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ACTUALDENTALSCIENCE | v. 2, n.2, 2012


Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Actual Dental Science / Centro Catarinense de Odontologia. v.1, n.1 (2011)-. - Chapecó: Graffoluz, 2011-. Trimestral: até v. 1, n. 4, 2011. Quadrimestral: 2012-. ISSN 2236-3661 1. Odontologia - Periódicos. 2. Ortodontia. 3. Implantodontia. I. Centro Catarinense de Odontologia. CDU: 616.314 Bibliotecária responsável Schirlei T. da Silva Vaz - CRB 10/1364


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EDITORIAL A história da odontologia nos mostra que o paciente era atendido em qualquer local onde estivesse o indivíduo, seja em salões de corte de cabelo, seja ao ar livre, onde houvesse necessidade de assistência odontológica. Com o desenvolvimento científico, e a profissionalização da atividade, foi ocorrendo a segregação e o isolamento desse profissional e, por que não dizer, distanciamento tanto de outros profissionais de saúde quanto da própria população. Os avanços científicos nos campos da medicina e odontologia permitiram um melhor entendimento das moléstias e suas inter-relações psicológicas, sociais, econômicas e biológicas. Percebe-se que a integração é fundamental, e, desse modo, a Odontologia sofre com a sua própria identificação e com a busca de seu reconhecimento junto a outros profissionais, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos, entre outros. A melhoria dos materiais (estética, resistência, dureza, biocompatibilidade) e das técnicas menos invasivas, indolores, rápidas e extremos (laser, microscópios, brocas ultrassonicas, instrumentos rotatórios), nos dão a possibilidade de melhoria na qualidade no tempo e na durabilidade do tratamento mas a relação pessoa-pessoa ainda é fundamental e está sendo exigida cada vez mais. Na atual realidade social e econômica, voltamos à fase de adaptação ao local onde o indivíduo necessita de assistência odontológica, com um novo-velho modelo de prestação de serviços, (em domicílio, em hospital ou em clínicas de especialidades) de um modo mais amplo, ou seja, independente do ambiente do consultório odontológico e, mais ainda, integrado com outros profissionais, visando ao restabelecimento geral do indivíduo. Vivemos a época da prevenção e, em especial, da promoção à saúde, além do diagnóstico correto, visando ao tratamento adequado em tempo hábil, sendo-nos exigida mais qualidade, menos dor, maior rapidez e acessibilidade para todos. E para isso, exige-se uma formação clínica de excelência. Há um novo desafio na profissão, mas o primeiro passo é a auto identificação e o reconhecimento como profissão de saúde integrada às demais áreas, inclusive além da área da saúde, a da educação, da engenharia, da administração, do direito, pois todos interferem positivamente em todos os âmbitos do tratamento e do relacionamento paciente-profissional. Vamos ampliar nossa visão e nossos conhecimentos técnico-científicos como profissionais de saúde e cidadãos integrados e integrando o todo (o indivíduo, a população, o mundo). Ari Sadetsky Mirian Viviane Muller


ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES

ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES

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ESTUDO LITERÁRIO DE INDIVÍDUOS COM PROBLEMAS PERIODONTAIS UTILIZANDO A ORTODONTIA COMO CONTENÇÃO

POST EXTRACTION RIDGE PRESERVATION: CASE REPORT

LITERARY STUDY OF INDIVIDUALS WITH PERIODONTAL PROBLEMS USING THE ORTHODONTIC RETENTION AS

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APARELHO EXTRABUCAL (AEB) UTILIZADO COMO DISTALIZADOR: Relato de Caso Clínico

101 AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO DESVIO APICAL APÓS O PREPARO ENDODÔNTICO UTILIZANDO OS SISTEMAS PROTAPER E WAVEONE RADIOGRAPHIC EVALUATION OF APICAL TRANSPORTATION AFTER ENDODONTIC TREATMENT SYSTEMS USING PROTAPER AND WAVEONE.

AVALIAÇÃO In Vitro DA CAPACIDADE DE SELAMENTO DA INTERFACE IMPLANTE ABUTMENT CONE MORSE IN VITRO SEALING ABILITY EVALUATION OF MORSE TAPER IMPLANT.

EXTRA ORAL APPLIANCE (AEB) USED AS DISTALIZATOR: CLINICAL CASE REPORT

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PRESERVAÇÃO DO ALVÉOLO PÓS-EXTRAÇÃO: Relato de Caso

CLAREAMENTO ENDÓGENO E RECONSTRUÇÃO DENTAL ASSOCIADOS A PINO DE FIBRA DE VIDRO: Relato de Caso ENDOGENOUS WHITENING AND DENTAL RECONSTRUCTION ASSOCIATED WITH FIBERGLASS POSTS: CASE REPORT


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ESTUDO LITERÁRIO DE INDIVÍDUOS COM PROBLEMAS PERIODONTAIS UTILIZANDO A ORTODONTIA COMO CONTENÇÃO

Maria Daniela Jock Mezzomo¹ Daniela C. Brugnara²

RESUMO Nas ultimas décadas tem observado um aumento de indivíduos adultos procurando tratamento ortodôntico nos consultórios de Ortodontia. Muitos destes indivíduos já apresentam algum tipo de sequela periodontal e em alguns casos à perda de um ou mais elementos dentários e como consequência a migração dentária. Tem se discutido por meio de estudos e revisões a viabilidade do tratamento ortodôntico em indivíduos com doença periodontal. O tratamento ortodôntico quando realizado de forma adequada sem a presença da doença periodontal ativa, é bem vindo como forma de conter a doença por proporcionar melhor posição dos elementos dentários a facilitar a higienização e também por melhorar a estética dentária e consequentemente devolver autoestima a estes indivíduos. Palavras-chave: Ortodontia. Ortodontia versus periodontia. Periodontia.

¹ Acadêmica do curso de especialização em Ortodontia pela Uningá - Unidade de Ensino Superior Ingá - Chapecó-SC. ² Professora e coordenadora do curso de especialização em Ortodontia da FACESC - Chapecó-SC.


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Introdução Devido à procura de tratamento ortodôntico por indivíduos adultos, muitos já com algum tipo de doença periodontal, tem levado os ortodontistas a buscarem a melhor opção tratamento. To d o i n d i v í d u o c o m e n v o l v i m e n t o periodontal pode ser submetido ao tratamento ortodôntico, desde que o periodonto esteja saudável e haja controle pelo periodontista e 1 higiene adequada , a movimentação dos dentes em si, tem algumas limitações de movimento, devido ao maior risco causado pela concentração de forças próximas ao ápice, resultado da diminuição do nível ósseo. Sabendo-se da problemática que limita o tratamento, o ortodontista precisará ter um maior controle de forças e monitorar constantemente este indivíduo, a fim de obter uma oclusão equilibrada e satisfatória. Os indivíduos com comprometimento periodontal podem apresenta-los em diferentes graus, desde gengivite até quadro mais comprometedores de periodontite. A característica clínica que distingue periodontite de gengivite é detectada pela perda de inserção óssea, que frequentemente é acompanhada de bolsa periodontal, sangramento a sondagem e redução do osso 2 alveolar subjacente . Como indivíduos com sequelas periodontais são limitados ao tratamento ortodôntico, devido às incertezas de como o organismo dele responderá ao tratamento, o ortodontista terá o auxílio prévio do periodontista para conhecer suas limitações e saber até onde o tratamento é viável. Muitas vezes o indivíduos com comprometimento periodontal apresenta perda de um ou mais elementos dentário, então o ortodontista também trabalhará em conjunto com o protesista e implantodontista. Neste caso o objetivo será melhorar o posicionamento dentário, alinhamen-

to e nivelamento dos dentes, a fim de reabilitar o espaço vazio, evitando a migração dentária e melhorar a aparência estética do sorriso. Para que o tratamento seja realizado adequadamente estes indivíduos demandarão de um cuidado maior durante o tratamento para conter a placa bacteriana que é a causa primária da doença periodontal, com métodos mecânicos e controle químico, ter acompanhamento do periodontista, acompanhamento radiográfico de modo a controlar e impedir a recorrência da doença periodontal. Evitar fatores retentivos na oclusão prejudicial ao osso de suporte e principalmente alertar o indivíduo sobre sua condição a fim dele se motivar e se comprometer a seguir todas as orientações estabelecidas.

Revisão de Literatura Quando o ortodontista trata o indivíduo com problema periodontal, relação com o periodontista é de suma importância, valor e depende dela. O tratamento periodontal deve iniciar antes do tratamento ortodôntico e se o indivíduo precisar de enxerto ósseo, deve-se esperar o período de 6 meses antes do início da movimentação ortodôntica. O controle periodontal deve ser realizado no período de 30 ou 60 ou 90 dias para evitar bolsa periodontal ativa, e se esta retornar deve-se suspender o tratamento ortodôntico para evitar um aumento da perda óssea. Devem-se evitar grandes movimentos de intrusão e torque, pois são os que têm a maior possibilidade de induzir a uma reabsorção radicular. A utilização de elásticos em cadeia exerce uma força muito grande no momento de sua colocação e esta situação pode produzir movimento palatino ou lingual dos incisivos. Preconizam-se forças suaves e contínuas, podemse utilizar ligaduras metálicas até mesmo por reter 3 menor quantidade de placa bacteriana . Indivíduos adultos mostram características

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diversas dos adolescentes, já que não apresentam um crescimento ativo, suas aspirações mediante ao tratamento são definidas, isto é, desejam um tratamento rápido e que elimine suas queixas, e são acometidos com frequência de doenças periodontais. A abordagem do tratamento deve, portanto, utilizar uma abordagem direcionada para eliminar a queixa do indivíduo e estabelecer uma relação oclusal fisiológica, limitando-se às regiões da arcada dentária com algum comprometimento estético ou funcional. Não tem como objetivo obrigatório, nesta filosofia de tratamento, alcançar os parâmetros clássicos de normalidade. O tratamento deve ser restrito à área do problema, mantendo o equilíbrio das outras áreas 4 oclusais que não necessitem de intervenção . Um trabalho utilizando radiografias panorâmicas com objeto principal de avaliação e como auxiliar diagnóstico no andamento do processo terapêutico de indivíduos adultos com doença periodontal submetidos ao tratamento ortodôntico. Mostraram que a utilização de radiografias panorâmicas é um bom método de comprovação de diagnostico e de avaliação se o 5 tratamento está sob controle . Um estudo radiográfico em quatorze mandíbulas secas nas quais oito tipos de defeitos ósseos periodontais foram produzidos para especificar defeitos ósseos. Fotografias digitais e radiografias convencionais foram obtidas de forma padronizada de cada sítio, antes e após a confecção dos referidos defeitos. As radiografias foram avaliadas por três examinadores, onde afirmaram que o defeito do septo radicular foi o mais difícil de interpretação enquanto que os defeitos horizontais e verticais foram mais facilmente interpretados. A descrição do defeito ósseo pode ser facilitada para aqueles tipos que apresentam a morfologia com menor 6 superposição de estruturas óssea e dentária . É extremamente importante que a estrutura periodontal esteja sadia para a movimentação dentária, a fim de obter resultados satisfatórios.

Portanto, torna-se importante a integração multidisciplinar entre a ortodontia e a periodontia, nos indivíduos acometidos pela doença periodontal. Os benefícios do tratamento ortodôntico foram: possibilidade de remodelação óssea alveolar e reconstrução da crista óssea por meio do restabelecimento dos pontos de contato; restabelecimento da função; melhora no aspecto estético, atuando positivamente na auto-estima do indivíduo; o uso de forças leves e contínuas; evitar movimentos extensos, restringindo-se à área onde a estética e/ou função devam ser 7 melhoradas; individualização da contenção . Em indivíduos adultos, a perda de dentes ou de suporte periodontal pode resultar na migração dentes patológicas com envolvimento de um dente ou de um grupo de dentes. Isto pode resultar no desenvolvimento de um espaçamento de diastema ou geral dos dentes com ou sem incisivos inclinados e girados, ou grupos de prémolares e molares com o colapso da oclusão posterior e diminuição dimensão vertical. A periodontia, ortodontia e inter-relações ainda são assuntos controversos. No entanto, uma linguagem de padrão entre o periodontista e o ortodontista deve sempre ser estabelecido para eliminar a barreira de comunicações existente, e para melhorar os resultados de todo o 8 tratamento .

Movimentação dentária e suas consequências O indivíduo adulto apresenta a vitalidade do ligamento periodontal reduzida devido à menor velocidade das mitoses celulares. Consequentemente a velocidade de remodelação de fibras e osso alveolar também estará reduzida. São necessários de 8 a 10 dias para a aceleração do processo mitótico e o início da movimentação ortodôntica no indivíduo adulto. No início, a movimentação é, portanto, lenta e a estabilidade é menor, pois a capacidade adaptativa do perio-


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donto à movimentação realizada está reduzida. Além disso, a possibilidade de ocorrer perda óssea 4 durante o movimento ortodôntico é maior . A terapia ortodôntica pode oferecer vários benefícios ao indivíduo adulto com problema periodontal. Primeiramente, pelo simples fato de se alinhar dentes anteriores superiores e/ou inferiores apinhados ou mal posicionados permitiria ao indivíduo adulto um melhor acesso 9 para higienização . Em uma revisão sistemática dos últimos dez anos sobre movimentos ortodônticos com periodonto de inserção reduzido. Os autores descobriram que os movimentos de intrusão, extrusão e inclinação tiveram comportamento favorável produzindo atividades metabólicas de osteoblasto e regeneração em indivíduos com perda de inserção periodontal de até 2/3. Em contraste os movimentos dentários em áreas de defeitos ósseos, movimentos dentários através do osso cortical envolvido mostrou um diminuição da inserção periodontal, mas ainda é benéfico à saúde desde que a placa bacteriana esteja controlada. Como os resultados clínicos não são estáveis foi sugerido contenção hígida e 10 permanente . O tratamento ortodôntico pode melhorar a saúde periodontal, mas também pode causar danos ao tecido periodontal. Uma higiene oral é mais difícil de ser realizada durante o tratamento ortodôntico. Bandas ortodônticas posicionadas subgengivalmente invadem o osso alveolar. Pequenos ou grandes defeitos teciduais devem estar presentes em sítios de extrações. Por isso, uma resposta periodontal favorável ou desfavorável pode ser possível após tratamento 11 ortodôntico .

Intrusão dentária Uma revisão de literatura com o objetivo de estudar a técnica do arco segmentado como indicação para intruir defeitos intraósseos em

virtude de suas habilidades de produzir forças leves e contínuas (5 a 15g). Demonstrou que quanto maior o defeito ósseo maior devem ser os intervalos entre as ativações ortodônticas. A possibilidade do suporte ósseo se regenerar através da intrusão ortodôntica controlada ainda é controversa. A correção melhora higienização dentária e reduz cargas não axiais, que podem agir como fator no qual a placa pode acelerar a 12 destruição periodontal . Um dos parâmetros de normalidade do periodonto é sua planificação, entre osso e dentes, preferencialmente, uma distância amelocemento-esmalte de 1 mm em indivíduos jovens, e de 2 a 3 mm em indivíduos adultos. Levando em consideração essas características, movimento de intrusão de um dente que se encontra extruído, primeiramente deve-se avaliar como o osso se 1 encontra .

Verticalização dentária Quando o dente se inclina, leva para um ponto mais apical a sua inserção conjuntiva e esta leva consigo a crista óssea e consequentemente a margem gengival, delineando situação anatômica bem particular. As consequências são impactação de alimentos entre os pré-molares devido a movimentação do segundo pré-molar, causando inflamações gengivais e futuras perdas ósseas; cáries interproximais; extrusão do dente antagonista; alteração do espaço edentulo, o que dificulta a confecção de uma prótese; e colapso oclusal, principalmente quando as perdas são bilaterais, isso devido a um posicinamento anterior mandibular, os contatos dentários migram para mesial, entre os dentes anteriores inferiores com os dentes anteriores superiores, determinando situação de trauma oclusal primário com risco potencial de causar perdas ósseas na região anterior se este persistir por períodos de tempo prolongados. O método de verticalização deve ser o mais simples. A mecânica

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utilizada quando o espaço entre o pré-molar e o molar for pequeno, o tratamento se inicia com fio de NiTi .014 e segue a sequencia de fios, uso de mola de secção aberta a partir do fio de aço .016 (fig. 12) e o comprimento da mola aumentam conforme aumenta o calibre dos fios. A mola atua em dois sentidos, para mesial fechando-se os espaços anteriores e para distal no movimento de 13 verticalização . O defeito ósseo existente na área da crista óssea alveolar mesial do molar inclinado durante o movimento de verticalização se mantém intacto na junção amelo-cementária. Quando ocorre erupção forçada o defeito ósseo angular vertical é eliminado causando regeneração periodontal e todo osso que circunda o dente durante a verticalização. A força utilizada deve ser bem planejada para evitar efeitos indesejáveis como extrusão, abertura de mordida que podem interferir na intercuspidação final. Foram analisadas varias técnicas de verticalização de molares e segundo o autor as molas de verticalização de molares podem sem divididas em três grupos: que causam extrusão, que causam intrusão e as que têm efeito mésio-distal. A extrusão é indicada para correção de defeitos infra-ósseos, porém durante e verticalização a extrusão é indesejável causando interferências oclusais que pode prejudicar o suporte periodontal. O ajuste oclusal excessivo se faz necessário quando se tem uma grande extrusão do dente. O autor ressaltou também que a inclinação dentária pode ser classificada em três categorias: inclinação suave pode ser corrigida com molas separadoras e ou fio de latão; inclinação moderada, que precisa de um sistema ativo e forças; e dentes totalmente horizontalizados, neste caso a extração do dente é a 14 indicação .

Contenção O tempo de contenção nos indivíduos

adultos está condicionado a: má-oclusão inicial, biotipo facial, quantidade de periodonto de inserção presente, quantidade e tipo de movimentação realizada, etc. Em caso de correção de diastemas, com a inserção do periodonto muito reduzido aconselha-se 3 contenção fixa permanente . A importância da contenção e a estabilidade. Isto porque é de conhecimento que a maioria dos indivíduos jovens quando terminam o tratamento ortodôntico e apresentam uma oclusão satisfatória, posteriormente estes indivíduos na fase adulta poderão apresentar apinhamento e mordida profunda. A autora concluiu que nada é estável com ortodontia e sem ortodontia. A mesmo diz aos seus indivíduos que existem dois tipos de contenção, a biológica e a mecânica. Especialmente nos indivíduos adultos é importante a contenção biológica, a manutenção do periodonto. Além disso, há uma contenção mecânica que pode ser um retentor colado ou um splint, um protetor noturno ou um “pijama” dentário, como as pessoas queiram chamar. Eles podem ser utilizados desde que o indivíduo deseje 15 manter seus resultados 100% estáveis .

CASO CLÍNICO Indivíduo leucoderma com 44 anos de idade, genero feminino, apresentava apinhamento inferior com dentes 43, 42 e 32 apinhados, 35,34 e 45 girados e 48 mesializado ocasionando retenção de alimentos naquele espaço, dente 18 com lesão apical e reabsorção óssea, dentes 15,16, 17,36 ausentes, raiz residual do 37 e dente 26 extruído devido a ausência do antagonista. Caninos em classe I, sobressaliencia de 2mm, sobremordida de 4mm e curva de Spee de 1,5mm, desvio de linha média superior para esquerda. Discrepância de modelo Inferior de 6 m m . Pe r f i l c ô n c a v o , t i p o m o r f o l ó g i c o


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mesofacial. O objetivo do tratamento foi resolver a queixa do indivíduo que era o apinhamento inferior, a verticalização do 48 que causava retenção de alimentos e posicionar adequadamente os dentes e mante-los para a reabilitação do espaço protético com implantes. Plano de tratamento: antes de o tratamento ortodôntico iniciar foi feito exodontia da raiz do 37, exodontia do 18, restauração do 14 e 21, profilaxia e orientação de higiene bucal. O tratamento ortodôntico proposto foi o alinhamento e nivelamento do arco superior e inferior, verticalizar o 48 desgastes interproximais nos dentes 45,44,43,42,35 e 34 para dissolver o apinhamento. Sequencia de fios de niti 0.12, 0.14, 0.16 e 0.16, 0.18 e 0.18x 0.25 de aço técnica straigt-were, braquete Roth slot 0.22x0.30 da Marca Morelli. O tratamento ortodôntico durou 27 meses, e os objetivos do tratamento foram alcançados com a ausência do apinhamento inferior, verticalização do 48, ausência da curva de Spee e redução da sobremordida de 4mm para 1 mm, a contenção foi placa de Hawley superior e 3x3 inferior permanente, e a individuo foi encaminhada para a reabilitação com implantes.

Figura 4 e 5: Foto inicial intrabucal: esquerdo e direito

Figura 6 e 7: Oclusal superior e inferior inicial

Figura 8: Foto intrabucal

Figura 9 e 10: Sequência Clínica

Figura 1: Radiografia inicial

Figura 11: Foto final

Figura 2 e 3: Fotos iniciais - frente e sorriso

Figura 12 e 13: Foto final: direito e esquerdo

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DISCUSSÃO Indivíduos com problemas periodontal podem ser tratados ortodonticamente desde que tenha acompanhamento periodontal, de maneira multidisciplinar e estejam livres da doença 1,3-4,7-8,12 periodontal ativa . Se o indivíduo precisar de enxerto ósseo, deve-se esperar 6 meses antes do 3 início da movimentação ortodôntica . Métodos radiográficos são de suma importância para avaliação da doença periodontal, visto que é um método de fácil de indentificação de perda óssea horizontal e vertical 5,6 . Os indivíduos adultos, desejam um tratamento rápido e que elimine suas queixas, e são acometidos, com frequência, de doenças periodontais, buscando melhorar as relações dos dentes com seu periodonto, priorizando a 1,4,7 longevidade dos dentes . 3 De acordo com o autor , elásticos em cadeia são contra indicados por exercer uma força muito grande no momento de sua colocação por poder 3 palatinizar ou lingualizar dos incisivos e bandas ortodônticas posicionadas subgengivalmente 11 podem agravar a doença periodontal . Já o tempo de tratamento deve ser curto para evitar os 4 riscos periodontais . A magnitude de força empregadas aos indivíduos com sequelas periodontais de ser 3,7,12 forças leves e contínuas . No entanto os movimentos de intrusão, extrusão e inclinação tiveram comportamento favorável produzindo atividades metabólicas de osteoblasto e regeneração em indivíduos com perda de inserção 10 periodontal de até 2/3 . Em contraste os movimentos dentários em áreas de defeitos ósseos, movimentos dentários através do osso cortical envolvido mostrou uma diminuição da inserção periodontal, mas ainda é benéfico a saúde desde que a placa bacteriana esteja controlada. Os indivíduos adultos que apresentam

comprometimentos periodontais e não apresenta crescimento ósseo, por isso são necessários de 8 a 10 dias para a aceleração do processo mitótico e o início da movimentação ortodôntica no indivíduo 4 adulto . O alinhamento dentário em indivíduos com comprometimento periodontal é benéfico por promover melhor higienização por parte destes indivíduos com lesão periodontal e reduzir o 9,11 acúmulo de placa . Porém o tratamento ortodôntico não deve ser utilizado como método para reduzir a placa bacteriana em indivíduos com 11 dentes mal-alinhados . Já os desgastes interproximais em áreas onde eram necessárias 4 para reduzir o apinhamento . Quanto aos movimentos intrusivos, á regeneração óssea é controversa no movimento de intrusão, os autores indicaram técnica do arco segmentado para intruir defeitos intraósseos em virtude de suas habilidades de produzir forças 12 leves e contínuas . Quanto maior o defeito ósseo maior devem ser os intervalos entre as ativações 1 ortodônticas a intrusão ortodôntica é indicada para casos de extrusão dentária fisiológica. A verticalização dentaria em áreas de defeitos angular periodontal causa extrusão dentária e regeneração tecidual e óssea, e para evitar interferência oclusais devido a extrusão 14 indesejada é necessário fazer ajuste oclusal , e em dentes totalmente horizontalizados é indicado a extração, e o uso molas de secção aberta esta 13-14 indicado para pequenas verticalização . Devido à falta de estabilidade dentaria em indivíduos com comprometimento periodontal, o uso de contenção hígida e permanente, e a 10,15 manutenção periodontal é recomendado . O tempo de contenção nos indivíduos adultos está condicionado à gravidade do tratamento, e em indivíduos com comprometimento periodontal, contenção fixa em dentes com comprometimento periodontal é o mais indicado para correção de 3 diastemas .


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CONCLUSÃO De acordo com o estudo literário, ante de se iniciar o tratamento ortodôntico em indivíduos que tiveram comprometimento periodontal é necessário a intervenção do periodontista para avaliação do periodonto e tratamento do mesmo para devolver saúde periodontal para que se possa realizar o tratamento ortodôntico. O controle periodontal durante o tratamento ortodontia é importante e varia dependendo da gravidade do problema periodontal pré-existente. O tratamento ortodôntico nos casos de comprometimento periodontal, por ser um tratamento limitado tem foco principal o periodonto, estética e melhor posicionamento dentários e não se busca uma oclusão perfeita e sim funcional. Em alguns casos o tratamento apenas se limita ao problema, utilizando técnicas segmentadas. O tratamento ortodôntico para indivíduos que desejam apenas um alinhamento anterior superior ou inferior pode ser feito de maneira segmentado e quando apresenta um leve apinhamento o desgaste interproximal é bem indicado para encurtar o tempo de tratamento. Nos casos de intrusão dentária quando acontece aos quatros incisivos anteriores As forças ideais são leves e contínuas. O nível ósseo marginal se aproximou da junção, mas pode ocorrer reabsosção radicular. Mas mesmo assim é benéfico ao periodonto e a estética. A verticalização dentária é benéfica por que devolve o espaço para possível confecção de uma prótese, pelo fato de que quando o dente verticaliza o osso e a gengiva acompanham a verticalização. Porém também causam extrusão dentária e por isso é preciso se fazer ajuste oclusal deste dente. Devido à instabilidade do tratamento, ao final do tratamento ortodôntico a contenção deve ser fixa e permanente e a manutenção periodontal por parte do periodontista dependendo do

comprometimento periodontal deve ser acompanhada.

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LITERARY STUDY OF INDIVIDUALS WITH PERIODONTAL PROBLEMS USING THE ORTHODONTIC RETENTION AS ABSTRACT In recent decades there has been an increase in adults seeking orthodontic treatment in the offices of Orthodontics. Many of these individuals already have some form of periodontal disease and in some cases the loss of one or more teeth and consequently the tooth migration. It has been argued through the feasibility studies and reviews of orthodontic treatment in patients with periodontal disease. Orthodontic treatment when performed properly without the presence of active periodontal disease, is welcomed as a way to contain the disease by providing the best position of the teeth to facilitate cleaning and also for improving dental esthetics and thus restore self-esteem of these individuals. Keywords: Orthodontics. Periodontics and orthodontics. Periodontics.

Correspondência com o autor: danielajock@yahoo.com.br Recebido para Publicação: 02/06/2012 Aceito para Publicação: 08/07/2012


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APARELHO EXTRABUCAL (AEB) UTILIZADO COMO DISTALIZADOR: Relato de Caso Clínico

Helena Erna Engel¹ Daniela de Chico Brugnara²

RESUMO A maloclusão de classe II de Angle é um problema encontrado com grande frequência na população. O aparelho extra bucal objetiva interceptar e corrigir a Classe II esquelética e dentária, sendo no presente caso, feito a correção da maloclusão dentária, Cl II - 2 sub-divisão direita, a fim de obter oclusão funcional e satisfatória. Este artigo descreve características desse dispositivo e discute um caso clinico tratado com o aparelho extrabucal. Como conclusão, observou-se a capacidade eficaz de correção da discrepância ântero-posterior com a correta utilização do AEB. Palavras-chave: Aparelho extrabucal. Maloclusão de classe II de Angle. Ortodontia Corretiva.

¹ Especializando em Ortodontia pela Faculdade INGÁ - Chapecó/SC ² Professora Doutora e coordenadora do curso de Ortodontia da FACESC - Chapecó/SC

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Introdução A má oclusão de Classe II de Angle é caracterizada por uma discrepância maxilomandibular dentária e/ou esquelética no sentido ântero-posterior. Essa discrepância pode ser caracterizada por protrusão maxilar, retrusão mandibular ou uma combinação desses fatores. A incidência dessa má oclusão varia de 35% a 42%, podendo atingir até 50% dos casos clínicos tratados na clínica ortodôntica. O tratamento deve ser planejado em função das características da má oclusão, ou seja, pelo grau de participação do posicionamento da maxila e/ou da mandíbula 1 especificamente no caso clínico a ser corrigido . O AEB produz efeitos ortodônticos ou ortopédicos. Dentre as suas funções de movimentação ortodôntica estão o controle da ancoragem, distalização de molares, intrusão de molares, inclinação de coroa de molares para distal e contração e expansão do arco dentário superior. Suas funções na movimentação ortopédica são principalmente voltadas ao controle do crescimento maxilar, podendo redirecioná-lo de acordo com o padrão facial do indivíduo, pois cada um tem um padrão de crescimento e desenvolvimento próprio, e o resultado obtido por diferentes trações de força extrabucais pode ser previsto e programado 2 durante a fase de diagnóstico . O protocolo de tratamento depende da idade do indivíduo, do 3 comprometimento estético e funcional . A tração extrabucal pode ser alta (parietal), média (occipital) ou baixa (cervical), cada uma com suas indicações precisas e resultados programáveis, que poderão promover a estabilização ou ancoragem, movimentação dentaria e 4 crescimento ósseo maxilo-mandibular . Os efeitos sobre os incisivos superiores são relatados dependendo do uso deste aparelho, sendo que, ocorre uma leve inclinação dos incisivos superiores para palatina e uma diminuição da sobressalência e a correção da

maloclusão de Classe II resultam mais de mudanças esqueléticas, com alteração na direção de crescimento da maxila e da mandíbula, do que de mudanças dentárias. Entretanto, essa modificação na inclinação para lingual desses dentes produz efeitos do aparelho extrabucal no perfil facial e indicam uma ação efetiva, influenciando a diminuição da convexidade 5 facial . Importante ressaltar ainda que a idade esquelética do indivíduo é de extrema relevância para a excelência da correção dessa má oclusão, pois o tratamento durante a fase do surto de crescimento puberal permite, em algumas situações, a harmonização da discrepância esquelética, a diminuição da necessidade de extrações e também a redução do tempo de 6 tratamento . A construção do aparelho extrabucal oferece ao ortodontista grande versatilidade no controle do crescimento maxilar e do movimento dentário, além de que, sua simplicidade de fabricação, ajuste e aceitação tornaram-no o mais 7 comumente utilizado dos aparelhos extra-orais .

Relato de Caso Indivíduo A. B., gênero feminino, melanoderma, 15 anos, apresentou-se à Clínica de Especialização em Ortodontia do Centro Catarinense de Odontologia - CCO - UNINGÁ, para avaliação bucal. Ao exame extra-oral constatou-se que era um indivíduo mesofacial, com perfil convêxo e continha os tecidos moles dentro da normalidade. Ao exame intraoral, observou-se uma relação de molares em classe I de Angle do lado esquerdo e classe II de Angle no lado direito. A relação de caninos apresentou-se em classe II de Angle em ambos os lados. A curva de spee e a sobressaliência estavam bastante acentuadas. Não foi observada desvio de linha média, devido à giroversão do elemento 24 (Figs.


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1, 2, 3 e 4). Solicitou-se então, a documentação ortodôntica para diagnóstico e elaboração do plano de tratamento. Através da radiografia de perfil, foi constatado que o indivíduo possuía uma maxila bem posicionada e retrusão mandibular de 5o, também uma verticalização dos incisivos superiores e vestibularização dos incisivos inferiores. A proposta de tratamento envolveu a utilização de aparelho extrabucal com tração baixa e ortodontia corretiva. Neste caso clínico, fez-se o uso do aparelho extrabucal com tração cervical ou baixa, associado à ortodontia corretiva pelas características clínicas apresentadas pelo individuo, com o intuito de distalização e extrusão dos primeiros molares superiores, corrigindo, dessa forma, a relação de classe II de Angle e a sobremordida.

Figura 1: Frontal

Figura 2: Lateral Direita

Figura 3: Lateral Esquerda

Figura 4: Oclusais superior e inferior

Para determinar o movimento a ser sofrido pelo primeiro molar permanente superior durante a aplicação da força extra-oral de tração cervical do aparelho extrabucal, é necessário ajustar o tamanho e a angulação do arco externo do aparelho de modo a relacionar o centro de resistência do molar com a linha de ação do sistema, a qual une o ponto de origem da força, localizado na tala cervical, ao ponto de aplicação da mesma, representado pelo gancho do arco externo. Como o ponto de origem da força se localiza na tala adaptada à nuca do indivíduo, póstero-inferiormente em relação aos primeiros molares permanentes superiores, além da componente distal sempre presente, existe também uma componente vertical de força, determinando efeito extrusivo nesses dentes. Quanto maior a inclinação da linha de ação do aparelho em relação ao centro de resistência do dente, maior será a componente vertical de força 7 e, portanto, a magnitude da extrusão . O procedimento clínico para a utilização do Aparelho Extra Bucal (AEB) incluiu duas fases distintas: a ativa e a de contenção. No presente caso, o protocolo para a utilização do AEB foi de 16 horas diárias, com elásticos extra-orais de força média, totalizando 350gr de força para cada lado, medidas através do tenciômetro. Esse procedimento é considerado satisfatório para a obtenção de um bom resultado de distalização. O individuo foi devidamente instruído sobre a utilização do aparelho, também sobre a sintomatologia a efeitos clínicos e sobre a necessidade de uma correta higienização dos dentes e do aparelho fixo durante o tratamento. Após a verificação das chaves de classe I de molares e caninos, que perdurou aproximadamente durante um período de 12 meses, de uso contínuo do aparelho, o individuo foi instruído a utilizar o AEB somente no período noturno. Essa fase do tratamento passa a denominar-se passiva, onde o aparelho não é mais ativo e sim serve apenas como contenção para

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evitar uma possível recidiva. Dessa forma, seu uso noturno foi de também 12 meses, até totalizar o fechamento de diastemas e estabilizar a oclusão através do aparelho fixo (Figs.5 e 6). Figura 7: Frontal Final

Figura 8: Lateral Direita Final Figura 5: Utilização do AEB

Figura 9: Lateral Esquerda Final

Considerações Finais

Figuras 6: Sequência clínica do uso de aparelho ortodôntico fixo

Passados 2,5 anos de tratamento com AEB e aparelho fixo, os mesmos foram removidos e substituídos pela contenção removível superior (placa de Hawley) e contenção fixa 3x3 inferior, usadas continuamente no primeiro ano, tendo a superior mais seis meses de uso noturno e a inferior por tempo indeterminado (Figs. 7, 8 e 9).

O uso eficiente dos aparelhos extra-orais requer grande conhecimento de biomecânica. Entendendo como controlar os componentes das forças produzidas pelos diversos tipos existentes, torna-se possível alcançar resultados clínicos satisfatórios. Se a maloclusão for de origem dentária, é necessário movimentar os primeiros molares permanentes superiores para distal ou mesmo conter sua posição na maxila, possibilitando uma correta relação de chave de oclusão. Nesses casos, deve-se optar pela utilização de forças mais suaves, aplicadas de modo mais contínuo, caracterizando a chamada força ótima para o m o v i m e n t o d e n t á r i o . Fo r ç a s p e s a d a s e intermitentes são consideradas menos efetivas para movimentar dentes e força pesada contínua é inviável, pois, apesar de produzir rápidas e profundas modificações na maxila e molares superiores, pode danificar as raízes e o periodonto


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de sustentação desses. Pode-se inclinar a coroa ou a raiz distalmente, ou movimentar o dente em corpo nesta mesma direção, caso a linha de ação passe, respectivamente, abaixo, acima ou através de seu centro de resistência. Na tração cervical, tendo o ponto de origem de força localizado inferiormente em relação à maxila, tem a linha de ação passando sempre abaixo de seu centro de resistência. Pode-se esperar, portanto, que a tração baixa tende a extruir os molares, rotacionar a mandíbula no sentido horário e aumentar o terço inferior da face, o que no presente caso não ocorreu, devido à força utilizada, tempo de uso e idade do individuo, ocorrendo somente correção da sobressaliência. Na fase inicial do uso do aparelho, o individuo sentiu ligeiro desconforto na região dos molares, que desapareceu cerca de 1 semana após o uso. Também durante a sua utilização, onde forças foram exercidas, observou-se pequena mobilidade nos molares. A efetividade do uso do aparelho foi reconhecida e quantificada clinicamente a cada reconsulta. Quando a relação de molares e caninos foi atingida, o aparelho extrabucal passou a ser utilizado somente no período noturno, servindo apenas como contenção, e as finalizações do caso, foram executadas através da mecânica com o uso do aparelho fixo.

Conclusão Existem diversos tipos de aparelhos com a finalidade de distalização dos molares, porém o AEB, quando utilizado de forma adequada, apresenta ótimos resultados porque seus efeitos podem ser controlados. Os resultados da utilização do AEB dependem muito da colaboração do indivíduo, pois o aparelho apresenta desconforto durante o uso.

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EXTRA ORAL APPLIANCE (AEB) USED AS DISTALIZATOR: CLINICAL CASE REPORT ABSTRACT The Class II malocclusion, Angle is a problem encountered with great frequency in the population. The unit aims to intercept and headgear to correct Class II skeletal and dental care, and in this case, made the correction of dental malocclusion, Class II - 2 sub-division right to obtain functional occlusion and satisfactory. This article describes the characteristics of this device and discusses a clinical case treated with the device headgear. In conclusion, we observed the ability of effective correction of anteroposterior discrepancy with the correct use of the AEB. Keywords: Headgear apparatus. Malocclusion. Angle Class II. Corrective Orthodontics. Correspondência com o autor: helena_engel@yahoo.com.br Recebido para Publicação: 02/06/2012 Aceito para Publicação: 08/07/2012

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AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO DESVIO APICAL APÓS O PREPARO ENDODÔNTICO UTILIZANDO OS SISTEMAS PROTAPER E WAVEONE

Prof. Ms. Fábio Duarte da Costa Aznar

RESUMO O objetivo do presente trabalho foi avaliar radiograficamente a ocorrência do desvio apical, comparandose o sistema rotatório de NiTi ProTaper e o sistema recíproco de NiTi WaveOne. Foram selecionados vinte e quatro canais simulados de resina padronizados, que foram separados em dois grupos distintos, cada qual preparado por uma técnica. Uma plataforma foi confeccionada para possibilitar tomadas radiográficas pré e pós-operatórias na mesma posição, sendo as radiografias posteriormente digitalizadas e a mensuração da distancia em milímetros dos instrumentos inicial e final realizado através do uso do software Image Tool for Windows v.3.00. Ambos os sistemas apresentaram pouco desvio apical, sendo que a análise estatística dos resultados realizada através do teste t-Student com nível de significância de 5%, demonstrou não haver diferença estatística entre os dois grupos com relação a incidência de desvio apical. Através dos resultados obtidos pode-se concluir que os sistemas ProTaper e WaveOne apresentamse como um método seguro para o preparo dos canais radiculares. Palavras-chave: Niquel-titânio. Protaper. WaveOne.

Mestre em Endodontia SLMandic/Campinas-SP Doutorando em Saúde Coletiva FOB/USP/Bauru-SP Coordenador dos Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento em Endodontia FACESC/Chapecó-SC e IEO/Bauru-SP


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INTRODUÇÃO A busca do sucesso no tratamento endodôntico depende de uma sequência operatória em que todos os procedimentos realizados são de fundamental importância, e a inobservância de qualquer um deles poderá levar 1 ao insucesso . Porém a fase de limpeza e modelagem do canal radicular é a etapa que requer mais tempo, paciência e destreza manual por parte do profissional, além de ser nesta fase do tratamento que ocorre o maior número de acidentes e complicações, que podem 2 comprometer o tratamento endodôntico . Devido à importância deste assunto, historicamente diversas foram as técnicas propostas por pesquisadores, visando tornar mais eficaz e rápida esta fase do tratamento dos 2-8 sistemas de canais radiculares . Todas estas técnicas desenvolvidas tiveram sempre como um dos principais objetivos a busca de uma modelagem mais adequada e evitar possíveis deformações geradas pelos instrumentos. O uso de instrumentos de aço inoxidável pode induzir deformações em canais radiculares 9 curvos, como zips e rasgos ou trepanações nas 10 áreas de risco . Na maioria das circunstâncias o uso deste tipo de instrumento é dificultado em canais curvos, tendo-se assim, a necessidade de se buscar novos tipos e desenhos de instrumentos. Com o objetivo de substituir a instrumentação manual, vários sistemas foram propostos: Sistemas mecânicos rotatórios e oscilatórios, aparelhos sônicos e ultrassônicos; sem porém conseguirem os resultados desejados pelo fato das características dos instrumentos existentes até então. 11 Em 1988, vários autores propuseram a confecção de instrumentos de uma liga metálica até então de uso ortodôntico, composta de aproximadamente de 55% de níquel e 45% de titânio por peso, tendo esta liga propriedades físicas particulares, como maior flexibilidade,

possuir memória de forma e superelasticidade, permitindo que estes instrumentos acompanhem a anatomia dos canais com maior facilidade, impedindo o deslocamento apical e mantendo a sua forma original. Com o advento da liga de níquel-titânio (NiTi) na fabricação de instrumentos endodônticos, foi introduzido os sistemas de instrumentação mecanizados, que vieram a revolucionar a instrumentação de canais radiculares. O uso da instrumentação mecânica rotatória ou recíproca com instrumentos de NiTi tem sido proposto com o intuito de vencer curvaturas e evitar possíveis deformações geradas pela deficiência dos instrumentos convencionais de aço inoxidável, buscando obter um preparo ideal, sem promover alteração e mudança do forame apical. A superioridade destes instrumentos quando comparados às limas de aço inoxidável quanto à manutenção da forma original de canais curvos, já foi comprovada 11-14 através de diversos estudos . O sistema rotatório de NiTi ProTaper veio a apresentar algumas inovações, possuindo em um só instrumento diversas conicidades conferindo ao mesmo uma excelente flexibilidade, e consequentemente facilitando a instrumentação da porção apical de canais radiculares que se apresentem atrésicos e com curvaturas acentuadas. Outra grande vantagem deste sistema está no fato de ser necessário um menor número de instrumentos para se conseguir um preparo correto em menor tempo de trabalho, permitindo cumprir com os princípios básicos de limpeza e conformação do sistema de canais 14-17 radiculares . O sistema recíproco de NiTi WaveOne foi recentemente introduzido no mercado, sendo uma técnica single file, ou seja, é necessário somente um instrumento para a confecção e determinação final do preparo. Este sistema apresenta três opções de instrumentos e consequentemente três possibilidades de

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dilatação: Small (D0 de 0,21 e conicidade 0.06), Primary (D0 de 0,25 e conicidade 0.08) e Large (D0 de 0,40 e conicidade 0.08). A seleção será baseada na condição anatômica do canal a ser 18-19 preparado . Os instrumentos deste sistema são de uso único, sendo os mesmos descartáveis. Pela escassez de estudos sobre este novo sistema, no presente estudo, avaliamos radiograficamente a ocorrência de desvio apical quando do preparo realizado utilizando-se o sistema rotatório de NiTi ProTaper e o sistema recíproco de NiTi WaveOne.

OBJETIVO

O objetivo do presente trabalho foi avaliar radiograficamente a ocorrência de desvio apical no preparo de canais simulados de resina, comparando-se o sistema rotatório de NiTi ProTaper e o sistema recíproco de NiTi WaveOne.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram selecionados vinte e quatro canais simulados de resina Endo Training Blocks (Dentsply Maillefer/Suíça), com diâmetro ISO 15, conicidade de 0.02 e comprimento padronizado. Os canais simulados foram previamente explorados com um instrumento Tipo K nº 10 (Dentsply Maillefer/Suíça), e através da introdução do instrumento no interior do canal simulado até alcançar o comprimento total e recuando 1 mm, foi determinado o comprimento de trabalho dos mesmos. Como instrumento apical inicial foi utilizado o mesmo instrumento Tipo K nº 10, levado no comprimento de trabalho, e o canal simulado radiografado com o uso do filme Kodak Insight (Eastman Kodak Company,USA). Para a tomada radiográfica, o aparelho Spectro 70x

(Dabi-Atlante S.A., Ribeirão Preto/Brasil) foi posicionado perpendicularmente à película radiográfica em uma distância de 20 cm foco/filme, sendo o tempo de exposição 0,5 seg. Para padronização das radiografias, confeccionou-se uma plataforma radiográfica 20 semelhante à proposta feita por alguns autores , para que as películas radiográficas e os canais simulados fossem colocados sempre na mesma posição, devido à presença de um encaixe do tipo macho-fêmea. Após a tomada radiográfica inicial, todos os canais simulados foram previamente alargados com os instrumentos rotatório de NiTi Pathfile 1, 2 e 3 (Dentsply Maillefer/Suíça) até o comprimento de trabalho previamente determinado. Este procedimento teve como finalidade a “negociação” do canal radicular, visando auxiliar e facilitar o posterior preparo, sendo que para a presente pesquisa os canais simulados foram divididos em dois grupos de 12 cada. No Grupo 1, os canais simulados foram preparados através do uso do sistema rotatório de NiTi ProTaper (Dentsply Maillefer/Suíça) (FIGURA I), com o motor elétrico X-Smart (Dentsply Maillefer/Suíça) a uma velocidade constante de 300 RPM. A técnica a ser utilizada foi de acordo com a orientação do fabricante: Para o preparo dos terços cervicais e médios, os instrumentos para modelagem (shapping files) S1, S2 e SX, foram utilizados em movimentos de “pincelamento” até atingir o Comprimento de Trabalho. Para a confecção do batente apical, as limas de acabamento (finishing files) F1 e F2, que tem respectivamente diâmetro D0 de 0,20 mm e 0,25 mm, foram utilizadas em movimentos de “bicada” determinando a forma final do preparo. Frequentemente os instrumentos foram observados e limpos com a finalidade de remoção de raspas de resina. Cada instrumento foi utilizado em um canal simulado.


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Figura 1 - Sequência e instrumentos empregados no Grupo 1.

No Grupo 2, os canais simulados foram preparados através do uso do sistema recíproco de NiTi WaveOne (Dentsply Maillefer/Suíça) (FIGURA II), com o motor elétrico VDW Silver (VDW/Alemanha) através do movimento recíproco, que consiste em um misto de movimento oscilatório com rotatório. A técnica a ser utilizada foi de acordo com a orientação do fabricante: Selecionou-se o instrumento Primary (D0 de 0,25), devido a condição morfológica do canal simulado, e empregou-se o movimento de “bicada “ complementado com o movimento de “pincelamento“, até que se atingisse o comprimento de trabalho. Durante o preparo, frequentemente os instrumentos foram observados e limpos com a finalidade de remoção de raspas de resina. Cada instrumento foi utilizado em um canal simulado.

Figura 2 - Sequência e instrumentos empregados no Grupo 2.

Como agente irrigador, foi utilizada água destilada, sendo os canais simulados irrigados com 1 ml da solução a cada emprego dos instrumentos. Uma vez concluído o preparo, se manteve o instrumento memória no comprimento de trabalho em posição, e o conjunto bloco/instrumento retornou ao dispositivo de radiografia para nova tomada radiográfica sobre a mesma película, seguindo-se o mesmo critério de padronização estabelecido na

radiografia antes da instrumentação. Uma vez processada as películas radiográficas, verificou-se o posicionamento na imagem obtida do primeiro e do último instrumento em todo comprimento de trabalho, em que poderemos observar: a) A sobreposição das extremidades dos instrumentos através da não diferenciação na imagem radiográfica radiografia, situação que indica ausência de desvio apical; b) A presença da ocorrência de desvio, em que a sobreposição do primeiro e segundo instrumento não ocorria, determinando uma diferença medida em milímetros (Figura 3).

Figura 3: Exemplo de imagem radiográfica aonde se observa ausência de desvio apical durante o preparo.

Após o processamento radiográfico das películas através do método temperatura-tempo, elas foram digitalizadas com o uso do scanner HP Scanjet 5590 (Hewlett-Packard Company/USA) com uma com resolução de 400 dpi no formato de 8 bits (tons de cinza), sendo as imagens obtidas salvas no formato de arquivo .TIF. A avaliação do desvio apical foi realizada pela mensuração da distancia em milímetros dos instrumentos inicial e final das imagens obtidas, através do uso do software Image Tool for Windows v.3.00 (University of Texas/Texas-USA) (Figura 4). Posteriormente, os dados obtidos foram levados para análise estatística.

Figura 4: Software Image Tool for Windows v.3.00 realizando analise nas radiografias digitalizadas.

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RESULTADOS Os resultados estão expressos no Gráfico 1 e Tabela 1, evidenciando o desvio médio em função dos dois grupos. Apesar das médias dos dois grupos apresentarem diferença, demonstrando um menor índice de desvio apical no grupo de dentes instrumentados pelo sistema WaveOne; a análise estatística através do teste t-Student com nível de significância de 5% para amostras independentes mostrou que a diferença estatística entre os grupos não foi significante.

Gráfico 1: Representação gráfica dos valores médios de desvio apical em mm, observados nos canais simulados preparados, em função dos dois grupos.

Grupo

Média

D.p.

I ProTaper

0,123

0,065

II WaveOne

0,104

0,069

T

p

0,690

0,496 ns

*Nível de significância a 5%; ns - diferença estatística não significante.

Tabela 1: Média, Desvio Padrão e Teste de t-Student*

DISCUSSÃO Realizar um preparo que modele e ao mesmo tempo promova uma limpeza ideal é o objetivo do profissional durante a fase de instrumentação dos canais radiculares. É sabido, porém, que a maior dificuldade encontrada na modelagem dos canais radiculares, se encontra no momento do preparo da porção apical destas raízes. O risco de causar algum tipo de acidente na porção apical está diretamente ligado à ausência de um preparo cervical prévio correto,

principalmente naquelas raízes que apresentam curvaturas. A evolução dos instrumentos endodônticos tem sido voltada durante todos estes anos para um preparo que respeite as condições anatômicas, e ao mesmo tempo permita um preparo que possibilite uma maior conicidade na porção cervical do canal a ser tratado. Diminui-se muito portando, o risco de problemas durante a instrumentação do terço apical destes canais, sendo que o desvio apical representa uma grande porcentagem destes problemas. Desenvolver uma técnica, associada a um instrumento que realizem o mínimo de desvio possível, vem a ser, portanto uma grande necessidade da Endodontia contemporânea. Na literatura, trabalhos semelhantes ao nosso têm utilizado blocos resina com diferentes graus de curvatura para realizar este tipo de 13,18-19,21-22 avaliação , demonstrando esta ser uma alternativa viável para a substituição de dentes humanos extraídos, apresentando a vantagem de padronização das condições morfológicas. O sistema mecânico-rotatório de NiTi ProTaper inovou por apresentar algumas características particulares em sua morfologia, fazendo com que em um mesmo instrumento encontre-se distintas conicidades. Consequentemente, este sistema vem a tornar o preparo em canais atresiados e curvos mais rápido, seguro e 14-17,23-24 eficaz . Quando este sistema foi comparado uma técnica manual convencional consagradamente segura, utilizando limas Flexofile através do 6 principio técnico de GOERIG , observou-se que ambas as técnicas produziram uma quantidade de desvio apical semelhante, sendo este muito pequeno. Conclui-se, portanto, que as duas 14 técnicas demonstraram-se seguras . O mesmo foi encontrado por outros autores, quando compararam técnicas manuais consagradas com 25-26 técnicas rotatórias de NiTi . Alguns autores compararam pelo mesmo critério, técnicas que empregam instrumentos de


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NiTi acionados pelo movimento rotatório , observando ausência de diferença estatística entre os mesmos. Porém, poucos são os estudos encontrados na literatura que se propuseram a estudar técnicas que empregam instrumentos de 18-19 NiTi acionados pelo movimento recíproco . Em nosso trabalho, os resultados obtidos na comparação do uso de instrumentos rotatórios de NiTi ProTaper e instrumentos recíprocos de NiTi WaveOne demonstraram não haver diferença estatisticamente significante, sendo que ambas as técnicas produziram uma quantidade de desvio apical pequena e semelhante, corroborando com 19 resultados encontrados na literatura .

10.Walia H, Brantley WA, Gerstein H. An initial investigation of the bending and torsonial properties of nitinol root canal files. J Endod 1988; 14(7):346-51. 11.Royal JR, Donnelly JC. A comparison of maintenance of canal curvature using balanced-force instrumentation with three different file types. J Endod 1995; 21(6):300-4. 12.Carvalho LAP. Avaliação do preparo de canais radiculares com limas manuais e rotatórias e rotatórias de níquel-titânio e analise do aspecto morfológico das limas, antes e após o uso [tese]. Araraquara: Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista, 2001. 13.Camargo JMP. Avaliação da eficácia das instrumentações rotatórias (Sistemas Quantec LX, Pow-R, Profile e Profile série 29) em canais radiculares simulados [dissertação]. Araraquara: Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista, 2000. 14.Aznar FDC, Nischiyama CK, Hussne RP, Leonardo RT. Evaluación radiográfica del desvío apical después de la preparación radicular utilizando el sistema ProTaper. Endodoncia 2006; 24(3):143-7. 15.Alcãniz AL, Laliga RM. Endodoncia rotatória: Limas Protaper. Endodoncia 2002; 20(1):15-27. 16.Ruddle CJ. The Protaper technique: endodontics made easier. Dent Today 2001; 20(11):58-68. 17.Ruddle CJ. The Protaper endodontic system: geometries, features, and guidelines for use. Dent Today 2001; 20(10):60-67.

CONCLUSÃO

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Diante da análise dos resultados obtidos, pode-se concluir que ambas as técnicas estudadas promoveram pouco desvio apical, não havendo diferença estatisticamente significante entre elas. Portanto, os sistemas ProTaper e WaveOne apresentam-se como técnicas seguras para o preparo dos canais radiculares.

19.Berutti E, Chiandussi G, Paolino DS, Scotti N, Cantatore G, Castellucci A, et al. Canal shaping with WaveOne Primary reciprocating files and ProTaper system: a comparative study. J Endod 2012; 38(4):505-9. 20.Sydney GB, Batista A, Melo LL. The radiographic platform: a new method to evaluated to root canal preparation. J Endod 1998; 17(11):128-33. 21.Sabala CL, Roane JB, Southward LZ. Instrumentation of curved canals using a modified tipped instrument: a comparison study. J Endod 1988; 14(2):59-64. 22.Tepel J, Schäfer E, Hoope W. Root canal instruments for manual use: cutting efficiency and instrumentation of curved canals. Int Endod J 1995; 28(2):6876. 23.Leonardo MR, Leonardo RT. Sistemas rotatórios em endodontia: instrumentos de níquel-titânio. São Paulo: Artes Médicas, 2001. 400 p.

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RADIOGRAPHIC EVALUATION OF APICAL TRANSPORTATION AFTER ENDODONTIC TREATMENT SYSTEMS USING PROTAPER AND WAVEONE. ABSTRACT The objective of this study was to evaluate radiographically the occurrence of apical deviation, comparing the ProTaper NiTi rotary system and NiTi WaveOne reciprocal system. Twenty-four standard resin simulated canals were selected, which were separated into two distinct groups, each one prepared by a technique. A platform was made to allow radiographs pre-and postoperative in the same position, and the radiographs were subsequently digitized and the measuring of the distance, in millimeters, of the initial and the final instruments were performed by using the software Image Tool for Windows v.3.00. Both systems showed small apical deviation, and the statistical analysis performed using the t-Student test, with 5% of significance level, showed no statistical difference between the two groups regarding the incidence of apical deviation. Based on the results it can be concluded that ProTaper and WaveOne systems were presented as a safe method for the root canals preparation. Keywords: Nickel-titanium. Protaper. WaveOne.

Correspondência com o autor: fabio@aznar.com.br Recebido para Publicação: 02/06/2012 Aceito para Publicação: 08/07/2012


ADS, Chapecó, v. 2, n. 2, p. 89-93, maio/ago. 2012

PRESERVAÇÃO DO ALVÉOLO PÓS-EXTRAÇÃO: Relato de Caso

Fábio Shiniti Mizutani1 Mauro Cristiano Caetano Rossi2 Renato de Paiva Mandetta3

RESUMO O advento dos implantes dentais trouxe benefícios irreversíveis para a clínica odontológica. Buscando a excelência nos trabalhos reabilitadores, se faz importante a prática de técnicas que promovam ambiente apropriado para instalação tridimensional do implante. A preservação do alvéolo contra processos reabsortivos tem um espaço cada vez maior, principalmente porque evita colapsos do processo alveolar, evitando ou minimizando tratamentos com enxertos e manipulações de tecidos. A manobra de implante de biomateriais e substitutos ósseos são extremamente simples e atualmente é recomendada pela literatura. Este trabalho teve por objetivo descrever um caso clínico de um paciente que sofreu fratura radicular longitudinal no elemento 14 no qual fora realizado exodontia, manobra de implante de biomaterial com uso de membrana reabsorvível e manobra de fechamento primário do alvéolo com retalho deslizante do palato em L, com intuito de promover um tampão cirúrgico e aumentar a qualidade da mucosa queratinizada. Palavras-chave: Implantes osseointegrados. Biomateriais. Mucosa queratinizada. Retalho palatino.

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Especialista, Mestre e Doutor em Implantodontia Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da FACESC - Chapecó - SC Especialista e Mestre em Implantodontia Coordenador do Curso de Especialização em Implandotodontia da ABO Regional - Uberaba - MG 3 Especialista em Implantodontia Mestrando em Prótese Dentária SLMandic 2

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INTRODUÇÃO Alterações morfológicas e dimensionais de do rebordo alveolar após extrações dentárias têm 1-3,10 sido documentados na literatura , demonstrando em estudos clínicos, alterações volumétricas com uma redução média horizontal de 57mm dentro dos primeiros 12 meses após a 21 extração do dente . Essas alterações dimensionais resultantes de reabsorção óssea provocam alterações morfológicas nas restaurações com implantes ou próteses convencionais aumentando o seu volume causando discrepâncias 16-17 indesejáveis estética e funcionalmente . A preservação de dimensões alveolares pós-extração dentária passa a ser fator essencial para alcançar melhor resultado da prótese e do volume ósseo para a colocação e estabilização dos implantes no 16,18,20 melhor posicionamento tridimensional . A perda de tecidos moles e duros após a remoção do dente é desfavorável para a futura prótese implanto suportada ou para a prótese 17,21 convencional . Vários métodos têm sido descrito para manter alveolar dimensões alvéolo após a extração do dente, incidindo principalmente sobre a preservação do tecido 4,10,12,14-15,18 duro com a utilização da Regeneração Óssea Guiada (GBR). Esta técnica foi proposta para melhorar as dimensões da crista óssea em altura e largura quando comparado com a 18 cicatrização óssea expontânea . Foi relatado em estudos clínicos que os implantes em alvéolos não preservados acabam desenvolvendo próteses com sobrecontornos e estéticamente desfavoráveis em relação aos instalados em rebordos preservados. Os trabalhos apresentam resultados apontando que as medições de rebordos não preservados indicaram uma perda de tecido horizontal 18 vestíbulo-oral de 1.17-1,73 milímetros . Vários procedimentos têm sido sugeridos para manter a largura e altura adequada do rebordo alveolar após a extração, devendo iniciar com o conceito de extração mais atraumática

possível. Quanto mais agressivo a manipulação do alvéolo nas manobras, mais reabsorção pode ocorrer no alvéolo, traduzindo em reabsorção iatrogênica. Portanto este procedimento se aplica a todas as exodontias, sem contra indicação para 7-8,12-13 o procedimento . 6,9-10 Alguns autores têm utilizado matriz óssea bovina desproteinada (DBBM) como material de preenchimento de alveolos para manter sua configuração anatômica. Biomateriais são enxertados em sítios imediatamente após as extrações com sequencia de tentativa de fechamento primário dos tecidos moles. Há a recomendação de aguardo de 9 meses de cicatrização antes do segundo procedimento cirúrgico de instalação de implantes. Foram observadas nova formação óssea em amostras histológicas onde as particulas do DBBM aderiram a lamelas ósseas, ricos em osteócitos e matriz óssea, mostrando-se ser um agente de preenchimento eficiente nas cavidades de extração dentária para preservação da topografia antes da fixação de implantes de titânio. Uma das dificuldades deste procedimento é 15,18 fechamento primário do alvéolo . Normalmente utilizam-se enxertias autólogas para fechar os alvéolos, porém autores vêm detalhando com sucesso uma técnica de manipulação de tecido sem promover desnudamento palatino através de um processo de divisão flap-palatal. Neste procedimento o retalho palatal é dividido em dois com o mais profundo flap pediculado girando sobre o local de extração, com uso combinado de biomateriais.

RELATO DE CASO CLÍNICO Paciente, C.C., caucasiano sexo masculino, 56 anos de idade, compareceu em consultório particular com queixa de dor e fratura coronária na região do elemento 14. Em análise clínica e radiográfica foi constatado fratura longitudinal da


ADS, Chapecó, v. 2, n. 2, p. 89-93, maio/ago. 2012

raiz dentária. Foi então sugerido ao paciente a remoção do elemento com a instalação de um biomaterial (osso bovino Bonefill® granulação fina - Bionnvoation - Bauru - Brasil) com o objetivo de preservar a topografia alveolar para futura implantação. Procedeu-se aos procedimentos de preparo do paciente com assepsia intra e extraoral, anestesia local com lidocaína 2% com adrenalina e na sequência com a exodontia atraumática do elemento, com consequente curetagem óssea. Após completa curetagem alveolar passou-se à implantação do biomaterial com o posicionamento de uma membrana de colágeno (Colla Cote - Zimmer - USA). Na sequência passa-se ao procedimento de trabalho de tecidos moles com a utilização de retalho rodado do palato (Técnica de Nemcovsky) para promoção de fechamento primário. Procede-se aos passos de sutura oclusiva e por compressão para a manutenção do retalho em posição. Foi solicitado retorno para controle com 7, 21, e 60 dias para avaliação do aspecto clínico do rebordo alveolar, com tomadas radiográficas para acompanhamento de formação óssea (conforme figs. 1 a 11).

Figura 5: Preparo da membrana de colágeno dobrada

Figura 6: Posicionamento de membrana de colágeno dobrada

Figura 7: Colocação de osso bovino

Figura 8: Material instalado no alvéolo

Figura 9: Sutura de contenção

Figura 10: RX pós operatório 60 dias

Figura 11: Aspecto de controle de 60 dias

Figura 1: Imagem inicial – pré-operatória

Figura 3: Pressionamento da mucosa para verificação da perda de osso alveolar vestibular

Figura 2: Após remoção do elemento dentário

Figura 4: Técnica de Nemcovsky

DISCUSSÃO O sucesso das reabilitações com implantes depende, além da osseointegração, a correta disposição tridimensional, de um contorno marginal gengival sadio, estável e que favoreça a 2,7,13,17 obtenção de um perfil protético estético . Para minimizar a reabsorção óssea, foram relatados técnicas de extração menos traumática associadas com enxertias de biomateriais com e sem use de membrana e barreiras, que demonstraram uma redução significativa nas

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mudanças dimensionais do rebordo alveolar . Existem várias razões para considerar a preservação do processo alveolar imediatamente após a extração do dente com uso de materiais de 3-6 enxertia óssea . Uma das razões para a colocação de um enxerto de um biomaterial sintético é para estabilizar o coágulo dentro do alvéolo e evitar uma possível redução do volume do tecido rígido 6-9,1,16,19 necessário para a regeneração óssea . Embora a reabsorção óssea vertical pode ser esperado como parte do padrão fisiológico da 2-3,5,9 cicatrização óssea após extração dentária , em nosso paciente nenhuma redução na dimensão vertical do rebordo alveolar ocorreu seis meses após a extração do dente. A largura do rebordo clinicamente também não se alterou. Outra razão para a colocação de um enxerto em uma cavidade de extração é fornecer um arcabouço para o crescimento de componentes celulares e vasculares para formar novo osso de 4-6,9,12,16,19,21 qualidade e quantidade aceitáveis . Em nosso paciente, o volume total do osso recémformado foi satisfatório, preservando toda a arquitetura alveolar para futura implantação. Os resultados, neste caso, mostram que o uso de enxerto ósseo bovino particulado na cavidade de extração promoveu capacidade osteocondutora. Quando as partículas do osso são misturadas com o coágulo de sangue e cercado por paredes ósseas do processo alveolar, células osteogênicas, incluindo células-tronco mesenquimais indiferenciadas, iniciam a migração a partir da superfície do osso existente entre e sobre a superfície das partículas, estimulado principalmente por uma glicoproteína adesiva, fibronectina, que é um componente do 12-13 coágulo . Aos 6 meses após a tomada de preservação alveolar, a pequena quantidade residual de enxerto de osso bovino não compromete a colocação do implante osseointegrados. Além disso, as partículas de osso bovino tornam-se bem incorporados na nova formação óssea criando uma densa rede

esponjosa. Isso pode melhorar a capacidade biológica de suportar forças de carga transmitida por implantes colocados nesse sítio. Estudos de 12-13,18,20 biodegradação do osso bovino demonstram que ocorre tanto pela atividade osteoclástica e dissolução química por tecido fluidos. Um fator importante neste caso é que fora instalada uma barreira de membrana para se evitar a competição de tecidos e foi realizado um retalho mucoperiostal para cobrir o processo alveolar pós-extração, fator importante para o fechamento primário do defeito preenchido com 18 material sintético . Aos 7 dias, o processo de epitelização era completa e o alvéolo foi coberto sem complicações clínicas. Aos 21 dias o processo alveolar apresentou aspecto de remodelação e aos 60 dias, um tecido ósseo e gengival totalmente cicatrizado sem presença de reabsorção e contração alveolar, garantindo possibilidade de posicionamento tridimensional do implante.

CONCLUSÃO Concluindo, este relato de caso sugere que a implantação de biomaterial associado ao uso de membrana e retalho pediculado rodado pode impedir a reabsorção e colapso do processo alveolar com formação de novo tecido ósseo de qualidade aceitável e quantidade que permite a colocação de um implante dentário osseointegrado.


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POST EXTRACTION RIDGE PRESERVATION: CASE REPORT ABSTRACT The advent of dental implants has brought irreversible benefits to dental clinic. Looking for excellence in rehabilitative work, it is important to practice techniques that promote three-dimensional environment for installation of the implant. The preservation of the alveolar processes against reabsorptives have a growing space, mainly because it avoids collapse of the alveolar process, avoiding or minimizing treatments and manipulations of tissue grafts. The maneuver of biomaterial implants and bone substitutes are extremely simple and is currently recommended in the literature. This paper aims to describe a clinical case of a patient who suffered root fracture in the longitudinal element 14 in which extraction was performed, move biomaterial implant using resorbable membrane and handling of primary closure of the alveoli with sliding flap from the palate in L , aiming to promote a surgical cap and increase the quality of keratinized mucosa. Keywords: Osseointegrated implants. Biomaterials. Keratinized mucosa. Palatal flap. Correspondência com o autor: fsmizutani@gmail.com Recebido para Publicação: 02/06/2012 Aceito para Publicação: 08/07/2012

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AVALIAÇÃO In Vitro DA CAPACIDADE DE SELAMENTO DA INTERFACE IMPLANTE ABUTMENT CONE MORSE

Samuel Augusto Zanela1 Fábio Shiniti Mizutani2

RESUMO O presente trabalho avalia in vitro a capacidade de selamento da interface implante abutment Cone Morse de quatro sistemas de implantes brasileiros. Três implantes Neodent, Kopp, Titaniun Fix e Dentoflex e seus respectivos abutments foram fornecidos por seus fabricantes. Uma curva de calibração foi determinada através de incrementos de 0,1 a 0,5µl do corante azul de metileno no interior de tubos eppendorf contendo 1,5 ml de água destilada e a absorbância foi registrada utilizando um espectrofotômetro. 0,5 µl do corante foi inserida na porção mais profunda de cada implante, utilizando uma micro pipeta automática. Os pilares foram então adaptados de acordo com as recomendações de cada fabricante e as amostras inseridas dentro de um tubo de ensaio contendo 1,5 ml de água destilada. A análise espectrofotométrica foi conferida nos períodos de 1,3,6, 24, 48, 72 horas. Foi realizada uma análise estatística utilizando a análise ANOVA, com índice de significância de 95% e teste de Tukey para comparação múltipla. O monitoramento espectofotométrico mostrou que, apesar do controle do torque, o selamento do sistema não foi suficiente para evitar o extravasamento do corante em todos os grupos testados. Palavras-chave: Implante cone Morse. Micro espaço. Selamento da interface. Implante x pilar.

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Especialista em Implantodontia Professor Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da FACESC - Chapecó-SC

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INTRODUÇÃO A substituição das estruturas dentárias por reabilitações com implantes tem sido um grande desafio para os profissionais da área odon1 tológica . Destarte muitos trabalhos clínicos traduzem uma grande eficácia no tratamento reabilitador com implantes. Todavia problemas de desaparafusamento e perdas ósseas ao redor dos 2 implantes foram identificadas . Autores realizaram uma revisão da literatura apresentando as principais complicações encontradas em tratamentos com implante osseointe3 grados . Foi realizada uma busca no sistema de dados da internet chamado Medline, alcançando a quantidade de 218 artigos publicados sobre o assunto. Nesta publicação os autores contabilizam quinze artigos apresentando dados sobre perda óssea marginal aos implantes osseointegrados. Foi calculada uma média de perda de tecido duro de 0,9mm durante o primeiro ano e 0,1mm em cada ano subsequente. A falha biológica dos implantes está relacionada à incapacidade do hospedeiro em estabelecer ou manter a osseointegração e pode ser arbitrariamente dividida em precoce, quando a mesma não ocorre, e tardia, quando ocorre uma 5-7 ruptura na estabilidade da osseointegração . Diversos fatores podem estar associados com a falha de implantes osseointegrados, sendo classificados em exógenos aqueles relacionados ao operador ou ao biomaterial e endógenos os relacionados ao hospedeiro, subdivididos em 6,8-9 locais ou sistêmicos . Caso não exista uma perfeita adaptação entre o implante e seus componentes protéticos, pode haver um risco em potencial, uma vez que esta área torna-se favorável à colonização 8-12 bacteriana , levando ao desenvolvimento de patologia perimucosal e periimplantar, causando comprometimento na manutenção da 7,13-16 osseointegração . 11, 17-18 Muitos trabalhos científicos têm

relacionado os insucessos dos implantes dentais com a presença de infecção periimplantar persistentes. Dentre os fatores que podem favorecer a colonização bacteriana estão: a má higiene bucal, a doença periodontal preexistente, a topografia da superfície do implante, o desenho do implante, e o espaço na interface 19-21 implante/conector protético . As más adaptações das conexões implante/conector protético podem possibilitar o crescimento bacteriano, levando a perda do selamento mucoso periimplantar, com alteração dos parâmetros clínicos e microbiológicos dos tecidos 22-24 periimplantares . A existência de más adaptações entre o conector protético e o implante favorece o desenvolvimento de microorganismos, contribuindo para o insucesso na 3-5,7-9 osseointegração . A provável contaminação da parte interna do implante ocorre devido ao vazamento microbiano dos tecidos periimplan6-12,17-19 tares para o seu interior . O objetivo deste trabalho foi avaliar o selamento da interface implante abutment protético com encaixe do tipo Cone Morse em quatro sistemas de implantes brasileiros: Neodent, Kopp, Titanium fix e Dentoflex.

PROPOSIÇÃO Este trabalho teve por objetivo avaliar o selamento da interface implante abutment protético com encaixe do tipo Cone Morse em quatro sistemas de implantes brasileiros: Neodent, Kopp e Titaniun fix e Dentoflex.

MATERIAIS E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido no laboratório multidisciplinar do Centro Catarinense de Odontologia e foi analisado por espectofotometria no laboratório de cultura celular da São Leopoldo Mandic.

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Para este trabalho foram utilizados quatro sistemas de implantes dentários do tipo cone morse e seus respectivos pilares standards usinados. As amostras foram divididas em grupos com as dimensões e respectivas referências: Marca Comercial Neodent Kopp Titaniunn Fix Dentoflex

Implante

Dimensão

Titamax CM (ref. 109.547) Friccional I (ref. FI 37511) Cone Morse (ref. CM411) Cone Morse (ref. IMCM 42513)

3,75 X 11 3,75 X 11 4,3 X 11 4,25X13

Tamanho da cinta (mm) 2,5 minipilar cônico (ref.115.150) 2 minipilar RI (ref. MPRI2) 4 abutment (ref. CMAC 4.0) 2 Munhão com ombro (ref. 048343) Pilar

TABELA 1 - Especificação das amostras (referência e dimensão)

Para quantificar adequadamente a capacidade de selamento de cada sistema foi criada uma calibração realizada através de uma curva de absorbância utilizando incrementos do corante azul de metileno em tubos eppendorf contendo 1,5 ml de água destilada em cada. Os incrementos do corante foram os seguintes: TUBO 1 (15ml) TUBO 2 (15ml) TUBO 3 (15ml) TUBO 4 (15ml) TUBO 5 (15ml) TUBO 6 (15ml)

AZUL DE METILENO ÁGUA DESTILADA 0 µl 1,5 ml 0,1 µl 1,5 ml 0,2 µl 1,5 ml 0,3 µl 1,5 ml 0,4 µl 1,5 ml 0,5 µl 1,5 ml

TABELA 2 - Incrementos de Azul de Metileno para curva de absorbância

FIGURA 2 - Espectofotômetro

FIGURA 3 - Espectofotômetro

Após a realização da curva de calibração de absorbância, foram colocados na porção mais profunda do compartimento interno de cada implante 0,5µl do corante azul de metileno. Após a inserção, os pilares foram conectados aos implantes e torqueados de acordo com a recomendação de cada fabricante. Os implantes foram submersos em tubos de ensaio contendo 1,5 ml de água destilada cada. De cada amostra, foi removido 1,5 µl e realizada análise por espectofotometria nos períodos de 1, 3, 6, 24, 48 e 72 horas em temperatura ambiente e transferida para a curva de calibração. Após as análises, o conteúdo foi devolvido em cada tubo de ensaio. Foi realizada uma análise estatística utilizando a análise ANOVA, com índice de significância de 95% e teste de Tukey para comparação múltipla.

RESULTADOS FIGURA 1 - Incrementos de Azul de Metileno para curva de absorbância

A solução de azul de metileno foi dispensada com uma micro pipeta automática em 1,5ml de água destilada em tubos eppendorf e a curva de absorbância foi calibrada com o espectrofotômetro (Biotek ELX 800 , n=3 por incremento). A curva de calibração foi determinada por regressão linear considerando a diluição do corante em cada tubo. A absorbância foi calibrada com um comprimento de onda de 480nm, adquirido pela solução mais diluída.

A diluição do azul de metileno em água destilada criou uma curva de absorbância linear, 2 apresentando um R = 0,998 (coeficiente de correlação).

FIGURA 4 – Curva de absorbância linear obtida através da leitura da diluição de azul de metileno em água destilada em concentrações crescentes de 0 a 0,5µl.


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Não foi encontrada nenhuma dificuldade em se adaptar os componentes protéticos nos seus respectivos compartimentos do implante, conseguindo-se atingir os níveis de torque recomendado pelo fabricante. Na leitura do espectofotômetro encontramos os seguintes resultados: Implante

1h

3h

6h

24h

48h

KOPP1

0

0,1

0,1

0,1

0,2

0,3

KOPP2

0

0,1

0,1

0,1

0,2

0,3

72h

KOPP3

0

0

0

0

0,1

0,1

Neodent 1

0

0,1

0,3

0,3

0,3

0,4

Neodent 2

0

0,1

0,1

0,2

0,2

0,2

Neodent 3

0

0,2

0,3

0,3

0,4

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Titanium Fix 1

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Titanium Fix 2

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Titanium Fix 3

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0,1

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Dentoflex 1

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0,5

0,5

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Dentoflex 2

0

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Dentoflex 3

0

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0,3

0,3

0,3

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GRÁFICO 3 – Resultados do Sistema Titanium Fix

GRÁFICO 4 – Resultados do Sistema Dentoflex

TABELA 3 - Dados obtidos da leitura do espectofotômetro

Segue abaixo os gráficos de cada sistema de implante com a leitura dos resultados em cada período de incubação.

Os dados da tabulação foram submetidos à a n á l i s e A N OVA e m o s t r o u d i f e r e n ç a s estatisticamente significativas (P<0,00532) entre os grupos. O meio de absorbância é de confiança de 95% nos intervalos de tempo de incubação, como apresentados na figura 5.

GRÁFICO 1 – Resultados do Sistema Kopp

GRÁFICO 2 – Resultados do Sistema Neodent

FIGURA 5 – Resumo de dados do programa Assistat de estática descritiva para a conclusão do valor de variância (para N) e coeficiente de variação (para N).

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DISCUSSÃO

GRÁFICO 5 - Representação das médias e desvio padrão para obtenção do coeficiente de variação.

GRÁFICO 6 – Representação das médias dos grupos aplicando-se o coeficiente de variação.

Como tendência geral, todos os sistemas de implantesXpilar apresentaram um aumento da absorbância em função do tempo. Em 1 hora e 3 horas de incubação, não houve diferenças significativas entre os grupos, e um ligeiro aumento de absorbância foi observado para a Dentoflex. Entre a sexta e vigésima quarta hora de incubação, foi observada a maior diferença entre os grupos, mantendo-se estatisticamente da mesma forma até o final da análise em 72 h quando os sistemas Kopp e Titanium Fix mostraram uma média de absorbância mais acentuada.

GRÁFICO 7 - Representação gráfica da estatística descritiva aplicando-se coeficiente de variação com nível de significância p<0,00514.

A periimplantite é um processo inflamatório que afeta os tecidos ao redor de um implante ósseointegrado e causa uma perda do suporte 2,3,6 ósseo marginal . Na sua etiologia são descritos as infecções bacterianas, a sobrecarga oclusal, além da possibilidade da combinação desses fatores. O sucesso clínico em longo prazo de restaurações dentais implanto-suportadas depende, em parte, da estabilidade entre a 7-8,10,13-14,17-18 restauração e o corpo do implante .A longevidade dos implantes osseointegrados é comprometida pela presença da sobrecarga oclusal e placa bacteriana, as quais podem induzir 9,11,13,17 a periimplantite . O acúmulo de placa pode sofrer influência direta da geometria e da 3,16-17,22-24 superfície dos implantes . A respeito da microbiologia da periimplantite, os microrganismos mais citados foram: Fusobacterium nucleatum, Prevotella intermedia, Porphyromonas gingivalis, Peptostreptococcus micros, Bacterioides forsythus, Actinobacillus actinomycetemcomitans, Capnocytophaga sp, Campylobacter rectus, 6,8-9,13,15 Prevotella nigrescens e Candida albicans. . Segundo a bibliografia revisada, a flora dos tecidos periimplantares saudáveis é semelhante àquela observada ao redor de dentes naturais e a flora da periimplantite é semelhante à dos sítios 6,13 com periodontite . Com o intuito de verificar a contaminação microbiológica e a adaptação marginal na 14 interface implante/conector protético , foi realizado estudo in vitro com 13 composições implante/conector protético (Ankylos®, Astra Tech®, ITI®, Brånemark®, Calcitek®, Frialit-2®, Há-Ti®, IMZ® e Semados®). Os resultados mostraram que todos os sistemas de implantes tiveram contaminação e a distância média entre o conector protético e o implante foi de 5µm para todos os sistemas. Em um trabalho semelhante, o


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autor avaliou a infiltração bacteriana em uma pesquisa in vitro em cinco marcas comerciais de implantes nacionais (CONIC® – Grupo 1, MASTER POROUS® – Grupo 2, SERSON® – Grupo 3, INP®Grupo 4 e IMPLAC® – Grupo 5) e verificou que em todos os sistemas de implantes avaliados, a infiltração bacteriana foi elevada. Em 12 contrapartida os autores , avaliaram a capacidade de selamento bacteriano do sistema de implantes BICON em um experimento de duas fases. Na primeira fase dez implantes/abutments conectados de acordo com a orientação do fabricante foram imersos em cultura bacteriana por um período de 24 horas. Na segunda fase, foi inoculada cultura bacteriana no interior dos implantes e então conectado o abutment. Este material foi então incubado em um meio estéril por um período de 72 horas. Como resultado da fase 1 nenhuma bactéria foi detectada no interior dos implantes e na fase 2 nenhum meio foi contaminado. Os autores concluíram que o sistema de implantes testado demonstrou um hermético selamento bacteriano na análise “in vitro”. 4-5 Assim como no trabalho , onde avaliaram

a capacidade de selamento da interface implante abutment em três sistemas diferentes (Nobel Replace Select, Straumann e Intra-lock), realizouse nesta pesquisa a avaliação da capacidade de selamento na interface implante abutment cone Morse em quatro sistemas nacionais (Neodent, Kopp, Titaniun fix e Dentoflex). Nos dois estudos, apesar das orientações dos fabricantes com relação à manipulação e ao torque preconizado terem sido seguidas, todas as amostras apresentaram rompimento da integridade do selamento ao longo do tempo e, consequentemente, o extravazamento do corante foi verificado através da análise espectrofotométrica.

CONCLUSÃO Apesar de todos os sistemas de implantes apresentarem algum nível de extravasamento do corante, o comportamento bioermético dos implantes Neodent, Titanium fix e Kopp mostraram resultados compatíveis ou superiores, quando comparados aos resultados dos trabalhos dispostos na literatura internacional.

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IN VITRO SEALING ABILITY EVALUATION OF MORSE TAPER IMPLANT. ABSTRACT This in vitro study evaluates the leakeage of four Brazilian Morse taper implants. Three implants Neodent, Kopp, Titaniun Fix and Dentoflex and their abutments were provided by their manufacturers. A calibration curve was determined by performing increments from 0.1 to 0.5 µl of methylene blue dye within eppendorf tubes containing 1.5 ml of distilled water and absorbance was recorded using a spectrophotometer. Then, 0.5 µl of dye was inserted in the deepest portion of each implant using an automatic micro pipette. The pillars were then adjusted in accordance with the recommendations of each manufacturer and the samples introduced into a test tube containing 1.5 ml of distilled water. Spectrophotometric analysis was given in periods of 1,3, 6, 24, 48, 72 hours. A statistical analysis was performed using ANOVA, with a significance level of 95% and Tukey test for multiple comparisons. Monitoring spectrometry showed that, despite the control of torque, the sealing system was not sufficient to prevent the dye leakage in all groups tested. Keywords: Morse taper implant. Micro gap. Sealing implant abutment interface. Correspondência com o autor: zanelasan@hotmail.com Recebido para Publicação: 02/06/2012 Aceito para Publicação: 08/07/2012


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CLAREAMENTO ENDÓGENO E RECONSTRUÇÃO DENTAL ASSOCIADOS A PINO DE FIBRA DE VIDRO: Relato de Caso

Mauricio C.S. de Avila1 Maíra Fincatto2 Maísa Carolina Zilio2 Roberto Cesar Amaral3

RESUMO Atualmente, o padrão de beleza bucal traduz-se principalmente por dentes claros, bem contornados e alinhados. Por este motivo, houve um aumento de demanda pela busca da Odontologia estética. Dentes despolpados, com coloração alterada, independentemente da etiologia, levam à desarmonia do sorriso, induzindo os pacientes a buscarem melhoria. E foi esse aumento da demanda, que levou ao desenvolvimento de diferentes materiais e técnicas de clareamento, capazes de estabelecer a cor desejada sem afetar a estrutura dental. O objetivo deste trabalho é relatar um caso onde foi realizada a técnica de clareamento dental interno associada, utilizando como agente clareador imediato, o peróxido de hidrogênio 35% e, como agente clareador mediato, o peróxido de carbamida 37%, com posterior restauração com pino de fibra de vidro e resina composta, elucidando a técnica através de revisão literária. Palavras-chave: Clareamento interno. Estética. Pino intra-radicular.

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Professor e Coordenador do Aperfeiçoamento em Odontologia Estética – UNOESC/Joaçaba Alunas do Curso de Aperfeiçoamento em Odontologia Estética – UNOESC/Joaçaba Professor do Curso de Aperfeiçoamento em Odontologia Estética – UNOESC/Joaçaba

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INTRODUÇÃO O escurecimento dental, independentemente do fator etiológico, interfere negativa1 mente na aparência do sorriso , sendo uma das principais queixas dos pacientes, levando ao aumentando da procura pela Odontologia 2 3 estética . Para os autores , o clareamento dental profissional é uma das alternativas para a obtenção de uma coloração dental mais branca. A alteração da cor natural dos dentes se dá devido a inúmeros fatores, podendo ser ocasionada por uma hemorragia após trauma, medicamentos de uso intracanal, materiais obturadores e tempo de permanência da 4-6 restauração provisória . A técnica de clareamento é um procedimento utilizado há muito tempo, e tem três vantagens indiscutíveis: 1 - evitar desgaste da estrutura dentária em comparação com outros procedimentos; 2 - obter resultados estéticos satisfatórios comprovados em longo prazo e, 3 4-6. onerar menos o paciente O clareamento das estruturas pigmentadas nos tecidos dentários baseia-se na ação do oxigênio, obtido a partir da decomposição do 7. peróxido de hidrogênio Além dos benefícios já mencionados, são registrados efeitos deletérios em casos de clareamento interno, para os dentes e as estruturas de suporte, sendo a reabsorção cervical 5 externa (RCE) a mais grave descrita na literatura . Devido a esse fator, a aplicação de selador cervical biomecânico na embocadura do canal radicular é 1 uma das etapas mais importantes . 8 Segundo os autores , dentes tratados endodonticamente apresentam uma maior fragilidade devido à perda de estrutura dentária. Para dentes que se encontram nessa situação, a escolha de tratamento tem-se baseado na utilização de pinos intra-radiculares préfabricados com o propósito de reforçar o dente, estruturalmente comprometido, e prover

retenção à futura restauração9. A paciente apresentou-se com a queixa de que, seu incisivo central superior esquerdo estava escurecido. Foram utilizados dois produtos clareadores associados, o peróxido de hidrogênio (Whiteness HP 35% - FGM, Brasil) com a técnica in-office bleaching (clareamento imediato em consultório) e o peróxido de carbamida (Whiteness super-endo 37% - FGM, Brasil) com a técnica walking bleach (clareamento mediato). A restauração dental foi realizada com pino de fibra de vidro (Whitepost DC – FGM, Brasil) e resina composta microhíbrida (Opallis – FGM, Brasil).

REVISÃO DE LITERATURA A descoloração dental pode ser de origem intrínseca ou extrínseca e pode ocorrer como resultado de fatores locais ou sistêmicos. Manchas extrínsecas e de origem sistêmica não estão relacionadas com a doença pulpar e, portanto, não são consideradas em discussões referentes ao 10. clareamento interno As causas locais são geralmente devido a traumatismos, medicação intracanal e hemorragias na estrutura interna dos 7. dentes A maior vantagem do clareamento dental interno sobre os outros procedimentos é a conservação da estrutura dental, uma vez que pouco, ou nenhum, tecido dental requer ser removido durante o procedimento de clareamento interno. A manutenção da estrutura dental natural também evita qualquer efeito adverso sobre os tecidos gengivais circundantes. Desde que o espaço biológico não seja invadido, a forma normal e função do dente não é alterada, e também não ocorre nenhuma mudança na 10. oclusão natural Desde 1860 existem técnicas que propõem o clareamento de dentes escurecidos. O uso das mais variadas substâncias foi proposto, como: cloreto de cálcio, cloro, cloreto de alumínio, ácido


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oxálico, dióxido de enxofre, hipoclorito de sódio, 4,7 3 entre outros . Em 1989, os autores descreveram um protocolo clínico no qual indicavam o emprego de um produto à base de carbamida a 10%, na consistência de gel. O clareamento endógeno foi realizado pela 11, primeira vez em 1918, pelo autor que fez uso do superoxol, uma solução de peróxido de hidrogênio a 30% diluído em água, ativado por 12 raios de luz elétrica. Em 1924, o autor propôs o clareamento endógeno utilizando uma solução saturada de perborato de sódio e peróxido de hidrogênio, sendo tal solução até hoje utilizada. Apesar de ainda não ser totalmente compreendido o mecanismo de ação dos agentes clareadores, sabe-se que são produtos que liberam radicais livres de oxigênio que, tendo grande instabilidade, promovem reações de oxidação ou redução dos pigmentos incorporados 13. às estruturas dentais Tais agentes possuem baixo peso molecular e capacidade de desnaturar proteínas, possibilitando o trânsito de íons através da estrutura dental. Os agentes oxidantes do clareador reagem com os pigmentos que se apresentam na forma de macromoléculas, que vão sendo fracionadas em cadeias moleculares menores, sendo totalmente ou parcialmente eliminados da estrutura dental por difusão, 6 resultando em um efeito clareador . Uma limitação significativa dos procedimentos clareadores está relacionada à sua natureza pouco previsível. O profissional nunca pode dar ao seu paciente a certeza absoluta de que o dente submetido ao clareamento irá clarear totalmente. Como no caso de dentes severamente escurecidos há muitos anos, onde as chances de sucesso não são boas. No caso de se obter um resultado positivo com o tratamento, não se pode estabelecer com precisão a longevidade do 1 resultado . Há possibilidade de o dente clareado voltar a escurecer. Alguma regressão de cor poderá ocorrer em 50% dos dentes clareados após um

ano e quanto maior a dificuldade de obter um resultado satisfatório, no início, mais provável será a recidiva1. 14 Em 1979, os autores apresentaram uma hipótese correlacionando clareamento de dentes desvitalizados com o surgimento de reabsorção cervical externa. O mecanismo desta reabsorção permanece ainda inexplicado. A provável ocorrência é que o agente clareador proveniente da câmara pulpar chega aos tecidos periapicais através dos túbulos dentinários, e em função da queda do pH daria início a um processo inflamatório que se instala abaixo da inserção epitelial, o qual resultaria na reabsorção cervical 6 externa . A possível explição da reabsorção cervical externa que ocorre com o uso do peróxido de hidrogênio, é que por ele ser usado em altas concentrações e pelo baixo pH, poderá acarretar a desnaturação proteica e desmineralização que levaria a um aumento da permeabilidade dentinária levado o material clareador a superfície 5 externa da raiz . Para que seja realizada a proteção do cemento radicular e dos tecidos periodontais da ação dos agentes clareadores, devem ser removidos 2 a 3mm de Guta-Percha abaixo da junção cemento-esmalte (JCE), como afirmam os 15 autores , realizando assim, o tampão cervical biomecânico. O vedamento da região cervical é a melhor forma de prevenir que os agentes 5 clareadores possam atingir o periodonto . Para o tampão biológico, utiliza-se o hidróxido de cálcio (P.A) com cerca de 1 mm o qual 1 fica em contato com o material obturador . Para a confecção do tampão mecânico faz-se uso do cimento de ionômero de vidro modificado por resina com espessura média de 1mm, por possuir boa adesão à estrutura dental, ser resistente à ação dos agentes clareadores sem comprometer o clareamento, é estético, de fácil manipulação e inserção, apresenta boa adesividade com a estrutura dental, além de não comprometer a

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restauração final . A espessura deste tampão biomecânico deve ter em média 2 mm ao nível na junção cemento-esmalte não comprometendo 6 assim o resultado estético do agente clareador . No término do tratamento clareador devese aplicar pasta de hidróxido de cálcio na câmara pulpar por no mínimo sete dias, com a finalidade de neutralizar o efeito dos agentes clareadores e alcalizar o pH, pois o oxigênio prejudica a adesão 4 do material restaurador . Durante e após o tratamento clareador, o paciente deve estar ciente dos cuidados que devem ser tomados, e é o cirurgião dentista que deve orientá-lo. O paciente deve evitar qualquer contato com alimentos que contenham corantes (chocolate, chá, vinho tinto, molhos vermelhos...), fumo, pois os dentes que foram clareados estão suscetíveis a sofrer pigmentação, comprometen4 do o resultado final . O paciente deverá ser reavaliado um mês após o término do tratamento, isso porque o efeito clareador conseguido logo após a ultima sessão é considerado grande, sendo normalmente 6 sucedido por uma leve recidiva da cor . 8, Segundo os autores dentes tratados endodônticamente apresentam ausência de vascularização o que leva a desidratação da estrutura dental resultanto em maior fragilidade. Para tanto são utilizados pinos intra-radiculares com a finalidade de reforçar a estrutura dental e 9 prover retenção a futura resturação . Vários 16 autores , afirmam que há uma recomendação tradicional de que, somente quando a perda da estrututra dental for maior de 50% deve ser instalado um pino intra-radicular. Até a decada de 80 os núcleos metálicos fundidos eram usados para esta finalidade, mas os conceitos vem sendo reestabelecidos e novas técnicas desenvolvidas pois estudos mostram que esses tipos de retentores além de não reforçarem o remanescente, enfraquecem e predispõem a fratura radicular pois apresentam módulo de elasticidade superior ao da dentina o que induz

tensões à raiz, e necessitam um preparo radicular 8 o qual aumenta a perda dental . No final dos anos 90, chegaram ao mercado nacional os pinos pré fabricados de fibra (carbono, carbono revestido por vidro e vidro), os quais vem sendo utilizados por apresentarem algumas vantagens se comparados ao pinos metálicos, tais como: menor desgaste da estrutura dental, adesão ao dente através de cimentos e adesivos, propriedades mecânicas próximas a estrutura dentária, especialmente o módulo de elasticidade semelhante ao da dentina, possibilitando uma melhor distribuição de estresse ao remanescente de forma a proteger a raiz de fraturas, proporcionando um reforço da 17-18 estrutura dentária . Além de todas essas vantagens, segundo o 9 autor , em casos de dentes anteriores, pela necessidade de estética, os pinos de fibra de vidro pré-fabricados são os de preferência. 19 Os autores “afirmaram que tratamento com pinos metálicos são 2,5 vezes mais suscetíveis à fratura do que dentes restaurados com pinos pré-fabricados.”

DESCRIÇÃO DO CASO Paciente N.L., sexo feminino, 42 anos compareceu à clínica de Dentística II da Universidade do Oeste de Santa Cataria - Joaçaba, insatisfeita com a harmonia de seu sorriso, relatando escurecimento do incisivo central superior esquerdo. Após minucioso exame clínico, observou-se escurecimento bastante acentuado no elemento 21 e perda superior a 50% de estrutura dental. Foi então realizada radiografia periapical e constatado tratamento endodôntico satisfatório e saúde dos tecidos periapicais. A paciente relatou que o escurecimento existia antes da endodontia ser feita, sendo a etiologia do escurecimento a degradação de tecido pulpar (Figura 1).


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Figura 1- Aspecto inicial, demonstrando escurecimento do elemento dental 21

Feito o diagnóstico, o tratamento proposto foi o clareamento dental interno pela Técnica Associada, imediata com Peróxido de Hidrogênio 35% (Whiteness HP - FGM, Brasil) e mediata, com Peróxido de Carbamida 37% (Whiteness superendo - FGM, Brasil) com posterior restauração utilizando Pino de Fibra de Vidro (Whitepost DC FGM, Brasil) e Resina composta (Opallis - FGM, Brasil). Sendo assim, primeiramente foi elaborado um tampão cervical biomecânico com Hidróxido de Cálcio (P.A) e Cimento de Ionômero de Vidro Modificado por Resina (Vitremer - 3M ESPE, Brasil) para prevenção da ocorrência de reabsorção cervical externa (Figuras 2, 3 e 4).

Figura 2 - Medida do comprimento da coroa anatômica para guiar a desobturação do canal.

Figura 3 Desobturação do canal para confecção do tampão biomecânico.

Figura 4 Radiografia mostrando o tampão biomecânico.

Foram feitas duas sessões com o uso de Peróxido de Hidrogênio 35%, sendo que em cada sessão foram realizadas três aplicações intra e extracoronal por um período de quinze minutos cada aplicação, como pode ser observado nas figuras 5 e 6, e o Peróxido de Carbamida 37% intracoronal, com posterior selamento provisório (IRM - Dentsply, Brasil) o qual foi trocado a cada sete dias, num total de cinco trocas (Figura 7).

Figura 5 Aplicação de peróxido de hidrogênio a 35% intra e extracoronal.

Figura 6 Aplicação de peróxido de hidrogênio a 35% intra e extracoronal.

Figura 7 Aplicação de peróxido de carbamida a 37% na câmara pulpar.

Após alcance da cor desejada, colocou-se então uma Pasta de Hidróxido de Cálcio intracoronal para cessar ação do agente clareador e neutralizar o pH do local, aguardando-se quatorze dias para restauração definitiva. O Tampão Biomecânico foi removido com ponta diamantada, podendo-se assim, preparar o conduto radicular. Para o preparo do conduto foram utilizadas brocas do próprio kit de pinos (White Post DC - FGM) e feita à prova do Pino de Fibra de Vidro (Figuras 8, 9 e 10).

Figura 8 - Pino de fibra de vidro e broca correspondente para preparo do canal radicular.

Figura 9 - Preparo do canal radicular para cimentação do pino de fibra de vidro.

Figura 10 - Prova do pino de fibra de vidro no canal radicular.

Foi então, utilizado sistema adesivo convencional de três passos (Scotchbond- 3M ESPE), onde o condicionamento do conduto foi realizado com Ácido Fosfórico 37% por 15 segundos, e posterior lavagem com jato de ar/água pelo mesmo tempo, após, o conduto foi seco com pontas de papel absorvente. Em seguida foi elaborada a aplicação do Primer, jato de ar à distância e aplicação do Adesivo com fotoativação por 40 segundos (Figuras 11, 12 e 13).

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Figura 11 Condicionamento ácido do canal radicular.

Figura 12 Aplicação de primer no canal radicular.

Figura 13 Aplicação de adesivo no canal radicular.

O Pino foi limpo com a aplicação de ácido fosfórico 37% por 15 segundos, aí lavado com jato de ar/água pelo mesmo tempo, então, lhe foi aplicado o silano (Prosil – FGM, Brasil) que é um agente de união (Figura 14).

Com o término da cimentação do pino, foi iniciada a reconstrução através de uma restauração com Resina Composta (Opallis – FGM, Brasil), feita essa através de incrementos de resina para dentina e para esmalte (Figuras 16, 17, 18, 19, 20 e 21). Após restauração ter sido constituída foi realizado acabamento com pontas diamantadas e polimento com pastas abrasivas e discos de lixa (Figura 22). Imagem inicial e final, apresentando o resultado do tratamento (Figuras 22 e 23).

Figura 16 Condicionamento ácido da estrutura dental (faces vestibular, mesial e distal).

Figura 17 Condicionamen to ácido da estrutura dental (face palatina).

Figura 18 Confecção da porção palatina da restauração em resina composta microhíbrida.

Figura 19 Confecção da porção palatina da restauração em resina composta microhíbrida arbamida a 37% na câmara pulpar.

Figura 20 Inserção de incremento de resina composta microhíbrida para confecção da porção vestibular da restauração.

Figura 21 Conformação com pincél do último incremento de resina composta microhíbrida.

Figura 14 - Condicionamento ácido e aplicação de silano no pino de fibra de vidro.

Para cimentação foi utilizado o cimento resinoso adesivo, de cura dual, radiopaco (AllCemFGM, Brasil). O cimento resinoso dual é inserido no conduto com uma broca lentulo e o pino é assentado (Figura 15). Após a remoção dos excessos, o cimento é fotoativado por 1 min. A combinação dos dois mecanismos de cura, fotoativado e quimicamente ativado, garantem a polimerização do produto em situações com e sem acesso de luz.

Figura 15 - Pino de fibra de vidro cimentado.

Figura 22 - Aspecto inicial.

Figura 22 - Aspecto final.


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DISCUSSÃO 1

Segundo os autores em casos de escurecimento nos quais a estrutura dental está predominantemente preservada podemos optar pelo clareamento. Sendo este a tentativa mais 6 conservadora de restabelecer a cor desejada . Porém, o sucesso do clareamento endógeno depende da correta indicação, técnica de clareamento e agente clareador, seguindo um protocolo clínico ordenado e orientado para 1-2 minimizar os riscos . Fato questionado é o enfraquecimento do remanescente dental pós-clareamento, mas 6, 10 segundoao autores um dente desvitalizado não 1, fica mais fraco após clareamento, o que ocorre é que esse já se encontra fragilizado pela desidratação resultante da remoção do tecido pulpar e pela perda da estrutura dental decorrente do acesso para procedimentos endodônticos, daí a importância da restauração subseqüente fortalecer o remanescente. Outro efeito deletério do clareamento de dentes não vitais é o fato dos agentes clareadores atingirem a região cervical, via canal ou periodonto e desencadearem uma reação 14, inflamatória o que levaria a reabsorção externa sabendo que esta pode vir realmente a ocorrer até alguns anos após tratamento clareador. Alguns cuidados para evitar podem ser tomados, como o selamento cervical através de um tampão biomecânico, e aplicação de pasta de hidróxido de cálcio na câmara ao término do tratamento para alcalinizar o pH da região cervical, favorecendo um meio adequado para reparo de qualquer possível dano ao ligamento periodonta O fator mais importante para evitar a reabsorção foi a espera por sete dias após a 13 obturação do canal , independente da utilização ou não de material para vedamento, porém 7 segundo os autores , a melhor maneira de vedar a região cervical é a colocação de um material para vedamento, evitando assim que o agente

clareador chegue a atingir região cervical, pois 6 afirmam os autores , que em casos de associação de técnica clareadora o risco de reabsorção cervical externa aumenta. Para a elaboração do tampão cervical biológico optou-se por utilizar o hidróxido de cálcio (P.A.) por manter o meio 1 alcalino durante e após o clareamento , já para o tampão cervical mecânico a escolha foi pelo cimento de ionômero de vidro modificado por resina devido suas propriedades, como a adesividade a estrutura dental, e por serem resistentes à ação dos agentes clareadores sem 6 comprometer o clareamento . Existem diversas técnicas para clareamento dental. As mais usadas hoje são as que utilizam o peróxido de hidrogênio em altas concentrações, 35%, que facilitam os procedimentos em consultório por terem uma ação clareadora rápida e eficaz. Para tanto é necessária à verificação de uma endodontia bem feita. Também uma ampla abertura com a remoção de remanescente da restauração antiga, nos limites internos da câmara pulpar, pois esses podem comprometer o resultado do clareamento dental, mas tomando cuidado para que não haja excessiva perda do 7 remanescente . O peróxido de carbamida gel, comparado com outros agentes clareadores, é menos ácido e leva a uma menor difusão do peróxido de 5 hidrogênio no ambiente extra-radicular , pois a sua dissociação é baseada em aproximadamente 25% de uréia, que regula o pH intracoronário durante o processo clareador, e 10% de peróxido de hidrogênio - baixa concentração comparado a 3 outros agentes clareadores . Um estudo recente mostrou que peróxido de carbamida 35% foi tão eficaz quanto o peróxido de hidrogênio 35% para clareamento interno dos dentes descoloridos artificialmente; ambos agentes foram superiores 5 ao perborato de sódio . A associação de duas técnicas de clareamento para dentes desvitalizados, imediata (in-office) e mediata (walking bleach), vem sendo

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utilizada para obtenção de bom resultado estético 6 em menor tempo e com maior eficácia . A utilização de núcleos metálicos fundidos não reforça a estrutura radicular, pois apresenta rigidez muito superior a da dentina, módulo de elasticidade dez vezes maior e requerem um preparo nada conservador, enfraquecendo ainda mais a raiz já debilitada pelos procedimentos 9-10,12 endodônticos . Por isso optou-se por pinos de fibra de vidro, o qual possui boa relação custo/benefício, são extremamente estéticos, de fácil manipulação, cimentação sendo também fácil de serem removidos; módulo de elasticidade próximo ao do remanescente dentário, distribuindo mais equitativamente o estresse à estrutura dental, de forma a proteger a raiz de 17 1 fraturas dentárias , porém os autores dizem que, caso no momento da restauração seja constatada a necessidade do uso de pinos, provavelmente o dente não deveria ter sido clareado devido a pouca estrutura do remanescente. Já outros 8 autores dizem que são indicados quando se tem no mínimo 2 mm de remanescente coronário para dentes desvitalizados, extensamente destruídos, onde a estética é fundamental. O prognóstico do sucesso de qualquer técnica de clareamento dental está diretamente relacionado à etiologia da descoloração dental, e quando a alteração é causada por produtos de decomposição pulpar, o prognóstico se torna 6,8 extremamente favorável .

desejada, tanto pelo profissional quanto pelo paciente. A melhora imediata já nas primeiras sessões proporciona ao paciente uma maior auto-estima e confiabilidade, tanto no tratamento, quanto no profissional. No entanto, é de suma importância informar o paciente sobre eventuais recidivas, para evitar expectativas exageradas por parte do mesmo. Assim como qualquer tratamento, possui limitações e indicações, as quais devem ser seguidas para garantia do sucesso. O acompanhamento clínico e radiográfico do dente clareado deve ser realizado para verificar a segurança do método e dos produtos utilizados, bem como a estabilidade dos resultados. A técnica exige muito conhecimento e atenção dos agentes passivo e ativo.

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CONCLUSÃO Pelo exposto, concluímos que, nos dias atuais, o clareamento dental é uma técnica bastante difundida e procurada pelos pacientes, os quais buscam melhorar a estética de dentes escurecidos pelos mais diversos fatores. O clareamento de dentes desvitalizados é uma técnica confortável, indolor e conservadora, permitindo um controle da coloração dental

6.Erhardt MC, Shinohara MS, Pimenta LA. Clareamento dental interno. RGO 2003; 51(1):23-9. 7.Campagnoli KR, Sholz JR N. Clareamento de dentes desvitalizados: técnica LED com peróxido de hidrogênio. Rev Clín Pesq Odontol 2008; 4(2):107-12. 8.Goyatá FR, Oliveira RS, Ferreira TFRZ, Rangel ACC, Gilson JGR. Avaliação na resistência flexural de uma resina composta microhíbrida reforçada por pinos de fibra de vidro. Int J Dent, Recife 2008; 7(1):2-7. 9.Melo MP. Avaliação da resistência à fratura de dentes tratados endodonticamente com pinos pré-fabricados e resinas compostas variando a quantidade de remanescente dentário coronal. [Dissertação]. Bauru: Universidade de São Paulo; 2003. 10.Abbott PV. Aesthetic considerations in endodontics: internal bleaching. Pract Periodontics Aesthet Dent 1997; 9(7):833-40.


ADS, Chapecó, v. 2, n. 2, p. 101-109, maio/ago. 2012 11.Abbot CH. Bleaching of discolored teeth by means of 30% perhydrol and electric light rays. J Alied Dent Soc 1918; 13:259. 12.Prinz H. Recent improvements in tooth bleaching. Dent Cosm 1924; 66:558. 13.Farias VB, Hõfling RTB, Carvalho AS, Bussadori SK, Bassanta AD. Clareamento dental caseiro e clareamento dental interno. RGO 2003; 51(4)289-92. 14.Harrington GW, Natkin E. External resorption associated with bleaching of pulpless teeth. J Endod 1979; 5(11):344-8. 15.Rivera EM, Vargas M, Ricks-Williamson L. Considerations for the aesthetic restoration of endodontically treated anterior teeth following intracoronal bleaching. Pract Periodontics Aesthet Dent 1997; 9(1):117-28. 16.Conceição EM, Conceição AB, Braz R. Pinos intra-radiculares diretos estéticos. In: Conceição EN. Restauração estéticas: compósitos, cerâmicas e implantes. Porto Alegre: Artmed; 2005. p. 174-197. 17.Conceição AAB, Conceição EM, Braz R, Ferreira E, Dantas DCRE. Influência do sistema adesivo na retenção de pinos de fibras de vidro. RGO 2006; 54(1):58-61. 18.Clavijo VGR, Souza NC, Andrade MF, Susin AH. Pinos anatômicos: uma nova perspectiva clínica. Rev Dental Press Estét 2006; 3(3):110-21. 19.Torbjörner A, Karlsson S, Odman PA. Survival rate and failure characteristics for two post designs. J Prosthet Dent 1995; 73(5):439-44.

ENDOGENOUS WHITENING AND DENTAL RECONSTRUCTION ASSOCIATED WITH FIBERGLASS POSTS: CASE REPORT ABSTRACT Currently, the standard of oral beauty is reflected mainly by clear teeth, well contoured and aligned. For this reason, there has been an increased demand for the pursuit of aesthetic dentistry. Teeth pulped with coloring changed, regardless of etiology, leading to disharmony of smile inducing patients to seek improvement. And this increase in demand, which led to the development of different materials and bleaching techniques, able to establish the desired color without affecting the tooth structure. This study is a case where we applied the technique of internal bleaching associated with using as bleaching agent immediately, hydrogen peroxide and 35%, mediate as bleaching agent, carbamide peroxide 37%, with subsequent restoration with pin fiberglass and resin composite, elucidating the technique through literature review. Keywords: Whitening procedure. Aesthetics. Intraradicular posts. Correspondência com o autor: mauricio.avila@unoesc.edu.br Recebido para Publicação: 02/06/2012 Aceito para Publicação: 08/07/2012

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Como enviar seus trabalhos Os trabalhos enviados devem seguir rigorosamente o estilo Vancouver (Sistema Numérico de Citação), visando à padronização das expressões científicas nos trabalhos publicados. 1. Objetivos A revista Atual Dental Science (ADS) tem como objetivo à publicação de trabalhos originais que sejam classificados nas seguintes modalidades: resultados de pesquisas, casos clínicos, artigos de atualização nas diversas áreas da odontologia. 2. Normas 2.1. Os trabalhos enviados para publicação devem ser inéditos, não sendo permitida a sua presentação simultânea em outro periódico. 2.2. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente via correio, gravados em CD, em formato DOC ou RTF (Word for Windows), acompanhados de uma cópia em papel, com informações para contato (endereço, telefone e e-mail do autor responsável). 2.3. Os originais não serão devolvidos aos seus autores. 2.4. A publicação de um trabalho implica, automaticamente, a cessão integral aos direitos à ADS. 2.5. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o Termo de Direitos Autorais, assinado pelo(s) autor(es) ou pelo autor responsável. 2.5.1. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais [Local e data] Eu (nós), [nome(s) do(s) autor(es)], autor(es) do trabalho intitulado [título do trabalho], o qual submeto(emos) à apreciação da revista Actual Dental Science para nela ser publicado, declaro(amos) concordar, por meio deste suficiente instrumento, que os direitos autorais referentes ao citado trabalho tornem-se propriedade exclusiva da revista Actual Dental Science a partir da data de sua submissão, sendo vedada qualquer reprodução, total ou parcial, em qualquer outra parte ou meio de divulgação de qualquer natureza. 2.5.2. A avaliação dos trabalhos é mantida através de um rigoroso sigilo de autores e avaliadores, não sendo divulgados para as partes os nomes envolvidos. As avaliações serão feitas sempre por dois avaliadores, e no caso de discordância, um terceiro avaliador será requisitado. Os critérios de avaliação são: originalidade, contribuição para a área, qualidade

técnica do texto, apresentação e metodologia. O resultado da avaliação é devolvido primeiro ao autor do artigo, posterior à publicação da revista, será fornecido gratuitamente um exemplar da revista ADS. 2.5.3. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais de ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto referências à aprovação pelo Comitê de Ética. 2.5.4. Os trabalhos que se referirem a relato de caso clínico com identificação do paciente deverão conter o Termo de Consentimento do Paciente, assinado por este. 3. APRESENTAÇÃO 3.1. Estrutura 3.1.1. Trabalhos científicos (pesquisas, artigos e teses) Deverão conter título em português, nome(s) do(s) autor(es), titulação do(s) autor(es), resumo, unitermos, introdução e/ou revisão da literatura, proposição, material(ais) e método(s), resultados, discussão, conclusão, título em inglês, resumo em inglês (abstract), unitermos em inglês (key words) e referências bibliográfcas. Limites: texto com, no máximo, 35.000 caracteres (com espaços), 4 tabelas ou quadros, 4 gráfcos e 16 fguras/imagens. 3.1.2. Revisão da literatura - Deverão conter título em português, nome(s) do(s) autor(es), titulação do(s) autor(es), resumo, unitermos, introdução e/ou proposição, revisão da literatura, discussão, conclusão, título em inglês, resumo em inglês (abstract), unitermos em inglês (key words) e referências bibliográfcas. Limites: texto com, no máximo, 25.000 caracteres (com espaços), 10 páginas de texto, 4 tabelas ou quadros, 4 gráficos e 16 figuras. 3.1.3. Relato de caso(s) clínico(s) - Deverão conter título em português, nome(s) do(s) autor(es), titulação do(s) autor(es), resumo, unitermos, introdução e/ou proposição, relato do(s) caso(s) clínico(s), discussão, conclusão, título em inglês, resumo em inglês (abstract), unitermos em inglês (key words) e referências bibliográfcas. Limites: texto com, no máximo, 18.000 caracteres (com espaços), 2 tabelas ou quadros, 2 gráficos e 32 figuras. 3.2. Formatação de página: a. Margens superior e inferior: 2,5 cm b. Margens esquerda e direita: 3 cm c. Tamanho do papel: carta

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ADS, Chapecó, v. 2, n. 2, p. 111-113, maio/ago. 2012 d. Alinhamento do texto: justifcado e. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1,25 cm f. Espaçamento entre linhas: 1,5 linhas g. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado h. As páginas devem ser numeradas 3.3. Formatação de texto: a. Tipo de fonte: times new roman b. Tamanho da fonte: 12 c. Título em português: máximo de 90 caracteres d. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais e. Resumos em português e inglês: máximo de 250 palavras cada f. Unitermos e key words: máximo de cinco. Consultar Descritores em Ciências da Saúde - Bireme (www.bireme.br/decs/) 3.4 Citações de referências bibliográfcas a. No texto, seguir o Sistema Numérico de Citação, no qual somente os números índices das referências, na forma sobrescrita, são indicados no texto. b. Números seqüenciais devem ser separados por hífen (ex.: 4-5); números aleatórios devem ser separados por vírgula (ex.: 7, 12, 21). c. Não citar os nomes dos autores e o ano de publicação. Exemplos: Errado: “Bergstrom J, Preber H2 (1994)...” Correto: “Vários autores 1,5,8 avaliaram que a saúde geral e local do paciente é necessária para o sucesso do tratamento”; “Outros autores 1-3 concordam...” 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 4.1. Quantidade máxima de 30 referências bibliográficas por trabalho. 4.2. A exatidão das referências bibliográficas é de responsabilidade única e exclusiva dos autores. 4.3. A apresentação das referências bibliográficas deve seguir a normatização do estilo Vancouver, conforme orientações fornecidas pelo International Committee of Medical Journal Editors (www.icmje.org) no “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. 4.4. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de acordo com o “List of Journals Indexed in Index Medicus” (www.nlm.nih.gov/tsd/serials/lji.html) e impressos sem negrito, itálico ou grifo/sublinhado. 4.5. As referências devem ser numeradas em ordem de entrada no texto pelos sobrenomes dos autores, que devem ser seguidos pelos seus prenomes abreviados, sem ponto ou vírgula. A vírgula só deve

4.5.1. 4.5.2.

4.6.

4.7. 4.7.1.

4.7.2.

4.7.3.

4.7.4.

4.7.5.

4.7.6.

4.7.7.

4.7.8.

ser usada entre os nomes dos diferentes autores. Incluir ano, volume, número (fascículo) e páginas do artigo logo após o título do periódico. Exemplo: “1. Bergstrom J, Preber H. Tobaco use as a risk factor. J Periodontal 1994; 65:545-50. 2. Lorato DC. Infuence of a composite resin restoration on the gengival. Prosthet Dent 1992;28:402-4. 3. Meyer DH, Fives-Taylor PM. Oral pathogens: from dental plaque to cardiace disease. Cure opin microbial; 1998:88-95.” Nas publicações com até seis autores, citam-se todos. Nas publicações com sete ou mais autores, citam-se os seis primeiros e, em seguida, a expressão latina et al. Deve-se evitar a citação de comunicações pessoais, trabalhos em andamento e os não publicados; caso seja estritamente necessária sua citação, as informações não devem ser incluídas na lista de referências, mas citadas em notas de rodapé. Exemplos Livro: Brånemark P-I, Hansson BO, Adell R, Breine U, Lindstrom J, Hallen O, et al. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Experience form a 10-year period. Scan J Plastic Rec Surg 1977; 16:1-13. Capítulo de livro: Baron, R. Mechanics and regulation on ostoclastic boné resorption. In: Norton, LA, Burstone CJ. The biology of tooth movement. Florida: CRC, 1989. p 269-73. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): Brånemark P-I, Oliveira MF, editors. Craniofacial prostheses: anaplastology and osseointegration. Illinois: Quintessence; 1997. Organização ou sociedade como autor: Clinical Research Associates. Glass ionomer-resin: state of art. Clin Res Assoc Newsletter 1993;17:1-2. Artigo de periódico: Diacov NL, Sá JR. Absenteísmo odontológico. Rev Odont Unesp 1988;17(1/2):183-9. Artigo sem indicação de autor: Fracture strenght of human teeth with cavity preparations. J Prosth Dent 1980;43(4):419-22. Resumo: Steet TC. Marginal adaptation of composite restoration with and without fowable liner [resumo] J Dent Res 2000; 79:1002. Artigo citado por outros autores apud:


ADS, Chapecó, v. 2, n. 2, p. 101-113, maio/ago. 2012 Sognnaes RF. A behavioral courses in dental school. J Dent Educ 1977;41:735-37 apud Dent Abstr 1978;23(8):408-9. 4.7.9. Dissertação e tese: Molina SMG. Avaliação do desenvolvimento físico de pré-escolares de Piracicaba, SP. [Tese de Doutorado]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 1997. 4.7.10. Trabalho apresentado em evento: Buser D. Estética em implantes de um ponto de vista cirúrgico. In: 3º Congresso Internacional de Osseointegração: 2002; APCD - São Paulo. Anais. São Paulo: EVM; 2002. p 18. 4.7.11. Artigo em periódico on-line/internet: Tanriverdi et al. Na in vitro test model for investigation of desinfection of dentinal tubules infected whith enterococcus faecalis. Braz Dent J 1997, 8(2):67-72. [Online] Available from Internet <http://www.forp.usp.br/bdj/t0182.html>. [cited 30-6-1998]. ISSN 0103-6440. 5. TABELAS OU QUADROS 5.1. Devem constar sob as denominações “Tabela” ou “Quadro” no arquivo eletrônico e ser numerados em algarismos arábicos. 5.2. A legenda deve acompanhar a tabela ou o quadro e ser posicionada abaixo destes ou indicada de forma clara e objetiva no texto ou em documento anexo. 5.3. Devem ser auto-explicativos e, obrigatoriamente, citados no corpo do texto na ordem e sua numeração. 5.4. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em nota colocada abaixo do corpo da tabela/quadro ou em sua legenda. 6. FIGURAS/ IMAGENS 6.1. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser numeradas com algarismos arábicos. 6.2. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em arquivo ou folha impressa à parte. 6.3. Devem, obrigatoriamente, ser citadas no corpo do texto na ordem de sua numeração. 6.4. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua legenda. 6.5. Na apresentação de imagens e texto, deve-se evitar o uso de iniciais, nome e número de registro de pacientes. O paciente não poderá ser identificado ou estar reconhecível em fotografas, a menos que expresse por escrito o seu consentimento, o qual deve acompanhar o trabalho enviado. 6.6. Devem possuir boa qualidade técnica e artística, utilizando o recurso de resolução máxima do

6.7.

6.8.

equipamento/câmera fotográfica. Devem ser enviadas gravadas em CD, com resolução mínima de 300dpi, nos formatos TIF ou JPG e largura mínima de 10 cm. Não devem, em hipótese alguma, ser enviadas incorporadas a arquivos de programas de apresentação (PowerPoint), editores de texto (Word for Windows) ou planilhas eletrônicas (Excel).

7. GRÁFICOS 7.1. Devem constar sob a denominação “Gráfica”, numerados com algarismos arábicos e fornecidos, preferencialmente, em arquivo à parte, com largura mínima de 10 cm. 7.2. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posicionada abaixo deste. 7.3. Devem ser obrigatoriamente, citados no corpo do texto, na ordem de sua numeração. 7.4. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em sua legenda. 7.5. As grandezas demonstradas na forma de barra, setor, curva ou outra forma gráfica devem vir acompanhadas dos respectivos valores numéricos para permitir sua reprodução com precisão. Importante: 1. Envie seu trabalho apenas pelo correio, em envelope com: • CD, identificado com etiqueta, contendo o texto gravado nos formatos DOC ou RTF (Word for Windows ou editores de texto compatíveis), e as imagens (se houver) nos formatos JPG ou TIF, em alta resolução (300 dpi). Atenção: apenas o texto do trabalho deve estar no formato DOC (Word). Em hipótese nenhuma, as imagens devem estar contidas em um arquivo DOC ou PPT (PowerPoint). Em caso de dúvida, entre em contato com a redação pelo telefone (49) 3323-0438. •Impressos completos do trabalho enviado, do Termo de Cessão de Direitos Autorais, assinado, e do Termo de Consentimento do Paciente, se for o caso. 2. Os trabalhos devem conter imprescindivel-mente, todos os dados para contato com o autor principal (endereço, telefones e e-mails). 3. Todos os trabalhos enviados devem respeitar os limites máximos de tamanho de texto e quantidade de imagens/figuras. Antes de postar, confira se o trabalho está de acordo com esses limites no item 3, Apresentação, das Normas de Publicação. 4. Dados para envio dos trabalhos: Actual Dental Science Rua Quintino Bocaiúva, 547-D Presidente Médici 89801-112 - Chapecó - SC.

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Revista ADS V2 n2  

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