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edição 134 | AGOSTO | R$ 12,00

Pais

Tudo para deixar o dia deles mais especial: moda, decoração e beleza

Portugal

A Sintra que seduziu Lord Byron e Eça de Queirós

“A dança que me interessa tem uma teatralidade maior, não apenas técnica, rigor e acabamento”.

Especial aniversário da cidade:

Quatro fotógrafos redescobrem CG

E mais:

Especialistas contemporanizam a arte produzida na cidade

Gisela DÓRIA


É na temporada dos ventos secos de agosto que Campo Grande faz aniversário. Uma jovenzinha de 113 anos de idade. Para celebrar, preparamos uma edição especial, a começar pela capa, que há muito tempo não recebia uma cidadã campo-grandense, e que este mês traz uma de nossas maiores bailarinas, Gisela Dória. Pelo viés da cultura interpretamos os valores e as principais questões de um povo. E, de acordo com os nossos especialistas, Ângelo Arruda, Maria Adélia Menegazzo e Rodrigo Teixeira, Campo Grande amadureceu e já pode ser considerada uma cidade urbana. Muda a paisagem, muda a atmosfera e muda a arte produzida pelas pessoas que aqui habitam. O olhar sensível de quatro fotógrafos mostra essa nova realidade em cores, luzes e sombras. Agosto também tem dia dos pais! Preparamos dicas charmosas para você surpreendê-lo. Nesse clima pais e filhos, fomos fundo no universo dos novos modelos de família, um texto delicado e surpreendente. Com o olho no mundo: tem Schiaparelli e Prada em NY, a bela cidade de Sintra em Portugal e o centro de São Paulo, que está cada vez mais bonito e revitalizado. Boa leitura! Rosane Maia

DIRETORA EXECUTIVA Rosane Maia

REVISÃO Fernanda Giglio

EDITOR DE MODA E BELEZA Luiz Gugliatto

FOTÓGRAFOS DESTA EDIÇÃO Arlindo Namour Lucas Possiede

EDITORA DE ARTE E PROJETO GRÁFICO Marisa de Sena Nachif

ARTE FINAL Deusimar Magalhães

EDITORA DE TEXTO E CONTEÚDO Thais Pompêo

ASSINATURA Sonia Croda

DIRETORA COMERCIAL Thaís Beretta

FINANCEIRO Sonia Croda

REDAÇÃO Fernanda Giglio Thais Pompêo

4 | AGOSTO 2012


ATITUDE ∆ LIFESTYLE 18 | PERFIL 24 | CASA 94

LANÇAMENTOS ∆ SHOPPING 28 | NÉCESSAIRE 38 | DESIGN 90

TENDÊNCIA ∆ BELEZA 40

COMPORTAMENTO ∆ ARTIGOS 22, 50, 84 | CRÔNICA 126, 148

GENTE ∆ ESPECIAL 10 | ACONTECEU 136

BEM-ESTAR ∆ SAÚDE 68 | FITNESS 70 | NUTRIÇÃO 72 | ZEN 88

ELA | GISELA DÓRIA ∆ CAPA | 80

EDITORIAIS ∆ MODA 42, 74 | ENDEREÇOS 134

CULTURA

FALE COM A GENTE R. Doutor Zerbine, 37 CEP 79040-040 Chácara Cachoeira 67 3322 7400 redacao@revistaagente.com.br www.revistaagente.com.br TWITTER @agenterevista ANUNCIE comercial@revistaagente.com.br BANCAS Aeroporto Itanhangá Park Pão Bento Pão e Tal Shopping

∆ ARTE 106 | AGENDA 112 | DICAS 118

DELÍCIAS ∆ GASTRONOMIA 98 | KIDS 128 | TEEN 130

PRAZER ∆ VIAGEM 114 | DICAS SP 110

Gisela Dória | Foto Lucas Possiede

AGOSTO 2012 | 5


Isa Amélia

Tive o privilégio de ler o texto da dra Ariadne na revista A Gente e não posso deixar de cumprimentá-la pelo mesmo.

A senhora fez jus a seu nome, pois, tal como a Ariadne do mito grego, soube conduzir, pelos labirintos da dialética, o delicado fio da racionalidade, do sobrenatural, para uma crítica social justa e razoável. Parabéns por seu artigo. Atenciosamente, Valfrido M. Chaves, Psicanalista.

Gostaria de parabenizar a todos pela revista de junho. Ficou linda, interessante, li inteirinha e já estou aguardando ansiosa a próxima edição! Nélia Farias

LEITOR

Por vários motivos, sinto-me em casa para escrever sobre a revista, que dia a dia, nos ajustes de quem quer acertar em cada detalhe, chegou maravilhosa às bancas. A entrevista da Costanza, o texto Óculos de Madeira, as histórias de Edson Contar... Ainda, encontrar um campeão, não só no esporte, como Rodrigo Figueredo, e poder parabenizá-lo pela garra e determinação. Para completar, um editorial cheio de luz e charme, que Arlindo Namour e Luis Gugliatto e sua equipe prepararam e fizeram acrescentar beleza a cada página. Parabéns Rosane Maia e, a todos vocês, meu abraço.

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GENTE ON

NOSSO twitter Acesse nosso twitter @agenterevista e fique por dentro de todas as novidades da revista. As matérias mais comentadas e todo conteúdo publicado.

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COLABORADORES Carla Matsu Após atuar em revistas de Campo Grande, a jornalista Carla Matsu mudou os rumos ao se deslocar para São Paulo, onde trabalhou em agências de publicidade e colaborou com outras publicações. Ao estudar cinema descobriu novas formas de expressão além da escrita. A partir desta edição assina a coluna São Paulo.

Márcio Ribas É graduado em Letras pela UFMS e mestrando pela UEMS. Acabou de chegar de Londres. Se considera um hipocondríaco das letras. Imprescindivelmente tem que tomar três doses diárias de boa leitura. A partir desta edição ele divide conosco suas descobertas literárias na coluna “para ler”.

Priscilla Rios Nesta edição, enquanto nossa colunista de viagem Regina Almeidinha esteve fora atrás de novos destinos para A Gente, pegamos uma carona até Sintra com a cidadã portuguesa Priscilla Rios. Ela, que é pós-graduada em Teorias e Práticas Contemporâneas do Jornalismo e doutora em bater perna pelo mundo, nos apresenta com intimidade os encantos dessa serra portuguesa, vista sob a perspectiva de quem se sente em casa no hotel mais antigo da Península Ibérica.

6 | AGOSTO 2012


MAKING OF A edição de agosto chega com novidades quentíssimas na área da moda e beleza. O Hits dá dicas de como escolher bem produtos que são uma verdadeira mãozinha na hora dos cuidados diários de um homem. Na Escolha do Mês uma seleção dos melhores relógios masculinos, ideais para presentear o seu super amigo (PAIZÃO). O 10 Coisas traz a volta do fluorescente para a estação mais colorida do ano, e o Achados de Moda chega com a famosa scarf print, estampa criada pelo magnífico Gianni Versace e que está em quase todas as coleções primavera/verão. E ainda: no Look Certo uma dica que é a cara de uma mulher chique e simples. Ainda pensando no homem, editei peças bem modernas e contemporâneas para um editorial que tem tudo a ver com quem quer acrescentar um toque de modernidade urbana ao visual - Blazer, colete, camisas, sapatos e sapatênis são aposta certa na hora de compor o look. Em uma manhã de quinta-feira o ator Nando Rodrigues esteve no L’Equipe para um corte de cabelo com o expert Rodrigo Marques e à tarde encarnou esse homem sob as lentes do fotógrafo Arlindo Namour.

LUIZ GUGLIATTO editor de moda

8 | AGOSTO 2012


ESPECIAL CAMPO GRANDE ∆

Os novos espaços da cidade: para onde estamos indo? Texto | Ângelo Arruda - Arquiteto e Urbanista Professor Doutor da UFMS Fotos | Lucas Possiede

A cidade está se urbanizando muito velozmente. Em muito breve teremos a cidade completa de todos os serviços e todas as infraestruturas e, com tantas áreas de recreação instaladas e sendo implantadas, deveríamos pensar em mudar o apelido de nossa cidade para “Cidade-Verde” pela quantidade de espaços de lazer e de parques que já temos. São mais de 300 hectares. Se começarmos a contar as diversas praças de bairros e os parques, das Nações Indígenas, da Mata do Jacinto, do bairro Carandá, Ayrton Senna, Jaques da Luz, Horto Florestal, Itanhangá e as praças diferenciadas como a das Araras ou a do Peixe ou ainda a Orla Morena e outros ambientes, sem falar nos fundos de vale que foram implantados nos últimos 10 anos que margeiam os córregos, veremos que nosso estoque cresceu muito.

Acho que não faz mais sentido chamarmos Campo Grande de “Cidade Morena”. Prá mim isso é coisa do passado. Essa frase remonta um tempo quando a cidade era puro barro e terra pelo ar. Tudo ficava avermelhado e daí veio esse carinhoso apelido. O atual panorama e o novo cenário urbano apontam para novos olhares. Com quase 800 mil pessoas morando, trabalhando e querendo se divertir, há novos fios sendo tecidos diariamente, a que devemos atentar com certo cuidado. Afonso Pena aos domingos repete os tempos antigos com outros meios, mas os mesmos métodos. Teimo em repetir o que a querida Maria da Glória Sá Rosa afirmou há décadas: somos um poliedro cultural e assim também temos um poliedro arquitetônico em nossa cidade. Não temos um estilo. Temos vários estilos. Não temos uma arquitetura, temos várias arquiteturas que se manifestam com as vontades das pessoas e de suas raízes. Ainda estamos plantando as nossas e assim, cobrar que elas tenham maior vínculo é exigir demais.

Nossa identidade urbana do século XXI está inteiramente ligada às áreas verdes novas e implantadas com estratégias de lazer e recreação ou de contemplação pura e simples.

Por que cobrarmos mais modernidade se temos uma obra projetada por Oscar Niemeyer em nossa cidade? Por que querermos os exemplares mais contemporâneos do eixo Rio-São Paulo publicados em revistas se temos o conjunto arquitetônico da UFMS e do Parque dos Poderes que poucas cidades têm? De que adianta queremos consumir uma arquitetura do século XXI se ainda temos dificuldades em cuidar de nossa cidade nos temas mais sensíveis como lixo e drenagem?

Já há algum tempo que tomar tererê e escutar música dentro do carro nos altos da Avenida Afonso Pena vale a pena, e remete-nos, ainda que inconscientemente, a uma tradição do antigo footing que se realizava por volta de 1924 em diante, na Praça Ari Coelho, no centro da cidade. Homens e mulheres desfilavam caminhando pela praça em momentos de flertes e de paquera; o que se faz hoje na

Sendo assim, nesse aniversário de Campo Grande, quando nossos olhares se voltam para o passado e ao mesmo tempo para o futuro, quero falar do tempo presente e dizer que ainda temos muito espaço para cuidar de nossa cidade, com mais afeto pela sua trajetória histórica e com os olhos lá no horizonte, entregando todas as nossas forças para a sua conservação. Nisso eu acredito. ∆

10 | AGOSTO 2012


Museu do índio NO PARQUE DAS NAÇÕES

PRAÇA ITANHANGÁ

AGOSTO 2012 | 11


ESPECIAL CAMPO GRANDE ∆

Campo Grande ainda não dói

Texto | Maria Adélia Menegazzo - Crítica de arte e de literatura. Professora do Programa de Mestrado em Estudos de Linguagens da UFMS. Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Academia Sul-mato-grossense de Letras. Foto | Lucas Possiede

Falar sobre a arte e a literatura de Campo Grande pensando o passado e o presente, me obriga a pensar também naquilo que a cidade era quando aqui cheguei, em 1981. Cheguei de trem. O trem não existe mais. Atravessava a cidade sem trânsito, sem atrasos. Hoje, se não calcular bem, os atrasos são inevitáveis. A paisagem mudou, ficou menos bucólica, mais contemporânea. Ganhamos meios de educação, de comunicação, de cidadania. Sem nostalgia em relação aos outros tempos, acho Campo Grande, hoje, uma delícia de cidade. Ainda que as fotografias antigas revelem uma outra urbanidade, na parede, ao contrário da Itabira de Drummond, Campo Grande ainda não dói.

Abstração rural - Humberto Espíndola

12 | AGOSTO 2012


Mas o que nos interessa é a qualidade da arte e da literatura que são feitas por aqui. Vivemos uma “tradição” de pintura que começa antes de o estado de Mato Grosso tornar-se do Sul e a cidade, capital. Se for necessário um ponto de partida local, Lídia Baís é a melhor opção, insuperável com sua Santa Ceia na parede da Morada dos Baís ou com o Micróbio da Fuzarca do MARCO. Humberto Espíndola vai além do aspecto temático da sua Bovinocultura, investindo na qualidade da linguagem pictórica e na capacidade de surpreender com seus mitos coletivos. Dão o ritmo da permanência imprescindível, as obras de Jonir Figueiredo, Irani Brum Bucker, Lúcia Barbosa Coelho, Lúcia Monte Serrat, Miska, Carla de Cápua, Carlos Nunes, Patty Helney, Dagô, Isaac de Oliveira, artistas que, dentre muitos outros, apareceram já nos anos 80.

As Redes - Ana Ruas

Hoje, Ana Ruas dialoga com o traçado da cidade, propondo um ponto de vista ambíguo no modo como se apropria de viadutos, muros, tapumes e telas; Nilvana Mujica amplia e multiplica as possibilidades das formas ornamentais e históricas de pisos, fachadas e tetos; Zilá Soares, com suas personagens-cores, reforça a tradição humbertiana, ao mesmo tempo em que extrapola os limites de intervenção no real, cortando e recortando formas; Priscilla Pessoa retoma a pintura figurativa e com ela inventa percursos de ser e de não-ser; Evandro Prado dialoga com a tradição artística brasileira, investindo na ironia e na sátira aos valores da sociedade de consumo; nesta mesma linha trilha Antonia Hanemann; Thais Galbiati, Thiago Barros, Alice Hellmann, Cícero Rodrigues, Huldo Júnior, Tetê Irie são nomes a conferir no futuro.

o corpo com vermelho - Zilá Soares

Na fotografia de autoria, a reflexão e o instinto são o laboratório da sensibilidade. Nas fotografias de Vânia Jucá, a oportunidade de criar molduras se envolve diretamente com a captação da luz e seu papel definidor na composição – há sempre uma complementação entre uma e outra, o que torna o uno, diverso, e a matéria, metáfora. Roberto Higa articula narrativas visuais permeadas pela banalidade e delas conta uma outra história, às vezes invisível, porém mais sensível. Elis Regina testa a todo instante as possibilidades do “snapshot”, utilizando os mais diferentes processos. Apresenta, assim, imagens surpreendentes das coisas, das pessoas e da cidade, evidenciando uma poética do cotidiano, assentada em intervenções de toda ordem. Alexis Prappas propõe imagens de estranhamento, quebrando, em parte, as fórmulas referenciais, produzindo novas relações entre o inteligível e o sensível, enquanto Fernando Antunes segue um percurso mais conceitual, buscando novos enquadramentos e rompendo, de fato, com a homogeneidade das imagens técnicas. A literatura conta com morador ilustre, o poeta Manoel de Barros, que cansou de ser moderno para ser eterno. Suas lições de pré-coisas irritam a poesia bem arrumada e incitam o transbordamento dos sentidos. Também daqui é Dora Ribeiro (que mora em Pequim), dona de uma poética que oscila entre a delicadeza do jardim, as geografias corporais e a afirmação cruel do real. Lucilene Machado pontua a poesia, o conto e a crônica, tensionando, na medida, o sentimento, a metalinguagem e a razão irônica. Na crônica, a visão crítica de Theresa Hilcar põe a poesia no meio da vida, e o bom-humor de Maria Eugênia do Amaral revê nossa distância das coisas sutis e inteligentes. Numa visada em grande plano são esses os elementos de uma composição que combina a arte com o prazer e a cidade com o meu afeto. ∆

AGOSTO 2012 | 13


ESPECIAL CAMPO GRANDE ∆

Delio e Delinha - LP - Prenda Querida - 1961 - divulgação • Geraldo Espindola - Foto Rodrigo Teixeira • Ze Pretinho - Foto Rodrigo Teixeira

Música Morena! Texto | Rodrigo Teixeira - Músico, com quatro discos lançados, e autor do livro ‘Os Pioneiros – A Origem da Música Sertaneja de Mato Grosso do Sul’ Foto | Lucas Possiede

Sou passional em relação a música de Campo Grande. Para mim, estamos na ponta do Brasil quando se trata desta área. E não é de hoje. Antes de nos tornarmos uma capital, já éramos considerados um dos lugares mais pulsantes do interior do país em termos musicais. Continuamos assim e subindo. Temos um dos mais importantes compositores do Brasil e o principal do Centro Oeste com certeza: Geraldo Espíndola. Sua obra revela e esmiuça este canto do país como nenhum dos grandes da música brasileira. É nossa também uma das mais incríveis cantoras do Brasil: Tetê Espíndola. Como se não bastasse ainda é uma compositora de mão cheia e excelente instrumentista. E óbvio: temos Almir Sater. O cara que modernizou a viola no Brasil, gênio de seu instrumento! Também contamos com um dos principais acordeonistas do país: Dino Rocha. Um mestre de seu instrumento, respeitadíssimo. Uma das cantoras com mais tempo em atividade da música sertaneja também é nossa: Delinha. Ainda por cima é autora de um dos maiores hits desta região, ‘O Sol e A Lua’. Não paramos por aí. Como se não bastasse sermos um dos poucos lugares do Brasil em que mantemos a tradição de cantar em português, espanhol e guarani, ainda temos as duplas e artistas

14 | AGOSTO 2012

sertanejos mais famosos dos últimos tempos: Luan Santana, Michel Teló, João Bosco & Vinícius, Maria Cecília & Rodolfo... Para mim, O Bando do Velho Jack é uma das principais bandas do Brasil e, sem dúvida nenhuma, Renato Fernandes, do Bêbados Habilidosos, é o maior compositor de blues do Brasil pós-Cazuza. Sigo afirmando que Fábio Brum é o principal guitarrista de blues do país, e há uma leva de instrumentistas que estão entre os melhores dos melhores: Antônio Porto, Wlajones de Carvalho, Adriano Magoo, Sandro Moreno, Marcelo Ribeiro, Alex Mesquita, Guilherme Cruz... ainda temos Marcelo Loureiro! Não é pouca coisa! Temos ainda uma das novas gerações mais criativas do Brasil, que está fomentando uma revolução e que, já já, se destacará em âmbito nacional. Nos anos 2000, Campo Grande ganhou uma leva eclética de compositores. Na trilha de novos sons, estéticas e discursos, chegaram para completar o time autores como Maíra Espíndola, Altair Santos, André Stábile, Vinil Moraes, Xaras Gabriel, Lincoln Gouveia, Leonardo Schmidt, Rafael Coelho, Jean Stringheta... O time da música de Campo Grande não para jamais. Parabéns Cidade Morena! ∆


AGOSTO 2012 | 15


Bibi Lopes Texto | Thais PompĂŞo Fotos | Lucas Possiede Stylist | Luiz Gugliatto

18 | AGOSTO 2012


LIFESTYLE ∆ Ela é loiríssima, bronzeada e sabe muito bem o que quer. Aos 22 anos, Bibi Lopes já morou em São Paulo e Londres, está para se formar no curso de arquitetura e é a criadora do The Blend, blog que tem atraído milhares acessos em apenas três meses de vida. “Eu amo arquitetura, nunca tive dúvidas em escolher essa atividade como profissão. E também tenho essa paixão pessoal por moda... Para mim, as duas coisas têm tudo a ver, andam juntas...”

ELA

Profissão: Estudante de Arquitetura e Urbanismo e Blogueira. Férias inesquecíveis: A primeira vez que consegui fazer uma viagem apenas com os meus pais - fomos os 3 para Istambul e Grécia. Em alta: Fé em Deus, sempre! O que está lendo: ‘’A Parisiense’’, de Ines de la Fressange. Música que não sai do seu playlist: Sertanejo, e atualmente um CD que comprei no Alucci Alucci gravado pelo DJ Michel Saad, estou viciada nele! Um filme: Um amor para recordar. Antigo, mas continua sendo o meu preferido. Sempre à mão: iPhone. Não vivo sem: Deus e a minha família. Projeto do momento: Fazer do The Blend um grande sucesso. Todos os meus pensamentos estão voltados para ele. Um sabor: Chocolate. Um desafio: Ser pelos menos metade do que o meu pai e a minha mãe são pra mim, exemplos de família e pessoas. Esporte: Corrida e Kangoo Jump. Refúgio: Minha casa. O melhor de Campo Grande: Tranquilidade.

Apesar das mil e uma novidades que passam pela sua cabeça diariamente, a blogueira se diz uma garota caseira: “Amo tomar um vinho em casa, ficar com os meus pais, meus amigos e com o meu namorado”. O dia a dia da Bibi? Escritório do pai (o empresário José Carlos Lopes), salão de beleza, academia, corrida, faculdade e – ufa! – o blog. “Eu durmo tarde, e é nessa hora que eu atualizo o The Blend. Aproveito o silêncio do horário para ter inspiração”. AGOSTO 2012 | 19


JOSÉ EDUARDO CHEMIN CURY

20 | AGOSTO 2012

Texto | Marcela Ney Fotos | Lucas Possiede Stylist | Luiz Gugliatto


LIFESTYLE ∆ José Eduardo Chemin Cury, mais conhecido como Dadinho, é um líder nato. Desde os tempos de escola, é comum encontrá-lo à frente de diversos assuntos que interessam à coletividade. Tanto que escolheu o Direito como profissão, e hoje, aos 32 anos, acumula cargos e funções, tanto na vida profissional como na pessoal. O advogado, que já trabalhou na assessoria jurídica de órgãos públicos como a Prefeitura Municipal de Campo Grande e também como vice diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA/MS), acabou de inaugurar um belo escritório em um dos bairros mais nobres da cidade.

ELE

Férias inesquecíveis: Viagem para Espanha, França, Holanda, Grécia e Croácia em 2011. Em alta: Meu escritório de advocacia. O que está lendo: Quem Ama, Educa – Içami Tiba. Música que não sai do seu playlist: A Amizade – Fundo de Quintal e Runaway – The Corrs. Um filme: Homens de Honra. Sempre à mão: Generosidade. Não vivo sem: Minha família e amigos. Projeto do momento: Social: Site www.vaquinhasocial.com.br Profissional: Pradebon, Cury & Luna Advogados Associados. Um sabor: Cozinha Árabe. Um desafio: Educar meus filhos. Esporte: Squash. Refúgio: Pescaria. O melhor de Campo Grande: Ser uma cidade que possui estrutura de capital, sem perder as características de cidade pequena.

Em casa, ele é o marido de Ariene Murad Cury e o pai dedicado de Manuela e Eduardo, este com apenas três meses. Apesar do dia a dia corrido, momentos de lazer com a família e com os amigos também aparecem em sua lista de prioridades, seja com uma boa viagem, alguns dias de pescaria ou apenas um encontro entre amigos para colocar o papo em dia. AGOSTO 2012 | 21


ARTIGO ∆ Texto | Ariadne de Fátima Cantu da Silva Procuradora de Justiça e Supervisora Geral da Assessoria de Comunicação do Ministério Público.

RAÍZES E ASAS... As mães dão raízes, e os pais dão as asas e ensinam a voar, assim diz o provérbio. Esse pai que quero homenagear neste mês de agosto é o pai que não apenas ensina a voar, mas voa junto com o filho, embarca em sua nave de sol e penetra mundos invisíveis sem pestanejar nem perguntar por que o filho quer viajar. Apenas vai. É o pai parceiro, fiel escudeiro, sempre pronto para defender. É o que olha a prova, e mesmo com a nota ruim, ainda dá um jeito de incentivar e mostrar que o filho vai conseguir fazer melhor da próxima vez. O pai de que falo, adora presente, mas fica feliz mesmo é com aqueles presentes da escola, dados com toda candura e envoltos em celofanes coloridos. Ouve a lamúria do filho adolescente, sobre a briga com a namorada, e tem sempre uma palavra de conforto que faz acreditar que a vida não vai acabar naquele minuto. Esse pai, depois que o filho cresce, e vem a ele contar da separação dolorosa, dá colo ao filho crescido, e o faz ver que as coisas boas ainda restaram em pé. Faz maquete junto com o filho e não reclama de ter de sair à noite para comprar uma borracha para a prova do dia seguinte, porque o filho não avisou antes. Com seu olhar, já vai se saber o que ele está pensando... E com esse olhar, ele possui o filho, cuida, guarda, protege, encaminha, faz brilhar. Com a força e a serenidade de sua atitude, planta o respeito e colhe o amor.

22 | AGOSTO 2012

Não é apenas aquele que joga bola, mas sim, aquele que, na falta da bola, pega uma garrafa pet vazia e inventa um campeonato imaginário. Torce pelo time do filho ainda que ele torça pelo time da mãe. O pai desta homenagem, sem dinheiro para comprar brinquedo, inventa o próprio brinquedo e faz da vida uma brincadeira. Mostra ao filho que o dinheiro, apesar de importante, não é tudo na vida. Esse pai desta singela homenagem, é um homem que pode até mesmo não ser pai... pode ser amigo, companheiro da mãe, avô, tio, professor... ou apenas um HOMEM disposto a passar seu modelo adiante, e assim transformar o mundo em um lugar melhor de se viver. Esse pai, com seu sorriso, enxuga as lágrimas e faz o filho seguir adiante. É também base, raiz, muda, e ave. Faz quase o impossível, o que ninguém mais consegue fazer. É o pai por desejo e por escolha. Esse é o pai que deve ser homenageado todos os dias da vida do filho, porque o filho, dele vai se lembrar em todos os momentos importantes, e vai agradecer-lhe por forjar-lhe o caráter, ajudando-o a esculpir a caminhada e vencer as mágoas da vida. Mesmo que não esteja presente, em algum lugar ele estará contigo em pensamento. Um pensamento que nunca descansa, que nunca dorme, que se alimenta de doação. Além de bases sólidas, esses HOMENS especiais, são o vento que sopra o filho para longe, para vê-lo brotar no teto da vida. Alguns dirão: ‘Ah, mas é muito fácil escrever... difícil é ser pai’. Mas um homem não nasce pai. Ele se transforma em pai dia após dia, simplesmente porque ele ESCOLHEU ser pai. Ser pai é escolha. ∆


A fórmula que deu certo

PERFIL ∆ 24 | AGOSTO 2012

Criada há 64 anos, a rede de drogarias São Bento é uma das maiores do Centro Oeste, e se firma em um mercado em plena expansão.


Texto | Thais Pompêo Fotos | Lucas Possiede e divulgação

O mercado brasileiro de farmácias começou 2012 da mesma forma que terminou o ano passado: em ebulição. Grandes redes de farmácias se fundindo com gigantes internacionais, de olho no mercado brasileiro. Realidade também vivida pela rede sulmato-grossense São Bento, do grupo Buainain, que embora não tenha se unido a outras empresas, cresceu, e muito. De 2010 para 2011, teve um aumento de 19% na faturamento, com estimativas ainda mais promissoras para este ano: 21%. Os números são referentes a quatro frentes que o grupo controla: rede de drogarias São Bento, farmácias de manipulação, Transmed (atacado direcionado para clínicas, hospitais e órgãos públicos) e a distribuidora Brasil – império que começou há 64 anos com a primeira unidade na rua 14 de Julho esquina com a Cândido Mariano, criada por Adib Assef e Zuleid Buainain. Sucessão familiar Luiz Fernando Buainain, diretor comercial do Grupo Buainain, filho de Adib e Zuleid, foi o responsável pela grande alavancada nos negócios da rede no início da década de 90, quando assumiu o comando da empresa. Era um período de crise, quando Collor assumiu a presidência da República e segurou o dinheiro da população, e o empresário fez uma manobra que deu muito certo: “Eu fazia o pedido para a indústria e colocava os vendedores na rua para comercializar os produtos. Dessa forma, a mercadoria não ficava parada no estoque”, explica Luiz Fernando. Ao mesmo tempo, ele implantou um planejamento estratégico na empresa. Foi assim que o empresário conseguiu multiplicar nove vezes

o faturamento da empresa, e com esse crescimento modernizou toda a rede. De dez lojas, no período em que assumiu o comando da rede, hoje já são 93, e até o fim do ano devem chegar a cem lojas, tornando-se a maior rede de drogarias do Centro Oeste, uma empresa de milhões de reais de faturamento ao ano. Empresa de grandes números sem deixar de ser familiar e que agora está partindo para um processo de gestão coorporativa: são 22 mil itens trabalhados, 1700 colaboradores e seis sócios, seis irmãos que mantêm a empresa como capital fechado e sem franquia. Luiz Fernando viaja muito atrás das principais novidades em drogarias no mundo, e há mais de dez anos traz as tendências do mercado internacional para o estado. “A São Bento foi a primeira drogaria a adotar conveniência, a funcionar 24h, a ter drivethru e a farmácia popular. Nossa mais nova aposta é a linha de produtos dermocosméticos, que cresce 30% ao ano. Em março fui à Paris e Milão, que são os mercados mais tradicionais em dermocosméticos – esse é o futuro”. Este ano a rede vai vender o dobro do ano passado nesse setor. Além disso, a rede tem apostado alto em produtos e marcas exclusivas em parceria com grandes indústrias internacionais, lojas-conceito. Internamente, R$3 milhões foram investidos em tecnologia. Nessa hora, toca o telefone do empresário com o jingle da São Bento. Ele ouve, sorri e fala: “Temos todos os melhores produtos disponíveis no mercado, e muito mais do que isso: temos serviço, atenção exclusiva, temos calor humano e uma história de confiança com a população sul-mato-grossense”. ∆

AGOSTO 2012 | 25


LOOK CERTO ∆

CHIC & SIMPLES

O ar da primavera nos inspira a compor looks mais leves e de preferência com uma certa delicadeza. Para esta estação, as grifes apostaram na leveza das sedas, dos flats e no encanto dos maxi-colares. Para dias ensolarados, nada mais in que uma belíssima saia de seda estampada a la Paisley, uma regata off white, nos pés uma delicada flat e, para arrebatar o look, um maxi-colar colorido, pequenos brincos e maxi-bolsa. Entre na temporada com estilo! Brincos Lívari joalheiros • Regata Le Lis Blanc • Flats Le Lis Blanc • Colar Badulaque • Bolsa Victor Hugo • Saia Bô.Bô • Preço sob consulta

28 | AGOSTO 2012

Fotos | Lucas Possiede

Por | Luiz Gugliatto


Campanha Cia. Marítima

10 COISAS ∆

FLUORESCENTES A primavera nem chegou e as vitrinas já estão cheias de novidades, e o que determina a mudança de estação são basicamente as cores e formas. Cores fluorescentes andavam meio desaparecidas do cenário fashion, mas para a próxima estação veremos muitas tonalidades cítricas no closet das mais antenadas. Seguindo essas tendências, é hora de investir em itens como sapatos, bolsas, chapéus... Fique atenta ao montar o look, afinal as cores neons são ótimas para dar um up no visual, mas lembre-se que é importante combinar o flúor com cores mais neutras, e assim chamar toda a atenção para o seu estilo! Chapéu Panamá p/ Alessa • Sandália Bottero • Bolsa Paola Torre • Sandália Schutz • Sandália Lilly Closet • Scarpin Naturezza • Bolsa Paola Torre • Bolsa Kenzo • Scapin Lilly Closet • Peep Toe Cristófoli • Preço sob consulta

30 | AGOSTO 2012

Fotos | Lucas Possiede e divulgação

Por | Luiz Gugliatto


Campanha Moikana

ACHADOS DE MODA ∆

VERSACE MANIA Criada por Gianni Versace nos anos 90, a Scarf Print voltou a aparecer nas passarelas de grifes famosas como Dolce&Gabbana, Emílio Pucci, Dior e Balmain. Quem mais investiu na estampa lenço foi Dolce&Gabbana, que produziu uma coleção inteira no estilo. E como já era de se esperar, logo as redes de fast fashion como a Zara, entre outras, criaram peças com a mesma proposta, que virou mania mundo a fora. Por aqui já podemos nos deparar com a estampa super tendência nas araras de marcas como Bô.Bô, Triton, Neon, Animale... O estilo super chic e ultra feminino é capaz de produzir looks com muita personalidade, e já é consagrado entre as It Girls e fashionistas brasileiras. Camisa Top Shop • Tênis Vans • Saia Neon/Ana Loren • Sandália Dolce&Gabbana • Pulseira Hermès • Porcelanas Versace • Preço sob consulta

32 | AGOSTO 2012

Fotos | Lucas Possiede e divulgação

Por | Luiz Gugliatto


ESCOLHA DO MÊS ∆ 1

Campanha Hugo Boss Black

2

MÁQUINA DE LUXO!

4

3

Quando o objetivo é ter um estilo clássico e refinado, o relógio tem que combinar beleza e desempenho com excelência e total qualidade. Grifes renomadas têm provado o quanto é necessário mostrar ao consumidor o fator custo-benefício de um modelo clássico. O relógio é um acessório encantador e sempre foi pensado e desenvolvido especialmente para homens de extrema elegância. A junção do cromo com a pulseira de couro fica ótima, e pode sim ser combinada com um belo par de sapatos e cinto de couro. Seu pai vai adorar ganhar de presente um item capaz de fazer diferença na hora de montar um look mais conceitual. 1- Relógio Hermès Dressage Smol Second • 2- Relógio Raymond Weil Maestro pequenos segundos • 3- Relógio Rolex Dyster Perpetual Date Just • 4- Relógio Piaget Altiplano automatico Skeleton • 5- Relógio Omega Seamaster Planet Oceon • Preço sob consulta

34 | AGOSTO 2012

5

Fotos | Lucas Possiede e divulgação

Por | Luiz Gugliatto


Campanha Afghan

TRENDY ∆

URBANA

Para a próxima estação, devemos ver peças com a delicadeza das candy colours. Além de vários itens translúcidos, muitas camisas em tecidos leves como a tricoline e tramas inteligentes. Outro acessório que deve fazer a diferença no look são os maxibrincos apresentados pela grife Animale, tudo bem ao estilo moda urbana que tanto agrada às mulheres antenadas. Óculos Carrera p/ ótica Lunettes • Camisa Shoulder • Brincos Animale • Cinto Shoulder • Bolsa Doce&Gabbana • Shorts Le Lis Blanc • Sandália Burberry Prorsum • Preço sob consulta

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Fotos | Lucas Possiede e divulgação

Por | Luiz Gugliatto


nécessaire 38 | AGOSTO 2012

Por | Luiz Gugliatto

Hoje em dia os homens estão mais preocupados com o assunto beleza: Incômodos como olheiras, pele oleosa ou seca, pequenas rugas, pelos, irritações ao barbear-se e cuidados com o couro cabeludo estão entre as prioridades diárias do homem contemporâneo.


Natura Homem Espuma de Barbear Máximo Conforto possui textura cremosa e efeito refrescante. A espuma densa com alta concentração de glicerina vegetal deixa um filme de hidratação após o barbear, proporcionando uma sensação de pele lisa. Entre seus ingredientes está o mentol, que ameniza a irritação. 22 ml R$ 26

DERMAGE IMPROVE C MOUSSE é um produto com ativos que ajudam a protelar o envelhecimento precoce. Sua espuma é rapidamente absorvida pela pele; os ativos anti-idade, clareadores e revitalizantes repõem a água sem deixar a cútis brilhante! 70 ml R$ 132

ANTI-FATIGUE COOLING EYE GEL CLINIQUE SKIN SUPPLIES FOR MEN O aplicador roll-on (uma esfera metálica) diferencia o produto, facilitando uma massagem capaz de estimular a microcirculação da pele em volta dos olhos. Assim, sua fórmula, composta por cafeína e lúpulo, age mais rapidamente, descongestionando e atenuando as olheiras, bolsas e traços causados pelo cansaço. 15 ml R$ 155

HITS DE BELEZA ∆

Bioterme Homme Facial Exfoliator é um exfoliante perfeito para uso diário que contém micropartículas exfoliantes capazes de retirar as impurezas e as células mortas da pele. Sua fórmula ligeiramente espumante liberta a pele das sujeiras e secreções que se acumulam dia após dia. 150 ml R$ 92,70

O trimmer de acabamento body groomer sport é um aparelho especialmente projetado para esportistas. Possui design moderno e arrojado e com um único produto é possível barbear, aparar a barba e também aparar os pelos do corpo. R$ 159

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Fotos | divulgação

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beleza ∆

Texto | Natalia Charbel Foto | Lucas Possiede

Marcas na pele

“Eu trago o peito tão marcado. De lembranças do passado...” Chico Buarque

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Difícil a mulher que não se arrepie só de pensar nelas. E acredite, nós não estamos falando das temíveis baratas. Perdendo apenas para as (pode bater três vezes na madeira) celulites, as estrias estão no topo da lista de preocupações estéticas. Democráticas, elas não escolhem classe social ou idade – podem atingir mulheres, homens, adolescentes e até crianças. E quando surgem, fazem um estrago em qualquer pele bonita.

Outras vítimas são os adolescentes ávidos por um corpo escultural: “É cada dia mais comum surgirem estrias em adolescentes que malham para aumentar massa muscular, pois distendem o músculo e, consequentemente, a pele, além do ideal”, alerta a médica.

Existem inúmeras opções terapêuticas, das simples às mais avançadas. Como tratá-las

Quando se trata de estrias, o melhor é evitar que elas apareçam. “Estrias são estiramentos das fibras elásticas da derme (camada média da pele), além do que a pele pode suportar. Esse ponto de distensão máxima depende muito da genética de cada um”, diz a dra Katia Volpe. Pesquisas feitas por dermatologistas estimam que 60% das brasileiras podem sofrer com o problema. “Quando se trata de estrias, o melhor é evitar que elas apareçam. A partir do momento que aparecem, o ideal é tratá-las o quanto antes.” Evitá-las começa com uma vida saudável e equilibrada: “Controlar o excesso de peso e o efeito sanfona é fundamental”, explica a médica, assim como manter a pele sempre super hidratada, por fora e por dentro, portanto, capriche na ingestão de água! O fator genética e hereditariedade também conta, e muito. Em algumas pessoas, nem mesmo as grandes distensões (como é o caso da gravidez) são capazes de causar estrias; já em outras pessoas, uma pequena distensão da pele já é o suficiente para fazer aparecer aqueles feiosos risquinhos. A gravidez é um assunto à parte, pois as estrias podem surgir com mais facilidade, dependendo do tipo de pele, ganho de peso e grau de distensão. É essencial não engordar demais, evitar roupas justas e caprichar na hidratação, feita geralmente com cremes específicos e recomendados por médicos. Dra Katia explica que “durante a gestação não é possível realizar tratamentos, mas, dependendo da pele, 30 dias após o parto eles já podem ser iniciados.”

“As estrias vermelhas são as mais novas e mostram melhores resultados no tratamento, pois ainda há vascularização, e as brancas são as mais antigas e não possuem vascularização. Quanto mais nova a estria, mais jovem o (a) paciente, melhor o resultado. É importante salientar que há melhora, mas quantificar a melhora não é possível, principalmente em porcentagem”, enfatiza dra Katia. E completa: “O médico deve ser realista. A tecnologia é nossa aliada nessa batalha, existem inúmeras opções terapêuticas, das simples às mais avançadas. Peelings químicos e carboxiterapia apresentam bons resultados e podem ser associados a tratamentos hightech.” Entre os mais avançados estão: Laser de CO2/ Legato/ Impact: Laser fracionado, aplicado uma vez ao mês, na região, indicadas de 3 a 6 sessões. Em seguida, a ponteira Impact permite a penetração de medicações específicas através das micropunturas realizadas pelo laser. Ponteira Elektra (Harmony): Recém chegada, essa ponteira de laser Q Switched, agora na versão fracionada, permite a ação mais profunda do laser sem agredir a superfície, importante para peles sensíveis a manchas. Infravermelho (como o Nir e Tight Skin): Estimulam o colágeno na pele, potencializando os tratamentos ablativos. “Segundo o Meeting da Academia Americana de Dermatologia, se associarmos tecnologias diferentes, os resultados são ainda melhores”, conclui dra Katia. Não esqueçam, não é permitido exposição solar durante o tratamento. Marcas, só as de lembranças felizes, e no coração! ∆

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Fotos | Arlindo Namour Stylist | Luiz Gugliatto


Gentleman

Look total Noir, Le Lis Rel贸gio Rolex p/ L铆vari


Camisa Richard’s | Calça e sapatos Noir, Le Lis | Cinto ADJI


Camisa Noir, Le Lis | Calça Ellus | Tênis Osklen p/ K-3 | Relógio Tissot p/ Lívari | Colares Acervo


Blazer Noir, Le Lis | Camiseta Triton p/ Metropole | Calça ADJI | Cinto Richard’s | Colar acervo


Blazer e Camisa Forum | Calรงa ADJI


Camisa ADJI | Rel贸gio H. Stern


Camisa e cinto Aramis Calça Mandi p/ Metropole Relógio Mont Blanc p/ Lívari Ficha Técnica Fotógrafo | Arlindo Namour Stylist | Luiz Gugliatto Make/hair | Carlos Braga L`EQUIPE Hair & Body Ator | Nando Rodrigues Agradecimentos Mercadão municipal Adega Colonial


ARTIGO ∆ Elenara Baís, Personal e Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, Psicóloga, Consultora de Recursos Humanos do Instituto Vitória Humana

A Morena rica e as boas oportunidades Um fenômeno social que surge a partir de determinadas circunstâncias geográficas e econômicas. Uma cidade, uma história que se constrói na soma sinérgica de muitas mãos, muitas vidas e trajetórias individuais, familiares e sociais. As terras do cerrado, de horizontes amplos e céu tão azul, há pouco mais de um século configuraram-se em um cenário que, por seus encantos, fez convites e ofereceu possibilidades a pessoas de visão empreendedora e espírito desbravador. Pessoas que enxergaram oportunidades onde outras nas mesmas circunstâncias veriam apenas dificuldades. Um destino que se cumpriu e se cumpre ao longo destes 113 anos da cidade de Campo Grande que, como as paisagens e flores do cerrado, renasce todo ano. Conhecida como Cidade Morena, oferece ricas oportunidades a quem aqui nasce e para quem aqui chega. Para identificar-se uma oportunidade é necessário ter olhos para vê-la. Isto significa uma atitude interna de busca e prontidão para agir e crescer. Neste sentido, Campo Grande parece ter sido contemplada, ao longo de sua história, com uma população composta por pessoas que chegaram de diferentes lugares, em busca de oportunidades de desenvolvimento, trazendo consigo as qualidades de quem busca e se dispõe a construir dias melhores. Um mescla étnica e cultural singular, que une paraguaios, japoneses e árabes a índios e brasileiros de diferentes regiões do país, e que já traz, pela própria diversidade de seu povo, a rica oportunidade de abrir-se ao que é diferente de si, de

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aprender com as trocas e tornar-se assim mais rico sob diversos aspectos. É claro que haverá quem discorde desta visão, afirmando que Campo Grande, por localizar-se no Centro-Oeste, ou mesmo pelas características de seu povo, não tem isto ou aquilo, que é atrasada neste ou naquele aspecto, uma vez que a referência de desenvolvimento pode localizar-se mais ao sul ou no sudeste do Brasil onde tudo, de certa forma, começou. E é aí que a aptidão para ver as oportunidades surge novamente. Sempre haverá aqueles que enxergam o copo meio vazio e os que enxergam o copo meio cheio diante de um copo com água pela metade. E aqueles que enxergam o copo meio vazio gastarão horas, muita energia e quem sabe grandiosa parte de suas vidas reclamando que o copo está meio vazio, ou procurando o culpado por acreditarem que mereceriam ter o copo totalmente cheio... Enquanto haverá também aqueles que escolherão se nutrir e se gratificar pela água que há, fertilizando ideias e disposição para buscar outros tantos copos. São escolhas diante de um manancial de possibilidades diárias. Viver hoje em Campo Grande é ter a oportunidade de usufruir de uma das melhores qualidades de vida do país, de conviver com a beleza de suas ruas, avenidas, árvores floridas e das araras cruzando seu céu azul. É conviver com um povo gentil e é, sobretudo, a oportunidade de colaborar e compor uma harmonia para quem mais vier. Feliz Aniversário, Campo Grande, que a prosperidade material, moral e espiritual sempre a habite, tornando-a cada vez mais um lugar bom e seguro às gerações que virão! ∆


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O cenรกrio da gente

Alexis Prappas

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Fernando Antunes AGOSTO 2012 | 55


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Elis Regina Nogueira AGOSTO 2012 | 57


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Uma cidade, vรกrios olhares...

Roberto Higa

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MEIO AMBIENTE ∆

Ecologia: ciência ou bandeira política?

Texto | Lilian Medeiros de Mello, Bióloga, doutora em meio ambiente e desenvolvimento e professora da Universidade Federal do Paraná.

A Ecologia tem sido considerada mais do que uma ciência. Alguns pesquisadores conferem à Ecologia o status de uma ciência totalmente original, situada entre as ciências da natureza e as ciências da sociedade. 62 | AGOSTO 2012


A literatura e os estudos sobre a Ecologia, na atualidade, vêm transcendendo as fronteiras científicas ao trazerem subsídios para uma nova visão da realidade, que baseia-se na interdependência de todos os fenômenos da Terra e do Homem, sejam eles físicos, químicos, biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Formalmente, a Ecologia começa em 1866, com a invenção do termo por Ernest Haeckel, derivado do grego oikos que significa casa, e logos, que significa estudo. No sentido literal e genérico, Ecologia é o “estudo da casa”, mas, de uma forma mais apropriada, entende-se casa como o ambiente em que vivemos, compreendendo todas as condições de existência. No “coração” da ciência ecológica está a noção de ecossistema. Nos estudos ecológicos das comunidades animais e vegetais, é possível constatar que todas as diferentes espécies estão interligadas formando uma comunidade, e estão conectadas por relações que visam a alimentação. Energia e matéria movem-se em ciclos dentro do ecossistema, ou seja, todas as substâncias são continuamente recicladas. A Ecologia traz, portanto, a ideia de interdependência e de existência de um fluxo cíclico e contínuo dentro dos ecossistemas, onde cada organismo faz circular matéria e energia, mantendo-se num estado de equilíbrio dinâmico. Limites e fronteiras da ciência Uma vez que, na perspectiva da teoria evolucionista de Darwin, o homem pertence às espécies animais, existe uma larga discussão a respeito da possibilidade de os princípios organizadores da Ecologia regerem também o desenvolvimento das sociedades humanas

ciedade e a mídia confiem à Ecologia as questões dos grandes riscos ecológicos, como o da água, da desflorestação e do desaparecimento de determinadas espécies. Com o conceito de ecodesenvolvimento, proposto em 1972 na Conferência de Estocolmo (a precursora da Eco 92 e da atual Rio +20 sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento), e posteriormente com o conceito de desenvolvimento sustentável, proposto em 1987 pelo Relatório Brundtland, a Ecologia passa a ser um termo corrente no trato dos problemas das carências humanas. A Ecologia Social, por exemplo, advoga que, atualmente, não existe conexão ecológica se não houver uma abordagem dos problemas sociais, ou seja, não adianta eliminar o desmatamento sem questionar a proliferação da fome, da miséria e da escassez de recursos. É com esse espírito que outras correntes políticas, filosóficas e educacionais se utilizam dos princípios básicos da Ecologia para proporem novas formas de relacionamento com a natureza e novos valores que não aqueles ligados à lógica do consumo exacerbado e exploração desenfreada dos recursos naturais. Desse modo, a palavra ecologia é também usada em larga escala como sinônimo de equilíbrio ambiental, e a expressão movimento ecológico referese à atividade política em defesa do equilíbrio ambiental. A questão ambiental, revelando o retrato de uma crise civilizatória, desperta preocupações e crescente interesse social.

Nas relações de alimentação, o homem não só já deixou de ser visto um simples consumidor, como também redireciona o ciclo natural com a dimensão social e econômica.

Nesse contexto, a Ecologia se mostra ora como uma ciência explicativa, de caráter técnico, para a qual o meio ambiente é algo concreto, tangível e que pode ser solucionado desde que se adotem as medidas corretas, ora como um modelo de organização cujos princípios são utilizados como diretrizes para construir comunidades humanas sustentáveis.

No contexto da crise ambiental, a Ecologia tem sido usada como a “ciência da sobrevivência”, quando não usurpada como uma expressão corriqueira. Portanto, não há estranheza no fato de que a so-

A Ecologia pode ser entendida, ainda, como um alerta para a necessidade de se promover mudanças efetivas que garantam a continuidade da vida a longo prazo. ∆

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Ivo Pitanguy

Um ensaio sobre beleza 66 | AGOSTO 2012


ATUALIDADE ∆

“O belo é uma manifestação de leis secretas da natureza, que, se não se revelassem a nós por meio do belo, permaneceriam eternamente ocultas.” - Johann Goethe.

Texto | Thais Pompêo Fotos | Lucas Possiede

Em uma época em que a ditadura da beleza e da juventude castiga escravizados, o ponto de vista de uma das maiores autoridades em cirurgia plástica do mundo, Ivo Pitanguy, é libertador: “A beleza transcende o físico”. Tal afirmação, vindo da boca do pai da cirurgia plástica no país, nada tem a ver com a teoria vazia dos livros de autoajuda. Apesar de acreditar que o bem-estar muitas vezes está relacionado com a imagem, o médico adverte: “Sempre que existir somente a vaidade sem a convicção da própria beleza, a força resultante, ao contrário, será destrutiva”. Com quase 90 anos e mais de 60 mil cirurgias no currículo, Pitanguy, que esteve em Campo Grande em junho para a vernissage de seu filho Bernardo na Galeria Mara Dolzan, sabe exatamente do que está falando. Não que ele seja avesso ao bisturi, muito pelo contrário: “Eu opero visando o bem- estar do indivíduo em todos os casos – seja na operação reconstrutora como na embelezadora. Muitas vezes esse bem-estar está relacionado com sua própria imagem. É um respeito ao julgamento íntimo de cada um. O desequilíbrio interior que uma queimadura séria acarreta pode ser o mesmo de alguém que se sente angustiado por considerar seu nariz feio ou grande demais. Os méritos de um cirurgião que trata com eficiência a queimadura são os mesmos do que aborda com sucesso e resolve o problema do nariz”. Dito isso, Pitanguy avança: é avesso a modismos e à tão em voga estética da plástica. “A moda passa, a plástica permanece”, e continua: “As pessoas

não devem ter os mesmos narizes, nem os mesmos seios. Cada ser humano tem características da diversidade e isso é bonito. Cada raça tem a sua beleza. Se a pessoa não se vê, não sabe se orientar, cabe ao médico orientá-la. Se ela quer ficar sem nenhuma ruga, eu não vou operá-la, vou explicar que dessa forma o rosto vai perder o equilíbrio”. Mesmo assim, muitos insistem na operação (que ele próprio não acha necessário). Nesses casos Pintanguy conduz o paciente para um psicoterapeuta, alguém que possa ajudar. “Em uma situação dessa – que é bastante comum – eu sou o elemento que não vai operá-lo, vai conduzi-lo. Se ele sair do meu consultório e procurar um outro cirurgião, tudo bem, mas esse é o tipo de cliente infeliz, que nunca vai se sentir bem com sua aparência porque não está mentalmente preparado”. Do alto de sua carreira de mais de 50 anos – que foi dividida entre os célebres pacientes da sua clínica particular (que inclui estrelas de Hollywood), o voluntariado na Santa Casa do Rio de Janeiro, conferências no Brasil e no exterior e ensinamentos na sua clínica escola – o cirurgião comemora: “Além dos avanços da medicina e das técnicas cirúrgicas, nossa grande conquista foi fazer a opinião pública compreender as possibilidades e limitações do cirurgião. Muitas vezes as pessoas têm a falsa impressão de que possuímos uma poção mágica, como a de Fausto de Goethe – o velho senhor que sabia tudo da juventude. Nós não temos essa poção! E o interessante é que na história, Fausto trocou sua alma pela juventude – nós não queremos a alma de ninguém...”, brinca o médico. ∆

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Próstata

É preciso acabar com o preconceito A Sociedade Brasileira de Urologia publicou um estudo que apresenta qual a percepção masculina no que diz respeito ao câncer de próstata e ao exame de toque. Cerca de 76% dos entrevistados têm consciência da importância do exame, mas somente 32% haviam realizado o temido toque retal. Como podemos explicar esses dados alarmantes? Por que os homens ainda não realizam esse exame? A resposta é simples e preocupante: preconceito. Os homens, principalmente os latinos, foram

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criados para serem heróis. Na construção do ‘ser homem’ ou ‘ser macho’, pode estar erroneamente inserido o conceito de não cuidar de si, pois alguém tão poderoso não necessita de cuidados. Para esses homens, qualquer doença aparece como sinal de fraqueza, só que aí pode estar o começo de um grande problema. No Brasil o câncer de próstata é a segunda causa de morte por câncer entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele (não melanoma).


SAÚDE ∆ No Brasil o câncer de próstata é a segunda causa de morte entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele (não melanoma). Texto | Natalia Charbel Foto | Lucas Possiede

A próstata é um órgão exclusivo do sexo masculino. O urologista Juliano Oliveira explica: “É uma glândula produtora de um dos constituintes do esperma (líquido prostático) que fica logo abaixo da bexiga e é atravessada pela uretra e, portanto, tem função reprodutora”. Quanto aos exames, dr Juliano esclarece: “O ideal é iniciarmos os exames de screaning a partir de 40 anos, e eles devem ser realizados anualmente.”

Quando se fala em diagnóstico o médico é incisivo: “O diagnóstico precoce é tudo nesta situação, pois quando o tumor está localizado as opções terapêuticas curativas oferecem bom resultados.

Não podemos negar que o tema câncer de próstata ainda é um tabu, principalmente quando falamos do exame de toque, mas segundo dr Juliano isso está começando a mudar: “Felizmente temos notado uma queda da resistência por parte dos homens mais jovens, porém ainda resta um tabu em pacientes de faixas etárias maiores, o que atrapalha o diagnóstico e o tratamento do câncer”. E atenção, ao contrário do que muita gente acredita, “os jovens podem, sim, ser vítimas dessa doença, apesar do pico de incidência do câncer de próstata ser em torno da sexta década de vida”, esclarece o médico.

Já nos tumores avançados são somente realizados tratamentos paliativos com resultados ruins a longo prazo”. E aí existe um agravante: “O câncer de próstata não apresenta sintomas nas fases iniciais, portanto, aquele paciente que não procura auxílio médico com a justificativa de que não está sentido nada, terá perdido a oportunidade de realizar um tratamento curativo pois a doença provavelmente estará avançada”. E continua: “Hoje existem várias opções terapêuticas que variam desde cirurgias, radioterapias, hormonioterapias e quimioterapias e que, de acordo com o estágio da doença, podem oferecer índices de cura maiores que 90%.”

“O diagnóstico é feito por uma série de exames onde o toque retal (exame digital retal) ainda é indispensável para um diagnóstico diferencial e precoce das doenças da próstata. Esta glândula pode ser acometida por três principais enfermidades: as prostatites (inflamações na glândula prostática), a hipertrofia (aumento do tamanho da glândula) e o câncer de próstata.”

A escolha do método terapêutico deve sempre ser discutida entre o paciente e seu urologista de modo que, em comum acordo, decidam a melhor ferramenta. “O que vai determinar o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce e a quebra do preconceito em relação aos exames, associados a uma avaliação periódica por um especialista”, conclui dr Juliano. ∆

O que determina o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce e a quebra do preconceito em relação aos exames.

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FITNESS ∆

A modalidade de luta de origem tailandesa vem tornando-se o esporte favorito de quem quer extravasar, queimar gordurinhas e ainda definir a musculatura.

Texto | Fernanda Giglio Fotos | Lucas Possiede

No mundo dos famosos ele já é bem conhecido. Estrelas como Sabrina Sato, Samara Felippo, Carolina Dieckmann e Sthefany Brito já declararam ter se rendido aos apelos do Muay Thai. Aqui em Campo Grande, o esporte vem crescendo e ganhando adeptos de todas as idades e ambos os sexos, principalmente entre a mulherada. Para saber mais sobre essa atividade física poderosa, A Gente conversou com o professor Rodrigo Rezende, que já pratica o esporte há cerca de dez anos e hoje dá aulas em grupo e particulares. O professor explica que a prática da luta evoluiu muito desde seu surgimento, e acabou ganhando duas vertentes: o Muay Thai executivo e o treinamento para lutadores. Dos primórdios aos dias de hoje Rodrigo conta que o Muay Thai surgiu a partir do Kung-fu, como uma vertente desta luta. Houve uma época na Tailândia em que era proibido para uma parte da população praticar o Kung-fu, então eles criaram o Muay Thai, que trouxe muita coisa da luta original e incorporou alguns movimentos novos. Ainda naquele tempo, era uma prática um tanto agressiva, utilizada em guerras e em lutas pela defesa da honra. Porém, ao chegar na Europa, houve uma lapidação dos movimentos e regras foram colocadas para o combate, como existe, por exemplo, no Boxe. A partir daí, a luta passou a ser menos marginalizada, e trouxe com ela ensinamentos importantes sobre disciplina, concentração e respeito ao próximo na figura de seu oponente. A credibilidade e aceitação das artes marciais têm aumentado bastante com os bons exemplos dados por atletas da atualidade. O surgimento do Muay Thai executivo, que é o treino físico dos golpes e movimentos, sem contato direto com um oponente, deu-se um pouco depois, ao perceber-se benefícios como o imenso gasto calóri-

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co que acontece a cada treino, e a melhora do físico de uma forma geral. “São de 1000 a 1600 calorias gastas por aula, isso além da melhora na condição caridovascular, definição muscular e alongamento”, explica Rodrigo. A aula consiste em um aquecimento, treino aeróbico, alongamento, e prática dos golpes (sem bater em ninguém). O que mais uma mulher poderia querer? Secar as gordurinhas, definir os músculos (pernas e abdome principalmente), e ainda imaginar que quem está recebendo as pancadas é aquela pessoa adorável que te tirou do sério durante o dia todo. Mas fica tudo na imaginação, hein! Segundo o professor, a prática do Muay Thai permite uma liberação tão grande das tensões, que as preocupações do dia a dia ficam todas na sala de aula. “Meus alunos sempre comentam: ‘se eu soubesse que era tão desestressante, já tinha começado há muito tempo’”, conta ele. “Quem aprende de verdade sobre uma luta, não se envolve em brigas de rua; resolve tudo no tatame. Por isso é uma prática tão legal para crianças e jovens.” Quer começar? Primeiramente, certifique-se de que não possui nenhuma lesão séria nos joelhos ou na coluna, já que a prática envolve saltos e movimentos de certo impacto, e nem apresenta arritmia cardíaca, pois a aula é composta por picos de aceleração e desaceleração dos batimentos. Esses picos melhoram o condicionamento físico, mas são contraindicados para portadores de arritmia. Depois, procure um professor que tenha certificação, e que realmente saiba sobre o esporte. Se o objetivo for emagrecer, atente-se à alimentação antes e depois do treino, com a ajuda de um nutricionista. E para humilhar qualquer um, combine as aulas com a musculação, em dias alternados. Seu corpo escultural está mais próximo do que você pensa! ∆


Muay Thai AGOSTO 2012 | 71


NUTRIÇÃO ∆

Chia O alimento funcional do momento. Texto | Fernanda Giglio Foto | Lucas Possiede

Já há algum tempo a Chia faz parte do cardápio daqueles que fazem questão de manter uma alimentação saudável. Nativa do México, ela é a semente de uma planta da família da sálvia, e tem feito sucesso em lojas de produtos naturais e em receitas que buscam agregar a maior quantidade possível de nutrientes sem alterar o sabor. Para entender melhor a razão desse sucesso todo, A Gente conversou com Camila Pacheco, nutricionista do Serviço de Medicina Preventiva (Sempre) da Unimed Campo Grande, que explicou: “A Chia promete ter efeitos superiores aos da linhaça no

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que diz respeito ao combate do envelhecimento precoce, das toxinas do organismo, na prevenção de doenças crônicas, sensação de saciedade prolongada e ainda como auxiliar na perda de peso.” Camila conta que, entre os principais componentes dessa poderosa semente, está o famoso ômega-3, em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. Além disso, ela é rica em fibras, minerais e proteínas de alto valor biológico, ou seja, pode ser um bom substituto da carne para os vegetarianos restritos.


“A Chia ajuda a diminuir o colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea por ser rica em cálcio e previne o envelhecimento precoce por ser antioxidante”, afirma a nutricionista, que nos mostrou a seguinte tabela: A Chia possui: • 2 vezes mais potássio do que a banana • 3 vezes mais ferro do que o espinafre • 6 vezes mais cálcio do que o leite integral • 8 vezes mais ômega-3 do que o salmão • 12 vezes o próprio peso: é o que ela absorve de água • 15 vezes mais magnésio do que o brócolis Como consumir Qualquer pessoa pode consumir a Chia, mas devese tomar cuidado com o excesso, pois ela é rica em calorias e o consumo exagerado leva ao ganho de peso. Camila frisa: “Não basta comer chia para emagrecer! Sempre é bom lembrar que nenhum alimento é milagroso. É necessário fazer modificações nos hábitos de vida, como fazer exercícios físicos e ter uma alimentação saudável e equilibrada, associada aos alimentos que prometem AUXÍLIO na manutenção do peso.” Comercializada em grãos, farinha ou óleo, as folhas da Chia também podem ser aproveitadas para infusões. É indicado consumir 1 colher de sopa - 2 vezes ao dia - 30 minutos antes de alguma das principais refeições (café da manhã, almoço ou jantar). Grão/Semente: misture com frutas de sua preferência.

Receita de Bolo de Chia, Aveia e Nozes Massa – Ingredientes: 1 ¼ xícara de água fervendo. 1 xícara de aveia em flocos médios. 2 colheres (de sopa) de Chia. 60g de margarina culinária. 1 xícara de açúcar branco. 1 xícara de açúcar mascavo. 2 ovos. 1 xícara de farinha de trigo. ½ xícara de farinha integral ou fibra de trigo grossa. 1 pitada de sal. 1 colher (de sopa) de fermento em pó. 1 colher (de chá) de baunilha. ½ xícara de nozes ou castanhas moídas. Modo de preparo: Despeje a água fervendo sobre a aveia e a Chia. Acrescente a margarina, misture e deixe descansar por 20 minutos. Adicione o açúcar branco, o mascavo e os ovos. Junte a farinha de trigo, o sal, o fermento, a baunilha e, por último, as nozes. Misture bem, despeje em uma forma untada e leve ao forno por 45 minutos.

Óleo: Use-o como tempero de saladas ou misture ao alimento quente. Farinha: Adicione ao iogurte, leite, vitaminas, frutas ou saladas. A Chia pode ter diversos usos culinários, agindo como emulsificante, tornando os líquidos mais grossos e dando “liga” às massas. Inclua a semente ou farinha de chia nas receitas de pudins, pães, tortas, quiches, mousses, cremes, patês, risotos, farofas, saladas de frutas, sucos e vitaminas. ∆

Cobertura – Ingredientes: 1 xícara de açúcar mascavo. 4 colheres (de sopa) de margarina. 1 xícara de coco ralado. ½ xícara de nozes ou castanhas moídas. ½ xícara de creme de leite. Modo de preparo: Misture bem e passe por cima do bolo, depois de assado, e leve ao forno por mais cinco minutos. Você pode acrescentar uma pitada de canela se desejar.

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Fotos | Arlindo Namour Stylist | Luiz Gugliatto

Body Nu.Luxe - De R$170 por R$99,90. Brincos R$ 206, pulseira R$ 1.558 e colar R$ 2.388 Fabrizio Giannone Pรกgina ao lado - Soutien Valisere - De R$105 por R$49,90 Calcinha Valisere - De R$45 por R$24,90 Brincos R$77, anel R$120 e pulseira R$450 Badulaque. Sandรกlias Pisato preรงo sob consulta, cinto acervo


Soutien Nu.Luxe - De R$100 por R$59,90 / Saia - De R$70 por R$39,90 Anel Zirconia R$281 e brincos Zirconia R$1.349 Badulaque. Casquete L’EQUIPE


Página ao lado - Corpete Nu.Luxe - De R$160 por R$96,90 / Calcinha Nu.Luxe - De R$50 por R$29,90 - Brincos R$85, colar R$354 e braceletes R$326 cada Badulaque. Soutien Valisere R$64,90 / Calcinha Valisere R$29,90 - Colar, brincos, pulseiras e anel Lívari preços sob consulta. Boá em plumas R$79 o metro Bazar São Gonçalo. Pashimina acervo

Ficha técnica Fotógrafo | Arlindo Namour Stylist | Luiz Gugliatto Make/Hair | Rodrigo Marques L’EQUIPE HAIR BODY Modelo | Klisangela Vendramin

Lingerie | todas as peças desse editorial são da Outlet Lingerie


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CAPA ∆

A bailarina e coreógrafa subverte a rigidez do balé clássico ao trazer a teatralidade para a dança no MS, na eterna busca por uma verdade mais inteira em cena. Nos últimos anos, a bailarina e coreógrafa Gisela Dória tem buscado novos caminhos em sua obra, com movimentos precisos que trazem impregnadas não respostas prontas, mas novas possibilidades para interpretação. Gisela tem mergulhado em mares antes navegados por Pina Bausch, coreógrafa alemã que trouxe uma nova percepção da arte ao abrir os caminhos da dança com possibilidades dramatúrgicas. “A dança que me interessa tem uma teatralidade maior, não é a que tem apenas técnica, rigor e acabamento – me interessa seu lado mais expressivo”, conta. Foi em busca dessa teatralidade que o bailarino e coreógrafo Chico Neller, do grupo Ginga de Campo Grande, convidou-a para dirigir o espetáculo Cultura Bovina (2008). “Quando eu entrei, a coreo-

Texto | Thais Pompêo Fotos | Lucas Possiede e arquivo pessoal

grafia, a trilha, tudo já estava pronto. O que eu fiz foi desconstruí-lo, sentia que ele tinha respostas prontas, os bailarinos se apresentavam para transmitir certezas ao público. Faltavam mais perguntas... Eu acho que na cena, a incerteza deixa tudo mais vivo, mais inteiro, transporta do lugar pronto para o lugar da construção, fica tudo mais verdadeiro. Ela traz para o palco a instabilidade da vida, já que não temos certeza de nada... E isso nada tem a ver com falta de rigor, acredito no treino intensivo, mas um toque de incerteza na atuação faz a cena brilhar”. E deu certo: Cultura Bovina foi um dos espetáculos de maior sucesso produzidos por um grupo de dança Sul-mato-grossense, viajou pelo país pelo Palco Giratório do Sesc e pela Caixa Econômica Federal, com um reconhecimento tanto de público quanto de crítica.

Dória Do clássico ao moderno Gisela alcançou essa segurança para desconstruir, a partir de bases sólidas conquistadas nas mais tradicionais escolas de balé do mundo. Aos cinco anos, começou a dançar no Rio de Janeiro: “Minha mãe conta que fui eu quem pedi para fazer balé; queria a roupa completa: collant, meia-calça, saia e sapatilha, tudo cor de rosa. Andava vestida de bailarina todos os dias, com fitas no cabelo e batom vermelho”. Em Campo Grande, estudou na escola Isadora Duncan. Aos 14 anos começou a dar aulas para crianças “munida de um disco, long play” – muita paixão e coragem.

Aos 17 anos foi estudar no Balé Nacional de Cuba, e alguns anos depois embarcou para Londres para fazer formação de um ano na Royal Academy of Dance, uma das instituções mais tradicionais do mundo. Com a conclusão do curso, foi convidada para trabalhar no Canadá, onde morou por três anos. Na volta ao Brasil e à Campo Grande, criou a escola que leva seu nome. “Com ajuda da família, dei início à Escola de Ballet Gisela Dória. Resolvi dar o meu nome à escola pois pretendia ministrar todas as aulas sozinha; e chamei-a de Escola de Ballet, pois só ensinaria a técnica de balé clássico. Aos vinte e quatro anos de idade tinha tudo decidido”.

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Com o passar dos anos, a exatidão foi dando lugar a perguntas e mais perguntas, à medida que foi se envolvendo com a preparação corporal da Casa de Ensaio, instituição que trabalha teatro com jovens carentes, criada e dirigida por seus pais, os atores Laís Dória e Arthur Monteiro. “Mais uma vez comecei pela intuição e me senti como aquela jovem professora de quatorze anos com um long play nas mãos. Só que agora já tinha ferramentas para buscar apoio na literatura, me lembrei de um nome que tínhamos estudado na Inglaterra, fui atrás de Rudolf Laban e de Klauss Vianna”. Mergulhei nos estudos, palestras e workshops. As novas experiências influenciaram de forma significativa sua maneira de pensar a dança e, consequentemente, determinaram novas experiências coreográficas. Em 2003, criou o espetáculo Sopro de Vida, inspirado no homônimo livro de Clarice Lispector, que teve um longo período de pesquisa. “A leitura da obra de Lispector foi uma viagem lenta e profunda; repercutir essa viagem em meu corpo e guiar mais oito pessoas por uma estrada que não se sabe onde vai dar foi um processo delicado e singular”. Teatralidade na dança A essa altura, Gisela estava completamente tomada pelo interesse em dramaturgia e as fronteiras tênues que existem com a dança. Em busca de aprofundamento, foi parar na Escola de Comunicação e

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Artes (ECA) da USP, onde fez seu mestrado, com idas e vindas à capital paulista semanalmente: “A oportunidade de estar em um ambiente tradicionalmente teatral me instigava”, conta. Em 2008, a bailarina mudou-se para a capital paulista, onde atualmente dá aulas de pilates e balé clássico no Miolo das Artes, um estúdio localizado na Vila Madalena em São Paulo, e trabalha como freelancer para preparação corporal de atores e bailarinos. “Eu jamais poderia estar presa a uma cidade, sou muito curiosa e precisava dar continuidade aos estudos. E só foi possível essa autonomia porque eu tenho o suporte da minha amiga e sócia Flávia Abreu Siufi, que hoje está à frente da direção da Escola de Balé em Campo Grande, onde eu estou a cada 40 dias para coreografar e dirigir a parte artística”. Seu mais novo desafio é o doutorado que acabou de iniciar no Instituo de Artes da Unicamp. Muita coisa? Gisela está no segundo casamento, com o ator Matteo Bonfitto, e tem dois filhos: Gabriela, 16, e Pedro, 14. Não dá para não perguntar como ela dá conta de tudo: “Meu marido e meus filhos são muito parceiros, mais me ajudam do que me atrapalham. Mas mesmo assim não tem jeito, faço as coisas achando que não estou dando conta de tudo… tenho que conviver com essa sensação... sempre tem alguma coisa a que fica faltando um pouco de atenção, mas vou lidando com isso, como equilibrista...” ∆


COMPORTAMENTO ∆

novas famílias

iguais mesmo quando diferentes.

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Família êh! Família ah! Família! Papai, mamãe, titia. Família! Família! Almoça junto todo dia. Nunca perde essa mania...

Texto | Natalia Charbel

Desde que o homem pré-histórico (gentilmente) levou pelos cabelos sua escolhida para a caverna e formou com ela um clã, o mundo passou por transformações avassaladoras. Nossa sociedade tem como uma de suas características mais marcantes as mudanças que sofreu, principalmente nas últimas décadas. Essas metamorfoses profundas de valores, comportamentos e identidades ecoaram em inúmeros setores, inclusive nas famílias. “A família muda conforme as mudanças históricas da sociedade, uma vez que faz parte da cultura”, explica Marisa Costa, psicóloga.

E aí nós perguntamos: o que é família para você? Na casa de Clara* são três mulheres – mãe, filha e neta dividem teto, responsabilidades e segredos. Dona Sônia* criou Clara sozinha: “O fato de não ter um homem presente não fez diferença. Clara tinha deveres, horários, e quando precisava levava bronca e ficava de castigo. Hoje, ela é adulta, assumiu a responsabilidade financeira da casa e eu fico com minha neta. Nós dividimos responsabilidades, mas nem sempre foi assim!”. “Somos uma família pequena, mas sobramos em amor”, diz Clara. Definitivamente o formato pai-mãe-filhos mudou.

Essas transformações acontecem desde sempre. Marisa nos conta que “na Idade Média, por exemplo, a família não possuía função afetiva, o grupo familiar restringia-se a uma unidade econômica, a prole representava o proletariado, enquanto força de trabalho, e a sociabilidade era extensiva a toda a vizinhança. O filho de artesão, artesão seria, pois não havia mudança de classes.

Definitivamente o formato pai-mãe-filhos mudou.

“Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira.” – Tolstoi Também não existia tratamento diferenciado às crianças e aos adolescentes, termos que foram construídos socialmente, assim como nossa concepção de família.” E continua: “A partir destas transformações, dissolveram-se os limites entre o permitido e o proibido, o privado e público, o passado e o futuro. Deste modo, temos os impactos das mudanças sociais com as quais nos deparamos: a chamada “falta de limite”; a exposição cada vez mais frequente nas redes sociais e reality shows; as mulheres inseridas no mercado de trabalho; reprodução assistida; adoção; mães solteiras; dentre outras”, ou seja, famílias ordenadas por arranjos aos quais a sociedade não estava acostumada.

Rafael* casou-se aos 25 anos, apaixonado pela namorada da adolescência. Exatamente um ano após o casamento nasceu Sofia, programada desde os tempos de colégio. Uma família linda e construída ‘como manda o figurino’. “Mas quando Sofia tinha apenas 2 anos nos separamos. Foi difícil de todas as maneiras. Pela dor em si que uma separação causa, pela Sô e ainda por toda a cobrança que recebíamos por ser o casal perfeito”, diz. A filha foi morar com a mãe, mas esta recebeu uma proposta de trabalho longe e achou complicado levar a filha, que foi morar com o pai. Um tempo depois, Rafa começou a sair com uma garota que em três meses engravidou. “A gente não tinha programado, simplesmente aconteceu. Como eu já tinha uma estrutura elas vieram morar em casa. O relacionamento terminou e decidimos que Isabela ficaria comigo. Hoje a mãe dela mora em Londres. Sou pai, amigo, professor. Levo ao médico, à escola, e já assisti várias apresentações de dia das mães. As meninas? Estão muito bem e entendem perfeitamente o ‘pãe’ que elas têm. Nunca houve conflitos, alguns amiguinhos moram só com as mães, elas com o pai. Somos uma família feliz”.

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Entre os novos modelos estão as famílias formadas por pais homossexuais, que ainda causam muita especulação. A psicóloga Marisa diz: “não podemos falar de causa e efeito quando o assunto é a psique humana. Pais homossexuais são pais com a peculiaridade de sua história, com seu inconsciente, pois o mito que é passado de pais para filhos é o que realmente importa. O mito familiar implica que os pais homo e heterossexuais possam contar suas histórias, suas guerras, com derrotas e vitórias, e contextualizar para seu filho de que lugar ele nasceu. Assim como filhos adotados ou oriundos de uma procriação assistida têm as perturbações inerentes ao seu nascimento.” Para finalizar, ela propõe uma reflexão: “Questionase que as famílias de hoje estariam ‘desestruturadas’. Para estes, eu devolveria a pergunta: o que é uma família estruturada? Estaríamos em busca da nostalgia de um tempo perdido da ‘sagrada família’? Tais questionamentos poderiam ser respondidos com a primeira frase do livro mais impactante de Tolstoi: ‘Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira’. Por mais que o princípio de autoridade encontre-se em crise, a família permanece referência de afeto, e é sempre reinventada, com a história, na sociedade e na cultura e, mais que isso, é reinventada com cada pessoa e sua história”.

Antropologicamente existem três modelos básicos de família, que foram evoluindo conforme a mudança dos tempos. A tradicional é aquele modelo bem numeroso e patriarcal, em que avós, tios e primos também são parte do núcleo. Comum até a primeira metade do século passado, o relacionamento tinha como base principal os conceitos autoritários daquele período. A família nuclear, ou psicológica, começou a aparecer após a primeira metade do século XX, e tem como

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As famílias são outras, isso é fato. Os arranjos mudaram e é impossível voltar atrás. O que precisa ser fortalecido sempre são os laços, os vínculos. E, sobre isso, a chef de cozinha Rita Lobo entende bem. Em seu livro Panelinha, Receitas que Funcionam, ela escreve: “O jantar em família, com todos em harmonia sentados à mesa, está se tornando um hábito em extinção. É uma pena. Mas não dá para voltar no tempo. As estruturas familiares não são mais as mesmas. Os vínculos, porém, sempre precisam ser bem alimentados. Em vez de os filhos ficarem na frente da televisão, podem ajudar no preparo do jantar. Entre uma cebola e um tomate, falase sobre o dia, sobre dúvidas, os planos, o humor melhora, aparecem as soluções ou simplesmente ficam todos quietos, apenas fazendo parte e, de repente, o jantar está pronto: corpos alimentados, elos fortalecidos. E disso as avós entendem”. ∆

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados.

Marisa Costa - Analista Praticante e Membro do Fórum do Campo Lacaniano-MS e do Ágora Instituto Lacaniano. Pós Graduada em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica pela UCDB. Graduada e Mestranda em Psicologia pela UFMS. Psicóloga do Colégio Militar de Campo Grande e da Clínica Sinapsi – Saúde Mental.

fundamento um núcleo menor, pai, mãe e um número pequeno de filhos. Os vínculos perderam boa parte do autoritarismo e a concepção familiar se compreende em um centro mais caseiro. A família pós-moderna é o modelo mais contemporâneo, exatamente por não ter molde. Ela pode ser monoparental, composta de casais sem filhos, filhos de casamentos diferentes, avós no papel de pais, uniões homossexuais, enfim, sem formação definida.


ZEN ∆

Thai Massagem a massagem tailandesa tem a intenção de promover uma perfeita harmonia entre corpo, mente e espírito. Texto | Gabriela Ostronoff

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Feita com roupa, e sem óleos ou loções, a Thai massagem pode ser aplicada em diversas partes do corpo como os polegares, cotovelos, palmas das mãos, antebraços, pés e joelhos, utilizando balanço, compressão muscular rítmica, auxiliando nas posições de yoga e alongando. A sessão é iniciada com um “Púja”, um agradecimento energético, desenvolvendo o amor, a compaixão, a alegria e a equanimidade. A troca de energia com o massagista é muito importante, pois é ela que promove a cura, e por isso é tão importante a escolha de um profissional qualificado e com quem se tenha empatia. Estima-se que a Thai Massagem tenha chegado a Tailândia há pelo menos 2500 anos, trazida por Shivago Komarpaj (Jivaka Kumarabhacca), que dizem ter sido contemporâneo de Gautama Buddha. Para os papais cansados, estressados com o trabalho, que sentem dor nas costas, seria um ótimo presente de dia dos pais. Que tal? ∆


PUBLIEDITORIAL ∆

Criolipólise Uma nova tecnologia para combater a gordura localizada Já podemos contar com a mais recente novidade do mercado para redução de gordura localizada em Campo Grande, a criolipólise. Lançada nos Estados Unidos no último Congresso Internacional de Estética Médica Avançada, o método age causando um choque térmico no tecido gorduroso onde é aplicado, induzindo a apoptose das células de gordura, isto é, a morte celular programada, que significa a destruição das células de gordura pelo frio.

O procedimento é extremamente seguro e indolor e já está disponível na Clínica Arkhos. A grande vantagem desse aparelho é que não se utilizam agulhas nem cânulas, apenas coloca-se uma manta térmica sobre a área a ser tratada, a qual protege a pele do paciente, permitindo que o frio e o calor sejam repassados somente à gordura, que é congelada após ser aquecida e é eliminada pelo corpo naturalmente. A eficácia foi comprovada através de estudos que mostraram uma redução de 26% da camada de gordura subcutânea tratada por sessão. São indicadas 2 sessões para o tratamento completo, com intervalo de 2 meses entre elas. O tratamento não é indicado para gestantes ou pessoas com obesidade que desejem utilizá-lo para emagrecer. A clínica conta também com tratamentos de lipocavitação para gordura localizada, de radiofrequência facial e corporal, peelings, depilação a laser, preenchimentos, botox, entre outros procedimentos antiaging, como a modulação hormonal bio-idêntica. Com altos investimentos em tecnologia de ponta, a Clínica Arkhos também é considerada referência em tratamentos de obesidade, nutrologia e endocrinologia.

Responsável técnico: Dr. Emmanuel Pereira das Neves Neto CRM-MS: 5405 Endocrinologista Pós-graduado em Estética Médica, Nutrologia e Clínica Médica

Av. Dr. Paulo Machado, 396 - Santa Fé Tel.: (67) 3043-3388 - www.arkhos.com.br

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DECOR ∆

PEGADA MASCULINA Por | Luiz Gugliatto

Sabe aquela preocupação com o presente que vai agradar seu pai? Dependendo do estilo dele, fica fácil comprar um mimo decorativo para dar um up naquele espaço de que ele tanto gosta. Estou falando de produtos que vão deixar o escritório muito mais interessante. Caixa porta charutos R$ 356 Casa Tua • Caixa madrepérola Picadilli R$ 359,50 Noir, Le Lis • Caixa box Memo car R$ 38 Noir, Le Lis • Moto Harley Davidson R$ 237 Casa Tua • Kit pena e tinteiro R$ 128 Noir, Le Lis • Binóculo Madrepérola R$ 439,90 Armazém Fornari • Caderno Car R$ 38 Noir, Le Lis • Serra livros caes bull R$ 349,60 Santa Graça Casa • Livros American Streamlined Design e The Wine Year Preço sob consulta Noir, Le Lis

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achados de casa ∆

BON APPÉTIT! Por | Luiz Gugliatto

Travessa floral Luis Salvador R$139 Pequena e R$149 Grande Monalisa casa; Aparador p/ pratos R$174 Casa Tua; Jogos de pratos c/ 4 peças R$99 Casa Tua; Tábua com cabo em osso e metal R$98 Casa Tua; Suporte p/ talheres R$156,90 Luxo D’Casa; Talheres Tramontina R$5,90 cada; Conjunto bandejas em fibra de bamboo R$72,40 Casa José Abrão; Balde p/ gelo acrílico R$43,90 Armazém Fornari; Jarra vidro verde R$96,90 Armazém Fornari ; Jarra Lynn Chase R$471,60 Santa Graça Casa; Mini balde vidro c/ pegador de metal R$36 Casa Tua; Caneca vidro p/ chopp R$30 Casa Tua; Pilão vidro p/ caipirinha R$44 Casa Tua; Estojo faca e chaia R$198 Casa Tua; Vaso azul cerâmica R$256 Monalisa Casa; Azeite oliva extra virgem castillo 500ml Oliviers & Co R$152,75 Santa Graça Casa; Vinagre balsâmico de modène 250ml Oliviers & Co R$157,45 Santa Graça Casa; Azeite oliva extra virgem básico lata 750ml Oliviers & Co R$129,25 Santa Graça Casa.

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O ato de receber bem é uma arte - e uma delícia! Não há nada mais gostoso que comprar objetos com designs diferenciados, capazes de surpreender seus convidados em um almoço ou jantar. E nessa escolha, a sustentabilidade também está em alta, por isso o bambu vem provando que é matéria-prima certa quando se trata de tendências modernas com respeito ao meio ambiente. Sem falar dos benefícios antibacterianos do material. Tudo para que o protagonista tenha ainda maior destaque: e aí entra a necessidade de combinar maestralmente sabores e aromas. A escolha do azeite, vinagre ou pimenta especial faz muita diferença. Aliás, você conhece os azeites Oliviers & CO, fabricados no vilarejo de Mane, no alto dos alpes-de-haute-provence? Uma excelente pedida!

Azeite oliva macerado c/ limão lata 500ml Oliviers & Co R$138,65 Santa Graça Casa; Pimenta do reino c/ moedor 45g KOOK R$38 Santa Graça Casa; Mix de pimentas do reino c/ moedor 45g KOOK R$38 Santa Graça Casa; Jogo americano em MDF c/ 4 peças R$199 Casa Tua; Souplat redondo em bamboo R$36 cada Monalisa casa; Garrafas vidro R$41 Santa Graça Casa; Porta copos em osso R$59,85 Santa Graça Casa; Cepo p/ facas em fibra de bamboo R$363 Santa Graça Casa; Faca com serra cabo bamboo R$59,80 Santa Graça Casa ; Porta guardanapos R$42,90 Armazém Fornari; Guardanapos papel R$16,90 Armazém Fornari; Cumbuca em fibra bamboo Welf R$252 Monalisa Casa; Saladeira amarela em fibra bamboo R$45 Monalisa casa; Colheres em fibra bamboo Preço sob consulta Monalisa Casa; Cestos em fibra artificial R$49,90 cada Luxo D’Casa; Vaso cerâmica R$231 Monalisa Casa.

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A GENTE EM CASA ∆

Fabíola Marquetti Rahim Texto | Marcela Ney Fotos | Lucas Possiede

Amplitude e luminosidade como prioridades

A Procuradora do Estado Fabíola Marquetti Rahim retrata bem o perfil da mulher moderna. Aos 34 anos, ela se divide em vários papéis: o de profissional bem sucedida, o de esposa, o de mãe e, ainda, o de dona-de-casa. Há oito meses em novo endereço, ela se organiza para deixar a casa do jeito que gosta: “Quero que cada cantinho fique com a minha cara”. 94 | AGOSTO 2012

O novo lar de Fabíola, do marido Mamed Rahim e dos filhos Tarik e Gabriel tem 350 m2 e fica em um dos residenciais mais nobres da cidade. As peças decorativas têm sido escolhidas a dedo pela procuradora com a ajuda das arquitetas Letícia Fornari Denardi Miranda e Christine Zeni Czarneski, e, pouco a pouco, a casa fica ao estilo da moradora. A decoração reúne objetos contemporâneos e rústicos que deixam o ambiente sofisticado.


O quadro do artista plástico Ilton Silva pendurado na parede da sala é uma das peças preferidas de Fabíola. Outra paixão são as louças de porcelana herdadas da família: o conjunto de chá da tarde e o aparelho de jantar, que têm mais de meio século e perteciam às bisavós de Tarik e Gabriel.

O pé-direito alto da construção, além de ganhos estéticos, possui outros benefícios como uma maior amplitude, sem contar que deixa a casa ainda mais arejada.

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A amplitude também foi valorizada pelas portas de vidro que integram a sala de jantar, a varanda e a piscina. “Sempre sonhei em abrir a porta da sala e enxergar o fundo da casa. A sensação que tenho é de espaço mais amplo e maior luminosidade”, conta a dona da casa. ∆

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Mistura Francesa e Brasileira “O cheiro de cada especiaria já me dá ideias para novas receitas”

Texto | Marcela Ney Fotos | Lucas Possiede

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01 porção

GASTRONOMIA ∆

Fillet Pantaneiro a la Grand Mère: Ingredientes:

A culinária sempre esteve tão presente na vida da chef Adriana Torres que é impossível separar o lazer do trabalho. A paixão pela gastronomia é tamanha que quando ela não está à frente da cozinha do buffet Grand Mère, de propriedade da familía, pode apostar que Adriana ainda está entre as panelas, desta vez cozinhando em reuniões para amigos ou parentes. “ O amor pela cozinha vem de longe. Começou pela minha avó que passou para minha mãe e agora para mim e meus irmãos”. Segundo a chef, jeito para cozinhar ela sempre teve “na adolescência eu era a responsável pelo menu nas festas”. Mas Adriana aprimorou ainda mais este talento no curso de Gastronomia que fez na Le Cordon Blue em Paris, onde aprendeu com seu mestre, o Chef Jacques Nicaise, os segredos da gastronomia. Tanta dedicação fez com que ela tivesse a chance de estagiar em hotéis cinco estrelas de países da América Central, como a Costa Rica. De volta ao Brasil, um dos melhores passatempos, segundo ela, é vasculhar os mercados em busca de temperos para a cozinha. “O cheiro de cada especiaria já me dá ideias para novas receitas”. Por falar em receita,

200 g de filé de pintado 200 g de manga adria 200 g de abacaxi pérola 01 unidade de banana da terra 100 ml de azeite de oliva extra virgem 150 g de batata baroa 20 ml de leite 50 g de manteiga 50 ml de cachaça suco de limão sal a gosto Modo de preparo: 1. Agregue o suco de limão ao filé de pintado e deixe repousando por 15 minutos. 2. Corte a manga e o abacaxi em pedaços medianos e leve ao fogo médio por 30 minutos para o preparo do molho. Logo após, agregar a cachaça para redução. 3. Separe pedaços em cortes brunoise (cubos) para decoração. 4. Leve o filé ao fogo baixo com azeite de oliva para dourar ambos os lados. Logo após esse processo, levar ao forno a 180 graus Celsius com papel alumínio, para assar. 5. Frite fatias generosas de banana da terra para a composição do prato. 6. Cozinhe a batata para o purê agregando a manteiga e o leite. 7. Retire o filé de pintado do forno, coloque-o sobre a cama de banana da terra com o molho de cachaça, manga e abacaxi, acrescente o purê e decore o prato com folhas secas ou de sua preferência. Bon appétit!

ela preparou para a A Gente um prato que utiliza ingredientes locais, mas com um toque parisiense.

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em nova roupagem

Novo Audi A5

Citroën DS3

Acaba de ser lançado no Brasil o luxuoso Audi A5 conversível. Ele vem equipado com uma capota automática que leva apenas 15 segundos para abrir ou fechar, inclusive em movimento, até o limite de 50km/h. Embaixo do capô um motor de 211 cv. O Audi A5 utiliza o sistema KERS de recuperação de energia cinética, algo parecido com o usado em carros da Fórmula 1, aumentando com isso a eficiência no consumo de combustível. Seu valor é próximo dos 230 mil reais.

O pequeno esportivo da Citroën tem um visual invocado e uma boa dose de diversão. O capô esconde um forte motor de 165cv, que foi desenvolvido em parceira com a BMW. Seu interior é caprichado, com detalhes cromados, o volante tem acabamento em couro, o painel é feito em carbono brilhante e, para reforçar o seu estilo, existem várias opções de customização, como teto, painel, alavanca do câmbio e outros.

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CARRO ∆

A Ford já inicia a pré-venda do novo Ecosport, que deve chegar às concessionárias nos próximos dias. Ele é o primeiro carro global da Ford criado no Brasil para venda em mais de 100 países. É um produto diferenciado, na tecnologia e no processo de desenvolvimento. Por trás do seu projeto está um time de centenas de designers e engenheiros de mais de 20 países, que trabalharam juntos em Camaçari, na Bahia.

Texto | Marcio Martins Fotos | Divulgação

O novo Ecosport foi testado em diferentes regiões do mundo. Das altas temperaturas do deserto do Arizona, nos Estados Unidos, ao gelo do Canadá, passando por diversos tipos de clima e estradas. Seu design foi projetado com linhas aerodinâmicas que aumentam o desempenho, a economia de combustível e a dirigibilidade; a Ford também caprichou nos itens de segurança e conforto. O valor da versão de entrada parte de R$ 54 mil.

Lamborghini Urus

Mercedes SLS AMG

Uma ótima novidade para os fãs dos superesportivos, o Urus é um carro-conceito que foi mostrado pela primeira vez durante o Salão do Automóvel de Pequim deste ano, mas deve demorar ainda para entrar em produção. Ele promete desempenho tão agressivo quanto o visual, que tem potência máxima estimada em 600 cavalos, e tem um preço salgado também – estima-se que deve custar em torno de 170 mil euros (US$ 207 mil). Ainda assim, é o mais barato dos Lamborghinis.

A AMG é a preparadora oficial da Mercedes, e acaba de completar 45 anos, trazendo muitas novidades. Uma delas é o modelo SLS renovado, que agora ganha o GT no sobrenome. Apesar das mudanças, o modelo mantém as clássicas “asas de gaivota”. O carro, além de elegante e com vários recursos de segurança, ganha mais potência, chegando a ótimos 591 cv. Com a atualização, o superesportivo agora chega a fazer 3,7 segundos da imobilidade aos 100 km/h.

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ATUALIDADE ∆ “A FPA é sentinela da agropecuária no Congresso Nacional”, afirmou o novo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Homero Pereira (PSD-MT), durante seu discurso de posse.

Texto | Da Redação Fotos | Divulgação

Deputado Homero Pereira assume presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária

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1- Nova diretoria; 2- Salão lotado; 3- Dep. Duarte Nogueira, Nabhan, Chico Maia, Dep. Paulo César, Dep. Lupion, Dep. Mandeta; 4- Chico Maia e Ministro Aldo Rebelo; 5- Rui Prado, Nabhan, Assuero, Dep. Homero, Jorge Pires, Gilson Pinesso, Chico Maia; 6- Dep. Valdir Colatto, Presidente Homero Pereira, Dep. Moreira Mendes; 7- Chico Maia, Nabhan, Jorge Pires, Wesley Batista e Assuero; 8- Dep. Arlindo Chinaglia, Senador Valdir Raupp, Sen. Pedro Taques.

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Autoridades políticas e do setor econômico estiveram presentes na posse da nova diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em junho em Brasília. O evento contou com a presença de dois ministros: Mendes Ribeiro (Agricultura) e Aldo Rebelo (Esportes), além do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e dezenas de deputados, senadores, produtores rurais e entidades, como a Confederação da Agropecuária do Brasil (CNA), Associação dos Produtores de Soja do Brasil e de Mato Grosso e Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul). Homero Pereira, do PSD de Mato Grosso, assume a gestão da FPA por dois anos, substituindo Moreira Mendes, deputado federal do PSD de Rondônia. Segundo o novo presidente da FPA, a atividade rural enfrenta inúmeras ameaças como precariedade de infraestrutura, falta de políticas agrícolas adequadas e insegurança jurídica. “E contra todas as adversidades externas e internas, a agropecuária brasileira é muito competitiva, produz o alimento mais barato do mundo. A FPA continuará defendendo o setor das mazelas que tramitam no Legislativo. Temos de ter um olho no futuro sem descuidar do presente nas questões emergenciais”, defendeu Homero. Francisco Maia, presidente da Acrissul, esteve na posse e destacou: “A Frente Parlamentar da Agropecuária é a mais organizada e atuante força do Congresso Nacional. A demonstração disso aconteceu na votação do Código Florestal. Para nós, os maiores desafios da nova diretoria são: a votação dos vetos do Código Florestal, o reajuste das leis referentes ao trabalho escravo no campo e o impasse sobre o monopólio dos frigoríficos sobre o comércio da carne”.

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Sobre a FPA Segundo o presidente da Acrissul, a FPA trabalha em defesa do produtor rural no Congresso Nacional e funciona como um alarme que avisa quando há perigo no campo. “É importante que o produtor rural apoie seus representantes porque na democracia só é ouvido quem estiver organizado”, afirma Maia. A entidade é formada por cerca de 230 parlamentares de diferentes partidos e ideologias e representantes de todos os estados, e defende, em todos os seus aspectos, o fortalecimento do setor produtivo rural em harmonia com o meio ambiente.

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CONECTIVIDADE ∆

A Umino Seaweed passou a comercializar algas para sushi customizadas a laser. Os traços, criados por artistas gráficos japoneses do estúdio Design Nori, são uma mistura de elementos modernos e referências tradicionais do oriente. Ao todo, são cinco desenhos, que representam felicidade, vida longa, respeito com o passado e esperança com o futuro. A ideia surgiu para ajudar a Umino Seaweed a se recuperar dos prejuízos causados pelo tsunami que atingiu o país em março do ano passado.

Uma empresa de tecnologia da Estônia usou o site de compartilhamento de imagens Panoramio para identificar quais os lugares mais fotografados do planeta. Cada uma das milhões de fotos armazenadas no Panoramio teve seu local de origem relacionado ao planisfério do Google Maps, criando um índice visual dos países mais clicados pelas câmeras. No mapa do Google, os destinos mais fotografados aparecem em amarelo – Europa, Japão e as regiões dos Estados Unidos onde estão as cidades de Los Angeles e Nova York. Já os lugares com incidência média de fotos aparecem em rosa, e destinos pouco retratados estão em lilás. Para ver o mapa em detalhes: http://goo.gl/2g0MK

Mangas são doces, suculentas e deliciosas mas, convenhamos, é uma tarefa um tanto chata consumi-las. Com o Splitter Mango da OXO, basta uma ação simples e o caroço é removido com facilidade. Você pode encontrá-lo por $ 13,99 no site da marca. www.oxo.com/p-465-mango-splitter.aspx

SE LIGA

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Reciclagem de pneus não é uma tarefa difícil para o artista coreano Yong Ho Ji . Ele usa tiras de pneus e resinas artificiais para formar esculturas extraordinárias. Ji tornou-se famoso depois que foi exibido no Gana New York da arte em 2008, e desde então tem sido apreciado em todo o mundo.

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CULTURA ∆ Depois do sucesso da mostra dedicada a Alexander McQueen, o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em NY, mostra o trabalho e as afinidades de duas grandes estilistas que se alimentaram criativamente na arte para produzir a vanguarda do seu tempo.

Schiaparelli e Prada: Texto | Thais Pompêo Fotos | Divulgação

Dois mil e doze parece ser o ano da estilista Elsa Schiaparelli (1890 - 1973). Ela se tornou o principal assunto entre os pensadores da moda depois que o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, abriu suas portas para a exposição Schiaparelli e Prada: Impossible Conversations. A mostra estabelece um diálogo e traz afinidades marcantes entre as duas estilistas italianas e visionárias. Mesmo que tenham vivido em épocas diferentes, as duas sempre foram muito ligadas ao mundo das artes e se inspiraram criativamente nessa proximidade. Enquanto Miuccia Prada representa o máximo da vanguarda criativa do luxo na atualidade, Elsa Schiaparelli foi uma das maiores estilistas da década de 30 – rivalizou com Coco Chanel e foi extremamente artsy em sua trajetória, inclusive contando com colaborações de artistas como Salvador Dalí e Jean Cocteau. A mostra acontece até o dia 19 de agosto, mas se você não estiver em NY até o meio do mês, também foi lançado o livro de Impossible Conversations, com 192 páginas e 175 fotos. Peça de colecionador!

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Impossible Conversations “A conecção do histórico com o moderno evidencia as afinidades assim como as variações entre duas mulheres que constantemente subverteram noções contemporâneas de gosto, beleza e glamour.” Andrew Bolton, curador de Impossible Conversations.

Com uma curadoria afinada e super contemporânea, além das peças, a mostra traz vídeos surreais que simulam conversas entre as duas designers.

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A marca Schiaparelli foi comprada em 2007 pela Tod’s, de Diego Della Valle, que aproveitou a atual Schiap-mania para abrir os salões onde a estilista trabalhou nos anos 30, em Paris, no número 21 da luxuosa Place Vendôme. A primeira coleção está prevista para janeiro na temporada de alta costura. O estilista? Já foram cogitados nomes como Olivier Theyskens, Roland Mouret e até John Galliano, mas nada foi oficialmente confirmado.

A Schiap é tendência A editora chefe de tendências do bureau Stylesight, Sharon Graubard, esteve no Brasil em junho para fazer uma previsão sobre os próximos caminhos da moda, e foi com entusiasmo que abriu sua palestra em São Paulo falando da influência da estilista: “Schiaparelli é uma das tendências para a próxima estação (inverno 2013), não apenas pelas suas criações, mas sim por sua atitude criativa e divertida; uma mulher expressiva. Ela sempre dizia que as mulheres deveriam se conhecer mais e melhor, e isso se refletiria na forma delas se vestirem, porque, segundo Schiap, vestimos o que somos por dentro”.

Foi Elsa Schiaparelli quem inventou o rosa choque – o que ela chamou de shocking. E se Sharon estiver certa, possivelmente veremos as próximas coleções bem a la Schiap, bem rosa shocking! ∆

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SÃO PAULO Com os pés no centro Deixe de lado os grandes shoppings, as lojas da Oscar Freire, o badalado Jardins e a valorizada Avenida Paulista. A melhor forma, e a mais saudosa, de conhecer São Paulo é visitar seu centro. Sinônimo de glamour no início do século e de degradação nas últimas décadas, o centro histórico da cidade é cheio de contrastes, belezas e mistérios. Nos últimos anos, a decadência vertiginosa vista desde a década 70 cedeu espaço a uma orgulhosa retomada. Nela, a sociedade civil, apoiada pela Associação Viva o Centro, se dedicou a revitalizar a área. Nessa empreitada, grandes ícones da arquitetura tiveram suas obras restauradas, caso do Theatro Municipal, Pinacoteca, Mercadão e Estação da Luz. É no coração de São Paulo que também se inicia a formação de sua identidade. Os bairros mais tradicionais, Brás e Bixiga, abraçam cantinas de sotaque italiano. Já seu primeiro arranha-céu alcançou as alturas na região com o Edifício Martinelli. Embaladas pelos cantos gregorianos, as missas aos domingos do Mosteiro de São Bento estão sempre cheias, assim como o tradicional Brunch que acontece todo último domingo do mês. Nele, os monges servem ao público quitutes feitos por eles próprios e outros pratos elaborados por chefs. Para explorar toda a região, não hesite em pegar o metrô e sair a pé. Os principais marcos arquitetônicos estão pontuados pela área e próximos ao alcance dos passos. A Revista A Gente também se lançou neste roteiro e selecionou, a seguir, alguns dos principais passeios.

Museu da Língua Portuguesa O museu promove uma viagem sensorial para que o espectador entre na obra de cada autor. Clarice Lispector, Oswald de Andre e Jorge Amado já tiveram suas vidas, obras e personagens apresentados ao público em concepções e cenografias irreverentes. Pinacoteca Depois de visitar o Museu da Língua Portuguesa, é só atravessar a rua e você estará diante do primeiro museu de artes de São Paulo. Seu suntuoso prédio, projetado em 1895 por Ramos de Azevedo, já vale a visita. Do lado de fora, um café oferece vista para o Parque da Luz. Theatro Municipal de São Paulo No passado seu palco abrigou manifestações da Semana de Arte Moderna, óperas e balés. Considerada a melhor sala de concerto de São Paulo, o teatro possui arquitetura inspirada nos teatros europeus e hoje abriga a Orquestra Sinfônica municipal. Terraço Itália Encerre o dia no restaurante e piano bar do Terraço Itália. Seu cardápio enumera clássicos da culinária italiana e também oferece rica carta de vinhos e drinks. Mas o principal da casa se encontra na sua vista panorâmica, que permite ver o horizonte de São Paulo pontuado por luzes e prédios.

Museu da Língua Portuguesa Estação da Luz, s/n, Bom Retiro www.museulinguaportuguesa.org.br Pinacoteca Praça da Luz, 2 www.pinacoteca.org.br

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Texto - Carla Matsu Fotos - Divulgação

Terraço Itália Av. Ipiranga, 344, 41º e 42º andares

Theatro Municipal de São Paulo Praça Ramos de Azevedo, s/n


AGENDA ∆ Texto | Thais Pompêo

(teatro) 4 de agosto Comédia em pé Show de humor com Fernando Caruso (apresentador do Multishow), Cláudio Torres Gonzaga, Smigol e Victor Sarro. Convidado Especial : o humorista Marcelo Marrom, de Campo Grande. No Palácio Popular da Cultura. (música/show) 5 de agosto Projeto Som da Concha – Show de Xapa Trio e Plano Zero. Na Concha Acústica Helena Meirelles às 17h30. (música/show) 8 de agosto Projeto Quarta Erudita – Show de Marcelo Fernandes. No Teatro Aracy Balabanian às 20h. (dança) 9 de agosto Projeto Cenasom – Espetáculo do Conectivo Corpomancia. No Teatro Aracy Balabanian às 20h. (exposição) 9 de agosto Projeto Território Ocupado - Artistas: Zilá Soares e Ton Barbosa. Na Galeria do Memorial da Cultura. (música/show) 10 de agosto Arena Country Festival Shows com Bruno & Marrone, João Carreiro & Capataz, Amannda, George Henrique & Rodrigo, Bruninho & Davi. No Green Hall Arena Music.

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(festa) 10 de agosto A Locomotiva - Tech house e Techno Express Party Line up: Sweiller, Leopondo Ceni, Outsider, Mau Mau, Tim TM, Cacha. Na Chácara Alegria. (cinema) De 13 a 17 de agosto CineMIS, Mostra de Cinema Boliviano. No Museu da Imagem e do Som (MIS) às 19h. (artes plásticas) De 14 de agosto a 14 de outubro 3ª Temporada de Exposições do MARCO. Expansão, de Alessandra Mastro Giovanni. Lastlandia –Kaagua`Zu, de Andery Neto. Bordados Urbanos, de Pamela Reis. Do Outro Lado, exposição coletiva com artistas de Cuiabá/MT: Gervane de Paula, Dalva de Barros, Benedito Nunes e Jonas Barros. De terça a sexta, das 12h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. No MARCO, Parque das Nações Indígenas. (festa) 17 de agosto Move Winter Festival Line up: Fabrício Peçanha, Rodrigo Paciornik, Chiclete com Banana, Doppler 4 Live. No Jockey Club. (música/show) 18 de agosto U2 - Show da banda cover oficial No Grand Mère Buffet. Open food / Open bar.

(festa) 18 de agosto Deluxe A festa comemora seis anos em agosto e prepara uma edição especial de aniversário. Quem anima a pista é o DJ e modelo Leandro Becker, residente do clube The Week, e o querido Daniel Peixoto, fundador do grupo Montage. No NEO Club (palestra) 21 de agosto O que fazer pro RH dar lucro, do Circuito Premium de Palestras. O palestrante Fernando Junqueira - Recursos Humanos em empresas multinacionais como Nestlé e Artecola - trata desse paradoxo de maneira leve e objetiva. No Teatro da Mace às 19h30. (debate) 22 de agosto Audiovisual e Integração na América Latina. No Museu da Imagem e do Som (MIS) às 14h. (música/show) 23 de agosto Projeto Cenasom – Show da Banda Time Travellers. No Teatro Aracy Balabanian às 20h. (dança) 25 de agosto Lançamento do Circuito Dança do Mato 2012. Na Concha Acústica Helena Meirelles às 20h. (educação patrimonial) 30 e 31 de agosto 2º Simpósio Estadual de Educação Patrimonial No Museu da Imagem e do Som (MIS) das 13h30 às 17h30. (espetáculo) 30 e 31 de agosto Projeto Cenasom – Faladores da Cia Mário Nascimento de Belo Horizonte/MG. No Teatro Aracy Balabanian às 20h.


67 3322 7400


CADERNO DE VIAGEM ∆

A aclamada e declamada Sintra foi eternizada na obra Os Maias, de Eça de Queirós. Eleita Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, a cidade de veraneio é, há séculos, refúgio de reis e magnatas e inspiração de escritores, por equilibrar construções históricas e paisagens belíssimas.

SINTRA EM VERSO

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Quem vai à Europa pela primeira vez quer sempre aproveitar a proximidade dos países para conhecer “tudo”. Resultado: opta pelos destinos mais conhecidos, deixando de lado algumas pérolas como Sintra, pertinho do mar e a apenas 30 km de Lisboa. Esta cidadezinha bucólica nunca foi pacata, ao contrário, é um reduto cultural de Portugal e é preciso dedicar-lhe pelo menos um final de semana para aproveitá-la bem.

Sintra alcançou o ápice de sua popularidade no século XIX, mas sempre foi a queridinha dos escritores e destino de veraneio de reis e magnatas. A UNESCO a elegeu Patrimônio da Humanidade por preservar, dentro da exuberante paisagem de sua serra, muitos parques, jardins e palácios que não se deixaram empoeirar pelo tempo e vertem cultura. Por isso, reserve uma manhã para conhecer o Palácio da Pena e, à tarde, passear pelos Jardins de Monserrate.

VERSO E PROSA

Texto | Priscilla Rios Fotos | Divulgação

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Para não sentir o dia passar, vá para a Quinta da Regaleira – um lugar fascinante ou, no mínimo, intrigante. Lembre-se apenas de levar uma lanterna. Isso mesmo, uma lanterna! Vale a pena passar o dia descobrindo as maravilhas que a Quinta esconde em seus túneis e fossos com 20 metros de profundidade. Depois de caminhar “no escuro” por alguns minutos, o visitante é surpreendido por um vale com uma linda cascata, rodeada de verde, e por cima dela cruza uma desenhada ponte de madeira – um cenário poético. Como a Quinta é muito grande, pegue um mapa na bilheteria, logo na entrada, assim você não se perde e nem perde nada. E sempre tem algum movimento cultural por lá. Não se admire se, ao passear pelos corredores do Palácio da Regaleira, se deparar com um concerto de piano ou uma apresentação de jazz num final de tarde. Se estiver com tempo, pare na casa de chá da Regaleira e tome um chá seguido de um muffin, um bolinho de yogurte com frutas silvestres.

Outra grata surpresa do passeio é descobrir que a Quinta da Regaleira pertenceu ao brasileiro Antônio Augusto Carvalho Monteiro, ou ‘Monteiro dos Milhões’ para os amigos. Ele incumbiu o arquiteto Luigi Manini da missão de construir desde o Palácio até cada cachoeira, lago ou caverna, embora à primeira vista você pense que elas sejam obras da natureza.

Já no centro da cidade, a Vila Velha, a recomendação é percorrer tudo a pé, e é melhor assim para circular pelas ruelas estreitas. Apenas opte por ir na baixa temporada, até junho, senão enfrentará filas até para provar a “Queijada da Sapa” ou o “Travesseiro da Piriquita”. São dois doces típicos de Sintra que merecem ser degustados na Fábrica da Sapa e na Loja da Piriquita, as “pastelarias” mais tradicionais da cidade.

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Se a dúvida é onde se hospedar, o final de semana será mágico no Lawrence’s Hotel, bem no centrinho. Esse charmoso cinco estrelas é o mais antigo da Península Ibérica e recebeu os escritores Eça de Queirós e Lord Byron em suas excursões por Sintra. Aliás, durante sua hospedagem, Byron aproveitou a inspiração de Sintra para escrever um trecho do livro “Peregrinação de Childe Harold”, enquanto Eça menciona o Lawrence’s na obra “Os Maias”. Tanta gente importante já passou por lá desde a sua fundação, em 1764, que os quartos ao invés de números têm nomes.

São apenas 17 quartos, bem aconchegantes, com janelas grandes que emolduram paisagens. Se ficar no quarto Éden terá a vista de um bosque, e pela manhã verá ovelhas descansando à sombra, ou se preferir o quarto Lord Byron, poderá observar a cidade espelhada pelas montanhas. O restaurante do hotel se mantém à altura, seja pelo menu, seja pela arquitetura romântica, com brancas janelas francesas que se abrem para um jardim perfumado.

E pensar que o Lawrence’s esteve muito perto de acabar... Ficou abandonado por trinta anos até que foi comprado por um casal de holandeses e revitalizado em 1999, mantendo o traçado original. Bem, é certo que a sua viagem merece ao menos um capítulo nesta vila portuguesa. Uma última dica: se estiver de carro, pode fazer o caminho mais longo de 60 km até Sintra e passar dentro de um parque que é bárbaro, o Parque Natural de Sintra-Cascais, e ir costeando o litoral até Lisboa, cruzando por dentro o luxuoso balneário de Cascais. ∆


Fotos | Divulgação

Márcio Ribas

para ler O que faz da FLIP um evento fascinante para os amantes dos livros é o fato de ela não ser uma feira, mas sim uma festa. Em feiras, você compra couve e acelga. Em festas, você se diverte, conhece pessoas e cria relacionamentos que podem durar uma vida (talvez até o seu marido ou esposa seja resultado de uma festinha alguns anos atrás!). Em sua 10ª edição, a Festa Literária Internacional de Paraty não foi diferente. Mesmo depois de 110 anos do nascimento do grande homenageado deste ano, a FLIP trouxe mais de Carlos Drummond, que ainda tinha preciosidades não publicadas. Foi lançado o livro Os 25 Poemas da Triste Alegria (Cosac Naify, R$ 69,00), que reúne os primeiros trabalhos do poeta: 12 deles inéditos. E, para a surpresa de todos, com comentários do próprio mineiro e também de seu amigo Mário de Andrade. Além de seus poemas – é claro – o que impressiona é a dureza de Drummond com ele mesmo: “Se um inimigo apanhasse esses versos” ou ainda “Falta sensualidade. Falta experiência” são algumas de suas anotações, todas manuscritas. E todas legíveis, ao contrário da ilegível caligrafia da escritora super premiada Jennifer Egan (como ela mesmo declarou). Jennifer Egan, que escreve todos seus romances à mão, curiosamente adora escrever sobre os loucos por tecnologia. A escritora (muito esperada por todos) veio à FLIP e foi sucesso. Lançou O Torreão

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(Intrínseca, R$ 29,90), no qual Danny, um viciado por conectividade, vai à Europa para ajudar um primo a renovar um antigo castelo. Lá, tantas estranhezas acontecem que ele começa a duvidar da realidade. Merece muito ser lido. Até porque em livros bons, sempre se tem uma recompensa no final. Logo que terminá-lo, não perca tempo e corra para outro sucesso da autora: A Visita Cruel do Tempo (Intrínseca, R$ 29,90) ganhou o prêmio Pulitzer de Ficção em 2011. Agora para aqueles que sempre gostam da dobradinha literatura-cinema, passou pela FLIP Ian McEwan. Se você nunca ouviu falar dele, você já deve ter visto o sucesso Desejo e Reparação (2007) que surgiu do livro Reparação (Companhia das Letras, R$ 62,00). E o seu livro Serena (Companhia das Letras, R$ 39,00), lançado mundialmente na FLIP, também já está em processo de adaptação para as telonas. Mas atenção, o autor declarou que um dos maiores prazeres que ele tem é manipular os leitores. Cuidado! E como a festa foi badalada, também foram motivo de burburinhos Jonathan Franzen, considerado pela revista Times como o grande romancista americano, e os nossos amados cartunistas Angeli e Laerte. Ao final, com tanta bebida e comida para o cérebro, uma leve ressaca pode até ser normal, mas eu tenho certeza que essas doses de literatura – mesmo em excesso – não lhe farão mal nenhum. ∆


1991 – Azealia Banks Só ouvindo qualquer trecho de “212”, single da Azealia Banks, para perceber e acreditar. Não há nenhuma estrofe da música sem algum palavrão. A nova grande promessa do rap americano tem apenas 20 anos e ainda nenhum álbum lançado. Nascida em Nova York, Azealia acaba de lançar seu primeiro E.P. intitulado “1991”. Apesar de ser o primeiro trabalho oficial da cantora, a jovem já se apresentou no aniversário privé de Karl Lagerfeld em sua própria casa, e seu single “Liquorice” foi trilha sonora do desfile da Maison Mügler. Com visita marcada ao Brasil em outubro, os hits da cantora, que contam com batidas eletrizantes e versos agressivos, devem agradar os habitués das pistas de dança black e eletrônica com energia. É esperar pra dançar ver.

para ouvir

Lucas Possiede

Torches – Foster The People Você pode nunca ter ouvido falar do Foster The People, mas você com certeza já ouviu “Pumped Up Kicks”, o single mais famoso do grupo que se tornou sucesso viral em 2011. A banda californiana nasceu em 2009 tem um som com melodias memoráveis e letras que falam de amor, além de batidas energéticas e contagiantes em todas as músicas. O trio fica no limite entre o indie rock e o estilo boy band. O grupo lançou seu primeiro álbum em 2011, o Torches (Columbia Records). “Call it What You Want” e “Helena Beat”são favoritas, mas o álbum todo vale a pena. David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars – 40th Anniversary Edition Há precisamente 40 anos, nascia um dos maiores e mais peculiares personagens da história do rock: Ziggy Stardust. O pioneiro e inventor maior do gênero Glam Rock tomava forma nos Estados Unidos da década de 70 e alavancava David Bowie para o estrelato, mesmo depois do lançamento de álbuns excepcionais como The Man Who Saved the World (1970) e Hunky Dory (1971). A reedição luxuosa de aniversário de Ziggy vem em duas versões, uma apenas com o CD áudio remasterizado e outra com o vinil e DVD áudio. Se você não tem a primeira edição de 40 anos atrás, esta é sua chance de ter em seu acervo um dos grandes marcos do rock, com as inesquecíveis “Ziggy Stardust”, “Starman”, “Lady Stardust” e “Rock ‘n’ Roll Suicide”. ∆

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Marcelo Veloso

para ver “Febre do Rato”, de Claudio Assis A começar pela fotografia incrível em preto e branco de Walter Carvalho, Febre do Rato é poesia até o fim. Não que esta poesia vá trazer uma beleza comum aos olhos, muito ao contrário. Evoca-se a beleza da natureza, enquanto as imagens são dos cortiços e favelas à beira do esgoto. “Fiz Febre do Rato para mostrar que sou poesia, sim! Só que a vida não é fácil”, diz Assis. No filme, o poeta Zizo (Irandhir Santos) perambula pelas ruas do Recife se esperneando numa batalha duvidosa entre o lúdico e a realidade, representada por um tabloide que edita e distribui. É autêntico, anárquico, conflituoso, contraditório e forte... bem forte! Mas quando a cidade o consome, representada por Eneida (Nanda Costa de “Sonhos Roubados”, no seu papel mais corajoso), o poeta, como o filme, parece enfraquecer. Eneida é antagonista de Zizo. É patético ver o poeta tentar seduzir sua musa, mas não conseguir. Mas é assim que o diretor toma o filme para homenagear todos os poetas marginais dos anos setenta de Recife. Talvez por isso traga mesmo a lembrança de que há ali uma pitada do cinema marginal brasileiro, já que imprime a força da atriz Maria Gladys, o preto e branco da fotografia e a verborragia descambada. “Deus da Carnificina” (Carnage), de Roman Polanski Adaptação da premiada peça de teatro “God of Carnage”, de Yasmina Reza, “Carnage” é um filme que se apoia na força do texto – é puro diálogo contencioso, o que é justo para a linguagem de Polanski. Talvez uma pitada aqui e acolá de representação imagética como na cena onde Nancy (Kate Winslet) reclama dos brinquedos masculinos como os aparelhos celulares, enquanto passa batom. Mas não há perda alguma na linguagem, a força do texto aliada à câmera ágil de Polanski mostra que sob um comportamento civilizado se esconde um

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impulso animal insaciável, agressões que os personagens tentam reprimir em vão. Enquanto discorrem pelas noções de maturidade e razoáveis resoluções de conflitos, a força primitiva de cada um toma forma. Estes agradáveis seres, pequenos burgueses, complacentes com a comunidade, se tornam raivosos, competitivos e estúpidos. É perversamente engraçado e belamente controlado, quase claustrofóbico. Cada corte explora o espaço dramático entre os personagens e os ritmos emocionais do filme. Uma visão limitada talvez, a meiaverdade sim, como é toda classe-média. “Minha Irmã” (L’enfant d’en Haut), de Ursula Meier Ursula Meier, diretora/roteirista franco-suíça, estreou com o filme “Home”, sobre uma peculiar família que morava próximo a uma rodovia. Neste, que é seu segundo filme, Meier afirma sua habilidade cinematográfica com uma narrativa muito bem sustentada que mostra a mentalidade de um garoto de doze anos descontente com a vida que tem. Simon (Kacey Mottet Klein) passa seus dias subindo a montanha até uma estação de esqui, onde rouba equipamentos para revender. Com o dinheiro, ele sustenta sua irmã Louise (a incrível Léa Seydoux), que possui uma vida sem propósito, alternando os dias entre o desemprego e a promiscuidade. Meier explora os contrastes cruéis entre os dois mundos, a montanha e a cidade, que se deixa invadir pela sombra projetada pelos picos, trazendo semi-escuridão ao fundo do vale. Uma área industrial, de parques de estacionamento e tristes blocos residenciais. Estes dois anarquistas, aparentemente sem pais, formam um casal às avessas. Em algum lugar há um segredo doloroso que não pode ser mencionado. Evocando uma infância perdida nesta dramaturgia doce e ao mesmo tempo amarga, o filme traz a marca de uma diretora com controle absoluto sobre sua linguagem. ∆


OS SEUS SONHOS Sテグ OS NOSSOS

Parabテゥns Campo Grande pelos seus 113 anos. Campus Av. Afonso Pena, 275 Rua Quatorze de Julho, 3.114 Av. Mato Grosso, 26 67 3378 9000 www.icges.edu.br www.facsul-ms.edu.br

QUALIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL


EDITOR CONVIDADO ∆

Rodolfo Nonose Ikeda

Campo Grande revisitada Texto | Thais Pompêo

Rodolfo é brasileiro, paranaense, flamenguista e católico, mas só de batismo. Descendente de japoneses, foi criado em MS, morou em São Paulo e flanou um bocado por recônditos deste e de outros países, como Japão, Bolívia, Chile, Argentina e Paraguai, seja como advogado, cineasta, (pseudo) músico, acadêmico, turista ou forasteiro, como prefere.

Oficialmente, ele é Mestre em Estudos de Linguagens pela UFMS e o sangue novo por trás dos inúmeros eventos do Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul, instituição que coordena. Desde que assumiu o comando do MIS, tem desenvolvido mostras de cinema, palestras, cursos e exposições multimídia que buscam desbravar o “multifacetado processo de (re)construção de identidades socioculturais na contemporaneidade”, como ele costuma dizer. A videoinstalação História de T. Lídia Baís e a Exposição Audiovisual Mato

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Fotos | Fernando Antunes

Grosso do Sul da Imagem e do Som são alguns exemplos dos trabalhos coordenados por ele. Como filosofia, nosso editor convidado acredita na sincronicidade, coletividade e interdependência. Simplificando, ninguém faz nada sozinho. Para esta edição, Rodolfo sugere um roteiro que mostra a pluralidade atual de CG. Ele selecionou alguns lugares para abrirmos nossas cabeças e experimentarmos um pouco dessa tal contemporaneidade multifacetada e interdependente aqui em Campo Grande. ∆


Cineclubes e Mostras de Cinema Os filmes foram minha janela para o mundo e, como meu pai teve uma locadora em casa, tive várias janelas desde cedo. Em Campo Grande, há vários cineclubes e espaços de exibição, com os mais diversos debates e públicos. Para citar alguns cineclubes, temos o Cinema (d)e Horror, Cine Art e Cinema e Utopia da UFMS, e espaços como o Museu da Imagem e do Som, Museu de Arte Contemporânea de MS (MARCO), Parque Ayrton Senna, Centro Cultural José Octávio Guizzo, SESC Horto, entre inúmeros outros.

Foto | CineMIS - Joao Benevenuto

Museus Atualmente, há vários museus que tratam de arte, cultura, identidade e memória de formas mais adequadas e adaptadas à contemporaneidade, com programações, suportes e linguagens atuais e atraentes, como o MARCO, o MIS, o Museu de Arqueologia da Universidade Federal (MUARQ) e o Museu das Culturas Dom Bosco. Ações Colaborativas e Coletivos de Produção

Foto | Exposicao MIS - Alexandre Sogabe

A colaboratividade produz diversos eventos, fenômenos, obras, cenas, reflexões e movimentos culturais, a exemplo do Fusões Imaginárias, o T´amo na Rodoviária, o Vaca Azul, os Coletivos Bigorna e Kazuá, o grupo de Antropologia Visual Lav´alma, o Imaginário Maracangalha, o Sarobá do Lobivar Matos, os Jovens Bons e os festivais de música de hoje, de ontem e de sempre, como o Fogo no Cerrado, o Rockers In The Jungle e o Prata da Casa. Para ficar por dentro das ações desses coletivos, basta adicioná-los no facebook. Espaços Culturais

Foto | Fogo no Cerrado - Helton Perez

Bares, ateliês, estúdios e espaços culturais públicos e privados congregam e sediam eventos culturais diversificados na forma e no conteúdo. Além dos já citados, há também o Ateliê Ana Ruas, Bares Aguena, Carioca e da Madá, Holandês Voador, Atelier Bar 103, Non Stop, Espaço Imaginário, Concha Acústica Helena Meirelles, Orla Morena, Praça Bolívia, Casa de Ensaio e Casa de Cultura Colaborativa, entre outros.

*Todas as instituições e coletivos citados acima você encontra nas redes socias.

Foto | Espaco Imaginario - Alexandre Baso

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Sula, de CG, é a musa dos clipes do Canal Brasil Em junho, o Canal Brasil fez uma votação, meio que de brincadeira, para escolher a musa dos clipes veiculados no programa Evidence. E surpresa! A campo-grandense Sula Cavalheiro, a atriz do clipe Ela, da banda Jennifer Magnética, de CG, foi uma das indicadas. A brincadeira ficou séria e a votação pegou fogo na internet. E não é que deu Sula, que deixou para trás, inclusive, a atriz global Tainá Muller, no clipe de Tulipa Ruiz! “Sou atriz e todo trabalho precisa de uma preparação, e para esse personagem busquei pensamentos livres de uma mulher auto-suficiente, mas não quis visualizar a imagem de alguém e me inspirar, e sim criar uma personagem”, afirmou Sula em entrevista ao site do Canal Brasil. O clipe foi produzido pela Curimba audio&video, com roteiro, direção e edição de Adrian Okumoto, e conta a história de uma dona de casa entediada que decide abandonar tudo e cair na estrada. Ela está no youtube, olha lá!

Festa na antiga rodoviária Em agosto a antiga rodoviária vai reunir todas as formas de arte em três dias de festa. “Será um evento filantrópico e cultural. Queremos levar o público para redescobrir a antiga rodoviária; queremos iniciar um processo de revitalização do espaço e de todo o bairro ao redor”, conta Heloísa Cury, uma das organizadoras da Festa da Solidariedade. Os espaços nos corredores e galerias do prédio serão cedidos para artistas e entidades filantrópicas que mostrarão seu trabalho. Haverá shows, desfile de moda, feira de carros, motos, apresentação de capoeira e teatro. O evento será gratuito e tem o intuito de acabar com o preconceito com a região e transformá-la em um ponto turístico e cultural. “Queremos mostrar ao público que ali não existe mais marginalidade e que tudo ficou no passado”, finaliza a organizadora. A festa acontece nos 24, 25 e 26 de agosto, das 16h às 22h.

EXTRAS

Texto | Thais Pompêo Fotos | Divulgação

Divas no Brasil As duas maiores (e rivais?) divas do pop, Madonna e Lady Gaga, já estão escaladas e confirmadas para shows no fim do segundo semestre no Brasil. Lady Gaga chega primeiro, com show no dia 11 de novembro no Morumbi, em São Paulo. Parece que o Rio de Janeiro também ganhará show da loira, mas ainda sem data confirmada. E, em dezembro, tem a turnê MDNA de Madonna: dia 1/12 no Parque dos Atletas, no Rio; depois a diva segue para o Estádio do Morumbi, em São Paulo, com show no dia 4/12; e termina sua passagem pelo Brasil no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, em 9/12. Até o fechamento desta edição, havia ingressos para todos os dias e setores do show de Madonna. Já os de Lady Gaga ainda não tinham começado a ser vendidos.

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PUBLIEDITORIAL ∆

IMPORTADORA DE SUPER ESPORTIVOS SE INSTALA EM CAMPO GRANDE Não é de hoje que Campo Grande é cotada como uma das capitais com maior potencial de crescimento econômico para os próximos anos. Prova disso é que grandes empresas e marcas automotivas já se estabeleceram por aqui, como por exemplo, a BMW, AUDI, Harley Davidson e Land Rover. Essas marcas desenvolvem forte estudo de campo e mercado antes de se instalarem em uma cidade, e a pesquisa na capital morena constatou inclusive que o número de milionários tem crescido substancialmente. A alta do IPI deu uma pequena esfriada no mercado, mas nem assim inibiu a compra de importados. Prova disso é que um jovem empresário da capital investiu pesado nesse ramo, mas com um diferencial: seu foco é nos carros super esportivos e de alto luxo. O objetivo da empresa é trazer para Campo Grande carros com a impressão de serem inacessíveis, mas por preços semelhantes aos nacionais, ou, dependendo do caso, até mais baratos.. A Mongenot Sport Cars surgiu quando o sócio-proprietário Jonas Mongenot Jr morava nos Estados Unidos, e trazia carros para seus amigos direto de Miami, Flórida, ou ajudava-os no processo de importação. A assessoria deu muito certo e a notícia se espalhou e, assim, apresentou-se uma grande oportunidade de expansão do negócio, que o empresário agarrou com as duas mãos. A empresa hoje tem sede em Miami, para efetuar toda a assessoria na compra do veículo, e em Campo Grande, como importadora. Com o aumento do poder de compra do campograndense, o empresário não tem dúvidas quanto ao investimento, já tendo vendido só na capital mais de seis carros em pouco mais de 6 meses de instalação da importadora. Ao todo já foram trazidos para o Brasil mais de 60 carros pelo grupo. Com escritórios também em Curitiba, a empresa, enquanto exportadora, já é estabelecida nos EUA e vende para todo o Brasil, alguns países da América do Sul e Emirados Árabes. Até hoje o carro mais caro vendido para um comprador brasileiro foi uma Lamborghini que, se trazida pelo sistema comum de importação, passaria de um milhão de reais, e o comprador pagou pouco mais de novecentos mil reais.

Há ainda a possibilidade do cliente importar como pessoa física, isto é, em seu CPF, e conseguir assim derrubar o IPI, uma vez que a lei possibilita isenção do imposto quando o importador for pessoa física e importar para uso próprio, explica o dr. Jackson Emanuel, advogado do Grupo Mongenot. Para o empresário, a cidade já está acordando para os carros Super Esportivos e de Alto Luxo, e em breve haverá uma renovação de esportividade, luxo e design nas avenidas de Campo Grande. Logo veremos em nossas ruas Porsches, Maseratis e outras

EVOLUTION BUSINESS CENTER Av. Afonso Pena, 5723 • sala 1207 • 67 3304 4135

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MEMÓRIA ∆

O PRIMEIRO BANCO A GENTE NÃO ESQUECE !

Historinha do tempo em que éramos “capital Econômica” A década de cinquenta foi, sem dúvida, uma das mais ricas em acontecimentos na vida campo-grandense, permeada por fatos que iam desde os duelos políticos entre a UDN e o PSD, ao assassinato do prefeito Ary Coelho em Cuiabá, passando por batalhas diárias entre os jornais O Matogrossense e o Correio do Estado, resultantes de acusações e denúncias mútuas nas famosas crônicas e matérias venenosas de Julio Silva versus Radio Maia. Foi também época da explosão das diversas modalidades esportivas que destacaram a famosa equipe feminina de vôlei do então sargento Pimentel, catorze vezes campeã dos jogos noroestinos, dos jogos do interior brasileiro e até de um torneio internacional. Além delas, as super equipes de basquete e vôlei do Club das Cinco, Ica, Pé de Cana, União dos Sargentos e Rádio Clube, que lotavam as quadras do Rádio Clube, do Comercial e do Clube das Cinco (na Barão do Rio Branco); as grandes corridas de ciclismo interestadual geralmente patrocinadas pelo Centro Ciclístico de Francisco Leal Júnior; o tênis; as grandes lutas de boxe com Américo de Almeida, nosso eterno campeão, e as famosas corridas do facho, quase sempre vencidas por atletas do exército ou pelo seu Ferreira. Tudo isso, sem falar nas memoráveis disputas futebolísticas entre Comercial, Operário, Noroeste, Continental, Mamoré, Alfaiates e Asas, no velho Belmar Fidalgo, com direito a lindos troféus da Avelino dos Reis &Cia. Chegou água para o bairro Amambaí, que morria de sede, sem ter água para beber, e a 14 de julho ganhou asfalto até a Av Mato Grosso. Houve a construção do moderníssimo Colégio Estadual, um projeto de Niemeyer (obrigado dr Fernando Corrêa da Costa), a cidade ganhou uma fonte luminosa e

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Texto | Edson C. Contar (jornalista e escritor) Fotos | Arquivo Fundação Eduardo Contar

um Mercadão (gracias, dr Marcilio O Lima), houve a abertura e asfaltamento da Afonso Pena até o Amambai (obrigado, Dr Wilson B Martins)... Inaugura-se a era do gás de cozinha... Chegam a Copagaz e a Supergaz. Vê-se a criação da Companhia Telefônica de Campo Grande, avançada iniciativa de Humberto Neder e Michel Nasser, contando ainda com a participação de Gualter Mascarenhas Barbosa, Aikel Mansur e Etalivio Pereira Martins; construção da belíssima Igreja de São Francisco, do Hotel Gaspar, e outros prédios que iam transformando a arquitetura da cidade, que começou a década com 33 mil habitantes e fechou os anos cinquenta com o dobro de viventes... Época também dos grandes movimentos estudantis... Aqui, as grandes eleições para a UCE, com verdadeiras campanhas políticas que agitavam os colégios e a cidade (dá-lhe Júlio Nimer, sofremos mas vencemos!), e lá no Rio de Janeiro nossos jovens universitários destacando-se na UNE e na UME, participando ativamente do movimento “Dividir para Multiplicar”, já na briga pela divisão de Mato Grosso. Tempos das gloriosas domingueiras e bailes de gala no Rádio Clube; do desfile Bangú na passarela do Rádio; bailes do Centro Português, União e Círculo Militar (ainda na Rua 15 de novembro esquina da 13 de maio)... Tempos de footing na 14 de julho; da convivência agradável com tipos diferentes como Josetti dos anéis, Barbosa, Pompílio e Maria Bolacha; das bandas no coreto do jardim; dos grandes bares, cinemas e famosos bordéis... Tempos das peladas na capelinha de São José; flertes e namoricos com as alunas do Auxiliadora, mesmo sob o rigoroso policiamento da irmã Bartira... Haja espaço para tanta recordação.


E em meio a tudo isso e mais um tanto, não é que a cidadezinha metida a grande ganha um Banco? Nada disso, não era banco de jardim, não. Era Banco – assim, maiúsculo mesmo, e nosso. Igual os famosos que já existiam por aqui, viu? Tá pensando o quê, leitor? Pois é, começou com o sonho de um gerente do Bradesco, chamado Roque Fachini, que teve a esperteza de notar que faltava um banco cooperativado que apoiasse a agropecuária, cuja política a nível nacional começava a ganhar ares de modernização. Em 1955, através de seu sogro pecuarista Pedro Coutinho, Roque conseguiu juntar um grupo de po-

derosos da área e criou o Banco Agro Pecuário de Campo Grande – Soc. Cooperativa de Crédito. Entre os fundadores, além de Roque Fachini, Jayme Barbosa, Pedro Coutinho, Luiz Coutinho, Etalivio Coelho, Antonio Bittencourt Filho, Luiz Antonio Jacobina, José Palhano, Oswaldo Arantes, Dinamérico Inácio de Souza, Domingos Nentes, Elisbério Barbosa, Anees Salim Saad, Alfredo Almeidinha, Jorge Rahe, Kalil Abrão, Carmo Jabour, Luiz Antonio Jacobina, formavam a diretoria e conselhos. Na linha de frente, Roque Fachini, Maximiano G. Nantes – que viria a ser diretor – Antonio Fonseca, Ruy Fachini e Lourdes Curi, vindos do Bradesco, e somando-se a eles Altair Ferreira de Souza.

1- Sede Própria- Rua Barão do Rio Branco; 2- Inauguração Ag Urbana Av Mato Grosso. Diretores, Funcionários, autoridades convidadas; 3- Roque Fachine- idealizador e fundador do Banagro (de boné) reuniu funcionários e diretores em abril de 2012 numa confraternização que relembrou os tempos de nosso primeiro banco; 4- foto pitoresca: Equipe de futebol do Banagro em 1959, vendo -se ao fundo animais pastando no gramado do estádio...tudo dentro do contexto agropecuário.

A primeira agência foi num salão alugado na Rua Dom Aquino, permanecendo ali por pouco tempo até a conclusão da sede própria na rua Barão, onde hoje se encontra a Caixa Econômica Federal. Em pouco tempo, o Banagro já se colocava entre os grandes estabelecimentos de crédito da cidade, época em que começou a instalar suas filiais pelo Estado. Tal crescimento permitiu que, em 1959, adquirisse a patente do Banco Internacional, transformandose em sociedade anônima... Era agora, um banco de verdade. Veio então a agência de São Paulo, levando o nome de nosso banco além das fronteiras de Mato Grosso. Foi nessa época que eu deixei de lado meus sonhos aeronáuticos e ganhei meu primeiro emprego oficial no banco, levado pelas mãos do amigo Vailton Coutinho, ex-companheiro de farda e funcioná-

rio do banco. Lá, perdido entre Borrughs e Rufs, máquinas tidas como modernas à época, vivi grandes momentos de minha vida, chegando a contador e sub-gerente da agência urbana da avenida Mato Grosso. Em 1968, o Banagro foi incorporado ao Banco Português do Brasil, mas eu já estava longe da vida bancária. Pouco depois, a família Coelho assumia a casa bancária Zamlutti, de Corumbá, instalando aqui a sede do Banco Financial de Mato Grosso S/A, onde trabalhei por algum tempo... Mas aí, já é outra história, outro banco e outro capítulo que comprova a força que Campo Grande exercia na economia do Estado, mesmo antes da criação de Mato Grosso do Sul... Por isso, era chamada “capital econômica de Mato Grosso”. ∆

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Para os dias de frio, os pequenos não precisam ficar apenas grudados na tv. Dê as dicas de brincadeiras:

Receita de massinha caseira: 4 xícaras (chá)de farinha de trigo; 1 xícará (chá) de sal; 1 xícara e meia (chá) de água com corante ou pintura a dedo, ou gelatina em pó colorida, que ainda dá um cheirinho gostoso; 1 colher de sopa de óleo. É só amassar bem, se for preciso coloque mais água. Essa é uma das brincadeiras preferidas das crianças.

Texto | Gabriela Ostronoff

Brincar de cabaninha é a brincadeira mais legal de todos os tempos. As crianças podem passar horas lá, criando um mundo particular cheio de fantasias e histórias. Pare de se preocupar com a arrumação da casa e deixe as crianças montarem sua cabaninha na sala. Aplicativos para Ipads podem ser educativos. No 123 Zoo, os bichinhos do zoológico ensinam as crianças a ler, contar e escrever os números. Cada número é acompanhado de uma figura bem colorida, tornando o aprendizado fácil e agradável. ABC da Abelhinha é um aplicativo que liga objetos e experiências do dia-a-dia ao abecedário, facilitando a compreensão e aprendizagem da criança. A abelhinha ensinará como desenhar as letras, juntar pontos para aprender as suas formas, descobrir letras em cenários coloridos e imaginativos e muito mais.

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Diversão dentro de casa!


Super tendência para o inverno, as máscaras de cílios coloridas, em especial o rímel azul, estão com tudo. Nas passarelas internacionais e no make das famosas, ela pode ser usada em lugares e encontros informais, durante o dia ou à noite. Os tons de azul, lilás e verde são os mais fáceis de combinar. Por isso o rímel azul ganhou tanto destaque. Aposte nas cores mais vibrantes!

Novidades! Já ouviram falar do Violent Lips? Com certeza logo ouvirão. Essa novidade, que cria lábios chocantes, funciona como uma tatuagem temporária, como aquelas que vinham no salgadinho. Basta acertar o tamanho dos lábios, e pressionar com uma esponja úmida sobre os lábios para que o desenho passe do papel para a boca. Estranho, né? Mas o efeito é sensacional! Música! Nossa querida Mallu Magalhães cresceu e mostra toda sua desenvoltura no último disco: Pitanga. Mais velha, mais bonita, mais experiente. Para quem gosta de um sonzinho moderno, cheio de graça e super romântico.

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teen OLHAR, BEIJAR, CANTAR! Texto | Gabriela Ostronoff


ZOOM

Nós, da Refriko, sempre procuramos trabalhar com outdoors, pois sabemos que ele atinge diversas camadas sociais e, no planejamento da cobertura dos locais, é possível direcionar para um público específico. Se alguém está passeando, a caminho do trabalho, faculdade ou qualquer outro, provavelmente irá se deparar com um outdoor, estando a pé ou de carro. Para nós é uma comunicação bem objetiva e com ótimo custo-benefício, pois nos traz grandes resultados, divulgando e reforçando abundantemente a marca e o produto anunciado. A Zoom, além de ter excelentes pontos, é nossa parceira. Ricardo Sales Diretor Geral Refriko

OUTDOOR Um dos objetivos da campanha de lançamento do Serra Restaurante estava alicerçada na geração de impacto, e sabíamos que o outdoor é um ótimo meio para alcançarse isso. Para um melhor aproveitamento da mídia, tivemos o cuidado de criar uma mensagem objetiva aplicada em um layout que pudesse traduzir a variedade dos pratos servidos no Serra. Outra estratégia foi produzir os outdoors em lona, preservando a qualidade e o ‘appetite appeal’ do anúncio. Por sermos uma agência de MT, foi muito importante ter a Zoom como parceira, já que na relação de placas disponíveis havia uma necessidade de termos pontos estratégicos próximos ao Norte Sul Plaza Shopping, e confiamos a eles a cobertura nesta área. Resultado: Confiança 100% e sucesso total! Danilo Rondinelli Sócio-Diretor NFN Publicidade & Promoções

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BUSDOOR

no mercado A estratégia articulada pela Midia’s Publicidade, utilizando o busdoor para a campanha de nosso cliente PERSIANAS NOBRE, visa levar sua marca a todas as ramificações da cidade. Como o BUSDOOR é um veículo dinâmico e com as vantagens de podermos determinar as rotas e pontos de maior abrangência de nosso target, a escolha foi determinante para atingir com maior eficácia nossos objetivos. Contamos com a ZOOM que, através de seu atendimento, nos apresentou os melhores itinerários de avenidas e ruas, garantindo que a marca ganhasse a expansão desejada. Lelia Atala Diretora Midia’s Publicidade

Escolhemos o Busdoor para esta ação comunicacional porque é uma mídia dinâmica, está em constante movimento, circulando por vários pontos da cidade, atingindo todos os tipos de público (homens, mulheres, jovens, motoristas, pedestres...). Além disso, a relação custo-benefício é excelente. Escolhemos a empresa ZOOM COMUNICAÇÕES pelo profissionalismo e agilidade em sempre atender nos prazos combinados e determinados, representando satisfação aos clientes e a nós - agência de propaganda. Rodrigo Corrêa Diretor Executivo de Contas ÁPICE RCORREA Propaganda e Marketing

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GUIA DE ENDEREÇOS ∆

aqui

MODA Animale: 3027-4386 Aramis: 3027-4141 ADJI: 3044-6499 Badulaque: 3026-7772 Bô.Bô: 3044-6251 Bazar São Gonçalo: 3325:7997 Ellus: 3026-1206 Fabrizio Giannone: 3042-6165 Forum: 3326-8488 Hermès: (11) 3552-4500 H.Stern: 3382-7560 K-3: 3326-1150 Lívari: 3326:1006 Le Lis Blanc: 3326:9220 L’Equipe: 3028-1700 Metrópole: 3029-4655 Noir, Le Lis: 3326-0477 Ótica Lunettes: 3026-4205

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Pisato: 3327-2010 Richard`s: 3326-5982 Shoulder: 3044-7494 Victor Hugo: 3326-1172 www.alessa.com.br www.analoren.com.br www.burburry.com www.bottero.com.br www.cristofoli.com.br www.dolce&gabbana.com.br www.lillycloset.com.br www.naturezza.com.br www.omegawatches.com www.piaget.com/watches www.raymond-weil.com www.versacehome.it

BELEZA Biotherm: 0800-7017323 Dermage: 3025-5566 Natura: 0800-115566 Vichy: 0800-7011552 GA.MA ATALY:0800-7244262 www.clinique.com.br

CASA Armazém Fornari: 3326-1700 Casa Tua: 3321-8980 Casa José Abrão: 3321-0475 Luxo d’Casa: 3042-0079 Noir, Le Lis: 3326-0477 Monalisa casa: 3382-5804 Santa Graça casa: 3026-6605


SOCIAL ∆

No dia 2 de junho, aconteceu o casamento de Ana Carolina Rottili e Flavio Orsi Abdul Ahad. A cerimônia foi celebrada na Igreja São José e a festa teve clima intimista com uma recepção impecável na casa dos pais da noiva, que vestiu Wanda Borges. A decoração teve assinatura de Renata Veloso e o Buffet de Regina Torres do Grand’ Mere.

clic clic

1- Os noivos; 2- Ana Carolina e seu pai Caetano Rottili; 3- Familia da Noiva (Giovanna, Caetano Rottili, Ana Virgínia e Isabella; 4- Familia do Noivo (Rafael Abdul Ahad, Camila, Eduardo Abdul Ahad, Luciane e Jorge Abdul Ahad, Claudia e José Claudio Securato, Lucas Abdul Ahad); 5- Decoração; 6- Bruno Pedrossian, noiva, Maria Fernanda, Juliane e Fernando Peró; 7- Noiva e amigas; 8- Noivos e daminhas; 9- Antenor Motta e Alice (avós da noiva); 10- Ide Abdul Ahad (avó do noivo); 11- Miguel Rottili, Ana Carolina e Alzira Rottili (avós da noiva); 12- Noivo e sua Mãe Luciane Orsi Abdul Ahad; 13- Noivo e amigos; 14- Decoração; 15- Marlene e Claudio Orsi (avós do noivo); 16- Luciane Orsi Abdul Ahad, Ana Lucia Orsi, Marlene Orsi e Claudia Orsi Securato; 17- Vera Schimidt, Maria da Graça Gessi, Ana Virginia da Motta Rottili, Heloísa Sperotto e João Gilmar Motta; 18- Noivos e seus irmãos; 19- Viviane Feitosa e Maria Alice Barcellos.

Fotos | Alexis Prappas

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SOCIAL ∆

Depois de expor na Galeria Mara Dolzan em 2007, o artista plástico Bernardo Pintaguy retornou à cidade para vernissage de seu mais novo trabalho: a exposição “Movimento em Cores”. O coquetel para 200 pessoas foi organizado pela galerista Mara Dolzan e contou com a presença ilustre do maior nome da cirurgia plástica nacional, Ivo Pitanguy, pai do artista.

Fotos | Sirlei Justi, Regina Aoki e Lucas Possiede

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1- Mara Dolzan e Dr. Ivo Pitanguy; 2- Bernardo Pitanguy; 3- Dr. Ivo Pitanguy, Mara Dolzan e Bernardo Pitanguy; 4- Antônio Trindade Neto, Pedro Henrique, Dr. Ivo Pitanguy, e Taissa Trindade; 5- Bernardo Pitanguy, Mara Dolzan e Dr. Daniel Nunes; 6- Desembargador Fernando Marinho e Rosana; 7- Luciana e Dr. Pedro Pegolo Filho e Bernardo Pitanguy; 8- Viviane e Felipe Orro; 9- O casal Célia e Desembargador Paschoal Carmello Leandro; 10- Synara Miranda, Marta Albuquerque e Regina Eleuses; 11- Rose e Andressa Pereira; 12- Bianca Maiolino; 13- Mara Dolzan e Dr. Evandro Bandeira Filho.

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ACONTECEU ∆ Luxo de festa O quarto ano da loja Luxo d’Casa em Campo Grande foi comemorado em grande estilo. A proprietária Ana Luisa Mesquita da Costa e Sá recebeu os convidados no dia 21 de junho com delicioso risoto, preparado pela chef Magda Moraes.

week end Fotos | Lucas Possiede

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1- Gegê Mesquita e Ana Luisa Mesquita; 2- Ruchelle Ferrato e Melinda Facholli; 3- Thaís Helena, Luci, Sonia e Dayse Metello; 4- Taís Marina Fenelon, Renata Bossoi e Ana Luisa Mesquita; 5- Vivi e Fabiana Jallad; 6- Marilda e Thais Bereta; 7- Ana Luisa Mesquita e Magda Moraes; 8- Carlos Henrique Sá e Ana Luisa Mesquita; 9Alcinê Córdova e Gegê Mesquita; 10- Ana Brigida Borges e Gegê Mesquita; 11- Jaqueline e Isabelle Menin; 12- Bel Albuquerque, Ana Luisa Mesquita e Patricia Albuquerque; 13- Zoraime e amiga; 14- equipe Luxo d’Casa.

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ESPAÇO PARA GRÁFICA IDEALIZA


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ACONTECEU ∆ Numa emocionante cerimonia ao som de três tenores, Giuliana Miranda e Alexandre Donatoni casaram-se na noite de 9 de junho na Igreja São José. A recepção para 600 convidados aconteceu no Grand’ Mere em grande estilo. A decoração foi assinada por Maria Inês Martinusso, guardanapos Lê Brito e cerimonial por Patricia Faracco. A trilha animadíssima ficou por conta da banda Comunica Som e do DJ Danilo Bachega. A noiva desfilou uma coroa de brilhantes Mona Lisa Joias.

Fotos: Jean e Marcos Vollkopf

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1- Giu e Xiru; 2- Ivanildo Miranda, Giu, Ivanildo Jr, Mirian Miranda e Francisco Neto; 3- Noivos; 4Melissa, Rogerio, Giu, Xiru e Irines; 5- Decoração; 6- Giu; 7- Decoração; 8- Ivanildo Miranda, Giu e Mirian Miranda; 9- Roberto de Oliveira Silva Junior e Lenita; 10- Andre Sabio e Dra.Fernanda; 11- Marcos Yamamoto e Francis; 12- Decoração; 13- Dr. Cesar Galhardo e Maria Teresa; 14- Xiru e Irines; 15- Giu e sua mãe; 16-Giu e Xiru.

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ACONTECEU ∆ O ator global Marcelo Faria esteve na Central de Apartamentos Decorados da Plaenge, no dia 7 de julho, para uma tarde de autógrafos e fotografias com clientes e convidados. A Plaenge, que foi patrocinadora da peça Dona Flor e seus Dois Maridos, da qual ele é integrante, foi elogiada pelo ator, que fez questão da valorizar a iniciativa da Plaenge de apoio à cultura. Com visual despojado, simpatia e muitos sorrisos, Marcelo Faria - que foi recepcionado pelos gerentes regionais da Plaenge, Ada Maria de Lima e Luiz Octávio Pinho - visitou os apartamentos decorados e despertou a atenção e o carinho do público presente à Central.

week end Fotos | Marcos Vollkopf

1- A gerente regional da Plaenge Ada Lima com o ator Marcelo Farias e o jornalista Jefferson de Almeida; 2- A personal Stylist Adriana Estivalet, o ator Marcelo Farias e a coordenadora de marketing da Plaenge Danielle do Valle; 3- O publicitário Henrique Medeiros, o pordutor Pedro Silva, o ator Marcelo Farias e a personal Stylist Adriana Estivalet; 4- O ator Marcelo Farias sendo recepcionados pelos gerentes regionais da Plaenge, Ada Lima e Luiz Octávio Pinho; 5- Adriana Setti, Marcelo Farias e Juliana; 6- O ator Marcelo Farias visitando a Central de Apartamentos Decorados da Plaenge; 7- O ator Marcelo Farias com Letícia e Patrícia Pandolfo; 8- O casal Alexandre Cury e Mariluce Anache Anbar ladeado pelo ator Marcelo Farias; 9- O ator Marcelo Farias na Central de Apartamentos Decorados da Plaenge; 10- Érica Araújo, o ator Marcelo Farias e Maria Luíza.

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ACONTECEU ∆ No dia 28 de junho a professora Adelina Maria Avesani Spengler, diretora pedagógica da Escola Paulo Freire, foi homenageada na Câmara dos Vereadores pelo conselho Regional de Química. Adelina foi indicada pelo presidente do conselho, Evander Luiz Ferreira, ao prêmio Francisco de Paulo Castelló Aleu, pela implantação do Curso Técnico de Química, capacitando mão-de-obra para trabalhar nas indústrias do Mato Grosso do Sul. O prêmio foi entregue pelos vereadores dr. Athayde Neri e pelo presidente da Câmara dr. Paulo Siufi.

Fotos | Elício Gois

1- Todos os Homenageados pelo Conselho Regional de Química; 2- Profª Adelina Maria Avesani Spengler; 3- Profª Adelina e Presidente do CRQ - Dr. Evander Ferreira; 4- Profª Adelina e o Presidente da Câmara Dr. Paulo Siufi; 5- Profª Adelina e seu ex-aluno Eduardo Eder de Silveira formado pelo Curso Técnico em Química na Escola Paulo Freire; 6- Pedro, Andréia, Eduardo e Adelina; 7- da esquerda p direita (Dr. Evander - CRQ, Ver. Athayde Neri, Profª Adelina, Ver. Paulo Siufi, Ver. Maragali Picarelli.

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CRÔNICA ∆

Maira Rezende é arte-educadora, cerimonialista, avó

A Rua 14 de então!

Sei que já contei várias vezes as histórias da 14, mas vale a pena lembrá-las. Nas décadas de 60, 70, ela era a rua mais movimentada, mais bonita e mais decorada para nós. Se comparada a hoje, era uma pequena rua, tímida, simples, mas a alma...ah! a alma, esta sim, resplandecia. Era um movimento só, a energia que circulava, o otimismo e a alegria daqueles que investiam, passeavam, faziam suas compras, eram únicos. Nada se assemelha em nossa memória. As lojas podiam ser simples, mas traziam o que existia de mais atual nos grandes centros, assim como as vitrines decoradas exibiam o mais moderno. Nessa década também se iniciou o pagamento a crédito, revolucionando todo o tipo de negociação, que era baseado na caderneta ou na compra à vista. Poder pagar em suaves prestações era muito ousado, havendo em São Paulo o crediário

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do Mappin e do G Aronson (duas redes de importantes magazines). No período de aniversário da cidade o movimento tornava-se maior. Durante o dia, e principalmente à noite, havia ensaios das fanfarras, cada qual trazendo o maior número de participantes e valorizando seus toques, balizas, carros alegóricos, bandeiras tremulando, fogos, histórias contadas com imagens, quase uma escola de samba. Os alunos, uniformizados em gala, depois dos desfiles, enfeitavam o centro. Lá aconteciam também namoricos, flertes, muitos transformados em casamentos. Hoje a prefeitura propõe a retomada da valorização da arquitetura original das casas comerciais. A nossa antiga 14 retorna, aos poucos, com muito charme, energia e muitas histórias para serem contadas, valorizando os pioneiros que fizeram dessa cidade a belíssima morena de hoje. ∆


Rafael Maldonado, artista plástico e professor do curso de Artes Visuais da UFMS. studiorafa@uol.com.br

A gravura acima faz parte do álbum “Pequenas Impressões”, em que retratei ícones da memória arquitetônica de Campo Grande através da técnica da Linoleogravura. Uma dessas construções é a Morada dos Baís, edificada entre 1913 e 1918 para residência de Bernardo Franco Baís e que, em 1938, foi alugada e transformada na “Pensão Pimentel”, pela localização em frente aos trilhos da Noroeste do Brasil. Hoje, é um centro cultural importante, e conta com mostra permanente de objetos e obras de Lydia Baís, primeira artista campo-grandense.

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Sua foto pode estar aqui! Envie para redacao@revistaagente.com.br


Foto | Lucas Possiede

FRESH & COOL

Shopping Norte Sul Plaza LOJA 165 | TEL.: 67 3028 9886



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