Page 19

Recordando o “Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil” ocê ainda escreve “lingüiça”? Assim mesmo, com o já falecido trema? Pois é bom saber que a partir de primeiro de janeiro de 2013 esta forma de escrita da palavra estará definitivamente incorreta; o certo será mesmo a linguiça, sem o “assassinado” trema. E que desde que foi decretado o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil, pelo ex-presidente Lula, em 2008, foi determinado um prazo limite para que escolas, instituições de ensino superior, profissionais das mais diferentes áreas, enfim, todo o povo brasileiro, passasse a respeitar as novas regras dessa mudança que contou com apoio de uns, rejeição de outros, mas que é fato, é realidade em nosso dia a dia. A tão difícil língua portuguesa, complexa gramaticalmente, repleta de formas verbais e de sinônimos que deixam qualquer estrangeiro louco ao tentar aprendê-la, já passou por outras duas mudanças em 1931 e 1971. Entre os dois anos, entretanto, acordos foram feitos e desfeitos entre os dois principais países que utilizam o português como língua: Portugal e Brasil. Nesse “cabo de guerra”, entre acentos agudos e circunflexos, pouco se evoluiu e as mudanças foram quase nada significativas no que diz respeito à unificação da língua nos países que a utilizam. Com o objetivo de realmente unificar a forma escrita entre os países que formam a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal – e que representam mais de 200 milhões de pessoas em todo mundo, finalmente se chegou a um acordo em 1990. Aqui no Brasil, país que detém mais de 70% da população que fala português no planeta, 18 anos depois, o documento foi decretado e instituído. O acordo também tem relação com a economia. É que tratados selados entre os países lusófonos correm sempre o risco de

V

www.paramais.com.br

Recordando o Novo Acordo Ortográfico.indd 19

gerar dúvidas e até problemas diplomáticos em função das variações na escrita da língua. A unificação também é uma forma de popularizar a língua portuguesa, já que a grafia única facilita o aprendizado e o entendimento. Além do fim do uso do trema, as regras avançam sobre o fim de alguns acentos, novas formas para o uso do hífen e a introdução definitiva das letras k, y e w em nosso alfabeto. No site da Academia Brasileira de Letras: www. academia.org.br, é possível baixar o Acordo completo com todas as regras. Em outros diferentes sites existem aplicativos que auxiliam na atualização dos programas de computador. E certo que a mudança promovida desde 2009 trouxe receio aos brasileiros, mas principalmente aos portugueses, que tiveram que promover mudanças ainda maiores que as nossas. O fato é que não

Com o objetivo de realmente unificar a forma escrita entre os países que formam a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa

tem mais volta. A adaptação terá que ser feita e vale lembrar que a melhor forma de aprendê-la, e compreendê-la, está fundamentada em uma simples e antiga receita: muita leitura, afinal, nossas publicações mais recentes já se encontram atualizadas pelas editoras. Então, desejamos um excelente passeio pelo fantástico mundo da língua portuguesa!

O que muda com o acordo or tográf

• • • •

• • • •

ico?

As paroxítonas terminadas em “o” duplo não terão mais acento circunflexo. Não se usará o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”. O trema desaparece completamente. O alfabeto passa a ter 26 letras com a incorporação de “k”, O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição). Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, I “idéia”, “heróica” e “jibóia”. Pará+ 19

25/01/2012 09:05:30

Pará+ 119  
Pará+ 119  

Salve Belém! O turismo em foco

Advertisement