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Teatro Margarida Svhivasappa

ciências. Assim como Haroldo Maranhão, Vianna participou de jornais desde a sua juventude: no seu currículo estão “O Pará”, “O Trabalho”, “Mocidade” (este, estudantil), “Ordem e Progresso” e “O Brasil”; até chegar à redação-chefe do “Jornal do Comércio” em 1904. A homenagem que ele recebeu da Fcptn se deve ao seu trabalho como diretor da Biblioteca Pública do Estado, profissão que lhe rendeu elogios pela sua organização. Por esta razão, quando a Biblioteca foi dividida entre Arquivo Público e Fundação Tancredo Neves, não houve dúvidas na hora de escolher seu nome para batizar o local.

Música Há personalidades que tiveram seus nomes emprestados por João de Jesus Paes Loureiro, que administrou a Fundação em seus primeiros anos. Loureiro conta que Raimundo Satyro de Mello, que batiza a Fonoteca , era compositor de sambas e orquestras populares aqui no Pará e no Rio de janeiro. Criador também de marchinhas de festas juninas, faleceu em 1957. Na inauguração da fonoteca em 13 de março de 1987, Loureiro não teve dúvidas: “como a Fonoteca se trata de um lugar de discos, escolhi o primeiro músico

Biblioteca Arthur Vianna

brasileiro a fazer arranjos para esta mídia. Até porque ele era daqui do Pará, fez shows e peças”, conta. Paes Loureiro usou um critério parecido para a Galeria Theodoro Braga: “Pouca gente conhecia o Theodoro, que foi um pintor paraense muito importante. Então, nada melhor do que colocar o nome de alguém daqui, e não de fora”, argumenta. Além de pintor, a pesquisa da DLI aponta que Braga foi historiador, educador, geógrafo e advogado. Sua atuação como divulgador da arte marajoara foi tão intensa que ele ganhou um prêmio da Escola Nacional de Belas Artes para estudar na Europa, onde se tornou pupilo do grande pintor francês Jean Paul Laurens. E o Teatro Margarida Schivasappa? Segundo Loureiro, este já havia sido escolhido desde antes da inauguração da Fcptn. A pesquisa afirma que foi uma decisão fácil, já que Margarida é apontada como a fundadora do Teatro do Estudante do Pará, revelando artistas famosos, como Cláudio Barradas e Lúcio Mauro. Schivasappa também foi cantora e professora de teatro, estudando piano com Manuel de

Mattos Guerra. Mas de onde veio a idéia da pesquisa? “Ela surgiu depois que uma visitante perguntou por que a Biblioteca se chamava Arthur Vianna. Eu e a Fabiana decidimos ir atrás das biografias”, responde Madeleine Carvalho. Assim, as duas pesquisadoras descobriram não só a de Arthur Vianna, mas de muitos outros que também são conhecidos e desconhecidos do grande público paraense. (*) Estagiária Ascom Fcptn Centur ** Edição de texto: Carlos Correia Santos / Coordenador Ascom Fcptn Centur

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