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Revista 2 | Ano 1 | Abril de 2010

GRANDES CRIATÓRIOS:

Sítio Vale Azul

DIA DE CAMPO:

Fazenda Eldorado

O IMA explica como funciona o programa do Governo para exportação de carne bovina e bubalina


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Expediente Revista AgroMinas

Editorial

Uma publicação da Minas Leilões e Eventos Ltda. Editor Chefe Denner Esteves Farias Zootecnista – CRMV-MG 1010/Z Jornalista Responsável Diagramação / Redação Maria Júlia Mendes – MG 14.848 JP Jornalista Colaboradora Alessandra Alves - MG 14.298 JP Fotos Maria Júlia Mendes / Perciliana Carvalho Kívia Portes / Netun Lima / Carla Medeiros Wenderson Araújo / Internet / Leo Morais Obvio Comunicação Integrada Edição de Texto Heloisa Scatena Ferraz Esteves Farias - Advogada Colaboração Kerry Anne Esteves Farias – Advogada Marcelo Conde Cabral – Médico Veterinário Rodrigo Wilson da Mata Soares – Eng. Agrônomo Denis Cabral M. Júnior - Ger. Com. Minas Leilões Emater-MG - IMA - IEF - SENAR SCOT Consultoria Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce – Governador Valadares Prof. Ruibran Reis - Minas Tempo Contato Publicitário Otávio Monteiro de Castro (33) 9199-6599 / (33) 3271-9738 otaviomcastro@hotmail.com revista@minasleiloes.com.br Distribuição Gratuita nos Vales: Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha, Aço e no Extremo Sul Baiano e Norte Capixaba. Impressão: Gráfica Arco Íris - 3277-2483 Tiragem: 5.000 exemplares

Brindamos nossa 2ª Edição com sabor de desafio vencido. Ser lida com respeito e atenção por gente altamente especializada, que vive, conhece e ama o que faz, não é nada fácil. Ainda colhemos os louros de nossa bem sucedida primeira edição, e também nesta, esperamos continuar trazendo para o mundo do agronegócio nossa contribuição para o engrandecimento contínuo do setor. Na edição de abril entrevistamos dois criadores de Gado Gir Leiteiro, cada qual com sua finalidade. Zé Neto, da Fazenda Eldorado, é destaque em produção e qualidade de leite. Já Hélio Macedo, do Sítio Vale Azul, tem seu trabalho reconhecido na venda de embriões com alta qualidade genética. Este mês temos a nossa primeira colaboração de leitor. A receita do mês foi enviada por Mauro Barbosa e Sandra Spínola. Além disso, novos colaboradores passam a fazer parte da equipe AgroMinas, como a Scot Consultoria e a Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce, dentre outros. Congresso Panamericano do Leite, encontro dos Presidentes Rurais de Minas com os presidentes da FAEMG e da CNA. O caderno Aconteceu está recheado de notícias com os eventos que agitaram o setor rural. Estes são apenas alguns dos nossos destaques que preparamos com muito carinho para vocês. Agradecemos a todos pela presença amiga quando do lançamento da Revista Agrominas, bem como pelos incontáveis telefonemas, emails, palavras de apoio e incentivos vários, que constituem também um estímulo para no futuro se fazer sempre mais e melhor. Agradecemos aos nossos colaboradores desta edição e esperamos que nas próximas edições outros mais venham somar conosco. O nosso muito obrigado e uma boa leitura.

As ideias contidas nos artigos assinados não expressam, necessariamente, a opinião da revista e são de inteira responsabilidade de seus autores. Administração/Redação Minas Leilões e Eventos Rua Ribeiro Junqueira, 383 – Loja - Centro 35.210-000 / Governador Valadares/MG Tel.: (33)3271-9738 E-mail: revista@minasleiloes.com.br Website: www.minasleiloes.com.br

Denner Esteves Farias Editor-Chefe Leilões e Eventos

DA REDAÇÃO ERRAMOS

Caros leitores da Revista AgroMinas Na primeira edição tivemos erros na publicação dos valores no caderno de Cotações. À todos os leitores que nos ligaram para nos alertar o nosso muitíssimo obrigado! Pedimos desculpas e contamos com a ajuda de vocês para continuarmos a fazer desta revista um meio de comunicação que atenda as reais necessidades do produtor rural.

Para se entrar em contato com a redação da Revista AgroMinas: Rua Ribeiro Junqueira, 383 – Loja / Centro Cep.: 35.210-000 Governador Valadares/MG Tel.: (33)3271-9738 E-mail: revista@minasleiloes.com.br


MURAL DO LEITOR

4 Mural do leitor 6 Capa: Certifica Minas

Participe na construção da Revista AgroMinas. Entre em contato direto com a redação. Você pode nos enviar perguntas, sugestões e/ou críticas, seja por e-mail ou carta. Estaremos sempre disponíveis para atender as suas solicitações. Escreva-nos!

11 Dia de Campo Fazenda Eldorado 13 Sindicato em Destaque 15 Caderno Técnico

Índice

Parabéns a toda equipe da AgroMinas pela criatividade e inovação em lançar um veículo de comunicação de abrangência regional do agronegócio, integrando os vales do Rio Doce, Mucurí e Jequitinhonha. Grande abraço a todos. Marcelo Sena Arbex Méd. Veterinário - Joaíma-MG

9 Grandes Criatórios Sítio Vale Azul

19 Mercado 22 Cotações 24 Sustentabilidade 25 Meteorologia 26 Aconteceu 29 Artigos Emater/IMA/IEF/SENAR

Parabéns pela revista, Gostei muito de tudo, principalmente pela sabedoria de destacar na primeira edição a força da mulher no agronegócio. Desejo muito sucesso. Antônio Martins Andrade

33 Agenda e Resultados 34 Culinária 35 Classificados

Parabéns pelo lançamento da Revista AgroMinas! Ótimo conteúdo! Sindicato Rural de Nanuque - MG Parabéns a equipe da Revista AgroMinas. O setor rural ganha um excelente meio de comunicação. Thaís Machado – Ipanema MG Gostei de todo o conteúdo da Revista AgroMinas, em especial do caderno de Sustentabilidade. Em pleno século XXI é importantíssimo propagar técnicas sustentáveis para mudarmos o futuro do nosso planeta. Parabéns. Érika Martins – Viçosa MG

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Colegas! Parabéns pela revista. Contem comigo na construção deste veículo. Coloco-me ao dispor para quaisquer contribuições. Abraço Cláudio Belmiro Assis - Sec. Agricultura de São Félix de Minas


Abril 2010

Anuncie Conosco Contato PublicitĂĄrio (33)3271-9738 revista@minasleiloes.com.br

LeilĂľes e Eventos


ENTREVISTA

Certifica Minas

Saiba mais sobre certificação e rastreabilidade bovina

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Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é responsável pela certificação de origem e qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais produzidos Minas Gerais. O SISBOV é o responsável pelo rastreamento da cadeia produtiva de bovinos e bubalinos. A Revista AgroMinas entrevistou o engenheiro agrônomo e auditor fiscal do IMA de Governador Valadares, Marcelo de Aquino, que falou sobre o programa e demais assuntos importantes para os pecuaristas. Acompanhe na íntegra a entrevista. Revista AgroMinas – O que é o Certifica Minas e quais são os objetivos do programa? IMA - O Certifica Minas é um programa do governo que faz a rastreabilidade de bovinos e bubalinos. Rastreabilidade é fazer todo um acompanhamento do animal desde o seu nascimento até o abate, disponibilizando relatórios de apoio para a tomada de decisão quanto a qualidade do rebanho nacional e importado. Saber o que este animal consome, checar as vacinas, enfim, acompanhar tudo que ateste que ele é um animal de qualidade. Além do SISBOV, o programa abrange também Alambiques de Cachaça e o Café, produtos que com a certificação ganham valor de mercado. Revista AgroMinas – A adesão do programa é obrigatória a todos os produtores? IMA - Não. Somente os produtores que querem exportar carne para países que exigem essa rastreabilidade é que

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devem se cadastrar. Como é o caso da União Européia, que exige saber tudo sobre a origem do animal, como vacinas, o que consumia, o manejo, dentre outras inúmeras informações. Então, o Certifica Minas é um projeto do governo para inserir produtores brasileiros no mercado internacional, principalmente no mercado da União Européia. Revista AgroMinas – Quais são os impactos econômicos do programa? IMA - O programa é bom tanto para o estado, como para o país e para o produtor rural. Pois, com o produtor exportando para o mercado, todos saem ganhando. Mas quero frisar que o mercado de boi, assim como qualquer outro mercado, tem seus momentos bons e ruins. Este não é um momento muito favorável nas exportações de carne para a União Européia, mas a carne bovina começa a mostrar melhoras e se continuar assim, daqui uns dias este quadro poderá ser revertido. Revista AgroMinas – E os benefícios reais para o produtor, quais são? IMA - Com certeza, a organização da propriedade. Isso é muito importante já que hoje nós vemos que muitos proprietários estão trabalhando de forma errada, sem técnica, sem saber o que estão tendo de renda ou prejuízo. Não existe um controle. Então, com o SISBOV, isso muda de figura. O produtor passa, a saber, o que está ganhando, quais sãos os seus animais, o que ele deve usar de suplemento, de insumo, fica por dentro do controle de vacina. Ou seja, ele passa a acompanhar melhor a produtividade dele, e isso é um fator positivo. A questão de rentabilidade, que é o mercado da União Européia, também é um beneficio real. Sem contar que uma propriedade certifica é uma propriedade que tem melhor valor de mercado.

Fique por dentro? O que é Sisbov? Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos Qual o objetivo do Sisbov? Controle e rastreabilidade do processo produtivo dentro das propriedades rurais de bovinos e bubalinos. Quem participa do Sisbov? Toda a cadeia produtiva da carne: produtores rurais, certificadores, fábricas de brincos (elementos de identificação), frigoríficos, Instituto Mineiro de Agropecuária (responsável pela coordenação estadual do SISBOV e auditorias nas propriedades) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (responsável pela coordenação nacional do SISBOV e auditorias nas propriedades). O que é ERA’S? ERA significa Estabelecimento Rural Aprovado no SISBOV e é o nome que se dá às propriedades inscritas no SISBOV.


Abril 2010 Revista AgroMinas – Explica para os leitores da Revista AgroMinas quais são as exigências para conseguir se certificar. IMA - Para que o produtor seja rastreado pelo SISBOV a propriedade precisa atender inúmeras exigências que são externas e não do IMA. Para que a propriedade passe a ser uma ERA’s ela precisa: escolher uma certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, possuir o termo de adesão ao SISBOV, o cadastro do produtor, o cadastro da propriedade, o protocolo básico de produção, o registro dos insumos utilizados na propriedade, a identificação individual de todos os bovinos de bubalinos da propriedade (inclusão dos animais na Base Nacional de Dados), o controle da movimentação dos animais e passar por vistorias periódicas por parte das certificadoras. Revista AgroMinas – Como funciona o programa? IMA - O programa funciona da seguinte forma: a certificadora que é privada pré-audita o produtor rural a cada seis meses. O IMA é simplesmente um auditor, junto com o Ministério da Agricultura. E o Ministério audita a certificadora, vendo se eles estão trabalhando corretamente, o que estão fazendo. Além de auditar, o IMA é responsável, por meio do SISBOV, de fazer a rastreabilidade dos animais da propriedade. Então, quando o Ministério vem auditar junto com o IMA, passa primeiro no SISBOV, para ver a quantidade de gados que o produtor possui, porque todo o controle fica arquivado aqui. O IMA vai na propriedade para auditar. Se está dentro das normas? Ok. Não está? Então está fora. Tem um produtor aqui na região que ficou um bom tempo tentando se certificar, mas não atendia a todas as exigências e agora ele está conseguindo se adequar. Até passou recentemente na auditoria. Mas ele ficou muito tempo tentando. Ele falava o quê? Que a certificadora não estão dando a atenção que deveria e que isso faz muita falta.

Revista AgroMinas – Mas o programa teria algum lado negativo? IMA – O que se vê de negativo, além do mercado no momento, é o trabalho das certificadoras. Elas são responsáveis pelas pré-auditorias que deveriam ajudar o produtor, para quando o órgão estadual chegar à propriedade encontrála dentro dos padrões exigidos, mas as certificadoras não estão fazendo isso. Muitos produtores reclamam dessa falta de assistência, mas não temos como interferir porque as certificadoras são empresas privadas. Revista AgroMinas – Quantas propriedades ERA’s existem na região? IMA - Na nossa Coordenadoria Regional temos 12 propriedades ERA’s: três em Governador Valadares, duas e Mantena, uma em Conselheiro Pena, uma em Resplendor, quatro em Aimorés e uma em Tarumirim. Ao todo são seis mil cabeças de gado rastreadas. Até poucos dias atrás eram 13 ERA’s, mas perdemos uma em Valadares. O produtor cancelou por questão de

rentabilidade, porque a adesão ao programa agrega custo. E nada impede que ele volte se o mercado realmente melhorar. Mas tem aqueles produtores que mesmo com o preço não compensando não pensam em deixar o programa, pois acreditam que só pelo fato de conseguir organizar a propriedade, a continuidade no programa vale a pena. Revista AgroMinas – Esse produtor que desistiu, quando ele resolver voltar vai ter que começar do zero todo o processo? IMA - Sim. Ele vai ter que passar por todo o processo novamente. Mas o fato dele já ter trabalhado na certificação já o deixa preparado. O problema é quando o produtor não tem conhecimento nenhum. Aí ele fica perdido, pois fica dependendo da certificadora informar. Se o produtor que desistiu quiser voltar, ele volta com mais facilidade, porque ele aprendeu a manter a propriedade organizada e mantê-la assim é interessante para ele. Revista AgroMinas – Quais são as dificuldades dos produtores que começam? IMA - Todas. A organização geral da propriedade é um grande problema. A maioria dos produtores são desorganizados demais. Quando você entra em um programa como o Certifica, a propriedade ganha outro patamar. Tem gente que reclama que cobramos demais, que por causa de um brinco a gente não aprova. Mas, infelizmente, faz parte do projeto, das exigências do mercado externo. Produtor que não é acostumado com toda essa organização, sofre. Organização é o que pesa e o que dificulta na hora da certificação da propriedade. Mas mesmo apesar do mercado não se encontrar muito favorável, a adesão ao programa é, e muito, pois uma propriedade organizada é uma propriedade que aos olhos do mercado é mais bem vista e valorizada.

O Engenheiro Agrônomo do IMA/GV, Marcelo de Aquino

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ENTREVISTA Aftosa

A 1ª etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa em Minas Gerais acontece durante todo o mês de maio. Segundo dados do Governo de Minas, o estado tem que imunizar cerca de 22,5 milhões de bovinos de todas as idades, pertencentes a 330 mil criadores rurais distribuídos em 316 mil propriedades pecuárias. A Revista AgroMinas aproveitou a oportunidade para tirar algumas dúvidas junto ao IMA sobre a campanha. Revista AgroMinas – Tem se falado muito sobre tornar Minas uma área livre de vacinação da aftosa, já que o estado há 14 anos não tem foco da doença. É realmente possível que isso ocorra? IMA – Possível é, mas creio que vai demorar um tempo para que isso ocorra, pois o estado enfrenta uma grande dificuldade, faz divisa com regiões que sabemos que o controle é quase zero. É preciso repensar a barreira sanitária, criar uma mais eficiente, aumentar o corpo de funcionários do IMA, pois o nosso trabalho dobraria.

Revista AgroMinas – E como é feita a fiscalização no estado? IMA - O IMA não consegue fiscalizar tudo. Por isso separamos a fiscalização em dois processos. Intensificamos a fiscalização nas áreas de risco que são as fazendas junto as rodovias, próximo a lixões, áreas indígenas e acampamento sem-terra. Já as grandes propriedades, a escolha daquela que será fiscalizada, acontece por meio de sorteio. Revista AgroMinas – Tem produtor que não vacina? IMA – Infelizmente. Tem gente que compra a vacina, vem aqui faz a declaração e depois joga tudo fora. Isso acontece porque muitas vezes a vacina causa um caroço na pele do animal e por causa disso deixam de imunizar o gado. Tem que ter consciência. Mas infelizmente muita gente não tem.

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Quando descobrimos, o produtor é devidamente multado, mas para que isso ocorra precisamos da ajuda de todos. Vou vacinar porque tenho que vacinar e se meu vizinho não vacinar eu denuncio para o IMA. É assim que se deve pensar. Precisa-se entender que se você vacina e o seu vizinho não, o seu gado corre risco do mesmo jeito. O órgão oficial não tem condição de chegar a todo mundo. Então, qual a sua obrigação como pecuarista? Ligar e denunciar. Revista AgroMinas – Este ano temos um laboratório a menos fabricando a vacina. Na primeira campanha de 2006 tivemos falta de vacina no estado, acredita que isso possa se repetir? IMA – Acredito que não. Naquele ano tínhamos um fator que era a anistia. Este ano não temos. O fato de ter saído um laboratório não muda em nada. Não acredito que falte vacina no estado, agora o que costuma acontecer é faltar em algumas cidades. Ano passado, por exemplo, faltou vacina em Caratinga, o povo teve que comprar em Valadares. A culpa não é dos laboratórios e sim dos revendedores que não se organizam. Revista AgroMinas – E a questão da vacina livre de proteínas não estruturais que não dão reação. O que você como agrônomo acha disso? IMA - Excelente. Para mim tudo que vem para melhorar é bem vindo. Para quem quiser mais informações sobre o projeto, basta entrar em contato com o IMA. A Coordenadoria de Valadares funciona na Rua Dom Pedro II, 377, Centro. Os telefones são: 3271-1490 / 32716153.

Fique por dentro! Cresce exportações de suínos As exportações de carne suína, em março, totalizaram 50,11 mil toneladas, volume muito próximo às 51,007 mil toneladas exportadas em março de 2009, segundo informações da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). A receita com exportações atingiu US$ 119,50 milhões, com um aumento de 14,72% em relação ao valor apurado no mesmo mês de 2009, de US$ 104,164 milhões, resultado de significativa alta de preços. De janeiro a março de 2010, as 125,466 mil toneladas embarcadas ainda são inferiores às 1348 mil toneladas do primeiro trimestre de 2009. Porém, a receita obtida, de US$ 293,77 milhões, já superaria em 7,51 % os US$ 273,258 milhões obtidos entre janeiro e março de 2009. Também no mercado interno, os preços do suíno vivo e da carne suína têm acompanhado o movimento de alta, analisa o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto. Fonte: Globo Rural Online, com informações da Agência Safras


GRANDES CRIATÓRIOS Abril 2010

Sítio Vale Azul Criação de Gir Leiteiro com alta qualidade genética

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Sítio Vale Azul, localizado a 30 km de Governador Valadares é destaque na criação de Gir Leiteiro. O proprietário, o engenheiro metalúrgico aposentado, Hélio Macedo, há 20 anos atua como produtor rural e aposta na fertilização in vitro para o melhoramento genético do plantel. Natural de Frutal, no Triângulo Mineiro, Hélio sonhava em ter uma propriedade rural. “Nasci e cresci na roça. Sempre quis retornar ao campo. Comprei o Sítio em 94 e ele é uma realização pessoal”. O produtor está em seu segundo casamento, e junto com a esposa Eliane, fixou residência na propriedade. “Moramos aqui, pois acredito que é o olho do dono que engorda o gado. Morar no campo é conviver com a tranquilidade que a cidade geralmente não nos oferece”, enfatiza. O Sítio Vale Azul é uma propriedade 100% em harmonia com a natureza. Hélio recorda que quando o comprou não tinha nada plantado nos 27 hectares, por isso a primeira providência que tomou foi levantar uma cerca a 50 metros do rio e arborizar o leito criando mata ciliar. O curral também foi arborizado para garantir sombras aos animais. O terreno antes abandonado, agora conta com uma diversidade de plantas frutíferas, como: laranja, mamão, banana, tamarindo, graviola, macadâmia, lima, caju, e outros. A escolha da raça O produtor rural conta que quando começou apostou em outra raça, mas um dia resolveu experimentar a

criação de Gir e desde então, dedica-se exclusivamente a esta espécie. “O Gir é rústico e produz tanto ou mais leite do que as demais raças utilizadas para este fim. Conta também com a vantagem de ser uma raça trópica, pois tem origem indiana, assim, são acostumados com temperaturas mais elevadas”, destaca. Hélio explica que há alguns anos a raça era tida como tardia, entrando em produção somente com 40 ou 50 meses, mas o produtor garante que os animais do seu rebanho estão na média de 20 a 30 meses. Outra característica marcante dos animais do Sítio Vale Azul é o fato da produção de leite ser quase na mesma condição que a holandesa. “Em um ambiente climatizado, pois a vaca holandesa não suporta a nossa alta temperatura, a raça é capaz de produzir durante 14 a 15 dias direto. Aqui é muito comum termos que secar o leite para que a vaca não venha a parir produzindo leite do outro bezerro. A Dalila (outra das cinco principais do plantel) é uma que se destaca com alta persistência em lactação”, revela. Para Hélio essas características só são possíveis graças ao melhoramento genético, por isso investe alto em biotecnologia. “Nunca tive um boi. Desde o início invisto em genética. O que nasce macho, eu vendo. Porque com o uso de técnicas reprodutivas avançadas você chega mais rápido aonde quer chegar”. A docilidade dos animais e a ordenha sem bezerro ao pé são outros pontos que precisam ser destacados. “É tudo questão de manejo. Genética, boa alimentação e pessoas capacitadas para o manejo são os segredos da nossa criação”, revela Hélio que procura oferecer treinamento aos seus três funcionários, por meio de cursos do Senar.

Plantel e Melhoramento Genético O plantel do sítio conta com um total de 85 animais, sendo 20 novilhas e 65 vacas leiteiras, das quais cinco são principais. A média de animal nas propriedades brasileiras é de 1 animal/hectare. Hélio explica que, no momento, possui média superior com 3 animais/hectare já que utiliza apenas 11 hectares para sua criação. Mas o fato de criar Gir Leiteiro não indica que a propriedade é voltada para a produção de leite. “Eu não sou produtor de leite, trabalho com a venda de embriões. Aqui, tira-se leite apenas para comprovar a quantidade que minhas vacas produzem que por lactação fica em cerca de 2000 a 3000 litros”, explica o produtor. Antes, a biotecnologia utilizada no sítio na busca pelo melhoramento genético era a inseminação artificial. Hoje, a técnica reprodutiva realizada é a fertilização in vitro (FIV). Das 65 vacas que possui, mais da metade, segundo Hélio, são FIV. “Com a FIV a multiplicação do rebanho é bem mais rápida. Tem vaca que já tem 18 filhos. Todos são animais de alta genética. Além disso, a técnica aumenta em até cinco vezes a capacidade de produção de leite do rebanho. Da Cíntia, uma das nossas vacas principais, coletamos em média de 15 ovócitos por seção” explica. O produtor revela que está em meio a um grande passo na sua produção: a clonagem de animais. Hélio reforça que não faz isso para aparecer e sim porque acredita que o produtor de verdade deve correr atrás e investir sempre em melhorias para o seu plantel. “Já foi feita a amostragem e estamos em processo de clonagem da Dalila. Já retiraram o material, fizeram o congelamento e agora está lá esperando só ser implantado. Não estou fazendo graça para ninguém. Todo mundo pode e deve investir, é preciso abrir a cabeça e ver que é possível”, afirma.

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GRANDES CRIATÓRIOS ca peso e caia de produção. “Tem que ter complementação ou a vaca não passa de 15 litros de leite por dia. As nossas vacas estão com mais de 30 litros/dia. As principais chegam a produzir 42 litros/ dia em nove ordenhas. Foi graças à complementação que durante este período de estiagem nós conseguimos manter a produção de leite sem queda”, enfatiza. O sistema usado para garantir a alimentação adeO produtor Hélio Macedo com uma das suas principais quada é o de piquete rotavacas, Dalila. cional com capim colonião. O sistema também é mais econômico, Prêmios e Exposições Antes de ter o sítio, durante três pois diminui os gastos com a produção/ anos, Hélio cuidava da fazenda do ex- alimentação. De acordo com o produsogro e sempre participava de concur- tor, o colonião é rico em proteína, mas, sos leiteiros, mas seu sonho era partici- em compensação, é muito difícil de par do evento com animais próprios. manejar. “Se crescer muito ele já de“Enquanto eu não tivesse uma vaca teriora, perdendo proteína. Se corminha em um concurso eu não ficaria tar muito baixinho ele demora mais satisfeito”. Em 2006, o produtor reali- para crescer. Mas sabendo manejar, zou este sonho, tendo duas se suas o colonião é o melhor porque ele é vacas premiadas em um concurso lei- natural da região”, revela. Outra cateiro. Desde então, seu plantel tem acu- racterística deste tipo de capim é o fato mulado prêmios em diversas cidades, dele não reproduzir sem água, mas como: Governador Valadares (2008 e tendo umidade ele chega à altura certa 2009), Teófilo Otoni e Nanuque (2009) rapidinho, entre 23 a 28 dias. e Uberaba (2009). Nesta última cidade, além das premiações no concurso lei- O Setor Rural Hélio Macedo acredita que a ativiteiro, duas vacas (mãe e filha) de Hélio ganharam como o 1° Conjunto Família. dade rural precisa ser encarada com Um dos pontos essenciais para mais seriedade pelo próprio setor. Seas conquistas em torneio, segundo o gundo o produtor, de um modo geral, é produtor, além da genética é o treina- muito comum ver propriedades sendo mento, o conhecimento técnico dos administradas como uma atividade seus funcionários. João Camilo é afi- secundária. “Muitos produtores rurais lhado e braço direito do produtor. For- de Valadares tem uma atividade urbamado em técnico agrícola, trabalha na, às vezes até pequena, e nessa ele age há 12 anos no sítio. Para o padrinho a com mais profissionalismo. Enquanto formação de João e a capacitação dos isso, a sua propriedade rural tornademais em cursos é o que tem ajudado se uma atividade de fim de semana. Produtor rural de fim de semana é que nas conquistas. fica nessa choradeira por aí. É preciso mudar essa postura e administrar a A alimentação O cuidado principal no Sítio Vale propriedade rural como uma empresa”, Azul é com a alimentação. Além dos afirma. O trabalho da Cooperativa e do cuidados com o pasto é preciso complementar a alimentação com ração ba- Sindicato Rural de Valadares que tem lanceada, para evitar que o animal per- dado assistência técnica ao produtor

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orientando para o mesmo se transformar em empresário rural, é destacado por Hélio. “Nós produtores precisamos nos valorizar. É preciso deixar de ficar agarrado na porteira ou de ser apenas produtor de final de semana. Só com esta mudança de postura é que passaremos a ter o nosso valor reconhecido”. Outra grande preocupação do produtor é a representação social do setor rural na mídia. “Nos últimos anos, a mídia tem nos pintado como os maiores predadores da natureza. Para mim é de grande importância trabalhar dois pontos para reverter isso. Primeiro, trabalhar junto aos produtores para que todos se conscientizem e adotem técnicas sustentáveis. Segundo, fazer uso dos meios de comunicação para revelar a população sobre os nossos meios de produção, pois informação gera credibilidade”. O trabalho realizado pelo nosso entrevistado não é reconhecido somente na região. Desde 2007 a Faemg instituiu o prêmio Medalha de Mérito para os produtores que se destacam durante o ano. Em 2009 apenas nove produtores rurais de Minas Girais receberam este mérito e Hélio Macedo foi um dos contemplados. “Eu faço o que gosto e sou um apaixonado pelo campo. Apesar de todo o trabalho, não trocaria a vida que levo por nada, afinal, trabalhar nunca matou ninguém. Pois tudo o que a gente faz com persistência, dando amor, atenção e procurando qualidade, só pode dar certo”, afirma Hélio sorrindo.

Cíntia é mais uma do time das principais do Sítio.


DIA DE CAMPO

Fazenda Eldorado

Abril 2010

Produção de leite com qualidade A Fazenda Eldorado, localizada no município de Frei Inocêncio, pertence ao produtor rural José Chaves Coelho Neto, de 70 anos. Zé Neto, como é conhecido pelos amigos, dedica-se ao setor rural desde os 17 anos. “Em 1956 terminei os estudos e fui para a roça ajudar meu pai. Sempre gostei da vida no campo”. De acordo com o produtor, o pai adquiriu, em 1949, as primeiras fazendas da região. “Naquela época era tudo mata pura, ele teve que trabalhar pesado para formar os pastos e a estrutura da propriedade”, conta. Em 1960, o pai de Zé Neto vendeu a fazenda e comprou duas propriedades. “Uma ficou sob a minha responsabilidade, mas eu me desdobrava, pois fazia questão em continuar ajudando meu pai”, revela o pecuarista que não era filho único, mas era o único homem em uma família com quatro irmãos. Os anos passaram, Zé Neto casou e voltou a morar na mesma fazenda que o pai, no município de Mathias Lobato. “A propriedade que eu cuidava era muito longe de tudo e naquela época nós não contávamos com certas facilidades e confortos que o mundo atual oferece, por isso me mudei, mas sempre buscando uma fazenda que eu pudesse comprar e que atendesse as nossas necessidades”. Zé Neto é casado há 47 anos com Suzana Coelho e é a ela que dedica todas as suas conquistas. “Tenho que agradecer muito a minha esposa que sempre esteve o meu lado me dando apoio e força”. O casal lembra que quando se casaram viveram seis anos na roça, mas como os filhos precisavam estudar foi preciso mudar para Governador Valadares onde residiram por oito anos. Com os filhos encaminhados na vida, os dois retornaram ao campo e nem cogitam a hipótese de voltar a viver na cidade um dia. “Gosto da roça, da

terra. Mudamos para esta fazenda em 85 e a primeira providência foi construir uma casa para fixarmos residência e desde então somos muito felizes aqui”, afirma o produtor. “Além disso, a via na roça melhorou bastante. Antes não tinha energia elétrica, a geladeira era a querosene. Hoje tudo é diferente. Tem energia, água potável e até mesmo internet”, destaca Suzana. A Fazenda Com uma área de 180 alqueires a Fazenda Eldorado possui um plantel de cerca de 700 cabeças de gado, todos da raça Gir ou Gir com Holandês. Por muito tempo Zé Neto não utilizou genética, mas há alguns anos descobriu os benefícios da inseminação. “Com a implantação do cruzamento do Gir com o Holandês meu plantel melhorou muito. Hoje, além de produzir leite, também vendemos boi gordo, pois o Gir que antes era pequeno ganhou peso e valor de mercado com a técnica”, explica. No momento o produtor conta com 11 funcionários para cuidar da lida, mas ele faz questão de acompanhar tudo bem de perto. “Acordo cedo e já corro para o curral. Gosto de estar presente, de participar efetivamente”. Zé Neto tem consciência da importância de manter a sanidade de seus animais, por isso conta também com assistência veterinária que visita a propriedade a cada três meses. A fazenda produz entre 1000 a 1500 litros de leite por dia. Dos quase 700 animais, 200 são vacas leiteiras, número que o produtor procura manter sempre. Quando perguntado da estiagem deste ano na região, a feição alegre de Zé Neto ganha seriedade. “Esta estiagem deste

ano prejudicou bastante. Janeiro e fevereiro foram meses muito quentes, prejudicou o pasto e a alimentação que precisou ser complementada com cana e uréia”, explica. Mas o produtor garante que apesar da estiagem e das instabilidades do mercado, ainda devido à crise mundial, a atividade não é ruim e o mercado é bom. “Consegui criar meus filhos e me estabilizar por meio da atividade rural. O segredo é ter persistência e estar preparado para todas as situações, as boas e as ruins”. O veterinário e colaborador da Revista AgroMinas, Marcelo Cabral, acompanhou a entrevista e falou sobre o mercado atual e futuro. “Ainda estamos em uma fase relativamente ruim, devido a crise mundial. Mas tudo indica que o cenário para este ano é bem favorável para o setor rural. Sem falar que com a crise as grandes empresas de capacitação de leite aprenderam a negociar melhor com o produtor o que traz ganho para ambos os lados”. Cabral destacou ainda que a propriedade de Zé Neto possui vantagens que agradam as empresas: estrada acessível a 1km do asfalto, a retirada de 2000 a 3000 litros de leite a cada 2 dias e a qualidade do leite produzido.

O casal Zé Neto e Suzana Coelho


DIA DE CAMPO Qualidade do Leite A Fazenda Eldorado prioriza a busca pela qualidade do leite. As instalações são simples, mas graças ao manejo e a higienização durante a ordenha, o leite do produtor Zé Neto é de qualidade tipo C. A qualidade do leite é uma imposição do mercado, mas a maioria dos consumidores não tem conhecimento do que seja esta “qualidade” e acabam levando para casa o produto mais barato da prateleira. “A população precisa aumentar seu conhecimento sobre o que compra e consome, visando sempre a saúde. Já para o produtor a qualidade do leite corresponde à agregação de valor ao produto”, explica Cabral. O veterinário destaca ainda, que as grandes empresas bonificam por qualidade. “No mercado hoje, do melhor para o pior leite é possível encontrar uma diferença de preço de R$ 0,17 cen-

tavos”. Zé Neto revela que suas bonificações ficam entre R$ 0,09 a 0,11 centavos, mas que no mês março, o leite que produziu recebeu bonificação de R$ 0,13 centavos, atestando assim a sua qualidade. Mas como é medida a qualidade do leite? Segundo Cabral, qualidade são parâmetros. No caso do leite, além da condição higiênico-sanitária durante a ordenha, são os índices da composição que vão criar este parâmetro e determinar a qualidade: teor de gordura, de proteína, de sais minerais, de cálcio, a contagem de células somáticas e a contagem de proteína global. O excesso de células somáticas no leite, por exemplo, é indício que há infecção na glândula mamária. Toda vaca que tem uma contagem de células somáticas alta, também tem menos gordura, menos proteína, menos sais e cálcio no leite. Para a indústria a qualidade do leite

é importante para alcançar o lucro. Se pegarmos como exemplo a fabricação de uma mussarela com um leite de boa qualidade você vai gastar seis litros, com um leite ruim esse número sobe para 10 a 12 litros. “O processo de controle de qualidade é complexo e estritamente necessário para que os consumidores tenham confiança naquilo que estão adquirindo para a sua alimentação e para que as indústrias as normas na fabricação de produtos alimentícios de alta qualidade”, destaca Cabral. O casal Zé Neto e Suzana acredita que o que falta para a indústria leiteira é divulgação. “É preciso investir em propagandas que incentivem o consumo de leite e informem a população sobre assuntos como a qualidade, só a partir daí é que teremos o nosso produto, fruto do nosso trabalho, realmente valorizado”, afirma Zé Neto.

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SINDICATO EM DESTAQUE Abril 2010

FAEMG realiza encontro com Presidentes de Sindicatos Rurais

Setor se reúne para fazer valer a força dos produtores

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xclusivamente este mês não apresentaremos um sindicato da nossa região, e sim destacaremos todos os presidentes dos Sindicatos Rurais de Minas Gerais. Nos meses de março e abril, eventos importantes reuniram os representantes das entidades de várias regiões do estado com a finalidade de fortalecer o setor. Para começar a reunião realizada em Valadares com os presidentes dos sindicatos da região. Estimular os produtores rurais a votarem em candidatos compromissados com o setor foi o objetivo da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), no Encontro Regional de Presidentes de Sindicatos dos Produtores Rurais, em Governador Valadares, no dia 18 de março. O evento faz parte do Programa Novos Rumos que visa fortalecer e preparar o Sistema Sindical Rural para participar ativamente da política nacional. Participaram da reunião 30 representantes das regiões do Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri, Vale do Aço e Zona da Mata. O presidente da FAEMG, Roberto

Simões, disse que “é importante votar em candidatos que compreendam os projetos e anseios da classe rural: Precisamos mudar de atitude, ficar atentos às eleições e mostrar nossa força. Os presidentes de Sindicatos devem se reunir com as bases das regiões vizinhas para escolherem juntos os melhores candidatos. Precisamos ter apoio nas bancadas estadual e federal para viabilizar projetos de nosso Reunião com presidente da FAEMG reuniu 30 presidentes interesse”. de sindicatos rurais da região O pecuarista Roberto Cezar de Almeida falou votem em candidatos que tenham aos colegas da importância da união da compromisso com o Sistema Rural. O classe. “Precisamos compreender que presidente do Sindicato de Governaa união gera não só credibilidade, mas dor Valadares, Afonso Luiz Bretas, reprincipalmente representatividade e forçou a necessidade de coordenar as força política junto aos órgãos estad- forças para atingir as finalidades. “Sauais. Só assim alcançaremos nossos ob- bemos que a nossa maior falha é com jetivos e conseguiremos resolver todos a comunicação. Por isso, o Sindicato de os nossos problemas”. Valadares criou o Café Rural Itinerante, O diretor-tesoureiro da FAEMG, para aproximar os produtores rurais e, João Roberto Puliti, também esteve com isso, nos fortalecer”. presente e pediu aos produtores que


SINDICATO EM DESTAQUE

Lideranças rurais de Minas Gerais em Brasília Uma comitiva formada por 160 líderes do Sistema Sindical Rural de Minas Gerais participou no dia 8 de abril, do programa Campo vai à CNA, em Brasília. A atividade é promovida pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e já levou delegações de Tocantins, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul à capital federal. O programa Campo vai à CNA tem o objetivo de aproximar ainda mais os líderes do Sistema Sindical Rural da Confederação. A abertura das atividades foi feita pelo presidente da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Roberto Simões. Os deputados federais Carlos Melles e Marcos Montes, ambos do Partido Democratas, de Minas Gerais, acompanharam o início das atividades do Campo vai à CNA com o grupo de líderes rurais mineiros. O grupo participou de uma série de atividades e discutiram os principais temas que geram reflexos sobre o setor rural brasileiro, as ações desenvolvidas pela CNA e pelo SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e os mecanismos propostos para fortalecer da atuação dos Sindicatos Rurais. A programação do Campo vai à CNA contou com a apresentação dos

160 Presidentes de Sindicatos Rurais mineiros participaram do Campo vai à CNA

resultados de pesquisa de opinião sobre qual é a imagem do setor agropecuário e sobre as ações do Sistema Sindical Rural, em palestra do jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo. Em seguida, o secretário executivo do SENAR, Omar Hennemann, apresentou aos representantes mineiros os programas Negócio Certo Rural e Com Licença Vou à Luta. Na seqüência, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, fez apresentação sobre as teses da Escola do Pensamento Agropecuário. Palestras também apresentaram os projetos prioritários do Sistema CNA. Além disso, os presidentes puderam conferir outras duas apresentações. A primeira com o tema Estratégias de Comunicação – Rede de Comunicação Social, conduzida por Moriael Paiva, da empresa Talk. A segunda palestra é Sindicato Forte – Uma Estratégia, Uma Necessidade, com o secretário-executivo do SENAR, Omar Hennemann. A programação do dia foi encerrada com uma visita às instalações da CNA. A visita da co-

mitiva de líderes sindicais mineiros encerrou a segunda rodada do Campo vai à CNA. A agenda de atividades será retomada no final de abril, com a participação de novas comitivas estaduais. O “Campo vai à CNA” está sendo realizado um ano depois de equipes da Confederação, lideradas pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, percorrerem o Brasil com o programa “CNA em Campo”. Desde o ano passado, o “CNA em Campo” já foi realizado nos mais diversos pontos do país, reunindo agropecuaristas nos principais pólos produtores com o objetivo de discutir os assuntos mais relevantes para o setor rural e difundir as ações do sistema CNA/SENAR. Com a nova iniciativa proposta pelo “Campo vai à CNA”, adota-se fluxo inverso na aproximação entre produtores e a Confederação, permitindo que as lideranças agropecuárias conheçam pessoalmente os trabalhos realizados pela CNA na Capital Federal. *Com textos e informações da: Assessoria de Comunicação da FAEMG e Assessoria de Comunicação da CNA

Presidentes dos Sindicatos Rurais da região em Brasília


CADERNO TÉCNICO Abril 2010

Manejo do pastejo para o Capim-Marandu (Brachiaria brizantha vc. Marandu) *Bruno Ramalho Vieira/MSc Doutorando em Zootecnia / UNESP-Jaboticabal-SP INTRODUÇÃO O Brasil possui, hoje, o maior rebanho comercial de bovinos do mundo, porém com índices de produtividade baixos. A atividade pecuária do país, envolve uma área de 225 milhões de ha e produz cerca de 7,2 milhões de toneladas de carcaça/ano. A carne brasileira é competitiva no mercado internacional tanto pelo tamanho do seu rebanho, mas, principalmente, pela participação intensiva do pasto em sua produção. No entanto, por esse sistema de produção de carne, basear-se exclusivamente a pasto, o abate dos animais com idade inferior aos 30 meses, torna-se inviável. (Thiago et al., 2003). No ecossistema pastagem, a essência do manejo é atingir o equilíbrio efetivo e harmônico entre três grandes grupos de eficiência do sistema: crescimento, utilização da forragem produzida e conversão da forragem consumida em produto animal (Da Silva e Sbrissia, 2000). Cada um destes estágios possui sua própria eficiência, que pode ser influenciada pelo manejo e juntos determinam à eficiência global do processo (Hodgson, 1990). Assim torna-se necessário planejar de forma criteriosa o manejo da pastagem para assegurar a eficiência na utilização e melhor aproveitamento dos recursos, levando-se em consideração os fatores biológicos e econômicos envolvidos no processo. Um dos mecanismos de manejo do pastejo é a intensidade de pastejo ou intensidade de desfolhação. Objetivou-se através dessa revisão indicar e comentar sobre alguns indicadores funcionais de intensidade de desfolhação no manejo da gramínea Brachiaria brizantha cv. Marandu. 2. INTENSIDADE E FREQÜÊNCIA DE DESFOLHAÇÃO A intensidade e freqüência de desfolhação é outro fator que influencia o acúmulo de biomassa. De acordo com Hodgson (1990), a intensidade de des-

folhação indica a proporção do tecido vegetal removido pelo pastejo em relação ao disponibilizado para o pastejo. Wade (1979), definiu essa intensidade como a redução no comprimento original de um perfilho estendido após submetido ao pastejo. Esses mesmos autores definiram freqüência de desfolhação como o número de desfolhação que uma folha ou perfilho sofre num dado período de tempo, normalmente expressa em número de desfolhações por dia. Em regime de lotação contínua surge uma situação onde o rebaixamento do relvado acontece de forma lenta e concomitantemente, ocorre a rebrotação da camada de tecido foliar pastejada através do crescimento da plantas forrageiras (Lemaire e Chapman, 1996). Na lotação rotacionada, a frequência de desfolhação é determinada pela freqüência com os animais são movimentados de um piquete para outro, o que é função do tamanho do piquete, número de piquete, taxa de acúmulo líquido de forragem e número de animais. Assim, num tal sistema, a duração média do período de descanso pode ser ajustada de forma a minimizar a perda de tecidos foliares devido a senescência, desde que a lotação e a duração do período de pastejo sejam suficientes para remover a máxima proporção da forragem acumulada (Nabinger, 2002). Por isso, neste sistema, pode ser possível manter alta eficiência de utilização apesar da diminuição no crescimento da pastagem e, por conseqüência, na lotação. Desta forma, a redução na lotação que resulta na extensificação do sistema pode levar ao uso de um sistema rotacionado com apropriado período de descanso (mais curto do que a duração de vida das plantas) no lugar do sistema contínuo (Nabinger, 2002). Por isso no sistema de lotação rotacionada de acordo com (Lemaire e Agnusdei, 2000) pode ser possível manter

o equilíbrio estável entre o consumo e o crescimento de forragem, e com isso poderia ser possível evitar um excesso de acúmulo de material senescente, e por conseqüência diminuiria o número de áreas na pastagem que seriam rejeitadas ou subpastejadas, em função do acúmulo de material morto. Sendo importante comentar, que o sistema de lotação contínua pode prejudicar a produção animal em altas pressões de pastejo ao reduzir a oferta de forragem através da redução do índice de área foliar (IAF) total. Mas, em condições que prevalece baixas pressões de pastejo, que mantém o IAF próximo do ótimo, o sistema de lotação contínua pode ser mais favorável que o de lotação rotacionada, pois mantém um IAF constante ao longo do período, evitando o declínio na interceptação luminosa devido à drástica redução do IAF após a desfolhação, que se observa no pastejo de lotação rotacionada. Segundo (Donald e Black, 1958), o pastejo de lotação contínua oferece uma oportunidade para manter a pastagem num IAF em que praticamente toda radiação incidente durante a estação favorável é interceptada, maximizando a taxa fotossintética. Para exemplificar o efeito da intensidade do pastejo de lotação contínua sobre o grau de consumo dos tecidos produzidos muito mais do que as perdas por senescência, o experimento de Parsons et al., (1993), com modelo de fluxo de tecido em relvados de azevém perene sob lotação contínua, demonstraram o efeito da intensidade da desfolhação na relação crescimento e senescência em pastagens. A Figura 1 mostra que uma pastagem mantida em alto IAF, a formação de biomassa é próximo do máximo. Contudo, manter alto IAF é necessário que apenas uma pequena parte dos tecidos produzidos sejam consumidos, resultando em uma considerável proporção de folhas verdes

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CADERNO TÉCNICO remanescentes. Mantendo então alta taxa de fotossíntese, mas isto, contribui com grandes perdas de ganho/animal por área. Aumentando a intensidade de desfolhação com o respectivo aumento na pressão de pastejo, maior proporção de tecido foliar é removido e apenas uma pequena proporção de tecido foliar permanece na pastagem. Num primeiro momento, este aumento na utilização compensa as perdas pela desfolhação e a quantidade de material colhido aumenta. Entretanto, se a taxa de consumo de biomassa produzida continua a aumentar, a grande remoção de tecidos fotossinteticamente ativos reduzem consideravelmente o IAF. Estas considerações implicam que, numa situação de lotação contínua, a manutenção do

Figura 1. Efeito da intensidade do pastejo de lotação contínua sobre os componentes da produção e sobre o consumo de uma pastagem mantida a diferentes níveis de IAF (Parsons et al., 1983).

IAF próximo daquele da máxima interceptação da radiação, não coincide com a máxima produção colhível pelo animal (Nabinger, 1997). A máxima produção colhível é conseguida num IAF abaixo do ótimo para produção de biomassa, mas que permite a melhor oportunidade de colheita do material vivo (Parsons, 1988). Sendo importante ressaltar que a senescência é inevitável e por isso, temos que oferecer ofertas de forragens dentro do limite que os animais possam consumir. Na lotação intermitente, o rebaixamento e a rebrotação do relvado aparecem de forma mais pontual e, por isso, são processos mais facilitados e

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distintos (Wade et. al., 1999). A intensidade de desfolhação influencia a eficiência fotossintética das folhas nos primeiros estádios de rebrotação, por isso, desfolhações intensas levam a menor eficiência inicial das folhas (Parsons et. al., 1991). Esses mesmos autores alertam que quanto mais intensa a desfolhação, maior a taxa inicial de rebrotação e maior o tempo necessário para que a planta atinja a máxima eficiência fotossintética e, conseqüentemente a máxima taxa de crescimento. O que está de acordo com Parsons e Penning (1988) que acrescentaram que em condições de maior intensidade de desfolhação, a taxa instantânea de acúmulo inicial é lenta e eleva-se rapidamente. No caso de desfolhação intermediária, alta taxa de acúmulo médio também é obtida, porém em um menor intervalo de tempo. Nas pastagens que sofrem desfolhações pouco intensas, as taxas de acúmulo são menores e acabam por declinar com o tempo. De acordo com Lamaire (1997), quando um relvado é submetido à desfolhação severa, a expansão foliar é responsável pela regeneração da capacidade de absorção de luz e suprimento de carbono, podendo, também levar a uma redução do tamanho de perfilhos individuais, acompanhado pelo aumento da densidade. Para (Corsi e Nascimento Jr, 1986; Da Silva e Pedreira, 1997), sob desfolhação freqüente e intensa, as plantas podem apresentar perfilhamento abundante, habito de crescimento prostado e elevado ritmo de expansão foliar, o que possibilita maior interceptação de luz após o corte. Entretanto, a desfolhação muito severa pode esgotar as reservas de energia da planta e, assim, a densidade de perfilhos pode ser comprometida. 3. INDICADORES FUNCIONAIS O indicador funcional de intensidade de pastejo que pode ser utilizado de forma prática é a altura do dossel forrageiro, essa, pode ser correlacionada com vários outros indicadores como, IAF , interceptação luminosa, oferta de forragem (% de MSpD/animal/dia). Al-

guns experimentos foram feitos com o objetivo de indicar as melhores alturas de manejo para gramíneas do gênero Brachiaria, baseando-se nos indicadores citados acima, como poderemos ver logo abaixo. 3.1. GÊNERO Brachiaria brizantha cv. MARANDU As plantas do gênero Brachiaria são caracterizadas pela sua grande flexibilidade de uso e manejo, sendo tolerantes a uma série de limitações e/ou condições restritivas de utilização para um grande número de espécies forrageiras. Dentre as braquiárias, a Brachiaria brizantha cv Marandu (capim-Marandu) adquiriu uma grande expressividade nas áreas de pastagens cultivadas e, por essa razão, tornou-se uma das plantas forrageiras mais detalhadamente estudadas no meio científico nacional. Experimentação recente com o objetivo de compreender as respostas funcionais de plantas e animais ao pastejo (forma pela qual a condição em que o pasto é mantido interfere na produção de forragem e desempenho animal) foi baseada no controle estrito de condições do dossel forrageiro, as quais foram utilizadas como referencial de manipulação e manejo dos pastos, visando promover e facilitar o entendimento e a utilização dos resultados gerados. Em uma primeira série de experimentos, pastos de capim-Marandu foram submetidos a regimes de lotação contínua e mantidos consistentemente a 10, 20, 30 e 40 cm de altura (do horizonte de folhas) por meio de ajustes freqüentes em taxa de lotação durante 13 meses (Lupinacci, 2002; Gonçalves, 2002; Andrade, 2003; Sarmento, 2003; Molan, 2004 e Sbrissia, 2004). De uma forma geral, os resultados demonstraram uma amplitude ótima de condições de pasto para produção de forragem variando de 20 a 40 cm (Andrade, 2003; Sbrissia, 2004). Pastos mantidos a 10 cm apresentaram um aumento da população de plantas invasoras e diminuição de suas reservas orgânicas (carbono e nitrogênio) ao longo do experimento, indicando ser esta uma condição ins-


Abril 2010 tável para as plantas de Capim-Marandu (Lupinacci,2002; Sbrissia, 2004). Essa estabilidade da produção para uma amplitude relativamente grande de condições de pasto (variação de 2 vezes a altura do dossel) foi resultado de um processo dinâmico de compensação entre número e tamanho de perfilhos que resultou em pastos mais baixos contendo maior densidade populacional de perfilhos pequenos e pastos mais altos contendo menor densidade populacional de perfilhos grandes. Nessa situação houve um balanço relativamente estável entre os processos de crescimento e senescência que resultou em pastos mais altos apresentando maiores taxas de crescimento compensadas por maiores taxas de senescência e vice-versa para pastos mais baixos. Contudo, pastos mantidos mais baixos apresentaram recuperação mais rápida da produção de forragem após o inverno que pastos mantidos mais altos, sendo que durante o verão pastos mantidos mais altos produziram significativamente mais que pastos mais baixos (Sbrissia, 2004). Interessante ressaltar que dentro da amplitude agronômica ótima para uso do capim- Marandu sob lotação contínua o valor nutritivo da forragem consumida pelos animais variou muito pouco. Em um outro experimento com Capim-marandu foi feito mas com diferença de que dois níveis de controle são requeridos, ou seja, o controle da condição do pasto em que os animais deveriam entrar nos piquetes para iniciar o pastejo (pré-pastejo) e aquela em que deveriam ser retirados, finalizando o pastejo (pós-pastejo). Para tanto, foram definidos como tratamentos quatro combinações entre duas alturas de resíduo (10 e 15 cm - condição pós-pastejo) e dois intervalos entre pastejos (pastejos realizados quando o dossel intercepta 95 ou 100% da luz incidente – condição de pré-pastejo). De forma geral, o resíduo mais baixo (10 cm) vem resultando em maior produção de forragem que o resíduo mais alto (15 cm), o mesmo não acontecendo com pastejos realizados com 95% de interceptação de luz pelo dossel em relação a 100%. Contudo, a combinação entre pastejo mais intenso (resíduo de 10 cm) e mais freqüente (95% de interceptação) é a que tem resultado na maior produção de forragem com maior proporção de folhas e menor proporção de hastes e material morto na massa de forragem por ocasião do início do pastejo. Avaliações relativas à dinâmica do acúmulo de matéria seca têm revelado que o acúmulo de folhas é o principal evento da rebrotação até o momento em que começa a ocorrer competição mais acirrada por luz no interior do dossel, ponto este caracterizado pelos 95% de interceptação luminosa. A partir desse ponto, o processo de senescência é bastante acelerado, indicando redução da proporção de folhas e aumento da proporção de material morto na massa de forragem. A descrição das características estruturais da massa de forragem ao longo de cada período de rebrotação aponta


CADERNO TÉCNICO para uma consistência grande da altura do dossel (horizonte de folhas) em que os 95 e os 100% de interceptação de luz ocorrem (ao redor de 25 e 30 cm, respectivamente), indicando de forma otimista que as metas de prépastejo poderão vir a ser traduzidas em valores de altura, mais simples e fáceis de serem utilizados e compreendidos. 4. CONCLUSÕES A intensidade e frequência de pastejo são indicadores que relacionados com outros atributos de manejo como: interceptação luminosa, altura, massa de forragem, adubação, taxa de lotação, subdivisões dos piquetes. proporciona às plantas forrageiras um ambiente adequado para seu desenvolvimento, através da percepção de seus limites ecofisiológico, tendo como resultado a sustentabilidade do sistema. Os resultados obtidos utilizando os indicadores de forma a respeitar os limites da planta, demonstraram que existe uma amplitude ótima de manejo em sistema de lotação contínua para produção de forragem no capim Brachiaria brizantha cv. Marandu variando de 20 a 40 cm de altura. 5. REFERÊNCIAS BIOGRÁFICAS ANDRADE, F.M.E. Produção de forragem e valor alimentício do capim-Marandu submetido a regimes de lotação contínua por bovinos de corte. Dissertação (Mestrado em Agronomia – Ciência Animal e Pastagens), Piracicaba, ESALQ, p. 98, 2003. CORSI, M., NASCIMENTO JR., D. Princípios de fisiologia e morfologia de plantas forrageiras aplicados ao manejo de pastagens. In: PASTAGENS; FUNDAMENTOS DA EXPLORAÇÃO RACIONAL, Jaboticabal: FEALQ-USP, p.11-371, 986. DA SILVA, S. C., Fundamentos para o manejo do pastejo de plantas forrageiras dos gêneros Brachiaria e Panicum. In: II SIMPÓSIO SOBRE MANEJO ESTRATÉGICO DA PASTAGEM, Viçosa: UFV; DZO, 2004. Anais... Viçosa, UFV p. 347, 2004. DA SILVA, S. C., PEDREIRA, C. G. S. Princípios de ecologia aplicados ao manejo de pastagem. In: SIMPÓSIO SOBRE ECOSSISTEMAS DE PASTAGENS, 3. Jaboticabal, 1997. Anais... Jaboticabal. FUNESP, p. 1-62, 1997.

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MERCADO

Mercado firme, com boas perspectivas de preços Abril 2010

*Maria Gabriela O. Tonini Médica veterinária e consultora da Scot Consultoria www.scotconsultoria.com.br O mercado do boi gordo está firme. Desde o início do ano, os preços do boi e da vaca gorda estão subindo e essa é a tendência para o médio prazo. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço do boi gordo subiu 7,6% desde o início de 2010. Basicamente, são três os principais motivos para este movimento de alta em plena safra. Primeiro que as pastagens estão em ótimas condições, permitindo que o gado se mantenha em engorda e que os produtores vendam de maneira lenta. Neste ponto é preciso ressaltar que os pastos só estão nessas condições devido ao bom e regular volume de chuvas em todo o País, que auxilia na manutenção do gado em engorda. O segundo fator é que a oferta de animais terminados está realmente menor. Na verdade, o rebanho ainda está se recompondo após os abates exagerados de matrizes nos últimos anos e, neste ponto, parece que o abate de fêmeas foi maior do que o suposto inicialmente. Considerando que 2009 foi o terceiro ano consecutivo com redução no abate de fêmeas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de se esperar um aumento

na oferta de animais de reposição, especialmente bezerros. Porém, por enquanto, o mercado ainda não sentiu este aumento, visto que os preços dos bezerros estão bastante firmes e em alta desde o início do ano em algumas praças. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o bezerro subiu 21% desde o início de 2010.

Aliás, os preços firmes dos animais para reposição estão fazendo com que os produtores adiem a venda do boi gordo, na tentativa de melhorar a troca (com o animal mais pesado) ou então na esperança de que os preços da reposição cedam, o que não parece que vai acontecer tão cedo. Além dos fatores que mantêm a

oferta comedida, temos atualmente uma demanda em crescimento tanto no mercado interno quanto no mercado externo. Os preços da carne no varejo (que serve como um parâmetro direto para a indicação do consumo) estão mais altos em relação a 2009, o que indica que o consumo está firme. Houve um aumento de cerca de 3% no preço médio da carne bovina comercializada no varejo desde o final de 2009. Já no mercado externo, o Brasil tem registrado aumento nas exportações tanto em volume quanto em faturamento quando comparado a 2009. Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, as exportações dos três primeiros meses de 2010 registraram aumento de 36% em faturamento e de 8,2% em volume. A demanda externa aumenta a necessidade de compra de boi e vaca gorda por parte dos frigoríficos, o que auxilia no aumento das cotações. Resumindo, enquanto não ocorrerem alterações significativas nos fatores relacionados à oferta ou então mudanças na demanda por carne, os preços devem trabalhar em ambiente firme.

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MERCADO

EXPECTATIVA DE QUEBRA PARA A SAFRA QUE COMEÇA Eng. Agr. Gerente Comercial Coocafé Waldir Francese Filho A colheita da Safra 2010/11 está se iniciando na maioria dos municípios da nossa região. A Zona da Mata, Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce, Central e Norte de Minas, segundo o primeiro levantamento de safra realizado pela Conab em dezembro, indica uma produção entre a mínima de 6,7 e máxima de 7,2 milhões de sacas. Sendo 7,1 milhões café arábica e 291 mil sacas do café robusta (conilon). Após este levantamento, nossa região passou por um veranico acentuado nos meses de janeiro e fevereiro, apenas voltando ao normal em março. Este fator prejudicou principalmente as la-

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vouras mais novas e com carga alta. A expectativa fica para a qualidade do café que está sendo colhido neste momento e o segundo levantamento da Safra, estes são fatores importantes para os preços das commodities. Os cafés de qualidade superiores estão sendo procurados pelo mercado, devido a menor produção dos cafés colombianos. O Brasil, nossa região e nossos cafés, serão representados na 22ª edição da feira e convenção anual da Associação de Cafés Especiais dos Esta-

dos Unidos (SCAA), de 15 a 18 de abril, em Anaheim, na Califórnia (EUA). O Fair Trade (Mercado Justo) e Coocafé, cooperativa da Zona da Mata e Leste de Minas, serão expositores nesta maior feira internacional do setor. Cotação abril/10. Arábica – Duro tipo 6 – R$ 270,00 e Cereja Descascado Fino – R$ 300,00.


Abril 2010

Preço do Leite sobe com o aumento da produção em Minas

O

mercado do leite vive um novo tempo, que exige cada vez mais atenção e cuidados com os negócios. Este ano o mercado do leite iniciou em alta. O preço médio pago pelo leite aos produtores no Brasil em março (referente à produção de fevereiro) teve um expressivo aumento de 10% frente ao mês anterior (de 6,1 centavos por litro), passando para R$ 0,68/litro – média de sete estados: RS, PR, SC, SP, MG, GO, BA. A Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Doce pagou aos seus cooperados no mês de março (referente à produção de fevereiro) um preço médio bruto de R$ 0,84 e o preço médio líquido de R$ 0,78, ou seja, a cooperativa pagou mais do que a média paga em todos os estados. A alta, que já era esperada por agentes do setor, foi impulsionada pelo recuo na captação de leite em todas as

regiões e porque, o mercado internacional apresentou uma recuperação na segunda quinzena de fevereiro. Se compararmos o leite captado pela Cooperativa em janeiro e fevereiro de 2009, com o mesmo período deste ano, registramos 3 milhões de litros de leite a mais captado, um aumento de 22%. No mês de Abril os diretores da Cooperativa acreditam em uma nova alta de preços, cerca de oito centavos. Assim, os preços médios brutos devem chegar a R$ 0,91 e o preço médio líquido a R$ 0,86. Neste cenário de recuperação antecipada dos preços do leite in natura, é esperado que ocorra uma recuperação mais rápida da produção. Devido isso, a Cooperativa está oferece ao cooperado preços mais acessíveis nos insumos. A ração Tira-Leite da Cooperativa e Guabe está com um desconto de R$ 3,00 saindo por R$ 28,50.

Nos próximos meses, a evolução da produção indicará o caminho para os preços no mercado interno, considerando que sejam mantidas as atuais condições do comércio internacional. O presidente da Cooperativa, Guilherme Olionto, explica que as projeções do mercado do leite são boas para a região. “O comércio do leite em Minas é como em todo o Brasil, esta em crescimento na linha de preços e estabilizado na área de produção. Acreditamos que hoje o mercado esta em ascensão em questão de preço, porém esta chegando próximo ao limite máximo do preço na casa de 80 a 90 centavos”. *Por Assessoria de Imprensa da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce – Governador Valadares comunicacao@coaperiodoce.com.br

Leite Brasil Novo ranking de laticínios traz mudanças *A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no Valor Econômico, adaptada pela Equipe MilkPoint

O ano que passou no setor de leite foi de avanço na concentração, com destaque para a gaúcha Bom Gosto. Foi também ano do agravamento da crise da Parmalat e de estagnação na produção de leite no país. Foi também um período de crescimento sustentado da Nestlé e de queda das exportações de lácteos, o que afetou empresas. Tal cenário pode ser vislumbrado no levantamento da Leite Brasil, associação que reúne produtores, sobre os maiores laticínios do país em 2009. O ranking, com 12 empresas do setor, mostra a DPA/Nestlé novamente como primeira na captação de leite no país. A empresa recebeu 2,050 bilhões de litros de leite em 2009, 7,9% acima dos 1,9 bilhão do ano anterior. Em segundo lugar ficou a Bom Gosto, que no ano anterior ocupara a quarta colocação, apresentando avanço na captação de 26,7% para 1,224 bilhão de litros de leite. A empresa vem crescendo por meio de aquisições

com o apoio do BNDES. A subida da Bom Gosto no ranking tem duas razões: a BRF (Brasil Foods), resultado da união entre Perdigão e Sadia, não forneceu números para o levantamento da Leite Brasil. Além disso, a Bom Gosto se fundiu com a Líder e comprou duas empresas em 2008, o que garantiu um aumento na captação no ano seguinte. Segundo a Leite Brasil, a Brasil Foods informou que "está suspensa a divulgação ao mercado dos números internos da companhia". Em solicitação sobre o tema, feita pela reportagem em março passado, a BRF informou que sua captação de leite havia ficado estável em relação ao ano anterior, quando somou 1,671 bilhão de litros. O relatório anual da própria empresa, porém, mostra uma queda de 11% na produção de lácteos em 2009, para 1,103 milhão de toneladas. O número indicaria recuo semelhante na captação de matéria-prima, segundo analistas do setor.

Assim, a empresa, que não se pronunciou, manteria a segunda posição entre os maiores laticínios do país. Em terceiro lugar no ranking, a Itambé acabou mantendo a posição, apesar de ter captado menos leite do que em 2009. A central de cooperativas mineira - que negocia fusão com Centroleite, Confepar, Cemil e Minas Leite - recebeu 1,125 bilhão de litros de leite em 2009, uma redução de 9,3% no ano, segundo a Leite Brasil. O agravamento da crise da Parmalat também está refletido na pesquisa de 2009. A captação da empresa controlada pela Laep caiu 48,4%, para 470 milhões de litros de leite. Apesar desse recuo, a Parmalat ficou em quarto no ranking, também em decorrência da saída BRF. No quinto lugar, ficou a Leitbom (Laticínios Morrinhos), cuja captação de matériaprima saiu de 402,5 milhões de litros em 2008 para 420,6 milhões em 2009. Separadas no ranking em 2009, as capta-

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MERCADO ções da Parmalat e da Leitbom devem ser unificadas este ano, já que os controladores Laep e GP Investiments, respectivamente, fizeram, em março passado, um acordo para juntar as operações, que envolve três fábricas da Laep e a Poços de Caldas. Além da BRF, outra que não forneceu dados para a Leite Brasil foi a Vigor, que estava no ranking em 2008, com captação de 197 milhões de litros. A empresa pertencia à Bertin, mas passou ao controle da JBS quando esta incorporou a concorrente em setembro passado. A Nilza, que está em recuperação judicial, também não forneceu dados. Em 2008, sua captação fora de 412,5 mi-lhões de litros. Uma novata no levantamento do ano passado foi o Laticínios Bela Vista, que produz o leite Piracanjuba. A empresa foi a sétima no ranking, com 388 mi-lhões de litros. As razões da mudança de posição no ranking Wilson Zanatta, presidente da Bom Gosto, afirma que o resultado de 2009 se deve a operações feitas no ano anterior, quando a

empresa se fundiu com a Líder e adquiriu a Santa Rita e a Coorlac. No ano passado, a empresa fez novas compras - a fábrica que pertencia à Parmalat em Garanhuns (PE), uma planta da Nestlé em Barra Mansa (RJ) e a Cedrense em Santa Catarina. Com todas essas aquisições, a capacidade instalada da Bom Gosto está hoje em 6 milhões de litros por dia, mas o processamento efetivo é de 4 milhões de litros de leite, segundo Zanatta. Ele afirmou que novas compras não são prioridade para empresa atualmente, já que a Bom Gosto pode crescer utilizando a capacidade hoje ociosa. A Nestlé, primeira no ranking de captação, atribui o crescimento de 2009 a sua entrada no segmento de leite longa vida premium com as marcas Ninho e Molico. Após a queda na recepção de leite em 2009, a Itambé aposta na retomada este ano. "Em 2008, nossa captação cresceu de forma expressiva e em 2009 as exportações de lácteos caíram, por isso reduzimos as compras no spot", explica Jacques Gontijo, presidente da Itambé. Mantido o nível de captação do primeiro trimestre, Gontijo

avalia que é possível voltar aos números de dois anos atrás. Mas, diz ele, o que irá sustentar a demanda é o mercado interno, já que as exportações ainda patinam. O presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, afirma que as mudanças no ranking em 2009 já eram esperadas, principalmente em função das aquisições da Bom Gosto e dos problemas da Parmalat. Ele observa que os números indicam também uma estabilização na produção de leite no país no ano que passou. O volume de leite inspecionado saiu de 19,285 bilhões em 2008 para 19,6 bilhões em 2009, crescimento de 1,6% na produção. "Os números mostram que o volume de leite não cresceu, mas que uma empresa tomou mercado da outra", diz. Segundo o presidente da Leite Brasil, se os preços do leite ao produtor se firmarem na casa dos R$ 0,80/litro - valor pago atualmente -, a produção será estimulada e crescerá a oferta para a indústria. Abaixo disso, porém, haverá desestímulo, pois o custo de produção está entre R$ 0,72 e R$ 0,75 por litro, dependendo da região do país.


COTAÇÕES Abril 2010

Boi Gordo (R$/@) Mercado Futuro (BM&F) 09/04 Ajuste Var. Venc. C. A. (R$/@) (R$) Abr/10 82,39 1,11293 Mai/10 81,50 0,865.599 Jun/10 82,48 0,32751

Fonte: BeefPoint, IEA, CentroBoi, Faeg, Deral/Seab/PR, Minas Bolsa, Banco Central e BM&F

Data 07/04 08/04 09/04

Esalq/BM&F Boi gordo Vista 83,21 83,28 82,91

Prazo 84,23 84,33 84,26

Preços do leite (R$/L) Fonte: Cepea - Esalq/USP (MilkPoint)

R$/litro Mar/10

Cotações de leite cru - preços pagos ao produtor RS SC PR SP MG GO 0,6503

0,6871

0,6767

0,6656

0,7002

0,6832

BA 0,6105

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SUSTENTABILIDADE

Sustentabilidade no Campo Hoje em dia é tão comum ouvirmos o termo SUSTENTABILIDADE, que fica praticamente impossível encontrar uma pessoa, que nunca tenha ouvido falar em meios ou formas de levar uma vida mais sustentável. Mas será que o verdadeiro significado desta palavra está esclarecida aos produtores rurais, que muitas vezes tem em mente uma definição, mas que na verdade nem sempre é a correta. A solução de conciliar a agricultura, pecuária e floresta, é um paradigma para muitos pesquisadores, que buscam possibilidades de redução dos impactos ambientais. Pois não há mais dúvidas que o desmatamento indiscriminado, queimadas e o uso excessivo de defensivos agrícolas, prejudicam o solo, a vegetação e os animais, enfim todo o meio ambiente, que já está marcado por mudanças climáticas. Sendo esse o grande desafio para se conseguir a sustentabilidade da agricultura brasileira. A sustentabilidade com a agricultura moderna que hoje se desenvolve em muitas áreas agrícolas, se torna uma condição de vida para as populações que vivem no campo. Porque reduzir aplicações de defensivos agrícolas, fertilizantes artificiais, plantio convencional podem promover uma recuperação dos solos degradados e evitar contaminação dos sistemas hídricos. Além de que, já está provado que a produtividade por área plantada pode estar bem próxima quando comparada com as práticas convencionais. Uma prática muito utilizada hoje em dia é o plantio direto na palha, que foi introduzida no Brasil na década de 70, especificamente, no Sul do país, com o objetivo de recuperar as áreas degradadas provenientes do uso contínuo de arados e grades, conhecido por sistema convencional. Muito contrário deste sistema, o plantio direto na palha maneja o solo somente no momento

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do plantio, além de proporcionar muitas outras vantagens que beneficiam o solo, como: impedir que o solo seja levado pelas erosões, possibilitar o armazenamento de mais nutrientes, corretivos, umidade, eficácia no controle de plantas daninhas e garantir a sua riqueza biológica. Pois as pesquisas mostram que a concentração orgânica originada do plantio direto, salta de pouco mais de 1% para acima de 3%. Outra prática a ser abandonada é a monocultura, sendo a rotação de culturas a substituta. Este manejo consiste em determinada época do ano se plantar milho, estes vão se alimentar de determinados nutrientes do solo necessários para o seu desenvolvimento. Depois, deve se plantar soja, por exemplo, que irá repor os nutrientes consumidos pelo milho, pois se novamente fosse plantado milho este iria precisar novamente dos mesmos nutrientes e a planta não se desenvolveria como da primeira vez. Fazendo essa rotação de plantação o solo está sendo naturalmente preservado, diminuindo assim o uso de insumos agrícolas, no qual seria uma vantagem para o agricultor. Outras vantagens ao meio ambiente e conseqüentemente ao agricultor é a fixação biológica de nitrogênio, por meio da inoculação de bactérias, que tem possibilitado a redução significativa da aplicação de fertilizantes químicos em culturas como a soja, com importante redução de impactos ambientais. O controle biológico utilizado regularmente em diversas culturas, como soja, cana-de-açúcar, algodão e fruteiras também tem reduzido a demanda por controle químico de pragas e doenças em diversos sistemas de manejo, com impactos positivos para o meio ambiente, a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e para a segurança e qualidade dos produtos. A agricultura sustentável pode ser

*Hellen Martins da Silveira Engenheira Agrônoma Formada pela Universidade Federal de Viçosa - MG compreendida de forma geral, pela busca da maior produtividade possível com menor dano ao meio ambiente, preservando o solo, a água e o ar entre os ciclos produtivos. Com a adoção de práticas preocupadas com a sustentabilidade, os agricultores poderão manter uma biodiversidade protetora nas áreas agricultáveis e impedir o ataque constante de pragas. O que, por sua vez, reduzirá o uso de inseticidas poderosos e, conseqüentemente o custo da aplicação. Desta maneira, o conhecimento e o desenvolvimento da sustentabilidade na agricultura, poderá promover uma maior conservação dos recursos naturais e da produtividade das áreas exploradas; reduzindo drasticamente o impacto da produção em larga escala e otimizando a produção com um mínimo de influência de elementos artificiais. O país deve ter um papel motivador na implementação desses paradigmas e conceitos, fomentando o aprendizado das novas técnicas e dando apoio fiscal e financeiro para os projetos que desejarem seguir esses caminhos. Pois o paradigma a ser estabelecido para o desenvolvimento da sustentabilidade no campo deve ser a não diferenciação da evolução tecnológica e produtiva do desenvolvimento humano. Em breve, o “ser sustentável” estará colocado para a humanidade de uma forma até mesmo forçosa. Caso o ser humano não mude seus conceitos, e nem reveja a sua forma de encarar sua presença e interferência no meio ambiente, no ritmo em que a degradação ambiental e a exploração dos recursos naturais ocorrem, colocando sua própria existência em perigo. As alterações climáticas e os problemas que só vemos aumentar a cada dia, deixará bem claro que o conceito sobre a sustentabilidade ou não, será uma questão de vida ou de morte.


METEOROLOGIA

Abril 2010

Previsão climática para o Outono de 2010 na Região Leste de Minas * Prof. Ruibran dos Reis – Minas Tempo O período chuvoso 2009/2010 nas regiões leste, nordeste de Minas Gerais e nas regiões norte do Espírito Santo e sul da Bahia não apresentou níveis significativos de chuvas, pois as frentes frias que chegarão forma de fraca intensidade e somente uma frente fria, no mês de março, é que ficou estacionada causando chuvas durante vários dias seguidos. No mês de outubro, as chuvas ficaram ligeiramente acima da média histórica, houve a passagem de 3 frentes frias pelo estado de Minas Gerais. No mês de novembro, a massa de ar quente do oceano Atlântico Sul predominou e dificultou a formação de nuvens de chuvas e também causou bloqueio a chegada de frentes frias. A primeira frente fria do mês de novembro foi no dia 28, que acabou sendo responsável pelas chuvas do início de dezembro. O mês de dezembro foi marcado por chuvas no início e no final do mês, sendo que as primeiras chuvas foram causadas por uma frente fria e depois as chuvas ocorreram na forma de pancadas de final de tarde.

ligeiramente acima da média histórica. Calor e pouca chuva estão sendo esperado para o leste do estado. As temperaturas deverão ter um declínio significativo somente no final do outono, isto é, meado do mês de junho.

O déficit hídrico da região poderá causar um declínio acentuado da quantidade de água disponível no solo, portanto, os pastos deverão secar mais cedo e com condições favoráveis a incêndios.

A massa de ar quente do oceano Atlântico Sul voltou a predominar e com forte intensidade nos meses de janeiro e fevereiro. É comum ocorrer nesta época do ano o fenômeno denominado “veranico, isto é, seqüência de dias sem chuvas. Porém, nesta estação chuvosa, o “veranico” chegou a causar sequência de mais de 45 dias sem chuvas. Historicamente o “veranico” ocorrido neste ano nunca tinha sido observado no dados meteorológicos. Os modelos de previsões climáticas mostram que para os meses de abril a junho o fenômeno El Niño ainda deverá atuar, o que significa que o tempo na região deverá ficar com temperaturas

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ACONTECEU

Lançamento da Revista AgroMinas No dia 15 de março, em Governador Valadares, foi lançada a Revista AgroMinas. O evento que contou com a participação de representantes de órgãos do setor e produtores rurais da cidade e região ocorreu no taterçal do Parque de Exposições. A jornalista responsável pela revista, Maria Júlia Mendes, fez a abertura do cerimonial e apresentou o novo meio de comunicação voltado inteiramente ao agronegócio a todos os presentes. O diretor da Minas Leilões e eventos, empresa detentora da revista, Denner Esteves, destacou em seu discurso os meses de planejamento e muito trabalho. “Este é um sonho realizado. Agora, o produtor rural da nossa região poderá

contar com um veículo para informálo e destacar o seu trabalho”, afirmou o Equipe Minas Leilões e Revista AgroMinas diretor que aproveitou a oportunidade para agradecer a todos os colaboradores da revista como Rodrigo da Mata, Marcelo Cabral e órgãos do setor como IMA, IEF e EMATER. Após o encerramento do cerimonial aconteceu o 11° Leilão Excelência do Corte realizado pela Minas Leilões e o Sindicato Rural de Valadares.

Sobras líquidas da Cooperativa passam de cinco milhões No dia 15 de março a Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce realizou Assembléia Geral para a aprovação das contas do exercício de 2009, depois de realizar dez pré-assembleias nas comunidades. O evento contou com a presença de mais de 300 pessoas, entre cooperados, familiares e imprensa, no tatersal de leilões do Parque de Exposições José Tavares Pereira. “O ano de 2009 foi muito positivo para a Cooperativa, pois ampliamos o número de associados de 527 para 672 e a quantidade de leite captado cresceu 25,92%”, afirmou, otimista com os resultados, o presidente Guilherme Olinto Resende. Presidida pelo Conselho de Administração e Fiscal, a assembléia comprovou o quanto a saúde financeira da Cooperativa está bem. As sobras do exercício somam R$ 5.591.774,00, ficando à disposição da assembléia o equivalente a R$ 1.834.378,00 que serão incorporados, proporcionalmente, ao capital do associado. No Armazém, que conta com sede e uma filial, as sobras chegam

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a R$ 395.325,00 que, descontadas as presidente entregaram as medalhas questões legais, serão distribuídas, aos cooperados José Martins de Araújo proporcionalmente entre os associados e Ned Luiz de Almeida (in memorian) que nele fizeram suas compras, na for- que foi representado pelo filho Djalma ma de ração para vaca leiteira, repetin- Almeida. A diretoria finalizou a assemdo o sucesso da distribuição realizada em 2009, referente ao exercício de bléia sorteando, entre os cooperados, 2008, que beneficiou 456 cooperados, dez bolsas de estudo no valor de R$ 2.400,00. com 256 toneladas de ração tira leite. Ao final da assembléia, após os resultados serem aprovados por Cooperados lotam o Tattersal de Leilões do Parque de unanimidade entre os presenExposições para a Assembléia Geral da Cooperativa tes, foi entregue pela primeira vez a Medalha de Honra Luiz de Castro Cortes, que foi fundador, idealizador e primeiro presidente da Cooperativa, com a matrícula de número dois. A medalha instituída pelo Conselho de Administração homenageou dois cooperados dos mais antigos ainda *Óbvio Comunicação Integrada em atividade. Familiares do primeiro Assessoria de Comunição Coaperiodoce


Abril 2010

URRD quer movimentar o setor de agronegócios 41ª Expoagro vai ter leilões, rankeadas e shows nacionais

No início de março a nova diretoria da União Ruralista Rio Doce (URRD) recebeu, ao lado da direção do Sindicato Rural, produtores rurais para um café da manhã e logo em seguida toda a imprensa local, para a apresentação do calendário de eventos do Parque de Exposições José Tavares Pereira até junho e dos shows que serão realizados durante a Expoagro 2010. Os dois encontros foram marcados pelo prestígio da nova diretoria, com a presença de lideranças importantes do setor e de representantes dos principais veículos de comunicação de massa e especializados da cidade. Na ocasião o presidente André Merlo, ao lado de vários membros da diretoria, apresentou a programação de eventos a serem realizados no Parques de Exposições até o mês de junho, principalmente os realizados pela URRD, mostrando a disposição da entidade em não apenas locar seu espaço e realizar a Expoagro, mas também fomentar o setor de agronegócios na cidade, colaborando com o crescimento econômi-

co. Várias atividades irão movimentar o Parque como vaquejadas, leilões e cavalgadas. O presidente também apresentou a proposta de incentivo a adesão de novos associados, o empenho da URRD em construir uma nova sala do expositor, antes mesmo da Expoagro e também a expectativa de melhorar a estrutura do parque. A 41ª Expoagro vai A nova diretoria da URRD recebeu produtores contar com grandes shows rurais e a imprensa nacionais como Luan Santana, Hugo Pena e Gabriel, longo dos 10 dias de Exposição aconteDjavú, Latino, Marcos e Belluti e tamcem leilões e importantes rankeadas: bém shows regionais abrindo espaço Nelore, Tabapuã, Guzerá e Gir Leiteiro, para os artistas locais. O tradicional que pela primeira vez em 40 anos abre o rodeio também é atração garantida na ranking nacional na Expoagro. festa. Toda a área de bares, restaurantes e standes será readequada visando maior qualidade para os visitantes. Muito além dos shows, a Expoagro *Óbvio Comunicação Integrada vai prestigiar os produtores rurais. Ao Assessoria de Comunição URRD

Fazenda União realiza reunião sobre Nelore

Os produtores rurais, José Geraldo Pedra de Sá e Amparo Rezende de Sá, são proprietários da Fazenda União, localizada no município de Tarumirim, a qual se destina à criação de gado da raça Nelore. No dia 8 de abril, o casal realizou na sede da fazenda um encontro com ruralistas para fomentar a criação de Nelore na região. Para destacar as potencialidades da raça, profissionais participaram da reunião apresentando dados da criação da Fazenda União. Assim, o manejo com os animais e a seleção genética realizada na propriedade foi exposto pelo médico-veterinário, Dr. Mauricio Vieira. Já os cuidados com alimentação e pastagem ficaram a cargo do engenheiro agrônomo, Dr. Rodrigo da Mata. O diretor administrativo do SICOOB – Crediriodoce, Cantídio Ferreira, e o gerente do Banco Bradesco, Donizete, destacaram os benefícios financeiros que as instituições oferecem ao produtor rural.

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ACONTECEU

Congresso Panamericano do Leite reuniu informações e texto da Jornalista da Fe1800 pessoas em Belo Horizonte *Com pale Juliana Morato

A

Federação Pan-Americana do Leite (FEPALE) realiza a cada dois anos os Congressos Pan-Americanos do Leite. Nos dias 22 a 25 de março de 2010, a cidade de Belo Horizonte foi sede da 11ª edição do Congresso Pan-Americano do Leite. O intuito do evento que aconteceu no Minascentro era servir como um para reflexão, discussão e intercâmbio de conhecimentos e experiências referentes ao mercado leiteiro. A Revista AgroMinas esteve presente na cerimônia de abertura do evento que contou com a presença de várias autoridades do setor de leite e dos governos federal e estadual. Entre os presentes na solenidade estavam o vice-governador, professor Antonio Anastasia; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Roberto Simões; o presidente da Federação Pan-Americana do Leite (FEPALE), Vicente Nogueira Netto; a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu; o Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; o presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, deputado Alberto Pinto Coelho e o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos. Durante o discurso de abertura, o presidente da FAEMG, Roberto Simões, falou da alegria de Minas em sediar o evento. “Minas lidera o ranking da produção leiteira do Brasil, com 7,6 bilhões de litros em 2008, o que representa 28% da produção nacional. Além disso, o Estado é pólo gerador de tecnologia na área leiteira, reunindo importantes centros de pesquisa e os mais renomados profissionais da área”, ressaltou. Já o presidente da FEPALE, Vicente Nogueira Neto, falou da importância da troca de conhecimento e de informações durante o evento e – parafraseando o poeta chileno Pablo Neruda em “Confesso que Vivi” - pediu a todos para através do trabalho

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sonhar. Sonhar com a indústria leiteira próspera. A presidente Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária, CNA, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) um dos grandes desafios da agropecuária é conhecer sua complexidade e unir forças para enfrentar a situação dos pequenos produtores. “Nossos produtores não fazem questão do crédito do governo, mas – sim – da cobertura global dos riscos”, afirmou. Já o vice-governador de Minas, reforçou a questão de o leite ser matéria de alta complexidade e âncora da estabilidade econômica, e ressaltou a importância do produto para a cultura mineira. “Falar de leite é falar de história, está em nossa consciência coletiva”, afirmou Anastasia. O Congresso, que acontece a cada dois anos, é uma realização da Federação Pan-Americana do Leite (FEPALE), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG). Esta última representa cerca de 400 sindicatos rurais e 250 mil produtores rurais do Estado.

Um Brinde ao Leite

O 11º Congresso Pan-Americano do Leite superou expectativas. O maior evento lácteo da América Latina reuniu mais de 1800 pessoas, entre congressistas, palestrantes, expositores, imprensa e delegações de mais de 28 países. Ao todo, foram montados 57 estandes, sendo a maioria de empresas ligadas ao setor leiteiro. “Nossas expectativas foram largamente superadas pela qualidade das contribuições e pelo entusiasmo dos participantes. Fomos reconhecidos pela organização e mais do que isso, pelo empenho com que tudo foi realizado”, pontua Rodrigo Alvim, coordenador do Congresso e presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Durante todo o evento, foram realizadas dezenas de palestras, em auditórios distintos, que abordaram basicamente quatro áreas temáticas: Produção Primária; Industrialização de Produtos Lácteos; Economia e Mercado do Leite e seus Derivados e Consumo. Meio ambiente, genética, nutrição, análise de mercado, desenvolvimento de produtos, além dos benefícios do leite para a saúde humana também foram assuntos discutidos. Além disso, o Congresso foi o cenário ideal para promover as relações interpessoais, fortalecer os vínculos de amizade e cooperação entre a comunidade técnica e empresarial e, principalmente, para a atualização de conhecimentos. O sucesso e o bom aproveitamento do evento foram destacados pelos participantes. Uma oportunidade de ampliar conhecimento e saber mais sobre as pesquisas desenvolvidas na área foi, segundo o produtor rural José Neto, a maior utilidade de evento, mas ele chama atenção para um fator. “Percebi que os demais países investem muito em propagandas de incentivarão do consumo do leite. Aqui no Brasil nós não temos isso e precisamos mudar este quadro para melhorar ainda mais o mercado”, disse. Durante o encerramento do evento no dia 25 de março foi anunciado as sedes das próximas três edições do Congresso: 2012 será no Paraguai; 2014, no México e em 2016, no Chile.


IMA Abril 2010

Ferrugem Laranja ameaça Cana-de-Açucar O Instituto Mineiro de Agropecuária IMA, realizou no mês de Fevereiro, a primeira medida de controle da praga Ferrugem Alaranjada da cana de açúcar em Minas Gerais. O Instituto vai capacitar fiscais da área de defesa vegetal para realizar um mapeamento das variedades de cana de açúcar plantadas em território mineiro. O objetivo é detectar se há presença de variedades suscetíveis à Ferrugem Alaranjada e algum foco da praga nas regiões que possuem maior concentração de plantações e usinas de cana. O trabalho de mapeamento será feito em todo o Estado, iniciando no Triângulo Mineiro (que concentra 70% do plantio), Alto Paranaíba e Sul de Minas. De acordo com a Gerência de Defesa Vegetal do IMA, o levantamento das variedades vai funcionar como uma medida preventiva, primeiramente os agrônomos do Instituto vão a campo para obter conhecimento das áreas de plantação de cana para diagnosticar se existe foco da praga no Estado. A Ferrugem Alaranjada da cana de açúcar é causada pelo fungo Puccinia Kuehnii, que reduz a produtividade da planta. A praga afeta as folhas da cana diminuindo a capacidade de realizar a fotossíntese e, consequentemente, de produzir sacarose em níveis satisfatórios.

Em relação ao controle químico, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento MAPA está analisando algumas solicitações de registro de fungicidas à base de estrobirulina + triazol para o controle da Ferrugem Alaranjada. Em face da severidade da praga em determinadas variedades e da importância econômica que a cultura da cana representa para o país, espera se que alguns desses produtos estejam registrados para a cultura até o mês de Abril. A primeira citação da Ferrugem Alaranjada ( Puccinia Kuehnii ) como agente causador de Ferrugem na cultura da cana de açúcar data de 1890. Todavia, somente no final da década de 1990 o fungo revelou se de grande importância econômica ao setor açucareiro da Austrália. Em Julho de 2007, foi então realizada a primeira detecção da praga no hemisfério ocidental, mais especificamente no Estado da Flórida, nos Estados Unidos. Até então, a ocorrência de Puccinia Kuehnii se restringia ao continente oceânico e ao asiático. A dispersão de pragas vulgarmente conhecidas como Ferrugens a curtas, médias ou longas distâncias ocorre principalmente por correntes de ventos, que transportam os esporos do fungo de uma região para outra. Além disso, o homem pode ser vetor da praga ao transportar propágulos nas roupas e através da movimentação de material

Às Empresas promotoras de Feiras e Leilões em MG;

vegetativo. No Brasil foi oficialmente detectado em Dezembro de 2009 na região de Araraquara SP, o primeiro foco da Ferrugem Alaranjada. O IMA não tem conhecimento de foco da praga no Estado de Minas Gerais. Isso pode ser explicado pelo fato de que em Minas há baixo cultivo das variedades de cana que foram atacadas pelo fungo em São Paulo. Para maiores informações os produtores rurais e interessados devem procurar o escritório do IMA mais próximo de sua região. Marcelo de Aquino Brito Lima Engenheiro Agrônomo Auditor Fiscal – IMA Coordenadoria Regional de Gov.Valadares

Pelo presente expediente informamos que a partir da publicação da Portaria Conjunta n° 03/2009 e n° 01/2010, torna-se obrigatória a Habilitação, junto ao MAPA e IMA, do Méd. Veterinário RT de Feiras e Leilões, para que o mesmo possa exercer esta função LEGALMENTE e emitir GTA intraestadual para saída dos animais de Feiras e Leilões em MG. Maio Dia 04 – terça-feira Teófilo Otoni Local: Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC Rua Engenheiro Celso Murta, 600 Bairro Olga Correa


SENAR PROGRAMAÇÃO

DE

EVENTOS

ASSOC.C.R.MORAD. CÓRREGOS ÁGUA PRETA E BARREIRÃO Trab. na Doma Racional de Equídeos / Trab. na Bovinocultura de Leite / Pintura em Tecido / Trab. na O-peração e na Manutenção de Tratores Agrícolas ASSOCIAÇÃO APÍCOLA DE BELO ORIENTE Trab. na Doma Racional de Equídeos SIND. P.R. DE ÁGUAS FORMOSAS Trab. na Doma Racional de Equídeos / Artesanato de Fibras Naturais / Trab. na Inseminação Artificial de Bovinos / Trab. na Operação e na Manutenção de Motosserra SIND. P.R. DE AIMORÉS Trab. na Transf. de Produtos de Origem Animal em Embutidos e Defumados / Trab. na Prod. de Cons. Ve-getais, Compotas, Frutos Crist. e Desid. / Artesanato de Rendas, Bordados e Congêneres SIND. P.R. DE ATALÉIA Pintura em Tecido / Cerqueiro / Trab. na Bovinocultura de Leite SIND. P.R. DE CARLOS CHAGAS Trab. na Doma Racional de Equídeos SIND. P.R. DE CONSELHEIRO PENA Trab. na Operação e na Manutenção de Motosserra / Artesanato de Tecidos / Trab. na Doma Racional de Equídeos SIND. P.R. DE COROACI Higiene, Conser. e Armazen. de Alimentos / Trab. na Fabricação de Melado, Açucar Mascavo e Rapadura SIND. P.R. DE GOVERNADOR VALADARES Trab. na Adm. de Prop. em Regime de Economia Familiar / Trab. na Produção de Derivados do Leite / Artesanato de Fibras Naturais / Trab. na Operação e na Manutenção de Tratores Agrícolas SIND. P.R. DE IPATINGA Trab. na Piscicultura / Artesanato de Mat Recicláveis(Fibra de Cana-de-açúcar, Bananeira, Café e outras) / Trab. na Prod. de Cons. Vegetais, Compotas, Frutos Crist. e Desid. / Trab. na Bovinocultura de Leite SIND. P.R. DE ITAMBACURI Trab. na Operação e na Manutenção de Tratores Agrícolas / Artesanato de Fibras Naturais / Trab. na Equideocultura

MAIO / 2010 SIND. P.R. DE MACHACALIS Trab. na Equideocultura / Trab. na Bovinocultura de Leite / Pintura em Tecido SIND. P.R. DE MALACACHETA Trab. na Bovinocultura de Leite / Artesanato de Tecidos / Cerqueiro / Trab. na Apicultura SIND. P.R. DE MANTENA Trab. na Fruticultura Básica / Cerqueiro / Artesanato de Tecidos SIND. P.R. DE NANUQUE Trab. na Inseminação Artificial de Bovinos / Trab. na Doma Racional de Equídeos / Pintura em Tecido / Trab. na Operação e na Manutenção de Motosserra SIND. P.R. DE PAVÃO Cerqueiro SIND. P.R. DE RESPLENDOR Trab. na Bovinocultura de Leite SIND. P.R. DE SOBRALIA Trab. na Olericultura Básica SIND. P.R. DE TARUMIRIM Cerqueiro / Trab. na Avicultura Básica / Trab. na Operação e na Manutenção de Ordenhadeira Mecânica / Pintura em Tecido SIND. P.R. DE TEÓFILO OTONI Pintura em Tecido / Trab. na Olericultura Básica / Trab. na Bovinocultura de Leite / Trab. na Operação e na Manutenção de Tratores Agrícolas SIND. DOS TRABALHADORES RURAIS DE UBAPORANGA Trab. na Doma Racional de Equídeos / Pintura em Tecido / Trab. na Produção de Derivados do Leite SIND. DOS TRABALHADORES RURAIS DE VARGEM ALEGRE Pintura em Tecido / Trab. na Olericultura Básica SINDICATO TRAB. RURAIS DE SÃO DOMINGOS DAS DORES Trab. na Operação e na Manutenção de Tratores Agrícolas / Trab. na Produção de Derivados do Leite / Pintura em Tecido

Para saber mais informações entre em contato com o Senar :(33) 3271-6536

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EMATER Abril 2010

Por uma Minas Sem Fome Na Região de Governador Valadares, 10.561 famílias foram beneficiadas pelo Minas Sem Fome no ano passado com seis tanques de expansão e um torrador de café. Foram capacitadas por meio do programa 763 famílias. Ao todo, 46.133 famílias foram beneficiadas com o programa, desde a sua implantação ma região de 2004 à 2009. “Todo o programa é acompanhado pela sociedade através dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) que fazem a gestão social do programa, em parceria com Prefeituras e Associações comunitárias rurais”, informa o gerente da Regional da Emater em Governador Valadares, Robspierre Ferraz de Sousa. O programa Minas Sem Fome criado em 2003, executado pela EmaterMG, é um Projeto Estruturador do Governo do Estado, que garante assistência social e fomento à melhoria da qualidade de vida e de produção para os mineiros. Visa o desenvolvimento da cidadania, por intermédio da segurança alimentar e nutricional, com redução da pobreza e inclusão produtiva para as famílias em situação de vulnerabilidade social. É caracterizado por projetos coletivos voltados para a agricultura familiar, com atendimento prioritário aos municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Atua com projetos de interesse coletivo em benefício da população rural ou urbana, fornecendo insumos para lavouras de milho, feijão, arroz, hortas e outros. Equipamentos comunitários para o processamento de alimentos como leite, cana-de-açúcar, mel, peixes e tanques comunitários de coleta de leite a granel, também são fornecidos para associações legalmente constituídas, garantindo agregação de valor na

produção e resultando na melhoria da renda dos produtores familiares. Há 20 anos desenvolvendo atividades voltadas para agricultura, o produtor de Tumiritinga, Celiomar Ribeiro Amorim, 51 anos, tem em sua propriedade, lavouras de mandioca, feijão, batata-doce, couve, alface, dentre outros. Amorim recebeu os insumos do Minas Sem Fome em 2009. “No ano passado eu recebi um kit com alface, quiabo, beterraba e cenoura. Essas sementes ajudam demais a gente”, declara Amorim. Segundo o agricultor familiar de Tumiritinga, Pedro Lourenço, 61 anos, “tudo o que é da na terra eu gosto de plantar: milho, banana, feijão. Esses insumos do Minas Sem Fome ajudam demais e o acompanhamento técnico da Emater são bons para melhorar a produção”. No Estado De 2003 a 2009, em Minas Gerais, 388.113 lavouras de milho, feijão e sorgo foram implantadas. Hortas domésticas ou coletivas totalizaram 884.955 em todo Estado. Cursos de capacitação para os beneficiários do Minas Sem

Fome somaram 6.864. Em 2008, 805 municípios foram atendidos pelo Programa totalizando 392 mil agricultores familiares nas ações de lavouras, agroindústrias, pomares, hortas, tanques de resfriamento de leite, apicultura, capacitação de agricultores e jovens rurais e abastecimento de água. Em 2009, 390 mil agricultores familiares foram atendidos com as mesmas ações de 2008. Para 2010, está previsto um atendimento nos moldes de 2009. “A Emater-MG vai além das entregas de sementes, mudas ou equipamentos. Ela faz parte da vida das famílias mineiras, levando qualidade de vida, melhorando as produções dos pequenos, médios e grandes produtores rurais. Por meio desses benefícios, da ajuda técnica e acompanhamento dessas famílias, os componentes dessa empresa lutam pelo desenvolvimento sustentável dos produtores de Minas Gerais”, Melissa Panissi, extensionista agropecuária da Emater-MG. *Por Lidiane Dias – estagiária de Comunicação da Emater-MG Assessoria de Comunicação da Emater-MG


IEF

Fomento Ambiental O

Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA), por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF), coordena o Fomento Ambiental no Estado, visando incentivar os produtores rurais à preservação ambiental. Sendo assim, na circunscrição do Escritório Regional Rio Doce podemos citar os Projetos ESTRUTURADOR ‘CONSERVAÇÃO DO CERRADO E RECUPERAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA', IEF/ITTO, PROMATA, FHIDRO, que englobam as atividades de FOMENTO AMBIENTAL. As atividades são executadas nas Áreas de Preservação Permanente (mata ciliar, topo de morro e nascentes) de Reserva Legal, de Conectividade entre os fragmentos, de Recuperação de Áreas Degradadas e de Arborização urbana, rural e rodoviária. Para realização dessas atividades, o IEF atua em duas linhas distintas: a primeira em ação de controle e fiscalização da supressão da cobertura vegetal e administração de Unidades de Conservação; a outra se dá através de ações diretas de recuperação ambiental. É nesta modalidade que se

faz a conservação genética “in situ e ex situ”, com uso de espécies nativas típicas da região onde elas ocorrem. O Fomento Ambiental é realizado pelo IEF através do repasse de insumos (mudas, mourões, arame, grampo, formicida e adubo) e assistência técnica para plantio, manutenção e condução da regeneração natura induzida, quando existir próximo da área a ser recuperada fonte de propágulo e /ou ou-tras condições que sejam tecnicamente viáveis que justifique medidas de proteção adequadas a sua recomposição. Para esta atividade, o IEF mantém vários viveiros próprios de produção de mudas em todo o Estado e em parcerias com prefeituras e organizações nãogovernamentais (ONGs). Atividades Desenvolvidas no Fomento Ambiental Escritório Regional Rio Doce: • Cadastro, diagnóstico, medição de áreas, planejamento de espécies a serem indicadas para plantio nas áreas selecionadas e confecção do termo de cooperação mutua, distribuição de matérias para os produtores cadastrados, assistência técnica. Junto com as atividades de fomento ambiental, o IEF também fomenta as

florestas de produção. É incentivado o plantio de Eucalipto, onde chamamos essa modalidade de FOMENTO SOCIAL, este tipo de fomento visa à formação de um bosque de produção, onde os proprietários vão ter madeira de qualidade para atender a demanda em suas propriedades. Evitando a supressão da vegetação nativa. Paralelo às atividades de fomento os técnicos realizam trabalhos de mobilização e conscientização, mostrando a importância de preservar o meio ambiente e de recuperar as áreas degradadas. Os produtores rurais interessados em participar do Fomento Ambiental e Fomento Social, poderão procurar o Escritório do Instituto Estadual de Florestas (IEF) , no Município mais próximo de sua propriedade ou procurar o Escritório Regional Rio Doce, situado à Rua Barão do Rio Branco, n° 337, Centro, Governador Valadares – MG., Tel. (33) 3277 8686 ou pelo email: errdsup@meioambiente.mg.gov.br *Adele Meire Rodrigues Rena Supervisora Regional Rio Doce - IEF Governador Valadares (33)3277-8686


AGENDA E RESULTADOS Abril 2010

Agenda - Abril/Maio

Evento: 1ª Feira Agropecuária de Itamaraju (BA) Data: 22/05/10 - Sábado Local: Parque de Exposições Manuel Pereira Promoção: Sindicato Rural e Clube de Cavalo de Itamaraju Evento: Leilão Leite e Corte Data: 15/05/2010 –Sábado – 17hs Local: Pq. Exposição Geraldo Magalhães Barbosa Felizburgo (MG) Promoção: Sindicato Rural de Felizburgo

Evento: 2º Leilão Leite a Pasto Data: 22/05/2010 – Sábado – 17hs Local: Pq. Eventos do Sindicato Ao lado da Parmalat – Tarumirim Promoção: Sindicato Rural de Tarumirim (MG)

Evento: 11º Leilão da Cooperativa Data: 29/05/2010 – Sábado – 18hs Local: Parque de Exposições de Governador Valadares (MG) Promoção: Coop. Agropecuária Vale do Rio Doce

Evento: 1º Leilão Diminas Data: 05/06/2010 – Sábado – 12hs Local: Pq. Exposições de Conselheiro Pena (MG) Promoção: Coop. Mista dos Produtores Rurais de Conselheiro Pena

Resultados Evento: 1ª Feira Agropecuária de Umburatiba Promoção: Gerônimo Esteves Santana Nº Animais: 270 Valores Movimentados: R$ 201.432,00 Maior Comprador: Nicanor Quaresma Vilela Maior Vendedor: Ronaldo Sena Martins Evento: 11° Leilão Excelência do Corte Promoção: Sindicato Rural de Governador Valadares Nº Animais: 743 Valores Movimentados: R$ 537.549,00 Maior Comprador: Paulo Cesar Castro Moura Maior Vendedor: Paulo Campos Barroso

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CULINÁRIA CARNEIRO NO BURACO Prato típico da cidade de Campo Mourão, centro-oeste do Paraná, é a deliciosa receita do mês enviada pelos nossos leitores Mauro Barbosa e Sandra Spínola.

Ingredientes

Rendimento: 50 pessoas

Modo de preparo

Cortar a carne em pedaços pequenos. Tirar o miolo das maçãs, que irão inteiras. Descascar as batatas doce na água para não empretejar e cortar em pedaços médios. Descascar as batatas, que irão inteiras. Descascar as batatas barôas e cortar em pedaços médios. Descascar as cenouras e cortar em rodelas. Cortar os pimentões em pedaços. Descascar e cortar fino as cebolas. Descascar as cebolas pequenas que irão inteiras. Cortar bem fino a salsa e a cebolinha.

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30 kg de carne ovina 4 kg de maçã pequena 5 kg de batata doce 5 kg de batata pequena 3 kg de batata barôa 3 kg de cenoura 1 kg de pimentão vermelho e verde 2 kg de cebola 1 kg de cebola pequena inteira 300 gramas de alho 20 pimentas vermelhas 300 ml de molho inglês 2 litros de vinho tinto seco 1 litro de óleo de girassol subir o tacho até o braseiro, no fundo do buraco. Tampe o tacho/panela, vedando bem.

Tempero da Carne Colocar as pimentas, o alho e ½ litro de vinho no liqüidificador e bater. Coloque em um recipiente e acrescente mais 1 ½ litros de vinho, a pimenta do reino, a pimenta síria, o ajinomoto, o molho inglês, o caldo de laranja, o caldo de limão, a páprica, o molho de tomates temperado, o sal e as folhas de louro. Passe a carne no tempero e coloque em outra vasilha. Junte o restante do tempero e regue a carne.

Montagem do tacho Untar o tacho com óleo e azeite, e colocar, alternadamente, uma camada de carne, uma camada de legumes, um pouco de salsa, cebolinha e cebola picada, e assim sucessivamente, regando com um pouco de azeite e óleo. Depois de montado, juntar o tempero que sobrou e regar. Tampar com papel alumínio, colocar a tampa do tacho, vedando bem, e está pronto para ir ao fogo. Descer o tacho bem tampado, utilizando as alças de ferro. Vedar bem o buraco com tábuas, folhas de bananeira e terra. O carneiro estará pronto em 4 horas. Destampe o buraco com enxada e ice o tacho/panela com cuidado, utilizando as alças de ferro.

Tacho Os mourãoenses têm um tacho próprio, mas você pode adaptar. Use um tacho ou panela grande (50 litros para a receita completa) e adapte duas alças resistentes de ferro para descer e

Pirão Destampar o tacho e retirar boa parte do caldo (aproximadamente 5 litros). Levar ao fogo, adicionar salsa e cebolinha e, quando ferver, misturar lentamente a farinha de mandioca tor-

½ litro de azeite de boa qualidade 20 folhas de louro 300 ml de caldo de laranja 200 ml de caldo de limão 40 gramas de pimenta do reino 50 gramas de pimenta Síria 40 gramas de ajinomoto 40 gramas de páprica picante 3 maços de salsa 2 maços de cebolinha 2 latas de molho de tomates temperado 600 gramas de sal 1 ½ kg de farinha de mandioca torrada

rada, mexendo sempre com uma colher de pau até engrossar. O pirão leva cerca de 20 minutos para cozinhar.

DICAS IMPORTANTES

O buraco Abrir um buraco com 1,30 metros de diâmetro por 1,50 metros de profundidade. Pode ser na terra. Se quiser fazer com tijolos, cobrir o fundo com concreto e as paredes com tijolo, de preferência refratário. Para fazer a tampa do buraco, use várias tábuas de madeira resistente, cubra com folhas de bananeira e terra. O fogo Coloque para queimar um 1 metro cúbico ou pouco mais de lenha de boa qualidade. Deixar queimar até virar brasa (4 horas, no mínimo). Dica: vigie o fogo, para que ele não se apague, pois ele tem que ser constante até formar o braseiro.

Modo de Servir

Sirva o carneiro no próprio tacho, com pirão e arroz branco. BOM APETITE!

Envie a sua receita para a Revista AgroMinas revista@minasleiloes.com.br ou revistaagrominas@hotmail.com


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