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ABCFARMA Revista

Agosto/2011

Publicação Dirigida aos Médicos, Farmacêuticos, Odontólogos, Prescritores e Dispensadores de Medicamentos para atualização profissional

SEMPRE A MELHOR INFORMAÇÃO


Editorial

O DESRESPEITO À SAÚDE Q

ue o Brasil vive um momento econômico privilegiado dentro do cenário mundial é indiscutível.

A grande contradição é que, ao mesmo tempo em que podemos observar níveis de crescimento jamais vividos em nosso país, além de sinais de estabilização econômica acompanhada de um grande otimismo por parte de vários setores da sociedade, também podemos notar algumas incertezas quanto à duração desta fase próspera.

Empreendedores visualizam janelas de oportunidades para seus negócios e buscam aumentar a sua produção.

Pedro Zidoi Presidente

A população aproveita a onda de crédito positiva para efetuar suas compras e movimentar o consumo. E as autoridades capitalizam esta situação próspera para obter dividendos políticos.

O problema é que, apesar do cenário eufórico, não vemos nenhum esforço de poupança, seja ela realizada por pessoas �ísicas ou jurídicas, ou até mesmo do governo, através de medidas que efetivamente diminuam nossa dívida interna. Ao contrário, assiste-se ao inchamento das empresas estatais e órgãos governamentais cada vez mais acentuado.

E para garantir essa “era de prosperidade”, as autoridades têm se bene�iciado de uma carga tributária cada vez maior e avassaladora sobre empresas e consumidores.

Em nosso setor, por exemplo, nossos esforços no sentido de diminuir a carga tributária dos medicamentos têm se mostrado infrutíferos, tanto a nível nacional como regional. Recentemente, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo não só manteve o alto IVA para os medicamentos como aumentou-o através da CAT 101, estabelecendo novas alíquotas para o ICMS em São Paulo, a partir deste mês.

Mesmo após inúmeras reuniões onde expusemos os argumentos de que o setor e os consumidores seriam altamente penalizados, não fomos ouvidos. A “bolha” de consumo pode estourar a qualquer momento – afetando diretamente a saúde e a qualidade de vida da população.

Queremos agradecer as pessoas e entidades que têm se posicionado contra a alta carga de impostos que recai sobre as empresas do segmento. Salientamos que, além da ABCFARMA, fazem parte dessa luta a ABAFARMA, a ABRAFARMA, a ABRADILAN, a ALANAC, o SINCOFARMA/SP, SINDUSFARMA, a ABIQUIF, o GRUPO PRÓ GENÉRICOS e outras entidades. 

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Sumário

TEXTO: CELSO ARNALDO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Cuidados com a pele

Editorial

À �lor da pele Novos produtos, novas substâncias: hidratantes estão com tudo........32

O presidente Pedro Zidoi analisa os efeitos danosos da alta carga de impostos sobre os medicamentos............03

Odontologia

Páginas azuis

O ABC da higiene O Dr. Hugo Lewgoy ensina a fazer a melhor limpeza oral........38

Um mal de nosso tempo O neurologista Mauro Atra fala dos desa�ios da Doença de Alzheimer.........06

Ecologia

Fonoaudiologia

Resíduos sólidos: uma nova era O advogado Werner Grau explica a política de resíduos já em vigor

O bem-estar da voz Fonoaudiólogas dão dicas de como preservar esse nobre instrumento de trabalho ......................12

no Brasil........44

Gestão de negócios

Infectologia

O remédio correto O consultor Américo José diz que cada empresa exige soluções.............................68

Os 30 anos da Aids Maior epidemia do século 20, ainda não tem cura – mas grandes avanços....18

Gerenciamento

Cirurgia Plástica

A �idelidade como sucesso Segunda parte da entrevista com o consultor Gilson Coelho sobre associativismo........74

O �im da calvície Transplante de cabelo: tudo o que é preciso saber ......22

Saúde

Leia também

Enfrentando a sinusite O frio agrava a dolorosa in�lamação dos seios da face. Como tratar?.......28

Pesquisa (Profa. Terezinha Andreoli) ................................ 50

Economia (Geraldo Monteiro) ........................................ 64

Gente (Dr. Paulo Queiroz Marques) ................................... 54

Serviços (Clínica tributária fiscal) ..................................... 66

Atualidades (Lançamentos) .......................................... 58 Passatempo ........................................................... 60 Esporte (Jogos Abertos Sindusfarma) ................................ 63

Diretor Presidente Pedro Zidoi

Analista e Programador Eduardo Novelli

Diretor Financeiro Sétimo Gonnelli Diretor Secretário José Raimundo dos Santos

Ed. Eletrônica e Produção Gráfica Vanusa Assis Sergio Bichara Jornalista Responsável Celso Arnaldo Araujo Mtb 13.064 Repórter Francisco Colombo Mtb 18.640

Diretora Administrativa Abigail J. C. Maglio

NOTA:

Institucional (Geolab)................................................. 80 Evento (Econofarma 2011) ............................................. 82 Evento (Sindusfarma) .................................................. 86 Evento (Semana Racine)............................................... 90

Colaboradores Américo José da Silva Filho Gilson Coelho Nelson Grecov Dr. Osmar de Oliveira Distribuição ABCFARMA Publicidade Editora Lison Impressão Gráfica Prol

Periodicidade Mensal Rua Santa Isabel, 160, 5º andar, conjunto 51, Vila Buarque, São Paulo, SP, CEP 01221-010 Fone: (11) 3223-8677 Fax: (11) 3331-2088

www.abcfarma.org.br

Os anúncios de produtos ou de serviços publicados nesta revista são de total responsabilidade do anunciante. A ABCFARMA não se responsabiliza pelo preço determinado, nem pela qualidade dos produtos ou dos serviços anunciados.

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DIRETORIA ABCFARMA: TRIÊNIO - 2010/2013 Diretor Presidente: Pedro Zidoi Sdoia SP Diretores Vice-Presidentes: 1º: Adelmir Araujo Santana 2º: Paulo Sérgio Navarro De Souza 3º: Lázaro Luiz Gonzaga 4º: Natanael Aguiar Costa 5º: Edenir Zandoná Júnior 6º: Paulo Roberto Kopschina 7º: Pedro de Araújo Braz 8º: Diocesmar Felipe De Faria 9º: Modesto Carvalho De Araujo Neto 10º: Edimar Pereira Lima 11º: Álvaro José da Silveira 12º: Felipe Antonio Terrezo 13º: Romildo Marcos Letzner (Joinville) 14º: João Aguiar Neto 15º: Edson Daniel Marchiori 16º: Carlos Baptista Dias 17º: Armando Gomes Dos Reis Filho 18º: José de Castro Pereira

Diretores Secretários 1º: José Raimundo dos Santos 2º: Luís Carlos Caspary Marins 3º: Rogério Tokarski 4º: Ricardo Ramão Cristaldo 5º: Jorge Fernando de Azevedo Trindade 6º: Antonio Menezes de Araújo

DF PB MG SP PR RS RJ DF MG RR DF RJ SC GO ES SE AM CE SE RJ DF MT RJ SP

Diretores Tesoureiros 1º: Sétimo Gonnelli 2º: Philadelpho Lopes 3º: Nery Wanderley de Oliveira 4º: Dejalma Lemos da Silva 5º: Juan Carlos Becerra Ligos 6º: Marcos Antonio Carneiro Lameira

Diretores Do Conselho Fiscal 1º: Jaime Nunes Moreira 2º: Everton Luiz Ilha Mahfuz 3º: João Gilberto Serrat 4º: Jefferson Proença Testa 5º: Álvaro Silveira Júnior 6º: Maurício Cavalcante Filizola

Suplentes Do Conselho Fiscal 1º: Carlos de Souza Andrade 2º: Marcelo Fernandes de Queiróz 3º: Roberto Brasileiro Lima 4º: Vollrad Laemmel (Blumenau) 5º: Henrique Ângelo Denícolli 6º: Benilton Golçalves Diniz

Diretores Conselheiros Ada Palhano Malheiros (Cachoeira Paulista) Ademar Ferreira Pinto Ademir Tomazoni (Itajaí) Afonso Cesar Oliveira Silva Alarico Rodrigues (Manaus) Alex Cavalcante Garcez (Aracaju) Álvaro Lima (Bauru) Ângelo Trento Antonio Aparecido Moretti (Andradina) Antonio Carlos da Silva Bueno (Piracicaba) Antonio José Beltrame Antonio Proença (Presidente Prudente) Antonio Walmir Nola (Sind. Cricíuma) Aparecido Donizetti da S. Mendonça Benones Vieira de Araujo Carlos Augusto Batistella (Limeira)

SP SP RS RN SP AC RS RS RS PR DF CE BA RN BA SC ES MA SP RS SC SE AM SE SP PR SP SP SC SP SC SP MA SP

Carlos Fogaça (Cia Norte) Carlos Gonçalves Pereira Cassio Sobrinho Celso Flavio da Silva Claudemir Donizete Caetano (Rio Claro) Claudisnei Machado Constante Cristyne M. Albuquerque Dall’agnos (Foz Do Iguaçú) Domingos Tavares De Souza (Gurupi) Eden Araujo Borges (Uberaba) Edivaldo Francisco da Cunha Ednaldo Mercuri Rodrigues (Franca) Edson Silveira (Uberaba) Elias Gomes de Souza (Maranhão Do Sul) Elpídio Nereu Zanchet Elza De Godoy Farias (Lajes) Evandro Tokarski Fábio Timbo (Fortaleza) Fernando José Lucas (Uberaba) Francisco Deusmar de Queiróz Geniezer Pereira Ventura Filho Gilberto Carillo Garcia (S.J. Dos Campos) Gilson Geraldo Figueiredo Terra Gladstone Nogueira Frota Herbert Almeida da Cunha Heverton Breno Ferreira Iolanda Navarro Irene Prieve do Nascimento Isméria Maria Monte Claudino Aleixo João Alberto Galic João Antonio dos Anjos João Arthur Rêgo (Salvador) João Felix de Majela Filho João Garcia Galvão (Guarulhos) João Levy Navarro Junior (Adamantina) João Luciano (Florianopólis) João Luiz dos Santos João Martins da Silva Joaquim Tadeu Pereira (Belém) Joarez da Silva Macedo (Osasco) José Alves do Nascimento José Antonio Vieira (Maceió) José Castor Freire José Cláudio Almeida José Cláudio Fernandes José da Costa da Silva José Eustáquio de Freitas José Ricardo Nogared Cardoso (Tubarão) José Valdimir de Oliveira Júlio César Pedroni (Jundiaí) Kleber Sampaio Santiago (Campina Grande) Levi Gonçalves Campanha Lino Soncini Júnior (Florianopólis) Lucia Marins Cancini (Araras) Lúcio Antunes Silveira (Uberaba) Luís Gustavo Trierweiler Luíz Antonio Paiva (Frutal) Luiz Carlos Henrique (S.B.Campo) Luiz Fernando Buinaim Luiz Marcos Caramanti Luiz Trindade Pinto (Salvador) Luzia Diva Cunha Dutra Luzivaldo Navarro de Souza Manoel Brito Santos Manoel Viguini Marcelo da Silveira Souto (Araçatuba) Marcelo de Mattos Frigo (Araraquara) Marcia da Rocha Medeiros (Sorocaba) Marco Antonio Perino (Jundiaí) Maria de Lourdes Pereira Mauro Lima Rodrigues Nara Luiza de Oliveira Nelcir Antonio Ferro (Cascavel)

PR GO AP GO SP SC PR TO MG SE SP MG MA SP SC GO CE MG CE PB SP MG RO PB PB SP MT CE RS PR BA CE SP SP SC SP BA PA SP PI Al PB AL SP ES SC AP SP PB SP SC SP MG RS MG SP MT SP BA RO PB PB ES SP SP SP SP PA ES GO PR

Nivaldo Jordão de Souza Filho Noésio Emidio da Cunha (Feira De Santana) Olivio Mazuco (Bebedouro) Osvaldo Praxedes da Silva (Santo André) Paulo Luiz Zidoi Paulo Roberto Ramos da Silva Paulo Sérgio Bondança Paulo Sérgio Navarro de Souza Filho Regina Elias Barros (Juiz De Fora) Regina Maria Leitão Reni Antonio Rubin Roberto Carlos da Silva (Catanduva) Romualdo Constantino Magro (Santo André) Rosana Lima Zanini Rosélis Aparecida Lopes Salim Haber Samuel Brasil Bueno (Araraquara) Sebastião Paulino Borges Sergio Amaral Correa (Tubarão) Sergio de Giacometti (Oeste Catarinense) Stephenson Seleber (Nova Odessa) Videlina Eloy Geraldo Wagner Boer (Botucatú) Wagner Ferreira Giffoni Waldir Borges Waldivino Machado dos Prazeres (Ipatinga) Walter Luiz Machado Wanderley Margaria Wilson Galli Wilson Rossi (Tupã) Wismar Gomes de Freitas (Uberaba) Zuleide Ferraz Oliveira Castro (Imperatriz)

Conselheiros Natos e Diretores Vitalícios Alfredo Roberto (Bastos De Souza) Algacir Portes (Cascavel) Armando Zonta Arthur Henrique da Fonseca Lisboa Francisco Miguel da Silva Fridolino de Moraes Rêgo Gilberto David Cunha Da Silva Gonçalo Aguiar Ferreira Hermes Martins da Cunha Horst Schoenfelder Isaac Elias Israel Ivanildo Marinho Guedes Jair Borges Taquary Janilson Azevedo Dantas Jarbas de Souza Cunha João Azevedo Dantas José Abelardo Torres Veras José Aparecido Junqueira Guimarães José Cláudio Soares José de Assis Lima Paulo Sérgio Ferreira Lopes Ruy de Campos Marins Waldemar Pupo Ferreira Conselheiros Adjuntos Ademilson de Menezes Cordeiro (“Brejo”) Anderson Naves Resende (Uberlândia) Antônio Barros Leite Júnior (Jundiaí) Antônio Thomaz Mondini (Rio Claro) Guilherme Leipnitz (Rio Grande Do Sul) Ivan Pedro Martins Veronezi (Fernandópolis) Jorge Froes de Aguilar José Pedro Fernandes (Araras) José Ademar Lopes (RS) Luís Carlos Gardini (Lins) Marcio Barbosa Marco Públio Martini (Cachoeira Paulista) Roberto Massatoshi Baba (Birigüi) Ronaldo de Oliveira Carvalho (Lins) Ronaldo Fernandes Pereira (Uberlândia) Sergio Mena Barreto Vítor Fernandes (Americana)

PB BA SP SP SP RJ SP PB MG PB RS SP SP SP SP AP SP MS SC SC SP SP SP DF GO MG MG SP RS SP MG MA PE PR SC AL RN BA RS SP MT SC PA AL GO PE AL PB CE DF PE PB MS RJ SP PE MG SP SP RS SP SP SP SP SP SP SP SP SP MG SP SP

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Páginas Azuis TEXTO: CELSO ARNALDO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Dr. Mauro Atra

Alzheimer

Um mal, um enigma

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omeça com esquecimentos banais – o nome de um �ilho ou neto, por exemplo. Então, as falhas de memórias se tornam mais constantes e evoluem para desorientação espacial e temporal. No �im, a perda da individualidade e a completa dependência para os atos mais simples do dia a dia. A Doença de Alzheimer parece ser um dos males de nosso tempo, à medida que a população vive mais. Hoje a mais comum forma de demência senil conhecida pela neurologia, afeta cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil – mas ainda se sabe pouco sobre ela. As causas são desconhecidas. Os sintomas, a gravidade e a velocidade da doença variam de caso a caso, mas, de modo geral, o Alzheimer é progressivo e inexorável, afetando idosos de todas as classes sociais – o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan e o ator Charlton Heston estão entre as vítimas da doença. Tudo o que os médicos podem fazer, no momento, uma vez diagnosticada a moléstia, é tentar retardá-la, através de medicamentos especí�icos. Mas são os chamados cuidadores – quase sempre familiares – que desempenham o papel mais importante na terapia. O Dr. Mauro Atra, neurologista do Hospital do Coração, em São Paulo, que lida todos os dias com pacientes de Alzheimer, explica o que até hoje se sabe sobre esse verdadeiro mistério do cérebro humano

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Dr. Mauro Atra, neurologista do HCor

Antigamente, quando uma pessoa idosa começava a apresentar lapsos de memória e confusão mental, dizia-se que ela estava “esclerosada”. Essas pessoas, à luz dos conhecimentos de hoje, teriam Alzheimer? Com certeza. O termo esclerosado não se usa mais. O avanço da terceira idade é uma realidade em todo o mundo e por isso a doença é muito estudada. Exames anatomopatológicos de cérebros com diagnóstico de Alzheimer são perfeitamente compatíveis com exames similares em nossos avós “esclerosados”. A maioria dos pacientes com demência, sabe-se hoje, tem Doença de Alzheimer senil.


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Mas ela não é sempre senil? Quando o Dr. Alois Alzheimer (médico alemão que identi�icou essa doença neurológica degenerativa) descreveu o mal, este tinha características pré-senis, pois seu trabalho inicial foi um estudo sobre sete pacientes com menos de 60 anos – o que chamou a atenção de toda a comunidade médica da época. O que antes acontecia numa fase pré-senil hoje ocorre na senilidade. Casos precoces de Alzheimer são raros. O risco da doença aumenta com a idade.

Os cientistas já têm alguma pista sobre a causa e a origem do Alzheimer?

Há muito interesse em descobrir isso, mas ainda sabemos pouco. É uma doença degenerativa de algumas substâncias cerebrais, mas a causa dessa degeneração ainda é desconhecida. Ela possivelmente se desenvolve como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. Pode ser de origem cromossômica, mas ainda estamos muito longe de uma resposta. Por isso, costumo dizer que, por enquanto, a doença é degenerativa

Novos testes bioquímicos podem apontar marcadores da doença antes que ela se manifeste

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– um termo que se usa normalmente quando não se conhece o mecanismo de uma moléstia.

Um paciente com suspeita de Alzheimer nunca vem sozinho ao consultório do neurologista, é trazido por parentes. O que leva a família a descon�iar de Alzheimer? Há sintomas inconfundíveis?

No âmbito social, é di�ícil diagnosticar o Alzheimer na fase inicial, em que falhas de memória passam despercebidas ou parecem naturais para a idade e portanto não são valorizadas. São situações, por exemplo, em que o idoso esquece o nome de familiares, eventualmente se perde ou não sabe voltar para a casa, mas são confundidas com o processo de envelhecimento.

Todos nós temos lapsos de memória. Há pessoas relativamente jovens, por exemplo, que esquecem onde deixaram o carro. Pode ser um lapso sugestivo de uma fase precoce de Alzheimer?

Não, isso geralmente é um dé�icit de atenção, por causa da quebra da rotina. Para que se caracterize um lapso de memória como indício de Alzheimer é preciso associar a queixa pessoal com sintomas clínicos. E esses sintomas são levantados através de uma avaliação neuropsicológica, composta por uma série de testes. Na consulta inicial, com o neurologista, podemos fazer um teste rápido, que chamamos de “mini-mental”, ou “mini-exame do estado mental”, que consiste de perguntas e exercícios básicos: que dia é hoje, em que ano estamos, nomes de �ilhos, etc. Pedimos também para o paciente desenhar um relógio, por exemplo. Mesmo no início da doença, um paciente com Alzheimer terá di�iculdade de responder a perguntas simples ou atender ao que é pedido. Essa já é uma pista. Mas o diagnóstico deve ser con�irmado com um teste mais extensivo, feito por uma psicóloga, e desdobrado em pelo menos duas sessões, em que se avaliam

Exercícios constantes para a mente talvez não previnam o Alzheimer, mas são essenciais para uma terceira idade com qualidade todas as funções cognitivas do paciente: memória tardia, memória recente, memória de evocação, noção de espaço e cálculo, entre outras. Nessa bateria de testes são conferidos pontos a cada item. E, com esses números, a psicóloga nos transmite parâmetros sobre o estado neuronal de cada paciente. Um dé�icit cognitivo leve – que num passado recente era tido como um quadro isolado – já pode ser sugestivo da doença. Observou-se, com o tempo, que muitos pacientes que apresentavam esse dé�icit leve evoluíram para Alzheimer. Esse pode ser, portanto, um sinal precoce da doença. Sintomas iniciais devem ser valorizados, na tentativa de se estabelecer um diagnóstico de probabilidade o mais precocemente possível. Teoricamente, essa fase inicial dura de 2 a 4 anos. O começo das alterações é lento e alguns pacientes conseguem se adaptar a determinadas de�iciências na primeira fase da doença.

A família, que convive diariamente com o idoso, geralmente nota mudanças de padrão de comportamento sugestivos de Alzheimer?

A maior parte dos pacientes que a família suspeita estar com Alzheimer efetivamente já tem a doença. Os de-


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O papel dos cuidadores familiares se torna mais importante à medida que a doença avança e o paciente se torna mais dependente mais podem ser quadros de demência por problemas circulatórios.

Com o diagnóstico con�irmado, o que se pode fazer?

Lamentavelmente, muito pouco para se interromper o curso da doença. O diagnóstico, na maioria dos casos, é o ato médico mais e�iciente de todo o processo. Existem alguns medicamentos para tentar retardar o ritmo de evolução, mas que não alteram a história natural da doença. Não são como os antibióticos, que debelam uma infecção. Mas vale a tentativa, sobretudo porque esses medicamentos funcionam como uma espécie de placebo para a família, que �ica mais tranquila com a existência dessa possibilidade terapêutica. São, basicamente, os chamados inibidores da acetilcolinesterase (donepesila, rivastimina, galantamina, rivastigmina, etc), fármacos que atuam inibindo a enzima responsável pela degradação da acetilcolina – um neurotransmissor que atua na área da memória – no sentido de tentar preservar as funções cognitivas. A de�iciência de acetilcolina é considerada um dos fatores bioquímicos da doença.

Com o tempo, o paciente sai do âmbito do médico e passa à responsabilidade dos cuidadores?

Infelizmente. Mas os neurologistas continuam acompanhando o paciente, no sentido de tentar minimizar as intercorrências médicas da evolução da doença em suas várias etapas – os distúrbios de humor, como a depressão e a ansiedade, por exemplo, ou infecções, di�iculdade de deglutição, etc. No �inal, o 10 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

paciente com Mal de Alzheimer se torna um paciente muito complexo. E o papel dos cuidadores no Brasil tem sido fundamental. Os brasileiros parecem não aceitar a institucionalização da doença – ou seja, deixá-la a cargo de pessoas ou instituições externas à família. Temos uma afetividade familiar exacerbada que acaba resultando na indicação de um cuidador d entro da própria família. Esse cuidador, muitas vezes, acaba também perdendo sua individualidade, porque o doente passa a exigir cuidados cada vez mais intensos. No Brasil, cuidadores geralmente são mulheres – grandes cuidadoras em todas as fases de sua vida

Há algo que uma pessoa possa fazer para tentar evitar ou retardar o Alzheimer, como praticar exercícios mentais com mais frequência?

A neurologia ainda não encampou essa teoria, bem como a de que pessoas com melhor formação cultural e educacional teriam menor risco de Alzheimer por eventualmente ter uma reserva neuronal maior, uma hipertro�ia da memória. Essa hipótese, sugerida por algumas estatísticas, ainda não está cienti�icamente comprovada. De

qualquer forma, independentemente do Alzheimer, é sempre muito saudável exercitar a mente, paralelamente ao exercício do corpo. Exercícios �ísicos fazem muito bem à saúde e, mesmo no caso de um diagnóstico de Alzheimer, um bom estado geral conta pontos na evolução da doença.

O IBGE identi�icou 23 mil centenários no Brasil. Como chegar lá com a cabeça legal?

Manter permanentemente a atividade cerebral, com muita leitura e exercícios para a mente, pode ser fundamental. Um dos exercícios que a gente sugere é ler sobre determinado assunto e em seguida discutir o tema com alguém da família, o que contribui para aumentar a atenção e reter informações. Há idosos que leem o jornal inteiro e, ao �inal da leitura, não retiveram nada. O estímulo ao debate é um ótimo exercício. O bom humor também é essencial para uma vida longa com qualidade. Pessoas mal humoradas podem até viver muito, mas em geral vivem mal, isoladas, presas em si mesmas. O convívio saudável com outras pessoas é um dos ingredientes dessa receita. 

Apoiando quem cuida

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riada em 1991 por um grupo de médicos e familiares de pacientes de Alzheimer com o objetivo de discutir, conhecer e difundir as informações sobre a doença, a Abraz/Associação Brasileira de Alzheimer oferece meios de atualização e apoia ações voltadas ao bem estar do portador, da família, do cuidador e do profissional. A atriz Irene Ravache, que cuidou da mãe com Alzheimer, é uma das mais ativas divulgadoras da entidade.

Mais informações:

www.abrazsp.org.br


Fonoaudiologia TEXTO: CELSO ARNALDO ARAUJO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Bem-estar

para a voz

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a era da informação digital, a comunicação pessoal continua sendo uma ferramenta indispensável para o profissional de sucesso – e essa forma de comunicação se sustenta sobretudo pela voz, o veículo das mensagens. Por isso, profissionais que lidam com o público precisam cuidar da voz como um diferencial competitivo. As fonoaudiólogas Fabiana Zambon, responsável pelo programa de Saúde Vocal do Sindicato dos Professores de São Paulo, e Mara Behlau, coordenadora do Curso de Especialização em Voz do Centro de Estudos da Voz, formularam uma cartilha com dicas de bem-estar vocal. A publicação é dirigida especificamente a professores – mas é válida para todos que usam a voz como instrumento de trabalho, como os profissionais de farmácia. Leia com atenção para melhorar sua voz e suas vendas.

Por que a voz é tão importante? Porque carrega as palavras e também passa a mensagem emocional atrelada a elas. Todos já tivemos a experiência de, num simples “alô”, perceber uma emoção de alegria ou preocupação. Assim, o som da voz tem a dupla função de informar conteúdo e sentimentos.

Como a voz é produzida?

A voz é produzida na laringe. O som da voz depende de um re�inado controle cerebral que coloca em vibração as pregas vocais, popularmente conhecidas como cordas vocais. O combustível dessa vibração é o ar que sai dos pulmões. Uma boa coordenação entre o ar que passa pela laringe e a vibração das pregas vocais produz a voz humana, que se transforma nos sons da fala pelos movimentos dos articuladores, como a língua e os lábios.

O que prejudica a voz?

Dra. Fabiana Zambon, uma das fonoaudiólogas autoras da cartilha sobre bem-estar vocal 12 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Falar demais quando se está doente, cansado, após uma noite mal dormida, com gripes ou resfriados, em ambientes inóspitos e quando se está muito estressado são alguns inimigos da voz. Evidentemente, o fumo e o álcool são reconhecidamente prejudiciais à saúde como um todo e, de modo particular, constituem o maior risco vocal.

Como saber se eu tenho problema de

voz?

Se sua voz modi�icou-se nos últimos tempos, se você percebe que a voz nas férias é muito melhor que durante o trabalho, se você faz força


Dor de cabeça ? Tomou doril a sumiu.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

ESTE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO NO CASO DE SUSPEITA DE DENGUE.

Ácido acetilsalicílico e cafeína. Indicações: analgésico e antitérmico. Registro MS 1.7817.0007

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Na era da comunicação digital, a expressão verbal e pessoal ainda é fundamental para o sucesso no mundo corporativo, sobretudo no comércio

para falar, se ao �inal do dia sua voz está fraca, rouca e/ou cansada, se você está falando menos, se sente algum incômodo ao falar ou se os outros perguntam o que está acontecendo com a sua voz, é possível que você esteja com algum problema que mereça ser investigado com a devida atenção.

Quais as principais dicas para manter minha voz saudável?

Tente prestar atenção em sua voz e na voz dos outros, procure reduzir a força com que você fala, melhore suas condições �ísicas, respeite seus horários de alimentação e descanso e veja se há possibilidades de introduzir melhorias em seu ambiente �ísico de trabalho. Lembre-se de que manter o corpo hidratado, tomando goles de água durante o trabalho, é um recurso fácil, simples e bastante efetivo para reduzir o atrito entre as pregas vocais. Para aliviar uma voz cansada, fale mais devagar, articule bem as palavras, abra a boca ao falar e module sua voz, pois tais mecanismos contribuem para que você tenha um menor desgaste vocal.

a respiração e di�icultam a coordenação da fala, assim como a projeção da voz.

Como saber se eu respiro bem para falar?

Alergias, asma e bronquite podem me deixar rouco? Sim. Toda e qualquer alteração das vias aéreas, do nariz aos pulmões, pode prejudicar a voz. É importante que o �luxo respiratório seja livre, pois o ar é o combustível da produção da voz. Alergias nasais incham os tecidos do nariz e da garganta e podem exigir que você faça mais esforço para falar e controlar a instabilidade em sua voz. Asma e bronquite descontrolam

A maior parte das pessoas têm uma respiração su�icientemente boa para falar. Porém, por questões de hábito, podem falar até o �inalzinho do ar ou começar a falar sem respirar, forçando o mecanismo da voz. Quando estamos em silêncio, nossa respiração se faz predominantemente pelo nariz, o que favorece �iltrar e aquecer o ar. Quando falamos, o próprio ritmo da fala permite que respiremos pelo nariz apenas nas pausas longas, sendo que recarregamos nossos pulmões pela boca, o que é mais fácil e rápido. Cantores e atores precisam desenvolver uma respiração especial, pelas exigências de sua pro�issão.

Existe relação entre sono e voz?

Sim. Pessoas que dormem melhor apresentam uma qualidade de voz mais limpa. Você já pode ter observado que, após uma noite mal dormida, sua voz

Por que o pigarro prejudica minha voz?

Porque ao pigarrear você causa um forte atrito entre as pregas vocais, o que pode favorecer o aparecimento de lesões nos tecidos da laringe. Se sentir que está com muita secreção (catarro ou muco), procure engoli-la ou pigarreie suavemente. Manter o corpo hidratado ajuda a diluir as secreções viscosas.

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No check-up da voz, o especialista faz o exame direto das pregas vocais. Qualquer mudança no padrão da voz deve ser investigada


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�ica mais pesada pela manhã, até mesmo grossa e rouca. Durante o sono, recarregamos nossas energias e a voz depende de um metabolismo altamente energético. Algumas pessoas acordam com a voz um pouco diferente da habitual, geralmente mais baixa, mais grossa e com fala mais lenta, o que é reconhecido pelos outros e motivo de brincadeira ao telefone. Geralmente de 15 a 45 minutos após acordar, a voz já está em seu padrão habitual, mas se você tem que falar logo cedo é importante que exercite os músculos da garganta e da boca, fazendo exercícios de bocejos e aquecimento vocal, com orientação

Água ajuda a deixar a voz mais limpa?

É importante lembrar que a água não passa pelas cordas vocais. Porém, hidratar-se é essencial para que as pregas vocais vibrem com menos esforço e a voz seja produzida em melhores condições. Quando estamos desidratados, temos mais di�iculdades para manter o controle da voz e geralmente fazemos maior esforço e produzimos um som pior.

Medicamentos podem melhorar ou prejudicar a voz?

Não há medicamentos especí�icos que melhorem a voz. Há remédios para

Água, o melhor amigo da voz

O mel, sobretudo o própolis, pode ajudar como lubrificante ou anti-inflamatório indireto da laringe – mas não há remédios milagrosos para a voz

dores de garganta, in�lamações, infecções e para o re�luxo gastresofágico que podem, de modo indireto, aliviar alguns sintomas vocais e favorecer uma emissão mais fácil. Mas alguns remédios podem interferir negativamente e você deve perceber se a voz piora quando toma alguma medicação. Calmantes podem deixar a boca seca e a fala enrolada, assim como remédios para emagrecer; diuréticos também ressecam o trato vocal e podem exigir maior esforço para falar; excitantes podem descontrolar sua respiração, a dicção e o �luxo da fala, também ressecando os tecidos.

Remédios alternativos, como mel, própolis e balas, melhoram a voz?

Não há receitas milagrosas, embora o mel possa ajudar como lubri�icante e o própolis como anti-in�lamatório. A relação com a voz é indireta, pois somente o ar passa pela laringe. Balas e pastilhas podem oferecer um alívio muscular, pois exercitam os músculos da boca e podem aliviar a sensação de esforço, mas são apenas paliativos. Quando são muito fortes ou contêm substâncias ditas refrescantes, podem prejudicar o controle da voz.

Problemas na audição podem prejudicar a voz?

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Sim, pois monitoramos a voz por meio de nossa audição. Ouvir bem é fundamental para controlar o tom, esforço e qualidade da voz. Pessoas que

não ouvem bem podem falar mais alto e correr um risco maior de desenvolverem um problema de voz. Para ouvir a própria voz, é essencial que o ambiente não seja muito ruidoso. Além disso, falar com pessoas que têm problema de audição também pode exigir um maior esforço vocal; em tal situação, melhor que falar alto é aproximar-se do interlocutor e falar pausadamente e bem articulado, com boa dicção.

A voz envelhece?

Como todo o corpo, a laringe e a voz também envelhecem. Uma voz treinada, assim como um corpo melhor conservado, por meio de exercícios, hábitos saudáveis e controles periódicos de saúde, pode retardar os sinais de envelhecimento. Contudo, pessoas idosas muitas vezes apresentam vozes mais fracas e instáveis, o que pode ser minimizado com treinamento fonoaudiológico especí�ico.

O ar-condicionado pode prejudicar a voz?

Sim, algumas pessoas são muito sensíveis e rapidamente sentem a garganta ressecada e a voz alterada nesses ambientes. Um aspecto importante é a limpeza da máquina e dos �iltros do aparelho. O ar-condicionado esfria o ambiente e retira a umidade do ar, o que é o motivo principal da sensação de secura. Se você trabalha em ambientes climatizados, aumente a ingestão de água, tomando alguns goles ao longo do dia. 


Infectologia TEXTO: CELSO ARNALDO ARAUJO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Aids

Nos 30 anos, um teste instantâneo N

o dia 5 de junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu em cinco jovens homossexuais uma forma de pneumonia que até então só afetava pessoas com o sistema imunológico muito debilitado. No ano seguinte, já com milhares de casos, a doença foi batizada com o nome de Síndrome da Imunode�iciência Adquirida, Aids em inglês. Nesses 30 anos, a Aids ainda não encontrou cura – mas a introdução de novos medicamentos retrovirais mudou a face da doença, que deixou de ser inexoravelmente fatal, para se transformar em crônica. Nos 30 anos, uma boa notícia: um teste desenvolvido pelo Instituto Bio-Manguinhos Fiocruz, no Rio, permitirá o diagnóstico da infecção em 20 minutos, eliminando a ansiedade dos pacientes. Mas também uma má notícia: a Aids ainda mata cerca de 11 mil brasileiros por ano, porque, como observa o Dr. David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, o tratamento avançou muito, mas a prevenção ainda não Cerca de 40% das pessoas que fazem teste de HIV não voltam para buscar o resultado �inal do exame. Para contornar o problema, o Ministério da Saúde quer que todos os pacientes que queiram fazer o teste saiam dos centros de saúde sabendo se

Dr. David Uip,

diretor do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, e um dos pioneiros brasileiros no estudo da Aids 18 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

são soropositivos ou não. Essa meta �ica mais próxima de ser alcançada com o lançamento do novo teste rápido con�irmatório, o Imunoblot, produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (BioManguinhos/Fiocruz). Atualmente, o teste de HIV é feito pelo método Elisa. Se der positivo, o paciente volta ao serviço de saúde, recebe orientação e faz o exame con�irmatório, pelo método Western Blot (o mais usado) ou imuno�luorescência. O resultado �inal leva dias ou semanas para sair – o que aumenta dramaticamente a ansiedade do paciente que, muitas vezes, por receio do resultado, não volta para buscar o exame. Um acordo entre Biomanguinhos e o laboratório americano Chembio permitiu o desenvolvimento conjunto, no Brasil, de dois kits de testes rápidos – o de triagem, lançado em fevereiro pelo ministro Alexandre Padilha, e o con�irmatório, chamado de Imunoblot e que foi divulgado em junho,


geração banalizou a doença, porque não teve contato com a geração anterior, que morreu. A epidemia, depois de um período de sensível redução nos anos 1990, parece viver agora um recrudescimento”. Além dos jovens que não têm memória dos primeiros e terríveis tempos da doença, um novo tipo de paciente se incorpora à estatística dos infectados: a terceira idade. Segundo o Dr. Uip, em geral são homens que retomaram sua atividade sexual após o surgimento das drogas contra disfunção erétil e não utilizam nenhuma forma de proteção. “Eles não foram educados, em sua época, a usar proteção e não se adaptaram aos preservativos”. Só em 2009, cerca de 1400 infectados com mais de 60 anos foram registrados no Brasil. Um dos grandes avanços na luta contra a Aids no Brasil nesses 30 anos foi o controle da qualidade do sangue nos bancos privados e públicos

durante o 2º Simpósio Internacional de Imunobiológicos, organizado pelo Bio-Manguinhos. Para fazer o teste, o paciente recebe uma picada no dedo. O resultado sai em 20 minutos. “O kit é sensível e e�icaz já a partir do 25º dia de infecção”, a�irma o gerente do programa de Desenvolvimento de Reativos, Antonio Ferreira. Inicialmente, os kits rápidos serão usados em grupos vulneráveis – moradores de rua, prostitutas, garotos de programa, populações indígenas e ribeirinhas, grávidas que não completaram o pré-natal. E em campanhas especí�icas do ministério, como as que ocorrem em grandes eventos, como Carnaval e Festa do Peão Boiadeiro. Ainda será avaliada a capacidade de produção dos testes e os custos, mas a estimativa é de que em dois anos tenha sido completada a substituição dos métodos Elisa/Western Blot pelos kits rápidos. A expectativa é que o novo teste ajude a reduzir a mortalidade pela doença no Brasil. Segundo os especialistas, 40% da mortalidade por Aids no Brasil está relacionada à demora para o início

do tratamento. “Temos que diminuir o diagnóstico tardio. Muitas pessoas não se bene�iciam do tratamento disponível no SUS porque hoje chegam doentes aos serviços de saúde”, diz o doutor em medicina preventiva Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda-SP. O Ministério da Saúde pretende utilizar entre 150 mil a 200 mil testes por ano para atender a demanda do SUS.

Brasil, programa modelar – mas prevenção ine�icaz

Ainda um dos raros países do mundo que disponibiliza o coquetel de medicamentos contra o HIV a toda a população, através do Sistema Público de Saúde, o Brasil vive uma fase paradoxal da doença, 30 anos após sua identi�icação – como observa o Dr. David Uip, um dos pioneiros no estudo da Aids. Apesar dos avanços, o número de mortes ainda é alto, por alguns motivos. “A história do tratamento mudou radicalmente, com o coquetel. Mas a prevenção não mudou. Jovens continuam se infectando por absoluta falta de proteção. Parece que a nova

Temos que diminuir o diagnóstico tardio. Muitas pessoas não se bene�iciam do tratamento disponível no SUS porque hoje chegam doentes aos serviços de saúde Além desse novo fenômeno, o médico observa que a oferta do coquetel de medicamentos dá às pessoas uma sensação de falsa segurança. E os remédios não são isentos de efeitos colaterais importantes – o principal deles é a mudança no per�il de gorduras no organismo. Com o uso do coquetel, elas tendem a se acumular na barriga ou nas costas. Além disso, aumentam o colesterol e os índices de glicemia. “O resultado é que o paciente tem mais infarto, derrames e insu�iciência renal”. Trinta anos depois dos primeiros casos, e com 30 milhões de mortes em todo o mundo, a Aids ainda é uma doença terrível – que deve ser prevenida a qualquer custo. 

REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 19


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Cirurgia plástica TEXTO: ARNALDO ANSAR FOTOS: DIVULGAÇÃO

Transplante de cabelos Tire todas as dúvidas, fio a fio

A

maioria dos homens assume a calvície como um traço genético inevitável. Os que não se conformam com ela, porém, tentam por algum tempo interromper a queda de cabelos com medicamentos ou soluções caseiras. Como o processo é quase irreversível, um dia recorrem à única solução de�initiva: o transplante de cabelos da área posterior da cabeça, que são imunes à queda, para a área calva. Mas muitos ainda temem não apenas a cirurgia em si, que é demorada e meticulosa, como o resultado – o principal receio é a aparência de cabelo de boneca. A técnica, porém, se aperfeiçoou muito, em busca da naturalidade. Aqui, o Dr. Milton Peruzzo, um dos maiores especialistas do país em cirurgia da calvície, explica tudo o que é preciso saber para deixar de ser careca. O termo cientí�ico para a calvície masculina é Alopécia Androgenética – o segundo termo vem do hormônio androgênico, a testosterona, que é o hormônio masculino e genético da hereditariedade, ou seja da presença de um gene, transmitido por herança

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familiar. Portanto a queda dos cabelos está direta e unicamente relacionada à associação destes dois fatores e a nada mais: 96% dos homens apresentarão perda de cabelos em estágios variáveis no decorrer de suas vidas. A maioria dos homens assume ou tolera esta perda sem prejuízos de seus aspectos psico-emocionais, mas outros encaram de forma bastante negativa a perda precoce de seus cabelos, inclusive com transtornos à vida afetiva e pro�issional, piorando a qualidade de vida. E o processo pa-

rece inexorável. Explica o Dr. Peruzzo: “Após o começo de sua instalação, alguns homens estarão completamente calvos em cinco anos. Mas a maioria levará de 15 a 25 anos para de�inir seu padrão de calvície; isto ocorre justamente porque temos dois fatores que de�inem a perda dos cabelos: os genes e os hormônios, que têm seu auge entre 20 e 40 anos de idade, para posteriormente entrar em declínio, reduzindo o estímulo à queda dos cabelos. Após os 55 anos de idade raramente se inicia o processo de calvície”.


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O processo de instalação da calvície se dá quando, após a ligação da DHT (DiHidroTestosterona) com os genes da calvície, os cabelos entram em progressiva miniaturização, �icando cada vez mais �inos e delicados até se transformarem em pelos e caírem de forma irreversível. “Daí o porquê de não haver como ressuscitar o cabelo perdido. Existe um padrão de instalação da alopécia androgenética que se inicia nas entradas, seguindo pela rarefação da área central da cabeça e culmina na área posterior da cabeça, na chamada coroa de padre”, explica o Dr. Peruzzo. Vários autores classi�icaram os diversos padrões de calvície em estágios que vão de 1 a 7. “Entre os 20 e 50 anos de idade esse processo está em evolução, portanto procure analisar as áreas onde você já perdeu os cabelos e as áreas onde você percebe que seus cabelos estão mais �inos e delicados, pois já estão em miniaturização e irão cair mais à frente. Normalmente digo aos pacientes preocupados com a perda dos cabelos que existem quatro caminhos a serem considerados. Pode-se optar por tentar tratamentos clínicos,

24 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

A maioria dos homens assume ou tolera esta perda sem prejuízos de seus aspectos psico-emocionais, mas outros encaram de forma bastante negativa a perda precoce de seus cabelos, inclusive com transtornos à vida afetiva e pro�issional, piorando a qualidade de vida

não se fazer nada, usar uma peruca ou partir para cirurgia. O uso de perucas, entrelaçamentos ou qualquer outro método de cobrir a calvície apresenta, além das desvantagens estéticas evidentes, o risco de desenvolvimento de micoses do couro cabeludo, mau cheiro, ajustes frequentes e várias outras complicações, como cicatrizes no couro cabeludo e arrancamento de �ios que porventura você ainda tenha”.

Toda cirurgia de restauração de cabelos deve ter como objetivo a maior semelhança possível com a naturalidade, tanto em qualidade como em quantidade. Resultados que sejam tão naturais só são possíveis atualmente graças às modernas técnicas que usam um grande número de microtransplantes contendo apenas de 1 a 3 �ios de cabelos. É a chamada megasessão de unidades foliculares. Trata-se de cirurgia extremamente artesanal que requer equipe altamente treinada e experiente. Peruzzo explica: “O couro cabeludo normal possui poros de onde emergem de 1 a 3 �ios de cabelo, que são as unidades foliculares, distribuídas de forma anárquica, ou seja, não existe simetria em sua disposição nem linhas que contenham apenas um �io, outras com dois �ios e assim por diante. A colocação destas unidades deve respeitar essa distribuição irregular para se obter naturalidade. A criação da linha de frente é um capítulo a parte na perfeição dos resultados. Segundo meu conceito, sempre preservo as entradas naturais de cada indivíduo, respeitando sua faixa etária e suas feições. A quantidade de �ios a ser buscada na cirurgia será a maior possível dentro das características da área doadora. A cirurgia é realizada sempre em ambiente hospitalar, o que garante maior segurança e conforto.

Depois da cirurgia

Em média a cirurgia demora entre 5 a 10 horas, dependendo da quantidade de �ios que serão colocados. Esta quantidade depende da densidade da área doadora e pode chegar a mais de 6000 �ios em apenas uma megasessão. Durante todo o tempo o paciente permanecerá dormindo e no �inal do curativo já estará despertando, em condições de retornar ao apartamento do hospital. Após mais ou menos duas horas, tomará um lanche e terá alta hospitalar. Se preferir, pode pernoitar no hospital e ter alta na manhã


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seguinte. Ao chegar em casa o paciente deverá entrar em uma rotina de cuidados, que incluem a aplicação de gelo sobre a testa durante 15 minutos de hora em hora. Isto garantirá uma evolução

nos dias subsequentes sem inchaços que venham a incomodá-lo. Apenas no terceiro mês do pós-operatório é que os cabelos estarão crescendo. O ritmo de crescimento é de aproximadamente

Um pouco mais de 1 semestre...

1 cm por mês. Portanto será no 7º ou 8º mês do pós-operatório que o paciente estará com seu resultado de�initivo, se bem que até 12 a 18 meses depois ainda cresçam novos cabelos.

JOGO RÁPIDO sobre os novos cabelos O que é o transplante de cabelos? Transfere-se da região posterior da cabeça cabelos imunes à calvície para a área calva. Utilizo apenas a técnica de megassessão de unidades foliculares, que proporcionam alta quantidade de fios transplantados com a maior naturalidade possível.

O resultado é uma cabeça cheia de cabelos? Não.Todos temos um limite na quantidade de fios na área doadora. Dependendo da extensão de sua calvície, é impossível a restauração total dos cabelos perdidos. Lembre-se que esta técnica redistribui os cabelos saudáveis e não cria novos cabelos – mas a distribuição é feita de forma estratégica e promove a sensação de uma quantidade substancial de cabelos.

Dura quanto tempo Os cabelos transplantados duram a vida toda. Em média de 7 a 8 meses após a cirurgia, ocorrerá o crescimento de quase todos os cabelos e até 18 meses após a cirurgia ainda crescerão novos fios.

A cirurgia e o pós-operatório são doloridos? A cirurgia é feita com anestesia local e sedação. No pós-operatório, o paciente recebe medicamentos para evitar qualquer desconforto. 26 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Dependendo da extensão de sua calvície, é impossível a restauração total dos cabelos perdidos Quantas sessões o paciente precisa? Tudo vai depender da relação área doadora x área calva. Normalmente, com a técnica da megassessão, em apenas uma etapa haverá uma mudança significativa. Fazer ou não uma segunda etapa vai ficar no grau de satisfação que a cirurgia proporcionou dentro dos seus limites anatômicos.

Deve-se esperar �icar bem calvo para fazer a cirurgia? Não. O transplante feito de forma criteriosa nas calvícies precoces oferece como vantagem uma progressão da calvície menos aparente. Lembre-se que o transplante não irá imunizá-lo contra a calvície: se sua propensão é a de ter uma grande área calva, talvez precise de uma nova cirurgia no futuro.

Esta cirurgia pode ser feita em mulheres? Sim, embora as causas da calvície sejam diferentes, as mulheres também podem ser beneficiadas com a redistribuição dos cabelos usando a técnica do microtransplante, agregando mais cabelos em áreas menos densas.


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Saúde TEXTO: ARNALDO ANSAR FOTOS: DIVULGAÇÃO

Inverno Face a face com a sinusite

G

ripe, asma, rinite, infecções pulmonares – são muitas as doenças das vias aéreas cuja incidência aumenta no inverno. A sinusite às vezes entra nesse clube como um intruso meio inofensivo, mas não é o caso. In�lamação das mucosas dos seios da face (região do crânio formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos), ela pode produzir dor forte, em pontada, pulsátil, além de sensação de pressão ou peso na cabeça. Na grande maioria dos casos, ocorre obstrução nasal, com presença de secreção amarela ou esverdeada, às vezes sanguinolenta, que di�iculta a respiração. É irmã quase gêmea da rinite. Tanto que, como explica nesta matéria o Dr. Antonio Douglas Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, hoje já não se fala mais em sinusite, mas em rinossinusite. Como se identi�ica, como se trata? Leia aqui Primeiro, uma explicação anatômica. Os seios da face – que são quatro, das maças do rosto à testa – dão ressonância à voz e aquecem o ar que a pessoa inspira. Eles são revestidos por uma mucosa semelhante à do nariz, rica em glândulas produtoras de muco e

28 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

coberta por cílios dotados de movimentos vibráteis, que conduzem o material estranho retido no muco para a parte posterior do nariz, com a �inalidade de eliminá-lo. Esse �luxo de secreção mucosa, produzida nos seios da face, é permanente e imperceptível. Por que

eles se in�lamam, predispondo à sinusite? São dois os mecanismos: alterações anatômicas que impedem a drenagem da secreção e processos infecciosos ou alérgicos, que facilitam a instalação de germes oportunistas. No primeiro caso, tem-se uma sinusite crônica. No segundo, a forma aguda da doença.

Os sintomas de cada uma

Na forma crônica, como explica o Dr. Menon, os sintomas são permanentes: obstrução nasal, catarro amareloesverdeado e sanguinolento e di�iculdade para eliminar secreção. Existe também a forma crônica recorrente, com cerca de quatro crises por ano – nos intervalos, a doença permanece assintomática. Já a dor de cabeça surge na sinusite aguda. Além da dor na área do seio da face comprometido, pode haver também obstrução nasal com presença de catarro purulento e sanguinolento, que incomoda bastante ao respirar, acompanhada de mal-estar e febre. E por que a sinusite faz a cabeça doer? A cefaleia da sinusite pode ser lancinante, porque a secreção �ica retida num dos seios da face ou em todos eles, produzindo pressão craniana.


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se diluí-los em solução �isiológica. Já para tratar a sinusite crônica, além do descongestionante, é necessário prescrever um antibiótico que combata as bactérias mais comuns nesses casos. A primeira escolha costuma recair sobre a amoxilina, ou, se o paciente for alérgico, a penicilina. É comum receitar-se, também, um anti-in�lamatório que ajude a combater a dor.

Alguns casos de sinusite crônica recorrente são tratados com uma cirurgia endoscópica, capaz de retirar pólipos dos seios da face

Rinite e sinusite: irmãs orgânicas

Na fase aguda, o paciente geralmente relata que tudo começou com um resfriado. “Esse é um dado importante: geralmente um resfriado precede a sinusite”, resume o Dr. Menon. Daí a preferência pelo termo rinossinusite, porque existe sempre uma rinite (in�lamação das mucosas nasais) associada à sinusite (in�lamação dos seios da face). Uma curiosidade: por que a sinusite provoca tosse? A tosse, aliás, pode ser o primeiro sintoma da sinusite. Na infância, aliás, esse é o principal subsídio para um diagnóstico preciso. Praticamente 100% das crianças que tossem e são tratadas com xaropinho, mas não melhoram, têm sinusite. “O sintoma aparece mais quando elas estão deitadas. As secreções caem na faringe e provocam uma reação no centro da tosse com a �inalidade de eliminar o corpo estranho. Quase sempre é uma tosse seca, irritativa. A criança dorme mal, tem sono agitado e tosse por muito tempo. Apesar de ser mais noturna, não é raro manifestar-se pela manhã, ao levantar”.

Como tratar?

Da mesma forma que os quadros de sintomas e as causas são diferentes, o tratamento das sinusites varia de acordo com o tipo da doença. Na fase aguda, a exemplo de outras infecções 30 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

respiratórias, a prioridade é aliviar os sintomas de dor, febre e obstrução nasal. O uso de descongestionantes locais ou sistêmicos ajuda a melhorar a drenagem, desobstruindo os seios para eliminar as secreções. O resultado é menos dor e respiração mais fácil. Os descongestionantes indicados para a fase aguda são vasoconstritores e, embora sejam quase todos bastante seguros, devem ser usados com parcimônia e cuidado, por tempo limitado, em média de 5 a 10 dias. Se não for possível suspendê-los totalmente, recomenda-

Cirurgia: solução para casos crônicos recorrentes

Alguns casos de sinusite crônica, porém, resistem a qualquer tratamento clínico. Condições anatômicas do nariz, como desvio de septo ou a existência de pólipos podem produzir um estado de sinusite permanente. Em outras situações, uma bactéria mais resistente permanece imune aos antibióticos convencionais. Nesse último caso, é preciso retirar secreção para determinar, por meio de cultura, o tipo especí�ico de germe. E quando as anomalias anatômicas são a base de sinusites recorrentes, os especialistas recorrem a uma intervenção cirúrgica que pode ser feita no próprio consultório, por via endoscópica, e resolve boa parte dos casos – sobretudo quando existem pólipos nos seios paranasais ou da face.

Dicas de prevenção

O mais importante é diluir a secreção dos seios da face para que seja eliminada mais facilmente Na vigência de gripes, resfriados e processos alérgicos que facilitem o aparecimento de sinusite, beba bastante líquido (pelo menos dois litros de água por dia) e goteje de duas a três gotas de solução salina nas narinas, muitas vezes por dia. A solução salina pode ser preparada em casa. Para cada litro de água fervida, acrescente uma colher de chá de açúcar e outra de sal. Espere esfriar antes de pingá-la no nariz Inalações com solução salina, soro fisiológico ou vapor de água quente ajudam a eliminar as secreções Evite o ar-condicionado. Além de ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de secreção, pode disseminar agentes infecciosos (especialmente fungos) que contaminam os seios da face Procure um médico se os sintomas persistirem. O tratamento inadequado da sinusite pode torná-la crônica. 


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1) Smith SM, Gums JG. Fexofenadine: biochemical, pharmacokinetic and pharmacodynamic properties and its unique role in allergic disorders. Expert Opin drug Metab toxicol. 2009 Jul;5(7):813-22. 2) Mendoza l, Begany P, dyrhonova M, Emritte N, Svobodova X. Bioequivalence of two fexofenadine formulations in healthy human volunteers after single oral administration. Biomed Pap Med Fac Univ Palacky Olomouc Czech Repub. 2007 Jun;151(1):65-7. 3) Bula do produto.

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Dermatologia TEXTO: CELSO ARNALDO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Novos hidratantes

quanto mais úmida, melhor

Q

uanto mais avançam as pesquisas da Cosmecêutica – a especialidade que une as ciências cosméticas e farmacêuticas para formulação de novos produtos para a pele – mais se valorizam os hidratantes. Sem hidratação su�iciente, a pele envelhece mais rápido. Mas o modo de se fazer isso tem se aperfeiçoado dia a dia. Dos laboratórios de pesquisa das grandes empresas farmacêuticas surgem produtos cada vez mais e�icientes na área da hidratação da pele. Pode-se dizer, nesse setor, que vivemos uma nova era. A Dra. Sheila Gonçalves, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Medicatriz, farmacêutica, consultora em cosmetologia, docente do curso de PósGraduação em Cosmetologia da Faculdade Oswaldo Cruz de São Paulo, revela aqui tudo o que é preciso saber para usar o melhor hidratante para cada pele e cada momento

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Qual é a importância dos hidratantes no inverno, comparativamente ao verão? A hidratação no inverno é muito mais importante que no verão, porque nessa época a pele está mais sujeita a variações térmicas. Além disso, o banho se torna mais quente e a sudorese diminui. Usar ultra-hidrantes nesta época é fundamental.

Como saber se sua pele é seca?

Dra. Sheila Gonçalves,

farmacêutica, consultora em Cosmetologia e docente da Faculdade Oswaldo Cruz

A pele seca ou alípica tem como características a produção de óleo insu�iciente, que resulta na falta de água na pele. Ocorre em pessoas de pele muito clara, �ina, frágil e facilmente irritável e é mais susceptível aos sinais do envelhecimento (rugas �inas precoces). As principais complicações são pele hipersensível e desidratação acelerada. Para esse tipo de pele, é indicado usar bases dermocosméticas tipo Cremes O(óleo)/A (água).


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mantém mais hidratada. É uma característica do envelhecimento diminuir a produção sebácea e, como consequência, ocorrer a desidratação. Numa pele com mais idade, além de aplicar mais hidratantes secundários, é fundamental usar um coquetel de ativos hidratantes com diferentes mecanismos de ação.

Hidratantes: no inverno, ainda mais

importante que no verão, em todo o corpo, das mãos aos pés

Pessoas com pele seca precisam de mais hidratante? Sim. Como não ocorre a produção de óleo su�iciente para segurar a água na pele, esta deve ser reposta por via externa. É importante usar hidratantes secundários ou solúveis em óleo, como silicones e óleos vegetais, ou formadores de película ultra-hidratante (ácido hialurônico,colágeno e extrato de altheia), além de hidratantes verdadeiros ou eudérmicos, que são aqueles que estão presentes na pele, chamados de FNH (fatores naturais de hidratação) – como PCA-Na, ureia e sais minerais.

Quando usar? Antes de dormir, antes de sair de casa? Em que partes do corpo?

Os hidratantes devem ser usados preferenciamente de dia, porque potencializam a função de proteção da pele – e antes de sair de casa. Na face, devem estar associados a fotoprotetores. Os hidratantes podem ser usados em todas as partes do corpo: face, pes-

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coço, colo, mãos, corpo, pés, além dos cabelos. Todas as partes do nosso corpo devem ser hidratadas. No caso da pele corporal, é indicado usar após o banho. Uma das maiores tendências da dermocosmética é a associação de princípios ativos hidratantes em produtos especí�icos, como cremes antirrugas faciais, anticelulite e antiestrias para o corpo.

Em que situações o uso de hidratantes é fundamental?

O uso de hidratantes é fundamental em qualquer situação e em qualquer fase da vida. No uso diário, complementa a proteção da pele. No pós-banho e pós-praia, funciona como um potente reparador. Pele hidratada sempre será bonita e saudável.

Pessoas mais velhas em tese precisam hidratar melhor a pele?

Sim, mas de forma diferente. Pessoas mais jovens possuem mais oleosidade na pele – por isso, sua pele se

Quais são os princípios ativos tradicionais da composição de hidratantes e a função de cada um? Os mais clássicos são os hidratantes verdadeiros ou eudérmicos, pois são muito parecidos com a composição da nossa pele. Os mais conhecidos são a ureia, PCA-Na, lactatos, glicosaminoglicanas, sais minerais (sódio, potássio, cálcio, magnésio), açúcares e peptídeos. A função desses ativos é a hidratação através da higroscopia, isto é, a propriedade de absorver água.

Pode-se dizer que está surgindo, à luz dos novos princípios da Cosmecêutica, uma nova geração de hidratantes? Sim, hoje em dia temos uma variedade enorme de hidratantes, pois as pesquisas sobre esses ativos aumentaram exponencialmente nos últimos anos. A estrutura e a função dessa nova geração são complexas, so�isticadas e de resultado imediato, principalmente no que se refere ao sensorial do produto, o que agrada muito o consumidor atual. Hoje o conceito de hidratação vai muito além de aplicar um simples produto. Por esse novo conceito, um produto deve obedecer quatro características principais: evitar ou diminuir o efeito de agressões externas; corrigir e restabelecer o equilíbrio hídrico em qualquer umidade relativa do ar atmosférico; usar princípios ativos hidratantes parecidos ou iguais às substâncias que hidratam a pele; e prevenir o envelhecimento.


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Em quais novos princípios ativos os “cientistas da pele” apostam suas �ichas? Os hidratantes do novo milênio são formulados com ativos que simulam ingredientes naturais da pele, inclusive com o uso da biotecnologia, como o pentavitin (complexo de açúcares idênticos aos da pele humana), trealose (açúcar do cacto), frutose (açúcar de frutas). Podemos citar ainda algas marinhas (algas azuis ou Lanablue), plantas com mucilagens (altheia, aloe vera), vitaminas (Pró-vitamina B5 ou d-pantenol e Niacinamida ou vitamina B3), ácido hialurônico, lipossomas de colágeno e ceramidas. O fator hidratante é tão importante na Cosmecêutica atual que, em 2003, dois pesquisadores, Peter Agre e Roderick Mackinnon, ganharam o Prêmio Nobel de Química pela descoberta dos canais de água em

membranas celulares, chamadas de aquaporinas. Essas aquaporinas também estão presentes nas células epidérmicas e são responsáveis pelo transporte de água e de pequenas moléculas, desempenhando um papel crucial na hidratação da pele. A mais estudada e difundida na pele é a AQP3, capaz de suprir a perda excessiva de água da pele gerada pela irrigação hídrica do sangue dada pelas células da derme. Hoje encontramos vários ativos que atuam sobre as aquaporinas, com destaque para o Aquasense, que promove o aumento dos canais de água na epiderme, representados por aquaporina-3, possibilitando uma melhor distribuição e manutenção de água, glicerol e demais NMFs na pele. Outro detalhe importante dessa nova geração é que os hidratantes são multifuncionais e já incluem outros bene�ícios, como Phytosacaride

(derivados de ácido algínico e zinco), com potente ação antiacne, e os sílicios orgânicos, como hidroxiprolisilane C, antioxidante e antirrugas – além da água de coco, hidratante muito importante para peles sensíveis.

O Brasil, com sua natureza exuberante e tão diversi�icada, tem produtos naturais que atraem a atenção da indústria de cosméticos na área de cremes para o corpo?

Sim, principalmente os presentes nas �lorestas e mares do Brasil. Plantas nativas, como açaí, buriti, maracujá, ginseng brasileiro (Paf�ia paniculata) são excelentes hidratantes. Algas marrons e vermelhas (Hypnea Musciformis, Gellidiela Acerosa e Sargassum Filipendula) presentes no litoral nordestino representam um bioativo de algas marinhas tropicais que agem como protetor, hidratante, amaciante e nutriente.

Um roteiro prático com dicas sobre a melhor forma de usar todo o potencial dos hidratantes 1 - A hidratação é a melhor forma de manter a pele saudável e bonita. 2 - O hidratante facial deve ser aplicado pela manhã e associado a filtro solares com FPS 15, no mínimo. 3 - Procure adquirir produtos dermocosméticos de ações específicas, como anticelulite, antiestrias, antirrugas, que contenham hidratantes em sua formulação.

4 - Não esqueça de aplicar em todas as regiões do corpo: face, área dos olhos, pescoço, colo, mãos, pernas, cotovelos, mãos, joelhos e pés. 5 - Cada idade precisa de um tipo de hidratação mais específica, fique atento aos ativos hidratantes e à base dos produtos.

6 - Pele oleosa também precisa de hidratação. Procure produtos em gel ou gel-creme com ativos hidratantes com plantas e vitaminas. 7 - Quem mora em locais com baixa umidade relativa do ar precisa de atenção redobrada. Procure hidratantes com ativos de ação prolongada, como ácido hialurônico, colágeno e lipossomas. 36 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

8 - No inverno, a hidratação deve ser priorizada. Banhos quentes, alterações climáticas e pouca chuva contribuem para um maior ressecamento da pele. Capriche mais na hidratação facial e corporal.

9 - No verão, o cuidado é com o sol excessivo. Praia e piscina diminuem a resistência e a água da pele. A dica é usar hidratantes de ação imediata, associados a antioxidantes. 10 - Sensibilidade na pele pode ser falta de hidratação. Para combater isso, use hidratantes com extrato de altheia, vitamina E água de coco. 


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Odontologia TEXTO: ARNALDO ANSAR FOTOS: DIVULGAÇÃO

Higiene Bucal B

Mitos e verdades

oa parte das pessoas que cuidam bem de seus dentes têm uma rotina de higiene parecida com esta: escovam os dentes imediatamente após as refeições, usam escova dental com cerdas duras e colocam nela uma boa quantidade de pasta dental, que proporciona um hálito mais refrescante, além de usarem regularmente antisséptico bucal. Esses hábitos, porém, podem esconder algumas noções errôneas de higiene bucal – como ensina, nesta matéria o Dr. Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista, professor, mestre e doutor em Odontologia da UNIBAN

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“Muitas pessoas não sabem a técnica ideal para escovar os dentes, não conhecem os produtos mais eficazes e exageram na quantidade de pasta e antisséptico oral. São detalhes que podem prejudicar a prevenção da cárie e de doenças periodontais, que afetam as gengivas,” diz o Dr. Lewgoy, de início. Ele lembra que a cárie é considerada a doença crônica mais comum do mundo. Estima-se que aproximadamente cinco bilhões de pessoas, ou seja, 88 % da população mundial, tenham cáries. O especialista observa que alguns países da Europa conseguiram erradicar a cárie devido à implantação do iTOP - Individually Trained Oral Prophylaxis (Treinamento Individual de Higiene Oral), técnica

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forma de higienização e orientação acerca dos produtos adequados, como a escova comum, a interdental e o limpador de língua, por exemplo. Esse trabalho é realizado desde a infância para que as pessoas cheguem à idade adulta sem precisar fazer tratamentos restauradores. Nesses países, a higienização oral é tratada com muita seriedade e de forma global: arcada dentária, gengiva e língua. “Não adianta ter dentes maravilhosos se a gengiva estiver comprometida, com a coloração alterada, ou a língua com acúmulo de saburra”, alerta Lewgoy. O cirurgião-dentista também adverte que há muitos mitos sobre a higienização oral. Ele explica, por exemplo, que é um erro achar que a escova com cerdas duras é mais eficiente. Muito pelo contrário, elas agridem aos dentes e a gengiva. “A escova mais indicada deve ser ultramacia e com grande quantidade de cerdas, que proporcionam maior efeciência sem agredir o esmalte dos dentes e a gengiva”.

Higiene oral: o que há de verdade? Escovar os dentes imediatamente logo após as refeições.

Mito. Deve-se esperar, no mínimo, 30 minutos para escovar os dentes. É o tempo necessário para que a saliva possa agir e neutralizar o Ph dos alimentos e bebidas. O café, o vinho, o refrigerante e o suco de laranja, por exemplo, têm pH inferior a 5,0. Portanto, são ácidos e causam erosão, ou seja, perda da estrutura dental (cálcio). Usar uma boa quantidade de pasta dental.

Mito. A escova com pasta dental desgasta mais o esmalte do que a escova sem pasta. Ela, na verdade, é desnecessária. No entanto, caso ela seja utilizada, deve-se usar uma dose pequena, do tamanho de uma ervilha, por exemplo. É necessário escovar a gengiva e a língua.

Verdade. Desde que seja com uma escova ultramacia para não causar uma retração gengival, deve-se passar a escova 50% sobre a gengiva e 50% sobre a estrutura dental, em um ângulo de 45º. A língua também deve ser higienizada, pois é nesta região que as bactérias ficam alojadas. A higienização deve ser feita diariamente, preferencialmente todas as manhãs, com um higienizador.

A escova mais indicada deve ser ultramacia e com grande quantidade de cerdas, que proporcionam maior eficiência sem agredir o esmalte dos dentes e a gengiva

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A higienização noturna é a mais importante.

Verdade. À noite, quando a salivação diminui, deve-se fazer a escovação mais minuciosa do dia, por pelo menos 10 minutos. A língua é o melhor sensor para saber quanto tempo deve-se escovar os dentes. Deve-se passá-la em todos os dentes para sentir em qual ponto falta fazer a higienização. A escova interdental é mais eficiente do que o fio dental.

Verdade. O fio é bom para remover detrito alimentar fibroso, como uma carne, por exemplo. Contudo, ele não limpa a região côncava entre os dentes. Por isso, deve-se usar a interdental, pelo menos uma vez ao dia.


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Teste: sua higienização oral é adequada? Os cuidados com a higienização vão além de uma simples escovação, ou seja, é preciso usar uma escova correta, adotar uma técnica adequada e utilizar outros produtos para complementar a limpeza como, por exemplo, escova interdental ou higienizador de língua. Por isso, o Dr. Hugo Lewgoy elaborou um teste para que cada pessoa avalie o seu grau de cuidados com a saúde oral.

1- A sua escova dental é: A- ( B- ( C- ( D- (

) Dura ) Média ) Macia ) Ultramacia

2- A escova dental é escolhida, em função: A- ( B- ( C- ( D- (

) Do preço ) Do visual ) Da marca ) Da quantidade e qualidade das cerdas

3- Com qual freqüência é feita a higienização oral: A- ( B- ( C- ( D- (

) Uma vez ao dia ) Somente antes de dormir ) Duas vezes ao dia ) Após as refeições e antes de dormir

4- A limpeza da sua escova dental é feita:

A- ( B- ( C- ( D- (

) Nunca ) Somente após usá-la ) Uma vez por semana ) Diariamente antes e após usá-la

5- Como complemento à escovação, uso: A- ( B- ( C- ( D- (

) Nenhum produto ) Escova interdental ) Fio dental ) Escova interdental e Escova Unitufo

6- É feita a limpeza dental no consultório: A- ( B- ( C- ( D- (

) Só quando preciso ) Nunca ) Uma vez ao ano ) A cada seis meses

42 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

7- A língua é higienizada: A- ( B- ( C- ( D- (

) Raramente ) Uma vez ao mês ) Uma vez por semana ) Diariamente

10- A gengiva sangra: A- ( B- ( C- ( D- (

) Sempre ) Não reparo ) Às vezes ) Nunca

8- A troca de escova é feita a cada: A- ( B- ( C- ( D- (

) Dez meses ) Quando as cerdas se abrem ) Seis meses ) No máximo a cada três meses

Para cada resposta A, somar 1 ponto

9- O uso do antisséptico oral é feito:

Para cada resposta B, somar 2 pontos

A- ( ) De acordo com a propaganda B- ( ) Conforme a orientação dos amigos C- ( ) Para tornar o hálito puro D- ( ) Conforme a orientação do cirurgião-dentista

Para cada resposta C, somar 3 pontos Para cada resposta D, somar 4 pontos

Entre 10 e 20 pontos: ATENÇÃO A sua saúde oral está muito aquém do que é considerado ideal. Você deve procurar imediatamente um profissional especializado para uma orientação mais detalhada, a fim de incorporar à sua rotina de higiene produtos mais adequados para cada caso.

Entre 20 e 30 pontos: CUIDADO Alguns hábitos devem ser mudados imediatamente. Você já está na iminência de ter cáries e gengivite.

Entre 30 e 40 pontos: Parabéns!!! A sua higienização oral está perfeita. Basta continuar nesse ritmo que, dificilmente, terá algum tipo de problema oral, como cárie e doença gengival. 


Conheça a Onda Laranja, o novo visual da Cremer. NOVAS EMBALAGENS DESTAQUE NO PDV

A Cremer S.A., líder no mercado nacional, está passando por um novo momento. E para marcar o início desta fase, estamos reformulando nossas embalagens. A partir de agora, elas estarão destacadas pela cor laranja em seu ponto-de-venda. Mas a qualidade Cremer continua a mesma que o mercado já conhece desde 1935. Sua farmácia só tem a ganhar.

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Ecologia TEXTO: CELSO ARNALDO ARAUJO FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Resíduos Todos pelo meio

egulamentada por Decreto Presidencial, em 23 de dezembro de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece novas regras e novas posturas no trato de resíduos e rejeitos produzidos pelo homem. No dia 3 de agosto de 2014, por exemplo, o Brasil deverá estar livre dos lixões a céu aberto. E �icará proibido, na mesma data, despejar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização. Mas essa nova atitude exigirá plena sintonia entre cidadãos comuns, setores produtivos e o estado. O que essa política muda em nosso cotidiano? Quais serão os bene�ícios ambientais? Quem responde é o advogado Werner Grau Neto, sócio do escritório Pinheiro Neto e um dos maiores especialistas brasileiros em Direito Ambiental, em entrevista exclusiva à Revista ABCFARMA

O Direito Ambiental é uma das novas especialidades do Direito. O que esse ramo da advocacia pode fazer pela sociedade? Um especialista em Direito Ambiental – e isso exige especialização técnica: eu tenho mestrado internacional e estou concluindo doutorado em Direito Tributário Ambiental – ajuda as empresas em dois tipos de demanda: há as que desejam uma política para prevenir riscos ambientais, evitando sanções, multas e ações judiciais; e as que já têm postura ambiental. Um exemplo de postura ambiental? A Natura, uma empresa com uma política clara de sustentabilidade onde seu negócio

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Dr. Werner Grau Neto, especialista em Direito Ambiental é inserido – muito diferente de empresas que apenas adotam uma imagem de sustentabilidade para melhorar seu marketing junto à sociedade.

Com seu feeling, você consegue destinguir uma postura da outra quando uma empresa requisita seus serviços?

Ah, sim. Dois minutos de conversa são su�icientes para identi�icar se a política de sustentabilidade da empresa estará ao lado de uma política de crescimento ou não. Quando ela é algo apenas ligado ao marketing, a política não estará na raiz do negócio.

A legislação ambiental brasileira é tida como uma das mais avançadas e rigorosas do mundo. Concorda? É praticamente unânime a opinião de que nossa política ambiental é uma das mais avançadas do mundo. Mas, a meu ver, esse conceito só era válido em 1981, quando foi criada a política nacional de meio ambiente. A Constituição de 1988 elevou o tema ao âmbito da proteção constitucional. Hoje, porém, precisaríamos de atualização e revisões. De 1981 para cá, surgiram novas variáveis de risco ambiental. Os transgênicos são um exemplo, bem como as radiações eletromagnéticas. Em 1981, quando a lei foi criada, pensava-se numa fábrica emitindo fumaça, em a�luentes líquidos, resíduos sólidos e desmatamento. Hoje há n outras variáveis ambientais. O próprio conceito de sustentabilidade – isto é, dar ao meio ambiente um caráter intergeracional, transmitido de uma geração à seguinte – é novo. Ser sustentável é não consumir hoje o que fará falta no futuro. A Lei dos Resíduos Sólidos levou quase 20 anos para ser aprovada. Por que essa demora? Porque a lei mudou um paradigma. Anteriormente, a legislação em vigor contemplava apenas os resíduos industriais. A nova lei trata também da outra ponta, ou seja, o consumidor que, depois do uso, transforma o pro-


os sólidos meio ambiente duto em resíduo ou rejeito. No primeiro caso, a sobra pode ser reinserida na cadeia econômica, através de reciclagem, produzindo-se um novo valor econômico. Se a sobra não tiver nenhuma utilidade, virará rejeito. Em ambos os casos, o produto precisa de uma disposição adequada. No caso de resíduos, coleta seletiva e logística reversa. No caso dos rejeitos, o destino deve ser um aterro sanitário adequadamente controlado. A lei proíbe lixões a partir de 2014. E muitos municípios já anunciaram que não conseguirão, até essa data, transformar lixões em aterro.

midor consome o produto e descarta a embalagem – esta, pela política de resíduos, deve retornar ao produtor – o que, em muitos casos, é feito pelo catador, nos aterros. O que a lei não deixa muito claro, e deve ainda ser regulamentado, é se a logística para trazer de volta a embalagem cabe apenas ao produtor ou se o estado participará do processo de maneira ativa.

Mas a destinação adequada deixou de ser da alçada dos governos, não?

Vamos usar o exemplo de embalagens de remédio. Consumido o produto, o que se deve fazer? Qual é a missão do cidadão nesse processo?

Envolve os cidadãos, o setor produtivo e também o estado. Na ponta final do processo está a chamada logística reversa, ou seja, trazer de volta o que sobra no final do consumo. A partir do momento em que o Comitê Orientador de�inir o processo de logística reversa, �icará determinado onde o cidadão deve devolver seu resíduo. E, nesse aspecto da política de resíduos sólidos, a política adota como matriz dois paradigmas: criar mercado e produzir inserção social, através da incorporação do catador de lixo à cadeia econômica. Ele deixa de ser um pária da sociedade, sendo inserido na economia através da seleta coletiva de resíduos. Vamos pegar o exemplo de uma empresa de embalagem. O consu-

Embalagens de medicamentos se enquadram na matéria geral. A prerrogativa exclusiva da coleta de lixo domiciliar, por lei, cabe ao município. Com base na lei dos resíduos sólidos, o município vai ter de regulamentar o modo como o cidadão disporá seu lixo doméstico, separando um material do outro. Feito isso, o serviço municipal fará a coleta. E levará para onde? Para um local onde o catador contratado pelo setor produtivo poderá selecionar a parte dos resíduos que levará de volta. Essa é a logística reversa: retornar a sobra do produto a quem o produziu. A lei prevê que os catadores terão esse papel preponderante. No momento em que você insere essas pessoas no ciclo de produção, o ganho de escala é imediato.

As empresas já estão se preparando para essa realidade? Já há exemplos. A Tetra Pak tem um programa no Paraná, baseado no retorno de suas embalagens cartonadas – que têm grande valor de reciclagem, porque contêm papelão e alumínio. A empresa estimula os municípios do estado a criar políticas de coleta seletiva e cooperativas de catadores de resíduos trazem os resíduos de volta, remunerados por ela. É evidente que, quando se trata, por exemplo, de resíduos farmacêuticos, será preciso estabelecer modos seguros de coleta e logística reversa. A lei é bem formulada, mas depende de políticas de boa educação para que o cidadão não descarte lixo em qualquer lugar, permitindo a coleta organizada e seletiva – no Rio Pinheiros ainda se veem boiando milhares de garrafas Pet. O êxito da lei também depende de parcerias muito

REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 45


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bem ajustadas entre o poder público e as empresas, para que o material a ser reciclado efetivamente retorne aos produtores.

Pontos de coleta terão de ser criados, quando se fala em materiais especiais, como medicamentos?

Sim. Mas a iniciativa do cidadão de levar um material até um posto de coleta depende de educação ou de bene�ício econômico. Até os anos 80, para comprar uma garrafa de Coca-Cola você precisava levar um casco vazio. Era um exercício de cidadania. Era, na prática, o exercício de Reutilizar – um dos três Rs que são a base de uma política de resíduos: Reduzir o consumo, Reutilizar, Reciclar.

Em janeiro de 2012, aqui em São Paulo, os supermercados não mais poderão ceder sacos de plástico gratuitos para seus clientes. O que você acha dessa lei?

Há três maneiras de se educar a população. Por educação propriamente dita, estímulo ou imposição. Moro numa comunidade fora de São Paulo, que foi educada para não usar mais saco plástico. Todos têm suas sacolas de pano para ir às compras. E aproveito para dar duas dicas para quem adotar as sacolas de pano. Depois do uso, limpe ou lave, se estiverem sujas. E depois coloque-as no carro de novo, imediatamente, para não correr o risco de esquecer e precisar usar a embalagem de plástico. Outro modo de se obter adesão a uma política é a imposição, como no caso dessa lei paulista. E quando isso ocorre, há um problema: você deprime um mercado já estabelecido, com as reações naturais que isso pode provocar. Haverá certamente uma pressão dos fabricantes de sacos plásticos. A lei é uma boa ideia? Não. Mas talvez seja necessária, porque a sociedade ainda não demonstrou estar preparada para lidar com isso sem imposição. A pior das soluções seria

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Lixões: em agosto de 2014, estarão proibidos, dando lugar aos aterros sanitários

as pessoas passarem a pagar pelos saquinhos – aí você estaria atribuindo valor econômico a um material danoso ao meio ambiente.

Você é um dos mais requisitados palestrantes na área de Direito Ambiental e Lei de Resíduos Sólidos. O que você tenta passar para as pessoas?

Em geral, quem me convoca são empresas preocupadas em entender como deve funcionar a política de logística reversa, segundo a lei. O que procuro transmitir? Primeiro: não se trata de uma lei ambiental, mas de caráter econômico, no sentido de revitalizar o ciclo útil de resíduos que eram tratados como rejeitos, por pura ine�iciência. Segundo: é uma lei de alcance social, por inserir os catadores nesse novo ciclo econômico. Terceiro: como pano de fundo, a lei se torna ambiental. Cria-se um mercado, resgata-se um pária social e se obtém ainda um resultado ambiental. Essa é a mensagem que procuro passar. Mas a responsabilidade pelo êxito dessa política deve ser compartilhada entre o poder público, as empresas e os cidadãos. Não adianta anunciar uma política nacional sem práticas de implementação. Estabelecer metas, com

bene�ícios �iscais, por exemplo, seria fundamental – como se faz com a Nota Fiscal Paulista.

Vai levar anos para que a lei entre no vigor de sua plenitude?

Talvez. Mas iniciativas como a que citei, no Paraná, podem abreviar isso. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubri�icantes, o Sindicom, tem um programa chamado Jogue Limpo que prevê o retorno das embalagens de lubri�icantes usadas, para reciclagem. Mas são embalagens contaminadas e portanto não podem ser recolhidas pelos catadores. Por isso, o Sindicom criou toda uma logística para fazer a coleta. Na verdade, aonde o setor produtivo tem acesso as coisas funcionam bem. Cada setor terá de fazer um acordo especí�ico com o Ministério do Meio Ambiente para estabelecer posturas e modos de operacionalização da logística reversa. A regulamentação de�iniu como se dará a responsabilidade compartilhada no tratamento de seis tipos de resíduos e determinou a criação de um comitê orientador para tratar destes casos especí�icos. São eles: pneus, pilhas e baterias, embalagens de agrotóxicos e óleos lubri�icantes, além das lâmpadas �luorescentes e eletroeletrônicos. 


flag

Múltipla ação e adesão no tratamento da ICC

1, 2, 3

O nome Becarve já diz tudo: 5 é BE de betabloqueador e CARVE de carvedilol. ®

Becarve® (carvedilol)- 3,125 mg, 6,25 mg, 12,5 mg, 25 mg, embalagens com 15 e 30 comprimidos. Indicações: insuficiência cardíaca congestiva, da angina do peito e da hipertensão arterial. Contraindicações:

em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula,

mulheres grávidas e amamentando,

insuficiência cardíaca descompensada, que exija terapia inotrópica intravenosa; insuficiência hepática, asma brônquica ou doença pulmonar obstrutiva crônica, bloqueio AV de segundo ou terceiro grau, bradicardia severa, síndrome do nó sinusal, choque cardiogênico, hipotensão severa. Precauções e Advertências: Cautela em pacientes com ICC e na combinação de digitálicos. Pacientes diabéticos devem relatar ao médico quaisquer alterações nos níveis de glicemia. Foi observada deterioração reversível da função renal durante o tratamento com carvedilol em pacientes com ICC e baixa pressão arterial, cardiopatia isquêmica, doença vascular difusa e/ou insuficiência renal subjacente. Pode ocorrer diminuição do lacrimejamento em usuário de lentes de contato. O tratamento com Becarve® não deve ser descontinuado abruptamente. Interações medicamentosas:

Outros betabloqueadores,

diltiazem, verapamil, drogas antiarrítmicas classe I, digoxina, clonidina, insulina e

antidiabéticos, rifampicina, cimetidina, drogas anestésicas, glicosídeos. Pacientes em uso de betabloqueadores e agentes depletores de catecolaminas devem ser observados nos efeitos de hipotensão e/ou bradicardia severa. Recomenda-se monitoração das concentrações mínimas de ciclosporina. Reações adversas: tonturas, cefaleia, fadiga, náuseas e bradicardia, hipotensão, alterações visuais, desconforto gastrintestinal, asma/dispneia em pacientes com predisposição. Posologia: Hipertensão: adultos -12,5 mg uma vez/dia nos dois primeiros dias e a seguir a dose recomendada é de 25 mg. Idosos -12,5 mg uma vez/dia. Angina do Peito: adultos -12,5 mg duas vezes/dia, durante os dois primeiros dias. A seguir, 25 mg duas vezes/dia. Idosos - dose máxima recomendada é de 50 mg em doses fracionadas (duas vezes/dia). ICC: dose inicial é de 3,125 mg, duas vezes/dia por duas semanas. Poderá ser aumentada para 6,25 mg duas vezes/dia, 12,5 mg duas vezes/dia ou 25 mg duas vezes/dia. USO ADULTO. USO ORAL. Registro no MS: 1.0181.0598. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Material destinado aos profissionais de saúde habilitados a prescrever ou dispensar medicamentos. Referências bibliográficas: 1. Ruffolo RR Jr, Feuerstein GZ. Pharmacology of carvedilol: rationale for use in hypertension, coronary artery disease, and congestive heart failure. Cardiovasc Drugs Ther. 1997; 11 Suppl 1: 247-56. 2. Osterberg L, Blaschke T. Adherence to medication. N Engl J Med. 2005; 353(5): 487-97. 3. Referência para preço revista ABCFarma - julho 2011. 4. Painel de Visitação Médica Medley. 5. Bula do produto.

© Medley 2011® Marca Registrada – BECARVE ANUNCIO PG TRIPLA – 50803095 Julho 2011

Uma empresa do Grupo sanofi-aventis


Pesquisa TEXTO: CELSO ARNALDO ARAUJO FOTOS: DIVULGAÇÃO

As

células

a serviço da farmácia

Q

uando compramos um medicamento na farmácia, nossa primeira preocupação é com relação à qualidade do produto: esperamos que seja um medicamento seguro e, ao mesmo tempo, e�icaz. Imagine um paciente já enfraquecido por alguma doença, um adulto com idade avançada ou um bebê recém-nascido, ambos frágeis quanto às suas defesas imunológicas, tomando um medicamento que apresente algum tipo de toxicidade ou que, apesar de produzir o efeito desejado, traz também uma série de reações adversas. Esta preocupação tem sido o foco das pesquisas desenvolvidas pela Professora Terezinha de Jesus Andreoli Pinto e sua equipe, da qual participam a doutoranda Míriam Cristina Sakuragui Matuo e o aluno de iniciação cientí�ica Rafael Teruiti de Oliveira Takamoto, do Laboratório de Controle Biológico da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP O grupo tem estudado o uso de cultura de células de �ígado humano para avaliar a segurança biológica de medicamentos. Em linhas gerais, um medicamento ou uma substância química candidata a fármaco pode ser testada em culturas de células a �im de prever o que ocorreria em nosso organismo caso fosse administrado pelo paciente. Essas culturas de células, que os pesquisadores chamam de linhagens celulares, são células que foram retiradas de pacientes e que, após terem sofrido alterações genéticas, podem

crescer e ser mantidas inde�inidamente em laboratório. Porém, as linhagens celulares não costumam reproduzir de maneira �iel o que de fato ocorre em nosso organismo – e um dos motivos é que as enzimas presentes nestas cé-

A professora Terezinha de Jesus Andreoli Pinto com Mirian Cristina Sakuragui Matuo e Rafael Teriuti de Oliveira Sakamoto, no Laboratório de Controle Biológico da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP 50 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011


a�irmar se o tratamento com as substâncias testadas pelo grupo torna a cultura de células mais compatível com a situação real do nosso organismo. Para responder a esta pergunta, a pesquisa continua em andamento, com a realização de mais testes que reforcem os resultados obtidos.

Um carteiro biológico

lulas não funcionam da mesma forma que em nosso corpo. Nestas células, por algum motivo que ainda não se sabe, a produção destas enzimas diminui e, assim, um medicamento que poderia causar reações tóxicas, como in�lamações, mutações ou até mesmo desencadear a formação de tumores, em testes com linhagens celulares não apresentaria a mesma resposta, levando a crer que se trata de um medicamento seguro. É justamente na questão dessas enzimas que o grupo tem trabalhado, buscando soluções para aumentar a produção delas em culturas celulares. A equipe tem testado algumas substâncias que possivelmente são capazes de aumentar o nível enzimático em 52 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

O grupo tem estudado o uso de cultura de células de �ígado humano para avaliar a segurança biológica de medicamentos

cultura de células de �ígado humano. Os resultados têm sido bastante animadores, com aumento da síntese destas enzimas, mas ainda é cedo para

Em outra frente, está a pesquisa desenvolvida em parceria com a Profª. Dra. Irene Satiko Kikuchi, também do Laboratório de Controle Biológico de Medicamentos e Cosméticos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. A pesquisa envolve os chamados carreadores de fármacos, compostos químicos capazes de transportar fármacos para o interior das células. Ou seja, estes carreadores, quando ligados a um fármaco, são capazes de atravessar a parede das células e assim atingir o seu interior. Através do uso de carreadores em formulações farmacêuticas, é possível direcionar o fármaco para órgãos especí�icos do corpo. Em outras palavras, é como se o carreador fosse o “carteiro” levando uma “encomenda”, no caso o fármaco, para o “endereço certo”, ou seja, a célulaalvo. Mas, para o paciente, qual seria a vantagem desse tipo de medicamento? A redução dos chamados efeitos adversos, além de aumentar a e�icácia do fármaco, já que o efeito do medicamento �icaria mais restrito ao tecido ou órgão afetado. Já existem no mercado alguns medicamentos desse tipo, mas é preciso investir muito mais nesta área. É o que tem feito o grupo da Profª. Terezinha. A equipe vem explorando a preparação e o uso de compostos de origem natural, como carreadores de fármacos. Um grande diferencial do uso destes compostos como carreadores em formulações farmacêuticas seria a sua baixa toxicidade, já comprovada em testes realizados pelo grupo, empregando cultura de células. 


Atrás do balcão TEXTO: CELSO ARNALDO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Dr. Paulo Queiroz Marques e Dr. Dra. Vera Lúcia, sua filha, que administra a Drogamérica

Dr. Paulo Queiroz Marques

D

e seus quatro �ilhos, nenhum quis ser farmacêutico – só a primogênita, Vera Lúcia, trabalha com ele, e no setor administrativo da Drogamérica, farmácia de manipulação que completará 50 anos, no mesmo endereço, em 2013. Mas o Dr. Paulo Queiroz Marques – aos 90 anos o mais antigo farmacêutico de São Paulo ainda em plena atividade – não reclama da vida. Diz que vocações são naturais – como a dele, que seguiu o pai, Joaquim Marques, que teve farmácia por mais de 60 anos – e não podem ser impostas. Sua trajetória exemplar é modelo para qualquer jovem que deseje se encaminhar para as ciências e as artes farmacêuticas

Maria Helena, a �ilha do meio, é dona de casa e já lhe deu três bisnetos. Paulo Celso é artista plástico e mora na Bahia. Carlos Alberto, o caçula, é

54 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Um farmacêutico

magistral falecido. Mas, mesmo longe da pro�issão do pai, os �ilhos têm nele um padrão de comportamento ético para toda a vida. Às vezes, o Dr. Paulo �ica meio preocupado com sua sucessão à frente da Drogamérica. Mas logo se conforma: “Sempre respeitei a autonomia e a identidade pessoal de meus �ilhos. Eles compartilham comigo o eventual sucesso que tive na carreira”. De carreira, dentro de uma farmácia, Paulo tem inacreditáveis 84 anos. Filho de um boticário do interior de São Paulo, ele começou a “manipular” medicamentos com 8 anos. Sim, manipular é o termo. Na região de Itapeva, para onde a

família tinha se mudado havia um ano, estourou uma epidemia de malária e Paulinho ajudou o pai, que ali comprara a Farmácia Sant´Anna, a preparar artesanalmente cápsulas de quinino, a partir de amiláceas. “Para mim, era só uma brincadeira. Mas gostei”, ele resume. Também devem ter gostado muito outros três irmãos, de um total de 12, que acabariam se formando em Farmácia – Álvaro, Ariovaldo e Cícero. Aos 9 anos, Paulo já aplicava injeção. E criou uma técnica que, anos depois, já em São Paulo, surpreendia os clientes – que �icavam aguardando a picada que já tinha sido dada, imperceptivelmente.


À esquerda, dona Adélia e seu Joaquim, pais do Dr. Paulo Queiroz Marques. À direita, Joaquim Marques com o primogênito Álvaro, um de seus quatro filhos farmacêuticos. Ao lado, Dr. Paulo, em sua formatura

Do Bom Retiro à Praça Buenos Aires Quando chegou a hora de o adolescente Paulo decidir-se sobre o que queria da vida, havia uma opção colocada em primeiro plano pela família: uma nova escola normal na cidade para a formação de professores do curso primário, uma boa carreira. Mas bateu o pé: “Quero ser farmacêutico”. O irmão mais velho, Álvaro, já tinha optado por esse caminho para ajudar o pai, quando as coisas da farmácia começaram a �icar mais pro�issionais, mais regulamentadas, mais rigorosas. O destino de Paulo era São Paulo. A Faculdade de Farmácia �icava no Bom Retiro. Ele foi morar numa pensão, com outro irmão, que aqui estudava Filoso�ia. Lembra que sua turma tinha apenas 12 alunos para 50 vagas iniciais – era o tempo em que as velhas farmácias de manipulação começavam a ceder espaço às drogarias, na época reduzindo o alcance das ciências farmacêuticas. Paulo Queiroz Marques formou-se em 1944, ainda em plena II Guerra Mundial. Lembra-se de que, por falta de pergaminho, seu diploma foi feito de papel cartolina. Formado, foi trabalhar com o irmão Álvaro, numa farmácia da Praça Buenos Aires. Chegaram a ter 700 clientes cadastrados, quase todos da elite paulistana, que ocupava os casarões de Higienópolis. Lembra-se dos remédios da moda – como o calmante Equanil (meprobamate), que fazia os usuários “sonhar cor de rosa”, como se dizia.

Em 1961, quando se iniciaram os registros, ele se tornaria o farmacêutico número 16 do Conselho Regional de São Paulo. Dois anos depois, a guinada de�initiva. Surgiu a oportunidade de um ponto comercial nos térreos do primeiro centro médico da cidade, na Rua Itacolomy, também em Higienópolis. Nascia aí a Drogamérica, que jamais mudou de endereço e conserva a mesma decoração e mobília, que hoje lhe dão um ar retrô – a despeito de suas avançadas e rigorosas normas de manipulação. Paralelamente, o Dr. Paulo seguiu uma bela carreira como fomentador da atividade farmacêutica. Primeiro presidente da Anfarmag, Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais, a categoria deve muito a ele, com seu imenso amor pela pro�issão. Há pouco (ver matéria nesta edição) foi homenageado durante a celebração dos 25 anos da Anfarmag. Além tudo, preserva a história. “Ele é, sem dúvida, um dos grandes instrumentos da preservação da memória da Farmácia”, diz a Dra. Raquel Rizzi, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. “Temos muito a agradecer a esse farmacêutico tão importante.” A memória da pro�issão também é preservada no Museu da Santa Casa de Misericórdia (aberto à visitação pública de segunda a sexta-feira), cuja sala dedicada à Farmácia ele ajudou a montar, com itens de sua coleção particular.

Os próximos anos

Lúcido e ativo, praticando no mínimo três vezes por semana suas caminhadas nas pistas do Clube Paulistano, o Dr. Paulo Queiroz Marques é a memória viva da pro�issão pela qual se apaixonou ainda menino. “Fiz tudo de maneira espontânea”, diz ele, modestamente, sem aceitar o fato de que se destacou entre seus pares. Ainda vai diariamente à Drogamérica, administrada pela �ilha, embora hoje se dedique mais à parte “lúdica” da atividade, como ele mesmo diz, ou seja, a memória da farmácia. Ao contrário de seu pai, que incutiu em quatro �ilhos o vírus da farmácia, ele não conseguiu fazer o mesmo com seus �ilhos – que, no entanto, têm imenso orgulho do pai. Vera Lúcia Vaz Marques, que está com ele no dia a dia, dá uma resposta direta quando perguntada sobre por que não se viu atraída pela Farmácia: “É que nós acompanhamos meu pai trabalhando sábados e domingos, quase sem folga...”. É dessa dedicação integral que nasceram os frutos do lindo trabalho do Dr. Paulo Queiroz Marques.  REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 55


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Atualidades

Bisolphar,

xarope

A Pharlab Indústria Farmacêutica, de Minas Gerais, reto-

mou à sua fase de lançamento de novos produtos. É o caso do xarope Bisolphar infantil e adulto (cloridrato de bromexina), indicado para facilitar a expectoração nas doenças broncopulmonares agudas e crônicas. Bisolphar reduz a viscosidade do muco e ativa o epitélio ciliar, facilitando a expectoração e aliviando a tosse.

Cobavit,

Registro M.S.: 1.4107.0079.001-0 (xarope infantil) Registro M.S.: 1.4107.0079.003-7 (xarope adulto)

Apresentações: - Bisolphar xarope infantil 0,8mg/ mL: Conteúdo 120 mL + copo-medida - Bisolphar xarope adulto 1,6mg/mL: Conteúdo 120 mL + copo-medida

Contraindicações: Bisolphar é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à bromexina ou aos outros componentes da fórmula. O xarope adulto e infantil é contraindicado para pacientes com intolerância à frutose. SAC: www.pharlab.com.br AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

Pro-Acne,

contra cravos e espinhas

Ampliando sua linha de produtos da categoria MIP (medicamentos isentos de prescrição), a Pharlab Indústria Farmacêutica lança o Pro-Acne (peróxido de benzoíla 5%), indicado para o tratamento tópico de cravos e espinhas. O produto é destinado especialmente aos adolescentes e púberes, que são os mais afetados com o surgimento de acne, embora muitos adultos também sejam usuários deste tipo de terapia. Pro-Acne vem na apresentação gel em bisnaga de 20g. Registro MS: MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA RDC Nº 199/2006. AFE Nº 1.04107.5 Contraindicações: Pro-Acne é contraindicado para menores de 12 anos. O peróxido de benzoíla pode descolorir os cabelos e manchar roupas. Pode ocorrer sensibilização de contato em alguns pacientes, além de vermelhidão e descamação. Em uso prolongado pode ocasionar dermatite. SAC: www.pharlab.com.br AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

58| REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

estimulante do apetite

O produto Cobavit Xarope agora é um Medicamento Isento de Prescrição (MIP) e ganhou nova identidade visual. A Cifarma, seguindo sua estratégia com os produtos MIP’s, destacou na embalagem informações importantes, como via de administração, restrição de uso e faixa etária, indicações e contraindicações. Cobavit é indicado como estimulante do apetite, principalmente nos casos de anorexia e astenia. Apresentação em frasco de 100 mL com sabor cereja.

Registro M.S.: 1.1560.0070 CAC: 0800 7071212 Contraindicações: Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

Sulfato de Neomicina + Bacitracina Zíncica, contra infecções

Lançamento da Neoquímica para o tratamento de infecções bacterianas da pele e mucosas, causadas por micro-organismos sensíveis: piodermites, impetigo, eczemas infectados, otite externa, infecções da mucosa nasal, furúnculos, antraz, ectima, abscessos, acne infectada, intertrigo, úlceras cutâneas e queimaduras infectadas. E também na pro�ilaxia de infecções cutaneomucosas decorrentes de cortes (inclusive de origem cirúrgica), abrasões, queimaduras pouco extensas e ferimentos produzidos por micro-organismos sensíveis. Registro MS: 1.7287.0366.002-0 Apresentação: Pomada derm 5,0mg/g + 250UI/G bg. c/15g Classe Terapêutica: Antiinficciosos tópicos Contraindicação: em casos de hipersensibilidade a quaisquer dos componentes da fórmula ou a outros antibióticos aminoglicosídeos. Em pacientes portadores de insuficiência renal grave, danos pré-existentes no aparelho auditivo ou no sistema labiríntico. SAC: 0800 97 99 900 AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO


Fungicort, antifúngico

e anti-in�lamatório tópico

Cetocorten creme e pomada, da Cifarma, mudou de nome. Fungicort é a nova marca, permanecendo a mesma qualidade já conhecida pelos pro�issionais de saúde e pacientes. Fungicort está indicado para os tratamentos de infecções fúngicas, alergias por contato e dermatite seborreica, com apresentações creme e pomada com 30 gramas cada.

Registro MS: 1.1560.0052 Contraindicações: pacientes com história de hip ersensibilidade a qualquer componente de sua formula. O produto é contraindicado para uso oftálmico. Não deve ser utilizado em determinadas infecções da pele, tais como: varicela, herpes simples ou zoster, tuberculose cutânea ou sífilis cutânea. SAC: 0800 7071212

Cipro�ibrato, contra gorduras

A Neoquímica está lançando este genérico para o tratamento da hiperlipidemia primária resistente a medidas dietéticas apropriadas, incluindo hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e hiperlipidemia mista (tipos IIa, IIb, III e IV da classi�icação de Frederickson).

Registro MS: 1.7287.0318.003-7 Apresentação: Comp. 100mg cx c/30 Classe Terapêutica: Antilipêmicos SAC: 0800 97 99 900 Contraindicação: Em caso de insuficiência hepática ou renal graves, na gravidez e na lactação e em pacientes com hipersensibilidade ao ciprofibrato. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

Proctophar,

contra hemorroidas

Lançado por Pharlab Indústria Farmacêutica, Proctophar (acetato de hidrocortisona 0,5% + lidocaína base 2% + subgalato de bismuto 2% + óxido de zinco 10%) é indicado para hemorroidas internas ou externas, pruridos anais, eczema perianal, proctite branda e �issuras anais, pré e pós-operatório em cirurgias anorretais. Proctophar pomada vem na apresentação de 25g. Registro MS: MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA RDC Nº 199/2006. AFE Nº 1.04107.5 Contraindicações: contraindicado no caso de hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Não foram estabelecidas a segurança e eficácia deste produto em crianças, gestantes e mulheres no período de amamentação. SAC:www.pharlab.com.br AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

Telol, anti-hipertensivo

A Geolab amplia seu mix de produtos e acaba de lançar a mais nova apresentação do já conhecido Telol (atenolol). Agora também disponível no mercado na apresentação com 30 comprimidos de 25mg e 50mg. Telol é indicado para o controle da hipertensão arterial, controle da angina pectoris, controle de arritmias e tratamento do infarto do miocárdio.

Registro M.S.: 1.5423.0033 Apresentações: Caixa com 28 comprimidos de 25mg. Caixa com 28 comprimidos de 50mg. Caixa com 30 comprimidos de 25mg. Caixa com 30 comprimidos de 50mg. Contraindicações: hipersensibilidade aos componentes da fórmula, crianças, bradicardia, choque cardiogênico, hipotensão, acidose metabólica, distúrbios severos da circulação arterial periférica, bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau, síndrome de nodo sinusal, feocromocitoma não tratado e insuficiência cardíaca descompensada. SAC: 0800-7016080 AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 59


Período

BANCO

Ponto cardeal relativo à alvorada

Atleta que detém a melhor marca

Proibira (p. ext.)

(?) déco, estilo do Empire State

Especialização na área de negócios

"Assim Falou (?)", obra de Nietzsche

Em posição (?) fácil de peStulbach: gar (bras.) atuou em "Tempos Morre de Paz" João (?), O réu (CIn.) cantor que não apresenta MariaGregório de defesa fumaça (?), poeta

Pão de (?): massa de bolos

"Território" do bispo Altar hebreu

Via (?), antiga estrada romana "A (?) Catarineta", auto português

Pronome pessoal do caso reto

Cidade natal de Mauro Mendonça

Rodovia (abrev.) "Cheia de", em "ferrosa"

B

A

30

Divisões de piscinas olímpicas

Solução

Sebastião Vasconcelos, ator

U

Elemento essencial de micros (sigla)

Turíbio Santos, violonista brasileiro

C O P O R U B A I I S T A V O S

Mitologia (abrev.) Cintura; cinto

B O S A V A E A R A R D I T E

Órgão de fiscalização portuária

Pena mais longa da asa das aves

Passar (o texto) a limpo

Estado do arame do berimbau

© Revistas COQUETEL 2011

Formato Cassiano Providência obrigatória em caso aproxiRicardo, de morte Material de móveis leves de mado do poeta mo- Efeito da biotecnojardim Atlântico dernista logia na agricultura

Primeiro herói nativo do romance nacional Que teve o pó retirado com utensílio manual

M A T O S

www.coquetel.com.br

P E R E C E

60 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

3/art — cpu — dan. 4/ápia. 6/rêmige. 10/zaratustra.

Soluções na página: 232 - Anexo de preço da Revista ABCFARMA - agosto/2011 T R E V R E L

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

Passatempo

Jogo dos 7 erros


Os V Jogos Abertos Sindusfarma terão início no dia 6 de agosto, com a realização da tradicional Caminhada da Solidariedade, no Parque do Ibirapuera. A jogadora de vôlei Fofão, campeã olímpica em Pequim 2008, será a madrinha da competição deste ano. A primeira rodada dos Jogos será no dia 13 de agosto. Mais de 1.500 atletas competirão em nove modalidades, que serão disputadas nos clubes dos laboratórios Aché e P�izer, em Guarulhos, entre outras praças esportivas. A Caminhada da Solidariedade, de aproximadamente 3 km de extensão, sairá do bolsão do estacionamento próximo ao Museu Afro Brasileiro, passando por ruas e atrações do Parque do Ibirapuera, em São Paulo (lago, prédio da Bienal, marquise etc.) até retornar ao Museu. Como acontece desde a primeira edição dos Jogos, o Sindusfarma vai arrecadar alimentos não perecíveis que serão doados a instituições que desenvolvem

trabalhos sociais. As pessoas que colaborarem com 2 kg de alimentos receberão um kit com boné e camiseta alusivos aos Jogos. A empresa que doar a maior quantidade de mantimentos receberá o título de Empresa Solidária. Futsal, Futebol de Campo, Futebol Society, Voleibol, Basquete, Tênis, Natação e Atletismo são as modalidades em disputa nos Jogos Abertos Sindusfarma 2011.

Doações

No ano passado, a doação de alimentos durante os Jogos bateu recorde. Foram arrecadados 2.700 kg de alimentos, distribuídos para as seguintes

entidades: Abrigo dos Velhinhos Frederico Ozanam; Amigos do Bem; Associação dos Policiais Militares De�icientes Físicos do Estado de São Paulo; Associação Cruz Verde; Creche João Silva; Lar da Infância de Nice; e Sociedade Amigos da Região de Santa Inês.

Patrocinadores

Os patrocinadores dos V Jogos Abertos Sindusfarma são: Cristália, Eurofarma, Graber, Idea, MSD, Theraskin, Wheaton, Abafarma, FortNox e Sano�iAventis.

Edições anteriores dos Jogos Abertos SINDUSFARMA Ano 2007 2008 2009 2010

1º EMS S/A Sano�i-Aventis Sano�i-Aventis Eurofarma

2º Sano�i-Aventis Eurofarma P�izer P�izer

3º P�izer EMS Eurofarma Sano�i-Aventis

REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 63


Economia TEXTO: GERALDO MONTEIRO FOTOS: DIVULGAÇÃO

CONHEÇA OS

FATORES QUE PODEM AFETAR

A CAPACIDADE DE CRESCIMENTO DA SUA EMPRESA

F

azer uma empresa crescer é quase o mesmo que entrar numa batalha. É importante identi�icar os inimigos. Se você não conhecer todos os obstáculos, não estará preparado para lidar com eles. Vários fatores podem afetar a capacidade de crescimento da sua empresa. Eis alguns deles: As suas intenções: alguns empreendedores optam por não crescer ou crescer bem lentamente. Em geral essa relutância não está associada a medo. É importante compreender que você tem de querer o crescimento de sua empresa, do contrário não irá fazer o que é necessário para que isso aconteça. O per�il do seu mercado-alvo: o tamanho e o poder de compra do seu mercado certamente irão impor limites sobre a intensidade e a velocidade do crescimento. Você pode expandir os seus limites criando condições de atingir novos mercados ou adicionando mais produtos e serviços a suas ofertas. O per�il da concorrência: você escolhe a sua concorrência baseado na forma como de�ine o nicho de mercado em que irá atuar. Se você pretende bater de frente com uma empresa maior e mais consolidada do que a sua, estará procurando problemas. Talvez seja melhor explorar um nicho que não é atendido de maneira frequente por grandes corporações, para que sua empresa tenha a chance de criar alicerces antes de encarar competidores maiores.

64 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Como o seu setor lida com inovações: se você tem a sorte de estar num setor em que a inovação é mais rara, é possível obter uma vantagem competitiva com a introdução de alguma novidade – um novo produto ou uma forma diferente de fazer alguma coisa. Se, por outro lado, você se encontra num setor de negócios em que a inovação é o preço de entrada, você precisará de substanciais recursos de capital para sobreviver. A previsibilidade do seu setor: a previsibilidade certamente torna a vida das empresas mais fácil, mas a verdade é que torna tão fácil que �ica di�ícil diferenciar-se do mercado. No outro extremo, um setor altamente volátil pode ser uma fonte de oportunidade, pois as coisas mudam rapidamente. As pequenas empresas, com frequência, podem se bene�iciar ao máximo, pois tendem a ser mais �lexíveis, apresentar custos �ixos menores e mudar de curso tão rápido quanto necessário. A di�iculdade das barreiras de entrada: o seu segmento nem sempre é um lugar paci�ico. Empresas mais antigas podem tornar muito di�ícil a entrada de novos concorrentes por meio do estabelecimento de altos padrões

de pesquisa e desenvolvimento, instalações e equipamentos ou regulamentações. Empresas consolidadas e detentoras de tecnologia exclusiva podem efetivamente mantê-lo fora do jogo, mediante a recusa em licenciar a sua tecnologia. Conhecendo os fatores que podem impedi-lo de alcançar seus objetivos, você estará se dando a chance de encontrar formas bem-sucedidas de lidar com eles antes de chegar ao estágio de crescimento pretendido. 

Geraldo Monteiro é Mestre em Administração pela Fecap e assessor econômico da ABCFARMA


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Serviços TEXTO: NELSON GRECOV FOTO: ARQUIVO

CLÍNICA TRIBUTÁRIA/FISCAL

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ara os empreendedores associados estarem em concordância com as novas exigências de recolhimento dos impostos devidos nas operações de compra e venda do dia a dia das farmácias e drogarias, a REFARMA (Rede Brasileira de Farmácias e Drogarias) promoveu em parceria com a Sysfar (Solução em Automação de Farmácias e Drogarias), em junho último, em sua sede em São Paulo, a 1ª Clínica Tributária/Fiscal

O trabalho está sendo executado pela GPEC (Apoio Operacional a Empresas). A dinâmica da clínica consistiu em apurar e analisar os dados reais dos participantes referentes aos últimos três meses de atividades. As empresas enquadradas no Simples Nacional apresentaram para os consultores os seguintes documentos: 1)Extrato do Simples Nacional; 2)Relatório de Venda; 3)Leitura Memória Fiscal, por ordem de data da impressora. Já as empresas enquadradas no sistema de Lucro Presumido ou Real apresentaram: 1)Apuração do PIS, COFINS e ICMS; 2)Relatório de Venda; 3)Leitura Memória �iscal, por ordem de data da impressora. Este gráfico analítico realizado com dados reais apresentados na Clínica tributária mostra uma economia obtida de até 80% no recolhimento de impostos devidos.

PARA ASSOCIADOS

Consultoria Tributária + Segurança:

Lucro para sua Farmácia

A consultoria tributária realizada pelo consultor Genivaldo Braga dos Santos, sócio-administrador da GEPC Apoio Operacional a Empresas, é a novidade da vez em 2011 e tem impactado de forma positiva a muitos empreendedores de farmácia no estado de São Paulo. Realizando um trabalho sério e voltado para o ajuste da tributação paga pelas farmácias e drogarias, ele promove a adequação dos cadastros de produtos às normas vigentes, equalizando seus resultados, conferindo apurações e relatórios, ajustando e facilitando o maior controle dos estoques. O treinamento e o comprometimento dos funcionários se tornam um indispensável aliado, dando uma maior transparência na comercialização dos produtos e conseguindo resultados consideráveis na redução, adequação ou recuperação de impostos pagos indevidamente.

Genivaldo Braga dos Santos Consultor Tributário

O trabalho realizado tem gerado para donos de farmácia e drogarias tranquilidade, satisfação e bons resultados de forma geral – sobretudo a oportunidade de se organizar com base nas tributações pagas. Isso resulta em muitos bene�ícios, como o recebimento de �iscais em visita as lojas sem transtornos ou stress. A consultoria tributária possibilita a redução de multas e apreensão de produtos e isso com certeza tem agradado, e muito, seus clientes. Trabalhar em parceria com os consultores tem dado excelentes resultados e um diferencial considerável, que coloca os clientes em grande vantagem competitiva no mercado em relação a seus concorrentes.  Genivaldo Braga dos Santos Consultor Tributário Cel.: (19) 9691-9582 Fone: (19) 3897-2744 GEPC Apoio Op. a Emp. Escritório Paraná Contabilidade genivaldo@escritorioparana.com.br

Central de Negócios REFARMA/SP E-mail: diretoria@rederefarma.com.br Site: www.rederefarma.com.br Fone: (11) 3361-7643 Sysfar - Automação de Drogarias e Farmácias E-mail: paulo@sysfar.com.br Fone: (19) 9627-1339 / ID 126*63166 66 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011


Gestão de Negócios TEXTO: AMÉRICO JOSÉ DA SILVA FILHO FOTOS: DIVULGAÇÃO

O REMÉDIO C

Há cinco mil anos, a medicina chinesa goza de grande prestígio em todo o mundo. Na Antiguidade, existiu um médico tão famoso que os estudantes se aglomeravam à sua porta para receber seus ensinamentos. Embora fosse muito reservado e discreto, deixava que seus alunos observassem seus métodos. Um dia, dois doentes com sintomas idênticos foram consultá-lo. O médico pediu a um estudante que lhes �izesse um diagnóstico e dissesse qual era o remédio para curá-los. Após examiná-los, o jovem recomendou utilizar a mesma medicação para ambos. Imediatamente, o médico pediu-lhe que se retirasse do local. Surpresos diante dessa atitude, os estudantes perguntaram-lhe a razão de tão extrema decisão.

Este conto chinês permite que façamos uma re�lexão quanto às oportunidades de mercado, aos serviços prestados por uma farmácia e a qualidade deles. Assim como aluno foi precipitado e, sem aprofundar o diagnóstico, receitou o mesmo remédio para os dois doentes, um empresário também corre o risco de aplicar as mesmas ações de seus concorrentes e, com isso, não obter resultados satisfatórios. Isso porque, aquilo que funciona para uma farmácia pode não funcionar para outra, pois as situações e os consumidores são diferentes.

O fundamental é estar atento ao mercado e em como as oportunidades podem ser aproveitadas, utilizando aquilo que a farmácia tem como diferencial. Essa análise deve considerarar: • Produtos e serviços com demanda na região. • Novas empresas e condomínios que podem ser prospectados. • Mudança no per�il do consumidor (nascimentos, idosos, etc.) Um exemplo de oportunidades que podem ser aproveitadas usando aquilo que uma farmácia tem como especialidade são os serviços.

De acordo com a RDC 44 de 17 de agosto de 2009, são permitidos na farmácia os serviços de perfuração para colocação de brincos e atenção farmacêutica (administração de medicamentos, medição de pressão, temperatura e glicemia). Frente a essa possibilidade, gostaria que meus amigos proprietários de farmácia fizessem algumas reflexões: a. Essas oportunidades estão sendo aproveitadas adequadamente?

b. Se não estão, quais os motivos?

Como ter a farmácia preparada e profissionais habilitados, de acordo com a RDC 44, são condições essenciais para esses serviços, segue um questionário de autoavaliação, que também serve como um check list.

Ítem

Exigência A prestação de serviços farmacêuticos está indicada no licenciamento do estabelecimento e foi permitida por autoridade sanitária mediante prévia inspeção? Serviços farmacêuticos são realizados somente por profissionais capacitados? Existe, para informar ao usuário, lista atualizada com a identificação dos estabelecimentos públicos de saúde mais próximos, contendo a indicação de endereço e telefone? As atividades de atenção farmacêutica são documentadas de forma sistemática e contínua, com o consentimento expresso do usuário? Para a medição de parâmetros fisiológicos e bioquímicos são utilizados materiais, aparelhos e acessórios que possuam registro, notificação, cadastro ou que sejam legalmente dispensados de tais requisitos junto à ANVISA? A perfuração do lóbulo auricular é feita com aparelho específico para esse fim e utiliza o próprio brinco como material perfurante? Após a prestação do serviço farmacêutico é entregue ao usuário a Declaração de Serviço Farmacêutico?

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Sim

Não


IO CORRETO O médico explicou: “O aluno fez um diagnóstico ruim porque se deixou levar pela simples observação, sem tentar aprofundar as causas dos sintomas. O primeiro paciente sofria uma simples intoxicação, enquanto o segundo padecia de uma doença crônica. Se houvesse dado aos doentes o remédio que recomendou, um deles não teria mostrado melhora alguma, e o outro teria morrido”.

(O poder do tigre – seleção de contos chineses Analía L´Abbate e Karina Quian Gao)

A prestação de serviços é uma alternativa para que a farmácia consiga se diferenciar de seus concorrentes. Medicamentos, todas podem ter, assim como praticar uma política de descontos. Já os serviços, por serem intangíveis, são mais di�íceis de serem copiados, pois dependem de pro�issionais quali�icados para isso. Quando oferecemos serviços, adicionamos “valor” às nossas vendas. Valor é aquilo que o cliente entende ter recebido por aquilo pagou. Faça uma avaliação sobre a conveniência de oferecer serviços farmacêuticos aos seus clientes, avaliando: • Existência de consumidor necessitando deste tipo de serviço. • Condições da farmácia para oferecê-los. • Vantagens e riscos. Um exemplo de incentivo à prestação de serviços que eu gostaria de citar é o da rede Farmácias Associadas, do Rio Grande do Sul. Este ano, a rede lançou o Concurso Pedro Zidoi, que é um prêmio que visa reconhecer e premiar os melhores Projetos de Boas Práticas Farmacêuticas implantadas nas unidades associadas. Nele concorrem os farmacêuticos da rede, que tenham desenvolvidos projetos relacionados a ações como serviços farmacêuticos oferecidos aos consumidores e ou à

comunidade, ou que tenham gerado melhor agilidade no relacionamento com a comunidade. Ações como esta valorizam a prestação de serviços e o importante trabalho realizado pelos farmacêuticos. No conto, o médico explicou aos seus alunos que, se houvesse dado aos doentes o remédio recomendado, um deles não teria mostrado melhora alguma, o outro teria morrido. O mesmo pode acontecer na farmácia: algumas ações não têm resultado algum,

enquanto outras podem comprometer fatalmente sua saúde financeira.

Seja ousado na prospecção de oportunidades, criterioso na avaliação e persistente na implantação. “De�ina o problema. Analise as causas prováveis. Identi�ique soluções possíveis. Desenvolva um plano de ação. Ponha em prática a solução e avalie o progresso.” (Richard Y. Chan e P. Keith Kelly). 

Boas vendas!

Américo José da Silva Filho

Atco Treinamento e Consultoria E-mail: americo@atcotc.com.br www.atcotc.com.br REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 69


Gerenciamento TEXTO: CELSO ARNALDO ARAUJO FOTOS: DIVULGAÇÃO

ASSOCIATIVISM

Fidelidade, aci N

a edição de julho, Gilson Coelho, consultor corporativo especializado no Canal Farma, abordou os erros e os acertos do sistema de associativismo de farmácias no Brasil. Na segunda parte da matéria, ele aponta a �idelidade a valores e a princípios, mais do que a preços, como um dos fatores capazes de assegurar o êxito do sistema. Acompanhe

Qual foi a repercussão da primeira parte da matéria sobre o associativismo publicada na edição anterior? Tudo indica que está aumentando muito o nível de preocupação com a qualidade no associativismo de farmácias no Brasil. Recebi diversas manifestações de apoio, com destaque especial para o comentário do Alberto, da Farmamed, de Sorocaba, São Paulo. Em seu e-mail, ele faz o seguinte comentário: “Digo que é um MBA completo para o associativismo, e para todos os proprietários de farmácia do Brasil. Tem informação e formação, além de explicação de como fazer a lição de casa dentro das lojas. Um associativismo com foco na qualidade do associado, no ponto de venda, gestão do conhecimento aplicado e disponibilizado diante das necessidades, ou melhor, uma associação que ofereça apoio e às vezes até socorro ao balcão onde as coisas acontecem.” Em geral, na opinião dos leitores, o ponto-chave da matéria está na constatação de que o fortalecimento da loja deve ser o foco das atenções. Sinceramente, espero que a matéria continue

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provocando muitas re�lexões, tanto nas associações quanto entre associados. Isso pode contribuir para o aprimoramento do associativismo com mais resultados para todos.

Por que você coloca o tema da �idelização como um dos fundamentos para o sucesso do associativismo no Brasil?

Há muitos anos nós criamos uma �igura para simbolizar o associativismo de farmácias. Sempre que observo esta �igura, me vem à mente a seguinte frase: ninguém é tão bom sozinho quanto

todos nós juntos. É a união que faz a força! Se o proprietário de farmácia se considera uma pessoa autossu�iciente, imaginando possuir todos os recursos para se dar bem, provavelmente poderá seguir uma carreira-solo. Por outro lado, ele poderia ter um per�il oposto: não se considerar autossu�iciente, ter consciência de que não possui todos os recursos para se dar bem, nem se identi�ica com o espírito associativista. É aquela pessoa que não gosta de receber orientações, detesta padrões estabelecidos, odeia reuniões. Em ambos os casos, atuariam como peixes solitários,


ISMO, PARTE 2

acima de tudo peridade das lojas, oferecendo todo o conhecimento formatado, necessário para que o proprietário domine as competências críticas.

A �idelização é sempre muito lembrada no direcionamento da compra aos fornecedores selecionados. Além da compra, a �idelização se aplica a que outros fatores?

con�iando nos próprios recursos, contando com a própria sorte. Uns porque acham que não precisam, outros porque não possuem o espírito de corpo, tão necessário no processo de associativismo. As associações cometeram um erro básico ao passar por cima desses fundamentos, fazendo de tudo para angariar adeptos com per�il semelhante, tudo para demonstrar um atrativo número de lojas. Tanto é verdade que a grande maioria chegou a recuar no número de lojas, fazendo uma espécie de depuração e quase recomeço. Apesar desse avanço, ainda falta focar na pros-

A �idelização é muito mais ampla, mas vamos começar a análise pelo processo de compras. Todo fornecedor valoriza muito o fato de estar diante de alguém que tenha o o�ício da representatividade. Isso facilita o processo, ameniza a necessidade de muitos contatos, já que o tempo é algo muito escasso nos dias de hoje. Imagine uma situação de negociação em que a associação possua um total de 300 lojas. O fornecedor rapidamente faz a conta da venda média por loja e identi�ica o potencial de compra da rede na sua linha de produtos. É nestas horas que a situação se complica. Imagine o negociador da rede se expondo da seguinte maneira: “Nós temos 300 lojas, mas as que eu posso contar realmente são 120. Posso me comprometer com a compra de 120 estabelecimentos. Nestas lojas eu posso con�iar”. Normalmente o negociador �ica de saia justa e é obvio que será muito comedido ao falar das lojas que �icaram de fora, mas a negociação já está comprometida. O ganho de escala já está prejudicado. Contrariando frontalmente o lema “a união , consultor corporativo faz a força”, os outros 180 proprietários farão especializado no canal farma, dá dicas de como as compras de maneira conquistar um diferencial para sua farmácia pulverizada, de muitos

Gilson Coelho

REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011 | 75


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eu sozinho recebi uma proposta muito melhor”? Existem casos em que a idoneidade dos comandantes acaba injustamente sendo colocada à prova e aí o caos se manifesta completamente com acusações e a instalação de um clima insustentável.

fornecedores, alimentando a máxima de que quem compra pouco de muitos não é signi�icativo com ninguém. A �idelização é primordial não só no direcionamento da compra. Eu considero a �idelização como algo mais amplo: �idelização aos princípios, aos valores, ao direcionamento estabelecido nas assembleias, à representatividade outorgada aos dirigentes e assim por diante.

Ainda falando sobre os descontos: e se o proprietário, isoladamente, receber uma proposta reconhecidamente melhor do que aquela acordada com o comando para toda a rede?

Se ele for um associado �iel, dirá o seguinte para a empresa que está tentando furar o acordo: “Muito obrigado por esta proposta tão generosa! Se a sua empresa faz algo tão especial pela minha farmácia, isoladamente, muito mais fará pelas nossas 300 lojas! Por favor, entre em contato com o comando, responsável pelas negociações na nossa rede.” Muitos associados não se dão conta de que propostas absurdamente atraentes, colocadas isoladamente, têm o propósito maior de desestabilizar o acordo �irmado com o alto comando. Dependendo da postura de associado, este poderá comparecer às reuniões regulares de uma forma arrogante, questionando a tudo e a todos: “Que negociação é esta que vocês �izeram se 78 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Por mais unida que possa ser a associação, ela sempre estará sujeita a situações deste tipo?

Quando é alto o coe�iciente de �idelização e e�icaz o processo de comunicação, essas situações até podem ocorrer, mas se tornam absolutamente administráveis. O grupo possui um saldo muito positivo nas relações, é a relação de con�iança que predomina. Eu sempre a�irmei que um dos mais signi�icativos trabalhos de uma associação é a constante “produção da cola” que mantém a todos unidos, vigilantes na boa condução do negócio. Se necessário, os dirigentes precisam chegar ao ponto de exagerar no processo de comunicação, transparência e constância de propósito. A comunicação a que me re�iro precisa ser de mão dupla. Quando o saldo na comunicação e relacionamentos internos é positivo, a empresa vai criando antídotos contra estes arroubos cuja intenção maior é desestabilizar o nível de coesão existente. Ela também aprende a lidar com os fornecedores descontentes, cobrando um mínimo de respeito aos acordos estabelecidos, sob pena de que haja completa ruptura nos relacionamentos em caso de iniciativas de desestabilização como mencionamos.

Poderia explicar melhor o processo de certi�icação citado na edição anterior?

A ideia da certi�icação é um de-

sa�io que pode atestar o elevado grau de competência daqueles proprietários que colocarem em prática os melhores fundamentos de gestão, com impacto na rentabilidade, nos fornecedores, nos funcionários e clientes. Quando mencionamos a prática, estamos nos referindo a evidências objetivas da aplicação dos padrões estabelecidos. Vale ressaltar que o conhecimento por si só não produz nenhum efeito signi�icativo na vida das pessoas e das empresas, caso não seja colocado em prática. Resumindo, a certi�icação é uma espécie de outorga concedida aos proprietários de farmácias, embasado no conhecimento aplicado com resultado efetivo. Que ninguém duvide do poder do conhecimento quando se faz uso dele para mudar processos, melhorar a gestão e qualidade de vida das pessoas. Uma boa dose de conhecimento e pro�issionalização impactará em novos tempos para as nossas farmácias. A certi�icação nos moldes como defendemos ainda não é uma realidade, mas pode se transformar em meta audaciosa. Vai depender de mais massa crítica em favor da Gestão do Conhecimento nas farmácias brasileiras. Atualmente, já trabalho com o conceito de Loja Modelo e Farmácia Escola. Ambos são estágios importantes que contribuem na caminhada do processo de certi�icação que aos poucos vai amadurecendo.

Outras considerações sobre o futuro do associativismo?

Lembrar que não estamos fazendo nenhuma crítica, apenas constatações do que se observa no mercado. A nossa intenção maior é que o processo associativista se aprimore, como tudo na vida. O mercado está cada vez mais exigente, de maneira que até os grandes estão se reinventando! Eu penso que a re�lexão é oportuna. Muito mais do que associações e estabelecimentos de farmácias, estamos tratando das nossas vidas, dos nossos sonhos e conquistas. 

Gilson Coelho é consultor corporativo especializado no Canal Farma. Mais informações, consulte o

site www.gilsoncoelho.com.br


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Institucional TEXTO: CELSO ARNALDO ARAUJO FOTOS: GEOLAB

Investimento permanente em qualidade

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mpresa genuinamente goiana, com capital 100% nacional, fundada em outubro de 1999, a Geolab Indústria Farmacêutica tem como sua principal missão levar ao consumidor brasileiro – nos canais farma e hospitalar – medicamentos com qualidade e preço justo. Localizada no polo farmoquímico de Anápolis, sua moderníssima planta industrial tem 12 mil metros quadrados – e, brevemente, mais 4.000 metros serão agregados à sua linha de produção, que hoje coloca no mercado 180 apresentações farma (entre remédios de marca, genéricos

e �itoterápicos) e outras 48 no segmento de fármacos hospitalares. Como destaca Rodrigo Nóbrega, gerente de marketing da Geolab, o investimento em expansão é contínuo e muito signi�icativo. Só em 2010, 22% do faturamento – um índice praticamente inédito no setor – foi aplicado na expansão e aprimoramento da planta industrial e área administrativa. O resultado dessa opção estratégica tem sido compensador: já bem situada entre as 20 maiores empresas farmacêuticas do país, a Geolab planeja estar entre as 15 líderes do mercado em três anos. Nada mal num mercado com cerca de 400 indústrias. “Acreditamos muito no mercado brasileiro”, resume Rodrigo. 

Meio Ambiente

A questão ambiental também faz parte do dia a dia da Geolab Indústria Farmacêutica. A empresa pauta-se pelo respeito a todas as normas ambientais estabelecidas pela legislação brasileira. O laboratório, desde o início de suas atividades, segue programas de reciclagem do lixo e de tratamento de efluentes. Além de acondicionar corretamente os materiais não recicláveis, a Geolab também tem uma preocupação especial com o manejo desses resíduos. Recentemente, a indústria iniciou mais um projeto de preservação e manutenção da fauna e flora do cerrado na área de reserva ambiental, localizada ao lado da empresa. O objetivo é recuperar uma área de transição do cerrado e a mata ciliar do fundo de vale. Ao todo são 120.000 m², que correspondem a 12 hectares. Até o momento, mais de 7.000 mudas de espécies do cerrado já foram plantadas na área.

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Em sua moderníssima planta, em Anápolis, a Geolab produz cerca de 230 apresentações de fármacos e pesquisa novas moléculas


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Evento TEXTO E FOTOS: FRANCISCO COLOMBO

ECONOFARMA 2011

Um grande encontro

Realizada nos dias 16 e 17 de junho, a nona edição da Econofarma reuniu, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, compradores e proprietários do setor farmacêutico de todo o Brasil, para o tradicional encontro de negócios organizado pela PH Eventos.

P

assaram pelos dois dias de evento cerca de 10 mil pro�issionais de farmácia vindos de todas as regiões do Brasil para conferir os últimos lançamentos e inovações apresentadas pelas indústrias farmacêuticas, distribuidoras dos segmentos de medicamentos, higiene, perfumaria e cosméticos (HPC). Também entre os expositores, prestadores de serviços e desenvolvedores de soluções tecnológicas, empresas de móveis e instalações para farmácias, grá�icas, agências e editoras de publicações especializadas. O volume de negócios realizados entre os 135 expositores – quantidade 35% superior ao da feira realizada em 2010 – e os pro�issionais de farmácia, público-alvo da Econofarma, aumentou 20% e atingiu a soma de R$ 38 milhões, de acordo com a PH Eventos, organizadora da feira.

O presidente da ABRADILAN, Juliano Vinhal (MG), o assessor econômico da ABCFARMA, Geraldo Monteiro, e o diretor da ABCFARMA e presidente do Sindidrogas-AM, Armando Reis 82 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Paulo Heitor,

diretor da PH Eventos, responsável pelo sucesso da Econofarma 2011

A partir da esquerda, no stand da ABCFARMA, o consultor Américo José da Silva Filho, Wagner Giffoni, da Refarma-DF, Raimundo Nonato e Elpidio Medeiro da Rede da Família-DF e Pedro Zidoi, presidente da ABCFARMA

A ABCFARMA esteve presente no evento, com um movimentado stand, que serviu de ponto de encontro para os principais líderes do setor, presidentes de sindicatos e associações. Outro ponto de destaque no stand da ABCFARMA foi o interesse dos visitantes pela Revista da entidade, elogiada por seu conteúdo atualizado e a qualidade das informações. Durante o evento a ABCFARMA realizou um concurso cultural e presenteou o vencedor João Leite Jr., da Colgate Palmolive, com uma cesta de produtos.


Este ano, a empresa organizadora e realizadora do evento – Paulo Heitor Eventos – inovou ao apresentar quatro novidades: *A Drogaria Conceito, um estabelecimento farmacêutico totalmente adaptado às leis que regem o varejo do segmento, entre elas a resolução RDC 44/09, da Anvisa, com lay out moderno Visitantes passeiam pela e novidades para farmácias e feira com a sacola da Revista Wagner Giffoni (DF), Regina Satomi Saito e drogarias. Marco Fiaschetti (IDVF), no stand da ABCFARMA ABCFARMA, uma constante *A apresentação da diverna Econofarma 2011 tida peça teatral “Doutor! Como enlouquecer um médico em um dia”, patrocinada pela Germed Pharma *O Show de Prêmios, que entregou títulos de capitalização no valor de um automóvel zero quilômetro a um dos participantes da Econofarma *E o Fórum Econofarma , que discutiu os desa�ios e as A partir da esquerda, Dra. Eliane, da Max O assessor executivo da ABCFARMA, oportunidades no futuro desFarma, Camila Luize Zandoná, Alice Maria Nelson Grecov, e o vice-presidente se segmento. Com mediação do Zandoná e Dr. Edenir Zandoná Jr., presidente da entidade, Paulo Sergio Navarro presidente da Federação Brasido Sindifarma-PR e diretor da ABCFARMA de Souza (PB) leira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia, o fórum teve a participação de vários executivos e representantes do setor, entre eles o diretor geral da Medley, Décio Decaro, o diretor comercial da Germed Farma, Fernando Marinheiro, o diretor comercial Entre os inúmeros prêmios da Sano�i-Aventis, Valdomiro oferecidos pela Econofarma 2011, Rodrigues, o presidente do Conum veículo zero quilometro selho Diretivo da Associação Acima, participantes Brasileira dos Distribuidores de da Econofarma Laboratórios Nacionais (Abradi2011 marcaram lan), Aclair Machado, e o diretor presença no stand técnico-administrativo da Asda ABCFARMA sociação dos Laboratórios Fare preencheram macêuticos Nacionais (Alanac), o formulário do Concurso Cultural Henrique Uchió Tada. 

O presidente da ABCFARMA, Pedro Zidoi, e a diretora administrativa da entidade, Abigail Maglio, entregam a cesta sorteada no evento

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Evento TEXTO E FOTOS: FRANCISCO COLOMBO

SINDUSFARMA-SP entrega prêmios

Excelência e Bumerangue

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Humanos e Saúde no Trabalho

Laboratórios que mais se destacaram em saúde do trabalho e desenvolvimento de RH são premiados pelo Sindusfarma/SP em cerimônia no MAM. 86 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Os laboratórios Allergan, Galderma, Johnson & Johnson, Libbs, Medley, MSD e P�izer receberam na noite do dia 21 de junho o Prêmio Excelência em Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, uma iniciativa do Sindusfarma que distingue as melhores ações de prevenção de doenças e acidentes de trabalho nas empresas do setor, em cinco categorias. No Prêmio Bumerangue, que destaca as indústrias que desenvolvem projetos na área de Recursos Humanos, em três modalidades, os vencedores foram Apsen, Cimed, Eurofarma, Libbs e Sano�i-Aventis. Foram agraciadas com menções honrosas do Prêmio Excelência em GST as empresas Aché, Alcon, AstraZeneca, Baxter, Biolab, Chiesi, Cristália, Eli Lilly, Eurofarma, Fresenius, Merck e

Sano�i-Aventis. A solenidade de entrega dos Prêmios, realizada no auditório do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, contou com as presenças de Clóvis Veloso de Queiroz Neto, coordenador de Segurança e Saúde no Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Ana Elisa Mendes Rodrigues Gaido, diretora da Divisão de Saúde do Sesi-SP. “O Prêmio Excelência em GST se consolida a cada ano e está se tornando uma das premiações mais importantes da indústria em matéria de saúde e segurança do trabalho”, disse o representante da CNI. Os prêmios GST e Bumerang foram idealizados e são coordenados pelo vice-presidente executivo do SINDUSFARMA-SP, Dr. Lauro Moretto.


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Forma de Aplicação Todas as noites, na margem da pálpebra superior com o aplicador estéril que acompanha o produto.2 Dosagem

01 gota diária por aplicador, para uso tópico por olho.2

Resultados

Iniciais em aproximadamente 08 semanas.2

Referências: 1.) Jones D. Enhanced Eyelashes: Prescription and Over-the-Counter Options. Aesth Plast Surg 2010; 2.) Informações para prescrição de LATISSE®. ®

INDICAÇÃO: Tratamento da hipotricose. CONTRAINDICAÇÕES: LATISSE é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade a bimatoprosta ou aos outros componentes da fórmula. ADVERTÊNCIAS

E PRECAUÇÕES: LATISSE® se destina exclusivamente para aplicação sobre a pele das margens das pálpebras superiores, nas bases dos cílios. Não deve ser aplicado na pálpebra inferior. Precauções: pode ter efeitos sobre a pressão intraocular, pode ocorrer pigmentação da íris (se instilado diretamente no olho). Pigmentação da pálpebra e crescimento de pêlo fora da área de tratamento. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Não são previstas interações entre LATISSE® e outros medicamentos. Em pacientes que utilizam a bimatoprosta ou outros análogos da prostaglandina para o tratamento da pressão intraocular elevada, o uso concomitante de LATISSE® pode interferir com a redução da PIO desejada. REAÇÕES ADVERSAS: Reações comuns - (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): prurido ocular, hiperemia conjuntival, irritação ocular, eritema palpebral, hiperpigmentação da pele, escurecimento da cor dos olhos, mancha na córnea (pinguécula), sintomas de secura ocular, papiloma palpebral, dermatite de contato. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro do Ministério da Saúde: 1.0147.0177 BR/0178/2011

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

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Empresas reconhecidas Os laureados demonstraram todo seu entusiasmo com a honraria.

*“O trabalho realizado na Galderma foi coroado nesta noite e esse reconhecimento nos fortalece para continuarmos nesse caminho em busca da melhoria contínua”, a�irmou o representante da empresa, Alexandre Pinto Gachineiro, vencedora na categoria de até 100 empregados ou terceirizados. *“O Prêmio é uma iniciativa extremamente importante, por valorizar as empresas que fazem investimentos em segurança e saúde do trabalho”, disse Luciana Maranguelo, da Allergan, ressaltando a relevância deste tipo de ação para a sociedade. A empresa venceu na categoria de 101 a 250 empregados. *“Junto com o nosso gerente, Edison Wohlers, realizamos uma trabalho de mais de cinco anos e esse prêmio é o resultado do nosso esforço”, disse Marcelo Alvarez, da P�izer, premiada em duas categorias: 251 a 350 empregados (unidade Itapevi) e 500 funcionários (unidade Guarulhos).

*“A MSD desenvolve e produz medicamentos para atender as necessidades dos pacientes”, a�irmou Renata Rosário. “E dentro da empresa não é diferente, as pessoas são mais importantes e todo trabalho desenvolvido pela engenharia ocupacional e segurança do trabalho é para a proteção de todos”. A empresa também foi premiada na categoria de 251 a 350 funcionários ou terceirizados. *“A cada ano estamos aprendendo e melhorando os nossos serviços em prol da segurança no trabalho e mais uma vez recebemos o reconhecimento do nosso serviço”, disse José Pedro Dias Junior, da Johnson & Johnson, que dividiu com Medley e P�izer o prêmio na categoria de 500 funcionários. *“A responsabilidade do nosso trabalho é grande. A�inal, está diretamente ligada à segurança dos funcionários e este Prêmio comprova o empenho de todos”, a�irmou Sandra Camargo, da Medley.

IV Prêmio Excelência em GST CATEGORIA NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS

EMPRESA

Até 100

Galderma

101 a 250

251 a 350 351 a 500 500

88 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Allergan Alcon Chiesi MSD P�izer Itapevi Cristália

Libbs Biolab Fresenius

Jonhson & Jonhson Medley P�izer Guarulhos Aché AstraZeneca Baxter Eli Lilly Eurofarma Merck Sano�i-Aventis

As empresas vencedoras do Prêmio Bumerangue foram avaliadas em três modalidades: Treinamento Corporativo, Treinamento da Força de Vendas e Recrutamento e Seleção. *“Esse Prêmio é a consequência do trabalho desenvolvido pela nossa equipe de RH e aproveito para compartilhar esse momento com todos”, disse Renata Feo, da Eurofarma, vencedora na modalidade Treinamento Corporativo. *“Esses troféus representam o desenvolvimento do nosso país em treinamento e a valorização dos recursos humanos”, afirmou Fábio Gonçalves, da Sanofi-Aventis, premiada em dois temas da modalidade Treinamento da Força de Vendas. *“O trabalho desenvolvido pela equipe de RH em conjunto com a área comercial foi reconhecido hoje e mostrou que estamos no caminho certo”, disse Simone Figueiredo, da Libbs, vencedora na modalidade Recrutamento e Seleção. 

Treinamento Força de vendas Programas de Treinamento

Apsen Sanofi-Aventis Programas de Desenvolvimento

Sanofi-aventis Recrutamento e Seleção Processos de Seleção

Libbs Nycomed

III Prêmio Bumerangue Treinamento Corporativo Programas de Treinamento

Eurofarma Programas de Desenvolvimento

Cimed


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Eficaz no tratamento de:

Apresentações: (5) • Embalagem com 12 sachês • Embalagem com 6 sachês

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Referências

1 - Zeichner JA, Stern DW, Uliasz A, Itenberg S, Lebwohl M. Placebo-controlled, double-blind, randomized pilot study of imiquimod 5% cream applied once per week for 6 months for the treatment of actinic keratoses. J Am Acad Dermatol. 2009; 60(1): 59-62 2 - Jorizzo J, Dinehart S, Matheson R, Moore JK, Ling M, Fox TL, McRae S, Fielder S, Lee JH. Vehicle-controlled, Double-blind, randomized study of imiquimod 5% cream applied 3 days per week one or two courses of treatment for actinic keratoses on the head. J Am Acad Dermatol. 2007; 57(2): 265-8. 3 - Geisse J, Caro I, Lindholm J, Golitz L, Stampone P, Owens M. Imiquimod 5% cream for the treatment of superficial basal cell carcinoma: results from two phase III, randomized, vehicle-controlled studies. J Am Acad Dermatol. 2004; 50(5): 722-33. 4 - Sauder DN, Skinner RB, Fox TL, Owens ML. Topical imiquimod 5% cream as an effective treatment for external genital and perianal warts in different patient populations. Sex Transm Dis. 2003; 30(2): 124-8. 5 - Bula do Produto. 6 - Revista ABC Farma – Abril/2011

Minibula Imoxy - imiquimode - creme dermatológico 5% - embalagem contendo 6 ou 12 sachês com 250 mg. Indicações: Verrugas externas da região genital e anal, conhecidas como condiloma acuminado, em pacientes com idade igual ou superior a 12 anos; Ceratose actínica, causada por exposição excessiva ao sol e Carcinoma basocelular superficial em adultos, ambos com sistema imunológico normal. Contraindicações: Hipersensibilidade ao imiquimode ou a qualquer outro componente da fórmula. Não deve ser utilizado nos olhos, na uretra, na vagina , no colo uterino ou na parte interna do ânus. Em mulheres grávidas sem orientação médica. Advertências e precauções: Evite ou minimize a exposição aos raios solares, bronzeamento com luz artificial ou raios de ultravioleta. Aguardar a cura de feridas abertas antes de iniciar o tratamento. Novas verrugas podem se desenvolver durante o tratamento. Abra sempre um novo sachê a cada aplicação do produto. Caso esqueça de aplicar uma dose, aplique-a assim que se lembrar e continue o tratamento regularmente. Se ocorrerem reações locais graves, informe imediatamente seu médico e remova o produto lavando o local com água e sabonete suave. Interações medicamentosas: Não foram descritas interações com outros medicamentos. Reações adversas: Há variações da intensidade de leve a moderada e dependendo do tipo e condição da pele, podem ocorrer: vermelhidão, descamação, erosão, escoriação e inchaço, alterações na cor da pele às vezes irreversíveis, coceira, ardência, queimação ou dor nas áreas tratadas. Posologia: Verrugas externas genitais/anais: aplicações 3x por semana em dias alternados. Lesões de ceratose actínica: aplicações 2x por semana em dias alternados. Carcinoma basocelular superficial: aplicações 5x por semana em dias seguidos. USO ADULTO – USO TÓPICO. Registro no MS: 1.0181.0591. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Material destinado a visualização dos profissionais de saúde habilitados a prescrever ou dispensar medicamentos.

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Lesão de pele é coisa séria. Eficácia e economia também.


Evento TEXTO: FRANCISCO COLOMBO FOTOS: GUILHERME BESSA E FRANCISCO COLOMBO

21ª SEMANA RACINE

Construindo atitudes em saúde

Realizada de 7 a 9 de julho, no Expo Center Norte, em São Paulo, a Semana Racine, incluindo a Expo Farma, atinge a maioridade em sua 21ª edição, e se consolida como o maior evento de atualização, formação, informação e oportunidades de negócios aos profissionais da área.

Dra. Nilce Barbosa, presidente do Grupo Racine abre oficialmente a 21ª Semana Racine

Na abertura da 21ª Semana Racine, a partir da esquerda Dr. Ademir Valério (presidente da ANFARMAG), Dr. Marco Aurélio Pereira (coordenador ndo Projeto Farmácia Popular do MS), Dr. Paulo José Teixeira (presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos), Dra. Dirce Cruz Marques (representante da Secretaria Municipal de Saúde), Dra. Nilce Barbosa (presidente do Grupo Racine), Dr. Thomas Steward (diretor da Informa Exhibitions), Dra. Raquel Rizzi (presidente do CRF-SP), Dr. Jaldo de Souza Santos (presidente do CFF) e Dr. Gilberto Luiz Pozetti (Comissão Científica do Congresso de Farmácia)

D

urante três dias, a Semana Racine, apresentou oito mesasredondas, 18 palestras e 21 cursos em 11 áreas farmacêuticas. Na abertura do evento, a presidente do Grupo Racine, Dra. Nilce Barbosa, fez um discurso de boas vindas ressaltando a maioridade que a Semana Racine adquiriu, sinalizando caminhos e defendendo valores ao longo de sua existência.

“Este trabalho é o resultado de um esforço vitorioso para melhorar as práticas e estudos da área farmacêutica, através da re�lexão contínua e o desejo de mudança, tendo o farmacêutico como agente ativo neste processo constante de oferecer bene�ícios concretos aos pacientes e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou a Dra. Nilce Barbosa.

90 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

DEPOIMENTOS

Dra. Raquel Rizzi, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo “A Semana Racine é praticamente como se fosse uma semana do CRF-SP, pois este evento fomenta discussões para quali�icar e melhorar o dia a dia do pro�issional do setor.”

Dr. Jaldo de Souza Presidente do Conselho Federal de Farmácia - CFF “Acompanho a história da Semana Racine e sinto-me feliz em participar de sua programação e poder constatar a preocupação com a melhor quali�icação pro�issional”

Dr. Paulo José Teixeira diretor da Fenafar – Federação Nacional dos Farmacêuticos “Ao longo destes 21 anos de existência da Semana Racine, muita coisa mudou neste mercado e o Grupo Racine contribuiu muito neste processo de evolução. A Semana Racine também é uma excelente oportunidade de encontrar pessoas e amigos queridos.

Dr. Ademir Valério, presidente da ANFARMAG “O trabalho do Grupo Racine e a realização da tradicional Semana Racine têm como frutos o amadurecimento, o desenvolvimento e o reconhecimento do pro�issional de farmácia.”


A presidente da UNIFAR/ União Farmacêutica de São Paulo, Marilice Terezinha de Souza, com a presidente do Grupo Racine, Dra. Nilce Barbosa

O diretor do Instituto Racine, Dr. Marco Quintão, um dos responsáveis pelo sucesso da 21ª Semana Racine

O deputado federal Walter Ioshi participa da abertura da Semana Racine

Dra. Dirce Cruz Marques, coordenadora da Área Técnica de Assistência Farmacêutica da Coordenação de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo

“A Semana Racine é um evento que engrandece o pro�issional de saúde e contribui para a aproximação do SUS com as políticas públicas de saúde, aliando as necessidades de ambos e mostrando a responsabilidade social de cada elemento deste processo, que amadurece a cada ano.”

No stand da ABCFARMA, sorteio de duas cestas de produtos

Thomas Steward, diretor da Informa Exhibitions

“A Racine inova ao proporcionar esta parceria que visa o engrandecimento do setor. O processo de inovação não se dá da noite para o dia, mas de uma forma planejada, para que se mantenha o sucesso das ideias” Dr. Marco Aurélio Teixeira

Coordenador do Projeto de Farmácia Popular do Ministério da Saúde

“Destaco a seriedade com que é realizada a semana Racine, e sua característica humana de acolhimento carinhoso a todos os seus participantes”

A farmacêutica da Farmácia Modelo/ Bom Sucesso (RJ), de propriedade de Ruy de Campos Marins, Dra. Maria Aparecida Ferreira Aldeia, no stand da ABCFARMA

No stand da ABCFARMA, o consultor Américo José da Silva Filho com representantes das Farmácias Associadas, Dra. Silvana Furquim e Jaime Nunes Moreira

Dr. Gilberto Luiz Pozetti,

Presidente de Honra da Comissão Cientí�ica do Congresso de Farmácia da 21ª Semana Racine

“A Semana Racine é uma verdadeira Festa da Ciência Farmacêutica, representando o evento mais signi�icativo do setor e um marco farmacêutico em nosso país, inovando, ano após ano, e contribuindo efetivamente para o resgate da importância da nossa pro�issão”

92 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

Ao completar 21 anos de existência, a Semana Racine consolida-se como uma excelente fonte de informação e formação para todos os pro�issionais de farmácias e drogarias. Pela primeira vez sob o comando da Informa Exhibitions, a Expo Farma, um dos eventos integrantes da Sema-

na, repetiu o sucesso de outros anos e reuniu, em 10 mil metros quadrados do Pavilhão Vermelho, do Center Norte em São Paulo, mais de 100 expositores, entre distribuidoras, fabricantes e fornecedores de serviços farmacêuticos, que superaram a média de público visitante de edições anteriores.


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O Grupo Informa organiza mais de 12 mil eventos todo ano ao redor do mundo, dos quais mais de 200 feiras de negócios. E agora coloca sua experiência nesta parceria com o Instituto Racine para a realização da Expo Farma. Entre os expositores, mais uma vez a ABCFARMA se destacou como um ponto de referência e encontro de pro�issionais para esclarecimentos e orientações, além do grande interesse pelo conteúdo da revista ABCFARMA por parte de todos os que visitavam o movimentado stand da entidade.

Dra. Rogy Tokarski, ao lado de seu pai, Dr. Rogério Tokarski, e da diretora do CRF-SP, Dra. Margareth Kishi

SHOW CASE

Como vem acontecendo nos últimos anos, o Espaço Show Case constituiu-se num dos pontos mais atrativos e procurados da Expo Farma, contribuindo para o sucesso do evento. Sempre lotado, com palestras abordando temas atuais e de interesse comprovado, o Espaço Show Case, aberto a todos os participantes da 21ª Expo Racine, teve como um dos destaques a palestra do assessor econômico da ABCFARMA e diretor da ABRADILAN, Geraldo Monteiro, sobre o tema “Fundamentos da Boa gestão de Talentos”, com orientações essenciais para a boa gestão de negócios, voltados exclusivamente para farmácias e drogarias. O professor Geraldo Monteiro mostrou o cenário atual do setor farmacêutico, tendências e oportunidades de mercado, ressaltando o que precisa ser feito para acompanhar as mudanças de nosso tempo. “Há dois tipos de empresas: aquelas que reconhecem as necessidades dos consumidores e as tendências de mercado e se adaptam a elas, com a coragem de mudar. E aquelas que desaparecem”, concluiu o professor Monteiro.

O assessor de economico da ABCFARMA e diretor executivo da ABRADILAN, Geraldo Monteiro, em palestra no Show Case da Expo Farma 94 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011

O diretor da Alternate e da ABCFARMA, Dr. Marco Perino, com da Rede de Farmácias “A Fórmula” e diretor da ABCFARMA, Dr. Carlos de Souza Andrade (BA)

Queiroz Marques, que será conferido anualmente, no dia 4 de fevereiro, às

Pelo segundo ano consecutivo, a Racine abriu espaço para a ANFARMAG, Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais realizar seu Encontro Internacional de Farmacêuticos Magistrais. O evento integrado da Semana Racine ofereceu palestras e cursos sobre três eixos temáticos: Dermatologia/Dermocosmética, Farmacoeconomia e Gestão e Qualidade. Durante o evento, a ANFARMAG deu prosseguimento às comemorações de seus 25 anos de existência, ao realizar o fórum “A Construção da Farmácia Brasileira se Faz Aqui”, coordenado pelo presidente da entidade, Dr. Ademir Valério, do qual também participaram a presidente da FENAFARM, Dra. Célia Chaves, João Roberto da Silva, representando os deputados Edinho Silva e Nilson Lima, o presidente da Farmacopea Brasileira, Dr. Gerson Pianetti, a presidente do CRF-SP, Dra. Raquel Rizzo, e o vice-presidente do CFF, Dr. Valter da Silva Jorge João. Neste encontro, a entidade prestou uma comovente homenagem a seu primeiro presidente, Dr. Paulo Queiroz Marques, que fez um emocionado histórico da Farmácia Magistral no Brasil, contando o que viveu, com muita luta e dedicação ao setor, ao longo destas décadas. Como reconhecimento a seu trabalho em prol do segmento, a ANFARMAG instituiu o Prêmio Paulo

autoridades, professores, parlamentares, personalidades e pro�issionais que contribuem para o fortalecimento da farmácia magistral. A data – que passará a ser o Dia da Farmácia Magistral – foi escolhida por ser o dia de nascimento do Dr. Paulo Queiroz Marques, como mais uma forma de homenagem ao primeiro presidente da ANFARMAG.

Também foram homenageados oito dos ex-presidentes da entidade. Um fato signi�icativo: cinco dos oito ex-presidentes da ANFARMAG presentes à cerimônia são hoje diretores da ABCFARMA: Dr. Paulo Queiroz Marques, Dr. Rogério Tokarski, Dr. Evandro Tokarski, Dr. Elpídio Nereu Zanchet e Dr. Marco Antonio Perino.

DEPOIMENTOS

“O esforço de cada um de nós fez acontecer a Farmácia Magistral no Brasil. Hoje, são necessárias alianças para fortalecer e defender os interesses do setor, protegendo-o do excesso de regulamentação existente”. Dr. Rogério Tokarski, presidente na gestão 1992/1994

“Podemos dividir a ANFARMAG em três fases: o primeiro terço de sua existência para criar e regulamentar a pro�issão, o segundo para fortalecer e crescer, a terceira etapa para se devolver o que foi conquistado para a categoria. Não podemos desperdiçar esta união que foi construída ao longo dos anos Dr.Elpídio Nereu Zanchet Presidente na gestão 1995/1997


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Indicado para os casos de inflamação da superfície ocular associados à profilaxia ou tratamento da inflamação ocular bacteriana.

INDICAÇÕES: Zylet é indicado para condições oculares inflamatórias sensíveis a esteróides para as quais um corticosteróide é indicado e quando exista infecção ocular bacteriana superficial ou risco de infecção ocular bacteriana. Os esteróides oculares são indicados em condições inflamatórias da conjuntiva bulbar e palpebral, córnea e segmento anterior do globo ocular como conjuntivite alérgica, acne rosácea, ceratite puntata superficial, ceratite por herpes zoster, irite, ciclite e quando o risco inerente do uso de esteróides em determinadas conjuntivites infecciosas é aceito para se obter a diminuição do edema e da inflamação. Também é indicado em uveíte anterior crônica e ferimentos da córnea por queimaduras térmicas, por radiação ou químicas, ou penetração de corpos estranhos. O uso de um medicamento combinado com um componente antibiótico é indicado quando o risco de infecção ocular superficial é alto ou quando há uma expectativa que um potencial número de bactérias perigosas estará presente no olho. O antibiótico presente neste produto (tobramicina) é ativo contra os seguintes patógenos bacterianos comuns: estafilococos, incluindo S. aureus e S. epidermidis (coagulase positiva e coagulase negativa), incluindo cepas penicilina-resistentes; estreptococos, incluindo algumas espécies do Grupo A-beta-hemolítico, algumas espécies não hemolíticas e alguns Streptococus pneumoniae; Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebisella pneumoniae, Enterobacter aerogenes, Proteus mirabilis, Morganella morganii, a maioria das cepas de Proteus vulgaris, Haemophilus influenzae e H. aegyptius, Moraxella lacunata, Acinetobacter calcoacetius e algumas espécies de Neisseria. CUIDADOS E ADVERTÊNCIAS: Conservar o produto em temperatura ambiente. Não congelar. Consumir em 28 dias após aberto. Não deixar o gotejador tocar qualquer superfície, pois isto pode contaminar a suspensão. Não usar lentes de contato gelatinosas. O uso prolongado de corticosteróides pode resultar em glaucoma com dano ao nervo óptico, problemas na acuidade visual e nos campos de visão, formação de catarata subcapsular posterior, pode suprimir a resposta imunológica e assim aumentar o risco de infecções oculares secundárias. Os esteróides devem ser usados com cautela na presença de glaucoma. Sensibilidade à aplicação tópica de aminoglicosídeos pode ocorrer em alguns pacientes. Se ocorrerem reações de sensibilidade, descontinuar o uso. Nas doenças com afilamento da esclera ou da córnea podem ocorrer perfurações com o uso de esteróides tópicos. Em condições purulentas agudas do olho, os esteróides podem mascarar o quadro ou agravar a infecção pré-existente. O uso de esteróides oculares pode prolongar o curso e exacerbar a severidade de diversas infecções virais do olho (incluindo herpes simples). A utilização de corticosteróides no tratamento de pacientes com história de herpes simples requer muita cautela. O uso de esteróides após cirurgia da catarata pode retardar a cicatrização e aumentar a incidência de formação de pústulas. REAÇÕES ADVERSAS: Incluem ceratite puntata superficial, aumento da pressão intra-ocular, queimação e ardência após instilação, distúrbios da visão, erupção, prurido, distúrbios de lacrimejamento, fotofobia, depósitos corneanos, desconforto ocular, distúrbios na pálpebra e outros distúrbios inespecíficos do olho. O evento adverso não ocular relatado foi dor de cabeça. POSOLOGIA: Aplique uma ou duas gotas de Zylet no saco conjuntival do(s) olho(s) afetado(s) a cada 4 a 6 horas. Durante as primeiras 24 a 48 horas, a dosagem deve ser aumentada para cada 1 ou 2 horas. A freqüência deve ser gradualmente diminuída quando houver garantia de melhora dos sintomas clínicos. Reg. MS - 1.1961.0016 - VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - Só pode ser vendido com retenção de receita. CONTRA-INDICAÇÕES: Na maioria das doenças virais da córnea e conjuntiva incluindo ceratite epitelial por herpes simples (ceratite dendrítica), vacínia e varicela, infecções micobacterianas e doenças fúngicas das estruturas oculares e também em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ou suspeita a algum dos ingredientes da fórmula ou a outros corticosteróides. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Não são conhecidas no uso indicado (tópico ocular). ATENÇÃO: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe ao seu médico. Material de orientação exclusiva para profissionais habilitados a prescrever ou dispensar medicamentos. Informações adicionais disponíveis à classe médica mediante solicitação a Bausch + Lomb: Rua Surubim, 577 / 11º andar, Itaim Bibi, CEP 04571-050.

Maio/2011


Mesa da sessão comemorativa dos 25 anos da ANFARMAG. A partir da esquerda, deputado João Roberto da Silva, Dra. Raquel Rizzi (presidente do CRFSP), Dr. Walter da Silva Jorge João (vice-presidente do CFF), Dr. Ademir Valério (presidente da ANFARMAG), Dr. Gerson Pianetti (presidente da Farmacopea Brasileira) e Dra. Celia Chaves, presidente da Fenafar)

“Ainda temos uma longa jornada, com muito a ser realizado, com amor, em bene�ício da pro�issão”. Maria do Carmo Garcez Presidente na gestão 2009/2011

A partir da esquerda: Dra. Marcia Gutierrez (presidente da ABFH), Dr. Ademir Valério (presidente da ANFARMAG), e os ex-presidentes da ANFARMAG, Dr. Elpídio Nereu Zanchet, Dr. Evandro Tokarski, Dr. Paulo Queiroz Marques, Dr. Rogério Tokarski, Dr. Marco Perino, Dra. Maria do Carmo Garcez e Dr. Hugo Guedes

“Sinto-me emocionado ao lembrar, quando, no início de minha carreira, pude participar das assembleias da ANFARMAG, conviver com pessoas que eram referência e ser visto como um pro�issional que poderia contribuir com o setor. Esta participação em assembleias precisa voltar a acontecer para que se produzam novas lideranças”. Dr.Marco Perino Presidente na gestão 1999/2001

Ao longo dos 25 anos de existência da ANFARMAG, pude acompanhar o excelente trabalho de grandes amigos na presidência da Entidade, e seus esforços no sentido de valorizar o pro�issional farmacêutico magistral. A ABCFARMA cumprimenta a ANFARMAG por seus 25 anos de história e une-se a esta Entidade nas ações de valorização do pro�issional do setor. Pedro Zidoi Presidente da ABCFARMA

“ O espaço que construímos é inegável e merece ter seu tempo para discussões abertas e decisões plenárias” Dr.Evandro Tokarski Presidente na gestão 2001/2003

“Este momento de festa reforça o ideal da ANFARMAG, ao longo de seus 25 anos de existência, sempre preocupada em quali�icar o pro�issional de farmácia magistral. Ao longo destes anos, a ANFARMAG soube se colocar, enfrentando com coragem e altivez tantas normas sanitárias que surgiram, e soube se adaptar a elas”. Valter da Silva Jorge João Vice-presidente do CFF, representando o presidente Jaldo de Souza “Os valores éticos da ANFARMAG permitiram a construção de um conceito de farmácia com credibilidade, con�iança e segurança para o paciente e que serve de exemplo para outras áreas do setor farmacêutico. Não é qualquer entidade que consegue fazer isso”. Raquel Rizzi Presidente do CRF-SP

Dr. Paulo Queiroz Marques,

primeiro presidente da ANFARMAG, homenageado nos 25 anos da entidade

“Ainda temos muito a fazer pelo pro�issional farmacêutico magistral”.

Ademir Valério Atual presidente da ANFARMAG

“Fazemos parte de uma mesma família, que luta pelos mesmos ideais” Dra. Marcia Gutierrez Presidente da Associação Brasileira de Farmácias Homeopáticas – ABFH

“Se a ANFARMAG existe e marca presença no cenário magistral brasileiro, é graças a lideranças abnegadas como a de Paulo Queiroz Marquez e de outros ex-presidentes que dedicaram seu tempo à entidade”. Hugo Guedes de Souza Presidente na gestão 2005/2007 e 2007/2009

A ABCFARMA cumprimenta os organizadores da Semana Racine pelo sucesso do evento. 

96 | REVISTA ABCFARMA | AGOSTO/2011


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Julho/2011


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