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EDITORIAL Falar sobre animais e crianças para mim é sempre um enorme prazer! Acho que estava esperando o momento ideal e espero que o este momento tenha de fato chegado e que tenhamos conseguido levar até nosso leitor toda a importância desta relação e todas as emoções que nela estão contidas e a necessidade da ação do adulto para garantir a segurança e a harmonia para ambas as partes... para a criança e para o animal. Ambos vivem em um mundo especial, diferente do mundo adulto. É preciso “olhos de ver” para enxergar o quão puro e mágico e cada um destes universos e quanto atrito pode sair da aproximação dos dois. Mas é apenas uma questão de harmonização assistida. Logo as magias se sintonizam e criam um novo espaço de carinho e companheirismo insuperável! Enquanto escrevia esta matéria me lembrei muito de meu primeiro cachorro, um sem raça definida, preto, de pelo longo e encaracolado. Seu nome era Totó (batismo típico de uma criança!). Este foi meu grande amigo e confidente durante longos anos de minha infância, que atravessamos juntos, deitados no tapete da sala, assistindo uma TV ainda branca e preta, daquela de válvula, dividindo carinhos e biscoitos! Bons tempos. Existem lições e ensinamentos sobre a vida que nem o melhor dos professores pode nos transmitir. Só as situações do dia a dia é que nos trarão o aprendizado correto na hora ideal. E nada como um presente amigo para nos auxiliar a esperar por estes momentos, que por vezes parecem que nunca chegarão! Mas bem, a vida é bela! Por hora continuamos aqui em nosso esforço de levar a informação que possa transformar a maneira com que as pessoas vêm os animais e cuidam destes. Queremos divertir e informar nossos leitores, incentivando-os para que trilhem o caminho da preservação, do respeito e da harmonia entre todas as espécies do nosso universo! Um bom mês para todos, boa leitura... espero que se divirta através de nossas linhas...

Ronaldo Tedesco Silveira

Nossa capa Não há nada mais puro do que a amizade entre uma criança e um animal! Haverá um tempo onde todas as pessoas verão o mundo com os olhos de uma criança e tratarão os outros com a dedicação e amor incondicional de um animal!


03 - Editorial 07 - A Criança e os Animais: uma relação que exige atenção! 14 - Passeios Animais: Vamos passear no Acqua Mundo! 23 - Gatos no Telhado? Ou melhor no aconchego de nossa casa? 26 - Mundo Gato: Um gato chamado Himalaio! 32 - Guia Gatos de Raça. 40 - Mundo Cão: Vindo do distante Tibet: Lhasa Apso! 48 - Guia Cães de Raça. 52 - Medicina Veterinária: Artigos e Agenda 58 - Responsabilidade Social: Doações, instituições, + ações! 62 - Lagartos autorizados: Teiu e Iguana. Com Juliana Russini 66 – Direito Animal: Comércio Legal da Fauna Silvestre. Com Dra. Angela Marcatto 71 - Aquapaisagismo> Entrevista com Camila Barduco Picado IAPLC 2010 - CBAP 2010 76 - Parada PET Home – Um guia de produtos e serviços para você que quer sempre o melhor para seus bichos! 78 – Parada PET Business - Um guia feito para você que é profissional da área pet - Feiras, eventos, distribuidores e oportunidades. Novidade: Saiba como vencer a via crucis de abrir uma empresa


Crianças simplesmente amam os animais! Como garantir que esta amor perdure por toda a vida de uma maneira segura e saudável para ambos? Que toda criança adora animais ninguém tem nenhuma dúvida! Mas que esta relação nem sempre é assim tão fácil, muitos também já perceberam! O comportamento infantil é bastante instável, contando sempre com movimentos rápidos, aproximações abruptas, gritos, risadas, abraços, puxões e uma série de atitudes que não são facilmente compreendidas pelos animais! A compreensão da criança sobre “o outro” também ainda é bastante limitada de forma que em geral não respeitam os aspectos como a hora que o animal está cansado, a hora que quer dormir, ou a hora de comer. Tão pouco estão preparados para entender o conceito de dominância e respeito ao território fixado pelo animal. Nossos pequenos encaram os animais como se fossem brinquedos e querem que estes comportem-se como tal. Com este pensamento imaturo querem

que o animalzinho “coma isto”, “coma agora”, “entre nesta casinha”, “deite nesta caminha”, “pegue este brinquedo”, “venha no meu colo”, independentemente da vontade do animal. É o egocentrismo característico do desenvolvimento das crianças, onde só o “eu” é que importa! E este é o normal da criança, faz parte de seu aprendizado sobre o mundo... não há como exigir algo diferente desta criança, ela terá que experimentar diversas situações e amadurecer naturalmente seu conceito de sociedade e existência do outro. Precisamos apenas garantir que este processo de aprendizado ocorra de maneira segura. Além desta peculiar forma de tratamento que se apresenta como um desafio permanente para os animais, ainda existe o fato de que os animais são capazes de “perceber” que aquele indivíduo (a criança, no caso) é um “filhote”. E no mundo

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animal o filhote deve “submissão” aos animais mais velhos. Mas a criança nunca e submissa a um animal, ela quer pegar no colo, agradar, brincar, controlando o tempo e as ações. Ela quer estar no “comando”! E isto é, em geral, motivo para muita confusão e atritos. Por vezes até acidentes! E como devemos agir para garantir a integridade e segurança de ambos? Bom, não é uma tarefa fácil, mas existem bons caminhos para se conseguir um bom resultado. O primeiro passo é escolher o animal correto. Cães e gatos são animais resistentes e ágeis, principalmente quando adultos. Aves se assustam e se traumatizam com facilidade. Os roedores são delicados e mordem com maior facilidade. Peixes não permitem o contato. Répteis, quelônios e anfíbios não formam vínculos tão fortes. Então que animal escolher? A dica é escolher uma animal que os adultos da casa gostem e não basear a escolha apenas na opinião da criança. Isto pelo óbvio motivo de que quem cuidará, na prática deste animal será o adulto! É necessário acabar com esta idéia de que “o animal é

seu e você é que vai cuidar...” A criança quer um animal para ter como amigo e é necessário que apresentemos à ela as responsabilidades ligadas ao cuidar de um animal, mas a real responsabilidade deve ser assumida por uma adulto. A criança não tem maturidade física (seu cérebro não estará pronto para ser realmente responsável por alguém antes de 15 a 18 anos, dependendo das experiências). Este pensamento é responsável por muitos abandonos de animais, afinal o pai e a mãe compram um animal que a criança quer, mas que ninguém mais gosta, e colocam sobre a criança a responsabilidade de cuidar. A criança não é capaz de dar o tratamento correto e acaba o animal estressado e mal atendido, sendo


abandonado pela família! Já nos casos que o animal escolhido é apreciado pelos adultos da casa, este animal, mesmo que colocado em segundo plano pela criança, quando a novidade passar, será bem tratado e educado por um adulto, podendo ser sempre um bom companheiro da criança e de todos na casa. Isto também auxiliará nas questões de dominância, uma vez que dificilmente uma criança assumirá o comando dominante do grupo animais-humanos e acabará por permitir que o animal faça isto. Já um adulto pode ser o líder do grupo com maior naturalidade e assim garantir a segurança da criança. Vamos entender esta questão melhor: Vamos pensar em um exemplo onde a família optou por um cão. Caso apenas uma criança de 10 anos tome conta do cão, com quase certeza o cão será o dominante na relação. Vamos supor que por algum motivo, após ser dado alimento para o cão a criança resolva mexer na vasilha de comida do cão (que é dominante). Existe um grande risco do cão morder a criança para defender seu alimento, uma vez que os lideres do mundo animal comem primeiro e seus seguidores de grupo comem depois que este estiver satisfeito! E um grande risco de acidente e é bastante comum nos lares por todo o mundo. Isto não aconteceria porém se o líder fosse o pai ou a mãe. Quando se estabelece uma liderança frente a um animal que vive em grupos, estabelece-se também uma hierarquia de valores, onde os adultos são os dominantes e neste caso poderiam mexer no alimento livremente. As crianças, por sua descendência direta (os animais podem entender isto) e por receberem a maior atenção na casa, se caracterizariam como os próximos na hierarquia do grupo animais-humanos e o cão logo em seguida. Desta forma, também a criança poderia brincar com a vasilha de comida sem riscos! (leia mais sobre como se tornar o líder de seu grupo animal-humano em nossa edição de janeiro de 2010)


Já se pensarmos em aves para crianças teríamos que considerar as aves de contato, como os psitacídeos (papagaios, araras, calopsitas, periquitos) que são aves que podem ser manipuladas. As crianças em geral não se encantam com aves que ficam penduradas alto em uma gaiola, por mais que sejam lindas e cantem bem. O grande problema neste casos seria mesmo o medo e os traumas que podem ser causados na ave enquanto aprendem a ser seguradas na mão e caminhar no ombro o que pode gerar bicadas bem doloridas! É bem comum ver crianças chegando em um Pet Shop pedindo para seus pais uma Calopsita, por exemplo. O atendente da loja, que está habituado a manipular aves então apanha o animal com cuidado e o entrega para a criança, orientando-a como por a mão, como se aproximar, onde tocar e onde não tocar. A criança fica encantada com aquele pássaro manso e lindo em sua mão, como se fosse um brinquedo! A mãe, por sua vez percebe os olhos do filho brilhando e se decide por comprar o animal, embora tenha pavor “deste tipo de animal”. Compram também uma linda gaiola e vão felizes da vida para casa.

Chegando em casa a criança decide por mostrar para o pai como seu pássaro é bonito e bonzinho! Pega a gaiola, coloca sobre a mesa da cozinha e como quem apanha um brinquedo, enfia a mão na gaiola para apanhar o pássaro. Este, por sua vez, assustado com o movimento da criança arma o bico e dá uma grande bicada no dedo do “invasor” abrindo um buraco que chega a sangrar. A criança tira rapidamente a mão da gaiola, chorando e gritando. O pai e a mãe vão com a criança para outro ambiente para acudi-la, limpar a ferida, fazer um curativo. O que ocorreu?! Para o animal, este foi tirado de seu território conhecido (a loja onde já havia se adaptado), de sua gaiola, de seus companheiros, de seu alimento, e foi colocado em um novo local, desconhecido, com cheiros diferentes, cores diferentes, dimensões diferentes e foi submetido a um transporte da loja até o novo lar, e então a uma tentativa de manipulação por uma pessoa que não tinha nenhuma confiança ou vinculo afetivo! É uma situação bastante estressante e como reação vai gerar uma ação agressiva de defesa. O certo mesmo seria explicar para a criança que esta ave precisa de uma semana para se adaptar ao cheiro, sons, hábitos e rotina da casa. Nesta semana deveria ter seu alimento manipulado por todos os integrantes da casa, em especial pela criança, para que aprenda a associar este cheiro a uma coisa positiva (a comida). Deveria então ser adaptado a


Sair da gaiola, com paciência e gestos calmos, na mão de um adulto, de preferência com o uso de uma luva para proteção, evitando gestos rápidos de tirar a mão em caso da ave demonstrar algum gesto de defesa. A defesa da ave ocorre muito mais intensamente dentro da gaiola do que fora dela. Fora da gaiola ela não se sente encurralada e não precisa defender seu território e comida, aceitando mais facilmente o contato. Após vários processos calmos de tirar e colocar a ave na gaiola, sem a presença da criança, ou pelo menos, sem a participação direta dela, a ave já estará mais confiante e pode ser passada para o contato com a criança, assim como ocorreu na loja, quando a criança recebeu a ave, já controlada e se sentindo segura, para a mão da criança. A criança deve ser orientada a não gritar, correr ou fazer gestos rápidos. Desta maneira a ave se acostumará e passará a respeitar a figura da criança como algo pouco perigoso. Logo serão grandes amigos. No caso de peixes, répteis e roedores o trabalho mais importante é com a própria criança. É necessário ensinar a criança como e quando brincar com o ani-

mal evitando submeter este a estresse desnecessário e garantindo assim uma boa qualidade de vida para o animal e menores riscos para a criança. Enfim, quando pensamos em crianças e animais devemos nos atentar bem ao tipo de animal, o porte, o comportamento e a preparação do animal e da criança para o convívio. Em especial, animais adultos são mais confiáveis por já apresentarem um comportamento conhecido.


Animais filhotes são tão imaturos como as crianças e assim podem ocorrer mais atritos e competições.

Independentemente da espécie ou raça escolhida para conviver com seus filhos algumas outras observações podem ser interessantes. Fêmeas de qualquer espécie ou raça (em especial entre os animais mamíferos) apresentam um comportamento materno, mesmo com indivíduos de

rua ou em situações de risco acabam por criar uma forte personalidade nestes animais. A dificuldade em obter alimentação e abrigo faz com que estes animais se sintam mais ligados aos novos donos quando ganham comida e abrigo em condições ideais. Isto, em geral cria uma situação de submissão e conseqüentemente bom comportamento e grande fidelidade. Precisam ser avaliados quanto a saúde e comportamento, mas em geral são as melhores escolhas para as crianças.

Por fim podemos dizer que o convívio com animais pode ser essencial na formação do caráter de nossas criança. Com este convívio pode se aprender a importância da alimentação, da higiene, da qualidade do ambiente e da importância da preservação da natureza. Além, é claro, do valor do amor puro e incondicional! Isto independentemente da espécie de animal escolhida ou da raça destes

outra espécie. Assim, cadelas e gatas acabam assumindo um ar mais matriarcal e protegendo as crianças de uma maneira especial. Cães e gatos adotados também se mostram como animais com comportamento mais estáveis. A vida na


Uma questão de saúde! Outro aspecto importante que nos chama atenção nesta delicada e importante relação de nossas crianças com os animais esta ligada ao controle da saúde. Os animais em geral, mais principalmente os que mantém contato com crianças devem estar limpos, vacinados, livres de afecções dermatológicos contagiosas e principalmente protegidos contra ecto e endo parasitas. Tudo isto pode evitar as chamadas zoonoses. As zoonoses nada mais são do que doenças que podem ser transmitidas do animal para o humano ou do humano para o animal! Sendo assim você deve procurar um veterinário para saber quais os riscos que seu animal pode oferecer para sua família ou vice e versa. Mas seguem algumas dicas básicas: Cães devem ser vacinados a partir dos 45 dias de idade contra doenças como Raiva, Leptospirose, Parvovirose, Cinomose, entre outras. Deve também ser vermifugado a cada 4 ou 6 meses. Talvez esta seja uma das mais importantes providências uma vez que os vermes intestinais passam para as crianças e mesmo para os adultos com muita facilidade e são responsáveis por muitas doenças.

Cães também devem ser observados quanto a doenças de pele com sarnas e contra ectoparasitas como pulgas e carrapatos, uma vez que, principalmente os carrapatos, são responsáveis pela transmissão de doenças graves para o cão e para o humano! Gatos também devem ser vacinados anualmente, vermifugados a cada 4 meses, principalmente se passeiam pelas ruas e têm contato com outros animais. Devem ainda receber tratamento preventivo para pulgas. As aves e peixes devem ser vermifugados semestralmente. Estes cuidados são o básico da prevenção de saúde de seus animais e de sua família. Outros cuidados podem ser orientados pelo seu veterinário!


Passeios Animais! Aproveitando que estamos tratando de crianças e animais nesta nossa oitava edição de Revista Animal decidimos celebrar com o lançamento de uma nova seção: “Passeios Animais”! Neste novo espaço pretendemos apresentar a importância que espaços de convivência com a natureza e com os animais têm no desenvolvimento da sociedade. Com os nomes de parques, zoológicos, reservas, aquários, santuários, projetos, entre outros, estes importantes espaços se dedicam ao estudo da natureza em geral e da vida animal em específico, trazendo ao público visitante a possibilidade de conhecer de perto uma grande variedade de espécies, que de outra maneira seriam impossíveis de serem vistas por pessoas comuns. Neste contato o visitante comum (não pesquisador) aprende sobre os hábitos, comportamentos, necessidades de habitat de uma gama de espécies animais. Também acaba por estabelecer uma forma

de relacionamento afetivo com estas espécies. Isto possibilita que o homem tenha a compreensão e o desejo de preservar ecossistemas e espécies, que até então ele desconhecia a existência! Como alguém pode preservar algo que nem conhece?! Também nestes espaços, projetos de educação ambiental e conscientização sobre a preservação das espécies são desenvolvidos. Estes projetos atendem pequenos desde as fases iniciais da sistematização escolar até universitários e pesquisadores. Dentro destes projetos muitas pesquisas e informações surgem e possibilitam a preservação das espécies na natureza. Nestes locais, em geral, também se estuda as possibilidade de reprodução em cativeiro de espécies em risco ou ameaçadas de extinção. Isto pode ser bastante importante se um dia conseguirmos encontrar um meio de não destruirmos tanto a natureza. Se um dia formos capazes de reestruturar os ecossistemas destruídos, poderíamos assim ter a condição de reimplantar estas espécies que um dia foram expulsas de suas casas pelo descaso e ambição da humanidade! Conheça, conviva e aprenda a preservar o 14 pouco de mundo natural que ainda temos!


Vamos passear no Acqua Mundo!

O Acqua Mundo está localizado na Praia da Enseada, no Guarujá, em São Paulo e é um passeio simplesmente incrível! Construído ha dez anos, em uma área que ocupa mais de 5.000m², é ainda hoje o “maior Aquário da América do Sul”! E ainda existem mais destaques sobre seus 48 tanques, que abrigam cerca de 180 espécies de invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, como o maior recinto de água salgada, alimentação de animais por mergulho, qualidade na exibição, recordes na sobrevivência de organismos

e reprodução inédita de diversas espécies! Quando foi idealizado baseou-se nos grandes Aquários que vinham sendo desenvolvidos ao redor do mundo. Devido a suas grandes dimensões e idéias inéditas foi necessário o desenvolvimento de soluções especiais pelos técnicos do Acqua Mundo que resultaram em equipamentos de última geração e brasileiríssimos! Em um Aquário, a idéia é que os animais fiquem abrigados em um ambiente que reproduza de maneira mais fiel possível seu ecossistema. Isto tanto para que ocorra o bem estar do animal, como para que possibilite os programas de estudo. São


preparados ainda para que o visitante possa assimilar estas características, quase que de maneira inconsciente, sobre a vida dos animais. Cada um dos recintos tem uma montagem adequada à recriação do ambiente da espécie exposta e isso pode significar iluminação ou temperatura especial, uso de Ozona ou Ultravioleta para descontaminação e até elementos decorativos especiais. Toda a água salgada dos tanques vem diretamente do mar e são renovadas com freqüência, sempre em pequenas quantidades (cerca de 10% do tanque) garantindo uma alta qualidade de água. Os vidros e o fundo dos tanques são limpos por mergulhadores. Os mergulhadores também realizam a alimentação de algumas espécies, como tubarões e raias em um verdadeiro show para os visitantes. Na verdade todo o passeio é um verdadeiro show. Conforme o visitante caminha vai descobrindo novos animais e novos ambientes. Cada “sala” é uma nova surpresa!

O forte do Acqua Mundo é o setor de Educação Ambiental que oferece as pessoas que o visitam um conteúdo específico sobre a vida marinha, sejam elas, estudantes, grupos de turistas ou visitante comum, por meio de monitoria ou painéis luminosos localizados acima de cada recinto. Além da monitoria, o setor oferece palestras, comunicações orais, oficinas, cursos, passeios de escuna, trilhas ecológicas, entre outras atividades previamente agendadas. Oferece também aos fins de semana, férias e feriados prolongados o carrinho educativo disposto ao longo do corredor, exposições temporárias, recreação infantil com o tema Acqua Pirata e cinema 3D. Programas específicos para universitários (Acqua Plus), acampamento noturno (Acampacqua), aniversários (Acquafesta), programa para melhor idade, programa para deficientes visuais (PDV), procurando desse modo atender um público maior. Para os mais corajosos, o Acqua Mundo oferece um mergulho com os tubarões onde o interessa-

“Nosso objetivo é proporcionar aos nossos visitantes uma experiência sensorial e lúdica de imersão no universo aquático!”


do ingressa num mundo novo e submerso rodeado por tubarões, raias, caranhas, robalos e meros!

Entre tantos programas diferentes, com tantas opções, chegam a passar pelos corredores do Acqua Mundo uma média de 10.000 visitantes por mês. Para atender tanta gente e ao mesmo tempo cuidar de tantos animais, o Aquário conta com uma equipe de 60 funcionários, com as mais diversas formações. Só nas funções de lida direta com os animais têm cerca de 18 técnicos, entre biólogos, veterinários, tratadores e estu-

dantes de Biologia e Medicina Veterinária. Já o Setor de Educação Ambiental, responsável pelo contato com o público é feito por duas biólogas e seis estudantes universitários. Dentro deste espaço lúdico também ocorre muito estudo e muita ciência. Dentro do Acqua Mundo os aquários funcionam como laboratórios vivos e praticamente geram a necessidade de realização de pesquisas. Observações sobre a desova e nascimento de animais, procedimentos de manejo, treinamento de animais e até descrição de novas doenças são levadas para o conhecimento da comunidade científica em congressos ou por publicação dos dados em revistas especializadas. “A reprodução dos animais de nosso plantel é o resultado da qualidade de vida que oferecemos. Exemplificando: Nossos Tubarões Bamboo chegaram para o aquário ainda dentro de ovos, há aproximadamente seis anos. Cresceram, se tornaram maduros sexualmente, cruzaram e hoje, pelo quarto ano consecutivo temos novos filhotes de tubarões. Outras espécies que desovaram foram : jacaré do pantanal, píton albina, jabuti machado, orelha vermelha, cagado pescoço de cobra...”


Normalmente o público se impressiona muito com o “Tanque Oceano”. Com 800.000 litros de água salgada, é um tanque circular para que os animais tenham a impressão de infinito (foto acima). Além desse tanque, o grande sucesso entre as crianças são os pingüins e lobo marinho. Nesta temporada de julho foi inaugurado o recinto dos tubarões bambu com um domo interno de acrílico onde as pessoas têm a sensação de estarem dentro do tanque causando uma sensação bastante interessante. E com tantos animais, de tantas espécies diferentes, como funciona a alimentação desta turma toda?

Visite o Acqua Mundo Av. Miguel Estéfano, 2001 Enseada, Guarujá, São Paulo Tel: (13) 3398-3000 / 3379-2709 www.acquamundo.com.br acquamundo@acquamundo.com.br

“Nosso Setor de Veterinária desenvolve a dieta para cada um dos animais em exposição, composta basicamente por frutos do mar de altíssima qualidade. Mas não se assuste quando souber que a dieta também é composta por batatas e outros vegetais, coração de boi, grilos, baratas e até coelhos”.

Nossa filosofia de trabalho é “O visitante deve sair do Acqua Mundo sabendo mais do que sabia ao entrar”


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Gatos no telhado? Ou no aconchego de nossas casas? Baseado na máxima que diz:

“Meu direito acaba onde começa o do outro!” ... como devemos agir com nossos queridos felinos? Devemos nos curvar a seus ímpetos de liberdade, ou preservar sua segurança? Vale a lei da selva: “que vença o mais forte”, ou devemos nos preocupar com o que meu gato faz com os pássaros livres ou os do meu vizinho? Qual o melhor caminho a seguir?

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No Brasil ainda é muito comum gatos andando pelos telhados e altos de muros. Muitos são gatos “sem lar” que perambulam de casa em cas a procura de abrigo, alimentação e de companheiros. Outros são animais que têm lar, que tem um “dono”, alguém que decidiu cuidar deste animal, mas são pessoas que não se preocupam com as idas e vindas de seus bichanos. Muitas vezes este hábito de permitir que o gato passeie pelos telhados e ruas está ligado ao fato ter sido adotado e já ter um histórico na rua. “Ele sempre andou por aí, não vou cortar sua liberdade”, dizem estes “donos”. Outros acreditam que os animais devem viver livres. Dizem: “nossa responsabilidade é vacinar, dar comida e um lugar para dormir, mas o animal deve ser livre para ir e vir!” No entanto, pela legislação brasileira, gatos não são considerados “animais livres”! São animais provenientes de outros países e aceitos em nosso

território como animais domésticos. Sendo assim, devem ser monitorados por seu responsáveis. Seus atos são responsabilidade destes “donos” ou tutores. Por este motivo surgem uma gama de reclamações dos não apreciadores de gatos! “Este gato entra na minha casa e faz coco em todos os meus vazos de plantas!”, “...o gato do vizinho entra em meu quintal e ataca meus passarinhos. Ainda vou matar este gato!” (que agressivo é o ser “humano”, não?), “...tenho um lago no jardim e um gato vem da rua pegar meus peixes!”


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Puxa! E como solucionar esta questão? Alguns pensam que os gatos devem ser livres e irem onde quiserem... mas os peixes e os pássaros, não devem ter o direito de viverem tranquilos? “Mas é a lei da natureza” dizem alguns. Mas se pensarmos bem não há nada de natureza aqui, certo? Os gatos são domésticos e se aproveitam da fragilidade de outros animais também domésticos e que estão confinados, sem muitas chances de defesa ou fuga! Muito diferente de um gato selvagem caçando um ave livre, também provida de seus instintos de fuga... isto sim é natureza! Mas também não podem ser castigados e mal tratados, por vezes até mortos friamente, os gatos, que nada mais estão fazendo do que seguir seus instintos primitivos. Como condenar um animal? Diferentemente de um ser humano que mata um gato, um gato que mata um outro animal, não é um criminoso! A natureza, ou Deus, ou como quiserem acreditar, o fizeram assim. O gato é uma máquina de caça. Precisou deste mecanismo por anos para garantir sua sobrevivência. Sendo assim, acho que a lei que vale aqui é a “Lei do bom senso”, da convivência em comunidade, do respeito ao outro! Se meu gato ao passear consegue acessar a casa de outras pessoas e estas se incomodam, é meu dever colocar grades e telas que impessam este acesso! Afinal, meu vizinho tem o direito de ter seu canário cantando, criar uma ave solta, ou um tanque de carpas em seu jardim, sem que os vizinhos venham pescar... Também os gatos tem direito ao respeito e a segurança... segurança esta que é muito maior se o gato estiver restrito ao seu território conhecido – sua casa! (artigo sugerido por 6 leitores)

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Gata Queen Elizabeth Himalaio Blue point Gatil Vale dos Faraos foto: Debora Cordeiro


Gata Nutella Chocolate Tortie Lynx Point Foto: Debora Cordeiro

Himalaios ou Persa Colorpoint - um gato tranqüilo, silencioso, carinhoso, brincalhão e lindo... simplesmente um sonho! Os gatos domésticos de hoje trazem em si muito pouco dos gatos selvagens de outrora! Com a convivência com o ser humano, algumas características desejáveis foram sendo selecionadas enquanto que outras características foram sendo abrandadas. A formação das raças que vemos hoje se deu através do processo de boa seleção dos casais para procriação. Neste processo apenas os animais que possuem as características determinadas são escolhidos para reprodução. Assim, cruzando animais dóceis, calmos, silenciosos, alegres, brincalhões, com outros de mesma característica, possibilita-se a “fixando” destes comportamentos. O mesmo ocorre com os traços físicos. Escolhendo-se as fêmeas com maior comprimento de pêlo para acasalar com os machos de maior comprimento de pêlo incentiva-se a produção de filhotes de pêlos mais longos. E assim forma se formando as raças felinas!

Os gatos Himalaios, por exemplo, foram gerados a partir do cruzamento criterioso de gatos Persas com gatos Siameses! Desta cruza esperava-se exatamente o que se obteve, um gato com a bela pelagem do gato Persa e sua expressão dócil, mas com características de cores típicas dos gatos Siameses, disto serem também chamados de “Persas Colorpoint”, referindose a um Persa com cores intensas em suas extremidades, como as pontas da orelha, focinho, cauda e patas como se tivessem sido pintadas! Também se procurava um comportamento que unisse a tranqüilidade do Persa com o gênio vivaz, carinhoso e brincalhão do Siamês. Esta mistura resultou por fim em gatos muito dóceis, saudáveis e brincalhões que nutrem grande afeição pelo dono e convivem muito bem com outros gatos, crianças e até mesmo com cães e outros animais. Quase não vocalizam (emitem sons), inclusive na época do cio (no caso das fêmeas).


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Um pouco de história Himalaios ( Persa Colorpoint)- História da raça O desenvolvimento desta raça (algumas associações consideram os himalaios uma variedade do persa) teve início em 1931 nos Estados Unidos, quando a criadora Virgina Cobb (Gatil Newton) e o Dr. Clyde Keeler (faculdade de Medicina de Harvard) iniciaram um programa experimental de criação, com o propósito de conseguirem gatos de pelo longo com o padrão colorpoint. Após 5 anos de tentativas produziram o primeiro filhote himalaio que foi chamado de "Newton's Debutante". Na mesma época foi publicado um artigo a respeito da nova variedade no American Journal of Heredity (Jornal Americano de Hereditariedade) com uma fórmula detalhada de como haviam conseguido produzir um filhote colorpoint de pelo longo. Após a publicação do trabalho o programa de criação foi abandonado. Somente em 1950 ouviu-se falar novamente em colorpoints (himalaios) de pelo longo, com o aparecimento da gata "Bubastis Georgina " no gatil Briarry . Animados com a aparência da gata Georgina, dois gatis se uniram (gatil Briarry e gatil Mingchiu) para dar início a um novo programa de criação voltado para o desenvolvimento da nova variedade. No mesmo ano um criador canadense (Ben BorrettChestermere) também iniciou um programa de criação com a mesma finalidade, importando vários colorpoints do gatil Briarry. Também em 1950 na Califórnia, Marguerita Goforth (gatil Goforth) conseguiu com uma amiga que estava de mudança um gato colorpoint de pelo longo que havia sido adotado por sua amiga na instituição San Diego Humane Society; o gato era uma fêmea seal point que foi batizada de "Princess Himalayan Hope". Marguerita conseguiu com a amiga permissão para usar "Hope" em seu próprio programa de criação. Em 1955, o clube britânico de criadores de gatos GCCF reconheceu o Himalaio (colorpoint longhair) como

Gata Di Monika Aghata Baby ( nasc: 02/09/2007) Filhote: Di Monika Dafne

Um grande companheiro! Sem dúvidas o himalaio é um gato para dentro de casa, para fazer companhia para a família, para ser mimado e muito bem tratado. Como o Persa, o Himalaia lidera o ranking dentre os felinos mais dóceis, carinhosos e afetuosos. Seu pêlo longo é ponto forte da sua beleza e recomenda-se que ele viva dentro de casa longe do calor excessivo e de lugares que proporcionem muita sujeira. Também são essenciais as escovações diárias de sua pelagem, mantendo-o sempre sedoso e livre de pêlos mortos


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Além da escovação é indicado banhos quinzenais. Nada desta história que gato não toma banho, hein! Também é bastante recomendado uma limpeza diária dos arredores dos olhos, devido a sua face achatada, seus ductos lacrimais são atrofiados, fazendo com que o líquido que lubrifica os olhos escorra por fora dos mesmos.

E como é ter um Himalaio? “Ahh!. O dia a dia com esses bichanos é algo sensacional. Eles são super brincalhões e de bem com a vida. Depois de um dia de trabalho cansativo, não há nada melhor e mais relaxante do que se enturmar com eles e nos divertir muito com as suas múltiplas brincadeiras e peraltices. Eles brincam entre eles o tempo todo, dão pinotes, piruetas, e, às vezes caem, mas se levantam num instante e saem a correr. Além disso, nos afagam e acariciam sob a melodia do ronronar.” (Fernanda Aparecida Pereira Diniz - Gatil Petit Gatô) Tenho uma Himalaio de nome Queen Elizabeth que brinca comigo de trazer bolinha de papel como um cãozinho. Incansavelmente ela repete o exercício feliz da vida me trazendo a bolinha quantas vezes eu jogar. (Debora de S. Penteado Cordeiro- Gatil Vale dos Faraós)

Revista Animal .

... Continuação - Um pouco de história uma variedade da raça persa. Nos anos seguintes, Himalaios apareceram em diversas exposiçòes em vários países tendo grande aceitação. Em 1957, Marguerita fez uma petição ao CFA (Cat Fanciers Association - USA) requerendo o reconhecimento do Himalaio como uma nova raça, porém alguns anos mais tarde ela voltou atrás em sua decisão, reconhecendo ela mesma que os Himalaios eram uma variedade do Persa. Inicialmente, apenas as cores seal point, chocolate point, blue point, and lilac point eram reconhecidas, mas em 1964 as cores flame point and tortie point também foram reconhecidas pelo CFA. Nos anos subsequentes muitos Himalios apareceram em exposições e em 1966 "Chestermere Kinuba of NevahTep", um himalaio blue point foi o primeiro gato da variedade himalaio a receber o título de Grande Campeão pelo CFA. A partir de 1972 outras cores também foram sendo reconhecidas, blue-crem point (1972); cream point(1979); seal lynx e blue lynx points (1982) e outras cores em lynx point foram sendo reconhecidas nos 10 anos seguintes. Em 1984, o CFA separa os Himalios e os persas,colocando- os em uma divisão separada da raça persa, abrindo deste modo uma porta para que os hibridos (CPC- Color Point Carriers)fossem exibidos em sua própria classe de cor. Em 1987, as cores chocolate tortie point e lilac cream point também foram reconhecidas Em 1989 "CH Westpoint Brigadier of Thesaurus", um blue point recebeu o prêmio DM (Distinguish Merity). Este prêmio havia sido criado em 1984 . Hoje os himalaios são apreciados e reconhecidos em todo mundo por todas as associações de registro de felinos, sendo uma das variedades do gato persa que mais registra filhotes em todo o mundo. (por Dra. Debora de S. Penteado Cordeiro- Medica Veterinária e Criadora de Himalaios )


Queen Elizabeth Himalaio Blue point Gatil Vale dos Faraos

Enfim o Himalaio é o gato para a família. Se adapta bem a pequenos apartamentos, gosta de brincar com as crianças, se adapta bem a outros animais. É um animal silencioso e pouco dominante, assim raramente desenvolve o hábito de demarcar território. Aceita bem as visitas, embora muitas vezes se demonstre tímido. É extremamente inteligente e aprende as rotinas da casa. É forte e em geral muito saudável, pouco propenso à doenças. Recebem os donos na porta de casa e se mantém por perto durante todo o dia. Não têm necessidade de longos passeios. Como dicas de cuidados é importante apenas ressaltar a necessidade de uma boa ração “super premio” de preferência com pelets apropriados ao gato persa, devido a sua dificuldade de apanhar com a boca os grãos tradicionais. Como todo gato manter sempre água em abundância e renovada constantemente para evitar problemas urinários e renais. Caixa de areia sempre limpinha devido aos pelos longos. No mais, ter um Himalaio é uma grande diversão!

Onde encontrar? Gatil Vale dos Faraós - SP Dra. Debora de S. Penteado Cordeiro (11) 9895-7787 / 8821-0613 www.valedosfaraos.com Gatil Petit Gatô - SP Fernanda Aparecida Pereira Diniz e Ronaldo Diniz Guerra (19) 3929.6943 / 9809.8737 www.petitgato.com.br Gatil Di Monika - RJ Monika Alves (21) 3384-3881 / 7627-2878 www.gatildimonika.com


Raça: Angorá Comportamento: Origem: Valores médios do filhote:

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Raça: Ragdoll Origem: Califórnia Comportamento: Dá-se muito bem com crianças, idosos e até mesmo com outros cães. Os Ragdolls são fiéis a ponto de irem receber os seus donos à porta de casa, acompanhá-los pela casa durante o tempo que for necessário e até dormir com eles. É um animal muito amoroso,

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Vindo do distante .

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... o Lhasa Apso invadiu o Brasil como um furacão! O Lhasa Apso está dominando o Brasil e o coração do brasileiro! Se você acompanhar o movimento de um centro de estética de São Paulo notará que metade de todos os cães que entram no salão de banho e tosa são da raça Lhasa Apso! Uma raça cultuada pelos monges tibetanos, o Lhasa representa o ritmo moderno dos dias de hoje. É um cão independente e alegre. Gosta muito de brincar e é ativo e carinhoso enquanto está em meio às pessoas da casa, mas fica bem quando está só. É silencioso e não costuma atrapalhar os vizinhos com latidos altos e fora de hora. É inteligente e aprende rapidamente onde fazer suas necessidades. Recebe bem visitantes e aceita outros animais. Se dá bem com crianças e idosos. Gosta de passear, mas não chega a ser um cão atletico. Alguns minutos de caminhada bastam. Enfim, é um cão urbano moderno!

O maior cuidado que exige está relacionado à sua longa pelagem. Para que esteja sempre bonita e vistosa exige que se invista em uma boa ração super prêmio, escovação diária e um banho semanal ou quinzenal. Então basta uma limpeza dos olhos que por vezes acumula secreções e pronto... daí basta muito carinho e amor para ter um Lhasa feliz e saudável!

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O mundo dos Cães – Revista Animal

Acredita-se que a raça Lhasa Apso surgiu, ha aproximadamente, 500 anos, e seu local de origem foi o Tibet, cuja capital chama-se Lhasa. Alguns dizem que, o “Apso” do nome da raça seria uma derivação da palavra tibetana “apsoo”, que significa ovelha, o que pode ser considerado uma referência à aparência e textura áspera de seu pelo. Outros estudiosos atribuem o "apso" de seu nome à sua função original: ser a sentinela do Palácio de Potala, e para justificar esta interpretação evocam o nome original da raça: "apso seng kye", que seria o equivalente a “cão de sentinela que ruge como um leão”. Antigamente, o Lhasa Apso era considerado um cão sagrado, por acreditarem que, após a morte, a alma do dono encarnava-se no cão. Por este motivo, quem possuía um cão desta raça eram somente nobres e monges. Acompanhavam os monges onde quer que fossem e tinham como função zelar pelas propriedades dando o alerta ao menor sinal. A sua inteligência unida a um fina

audição faz com que possua um certo sexto sentido. Um Lhasa Apso nunca poderia ser vendido e somente era presenteado a altos dignitários e autoridades políticas. Ganhar um Lhasa era um sinal de apreço extremo. Por este motivo a raça só alcançou o ocidente nos anos 30 de nosso século. Alguns exemplares eram também encontrados nas cortes reais da china e do Japão. Do oriente os lhasas iniciaram sua expansão a partir da Inglaterra, onde se acredita que os primeiros exemplares tenham chegado em 1900, pelas mãos de oficiais do exército britânico, especialmente o Cel. Bailey, considerado o introdutor da raça no ocidente. Nos EUA, a raça chegou apenas em 1933, pelas mãos do próprio Dalai Lama. Já no Brasil, a raça só chegou em 1966, trazido pelo criador Denis Duveen. (Isabela - Canil Major Gold Star)


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Mas para quem pensa que por baixo destes longos pelos e deste olhar sereno existe um animal “de pelúcia” é melhor ficar bastante atento! O Lhasa é tipicamente um cão de alarde, e está sempre atento a todos os movimentos. Também apresenta bastante traços de dominância e precisa de um dono com pulso firme desde a sua infância para que não se torne um animal que quer mandar na casa! Tem uma tendência forte a escolher um dos moradores da casa como “líder” e será fiel e companheiro a esta pessoa por toda sua vida. Será carinhoso e amigo de todos os moradores da casa e até dos visitantes, porém uma pessoa será sempre especial em sua vida! Por este motivo é um cão ideal para companhia. Em especial para casas calmas, onde moram poucas pessoas, ou idosos. Nestas situações o Lhasa será sempre um companheiro de primeira!

Para facilitar o trato, muitas pessoas mantêm seus Lhasas tosados. Normalmente esta tosa é chamada de “Tosa Bebê”!

Carla Troianelli e seus filhotes Canil Troianelli


O mundo dos Cães – Revista Animal

O Lhasa Apso chegou para ficar. É tão grande o número de apreciadores desta raça que já está entre as raças mais registradas do mundo, principalmente na Inglaterra, EUA e Brasil. A propósito, em São Paulo o Lhasa Apso já conta até com uma comunidade de amigos da raça, que se reúne para trocar informações, encontrar namoradas e namorados (para os cães, é claro!), bater papo e se descontrair. O grupo é aberto e está sempre pronto para novos amigos. As reuniões ocorrem sempre em local aberto, como uma praça, para que os cães fiquem bem a vontade e os proprietários possam conversar e se divertir. E, embora seja um encontro para Lhasas, são muito bem vindos os animais de outras raças ou espécies! Se interessou pelo assunto, então anote aí em sua agenda pois o próximo encontro está perto:

5º. Encontro de Lhasa Apso Data: 19 de Setembro de 2010 (Domingo) Horário: 10 horas da manhã Local: Largo Mestre de Avis (Prox. do Parque Ibirapuera) - Participação gratuita

No dia haverão sorteios de brindes e de pacotes de ração (oferecidos pelos patrocinadores)

O 5º. Encontro de Lhasa Apso é uma iniciativa da criadora Carla Troianelli, proprietária do Canil Troianelli, especializado em Lhasa. Ela nos contou que os encontros anteriores foram bastante movimentados e divertidos. Vejam algumas fotos do último encontro que teve tema “junino” e até concurso do animal mais bem caracterizado!


O mundo dos Cães – Revista Animal

E como é ter um, ou vários Lhasas em Casa?

“Tenho 10 Lhasas que moram comigo , ou sejam vivem comigo, dormem ao meu lado, onde eu estou tem pelo menos uns 5 cães ao meu lado! O acontecimento mais louco foi acordar com um pássaro morto no meu travesseiro , eles acharam o pássaro que entrou pela janela e morreu e resolveram me dar de presente!” (Carla Troianelli) Com amigos assim, quem precisa de inimigos?! Bricadeiras a parte ... está é a maior prova de fidelidade e amor incondicional de um animal... entregar a caçaa para seu companheiro!

Onde encontrar :


Um novo espaço dedicado a novidades e lançamentos do universo animal!

Um biscoito natural, muito saudável, que os cachorros adoram e que foi criado a partir de uma história fantástica! Bom este é o Krócão, o produto que escolhemos para inaugurar nossa seção “Espaço Conceitual”. Neste espaço pretendemos apresentar a nossos leitores produtos novos ou inovadores que fazem a diferença, tanto em sua concepção, função e composição, quanto em sua proposta e compromisso social. Faz 15 anos que pegamos cachorros de rua para cuidar! Como sempre viajava muito a trabalho, encontrava bichinhos atropelados e os trazia casa. Chegou o primeiro, e chamamos de Lord, depois outro, e outro, e outro, até chegarmos aos 21 cachorros. Até o quinto cachorro ainda morávamos na mesma casa de quando nos casamos, mas quando veio o sexto, tivémos que mudar de casa,.fomos para uma casa um pouco menor, mas com o quintal 5 vezes maior. Não demorou muito para chegar mais 11. Com a ida de alguns, que foram morar com meu São Francisco, hoje tenho 13 em casa e mais alguns que ficam nas casas de amigos e nós cuidamos. Mas o que nos preocupava muito, é que todos os cachorros que chegavam em casa, precisavam de cuidados especiais e de alimentação especial também, e não havia nada natural para darmos a eles, tínhamos que fazer o famoso "arroz com cenoura e carne moida". Minha esposa tinha desenvolvido um biscoitinho integral, sem nenhum produto quimico, sem farinha branca para não dar alergia e com

vitaminas para dar a eles, e com a ajuda de 2 médicas veterinárias, conseguimos chegar num biscoito ideal para os animais, tanto para os que já estavam sadios, como também para os que precisavam de cuidados com a saúde, e o mais incrível, eles adoravam o biscoito, e então virou petisco para os outros também. Hoje esse biscoitinho ganhou um nome, chama-se krócão, e estamos vendo que o mesmo bem que ele fez para nossos cães, está fazendo para os outros também. Sentíamos os pêlos dos nossos cães muito macios e a pele saudável, sem casquinhas, e mal sabíamos que era por causa dos biscoitos. Hoje estamos vendo os veterinários indicando o Krócão como uma fonte de saúde, não porque é remédio e sim por ser natural e integral, mostrando que da mesma forma que funciona a alimentação natural para o ser humano, também para o animal isso é sinônimo de viver mais e melhor. A saúde está realmente na essência dos produtos, alimentar-se de produtos com menos quimica e mais naturais e foi isso que nós fizemos e agradecemos a Deus por isso.

Contato: (11) 4742-2774 / 9678-1643 / www.krocao.com.br

Denis Ferraz


Local de Origem: América Tamanho Médio: 35 a 45 cm Temperamento: Desconfiado, protetor, devoto, ativo. Cores:

Branco puro, Vermelho Fulvo, Preto tigrado, Tricolor

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Local de Origem: Inglaterra Tamanho Médio: Temperamento: Afetuoso, confiável, corajoso e gentil Cores: Rajado, Branco, Vermelho, Castanho claro, Malhado Valor médio que é comercializado: CANIL LEACIM OAK - Canil Especializado em Raças Exóticas. Shar Pei, Schipperke, Bulldog Inglês e Francês, Pequinês, Poodle, Shih Tzu, Yorkshire Terrier. canil@gatosecaes.com.br 65-9226 5058, 3023 4174

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Local de Origem: França Tamanho Médio: 8 a 14 kg Temperamento: Sociável, alegre, ativo, afetuoso e confiável Cores: uniformemente colorido fulvo, tigrado ou não Valor médio que é comercializado: Canil Duas Fazendas - Lindos Filhotes! Ninhadas de Buldogue Frances, Pug, West Terrier, Scottish Terrier, Schanzuer Miniatura e Shih tzu. Todo o Brasil (85)99878665 www.canilduasfazendas.com

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Local de Origem: Brasil Tamanho Médio: 60cm a 70 cm Temperamento: Corajoso, determinado, obediente, guarda fiel Cores: Caramelo e tigrado Valor médio que é comercializado: FILA BRASILEIRO CANIL PAIAGUÁS www.canilpaiaguas.com.br

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Local de Origem: Costa da Ilha de Terra Nova - Canadá Tamanho Médio: 54cm a 56cm Temperamento: Gentil, equilibrado, leal, confiável e inteligente Cores: Totalmente pretos, amarelos ou fígado e chocolate Valor médio que é comercializado: CANIL ZUO'S - LABRADOR Lindos filhotes de todas as cores com pedigree e garantia genética! www.canilzuos.com.br Aléxia e Daniel (31)9967-8050 Nextel 55*83*44267

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Local de Origem: Tibet, Lhasa Temperamento: Dócil, brincalhão, silencioso e dominante. Cores:


Local de Origem: Alemanha Tamanho Médio: 57,5cm a 67,5cm Temperamento: Inteligente e confiável, leal e obediente. Exige atenção. Cores: Preto com castanho ou cinza, preto ou cinza uniforme Valor médio que é comercializado: CANIL CASA NORMA Especializados em Pastor Alemão Tel: (21) 3551-1130 – (21) 9656-5758 casanorma@globo.com

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Local de Origem: Alemanha Temperamento: super fiéis, inteligentíssimos, ativos, brincalhões, carinhosos, meigos Cores: Preto e prata, Sal e pimenta, Preto, Branco

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Clamidiose em Calopsitas: Uma doença temida por todos Prezados leitores e amigos! Hoje, acatando aos pedidos das meninas que nos acompanham vou falar sobre Calopsitas! Trazendo mais uma vez a verdade de uma forma descontraída estaremos hoje no nosso artigo abordando um tema muito polêmico que é a doença chamada Clamidiose que afeta principalmente esses psitacídeos. Então, boa leitura. A clamidiose é uma doença bacteriana que afeta todas as aves, porém muito mais os psitacídeos dentre eles a Calopsita seja pelo seu sistema de criação sem muito rigor sanitário ou pela a aglomeração de aves nos pseudocriadores. Sinceramente é muito triste uma pessoa entrar chorando para atendimento de emergência e você ver que é uma calopsita já agonizando por clamidiose. Os sintomas de clamidiose são muitas vezes inespecíficos, como: perda de peso, perda de apetite, a ave fica encorujada, etc. Mas comecem a prestar a atenção em alguns deles como conjuntivite ou vermelhidão em um dos olhos e raramente nos dois; espirros com ou sem secreção e principalmente as fezes mais ´´aguadas´´. Vamos a uma pequena aula sobre fezes e afins, ok. As fezes saem verdinhas ou marrons dependendo do que a ave come; você tem o branco que é a urina e sempre saem juntas. As fezes devem ser sempre sequinhas. Quando você possui uma água nestas fezes isso não é o xixi como muitos pensam é lesão intestinal que pode ser por coccidiose ou qualquer outro agente como a clamidia. Então se as fezes de sua ave estão aguadas mesmo que ele esteja super bem e brincalhona esta é uma forte candidata a ter clamidiose. Mais de 80% das aves possuem a forma intestinal da doença com ou sem sinais clínicos. Os outros 20% é a forma ocular ou respitarória. Agora o mais interessante de tudo é que a doença é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida a nós. A ave pode eliminar a bactéria no ambiente/fezes e você detecta no exame, porém não ter sintomas clínicos nenhum; por isso a melhor solução é o conhecimento. Toda calopsita e qualquer outro psitacídeo deve fazer o exame de clamidiose pelo menos 1x na vida desde que não tenha risco de contato direto ou indireto com aves suspeitas futuramente. Inclua no ´´check-up´´ do seu animal o exame para salmonelose que também pode ser transmitida a nós e um exame parasitológico de fezes, este ultimo deve ser realizado todo ano. A doença tem cura quando diagnosticado precocemente, porém o tratamento é longo e dura algo em torno de 60 dias além dos transtornos gerados a família toda. O tratamento envolve uso de antibióticos no bico ou na água, associado a alguns suplementos visando fortalecer e aumentar a imunidade. Infelizmente a criação de calopsitas hoje está disseminada e qualquer um pode criar dentro de casa sem o menor controle sanitário de nada e sem a menor responsabilidade.


As minhas dicas ao adquirirem uma ave é que observem as suas fezes, olhos e narinas, ok. De preferência pergunte ao seu veterinário um local confiável que realize os exames prévios. Realize quarentena dessa ave recém chegada. A Internet traz muitas informações sobre o assunto, mas a melhor opção é sempre uma consulta com seu veterinário especializado. Na próxima edição eu volto. Deixo o pensamento do dia: ´´ Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros´´. Pense nisso e até a próxima!

Foto 1: Conjuntivite. As penas foram removidas ao redor.

Foto 2: Fezes aguadas. Observe o halo . de água que o papel absorve.

Foto 3: Fezes frescas. Observe novamente o halo de água que o papel absorve. ___________________________________________________ Dr. Felipe Victório de Castro Bath Médico Veterinário CRMV-RJ 8772 Especialista em Biologia, Manejo e Medicina da Conservação dos Animais Selvagens Mestre em Microbiologia Veterinária pela UFRRJ Tel.: (21)81014122/ (21)78795270 / ID.:10*96860 (21)22786652 / (21)32341775 felipebath@hotmail.com / www.niaas.com.br Consultas e Cirurgias no NIAAS/Centro Clínico No Ar com Hora Agendada Rua Haddock Lobo, 452 Lj B Tijuca


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Responsabilidade Social Ajudando animais de Rua!

PARA FICAR SEMPRE POR DENTRO... twitter.com/petfeliz | www.youtube.com/petfeliz | petfeliz.blogspot.com | www.facebook.com/home.php


Petição contra a "PROVA DO LAÇO" Petição para a extinção da "PROVA DO LAÇO" realizada em feiras agropecuárias, rodeios, festas de peão na cidade de Porto Ferreira/SP, assim como pela proibição do uso de CHICOTES, ESPORAS e afins em qualquer tipo de evento envolvendo animais. Esta petição baseia-se nas seguintes leis: - Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais" - artigo 32 "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos". - Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, que define maus-tratos contra animais. Os signatários

Assinar a petição contra a “Prova do Laço”


Iguana filhote Foto: Juliana Barbosa Russini

Lagartos: Teiu e Iguana Os lagartos permitidos como animais de estimação no Brasil são o teiú (Tupinambis merianae) e o iguana (Iguana iguana), sendo que quanto a iguana existe uma restrição de comercialização no estado de São Paulo. O problema maior em relação a esses animais e seu uso como bicho de estimação, é que muitas pessoas não sabem que eles crescem bastante, e principalmente a iguana depois de adulta, na época de cio, pode se tornar um animal agressivo. O Teiú (Tupinambis merianae ) é um dos lagartos mais comum em cativeiro no Brasil, atinge até 1,4 m de comprimento. Coloração geral negra, com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. Já os filhotes são esverdeados, coloração que vai

desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais. Ele possui cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos e a é língua corde-rosa, comprida e bífida, já a cauda é longa e arredondada. Vive aproximadamente 16 anos. São animais diurnos e terrestres e ocorrem em: Florestas, cerrados e campos, vivendo em bordas de matas ou dentro de matas abertas. São ovíparos com desova entre 30 e 36 ovos por postura, que eclodem após 60 a 90 dias de incubação. É um animal onívoro que em vida livre alimenta-se de moluscos e artrópodes, vegetais, frutas, ovos, roedores, aves e anfíbios Já em cativeiro sua alimentação diária consiste em de gemas de ovos, carnes, camundongos, pintinhos, rãs e frutas doces. Deve ser mantido


Teiu filhote

em amplos terrarios com pedras e troncos fortes, sendo o substrato formado por uma espessa camada de areia de rio, pré-lavada ou bark que é um substrato feito de casca de árvore. A iluminação deve ser fornecida por lâmpadas fluorescentes, garantindo um bom período de luminosidade durante o dia, ou podem ser mantidos em terrarios externos, com grama, terra e acesso ao sol. Devem ter uma fonte de aquecimento mantendo a temperatura entre 28ºC e 32ºC, muito embora suportem consideráveis variações de temperatura com umidade em torno de 40%. No manuseio pode ser agressivo, razão pela qual são importantes os cuidados no manejo para evitar mordidas e chicotadas com a longa cauda. Os iguanas (Iguana iguana) são animais diurnos e arbóreos, que preferem viver no topo das árvores ao longo de rios, lagos, pântanos e mangues, já que estas além de fornecem bastante sol e sombra para sua termorregulação, também possuem locais de alimentação e descanso. Os filhotes de iguana são extremamente bonitos, mas crescem bastante (até 180 cm) chegando a 7 kg. Vivem

cerca de 15 anos e podem se tornar animais extremamente agressivos, principalmente na época reprodutiva. São de difícil manutenção já que não são exclusivamente vegetarianos, o que dificulta muito sua alimentação adequada em cativeiro, e como ainda não existem informações suficientes sobre a dieta ideal para iguanas. A ração comercial pode ser utilizada, mas deve ser complementada diariamente com uma grande quantidade de folhas de nabo, mostarda, repolho, folhas e flores de dente-de-leão livre de pesticida, trevo, escarola, cenoura, salsa, flores e folhas de hibisco e flores. Também deve ser oferecido quantidade menores de chicória, alface romana, hortelã, além de outros complementos ocasionais como feijões verdes crus, ervilha, abóbora, batata-doce, quiabo, pimentão, cogumelo e inhame e cenoura ralada. Pode-se também oferecer alfafa, frutas devem ser somente como petisco. Apesar de iguanas filhotes em cativeiro aceitarem insetos e neonato de camundongo, em vida livre este não é o tipo de alimento encontrado em sua dieta e, portanto não devem ser oferecidos. Quanto à reprodução as fêmeas fazem ninho 3- 7 semanas


Teiu adulto Foto: Diego Bitener depois do cruzamento, e produzem uma media de 35 a 43 ovos que eclodem depois de 10-14 semanas de incubação a 28°- 32ºC, em tocas escavadas por elas. Quanto ao recinto para manter uma iguana o tamanho mínimo deve ser de 3 x 1 x 2 m de altura. E tendo disponível um gradiente de temperatura no terrario entre 18 e 37°C, sendo que a temperatura constante é prejudicial ao desenvolvimento, sendo o ideal deixar o terrario mais aquecido durante o dia do que a noite. Sendo o aquecimento feito preferencialmente através de lâmpadas, só utilizando pedras aquecidas em locais onde a temperatura seja extremamente fria durante a noite, período em que as lâmpadas devem ser desligadas. Os iguanas precisam de luz ultravioleta (UV) para o metabolismo do cálcio e da vitamina D. Sendo necessário banho de sol e ou luz UV em cativeiro. Devem ser colocado em seu terrário alguns galhos

para que o animal possa ter uma vida mais semelhante à natural e como substrato pode ser de jornais, lascas de cortiça para répteis, pellets de alfafa. Não devem ser mantidos juntos a outros iguanas, principalmente do mesmo sexo, por serem animais territoriais e ocorrerem brigas sérias. Tanto para o teiú quanto para o iguana, é importante sempre deixar uma vasilha disponível com água fresca que deve ser trocada diariamente. Deve-se ponderar bastante muito antes de adquiri-los lendo muito a respeito deles e vendo se é possível ter toda a infra estrutura adequada para mantê-los, já que são animais agressivos, de difícil manejo e que necessitam de cuidados diferenciais.

Por Juliana Barbosa Russini – Bióloga juliana.russini@gmail.com

Iguana adulta Foto: Juliana Russini


O Comércio Legal da Fauna Silvestre Ao longo desta série de artigos, foi abordado o tráfico de animais silvestres, ilegalidade decorre da ausência de autorização concedida pelo Ibama. Porém, é preciso que se diga que é possível haver o comércio legal da fauna silvestre, o qual é permitido pela Lei n.º 5197/67, em seus artigos 8.º e 16, e, desde que também seja fiscalizado pelo Ibama, por meio da “Portaria 117-N, de 15.10.1997, DOU 16.10.1997, Seção I, p.23.489”, conforme mencionam os autores Vladimir e Gilberto Passos de Freitas na obra “Crimes contra a Natureza – de acordo com a Lei 9605/98”- p. 83-84. A fauna silvestre brasileira, recurso, muitas vezes, endêmico pertencente ao meio ambiente, é reconhecida e protegida constitucionalmente como “bem de uso comum do povo”. (Art.225 CF). Apesar da fauna ter sido tratada, em sede constitucional, apenas em 1988 e, no âmbito infraconstitucional, apenas em 1967, ela vem sendo

objeto de preocupação e valorização há muito tempo, bem antes da atual Carta Magna, conforme atestam os autores Ollala e Magalhães, já em 1956 (OLLALA, A.M. e MAGALHÃES, A.C.,1956, Aves, Fam.Rheidae, Gen.Rhea, Biblioteca Zoológica, pp.1123, APUD RENCTAS, Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, “Animais Silvestres – Vida à Venda, p. 199.)

“Não basta acreditar e propalar, sem qualquer conhecimento de causa, que a nossa fauna é a maior e mais variada do mundo; o que nos compete é procurar conhecê-la objetivamente, para nos certificarmos daquilo em que acreditamos e assim tornar real nosso justo e patriótico otimismo.”. É da mesma opinião Francisco de Assis Neo ( RENCTAS – Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, “Animais Silvestres – Vida à Venda”, p.199.)

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“Torna-se dolorosa a ignorância reinante quanto aos conhecimentos que devemos cultivar sobre o reino animal, não só encarando-o como patrimônio nacional, mas também como riqueza biológica fundamental e complemento razoável da economia agrária, isto é, de subsistência, de fontes produtoras da própria terra. A história nos mostra a utilidade dos animais. Nos primórdios da existência do homem,eram eles que constituíam e exclusiva fonte de alimento, portanto, não se poderá olvidar que venham a ser também o último recurso de subsistência dos pósteros habitantes do globo terrestre.” Fica claro, então, que o que se pretende com a proteção à fauna, seja ela uma preocupação antiga ou recente, é a garantia da manutenção do desenvolvimento sustentável, segundo o qual a geração presente tem suas necessidades atendidas, sem, contudo, comprometer as necessi dades das gerações vindouras. Assim, no que diz respeito à fauna silvestre, procura-se garantir a manutenção desse mesmo desenvolvimento sustentável por meio da comercialização legal de espécimes em criadouros legalizados, evitando-se os maus-tratos e a matança desenfreada que acaba por ocasionar a extinção da fauna silvestre, situação esta ocorrida no tráfico. Tipos de Criadouros Legalizados : De acordo com o artigo 3.º, inciso I da Lei n.º 5197/67, os criadouros podem ser de dois tipos : Sistema “farming” : Sistema segundo o qual as matrizes e os reprodutores de espécies da fauna silvestre ficam confinados (em

cativeiro). Entre as espécies manejadas neste tipo de criadouro legalizado e com base na Portaria Ibama n.º 118/97, pode-se citar as capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris), as emas (Rhea americana), os catetos (Tayassu tajacu),as queixadas (Tayassu pecari),as pacas (Agouti paca), os ratões-dobanhado (Myocastor coypus), as cutias (Dasyprocta spp.)e as serpentes, dos gêneros Bothrops e Crotalus, com o objetivo de se produzir veneno, além de animais de estimação como os psitacídeos, passeriformes e jabutis. (RENCTAS – Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres“Animais Silvestres – Vida à Venda”, p. 205, 206, 207.)


Sistema “ranching”: Trata-se de um sistema que se baseia na retirada de ovos, filhotes ou larvas da natureza para serem recriados em cativeiro. Esse tipo de criadouro comercializa apenas três espécies que são protegidas por Portarias Ibama específicas. São elas : as borboletas (insetos da Ordem Lepidóptera), cuja criação comercial é disciplinada pela Portaria Ibama n.º 2314/90, de 26 de novembro de 1990; o Jacaré–do–Pantanal (Caiman crocodilus jacaré),cujo manejo é regulamentado pela Portaria Ibama n.º 126 /90, de 13 de fevereiro de 1990, na bacia do Rio Paraguai; Tartarugas-da Amazônia (Podocnemis expansa) e Tracajás (Podocnemis unifilis), cujo instrumento jurídico que regulamenta a sua criação em cativeiro é a Portaria Ibama n.º 142/92, de 30 de dezembro de 1992 na Região Amazônica. (RENCTAS – Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres – “Animais Silvestres – Vida à Venda” – p. 208, 209.)

Até o ano 2000, o Brasil possuía cerca de 382 criadouros do tipo “farming” registrados pelo Ibama, porém, na verdade esse número chegaria a 400, se não fosse a falta de atualização de informações que contenham novos empreendimentos. Já em relação aos criadouros do tipo “ranching”, o Brasil conta com 121 estabelecimentos.

Dificuldades enfrentadas pelos Criadouros : Apesar de haver a possibilidade da comercialização legalizada da fauna silvestre, visto que esta é permitida pela Lei n.º 5197/67 e autorizada pelo Poder Público, ambos criadouros ainda não conseguiram superar algumas dificuldades : Por meio do manejo das espécies da fauna silvestre, é possível haver o aproveitamento econômico e científico das mesmas. Dessa forma, os criadouros tornam-se o modo mais seguro de concessão de seu uso. Todavia, o retorno financeiro, muitas vezes, não é garantido. Outra dificuldade é que apenas 25 espécies da fauna silvestre podem ser manejadas com fins econômicos. Como exemplo, podem ser citadas as espécies já mencionadas anteriormente nos dois tipos de criadouros legalizados. São também onerosos os sistemas de manejo intensivos ou semi-intensivos, considerando-se a relação custobenefício das instalações e os trajetos que devem ser percorridos para que os produtos advindos da fauna silvestre possam ser disponibilizados nos grandes centros. Segundo a RENCTAS, (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), alguns criadouros, embora legalizados e registrados no Ibama, funcionam como fachada para o comércio ilegal da fauna silvestre (tráfico de animais silvestres). Desse modo, estariam se desvirtuando de seu real objetivo.(RENCTAS – Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres – “Animais Silvestres – Vida à Venda”, p. 201. Quanto ao monitoramento e controle exercido pelo Ibama, falta ao mesmo instrumentos materiais e pessoal especializado e capacitado na gestão da fauna silvestre. Isso decorre da desconcentração de atividades e da dificuldade de haver uma reciclagem técnico/administrativa. Um exemplo disso é o recebimento de denúncias, por parte da sociedade, do descumprimento das concessões de uso ou de suspeitas de abuso do uso da licença ou de autorizações de quem as recebeu. Angela Marcatto Advogada – OAB 178.138 Contatos para palestras sobre este ou outros temas: Tel: ( 0XX11) 2203-9572 E-mail: amar.marcatto@bol.com.br


O conhecido “aquário plantado”! Quando se pensa no termo “aquapaisagismo” tem-se a impressão de algo muito complicado e complexo, que deve ser realizado por pessoas especiais, dotadas de uma capacidade quase que mística! Porém não e nada disto! O aquapaisagismo é uma prática que pode ser realizada por qualquer um, basta apenas ter um aquário, a vontade de aprender conceitos básicos de como vivem as plantas aquáticas e os peixes, um bom filtro e o desejo de ter dentro de sua casa ou escritório uma pedacinho da natureza, representada por uma bela paisagem viva. Como um hobby que quase se aproxima de uma terapia, a montagem de um aquário plantado inicia-se pela observação de paisagens que te trazem uma sensação de alegria, paz, harmonia! Estas paisagens podem ser observadas em fotos de natureza, de outros países, de fundos de mar ou de rios, de desertos, cerrados ou qualquer outro bioma. Para nos contar um pouco mais sobre este universo tão envolvente e apaixonante fomos falar com Camila Barduco Picado da loja Aquapaisagismo (www.aquapaisagismo.com.br) que nos forneceu importantes dicas. Leia um pouco de nossa conversa:

Revista Animal: É difícil cultivar um aquário plantado?

Camila Barduco Picado: Não, absolutamente. Um aquário plantado exige apenas uma atenção maior na filtragem e manutenção estética das plantas, com podas e trocas de água parciais (TPAs). Um plantado pode ser feito com aquários de diversos tamanhos e formas, porém a altura não deve ser superior a 50cm, caso

contrário exigirá o uso de lâmpadas fortes e caras. Um substrato funcional e altamente eficaz deve ser composto de húmus puro e laterita. Acima desta camada de húmus, vai uma camada de areia que visa impedir que o húmus escape para a água. Um filtro para aquários plantado, não deve agitar muito a água, evitando a dispersão de CO2 e a formação das terríveis algas petecas. Uma iluminação básica pode ser constituída apenas por lâmpadas fluorescentes ou compactas eletrônicas. A quantidade de watts deve ser de aproximadamente 1W/litro para plantas mais exigentes. Para plantas menos exigentes, , 0,5W por litro.

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Revista Animal: Quais seriam os primeiros passos para um novato, ingressando no mundo dos aquários com plantas e paisagens?

Camila:

As plantas jamais atrapalham. São excelente filtradoras e oxigenadoras. Além disso servem de abrigo aos peixes mais tímidos e servem de refúgio para filhotes.

Camila Barduco Picado: O ideal é ler alguns artigos básicos em fóruns da internet e ler o livro Aquapaisagismo, de Rony Suzuki, mais importante aquapaisagista brasileiro. Ver fotos de aquários bem montados também ajuda.

R.A.:

Os visuais do aquapaisagismo são baseados em reproduções do fundo do mar ou rios, ou de paisagens externas, secas?

Camila: O estilo predominante atualmente é o Revista Animal: O tamanho do aquário interfere no sucesso do cultivo?

Camila: Ao contrário que muitos pensam, quanto maior o aquário, mais fácil a manutenção. Aquários pequenos são mais difíceis de estabilizar e estão mais sujeitos a alterações bruscas de PH, temperatura e nutrientes.

R.A.: Existem plantas mais fáceis e outras mais difíceis de se cultivar?

Camila: Sim, existem plantas altamente exigentes em iluminação e Co2 e outras mais rústicas. Há plantas que dispensam até substrato fértil. Portanto, há inúmeras opções.

R.A.: Aquários de plantas e peixes... é possível agregar ambos? Quem atrapalha quem, e quem ajuda quem?.

“nature”, isto é, paisagens que reproduzem fielmente o fundo de um rio. A técnica exige o uso de rochas (pedragismo) e/ou troncos (madeiragismo). São visuais harmônicos que imitam a natureza R.A.: Quem são os maiores nomes da atualidade em

“Aqua paisagismo” no Brasil e no Mundo?

Camila: No Brasil: Rony Suzuki (Londrina-PR). No mundo: Takashi Amano (Japão). Dicas boas não? Então vamos colocar a mão na massa e iniciar seu novo aquário plantado. Agradecemos muito a Camila Picado e a equipe da loja Aquapaisagismo


IAPLC 2010 - International

Aquatic Plants Layout Contest Foto: Where the River Begins Pavel Bautin – 1o. Colocado

Encerrou-se no início deste mês o campeonato internacional de aquapaisagismo promovido pela ADA, empresa do renomado Sr. Takashi Amano, referência mundial no assunto. Em 2010 o “International Aquatic Plants Layout Contest” comemora seus dez anos de existência e bateu seu recorde de participantes, contando com um número 35% maior de inscritos! Neste ano a Rússia levou o primeiro lugar, com a obra de Pavel Bautin que no ano passado havia ficado com o 128º no concurso, quebrando a hegemonia asiática. Na sequência ficaram Macau e Vietnã com o segundo e terceiro lugar. O russo levou para casa a quantia equivalente a R$20.000,00, como prêmio pela sua vitória e ainda o inigualável prazer de entrar para o hall dos vencedores deste que é o maior campeonato mundial do gênero.

O melhor colocado entre os brasileiros na edição de 2010 foi Ricardo Antunes, um paranaense de Ponta Grossa, que chegou perto do TOP100 emplacando um ótimo resultado na 125º posição, em meio a um imenso contingente de 1819 participantes. No ano passado Renato Kuroki garantiu para o Brasil a 38º colocação, Renato mas este ano ficou com a colocação de número 378º. De forma geral o Brasil foi muito bem representado por seus 49 participantes sendo que metade destes se classificaram entre os 600 melhores trabalhos. Foto: Infelizmente não tivemos acesso a foto do aquário co que Ricardo participou do IAPLC, mas veja este outro trabalho do aquapaisagista Ricardo Antunes!


Prepare-se! CBAP 2010 É com imensa satisfação que a Equipe de Organização do CBAP abre a 7a edição desse que já é o maior concurso de aqua-paisaigismo da América Latina! O Concurso é aberto para todos os brasileiros que desejam fazer parte da história do aqua-paisagismo nacional, a inscrição continua sendo gratuita e mesmo brasileiros residentes fora do Brasil poderão participar representando seu Estado de origem! Além disso, estrangeiros que quiserem participar como visitantes poderão inscrever seus aquários, apesar de não competirem pela premiação com os brasileiros! Não deixe seu Estado de fora do mapa do Aquapaisagismo Brasileiro! Confira o regulamento do concurso, clicando aqui. As datas da edição 2010 seguem abaixo. Mãos à água!

Vencedor do CBAP 2007 – Nano Americo A. T. Guazzelli - Londrina - PR

Vencedor do CBAP 2009 – Nano Luidi Rafael de S. Doim - Ponta Grossa - PR

Cronograma 2010 01/06/2010 - Pré-Inscrição aberta 30/09/2010 - Último dia da pré-inscrição 01/12/2010 - Publicação dos resultados

Maiores informações em:

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Saiba como vencer a via crúcis de abrir uma empresa POR CESAR DE OLIVEIRA

Assim como o seguro, já morreu de velho dizer que para abrir uma empresa no Brasil é muito caro e demorado. O tempo e o valor para que uma pessoa jurídica passe a existir oficialmente estão ligados à burocracia necessária para que todas as etapas da abertura sejam cumpridas. Formulários, pedidos, fichas, autorizações e recibos compõem a cruz, formada por aproximadamente 40 tipos de documentos diferentes, que o empresário tem de carregar na via crúcis de repartições públicas e sites até conseguir, de fato, abrir as portas do negócio. Ainda assim, de acordo com Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, foram abertas 629.857 empresas somente no ano passado. O número representa um crescimento de 5,96% em relação a 2008, quando foram registrados 594.440 novos negócios. Devido ao grande número de atividades existentes legalmente, e ao fato de que para dar início a uma empresa é necessário obedecer à legislação das esferas municipal, estadual e federal, é praticamente impossível fazer um passo a passo único e definitivo sobre o assunto. No entanto, alguns procedimentos são básicos para qualquer segmento. Ainda que o Código Civil determine que as empresas devem ter um contador responsável, que pode auxiliar no

processo de formalização, é preciso que o empresário conheça as etapas. Uma das primeiras a ser observada é o registro na Junta Comercial do estado, caso o negócio se enquadre como atividade empresarial — geralmente ligada à indústria e comércio. Antes disso, entretanto, é importante fazer uma pesquisa na prefeitura da cidade para saber se o zoneamento da área onde o negócio vai ser instalado permite aquela atividade. Em algumas prefeituras, essa consulta é cobrada. Segundo a pesquisa Quanto custa abrir uma empresa no Brasil, produzida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Florianópolis, Salvador, Cuiabá e Goiânia, são cidades onde esse serviço tem de ser pago. Na Junta Comercial, o empresário vai registrar o contrato social, geralmente elaborado por um advogado. Neste momento, será concedido o Número de Inscrição no Registro de Empresas (NIRE) e é feita uma verificação sobre a viabilidade para o nome escolhido. Para agilizar o processo, o próprio empresário pode fazer a consulta previamente e já apresentá-la no momento do registro. O valor cobrado pela Junta Comercial de São Paulo é de R$ 34,00 (GARE R$ 24,00 + DARF R$ 10,00) para o empresárioindividual, e R$ 75,00 (GARE R$ 54,00 + DARF R$ 21,00) para sociedade.*não foram contemplados os valores para o efetivo registro...grifo nosso.


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Quando a atividade não for empresarial, e a empresa tiver mais de um dono, o registro pode ser feito no cartório de pessoas jurídicas, excluindo-se a necessidade da Junta Comercial. Já nos casos em que o trabalhador é autônomo, será necessário somente o cadastro na prefeitura da cidade onde desenvolverá a atividade.

“Alguns dos procedimentos são básicos para qualquer área em qualquer lugar do país. No entanto, é sempre bom o empresário ficar atento às particularidades do negócio que está criando, porque cada um tem legislação específica e demanda autorizações e documentos próprios”, comenta o consultor do Sebrae-SP, Paulo Melchor.

Via crúcis Com a empresa registrada na Junta Comercial, o próximo passo é fazer o pedido do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica à Receita Federal e a formalização junto à Previdência Social. Em São Paulo, por exemplo, existe o chamado cadastro sincronizado, no qual, ao pedir o CNPJ, o empresário também obterá a Inscrição Estadual. Nos locais onde não há essa unificação, será preciso fazer o pedido direto na Secretaria da Fazenda estadual. Nem todas as atividades necessitam da I.E., portanto, o ideal é que se faça uma consulta prévia sobre os segmentos cujo registro é obrigatório. Passada pela etapa estadual é a vez dos trâmites municipais, que também variam conforme a atividade e a cidade. No estado de São Paulo, por exemplo, alguns municípios contam com o Sistema Integrado de Licenciamento (SIL), que unifica os procedimentos estaduais e municipais, dando maior agilidade ao processo. Vencidas as três esferas burocráticas será a vez de verificar se o negócio necessita de autorizações e registros específicos em órgãos de classe ou disciplinadores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conselhos regionais. Além disso, há atividades que necessitam também de licença ambiental, que terá de ser obtida no órgão responsável.

De acordo com a pesquisa da Firjan, para cumprir todos os requisitos o empresário gastará uma média de R$ 2.038,00, entre pagamento de taxas, autorizações e cópias e autenticação de documentos. O total foi calculado com base nos gastos dos 27 estados do país, cuja liderança como o mais caro fica com o Sergipe, onde o empresário terá de gastar R$ 3.597,00 para formalizar seu negócio. Este valor é 274% mais alto do que o cobrado na Paraíba — R$ 963 —, estado mais barato para abrir uma empresa. Segundo a Firjan, o visto do advogado e do alvará do corpo de bombeiros corresponde a mais de 60% do total. O dinheiro empregado com os alvarás sanitário e de funcionamento, além do custo de registro da junta de registro da junta comercial, representam as maiores fatias de gastos.


A pesquisa mostra que os honorários cobrados pelos advogados têm grande variação, conforme o estado, já que não seguem um padrão. O valor mínimo para que um profissional dê o visto em um contrato social, recomendado pela Ordem dos Advogados do Brasil de cada local, pode ser baseado no capital social da empresa, no tipo de sociedade a ser constituída ou num honorário fixo, como um salário mínimo, por exemplo. A pesquisa mostra que a média cobrada pelos advogados entre os 27 estados brasileiros é de R$ 938, com destaque para o Rio de Janeiro, cujos profissionais cobram R$ 1.752,00 em média, o mais caro do país. Além de representar uma boa fatia do total de gastos, esse momento da abertura da empresa é de fundamental importância, como ressalta o advogado Cylmar Pitteli Teixeira Fortes. De acordo com ele, é essencial que os sócios especifiquem todas as particularidades do negócio neste contrato, para evitar problemas futuros. “É preciso que tudo relacionado à empresa seja detalhado neste documento, com destaque para dois pontos: as atribuições de cada um e uma cláusula sobre o fim da sociedade, estipulando condições claras para a venda da parte ou qualquer outra maneira de o negócio ser desfeito”, explica.

Esperar sentado O tempo desde o protocolo do primeiro documento até a abertura efetiva das portas é bastante variado. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o tempo médio em todo o país é de 25 dias, incluindo todos os órgãos envolvidos no processo. Já o consultor do Sebrae-SP diz que os procedimentos levam em média 40 dias para serem finalizados. “Há um

estudo do Banco Mundial que aumenta esse número para 150 dias, o que eu considero certo exagero. Acredito que na metodologia utilizada por eles, é considerado o tempo quando há algum erro na documentação ou nos formulários, que até ser corrigido e protocolado novamente pode levar dias”, afirma Melchor. Com o objetivo de acelerar a abertura de empresas, o governo federal tem adotado uma série de medidas conjuntas, cujo objetivo é modernizar e integrar os sistemas para melhorar o ambiente de negócios no Brasil. De acordo com o governo, após a implantação de todas as ações, o tempo para a abertura de empresas deverá cair para uma média de dois a quatro dias. De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, não é possível especificar um prazo para que todo o sistema esteja em perfeito funcionamento no país. Isso porque será necessária a integração de todos os órgãos envolvidos, para que seja alcançada a previsão de quatro dias no máximo para formalizar a abertura de empresa. No entanto, a assessoria informou que algumas medidas já estão sendo implantadas e outras serão colocadas em prática de forma gradual. Por meio da Lei 11.598/2007 foi criada a Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que é justamente o conglomerado destas ações articuladas. Entre aquilo que deve ser colocado em prática está o sistema de pesquisas prévias, que se refere ao nome empresarial, endereço e da atividade econômica a ser exercida. O governo pretende que, com apenas uma ida à prefeitura, o empresário consiga obter todas as informações sobre estes requisitos, por meio do sistema informatizado, que dará um resultado automático e instantâneo. Nos municipais sem o sistema, o governo espera que a prefeitura possa ter como fonte de consulta uma pesquisa sobre as atividades de alto risco, para que o processo possa ser mais célere. A intenção é que neste momento o empresário também já receba informações sobre o código de posturas para a atividade que pretende desenvolver. Outra proposta da Redesim é a concessão do Alvará de Funcionamento Provisório (AFP), destinado a atividades de baixo risco. O documento, que será emitido logo após a pesquisa prévia e o registro na Junta Comercial, permitirá que o negócio possa ser iniciado, enquanto não ocorrer a fiscalização diretamente no local. Após a visita dos fiscais, caso tudo esteja dentro do exigido, o mesmo documento torna-se permanente de forma automática.


Possíveis soluções O levantamento da Firjan também lista algumas medidas que poderiam ser adotadas para tornar o processo de abertura de empresas mais fácil e ágil. De acordo com o documento, toda e qualquer informação relativa aos procedimentos deveria ser colocada na internet, de forma massiva, porque permitiria que o empresário consultasse previamente a lista daquilo que realmente necessita para dar início ao processo. Apesar de alguns estados e Juntas Comerciais contarem com sites bem atualizados e explicativos, a pesquisa aponta que é necessário que todos tenham este tipo de serviço. Citando como exemplo Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Teresina, a Firjan afirma que poderiam ser implantados sistemas de alvará eletrônico, que permite o licenciamento pela internet para algumas atividades, sobretudo as de baixo risco sanitário e ambiental. O governo também pretende que seja criado o chamado Balcão Único nas Juntas Comerciais. Neste local, todas as informações deverão estar disponíveis por meio de um único sistema, que permitirá a consulta de dados cadastrais, arquivamento do contrato social com a entrega de documentos pelo empresário, e a imediata análise; e a emissão eletrônica do CNPJ. Outra facilidade da Redesim foi a criação do portal do Microempreendedor Individual (MEI), destinado àqueles que trabalham por conta própria e têm um faturamento de até R$ 36 mil anuais. Para integrar o projeto, o trabalhador não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter empregado contratado que receba salário mínimo ou o piso da categoria. Somente no ano passado, 49.885 fizeram a inscrição no MEI, de acordo com números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A principal vantagem do projeto é permitir que este trabalhador tenha o CNPJ e formalize seu negócio, mas com uma tributação especial, cuja carga é menor em relação às demais atividades. Para aderir, basta acessar o site e preencher o cadastro. Nesta modalidade, ele precisará pagar mensalmente R$ 56,10 para a Previdência Social, R$ 1 para o Estado se a atividade for de comércio ou indústria, e R$ 5 para o município se a atividade for de prestação de serviços. O próprio documento para o pagamento, chamado Documento de Arrecadação do Simples Nacional, é gerado automaticamente pela internet e pode ser pago na rede bancária e em casas lotéricas. Mesmo para o microempreendedor individual é necessária a autorização da prefeitura, ainda que a atividade seja desenvolvida na própria residência. No entanto, nesse caso, não será cobrada nenhuma taxa para a emissão da licença.

A implantação de centrais de atendimento ao cidadão também é defendida pela entidade. Em alguns estados elas já funcionam, sob o nome de Plantão Fiscal, que conta com profissionais para esclarecer as principais dúvidas sobre procedimentos e taxas cobradas para a inscrição dos empresários. Além destas recomendações, um dos principais pontos sugeridos é um que a entidade chama de one stop shop, que é a centralização do processo de abertura de empresas em um único órgão. O levantamento diz que em uma série de países esse projeto tem surtido efeito e cita o Sistema de Registro Integrado (Regin), de Santa Catarina, como exemplo de agilidade e facilitação dos procedimentos para o empresário. A Firjan informa ainda que o Regin está em processo de implantação no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Trabalhista Para quem conseguir passar por todas as fases descritas acima e, efetivamente, colocar a empresa para funcionar, virá outra etapa cercada de burocracia, que é a contratação dos funcionários. Assim como nas fases anteriores, o momento de escolher quem irá trabalhar na empresa é um dos mais delicados, sobretudo conforme o regime de contratação. Paulo Melchor, do Sebrae-SP, explica que há basicamente duas modalidades de contratação: mão de obra própria ou terceirizada. Na primeira, é necessário que o funcionário seja regido pelas normas da Consolidação das Leis Trabalhistas, o que configura, nas palavras do consultor, uma relação típica de patrão e empregado. “Nestes casos há a subordinação e outras regras para o funcionário, que, por outro lado, tem seus direitos garantidos pela CLT”, diz.

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A outra opção, de terceirizar a mão de obra, não pode ser adotada em todos os casos, já que precisa ser observado se será para uma atividade fim ou não. Um bar, por exemplo, não pode terceirizar a contratação de um balconista. “Nas chamadas atividades de suporte, esse tipo de contrato é bastante comum, mas nem por isso o empregador pode prestar menos atenção em alguns aspectos. Nestes casos, não existe aquela relação comum entre o funcionário e o patrão, porque em teoria não existe a subordinação.

presta serviço, tanto que em muitos casos eles até usam um uniforme para se diferenciar dos demais”, acrescenta.

Portanto, é preciso deixar claro que aquele funcionário não é empregado da empresa onde

Ministério do Trabalho

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Sites úteis para informações sobre abertura de empresas Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Sebrae Departamento Nacional de Registro do Comércio Portal do Empreendedor Receita Federal Previdência Social


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Revista Animal - Agosto de 2010