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N.O 3 | JUL-AGO-SET 2014 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

HUGO VIRGÍLIO

Presidente da CAJAP aborda problemas de arbitragem

BRUNO RODRIGUES E CARLOS CAPELA A SAUDADE JÁ APERTA Página 6

CATARINA ASCENSÃO UMA MADEIRENSE NA GALIZA Página 28

GERAÇÕES CLÃ RESENDE Página 34

CAMPEÕES NACIONAIS 2013 /2014 Página 40

TUDO SOBRE O ANDEBOL DE PRAIA

Página 52


A UMA SÓ VOZ

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OPINIÃO

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ENTREVISTA

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Vice-presidente financeiro, Ivan Caçador Daniel Martins fala-nos da importância do fator psicológico e das lesões Bruno Rodrigues e Carlos Capela falam sobre o fim da sua carreira e dos novos desafios na arbitragem

NÓS...NA ÁUSTRIA

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OPINIÃO

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Daniel Martins e Roberto Martins contam-nos a sua participação no Europeu sub 20, em 2014

FOTO CEDIDA POR CRISTINA RESENDE

NESTA EDIÇÃO

OPINIÃO

Carlos Capela fala sobre a sanção progressiva (Parte I)

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CLUBES COM HISTÓRIA

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UM FDS COM...

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OPINIÃO

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40 Anos NAAL Passos Manuel Catarina Ascensão na Galiza

Jorge Fernandes fala sobre a espetacularidade do andebol de praia

GERAÇÕES

Carlos, Patrícia e Joana: Família Resende marca presença no gerações

ÉPOCA 2013/2014

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CAMPEÕES SENIORES NACIONAIS 2013/2014

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Todos os campeões nacionais de andebol 2013/2014

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DIREÇÃO Presidente António Trinca (CIPA 68 870) Vice-Presidente administrativo Eurico NIcolau (CIPA 108 725) Vice-Presidente financeiro Ivan Caçador (CIPA 111 803) Tesoureiro Tiago Monteiro (CIPA 107 780)

F. C. Porto Vitalis e Alavarium Love Tiles

UNIVERSITÁRIO

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DESTAQUES

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QUADROS DE ARBITRAGEM 2014/2015

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NOTÍCIAS

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22º Campeonato Mundial Universitário de andebol Guimarães 2014 Tudo sobre o andebol de praia 2014

Portugal campeão mundial universitário masculino em 2014 FOTO ANTÓNIO OLIVEIRA

CAPA

Grande entrevista Dr. Hugo Virgilio, presidente da CAJAP

FOTO NUNO GONÇALVES

Prof. José António Silva fala sobre a preparação do árbitro para a competição (Parte I)

Conheça aqui todos os quadros de arbitragem nacionais à data de 16 de outubro de 2014 Destaque para assuntos andebolísticos

Bruno Rodrigues e Carlos Capela falam-nos dos seus novos projetos

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

CONSELHO FISCAL E DISCIPLINAR

Edição APAOMA

Presidente António Costa e Silva (CIPA 45 279)

1º Secretário Alberto Alves (CIPA 93 789)

Propriedade APAOMA Website: http://www.apaoma.pt e.mail: apaoma@gmail.com

1º Secretário Tiago Correia (CIPA 148 053)

2º Secretário António Brousse (CIPA 114 168)

2º Secretário Érica Krithinas (CIPA 96 090)

“A APAOMA é uma marca registada da APAOMA- Associação portuguesa de árbitros e oficiais de mesa”

- Esta edição da revista APAOMA foi escrita segundo o novo acordo ortográfico. - A revista APAOMA é uma publicação trimestral dirigida e distribuída gratuitamente a todos os desportistas. Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos autores e não representam a opinião da associação.

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A UMA SÓ VOZ

IVAN CAÇADOR Vice-Presidente financeiro

A ARBITRAGEM PORTUGUESA VIVE UM MOMENTO DE TRANQUILIDADE A Revista da APAOMA elevou a comunicação entre todos os agentes da modalidade a um patamar impensável num passado recente, e a diversidade das matérias permite-nos afirmar que é já uma referência no nosso meio.

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Arbitragem Portuguesa vive um momento de tranquilidade como há muito não se via. Existe um clima de transparência e coexistência entre a Direção da FAP e o seu Conselho de Arbitragem que se reflete na ligação cooperativa com a nossa Associação de Classe. Neste novo projeto da APAOMA, com a inclusão dos novos Órgãos Sociais, nos quais orgulhosamente me incluo, transparece uma vontade enorme de nos desafiarmos a cada dia, de nos superarmos com ideias inovadoras capazes de aglutinar não só os quadros de arbitragem, mas também os demais agentes da nossa modalidade. A Revista da APAOMA elevou a comunicação entre todos os agentes da modalidade a um patamar impensável num passado recente, e a diversidade das matérias permite-nos afirmar que é já uma referência no nosso meio. Expresso aqui o nosso compromisso de elevarmos a cada edição os nossos níveis de exigência, resultando num produto final de excelência, capaz de aglutinar todos os amantes de Andebol. Nas edições anteriores desta nossa publicação já nos focamos em temas tão diversos como a relação árbitro/treinador, a condição física e metodologia de treino, o andebol universitário, o desporto adaptado, a vertente de praia, a gestão de emoções. Demos ênfase, naturalmente aos nossos árbitros e suas conquistas, mas também divulgamos os nossos jogadores e suas vivências. No seguimento das entrevistas ao Presidente da FAP, e ao Presidente do CA, que muito nos honram, apresentamos agora as ideias do Presidente da CAJAP, e abordaremos outros temas de elevado interesse, que tenho a certeza que cativarão a vossa leitura. Estamos em pleno início de época, pelo que termino desejando a todos os agentes da modalidade os maiores sucessos desportivos, reafirmando que a APAOMA estará sempre empenhada em contribuir para que o nosso Andebol supere todos os desafios e consiga os mais grandiosos feitos. Portugal merece! 


OPINIÃO

DANIEL MARTINS

Psicólogo / Neuropsicólogo

A IMPORTÂNCIA DA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA NA REABILITAÇÃO DE LESÕES

Uma intervenção psicológica facilita o processo de recuperação da lesão desportiva através dos seus procedimentos, técnicas e estratégias.

S

eja por prazer ou como atividade profissional, as lesões são ocorrências comuns em qualquer prática desportiva. As consequências negativas das lesões ultrapassam claramente a saúde física dos indivíduos afectando o seu bem-estar psicológico. Existem alguns sintomas psicológicos, resultantes de uma lesão, que podem interferir com o plano de tratamento, tais como, ansiedade, depressão, perturbação do sono, medo, desespero, frustração e impaciência. As reações psicológicas mais severas podem ter um impacto mais sério na vida do atleta que as próprias limitações físicas da lesão. Mas, vamos começar pelo início, ou seja, como surgem as lesões. As causas primárias das lesões desportivas são de origem fisiológica, como a fadiga física, a sobre carga de treino, problemas musculares ou articulares. No entanto, fatores psicológicos podem contribuir para a ocorrência das lesões. Indivíduos com maiores níveis de stresse apresentam maior probabilidade de se lesionarem do que aqueles que apresentam níveis de stresse mais baixos no seu dia-a-dia. O stresse não é o único factor psicológico que pode levar ao surgimento de lesões desportivas. Características de personalidade como o optimismo, autoestima, ansiedade, desempenham um papel moderador na relação entre a resposta ao stresse e a lesão. A capacidade mental que o individuo tem de utilizar estratégias como, a concentração, pensamentos positivos, auto motivação, reduz a probabilidade de ocorrência de uma lesão. As reações psicológicas associadas às lesões desportivas envolvem, frequentemente, perda de identidade pelo facto de uma parte importante de si próprio “se ter perdido”, afectando de forma negativa o seu autoconceito e a autoestima; medo e ansiedade, devido aos elevados níveis de preocupação acerca da sua capacidade para recuperarem totalmente da lesão, da possibilidade de se voltarem a lesionar e de poder vir a ser substituído; falta de confiança, depois de uma lesão, face à sua incapacidade para treinarem e competirem, resultando numa diminuição da motivação e, posteriormente, no seu rendimento. Mas, além destas reações psicológicas,

também são frequentes alguns sinais ou sintomas de um desajustamento psicológico, como sentimentos de irritação, revolta e confusão; pensamentos obsessivos acerca do dia em que poderão voltar a competir; negam a existência da lesão; insistência em queixas físicas sem importância; sentimentos de culpa pelo fraco rendimento da equipa; isolamento e/ou afastamento de outras pessoas significativas; mudanças de humor; pensamentos negativos.

REAÇÕES PSICOLÓGICAS TÊM UM IMPACTO MAIS SÉRIO NA VIDA DO ATLETA QUE AS LIMITAÇÕES FÍSICAS DA LESÃO A presença de reações emocionais negativas ou desadaptativas interfere assim no bem-estar psicológico do indivíduo, podendo interferir na reabilitação da lesão, através de alterações nos níveis de adesão e motivação adequadas às tarefas e atividades de reabilitação. O que pode torna, para muitos atletas, o processo de tratamento e recuperação extremamente desgastantes. A utilização de estratégias psicológicas quando combinadas com a reabilitação física facilita a recuperação da lesão. De acordo com Weiberg & Gould (2003), numa primeira fase, o objetivo principal é ajudar o individuo a lidar com o estado emocional que acompanha o início da sua lesão. A maior fonte de stresse nesta fase é a incerteza que acompanha a sua condição e ainda a necessidade de realizar um diagnóstico. Desta forma deve haver uma preocupação em ajudar o atleta a compreender a lesão que apresenta. Numa segunda fase, é importante ajudar o atleta a manter a motivação e adesão às tarefas da reabilitação da lesão. Na última fase, considera-se que o atleta, mesmo estando fisicamente apto para a participação desportiva, não tem a sua recuperação completa até retomar o normal funcionamento. Uma intervenção psicológica facilita o processo de recuperação da lesão desportiva através dos seus procedimentos, técnicas e estratégias.  APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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ENTREVISTA

Bruno Rodrigues e Carlos Capela

A SAUDADE JÁ APERTA...

Após década e meia ao mais alto nível, Bruno Rodrigues e Carlos Capela optaram por novas funções no Mundo da Arbitragem. Cientes da decisão tomada, as saudades de andarem dentro de campo já são imensas

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ual o principal motivo para terminarem a carreira de árbitros tão precocemente, visto serem das duplas mais respeitadas e queridas dos amantes da nossa modalidade? BRUNO RODRIGUES (BR) Principalmente o cansaço acumulado, o amor pela modalidade começou em 1990 como jogador, depois a arbitragem em 1997 até aos dias de hoje. Toda esta dedicação ao andebol tem outras consequências inerentes, ou seja, sacrificamos frequentemente as pessoas mais próximas para poder estar presente no andebol. Depois como pessoa de ambições e objetivos elevados sentia que a carreira tinha estagnado, e que a vontade e prazer de outrora para arbitrar não era o mesmo. Sentia que a modalidade teria mais a ganhar comigo na formação de jovens árbitros, algo que já o faço na A. A. Aveiro, mas não com a disponibilidade necessária, pois os jogos semanalmente não permitiam fazer o acompanhamento dos formandos com a devida presença. CARLOS CAPELA (CC) Somos árbitros desde muito jovens e antes disso éramos jogadores. Sou árbitro desde 1998 e estou ligado à modalidade desde 1992. Acabou por ir surgindo algum cansaço, até porque muito cedo se tornou impossível progredir numa carreira que abraçámos de alma e coração. Além disso, trabalhamos na formação de árbitros há muito tempo, e o gosto por esse trabalho foi aumentando com o passar do tempo, sempre de mãos dadas com a nossa função de árbitros. Estamos, agora, motivados para continuar esse trabalho com uma disponibilidade que, enquanto árbitros, se torna impossível. Precisamente por nos sentirmos respeitados, sentimo-nos também incentivados a ficar

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ligados à arbitragem. No entanto, a consciência de que vou deixar de viver os jogos “por dentro” existe, e com certeza isso vai custar muito, principalmente nos primeiros tempos.. Continuarão ligados à arbitragem certamente, já podem desvendar quais as funções que terão no futuro na arbitragem? EM CONJUNTO Como já referi, a formação está nos nossos planos. Queremos ajudar a crescer as duplas jovens, e procurar chamar mais pessoas para a arbitragem. É um mundo um pouco fechado. Se soubermos mostrar a todos como é compensador o “lado de cá”, poderemos ter maisgente interessada em experimentar a arbitragem. A nível regional, continuaremos à frente da Escola de Formação de Árbitros. A nível nacional, tirámos o curso de observadoresno passado mês de agosto, para que possamos continuar a trabalhar com os árbitros, no terreno, a passar tanto conhecimento quanto for possível e a dar a visão de quem viveu de dentro as mesmas emoções. Sabemos a importância que os bons observadores podem ter na evolução de um árbitro. Antes da arbitragem qual a ligação que tinhas com o andebol? BR O andebol já nasceu comigo, o meu pai foi árbitro nacional e lembro me de ter poucos anos e acompanha - lo quando ele ia arbitar. Depois ele deixou arbitragem e foi dirigente no Avanca, clube onde inicie a minha carreira de jogador com 10 anos, treinando num ringue de cimento onde ia de bicicleta, e mais cedo, para os treinos para retirar a água em excesso para poder treinar. Sacrificos que me ajudaram imenso na


FOTOS ANTÓNIO OLIVEIRA

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ENTREVISTA

arbitragem. Depois acumulei as funções de técnico nos bambis e infantis do clube quando jogava nos juniores. Posteriormente fiz o curso de árbitro em 1997 quando este foi ministrado nas instalações do próprio clube por um ex-árbitros conhecido pelo “Nunes Quinta Velha”. CC Fui atleta do Sp. Espinho durante 3 épocas, e quando a secção de andebol fechou portas, em 1995, fui jogar para Oleiros, onde estive 5 épocas. Como surgiu a arbitragem na tua carreira no Andebol? Quais as influências que tiveste? BR Como já referi o meu pai foi árbitro também, e cresci com essa referencia. Os meus irmãos começaram também a jogar andebol e continuam a faze-lo, logo o andebol é uma paixão familiar. Lembro me no inicio da minha carreira de ter o meu pai, no banco como dirigente, os meus dois irmãos a jogar, eu arbitrar e a minha mãe na bancada a assistir. Às vezes as coisas não corriam bem, e as minhas decisões não eram bem recebidas por eles. Cada um defendia a sua “dama” com o maior afinco e dedicação, e esse rigor levava a minha mãe em casa a ter o papel de serenar os ânimos e mediar as nossas razões, mas no final tudo acabava em bem. Sempre soubemos deixar os momentos menos bons dos jogos no campo e respeitar a nossa amizade fora dele. Mas voltando á questão, como jogador nunca seria nada de especial e como tinha o gosto pela liderança e decisão abracei de corpo e alma a carreira da arbitragem. Além disso nos jogos dos escalões de formação frequentemente não apareciam árbitros e como as pessoas do clube sabiam que eu gostava, e não tinha medo de pegar no velhinho apito de metal do meu pai, pediam - me para estar presente no pavilhão para apitar esses jogos, isto tinha eu 15/16 anos. CC Confesso que no início foi só uma questão de curiosidade. Queria ter novas experiências na modalidade e a hipótese de apitar uns jogos de infantis

QUEREMOS AJUDAR A CRESCER AS DUPLAS JOVENS, E PROCURAR CHAMAR MAIS PESSOAS PARA A ARBITRAGEM BRUNO RODRIGUES E CARLOS CAPELA

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e iniciados, após tirar o curso, agradou-me muito. Nunca pensei que iria acabar por evoluir tanto e por ganhar tanta paixão pela arbitragem.Tirei o curso com o Carlos Malpique e aprendi muito com ele. Foi ele, muito possivelmente, a primeira pessoa que me marcou pela positiva na arbitragem. O que é para a vossa dupla um bom árbitro? Para ter sucesso na arbitragem que características devem possuir os jovens árbitros? EM CONJUNTO O melhor árbitro não é aquele que não erra, mas sim o que erra menos. O erro é incontornável em todos os jogos, e é melhor árbitro aquele que melhor convive com ele e melhor o ultrapassa. Mas a caraterística que mais destaco é a humildade. Não gosto de um árbitro arrogante. É possível manter-se a autoridade e, ao mesmo tempo, a humildade. Ser-se humilde é ser-se propenso a evoluir e a aprender em permanência, pois o árbitro nunca deixa de aprender. Os mais jovens devem ter isso bem presente e ter espírito de sacrifício, pois em todas as fases da carreira de um árbitro há momentos muito difíceis. Como surgiu a oportunidade de formarem dupla e desde quando são dupla? BR Na altura eu formava dupla com o Hilário Matos, que entretanto desistiu da arbitragem. Foi proposto, a mim e ao Carlos, que fizéssemos a experiência de arbitrar juntos. Foi em 2000. Correu muito bem desde o início, principalmente porque fomos cimentando uma muito boa amizade, algo que é fundamental para uma boa dupla de árbitros se manter unida. CC Na altura eu formava dupla com o Francisco Barros, que entretanto desistiu da arbitragem. Foi proposto, a mim e ao Bruno, que fizéssemos a experiência de arbitrar juntos. Foi em 2000. Correu muito bem desde o início, principalmente porque fomos cimentando uma muito boa amizade, algo que é fundamental para uma boa dupla de árbitros se manter unida. Analisavam os jogos que arbitram? Se sim, como costumavam fazê-lo? EM CONJUNTO Sempre. Normalmente não o fazíamos imediatamente a seguir ao jogo. Fazê-lo de cabeça quente pode nem sempre dar bom resultado. Aproveitávamos as viagens e as refeições para c onversar sobre tudo, incluindo as nossas atuações. Sempre que nos era possível, fazíamos análise de vídeo dos nossos próprios jogos. Muitos árbitros não gostam de o fazer, mas é a ver os nossos erros que conseguimos perceber onde estamos bem e o que


precisamos de corrigir. Além disso, sempre pedimos ajuda a outras pessoas,especialmente aos nossos colegas, para nos dizerem o que achavam do nosso trabalho. Percebemos desde cedo, quando fomos integrados no Grupo de Árbitros Jovens, como pode ser importante para um árbitro ouvir a opinião de outro árbitro. Arbitrar um jogo implica tomadas de decisão instantâneas,ou seja, ocorre um lance e o seu ajuizar tem de ser instantâneo. Alguma vez sentiram que erraram, após ter apitado? Quando acontecia, o que sentiam? BR Sim, mas depois da decisão tomada não a irá alterar. Mais importante é o reconhecimento do erro, pois senão for percepcionado poderá levar a um acumular de más decisões. A sensação de não ter ajuizado bem é algo que nos faz sentir interiormente muito mal, mas saber pedir desculpa é uma atitude que nem todos a compreendem e aceitam. CC É frequente o árbitro perceber que erra no momento em que apita. A sensação é horrível, mas é preciso saber superar esse sentimento de falha, que tem tendência a ter efeitos prolongados quando a falha é grave. Várias vezes pedi desculpa a atletas e treinadores, e felizmente fui quase sempre bem acolhido. Nos escalões de formação a maioria dos assistentes são pais e familiares dos atletas, o que leva a que, alguns desses espectadores tenham para com os árbitros atitudes menos corretas. Como lidavamcom essas situações? BR Se nos outros jogos ficou alheio a tudo e concentrado e focado no jogo, nesses jogos de formação que a educação das pessoas deveria ser um ponto presente, pois mais que atletas são formados futuros homens e mulheres, muitas das vezes o incomodo causado leva-me a desviar atenções e a sentir me triste com essas atitudes. Como podemos exigir respeito e educação aos nossos filhos se na bancada enquanto estes jogam, não a usamos?! CC No início foi muito difícil. A inexperiência está de mãos dadas com a incapacidade de ser imune a essas atitudes. Tive as minhas falhas nesses momentos em que o coração esteve perto da boca, mas com o tempo ganhei resistência. Choca-me particularmente ver pais e mães, em jogos em que os seus filhos estão em campo, dar um exemplo de mediocridade na bancada. A educação cabe em todo o lado, ainda que a nossa equipa esteja a perder. Os jovens são crianças, e como crianças que são têm direito à formação, e não à deformação por parte de quem mais responsabilidades tem. Muitos pais não percebem que, se os seus filhos

O ERRO É INCONTORNÁVEL EM TODOS OS JOGOS, E É MELHOR ÁRBITRO AQUELE QUE MELHOR CONVIVE COM ELE E MELHOR O ULTRAPASSA BRUNO RODRIGUES E CARLOS CAPELA

ainda estão a aprender a jogar, também os árbitros têm de ter jogos nas pernas para aprender a arbitrar. Qual foi o jogo mais difícil da vossa carreira? Porquê? EM CONJUNTO Foram alguns. Um de que eu e o Bruno sempre falámos foi um FC Porto x Sp. Espinho, em Santo Tirso, a contar para o campeonato da extinta Liga Portuguesa de Andebol, porque acumulámos uma enorme quantidade de erros e fomos absolutamente incapazes de dirigir o jogo como deveria ser. Não sabemos o que se passou connosco, mas ambos estivemos muito mal. Não foi difícil pelas equipas ou pelo público. Foi difícil pela nossa ausência de autocontrolo. Pareceu-nos que durou horas! Outro jogo muito complicado foi em Águeda, numa partida em que se decidia o campeonato regional de seniores, pois o ambiente foi pesadíssimo desde o primeiro minuto, e as condições de segurança estavam longe de ser as ideais. Em ambos os casos, apesar de terem sido experiências desagradáveis, crescemos um pouco. E o qual foi o que mais gostaram de arbitrar? Porquê? EM CONJUNTO Vários. Tenho de destacar a Final da Taça de Portugal deste ano, o ABC x Sporting. Um jogo decisivo, com o pavilhão a abarrotar e com grandes intervenientes, só poderia resultar numa excelente partida de andebol. Fomos felizes e estivemos bem, o que fez com que a sensação no final fosse ótima porque, acima de tudo, nos divertimos e desfrutámos o momento, que é um marco nas nossas carreiras. O melhor momento na vossa carreira foi… BR Sentir o agradecimento de todos no nosso ultimo jogo da carreira, na final do Garcicup em Estarreja, foi algo indiscritivel. O arbitro é sempre odiado e assobiado em todos os momentos, mas naquele momento onde fomos reconhecidos por muitas pessoas e entidades, sentir o carinho de um pavilhão inteiro é um APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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ENTREVISTA

de Andebol de Aveiro, fizeram-nos sentir que nada foi em vão.

Bruno Rodrigues e Carlos Capela acompanhados pelas respectivas esposas no momento da despedida

momento que jamais será esquecido. CC Cada amigo que fizemos foi um bom momento passado. Desportivamente, também tivemos muitos bons momentos. Na Grécia, dirigimos a meia final do Campeonato do Mundo de Desporto Escolar de 2002, o Eslováquia x Alemanha. As finais da Taça de Portugal masculina e feminina, a somar às inúmeras finais de campeonatos jovens e torneios que tivemos o privilégio de dirigir, são igualmente momentos incontornáveis na nossa vida desportiva. Mas depois de tanta dificuldade e tanto sacrifício na dedicação à arbitragem, a homenagem da FAP no Benfica x Sporting deste ano, que foi o nosso último jogo nacional, e as dedicatórias que nos fizeram no nosso último jogo “em casa”, na Associação

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O que pensam do atual momento da arbitragem portuguesa? EM CONJUNTO Faltam mais referências de peso aos mais novos, porque muitos são muito jovens e estão há pouco tempo na arbitragem, o que faz com que não conheçam as pessoas, só os nomes. Quando cheguei à 1ª divisão, havia nomes como António Goulão, José Macau, António Marreiros, Jorge Gil e Dario Ramos, entre outros, e aprendi muito com eles. Tive, inclusivamente, a felicidade de dirigir jogos com o Goulão e o Gil. Os mais novos não os conhecem como os fantásticos árbitros que foram. No entanto, foi graças aos ensinamentos deles, em grande medida, que se tornou possível termos hoje duas duplas com o nível do Eurico e do Ivan, e do Duarte e do Ricardo, que chegaram, com muito mérito, ao topo. Serão estas duas duplas, a breve prazo, as novas grandes referências da arbitragem portuguesa.Mas na base há muito trabalho para fazer. Temos de criar incentivos para que os árbitros não se limitem a ir aos jogos e ir embora. Gostava de ver de novo implementada a prática de nomear os melhores árbitros com os árbitros em formação em alguns jogos. Quer o Eurico e o Ivan, quer o Duarte e o Ricardo, teriam um papel crucial nessa estratégia, pois poderiam passar conhecimentos e a experiência adquirida de uma forma muito mais próxima. É esta proximidade que faz com que os mais novos deixem de encarar alguém como “o melhor” para passar a ser “o modelo a seguir”. Apesar de ver que há muito potencial na nova geração de árbitros, penso que há ainda uma grande diferença entre os árbitros de topo e os que vêm atrás. É preciso acarinhar os novos e criar-lhes as tais referências, sem deixar de exigir deles o esforço e a dedicação correspondentes. A vossa referência na arbitragem a nível nacional? E a nível Internacional? EM CONJUNTO Confesso que a nível internacional não tenho referências. Não consigo apontar um nome que se destaque claramente dos outros. Já no que toca aos portugueses, mencionei, na questão anterior, nomes que foram referências para mim. Pela forma como dirigiam os seus jogos e pelas qualidades humanas que sempre revelaram no contato pessoal comigo e em campo, António Goulão e Dario Ramos foram os meus modelos de árbitro.


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August 4 - August 8 2015


NÓS… NA ÁUSTRIA

EHF 2014 Men 20 Handball

QUALIDADE, NÃO FALTA ÀS DUPLAS PORTUGUESAS Principais competições internacionais continuam a contar com a presença de duplas portuguesas. Sinal mais para a arbitragem

O

que sentiram ao receber a nomeação para o Euro sub 20 Áustria 2014? RESPOSTA CONJUNTA Recebemos a nomeação com grande satisfação, sabendo que é mais uma etapa a seguir para a nossa consolidação a nível internacional. Porque são nestas fases finais que somos observados pelas altas instâncias da EHF. De que maneira se preparam para esta competição? ROBERTO MARTINS (RM) Este tipo de competições requer uma grande exigência a nível físico. Pese embora a condição física seja primordial ao longo de toda a época, neste caso em específico, tivemos uma preparação mais cuidada devido ao grande número de jogos e ao pouco tempo de descanso entre eles. DANIEL MARTINS (DM)A preparação para este tipo de competição foca-

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se muito na condição física e na preparação mental devido à intensa atividade a que estamos sujeitos num espaço de 2 semanas. Como foram passados os dias na Áustria? RESPOSTA CONJUNTA Praticamente, durante todos os dias havia atividade física pela manhã (muito cedo) e visionamento de jogos, bem como a sua discussão de lances. Nos dias sem competição, o tempo era passado em excursões para conhecer a cultura das cidades que acolheram o campeonato. O jogo que mais recordam deste Europeu? RESPOSTA CONJUNTA Sem dúvida, o jogo que opôs a equipa da casa (Áustria) com a Suécia que decidia qual das equipas seguiria para a meia-final. Um pavilhão muito bem composto em que se jogou um andebol ao mais alto nível, no qual todos saíram satisfeitos.

Daniel e Roberto Martins no protocolo de início de jogo no Europeu Austríaco

Podem-nos contar algum episódio que tenha sucedido com vocês? RESPOSTA CONJUNTA Lembro-me de um episódio em particular, o fato de no final de um jogo algumas pessoas se dirigirem a nós e pedirem autógrafos e as famosas “selfies”, algo a que não estamos habituados. Ensinamentos que trouxeram deste Europeu? RM A partilha de vivências com as várias duplas e delegados


Este tipo de competições requer uma grande exigência a nível físico

com grande experiencia a nível internacional, enriqueceu os nossos conhecimentos tanto a nível técnico como de preparação a nível mental para jogos com maior grau de exigência. DM Muitos…. Roberto e Daniel, qual a melhor dupla deste campeonato? RM Para mim sem dúvida a dupla alemã, pela postura dentro e fora das 4 linhas. E também porque vêm com a experiência de um

campeonato onde estão as melhores equipas do mundo, os melhores jogadores do mundo e onde são realizados os melhores jogos. DM É difícil mencionar, mas apontaria os alemães porque vêm com uma “bagagem” do melhor campeonato do mundo e os suecos pela forma como aprendem. Como correu a organização do Áustria 2014? RM A organização foi simplesmente fantástica.

DM Foi uma organização profissional em que nada faltava e quando havia alguma mudança de planos, os assuntos tinham resposta imediata. Poderemos ver representada a Arbitragem Portuguesa nos Jogos de 2016? RM Eu gostaria, qualidade é o que não falta às duplas de arbitragem portuguesas. DM Estou confiante que sim, mas... APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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OPINIÃO

JOSÉ ANTÓNIO SILVA

Docente Faculdade de Desporto - UP / Treinador

A PREPARAÇÃO DO ÁRBITRO PARA A COMPETIÇÃO (PARTE I) A colaboração entre as duas classes, para a qual este artigo pretende dar um pequeno contributo, é uma das possibilidades de se desenvolver um trabalho que, em última análise, reverterá a favor da modalidade.

E

m primeiro lugar gostaria de expressar a minha satisfação pela possibilidade de contribuir para o aprofundamento da colaboração entre treinadores e árbitros, algo que há muitos anos venho defendendo. Estas duas classes têm um papel decisivo na evolução do Andebol e caminham muitas vezes de costas voltadas, o que prejudica a modalidade de que todos gostamos. De facto, a relação treinador / árbitro é caracterizada muitas vezes por um elevado nível de tensão, em consequência de diferentes percepções relativamente a diversos aspectos do jogo. Seria irreal pensar que estaremos sempre de acordo e que através de uma regulação acertada, esses momentos seriam eliminados. Partir desse pressuposto seria um erro, pelo que devemos assumir essa inevitabilidade e trabalhar em conjunto para que os seus efeitos possam ser atenuados. A colaboração entre as duas classes, para a qual este artigo pretende dar um pequeno contributo, é uma das possibilidades de se desenvolver um trabalho que, em última análise, reverterá a favor da modalidade. Ainda antes de abordar o tema principal deste artigo gostaria de enfatizar dois pontos: tenho um enorme respeito pelos árbitros, reconhecendo a grande dificuldade no desempenho da tarefa que lhes cabe; as ideias apresentadas são o reflexo de um posicionamento pessoal, não devendo ser interpretadas como uma perspectiva comum aos restantes treinadores. Nesta primeira colaboração com a revista, decidi abordar a questão da preparação do árbitro para a competição, porque entendo ser uma área que muitos descuram. Estou convicto que os árbitros, à imagem de treinadores e jogadores, se devem preparar com rigor para a sua actividade, já que arbitrar um jogo é uma tarefa exigente que obriga, entre outros factores, a elevados níveis de (i) concentração e (ii) condição física, (iii) conhecimento do jogo, bem como do (iv) regulamento. Uma preparação adequada facilitará o trabalho do árbitro e deve passar

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ESTOU CONVICTO QUE OS ÁRBITROS, À IMAGEM DE TREINADORES E JOGADORES, SE DEVEM PREPARAR COM RIGOR PARA A SUA ATIVIDADE…

pela identificação das suas próprias fragilidades, por forma a encontrar estratégias que permitam minimizar eventuais consequências. Assim como um jogador que apresenta debilidades ao nível físico deverá trabalhar para melhorar a sua performance, também o árbitro deverá investir para melhorar os aspectos em que não seja tão forte, independentemente da sua natureza.


Relativamente à concentração, existe a priori um aspecto a ter em conta: todos os jogos são importantes e exigem da parte do árbitro o máximo empenho e atenção. Como já tive a oportunidade de afirmar em diversas ocasiões, um jogo que para alguns pode ser considerado de menor importância, é para os treinadores e jogadores o momento alto da sua semana e para o qual trabalharam afincadamente várias horas. Assim sendo, espera-se que os árbitros se empenhem ao máximo em todos os momentos, independentemente do que está em causa para a sua carreira ou em termos competitivos para as equipas. Outro dos aspectos que por vezes pode contribuir para uma menor concentração é o cansaço, provocado não só pelo jogo que no momento decorre, mas também por uma sequência de jogos, sendo natural que uma dupla de arbitragem que tenha que arbitrar num curto espaço de tempo uma série de jogos se sinta afectada a este nível. Sabendo que esta situação é muitas vezes inevitável,

é necessário ter consciência da situação e encontrar a melhor forma de lidar com esta circunstância. A concentração dos árbitros pode ainda ser afectada por episódios ocorridos no jogo, de que são exemplo os conflitos com outros intervenientes e eventuais erros cometidos. Estas situações são normais na competição e no caso dos árbitros não estarem preparados para as gerir eficazmente, podem condicionar a sua actuação. Este facto deve-se por vezes à ausência de preparação a este nível, já que se entende que essas circunstâncias não se vão verificar, o que constitui um erro. Os árbitros à imagem dos treinadores e jogadores, devemse preparar para momentos em que as condições do jogo se complicam ou nos quais a sua prestação é menos conseguida, para saber como agir e ultrapassar rapidamente a situação. Muitas vezes só se equaciona um cenário em que tudo corre bem, descurando a preparação para ultrapassar os maus momentos. Relativamente à condição física, ela afigura-se como decisiva para a prestação dos árbitros tendo repercussões fundamentalmente a dois níveis: (i) na capacidade que os árbitros têm para acompanhar todos os lances nas melhores condições e (ii) para evitar o aparecimento da fadiga. A evolução recente do jogo ditou um aumento significativo da sua intensidade, bem como do número de ataques, factores que obrigaram a uma adaptação por parte dos vários intervenientes, nos quais se inclui a equipa de arbitragem. A solicitação do ponto de vista físico aumentou para todos, sendo exigido aos árbitros que acompanhem devidamente todos os lances para que os possam avaliar da melhor forma. Assim a disponibilidade para realizar acções semelhantes às dos jogadores, como sprint`s e mudanças de direcção, bem como a capacidade para as repetir num curto espaço de tempo, têm que ser características dos árbitros actuais. Para além deste aspecto mais relacionado com acções pontuais, os árbitros deverão ter também a capacidade para recuperar entre esforços, potenciando os momentos de pausa no jogo, evitando assim o aparecimento da fadiga. Esta questão é decisiva, visto que muitos dos jogos mais intensos e com elevada competitividade se decidem no final, devendo a dupla de arbitragem estar na melhor condição para avaliar correctamente, reduzindo ao mínimo indispensável o efeito da fadiga na sua prestação. Tendo em vista uma preparação eficaz a este nível, é imperioso que o árbitro desenvolva um trabalho sistemático e bem dirigido. No próximo número serão abordadas as questões do conhecimento do jogo e do regulamento como parte integrante da preparação do árbitro para a competição. APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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CAPA

Hugo Virgílio

É NECESSÁRIO CRIAR INCENTIVOS DE VÁRIAS ORDENS PARA CAPTAR NOVOS VALORES PARA A ARBITRAGEM

Do ponto de vista qualitativo a arbitragem portuguesa está bem e recomenda-se. Não é por acaso que os organismos internacionais confiam cada vez mais nos árbitros portugueses para as grandes competições internacionais. 16

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N

CAPA

Na sua opinião considera verdadeira a afirmação de que a arbitragem portuguesa atravessa um momento de crise? Do ponto de vista qualitativo a arbitragem portuguesa está bem e recomenda-se. Não é por acaso que os organismos internacionais confiam cada vez mais nos árbitros portugueses para as grandes competições internacionais. No entanto, do ponto de vista quantitativo, o cenário já não é tão risonho. Existe hoje um défice muito grande de árbitros para satisfazer todas as necessidades das federações e associações regionais. Há, neste aspeto, um caminho a percorrer que necessariamente terá de passar por criar uma carreira de arbitragem com mais incentivos para captar jovens para esta nobre função que é a arbitragem. Portugal tem registado alguns casos de sucesso de árbitros e juízes em diferentes modalidades a nível internacional. Que análise faz destes exemplos nacionais? De facto, a arbitragem portuguesa tem alcançado lugar de destaque a nível internacional. Lamentavelmente, os órgãos de comunicação social não têm dado grande relevo a todos os sucessos que a arbitragem portuguesa tem conseguido. O Estado e as próprias instituições desportivas nacionais também não têm sabido dar o reconhecimento de tais feitos. Portugal pode orgulhar-se de ter tido nos últimos Jogos Olímpicos de Londres 2012 uma grande representação a nível da arbitragem, tendo inclusive o orgulho de termos 4 árbitros a dirigir finais olímpicas, temos árbitros portugueses nas fases finais de Campeonatos do Mundo em diversas modalidades ou em Campeonatos da Europa,

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bem como em finais de competições europeias. Os sucessos alcançados pela arbitragem portuguesa são o resultado de um grande trabalho desenvolvido em primeira instância pelos próprios árbitros, mas também é a consequência do labor das federações desportivas e principalmente dos conselhos de arbitragem. Também não posso deixar de referir que Portugal tem hoje pessoas de reconhecida competência a desempenhar os mais elevados cargos em instituições internacionais o que também muito nos orgulha. Importa que, não abdicando dos princípios de seriedade e honestidade com que desempenham as suas funções, não esqueçam o importantíssimo papel que podem desempenhar para ajudar ao desenvolvimento da arbitragem portuguesa. Numa perspectiva global quais os pontos determinantes que ainda julga serem necessários implementar para definitivamente a arbitragem portuguesa atingir elevados padrões de qualidade? Como referi, a arbitragem portuguesa está num patamar elevado. Basta atentar ao facto de na maioria das modalidades os árbitros conseguirem atingir níveis que infelizmente os outros agentes não conseguem atingir. Mas temos de ter a consciência de que a evolução é uma constante, devendo sempre caminhar na busca da excelência. Existe um défice quantitativo de árbitros em Portugal, fator importante que deve ser combatido para conseguirmos patamares de excelência. É pois necessário criar incentivos de várias ordens para captar novos valores para a arbitragem. É necessário melhorar a formação dos árbitros, perfeitamente dispare nas várias modalidades. Não percebo por que razão as Federações não unem sinergias para desenvolver mais e melhores formações. Poderiam usufruir de meios humanos e técnicos que certamente individualmente não dispõem. Nesta área a CAJAP também pode desempenhar um papel de relevo. Dou-lhe outro exemplo, a Fundação do Desporto e as Federações poderiam proporcionar a utilização de recursos físicos de excelência, como sejam os Centros de Alto Rendimento, para a preparação dos árbitros. Lamentavelmente estas infraestruturas de excelência não servem os árbitros. Lamentavelmente ainda há muitos dirigentes que olham para a arbitragem como um mal necessário em vez de compreender que é um meio indispensável para a evolução qualitativa das modalidades. Mas, em nome da verdade, é importante referir que muito se tem feito em prol dos árbitros. Para não me repetir, destaco agora a recente profissionalização dos árbitros, que certamente contribuirá para termos melhores árbitros.


Se tivesse que apontar um modelo estrangeiro de gestão para arbitragem qual escolheria? E porquê da sua opção por esse modelo? Não existem modelos perfeitos. A resposta a esta questão é muito variável pois os modelos variam de modalidade para modalidade. No andebol revejo-me no modelo francês e no dos países nórdicos; no futebol aprecio o modelo inglês e italiano; no rugby também gosto do modelo inglês e francês, etc. Não deixo de salientar o modelo inglês de gestão da arbitragem no futebol que é um verdadeiro case study, onde a arbitragem está fora da esfera das federações e ligas profissionais, é gerida pelos árbitros através de sociedade a quem as instituições desportivas recorrem para contratar a prestação de serviços. Inexiste qualquer interferência por parte das Federações e Ligas Profissionais e muito menos por parte de clubes desportivos, na gestão da arbitragem e tão pouco têm o poder eletivo das pessoas que gerem a arbitragem.

RAIOS X

HUGO VIRGÍLIO

NOME Hugo Filipe Baía Lopes Simões Virgílio IDADE 41 anos DATA NASCIMENTO 12 de junho de 1973 CARGO Presidente C.A.J.A.P. - Confederação das Associações de Juízes e Árbitros de Portugal FORMAÇÃO ACADÉMICA Mestrado em Direito DADOS DO SEU PERCURSO • Árbitro de Andebol de 1992 - 2007 • Presidente da Direção APAOMA de 2002 - 2010 • Vice-presidente da Direção CAJAP de 2006 - 2012 • Presidente da Direção CAJAP 2012 - …. • Conselheiro do Conselho Nacional de Desporto 2012 - …

Relativamente aos outros elementos da arbitragem que nem sempre são reconhecidos, casos dos delegados e observadores, como se encontram as suas situações neste momento? O que podem as diferentes modalidades exigirem a estes agentes? O papel dos observadores é extremamente importante para o desenvolvimento da arbitragem. São eles que analisam e avaliam os árbitros, tarefa que é da maior relevância para os Conselhos de Arbitragem poderem gerir adequadamente os recursos humanos que têm à sua disposição. Mas os observadores têm também uma função pedagógica importantíssima junto dos quadros de arbitragem. Já os delegados têm uma função não tão direcionada para os árbitros (apesar de auxiliarem nos jogos), mas têm antes uma função de salvaguarda da boa aplicação dos regulamentos federativos e de garante da equidade entre as equipas. Também foi árbitro de Andebol. Quais os aspetos que salientaria como essenciais para que um árbitro possa atingir o patamar máximo da arbitragem nesta modalidade? Existem inúmeros fatores que devem ser conjugados para se atingir o patamar da excelência. Destaco alguns que considero fundamentais para o desempenho das funções dos árbitros: seriedade, consistência, comunicação, capacidade de decisão, equilíbrio, integridade, capacidade de julgamento, confiança, prazer e motivação, boa condição física, boa condição psicofisiológica, boa condição emocional e boa condição técnica e conhecimento das regras de jogo. APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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CAPA

É também extremamente importante a estabilidade familiar e profissional, dois pilares que se não forem devidamente sólidos podem fazer desmoronar tudo. Que balanço faz aos anos em que pertenceu aos quadros nacionais da FAP? Foram 15 anos dedicados à arbitragem do andebol. Logicamente que passados tantos anos, o balanço só pode ser muito positivo. Do ponto de vista desportivo consegui alcançar o topo de uma carreira a nível nacional. Tive o privilégio de arbitrar com excelentes pessoas e com todos muito aprendi. Privei com imensas pessoas por quem nutro profundo respeito e consideração. Qual a sua opinião sobre o atual momento da arbitragem nacional no andebol comparativamente ao momento em que ainda exercia as funções de árbitro? Verifico existir um claro fosso entre as nossas duplas mais credenciadas e as restantes. Importa trabalhar para mitigar esta diferença qualitativa. Por outro lado, verifico existir menos experiencia por parte dos árbitros, situação a que não é alheio o facto das duplas mais experientes terem progressivamente vindo a abandonaram a atividade cada vez mais cedo, facto que considero dever merecer uma profunda reflexão por parte do Conselho de Arbitragem. Existe ainda um claro retrocesso no que diz respeito às relações interpessoais, devendo os árbitros ter plena consciência de que os jogadores, treinadores e dirigentes são parte ativa do jogo, não podendo, de forma alguma, ser tratados como inimigos. Na sua perspectiva, os árbitros jovens têm atualmente maiores possibilidades de progressão na carreira do que tinham os árbitros jovens há 10 anos atrás? Inexiste uma clara definição de carreira de árbitro e muito menos uniforme a todas as modalidades. Como acima referi a CAJAP está atualmente a trabalhar nesse sentido. Considero, no entanto, que a contrário sensu, este facto

VERIFICO EXISTIR UM CLARO FOSSO ENTRE AS NOSSAS DUPLAS MAIS CREDENCIADAS E AS RESTANTES. 20

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leva a que os jovens árbitros tenham atualmente maiores possibilidades de progressão do que há dez anos atrás, pois temos verificado algumas ascensões vertiginosas. Quando iniciei a minha carreira de árbitro de andebol, apesar do valor que cada um demonstrava, só se conseguia chegar à primeira divisão após vários anos e após ter percorrido pelo menos 5 níveis. Hoje, certamente pela falta de árbitros, a ascensão é muito mais rápidas. No entanto, o problema do acesso às insígnias internacionais mantêm-se inalterado. Como sabemos, quando um jovem inicia a sua carreira na arbitragem logicamente que é com a legítima ambição de um dia poder ser árbitro internacional. Sucede que, no quadro atual, apenas poderá almejar tal desiderato quando os atuais árbitros internacionais deixarem de o ser, o que normalmente só acontece em final de carreira. Se atendermos a que os árbitros internacionais têm 33 anos equivale a dizer que ainda poderão arbitrar ao mais alto nível durante os próximos 12 anos. Quer isto dizer, na prática que um jovem de 18 anos que entre agora na arbitragem só poderá almejar chegar ao patamar mais elevado da arbitragem quando tiver 30 anos. Sucede que com esta idade já poucas (para não dizer nenhumas) hipóteses têm de alcançar as insígnias da EHF, sobretudo porque as federações entendem não os indicar. Logicamente que, não havendo reais expectativas de poder chegar ao topo da carreira, é muito difícil conseguir captar novos árbitros, como é também difícil motivar os que cá andam. Por este motivo, e também para que os árbitros internacionais não se acomodem com o que já conseguiram, defendo que sejam criados objetivos claros e exequíveis para cada dupla internacional, devendo a Federação dar todas as condições para alcançarem tais objetivos, mas definindo também regras penalizadoras para eventual insucesso. Uma das funções que também desempenhou foi a de presidente da Direção da APAOMA. Como vê o momento atual desta associação? A APAOMA é uma associação de classe na qual os árbitros, oficiais de mesa e observadores se revêm e amplamente reconhecida pela FAP e associações regionais. Felizmente o Presidente da Direção da FAP, a Direção e o Conselho de Arbitragem são pessoas sérias e competentes, que promovem o diálogo com a Associação e que diligenciam atividades conjuntas. Existe hoje um ambiente profícuo para o desenvolvimento do andebol onde logicamente a APAOMA se insere. Também me revejo na gestão atual da APAOMA, pois apesar de todas as limitações que conheço melhor


Jantar anual de árbitros do CREAR - Lisboa

do que ninguém, conseguiram dinamizar algumas iniciativas que são da maior relevância para os quadros de arbitragem, como seja a negociação dos abonos com o CA ou a “auditoria” às classificações dos árbitros. Não posso deixar de saudar a criação da revista da APAOMA. Muitas das tarefas que os dirigentes associativos promovem, apesar de serem extremamente importantes para os árbitros, não são visíveis aos olhos destes, existindo muitas críticas extremamente injustas (inclusive de quem nem sequer se digna pagar quotas). Infelizmente só quem produz é sujeito a criticas, quem, pelo contrário, nada faz não é alvo de qualquer censura. No seu período de presidência sentiu mais dificuldades ou facilidades em implementar as ideias preconizadas pela APAOMA? Quais foram as razões para tal? O nascimento de qualquer instituição é sempre complicado. No caso da APAOMA as dificuldades foram maiores porque os anteriores projetos de constituição de uma associação de classe foram mal sucedidos. Antes de termos constituído a associação os árbitros deixavam ao livre arbítrio de terceiros as decisões sobre tudo o que dizia respeito à sua atividade pois não tinham qualquer voz ativa. Muitas vezes os árbitros viram os seus legítimos interesses e direitos serem prejudicados e remetiam-se ao silêncio com justificados receios de verem as suas carreiras desportivas prejudicadas. Creio que a APAOMA foi muito importante para alguma

emancipação por parte dos árbitros. Talvez a minha maior mágoa seja constatar que alguns exdirigentes da Federação nunca perceberam as motivações da APAOMA, a sua função adentro da modalidade e o potencial que poderia retirar dela. Pasme-se o facto da Direção da APAOMA, enquanto associação representativa dos árbitros, nunca ter sido convidada pelos Conselhos de Arbitragem para qualquer reunião ou iniciativa. Este exemplo elucida na perfeição as dificuldades por que passamos, felizmente as coisas estão bem diferentes Não deixarei também de referir que a APAOMA se viu confrontada com a “guerra” entre a Liga e a FAP tendo tido um papel extremamente importante, não só para a defesa dos árbitros, mas também na salvaguarda da imagem do andebol. Recordo ainda que os árbitros se viram, pela primeira vez, a braços com sérios problemas fiscais. Soubemos unir esforços e arranjar soluções para minorar os prejuízos dos árbitros. Intentamos inclusive vários processos judiciais contra a Administração Fiscal em vários Tribunais do país, de Braga a Beja, e todos tiveram sentenças favoráveis para os árbitros. Todos estes processos foram totalmente graciosos para os árbitros. A APAOMA constitui garantias bancárias e eu próprio fui fiador dos árbitros. Recordo ainda que apesar de todas as dificuldades com que nos deparamos, conseguimos negociar equipamentos para todos os árbitros e oficiais de APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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CAPA

Tomada de posse dos órgãos sociais da CAJAP em em 2008

mesa. Orgulho-me de não termos feito qualquer distinção dentro de campo entre os árbitros, todos receberam equipamentos iguais. Também não posso deixar de referir os obstáculos com que nos confrontamos para conseguir que os pagamentos aos árbitros fossem feitos atempadamente, os quais, inclusive, chegaram a ser feitos através da APAOMA. Mas tenho orgulho em afirmar que os nossos esforços foram sempre recompensados, pois nunca os árbitros iniciaram uma época sem que fossem previamente liquidadas todas as verbas da época anterior. Apesar de tudo isto, hoje asseguro que o maior obstáculo que encontramos foram sem dúvida alguma os próprios árbitros. Apesar de trabalharmos arduamente e graciosamente na APAOMA apenas e só em prol deles, inclusive com prejuízo para as nossas carreiras desportivas, é com alguma mágoa que constatei a falta de reconhecimento dos próprios árbitros. Logicamente que é sempre possível fazer mais e melhor e assumo alguns erros cometidos, mas não posso deixar de manifestar a minha mágoa pela falta de um simples “obrigado” por parte de quem teve ajuda graciosa, quer através de apoio jurídico, de adiantamentos financeiros, de constituição de fiador, etc. Quero referir, que desde a constituição até à nossa saída da APAOMA, nenhum membro da Direção alguma vez recebeu qualquer verba, seja a que titulo for, da APAOMA. Todas as despesas tidas no exercício dos poderes que nos foram conferidos foram por nós suportadas com custas pessoais. Começamos sem dinheiro e, mesmo com enorme défice de pagamento de quotas, conseguimos deixar um saldo positivo superior a 10.000,00 euros.

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A APAOMA É UMA ASSOCIAÇÃO DE CLASSE NA QUAL OS ÁRBITROS, OFICIAIS DE MESA E OBSERVADORES SE REVÊM E AMPLAMENTE RECONHECIDA PELA FAP E ASSOCIAÇÕES REGIONAIS De uma forma geral, considera ser compensador a dedicação completa à vida da arbitragem? Só é árbitro quem realmente Ama a arbitragem, pois atualmente as compensações são verdadeiramente escassas. E quem ama … Mas que há vida para além da arbitragem isso não tenho qualquer dúvida. Qual a mensagem que deixaria aos árbitros que iniciam a carreira desportiva neste momento? A arbitragem é uma função verdadeiramente extraordinária dentro do jogo. A nobre e honrosa tarefa do árbitro enquanto responsável por fazer cumprir as regras, os regulamentos, o espírito do jogo, do fair-play merecem o nosso esforço e abnegação. Certamente que com vontade, trabalho e dedicação almejarão os patamares que se propõem alcançar.


OPINIÃO

CARLOS CAPELA

Esc. de Formação de Árbitros de And. de Aveiro

SANÇÃO PROGRESSIVA

Com este texto quis não só falar das regras e de como as aplicar em jogo, mas levantar o véu sobre o outro lado do andebol e a forma como veem o jogo aqueles que procuram apenas permitir que sejam os atletas as estrelas

N

a minha opinião, há dois aspetos que definem uma arbitragem: a boa aplicação da lei da vantagem, pois sendo o andebol um desporto de contato físico é imperioso saber geri-lo corretamente, e o bom uso da sanção disciplinar, não só como fator decisivo para punir excessos no contato entre jogadores, mas também para manter a ordem e o respeito dentro do campo. Dedico o meu artigo desta edição à aplicação da sanção disciplinar. É, talvez, o aspeto em que é mais difícil o trabalho do árbitro. Agradar a todos, definindo e aplicando uma linha disciplinar coerente, é uma tarefa complicada e requer muito esforço e concentração do primeiro ao último minuto. Esta “linha disciplinar” deve marcar o limite que o árbitro permite. Todos os intervenientes no jogo devem perceber até onde podem ir, e essa linha é marcada e mantida pelos árbitros. Os árbitros, ao definirem corretamente esta linha, acabam não só por mostrar a todos o que podem esperar da sua atuação, mas também por marcar a sua própria imagem. Neste particular, os primeiros dez ou quinze minutos são de enorme importância. Existe a tendência, talvez natural, de facilitar ou de “ir ver até onde dá”, mas essa gestão tem de ser feita com pinças. Uma exceção, feita conscientemente, pode abrir um precedente muito grave na condução do jogo e conduzir à perda total do controlo do jogo. Os jogadores e treinadores compreendem muitas vezes melhor uma falha involuntária na análise de um lance do que uma exceção deste género. E é precisamente nesta fase inicial do jogo que devem surgir os cartões amarelos. A advertência é um ato público, em que o árbitro diz claramente a todos aquilo que permite e o que está na disposição de punir. O cartão amarelo é um aviso para toda a equipa, e esta forma de ver a punição mais leve de todas justifica umas linhas… é que a esmagadora maioria dos agentes de um jogo entendem que um cartão se aplica só à ação de um jogador e deve ser analisado independentemente. Não! O cartão amarelo é um aviso para toda a equipa! Vamos lá com um exemplo. Imaginemos que, aos cinco minutos de jogo, o pivô da

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equipa atacante recebe a bola de costas para a baliza. O defesa agarra-o por trás e não o deixa rodar para a baliza. O defesa deve ser punido com cartão amarelo. Neste momento, toda a equipa se encontra advertida para o facto de esta ser uma ação punível com sanção disciplinar. Se, mais tarde, o pivô atacante voltar a receber a bola e for impedido de rodar para a baliza por estar a ser agarrado por trás por outro jogador, o infrator não deve ser punido com nova advertência, mas sim com exclusão de dois minutos! “Mas a falta foi igual”, vão reclamar os colegas e treinadores do jogador punido. Só que a questão é que é precisamente por ser igual que a exclusão deve ser atribuída. O cartão amarelo, apesar de ser mostrado a um jogador, aplica-se, no que toca ao “tipo de falta”, a toda a equipa. Aqui, deixem-me só fugir ao tema por um instante para dizer que nestas ocasiões em que puni atletas


FOTO ANTÓNIO OLIVEIRA

por agarrarem o pivô por trás, inúmeras vezes os atletas punidos me disseram (especialmente os mais jovens), e cito, “mas o meu treinador manda-me defender assim”. Para os treinadores da formação, fica aqui o meu forte apelo a trabalhar esta técnica defensiva. É aqui que surge a necessidade de distinguir os conceitos de “sanção disciplinar” e “sanção progressiva”. Na prática, são conceitos que se misturam, mas são termos frequentemente mal usados. O entendimento que se deve ter de “sanção progressiva” difere do de “sanção disciplinar” na medida em que trata de situações como a que descrevi em cima. São sanções cuja gravidade é progressiva e evolui com o jogo e a seriedade da ação. Já uma sanção disciplinar pode ou não ser progressiva, pois pode ser resultado de uma ação que justifique imediatamente uma punição severa ou resultado de algo

que aconteceu previamente, e daí a sua progressividade. É essencial referir que nada obriga a começar o jogo usando o cartão amarelo. Cada situação pede uma análise da parte dos árbitros, pelo que, sendo possível à dupla de arbitragem conduzir o jogo começando pelas sanções mais leves, tanto melhor, mas se o momento o exigir, existem exclusões e desqualificações como sanções possíveis, que devem e podem ser usadas desde o início se tal for necessário. Após o limite máximo de três cartões amarelos por equipa, passamos a outro nível de punição. A exclusão pode ser motivada por uma questão de “progressividade” na sanção, como já referi em cima, ou por uma ação que o justifique de imediato. Neste último caso devem incluir-se todas as ações em que o jogador infrator não tem em consideração o perigo em que coloca o adversário. Nenhum árbitro deve facilitar perante situações deste tipo. O andebol é um desporto viril, em que a agressividade deve estar sempre presente, mas dentro de certos limites. Compete aos árbitros punir os excessos que inevitavelmente surgem em cada jogo. Compete aos jogadores respeitar a integridade física dos seus adversários. Compete aos treinadores trabalhar as suas equipas para que o andebol seja jogado dentro das regras. É verdade que muitas vezes os contatos que ocorrem não são intencionais, e é preciso saber distingui-los dos que podemos apelidar de “maldosos”, mas é difícil julgar intenções e devemos puni-los mesmo assim. Seja voluntário ou não, um contato incorreto acaba por deixar marca em quem o sofre, e esse deve ser, acima de tudo, o critério decisivo. Estou em crer que muitas das pessoas que leem esta revista não são árbitros, e por isso desconhecem que existem critérios tão claramente definidos. Como tal tomo a liberdade de começar por transcrever um excerto da regra 8:4, que define esses critérios e dá exemplos de situações que merecem uma exclusão imediata de dois minutos. “8:4 (…) a) Faltas que se cometem com grande intensidade ou contra um adversário que está a correr rápido; b) Agarrar um adversário por um largo período de tempo, ou fazê-lo cair ao solo; c) Faltas dirigidas à cabeça, pescoço ou garganta; d) G  olpear fortemente o tronco ou o braço de remate; e) Tentar que o adversário perca o controlo do seu corpo (por exemplo: agarrar a perna/pé de um adversário que está a saltar); f) Correr ou saltar a grande velocidade sobre um adversário.“ (CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO)  APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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CLUBES COM HISTÓRIA

PASSOS MANUEL – 50 ANOS DE HISTÓRIA NO ANDEBOL DE LISBOA

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NAAL Passos Manuel, um dos clubes de Lisboa e do País com maior historial no andebol, particularmente na área de formação, onde é um dos poucos emblemas com títulos nacionais em todos os escalões etários, comemorou os 50 anos de atividade ininterrupta com um conjunto de cerimónias de enorme significado e teve também a felicidade de reunir, neste ano tão importante, dois feitos de grande valor e de grande vitalidade, como foram a manutenção da sua equipa de seniores masculinos na Divisão 1 e a ascensão da sua equipa de seniores femininos ao escalão principal, após conquista do título de Campeão Nacional da 2a Divisão. Conjuga-se assim, na época 2014/15, uma presença simultânea nos principais campeonatos de ambos os

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géneros, um feito único na modalidade nos nossos dias, e extremamente raro em toda a história do andebol nacional. Independentemente dos muitos sucessos no plano competitivo, o historial deste clube lisboeta fica especialmente marcado por uma postura de clube que sempre apoiou o seu desenvolvimento nos jovens. Jovens que o iam procurando para a prática desportiva e que, fruto de experiências vividas no próprio clube, acabavam por desenvolver o interesse e se empenharem na condução e desenvolvimento das próprias actividades e nas mais diversas responsabilidades: dirigentes, treinadores, etc. Sendo quase um oásis num panorama de inexistência de associativismo desportivo no centro histórico da Cidade, uma zona simultaneamente muito carenciada de instalações desportivas qualificadas, o Passos Manuel, ao longo destas cinco décadas tem lançado milhares de atletas no desporto federado, para além dum notável trabalho de colaboração com as autarquias locais, mais vocacionado para o fomento da iniciação à prática desportiva e da animação pré-desportiva. Diga-se a propósito que este clube de origem escolar é tradicionalmente um dos muito poucos a nível nacional


que dispõe de atletas em todos os escalões etários de ambos os sexos, cotando-se década após década entre os clubes com maior número de praticantes. Para o desenvolvimento das suas diversas vertentes de treino, o ”Passos”, como é normalmente conhecido, tem utilizado diversos tipos de instalações desportivas da Escola e da cidade, com flutuações e restrições que têm provavelmente constituído o principal entrave ao desenvolvimento das suas potencialidades. No momento atual, o Passos utiliza um total de 7 instalações para treinos, muito embora e desde há cerca de duas décadas, centre a maioria da sua atividade de treino competitivo nas instalações do Complexo Desportivo da Lapa e a realização de jogos no Pavilhão da Quinta de Marrocos fruto, neste caso, de um virtuoso protocolo de colaboração e desenvolvimento com o Sport Lisboa e Benfica. Para além do já referido historial de grande riqueza quantitativa e qualitativa, onde se sinaliza o lançamento de dezenas de atletas internacionais, treinadores reconhecidos e dirigentes da modalidade, a nível nacional e internacional, o Passos Manuel continua a manifestar grande vitalidade, desenvolvendo actualmente um projecto em parceria e com grande

apoio das autarquias, escolas e algumas empresas, denominado FUN&BOL, que movimenta centenas de crianças daquela zona da cidade, em actividades de animação desportiva e de iniciação ao andebol. Deste modo, a participação das equipas mais representativas nos mais altos patamares do andebol nacional, acaba por ser um merecido prémio e uma importante referência para o trabalho desenvolvido e a desenvolver. Realce para o papel junto das gerações mais jovens, possibilitando-lhes exemplos e modelos que poderão reforçar a sua ambição e motivação para o aperfeiçoamento e a especialização. Finalmente será de registar que esta ascensão competitiva do Passos tem constituído um interessante polo de atracão para trazer de novo às bancadas e aos fóruns internos do clube, muitos ex-atletas que naturalmente se haviam afastado das atividades e que agora voltam a partilhar e recordar muitas e ricas experiências vividas no seu “Passos Manuel”. O Desporto Nacional precisa destes clubes e dos seus protagonistas, intencionalmente incógnitos, mas que na sombra desenvolvem um papel fundamental junto das populações, num país com tão baixos índices de prática desportiva. APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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UM FIM DE SEMANA COM...

Catarina Ascensão — EX Mecalia Atletic Guardés

CAMPEONATO ESPANHOL COM SOTAQUE MADEIRENSE Continuamos a nossa viagem pela europa, deslocando-nos até à Galiza. Lá encontramos Catarina Ascenção, com quem dialogamos na véspera da deslocação a Bilbao

SÁBADO

Hora de despertar; após me preparar desloco-me para o pavilhão.

jogamos fora, em regra, comemos sempre dois pratos, o primeiro prato (massa) e o segundo prato (frango com arroz ou batata frita). A sobremesa é um iogurte ou uma peça de fruta.

6h00

16h30

Saída do pavilhão no autocarro do Guardes com os grandes motoristas, Rocha e Angel. A deslocação hoje é para Bilbao, todas estamos equipadas com as almofadas e mantas, sendo que algumas de nós se deitam no chão a dormir, outras preferem descansar nos assentos e assim começamos uma viagem de muitas horas.

Chegamos a Bilbao, hora para lanchar e um pequeno passeio pela cidade.

Dia de jogo, em Bilbao, às 19h

5h30

17h30

Paragem habitual em Godiña para o pequeno-almoço de equipa.

Hora e meia antes da hora marcada para o início do jogo estamos no pavilhão. A primeira coisa que fazemos é meter música no balneário. Em seguida todas nos penteamos e equipamos. Quando estamos preparadas o nosso treinador vem ao balneário dar a palestra e os últimos conselhos para o jogo.

8h00

19h00

Retomamos a viagem onde, em regra dormimos mais um bocado.

Jogo com PROSETECNISA ZUAZO

11h00

A seguir ao jogo jantar, onde todas falamos sobre o jogo

7h30

Já despertas ocupamos o tempo que resta da viagem com atividades entre nós: jogamos às cartas, vemos filmes no autocarro, cantamos, vemos as paisagens, cada uma ocupa-se com a sua melhor distração.

13h00 Paragem para almoçar. Quando

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21h00

22h00 Iniciamos a viagem de regresso A La Guardia. Começamos sempre por ver um filme e tentamos dormir o resto da viagem, o que por vezes não conseguimos mas é sempre muito desconfortável.


RAIOS X

CATARINA ASCENÇÃO

Catarina Ascenção, equipada a rigor, em jogo e sempre atenta a mais uma jogada (cima) e com a sua equipa (em baixo) após a conquista de mais um jogo de grande dificuldade

NOME Catarina Raquel Côrte Ascensão LOCAL E DATA DE NASCIMENTO Funchal, 22 de setembro de 1992 POSIÇÃO Ponta Direita CLUBES Clube Desportivo Infante, Clube Sports Madeira, Madeira SAD e Mecalia Atlético Guardés INTERNACIONALIZAÇÕES 64 MELHOR ATLETA PORTUGUESA E ESTRANGEIRA NA SUA POSIÇÃO Patrícia Rodrigues (JAC Alcanena) e Alexandra Nascimento (Brasil) SETE IDEAL COM QUEM JOGOU GR Virgínia Ganau (Madeira Andebol SAD) PE Cláudia Aguiar (Madeira Andebol SAD) LE Mónica Soares (Madeira Andebol SAD) C Estela Doiro (Mecalia Atlético Guardés) LD Alesia Kurchankova (Mecalia Atlético Guardés) (Madeira Andebol SAD) PD Carmen Martin (Madeira Andebol SAD) P Renata Tavares (Madeira Andebol SAD) TREINADOR MARCANTE Vitor Rodrigues (Club Sports Madeira) TÍTULOS Campeã regional, Campeã Nacional 2011/2012, Taça e Super Taça 2011/2012 e Taça e Super taça 2012/2013 PROFISSÃO Jogadora de andebol CIDADE IDEAL PARA VIVER Ilha da Madeira PRATO PREFERIDO Espetadinha e bolo do caco com manteiga d’alho BEBIDA PREFERIDA Frutos vermelhos FILME PREFERIDO Hachiko FILME PREFERIDO Um homem com sorte MÚSICA PREFERIDA Adoro qualquer género de música, depende dos momentos para ouvi-las.

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UM FIM DE SEMANA COM...

DOMINGO

15h00

8h00 A viagem está perto do fim. Paragem em Godiña para tomar o pequeno-almoço (opcional)

9h00

Aproveito a tarde de Domingo para dar um passeio com os amigos, tomar um café. Tempo ainda para falar com a família e com os meus amigos da Madeira. Aproveito para matar as saudades de todos.

Finalmente chegamos, em casa já eu e a minha colega de equipaque reside comigo dormimos mais um bocado, já que no autocarro é bastante difícil.

21h00

13h00

Volto para casa, vejo a minha série “la que se aviciña” e acabo sempre por adormecer muito rápido devido ao cansaço. 

Já repostas do sono preparamos o almoço (variamos muito a alimentação).

Por norma ao Domingo janto com amigos. Após o jantar vamos a um bar ouvir uma música.

23h00

O QUE ELES DIZEM... CATARINA ASCENÇÃO “Enquanto irmã, podemos dizer que sempre foi uma referência de força, de determinação e de coragem! É uma grande mulher e nunca desistiu daquilo que realmente a faz feliz. Gostamos imenso dela e sabemos acima de tudo, que é uma amiga para a vida!” JOANA e MARTA ASCENSÃO, irmãs.

és uma campeã fora e dentro de campo, em vários sentidos. Sempre lutas-te por aquilo que querias e conseguido ou não atingir os teus objetivos fizeste-o sempre com um sorriso na cara, o que para mim é de louvar. Continua assim cunhada a lutar por aquilo que queres com um sorriso para todos. Beijinhos” SÉRGIO ABREU, amigo.

“A Catarina é, sem dúvida, a melhor filha que uma mãe poderia ter! Dedicada e atenta, nunca se esquece do que verdadeiramente é importante. É uma menina muito especial, super divertida e com uma personalidade muito vincada. Amo-te muito minha guerreira.” SANDRA FREITAS, mãe.

“Dirijo-me a ti como amigo e não como cunhado para dizer que

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“Catarina é uma atleta persistente, lutadora que quer superar os obstáculos diariamente. Nunca está satisfeita. Para mim uma atleta exemplar, porque são nos momentos difíceis (reunir força interior, suportar dores físicas e emocionais) que reconhecemos aqueles a quem chamamos GRANDE ATLETA.” Victor Rodrigues, ex-treinador.

ARBITRAGEM Quais as principais diferenças notam entre a arbitragem Portuguesa e a Espanhola?? A arbitragem é muito mais rigorosa, quer a nível disciplinar, quer a nível técnico. Outro fator que noto diferença, é a relação entre o árbitro e as equipas (conseguimos dialogar). O contacto físico é muito mais forte e os árbitros não marcam tantas faltas, deixam jogar mais. Acho que essa é a maior diferença entre Portugal e Espanha.


OPINIÃO

JORGE FERNANDES

Docente de Educação Física e Desporto

NO VERÃO O ANDEBOL É NA PRAIA Terminada a época de pavilhão, a “tribo” do Andebol volta-se agora para a vertente de praia. O grande espetáculo na areia vai começar.

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FOTO ANTÓNIO OLIVEIRA

A

modalidade demorou a crescer e a cimentar o seu lugar entre as modalidades outdoor, contudo neste momento o cenário é bem diferente. Hoje em dia, de norte a sul as praias e os campos de areia nesta altura de Verão agitam-se com os fantásticos fins-de-semana recheados de boa competição. Curiosamente nasceu num país com pouca expressão no Andebol e teve como ponto de partida, os conhecimentos adquiridos pelo seu criador noutra modalidade, mais concretamente o Voleibol que já possuía a sua vertente praticada na praia. Em boa altura o Prof. Briani teve a visão de que poderia fazer o transfer do Andebol jogado nos pavilhões para uma superfície como a areia das praias. Foi o início de uma história feliz desta modalidade que delicia os seus fãs no indoor mas que de igual forma faz delirar os espectadores que acompanham os jogos nos campos de areia. E o que faz o Andebol de Praia ser tão vibrante e espectacular e em simultâneo diferenciar-se tanto daquele que se pratica em pavilhão? Os aspetos essenciais como as acções técnicas, as regras e a influência que cada um exerce sobre o outro. A areia permite realizar determinadas acções técnicas individuais, particularmente em termos ofensivos, que se revestem de uma enorme beleza e espetacularidade e as quais só são possíveis presenciar no Andebol de Praia. São referência essencialmente os remates em pirueta completa, as “jogadas” aéreas e os golos marcados pelos guarda-redes, todas muito procuradas pelos jogadores dado que as regras ditam que as mesmas quando resultem em golo sejam beneficiadas de um ponto extra. Esta particularidade nas regras é um dos aspetos vitais para a modalidade pois motiva as equipas e os seus melhores executantes a realizarem estas mesmas ações com elevada frequência, no intuito de alcançar em cada ataque os dois pontos. Além desta regra já referida, existe uma outra que pode ser considerada como fator incentivador do jogo

ofensivo e da procura pela melhor estratégia defensiva numa constante busca pela vitória, que é concretamente a divisão do jogo em dois períodos com resultados separados, ou seja, a vitória num deles não garante a vitória no jogo, para tal é necessário que uma equipa vença os dois períodos. No caso de empate nos períodos, o jogo ganha uma nova intensidade e entusiasmo, pois é necessário recorrerem aos sempre exigentes e espectaculares “shootout” (um contra o guarda-redes). É neste contexto de proporcionar grandes espetáculos que Portugal acompanhou o desenvolvimento da modalidade, muito por força do empenho e capacidade de trabalho de algumas associações regionais que se dedicaram a fundo mas igualmente pelo apoio que a FAP concedeu na estruturação da modalidade que em 1994 foi reconhecida oficialmente pela IHF. Em termos do trabalho das associações, destaca-se a realização dos circuitos regionais, e de alguns torneios, os quais fazem movimentar muitos praticantes e


HOJE EM DIA, DE NORTE A SUL AS PRAIAS E OS CAMPOS DE AREIA NO VERÃO AGITAM-SE COM OS FANTÁSTICOS FINS-DE-SEMANA RECHEADOS DE BOA COMPETIÇÃO.

equipas, que transformam a praia num excelente palco desportivo. No entanto, o trabalho das associações não se esgota somente nestes aspetos, pois há o trabalho já iniciado na formação, precisamente nos centros de treino. Este trabalho de formação parece-me extremamente importante porque a modalidade precisa manter-se em crescimento e para tal os seus praticantes precisam atingir níveis elevados de desenvolvimento, que serão mais facilmente alcançáveis com a prática regular ao longo do ano, através de sessões de treinos, tal e qual como se processam numa qualquer modalidade de pavilhão. A visão de promover a melhor preparação dos jogadores do futuro é muito bem concebida, até porque as selecções nacionais irão beneficiar desse desenvolvimento para alcançar sempre os melhores desempenhos em termos das competições internacionais em que irá marcar presença. Por outro lado, a perspectiva da formação também passará por garantir

um maior número de praticantes, que com certeza se traduzirá num maior número de competições e por consequência um aumento do número de público adepto da modalidade. A dinâmica e a implementação que a modalidade já possui, são comprovadas pelo calendário nacional oficial para este ano, onde para além dos circuitos regionais se destaca a realização do 1º Congresso de Andebol de Praia, organizado pela Associação de Leiria, e de um torneio Ibérico da responsabilidade da Associação de Aveiro conjuntamente com a Federação Galega de Balonmano. Deste calendário ainda há que realçar duas competições importantes como são o Campeonato Universitário e o Campeonato do Desporto Escolar. Ambas visam um público-alvo onde a modalidade poderá encontrar um caminho para a sua expansão, “angariando” novos praticantes. Um destaque positivo que merece o Andebol de Praia português prende-se com o fato deste já ser praticado em regiões interiores do país.  APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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Joana Resende (CALE - Clube de Andebol de Leça), Carlos Resende (Liberty ABC/UMinho) e Patrícia Resende (Colégio de Gaia)

CLÃ RESENDE Considerado por muitos o melhor jogador português de andebol de todos os tempos, Carlos Resende, é o atual treinador do ABC de Braga e pai de duas jovens promissoras do nosso andebol. É com eles que o Gerações desta edição se foi encontrar

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F

ala-nos um pouco sobre ti. O teu dia a dia fora do andebol? CARLOS RESENDE (CR) O meu dia a dia de andebol é muito variado e por vezes algo preenchido, isto é: sou docente no ISMAI e na FADEUP e uma das unidades curriculares que lecciono é de Andebol; depois no final da tarde viajo rumo a Braga para o trabalho de treinador do Liberty ABC/UMinho, este resulta na participação nos treinos/jogos, no planeamento e nas diversas análises de vídeo; termino normalmente o dia como pai da Patrícia, ao ir buscá-la ao treino no Colégio de Gaia. Para lá deste dia a dia normal teremos que “contabilizar” todas as horas de enorme prazer a disfrutar de andebol de qualidade como espectador (da Champions League ou das Competições Internacionais!).

FOTO S CEDIDAS POR CRISTINA RESENDE

GERAÇÕES


RAIOS X

JOANA RESENDE

NOME Joana dos Santos Resende LOCAL E DATA DE NASCIMENTO Porto, 23 de Março de 2001 POSIÇÃO Lateral esquerdo e central CLUBES CALE INTERNACIONALIZAÇÕES 0 MELHOR ATLETA PORTUGUÊS E ESTRANGEIRO NA SUA POSIÇÃO Nuno Grilo (ABC UMinho) e Mikkel Hansen (PSG) SETE IDEALCOM QUEM JOGOU PE Madalena Barbosa (CALE) PD Catarina Lages (CALE) LE Catarina Silva (CALE) C Mariana Almeida (CALE) LD Beatriz Prata (CALE) e Mariana Moreira (CALE) P Catarina Freitas (CALE) GR Maria Ramos (CALE) TREINADOR MAIS MARCANTE Vitor Pinto (CALE) TÍTULOS 1 PROFISSÃO Estudante CIDADE IDEAL PARA VIVER Porto PRATO PREFERIDO Lasanha BEBIDA PREFERIDA Água FILME PREFERIDO Nenhum em especial LIVRO PREFERIDO A coleção toda do ‘Hunger Games’ MÚSICA PREFERIDA Não tenho música preferida

RAIOS X

CARLOS RESENDE

NOME Carlos Alberto da Rocha Resende LOCAL E DATA DE NASCIMENTO Marvila, Lisboa, 29 de maio de 1971 POSIÇÃO Lateral Esquerdo e Central foram as posições que mais tempo joguei, no entanto, iniciei a minha carreira nos seniores como Extremo Esquerdo, passei por Central, evoluí para Lateral Esquerdo e terminei como Central/Lateral Esquerdo CLUBES Atleta: Ateneu da Madre Deus, SCP, FCP e ABC; Treinador: FCP e ABC INTERNACIONALIZAÇÕES 253 jogos internacionais, cerca de 22 pelos escalões de formação e 233 na Seleção Nacional A MELHOR ATLETA PORTUGUÊS E ESTRANGEIRO NA SUA POSIÇÃO Jorge Rodrigues e João Gonçalves, e o sueco Magnus Wislander (considerado o jogador do Século XX) SETE IDEALCOM QUEM JOGOU PE Rui Rocha e Ricardo Andorinho PD Ricardo Costa e Rui Almeida LE Eduardo Filipe e Yuriy Kostetsky C Victor Tchicoulaev e Jorge Rodrigues LD Filipe Cruz e Alexandre Barbosa P Carlos Galambas e Alexandru Dedo GR Paulo Morgado e Carlos Ferreira TREINADOR MAIS MARCANTE Todos os treinadores me marcaram de forma extremamente positiva, apenas irei sublinhar a importância que o Professor José Tomás teve na minha formação como desportista e como cidadão! TÍTULOS Como atleta, 7 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 4 taças da Liga. Como treinador, 1 Campeonato Nacional, 1 Taça de Portugal e 1 taça da Liga PROFISSÃO Treinador e Professor Universitário CIDADE IDEAL PARA VIVER Porto PRATO PREFERIDO A comida tradicional portuguesa BEBIDA PREFERIDA Água FILME PREFERIDO Um que tenha ação, suspense e não tenha um final demasiado óbvio! LIVRO PREFERIDO De preferência um livro técnico MÚSICA PREFERIDA Música Portuguesa, especialmente as letras do Pedro Abrunhosa e a voz da Manuela Azevedo

RAIOS X

PATRÍCIA RESENDE

NOME Patrícia dos Santos Resende LOCAL E DATA DE NASCIMENTO Porto, 2 de agosto de 1997 POSIÇÃO Lateral direito e Pivot CLUBES CALE e Colégio de Gaia INTERNACIONALIZAÇÕES 12 jogos internacionais, pela seleção juniores B MELHOR ATLETA PORTUGUÊS E ESTRANGEIRO NA SUA POSIÇÃO Tiago Rocha (Wisla Plock) e Noddesbo (FC Barcelona) SETE IDEALCOM QUEM JOGOU PE Sara Andrade (Colégio de Gaia) LE Sandra Santiago (Colégio de Gaia) C Rita Neves (Alavarium) LD Vanessa Silva (Colégio de Gaia) PD Anaís Gouveia (Sports Madeira) P Helena Soares (Colégio de Gaia) GR Irina (Colégio de Gaia) TREINADOR MAIS MARCANTE Paula Marisa (Colégio de Gaia) TÍTULOS Campeã regional nas iniciadas e Campeã Nacional do Desporto Escolar PROFISSÃO Estudante CIDADE IDEAL PARA VIVER Stratford, Reino Unido PRATO PREFERIDO Arroz de pato BEBIDA PREFERIDA Sumo de laranja natural FILME PREFERIDO Missão Impossível LIVRO PREFERIDO A message in a bottle MÚSICA PREFERIDA The XX Intro

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GERAÇÕES

Sou desportista, pelo que qualquer derrota não é um mau momento, mas sim uma forma de me ajudar a depois conseguirmos chegar à vitória.

PATRÍCIA RESENDE (PR) O meu dia-adia é maioritariamente vocacionado para a parte académica, mas também concílio isto com o andebol e com tempos de lazer. JOANA RESENDE (JR) O meu dia-a-dia é principalmente os estudos. Quando tenho tempos livres, para além do andebol, gosto de conviver com os meus amigos e com a minha família. O Andebol para ti é…? CR Uma paixão e uma forma de vida! PR Um hobby, no sentido de que é um dos meus passatempos favoritos (sendo que não pode servir de derivativo às ocupações habituais pois faz parte do meu dia-a-dia). JR Para mim, o andebol já não é simplesmente um desporto, é a minha paixão. Não me importava de jogar andebol de manhã, à tarde e à noite. Ao longo dos tempos, o andebol tem-me feito crescer e ganhar novas experiências e amizades. Carlos define a Patrícia, como atleta e como filha. CR A Patrícia é como atleta aquilo que é como filha, uma jovem que dá sempre o máximo de si, é extremamente organizada, responsável, humilde e ambiciosa! Carlos define a Joana, como atleta e como filha. CR A Joana é uma atleta que iniciou a prática desportiva bastante mais cedo, quando comparada com a irmã, e revela enorme apetência para o desporto, em termos globais, no andebol revela um enorme potencial que necessita de ser muito trabalhado. Como filha é muito carinhosa e em termos académicos segue de muito perto o crescimento da irmã. Patrícia define o Carlos Resende, como treinador e como pai. PR Como treinador é alguém empenhado e ambicioso, com capacidades naturais de liderança

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e paixão pela modalidade. Como pai é uma pessoa amiga e carinhosa que está lá sempre para me ajudar a seguir os meus sonhos, sem me impor barreiras ou metas. JR Carlos Resende, como treinador, é uma excelente pessoa capaz de ensinar as diversas coisas do andebol. É amigo dos atletas, e tem paciência a ensinar os mais novos, e nesse caso eu posso falar porque ele também foi uma das pessoas que me ajudou imenso a compreender o básico do andebol, como o meu treinador no clube que ando. Posso dizer que ele é um grande treinador, porque é capaz de fazer mudar uma equipa completamente, fazendo-a “crescer”. Como pai, é o meu melhor amigo. Aquele que me ensina os valores… os princípios… as atitudes que um ser humano e atleta devem ter. O que sentes ao ver a Patrícia jogar? CR em primeiro lugar, um enorme prazer por ser minha filha, por outro, gosto de a ver jogar por ser uma atleta extremamente empenhada e astuta! O que sentes ao ver a Joana jogar?

CR O sentimento de ver a Joana é de todo idêntico ao ver a Patrícia, pois são filhas que adoro e obtenho enorme prazer em acompanhar o seu crescimento como pai. Aproveito para sublinhar – como pai. Pois a tarefa de treinador deixo para os de direito! O que sentes quando entras num pavilhão (recordo que o fazes praticamente desde bebé) e vês o teu pai, primeiro como jogador e agora como treinador, sabendo que ele foi o melhor jogador português de todos os tempos e é um símbolo da modalidade? PR Pelo facto de já ter nascido neste meio, acho que é uma coisa extremamente normal, mas também é sempre bom ver que todos os esforços que ele fez ao longo da vida foram compensados, é um ótimo modelo a seguir! JR Como já estou habituada a vêlo jogar e treinar, isso já é normal para mim, contudo fico sempre maravilhada com as coisas que ele é capaz de fazer e ensinar. Quais as diferenças entre a(s) atleta(s) e a filha(s)?


CR Nenhuma, são as mesmas pessoas!

Não consigo classificar nenhum momento da minha carreira desportiva como o ‘pior’ pois é com os erros que podemos aprender e melhorar.

Como andebolista o que sentes em ter o Carlos Resende como pai? PR Sinto que é um privilégio ter alguém a que a qualquer momento posso recorrer e me pode ajudar a melhorar. JR Sinto-me muito bem, como qualquer outra pessoa sentiria, ao ter ao seu lado alguém que quando fosse necessário algo nos fosse ajudar incondicionalmente. Concordas com o novo modelo competitivo do Andebol 1, ou como treinador és adepto do modelo anterior, em que a regularidade era premiada, em detrimento da espetacularidade que os play off trazem à prova? CR Como treinador sou adepto de um modelo competitivo que valorize todos os jogos durante uma época desportiva, pois um campeonato deve ser uma prova de resistência e não uma prova de sprint. Para tal, já existem competições e ainda poderemos criar/desenvolver novas, com esse espírito competitivo! Concordas com o modelo competitivo da 1ª Divisão de Seniores Femininos. Primeiramente um campeonato em que jogam todas as equipas a duas voltas no sistema casa fora depois play off’s ou preferias um modelo em que a regularidade fosse mais premiada? PR Embora já à duas épocas que tenho a felicidade de poder participar nos jogos da equipa sénior, não é algo que esteja muito à vontade para responder. Mas acho que um modelo que favorecesse a regularidade seria mais justo de certa forma. É fácil conciliar a tua vida profissional com a tua vida pessoal, pois para além de treinador de andebol no ABC és docente na FADEUP, no ISMAI e aluno de Doutoramento na FADEUP? CR Não, não é nada fácil! Aliás se fosse fácil qualquer outro o faria!

Contudo, até ao momento não tenho tido sucesso no Doutoramento! O segredo está em conseguir abstrair das restantes tarefas na execução de outra, isto é, é crucial dar tudo na actividade que desenvolvemos no momento, e não pensar nas restantes, pois se for esse o caso, o mais certo é não conseguir executar nenhuma com o padrão de qualidade que nos exigimos! É fácil conciliar a tua vida profissional com o andebol? PR Com um bocado de organização e estabelecendo prioridades todas as semanas, penso que é uma coisa fácil de se fazer. JR Muito fácil. O andebol ajuda-nos a ser muito organizadas. Quando gostamos daquilo que fazemos arranjamos sempre tempo para tudo. Assim, consigo conciliar a escola, o estudo em casa, o andebol e o lazer. Qual foi o melhor e pior momento na tua carreira desportiva? CR O pior momento desportivo foi a eliminação prematura no

Campeonato Nacional pelo S. Bernardo, enquanto treinador do FCP (quando um mês antes tínhamos vencido a Taça da Liga, na final, precisamente, o S. Bernardo!!!). O melhor momento resulta no pensamento dos troféus que ainda conquistarei! PR Não consigo classificar nenhum momento da minha carreira desportiva como o ‘pior’ pois é com os erros que podemos aprender e melhorar. Os melhores momentos foram sem dúvida as amizades que fiz ao longo dos meus anos de andebol. JR O melhor foi ter conquistado o meu primeiro titulo de campeã nacional pelo escalão acima e ter sido uma mais-valia na conquista do mesmo. Sou desportista, pelo que qualquer derrota não é um mau momento, mas sim uma forma de me ajudar a depois conseguirmos chegar à vitória. Por isso, não tenho piores momentos. Carlos, na tua opinião o que deve mudar no Andebol em Portugal? APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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GERAÇÕES

O sentimento de ver a Joana é de todo idêntico ao ver a Patrícia, pois são filhas que adoro e obtenho enorme prazer em acompanhar o seu crescimento como pai. Aproveito para sublinhar – como pai. Pois a tarefa de treinador deixo para os de direito! CR Neste momento necessitamos de um factor de desenvolvimento muito forte para que nos seja possível entrar, novamente, num ciclo virtuoso! De referir, a pouca visibilidade nos media que as principais provas e interpretes ainda têm! Patrícia, o que deve opinião mudar no Andebol Feminino em Portugal? PR Não tenho suficiente conhecimento para poder responder a essa questão. Joana, o que deve na tua opinião mudar no Andebol Feminino em Portugal, que pensas que poderia trazer mais atletas, amigas tuas por exemplo, para o andebol? JR Não tenho conhecimentos suficientes para responder a esta questão. O que pensas do atual momento da Arbitragem portuguesa comparando com a arbitragem nos teus tempos de jogador? CR Como houve uma clara clivagem

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nas idades médias das duplas de arbitragem é possível observar uma certa falta de experiência em algumas abordagens, no entanto, já existe neste momento um conjunto de duplas que acumularam muita experiência. Tenho a expectativa que num curto espaço de tempo nos seja possível assistir a um conjunto de árbitros com muito sucesso nacional e internacional! O que pensas da Arbitragem portuguesa? PR Penso que a mentalidade de toda a gente é sempre querer mais, claro que os árbitros não são nem nunca serão perfeitos, ninguém o é. Mas queremos sempre melhor. O que pensas da Arbitragem portuguesa, há muitas diferenças entre os árbitros que arbitram os teus jogos e os que vês arbitrar os jogos do teu pai, tu que és uma privilegiada de teres acesso aos jogos de topo do nosso andebol?

JR Acho que na formação deveriam existir árbitros com mais capacidade para ensinar e não como os que existem que, tal como nós, estão a aprender. No Verão, o Andebol não para, muda somente de local, vai até à praia… Gostas de Andebol de Praia? O que pensas desta variante do Andebol? CR Eu adoro todas as formas de andebol! Bem, no andebol de praia não simpatizo muito com as piruetas...! Ah, ainda tenho muito prazer a jogar! PR É uma ótima maneira de manter os jogadores ativos entre as épocas. Gosto bastante de jogar e tenho uma equipa formada com amigas, as 2much 4you. O ano passado fomos campeãs regionais do circuito de Aveiro e vice-campeãs nacionais. JR Eu gosto imenso do Andebol de Praia. Ainda não tive o prazer e oportunidade de fazer parte de uma equipa, contudo acho esta variante do Andebol diferente e muito apelativa para continuarmos sempre ativas com este desporto. 


ÉPOCA 2013/2014

QUADRO DE HONRA 2013-2014 PROVA

CLUBE

ASSOCIAÇÃO

Camp. Nac. 1ª Div. Sen. Masc.

FC Porto Vitalis

Porto

CD Xico Andebol

Braga

Arsenal C. Devesa

Braga

SL Benfica

Lisboa

AA Avanca

Aveiro

AA Águas Santas

Porto

CCR Alto do Moinho

Setúbal

Académico FC

Porto

Alavarium Love Tiles

Aveiro

NAAL Passos Manuel

Lisboa

CD Juve Lis

Leiria

JAC Alcanena

Santarém

CA Leça

Porto

C Sports Madeira

Madeira

CDSP Oleiros

Aveiro

Sporting CP

Lisboa

Sporting CP

Lisboa

Madeira Andebol SAD

Madeira

Madeira Andebol SAD CD Xico Andebol Clássicos de Guimarães VG — Café do Rossio

Madeira

Nbelchior/Académico

Leiria

EFE — Os Tigres

Aveiro

2Much4U

Aveiro

ANDEBOL 1 PO 02 Camp. Nac. 2ª Div. Sen. Masc.

PO 03 Camp. Nac. 3ª Div. Sen. Masc.

PO 04 Camp. Nac. 1ª Div. Jun. Masc.

PO 05 Camp. Nac. 2ª Div. Jun. Masc.

PO 06 Camp. Nac. 1ª Div. Juv. Masc.

PO 07 Camp. Nac. 2ª Div. Jun. Masc.

PO 08 Camp. Nac. Inic. Masc.

PO 09 Camp. Nac. 1ª Div. Sen. Fem.

PO 10 Camp. Nac. 2ª Div. Sen. Fem.

PO 11 Camp. Nac. Jun. Fem.

PO 12 Camp. Nac. Juv. Fem.

PO 13 Camp. Nac. Inic. Fem.

PO 14 Encontro Nacional de Inf. Fem.

PO 15 Encontro Nacional de Inf. Masc.

PO 20 Taça de Portugal Sen. Masc.

PO 22 Supertaça Sen. Masc.

PO 23 Taça de Portugal Sen. Fem.

PO 24 Supertaça Sen. Fem.

Torneio nacional de Veteranos Veteranos Masculinos

Andebol de Praia Master's Masculinos

Andebol de Praia Master's Femininos

Andebol de Praia Rookie's Masculinos

Andebol de Praia Rookie's Femininos

Braga Leiria

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EM FOCO

Campeão nacional seniores masculinos

FC PORTO VITALIS

FOTO NUNO LOPES/ADOPTARFAMA/FC PORTO

Na cidade Invicta, a sua equipa de andebol conquistou o primeiro “hexa” do andebol português, em competiçoes masculinas. Quisemos saber o que três obreiros dessa conquista pensam sobre o mesmo

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FUTEBOL CLUBE PORTO - VITALIS CAMPEÃO NACIONAL 2013 / 2014 - SENIORES MASCULINOS DATA NASCIMENTO

NOME

POSIÇÃO

INTER.

ALTURA (CM)

PESO (KG)

1ª ÉPOCA NO FC PORTO

CLUBE ANTERIOR

1

Alfredo Quintana

20-mar-88

Guarda-redes

201

92

2010/11

Sel. Cuba

2

Nuno Carvalhais

23-ago-94

Lateral-esquerdo

44

197

91

2004/05

FCP

5

Gilberto Duarte

6-jul-90

Lateral-esquerdo

83

195

93

2007/08

Lagoa AC

6

Ricardo Mourão

21-fev-95

Ponta-esquerda

40

178

80

2006/07

FCP

7

Vasco Santos

25-jun-93

Lateral-esquerdo

33

199

93

2013/14

ADA Maia ISMAI

9

João Ferraz

8-jan-90

Lateral-direito

105

198

94

2012/13

Madeira Andebol SAD

10

Miguel Martins

4-nov-97

Central

37

190

80

2013/14

ADA Maia ISMAI

11

Belmiro Alves

2-jan-94

Lateral-esquerdo

106

194

93

2003/104

FCP

12

João Moniz

1-maio-95

Guarda-redes

38

190

97

2013/14

Delta Belenenses

13

Pedro Spínola

20-ago-83

Lateral-direito

16

186

87

2009/10

Delta Belenenses

15

Daymaro Salina

1-set-87

Pivot

200

101

2011/12

Sel. Cuba

16

Hugo Laurentino

22-jul-84

Guarda-redes

107

188

87

2005/06

Évora AC

17

Tiago Rocha

17-out-85

Pivot

137

195

104

2002/03

CDC São Paio de Oleiros

19

Ricardo Moreira

28-abr-82

Ponta-direita

75

185

87

2004/05

FCP

22 Alexis Borges

6-out-91

Pivot

-

195

115

2013/14

Sel. Cuba

23 Wilson Davyes

7-set-88

Central

117

192

90

2008/09

jogou em Espanha

24 Hugo Santos

2-mar-92

Ponta-esquerda

61

179

68

2013/14

ADA Maia ISMAI (emp.)

25 Francisco Leitão

14-abr-95

Pivot

22

190

100

2011/12

CA Leça

27 Hugo Rosário

8-mar-91

Lateral-esquerdo

77

195

93

2003/04

Madeira Andebol SAD

31

7-fev-90

Ponta-direita

44

185

79

2003/04

ABC UMinho

34 Ruben Sousa

22-mar-95

Pivot

22

193

94

2011/12

Gondomar Cultural

55 Miguel Baptista

26-out-95

Lateral-direito

65

196

96

2011/12

FCP

88 Mick Schubert

17-mar-88

Ponta-esquerda

193

82

90

2013/14

Ajax Copenhaga DEN

Miguel Sarmento

PRESIDENTE - Jorge Nuno Pinto da Costa DIRETOR - José Vitorino Magalhães Pacheco Silva TEAM MANAGER - Armando Nuno Martins Leitão TREINADOR - Ljubomir Obradovic TREINADOR ADJUNTO - Ricardo Alexandre Martins Teixeira Costa FISIOTERAPEUTA - António Carlos Tavares Quintela Santos

AS MOVIMENTAÇÕES PARA A ÉPOCA 2014 / 2015 Entradas Saídas

Edgar Landim (Delta Belenense); Nuno Gonçalves (Sporting CP); Nuno Roque (Águas Santas Milaneza); Wesley Freitas (Handebol Taubaté) Hugo Rosário, João Moniz e Belmiro Alves (todos p/ Águas Santas Milaneza); Nuno Carvalhais, Miguel Sarmento e FranciscoLeitão, (todos p/ ADA Maia ISMAI); Pedro Spínola (Sporting CP); Tiago Rocha (Wisla Polock); Wilson Davyes (HBC Nantes) Ricardo Costa Ex.- Tr. Adj. Para Treinador principal da equipa ADA Maia ISMAI

APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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EM FOCO

RICARDO MOREIRA (O CAPITÃO)

Q

ue significado tem para ti a conquista do hexa campeonato e o facto de pela primeira vez o FC Porto Vitalis ter estado na EHF Champions League? Individualmente as conquistas nesta época desportiva foram de facto, um dos pontos mais altos na minha vida desportiva. A presença na EHF Champions League foi inédita no clube e a conquista do HexaCampeonato foi inédita tanto no clube como no Andebol Nacional. Desta forma e pelo facto de serem conquistas fantásticas, como capitão de equipa, senti um enorme prazer em poder desfrutar deste incrível feito juntamente com um grupo de atletas, treinadores e dirigentes, que por direito próprio se evidenciaram

ao longo de pelo menos estes 6 anos. Não posso esquecer que nestas conquistas os adeptos sempre estiveram bem presentes, e fizeram do “Dragão Caixa” a nossa fortaleza, quase sempre intransponível. Como capitão de equipa tens responsabilidades, uma delas é, certamente, incutir nos novos atletas que chegam ao FC Porto Vitalis o espírito de ser dragão. O que é, concretamente, ser dragão? O que significa uma das frases mais ouvidas no meio desportivo nacional “Quem passa pelo FC Porto fica dragão, aprende-se a ser portista”?

O espírito do FC Porto é algo um pouco inexplicável e indescritível para o cidadão comum ou para o adepto/atleta dos clubes rivais. Ser Dragão, Ser Portista ou Ser Porto são frases habituais no vocabulário Portista e, na minha opinião, associados aos valores que o clube evidencia como sendo essenciais nas suas conquistas passadas, recentes e futuras: ambição, paixão, competência, rigor. A estes valores junta-se um factor indissociável: o de estar num clube inigualável. Como capitão de equipa todos tento da melhor maneira evidenciar aos atletas mais recentes no clube, que dentro dos objectivos pessoais de cada individuo, estes mesmos valores são essenciais para novas conquistas colectivas, assim como da própria melhoria individual. No entanto todos dentro do clube, fazem com que os atletas se sintam em casa, sintam que não lhes falta nada para que o seu rendimento desportivo seja óptimo. 

JOÃO PEDRO RIBAS (O ADEPTO)

U

m clube, uma cidade, uma região… Ribas o que representa para ti o FC Porto? O Porto, enquanto Cidade e por tudo aquilo que representa, significa tão só o impulso para o qual todos os Portistas se orientam. Denominada como Cidade Invicta, gera a ambição que todos reconhecem no Clube. Aquela mesma que qualquer Atleta que aqui entra rapidamente afirma perentoriamente que nesta Casa apenas se admite Vencer e que isso representa o Estado Natural de Ansiedade por Triunfos e muita dificuldade em lidar com qualquer Derrota. Quando acontece, ela tem

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

de ser rapidamente eliminada do consciente de todos. Representa igualmente o Espírito Solidário e a Hospitalidade das Pessoas e Adeptos do Clube. Todo Tripeiro sabe honrar o passado tão rico que outros ajudaram a construir aquando do apoio que prestaram à conquista de Ceuta, fornecendo todos os mantimentos às Armadas e ficando apenas com coisas tão “elementares” como as Tripas para se alimentar. Serviu para se inventar um Grande Prato, da mesma forma que no Clube nos levam sempre os melhores Jogadores e sabemos sempre renovar a Equipa formando


TIAGO ROCHA (A FIGURA)

T

iago, que significado tem para ti a conquista do hexa-campeonato e teres sido o primeiro atleta português a entrar no sete ideal da Chapions league? O hexa-campeonato é o reflexo do excelente trabalho que se tem desempenhado no FCPorto, toda a estrutura trabalha de forma exemplar e se assim não fosse não o o tínhamos comemorado e entrado na história do andebol português. Senti-me muito orgulhoso de fazer parte da primeira equipa do FCPorto na CL, a primeira vitória na CL e ser o primeiro português a fazer parte do 7ideal, contudo nada seria possível sem o contributo de toda a equipa. Sendo tu considerado um dos embaixadores do nosso andebol,

mais Atletas capazes de nos manter no Topo! Fazemos da Solidariedade e do Espírito de Sacrifício duas Armas tão Fortes como poucos ou nenhuns se podem orgulhar. Para mim o FC Porto é um Orgulho Tripeiro, capaz de honrar todos os Valores que sempre me foram incutidos. Obrigado FC Porto! É costume dizer-se no meio andebolístico nacional que jogue onde jogar, o FC Porto Vitalis nunca estará sozinho, já que é comum ver adeptos portistas em todos os pavilhões nacionais, sendo a equipa do FC Porto Vitalis a que maior assistência tem em

estado de evolução, espero que assim continue e que sejam muitos portugueses a emigrar e a mostrar que existe bastante qualidade no nosso país, se abrirão portas para que novos atletas tenham uma maior evolução.

vais pela primeira vez representar um clube estrangeiro. Qual a tua opinião sobre o valor dos atletas portugueses atualmente, sendo que já alguns noutros campeonatos que não o português? O andebol português está em

Tiago o que é ser portista? Uma mensagem para os adeptos do FC Porto Vitalis… Representar o FCPORTO fez parte da minha formação, aprendi a defender as cores de uma “nação” azul e branca que honra o seu escudo a cada momento, é um sentimento muito forte que guardarei para toda a vida, tudo que vivi, tudo que lutei pelo Porto será eterno. Ser Portista é tudo isto, é honrar um emblema com uma mística de vitória que não tem fim. Obrigado a todos os adeptos pelo carinho que sempre tiveram por mim, orgulho de ser dragão e ter conquistado tantos títulos com vocês

média no campeonato nacional. O que sentes como adepto do FC Porto ao saber isso e qual a importância dos adeptos do FC Porto Vitalis na conquista do Hexa? Não me compete a mim conferir a Importância dos Adeptos na conquista do Hexa. Isso são os Jogadores e Treinadores que devem responder. Antes afirmo que a Equipa de Andebol tem um Significado muito forte para os Adeptos que normalmente marcam presença nos Jogos onde o FC Porto joga. A Garra, a Crença, a Força e a Ambição que demonstram em Campo, o Respeito

que sempre revelaram por cada Adepto e a Alegria que passam por envergar a Camisola deste Clube, são mais que suficientes para provar a importância desta Equipa para as Pessoas. Se a tudo isto lhe juntarmos o facto de serem Hexacampeões diria que poderemos falar num cenário mais que perfeito. Todavia, nenhum desses Triunfos ultrapassa o nosso Orgulho por eles tão bem representarem os Valores do FC Porto na forma como jogam. Jamais teremos uma Alegria maior que o simples facto de sermos Portistas e tudo que isso representa! APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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EM FOCO

Campeão Nacional Seniores feminos

ALAVARIUM LOVE TILES

FOTO JOSÉ CARLOS [V&V]

Finda mais uma época desportiva análise à equipa Bi-campeã femina. Em Aveiro, escolhemos 4 obreiros do titulo para nos falarem da conquista do Bi Campeonato

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014


ALAVARIUM LOVE TILES PLANTEL CAMPEÃO NACIONAL 2013 / 2014 - SENIORES FEMININAS NOME

DATA NASCIMENTO

POSIÇÃO

INTER.

ALTURA (CM)

PESO (KG)

1ª ÉPOCA NO ALAVARIUM

CLUBE ANTERIOR

1

Diana Roque

26-fev-87

Guarda-redes

4

170

69

2009 / 10

A. D. Sanjoanense

2

Mariana Lopes

9-dez-94

Lateral Esquerda

76

175

67

2005 / 06

ALAVARIUM AC -Formação

3

Maria Ramos *

1-abr-96

Ponta Direita

12

171

62

2007 / 08

ALAVARIUM AC -Formação

4

Ivete Marques

24-nov-87

Pivot

-

170

67

2003 / 04

C. D. São Bernardo

5

Viviana Rebelo

3-set-86

Pivot

-

168

64

2012 / 13

N. D. Santa Joana - MAIA

6

Ana Neves

14-jun-96

Central

30

160

58

2012 / 13

A. D. Sanjoanense

7

Soraia Domingues

3-set-91

Ponta Direita

-

158

68

2008 / 09

L. A. Aguada de Cima

8

Ana Marques

6-set-90

Ponta Esquerda

29

171

58

2011 / 12

A. D. A. Col. João de Barros

9

Lisa Antunes

19-set-93

Ponta Direita

20

170

62

2011 / 12

C. P. Valongo do Vouga

10

Filipa Fontes (Capitã)

30-abr-88

Central

23

165

54

2010 / 11

N. D. Santa Joana - MAIA

11

Mónica Soares

5-jul-94

Lateral Esquerda

127

174

64

2013 / 14

Madeira Andebol S. A. D.

12

Andreia Madaíl

31-mai-91

Guarda-redes

-

169

75

2003 / 04

ALAVARIUM AC -Formação

13

Cláudia Correia **

26-mai-90

Lateral Esquerda

57

170

66

2009 / 10

S. I. M. Porto Salvo

14

Ana Almeida

24-jul-91

Lateral Direita

16

173

68

2009 / 10

A. C. R. Saavedra Guedes

15

Inês Rocha

31-ago-94

Guarda-redes

-

174

77

2008 / 09

ALAVARIUM AC -Formação

16

Inês Branco

8-mai-91

Central

-

157

67

2002 / 03

ALAVARIUM AC -Formação

17

Carla Dias

14-mai-94

Ponta Esquerda

-

160

54

2007 / 08

ALAVARIUM AC -Formação

18

Ana Seabra

31-jul-77

Universal

231

162

64

2012 / 13

C. D. E. Gil Eanes

19

Ana Moreira ***

15-set-89

Central

-

158

52

2013 / 14

I. C. Madalenense

8-dez-95

Pivot

71

180

90

2012 / 13

L. A. Aguada de Cima

20 Soraia Fernandes *

Transferiu-se em Dezembro de 2013 do Alavarium LOVE TILES para o Académico FC - Porto

**

Transferiu-se em Fevereiro de 2014 do Alavarium LOVE TILES para o PAOK Salónica (Grécia)

***

Ingressou no Alavarium LOVE TILES em fevereiro 2014

PRESIDENTE - Isabel Maria Ramos Pereira

aG

DIRETOR - Francisco José Oliveira Gamelas TREINADOR - Ulisses Miguel Couceiro Pereira TREINADOR ADJUNTO - Carlos Manuel Andril Neiva FISIOTERAPEUTA - Carolina Pita Correia Caleiro Vieira DIRETOR DE CAMPO - Filipe Ricardo Oliveira Silva

AS MOVIMENTAÇÕES PARA A ÉPOCA 2014 / 2015 Entradas

Carlos Neiva - Treinador (Ex Juvenis Alavarium AC); Isabel Góis - Guarda Redes (Ex Madeira Andebol SAD); Sara Sousa”Cacau” - Lat Dir (Ex C. S. Madeira); Mariana Sousa - Lat Esq (Ex C. S. Madeira); Brynhildur Sól Eddudóttir - Lat (Ex Fana IL), Joana Ferreira (Junior)

Saídas

Ulisses Pereira - Treinador (C. D. São Bernardo); Ana Seabra - Universal (Términus carreira); Diana Roque - Guarda Redes (HCM Râmnicu Vâlcea); Ana Marques - Ponta Esquerda (Términus carreira) APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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EM FOCO

O

que significou a conquista do bi-campeonato para ti e para o Alavarium Love Tiles? Para o Alavarium Love Tiles foi a sua afirmação como grande potência do andebol feminino português. O primeiro título colocou-nos na ribalta mas o segundo mostrou que não foi por acaso que conseguimos esse primeiro e que, daqui para a frente, o Alavarium já mostrou que é uma verdadeira potência. Para mim, é o culminar de um trabalho de 11 anos neste clube. No primeiro ano de iniciadas, no campeonato regional de Aveiro apenas conseguíamos vencer uma equipa e, 11 anos depois, somos

a melhor equipa portuguesa. Tenho muito orgulho no trabalho que fiz neste clube, contando sempre com treinadores e jogadoras de uma dedicação enorme e, para mim, este bi-campeonato significa fechar com chave de ouro 11 anos fabulosos que tive neste clube. A certa altura da época, uma onda de lesões assolou o plantel sénior do Alavarium Love Tiles, a isso juntou-se ainda a saída da Cláudia Correia para o PAOK. Sempre acreditaste na conquista do bi-campeonato ou houve alguma pare da época em que chegaste a pensar que tal não era possível?

ANA SEABRA (A FIGURA)

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

FOTO JOSÉ CARLOS [V&V]

Q

ue significado tem para ti a conquista do bi-campeonato e teres sido a única atleta portuguesa a ser campeã nacional em 3 clubes diferentes? Este campeonato ao contrário dos outros foi sentido de uma forma diferente por tudo o que passei ao longo do ano, motivado por uma lesão no ombro, e que me condicionou em muitos momentos da época. Só queria puder ajudar a minha equipa a conquistar mais este troféu. Também pelo elevado número de lesões que a equipa teve ao longo do ano, muita gente não acreditava que a equipa conseguisse alcançar o bi-campeonato e penso que a forma como a equipa reagiu, cresceu e

acreditou que podia ser capaz, sendo uma equipa jovem, me orgulhou de alguma forma. Existem mais atletas que conquistaram campeonatos em mais de três clubes diferentes, mas o bi-campeonato em três clubes diferentes realmente não tenho a certeza. Só posso sentir orgulho por o ter conseguido com o trabalho de todos e por fazer parte da história de clubes que nunca tinham sido campeões. Sendo considerada por muitos como uma das embaixadoras do andebol feminino em Portugal, sentiste algo especial por teres terminado a tua carreira ao serviço de um clube da tua região, Aveiro? Como vês o andebol feminino

FOTO FAP

ULISSES PEREIRA (O TREINADOR)

Houve um momento da época em que tivemos mais jogadoras lesionadas do que sãs. Nessa altura, mesmo achando que seria muito difícil repetirmos o título, achei sempre que era possível. Sobretudo, porque estas jogadoras têm alma de campeãs e sempre acreditei que, na hora da verdade, esse carácter tão especial, viria ao de cima. A minha preocupação nessa altura foi fazer as jogadoras acreditar e a verdade é que, vitória após vitória, todos começámos a acreditar e quando se dá vida a um campeão tudo pode acontecer. Por isso, este título teve um sabor muito especial pois passámos por tantas dificuldades ao longo da época que só um grupo muito forte e especial conseguiria repetir o título. 

no distrito de Aveiro? O Andebol feminino no distrito de Aveiro tem mostrado ao longo destas últimas décadas que tem crescido a vários níveis. Desde a participação das equipas da região nas fases finais dos diferentes escalões de formação, que tem alcançado resultados de relevo, ao número de atletas que têm integrado as seleções nacionais e que se têm destacado ao longo dos anos, como atletas influentes e importantes nas respetivas seleções, mesmo com destaque internacional nas diferentes fases finais de campeonatos da europa, desde o trabalho das seleções regionais que têm alcançado títulos nacionais, ao número de clubes e atletas existentes e pelo campeão nacional sénior feminino nos últimos dois anos ser aveirense. Por estes motivos, fruto do trabalho dos clubes e da dedicação dos mesmos que o andebol feminino no distrito de Aveiro tem um saldo muito positivo. 


FILIPA FONTES (A CAPITÃ)

Este ano uma grave lesão impediu que jogasses grande parte da época. Muitos afirmaram que não recuperarias a tempo de poderes jogar ainda na época 2013/14, surpreendentemente e contrariando

FOTO NUNO GÉNIO

NUNO GÉNIO (O ADEPTO)

FOTO JOSÉ CARLOS [V&V]

Q

ue significado tem para ti a conquista do bi-campeonato? E para as “AlaGirls”? Para mim, e penso que para as AlaGirls em geral, este campeonato tem um sabor especial pois foi a confirmação de que somos uma equipa de qualidade, com capacidade de superação e com grande espírito competitivo, o que é um bom presságio para o futuro. Se a vitória no ano passado foi uma surpresa, este ano conseguimos surpreender de novo e firmarnos no Andebol Feminino em Portugal. Temos uma equipa jovem mas também conseguimos ter a maturidade de ultrapassar as barreiras que vão surgindo, tendo tido esta época uma vaga de lesões que abalou a nossa confiança mas que nunca nos fez baixar os braços. Acreditamos sempre que não há impossíveis, o que nos deu garra para agarrar os play-offs e cumprir o nosso objetivo.

todas as expectativas regressaste no 1º jogo do play-off com o Maiastars. Depois, sempre em crescendo tiveste a oportunidade de festejar o tão desejado bi-campeonato, estando tu em jogo, diante da SAD na Madeira. O que sentiste nesse momento? De facto, esta época foi bastante complicada a nível pessoal. Sendo jogadora de andebol há já 18 anos, nunca tinha estado afastada da competição e essa situação nova foi algo difícil de gerir. Efetivamente, muitos afirmaram que dificilmente voltaria à competição ainda durante a época, posso até dizer que eu própria cheguei a duvidar, mas o facto de saber isso e de nunca desistir deu-me a capacidade de dar a volta por cima e contrariar essa

O

que é ser adepto do Alavarium? Na verdade nem sei explicar o que é ser adepto do ALA... Por um lado um clube modesto com dificuldades, embora por outro capaz de feitos gloriosos que ficarão para sempre... Isto é o ALA!

adversidade. Consegui regressar a tempo da Taça de Portugal, mas voltando em força apenas no primeiro jogo dos play-offs. O meu “novo” objetivo foi cumprido, que seria voltar a jogar ainda durante esta época. Tive a sorte de terminar o campeonato dentro de campo e voltar a ser campeã, o que me fez sentir que o esforço e dedicação à modalidade tinham sido recompensados. Como capitã de equipa tem responsabilidades, uma delas é, certamente, incutir nas novas atletas que chegam a Aveiro o espirito do Alavarium. O que é ser AlaGirl e que significado tem uma das frases mais ouvidas no meio andebolístico de Aveiro “Uma vez AlaGirl, AlaGirl para sempre? Essa é uma tarefa que não é apenas da minha responsabilidade, aliás, essa é uma responsabilidade partilhada por norma pelas três capitãs, mas cabe ao grupo como um todo gerir essa tarefa, embora todas tenhamos consciência que o espirito das Alagirls não se incute, ganha-se, já que é um modo de viver a equipa e apercebendo-se desse facto as atletas adquirem-no espontaneamente para uma mais fácil integração. Quando cheguei ao Alavarium ninguém me explicou o que era ser uma AlagIrl, fui eu que percebendo esse estado de espírito o fui absorvendo. 

Qual a importância da conquista do bi-campeonato para os adeptos do Alavarium, em particular, e para a cidade de Aveiro, em geral? Para Aveiro é importante este BICAMPEONATO! Todas as iniciativas desportivas são importantes mas ser campeão traz visibilidade e orgulho que uma equipa da nossa cidade atinja o top! APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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UNIVERSITÁRIO

22º Campeonato Mundial Universitário de Andebol Guimarães 2014

SUCESSO EM TODA A LINHA Após a realização deste evento é absolutamente necessário fazer uma reflexão e balanço sobre o que aconteceu e o que poderá ser o futuro, não só sobre os resultados desportivos, mas sobretudo o que é que este acontecimento representou ou poderá representar para o futuro do Andebol Universitário e o seu papel no desenvolvimento desta modalidade em Portugal.

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014


FOTOS NUNO GONÇALVES

A ORGANIZAÇÃO DE UM EVENTO DESPORTIVO INTERNACIONAL EM PORTUGAL Quando há cerca de 4 anos partimos para mais uma aventura de organizar o nosso 5º Mundial Universitário na Universidade do Minho, pensamos exatamente da mesma forma que nas edições anteriores, questionando-nos sobre o que ficará depois de deste evento. Quem organiza um evento internacional, só acrescenta valor, se no apanhado final sentir que o trouxe benefícios às entidades que o

promoveram e a todos os parceiros que com ele colaboraram. Estes benefícios, para além da visibilidade local, nacional ou internacional que dão aos envolvidos, e da promoção que dão ao país de acolhimento, caso se constitua como uma boa experiência para participantes e espetadores, podem representar ainda melhorias físicas de instalações, desenvolvimento de serviços e produtos, melhoria das práticas de organização e gestão e ainda experiências pessoais que contribuem em muito para a

formação pessoal de organizadores, voluntários e mesmo participantes. OS NÚMEROS DO EVENTO Durante a primeira semana do mês de agosto de 2014, 11 equipas masculinas e 11 equipas femininas de 4 continentes (Europa, Asia, Africa e América) disputaram 68 jogos, os quais decorreram na Cidade de Guimarães no Pavilhão Multiusos, INATEL e Complexo Desportivo da Universidade do Minho. Foram acreditados 328 atletas e 98 treinadores e dirigentes, 24 árbitros APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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UNIVERSITÁRIO

e juízes de mesa, 22 jornalistas e 340 membros da organização e voluntários. Todos os jogos foram transmitidos via Streamming e que foram vistos em 148 países diferentes (1.066 subscritores para 90.776 espetadores e 1.026.83 de minutos) e o jogo da final masculina teve honras de transmissão em direto na Eurosport 2. A página do evento http://www.wuchandball2014. uminho.pt/ durante a semana do Campeonato teve mais de 3.000.000 de visitas. AS CONTAS DO EVENTO Os eventos internacionais que decorrem na Universidade do Minho têm sempre como objetivo um “saldo zero” e em função dos apoios privados e valor do contrato programa celebrado com o Governo podem ou não ser mais qualificados em determinados setores, nomeadamente na visibilidade, promoção e legado. O valor global e direto da operação foi cerca de 300.000€, os quais foram suportados em grande parte pelas taxas dos participantes, alguns pequenos apoios de patrocinadores, merchandizing e 15.000€ de contrato

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

programa celebrado entre a Federação Académica de Desporto Universitário e o IPDJ. Para além deste valor financeiro apurado, foi absolutamente fundamental o apoio de várias entidades, nomeadamente através de produtos e serviços cujo valor representou cerca de 50.000 euros e sem os quais o campeonato não teria a dimensão que teve. Como conclusão poderemos afirmar que este evento se traduziu num exemplo positivo em termos de sustentabilidade financeira, e de ajuda, embora pequena, à economia do País. O valor das operações em impostos foi muito superior ao apoio financeiro público, para além de se estimarem

SELEÇÃO NACIONAL UNIVERSITÁRIA MASCULINA DE ANDEBOL É CAMPEÃ DO MUNDO

mais de 100.000€ que os participantes deixaram na região, nomeadamente no comércio local, na Cidade de Guimarães. A organização suportou ainda todos os custos de participação das equipas masculina e feminina de Portugal. OS RESULTADOS DESPORTIVOS DO EVENTO O Desporto Universitário e o Andebol português viveram um momento histórico com a celebração do título mundial universitário da equipa masculina. Depois de algumas participações anteriores, nomeadamente duas finais perdidas em 2000 com a Hungria na Cidade da Covilhã e em 2012 frente à República Checa em Blumenau (Brasil), o título ficou finalmente com Portugal e na Cidade onde este país começou. A equipa masculina chegou ao título vencendo todos os jogos, ao Egipto (34-29), Taipe (32-20), Roménia (3225), Espanha (33-27) e Brasil (29-23). Pedro Seabra, aluno de Medicina da Universidade do Porto e atleta do ABC/UMinho foi considerado o melhor jogador do mundial. A equipa feminina nacional, embora tendo


começado bem com uma vitória sobre o México (24-17) teve uma participação modesta, acabando na 10ª posição, perdeu os restantes jogos com o Japão (32-22), Rússia (28-30) e venceu o último encontro com o Uruguai (32-15). OS CLUBES, AS FEDERAÇÕES E O FUTURO Após a realização deste evento, deve endereçar-se um agradecimento especial e nacional, já que se trata de uma representação de Portugal, aos clubes de Andebol (Dirigentes e Treinadores) que cederam os seus atletas às seleções nacionais universitárias e às academias que os mesmos representam nos Campeonatos Universitários. Uma nota muito negativa para um ou outro clube que não cedeu os seus atletas para viverem uma experiência fantástica e única que é participar num mundial Universitário, situação incompreensível e inqualificável. Da parte das Federações Desportivas, a FADU e FAP, fruto de uma tradição de boas relações e de há muitos anos, o evento não teve nenhum problema de organização ou preparação

técnica, com a Associação de Andebol de Braga a desempenhar um papel excelente no terreno. No entanto, e para o futuro, é de todo aconselhável que FADU e FAP se entendam num acordo formal de compromisso e planeamento estratégico sobre a integração da atividade nacional e internacional do Desporto Universitários na atividade da Federação de Andebol de Portugal. Os estudantes atletas universitários não podem nem devem ser privados de representar as suas academias e o seu país. Os interesses nacionais e a valorização pessoal e desportiva destes jovens praticantes deve ser sempre salvaguardada,

MAIS DE 3.000.000 DE VISITAS TEVE O SITIO DO MUNDIAL: HTTP://WWW. WUCHANDBALL2014. UMINHO.PT/

contrariando egos e interesses muito particulares que em nada ajudam o desenvolvimento e imagem desportiva do país. Em 2015, pela primeira vez, o Andebol faz parte do programa oficial da Universíadas de Gwangju na República da Coreia. Portugal lidera o ranking mumdial do Andebol Universitário no setor masculino e tem uma geração de atletas universitários que poderão ambicionar resultados de excelência. A Portaria n.º 103/2014. D.R. n.º 93, Série I de 2014-05-15, considera ao Universíadas como elegíveis para a obtenção de prémios financeiros caso se obtenha um lugar de pódio nesta competição. Aqui está mais uma motivação adicional para praticantes e federações, para além da experiência inesquecível de participar num Mega Evento Desportivo de Alto Rendimento de características únicas. Vamos lá trabalhar porque 2015 é já amanhã! Fernando Parente Secretário-geral do Comité Organizador e Membro do Comité Executivo da EUSA (Federação Europeia de Desporto Universitário) APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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DESTAQUES

Animação nas praias

O ESPETÁCULO DO ANDEBOL DE PRAIA Aproximando-se o calor, o nosso Andebol não tem férias, tem uma mudança … passa do pavilhão para a praia, onde se torna um desporto mais atrativo, dinâmico e divertido, sendo estes os ideais deste desporto de Verão.

O

Andebol de Praia é uma variante do Andebol que possui regras devidamente adaptadas, que permitem a sua prática na areia de forma competitiva, divertida e espetacular. Pelas condições requeridas, a nossa região dispõe de capacidade e conhecimentos para desenvolver esta vertente da modalidade, devido à grande extensão e qualidade das suas praias, clima favorável, boas estruturas na praia, um público entusiasta e consumidor de desporto, permitindo transformála num sucesso de popularidade, sendo por isso, também, um meio bastante atrativo para a descoberta de novos atletas e espectadores, permitindo ainda a manutenção da prática desportiva aos atletas da nossa modalidade durante “as férias” do pavilhão. CIRCUITO NACIONAL ESMORIZ, AGOSTO 2014 Chega o Verão. Banhado pelas águas calmas do Ocenao Atlântico aliado ao sol brioduilhante, sempre presente de Norte a Sul do nosso país

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

nesta altura do ano, que doura a pele e aquece o espirito. Praia de areais sem fim, umas cheias de animação, outras desertas, encontramos sempre uma para cada gosto. Estas características tornam o nosso país um dos mais capacitados e procurados para a prática da nossa modalidade na vertente Praia. Sendo um desporto dinâmico e espetacular, torna-se atrativo para quem assiste, mesmo que não esteja inserido na familia do andebol. E foi assim que no primeiro fim-desemana de Agosto após a disputa de todos os circuitos regionais que as equipas apuradas de cada um destes circuitos foi até Esmoriz, mais concretamente a té à Praia da Barrinha para a disputa da fase final nacional. Estiveram presentes na fase final 42 equipa, 500 atletas e 100 oficiais que disputaram os 84 jogos distribuidos por quatro escalões, a saber: Master’s Masculinos e Femininos e Rookie’s Masculinos e femininos. Estes jogos foram dirigidos pelos árbitros: António Oliveira, Joaquim Machado, Rui Almeida, Simão Sá pertencentes aos quadors de arbitragem da A. A. Aveiro;

Francisco Remigio, Mafalda Henriques, Nélson Santos, Ricardo Caçador pertencentes aos quadors de arbitragem da A. A. Leiria; Betina Martins, Fransciso Leite, Hugo Bessa, Joana Santos, Luís Feitais, Nádia Lemos, Nuno Gomes e Rui Guedes pertencentes aos quadors de arbitragem da A. A, Porto que tiveram como responsáveis Heider Sobral e Manuel da Conceição. Terminamos com o pódio dos diversos escalões: Classificação Geral - Fase Final Andebol Praia Esmoriz 2014 Rookies Femininos 1º - 2 Much 4 You (A. A. AVEIRO) 2º - ÉsTuPi10 (A. A. LEIRIA) 3º - Mamoleu (A. A. PORTO)


FOTO ANTÓNIO OLIVEIRA

A espetacularidade do Andebol de Praia à noite

FOTO ANTÓNIO CANELAS

Quadros de arbitragem na fase final de 2014 com o presidente do conselho de arbitragem de andebol, António Marreiros e responsável nacional de arbitragem de andebol de praia: Manuel da Conceição e Heider Sobral

Rookies Masculinos 1º - EFE Os Tigres (A. A. AVEIRO) 2º - Play 4 Fun ( A. A. LEIRIA) 3º - Amigos do Gnomo (A. A. PORTO) Masters Femininos 1º - N. Belchior - Académico Leiria (A. A. LEIRIA) 2º - N8N80 . Cavalinho (A. A. AVEIRO) 3º - Kempa Online (A. A. LEIRIA) Masters Masculinos 1º - VG/Café Rossio (A. A. LEIRIA) 2º - Anthony Morato BHT (A. A. PORTO) 3º - Raccoons D´Areia (A. A. LEIRIA) Como nota final desejamos a melhor

ANDPRAIA… MEIO BASTANTE ATRATIVO PARA A DESCOBERTA DE NOVOS ATLETAS E ESPECTADORES, PERMITINDO A MANUTENÇÃO DA PRÁTICA DESPORTIVA AOS ATLETAS DA NOSSA MODALIDADE… sorte às equipas VG - Café do Rossio (master’s Masculinos) e Nbelchior – Académico de Leiria (Master’s Femininos) que irão disputar nos dias 1 e 2 de Novembro na Gran Canaria – Espanha a Taça dos Campeões Europeus de Andebol de Praia Texto de António Brousse e Eurico Nicolau

CIRCUITOS REGIONAIS AVEIRO Com supervisão da Associação de Andebol de Aveiro decorreu nos meses de junho e julho o VIII Circuito Regional de Andebol de Praia. Durante 5 cinco finsde-semana Estarreja Andebol Clube, CFR Os Golfinhos, CD São Bernardo, Associação Académica de

Espinho e CD Feirense aliaram-se à sua associação e organizaram as respetivas etapas. Antes do início do Circuito Regional de Aveiro, as seleções de master’s masculinos e femininos deslocaramse a Espanha, à Praia Fluvial de Goián (Fortaleza) – Tomiño, para a disputa do Torneio Ibérico juntamente com as seleções dos referidos escalões da Federacion Galega de Balonmano. Este é um evento já consolidado no calendário de Praia das duas associações e que já vai na sua sexta edição. O circuito regional teve o seu início no último fim-de-semana de junho, com a 1ª etapa a ser disputada no Garcicup. Assim e sucessivamente em todos os fins-de-semana de APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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FOTO ANTÓNIO CANELAS

DESTAQUES

Em Aveiro, o Andebol de Praia joga-se também à noite

Julho disputaram-se as restantes quatro etapas do circuito regional, disputadas na praia de Marbelo exceto a terceira que se realizou na Praia da Vagueira, uma estreia desta etapa no circuito regional. Este foi, mais um ano de afirmação da “Arena Marbelo”, como principal palco do Andebol de Praia Português. De destacar a enorme capacidade organizativa demonstrada pela pelas diversas organizações locais, com um apoio fundamental da Associação de Andebol de Aveiro. Juntamente com as etapas foram disputados torneios para escalões das faixas etárias mais baixas bem como festand’s de andebol de praia. Por último uma referência às equipas do CR Aveiro apuradas para a fase final nacional Master’s Masculinos EFE Os Tigres; Tiky Taka; Tudo Bons Rapazes

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Master’s Femininos N8N80 – Cavalinho; EFE Os Tigres Rookie’s Masc: EFE Os Tigres; Sharks – Tudo Bons Rapazes Rookie’s Femininos 2 Much 4 U; EFE Os Tigres Na fase final final Nacional destacam-se os seguintes resultados das equipas aveirenses: Master’s Masculinos EFE Os Tigres: 4º Classificado Master’s Femininos N8N80 – Cavalinho: Vice-campeãs Nacionais tendo pedido a final no shootout para a equipa NBelchior – Académico de Leiria Rookie’s Masculinos EFE Os Tigres: CAMPEÃO NACIONAL Rookie’s Femininos 2 Much 4 U: CAMPEÃO NACIONAL O ESPECTÁCULO DO ANDEBOL DE PRAIA DURANTE 60H

Foi no no dia 8 de Agosto que iniciou e no dia 10 que terminou o mítico torneio, inédito em toda a Europa, O 60horas de Andebol de Praia (organização do Centro de Formação e Rendimento de Andebol de Praia - Os Golfinhos, juntamente a Associação de Andebol de Aveiro e com o concessionário da Praia Marbelo. Ao todo participaram 80 equipas, cerca de 900 atletas divididos por 3 escalões masculinos e femininos, que durante o fim de semana disputaram 190 jogos. O torneio decorreu sempre com um enorme espírito de Fair-Play, de referir que são as próprias equipas que nomeiam os árbitros para arbitras os jogos ao longo do torneio. Os atletas, demonstraram um grande espírito e capacidade de resistência que nem a chuva que por vezes fez das suas, os demoveu. Como vem


FOTO VOA AKY

Pedrogão 2014: 20 anos de Andebol de Praia em Portugal

sendo hábito os participantes optam por pernoitar na zona envolvente aos campos de jogo tornando a “Arena Marbelo” um espaço de rara beleza e com um ambiente de festa durante as 60 horas. Tal como vem sendo imagem dos torneios realizados na Praia Marbelo, este foi mais uma demonstração da enorme competência organizativa do Centro de Formação e Rendimento Os Golfinhos, que tornam o Torneio na maior concentração desportiva de Andebol de Praia da Europa. OS NÚMEROS DO 60H Dias 3 Jogos 190 Equipas 80 Atletas 850 Espectadores 500 diariamente Diversão infinita Texto A. A. Aveiro – António Brousse, Luís Canelas

LEIRIA A Associação de Andebol de Leiria planeou o seu Vitalis Somerby Andebol de Praia Leiria 2014 com o pensamento e a certeza que iria realizar a festa do andebol de praia. Desde a primeira etapa até ao seu culminar na derradeira etapa, que ficou na memória de todos os que nela participaram, tendo-se comemorado o 20º Aniversário do Andebol de Praia em Portugal na praia onde tudo começou há 20 anos atrás… na Praia do Pedrógão, Leiria. O mês de Julho como não poderia deixar de ser, foi repleto de praias com muita animação, desporto e acima de tudo de um fair-play que o Andebol de Praia respira, levando para as praias da região de Leiria o desporto que bem conhecemos com a sua adaptação à praia, permitindo assim tornar estes eventos num sucesso de popularidade junto de todos os grupos de interesse

- organizadores, clubes, público, media, patrocinadores, atletas, entidades oficiais e parceiros. A primeira etapa foi organizada pelo clube SIR 1º Maio na Praia de São Pedro de Moel nas datas de 4 a 6 de Julho, onde se sentiu uma excelente primeira impressão de como seria o mês do Andebol de Praia, repleto de competitividade e muito público que acompanharam os 101 jogos do primeiro fim-de-semana. A experiência do clube organizador foi fundamental para o cativar novos atletas, tendo feito torneios paralelos durante os fins-de-semana anteriores para os atletas mais novos, fazendo assim com que o Andebol de Praia seja incentivado desde cedo. Seguindo-se para a Praia da Nazaré com a organização do clube AED Fuas Roupinho, onde decorreu a segunda etapa nos dias 11 a 13 APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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DESTAQUES

de Julho, em que a competição continuou em primeiro lugar nos 110 jogos. Aqui atletas, dirigentes e acompanhantes tiveram ao seu dispor uma das mais belas praias de Portugal, na Vila da Nazaré, com as suas excelentes infraestruturas permitindo a todos gozar de um excelente fim-de-semana desportivo. Com a organização do clube Cister SA, no fim-de-semana de 18 a 20 de Julho na Praia das Paredes realizou-se a terceira etapa na mítica praia onde o desporto se perlonga pela noite fora, contando com um crescente de emoções durante os 110 jogos da penúltima etapa, onde ainda a vitória final estava longe de decidida. E chegando à etapa final, contámos com uma Praia do Pedrogão que se vestiu a rigor para receber a festa do 20º Aniversário de Andebol de Praia em Portugal, tendo nos dias de 25 a 27 de Julho de 2014 certamente um dos fins-de-semana mais marcantes de história da praia do Pedrogão. A derradeira etapa organizada pela Associação de Andebol de Leiria e a A.S. Académico de Leiria teve nos seus 110 jogos de tudo o que os atletas, dirigentes, acompanhantes e espectadores pretendem, um excelente fim-de-semana de Andebol de Praia com um pouco de tudo. Para celebrar os 20 anos de Andebol de Praia do Pedrogão, contámos com a presença de atletas que colocaram os seus nomes nesse mesmo primeiro torneio de há 20 anos atrás… Carlos Resende, Ricardo Costa, Zé Pedro Coelho, Ricardo Andorinho, Eduardo Filipe, Luís Gomes, Pedro Jerónimo, atletas estes que todas as gerações reconhecem como exemplos da nossa modalidade. No domingo de manhã todos estes atletas

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

realizaram uma sessão prática com atletas de palmo e meio, tendo sido feito um convite a todos os clubes da Associação de Andebol de Leiria para uma dinamização em massa da modalidade que já é tão querida entre os mais novos, um sucesso garantido que ficará na memória dos mais pequenos para sempre. Tendo as finais o seu ponto mais alto, o muito público não ficou indiferente aos jogos competitivos que foram também televisionados pela Bola TV, tendo sido feito uma cobertura televisiva de mais de 4h para poder assim promover a modalidade que tem vindo a ganhar terreno junto a todos os que se deixam contagiar pela primeira vez. Após as finais, com presença do presidente da Federação de Andebol de Leiria, Dr. Ulisses Pereira, do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Dr Raúl Castro, do presidente da Associação de Andebol de Leiria e Coordenador

NA FASE FINAL: 3 DIAS, 42 EQUIPAS, 500 ATLETAS E 100 OFICIAIS QUE DISPUTARAM OS 84 JOGOS

Nacional de Andebol de praia, Dr. Mário Bernardes, e do antigo presidente do Clube Académico de Leiria, Dr. Luís Pinto, deu-se início ao festejo do 20º Aniversário do Andebol de Praia em Portugal, com o simbólico corte do bolo pelos presidentes. Vencedores Masters Masculinos 1º Raccoons D’areia/Académico 2º Quita da Boubã/ Qualcroqui 3º Paula Espinha Cabeleireiros Masters Femininos 1º N.Belchior/Académico 2º Kempa Online 3º IP Leiria Rookies Masculinos 1º Hackers D’Areia 2º Beachplease/ Moldes RP 3º Play 4 Fun Rookies Femininos 1º Estupi10 2º Nósdji+ 3º Caloiras/ Topco a Tembal Este Vitalis Somerby Andebol de Praia Leiria 2014 foi certamente um dos pontos altos das organizações da Associação de Andebol de Leiria da época 2013/2014, sendo o sucesso destas etapas só possível pela dedicação dos atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, país e familiares de toda a família Andebol de Leiria, a todos um muito obrigado. Aos clubes da AALeiria, SIR 1º Maio, AED Fuas Roupinho, Cister SA, A.S. Académico de Leiria e claro está aos parceiros e patrocinadores um agradecimento especial que fizeram deste Vitalis Somerby Andebol de Praia Leiria 2014 uma referência. Texto A. A. Leiria – Eurico Nicolau

PORTO A associação de Andebol do Porto (AAP) todos os anos organiza o seu circuito regional de andebol de praia em Julho. Este ano não foi exceção e realizou-se a 16ª Edição


FOTO ANTÓNIO OLIEVIRA

Andebol de Praia também anima praias do Norte: AndPraia Porto 2014

do And’Praia 2014. Foram quatro fins-de-semana com muitos jogos, espetáculo e competição renhida mas também de fair-play, camaradagem e convívio entre todos os participantes. A AAP vê no andebol de praia mais que um simples torneio, vê-o como oportunidades. Oportunidades de divulgar a modalidade, oportunidades de captar masi praticantes e adeptos para o andebol e é uma forma dos atletas se manterem em atividade num período de transição entre uma época desportiva que termina e a que inicia por meados de Agosto. Para este ano a AAP tinha como objetivos principais o aumento do numero de equipas nos diversos escalões e também de praticantes, internacionalização das etapas através do European Beach Handball Tour e organizar 2 festands na

praia, de maneira a criar um espaço para os mais novos e desenvolver neles uma gosto por esta vertente espetacular do andebol que é o andebol de praia. A primeira etapa realizou-se de 4 a 6 de Julho em Matosinhos com ela veio o primeiro sinal de crescimento em relação ao ano anterior, 37 equipas no total e um quadro competitivo com 94 jogos. Com 3 campos a funcionar durante o dia, os jogos à noite realizavam-se somente em dois campos pois eram os que tinham iluminação. Foi possível também verificar equipas com muitos jovens já a participar na prova de Masters e que a qualidade técnica das equipas tinha aumentado. Prometia um circuito bastante interessante e muito equilibrado, sem vencedores antecipados. Já no segundo fim-de-semana

tínhamos a tão esperada internacionalização do circuito. Com uma etapa a pontuar mais de 100 pontos para o EBT, cativamos equipas de Espanha, 2 masculinas e uma feminina que ajudaram a melhorar o espetáculo. Para além das equipas estrangeiras ainda tivemos 3 atletas holandeses masculinos e uma atleta feminina que participaram neste segunda etapa. Dois sinais que o And’Praia era falado além-fronteiras e tinha a capacidade de aliar equipas alémfronteiras. Em jeito de curiosidade a atleta holandesa tinha sido campeão da Europa pelo Parksoft Camelot, a equipa feminina espanhola e uma das masculinas sagraram-se campeões de Espanha. Houveram momentos de excelente qualidade nas competições masters APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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DESTAQUES

e rookies, víamos uma evolução clara dos teenagers o que são boas indicações para o futura do andebol de praia, jovens com vontade e talento a associarem-se a ele. Outro dos pontos altos foi o Beach Handball 4 Kids, o nosso festand de praia. No domingo de manhã 2 campos foram só dos mais pequeninos. Maravilha ver os mais jovens a tentar imitar as habilidades mais difíceis que os mais velhos fazem, como as piruetas. Foram momentos de muitas e boas gargalhadas e muito divertimento para todos. Para a AAP era a satisfação de conseguir cumprir com os seus objetivos e sentir que estava no trilho certo para uma implementação forte do andebol de praia no distrito. Para a terceira e quarta etapa fomos Vila Nova de Gaia, mais precisamente para a praia de Canide Norte. Um excelente areal, amplo que permitia a montagem de um recinto com boas condições. E assim foi, mais um fim-de-semana com muitos jogos, 88 no total, 54 equipas e mais um festand. Na praia só se falava de andebol, e a localização dos campos, mesmo junto ao passadiço fazia com que quem passeava parasse e assistisse aos jogos e disfrutasse da nossa fantástica modalidade na sua vertente de praia. Foi onde sentimos mais que estávamos a chegar às pessoas, que estávamos a cativar adeptos, por várias vezes ouvíamos comentários como – “ andebol de praia? Nunca tinha visto, é giro” ou “olha que espetáculo há golos que valem 2”. Sentimos ainda que a vertente de praia ainda não é muito conhecida fora do andebol, desconhecimento das regras e que andebol de praia

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

existia. Mas sentíamos estar no bom caminho. As pessoas paravam iam para a bancada ou ficavam por algum tempo no passadiço a assistir. Mais um fim-de-semana terminava e a última etapa estava mesmo aí. Chegou a quarta e última etapa, o equilíbrio ao longo do circuito e que se adivinhava no início era comprovado por à última etapa não haver vencedores. E foi assim que arrancava a última etapa, apuramentos para a Fase Final Nacional e vencedores para encontrar, sem nunca perder de vista a máxima do andebol de praia – FAIR-PLAY. Os 90 jogos decorreram com bastante harmonia e no fim apesar de uns estarem mais satisfeitos que outros, a maior parte estava contente e satisfeita por estes quatro fins-desemana, que já se faziam sentir no cansaço de todos, fossem atletas, árbitros ou staff da organização. Assim sendo e fazendo um breve resumo do And’Praia 2014 podemos dizer que conseguimos cumprir os objetivos, mais de 600 atletas, 288 jogos e 60 equipas. Foram estes os números do And’Praia 2014. É óbvio que tudo isto só é possível devido a um grupo de trabalho fantástico, os elementos da organização a quem agradecemos imenso todo o empenho e dedicação, e à numerosa equipa de arbitragem que tem uma missão complicada mas que estão sempre disponíveis e cheios de vontade para também contribuírem para a festa. Os parceiros institucionais, Camara Municipal de Matosinhos e Matosinhos Sport, Camara Municipal de Vila Nova de Gaia, Águas de Gaia e Gaia Anima, Junta de freguesia de Canidelo, União de Freguesias Matosinhos Leça, Capitania do Porto de Leixões,

Capitania do Porto do Douro e Agência Portuguesa do Ambiente, que todos sem exceção foram inexcedíveis e contribuíram de forma significativa para o sucesso do And’Praia. E por último aos concecionários Vagas Bar e Ar d’Mar por nos receberem na sua concessão e apoiarem de forma efetiva todo o evento. Para 2015 queremos mais e melhor andebol de praia e a Associação de Andebol do Porto vai voltar a empenhar-se nessa missão. Texto A. A. Porto – Pedro Vieira

PORTUGAL MARCOU PRESENÇA NO EBT 2014 ATRAVÉS DOS RACCOONS D’AREIA A equipa dos RACCOONS D’AREIA é representada na sua maioria por jogadores da região de Leiria e com larga experiência a nível de campeonatos das principais divisões do andebol Nacional, alguns deles com


final do Campeonato Europeu de Andebol de Praia que se realizou entre os dias 29 de Maio e 2 de Junho deste ano, em Salónica, na Grécia. A possibilidade de participar num evento deste nível foi sem dúvida o colmatar duma época muito gratificante onde demonstramos que o esforço e a vontade, juntamente com uma forte amizade consegue-se sobrepor às maiores adversidades impostas durante o campeonato nacional de andebol de praia. Sem grandes objetivos para a fase final do EBT, uma vez que esta seria a nossa primeira participação num torneio de tal ordem, jogámos o jogo pelo jogo, sem grandes expectativas mas com uma grande vontade de mostrar que estávamos ali pelo nosso valor e o porquê de termos sido campões nacionais na época transata. Agarramos esta oportunidade, juntamos esforços, apoios e fomos até à Grécia representar Portugal. O ambiente

internacionalizações pela Seleção Portuguesa e com o título alcançado no Campeonato Andebol Praia em 2009 e 2013, organizado pela Federação Portuguesa de Andebol. Todos os jogadores desta equipa participavam em provas desta modalidade há vários anos mas, em 2004, deu-se a junção final de todos eles para que a equipa se formasse. Desde então, esta tem participado nos principais torneios da modalidade, na zona centro, onde se encontram as melhores equipas do país, e tem sempre apresentado boas prestações e muitos momentos de espetáculo. Todos os anos assumimos o compromisso de nos inscrever no EBT (European Beach Handball Tour). Nos últimos anos as provas em Portugal, incluindo as de Leiria, também têm sido pontuáveis para o EBT, tendo sido o ano 2013 inesquecível por termos conseguido ficar entre as 10 melhores equipas europeias e, por direito ir à fase

FOTO RACCONS D’AREIA

TODOS OS ANOS ASSUMIMOS O COMPROMISSO DE NOS INSCREVER NO EBT

foi de festa, mas a competitividade não foi menos feroz por causa disso, e nós soubemos juntar o melhor das duas situações, uma vez que nos divertimos e convivemos com atletas doutros países, doutras culturas e jogamos o melhor que soubemos. Apesar dos resultados não terem sido os melhores, conseguimos mesmo assim lutar, como se diz na gíria desportiva, “taco-a-taco” com algumas das melhores equipas europeias ali presentes, e com alguns dos melhores jogadores do mundo, nomeadamente jogadores que representaram a seleção do Brasil, eleita campeã do mundo já este ano. E apesar dum 7º lugar, consideramos bastante honroso para uma equipa de amigos que se juntaram há alguns anos para durante o verão conviverem e praticarem o desporto que todos gostam. Sem dúvida que a competição em Portugal é bastante diferente quando comparada com outros países, onde esta prática já é encarada como um desporto oficial e não apenas como um desporto de férias, e isso faz muita diferença pois as equipas conseguem treinar e participar nos mais diversos campeonatos que se realizam durante o ano inteiro. Assim como os patrocinadores vêm neste tipo de desporto mais uma possibilidade de rentabilizarem os investimentos que fazem quando apoiam as equipas que competem noutros países onde a visibilidade e o retorno mediático é ainda maior. Sem dúvida que se tornou uma experiência marcante e que todos querem voltar a ter… marcou-nos como atletas mas também como pessoas, e mudou a nossa perspetiva em termos de competição e do jogo. Texto Raccons d’Areia APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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QUADROS ARBITRAGEM 2014/2015

ÁRBITROS NÍVEL 3 E 4 NOME

ASSOCIAÇÃO

NÍVEL

António Daniel Guedes Oliveira

Aveiro

4

Mário Pedro Queirós Coutinho

Aveiro

Ramiro Jesus Ferreira Silva Rui Filipe Simões Almeida

NOME

ASSOCIAÇÃO

NÍVEL

Ricardo Luís Vieira Fonseca

Madeira

4

4

Marta Sofia Sousa Doutel Sá

Porto

4

Aveiro

4

Vânia Sofia Sousa Doutel Sá

Porto

4

Aveiro

4

Gonçalo Henrique Ribeiro G. Baptista Santos

Algarve

3

Alberto Jorge Braga Ferreira Alves

Braga

4

Luís Raimundo Costa Cardoso

Algarve

3

Carlos Orlando Costa Marinho

Braga

4

André Filipe Amorim Nunes

Aveiro

3

César Florêncio Silva Carvalho

Braga

4

João Miguel Silva Teles Correia

Aveiro

3

Daniel Rocha Freitas

Braga

4

Nuno Ricardo Valente Marques

Aveiro

3

Diogo José Nogueira Teixeira

Braga

4

Ruben Filipe Rodrigues Silva Maia

Aveiro

3

Fernando Alexandre Alves Rodrigues

Braga

4

Susana Andreia Almeida Marques

Aveiro

3

Fernando Jorge Oliveira Castro Freitas Novais

Braga

4

Rui Pedro Reis Oliveira

Braga

3

Fernando Miguel Gonçalves Costa

Braga

4

Rui Carlos Stattmiller S. Soares Machado

Faial

3

Jorge Manuel Pereira Fernandes

Braga

4

João José Martins O. Nunes

Lisboa

3

Nuno José Rodrigues Francisco

Braga

4

Pedro Rodrigo Meireles Fernandes

Lisboa

3

Daniel Accoto Martins

Leiria

4

Fábio Nuno Perregil Gonçalves

Madeira

3

Eurico Daniel Bonita Matos Fonseca Nicolau

Leiria

4

Nuno Gonçalo Sousa Francisco

Madeira

3

Ivan Luís Oliveira Santos Caçador

Leiria

4

João Paulo Mendes Baleiza

Portalegre

3

Roberto Accoto Martins

Leiria

4

Ana Fátima Rodrigues Afonso

Porto

3

António Alberto Teixeira Cruz Trinca

Lisboa

4

Ana Filipa Veiga Silva

Porto

3

Nuno Gonçalo Dionisio Santos

Lisboa

4

Bárbara Fresco Duarte

Porto

3

Nuno Rafael Santos

Lisboa

4

Francisco Guilherme M. Peres Pinto Leite

Porto

3

Tiago Alexandre Costa Monteiro

Lisboa

4

Porfírio João Ferreira Tavares

Porto

3

Duarte Nuno Gonçalves Santos

Madeira

4

Bruno Miguel Costa Joaquim Furtado Pereira

Santa Maria

3

Gonçalo José Fernandes Aveiro

Madeira

4

Fábio Daniel Anastácio Gonçalves

Santarém

3

Madeira

4

ASSOCIAÇÃO

NÍVEL

ASSOCIAÇÃO

NÍVEL

Higino Vigia Vieira

Aveiro

2

Francisco Alberto Silverio Belo Remigio

Leiria

2

José Manuel Marques Baptista

Aveiro

2

Ricardo Sérgio Oliveira Santos Cacador

Leiria

2

Luís Carlos Venancio Santos

Aveiro

2

Ana Claudia Santos Carloto Ferreira

Lisboa

2

Óscar José Vieira Almeida

Aveiro

2

Daniel Drumond Teixeira

Lisboa

2

Roger Winston Ferreira Gomes

Aveiro

2

Miguel Alexandre Santos Almeida Carvalho

Lisboa

2

Beja

2

Andre Higino Meireles Rodrigues

Porto

2

Andre Martinho Moura Pereira

Coimbra

2

Ercília Armanda Salvador Trindade Lapo

Porto

2

Miguel José Santos Mendes

Coimbra

2

Flavia Alexandra Correia Santos

Porto

2

Hugo Miguel Góis Fernandes

ÁRBITROS NÍVEL 1 E 2 NOME

Bernardo Rafael Mestre Henriques Brasao

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APAOMA JUL-AGO-SET 2014

NOME


NOME

ASSOCIAÇÃO

NÍVEL

Nuno Miguel Alves Rocha Gomes

Porto

2

Pedro Alexandre Pires Jerónimo

Porto

João Alexandre Santos Vinagre

NOME

ASSOCIAÇÃO

NÍVEL

Andre Filipe Mendes Gameiro

Lisboa

1

2

Miguel Pedro Ventura

Lisboa

1

Santarém

2

Renato Miguel Noronha Marques

Lisboa

1

Bruno Miguel Paiva Santos

Setúbal

2

Catarina Brasao Gomes

Madeira

1

Fábio Miguel Campos Antunes

Setúbal

2

Fábio Ruben Nobrega Ferreira

Madeira

1

Pedro Alexandre Borges Sousa

Setúbal

2

João Pedro Vasconcelos Gouveia

Madeira

1

Afonso Gustavo Sa Rodrigues Couto

Braga

1

Luís Carlos Vilaca Delgado Bento Batista

Portalegre

1

Pedro Filipe Faria Coelho

Braga

1

António Luís Pereira Jesus Almeida

Viseu

1

Márcio André Menino

Leiria

1

Vitor Luís Amor Ferreira

Viseu

1

OFICIAIS DE MESA NOME

ASSOCIAÇÃO

NOME

ASSOCIAÇÃO

António José Machado Brousse

Aveiro

Fernando Augusto Costa

Lisboa

Carlos Alberto Capao Lourenco

Aveiro

José António Martins Felix

Lisboa

Mário Dias Silva Pangaio

Aveiro

Orlando Santos Fernandes

Lisboa

Miguel Santos Figueiredo

Aveiro

Rui Pascoal

Lisboa

Rosa Maria Vasconcelos F. Rodrigues Pontes

Aveiro

Ana Matilde Fernandes Gouveia

Madeira

Agostinho Manuel Teixeira

Braga

Mara Letícia Silva Saldanha

Madeira

António Joaquim Silva Basto

Braga

Vanda Maria Ferreira Fernandes Aveiro

Madeira

Cristina Maria Abreu Branco

Braga

António Rebelo Pereira

Maria Fernanda Silva Nascimento Gonçalves

Braga

José Sebastião Assuncao Jesus

Carla Maria Figueiredo Ferreira

Coimbra

Santarém Setúbal

António José Cunha Nogueira Pinto

Porto

Catia Patricia Sousa Alves

Faial

Carlos Nogueira

Porto

Maria Fátima Silva Oliveira Furtado

Faial

Hugo André Silva Coelho

Porto

António Fernando Costa Silva

Lisboa

Mário José Moita Silva

Porto

Carlos Alberto Coutinho Barros

Lisboa

Sérgio Paulo Botelho Sousa

Porto

APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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QUADROS ARBITRAGEM

DELEGADOS/OBSERVADORES NOME

ASSOCIAÇÃO

NOME

ASSOCIAÇÃO

Francisco José Nobre Fernandes Ferreira

Algarve

Jorge Alexandre Roque Ramiro Oliveira

Lisboa

Bruno Filipe Moreira Rodrigues

Aveiro

Manuel Louro Mendes

Lisboa

Carlos Jorge Rodrigues Capela

Aveiro

Manuel Pedro Cruz Espeçada

Lisboa

Jaime Avelino Ferreira

Aveiro

Silvino Pedro Pereira Santos

Lisboa

Luís Miguel Esmerado Silva Pratas Sousa

Aveiro

Vítor Manuel Paulo Santos

Lisboa

Fernando Manuel Silva Martins Ferrao

Braga

Eduardo Tomas Andrade Cunha Sousa

Madeira

Paulo Jorge Veiguinha Soares

Braga

Jorge Manuel Costa Fernandes

Madeira

Fernando Humberto Jesus Bernardes

Coimbra

Hugo Miguel Silva Bizarra

Jorge Manuel Ferreira Nunes

Coimbra

João Augusto Silva Moreira

Porto

Eduviges José Morais Oliveira

Faial

João Manuel Pires Moreira

Porto

Heider Arménio Sobral

Leiria

João Tiago Joaquim Costa

Setúbal

Armando Figueiredo Pinho

Lisboa

José Carlos David Filipe

Setúbal

Hugo Filipe Baia Lopes Simoes Virgílio

Lisboa

Rui Jorge Freitas Tomas

Setúbal

Joaquim José Santos Mateus

Lisboa

José Carlos Macedo Fernandes

62

APAOMA JUL-AGO-SET 2014

Portalegre

V Castelo


NOTÍCIAS

AGENDA

ANDEBOL de PRAIA

As equipas campeãs nacionais de Andebol de Praia, marcarão presença na EHF Beach Handball Champions Cup 2014, que se realizará na Gran Canaria – Espanha, nos próximos dias 1 e 2 de Novembro. VG – Café do Rossio; em masculinos, e NBelchior – Académico de Leiria; em femininos, serão os representantes lusos na novel prova da federação Europeia, onde irão tentar conquistar o título europeu da modalidade.

APAOMA / AG FAP

Realiza-se no próximo dia 25 de Outubro uma Assembleia Geral da FAP, tendo como ordem de trabalhos: “Discussão e apreciação do Plano de Atividades e Orçamento da Federação de Andebol de Portugal para o ano de 2015”. A APAOMA far-se-á representar pelos seus quatros delegados: António Trinca, Eurico Nicolau, Ivan Caçador e Tiago Monteiro.

ANDEBOL SOLIDÁRIO

A Associação Masters Andebol do Porto e a Liga Portuguesa Contra o Cancro estabeleceram uma parceria no sentido de divulgar a imagem da liga sem qualquer mais-valia. Assim, a partir da presente época a Associação Masters Andebol do Porto jogará com o emblema da Liga Portuguesa Contra o Cancro nos equipamentos. Entretanto decorre uma campanha de venda de pins com o nosso logótipo por 2,50€ dos quais 0,50€ revertem a favor da Liga. Os pins encontram-se à venda no Facebook da Associação, no Pavilhão do Sotto Mayor na Madalena, Vila nova de Gaia, onde a Associação Master treina aos Sábados.

FOTO FAP

CFIE

O CA da FAP realizou neste início de época os cursos de formação, destinados aos quadros nacionais de Arbitragem para a época 2014 / 2015. Viseu acolheu os três primeiros cursos frequentados por delegados, observadores e árbitros - Nível 3 / 4 (23 e 24 de Agosto), novos observadores (30 e 31 Agosto), árbitros – Nível 1 / 2 e oficiais de Mesa (6 e 7 de Setembro) tendo depois realizado o 4º CFIE no Funchal destinado aos quadros de arbitragem daquela região autónoma (27 e 28 de Setembro). Após a conclusão destes, realizaram-se ainda cursos em Lisboa – 3 e 5 de Outubro, Coimbra – 7 de Outubro para repetição dos testes. Os quadros de Arbitragem que ainda não realizaram os cursos, terão oportunidade de fazê-lo nas datas já agendadas:24 e 25 de Outubro para os quadros de Arbitragem da Região Autónoma dos Açores; 1 e 2 de Novembro (Quadros de Arbitragem da Zona Norte do País) e 8 e 9 de Novembro (Quadros de Arbitragem da Zona Norte do País).

DISTINÇÕES

4 ª GALA DA FEDERAÇÃO ANDEBOL PORTUGAL Viseu recebeu no dia 30 de Agosto a Gala Anual da Federação de Andebol de Portugal, onde foram entregues os prémios aos melhores do ano (2013/2014), eleição feita através de uma votação on line, no sitio da federação2014. As duplas Mário Coutinho / Ramiro Silva (A. A. Aveiro), Eurico Nicolau / Ivan Caçador (A. A. Leiria) e Duarte Santos / Ricardo Fonseca (A. A: Madeira) eram as candidatas à eleição para melhor dupla 2013 / 2014 tendo a escolha dos amantes da modalidade sobre a dupla Leiriense que assim venceu o prémio pela 4ª vez consecutiva. Os eleitos nas restantes categorias são: •Melhor Jogador Masculino Pedro Portela (Sporting C. P.) •Melhor Jogadora Feminina Mariana Lopes (Alavarium Love Tiles) •Melhor Treinador Provas Masculinas Ljubomir Obradovic (F. C. Porto Vitalis) •Melhor Treinador Provas Femininas Ulisses Pereira (Alavarium Love Tiles) •Melhor Guarda-redes Masculino

Ricardo Candeias (Sporting C. P.) •Melhor Guarda-redes Feminino  Isabel Góis (Madeira SAD) •Atleta Revelação Masculino Pedro Sequeira (NAAL Passos Manuel) •Atleta Revelação Feminino Diana Oliveira (Maiastars) •Prémio Homenagem Manuel Manita Destaque ainda para a homenagem prestada aos diversos clínicos que ao longo dos anos têm colaborado com as seleções nacionais, permitindo com a sua preciosa ajuda e valioso contributo a obtenção de vitórias e de diversos êxitos das seleções nacionais. Foram distinguidos, os doutores António Alegre, Aparício Braga, Artur Pereira Castro, Augusto Roxo, Fernando Gomes da Costa, Joaquim Monteiro, José Bastos, José Soares, José Tereso, Mário Soares, Paulo Rodrigues, Raul Caçador, Rita Chave, Rui Almeida e Rui Julião.

DESPORTO UNIVERSITÁRIO

ANDEBOL DISTINGUIDO NA GALA ANUAL DA F.A.D.U. O andebol universitário foi distinguido ao receber três prémios. O galardão de Melhor Treinador do Ano foi atribuído a Gabriel Oliveira, treinador da equipa de andebol da AAUM e Selecionador Nacional Universitário da modalidade. A Melhor Equipa masculina foi a formação de Andebol masculino também da AAUM, pela conquista dos títulos universitários de Campeão Nacional e Campeão Europeu. Também para o Minho, foi o prémio de Melhor Atleta masculino, conquistado por Fábio Vidrago, Campeão Nacional, Europeu e Mundial Universitário de Andebol masculino e considerado o Melhor Jogador e Melhor Marcador da modalidade nos Jogos Europeus Universitários (EUG). Em representação, recebeu o Treinador e Selecionador Nacional, Gabriel Oliveira.

DESPORTO UNIVERSITÁRIO - 2

C. N. U.’S 2015

Campeões Nacionais Universitários de Andebol vão ser encontrados no Minho após a Federação Académica do Desporto Universitário ter atribuído, no passado dia 25 de Setembro, a organização dos C. N. U.’s 2015 à Associação Académica da Universidade do Minho. APAOMA JUL-AGO-SET 2014

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APAOMA revista nº 3  
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