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Soledade vai ser transformado em cemitério-parque Fotos: Carmem Trindade, Dandara Assunção, Fernando Marques e Lúcio Mauro

Pesquisas no Cemitério Nossa Senhora da Soledade revelam aspectos sociais de Belém do século XIX

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por Dandara Assunção

onstruído no Século XIX, o Cemitério Nossa Senhora da Soledade, localizado à Avenida Serzedelo Corrêa, no centro de Belém, constitui um patrimônio para o povo paraense não só pela sua história, mas também pelo acervo arquitetônico que abriga. A exemplo do que acontece em outras grandes cidades no mundo, esse sítio histórico será transformado em cemitério-parque. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) financia a iniciativa de “Conservação, Consolidação e Restauração e Adaptação do Soledade em Cemitério-Parque”. O projeto de levantamento histórico e arquitetônico é executado pela empresa R2 Arquitetura LTDA, e conta com o apoio do Museu Paraense Emílio Goeldi, na realização de investigação arqueológica, coordenada

No Cemiterio da Soledade

pelo arqueólogo Fernando Marques, do (MPEG). O cemitério foi tombado como patrimônio paisagístico nacional pelo Iphan em 1964. Construído por volta de 1850 quando epidemias de febre amarela, cólera e varíola dizimaram cerca de 30 mil pessoas, o cemitério foi desativado em 1880, pelo então presidente da Província do Pará, José Coelho da Gama e Abreu, que suspendeu os enterramentos no Soledade. Estudos apontavam que o solo misto de argila e areia, era impróprio para enterros. “O solo tende a ficar mais enfraquecido com a decomposição dos corpos”, explica Fernando Marques sobre as condições do solo do Soledade. Antes da epidemia, os mortos eram enterrados nas igrejas da cidade, com EDIÇÃO 81 [SETEMBRO 08]

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Pará+ 81  

Olhar Amazônida

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