Revista Ação Sustentável - Edição 1

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EDITORIAL

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Ideias que transformam A Revista Digital Ação Sustentável foi concebida para atender à demanda por informação de qualidade sobre temas ecológicos e sustentáveis de grande relevância. Nosso lema é trabalhar com a informação para gerar a boa transformação. Acreditamos que a parceria entre a Comunicação e a Sustentabilidade tem um imensurável poder transformador. Nesse sentido, a revista foi idealizada como um canal privilegiado para divulgação de ideias e produtos de empresários que realmente se preocupam com o meio ambiente e praticam, de fato, ações sustentáveis. Somos a revista de quem pensa e investe na preservação ambiental e é exatamente para esse público que escrevemos. Informar, orientar e engajar. Esses são os três verbos que essencialmente representam o conteúdo de nossa revista e daí surgiu a ideia do nome – Ação Sustentável. De forma criativa e inteligente, queremos propiciar um espaço de discussão em torno de questões de extrema importância em relação ao meio ambiente e provar que iniciativas no âmbito da sustentabilidade podem atrair o interesse da população. Ação é nossa palavra de ordem e, por meio de nossos conteúdos, buscamos promover o desenvolvimento contínuo de ideias e projetos sustentáveis, bem como despertar a formação de uma consciência ecológica em nossos leitores. Nossa intenção é provocar reflexões, de forma macro e também regionalizada, por meio da apresentação de ideias simples, inovadoras e capazes de promover ações em prol de um cenário ambiental mais favorável. Por meio dessas reflexões, queremos unir múltiplas ideias. Para isso, desde nossa primeira edição, nos mostramos preocupados em estimular a interatividade com nosso leitor e sempre manter democráticos espaços de expressão: nossos canais na Web – site e redes sociais – e a coluna ‘Sua Opinião’, que fará parte da revista a partir de sua segunda edição. Essa coluna será um espaço exclusivamente reservado para que nossos leitores possam expressar seus pensamentos em torno dos temas apresentados em nossas edições, bem como assuntos de interesse público relacionados à área ambiental. Personalidades nacionais e especialistas de renome também encontram na Revista Ação Sustentável um espaço para semear suas ideias e pesquisas na área da sustentabilidade. Em cada edição, por meio de matérias e entrevistas exclusivas, diferentes temas ambientais são abordados por profissionais que se destacam em diversos segmentos. Com o conjunto desses objetivos, queremos, por fim, contribuir para o fomento de um processo transformador da sociedade em direção ao desenvolvimento econômico alinhado à preservação ambiental. Sejam bem-vindos!

Boa leitura!

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SUMÁRIO

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Editor Responsável Rodrigo Carvalho MTB 55734 Redação Carol Ferreira Danielle Xavier Colaboração Carolina Britto - Diagramação contato@revistaacaosustentavel.com.br

www.revistaacaosustentavel.com.br Editora NOSSO MEIO Todos os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não expressando necessariamente a opinião da revista.

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ECODICAS

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Pen drive: sinal de sustentabilidade Ao trocar mídias como CDs e DVDs não regraváveis por um pen drive, você poderá transportar seus arquivos de forma prática e ilimitada gerando menos lixo para o planeta. As memórias USB Flash Drive, mais conhecidas como pen drives, são dispositivos capazes de armazenar arquivos digitais por até 10 anos. Com a crescente popularização, esses equipamentos estão se tornando mais acessíveis e potentes: alguns já conseguem armazenar até 256 GB. Por isso, troque as mídias não regraváveis e que acabam no lixo logo após o primeiro uso por um dispositivo que possa ser usado diversas vezes.

leitura sustentável

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O engenheiro Fernando Almeida, “coaching” em Desenvolvimento Sustentável, escritor, conferencista e estrategista, tornou-se referência em Sustentabilidade no país e escreveu vários livros sobre o assunto, entre eles “O Bom Negócio da Sustentabilidade”. Na publicação, o autor traz histórias e oferece ferramentas para compreender o mundo tripolar que emergiu a partir do imperativo do desenvolvimento sustentável. Um mundo de responsabilidades partilhadas entre empresas, governos e sociedade, no qual a força da economia está intrinsecamente relacionada aos cuidados com o ambiente. A obra, assim como outros livros do estrategista, está disponível no site: www. fernandoalmeida.com.br/livros

imagem ilustrativa da internet

Ventilador que gera energia para si mesmo

pixabay

Os designers Julia Zhu e Tab Chao desenvolveram o conceito de um ventilador de teto capaz de reutilizar a energia necessária para o seu funcionamento. Batizado de “Self-Generator”, o aparelho captura o restante da energia mecânica gerada depois que é desligado, transformando-a em energia elétrica e armazenando-a num capacitador, para ser usada na próxima vez que for ligado. O design do ventilador o torna mais leve, fazendo-o girar mais rápido e gastar menos energia durante o processo. O modelo ainda é um protótipo e não há previsão de produção comercial.

Internet a favor do meio ambiente

Hoje em dia praticamente todos os bancos já realizam pagamentos de contas e movimentações financeiras pela internet. Por isso, quando precisar de algum desses serviços, prefira fazê-lo pela internet. Assim você poupa tempo, papel, impressão, postagem e evita se deslocar até um banco, economizando combustível e evitando emissões de gases tóxicos. Além de mais prático e menos agressivo para o meio ambiente, as movimentações bancárias online podem ajudar a organizar melhor seus documentos, já que você não terá dezenas de papeis espalhados pela casa. Mas atenção! Tenha cuidado com os sites que você acessa e não forneça suas senhas para ninguém.

Fonte: Portal EcoD | www.ecodesenvolvimento.org | www.fernandoalmeida.com.br; www.fernandoalmeida.com.br/livros

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AMBIENTE & CONSTRUÇÃO

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Business Parks viram febre no Brasil

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preocupação com o meio ambiente acompanha o crescimento do setor imobiliário. Os empreendimentos, cada vez mais completos e com opções de lazer, contam com mais verde e natureza. Porém, somente isso não é o suficiente para colaborar com o meio ambiente; ainda é necessário buscar práticas menos impactantes com o objetivo de garantir mais qualidade de vida a toda a população. As medidas sustentáveis estão diretamente ligadas ao trabalho da arquitetura e desenvolvimento de projetos. Quando vão iniciar o trabalho, os especialistas precisam pensar desde a implantação do empreendimento, além do posicionamento em relação ao sol, redução do impacto da construção, conforto térmico e baixo consumo de energia, facilidade de transportes e acessos, uso de soluções alternativas e até a manutenção da edificação e coleta seletiva dos resíduos. Na concepção do Georgina Business Park, maior business park do país, que está sendo construído em São José do Rio Preto (SP), a arquiteta Juliana Felicíssimo buscou unir todas as medidas possíveis para garantir um empreendimento com total consciência verde. O complexo, que conta com 12 torres comerciais, apartamentos residenciais e primeiro hotel Hilton Garden Inn do país, preservará as 100 árvores existentes no local, além de incorporar à área verde espelhos d’água, jabuticabeiras, abacateiros, jaqueiras, coqueiroda-baía, mangueiras, palmeiras imperiais e arbustos que vão florescer em diferentes épocas do ano

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São José do Rio Preto (SP) ganhará seu primeiro empreendimento; grande parque arborizado que abriga torres comerciais, apartamentos residenciais, hotel, lojas, restaurantes e academia

para que a paisagem esteja sempre colorida. Para garantir harmonia e ampliar a segurança, toda a fiação será subterrânea. As ruas e calçadas serão de pisos intertravados, que garantem mais permeabilidade e conforto térmico em relação ao asfalto. Segundo Juliana, o principal objetivo dos empreendimentos é diminuir o impacto da construção e projetar edifícios com baixo consumo de água e energia. “No caso do Georgina, o que chama a atenção é o baixo adensamento e a ampla área verde, sendo a maior parte composta por árvores preservadas; esta concepção melhora significativamente a qualidade de vida dos usuários e tem um impacto positivo na cidade”, afirma. As torres garantem generosa iluminação natural nas salas comerciais, sombreadas por abas e os vidros são de alto desempenho térmico. O sistema hidráulico é de baixo consumo e a infraestrutura de drenagem projetada para captação da água do dreno de refrigeração, tanto das condensadoras como das evaporadoras (esta água é armazenada em tanques para reuso). Também há drenagem projetada para que nos períodos de pico da chuva a água seja direcionada para reservatórios de retardo, que serão devolvidos à rede pública no momento adequado. A preservação da natureza e a preocupação com a sustentabilidade garantem que empresários, moradores e hóspedes do Georgina Business

Park tenham mais qualidade de vida. “Sustentabilidade é uma palavra-chave e questão de muita importância para nós. Queremos que o nosso espaço dê a moradores e executivos a chance de estar em contato com flores e árvores o tempo todo, pois isso faz bem para a saúde e para a mente”, diz Rafael Hawilla, diretor da HDauff Empreendimentos Imobiliários, incorporadora responsável pelo projeto.

Vale lembrar que construções antigas também podem se adaptar ao padrão sustentável, usando equipamentos de baixo consumo de energia, instalando medidores de água individuais para conscientizar os usuários, implantando sistemas de energia alternativa como a solar entre outras soluções.

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OPINIÃO

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Será que Darwin tinha razão? Por Leandro Peres Marcomini*

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lguns dizem que o momento do Apocalipse Bíblico chegou, outros dizem que são os efeitos do aquecimento global, outros ainda arriscam teorias espaciais, tem aqueles que acreditam que os Ets estão chegando num cavalo de Tróia, porém têm aqueles que são intitulados cientistas e que acreditam num novo ciclo do Sol. Enfim, o que importa afinal a existência de todas essas teorias e teses, se sabemos que Charles Darwin tinha razão a todo momento... perdão ele “tem” razão e isso perdurará enquanto existir ser vivo no nosso planeta. Sua teoria da seleção natural evidencia que organismos mais adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando assim um número maior de descendentes da espécie. Além da obscura guerra civil vivida aqui, gerada pela criminalidade que impulsiona a impunidade, onde alguns acreditam que o núcleo do problema resida aí... simplesmente não é! O mundo contemporâneo está exigindo há tempos adaptações dos seres vivos ao meio, o que denominamos Planeta Terra ou “Casa” ou “Meio”. Atualmente essas adaptações vêm ganhando força seja pelo reuso da água, ou evitando que “a Dona de Casa” lave sua calçada, ou deixando o carro do “Patrão” empoeirado, ou ainda tendo que comprar galões de água para preparar a refeição, ou quem sabe tomar banho no trabalho porque em casa não terá banho, ou que aconteça o impressionante furto de água potável em uma residência familiar – caso verídico ocorrido na Grande São Paulo – em que nível chegamos! Neste Contexto vem a difícil fase do ser vivo, a adaptação ao meio. O Homem vai ter que se adaptar, independentemente das inovações tecnológicas existentes e iminentes, independentemente da sua posição geográfica, independentemente dos Euros, Dólares e Reais guardados, independentemente do ideal religioso, independentemente se estiver nos EUA, Rússia e China, independentemente da cor, da opção sexual, classe social... enfim, o Homem visivelmente está sofrendo reações da nossa Mãe, reações naturais, sem qualquer sentimento de vingança, até porque a Natureza não se vinga, ela reage. Mesmo que exista Política Nacional de Recursos Hídricos e o tão famoso e deficiente Código das Águas Brasileiro, mesmo que tenha gestão descentralizada da água e tantos outros fomentos para abastecimento hídrico, tudo será infrutífero diante da escassez dos recursos naturais, até porque os anos se passaram e o Homem não consegue compreender o quanto foi destruído e consumido, e pouquíssimas vezes devolvido. Não consegue ao menos parar essa desenfreada destruição, e todos os dias, diuturnamente assistimos a tudo isso, esperando o tempo passar, e quem sabe ao menos tentar se adaptar.

imagem ilustrativa da internet

* Leandro Peres Marcomini é Mestre em Gestão Ambiental pela Faculdade de Engenharia de Produção da UNESP (Campus Bauru), com dissertação voltada para Avaliação de Impacto Ambiental de Cemitério Parque. É especialista em Direito Ambiental (Pós Lato Sensu) pela UCAM-RJ e bacharel em Direito pela UNIVEM de Marília. Tem experiência profissional na área de Legislação Ambiental e Crimes Ambientais, com ênfase em Educação Ambiental. É coordenador no curso de Pós Graduação em Sistema Integrado de Gestão no SENAC de Bauru (SP). Na Faculdade Orígenes Lessa FACOL (Lençóis Paulista-SP) é professor no curso de Gestão Ambiental. Na Faculdade Anhanguera - Unidade Bauru, é docente no curso de Direito nas disciplinas Direito Penal I e Direito Ambiental. É docente convidado do Curso de Pós graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente da Universidade do Sagrado Coração (USC) Bauru na disciplina Legislação Ambiental. Possui curso de Auditor Interno e Auditor Líder ISO 14000 (Sistema de Gestão Ambiental) pela Germanischer Lloyd (Brasil). Em Bauru é membro do Conselho Gestor do COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), integrante do Conselho Gestor de APAs e integrante da Comissão de Meio Ambiente da OAB de Bauru. É integrante da Câmara Técnica de Educação Ambiental do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê-Batalha.

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notícia

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Praça Victor Civita apresenta exposição fotográfica ‘A jornada do rinoceronte’ em São Paulo Fotógrafo documental da National Geographic Brasil, Érico Hiller apresenta exposição sobre a preservação dos rinocerontes na África Exposição “A Jornada do Rinoceronte” Foto | Érico Hiller

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ensibilizar para a questão animal e alertar para a preservação ambiental, por meio de imagens que apresentam ao mundo a caça ilegal dos rinocerontes na África. Esses são os objetivos de Érico Hiller – embaixador da Samsung e fotógrafo da National Geographic Brasil – na mostra “A Jornada do Rinoceronte”, realizada na Praça Victor Civita, de dezembro de 2014 a março deste ano. Ao longo do período da exposição, o projeto contou com palestras e debates sobre a importância da vida animal, promovidos pelo Instituto de proteção animal “100% Animais”,em datas diversas. Hiller dedicou-se a fotografar a grave situação destes animais na África ao longo de 2014. O Rinoceronte, animal que vaga pelo planeta há cerca de 50 milhões de anos, poderá ser extinto em um curto período. “Mal consigo crer que este ser tão fascinante pode ter sua jornada interrompida na nossa geração. Acho que diante de uma tragédia tão perturbadora como esta, temos que nos posicionar como indivíduos, comunidades e governos”, explica. Depois de excursionar por quatro países africanos como Zimbabwe, Moçambique, África do Sul e Quênia, o fotógrafo reuniu suas melhores fotos para compor uma exposição que retrata a extraordinária beleza dos rinocerontes e as dificuldades das pessoas e organizações que combatem e lutam contra o extermínio desses animais. Érico acompanhou e documentou as dificuldades dos poucos guardas florestais que monitoram as grandes áreas nativas da região. Presenciou a desproporção e o perigo a que são submetidos esses protetores frente aos caçadores furtivos que possuem grande interesse pela extração dos chifres desses animais. Muitos chifres são vendidos e utilizados para finalidade supostamente medicinal, sem comprovação científica. Vale ressaltar que o chifre de rinoceronte é o produto ilegal mais caro e cobiçado no mundo na atualidade. “A fotografia documental sendo usada como uma mensagem de consciência nesta guerra sangrenta movida por sede de lucro e ganância”, justifica. O fotógrafo também foi um dos últimos a registrar Suni, o rinoceronte branco do norte que morreu recentemente em outubro, causando uma enorme comoção global. Ele era o penúltimo macho de sua espécie e agora apenas seis restam no planeta.

Sobre Érico Hiller

Érico Hiller reside na cidade de São Paulo. Formado em Comunicação Social e Pós Graduado em Fotografia, tem atuado como fotógrafo documental independente há onze anos colaborando para publicações como National Geographic Brasil, Casa Vogue e Marie Claire. Érico é embaixador da Samsung no Brasil. Seus projetos de exposições e livros sempre apresentam uma temática humanitária. Em 2008 realizou um grande ensaio documental sobre as tensões sociais e ambientais em grandes cidades da Argentina, Brasil, China, Índia, México e Rússia. Em 2012 publicou um projeto sobre locais ameaçados como Ártico, Kilimanjaro e Maldivas. Este trabalho, Ameaçados, ficou em cartaz no Museu da Casa Brasileira em São Paulo em fevereiro e março de 2012 e também se transformou em um livro. Em 2013 trabalhou em um ensaio pessoal sobre locais que mudaram da noite para o dia como Nova York, Berlim, Ruanda e Cuba. E sua história atual é sobre os esforços de preservação dos rinocerontes na África.

Sobre a praça Victor Civita

Projeto pioneiro na América Latina, inaugurada em 2008, a Praça Victor Civita é resultado da iniciativa do Grupo Abril em parceria com a Prefeitura do Município de São Paulo, o Itaú, a Even Construtora e a Petrobrás. A partir de um espaço com aproximadamente 14 mil metros quadrados e área verde com cerca de 80 árvores, a Praça oferece à população um espaço que propõe uma reflexão acerca da preservação ambiental. Também abriga o Prédio do Incinerador, instalado no antigo incinerador de Pinheiros, e desenvolve atividades de educação socioambiental, com cursos, palestras e visitas escolares, além de localização privilegiada e de fácil acesso através de transporte público ou carro. A Praça Victor Civita dispõe de um palco para espetáculos com arquibancada coberta para 290 pessoas, onde ocorrem apresentações musicais, passando pelo rock, samba e música clássica, também espetáculos circenses, aulas de arte, yoga e pilates, além de atividades no centro de convivência para a terceira idade (CIIPE).

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DIREITO AMBIENTAL

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Auditoria Ambiental Ação preventiva e de responsabilidade ambiental Por Alexandre Sion*

* Alexandre Sion é Sócio-Fundador da Sion Advogados. Advogado com formação em Direito e Administração de Empresas, Mestre em Direito Internacional Comercial (L.LM) pela Universidade da Califórnia, Estados Unidos. Especialista em Direito Constitucional. Pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil pela FGV. Profissional com sólida experiência no apoio à implantação e operação de grandes empreendimentos de infraestrutura no Brasil. Presidente da Comissão de Direito de Infraestrutura da OAB/MG. Professor de direito em cursos de graduação e pós-graduação. Palestrante atuante em diversas capitais. Figura entre os advogados mais admirados do Brasil segundo, entre outras, as publicações Chambers Latin America, anos 2014 e 2015; Best Lawyers, ano 2015 e Análise Advocacia 500, anos 2012 e 2014.

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A crescente preocupação moderna com a escassez dos recursos naturais torna presente, cada vez mais, a atuação estatal para mitigá-la, sobretudo no que concerne à edição de normas para promover a conservação do meio ambiente. Nesse sentido, observa-se a edição de uma infinidade de normas de natureza ambiental a todo momento, pelo que se faz necessária especial atenção e atuação de todos, especial das empresas, com a finalidade de respeitá-las. Destaca-se, a propósito, o procedimento de Auditoria Ambiental, o qual consiste em exame e avaliação sistemática, periódica ou mesmo eventual, de uma empresa relativamente à observância e ao cumprimento das normas de caráter ambiental. A sua relevância reside, assim, na aferição da regularidade das empresas e respectivos projetos e instalações, sendo prática indispensável, por exemplo, em procedimentos de aquisição de empresas ou seus ativos e, ainda, na manutenção da conformidade ambiental do empreendimento. Uma auditoria ambiental adequada torna factível aferir o nível de atendimento às normas internas, legislação, licenças e autorizações eventualmente obtidas; possibilita que a empresa planeje suas ações ambientais; facilita o traçado de medidas corretivas e de controle e ainda permite o estabelecimento de ações didáticas internas de incentivo ao cumprimento das normas pelos seus empregados e terceiros. Daí a sua relevância. Com efeito, na medida em que possibilita suplantar percalços como inquéritos, autuações, demandas judiciais de natureza cível e até mesmo de natureza criminal, afigura-se elemento indispensável à mitigação dos riscos, passivos e à otimização da atuação empresarial, constituindo, portanto, espécie de ação preventiva que visa, paralelamente, a majoração dos resultados e o atendimento à responsabilidade ambiental ínsita ao empreendedor.


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ÉTICA AMBIENTAL

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Consultoria Ambiental Por que contratar? Por Gelma Reis*

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O Brasil é um dos países ponta de lança no processo de adequação aos tratados internacionais que visam garantir a proteção dos biomas e frear a degradação ambiental provocada pelas atividades urbanas e industriais. Desde o regime militar, o governo brasileiro tornou a questão da preservação dos ecossistemas parte de sua política de estado, com a criação, em 1973, da SEMA, Secretaria Especial de Meio Ambiente. A posição de vanguarda do Brasil, ao longo dos anos, vem se reforçando graças à adesão a todas as decisões cujo propósito é a preservação ambiental, como por exemplo, a assinatura ao Tratado de Kyoto, em 1997, contestado pelos representantes norte-americanos. A organização da conferência Rio 92 é outra prova inequívoca de que a agenda ambiental sempre teve força no Brasil. Em 2012, a realização da Rio + 20 reforçou ainda mais a condição brasileira de líder mundial em ações de preservação ambiental apoiadas pelos estados-nações. Mais que um compromisso legal, uma atitude a favor da vida. O aquecimento global é um fenômeno que cresce, independentemente dos esforços que vêm sendo despendidos no sentido de diminuir seu principal causador, o acúmulo de gases tóxicos na atmosfera terrestre. Da década de 1940 até os dias de hoje, a temperatura média na Terra subiu cerca de 0,4 graus Celsius. Pode não parecer muito, mas tem sido o suficiente para reduzir as calotas polares numa razão de 15% a cada década. Portanto, torna-se urgente que governos, empresas e a sociedade organizada mudem totalmente suas posturas, buscando cada vez mais alternativas que amenizem a emissão de poluentes, pelo menos até que se desenvolvam formas de consumo e produção não agressivas aos biomas e ecologicamente sustentáveis. A atividade industrial, a que mais impacta o equilíbrio biológico, precisa encontrar meios de produzir limpos, o que certamente terá reflexos positivos não apenas no sentido de preservar a vida, mas também em sua lucratividade. Por que não pensar num capitalismo verde, em que lucratividade e respeito ao meio ambiente possam se integrar? A legislação ambiental no Brasil O Ministério do Meio Ambiente traça as políticas e cabe aos seus braços executores aplicar a legislação ambiental e exercer o controle e fiscalização, cuja responsabilidade é do IBAMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Toda empresa brasileira, cujas atividades estejam listadas na resolução do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente - 237 de 1997 são obrigadas por lei a ter licença ambiental para operar. A indústria de um modo geral é diretamente afetada pela lei, devendo adequar seus processos, podendo sofrer multas ou até encerramento de suas atividades, caso não cumpra o que determinam os órgãos de controle ambiental. A preocupação em respeitar o meio ambiente, entretanto, não deveria ser pautada apenas na imposição de normas. O esforço de cada um faz a diferença, desde os mais complexos tratamentos de efluentes até o encaminhamento de lixo doméstico para reaproveitamento. Afinal, estamos todos no mesmo planeta.

* Gelma Reis é graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Mestre em Tecnologia Ambiental formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Proprietário e Diretor Técnico/Comercial da empresa ÉTICA AMBIENTAL.

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PENSANDO VERDE

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Mais luz, menos energia Sistema de iluminação natural traz luz diurna sem consumo de energia para o ambiente interno de residências, comércio e indústria FOTOS | divulgação

A Efilux – Iluminação Eficiente, tem comercializado no Brasil um dos produtos de iluminação natural de maior sucesso no mundo: o Solatube.

Entre as vantagens desse sistema, se comparado a outros sistemas de iluminação natural estão: a falta de necessidade de manutenção, pois a cúpula que fica do lado externo recebe um tratamento eletrostático, que evita acúmulo de poeira; o filtro de calor e raios UV, desta forma trazendo apenas iluminação para o ambiente e mantendo um conforto ambiental; a possibilidade de levar a luz até o ambiente desejado, já que o sistema permite estender até 30 metros com os tubos conduzindo a luz, sem perder eficiência e o controle total da luz, uma vez que através de lentes podemos medir as curvas de iluminação e determinar a quantidade de luz desejada antes da instalação”. Explica Sérgio Kanas, diretor responsável da Efilux. Solatube é considerado um dos sistemas de iluminação natural mais eficiente do mundo. Seja qual for a posição do sol no céu, o sistema consegue captar, transferir e difundir a luz do dia de forma homogênea por toda uma divisão ou recinto da sua casa ou empresa. Criado com design revolucionário e tecnologia de vanguarda, o Solatube é composto por um domo de acrílico que captura e redireciona a iluminação solar para o interior de um tubo reves-

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tido com material 99,7% refletivo e através de uma lente difusora, a iluminação solar é distribuída para dentro do ambiente de forma homogênea. Os raios ultravioleta são filtrados e a transferência de calor é minimizada. Basta um único Solatube para iluminar uma área de aproximadamente até 46 m², mesmo em dias nublados. Com mais de 6 milhões de unidades instaladas e vendidas em mais de 95 países fazem do Solatube o produto líder no mercado de sistemas de iluminação natural. O Solatube está no Brasil há 6 anos presente em residências, galpões, indústrias e no comércio. A Efilux Comércio de Produtos de Iluminação Ltda., sediada em São Paulo, tem a missão de oferecer ao mercado brasileiro soluções eficientes e sustentáveis em iluminação. A empresa visa redução de consumo de energia e de despesas com manutenção e reposição; buscando atingir estes objetivos através de produtos com tecnologia avançada. Para mais informações sobre a Efilux ou conhecer outros produtos comercializados pela empresa no Brasil, visite o site www.efilux.com.br

O produto é considerado uma ótima ferramenta para arquitetos, engenheiros e consumidores finais incluírem em seus ambientes, iluminação natural


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PENSANDO VERDE

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MicrogeraçÃO é alternativa ela reduz o risco de racionamento e o custo energético no país Regulado desde 2012, o uso de aerogeradores em casas, universidades, fazendas e no comércio torna nossa energia mais limpa e reduz a sobrecarga sobre os sistemas de geração e distribuição

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por exemplo. Pode-se fazê-lo de casa, da escola, na universidade ou mesmo em uma fazenda. Os microgeradores eólicos (pequenas turbinas que usam a força dos ventos para gerar energia) já são uma realidade no exterior e começam a ganhar espaço no Brasil. De acordo com o diretor da Enersud, Luiz Cezar Pereira, a regulamentação da Aneel para microgeração mostra-se um avanço importante para a popularização da geração residencial de energia. “A regulamentação da Aneel, que permite a microgeração por consumidores domésticos, abriu oportunidades sem precedentes. O mercado brasileiro pode absorver algo em torno de mil turbinas eólicas de pequeno porte por ano”, projeta o engenheiro. “Há ainda a configuração híbrida, com a associação de turbinas eólicas a placas solares”, acrescenta. A Resolução da Aneel para a microgeração, anunciada em dezembro de 2012, determinou as condições para se operar a microgeração de energia elétrica, conectada aos sistemas de distribuição do país. Quem decide gerar a própria energia (com placas solares ou aerogeradores) pode injetar na rede da distribuidora o excedente não consumido. Em contrapartida, a distribuidora oferece desconto na conta de luz proporcional ao injetado na rede pela “unidade consumidora”. Apesar dos potenciais benefícios da gera-

Luiz Cezar Pereira, diretor da Enersud: “A partir do momento em que as instituições governamentais utilizarem a energia limpa em prédios ou escolas, o custo diminuirá”

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om o atual cenário de crise do setor elétrico e temperaturas altíssimas (o que ocasiona uma sobrecarga ainda maior para o setor elétrico), a microgeração de energia, segundo especialistas, poderia ser uma alternativa para os consumidores no país. Desde 2012 já é permitido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) gerar energia em casa, seja por painéis solares ou turbinas eólicas e, além disso, repassar o excedente produzido para a concessionária de distribuição, recebendo em troca descontos proporcionais na conta de luz. Apesar disso, apenas 290 residências no país todo adotaram esse sistema, segundo dados da própria Aneel. Esse cenário ainda fraco é causado por dois motivos: o custo, ainda alto para a maioria das pessoas (o que poderia ser resolvido com incentivo governamental, como já ocorre nos EUA, por exemplo) e uma pesada burocracia. A estiagem recorde enfrentada pelo sudeste do Brasil, somada aos inconvenientes de aumentar a geração térmica, renova o debate sobre os rumos do setor energético nacional. Segundo especialistas da área, uma alternativa para reduzir o risco de apagões e o custo – econômico e ambiental – da produção de energia no país revela-se a microgeração e geração distribuída. Este modelo tem potencial para atrair investimentos de R$ 48,9 bilhões até 2030 e pode representar 8% da matriz energética brasileira, estima estudo da consultoria DNV Kema encomendado pelo Instituto Abrade de Energia. O que pouca gente sabe é que gerar a própria energia não requer uma hidrelétrica inteira,

ção distribuída, como reduzir a carga na rede, a dependência de térmicas e os gastos com a conta de luz, a microgeração ainda engatinha no Brasil. Segundo Pereira, o modelo depende ainda de incentivos do governo para decolar. “A partir do momento em que as instituições governamentais utilizarem a energia limpa em prédios ou em escolas, o custo diminuirá. Nos EUA, quem instala painéis solares ou uma usina eólica em casa tem desconto de 30% no imposto de renda e redução no valor do IPTU”, compara.


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CAPA

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Iniciativa privada investe em

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om o intuito de preservar o planeta e evitar ao máximo os efeitos do aquecimento global, empresas e consumidores, cada vez mais, vêm se unindo em práticas ecologicamente corretas.

Moda

A mineira Água Fresca Lingerie, por exemplo, pratica uma atitude sustentável desde sua fundação, há 25 anos. “Faz parte de nossa responsabilidade social promover ações que incentivem o consumo consciente”, destaca a empresária Juliana Moraes. Atualmente, a marca está reutilizando banners das campanhas publicitárias da grife para a produção de brindes. A ação vem sendo desenvolvida em parceria com uma instituição não governamental e sem fins lucrativos, que tem como objetivo a geração de

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renda, por meio da logística reversa do material. De outubro até agora, a ONG já produziu 265 peças para a marca, entre bolsas, bags, carteiras e lixocars, a partir da reutilização do material gráfico da Água Fresca. “Com essa ação, evitamos que quase 70 metros quadrados de material gráfico fossem para o aterro sanitário. É uma atitude simples, mas de fundamental importância para o planeta”, afirma Juliana. A empresária conta que a preocupação socioambiental ocorre também em outras frentes, como na confecção dos chamados produtos ecofashion, que levam em conta a sustentabilidade durante o processo de produção. A mais recente coleção da marca, “Maria, Maria”, apresenta várias linhas ecologicamente corretas. Entre elas, uma produzida em tecido modal, o mais fino dos tecidos de fibra, composto por 100% de celulose.

Sua textura é extremamente macia, com bom caimento e brilho, além de não causar irritações na pele, por não possuir substâncias nocivas.

Colégios

Os baixos níveis de reservatórios de água foram motivo de preocupação da população brasileira em 2014, especialmente no Estado de São Paulo. O racionamento passa a ser uma preocupação na capital paulista com a possibilidade de um rodízio de cinco dias sem água na região. Por conta da crise, vários colégios já se prepararam para os dias difíceis que estão por vir. A Escola Internacional de Alphaville, instituição bilíngue, localizada em Barueri, na Grande São Paulo, montou um sistema para a reutilização da água da chuva, por exemplo. Com um investimento de R$ 75 mil, foram instaladas seis grandes cai-


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Pequenas ações podem trazer resultados surpreendentes. Inspire-se e comece a pensar no meio ambiente agora mesmo!

Água Fresca Lingerie reutiliza banners antigos para confecção de ecobolsas e outros brindes

Colégio Pio XII, de São Paulo, trocou o telhado para facilitar o armazenamento de água da chuva

xas-d’água que, juntas, têm a capacidade para 70 mil litros. A água da chuva é captada e bombas a levam até uma outra caixa, de 20 mil litros, localizada no teto da escola. Outra ação realizada foi a substituição das 115 torneiras de pressão dos banheiros e vestiários por torneiras-chuveirinho com regulagem de vazão, iniciativa que gerou uma economia de 50% a 60% nos lavatórios, ou seja, de mais quatro mil litros de água por dia. A necessidade de economia de água também deixou em alerta o Colégio Pio XII, instituição localizada no bairro do Morumbi. Obras para a captação pluvial foram iniciadas há dez meses, com o objetivo de amenizar a questão da crise hídrica. O prédio principal do Colégio foi coberto com telhados novos e a chuva é captada através das calhas para uma caixa d’água de 40 mil litros, que dá autonomia para o colégio de um dia e meio de abastecimento, caso falte água. Mas o Colégio já possui uma caixa de 150 mil litros: equivale a três dias de autonomia, – ou seja, sem receber água da rua. Juntando as caixas, o colégio consegue ter cinco dias de água. Além disso, outras iniciativas de conscientização e que geram benefícios foi a de colocar copinhos plásticos em todos os bebedouros. O Colégio Mary Ward, localizado no bairro do Tatuapé, também investiu em sua infraestrutura para lidar com o racionamento da água. No mês de janeiro, o colégio passou por reformas, em que foram construídos espaços para instalação de caixas d’água com capacidade de 40 mil litros para captação da água da chuva. A obra está em finalização. Para a instituição, a medida é preventiva e sustentável já que aumenta em definitivo a março2015

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CAPA

Grupo Natural da Terra pratica, desde 2012, um programa de prevenção de perdas de alimentos

Varejo

Com mais de 200 mil clientes atendidos por mês em suas oito lojas na cidade de São Paulo, e um faturamento de R$ 240 milhões em 2014, o grupo Natural da Terra reforçou o compromisso com a sustentabilidade de sua operação ao criar, em 2012, a área de Prevenção de Perdas que, além de atuar na redução de desperdício, tem o objetivo de disseminar esta cultura em todo o grupo. “Nossa meta é tornar todas as áreas conscientes e com informações atualizadas sobre os impactos que as perdas trazem, não só nos resultados quanto na geração de resíduos. Desde a implantação do programa, o montante de perdas já foi reduzido em mais de 50%”, comemora Fábio Febraio, responsável pela área. Outra medida implantada no início do segundo semestre de 2014 foi o controle semanal da quantidade de resíduos gerados pela operação do grupo, tanto orgânicos quanto, mais recentemente, recicláveis. Como resultado, os volumes têm sido reduzidos cada vez mais. Antes da implantação do programa, o volume de produtos descartados era de 200 toneladas mês, e hoje foi reduzido a 184 toneladas mês, mesmo com o crescimento do volume de vendas em 7,3% no mesmo período. Além disto, os materiais recicláveis agora são separados e destinados ao processo de aproveitamento, onde são 100% reciclados e reinseridos na cadeia produtiva, gerando inclusive receita para o grupo. A LC Restaurantes promove ações direcionadas aos colaboradores, prezando a sustentabilidade no dia a dia

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Para um grupo como o Natural da Terra, que tem como marca registrada a oferta de frutas, legumes e verduras frescas, de qualidade superior, é primordial contar com um programa de processamento de alimentos no ponto. “Cerca de 25% do que o grupo vende é processado e pelo menos 30% disto são alimentos maduros e que no processo normal de varejo seriam descartados. No Natural da Terra temos uma seção chamada Preparação de FLV (frutas, legumes e verdutas), que processa estes alimentos garantindo qualidade e praticidade. Por exemplo, um mamão maduro vira suco, legumes no ponto são higienizados, cortados ou picados e folhagens viram saladas”, comenta Francisco Piauí, gerente de operações, especialista em FLV. Outro destino das FLVs maduras é abastecer os refeitórios que atendem os 1.450 funcionários do grupo. “Além de utilizarmos os alimentos maduros para reprocessamento e comercialização, boa parte deles também é utilizada em nossos

refeitórios, o que nos permite garantir uma alimentação de qualidade, saudável e de baixo custo para o grupo. Com isso, o custo dos insumos de uma refeição no grupo não passa de R$ 3,50, sem incluir a mão de obra. Sem estes insumos, o valor chegaria ao dobro”, conclui. Ainda em relação ao aproveitamento de alimentos, o Natural da Terra instituiu um programa de doação de produtos maduros e compostagem de lixo orgânico, sendo esta última pioneira na cidade de São Paulo. E, em logística, a empresa tem cerca de 40% da frota e 50% do consumo de combustível já atendido de acordo com os padrões mundiais de emissão de poluentes, pois opera com veículos modernos que utilizam óleo diesel S10, ou seja, óleo combustível de última geração, que é utilizado na Europa e alguns países da América Latina, em conformidade aos rígidos limites existentes para emissão de poluentes no mundo e que aqui no Brasil são estabelecidos na legislação Proconve7/ Conama e o equivalente na Europa, pela Euro 5, ambas com o objetivo de reduzir drasticamente a emissão de poluentes.

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estrutura em relação ao abastecimento de água. Em questões estruturais, o Colégio Humboldt, instituição bilíngue localizada no bairro de Interlagos, em São Paulo, construirá uma segunda caixa d’água, além da construção de dois reservatórios (um de água de reuso e outro para captação de água de chuva para filtragem, tornando-a potável). Na volta às aulas o assunto já foi levantado logo no discurso de boas vindas dos diretores com os alunos. Os estudantes também serão envolvidos neste processo, ou seja, será solicitado em sala de aula que eles tragam boas ideias para essa crise e como cada um pode contribuir.

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CAPA

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Restaurantes

A LC Restaurantes, especializada em refeições corporativas, deu início a um projeto para alinhamento de uma estrutura corporativa que preza pela sustentabilidade nas atividades diárias. Para isso, foi contratado o consultor e sócio-diretor da GLM Assessoria Empresarial, Lívio Giosa, administrador de empresas com especialização em Business Administration pela New York University, presidente do IRES (Instituto de Responsabilidade Socioambiental) e presidente do conselho do CNDA (Conselho Nacional de Defesa Ambiental). O profissional tem o apoio na coordenação de Cristiane Alencar, gerente da qualidade da LC, e o acompanhamento de Dâmaris de Luca, diretora de novos negócios. O projeto consiste na promoção de uma série de ações direcionadas aos colaboradores, como o desenvolvimento do núcleo de sustentabilidade; palestras de sensibilização e workshops aos colaboradores, com material de apoio sobre o tema; cartilha LC Restaurantes de Sustentabilidade; check-list de indicadores de sustentabilidade para acompanhamento, entre outras. Além disso, o projeto irá reforçar outras iniciativas que já são praticadas na LC, como os controles de qualidade, o acompanhamento de custos, a reciclagem e o Programa “Menos é Mais”, que visa conscientizar os colaboradores sobre a importância do consumo consciente dos recursos da empresa durante a rotina de trabalho. A diretriz do projeto é educar sobre simples práticas de responsabilidade ambiental, que contribuem para que os serviços da organização gerem cada vez menos impacto ao meio ambiente. O Programa “Menos é Mais”, visa conscientizar os colaboradores sobre a importância do consumo consciente dos recursos da empresa durante a rotina de trabalho. Foram distribuídos alguns banners e cartazes pela sede da LC, que divulgaram informações sobre redução no uso de recursos como papel, materiais de escritório, copos descartáveis, água e energia elétrica. Além de serem colocados lembretes em pontos estratégicos com dicas de atitudes básicas como desligar o computador, a luz e o ar condicionado quando não houver uso, e fechar a torneira corretamente ao deixar o toalete.“A ação irá proporcionar não só redução de custos à empresa, mas também conscientização sobre a importância de utilizar diversos tipos de materiais de forma inteligente”, afirma Cristiane Alencar, gerente de qualidade da LC Restaurantes. “Todas estas ações visam adequar nossas práticas durante a rotina de trabalho, resultando em uma importante mudança cultural de toda a empresa. O apoio de Lívio Giosa será fundamental

Adote você também! Qualquer empresa pode ser ambientalmente responsável. Basta ter iniciativa e buscar alternativas mais sustentáveis para o seu dia a dia. Conheça cinco ações simples, que podem servir de exemplo para sua empresa ser sustentável.

1.

Trocar embalagens de plástico por papel com selo verde A empresa pode substituir os envelopes de plástico por papel, material mais degradável no meio ambiente, oriundo de madeira de reflorestamento. Com a substituição, em uma empresa de grande porte, é possível deixar de consumir cerca de 22 toneladas de plástico por ano.

2. Redimensionar a utilização do papel

Se não for possível abolir a utilização de papel em documentos e cartões para clientes, experimente diminuir o tamanho das folhas impressas. A comunicação permanece a mesma, enquanto que o uso de papel pode cair pela metade. Comunicados internos e holerites podem ser enviados por email.

3. Utilização de lâmpadas mais econômicas

Esta é mais um medida simples, mas que poucas empresas prestam atenção. Substituindo os modelos incandescentes por lâmpadas de LED a economia chega a ser de 85%!

4. Envio do material de escritório para reciclagem

Através de parcerias com ONGs e cooperativas de catadores, é possível enviar para reciclagem boa parte dos materiais consumidos no escritório como copos plásticos, papéis em geral, plásticos de embalagens e envelopes.

5.

Preferência por materiais recicláveis Um bom exemplo são outdoors que possuem relógio digital e iluminação noturna, ambos suportados por baterias solares. Os tecidos podem ser impressos digitalmente através do processo UV, livres de compostos orgânicos voláteis de carbono, e o filme de polietileno de baixa densidade, sendo 100% reciclável. Dessa forma, fica claro que qualquer empresa pode fazer sua parte em defesa do meio ambiente. As soluções, mesmo sendo simples, podem fazer muita diferença. E não apenas para o meio ambiente, mas também gerar economia para a companhia. IMAGENS ILUSTRATIVAS DA INTERNET

para aplicarmos nossas ideias com mais eficácia e produtividade”, afirma Dâmaris de Luca, diretora de novos negócios da LC Restaurantes. Além da sede, as unidades também têm acesso ao programa. Em cada restaurante existe um cartaz sobre o projeto, incentivando tanto os colaboradores como os clientes da LC a ado-

tarem medidas que evitem o consumo exagerado de recursos. “Como plano futuro para o Programa ‘Menos é Mais’, já estão sendo estudadas ações diretas para as unidades, envolvendo diversos temas, como desperdício e reaproveitamento de alimentos”, completa Cristiane.

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GESTÃO DA ÁGUA

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TRC Sustentável opção criativa e inteligente para economizar ÁGUA Rede de franquias oferece Projeto de Gestão da Água (P.G.A.) que evita o desperdício, otimiza o uso, economizando até 60% no consumo mensal

PGA traz economia de água e economia para seus clientes

O Projeto de Gestão de Água, ou PGA, como é conhecido na rede, é exclusivo da TRC Sustentável e atualmente se tornou uma ótima opção para que busca economizar água e dinheiro, principalmente nesses tempos de aumento de tarifas e crises hídricas. O PGA consiste na consultoria inicial da conta, analisando o perfil de consumo do cliente, posteriormente, entra com a equipe técnica especializada, para implantação do projeto, sendo o primeiro passo a verificação em toda a rede hidráulica, de qualquer vazamento, infiltração ou fuga de água, através de tecnologia de ponta e precisão, posteriormente

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riada pelo empresário Anderson Silva, a TRC Sustentável (Tecnologia em Redução de Custos) começou suas atividades em 2004, em Goiânia. A empresa estava focada no mercado de consultoria, desenvolvendo projetos para economia de água para clientes físicos e jurídicos, porém, com o sucesso do negócio, o empresário sentiu necessidade de ampliar seu mercado de atuação, optando assim por transformar o que era um negócio local em uma franquia nacional em agosto de 2013. Hoje, a rede TRC Sustentável é a única que atua como franquia no segmento de gestão de consumo de água, com projetos voltados a todos os consumidores, com foco em economizar água e o dinheiro do cliente. Atualmente a franquia possui 37 unidades distribuídas por 15 estados brasileiros, são eles: Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. “Pretendemos levar a TRC Sustentável para todos os estados do país”, contou Silva. O plano de expansão da rede é bem audacioso e pretende levar seu modelo de negócio sustentável a outros mercados. “O problema da falta de água existe em todo o planeta. Conforme a previsão da Organização das Nações Unidas (ONU), quase metade da população terá problemas com o abastecimento de água até 2030. Diante dessa previsão, enxergamos uma ótima oportunidade de negócio”. A franqueadora oferece treinamento técnico mensal na sede da empresa, nele os franqueados aprendem conceitos de implantação, operação e gestão de sua franquia. A TRC oferece também Reuniões de Apoio ao Franqueado (RAF), realizadas quinzenalmente ou quando houver necessidade. O investimento inicial para se tornar um franqueado TRC Sustentável é de R$45mil, com retorno de investimento estimado de 7 a 8 meses.

a aplicação de dispositivos desenvolvidos para evitar desperdícios de água, instalados em todos os pontos de água do imóvel. Após esses procedimentos, são aplicadas as Técnicas de Economia de Água (T.E.A.), que ajustam a pressão em todos os pontos de água, regulando registros, válvulas e caixas acopladas nos banheiros, além da troca de anéis de vedação. O objetivo da T.E.A. é otimizar o consumo da água. Por derradeiro, uma planilha de gestão e monitoramento diário do consumo, capaz de criar os relatórios de medição, informando o cliente os percentuais de economia gerados após a implantação do P.G.A., quais os períodos de maiores e menores consumos e sistema de alerta quando a conta sobe. Totalmente legal e ecologicamente correto, o PGA é capaz de reduzir o consumo de água dos clientes, em até 60%.

“Acha Vazamento” localiza o problema sem mexer na estrutura do imóvel

Um dos principais problemas quando se tem um vazamento é que, até achá-lo, muitas partes do seu piso ou sua parede já foram literalmente destruídas. Com o serviço de Acha Vazamentos, os profissionais da TRC Sustentável localizam o local com precisão sem danificar a estrutura do seu imóvel. Com o auxilio da tecnologia é possível localizar o problema onde quer que ele esteja. Esse é um serviço complementar do PGA, porém, pode ser oferecido ao cliente separadamente. SERVIÇO TRC: Av. Professor Venerando de Freitas Borges, Qd. 52, Lt 19/20/21, n° 1576, Setor Jaó – Goiânia – GO - Contato: (62) 3204-2908 Informações: www.trcsustentavel.com.br


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ECONOMIA VERDE

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o melhor é não acender a luz Fim das lâmpadas incandescentes, riscos de apagão e outros fatores têm fortalecido o debate acerca da arquitetura bioclimática

1 Basta entrar no site www.redial.net. br para descobrir em alguns cliques o valor do seu celular;

Kika Dardot / Divulgação

2 Preencher o formulário e preparar o envio. A Redial em seguida, fornece um e-ticket grátis do Correios para o frete até o ateliê de análise; 3 Escolher se quer receber o dinheiro ou doar o valor para uma das ONGs parceiras.

A grande pauta no setor energético no país é a redução do consumo e o fim do desperdício. É o argumento por trás, por exemplo, da extinção das lâmpadas incandescentes do mercado. Mas, se a questão é economizar, que tal evitar ao máximo ter que acionar interruptores ou ligar equipamentos como ar condicionado? É o que propõem os preceitos da “arquitetura bioclimática”. Alexandre Nagazawa, da Bloc Arquitetura, dá algumas dicas para quem vai construir e quer fazer da casa ou do escritório um lugar mais sustentável. “A bioclimática é um apanhado de técnicas da boa arquitetura que aborda tudo, seja o estudo dos ventos e do sol, a escolha dos materiais e a preocupação com a posição dos prédios. Pode influenciar até na hora da compra do terreno”, explica Nagazawa. Segundo ele, não existe um método padrão e cada caso deve ser estudado individualmente, mas existem estratégias que podem orientar a construção, otimizando o consumo de energia elétrica.

Orientação Solar

Conhecer o movimento do Sol em relação ao terreno na hora de escolher a distribuição dos cômodos é fundamental. As partes da construção que são voltadas para o Sul podem ser abertas, com grandes vidraças. “Dessa forma, não haverá insolação direta, mas os cômodos serão beneficiados por uma luz difusa o dia inteiro. Assim, consegue-se iluminar bem sem que fique muito quente. Bom para salas e locais onde se passa a maior parte do dia”, avalia. Já em relação aos quartos, Nagazawa recomenda evitar posicioná-los com vistas para o Norte ou o Oeste. “Nesses sentidos, o Sol costuma bater direto, principalmente à tarde. O calor acumulado durante a insolação direta pode demorar até dez horas para ser dissipado, o que significa que o cômodo permanecerá alguns graus mais quente até o meio da madrugada”, afirma. Segundo ele, além das paredes acumularem calor, as ondas térmicas que entram pela janela, ao serem refletidas, não conseguem mais sair, gerando um efeito estufa.

Reciclagem solidária

Redial.net.br, novo site de reciclagem solidária, permite que o usuário venda o seu celular e receba até R$ 1600 ou ainda doe esse valor para uma das ONGs parceiras

A Recomércio, uma startup fundada por jovens empreendedores que desejam inovar no desenvolvimento sustentável, está lançando um novo serviço de reciclagem online com o site de reciclagem solidária redial.net.br. O site permite que os usuários vendam o seu antigo celular e recebam até R$ 1600 ou ainda possam ajudar uma das ONGs parceiras com o valor de venda do celular. A Redial tem parceria com 3 ONGs envolvidas na economia social, ecologia e humanitária: Casa da Criança Santo Amaro, Instituto Fazendo História e Instituto 5 elementos. Muitas pessoas que querem trocar de celular ficam em dúvida o que fazer com o antigo, já que na maioria das vezes ainda funciona bem, mas acaba parado em uma gaveta sem uso quando adquire um novo. Na Redial o processo é bem simples e seguro (ver tabela ao lado).

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Reciclar gera empregos sociais Os telefones coletados são triados, testados e reaproveitados no Brasil com a plataforma técnica de teste da Redial e especialmente adaptada para a Coopermiti, uma cooperativa de inclusão social que recolhe apenas eletroeletrônicos e que possui as certificações ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004. As estações de trabalho e o laboratório foram adaptados pela Redial para favorecer a aprendizagem e realizar o processo de testes nas melhores condições possíveis. O laboratório está equipado com os mais modernos equipamentos de recondicionamento e análise e com o software de testes e rastreabilidade especialmente desenvolvido pela Recomércio.

O “recommerce” favorece o reuso Para desenvolver o mercado de segunda mão e promover o reuso de equipamentos eletrônicos em cumprimento da lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Redial introduziu o conceito de “recommerce”. O recommerce, é o comércio inverso. Na Internet, o “recommerce” permite ao usuário revender facilmente da mesma forma como se compra. A meta da Redial é fazer com que 90% dos celulares funcionais recebidos voltem à vida útil, favorecendo a reutilização e, sobretudo, propondo uma oferta de celulares usados reaproveitados de qualidade e com preços justos para a população brasileira. Quando os telefones não são reutilizáveis , a Redial organiza com seus parceiros a gestão do fim da vida dos produtos.

Sobre a Recomércio

Redial é uma solução da Recomércio de logística reversa online. A Recomércio desenvolve sistemas de avaliação inovador em tempo real do valor dos aparelhos usados. A empresa oferece soluções de recuperação, recompra, reutilização e reciclagem de celulares, smartphones e tablets usados. Estas soluções são simples de usar, confiáveis, eficientes e adaptadas a cada tipo de clientes.


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EMPREENDEDORISMO

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CRISE HÍDRICA Incentiva jovem a buscar

negócio sustentável

Aqui a falta d’água está precária como em todo Brasil, tem racionamento por região da cidade. Cada dia um local fica sem abastecimento durante um bom período. É perceptível aqui em Juiz de Fora que a conscientização à falta d’água está cada vez em foco”, disse Felipe Delgado de Oliveira, morador da cidade. O jovem, de 27 anos, engenheiro de produção e pós-graduado em engenharia de produtos industriais, investiu na franquia Acquazero, rede biodegradável especializada em estética automotiva com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância de se economizar água. Um dos motivos que o levou ao investimento, foi justamente esse, a percepção de que algo deve ser feito e pequenos gestos fazem a diferença. Felipe escolheu, então, começar mudando seu ambiente. E foi investindo na rede, que oferece em todos os seus serviços soluções que não agridem ao meio ambiente, que ele deu o start inicial. Na região onde Felipe mora, Minas Gerais, pelo menos 88 cidades do interior estão sofrendo com a crise hídrica. Moradores que têm concessão com a Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa) já sentem na pele a falta de água.

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Empreendedor de Juiz de Fora alia sustentabilidade com rentabilidade, investindo em franquia de lavagem automotiva ecológica

Desse total de municípios, duas já estão em crise, 63 em iminente colapso e outras 23 apresentam problemas. Já em relação às cidades que tem sistemas de abastecimento autônomo, 50 já estão em racionamento e outras 13 iniciaram rodízio. Os dados foram divulgados recentemente durante uma coletiva do governador Fernando Pimentel. E sustentabilidade é a bandeira levantada pela Acquazero. Conceito que, como dissemos anteriormente, atraiu o olhar de Felipe, e assim como ele, atrai os olhares de empreendedores por todo o Brasil. “Com certeza a sustentabilidade está cada vez mais presente nas empresas. É fato que no caso da Acquazero que faz limpeza veicular com apenas 300 ml de água, é um fator diferencial porque a escassez desse recurso tem sido muito discutida e posteriormente vem a conscientização das pessoas que estão cada vez mais dando preferência aos serviços sustentáveis. Eu sou totalmente a favor das empresas que trabalham com sustentabilidade voltada aos recursos naturais. Sigo firmemente os conceitos da Acquazero”, afirmou Felipe. Entre as nove modalidades oferecidas pela rede, Felipe optou pela Delivery. “Observo que

estamos cada dia com menos tempo para nossas atividades e por se tratar de delivery o serviço pode ser concomitante aos afazeres das pessoas. Vejo uma grande tendência nesse setor de entrega para diversos serviços”, disse ele.

Acquazero

A AcquaZero é uma rede de franquias especializada em lavagem ecológica e estética automotiva. Há seis anos no mercado, a rede tem se tornado referencial nas mais diversas regiões do país por agregar qualidade à sustentabilidade, somando, ao todo, quase 200 unidades. Entre os serviços oferecidos está o enceramento, cristalização de vidros, limpeza técnica de motor, impermeabilização de estofados, higienização de ar-condicionado, higienização interna (estofados, teto, laterais de porta e carpete), limpeza e hidratação de couro, revitalização de plásticos e revitalização/cristalização de pintura. Assim como citado anteriormente, para todos os serviços são utilizados produtos biodegradáveis ecologicamente corretos, gerando assim desenvolvimento sustentável.


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EMPREENDEDORISMO

Empresários dão dicas para pessoas que querem investir em negócio próprio Início de ano leva pessoas a quererem mudar de vida e investir em uma carreira empresarial Todo ano é a mesma coisa. Quando janeiro chega, começaReferência em limpeza e estética automotiva, a AcquaZero mos a fazer um balanço geral do ano que passou: reavaliamos está no mercado desde 2009 e já soma quase 100 unidades eserros e acertos e nos questionamos a respeito de novos caminhos palhadas por todo Brasil, só no ano passado a rede obteve um a serem seguidos em relação à nossa própria saúde e à qualidade aumento de 50% nas vendas de franquia. O diretor da rede Marde vida. De qualquer forma, a mudança no calendário, para grande cos Mendes, enumera os fatores de crescimento da marca “Baixo parte das culturas e religiões significa um recomeço; o encerrainvestimento, alta rentabilidade, serviço inovador e com excelente mento de um ciclo e o início de outro. apelo ecológico”, e conta que o objetivo é atingir todos os estados E nessa mistura de reavaliações, muitos resolvem mudar de brasileiros. vida. Há quem busque tomar uma atitude e mudar de emprego, Com vasto conhecimento na área, segundo Marcos Mendes, outros buscam dar um passo ainda maior e de empregado passam as principais orientações são: a ser dono do próprio negócio. Em números, três a cada quatro brasileiros querem ter o próprio -Ter total disponibilidade para trabalhar todos os dias na negócio. De acordo com a pesquisa divulgada pela Endeavor, a empresa; quantidade de empreendedores no Brasil cresceu 44% nos últimos - Oferecer um serviço de extrema qualidade, com isso você 10 anos. Atualmente a maior parte da população é empreendedora fideliza seu cliente; ou pretende ser; 72% da população não são empreendedoras, sendo - Ser simpático e agradável ao receber os clientes nas que 33% tem vontade de ser, enquanto 28% dos brasileiros já são. lojas, todo mundo gosta de ser bem atendido; A busca pela qualidade de vida e a insatisfação com o rumo da - Expansão de negócio. Por exemplo, a lavagem do carro é carreira atual são as principais engrenao nosso carro chefe, mas para que as nossas gens de ânimo para sair da rotina e pisar lojas tenham um bom desempenho, temos que em terras até então desconhecidas. Quem não podemos paralisar trabalhar forte na venda de outras ocupações afirma o conceito é o empresário Marcos estética automotiva, como: higienização no medo e deixar a vida de Mendes, diretor da rede de franquias Acinterna, hidratação de couro, cristalização de quazero. “Vários franqueados dizem que passar e com elas as pintura, etc. investiram na rede para conquistar indeNa mesma condição de sucesso, Maroportunidades pendência financeira. Nós oferecemos celo Salomão comemora o desempenho da todo apoio e suporte, esses pilares em Gigatron Franchising, empresa de tecnologia. junção a força de vontade e trabalho, resulta no objetivo almejado A franquia nasceu no interior de São Paulo, em 1997, na cidade por eles”, disse Marcos Mendes, diretor da Acquazero. de Birigui, considerada um pólo calçadista. Aproveitando o cenário Mas grande parte de quem quer investir tem medo de perder propício, a Gigatron se destacou pela inovação do software CAD, dinheiro, fracassar e ter que recomeçar tudo do zero. Receio até vendido hoje para fabricantes de calçados de todo o mundo. justificável quando descobrimos que aproximadamente 30% das Marcelo diz que para crescer como empresário é necessário micro e pequenas empresas fecham as portas logo no primeiro investir, preparar e planejar, métodos utilizados também por ele. ano. Entre as razões para o insucesso estão; a economia, que muiEntretanto para quem tem medo de arriscar demais, Marcelo dá a tas vezes não está favorável, e a falta de planejamento. dica: “Uma boa alternativa é investir em franquias”. Dados divulgaMas diante desse cenário, sabemos que não podemos parados pelo Sebrae revelam que se 60% dos negócios independentes lisar no medo e deixar a vida passar e com elas as oportunidades. fecham nos cinco primeiros anos, esse porcentual cai para 5%em Para isso, separamos algumas dicas de quem superou todas as relação ao franchising. “Apesar de uma rede de franquias ser dodificuldades, medos e receios, e fez seu negócio acontecer. Marcos tada de regras, o franqueado consegue desenvolver os trabalhos é exemplo disso. dentro do seu molde seguindo as orientações do franqueador”, Ele é diretor executivo da rede de franquias, Acquazero. A emrelata. Quem deseja abrir o próprio negócio deve se informar antes presa atua no ramo de estética automotiva e renovou na área com de tudo. Agora que você já está por dentro das dicas dadas por o lançamento da lavagem ecológica, ou seja, eles utilizam apenas especialistas em empreendedorismo, para ajudá-lo a criar coragem 300 ml de água para a lavagem completa de um veículo (a lavagem para ir em frente e construir uma história de sucesso. Agora é com comum é utilizada 300 litros). você, dê seu primeiro passo e boa sorte. março2015

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EDUCAÇÃO

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Bases sustentáveis fazem diferença na educação Cursos voltados para a sustentabilidade aperfeiçoam o currículo e geram profissionais mais preparados para o novo mercado de trabalho

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preocupação com o desenvolvimento social e sustentável no âmbito escolar não fica restrita ao ensino fundamental e médio. Perpetuar conhecimentos teóricos e práticos na área é uma das principais premissas do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), que conta com diversos cursos de mestrado e MBA’s que possuem conteúdos relacionados a ações sustentáveis no meio corporativo. Desde 2001, o ISAE é signatário do Pacto Global das Nações Unidas e, desde 2007 também é signatário do PRME (Princípios das Nações Unidas para Educação Executiva Responsável), uma iniciativa da ONU para promover o aprimoramento das escolas de negócio de todo o mundo visando formar uma nova geração de líderes. O presidente do ISAE, Norman de Paula Arruda Filho, é membro do Comitê Brasileiro do Pacto Global. Além dos cursos de MBA e GBA, o ISAE possui na grade o curso de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade, único do Brasil a abordar as diretrizes do PRMI na grade curricular. O curso propõe o desenvolvimento de linhas de pesquisa com o objetivo de alavancar a gestão das organizações com foco na sustentabilidade corporativa. O ISAE também é atuante nas causas que promovem a integração e disseminação dos conceitos sustentáveis para a sociedade. É um dos apoiadores da plataforma inovadora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a “Iniciativa Incluir”, que reconhece as melhores práticas de empresas e instituições acadêmicas, difundindo nacional e internacionalmente

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O presidente do ISAE, Norman de Paula Arruda Filho, é membro do Comitê Brasileiro do Pacto Global

as iniciativas e negócios empresariais voltados para a sustentabilidade e inclusão social. E como incentivo a quem já insere os conceitos sustentáveis no dia a dia, há oito anos o ISAE, em parceria com o Grupo Paranaense de

Comunicação (GRPCOM), promove o Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável, com o objetivo de certificar projetos de todo o Brasil nas categorias Empreendedorismo Econômico, Ambiental, Educacional e Social.

ISAE terá GBA de sustentabilidade na África do Sul Curso pioneiro no Brasil será realizado em parceria com o Sustainability Institute A preocupação com a sustentabilidade ganha cada vez mais espaço nas cidades, no mundo corporativo e na vida cotidiana da população. Problemas como a falta da água, do superaquecimento do planeta e a destinação correta de resíduos desafiam empresas, governo e universidades. Soluções nessa área terão impacto econômico e social relevante nas próximas décadas. Nesse sentido, a troca de experiências é fundamental na busca de um planeta mais sustentável. Com esse foco, o ISAE, uma das principais escolas de negócios do país, vai lançar um novo GBA (Global Business Administration) internacional em sustentabilidade. O projeto, inédito no Brasil, será realizado em parceria com o Sustainability Institute, ligado à Universidade Stellenboch, da África do Sul. O curso terá duração de 10 dias na Cidade do Cabo e reúne aulas, palestras e discussões com alguns dos mais importantes estudiosos sul-africanos. O objetivo é aliar conhecimento técnico com a oportunidade de vivenciar de perto soluções e experiências voltadas para a sustentabilidade. Entre os temas estão cidades sustentáveis, biodiversidade e food systems. No curso, que está previsto para outubro de 2015, o aluno terá oportunidade de executar trabalho comunitário no Sustainability Institute; fazer visitas ao District 6, um dos marcos da história do regime do apartheid, e à Table Montain, um dos ícones da cidade, além de participar de uma safári com guias especializados, dentre outras atividades.

Pioneirismo em educação sustentável Reconhecida como uma das escolas de negócios mais comprometidas com a questão da sustentabilidade, o ISAE já aborda o tema em vários cursos e foi a primeira instituição a criar um Mestrado Profissional voltado exclusivamente para tratar dessa questão.


DICAS & SOLUÇÕES

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Especialista dá dicas para

economizar água

mr/wallpaper

dicas práticas para o consumo racional da água

Na cozinha

Lavar o quintal com a água da máquina de lavar e fechar a torneira enquanto ensaboa a louça são pequenas atitudes que podem evitar o desperdício de água, aponta especialista

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o Brasil, o consumo de água de cada pessoa pode chegar a mais de 220 litros por dia. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para preservação do recurso natural, o comportamento adequado seria utilizar 110 litros a cada 24 horas. A GfK Brasil, empresa especializada em pesquisa, em conjunto com o Instituto Akatu, organização nãogovernamental que trabalha a conscientização para o consumo consciente, divulgou pesquisa que, em 2006, 75% das pessoas que costumavam desligar a torneira para escovar os dentes. Em 2012, este dado caiu para 67%. De acordo com Roberta Baptista Rodrigues, docente do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Anhembi Morumbi, integrante da rede

internacional de universidades Laureate, a população tem a falsa sensação de que a água é um recurso infinito. “Tanto nos grandes centros como nas regiões mais remotas é fácil encontrar pessoas lavando calçadas, ao invés de utilizar a vassoura, assim como lavando carros com mangueira ao invés de utilizar o balde. É importante conscientizar a população de que água é um recursos natural escasso e que se não utilizar com consciência irá faltar”, alerta.

Use máquina de lavar louça ou ensaboe a louça com a torneira fechada.

Área de serviço Reaproveite a água de enxágue da máquina de lavar para lavagem de pisos, quintal e demais ambientes.

Jardim e piscina Regue as plantas após as 18 horas, isso ajuda a diminuir a taxa de evaporação e as plantas assimilam melhor a água.

Calçada e carro *Especialista Roberta Baptista Rodrigues, docente de Engenharia Ambiental e Sanitária e de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi.

Use água de chuva ou reuso para lavagem da calçada, dos veículos e da garagem. março2015

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EDUCAÇÃO

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Chega um momento que é preciso limpar as gavetas e armários, jogando fora o que não se usa mais. Muitos equipamentos eletrônicos estão no meio desse descarte, mas não podem ser jogados no lixo comum. A melhor opção é procurar pontos de descarte de lixo eletrônico e evitar que esses objetos prejudiquem o meio ambiente. A Coopermiti, única cooperativa de São Paulo especializada na reciclagem de e-lixo, tem um galpão que recebe os equipamentos e, nos casos de grandes quantidades, ainda agenda retiradas com caminhões. Para quem tem dúvidas sobre os equipamentos que podem ser descartados para reciclagem esses são alguns exemplos: computador, mouse, teclado, notebook, placa mãe, placa controladora, processador, memória, periféricos de informática, impressora, roteador, hub, switch, modem, celular, nobreak, fios, cabos, aparelhos de som, eletro portáteis, cafeteira, batedeira, enfim todo equipamento que utiliza energia elétrica.

Sobre a Coopermit A Coopermiti, única cooperativa de São Paulo especializada na reciclagem de e-lixo, tem um galpão que recebe o equipamentos e ainda agenda retiradas com caminhões nos casos de grandes quantidades. Com 25 cooperados que vivem do lixo eletrônico, a cooperativa espera que em 2015 chegue a operar com 100 toneladas (capacidade máxima) de e-lixo por mês. Atualmente, a Coopermit trabalha apenas com 30% dessa capacidade por falta de resíduos para reciclar.

Serviço Para mais informações ou agendamento para retiradas de grandes quantidades de e-lixo, acesse: www.coopermiti.com.br

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É hora de limpar as gavetas e armários

COOPERMITI | (11) 3666-0849 Rua Dr. Sergio Meira, 268 - Barra Funda - São Paulo - CEP: 01153-010 CEU FORMOSA |(11) 2216-4622 Rua Sargento Claudiner Evaristo Dias, 10 - Parque Santo Antônio - CEP: 03385150 CONTINENTAL |(11) 4040-4981 2666-3830 (pequenos objetos) Leão Machado, 100 - Jaguaré - CEP: 05328-020 ETEC - Gildo M. B. Brandão – Perus (11) 3917-8751 / 8263 - Rua Presidente Vargas, s/nº - Vila Caiuba Perus - CEP: 05207-000 ETEC PINHEIROS - APM - Associação de Pais e Mestres da Escola Técnica Estadual Guaracy Silveira - (11) 38133986 Rua Ferreira de Araújo, 527 - Pinheiros CEP: 05428-001 ETEC Vila Formosa (11) 2211-6485 Rua Bactória, 38 - Jardim Vila Formosa CEP: 03472-100

Pontos de entrega voluntária

ESPAÇO CULTURAL JULIO GUERRA (11) 5523-6455 Praça Floriano Peixoto, 131 - Santo Amaro CEP: 04751-030 PARQUE LUIS CARLOS PRESTES (11) 3721-4965 Rua João Della Manna, 665 - Butantã CEP: 05535-010 PARQUE DA PREVIDÊNCIA (11) 3721-8951 Rua Pedro Peccinini, 88 - Jardim Previdência - CEP: 05532-030 PARQUE ALFREDO VOLPI (11) 3031-7052 Rua Engenheiro Oscar Americano, 480 Morumbi - CEP: 05673-050 SANTANA PARQUE SHOPPING (11) 2238-3002 (pequenos objetos) Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2.780 - Santana - CEP: 02430-001


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