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Revista

da

Suinocultura PUBLICAÇÃO trimestral DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS • ANO 5 • Nº 18 • MAR/Abr/Mai • 2016

ABCS lança cartilhas de Bem-Estar Animal para capacitar suinocultura brasileira

Peste Suína Clássica /// Brasil busca certificado Mercado /// Produção de suínos bate recorde Integração /// Câmara dos deputados aprova projeto de lei

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DIAS DE AÇÃO NOS PULMÕES

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IMPORTANTES PATÓGENOS COMBATIDOS

1

DOSE ÚNICA 1ML/10KG DE PESO CORPORAL

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DIAS DE CARÊNCIA APÓS A ÚLTIMA APLICAÇÃO

A CIÊNCIA PARA ANIMAIS MAIS SAUDÁVEIS


E

EDITORIAL

Marcelo Lopes Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos

© 2016. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610/1998).

ssa primeira edição de 2016 da Revista da Suinocultura traz o lançamento da nossa série de cartilhas de Bem-Estar Animal na Produção de Suínos, um esforço conjunto da ABCS e Sebrae, apoiado por importantes parceiros do setor. O tema bem-estar vem sendo discutido com frequência e se tornado uma tendência cada vez mais forte no nosso país. O material será subsídio para cursos de capacitação desenvolvidos especificamente para os profissionais envolvidos na granja, transporte e frigorífico que serão oferecidos pela entidade e suas filiadas. Abordamos nesta edição o avanço do Projeto de Lei da Integração, que após inúmeras reuniões e debates para chegar a um consenso entre indústria e produtores, teve seu texto aprovado no final de março e segue para o Senado para a aprovação das modificações. Além disso, você confere a matéria sobre o avanço do Brasil na busca pela certificação da OIE de país livre da Peste Suína Clássica (PSC). No quesito mercado, trazemos informações sobre a situação do milho, produção e exportação da carne suína e andamento da retomada da linha de crédito de custeio para retenção de matrizes, projeto que vem ganhado força e visibilidade nos últimos meses. Entre outros assuntos, confirmamos a realização da 4ª Semana Nacional da Carne Suína nos dias 1 a 14 de setembro em parceria com o GPA, maior grupo varejista da América Latina e a mudança da visão do consumidor brasileiro com relação à carne suína. Boa leitura!

Informações e contatos Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae Unidade de Atendimento Setorial Agronegócios SGAS 605 - Conjunto A - CEP: 70200-904 - Brasília/DF Telefone: (61) 3348-7799 www.sebrae.com.br Presidente do Conselho Deliberativo Nacional

Robson Braga de Andrade

DIRETOR EXECUTIVO

Sede Brasília / Setor de Indústrias Gráficas Quadra 01 | Lote 495 |Ed. Barão do Rio Branco Sala 118 | CEP: 70610-410 www.abcs.com.br escbrasilia@abcsagro.com.br

GERENTE-aDJUNTO

Diretor-Presidente

Gustavo Reis Melo

Guilherme Afif Domingos Diretora Técnica

Heloisa Regina Guimarães de Menezes Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lage

Unidade de comUnicação GERENTE

Augusto Togni de Almeida Abreu

Conselheiro Técnico

GESTORa TéCNICa

Cláudia Alves do Valle Stehling

Unidade de atendimento Setorial agronegócioS GERENTE

eqUipe técnica GESTOR NaCIONaL

João Fernando Nunes de Almeida

Maria Cândida Bittencourt

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Nilo Chaves de Sá

Paulo Lucion/MT

Tayara Beraldi e Danielle Sousa

CONSELHEIRO PRESIDENTE

Conselheiro de Relações de Mercado

Viviana Braga

Conselheiro Administrativo

Duo Design

Marcelo Lopes/DF

Conselheiro Financeiro

José Arnaldo Cardoso Penna/MG

Valdecir Folador/RS

Paulo Hélder Braga/CE

Repórter

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Expediente


sumário

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Perpectivas de mercado e diretrizes pa ra 2016 marcam encontro do setor

Cartilhas de BEA orientam sobre boas práticas na produção de suínos

Consumidores do futuro são foco de gibi educativo

Lei da integração aguarda sanção presidencial

PSC: Um Brasil livre

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Produção de suínos bate recorde

Mercado de suínos preocupa produtores

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Projeto Nacional de Desenvolvimento da suinocultura

Empresa Amiga

ABCS e GPA confirmam realização da 4ª SNCS

Marketing da Carne suína reposiciona a proteína frente ao consumidor

CMN Amplia crédito de R$ 2,4 milhões para suinocultores

Goiás

Espírito Santo

Minas Gerais

Cursos de Qualificação capacitam pequenas granjas no GO

Destinação de dejetos na suinocultura é tema do Qualificases

Workshop com Márcio Atalla é sucesso de público em Ponte Nova

Ação da AGS mobiliza 500 crianças em escola no Goiás

44 Agriness

44 Auster

Curso de cortes capacita mais de 70 profissionais em Salvador

44 Bayer

GIRO ABCS

Entre amigos

06 Suinocultura brasileira é destaque no Chile

42 Mig-Plus: tecnologia aplicada à nutrição animal

06 Agigo renova adesão ao Fundo Nacionalde Desenvolvimento da Suinocultura

42 RACTOSUIN®: Uma Tecnologia Sustentável

07 ABCS participa de reunião da Comissão de Aves e Suínos da CNA 07 ExpoPec 2016 recebe ABCS

45 BR Nova

45 Casp

42 Auster Nutrição Animal investe R$ 4 milhões e amplia fábrica 43 Desvet apoia ação educacional na Rio Branco Alimentos 43 MSD Saúde Animal lança Zuprevo® 4% para suínos

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giro abcs

Suinocultura brasileira é destaque no Chile

A

Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou no dia 15 de março de encontro técnico organizado pela empresa Novagri, em Santiago, no Chile. O encontro serviu como troca de experiências sobre modelos de produção dos dois países, sobretudo o modelo brasileiro de produção integrada. Na ocasião, o diretor executivo da ABCS, Nilo de Sá, participou de reunião com a Associação de Produtores de Suínos do chile (Asprocer) e visitou a agrosuper, maior empresa produtora de suínos e frangos no Chile.

Nilo de Sá junto aos integrantes da Agrosuper

Agigo renova participação no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura

A

Associação dos Granjeiros Integrados do Estado do Goiás (Agigo) renovou em março a participação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS). A entidade participa da iniciativa desde 2015, com mais de 57 mil matrizes, e é uma das parceiras da ABCS na

promoção da carne suína e na realização de ações que tornem a cadeia autossustentável e o fortalecimento da suinocultura integrada.. Marcelo Cunha, presidente da Agigo, afirma que a parceria com a ACBS e o FNDS tem trazido resultados positivos para a associação. “Tivemos uma

grata surpresa em saber da força da ABCS e do FNDS para trazer mais tranquilidade e conforto nas nossas negociações. Estamos felizes em poder participar dessa iniciativa, que agora renovaremos por mais um ano com a certeza de que será uma parceria duradoura”, disse.

Nilo de Sá, Marcelo Cunha, Iuri Pinheiro e Marcelo Valles Bento durante renovação da Agigo ao FNDS

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giro abcs

ABCS participa de reunião da Comissão de Aves e Suínos da CNA

A

ABCS participou no dia 28 de março de reunião da Comissão de Aves e Suínos na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O encontro contou também com a participação de membros de Federações de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. Na ocasião, o diretor executivo da ABCS, Nilo de Sá, iniciou as apresentações abordando o tema “Políticas públicas de incentivo à suinocultura de baixa emissão de carbono”. Em seguida, foi debatido a conjuntura do mercado do milho e as principaismedidas emergências de amparo ao setor. Em relação a suinocultura de baixa emissão de carbono, a comissão aprovou a formação de um grupo de trabalho, entre as Federações, para elencar

os principais entraves de cada região relacionados a regulamentação da energia produzida por meio dos dejetos de suínos, e buscar soluções, principalmente, no que diz a venda do excedente produzido às concessionárias de energia. As demandas serão apresentadas a agências reguladoras, membros do executivo e legislativo em evento a ser realizado na CNA.

Ainda foram tratados temas como a situação do Projeto de Lei da Integração, as ações para a prevenção e controle da Influenza Aviária, o andamento do curso de negociação em contratos de integração, e uma última apresentação sobre as regras de compartimentação segundo a OIE e as consequências aos produtores integrados.

Comissão de Aves e Suínos da CNA debate medidas de apoio aos setores

ExpoPec 2016 recebe ABCS

O

diretor executivo da ABCS, Nilo de Sá, participou em abril da ExpoPec 2016, em Porangatu, no Goiás. A ação realizada pela Associação Goiana de Suinocultores (AGS), reuniu cerca de 70 pessoas que assistiram a palestra “Mercado da Carne Suína: Realidade e Potencial”, apresentada pelo diretor. Idealizada para divulgar as tecnologias voltadas ao aprimoramento da produção de carne na região central do Brasil, a ExpoPec tem como público alvo produtores de carnes bovina, suína e ovina; agroindústrias; investidores;

Nilo de Sá fala sobre mercado de suínos no Brasil durante a Expopec 2016

bancos; corretoras; entidades representativas e de capacitação; gestores públicos; governos municipais, estaduais e federal; estudantes; empresas e ONGs. “A palestra abordou os principais temas relacionados à suinocultura, desde a produção nas granjas até a exportação. Também tratamos sobre o mercado de milho e as perspectivas a curto e médio prazo do setor, além dos principais modelos de produção. Sem dúvida, essa é mais uma importante ação promovida pela ABCS e AGS, com foco em fomentar o desenvolvimento da suinocultura no Goiás”, disse Nilo de Sá. 7


Perspectivas

Perpectivas de mercado e diretrizes para 2016 marcam encontro do setor O evento discutiu momento importante do setor e foi palco do lançamento de cartilhas inéditas de Bem-Estar Animal

C

om um público de mais de 300 participantes, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) promoveu no dia 16 de março o “Encontro Perspectivas de Mercados e Oportunidades para a Suinocultura”. O evento aconteceu na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, e contou com a participação de líderes do setor, profissionais e estudantes da área. O Encontro teve a parceria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Sebrae Nacional, CNA, Serviço Nacional De Aprendizagem Rural (Senar) e da Embrapa Suínos e Aves, e proporcionou um debate acerca dos principais temas e desafios do setor. As palestras contaram com especialistas, entre eles o pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves, e a chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella, que trataram sobre o cenário econômico do agronegócio, as perspectivas do mercado de milho em 2016, sustentabilidade e bem-estar animal. Um dos pontos altos do evento, a palestra “Perspectivas do Mercado 8

de Milho em 2016”, ministrada pelo secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, André Nassar, apresentou aos participantes um panorama da produção, preço e comercialização do grão. Em seu pronunciamento, Nassar afirmou que o governo conhece o cenário de dificuldades enfrentado pelos suinocultores com os elevados preços do milho, mas que não se pode adotar medidas a favor de um setor em detrimento de outro. “Defendo que o governo adeque ferramentas que permitam garantir a renda do produtor de milho e que também opere de forma positiva no abastecimento do mercado interno. Uma das nossas frentes de trabalho é o aumento da oferta de milho balcão, que deve dar mais fôlego para os produtores”, afirmou.

"O encontro foi oportuno para debater sobre temas importantes para suinocultura no ano de 2016”

Na oportunidade, o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, entregou ao secretário a proposta de linha de crédito para retenção de matrizes, elaborada pela entidade junto à CNA, e que foi apresentada como mais uma alternativa de política pública em prol dos suinocultores do país. “Essa é mais uma sugestão de instrumento para que o nosso setor seja capitalizado e, assim, possa estar melhor preparado para o cenário de alta do milho apontado pelos especialistas de mercado”, explicou Lopes. O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) e conselheiro de relações com o mercado da ABCS, Valdecir Folador, parabenizou a ABCS pela realização do debate. “Foi um evento muito oportuno, porque trouxe para o debate temas relevantes para o nosso setor, sobretudo a questão das políticas públicas de apoio aos suinocultores. Acredito que aquilo que foi apresentado pelo Mapa em relação ao milho e as medidas de apoio ao suinocultor, como estocagem e aumento do milho balcão, estão adequadas ao nosso setor, mas ainda precisam ser aperfeiçoadas para que


Perspectivas

possam atender dentro da demanda dos produtores”, afirmou. Presente no evento, o superintendente do Senar-DF, Mansueto Lunardi, parabenizou todos os produtores, profissionais e estudantes que participaram do Encontro e enalteceu a importância do agronegócio para a economia brasileira. “Tive a felicidade de presenciar o crescimento da cadeia suinícola ao participar da primeira reunião da ABCS com o Sebrae Nacional, que tratou sobre o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Carne Suína (PNDS). Desde então o projeto só tem evoluído e conseguido imprimir no cenário nacional o consumo da carne

suína. O Senar também está atento a esse crescimento e tem sido parceiro na qualificação dos produtores e de seus colaboradores". Para Mansueto, a realização do encontro mostrou a união do setor e a busca incessante por melhores condições de desenvolvimento. "Quero parabenizar a ABCS, o Mapa, a Embrapa, o Sebrae Nacional, a CNA e o próprio Senar por mais essa iniciativa de sucesso”, destacou. Para a Juliana Ribas, gerente nacional de Contas Chave da BRNova, o Encontro foi bastante esclarecedor, sobretudo, no que tange as perspectivas de mercado suíno. “A palestra sobre o cenário econômico

apresentada pelo Marcos Fava foi e x t re m a m e n te e s c l a re c e d o r a e importante para mostrar aos suinocultores a importância de manter o controle sobre os custos de produção, entender a atividade e buscar matérias primas alternativas que proporcionem sucesso na produção de suínos. A BRNova apoia esse tipo de ação, porque também tem buscado fomentar a gestão estratégica na suinocultura, auxiliando na gestão técnico-econômica do negócio, desde o uso de uma nutrição e manejo mais adequados, que permitam o produtor superar suas dificuldades diárias e manter uma atividade perene”, enfatizou.

DEPOIMENTOS

Paulo Helder Presidente da Associação dos Suinocultores do Ceará (Asce)

A ABCS foi muito sábia quando decidiu promover esse encontro exatamente em um momento como esse. No Ceará temos enfrentado um grande desafio quanto aos custos de produção, tendo diminuído cada dia mais o lucro dos suinocultores e, caso não sejam adotadas medidas de apoio ao setor, certamente chegará o momento de não compensar mais produzir suínos. Acredito que esse relacionamento entre os produtores e o Mapa vai proporcionar a adequação de medidas que possam solucionar nosso problema.

Foi um evento muito importante para a cadeia suinícola, porque nos trouxe um olhar diferenciado quanto as perspectivas de mercado. O Mapa estando presente proporcionou um debate construtivo entre os dois elos e permitiu que o setor apresente suas principais dificuldades, que muitas vezes não são conhecidas pelo Ministério.

Losivanio Luiz de Lorenzi Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS)

Sem dúvida esse foi um evento de grande relevância para a cadeia suinícola, porque conseguiu reunir todo o segmento e proporcionar de forma interativa um debate em torno dos principais temas do setor.

José Arnaldo Penna Vice-presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerias (Asemg)

Fábio Luis Peterlini Engenheiro da Unidade de Suinocultura da Casp

Acho que a iniciativa da ABCS foi bem pertinente justamente em um momento de apreensão do setor, haja vista a pouca disponibilidade de milho para abastecimento do mercado interno. Acredito que por meio do diálogo ocorrido no evento, será possível encontrar saídas para esse momento de crise e uma melhor convivência entre as cadeias produtivas de carne e milho.

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Cartilhas

Cartilhas de BEA orientam sobre boas práticas na produção de suínos Material foi desenvolvido pela ABCS em parceria com o Mapa, Sebrae Nacional, Embrapa e CNA

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Cartilhas

Cartilhas de BEA são apresentadas ao público do Encontro

D

urante o Encontro Perspectivas de Mercados e Oportunidades para a Suinocultura, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou uma série inédita de cartilhas sobre bem-estar animal. O material, desenvolvido a partir das normas brasileiras, é resultado da parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sebrae Nacional, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Embrapa, e de inciativas como o Projeto Innovasui e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS). De acordo com Marcelo Lopes, presidente da ABCS, a iniciativa mostra a atenção que a entidade tem dado aos temas mais atuais da suinocultura. “Divulgando esse material a ABCS cumpre mais uma vez com o seu papel de defensora dos

interesses dos suinocultores. O bem -estar animal é um tema que tem ganhado impor tância em todos os elos da cadeia produtiva e que irá influenciar for temente nosso modelo produtivo nas próximas décadas”, destaca. As cartilhas trazem informações sobre os procedimentos metodológicos das principais rotinas da granja, desde o carregamento, passando pelo transporte e descarga, até o abate no frigorífico. Na apresentação do projeto, o coordenador, Iuri Pinheiro Machado, falou sobre como o conteúdo foi elaborado, sua finalidade e o público alvo. “Importante ressaltar que trata-se de um material técnico e informativo que apresenta de forma didática todo o processo de produção suinícola desde as granjas, passando pelo transporte, até o abate”, disse.

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Cartilhas

Iuri Pinheiro apresenta conteúdo e finalidade das cartilhas de BEA

Composta de três módulos, as cartilhas de bem-estar animal integram o grupo de materiais desenvolvidos pela ABCS, que buscam promover a carne suína desde a produção nas granjas até o consumidor final. O material fará parte de uma série de treinamentos e cursos que serão realizados pela ABCS em parceria com o Sebrae Nacional. A chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella, destacou o conhecimento que vem sendo gerado pelos pesquisadores da Embrapa em

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torno das principais tendências, riscos e oportunidades de melhorar a suinocultura. “70% do nosso produto é conhecimento e o que sentimos é que, muitas vezes, essas informações não chegam até o produtor. Por isso, a Embrapa tem se envolvido em ações como essa, objetivando principalmente direcionar esse conhecimento para os diferentes públicos do setor, desde os pequenos até os grandes produtores”, enfatizou. Enio Queijada, na ocasião gerente Nacional de Agronegócios do Sebrae,


Cartilhas

destacou que o lançamento das cartilhas de bem-estar animal é resultado do trabalho eficiente realizado em parceria com a ABCS. “O bem-estar animal é um tema ainda pouco conhecido, mas que cada vez mais tem sido exigido pelo mercado consumidor. Portanto, é muito importante colocarmos esse conhecimento à disposição de toda a cadeia produtiva, técnicos e estudantes, porque é um assunto do qual não se pode mais fugir”, afirmou. Segundo João Fernando Nunes, da Unidade de Atendimento Coletivo

Janice Zanella fala sobre suinocultura e sustentabilidade

de Agronegócios e Territórios Específicos do Sebrae Nacional, a entrega das cartilhas representa mais um marco na parceria do Sebrae Nacional com a ABCS e os demais parceiros. “O lançamento dessas cartilhas é

Ênio Queijada, do Sebrae Nacional, destaca sucesso da parceria com a ABCS

mais uma conquista extremamente importante para a cadeia, principalmente, para os pequenos produtores. É um material informativo e de capacitação, que vai proporcionar a melhoria de rentabilidade e produtividade na suinocultura brasileira”. Para Charli Ludtke, médica veterinária e uma das autoras das cartilhas, o material é resultado de um trabalho bem sucedido. “A ABCS é uma líder no setor e para nós, do Mapa, ficou claro que esse trabalho em conjunto seria bem sucedido. O Mapa está muito satisfeito com esse trabalho grandioso feito em prol da suinocultura, porque atende justamente ao nosso interesse de buscar inovar e incentivar as boas práticas de produção”.

As cartilhas podem ser acessadas no site da www.abcs.org.br

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Educação

Consumidores do futuro

são foco de gibi educativo Iniciativa do FNDS traz uma história de aventura no mundo dos alimentos para dialogar com público infantil e gera ação de fantoches para ser replicada em estados

Teatro de fantoches informou crianças sobre saudabilidade da carne suína

U

m mundo divertido onde ensinam que é importante variar a alimentação e mostram que a carne suína é uma delícia. É para esse universo que a iniciativa da ABCS e do FNDS leva às crianças com o gibi “Uma Aventura pelo Mundo dos Alimentos”, protagonizado pelos irmãos Nino e Nina. O projeto faz parte das ações planejadas para diferentes públicos de consumidor desenvolvidas desde 2015 para promover a proteína. No caso das crianças, a ideia foi trabalhar não apenas com a carne suína, mas com demais alimentos, como carboidratos, proteínas e vegetais. Desenvolvido pela empresa de consultoria nutricional Equilibrium, com 14

"Pensando nos consumidores do futuro, desenvolvemos uma história criativa e lúdica com os principais grupos de alimentos, mostrando que a carne suína se encaixa em uma alimentação saborosa e saudável" experiência em comunicação de saúde e nutrição há 13 anos, o quadrinho aborda a alimentação de forma lúdica, com design colorido e atividades pedagógicas e pode ser


Educação

usado como ferramenta para ações desenvolvidas em escolas, com peça de teatro com atores ou fantoches. Além de ser um momento divertido da criança, que pode ser compartilhada com os adultos, ler e contar histórias vão muito além. Por meio delas, é possível educar, enriquecer as experiências infantis, desenvolvendo diversas formas de linguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter e proporcionando a ela viver o imaginário. De acordo com a pedagoga da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) Jussara Dourado contar histórias é essencial para a criança. “A primeira importância, que é primordial, é o desenvolvimento da imaginação, da criatividade e da ludicidade por meio da leitura de histórias. Desenvolve a oralidade, a expressão corporal da criança e influencia no amadurecimento emocional também”. Segundo Lívia Machado, coordenadora nacional do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), o gibi infantil tem foco educativo, mas sem abrir mão da diversão. “ A ABCS entende a necessidade de trabalhar em uma linguagem segmentada para sensibilizar diversos públicos. Pensando nos consumidores do futuro, desenvolvemos uma história criativa e lúdica com os principais grupos de alimentos, mostrando que a carne suína se encaixa em uma alimentação saborosa e saudável”, destacou Lívia Machado.

Ação de fantoche nas escolas O gibi resultou em uma ação modelo que poderá ser replicada em escolas de todo o país, por meio das associações filiadas e empresas parceiras. Realizada no Gama, região administrativa do Distrito Federal, no dia 9 de março, a dinâmica reuniu no Centro de Atenção Integrall à Criança (CAIC) mais de 100 alunos de 4 a 7 anos de idade.

Gibi traz atividades interativas para as crianças

Na oportunidade, as crianças assistiram ao Teatro de Fantoches e mergulharam no mundo de fantasias do Nino e da Nina, acompanhando a aventura dos personagens junto aos alimentos e onde a carne suína está inserida numa alimentação balanceada. Após apresentação do teatro, cada criança ganhou um exemplar do gibi. A partir de agora o material estará disponível para os parceiros da ABCS, com o objetivo de que seja replicado em escolas das mais diversas regiões do país. Segundo Juliane Rosa, coordenadora do CAIC do Gama, a ação é importante para desmistificar os alimentos e contribuir com uma alimentação mais saudável. “As crianças têm um conhecimento muito simples acerca da alimentação, mas quando trazemos para elas a novidade da carne suína e eles entendem o quanto é saborosa e boa para a saúde, isso faz toda a diferença, principalmente, no dia-a-dia delas. Não é difícil encontrarmos pais que têm preconceitos em relação a determinados alimentos e passam isso para as crianças, esquecendo o quanto a carne suína é importante na alimentação dessas crianças, porque é saudável e bastante acessível em termos de preço”, disse.

Para a estudante Iasmin da Rocha, de 7 anos, o teatro de fantoches trouxe conhecimento sobre a carne suína e do quanto o alimento é bom para a saúde. “Agora vou querer comer mais dessa carne em casa e também contar para minha família tudo que aprendi sobre esse alimento”, conta. A pequena Ester Sousa, de 7 anos, mostra tudo que a prendeu sobre a carne suína. “Hoje descobri que a carne suína é saudável, ajuda a crescer e ficar forte”.

Conheça o teatro de fantoches

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Integração

Lei da integração

aguarda sanção presidencial Projeto que trata de contratos de integração foi aprovado no Congresso Nacional

O

s produtores de suínos integrados estão cada vez mais próximos de ter uma lei com regras claras que estabelece direitos e deveres para produtores rurais e agroindústrias em contratos de parceria de produção integrada. O Projeto de Lei da Integração nº 6459/2013, de autoria da Senadora Ana Amélia, foi aprovado na Câmara Federal e Senado durante os meses de março e abril, na forma do substitutivo apresentado pelo Deputado Valdir Colatto (PMDB/ SC). Após inúmeras reuniões e debates para chegar a um consenso

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entre indústria e produtores, agora o Projeto segue para a sanção da presidência da república. A aceitação do PL pelos parlamentares representa um grande avanço para o setor, visto que a suinocultura integrada corresponde a cerca de 50% da produção brasileira e não há nenhuma legislação específica que traga proteção e clareza às relações contratuais entre produtores e agroindústrias. Entre as mudanças do substitutivo aprovado estão a clareza na metodologia de remuneração, responsabilidade ambiental compartilhada

entre produtor e integradora e zelo pela legislação sanitária. Presente no processo e discussão do Projeto de Lei, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) criou em 2015 o Departamento de Integração. Com o intuito de manter mais próximos os produtores integrados associados ao Departamento, são realizadas reuniões para troca de experiências e recolhimento de opiniões e sugestões, bem como a publicação mensal de um boletim com assuntos de interesse do setor. Esse contato com a realidade dos produtores foi


Integração

fundamental na construção do conteúdo apresentado no substitutivo e beneficia ambas as partes envolvidas no contrato. Para Marcelo Lopes, presidente da ABCS, a aprovação do PL no Congresso Nacional representa um marco na suinocultura e nas demais cadeias agropecuárias envolvidas no sistema de produção integrado. “A ABCS se sente feliz em ter participado e lutado, juntamente com tantas outras instituições, produtores e associações, para

que uma relação justa e saudável entre agroindústria e produtores se tornasse uma realidade em todo o país”. O presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura, o deputado federal Covatti Filho (PP/RS), explica a importância do avanço e da aprovação do documento no legislativo. “Atualmente não há regulamento ou legislação para orientar esta modalidade de contrato, trazendo insegurança jurídica nas relações de integração que não são consideradas

relações de trabalho e tampouco terceirização, por isso a importância de ter uma lei que traga essas garantias”, justifica o deputado. Autor do substitutivo aprovado, o deputado Colatto está otimista com os desafios futuros para a aprovação do PL após uma passagem tranquila pelo Senado. “A tramitação foi rápida, já que o processo de elaboração do substitutivo foi muito debatido com os envolvidos (setor rodutivo e empresas) e os senadores estavam cientes das

Conheça os principais pontos do PL da integração ● As Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) deverão ser integradas por representantes da integradora e dos produtores, sendo os últimos escolhidos diretamente pelos produtores integrados de cada unidade. ● Para assegurar a viabilidade econômica, o equilíbrio dos contratos e a continuidade do processo produtivo, a integradora deverá cumprir com o valor de referência para a remuneração do integrado conforme definido pelas Cadecs. ● Tanto o produtor integrado quanto a integradora têm a missão de atender às exigências da legislação ambiental para o empreendimento ou atividade desenvolvida na granja no que tange o contrato de integração. ● O produtor e o integrador devem zelar pelo cumprimento da legislação sanitária, o controle de pragas e a correta destinação das embalagens de medicamentos veterinários no que tange ao contrato de integração.

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Integração

técnicas a fim de garantir uma relação justa entre as partes. O produtor integrado Luiz Antonio Meireles Vasconcelos da Associação dos Produtores Inte grados do Estado de Minas Gerais (Aproimg) acredita que a lei beneficiará igualmente a indústria e o produtor rural e considera o documento um divisor de águas. “É muito gratificante para nós suinocultores e acredito também para a indústria assistir finalmente à promulgação de uma lei que estará contribuindo para uma construção mais sólida deste modelo de negócio”, afirma. Luiz Antonio Meireles Vasconcelos será um dos produtores beneficiados pela Lei

alterações. Logo, esperamos ansiosos a sanção presidencial”. Com a aprovação serão formalizados os Fóruns Nacionais de Integração Agroindustrial (Foniagro) e as Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs), por meio dos quais produtores e indústrias construirão os parâmetros de remuneração e discutirão as metas técnicas, fortalecendo assim o sistema de produção integrado no Brasil e garantindo a sustentabilidade da cadeia. Além disto, também será permitido que entidades representativas como a ABCS estejam presentes no processo, orientando seus produtores e contribuindo com informações

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"É muito gratificante para nós suinocultores assistir finalmente à promulgação de uma lei que estará contribuindo para uma construção mais sólida deste modelo de negócio”, afirma o produtor integrado Luiz Antonio Meireles Vasconcelos

Vasconcelos também fr isa a impor tância da implantação das Cadecs e do Foniagro, que serão importantes instrumentos para um modelo sustentável de integração. “Estas medidas asseguram a viabilidade econômica e equilíbrios nos contratos, sobretudo as devidas responsabilidades das partes ao meio ambiente".

Histórico Com início no Senado, em 2011, o Projeto que “dispõe sobre os contratos de integração, estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e integradores e dá outras providências”, sofreu algumas modificações e emendas até que se chegasse ao substitutivo Desde 2013, as entidades representativas de diversos elos das cadeias envolvidas neste projeto, iniciaram tratativas a fim de melhorar artigos no texto da proposta encaminhada pelo Senado. O processo também contou com o apoio incansável dos deputados da Frente Parlamentar da Suinocultura e da Frente Parlamentar Agropecuária, que organizaram audiências públicas e reuniões buscando sempre um meio de tornar a relação contratual entre produtores integrados e agroindústria integradora mais equilibrada, com menor assimetria das informações, maior repartição de riscos e responsabilidades e maior equidade na distribuição dos resultados.


PSC

PSC Um Brasil livre Com a entrega da certificação da OIE no dia 26 de maio, O DF mais 13 estados se unirão a Santa Catarina e Rio Grande do Sul como zona livre de Peste Suína Clássica, totalizando mais 90% da produção nacional. Em busca de um Brasil livre, o MAPA já trabalha na elaboração de proposta estratégica para erradicação da PSC em mais oito estados. 20


PSC

O

Brasil está cada vez mais próximo de ser um país livre da ameaça da Peste Suína Clássica (PSC). Após a certificação de SC e RS em 2015, o país receberá no dia 26 de maio, em Paris, o reconhecimento de mais 13 estados, o Distrito Federal e quatro municípios no Amazonas como áreas livres de PSC pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Em busca de um território livre da doença, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já trabalha para elaboração de proposta estratégica para erradicação em mais oito estados Brasileiros. O documento será elaborado por um grupo de trabalho criado pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), cuja participação já foi solicitada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O foco do trabalho será nas regiões Norte e Nordeste, que apesar de agregar apenas cerca de 5% da produção nacional, apresenta um grande risco de disseminar a PSC para as demais regiões. Conforme a publicação feita no Diário Oficial da União, os estados atendidos serão: Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Segundo Nilo de Sá, Diretor executivo da ABCS, a proposta representa mais uma grande conquista para a suinocultura brasileira. “Embora essas regiões não sejam grandes produtoras de suínos, em termos de volume, o fato de ainda não serem reconhecidas como livres da doença, pode representar um risco para as demais regiões que já possuem a certificação”, destacou.

14 estados conquistam certificação em 2016 O Comitê Científico da OIE reconheceu, em fevereiro, o Distrito Federal e mais 13 estados brasileiros como áreas livres de Peste Suína Clássica

(PSC). Com isso, PR, SP, MG, MS, MT, GO, TO, RJ, ES, BA, SE, RO, AC e DF, receberão oficialmente no dia 26 de maio, durante a Assembleia Geral da OIE, em Paris, a certificação internacional como área livre de Peste Suína Clássica. Também estão nessa lista os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do município de Lábrea, no Amazonas. “Essa conquista reforça o empenho do Ministério da Agricultura, das defesas estaduais e da iniciativa privada em defender a sanidade do rebanho suinícola brasileiro. Futuramente a certificação poderá ser uma condição obrigatória para a exportação da carne suína. Logo, é um passo importante para que o Brasil se afirme, cada vez mais, como grande exportador da proteína”, destaca de Sá. O reconhecimento internacional é composto por várias etapas. Inicialmente, cada estado deve cumprir as exigências descritas na NI nº 5/2009 e passar por auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para, caso aprovado, ser indicado ao órgão internacional. Depois, o pleito é avaliado pelo Grupo ad hoc, pelo Comitê Científico e, finalmente, pela Assembleia Geral da OIE. No Brasil, apenas os estados do Rio Grande Sul e Santa Catarina possuíam a certificação, conquistada em maio de 2015. Entre as exigências do código sanitário de animais terrestres da OIE para que se consiga a certificação estão as notificações de suspeita de doença hemorrágica ou aumento de mortalidade, melhorar barreiras sanitárias fixas, estabelecer corredores sanitários e barreiras volantes como alguns dos requisitos. Segundo o chefe do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, o reconhecimento será uma

garantia de manutenção dos mercados internacionais para a carne suína brasileira. “Nós, do Brasil, nos manteremos no topo das condições sanitárias, evitando retaliações de outros países e ocupando espaço de mercados que não tenham status de zona livre da doença”, avalia Marques. A doença, causada por um vírus, é altamente contagiosa e tem notificação compulsória para a OIE. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal. Desde meados de 2013, a ABCS lidera a discussão e divulga as informações sobre o tema. A associação nacional sediou, em julho daquele ano, um workshop entre técnicos da OIE, FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e autoridades sanitárias de 22 países da América Latina com o tema “Erradicação da PSC das Américas”. Na ocasião, foram detalhados os requisitos necessários para o reconhecimento internacional. Já em 2014, a ABCS promoveu um workshop e participou de reuniões para contribuir com as decisões do Mapa sobre o tema bem como para acompanhar a evolução dos estados no cumprimento dos requisitos.

Missão Diante da importância da conquista, a ABCS organizou uma delegação para acompanhar o evento do dia 26 de maio, em Paris, da qual participarão produtores, empresas e demais entidades ligadas ao setor. A iniciativa, organizada junto ao Ministério da Agricultura, Itamaraty e Câmara de Comércio França Brasil, também contará com uma agenda com assuntos de interesse do suinocultor brasileiro.

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Mercado

Mercado de suínos

preocupa produtores Kg do suíno vivo cai em algumas regiões, mas exportações voltam a bater recorde

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om o preço do milho ainda em alta, o mercado de suínos vem mostrando tendência de queda no preço pago pelo kg do suíno vivo em algumas regiões, preocupando ainda mais o suinocultor. O valor praticado em Minas Gerais na segunda quinzena de abril foi de R$ 3,35, R$ 0,15 centavos a menos que no início do mês, já em estados como São Paulo foi registrada queda de mais de R$ 0,40, e no Rio Grande do Sul houve redução de R$ 0,12. Já as exportações voltam a bater recorde, alcançando a marca de 164 mil toneladas somente nos três primeiros meses de 2016. Na avaliação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores

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de Suínos (ABCS), Nilo de Sá, o setor inspira cuidados. “Mesmo com o bom resultado das exportações, o valor pago pelo suíno vivo ainda permanece abaixo do ideal considerando o atual cenário do mercado de grãos. Em São Paulo, por exemplo, a última bolsa do mês de abril registrou R$58,00 a R$60,00 a arroba, média de R$ 3,00 a R$ 3,20 pago pelo Kg do suíno vivo. Entretanto, com o milho sendo comercializado a cerca de R$50,50/saca no estado a relação de troca kg do suíno vivo x milho permanece inferior a 1:4, construindo um cenário bastante desafiador para o suinocultor”, avalia. Os altos preços pagos pela saca do milho permanecem sendo o grande

desafio dos suinocultores em 2016. A alta do dólar elevou as exportações de milho para patamares recordes e os custos de produção tem comprometido a atividade. Nos três primeiros meses de 2016 o Brasil exportou 11,8 milhões de toneladas, volume 138% superior ao observado no mesmo período de 2015 e equivalente a 40,8% de todo o volume exportado no ano passado. (transformar em infográfico – exportação de milho) O início da colheita da 1ª safra, que responde por cerca de 35% da produção nacional, e algumas políticas públicas que vem sendo adotadas pelo governo como a linha de crédito de custeio para retenção de matrizes, os leilões realizados pela Companhia


Mercado

Nos 3 primeiros meses de 2016 o Brasil exportou

11,8 volume 138% ao observado no mesmo período de 2015 milhões de toneladas

superior

40,8

e equivalente de todo a cerca de % ovolume exportado no ano passado

Nacional de Abastecimento (Conab) e o aumento do volume de milho disponível para venda balcão poderão reduzir um pouco a pressão no mercado, entretanto o cenário ainda é desfavorável. “É nesse sentido que estamos trabalhando junto ao Mapa e a Frente Parlamentar da Suinocultura para buscar a adoção de políticas públicas que auxiliem os produtores, a médio e o longo prazo, nesses momentos dificuldade. A suinocultura brasileira é uma das mais capacitadas e reconhecida mundialmente pela sua qualidade de produção, portanto não pode ficar dependente apenas de medidas emergenciais para superar momento como esse”, enfatizou Nilo de Sá.

No dia 30 de março, o Mapa anunciou que a Câmara Técnica do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) aprovou o aumento da disponibilidade de milho para a venda balcão nos armazéns do Sul e Nordeste. Com isso, o governo disponibilizará 160 mil toneladas de milho nestas regiões, mas mantém o limite mensal de 6 toneladas por produtor. De acordo com o diretor executivo da ABCS, essa medida auxilia os pequenos e médios produtores dessas regiões, mas não atende o pleito levantado pelo setor, que é de aumentar o limite de compra dos produtores para pelo menos 27 toneladas por mês. “A ABCS reconhece o esforço que o Ministério vem fazendo para

"A manutenção do preço da carne bovina num patamar mais alto e a valorização da carne de frango, superior a 30% nos últimos 12 meses, torna a carne suína ainda mais atrativa para o consumidor brasileiro" 23


mercado

carne suína Exportação (jan-MAR 2016)

164,9 mil toneladas de carne suína 77,8% a mais que o mesmo período do ano passado

amenizar os elevados custos de produção. No entanto, ressaltamos que o limite de 6 mil quilos por mês não supre a necessidade dos mesmos”, afirma. Em conversa com representantes do Mapa, a ABCS teve o posicionamento de que o pleito para o aumento do limite por produtor ainda está sendo levantado pelo Ministério junto à Ciep. “Tivemos um retorno do Mapa de que nosso pleito continua sendo discutido no Conselho. A ABCS continua acompanhando o desdobramento do pedido e nossa expectativa é que o setor receba esse benefício, que é fundamental para a sobrevivência de muitos produtores”, completou Nilo de Sá.

Exportações Diante do quadro que a suinocultura brasileira se encontra, de Sá 24

acrescenta que é muito importante para o setor manter as exportações aquecidas. “As164 mil toneladas exportadas este ano representam um aumento de mais de 77% em comparação com o mesmo período de 2015 e o maior volume já registrado no primeiro trimestre. Entretanto, devido a redução do valor da carne suína no mercado internacional o aumento no faturamento com as exportações foi de cerca de 25%. Apesar disso, manter as exportações no mesmo patamar de 2015 – cerca de 550 mil toneladas – significa aumentar a disponibilidade interna já que haverá um crescimento de 2% a 3% na produção, o que pode pressionar o valor pago ao suinocultor, pois simultaneamente observa-se uma queda na renda das famílias brasileiras. Assim,

é fundamental manter o atual ritmo das exportações para aliviar o mercado interno”. Por outro lado, a manutenção do preço da carne bovina num patamar mais alto e a valorização da carne de frango, superior a 30% nos últimos 12 meses, torna a carne suína ainda mais atrativa para o consumidor brasileiro. Assim, o mercado nacional tem sido visto como o fiel da balança para dar sustentabilidade ao produtor. “O Brasil possui mais de 200 milhões de habitantes e um consumo de carne suína ainda baixo, de cerca de 15 kg per capta. Fazer com que o brasileiro coloque a carne suína na sua rotina certamente é um dos maiores desafios que a cadeia precisa superar para conseguir manter um bom ritmo de crescimento”, finaliza de Sá.


Integração


Mercado

Produção de suínos bate recorde

Crescimento reflete as novas tendências de mercado e a conquista dos consumidores

N

a contramão da crise econômica do país, o crescimento da produção de carne suína brasileira aponta as novas tendências de mercado quanto à competitividade e mudança de hábito da população. Com preços mais atrativos que a carne bovina e a quase equivalência ao valor

da carne de frango, a proteína suína tem conquistado seu espaço na mesa dos brasileiros ao comprovar o porquê seu custo-benefício a fez a carne mais consumida no mundo. Segundo previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), somente em 2016, espera-se um

crescimento na produção de carne suína na ordem de 2%, podendo chegar a 3%. Outro dado recente que aponta o crescimento do setor foi divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou o abate de suínos em 2015 como o maior já registrado,

Número de suínos abatidos por trimestre de 2011 a 2015 10.500.000 10.000.000 9.500.000 9.000.000 8.500.000 8.000.000 7.500.000

2015-IV

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7.000.000

Fonte: IBGE

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Mercado

Peso total das carcaças de suínos abatidos por trimestre de 2011 a 2015 950.000.000 900.000.000 850.000.000 800.000.000 750.000.000 700.000.000

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2011-III

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2011-I

650.000.000

Fonte: IBGE

atingindo 39,26 milhões de cabeças e 3,43 milhões de toneladas. Os números representam um aumento de 5,7% no número de animais abatidos e 7,4% no peso total das carcaças quando comparado ao ano anterior. Nilo de Sá, diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), comenta que o incremento no número de animais abatidos deve-se principalmente ao aumento de produtividade e não ao alojamento de novas granjas, refletindo o resultado de investimentos em novas tecnologias, genética, nutrição e gestão ocorrido nos últimos anos. “Trata-se de uma evolução muito significativa, pois permite maior diluição dos custos fixos e consequentemente aumenta a competitividade sobretudo em tempos de alto custo de insumos. No entanto, o contínuo aumento da oferta tende a pressionar o preço do suíno vivo para baixo, assim é importante trabalhar os mercados doméstico e internacional para manter equilibrado a relação oferta x demanda”, alerta. Q u a n to a s e x p o r t a ç õ e s, a té março as saídas de carne suína in natura já atingiam cerca de 164,9 mil

toneladas, 77,8% a mais que o mesmo período do ano passado. Assim, permanecendo o cenário de desvalorização do real frente ao dólar é provável uma exportação muito expressiva em 2016. “Para que a relação oferta x demanda se mantenha equilibrada é preciso que as exportações cheguem entre 620 a 650 mil toneladas somente para compensar o incremento de produção e não sobrecarregar o mercado interno. Com isso, a abertura de novos mercados torna-se cada vez mais importante, não só para

"A carne suína tem se tornado uma opção ainda mais interessante considerando o custo x benefício e tem tudo para ocupar cada vez mais espaço no cotidiano dos brasileiros."

permitir um aumento substancial do volume exportado, mas também para reduzir o risco da concentração de grandes volumes em poucos clientes, historicamente 40% para a Rússia e 20% para Hong Kong”, explica de Sá. Sobre o mercado interno, destino de cerca de 85% da carne suína brasileira, todas as atenções seguem voltadas para o cenário econômico, já que o agravamento da redução na renda das famílias pode influenciar negativamente também o consumo de proteínas, sobretudo da carne bovina, com a valorização observada desde 2014. É nesse contexto que a carne suína tem se tornado uma opção ainda mais interessante considerando o custo x benefício. “A carne suína tem tudo para ocupar cada vez mais espaço no cotidiano dos brasileiros. Entretanto, em se concretizando a redução de cerca de 7,0% do PIB em 2 anos, conquistar este espaço demandará um esforço extra da cadeia na comunicação com os consumidores, uma vez que a disputa com outras proteínas mais baratas deverá ser ainda mais acirrada”, afirma o diretor da ABCS. 27


4ª SNCS

ABCS e GPA confirmam realização da 4ª SNCS

Ação acontece de 1ª a 14 de setembro nas lojas Extra e Pão de Açúcar de todo o Brasil

A

realização da 4º Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) já tem data marcada. Após reunião realizada no mês de março, em São Paulo, entre representantes da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e os responsáveis pelas bandeiras Extra e Pão de Açúcar, a data para o evento foi acertada para os dias 1º a 14 de setembro de 2016. Com o tema “A carne suína no dia a dia”, a Semana traz este ano um novo formato de atuação. A capacitação dos profissionais para uma melhor manipulação e porcionamento da carne, ficará a cargo do próprio GPA. Já a ABCS será responsável pelo trabalho de conscientização e formação tanto na parte nutricional quanto no atendimento e vendas. As oficinas gastronômicas voltadas para os clientes das lojas também fazem parte da campanha, que este ano estará ainda mais focada na educação do consumidor. O conceito Escolha + Carne Suína segue como o cerne da iniciativa, destacando a saudabilidade, sabor e qualidade da carne. Segundo Lívia Machado, coordenadora do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), todo o processo de capacitação e atuação da campanha já está sendo desenvolvido pela ABCS e GPA. “O objetivo é, a cada ano, continuarmos inovando e surpreendendo nossos parceiros, colaboradores e clientes. A SNCS tem sido um dos carros-chefes da ABCS nesse trabalho fortalecimento da carne suína no mercado interno brasileiro”, disse. Marcelo Lopes, presidente da ABCS, avalia a realização da 4ª SNCS

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Maior inserção de cortes suínos nos supermercados é um dos focos da Semana Nacional da Carne Suína

crescimento em todas as variáveis do como mais uma grande oportunidade setor: visitas por cliente, sortimento, de potencializar o consumo da propenetração de cestas, vendas e volume. teína no Brasil. “Hoje a suinocultura “Tivemos ótimos resultados ano pasvive um cenário econômico favorável, sado em todo Brasil. São Paulo cresno que se refere à competitividade no ceu 22% em vendas, o Rio de Janeiro mercado interno. A alta nos preços da registrou aumento de 25%, já no Cencarne bovina e de frango, favorecem tro-Oeste foi de 11%, e o Nordeste ficou o aparecimento da carne suína como em 18%. Esses resultados corresponuma opção que oferece um excelente dem ao aumento de penetração de custo benefício. Nossa proteína tem cestas, já que muitos clientes trocaram grande potencial competitivo, porque outras proteínas pela carne suína. Notamais do que o preço, oferece também mos que essa mudança não se deu apesabor e qualidade para as refeições dos nas pelo custo do produto, mas tambrasileiros”, enfatizou. bém porque os clientes estão vendo a O aumento do consumo de carne carne suína com outros olhos, principalsuína no país e a conquista dos conmente, após a realização das três primeisumidores tem ficado evidente nos ras edições da Semana”, afirma. números de vendas registradas nos supermercados do GPA. Conforme levantamento do grupo, “Tivemos ótimos resultados após a realização da 3ª ediano passado em todo Brasil. ção da SNCS foi observado um São Paulo cresceu 22% em aumento de 50% na comercialização de carne suína no último vendas, o Rio de Janeiro trimestre de 2015, se comparado registrou aumento de 25%, já aos oito primeiros meses do ano. no Centro-Oeste foi de 11%, Segundo Alice Fortunato, compradora nacional de suínos e o Nordeste ficou em 18%” do GPA, para 2016 espera-se um


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Consumo

Marketing da Carne suína reposiciona a proteína frente ao consumidor

Segundo estudo, a carne suína vem derrubando mitos que atrapalham o seu consumo no Brasil, mas os desafios continuam

O

consumidor brasileiro vem, a cada dia, olhando a carne suína de forma diferente. É possível notar o crescimento da sua presença nos açougues, supermercados e nos lares. A proteína antes tímida, presente em apenas ocasiões especiais e nem sempre com seu potencial todo explorado, tem mostrado sua diversidade de cortes e preparo e ganhado cada vez mais adeptos, tornando-se assim a proteína que mais vem crescendo na frequência do consumo, estando presente semanalmente no prato do brasileiro. De acordo com uma pesquisa Francisco Rojo Marketing de Alimentos realizada por nutrólogos, nutricionistas, consumidores e empresários, encomendada pela Associação Brasileira de

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Proteína Animal (ABPA) e divulgada em março deste ano, os mitos negativos que cercam as proteínas, em especial a carne suína, são cada vez menos frequentes no país. A ABPA responsabiliza as campanhas em prol do consumo e conscientização sobre as propriedades e os mitos pela notável mudança. A redenção da carne suína vem acontecendo paralelamente com campanhas de marketing do setor, como a criação do conceito “Escolha + Carne Suína”, o crescimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e o apoio de uma das maiores redes de varejo da América Latina, o grupo GPA, que neste ano já confirmou a realização da 4ª Semana Nacional da Carne Suína (SNCS). Os consumidores estão cada vez mais

cativados pelas vantagens que a carne suína oferece aliado a um preço bem mais atrativo do que das proteínas concorrentes. A coordenadora do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), Lívia Machado, que atua diretamente com campanhas e treinamentos de sensibilização e aumento de consumo da carne suína há sete anos, avalia o crescimento da carne suína como positivo. “Nestes anos de trabalho, vimos uma grande evolução da carne suína e do perfil do consumidor. Conseguimos apresentar mais cortes para o varejo e adequamos a oferta do produto para a demanda das famílias. A pesquisa mostra que estamos no caminho certo, mas ainda com muito trabalho pela frente”.


Consumo

Setor tem investido na melhor apresentação e variedade de cortes suínos

De acordo com a pesquisa, a penetração – que consiste na compra para preparo e consumo – da carne suína nos lares cresceu 10%, quando comparado aos dados registrados em 2008. Este crescimento se deve, além das campanhas de incentivo ao consumo, ao preço mais atrativo da carne suína, principalmente comparado com a bovina, que chega a custar o dobro com cortes de segunda. Como resultado, a carne suína passou a ser consumida a cada sete dias ao invés de 11 registrado em 2008. Suinocultor há mais de 30 anos, o produtor Rubens Valentini tem notado esta mudança no consumidor e vê a produção e a indústria se adequando a esta nova realidade. "As ações da ABCS tem alcançado progressos na desmitificação da carne suína bem como na indução do mercado ofertar cortes mais práticos, versáteis e atraentes".

Desafios O momento econômico vivido no Brasil traz mais uma oportunidade para promover a carne suína no mercado nacional. O consultor de

mercado Fabiano Coser explica que o panorama atual pode ser muito favorável para o setor, mas é preciso investir em ações de marketing para o grande público. “O caminho está certo, tanto é que o esforço que fizemos até agora com pouco investimento trouxe resultados interessantes. Se deixarmos naturalmente que o consumidor descubra as vantagens da carne suína,

"O Escolha + Carne Suína tem potencial de ser esta ferramenta transformadora, mas precisa de recurso. Agora precisamos de mais pessoas para caminhar juntos e competir de igual para igual com as outras proteínas"

vai demorar. Temos que aproveitar o momento para conseguirmos comunicar em grande escala”. Coser comenta que o setor sente a ausência da participação da grande indústria nas ações de promoção do produto carne suína, que impulsionaria as ações para o grande público de forma significativa. Ele afirma que grande indústria ainda não abriu os olhos para esta oportunidade que a carne suína vive e que o cenário só mudará de forma significativa quando as grandes empresas se juntarem a causa. “Se analisarmos o histórico de países que conseguiram fazer grandes campanhas e levaram informação ao público, o resultado é o mesmo: foram bem sucedidos”. Analisando o case do conceito Escolha + Carne Suína, de iniciativa da ABCS e do FNDS, Coser acredita que ele pode oportunizar a atenção para a proteína junto aos consumidores, mas avalia que o conceito precisa de um impulsor. “O ‘Escolha + Carne Suína’ tem o potencial de ser esta ferramenta transformadora, mas precisa de recurso. O momento atual é uma ótima oportunidade de mercado, agora precisamos de mais pessoas para caminhar juntos e competir de igual para igual com as outras proteínas”. A ABCS já segue esta linha de trabalho desde o final de 2014, com o lançamento do FNDS, que conta com o apoio de suinocultores, empresas de genética e de insumos, e com a criação do conceito Escolha + Carne Suína no ano passado, mas ainda é preciso que mais parceiros se juntem ao trabalho. “Temos planos ambiciosos de ações marketing para a promoção da carne suína, mas precisamos do envolvimento de toda a cadeia com o FNDS. É ele que vai determinar a nossa linha de trabalho”, explica Marcelo Lopes, presidente da ABCS. 31


Política

CMN Amplia crédito de

R$ 2,4 milhões para suinocultores Medida atende pleito do setor suinícola e será aporte para produtores

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pós pleito do setor suinícola, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou no dia 11 de abril o aumento do crédito para custeio de suinocultores, que teve seu valor dobrado de R$ 1,2 milhão para R$ 2,4 milhões. A medida vai apoiar os produtores que vêm enfrentando elevados custos de produção, devido à alta no preço do milho. Com a decisão do CMN de ampliação de crédito, os produtores poderão contratar a linha até o dia 30 de junho deste ano, e o reembolso poderá ser feito em até dois anos. Conforme informações do secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda,

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Dr. Ivandré Montiel da Silva, a medida valerá para todo o país, com juros de 8,75% – conforme regra geral do Crédito Rural – e deve ser disponibilizada imediatamente aos produtores pelos agentes bancários. Já o médio produtor rural, com renda anual de até R$ 1,6 milhão, terá taxa diferenciada que fica em 7,75%. Segundo Nilo de Sá, diretor executivo da ABCS, a medida é fundamental para que os produtores consigam formar capital de giro necessário para se preparar diante da crise que vem se instaurando no setor. “A medida vai dar um fôlego para os produtores, proporcionando capital de giro e evitando que pequenos e

médios produtores vendam matrizes para reduzir prejuízos. Para se ter uma ideia, na crise de 2012, cerca de 120 mil matrizes tiveram que ser abatidas, o que corresponde a aproximadamente mil produtores, especialmente da região Sul”, afirma. A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), junto a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresentou a proposta para uma linha específica de crédito de retenção de matrizes, ainda no mês de março, ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ministério da Fazenda, e segue aguardando um parecer favorável. Uma linha de


Política

Membros da Frente Parlamentar da Suinocultura em defesa do pleito durante reunião com o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel. Parlamentares ressaltaram a importância da suinocultura para a economia de alguns estados e a importância da linha de crédito para o setor. crédito de custeio para retenção de matrizes já havia sido adotada pelo governo durante a crise do setor suinícola em 2012, mas foi suspensa em seguida. Conforme dados apontados pela ABCS e CNA, estima-se que os limites da linha de crédito são suficientes para auxiliar efetivamente até 80% dos suinocultores da produção independente e das unidades produtores de leitões (UPL), que consiste nos principais modelos de produção em que o produtor é responsável pela aquisição da ração.

Para Custódio Castro, diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat), a oferta de linha de crédito para retenção de matrizes deve ser uma constante. “Acredito que a linha de crédito deva ser um recurso sempre disponível para os suinocultores, uma vez que o mercado de suínos enfrenta altos e baixos. Sem dúvida, é uma proposta que fornece aos produtores mais subsídios e qualidade na produção. Aqui no Mato Grosso, a nossa luta é para que a medida se perpetue nos anais

André Nassar recebe das mãos de Marcelo Lopes proposta para linha de crédito

do Fundo de Financiamento do Centro -Oeste (FCO)”, afirma. Valdecir Folador, presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e conselheiro de relações com o mercado da ABCS, destaca a importância da implementação da medida para que o produtor passe por esse momento de crise. “Diante desse momento difícil que os suinocultores vêm enfrentando, essa linha de crédito surge como uma verdadeira mão na roda para a produção de suínos no Brasil, porque servirá como capital de giro para os produtores”, avalia. O pleito também vinha sendo defendido pelos membros da Frente Parlamentar da Suinocultura, que marcaram reunião com o secretário -adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel, no dia 08 de março, e na oportunidade expuseram a realidade de seus municípios e ressaltaram a importância da suinocultura para a economia dessas regiões, bem como a importância da linha de crédito para o setor. Na ocasião, estavam presentes o presidente da Frente, deputado Covatti Filho (PP-RS), os deputados Celso Maldaner (PMDB-SC), Ronaldo Benedet (PMDB-SC) e Mauro Pereira (PMDB -RS), além de Nilo de Sá e o consultor da CNA, Décio Coutinho. 33


pnds

Projeto Nacional de Desenvolvimento

da suinocultura

Apoio:

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O

Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) é fruto de uma parceria entre a ABCS e o Sebrae e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da suinocultura brasileira, através da ampliação do mercado doméstico da carne suína.


GOiás

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Cursos de Qualificação

capacitam pequenas granjas em GO

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ais de 80 colaboradores de granjas de Goiás foram capacitados de janeiro a abril deste ano, por meio do Programa de Qualificação Profissional em Suinocultura. A ação é realizada pela Associação Goiana de Suinocultores (AGS) e pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), por meio do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar/GO). Ao todo, as granjas Juma, Val do Angico, Bom Preço e Cirando, localizadas nos municípios de Aruanã, Acreúna, Varjão e Morrinhos, foram atendidas pelo programa, com os módulos que ensinam desde o manejo da granja, passando pela gestão e questões referentes ao meio ambiente. De acordo com Samantha Andrade, coordenadora da área de pequenos e médios animais do Senar/GO, em 2016 o programa terá como foco a profissionalização das pequenas granjas no estado do Goiás. “Somente nos primeiros meses do

Colaboradores das granjas recebem kits fornecidos pela ABCS para capacitação

ano conseguimos realizar quase todos os módulos do programa nas pequenas propriedades do estado. Percebemos que a maioria dos profissionais já são qualificados, então nosso curso surge como uma forma de atualização dessas informações e estímulo ao trabalho, gerando um efeito positivos nos mais diversos índices da granja”, disse.

Cursos de qualificação profissional são foco do PNDS

Segundo a gerente executiva da AGS, Crenilda Neves, a entidade tem se esforçado para promover a qualidade na suinocultura de todo o estado. “Queremos expandir nossas ações para abranger cada vez mais granjas em todo o estado”, enfatizou. Para Antônio Cardoso, proprietário da Granja Ciranda, os cursos realizados têm sido bastante proveitosos no dia-a-dia da granja. “Além do caráter instrutivo, podemos perceber a motivação que esse tipo de ação traz para os funcionários. É notório o aumento no interesse pelo trabalho e a satisfação com os resultados alcanças”, conta. Luiz Carlos Marques, gerente da granja Val do Angico, também destaca a importância do curso para o desenvolvimento do trabalho nas granjas. “Por meio desses cursos conseguimos não só identificar os problemas da granja, como também encontrar soluções rápidas e efetivas para nossas dificuldades diárias”.

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GOiás

pnds

AGS mobiliza 500

crianças em escola em Goiás

André Rabelo, Crenilda Neves e Gleiva Staciarini comandaram atividade em escola em Goiás

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erca de 500 crianças, entre 4 a 12 anos, participaram no dia 23 de março de uma ação de promoção da carne suína promovida pela Associação Goiana de Suinocultores (AGS), durante a Semana da Alimentação Saudável, na Escola Municipal Adelino Ariane, em Aparecida de GoiâniaGO. A iniciativa, que apresentou a proteína como parceira do cardápio saudável, contou com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS). Na oportunidade, foram apresentadas as palestras “Conhecendo o Mundo da Suinocultura” e “Carne Suína Parceira do Cardápio Saudável”, ministradas pela nutricionista Gleiva Staciarini, em que foram abordadas informações sobre os benefícios e a saudabilidade da proteína. 36

Crenilda Neves, gestora executiva da AGS, comenta o sucesso e alcance que o evento obteve. “Esta foi uma ação de suma importância, porque além de atender um número expressivo de crianças também chegou até os professores, coordenadores e merendeiros da escola. São ações como essa que possibilitam um alcance cada vez maior dos consumidores e o fortalecimento do nosso setor”, diz. Na avaliação da professora Rosimeire de Morais, a ação foi satisfatória e teve grande aceitação das crianças. “Tanto as palestras quanto a oficina gastronômica trabalharam muito bem a questão da desmistificação da carne suína e, sem dúvida, contribuíram bastante para o projeto de alimentação saudável que está sendo desenvolvido aqui na escola. As informações de

como os suínos são produzidos hoje no Brasil e da qualidade da carne surpreenderam e prenderam a atenção das crianças, que também aprovaram a receita apresentada”. O evento foi encerrado pelo chef André Rabelo, que também falou sobre a qualidade da carne e preparou um strogonoff suíno. Em seguida, as crianças puderam apreciar o prato feito pelo chef e receberam material com informações sobre o produto e a receita do strogonoff. A coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado, destaca a importância de mostrar os benefícios da carne suína para o público infantil. “Nosso objetivo é incentivar cada vez mais o consumo de carne suína no Brasil. Ações como essa nos aproximam de um público importante, que está construindo os seus gostos e tem grande potencial para disseminar os benefícios da carne suína no futuro", afirma.

Crianças aprovam receita de Strogonoff de Carne Suína


ESpírito santo

pnds

Destinação de dejetos na

suinocultura é tema do Qualificases

Evento reuniu mais de 40 participantes em Vargem Alta-ES

A

Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), promoveu no último dia 31 de março mais uma edição do Programa Anual de Capacitação de Suinocultores – Qualificases. O evento aconteceu no Restaurante Mosquini, em Vargem Alta -ES, reunindo um público de aproximadamente 40 pessoas. O Qualificases tem como principal objetivo capacitar os produtores e gerentes de granjas em temas referentes aos procedimentos diários da granja. Na oportunidade, os participantes assistiram a palestra “A correta destinação de dejetos e resíduos biológicos na suinocultura, associada à geração de renda para o produtor”, ministrada pelo médico veterinário e consultor da Integrall Soluções, Stefan Alexander Rohr. Nélio Hand, diretor executivo da Ases, comenta a importância da ação para o desenvolvimento da suinocultura no Espírito Santo. “O programa é 38

uma ótima ferramenta para orientação no que diz respeito às inovações e boas práticas para execução dos trabalhos, contribuindo para o desenvolvimento de toda cadeia suinícola”, enfatiza. Para Stefan Rohr, a abordagem do tema foi extremamente oportuna. “Quando se fala de correta destinação de dejetos e resíduos biológicos, que hoje é um problema ambiental, se pudermos resolver essa questão e ao mesmo tempo gerar renda para o produtor passaremos a inserir um processo sustentável em meio a toda essa cadeia. É importantíssima a destinação de forma adequada desses materiais, além da possibilidade de novos subprodutos que podem ser comercializados vindo a gerar renda para o produtor”, afirma o consultor. Durante a palestra, Rohr indicou a produção de gás a partir do uso do biodigestor, como um dos principais subprodutos provenientes dejetos e resíduos biológicos. “Com isso geramos produção de energia que pode

vir a abastecer toda a granja, inclusive, a fábrica de ração. Pude perceber um interesse muito grande por parte dos produtores, que deram um bom retorno de situações que já estão ocorrendo aqui no estado. Identificamos que algumas granjas já têm essa geração de energia e outras comercializam algum tipo de produto oriundo desse aproveitamento”. Segundo o suinocultor Flávio Meroto, os temas abordados durante o encontro foram muito interessantes. “A parte em que o palestrante abordou os tamanhos de motores e geradores me chamou atenção, pois é uma estrutura que pretendemos implantar dentro de nossa granja nos próximos meses. Percebi a necessidade de se buscar uma consultoria especializada no desenvolvimento de projetos como esse. Sobre os biodigestores, nós já temos o sistema implantado, além da fertirrigação, e nosso próximo passo é instalarmos os geradores para que possamos diminuir os gastos com energia elétrica”, conta.


minas gerais

pnds

Workshop com Márcio Atalla é

sucesso de público em Ponte Nova Ação contou com a participação de cerca de 500 consumidores

A

cidade de Ponte Nova, importante polo produtor de suínos no estado de Minas Gerais, recebeu no dia 08 de abril o workshop “Na medida certa com a carne suína”, apresentado pelo educador físico Márcio Atalla e pela nutricionista Fabiana Benatti. O evento reuniu cerca de 500 consumidores e foi realizado pela Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) e pelo Frigorífico Saudali, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Prefeitura Municipal de Ponte Nova e Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Semej). O workshop, que tem como foco estimular e aumentar o consumo de carne suína no país, trouxe informações nutricionais sobre a carne suína e de como a proteína se encaixa na dieta de quem busca ter uma alimentação saudável e pratica atividade física. O encontro também fez parte da programação da Prefeitura Municipal para o Dia Mundial da Atividade Física e Saúde. Para participar do evento, o público fez a doação de materiais de higiene pessoal e limpeza para a Apae de Ponte Nova. A ação arrecadou 800kg em produtos. Na oportunidade, Atalla falou sobre a importância dos bons hábitos alimentares, incluindo o consumo de carne suína, para se ter uma vida saudável. “Às vezes as pessoas costumam fazer um consumo alto de calorias sem perceber. Nem sempre um tradicional prato de arroz, feijão, carne e salada, é responsável pelo ganho de peso – pelo contrário, ele é um aliado para a boa alimentação. E pode ficar ainda mais saudável

Márcio Atalla fala sobre benefícios da carne suína e da atividade física para 500 consumidores em Minas Gerais

quando optamos por incluir a carne suína no cardápio”, disse. Em sua apresentação, a nutricionista Fabiana Benatti enfatizou a importância da ação para desmitificar a carne suína. “Mesmo aqui sendo uma cidade com tradição na criação de suínos, é possível notar que ainda existem preconceitos no que se refere à saudabilidade da carne suína. Por isso, ressalto a importância desta ação, sobretudo para os consumidores, que passam a ter mais conhecimento sobre o produto e podem disseminar para as pessoas ao seu redor, assim como profissionais da saúde”. Patrícia Morari, presidente da Assuvap, aproveitou o momento para destacar a qualidade da carne suína e exaltar a tecnificação do setor. “A carne suína possui diferenciais incríveis que a tornam uma excelente indicação de fonte de proteína, excelente para os praticantes da atividade física”. A presidente ainda convidou o público para conhecer ao conceito Escolha Mais Carne Suína, idealizado pela ABCS, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da

Suinocultura (FNDS). “Nos orgulhamos em apoiar a ABCS e fazer parte desse trabalho que já alcançou milhares de consumidores”, completou. A coordenadora do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), Lívia Machado, destacou o profissionalismo do palestrante e afirmou que tê-lo como parceiro na promoção da carne suína comprova a evolução do setor. “Trazer este evento para Ponte Nova, que tem na suinocultura uma das suas principais fontes econômicas, representa uma excelente oportunidade de capacitação e aprendizagem do nosso setor. Agradeço a parceria da Assuvap e da prefeitura de Ponte Nova em mais uma importante ação”, completou. O professor de educação física, Luciano Baca, foi um dos participantes do workshop e também elogiou a ação. “Quem veio à palestra saiu com outro pensamento em relação à atividade física e boa alimentação. Fico satisfeito de saber que a carne suína que já consumo normalmente tem tantas vantagens". 39


minas gerais

pnds

Curso de cortes capacita mais de 70 profissionais em Salvador

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Frigorífico Saudali, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), realizou entre os dias 28 e 29 de março, um Curso de Cortes para os colaboradores da rede de supermercados G Barbosa, em Salvador -BA. Ao todo, mais de 70 profissionais foram capacitados. A ação, realizada por meio do Programa Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), contou com uma palestra sobre como melhor aproveitar a carcaça do animal e extrair mais de 40 opções de cortes suínos. Na oportunidade, o consultor Marcos Bisinella mostrou a evolução da suinocultura, bem como o aperfeiçoamento do frigorifico

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gerando produtos com garantia de qualidade, boas práticas na manipulação dos produtos, procedimentos corretos no fracionamento, embalagens e layout dos produtos no balcão. De acordo com César Godoi, supervisor de Marketing do Saudali, o curso buscou atender a demanda da rede G Barbosa, que é parceira do Saudali. “Essa ação é de suma importância para o trabalho que o Saudali vem realizando no estado da Bahia nesse ano de 2016, acredito que somando forças com a ABCS podemos torna o setor ainda mais forte e consolidar a marca Saudali nesse mercado”. Mateus Jesus, açougueiro do G Barbosa, participou pela primeira vez

de um curso de cortes suínos e avaliou a experiência como proveitosa. “Aprendi que a carcaça do suíno pode ser totalmente aproveitada, pois até então não sabia que haviam tantas variedades de cortes. Além disso, pude conhecer mais sobre a qualidade da carne suína produzida no Brasil”, afirmou. Segundo Lívia Machado, coordenadora do PNDS, os cursos de cortes são parte fundamental do trabalho desenvolvido pelo projeto. “Conhecer todas as qualidades e benefícios da carne suína é necessário para que esses profissionais entendam o valor da proteína e estimulem o consumo do produto”.


COMEDOURO DT DO DESMAME À TERMINAÇÃO DE SUÍNOS

Tubo para entrada de água.

ALIMENTAÇÃO GARANTIDA EM TODAS AS FASES DE CRESCIMENTO.

Alavanca de regulagem para vazão de ração com escala indicativa e manípulo para regulagem auxiliar.

Sistema de nipples, em aço inox, para umidificar a ração.

A CASP lança uma solução que oferece alimentação completa do desmame à terminação da sua criação de suínos, o COMEDOURO DT. Com dois lados, tem a possibilidade de instalação entre baias, possui fácil acesso a ração, bordas que evitam o desperdício, bandeja ajustável, é fabricado em aço inox AISI 304 - muito mais resistente e durável - e está disponível em 4, 6, 8 ou 10 bocas. COMEDOURO DT, sua criação de suínos satisfeita.

Guia articulável para tubo de descida de ração.

www.casp.com.br Central de Atendimento: 0800 771 0083


ENTRE AMIGOS

Mig-Plus: tecnologia aplicada à nutrição animal A Mig-Plus Agroindustrial utiliza a mais moderna tecnologia para elaborar premixes, suplementos minerais, vitamínicos e proteicos que serão agregados às rações destinadas a suínos e outras espécies animais. A linha de produtos Mig-Plus também é formada por rações completas para todas as fases do desenvolvimento e da produção animal. A busca pelo desenvolvimento de uma nutrição saudável para os animais levou a empresa a um alto

nível de customização dos suplementos nutricionais. Essa autorização para uso de medicamentos terapêuticos é auditada pelo Mapa. Outro ponto forte da empresa é a assistência, orientação técnica e prestação de serviço a todos os clientes. A Mig-Plus realiza serviços de necropsia, análises clínicas e patologia, em laboratório próprio, responsável também pela análise de matérias-primas e das formulações da própria fábrica. A Mig-Plus comercializa seus produtos em todo o Brasil, por meio de distribuidores e revendas, tendo maior concentração nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Mato Grosso.

RACTOSUIN®: UMA TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL O Ractosuin ® da Ourofino, um aditivo melhorador de desempenho, é uma tecnologia muito promissora, pois seus resultados estão diretamente relacionados com a solução para o crescimento populacional e a demanda de alimentos. Esta tecnologia aumenta a produção de carne, com maior rentabilidade e ainda diminui o impacto ambiental da suinocultura. Se considerarmos toda a cadeia produtiva, desde a produção de insumos até o consumidor final, o Ractosuin® pode impactar positivamente

em todos os elos. O uso do produto proporciona economia de mais de 300 mil toneladas de milho e mais de 100 mil toneladas de farelo de soja, aumenta a produção das granjas e gera menor impacto ambiental. Atitudes sustentáveis, produzir mais carne com menos insumos e investir em tecnologias que impactam todos os elos é prioridade para cadeia suinícola. Neste sentido, o Ractosuin® vem cumprindo seu papel como uma tecnologia para o presente e para o futuro, pois garante produção de alimento seguro, com maior rentabilidade e de forma sustentável.

Auster Nutrição Animal investe R$ 4 milhões e amplia fábrica A Auster, empresa 100% brasileira de nutrição animal investiu R$ 4 milhões na expansão da sua fábrica, localizada em Hortolândia, interior de SP. O investimento é parte da estratégia da empresa de aumentar a sua produção diária, devido ao rápido crescimento da empresa. Foram construídos 3000 m² nesta nova etapa e esse novo investimento permitirá que a Auster otimize novos processos de automação, com investimentos ainda em novos equipamentos e ampliação na oferta de empregos. 42

Com tecnologia inédita na nutrição animal, a fábrica possui três linhas de produção abastecidas por via pneumática, sendo que uma delas é a primeira capaz de efetuar micro-dosagens de forma totalmente automatizada. “Temos muito orgulho da história que estamos escrevendo e de todo o trabalho que realizamos ao longo dos anos. A ampliação da fabrica é o resultado de muito trabalho e uma equipe focada em melhorar cada dia mais”, revela Paulo Portilho, diretor da empresa.


ENTRE AMIGOS

Desvet apoia ação educacional na Rio Branco Alimentos A Desvet Produtos Veterinários, representada pelo seu corpo técnico e comercial, participou da ação da parceira Rio Branco Alimentos, que recebeu a visita da pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves Jalusa Deon Kich nos dias 16 e 17 de fevereiro. O intuito foi avaliar todos os processos produtivos, desde as granjas UPLs, creche e Terminação até o abatedouro de suínos, visando discutir ações preventivas que possam garantir, ao consumidor final, produtos com excelência na qualidade e total segurança dos alimentos. Durante o encontro, técnicos da integração e UPLs, fábrica de rações, garantia de qualidade do frigorifico e veterinários e técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) tiveram a oportunidade de acompanhar a palestra – Salmonela na Suinocultura Brasileira – do Problema ao Controle. A abordagem ampla e completa da palestra sobre um desafio da suinocultura, que, além do significativo impacto econômico, é de extrema importância em saúde pública,

possibilitou relevante troca de experiências e avaliação dos principais pontos críticos de controle da produção. A Embrapa Suínos e Aves disponibilizam gratuitamente, pelo link abaixo, vários conteúdos sobre Salmonela em suinocultura, com informações práticas e didáticas. www.embrapa.br/suinos-e-aves/salmonela

MSD Saúde Animal lança Zuprevo® 4% para suínos Antibiótico chega ao mercado para auxílio no controle de importantes agentes causadores de doenças respiratórias dos suínos A MSD Saúde Animal lança o Zuprevo® 4%, um antibiótico injetável para suínos à base de Tildipirosina, o primeiro macrolideo com estrutura tribásica para auxiliar no controle das doenças respiratórias dos suínos. Zuprevo® 4% oferece tratamento contra os patógenos: Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, Bordetella bronchiseptica e Haemophilus parasuis, todos sensíveis à Tildipirosina. A Tildipirosina é composta por três aminas e um anel de 16 átomos de carbono, tornando-a uma molécula grande e dificultando o mecanismo de resistência bacteriana. Ela age inibindo a síntese de proteínas do ribossomo bacteriano e une-se ao ácido ribonucleico no sitio 23S, na subunidade ribossômica 50S. Robson Gomes, Gerente de Produtos da MSD Saúde Animal, afirma que o tempo é essencial quando trata-se das doenças respiratórias dos suínos. “As doenças respiratórias

provocam sofrimento ao animal e geram prejuízos, tornando-se uma questão importante em saúde e bem-estar animal. Portanto, o tratamento e a prevenção são fundamentais para proteger o rebanho e garantir a produção de suínos saudáveis”, afirma. Gomes explica que Zuprevo® 4% concentra-se no pulmão, permanecendo ativo por 17 dias. O produto é eliminado pela urina, apresentando um curto período de carência para abate: “Apenas nove dias, o que significa que o medicamento pode ser usado com segurança em fase final de terminação”.

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Everton Gubert,

sócio-fundador da Agriness 1. Por que investir no Programa Empresas Amigas? A Agriness procura apoiar e participar de iniciativas que verdadeiramente contribuem com o desenvolvimento do nosso setor e o programa é uma delas. 2. Qual a novidade da Agriness para este semestre? Entre nossos lançamentos está a Academia Agriness, uma grande inovação que irá contribuir com a formação continuada dos profissionais que se dedicam a

suinocultura, e a Aceleradora, que consiste num serviço premium de mentoria para impulsionar as granjas a atingirem o seu máximo potencial produtivo. 3. Por que o produtor deve escolher sua marca? A Agriness tem como propósito impulsionar as pessoas que trabalham no agronegócio a serem melhores todos os dias. Acreditamos que se as pessoas se desenvolverem, evoluírem, o setor melhora.

Paulo Portilho, Diretor da auster

1. Por que investir no Programa Empresas Amigas? Acreditamos que desenvolver o nosso trabalho através de parcerias teremos ganhos importantes para nossa empresa. Reconhecemos o importante papel da ABCS para o setor suinícola e o excelente trabalho desenvolvido com ações focadas nos principais elos da cadeia: produção indústria e comercialização, trabalho este que

a cada ano aumenta a competitividade dos suinocultores reforçando assim a importância da nossa contribuição financeira. 2. Qual a novidade da Auster para este semestre? A novidade da Auster para este ano, é a Criação da Linha Numia, com o objetivo de trazer inovação para

Sergio Schuler,

Diretor da Bayer Saúde Animal 1. Por que investir no Programa Empresas Amigas? A Bayer entende que o Programa é uma importante ferramenta para fortalecer a suinocultura brasileira. O trabalho desenvolvido pela ABCS enaltece a qualidade da carne suína, além disso, defende os princípios do bem- estar animal, tema de extrema importância para Bayer, e assim defende os interesses de toda cadeia. 2. Qual a novidade da Bayer para este semestre? Estamos divulgando nosso recente lançamento, o Baycox Iron. O nosso objetivo é levar essa nova

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tecnologia ao maior número de clientes, principalmente aqueles mais preocupados com bem-estar animal e otimização de mão de obra. 3. Por que o produtor deve escolher sua marca? Estamos constantemente investindo em pesquisa e desenvolvimento para trazer novas tecnologias e produtos melhorados ao mercado. Recentemente lançamos novas soluções em inseticidas (Temprid®), rodenticidas (Rodilon® Soft Bait) e controle de coccidiose (Baycox® Iron), todas formulações inéditas.


Henrique Lamas,

Gerente Nacional de Suínos 1. Por que investir no Programa Empresas Amigas? O programa visa o desenvolvimento sustentável da cadeia suinícola e, portanto, está de acordo com a filosofia da BRNova, que tem em seu DNA a constante inovação tecnológica de seus produtos e serviços.

precisa destes pontos chaves da produção, permite aos clientes otimizar os custos com alimentação dos animais e desempenho através de uma precisa análise em tempo real, conferindo muita agilidade para tomadas de decisão.

2. Qual a novidade da BRNova para este semestre? A BRNova traz para o mercado o Nutriopt, que consiste em um sistema nutricional que integra o conhecimento nas áreas de ambiência, sanidade, genética, potencial de desempenho, nutrição e, importantíssimo, a situação de mercado do suíno. Com a análise

3. Por que o produtor deve escolher sua marca? Trazer aos produtores qualidade, inovação e sustentabilidade são princípios norteadores incorporados à cultura da BRNova, desde a pesquisa e aquisição de matérias primas até produtos e serviços para produtores e agroindústrias suinícolas.

a Nutrição Animal. A linha Numia permite trabalhar, com embasamento técnico e científico, o máximo de entendimento da cadeia de valor dos nossos clientes, resultando em adequações na Nutrição para cada realidade. Uniremos a tradição da Auster em fazer produtos de qualidade, com resultados mais duradouros para nossos clientes.

3. Por que o produtor deve escolher sua marca? O produtor deve escolher a Auster pelo qualidade e garantia do produto final oferecido valorizando assim todo o nosso investimento junto a ABCS. Entendemos e acreditamos que o envolvimento de todos fornecedores, produtores e frigoríficos irá fazer da suinocultura uma atividade cada vez mais fortalecida.

Sergio Virgini,

Gerente Comercial de Proteína animal 1. Por que investir no Programa Empresas Amigas? Porque acreditamos em todas as iniciativas da ABCS com o objetivo de alavancar o consumo de carne suína. A Associação nos permite ter acesso a informações pertinentes ao segmento de suinocultura, desta maneira conseguimos entender e avaliar de maneira eficaz as necessidades e tendências da cadeia de produção de suínos 2. Qual a novidade da Casp para este semestre? A CASP apresenta ao mercado o Comedouro DT para suínos.

Fabricado em aço inox AISI 304, ele é resistente, durável e pode ser utilizado tanto para ração seca quanto para ração úmida. Possuí bandeja ajustável, que acompanha o crescimento dos suínos e bordas que evitam o desperdício. 3. Por que o produtor deve escolher sua marca? A CASP oferece aos seus clientes segurança e credibilidade. A empresa possui uma rede de representantes pulverizada por todo país e extremamente capacitada.

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Sabor sublime

Lanche de Carne Suína Desfiada na Ciabatta Rendimento: 4 porções

tempo de preparo: 1h15

Ingredientes • 680g de paleta suína limpa e desossada • 1 ½ talos de alho poró • 5g de cominho em pó • 1 colher de sopa de páprica • Orégano seco a gosto • 1 lata de tomate pelado • 1 ½ cebola cortada em meia lua • ½ de alho fatiada • 350ml de azeite de oliva (mais o

• • • •

suficiente para refogar) Sal e pimenta do reino a gosto 1 cenoura crua ralada Maionese à gosto 4 pães médios tipo ‘ciabatta’ (ou outra da preferência)

Modo de preparo: 1. Corte a paleta em 4 partes iguais; 2. Em uma panela de pressão, já quente, adicione azeite de oliva para refogar a cebola, o alho e o alho poró; 3. Adicione os pedaços de carne e em seguida, acrescente os temperos: cominho, páprica, orégano, sal e pimenta. Misture bem, e adicione os tomates picados à panela;

4. Acrescente o azeite e feche a panela de pressão. Após pegar a pressão, abaixe um pouco o fogo e deixe cozinhar por aproximadamente mais uma hora; 5. Tire a pressão e desfie as peças, misturando no molho restante; 6. Monte os lanches com a quantidade de carne desejada, maionese e cenoura ralada.

Confira a receita passo a passo em vídeo!


Quem conhece tudo de SUINOCULTURA precisa conhecer as soluções BRNOVA.

Além de produtos inovadores, serviços exclusivos e parceria de verdade. Porque no fundo, o que todo cliente procura em uma marca, é atenção, orientação customizada, compromisso legítimo com os resultados e visão de longo prazo. Tudo na prática. BRNOVA. Produtos bem pensados para quem pensa em resultados. www.brnova.com


Ractosuin®

Com Ractosuin®, o suíno vale mais do que pesa.

Ractosuin é bom negócio no final da produção porque possibilita mais carne magra e melhor conversão alimentar na fase de terminação do suíno. Resultado: você tem mais valor por quilo de suíno abatido e o mercado tem carne de qualidade. À base de Ractopamina, Ractosuin tem resultados comprovados e a qualidade incontestável Ourofino.

Revista da Suinocultura 18ª Edição  
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