Page 1

@revistaintera Ano 01 | Nov/Dez

#01 | R$2

novembro 2010

3


2

novembro 2010


Formalize-se.

Quem indica, parceiro e. O Sebrae Amazonas indica: ndica: se você trabalhaa por conta própria e ganha ha até R$ 36 mil por or ano, registre-se se como Empreendedor Individual. Formalizado você fica ica legal e tem direito a benefícios cios como aposentadoria, ntadoria, salário-maternidade rnidade e auxílio-doença. -doença.

Informações: 0800

570 0800

Av. Leonardo Malcher, 924 - Centro - Manaus www.sebrae.com.br/uf/amazonas www.portaldoempreendedor.gov.br

Siga o Sebrae AM no Twitter @sebraeam novembro 2010

3


EDITORIAL EXPEDIENTE

Parcerias proativas Lançar o disco de estreia para qualquer artista é um sonho, uma realização. Mas o segundo sempre é encarado com suspeitas: será que é bom? Vai surpreender? Mais do mesmo? Ou a continuidade de um bom trabalho? Assim projetamos o lançamento da segunda edição da revista INTERA, que em junho passou a integrar o cenário de música independente de Manaus. O que era um sonho para nós, passou a ser responsabilidade com o leitor. Pensar um novo trabalho que ao mesmo tempo mantenha a proposta inicial do projeto, mas que traga novos resultados e experimentos não é fácil. Mas como a ideia aqui nunca foi se fechar e sim abrir para a participação de todos, de forma coletiva e proativa, as novidades logo apareceram. E a novidade chegou por meio do FESTIVAL ATÉ O TUCUPI – MÚSICA E ARTES INTEGRADAS, idealizado pelo Coletivo Difusão e com o apoio do Circuito Fora do Eixo e SEBRAE./AM. As páginas a seguir trazem um especial sobre tudo o que acontecerá nesse evento, o primeiro que é realizado por meio de uma ação independente e com apelo nacional. Entrevistas, programações, destaques, ações, tudo para deixar o público por dentro das atividades e movimentações em torno da produção e organização do festival. Da ideia inicial do projeto aos parceiros que aderiram ao evento. Mais uma vez estamos fazendo a INTERA para promover e divulgar a música independente da cidade. Estamos participando de um grande momento para o cenário musical e toda a sua potencialidade para artistas, bandas e produtoras. E fortalecer essa ideia só será possível com a participação e o envolvimento de todos! Boa Leitura

4

novembro 2010

Realização Paranoise Produções Coletivo Cuia Coletivo Difusão Apoio SEBRAE/AM Fora do Eixo Editor Thiago Hermido Revisão Allan Gomes e Thiago Hermido Colaboradores Texto: Allan Gomes, Clayton Nobre, Sávio Stoco, Stéfanie Stefask, Fábio Gomes e Jorge Eduardo Dantas Diagramação / Design editorial Janaina Pongelupe Marcos Silva Paulo Trindade Wilson Prata Articulação Caio Mota Michelle Andrews Keila Serruya Circulação Augusto Nunes Financeiro Aline Castelo Branco Coletivo Difusão

Revista Intera: R. Vila Alba, 10, Quadra 71 - Lírio do Vale II CEP: 69038-680 Tel: (92) 9110-1198 revistaintera@gmail.com Twitter: @revistaintera


SUMÁRIO

CENÁRIO

6

DIFUSÃO INSTITUCIONAL

7

SOBRE O FESTIVAL

9

PROGRAMAÇÃO ACADÊMICA

10

PALESTRANTES

11

POR DENTRO DO ATÉ O TUCUPI

12

PROGRAMAÇÃO PARALELA

16

ATÉ O TUCUPI DE AÇÕES

17

ENTREVISTAS

18

BANDAS LOCAIS

20

SEBRAE

22

CENÁRIO

23

3 ANOS DE TOCA ROCK

24

SOM DO NORTE

25

PARCEIROS

26

novembro 2010

5


CENÁRIO

Informes do cenário manauara

EP da Playmobils saindo do forno

Divulgação

O álbum traz cinco músicas, duas delas inéditas. Lançamento está previsto para dezembro Há quase dez anos na cena de punk rock de Manaus, a banda Playmobils se prepara para lançar o seu primeiro EP ainda sem título. O lançamento está previsto para ocorrer na edição de dezembro do Toca Rock, evento mensal que abre espaço para bandas novas e com trabalho autoral. O disco traz cinco músicas, sendo duas delas, “Memorize” e “Faz tempo”, inéditas. “Fomos indicados para uma conversa com o Rafael Rebelo (ex-Monalisa Plug) que começou a trabalhar com gravação de bandas”, comenta Carol. “Ele foi o produtor ideal para os Playmobils, captou exatamente o nosso estilo”, completa.

A Playmobils já havia gravado uma demo com 14 músicas porém, após o lançamento, interrompeu os trabalhos por quase dois anos. Ouça no tramavirtual.uol.com. br/playmobils.

A banda, formada por Enzo Garamond (vocal e baixo), Carol Maginani (guitarra) e Henrique Maginani (bateria), está finalizando o disco.

Keila Serruya

Cabanos lança primeiro DVD

Trabalho contou com interferêcias artisticas e a participação da cantora Márcia Siqueira. Um dos grupos mais expressivos e atuantes da cultura hip hop em 6

novembro 2010

DVD foi contemplado pelo Edital PAIC 2009 e contou com apoio do Coletivo Difusão, responsável pelas filmagens e edição do vídeo. Ouça no www.myspace.com/ grupocabanos

Manaus, gravou recentemente o seu primeiro DVD, baseado no show “A ideia não morre”, que deu nome também ao primeiro CD do grupo, lançado em 2008. Com nove faixas, o trabalho traz em sua maior parte músicas do primeiro disco mas já prepara o terreno para o segundo trabalho. O DVD traz novos arranjos/bases das músicas e intervenções que se somam as já constantes interferências de dança contemporânea e vídeo que o grupo desenvolve em seu trabalho ao vivo. “Na onça”, Cara pálida” e a “A ideia não morre”, canção que dá título ao trabalho, se unem a mais sete músicas que completam o DVD.


Nos últimos quatro anos uma experiência vem se realizando em Manaus. É a experiência da construção coletiva de integração de diversas linguagens artísticas em um ideal de fomento à cultura. Assim se dá o processo de desenvolvimento do Coletivo Difusão. Jovens artistas unidos na construção das condições de desenvolvimento do próprio trabalho rompendo as amarras da dependência aos poderes que regem as relações de trabalho e produção. Uma experiência nesse sentido só é possível através do diálogo, da convergência e da aproximação com os diversos agentes culturais na cidade, transitando entre os mais diversos meios, tendo como foco principal o público. Em seus quase cinco anos de atividade, as ações do coletivo pautaram-se sempre pelos

princípios da integração das artes, da valorização da identidade regional e da ocupação das lacunas criadas no vácuo das políticas públicas dos gestores culturais, gerando dessa forma, experiências inovadoras, exercícios estéticos e novas formas de linguagem que conectam Manaus à produção cultural de vanguarda. Como não poderia deixar de ser, o Coletivo Difusão realiza a quarta edição do Até o Tucupi, transformando-o em festival, agregando em torno dessa experiência atores e entidades que de outra forma não dialogariam. Em nosso caminho entre erros e acertos o que queremos com essa ação, que pretende-se inserir no calendário cultural da cidade, é a integração e a difusão das mais nobres formas de diálogo cultural com os habitantes desta imensa e cosmopolita metrópole amazônica.

novembro 2010

7


[FOTOS POR DÉBY SETTON]

E VOCÊ, QUER TOCAR? WWW.TOQUENOBRASIL.COM.BR

CONECTANDO A MÚSICA


Muitos podem estranhar a exclamação no título, mas foi assim que o festival surgiu, ainda como uma simples mostra e já ousando, expandindo, derramando-se e afirmando o desejo por mais, a busca do excesso. Artes Integradas na origem. Provocação à cena. Inquietação. Em abril de 2007, na primeira edição, a mostra tinha o complemento “de cultura” delimitando a atuação ao espectro cultural dos que propunham a experiência, mas já nesse primeiro momento os contatos e diálogos com outros segmentos. Ainda em 2007 uma segunda edição (por que ninguém enjoa de tucupi) em dezembro, sendo realizada embaixo do viaduto da Constantino Nery, agregando ainda mais linguagens em uma autêntica intervenção urbana, e com o nome de “Até o Tucupi! De arte e cultura...de novo!”. A última edição em formato de mostra ocorreu em dezembro de 2008, também embaixo do viaduto, agregando às ideias anteriores questões de conscientização e combate aos preconceitos de todos os tipos. Com toda essa trajetória a única constante do ATÉ O TUCUPI, hoje como um festival, é a vontade de somar, de integrar grupos, pessoas, agentes, linguagens e conceitos. Esse ano o festival conta com uma forte programação didática, voltada principalmente para a Comunicação, que visa capacitar e abrir o diálogo com os agentes culturais quanto a necessidade de auto-gestão. Com o apoio do Sebrae-AM, da Baruk Som e do Circuito Fora do Eixo, na linha de frente da parceria com o Coletivo Difusão, o Festival Até o Tucupi chega à quarta edição amadurecido e sem a necessidade da exclamação no nome. Muito mais diálogo e menos ruptura.

Até o tucupi – do amazonês: Até o máximo possível; muito; cheio; em excesso.

novembro 2010

9


Caneta e papel para organizar a cena: Programação acadêmica debate a importância da organização do cenário Antes de pensar em correr para a Eduardo Ribeiro e assistir as apresentações musicais que compõem o Festival Até o Tucupi, acompanhe as palestras, workshops e oficinas. A organização do evento preparou uma programação acadêmica que ocorre entre os dias 16 e 19 de novembro. As atividaes buscam acertar os acordes do cenário de música independente da cidade que anda meio desafinado, principalmente no que diz respeito ao uso de ferramentas de tecnologias culturais e o diálogo que vem ocorrendo no resto do País.

10

novembro 2010

Entre os convidados da programação estão Alex Antunes, ex-editor da “Bravo!” e atual colaborador da “Rolling Stone”; Felipe Altenfelder, atua no planejamento regional do Circuito Fora do Eixo em São Paulo; e Daniela Teixeira, do núcleo de produção do Massa Coletiva, coletivo atuante em São Carlos, São Paulo. Como elaborar e formatar projetos culturais, a cultura como tecnologia social, e a utilização de ferramentas para circulação em grandes festivais são alguns dos assuntos que norteiam as atividades propostas pela organização do evento. Como bem explica Keila Serruya, uma das responsáveis pela produção do

festival, a programação é focada na comunicação, circulação e debates sobre experiências positivas no cenário nacional, uma necessidade que, segundo ela, falta em algumas bandas locais “Não é legal ver bandas de Manaus perdendo tempo em São Paulo, gastando dinheiro, cantando em pequenos bares, pagando para tocar e não fazer público. Temos que saber como circular, como dialogar com festivais independentes, como se divulgar e como fazer projetos para conseguir incentivos e apoios”, destaca. É separar a caneta e o papel, fazer as anotação e começar a mudar o ruma do cenário musical de Manaus.


PALESTRANTES, FACILITADORES E MESAS! Alex Antunes – O cara simplesmente passou por quase todos os grandes veículos que cobrem cultura e entretenimento no país! Foi editor-chefe da Bizz e da Set, atualmente trabalha na Rolling Stone e já escreveu para a Folha Ilustrada, Veja, Animal, General e Zero. Trabalha também como produtor musical centrado na produção independente, curador e palestrante de festivais e séries musicais. Para o Festival Até o Tucupi, Alex ministra o Workshop de Jornalismo Cultural, no dia 18 às 19h, no Espaço de Cultura Arte e Fato. Daniela Teixeira – A Dani faz parte do Massa Coletiva, ponto Fora do Eixo em São Carlos (SP), e atua nas áreas de produção e produção executiva de lá. Graduada em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) tem foco no desenvolvimento de projetos culturais com ênfase na área de produção. Daí a oficina que ela vem ministrar: Elaboração de Projetos Culturais, na Livraria Valer, Rua Ramos Ferreira 1195, Centro. Ah, é cedinho, às 9h do dia 18. Felipe Altenfelder – Integrante do planejamento regional do Circuito Fora do Eixo em São Paulo, assim como a Dani, faz parte do Massa Coletiva e é graduado em Imagem e Som pela UFSCAR (não sabemos se na mesma época também...). Totalmente imerso no funcionamento do circuito, o Felipe fará uma apresentação da plataforma Toque no Brasil, uma ferramenta virtual surgida dentro do Circuito para facilitar a circulação de bandas pelo

país, e um painel sobre Empreendedorismo na Economia da Cultura, ambos no Espaço de Cultura Arte e Fato, na rua 10 de julho, ao lado da Casa Ivete Ibiapina. O Painel será no dia 18 às 15h e a apresentação do TNB no dia 19 às 14h Thiago Hermido – Jornalista cultural do caderno Bem Viver do jornal A Crítica, guitarrista da banda Roodie e atualmente editor da Intera, com experiência na Agência de Notícias Uga-Uga e no curso Comunicadores Populares de Base, com essa ficha corrida nada mais natural do que o Thiago encabeçar o workshop Gestão de Mídias para Agentes Culturais, que acontece no dia 16, às 14h no Espaço de Cultura Arte e Fato. E ainda dentro dessa programação, vamos poder rachar a o cabeção com um painel de Comunicação Comunitária e Alternativa, com participantes dos mais variados quadrantes: João Bosco, jornalista, professor da Universidade Federal do Amazonas e com forte atuação junto a movimentos populares; Yussef Abrahim, jornalista, participa do site Overmundo; Sérgio Bezerra, mais conhecido como Sérgio Fly Quintalzine um dos militantes mais antigos do segmento dos zines na cidade e toda essa conversa sendo medida por Jorge Eduardo Dantas, jornalista, trabalhou em diversos jornais da cidade, tem experiência de atuação em projetos sociais e de base e acompanha a cena musical de Manaus há mais de uma década.

novembro 2010

11


CABR JOテグ PESTANA | CABANOS | ES | DJ CARA ELISA MAIA | TUDO PELOS AR 12

novembro 2010


CUMANOS | ALÍASES RUÊRA | MINI BOX LUNAR | TU ADOS, | ROODIE | SNATCH IN AT PL | A S/ ER ND JA & Ã AN AP novembro 2010

13


Programação

10 8 6 7

9 5

4 1

3 2

Locais das atividades por Zona Zona Sul

Zona Leste

1 - Espaço Cultural Arte e Fato Ponto de Cultura

6 - Espaço Cultural Muiraquitã

R. 10 de Julho. Centro Ao lado do Teatro Amazonas

2 - Livraria Valer

7 - Feira do Coroado

R. Ramos Ferreira, 1195. Centro

Av. Cosme Ferreira, s/n. Coroado

3 - Coletivo Difusão

8 - Centro Comunitário da Igreja Santa Maria Goreth

R. Monsenhor Coutinho, 801. Centro. Próximo ao Hotel do Largo

4 - Palco ATÉ O TUCUPI

Av. Eduardo Ribeiro. Centro

5 - Sinttel. Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Amazonas

R. Alexandre Amorim, 392. Aparecida. Em frente a Igreja N. S. Aparecida 14

Subindo a rua dos Motéis em direção ao Conjunto Petros/Aleixo, primeira a esquerda

abril 2010

R. das Orquídeas, s/n. Jorge Teixeira

Zona Oeste 9 - Praça do Bairro da Glória

Rua Lorival Muniz. Glória

Zona Norte 10 - Terminal 3

Av. Max Teixeira. Cidade Nova


16 | Novembro Terça-Feira 10h #Artes Visuais Interferência Urbana Local: Feira do Coroado

14h #Workshop “Gestão de Mídias para agentes culturais” Facilitador: Thiago Hermido Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

20h #Teatro Performance "...sobre aquilo que percebo..." Cia Cacos de Teatro Local: Praça do Bairro da Glória

15h #Painel “Empreendedorismo na economia da cultura / Cultura como Tecnologia Social” Facilitador: Felipe Altenfelder Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

19h #Workshop “Jornalismo Cultural” Facilitador: Alex Antunes Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

22h #Show The Dust Road

Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

17 | Novembro Quarta – feira

19 | Novembro Sexta – feira

09h #Oficina “Elaboração de Projetos Culturais”

09h #Oficina “Elaboração de Projetos Culturais”

14h #Painel “Comunicação comunitária e alternativa”

14h #Cadeia Produtiva da Cultura “Plataforma - TOQUE NO BRASIL”

Facilitadora: Daniela Teixeira Local: Livraria Valer

Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura Facilitadores: Yussef Abrahim Portal OverMundo Prof. João Bosco - Jornalista Thiago Hermido Comunic. Populares de Base

19h #Cineclube

Tudo Muda após o play

"Quanto vale ou é por quilo?" do diretor Sérgio

Bianchi Local: C. C. Stª Mª Goreth

19h #Cineclube

Tudo Muda após o play

Ciclo de Música

Local: Coletivo Difusão

18 | Novembro

Quinta - feira

09h #Oficina “Elaboração de Projetos Culturais”

Facilitadora: Daniela Teixeira Local: Livraria Valer

14h #Cadeia Produtiva da Cultura “Projeto - Catálogo de Serviços da Cultura do Amazonas” Facilitador: Coletivo Difusão Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

Facilitadora: Daniela Teixeira Local: Livraria Valer

Facilitador: Coletivo Difusão Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

15h #Painel “Modelo de Tecnologias para Gestão de Bandas”

Facilitador: Mini Box Lunar e Cabruêra Local: Espaço Cultural Arte e Fato – Ponto de Cultura

19h #Artes Visuais Interferência Urbana Local: Terminal 3 Cidade Nova

20h #Teatro “Hoje sou um, amanhã sou outro” Cia de Teatro Vitória Régia Local: Sinttel - Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do AM

22h #Show Maracatu Tribo Zaggaia

Local: Espaço Cultural Muiraquitã

20 | Novembro Sábado 09h #Oficina “Elaboração de Projetos Culturais”

Facilitadora: Daniela Teixeira Local: Livraria Valer

15h #Festival Até o Tucupi

Festival de Artes Integradas

Av. Eduardo Ribeiro Centro

Mostra de Artes visuais Grafite ao Vivo Exposição Coletiva Mostra de Audiovisual Exibição de vídeos e Fotografias Intervenções Urbanas Pista de Skate Declamação Poética Performances Corpo de arte Contemporânea 2ª caminhada pela paz e liberdade religiosa 4ª caminhada ZUMBI Movimento Negro Shows Roodie

DJ Carapanã & Jander S/A

Aliases Elisa Maia Snatch João Pestana Tudo Pelos Ares Platinados Mini Box Lunar Tucumanus Cabanos Cabruêra

As inscrições para a programação didática do evento serão feitas no momento de início da atividade, por ordem de chegada e observando o limite de vagas para cada ação. Use a tag #Ateotucupi e acompanhe nossa cobertura nas redes sociais.

Saiba mais sobre o festival acesse

www.festivalateotucupi.blogspot.com


ALÉM DA MÚSICA!!!

PROGRAMAÇÃO COM INTERVENÇÕES

ARTÍSTICAS DURANTE O FESTIVAL

Categorizações rígidas, limites, barreiras. O entendimento da arte há muitos anos evita estes termos. Os conceitos são amplos e conduzem a uma mistura de técnicas, abordagens, segmentos, fazeres e saberes. Os organizadores do ATÉ O TUCUPI se preocuparam em oferecer atividades paralelas que não especificamente são musicais. Uma prática de integração que foi desenvolvida desde os primeiros eventos do Coletivo Difusão, em 2006. Teatro, performance, audiovisual, intervenção urbana, artes plásticas, literatura e mais. Cada obra que será apresentada na programação paralela pode ter algum tipo de interação mais direta com a música, mas o que vale, no final das contas, é aglutinar, fazer encontrar diferentes criadores, ideias e conhecimentos artísticos de forma extensa. Quem pode dizer que na interferência direta dos fotógrafos do grupo A Escrita da Luz, que acompanharão as atividades no dia 20, não está presente a Música - com M maiúsculo? E nas despretensiosas marchinhas criadas em coletivo pela Cia Vitória Régia, e entoadas à capela na apresentação do espetáculo `Hoje Sou Um, Amanhã Outro`, também não? Os vídeos que serão apresentados pelo cineclube Tudo Muda Após o Play - desenvolvido semanalmente durante o ano pelo próprio Coletivo Difusão – têm presença direta da música. Também é bom lembrar que as imagens em movimento, o audiovisual, em sua própria história, usou idéias musicais para se autoconhecer, como a do ritmo. A música participa, inspira e é inspirada a todo o momento por outras obras. Muitos são os exemplos em diversos períodos e lugares do mundo. A ópera para o alemão Richard Wagner (1813-1883) era a ´obra de arte total´ por conta da reunião e valorização de diversos elementos presente neste tipo de espetáculo, para além da música. Tudo tinha sua importância. Em Manaus, essa semana, você vai ter contato com a sinergia das artes neste festival que é de música, mas reservou um espaço para a comunhão. Confira a programação nas páginas 15 e 16.

16

novembro 2010


Negritude e cidadania até o tucupi Atividades do Dia da Consciência Negra e ações socioambientais estarão no Festival Categorizações rígidas, limites, barreiras. O entendimento da arte há muitos anos evita estes termos. Os conceitos são amplos e conduzem a uma mistura de técnicas, abordagens, segmentos, fazeres e saberes. Os organizadores do ATÉ O TUCUPI se preocuparam em oferecer atividades paralelas que não especificamente são musicais. Uma prática de integração que foi desenvolvida desde os primeiros eventos do Coletivo Difusão, em 2006. Teatro, performance, audiovisual, intervenção urbana, artes plásticas, literatura e mais. Cada obra que será apresentada na programação paralela pode ter algum tipo de interação mais direta com a música, mas o que vale, no final das contas, é aglutinar, fazer encontrar diferentes criadores, ideias e conhecimentos artísticos de forma extensa. Quem pode dizer que na interferência direta dos fotógrafos do grupo A Escrita da Luz, que acompanharão as atividades no dia 20, não está presente a Música - com M maiúsculo? E nas despretensiosas marchinhas criadas em coletivo pela Cia Vitória Régia, e entoadas à capela na apresentação

do espetáculo `Hoje Sou Um, Amanhã Outro`, também não? Os vídeos que serão apresentados pelo cineclube Tudo Muda Após o Play - desenvolvido semanalmente durante o ano pelo próprio Coletivo Difusão – têm presença direta da música. Também é bom lembrar que as imagens em movimento, o audiovisual, em sua própria história, usou idéias musicais para se autoconhecer, como a do ritmo. A música participa, inspira e é inspirada

a todo o momento por outras obras. Muitos são os exemplos em diversos períodos e lugares do mundo. A ópera para o alemão Richard Wagner (18131883) era a ´obra de arte total´ por conta da reunião e valorização de diversos elementos presente neste tipo de espetáculo, para além da música. Tudo tinha sua importância. Em Manaus, essa semana, você vai ter contato com a sinergia das artes neste festival que é de música, mas reservou um espaço para a comunhão. Confira a programação nas páginas 15 e 16.

novembro 2010

17


Entrevista:

MINI BOX LUNAR UM OBSERVADOR INCAUTO PODERIA SIMPLESMENTE CLASSIFICAR A BANDA AMAPAENSE MINI BOX LUNAR DE POP/ROCK RETRÔ, BASEADO EM SUAS PRINCIPAIS REFERÊNCIAS E NO VISUAL SETENTISTA DA BANDA. NADA MAIS ENGANOSO. AFINAL, UMA BANDA QUE MISTURA EM SUAS REFERÊNCIAS NOMES QUE VÃO DE CARMEM MIRANDA A DO AMOR, PASSANDO POR NOVOS BAIANOS E PINK FLOYD, NÃO PODERIA SER TÃO FACILMENTE ROTULÁVEL. CRIADA EM 2008 A MINI BOX TEM UMA CIRCULAÇÃO DE FAZER INVEJA A MUITAS BANDAS VETERANAS, TENDO TOCADO EM QUASE TODOS OS ESTADOS DO BRASIL E COM ALGUNS DOS GRANDES NOMES DA MPB, MESMO AINDA NÃO TENDO GRAVADO O PRIMEIRO DISCO. CONFIRA O PAPO QUE TIVEMOS COM OTTO RAMOS E JJ, TECLADISTA E VOCALISTA DA MINI BOX.

18

novembro 2010

A banda, embora tenha apenas dois anos, já circulou por quase todo o país, como o grupo conseguiu dar esses passos tão importantes na carreira? É tudo pensado e programado na gestão de vocês ou as coisas vão se adaptando às necessidades?   As oportunidades foram surgindo e desde o início decidimos investir em circulação. O convite para a coletânea inglesa (que traduzida ficou “Oi! Nova música brasileira”) veio depois de nos verem no Goiania Noise. E também as possibilidades de tocar com uma galera que sempre gostamos: Jorge Mautner, Nelson Jacobina e Jards Macalé. Essa itinerância é por conta do nosso trabalho/ prazer que é o Coletivo Palafita e o Circuito Fora do Eixo.   A Mini Box Lunar é uma das bandas mais fortemente associadas ao Fora do Eixo. Como é a relação de vocês com o circuito?

O circuito devolve o que a pessoa/grupo investe nele. Quanto mais retroalimentamos a rede mais ela apresenta novos rumos.Trabalhos muito aqui no Amapá e nacionalmente, sempre na pegada de “varadouro”, abrindo espaços pra novas bandas e soltando o meme de que “se uma banda do Amapá circula tanto por que eu não consigo circular?”. Assim como as grandes gravadoras estão morrendo, eu acho que São Paulo vai desafogar de tanta banda de outras cidades indo pra lá.    Após a gravação do CD, quais os próximos passos da banda?   O cd será gravado em janeiro com a produção do Miranda e direção do Fabrício Nobre, no Rio (Toca do Bandido). Mas nesse final de semestre ainda temos muita coisa pra cumprir, como shows, palestras e workshops e a viagem pra Índia, fomos convidados pra tocar num grande festival lá, estamos felizes e esperando a hora de embarcar, será mágico. E em 2011 é divulgação do disco, e o que mais pintar, estamos trabalhando, e todo bênção é bem vinda.


Cabruêra

EXPERIÊNCIA EM DOBRO

BANDA SE APRESENTA EM MANAUS E EM MAIS QUATRO CIDADES DO NORTE Ao longo de doze anos de carreira a banda paraibana Cabruêra já apresenta um currículo de fazer inveja para muita gente grande do cenário musical brasileiro. São turnês em vários países europeus e em festivais espalhados pelo Brasil. E o mais curioso é que muitas das conquistas do grupo partiram de ações encabeçadas por eles mesmos, por meio de iniciativas empreendedoras e incentivos culturais. Não é a toa que eles chegam pela primeira vez ao Norte, e com show agendado em Manaus. O grupo, uma das atrações nacionais do ATÉ O TUCUPI, surgiu em 1998, na cidade de Campina Grande, com os estudantes da Universidade Federal da Paraíba Arthur Pessoa (vocal), Pablo Ramires (bateria e percussão), Edy Gonzaga (baixo e vocais) e Leo Marinho (guitarra). Dos shows pela universidade ao festival Abril pro Rock, em Recife, e turnês por cidades europeias. A primeira turnê pela Europa, inclusive, foi

realizada antes mesmo de gravarem o primeiro disco. “Essa experiência de ter feito dez turnês pela Europa foi bem importante na carreira da gente, no amadurecimento profissional e no crescimento humano também. Tocamos em festivais como o Montreux, na Suíça; Womad, na Sicília e no Roskilde, na Dinamarca”, comenta Arthur Pessoa, vocalista e líder do Cabruêra. Com influências que passeiam pelo cancioneiro popular da Paraíba, música eletrônica e rock, o som da banda tem raiz na musicalidade nordestina e isso é presente nos trabalhos desenvolvidos por eles ao longo dos anos. Na discografia estão trabalhos como “Cabruêra” (2000), “Samba da minha terra” (2004), “Sons da Paraíba” (2005) e “Visagem”, esse último lançado esse ano com patrocínio da Petrobras Cultural e produzido pelo percussionista João Parahyba (Trio Mocotó). Atualmente, o Cabruêra está em fase de edição do primeiro DVD da banda, que deve

ser lançado no próximo ano. Para a realização do projeto, o grupo contou com incentivo do programa Rumos do Itau Cultural. E os paraibanos não param, pois estão elaborando uma série de projetos que tem por finalidade criar espaços de circulação em regiões que ainda não tocaram, não só para levar a m´suica que trabalham, mas levando debates e oficinas de autogestão, autoprodução e sustentabilidade dentro do mercado independente brasileiro. O CABRUÊRA JÁ DIVIDIU O PALCO COM ARTISTAS COMO BOB DYLAN E ROGER WALTERS, AGORA A BANDA SE APRESENTA EM MANAUS, BELÉM, BOA VISTA E RIO BRANCO. OUÇA EM: WWW.MYSPACE.COM/CABRUERAMUSIC WWW.CABRUERA.COM.BR.

novembro 2010

19


Roodie A Roodie, formada por Augusto Nunes (guitarra e vocal), Aline Castela (baterista), Gabriel Araújo (baixo) e Thiago Hermido (guitarra), foi formada em 2004. Com influência do rock alternativo e garage rock, a banda irá levar para o palco do ATÉ O TUCUPI músicas do EP “Entrelinhas”, lançado em agosto desse ano. www.tramavirtual.com.br/roodie_manaus DJ Carapanã & Jander S/A A dupla formada em 2008 invade a cena da música local, literalmente, fazendo jus ao termo regionalizar. A principal característica da dupla é satirizar o cotidiano da cultura manauara. Essa irreverência pode ser notada no primeiro CD intitulado “Num vale 1 real”. www.myspace.com/djcarapanaejanders Alíases Formada em 2003, a banda traz influências do britrock e as bandas de rock alternativo americanas dos anos 90. Com o passar do tempo descobriram sua sonoridade e passaram a explorar o português em suas composições, resultando no EP “Rockcídio”, lançado em 2009 contendo 4 músicas. O grupo é formada por Diego Queiroz (baixo), Thiago Queirox (guitarra), Thiago Oliveira (vocal) e Thiago Abominavel ( bateria). www.myspace.com/aliasesrock Elisa Maia Elisa Maia tem trabalhado em uma sonoridade própria que refletirá sua imagem, seu estilo, sua opinião. No ATÉ O TUCUPI, a musicista lançará seu primeiro CD solo no ano que vem e são essas músicas que ela irá apresentar no dia 20. www.myspace.com/elisamaiacantora Platinados Formada em fevereiro de 1997, num cenário propício e legítimo da cena undergroud manauara: o centro da cidade, especificamente a Praça do Congresso. Influenciados por bandas dos anos 70, 80 e 90, os músicos Clóvis Rodrigues (vocal), Léo Macarrão (guitarra), Léo Cólera (contra-Baixo) e Augusto Nunes (bateria). www.tramavirtual.com.br/platinados 20

novembro 2010


Tucumanus Uma mistura de batidas brasileiras e ritmos alternativos para cantar, dançar e refletir sobre temáticas que variam do cotidiano urbano ao regional amazônico. Assim é o Tucumanus, formada por Clóvis Rodrigues (vocal), Mauricio Pardo (frescagens), Denilson Novo (guitarra), Lucas Grana (baixo), Davi Cardoso (percussão) e Ygor Saunier (bateria). www.tramavirtual.com.br/ostucumanus Cabanos Tendo o Movimento Hip Hop Manaus e suas ações como base, o Cabanos esteve presente em eventos importantes e celebrações na cidade. Hoje, DJ Marcos Tubarão, S Preto, Nego Juca e Nego Elio são mais que um grupo de rap ou simplesmente da Cultura Hip Hop. São uma grande família, com adeptos em toda a cidade de Manaus - pessoas com afinidades e pensamentos em comum. www.myspace.com/grupocabanos Snatch Formada por Bruno Brandão (baixo), Henrique Martins (bateria), Sergio Enrique (guitarra) e Mauricio Gomes (voz), a banda traz uma proopsta de rock progressivo e alternativo com músicas próprias, compostas em inglês. A banda está, no momento, em seu estágio préprodução de EP, preparando-se para adentrar em estúdio de gravação e planeja fazer o seu lançamento. www.myspace.com/bandasnatch João Pestana Tendo no currículo duas demos, “HIPHARDROCKN´MOVE” e “JOÃO PESTANA”, a banda João Pestana está em pré-produção do primeiro CD, que traz uma mistura de rock’n’roll e hiphop com um som intenso e pesado. Atualmente é formada Marcelo Lima (baixo), Rubem Jr (bateria), Leonardo Lima (guitarra), Thiago Pascarelli (voz) e DJ Manuel Portuga. tramavirtual.uol.com.br/artistas/joao_pestana_am Tribo Zaggaia O Tribo Zaggaia - formado por Marcelo Japa (violão, voz e percussão), Dheik Praia (voz e percussão), Julia Linhares (voz e percussão), Matheus dibob (voz e percussão), Matheus (voz e percussão) e Leo (voz e percussão) - é uma iniciativa de indivíduos, estudantes, cidadãos da Universidade Federal do Amazonas que trata de temas regionais como desmatamento, queimadas, folclore, mitologia, etnias e assuntos regionais em geral. tramavirtual.uol.com.br/tribozaggaia The Dust Road Desde 2006 - como antiga Contexto e agora The Dust Road - traz um trabalho voltado ao estilo Blues/Rock, além disso, suas canções buscam inspirações nas bandas clássicas das décadas de 60 e 70, Jimi Hendrix, Ten Years After. Tudo isso focado em composições próprias. Hoje o grupo é formado por Cahê Paixão (guitarra e vocal), Leo Cólera (contrabaixo e vocal), Collins Freitas (teclados e vocal) e Gil Santos (bateria). www.jamendo.com/br/album novembro 2010

21


to à n e Fo m i d a d e s ativ sticas artí

Sebrae-AM vai investir R$ 400 mil na capacitação de empreendedores culturais

Órgão de apoio ao microempresariado busca parcerias para desenvolver projetos; objetivo é estimular e qualificar, em vários segmentos, a cadeia produtiva da Cultura Produtores, artistas, empresários e demais empreendedores culturais: vocês têm a faca e o queijo nas mãos. Por meio de dois projetos que serão desenvolvidos até 2014, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM) pretende investir na produção artística local e fomentar a geração de atividades baseadas na cultura e criatividade. Na prática, o órgão já reservou cerca de R$ 400 mil para financiar, nos próximos 48 meses, ações como workshops, oficinas, consultorias, participação em exposições e catálogos – todos referentes a atividades culturais desenvolvidas no Amazonas. Os objetivos dos projetos contemplam boa parte das necessidades artísticas locais: capacitação técnica e profissional dos empreendedores culturais do Estado; criação e qualificação de conteúdos, produtos ou serviços relativos à cultura; divulgação e promoção das atividades em grandes centros de consumo; auxílio na captação de recursos e patrocínios; e identificação de oportunidades e gestão de negócios culturais. As metas são ousadas: entre outros itens, constam aumentar os faturamentos baseados em atividades culturais de entretenimento; intensificar a presença de artistas amazonenses nas emissoras de rádio e tevê e ampliar em 15% os investimentos feitos por atores sociais em projetos que contemplem música e entretenimento. Os públicos alvos dos dois projetos – intitulados “Copa 2014 – Cultura, Negócios e Entretenimento” e “Núcleo de Cultura e Negócios do Amazonas” – são profissionais ligados às artes visuais, cênicas, performáticas, ao segmento audiovisual, à moda, ao design, à música independente, a companhias de dança e teatro.

A princípio, três cidades serão atingidas pelos projetos – além de Manaus, também vão entrar no trabalho produtores culturais de Barcelos e Parintins. Os interessados em participar dos projetos podem procurar a sede do Sebrae-AM, situada na Avenida Leonardo Malcher 924, Centro. Também é possível fazer ligações gratuitas para o 0800-570-0800.

22

novembro 2010


CENÁRIO

Informes do cenário manauara

Projeto solo à vista

O trabalho, segundo o vocalista, tem algumas canções melancólicas, outras puxando para um lado mais crítico, com muita acidez, e algumas que soam voz é violão. Algumas dessas músicas, inclusive, também serão aproveitadas para a Underflow. É esperar para conferir o que vem por aí.

Longe de casa, bem mais que uma semana! Da namora e também da banda Underflow - da qual é guitarrista e vocalista Amauri Frasão está na Espanha acompanhando a mãe a trabalho e aproveitou os ares europeus para começar um novo projeto musical, ainda sem nome, mas que tentar fugir do compromisso sonoro proposta por sua banda.

“O primeiro ponto desse projeto é a liberdade de experimentar sem a obrigatoriedade de um ‘som’ da underflow. Posso fazer coisas sem a marca da banda mesmo que seja com a minha voz e a minha guitarra”, comenta Frasão, lembrando que longe da namorada e com um lugar super inspirador como esse, a imaginação dele está a mil.

Amauri Frasão, guitarrista e vocalista da Underflow, busca novos experimentos sonoros em projeto solo

Trash metal amazonense ganha o Brasil O som pesado das bandas amazonenses também são destaque no cenário nacional de heavy metal. Não é tôa que a Evil Syndicate, formada por Miguel Feitosa (Baixo e Vocal), Marlon Lacerda (Guitarra) e Braitner Ventilari (batera) levou o nome do Estado para dois grandes festivais do gênero: o ForCaos, que acontece no Ceara; e o Go Mosh Festival, realizado em Goiania. A banda dividiu o palco com importantes grupos como Death Angel, dos Estados Unidos; Maldina, do Rio de Janeiro e Korzus, de São Paulo.

A Evil Syndicate foi destaque na programação dos festivais Go Mosh Festival e ForCaos

O grupo levou para essas apresentações, músicas do álbum “War metal desvas”, trabalho que resume um a carreira de mais de dois anos da Evil Syndicate no cenário de metal amazonense.

Ouça o trabalho da Evil Syndicate no myspace.com/evilsyndicate

novembro 2010

23


toquem

ROCK! T

er uma banda que produza e toque músicas próprias em Manaus é sinônimo de procura por dificuldades. Todos que resolveram enveredar por este caminho tem em comum a mesma reclamação: os bares preferem bandas “covers” e os eventos voltados para este segmento, são poucos. Mas, há três anos, esta história começou a mudar. Mais precisamente em outubro de 2007, três músicos resolveram unir forças para organizar o “Toca Rock” e mudar este quadro. Integrantes da banda Playmobil, Carol Magnani (guitarra), Henrique Magnani (bateria) e Albemizio Junior (contrabaixo) idealizaram um evento que primaria pelos trabalhos autorais. E é a partir daqui que estes músicos começaram a mudar o cenário independente local.

24

novembro 2010

A proposta do primeiro evento para músicos autorais surgiu em parceria com o dono do bar Toca da Sinuca, Ricardo Mota. A banda já havia tocado um ano atrás no estabelecimento, e o empresário pensou que seria uma boa idéia chamá-los novamente, mas desta vez com uma maior constância. A idéia do nome Toca Rock surgiu de Albemízio, que juntou o nome do lugar ao estilo tocado pelas bandas que viriam a se apresentar durante o evento. Fomentar o cenário independente local era o puro e simples objetivo do evento, conta Carol. “Nas 21 edições do Toca Rock durante estes três anos, acredito que apenas umas seis vezes aconteceram tributos. Nosso objetivo é abrir espaço para o trabalho autoral manauense”, revela. E o público de Manaus aceitou bem o evento? Carol afirma que sim. Segundo ela, existem muitas pessoas que vão a convite da banda, mas hoje, com o evento

consolidado, muitas pessoas vão em qualquer Toca Rock, independente da banda que irá se apresentar. “Hoje já observamos que nem todos vão a convite das bandas, o evento evoluiu muito bem”, revela. Atualmente, a maioria das vezes são as bandas que procuram os organizadores para se apresentar, e não o contrário. Com a demanda, a Playmobil procura unir estilos próximos nas apresentações, “até para não misturar muito os públicos”, conforme Carol salienta. E se você perdeu qualquer uma das 21 edições anteriores, não se aflija! Dia 20 de novembro, às 22h30, as bandas Mezatrio, Nicotines e Crushd Sardines se juntam no Toca da Sinuca para a 22ª edição do Toca Rock, trazendo muito som independente para os bons apreciadores tão ávidos por músicas novas. Entre em contato: 9281005906 carolmobi@gmail.com


BODDAH DICIRO, EXEMPLO DE ADMINISTRAÇÃO DE CARREIRA

S

ou um admirador confesso da banda Boddah Diciro, do Tocantins. Não só de seu som, onde guitarras grunge e vocais alternativos quase sempre em inglês expressam dramas universais, triviais ou não. Me agrada também a forma como Samia e Beto (guitarras e vocais), Dan (baixo) e Dídia (bateria) administram sua carreira. Numa época em que a alavra de ordem para muitos artistas parece ser estar em evidência a qualquer custo, a Boddah estuda bem cada passo que dá, ser se deslumbrar com as conquistas que obtém. Assisti a Boddah tocar no Festival Varadouro, em Rio Branco, em setembro

de 2008. De lá, os quatro seguiram para Goiânia gravar seu primeiro CD, Strange. O disco saiu em outubro de 2009, dentro do Compacto. Rec, projeto de lançamentos virtuais do Circuito Fora do Eixo. O clipe de “Strange”, dirigido por Caio Bretas, premiado em agosto de 2009 no 2º Festival de Videoclipes Independentes de Miracema, Tocantins, foi lançado apenas em maio de 2010, simultaneamente no site da banda www.boddahdiciro.com – e no Som do Norte. O quarteto preferiu aguardar a entrada no ar de seu site para só então divulgar o clipe. O duplo lançamento foi um dos pontos altos do primeiro semestre da Boddah, que começou 2010 tocando nos Gritos Rock de Anápolis e de Palmas. Em março, o Strange

foi destacado como “Disco do Mês” do Som do Norte. Em abril, Regis Tadeu, colunista do Yahoo! Música, apontou a Boddah Diciro como um dos “novos expoentes do rock nacional”, junto a bandas como Black Drawing Chalks, cujo CD Life is a Big Holiday for Us foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o melhor disco brasileiro de 2009. Desde então, a Boddah tem tocado em festivais como o 7º PMW Rock (Palmas) e a Bolha Cultural (Anápolis, Goiás), enquanto começa a pensar no segundo CD, ainda sem falar em datas. Tenho certeza que a espera será compensada!

Por

Fabio Gomes

somdonorte.com.br

novembro 2010

25


A Escrita da Luz

26

novembro 2010


novembro 2010

27


28

novembro 2010

Intera #01  

A INTERA é uma revista de publicação trimestral e gratuita sobre música independente do Amazonas que foi lançada em 26 de junho de 2010. A p...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you