares em 1973. - “O jornal da escola não tinha Histórias em QuaOs personagens das Histórias drinhos, então a partir de uma em quadrinhos costumam ser foto minha criei um tipo moder- um retrato da época que foram ninho parecido comigo. Depois o criados, mas para sobreviver eles batizei de BENJAMIN PEPPE”. precisam se adaptar e acompaA turma do BENJAMIN PEPPE nhar os tempos modernos como foi criada na década de 70 (ins- acontece com a TURMA DO BENpirou-se nos colegas de sua an- JAMIN PEPPE. “Hoje contamos tiga turma de escola para criar com a participação e colaboraos personagens). Através deles ção de vários artistas que desesurgiram: LUIZ, ROMEU, PHELI- nham o personagem BENJAMIN PE, HERMAN, MIGUEL, HALL, TIA PEPPE com o empréstimo do seu LILY, VANILLA, LYSA, OLÍVIA, SAN- talento artístico e traço num caDY, BELL, LUCI e DIANA. minho futurista acompanhando

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os avanços tecnológicos (carros, motos, jet ski, celular, computador, internet, etc”. A personalidade do BENJAMIN PEPPE E SUA TURMA se adapta ao dia-a-dia cheio de transformações dos problemas sociais, que acabam virando piadas com uma boa dose de humor e até com um pouco de poesia; seja em casa, no bate-papo do barzinho da moda, ou na praia praticando esportes saudáveis, ao lado de sua turminha jovem e moderninha, ingênua, cheia de fantasia, com gatinhas e gatões falando a linguagem deles, em uma praia ecológica conhecida ou imaginária, onde nascem e crescem até flores de tão despoluída. “Para um futuro próximo, planejamos contar com várias parcerias para estúdios de desenhos, editoras, histórias em quadrinhos, merchandising (camisetas, folhinhas e calendários com HQs, capas de cadernos, brinquedos, bonecos, adesivos, bonés, etc.), tiras para jornais, pôsteres coloridos para exposição, etc.; e também com as revistas de atividades dos personagens para colorir, ler e brincar, um desenho animado para ser veiculado na TV, um DVD, um CD ROOM, mais o CD com a música do BENJAMIN PEPPE E SUA TURMA, uma peça de TEATRO e um FILME que vai dar mais impulso aos personagens”.


O boa-praça Benjamin Peppe, cujas histórias tematizam os cuidados com o meio ambiente e a prática de esportes saudáveis, já foi publicado em diversos jornais fanzines do Brasil e do exterior. Ganhou duas revistas pela editora Júpiter 2. Porém, seu autor tem pretensões de levar seu personagem ainda mais longe. Paulo Miguel dos Anjos lançou, por volta de 2008, o Proje-

to Benjamin Peppe. O objetivo do autor é licenciar o personagem para merchandising, tiras para jornais, pôsteres, revistas. Esse projeto também inclui a produção de uma série para televisão (desenho animado ou série com autores), filmes, CD de música e teatro - que só serão possíveis se houver interesse por parte de algum patrocinador. “Bem, a ideia central é tornar o personagem conhe-

cido em todo o país - Benjamin Peppe é o tipo de personagem que pode dar certo nas mídias “maiores”, pois ele incentiva a prática de esportes e os cuidados com o meio ambiente, o que cai como uma luva em projetos educacionais”. Paulo Miguel dos Anjos também prevê, para breve, que o site da internet do personagem entre no ar.

Por enquanto, o Projeto Benjamin Peppe está limitado aos fanzines. Mas os fanzines do Projeto Benjamin Peppe são especiais: neles foram publicados desenhos, ilustrações e histórias do personagem pro-

duzidas por outros desenhistas brasileiros. “O legal dessas publicações é ver o personagem e seus amigos em traços diferentes, realizados por talentos do quadrinho nacional, célebres ou simplesmente alternativos”.

Por isso, Paulo Miguel dos Anjos, ou simplesmente Anjos (como ele assina), está pedindo para vários desenhistas e/ou roteiristas nacionais que mandem desenhos, tiras ou historinhas já desenhadas ou sim-

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plesmente roteiros (que Anjos se encarregará de desenhar), a título de cortesia, para que o interesse pelo personagem aumente e dê chances para que o projeto, em sua totalidade, se concretize. Não seria nada mau ver Benjamin Peppe e seus amigos em uma série de TV... Deve despertar muito mais interesse que Malhação! Bom, antes de falar das quatro revistinhas-fanzines lançadas até agora do Projeto, esclarecerei um pouco para vocês o que é Benjamin Peppe, publicando aqui o texto que Anjos sempre publica quando fala de sua cria, que esclarece mais detalhes sobre o personagem e sua turma: “Benjamin Peppe e sua Turma adotam o tema Ecológico (cuidados com o Meio Ambiente, Preservação da Natureza, Reciclagem de Materiais, etc.) relacionado com os esportes saudáveis (Surf, Bodyboard, Skate, Futebol, Natação, Bicicross, Vôlei de Praia, Basquete e Handbol). Tem a Tia Lily que, apesar de conservadora, participa com bom humor das aventuras da Turma, e tem mais dois casais de namorados que adoram as nuances do mal

e da trapaça nos esportes, mas nunca conseguem chegar às finais das competições como vencedores. São 19 personagens ao todo. A personalidade de Benjamin Peppe e sua Turma se adapta ao dia-a-dia de transformações dos problemas sociais, que acabam virando piadas com uma boa dose de humor e até com um pouco de poesia, seja em casa, no bate -papo do barzinho da moda, ou na praia praticando esportes saudáveis, ao lado de uma turminha jovem e moderninha, ingênua, cheia de fantasias, com gatinhas e gatões falando a linguagem deles, em uma praia ecológica conhecida ou imaginária, onde nascem e crescem até flores, de tão despoluída” Os 19 personagens, quase todos casais de namorados, foram sendo construídos aos poucos. Benjamin Peppe foi criado em 1973. Primeiro vieram os rapazes, que seguiam o estilo hippie, em histórias do tipo pastelão; mais tarde, conforme o traço foi se modernizando, as garotas foram acrescentadas. Os personagens são os seguintes: Benjamin Peppe, o líder da turma; Luiz, o barbudo instru-

VEJA MAIS: http://benjaminpeppe.webnode.pt/nossa-historia2/ http://benjaminpeppe.webnode.pt/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Peppe

tor de esportes; o romântico Romeu; o filósofo Phelipe; o conformista Herman; o avoado Miguel; o índio moderninho Hall; a conservadora, mas jovial Tia Lily; a esotérica Vanilla (namorada de Phelipe); a aspirante a estrela Lysa (namorada de Luiz); a romântica Olívia (namorada de Romeu); a sonhadora Sandy (namorada de Herman); Bell (namorada de Miguel), mais organizada que o namorado; a índiazinha Luci (namorada de Hall); Diana, a namorada de Benjamin Peppe; os pitboys Badbad e Maumau e suas respectivas namoradas, Monique e Malvina (os tais casais que adoram as nuances do mal e da trapaça). Talvez o principal problema das histórias de Benjamin Peppe seja o excesso de personagens, que não são aproveitados em sua totalidade. Além isso, há o fato de Hall e Luci se parecerem pouco com índios - de fato, eles parecem mais índios norte-americanos que índios brasileiros, com aqueles penachos na cabeça. Por isso, aí vai uma sugestão a Anjos: reformular a aparência do Hall e da Luci. 

https://www.facebook.com/benjaminpeppe https://plus.google.com/+paulomiguelanjos/posts anjospaulo@zipmail.com.br benjaminpeppe@gmail.com

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TONTO DE AMOR

Robert Mar

A

cor de teus olhos são molhos de ternura, o corpo que te vestes são textos a minha alma que te murmura, teu sorriso, eu preciso, minha água pura. Trajas a beleza das flores, teus seios são fontes de desejo, teus cabelos longos, adorno basilar, tua boca fantasias por concretizar. Ao toque dos teus dedos, minha mente viagem qual ave de fogo, acende-se o lume, atiça-se a lareira, brota lume, nossos corpos transformamse em fogueira. Sinto-te entranhar na minha carne, penetras minha

mente qual bisturi, baixinho e sem fazermos alarde, mergulho dentro de ti. Nossos corpos amam-se pela noite dentro, sofrem os embates dum louco amor, entre nós não existem sofrimentos, tudo é feito ao pormenor. Mais ainda posso te dizer, flor minha, mulher única, razão de minha poesia, és meu verso mais bonito, minha quadra perfeita, és a prosa mais bem escrita, és sublimemente maravilhosa. Hora minha flor de aroma desconhecido, mas que só eu distingo a distância, és meu bálsamo preferido, minha exclusiva fragrância. Se tudo isto que te digo, é meu enorme amor a falar, então querida vem comigo, vamos nosso amor festejar. Sou um tonto de paixão, mas sinto-me bem desta maneira, és dona do meu coração, agradeço-te por de mim gostares, por me amares, minha rainha, minha

formosa flor, que guardas todo o meu amor, caixinha de cristal, mulher linda e verdadeiramente divinal. Todas as belezas do mundo, são meramente irrisórias perto da tua magnificência, és a essência que me alimenta, a presença que me falta, o ar que ainda me falta respirar, amar, amor, amar-te, não só é pura arte, como a melhor parte, o termo conclusivo, mais expressivo, do que sinto por ti. Sou realmente tonto de amor. Roberto Marcos tem 45 anos, é funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, natural dos Açores, nomeadamente da Ilha do Faial. Já publicou dois livros de romances. Adora futebol, e o Benfica. O mar é uma das suas paixões, pois viveu junto dele até aos 29 anos. Assina Robert Mar em seus trabalhos.

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ESPECIAL

EMBU DAS ARTES:

TERRA DE HISTÓRIAS, MAGIAS E LENDAS

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mbu das Artes é um município da Microrregião de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Sua população estimada em 2009 era de 248 722 habitantes. A sua área é de 70,1 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 3 508,3 hab/km². É considerada, oficialmente, uma estância turística. Sua história curiosa lhe trouxe uma especialização contemporânea imprevista: ser uma cidade especialmente vocacionada para acolher artistas. Isto aporta dividendos turísticos à cidade. “Embu” é um termo oriundo da língua tupi, significando “rio das cobras”, a partir da junção dos termos mboîa (cobra) e ‘y (rio). Embu das Artes é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias tu-

rísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. Até o século XVI, a região era habitada pelos índios tupiniquins. Em 1554, um grupo de jesuítas fundou o aldeamento de Bohi, depois M’Boy Mirin, a meio caminho do mar e do sertão paulista. Como todas as missões jesuíticas no interior do Brasil de então, esta tinha objetivos missionários e pretendia catequizar os índios locais, aproveitando-os também

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como força de trabalho para as fazendas que se foram criando na região. Em 1607, as terras da aldeia passam para as mãos de Fernão Dias (tio do bandeirante Fernão Dias, o Caçador de Esmeraldas), mas, poucos anos mais tarde, em 1624, foram doadas à Companhia de Jesus. Em 1690, o Padre Belchior de Pontes iniciou a construção da Igreja do Rosário, transferindo, ao mesmo tempo, o núcleo da aldeia original. Já no século XVIII, entre 1730 e 1734, os jesuítas construíram a sua residência anexa à igreja, formando um conjunto arquitetônico contínuo de linhas retas e sóbrias. Mas, em 1760, por ordem da Coroa Portuguesa, os jesuítas foram expulsos do Brasil. A vocação artística da cidade começou a projetarse em 1937, quando Cássio M’Boy, santeiro de Embu, ganhou o Primeiro Grande Prêmio na Exposição Internacional de Artes Técnicas em Paris. Já antes, no entanto, Cássio foi professor de vários artistas e recebia em sua casa expoentes do Movimento Modernista de 1922 e das artes em São Paulo, incluindo Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Alfredo Volpi e Yoshiya Takaoka.


A Cássio M’Boy seguiu-se Sakai de Embu, que começou por ser discípulo de Cássio e veio a ser reconhecido internacionalmente como um dos grandes ceramistas-escultores brasileiros. Sakai forma um grupo de artistas plásticos, ao qual pertence Solano Trindade. Este chegou a Embu em 1962 e trouxe consigo a cultura negra, congregando um grupo de artistas em seu redor e introduzindo a tradição dos orixás. A tradição artística da cidade institucionaliza-se e ganha projeção dentro e fora do Brasil em 1964, com o Primeiro Salão das Artes. Paralelamente, a partir dos finais dos anos 1960, a cidade passou a polo de atração para hippies, que expunham os seus trabalhos de artesanato nos finais de semana, dando origem à Feira de Artes e Artesanato, que se realiza todos os fins de semana desde 1969 e que é um dos principais motores da projeção turística da cidade. Embu foi elevada à categoria de município em 1959, quando se emancipou de Itapecerica da Serra. Em 23 de Outubro de 2009, o prefeito de Embu das Artes, Chico Brito, deu início ao processo para que Embu fosse, oficialmente, chamada de Embu das Artes. Em 25 de novembro, o prefeito e o vice deram início ao ato pró

-plebiscito para a coleta de assinaturas. Para que o município recebesse o sobrenome “das Artes”, foi necessária a realização de um plebiscito em que ao menos um por cento dos eleitores deveriam participar. O plebiscito foi anexado a um projeto de lei que foi enviada pelos poderes executivo e legislativo embuense para sanção do prefeito. Em seguida, o documento foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral, que convocou uma eleição para mudança do nome. Segundo o prefeito, a oficialização do município para Estância Turística de Embu das Artes foi para que a cidade tivesse sua identidade e que não fosse mais confundida com Embu-Guaçu. As três primeiras assinaturas do abaixo-assinado foram de Chico Brito (prefeito de Embu das Artes), Annis Neme Bassith (um dos articuladores da emancipação do município) e Silvino Bonfim (presidente da câmara municipal), que declarou: Isso é um desejo da população e dos vereadores. Dificilmente você vai encontrar alguém contra, afirmou o prefeito Chico Brito. O abaixo-assinado passou por toda a cidade através da campanha Embu das Artes - Todo Mundo Quer, lançada pela prefeitura. O plebiscito ocorreu em 1º

de maio de 2011 e 66,48 por cento da população optou pela nova denominação. Em 6 de setembro de 2011, o governador Geraldo Alckmin sancionou a Lei Estadual 14.537/11, que, oficialmente, passou a denominar o município como Embu das Artes. Situado no oeste da Grande São Paulo, o município tem os seguintes limites: a sudoeste, oeste e norte, com Cotia; a noroeste, Taboão da Serra; a sul, com o Itapecerica da Serra e o bairro paulistano de Capão Redondo. O clima é tipo C, segundo a Classificação de Köppen, subtropical ou mesotérmico de latitudes médias e com grande quantidade de chuvas no verão, o índice pluviométrico anual fica em torno de 1300 mm. A região possui altitude média, juntamente com ilhas de vegetação de Mata Atlântica, que amenizam a temperatura. Essa possui média em torno dos dezoito graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de catorze graus centígrados) e o mais quente fevereiro (média de 22 graus centígrados).

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. https://pt.wikipedia.org/wiki/Embu_das_Artes

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ATRAÇÕES TURÍSTICAS DE

EMBU DAS ARTES <<<

Capela de São Lázaro

A origem da Capela de São Lázaro está ligada á uma imagem do santo esculpida em madeira pelo artista Cássio M’Boy, nos anos 1920. O São Lázaro de Cássio M’Boy, começou a atrair um grande número de devotos e, em 1934, decidiu-se construir uma capela para abrigar a imagem e seus adoradores. Em 1969 a capela foi restaurada aproximando -a das linhas da arquitetura jesuítica da Igreja do Conjunto Nossa Senhora do Rosário. Endereço: entre a Rua da Matriz e a Rua Nossa Senhora do Rosário Funcionamento: de quinta-feira a domingo, das 9h às 12 / 13h às 17h

Feira de Artesanato de Embu das Artes

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A tradicional feira de Embu das Artes existe desde 1969. Ocupando toda a área central da cidade, a feira convida o visitante a passear entre o casario típico do período colonial brasileiro. As ruas do Centro Histórico da cidade turística são ocupadas por artistas que expõem e vendem os diferentes produtos. É possível encontrar diversas barracas com artesanatos, pinturas, trabalhos feitos manualmente como, por exemplo, tricô, crochê,costura, porcelanas, instrumentos musicais, esculturas, bijuterias e muitas outras coisas.

Endereço: Ruas do Centro Histórico Funcionamento: aos sábados, domingos e feriados, das 9h 18h 16   |  Revista ARTE & FATOS


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Museu de Arte Sacra

Sua arquitetura apresenta características do estilo barroco paulista e um acervo rico em imagens de anjos, santos e personagens bíblicos, quase todos entalhados em madeira, modelados em terracota ou em armações em roca, produzidas entre os séculos XVII e XIX. A principal obra do museu é o “Senhor Morto”, esculpido em uma tora de madeira, bem como as imagens de Nossa Senhora das Dores e da Santa Ceia, em roca, de autoria do Padre Macaré. As demais obras foram esculpidas pelos jesuítas e índios. O museu está localizado no Largo dos Jesuítas, 67 – Centro Histórico, de terça a domingo das 9h ás 17h. O conjunto ainda conta com a Igreja Nossa Senhora do Rosário, sendo a sede do museu. Endereço: Largo dos Jesuítas, 67 - Centro Histórico Telefone: (11) 4704-2654 Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 12 / 13h às 17h

Memorial Sakai

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O Memorial Sakai do Embu, inaugurado em 2003, tem em seu acervo peças do artista Tadakiyo Sakai, um dos maiores terracotistas do País. O conjunto arquitetônico inclui a Capela de Santa Cruz, inaugurada em 2008, o Cruzeiro da Paz e um pátio onde são realizados eventos. Além de uma ampla galeria de peças de Sakai e de outros artistas, o museu contém escola de terracota, com cursos regulares e oficinas gratuitos. O museu é composto por 20 obras de Sakai, 13 da Via Crúcis, um baixo relevo da Festa de Santa Cruz, dois vasos, três touros, três índias e um São Francisco. As obras de Sakai são sincréticas. Ele acrescentou à cultura oriental elementos da cultura brasileira, indígena, católica e cabocla, acentuando uma identidade de traços entre a arte japonesa e a indígena do Brasil. Via-crúcis é um dos melhores exemplos da sua arte tão singular. É composta por baixos-relevos de cerâmica que representam a Paixão de Cristo, cenas do cotidiano da época, de lendas nacionais e do folclore local.

Endereço: Rua Rebolo Gonzáles, 185, Vila Cercado Grande, Embu das Artes Telefone: (11) 4241-5993 Funcionamento: todos os dias, das 9 às 17h.

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Centro Cultural Mestre Assis > >

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O Centro Cultural Mestre Assis do Embu oferece ao público, gratuitamente, acesso à arte, cultura e ao conhecimento. Ocupa, hoje, o histórico prédio da prefeitura. Nele, o público tem à disposição três salas para exposições e o auditório Cássio M’Boy, com capacidade para 150 pessoas destinado a palestras, recitais, espetáculos musicais e teatrais. Instalada em frente ao Centro, fica a tenda Embu das Artes ao Vivo, onde artistas do município montaram uma extensão de seus ateliês, possibilitando ao público acompanhar em tempo real todo o processo criativo de pintores, escultores, ceramistas e forjadores da cidade. Endereço: Largo 21 de Abril, 29 -Centro Telefone: (11) 4781-4462 Funcionamento: todos os dias, das 9h até o último evento

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Museu do Índio

O Centro de Informaçăo da Cultura Indígena (CICI), planejado pelo artista plástico e escritor, Walde-Mar de Andrade e Silva, é um local onde se pode sentir de perto a cultura indígena brasileira. Localizado no centro histórico da cidade, o CICI é um espaço onde podem ser pesquisados e discutidos temas como Naçőes Indígenas; grupos étnicos; costumes; hábitos alimentares; arte (plástica, musical, dança, oratória e ornamental); idiomas; crenças e rituais, aspectos da vida comunitária e relaçăo com a natureza e meio ambiente.

Endereço: Rua Águas Marinhas, 209 - Jd. Mascarenhas (Próximo à Portaria do Hotel Almenat) Telefone: (11) 4704-3278 Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 12h30 / 14h às 17h30 Visita somente através de agendamento prévio 18   |  Revista ARTE & FATOS


Parque do Lago > Francisco Rizzo

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O Parque do Lago Francisco Rizzo é uma das melhores opções de lazer, gratuitas, da região. A antiga área de extração de areia foi recuperada pela prefeitura e inaugurada em 1999, dando lugar a uma aconchegante área de lazer ao ar livre. O espaço totalmente iluminado com luz branca - tecnologia que garante 100% de visibilidade-, permite a visitação e a prática de exercícios à noite, garantindo ainda mais conforto e segurança aos visitantes. Endereço: Rua Alberto Giosa,390 (Km282 da Rodovia Régis Bittencourt Telefone: (11) 4781-4953 Funcionamento: todos os dias, das 8h às 17h

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Centro Histórico

O Centro Histórico de Embu das Artes é, por si só, uma atração imperdível. Abriga preservadas casas de taipa e construções que revelam como era a arquitetura nos tempos do Brasil Colônia. Ali também estão o Centro Cultural Embu das Artes, o Museu do Índio, a Capela São Lázaro, o centro de informações ao turista e diversas pousadas e restaurantes de gastronomia nacional e internacional, além de uma praça de alimentação com 25 quiosques. Entre outras atraçoes você também pode conferir: Cia dos Bichos EndereçoEstrada da Capuava, 2990 - Granja Viana - Cotia- SP Telefone: (11) 4703-3548

CIDADE DAS ABELHAS Endereço: Estrada da Ressaca, Km7 - Embu das Artes/Cotia Telefone: (11) 4703-6460 / (11) 4614-0609 CASA DO ARTESÃO Endereço: Rua Siqueira Campos, 100, Embu das Artes Telefone: (11) 4781-9387

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ARTISTAS DE

EMBU DAS ARTES PATRICIA CECÍLIA GONZALES

Filha de Elza Gonzalez, ícone dos hippies da década de 70, Patrícia Cecilia Gonzalez, após vários anos de pesquisa e dança do folclore nacional, têm seus trabalhos feitos, desde criança, ornamentando diversos lugares em todo o mundo. Seus trabalhos com modelagem e esmaltação em cerâmica de alta temperatura, biscuit, gravuras em nankin, pirogravuras, silk scream, artefatos em couro, batik, papel machê, mosaicos, e trabalhos com material reciclável, tiveram como fonte principal de inspiração, seus pais; O artista plástico Hugo Fernando e a artesã Elza Gonzalez. Com relação ao folclore brasileiro, além de participar de grupos folclóricos, tambem ministra aulas de Dança Folclórica como Maracatu, Coco, Ciranda, Jongo, Samba de Lenço, rança de Fitas, Samba, Cafezal e Lundu. Patrícia procura regar a horta de criatividade dos alunos, fazendo assim aflorar beleza e personalidade nos trabalhos que vão dos mais singélos aos mais exóticos, visando elevar, ampliar e diversificar a imaginação dos alunos de todas as idades, sem qualquer distinção, para que futuramente eles possam usar as técnicas aprendidas; • Desenvolvendo seus próprios trabalhos • Aumentando suas rendas • Ensinando novos alunos • Fazendo Arte Terapia Este trabalho pode ser desenvolvido através de Secretarias Educacionais e de Cultura, Centros Culturais, Colégios e Escolas, Clubes, Associações, como tambem Grupos Particulares e Ongs. Os alunos aprendem quase que sem perceber mas com conscientes a estudar, calcular, combinar cores, trabalhar em grupo, a disciplina de organizar etapas de elaboração e a apresentar o produto pronto, seja ele; Objeto, Som ou Imagem

CHARLES BRAIT

Charles é fotografo e poeta, desenvolve um trabalho de divulgação do Foto Clube Chaparral(o qual ele o criou) e de literatura brasileira, é artista cultural atuante.

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MÔNICA ALVARENGA

Nasceu no Rio de Janeiro e na adolescencia veio para São Paulo. Desde cedo iniciou sua atividade no campo das artes, como arte finalista e ilustradora. Autodidata, hoje se dedica a pintura Naif e ao estudo da cultura popular brasileira (fazendo parte de um grupo de estudo chamado “Mulungu”) onde encontrou inspiração para suas pinturas, mostrando toda beleza cultural do seu país. Mas não se limita somente à cultura popular, também gosta de mostrar a fauna e flora.

AYRTON FÉLIX OLINTO DE SOUZA ( ZINHO - MC’ TRINDADE )

O potencial da família Trindade não poderia ter se extinto nas gerações futuras. Registrado como Ayrton Félix Olinto de Souza, usa o pseudônimo de Zinho, no movimento Hip Hop conhecido como Mc Trindade. Para aqueles que desconhecem a história dessa musicalidade, Trindade herdou a tradição familiar na pesquisa e divulgação da cultura popular afro-brasileira. Bisneto de Solano Trindade, poeta popular, neto de Raquel Trindade que se mantém a frente do Teatro que leva o nome de seu pai em Embu das Artes – SP e filho de Vitor Trindade, percussionista, Zinho Trindade vivencia cotidianamente as raízes culturais brasileiras. Com essas grandes influências populares seu estilo como MC “Free Style” se diferencia na improvisação.

VIVIANE NÉRES

Viviane Neres é atriz, poetiza e atualmente descobrindo a linguagem da dança, participou de vários cursos de teatro dentre eles no Amâncio Mazzaropi, Tusp Teatro da USP entre outros, atualmente tem formação acadêmica na área das artes cênicas, participou de varias peças de teatro, entre elas Morte e vida Severina de João Cabral de Mello Neto, Uau! Monólogo de José Antonio de Souza, Adeus Fadas e Bruxa de Ronaldo Ciambroni, O Fantástico Mundo da Boca que é um trabalho autoral, Medéia Cadaver Midiático também um trabalho autoral, Corpo Simples-Mente outro trabalho autoral, entre outros que ela realizou durantes esses 20 anos de carreira. Atualmente alem de peças de teatro onde se apresenta em vários lugares, ela também ministra aulas de teatro em espaços culturais e escolas de Embu das Artes. Viviane Neres alem de atriz também é apaixonada pela poesia e lança seu primeiro livro Corpo Poético, onde realiza lançamentos em vários saraus e espaços culturais.

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RENATO GONDA

Nasceu em São Paulo em 1959. É poeta, artista plástico e designer. Graduado em Artes Plásticas e Letras, doutor em Semiótica pela USP e professor de Artes na Universidade Anhanguera. Como escritor, ganhou prêmios como Revelação de Autor, em 1987, e Melhor Livro de Poesia do Ano (com a obra Ad Nada, pela Escrituras Editora), em 1994, ambos pela APCA. Tem diversos livros editados, como Primeira Ronda à Margem da Serpente (Ed. Massao Ohno, 1987), Canto ao Canto (Ed. Massao Ohno, 1987), Trílogo (Ed. Independente, 1988), Fugitivo dos Homens (Ed. Massao Ohno, 1990). Foi secretário de Turismo de Embu das Artes e é presidente do Conselho Municipal de Cultura.

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Fonte: http://www.artistasdeembu.com.br/artistas

GERSON CORRERA

Com o artista plástico Gerson Correra, parceria de mais de 20 anos, Renato Gonda tem assinado coletivamente seus trabalhos. Essas obras em conjunto, que podem ser encontradas em diversos acervos particulares e oficiais, vão do micro ao macro - desde pequenas peças em série (para brindes e presentes empresariais) até esculturas monumentais de vários metros (para residências e áreas públicas). A arte está no tridimensional e nas pinturas; o design passeia por mesas, tapetes, objetos... A pedra e a luz se equilibram como opostos: denso e etéreo, pesado e fluido, material e transcendente. Correra & Gonda têm dezenas de exposições individuais pelo país, além de obras em várias partes do mundo. Críticos como Enock Sacramento, Lula Freire, Jacob Klintowitz, Radha Abramo, Alfredo Bosi, Jorge Anthonio, Carlos Bratke – entre outros, já escreveram sobre sua obra. Gerson Correra e Renato Gonda são professores universitários.


EVENTOS DE

EMBU DAS ARTES FESTIVAL DA CULTURA JAPONESA

O Festival de Cultura Japonesa de Embu das Artes é um dos mais importantes eventos do calendário oficial da cidade e de aproximação entre culturas, promovido pela Prefeitura da Cidade, por meio da Secretaria de Cultura, também resulta da interação entre os dois povos. A programação é gratuita e para toda a família.

FESTA DE SANTA CRUZ

A Festa de Santa Cruz é a mais antiga de Embu. O evento reúne uma série de apresentações que mesclam fé, religiosidade e cultura viva por meio da música, dança, teatro e culinária relacionadas aos festejos iniciados pelos padres jesuítas a partir do século XVII que viveram na cidade e percorreram vários outros municípios, formando o denominado cinturão jesuítico paulista. A festa expõe a tradição herdada do convívio de jesuítas e indígenas após o descobrimento do Brasil.

LOUCOS POR VINIL FAIR

O evento Loucos por Vinil Fair é uma iniciativa do artista plástico Paulo Dud em parceria com a Secretaria de Cultura de Embu das Artes, que acontece desde 2002,onde se procura manter viva a cultura do disco de vinil(LPs),com a participação de colecionadores,admiradores desta cultura musical e histórica.

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ANIME FAIR EMBU

O Anime Fair Embu é um evento promovido pela Prefeitura da Cidade, por meio da Secretaria de Cultura. O melhor evento de cultura pop oriental da região é de preferência de adolescentes e jovens, mas que costuma reunir famílias inteiras. O Anime Fair Embu deste ano está repleto de novidades. - Exibição de animês e tokusatsus - Apresentações de dança - Mesa Redonda com cosplayers - Banda - Circuito Cosplay Anime Fair - Maid Café - Área Cosplay com camarim, guarda-volumes, estúdio fotográfico e serviço Cosplay Care - Fã-clubes - Estande de tiro ao alvo - Card Games - Estandes de produtos - Artist Alley - Just Dance - Workshop de Desenho - E muito mais

ENCENAÇÃO DA PAIXÃO DE CRISTO

Em Embu das Artes a encenação da Paixão de Cristo acontece na Praça Manoel de Almeida, no Parque Pirajussara, em frente à escola municipal Valdelice Prass. Neste ano 80 atores, sendo a maioria deles amadores e jovens da região encenaram de forma brilhante e de baixo de chuva a 4ª Paixão de Cristo. A encenação da Paixão de Cristo é organizada pelo Gabinete do Vereador Edvanio Mendes, em parceria com a Paróquia Cristo Ressuscitado, Santa Ines e Associação de Moradores Pq. Pirajussara.

TRADICIONAL QUEIMA DE FOGOS DO PARQUE PIRAJUSSARA

A Tradicional Queima de Fogos do Parque Pirajussara já vem sendo realizada a mais de dez anos pelo vereador Edvanio Mendes junto com o grupo Arte Festiva na praça do Parque Pirajussara. Todos os anos este evento reúne milhares de pessoas na praça e em suas casas para apreciar e prestigiar a queima de fogos que já virou tradição. No ano passado o espetáculo contou com a presença de milhares de pessoas, com a perspectiva de um público maior para este ano, já que segundo a plateia com o passar dos anos o espetáculo fica cada vez mais bonito e emocionante. Para saber mais sobre os eventos de Embu das Artes acesse: http://embudasartes.sp.gov.br/secretaria/ver/cultura

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BIOGRAFIA

ALUISIO AZEVEDO

A

luísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (18571913). Romancista brasileiro, o mais importante e o mais típico representante, no país, do naturalismo (estilo voltado à observação minuciosa da realidade e baseado na crença de que o ambiente e a hereditariedade determinam o comportamento do indivíduo). Sua obra, das mais importantes da literatura brasileira, destaca-se nas descrições movimentadas da vida coletiva da gente humilde. Sua temática é o dia-a-dia da sociedade brasileira de seu tempo, de que foi crítico impiedoso. Combatia o preconceito de cor e a igreja, e abordava episódios de adultério. Utiliza um estilo vibrante e colorido, com diversas palavras e expressões de uso lusitano, viveu da literatura durante 15 anos, alcançando grande fama. Ao ingressar na diplomacia, aos 37 anos, nunca mais escreveu.

A VIDA Aluísio Azevedo nasceu em São Luís (MA) e era filho natural do vice-cônsul português naquela cidade. Seu primeiro emprego foi o de caixeiro de armazém. Desde cedo mostrou inclinação para o desenho. Animado pelo sucesso de seu irmão, o teatrólogo Artur Azevedo, na corte, foi para o Rio de Janeiro e, em 1876, passou a trabalhar em diversos jornais, fazendo charges muito apreciadas pelo público. Sua carreira de caricaturista foi cortada pela morte do pai, em 1878. Voltou, então, a São Luís, para cuidar dos problemas de herança. Em 1880 lançou o jornal O Pensador e fundou o primeiro diário maranhense, A Pacotilha. No mesmo ano publicou seu primeiro livro, Uma Lágrima de Mulher, de exagerado sentimentalismo romântico. Em 1881, porém com O mulato, influenciado pelo escritor francês Émile Zola e pelo português Eça de Queirós, lançou o naturalismo no Brasil. O livro, publicado em plena campanha abolicionista, conta a história de Raimundo, um mulato intelectualizado, e sua luta contra um ambiente conservador, provinciano e hostil. A obra provocou enorme escândalo de publico. Pressionado pela igreja e pela sociedade maranhense, o escritor partiu para o Rio de Janeiro, onde conseguiu logo emprego nos jornais. Colaborou intensamente em vários deles. Por essa época escreveu muito: romances, contos, crônicas e peças de teatro, mas viveu modestamente com o que conseguia ganhar. Empregou-se no serviço publico e, em 1891, foi nomeado oficial

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-maior da secretaria de Negócios do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Mas perdeu seu lugar sete meses depois. Em 1895, prestou concurso e ingressou na carreira diplomática. Abandonou a vida literária, que considerava um peso, por proporcionar-lhe apenas o indispensável para não morrer de fome. No ministério das Relações Exteriores, serviu na Espanha, no Japão, no Uruguai, na Grã-Bretanha, na Itália e no Paraguai. Em 1897, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Vitimado por um mal cardíaco, morreu, em Buenos Aires, com 55 anos. A OBRA Seus romances mais importantes são O Mulato (1881); Casa de Pensão (1884); em que descreve a vidas nas pensões carioca onde se hospedavam jovens vindos do interior estudar; e O Cortiço (1890), sua obra prima, em que narra a vida miserável dos moradores de duas habitações coletivas. Destacam-se ainda, entre outras obras os romances Memórias de um Condenado (1882, reeditado como A condessa de Vesper), Mistérios da Tijuca (1882, reeditado como Girândola de Amores),Filomena Borges (1884), O Homem (1887), O Coruja (1890) e O Livro de uma Sogra (1895) os livros de contos Demônios (1893) e O Touro Negro (1938); e as peças teatrais Os Doidos (1890), Flor de Lis (opereta, (1882), A República (1890 e Um Caso de Adultério (1891), todas em colaboração com Artur Azevedo.  Fonte: Enciclopédia Delta Universal


Tabuí e Seus Causos Eurico de Andrade

CARTEIRA DE MOTORISTA O casal ia, estrada afora. Artistas de circo que se dirigiam a Bambuí, onde, à noite, fariam a sua apresentação. Ela, a personagem que ficava presa a uma peça de madeira, enquanto o marido atirava facas e mais facas contornando o seu perfil, sempre saía ilesa ao final do espetáculo. Mas eis que foram parados pela polícia rodoviária. E o policial que revistou o carro estranhou aquelas facas guardadas no porta-malas e quis logo uma explicação. - Sô guarda, és faz parte do nosso número. A gente somos artista de circo... O policial fez cara de não tô acreditando e quis tirar a história a limpo.

- Ah, é, é?... Então mostra o seu número aí pra mim... Foram os artistas e os policiais para uma árvore grande, grossa e frondosa bem ali na beira da estrada e, enquanto o casal se posicionava, um terceiro policial tratava de parar o minguado trânsito. E começaram a voar facas atiradas pelo homem que se posicionou no meio da rodovia enquanto sua mulher estava, com os braços abertos, encostada à árvore. Foi bem no meio do espetáculo proporcionado de graça pelo casal de artistas, que chegou o Janjão, lá de Tabuí, a cidade mais próxima do acontecimento, dirigindo seu possante fusca amarelo, abarrotado com a mulher, a sogra e uma reca de filhos, além do papagaio, dois gatos e um cachorro. - Minha Nossinhora! – exclamou Janjão, olhando de esguelha pra mulher – inda bem que parei de bebê. Óia aí, muié, o teste que a polícia tá fazeno agora! Virge Maria!... 

©By Eurico de Andrade, in Tabuí e seus Causos Tabuí, um resgate da cultura popular. Histórias/estórias que o povo conta transformamse em um causo para cada caso. Acesse: https://www.facebook.com/causos

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TEXTO: ADRIANO SIQUEIRA

http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/

TRATADO IMORTAL

A

floresta encobria a claridade do Sol. Fazia tempo que não chovia. Havia apenas pequenos rodamoinhos que apareciam no meio da estrada e carregavam algumas folhas secas. Um barulho, que crescia, afugentava pequenos animais. Era uma carruagem. Construída com ferro e chumbo, como era comum, para levar pessoas importantes dos reinados vizinhos. Existia um verdadeiro arsenal para proteger as famílias imperiais de ladrões. Por causa do material usado em sua construção, era muito pesada, e para que os cavalos não morressem tentando puxá-la, os engenheiros dos reinos construíram também uma máquina de vapor que se localizava por baixo da carruagem, dando propulsão suficiente para dar velocidade necessária sem dar muito esforço para os cavalos, que eram animais valiosos para qualquer reino e utilizados apenas para transportar a família e os convidados do Império. Os quatro cavalos se mantinham na carruagem como tradição de qualquer reino civilizado, porém, com um mínimo de esforço possível.

Tudo isso fazia com que a carruagem fizesse muito barulho. O galope dos cavalos levantava muita poeira e a máquina de vapor deixava um rastro de nuvem por onde passava. O cocheiro controlava a velocidade do vapor e dos cavalos. Para enxergar melhor a estrada e a floresta, usava óculos especiais arredondados e com proteção para não entrar poeira em seus olhos. Isso proporcionava mais nitidez para verificar pequenos movimentos à sua frente, tomando todo o cuidado para não cair em nenhuma emboscada com os Tinichis, ladrões que viviam na floresta. Verdadeiros nômades. Os Tinichis assaltavam os líderes dos impérios vizinhos para sustentar o seu povo e comprar armas. Armas não eram difíceis de conseguir. Um reino distante fornecia armas aos nômades para causar o terror, e depois que o próprio reino que deu as armas oferecia proteção e conseguia um bom tratado de terras, ele expulsava os nômades que acabam se instalando em outro local para aterrorizar outro reino. O cocheiro via cinco homens e uma mulher com tochas nas mãos, fazendo sinal para parar. Certamente eram os Tinichis. Ao invés de diminuir a velocidade, ele acelerou mais fazendo com que os nômades escondidos acionassem os seus equipamentos cheios de engrenagem para disparar ganchos, cujo intuito era de atravessar as rodas da carruagem fazendo-a parar. O cocheiro conhecia esta arma e estava preparado. Acionou um botão para que cada roda fosse protegida com uma blindagem de ferro fazendo com que os ganchos rebatessem na couraça, atingindo alguns nômades na cabeça, dei-

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xando-os inconscientes. O cocheiro diminuiu a velocidade e desceu armado com uma besta. Atirou várias vezes, assustando os nômades que correram para a floresta. A mulher tentou fugir, mas tropeçou e ficou no chão jogando pedras, porém, ele agarrou seus cabelos e a arrastou até chegar na carruagem, abriu a parte de traz, a mulher viu que não havia nenhuma janela e tinha apenas uma caixa grande e escura. A mulher gritou, mas foi trancada dentro da carruagem. O cocheiro tirou o seu chapéu e bateu na sua calça para tirar o excesso de poeira. Logo em seguida, olhou para frente e avistou o castelo. Ele sorriu e continuou seu caminho. Tudo estava indo bem. O castelo era da Bruxa Nolaine, dona de um império que continha milhares de reinos dominados por sua cruel guarda de guerreiros carniceiros e ferozes. Apenas um reino não a temia. O reino de Lavaska. Reino que ela desejava conquistar a todo custo, mas com o tratado feito por seu falecido pai, ela não podia fazer nada. O tratado era bem objetivo. Jamais atacar o reino de Lavaska. Sempre dar apoio e abrigo ao povo deste reino. A Bruxa Nolaine sabia muito bem porque esse tratado fora criado. A sua irmã gêmea Delaine apaixonou-se e casou-se com o Príncipe Phanty de Lavaska, um vampiro que vivia sozinho em seu reino. Como prova de aliança, seu pai assinou o tratado que proibia qualquer ameaça. Lavaska seria um local intocável. Dentro do castelo, Nolaine gritava de ódio. – Maldito seja meu pai! Por causa desse tratado não podemos


atacar o castelo do vampiro! O conselheiro Manth estava de pé, imponente e calmo, ele era uma pessoa fria, calculista e muito irônica. – Se a sua irmã ainda estivesse viva, poderíamos tomar um chá e conversar sobre suas crises! – Cale essa boca! Ela está morta! O vampiro está novamente sozinho e não aceitou nenhum dos meus pedidos de compra daquele reino. Manth escutou uma discussão que vinha do portão do castelo. Ele foi até a janela e depois de alguns segundos disse: – Venha, Nolaine! Acho que temos visitas! Quando os dois seguiam rumo ao portão, eles ouviram mais claramente o que os guardas diziam. – Tire esta carruagem daqui, cocheiro, ou vamos destruí-la! – Não sejam curiosos, cavaleiros! Esta encomenda é para a rainha Nolaine e mais ninguém! – Então estou aqui! Guardas! Eu mesma cuido disso! O cocheiro entregou para Nolaine uma carta lacrada com o selo feito com cera do reino Lavaska. Ela quebrou o selo, abriu a carta, leu e depois deu um sorriso. – Tudo bem, cocheiro! Pode me entregar a encomenda. – As palavras “mágicas”, por favor! Como deve saber os vampiros só entram quando convidados. – É mesmo! Perdoe-me, seu medíocre dos infernos! Vocês estão convidados a entrar! – Obrigado, Sua Alteza! – o cocheiro agradeceu mostrando os dedos médios para os guardas do portão. – Me ajudem a tirar a caixa para Sua Alteza! Rápido! Eles foram até a porta na parte de trás da carruagem. O cocheiro

abriu e a mulher caiu no chão. Estava morta. Tão magra que os ossos ficavam bem salientes ao corpo. Os dois furos no pescoço da mulher já denunciavam quem a matou e o que estava naquela caixa. Todos os guardas mantinham os olhos bem abertos. Olhavam-se e perguntavam como poderiam deixar aquela criatura entrar no castelo. Mesmo enraivecidos, nervosos e assustados, os guardas ajudaram e um deles comentou: – Você trouxe um demônio para nosso reino! – disse o soldado com ódio. – Ele é um morto que vive! – disse o cocheiro rindo. O soldado ficou paralisado por alguns instantes e o outro soldado respondeu: – Um vampiro! Vamos dar um fim nele! O conselheiro interrompeu. – Vocês ouviram a rainha! Levem a caixa para os aposentos de hóspedes! Ele deve ser tratado como um rei. E sejam rápidos! Isso não pode ficar muito tempo recebendo a luz do Sol. Assim que os guardas chegaram ao aposento, colocaram a caixa no chão e um deles tentou abrir. – Que diabos está fazendo? – Quero ver o vampiro! – Não seja estúpido! Ele vai agarrar o seu pescoço! – Se ele fizer isso eu enfio a lança no seu peito... Não quero deixar esta criatura em nosso reino andando livremente. Pode pegar nossas mulheres, nossos filhos. Vamos! Vamos matar a criatura? – Cale a boca! Se a rainha ouvir, seremos mortos... Está bem, então. Abra logo! Eu enfio a lança. Depois de algum tempo de esforço, o soldado abriu e saiu um

gato preto de dentro da caixa, dando um susto enorme nos guardas que acabaram deixando a caixa no chão e saíram em seguida. A noite chegou e o vampiro despertou. Ele olhou para os lados e viu uma mulher esperando na porta. – Sua Alteza pediu para que o senhor seja cuidado como um rei e estou ao seu serviço. Ela também pediu para que o levasse até o salão principal do castelo onde o estarão esperando. O vampiro se levantou e se aproximou da mulher. Ele sentiu o cheio do seu medo. – Sem dúvida você estará ao meu serviço. – D-do que está falando? Mas já era tarde. O vampiro mordeu o seu pescoço No salão principal, Nolaine aguardava sentada na sua poltrona imperial e bem ao seu lado, Manth, que estava de pé, olhando para as escadas. – Quando será que aquele ser desprezível irá acordar? – Tenha paciência, rainha! Se tudo der certo, em menos de uma semana todos os reinos se curvarão em nome de Nolaine. Esta carta que fiz é um tratado que passa todo o reino do vampiro para sua alteza. Depois que ele assinar, poderemos fazer o que quisermos, inclusive mat... Antes que Manth terminasse a frase, um gato preto pulou em sua mão, segurou a carta com a boca e correu para as escadas. – Que gato é esse? – perguntou Manth atônito. – Um gato? Eu odeio gatos! Coloquem-no pra fora do meu reino! Antes que Manth tomasse uma providência, o gato pulou da escada para os braços do vampiro que

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estava descendo. – Boa Noite! Perdoem-me pelo Noturno, meu gato. Às vezes ele é tão imprevisível. – Não se incomode, Phanty, eu amo gatos. – Tanto quanto vampiros! – disse Manth. Nolaine olhou e sorriu ironicamente para Manth e depois retornou a conversa. O vampiro leu a carta que o gato trouxera e concluiu. – Vejo que não perdeu tempo, Nolaine. – Você sabe como são as coisas! Para que esperar? O tempo é tão precioso! Mas sente-se! Vamos servir o jantar. – Não, obrigado! Eu acabei de... Quero dizer... No momento prefiro conversar sobre você. – Mas... Em que posso ajudar? Gostaria de assinar o tratado enquanto falamos? Manth molhou a pena na tinta e passou para o vampiro, mas ele levantou a mão em sinal de espera. O gato pulou dos seus braços e começou a andar na mesa cheirando toda a comida e isso deixou Nolaine nervosa e agitada. Ela se levantou da cadeira e começou a andar pelo salão. – Como sobreviveu? Quero dizer... Você e a sua irmã tinham a mesma doença. Como você não morreu? – Mas que pergunta mais pessoal, Phanty. Minha irmã talvez fosse mais fraca. Anêmica. Isso deve ter acelerado a sua doença. Afinal, um vampiro precisa de sangue. Quem sabe você não tenha sugado um pouco a mais? – Eu a amava. Nunca tirei uma gota de sangue dela. Existem muitos animais na floresta. Mas lhe ofereci a vida eterna. Ela recusou.

Eu implorei, porém respeitei. Era a sua escolha. Antes de morrer, ela me disse que você seria a solução para nos unirmos novamente. Por isso darei meu reino para você em troca desta... solução. – Isso é absurdo! Eu não sei o que ela pensou, mas não tenho este poder. Bom, agora assine este tratado e vamos falar do que interessa. – Eu tenho um pedido. – Adoro pedidos. – Fique comigo esta noite. Estou sozinho por muitos anos. E você se parece muito com Delaine. Nolaine olhou para Manth, piscou e sorriu. – É claro, meu querido vampiro. Esta noite você terá tudo que deseja. Pode ir até o seu quarto. Em breve estarei lá. Enquanto o vampiro subia as escadas, Nolaine conversava com Manth. – Coloque dois guardas na porta do quarto e faça o que planejamos. Eu cuidarei do vampiro. Phanty esperou a visita de Nolaine em seus aposentos. Olhou para a janela e chamou: – Noturno! O gato preto pulou da sacada da janela para dentro do quarto e passou várias vezes entre suas pernas. – Fique debaixo da cama! Noturno obedeceu e poucos segundos depois Nolaine entrou no quarto e viu o Vampiro deitado, esperando a sua chegada. – Então, meu querido vampiro. Acha que me pareço muito com minha irmã ou será que sou melhor? Nolaine deitou ao lado do vampiro e eles trocaram carícias enquanto falavam. – Você é tão linda quanto ela.

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Seus olhos, sua boca, sua pele macia... Nolaine beijou o vampiro e se abraçaram. As roupas foram jogadas por todo o quarto. Os beijos e os toques aqueceram todo o ambiente. Ela implorou por mais e o vampiro atendeu o seu pedido dando leves mordidas por todo o seu corpo. Ela gritava extasiada com os toques do vampiro, que segurou seus cabelos com força deixando o pescoço mais à vista. A fome do vampiro pelo sangue quente de Nolaine quase fez com que se esquecesse do real motivo dele estar ali. O vampiro segurou as mãos de Nolaine e gritou: – Noturno! O gato subiu na cama carregando algumas peças de roupas com a boca e ela gritou. – Mas o que é isso? – Sinto muito, Nolaine, mas os planos mudaram. Antes que ela pudesse falar, o vampiro rasgou algumas roupas e a amarrou na cama. – Falta pouco para amanhecer e hoje é o dia do eclipse solar. Hoje é o dia que terei Delaine de volta. Nolaine olhou desesperada. Tentou se livrar das amarras, mas não conseguiu. – Quando Delaine estava para morrer, ela fez um pacto com a deusa Lua que guardou a sua alma até próximo eclipse. Quando me mandou para este quarto, eu percebi que era um quarto que tem teto solar e você sabia que faltava pouco para amanhecer. Eu deixei você seguir com seu plano, pois eu sabia sobre o eclipse que aconteceria de manhã e você não. O vampiro olhou para a janela e viu o exército de Nolaine saindo do castelo.


– Acredito que seu plano era me deter aqui enquanto seu exército ia tomar o meu castelo. O vampiro tateou as paredes até chegar perto da porta. Olhou para Nolaine e sorriu. Em seguida, bateu com força na parede. Atravessando as suas mãos com velocidade, puxa um dos soldados para dentro do quarto, quebrando o seu pescoço. O outro soldado olhou pelo buraco da parede tentando achar o vampiro, mas o gato pulou em sua direção e arranhou todo seu rosto, cegando-o. A dor era tanta que ao correr desesperado, bateu a sua cabeça na parede e desmaiou– Logo o Sol vai aparecer e ele será coberto pela lua... Phanty puxou uma alavanca ao lado da cama e o teto começou a se abrir. Ele tentou se proteger da luz do Sol juntando todos os móveis do local. – Logo o Sol vai aparecer e ele será coberto pela lua... Phanty puxou uma alavanca ao lado da cama e o teto começou a se abrir. Ele tentou se proteger da luz do Sol juntando todos os móveis do local. Mais guardas estavam chegando. Alguns estavam armados com flechas e o vampiro tentava se proteger usando as madeiras dos móveis. A Lua estava começando a aparecer na frente do Sol. Os soldados tentavam arrombar a porta. O vampiro sabia que se eles entrassem tudo estaria acabado. Saindo do seu esconderijo ele correu para segurar a porta. Mas as flechas atravessaram e acertaram o seu peito em cheio. Phanty tenta se livrar, mas sabia que fora ferido mortalmente. Ele olhou para a cama, mas a claridade ainda estava muito forte. Os raios do Sol estavam atingindo

o seu corpo. Estava começando a queimar. Os soldados ficaram empurrando a porta até que conseguiram arrombá-la. Arrastaram o vampiro que estava perdendo os sentidos. Quando a Lua cobriu o Sol, os soldados desamarraram Nolaine. Phanty estava sem forças. Suas pernas estavam dobradas, as flechas o mantinham em pé e preso a porta. Os soldados carregaram Nolaine para fora do quarto, mas antes de sair, ela acordou e se livrou rapidamente deles, empurrando-os para fora do quarto e, com um encanto, uma parede de fogo apareceu na entrada evitando que os guardas entrassem. A bruxa olhou para o vampiro e fez alguns gestos, as flechas foram arrancadas do seu corpo, deixando -o cair no chão. Ela disse mais alguns encantamentos e a ferida do vampiro se fechou. Phanty abriu os olhos e viu a bruxa bem na sua frente. – Delaine? Ela correu para os seus braços e se beijaram por um tempo muito curto. O vampiro olhou para o eclipse e disse: – Vamos sair daqui! Rápido! O vampiro pegou a bruxa no colo, pularam pela janela e flutuaram até chegar ao chão. O gato Noturno estava esperando por eles. A bruxa o pegou no colo e correram em direção aos cavalos. – Não vai adiantar. Logo o Sol vai aparecer. – Eu cuido do Sol. Você cuida deles Ela apontou para o portão do castelo que estava guardado por muitos soldados. O vampiro pegou a sua espada e lutou bravamente com cada um.

Ele viu que o Sol estava forte, mas não estava queimando. Quando derrotou o último soldado, viu que Delaine estava usando seus poderes para protegê-lo. – Estava sentindo saudades dos seus poderes. – Só dos poderes? Ele sorriu e saíram do castelo. Phanty contou para Delaine que os soldados estavam indo para o seu castelo, que era parte do plano para tomar o reino vizinho. – E como vamos lutar contra um exército? – O que Nolaine não sabia era que antes de eu vir para cá, pedi para que meu castelo fosse protegido pelos soldados dos reinos vizinhos e isso iria derrotar o exercito dela. Mas algo me intriga. Como Nolaine sobreviveu à doença? Vocês duas tinham o mesmo problema e o corpo dela sobreviveu. Delaine aponta para frente. O vampiro fica impressionado com a quantidade de soldados que estava a sua frente. Um deles se aproxima e seu rosto não era de um homem, mas de um demônio que ri e diz: – Vim pegar o que é meu! – apontado para Delaine. – Do que está falando, demônio?! – o vampiro diz descendo do cavalo e colocando a mão em sua espada. – Isso não é da sua conta, vampiro! Esta mulher fez um pacto comigo! Eu a curava de sua doença e em troca eu teria a sua alma! Delaine desce do seu cavalo e se abraça a Panthy. O vampiro olha para o exército de demônios, levanta a sua espada e diz: Vem buscar!

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s a d o h n i t n Ca

s a i s e o P MURMÚRIOS

Uma flor sem perfume canção sem sentido, dias sem luz e noites sem luar. Passos desgovernado, em perdidas caminhadas; sem você não sou nada. Olhar perdido no tempo, debruçada na saudade preguiçosa do momento, sou puro choro e lamento. Uma luz apagada, palavras desconexas,

tortas no papel Sem você não sou nada. Tento encontrar a direção, cadeados prendem o meu coração em algum lugar, sou folhas secas à vagar. Perdidas caminhadas entre sonhos nas madrugadas, uma flor sem perfume; sem você não sou nada. Elisabeth Gl. da Conceição

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O AMOR É LIVRE Não há na terra sequer Amor que comprometa Que em versos remeta Um contrato qualquer Pois o amor não jura O amor não tem laço A não ser um abraço Que n’alma perdura O amor é livre e voa Entre os seres alados Ele não tem cadeados Ao coração que povoa Cléo Alves LINKS: http://www.poemas-de-amor.net/blogues/poetisa-cleo-alves-orlandia https://www.facebook.com/Poetisa-Cl%C3%A9o-Alves-Poemas-1429088890665482/ http://www.clubedeautores.com.br/book/180267--O_livro_corderosa#.VunLkEBcokA

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Benjamin Peppe é uma criação de Paulo Miguel dos Anjos

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Rodrigo de Oliveira, o autor do livro A Ilha dos Mortos, 36 anos, é casado e tem dois filhos. Reside em São José dos Campos, interior de São Paulo. É técnico em publicidade e propaganda, cursou Publicidade na Universidade Metodista e é graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade Paulista. Além de escritor também atua como Arquiteto de Sistemas Sênior em São Paulo e é certificado especialista em gerenciamento de projetos pelo Project Management Institute sediado na Filadélfia/Pensilvânia

QUARTO LIVRO DA GRANDE SAGA DE AÇÃO E SUSPENSE, “AS CRÔNICAS DOS MORTOS”

C

om uma história apocalítica, em um cenário brasileiro e com um autor nacional, o quarto volume da saga promete vir com tudo, após todos os acontecimentos anteriores. O autor, Rodrigo de Oliveira, revelou em suas redes sociais a sinopse, capa e mês de lançamento para essa continuação zumbi.

tava retomando o seu curso de paz. Os habitantes de Ilhabela tinham agora formas mais seguras de lidar com os zumbis, então descobrem que alguns zumbis também mudaram. A forma de contaminação se torna mais rápida. Eles estão mais selvagens, ágeis e violentos. Deixe-nos apresentar uma evolução dentre os próprios morPassaram-se vários anos tos vivos… desde que a maior colônia de sobreviventes do Apocalipse E este não é o único novo zumbi se transferiu para Ilha- problema. Com a reorganização bela. Separada do continente da sociedade, o poder retoma o por uma faixa de 1km de mar seu valor, e isto também, atrai atlântico, a ilha surge como um ainda mais perigos. ambiente seguro para as novas gerações, e distante das ameHá uma grande espera pelo aças da Senhora dos Mortos e reencontro das irmãs, Isabel e sua horda de zumbis. Jezebel. Desde então, muitas coisas mudaram. Personagens importantes morreram e novos combatentes foram treinados para erguer a comunidade e recriar o sistema de administração e leis. Parecia que o mundo es-

Este livro traz o surgimento de uma nova era, cruel e implacável, onde a perseverança dos sobreviventes e seus líderes será testada de forma muito diferente. Um livro cheio de reviravoltas, de movimentos

bruscos, de cenas impensáveis. “Onde encontrar esperança para continuar lutando quando a sua maior razão para viver se foi para sempre?” 

ISBN-13: 9788562409608 ISBN-10: 856240960X Ano: 2016 / Páginas: 336 Idioma: português Editora: Faro Editorial

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Frases “Metade de mim agora é assim, de um lado a poesia o verbo a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo, incerto... depende de como você vê!” Fernando Anitelli “O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência”. Henry Ford “O homem modesto tem tudo a ganhar e o orgulhoso tudo a perder: é que a modéstia tem sempre a ver com a generosidade e o orgulho com a inveja”. Antoine Rivarol “Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranquilidade do espírito”? Chuang Tzu

“Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você”. Cynthia Kersey “A maior descoberta de minha geração é que o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental”. William James “Descobrir consiste em olhar para o que todo mundo está vendo e pensar uma coisa diferente”. Roger Von Oech

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Revista arte & fatos edição nº01  

A Revista ARTE & FATOS é uma publicação digital voltada para a divulgação de movimentos artísticos e culturais

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