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Lucicleia Costa, 35 anos, há 16 anos no basquete em cadeira de rodas

da própria potencialidade das atletas. “É um orgulho termos esse bom número de jogadoras na seleção”, diz, satisfeito Wilson Caju, que já foi técnico da seleção brasileira de basquetebol para cadeirantes durante 13 anos. “Estamos confiantes nas nossas atletas paraenses. Elas têm total condição de vencer nestas paralimpíadas, que têm a singularidade de serem no nosso país”, disse. A paratleta Perla Assunção, 30 anos, é jogadora de basquete há seis anos. Ela está na seleção brasileira desde 2012, e em 2014 ganhou o Troféu Rômulo Maiorana, além de ser eleita a melhor atleta paralímpica de basquetebol do Brasil. “Minha estreia foi nas paralimpíadas de Londres. Já participei

da Copa América, Campeonato Sul-Americano e Jogos Parapan-Americanos, no Canadá. Nenhum deles, porém, se compara a jogar no meu país. Sinto-me realizada na minha carreira”, declara. Para Lucicleia Costa, 35 anos, há 16 anos no basquete em cadeira de rodas, jogar nas paralimpíadas é a realização do maior sonho. “É uma responsabilidade muito grande. O Brasil inteiro está na torcida. Independente da premiação, darei o meu melhor”, afirma. Além de Lia Soares, a belenense Jucilene da Paixão Moraes também se destaca no esporte. Conhecida como Batatinha, a atleta tem que superar as limitações impostas por uma má formação congênita, que lhe encurtou a perna direita. São 13 anos praticando o esporte e vestindo as camisas do All Star Rodas e da seleção brasileira da modalidade. Segundo ela, o All Star Rodas é parte do seu mundo. Batatinha foi eleita a melhor atleta da Copa do Mundo Paraolímpica de Manchester, quando a seleção brasileira teve dez paraenses entre as 12 jogadoras que entraram em quadra. De todas as modalidades do Brasil nos Jogos Olímpicos é no basquete feminino que o Pará tem maior representatividade. O basquete em cadeira de rodas foi criado há mais de 70 anos na Inglaterra, pelo neurologista alemão Ludwig Guttman. No Pará, um grupo de aproximadamente 150 atletas, entre homens e mulheres, pratica o esporte. São vários títulos conquistados O Clube dos Deficientes Físicos do Pará - All Star Rodas é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1996. O seu principal objetivo é promover o bem-estar e a integração social de pessoas com deficiências físicas, bem como o desenvolver atletas de alto rendimento no âmbito do esporte paralímpico. O clube é reconhecido nacional e internacionalmente como uma entidade que desenvolve um trabalho de responsabilidade social através do esporte paralímpico, e que se preocupa em promover ações que efetivamente contribuam para a melhora da qualidade de vida da

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O treinador e fundador do clube é o paraense Wilson Caju

Perla, Vivi, Cléia e Cíntia - paraense em busca do ouro

pessoa com deficiência. “Realizamos as atividades de treinamento de basquete em cadeira de rodas diariamente na quadra da Guarda Municipal de Belém. Caso você possua algum tipo de deficiência e tenha vontade de praticar esta modalidade esportiva, não perca o seu tempo, treine conosco”, disse Caju. O All Star Rodas iniciou sua trajetória há 13 anos, quando o treinador Wilson Caju esteve na Grã-Bretanha e assistiu os jogos do Stock Mandeville, torneio para atletas com deficiência física nos membros inferiores ou que não podem, por orientação médica, praticar o esporte de forma convencional. Foi aí que Caju resolveu implantar essa ideia em Belém.

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