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Revista

PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS • ANO 1 • Nº 04 • NOV/DEZ • 2011

Vitória da suinocultura brasileira em 2011

REVISTA DA SUINOCULTURA • NOV/DEZ 2011

da

Suinocultura 15kg 14,5kg

13,7kg 13,2kg 13kg 13,3kg

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2006

2008

PNDS

ANTES DO

2009

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PNDS

DEPOIS DO

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hegamos ao tão almejado 15kg per capita! Depois de um ano em que as exportações deixaram a desejar e que o mercado interno foi a vedete, com aumento expressivo e inédito do consumo per capita de carne suína, o mercado doméstico demonstrou em 2011 sua importância para a suinocultura brasileira. O Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) idealizado e coordenado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), em parceria com o Sebrae Nacional e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já colhe os frutos de todo o empenho e envolvimento dos oito estados participantes (Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás) e atinge a meta um ano antes do previsto. Centenas de suinocultores, empresas do setor, autoridades e lideranças acreditaram na revolução que o PNDS traria para a cadeia suinícola. Trabalharam, colaboraram e hoje veem esse sonho se concretizar. Não há como negar que a suinocultura avançou neste ano como há muito tempo não se via. Por isso, trazemos para o leitor números inéditos do Projeto nos últimos dois anos, em nosso especial de capa.

Este também foi um ano significativo para a ABCS no que diz respeito às atividades voltadas para o meio político. Buscamos junto ao MAPA e Conab ações efetivas para sustentabilidade da nossa suinocultura, em encontros semanais com a Frente Parlamentar da Agropecuária discutimos as estratégias a serem tomadas em defesa da nossa classe. Definimos também nossa primeira agenda parlamentar para o ano de 2012, apresentada a mais de 70 pessoas num encontro singular entre líderes da suinocultura e parlamentares. Informações que podem ser conferidas na coluna Giro ABCS desta edição. Já a nova sede se configura como um momento ímpar para nossa equipe executiva, que hoje se divide por competências e especialização, garantindo o bom funcionamento de todas as diretrizes recebidas pela entidade. Consideramos este espaço uma conquista de cada entidade afiliada, cada liderança, de forma a simbolizar nosso sentimento de união. Neste local desejamos concentrar nossas iniciativas, ampliar os espaços de discussões e, assim, contribuir para a consolidação do associativismo e o fortalecimento da suinocultura brasileira. No PNDS, grande estrela dessa edição, atingimos números mais que expressivos, números grandiosos neste segundo ano. Até este momento, o Projeto que acontece em 09 estados, já capacitou mais de 13 mil pessoas, realizou 285 ações, sensibilizou cerca de 1 milhão de pessoas e, atingiu impressionáveis 2kg a mais de carne suína no consumo anual do brasileiro em apenas dois anos de atuação. Enfim, consideramos esta edição uma das mais significativas deste ano. Espero que aproveitem cada palavra aqui escrita.

Marcelo Lopes Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos 2

EDITORIAL

Mas o ano de 2011 também foi marcado pelo desenvolvimento de atividades voltadas para a qualificação da produção brasileira e consolidou nossa atuação junto aos órgãos políticos considerados decisivos para crescimento da suinocultura nacional, fortalecendo nossa classe. Esta edição é reflexo do nosso crescimento como associação e como parceira dos suinocultores. Por isso, apresentamos ao leitor o Manual Brasileiro de Boas Práticas Agropecuárias na Produção de Suínos, o maior sinal do amadurecimento da entidade e sua proposta em investir na produção de suínos. Na matéria é possível conferir os principais temas dessa publicação, inédita para o setor.

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PNDS em Ação Santa Catarina

Carne suína foi a estrela em jornal da Rede Globo.

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Minas Gerais 30

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Perspectivas 2012. Encontro apresenta números da suinocultura

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15kg

ABCS lança novo manual de boas práticas

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per capita

Meta histórica é alcançada 1 ano antes do esperado.

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“Novos Rumos” Nova sede da ABCS é inaugurada com Brasília

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41 Por dentro do Setor Sistema de integraçao consolida-se como modelo de organização.

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25 •

Ceará 28

Distrito Federal 32

Espírito Santo 36

Goiás

Rio Grande do Sul 29 •

Bahia 34

REVISTA DA SUINOCULTURA • NOV/DEZ 2011

ÍNDICE

REVISTA DA SUINOCULTURA • NOV/DEZ 2011

Giro ABCS

Sebrae sela importante parceria para a suinocultura no Brasil

38 Entre Amigos

Líder nos principais mercados mundiais, Agroceres lança no Brasil, sua nova matriz. Sabor Sublime Em comemoração ao sucesso da “Revista da Suinocultura”, guardamos o melhor, para o final. Comprove!

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EXPEDIENTE ABCS - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS - Sede Brasília / Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 01 | Lote 495 |Ed. Barão do Rio Branco | sala 118 |CEP: 70610-410 • www.abcs.com.br • escritoriobrasilia@abcs.com.br • CONSELHEIRO PRESIDENTE: Marcelo Lopes (DF) • CONSELHEIRO FINANCEIRO: José Arnaldo C. Penna (MG) • CONSELHEIRO TÉCNICO: Marcelo Plácido Correa (BA) • CONSELHEIRO DE RELAÇÕES DE MERCADO: Valdecir Folador (RS) • CONSELHEIRO ADMINISTRATIVO: Irineu Wessler (PR) • JORNALISTA RESPONSÁVEL: Tayara Beraldi • PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Cannes Publicidade.

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Giro ABCS

Carne suína conquista espaço no Jornal Hoje O

incentivo ao consumo da carne suína e a busca por desmistificar os preconceitos sobre o produto realizado incessantemente pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) vem trazendo resultados cada vez mais positivos. Dessa vez, a carne suína foi a estrela do Jornal Hoje, conhecido por ser o mais leve e descontraído da Rede Globo, geralmente tratando de assuntos como moda, comportamento, arte, cultura e culinária, além de dicas para o cidadão brasileiro. A reportagem de outubro abordou as qualidades nutricionais da carne suína e suas vantagens se comparada a carne bovina. “A carne de porco, que já foi tratada como vilã nas dietas aparece agora como uma opção saudável e mais barata para o consumidor. Os

nutricionistas dizem que não há mais razão para ter medo de comer a carne. A forma de criar os animais mudou muito nos últimos 20 anos e o controle de qualidade é maior. Além de mais limpa, a carne de porco que vai para a mesa é mais saudável que a de boi”, aborda a matéria e inclui ainda a

informações de nutricionistas sobre a qualidade da carne: “Se compararmos uma coxa de frango sem pele, que a gente já retira para poder reduzir o colesterol, com um acém suíno, ainda encontramos triplo de colesterol na coxa de frango”, explica a nutricionista Raquel Adjafre”.

Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados vota contra Projeto que obriga a identificação de carne suína em embalagens N

a última quarta-feira, 19 de outubro, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) apresentou parecer técnico contra o Projeto de Lei nº 767 de 2011, presentado pelo Deputado Lincoln Portela – PR/MG, que obriga a inscrição de mensagem no rótulo dos alimentos ofertados ao consumidor alertando sobre a existência de ingredientes suínos. A apresentação do parecer pela rejeição do Relator da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), Deputado Valdir Colatto (PMDBSC), ocorreu em reunião deliberativa ordinária na Câmara dos Deputados e foi aceito por unanimidade.

Defendido pelo Deputado Lincoln Portela, o Projeto tem por fim obrigar que o produto de contém ingrediente de origem suína informe, no rótulo, a mensagem de alerta “Contém Ingrediente de Carne Suína”, que também deve constar de todo o tipo de publicidade relacionado a esse produto. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, já existem instrumentos normativos nacionais como a como a resolução – RDC nº259, 2002 – ANVISA; Instrução Normativa nº 22, 2005 – MAPA; e os internacionais GMC Res. nº 06, 1994 e nº 26, 2003 – MERCOSUL acerca das normas

de rotulagem que protegem, sem dúvida, os consumidores. “O Projeto não se adequa à realidade brasileira e não acrescenta nada de positivo aos consumidores. Ao contrário, prejudica demasiadamente à indústria produtora e embaladora de produtos de origem suína, tanto socialmente, quanto economicamente, além de colocar dúvidas quanto à eficácia das normas nacionais e internacionais já consolidadas”, afirma o presidente.

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Giro ABCS

Apesar de ter aprovação unânime do parecer contra o Projeto pela Comissão de Agricultura, o voto a favor da Comissão de Defesa do Consumidor levou a votação à Plenário.

MAPA defende novos instrumentos de politica agrícola para o mercado de milho Em reunião com ABCS Secretário Executivo do Ministério da Agricultura afirma que o setor de carnes precisa de políticas especificas

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Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) esteve reunida com o Secretário Executivo do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Carlos Vaz, para buscar soluções às dificuldades que os produtores de suínos vêm enfrentando nos últimos meses. O objetivo do encontro foi levar ao conhecimento do Secretário dois pleitos considerados imprescindíveis para sustentabilidade da suinocultura brasileira. O primeiro é a inserção da carne suína na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do Governo Federal, medida que permitirá maior

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estabilidade ao mercado brasileiro de suínos. A outra reivindicação é a política de venda de milho balcão pela Conab, já que as regrais atuais limitam a venda de milho balcão somente para produtores com número muito pequeno de animais e disponibilizam apenas entre 12 e 15 toneladas mensais por produtor, sendo que seriam necessárias 54 toneladas por mês.

desproporcionais à sustentabilidade do setor, aliado a um desequilíbrio entre oferta e demanda”, defendeu. Para a ABCS, a ausência de um plano de contingencia e um planejamento estratégico são principais responsáveis pelas crises reincidentes no setor, “que resulta em um ônus que o suinocultor brasileiro não tem mais condições de arcar”, argumentou o presidente.

De acordo com o presidente da ABCS, “nosso grande problema se encontra nos valores de comercialização do milho que atingiram índices 7


Giro ABCS

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ABCS realiza Fórum inédito para discutir sistema de integração na suinocultura “Estamos fazendo esses fóruns regionais para que a ABCS tenha legitimidade nesse processo, já que existem pontos polêmicos e nós estamos avaliando isso junto aos produtores. Nosso objetivo é, com a chancela dos nossos suinocultores, levar essa discussão à Brasília e, aí sim, negociar com as agroindústrias um sistema melhor de integração para toda a produção”, comentou o presidente.

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Perspectivas 2012: ABCS e Abipecs se reúnem para apresentar números da suinocultura brasileira

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Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) se encontram durante coletiva de imprensa na cidade de São Paulo para analisar o comportamento dos mercados interno e externo voltados para a carne suína e seus desempenhos neste ano. No encontro, as duas entidades também traçaram perspectivas para o mercado brasileiro e as possibilidades de abertura para vendas no exterior em 2012. Encerrando um ano de fortes acontecimentos para a suinocultura, com aberturas de mercados, embargos e oscilações no mercado doméstico, o saldo para o setor é positivo. Além do crescimento interno, as exportações para novos mercados favorecem o preço recebido pelos produtores. Rogério Jacob Kerber, diretorexecutivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos no Estado do Rio

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Grande do Sul, diz que o Brasil saiu da dependência russa e buscou novos mercados. “A saída russa e o aumento de custos obrigaram o setor a uma gestão mais intensa. É nas crises que se busca novos caminhos, e a resposta está sendo a maior produtividade, com ganhos de dois quilos por carcaça de animal”, diz Kerber. Segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, as vendas externas tiveram forte baque quando a Rússia – principal mercado brasileiro – interrompeu as importações no início deste semestre e pelo segundo ano consecutivo, “o mercado interno salva o setor de suinocultura”, diz. “Nunca exportamos tão pouco para a Rússia. Até novembro, exportamos 123.567 toneladas. No passado, já vendemos à Rússia 400 mil toneladas por ano”, disse o presidente. Para ele, em 2011, quem liderou o processo na cadeia da carne suína foi o mercado interno. “Exportação, no geral, caminhou

bem, mas não foi o que puxou a boa performance do setor”, completou. Para Marcelo Lopes, o encontro pode ser considerado histórico e retrata a união consolidada neste ano entre as principais entidades de classe da suinocultura brasileira. “Esse foi um ano de muitas provações para os suinocultores brasileiros e tenho certeza que com essa parceria será possível fazer muito mais em 2012. São grandes as expectativas”, diz. Além da presença do presidente da ABCS, Marcelo Lopes e do presidente da Abipecs, o almoço contou com o diretor de mercado interno da Abipecs, Jurandi Soares Machado; o diretor executivo da ABCS, Fabiano Coser e o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (SIPS/RS), Rogerio Kerber.

s números de participantes surpreenderam a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) que iniciou a discussão dos Projetos de Lei sobre a integração nos estados produtores de suínos. No primeiro encontro de suinocultores integrados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, realizado pela entidade em parceria com as associações estaduais durante os dias 26 e 28 de outubro, mais de 150 produtores compareceram. “Um número impressionante”, considerou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi.

integradoras, considerados fundamentais para os suinocultores que produzem sob o regime desses contratos. Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, esses encontros são importantes para que os pontos polêmicos desses projetos que regulamentam o agronegócio integrado possam ser avaliados.

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Giro ABCS

Produtor de Concórdia em Santa Catarina, cidade que concentra a maior produção de suínos do estado e também do Brasil e sede deste primeiro encontro, Claudio Rovani, acredita na legitimidade das discussões. “Para que seja possível conseguir melhores condições para a nossa produção, precisamos nos unir e trabalhar com um único objetivo e foi isso o que a ABCS nos propôs nesse encontro”, comentou. Ainda para Rovani, os contratos agroindustriais da atividade sobrecarregam o produtor e não remuneram o suficiente para que ele possa se manter na atividade.

O principal objetivo do encontro foi proporcionar aos suinocultores presentes um amplo debate sobre a atividade tanto regional, como nacionalmente. Para isso, foi realizado um levantamento dos problemas e desafios encontrados na suinocultura integrada e também apresentados os Projetos de Lei acompanhados de perto pela ABCS que tratam diretamente dos contratos de integração vertical, como o PL 8.023/2010, da Câmara dos Deputados, e o PL 330/2011, do Senado Federal, que estabelecem condições obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e agroindústrias 9


Sebrae Nacional sela parceria com mais projetos da suinocultura brasileira Material científico para o setor, registro genealógico eletrônico e adesão do estado de SP no PNDS estão entre os projetos

Ingelvac MycoFLEX® Eficácia Segurança Conveniência no controle da Pneumonia Enzoótica

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Giro ABCS

1ml Dose única

ÚNICA DOSE A

Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) em parceria com o Sebrae Nacional irá expandir o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) para São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, com o segundo maior PIB per capita da Federação e um dos maiores polos econômicos da América Latina. Em reunião realizada nesta quarta-feira (23/11), o conselho de administração do Sebrae Nacional aprovou por unanimidade a inclusão. O estado representa hoje o maior polo econômico do país e realiza apenas na capital cerca de 860 mil transações de cartão de crédito por dia, conta com 240 mil lojas, e 34 mil indústrias, além de outras cifras impressionantes quando o assunto é consumo. O estado também é polo do agronegócio brasileiro e sede de muitas empresas do setor suinícola. “Seu potencial consumidor como um todo, aliado a renda média de sua população configura São Paulo como um dos principais propulsores para a continuidade e consistência

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das ações do PNDS em âmbito nacional”, comentou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, ao receber a informação sobre a adesão. A suinocultura paulista detém ainda 120 mil matrizes em seu território e representa o quinto maior estado produtor do país. Com um plantel geral de 2.880.000 animais, São Paulo produziu em 2010 cerca de 156 mil toneladas e alcança atualmente a fatia de quase 10% do total de suínos produzidos no Brasil. “O mercado paulista em sua magnitude vem oportunizar a aplicação da metodologia do PNDS em suas mais diversas ações e dentro deste escopo impulsionar o setor de varejo e em consequência aumentar em definitivo os padrões de consumo do brasileiro elevando o Brasil a números nunca antes alcançados no consumo interno de carne suína”, ressaltou o presidente. Além da adesão ao PNDS, também recebeu a aprovação do Sebrae Nacional o Programa de Inovação Tecnológica Produtiva na Suinocultura (SUINTEC) que tem como objetivo

reestruturar o Serviço de Registro Genealógico de Suínos (SRGS), com a implantação de um sistema digital que possibilitará o acompanhamento dos suínos de reprodução por meio de chip eletrônico instalado nos brincos de identificação. “Esse é o primeiro passo para instituirmos na suinocultura brasileira o processo de rastreabilidade, que permite ao consumidor conhecer a procedência da carne suína adquirida”, explicou o diretor-executivo e médico-veterinário da ABCS, Fabiano Coser. Para complementar o Manual de Boas Práticas Agropecuárias, a entidade produzirá também um novo material cientifico e tecnológico para a suinocultura brasileira. A publicação, já aprovada pelo Sebrae Nacional, complementará os treinamentos de qualificação profissional realizados pela parceria do PNDS com o Senar Nacional e também o Suintec. A expectativa é que o material esteja disponível no segundo semestre de 2012.

BENEFÍCIOS Dose única

Menor estresse dos animais

Rápido estabelecimento da imunidade

Facilidade de aplicação

Proteção até o abate

Redução de mão de obra

Menor volume de aplicação

Otimização no manejo

Menor reação vacinal

Suporte técnico especializado

A escolha mundial de vacinas para suínos. 11


ABCS lança Manual de Boas Prática Agropecuárias na Produção de Suínos

atividade”, encerrou o presidente da ABCS. A publicação ainda será lançada dos estados do Ceará, Goiás e Espírito Santo. O manual estará disponível nas principais entidades do agronegócio, como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como as superintendências estaduais, as Federações de Agricultura e Pecuária, Embrapa Suínos e Aves e nas afiliadas da ABCS.

Divulgação do material já aconteceu em 13 estados

G

estão da propriedade rural, responsabilidade ambiental, manejo pós-parto, pré-abate, bemestar animal. A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) respondeu diversas perguntas e reuniu em uma publicação instruções de manejo para a suinocultura nacional. O Manual Brasileiro de Boas Práticas Agropecuárias na Produção de Suínos tem conteúdo inédito e já foi lançado em oito dos treze estados que sediam Associações estaduais de criadores de suínos. A publicação de 140 páginas reúne informações sobre os principais temas da suinocultura, divididos em 12 capítulos. De maneira didática o documento traz orientações sobre biosseguridade e ferramentas de controle sanitário, manejos reprodutivo, de terminação e de préabates, cuidados na alimentação, gestão ambiental, entre outros. Além do texto foram inseridas imagens diversas, para facilitar a compreensão do leitor. O trabalho é resultado de uma parceria entre a ABCS, a Embrapa Suínos e Aves, e o Ministério da Agricultura. A expectativa é de que o manual se torne uma importante ferramenta na padronização da atividade e ajude o Brasil a conquistar ainda mais respeito e espaço no mercado internacional, já que as Boas Práticas Agropecuárias constituem um dos principais instrumentos para demonstrar a gestão adequada de um estabelecimento rural, sendo pré-requisito de vários protocolos requeridos pelo mercado interno e externo. Em uma época em que os custos são elevados e não há mais espaço para gestão amadora, o documento

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Produção

pode ter papel fundamental na consolidação da cadeia produtiva em regiões que há alguns anos não eram tradicionais na produção de suínos, mas que hoje demonstram avanços significativos neste segmento. É o caso dos estados da região Nordeste, principalmente Bahia e Ceará.

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Produção

Confira os principais assuntos abordados:

Capítulo 1 Cadeia produtiva de suínos no Brasil

“Ao lançar esta publicação, a ABCS demonstra a importância das Boas Práticas também na gestão da propriedade, considerando assim todo o processo produtivo e a sustentabilidade econômica, ambiental e social da suinocultura”, ressaltou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.

Capítulo 2 Planejamento da atividade Capítulo 3 Gestão da qualidade aplicada à produção de suínos Capítulo 4 Material genético

A cada dia cresce a preocupação com a qualidade dos produtos, as práticas utilizadas para produzi-los e, acima de tudo, a conservação do meio ambiente. A atividade agrícola, a pecuária, e a produção agroindustrial exercem um papel chave nesse contexto: suas ações estão intimamente relacionadas a uma vida mais saudável, ao cuidado com os recursos naturais, e são a base de uma enorme cadeia de produção que termina na mesa do consumidor.

Capítulo 5 Biosseguridade e Ferramentas de Controle Sanitário Capítulo 6 Manejo aplicados à reprodução Capítulo 7 Manejos aplicados à maternidade Capítulo 8 Manejos aplicados à creche

Em resposta a essa demanda, as Boas Práticas Agropecuárias tornaramse uma ferramenta essencial para o produtor do século XXI e este guia fornecerá informações e recomendações simples, porém fundamentais, para ajudar o suinocultor tornar sua produção melhor, mais saudável e mais sustentável.

Capítulo 9 Manejos aplicados à recria e terminação Capítulo 10 Manejo pré-abate dos suínos Capítulo 11 Alimentação

“O nosso desejo é que esta cartilha se torne o livro de bolso do produtor, colaborando para o sucesso da sua

Capítulo 12 Gestão ambiental Foto Ilustrativa

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Novos Rumos

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Novos Rumos

nova oportunidade”, completou.

ABCS inaugura nova sede executiva em Brasília L

ideranças suinícolas das associações de criadores de suínos estaduais estiveram reunidos nesta terça-feira, 22 de novembro, em Brasília para inauguração da nova sede executiva da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). Presente no centro do poder nacional desde 2005, mas com sede estatutária ativa em Estrela no Rio Grande do Sul desde 1955, a entidade caminhou a passos largos no desenvolvimento da suinocultura e do mercado interno. O ano de 2011 marcou o desenvolvimento de atividades voltadas para a qualificação da produção brasileira e consolidou a atuação da ABCS junto aos órgãos políticos considerados decisivos para crescimento da suinocultura nacional, fortalecendo a classe. “Caminhamos em direção a uma suinocultura que atenda aos anseios e necessidades dos produtores, e a nova sede é uma conquista de cada entidade afiliada, cada liderança e simboliza nosso sentimento de união. Aqui, desejamos 14

concentrar nossas iniciativas, ampliar os espaços de discussões e, assim, contribuir para a consolidação do associativismo e o fortalecimento da suinocultura brasileira”, reiterou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em seu discurso.

Fundada a 13 de novembro de 1955, a entidade foi instituída com o objetivo de favorecer o desenvolvimento tecnológico do setor e o início das suas atividades foi marcado por um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho, quando iniciou a transformação do porco

tipo banha em carne suína, por meio da introdução de raças puras já selecionadas para produzir menos gordura e mais carne. Os primórdios da suinocultura foi relembrado pelo expresidente da ABCS e atual presidente da Associação Paulista do Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, que ressaltou a importância desse momento para todos os produtores. “A nova sede amplia as possibilidade de ação frente às dificuldades que enfrentamos. Acredito que com uma equipe maior e mais organizada será possível fazer muito mais pela suinocultura”, comentou.

Ressaltando a união das lideranças da suinocultura brasileira, Marcelo Plácido Correa, presidente da Associação Baiana de Suinocultura (ABS), abordou a importância de encontros como esse para debater as principais dificuldades e juntos planejar estratégias para a atividade.

O mesmo pensa o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador, que comentou a atuação da ABCS junto aos órgãos políticos e os reflexos desses resultados no campo. “Percebemos que o produtor tem necessidade de saber quais os encaminhamentos que a ABCS vem dando às suas reivindicações, e por

esse motivo, essa nova organização se faz tão importante” comentou o presidente gaúcho. A nova sede da ABCS está localizada no Setor de Industrias Gráficas (SIG), quadra 01 – lote 495/505. Ed. Barão do Rio Branco, sala 118 - CEP: 70.610410 - Brasília/DF. O novo telefone para contato é (61) 3961-9333.

Rubens Valentini, que esteve à frente da entidade por dois mandatos de 2005 a 2009, acredita que é o novo espaço administrativo representa a evolução da organização da suinocultura brasileira. “Instalar uma sede administrativa em Brasília há seis anos foi o primeiro grande passo para que discutíssemos junto as lideranças políticas o futuro da suinocultura, e agora temos uma 15


Mercado Interno “A sensação é de dever cumprido”,

Consumo de carne suína no Brasil atinge 15kg per capita Com 1 milhão de pessoas sensibilizadas, PNDS atinge a meta histórica 1 ano antes do prazo estabelecido.

15kg

Em mais um ano consecutivo a suinocultura brasileira teve no mercado doméstico a sua principal base de sustentação. Ao longo do ano, o brasileiro aumentou seu consumo de carne suína em mais 0,5kg per capita, crescimento que no ano passado chegou a 1kg. Por um longo período, o consumo per capita permaneceu estagnado, aumentando apenas de acordo com o crescimento da população. “Agora, o aumento é real, comenta a coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado, ressaltando que a atual força do mercado interno se comprova pelos volumes exportados de carne suína, que teve nos últimos anos valores inferiores que 2009.

14,5kg 13,7kg

13,2kg 13kg 13,3kg

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PNDS

ANTES DO 16

2009

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DEPOIS DO

assim comentou o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, após receber a informação da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) de que o aumento do consumo de carne suína no país atingiu os 15,1kg per capita, não só adiantando, mas ultrapassando a meta estabelecida pelo Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) prevista para 2012 junto ao Sebrae Nacional. Os dados foram divulgados pela Abipecs durante coletiva de imprensa, na primeira semana de dezembro, em São Paulo.

“Foi mais vantajoso à indústria colocar aqui o seu produto do que direcionálo ao mercado internacional. Este movimento é resultado da demanda interna aquecida, gerada pela melhoria de renda da população brasileira, atrelada a um real supervalorizado em relação ao dólar, o que desestimula os embarques. Mas o PNDS foi o fator preponderante para essa virada no mercado brasileiro”, explicou o diretorexecutivo da ABCS, Fabiano Coser. O maior preço da carne bovina nas gôndolas dos supermercados assustou os seus tradicionais consumidores, que migraram principalmente para os produtos suínos in natura e processados em 2010. Já neste ano, a carne bovina

permaneceu em patamares aceitáveis para o consumidor, que mesmo assim deu preferencia à carne suína. Ainda longe de ser a proteína mais consumida no País, é fato que a carne suína está mais presente na mesa do brasileiro.

“Esse cenário favorável da suinocultura brasileira não poderia ser alcançado sem a atuação do PNDS no setor”, , comentou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes. Ao longo de dois anos, o Projeto realizou mais de 280 ações, registrou aumentos de 20% a 90% nas vendas de cortes suínos. Através do trabalho realizado pelas afiliadas da ABCS, mais de 1 milhão de pessoas foram sensibilizadas por meio de informações sobre a saudabilidade da carne suína, sua importância para a saúde humana e suas diversas opções de consumo. “Esse é o resultado da sinergia que o PNDS gerou na cadeia”, afirmou o gerente da Unidade de Agronegócio do Sebrae Nacional, Enio Queijada. “A estratégia de investir

no crescimento do mercado interno é considerada pela nossa instituição um sucesso”, encerrou o gerente, destacando a mobilização entre lideranças, produtores, parceiros e entidades. Questionado quando à frente da ABCS iniciou estratégias para o desenvolvimento do mercado doméstico, em 2006, o presidente do comitê executivo do PNDS, Rubens Valentini, defende a importância do produtor se ater ao mercado. “Muitos acreditavam que nada tínhamos a ver com isso, mas não é por ai”, explica, “como suinocultor, eu desejo uma meta que traga normalização de longo prazo no mercado de suínos. Se voce vende mais animais, e há mais demanda no mercado, consequentemente haverá melhor remuneração, isso sem falar na nossa independência do mercado externo que traz mais estabilidade para a atividade”, comenta. Ainda segundo o presidente do comitê, é preciso reforçar que o conceito do Projeto vai além do aumento de consumo. “Essa é apenas a meta, por trás dela há inúmeras ações de iniciativas de relevância para a suinocultura”, conta o idealizador do PNDS.

REVISTA DA SUINOCULTURA • NOV/DEZ 2011

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Mercado interno

Nestes dois anos, o Projeto capacitou ainda cerca de 13 mil profissionais de forma direta em treinamentos de cortes, oficinas gastronômicas, palestras para médicos e em universidades. Nessa fatia de capacitações mais de 2 mil produtores do Brasil receberam

Consumo interno per capita (quilos) 16

15,06

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14,33 14

13,42

13,71

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2008

2009

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treinamento para melhoria de gestão e mão de obra, além de consultorias técnicas e de inovação realizada nas granjas. Iniciativas voltadas para a produção marcaram o ano de 2011, como o Manual de Boas Práticas Agropecuárias na Produção de Suínos, lançado em 13 estados pela ABCS com o objetivo de orientar os produtores nos padrões operacionais e gerencial das granjas, além da parceria com o Senar Nacional para a criação de sete cursos modulares para as colaboradores e gerentes de granjas, aplicados gratuitamente por meio do Senar estaduais desde outubro desse ano. “Centenas de suinocultores, empresas do setor, autoridades e lideranças acreditaram na revolução que o PNDS traria para a cadeia suinícola. Associações filiadas a ABCS, Sebraes e federações estaduais se lançaram nesse desafio. Juntos trabalharam, ousaram e hoje veem essa meta

Entrevista histórica no Brasil se concretizar”, comentou Lívia Machado. “Nossa expectativa é multiplicar os trabalhos, expandindo o número de produtores e profissionais capacitados, de ações realizadas para que no próximo ano seja possível atingir resultados ainda mais significativos”, comentou. Devido ao fechamento do mercado russo em meados de 2011 a disponibilidade de carne suína no mercado brasileiro aumentou em 6,7%. Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, informou que “o mercado doméstico foi o responsável pela absorção do aumento de 180 mil toneladas que ocorreu na produção de suínos em 2011. Em 2012 teremos um aumento na exportação, mas o mercado interno continuará sendo o grande mercado para a carne suína”. A entidade divulgou ainda números sobre crescimento da produção e abate. “Neste ano a produção de carne suína apresentou aumento de 4,9% em relação 2010 – passando

3,24 milhões de toneladas para 3,5 milhões. Já o abate de suínos teve ampliação de 5,5%, saltando de 34,3 milhões de cabeças para 36,2 milhões”, informou o diretor de mercado interno da Abipecs, Jurandi Machado. Ainda segundo o diretor, o mercado interno absorveu 84,7% da oferta neste ano, valor 1,7% maior que em 2012. “O consumidor brasileira levou para casa a carne suína excedente do embargo e do aumento da produção de suínos”, informou Jurandi.

REVISTA DA SUINOCULTURA • NOV/DEZ 2011

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Mercado Interno

Diante da adesão do estado de São Paulo ao PNDS e a expectativa de sensibilizar mais de 4 milhões de pessoas nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e São José dos Campos, os parceiros do Projeto se reunirão para discutir a nova meta de consumo. “Nossa perspectiva é avançarmos ainda mais nos próximos anos, já que até 2013 temos ações confirmadas para o aumento de consumo”, encerrou o presidente da ABCS.

O PNDS em Números • 122 municípios atendidos • 367 ações • 13.350 pessoas capacitadas • 1 milhão de pessoas sensibilizadas • 2 kg de aumento no consumo

Raio-X do mercado brasileiro suinícola em 2011 • Aumento de 4,9% na produção de carne suína • Absorção de 180 mil toneladas pelo mercado interno • Abate de suínos ampliou em 5,5% • Mercado doméstico consumiu 84,7%, valor 1,7% maior que em 2010. • Disponibilidade interna aumentou em 6,7%.

O panorama das exportações • O país exportou 479,484 toneladas até novembro • Estimativa é exportar 520 mil toneladas, abaixo das 540 mil toneladas embarcadas em 2010 • Para a Rússia somaram apenas 2.835 toneladas, queda de 44,5%. • Receita gerada foi é de US$ 130,61 milhões de dólares, 13,45% maior que 2010. 18

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Produtor,

PNDS inicia em São Paulo a partir de 2012 Ações para aumento do consumo da carne suína no estado acontecerão em quatro cidades e têm como meta sensibilizar mais de 4 milhões de pessoas

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o dia 05 de dezembro foi oficializado o lançamento do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) no estado de São Paulo, durante a Reunião da Câmara Setorial de Carne Suína, na Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, em Campinas/SP. As atividades, que iniciam em janeiro de 2012 e se encerram ao final de 2013, tem como parceiros a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), o Sebrae/SP, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP). Atualmente, o estado representa o maior polo econômico do país e realiza apenas na capital cerca de 860 mil transações de cartão de crédito por dia, conta com 240 mil lojas, e 34 mil indústrias, além de outras cifras impressionantes quando o assunto é consumo. O estado também é polo do agronegócio brasileiro e sede de

muitas empresas do setor suinícola. “Seu potencial consumidor como um todo, aliado a renda média de sua população configura São Paulo como um dos principais incentivos e propulsores para a continuidade e consistência das ações do PNDS em âmbito nacional”, comentou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, ao receber a informação sobre a adesão. A suinocultura paulista detém ainda 120 mil matrizes em seu território e representa o quinto maior estado produtor do país. Com um plantel geral de 2.880.000, São Paulo produziu em 2010 cerca de 156 mil toneladas e alcança atualmente a fatia de quase 10% do total de suínos produzidos no Brasil. A expectativa da coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado, é sensibilizar mais de 4 milhões de pessoas nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e São José dos Campos. “O objetivo final do

AM

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contra a micoplasmose suína,

Projeto em São Paulo, que acontece até 2013, é aumentar 5% de carne suína produzida no estado e ampliar as vendas em 15%”, comenta, ressaltando a importância de incluir ao PNDS o maior polo econômico do país. O presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, se mostrou otimista com as perspectivas de resultados que o Projeto pode trazer para o aumento do consumo. “O valor de R$ 2 milhões em investimentos representam a força do nosso estado em volume de consumo, mas também a responsabilidade que assumimos”, disse o presidente, ressaltando que no primeiro momento os objetivos são o fortalecimento industrial e varejista. “Nossa participação será ativa com grande presença dos produtores paulistas e também das agroindústrias, quatro já firmam parceria para as ações no ano que vem” comentou.

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Em 2012

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L.BR. AH.2011-10 -19.0144

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Consulte sempre um Médico Veterinário

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De olho no futuro

Agenda Parlamentar da Suinocultura 2012 é apresentada a lideranças políticas Documento destaca prioridades para o próximo ano e orienta pauta de parlamentares

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um encontro que reuniu na última terça-feira, 22 de novembro, mais de 70 participantes entres líderes políticos e também representantes de todas as associações estaduais de suinocultura, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) apresentou a agenda parlamentar da suinocultura para 2012, cujo objetivo é aprofundar a discussão sobre as necessidades na suinocultura. Em seu primeiro ano, a agenda priorizará o debate dos projetos de lei que vigoram na Câmara dos Deputados e também no Senado Federal. Objetivo da Agenda Parlamentar é acompanhar

e incentivar a criação de Projetos de Lei que beneficiem a suinocultura brasileira, por isso a entidade tem realizado encontros semanais com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com a finalidade de estimular a ampliação de políticas públicas para o desenvolvimento da atividade em âmbito nacional. Entre Deputados Federais, estiveram presentes no encontro Alfredo Kaefer (PSDB/PR), César Colnago (PSDB/ES), Edison Brum (PSDB/RS), Jerônimo Goergen (PP/RS), Lelo Coimbra (PMDB/ ES), Márcio Macedo (PT/SE), Moreira

Mendes (PPS/RO) e Valdir Colatto (PMDB/SC). Também compareceram na apresentação da agenda parlamentar da suinocultura o Secretário de Desenvolvimento e Cooperativismo do MAPA, Erickson Chandoha; o Diretor da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, Fábio Meirelles; além dos presidentes das Federações da Agricultura estaduais, Edson Gross (RS), Flávio Saboya (CE) e Renato Simplício (DF). O encontrou contou ainda com a presença do Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional, Roberto Simões; do ChefeGeral da Embrapa Aves e Suínos, Dirceu

Talamini e do Secretário Executivo do Senar, Daniel Carrara. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a representatividade foi o ponto alto da apresentação da Agenda Parlamentar. “Reunimos importantes autoridades nesse encontro, o que reflete a importância da suinocultura para o agronegócio brasileiro e confirma a forte atuação da entidade em prol da atividade”, comentou. Ainda para o presidente a Agenda Parlamentar é um recurso importante para “nos auxiliar na gestão dos projetos voltados à atividade e garantir uma melhor representatividade para o produtor”. No encontro, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – maior bancada do Congresso Nacional –, o Deputado Moreira Mendes, reforçou o apoio a suinocultura e destacou as atividades parlamentares desenvolvidas no intuito de fortalecer o produtor. “Nossa Frente é considerada uma

das mais influentes nas discussões, articulações e negociações de políticas públicas no âmbito do Poder Legislativo e faremos diferença para o suinocultor brasileiro”, destacou. Já o Deputado Jerônimo Goergen, autor da emenda do plano plurianual 0029/2011 que tem como objetivo reestruturar, implementar e coordenar o sistema unificado de atenção à sanidade agropecuária e também relator projeto de lei, nº 7.416/2010, que trata da inclusão da carne suína na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), destacou a iniciativa da ABCS em buscar junto aos Deputados melhores condições para a suinocultura. “Estamos trabalhando para conseguir junto a Conab maior liberação de milho e também a inclusão da carne suína na política de preços mínimos, garantido maior estabilidade para a cadeia”, comentou. Também

foram

apresentados

os

resultados preliminares do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) que acontece em 09 estados e tem como meta o aumento de consumo de carne suína em 2kg per capita até 2012. Atualmente, o Projeto já capacitou 12.879 pessoas, realizou 285 ações, sensibilizou cerca de 1 milhão de pessoas e já atingiu 1,5kg de aumento em apenas dois anos. O Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional – empresa parceira do PNDS –, Roberto Simões, reafirmou a importância do Projeto para o Sebrae. “Somos parceiros de bons projetos, de ações que são resultado, por isso, o PNDS ganhou espaço reconhecido dentro do Sebrae. Estou certo de que precisamos fazer o que for possível para aumentar o desenvolvimento da atividade e isto se faz com mais inovação, com educação e capacitação, sobretudo agora que nos vemos diante de grandes crises que trazem desafios e oportunidades”, encerrou.

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De olho no futuro

Confira abaixo os cinco grandes projetos estão sendo assistidos pela entidade:

• Projeto de Lei, nº 8.023/2010, de autoria da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, onde dispõe sobre a Integração Vertical na agropecuária e estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e agroindústrias integradoras. • Projeto de Lei do Senado, nº 330/2011, de autoria da Senadora Ana Amélia, que trata da Integração Vertical na agropecuária. Esses dispositivos têm como objetivo regular e normatizar a relação entre produtores integrados e agroindústrias. A aprovação desse PLS, assim como do PL 8.023/2010, trará benefícios para toda a cadeia produtiva, aumentando a eficiência das relações contratuais e promovendo ainda mais o Brasil como referência na suinocultura mundial. • Projeto de Lei, nº 7.416/2010, de autoria do Senador Valdir Raupp, que trata da inclusão da carne suína na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), evitando, assim, que a volatilidade do preço dos insumos possa inviabilizar a produção de suínos (como o milho, por exemplo, que saiu de R$15,00/saca 60kg para R$32,00/saca 60kg em algumas regiões do País). • Projeto de Lei, nº 5.194/2005, de autoria do Deputado Ronaldo Caiado, que determina que frigoríficos com registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) informem, diariamente, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento os preços, quantidades e outras características dos bovinos adquiridos para abate, também é objeto de interesse da suinocultura brasileira, no sentido de que seja proposto um mecanismo similar para o abate de suínos e, assim, favorecer a transparência e evitar a especulação na formação de preços. • Emenda do Plano Plurianual 0029/2011, implantação de centro de inteligência e formação em defesa agropecuária. Tem como objetivo reestruturar, implementar e coordenar o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária – SUASA – e aperfeiçoar e modernizar os processo operacionais da defesa agropecuária para ampliar o alcance e a abrangência dos seus serviços em todo o território nacional. 22

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RESULTADOS PNDS A seguir os passos de cada estado na meta do aumento de consumo da carne suína

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PNDS em Ação

CEARÁ • Sensibilizações: 31.655 • Capacitações: 557 • Ações: 26 • Municípios: 9

DIST. FEDERAL • Sensibilizações: 12.549 • Capacitações: 625 • Ações: 26 • Municípios: 3

BAHIA • Sensibilizações: 50.515 • Capacitações: 1.002 • Ações: 45 • Municípios: 22

GOIÁS • Sensibilizações: 86.961 • Capacitações: 1.952 • Ações: 39 • Municípios: 9

ESPÍRITO SANTO SANTA CATARINA • Sensibilizações: 3.205 • Capacitações: 783 • Ações: 21 • Municípios: 13

MINAS GERAIS

• Sensibilizações: 3.789 • Capacitações: 989 • Ações: 23 • Municípios: 8

• Sensibilizações: 38.075 • Capacitações: 975 • Ações: 36 • Municípios: 14

RIO GRANDE DO SUL • Sensibilizações: 48.608 • Capacitações: 2.030 • Ações: 23 • Municípios: 11 24

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Santa Catarina

Ciclo de palestras sobre a carne suína reúne mais de 600 profissionais

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Santa Catarina

Depois de visitar cinco cidades do estado, PNDS encerra ciclo de palestras

PNDS oferece curso de Boas Práticas de Fabricação a agroindústrias de SC Após realizar diagnóstico em 54 indústrias, o PNDS realiza cursos de Boas Práticas de Fabricação em 16 frigoríficos de Santa Catarina

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Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), junto da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS) e do Sebrae/SC, realizaram durante os meses de agosto e outubro deste ano, um ciclo de palestras sobre a carne suína no estado de Santa Catarina. A ação, que foi itinerante nas cidades de Blumenau, Concórdia, Itajaí, Joinville e Palhoça, capacitou mais de 500 alunos dos cursos de nutrição das universidades municipais participantes. Ao todo, foram realizadas seis palestras, que abordaram aspectos nutricionais relativos à carne suína, seus benefícios para a saúde humana, bem como a importância de uma boa apresentação, além dos novos modelos de apresentação do produto e argumentos que comprovam sua fácil digestão e consumo mostrando, sobretudo, que a carne suína é parceira de um cardápio saudável. O projeto foi realizado nas principais universidades federais do estado e contou com as informações da nutricionista e palestrante, Bianca Antonini, que lecionou todo o ciclo de palestras. “A formatação do ‘Ciclo 26

de Palestras’ que desenvolvemos este ano em Santa Catarina e o número de atendimentos que a ação gerou com certeza é um modelo de sucesso que deve ser replicado para outros estados e reforça o objetivo do PNDS de aumentar o consumo sempre atrelado à geração de informação e conhecimento”, pontuou a gestora executiva do PNDS, Anny Almeida. “Levar às universidades a discussão sobre os aspectos nutricionais com o foco nos novos cortes e a composição da carne suína produzida hoje fomenta a formação de multiplicadores de opinião e disseminadores do conceito macro do Projeto, que é a versatilidade e saudabilidade da carne suína”, concluiu.

esta aberta para aprender e aderir novos comportamentos alimentares”, ressaltou. Para o ano que vem, a ACCS junto do Sebrae/SC planejam manter essas ações no plano de trabalho do estado, visando alcançar novas cidades e universidades de Santa Catarina.

Segundo o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, os resultados da ação foram positivos e estimulantes. “Estamos trabalhando focados em alcançar, cada vez mais, um número maior de pessoas que se tornem apreciadoras da carne suína e, além disso, que possam divulgar e formar boas opiniões sobre a proteína”, reforçou o presidente. “Esta ação provou que a população catarinense

Itajaí • Universidade do Vale do Itajaí (Univali)

Abaixo as Universidades participaram dessa ação:

que

Blumenau • Universidade Regional de Blumenau (FURB) • Faculdade Metropolitana de Blumenau (Uniasselvi/FAMEBLU) Concórdia • Universidade do Contestado (UNC)

Joinville • Associação Educacional Luterana Bom Jesus (Ielusc) Palhoça • Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)

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ais uma ação do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) gera bons frutos em Santa Catarina. Em 2010, o PNDS, por meio da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) e o Sebrae/SC, realizaram um estudo com 54 agroindústrias com o objetivo de obter um panorama sobre a área produtiva, as instalações e, principalmente, o mercado na região. O diagnóstico deste estudo resultou na consultoria tecnológica em Boas Práticas de Fabricação (BPF) que será oferecido a 16 frigoríficos nos municípios de São Miguel do Oeste, Braço do Norte e Pomerode nos meses de outubro, novembro e dezembro deste ano. A ação é direcionada para o segmento de industrialização previsto no plano de trabalho de Santa Catarina dentro do PNDS e visa auxiliar o aprimoramento da produção nas agroindústrias e, consequentemente, alavancar o consumo da carne suína. A consultoria, que será realizada pelo SENAI/SC, tem como objetivo solucionar questões relacionadas às necessidades de melhorias no

processo produtivo, treinamento dos funcionários na manipulação de alimentos e higienização na indústria, assim como, adequar os seus produtos as exigências do mercado/legislação e melhorar a qualidade de seus produto e serviços. A consultoria também tratará de questões ligadas às necessidades de investimentos nas plantas industriais e nos equipamentos. Estima-se que mais de oito áreas no processo de produção serão beneficiadas pelo projeto. Para o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, o produto que passa por este processo de qualidade transmite credibilidade ao consumidor. “É importante as indústrias participarem das Boas Práticas de Fabricação por que é um diferencial que traz confiança ao consumidor. Por conhecer a marca de grandes empresas, o consumidor tem segurança em adquirir os seus produtos, e as industrias que ainda não são consolidadas no mercado, enfrentam a desconfiança e a insegurança dos consumidores”, destaca. Gilson Alberto dos Santos, coordenador de projetos de agronegócios do

Sebrae/SC, afirma que o objetivo da instituição é que “estas empresas tenham uma melhoria no seu processo produtivo”. O coordenador ressalta que as boas práticas de fabricação devem ser observadas nas diferentes áreas da empresa, como os aspectos de higiene, processo produtivo, melhorias nos equipamentos e, até mesmo, nos relacionamentos dos funcionários. “As boas práticas melhoram o desempenho nas diversas áreas de produção, pois organizam e orientam vários tipos de procedimentos que agilizam e qualificam. Trabalhar os pontos fracos e aprimorar os pontos fortes no processo produtivo reflete positivamente em todas as áreas da empresa, desde a área produtiva até a convivência com os funcionários”, revelou. De janeiro até o início do mês outubro, Santa Catarina recebeu 11 ações, entre feiras, palestras, cursos e consultorias, nos municípios de Florianópolis, Xaxim, Blumenau, Itajaí, Palhoça, Braço do Norte e Joinville. Estima-se que mais de seis mil pessoas foram beneficiadas com estas ações.

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Rio Grande do Sul

Campanha estimula consumo da carne Suína no Ceará

PNDS realizou campanhas de degustação para os clientes dos estabelecimentos da Rede Unisuper na cidades de Canoas, Gravataí e Ivoti

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o segundo ano consecutivo de ações, o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), no Rio Grande do Sul, atingiu um dos maiores índices de aumento de vendas em supermercado. A campanha “Um Novo Olhar” realizada em novembro pela Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) em parceria com o Sebrae/RS aconteceu em quatro supermercados da Rede Unisuper nas cidades de Canoas, Ivoti e Gravataí e apresentou resultados expressivos se comparado ao mesmo período do ano em 2010.

Um Novo Olhar Sobre a Carne Suína”. Esta é a denominação da campanha lançada em Fortaleza/CE em duas grandes redes de hipermercado: Extra e Pão de Açúcar, onde consumidores poderão encontrar mais de 30 diferentes cortes nas gôndolas de carne suína. A ação faz parte do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) em parceria com a Associação dos Suinocultores do Ceará (ASCE) e o Sebrae/CE e tem como objetivo modificar os conceitos diversos em relação ao consumo e oferta de carne suína na região. A campanha que começou na última semana de outubro estará nas redes até dezembro apresentando novos cortes aos consumidores. “Ações como essa são de fundamental importância para a divulgação carne suína, pois consumidor experimenta a carne e em seguida tem a opção de adquirila nas gôndolas o que já é um grande passo para que esse produto torne-se parte do cotidiano” explicou a gerente executiva da ASCE, Paula Braga. Segundo o chefe da seção de carnes e aves do Extra Iguatemi, Carlos Rocha, a expectativa do supermercado é

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Supermercados gaúchos aumentam em até 73% suas vendas de carne suína

grande quanto ao aumento de vendas. “A campanha foi muito oportuna, pois com a alta da carne vermelha o consumidor abriu os olhos para as outras proteínas, e com a ação de desmistificação e degustação, os clientes se renderam a carne suína”, comentou o chefe, reforçando que a rede pretende repetir a campanha em outras unidades da região. Antes da ação, gerentes e açougueiros receberam o treinamento para aprimoramento e inserção de novos cortes da carne suína, além dos procedimentos corretos para realizar o porcionamento da carcaça suína, evitando o desperdício e aumentando a lucratividade na desossa. “Profissionais foram capacitados no treinamento, entre eles muito funcionários de outras lojas, isso facilita a inserção dos cortes e, consequentemente, o aumento de consumo”, comentou a gerente. Já estão disponíveis para compra mais de 30 diferentes cortes nas gôndolas do supermercado e durante 40 dias o consumidor poderá degustar os mais variados tipos de carne suína e ainda levar receitas com informações nutricionais sobre

esta carne tão rica em proteínas. “A melhor forma de fazermos com que a população conheça a saudabilidade e as propriedades nutricionais deste alimento, é através da divulgação dos cortes possíveis e do incentivo ao consumo”, ressaltou o presidente da ASCE, Paulo Helder Braga. “Precisamos disseminar esse formato de ação junto a parceiros de relevância no varejo para alcance de nossas metas”, diz a coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado “No Nordeste temos mais de 50 milhões de consumidores e essa primeira campanha na região por meio da ASCE é de grande expectativa tanto para os parceiros como o Grupo Pão de Açúcar, quanto para o aumento do consumo de carne suína” completa a coordenadora. Como parte de um conjunto de ações PNDS na cidade, acontecem não só a comercialização de novos cortes suínos, mas também treinamento de profissionais de supermercados, e palestras para médicos sobre aos valores nutricionais da carne suína e sua importância na dieta humana.

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Ceará

O estabelecimento que atingiu o mais alto índice de vendas no estado foi o supermercado Viezzer, na cidade de Canoas, com aumento de 73% nos cortes de carne suína. Em 2010 foram vendidos 1.501 kg de carne suína, enquanto que neste ano, no mesmo período, com a realização da campanha, alcançouse a marca de 2.599kg comercializados. Atualmente o supermercado já disponibiliza mais de 15 cortes diferenciados de carne suína, com sua maioria sendo produzidos a partir de cortes conhecidos como a costela suína, lombo suíno, pernil e paleta. No supermercado Kern, localizado na cidade de Ivoti, na região metropolitana de Porto Alegre, o aumento nas vendas foi de 58%, equivalente a 1,7 toneladas de carne suína a mais que no mesmo período do ano passado e na cidade Canoas que também realizou a campanha, o supermercado Formenton ampliou as vendas em 42%, comercializando 3.229kg de carne suína. Já na cidade de Gravataí, no supermercado Busato, durante o mês da campanha foram vendidos 986kg de carne suína, não sendo possível a comparação com o ano passado, já que o estabelecimento foi recém-inaugurado. Os resultados obtidos pelos supermercados são efeitos do treinamento de capacitação dos profissionais do açougue da rede. Realizado ainda em outubro, o curso de cortes suínos foi ministrado pelo mestre açougueiro e consultor especializado do PNDS, Daniel Furtado, que ensinou aos profissionais de açougue, além dos gerentes gerais das lojas, como retirar cerca de 40 cortes diferenciados da carcaça suína. Para o presidente da entidade, Valdecir Folador, a exposição dos cortes nas gôndolas e o espaço com displays onde as promotoras prepararam pratos à base de carne suína e ofereceram ao consumidor, fez a diferença para atingir resultados tão grandiosos. “Com pessoal preparado para explicar as qualidades nutricionais do produto, excluindo mitos, preconceitos e inverdades que ainda cercam a carne suína, temos grande possibilidades de continuar aumentando o volume de carne suína comercializado nesses estabelecimentos”, encerrou. 29


Minas Gerais

Programa Sebrae de Qualidade Total Rural capacita suinocultores mineiros

PNDS revitaliza marca e embalagens de frigorífico em MG

O programa tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e a renda

Consultoria em embalagens, realizada em frigorífico de Minas Gerais, busca ampliar o consumo de produtos suínos no estado

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ais de 25 produtores da Associação dos Suinocultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Astap) e da Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) encerraram o Programa Sebrae de Gestão da Qualidade Total Rural (QTRural) que permite aos empresários do setor agropecuário entender e praticar os princípios e fundamentos da qualidade no gerenciamento dos negócios, com o objetivo melhorar a qualidade de vida e a renda das pessoas que trabalham na empresa rural, alcançando excelência em produtos e serviços, utilizando o gerenciamento ou gestão pela qualidade. A ação que faz parte das atividades do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) em Minas Gerais, foi realizada em parceria com a Cooperativa de Suinocultores e o Sebrae/MG, com coordenação da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg).

O curso, que teve início em novembro de 2010, foi realizado em 79 horas de treinamento e 23 horas de consultoria por propriedade rural e encerrou neste mês de outubro. O primeiro tema abordado foi a “A Conquista da Qualidade”, composto de instrutória teórica e visita de acompanhamento. Já a outras três etapas: “D´Olho na Qualidade Rural”; “Melhorias de Processos” e “Compromisso com o Futuro”, buscaram otimizar os recursos, melhorar o bem-estar físico, mental e social de todos, respeitando a relação com o meio ambiente, além de elaborar um planejamento do desenvolvimento de competências da propriedade, bem como montar um plano de ação com critério de seleção e avaliação de desempenho dos fornecedores. O proprietário da Fazenda 5 Estrelas, Ricardo Bartholo, diz ter sido surpreendido pela qualidade

do treinamento. “Esperava uma capacitação voltada somente para a organização da granja, mas aprendemos técnicas diretas para o gerenciamento de dados trazendo mais confiabilidade para os números que atingimos aqui, por isso, tenho certeza que a suinocultura mineira fica à frente estando em posse dessas informações”, comentou. Para José Lúcio dos Santos, da Granja Piglândia, as ferramentas trouxeram para a granja organização e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, além de proporcionar “uma gestão mais focada em planejamento e avaliação periódica dos resultados”, disse.

E

studos de marketing indicam que a embalagem é um dos elementos decisivos para o cliente na hora de comprar algum produto, claro que aliado a outras características, como a qualidade, boa apresentação e, no caso das carnes, a excelente aparência e saúde. Visando suprir essa necessidade do mercado atual, o Sebrae/MG, por meio do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), junto da Associação dos Suinocultores do Estado (Asemg) e Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) desenvolveram a primeira consultoria em embalagens e marcas no estado de Minas Gerais via projeto. A ação aconteceu no município de Ponte Nova – localizado a 190Km da capital Belo Horizonte, na sede do Frigorífico Saudali. A consultoria está sendo realizada pela agencia paulista Companhia Brasileira de Marketing (Cobram), que está redesenhando mais de 170 embalagens do Frigorífico Saudali – o maior frigorífico que abate e processa produtos suínos no estado de Minas Gerais. A ação ajudou a empresa a definir o novo posicionamento da sua marca e recriou novas embalagens em cinco linhas de seus produtos:

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embutidos, defumados, temperados, salgados e in natura. O enfoque central da consultoria está sendo a padronização das embalagens e a inovação em sua apresentação nas gôndolas dos supermercados. De acordo com Weber Vaz de Melo, diretor comercial do Saudali, essa iniciativa foi essencial, pois auxiliou na criação de uma identidade nos produtos oferecidos pelo frigorífico, que ajudará o consumidor a associar a marca ao termo qualidade. “O Saudali está consolidado há 11 anos no mercado e todos os nossos produtos sempre foram oferecidos com embalagens criadas internamente. Weber Vaz de Melo, diretor comercial, disse que a revitalização da marca já estava prevista, mas sem data para acontecer. “O PNDS deu um alavancada nesta ideia, que até então, não tinha data para ser executada. Com a chegada do PNDS colocamos isso em prática e recebemos o empurrão que faltava. Tínhamos um planejamento em médio prazo e com a chegada do PNDS tudo aconteceu bem mais rápido”, afirma. Atualmente, o Saudali é

“o maior frigorífico de Minas Gerais em abate e processamento de suínos.”

Em números, a empresa abate entre 1.400 a 1.500 suínos/dia, com projeção de 2700 toneladas de produtos por mês. Com a adesão deste novo projeto, a empresa pretende ampliar os negócios, passando a abater cerca de 2 mil animais por dia.

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Minas Gerais

“Com a maior produção, pretende-se atuar em novos mercados.” “Só este ano, lançamos 15 novos produtos e o nosso foco agora é marcar presença na preferência do consumidor”, argumentou Weber Vaz. Com todo esse sucesso o Saudali não pretende parar de inovar e afirma que tem planos futuros para novos lançamentos, incentivando o preparo da carne suína de maneiras diferenciadas. Para a coordenadora do PNDS, Lívia Machado, a ação está ligada diretamente ao objetivo do Projeto que é o aumento de 2kg per capita no consumo de carne suína. “Com essa padronização de embalagens dos cortes, despertaremos o interesse do consumidor no ponto de venda e reforçaremos o aumento efetivo de consumo. Somos parceiros das indústrias nesse sentido”, reforça a coordenadora.

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PNDS comemora resultados do 3º Festival Sabor Suíno em Brasília

PNDS inicia treinamento inédito na produção de suínos no Distrito Federal

Durante os 18 dias de festival foram vendidos aproximadamente dois mil pratos, gerando receita direta de R$ 60 mil

O curso de Qualificação Profissional em Suinocultura é direcionado aos profissionais do setor e abrange as principais fases de produção das granjas suínas

acordo com a proprietária, apesar do restaurante já oferecer receitas com carne suína, como é o caso do tipicamente francês Cassoulet, que utiliza o lombo e a linguiça suína em seus ingredientes, o prato oferecido no festival continua no cardápio da casa e tem agradado bastante os clientes.

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ntre os dias 13 e 30 de setembro, a cidade de Brasília recebeu o 3º Festival Sabor Suíno, uma realização do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), em parceria entre a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação e Sindicato dos Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSUIN & SINDISUÍNOS), Sebrae/DF e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/DF). O festival, que contou com a participação de 44 renomados restaurantes da cidade, apresentou receitas desenvolvidas especialmente para o evento que levaram como ingredientes picanha, alcatra, lombo, prime rib e filé mignon suíno, entre outras variedades, com os preços promocionais de R$ 24,90 e R$ 34,90. Durante os 18 dias de festival foram vendidos aproximadamente dois mil pratos, gerando uma receita direta no valor total bruto estimado em R$ 60 mil para os estabelecimentos participantes. Entre os pratos mais 32

Distrito Federal

procurados do festival estão o Roulé de Porc Recheado ao Perfume de Anis, do restaurante Cadê Tereza, com 165 pratos consumidos; o Prime Rib no País das Maravilhas, da casa Alice Brasserie, com 126 pratos; e o Lombo ao molho de vinho do Porto, do Bierfass Restaurante, com 94 pratos vendidos. Participando do festival pela segunda vez, o restaurante Alice Brasserie criou para o festival o prato Prime Rib no País das Maravilhas, costela cercada de carne macia e grelhada, regada com molho agridoce de gengibre e anizestrelado e acompanhado de purê de banana e farofa crocante de pão. Para Alice Mesquita de Castro, chef de cozinha e proprietária do restaurante, o público brasiliense aprecia a carne suína. “Acho muito interessante participar deste festival, onde trabalhamos e divulgamos produtos de boa qualidade. Percebemos que os clientes de Brasília apreciaram muito a composição que oferecemos com o Prime Rib suíno. Eu, como boa mineira, sempre tive a carne suína como prato habitual na família”, revelou. De

De acordo com Jaime Recena, presidente da Abrasel/DF, o festival apresenta novas possibilidades de carnes e cortes aos consumidores brasilienses. “O Festival Sabor Suíno mostra aos consumidores mais uma opção de carne que tem tudo para cair no gosto popular. Além de ser saborosa, a carne suína também oferece cortes especiais e diferenciados, com preços atrativos aos consumidores”, destacou. Jaime Recena citou ainda, que o festival além de movimentar o mercado gastronômico é importante para o turismo da cidade. “Um festival gastronômico é sempre de extrema importância, não apenas para os restaurantes e o comércio, mas, principalmente, para o turismo local, por que mostra que o mercado está aquecido e preparado para atender futuras demandas”, concluiu. O presidente da DFSUIN, Alexandre Cenci, diz que a parceria realizada para promover o festival gera benefícios a todas as suas áreas de atuação. “Todos os envolvidos no festival saem ganhando com essa parceria, desde as entidades organizadoras até os restaurantes participantes, sem falar no objetivo do festival, que é incentivar os consumidores a apreciarem e saborearem a carne suína, que é considerada extremamente saudável, saborosa e versátil”, lembrou. Nesta 3º edição do festival foram distribuídos cerca de 17 mil guias Sabor Suíno 2011 em restaurantes e estabelecimentos comerciais de Brasília.

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primorar a qualidade na produção é um dos princípios básicos para o desenvolvimento do setor e, para isso, é preciso ter profissionais cada vez mais preparados. Com esse objetivo o Distrito Federal iniciou a primeira capacitação voltada para colaboradores e gerentes de granja, num Programa desenvolvido pelo Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) em uma parceria inédita para o setor com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), denominado Qualificação Profissional em Suinocultura. A estreia do treinamento aconteceu no dia 19 de outubro, com a coordenação da Associação de Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSUIN) e lecionado por instrutores do SENAR/DF. O primeiro módulo “Manutenção da Granja Suína” –obrigatório no curso – contou com 15 funcionários das granjas Miunça e Umburana na Cooperativa de Produtores Agrícolas do DF (PADF), localizadas na cidade do Paranoá, a 71 km de Brasília. No dia 23 de novembro acontece o módulo “Manejo de Terminação” e nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, “Manejo de Creche”, encerrando o treinamento neste ano. Direcionado aos profissionais da suinocultura, como gerentes e colaboradores de granjas de suínos, o curso de Qualificação Profissional em Suinocultura tem material didático e conteúdo programático elaborado pela Integrall

Consultoria e dividido em 6 módulos. O treinamento tem como objetivo gerar informações de unificação e melhoria nos processos produtivos e padronização na produção, melhorando a eficiência dos trabalhos e dos índices zootécnicos e econômicos produtivos. De acordo com o médico veterinário e instrutor do Senar/DF, Aldair Marques de Carvalho, o curso ensina as principais fases de produção das granjas suínas dividido por módulos, o que facilita a transmissão de informação. “Por ser dividido em módulos, podemos ser mais específicos ao abordarmos um tema. Temos a possibilidade de concentrar informações mais detalhadas e estuda-las mais profundamente”, revelou. No primeiro módulo, os alunos recebem informações novas, o que gera um interesse contínuo dos participantes.

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Distrito Federal

Para o presidente da DFSUIN, Alexandre Cenci, o curso de qualificação profissional ensina os novos funcionários e ‘recicla’ os profissionais que já possuem uma carreira no mercado. “As informações se atualizam muito rápido e o mercado sofre constantes mudanças, por isso é importante o profissional buscar conhecimentos novos na sua área, para acompanhar o crescimento do mercado”, salientou.

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Bahia

Copa de 2014 gera expectativas no mercado da suinocultura Feira do Empreendedor 2011 apresenta, para mais de 30 mil pessoas, as principais oportunidades de negócios para o mercado na Copa de 2014

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mundo dos negócios brasileiro está de olho nas oportunidades que a Copa de 2014 trará para o Brasil nos próximos anos. Sendo a proteína mais consumida no mundo, a carne suína não poderia ficar de fora e se adiantou para marcar mais um gol à mesa do brasileiro. Visando essa oportunidade imperdível, os Sebraes Estaduais realizam entre os dias 4 e 9 de outubro, no Distrito Federal e na Bahia, a Feira do Empreendedor 2011, que trouxe como tema principal as oportunidades de negócio para a Copa de 2014. Mais de 30 mil pessoas participaram dos eventos. No Distrito Federal, o evento contou com a participação da Associação e Sindicato dos Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSuin & Sindisuínos) e o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE/ DF). No estado da Bahia, quem esteve presente foi a Associação Baiana de Suinocultores (ABS) com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Bahia (Senar/BA). Para Francisco Benjamim Filho, zootecnista e gerente de programas do Senar/BA, “a Feira do Empreendedor foi algo único para aqueles que queriam iniciar ou melhorar um empreendimento de médio e pequeno porte. Lá tivemos a oportunidade de ver jovens empreendedores checando se a sua ideia inicial de montar o 34

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Bahia

seu próprio negócio era realmente algo sustentável e promissor”, disse. De acordo com o gerente, o objetivo do Senar é o sucesso dos empreendimentos rurais. O presidente da ABS, Marcelo Plácido, acredita que a região nordeste já possui um perfil empreendedor e tem todos os critérios para se desenvolver profissionalmente. “Nossa região já esta acostumada a receber o público estrangeiro. Muitos dos nossos turistas são de fora do país, inclusive, são esses turistas os principais consumidores da carne suína em nossa região. Este evento, integrado as demais ações realizadas na Bahia, concretizam todos os nossos projetos no estado”, destacou. Deste o início do ano, a ABS desenvolveu mais de 15 ações em dois municípios baianos: Feira de Santana e Salvador e, até o mês de dezembro, serão realizadas novas atividades em parceria com Associação Baiana de Supermercados (Abase) e também a participação na Feira Nacional Agropecuária (Fenagro). A ABS também realizará uma missão técnica e iniciará um planejamento estratégico para 2012. Realizada a cada dois anos pelo Sebrae, a Feira do Empreendedor é o evento mais importante para difundir a cultura do empreendedorismo e promover a geração de negócios no país. No stand desenvolvido pela DFSuin em parceria

com a FAPE/DF, o público teve acesso a demonstrações dos mais diversos cortes da carne suína, como prime rib, picanha, alcatra, filé mignon. Além disso, o que também chamou a atenção dos visitantes foi o caráter versátil do produto. Por meio dos manuais de cortes, cartilhas de receitas para churrasco, restaurantes, refeições coletivas foi possível mostrar o quão a carne suína está apta a atender aos mais diversos paladares e necessidades do consumidor. Para o presidente da DFSuin, Alexandre Cenci, ações como essa apenas comprovam o potencial da atividade, que ainda tem muito a evoluir, mas que já mostra sinais de um futuro promissor. “O brasileiro, cada dia mais, está se rendendo aos benefícios da carne suína, o consumo doméstico está em ascensão e é muito importante que tenhamos oportunidades como essa para estimular ainda mais a demanda interna”, ressaltou Cenci. A gestora do projeto de suinocultura do SEBRAE/ DF, Patrícia Ferreira, concorda com Cenci e lembra que o esforço do setor é destaque dentro da instituição. “O projeto (de suinocultura) é muito bem aceito, pois é um trabalho que apresenta resultados, possui êxito e tem perspectivas de crescente desenvolvimento.”, finalizou a gestora.

Carne suína ganha espaço de destaque no Nordeste Gourmet 2011 Entre mais de 35 expositores, PNDS participa da quarta edição do evento que aconteceu em Salvador/BA

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esde o ano de 2008 a região nordeste é palco de um dos eventos mais importantes de gastronomia do país, o Nordeste Gourmet, que neste ano, apresentou a sua 4ª edição. Entre os dias 27 e 29 de outubro, o Nordeste Gourmet reuniu nomes e empresas consagradas do segmento de gastronomia, bem como fornecedores da região e renomados chefs de cozinha, na cidade de Salvador/BA. O Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) foi representado no evento pela Associação Baiana de Suinocultores (ABS) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e o Sebrae/BA. A carne suína esteve presente no jantar de abertura do Festival, num formato bastante inusitado, mas muito conhecido na cozinha italiana e espanhola. Chamado de Guanciale, a peça é uma espécie de bacon não defumado de origem italiana (Umbria – Lazio e região central) feito com bochechas suínas. O termo deriva de guancia (italiano para bochecha). Mais de 300 pessoas presentes no

jantar de abertura puderam degustar a iguaria pouco conhecida no Brasil e que retrata a versatilidade da carne suína bastante desenvolvida nos países europeus, incentivando o uso de novos formatos na cozinha brasileira. Na terceira edição do Nordeste Bahia Gourmet, em 2010, a carne suína também recebeu tratamento diferenciado. O público que participou da aula do chef paulista Jefferson Rueda na edição passada conheceu quatro versões da carne suína desenvolvida por ele. Com o seu conhecimento adquirido previamente como açougueiro em São José do Rio Pardo, na manipulação e preparação dessa carne, Rueda desenvolveu receitas que apresentam diferentes versões como o Medalhão envolto com bacon, a Panceta fresca, a Linguiça e o Cotechino. Para a assessora técnica na SENAR/BA, Cristiana Pinto, ações que incentivam as diversas formas de consumir a carne suína são um dos caminhos para se elevar o consumo proposto pelo PNDS. “Quando aliamos tecnologia

na produção e qualidade no produto final, as chances de conquistar os consumidores são muito maiores. Pensando nisso, o Senar disponibilizou o espaço para que a carne suína pudesse estar presente em um dos encontros gastronômicos mais importantes do Nordeste”, comentou. A coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado, acredita no diferencial que atividades que envolvam a gastronomia da carne suína trazem para o aumento de consumo. “Os parceiros tem notado a importância em desenvolver ações com caráter mais gastronômico e isso é tem feito muita diferença nos resultados que atingimos, pois mostramos ao consumidor como a carne suína pode ser versátil, saudável e parceira no dia a dia do brasileiro”, ressaltou. Segundo Lívia, os números de pessoas sensibilizadas em ações nesse formato dobraram se comparado ao primeiro ano do Projeto, o que confirma sua necessidade para a meta final de aumentar 2kg per capita de carne suína.

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Espírito Santo

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Carne suína tem aceitação de 98% das crianças em município do Espírito Santo Teste de aceitabilidade da carne suína é aplicado em mais de 120 crianças de escola pública de Cachoeiro de Itapemirim

Carne suína é destaque na Sabores 2011 A

carne suína mais uma vez atraiu a atenção em evento realizado no Espírito Santo. Desta vez, a versatilidade e o sabor do produto foram destaque na Sabores 2011, que aconteceu em novembro, no Pavilhão de Carapina, na Serra, com a participação da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (ASES) e o Sebrae/ES. Além degustar pratos à base do produto, os visitantes puderam aprender diferentes cortes e preparações com carne suína. A feira reuniu empresários, gourmets e estudantes de gastronomia e hotelaria, apresentando tendências, produtos, equipamentos e serviços para o segmento de bares, restaurantes, hotéis e similares. Desenvolvida dentro das ações do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), o minicurso de cortes especiais de carne suína

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ministrado pelo mestre açougueiro Daniel Furtado atraiu um bom público. Atentos às orientações do profissional, os 76 participantes puderam conhecer cerca de 40 diferentes formas de apresentação dessa proteína. A dona de casa Rita de Oliveira ficou surpresa com a quantidade de cortes possíveis com a carne suína. “Não imaginava que esses cortes podiam ser feitos também com a carne suína. Estamos acostumados a encontrar o produto em pedaços grandes e as opções mostradas aqui são bem práticas para o preparo no dia-a-dia”, disse. Outra ação que caiu no gosto dos visitantes do evento foi a aula show com o chef Alessandro Eller. De forma interativa, ele ensinou a preparar uma costelinha suína ao molho barbecue. “Esse prato tem feito muito sucesso

nas steak houses, restaurantes especializados em carnes, e é uma boa opção de preparo para a carne suína”, destacou. De acordo com o Secretario Executivo da ASES, Nélio Hand, essa foi mais uma importante parceria firmada com o Sebrae/ES para levar mais informação sobre a carne suína ao consumidor. “Vemos cada vez mais a adesão das pessoas a esse importante alimento, pois estamos apresentando a informação de maneira correta. O Sebrae, como sempre tem sido um grande parceiro”, ressalta. Durante o evento foram realizados ainda momentos de degustação no estande disponibilizado pelo Sebrae/ ES. Os suinocultores capixabas também tiveram a oportunidade de ampliar os contatos comerciais na rodada de negócio.

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s alunos da Escola Municipal de Educação Básica Jácomo Silotti, em Cachoeiro de Itapemirim, na região sul do Espírito Santo, disseram sim para a inclusão da carne suína na merenda escolar. No teste de aceitabilidade, realizado no dia 18 de outubro, 98% dos estudantes aprovaram o produto, que deve ser introduzido no cardápio escolar do município em 2012. A ação faz parte do plano de trabalho da Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) e do Sebrae/ES no Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS).

De acordo com a coordenadora técnica da ASES, Aline Dias, o procedimento a partir do teste é buscar os mecanismos para fornecimento da carne suína à municipalidade. “Estamos aguardando a Secretaria de Educação do município emitir seu parecer oficial para então organizarmos os interessados do setor de suinocultura capixaba e buscar viabilizar o fornecimento, de acordo com as regras vigentes”, afirma a representante da entidade, ressaltando que a rede municipal de ensino de Cachoeiro de Itapemirim conta com 92 escolas e 23 mil alunos.

O teste foi aplicado a 122 crianças, do 1º ao 5º ano, com a supervisão de profissionais da gerência de alimentação escolar do município, com uma metodologia conhecida como escala hedônica facial – usada para medir o nível de preferência de produtos alimentícios e relata os estados agradáveis e desagradáveis no organismo – que apresentava aos alunos cinco possibilidades de opinião: detestei, não gostei, indiferente, gostei e adorei.

Para Nélio Hand, secretário executivo da ASES, esse processo permitirá à

associação levantar subsídios para que a proposta seja aplicada a outras instâncias públicas e privadas. “Queremos levar a carne suína, não somente às redes de educação estadual e municipais, mas também oferecer nossos produtos aos vários nichos de refeições coletivas”, ressalta. Para sensibilizar os gestores públicos do município para a inclusão do produto no cardápio escolar, em julho deste ano foi realizado na cidade um jantar com pratos à base de carne suína. Na mesma época as merendeiras do município participaram de um treinamento com orientações de preparado da carne suína.

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Na avaliação foi servida carne suína em cubos com arroz, feijão, salada e purê de batata. A nutricionista da gerência municipal de alimentação escolar, Mônica Chiquetto Fraga, que atende a escola, explica que o teste de aceitação deve ser aplicado a todo alimento a ser inserido na merenda escolar. “Para que o produto seja inserido no cardápio escolar o índice de aprovação deve ser de no mínimo 85% em amostragem mínima de 100 participantes. O teste aplicado com a carne suína na apresentou um resultado muito bom de aceitabilidade, o que mostra que os alunos aprovaram a inclusão dessa carne na alimentação escolar”, ressalta Mônica.

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Goiás

Oficinas Gastronômicas levam teoria e prática aos consumidores do Goiás

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Goiás

A ação, que dá continuidade ao projeto “Um Novo Olhar Sobre a Carne Suína”, será realizada em 4 municípios e tem expectativa de receber cerca de 300 pessoas

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rodutores, fornecedores e instituições relacionadas à produção da suinocultura se unem para realizar mais uma rodada de “Oficinas Gastronômicas Conceituais” em 11 hiper e supermercados de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Trindade (GO), durante os meses de novembro e dezembro. A ação, lançada no dia 8 de novembro, no Bairro Eldorado em Goiânia, dá continuidade ao projeto “Um Novo Olhar Sobre a Carne Suína”. As “Oficinas Gastronômicas Conceituais”, atividade que reúne teoria com a aplicação de mine palestras e a prática com a preparação de receitas e degustação, são realizadas no interior das lojas e tem como público alvo os clientes. Cada ação tem a expectativa de receber cerca de 50 clientes, totalizando uma média de 550 pessoas. A promoção é desenvolvida pela a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), Associação Goiana de Supermercados (AGOS) e Sebrae/GO, coordenadas pelo Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS). De acordo com o superintendente da AGOS, João Bosco Pinto de Oliveira, esta é mais uma ação realizada para ajudar os comerciantes e os suinocultores da região. “Com esta ação, a AGOS tem o objetivo de melhorar as vendas dos supermercados e movimentar o mercado da suinocultura no estado. Acreditamos que através deste projeto, onde unimos prática, teoria e degustação, poderemos mudar a atual visão que a população tem sobre a carne suína”, ressaltou João Bosco. A AGOS tem sido responsável por realizar diversas ações no Goiás, oferecendo treinamentos, consultorias e planejamentos comerciais. De acordo com Antônio Talone Neto, gestor do projeto de suinocultura do Sebrae/GO, as oficinas gastronômicas, além de falarem sobre os principais benefícios da proteína, ensinam receitas baratas e sofisticadas, como é o caso dos cardápios especiais para as festas do final de ano. “Muitas das vezes, a carne suína só é lembrada nas festas do final do ano. Queremos inserir a proteína no cardápio do dia a dia das donas de casa, por isso, iremos ensinar receitas práticas, baratas e gostosas, revelou. Para Elbio Sena Brignol, gerente do grupo Pão de Açúcar – um dos supermercados que participará da ação, “a oficina proporciona um momento agradável aos clientes, que aprendem mais sobre a carne suína e as diversas formas de preparo por meio de aulas ministradas pelos chefes de cozinha que sempre dão um ar descontraído ao evento”. De acordo com Sena, a instituição espera por resultados positivos após a realização do evento. 38

Município de Mineiros (GO) reúne mais de 250 pessoas em conjunto de ações PNDS mobiliza órgãos públicos e privados do município de Mineiros (GO)

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ocalizado no sudoeste goiano a 420 km de Goiânia (GO), o município de Mineiros recebeu um conjunto de ações realizadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) por meio do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), em parceria com a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), o Sebrae/GO e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). As ações capacitaram 256 para profissionais da merenda escolar, estabelecimentos comerciais e universitários na área da saúde. A organização das ações mobilizou órgãos públicos importantes do município, como a Secretaria de Agricultura e a Vigilância Sanitária, e entidades privadas, como a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de Mineiros (Coopermin) e a Faculdade Mineirense (FAMA), além de açougues, frigoríficos, restaurantes e principais redes de supermercados da cidade. O PNDS promoveu três ações: a palestra “Aspectos Nutricionais da Carne Suína e seus Benefícios ao Consumidor”, lecionada para profissionais e universitários da saúde; o curso “Cortes Especiais na Carne

Suína”, com foco em profissionais de açougue, frigoríficos e restaurantes – ambos realizados dia 21 de outubro; e o “Treinamento para Merendeiras”, direcionado a colaboradores da rede pública de ensino municipal e estadual – realizado no dia 22 de outubro.

De acordo com Paulo César, extencionista rural da Emater e responsável pela organização das ações no município, participar dessas atividades é uma grande oportunidade para os profissionais e produtores receberem informações qualificadas e se aperfeiçoem na área de cortes e também nutrição. “Esse conjunto de ações trará benefícios diretos ao município de Mineiros, que atualmente abriga cerca de 50 mil habitantes. É

de extrema importância que nossos profissionais recebam esse tipo de informação e se aperfeiçoem para oferecerem um trabalho de qualidade à população”, explica e ainda ressalta, “A área de suinocultura ainda não é nossa principal atividade econômica, mas tem crescido na região. Nosso foco é alcançar esse pequeno agricultor familiar”, afirma. Para Paulo César, as ações que focam na expansão rural trazem crescimento a produção local e a capacitação de mão de obra qualificada. “Atualmente, Mineiros apresenta alto índice de crescimento e mantém posição de destaque na região”, completa. Para a gerente executiva da AGS, Crenilda Neves, o apoio de diversas áreas no município fortalece não só a suinocultura como também amplia as possibilidades de inserção da carne suína. “Com ações coordenadas e realizadas em conjunto conseguimos um resultado efetivo e o crescimento do consumo da carne suína, já que daremos à população opções diferenciadas e aos profissionais da saúde informações essenciais para quebrar os paradigmas”, encerra. 39


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Entre Amigos

Agroceres PIC lança matriz Camborough no mercado brasileiro A

Agroceres PIC acaba de lançar no Brasil a nova versão de sua matriz global: a Camborough. Líder nos principais mercados da suinocultura mundial, a nova fêmea será disponibilizada para granjas de Multiplicação de Rebanho Fechado (MRF). Desenvolvida para atender as exigências dos mais modernos sistemas de produção, a Camborough reúne características fundamentais para a competitividade e lucratividade do produtor e da indústria suinícola, como alta prolificidade, ótima habilidade materna e longevidade. Fêmea de alto potencial genético, a Camborough produz leitões de excelente eficiência de crescimento, conversão alimentar e qualidade de carcaça. “A matriz Camborough se encaixa perfeitamente no conceito de balanço econômico, no qual se

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priorizam índices zootécnicos cujo foco está em obter mais quilos de carne por desmamados/porca/ano. O que prioriza verdadeiramente a lucratividade do produtor”, explica José Henrique Piva, diretor de Serviços Técnicos da PIC-USA. A matriz Camborough se destaca em todos os índices zootécnicos levados em consideração quando se avalia a contribuição da fêmea para a lucratividade do sistema produtivo. Altamente produtiva, a matriz reúne atributos importantes como melhor peso pós-desmama, menor intervalo desmama-cobertura, fácil detecção de cio e longevidade reprodutiva. Outra característica importante desta matriz é que os cevados da Camborough apresentam ótima conversão alimentar, item preponderante para a redução de custos na suinocultura atual.

“A PIC e Agroceres PIC, mais do que qualquer outra empresa de genética de suínos, vêm selecionando, há vários anos, fêmeas com ênfase em conversão alimentar”, afirma Alexandre Furtado da Rosa, diretor Superintendente da Agroceres PIC. “Com este lançamento mantemos o compromisso estratégico da Agroceres PIC em garantir a nossos clientes produtos inovadores e com tecnologia de ponta; não apenas melhorando os produtos já existentes, mas trazendo para a suinocultura brasileira o que há de vanguarda no mundo”, finaliza Alexandre Rosa. As matrizes Camborough já estão disponíveis no mercado brasileiro. Até o final deste ano, a estimativa da Agroceres PIC é de que cerca de 70% do total de avós produzidas por ela sejam para a produção da Camborough. 41


Entre Amigos

Poli-Nutri Passa a ser Sociedade Anônima e prevê crescimento de 20% em 2012 Com investimentos estratégicos e arrojados, somando mais de R$ 25 milhões, Poli-Nutri está entre as líderes da nutrição animal

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Poli-Nutri, empresa nacional e uma das líderes no setor de nutrição animal, anuncia que agora é sociedade anônima de capital fechado e passa a chamarse Poli-Nutri Alimentos S.A. A mudança arremata um plano estratégico e arrojado de crescimento que movimentou investimentos de cerca de R$ 25 milhões nos últimos 18 meses, tornando a empresa mais moderna, ágil e ainda mais competitiva. “Manteremos o mesmo quadro de sócios e os mesmos princípios que nos orientam há mais de 20 anos, porém acreditamos que este modelo empresarial é o mais adequado para uma empresa que deseja crescer”, explica Leandro Bruzeguez, diretor da Poli-Nutri, que ao lado de Julio Flavio Neves e Ludovico Derubeis respondem pela gestão da empresa. Com operação no Brasil e na América Latina, a Poli-Nutri planeja obter um crescimento de 20% em 2012. O resultado é reflexo de crescentes investimentos que aumentaram em 40% a capacidade de produção da empresa, hoje com quatros unidades de produção localizadas em Osasco (SP), Maringá (PR), Eusébio (CE) e Treze Tílias (SC), além do Centro de Distribuição em Lajedo (PE). Em Treze Tílias, no meio-oeste catarinense, a empresa investiu nos últimos 2 anos R$ 15 milhões em uma nova unidade fabril com capacidade de produzir 6 mil toneladas/mês entre núcleos, premixes e rações prontas para atender aos segmentos de aves, suínos, ruminantes e aquicultura.

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Entre Amigos

Bayer lança vacina contra pneumonia enzoótica de suínos A

mais nova vacina contra pneumonia enzoótica da unidade de negócios Aves e Suínos da Bayer Saúde Animal, Resprotek One Shot, começou uma sequência de lançamentos pelo Brasil. Ainda no mês de novembro, o produto será lançado em Uberlândia/MG e Campinas/SP. A nova vacina é recomendada para uso em todas as raças de suínos, com o objetivo de auxiliar na redução das lesões pulmonares provocadas pela pneumonia enzoótica suína, que por sua vez é causada por Mycoplasma hyopneumoniae. “Resprotek One

Shot é mais um investimento que irá favorecer a obtenção da rentabilidade que o produtor gosta: suíno pesado e saudável”, declara Josiédi Pires, da Bayer. Segundo ele, com este lançamento a empresa pretende aumentar sua participação na fase de maternidade da criação dos suínos. “Os cuidados nesta fase são primordiais para que os animais desempenhem seu potencial genético máximo, ou seja, a performance de produtividade do suíno terminado está diretamente

ligada aos reflexos do bom manejo que este animal recebeu na fase de maternidade”, explica. Josiédi informa que protocolos de campo desenvolvidos tanto no exterior como no Brasil, demonstraram que Resprotek One Shot é uma vacina altamente eficaz. “Pretendemos cada vez mais levar ao produtor final de suínos um portfólio completo de soluções com a garantia da qualidade Bayer”, conclui.

Grupo M.Cassab amplia área de saúde animal “Valores derivam da equipe”- Esse é o lema da Auster Nutrição Animal

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Auster Nutrição Animal, sediada em Campinas/SP, foi criada em 2008, e, ao longo do tempo, ganhou corpo e permitiu-se ampliar sua participação no Mercado Brasileiro de Nutrição Animal. Paulo Portilho, SócioDiretor da Empresa, salienta, nesse cenário, a importância de grandes parceiros de renome internacional, como a Cargill em Aromatizantes, a FrieslandCampina e a Lactalis Feed em Especialidades Lácteas, a Hamlet Protein em Proteínas Especiais e a Innovad em Aditivos para a Nutrição Animal. Além dessas, é de grande importância para a empresa, a

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cooperação na área de enzimas com a AB Vista, empresa do grupo ABF (Associated British Foods) em alguns estados do Brasil. “Num tom mais arrojado do que costumeiramente visto no mercado, desenvolvemos os produtos e nossos parceiros processam. Fazemos questão de desenvolver os conceitos e as fórmulas, mesmo porque aquilo que é próprio para a necessidade brasileira, muitas vezes é diferente em outras partes do mundo”, explica o sóciodiretor.

Negócios Crescentes: Em 2008 a Auster faturou R$ 12 milhões e em 2009 foram R$ 19 milhões, incremento de 52% comparado com o ano anterior. No último trimestre de 2010 a empresa saltou para o equivalente a R$ 44 milhões anuais. Hoje a empresa roda a taxa de um faturamento bruto na casa de 3,6 a 4,1 milhões/mês. Comportamento, ética e postura são alguns dos atributos aplicados dentro da Equipe Auster. “Nossos valores derivam de uma equipe enxuta e ágil”, enfatiza Portilho.

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Grupo M.CASSAB aposta na contratação da analista de produtos Renata Rios para a ampliação da área de Saúde Animal, subgrupo da divisão de Tecnologia Animal da empresa. O novo reforço reflete o crescimento da empresa em produtos veterinários e a alta demanda do mercado por uma base sólida e altamente especializada em sanidade. A médica veterinária coordenará o desenvolvimento do portfólio de medicamentos da empresa na área de avicultura em que o Grupo M.CASSAB já oferece ampla linha de anticoccidianos, antimicrobianos e melhoradores de desempenho. “São produtos conceituados no mercado, e nosso objetivo agora é tornar a linha ainda mais completa, acompanhando as crescentes necessidades do mercado em qualidade e segurança dos produtos”, afirma a executiva, graduada pela Universidade Federal de Lavras e mestra em Sanidade Avícola pela Universidade Federal de Minas Gerais. Para os mercados de avicultura, suinocultura e bovinocultura o Grupo M.CASSAB realiza pesados investimentos em tecnologia, visando o progresso contínuo de seus produtos e de ferramentas para evolução do plantel. Sobre a M.CASSAB: Há 83 anos no mercado brasileiro, a M.CASSAB possui 15 unidades de negócios: Tecnologia Animal, Química Fina, Química Industrial, Nutrição Humana, Farmacêutica, Laboratório, Utilidades Domésticas, Eletrodomésticos, Utensílios Profissionais, Brinquedos (Lego), Varejo (Spicy), Investimentos Imobiliários, M.CASSAB Foods, Cromo Life e Nunaat. 43


Eficiência e equidade nos contratos de integração agroindustriais no Brasil

Por dentro do setor

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sistema de integração contratual no Brasil consolidou-se nas últimas décadas como modelo de organização, da produção em vários setores do agronegócio, destacadamente nos setores da avicultura e da suinocultura. No setor da avicultura a produção integrada responde pela quase totalidade da produção brasileira de mais de 10 milhões de toneladas, das quais cerca de 4 milhões de toneladas são exportadas anualmente. Tais números posicionam o nosso país em terceiro lugar entre os países produtores e em primeiro lugar no ranking dos exportadores de carne de frango. No setor da suinocultura os números também são bastante significativos. Temos uma produção de mais de 3 milhões de toneladas de carne suína, das quais mais de meio milhão de toneladas são exportadas anualmente, o que nos posiciona como o quarto país em produção e em exportação. Neste setor temos assistido uma intensa reestruturação organizacional com uma tendência marcante de crescimento da produção integrada em substituição ao sistema tradicional de “produtor independente”. Atualmente cerca de 70% da produção de carne suína no Brasil já é realizada por produtores integrados às agroindústrias.

Josemar X. Medeiros Engenheiro Agrônomo, Dr. – Professor do Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Agronegócios da Universidade de Brasília

A evidente competitividade brasileira na produção e exportação de carnes de aves e suínos decorre em grande parte da eficiência do modelo de coordenação da produção representado pelo sistema de integração contratual. A resposta rápida às variações da demanda no comércio internacional, a permanente atualização tecnológica e a capacidade de pronto atendimento a padrões e normas técnicas internacionais corroboram para a proeminência deste modo de governança baseado em contratos de integração. Entretanto, ao considerarmos os aspectos positivos do sistema de integração agroindustrial baseado em contratos, temos que por em destaque outros aspectos fundamentais desse sistema que apontam no sentido de conjugar a eficiência na obtenção dos resultados com a equidade na

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distribuição desses mesmos resultados. Dentre os aspectos que importa considerar na discussão sobre equidade nos contratos de integração destacamse por sua importância: a natureza dos investimentos realizados pelo produtor integrado ao imobilizar capitais em ativos específicos e exclusivamente dedicados ao objeto do contrato; a permanente necessidade de atualização tecnológica desses ativos; e a assimetria da informação entre as partes. Em relação ao nível de especificidade dos ativos dedicados à produção objeto do contrato, e que se constitui em evidente “barreira à saída” por parte do produtor integrado, a equidade poderia ser assegurada por mecanismos de remuneração que assegurasse a rentabilidade mínima necessária para evitar a erosão patrimonial desses ativos imobilizados ao longo da vigência do contrato.

“O sistema de integração contratual no Brasil consolidouse nas últimas décadas como modelo de organização, ” Em relação à necessidade de atualização tecnológica dos ativos representados pelas instalações e equipamentos a cargo dos produtores integrados, a equidade deveria ser buscada pela garantia de participação dos produtores nas decisões envolvendo a adoção de novas tecnologias, assegurando a razoabilidade de dispêndios adicionais. Em relação à assimetria da informação entre as partes, a equidade deveria ser buscada pela garantia de acesso dos produtores integrados a todas as informações que direta ou indiretamente impactam sobre os seus resultados econômicos. A persistência

desnecessária dessa assimetria tem como produto a desconfiança que alimenta a preocupação com o oportunismo. Parodiando a opinião dos romanos sobre a “mulher de César”, na relação produtor integrado / integradora cada parte não tem apenas que ser honesta tem que parecer. Além dos aspectos acima destacados como importantes na busca da equidade devemos ter em consideração outra característica do agronegócio coordenado por meio dos contratos de integração. Trata-se da sua característica dinâmica, evidenciada pelo fato de que diariamente surgem “fatos novos” que afetam as relações contratuais e os resultados econômicos das partes envolvidas. Esses “fatos novos” podem ser entendidos como mudanças de duas ordens: mudanças técnicas, representadas por todos os tipos de inovações; e mudanças institucionais (câmbio, regulamentos, normas técnicas, barreiras sanitárias etc), representadas pelas regras que afetam o funcionamento do agronegócio.

REVISTA DA SUINOCULTURA • NOV/DEZ 2011

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Por dentro do setor

Assim, idealmente, o desenho dos contratos de integração deveria considerar e salvaguardar todas essas possibilidades de mudanças, o que sabemos ser na prática impossível. Diante desta realidade como assegurar a equidade dos contratos nesse mundo de permanente transformação? Tais mudanças têm sempre como consequência a alteração no equilíbrio distributivo entre as partes, sendo a “disputa” uma prática esperada na vida contratual. Resulta daí a necessidade da evolução do sistema de integração contratual brasileiro para lidar com essas disputas e evitar que elas se tornem litígios judiciais. Finalmente, a busca da equidade nos contratos de integração deverá ter como resultado assegurar o jogo ganha-ganha sem o qual o sistema passará por crises recorrentes ou mesmo perderá em reputação, quer dizer também em competitividade, uma vez que os mercados incorporam cada vez mais nos atributos de concorrência valores como ética e justiça social. 45


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Sabor Sublime

Pancetta no Alho Crocante Dicas para o churrasco: Primeiro asse o pedaço de pancetta escolhido inteiro. A ponta da peça, que forma um triângulo, é a mais saborosa. Quando a carne ganhar uma cor rosa no seu interior, retire a pancetta, faça cortes horizontais (sem deixar que a faca atravesse inteiramente a carne) e cubra com focos de alho dourados no azeite. Acompanhamento: Batatinhas ao Vinagrete Ingredientes (04 Pessoas): • 16 batatinhas pequenas • Sal • 04 colheres de sopa de vinagre • Azeite • Cheiro Verde • 01 cebola média • Molho inglês Modo de fazer: Enfie um palito em cada batata e as coloque para cozinhar na água quente. Ao lado, misture os ingredientes do molho. Quando as batatas estiverem “al dente”, incorpore. Leva à geladeira por dois dias antes de servir. 46

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Revista da Suinocultura | 4ª edição  

4ª edição da Revista da Suinocultura

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