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O LADO BOM DA

INSATISFAÇÃO E

m 2009, Fernanda Keller cruzou pela 23ª vez consecutiva a linha de chegada do Ironman Hawaii, um dos percursos mais complicados e ingratos da história do esporte mundial. Aos 46 anos, ela não tem a menor intenção de parar. Quer continuar correndo, pedalando e nadando por centenas de quilômetros, anualmente. E onde arrumar tempo para treinar cerca de oito horas por dia e ainda manter um instituto que atende a centenas de crianças? Por que não parar depois de tantas conquistas? Hortência é outra insatisfeita. Entrou para o Hall da Fama do Basquete Mundial em 2005. Considerado um verdadeiro “Oscar” desta modalidade, o prêmio já tinha sido utilizado para coroar a carreira de gente como Kareen Abdul-Jabbar e Earvin “Magic” Johnson. Se dependesse de todo o resto do mundo, Hortência tinha alcançado o direito de parar de se preocupar com o basquete e aproveitar para o resto da vida a deliciosa sensação de missão cumprida. Mas como todo profissional de sucesso, inquieto e eternamente insatisfeito, ela continuou e agora oferece o seu nome no sacrifício diário de tentar reerguer o basquete nacional. Completamos um ano de circulação da Endorfina, totalmente inspirados pelo pensamento das rainhas do triatlo e do basquete. Também assumimos a postura de eternos “insatisfeitos”. Começamos do zero e conquistamos rapidamente a confiança de quem já estava há muito tempo fazendo a indústria fitness funcionar. Atingimos índices dos quais nos orgulhamos demais e esta “insatisfação” eterna, inspirada

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em duas grandes atletas, continuará sendo o nosso motor, para que a superação de metas seja sempre algo natural, como foi nesse primeiro ano de vida. Também aproveitamos a data comemorativa para tratar de um dos assuntos que mais acompanha o dia-a-dia do praticante de atividade física: emagrecimento. Seja sincero consigo mesmo e admita: todos nós, esportistas, amadores ou profissionais, pensamos em algum momento a respeito da inevitável perda de peso. Por isto trazemos matérias especiais de lutas e corrida indoor, duas das alternativas mais dinâmicas e divertidas que as academias oferecem hoje. Também apresentamos um pequeno tratado sobre termogênicos, com orientações importantes para quem quer utiliza-los com sabedoria. Os exercícios funcionais, ótima alternativa para perda de peso, também ganham texto especial nesta edição. E as famosas “barrinhas de cereais”? Como é que elas podem colaborar com o seu plano de emagrecimento? Fique à vontade para descobrir junto conosco. E o “Endorfina Responde” te ajuda a refletir sobre o que realmente ajuda a emagrecer, com a ajuda de profissionais sérios, sem blá-blá-blá, sem falsas receitas milagrosas e com muita sinceridade. E é também com muita sinceridade que agradecemos a todos os leitores e parceiros da Endorfina pelo primeiro ano de nossa história. Muito obrigado! Eder Brito Diretor de Redação


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EXPEDIENTE 12

Brito, Flávia Ribas, Liege Soldano e Rafael Bonates.

EXPEDIENTE Diretor Executivo e Publisher: Michel Kaminski Diretora de Publicidade: Ivete Gramm Gerente Comercial: José Santos Direção de Arte : Edilson Santana Circulação: Natália Esteves Atendimento: Eliana Silva EDITORIAL Diretor de Redação: Eder Brito Jornalista Responsável: Eder Brito - MTB 51.548 Revisão e Edição: Eder Brito e Gabriel Nicolatti Colaboradores: Diogo Patroni, Érica

ARTE E FOTOGRAFIA Projeto Gráfico e Diagramação: Sushi Comunicação (11) 2024 0923 Imagens: Shutter Stock AGRADECEMOS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E EDUCAÇÃO FÍSICA QUE NOS AJUDARAM NESTA EDIÇÃO: A equipe de jornalismo da Revista Endorfina agradece a todos os profissionais das diversas áreas de conhecimento que nos ajudam a construir o conteúdo desta publicação. Enfatizamos que as declarações emitidas por entrevistados e os artigos assinados não representam necessariamente a opinião da Revista

A Revista Endorfina é uma publicação especial e bimestral da Kaminski Editora e Publicidade. Distribuição em academias, clínicas de nutrição e fisiologia, clínicas de fisioterapia e de pilates, clubes esportivos, hotéis e spas, condomínios e flats com academias, universidades, escolas, cursos técnicos, associações e eventos esportivos, estabelecimentos comerciais direcionados ao segmento esportivo, lojas de suplementos e de produtos naturais, lojas de equipamentos, roupas e acessórios fitness, federações e confederações esportivas, principais construtoras e administradoras do setor imobiliário. Praça: Nacional. Tiragem: 20.000 exemplares. A redação da Endorfina não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo este último de inteira responsabilidade dos anunciantes.

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CONSELHO EDITORIAL Walter Feldman Thiago Lobo CAPA Fernanda Keller Foto: Tatiana Rehbein ENDORFINA Av. Ipiranga, 1097. 9º Andar -93 CEP 01039-000. São Paulo - SP Tel. 3227 9555 ou 3228 8696 redacao@revistaendorfina.com.br www.revistaendorfina.com.br


NOVO

A ENERGIA EM DOSE ÚNICA


:: VEM AI O PORTAL ENDORFINA, O PORTAL REFERÊNCIA NO SEGMENTO FITNESS E

ÍNDICE 16 18 28 48 54 58 68 74 82 14

WELLNESS :: MAIO 2010!

CEREAIS EM BARRA Fibras ao alcance da mão e com poucas calorias!

COMBATE AO SEDENTARISMO Quais são os motivos para praticar luta?

ENDORFINA, UM ANO DEPOIS As declarações e opiniões que resumem o nosso ritmo

RAINHA DO BASQUETE Por que Hortência ainda é tão importante para o basquete brasileiro?

ENDORFINA DEBATE O que sobra quando a Copa do Mundo acaba?

NUTRICOSMÉTICOS A evolução dos cuidados com a pele

FERNANDA KELLER Ela ajudou a inventar o triatlo. E agora quer transformar o pensamento dos atletas

PEITORAIS Dicas de treinos e equipamentos para quem quer evoluir

ESPORTE: SINÔNIMO DE INTELIGÊNCIA Os cientistas querem provar que você está certo!

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COMA BEM

SEJA UMA PESSOA DE

FIBRA

AS POPULARES BARRINHAS DE CEREAIS SÃO ALTERNATIVA PARA COMPLETAR A QUANTIDADE DE FIBRAS NA DIETA ALIMENTAR

Por Érica Brito

F

ibrosas, diets, lights, energéticas ou protéicas. Cada tipo de barrinha tem uma determinada função, mas o objetivo de todas é praticamente o mesmo: aumentar a quantidade de fibras na dieta. A alimentação rica em fibra promove um bom funcionamento no intestino, além de prevenir determinadas doenças. No dia-a-dia, muitas pessoas acabam não tendo tempo suficiente para dar uma atenção especial ao seu cardápio e ingerir todos os nutrientes necessários. Práticos e saborosos, os cereais em barra passam a ser alternativa para saciar a fome de uma maneira saudável. O analista de qualidade Eric Lima de Souza, 31, aderiu a moda das barrinhas e a vida saudável. No ano de 2008 numa confraternização da empresa em que trabalha, ele passou mal jogando futebol e a partir daí viu a necessidade de mudar seus hábitos. Hoje Souza faz musculação, condicionamento físico, muay thai e corrida e procura ingerir pelo menos uma barrinha protéica ao dia. “Ao invés de comer besteira entre as refeições, como uma barra e complemento minha dose de proteína e demais vitaminas necessárias”, afirma o esportista. A psicóloga Marília Rebello, 25, não pratica esportes, mas assim como muitas mulheres

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se preocupa com o peso. Marília encontrou nas barrinhas uma alternativa de consumir uma sobremesa mais saudável e menos calórica. “Elas têm baixas calorias e bom sabor, diminui a vontade de outros doces”, justifica. Os consumidores com o mesmo objetivo da psicóloga costumam dar preferência aos produtos lights, por considerarem menos calóricos. No entanto, Flavio Bueno, que é professor de educação física, mestre em ciências do treinamento e presidente da Associação Brasileira de Consumidores de Produtos Lights, faz um alerta. “A redução de ingestão de calorias, por si só, não é garantia de controle de peso. O aconselhável é uma alimentação adequada associada à prática de atividades físicas.” Bueno fala com propriedade do assunto não apenas por ser um profissional da área, mas porque já vivenciou a situação tendo problemas com obesidade na adolescência. Engana-se também quem pensa que diabetes é sinônimo de problemas para o consumo destes produtos. O estudante de engenharia elétrica Edmar Souza, 21, convive com a doença há pouco mais de um ano. Depois de passar por uma reeducação alimentar, apesar de abrir mão de alguns hábitos antigos não sofreu muito com as mudanças, já que a diversidade de produtos diets é cada vez maior.

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“Em vez de comer besteira entre as refeições, como uma barra e complemento minha dose de proteína” Por orientação médica o estudante costuma se alimentar de três em três horas. Na correria entre trabalho, faculdade e futebol aos finais de semana, as barras de cereais acabam sendo as mais viáveis. “Sempre tenho uma barrinha dentro da mochila. E depois do futebol procuro consumir as mais calóricas, já que gastei muita energia”, afirma. Mesmo não existindo nenhuma contra-indicação ao consumo dos cereais em barra, a nutricionista Flávia Furlan, especialista em nutrição clinica e Personal Diet, dá a dica. “Costumo orientar meus pacientes a consumirem mais água, de 8 a 10 copos ao dia porque as fibras precisam ser hidratadas”. E é importante saber que elas devem ser usadas apenas para complementar a alimentação e nunca para substituí-la. Todos os nutrientes do qual o corpo precisa só podem ser encontrados “em um prato bem colorido”.


PARA TODOS OS GOSTOS E NECESSIDADES Como é cada vez mais freqüente o número de pessoas que aderem a moda do prático e saudável, as novidades em cereais não param de chegar no mercado. A Herbalife é conhecida por oferecer ao público produtos que objetivam a redução de peso e também aderiu a onda das “barrinhas”. Entre seus produtos destacam-se as barras de proteína nos sabores: Citrus Lemon e Brownien, opções saborosas de apenas 140 calorias (por barra). No caso da marca Finn, presente no mercado desde a decáda de 80, o público alvo são as pessoas com intolerância a glicose. Entre os recentes produtos lançados pela marca, estão as barras de cereais macias nos sabores: Morango com Chocolate (83 Kcal), Banana (75

Kcal), Castanhas com Chocolate (93 Kcal) e Capuccino com Chocolate (81 Kcal). E as barras de cereais crocantes, nos sabores: Macadâmia (88 Kcal), Aveia e Mel (90 Kcal) e Banana (78 Kcal). E nem só de barrinhas vivem os cereias, a Feinkost alimentos desenvolveu a linha Cróqui que traz a novidade do Personal Cróqui e o Personal Cróqui sabor banana. Trata-se de uma pratica embalagem, com uma porção individual de 30g que é fácil de carregar e prontas para consumo. A primeira é um cereal integral à base de aveia, maçã e mel enriquecido com uva-passas e coco ralado. Já o segundo produto é composto por banana, aveia, flocos de arroz, mel, coco ralado, entre outras delícias.

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VIDA SAUESPECIAL

UM GOLPE NA

ROTINA

AULAS DE LUTA OFERECEM DINAMISMO E QUEIMA DE CALORIAS PARA GANHAR CADA VEZ MAIS ESPAÇO NAS ACADEMIAS

Por Gabriel Nicolatti | Fotos: “Arquivo Fórmula Academia”

Para alguns, freqüentar a academia pode se tornar cansativo, seja pela repetição de atividades menos dinâmicas, ou pelo pouco envolvimento com os outros alunos do local, no caso daqueles que realizam apenas treinos individuais. E foi pensando nesse público, sempre em busca de algo novo e envolvente, que muitas academias resolveram apostar nas aulas de lutas em seus quadros de atividades. “As pessoas procuram renovar os seus treinos, evitando que eles tornem-se entediantes e, por isso, a procura pelas modalidades de lutas têm crescido. Nas nossas aulas, o entretenimento é maior e o aluno consegue extravasar, de forma saudável, todo o estresse e agressividade contidos”, explica Marfio Canoletti, professor de Muay Thai – uma das modalidades mais procuradas na Fórmula Academia. Excelente opção para emagrecer e fortalecer a musculatura de todo o corpo, as lutas estão presentes em suas mais variadas modalidades nas academias (ver box). “Eu faço as aulas de Muay Thai há pouco mais de um mês e me apaixonei desde o primeiro treino. Hoje, pratico três vezes por semana”, conta a modelo e atriz Ma18

rina Abdalla. Ela é uma entre tantas mulheres que, a cada dia, têm se interessado mais pelos treinos de combate nas academias. “Antigamente, as aulas de luta eram mais procuradas pelos homens de até 30 anos. Hoje, as mulheres são as mais interessadas e eu diria que as aulas são divididas meio a meio, entre elas e os homens. Além da importância estética, para a mulher, principalmente, as aulas também são ensinamentos de defesa pessoal”, conta Marfio. Completas no que se referem a questões físicas, aeróbicas e musculares, as aulas de luta duram de uma a uma hora e meia. Geralmente, são divididas em três etapas: alongamento/ aquecimento, parte técnica (golpes e movimentos, além da utilização de aparelhos como o saco de bater e as manoplas) e parte física (abdominais, flexões e relaxamento final). “É uma aula recomendada para qualquer pessoa que deseja se movimentar bastante e perder as gordurinhas indesejadas. Recomendo também para quem deseja descarregar a adrenalina do dia-a-dia”, diz Thomaz Cabrera, professor da Runner Boxe. Uma de suas alunas, Aline Rodrigues Maia, endossa o discurso, reforçando o caráter “terapêutico” dos treinos: “Preciso dizer que não existe nada WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR


melhor no mundo para desestressar. Hoje, sou uma pessoa mais calma e consigo encarar o trânsito de uma cidade como São Paulo sem perder a cabeça”. Ela, que nunca havia praticado qualquer tipo de luta antes das aulas de boxe, explica como se apaixonou pelo treino. “Os resultados são muito rápidos. Nunca vi isso em qualquer outra modalidade e costumamos brincar que, até os que entraram mais gordinhos, emagreceram bastante. As aulas são muito dinâmicas e passam rapidamente, deixando sempre uma sensação de quero mais”, brinca. Por serem simulações de treinos de competição as aulas não possuem o mesmo nível de contato e impacto exigido entre profissionais. Mesmo assim, alguns cuidados são necessários. “O ajuste técnico é o mais importante. A recomendação é que cada um conheça e respeite os limites do corpo. A proteção também é fundamental, com a utilização de luvas e tornozeleiras”, recomenda o Dr. Carlos Tadeu Moreno, ortopedista e coordenador médico do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. Trabalhar respeitando o seu ritmo é uma regra básica para todas as aulas de luta em academias. “Ao mesmo tempo em que é uma aula dinâmica e de interação com os colegas, ela exige concentração, para que você realize os movimentos corretos e não se machuque. Você trabalha no seu ritmo, o que é muito legal”, conta a modelo Marina Abdalla. Outro dado interessante é a eficiência dessas aulas no combate a alguns maus comuns entre a terceira idade, como a osteoporose. “Os mais velhos também têm procurado as nossas aulas. É comprovado que o impacto dos golpes gera atrito em nossas articulações e este atrito é o melhor remédio no combate a problemas como a osteoporose. Em alguns casos, alunos viram seus quadros da doença regredir após começar a treinar Muay Thai ou outra técnica de luta”, explica o professor Marfio Canoletti.

MODALIDADES Confira as características das principais modalidades de luta presentes nas academias. CARATÊ O que é: arte marcial que usa os pés, as mãos, os cotovelos e os joelhos para defesa pessoal; Indicações: alivia o estresse emocional e traz controle e preparação para a vida profissional e familiar; WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

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Duração da aula: 1 hora;

ramento da coordenação motora e do equilíbrio;

Grupos musculares mais trabalhados: todos;

Cuidados necessários para quem quer praticar: treinar no seu ritmo, respeitando sempre o limite do corpo;

Resultados: emagrece, fortalece as pernas e os braços, desenvolve a agilidade e traz equilíbrio emocional para o dia-a-dia; Cuidados necessários para quem quer praticar: dormir e se alimentar bem

KICK BOXING O que é: luta de contato que une chutes do caratê às técnicas de soco do boxe; Indicações: indicado a homens, mulheres e até crianças, de todas as idades; Duração da aula: 1 hora; Grupos musculares mais trabalhados: perna, coxa e glúteos; Resultados: aumento do tônus muscular, melhora do condicionamento cardiovascular / respiratório e perda de gordura;

KUNG FU WUSHU O que é: luta de origem chinesa, inspirada na natureza e nas habilidades dos animais. Desenvolveu-se no templo Shaolin, com o objetivo de aperfeiçoar não só o físico, mas a mente e o espírito; Indicações: indicado para quem procura desenvolver o equilíbrio, a flexibilidade, a coordenação motora e a concentração. Também ensina defesa pessoal; Duração da aula: 1 hora; Grupos musculares mais trabalhados: todos; Resultados: corpo torneado; Cuidados necessários para quem quer praticar: nunca exagerar, respeitando seu tempo de evolução;

Cuidados necessários para quem quer praticar: respeitar a individualidade de cada um e a evolução gradativa durante as aulas

JIU JITSU O que é: luta que busca a submissão do adversário por meio de golpes como a chave de braço e de perna; Indicações: indicado para quem deseja perder peso, ganhar condicionamento físico e trabalhar a disciplina e a auto-estima; Duração da aula: 1h30; Grupos musculares mais trabalhados: todos; Resultados: ajuda no emagrecimento e melhora o tônus muscular. Cuidados necessários para quem quer praticar: Devemse ter cuidados com a higiene pessoal (como o tamanho das unhas - já que trata-se de um esporte de contato) e alimentação antes e depois das aulas; é preciso saber respeitar as limitações de cada aluno;

BOXE O que é: esporte de combate que utiliza os punhos, com técnicas de ataque e defesa. As aulas desenvolvem preparo físico e rapidez, além de proporcionar grande gasto calórico e alívio para o estresse do dia-a-dia; Indicações: indicado para homens, mulheres e adolescentes a partir de 12 anos; Duração da aula: 1 hora; Grupos musculares mais trabalhados: superiores (braços e ombros) e inferiores (pernas); Resultados: corpo torneado, queima de gordura e ganho de massa muscular, aumento da capacidade cardiorrespiratória, aumento da força e resistência muscular e aprimo-

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MUAY THAI O que é: luta de origem tailandesa onde os punhos, joelhos e cotovelos são utilizados, para golpear. Treina-se também a técnica de chutes desferidos com as canelas; Indicação: indicado para pessoas de todas as idades, que procuram elevada queima calórica, técnicas de defesa pessoal, concentração e melhora da auto-estima; Duração da aula: 1h30; Grupos musculares mais trabalhados: todos os grupos musculares; Resultados: alta queima de gordura, fortalecimento muscular, alongamento e concentração; Cuidados necessários para quem quer praticar: procurar profissionais gabaritados para a prática e utilizar equipamentos adequados;

CAPOEIRA O que é: Normalmente os estilos de aula respeitam as vertentes Angola e Regional, o objetivo é que o praticante consiga jogar os dois tipos, respeitando os seus rituais, fundamentos e tradições; Indicações: indicado para crianças, adolescentes e adultos, de ambos os sexos; Duração da aula: 1 hora; Grupos musculares mais trabalhados: todos os grandes grupos musculares; Resultados: queima de calorias, fortalecimento muscular, alongamento; Cuidados necessários para quem quer praticar: treinar com um profissional qualificado; Fonte: Equipe técnica de Lutas da Fórmula Academia

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EQUIPAMENTOS BÁSICOS NECESSÁRIOS Os equipamentos variam bastante, de acordo com cada modalidade praticada. No Taekwondo, por exemplo, são utilizados protetores de canelas. Abaixo, os equipamentos básicos para quem quiser começar a praticar luta nas academias. Luvas de Artes Marciais – Modelos de 12, 14 ou 16 onças. Protetores de cabeça para Boxe, Kick Boxing e Muay Thai. Bandagem elástica. Protetor bucal simples. Manoplas ou Luvas de Foco. Saco de pancadas residencial.


NA ACADEMIA

PÉS NA

ESTEIRA DINÂMICAS E CRIATIVAS, AS AULAS DE CORRIDA INDOOR SÃO CADA VEZ MAIS PROCURADAS TANTO POR INICIANTES NO ESPORTE COMO POR ATLETAS COMPETIDORES

Por Adriane Schultz

C

orrer com conforto e segurança. Este é o grande diferencial para quem pratica corrida indoor, modalidade com muitos adeptos em academias brasileiras. A música, a corrida em grupo, as esteiras profissionais, os diferentes ritmos de passadas e as orientações do professor são ingredientes que tornam o exercício ainda mais interessante e prazeroso. Patrícia Azze, empresária, não sabe mais o que é passar um dia sem correr. Viciada em academia, frequenta as aulas de corrida indoor três vezes por semana. “Nunca gostei de correr, mas desde que comecei a frequentar as aulas, nunca mais consegui largar”, confessa. Para ela, além de contribuir para o emagrecimento e fazer bem ao corpo, a aula ensina as melhores técnicas para obter bons resultados em corridas fora da academia. “Aprendi a maneira certa de correr em subidas sem ficar com dores musculares. Isso ajudou a melhorar meu desempenho em competições”, conta. Uma das vantagens deste treinamento é que a esteira torna a corrida confortável, já que conta com um sistema de amortecimento que diminui o impacto com o chão e evita possíveis lesões. Os recursos para controlar velocidade, distância e inclinação permitem ritmos que variam conforme os comandos do professor. Além disso, o ambiente não sofre interferências climáticas como calor e frio intensos, chuva ou vento. Para Renato Scalercio, professor de corrida indoor da academia Companhia Athlética, pessoas de qualquer nível de condicionamento físico podem participar. “Os comandos são os mesmos para todos, mas quem não está acostumado, pode fazer com velocidade menor. A aula incentiva a 24

não correr sempre do mesmo jeito e desafia a superar limites. O aluno passa a correr em uma velocidade que antes considerava um mito”, diz. A sensação de superar limites é o que motiva Patrícia Eugênio, psicóloga, a freqüentar as aulas de corrida indoor. “É uma aula motivante e dinâmica. Funciona como uma terapia”, revela. Além de colaborar para o emagrecimento, a atividade proporciona tonificação muscular, sensação de bem-estar, melhora do condicionamento cárdio-respiratório e até evita patologias como a depressão leve. Os músculos dos membros inferiores como glúteos, coxa e panturrilha, da região abdominal e da coluna são trabalhados. “A liberação de endorfina traz bem-estar e dá mais disposição para encarar as atividades e pressões do dia-a-dia”, afirma Ricardo Eid, médico do esporte do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP). Os treinos são intervalados com séries ativas e de descanso. A aula aeróbica é a que tem maior duração, mas o esforço é menor. Já a aula anaeróbica explora a freqüência do aluno em menor tempo. Há também treinamentos nas esteiras para subidas e descidas tanto na corrida como na caminhada. “As variações de ritmo permitem que o aluno tenha maior resistência durante o treino e não sinta dores”, comenta Alexandre Paula, professor de corrida indoor da academia Formula.

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ESTEIRAS DIFERENCIADAS Cresce cada vez mais a necessidade das academias de adquirir esteiras mais resistentes e próprias para a prática de corrida indoor. No mercado, há produtos de alta qualidade e tecnologia dedicados a este tipo de exercício. Uma das características dessas esteiras é o sistema de amortecimento criado para reproduzir com conforto a corrida de rua. A ideia é que o aluno treine na mesma velocidade e com o mesmo esforço de uma corrida outdoor. As esteiras funcionais para esse tipo de aula contam com painéis indicadores de velocidade, inclinação, distância percorrida, batimento cardíaco e quantidade de calorias eliminada. Entre as novidades, estão a TV a cabo integrada e o reconhecimento do Ipod. Além disso, é possível salvar em um pendrive os números de desempenho de cada aula, o que permite acompanhar os progressos do exercício em qualquer computador. Para Rodrigo Guiselini, gerente de vendas da Life Fitness, o mecanismo de inclinação das esteiras simula as corridas de rua. “O treinamento prepara os alunos para correr fora da academia. O sistema de amortecimento dá mais segurança ao praticante”, afirma. A Technogym possui dois modelos indicados para a sala de running. O principal diferencial é o câmbio que permite o ajuste da velocidade e inclinação sem necessidade de mexer na tela, facilitando o movimento e mantendo a postura de corrida. “Em uma esteira comum, para trocar de velocidade ou inclinação, em um treino de tiro, por exemplo, o atleta precisa constantemente tocar na tela para aumentar ou diminuir a velocidade, o que, além de ser desconfortável, pode dificultar e até causar algum tipo de acidente ou lesão”, diz Vivian Assis, diretora de marketing da Technologym Brasil.

HIDRATE-SE Durante a atividade física, o corpo produz suor como forma de controlar a temperatura interna. Com isso, substâncias importantes como água e sais minerais são perdidos. Os isotônicos são ideais para repor os líquidos e reidratar. Além disso, os carboidratos presentes nestes repositores fornecem mais energia ao movimento dos músculos, o que reforça o pique do praticante. “Na corrida, o corpo perde não apenas água, mas eletrólitos como sódio e potássio. Por isso, é importante ingerir bebidas isotônicas para manter um bom desempenho sem riscos de baixa do rendimento”, afirma Ricardo Galotti, médico do esporte da Clínica Lage e médico do Departamento de Futebol do Corinthians. Para repor todas as perdas, é preciso consumir uma quantidade de líquidos que seja proporcional ao que foi perdido durante o exercício. O ideal é beber 1 litro para cada quilo eliminado. Essa quantidade pode ser distribuída antes, durante e após a atividade física. Além da água, isotônicos também são uma boa pedida na hora da reidratação. Para o diretor da Naturon, Márcio Franchi, o produto não funciona apenas como repositor de sais minerais, mas atua também no fornecimento de mais energia ao praticante de corrida. Além disso, por ser líquido, é de rápida absorção e não atrapalha o treinamento. “O grande diferencial é que os ingredientes são de origem natural. O isotônico é fundamental para manter o desempenho”, diz. WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

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Siga as dicas da Revista Endorfina antes de colocar os pés na esteira!

ANTES

DURANTE

DEPOIS

EXERCITE-SE:

RESPIRAÇÃO:

ALIMENTAÇÃO:

Antes da aula, por quinze minutos, faça um pouco de aquecimento e alongamento. Após o exercício, não deixe de alongar novamente.

Inspire e expire de forma lenta e profunda. É fundamental para obter relaxamento muscular e maior resistência durante o exercício.

Evite ingerir alimentos de difícil digestão ou alimentar-se em excesso antes da corrida. Prefira alimentos ricos em energia como cereais e pães. Após o exercício, experimente consumir alimentos riscos em carboidratos e proteínas. Não vá à aula em jejum, pois o rendimento pode ser menor.

VESTUÁRIO: Utilize roupas leves e tênis adequado para corrida.

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VIDA SAUESPECIAL

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FELIZ

ANIVERSÁRIO

UM ANO ACOMPANHANDO O SEU RITMO

FELIZ ANIVERSÁRIO

H

á um ano nascia a Revista Endorfina, com uma visão: não ser uma revista tradicional de esportes. O veículo nasceu para se tornar um ponto de encontro entre praticantes de atividade física, profissionais da indústria fitness e cidadãos comuns que querem encontrar informação jornalística exclusiva e de qualidade. Um ano depois de assumir esta missão, nós damos voz aos integrantes do mercado que a Endorfina quer continuar representando. Uma série de depoimentos que comprova: somos um ponto de encontro de quem entende do assunto.

ENDORFINA: NOSSO PENSAMENTO “A revista nasceu durante o meu dia-a-dia de praticante de atividade física enquanto eu liberava minha endorfina diária na academia em que treino há quase 15 anos. Minha relação pessoal com o esporte, aliada a experiência profissional de dez anos no segmento esportivo, me fez perceber que faltava um veículo de comunicação mais segmentado e de distribuição gratuita e estratégica no meio fitness e wellness. Muitos contatos surgiram com academias, lojas de suplementos, fabricantes de equipamentos e moda fitness e todos me convenceram de que faltava um veículo que equilibrasse o B2B e a informação para o leitor que pratica atividade física. O mercado sempre teve ótimos exemplos destes dois segmentos, mas ne-

nhum conseguia atender os dois simultaneamente até o nascimento da Revista Endorfina. E nós ainda nos preocupamos em apresentar um conteúdo editorial e publicitário que atenda a todos os níveis de praticante de atividade física: iniciante, intermediário e avançado. Tudo isso de forma simples, objetiva, exclusiva e sem ônus algum para o leitor.

“Nossa missão é tornar o praticante de atividade física o mais informado possível”

Nossa missão é tornar o praticante de atividade física o mais informado possível, colocando-o em contato direto com o fabricante, com os lojistas e com os melhores especialistas de cada área. E ainda nos estruturamos para multiplicar o acesso a um único exemplar através de uma logística extremamente eficaz. Todos os exemplares são disponibilizados em pontos estratégicos de leitura de academias, lojas, clínicas, clubes, spas, condomínios, empresas, federações e todos os pontos possíveis de circulação do potencial leitor da Endorfina. A circulação é uma de nossas principais preocupações. E neste primeiro ano, nada poderia ser melhor do que o reconhecimento. Nossa contrapartida, em agradecimento a toda a evolução que conquistamos juntos é continuar representando fielmente os anseios deste mercado que nos acolheu tão bem.Estamos entrando

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“distribuição gratuita, mantendo um alto nível tanto em conteúdo editorial quanto em apresentação da revista.” em uma nova era e trabalhando para que entre no ar o Portal Endorfina.com, uma extensão da mídia impressa, com blogs, comunidades virtuais, redes sociais e todas as possibilidades de interação e criação de conteúdo que a internet 2.0 proporciona. Muito obrigado e continuem contando com a nossa dedicação e empolgação!”

nível tanto em conteúdo editorial quanto em apresentação da revista.

Michel Kaminski Diretor Executivo e Publisher

“O esporte é uma terapia, importante não apenas para o corpo, mas para a minha mente e estado emocional. As pessoas que fazem atividade física já sabem o quanto isto é importante. Outras ainda precisam descobrir”

Com apenas um ano de idade, já somos reconhecidos pelo mercado e já possuímos um ótimo recall, principalmente por nossa marca registrada, de sempre trazer uma capa relevante, com uma personalidade que tem imagem reconhecida, mas que também é uma história relevante da relação do ser humano com o esporte e com a atividade física. Só consigo apostar que vamos continuar crescendo, já que se trata de uma revista segmentada sem desperdício nenhum de verba de marketing, nem de públicoalvo. Nossa missão é informar, esclarecer, mas principalmente acompanhar o ritmo das pessoas que estão preocupadas com qualidade de vida. Do ponto de vista marketing, nós preenchemos dois nichos de mercado, ao mesmo tempo: o trade e o consumidor final. E tudo isso com um diferencial muito importante: distribuição gratuita, mantendo um alto

Ivete Gramm Diretora de Publicidade

ENDORFINA: O PENSAMENTO DO ESPORTE

Duda Yankovich, campeã mundial de boxe (edição número 0)

“Descobri que o esporte tem o dom de levar alegria e socializar. É uma paixão. Só uma pessoa ignorante no assunto não entenderia o poder que o esporte tem na vida das pessoas”

que interfere demais no humor e na disposição de cada um. Sou totalmente contra o sedentarismo” Renata Fan, jornalista, apresentadora de TV na Rede Bandeirantes de Televisão (edição número 2)

“Através do esporte é que consegui me reabilitar e me incluir socialmente. Dei a volta por cima. Cada etapa no esporte é uma nova etapa da minha vida. É a analogia um mundo novo”, Pauê, único surfista bi-amputado do mundo, campeão mundial de triatlo (edição número 2)

“Quero continuar a ajudar o esporte a ter o valor que merece. Quem diria que um dia uma pessoa como eu se tornaria um exemplo para quem não tem nenhum tipo de deficiência?”

Flávia Noronha, jornalista, âncora na Rede TV! (edição número 1)

Daniel Dias, nadador, medalhista paraolímpico e recordista mundial (edição número 2)

“O esporte é muito importante para a formação do ser humano. Ele traz benefícios certos. Autoconfiança, saúde, aprendizagem sobre o próprio corpo. O esporte diminui o estresse e ensina a lidar com conceitos como vitória e derrota”

“Eu sempre me comprometia a não beber, não sair e tentar não me envolver emocionalmente com alguém próximo ao período de competições. No esporte é assim: o jeito é fixar objetivos”

Vitor Belfort, lutador de MMA e vencedor do UFC (edição número 1)

“A atividade física é muito importante na vida de qualquer pessoa. Acho que o mais importante é

César Cielo, recordista mundial e medalhista olímpico de natação (edição número 3)

“Não é o filho que descaracteriza a forma física, são as mudanças de atitude. Vou prosse-

ACOMPANHE TODAS AS CAPAS DA ENDORFINA DURANTE ESSE PRIMEIRO ANO DE VIDA FEVEREITO 2009 30

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ABRIL 2009


guir com o meu plano de cuidar de mim, para poder cuidar melhor da minha família e da minha filha. Só se eu estiver satisfeita comigo é que estarei em plenas condições de educar a Greta e cuidar das pessoas que amo” Luize Altenhofen, jornalista, apresentadora e modelo (edição número 4)

“Acho que, além da dedicação aos treinos, (meu sucesso) se deve à preocupação que sempre tive com a minha recuperação. O descanso é fundamental para o sucesso em qualquer esporte”

estilo de anúncio. A diagramação e a qualidade do papel também evoluíram visivelmente desde o primeiro número” Eduardo Gasulla, presidente da Terra Fitness

“O que me leva a trabalhar com a Endorfina é saber que estou falando diretamente com um público dirigido. A revista é compacta e tem uma linguagem simples e antes de anunciar eu já era leitor. Se pegarmos a revista número 0 e o último número podemos ver a evolução dos textos e o salto de qualidade do material”, Junior Pires, gerente da Dalira Fitness

Cafu, campeão mundial de futebol (edição número 4)

“Só não dei errado na vida porque sempre pratiquei esporte. Disciplina, respeito e todos esses valores positivos dos quais eu não abro mão, vieram do esporte”. Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil (edição número 5)

ENDORFINA: O PENSAMENTO DO MERCADO “Minha parceria vem desde a primeira edição, por dois motivos: primeiro, pela abrangência que a revista tem, pela segmentação. Eu sempre tenho retorno. Meu anúncio é pago pelo trabalho de vocês, pela abrangência da distribuição da Revista. Pessoas de todo lugar me procuram, especialmente de São Paulo. O segundo motivo é que na Revista Endorfina o tratamento é o principal diferencial. Sou tratado como parceiro e sei que vocês estão preocupados com minha marca, porque estão sempre ajudando com idéias e passando informações sobre o mercado e até ajudando a construir o

JUNHO 2009

“Este mercado é difícil e a revista soube começar do zero e dar sequencia ao trabalho. Gosto de saber que estou trabalhando com a revista impressa que é um produto que dura um tempo legal. Eu nunca havia anunciado em revista, sempre preferi anunciar na web. E até hoje a Revista Endorfina é a única revista impressa onde anuncio”. Hemerson Nunes, proprietário da Só Squeeze

“A Endorfina é uma revista nova, mas já me deu mais resultados do que quaisquer revistas onde eu anunciei antes. Pela proximidade que a revista tem com o usuário final, eu diria que é um veículo que está à frente. O trabalho está evoluindo visivelmente e o fato de saber que existe o objetivo de aumentar a tiragem e expandir a distribuição para outros locais do Brasil me anima muito a continuar a parceria” Cláudio Alves – Force Fitness

bretudo, compreendido com distinção e qualidade. A revista Endorfina sintetiza esses desejos em suas páginas. O seu conteúdo satisfaz diversos públicos com as dicas e tendências, doses de relax e histórias de sucesso de personalidades do esporte. É um verdadeiro passeio para aqueles que são apaixonados pela sensação provocada pelo hormônio chamado endorfina Patricia Totaro - arquiteta

“Mais do que um veículo de comunicação, direcionado ao público apaixonado pelo fitness e welness, a Revista Endorfina é um ponto de encontro entre todos os amantes do esporte e da atividade física como ferramentas para uma vida mais saudável. Por isso, tenho muito orgulho em fazer parte do Conselho Editorial da publicação. Parabéns Endorfina!” Thiago Lobo, coordenador de esportes radicais e da juventude da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação; Conselheiro Editorial da Revista

“Tive a honra de ser o Secretário de Esportes da cidade de São Paulo por mais de três anos e comprovei de perto que a atividade física tem um papel essencial na formação dos seres humanos e na construção de uma cidade mais justa, encurtando as disparidades sociais, tarefa máxima do poder público. A Revista Endorfina nasceu neste período, acompanhando esta lógica de pensamento. Sinto-me honrado de continuar participando do Conselho Editorial de um veículo que decidiu se tornar porta-voz de todos os valores e mensagens nos quais mais acredito hoje”

Assim como os outros segmentos, o público voltado ao bem-estar deseja ser ouvido e, so-

SETEMBRO 2009

NOVEMBRO 2009

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Walter Feldman, Deputado Federal (PSDB-SP), exSecretário de Esportes da Cidade de São Paulo

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SUPLEMENTO

UM PODEROSO

DEFINIDOR USO DE SUPLEMETOS TERMOGÊNICOS TEM SE TORNADO FREQUENTES EM ACADEMIAS, MAS USO INCORRETO PODE ACARRETAR EM SÉRIOS PROBLEMAS

Por Diogo Patroni

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les prometem queimar gordura num curto intervalo de tempo. Conquistaram vários consumidores de diferentes gêneros, principalmente os praticantes de atividade física. Os termogênicos, são constituídos basicamente de cafeína e também atuam como estimulante e acelerador do metabolismo. Sua função é estimular o sistema nervoso e facilitar a queima de gordura em excesso tonificando o músculo. Ele pode ser consumido de várias maneiras: pílulas, capsúlas, líquidos ou em pó. Já os sabores podem variar desde chocolate, guaraná, pimenta, coco, entre outros. A reportagem da Endorfina ouviu especialistas que esclarecem o que são os suplementos termogênicos, seus benefícios e as indicações para evitar exageros e conseguir os resultados certos. O mestre em nutrição pela UNESP e doutor em fisiologia humana pela USP, Jair Rodrigues Garcia Junior explica quais as principais funções dos termogênicos. “São apenas duas. A primeira é aumentar o estado de alerta e de atenção, o que serve para tirar o sono de alguém que precisa permanecer acordado ou melhorar o desempenho em uma competição

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ou treinamento. Já a segunda é aumentar o metabolismo para oxidar (queimar) mais combustíveis do corpo, como as gorduras em excesso, de quem precisa emagrecer ou obter melhor definição muscular”, ressalta. O acadêmico destaca que os termogênicos funcionam como um estímulo maior, em relação a atividade física. Ou seja, o praticante fica mais motivado e animado e com isso consegue alcançar resultados plenamente satisfatórios. “Eles são úteis num dia em que a pessoa precise de um estimulo a mais para treinar e para conseguir o melhor desempenho numa competição. A suplementação a base de termogênicos pode ajudar quem precisa passar uma madrugada estudando e também quem precisa emagrecer”. No entanto, é importante salientar que o uso do produto não deve ser contínuo, e sim feitos por períodos de uma a duas semanas. “É preciso valorizar mais a dieta e manter um treinamento adequado para obtenção dos melhores resultados, sejam quais forem os objetivos buscados”, alerta Jair.

necessário que os fabricantes de suplementos desenvolvam políticas de orientação para seus consumidores. A Nutrilatina, empresa que produz termogênicos, possui políticas voltadas para o emagrecimento saudável e para o consumo consciente, como explica a nutricionista, Daniella Tolari. “A Nutrilatina desenvolve material técnico para farmacêuticos, nutricionistas e médicos com base nas suas pesquisas científicas, tendo em vista que o principal objetivo é proporcionar uma vida saudável e equilibrada”, afirma Tolari.

A busca por produtos do gênero tem se tornado “mania” entre os praticantes de atividades físicas. Por isso é WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR


“Termogênicos são úteis nos dias em que você precisa de um estimulo a mais para treinar” RESULTADOS IMEDIATOS O culto a boa forma e a busca incessante pelo corpo ideal são desejos da maioria dos praticantes de atividades físicas, em virtude de que na maioria das vezes não basta apenas uma alimentação, balanceada rica em fibras e proteínas. É preciso que os resultados apareçam rapidamente e para isso existem os suplementos termogênicos, potenciais tonificadores e queimadores de gordura. O bancário Valmir Reis Filho consome termogênicos para otimizar os ganhos de performance e acelerar o aparecimento de resultados. “Eu pesava 85kg quando entrei na academia, mas queria emagrecer e definir logo, então pesquisei na internet e comprei um pote de termogênico. Sempre tomava duas cápsulas antes das refeições e sentia muito calor”, declara. O rapaz diz que consumiu o produto por um mês e neste período se dedicou mais ainda a musculação e aos treinos específicos de exercícios localizados

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES Suplementos como o próprio nome diz são para suplementar algo que está em falta (no caso dos termogênicos a função é dar mais energia). Os “fat bunners”, como são chamados os termogênicos não são considerados doping pela Agência Mundial Antidopagem (WADA), pois sua composição é basicamente de cafeína e não existe restrição para consumo de cafeína por parte da Agência. É importante alertar apenas contra o consumo excessivo da substância, que pode ser letal, conforme explica o professor Garcia Junior. “As doses perigosas são as próximas de 150 mg/Kg peso corporal. Uma dose de 10 mg/Kg peso corporal é suficiente para aumentar o desempenho. Uma xícara de café preparada da forma comum possui 150 mg. Uma pessoa de 70 Kg precisaria de 4 ou 5 xícaras (consumidas 1h antes) para melhorar o desempenho e de aproximadamente 70 xícaras para correr algum risco (150 mg/Kg peso corporal)”. Por se tratar de um suplemento que acelera o metabolismo, os termogênicos aumentan o fluxo sanguíneo e consequentemente a pressão arterial. Por isto os especialistas alertam para uma série de cuidados que o consumidor deve ter ao fazer uso do produto. Para o professor Garcia Junior, o uso deste tipo de suplementação é facultativo, ou seja, o praticante de atividade física pode consumi-lo, desde que faça por períodos curtos e de uma a duas semanas. “O tempo curto é justamente para evitar efeitos colaterais”. O acadêmico reitera que o tempo de uso da suplementação pode influir no rendimento do atleta, tanto físico como psicológico. “ A cafeína WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

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é o agente mais comum nos termogênicos e com ela ocorre uma dessensibilização, ou seja, as mesmas doses passam a estimular cada vez menos o sistema nervoso. Com o uso contínuo chega uma hora que a pessoa passa a ‘depender’ do termogênico para treinar e sentir-se bem.”. Ao longo dos anos uma série de estudos e análises foram feitas por pesquisadores, em detrimento dos queimadores de gorduras. A intenção da análise era descobrir se os praticantes de atividades físicas notavam alguma diferença no organismo, durante os exercícios após ter consumido o suplemento. “Os pesquisadores observaram que o consumo prévio não altera a produção de calor durante o exercício, porém aumenta a perda de sódio, cloro e potássio no suor, assim como o volume de urina. Em outro estudo, eles observaram que a ingestão de termogênicos eleva de 12 a 14%, o gasto energético de repouso num período de algumas horas, além de aumentar também a oxidação de ácidos graxos (gorduras)”, destaca Garcia Junior. Eduardo Zendron Vital, doutor em Ciências da Atividade Física e do Esporte reforça que os atletas precisam ter consciência no consumo de termogêncos. “A maioria destes termogênicos possui anfetaminas, compostos farmacológicos que exercem poderosos efeitos estimulantes sobre a função do sistema nervoso central, principalmente reproduzindo a ação dos hormônios adrenalina e noradrenalina”, afirma Vital.

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dominais). “Quando eu estava tomando o termogênico notei que meu corpo estava secando. Parei porque meu propósito era definir só um pouco. Como mantenho uma alimentação balanceada e evito frituras achei que não precisasse mais, mas se for preciso volto a tomar sem problema nenhum”, afirma Reis Filho. Em média um pote de suplemento termogênico, com quantidade para um mês sai por volta de R$ 80,00. Os termogênicos podem ser facilmente encontrados em lojas especializadas, fisicamente ou na internet. O sistema de comércio online de suplementos, aliás, cresceu consideravelmente nos últimos anos. Muitas lojas físicas passaram a disponibilizar e comercializar seus produtos, por meio de sites na internet. “A vantagem de se manter uma loja online, sem dúvida é ter um espaço para oferecer milhares de produtos ao seu cliente. Os investimentos são baixos se comparados as lojas físicas”, explica Lucas Said, proprietário da Loja do Suplemento, empresa que oferece quase 50 opções de termogênicos on-line. “Além disso, podemos atender uma gama muito maior de clientes (não ficamos restritos a cidades ou estados). Já os benefícios para o consumidor são: comodidade, segurança e conforto”, A Loja do Suplemento está há mais de 12 anos no mercado, mas a comercialização direta pelo site acontece há um ano especificamente. “Nosso principal diferencial é o atendimento. Temos pessoas treinadas para dar total suporte para aqueles que apenas tem um objetivo, mas não sabem o que exatamente precisam. Nossa equipe de nutricionistas fica antenada oito horas por dia, para esclarecer as dúvidas dos consumidores”, relata Said.

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VIDA SAUESPECIAL

EQUILÍBRIO ENTRE

CORPO E MENTE ELES AJUDAM A PREVENIR LESÕES, MELHORAM A PERFORMANCE NOS ESPORTES E AINDA EMAGRECEM Por Liege Soldano

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esenvolver a consciência e controle corporal, melhorar a coordenação motora, o equilíbrio muscular e a postura, diminuir a incidência de lesões e até otimizar a performance atlética. Estas são algumas vantagens dos chamados exercícios funcionais. Trata-se de um método progressivo, que vai do estático ao dinâmico, e que envolve não somente muita concentração, mas um conjunto corporal adequado. Um dos objetivos deste método é resgatar os déficits de movimento adquiridos no dia a dia, como é o caso de Alexandra Worliczek. Odontopediatra há duas décadas, ela passa cerca de 12 horas por dia trabalhando sentada. “Isso me causou uma hérnia de disco na região lombo-sacral, além de uma dor crônica na região cervical e má postura”, explica a dentista. Depois de passar por vários tipos de tratamentos, Alexandra resolveu procurar uma solução dentro da atividade física. Começou a caminhar e praticar musculação. Foi aí que conheceu a professora de educação física, Denise Su-

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ave. De acordo com a professora, os exercícios funcionais são recomendados para qualquer pessoa, mesmo crianças, sempre respeitando a individualidade de cada um. “Atualmente trabalho com treinamento funcional para recuperar lesões e melhorar postura. O resultado é, sem dúvida, um ganho enorme no condicionamento físico e, conseqüentemente no emagrecimento. O aluno passa a se policiar fora da academia e coloca em pratica no dia a dia. Isso facilita na realização de tarefas no trabalho ou dentro de casa”, explica Denise. Há 6 meses Denise é personal trainer de Alexandra, que treina durante uma hora, 3 vezes por semana. “Acho fundamental a correção postural durante os exercícios e por isso optei por ter uma treinadora. Desde que iniciei o meu treino já obtive resultados bem positivos quanto à postura e também a dor na região cervical. Hoje sinto um bem estar muito grande e estou segura que este é o caminho certo”, comenta Alexandra. WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR


EXERCÍCIOS FUNCIONAIS A superfície instável da bola possibilita recrutar outros músculos para manter o equilíbrio em cima dela

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Abdominal supra umbilical . Além dos benefícios tradicionais ao abdome, fazer esse exercício na bola é mais difícil, porém mais abrangente em termos de recrutamento muscular.



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Puxada pela frente com elástico sentado na bola . 15 a 20 repetições. Como todas as puxadas, o conjunto do grande dorsal (costas), os músculos posturais e o bíceps são beneciados, além dos lombares na sustentação do equilíbrio. Remada horizontal com elástico sentado na bola suíça. 15 a 20 repetições. Além dos músculos da cintura escapular serem trabalhados na remada, o abdome e os intercostais também são recrutados para manter o equilíbrio, ampliando o trabalho tanto na parte superior das costas como na proteção da coluna lombar. Desenvolvimento. O foco desse exercício é o deltóide e o trapézio, músculos que protegem respectivamente o ombro e a coluna cervical. Ponte inversa ou tesoura. Uma das pernasca apoiada na bola, enquanto a outra levanta toda contraída. As duas mãos apóiam no chão. Esse exercício visa toda a parte posterior da perna, nádega e coluna lombar. No inicio é um pouco difícil até adquirir o equilíbrio.

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Relaxamento sobre a bola.

Mas os benefícios dos exercícios funcionais não param por aí. A professora explica que eles podem fazer parte do treinamento de corrida, para perda de peso, recuperação de lesões e até mesmo dentro das escolas nas aulas de educação física para a iniciação de esportes. Em vez de isolar os músculos, os exercícios funcionais trabalham os três planos de movimentos básicos do esporte (rotacio-

Fonte: Site Contra-Relógio

nal, lateral, da frente para trás) para recrutar grupos musculares inteiros. Na prática, os alunos precisam manter o equilíbrio enquanto movem pesos e isso ajuda a fortalecer o core - um grupo de músculos quase sempre negligenciado que abrange os glúteos, a musculatura lombar e os abdominais - uma espécie de eixo do corpo. Um core sólido é vital para transferir potência e força da parte inferior WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

para a parte superior de seu corpo - como quando você levanta uma mochila de 30 quilos para colocá-la nas costas - ou vice-versa. “Assim os funcionais fazem com que um ou mais grupos musculares sejam trabalhados ao mesmo tempo. Eles ajudam no recrutamento das fibras de resistência e aumentam a eficiência dos movimentos”, fala Denise.

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HISTÓRIA - EXERCÍCIOS FUNCIONAIS No Brasil, essa técnica chegou por volta de 2001,

Criado nos Estados Unidos nos anos 80, o exercício funcional ou treinamento funcional já era utilizado por grandes equipes de futebol americano, basquete, beisebol, com o objetivo de melhorar o desempenho e a reabilitação física. No Brasil, essa técnica chegou por volta de 2001, sendo muito bem recebida pelos profissionais e pelos alunos. Com toda essa aceitação, os funcionais podem ser encontrados hoje em diversas áreas como academias, assessorias esportivas, centros de treinamento e de reabilitação, clubes, pilates, yoga, tai-chi-chuan e principalmente em treinamentos de vários esportes amadores ou profissionais.

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VIDA SAUESPECIAL 42

ENDORFINA NAS

ALTURAS O PAULISTA ADILSON KINDLEMANN É O ÚNICO PILOTO BRASILEIRO NO RED BULL AIR RACE, MUNDIAL DE CORRIDA AÉREA

Fotos: Red Bull Air Race Newsroom

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piloto acrobata Adilson Kindlemann representará as cores do Brasil na temporada 2010 do Red Bull Air Race, o Mundial de Corrida Aérea. Será a primeira vez na história do certame que um brasileiro se junta à elite da categoria, formada por 15 pilotos. E logo na temporada de estréia, ele vai voar no Rio de Janeiro, única cidade brasileira a receber uma etapa do Air Race até hoje (a prova aconteceu em 2007 e volta agora em maio de 2010). Adilson também é o primeiro sul-americano a participar da prova. A confirmação é a realização de um sonho para Kindlemann, piloto comercial com mais de 11 mil horas de voo no currículo e considerado o melhor piloto acrobático do Brasil. Adilson, que é natural de Registro (SP), mas vive desde a infância em Curitiba, diz que a vaga no Red Bull Air Race era uma obsessão desde que assistiu à única etapa do certame realizada no país até hoje, no Rio de Janeiro, em 2007. “Esse é o ano mais importante da minha carreira”, admite. “É resultado de muita dedicação. Trabalhei passo-a-passo, sempre focando nos pequenos detalhes para conseguir atingir grandes resultados”, afirma. Piloto de empresa aérea com mais de 11 mil horas de voo, Adilson Kindlemann tem ainda 700 horas de voos acrobáticos. Durante seus 18 anos de experiência em acrobacias, ele se apresentou em mais de 300 shows pelo Brasil, alcançando um público de aproximadamente um milhão e 800 mil pessoas. Nascido 36 anos atrás, no interior de São Paulo, Adilson fez seu primeiro voo aos 15 anos. Por três anos consecutivos ele foi o campeão Brasileiro na categoria Ilimitada, ganhando o título de 2001 a 2003. Outra importante conquista foi o tí-

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tulo de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira. Criado em 2003, o Red Bull Air Race é o único campeonato mundial de corrida de aviões reconhecido pela FAI, a Federação Aeronáutica Internacional. O certame já visitou mais de 15 países desde a sua criação, incluindo o Brasil – em 2007, a segunda etapa da temporada aconteceu no Rio de Janeiro, diante de um público de 1 milhão de pessoas na praia de Botafogo. Quinze pilotos disputam a temporada, voando em etapas como Abu Dhabi, Londres, Barcelona, San Diego

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e agora Rio de Janeiro. Os pilotos voam contra o relógio em um circuito especialmente montado com “Air Gates”, pilões infláveis que demarcam o traçado. Os pilotos ganham pontos a cada corrida e aquele que conquistar mais pontos depois da última etapa da temporada se torna o campeão mundial.


HORTÊNCIA “PRECISAMOS FORMAR NOVOS IDOLOS” EM ENTREVISTA EXCLUSIVA, HORTÊNCIA EXPLICA COMO CONTINUA TRABALHANDO PELO BASQUETE BRASILEIRO E POR SUA FORMA FÍSICA Por Eder Brito | Fotos: Arquivo CBB – Confederação Brasileira de Basquete e Arquivo Secretaria de Esportes da Cidade de São Paulo

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ENTREVISTA

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É

muito difícil falar de “ex-atleta” ou “aposentadoria” quando se trata de Hortência Maria de Fátima Marcari, ou simplesmente Hortência. Eleita popularmente a rainha do basquete, ela parou de jogar pela seleção em 1996, ano em que o time nacional conquistou uma (até então) insuperável medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta. De lá para cá, Hortência continua seu trabalho em prol do basquete brasileiro, o que nos impede de chamá-la de “ex-alguma-coisa”. É difícil. O ano é 2010 e em plena tarde quente de feriado, Hortência quase não tem tempo suficiente para chegar em casa e curtir o resto do dia com os dois filhos, João e Antônio Victor. O dia foi lotado de compromissos, especialmente pela agenda de dirigente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), entidade máxima de representação da modalidade que ajudou a mudar a vida desta paulista, nascida dia 23 de setembro de 1959 na pequena Potirendaba, interior do Estado. Maior pontuadora da história do basquete feminino nacional (3.160 pontos em 127 partidas oficiais), agora ela é diretora de seleções femininas da CBB desde maio do ano passado e assumiu a missão de recolocar o basquete feminino no lugar de destaque que teve graças ao desempenho dela e de outros jogadores de sua geração, como Magic Paula, Janeth Arcain e Oscar Schmidt. “Minha missão é dar uma reformulada no basquete e fazer que ele volte a ser o que já foi. Precisamos formar novos talentos, mas principalmente formar novos ídolos”. Depois de compromissos importantes que incluíam a escolha e apresentação de um novo técnico para a seleção brasileira de basquete feminino, ela ainda encontra tempo para conversar conosco e contar suas estórias. Do lançamento de seu próprio método de treinamento até a sua rotina de alimentação e treinamentos, passando por um panorama do basquete nacional, Hortência explica tudo, com exclusividade.

comigo na seleção brasileira que foi campeã do mundo em 94. Nós não estamos preocupados apenas com o ensinamento perfeito das técnicas, mas também com a evolução dos atletas, com a parte física do aluno. Você tem um professor de educação física diretamente envolvido, pois ele é a pessoa mais importante neste processo. Ele é quem vai garantir que a criança não pegue vícios e aprenda da maneira certa. Muita gente entra na seleção com “vícios técnicos”, né? Sim, sim. Daí o aluno já chega com 15 anos, começa a jogar nas categorias de base da seleção e já começou aprendendo do jeito certo, do jeito que a seleção precisa. Você padroniza o ensinamento tanto com o aluno quanto com o técnico. Nós dizemos ao técnico como é que ele deve ensinar os fundamentos mais importantes.

Como está sendo a instalação dos Centros de Excelência do Basquete com o método Hortência?

Onde você tem buscado financiamento para desenvolver e tentar ampliar o projeto?

O primeiro centro já está funcionando na região de Curitiba, como projeto piloto. Já são mais de 2.500 crianças atendidas. É um projeto que visa não só a descoberta de novos talentos no Brasil inteiro, mas também formar novos torcedores de basquete, novos amantes do basquete. E também é um projeto social, porque acaba angariando alunos que terão como ocupar seu tempo no contraturno escolar.

É uma mistura de investimento público e privado. A gente faz uma parceria com a Prefeitura porque eu preciso de um local. Pode ser uma quadra coberta, um clube ou ginásio municipal, a quadra de uma escola, não importa. Com isso, a gente faz uma parceria também com a iniciativa privada, com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e com a empresa do Brunoro (Brunoro Sports Business, empresa de gerenciamento de patrocínio esportivo ), da qual eu sou sócia neste projeto. E a prefeitura local também oferece o professor da rede pública, que nós capacitamos. Nós é que capacitamos o professor.

O treinamento é de alto rendimento? Não, mas é um método padronizado. É o método Hortência de ensinar basquete, um método escrito por dois grandes profissionais que trabalharam 50

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“A gente só quer ser como era antes. Éramos o segundo esporte e hoje não estamos nem entre os três mais praticados” “Encontrar os amigos de academia é uma higiene mental”


Por falar em CBB, qual foi a missão que você recebeu ao entrar? Minha missão é dar uma reformulada no basquete e fazer com que ele volte a ser o que já foi. Precisamos formar novos talentos, mas principalmente formar novos ídolos. Eu, por exemplo, sou um exemplo de que é possível. Eu era da rede pública de ensino e descobri uma escolinha de basquete. Não tinha dinheiro para ser sócia de um clube, tive uma oportunidade, agarrei e conquistei o que eu conquistei. Você sente que é uma coisa natural ter se tornado diretora da CBB? Não sei se é natural, mas era uma coisa que eu sempre quis e nunca tive oportunidade. O outro presidente não gostava muito da idéia. Não sei o porquê. Mas quando esta nova gestão assumiu, a primeira coisa que o presidente fez foi me convidar. O seu papel na CBB é muito político, não do ponto de vista partidário, mas é político. Desde que você se aposentou das quadras, já recebeu muitos convites para entrar no mundo político partidário? Já recebi vários, mas não me vejo fazendo isto. Eu prefiro contribuir naquilo que eu sei fazer e no que eu gosto de fazer. Política é um dom. Eu gosto, participo, leio , procuro estar sempre por perto, mas eu não ficaria feliz em fazer. Quero conhecer sempre mais, mas praticar não.

AS CONQUISTAS DE HORTÊNCIA LINHA DO TEMPO 1977. Vice campeã-sul-americana pela seleção, no Peru 1978. Campeã sul-americana pela seleção, na Bolívia 1979. Quarto lugar no Pan-Americano de San Juan – Porto Rico 1983. Medalha de bronze no Pan-Americano de Caracas – Venezuela Campeã do Sul-americano de Clubes Quinto lugar no Mundial do Brasil 1984. Campeã do Sul-americano de Clubes 1986. Campeã sul-americana pela seleção, no Brasil 1987. Medalha de prata no Pan-americano de Indianápolis - EUA 1989. Campeã sul-americana pela seleção, no Chile

Você vê alguma diferença no preparo físico das atletas de hoje?

Vice-campeã da Copa América pela seleção

Hoje a gente tem um departamento voltado exclusivamente para isso e com uma estrutura enorme. A área médica tem fisioterapia, nutricionista, psicologia e é uma área importantíssima.

1991. Medalha de ouro no Pan-americano de Havana – Cuba

Pelo ritmo atual de trabalho, quais são as chances do Brasil em 2012?

1993. Campeã Mundial Interclubes

A gente tá fazendo um trabalho que é principalmente de base e é importantíssimo. Estamos trabalhando com o sub-15, sub-16, sub17 e principalmente sub-18. É daí que vão sair jogadoras para os Jogos Olímpicos de 2016. Mas nós estamos também pensando principalmente em procurar e desenvolver novos técnicos. Não adianta ter novos talentos e não ter bons técnicos. Estamos investindo muito na Janete, por exemplo. Ela está muito a fim de ser técnica. Hoje ela já coordena a sub-15, sub-16 e é assistente na seleção adulta.

Campeã do Sul-americano de Clubes

Campeã Mundial Interclubes Vice-campeã da Copa América pela seleção 1994. Campeã Mundial na Austrália Campeã Mundial Interclubes Campeã do Panamericano de Clubes 1995. Campeã do Panamericano de Clubes 1996. Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta – EUA Campeã do Sul-americano de Clubes

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O basquete tem condições de ser um produto tão bom quanto o futebol? A gente só quer ser como era antes. Éramos o segundo esporte e hoje não estamos nem entre os três mais praticados. A intenção é reconquistar o espaço que nós perdemos. Este é o objetivo. E você? Ainda treina muitas horas por dia? Sim. Umas 2 horas, 2 horas e meia por dia. O meu dia só começa depois da minha ginástica. Acordo às seis e meia apenas para poder ir na ginástica, fazer meia horinha de aeróbias, musculação. E eu prefiro fazer indo até a academia, me estimulo mais. Encontro minhas amigas, meus amigos, encontro meu personal. Encontrar os amigos de academia é uma higiene mental. Além de se alimentar bem, você também usa suplemento alimentar? O Harry, meu personal, me orienta bastante. Dependendo do tipo de treino, ele pede que eu coma mais carboidratos ou mais proteínas. De suplemento mesmo eu só uso whey protein, pensando mais na musculatura mesmo. E eu também faço (medicina) ortomolecular. Do ponto de vista estético, você se sente melhor hoje? Hoje eu não preciso fazer uma preparação física pra ter rendimento profissional, então é mais fácil. O que eu faço hoje é pra manter minha saúde e manter o meu corpo. Eu chego no Harry e falo, “Olha, preciso aumentar minha perna, preciso aumentar meu bumbum, quero diminuir meu braço”. Então tudo é pensado esteticamente. Como é ver a relação dos seus filhos com o esporte se desenvolvendo tão bem (os dois filhos de Hortência são campeões brasileiros de hipismo)? Eu fico feliz, inclusive, eles também já estão começando a malhar, começando a se preocupar com academia. Claro que dentro da idade e dentro do limite deles, mas eles já procuram descer, fazer musculação aqui no prédio mesmo. Fico feliz porque acho que o exemplo que eles têm dentro de casa acaba servindo para incentivar. Quais valores do esporte ficaram para você e você quer que fiquem para eles? Eu acho que existem algumas coisas que a família não consegue passar. Saber perder e saber ganhar, por exemplo. Como é que se ensina isso? O esporte ensina isto, ensina a socializar, a dividir e ter espírito de equipe. São coisas bacanas que acabam te desviando daquela coisa do “fumar-beber-e-balada”. O esporte é um meio mais saudável. Você acha que este tipo de pensamento, o “pensamento fitness”, evoluiu no Brasil? Muito! Hoje o ser humano está descobrindo a parte física, está descobrindo que é melhor prevenir. Você tem que ter músculos,mas também tem que ter a parte de atividade aeróbia, porque é melhor pro seu pulmão, combate stress, enfim... O brasileiro tem mais orientação hoje em dia e está buscando entender melhor como tudo isso funciona. Hoje, sei lá, 4 ou 5% de brasileiros vão a academia? Mas a tendência é aumentar muito. As pessoas já procuram os parques, procuram andar mais de bike, a alimentação é melhor. Até o fabricante de refrigerante já se preocupa em

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“Existem algumas coisas que a família não consegue passar. Saber perder e saber ganhar, por exemplo. Como é que se ensina isso? O esporte ensina isto” usar ingredientes mais saudáveis para que as pessoas não parem de comprar refrigerante. Depois de tanto tempo de carreira, você ainda tem medos e sonhos? Medo eu não tenho. Meu sonho é estar feliz, fazer o meu trabalho e colocar o basquete novamente dentro daquilo que ele tem condições de ser e pode estar. Do outro lado, tem a minha família. Torço demais pelos meus filhos e é óbvio que gostaria de vê-los um dia participando de uma olimpíada. Você se sente rainha do basquete? É estranho isso. É claro que eu gosto dos títulos e das homenagens, mas eu me sinto a Hortência, não me sinto rainha. Sou a ex-jogadora Hortência.

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ENDORFINA DEBATE

FUTEBOL PARA

MUDAR O PAÍS QUAL É O VERDADEIRO LEGADO QUE FICA PARA O PAÍS ORGANIZADOR DE UM MUNDIAL? SUL-AFRICANOS E, PRINCIPALMENTE, BRASILEIROS, RESPONSÁVEIS POR RECEBEREM AS DUAS PRÓXIMAS EDIÇÕES NO TORNEIO, TRABALHAM PARA NÃO REPETIREM FIASCOS Por Ricardo Gomes

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m dos desafios que se impõe aos organizadores de grandes eventos esportivos é o de transformar uma nação. À parte o resultado propriamente esportivo, o que friamente define o sucesso de uma grande competição é o seu aproveitamento posterior, a herança estrutural que deixará para as próximas gerações. O esporte talvez seja o único elemento capaz de revolucionar o comportamento e as expectativas de uma coletividade. Esta tese pode ser apontada em exemplos recentes. Em 2008, o mundo conferiu de perto o “superávit” na auto-estima de chineses após a realização dos Jogos em Beijing – despacharam os antigos detratores Estados Unidos e Rússia e fecharam o quadro geral de medalhas na liderança. A façanha histórica não só colocou a China no panteão das potências olímpicas, como também contribuiu para uma maior visibilidade de um território em franca ascensão, do ponto de vista social e econômico. Outro exemplo de revolução “pós-Jogos” pôde ser visto na Coréia do Sul, em 1988, quando a competição em Seul ajudou a derrubar um governo repressor e acelerou a democratização do país. O êxito asiático é a prova cabal de que é possível deixar um rastro valoroso à pátria sede. Trajetórias que servirão de modelo para África

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“Não podemos novamente escancarar a torneira da verba pública para obras superfaturadas e subaproveitadas. Precisamos pensar no amanhã e é um erro seguir modelos” do Sul, que abriga em junho a primeira Copa do Mundo em continente africano, e Brasil, que num curto espaço de seis anos terá a missão de recepcionar a Copa, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Para os sul-africanos, só o fato de ter conseguido aparelhar as suas sedes e entregá-las prontas para o Mundial dentro do prazo previsto, o que para muitos, inclusive a FIFA, seria improvável, já pode ser classificado como uma vitória para os anfitriões. Com a garantia de que o principal certame entre seleções acontecerá, o que esperar então para depois do dia 11 de julho, feita em que se encerra a festa do futebol? A organização local estima gerar mais de 55 bilhões de rands (moeda sul-africana) em receitas que ajudariam a economia respirar sob a pior crise dos últimos 18 anos. Toda essa avalanche de otimismo também ajudou a gerar mais de 400 mil empregos, amenizando um grave problema que maltrata o povo: o desemprego. Não se sabe ao certo se os 12 bilhões de rands jorrados

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dos cofres públicos para a construção e reparo das arenas terão alguma validade posterior. Com um cenário futebolístico pouco aquecido, o rugby, modalidade em que o país mais se identifica, deve ser a alternativa para manter os estádios em plena atividade.

ciente para o Comitê Olímpico Internacional, que determina um perímetro mínimo para 12 mil durante as fases finais. Com isso, o Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, que ficará na região da Barra, passa a ser a matriz do esporte no país.

Já o Brasil, principal praça esportiva da próxima década, se apega a um arquétipo não muito antigo para não desapontar: os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

Considerando todas as possibilidades de se constituir uma Copa do Mundo alinhada e sem celeumas futuras, Endorfina aproveitou o Mundial na África do Sul que se avizinha e perguntou a dois especialistas no assunto: Qual é o verdadeiro legado que fica para o país organizador de um Mundial?

Antes mesmo do seu início, a competição em terreno carioca carregava um discurso próspero e cheio de resoluções. Os organizadores diziam, entre outras coisas, que toda a estrutura montada serviria de aparato para os Jogos Olímpicos. Mas o discurso virou água tão logo o furor com a peleja continental cessou. Efetivamente, os aparelhos erguidos em 2007 pouco ou nada mudaram o panorama esportivo da cidade. Ficou a sensação de que o legado positivo prostrou no campo das conjecturas. Números preliminares do Tribunal de Contas da União (TCU) assinalam que foram injetados R$ 4 bilhões para a montagem do Pan. Para os Jogos de daqui seis anos, especula-se que o país deva gastar inicialmente cerca de US$ 14,4 bilhões. Até o final de 2009, apenas o Maracanãzinho, a Arena Olímpica de Ginástica e a maior parte do Riocentro estavam bem avaliados. Os demais equipamentos necessitam ser restaurados. Ponto de discórdia entre dirigentes fluminenses, o Parque Aquático Maria Lenk, peça expoente do Pan, arrebanhou trecho do autódromo de Jacarepaguá para ser levantado. Apesar da pujança arquitetônica, o Maria Lenk comporta somente 6,5 mil pessoas, quantidade insufi-

- A Copa 2014 é uma grande conquista para o Brasil. Para se ter uma ideia, em 2006, na Alemanha, 27 bilhões de pessoas acompanharam pela TV, três milhões estiveram nos estádios e 18 milhões participaram das fan fests. Em 2014, os jogos deverão ser assistidos por 40 bilhões de espectadores, são esperados 600 mil visitantes e o turismo deve crescer 20% após o mundial. Mas a Copa também é responsabilidade. Até agora vimos belos projetos, mas maquetes não se transformam necessariamente em tijolos. Todos têm de fazer sua lição de casa. Não podemos novamente escancarar a torneira da verba pública para obras superfaturadas e subaproveitadas. Precisamos pensar no amanhã e é um erro seguir modelos. Como lembrou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, não dá para comparar a Copa no Brasil com a da África ou WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

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“O legado é enorme, porque não envolve só o segmento do futebol, ou esportivo. O país-sede precisa aprimorar sua estrutura de transporte e hospedagem e isso implica reforma ou construção de aeroportos e rodovias e dá um impulso tremendo à rede hoteleira. O pretexto da Copa tira da gaveta muitas obras que seriam eternamente proteladas.

da Alemanha, pois cada evento é único. Estamos em um país continental e a equação a resolver é complicada. No âmbito da atividade turística, as carências devem ser trabalhadas de forma imediata, a começar pelos aeroportos. Afinal, temos de lembrar que um turista que vem de longe com sua família para acompanhar os jogos da Copa vai querer conhecer outros estados brasileiros. Ou seja, é fundamental que o transporte aéreo seja eficiente para que esse fluxo de turistas possa se locomover por um país de dimensões continentais. E, para isso, é essencial que os principais portões de entrada e centros distribuidores de voos do Brasil funcionem. Porém, a situação atual é caótica, com aeroportos defasados e que trabalham acima de sua capacidade. Mas há lacunas em outros segmentos do turismo. Para a Copa, a estrutura de hospedagem pelo país afora é questionável e outras deficiências estão relacionadas à capacitação da mão de obra, oferta de serviços e à infraestrutura turística, com sinalização e qualificação dos pontos de atração turística. Tudo isso deve ser ponderado a partir de agora, mas pensando no futuro, afinal o mundo já será diferente, com mudança populacional, ampliação da vida on-line e preocupação maior com o ambiente, entre outras coisas. Na capital paulista, estamos procurando agir 56

de forma lúcida. Argumentos como “São Paulo merece um outro estádio” são irresponsáveis. Os altos custos e a manutenção de um novo equipamento pós 2014 em uma cidade que já possui estádios publico e privados subutilizados torna

“Sao Paulo vai continuar lutando pela abertura do mundial, porém não a qualquer custo.” essa ideia insensata. Por isso o São Paulo FC assumiu a reforma do Morumbi e os investimentos públicos serão direcionados para o município. Sao Paulo vai continuar lutando pela abertura do mundial, porém não a qualquer custo. Não iremos cometer loucuras. São Paulo tem suas credenciais. Recebe 75% dos voos internacionais que chegam ao Brasil, é de onde são distribuídos 70% dos voos para o país, tem a maior e melhor rede hoteleira da América do Sul e é o centro econômico nacional, onde o investidor quer estar presente. Por essas razões, nossos esforços serão direcionados à cidade. É hora de arregaçar as mangas e agir, mas com transparência e, acima de tudo, juízo. Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, coordenador do Comitê Paulista da Copa 2014 e professor da FGV.

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O mundo olha para o país organizador, ele recebe torcedores e, o mais importante, jornalistas e formadores de opinião de todos os cantos do planeta. Não dá para esconder a sujeira embaixo do tapete. A questão dos aeroportos, por exemplo, muito grave no Brasil, terá de ser atacada de vez. Certamente haverá um esforço do governo federal – que bancou a candidatura – para que a imagem do País seja a melhor possível. E o ganho não será só material. O povo vai aprender a receber melhor os turistas, a se comportar nos estádios, a comprar ingressos com antecedência. O know how do futebol de primeiro mundo será assimilado. O futebol e o Brasil não serão o mesmo depois da Copa de 2014. Quanto aos que são contra porque acham que a Copa é uma boa oportunidade de se desviar dinheiro público, eu respondo que já está na hora de sermos um país adulto. Ora, neste País já se desviou, e certamente ainda se desvia, até merenda escolar. E nem por isso vamos deixar as crianças pobres passarem fome. O problema não é a Copa. Estes grandes eventos são necessários, são o ritual de passagem de um país mediano que quer se transformar e ser olhado como uma potência emergente. Que nos fiscalizemos. Não só aos outros, mas às nossas consciências. Façamos da Copa uma ótima oportunidade de aprendizado. Aprender o quê? A ser uma nação que não pode mais se omitir, que tem um papel importante neste mundo e precisa assumi-lo” Odir Cunha, escritor e jornalista


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CONFIRA COMO ESSES PRODUTOS ATUAM “DE DENTRO PARA FORA”, BENEFICIANDO A SAÚDE E A BELEZA; Por Gabriel Nicolatti

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s primeiros Nutricosméticos, também conhecidos como “pílulas da beleza”, surgiram no Brasil no início da década de 90 quando eram, basicamente, substâncias preparadas à base de colágeno – proteína fundamental para a saúde da nossa pele. Hoje os nutracêuticos, como também são conhecidos, tornam-se cada vez mais populares entre aqueles que desejam manter, não apenas o corpo, mas a aparência saudável e mais cheia de vida. “O conceito básico do termo nutricosmético vem da diferença de sua aplicação, de uso oral ao invés de tópica (ou externa), em nosso corpo”, explica a Farmacêutica e consultora técnica da Biotec Dermocosméticos, Mika Yamaguchi. Segundo ela, os mais procurados são os que estimulam a firmeza da pele, cabelos e unhas. “A Biotec trabalha com produtos como o Exsynutriment, o Bio-Arct e o Glycoxil (ver funções específicas no box), que podem ser apresentados na forma de gomas, cápsulas, shakes e até iogurtes”, diz. Os nutricosméticos são ricos em vitaminas, minerais, flavonóides, aminoácidos, óleos essenciais, proteínas e substâncias antioxidantes. Os principais componentes dessa classe de produtos são o betacaroteno, vitaminas E e C, ômega 3, entre outros. Além de nutrir o organismo, as “pílulas da beleza” combatem os radicais livres, grandes vilões responsáveis por acelerar o envelhecimento da pele. “Quando

alguém utiliza esses produtos, não só está retardando o surgimento de rugas, flacidez e manchas, como também revertendo aquelas que já apareceram em sua pele”, opina a Nutricionista e Consultora em Personal Diet do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN), Anna Castilho. A comerciante Márcia Aparecida de Moraes, de 45 anos, afirma que consome nutricosméticos há três anos e acredita que eles sejam necessários, não só pelas questões estéticas. “Dificilmente as pessoas conseguem, atualmente, repor as substâncias necessárias para manter a sua pele e o seu organismo em perfeita harmonia. As pílulas nutricionais me ajudam a me sentir mais forte, mais cheia de vida”, completa. Porém, a recomendação é procurar não só um nutricionista, mas um dermatologista antes de pensar em consumir as “pílulas da beleza”. Segundo a Dra. Cristiane Braga, professora da pós-graduação em dermatologia pela Fundação Pele Saudável, a necessidade de utilização destes produtos varia muito entre cada indivíduo. “Pessoas que praticam atividade física e esportiva regularmente, por exemplo, consomem mais nutrientes e, por isso, uma avaliação médica e dermatológica pode diagnosticar quais são os nutricosméticos mais recomendados para reposição desses nutrientes”, revela.

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Ela também explica, de maneira simples, a diferença entre as pílulas e os protetores solares tradicionais, na hora de defender a nossa pele do sol. “Os filtros solares externos podem ser químicos – ajudando na absorção da radiação ultravioleta, ou físicos - criando uma barreira contra os raios solares. No caso dos nutricosméticos, a atuação das substâncias no interior do organismo aumenta a tolerabilidade da pele à exposição desses raios ultravioleta”. Mas, não é só em dias de sol e calor que os nutricosméticos mostram-se eficazes. No período do inverno, os produtos mais recomendados são os que contenham substâncias que auxiliam na hidratação da pele, como o Innéov Fermeté, das empresas Nestlé e L´Oreal. (ver Box). Mesmo importantes para a reposição de substâncias e manutenção de uma pele mais viva, os nutricosméticos não são “milagrosos” e devem fazer parte de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática de exercício físico regular e trabalho moderado. “Não há nenhuma contra-indicação ao uso de nutracêuticos, desde que a pessoa tenha disciplina de tomar apenas a quantidade prescrita e recomendada. Como qualquer outro complemento, deve ser tomado sob orientação, pois algumas vitaminas em excesso podem fazer mal e a dose certa é fundamental para que o sonho da beleza não se torne um pesadelo”, orienta a nutricionista Anna Castilho.

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Eles hidratam a pela, estimulam a produção de colágeno e elastina, evitam a flacidez, ajudam a repor proteínas, preparam a pele para enfrentar o sol e até ajudam a evitar queda de cabelo. Existem diversos tipos de nutricosméticos comercializados no Brasil. Confira abaixo alguns tipos e suas respectivas funções e preços: Rennovee Time Solution (Nutrilatina) - A fórmula, composta por minerais como magnésio, zinco e manganês, além de vitaminas do complexo B e vitamina E, estimula a produção da testosterona e age como proteção antienvelhecimento. Preço: R$ 99 Rennovee Beauty Solution (Nutrilatina) - É um complexo de vitaminas e minerais que ajuda a estimular a produção do hormônio GH, relacionado à integridade da pele, das unhas e dos cabelos. Preço: R$ 99 Innéov Fermeté (Laboratórios Innéov – Nestlé e L´Oreal) - Desenvolvido para dar mais firmeza, hidratação e vitalidade à pele. Contém extrato de soja que promove a renovação celular, um ativo antioxidante chamado Lactolicopeno (proteínas do leite + licopeno) e vitamina C, que fortalecem as fibras de colágeno que sustentam a pele. Preço: R$ 112 Glycoxil (Biotec Dermocosméticos) - Combata os dois grandes vilões do envelheci-

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mento: Glicação e Oxidação. As moléculas de açúcares naturalmente presentes em nossa pele aderem às fibras de colágeno e elastina. Estes açúcares criam pontes rígidas entre as fibras, aos quais chamamos Aging Glycation End Products (A.G.E.s.). A formação dos A.G.E.s está associada às alterações na estrutura e na função de proteínas como o colágeno e a elastina, e o acúmulo dos mesmos causam a perda de elasticidade e o aparecimento de rugas. O processo de oxidação ocorre devido à ação de agentes agressores, como o sol, a poluição, alimentação e estresse, que conduzem a uma cascata de reações na pele e podem causar danos ao DNA celular. Isto resulta em uma pele com menos vitalidade e luminosidade. Preço: R$ 295 Bio-Arct (Biotec Dermocosméticos) - BioArct é um ativo proveniente da biomassa da Chrondus Crispus, uma alga vermelha que vive nas profundezas do Mar Ártico, cuja sobrevivência só é possível devido à alta concentração do peptídeo citrulyl-arginina, que ela sintetiza e utiliza como fonte de energia. O Bio-Arct possui em sua composição: Citrulyl - Arginina, Aminoácido Taurina ou Ácido 2 - Aminoetanosulfônico, Floridosídeo e seus Isômeros, Sais Minerais e Vitaminas. Preço: R$ 76 Exsynutriment (Biotec Dermocosméticos) - É o único repositor do oligoelemento silício. Desempenha um papel essencial na WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

“Quando alguém utiliza esses produtos, não só está retardando o surgimento de rugas, flacidez e manchas, como também revertendo aquelas que já apareceram em sua pele” saúde humana, tendo como principais funções: Síntese de colágeno tipo I; Aumento da expressão na atividade do bulbo capilar e Fortalecimento das unhas. Esse importante oligoelemento regula o metabolismo de vários tecidos particularmente nos ossos, nas cartilagens e no tecido conjuntivo. Para que sua absorção ocorra pelo organismo, o Silício Orgânico precisa estar na forma hidrossolúvel, o que ocorre com o Exsynutriment. Preço sugerido: de R$ 150 a R$ 300, de acordo com a dosagem e quantidade de cápsulas. Fontes: Biotec Dermocosméticos e Anna Castilho (Nutricionista e Personal Diet do Instituto de Metabolismo e Nutrição)


ENDORFINA RESPONDE

O QUE REALMENTE

AJUDA A PERDER PESO

UMA DAS DÚVIDAS MAIS COMUNS ENTRE OS PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA RESPONDIDA POR PROFISSIONAIS SÉRIOS. E NÃO SE ENGANE: NÃO EXISTEM MILAGRES, NEM FACILIDADE...

Por Rafael Bonates

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ietas milagrosas, exercícios revolucionários, remédios, cirurgias e tratamentos estéticos... diversos métodos são oferecidos para quem quer perder peso. Saber o que realmente funciona é um desafio diante de tantas ofertas e opções. E isso é o que o Endorfina Responde tenta descobrir nesta edição.

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Qualquer outra coisa que digam que ajuda, que seca, que resolve, não acredite”, diz. ATIVIDADE FÍSICA É FUNDAMENTAL

Para a endocrinologista Patrícia Teófilo Monteagudo, a melhor maneira de perder peso é gastar mais calorias do que ingerir. Mas é preciso tomar cuidado, pois, segundo a profissional, só se consegue tal resultado por meio de “uma mudança paulatina e persistente do estilo de vida”, e métodos que prometem resultados rápidos podem não significar a queima daquelas gordurinhas incômodas. “Perdas abruptas de peso não são eficazes, pois associamse à diminuição de massa muscular, culminando em menor gasto metabólico”, explica. Com isso, o corpo gasta menos calorias e pode ganhar peso quase tão rapidamente quanto perdeu, gerando o famoso “efeito sanfona”.

Diminuir a quantidade de calorias ingeridas não é suficiente. É necessário mudar hábitos e costumes tanto alimentares quanto comportamentais. A Dra. Patrícia Monteagudo defende que a atividade física é essencial neste processo, não apenas por aumentar o gasto calórico, mas principamente por “preservar a massa muscular, que sempre vai diminuir quando há restrição alimentar. Além disso, aumenta a endorfina, diminui depressão e ansiedade e tudo isso se reflete em menos episódios de compulsão alimentar”. Para escolher qual é a atividade física mais apropriada deve-se considerar a atual condição física. “Obesos graves nem devem correr ou fazer atividades que causem impacto, basta caminhar. O ideal para perder peso é caminhar em passo acelerado, o suficiente para não ficar ofegante, por 1 hora diária”, conclui Patrícia.

Marcio Henrique Atalla, professor de educação física e colunista da revista Época, faz um alerta contra os métodos milagrosos. “Para emagrecer não existe mágica, temos que gastar mais calorias do que consumimos. Isso deve ser alcançado com atividade física regular e alimentação equilibrada.

Para Marcos Atalla, o importante nos exercícios é ter regularidade. “Existem várias opções como a musculação, Pilates, ginástica funcional, localizada e etc. Escolha uma, combine com a atividade aeróbia que mais sinta prazer, pode ser a corrida, caminhada, bicicleta, transport, natação”, sugere. O

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“Não existe mágica: temos que gastar mais calorias do que consumimos” ideal é ter o acompanhamento de um profissional de nutrição e um professor de Educação Física. “Procure profissionais sérios e não aqueles que prometem milagres e facilidades”, indica. O professor de Educação Física César Marra, em sua dissertação de mestrado, procurou determinar qual tipo de exercício é mais eficaz para quem quer emagrecer. “O exercício físico aeróbico realizado em alta intensidade e consequentemente menor duração, teve muito mais efeito na redução da gordura corporal do que o exercício de moderada intensidade e longa duração”, declara. Esse resultado acontece porque, segundo o estudo: “a recuperação do exercício de alta intensidade tem muito mais gasto calórico, podendo perdurar por até três dias de recuperação enquanto o exercício de moderada intensidade tem um recuperação de, no máximo, 3 horas”. Aliado a isso, os avaliados tiveram avaliação médica para verificar aptidão física para passar pelos exercícios. VOCÊ É O QUE VOCÊ COME A alimentação é fator importante na guerra contra a balança, e, ao invés de entrar de cabeça em dietas radicais, é necessário mudar os hábitos alimentares. “Essas dietas milagrosas fazem a pessoa perder peso, mas não ensinam a se alimentar direito. A pessoa não mantém a dieta por muito tempo, por serem muito restritivas, e acabam ganhando peso novamente”, alerta a nutricionista Marina Prieto. Ela defende uma alimentação mais natural, com frutas, vegetais, carnes magras, sempre evitando alimentos gordurosos, doces, industrializados com conservantes, etc. “O importante é comer os alimentos certos na quantidade certa”, sintetiza.

aumentam o apetite, como antidepressivos, alguns anti-psicóticos, corticóides; uso de remédios usados para tratamento de pressão alta; doenças como Cushing, que é o excesso de produção de corticóide inadvertidamente; disfunções tireoidianas, tanto o hiper como o hipotireoidismo”. Todos esses fatores, porém, são corrigíveis quando tratados corretamente por um especialista. O IMPORTANTE É MANTER A SAÚDE Perder peso para muitos pode se tornar uma obsessão, às vezes até caracterizando um distúrbio psicológico (veja box). Mas para que este processo seja realizado de maneira saudável é necessário equilíbrio. “Nunca exagerar nem pra mais e nem pra menos. Por vezes, a obsessão por um corpo perfeito faz todo o projeto de bem-estar e saúde virar uma compulsão”, conclui Marcio Atalla. EMAGRECIMENTO PODE VIRAR OBSESSÃO O culto ao corpo pode gerar nas pessoas uma preocupação excessiva com a aparência, podendo culminar em uma doença psicológica chamada de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Essa doença pode se manifestar de diferentes maneiras, e deve ser tratada por especialistas. Para a nutricionista Marina Prieto, condutas mais radicais em relação à alimentação, como resolver parar de comer diversos tipos de alimentos de uma hora para outra, podem ser indicadores deste tipo de transtorno. “No início é possível contornar este problema

TRATAMENTO PARA QUEM QUER PERDER PESO Uma opção para quem quer uma ajuda extra na luta contra a balança é o Balão Intragástrico. Ele funciona como um bolo alimentar artificial, introduzido no estômago e retirado via endoscopia, e é recomendado para, no máximo, 6 meses. O médico Martinho Rolfsen diz que o objetivo é que a pessoa fique satisfeita precocemente. “A fome vai ser saciada com cerca de 1/3 a 1/5 da quantidade de que comia antes”, diz. O médico indica ainda a necessidade do paciente receber, durante o tratamento, acompanhamento de nutricionista, educador físico e psicólogo, pois é necessário, de qualquer forma, a reeducação alimentar e os exercícios físicos. Outra vantagem do Balão Intragástrico em comparação com outros tratamentos médicos para emagrecimento, segundo Rolfsen, é que o paciente retorna às atividades habituais imediatamente, pois o procedimento não é cirúrgico.

Mas não são apenas o sedentarismo e a má alimentação que provocam o aumento de peso. Outros fatores podem atrapalhar na guerra contra a balança. A endocrinologista Patrícia Monteagudo lista alguns fatores: “Ansiedade, que se associa à compulsão alimentar; apnéia do sono, que se associa a níveis elevados de cortisol à noite, e este aumenta a fome; algumas medicações que

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“Dietas milagrosas fazem a pessoa perder peso, mas não ensinam a se alimentar direito com a reeducação alimentar, mas em um estágio mais avançado é necessário o acompanhamento de uma equipe para tratar deste problema, como médico, psicólogo, nutricionista”, salienta. Conheça as formas de manifestação desta doença: Anorexia - Mais comum em mulheres, a doença faz com que a pessoa queira emagrecer a todo custo porque se vê gorda, mesmo estando muito abaixo do peso. Métodos são utilizados para não engordar como: evitar alimentos calóricos, comer menos ou fazer exercícios em excesso. Drunkorexia - Também conhecida como anorexia alcoólica, caracterizase pela perda de apetite provocada pelo consumo excessivo de álcool. 64

Bulimia - Um transtorno mental que se caracteriza por episódios repetidos de ingestão excessiva de alimentos num curto espaço de tempo (as crises bulímicas), seguido por uma preocupação exagerada sobre o controle do peso corporal. Esta preocupação leva a pessoa a adotar condutas inadequadas e perigosas para sua saúde, como provocar o vômito, tomar laxantes ou diuréticos Vigorexia – Mais comum em homens, se caracteriza por uma preocupação excessiva em ficar forte a todo custo. Apesar dos portadores desses transtornos serem bastante musculosos, passam horas na academia malhando e ainda assim se consideram fracos, magros e até esqueléticos. Uma das observações psicológicas desses pacientes é que têm vergonha do próprio corpo, recorrendo assim aos exercícios excessivos e às fórmulas mágicas para acelerar o fortalecimento como, por exemplo, os esteróides anabolizantes.

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RESUMINDO... Perder peso de uma vez não é bom: isso impacta negativamente no gasto metabólico e até na beleza do corpo, com o famoso efeito sanfona; Não existe mágica: pratique exercícios e se alimente de maneira equilibrada. Só assim é possível gastar mais calorias do que se consome; Atividade física aumenta a endorfina, diminui a depressão e a vontade de comer compulsoriamente; Não faça grandes mudanças sem orientação de profissionais sérios e renomados. Fuja dos milagreiros! Nunca exagere: nem mais, nem pra menos. A obsessão pelo emagrecimento também pode virar doença!


TENDÊNCIA FIT

O QUE A IHRSA

AMERICANA NOS DEIXOU DIVERSÃO, DIFERENCIAÇÃO E FOCO: OS ENSINAMENTOS DA IHRSA 2010 NA VISÃO DE QUEM ESTEVE LÁ Por Patrícia Totaro

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un and Health (diversão e saúde). Esta foi a tônica da convenção na 29th IHRSA, que aconteceu em março deste ano em San Diego, Califórnia. O momento é de encarar o exercício físico como diversão, quebrando a monotonia de algumas atividades e proporcionando uma experiência gostosa e marcante para o cliente. Personalizar treinos, investir em programas inéditos e individualizar a experiência de cada um na academia são os pontos-chave para que a prática de exercícios seja prazerosa e que os frequentadores realmente gostem de ficar na academia que elegeram. Para que a academia realmente seja o cerne da vida saudável, é necessário que se adapte às pessoas de todas as idades e estilos de vida. A ideia de que as academias são todas iguais acabou (ainda bem, pois estou batendo nesta tecla há anos). O foco é imprescindível e deve sempre existir. Com esse entendimento, o conceito de academia está ampliado: englobando tanto as atividades que equilibram o corpo e a mente quanto a malhação tradicional. Aliás, após a convenção, viajei a diversas cidades a fim de pesquisar tendências e visitar academias e ficou claramente perceptivo que a área em que todas mais investiram foram nos espaços zen. Esta é uma prova de quanto a tendência body&mind deixou de ser modismo e transformou-se em condição essencial para um projeto de sucesso. O momento é de diferenciação. Cada ser humano é único e tem expectativas, possibilidades e vontades próprias. E hoje tem a oportunidade de praticar atividade com o grupo com o qual mais se identifica e no lugar onde se sente melhor. Com isso existem ambientes para os mais diversos tipos de negócios: os estúdios de treinamento personalizado, academias para mulheres, academias para treino mais pesado, lugares para a família, para jovens e assim por diante. Nada mais natural. Na feira que acompanha a convenção, a tendência é a mesma. Os equipamentos estão sempre vinculados a algum tipo de diversão e diferenciação, como TV, entrada para iPod ou vídeo game. Outra tendência forte é o treinamento funcional. E o Pilates continua em alta. O maior ensinamento que a indústria teve nestes últimos anos foi que a tecnologia deve ser um meio para se atingir o bem-estar e não o propósito final.

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O consultor de fitness Justin Tamsett colocou muito bem durante sua palestra, sobre o que faz uma academia ter sucesso, que o diferencial hoje é o intangível. Ao mencionar o intangível, Tamsett refere-se à arquitetura, ao círculo de amizades criado durante o exercício e à confiança que o aluno deposita nos professores. Resumindo: o diferencial é a experiência que a academia proporciona. E na arquitetura a diversão e a diferenciação entram com a criação de espaços personalizados para cada atividade. As salas multi-uso também se transformam de acordo com a aula que será dada: iluminação, som e até alguns detalhes de decoração mudam a cada modalidade praticada. Dentro de cada academia, o aluno tem o direito de encontrar a atividade de que mais gosta. A variedade de programas e experiências diferentes é importantíssima para manter a motivação. E sabemos que a motivação é o aspecto principal para a mudança interior que leva à vida saudável.

o conceito de academia está ampliado: englobando tanto as atividades que equilibram o corpo e a mente quanto a malhação tradicional. Falando em mudanças, tenho que citar a palestra de Chip Heath, não relacionada diretamente ao fitness. Ele é um escritor e jornalista que escreveu, entre outros, o livro “Switch - How To Change Things When Change Is Hard” (editora Broadway Books). Ele nos diz que mudar não é difícil, mas temos que conseguir alinhar os dois hemisférios do cérebro, porque uma parte de nós quer ir para frente e a outra fica atrapalhando. Divirtam-se!

A arquiteta Patricia Totaro fundou e dirige o escritório Patricia Totaro I Arquitetura de Resultados, especializado em projetos para negócios esportivos, com mais de 80 projetos construídos no segmento Fitness e Wellness em 15 anos de experiência

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CAPA

PASSANDO DOS

LIMITES FERNANDA KELLER AJUDOU A INVENTAR O TRIATLO E MUDOU O JEITO DE SE PENSAR EM TREINAMENTO NO PAÍS; AGORA ELA QUER QUE AS PESSOAS REFLITAM. E PRATIQUEM ESPORTE, É CLARO!

Por Eder Brito

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la é a única mulher do mundo que cruzou 23 vezes consecutivas a linha de chegada do Ironman Hawaii, maior competição de triatlo do mundo. Terminou seis vezes entre as três primeiras colocadas e catorze vezes entre as dez melhores do torneio, até hoje considerado o percurso mais difícil da história do triatlo. Também venceu cinco vezes o Ironman Brasil, principal competição em território nacional. Quando quase nenhum brasileiro tinha ouvido falar em triatlo, ela já estava correndo sua primeira prova, em 1982. É o maior nome da modalidade que ela praticamente ajudou a inventar, vive apenas do esporte e é detentora de marcas quase sobre-humanas que são símbolo de resistência, força de vontade, concentração e treinamento perfeito. E mesmo assim, a carioca Fernanda Keller não consegue se vangloriar. Mesmo depois de quase uma hora de conversa, Fernanda não consegue usar expressões como “orgulho”, “modéstia à parte” ou “eu sou”. Nascida em Niterói (RJ), no dia 4 de outubro de 1963, a futura triatleta sempre foi uma criança ativa, do tipo que freqüentava muitas escolinhas esportivas. “Mas nunca era nada competititvo”. Depois de um período intenso de ballet e jazz e a entrada precoce na faculdade de Educação Física (começou a graduação com 16 anos de idade), Fernanda começou a treinar de forma mais séria, revezando-se entre o emprego de instrutora de dança e substituindo as esporádicas “corridinhas” com o pai na praia por

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um treino mais intenso, que permitisse encarar o primeiro triatlo de uma carreira que deslanchou da forma que conhecemos. E foi na época da faculdade que o “debut” na modalidade aconteceu. “Quase ninguém tinha ouvido falar de triatlo. Eu descobri um esporte e um estilo de vida. Foi um percurso muito grande. Nadamos em Guaratiba, pedalamos até o QuebraMar na Barra e corremos até Copacabana. Foi

“Todo ser humano nasce triatleta. Depois é que eles vão deixando de ser” quase a orla toda do Rio, foi meio Ironman”, lembra. “Era uma aventura, sem muita expectativa. Eu fui principalmente pelo fato de ser algo diferente. Todo mundo falava que eu não ia agüentar, mas sempre tive facilidade de me adaptar em distâncias longas. Completei meu primeiro triatlo e fiquei muito motivada para continuar me desafiando em outras provas”. E continuou.

OITO HORAS POR DIA Dependendo da época e do calendário de competições, Fernanda Keller chega a treinar até 8 horas por dia. Corrida, natação e bike sempre estão na agenda obrigatória de treinos

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TÍTULOS E RECORDES Única triatleta profissional do mundo a completar 23 edições consecutivas do Ironman Hawaii, prova de triatlo mais difícil da história Seis vezes medalha de bronze no Ironman Hawaii Cinco vezes campeão do Ironman Brasil Única a figurar catorze vezes entre as dez melhores colocações do Ironman Hawaii Hexacampeã do Troféu Brasil de Triatlo Tricampeã do Triatlo Internacional Del Atlântico / Argentina Tetracampeã do Triatlo Internacional de Porto Seguro Fundadora do Instituto Fernanda Keller, que já atendeu quase 6 mil crianças em Niterói em mais de 10 anos de trabalho

da triatleta, que confessa que não tem vocação para fazer os treinos complementares de musculação. “Eu não tenho paciência, sou muito franca. Sei como é importante para manter a resistência e aumentar a força, mas eu prefiro buscar outras alternativas”. Depois de praticar pilates, yoga e tai chi, Fernanda decidiu optar pela bioginástica, técnica desenvolvida pelo catarinense Orlando Cani (veja box). “Ele me ajuda a fazer um trabalho com um esforço de alongamento que mistura treino de força, com umas técnicas de kung fu. É um treinamento individual, muito bom”, explica. E parece que os segredos da preparação diferenciada de Fernanda realmente passam pelo tipo e pela qualidade dos profissionais que ela procura consultar. Na hora de se alimentar, a preocupação também é grande. “Geralmente os nutricionistas não alteram muito a minha dieta, porque meus alimentos são sempre de alto teor nutritivo e preparados da forma mais saudável possível. Mas a alimentação básica deixa à desejar de vez em quando, então eu preciso suplemento. Por isso eu vou em uma médica geriatra”, revela. “Muita gente pensa que geriatra só atende a terceira idade, mas eu vou desde que eu tinha 30 anos. O legal é que você tem a oportunidade de fazer um trabalho preventivo. Não tem nada misterioso, não existe suplementação milagrosa. É um tratamento médico que me ajuda a escolher os suplementos e vitaminas que eu preciso em cada época da minha vida”, conclui. Outra preocupação essencial para a Fernanda é a alimentação durante as provas. “Durante as provas, eu uso apenas o que já é de costume. Muita gente acha que tem suplemento que vai fazer milagre no dia da prova e acaba passando mal, porque usa algo que não faz parte do seu dia-a-dia. Se você treina comendo rapadura, use rapadura no dia da prova”, brinca. “Acho que este tipo de fator ajuda a limitar e diferenciar um atleta do outro”. Outra palavra básica no dicionário de alguém que treina durante tanto tempo é “lesão”. Mas no vocabulário de Fernanda, a palavra apareceu poucas vezes na longínqua carreira. “Nunca tive lesão grave, não posso reclamar. E sempre que eu tive alguma pequena contratura, alguma besteira, sempre era por falta de alongamento. Alongar é muito chato, principalmente para quem já faz oito horas de corrida, natação e pedal. Mas é essencial”. A única frustração de Fernanda quando o assunto é competição e treino é a impossibilidade de escutar música. “É proibido ouvir músicas nas competições, então eu tento não usar música no treino o tempo inteiro, para não sentir falta na hora da prova. Mas se você quiser me ver pedalando a mil por

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hora, é só colocar uma música da Tina Turner”, confessa a triatleta, que também é fã de U2, Coldplay, Jack Johnson e do músico havaiano Israel Kamakawiwoole.

“Ver outros seres humanos terem as mesmas oportunidades que eu tive através do esporte é um projeto que dá muito sentido às conquistas da minha vida” E é com este treino e esta filosofia que ela consegue completar provas que tem quase quatro quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. Impossível? Muito simples, considerando o que Fernanda realmente acredita: o treino e toda a preparação são apenas complementos das habilidades e condicionamentos naturais das pessoas. “Todo ser humano nasce triatleta. Depois é que eles vão deixando de ser. Crianças adoram nadar, nunca param de correr e ganhar uma bicicleta é uma das maiores felicidades do mundo. São coisas que todo mundo gosta de fazer desde pequeno”, conclui.

CORRENDO POR UM IDEAL Mesmo com a dura rotina de treinos, Fernanda também gerencia projetos sociais e consegue dividir um pouco da sua “lógica de vida” com outras pessoas, ministrando palestras em empresas. “Na verdade me contratam pelo lado motivacional, disciplinar, para falar sobre essa dinâmica de atingir resultados difíceis. As pessoas gostam de ter a oportunidade de conviver comigo durante um dia, durante um final de semana. As empresas não me contratam com o intuito de instalar um programa de qualidade de vida. Eu ia adorar fazer isto, seria bacana. Mas eu gosto desta convivência”, explica.


Mas é ao falar de seus projetos sociais que a voz de Fernanda Keller fica diferente, com uma entonação que fica variando, um misto de “esperançosa” com “empolgada”. São tons que aparecem apenas nestes momentos da conversa. “Ver outros seres humanos terem as mesmas oportunidades que eu tive através do esporte é um projeto que dá muito sentido às conquistas da minha vida”, conta. O Instituto Fernanda Keller funciona desde 1998 em Niterói e atende cerca de 400 crianças entre 7 e 17 anos, com aulas de triatlo, em um local “paradisíaco”, segundo explica a própria Fernanda. “É um local rico de verdade, cercado pela natureza, onde as crianças tem o privilégio de pedalar, correr, nadar”, diz. As aulas são realizadas na praia de Charitas e no Forte Barão do Rio Branco, em Jurujuba, pontos turísticos e históricos do município de Niterói. E foi também através do Instituto que Fernanda conseguiu transformar o “Correndo Por um Ideal” em realidade, projeto que parece ser o maior motivo de orgulho da carreira da triatleta. “Foi um projeto tão bem estruturado e com a integração tão bem encaminhada. Durante um ano, nós conseguimos unir médicos, assistentes sociais, exército, nutricionistas, enfim... conseguimos envolver todo o serviço público da cidade (Niterói) e fizemos com que todo mundo se responsabilizasse por um grupo de jovens que estava abaixo ou acima do peso. E fizemos um trabalho de avaliação física, avaliação nutricional, palestras de orientação. Fizemos a engrenagem funcionar”, avalia, saudosa, enquanto aproveita para dar uma dura nas instituições e outros atletas que querem se aproveitar da onda de “responsabilidade social” que assola a sociedade contemporânea. “As pessoas se confundem com duas coisas. A primeira é que projeto social não é para ganhar dinheiro. Todo mundo recebe pelo trabalho realizado, mas nunca é para fins lucrativos. A segunda é que projeto social não é caridade. Você está apenas ajudando as pessoas a entenderem o que fazer para conseguir lutar e conquistar seus próprios ideais”, explica. E Fernanda Keller não pensa em se aposentar. “Ainda quero disputar o IronMan muitas vezes”, revela. “Eu me sinto realizada. Consegui ser profissional em um esporte que nem existia. Isso pra mim é um prêmio. Procuro ser o mais profissional no que eu faço e tentar abrir o máximo de portas para o meu esporte. No começo eu fazia o Ironman Brasil com 20, 30 pessoas. Hoje em dia tem mais de mil pessoas e nunca sobra vaga. Todo mundo hoje é triatleta e eu participei da invenção dessa coisa. Isso pra mim vale mais do que ser atleta”.

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SEGREDO DA BOA FORMA? A bioginástica é parte integrante do treinamento oficial adotado por Fernanda Keller e foi criada por Orlando Cani, catarinense radicado no Rio de Janeiro desde a década de 40. É uma mistura de Hatha Yoga, Kempô (movimento dos animais), tai-chichuan, expressão corporal, respiração, relaxamento, alongamento e flexibilidade. O método utiliza força, resistência e coordenação neuromuscular, tentando realizar os movimentos de maneira espontânea e criativa, buscando o máximo de prazer na execução. A idéia de Cani é oferecer o autoconhecimento do corpo ao praticante, atingindo o equilíbrio psicomotor como um todo, fatores importantes para uma WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

triatleta como Fernanda. Próximo de completar 75 anos de idade, Cani impressiona pela resistência física e pelo corpo, motivo de inveja para muitos homens com menos de 40. Depois de fazer cursos de especialização em Yoga na Índia, ele já treinou atletas de várias modalidades, como Rickson Gracie, das artes marciais, Guilherme, Pará, Shelda e Adriana, do vôlei de praia e as seleções brasileiras de voleibol feminino e masculino, a convite do técnico Bernardinho.


EQUIPADOS

DE PEITO

ABERTO DICAS DE TREINO, PRECAUÇÕES BÁSICAS E OS MELHORES EQUIPAMENTOS PARA QUEM QUER (OU PRECISA) DESENVOLVER OS MÚSCULOS PEITORAIS

Por Eder Brito

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e “peito estufado” é uma expressão ligeiramente comum no Brasil, normalmente associada ao sentimento de orgulho. Ela consegue traduzir a ideia de que o indivíduo está cheio de uma certeza plena, animado, comemorando os objetivos alcançados ou cheio de esperança de que ainda serão. Ao transportar a idéia para o mundo fitness, mais especificamente para o dia-a-dia de quem frequenta academia ou pratica exercícios físicos, a metáfora pode até continuar a existir, mais tem também uma representação meio literal: os músculos peitorais. E peitorais definidos são um símbolo que garante, subliminar e visualmente que o indivíduo conseguiu atingir bons resultados na musculação.

capacidade de reconhecer e desenvolver-se mais ou menos a partir da utilização de um ou outro exercício”, explica Elisa. “O fator determinante para o desenvolvimento tanto da força quando da massa muscular é a intensidade adotada dentro do programa de treinamento. Para que o treinamento seja eficiente, a forma de prescrição e progressão, bem como a intensidade são os fatores que vão determinar o nível de ‘stress’ imposto ao músculo e a magnitude das respostas por ele desencadeadas”, conclui.

O desenvolvimento dos peitorais também pode ser considerados símbolo de virilidade masculina, mas os homens não são os únicos que se importam e se dedicam a este tipo de treino. “O público masculino tende a gostar dos treinos de peitoral, pois o aumento da massa muscular dessa região é facilmente perceptível pelas pessoas, mesmo sob uma camisa social. Já as mulheres preocupam-se por acreditarem que este músculo dará suporte aos seios”, explica Elisa César Ribeiro dos Santos, professora de musculação e personal trainer da Carpe Diem Academia (Curitiba), especialista em fisiologia do exercício e musculação e treinamento de força.

“Peito é o segundo grupo de importância dentro de uma academia. Depois da perna, acho que é o grupo em que se encontram mais aparelhos disponíveis em uma academia”, avalia Afonso Ludovico, gerente comercial da Pro-Fitness, empresa especializada no desenvolvimento de equipamentos fitness. “Peito é um dos mais requeridos. Bancos de supino, supino reto, supino inclinado, supino convergente reto e peck deck são alguns dos aparelhos que toda academia que montamos possui”, relata. “Sem dúvida os aparelhos que trabalham os peitorais são indispensáveis na formatação da sala de musculação”, explica Marcelo Felizardo, gerente de vendas da Righetto, empresa que atua há 17 anos no mercado de condicionamento físico. “O consumidor só precisa tomar cuidado com a ergonomia do

E os ganhos não são apenas estéticos. Os peitorais também são símbolo de uma postura correta do tronco e levar seu desenvolvimento a sério ajuda a evitar dores nas costas e problemas na coluna vertebral. Mas quais aparelhos utilizar para conseguir “priorizar” este grupo muscular? “Não existe um aparelho em específico que seja responsável por melhores resultados, pois o músculo não tem

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equipamento. No caso do trabalho de peitorais a coluna deve estar bem apoiada com estofados de alta densidade. É importante a regulagem do assento e um bom apoio para os pés, além é claro das possibilidades de regulagem que permitam o alinhamento entre a articulação da máquina e a articulação humana”, recomenda. “A escolha do fabricante também é importante. Infelizmente não existe no Brasil nenhum órgão regulador para a fabricação de equipamentos de condicionamento físico. Uma pesquisa de mercado pode filtrar as marcas mais respeitadas”, conclui Marcelo. A professora Elisa também enfatiza a necessidade de posicionamento correto e qualidade do equipamento para efetuar corretamente os exercícios e, claro, evitar lesões. “Quanto ao ajuste do aparelho peck deck, um dos exercícios mais utilizados


“O público masculino tende a gostar dos treinos de peitoral, pois o aumento da massa muscular dessa região é facilmente perceptível pelas pessoas em academia, o principal é observar a altura do banco para que o ângulo formado pelo braço em relação ao tronco seja um pouco inferior a 90 graus”, prescreve. Ela também alerta que o posicionamento do antebraço nas almofadas do peck deck pode ser desconfortável, principalmente nas últimas repetições da série, quando o indivíduo está mais cansado e tende a “roubar”, afastando o cotovelo do apoio. “Algumas empresas têm desenvolvido máquinas que simulam o exercício “crucifixo” feito com halteres. Nestes equipamentos o praticante realiza o movimento de aproximação dos braços com os cotovelos levemente flexionados e sem o apoio do antebraço, tornando o exercício mais confortável”, recomenda Elisa.

TREINO SUGERIDO PARA INICIANTES

NÍVEL INTERMEDIÁRIO PARA O AVANÇADO

“Dois exercícios para peitoral, cada um com 2 a 4 séries de repetições e com uma carga moderada e levemente pesada, já são suficientes para gerar uma adaptação significativa. Estudos atuais demonstram que para o desenvolvimento da massa muscular deve-se preconizar a intensidade (carga e intervalo de recuperação) em relação ao volume de treino (número de exercícios, séries e repetições)”

“Sugiro a utilização dos seguintes aparelhos e equipamentos: Supino reto, supino declinado, peck deck e supino inclinado com halteres. Cada um deles com 3 séries de 8 a 10 repetições. A carga varia de acordo com a individualidade biológica de cada um. O ideal é fazer um teste de carga máxima para saber qual é a capacidade e descobrir a carga que mais vai gerar resultados. É importante ressaltar que este é um treino para quem está tentando evoluir do nível intermediário para o avançado. É para quem já pratica musculação e quer começar a desenvolver mais os peitorais”

Elisa César Ribeiro dos Santos – Formada em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná; Especialista em Fisiologia do Exercício e em Musculação e Treinamento de Força pela Universidade Gama Filho elisa@elisacesar.com.br

Harry Rosenberg – Personal trainer da Academia Fórmula, técnico de Hortência Marcari (campeã mundial de basquete) e Éder Jofre (campeão mundial de boxe) WWW.PORTALENDORFINA.COM.BR

Além do ânimo para se exercitar, o profissional certo para prescrever o treino e o aparelho certo para executar os movimentos, quem quer desenvolver os peitorais também precisa contar com um outro serviço: bons fabricantes por trás dos aparelhos utilizados. Apenas boas pesquisas durante o processo de desenvolvimento dos equipamentos é que podem garantir resultados eficazes. “Uma vez definido o grupo muscular a ser trabalho, iniciamos a aquisição dos dados do movimento. Verificamos a amplitude, movimento articular e iniciamos o processo para construir uma estrutura de apoio para estabilizar o indivíduo”, explica Marcelo Felizardo, da Righetto. “A equipe de desenvolvimento é formada por fisioterapeutas e pro-

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fissionais da área de educação física e ciências biológicas, técnicos e engenheiros. Também recebemos diariamente a visita de profissionais ligados à área que acabam por interagir com nossa equipe de desenvolvimento, que também realiza as pesquisas de campo”, conclui. “Todo o processo de criação tem que passar pela observação da biomecânica”, explica Afonso, da ProFitness. “Temos uma pessoa muito experiente, que já constrói equipamentos há muitos anos e coordena o desenvolvimento de produtos. É importante ter na equipe alguém que aprendeu a entender o usuário final. E nós também sempre convidamos gente da área para testar e avaliar nossos produtos. Quero buscar a maior unanimidade possível”, diz. E não adianta ter pressa. Para conseguir definição dos músculos peitorais existem vários fatores e o tempo é um deles. “Os resultados obtidos através de uma rotina de treinamentos dependem de prescrição adequada, intensidade, alimentação e repouso. A combinação destes fatores, aliada à genética, determinam a magnitude e a velocidade dos ganhos do indivíduo”, explica Elisa. Segundo ela, os primeiros resultados costumam aparecer depois de oito semanas de treino. “Neste período ocorrem os maiores aumento de força devido a um fenômeno chamado adaptação neural, caracterizado por uma melhora no sistema de recrutamento de fibras musculares durante a contração. A

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hipertrofia (aumento da massa muscular) é mais notória a partir dos 6 ou 8 meses de treinamento regular”, diz. E por falar em tempo de treinamento, a pressa também é inimiga da perfeição neste caso. Ultrapassar limites desnecessários pode ser um dos fatores que influem no desenvolvimento e aparecimento de lesões. Uma prescrição inadequada ou a ansiedade do aluno em treinar com uma carga mais pesada podem significar a interrupção do treinamento. O intervalo de recuperação entre os treinos também precisa ser respeitado. A musculatura não consegue se recuperar totalmente antes de sofrer novo ‘stress’ e articulações e músculos podem sofrer danos irreparáveis. “A maneira mais eficaz de evitar lesões é treinar sob orientação de um profissional qualificado. Ele será capaz de prescrever um treinamento adequado ao nível do indivíduo, verificar o ajuste correto dos aparelhos e a forma de execução dos exercícios, além de assegurar a aquisição dos resultados esperados”, orienta Elisa. “Para o iniciante são indicados os equipamentos que possuem alavancas e baterias de peso, as chamadas ‘máquinas’. Esse tipo de equipamento mantém o usuário na posição ideal e o movimento é condicionado, preservando a integridade física e mantendo todo o ganho muscular”, conclui Marcelo Felizardo, da Righetto.

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Por Eder Brito

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raticar esporte e adotar a atividade física como parte verdadeiramente integrante da rotina é uma decisão inteligente. E alguns pesquisadores ingleses e americanos querem provar que esta expressão pode ser mais literal do que se imagina. Dois estudos recentemente desenvolvidos pela Universidade de Cambridge e Universidade de Chicago tentam provar que o relacionamento do ser humano com o esporte pode aumentar a inteligência e influenciar positivamente no desenvolvimento do cérebro. 0&456%0/Á.&30 Pesquisadores da Universidade de Cambridge concluíram que fazer exercícios influencia diretamente no desenvolvimento da inteligência. O estudo mostrou que ratos que praticavam atividade física, tinham mais facilidade de memorizar fotos de alimentos. Os ratos esportistas corriam cerca de 20 quilômetros por dia. Ratos mais sedentários eram mais esquecidos e confusos. Com os ratos esportistas ocorreu um fenômeno chamado neurogênesis, ou seja, o nascimento de células neurológicas que se concentram principalmente nos chamados lóbulos temporais, nas laterais do cérebro, onde ficam os neurônios da memória e da inteligência. A pesquisa observa que com humanos o resultado pode variar, já que podemos adquirir conhecimento e desenvolver a inteligência de outras maneiras (estudando, por exemplo). O ESTUDO NÚMERO 2 Cientistas nos Estados Unidos disseram que participar ou assistir a eventos esportivos pode deixar a pessoa mais inteligente. Os pesquisadores da Universidade de Chicago monitoraram as funções cerebrais de jogadores e torcedores e descobriram que, quando eles falam sobre seus esportes favoritos, ativam mais partes de seus cérebros do que durante conversas normais. A pesquisa foi divulgada na revista americana Proceedings of the National Academy or Sciences.

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REPERCUTINDO! Profissionais da área médica e da educação física concordam com os dois estudos. Apesar de não concordar 100% com o primeiro estudo (não acredita na teoria da neurogênese), a personal trainer e personal runner, Carol Vaz teve uma impressão positiva das duas pesquisas. “A prática da atividade física pode proporcionar maior concentração e desenvolvimento de raciocínio lógico. Também influencia positivamente na interação social e serve como válvula de escape para energias agressivas ou improdutivas”, explica Carol Vaz, personal trainer e personal runner. “No campo profissional, o ser humano tende a desenvolver percepção, raciocínio rápido e capacidade de solucionar problemas. Jomar Souza, especialista em medicina do exercício e do esporte, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte também vê de forma positiva as conclusões das duas pesquisas. “O esporte melhora a capacidade cognitiva, não apenas do ponto

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de vista da memória. Melhora também o reflexo, a capacidade e a velocidade de raciocínio. Existe uma melhora da função cognitiva como um todo”, explica Jomar. “E o esporte também favorece o relaxamento e a diminuição do estresse, fatores que influenciam no desenvolvimento da inteligência”, conclui. COMPROVANDO! A Prefeitura de São Paulo também realizou uma pesquisa que demonstra a influência positiva da atividade física no desenvolvimento cognitivo de seres humanos. Quase 1.600 pessoas responderam a um questionário avaliando o programa Clube Escola, iniciativa que oferece atividades esportivas e sócio-culturais em clubes desportivos públicos. Entre adultos e jovens entrevistados, 78% concordaram que o programa ajuda a combater o estresse, 59% concordaram que o rendimento no trabalho melhorou e 63% disseram que o programa influencia positivamente no rendimento escolar.


Revista Endorfina 6  

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