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Foto de 1968 mostra estudante preso por militares durante protesto

aqueles que lutam para a democracia”, opinou o senador Paulo Paim, presidente da Comissão dos Direitos Humanos no Senado. O ex-líder estudantil na época do regime militar foi interrogado diversas vezes pelo Exército e hoje é um dos negociadores para a criação da Comissão da Verdade. Evolução tardia, opina Relva: “O Brasil sequer tem uma Comissão da Verdade, todos os países que passaram por ditadura na região deram grandes passos para que os responsáveis por atos de tortura comparecessem diante da Justiça. No Brasil, não há sequer um processo judicial nestes 30 anos ou uma comissão que explique aos familiares dos desaparecidos e assassinados o que aconteceu.” Paim diz que as negociações correm a todo vapor, e que o grupo deve entrar em ação em breve. “Eu tenho esperança que seja neste ano ainda! O que nós queremos, com o apoio da presidente Dilma, é uma comissão para esclarecer todos os fatos.

Fernando Gabeira: ex-exilado atua hoje na política

Ninguém pode ser contra o fato que a verdade prevaleça.”

Medo de represálias Sobre os empecilhos, o senador esclarece que é natural que haja um período de muita conversa com diversos setores da sociedade, e naturalmente com as Forças Armadas para que a Comissão da Verdade seja formatada “não numa linha de chantagem, de perseguição, de revanchismo.” Fernando Gabeira, autor de livros que narraram histórias da oposição na ditadura militar, apoia o esclarecimento das circunstâncias daquele período. “As negociações principais devem ser feitas com os militares no sentido de garantir que a comissão é para estabelecer a verdade e não para definir represálias”, adiciona. Já para a Anistia Internacional, o Brasil precisa demonstrar claramente que se encontra numa nova era. “A lei de 1979 deve ser deixada de lado, deve ser re-

vogada com prontidão. A impunidade não é aceitável no Brasil moderno e democrático. Há uma grande discordância entre o progresso econômico do Brasil e o cumprimento das obrigações que tem, segundo as leis de Direito Internacional, de investigar, de perseguir as pessoas que foram responsáveis por atos de tortura, de homicídios extrajudiciais, de desaparecimentos forçados cometidos no passado”, protesta Hugo Relva. E, o mais grave, a impunidade do passado pode ser vista como um padrão, mesmo três décadas depois da lei. “Na atualidade, as pessoas pensam, normalmente, que quem comete um crime similar – no Brasil há muitíssimos casos de tortura policial, por exemplo – nunca pagará pela consequência de seus atos”, adverte o especialista da Anistia Internacional.

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