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Moda

acessórios high fashion da estação

edição 136 | OUTUBRO | R$ 12,00

Ricardo Amorim

E os zigue-zagues da economia mundial e regional

Sarobá

Arte invade ruas e bares da cidade A stylist apaixonada pelo estilo vintage e avessa a modismos de última hora

VANDA JACINTHO


No comecinho da produção desta edição, estávamos discutindo quem estamparia a capa de outubro, quando nos apaixonamos pela ideia de ter Vanda Jacintho. Ela, que mora em SP e é uma das top stylists do país, tem laços importantes com CG, cidade em que cresceu e onde ainda vive parte importante da família. Ficamos muitíssimos felizes quando Vanda abriu um espaço na agenda e topou! A capa de outubro dá sequência à de agosto, em que voltamos a trazer pessoas com histórias ligadas à cidade. E assim, aos poucos, A Gente fica cada vez mais com a nossa cara. Outros paulistas também dão pinta por aqui este mês: Marcos Proença – o cabeleiro mais disputado do momento, que tem enviado sua super equipe para o Galeria de Carla Jallad; e o economista Ricardo Amorim, que passou por CG rapidinho em agosto e recebeu A Gente. Outubro tem dia das crianças! A atriz e diretora Andrea Freire, nossa editora convidada, traz um roteiro lúdico de CG para pais e filhos. Tem ainda uma viagem de motorhome com a criançada pela região dos lagos canadenses. Outubro também é mês do aniversário da divisão do Estado, e em homenagem à data nosso colunista de literatura Márcio Ribas fala sobre autores e livros que saíram de MS para conquistar o mundo. Boa leitura! Rosane Maia

DIRETORA EXECUTIVA Rosane Maia EDITOR DE MODA E BELEZA Luiz Gugliatto EDITORA DE ARTE E PROJETO GRÁFICO Marisa de Sena Nachif EDITORA DE TEXTO E CONTEÚDO Thais Pompêo DIRETORA COMERCIAL Thaís Beretta REDAÇÃO Thais Pompêo Fernanda Giglio

4 | OUTUBRO 2012

Gabriela Ostronoff Natália Charbel Daiane Libero REVISÃO Fernanda Giglio FOTÓGRAFOS Vânia Jucá Lucas Possiede ARTE FINAL Deusimar Magalhães ASSINATURA E DISTRIBUIÇÃO Luana Prates FINANCEIRO Sonia Croda


ATITUDE ∆ LIFESTYLE 14 | PERFIL 20 | CASA 68

LANÇAMENTOS ∆ SHOPPING 24 | NÉCESSAIRE 36 | DESIGN 64

TENDÊNCIA ∆ BELEZA 34

COMPORTAMENTO ∆ ARTIGOS 18, 22, 52 | CRÔNICA 106, 124

GENTE

FALE COM A GENTE R. Doutor Zerbine, 37 CEP 79040-040 Chácara Cachoeira 67 3322 7400 redacao@revistaagente.com.br www.revistaagente.com.br

∆ ESPECIAL 10 | ACONTECEU 116

TWITTER @agenterevista

BEM-ESTAR

ANUNCIE comercial@revistaagente.com.br

∆ SAÚDE 54 | FITNESS 60 | NUTRIÇÃO 56 | ZEN 58

ELA | VANDA JACINTHO ∆ CAPA | 48

EDITORIAIS ∆ MODA 38 | ENDEREÇOS 114

BANCAS Aeroporto Itanhangá Park Letras du Café - Brilhante Letras du Café - Jd. dos Estados Letras du Café - Tamandaré Letras du Café - Ypê Letras du Café - Zahran Pão Bento Pão e Tal Shopping Campo Grande

CULTURA ∆ ARTE 78 | AGENDA 86 | DICAS 88

DELÍCIAS ∆ GASTRONOMIA 72 | KIDS 102 | TEEN 104

PRAZER ∆ VIAGEM 92 | SOBRE NY 84 | DICAS SP 85

Vanda Jacintho - Foto | Daniel Aratangy

OUTUBRO 2012 | 5


LEITOR Admiro esta revista e sua equipe pelo trabalho impecável , sempre nos atualizando com o que Campo Grande tem de melhor, sempre valorizando nossas origens. É uma revista moderna, atual e clean. Obrigada pelo carinho a mim dispensado. Abraços. Kátia Volpe

Recebi e agradeço o envio da bela revista “A Gente” de setembro. Gostei de tudo: o editorial de moda privilegiando o amarelo, minha cor predileta; as flores do cerrado, tão miúdas e cheias de detalhes; as notícias de Campo Grande, cada dia mais bonita; a matéria sobre as mulheres de 50, faixa na

qual me incluo. A coluna “Aconteceu” registrando a Bienal do Livro, da qual participei ao lado dos amigos da Alvorada e do meu filho, Guto, encheu-me de alegria e realização. Vida longa à revista.Abraços a todos, Raquel Naveira

Parabenizo a revista pelos temas abordados. É sempre uma excelente leitura, muito informativa e interessante. Os artigos do Sr Edson Contar me remetem a um tempo muito prazeroso que vivi e guardo na memória com muito carinho. Abraços a todos.

@

GENTE ON

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Antônio Ricardo

COLABORADORES Selma Azambuja Pereira Bailarina desde os quatro anos de idade e professora desde os 14, Selma é coreógrafa premiada no Estado nos últimos anos. Hoje, divide seu tempo entre dança, família e a ONG Viver Bem, onde dá aulas de ballet para crianças. Nesta edição, ela encarna a personagem para dar vida ao editorial de sapatos inspirado no universo da dança.

Daniela Moura Dani trocou a cidade maravilhosa pela que nunca dorme. Assim, ela encontrou tempo pra fazer tudo o que gosta: escrever, desenhar estampas e brincar de tipógrafa. Tem uma bicicleta chamada Michelle e um estúdio de design, o Caju Collective. A partir desta edição, é nossos olhos e ouvidos na Big Apple.

Francisca Flavia L. Costa Mestre apaixonada por psicologia, Flavia tem experiência de sobra com adolescentes que procuram a orientação vocacional. Ela divide seu know-how sobre o assunto na matéria de comportamento que aborda as dores e as delicias da escolha profissional.

6 | OUTUBRO 2012


MAKING OF Outubro chega com o par perfeito: o editorial de moda desta edição está ligado diretamente ao desejo número 1 das mulheres. Sapatos, sandálias e bolsas chegam em primeiro plano, ultrafemininos e extremamente extravagantes. Para mostrar o impacto das peças, escolhemos como plano de fundo um espaço cheio de histórias, em um dia que a chuva resolveu chegar forte depois de mais de dois meses de seca... Até faltou energia, mas o clima era de festa e a diversão foi garantida. Sem falar da escolha de uma bailarina para atuar como modelo - Selma Azambuja mostrou em passos toda a delicadeza da dança, com movimentos que hipnotizaram o olhar da fotógrafa Vânia Jucá. A beleza teve a assinatura do talentoso Kleber, que arrasou no make up. Para complementar os looks, escolhi lindas batas e mini vestidos ambos em tecidos leves e modelagens bem simples. Nas páginas de moda você confere os spikes e candy colors, mania para o verão 2013; a sutileza dos brilhos para usar e ousar em dias e noites quentes da estação; e os shorts jeans que estão diretamente ligados a nossa obsessão pelo denim. LUIZ GUGLIATTO editor de moda

8 | OUTUBRO 2012


10 | OUTUBRO 2012


ESPECIAL ∆

O economista fala com exclusividade sobre a importância da fome chinesa para o mundo e para o Mato Grosso do Sul e prevê mais três decadas de crescimento para o Brasil, apesar da pedra no caminho chamada crise europeia. Texto | Thais Pompêo Fotos | Lucas Possiede

“Eu vim aqui dizer que o mundo está de cabeça para baixo e quase ninguém percebeu”. Ricardo Amorim, economista e apresentador do Manhattan Connection, começou assim a palestra que ministrou em Campo Grande, a convite do Sebrae MS. Durante quase uma hora e meia ele descreveu com detalhes o cenário econômico mundial que vem impulsionando, de forma nunca antes vista na história, o crescimento do Brasil. Em uma linguagem ilustrativa, explicou as crises europeia e norte-americana: “Durante quase 30 anos esses países gastaram mais do que tinham e agora chegou a hora do acerto de contas”. Já do outro lado do globo, um gigante despertou: 400 milhões de chineses fizeram as malas nos últimos anos e deixaram o campo em direção às zonas urbanas. “Hoje, a China tem cerca de 80 cidades com mais de 5 milhões de habitantes construindo todo o sistema de metrô. Pense no que isso significa em termos de demanda de matérias-primas. Eles estão consumindo violentamente cimento, ferro, aço, além de carne, soja, milho, trigo, algodão... E, tudo isso que está acontecendo por lá ajuda, e muito, o Brasil”, explicou Amorim. Traduzindo: as commodities, que são e sempre foram o carro chefe do Brasil no mercado internacional - e que eram vendidas a preço de banana - hoje estão mais caras, graças à tão famosa fome chinesa. Amorim prova que essa força é muito maior do que imaginamos: “Você já ouviu falar dos bancos ICBC (Industrial and Commercial Bank of China Ltd.) e o CCB (China Construction Bank)? Esse é o grande lance: eles são os dois maiores bancos do mundo da atualidade e ninguém, ainda, ouviu falar neles. Por isso que eu digo que o mundo virou de cabeça para baixo e quase ninguém percebeu”. Confira a seguir a entrevista exclusiva que Ricardo Amorim concedeu à revista A Gente, após a palestra, em que ele fala sobre segundo semestre e as vantagens da economia sulmato-grossense: “Vocês (empresários do MS) estão na hora certa, no país certo e na região certa. É difícil ter mais oportunidade do que isso”.

OUTUBRO 2012 | 11


Há mais ou menos 7 anos, o interior do país tem visto um cenário econômico e de possibilidades extremamente pujantes. Como se explica esse bom momento na prática? O estado do MS tem uma vantagem comparativa importante associada à commodity em três fatores: disponibilidade de terra, de água e clima favorável. A soma dos três faz com que a produção agrícola do MS seja muito competitiva no Brasil e no mundo. O que aconteceu é que a gente entrou em um ciclo a partir de 2002, depois que a China entrou na Organização Mundial do Comércio (dezembro de 2001), muito favorável às commodities em geral, e particularmente às agrícolas. Resultado: a renda agrícola cresceu demais de forma sustentada. Porque no passado o que a gente tinha era que, às vezes, o preço até subia por seis meses, mas despencava logo depois. Agora a gente está tendo um ciclo muito mais longo de alta de preços. A consequência: a renda agrícola aumentou, o que fez o dinheiro girar em outros setores, se beneficiando em pararelo. Fora isso, a gente teve, no Brasil todo, um processo que também ainda não tinha acontecido, que foi a expansão do crédito, o que fez com que muita gente que antes não podia comprar, pudesse. Então por que que a construção civil cresceu tanto? Porque uma coisa é ter o dinheiro para comprar o imóvel à venda, outra é ter crédito na praça. Desta forma muita gente pode comprar, o setor entra em um boom enorme, que foi o que aconteceu.

Isso significa que áreas com menos estrutura têm maior potencial para crescer? Exatamente. O interior do país, e também lugares mais pobres, estão crescendo mais do que os grandes centros. Isso gera oportunidades – que já estão sendo rastreadas por grandes empresas nacionais, porque as internacionais já chegaram nas principais capitais, como Rio e São Paulo. Vai ter mais dinheiro, mas vai ter também mais competitividade, incluindo o cara do outro lado do mundo através da venda on-line. Para vencer essa briga, temos que pensar em pequenas coisas que fazem muita diferença, como design e formas de fidelização do cliente. A notícia boa é que todo o crescimento vai continuar, porque os fatores que causaram isso foram a ascendência chinesa e, em menor grau, mas que vai ganhar cada vez mais importância, indiana. E mesmo no Brasil, que agora conta com uma nova classe média, ou seja, muita gente emergiu e com isso aumentou o pradão de consumo. Tudo isso vai continuar, só que essa é a visão que vale para a década, a médio e longo prazo.

12 | OUTUBRO 2012


Nesse sentido o que podemos esperar para o segundo semestre no setor de varejo e de serviços? Aí, infelizmente, eu acho que a história é um pouco mais complicada. É mais complicada por um fator externo também. A gente está vendo as consequências do mundo inteiro e da crise na Europa que estão causando duas coisas: Primeiro, todo mundo está exportando menos para a Europa, o Brasil inclusive. E isso tem uma série de impactos negativos diretos em alguns setores – as próprias commodities mesmo acabam sentindo porque a Europa é um mercado consumidor importante. Em segundo lugar, bancos e empresas europeus estão perdendo dinheiro lá, eles estão sendo forçados a repatriar capital e com isso eles tiram a disponibilidade de dinheiro que ia virar crédito, ia virar consumo, ia virar investimento por aqui. Então, por conta disso tudo, o que eu digo é: nos próximos seis meses, o empresário deveria ser cauteloso. Esta é uma hora de evitar grandes endividamentos porque pode acontecer, dependendo de como evoluir a crise europeia, que temporariamente haja menos disponibilidade de crédito e, aí, quem está endividado pode passar por dificuldades. Este é o primeiro foco para evitar problemas.

“Vocês (empresários do MS) estão na hora certa, no país certo e na região certa. É difícil ter mais oportunidade do que isso”.

Outra coisa que eu acho importante perceber, é que esse é um movimento temporário. Isso quer dizer que não é para se desesperar e achar que reverteu o ciclo positivo? Não, não é isso – vamos passar por problemas temporários, mas tem céu de brigadeiro lá na frente. Mas primeiro vai chover.

Na conjuntura econômica atual, como fica o mercado de luxo? Temos visto grandes investimentos, inclusive aqui no Brasil, como o JK Iguatemi em SP. Com um detalhe, o JK Iguatemi está localizado em uma região de uns três, quatro quilômetros, onde você encontra o shopping Iguatemi, o JK Iguatemi e o Cidade Jardim – quer dizer, eu nunca vi tanto shopping de luxo, talvez em lugar nenhum do mundo, em uma região tão pequena. O que que isso significa? Quer dizer, esse processo de melhora que acontece aqui no Mato Grosso do Sul, aconteceu no Brasil como um todo. Com essa ascensão, dois estratos da camada socioeconômica se beneficiaram em particular – a base da pirâmide, pois começou a ter muito mais emprego, faltava gente para trabalhar e, com isso, gente que estava na base da pirâmide, mesmo mal qualificada, que no passado ganhava muito mal, de repente era o único que estava disponível para trabalhar. Esse pessoal teve um ganho de renda muito grande, além de programas de governo, como o bolsa família também.

duas coisas – empresário, que com o país crescendo ganha mais dinheiro; e profissional muito qualificado, porque como a nossa educação é falha, falta gente bem preparada. Quando a oferta é pequena, como no caso de profissional bem preparado, e a procura aumentou muito com o país crescendo, esses salários aumentaram demais. E esse é exatamente o consumidor de luxo. Eu acredito que o forte crescimento no mercado de luxo no Brasil vai se sustentar, da mesma maneira que eu comentava sobre o crescimento do MS. Contudo, é um mercado que pode sentir um pouquinho nos próximos meses, mas eu acho que sente menos, porque esse consumidor tem um padrão de renda mais alto, depende menos de crédito para consumir e, provavelmente, tirando algumas exceções, vai continuar comprando. E isso vale para o Brasil inteiro. ∆

E outro estrato da camada que cresceu muito também foi o topo da pirâmide. Por quê? Porque o topo da pirâmide pega

OUTUBRO 2012 | 13


Thaysa Canale Costa Texto | Daiane Libero Fotos | Lucas Possiede Stylist | Luiz Gugliatto

14 | OUTUBRO 2012


LIFESTYLE ∆ O design, a grande paixão de Thaysa Canale Costa, está expresso nos detalhes do seu estilo de vida e nas escolhas ligadas à arte, gastronomia e música. Sócia de um escritório de arquitetura e design de interiores, Thaysa administra projetos de construção e decoração, além de estar, ela mesma, à frente da obra de sua casa dos sonhos. Casada há seis anos, conta que adora receber – nos fins de semana o marido assume as panelas, já que gosta de cozinhar e colecionar livros e revistas de delícias gastronômicas.

Profissão: Designer de interiores Férias inesquecíveis: A última, por ter sido com meu marido e minha família para Boston, Washington e NY. Foi incrível! Em alta: Autenticidade, posicionamento, conseguir se expressar genuinamente. O que está lendo: “Fora de Órbita”, Woody Allen. Música que não sai do seu playlist: Pearl Jam nunca sai do meu playlist, em especial “Yellow Ledbetter”. Um filme: “O Pianista”, Roman Polanski. Sempre à mão: Minhas revistas e livros de arquitetura e design. Não vivo sem: Minha família. Projeto do momento: O meu foco está no meu escritório, na realização dos meus clientes e de novos projetos. Um sabor: A comidinha do meu marido, a cada dia um novo sabor! Um desafio: desempenhar bem todos os papéis da minha vida. Esporte: Estou louca para voltar para o Ballet, que é minha paixão, mas agora faço spinning. Refúgio: Minha chácara, meu pedacinho do paraíso! Melhor de Campo Grande: Estar perto das pessoas que eu amo. Elas são as melhores companhias que se pode ter.

Unir viagens a concertos de rock de suas bandas favoritas é outra paixão. “Já fui a muitos shows, como Pearl Jam e U2, além do Rolling Stones”, e continua: “Quando viajo aproveito para viver, sentir o clima e conhecer os hábitos de cada cidade. Para mim, é importante conhecer a história, a cultura dos lugares por onde passo”. OUTUBRO 2012 | 15


MaurĂ­cio Wanderley Texto | Daiane Libero Fotos | Lucas Possiede Stylist | Luiz Gugliatto

16 | OUTUBRO 2012


LIFESTYLE ∆ Um bar descolado, uma vida agitada e uma família companheira para todas as horas: dessa forma, Maurício Wanderley, empresário e proprietário do Twist Bar e Pizzaria, em Campo Grande, define seu estilo de vida. Há 10 anos à frente do Twist, ele possui um gosto especial por viajar com sua esposa e seus filhos. “Adoro conhecer a cultura e comida de lugares diferentes e exóticos, e agora com a criançada, a gente busca ir muito para a praia, em cenários menos agitados e mais aconchegantes”, afirma o empresário.

Profissão: Administrador. Férias Inesquecíveis: As últimas com a minha família, para Aruba. Em alta: A noite de Campo Grande. Lendo: “A vida como ela é”, de Nelson Rodrigues. Musica que não sai do playlist: The Cure. Um filme: “Meia-noite em Paris”, de Woody Allen. Sempre à mão: Meu celular. Não vivo sem: A companhia dos meus filhos. Projeto do momento: Minhas próximas férias. Um sabor: Das pizzas do Twist. Um desafio: Tornar o Twist conhecido nacionalmente. Esporte: Aprecio esportes como vôlei, apesar de não praticar nenhum atualmente. Refúgio: Minha casa. Melhor de CG: O pôr do sol.

Maurício costuma receber os amigos em sua cozinha para reproduzir as receitas conceituadas do Twist, já que coleciona livros e revistas de gastronomia, além de apreciar a música de artistas daqui. “Eu adoro alguns DJs daqui de Campo Grande, e gosto de abrir espaço para música ao vivo no bar. Acho interessante esse som que é feito na cidade, de MPB à música eletrônica”, completa. OUTUBRO 2012 | 17


Texto | Ariadne de Fátima Cantu da Silva Procuradora de Justiça e Supervisora Geral da Assessoria de Comunicação do Ministério Público.

AEO D I V PO

DER D

AF

FIA. A A R

ARTIGO ∆

OT O G

Conheço gente que é viciada em fotografar. Divertem-se genuinamente com esse prazer, e fazem disso uma atividade integrante de suas vidas. Com a utilização dos celulares com alta resolução para captação de imagens, o hábito se tornou verdadeira mania que se espalha por bluetooth, redes 3G e Wi-Fi, para todo mundo nas redes sociais. Que o digam os adolescentes e o instagram... Conheço outros, no entanto, que criticam quem dispersa muita energia, em viagens, momentos e festas, fotografando e, portanto, deixando de aproveitar verdadeiramente o passeio, o momento e a festa. Esses, pensam que tudo que é bom, belo, precioso, merece estar num lugar muito, muito especial: a mente. Precioso lugar, que nunca, nem com a passagem do tempo, deletará aquilo que foi belo, importante, ou fez chorar. Ambos estão com a razão. A vida é curta demais, bela demais, para que se deixe passar em branco, e por isso, quer-se eternizar tudo que é bom ou importante. Para ver, rever, mostrar, partilhar, reviver. Seja na nossa memória, ou na memória da máquina, computador, celular, ou do facebook. Não falo da arte da imagem fotográfica criada pelo francês Joseph Nicephore Niépce no século XVIII, e de seu evidente poder na cultura, no jornalismo ou na publicidade, afinal, uma imagem fala mais do que mil palavras. Falo aqui, do hábito de registrar, perenizando o momento vivido.

Fotografamos porque presenciamos algo significativo e desejamos documentar para provar que existiu. A fotografia é, de certo modo, o registro da própria existência, que se desenrola no mundo da mídia visual e constrói a própria história, seja do indivíduo, ou da humanidade. Outro dia, chamou-me a atenção ver um amigo querido, que está com um tipo grave de câncer e que não pertence à geração celular x facebook, registrar, com certa inabilidade, momentos corriqueiros em sua casa. Eu mesma, sem nenhum parentesco com os presentes, já havia partilhado momentos iguais com os mesmos familiares em diversas ocasiões. Aqueles eram momentos comuns. Ele, ciente de sua condição, não desejava estar nas fotos, e simplesmente deleitava-se em registrar as imagens dos presentes. Um pensamento intrigante passou em minha mente como um lampejo, e procurei entender o significado daquele comportamento. Instantes depois, durante alguns segundos, tudo pareceu se mover em câmera lenta a meu redor, e eu mesma fotografei em minha mente o que vivia ali. Descobri, então, porque meu amigo estava tirando as fotografias. Ele fotografava para registrar nas mentes dos presentes aquele momento por trás da câmera. Era ele se fotografando ao inverso para cada um de nós.

Fotografamos porque nos sentimos vivos e desejamos celebrar isso. Fotografamos porque gostamos do que vemos e queremos guardar aquele momento.

18 | OUTUBRO 2012

Guardarei com carinho genuíno aquele momento junto com todas as outras fotografias que não tirei. Fotografar é viver. ∆


PERFIL ∆ Valdir Zorzo é o empresário por trás do grupo Dallas, uma indústria familiar com 30 anos de história e que não para de crescer. Atualmente, prepara a instalação de sua segunda fábrica, agora em terras paulistas.

O trigo que vem da nossa terra 20 | OUTUBRO 2012


Quando o gaúcho Valdir Zorzo, nascido em Santa Rosa, interior do Rio Grande do Sul, trouxe a Dallas para Mato Grosso do Sul, em 1982, buscava mais do que expandir a indústria, fundada a partir dos tradicionais moinhos de trigo da Itália – ele queria crescer junto com o Estado. “De lá pra cá passaram-se quase 30 anos, desde que chegamos no pedacinho de terra que era Nova Alvorada do Sul. Hoje é um município próspero”, afirma o diretor do Grupo Dallas. Seu espírito empreendedor trouxe para o município projeção e oportunidade. Quando a indústria se instalou no então distrito, existiam em torno de 900 moradores; hoje são 16 mil habitantes. Em Mato Grosso do Sul, a Dallas, atual gigante do segmento localizada em Nova Alvorada do Sul, a 120 km de Campo Grande, possui um parque industrial preparado para processar 500 toneladas de grãos por dia na criação de seus produtos alimentícios, que vão de massas a biscoitos e farinha de trigo. A marca é uma das que mais vende em Mato Grosso do Sul e está presente em todas as regiões do país, também com exportação para o Chile, Argentina, Paraguai e Venezuela. Segundo Zorzo, o objetivo da tecnologia empregada na indústria é obter um produto de qualidade superior, mas com preço acessível. “Mato Grosso do Sul é o terceiro maior estado em produção de trigo. Por isso nossos produtos são bons, com ingredientes de qualidade. Plantamos nessa terra o trigo, e investimos tecnologia para tornar esse alimento superior, quando chega à mesa”. Texto | Daiane Libero Fotos | Alexis Prappas e divulgação

Crescimento A Dallas se projeta para expansão. Em Nova Alvorada do Sul, possui 620 funcionários e capacidade de estoque de até 103 mil toneladas de grãos, números que vão aumentar, prevendo atender mais de 30 milhões de consumidores em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. “Estamos em fase de instalação de uma fábrica da Dallas no interior de São Paulo, em Cabreúva, que será uma das mais modernas do Brasil”, explica Zorzo. “Teremos tecnologia importada da Itália no maquinário que processará os grãos”. O empreendedorismo de Zorzo vai da paixão pelo campo, onde planta e extrai alimentos, à ousadia com que rege seus negócios na seara industrial. Além da produção alimentícia, ele é o maior fornecedor de matéria-prima na produção de álcool para grandes indústrias em Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Ponta Porã. “Trazer desenvolvimento para uma região é importantíssimo. É o trabalho de toda uma vida”. ∆

OUTUBRO 2012 | 21


ARTIGO ∆ Elenara Baís, Personal e Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, Psicóloga, Consultora de Recursos Humanos do Instituto Vitória Humana

Empresas do MS em tempo de expansão! Para uma pessoa, 35 anos pode ser o tempo de experimentar a combinação perfeita entre vitalidade e maturidade, um tempo de grande produtividade, que pode perdurar por décadas, de acordo com as escolhas que faz. E para um povo? Pouco tempo em termos de história, porém sem dúvida um momento especial de vivenciar sua própria cultura, consolidar sua identidade e seus valores e expandir sua economia. O MS nasceu da concepção de uma ideia na década de 30 e, para chegar a ser um estado constituído, viveu a gestação deste propósito por 45 anos, agregando pessoas e ideias, passando por períodos de latência e de ativação, até sua criação em 1977. Após esta data, um grande afluxo de pessoas e intenções de diferentes partes do país fez-se notar. Às poucas empresas que existiam, outras tantas se uniram e, como mandam as implacáveis leis do mercado, sobreviveram as que venceram as provas de resistência e adaptação. No jovem estado do MS, com sua história e economia absolutamente vinculadas à agropecuária, os empresários locais precisam vencer desafios comuns a todos os empresários brasileiros, a começar pelas garras dos impostos, somados à dor de assistir desvios escandalosos ao destino dos recursos tributados. Porém, nossas empresas contam ainda com desafios próprios da nossa história, região e cultura. Talvez o maior deles diga respeito às práticas de gestão, ou seja, à forma de perceber, pensar e fazer a gestão das empresas e seus recursos humanos. Parece haver um modelo intrínseco à nossa cultura, uma espécie de software instalado na cabeça dos empresários do MS, que faz com tudo seja percebido e se mova dentro de determinados parâmetros. Um modelo perfeito que funciona

22 | OUTUBRO 2012

muito bem para a administração de antigas propriedades rurais, e que ainda funciona bem, até certo ponto do desenvolvimento das empresas. A partir de um determinado momento, torna-se disfuncional no contexto urbano e informatizado do mercado empresarial do século 21, e faz-se necessário rever, se realmente quiser permanecer e prosperar. Algumas características deste modelo são a centralização das decisões na pessoa do “patrão”, sem uma estrutura organizacional de suporte, assim como a informalidade na comunicação, onde as coisas são resolvidas “no grito”, ou numa versão adaptada, pelo celular e “prá já”, sem planejamento ou formalização do que está sendo solicitado. Percebe-se ainda o foco do negócio no lucro, obviamente imprescindível e vital a qualquer negócio, porém, se o foco das ações não estiver efetivamente na satisfação do cliente, o desejado lucro, a médio prazo não virá, porque hoje, quem decide, com larga base de informações, é o cliente. E por falar em cliente, é notável que o conceito de cliente ainda seja desconhecido e, menos ainda, a ideia de clientes internos – os colaboradores. Se estes não “comprarem” o produto ou o serviço, o negócio não prosperará, e o nome desta possibilidade é gestão estratégica de recursos humanos, onde todos na empresa direcionam esforços no sentido das metas e objetivos estabelecidos. As empresas do MS são bons exemplos de desenvolvimento. No entanto, são carentes de novas práticas em sua gestão para alcançarem seu potencial de expansão e assim dar continuidade a esta história de rico valor do MS, que todos nós que aqui nascemos e que para cá viemos continuamos a escrever a cada dia. ∆


LOOK CERTO ∆

MEDIDA CERTA

As modelagens simples estão em alta. Envolva-se com a leveza de uma regata minimalista e compense o visual usando uma mini texturizada por pequenos paetês. Há espaço para possibilidades fashion? Que tal somar ao look uma clutch ornamentada por spikes e o metalizado de um scarpin?

Brincos Carol Lúcio p/ La Dame R$ 189 • Regata UMA p/ La Dame R$ 248 • Clutch Litt p/ Menina mulher R$ 498 • Bracelete Diferenza p/ Alameda R$ 679 • Saia Le Lis Blanc R$ 729,50 • Scarpin Schutz p/ Anita R$ 320

24 | OUTUBRO 2012

Fotos | Lucas Possiede

Por | Luiz Gugliatto


10 COISAS ∆

1

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Campanha Ammo Bijoux

3

4

5 6

7

8

FASHIONISTA Por | Luiz Gugliatto 9

1- Maxi colar Turpin bijoux R$ 159 • 2- Xicara Symmetrical Pottery Preço sob consulta • 3- Scarpin Lara Costa p/ Passarela R$ 150 • 4- Anel Raphael Falci Preço sob consulta • 5- Clutch Christian Louboutin Preço sob consulta • 6Sapatilha Corello R$ 179 • 7- Scarpin Schutz R$ 390 • 8- Pulseira My Gloss Preço sob consulta • 9- Scarpin Carmim Preço sob consulta • 10- Bracelete Cakau Acessórios R$ 157,50 c/05 peças.

26 | OUTUBRO 2012

10

Fotos | Divulgação

Depois do sucesso do spike no inverno, o verão será decorado por diferentes formas piramidais. O que diferencia as peças é a mistura de materiais na mesma cor, deixando o look com toque delicado e menos agressivo. Acessórios, bolsas e calçados rock’n’roll, com a doçura das candy colors, prometem incrementar na medida certa o visual das fashionistas!


Reinaldo Lourenço

ACHADOS DE MODA ∆

DO BIC AO KLEIN

Criada pelo artista francês Yves Klein no final dos anos 50, o azul klein está entre as tonalidades de azul que mais fez sucesso nas passarelas dos renomados estilistas. A cor já ganhou as ruas e está com tudo, dando ares de modernidade e sofisticação. Na hora de montar um look, que tal dar um toque artsy aos acessórios do dia a dia com o tom it da estação?

Brincos Amsterdam Sauer • Arco LivBelle acessórios • Relógio Marc by Marc Jacobs • Óculos Dior Croisette • Clutch Isla p/ La Dame • Sandália Ellus Preços sob consulta

28 | OUTUBRO 2012

Fotos | Divulgação

Por | Luiz Gugliatto


ESCOLHA DO MÊS ∆

1

Campanha Carlos Miele Jeans

2

JEANSWEAR

Fotos | Lucas Possiede

3

5 4

Por | Luiz Gugliatto

O amor pelo jeans sempre predominou entre os jovens, e não será diferente na estação mais quente do ano. Os estilistas injetaram bastante denim em suas coleções, e o resultado foi uma profusão de micro shorts com efeito destroyer cheios de tachas, rebites e spikes. Eles serão a peça desejo da temporada entre as it girls. Para a balada nada melhor que uma sandália de salto grosso e tiras largas para dar um up no look. 1- John John R$ 458 • 2- L´etage p/ Marjorelle R$ 439 • 3- Yes London p/ Madresanta R$ 728 • 4- John John R$ 258 • 5- Le Lis Blanc R$ 269 • 6- Di Collani p/ Maria & Maria R$ 199,90

30 | OUTUBRO 2012

6


Desfile Ellus

TRENDY ∆

PONTO DE BRILHO O verão vem temperado por looks altamente ou, às vezes, discretamente metalizados. Na hora de atualizar seu estilo, não abra mão das peças que já são itens obrigatórios nos closets mais antenados. Para estilo mais discreto, vale o uso de um único detalhe, que pode ser um colar, anel ou sapato. Não esqueça que os spikes, tachas e cristais estão com tudo na elaboração de looks que vão dos modelos mais casuais aos überchiques! Colar Butle&Wilson p/ Madresanta R$ 1.598 • Blusa Kesses p/ Menina Mulher R$ 259 • Regata Super Suite Seventy Seven p/ Madresanta R$ 898 • Calça Le Lis Blanc R$ 399 • Shorts Bob Store R$ 429 • Scarpin Christian Louboutin Preço sob consulta

32 | OUTUBRO 2012

Fotos | Lucas Possiede

Por | Luiz Gugliatto


beleza ∆

Um dia de beleza com Marcos Proença. E ele revela o cabelo bacana para o verão! Texto | Natália Charbel Fotos | Divulgação

Esqueça aquele velho conceito ‘cabeleireiro’. Muito mais do que isso, hoje conhecemos verdadeiros beauty artists com status de popstars. E não é à toa – quem é top tem, além do talento, uma boa bagagem de estudo e dedicação.

Ceridono, Thassia Naves, além de modelos, it girls e mulheres em busca de exclusividade e excelência. Para A Gente, Proença revela o que é bacana e vai garantir uma cara moderna na próxima estação.

Marcos Proença traz a arte da beleza em seu DNA. Como amante de filosofia, mergulhou fundo no conceito da beleza: Fez cursos ao redor do mundo, tornouse consultor de estilo e abriu seu espaço, onde reúne moda, beleza, comportamento, decoração e gastronomia.

A franja: “Ela pode ser usada por qualquer mulher em qualquer tipo de corte, o importante é perceber seu tipo de rosto e estilo. Mulheres com rosto quadrado ficam bem com todos os tipos de franja, pois ela ajuda a suavizar os traços. No corte Chanel ou para cabelos lisos e longos, o ideal são as franjas retas. Se você tem rosto arredondado, opte por franjas maiores que alongam o visual. Para as mulheres de queixos pontudos e testa larga, o indicado é abusar das franjas desfiadas, que suavizam os traços. Já quem tem rosto oval, pode escolher a franja que quiser, sejam os modelos clássicos (que pedem uma franja reta) ou, para um look mais moderno, aposte nas desfiadas com fios mais longos ao lado da testa.”

Seu nome é referência no mercado e seu salão, parada obrigatória em São Paulo. Se interessou por escovas e pincéis bem cedo, quando assistiu a uma das reprises da novela ‘Locomotivas’, cuja história central acontecia em um salão de beleza. Hoje, Proença faz parte das tramas – foi ele quem colocou extensão nos fios da atriz Adriana Esteves para a volta poderosa da leoa Carminha. Mestre na construção de estilos de cabelos naturais e modernos, a criatividade e habilidade para criar fazem diferença. Proença também é conhecido pela clientela estrelada. Nomes como Flavia Alessandra, Deborah Secco, Gabriela Duarte, Luana Piovani, a top blogueira e editora de beleza da Vogue Victoria

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Ele solta dicas de ouro: “Para controlar o volume das franjas nos dias de chuva, o ideal é usar produtos térmicos, que protegem o cabelo da umidade e do frizz. E mais, na franja, aplique pouca quantidade de qualquer produto para ela não ficar com um aspecto pesado”.

Se você planeja cortar, escute esse segredo: “Corte sempre um pouco menos do que você planejou. Deixar a franja maior é melhor. Se necessário, você corta um pouco mais”. Para o comprimento, a pedida é o corte médio. “O corte médio é uma das grandes tendências do momento. Para ficar incrível, ele tem que ser pontudinho na frente e mega trabalhado na textura. No verão, colos e ombros ficam à mostra, por isso o corte é sucesso garantido. Mas não adianta tapar o sol com a peneira: o corte médio dá mais volume aos fios. Para não virar escrava do secador, pode-se relaxar o cabelo com processos químicos. Outra dica para disciplinar os fios é o uso de pomadas.” E aqueles dias em que a gente acorda e descobre que nosso cabelo virou inimigo? “Para ajudar a ajeitar os fios, você pode molhar uma toalha e passar por cima do cabelo, em volta do rosto; a umidade ajuda a corrigir a rebeldia dos fios. Depois, secador para finalizar. Se mesmo assim o cabelo não estiver agradando, os penteados rápidos e simples são a escolha certa. Coque, rabo de cavalo e topete são algumas opções simples que mudam o visual e ajudam em um bad-hair day.” ∆


“No verão, colos e ombros ficam à mostra, por isso o corte médio é sucesso garantido. OUTUBRO 2012 | 35


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Fotos | divulgação

Top Beauty Artist, Marcos Proença é o hair stylist da vez. Cool e super criativo, ele faz a cabeça de mulheres poderosas. Apaixonado por beleza e sempre abraçando o novo, o Salão Marcos Proença é o primeiro eco-friendly do país, o que garante um perfume ainda mais bacana. E é dele a lista dos 5 produtos essenciais para o verão. Nós queremos todos!

HITS DE BELEZA ∆

Cinco produtos indispensáveis no verão, segundo Marcos Proença.

1- L’anza Swim & Sun - É um shampoo purificante de uso diário com fator 30. Remove o sal, resíduos de areia e cloro. R$ 61,90 • 2- Linha Color Protection da Alfaparf - Protege 100% a cor dos cabelos e é enriquecida com semente de linho e tecnologia color-blocking. Para mulheres que têm madeixas com coloração e vão à praia no verão. R$ 191,12 • 3- Kerastase Masque UV Defense Active – É um tratamento antifotodegradação recomendado para mulheres com cabelos coloridos, indicado para hidratação diária. R$ 195 • 4- Joico K – Pak Sun therapy – É uma máscara reparadora pós-sol. Possui em sua fórmula o complexo hidroxisolar, que propicia uma hidratação intensa. R$ 111,68 • 5- Kerastase Brume Jour Protectrice – É um protetor solar que desembaraça os fios e funciona como spray de brilho, deixando os cabelos arrumados e protegidos enquanto estiver tomando sol. R$ 139,90

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Vestido Animale, bracelete Bo.Bô, sandálias Schutz

Fotos | Vânia Jucá Stylist | Luiz Gugliatto


Vestido Forum, sandรกlias Jorge Bishoff, carteira e braceletes Fabrizio Giannone


Blusa Shes p/ Cia Básica, braceletes e anéis Fabrizio Giannone e sandálias My shoes


Vestido Bob Store, bolsa Victor Hugo, scarpin Schutz


Vestido Animale, clutch Kate Spade p/ Alameda, sandรกlias Ellus p/ Pisato


Vestido Bo.Bô, sandália Arezzo, bolsa Rogério Lima p/ Anita calçados


Vestido Animale, bolsa Cris Pineroli p/ Ivaniza, sandรกlias Jorge Bishoff e anel Fabrizio Giannone


Vestido Animale, clutch Kate Spade p/ Alameda, sandálias Luiza Barcelos p/ Rose Fashion

Ficha técnica Fotografia | Vânia Jucá Assistente | Mariana Stylist | Luiz Gugliatto Beleza | Studio Kleber Rony Modelo | Selma Azambuja Agradecimentos pelo espaço cedido por Chico Neller e Renata Leoni


A stylist Vanda Jacintho fala sobre os bastidores do mainstream da moda nacional, como tranformar sonhos em imagens e sua paixão por lenços de seda.

A Fashion Life

Texto | Thais Pompêo Fotos | Henrique Gendre

Nomes como o fotógrafo Bob Wolfenson, as top models Raquel Zimmermann, Naomi Campbell, Ana Beatriz Barros, e a lendária editora de moda inglesa Isabella Blow, nunca intimidaram a stylist Vanda Jacintho. A paulistana, criada em Campo Grande até os 16 anos, faz parte do seleto e exigente mundo high fashion nacional. “Eu acho que nasci com esse dom de ser criadora, para mim isso sempre foi supernatural. Mas claro que potencializei com cursos, trabalhei com as pessoas certas”, conta Vanda ao telefone. Bem nascida, bem relacionada, bonita e dona de looks ousados, Vanda é figura frequente nos descolados eventos da capital paulista: “Pode-se dizer que eu sou festeira, sim, mas não tanto como a minha avó (a matriaca Vanda Jacintho) – acho que sou mais reservada. Mas adoro dançar, sempre que posso estou no D-Edge (club do campograndense Renato Ratier em SP). Apaixonada pelo estilo vintage, avessa a modismos de última hora e dona de uma personalidade marcante, Vanda empresta muito do seu estilo para criar a imagem das mulheres que estampam as páginas e capas de revistas como Vogue, RG, Joyce Pascowitch, e campanhas da Le Lis Blanc, Bob Store e Victor Hugo. Seu olhar sofisticado com boas pitadas de transgressão vem sendo cada vez disputado pela indústria da moda, em um nicho que não para de crescer: o styling com pegada de life style.

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CAPA ∆

A Gente: Sua vida pessoal interfere na profissional e viceversa? Vanda Jacintho: Depende. Se eu estou fazendo styling para lifestyle (estilo de vida) não tem como separar – e eu tenho feito bastante nos últimos meses. Acho que acabo sendo chamada por causa do meu próprio estilo de vida, porque não tem muito como separar... Quando conto a história de uma atriz ou de uma pessoa conhecida pela edição de moda, tenho que entender quem é essa mulher, interpretar como ela leva a vida, como ela se veste... Desde o começo do ano esse styling mais estilo de vida tem crescido bastante, e isso é um sintoma de que o mercado de moda no Brasil tem caminhado para a profissionalização, tem crescido muito nos últimos tempos... Tem vindo muita revista de fora para cá. AG: Como você descreveria seu trabalho? VJ: É como transformar a linguagem dos sonhos em imagem. Graças a Deus, fui abençoada e trabalho com o que eu gosto. AG: Você estudou moda em Londres. Acha que foi lá seu turning point fashion?

VJ: Londres me deu uma outra visão da moda. Trabalhei com a Isabella Blow (editora de moda que descobriu Alexander McQueen, famosa por usar os absurdos chapéus do designer Philip Treacy ), e conheci muita gente que admiro neste mundo. Eu gostei muito de trabalhar com a Isabella Blow, foi nesta época que eu fazia Tatler e Sunday Times. Também teve a época que eu fazia biquínis para a Top Shop, e viajava muito para a China e Vietnã para produzir as peças. Aprendi, errei, me ergui novamente... Foi uma época na qual era mais aventureira. AG: O que você quer dizer com uma “outra visão da moda”? VJ: Os ingleses são muito certeiros, têm a moda na agenda há muito tempo, e por isso são muito profissionais. Lá não existe isso de fazer tudo na última hora; pra tudo eles tem pesquisa: modelo, maquiagem, direção de arte... tudo é minuciosamente planejado. Coisas que se decidem no último minuto aqui, lá são trabalhadas com 30 dias de antecêndia. Mas o mercado está se profissionalizando, todos estão de olho no Brasil que é uma futura potência – em todas as áreas, não só na área da moda. Temos cada vez mais profissionais de fora trabalhando no Brasil, e vice-versa. É uma competição saudável.

Scarf me. foto: Gustavo Zilberstain

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Versatille. modelo: Fernanda Tavares, foto: Fábio Bartelt

Vogue. modelo: Jeíza, foto: Henrique Gendre

AG: Quem é o fotógrafo que você mais admira? Quem mais te influencia na moda?

AG: Além de criar coleções cápsula para a Thelure, da sua irmã Estela Jacintho, você continua com a Beach Couture?

VJ: Os fotógrafos são: Mert and Marcus Piggot, e Solve Sundsbo. Influência: Diana Vreeland, que fazia a Bazar em meados dos anos 50; Katie Grant que faz a Love hoje; Mario Testino pelo life style com moda que só ele sabe fazer.

VJ: Dei um tempo dos biquínis porque tenho focado no styling – por enquanto não dá para fazer as duas coisas de forma intensa. Mas continuo com a marca Beach Couture, que agora faz panneux de seda (lenços como o que ela usa na foto) – um produto que só eu tenho, que vendo para lojas no mundo todo. Sempre me perguntam a metragem dos meus panneux, mas eu nunca digo; só digo que é do tamanho de uma canga. No site eu ensino as várias maneiras de amarração.

AG: Tem se falado em um novo sexy. Existe isso? VJ: O novo sexy é uma mulher mais cool. Acho que as coleções da Celine e Stella Mcartney traduzem bem esta nova mulher. No Brasil a Paula Raia é um bom exemplo.

AG: Lenços e panneaux nunca faltam no seu armário, nao é?

AG: Você se considera uma mulher Alpha, que intimida os homens?

VJ: É... Sempre tive muitos... Sou apaixonada pelos lenços Hermès, devo ter uns 80. A cartela de cores deles é incrível.

VJ: Eu estava conversando com uma amiga minha esses dias... Acho que toda mulher que trabalha fica mais independente, mais forte... A gente cuida da casa, de tudo, tem todas as outras obrigações e ainda tem o trabalho... Eu acho que esse perfil Alpha cabe para qualquer mulher profissional, que se cuida, que se preocupa com a aparência.

AG: Apesar de sua vida ser super urbana, você arruma tempo para ir para a fazenda da família em Miranda ou passar por Campo Grande?

AG: Qual é atitude da mulher primavera verão 2012/2013?

VJ: De seis em seis meses eu passo em CG para ver minha avó (Beny Duarte) e meu pai (o pecuarista Klaus Goulart) e depois sigo para a fazenda em Miranda. Amo o campo, ando muito a cavalo. É um lugar que me recarrega as baterias, me faz pensar, deixo a criatividade me levar. ∆

VJ: É bem essa mulher que trabalha, cuida dos filhos, da casa e marido. Basicamente só aumentaram as tarefas...

Vogue Raquel Zimermam. foto: Henrique Grendre / Revista Moda. modelo: Ana Beatriz Barrros, foto: Fábio Bartelt / Capa Le Lis ( fotografada em Maceió) modelo: Vivi Orth foto: Yossi Michael / Capa Le Lis ( fotografada em Firenze) modelo: Fabiane Nunes foto: Bob Wolfenson

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Orientando o futuro

Podemos definir a Orientação Profissional como um processo de autoconhecimento e conhecimento do mercado e das profissões.

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COMPORTAMENTO ∆

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” Confúcio

Um punhado de sonhos. Algumas doses de vocação. Colheradas de aptidão e olhar no futuro. Coloque todos esses ingredientes na mesma panela, misture bem e pronto, você terá a fórmula para a profissão certa. A estrada para uma vida adulta fincada em fundamentos essenciais. Ah, como seria simples. Com uma receita, acertar em cheio a carreira a ser escolhida. Mas na vida real nós sabemos que não é assim. Tirando três ou quatro sortudos que nascem sabendo o que querem, lutam por aquilo e se dão bem, nós, meros mortais, vivemos cheios de dúvidas e questionamentos. Tudo piora porque o temido vestibular acontece entre os 17, 18 anos. Fase da vida em que não temos certeza de nada, estamos lotados de conflitos existenciais, sonhos e tombos. Mas e aí, o que fazer? Jogar com a sorte? Deixar os pais escolherem? Nada disso. É hora de orientar-se. A psicóloga e Orientadora Profissional Francisca Flávia nos explica o que é essa orientação: “Podemos definir a Orientação Profissional como um processo de autoconhecimento e conhecimento do mercado e das profissões. Hoje, nos deparamos com diversas áreas de atuação, um mercado cada vez mais aberto, todavia, exigente e competitivo. As dúvidas permeiam a mente da maioria dos jovens, que possuem influências de fatores políticos, econômicos, sociais, educacionais, familiares, psicológicos, entre outros. É necessário que a escolha seja tomada de forma consciente”. E continua: “Ao jovem, a orientação profissional atua como facilitadora no processo de escolha, já que é uma técnica de avaliação psicológica, realizada através de entrevistas e aplicação de testes psicológicos que buscam identificar os interesses profissionais, as aptidões, as habilidades e a personalidade do candidato. A Orientação Profissional deve ser vista como uma medida preventiva, para que o jovem faça sua escolha de forma mais consciente, ou ainda, para que se certifique de sua opção. Há muitos fatores que influenciam e que devem ser identificados, antes da decisão de fato. Não podemos esquecer que o adolescente está em uma fase frágil, isto é, de mudanças, e que ainda terá muitas escolhas por seu caminho. Ninguém possui apenas um talento, mas sente-se obrigado a decidir sobre um”.

Texto | Natalia Charbel Profissional | Francisca Flavia Loureiro Costa. Psicóloga, Psicoterapeuta e Orientadora

E qual é o momento certo para começar essa orientação? Dra Flávia nos diz que “a partir do momento em que o jovem começa a pensar e planejar o que vai fazer no seu futuro. Geralmente, esse tipo de reflexão é iniciada pelos jovens (e por seus pais) a partir dos 15 anos de idade.” Mas e se você já passou dessa fase? Pode estar pensando que depois da escolha feita, vida profissional começada, não é mais possível mudar. Que o jeito é se conformar e fazer da carreira escolhida seu ganha pão, mesmo sabendo que não era nada disso que você queria. Pois é aí que você se engana. Além da orientação que visa indicar um caminho, existe a reorientação profissional, focada em dar um novo rumo ao profissional que já está no mercado de trabalho.

“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde vai”. Séneca

“A Reorientação Profissional pode ser feita em qualquer momento da vida, seja em virtude de uma escolha duvidosa, de uma insatisfação profissional ou até mesmo pela busca de uma nova carreira, após a aposentadoria. Nesses casos, podemos pensar em um auxílio para que a pessoa reveja o caminho que percorreu e trace novos projetos, conciliando seu passado com seu futuro profissional. A Reorientação Profissional está vinculada a processos de mudanças, portanto consiste em um trabalho dinâmico e totalmente individual”. Mas saiba: nunca é tarde para recomeçar. Uma citação muito conhecida, atribuída a Confúcio, diz: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”. Para isso não meça esforços, questione-se, procure saber, vá atrás e, claro, conte com a ajuda de um profissional. Afinal, a gente faz muito melhor, o que faz com prazer! ∆

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Comer, comer. É o melhor para poder crescer? 54 | OUTUBRO 2012


SAÚDE ∆ O IBGE aponta um crescimento de 200% na ocorrência de crianças acima do peso entre cinco e nove anos. Texto | Natália Charbel

“Como ele é fofinho, olha as dobrinhas.”“Criança pode comer tudo e deve repetir, sempre!”“Criança magra está doente!” Quantas vezes nós já ouvimos (ou falamos) essas frases? O mito da criança gordinha perdurou por décadas e, acompanhado de uma série de mudanças, criou uma geração de crianças com sobrepeso ou obesas. Parece simplista, mas o mundo vive um crescimento assustador de indivíduos obesos. E nem pensem em grandes problemas endócrinos ou hormonais: “Existem estatísticas que 1% das crianças no Brasil sofrem com distúrbios hormonais que devem ser tratados com endocrino-pediatras”, diz a nutricionista Elizabeth Pinheiro. Ou seja, a maioria precisa de reeducação alimentar e exercícios físicos. “As estatísticas comprovam que a obesidade infantil é a que mais cresce no Brasil, devido à ampla oferta de alimentos hipercalóricos, industrializados e com muita gordura vegetal hidrogenada, sem contar que hoje as horas de lazer para brincar, correr ou fazer alguma atividade física foram substituídas por atividades curriculares desde muito cedo”. A questão da obesidade infantil é tão grave que é o eixo de discussões que questionam a indústria alimentícia. O IBGE aponta um crescimento de 200% na ocorrência de crianças acima do peso entre cinco e nove anos. Esses números só são comparáveis à obesidade epidêmica norte-americana. Junto com o debate, existem projetos de lei para regulamentar a publicidade infantil. Os comerciais de alimentos com alto teor de gordura, sódio e açúcar e de bebidas de baixo valor nutricional devem vir seguidos de alertas que informem sobre os perigos do consumo abusivo, limitações de horários e a proibição do uso de personagens infantis. A obesidade infantil tem inúmeras causas, entre elas, fatores genéticos e sociais, como costumes familiares, hábitos e motivações externas, como a publicidade. É bastante interessante que o governo esteja fazendo algo sobre isso. Mas é apenas um ponto.

A verdade, é que tudo vira desculpa para a má alimentação, entre elas a clássica falta de tempo dos pais. “Os pais devem dar prioridade à educação nutricional de seus filhos antes de qualquer correria, pois hoje a oferta de alimentos saudáveis tem sido grande. Devem preparar os lanchinhos em casa e mostrar aos seus filhos a importância das frutas, sucos da fruta, verduras, legumes, lanchinhos integrais, para um crescimento e desenvolvimento saudável da criança, principalmente na primeira infância”, sugere Elizabeth Pinheiro. Pediatras e nutricionistas são enfáticos em afirmar que é essencial oferecer a possibilidade desses alimentos – a criança precisa ter ao alcance dela frutas, verduras, sucos frescos, pães integrais. Uma ideia que funciona é criar o dia da guloseima, e mesmo assim existem maneiras de fazer opções mais saudáveis. É só optar por alimentos com menos gordura, sódio e açúcar. Chegar à adolescência obeso significa 80% de risco de se tornar um adulto obeso e sofrer com todas as enfermidades desta condição. A nutricionista esclarece que “a criança pode fazer um acompanhamento alimentar desde quando forem introduzidos os primeiros alimentos”. E mais, deve ser apresentada ao maior número de alimentos saudáveis até os três anos, já que após essa fase é comum que os pequenos entrem em um período de recusar novidades. Outro ponto: seu comportamento é precioso. Não vale proibir o refrigerante com um copo de guaraná nas mãos. Dra Elizabeth é categórica: “Se os pais tiverem um comportamento alimentar ruim, há 99% de chance de seus filhos se alimentarem da mesma forma. Por isso é importante que alimentação saudável seja comum em casa. A palavra chave aqui é a prevenção.” E completa com uma fórmula simples: “Os pais com certeza terão sucesso introduzindo exercícios físicos e atividades de lazer aliados a uma alimentação saudável em família.” ∆

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Com diversas formas de consumo, a arma secreta dos asiáticos contra gripe, dores de garganta e má-digestão ganha espaço na mesa das famílias brasileiras. Basta adicionar gengibre!

Ginger it up! Texto | Fernanda Giglio

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NUTRIÇÃO ∆

Há séculos o gengibre é utilizado por diversas civilizações, por motivos culinários ou medicinais. Hoje, só após muito tempo de sabedoria popular, cientistas correm atrás do tempo perdido e estudam as milagrosas propriedades dessa raiz, que, alega-se, é poderoso anti-inflamatório e pode curar de resfriados a cólicas menstruais. A nutricionista Laís Lunardon, proprietária da Alimentar Dietas Especiais, concorda que o gengibre é mesmo um alimento poderoso. “Como planta medicinal, ele é uma das mais antigas e populares do mundo”, diz ela. “Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.” A nutricionista explica que, desde que usado na dosagem adequada, e consumindo-se produto de boa qualidade, ele é: estimulante gastrintestinal, ajudando na digestão; expectorante, aliviando as gripes e sinusites; anti-inflamatório, ótimo para rouquidão, irritação da garganta, bronquites; excelente contra náuseas, sejam as causadas por movimentos em automóveis e avião, ou aquelas pós-operatórias; e faz bem para a pele. Quer mais? O gengibre ainda tem fama de emagrecedor, devido a sua ação termogênica. “Os alimentos termogênicos são aqueles que, quando passam pelo processo de digestão, geram um gasto maior de energia”, esclaresce Laís. “O gengibre poderá ajudar na sua dieta, pois estimula a digestão, alivia a constipação e é um tônico cardíaco. Ele trata a obesidade, pois ajuda acelerar o metabolismo e queima calorias.” A raiz contém nutrientes como vitamina B6, cobre, potássio, magnésio, além de ser pouco calórica. Cada 100g de gengibre tem aproximadamente 46 calorias. “É aquilo que a gente põe na comida japonesa?” O gengibre é largamente utilizado nas culinárias japonesa e indiana, mas, por não ser muito íntimo dos brasileiros, muitas vezes não é notado nas prateleiras dos supermercados. Muitas pessoas não sabem nem como podem consumir esse alimento de aparência estranha. “No Brasil praticamente não se usa o gengibre no dia a dia, a não ser pelos descendentes de japoneses e na região norte, onde o ele é conhecido pelo nome de mangarataia. Por lá é muito comum o chá de mangarataia, que é consumido como terapêutico e também como bebida resfrescante”, conta a nutricionista. Porém, há diversas formas de utilizá-lo em nossa alimentação diária, aproveitando-nos, ao mesmo tempo, de seu sabor característico e propriedades medicinais. “Fica ótimo como tempero de carnes, saladas, ou simplesmente em forma de chá.” Veja algumas dicas:

INFUSÃO / CHÀ Use cerca de 2 gramas da raiz para 100ml de água fervendo. (Pode ser mais forte ou mais fraco, a seu gosto.) Deixe a vasilha tampada durante, pelo menos, 10 minutos. Pode-se adicionar mel, limão ou qualquer outro ingrediente. É eficiente para as cólicas menstruais, enjoos e para ajudar na digestão, quando consumido após as refeições. BALAS Há, no comércio, principalmente em drogarias, balas para aliviar irritações da garganta que devem ser consumidas com moderação. Também pode-se usar um pedaço fresco de raiz e mascar. TEMPERO O gengibre tem um uma resina com gosto picante, que é muito utilizado pela criatividade culinária, em diversos pratos salgados, pães, tortas, pudins, em molhos, como condimento, em doces em calda e até em sorvetes. E fica uma delícia em sucos. Devido ao seu forte sabor, deve ser usado sem exageros. EM CONSERVA O gengibre pode ser curtido e consumido durante as refeições ou mesmo como petisco durante o aperitivo. Pegue rizomas frescos, e de preferência dos mais grossos, descasque, lave, e com uma faca bem afiada vá cortando em fatias bem finas. Coloque um pouco de sal e misture. Deixe na geladeira por cerca de 12 horas e, com a mão, vá pegando alguns punhados e aperte bem, para retirar toda a água. Coloque em um vidro e adicione vinagre tinto. Depois de alguns dias curtindo, o gengibre já pode ser consumido, e esta conserva pode durar vários anos. Uso externo Funciona como revulsivo, isto é, age à distância da origem do problema apresentado. É muito usado em casos de reumatismos e até mesmo em traumatismos. Para fazer fricções, preparar uma tintura, usando 100 gramas da raiz moída, numa quantidade de meio litro de álcool. Em cataplasmas (como uma compressa), moer, ralar e amassar bem o gengibre. Em seguida, colocar num pano e deixar sobre o local afetado. ∆

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ZEN ∆

A criança

zen

Antroposofia e Pedagogia Social Texto | Gabriela Ostronoff

As filosofias alternativas para a educação de nossos filhos ainda são vistas por muitos com certo preconceito. Pais enfrentam dúvidas quanto à formação intelectual e social da criança, enquanto métodos tradicionais de ensino continuam relatando pesquisas com aumento do estresse infantil, hiperatividade, ansiedade, obesidade e diversos problemas que demostram falhas nos sistemas convencionais. Antroposofia vem do grego e significa conhecimento do ser humano. Seu fundador, Rudolf Steiner, propôs ideias para tornar o ser humano “mais humano”, abrangendo toda a vida humana e a natureza. A forma mais popular da antroposofia aplicada é na pedagogia Waldorf, que tem como características principais um jardim de infância, fase onde a criança constrói sua personalidade, que respeita o ritmo natural de trabalhar e brincar, consegue reproduzir as imagens trazidas pelos contos de fadas, proporciona a vivência com elementos da natureza, e tudo isso constitui um ambiente propício ao desenvolvimento feliz e saudável da criança. Sem cobranças, sem julgamentos, não são aplicadas provas e nem são dadas notas como as usuais. A Pedagogia Social é mais recente e tem como base a antroposofia, mas seu foco é gerar, a partir dessa consciência do ser, uma vida social sustentável, o pensar social. A busca pela interação entre indivíduos, grupos e instituições é necessária para o desenvolvimento saudável da nossa“aldeia global”, termo lançado por Marshall MacLuhan. A formação emocional da criança muitas vezes é deixada de lado, em troca do ensino técnico que muitas vezes se baseia em cobranças, gerando adultos receosos e solitários. Criança tem que ser criança, construir uma personalidade saudável emocionalmente e espiritualmente, e que aja pela nossa sociedade. ∆

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FITNESS ∆

O esporte de manobras radicais ganha visibilidade em Campo Grande – e esse mês rola por aqui uma competição que vai reunir grandes nomes do wakeboard nacional e internacional. Texto | Fernanda Giglio e Thais Pompêo Fotos | Roberto Ajala

O barulho do motor da lancha e o vento que sopra forte abafam a voz dos amigos. O groove suingado da banda Sly and Family Stone dá o compasso. A bordo, os parceiros tomam um tereré e assistem às manobras radicais do amigo Alexandre Queiroz. Tem que ter força e intimidade com a prancha para conseguir reproduzir as manobras a 40km/h segurando uma corda. O wakeboard chegou por aqui há dez anos pelos irmãos Fernando e Felipe Valente. Foram eles os professores do Alexandre, o único atleta ranqueado que representa o Estado em competições por todo o Brasil. O wake (como é chamado pelos iniciados) poderia ser comparado a um surf do sertão – normalmente praticado pelos amantes dos esportes de prancha, como o surf mesmo, skate e snowboard. “Em uma viagem atrás das ondas, um amigo deu a ideia de comprarmos um barco em sociedade. Deu certo, e em seguida começamos a andar de wake com o Alexandre, que já praticava há um tempo. Aprendemos rápido e fomos evoluindo em manobras”, conta Eduardo Miranda. Hoje, a turma que manda bem já está maior – além do Eduardo e Alexandre, Marcelo Coutinho Gabira, Felipe Pacheco e Neif Salim são alguns dos que tem dado o que falar. Para ficar em cima da prancha, força nas coxas e nos braços, que mantêm o corpo conectado com o cabo puxado pelo barco: “O wakeboard é uma atividade bem completa em termos de exercício físico. Ele trabalha ombros, costas, braços, ab-

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dômen e pernas”, explica Eduardo, que continua: “O ideal é se preparar fazendo academia com exercícios voltados para resistência muscular, com séries de 15 a 20 repetições, e também uma atividade aeróbica como corrida, bike...” Quem pratica diz que é viciante. “No início, apenas o deslizar sobre a água já é muito prazeroso. A adrenalina de superar seus limites é sempre um combustível mas, pessoalmente, acertar uma manobra nova com seus melhores amigos no barco, não tem sensação melhor!”, explica o esportista.

CampeonaTo Brasileiro em CG A turma daqui é tão unida e apaixonada pelo esporte que mesmo sem ter ranking estadual, a cidade já faz parte do circuito nacional há três anos – sendo que o deste ano será o mais importante do brasileiro. “Demos sorte, a data foi boa e teremos o maior número de atletas das cinco etapas do brasilerio. Todo mundo que corre o circuito vai vir para cá!”, comemora Eduardo, que também é um dos organizadores do evento que acontece nos dias 20 e 21 de outubro no Nasa Park. Serão cerca de 50 inscritos, entre eles, 20 profissionais, como Marreco, o principal nome do esporte e número 1 do ranking, Deco, Marcos Amato e Eduardo Martins (o Jovem) – e mais três canadenses: Oliver Derome, Dylan Miller e Dustin Oferreal, que segundo Eduardo, poderiam muito bem estar entre os cinco melhores do país. “Isso porque aqui no Brasil o esporte ainda está se profissionalizando. Muito poucos atletas vivem exclusivamente do wake”. Essa é a quarta competição sediada em CG, que já recebeu um Sul-Americano, e pelo segundo ano sedia o Brasileiro. E por que Campo Grande? “A ideia surgiu nos campeonatos pelo Brasil, em conversas com os principais nomes do esporte, que também são nossos amigos. Eles incentivaram a realizar uma etapa teste aqui para ver se o público iria gostar e a mídia apoiar. Acabou sendo um sucesso!” São abertas as seguintes categorias: Iniciante; Avançado; Open; Profissional e Feminino. O vencedor dessa etapa tem grandes chances na disputa do Campeonato Brasileiro de Wakeboard. E é claro que os atletas vão arrumar um tempinho para a Sunset Party, que acontece no sábado, dia 20 de outubro, no próprio Nasa Park. Depois do campeonato os vistantes seguem com os anfitriões para um rolê de wake em Bonito, que virará uma matéria para a revista canadense de Wake. Por lá também serão produzidos alguns vídeos que cairão na rede atavés dos principais sites de todo o mundo. “Vai ser bem legal!”, finaliza Eduardo. ∆


Wakeboard “A adrenalina de superar seus limites é sempre um combustível mas, pessoalmente, acertar uma manobra nova com seus melhores amigos no barco, não tem sensação melhor!”

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PRIMAVERA | VERテグ 2012 Shopping Norte Sul Plaza LOJA 165 | TEL.: 67 3028 9886


PUBLIEDITORIAL ∆

FALTA DE DESEJO SEXUAL PODE SER DESEQUILÍBRIO HORMONAL

Responsável técnico: Dr. Emmanuel Pereira das Neves Neto - CRM-MS: 5405 Endocrinologista pós-graduado em Estética Médica, Nutrologia e Clínica Médica

Além da questão de fundo emocional, existem diversas causas orgânicas para a falta de libido: depressão, anorexia, cirrose hepática, hemocromatose (acúmulo de ferro no organismo), hipogonadismo (síndrome com baixo desenvolvimento das gonadas) e a mais comum de todas: os DESEQUILÍBRIOS HORMONAIS.

A libido normalmente é definida como a energia para os instintos da vida. Ela assume três tipos de desejos: desejo de conhecimento, desejo sensual / sexual e desejo de dominar. Falaremos aqui da libido sexual. A vida corrida dos dias de hoje contribui para a queda do desejo sexual, mas o estresse, a desordem e a frenética falta de rotina do dia a dia são injustamente culpados na maioria das vezes.

De 25 a 53% das mulheres de 25 a 70 anos, e cerca de 25 a 30% dos homens, têm baixo desejo sexual. Estudos revelam que pequenas quantidades de hormônio masculino (testosterona), feminino (estradiol), GH (hormônio de crescimento), ocitocina e cortisol na fisiologia da mulher ocasionam baixa importante na libido. Hoje existem várias formas de se tratar e melhorar este, que parece ser um dos males do século. O tratamento deve ser individualizado – o que é bom para uma pessoa não funciona com a outra. Através de um perfil completo de exames, revelam-se os niveis daqueles responsaveis pela libido. Portanto, equilíbrio hormonal completo, utilizando-se baixas doses de hormônios idênticos aos do corpo, como uma suplementação após avaliação clínica e laboratorial, associada a um estilo de vida saudável e psicoterapia podem restaurar e devolver o desejo sexual à mulher e ao homem, muitas vezes “salvando” um relacionamento ou tornando a convivência mais harmoniosa.

Av. Dr. Paulo Machado, 396 - Santa Fé Tel.: (67) 3043-3388 - www.arkhos.com.br

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Fotos | Divulgação

DESIGN ∆

Mesa Água Por | Thais Pompêo

Com linhas puras, um simples pano de vidro sobreposto a esculturas que remetem a seixos rolados, a Mesa Água, criação do designer mineiro Domingos Tótora, fascina o olhar. As peças são maciças, moldadas uma a uma, com camadas sobrepostas de massa de papelão e cola, que vão sedimentando em formato orgânico. Para Domingos, sustentabilidade é o que se faz e não o que se diz. “Sou muito curioso e resolvi fazer uma experiência usando o papelão descartado. Obtive um resultado maravilhoso”. Suas criações transitam entre a arte e o design e têm conquistado colecionadores dentro e fora do país. www.domingostotora.com.br

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achados de casa ∆

IN NATURA Por | Luiz Gugliatto

Apesar de móveis e objetos de fibras naturais terem uma leitura a mais para o décor das residências no litoral, cada vez mais os fabricantes criam uma mistura interessante de rusticidade e design com maior grau de sofisticação. Peças com o conceito ecologicamente correto subiram no cenário fashion da decoração e estão com tudo nas mãos dos decoradores para qualquer ambiente. Engana-se quem pensa que o rústico não combina com o atual glamour da decoração – seja para a área interna ou externa. Arrase na aquisição de peças com o peso das fibras e o resultado serão ambientes bem mais descontraídos.

Puff Lola p/ Armazém Fornari R$ 1.849,90 • Poltrona Genova Saccaro p/ Morada Moveis R$ 1.976 • Sousplat rattam Santa Graça Casa R$ 36 • Vaso Wood Casa Design R$ 436.

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Cesto India com tampa Armazém Fornari R$ 363,90 • Mandala de madeira Casa Design R$ 898 • Poltrona Pigalle Arte Facto Casa Design R$ 7.544.

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Logo na entrada da casa da jovem empresária Maria Carolina Piccoli, a porta envernizada em preto, com o puxador trazido de uma viagem da família ao Chile, dá o clima do que está por vir. Por lá, o rústico se mistura ao clássico de forma natural e descontraída. Não por acaso, dos 500m2 de área, o jardim e o espaço gourmet ganham todos os elogios. “Quando idealizei minha casa, quis que a cozinha fosse integrada com a parte externa para que pudéssemos preparar as refeições todos juntos”, explica a empresária. “Tenho três crianças em casa, queríamos que elas pudessem desfrutar de uma bela varanda”.

Maria Carolina Piccoli Misturas que dão certo Texto | Daiane Libero Fotos | Lucas Possiede

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A GENTE EM CASA ∆

Projetada pela arquiteta Maria Fernanda Piccoli e decorada pela própria Maria Carolina, com a colaboração da designer de interiores Lilia Ilgenfritz, a casa possui estilo clássico europeu com adaptações de paisagismo tropical, que se completa com texturas da madeira e pedra, e tecidos em tons de areia nos móveis.

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Tudo na casa é intimista, com uma iluminação própria para criar um clima de conforto, como o lustre de ferro com rosas brancas que capta o olhar. Ladrilhos hidráulicos e móveis de madeira de demolição, como mesa e cadeiras, reiteram a atmosfera clássica do ambiente, além de um fogão à lenha que traz o charme provençal. ∆

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Sabor que vem da Espanha “Eu fazia uma paella que logo se tornou o carro-chefe do bar”

Texto | Daiane Libero Fotos | Lucas Possiede

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GASTRONOMIA ∆

Paella Valenciana Ingredientes:

O empresário Roberto Perez Neto descobriu em um dos pratos mais emblemáticos da Espanha, a paella, uma forma certeira de reunir e agradar amigos e familiares. A fama da Paella do Robertinho foi crescendo até ganhar espaço em um bar de sua propriedade em Campo Grande. “Eu fazia uma paella que logo se tornou o carro-chefe do bar”, explica.

A história do prato se confunde com a do chef. Tanto, que o hobbie virou profissão – atualmente Roberto trabalha em Recife, PE, onde montou um restaurante industrial. Em uma de suas visitas à CG, ele nos mostrou como preparar uma releitura da clássica Paella Valenciana, uma receita em que o leque diferenciado de sabores é um dos atrativos. “Quanto mais variedade de ingredientes, melhor”.

500g camarão grande c/ casca 500g camarão médio s/ casca 500g lagostim 500g lula em anéis 300g carne de porco (costelinha ou lombo) 300g linguiça calabresa 500g peixe em cubos 500g marisco 01 un. pimentão vermelho 01 un. pimentão amarelo 100g ervilhas 100g vagem 500g arroz 100g açafrão 100g alho picado sal p/ temperar azeite extra virgem 1 litro de caldo de peixe papel alumínio Modo de preparo: Aqueça 150 ml de azeite em uma panela especial para paella. Coloque as carnes para fritar na seguinte ordem: carne de porco, linguiça calabresa, camarão médio e lula. Em seguida, adicione o alho e o arroz, e frite sem deixar escurecer o alho. Cubra tudo com o caldo de peixe, coloque o açafrão e mexa deixando os ingredientes bem distribuídos pela panela. Comece a montagem na seguinte ordem: vagem, peixe, pimentões, camarão grande, lagostim, marisco e as ervilhas, de forma decorativa. Coloque sal a gosto e cubra com papel alumínio, deixando cozinhar por 20 minutos ou até que o arroz esteja pronto.

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Entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro acontece o 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, e A Gente antecipa algumas das novidades que já estão confirmadas para estrear por lá.

Kia Cerato

Renault Twizy

Uma das novidades é o Kia Cerato em nova geração. Suas linhas modernas desenvolvidas pelo renomado designer Peter Schreyer deixaram o carro muito mais atraente e moderno. Mas, os detalhes de motorização e preços ainda não foram divulgados. Outro destaque da marca é o Quoris (“core” e “quality”, que referem-se à expressão “foco em qualidade”), sedã de luxo superior ao Cadenza. As vendas estão previstas somente para fevereiro de 2013.

Vários carros elétricos vão dar as caras este mês no salão, em especial o Renault Twizy, que tem um motor 100% elétrico. O pequeno produz 20cv de potência, alimentado por bateria de lítio, pesa apenas 450 kg, atinge velocidade máxima de 80 km/h, e pode rodar até 100 km com carga total da bateria. Ele tem apenas 2 assentos um atrás do outro. O carro foi mostrado no evento Rio+20 mas depende de incentivos do governo para ser comercialmente viável no Brasil.

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CARRO ∆

Peugeot Invocado Foram divulgadas as primeiras imagens do jipinho urbano Peugeot 2008, que vem para concorrer em um dos seguimentos que mais cresce no Brasil e mira o novo Ecosport, Renault Duster e o futuro Chevrolet Trax. Desenvolvido em conjunto com centros de estilo de São Paulo, Xangai e Paris, o modelo será vendido em diversos países, e contará com duas opções de motor (1.6 de 122 cv e 2.0 de 151 cv). Embora ainda seja um conceito, a produção do 2008 já está confirmada no Brasil. Segundo informações da marca francesa, ele deve ser produzido na fábrica da PSA Peugeot Citroën em Porto Real, no sul fluminense a partir do ano que vem. A Fiat também desenvolve um crossover sobre a base do novo Palio; a Hyundai finaliza o projeto do seu SUV compacto; e a JAC também terá um modelo para concorrer neste segmento.

Texto | Marcio Martins Fotos | Divulgação

Ford Fusion

Audi A1 Quattro

Um das principais novidades da Ford é o novo Fusion, que foi totalmente redesenhado e ganha nova identidade visual da marca. Ele vem com motor 2.5 de quatro-cilindros, agora bi-combustível, e deve usar o mesmo motor da Ranger que produz 173 cv. O bloco V6 deixa de ser produzido, e foi substituído por um 2.0 (Ecoboost) de 237 cv. Fabricado no México, o Fusion renovado usa uma nova plataforma global da Ford e este ano foi unificado com o sedã Mondeo.

Entre as novidades da Audi, o A1 quattro vem para desfilar no Anhembi. Deve atrair muitos olhares pelo seu pequeno porte com linhas modernas e um potente motor turbo que entrega 256cv. Com tração nas quatro rodas, vai da imobilidade aos 100 km/h em pouco mais de 5 segundos. Custando cerca de 165 mil reais, o pequeno da Audi terá edição limitada em 333 unidades. No interior esbanja requinte, o acabamento é caprichado, unindo luxo e esportividade.

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CONECTIVIDADE ∆ Esta é a imagem de um lugar próximo da pequena cidade de Darvaz (ou Darwaza), Turcomenistão, ex-República Soviética. A imensa cratera recebeu o nome de “A Porta do Inferno” (The Door To Hell) devido às labaredas eternas que nela flamejam, propiciando um cenário assustador. Não se trata de um vulcão, mas, sim, de uma mina, aliás, um projeto de mina. Em 1971, geólogos soviéticos efetuaram estudos de viabilidade para a extração de gás natural no lugar. E eles efetivamente encontraram o que estavam procurando. Durante as escavações, foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, cheia de um gás venenoso. Por causa dessa substância, as perfurações foram suspensas e alguém teve a brilhante ideia de “acender um pequeno fósforo” na boca da cavidade, a fim de que o conteúdo tóxico fosse consumido pelo processo de combustão.

“Half-Drag” é um trabalho sensacional do fotógrafo Leland Bobbé, com imagens de rostos meio homens, meio drags. Segundo o autor, a ideia é mostrar em uma só foto os possíveis alter egos, não femininos, mas sim “drag-queenianos”, que os homens têm. Você pode ver mais em wpixeldesign.com.br.

SE LIGA

Texto | Wilame Morais

O AquaDome, que fica no pátio coberto do Hotel SAS, na cidade de Berlim, possui um elevador de vidro que permite aos hóspedes uma viagem pelo seu interior. O aquário tem 25 metros de altura por 11,5m de largura e seu interior contém um milhão de litros de água, onde vivem cerca de 2.600 peixes tropicais de 56 espécies diferentes. O custo de construção do aquário foi de aproximadamente 12,8 milhões de euros e sua inauguração foi em dezembro de 2003.

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“Teatro, música, escambo, festa, poesia, história; transformamos a rua em uma junção de tudo isso, em uma saroba, uma farofa, que todo mundo pode comer e, no fim, se sentir muito bem.” Fernando Cruz.

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CULTURA ∆

Sarobá

Texto | Thais Pompêo Fotos | Lucas Possiede e Jefferson Barros

A entrevista acontece no galpão do teatro Imaginário Maracangalha, no bairro do São Francisco, uma semana antes do Sarobá de setembro acontecer. O calor é de matar, e o tereré é nossa única arma para aplacar a alta temperatura. A entrevista começa tranquila e vai ficando agitada com a chegada pausada e constante de um a um dos comparsas. Fica especialmente movimentada após a entrada de Fernando Cruz (fundador do grupo). A entrevista tem uma cadência cheia de interferências harmoniosas – entra uma voz aqui, uma sugestão de lá. A sala está cheia, todo mundo querendo somar. Logo de cara, fica claro que falar de Sarobá é falar de arte popular e de boemia. Tudo começou há quatro anos no antigo Bar da Valu, entre frequentadores e amigos, pessoas engajadas nas artes: atores, atrizes, músicos, arquitetos e intelectuais. O bar, que depois foi vendido para Edson José, virou um clássico campo-grandense, localizado na esquina da Rui Barbosa com a rua da Imprensa – a placa, hoje, decora a sede do Teatro Imaginário Maracangalha, grupo que atualmente organiza o evento. Rogéria Costa, uma das comparsas – como eles se chamam – e integrante do Maracangalha, conta como surgiu a ideia: “Em 2008, o Edson José abriu o bar para várias atividades culturais. Quando ele fechou em 2011, o Fernando (Cruz) resolveu organizar um Sarobá no galpão da Igrejinha para festejar o aniversário do Teatro Imaginário Maracangalha. A festa foi linda e nós, do grupo, resolvemos assumir a organização para continuar fazendo o evento. A partir deste ano, o Sarobá ganhou tamanha adesão que decidimos realizá-lo a cada dois meses”. Festa e memória O local escolhido em setembro tem 25 anos de história, o Lagunas Bar (ou bar do Marcelo) na Euller de Azevedo. Paredes pintadas de verde, luz amarelada, estantes abarrotadas de produtos coloridos. Do lado de fora, obras em MDF de GHVA, o varal de poesias de Daniel Guazina, sebos sob as marquises. Bem na frente do bar, o palco está montado. A banda insinua um som e a moçada se agita em estado de pré-festa. Começa o cortejo, uma espécie de procissão teatral e profana que caminha alguns metros até chegar ao bar, que convida a todos para a comunhão da vida através da arte. As pessoas acompanham a encenação com olhos e ouvidos atentos, depois se espalham pela calçada e rua estreitas, a música volta a tocar – é hora de celebrar, de se misturar.

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“Fizemos o Sarobá pensando em tirar as pessoas de casa e colocá-las em contato com a arte, com a música, com a festa. E entre o bar e a casa, tem a rua, aí está a transgressão, queremos preencher esse espaço, porque a rua é um lugar onde todos podem se encontrar, independente de condição social, de gosto, de tribo”, explica Fernando, que continua: “Para essa ocupação, temos o cuidado de escolher bares e lugares que fazem parte da história da cidade, para resgatar nossa memória, o que aumenta o vínculo afetivo com a cidade”. A festa já passou pelos bares Vai ou Racha, na Praça Júlio Lugo (no fim da 14 de Julho); Bar do Zé Carioca, perto do Armazém Cultural (é lá que acontece o Cordão da Valu); Aguenas Bar, na Praça Aquidauana. O próximo será na antiga rodoviária. Embora o grupo se diga autogerido, ou seja, sem hierarquia, o chefe dos comparsas é, sem dúvida, o Fernando. Pergunto como um gaúcho veio parar por essas bandas, quando Rogéria se adianta: “Na verdade, Fernando é cidadão do mundo”. O ator, que sempre foi ligado ao movimento underground, começou a atuar na companhia de teatro de rua anarquista “Ói Nóis Aqui Traveiz”, de Porto Alegre. Depois morou na Argentina, Florianópolis, Chapada dos Guimarães – onde teve contato com os artistas do Centro Oeste. Veio para Campo Grande em 98, junto com a sua companheira Aninha e, desde então, tem sido uma figura importante na cena cultural da cidade. Tanto que, em 2006, fundou o Teatro Imaginário Maracangalha. Contracultura Na véspera da festa (porque o Sarobá sempre funciona assim: uma palestra antes da festa – “para produzir conhecimento”, explica o ator e produtor Pietro Falcão), na sede do grupo, um telão conectado ao computador ligado ao skype exibe a figura de Eduardo Ferreira, de Cuiabá, um dos fundadores do Overmundo e do Fetsival Fora do Eixo. Ele é um dos palestrantes da noite para falar sobre contracultura – tema da última edição. A palestra ainda não começou e ele, animado, do outro lado do computador, começa a tocar seu violão, quando chega sua companheira Ana Amélia, senta na cadeira e faz o espetáculo da noite, cantando em uma interpretação a la Patti Smith com Eduardo acompanhando com acordes ao fundo. Do lado de cá, o pessoal da calçada vai parando e olhando aquele pocket show virtual meio surrealista, meio pós-moderno. As pessoas se entreolham e sorriem: sem sombra de dúvidas, estamos conectados! Em seguida Fernando toca os pratos de orquestra e convida o pessoal para entrar no galpão. As pessoas vão se aproximando, ao mesmo tempo que Fernando continua batendo os pratos e cantando animadamente: “Eu vou para Maracangalha, eu vou, eu vou de uniforme branco eu vou...”, todos cantam e dançam. A música acaba, as pessoas vão se acomodando espontaneamente nas cadeiras para a palestra que está prestes a começar. E, o que veio a seguir, foram informações de altíssimo nível.

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“E entre o bar e a casa, tem a rua, aí está a transgressão, queremos preencher esse espaço, porque a rua é um lugar onde todos podem se encontrar, independente de condição social, de gosto, de tribo.”

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Os comparsas: Edson José, Werther Fioravanti, Isac Zampieri, Renderson Valentim, Pietro Falcão, Rogéria Costa, Ana Capilé, Fernando Cruz, Luis Katsuren e Luci Aguenas

O Sarobá do Poeta Deconhecido A essa altura você deve estar se perguntando: Mas de onde vem a palavra Sarobá? Vem da língua indígena bororo, e significa, na zona pantaneira da Nhecolândia, moita, local traiçoeiro. Foi escolhido pelos comparsas por ser o título do livro do Poeta Esquecido, Lobivar Matos. Segundo Lobivar, Sarobá era um bairro de negros, de pessoas à margem da sociedade em Corumbá. Foi resgatado pelos integrantes da festa, principalmente pela importância e riqueza da obra do corumbaense – o primeiro poeta modernista de Mato Grosso do Sul, nos idos anos 30. Ao contrário dos seus contemporâneos, Lobivar escrevia sobre temáticas regionais, descrevendo imagens como o céu de Corumbá e a infância pantaneira – antes, inclusive, do nosso grande Manoel de Barros, seu contemporâneo e amigo. Em seu manifesto, Lobivar escreveu: “Quebrando os velhos moldes, abandonando os temas irrisórios, dando largas ao pensamento livre, os poetas da geração moderna são obrigados a falar nas coisas humildes, nos dramas crucientes dos desgraçados, dos miseráveis, dos párias sem pão, sem amor e sem trabalho. Esse é o papel dos poetas da minha geração!”. Essa é a essência que inspira os grupos Sarobá e Maracangalha: a identificação com espírito de tranformação, de arriscar e fazer uma arte que cria uma perspectiva nova no cotidiano – desengessar a vida. Tanto que, embora cada Sarobá seja diferente, no local e no tema, os textos de Lobivar são uma constante no varal de poesias e nos cortejos teatrais. Há algo novo no ar, um reboliço nas ruas, um perfume diferente como desde o início da década de 80 não se via – período de ebulição cultural de uma moçada que reinventou a música popular sul-mato-grossense da fronteira, como Almir Sater, Paulinho Simões, Geraldo Rocca, Emanuel Marinho... Movimentos como o Sarobá, entre outros, que têm emergido em CG nos últimos tempos, ganham força e respeito à medida que vão reinventando a linguagem para dar conta da realidade sempre mutante – por uma nova regionalidade. O próximo Sarobá acontece em novembro, na antiga rodoviária, e traz o debate “Mato lá, Mato cá!” sobre os dois Mato Grossos, sobre o que temos em comum, o que precisamos para nos tornar ainda mais fortes culturalmente. ∆

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NOVA YORK

Texto | Daniela Moura

[Installation of Income and Wealth Exhibition.jpg] Coleen Fitzgibbon installing the exhibition “Income and Wealth” at 5 Bleecker Street, 1979. Courtesy Coleen Fitzgibbon

NY no outono. Paisagem e programação cultural de tirar o fôlego. Existe uma mágica na luz do outono em Nova Iorque que provoca a arte. A estação serve ao mesmo tempo como fonte de inspiração e cenário para fotógrafos, pintores, músicos e cineastas da cidade. Que o diga Woody Allen – o outono deste ano mal começou e o cineasta já foi flagrado gravando seu novo longa metragem pelas ruas de Manhattan. O período é o mesmo escolhido por museus e galerias para a abertura de novas exposições. Enquanto a temperatura esfria nas ruas e parques da Big Apple, o círculo das artes esquenta com uma programação cultural intensa. Pra você entrar no clima, elaboramos um roteiro com algumas das mais inspiradoras mostras nova-iorquinas. Come Closer: Art around the Bowery: Entender a história do lugar e dos seus habitantes sempre faz a viagem ficar mais especial. No The New Museum você pode ver de perto a arte produzida nas décadas de 70 e 80 na, até então, decadente e inóspita região da Bowery. Por conta da baixa de preço nos aluguéis, a vizinhança acabou atraindo diversos artistas que, com o passar dos anos, mudaram o espírito e a imagem do bairro. Conhecer os personagens da The Bowery Neighborhood da época, vai deixar ainda mais interessante a caminhada pela área e seus arredores no Lower East Side e Soho. The New Museum (235 Bowery) Regarding Warhol: sixty artists, fifty years: Em uma das mais esperadas exibições do ano, a influência de Andy Warhol na arte contemporânea é avaliada e exemplificada em um conjunto de obras que reúne trabalhos do próprio artista e de outros sessenta, fortemente impactados por ele

Ai Weiwei (Chinese, born 1957) - Neolithic Vase with Coca-Cola Logo 2010 - Paint on Neolithic vase (5000–3000 BC) - 9 3/4 x 9 3/4 x 9 3/4 in. (24.8 x 24.8 x 24.8 cm) - Mary Boone, New York Courtesy: Mary Boone Gallery, New York.

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ao longo de meio século. Quarenta e cinco obras de Warhol, entre pinturas, esculturas e filmes, são colocadas lado a lado com o trabalho de artistas que reinterpretaram ou reagiram à proposta do papa da Pop Art, entre os quais Cindy Sherman, Jeff Koons e Robert Mapplethorpe. The Metropolitan Museum of Art (1000 Fifth Avenue) Ferdinand Hodler: View to Infinity: O suíço Ferdinand Hodler (1853-1918) foi um dos precursores da pintura expressionista e é um dos principais nomes no meio artístico de seu país. View to Infinity é a maior exposição já vista sobre o seu trabalho nos EUA e traz 65 pinturas e 20 desenhos do artista, entre objetos e fotografias relacionados a ele. A mostra é oferecida pela Neue Galerie, que possui em sua coleção permanente obras de Gustav Klimt e Egon Schiele, entre outros. A casa, do início do século XX, totalmente preservada e ainda com parte da mobília original, é uma obra de arte à parte. Outra atração da galeria é o Café Sabarsky, que exibe um extenso cardápio de tortas vienenses e vista para o Central Park. Neue Galerie (1048 Fifth Avenue) Picasso Black and White: Os períodos Rosa e Azul de Pablo Picasso já foram tema de exposições no mundo inteiro, mas até os dias de hoje, os seus trabalhos em preto e branco não tinham sido o foco principal de uma mostra. A partir do dia 5 de outubro, o Guggenheim exibe 118 trabalhos incluindo pintura, desenho e escultura, cuja paleta de cores se limita ao preto, branco, escalas de cinza e tons pastéis-claros. As obras, produzidas durante toda a vida artística de Picasso, contam com a arquitetura ímpar do Guggenheim NY para uma apresentação em ordem cronológica. Salomon R. Guggenheim Museum (1071 Fifth Avenue)

Pablo Picasso - Head of a Horse, Sketch for Guernica (Tête de cheval, étude pour Guernica) - Grands-Augustins, Paris, May 2, 1937 - Oil on canvas, 65 x 92 cm - Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, Bequest of the artist© 2012 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York - Photo: © Archivo fotográfico Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid.


Texto - Carla Matsu Fotos - Divulgação

SÃO PAULO

Nostalgia para vestir Brechós oferecem estilo e exclusividade a preços mais modestos São Paulo reserva descobertas que dificilmente você encontraria em outra cidade. Há, por trás de portinhas, sobrados e lojas do centro, da Augusta, Perdizes ou Pinheiros, um universo que conta histórias através de roupas e acessórios. Perder horas em um brechó, mesmo que você pressinta que sua alergia possa atacar no final do dia, é sempre um exercício divertido de seleção. Para você também se perder e se encontrar entre a nostalgia, texturas e costuras de outras épocas, selecionamos alguns dos brechós mais bacanas de São Paulo. Casa Juisi Phosphorus: Era ainda 2003 quando Simone Pokropp e Junior Guarnieri passaram a vender roupas vindas do Japão para os amigos no apartamento que dividiam na Oscar Freire. De lá pra cá, muita coisa mudou, e a parceria sob o nome de Juisi by Licquor passou por outro endereço nos Jardins até assumir um prédio antigo no centro, conhecido por abrigar o primeiro cartório da cidade. É ali que funciona a Casa Juisi Phosphorus, um projeto que, além de reunir roupas e acessórios vintage, se propõe a discutir moda, arte e design com a curadoria de Maria Montero. No segundo andar se encontra parte do acervo, com mais de 10 mil peças entre etiquetas como Alexander McQueen, Kenzo e Isabel Marant. Onde: R. Roberto Simonsen, 108. Sé. Passado Presente: É na Galeria Ouro Fino que dona Magali quase some em meio às araras de seu brechó. Pequeno, todo o espaço ali é aproveitado e os cabides seguem tão juntos que fica difícil retirar alguma peça sem derrubar outra. Mas

B.Luxo (11) 3062-6479

com paciência é possível se deparar com achados clássicos quase sempre acompahados de uma narração da própria dona. Onde: R. Augusta, 2690. Tel.: (11) 3081-6253 B.Luxo: Uma placa de madeira antiga sob a porta anuncia que você está no B.Luxo, casa comandada por Gil França e Paula Reboredo, responsáveis por construir o acervo descolado da casa. Frequentado por um público jovem e ligado à moda, o brechó reúne peças com origens de diferentes países e que carregam histórias dos anos 50 a 80. Onde: R. Augusta, 2393. Jardins. Tel.: (11) 3062-6479 Trash Chic: Grifes como Gucci, Louis Vuitton, Chanel e Birkin dividem a estante de bolsas enquanto vestidos Valentino e peças Marc Jacobs pendem sob os cabides. Mesmo com preços mais salgados, é possível encontrar um vestido de festa pela metade do preço original, mas que facilmente ultrapassam os mil reais. Onde: R. Capitão Prudente, 223. Pinheiros. Tel.: (11) 3815-3202 Minha Avó Tinha: Aberto desde 1992, o endereço conta com um dos maiores acervos de São Paulo. Tantos vestidos, malas de viagem, blazers e até louças não couberam em um só sobrado e avançaram para outro anexo, destinado somente à locação de peças, muitas delas vistas em novelas de época e programas de TV. Onde: R. Doutor Franco da Rocha, 74. Perdizes. Tel.:(11) 3865-1759

Minha Avó Tinha (11) 3865-1759 Trash Chic (11) 3815-3202 OUTUBRO 2012 | 85


AGENDA ∆ Por Fernanda Giglio

(infantil) Caravana Tecnobrincante Exposição multimídia com fotos e filmes de curtíssima metragem sobre as brincadeiras de infância de todos os tempos. Mediante agendamento de escolas ou grupos. No Espaço Imaginário. (67) 3326 5525 (exposição) 1º a 10 de outubro Exposição Mato Grosso do Sul da Imagem e do Som. De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Na Sala de Exposição do MIS. Av Fernando Corrêa da Costa, 559. (exposição) 2 de outubro a 7 de dezembro Coletiva de Fotojornalistas - Onze fotojornalistas do MS se unem em exposição em comemoração à divisão do Estado. De segunda a sexta das 7h30 às 17h. No Espaço Cultural TV Brasil Pantanal. (teatro) 4 e 5 de outubro Crianceiras Peça para a família inteira baseada na obra de Manoel de Barros e musicada por Marcio de Camillo. Ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia), à venda na livraria LeParole. Às 18h30 e 20h30, no Sesc Horto. (festa) 6 de outubro Feijão Viola - Feijoada com música sertaneja. Ao meio-dia, no Golden Class. (teatro) 6 e 7 de outubro SESC Encena – Cloud Clown - Espetáculo de Joana Barbosa. Às 18h, no Teatro Prosa do SESC Horto. (festa) 7 de outubro Pagode Real - Shows com Top Samba, Casual, Samba Groove e Acontece Mais. Às 19h, no salão nobre do Rádio Clube Cidade.

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(exposição) Até o dia 14 de outubro 3ª Temporada de Exposições do MARCO. EXPANSÃO, de Alessandra Mastrogiovanni; Lastlandia – Kaagua`zu, de Laerte Ramos; Bordados Urbanos, de Pamela Reis; Rest in Peace, de Andery Neto; Do Ooutro Lado - Coletiva com artistas de Cuiabá/MT, de Gervane de Paula, Dalva de Barros, Benedito Nunes e Jonas Barros. De Terça à Sexta das 12h às 18h; Sábados, Domingos e Feriados das 14h às 18h. No Parque das Nações Indígenas. (cinema) 15 a 19 de outubro CineMIS + Exposição CineCiência. Em outubro, o Museu da Imagem e do Som realiza em parceria Com a Casa de Ciência de MS a Mostra Luzes, Ciência, Ação. Os filmes: Charles Darwin e a Árvore da Vida (reino Unido, 2009), O Planeta Selvagem (França, 1973), Radio Bikini (Estados Unidos, 1988), Modern Times (estado Unidos, 1936), A Bela Verde (Fraça, 1996). A mostra de cinema acontece de segunda a sexta-feira às 19h e a exposição de artes das 8h às 17h, no MIS. (debate) 24 de outubro Cultura em situação e amplificadores de cultura. Debate sobre audiovisual, ciência e tecnologia. Às 14h, no MIS – Sala Idara Duncan. (literatura) 25, 26 e 27 de outubro Mostra SESC de Literatura. Atividades para promover a literatura em sua diversidade, visando reunir as várias formas de expressão da comunicação da humanidade. Entrada franca, com agendamento prévio. Das 14h às 21h, no Teatro Prosa do SESC Horto.

(teatro) 27 e 28 de outubro Peça “Deus da Carnificina – Uma comédia sem juízo”. Com Paulo Betti, Julia Lemmertz, Deborah Evelyn e Orã Figueiredo. Ingressos à venda no Shopping Campo Grande - 1º Piso. Horários: Sábado às 21h e Domingo às 20h. No Palácio Popular da Cultura. teatro) 30 de outubro Palco Giratório – Espetáculo A Barca. Grupo Grial. Entrada gratuita. Às 14h na Escola Municipal Iracema Maria Vicente. (exposição) 30 de outubro a 23 de fevereiro Salão de Artes de MS no MARCO. Exposição de artistas contemporâneos selecionados de diversas partes do país. Camila Gabriela Abreu da Silva (MS), Camila Soato (DF), coletivo Vania Jucá e Daniel Guazina (MS), Dalton Oliveira de Paula (GO), Edvan Soares Vieira (SP), Elen Braga Gruber (SP), Fernanda Manéa (RS), Heitor Luiz Medeiros Neto (MS), Heloisio da Silva (GO), José Adeilson dos Santos (BA), José Carlos Aragão (MG), José Henrique Silveira Yura (MS), Karina Liliane Zen (SC), Marcela Campos Sousa e Silva (GO), Mônica Flávia Cardoso (SE), Priscilla de Paula Pessoa (MS), Roberto Góes Muller (RJ), Thais Lino Costa (MS), Venise Paschoal de melo (MS) e Vladenir Menezes da Costa (RS). Nos horários normais de funcionamento do MARCO. A abertura é dia 30 de outubro às 19h30. (exposição) 31 de outubro Exposição Audiovisual Glauce Rocha. Lançamento da exposição de longa duração do MIS de MS, sobre Glauce Rocha. Às 19h, no MIS.


Márcio Ribas

para ler

Uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão. tipo água pedra sapo. (Manoel de Barros) Já ouviu falar que a literatura sul-mato-grossense é inspirada pelo Pantanal, pela pecuária, pelos nossos vizinhos ou pelos nossos índios? Seria impossível negar que todos esses aspectos realmente influenciam os nossos autores, mas afirmar que a inspiração de nossa literatura vem estritamente daí seria reduzir nossos escritores ao bairrismo. Prefiro dizer que são as nossas cores, principalmente os tons vermelhos da nossa terra e os amarelos dos nossos ipês e do nosso sol, que fazem a poesia brotar por aqui. Da mesma maneira que o azul do (distante) mar desencadeia várias emoções, o pôr-do-sol também. Em Não tenhas medo da dor (7letras; R$ 20), de Edgar Cézar Nolasco, uma infinita tarde amarelada é o lugar onde a dor e o medo moram. Nesse livro finalista do prêmio Jabuti, o escritor sul-mato-grossense nos prende em um fluxo de consciência obsessivo para falar sobre o escrever e o viver com a dor. Um texto inteligente e culto no qual um escritor precisa começar um livro, mas ‘começa e recua sempre para o mesmo lugar – o lugar do medo’. É com certeza um livro para os bravos, já que nos traz reflexões tão densas a ponto de nos levar para o mesmo lugar do personagem. Em certa parte do texto, o escritor-personagem diz: “Nessa história pungente, quando falo da dor, do medo e da morte, o amor está implícito”. Mas infelizmente o amor não está implícito em todas as histórias com dor.

88 | OUTUBRO 2012

Em Retratos de verdades (Alvorada; R$ 35), Ariadne Cantú, gaúcha, mas há mais de 10 anos em Campo Grande, escreve sobre a dor onde o amor não está implícito. O amor está ausente e a dor é brutal. São crônicas em verso sobre crianças que sofreram algum tipo de violência, especialmente por parte dos pais. Além dos relatos que emocionam, o livro é ilustrado por obras produzidas por crianças que haviam sido violentadas e moravam em abrigos. Cada tela nos faz imaginar o que esses pequenos seres que não tiveram o direito de serem crianças gostariam de mostrar ao mundo. Contrapondo a tristeza e a dor de ‘Retratos de Verdades’, Memórias Inventadas: A infância (Planeta, R$ 34), do aclamado poeta Manoel de Barros (cuiabano, mas desde criança em MS), não é para os pequenos, mas é uma ode à faceirice de ser criança. Manoel decidiu reinventar a sua infância em prosa cheia de poesia. Uma das primeiras surpresas é o formato. O livro vem em uma caixa e suas páginas são embrulhadas como um presente. Todas as folhas são soltas e permitem que você as ‘descontrua’. As demais surpresas aparecem a cada página, pois, com uma habilidade superior, o poeta (ou fraseador) consegue falar sobre os achados de sua infância que remetem à infância de todos nós. E, lá na infância perdida dele, uma vez desejou que sua voz tivesse forma de canto. Talvez não tenha. Mas suas mãos adquiriram forma de poesia e criaram esse belo livro. ∆


SCISSOR SISTERS MAGIC HOUR Magic Hour é brit-pop da primeira à última faixa do álbum. Os fãs saudosos da extravagância do trio inglês podem comemorar. O Sisters voltou após 8 anos desde o último trabalho em estúdio com o mesmo senso de humor e batidas eletrizantes de sempre. Fica difícil citar as melhores músicas de um álbum recheado de sucessos, mas “Inevitable” e “Fuck Yeah” merecem a ouvida do álbum, porque sei que não vão ganhar lançamento oficial. O Scissor continua apostando em seu estilo Bee Gees encontra Elton John com uma pegada moderna que só o grupo tem.

Planeta Terra Outubro 2012

para ouvir

Lucas Possiede

Acontece neste dia 20, na arena do Jockey Club em São Paulo, mais uma edição do Planeta Terra, festival que sempre traz grandes nomes e revelações internacionais para terras tupiniquins. Na edição de 2012, o line-up já estava formado por Kings of Leon, Garbage, Gossip, Azealia Banks, Best Coast e Maccabees. Agora também juntaram-se às atrações internacionais: Kasabian, Suede, The Drums e Little Boots, além das atrações brasileiras Mallu Magalhães, Banda Uó e Madrid. O festival este ano também está maior, a capacidade do evento passará para 30 mil pessoas – dez mil a mais que nos anos anteriores. Essa audiência se somará aos milhares que poderão assistir ao festival gratuitamente pela internet. Ainda existem ingressos disponíveis para compra nos postos de venda do festival ou pelo site www.terra.com.br

MNDR FEED ME DIAMONDS Ouvi MNDR pela primeira vez em um single ótimo do Mark Ronson (Bang Bang Bang), e desde então não ouvi mais o som da dupla eletrônica norte-americana que acabava de se formar em Nova York. Recentemente me apaixonei por “C.L.U.B” (que está no repeat até hoje), um dos primeiros singles do álbum que estava por vir. E veio. “Feed Me Diamonds” é uma ótima coleção de músicas bem trabalhadas e cheia de altos e baixos. MNDR é uma surpresa a cada faixa. “Fall In Love With The Enemy” e “#1 In Heaven” são as canções mais fortes do álbum, mas abrem espaço a outras faixas que realçam o som eletrônico alternativo característico da dupla. ∆

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Marcelo Veloso

para ver Aqui é o meu lugar (This Must be the Place), de Paolo Sorrentino À primeira vista, ver mais um filme com Sean Penn pode parecer banal, já que a gente se acostuma a ver senhores atores deixando pra lá o ato de interpretar para fazer papéis que não lhe exigem nada. E à medida que o filme avança, talvez você se pergunte se não é esse o caso. Não, não é! Atrás do nada, este personagem, entediado pela vida monótona que tem um milionário ex-ídolo do rock, se vê de repente incumbido de uma compulsiva e, talvez justificada, missão. Durante sua jornada, tomado pela angústia do seu passado e pelo que ele é hoje em dia, vemos que Sean Penn, este senhor camaleão, é capaz de nos levar através do nada por um mundo de acontecimentos quase inexplicáveis, mas completamente compreensíveis. Muito provavelmente este personagem está somente caminhando de volta ao dia que o fez deixar a carreira no auge do sucesso para se tornar um monótono e excêntrico ex-rock-star... Vale dar uma checada em Ozzy Osbourne e Robert Smith antes de entrar no cinema. Histórias que só existem quando lembradas, de Julia Murat A necessidade de pertencer a algum lugar sempre será uma premissa quase básica da vida. Eu posso até dizer que minha casa sou eu, mas até mesmo eu quero saber onde é este lugar. Se você pertence a algum lugar – seja lá qual for – e este lugar parece não lhe pertencer, ao menos por enquanto, pode ser que você não assista a um filme, mas a uma lição. O filme começa mostrando onde é este lugar e como ele funciona. É uma pequena cidade parada no tempo, mas poderia ser o seu

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bairro, uma fazenda, uma padaria, você... por que não? Rita, a protagonista, com sua máquina fotográfica busca se integrar àquelas pessoas que vivem em um estado não pertubativo e a sua presença os incomoda. Aos poucos, a vontade de Rita de não fingir que está ali, mas sim de afirmar sua presença através da fotografia, se transforma em uma extensão natural do seu contato com o mundo... Agora, então, com as pessoas da pequena cidade. Assistindo ao filme eu me perguntei se pertencer deveria ser somente sobre o ato de possuir, mas não... é sobre se encaixar. É sobre a vida, sobre a morte. Cosmópolis, de David Cronenberg. Um bilionário de vinte e poucos anos, que tenta atravessar Manhattan em sua limusine, quer chegar ao outro lado da cidade apenas para cortar o cabelo. Tudo certo para o dia a dia de uma grande cidade, não fosse o fato de que a cidade está caótica diante do fim de uma era, o capitalismo. Seu desejo lunático de cortar o cabelo pode ser uma alusão a uma gíria do mundo financeiro que prefere “um novo corte” para reformular o mercado. Adaptação entre o real e o virtual do livro de Don DeLillo, Cosmópolis certamente deveria cair em boas mäos... as do Cronenberg! Como qualquer fime dele, este não é realista, e a linguagem carregada do livro é levada para o filme numa espécie de prosa/poema/discurso sobre o apocalipse. Mas ninguém responde às perguntas de ninguém, e as pessoas querem somente verborrarizar suas teorias sobre o século 21. Engraçado, mas redundante. Eu não esperava uma comédia vinda do Cronenberg, e sim algo emocionante, exótico e ousado. Talvez nada disto esteja presente neste filme. ∆


CADERNO DE VIAGEM ∆

Viajando em um motorhome Para os que curtem viajar de carro para apreciar belas paisagens, viajar de motorhome é uma experiência inesquecível, que vale a pena experimentar, principalmente com os filhos. Foi a minha opção de viagem neste último verão com minha família e foi realmente muito divertido!

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Texto | Regina Almeidinha Fotos | Regina Almeidinha, Lara Almeidinha e Paulo Almeidinha.

Emerald Lake

O lugar que escolhemos para nosso roteiro foram as Montanhas Rochosas do Canadá, região de paisagens exuberantes, estradas belíssimas e uma natureza ímpar. Saindo de Calgary, onde alugamos o veículo, passamos por Banff, curtimos a Bow Valley Parkway até Lake Louise, ambos no Banff National Park, conhecemos o bucólico e lindo Emerald Lake, no Yoho National Park, até chegarmos ao Jasper National Park pela deslumbrante Icefields Parkway, considerada uma das rodovias mais lindas do mundo, com seus lagos de azul intenso como o Peyto Lake e belas montanhas cobertas com gelo mesmo durante o verão. Peyto Lake Icefields Parkway

Lake Louise

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Moraine Lake

As cidades pelas quais passamos eu já havia visto em fotos inacreditáveis, registradas por uma amiga que foi e nos deu esta grande dica. Sabia que seriam encantadoras e que só as estradas já valiam o passeio.

Banff

A minha preocupação eram os locais onde passaríamos as noites, os “campgrounds”, ou seja, os acampamentos apropriados para este tipo de veículo. Pensava se eram seguros, pois existem muitos ursos na região que circulam livremente pelos parques, se os banheiros destes lugares eram limpos e bem equipados etc.

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Gosto muito de viajar, mas gosto de conforto e sou, como a maioria das mulheres, preocupada com a limpeza e organização. Então este tipo de programação 100% natureza me deixava muito ansiosa, mas me surpreendi com toda a estrutura dos lugares.


Two Jack Lake

Fazíamos a reserva por internet ou telefone antes de chegarmos aos campgrounds, então, como nossa vaga estava garantida, podíamos chegar mais tarde, e tínhamos um local agradável para estacionar, com uma mesa e bancos para as refeições ao ar livre, com fire pits (que as crianças amavam, pois assim podiam assar marshmallows), energia elétrica, água e esgoto para serem conectados ao motorhome, pois o veículo tem autonomia de apenas algumas horas de energia para ar condicionado e água para as pias e chuveiros. Por tudo isso, passar a noite em um local bem equipado é uma boa ideia. Era muito agradável acordar pela manhã, abrir as cortinas para admirar os bosques emoldurados pelas lindas montanhas do Canadá e ver esquilos e marmotas brincando ao redor de nosso motorhome. As refeições ao ar livre às margens de lagos deslumbrantes são experiências que nós e nossos filhos dificilmente iremos esquecer, foi mágico...

Dava um pouco de trabalho a hora do banho: pela manhã e à noite, que na verdade era na madrugada, pois no verão só ficava realmente escuro às 23h, e sempre terminávamos as atividades muito tarde para irmos dormir, íamos de carro até os banheiros, pois às vezes eram longe de nosso local reservado para estacionar. Fazíamos assim também por medo dos ursos que circulam por lá; alguns campos são protegidos por cercas elétricas, mas em todos existem vários avisos para não circular em grupos menores de 4 pessoas e que estes animais são atraídos por odores de diversos produtos, como shampoos e até creme dental. Nunca imaginei que os veículos fossem tão bem equipados e confortáveis. E como é prático poder conhecer vários lugares em uma única viagem, sem preocupar-se com malas e troca de hotéis. Tudo nos acompanhava a todos os lugares e, quando encontrávamos um lago lindo ou um bosque encantador, cheio de esquilos e flores, ali era nosso lugar para um almoço com grelhados, ou um picnic divertido em meio a uma natureza impecável.

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Yoho National Park, Emerald Lake

Nosso veículo tinha duas camas de casal e uma cama de solteiro desmontável, banheiro com ducha, lavabo, fogão, geladeira grande, microondas, armários embutidos na cozinha e ao redor de todo o ambiente interno. Alugamos todos os utensílios de cozinha novíssimos na própria locadora do motorhome, que oferecia também kits com lençóis, toalhas, travesseiros, edredons e sacos de dormir térmicos. Alugamse até panos para cozinha! Mas atenção ao escolher a sua locadora, exija sempre veículos novos e observe bem no site as características externas e internas, pois nem sempre os mais bonitos por fora são os melhores por dentro.

Ficamos uma semana viajando neste veículo que chamam de RV – recreation vehicle, muito popular no Canadá e nos EUA, e foi realmente muito bom. Todos voltamos para casa querendo em breve repetir a experiência em outra região e por um período mais longo. Tenha certeza que é uma programação que irá agradar a todas as idades. Quem nunca fez deve com certeza pelo menos uma vez experimentar, eu aprovei! ∆

E não se preocupem quanto à manutenção do conecta e desconecta água, esgoto e afins – tudo é muito bem explicado por meio de um vídeo no ato da locação. Recebe-se um manual completo para eventuais dúvidas, os campgrounds são muito bem organizados para estas etapas e a locadora tem assistência 24h, que irá até você caso precise.

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Locadoras recomendadas: www.canadream.com www.cruisecanadá.com www.go-west.com Para reservas e detalhes dos campgrounds e dos parques nacionais do Canadá: www.pccamping.ca


O lado lúdico da cidade

EDITORA CONVIDADA ∆

O sangue que corre por suas veias é 100% teatral. A atriz e produtora cultural Andrea Freire representa a resistência dos que acreditam em uma arte que não se curva às vaidades da indústria cultural. De todos os inúmeros trabalhos já realizados com musicais, peças e composições vida afora – foi ela quem encenou e dirigiu a primeira peça de Nelson Rodrigues em Mato Grosso do Sul, Doroteia, em 2007 – Andrea demonstra carinho especial pela cultura infantil, principalmente depois da chegada do seu filho Eduardo, hoje com sete anos. 98 | OUTUBRO 2012

Andrea Freire Texto | Daiane Libero Fotos | Lucas Possiede e divulgação

“Eu não consigo separar minha vida do teatro, da arte. E também amo a linguagem das crianças”. Nascida no Paraguai, estudou artes cênicas no Rio de Janeiro e trouxe para Campo Grande a essência do que nós conhecemos como teatro. Andrea se considera uma trabalhadora da cultura. Atualmente, está engajada com diversos projetos, entre eles, o manifesto “1% para a cultura”, a curadoria do Pontão de Cultura Guaikuru e a assistência de direção da peça infantil Crianceiras, baseada na obra de Manoel de Barros e musicada por Marcio de Camillo, que estreia este mês. Editora convidada nesta edição, Andrea selecionou quatro locais voltados para arte, cultura e lazer, aonde os pais podem levar seus filhos e, junto com a criançada, promover uma interação lúdica e solta no dia das crianças – e durante todo o ano. “Pensei em dicas para que os pais pudessem estar com seus filhos de forma prazerosa e participativa, enriquecendo a convivência diária.” ∆


AULAS DE CIRCO – Circo do Mato Essa dica é para que a criança seja trazida para um lado mais orgânico e original da vida. O Circo do Mato é um espaço lúdico com aulas de circo. Imagine o quão incrível é poder aprender a arte circense. Por meio de oficinas, a criança pode realizar uma verdadeira descoberta da arte, também com teatro e música. Rua Tonico de Carvalho, 263, Amambai. Telefone: (67) 3026 5767. www.circodomato.com.br

MEMÓRIA - Caravana Tecnobrincante Visite a Caravana Tecnobrincante do Projeto Memórias do Futuro, uma exposição multimídia com fotos e filmes de curtíssima metragem sobre as brincadeiras de infância de todos os tempos. Os pais farão com seus filhos uma viagem no tempo cheia de lembranças e diversão, que acontece no Espaço Imaginário. Site: www.memoriasdofuturo.com.br

NATUREZA - Passeio no CRAS Um passeio divertido para toda a família dentro do Parque das Nações Indígenas, com trilhas interessantes que fazem parecer que estamos fora da cidade. A proximidade com os animais que estão em recuperação e a beleza do lugar provocam um olhar sensível sobre a natureza e o meio ambiente de nossa cidade. Informações e agendamento de visita: (67) 3326-1370.

AR PURO - Aluguel de bicicletas Andar de bicicleta e depois tomar uma água de coco na Avenida Afonso Pena é um programa pra lá de bom! Todo mundo se diverte, exercita o corpo, curte a beleza fresca do lugar e depois, tomar a água de coco no final, mata a sede, dá mais energia e fecha com chave de outro essa aventura saudável. As bicicletas podem ser alugadas no local, em frente ao Parque das Nações Indígenas.

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Foto | Divulgação

EXTRAS Pesquisa | Thais Pompêo Texto | Daiane Libero

Colorido diferente nos pés Nada como usar peças originais, não é mesmo? É justamente essa a proposta da campo-grandense Pamela Magpali, a dona da marca de sapatos Mag-P, que tem agitado as redes sociais com fotos divertidas, feitas por seus amigos para divulgar o trabalho da sua marca. Para produzir cada peça, ela utiliza couro, retalhos e materiais descartados na indústria em Novo Hamburgo (RS), onde mora. Os pedidos são sob encomenda, e o cliente escolhe o modelo e acabamento preferidos – cores, estampas e texturas. O resultado são sapatos criativos, coloridos e exclusivos que facilmente poderiam estar em uma super coleção de moda internacional. Divertido e ousado. Vá lá: www.facebook.com/magpshoes.

Fotos | Volt Project

Olheiros em Campo Grande O concurso Faces, coordenado pela Ford Models e realizado pela Pernambucanas, passou por Campo Grande em setembro, por meio da semifinal estadual. Os grandes eleitos pelos olheiros que participaram da ação foram os estudantes: Julyana Karolina da Silva Covre, 17 anos, Raphael Almeida Côrrea, 18, Raulcilaine Erico dos Santos, 15, e Ana Beatriz Rodolfo Nazareno, 15, escolhidos entre 28 jovens talentos. Eles concorrerão na grande final que será apresentada pela modelo Giane Albertoni – que também esteve na etapa de CG – e poderão conquistar uma das quatro vagas premiadas. Em outras palavras: dois casais serão vencedores e ganharão um ano de contrato com a Ford Models.

Fotos | Elis Regina Nogueira

Volta CineCultura! Conhecido como circuito de filmes cult, o CineCultura fechou suas portas silenciosamente em 2010 por falta de verba. Dois anos depois – período em que não surgiu nenhum estabelecimento com proposta parecida – os fãs da Sétima Arte se organizaram nas redes sociais, principalmente no Facebook, para demonstrar a lacuna que ficou por aqui. A ação “Volta CineCultura!” convoca “todos os amantes de filmes que estão sedentos por um cinema alternativo na Cidade Morena”. O espaço, visto como uma opção alternativa de entretenimento, foi criado em 2002, e além de películas internacionais e filmes nacionais, trazia festivais de cinema e propostas culturais. Curte lá: www.facebook.com/voltacinecultura.

100 | OUTUBRO 2012


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No início de novembro acontece o I Encontro do CIC- Crianças, Infâncias e Culturas: pesquisas e prática pedagógica em diálogo. O evento pretende reunir pesquisadores do Brasil e do mundo para troca de experiências. Quem não trabalha com pedagogia, mas se interessa pelo tema, também pode se inscrever como ouvinte. www.ecic.com.br

Texto | Gabriela Ostronoff

A visão do pai: pela internet encontramos muitos blogs de mães dividindo experiências e dando dicas úteis nessa jornada. Já os pais parecem mais tímidos em dividir as experiências do dia a dia. Um incentivo para eles é o www.blogdepai.com.br, um dos poucos que encontrei, mas com conteúdo bacana e que pode inspirar outros a escreverem sobre o tema. Eu adoraria ler!

Brincar é coisa séria, muito séria, e por isso a Aliança pela Infância, uma rede mundial em favor do respeito à essência das crianças, desenvolveu a Semana Mundial do Brincar. “Chamamos de tempo de qualidade aquele que os adultos passam com as crianças, quando eles estão presentes com atenção e com amorosidade. Cada vez mais vemos famílias que, por não poderem ter um tempo de qualidade com seus filhos, compram vídeos, jogos eletrônicos entre outras coisas e passam menos tempo ao lado deles.” No blog www.semanamundialdobrincar. wordpress.com, você tem acesso a muitas informações sobre educação, fica sabendo sobre eventos que acontecem pelo Brasil e o mundo e descobre como organizar um evento sobre o tema em sua cidade.

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CRIANÇAS, como lidar?


Arte e Sustentabilidade Tendência para o dia a dia

Produtos bonitos que tenham tudo a ver com o momento atual do planeta (a sustentabilidade), sem deixar de fora a arte e o design, estão cada vez mais presentes no mercado. Ter estilo é ter consciência e bom gosto, é unir funcionalidade com estética. O Movimento HotSpot, prêmio de inovação e criatividade, procura revelações criativas nos campos da Arquitetura, Beleza, Cenografia, Design, Design Gráfico, Filme & Vídeo, Fotografia, Ilustração, Moda, Música e esse ano inclui a categoria Ideia. Uma novidade interessante que encontrei por lá foram as peças de Maria Ribeiro, uma artista pernambucana que desenvolve acessórios com materiais sustentáveis e multifuncionais. Do rústico ao delicado, as peças parecem obras de arte. www.acessoriosmariaribeiro.com Texto | Gabriela Ostronoff

A invenção do designer Flávio Deslandes vai transformar o transporte de 4600 estudantes da rede pública de São Paulo. As bicicletas feitas de bambu são mais resistentes e flexíveis, além de usarem matérias naturais. Os próprios estudantes irão montar suas bicicletas. Quem quiser ter uma bicicleta linda e de bambu, pode entrar no site www.bambucicletas.com e pesquisar qual a melhor maneira de adquirir a sua.

A Ecow – Ecologigal Conscience On Wearing – também se preocupa com a qualidade sócio-ambiental dos materiais e sua obtenção na natureza. O diferencial da Ecow é que as coleções têm um estilo rock’n’roll, que é difícil encontrar em marcas ecologicamente corretas. Os vestidos e acessórios são lindos e costumam ser usados nos figurinos de alguns programas da MTV. www.ecow.com.br

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MEMÓRIA ∆

“Menina que está na roda, me diga o que é...” Texto | Eddson C. Contar jornalista e escritor Foto | Divulgação

SE AQUELA RUA FOSSE MINHA O que é esta saudade que chega de mansinho e traz de volta aquela rua dos bons tempos da meninice, dos meninos levados e meninas comportadinhas que, mesmo assim, atiravam pau no gato e cantavam histórias tristes do cravo que brigou com a rosa? Eu, menino conquistador, largava a pandorga, as bolitas, o peão, os botões do futebol de mesa, as pedras das cinco marias, barquinhos de papel, tacos do bete-ombro, só pra ficar olhando vocês e ouvindo que Samba Lelê estava doente, com a cabeça quebrada; e vocês ainda achavam que ele precisava de uma boa lambada... nossa! Gostava de ouvir aquelas coisas inocentes da Terezinha de Jesus, acudida por três cavalheiros... E eu sonhava ser o terceiro deles. Outras vezes, vocês despertavam minha curiosidade pra saber quem era o personagem escolhido quando cantavam: “Ai, ai! Que tem? Saudades! De quem?” E ficava frustrado quando não era de mim... Era do cravo, da rosa, da flor de laranjeira... Às vezes, aguçavam meu apetite quando se perguntavam: O que prefere? Pêra, uva, maçã ou salada mista? Vontade de me meter na brincadeira e gritar: QUERO TUDO! Outras vezes eu ficava contando junto com vocês os ovos da galinha do vizinho, mas vocês ignoravam...

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Mas o menino aqui era danado e fazia de tudo pra chamar a atenção de vocês. Pensei até visitar algumas e só não o fiz por temer que o pai atendesse: “O que quer na minha porta, mando tiro, tiro lá!” Eu nunca teria coragem de dizer: “Quero uma de vossas filhas, mando tiro, tiro lá!” Tentei ser Dolindolê, Pai Francisco, carneirinho, carneirão, propor casamento japonês, passar anel, ficar por último no passa-passa cavaleiro, mas quá! Pensava: “Será que é porque eu sou pobre, pobre, pobre, de marré marré, marré?” E acabava dizendo a mim mesmo: “Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar!” Tentei, em vão, oferecer-me escravo de Jó e fazer tudo o que o mestre mandasse, mas a única vez que deixaram, o que ouvi foi: “Por isso, seu fulano entre dentro dessa roda, diga um verso bem bonito, dê adeus e vá-se embora!”...”Passa, passa, gavião!” Antes que me ameaçassem com um chicotinho queimado, eu saia de mansinho e voltava pro meu canto, até a hora de voltar pra casa, tomar banho, dormir e sonhar com aquela rua cheia de meninas que acabaram por marcar minha infância de menino maluquinho. Ah, se aquela rua fosse minha! ...∆


PUBLIEDITORIAL ∆

“NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO SÃO AS PESSOAS” A Águas Guariroba, empresa do Grupo Equipav responsável pelos serviços de água e esgoto de Campo Grande, está entre as 150 melhores empresas para trabalhar do Brasil, segundo o ranking do Guia Você S/A “As Melhores Empresas para Você Trabalhar” – edição 2012. A concessionária foi a única empresa de saneamento do país classificada no Guia este ano.

Em entrevista, o presidente da empresa, José João Fonseca, fala sobre como a classificação no Guia incentiva a concessionária a investir cada vez mais em seus profissionais. Qual é o sentimento de liderar uma das 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil? É um sentimento de dever cumprido. É muito bom saber que nossos colaboradores estão felizes porque o nosso maior patrimônio são as pessoas que trabalham aqui. Essa conquista expressa o sentimento da maioria dos nossos colaboradores. Isso é um grande orgulho para nós, da diretoria, para nossa holding Aegea e para os acionistas do Grupo Equipav. Na sua opinião, qual o principal diferencial da Águas Guariroba quando se trata de gestão de pessoas? Procuramos fazer uma gestão com simplicidade, objetividade e foco. As pessoas entenderam aonde a empresa quer chegar e todas as oportunidades de crescimento que têm na Águas Guariroba. Outro fator que contribui é a abertura – as pessoas têm fácil acesso às lideranças. Isso facilita a comunicação das equipes, favorece a integração e estimula o bom relacionamento. Outro ponto forte é o incentivo à inovação. A empresa acredita, apoia, investe e ajuda a viabilizar as ideias de seus profissionais. Exemplo disso é que grande parte da tecnologia que hoje existe no nosso Centro de Controle Operacional (CCO), que é referência no Brasil, foi desenvolvida por gente daqui. Quais são as ações da Águas Guariroba para garantir uma mão de obra qualificada? O foco da Águas Guariroba é a formação de pessoas. No ano passado, aplicamos 20.530 horas de treinamento para a equipe. Nossa meta é investir muito mais. E para a população, qual é o benefício deste investimento da Águas Guariroba em gestão de pessoas? Quando a gente tem pessoas trabalhando motivadas, bem preparadas e felizes, nosso atendimento é melhor, nossos serviços e projetos são mais bem feitos, surgem ideias boas. Trabalhar com saneamento – levar água de qualidade, coletar e tratar o esgoto – tem um impacto direto na saúde das pessoas. É uma grande responsabilidade. Hoje superamos as metas estabelecidas pelo município, já investimos cerca de R$ 482 bilhões em saneamento em Campo Grande e vamos investir mais R$ 636 milhões para garantir esgoto tratado para 100% da população. A Águas Guariroba é referência entre as empresas de saneamento no Brasil. Isso tudo só foi possível graças ao trabalho e dedicação dessa grande equipe de profissionais.

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ZOOM

Ao definirmos as estratégias de marketing para comunicação da nova localização de nossa loja, optamos pela utilização da mídia out-of-home outdoor pelo enorme impacto visual que ela proporciona. Foram diversos outdoors em locais estratégicos da cidade que permitiram o alcance de um público bastante grande. A nova loja está com amplo espaço e cheia de novidades, sem deixar de lado os princípios de qualidade e segurança . Fizemos com a ZOOM COMUNICAÇÕES pela parceria, qualidade e credibilidade.

Madalena Gomes Longen Proprietária Relvafarma

OUTDOOR A campanha da Masseria possui fotos reais dos nossos pratos para divulgar o buffet de almoço, que possui valor e qualidade excelentes. Acredito que é importante se comunicar, e se comunicar bem. Por isso escolhemos a lona como material de impressão, pelo impacto que causa e pela possibilidade de repetir a campanha. Rafael Frainer Proprietário Masseria Agência Studio Fifa

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PLACA DE RODOVIA

no mercado Há mais de 18 anos a Real H utiliza como parte de sua estratégia de publicidade e propaganda os outdoors da Zoom Comunicações. Temos ótimos resultados com estas ferramentas de divulgação, e por isso resolvemos investir em um dos maiores produtos: a PLACA DE RODOVIA. A localização estratégica desta placa coloca em evidência o trabalho da Real H e fortalece ainda mais a nossa marca diante dos nossos clientes. Marcelo Renck Real Diretor Comercial Real H

BUSDOOR A utilização do BUSDOOR foi uma forma de divulgação eficaz e direta, principalmente porque levou nossa comunicação a pontos diferentes da cidade. Como nosso público encontra-se em várias localidades, foi a escolha ideal para levar com a precisão necessária a mensagem da realização do 2º Feirão de Máquinas e Ferramentas da LEO. Quando nossa agência nos apresentou as rotas e itinerários encaminhados pela ZOOM, tivemos a certeza da decisão correta para esta publicidade. Juliana Caldart Diretora de Marketing Leo Madeiras Agência Mídias

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PUBLIEDITORIAL ∆

REGISTRO DE MARCAS E PATENTES Proteção da propriedade intelectual Há mais de 27 anos no mercado, a Remat Marcas & Patentes assessora pessoas físicas e jurídicas em registros de marcas, patentes, desenhos industriais, indicações geográficas, direitos autorais, software, transferência de tecnologia, contratos, franquias e serviços jurídicos.

A marca de um produto ou serviço identifica e distingue de forma perceptível o mesmo de outro análogo, atesta sua procedência e certifica sua qualidade. Toda pessoa ou empresa que exerce atividade lícita pode requerer o registro de sua marca que, para ser efetivada, passa por alguns processos, e é para assessorar este momento que a Remat Marcas & Patentes trabalha. A empresa realiza busca prévia e analisa se já existe em algum outro lugar a marca, pois ela deve ser única. Faz o depósito para requerer, junto ao INPI, o registro, e apresenta a resposta ao cliente após análise. A Remat Marcas & Patentes também atua na área de proteção dos direitos autorais de criações intelectuais como textos literários, artísticos ou científicos, obras de arte dramática, coreografias, composições musicais com ou sem letra, obras de desenhos, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética, projetos, esboços, e obras plásticas no campo da geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia, ciências e outros. O acompanhamento abrange desde a preparação do registro, passa pelo campo judicial, assessoria de contratos e vai até a esfera administrativa do INPI. Examina e aconselha o cliente quanto à melhor forma de proteger sua criação, através da combinação de institutos diversos como marca, desenho industrial e software.

Rua Calarge, 37 – Bairro São José 67 3382-4685 | 3382-9874

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GUIA DE ENDEREÇOS ∆

aqui

Casa

Ellus 3326-1206

www.passarela.com

Armazém Fornari 3323-9600

Fabrizio Giannone 3042-6165

www.turpin.com.br

Casa Design 3313-6000

Forum 3326-8488

www.livbelle.com.br

Morada Móveis 3313-6005

Ivaniza 3326-2029

shop.corello.com.br

Santa Graça Casa 3026-6605

Jorge Bishoff 3025-6921

www.etsy.com/shop/simmetrical pottery

Le Lis Blanc 3326-9220

www.modaematacado.com.br/ cakauacessórios

Moda

La Dame 3025-3301

Alameda 3382-1800

Madresanta 3321-8527

Anita calçados 3041-7911

Menina Mulher 3026-4546

beleza

Animale 3027-4386

Marjorelle 3321-1212

Kérastase sac 0800-7017323

Arezzo 3326-6300

Maria & Maria 3325-5822

ilus.com.br/joicokparksuntherapy

Amsterdam Sauer (21) 2512-1132

My Gloss 3043-7561

www.cabelosonline.com.br/lanza

Bo.Bô 3044-6251

My Shoes 3043-5699

www.docebeleza.com.br/alfaparf-semi-

Bob Store 3321-1212

Rose Fashion 3314-4131

di-lino diamante

Dior (11) 3061-9299

Schutz 3028-7726

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ACONTECEU ∆ ANIVERSÁRIO MARIA CLARA DE OLIVEIRA COSTA No dia 08/09, no Grand’Mere Buffet de Regina Torres, aconteceu o aniversário de 15 anos de Maria Clara de Oliveira Costa. No menu, deliciosas ilhas gastronômicas de frios para os adultos e volantes personalizados para os jovens, como camarões em fitas de coco e muitos outros. Isso além da deslumbrante mesa de bombons finos, caramelados e fondants. A festa esteve animada até altas horas, com a presença de barmen e DJ consagrados de São Paulo. A decoração de Renata Veloso deu um ar contemporâneo nas cores preto e dourado, com flores brancas, sousplats e cadeiras Tiffany douradas do Buffet. Um luxo! 1 Fotos | Guilherme Molento

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1- Mesa de doces; 2- Maria Clara; 3- Maria Clara com sua mãe Esther; 4- Decoração; 5- Decoração; 6- Pista de dança; 7- Maria Clara com seu pai Alberto Jorge; 8- Com o irmão Otávio; 9- O bolo.

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Produtos especiais para casa em um só lugar

A Quinta Casa acaba de chegar a Campo Grande, e reúne utensílios para o lar e para quem deseja se casar. A cirurgiã-dentista e também empresária Danielle Lemoigne acaba de inaugurar a mais nova loja de presentes, decoração e utilidades para casa em Campo Grande. Ela, que é apaixonada por esse ramo, não podia deixar de trazer para a capital a loja que já é tradição em Ponta Porã, Dourados e Nova Andradina. Para você que está planejando se casar, a loja disponibiliza listas para chá-bar, chá de panela, chá de casa nova e a própria lista para o grande dia, com ambiente climatizado e aconchegante. Venha brindar conosco.

Quinta Casa. Uma novidade que você vai adorar. Sua CASA, mais ainda! A Quinta Casa fica na Rua Marechal Rondon, nº 2559, Centro. Telefone 3321-7806.

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ACONTECEU ∆ Comemoração da Transrest A Transrest comemorou seus 21 anos de tradição em grande estilo. Convidados dos empresários Marta Albuquerque e Dirceu Peters tiveram uma festa animada ao rock’n’roll da banda Yestersom, no espaço de obra do Morar Mais por Menos, no dia 13 de setembro. Na oportunidade, foi lançado projeto de sustentabilidade da empresa, que pôde ser conferido por arquitetos e engenheiros.

1 Fotos | Muriel Basso

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1- Dirceu Peters e Marta Albuquerque; 2- Rafael Tonetto e Dirceu Peters; 3Guilherme Fernandes, Marta Albuquerque e Yuri Borowski; 4- Carla, Barbosa, Regina Eleuses, Mara Dolzan e Geise; 5- Marcia Ribeiro, Vera Bachi, Maysa Campos Vieira; 6- Antonio Osmanio Martins de Lima e Iara Diniz.

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ACONTECEU ∆ Aniversário Julio Cesar Moraes O aniversário de 55 anos do produtor rural e empresário Julio Cesar Moraes Nantes foi uma noite para ninguém esquecer. Reunindo família, amigos e convidados no dia 1º de setembro no Loft, em Campo Grande, a Banda do Síndico, conjunto que já acompanhou o grande e saudoso Tim Maia, foi a atração principal. O grupo veio especialmente para a festa, que seguiu noite adentro em clima Tim Maia total. Fotos | Ivo Vicentim 1- Julio Cesar Moraes Nantes e Adriana Borges; 2- Banda do Síndico (ex- Vitoria Régia); 3- Claudio e Adriana Saab, Jode Ricardo e Paola Tortorelli, Henrique e Terezinha Mandeta, Julio e Adriana; 4- João Marcos Figueiredo, Andre Buainain, Julio; 5- Cesar Machado, Leonardo de Barros, Francisco Maia; 6- Parabéns Julio e Adriana; 7- Alfredinho, Leonardo e Carla Zahran, Julio e Adriana; 8- Ana e Gil de Camilo.

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O Primeiro SPA Orgânico do Centro-Oeste Como surgiu a ideia de criar o primeiro SPA médico orgânico do centro-oeste? A ideia do SPA Médico Orgânico é propor o que naturalmente todas as pessoas já gostam: uma vida com saúde, mas com métodos corretos, incentivando hábitos saudáveis para a preservação da saúde e da beleza. A proposta do SPA pelas Bioterapias orgânicas é inspirada em conceitos bastante praticados nas regiões do mediterrâneo, em Provence na França e por toda a Europa. Como será o funcionamento do SPA? O médico tem que, principalmente, ser um educador, antes de promover a cura. Contamos com profissionais com formação e filosofia na saúde e na estética, todos atuando com essa visão de atender, educar e incentivar mudanças de hábitos e a preservação da saúde. O SPA prestará atendimento aos moradores locais, através do Day SPA ou hospedagem, e também aos moradores de outros estados. O spasiano passará por uma consulta completa para avaliação do seu estado de saúde atual, desde exames laboratoriais e de imagens, e lhe apresentaremos as propostas necessárias, a duração dos tratamentos e a extensão para se cuidar em casa. Quais tratamentos serão oferecidos no SPA? Diagnóstico e tratamento de contaminações ambientais (carcinógenos ambientais), distúrbios metabólicos, tratamento do sobrepeso e da obesidade, avaliação de radicais livres, alimentação orgânica e balanceada, tratamentos faciais e corporais com produtos 100 % orgânicos, com foco na prevenção e qualidade de vida.

A conceituada médica Tatiana Cunha trazendo novidades para MS

Uma novidade no setor da saúde no MS é revelada pela dra. Tatiana Cunha, médica pós-graduada em endocrinologia que atende em Campo Grande e na capital paulista. Dra. Tatiana, que nos recebeu em sua clínica, prontificou-se a responder a algumas perguntas, falando do significado e benefícios desse empreendimento pioneiro: o primeiro SPA Médico Orgânico do Centro-Oeste. O local e a data de lançamento ainda não podem ser revelados, mas outros detalhes, como tratamentos e a alimentação super especial do spa, ela revela agora.

E o banhos? Como serão? Banhos terapêuticos com avaliação prévia e com sinergias para cada finalidade. Os produtos a serem utilizados serão importados da França, com exclusividade. Também atenderemos o Day SPA, Dia da Noiva, Vales Presentes para datas comemorativas, Members Club e SPA Corporativo. A cozinha será um diferencial do SPA? Sim, terá a supervisão de um chef internacional, legumes e verduras orgânicas, carnes orgânicas, grãos, bebidas, todos com certificação orgânica. Porém, cada spasiano terá sua orientação específica para seu consumo diário quando em tratamento. O SPA será para ambos os sexos? Sim, naturalmente. O que muda apenas é que teremos as opções personalizadas para o público masculino e feminino, respeitando as necessidades individuais e específicas.

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ACONTECEU ∆ Acreditação Hospital do Coração Na noite do dia 5 de setembro o Hospital do Coração realizou um coquetel para festejar uma grande conquista: a Acreditação. O hospital é o único no Estado a ter o reconhecimento. Trata-se de um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde, realizado por uma equipe multiprofissional, tendo como referência as Normas do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação - ONA específico. Mais do que merecido! Fotos | Marcos Vollkopf

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1- Fábio Magalhães, Dr Renato Rezende, Dr Mauro Andrade e Dr Sérgio Furlani - Diretor da Uniprime; 2- Momento muito especial: A diretoria do HCMS com a Placa de Hospital Acreditado pela Organização Nacional de Acreditação - ONA; 3- Enfermagem do HCMS com Dr Renato Rezende posando para as lentes de Marcos Vollkopf; 4- O Escritório da Qualidade do HCMS - Dra Sandra Helena Andrade, a enfermeira Mayra Leal, Administradora Renata de Rezende Kroetz e a enfermeira Naiana Cris Dobri Machado; 5- Durante o pronunciamento da Secretária Estadual de Saúde, dra. Beatriz Dobashi; 6- Os diretores do Hospital do Coração: casal de médicos: Dr. Mauro Andrade e dra Sandra Helena Andrade; 7- A administradora do Hospital do Coração Renata Rezende Kroetz clicada ao lado de: Tito Estanqueiro - Diretor Técnico do Sebrae, e Claúdio George Mendonça - Presidente Sebrae- MS; 8- Família reunida: Ana Carolina de Rezende Coutinho, Maira Rezende, Dr Renato Rezende, Renata de Rezende Kroetz e Fabianna de Rezende Coelho; 9- Dr Renato Rezende ladeado pelos médicos Dr Marlon Bagatini e Dr Leandro da Croce; 10- Maira Rezende, Dr Mercule Paulista, Dra Sandra Helena, Dra Lúcia Helena Arejano e Luigi Toninello.

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CRÔNICA ∆

Maira Rezende é arte-educadora, cerimonialista, avó

As delícias de ser sessentão! Estou com sessenta anos! Muito mais que um peso, tornou-se motivo de tranquilidade. Não me sinto mais velha, mas, sim, descompromissada de muitos e muitos afazeres. Era sempre a primeira a levantar, organizar, fazer. Hoje, penso duas vezes para tomar tal atitude. Fila de idosos então é uma delícia. Enquanto a brotada espera horas e horas para chegar à bilheteria, nós, “os idosos”, enfrentamos a bilheteria em dez minutos e muitas vezes não pagamos ou desembolsamos só a metade. É ou não é benefício? E a atitude mental! A coisa flui melhor, você pondera mais, perdoa mais, negocia mais, entende melhor. Sem esforço, sem estresse. Parece que o clic da paciência foi ativado até o máximo. É verdade. Diante de barbaridades, que poderiam tirar-me do sério, olho extasiada pelo acontecido, repenso, pondero, e só aí respondo ou até deixo pra lá. Penso que seja a hora de dar valor para o que realmente, para mim, tem valor. Só então a coisa pega. O deixa pra lá, não é pra tudo. Paciência em sessentão tem limites. Mas a explosão é diferente, é direta, sem mágoa, meio na “lata”, objetiva e sem rodeios. A coisa fica clara ou piora de vez. A ruminação de então fica pra longe, não se curte mais aborrecimentos. Lógico que a idade permite poucos arrobos físicos. O cansaço vem diante de pouco trabalho, mas também, deixar a brotada trabalhar é necessário. Não são tantas, mas as delícias existem com a chegada da 3ª idade. Entre os perrengues e os privilégios, existe uma boa compensação. Na verdade quem não envelhece é porque deixou de viver...∆

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ESPAÇO PARA GRÁFICA IDEALIZA


Conrado Roel conrado.roel@gmail.com

Essa imagem ĂŠ um convite: nĂŁo pense.

Sua foto pode estar aqui! Envie para redacao@revistaagente.com.br

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