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Aventura: Guia de como e o onde curtir os melhores picos no inverno

Conteúdo que acompanha o seu ritmo Ano 4 | Número 25 | 2013 ISSN 2238-7943

Preço sugerido: R$12,00

Acontece:

Acompanhe o melhor da 23ª Fitness Brasil Intrernacional Aquáticos:

Adriano de Souza: Ícone da nova geração do surf Brasil Olímpico:

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Álvaro José: A voz das Olimpíadas

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thiago pereira

“Quantos atletas não perdemos por não ter uma piscina ou um tatame decente?”


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[ Ano4 | NĂşmero25 ] 2013

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Persista nos seus sonhos

S

onhar, palavra que nos leva a uma viagem do imaginário, que nos permite chegar em qualquer local e nos traz sensações de alegrias e até de ansiedade. O sonho é livre, democrático, privado, exclusivo. Não precisamos dar satisfações sobre nossos sonhos, tampouco alguém poderá interpretá-los e julga-los. O sonho não se trata daquelas “visões” costumeiras que temos ao dormir, mas sim algo que nos ajuda a traçar objetivos e principalmente transpor metas. Foi por causa desse sonho que o nadador Thiago Pereira, conquistou o seu primeiro feito olímpico. A tão sonhada e perseguida medalha veio durante a prova dos 400m medley, nas Olimpíadas de Londres 2012. Não foi o ouro, é verdade. Mas uma prata com um sabor mais do que especial. O brasileiro superou seus “traumas” de Jogos passados (quando sempre terminava na quarta colocação), e principalmente bateu o “monstro” Michael Phelps. O sonho, antes impossível, do almejado pódio olímpico se tornou real. Aos 24 anos, o nadador - capa dessa edição 25 - nos detalha seu caminho até a medalha e reafirma sua posição política em relação ao desenvolvimento do

esporte de alto rendimento no país. A mesma bandeira também é defendida pela “Voz das Olimpíadas”, Álvaro José. O narrador que esteve em mais de nove edições dos Jogos Olímpicos, revela alguns “causos” e os momentos que mais lhe marcaram ao longo de seus 33 anos de carreira. Carreira que se mostra muito promissora para a nova geração do surfe brasileiro. Paulista de nascimento, Adriano de Souza, sabe que a pressão por estar no topo é grande, mas com seu jeito “Mineirinho”, ele contorna as cobranças e acredita que a hora de se tornar campeão mundial está perto. Também trazemos com exclusividade o melhor da 23ª Fitness Brasil Internacional, evento que é uma marca do segmento de bem-estar no país. A Endorfina foi escolhida como a Revista Oficial e fez uma cobertura completa da feira que recebeu mais de 80 mil pessoas. As conquistas, os resultados, e a felicidade são possíveis quando nos dedicamos na busca de um bem comum. Então, planeje suas metas e vá em busca de seu ideal. Afinal, sonhar é permitido e a realização ainda mais prazerosa! Boa leitura!! Diogo Patroni / Diretor de Redação

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expediente Ano 4 | Número 25 | 2013 - Thiago Pereira

AventurA: GuiA de como e o onde curtir os melhores picos no inverno

EXPEDIENTE Diretor Executivo e Publisher: Michel Kaminski Diretora Administrativa: Caroline Kaminski Gerente Executivo: Felipe Corso Gerente de Vendas: Géssica Souza

Conteúdo que acompanha o seu ritmo Ano 4 | Número 25 | 2013 ISSN 2238-7943

Preço sugerido: R$12,00

EDITORIAL Diretor de Redação e Jornalista Responsável: Diogo Patroni Revisão e Edição de Texto: Diogo Patroni Colaboradores: Camila Marques, Eliezer dos Santos, Érica Brito, Felipe Araujo, Fernanda Dias, Flávia Ribas, Henrique Mota, Paulo Gervino, Rodrigo Furlan e Tatiana Coelho

ARTE E FOTOGRAFIA Projeto Gráfico e Diagramação: Vitor Gomes www.estudiolia.com.br Imagens: Divulgação

CAPA Thiago Pereira Foto: Valtreci Santos/AGIF

CONSELHO EDITORIAL Walter Feldman Thiago Lobo

ENDORFINA Rua Mont Kemel, 36 - Vila Água Funda CEP: 04155-030 São Paulo-SP Tel: 3227-9555 ou 3228-8696 redacao@revistaendorfina.com.br www.revistaendorfina.com.br

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AdriAno de souzA: Ícone dA novA GerAção do surF BrAsil olímpico:

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álvAro José: A voz dAs olimpÍAdAs

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“QuAntos AtletAs não perdemos por não ter umA piscinA ou um tAtAme decente?”

AGRADECEMOS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E EDUCAÇÃO FÍSICA QUE NOS AJUDARAM NESTA EDIÇÃO: A equipe de jornalismo da Revista Endorfina agradece a todos os profissionais das diversas áreas de conhecimento que nos ajudam a construir o conteúdo desta publicação. Enfatizamos que as declarações emitidas por entrevistados e os artigos assinados não representam necessariamente a opinião da Revista

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índice

Coma Bem

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Sopas: Receitas saborosas e nutritivas para se aquecer no inverno

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24 Bastidores da 23ª Fitness Brasil Internacional

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brasil olímpico

Case Netshoes: Conheça a trajetória da número 1 da internet

Álvaro José: O verdadeiro símbolo das Olimpíadas no Brasil

98 Aquáticos

Trilhas com a magrela: Enfrente desafios com a mountain-bike

No encalço de Slater: Adriano de Souza busca o título mundial

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110 na moda

aventura

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entrevista

duas rodas

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Testosterona, ZMA, GH: Diferenças entre hormônios e suplementos

acontece

capa Thiago Pereira: O Tubarão de VoltaRedonda

suplementos

Saiba onde se divertir e curtir melhor o inverno

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Segunda pele: A aliada dos treinos em baixas temperaturas

Curtas 14 | Beleza Pura 20 | Vida Saudável 28 | Espaço Treino 50 | Espaço Saúde 52 | Espaço Wellness 54 | Na Academia 56 Equipados 60 | Maratona 80 | Tendência 84 | Brasil 2014 92 | Radicais 114 | Nocaute 124 | Pilates 134 Endorfina em Ação 138 | Fitness Shop 140 | Sô Frazão 144 www.revistaendorfina.com.br


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Curtas

CURTAS 15ª Rio Sports Show retoma padrão De 27 a 29 de junho, a Revista Endorfina, deu as caras na cidade Maravilhosa, em função da 15ª Rio Sports Show. O evento realizado no Centro de Convenções SulAmerica, no Rio de Janeiro, recebeu mais de nove mil pessoas durante os três dias e movimentou aproximadamente R$ 45 milhões. Para 2013, a grande novidade foi a “retomada” de uma feira exclusiva ao mercado de fitness e bem-estar, com equipamentos, acessórios, Pilates, treinamento funcional, além da Zumba e demais novidades para o segmento.

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Edge Life Sports completa um ano

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No último mês de junho, a academia Edge Life Sports, localizada no bairro de Santana (Rua Pedro Doll, 564), em São Paulo, comemorou seu primeiro aniversário em grande estilo. Com investimento de R$ 20 milhões, e distribuída em oito andares, a Edge é considerada uma das maiores academias do Brasil, e possui uma frequência média de 2.500 alunos por mês. “Em nosso primeiro ano, eu vejo que o balanço foi positivo. A nossa academia preza pelo conceito família e aqui temos atividades tanto para crianças e adultos”, destaca o proprietário Eduardo Arnatut, que pretende abrir unidades da Edge também nas zonas Oeste e Leste, nos próximos anos. Para mais informações acesse: www.edgelifesports.com.br

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Puma fecha acordo com a Runner Os 500 profissionais das unidades da rede de academias Runner, agora passam a usar Puma. A marca será responsável pela confecção dos uniformes personalizados, calçados e acessórios dos colaboradores, que vestirão peças das linhas fitness e running, incluindo os tênis Faas. A Puma também vai promover eventos, aulas especiais e ações com os alunos da rede.


A vida de Djoko Atual número um do tênis, o sérvio Novak Djokovic teve sua vida retratada pelo jornalista Blaza Popovic, no livro “A Biografia de Novak Djokovic”. A publicação traz fotos e detalhes da carreira e da infância de “Djoko, que na década de 90, presenciou a Guerra Civil pela Desfragmentação da antiga Iugoslávia; além do apoio dos pais que permitiram ao então garoto ser atleta profissional, e assim realizar o sonho de se tornar número um do mundo. Com tiragem de oito mil exemplares, o livro chega ao Brasil pela editora Évora. Para mais informações acesse: www.editoraevora.com.br

Bodytech inaugura academia Classe A+

Ribeirão recebe caravana do ENAF

A rede Bodytech inaugurou recentemente a unidade Iguatemi, localizada no Shopping Iguatemi, em São Paulo. O local se destaca pelo requinte e sofisticação, além de “mimos” para os 1.200 alunos (número limitado). Projetada pelo arquiteto Isay Weinfeld, a academia de 2.100m² oferece um ambiente mais “clean” que preza pela iluminação natural, ambientes diferenciados como lounges e amplos vestiários que primam pela individualidade dos frequentadores. Além de uma equipe multidisciplinar que oferece consultas e acompanhamento personalizado. Para mais informações acesse: www.bodytech.com.br

Ainda no calendário de eventos, entre 21 e 23 de junho, Ribeirão Preto sediou o 2º Encontro Nacional de Educação Física – ENAF, no Centro de Eventos Pereira Alvim (Av. Maurílio Biagi, 1.800). A edição foi baseada no tema “valorização e capacitação profissional”, uma vez que foram realizados 35 cursos para mais de dois mil participantes em 13 áreas. O Encontro também promoveu aulas de bike indoor, torneio de judô para as crianças e mini festival de academias. Para mais informações acesse: www.enaf.com.br

cursos

2ª Meeting Brasileiro de Nutrição Esportiva A 2ª edição do Meeting Brasileiro de Nutrição Esportiva acontece no dia 5 de outubro, na Fecomercio, em São Paulo. O objetivo do evento é discutir temas sobre os benefícios da atividade física e da nutrição no desempenho de atletas e praticantes comuns, também na prevenção e tratamento de doenças. Dentre os participantes destaque para: Marcelo Carvalho, nutricionista e educador físico; Rodrigo Abdala, farmacêutico; Patrícia Bertolucci, nutricionista; Fábio César dos Santos, cardiologista; Débora Valadão, nutricionista e Henry Okigami, farmacêutico. Para mais informações acesse: www.nutricaoesportivabrasil.com.br

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coma bem

A cara do

inverno Sopas são ótimas opções para se aquecer do frio sem deixar de lado a qualidade nutricional e o sabor

Por Érica Brito

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inverno chegou! É bem comum durante a estação mais fria do ano sentirmos mais fome e menos disposição para praticar atividades físicas. A “junção” perfeita para ganhar uns quilinhos a mais. No entanto, um dos mais famosos “pratos de inverno” pode ser a pedida perfeita, pois oferece não só sabor, como também um alto valor nutricional. São elas: as sopas. Com macarrão, legumes, proteínas, em forma de creme ou caldo, as sopas além de aquecer são ricas em nutrientes, e possuem poucas calorias. “A sopa ou os caldos são sempre bem-vindos para o aquecimento corporal, mas é bom lembrar que se quiser colocar um carboidrato, por exemplo, o ideal é dar preferência aos integrais”, afirma o Dr. Rogério Padovan, médico especializado em Medicina Esportiva e Nutrologia pela USP. Ele ainda acrescenta que dependendo da ocasião e do propósito, ingredientes como fibras e proteínas (carne, frango, peixe, ovo), podem ser boas escolhas. A nutricionista Juliana Guedes Simões Gomes, gerente de Gastronomia do Hospital do Coração (HCor), ressalta que a sopa pode servir como entrada, ou prato principal. Mas quando é consumida apenas como um complemento é preciso

Um prato de sopa pode oferecer todos os ingredientes necessários para uma dieta balanceada podendo ser consumido tanto no almoço como no jantar atentar à quantidade que vai ser ingerida. Já no caso da sopa ser a única refeição, há a possibilidade de “abusar” um pouco mais acrescentando elementos mais calóricos. “É muito importante levar em consideração os ingredientes na hora de escolher a quantidade e o sabor que se vai tomar”, diz. Um prato de sopa pode oferecer todos os ingredientes necessários para uma dieta balanceada podendo ser consumido tanto no almoço como no jantar. Não existe nenhum tipo de restrição para degustá-las, mas vale lembrar que o consumo excessivo de qualquer tipo de alimento pode ser prejudicial à saúde. “As pessoas tem a ideia de que qualquer tipo de sopa é menos calórica do que uma

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refeição, o que nem sempre é verdade”, complementa a nutricionista. Verduras, legumes, carnes magras, feijão e outras leguminosas, alimentos ricos em carboidratos e temperos naturais, são algumas das dicas de ingredientes que podem compor uma sopa balanceada.


Menos frio e mais nutrição A gerente de Gastronomia do HCor Juliana Guedes Simões Gomes, dá dicas de receitas saudáveis nutritivas e apetitosas

Sopa de abóbora com queijo branco e tomilho Tempo: 40 minutos Porção: 1 prato fundo ou 250ml kcal/porção:173 Ingredientes: 4 colheres de sopa de azeite 1 cebola média cortada em cubos pequenos 1 dente de alho grande picado 1 kg de abóbora japonesa descascada e cortada em cubos médios 1 ½ litro de água 2 colheres de chá rasas de sal 1 colher de chá de tomilho fresco picado 250 g de queijo branco em cubos pequenos Modo de preparo: Em uma panela aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue a cebola, em seguida acrescente o alho. Assim que estiver dourado acrescente a abóbora, misture bem e com a água e o sal. Deixe cozinhar por 20-30 minutos, ou até que a abóbora esteja bem cozida. Bata no liquidificador. Despeje a sopa de volta à panela, deixe ferver. Enquanto isso, em uma frigideira, aqueça 1 colher de sopa de azeite salteie o tomilho picado por alguns segundos e adicione à sopa. Misture bem e desligue o fogo. Com o fogo desligado, salpique o queijo cortado em cubinhos.

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Sopa de legumes ao pesto de ervas Tempo: 40 minutos Porção: 1 prato fundo ou 250ml kcal/porção: 211 Ingredientes: 3 colheres de sopa de azeite 1 cebola média cortada em cubos pequenos 1 dente de alho grande picado 1 cenoura grande cortada em rodelas finas 4 xícaras de chá de água 1 colher de chá rasa de sal 150 g de vagem palito 1 abobrinha (tipo italiana) com casca cortada em rodelas finas Pesto de ervas 1 colher de sobremesa de azeite 1 colher de sobremesa de tomilho picado 1 colher de sobremesa de manjericão 1 colher de sobremesa de sálvia Modo de preparo Em uma panela aqueça o azeite, refogue a cebola e em seguida acrescente o alho. Assim que estiver dourado coloque as rodelas de cenoura, refogue nos temperos e adicione a água e o sal. Deixe ferver, adicione a vagem e por último as rodelas de abobrinha. Deixe cozinhar até que os legumes estejam macios, mas sem desmanchar. No liquidificador bata metade da quantidade de legumes cozidos com a água do cozimento. Volte para a panela e deixe ferver. Para o pesto de ervas misture o azeite e as ervas e despeje à sopa antes de servir.

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coma bem Sopa de feijão com carne e legumes

Dica Tempo: 2 horas Porção: 1 prato fundo ou 250ml kcal/porção: 211

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Ingredientes: 300 g de feijão (tipo carioca) 2 litros de água quente 3 colheres de sopa de azeite 1 cebola média cortada em cubos pequenos 1 dente de alho grande picado 200 g de carne magra (tipo músculo) cortada em cubos pequenos ½ cenoura cortada em cubos pequenos ½ chuchu cortado em cubos pequenos ½ abobrinha (tipo brasileira) cortada em cubos pequenos 4 colheres de chá rasas de sal 2 colheres de sopa de salsa picada

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Para esta sopa podem ser aproveitadas sobras de feijão do dia anterior ou congeladas por até 20 dias. Modo de preparo: Em um recipiente deixe o feijão de molho em 1 litro de água quente por 30 minutos. Despeje o feijão com a água em uma panela de pressão, acrescente mais 1 litro de água quente e deixe cozinhar por aproximadamente 35 minutos ou até que esteja bem cozido. No liquidificador bata metade dos grãos, volte para a panela e reserve. Em outra panela, aqueça o azeite, doure a cebola e o alho adicione a carne, e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos. Em seguida cozinhe os legumes até ficarem macios. Acrescente a carne com os legumes cozidos ao feijão, adicione o sal, misture e deixe ferver. Finalize com salsa picada.


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beleza pura

cortes

e cuidados

SAIBA TUDO sobre as madeixas masculinas Preocupar-se com os cabelos não é coisa apenas para as mulheres. Eles também merecem cuidados especiais Por Fernanda Dias

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Charles Veiyga, cabelereiro do Salão CKamura São Paulo

odos sabem e não é novidade para ninguém, mas os homens estão cada vez mais vaidosos. Não é de hoje que a maioria tem uma preocupação maior quando se trata dos cabelos. Passam gel, pomada, cera, fazem relaxamento, hidratação, usam secador, tingem, enfim, quase tudo o que as mulheres utilizam. De acordo com a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o Brasil ocupa o segundo posto entre os con-

sumidores de produtos lançados para o público masculino, perdendo apenas para os Estados Unidos. Segundo a dermatologista, Selma Lima, os fios masculinos requerem tantos cuidados quanto os femininos. “Devido ao hormônio masculino, o couro cabeludo dos homens cresce mais rápido, é mais brilhoso e resistente. Porém, os cabelos são um pouco diferente por conta da influência hormonal, que faz com que tenham mais tendência à oleosidade, caspa e a temida queda”.

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O cabeleireiro Charles Veiyga, profissional renomado do salão CKamura São Paulo, explica que os principais cuidados começam na hora de lavar o couro cabeludo. “A escolha do shampoo faz toda diferença. Sugiro um anti resíduos, ideal para limpar os cabelos. Muitos homens usam pomadas e leave ins que deixam esses resíduos. Esse tipo de produto limpa e evita acúmulos, oferecendo brilho e viço, evitando a caspa. Há também excelentes shampoos especiais anti caspas no mercado”. Há também aquela dúvida sobre os produtos e suas qualidades. Mas os profissionais comprovam que o uso de gel, pomadas e cremes para modelar as madeixas não estragam os cabelos. “Hoje em dia os produtos são ultra tecnológicos e podem ser usados diariamente sem problemas. A dica é escolher cosméticos de boa qualidade e com referências. Para garantir que os fios estejam intactos no dia seguinte, a dica é lavá-los bem e nunca dormir com esses produtos no cabelo”, ressalta. Para a estação mais fria do ano, Fernando Nadaleto, Hairstylist do CKamura Campinas, dá a dica. “O melhor cuidado é não lavar com água quente, isso danifica os fios e aumenta a produção de seborreia, causando descamação, oleosidade e deixando o couro cabeludo sensível. Essa recomendação é válida para todo o ano. Mas é no inverno que costumamos


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beleza pura a lavar os cabelos com água mais quente que o normal”. Diariamente os homens também não podem descuidar das madeixas. Fernando afirma que hoje em dia o que não pode é ter preguiça. “O cabelo faz parte da construção de uma boa imagem, tanto para o trabalho quanto para a vida social. Os homens devem procurar um profissional qualificado e de confiança para indicar os melhores produtos para usar nos fios. Utilizar um bom shampoo, uma boa pomada ou cera, sempre manter o corte e se o cabelo estiver ressacado é indicado fazer hidratação mensalmente”.

Corte versátil O homem moderno tem a necessidade de se apresentar classicamente no trabalho e descontraído para ocasiões informais como encontro com amigos, festas de famílias, entre outros eventos. Fernando Nadaleto, Hairstylist do CKamura Campinas, diz que o corte mais pedido no salão é o cabelo dois em um. “Eles querem um corte clássico e arrumado para o trabalho, mas que possa ser facilmente transformado a noite. Um modelo que seja mais bagunçado e desalinhado, por exemplo, para ser usado nas festas e encontros com amigos”.

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Aparência

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O advogado, Bruno Franzini de 28 anos, é super vaidoso e segue à risca as dicas de beleza. Está sempre de olho nas tendências, procura manter os cortes da moda, utiliza produtos disponíveis no mercado, testa as novidades... Enfim, se preocupa com sua aparência e gosta de se sentir bonito. “Hoje em dia há uma infinidade de cosméticos legais à venda e eu como sou um homem curioso, gosto de testar e descobrir o que fica bom ou não. Além disso, meus fios quando crescem acabam ficando encaracolados e eu não gosto muito. Por isso, acho importante usar e abusar desses recursos para garantir um resultado satisfatório”. Franzini conta que vai ao cabeleireiro todo mês. “Eu percebo que se fico mais de 30 dias sem cortar novamente meu cabelo, acabo perdendo o corte. Então, procuro ir ao salão a cada 30 ou 40 dias no máximo”. E o advogado afirma aos risos, “isso já é não é mais coisa de mulher. Assim como cuidar dos cabelos, muitos homens utilizam os serviços de manicure, pedicure, massagens, entre outros. Não é o meu caso, não sou tão metrossexual assim. Mas acho besteira quem possui o preconceito de que ser vaidoso significa não ser másculo. Muito pelo contrário, prova que você é preocupado e quer o melhor ao investir em sua aparência”. O modelo Felipe Wenzel de 26 anos concorda com Bruno e ainda comple-

Fernando Nadaleto, Hairstylist Salão CKamura Campinas

Hoje em dia há uma infinidade de cosméticos legais à venda e eu como sou um homem curioso, gosto de testar e descobrir o que fica bom ou não ta, “meu trabalho é estar na moda, com uma aparência impecável e um cabelo bem cuidado. Por isso, é imprescindível ter uma boa alimentação, malhar e claro, cuidar muito bem dos cabelos”. Para Wenzel, apostar na aparência é apostar em você. “A valorização da estética hoje em dia é utilizada tanto por mulheres quanto por homens. Estamos

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no século XXI, onde cada vez mais as pessoas são preocupadas com aparência e bem-estar. Todos querem se sentir bonitos e mais jovens. Não vejo motivo de não apostarmos nesses recursos e utiliza-los ao nosso favor. O quadro só começa a ficar preocupante quando a pessoa se deixa levar e fica escravo da vaidade”. Segundo a psicóloga Aline Favaro tornar-se prisioneiro da beleza é algo muito comum. “Com a necessidade e cobrança de estar sempre bonito, arrumado, com a roupa e o corte da moda, diversas pessoas acabam não catalisando isso de forma saudável e se tornam fissuradas em beleza, malhação, entre outros itens. E preciso cautela e bom senso. Ser preocupado com a aparência e seguir tendências são peças fundamentais e normais dos seres humanos. O que não pode acontecer é deixar se levar e acreditar que isso é a coisa mais importante da sua vida”.


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suplementos

Hormônios x Entenda as principais diferenças e saiba a importância de suplementos à base de ZMA, Ornitina e Arginina Por Diogo Patroni

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estosterona, GH e ZMA são termos frequentes na indústria de suplementos alimentares, principalmente entre os adeptos da musculação. Mas é importante salientar a diferença entre os nomes para que não ocorram equívocos. Primeiro, Testosterona e GH são hormônios e não são encontrados em suplementos. Segundo, o aporte só é feito mediante orientação médica. Terceiro, ZMA é um composto à base de Zinco e Magnésio que estimula a produção de testosterona pelo organismo. Esclarecidos os contrapontos, a Endorfina ouviu especialistas, destaca o papel da indústria e revela como é possível “melhorar” a produção hormonal? De acordo, com o endocrinologista Rafael Knack, o organismo produz testosterona de maneira endógena, ou seja de forma natural e o consumo por outras vias é feito apenas sob acompanhamento clínico. “Hormônio não é nutriente. Os hormônios são substâncias produzidas pelo corpo humano, com funções muito específicas. Os tratamentos hormonais são utilizados para distúrbios e ‘deficiências’. É o caso do GH que combate o déficit de crescimento, ou do hormônio tireoidiano utilizado contra o hipotireoidismo”, explica. O endocrinologista também reitera as diferenças entre suplementação e reposição hormonal. “A reposição hormonal é indicada, após a detecção de quedas nos níveis hormonais. É feita através de critérios médicos e com acompanhamento

Fotos: Divulgação

clínico do paciente. Os suplementos são fontes de nutrientes para o corpo, e não estão relacionados ao uso de hormônio”, descreve o especialista, que completa. “Nenhum suplemento contém testosterona. Com exceção de ‘pré-hormonais’, proibidos em diversos países e que podem trazer grandes prejuízos à saúde”.

Estimuladores A função das fabricantes de suplementos alimentares é auxiliar no ganho de nutrientes, mas não há como suplementar hormônios, então algumas alternativas são os produtos que estimulam a produção natural pelo organismo. Entre os principais destacam-se: ZMA: O Composto formado por Zinco, Magnésio e vitamina B6, é um destes produtos “estimuladores”. “Se o

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nível de zinco está muito baixo, isso faz com que a glândula hipófise não libere os hormônios que auxiliam na produção de testosterona”, explica a nutricionista esportiva do departamento técnico da


Suplemento DNA (Design Nutrição Avançada), Liliane Gonçalves. O mineral também está presente em alimentos como: ostras cruas, queijos, peru e arroz. “Todos são fonte natural de zinco, mas quando aliado com o magnésio e a vitamina B6 também são importantes para a regulação hormonal”, reitera Liliane. Ornitina e Arginina: Esses aminoácidos promovem o aumento de GH, o famoso hormônio do crescimento, cujo pico maior de produção ocorre durante a noite. Por isso, é fundamental manter o tempo de sono adequado, uma vez que tende a favorecer a produção hormonal. A prática de atividades físicas também estimula a produção de GH pelo organismo. Desta forma, a maioria dos suplementos trazem o GH em seu rótulo. “O produto em si não apresenta qualquer tipo de hormônio, são apenas aminoácidos para que o organismo fabrique o GH. O que também não significa que o corpo irá produzir desenfreadamente. Apenas dará o aporte necessário para que quando o organismo for atuar em sua produção haja, digamos, a ‘matéria-prima’, revela a nutricionista da Midway Labs, Jeanne Nogueira.

O ganho de força e massa magra também está atrelado ao aumento na produção de hormônios, entretanto varia conforme os hábitos e biótipos de cada um uma dieta balanceada, portanto, você pode tanto ganhar peso quanto fornecer poucos nutrientes para que o corpo fabrique testosterona”, relata a nutricionista Liliane Gonçalves. Ela ainda faz um importante alerta. “Pegue leve nos doces: açúcar, carboidratos refinados, gorduras trans e gorduras saturadas em excesso contribuem com o aumento da gordura corporal e o excesso de produção de

aromatase, que é uma enzima que converte a testosterona em estrogênio. Por isso, evite o consumo de frituras, carnes vermelhas gordurosas e guloseimas. Dê preferência aos pães e massas integrais”, garante.

Força e massa magra O ganho de força e massa magra também está atrelado ao aumento na produção de hormônios, entretanto varia conforme os hábitos e biótipos de cada um. “Em indivíduos normais pode ser conquistado com muita dedicação ao treinamento e dieta adequada. Muitas vezes as pessoas esperam grandes transformações em curto espaço de tempo e não é isso o que acontece. Quando falamos de corpo, qualquer resultado exige muita dedicação no treino, dieta e suplementação. Não é necessário o uso de hormônios, exceto nos casos em que há um diagnóstico médico comprovando a necessidade”, ratifica o endocrinologista Rafael Knack.

Fontes A alimentação influi direta e indiretamente na produção hormonal. Por isso, é importante manter bons hábitos e de preferência sempre balancear a ingestão com: carboidratos, proteínas, vitaminas, mineiras e ômegas. “Essa relação é direta porque os hormônios são derivados em parte de nutrientes obtidos por meio da alimentação. Já a relação indireta determina que os maus hábitos levam à obesidade e interferem na produção. Sem

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suplementos Reposição hormonal masculina Tratamentos à base de testosterona devem ser realizados mediante ao acompanhamento médico, pois servem para compensar o déficit da substância. Um dos casos mais comuns é do lutador de MMA, Vitor Belfort, que realiza o controle frequente dos níveis de testosterona com o aval do UFC, que o permite competir em igualdade com seus adversários. O déficit normalmente ocorre a partir dos 30 e 40 anos e por isso, a reposição faz se necessária para atletas. De acordo com Rafael Knack, a falta de testosterona acarreta em: queda da libido, redução da ereção, infertilidade, queda do desempenho físico e mental, problemas neuropsiquiátricos (depressão, ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração), dentre outros males. “Pode ocorrer também perda de massa muscular, o que induz à redução da

Tratamentos à base de Testosterona devem ser realizados mediante ao acompanhamento médico, pois servem para compensar o déficit da substância. Um dos casos mais comuns é do lutador de MMA, Vitor Belfort força e à tendência de aumento da distribuição de gordura, com acúmulo no abdômen. Sem tratamento, há agravamento do quadro, como osteopenia, que em alguns casos evolui para osteoporose (diminuição da densidade mineral óssea)”.

Efeitos colaterais Vale salientar que o consumo de hormônios é feito apenas sob orientação e supervisão médica. Portanto, o uso indiscriminado pode acarretar em sérias complicações, conforme explica a nutricionista da Midway Labs, Jeanne Nogueira

Homens Ginecomastia (aumento das mamas), Atrofia testicular e infertilidade;

Mulheres Engrossamento da voz; Encolhimento dos seios; Aumento da libido; Crescimento de pelos pelo corpo; Atrofia Uterina; Alterações do ciclo menstrual; Aumento do clitóris;

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Homens e Mulheres Morte súbita; Infarto do miocárdio: Hipertensão; Alterações no fígado (hepatite, hiperplasia e adenoma hepatocelular) Aumento da acne; *Atenção: O objetivo da Revista Endorfina é alertar para o consumo desenfreado de hormônios sem supervisão médica, além de ressaltar a importância dos suplementos alimentares e seus compostos. Vale lembrar que a venda de esteroides é terminantemente proibida conforme a Resolução RDC Nº 18, DE 27 DE ABRIL DE 2010 – Art 27 da Anvisa.


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vida saudável

Evite a redundância Saiba como a LER (Lesão por Esforço Repetitivo) pode se manifestar durante a atividade física Por Paulo Gervino

campo, a LER é designada como um Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho, conhecido como DORT. A LER pode ser diagnosticada para um conjunto de doenças que atingem, predominantemente, nervos e tendões, que sofrem inflamações em razão de algum tipo de abuso ao sistema de músculos e ossos. Várias são as causas que levam um atleta a apresentar a Síndrome. Não é possível definir com exatidão estes fatores, que dependem do atleta, do tipo de exercício, do estilo de vida e até da própria rotina de trabalho, por exemplo. A Lesão por Esforço Repetitivo ocorre em diversos graus e estágios, mas já

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O tema também é muito recorrente e discutido dentro da medicina laboral, pois está ligado aos excessos praticados durante a jornada de trabalho

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LER é uma Síndrome que tem como significado o próprio nome: Lesão por Esforço Repetitivo. Em linhas gerais, é uma contusão de origem musculoesquelética ocasionada por movimentos em sequência e em posição ergonômica incorreta. Alguns exemplos são decorrentes do excesso de atividades que desenvolvam movimentos repetitivos. Más posturas, esforço físico loca-

lizado, vibrações continuadas e pressão também são fatores agravantes. No esporte, o tênis é uma das modalidades em que as lesões nas articulações do ombro, cotovelo e pulso são muito presentes. Muitas delas são consideradas casos de Lesão por Esforço Repetitivo (LER). O tema também é muito recorrente e discutido dentro da medicina laboral, pois está ligado aos excessos praticados durante a jornada de trabalho. Neste

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mostra sintomas com inflamações consideradas menores desde o princípio. Seguindo a sensação de dor, outros sintomas como formigamento, dormência, falta de sensibilidade e até falta de força estão presentes no diagnóstico. Em casos avançados, os sintomas podem fazer parte do processo degenerativo em nervos e vasos sanguíneos de modo a tornar impossível a realização de tarefas simples do dia a dia. Para entender melhor as variações da LER, conversamos com o Dr. Marcos Matsukura, fisioterapeuta e acupunturista da Clínica Matsukura. Revista Endorfina: Como ocorre a LER? Dr. Marcos Matsukura: A LER é ocasionada por movimentos repetitivos,


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vida saudável

Quais são as causas da LER? Repetitividade de movimentos Postura inadequada por um longo período de tempo Atividades que exijam força excessiva com as mãos Atividades esportivas que exijam grande esforço dos membros superiores Equipamentos variados que estejam em desacordo com o biótipo e o modo de uso de cada esportista Esforço físico excessivo Trabalho muscular estático Choques e impactos Pressão mecânica sobre determinada parte do corpo

que geralmente acometem os membros superiores. Provocando dor nos músculos e articulações.

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RE: Então ela pode ter surgimento em casos de excesso de atividade física? Dr. M: Sim, é bem comum nesse tipo de caso.

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RE: Quais são os fatores na atividade física que favorecem o desenvolvimento? Dr. M: Certos esportes como vôlei, tênis, squash, que se utilizam muito de um mesmo movimento, tendem a propiciar o desenvolvimento. No tênis, sempre com um tipo de batida, ou no vôlei, fazendo movimentos de levanta-

“Alongamentos e pequenos exercícios de musculação também ajudam bastante e é indicado que sejam praticados em intervalos do dia” mento. Ou seja, o excesso de exercícios, a falta de alongamento, os impactos frequentes e repetitivos e posturas inadequadas podem desencadear sobrecargas danosas ao corpo.

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RE: Como a LER pode ser evitada em atletas que precisam desenvolver uma alta carga de exercícios físicos repetidos? Dr. M: Fazendo as micropausas durante os exercícios. Os alongamentos antes e depois de completar a atividade física. É preciso estar amparado pela orientação dos especialistas. A palavra prevenção é uma medida, ou a principal medida que pode evitar o desenvolvimento da LER. Alongamentos e pequenos exercícios de musculação também ajudam bastante e é indicado que sejam praticados em intervalos do dia. RE: Existe um padrão de tratamento para a LER no esporte? E fora dele? Dr. M:. As formas de se tratar um esportista ou uma pessoa sedentária exigem atenção diferenciada e adequada para cada um. RE: Quais são os casos mais comuns da LER dentro e fora do esporte? Dr. M: São aqueles que acometem


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vida saudável principalmente os membros superiores, provocados por alguns esportes, como vôlei, tênis, automobilismo, fisiculturismo e boxe. Fora, são várias as profissões, por exemplo, caixa de banco, tricoteira, cabeleireiro, enfim, profissões que se utilizam sempre de um mesmo movimento repetido. RE: Qual a importância do alongamento antes e depois da atividade física? Dr. M: Melhorar a resposta muscular possibilitando maior flexibilidade, aumentando a força e resistência. Em exercícios mais intensos, o especialista é quem deve recomendar ou não o alongamento, a fim de não propiciar lesão muscular.

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RE: No processo diagnóstico da LER podem ser percebidas tendinites e tenossinovites. Como podemos entender o processo da LER em um caso ligado ao esporte?

Dr. M: Seu surgimento está ligado com a falta de prevenção ou não observação de dores, mesmo que pequenas, em lugares como o ombro ou joelho. Sem as pausas, a dor pode aumentar e chegar a uma situação crônica, possivelmente desenvolvendo uma tendinite patelar, por exemplo. Fisioterapia é essencial para estes processos inflamatórios.

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RE: A LER pode ser compreendida em graus e estágios. Qual a importância de iniciar o tratamento logo no começo? Os danos causados pela LER podem se tornar irreversíveis? Dr. M: Você vai ter um resultado mais rápido, uma recuperação mais rápida. Nos casos mais graves, pode-se levar a processos cirúrgicos ou situação crônica.


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Foto: Satiro Sodré-CBDA

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ag iago Pereira Por Diogo Patroni

Quatro estilos e uma medalha para a história

Com a prata de Londres 2012, nadador igualou o feito de Ricardo Prado, em Los Angeles 1984, e entra para o seleto grupo de medalhistas olímpicos. Confira um pouco da trajetória do “Tubarão de Volta Redonda”

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quele sábado, 28 de julho de 2012, nunca mais vai sair da memória de Thiago Machado Pereira Vilela. Pela primeira vez, em oito anos, o nadador de 27 anos conseguiu superar o “monstro” das piscinas, Michael Phleps, e pela primeira vez também conquistou uma medalha olímpica. Como de costume, a prova dos 400m medley foi decidida na batida de mãos e quase na unha. Mas desta vez, Thiago Pereira estava lá no pódio olímpico, com o tempo de 4min08s86, atrás apenas do também norte-americano, Ryan Lochte (4min05s18), seguido pelo japonês Kosuke Hagino (4min08s94). Após figurar entre os quatro primeiros colocados por dois ciclos olímpicos e alguns mundiais, mas sempre em quarto lugar, atrás de Phelps, Lochte e do húngaro Lászlo Cseh, o brasileiro se mostrava incomodado com a “eterna” colocação e via a chance da medalha olímpica cada vez mais distante. Mas não desistiu e à custa de muito treinamento, sacrifício e na base do “Vai Thiago” (mantra criado pela, sempre presente, mãe, Rose), o nadador decidiu mudar sua metodologia de trabalho e constatou que era preciso saber “dosar” melhor a prova. “Juntos, minha equipe e eu analisamos o lactato produzido pelo meu corpo e quanto eu fazia de esforço físico. Notamos que eu cansava no final. Queimava antes e não tinha o ‘gás’ necessário para o último sprint. Foi aí que decidimos mudar tudo”, explica Thiago. Segundo ele, um nadador precisa ser completo nos quatro estilos. “Não adianta trabalhar o arranque se você não tem chegada. O medley exige o máximo em todas as competências”. A alteração no método de trabalho foi benéfica. Thiago não só ficou mais rápido, como também melhorou a explosão muscular. Assim, conseguiu brigar pela medalha olímpica palmo a palmo com seus três maiores adversários. “O Phelps era o cara a ser batido. Essa prova sempre foi muito forte, e de 2004 a 2012 sempre foram os mesmos quatro atletas entre os primeiros (Phelps, Lo-

“Juntos, minha equipe e eu analisamos o lactato produzido pelo meu corpo e quanto eu fazia de esforço físico. Notamos que eu cansava no final...” chte, Cseh e o próprio Thiago). Só trocava a ordem. Eu sabia que estava bem e consegui a medalha”, recorda o nadador. Apesar do resultado satisfatório, a especialidade do brasileiro é outra: os 200m medley. Porém, ainda não subiu ao pódio olímpico por essa prova. “Quero muito uma medalha nos 200m medley. É a mi-

Foto: Wander Roberto-Inovafoto-COB / Divulgação

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nha prova e farei de tudo para conseguir essa medalha no Rio (2016)”, declara. A prata dos 400m medley, certamente, já entrou para a história, e deve permanecer como a primeira e única medalha olímpica do nadador na prova, já que ele não pretende mais competi-la. “O desgaste é muito grande, e não vou nadar mais. Vou me arriscar mais nos 200m medley”, revela o atleta, que se prepara para o mundial de Esportes Aquáticos em Barcelona, enquanto nos atende em meio a uma viagem e outra para torneios na Europa. “No mundial, vou nadar os 200m medley e o revezamento, pelo Brasil, no 4x100m”, completa.

Tubarão de VoltaRedonda Nascido em Volta Redonda, Thiago começou na natação por acaso. Quando criança, quase se afogou, ao cair em uma piscina na casa dos familiares. Foi então que a mãe Rose, decidiu coloca-lo


Titulos

em uma escola de natação. A princípio, a ideia era apenas livrar o menino do trauma, além de dar a ele uma oportunidade para praticar esportes. E foi praticando diversas atividades físicas que desenvolveu gosto pelo esporte. “Eu nadava e jogava de tudo no colégio, futebol, handebol, vôlei...”, relembra. Mas a decisão de se aperfeiçoar na natação veio aos 12 anos. “Até essa idade você ainda é muito novo e não dá para prever o que você vai ser. A cada ano eu criava um objetivo e ia ultrapassando-os. Comecei a disputar provas, fui ganhando e aí vi o que eu queria”. Já aos 16 anos, foi convidado para integrar a equipe de natação do Minas Tênis Clube, e em 2003, estreou em seu primeiro Pan-Americano, em Santo Domingo, na República Dominicana. “Lá eu tive a certeza de que seria atleta. Senti o clima de competição e convivi com caras como o Xuxa (Fernando Scherer) e Gustavo Borges. Caras

Principais Títulos: Olimpíadas: Prata Londres 2012

Prova: 400m medley

Campeonatos Mundiais-Piscina Curta: Ouro Indianapolis 2004

Prova: 200 metros medley

Prata Indianapolis 2004

Prova: 4x100 metros livres

Bronze Indianapolis 2004 Indianapolis 2004

Prova: 4x200 metros livres Prova: 100 metros medley

Jogos Pan-Americanos: Ouro Rio de Janeiro 2007 Rio de Janeiro 2007 Rio de Janeiro 2007 Rio de Janeiro 2007 Rio de Janeiro 2007 Rio de Janeiro 2007 Guadalajara 2011 Guadalajara 2011 Guadalajara 2011 Guadalajara 2011 Guadalajara 2011 Guadalajara 2011

Prova: 200 metros medley Prova: 400 metros medley Prova: 200 metros costas Prova: 200 metros peito Prova: 4x100 metros livres Prova: 4x200 metros livres Prova: 100 metros costas Prova: 200 metros costas Prova: 200 metros medley Prova: 400 metros medley Prova: 4x100 metros livres Prova: 4x100 metros medley

Prata Santo Domingo 2003 Rio de Janeiro 2007 Guadalajara 2011

Prova: 200 metros medley Prova: 4x100 metros medley Prova: 4x200 metros livres

Bronze Santo Domingo 2003 Rio de Janeiro 2007 Guadalajara 2011

Prova: 400 metros medley Prova: 100 metros costas Prova: 200 metros peito

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capa Foto: Divulgação

“Vimos as manifestações durante a Copa das Confederações, e a galera tem que sair na rua mesmo. Não é só pensar em gol...”

que eu admirei durante toda a minha infância”, conta.

Mr.Pan Os Jogos Pan-Americanos, aliás, trazem uma lembrança especial para Thiago Pereira, nomeado como o “Mr. Pan”. Em três edições (Santo Domingo 2003, Rio 2007 e Guadalajra 2011), o nadador conquistou 12 medalhas de ouro, 3 pratas e 3 bronzes, tornando-se o brasileiro com o maior número de medalhas de ouro dos Jogos Pan-Americanos, superando ídolos como Hugo Hoyama, no Tênis de Mesa (9 ouros), e Gustavo Borges (8 ouros). Entretanto, Borges é o brasileiro recordista em medalhas Pan-Americanas, 19 no total. Thiago tem 18.

pelo SESI-SP, e realiza sua preparação no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), ou na própria sede do SESI-SP, no bairro da Vila Leopoldina, na capital paulista. “Fatos que aconteceram comigo, com o Arthur (Zanetti), na ginástica, e como os irmãos Falcão (Esquiva e Yamaguchi), no boxe, em um ano pós-olímpico é extremamente triste. Eu sei o quanto essa galera dá duro para participar de uma Olimpíada. Por que os patrocinadores não investem em modalidades de alto rendimento?”, indaga o nadador. Segundo ele, não basta apenas investir

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Apoio e exemplos

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Apesar do bom resultado obtido nas Olimpíadas de Londres 2012, Thiago Pereira também foi uma das vítimas do “descaso” com o esporte de alto rendimento no Brasil. O nadador, que no início do ano integrava a equipe do Sport Club Corinthians Paulista, não teve seu contrato renovado pelo clube e quase ficou sem um local para treinar. No entanto, recentemente foi contratado Foto: Wander Roberto-Inovafoto-AGIF

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no ano da Olimpíada, mas sim acompanhar todo o ciclo olímpico do atleta. Somente assim será possível conseguir os resultados. “Ano que vem teremos a Copa do Mundo aqui, e quanto dinheiro a Fifa não movimentou nesse tempo? Por que só para o futebol? Eu sei de todo o retorno que o futebol traz, inclusive gosto de jogar e torcer. Mas precisamos aumentar essa fatia do bolo, também para os esportes olímpicos”, ressalta. Politizado em suas declarações, em meio aos manifestos contra o gasto desenfreado de dinheiro público, Thiago Pereira acredita que o país vive um momento de transformação. “Vimos as manifestações durante a Copa das Confederações, e a galera tem que sair na rua mesmo. Não é só pensar em gol. Quantos atletas não perdemos por não ter uma piscina ou um tatame decente?”, questiona Thiago, que


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Perfil: Nome: Thiago M. Vilela Pereira Nascimento: 26/01/1987 Local: Volta Redonda-RJ Altura: 1,85m Peso: 84 Kg Clube: SESI-SP

Especialidade: Medley Patrocinadores: Correios, Arena e SESI-SP Ídolos: Rogério Romero e Gustavo Borges

Foto: Wander Roberto-Inovafoto-AGIF

menciona a falta de base do país, para formar novos atletas. “Jogar futebol é muito fácil, com uma bola e dois chinelos você consegue, mas porque essa criança não tem acesso a uma raquete de tênis, por exemplo? É preciso despertar o gosto pelo esporte na molecada desde cedo. Só assim teremos uma geração vencedora”, alega. Baseado na falta de incentivo público, o nadador reitera as dificuldades enfrentadas pelo atleta de alto rendimento, principalmente para custear viagens no início de uma carreira que ainda pare-

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“Eles tem estrutura para o surgimento destes grandes atletas. Lá há uma renovação periódica. No basquete, sai o Jordan, mas chega um Kobe Briant...”

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ce ser “incerta”. “Graças a Deus eu tive pessoas que me apoiaram e que sempre apostaram em mim. Não é fácil cobrir os gastos com viagens e competições se você não tiver um suporte”, conclui. O nadador se baseia nos Estados Unidos, uma verdadeira potência olímpica, que a cada quatro anos, surpreende o mundo com novos superatletas. Casos de: Michael Phelps, Mark Spitz, Garry Hall Jr, Dara Torres e Missy Franklin (natação); Jesse Owens, Carl Lewis, Michael Johnson e Sanya Richards (atletismo), além de Shawn Jhonson (ginástica), Kerry Walsh e Mist May (vôlei de praia), Serena Willians (tênis), dentre uma infinidade de nomes. “Eles tem estrutura para o surgimento destes grandes atletas. Lá há uma renovação periódica. No basquete, sai o Jordan, mas chega um Kobe Briant, um

Lebron James...”, enfatiza. Mas o atleta procura mostrar otimismo e cita que a evolução pode ser percebida já nas últimas Olimpíadas de Londres. “Espero que nesses dois anos, a gente evolua ainda mais. Reconheço o trabalho do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Em Londres ficamos no Crystal Palace, com uma excelente estrutura e bons locais de treinamento”.

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A preocupação com o desenvolvimento do esporte é algo que Thiago pretende levar também para o futuro. Assim como fizeram seus ídolos Gustavo Borges e Fernando Scherer, ele sabe a “responsabilidade” que tem perante a nova geração. “É um orgulho motivar pessoas e ver que, de alguma forma você as influencia. A natação é a minha vida e uma escola para mim. Por isso, espero incentivar a prática do esporte de alguma maneira quando eu parar”, planeja.


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Acontece fitness

Foto: Val Luna

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Bem-estar Quase 50 horas de atividades, 97 expositores, 110 cursos, 5.700 congressistas, 80 mil visitantes e R$15 milhões em negócios.... Fique por dentro de tudo o que rolou na 23ª Fitness Brasil Internacional

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m quatro dias, a cidade de Santos, e os amantes da vida saudável conheceram o que promete ser tendência para o segmento de fitness e bem-estar. As novidades variam desde uma mesa inversora para fisioterapia até um aparelho cardiovascular que utiliza a resistência da água. Tudo isso foi apresentado durante a 23ª Fitness

Brasil Internacional, realizada de 30 de maio a 02 de junho, no Mendes Convention Center. Mais de 80 mil pessoas, entre estudantes, acadêmicos, gestores e praticantes de atividades físicas, passaram pela feira, cuja movimentação foi de R$ 15 milhões. Em torno de 5 mil pessoas participaram dos 110 cursos e workshops em 12

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módulos. Já a Expo concentrou 97 expositores de diversas áreas: Equipamentos, Acessórios, Pilates, Gestão e Consultoria, Saúde, Nutrição e Moda Fitness. “Nos últimos cinco anos, a feira triplicou de tamanho. É um setor dinâmico, e até as Olimpíadas vamos ouvir falar muito de esporte e bem-estar”, destaca o presidente da Fitness Brasil, Waldyr So-


ares. As palavras de Soares revelam um nicho cada vez mais seleto, uma vez que somente no ano passado o setor atingiu um faturamento de R$ 2,45 bilhões.

Equipamentos O evento trouxe algumas novidades em termos de equipamentos, como por exemplo, a linha articulada da Athletic. As 12 máquinas (6 para membros superiores e 6 para membros inferiores) suportam até 700 kg, uma vez que são exclusivas para Bodybuilders. “Com esses aparelhos o movimento fica mais seguro e correto. O que melhora a biomecânica e torna os resultados mais satisfatórios”, atesta o coordenador, Wladmir Coelho. A marca também lançou as chamadas “esteiras de entrada”, mais compactas ajudam na otimização de espaço nas academias. “O metro quadrado hoje está cada vez mais caro, então o gestor consegue utilizar melhor as salas da sua academia”, completa Coelho. Já a Wellness aposta no simulador de escadas Step Mill SM03 para uso residencial. O aparelho traz oito velocidades e auxilia na melhora cardiovascular e no fortalecimento das pernas, além de ser uma alternativa “diferente” para a prática de atividades físicas. Inusitado também é o Water Rower, remo de puxada baixa cuja resistência é proporcionada pela água, contida em uma espécie de reservatório acoplado ao equipamento. No entanto, o aparelho não oferece impacto às articulações e por isso se adequa a categoria cardiovascular. “Essa é uma forma mais saudável de se exercitar, com uma resistência mais homogênea e sem impacto. Ele é diferente da musculação porque a intensidade de

A reabilitação física, a importância da medicina preventiva e principalmente a saúde, foram os principais temas abordados na 23ª Fitness Brasil Internacional repetições promove a queima calórica”, esclarece o diretor executivo da Casa do Fitness, Renato Gabas. O Water Rower também se aplica aos exercícios para pernas, costas e Core. Famosa pelo caráter tecnológico de seus equipamentos, a Total Health, apresentou o complemento das linhas RX Fit e RX Precision. A primeira conta com 22 máquinas, enquanto a segunda possui 98 aparelhos. “Possuímos um grande know-how e oferecemos soluções completas para as academias. Investimos quase R$ 9 milhões em tecnologias e na ampliação do parque fabril”, relata o gerente comercial, Wagner Sanches. A One apresentou a esteira One T 12, com tela de 20 polegadas, central multimídia e sistema de som hi-fi. Enquanto a Movement, uma das patrocinadoras do evento, desenvolveu algumas ações pontuais, como a esteira “Volta ao Mundo”, além de uma parceria exclusiva com a TRX, referência em suspension training no mundo.

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“Queremos investir na formação de estúdios e capacitar novos profissionais. A Movement é uma grande empresa e estamos analisando a possibilidade de produzirmos o TRX, nas fábricas da Movement. Provavelmente isso deve acontecer em 2014”, revela o diretor executivo da TRX no Brasil, Jason Lomoriello. O supervisor de marketing da Movement, Marco Corradi, completa “Assim conseguiremos atender um novo mercado que é o da venda casada. Esse mix com treinamento funcional para nós é muito importante”, ratifica.

Reabilitação A reabilitação física, a importância da medicina preventiva e principalmente a saúde, foram os principais temas abordados na 23ª Fitness Brasil Internacional. Entre algumas das ferramentas saudáveis, destaque para o adipômetro digital Prime Vision da Terra Azul, o aparelho congela os dados por até quatro segundos, o que facilita a mensuração das dobras cutâneas. Já no campo da alimentação saudável, o Composto Nutricional Mobility à base de Colágeno 2 (voltado para as articulações) foi a grande sensação da Sanofi. O produto é rico em aminoácidos e reativa até 90% da cartilagem após três meses de uso. Uma das sensações do evento a Mesa Inversora da KA Sports, colocou literalmente todos de cabeça pra baixo. O aparelho utilizado para a reabilitação física, correção postural e recuperação, trabalha o problema de forma ampla, e não apenas o sintoma, conforme relata o fisioterapeuta, Adriano Aguiar. “Ao se posicionar de maneira contrária ocorre a melhora na irrigação do fluxo sanguíneo. Com isso, ocorre também a liberação da tensão. Este equipamento é indicado para tratamentos de algias da coluna e hérnia de disco. Também pode ser visto como um complemento do Pilates”, reitera o especialista. A mesa inversora também é indicada

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Acontece fitness

Fotos: Divulgação

Endorfina leva

Solange Frazão A apresentadora e ícone do bem-estar e da vida saudável, Solange Frazão, foi repórter especial da Revista Endorfina. Em nosso estande, Solange bateu um papo com o presidente da Fitness Brasil, Waldyr Soares, e recebeu também o diretor pedagógico do Instituto, Tavicco Moscatello. Em seguida, a apresentadora posou para fotos e mostrou em primeira mão as atrações que movimentaram a feira. para massagens e alívio do stress acumulativo. “Ela auxilia no aumento do espaço interdiscal e favorece a diminuição dos pinçamentos”, esclarece o prof. André Nessi.

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Vida

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A Zumba mais uma vez marcou presença na 23ª Fitness Brasil Internacional, o programa que conquistou o mundo com ritmos caribenhos e batidas empolgantes, se espalha cada vez mais pelas academias brasileiras. Destaque para o chamado Zumba Style, composto por roupas e DVDs com aulas completas do programa. O Kangoo Jumps também inovou e lançou o Clube de Benefícios Kangoo Personal Club, que oferece suporte aos personais que desejam ministrar a aula de Kangoo. A linha de DVD Kangoo Hits, além do workout Kangoo com 400 pessoas, também foram as outras novidades. Já no palco do Estação Vida, a Body Systems realizou 21 aulas para quase 12 mil pessoas que se divertiram e queimaram as calorias com o Sh’Bam,

Vem mais por aí Body Combat, Body Jump, Bike Indoor e muito mais.

Formação A Fitness Brasil Internacional também se notabiliza pelo auxílio à formação profissional. A 23ª edição contabilizou 110 cursos e workshops em 12 módulos, na qual participaram 5.700 inscritos (número recorde). Todos voltados à capacitação técnica e científica em diversos campos do segmento. Foram aproximadamente 57 horas de conteúdo e experiências práticas. Entre as palestras gratuitas, destaque para ‘Vendas em Academias: Seu cliente pode pagar mais!’, apresentada pelo presidente do Grupo Acade, Luis Pedromo. Dentre os temas abordados estavam estratégias para vendas de planos em academia, a fim de aumentar a aceitar e atrair mais clientes.

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A 14ª IHRSA Fitness Brasil será realizada de 5 à 7 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo-SP. O evento traz como tema central a “conectividade” e promete debater temas com foco em sustentabilidade empresarial, gestão, empreendedorismo, além de trazer inovações que visam a consolidação da indústria de fitness e bem-estar. “Esperamos que a programação abra portas à cocriação de novos modelos de produtos e serviços, e proponha novos desafios ao segmento”, projeta o presidente da Fitness Brasil, Waldyr Soares. A expectativa é que o maior Trade Show da América Latina movimente algo em torno de R$ 100 milhões. Para mais informações acesse: www.fitnessbrasil.com.br/ihrsa


Espaço Treino

Tendinite de Aquiles

Atividade em excesso é um dos principais fatores desencadeadores da dor, comum em corredores de longa distância

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onta a lenda que Aquiles, filho do rei Peleu e da rainha Tétis, tinha um único ponto vulnerável no corpo, exatamente na altura do calcanhar, ao nível do tendão da parte posterior do tornozelo. A dor e a inflamação neste local podem ter como causa frequente esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga. A tendinite de Aquiles (inflamação no tendão do calcâneo) é um quadro frequente nos atletas, principalmente entre os corredores de longa distância. É uma típica lesão por excesso de uso (“overuse”), e normalmente se origina com aumento repentino da atividade esportiva, mudança de calçados ou piso de treinamento inadequado. Normalmente é provocada por micro rupturas das fibras de colágeno que constituem o tecido tendinoso (muito pobre em vascularização). Estas pequenas lesões, associadas ao excesso de esforço repetitivo, podem provocar uma inflamação ou degeneração desse tecido.

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3 Traumatismo causado pela contração vigorosa da musculatura flexora do joelho, como um aumento na velocidade final na corrida; 4 Sobrecarga de treinamento; 5 Tênis inadequado para a corrida; 6 Falta de equilíbrio muscular. Muitas vezes o paciente pode sentir dor ao caminhar, subir/descer escadas ou quando começa a correr. Esta dor pode variar de intensidade e de frequência, e em casos avançados levam a grande limitação, com dor mesmo ao repouso. No exame encontramos dor à palpação sobre a parte mais baixa do tendão - de 3 a 5 cm acima de sua inserção - inchaço local, limitação dos movimentos e dificuldade importante para o início da corrida que pode ser claudicante. A ultrassonografia pode ser indicada para confirmação diagnóstica,

como método de baixo custo e rápido, embora a ressonância magnética possa dar com maior precisão os detalhes do processo. O tratamento da tendinite de Aquiles basicamente consiste em repouso relativo, afastamento temporário das atividades físicas, uso de anti-inflamatórios e analgésicos, crioterapia (aplicação de gelo local por 20 segundos aproximadamente de três a quatro vezes ao dia), reabilitação por meio da fisioterapia com medidas analgésicas e exercícios específicos. Antes de se pensar em cirurgia, alguns métodos alternativos podem ser utilizados, como terapia por ondas de choque. Tratamento cirúrgico é uma exceção, uma vez que a maioria dos casos são resolvidos com o tratamento clínico adequado. Nos casos crônicos pode ocorrer ruptura total do tendão de Aquiles, quando aí sim a cirurgia pode ser indicada.

Dr. Moisés Cohen Professor Titular chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp, Presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo (ISAKOS) e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte

São fatores predisponentes para a tendinite de Aquiles: 1 Aumento não gradativo da distancia ou velocidade percorrida; 2 Treinamento em aclive, ou subidas de escadas;

Instituto Cohen Tel.: (11) 3093-9000 | www.institutocohen.com.br

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Espaço Saúde

Atletas de

fim de semana O risco de uma parada cardíaca aumenta em até 8 vezes para pessoas que praticam atividade irregular

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proximadamente 30 milhões de brasileiros praticam atividade física, segundo fontes do Ministério do Esporte. Excelente hábito, se não fosse o fato de 70% desta população realizá-las somente nos fins de semana! O grande problema desta prática é que o nosso organismo necessita de uma frequência maior de exercício, do que apenas uma ou duas vezes por semana para adaptar-se a um ritmo e, realmente obter os benefícios. É muito comum pela correria da vida moderna, em especial nas grandes cidades não termos tempo durante a semana e, quando chega o final de semana, querermos “tirar o atraso” e fazer tudo o que não fizemos nos outros cinco dias. Existem duas principais considerações sobre esta prática, não muito saudável. A primeira e a mais perigosa ocorre com o coração do atleta de final de semana que não está adaptado e preparado. Ou seja, não existe um condicionamento cardiorrespiratório suficiente para a solicitação feita, como por exemplo jogar futebol, caminhadas mais prolongadas, corridas, andar de bicicleta, jogar vôlei, entre outras atividades, em que o risco de uma parada cardíaca aumenta em até 8 vezes para pessoas que praticam atividade irregular.

O segundo problema, são as lesões músculo-tendíneas que também acontecem nestes “atletas”, pois os músculos também não estão condicionados e os excessos resultam em distensões musculares, estiramentos, contraturas e até rupturas dos tendões, em especial o tendão de Aquiles, que muitas vezes pode evoluir para uma cirurgia.

O que seria ideal? O ideal é praticar uma atividade física regularmente entre 3 e 5 vezes por semana, com uma duração mínima de 50 minutos e máxima de até 2 horas por treinamento. Se puder descansar entre um dia e o outro, será melhor ainda, mas caso não possa, realize trabalhos alternados, descansando grupos musculares como na musculação. Em um dia trabalham-se os membros superiores e no outro, os membros inferiores. Sempre devemos dar preferência para os exercícios continuados. Não adianta praticar corrida durante a semana e, no final de semana jogar futebol. Deve haver uma combinação dos dois e, pelo menos duas vezes por semana, como na quarta-feira e outra, no domingo jogar o futebol e nos demais dias, correr na esteira. Desta maneira, já há uma continuidade da atividade por pelo menos duas vezes por semana e o condicionamento físico

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já passa a existir. É importante salientar que para cada pessoa existe uma orientação diferente de como realizar a melhor atividade física! Não há uma receita padronizada. O ideal é sempre buscar a orientação de um profissional médico, de preferência que atue na área da Medicina do Esporte. Assim, podemos obter o máximo de benefício da atividade física para a promoção de saúde, com o menor risco possível!

Dr. Samir Salim Daher (Especialista em Medicina do Esporte e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte – SBMEE). SBMEE: Tel. (11) 3106-7544 www.medicinadoesporte.org.br


Espaço Wellness

Low Cost: Modelo de academia que não pode ser confundido

O conceito é muito maior do que apenas reduzir custos. A fidelização de clientes é a principal porta de entrada desse negócio lucrativo

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s academias Low Coast é um dos assuntos do mercado fitness que atualmente aparecem na mídia, além de tema de preocupação para vários administradores e empresários. O conceito original se baseia em ter um espaço fitness com investimento praticamente igual ao de qualquer outra academia, com máquinas, equipamentos muitas vezes mais sofisticados e exclusivos, mas sem os serviços convencionais, como professores e aulas em grupo e monitoradas. No modelo low cost, ao eliminarmos todos os serviços, estamos na verdade cortando uma parte do tripé de investimento das academias como é o caso das atividades em grupo ou monitoradas por profissionais, que normalmente correspondem a 30% do custo. Dessa forma, é possível cobrar do aluno um preço extremamente atrativo, característica que diminui, em alguns casos, a necessidade de um marketing mais agressivo, dependendo do posicionamento escolhido pela rede. Apesar desse modelo não oferecer os serviços de uma academia convencional, o conceito permite que se tenha uma

Muitas academias no mundo já promovem esse tipo de situação, que em termos de estratégia, é bastante conveniente, pois fideliza o cliente série de personal trainers ou profissionais especializados que ofereçam seus serviços para quem deseja, normalmente com um custo adicional. Muitas academias no mundo já promovem esse tipo de situação, que em termos de estratégia, é bastante conveniente, pois fideliza o cliente. Mais interessante ainda, continuam a fazer “seu core business” que é ter o maior número de clientes, pagando um preço relativamente baixo, para usufruírem das instalações e equipamentos. Muitas pessoas experimentam uma

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academia de baixo custo e depois descobrem que não tem serviço, ou coisas que elas gostariam de praticar, migram para uma academia convencional. Isso faz o low cost uma excelente porta de entrada, inserindo pessoas que não querem assumir nenhum tipo de compromisso e não sabem ainda se querem continuar a praticar atividades físicas.

Luis Perdomo Administrador e especialista em Gestão de Empresas, Gestão Estratégica e Marketing. Criador do Acade, modelo de Gestão para Academias


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na academia

O treino

que faz o seu tipo Você se exercita de acordo com suas características físicas? Saiba quais são os três biótipos e veja o treino que mais se adequa a cada um Por Rodrigo Furlan

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ctomorfos, mesomorfos e endomorfos. Em qual dos três grupos você se encaixa? Os termos parecem muito complicados, mas consultamos profissionais da área de Educação Física, que não apenas explicam os conceitos, mas também indicam a melhor atividade de acordo com cada um dos perfis. Os ectomorfos são naturalmente magros, com baixo percentual de gordura. Possuem dificuldade em ganhar peso, quer seja massa muscular quer seja gordura. Apresentam estrutura óssea estreita, ombros curtos, cintura fina e uma caixa torácica estreita. “Geralmente, esse tipo de pessoa tem extremidades (braços e pernas) compridas”, diz Fernando Passanezi, professor da Edge Life Sports. Para este grupo, a professora Karina Barreto, da academia ProQuality, sugere treinamentos três vezes por semana. “É recomendada uma rotina simples de movimentos compostos e de isolação mínima por grupo muscular, fazendo exercícios de ‘empurrar/puxar’. O primeiro exercício de cada grupo muscular terá um esquema de pirâmide”, descreve. Já os mesomorfos são pessoas que, facilmente, podem ganhar e perder peso – ao contrário dos ectomorfos – podendo ser massa muscular ou gordura. Possuem estrutura óssea ideal, têm os ombros largos e a cintura estreita, além de uma

Samuel Ebner - Professor da Edge Life Sports – Mesomorfo/Foto: Alex Deitos

“Os treinos podem, e até devem ser pesados. As pessoas mesomorfas podem dificultar os treinos à vontade, utilizando técnicas como o drop set, por exemplo” caixa torácica larga. “O grupo tende a ter grande desenvolvimento das estruturas somáticas, como tendões, ligamentos e músculos”, explica Passanezi. “Os treinos podem, e até devem ser pesados. As pessoas mesomorfas podem dificultar os treinos à vontade, utilizando técnicas como o drop set, por exemplo”, completa Karina. Por fim, surgem os endomorfos. Este tipo possui muita facilidade em ganhar peso. É naturalmente pesado, tem os ombros largos, caixa torácica e cintura largas. Normalmente, o peso que ganha é mais gordura do que músculo, tendo sempre dificuldade para perdê-la. “São os indivíduos que geralmente possuem forma arredondada”, afirma o professor da Edge Life Sports. Aqui, Karina Barreto sugere cargas mais intensas de atividade. “Eles necessitam de exercícios mais frequentes, especialmente condicionamento aeróbico. O objeti-

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vo do treino é acelerar o metabolismo e minimizar a gordura corporal, com exercícios de alta intensidade, como: iso-tensão, tensão contínua, superséries, tri-séries e série gigante, para trazer um desenvolvimento muscular e máxima definição”.

Resultados na prática Alunos que adotaram um sistema de treinamento condizente com o seu biótipo relatam ter obtido mais do que uma melhora física. Muitos deles contam que a qualidade de vida fora da academia, em atividades cotidianas, também evoluiu. Rodrigo Minhoto, “ectomorfo”, conheceu esse tipo de enfoque e, logo no segundo mês de exercícios, já sentiu resultados superiores em relação à rotina de treinamentos. “É um treino mais elaborado, portanto exige mais do meu preparo físico. Mas também, como consequência, me senti mais disposto ao realizar as tarefas do cotidiano”, destaca. Já Andréia Alvares, que também se encaixa no

perfil “ectomorfo”, adotou os treinos para manter sua massa magra num padrão adequado. “Tenho facilidade para perder peso quando combino alimentação com o treino, mas se eu paro de treinar e não mantenho uma alimentação regrada tenho perda massa muscular rápida”, explica. Ela segue uma rotina de exercícios de movimentos lentos, mas de alta intensidade. Normalmente, os treinos são um pouco mais difíceis do que a rotina que fazia anteriormente. Uma profissional especializada indicou à “endomorfa” Amanda Lira o treinamento específico. “Para o meu perfil que a perda de peso e a definição não são tão fáceis, é preciso muita dedicação. Eu treino de acordo com a indicação da professora, que realiza treinamentos aeróbicos e com muita repetição”, conta. Apesar de admitir que os exercícios específicos são mais difíceis, Amanda é realista ao falar sobre o assunto. “Não adianta o treino ser fácil, se não resolve o seu problema”. Ela ainda destaca o que melhorou em sua vida após a mudança: “Quando os resultados aparecem, junto a eles vem a autoestima, o bom humor, a disposição. A melhoria vem de dentro para fora”.

Homens x Mulheres Não é possível afirmar categoricamente que homens e mulheres tenham propensão a um biótipo específico. “Entre os homens, não há um tipo mais comum, está bem dividido entre os três perfis. Já entre as mulheres, está bem dividido entre ectomorfos e endomorfos”, diz Karina Barreto. No entanto, Fernando Passanezi segue por outro caminho. “Geralmente, os homens possuem mais o tipo mesomorfo, pois têm mais massa magra, graças à produção de testosterona. Já nas mulheres, existe um acúmulo maior de gordura devido a produção de progesterona, havendo nesses casos o predomínio do tipo endomorfo”, explica .

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na academia

Alimentação faz a diferença

Para a professora Karina Barreto, da academia ProQuality, a importância do treinamento segmentado está diretamente ligada ao respeito dos limites do próprio corpo. “É possível fazer um treinamento organizado e bem dividido, visto que o descanso para os grupos musculares é necessário para que ocorra o ganho de massa muscular e que se adquira bons resultados. Essa postura acaba trazendo uma melhor qualidade de vida”, diz. Enquanto isso, Fernando Passanezi menciona que o treinamento específico propicia resultados mais rápidos. “O treino segmentado torna possível a inclusão de uma gama muito maior de exercícios, e, consequentemente, o aluno consegue trabalhar mais grupos musculares. É a diversidade que torna isso possível”.

Por que é interessante fazer exercícios de acordo com o biótipo?

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Não basta fazer os exercícios adequados, pois alimentar-se corretamente também é necessário para que os melhores resultados sejam obtidos. “O trinômio atividade física, alimentação e descanso são igualmente importantes”, ressalta Passanezi. “O planejamento alimentar é necessário ainda que você não seja praticante de competições. Se a pessoa continua com o cardápio da época que não realizava atividades físicas, não só perde o pique para o esforço físico como corre o risco de não recuperar o desgaste muscular após os treinos, favorecendo o surgimento de lesões musculares. A dieta é essencial e deve ser acompanhada por um nutricionista”, aconselha Karina Barreto.

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Equipados

Coração corpo e condicionamento Conheça as funções e objetivos de cada um dos principais equipamentos cardiovasculares Por Diogo Patroni

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supervisor de marketing da Movement, Marco Corradi. Já o diretor comercial da Origym/Pró-Fitness, Afonso Ludovico, completa. “Aparelhos com essa característica cumprem a função mínima dos exercícios físicos indicados. Eles causam baixa tensão nas articulações e são indicados para um condicionamento físico aeróbico com ótimos resultados”. Mas essa infinidade de equipamentos ainda não é tão conhecida pelo público em geral. Por isso, a Endorfina traz para você um guia completo das principais máquinas de cardio. Desde esteiras a plataformas vibratórias, conheça cada uma.

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tecnologia ocupa lugar de destaque no segmento de fitness e bem-estar, principalmente em relação aos equipamentos cardiovasculares. As grandes marcas oferecem opções para diversos públicos, desde máquinas que promovem a queima calórica, tonificação dos membros inferiores e superiores e melhora do condicionamento são apenas alguns dos benefícios. “Esses são modelos que incentivam um treinamento com alto gasto calórico por meio do movimento corporal de maior intensidade e que estimulam batimentos cardíacos elevados”, explica o

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Esteiras O equipamento é o mais tradicional e ainda ocupa o primeiro lugar no ranking de vendas. No entanto, não é preciso mais caminhar ou correr “olhando“ para a parede. O mercado dispõem de máquinas modernas com telas touch screen e painel de LCD na qual é possível assistir TV ou DVD, além de simular percursos pelas principais capitais do mundo, como é o caso do recurso Volta ao Mundo da Movement. A tecnologia permite ao usuário “participar” de uma maratona em Berlin, ou caminhar pelo Central Park, por exemplo. O simulador também oferece a inclinação real do trajeto escolhido. Outro diferencial da empresa é o Shock Absorber Control (SAC), que reduz o impacto às articulações em até 45%. Desenvolvido em parceria com a Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP), o sistema faz com que o aparelho se adeque ao usuário e trabalha conforme o perfil, biótipo e objetivo de cada um. “A Movement possui um mix completo para atender a todas as modalidades para os mais variados perfis. Para o treinamento residencial oferecemos equipamentos compactos com as linhas Home e Perform. Já para os Fitness Centers e


“Os consumidores buscam as bicicletas verticais visando ótimos resultados para a queima calórica Academias a Movement possui as Linha LX e RT. Para quem procura aliar desempenho e design a Movement possui a Linha E”, esclarece Corradi.

Elípticos Para quem busca a alta queima calórica com baixo impacto nas articulações, os elípticos surgem como a opção mais indicada. O aparelho também conhecido como “tansport” é o preferido de 99% do público feminino, em função dos movimentos completos dos membros superiores e inferiores com total ausência de impacto.

Bikes Verticais Conforto, segurança e estabilidade. Essas são as características das Bikes Verticais. Idosos e pessoas com sobrepeso são os maiores adeptos deste tipo de exercício, principalmente por conta do conforto e da alta queima calórica. A Origym/Pró-Fitness trabalha com duas linhas em seu portfólio: Sirius V5 e Sirius H5. A primeira oferece capacidade

para até 180 Kg, Painel em LCD, Medidores de Velocidade/RPM, 12 Programas, 10 níveis de carga, display gráfico, monitoramento cardíaco no guidão. Enquanto a segunda, é mais compacta é traz também o medidor de calorias. “Os consumidores buscam as bicicletas verticais visando ótimos resultados para a queima calórica, melhora do condicionamento físico aeróbico e fortalecimento dos músculos estabilizadores e membros inferiores”, declara Lodovico.

Bikes Horizontais Nesse caso, o usuário pedala sentado e com as costas apoiadas. Sendo assim, é extremamente indicada para a estabilidade da coluna, dores lombares e fortalecimento das coxas.

Bikes Indoor Alta queima calórica e melhora do condicionamento é o principal objetivo das bikes indoor, conhecidas também como bikes de “spinning”. A diferença para as bikes convencionais está justa-

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mente no sistema de tração. Enquanto, as Verticais e Horizontais trazem tração eletromagnética, as Indoor apresentam rodas de inércia dianteiras que aumentam a intensidade da pedalada e simulam o treino em uma bike de corrida, uma vez que é mensurada a distância percorrida pelo usuário. A Movement conta com os modelos Tour e Tour S. A primeira apresenta volante de 19 kg em ferro fundido, transmissão com corrente, regulagem de banco e banco anatômico em PU. Já a segunda conta com volante

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Equipados de 30 kg de Hard Chrome, transmissão com correia, microregulagem de banco e banco anatômico em ergogel. Ambos equipamentos oferecem freio lateral e microregulagem de guidão. Enquanto, a Origym/Pró-Fittness aposta nas linhas Noox (estrutura interna em carbono, garfos aéreos que reduzem a vibração e Sistema Jet Set para ajuste do selim e guidão) e Quasar (estrutura em tubo oblongo, roda de inércia 22 kg e selim anatômico).

Plataformas

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A Plataforma Vibratória também se adequa a categoria dos cardiovasculares, pois é indicada para a recuperação de lesões, fortalecimento das articulações, redução de pesos e medidas. Dentre os possíveis exercícios estão: agachamento, abdominais e flexões. A Power Plate apresenta a tecnologia Acceleration Training com movimentos tridimensionais que possibilita entre 25 e 50 vibrações por segundo, o que permite maior con-

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A Plataforma Vibratória também se adequa a categoria dos cardiovasculares, pois é indicada para a recuperação de lesões tração e aumento do tônus muscular. Os benefícios são sentidos com apenas seções de 15 minutos, durante três vezes por semana.

Segurança e eficiência Segundo Corradi, a Movement desenvolve seus equipamentos com foco em três pilares ditos fundamentais. “Para os usuários a interatividade e facilidade de uso são primordiais para um treino prático, divertido e desafiador. Para os treinadores e coordenadores a segurança aliada aos parâmetros do usuário garante um treinamento eficiente. Para o investidor, é importante um bom retorno sobre o investimento através da depreciação reduzida, baixa índice de manutenção e alta liquidez”, garante.


Linha PROGRESS MAX. Este é só o aquecimento. A linha PROGRESS® MAX possui, além destes, mais 34 aparelhos especialmente desenvolvidos para oferecer suporte à reabilitação física, fisioterapia e atividades físicas. Seu diferencial está na facilidade de ajustes para o usuário, design moderno e estrutura robusta, garantindo resultados altamente satisfatórios.

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Entrevista

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o mundo dos negócios, enxergar oportunidades antes dos concorrentes é uma qualidade fundamental para se chegar aos melhores resultados e se tornar referência em sua área. E foi exatamente assim que a Netshoes se transformou na líder em comércio virtual de produtos esportivos no Brasil. Fundada em 2000, como uma loja de calçados femininos, ela mudou o foco, inovou ao deixar de lado os pontos de venda físicos e hoje colhe os frutos: em doze anos, o faturamento bruto anual saltou de R$ 240 mil para R$ 1,1 bilhão. A Revista Endorfina conversou com Renato Mendes, gerente de assuntos corporativos da Netshoes. O executivo explica a ascensão da empresa, detalha o processo logístico de estocagem e distribuição de produtos e comenta sobre a expansão para mercados no exterior, como Argentina e México.

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RE: Não ter um ou mais pontos de venda físicos traz vantagens, como a dispensa de custos com instalação de lojas. E o caminho contrário: quais são os principais custos envolvidos no processo de venda virtual? RM: O e-commerce não deve ser encarado como varejo tradicional. Nos últimos 13 anos, o desafio foi a consolidação da cultura de e-commerce que era pouco explorada em 2002. A Netshoes, depois de alguns dias do pedido recebido, envia um e-mail convidando o cliente a avaliar o produto e outras informações que variam com as características do item. Buscamos também personalizar a experiência de compra de cada consumidor em nossa página, por isso usamos a ATG, uma plataforma de e-commerce que nos permite customizar a nossa home para cada internauta. A Netshoes também permite que o cliente compare diversos modelos de tênis

Revista Endorfina: Hoje, a Netshoes é a referência em comércio virtual na área de materiais esportivos, mas o início da empresa contou com lojas físicas. Como ocorreu essa transição – em que as vendas passaram a ocorrer apenas pelo site? Renato Mendes: A Netshoes nasceu no dia 5 de fevereiro de 2000 com uma loja na Rua Maria Antonia, em São Paulo. Inicialmente, comercializava sapatos femininos, mas logo mudou seu foco para tênis. Em seguida, iniciou o trabalho com artigos esportivos e pouco tempo depois já eram sete lojas físicas, em academias e em um shopping da cidade. Nessa trajetória de expansão, em 2002 a empresa decidiu apostar em sua primeira loja na internet, paralelamente às operações físicas. Em 2007, a operação na internet se tornou a atuação única da companhia. Para a Netshoes, a venda não se encerra com um click, o consumidor precisa receber o produto dentro do prazo, ter um atendimento primoroso de pós-venda e facilidade de acessos aos serviços, como o de troca gratuita, por exemplo. Renato Mendes, gerente de assuntos corporativos da Netshoes www.revistaendorfina.com.br


1 da Internet A número

Criada há 13 anos, a Netshoes deixou as lojas físicas de lado; hoje, fatura mais de R$ 1 bilhão por ano no e-commerce Por Rodrigo Furlan

em percepção 3D, pois os escaneia por meio de uma ferramenta exclusiva chamada Shoefitr. RE: Qual é o faturamento anual da Netshoes? Há como estimar o número de produtos vendidos por ano? RM: A Netshoes disponibiliza mais de 38 mil artigos esportivos e de lazer e temos uma média de 15 milhões de visitantes únicos mensais. Além disso, temos mais de 4,5 milhões de fãs nas redes sociais. Em 2012, o faturamento bruto registrado foi de R$ 1,1 bilhão (confira quadro informativo para mais detalhes). RE: De que modo funciona a política de trocas da Netshoes? Há uma porcentagem referente à quantidade de produtos comprados que precisam ser trocados? A inexistência de lojas físicas dificulta o processo? RM: A Netshoes realiza a troca, sendo a primeira de forma gratuita, de qualquer

“A Netshoes disponibiliza mais de 38 mil artigos esportivos e de lazer e temos uma média de 15 milhões de visitantes únicos mensais” produto em até 30 dias corridos, a contar da data de recebimento. O cliente pode entrar em contato pelos diversos canais da empresa, como o telefone ou e-mail, solicitando a troca. Há também a opção de realizar a troca na web, que já representa 60% das solicitações. RE: A Netshoes já investe no comércio virtual para outros países. Qual é a receptividade do trabalho da empresa nesses outros mercados? RM: No ano de 2011, com a operação consolidada no Brasil, a companhia decidiu expandir seus negócios e iniciou o processo de internacionalização com operações na Argentina e no México. Logo no primeiro semestre de operação, os resultados foram acima da expectativa. RE: Como funciona o processo de estocagem dos produtos comercializados? É possível estimar uma quan-

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Entrevista Centro de Distribuição da Netshoes em Barueri

Quadro Quadrode de Faturamento Faturamento Bruto da Netshoes Bruto da Netshoes

“Somos responsáveis pela administração das lojas virtuais oficiais de clubes de futebol como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Bahia, Cruzeiro, Coritiba Chivas, Pumas, Monterrey...”

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tidade média de itens disponíveis a pronta entrega? RM: Os mais de 38 mil produtos oferecidos pela Netshoes estão disponíveis para pronta entrega. Inclusive, é possível visualizar o número de produtos disponíveis para o modelo e tamanho quando há um número baixo no estoque.

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RE: Falando em entrega, há como, resumidamente, explicar o processo de logística que começa com a compra e termina com a entrega do produto? RM: A Netshoes optou por gerir seus próprios processos e de áreas como, por exemplo, a central de relacionamento e a operação do Centro de Distribuição. Assim, é possível controlar os processos e identificar quais devem ser aprimorados rapidamente. Possuímos três Centros de Distribui-

ção no Brasil (Barueri, Itapevi e Recife), um na Argentina e um no México. RE: A Netshoes é a responsável pelas lojas virtuais de quantos clubes, atualmente? Nesse sentido, a iniciativa de assumir tal responsabilidade partiu de vocês ou dos próprios clubes? RM: Somos responsáveis pela administração das lojas virtuais oficiais de clubes de futebol como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Bahia, Cruzeiro, Coritiba (BRA), Chivas, Pumas, Monterrey, Club América e Cruz Azul (MEX). A empresa também opera os e-commerces brasileiros do UFC, NBA, Oakley, Puma, Havaianas, Timberland, Topper, Mizuno, Globo Esporte e do jornal esportivo argentino Olé. RE: O futebol ainda é o carro-chefe de vendas nesse segmento? Por sinal, quais são os outros esportes cujos itens são mais procurados pelos internautas?

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Ano Receita Bruta 2000¹ 240 mil 2001¹ 420 mil 2002¹ 970 mil 2003¹ 1,7 milhão 2004¹ 2,5 milhões 2005¹ 4,4 milhões 2006¹ 14,1 milhões 2007¹ 29,8 milhões 2008² 52,7 milhões 2009³ 155,9 milhões 2010* 366,9 milhões 2011* 716,8 milhões 2012* 1,1 bilhão 1 não auditado / fonte: Netshoes 2 Non IFRS 3 IFRS não auditado * IFRS auditado pela KPMG


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Entrevista Centro de Distribuição da Netshoes na Grande Recife

“Observamos um crescimento de mais de 1.500% na demanda por artigos relacionados às artes marciais mistas no país entre 2009 e 2012” RM: A Netshoes possui mais de 30 categorias esportivas, ou seja, somos um player multiesportes. Running e até mesmo moda esportiva casual ganharam muito espaço nos últimos anos e temos procura por itens em todas as categorias. RE: Foi anunciada recentemente uma parceria da Netshoes com

o UFC para a UFC Store no Brasil. Quais são as perspectivas com esse novo segmento? RM: Na Netshoes, observamos um crescimento de mais de 1.500% na demanda por artigos relacionados às artes marciais mistas no país entre 2009 e 2012. Assim, buscamos estreitar cada vez mais nosso relacionamento com os

fãs e proporcionar experiências únicas com a maior marca de MMA do mundo. A UFCStore.com.br conta com mais de 2 mil produtos, incluindo agasalhos, camisetas, bermudas, chaveiros, bonecos, luvas, quimonos, protetores bucais, mochilas, suplementos e tatames, entre outros, com entregas para todo as regiões do Brasil.

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Vitória

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Saiba quais são os quesitos fundamentais para se preparar para uma prova de longa distância, e como melhorar muitos aspectos

km

Por Paulo Gervino

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ara correr uma maratona é necessária uma preparação prévia que pode durar meses, dependendo do atleta. Cada vez mais, novos competidores se arriscam nas ruas e buscam completar seus primeiros 42 kms, então nada melhor do que algumas dicas. É preciso tomar cuidados e como as provas são extremamente desgastantes, uma rotina deve ser seguida. Não basta apenas focar em determinados aspectos, precisa balancear e equilibrar as necessidades, que passam, por exemplo, por nutrição, musculação e controle mental. Diego Fernandes, educador físico, afirma que o melhor é já ter experiência em corrida de rua antes de entrar para as maratonas: “É interessante já ter corrido antes, isso é primordial. Ter experiência

em cinco ou em 10 kms, já ter feito meia maratona. Pra uma prova longa é recomendado fazer, no máximo, duas ao ano. Se nunca correu e é a primeira maratona, melhor uma mesmo. Uma preparação de cinco meses é o tempo ideal”, resume. Ter uma alimentação bem regrada e seguir uma dieta específica pode ajudar no seu desempenho. “Não adianta só treinar e não comer direito. Se fizer provas de 20, 30 quilômetros e na hora de se alimentar não repor carboidrato, gordura e proteína, não começa a ter ganhos, só déficit, começa a perder massa magra e fica mais propenso a ter lesões”, explica Fernandes. Vitor da Silveira, 17 anos, é um caso que mostra como a preparação é fundamental. “Geralmente participo de provas de corrida, que são de 10 km, uma meia-maratona de 21 km, por exemplo, e no

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último mês fiz meus primeiros 42 km”, conta o jovem atleta. Ele ainda explica que pretendia participar de uma prova longa só em setembro, mas como vinha em um bom ritmo de treinos e estava motivado a completar o percurso, mesmo que tivesse de caminhar um pouco, resolveu arriscar.

Suplementação e hidratação Outro fator muito importante é a suplementação na hora da prova e Diego Fernandes dá dicas do que fazer: “Durante a prova vai ter que suplementar carboidrato, BCAA e aminoácidos, para atenuar as perdas. É interessante fazer durante os treinos também, não deixar para suplementar só no dia da prova. É bom também cuidar da hidratação, to-


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Passos A melhora dos passos traz evoluções de desempenho e ajuda na diminuição de tempo durante a corrida. Carlos Cardoso, corredor de rua e estudante de educação física, sugere a passada autoselecionada, já que, segundo ele, é a mais eficiente utilizada pelos corredores. A mudança de comprimento pode resultar em um aumento maior de produção energia, então é necessário que seja ajustada inconscientemente, reduzindo os gastos. Simplesmente aumentar a passada não funciona para provas longas. Existem diversos treinos para corridas e selecionamos três deles, utilizados por Vitor, em sua preparação. São eles:

Não adianta só treinar e não comer direito. Se fizer provas de 20, 30 quilômetros e na hora de se alimentar não repor carboidrato, gordura e proteína, não começa a ter ganhos, só déficit...” mando água ou bebidas com eletrólito”. Já Silveira acrescenta: “Antes de provas é normal aumentar a ingestão de carboidrato para que tenhamos um aumento de energia, mas é sugerido que não se consuma nada que o atleta não está acostumado, afinal não sabemos como o corpo vai reagir a isso e se for de forma negativa temos uma queda no desempenho”.

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“Fartlek”, que é o chamado treino intervalado, onde o ritmo e a intensidade da corrida são variados; Treino de tiros, onde correm distâncias curtas na máxima intensidade e velocidade, com pouco tempo de diferença entre esses tiros;

Treino longo, que tem como objetivo correr uma quilometragem e um tempo maior do que o de costume.

Para fechar o aprimoramento da preparação seria bom trabalhar em diversas altimetrias. “É legal treinar em subida e descida, já que o atleta pode acabar enfrentando isso durante uma maratona. Não é bom acostumar só com o plano. Se chega na hora da prova e tem uma subida fica complicado para quem não está acostumado. Tem que pensar que são 42 quilômetros, é muita coisa”, finaliza Diego Fernandes.

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maratona pensar que nos treinos já estará trabalhando muito a resistência, então seria bom dar uma prioridade pra força. Não que não vá treinar resistência, mas é bom equilibrar. Força, pliometria e potência também são utilizadas para aperfeiçoar o desempenho durante uma prova”.

Recuperação Força

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É indicado que também faça o fortalecimento muscular, já que o corpo funciona como um todo e durante a prova são utilizados diversos músculos. Eric Machado, corredor de rua, ressalta que “os treinos ajudam a musculatura a suportar maiores cargas, diminuindo o risco de lesão, além de providenciar uma boa flexibilidade e equilíbrio muscular”. “Quem deseja correr ou fazer uma maratona precisa ter uma base de musculação, de pelo menos duas ou três vezes

por semana. Treinar a articulação, como a do joelho, que seria com a cadeira extensora e mesa flexora, ajudar na articulação do quadril e do tornozelo, músculos do core (abdômen), glúteo, parte interna da coxa, também são pontos muito importantes”, complementa o educador físico, Diego Fernandes. Ele ainda explica que é possível seguir duas linhas de musculação, sendo a de resistência muscular localizada, o RML, e a de força. Mas, Fernandes prefere a segunda e justifica: “Se você parar para

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Respeitar os intervalos recuperativos é fundamental para o desenvolvimento dos músculos e aprimoramento da preparação. Carlos Cardoso, corredor de rua e estudante de educação física, explica que deve-se levar em conta o volume de treinos e de provas, e, a partir disso, determinar os intervalos. “Um número excessivo de treinamentos com ausência de intervalos de descanso poderá ocasionar uma fratura por estresse nos ossos, esse exagero no volume prejudica o desempenho”. Esses períodos colaboram para “supercompensação”, quando o intervalo de descanso promove outro estímulo.


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Tendência fit

As belas e o mar

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Projeto que ensina garotas a dominarem as ondas ganha adeptas pelas redes sociais e no bocaa-boca, criando “laços salgados inquebráveis”

Fotos: Avellañas Surfphoto

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urtir uma trip com uma galera legal e de quebra, aprender a surfar com uma das maiores competidoras do país. Essa é a proposta do projeto BBQ Only Girls. Capiteneado pela paulistana e surfista profissional e turismóloga Bruna Queiroz, 31, carinhosamente conhecida como “Bruninha”, o projeto já “levou” uma dezena de garotas brasileiras e de diversos cantos do mundo, como Estados Unidos e Portugal, aos encantos das ondas. Já a história de amor de Bruna com o mar começou na adolescência. “Durante toda minha infância, ia para Ubatuba, em férias e aos finais de semana. Lá eu surfava de bodyboard, de brincadeira. Aos 17 anos, uma amiga me deu uma prancha de presente para eu tentar surfar em pé, como ela. E nesse dia, eu me apaixonei pelo surf de verdade. Foi o momento do clique ´é isso que eu quero para mim’”, conta. Mas nem por isso o começo foi fácil. Ela viveu uma saga para se tornar moradora do litoral norte paulista. “Nessa época eu


Foto: Acervo Bruna Queiroz

tentei mudar para Maresias, mas meus pais não permitiram. Então eu terminei os estudos em São Paulo e vinha todos os finais de semana para a praia. Quando completei 18 anos, me formei no Ensino Médio e prestei vestibular para uma universidade de Mogi das Cruzes. Durante cinco anos, fui e voltei todos os dias para Mogi. Estudava à noite e de dia, surfava, treinava, me aprimorava no esporte. E ao mesmo tempo, aprendia a cuidar de uma casa sozinha. Durante esse período, me profissionalizei e quando me formei, já disputava o Circuito Brasileiro Profissional”, revela a esforçada Bruninha Queiroz.

O inicio Por conta de uma competição não realizada surgiu o BBQ Only Girls. Segundo Bruna, ela e uma colega, também surfista, fizeram uma viagem para a gravação de uma matéria em 2012. Nesse mesmo ano, o Circuito Brasileiro Profissional de Surf não aconteceu, por falta de patrocínio. Como resultado, todas as atletas profissionais ficaram sem campeonatos

nacionais para competir. “Resolvi investir em viagens para continuar treinando em ondas mais perfeitas e aprimorar meu surf”, conta. No entanto, o processo de formação das BBQ Only Girls foi muito interativo. “Quando voltei para o Brasil, recebi muitas mensagens nas redes sociais de meninas do país todo pedindo informações dos lugares que visitei, dicas e até mesmo querendo ir comigo em algumas viagens. Conversei com um amigo que entende do assunto e surgiu a ideia de montar grupos de meninas para que eu as acompanhasse em surftrips internacionais. A primeira viagem aconteceu em agosto de 2012. Depois, já rolaram mais duas. Ao todo, 13 meninas já viajaram comigo no projeto BBQ Only Girls”, explica a orgulhosa Bruna.

Diversão, sim; competição, fora de questão “O objetivo da BBQ não é competir, e sim, se divertir!”. Com essas palavras,

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Por Silvana Chaves

Bruna Queiróz destaca qual é o cerne do grupo. Segundo a atleta, as trips não são preparatórias para competições, mas sim, para fazer com que as garotas troquem experiências e energia dentro d’água, se ajudem e compartilhem a alegria de estar no mar. “Vivi intensamente a vida de atleta e mesmo amando estar dentro d’água para competir, sinto um prazer maior dividindo a alegria de um dia de ondas perfeitas junto com amiga (o)s. A ideia das viagens é essa”, diz a criadora do projeto BBQ Only Girls. Ela também ressalta uma das propostas das BBQ’s. “Fazemos por diversão, força de vontade, prazer e cooperação de todas, sem a pressão e seriedade das competições. Até porque vão meninas de níveis diferentes de surf. É muito legal ver uma motivando a outra, incentivando e trocando experiências. Isso acrescenta muito”. Para participar das viagens não é necessária uma preparação específica, como a que seria exigida de uma atleta

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profissional. Mas como em toda e qualquer prática esportiva, é importante que a surfista em questão tenha bom senso. Bruna reforça que é interessante que as meninas se alimentem e durmam bem, tenham consciência da importância de cuidar da mente e do corpo. “É importante também que as meninas estejam dispostas a se divertir e conhecer outras culturas e costumes dos países que visitaremos!”, alerta a animada surfista.

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A Revista Endorfina foi atrás das “surftripers” e descobriu um fato interessante: todas as garotas que participaram de alguma das edições da BBQ Only Girls, definiram a trip como “a viagem da vida”. A bióloga Marina Marins, 29, mora em Curitiba e participou da segunda viagem das BBQ, que teve como destino

“Eu estava planejando uma trip para a Costa Rica em dezembro de 2012, e como o meu marido não podia ir, o jeito era convidar as amigas. Aí conheci a Bru e o projeto BBQ Only Girls”

Realização

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a Costa Rica. “Fomos em três grandes amigas: eu, Juzinha e Carol, essa última, que infelizmente não está mais entre nós e por essa razão, deixa a viagem ainda mais especial. Vou ‘roubar’ o que uma das meninas do BBQ 3 sabiamente falou ‘Laços salgados inquebráveis’!”, relembra Marina. A também bióloga e curitibana Juliana Pina, 30, é amiga de Marina e também participou da BBQ Only Girls 2 para a Costa Rica. Em comum, as duas deixaram claro o amor pelas ondas latinas e a saudades da amiga Carol. “Eu estava planejando uma trip para a Costa Rica em dezembro de 2012, e como o meu marido não podia ir, o jeito era convidar as amigas. Aí conheci a Bru e o projeto BBQ Only Girls. Eu já estava certa que iria, aí comecei a incentivar essas duas amigas que também surfam. A


Tendência fit

Próxima parada A próxima viagem da BBQ Only Girls será em meados de julho, para a Nicarágua. E em agosto Bruninha pretende ir com outro grupo para a Costa Rica. Já no final do ano a ideia é visitar o Peru e talvez a Jamaica. “Em novembro, há a programação para uma trip rumo ao Peru. Em dezembro, estou organizando uma outra. Ainda não fechamos se será para a Jamaica. Pretendemos ainda fazer uma nova trip, que irá ou para Costa Rica ou para a Nicarágua”, projeta Bruninha Queiroz.

Saiba Mais As meninas podem acompanhar toda a programação pelo: Blog: www.surfevolutions.blogspot.com Facebook: www.facebook.com/brunaqueirozmaresias E-mail: bruninhaqueirozmaresias@hotmail.com

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viagem foi incrível, simplesmente perfeita. A logística de toda a trip estava muito bem organizada. Já estou articulando com a Bruninha a próxima. Quem sabe ainda role esse ano para a minha felicidade!”, conta Juliana, na expectativa. Já a surftrip girl paulistana Juliane Testai, 29, participou da terceira viagem das BBQ, que seguiu também para a Costa Rica, em março deste ano. “Conheci o Projeto através de uma amiga que viajou para a segunda BBQ. A experiência superou completamente minhas expectativas. A Bruna é uma atleta cujo trabalho eu já admirava antes da viajem e durante a viajem se mostrou amiga, parceira e muito incentivadora. É uma surfista de alma e passou para nós essa paixão. Aprendi muito e já percebi minha evolução surfando no litoral norte de São Paulo, onde costumo frequentar”, finaliza a gestora ambiental.

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brasil 2014

Aprovados “apenas dentro de campo” Por Felipe Araujo

Das seis arenas que receberão jogos da Copa das Confederações, quatro estão prontas. Ainda que com muito improviso

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As reformas do Maracanã, no Rio de Janeiro, e do Mané Garrincha, em Brasília, custaram mais de R$ 1 bilhão cada dar a torcida a ajudar o time. Ninguém incentiva time ruim”. Em campo tudo correu bem, mas fora dele o cenário não revela tantos aspectos

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Fotos: Rafael Ribeiro/CBF

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omo evento-teste para a Copa do Mundo de 2014, a Endorfina mostra a experiência de quem participou da Copa das Confederações para saber o que está no caminho certo e o que precisa melhorar para o ano que vem Em campo o Brasil deu show. Os comandados do técnico Luis Felipe Scolari venceram e convenceram nessa Copa das Confederações. Foram cinco jogos e cinco vitórias no caminho até o título, o quarto da competição – os outros vieram em 1997, 2005 e 2009. As vitórias levaram alegria para os torcedores e contagiaram todo país. “Os dados mostram que realmente as coisas evoluíram com uma velocidade muito grande. O time teve outra cara completamente diferente em um mês e meio. Foi uma evolução absurda que nem o Felipão esperava”, afirma Paulo Julio Clement, comentarista do canal de televisão a cabo FOX Sports, que acompanhou a Seleção Brasileira de perto durante a Copa das Confederações. Segundo PJ, a torcida colaborou para o desempenho do time. “Influenciou, mas ela vai muito pelo que o time está mostrando. Se a equipe não fosse bem, o entusiasmo não seria grande. Ela ajuda o time, mas o time também precisa aju-

positivos. Protestos, confrontos, bombas e obras inacabadas são as grandes marcas da Copa das Confederações 2013. E se o evento é considerado um teste para a Copa do Mundo 2014, muita coisa precisa ser feita e revista urgentemente.

O país... das manifestações Inicialmente a reivindicação era sobre o aumento no preço das passagens do transporte público. Mas os movi-


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mentos serviram, também, para pedir o fim da corrupção, melhorias na saúde, educação, ressaltar a desorganização na Copa das Confederações, o alto valor no preço dos ingressos – as entradas variaram entre R$ 95,00 e R$ 418,00. Para portadores de necessidades especiais o valor era de R$ 190,00 –, falsas promessas e superfaturamento das obras. As reformas do Maracanã, no Rio de Janeiro, e do Mané Garrincha, em Brasília, custaram mais de R$ 1 bilhão cada uma. A maioria das obras de mobilidade urbana não está concluída para a Copa das Confederações e outras têm previsão de entrega para depois da Copa do Mundo. Indignado, o povo foi às ruas mostrar seu descontentamento. Para Maria do Socorro Sousa Braga, cientista política da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), especialista em partidos, eleição e democracia, as manifestações a surpreenderam. “Há muito tempo que não acontecia uma mobilização dessa magnitude no Brasil. Um dos fatores é a facilidade de divulgação por meio da internet. É uma ferramenta fundamental e rápida para juntar um grande número de pessoas”, declara. Depois de iniciada a Copa das Confederações, os manifestos ocorreram, em diversos locais, especificamente nas cidades que receberam as partidas. “A população brasileira gosta bastante de futebol.

Não é contra o gasto em si, que a gente sabe que exige alto investimento, mas com o superfaturamento. Isso sim causa indignação, somada a outras formas de corrupção”, lembra Maria do Socorro. Sobre a Fifa, organizadora dos eventos, ela caracteriza a entidade como “um órgão que tem vários problemas e denúncias de atos de corrupção”. Para a cientista política não é uma instituição que demonstra preocupação com o país, suas peculiaridades e seus problemas sociais. “As imposições feitas criam várias tensões entre os governantes e vemos que está criando também com os setores que compõem a sociedade. Cada vez mais a tendência é que ela (Fifa) seja mais

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questionada. Não é a toa que foram feitos os movimentos no entorno dos próprios estádios, mesmo sabendo o quanto o futebol é popular no país. A Fifa não pode ter tanto poder. Isso está equivocado”, finaliza a profissional da UFSCar.


Copa in loco Rodrigo Gimenez, 26, administrador de Empresas, acompanhou a Seleção Brasileira nos três jogos da equipe na fase de grupos da Copa das Confederações. Morador da zona sul da capital paulista, “Galego”, como é conhecido, é amigo do zagueiro David Luiz. Junto com outros colegas e familiares do jogador ajudou a formar o “Bonde do David Luiz” nas modernas arenas brasileiras. “O acesso até o Mané Garrincha foi tranquilo. Só na chegada que teve tumulto bem perto da catraca, pois estava tendo manifestação na rua. Quando passávamos, a polícia quis evacuar a área, aí teve correria, cavalaria, bombas de gás lacrimogêneo. Tivemos que correr e pular a grade para entrar na arena”, descreve “Galego”. Já na segunda partida, em Fortaleza, “tivemos que alugar um apartamento porque não tinha mais hotel”, diz ele, que revela o sufoco para chegar ao Castelão, ainda mais por estarem acompanhados de uma criança de colo. “Acredito que foi pelo fato deles isolarem bem a área para a manifestação não chegar perto. Fomos de taxi, tivemos que descer uns 4 km antes e ir andando. Aí passamos no meio do manifesto, no meio de favela, no meio da Tropa de Choque. Só passava da barreira policial quem tinha o veículo

“O acesso até o Mané Garrincha foi tranquilo. Só na chegada que teve tumulto bem perto da catraca, pois estava tendo manifestação na rua” credenciado pela Fifa”, lembra. O “bonde” não parou e lá estavam eles em Salvador. “Lá conseguimos um hotel. Para chegar até a Fonte Nova também tinha uma barreira policial separando os manifestantes, mas já era mais perto. Andamos quase 1,5 Km até a entrada do estádio”, relata. Outro torcedor que teve a oportunidade de ver o Brasil em campo foi Renan Pinheiro, 22, que saiu de São Paulo com mais dois amigos rumo ao Rio de Janeiro para acompanhar a decisão da Copa das Confederações. Pinheiro comprou o ingresso no final do ano passado, por meio do cadastro no site da Fifa. “A retirada do ingresso foi muito

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além dos lugares para assistir ao jogo, que são bem espaçosos”, conta. O setor de alimentação, porém, foi criticado. “Eles servem comida ruim e cara. O Hot Dog é só o pão e a salsicha, bem pequeno e seco. Varia de R$ 8,00 a R$ 12,00. Não tem muita opção. É isso, batata frita ou uma coisinha ou outra. Varia pouco entre os três estádios. É basicamente o mesmo valor. Tudo caro”, reclama.

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fácil e tranquila, de forma bem rápida. Retiramos no próprio Aeroporto Internacional no sábado (dia que antecedeu o jogo), sem nenhum tipo de confusão”, conta. Instalados na casa da avó de um amigo, ele pegou um trem, que o deixou direto no estádio, na Estação Maracanã. “Isso que foi legal também. Não foi necessário ir de carro. Eles colocaram a passagem de ida e volta de graça com a apresentação do ingresso”, diz Pinheiro. A segurança também o impressionou. “As polícias do Rio de Janeiro estavam todas lá no entorno do Maracanã. Desde a PM até o Exército. Me senti bem seguro dentro e, principalmente, fora do estádio”, afirma. De maneira geral, Rodrigo Gimenez, o “Galego” elogia a modernidade dos estádios brasileiros e afirma que as arenas estão todas em nível europeu. “Está tudo bacana. Tem bastante gente para nos orientar. Tem vários voluntários trabalhando. Achei o banheiro muito bom,

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Outra crítica do torcedor Rodrigo Gimenez foi em relação à área de mobilidade urbana. “O acesso aos estádios precisa melhorar um pouco, principalmente por conta dessas manifestações. Na Europa é bem diferente. Em Wembley, por exemplo, o metrô lhe deixa na porta do estádio. Quando acaba o jogo, aquelas 90 mil pessoas evacuam de forma bem rápida e você consegue pegar o metrô tranquilamente”.


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brasil olímpico Fotos: Edu Moraes/Divulgação

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Por Eliezer dos Santos

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Álvaro José “Não podemos pensar em olimpíada sem dar o melhor para nossos campeões”

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Acompanhe a trajetória de Álvaro José Paes Leme, a verdadeira “Voz das Olimpíadas. Em 33 anos de carreira foram nove Jogos Olímpicos, além de momentos brilhantes e marcantes como as vitórias de Joaquim Cruz, Robert Schedit, César Cielo e Arthur Zanetti

Faltando muito pouco para a largada desta prova. Uma prova muito importante para nós brasileiros. Vamos torcer muito com Joaquim Cruz...” Houvesse o tiro. A final dos 800 metros livre masculino começa. “Tá lá a saída da prova. O norte americano Earl Jones tenta assumir a primeira colocação, mas o primeiro lugar é de Edwin Koech do Quênia seguido de perto por Joaquim Cruz...” A voz já começa a ficar mais alta. “Joaquim cruz ameaçando passar para a primeira colocação...” A narração agora segue em ritmo mais acelerado e fica cada vez mais tensa com os últimos metros da pista de atletismo do Estádio Olímpico de Los Angeles. O ano era 1984. “...vai lá, Joaquim... ganhando a primeira colocação. Fantástico Joaquim Cruz. Sebastian Coe ameaçando. Vai lá, Joaquim Cruz. Dá tudo de si.” Agora, o triunfo é quase certo. “Vai para a medalha de ouro... FANTÁSTICO JOAQUM CRUZ... BATE O RECORDE OLÍMPICO... UM MINUTO E 43 SEGUNDOS CRAVADOS...” O ouro é nosso. Já o recorde só foi batido doze anos depois, em Atlanta, pelo norueguês Vebjørn Rodal.

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sse momento histórico foi imortalizado por Álvaro José. Pensou em olimpíada? Com certeza também veio na sua mente a imagem (e a voz principalmente) desse narrador, jornalista e comentarista. Com mais de nove Olimpíadas de verão na carreira, o filho do jornalista Álvaro Paes Leme e pai da atriz Fernanda Paes Leme

é enfático em sua opinião sobre a realização do Rio 2016, e sobre a situação atual dos atletas brasileiros. E, é claro, relembra da vida que leva lado a lado com os atletas de alto rendimento.

Família Podemos dizer que Álvaro José teve em casa as melhores aulas que um jor-

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nalista em formação poderia ter. O pai, Álvaro Paes Leme, é um nome histórico da crônica esportiva brasileira. Fundador do jornal Última Hora, em São Paulo, também trabalhou em redações de rádio e televisão por mais de 50 anos. Foi figura marcante no esporte nacional, como lembra o filho que ainda pensa no pai quando tem alguma dúvida. “Papai me ensinou que o saber não ocupa lugar. Ele incentivou minha leitura e os primeiros passos na carreira”, recorda com admiração.

Álvaro José é comentarista esportivo desde 1980, quando tinha 23 anos. De lá para cá passou por todas as olimpíadas de verão A família é a base do jornalista. Com bom humor, Álvaro se lembra de quando a pequena Fernanda Paes Leme o “xingava” por ficar dias fora por causa da cobertura esportiva. Uma passagem em 1986 ainda faz Álvaro soltar o riso. “Emendei vários eventos – Jogos da Amizade em Moscou, mundial de natação na Espanha, mundial de vôlei feminino na Checoslováquia. Aí quando ela falava no telefone comigo, me chamava de ‘pai porcaria”. Mas depois sempre vinha a recompensa. “Eu trazia bonecas de todos os países. A Fernanda também ganhou todas as mascotes das olimpíadas que estive. Bela coleção”, brinca. Álvaro José é comentarista esportivo desde 1980, quando tinha 23 anos. De lá para cá passou por todas as olimpíadas de verão – Moscou, 1980; Los Angeles, 1984; Seul 1988; Barcelona, 1992; Atlanta, 1996; Sydney, 2000; Atenas, 2004; Pequim, 2008 e Londres, 2008. Além disso, tem no currículo cinco Copas do

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brasil olímpico Álvaro Paes Leme (pai) com o Rei Pelé

“A intensidade dos Jogos Olímpicos não tem comparação. A Copa do Mundo tem menos de 700 jogadores. A Olimpíada tem 10 mil atletas”

Mundo e quatro Jogos Olímpicos de Inverno, o último Vancouver, em 2010, já pela Rede Record, atual local de trabalho. “A intensidade dos Jogos Olímpicos não tem comparação. A Copa do Mundo tem menos de 700 jogadores. A Olimpíada tem 10 mil atletas”, compara. Nos 16 dias, uma cidade se torna o centro do planeta. “Histórias que se multiplicam e tornam fascinante esse universo. A natação e seus ídolos, a ginastica e sua perfeição, os esportes coletivos como o vôlei e o basquete tendo torneios que são campeonatos mundiais, o tênis com suas estrelas milionárias, os astros da NBA andando na Vila e o atletismo que dá 47 medalhas de ouro - quase 20% do que é disputado numa edição olímpica”, reflete.

Band, rádio e TV”, recorda. Para quem passou por tantas experiências, algumas chamam a atenção por serem curiosas. Além de transmitir jogos sem camisa – para rádio – por causa do calor em alguns lugares, Álvaro já teve que narrar uma prova de natação com um homem só na piscina. Isso foi em Sydney, em 2000. Pior, o atleta “não sabia nadar”. “Ele (Eric Moussambani) nadou sozinho uma eliminatória dos 100 metros livre e teve muita dificuldade, engoliu água e se atrapalhou. Ele tinha aprendido a nadar seis meses antes e fez o tempo de 1 minuto, 52 segundos e 72 centésimos . Foi o pior. Para o mundo se tornou Eric,

a enguia. Para mim foi o nadador que são sabia nadar”, brinca com o nadador da Guiné Equatorial, que nadou sozinho porque os outros dois competidores da mesma eliminatória queimaram a largada e foram desclassificados. Além dessas narrações, também marcaram a carreira de Álvaro José no ciclo olímpico os títulos de vela de Robert Scheidt (1996 e 2004), Cesar Cielo na natação em Pequim 2008 e Arthur Zanetti, nas argolas, em Londres 2012.

Rio 2016 Atualmente, Álvaro também ministra palestras sobre o esporte olímpico com motivação e informação sobre o Rio 2016. Falando nisso, a frase que dá título a essa matéria já indica o posicionamento de Álvaro José sobre o que deve ser

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A voz da Olimpíada

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Por conta da sua história com a causa olímpica, Álvaro José recebeu o mérito de ser chamado de a “Voz das Olimpíadas”. A brincadeira começou na década de 1980, mas foi imortalizada em Atenas, no ano de 2004. “Fui convidado para gravar o DVD da revista Placar. Eles pediram que as minhas credenciais fossem colocadas para a foto, aí o produtor e o fotografo disseram de imediato que eu era a ‘Voz das Olimpíadas’, titulo que já tinham me chamado em algumas transmissões da Álvaro José ministra palestra sobre o esporte olímpico

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brasil olímpico feito para o Brasil se tornar uma potência olímpica. Em Londres 2012 nosso país teve uma atuação intermediária. Com três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze, ficou na 22º posição no ranking geral, não superando Atenas, que são os Jogos onde o Brasil conseguiu o maior número de medalhas douradas: cinco no total. Para Álvaro, o Brasil poderia ter ficado entre os doze melhores do mundo no ano passado. Mas em 2016, no Rio, a coisa pode ser diferente, pois o fator “jogar em casa” pode mudar o pensamento de atletas e árbitros. “Algumas pratas poderiam ter mudado se fosse aqui. Esquiva Falcão, do boxe, aqui não seria punido. O vôlei masculino certamente não teria levado a virada e o de praia masculino teria vencido em Copacabana. E o futebol? Nunca aquela seleção teria ficado atrás do México. Com o elenco de Londres seriam sete ouros. A classificação seria muito boa.”, avalia.

Mas para chegarmos lá, a situação do esporte brasileiro deve mudar bastante em apenas três anos. Um exemplo é o do medalhista de ouro Arthur Zanetti. O ginasta, que ganhou o ouro inédito nas argolas em Londres, cogitou mudar de nacionalidade em busca de melhores condições de treinamento. “De um lado o Brasil está se adequando para se tornar potência olímpica. Do outro estão esses grandes atletas que tanto conquistaram.

Não podemos pensar em Olimpíada sem dar o melhor para nossos campeões. O alto nível deve e tem que ser tratado de forma diferente”, afirma Álvaro José. “O Rio precisa de um centro moderno de ginástica para os atletas. E a melhoria do esporte nacional virá com o PAC do esporte. Quadras cobertas nas escolas, pistas de atletismo em cidades de todo país. Aí vão surgir atletas que poderão fazer a diferença”, completa.


duas rodas

Aventuras com a magrel a Mountain Bike proporciona desafios, resgata a sensação de liberdade e aumenta o contato com a natureza

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Por Fernanda Dias

qualquer quebra vai atrapalhar o pedal. É recomendado levar alimentos energéticos e leves para não pesar na mochila, geralmente barras de cereal, algum tipo de salgado como amendoim, bolachas entre outros. Quanto às roupas, é indicado usar bermudas de bike acolchoadas que ajudam bastante as dores nos glúteos, uma camisa leve e uma capa de chuva mais fina para se prevenir dos imprevistos.

Sobre as bikes é indicado utilizar as específicas para MTB. Com um bom conjunto de freios, câmbio e amortecedores dianteiros

Onde pedalar Na capital é raro encontrar locais para pedalar em trilhas. Eis que em São Paulo existe o grupo Trilhas de Bike. Coordenado por Renato Santos. Tudo começou em

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2004 com a iniciativa de alguns integrantes que se reuniam aos finais de semana para pedalar em locais onde o contato com a natureza fosse o foco principal.

Fotos: Divulgação

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ngana-se quem pensa que a magrela limita-se aos asfaltos e ciclovias. A Mountain Bike diverte e entretém os mais aventureiros que insistem em desvendar os mistérios e belezas das trilhas e matas adentro. Os passeios podem ser feitos em duplas ou grupos. Mas nunca sozinho. Para os iniciantes é necessário cuidado redobrado e tudo começa ainda dentro de casa: é importante escolher bem a roupa e checar o equipamento. Como todo esporte, o MTB necessita de uma avaliação médica, um bom preparo físico e certa dose de responsabilidade. Existem trilhas extremamente perigosas. Por isso, é indicado começar com trajetos mais simples e evoluir o grau de dificuldade conforme o tempo. Vale lembrar que uma pedalada “Off Road” é bem mais cansativa do que no asfalto, então não pense que porque você pedala 30 Kms na ciclofaixa que será possível enfrentar uma trilha sem precisar fazer muito esforço físico. Sobre as bikes é indicado utilizar as específicas para MTB. Com um bom conjunto de freios, câmbio e amortecedores dianteiros. Os pneus não devem ser lisos e a manutenção precisa estar em dia, pois você estará no meio do mato ou em algum lugar mais deserto, então

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duas rodas “Hoje somos um grupo com eventos quase semanais para pedalar em locais próximos a São Paulo”, destaca Santos. O Trilhas de Bike pedala até 200 Kms da grande São Paulo, ele também comenta que a cada três semanas são organizadas trilhas alternando entre percursos médios e trajetos para iniciantes. “Nas nossas trilhas fornecemos toda a infraestrutura para que o pessoal se preocupe apenas com a pedalada. Disponibilizamos alimentação (frutas, barras de cereal, isotônicos, água, etc), guias para o percurso, mecânicos especializados em MTB, um enfermeiro/socorrista habilitado e um carro de apoio 4x4 que acompanha o grupo durante o percurso. Para

“... participamos de eventos organizados pelos clubes de bicicletas da região. Uma vez chegamos a pegar estrada com cerca de 2.000 pessoas...”

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quem está começando e ainda não tem uma bike ou quer provar do MTB sem gastar muito também temos aluguel”, ressalta Renato Santos. Mas para praticar esse esporte não é preciso fazer parte de um grupo estruturado. É possível realizar o passeio na companhia de amigos. É o caso dos publicitários Leandro Caselato e Marcio

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Massari. Residentes na cidade de Limeira, interior de São Paulo, eles se encontram praticamente todo final de semana para enfrentar as aventuras dentro da mata. “Às vezes participamos de eventos organizados pelos clubes de bicicletas da região. Uma vez chegamos a pegar estrada com cerca de 2.000 pessoas. Foi uma grande experiência”, destaca Caselato, que completa. “Seguimos todas as especificações técnicas, como: checar a bike antes de sair para trilhar, levar principais itens de segurança e ir abastecido de água e comida. Sem contar que fazemos alongamento antes e depois de praticar o exercício. Assim, evitamos possíveis contusões”. Massari reforça que o esporte não deve ser praticado sozinho. “Pedalamos na maioria do tempo em estradas e caminhos onde é muito fácil acontecer um acidente. Se você estiver sem companhia, sair de uma situação é bem mais complicado. Outro problema muito recorrente

Valor

calórico

são os casos de assaltos. Com o aumento nos preço das bikes, muitos praticantes acabam sendo furtados. Por isso, é sempre bom conhecer o local ou se informar antes de montar sua turma e sair por aí”.

Mata adentro Questionados sobre os prazeres de se aventurar na magrela, Marcio Massari responde: “Acima de tudo pratico pela sensação de liberdade. O contato com a natureza é maravilhoso. Sem contar que a cidade de Limeira é bem localizada, temos ótimas opções de trilhas na região”. Já Leandro Caselato acrescenta que além de relaxar o corpo e a mente é possível exercitar o companheirismo e trabalho em equipe. “O ciclista nunca enfrenta uma trilha sozinho, um dia eu ajudo e no outro sou ajudado. É um esporte de união, força, aventura e diversão”.

A queima de gordura varia de acordo com o percurso. Em trilha para iniciantes o tempo médio é de 2 a 3 horas com uma queima de 1.000 calorias. Já numa trilha média o tempo pode chegar a 5 horas com 2.500 calorias gastas.

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duas rodas

“o prazer está nos desafios, na possibilidade em descobrir novos percursos, tentar completar um circuito mais técnico...” Para Renato o prazer está nos desafios, na possibilidade em descobrir novos percursos, tentar completar um circuito mais técnico, enfrentar uma subida inclinada, uma descida mais rápida. Tudo sem ultrapassar seu limite e descuidar da segurança. “As vantagens são muitas! A primeira delas é estar em contato com a natureza e conhecer lugares diferentes. Um dia você está na Serra do Japi, outro dia passeando pelas Fazendas de Itupeva e região ou dando uma volta na represa Atibainha em Nazaré Paulista. Todos os lugares pouco poluídos, com muito verde e um visual sensacional. Sem contar que melhora o preparo físico e sempre é possível fazer novas amizades”, finaliza Renato.

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Os mais indicados Gostou do esporte e quer se aventurar? Confira os roteiros mais próximos de São Paulo e se jogue na mata! É possível encontrar exuberantes percursos na Serra do Japi, entre as cidades de Jundiaí e Cajamar; Outro município chave é Paranapiacaba, no topo da Serra do Mar, originalmente criada para abrigar os trabalhadores da estrada de ferro de Santos – Jundiaí; A Serra da Cantareira, local mais próximo de São Paulo, é ótima para quem está disposto a enfrentar muitas subidas e descidas; As cidades de Itu, Itapeva e Indaiatuba são locais com infinitas possibilidades de caminhos e estradas de terra. Além da paisagem repleta de fazendas, pastagens e um grande número de pedras com os mais diversos formatos e tamanhos.


aquáticos

Um Mineirinho

na briga pelo topo Figurando entre os melhores surfistas da atualidade, Adriano de Souza, almeja se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o mundo Por Por Flávia Ribas

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A

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Fotos: Paulo Barcellos

pesar do apelido “mineirinho”, Adriano de Souza, 26 anos, nasceu no Guarujá - litoral de São Paulo. Na infância, incentivado pelo irmão mais velho, deu as suas primeiras remadas. Atualmente, após 12 anos participando do circuito profissional de surf, é o brasileiro melhor ranqueado no World Championship Tour, WCT 2013 – o campeonato mais importante da elite do surf mundial. Mesmo com um currículo de dar inveja a muitos surfistas consagrados (primeiro brasileiro a liderar o ranking mundial em 2011, quatro vitórias seguidas em cima de Kelly Slater, entre muitos outros títulos), foi na etapa de Bells Beach, na Austrália, que o brasileiro começou 2013 com o pé direito. “É um sonho realizado ganhar Bells, o evento mais antigo que temos no mundo do surf, é tipo Mônaco para a Fórmula-1. Vencer lá foi simplesmente entrar para a história”, destaca Mineirinho. Já na etapa do Rio de Janeiro, disputada em maio, ele ficou com o segundo lugar, atrás do sul-africano Jordy Smith. Mas para alguns especialistas do mundo do surf, a hora de um brasileiro se tornar campeão mundial pela primeira vez está próxima. Feito que o norte-americano, Kelly Slater, já repetiu 11 vezes em sua carreira. No entanto,

Mineirinho acredita que a pressão não o incomoda, visto que deseja atingir a marca em breve. “Sei que é um objetivo que tenho, aproveito essa pressão e me esforço para isso acontecer. O surf brasileiro vem crescendo forte durante os últimos anos, portanto estou dando o meu máximo para que isso ocorra o mais rápido possível”, declara.

“Minha relação com ele é de fã do seu trabalho, não sou amigo pessoal, mas considero magnífico o que ele faz”

Tem mais gente... Além de Adriano, os brasileiros Filipe Toledo, Gabriel Medina, Willian Cardoso, Raoni Monteiro, Miguel Pupo e Alejo Muniz são nomes que figuram entre as posições do WCT e mostram a força do surf nacional. “O Gabriel é um atleta fenomenal, adoro a postura dele no World Tour. Fora da água é uma referência. Acredito que foi o primeiro atleta brasileiro a ser considerado uma estrela mundial. Um surfista extremamente focado no que quer, tem um grande futuro pela frente. Minha relação com ele é de fã do seu trabalho, não sou amigo pessoal, mas considero magnífico o que ele faz”, diz Mineirinho.

Treino, suor e areia Treinado por Peterson Rosa, ex-surfista profissional e uma das lendas da modalidade, Adriano de Souza respira surfe durante as 24 horas do seu dia.

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“Quando estou no Brasil, o meu foco é a parte física, não surfo muito e, sim, dou ênfase aos exercícios fora da água. Já quando viajo, faço ao contrário, surfo mais, coloco tudo em prática. Gosto muito de natação e academia, são dois fatores importantes para a minha rotina”, explica. Garra, determinação e dedicação, essas são as palavras de ordem para alguém que quer se tornar campeão mundial. Para ser um esportista profissional é preciso renunciar à algumas coisas, mas Mineirinho não se arrepende. “Tudo tem um preço na vida, perdi toda a minha adolescência na busca por ondas perfeitas, na busca pelo meu sonho. Olho para trás e não me arrependo, acredito que daqui a alguns anos eu possa voltar a minha vida normal. Hoje, tenho de seguir algumas


Sei que é um objetivo que tenho, aproveito essa pressão e me esforço para isso acontecer” www.revistaendorfina.com.br

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aquáticos “Fabio Gouveia é uma pessoa que sempre usei como referência. Hoje, posso falar que atingi seu recorde no mundo do surf e sou muito feliz por isso” regras para continua vivendo tudo isso, como ter uma alimentação regrada, dormir cedo, acordar cedo, treinar bastante. Fatores que te levam ao extremo do esporte”, define. Além de uma dura rotina, o atleta também enfrenta a convivência permanente com a dor. “Já tive várias lesões leves. No joelho, no tornozelo e tenho

dois sintomas de hérnia na coluna, na região lombar. Devido ao esforço na posição de surfar e muitas viagens de avião, isso foi se agravando, é o acumulo de vôos durante esses últimos 12 anos. Convivo com essa dor desde então, por isso sempre tenho de treinar a parte física, para não sentir tanto”, diz.

O futuro Nas horas livres, Adriano de Souza gosta de editar vídeos e assistir futebol. Mas quando tem de se concentrar para uma competição, opta por escutar música brasileira. Bandas como O Rappa e rappers como Projota, Racionais Mcs e Mv Bill estão sempre presentes em sua playlist. Quando questionado sobre quem é o surfista a ser batido em sua modalidade, Mineirinho não hesita. “Eu acredito que o Kelly Slater e o John John são os dois atletas que demonstram um nível fora

da realidade, o meu maior rival no esporte é o Kelly, sem dúvida nenhuma”, ratifica. O “monstro” Slater já venceu duas etapas do WCT deste ano e John John ainda nenhuma. Até o fechamento desta edição, Mineirinho tem uma vitória a menos que o americano. Já sobre o seu maior ídolo no universo das ondas, o paulista aponta um “brasuca”. “Fabio Gouveia é uma pessoa que sempre usei como referência. Hoje, posso falar que atingi seu recorde no mundo do surf e sou muito feliz por isso”, revela. Adriano de Souza demonstra que mesmo com todas as conquistas, a humildade está intrínseca em seu caráter. “Eu quero continuar surfando e espero criar um filme sobre a minha história. Já consegui atingir o meu maior sonho, que era ser surfista da elite mundial e tirar a minha família da favela. Hoje, só me resta a conquista do título mundial”, completa.

Adriano de Souza (Mineirinho) Origem do apelido: na infância, seu irmão mais velho era chamado de Mineiro e ele, consequentemente, de Mineirinho. Além disso, Adriano sempre foi de pouca conversa. Nascimento: 13/02/1987 Local: São Paulo-SP Peso: 65 kg Altura: 1,67 m Patrocinadores: Pena, Oakley, Red Bull, Skullcandy, Mitsubishi, FCS, DHD, Gorilla e Banana Wax.

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Pico perfeito: Guarujá, sua casa.

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Onda inesquecível: O primeiro tubo que pegou em Pipeline, Havaí. Na bateria conseguiu a nota 8,97. Perdeu, mas saiu muito satisfeito pela onda.

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Radicais

Praticidade e equilíbrio Skates do tamanho dos pés proporcionam mais adrenalina aos praticantes, e exigem muita concentração Por Henrique Mota

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Foto: Edilson Caparbo Rider: Rogério Garcia (Rojão)

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urante anos vivemos a era do skate street e vertical, modalidades até então competitivas. Mas a busca pela diversão foi responsável pelo surgimento do skate longboard, além do retorno às raízes Old School, em função do reaparecimento do skate tubarão, clássico dos anos 80. Atualmente, a nova mania é o ressurgimento do mini model e sua releitura mais recente o nanoboard. Tiago Matulja, skatista e shaper relembra seu início no esporte, e destaca como passou a andar com os mini skates. “Eu sou da velha guarda, meus primeiros skates de criança eram mini models, no início

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“É muito sensível, e por ser pequeno qualquer coisa que você faça ele vai responder rápido...”

dos anos 80. A partir de 1985 eu tive meu primeiro tubarão, depois nos anos 90 skates no modelo street. Mas como nunca tive tanta habilidade para os tricks mais complexos e logo com slides em ladeiras, me interessei pelos longboards. De um ano pra cá voltei a curtir os minis e agora com o nanoboard”, diz. A praticidade é uma das muitas qualidades dos mini skates, até porque é fácil de locomover. “Muita gente que anda de downhill, street e outras modalidades, acaba usando o mini skate. Ele cabe em uma mochila, dá para pegar o metrô com ele, não tem problema nenhum. Você

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sobe e desce calçada, é uma coisa muito fácil, muito rápida. E se vai entrar num banco, ou numa reunião, é só colocar embaixo da cadeira”, descreve Matulja. Os mini skates também podem ter tamanhos e formatos variados. Composto pelo nose (parte frontal) e pelo tail (rabeta), a prancha pode ser mais longilínea, arredondada, quadrada e até mesmo inusitada, como a forma do pé, por exemplo. Já a parte traseira é o que define como o skate vai se desenvolver na pista. “Além do formato da prancha, a configuração do skate precisa ser ideal. Trucks, rodas, rolamentos variam de tamanho,


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Radicais Foto: Rogério Garcia Rider: Denis David de Lima

maciez, diâmetro e tudo isso influencia na performance. No caso dos modelos menores, a maior preocupação é com a segurança”, destaca o shaper. Segundo, Rogério Garcia dos Santos, mais conhecido como Rojão, os modelos reduzidos também proporcionam um grau maior de dificuldade. “É muito sensível, e por ser pequeno qualquer coisa que você faça ele vai responder rápido. No longboard é tudo muito diferente, já no pequeno qualquer erro vai te derrubar. Para quem está iniciando é melhor andar bem devagar e ficar esperto, um segundo de descuido e você está no chão. Exige atenção, equilíbrio e concentração. As quedas são consequência”, brinca. Segundo ele, os benefícios com a prática do mini skate ultrapassam os limites da diversão. “Como o mini exige bastante, você trabalha bem o corpo, ganha definição muscular, perde peso, melhora o equilíbrio e a memória muscular”, completa “Rojão”. A velocidade é um ponto alto, pois é um skate muito ágil e suas rodas são relativamente grandes para o shape. Matulja também ressalta que os mais habilidosos conseguem andar em qualquer modelo e local. “É um skate que faz curva muito rápido, então é usado também pela galera do slalom. Quem curte carvear ladeira abaixo com os minis, é um rolé diferente, pra quebrar o gelo e sair da mesmice”.

História Renato Hussein, skatista e shaper revela que o surgimento dos mini skates não é de agora, mas que os modelos voltaram com tudo nesses últimos anos. “Já faz

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tempo que existe e nós revivemos na rua, e ganhou mais vida agora. O espírito de todos contribuiu para isso”, conta. “Rojão” foi uns dos precursores do mini model e destaca que o início ocorreu por um acaso. “Quando ninguém andava de mini, eu comecei andando no com 20 polegadas que o Renato Hussein fez, na reedição dos anos 70 Old School. Depois na incapacidade de deixar os ângulos certos, fui cortando o skate street e ficou pequeno, aí deixei no formato do meu pé, arrumei, mas ficou menor do que eu pensava. Tentava ir pra frente e não conseguia. Isso faz uns três anos, ninguém acreditava na ideia, porém ajudou muito no meu equilíbrio. Hoje, faço manobras e quero homologar como o menor skate do mundo. Tenho 1,94m e ando em um skate com10 polegadas e até com oito polegadas”, destaca Rojão.

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Tudo se reaproveita De acordo, com Renato Hussein, os mini skates também possuem um caráter ambiental, uma vez que são feitos por meio de material reaproveitado. “Grande parte é produzido com restos de skates quebrados, ou que as pessoas não usam mais. É barato e sustentável”, reitera. Apesar de originados de outros skates, as versões minis são mais complexas, devido aos minuciosos ajustes. “Considero um tamanho de mini com até no máximo 29 polegadas. Eles são os mais difíceis de fazer, muito mais até que um longboard. Demoro um dia para concluir, e qualquer erro é fatal. É preciso ter muita atenção”, explica Hussein. Para quem deseja curtir a nova mania entre os skatistas, a dica é ir ao Museu do Ipiranga e Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Esses são os locais mais frequentados pelos amantes do mini skate. “O forte do mini é o sorriso que ele vai tirar do seu rosto, e do rosto de quem te ver passar. Fique à vontade para fazer qualquer manobra, kickflip, 360, varial flip, bananeira ou slide, cada um sabe o que faz pra curtir em cima do carrinho. Se quiser apenas dar um passeio pela marquise do Ibirapuera vai curtir muito também”, orienta Matulja.


aventura

Para se aventurar no

inverno

Endorfina traz dicas de como e onde praticar esportes e curtir belas paisagens na estação mais fria do ano. Trace sua rota, pegue sua mochila e caia na estrada, ou cruze a fronteira céu afora Por Eliezer do Santos

O [ Ano4 | Número24 ] 2013

inverno chegou. Muitas pessoas o odeiam, outras desfrutam das características da estação. Os apreciadores aproveitam para subir a serra, ou até mesmo “curtir” um pouco de neve em alguma estação de esqui pela América do Sul. Mesmo com o frio intenso, não está descartada a possibilidade de sair de casa para praticar esportes. A Serra da Mantiqueira, com seus picos e vales, esconde diversos obstáculos para a prática de esportes radicais e do ecoturismo. Trilhas, cascatas e até locais reservados para um arvorismo com a família. Mas há outras opções um pouco mais longínquas em nossos vizinhos Chile e Argentina. Confira abaixo alguns dos locais e boa aventura!!

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Suiça Brasileira Campos do Jordão, que está a 173 kms da capital paulista pode ser uma boa alternativa para a prática. A cidade fica à altitude de 1.628 metros, sendo, portanto, o mais alto município brasileiro. São

mais de 47 mil moradores, mas Campos infla na alta temporada de inverno, o que obriga o turista a reservar com antecedência o quarto de hotel e os passeios. Para começar, o apreciador da natureza pode se aventurar até mesmo com a família com uma caminhada leve pelo Horto Florestal. A área de oito mil hectares abriga cinco cachoeiras: Canhambora, Campos, Garalhada, Quatro Pontes e

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Sapucaí. Elas são acessíveis em duas horas de trilha. Tudo isso fica na região do Parque Estadual de Campos do Jordão, que é uma unidade de conservação da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Se estiver a fim de olhar a natureza do alto, uma boa pedida é o arvorismo.


aventura Fotos: Edvander Silva

Com um circuito bem criativo, o Pesqueiro Pesca na Montanha e o Rancho Santo Antônio dão ao ecoturista uma ótima visão em meio às araucárias – espécie de árvore típica da região. Já para um pessoal mais experiente, vale à pena seguir um trekking e um alpinismo pela “Suíça Brasileira”. O que leva à Pedra do Baú é um clássico, mas mesmo com frio o atleta vai suar um pouco. Para chegar nos dois mil metros de altitude da formação rochosa, é necessário caminhar quase duas horas, além de ter que passar por uma escadaria com mais de 200 ganchos. O caminho para as cachoeiras da Pedreira dura três horas mata adentro, e inclui uma escalada de 15 metros de altura. Para a queda Celestina são cinco horas de trilha, também passando por diversos obstáculos que exigem o máximo de concentração, mas tudo deve ser feito com o auxílio de guias. A “magrela” também tem seu espaço. O Parque Estadual de Campos do Jordão abriga diversas trilhas, de vários níveis de dificuldade, que podem ser feitas de bike. Casa Redonda é uma das mais leves. A trilha começa no Alto Capivari e termina na Represa do Fojo. Para um nível intermediário, vale fazer mountain-bike pela Três Matas, que fica a 1.750 metros de altitude.

Vizinhança

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A América do Sul também possui uma capacidade muito grande de receber os turistas que querem ver neve. Os países mais procurados para esse propósito são o Chile e a Argentina.

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Por um final de semana, o casal gastou cerca de

R$

1.500,00

Minas Gerais

N

o lado mineiro da Serra da Mantiqueira também há espaço para a prática de ecoturismo e esportes radicais. Monte Verde, no sul de MG, tem acesso pela rodovia Fernão Dias e fica a 168 kms de São Paulo e 480 kms da capital Belo Horizonte. O distrito é uma alternativa mais barata que Campos do Jordão, com uma infraestrutura que não deixa a desejar. Entre os principais atrativos estão as escaladas para os iniciantes na Pedra Redonda (40 metros) e Chapéu do Bispo (18 metros), além do rafting e boia-cross pelo rio Jaguari. As atividades pela corredeira gelada começam em maio e vão até novembro. Para quem prefere desafios a toda velocidade também pode optar pelo rally de quadriciclo. “O trajeto é bem radical e fica emocionante com as poças d’agua que se formam depois de um dia de chuva.”, afirma Edvander Silva, que viajou a Monte Verde no final de junho com a esposa e amigos. Mesmo acostumado a fazer atividades radicais esporadicamente, o jornalista sofreu um pequeno acidente no meio do percurso, “mas fui prontamente atendido pelo guia”, acrescenta. O grupo também se aventurou por uma caminhada que

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levou a um mirante, com dificuldade média. “Havia uma tirolesa bem radical, que passa por entre as árvores e chega a ficar 70 metros do chão, mas por causa do meu acidente eu não tive condição física para me arriscar”, lembra. Por um final de semana, o casal gastou cerca de R$ 1.500,00, incluindo pousada, alimentação e os passeios. Em relação à infraestrutura, chamou a atenção a falta de um posto médico que atenda a população e ao turista no final de semana. No caso de uma emergência, a pessoa deve ser levada ao centro de Camanducaia, que fica 30 kms de distância.


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aventura Fotos: Ricardo Gouveia – Local: Fitz Roy-Patagônia

Local: Glaciar Perito Moreno-Patagônia

O voo de São Paulo à Santiago do Chile, na alta temporada de inverno, não sai por menos de US$ 600,00. Para chegar às estações de esqui no entorno da capital Santiago, o ideal é contratar empresas de turismo que fazem o translado, pois a estrada que leva até o topo da Cordilheira dos Andes é sinuosa e escorregadia por causa da neve (são 60 curvas fechadas). Durante o inverno o trânsito é liberado das 08h às 14h exclusivamente para subida e de 14h até às 20h só para a descida. A maior e mais moderna estação de esqui da América Latina está justamente lá. O Valle Nevado fica a 3.205 metros sobre o nível do mar e tem 9.000 hectares de superfície “esquiável”, distribuídas em 31 kms de pistas. Fica a uma hora de Santiago.

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A vizinha Argentina também é um centro internacional de esportes de inverno. A região de Bariloche é a mais conhecida, mas a região mais ao sul, na Patagônia, também já é uma boa opção

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Inaugurado em 1988, é um lugar ideal para esquiar e praticar os mais variados esportes de inverno, como esqui, snowboard, heli-ski, asa delta, helisurf, motonieve, trenó, e caminhadas. Também possui uma ótima infraestrutura hoteleira e gastronômica. O local fica aberto o ano inteiro, mas a temporada de inverno ocorre entre 17 de junho e 9 de outubro. A vizinha Argentina também é um centro internacional de esportes de inverno. A região de Bariloche é a mais conhecida, mas a região mais ao sul, na Patagônia, também já é uma boa opção aos mais corajosos. Mais corajosos porque o frio por lá pode chegar a -20 no inverno. A viagem do radialista e jornalista Ricardo Gouveia começou na minúscula El Calafate, que possui pouco mais de cinco mil habitantes. “Não tirava férias havia

dois anos e comecei a procurar alguns destinos. Aí vi umas fotos da Patagônia. Achei sensacional! E mais legal ainda quando vi que o preço era menor até do que outras viagens aqui no Brasil”, lembra Gouveia. A principal atividade escolhida foi a caminhada. “Umas das trilhas que fiz foi num lugar chamado Estância Cristina. É um passeio bem longo. Saí às 7h e fui chegar de volta no hotel só às 21h. A guia nos explicou que seguíamos rastros deixados por cavalos, que são hikers naturais. Então, basicamente fazíamos o trekking baseandonos em fezes e pegadas de cavalos.” Os trekkings saíram por um custo médio de 600,00 pesos argentinos, algo em torno de R$ 250,00 com a cotação média de julho. Mas a “apoteose” para o radialista foi a caminhada pela geleira Perito Moreno.

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O Glaciar é considerado uma das reservas de água doce mais importantes do mundo. Localizada dentro do Parque Nacional Los Glaciares, criado em 1937 na província de Santa Cruz. Só para se ter uma ideia, a geleira ocupa uma área territorial superior que a da cidade de Buenos Aires. “Um detalhe legal do trekking no Perito Moreno, é que ao fim da caminhada (toda feita com umas travas que a gente põe no tênis) eles oferecem uma dose de whisky com pedras de gelo da própria geleira! Eu nem curto whisky, mas não tinha como recusar uma oferta exótica dessas!”, relembra. A viagem à Patagônia no inverno deve ser bem planejada, pois como o clima na região é instável, há a possibilidade do avião não poder pousar ou o turista ter que ficar “enclausurado” dias no hotel.


nocaute

A hora

do troco Endorfina conversou com especialistas e atletas de MMA, sobre quais as possíveis revanches que os fãs do UFC gostariam de ver ainda em 2013. A lista é grande e as análises fogem do “patriotismo” habitual. Vale à pena conferir: Por Felipe Araujo

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xiste luta e existe ‘aquela luta’. Por algum motivo, certos combates ficam marcados na memória do público. Às vezes nem pelo resultado final, que pode ter sido incontestável, mas pelo o que acontece além do octógono mais famoso do mundo. No UFC é assim. Pela grande quantidade de lutadores qualificados, fica difícil repetir uma luta “que deu o que falar”. Algumas revanches serão inevitáveis de acontecerem, outras, talvez, nunca mais ocorram. É difícil saber o que se passa na cabeça de Dana White, presidente do Ultimate e o principal responsável por casar as lutas dos eventos. O chefão já permitiu a repetição de alguns duelos, mas boatos e especulações sempre existem, por isso, a Endorfina foi atrás de quem conhece do assunto para analisar prováveis revanches dentro das grades do UFC. Confira então, a opinião de Jorge Corrêa, repórter na cobertura de MMA desde 2009 para o UOL Esporte. Com o blog “Na Grade do MMA”, ele também acompanha os

eventos do UFC in loco; Com cartel de 15 vitórias, 4 derrotas e 1 empate, o peso-pena do UFC, Felipe Sertanejo também dá seus pitacos. Assim como, Viscardi Andrade, semifinalista da segunda edição do The Ultimate Fighter Brasil, e que lutará com Bristol Marunde no dia 3 de agosto, no Rio de Janeiro.

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Anderson Silva x Vitor Belfort Já imaginou um novo confronto entre Anderson Silva e Vitor Belfort? Provavelmente sim, não é verdade? No primeiro encontro entre os brasileiros pesos-médios, o “Spider” levou a melhor e manteve seu cinturão. Aliás, o chute frontal


Fotos: Divulgação

no queixo que desmontou Belfort ainda no primeiro round ficou “engasgado” na garganta de muita gente. Para alguns, o carioca teria grandes chances se não fosse o vacilo que o levou a nocaute no UFC 126, no dia 5 de fevereiro de 2011. “É uma luta muito factível de acontecer. Mantenho a mesma opinião de fevereiro de 2011, quando os dois se enfrentaram pela primeira vez: Vitor é o único peso médio da atualidade que tem condições técnicas de fazer frente ao Anderson. O Spider pode mais uma vez nocautear de forma avassaladora, mas Belfort é único nesse momento que pode complicá-lo de alguma maneira” - Jorge Corrêa. “Nessa luta eu acho que é bem dividido. O Anderson é o cara do UFC, mas o Vitor é um dos atletas mais completos do MMA. Acho que vou torcer pelo Vitor, porque sou fã dele” – Felipe Sertanejo. “Acho que está na hora de ter esse combate. O Vitor vem ganhando suas lutas e com muito destaque. Na última vez em que eles lutaram, o Anderson conseguiu tirar aquele golpe maravilhoso da cartola. Creio que todos querem ver novamente um duelo entre os dois. Vai ser muito equilibrado, mas se tem alguém que pode vencer o Anderson é o Vitor” – Viscardi Andrade.

“O grande problema é que nunca sabemos qual Shogun que vai entrar no octógono: o gênio das lutas contra Lyoto ou o cansado que enfrentou Jon Jones e Gustafsson” Rogério Minotouro x Maurício Shogun O que dizer então de uma luta que já foi considerada o combate do ano e um dos mais marcantes na história do MMA? Em 2005, os também brasileiros pesos-médios Rogério Minotouro e Maurício Shogun proporcionaram um verdadeiro show, quando ainda atuavam pelo Pride. Na ocasião, depois de três rounds extremamente equilibrados, Shogun levou a melhor nas quartas de final do GP na decisão dos juízes. A luta até tinha data para acontecer novamente, mas uma lesão nas costas forçou Minotouro a desistir do co-evento principal do UFC 161, realizado no dia 15 de junho deste ano. “Essa luta tem que acontecer, ainda mais agora, depois de ela ser marcada e cancelada por conta de uma lesão de Rogério. Com os dois bem treinados, no melhor de suas formas físicas e técnicas, Maurício é favorito. Bem, ele é mais completo e bate mais forte. Mas quem teve a melhor atuação recentemente foi Minotouro e isso pode colocá-lo à frente nessa disputa. O grande problema é que nunca sabemos qual Shogun que vai entrar no octógono: o gênio das lutas contra Lyoto ou o cansado que enfrentou Jon Jones e Gustafsson” – Jorge Corrêa. “Pelas últimas lutas do Shogun acho que ele levaria. Seria uma boa luta, mas o Shogun está melhor” – Felipe Sertanejo. “O Shogun não está no melhor de sua forma física, pois se estivesse, talvez, fosse o campeão de sua categoria. O Minotouro é um atleta muito duro, mas acho que se houver essa luta vai dar Shogun” – Viscardi Andrade.

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nocaute

Júnior Cigano x Cain Velásquez No duelo de gigantes, Cain Velásquez e Júnior “Cigano” dos Santos já se encontraram duas vezes. Na primeira oportunidade, em dezembro de 2011, o brasileiro saiu-se melhor e roubou o cinturão do adversário com um belo nocaute no primeiro round. Quase um ano depois, no UFC 155, como desafiante ao título dos pesados, Velásquez aplicou uma verdadeira surra no brasileiro e retornou ao posto de melhor da categoria por decisão unânime dos juízes. Dana já deu pistas de que haverá o terceiro duelo entre eles até o fim de 2013. Quem vencerá desta vez? “Melhor disputa do UFC dos últimos tempos, um tira-teima inevitável. Cada um já mostrou suas armas, onde podem fazer frente ao rival. Cigano no boxe e na velocidade de suas mãos, Velásquez no wrestling e força física. Os dois se conhecem muito bem, por isso é uma enorme incógnita essa terceira luta. Cigano chega mais esperto com o aprendizado da surra que levou no final de 2012” – Jorge Corrêa. “Se houver essa luta, o Cigano leva. Ninguém sabe o que aconteceu na última luta. Não era o Cigano no octógono, ele estava irreconhecível” – Felipe Sertanejo. “Seria uma luta muito boa, sem dúvida, mas com uma ligeira vantagem para o Velásquez. O Cigano já mostrou que é muito bom no boxe, tem um queixo forte, pois aguenta apanhar, mas o Velásquez se mostrou mais preparado para lutar em alto nível por cinco rounds” – Viscardi Andrade.

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Jon Jones x Lyoto Machida Por fim, mais uma revanche que pode envolver cinturão, e por consequência, a possibilidade do Brasil ter mais um representante entre os campeões do Ultimate. Jon Jones pode ter pela frente, outra vez, Lyoto Machida. O brasileiro chegou a dar trabalho no primeiro round do UFC 140, realizado no dia 10 de dezembro de 2011, mas após sentir um golpe no segundo round, Jones encaixou uma guilhotina e finalizou Lyoto. “Não vejo essa luta acontecendo. Jones já deixou claro que não pretende enfrentar Lyoto novamente, porque de todas suas disputas de cinturão, foi o rival que menos vendeu pay-per-view, ou seja, a luta que menos recebeu dinheiro. Lyoto é um jogo muito ruim para o norte-americano, mostrou o caminho para entrar na guarda de Jones. Sua tática de entrar, golpear e sair, pode complicar o campeão. Mas contra Jones, você tem de ser infalível, um erro e acabou tudo. Foi o que aconteceu na primeira luta entre eles” – Jorge Corrêa. “Eu gosto muito do Lyoto e torceria por ele, mas ganhar do Jon Jones seria bem complicado. Ele é o melhor da atualidade. Acredito que somente o Vitor Belfort teria condições de vencê-lo” – Felipe Sertanejo. “Acredito que seria uma luta difícil para o Lyoto, mas ele já mostrou na primeira luta que é muito bom. O Jon Jones está bem demais e o Lyoto foi o único que conseguiu vencer um round do cara. Seria uma luta de muita qualidade técnica” – Viscardi Andrade.


Na moda

Quentes e funcionais Mesmo usada debaixo dos uniformes e roupas de treino, a segunda pele ganha status de item de primeira necessidade para proteger e enfrentar temperaturas baixas

Por Silvana Chaves

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á alguns anos, era comum ver esportistas usando várias camadas de roupas, especialmente na prática de atividades ao ar livre. Até então, as fibras têxteis e o processo de tecelagem não eram considerados determinantes na melhora do desempenho dos praticantes de atividades físicas. No entanto, esses materiais são vistos não só como facilitadores, mas como essenciais, levando-se em conta a situação de uso, mas para impulsionar as performances, praticamente em todas as modalidades. O mercado de tecelagem dispõe atualmente de produtos com densidade e textura diferenciados, e até mesmo com um mix de fibras que resultam em tecidos especiais que podem, por exemplo, otimizar a evaporação do suor, remoção e transporte da umidade corporal, propriedades antibióticas, aumento da resistência superior mecânica do corpo, preservação do aquecimento corporal em dias frios, dentre outras facilidades. O Brasil, considerado o 3º país consumidor do mundo, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), importou só em 2011 o equivalente a US$ 6,4 bilhões, das

categorias tecidos químicos/misturados, vestuário, fios químicos, têxteis industriais/funcionais, ornamentos e acessórios. Segundo a ABIT, os maiores fornecedores desse tipo de material são: China, Índia, Indonésia, Estados Unidos e Argentina. A Revista Endorfina selecionou alguns modelos das marcas mais renomadas do mercado, para que você conheça e escolha a sua “segunda pele”.

Até então, as fibras têxteis e o processo de tecelagem não eram considerados determinantes na melhora do desempenho dos praticantes de atividades físicas Nike Pro Combat Hypercool: Essa segunda pele da Nike é formulada com um tecido sintético que protege contra o suor e ajuda a manter os jogadores frescos e confortáveis. Em um clima mais frio, a camiseta deixa os atletas aquecidos e a superfície interna escovada conserva o calor do corpo sem reter a umidade. $ Preço sugerido R$ 169,90

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Adidas Techfit Entry Manga C: O modelo masculino da Adidas, além da manga em “C”, tem a modelagem no padrão TECHFIT, conta com compressão média que ativa os músculos, promove suporte para o corpo, especialmente no torso e melhora a postura durante a prática esportiva. $ Preço sugerido: R$ 89,90

Asics M Favorite LS: Composta por 100% poliéster, a camiseta de manga longa possui recortes em mesh, para melhor ventilação, costura em flat seam, logo refletivo e proteção solar UPF 50. $ Preço sugerido R$ 99,90

Penalty Compressão Brasil 70 manga longa ou curta: Desenvolvida sem costura, essa peça é produzida com o sistema Seamless, que auxilia no aumento e manutenção da temperatura corporal. Possui orifícios nas laterais, que proporciona mais ventilação enquanto o corpo transpira. Ela também ajuda na recuperação muscular do atleta, já que pela compressão da musculatura o esforço empregado no exercício é menor, além de ajudar a prevenir lesões. Os dois modelos possuem barra feita em silicone, que proporciona um ajuste perfeito ao corpo. É composta de 70% de poliamida, 24% poliéster e 6% elastano. $ Preços sugeridos: manga curta: R$ 109,99 e manga longa: 119,99

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Asics Men’s LS Poliamida: Camiseta de manga longa em tecido leve, composto por 100% de poliamida.Tem secagem rápida e logo refletivo. Tecido com proteção solar UPF 50. $ Preço sugerido R$ 99,90

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T-Shirt Térmica Crew Umbro: Com manga curta e gola careca, esta camiseta da Umbro é feita de uma mistura de poliéster e elastano capaz de manter o corpo na temperatura ideal para a prática esportiva. Minimiza a perda de calor no frio e o superaquecimento nos dias mais quentes. $ Cores: preto, vermelho, branco e royal. R$ 99,90

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pilates

Equilibrar para

condicionar Conheça os benefícios do Balance Miofascial Funcional e do Balance Pilates, para equilibrar os movimentos corporais e trabalhar força e resistência de maneira inovadora

Por Camila Marques

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Fotos: Divulgação

cias e condicioná-las, a fim de diminuir dores e disfunções. Segundo seus idealizadores, o fisioterapeuta Fabio Mazzola, e a educadora física Cristiani Junqueira, o Balance Miofascial Funcional se torna mais eficiente do que o Pilates tradicional, na recuperação das funções, uma vez que atinge as camadas mais profundas do músculo, acelerando o processo. “Todo mundo tem desequilíbrio miosfascial e muscular e isso não vai limitar os benefícios do Pilates, mas com o alongamento prévio, o resultado é mais rápido”, justifica Mazzola, que também é sócio da RPG Mazzola e Zaparolli, que forma profissionais nas técnicas de RPG

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s técnicas regenerativas do RPG, aliadas aos benefícios do Pilates. É isso que oferece o Balance Pilates Miofascial Funcional, método que previne e corrige retrações no tecido conjuntivo que une e recobre os músculos, também denominado fáscia ou sistema miofascial de trilhos anatômicos. Desenvolvida há um ano e meio e apresentada, recentemente, na 23ª Fitness Brasil Internacional, a técnica utiliza o alongamento conduzido de longa duração – em média, 12 min - seguido de exercícios de fortalecimento do core, para alongar, e assim, equilibrar as fás-

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em todo o país. O arquiteto Sérgio Machado, que já pratica Pilates há anos, também reconhece as diferenças de quando começou a realizar as técnicas da nova vertente. “Além da consciência corporal, que me faz buscar melhores posturas todo o tempo, tenho uma sensação de totalidade, como se eu estivesse envolvido por uma membrana que reagisse inteira, aos movimentos de cada parte”, declara. A idealizadora e também instrutora do BMF, Cristiani Junqueira, explica que além de reestabelecer o equilíbrio dos movimentos corporais, o método promove o aumento do tônus muscular e da força.“ Muitos exercícios do alongamento passivo são adaptados às técnicas do Pilates de forma ativa (concêntrico ou excêntrico), mas ao contrário do que acontece na primeira fase, na qual o profissional conduz o movimento, no Pilates, os exercícios são realizados com aparelhos ou técnicas que vão exigir mais força do aluno, e assim, melhorar a performance”, explica a educadora física, que também criou a metodologia Liberty Pilates. Ela também afirma que a técnica pode ser utilizada na preparação de atletas, a fim de melhorar o desempenho, contu-


do deve ser iniciada no período correto, para não comprometer a performance. “Por alterar postura, força, flexibilidade, o Pilates altera a amplitude do movimento esportivo, portanto deve ser praticado no período de treinamento geral e não específico, no caso da prática de corrida, por exemplo”, finaliza.

CONTROLE NA INSTABILIDADE O Balance Pilates, trazido com exclusividade, para o Brasil pelo Maha Studio do Corpo, é outra modalidade que prioriza o equilíbrio e a integridade das articulações, mas de um jeito diferente: utilizando como aparelho um tecido ultrarresistente, com alças nas extremidades - também adotado por algumas

“Em alguns momentos, até é possível voltar à infância, por meio dos movimentos de balanço. Você não pensa em nada” técnicas do yoga - e com a mesma funcionalidade de um balanço, preso à parede ou ao teto. Os praticantes realizam os exercícios apoiados ou em suspensão, com grau variável de estabilidade, o que favorece o trabalho de força, equilíbrio e resistência à fadiga. “Um pouco de instabilidade obriga o corpo a se estabilizar, usando a contração da musculatura, que é o treino do equilíbrio”, afirma o fisioterapeuta Antônio Cláudio Fretz, sócio do Maha Studio do Corpo. A técnica também traz elementos da ginástica artística e da arte circense, e não apresenta nenhum tipo de restrição, exceto às pessoas com problemas nos joelhos ou nas articulações. Além disso, também é uma boa pedida para quem

deseja enxugar a silhueta, pois contribui para o gasto de 400 kcal em 1h. Sua metodologia é dividida em três níveis estruturais e de complexidade: alongamento (no chão e com mais estabilidade), fortalecimento (entre o chão e o aparelho, com relativa estabilidade)

e mobilização (totalmente suspenso). “Nesta fase, trabalhamos bastante as articulações, principalmente as da coluna, por meio dos movimentos de rolamento”, destaca Fretz. A personal trainer Thalita Carvalho é aluna do Maha há oito meses e revela

OS MOVIMENTOS A idealizadora e instrutora do Balance Miofascial Funcional, Cristiani Junqueira, destaca alguns exercícios de Pilates, utilizados para condicionar os trilhos anatômicos, na fase ativa do método

Roll Over

Trabalho excêntrico do trilho superficial posterior, por meio da estabilidade da cintura escapular e da coluna vertebral e mobilidade do quadril. (Veja na imagem 1)

Twist Torção

Trabalha extensão e flexão do quadril e da coluna, por meio da estabilização da coluna em flexão lateral e da descarga de peso em um dos braços. (Veja na imagem 2 )

Backstroke Prep (decúbito dorsal)

Enquanto se movimenta os ombros em adução, movendo o carrinho, é possível trabalhar o reto e os oblíquos abdominais e os flexores do pescoço, em isometria, e também os adutores do ombro. (Veja na imagem 3)

Breast Stroke (decúbito ventral)

A extensão dos cotovelos e consecutiva abdução dos ombros, seguidas da extensão da coluna e dos joelhos, com abdução e rotação externa dos quadris, favorecem o trabalho dos eretores da coluna, glúteos e isquiotibiais, na parte inferior, e deltoide, tríceps e peitoral maior, na parte superior. (Veja na imagem 4)

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pilates

tico. “Em outras palavras, além de você ficar fisicamente mais apto e hábil, suas funções cerebrais também se beneficiarão com as muitas possibilidades de inversão”, explica. As facilidades práticas são claras, já que o equipamento pode ser instalado em qualquer lugar. Bem como os movimentos podem ser feitos sem ajuda, no caso

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que encontrou no Balance uma fuga do cotidiano, inclusive, na prática de atividades físicas. “Em alguns momentos, até é possível voltar à infância, por meio dos movimentos de balanço. Você não pensa em nada”, descreve. Mas apesar do apelo lúdico e de relaxamento, a educadora física considera o método mais intenso e desafiador do que as modalidades tradicionais, especialmente, pela fase de suspensão. “O centro de força tem que ficar contraído o tempo todo, o que aumenta a dificuldade e exige consciência corporal e concentração maiores”, pontua. A treinadora e também sócia do Maha, Roberta Rubaldo, aponta as vantagens neurológicas obtidas com a prática. Segundo ela, o esforço para manter o equilíbrio e realizar os exercícios sobre o “balanço” exige a integração completa e uso do sistema neuro musculoesquelé-

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de indivíduos treinados. Aos interessados em ingressar na modalidade, Antônio Fretz adianta: “É um pouco melhor se a pessoa já faz Pilates, pelo alongamento, percepção corporal e capacidade de ativação do centro de força, mas não é pré-requisito para a prática, afinal ela existe justamente para desenvolver e aprimorar todas essas habilidades”, conclui.


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MG Clínica Imanishi Endereço: Rua Dr. Silvestre Ferraz , 1093 - bairro BPS – Itajubá-MG CEP: 37500-054 Site: www.imanishi.com.br E-mail: atendimento@imanishi.com.br Tel: (35)3622-7282 Livraria Colmed Minas Endereço: Rua Paraíba, 319 - Poços de Caldas-MG CEP: 37701-022 TEL.: 35 3721-9145 E-mail: colmedminas@uol.com.br

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Cara do UFC Agora já possível treinar com a marca do octógono mais famoso do mundo. A New Era apresenta uma linha completa de acessórios para treinamento de MMA do UFC. Dentre as opções estão: sacos de pancada, luvas, protetores e de cabeça e canela e até a famosa Sauna Suit (roupa térmica para a perda de líquido).

Flexibilidade e resistência As Faixas Elásticas Mercur auxiliam na manutenção do condicionamento para quem visa opções versáteis e eficazes. A faixa moldada em látex oferece uma resistência progressiva para o usuário, e atua no fortalecimento, melhora da coordenação motora, ajuda na reabilitação física e fisioterápica. Dentre os possíveis movimentos estão: agachamento, exercício funcional de ombros, fortalecimento dos membros inferiores, dentre outros. Para mais informações acesse: www.mercur.com.br

Conceitos da natureza A Puma apresenta a nova linha Bioweb, inspirada nos princípios da Biomimética, que avalia elementos da natureza e os incorpora no desenvolvimento de novos produtos. O calçado faz alusão à teia de aranha e traz conceitos baseados na versatilidade, pois se adequa para a prática de atividades físicas e também para o casual. O solado é interligado com o cabedal, por isso proporciona uma experiência diferenciada aos usuários. Para mais informações acesse: www.puma.com.br

Estilo MMA

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O fight wear tem conquistado não apenas os praticantes de MMA, como também os fãs e admiradores do esporte que mais cresce no mundo. A Ablaze, marca especializada na confecção de artigos e acessórios de artes-marciais, lança a linha de camisetas Ablaze Fight Wear. Os modelos em algodão trazem estampas estilizadas e ajudam a compor o look casual e ao mesmo tempo esportivo. Para mais informações acesse: www.ovostore.com.br

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Made in Japan A Pearl Izumi, marca japonesa especializada em vestuário e acessórios esportivos, desembarca no Brasil, e promete novidades. A começar pela linha de tênis para running, E: Motion. Os calçados sem costura garantem maior conforto e estabilidade aos atletas. O modelo Road M3, estabiliza a pronação do médio-pé por meio da entressola. Assim, é possível ter mais fluidez durante as passadas. O calçado é indicado para provas de longa distância e para atletas que necessitam de um leve auxílio contra a pronação.

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Força da carne Aumente sua força e a massa magra com proteínas diretas da carne. O suplemento Carnibol da Integralmédica é enriquecido com a proteína Miofibrilar isolada e hidrolisada da carne, o que melhora a contração muscular. BCAA, Ornitina, Glutamina, Arginina e Creatina também compõem o produto que também auxilia na rápida recuperação e no anabolismo. Carnibol não contém gorduras, tampouco carboidratos e está inserido na Linha Darkness, com máxima concentração dos nutrientes e conceito ultrahardcore. Para mais informações acesse: www.integralmedica.com.br

Pré-treino inovador Assault da Muscle Pharm, é um pré-treino que chega ao Brasil, com uma proposta inovadora. Formulado à base de Creatina Con-Cret, ou creatina HCL - com 5-10g por porção, microdosada conforme o peso corporal - o suplemento melhora a hipertrofia muscular e evita as dores do pós-treino, uma vez que acelera a recuperação e atua como inibidor do ácido lático. Já os BCAA’s na proporção de 3:1:2 ajuda a preservar a massa magra. Assault pode ser encontrado em quatro sabores: Fruit Punch, laranja com manga, framboesa com limonada e melancia. Para mais informações acesse: www.carduz.com.br

Máxima definição Volume e definição são as principais propostas do termôgenico F-Destroyer, que mescla Greeen Coffee e Sinefrina. A exclusiva fórmula potencializa os treinos, proporcionando mais força e energia para quem realmene é “Darkness”. O produto pode ser encontrado em potes de 200g, no sabor Frutas Vermelhas. Por ser neuroestimulante não é indicado o consumo durante a noite. Para mais informações acesse: www.integralmedica.com.br

Reduza medidas Para quem visa o emagrecimento saudável, uma alternativa é a IS0-L Carnitine da Midway. Uma dose diária já fornece o aporte necessário de carnitina para a diminuição de gorduras, além de gerar mais energia durante a prática de atividades físicas. As versões disponíveis são: tangerina e limão, em frascos de 900 ml. Para mais informações acesse: www.midwaylabs.com.br

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40% de Proteína A Midway lança a barrinha Force Bar Protein, composta por 40% de proteínas de alto valor biológico. Além de 12g de Whey Protein Isolate – WPI e BCAA’s. Com isso se torna uma alternativa rápida e eficaz para quem necessita do aporte proteico ao longo do dia. Os sabores são: Chocolate e Morango. Para mais informações acesse: www.midwaylabs.com.br


sô frazão

Projeto “bumbum durinho” para o verão com Solange Frazão

Separei algumas dicas para você manter a forma e ficar linda para a estação mais quente do ano

O verão já, já está aí. Esse é o momento certo para darmos início aos exercícios. Por isso, “bumbum à obra”! Vamos usar o mini-band (elástico rígido e curto) e as caneleiras (pesadas).

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Super série:

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Coloque as caneleiras (peso no limite 10, 12 ou 14 kg). Vamos executar o chamado “quatro apoios”. Nesse exercício, você apoia os cotovelos e os joelhos no solo e eleva a perna (direita) flexionada por 10 repetições. Faça mais 10 repetições com a perna estendida. Repita com a perna esquerda. Em seguida, deite de barriga para cima, coloque o mini-band

na altura dos joelhos e eleve o quadril por 20 repetições contraindo os glúteos. Depois disso, levante, coloque o mini-band na altura do calcanhar e ande passo a passo lateralmente (abrindo o elástico ao máximo) - 10 passos para a direita e 10 passos para a esquerda. Sente na máquina de abdução e faça 15 repetições bem pesadas, divididas em quatro séries.

Solange Frazão é apresentadora, defensora da qualidade de vida e colunista da Revista e do Portal Endorfina.com

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Capriche na alimentação saudável e rica em proteína. Se necessário, consulte um médico e descreva sua dieta minuciosamente depois dos resultados dos seus exames. Por último, durma com qualidade. São necessárias no mínimo sete horas por noite. Pronto! Bumbum durinho e saúde em dia. Respeite sua vida praticando SAÚDE!


Revista endorfina Ed.25-Thiago Pereira  

Thiago Pereira, Álvaro José, Nutrição, Suplementos, Fitness, Bem-Estar, Mountain Bike, Surf, Adriano de Souza, Pilates, MMA, UFC

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