Revista LOGISTICA Ed 284 Junho/2014

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Estruturas de estocagem: entrevista com os fabricantes

Os efeitos da Copa do Mundo na distribuição

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Pesquisa IMAM: crescimento do Lean

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21 e 22/07

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23 e 24/07

19/07

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA CADEIA DE SUPRIMENTOS

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25 e 26/07

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21 e 22/07

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23/07

GESTÃO DE ACURACIDADE

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24 e 25/07

TÉCNICAS E MÉTODOS DE INVENTÁRIO DE MATERIAIS

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EDITORIAL Revista LOGÍSTICA a 1a revista de Logística, Movimentação e Armazenagem de Materiais, é uma publicação mensal. Registro no Cartório de Títulos e Documentos sob no 1086, em 16 de abril de 1980.

SUPPLY CHAIN: EMBALAGEM, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, CONDOMÍNIOS E OPERADORES LOGÍSTICOS, TRANSPORTE E SERVIÇOS

ISSN 1679-7620 Fale conosco: Comentários, sugestões, críticas a reportagens, artigos e releases devem ser encaminhados a: Rua Loefgreen, 1400 - V. Mariana, 04040-902 São Paulo - SP Fone: (11) 5575.1400 e-mail: redacao@imam.com.br Para solicitar edições anteriores que não estiverem esgotadas: imam@imam.com.br. Assinaturas: imam@imam.com.br www.imam.com.br Circulação: Daniel Covo Publicidade: comercial@imam.com.br Redação: Gabriela Mendonça Sylvia Schandert Thaís de Paula Editoração e edição de arte: Kátia O. Gomes Gabriele Freire dos Santos Colaboradores: Milton Lourenço Sidney Trama Rago Rogério Glaser

Chegou o grande evento

A

cabou a espera e o evento mais aguardado dos últimos anos no Brasil está prestes a comerçar. A Copa do Mundo inicia-se cheia de espectativas, já que os diversos desafios logísticos enfrentados pelo Brasil serão postos a prova. Garantir bons serviços e proporcionar um excelente atendimento é nosso desejo no Mundial e em todos os eventos que ainda teremos que superar. Entre os desafios estão: o abastecimento de comida, bebida e bens de consumo em geral, somados a quantidade de pessoas nas ruas e a difícil locomoção. Nessa edição, falamos sobre o plano de grandes empresas, como a Ambev, para driblar essas dificuldades e os projetos logísticos para distribuição durante a Copa. Também nessa edição trazemos um novo modelo de reportagem com executivos, onde eles têm o espaço e a palavra para comentar o mercado de estruturas de estocagem. Ainda trazemos uma pesquisa inédita sobre o Lean nas operações logísticas e mostramos que, apesar do crescimento dessa filosofia, ainda há um longo caminho a percorrer até que o Lean seja implantado nas empresas. Por fim, mostramos alguns cases especiais - sobre a instalação do WMS da Store no novo centro de distribuição da JCLog, a movimentação de peças super pesadas que a DC Logistics fez para a Portobello e, por fim, sobre a Red Box, transportadora de vidros que passou a utilizar paletes em sua operação.

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Boa leitura!

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Reinaldo A. Moura Diretor do Grupo IMAM

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Estruturas de estocagem: entrevista com os fabricantes

ano 35 • número 284 • Junho 2014

Os efeitos da Copa do Mundo na distribuição

Pesquisa IMAM: crescimento do Lean

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ÍNDICE Número 284 | junho 2014

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S É R I E S

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C A PA

12

Logística Reversa

18

Supply Chain Managment

24

Logística pelo Mundo

42

Segurança na MAM

52

Lean

56

Infraestrutura Multimodal

58

Tecnologia da Informação

Mercado de estruturas de estocagem

R E P O R TA G E N S 07

Empilhadeiras Plug-In

08

Niveladoras de docas

10

DC Logistics transporta cargas pesadas para a Portobello

16

Logística tributária

22

A evolução dos armazéns

26

Publieditorial: Temax

SEÇÕES

28

Red Box diversifica atividades

06

Mercado

30

Pesquisa: o Lean nas empresas

14

Mobilidade

44

Lançamento Cube Still

27

Literatura Técnica

46

Distribuição na Copa do Mundo

50

Destaques Internacionais

49

Novo CD da Hypermarcas

62

Serviços Logísticos

55

Equipamento para pavimentação

66

Dez Pontos sobre...

64

JCLog utiliza WMS da Store

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Mercado Nova filial

Maior oferta

A Bauko tem uma nova filial na cidade de Taubaté, localizada na região do Vale do Paraíba (SP), que conta com uma área de 1.100 m². A empresa trabalha com Foto: Jean Santos duas modalidades: empilhadeiras a combustão com capacidade de 1.8 até 7 ton, e a linha completa de empilhadeiras elétricas que inclui máquinas retráteis, trilaterais e paleteiras.

milhões na construção de seis

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condomínios de galpões modulares.

Modernizar para crescer

Lançamento de empilhadeira

A Vale investe R$ 350 milhões para maximizar a capacidade de transporte dos Portos Sul, complexo formado pelo TIG (Terminal da Ilha Guaíba) e pelo terminal de minério que a Vale mantém na CPBS (Companhia Portuária Baía de Sepetiba), ambos localizados na Costa Verde do Rio de Janeiro.

A Crown Equipment Corporation lança a empilhadeira walkie Crown SX 3000-40, com capacidade máxima de carga de 1814 quilos e altura máxima de elevação de 4,87metros. O equipamento facilita manobras em espaços reduzidos e o empilhamento de paletes simples a uma altura de três ou mais níveis.

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O próximo Boeing 777F da Lufthansa Cargo vai ser batizado de “Olá Brazil” e deverá entrar em operação a partir do meio do ano. A companhia aérea cargueira está modernizando a frota e encomendou cinco B777F. Três já estão em operação. www.lufthansa-cargo.com (11) 2161-7574

Condomínios A GR Properties investirá R$ 375

Localizados até 120 km da capital paulista, somarão cerca de 180 mil m² de área locável. Parte deles será entregue até o final deste ano e os outros no decorrer de 2015. www.grproperties.com.br (11) 3709-2660

Novidades O Grupo Rodovisa, que completou 23 anos este ano, ampliou sua unidade de Santos, passando a ter uma extensão de 5.400 m² em uma localização de fácil acesso ao Porto, fazendo operações de retro porto (ova, desova, armazenagem, vira) e servindo de abrigo para frota e manutenção. www.rodovisa.com.br | (19) 3728-8888

Licenças O porto seco Barueri e o CLIA Mooca (SP), administrados pela Elog, conseguiram novas licenças para operação de produtos do segmento farmacêutico. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a armazenagem

Esta extensa gama de produtos em estoque é admirável, se não levarmos em consideração a saúde e a segurança dos colaboradores

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redução de custos

Empilhadeiras ‘plug-in’ A tecnologia de carga rápida otimiza operações frigoríficas

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aterias esgotadas obrigam o operador de empilhadeira a se apressar e aguardar enquanto o posto de recarga opera sua “mágica” de oito a dez horas. Nas aplicações frigoríficas, este ritmo pode ter um impacto ainda maior na eficiência de uma operação, tornando a tecnologia de baterias de carga rápida uma alternativa atraente. Os equipamentos de carga rápida otimizam o tempo em até 75% e diminuem o tempo de recarregamento de oito horas para duas, por exemplo. Além disso, a carga não precisa ser feita de uma vez. Se um operador co-

nectar uma empilhadeira no carregador rápido durante os intervalos de descanso, no almoço ou nas trocas de turno, o equipamento poderá ficar operacional durante todo o dia. Devido aos custos substanciais de resfriamento nas instalações frigoríficas, as empilhadeiras ajudam a tornar cada minuto importante. Os ambientes com vários turnos têm mais chances de se beneficiar da tecnologia de carga rápida. Isto é especialmente real na armazenagem frigorífica, onde uma bateria mantém a carga numa média de 25% menos tempo. Também existe muita economia intangível, como a perda

de ar frio cada vez que uma empilhadeira sai do armazém frigorífico para a troca de bateria e os custos de mão de obra associados a estas jornadas. Com os dados do medidor de energia disponíveis, os gerentes podem descobrir que o ciclo de trabalho precisa de alguns ajustes para se alinhar com o ritmo das cargas rápidas. Se esse procedimento for adequado, os gerentes poderão eliminar o estoque de baterias de reposição, aumentar a produtividade e melhorar a eficiência energética. E, como muitos gerentes de frigoríficos bem sabem, nada esfria a produtividade como a fadiga dos funcionários. junho 2014

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MOVIMENTAÇÃO

Doca com plataformas niveladoras

Automação com niveladoras Equipamentos para docas se tornam cada vez mais necessários e mercado oferece opções de inovação sem precisar adquirir um novo equipamento

A

logística atual exige que as empresas invistam maciçamente em equipamentos de movimentação de carga. Novas tecnologias são apresentadas ao mercado com o objetivo de aperfeiçoar e facilitar operações relacionadas a movimentação. Empresas de pequeno, médio e grande porte na conjuntura do mercado atual, não poupam investimentos e esforços para minimizar afastamentos por acidente de trabalho, automatizando processos manuais. Quando nos deparamos com a movimentação de carga na área das docas, passamos a falar de equipamentos como elevadores de carga, portas, plataformas pantográficas, niveladores de doca, entre outros, com variantes de modelo e aplicação.

Entre a diversidade de equipamentos destacamos a niveladora de doca, que tem a função básica de conectar a doca ao caminhão, formando uma ponte que nivela a diferença de altura existente entre os dois, possibilitando assim a passagem de carga em empilhadeiras, transpaletes manuais, empilhadeiras elétricas, entre outros. Atualmente construtoras e incorporadoras tem investido em galpões e condomínios logísticos e empresariais, ja considerando em seus projetos as niveladoras de doca. Mas a grande questão não são as novas e surpreendentes obras, mas sim as antigas que já possuem niveladoras de doca instaladas, com acionamento manual e necessitando de manutenção. Segundo levantamento da Nivelartec, de março a setembro de 2013 a pro-

Um

cura por manutenção e automatização de niveladoras manuais aumentou 72% em relação ao semestre anterior. A empresa então desenvolveu um kit de automação adaptável a qualquer marca nacional ou importada, contemplando minicentral hidráulica, cilindros, botoeira de comando completa, equipe capacitada e um projeto de engenharia. O objetivo é atender o nicho de mercado que precisa de solução rápida, barata e de qualidade, para melhorar processos de movimentação de carga nas áreas de doca, onde possuem niveladoras antigas e manuais. Outros dados da empresa mostram que o preço de uma niveladora de doca embutida eletro-hidráulica no mercado brasileiro varia de R$ 9.500,00 à R$ 14.000,00 (valores unitários) e que,

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além da aquisição do equipamento, a empresa deve se preocupar com custos adicionais como o frete da fábrica até o local de instalação, a locação de caminhão munck para posicionar a niveladora na doca, a mão de obra de montagem e, em alguns casos, a adequação do fosso conforme projeto específico de cada fabricante para receber o novo equipamento, além do custo de retirada da niveladora antiga, sucateando assim o equipamento. Diante deste cenário uma pergunta é inevitável. Realmente é necessário o investimento em novas niveladoras para minha empresa? A resposta é que existe sim solução sem a necessidade da troca, e com um custo que pode ser até 70% mais barato que o valor de aquisição de uma nova. Segundo Fabio Xavier, administrador da Nivelartec, automatizar uma niveladora de doca traz ganhos à relação custo benefício, além de solucionar

problemas relacionados a ergonomia do trabalhador. Não estamos falando apenas de baixo custo com a automatização, que pode chegar a apenas 30% do valor de uma nova. As vantagens também incluem a entrega do serviço, que leva até três dias, a garantia de 2 anos, o pós venda e a manutenção corretiva. Entre setembro de 2013 e março de 2014 a empresa automatizou e reformou 13 niveladoras de doca, de diversas marcas e modelos. O trabalho, porém, não se resume apenas na instalação do kit, mas também inclui acompanhamento técnico pós instalação. “Estamos fazendo pós venda, visitando todos os clientes de várias regiões do País que compraram nosso projeto de automatização. As niveladoras passam por uma rigorosa inspeção estrutural e no sistema de automação instalado”, conclui Fabio.

Fabio Xavier, da Nivelartec: automação de niveladoras é mais barato e minimiza riscos de acidentes nas docas

A comparação entre uma nova niveladora e a reforma e automação de uma já existente mostra que, em alguns casos, é vantajoso reformar e automatizar a niveladora no local.

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TRANSPORTE

DC Logistics utiliza carretas linhas de eixo para transportar peças pesadas da Portobello

Operação super pesada Empresa faz a transferência de peças de até 155 toneladas do Porto de Itajaí até Tijucas, em Santa Catarina

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iversas soluções surgem ao longo dos anos que ajudam a padronizar operações, seja na movimentação, armazenagem e transportes. Mas em alguns casos, essas soluções não servem. É aí que surgem empresas que focam em operações customizadas, oferecendo um serviço que outras normalmente não fariam. Esse é o caso da DCLogistics, operador logístico de Itajaí (SC), que está apto a fazer o transporte de cargas 10

especiais que, por seu formato ou peso, não se encaixam nos sistemas padronizados. Um dos exemplos da empresa foi o transporte de diversas peças especiais para a indústria de cerâmica Portobello. Eles foram responsáveis pela movimentação de 47 peças com diversos formatos muito pesadas, até a planta da Portobello em Tijuca (SC). Os itens saíram do porto de Ravenna, na Itália, e a DC Logistics foi responsável pelas etapas envolvendo a chegada no Brasil e o

transporte até Tijucas. O processo ocorreu em 2013 e necessitou de um planejamento especial por conta da característica das peças. Eram diversos tamanhos e modelos, entre prensas e acessórios. “Tivemos dois tipos de operações, tanto em contêineres quanto como carga solta. Isso se fez necessário devido a grande quantidade de carga a ser transportada, onde as peças menores podem ser melhor acomodadas em contêineres, facilitando

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a movimentação. Já as peças com pesos e medidas excedentes devem ser levadas em navios especiais para cargas pesadas, como carga solta”, explica Ivo Mafra, managing director da DC Logistics. Os contêineres foram transportados em caminhões normais, enquanto as caixas soltas foram em carretas rebaixas e linhas de eixo. As caixas foram carregadas pelo guindaste do próprio navio. A descarga foi feita utilizando os guindastes do porto de Itajaí. Ao todo foram 20 caminhões e cinco guindastes para movimentar as cargas que chegavam a 155 toneladas. As peças chegaram ao Porto e, apoiadas por uma escolta policial, seguiram pela BR-101, que teve seu trânsito interferido justamente para essa operação. A transportadora parceira da DC no transporte usou os equipamentos da Irga na movimentação.

Guindastes retiram peças do navio e já a colocam na cacarreta para seguir viagem

Planejamento De acordo com Ivo, o planejamento é o principal aspecto para garantir que o transporte ocorra dentro do previsto. “A logística é planejada para todo o trajeto da operação, envolvendo todos os operadores do processo, exportador, agente no exterior, operadores portuários, armador, transportadora, etc”, comenta. Por isso é feito um alinhamento estabelecendo

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as responsabilidades de cada um para que todos estejam prontos em tempo de executar as suas etapas. Apesar de não serem frágeis, as cargas devem ser manuseadas com cuidado para que não ocorra avarias. Os dois maiores volumes, por exemplo, foram descarregados em Itajaí direto sobre os conjuntos transportadores, evitando manuseios extras.

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logística reversa

Vigiando resíduos Usando o seu WMS para gerenciar o descarte de embalagens

O

s embarcadores geram muitos resíduos, assim como os armazéns e centros de distribuição estão cheios de embalagens descartáveis usadas para o transporte dos produtos. As caixas usadas para conter os pedidos tornam-se amontoados enormes de papelão destruído. A embalagem plástica que mantém os paletes juntos torna-se uma massa entulhada em uma lixeira. Os paletes descartáveis muitas vezes são abandonados após um único uso. Com a pressão maior do que nunca para serem verdes, muitas empresas – se não todas – mantém um programa de reciclagem implementado para pelo menos algumas embalagens usadas. Entretanto, estes programas muitas vezes são mal gerenciados ou mal aplicados. Com os funcionários ocupados com as atividades diárias, infelizmente é fácil ignorar uma competência não-central como a reciclagem. As iniciativas ambientais tentam facilitar o gerenciamento das perdas na cadeia. Uma solução que poderia ter muito potencial chega do fornecedor de software RedPrairie e da recicladora, sediada nos EUA, Moore Recycling Associates Inc. As duas empresas prepararam um relatório denominado “Waste not, want not”. Seu principal argumento: Os itens de embalagens recuperáveis e recicláveis devem ser rastreados assim como as matérias-primas e os produtos acabados. Além disso, a maioria das empresas consegue isso usando a tecnologia

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que já possuem em funcionamento: seus sistemas de WMS (“warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazém) ou TMS (“Transportation management system”, sistema de gerenciamento de transporte) existentes.

Como fazer isso Kari Javanitz, diretora de marketing da RedPrairie, conta que a ideia resultou da consulta de um cliente. A fabricante de automóveis realizou uma auditoria das perdas e percebeu que grande parte das embalagens da linha de montagem provavelmente poderia ser usada mais três ou quatro vezes. Além disso, eles descobriram que a falta de gerenciamento de sua reciclagem não era apenas ambientalmente irresponsável. Também custava dinheiro. O processo é similar ao de qualquer outro item embarcável. Os itens recicláveis – paletes, papelão enfardado, caixas de embalagens plásticas – são afixados com os mesmos códigos de barras ou etiquetas de RFID usadas por toda parte da operação. Isto permite as informações dos resíduos sólidos entrem no WMS que em seguida pode consolidá-lo em um embarque, programar sua coleta ou montá-lo em uma expedição eficiente.

Dependendo do volume e destino, o seu TMS pode ser capaz de coordenar as cargas de retorno dos resíduos até a sua fábrica ou as paradas em uma instalação de reciclagem na rota pré-planejada. “Na realidade é uma mudança de mentalidade. Você usa o TMS para levar coisas, até seus clientes. Nesse caso específico, o sistema também pode ser usado para retornar itens”, explica Janavitz.

O fator caixa O retorno de itens tem potêncila para gerar muito dinheiro, quando o tipo de resíduo e de mercado se alinham. Nina Bellucci Butler, diretora de implementação de projetos ambientais da Moore Recycling Associates, conta que uma carga de caminhão com filme plástico, por exemplo, pode envolver até R$ 22 mil em sucata. “A perda de uma empresa torna-se ouro para outra”, comenta. No Canadá, seria difícil unificar tais cifras para o plástico e acumular embalagem suficiente para encher um caminhão, já que não existem muitos mercados para revenda (embora determinadas empresas de reciclagem paguem pelo plástico usado). Se a empresa estiver gerando apenas pequenas quantidades de embalagem plástica, pode não valer a pena rastrear os resíduos.

Quanto mais simplificado for o processo de reciclagem, mais incentivo haverá para fazê-lo

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“É simplesmente inviável que o WMS rastreie qualquer pedaço de plástico que embale os produtos. Mas objetos como paletes ou algo que você gostaria de reusar em seu ciclo de distribuição valeriam a pena”, diz Janavitz. Como determinar se vale a pena rastrear sua cadeia de resíduos? Um bom ponto de partida é realizar uma auditoria de lixo com embalagens produzidas. A partir daí, veja se o seu processo atual de reciclagem está funcionando com a eficiência que deveria ter. Veja se um melhor gerenciamento poderia gerar recuperação de custos – ou mesmo lucro. Dave Wood, gerente de distribuição da Mother Parkers Tea and Coffee sediada em Toronto, conta que ele nunca analisou o uso do seu WMS para rastrear o lixo, mas é algo que poderia funcionar bem pelo menos para algumas embalagens. A Mother Parkers tem reciclado toda a embalagem plástica e o papelão gerados em seu centro de distribuição de 45 mil m² em Mississauga durante anos. Entretendo, de acordo com Wood, o WMS poderia ser bem útil para os sacos de estopa usados para trazer os grãos de café verdes. Hoje, a empresa precisa enfardar e embarcar cerca de 28 mil sacos para reciclagem a cada semana. “Nosso sistema WMS poderia lidar com as informações dos sacos de estopa e gerar a documentação se apenas déssemos um código ou número de estoque aos sacos. Atualmente fazemos a documentação manualmente, por isso sinceramente, não é uma má ideia. Não há motivo pelo qual isso não poderia ser feito com os nossos sistemas”, afirma Wood. Como embarcador, ele conta, a inclinação para a implementação de programas eficientes de reciclagem depende da simplicidade do processo. Por este motivo, a incorporação do gerenciamento dos resíduos nos sistemas existentes é atraente. junho 2014

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MOBILIDADE

Balança com código de barras

Investimento em WMS

A Toledo do Brasil lança uma balança com leitor da Datalogic, o Magellan 9800i, que lê código de barras e gera imagem digital, aumentando a capacidade do check-out.

A Raupp, prestadora de serviços de logística, implantará o Sythex WMS Silt. Serão implantadas funcionalidades, como gestão de NF de cobertura e integrações contábeis, etc.

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Chip para rastreamento

Empresa investe em app

O Estado de Santa Catarina inicia um projeto para rastrear caminhões com chips que recebem sinais de antenas de radiofrequência. A TNT é uma das primeiras transportadoras a aderir. www.tnt.com | (11)3573-7700

Até o final do ano, a SontraCargo pretende aumentar em 150% a base de caminhoneiros cadastrados em seu sistema. Lançado há poucos meses, ele facilita a busca de cargas e aumenta a produtividade. www.sontracargo.com | (11) 2626-1469

Solução TMS

App para motoristas

A CargoBR lança o CargoBR Management System (CMS), solução totalmente web, que armazena os dados em nuvem e otimiza o processo de contratação e gerenciamento de fretes. www.cargobr.com | (11) 2837-7813

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IMPOSTOS

Um viés tributário das operações logísticas Estudo de planejamento tributário deve ser incluído na logística para reduzir custos

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o âmbito das operações logísticas, os estudos e planejamentos apenas serão efetivamente viáveis caso considerem todos os custos envolvidos na operação. Um dos custos que deve ser analisado com mais atenção é o tributário, uma vez que pode tornar a operação inviável. A logística visa planejar a organização, o controle de estoque e armazenagem, o transporte e distribuição de bens e serviços, desde a produção 16

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até a entrega de mercadorias e serviços. Portanto, o estudo tem o propósito de prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa de forma eficaz. Nesse sentido, há três vertentes diretamente ligadas à eficácia e otimização das operações: tempo, custo e qualidade das operações. Essas vertentes são imprescindíveis em todas as fases do processo, desde o início até a entrega ao consumidor final.

Sob este aspecto a análise tributária se torna indispensável, uma vez que se prioriza pela redução de custos dentro do estudo logístico. Isso porque, considerando os procedimentos fiscais adotados pelas empresas, é possível reduzir e analisar eventuais falhas, no que concerne a apuração dos impostos e eventuais erros da interpretação da legislação em vigor. Dessa forma, é possível evitar supostas contingências administrativas e fiscais, bem como suas multas exorbitantes.

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Neste contexto, o Planejamento Estratégico de Reengenharia Tributária (PERT) se faz pertinente, visto que possui o condão de sanar ou diminuir o risco de eventuais contingências, além de solucionar ou reduzir a carga tributária futura do contribuinte. O aproveitamento do princípio da não-cumulatividade, no tangente ao creditamento do imposto, é uma das possibilidades de planejamento tributário eficaz e seguro. Para tanto, é necessário conhecimento eficaz da legislação pertinente e sua aplicação dentro da atividade desenvolvida pela empresa. Cumpre ressaltar que o instituto da não-cumulatividade para o PIS e para o Cofins é apenas prerrogativa para àquelas empresas optantes pelo lucro real. Já no caso do ICMS não há esse pressuposto, desde que sejam empresas comerciais, industriais ou equiparáveis a essas. Entretanto, para empresas optantes pelo regime do Simples Nacional, a situação se difere, uma vez que não poderão se creditar de quaisquer tributos em hipótese alguma. O planejamento tributário também se faz presente no conhecimento dos incentivos fiscais deferidos pelos diversos entes

da Federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), cujos exemplos podemos citar: Fundap (ES), Fundopen (RS), Prodepe (PE). Podemos citar ainda as zonas especiais, como a Zona Franca de Manaus, idealizada inicialmente como um Porto Livre e posteriormente reformulada com instituição de incentivos fiscais para implantação de um polo industrial, comercial e agropecuário na Amazônia, visando o desenvolvimento da região. Desta forma, ao se planejar as operações de logística, é fundamental adentrar a legislação de cada tributo, visando detectar as várias possibilidades e condições de direito ao crédito. Conclui-se, portanto, que em consideração a viabilidade do que a empresa produz e vende, é necessário o planejamento tributário em todas as operações de logística, visando a redução de custos e riscos tributários.

Mari na Damini é advogada da Vigna e coordenadora de projetos tributários pela IMAM Consultoria.

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supply chain management

Comparação de desempenho Diversos métodos permitem avaliar o desempenho, garantindo o uso de melhores práticas e o aumento da eficiência

E

m geral admite-se que os principais objetivos ao gerenciar a cadeia de suprimentos são otimizar os custos e os investimentos totais e proporcionar níveis adequados de serviço aos clientes. Na introdução de projetos de melhorias, é preciso analisar o impacto no desempenho da área local e geral. Essa verificação garante que um enfoque holístico (de cima para baixo) seja combinado com um ponto de vista detalhado (de baixo para cima). Isto é importante quando todas as avaliações são realizadas de 18

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uma maneira integrada, garantindo que se dê atenção aos detalhes em cada ponto da cadeia.

Avaliação externa As informações sobre a avaliação de desempenho externa são exigidas pelos grupos de acionistas e de investidores potenciais que usam estes dados para tomadas de decisões informadas sobre investimentos. Os gerentes as utilizam como base para as tomadas de decisões estratégicas e táticas. A fonte primária destas informações para os acionistas e investidores são

as contas financeiras publicadas pela empresa, o que envolve várias técnicas que podem ser aplicadas para avaliar o desempenho financeiro baseado nas informações contidas em um relatório anual ou provisório. Uma discussão detalhada destas técnicas incluem a análise de tendências, índices de desempenho que medem a rentabilidade, índices que medem a liquidez f­inanceira e do investidor que avalia a atratividade do investimento. As empresas que competem nos mercados mundiais querem identificar especificamente por que elas estão

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deixando de ganhar os pedidos em relação à concorrência ou onde elas precisam melhorar. A forma mais óbvia e mais simples de comparação de desempenho é a análise do produto ou serviço do seu concorrente. Muitas empresas usaram esta técnica, no projeto e na manufatura, onde elas desmontam o produto do concorrente para investigá-lo.

Modelos de comparação O primeiro tipo é a comparação de desempenho interno. Por exemplo, em um grande grupo, diversas unidades de negócios podem fabricar produtos similares ou usar processos semelhantes. Todas as unidades de manufatura precisam realizar a manutenção das máquinas, tratar dos pedidos dos clientes e gerar lucros. O primeiro passo para uma empresa é identificar seus melhores profissionais e como este nível de desempenho é atingido de modo que as ideias possam ser implementadas em outras áreas. A segunda opção diz respeito ao processo de comparação de desempenho, que significa sair da empresa e ir aos concorrentes diretos. Existem muitos aspectos de desempenho da cadeia de suprimento que podem ser comparados proveitosamente desta maneira. O acesso aos dados adequados pode ser um problema entre os concorrentes diretos, mas existem formas de superar este obstáculo. A comparação de desempenho funcional é feita dentro do mesmo setor abrangente usando funções similares. Já o processo de comparação de desempenho genérico diz respeito a empresas totalmente não relacionadas. Por exemplo, Taichi Ohno da Toyota foi aos EUA para estudar a manufatura, porém encontrou pouca inspiração até visitar um supermercado. Ali ele viu que a loja tinha pouco estoque além dos produtos nas prateleiras e simplesmente reabasteciam

estes itens assim que eram usados. Este mecanismo de puxar forneceu a base da produção Lean com o método do Kanban. Por fim, o processo de comparação de desempenho do cliente é realizado rotineiramente pela maioria das empresas bem sucedidas. É uma forma de comparação que muitas empresas utilizam com o título mais conhecido como “pesquisa de mercado”. Por meio do processo de comparação de desempenho, uma empresa procura continuamente novas ideias, métodos, práticas e processos que podem ser adaptados à empresa. A premissa básica envolve as seguintes etapas: identificar os fatores críticos de sucesso em que o exercício do processo de comparação de desempenho focará, decidir qual processo de comparação será utilizado; planejar os detalhes do exercício, garantindo de que os dados necessários sejam coletados com eficiência; analisar então esses dados, com referência específica à identificação das melhores práticas e comparações apropriadas para as cadeias de suprimento e, por fim, aplicar as informações coletadas para o desenvolvimento de práticas novas. O processo de comparação de desempenho não é uma questão de copiar os métodos das outras empresas. Ao contrário, é uma questão de aprender e adaptar as práticas adequadas de modo que elas possam ser adotadas proveitosamente num esforço de aprimorar a eficiência. O objetivo-chave da SCM é em relação à integração das atividades. Por tradição, muitas empresas avaliaram e consequentemente gerenciaram as diversas funções da cadeia de isoladamente entre si. É vital que um método integrado com a avaliação de desempenho da cadeia de suprimento seja adotado quando a mudança desta forma de fragmentação em direção a um método mais integrado tiver que ser atingida. junho 2014

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operações logísticas

Evolução dos armazéns Empresas investem, cada vez mais, em soluções para tornar estes espaços em verdadeiros centros de atendimento de alta tecnologia

O

impulso em direção à distribuição em múltiplos canais – uma estratégia abrangente para a cadeia de suprimentos onde varejistas são capazes de atender pedidos a qualquer momento e a partir qualquer ponto, e onde as fabricantes podem atuar também como varejistas – tem provocado um surto de crescimento das tecnologias de estocagem. Para muitas fabricantes o interesse pela tecnologia tem mudado as 22

estratégias básicas de redução de custos para a facilitação das oportunidades para suas empresas. De acordo com o estudo “Futuro da armazenagem” realizado pela Motorola Solutions, uma fabricante do setor de T.I., 26% dos entrevistados (essencialmente fabricantes, varejistas e atacadistas) veem seus armazéns e centros de distribuição (CDs) como um ativo que pode impulsionar o crescimento da empresa. Além disso, 35% disseram que planejam, para os

próximos cinco anos, aumentar o número de armazéns e CDs que operam. Em contrapartida, 66% pretendem, até 2018, automatizar mais seus processos de distribuição equipando o seu pessoal com novas soluções tecnológicas. A armazenagem e a distribuição não têm sido tradicionalmente as funções mais celebradas em indústrias de manufatura, varejistas e atacadistas. Porém, observa-se que essas funções estão exercendo um papel mais importante conforme as empresas encaram

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pressões cada vez maiores para cortar custos, aumentar a lucratividade e liberar capital, impulsionando ao mesmo tempo a diferenciação competitiva e o crescimento dos negócios. Conforme os armazéns adquirem mais recursos, também tem aumentado o interesse por WMS (“warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazém). Ano passado, o mercado global de ferramentas WMS cresceu cerca de 8%, estimulando em grande parte por upgrades nas indústrias mais maduras, assim como pela adoção de módulos adicionais e uma maior demanda impulsionada pela distribuição em múltiplos canais. Os varejistas estão integrando canais múltiplos com os de distribuição de e-commerce, que é virtual, à sua estrutura física. Ao mesmo tempo, os tradicionais armazéns estão sendo equipados com funcionalidade WMS para apoiar as exigências de manuseio de itens individuais para atendimento via e-commerce. Exatamente como os varejistas estão atualizando as suas soluções de WMS para melhorar a precisão em nível das lojas e apoiar o atendimento ode pedidos, as fabricantes de bens de consumo direto – particularmente as empresas de produtos de vestuário de marca – buscam tecnologia WMS para apoiar as iniciativas de distribuição integrada dos seus clientes varejistas.

Os cinco principais desafios e como superá-los 1. Precisão dos estoques. Quando as fabricantes não têm total visibilidade dos seus estoques, elas enfrentam dois problemas: fica sem estoques na hora errada ou carregam estoques demais e assim diminuírem seu fluxo de caixa, ampliando ao mesmo tempo suas despesas com materiais extras para seus armazéns. Dos dois desafios, o maior problema é a escassez de estoques, que pode levar a pedidos não atendidos e clientes insatisfeitos.

Nos próximos cinco anos, mudanças fundamentais acontecerão na estocagem e gestão e estoques 2. Localização dos estoques. A falta de supervisão dos estoques pode causar um acúmulo de ineficiências no armazém, tornando as operações mais lentas e aumentando os custos. Sem uma percepção adequada da localização, os separadores de produtos levam mais tempo para encontrar os itens a serem expedidos, o que atrasa o processo de carregamento e cria um backup na alocação de trabalhadores e na programação nas portas das docas. 3. Utilização do espaço / layout do armazém. Isso não tem a ver com o espaço disponível, mas com otimizá-lo para evitar trabalho desnecessário. Mantenha os estoques de giro rápido e alto poder de venda perto da área frontal das instalações para que os motoristas das empilhadeiras não fiquem se deslocando constantemente até os pontos mais distantes do armazém. 4. Processos redundantes. A tecnologia dos códigos de barras, pode reduzir ou eliminar o problema das listas de separação ou outros documentos terem de passar por várias mãos – isto é, um separador, um verificador, um supervisor, um carregador, entre outros. 5. Otimização da coleta. Para os armazéns que ainda têm processos manuais em operação, não costuma haver uma rota comum para coletar itens para embarque, o que acrescenta tempo desnecessário ao processo. Com a coleta / entrada no armazém direcionada para o sistema, a roteirização pode ser automatizada, o que reduzirá o desgaste dos equipamento e da força de trabalho. junho 2014

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logística pelo mundo

Automação flexível O desafio de modernizar uma operação foi vencido por empresa americana

Q

uando os executivos da Office Depot decidiram consolidar os três centros de distribuição e uma instalação de baldeação em um centro de distribuição mais moderno, o varejista de suprimentos para escritórios procurou uma solução de movimentação de materiais automatizada que fosse eficiente, flexível e capaz de oferecer uma vantagem competitiva no mercado. Eles encontraram essa

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vantagem na solução de separação do tipo ‘produto ao operador’, destacando dois robôs móveis diferentes: um para movimentar caixas e outro maior para cargas de paletes. A Office Depot acredita que chegou a hora dos robôs no centro de distribuição e está levando a fundo o sistema em suas operações. Juan Guerrero, vice-presidente sênior da cadeia de abastecimento, explica: “Junto de cada separação, nós também fazemos a separação de caixas e

a movimentação de paletes completos com os robôs.” Além disso, a Office Depot está usando o sistema de robôs para gerenciar o atendimento dos pedidos através de todos os seus canais de vendas, incluindo o reabastecimento das lojas e as entregas a granel aos clientes comerciais. No todo, 30.480 m² do edifício de 182.800 m² são dedicados ao sistema, incluindo as estações de separação que possuem 300 robôs e espaço de prateleiras portáveis suficiente para gerenciar três dias de estoque.

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Para minimizar o tempo de percurso das empilhadeiras, o sistema de robôs móveis é aumentado por um sistema de transportadores contínuos de remoção e um classificador de sapatas corrediças. Os robôs reduziram o percurso médio de um funcionário de quatro mil metros por turno para menos de quinhentos; enquanto isso, o tempo de ciclo dos pedidos foi reduzido de duas horas para vinte minutos. “Acreditamos que o futuro pertence aos bravos. Estamos em um mercado de produtos de consumo e a cadeia de suprimentos é o diferencial. Planejamos estar na vanguarda de tudo isso”, afirma Brent Beabout, vice-presidente de estratégias de rede global e transporte.

Começando do zero A Office Depot é um importante fornecedor de produtos e serviços para escritórios. O centro de distribuição de Newville (EUA) foi resultado de uma estratégia de crescimento estimulada por aquisições que trouxeram novos locais do varejo e incluíram armazéns e centros de distribuição. A empresa tinha 33 armazéns em sua rede em dois estilos: centros de baldeação para reabastecimento dos locais do varejo e centros de distribuição para atendimentos dos clientes comerciais e pedidos

pela Internet direto ao consumidor. A empresa reduziu esse número para 17, com o objetivo de reduzi-lo para 12. Para atingir esse número, a Office Depot fechou e consolidou algumas instalações e aprimorou as capacidades nas instalações restantes. Em Newville, onde o varejista operava quatro instalações com um total de 252.800 m², havia uma oportunidade única de reduzir o espaço total das operações com a construção de uma nova. Guerrero e Beabout queriam um sistema que pudesse se integrar com o seu sistema de gerenciamento de armazéns desenvolvido internamente para tratar de toda a linha de negócios e o canal de vendas onde ele opera. E também queriam a flexibilidade de ampliar durante os períodos sazonais ou quando todos os negócios gerenciados pelo sistema crescessem. Por fim e o mais importante, o sistema precisava ter as capacidades de gerenciar a transição do Office Depot para uma verdadeira rede de distribuição orientada à demanda. No novo modelo de ‘puxar’, cada loja terá entregas em quase que todo dia da semana. Após analisarem as soluções de separação e embalagem tradicionais, Guerrero e Beabout optaram pelos

AGV (Automated Guided Vehicule) porta estanterias

Utilizar robôs para otimizar centros de distribuição foi a opção mais adequada robôs móveis. O sistema utiliza um pequeno robô para movimentar os dispositivos de estocagem móveis para os funcionários das estações de trabalho e um veículo maior destinado a movimentar os paletes completos. Uma vez concluídas as separações, os robôs levam as unidades até um sistema de indução por transportadores contínuos, onde os contentores de embarque são colocados em um transportador contínuo e um sistema de classificação de sapatas corrediças para uma pista de embarque. Vários fatores levaram a esta escolha: • Produtos até operador - os robôs trazem o produto até a estação de trabalho do funcionário, economizando passos. Além da melhoria da produtividade, o sistema é muito acurado, o que reduz os erros de separação. • Endereçamento dinâmico - o sistema de robôs monitora o movimento dos SKUs (“Stock keeping unit”, unidade distinta mantida em estoque) e endereça os itens de giro mais rápidos em locais mais próximos das estações de trabalho. Isso leva ao uso melhor dos robôs e minimiza o tamanho da frota necessária. • Sistema comprovado e confiável - desempenho, tempos de recuperação de falhas e gerenciamento de riscos são robustos o suficiente para a operação da Office Depot. • Flexibilidade e escalabilidade - o que reduzia as escalas era a produtividade, a capacidade de combinar e agrupar o estoque, a flexibilidade de manusear peças, caixas e paletes e a facilidade de aumentar o sistema no futuro. junho 2014

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PUBLIEDITORIAL

De olho nas pequenas empresas Empreendimento no interior de São Paulo mira fornecedores menores de grandes indústrias

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a região do Vale do Paraíba, estão instaladas algumas das maiores indústrias do País. Empresas como Petrobrás, Usiminas, Embraer e Volkswagen estão instaladas nessa área. Portanto, não é difícil prever que seus fornecedores farão um esforço para se aproximar e também ocupar a região. Acontece que muitas vezes esses fornecedores são menores e encontram dificuldades para encontrar um empreendimento que atenda sua demanda. “Fizemos uma pesquisa e percebemos que existia uma demanda entre pequenos e médios fornecedores que precisavam de galpões menores, de até 2000 m²”, explica Jonatan Ramos, diretor da Temax. A empresa então, desenvolveu um complexo na região com foco nesse nicho. O Cilo (Complexo Industrial e Logístico) fica em Tremembé e foi inaugurado em Maio. O espaço tem 200 mil m² sendo 127 26

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mil m² disponíveis para a construção de galpões, divididos em 68 lotes. Desse número, 25% já encontra-se em negociação, sendo que as obras serão finalizadas em até 18 meses. Mas as expectativas da empresa para a região são altas. De acordo com Jonatan, eles pretendem alcançar a capacidade total ocupada em até 12 meses, e ainda contam com uma meta agressiva de diminuir esse período para apenas seis meses. De acordo com ele, os empreendimentos da região possuem galpões de, no mínimo, 4000 m², quando alguns deles precisam de espaços menores, entre 800 m² e 2000 m².

Localização A escolha da cidade de Tremembé não foi à toa. Não só pela proximidade com as grandes indústrias, como dito acima, mas também pelas leis de incentivos fiscais que oferece. Entre isenção de IPTU e de taxas para construção até a devolução, em dinheiro, de parte do

ICMS, fizeram o lugar ainda mais atrativo. Nas pesquisas feitas pela empresa, eles procuraram descobrir quanto seus potenciais clientes poderiam pagar por um empreendimento como esse e os incentivos fiscais foram importantes para que pudessem oferecer um preço mais competitivo.

Estrutura Ramos afirma que a empresa não irá interferir na construção dos clientes e que eles ficarão livres para projetarem seus galpões como for melhor. Ele também garantiu que os clientes contarão com uma estrutura da empresa para dar apoio no que for necessário. “Ao lado da portaria há uma secretaria para auxiliar as empresas instaladas no Cilo. Se eles precisarem de um eletricista, por exemplo, podem pedir por referências lá, ao invés de ir atrás de alguém na cidade”. Além do Cilo de Tremembé, a Temax conta com outros projetos em São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

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LITERATURA TÉCNICA Serviços diversificados A Manserv apresenta em seu catálogo seus serviços de intralogística, voltados para a área industrial. Além disso, a empresa faz a gestão de armazéns próprios e terceiros, logística reversa, controle e aprimoramento do fluxo no transporte e serviços personalizados. www.maserv.com.br (11) 4225-5800

Embalagem de madeira A Embalatec apresenta em seu catálogo paletes, berços, skids, caixas, engradados e tampas produzidos em madeira de pinus – eucalipto provenientes de reflorestamento. A empresa também oferece projetos sob encomenda. www.embalatec.com.br (11) 5534-0003

Locação de estruturas A LocaRack mostra em seu catálogo seus serviços de montagem, locação e desmontagem de estruturas e racks metálicos. A empresa também faz locação de paleterias e plataformas e revitalização de racks e estruturas fixas. Além disso, mantém uma frota própria com veículos novos e oficina. www.locarack.com.br (15) 3262-1256

Pneu radial A Michelin traz em seu folder o pneu radial L2 / G2 desenvolvido para gerar tração, durabilidade e desgaste uniforme da banda de rodagem nas carregadeiras e motoniveladoras. A carcaça e as lonas de topo de aço proporcionam redução de furos. www.michelin.com.br 0800 970 9400

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transporte

Carretas baús duplos Transportadora investe na diversificação de suas atividades

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Red Box Transportes, transportadora de vidros extra-grandes localizada em Guarulhos (SP), investiu R$ 5 milhões em caminhões tratores e nove semirreboques Maxiloader da Labor Equipamentos Rodoviários. De acordo com Heberson Cosso, diretor da empresa, atualmente a empresa trabalha com segmento de transporte de vidros com semirreboques In Loader, específico para este fim. Os novos veículos carregam 26 t. de placas de vidro fino em quatro minutos, 28

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apenas com a condução do motoristam, sem precisar tocar na carga. Com o objetivo de prestar serviços diferenciados em outras atividades, a empresa pretende iniciar uma nova operação focada no transporte de paletes. “Se fosse para entrarmos neste segmento para sermos mais um, definitivamente não entraríamos. Entramos porque temos equipamentos diferenciados que nos proporcionam ganho de produtividade e redução de custo por palete transportado. Em outras palavras, os semirreboques de dois pisos (“double

deck”) nos tornam tecnologicamente mais eficientes”, declara Heberson Cosso, diretor da Red Box. Os novos semirreboques têm três eixos, contam com dois andares e uma plataforma traseira e transportam 42 paletes de 1,8 metros de altura. “Para melhor compor o conjunto adquirimos caminhões Scania P 360 e os transformamos em 8x2, ou seja, cavalos com eixos direcionais. Com isso o peso médio das cargas unitizadas passa a ser de 750 kg cada para lotação de 42 unidades. Na verdade conseguimos que um semirreboque

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Aluguel de Empilhadeira Fabricada no Brasil

Empilhadeiras a Combustão

Herberson Cosso: “Entramos neste novo segmento com equipamentos que nos tornam mais eficientes”

Nova operação com cargas unitizadas exigiu aquisação de semirreboques com dois andares

de três eixos transportasse quase a carga de um Bitrem”, completa. “Assim como na operação com vidro, não queremos realizar transporte com equipamentos convencionais. Com o auxílio da tecnologia precisamos aumentar a produtividade no transporte e sair do conceito que vigora há décadas. De quebra, oferecemos redução de emissão de CO2 a nossos clientes a medida que necessitamos de duas viagens com nossos equipamentos para transportar o mesmo que três viagens dos semirreboques originais, porém sem nenhum acréscimo de custo operacional”, diz Cosso. Para obter o máximo de suas operações, a Red Box criou duas divisões nesta nova fase: uma focada no transporte de vidro e a divisão ‘double deck’. “Sabemos que o investimento foi alto com as escolhas de equipamentos, mas depois de três a três anos o investimento será totalmente absorvido e o ganho real será muito maior daí para frente”, afirma Cosso. junho 2014

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Pesquisa lean

A aplicação do Lean nas empresas Revista LOGÍSTICA e IMAM Consultoria consultam o mercado para saber qual o nível de aplicação da filosofia enxuta

TPM células de

kanban

manufatura

A

Filosofia Lean vem ganhando mais espaço nas indústrias e nas operações logísticas ao longo dos anos. São diversas técnicas, com aplicações diferentes e variáveis em cada situação. Sendo assim, nem sempre a aplicação do Lean é feita de maneira eficiente ou adequada. A Revista LOGÍSTICA, em parceria com a IMAM Consultoria, realizou uma pesquisa para medir justamente qual o nível de aplicação da filosofia enxuta nas

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Sua empresa tem algum programa estruturado (com comitês, cronograma e coordenador) para implementação da Filosofia Lean? Sim

lean

setup rápido

Não

kaizen 55%

VSM

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45%

5’s

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empresas, quais as técnicas aplicadas, as vantagens e dificuldades para essa implementação. Mas inicialmente já é notável que o Lean ainda precisa ganhar muito espaço, considerando que o número das empresas que o utilizam não é muito maior do que as que não o aplicam. Com base nas 230 empresas pesquisadas, de segmentos como alimentício, de saúde e higiene, construção e varejo, foi apurado que apenas 55% aplicam o Lean (gráfico 1).

Dificuldades

pectos citados pelos participantes como dificuldade são: falta de mão-de-obra qualificada, falta de tempo pro acumulo de função, necessidade de mudança de cultura e pouca disseminação do tema. Outro aspecto que interfere na implantação é a percepção que as pessoas têm do Lean e sua importância. 31,2% (gráfico 3) dos participantes acredita que os funcionários têm interesse em conhecer mais sobre a filosofia, enquanto 27,3% apenas ouviram falar a respeito. Por outro lado, o Lean é bem disseminado em 26,4% das empresas. Por fim, há uma parcela de 15,1% que nunca ouviu falar nisso.

Conhecimento

O principal motivo desse número ainda ser baixo é que as empresas encontram muita dificuldade em adotar o Lean, por diversas razões. A principal delas é a falta de metodologia de implementação, motivo pelo qual 37,7% dos entrevistados ainda não o fizeram (gráfico 2). Logo atrás com 36,3% das repostas está a falta de conhecimento dos envolvidos a respeito do que é, e quais as vantagens do Lean. O fato dos colaboradores não se envolverem pesa para 32,9%, enquanto uma pequena parcela de 13,8% não conta com o apoio da diretoria para tal iniciativa. Outros as-

2

3

4

Em sua opinião, qual a principal dificuldade para implementar as ferramentas da Filosofia Lean?

Como você considera que a Filosofia Lean é percebida pelas pessoas de dentro da sua empresa?

Falta de metodologia de implementação

Têm interesse em saber mais

Falta de conhecimento

Já ouviram falar

Colaboradores não se envolvem

A filosofia é bem disseminada

Falta apoio da diretoria

Não sabem o que é

37,7%

36,3%

31,2%

32,9%

13,8%

27,3%

Para aqueles que aplicam ou pelo menos ouviram falar a respeito de Lean, a fonte de conhecimento sobre a filosofia é bem variada. A principal delas, com 50,2%, é a faculdade (gráfico 4). Em seguida, com 48,9% vem a própria empresa onde atuam ou já atuaram. Livros técnicos representam 38,5% e artigos em revistas ficam com a quarta posição com 34,6%. Treinamentos fora da empresa serviram como fonte de conhecimento para 29,9%, feiras e seminários 23,4% e consultorias 17,3%. Outras fontes citadas pelos participantes incluem MBA,

De onde vem seu conhecimento sobre Filosofia Lean?

Faculdade Na empresa (anterior ou atual) Livros Técnicos Artigos em revistas Treinamento fora da empresa Feiras e Seminários Consultoria

26,4%

50,2% 48,9% 15,1%

38,5% 34,6% 29,9% 23,3% 17,3%

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pós-graduação, treinamentos internos e a própria IMAM Consultoria.

Perdas A implantação do Lean é essencial para minimizar ou acabar com as perdas na operação. E existem várias que a afetam. As principais delas, segundo o levantamento, são os refugos e retrabalhos, que atingem 49,8% dos entrevistados, ou seja, quase a metade das empresas participantes sofrem com isso (gráfico 5). Em seguida, com 43,7% fica a não utilização da plena capacidade das pessoas. Outra perda comum, com 34,6%, vem dos processamentos e métodos enquanto as esperas afetam 29,4%. As distâncias percorridas por conta do layout geram perdas para 28,6%, as quebras de máquinas, 24,7% e a superprodução 10,0%. Alguns citaram ainda o tempo de setup, os fornecedores externos, estoque e falta de espaço como problemas que geram perdas.

E é justamente por conta dessas perdas, e de suas consequências para

as operações, que as empresas tem buscado ferramentas de Lean. Entre elas, a principal que já se encontra em funcionamento é o 5“S”, com 80,1% (gráfico 6), seguido pelo Kanban com 50,7%. A terceira ferramenta mais utilizada é o Kaizen, com 46,8%. Logo depois vem a troca rápida (setup) de

ferramentas com 36,8%, as células de manufatura com 34,6% e o A3 com 21,7%. Lean inventory, Jidoka, Poka Yoke, Manutenção Produtiva Total (MPT), Just In Time e gerenciamento visual são outras ferramentas que os participantes indicaram como sendo usadas por eles nas empresas.

5

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Ferramentas

Qual a perda mais notável na sua empresa?

Refugos e retrabalhos Não utilização da plena capacidade das pessoas Processamento e método Esperas Distâncias percorridas em função do layout Quebras de máquinas Superprodução

Quais ferramentas estão implementadas em sua empresa?

5 “S” Kanban Kaizen Troca Rápida (Setup) de Ferramentas Células de Manufatura A3

49,8% 43,7% 34,6% 29,4% 28,6%

80,1% 24,7% 10,0%

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50,7% 46,8% 36,8% 34,6% 21,7%

Quais ferramentas pretendem implementar em sua empresa?

Troca Rápida (Setup) de Ferramentas 5 “S” Kaizen Kanban VSM Células de Manufatura Jidoka A3 Shojinka 25,6%

23,4% 21,7% 18,2% 14,7%

13,9% 13,0% 7,8% 7,8%

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Implementação

Algumas dessas porém, serão implementadas futuramente. Ao perguntados sobre quais ferramentas os participantes pretendem implementar na empresa, a maioria (25,6% - gráfico 7) respondeu a troca rápida (setup) de ferramentas. O 5”S” foi a resposta de 23,4% e o Kaizen de 21,7%. Kanban foi escolhido por

18,2% como a próxima ferramenta a ser implementada, 14,7% escolheram o VSM, 13,9% as células de manufatura e 12,99% o Jidoka. Por fim, empatados com 7,8%, o A3 e o Shojinka têm a menor. Alguns também indicaram que ferramentas como Just In Time e MPT devem ser implementadas futuramente.

Ao implementar o Lean, é preciso que alguém – um colaborador ou uma equipe – fique a frente para coordenar e gerir, garantindo que as ferramentas sejam bem executadas por todos e traga resultados concretos. Em 36,8% dos casos (gráfico 8), quem ficou responsável por isso foi a área industrial. Em segundo lugar, com 19,9% foi criada uma coordenação de Lean. A área de qualidade ficou à frente em 13,9% dos casos, seguida da área de projetos com 10,0%. Por fim, a área administrativa tomou a dianteira em 7,8% das vezes e o RH apenas 4,8%. No dia a dia, a execução das tarefas de Lean é trabalho da gerência em 26,4% das vezes (gráfico 9), dos supervisores 23,8%, da diretoria 18,6% e dos operadores 13,0%. Mas, no geral, todos eles cooperam de alguma forma e a união de todos os citados acima é a resposta de 50,7%. Por fim, vale saber que o Lean não é implantado apenas no chão de fábrica ou no armazém. Em 81,8% dos casos (gráfico 10) ela engloba também os escritórios e outras áreas da empresa.

8

9

10

Quem está à frente da implementação (padrinho) da Filosofia Lean na sua empresa?

Quem participa diretamente da implementação da Filosofia Lean na sua empresa?

Área Industrial Coordenação de Lean Área de Qualidade Área de projetos Área Administrativa RH

Todos os citados Gerência Supervisores Diretoria Operadores

A Filosofia Lean engloba logística, escritórios, etc?

Sim Não

81,8% 36,8%

50,7%

26,4% 23,8%

19,9% 13,9% 10,0%

7,8%

18,6%

18,2%

13,0%

4,8%

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SAVE THE DATE

LEAN JORNADA

EM 1 DIA

21 de agosto de 2014 Seminário Melhores Práticas 08:30 às 09:00 h:

Pesquisa da Revista LOGÍSTICA sobre a Jornada Lean no Brasil Reinaldo A. Moura (IMAM)

09:00 às 09:45 h:

Lean como Valor da Organização Sidney T. Rago (IMAM)

09:45 às 10:15 h:

Coffee breack

10:15 às 11:00 h:

Implementação do Lean por meio do Kaizen Tathiana Mielmiczuk Pettenuci (Grupo Cativa)

Estudo de caso

11:00 às 11:45 h: Estudo de caso

Projeto Crescer Artur Denicol (Tramontina Belém)

11:45 às 12:30 h:

Fórum de debates

12:30 às 14:00 h:

Almoço

14:00 às 14:45 h:

Logística Lean: Produção Eficaz, Ágil, Rápida e com Qualidade Reginaldo J. Debrino (3M)

Estudo de caso

14:45 às 15:30 h:

Processo de Transição de uma Engenharia Industrial Tradicional para uma Engenharia Lean Robert Kock (Alpargatas)

15:30 às 16:00 h:

Coffee break

16:00 às 16:45 h:

A vez da Manutenção Produtiva Total na Rousselot André Cricenti (Rousselot)

Estudo de caso

16:45 às 17:30 h:

Novas Abordagens para Liderança do Lean Eduardo Banzato (IMAM)

17:30 às 18:00 h:

Fórum de debates

APOIO:

Informações e inscrições, ligue: (11) 5575-1400 Contato por email: imam@imam.com.br

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10 a 22 de outubro de 2014 43ª Missão Técnica de Estudos ao Japão Conheça a gestão aplicada à qualidade, produtividade, logística, recursos humanos, inovação e sustentabilidade das melhores empresas de Tokyo, Kyoto, Nagoya e Osaka.

O objetivo das Missões Técnicas do IMAM é proporcionar aos executivos a oportunidade da atualização de conceitos, métodos e técnicas de gestão da manufatura, de tal modo que os participantes irão comprovar “in-loco” o modelo de administração japonês, adotado e aplicado com sucesso a partir de muitas das técnicas ocidentais onde ao longo das últimas cinco décadas, de uma forma paciente e silenciosa, teve o elemento humano como o principal fator de sucesso.

Quem deve participar Responsáveis pela qualidade, produtividade e satisfação dos clientes, de forma lucrativa, e que buscam atualização para ter sucesso no mundo de hoje. A Missão Japão trará benefícios a Presidentes, Diretores e Gerentes das áreas Administrativas, Operacionais e de Apoio, Marketing, Logística, Produção, Finanças e Recursos Humanos.

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LEVA VOCÊ MAIS LONGE...

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ARMAZENAGEM

O futuro das estruturas de estocagem A Revista LOGÍSTICA conversou com executivos de diversas empresas do setor de estruturas de estocagem para saber quais as inovações e perspectivas da área. Apresentamos um novo formato no qual os entrevistados tem a palavra. Acompanhe nas próximas páginas o que eles têm a dizer sobre o assunto:

1

Inovações

2

Sazonalidade

Francisco Bertolini, Bertolini Inovações. Sistemas automatizados como carros satélite, porta-paletes deslizante e com transelevadores. Essas estruturas permitem um melhor aproveitamento do espaço disponível, além de reduzir custos operacionais com pessoal, minimizar erros e aumentar a velocidade das operações logísticas. Sazonalidade. Influenciam, porém o impacto é minimizado, já que a Bertolini atende segmentos diversos, que vão desde a indústria até o varejo. Crescimento e tendências. Observa-se uma tendência muito forte no uso de estruturas autoportantes, por exemplo, pois permitem um melhor aproveitamento do espaço disponível, além de serem mais baratas e com um 36

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Francisco Bertolini, Bertolini

3

Crescimento e tendências retorno sobre investimento mais rápido, comparando-se com as construções convencionais. Automação. As estruturas precisam estar conectadas a sistemas de WMS (warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazém) e exigem o investimento em treinamento para operar. No que diz respeito à manutenção, são necessários cuidados com sensores e baterias, principalmente. Segurança. Atendemos às normas de segurança nacionais e internacionais, além de investir em P&D (pesquisa e desenvolvimento) para criar melhores técnicas de produção e montagem. A Bertolini também possui um Centro Tecnológico Bertolini (CTB),

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Automação

5

Segurança

que foi inaugurado em 2009 e permite testar as estruturas, encontrando a melhor relação de carga e peso. São realizados testes reais, simulando todas as situaçõesde operação, o que permite estimar com mais precisão a vida útil dos componentes e oferecendo pleno conhecimento dos produtos. Riscos. Os principais riscos são alterações no projeto sem um estudo técnico prévio, além de danos à estrutura causados pela má utilização.

Flávio Piccinin, Isma Inovações. A Isma tem empenhado seus esforços na melhoria com foco na aplicação de novas matérias-primas e ferramentas tecnológicas para o dimensionamento e projeto de produtos.

Flávio Piccinin, Isma

6

Riscos

Sazonalidade. Influenciam nossas atividades, mas não no tempo que ocorre em outros segmentos, como no varejo por exemplo. A estrutura de armazenagem faz parte de um pacote de itens que compõe a infraestrutura logística. A materialização dessas atividades exige um longo período. Crescimento e tendências. Percebemos um crescimento na demanda para as regiões norte e nordeste do Brasil. Automação. Todo equipamento exige cuidados, que podemos traduzir como a prática de ciclos de manutenção preventiva. Uma estrutura concebida para ser aplicada em conjunto com equipamentos automáticos junho 2014

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de movimentação exige critérios de dimensionamento e fabricação distintos de uma aplicação onde a movimentação dos materiais é efetuada por meio de equipamentos convencionais. Os cuidados especiais devem ser direcionados nas etapas de projeto, fabricação e montagem. As tolerâncias dimensionais em uma aplicação com equipamentos de movimentação automáticos são expressivamente menores do que em uma aplicação convencional. Segurança. A segurança de um sistema de armazenagem nasce na etapa comercial da implantação. Além disso, a Isma segue rigorosamente as normas vigentes para o dimensionamento das estruturas e mantém permanentemente um corpo técnico para esclarecer dúvidas sobre a utilização dos produtos. Riscos. O maior risco de uma estrutura de estocagem é não admitir que a mesma exige o manuseio adequado e específico. Uma operação segura exige o respeito dos limites das cargas portantes, o uso de equipamentos de movimentação adequados ao projeto e a prática dos ciclos de inspeção diário, semanal, mensal e anual.

Maurício Manetta, Mecalux

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Maurício Manetta, Mecalux Inovações. Temos observado a procura por soluções de armazenagem que permitam mais capacidade, eficiência e acuracidade na operação logística interna. Nossos clientes não mais demandam somente soluções convencionais. Para atendê-los, a Mecalux conta com quatro centros de P&D e vasto portfólio. Sazonalidade. Investir em soluções de armazenagem representa investir em ativos fixos, traduzindo-se em investimentos mais altos e bem planejados. Eventos sazonais demandam soluções pontuais. O que realmente aquece nosso mercado é o crescimento sustentável da economia ou projeção de crescimento sustentável que pode se dar de maneira generalizada ou segmentado por indústrias. Crescimento e tendências. No momento não temos observado nenhuma região do País que apresente notório destaque de demanda crescente por soluções de estocagem. Automação. Sistemas automáticos de armazenagem proporcionam vantagens competitivas oriundas do alto ganho em eficiência e redução de custos e erros na operação logística. Logicamente onde há equipamentos, faz-se necessário realizar manutenções preventivas, mas o custo é muito baixo de comparado aos benefícios dessa solução. Segurança. Neste momento estamos nos esforçando para convencer os órgãos brasileiros da necessidade urgente de uma normativa de cálculo para o sistema drive-in, onde observamos muita discrepância entre os fabricantes de estruturas. Também trabalhamos para maior controle dos equipamentos instalados. Riscos. Os maiores riscos com as estruturas de estocagem originam-se de cálculos inadequados ou que empregam baixa qualidade de aço ou ainda processos de fabricação de qualidade limitada. Soma-se a estes

Robson Abade, Travema

riscos, a capacitação deficiente dos usuários e a falta de manutenção das estruturas. A Mecalux segue as normativas europeias (FEM e EUROCODE) para todos os sistemas, além de ajudar a desenvolver as normativas brasileiras, como por exemplo a NBR 15.524 aplicável a estruturas porta-palete. Outro ponto importante é que usamos apenas aço estrutural certificado na fabricação das peças, garantindo a resistência mecânica dos componentes.

Robson Abade, Travema Inovação. As inovações se concentram na automação dos processos de armazenagem. Sistemas automáticos mais baratos, como o shuttle, estão se popularizando rapidamente. Sazonalidade. Em relação aos eventos como a copa do mundo e olímpiadas, há um impacto positivo pois o segmento de construção civil recebe mais recursos e isso acaba refletindo em vários setores da economia. Crescimento e tendências. As regiões Nordeste e Centro-Oeste têm crescido mais que as outras e a tendência é que isto aumente pois há uma demanda reprimida nessas regiões.

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Espera-se um aumento da utilização de estruturas de armazenagem. Automação. No sistema automatizado, a interação com a estrutura é menor, diminuindo o risco de acidentes. Por outro lado, a manutenção é mais cara e na eventualidade de algum problema técnico os custos são mais altos e a solução mais demorada. Segurança. As ações que temos feito para aumentar a segurança incluem o maior uso de protetores (de colunas e de conjunto) e a implementação de planos de inspeção e manutenção. Riscos. A falta de inspeção da estruturas é um grande risco. A maior parte dos acidentes ocorrem devido as pequenas batidas acumulativas e não por causa de grandes acidentes.

Douglas Vieira, Mevisa Inovação. Estamos criando e desenvolvendo soluções especificas para cada cliente, em função do material armazenado, verificando-se a variedade de SKUs (“stock keeping unit”, unidade distinta mantida em estoque), formas e pesos dos produtos, rotatividade do material e espaço físico disponível. Muitas vezes mesclamos soluções como por exemplo um porta-palete

Douglas Vieira, Mevisa

Trabalhamos há mais de 15 anos com soluções para logística, movimentação e transporte, bem como projetos especiais. Anderson Munhoz, SA Armazenagem

com mezanino, ou racks especiais para determinado produtos. Sazonalidade. A sazonalidade influencia principalmente no mercado de locação de estruturas, racks, empilhadeiras e outros acessórias, pois algumas empresas preferem alugar do que fazer um investimento. Crescimento e tendências. Com o rodoanel em torno da cidade de São Paulo criou-se uma região muito próspera para criação de centros de distribuição, retirando-se muitas operações de dentro da cidade para esta área. Além disso, toda região próxima a portos se torna ideal para centros de distribuição e armazenagem. Na região Nordeste, acreditamos que o estado de Pernambuco se destaca. Segurança. O principal fator para se aumentar a segurança é um projeto bem feito em todos os seus detalhes, pois já existem normas a serem seguidas. Riscos. As principais ações que causam riscos às estruturas são a imperícia dos operadores de empilhadeiras, a não observação das especificação dos fabricantes quanto a carga que cada estrutura suporta e a alteração da estrutura por conta própria sem uma consulta técnica ao fabricante. junho 2014

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TEL: (41) 2141-9400 FAX: (41) 3676-1835 Televendas: (41) 2141-9434 plm@plm.com.br www.plm.com.br

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Anderson Munhoz, SA Armazenagem Inovações. Hoje no mercado nacional a automação está ficando cada vez mais comum entre as empresas de armazenagem e distribuição, desta forma aumenta o investimento em sorter, autoportantes e ­ transportadores. É importante ressaltar também o avanço tecnológico que fez aumentar em muito a performance dos equipamentos de movimentação, principalmente as empilhadeiras, que estão mais seguras e eficazes, operando em corredores cada vez mais estreitos. Outro fator que não pode ser esquecido é o avanço significativo na utilização de RFID. Sazonalidade. Acredito que com a Copa e as Olimpíadas crescerá a demanda, pois com aumento do fluxo de pessoas, haverá impacto direto no setor alimentício e bens de serviço. Crescimento e tendências. Hoje os mercados mais aquecidos para o segmento de armazenagem são Centro-Oeste e Nordeste, essa tendência tende a ficar mais forte ainda, pois há um contínuo aumento da renda per capita nessas regiões. Com isso as pessoas consomem mais, impactando diretamente na capacidade e disponibilidade das empresas para oferecer bens de consumo. Automação. Existe uma preocupação muita grande das empresas em analisar e dimensionar uma operação eficaz, para não serem surpreendidas pela falta de flexibilidade. Diante disso têm aumentado os investimentos em softwares de modelagem e simulação computacional. Essa técnica é empregada como ferramenta de planejamento, análise e auxílio ao processo de tomada de decisão para o dimensionamento e planejamento em sistemas complexos de armazenagem. Segurança. Nos últimos anos houveram avanços significativos em termos de segurança em estruturas de armazenagem. A ABNT (Associação 40

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Brasileira de Normas Técnicas), está desenvolvendo as normas brasileiras que definirão os paramentos para as estruturas de armazenagem. O primeiro a ser normatizado foi o de estruturas porta-paletes que hoje representa cerca de 70% dos projetos de armazenagem no Brasil. Riscos. O principal risco é o de colapso da estrutura e respectivo desmoronamento, que podem ser causados pela má utilização, impactos de empilhadeiras, falta de manutenção, excesso de carga nas estruturas e armazenagem de forma errada. Em geral esses são alguns fatores que podem vir a ocasionar graves acidentes nas estruturas.

Paulo Vale, Águia Inovação. Temos investido muito em estruturas autoportantes. Hoje o mercado brasileiro tem procurado mais essa solução que permite uma redução significativa no prazo da obra. Até pouco tempo quando se falava em autoportante a estrutura era apenas do tipo de porta-palete, mas desenvolvemos novas aplicações junto ao nosso sistema dinâmico de armazenagem. Também desenvolvemos

Paulo Vale, Águia

soluções onde o interior do autoportante pode incluir mezaninos e áreas de picking com flow-racks e transportadores. Recentemente inauguramos uma unidade dedicada exclusivamente ao desenvolvimento, fabricação e instalação de soluções customizadas para movimentação de materiais com automação integrada. Sazonalidade. Eventos como Copa do Mundo não influenciam em nossas vendas, porém as datas comemorativas sim. Muitas empresas tem nos procurados para desenvolver soluções rápidas para atender uma demanda próxima, como no caso da Páscoa, onde já fornecemos estruturas autoportantes para duas empresas que estão entre as maiores do País. Crescimento e tendências. Hoje temos notado uma grande demanda na região Nordeste e Centro-Oeste. Existem vários projetos em andamento de empresas que estão migrando para essas regiões em função de benefícios fiscais e disponibilidade de mão de obra. Automação. Quando fazemos um projeto onde integramos movimentação e automação, dedicamos um trabalho diferenciado na concepção do projeto e, neste caso, fazemos treinamentos específicos para conscientizar os operadores das necessidades de cuidado no sistema. Este segmento de movimentação e automação também está apresentando uma demanda crescente. Segurança. Quanto a fabricação, utilizamos matéria-prima certificada e seguimos as normas ABNT, FEM e RMI para o dimensionamento de nossas estruturas. No tocante a utilização, procuramos conscientizar o cliente do uso de acessórios como protetores de colunas para reduzir o dano nos impactos das empilhadeiras, e auxiliamos no treinamento da equipe de operação. Riscos. O maior risco é o de impacto de empilhadeiras causados pela falta de cuidado na operação.

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COMPLEXO INDUSTRIAL E LOGÍSTICO TREMEMBÉ

Excelência em urbanização de áreas

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segurança na mam

Recomendações para estocagem Em um armazém há uma variedade de itens que precisam de atenção especial ao serem guardados

A

o estocar materiais dos mais diversos tipos dentro de um armazém, observar as características de cada um é o início de uma estocagem bem sucedida. Em geral, considere sempre manter limpas as áreas onde os itens serão guardadas, assim como cobertas, secas e arejas. A temperatura é um fator extremamente importante, ainda mais

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para itens químicos e inflamáveis, e exige controle frequente. Confira, a seguir, uma série de dicas para manter as áreas de estocagem bem organizadas e os itens conservados. Baterias: a temperatura deverá ser mantida em 16ºC para que não sofram aquecimento. As superfícies metálicas deverão ser untadas de óleo ou composto preservativo à base de vaselina, isento de acidez.

Cabos de aço: quando submetidos a longo período de estocagem, deverão ser tratados, em toda a sua extensão, com compostos de preservação. Cordas de fibra: antes de serem estocados, deverão ser pesados para verificação do estado do material, pois são impregnados com óleo na fabricação, o que aumenta seu peso em cerca de 10%. As cordas de fibra, com até 2” de

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diâmetro, aproximadamente 0,16 m de perímetro, deverão ser envolvidos por encerados ou papel à prova d´água, não devendo ser estocados quando molhados, nem cobertos de modo a permitir a retenção de umidade.

condicionador de ar, coberturas não isoladas, estufas, entre outros. Deverão ser estocados em estanterias, de preferência nas embalagens e acondicionamentos originais, destinando-se espaço livres para a circulação de ar entre volumes.

Eletrodos de solda: a estocagem varia de acordo com o tipo de material e as recomendações do fabricante. Entretanto, os eletrodos nus deverão ser estocados em áreas com temperatura de 50º e 60ºC. Já os eletrodos revestidos deverão ser embalados em latas, cartuchos plásticos ou caixas de papelão, envolvidos interna e externamente por sacos plásticos.

Instrumentos de precisão: deverão ser mantidos, sempre que possível, em suas embalagens originais, evitando-se sua estocagem nas partes mais altas das estanterias. Além disso, recomenda-se que, para a arrumação dos instrumentos de precisão, recebidos a granel, sejam utilizadas embalagens individuais, antes de seu acondicionamento em volumes ou recipientes maiores. Após inspeção, os instrumentos de precisão deverão ser reembalados, obedecidas as mesmas normas de arrumação e proteção fixadas para embalagens originais.

Explosivos: por serem extremamente perigosos, devem ser mantidos em áreas isoladas completamente. A estocagem de explosivos está normatizada pelo regulamento para o serviço de importação, armazenagem e transporte de produtos controlados pelo Ministério da Defesa. Filmes e papéis fotográficos: não podem ser estocados próximos a respiradouros, caldeiras, aparelhos de

Motores de combustão interna: não deverão ser movimentados constantemente, exceto quando por necessidade de preservação ou testes de operação. Uma inspeção periódica visando a renovação dos compostos de preservação não pode ser evitada. Deverão ser estocados em engradados,

Manter a integridade dos materiais estocados exige que a temperatura seja controlada, a umidade evitada e um ambiente limpo

paletes ou cavaletes, dependendo do tipo, dimensões e métodos de embalagem; os de grande porte deverão ser estocados sobre berço com rodas. Pincéis, trinchas e brochas: deverão ser protegidos contra a ação de insetos, recomendando-se que cada pacote ou caixa deve conter bolas de naftalina ou composto anti-fumo e quando recebidos a granel, precisarão ser convenientemente embalados, utilizando-se pacotes ou caixas. Pneumáticos: a temperatura nesta área não pode ficar superior a 27ºC e afastadas da luz direta do sol. Os pneumáticos deverão ser estocados longe de motores elétricos, geradores, carregadores de baterias ou qualquer equipamento que por meio de descarga elétricas, possam produzir ozônio. Deverão ser cobertos por uma lona impermeabilizada e estocados em posição vertical, de preferência, em armações especiais, podendo também ser empilhados sobre paletes, desde que observadas as recomendações dos fabricantes. Rebolos e lixas: deverão ser estocados em locais afastados de radiadores, janelas e portas, na posição vertical, em caixas ou armações especiais e protegidas, entre itens, por calços. Rebolos do mesmo tamanho, tipo e especificação, deverão ser arrumados de modo a facilitar o fornecimento daqueles que estiverem há mais tempo em estoque. As áreas de estocagem de lixas deverão apresentar umidade relativa de 35% a 45% a temperatura média de 25ºC. Rolamentos e mancais: precisarão ser mantidos em suas embalagens originais, observando-se as recomendações dos fabricantes no que se refere à preservação e uso. Sempre que a embalagem de um rolamento ou maçal for aberta, o material deverá ser novamente protegido com composto de preservação e/ ou fabricação. junho 2014

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MOVIMENTAÇÃO

Conceito futurista Empresa alemã investe no desenvolvimento de um novo tipo de veículo multidirecional

A

Still desenvolveu em parceria com o Instituto Fraunhofer de movimentação e fluxo de materiais (IML) o projeto “Hub2Move”, que resultou no cubeXX, um conceito de veículo multifuncional. Armazéns totalmente automatizados são bastante inflexíveis e mal adaptá-

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veis. Quando os processos ou produtos mudam, um planejamento elaborado é necessário para adequar as alterações e, caso seja necessário, desenvolver novas soluções. Em outras circunstâncias, até a planta pode sofrer remoções de alguns setores e ter novos sistemas instalados. Por esta razão, as empresas com negócios voláteis devem empregar

vários colaboradores e dispor de áreas de estocagem convencionais, a fim de equilibrar as flutuações de capacidade ou mudanças de ordem estrututural. O hub (conhecido como centro de consolidação e desconsolidação que serve como base principal para o transporte de longa distância em unidades ótimas de transporte ) do futuro

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Generix Group deve ser facilmente ajustado para mudanças de requisitos. A movimentação, o transporte e a tecnologia de armazenamento deve ser rapidamente adaptável às novas exigências. O projeto “Hub2Move” tem a meta de desenvolver isso. O foco inicial foi sobre os requisitos deste tipo de centro de manipulação. Para isso, os pesquisadores visitaram e analisaram centros de logística e, em seguida, determinaram as necessidades que a nova tecnologia deveria atender. Os parceiros do projeto trabalharam intensamente em questões específicas, como a descentralização da tecnologia do transporte, suporte de TI ou gerenciamento de pedidos e controle de tráfego. São elementos importantes do desenvolvimento da tecnologia no projeto, que também inclui sistemas de transporte celulares e veículos autônomos para implementar a principal tarefa de transmitir em diferentes versões com funcionalidades compatíveis e complexidade reduzida. No projeto coube a Still participar com o seu cubeXX e desenvolvê-lo para oferecer flexibilidade de utilização. “A logística do futuro deve ser capaz de se ajustar cada vez mais rapidamente às novas exigências. Para isso, as nossas redes e centros de distribuição e respectivos equipamentos técnicos também precisam se tornar flexíveis o suficiente para assumir novas tarefas ou até mesmo mudar de local. O cubeXX é um sistema flexível e apresenta o futuro dos equipamentos”, enfatiza o Dr. Michael dez Hompel, diretor do Instituto Fraunhofer. O cubeXX combina seis veículos em um: tugger train, transpalete, empilhadeira contrabalançada, transpalete com elevação, transpalete double decker e selecionador. O veículo conceitual é eletricamente alimentado, pode ser usado como um robô móvel autônomo, como um empilhador ou ser operado manualmente como um trator.

“A demanda dos nossos clientes por flexibilidade está aumentando rapidamente. A possibilidade de ter um veículo autônomo ou operá-lo manualmente oferece um enorme potencial para otimização. A adaptabilidade deverá ser uma habilidade fundamental para as empresas no futuro”, comenta Bert-Jan Knoef, presidente do conselho de administração da Still. A Still já oferece adaptabilidade de sistemas com suas soluções totalmente ou semiautomáticas. O cubeXX é um desenvolvimento que também atende a essa tendência. Esta automação flexível, bem como a comunicação máquina - máquina, também corresponde ao conceito de hub do futuro. O usuário pode controlar o cubeXX com um controle remoto ou pelo iPad e desdobrar os garfos, estender os suportes de carga, o mastro de elevação ou da cabine do motorista, encaixar o contrapeso adicional ou usar outras diversas funções. Apesar de suas diferentes funções, a máquina é extremamente compacta e alimentada por uma bateria de íons de lítio de fácil acesso que fornece energia suficiente para uso durante todo o dia, devido ao seu espaço de instalação menor, com o mesmo conteúdo de energia utilizável. Além disso, as baterias de íons de lítio podem ser recarregadas rapidamente. O mastro telescópico feito de alta tecnologia de carbono material é uma novidade e tem duas vantagens essenciais. Por um lado, o seu baixo peso requer menos peso da cauda. Por outro lado, resiste à deformação. Para garantir o movimento lateral do cubeXX os suportes de carga da frente tem uma esfera ao invés de uma roda, o que leva a uma rotação de 90º, 180° e 360°. O conceito de iluminação Led foi incluído de acordo com as últimas informações técnicas de ergonomia e segurança, assim como faróis, lâmpadas laterais e luzes traseiras. junho 2014

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COPA DO MUNDO

Frota da Confenar, distribuidora da Ambev

Os efeitos da Copa na distribuição Empresas planejam suas operações para os dias do evento, contando com os imprevistos e problemas logísticos enfrentados pelo Brasil

A

s ruas estarão lotadas. Os bares e restaurantes também. O transporte público, bem como pontos turísticos terão um movimento atípico. Esse será o cenário do Brasil durante um mês, entre Junho e Julho deste ano. “Os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil”. Isso é

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o que mais se tem ouvido com a aproximação da Copa do Mundo. Com a volta do Mundial ao País depois de mais de 50 anos, pode-se dizer que muita coisa mudou. Isso não significa que receber turistas e delegações de vários Países ao longo de um mês não será um desafio. Por isso, há muito tempo empresas e o Governo vem se preparando para

a ocasião. Faltando alguns dias para o evento de abertura, os planejamentos, teoricamente, devem estar encerrados. No caso das operações logísticas o cenário não é diferente. Com o aumento da demanda, as empresas já devem estar com os estoques e operações planejados. E planejar significa pensar em todos os imprevistos, especialmente nas cidades-

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-sede do evento. Como garantir que o varejista esteja abastecido antes de um dia de jogo, quando o trânsito nas rodovias fica intenso e as pessoas ocupam as ruas? “De forma preventiva, estudamos com os nossos clientes como suprir as demandas nesse período”, responde Victor Simas, presidente da Confenar. A Confenar é a Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição. De acordo com Simas, as revendas associadas a companhia se prepararam realizando o planejamento antecipado das ações para esse período. “Consideramos essa a chave para atender a alta demanda e, assim, aproveitar essa grande oportunidade de vendas e distribuição. Nosso planejamento é completo e inclui o estudo de produtos disponíveis nos estoques, a manutenção da frota e armazéns, o contato periódico com os nossos clientes para atender as demandas e os treinamentos de segurança para as revendas”, completa.

No caso da Coopercarga, que também distribui produtos Ambev, foi a própria companhia quem definiu toda a operação logística. “A Ambev determina quanto precisa em termos de equipe, caminhão, para onde vai e como vai distribuir”, comenta Márcio França, diretor de operações da empresa. Ele explica que, para suprir o período, já está com 100% dos ativos funcionando, 30% a mais do que normalmente. A empresa conta com 400 veículos em todo o País, sendo 250 só para atender a Ambev. Simas, da Confenar, avalia que o período será crítico por conta da alta movimentação de pessoas e, consequentemente de produtos. Caso a prestação de serviço seja comprometida, também afetará a venda de produtos. Para evitar isso, eles mantêm os clientes bem abastecidos e repõe os produtos de acordo com a necessidade de cada varejista. Para reposições de última hora, também possuem um plano emergencial, onde

Márcio França, diretor de operações da Coopercarga: estamos operando com 100% dos ativos

utilizam uma frota de menor capacidade e volume, mas maior agilidade, permitindo uma circulação mais rápida nas cidades.

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“Segundo verão” É difícil prever a demanda para a Copa do Mundo, sendo que o último evento aqui aconteceu há mais de 50 anos. A solução encontrada pelas empresas foi lidar com o Mundial como um “segundo verão”. O período normalmente representa um maior consumo e aumento de vendas. Por isso, anualmente as empresas se preparam para atender a estação mais quente. Sendo assim, foi tratando a Copa como o verão que foi possível fazer uma pre-

A solução encontrada pelas ­empresas para lidar com o Mundial foi pensá-lo como um segundo verão visão mais acurada do consumo para os meses de Junho e Julho. “Realizamos um levantamento junto aos nossos clientes para mapear a demanda e o estoque, suprindo e entregando produtos o suficiente para atender o alto consumo”, afirma Simas.

Prazos e promoções

Victor Simas, presidente da Confenar: estudamos com os nossos clientes como suprir as demandas nesse período

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A Confenar começou a se preparar há mais de um ano para a Copa. Assim, foi possível planejar de maneira tranquila o procedimento, mapear e contatar todos os clientes, estabelecer seus perfis e prever o estoque, bem como alinhá-lo com a fábrica da Ambev. “ Além disso, ainda estamos atentos aos detalhes finais da operação, como novos trajetos, novos estabelecimentos e ações especiais que serão realizadas próximo ao evento, além da interdição de ruas e jogos em locais públicos. Mapeamos todas essas informações para que nada comprometa a distribuição e pensamos nos detalhes para que tenhamos o mínimo de surpresas”, conta Victor. Já a Coopercarga recebe as informações de abastecimento da Ambev e as rotas de entrega, incluindo as ações promocionais são baseadas nisso. Nas

áreas próximas ao estádio, por exemplo, os caminhões são adequados com a marca e os colaboradores recebem um uniforme especial, gerando mais visibilidade e diferenciando o produto.

Inovação no transporte A Coopercarga também planeja uma novidade para o Mundial. “Vamos circular durante o evento um caminhão movido a GNV que reduz em 20% a emissão de poluentes como CO2. O projeto foi desenvolvido pela MAN Latin America (Volkswagen) em parceria com a Ambev”, conta França. O protótipo está pronto e o processo de licenciamento junto ao DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito) está quase finalizado. O veículo será operado ela Coopercarga nos pontos de venda próximos ao estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Por questões estratégicas, muitas empresas preferiram não divulgar seus planos logísticos para a Copa mas fato é que, com os problemas de mobilidade urbana enfrentados em todos o País, as grandes e pequenas empresas tem que estra preparadas para os desafios que virão ao receber o maior evento de futebol do mundo.

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distribuição

Novas instalações Grupo investe em novas instalações para concentrar distribuição de produtos de beleza e higiene pessoal para todo o País

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Grupo Hypermarcas construiu em Goiânia (GO), um moderno centro de distribuição de bens de consumo. A empreendimento tem 244 mil m² de área total, dos quais 60 mil m² de área construída abrigam mais de 100 mil posições paletes e somam uma capacidade de armazenagem de 175 mil m³. Com um pé direito de cerca de 15 m de altura, tem capacidade movimentação de mais de seis mil paletes por dia e recebe, em média, três mil veículos, expedindo mais de 20 mil notas fiscais mensalmente. A unidade recebeu investimentos em torno de R$ 150 milhões e poderá gerar cerca de 1,4 mil empregos diretos na cidade.

“A Hypermarcas tem uma ligação histórica com o Estado de Goiás. Contribuímos desde nossas origens para o desenvolvimento econômico e social da região. Além disso, investimos em tecnologia de ponta em todas nossas instalações com vista à alta produtividade e baixos custos”, comentou Claudio Bergamo, CEO da Hypermarcas. O CD, que atende todo o País, opera em três turnos de trabalho e está equipado com o sistema WMS (“warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazém) da SAP. Os operadores usam coletores de dados que proporcionam agilidade e confiabilidade nos dados bem como nos inventários. O grupo investiu, também, em modernos equipamentos,

como empilhadeiras trilaterais alemãs. O empreendimento concentra as atividades de distribuição de produtos de beleza e higiene pessoal da Hypermarcas, incluindo marcas como Bozzano, Monange, Risqué e Zero-Cal, entre outras. O grupo trabalha com mais de 42 empresas de transportes para atender o território nacional. A nova unidade também abriga um Centro de Serviços Compartilhados (CSC), formado por profissionais das áreas administrativa, compras, financeira, projetos e tecnologia, dentre outras funções de back-office. O CSC atende às duas divisões de negócios do grupo (Farma e Consumo), gerando importante redução de custos e despesas operacionais. junho 2014

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destaques internacionais Sorter auto corretivo

Empilhadeira com AGV

Com 40 metros de comprimento, o sorter BS 7 BT do Grupo Beumer tem uma estação de entrada manual, proporcionando um meio de baixo custo para carregar itens para o classificador. A ferramenta corrige erros no processo de triagem, melhorando a precisão.

A Dematic desenvolveu dois novos de estilos de garfos automáticas para seus AGVs. Um é indicado para estocagem em níveis baixos e divididos em estágios. O outro é aplicável na estocagem em racks e incorpora um dispositivo que recebe comandos via satélite. www.dematic.com

www.beumergroup.com

Tecnologia fulfillment

Leitor de código

A Matthews Marking e a Fulfillment Systems oferecem o sistema de separação MPower que gera etiquetas com dados e o módulo de impressão Viacode Systems integrado com as impressoras G-Series e T-Series. www.matthewssupplychain.com

A Sick oferece o leitor de código Lector650, que integra vários dispositivos para leitura de códigos impressos em etiquetas. Disponível nas versões Flex e enfoque dinâmico, com resolução de dois ou quatro megapixels. www.sick.com

Palete para entregas front-door

Sorter omnidirecional

O palete HP da ORBIS tem as dimensões 42 x 30. Seu formato menor foi projetado para otimizar a cadeia de pequenos varejistas, eliminando estocagem de produtos menores no chão do CD. www.orbiscorporation.com

O Sorter omnidirecional da Intralox é capaz de receber produtos de qualquer direção e, em seguida, direcioná-los para qualquer lado. O classificador é indicado para a área de picking. www.intralox.com

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Sistema de reboque

Transporte de congelados

A Jungheinrich desenvolveu o GTE, sistema de rebocador que tem sua própria plataforma para elevar cargas, como uma espécie de pórtico que suporta até 1200 kg. A carga é colocado num carrinho, que é empurrado para o reboque, levantado e bloqueado mecanicamente.

Equipamentos resfriados e congelados normalmente possuem uma cadeia logística própria mas a solução da TKT permite que esse tipo de produto seja movimentado com outros ao utilizar um contentor resfriado que mantém a temperatura interna por mais de 24 horas.

www.jungheinrich.co.uk

www.tkt-germany.com

Gerenciamento on-line

Movimentação com garfos

No campo da mobilidade, a Toyota lança um sistema que permite que os gerentes monitorem todas as atividades das empilhadeiras utilizando transmissão de dados, através de redes GPRS/3G. www.toyota-forklifts.eu

A alemã Eisenmann acaba de lançar o LogiMover, garfo que se move sozinho e pode transportar cargas de até 1 t. O sistema compreende dois dentes que se movem em paralelo sem estarem ligados fisicamente . www.eisenmann.com

Palete com RFID

Novidade no picking

A Falkenhahn desenvolveu um sistema simples e eficiente: um palete de madeira com RFID. A solução já vem no palete, permitindo maior controle da carga movimentada e custa 8 Euros (7 euros pelo palete e 1 pelo RFID). www.falkenhahn.eu

A Knapp apresentou o protótipo de um óculos para fazer picking com conceito de armazém com defeito zero. Tomando como base o método 6 Sigma, o óculos funciona por meio de realidade aumentada. www.knapp.com

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Lean sem fronteiras

Conservar para não consertar Ferramenta foca no conhecimento operacional para alcançar a quebra zero

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MPT (Manutenção Produtiva Total) é um importante caminho metodológico a ser aplicado ente as ferramentas do Lean manufacturing. Ela se faz fundamental quando estudamos os equipamentos e focamos na direção da quebra zero, algo que é perfeitamente atingível. Isso se dá quando a excelência no funcionamento dos equipamentos passa invariavelmente pelo conhecimento e respeito à conservação deste, assim como uma manutenção efetiva, seguindo as orien-

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tações do fabricante e conhecimento do processo. O Lean será, então, uma consequência da somatória de ações metodológicas, cada qual direcionada e contribuindo diretamente com os resultados de produtividade, qualidade e segurança. A metodologia MPT agrega diretamente no equipamento e no processo de fabricação no gemba, ou seja, o chão de fábrica.

Foco no operador Desde o surgimento da MPT, o foco é o desenvolvimento técnico do

colaborador. Neste cenário, seu papel deve estar baseado em conhecimento, domínio do equipamento e do processo. A eficácia na metodologia MPT é proporcional a base conceitual do que tem. A realidade é: só vai conservar bem o equipamento quem dominar totalmente seu funcionamento. Essa é a alavanca do sucesso para a implementação da MPT. Assim sendo, só se obtém a melhor performance do fluxo produtivo, do equipamento e, porque não dizer, das respectivas partes, quando se conhe-

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ce o seu funcionamento, os pontos críticos, a relação com a qualidade e a segurança. Os mestres orientais sempre disseram: máquina boa, produto bom. Há na metodologia MPT uma direção específica para garantir este conhecimento pelo operador, baseado em educação e treinamento, alavancando o desenvolvimento técnico e comportamental. Verdadeira sustentação, pois os demais pilares da metodologia, que são 8, estarão se utilizando sempre do desenvolvimento humano.

Conservação é a chave do sucesso Outro ponto que deve ser considerado para a MPT é a conservação do equipamento. O caminho é simples mas, como todas as metodologias alavancadas no Japão, o desafio sempre será

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A Manutenção Produtiva Total é fundamental ao estudar os equipamentos e focar na direção da quebra zero que é perfeitamente atingível das pessoas que o utilizarão, a forma como o entendem e assimilam, assim como a garantia da efetiva aplicação desses conhecimentos na rotina diária. Teoricamente, estamos acostumados com esse conceito desde crianças, quando tínhamos que cuidar de nossos brinquedos, da nossa bicicleta, etc. Nós já entendíamos que conservando bem duraria muito mais e estaria pronto para uso a qualquer momento.

Quebra zero Nenhuma empresa compra equipamento para quebrar todo mês, toda

semana. A quebra zero é possível, contanto que se garanta condições básicas como limpeza, conservação, inspeções periódicas e manutenções programadas orientadas pelo fabricante. É necessário focar nessa direção e perguntar sempre o que é preciso fazer antecipadamente para não ter surpresas desagradáveis. Também é preciso conhecer itens básicos do equipamento. Quanto mais conhecimento tiver, mais domínio sobre a máquina terá no dia a dia. Vale a frase: operador excelente, máquina excelente, máxima performance.

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DVDs

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Ergonomia 6 DV D’s

Equipamento recebe informações de manutenção atualizadas

Ações práticas, no dia a dia

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A MPT se baseia em prática, disciplina e técnica, ou seja, nos dias de hoje é preciso ter nas fábricas operadores que sejam atuantes, ativos e acima de tudo comprometidos com a performance do processo. Agregar valor à produção incorporando ideias de melhorias, por mais simples que pareçam, é importantíssimo e se transmitirá em melhores resultados. A disciplina é importante para se efetuar a inspeção de acordo com a periodicidade padronizada pela equipe, antecipando-se a qualquer parada ou falhas e observando continuamente qualquer desvio. Também é importante cumprir as atividades de limpeza, pois a má influência de contaminação nas partes da máquina causa ruídos, interferindo negativamente, o que vai contra a ideia de garantir máxima performance, com as pessoas em segurança, atingindo qualidade total nos produtos.

Atualidade nas fábricas Os operadores nos dias atuais precisam participar, aprender e colocar em prática de maneira consistente, fazendo acontecer. É preciso criar mais vínculo entre o operador e a empresa, 54

utilizando o tempo deste na fabricação do melhor produto. Participar da MPT é visualizar este crescimento, diminuir a rotatividade de funcionários, o custo de formação, aumentando a motivação e possibilidade efetiva de reconhecimento pela empresa. Esse processo é técnico e metodológico, mas alavanca enormes benefícios a parte humana, tornando a empresa cheia de energia, menos rotineira e mais desafiadora. É importante compartilhar conhecimentos através da multiplicação diária, ou seja, quem conhece a máquina replica para os demais e assim sucessivamente. Muitos erros ocorrem no dia a dia por falta de conhecimento e com a aplicação da MPT, tem-se um cenário de crescimento. A MPT é o caminho que sustenta a filosofia Lean na produção, nas rotinas diárias, garantindo os melhores resultados e claro, a competitividade das empresas.

Rogério Glaser é instrutor e consultor da IMAM Treinamento e Consultoria

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VEÍCULOS INDUSTRIAIS

Agilidade na

pavimentação Equipamento para o assentamento de blocos de concreto já está em uso no Brasil

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Saur anunciou que está trazendo ao Brasil uma nova solução, dessa vez para realizar o assentamento de blocos de concreto (também conhecido como paver) da empresa alemã Probst. Por meio de sua compacta construção e da dupla articulação, todos os tipos de pavimentadoras VM podem ser utilizadas para realizar o trabalho em qualquer área,

inclusive em locais com espaços reduzidos, como garagens subterrâneas, corredores e calçadas de pedestres, devido a sua direção duplamente articulada que permite realizar manobras em locais mais estreitos. A máquina para colocação de paver da Probst, tem como uma de suas principais vantagens o ganho de tempo de colocação. Com uma equipe de três pessoas é possível colocar 800 m² de piso em oito horas de trabalho.

O veículo permite a manipulação de pacotes duplos empilhados até uma altura de 1600 mm, poupando uma considerável quantidade do tempo de deslocamento. O engenheiro Jorge Ficht, consultor de vendas da Saur, diz que o mercado brasileiro vem se adaptando para esta nova técnica, tendo em vista grandes empreendimentos em execução. Quem já conta com o equipamento é a Cisbra, empresa focada em soluções para rapidez e eficiência na execução de obras de pavimentação. Localizada em Ijuí (RS), a empresa está prestes a iniciar a pavimentação de 60.000 m² e tem outros 100.000 m² previstos até o final do ano. De acordo com o engenheiro civil da Cisbra, Everton Robson dos Santos, a vantagem mais significativa do veículo é a fácil adaptação a vários tipos de pavimentos e terrenos. “A garra da máquina possui dispositivos que fazem com que ela se adapte ao desenho do piso solicitado, como por exemplo, o retangular e o de dezesseis faces. Quanto ao terreno, ele pode ser usado em áreas grandes como pátios, ruas e até mesmo áreas estreitas como passeios”, complementa. Everton salienta que para garantir a eficiência do equipamento e uma boa produtividade é necessário o piso chegar ao canteiro de obras paletizado com o formato definido em projeto, como escama de peixe em 90° ou 45°. Pois a função da máquina é assentar o piso conforme ele já está distribuído no palete. junho 2014

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INFRAESTRUTURA MULTIMODAL

Porto da Antuérpia, na Bélgica, oferece outros modais além do rodoviário

O exemplo do Porto de Antuérpia Porto da cidade Belga oferece modais como hidrovias e ferrovias para evitar a superlotação de estradas

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uem já andou pelo porto de Antuérpia, na Bélgica, sabe que os problemas da falta de espaço que hoje assolam o Porto de Santos já aconteceram por lá e foram solucionados com a opção por outros modais que não só o rodoviá-

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rio. Ou seja, a direção do porto belga tratou de criar extensões fora de sua área original e procurou estabelecer conexões com essas áreas, além de estimular o uso de ferrovias, hidrovias, rios e canais. Essa falta de um sistema hidroviário adequado para o escoamento da safra pelo Porto de Santos ficou ainda

mais explícita neste ano, quando a seca passou a afligir as regiões Sul e Sudeste do País. Com isso, cerca de 30% da capacidade de transporte da Hidrovia Tietê-Paraná deixaram de existir, o que provocou considerável diminuição na parcela da produção de grãos que era escoada pelo modal hidroviário.

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Durante a safra de grãos, a estimativa de escoamento por rodovias no Porto de Santos chegou a 126 mil toneladas mensais Como se sabe, uma barcaça pode levar cerca de 200 contêineres, o que significa 200 caminhões a menos nas rodovias. Portanto, não é difícil imaginar as consequências disso no escoamento da safra deste ano: estima-se que por mês 126 mil toneladas tiveram de ser escoadas por rodovias, ou seja, 3,6 mil caminhões do tipo bitrem. Ou ainda: 120 carretas a mais por dia nas estradas. Uma solução que parece viável é ligar o Porto de Santos a São Paulo por ferrovia ou monotrilho com um sistema moderno que se assemelhe ao dos portos de Antuérpia, de Houston (EUA) e outros. Mas não de maneira que se faça um funil no acesso ao porto. Em

outras palavras: como no século XVIII, é preciso aproveitar o sistema hidroviário desde o pé da Serra do Mar até o cais santista. Naquele tempo, o açúcar e outras cargas desciam em lombo de mulas por uma trilha indígena até o porto de Cubatão. E de lá a tropa formada por índios e africanos tratava de despachar a carga em embarcações toscas que atravessavam o Lago do Caniú, sempre sujeitas a avarias pelo movimento das águas, até o cais do Valongo, na então vila de Santos. Depois de algumas tentativas mal-sucedidas na segunda metade do século XVIII, foi só no século seguinte que se cons-

truiu um aterrado para ligar Cubatão a Santos. É preciso levar em conta que as obras de dragagem do canal do estuário favorecem a entrada de navios de grande porto, o que significa que a movimentação de cargas pode ser multiplicada em poucos anos. E, portanto, ficará inviável continuar dependendo majoritariamente do modal rodoviário. Quer dizer: está mais do que na hora de o Porto de Santos se estruturar nos moldes dos portos internacionais.

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicomis

HÁ QUEM PENSE QUE ERROS DE ENTREGA SÃO INEVITÁVEIS. NÓS PENSAMOS DIFERENTE. A operação eficiente de armazéns e centros de distribuições é o diferencial para satisfação e rentabilidade do cliente. Por isso, muitas marcas líderes de mercado confiam nos sistemas de triagem BEUMER e Crisplant como o coração de sua cadeia de suprimentos. Através de uma visão operacional e analítica, o BEUMER Group fornece sistemas de manuseio de material completamente automatizados que se encaixam perfeitamente no processo de seu negócio. Com velocidade, capacidade e precisão excepcionais, a nossa tecnologia faz toda a diferença para sua marca, seus clientes e seus resultados. Para mais informações, visite www.beumergroup.com

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Implementação do WMS Saiba o que fazer e o que evitar durante mudanças no sistema de gerenciamento do armazém

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ara implementar um WMS (“Warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazém) com assertividade e rapidez é necessário trilhar um caminho livre de erros e problemas. Por isso, separamos dicas sobre que não fazer e como garantir o sucesso.

O que não fazer X Foque na tecnologia e não em suas operações - prefira novidades e não se preocupe com o quanto ela se encaixa dentro do ambiente operacional de sua empresa. Confie nas especificações técnicas que declaram como “aberta” 58

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a arquitetura do sistema indicando facilidade de comunicação através das plataformas operacionais. Parta do princípio que as telas e ícones coloridos facilitam a entrada de dados. X Monte uma equipe de projetos sem se preocupar se os membros conhecem as operações atuais - não se preocupe com os objetivos operacionais, apenas com o software. Não gaste tempo documentando e entendendo os processos e procedimentos atuais. Não inclua as pessoas diretamente envolvidas com as operações do dia a dia no processo de projeto, já que elas não entendem ou não entenderão a tecnologia.

X Selecione uma empresa que não indica ninguém da operação - não se preocupe em como o WMS afetará os processos de negócios existentes não relacionados diretamente ao armazém. Ignore seus efeitos sobre os outros sistemas de negócios existentes. Se a área de operações estiver preocupada com o andamento do processo de planejamento, deixe que vejam apenas as áreas específicas em que tenham dúvidas. X Use um método de gerenciamento do projeto de “forma livre” - tenha apenas uma estimativa aproximada do orçamento do projeto e só acompanhe o andamento dos gastos quando tiver

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tempo livre. Não se preocupe em ter reuniões ou atualizações regulares do projeto e use o e-mail como principal ferramenta de comunicação do projeto. Mantenha muitas pessoas acompanhando individualmente as tarefas ou problemas. X Não se preocupe em ter um patrocinador na alta administração - os projetos de WMS são simples e fáceis de gerenciar, sem necessidade de um investidor. À medida que avança, haverá muitas pessoas que vão querer se alinhar. Acredite que elas serão envolvidas à medida que a data de implementação for se aproximando.

Garantindo o Sucesso Os itens mencionados anteriormente ilustram uma das maiores armadilhas que enfrentamos com a capacidade da tecnologia em contínua expansão: muita dependência do software às custas das

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A pesquisa, seleção, implementação e suporte ao WMS não é tarefa fácil. Entretanto, não adianta pular etapas e tentar encurtar o caminho operações básicas do centro de distribuição e do bom senso. É sempre um erro projetar primeiro e depois rever como tudo se adapta às operações e práticas atuais. Isto resultará em um sistema que pode oferecer pouca aplicação prática. Antes da implementação de um WMS, os envolvidos no processo devem conhecer os procedimentos operacionais atuais, o que funciona bem e o que necessita ser melhorado ou eliminado. Isto poderá ser conseguido com a criação de fluxogramas para as diferentes áreas operacionais do armazém. Uma vez definidos os

processos, será possível projetar um sistema baseado nas áreas que podem ser melhoradas, eliminadas ou deixadas como estão. Um sistema bem projetado com base em uma especificação funcional clara proporcionará a estrutura para o que poderá ser um processo muito complicado. Seja qual for o método de projeto e implementação do WMS, nunca perca de vista o fato de que a sua missão é tirar o produto do armazém e levá-lo até o cliente. Entenda os requisitos - desenvolva um mapa detalhado dos processos atuais de negócios. Garanta que o WMS

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consiga satisfazer a estes processos de negócios. Esteja aberto para usar as funções e recursos já existentes do sistema que satisfaçam às necessidades do negócio mesmo se as etapas de seu processo precisarem mudar. Minimize as modificações - o WMS altamente configurável nos dias atuais consegue satisfazer a maioria dos requisitos dos negócios. Entretanto, prefira realizar o processo de negócios usando funcionalidades já existentes. Alterações constantes podem gerar

falhas no software, problemas de atualização e efeitos negativos nos cronogramas e custos do projeto. Planeje e gerencie - o antigo ditado: “se você não souber para onde vai, qualquer estrada o levará lá,” é verdadeiro para as implementações de WMS. Existe um grande número de detalhes que devem ser planejados e gerenciados. Defina, logo no início, um plano detalhado e em seguida gerencie o seu projeto conforme o plano. Teste a configuração - após a de-

terminação de quais recursos do WMS serão implementados, use cenários de teste para todos os processos de negócios. Verifique se o material de treinamento está acurado. Solucione todos os problemas de configuração antes da fase inicial e de transição do sistema. Treine o pessoal - elabore o material de treinamento e mantenha um programa continuo para que, mesmo os novos colaboradores possam aprender a utilizar o sistema rapidamente.

Óculos inteligentes integrados ao WMS Solução pretende otimizar operação utilizando realidade aumentada A Generix Group, perita na gestão de depósitos e no gerenciamento da cadeia logística em geral, decidiu, há dois anos, pesquisar e investir em “realidade aumentada”. Para isso, firmou parceria com a Ecole Centrale de Lille, uma das melhores universidades da França. A empresa pretende criar um óculos com realidade aumentada integrado ao seu software GCS - WMS (“Warehouse Management System”, sistema de gerenciamento de armazém). A solução ainda está no estado de protótipo e os óculos que foram utilizados nessa fase serão trocados, dentro de algumas semanas, por um novo modelo com características que incluem mais leveza, melhor capacidade e WiFi. Com esses novos óculos, a empresa planeja iniciar a comercialização a partir do primeiro semestre de 2015. “O protótipo foi testado por empresas líderes na Europa no ramo do e-commerce. Os retornos desses clientes foram importantes para finalizá-lo. A Oscaro.com, que atua com vendas on-line de peças de reposição na França, foi uma das empresas que já testou essa solução”, conta Nicolas Ramaux, country manager da Generix, filial Brasil. Segundo Ramaux, o operador recebe as orientações do WMS por meio de indicações visuais nos seus óculos. O caminho que ele deve percorrer é indicado por setas que lhe guiam até a posição onde ele deve recolher ou depositar produtos. Os óculos também deixam as mãos do operador livres e substituem a função clássica dos coletores de radiofrequência, já que eles leem os códigos de barra dos produtos e quantidades, entre outros dados. “Essa tecnologia pode ser comparada ao pick by voice, mas com a grande vantagem do operador não precisar conhecer o layout do depósito, otimizando totalmente os percursos e reduzindo o prazo de treinamento”, completou Ramaux. Ele comentou que outra vantagem da solução será otimizar reduzir o tempo de treinamento e proporcionar flexibilidade para enfrentar picos de atividade, recorrendo à terceirização, por exemplo. Considerando essas características e ganhos, essa tecnologia é indicada para a preparação de Drive-in de supermercados ou ainda para supermercados praticando store picking (o layout das gôndolas muda rapidamente, os operadores não precisam conhecê-lo); triagem de caixas e a preparação em depósito, principalmente para operações de e-logística (e-commerce). “No Brasil temos a expectativa de fornecer para operações do tipo e-commerce uma solução poderosa, flexível e totalmente adaptada”, comentou Ramaux.

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SERVIÇOS LOGÍSTICOS Aumento da capacidade Os grupos Libra e Multiterminais pretendem investir R$ 1 bilhão até 2017 no aumento de capacidade de seus terminais no Porto do Rio. Parte das obras será concluída em outubro, três anos depois de ambas terem conseguido antecipar com o governo a renovação dos contratos de arrendamento, o que garantiu os investimentos. www.multiterminais.com.br | (21) 3095-6600

Dissolvendo gargalo A frota nacional de carga fica parada 800 horas por ano nos postos de pesagem nas rodovias. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) instalou 73 novas balanças, mas outras 161 estão previstas. www.dnit.gov.br | (61) 3315-4000

Tecas receberão empilhadeiras Os Tecas (Terminais de Logística de Carga da Infraero) receberão nove empilhadeiras elétricas retráteis. A aquisição representa investimentos de R$ 1,2 milhão e beneficiará os terminais de Curitiba (PR), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA) e Vitória (ES).

A Santil, distribuidora de material elétrico, mantém um Centro de Distribuição com cerca de 9 mil m² em São Paulo (SP). Para agilizar as entregas, tem realizado investimentos na área de logística, com ações que incluem a ampliação da área de armazenamento, expedição e sistemas informatizados de controle.

www.infraero.gov.br | (11) 2445-5000

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Serviço de entrega

Certificado de Excelência A Tramontina Eletrik, sediada em Carlos Barbosa (RS), recebeu o “Certificado de Excelência com Zero Reclamação de Qualidade em 2013”. A indústria gaúcha teve reconhecido seu desempenho nos quesitos atendimento logístico e histórico comercial com a Schaeffler. www.tramontina.com.br | (54) 3461-8200

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Cross docking

Logística de fertilizantes

A Confiance Log, empresa que atua com armazenagem e distribuição de cargas congeladas e resfriadas, iniciou operações de cross docking com a produtora de alimentos JBS Seara. A estocagem dos produtos é feito em centro de distribuição próprio localizado na capital paulista.

A cooperativa agrícola americana CHS está investindo R$ 100 milhões no mercado brasileiro de fertilizantes. O grupo, que detém 50% da Andali Operações Industriais – prestadora de serviços logísticos, armazenagem e carregamento de fertilizantes – pretende instalar mais uma unidade de mistura de adubos em Paranaguá (PR) e outra em Rondonópolis (MT). www.andali.com.br | (41)3308-8608

www.confiancelog.com.br | (11) 2296-9433

Novo contrato

Novo centro logístico A Hines do Brasil está investindo na construção do centro logístico Distribution Park Embu II, localizado nas proximidades de importantes rodovias e do Rodoanel. O terreno de 127 mil m² conta com uma área locável de 52,3 mil m², sendo um módulo de 8 mil m² e os outros sete com 6 mil m².

A Coopercarga, operadora logística para Brasil e Mercosul, firmou novo contrato com a Sapore, empresa brasileira de refeições coletivas. A operação conta com doze veículos de médio porte que realizam a distribuição diária na área central e região metropolitana de Curitiba, no interior do Paraná e em Santa Catarina.

www.hines.com.br | (11) 5504-7600

www.coopercarga.com.br | (11) 2197-8200

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Operação integrada WMS voltado para operadores logísticos integra dados de operador logístico com os clientes e otimiza a operação

A

JCLog inaugurou este ano um novo centro de distribuição em Barueri (SP). O CD foi construído como parte do plano de expansão da empresa e começou a funcionar em janeiro. Ao todo, são 5400 m² e capacidade para 5000 posições-palete estáticas. São 4000

SKUs e uma média diária de separação de 50 mil itens. Lá foi implantada uma operação de inbound e outbound. Os produtos dos clientes chegam ao País e a JCLog é responsável pela sua nacionalização. Eles então o etiquetam e estocam. De acordo com a demanda de venda é feito o picking e o produto é

encaminhado a área de cross-docking para expedição. Como operador logístico, a empresa lida com diversas empresa e movimenta as mais variadas cargas. Os clientes da JCLog vão desde vinícolas como a Concha Y Toro, até empresas de tecnologia como a Samsung. Para dar conta disso, eles precisavam de um sistema versátil.

Novo centro de distribuição da JCLog em Barueri (SP) implementa WMS

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Desde 2010 a empresa já contava com o WMS (“warehouse management system”, sistema de gerenciamento de armazém) da Store em outras unidades. Então, quando o novo CD ficou pronto, era previsto que a empresa mantivesse o software. O sistema da Store foi desenvolvido especialmente para operadores logísticos. Ele tem uma funcionalidade menos complexa e gerencia a movimentação juntos a terceiros, no caso, os clientes da JCLog. O software emite extratos da movimentação, visualização da carga e possui um módulo fiscal. Ele também permite que a ope-

ração fique padronizada. Isso significa que, independente do software que o cliente use, as informações chegaram para a JCLog em um único layout. “Outra vantagem é que ele se integra ao ERP (“enterprise resource planning”, planejamento do recurso empresarial) dos clientes”, explica Epaminondas Junior, diretor comercial da JCLog.

Implantação De acordo com Wagner Tadeu Rodrigues, diretor da Store, a empresa previu uma fase anterior a instalação para trabalharem em conjunto com a

JCLog. “Desde a implantação em outras unidades, nós sempre trabalhamos juntos, permitindo um nível de acerto maior. Quando o projeto é novo, essa relação é importante para poder informar o que o software pode oferecer”, conta. Por conta da JCLog já possuir o WMS em outras unidades, os colaboradores já estavam familiarizados com o sistema. Ainda assim, foram feitos treinamentos com a equipe técnica. A capacitação incluiu toda a parte operacional, desde o uso do coletor, inventário e a parte fiscal.

Logística reversa

O WMS foi desenvolvido para operadores logísticos e padroniza as informações recebidas

Como parte de sua operação com a Samsung, a JCLog faz a logística reversa dos produtos da marca. O serviço começou há 3 meses e consiste em retirar produtos com possíveis avarias, problemas fiscais ou outros problemas na assistência técnica ou no cliente final, este último com menos frequência. A partir daí eles identificam o produto, colocam o número de série, conferem os dados, embalam e reenviam para a Samsung. “O software permite que nós gerenciemos o número de série e toda a operação, agindo com mais segurança e passando credibilidade”, comenta Junior. A Store também faz a assistência técnica ao software, caso seja necessário. O suporte normalmente é feito remotamente, por telefone, mas quando uma consultoria direta é necessária, o técnico vai ao cliente.

Novos projetos Outro aspecto da flexibilidade do software da Store é a possibilidade de integração com o TMS (“transportation management system”, sistema de gerenciamento de transporte). E de acordo com Wagner essa funcionalidade também será utilizada na operação da JCLog. A empresas já estão estruturando o projeto que, a partir do 2º semestre de 2014 já estará integrado ao WMS, permitindo que a carga seja rastreada em todo o processo, até a entrega. junho 2014

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10 PONTOS SOBRE...

Roubo nos armazéns A

sensação de que algo na operação não vai bem, entre outros problemas, indica a necessidade de implementar uma investigação sutil. Muito mais eficiente que circuito interno de TV, essa abordagem permite maior controle da investigação e liberdade, já que não causa um impacto indelicado na operação.

1. Faça um levantamento do estoque e das discrepâncias. 2. Observe as reclamações dos clientes de embarques incompletos ou itens faltantes.

3. Fique atento a qualquer redução inexplicável de um padrão de compras de um cliente em particular.

4. Confira se há constante desaparecimento de faturas, recebimentos ou pedidos de compras da empresa.

5. Preste atenção em situações como a descoberta de caixas de estoque contendo produtos que diferem dos descritos nas etiquetas afixadas.

6. Mantenha-se informado sobre quaisquer atitudes suspeitas que determinados colaboradores podem demonstrar durante a operação.

7. Investigue qualquer declínio acentuado na contratação de novos funcionários.

8. Desconfie de relações excessivamente amistosas entre os colaboradores da empresas e os caminhoneiros.

9. Suspeite de funcionários vivendo além de seus rendimentos normais, ou uma mudança acentuada no padrão de vida.

10. Esclareça boatos sobre funcionários que estejam se excedendo em apostas e loterias.

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