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Publicação Bimestral

abril maio

viva

o desporto

Quer seja para manter o corpo ativo ou para competição, o desporto é essencial para viver bem

5 cinco anos

gratuita

d i st r ibuiç ão

36 2012

dada

pedro barbosa em entrevista, faz o balanço de três décadas a formar atletas

ccc é wilde

O Centro Cultural do Cartaxo apresenta uma peça escrita por Oscar Wilde interpretada por atores da região

entrevista

veladimiro elvas

o presidente da APAAC conta como os animais lhe mudaram a vida


Licenciado pela D.R. Saúde

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Direct. Técnica: Maria Adélia Machado Lic. em Ciências Farmacêuticas

Ana Filipa Machado Mest. Integrado em Ciências Farmacêuticas

Filipa Gaspar Lic. em Análises Clínicas

trabalhamos em benefício da sua saúde

Acordos com: ADSE|ARS|PT SAMS| MJ|CGD SAMS quadros ADMG| ADM MEDIS MULTICARE Comp. Seguros

aberto à hora de almoço 2ª a 5ª 8h00/18h30, 6ª 8h00/18h00 sábado 9h00/11h00

Rua 5 de Outubro, 5 - bloco C r/c esq. Cartaxo | Tel. 243 770 979 | 966 618 367 | 910 370 350 labcartaxo@mail.telepac.pt | www.labcartaxo.pt


abril maio


sumário

rubricas

12 mudar de vida bullying ou o assédio moral

14 montras nova coleção primavera

21 destrava línguas a voz

22 a esfera melhor é impossível

23 economia, em trocos! 24 cumpra-se o acordo! hífen ou não, eis a questão!

38 o cartaxo e a sua história um compadre chamado Junot

45 e nós... a amizade

46 à mesa rolinhos de espadarte fumado com puré de abacate

dada Revista de lazer e divulgação cultural distribuição gratuita propriedade Potenciais publisher Fátima Machado Rebelo diretor António Dias coordenador de edição Rosa Belda colaboradores Ana Benavente, Margarida Serrão, Renato J. Campos, Sónia Parente, Teresa Rolho, Vera Alves colaboram nesta edição António Gaspar, Filipe Costa, Lourdes Dias, Rogério Coito contribuinte 510148123 redação e sede Rua Nova da Boa Vista, 1 2070 - 105 Cartaxo | geral@revistadada.com | 243 779 057 e 918 717 072 periodicidade bimestral grafismo e paginação Potenciais impressão Soartes, artes gráficas, Lda tiragem por edição 5 000 exemplares número de registo 125185 depósito legal 262622/07 www.revistadada.com interdita a reprodução total ou integral de textos e imagens por quaisquer meios e para quaisquer fins 4 • dada

Esta revista foi escrita segundo as novas regras do acordo ortográfico.


nesta edição 6 entrevista

veladimiro elvas

o presidente da APAAC conta como tem sido as duas décadas à frente da associação

26 em destaque viva o desporto

a importância do desporto nas nossas vidas

42 o corpo é como uma máquina opinião 11 António Gaspar 50 Ana Benavente e ainda 20 teste de saúde vocal 35 a importância da competição nos jovens 36 agenda

editorial Já reparou que quase não há cães abandonados a vaguear pelas ruas do Cartaxo? Esse é o resultado de um trabalho de mais de duas décadas levado a cabo pela Associação de Proteção aos Animais Abandonados do Cartaxo (APAAC). Veladimiro Elvas, que está quase desde o início da criação desta instituição, conta-nos um pouco da sua história e revela que, em breve, será organizado um desfile de animais, na rua Batalhoz. De 8 de junho a 1 de julho, decorre, na Polónia, mais um campeonato europeu de futebol. E de 27 de julho a 12 de agosto, Londres recebe os jogos olímpicos de verão. Perante estes dois grandes eventos, a revista DADA decidiu fazer uma análise ao desporto, olhando para a importância que o exercício físico tem nas nossas vidas e de como isso é o resultado de décadas de transformações sociais. Pelo meio, aproveitamos para lhe dar a conhecer algumas das personalidades mais importantes do desporto no Cartaxo, como é o caso de Pedro Barbosa, treinador de atletismo, que pondera abandonar a formação, devido à falta de apoios; ou de Sofia Duarte, uma nova esperança do triatlo e heptatlo feminino que tem arrecadado prémios a nível nacional. No nosso espaço de moda, como não podia deixar de ser, a primavera e o verão estão em destaque. Aprecie e não hesite em alegrar a sua vida com as nossas sugestões de vestuário e acessórios que vão fazer furor nesta estação! Com tanta crise, mime-se e trate bem de si. E não se esqueça de visitar, com regularidade, o nosso site em www.revistadada.com onde pode ficar a par de todas as novidades de última hora e aproveite para ser nosso amigo em facebook.com/fbrevistadada.


entrevista

Veladimiro Elvas

uma vida pelos animais Na linha da frente pela causa dos animais, Veladimiro Elvas é, há mais de 20 anos, o rosto e a alma da Associação de Proteção aos Animais Abandonados do Cartaxo – APAAC – participou na criação do primeiro partido político pelos animais, coisa que nunca ninguém pensou que pudesse existir em Portugal e, aos 61 anos, não se arrepende do desfio que abraçou e diz que a associação mudou completamente a sua vida Foi fundador e continua a ser o principal rosto da APAAC, como tem vivido este desafio? São mais as gratificações ou as angústias?

Não fui fundador, mas estive quase desde o início, quando eu e a minha mulher agarrámos nisto, pensámos “vamos fazer o canil municipal, se o pudermos gerir muito bem, mais tarde, a Câmara Municipal do Cartaxo (cmc) vai ter uma obra a que pode dar continuidade com alguém que goste de animais”. Hoje, o canil parece que é nosso, mas não é! É um canil municipal gerido pela apaac. A alegria maior é as pessoas estarem mais sensibilizadas para o tratamento com os animais, 6 • dada

embora ainda haja muita violência animal, por isso tentamos sensibilizá-las para o facto de sermos todos animais, e quando nós sentimos, eles sentem da mesma maneira. As gratificações são as que os animais nos trazem e o contacto com as pessoas. Em 20 anos de trabalho as angustias são muitas. Em comemorações do 22º aniversário da APAAC, sente que se cumpriram os objectivos da associação, aquando da sua criação? Hoje a apaac é uma associação com cerca

de 1900 sócios.


«A Direção Geral de Veterinária veio cá e deu-nos os parabéns pelo bom trabalho que estamos a fazer» Em 2007, recolhemos 1400 cães. Reduzimos para 300 cães no ano passado, portanto ao longo dos anos o número tem vindo a diminuir consideravelmente, este ano estamos a 90 animais recolhidos, tem entrado cerca de um cão por dia, quando houve uma época que recebíamos cinco animais por dia e não sabíamos o que fazer com tantos cães. Agora, não há cães abandonados no concelho do Cartaxo! A atuação da APAAC tem sido bastante abrangente, que diferenças nota nestes 20 anos?

Já muita gente traz o seu animal pela trela, só ainda não vejo as pessoas com o saquinho para apanhar os dejetos, mas tem que se educar as pessoas. É evidente que também deveria haver um envolvimento da cmc para colocar à disposição das pessoas saquinhos de higiene para os animais, não custa nada a pessoa trazer o saquinho quando vem à rua, mas se tiver algumas papeleiras espalhadas pelos principais sítios, em parques onde as pessoas passeiam com os animais, se calhar ajudava a criar bons hábitos. ►

dada • 7


«se nós temos prazer em ter um animal, ele também tem prazer em ter um dono» Estão as pessoas, do concelho, mais sensibilizadas para a causa do bem-estar animal?

Sim. Muita da população já está sensibilizada. Não tem nada a ver com o início. Hoje, por exemplo, vemos que a pessoas vêm vacinar os seus animais na clínica. Tentamos sensibilizar, mas não se consegue chegar a todos, porque há coisas que estão dentro das pessoas. Está na educação, na cultura, mas é importante saber que se nós temos prazer em ter um animal, ele também tem prazer em ter um dono. As pessoas não se apercebem que ter um animal em casa implica responsabilidades, por exemplo, ainda há pessoas que deixam aqui animais amarrados ao portão, mas como 8 • dada

agora temos câmaras de vídeo, largam-nos na zona industrial. Sente que, atualmente, dado as dificuldades que as pessoas vivem, há mais cães abandonados?

Custa-nos ver que há pessoas que gostam dos animais mas, pelas dificuldades da vida, não os podem ter, muitas dessas pessoas saem daqui a chorar, e também é para apoiar essas pessoas que estamos aqui. Mas há o reverso da medalha, há pessoas que se livram dos cães porque vão mudar de casa, por exemplo. As instituições têm reconhecido e apoiado o vosso trabalho? A apaac é reconhecida por ser uma boa as-

sociação e por ser representativa de muitas entidades, por isso, há câmaras a ligar para aqui e para a cmc para saber como funciona o canil e que protocolos há. A própria Direção Geral de Veterinária veio cá e deu-nos os parabéns pelo bom trabalho que estamos a fazer. Entidades como os Bombeiros, a Brisa,


entrevista a gnr ou a psp recorrem a nós porque o trabalho da apaac é único. Não há igual em lado nenhum do pais. Sou eu que recolho quase todos os animais, às vezes é com custo, porque nos telefonam à meia noite, duas ou três horas da manhã, ou ao domingo quando estamos no dia de descanso. A pessoa telefona a qualquer momento e quer ser apoiada, às vezes sinto-me cansado, mas não sou capaz de dizer que não. E sente que a população reconhece esse trabalho da APAAC?

Às vezes não é tão reconhecido pelas pessoas do Cartaxo, não sei porquê. Eu acho que as pessoas ainda não reconhecem o papel da associação enquanto protetora do seu bem estar ao nível da saúde pública. Por exemplo, quando há animais na rua com doenças como a sarna ou a lechmaniose é preciso agirmos, porque não sabemos que doenças são transmissíveis para as pessoas. O trabalho da apaac, em si, só pode ser visto por quem esteja cá dentro, ou por quem esteja muito ligado à associação. Há muito trabalho que os sócios não vêem mas que é para eles que o fazemos. Quais são as atuais carências da APAAC?

O município atribui cinco mil euros à apaac, o Estado fica logo com 40 por cento. Tem sido um cavalo de batalha, mas é o que a Câmara pode dar e sei que tenho que fazer sacrifícios. Os custos de funcionamento são elevados, temos sete funcionários, 60 animais a comer todos os dias e há sempre coisas para arranjar no canil. Quando chega o fim do mês temos de ter ganhos para poder pagar tudo isto e os impostos são pagos como uma empresa, não temos qualquer benefício.

Até à doação, a APAAC suporta o custo da alimentação, vacinação, desparasitação, microship e esterilização do animal

Neste momento, a apaac, por números que esteve a apurar, tem cerca de 50 mil euros na rua, da clínica veterinária, que são praticamente irrecuperáveis. Telefonamos às pessoas para virem pagar e dizem “vocês são associação, recebem comparticipação da câmara, vocês que paguem, não fazem mais que a vossa obrigação”. É uma obrigação nossa, mas também é uma obrigação nossa chegar ao fim do mês e pagar aos veterinários e às pessoas que trabalham connosco, e muitas vezes temos grandes dificuldades em que isso aconteça.

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10 anos, mas criamos um património para a apaac, que não tem sede, a clínica é alugada e o canil é da Câmara Municipal. Este novo espaço, além de ser a futura sede da associação, também vai dar apoio à clínica, queremos criar melhores condições para os animais e para os sócios. Chico é o residente mais antigo do canil Que grandes batalhas é que a APAAC ainda tem pela frente?

Uma vez que já temos a densidade canina do concelho controlada, agora há que fazer pequenos reajustes a nível de Câmara, regulamento interno do canil e população animal no geral, temos depois a questão das colónias dos gatos. Fazemos um trabalho de sensibilização nas clínicas veterinárias, Juntas de Freguesia e Câmara Municipal, ainda é pouco, reconheço, queremos fazer mais, mas agora, não temos dinheiro para mais. Adquirimos agora o espaço ao lado da clínica veterinária que vamos pagar durante PUB

Mas o grande desafio, continua a ser a sensibilização da população, este ano vamos ter outra vez o desfile do dia mundial do animal, vamos convocar todos os sócios e todos os cães para o desfile na rua Batalhoz. Sente-se com a mesma coragem para enfrentar os novos desafios, como no início desta aventura?

Enquanto puder eu sigo, quando não puder, por alguma razão, vou continuar a estar ao lado dos meus colegas da associação e da clínica porque, para mim, não somos funcionários, somos colegas num trabalho em prol da população e dos animais. Eu não fiz a apaac, todos nós a fizemos! A pensar no futuro, tentamos sempre arranjar pessoas daqui, gente que vai querer cá ficar. Neste momento tenho os veterinários André Tojo e Sara Santos que são os meus braços direitos, e mais dois que estão a iniciar. A APAAC mudou-lhe a vida?

Às vezes pergunto-me, se me arrependo de ter começado com isto. Não me arrependo, aprendi muito. Os animais ajudaram-me muito a encarar a vida. Era uma pessoa nervosa, ainda sou, irritável com facilidade, hoje sou comedido, mais paciente, mais responsável, a associação mudou completamente a minha vida. Hoje sou eu, há uns anos não era.d 10 • dada


opinião

bilhete postal

António Gaspar, cidadão do Cartaxo

terra asseada …Na manhã de 17 de Julho de 1843, Almeida Garrett, desejoso de conhecer “as ricas várzeas desse Ribatejo”, chega ao Terreiro do Paço e embarca no vapor de Vila-Nova, a caminho de Santarém. Dessa jornada, que foi curta, nasceram as ‘Viagens na Minha Terra’ (1)… Nessa sublime e admirável obra literária, o autor relata, no final do capítulo vi “a chegada a este mundo e ao Cartaxo”, expressando no capítulo vii reflexões importantes sobre “o café do Cartaxo” e “dos cafés em geral e de como são o característico da civilização de um país”. Depois de sentado e “de respirar largo”, entrou em conversa com o dono da casa (café do Cartaxo) que descreveu como “homem de trinta a quarenta anos, de fisionomia esperta e simpática e sem nada de repugnante vilão-ruim que é tam usual de encontrar por semelhantes logares da nossa terra”. Em visita ao amigo Dâmaso Xavier dos Santos, “deram uma volta pela terra” e concluíram: “É das povoações mais bonitas de Portugal, o Cartaxo, aceada, alegre; parece o

bairro suburbano de uma cidade”… “Não há aqui monumentos, não há história antiga, disse; mas tem-na moderna e importantíssima”. Hoje, 21 de Março de 2012, passados 700 anos sobre a data em que foi dada, em Leiria, a Carta Foral ao Cartaxo pelo rei D. Dinis e 170 anos sobre esta viagem, muito mudou no Cartaxo!!! ou não talvez??? Na actualidade, qualquer simples ou ilustre visitante não pode reter na memória o Cartaxo como terra limpa e asseada. Muitas são as ruas e locais onde se acumula grande quantidade de lixo e não menos quantidade de indiferença das gentes e do poder. Também não pode levar na memória o Cartaxo como terra bonita. Assim foi quando tinha grande orgulho no seu jardim. Este, depois de multiplicado em dois, foi unificado(???), não tendo resultado qualquer outro melhor. O jardim não existe e as suas árvores, como sempre, estão a morrer de pé. Quanto às gentes, em breve darei notícias.

(1)Edição impressa segundo as primeiras edições revistas pelo autor, em dois volumes, com um prólogo de Júlio Dantas – Edição da Livraria Lello & Irmão – Porto. António Gaspar escreve de acordo com a antiga ortografia

dada • 11


mudar de vida

Margarida Serrão, Formadora de Desenvolvimento Pessoal mudardevida.revistadada@gmail.com 961 778 950

bullying ou o assédio moral Esta edição trago-vos um tema que penso ser da máxima importância, não só para todos aqueles que têm filhos mas também para a comunidade em geral. Falo-vos do bullying. O bullying é uma palavra de origem inglesa que se pode definir como uma agressividade extrema (física e/ ou psicológica) praticada continuadamente por um ou mais indivíduos para com outro indivíduo que não é capaz de se defender perante essa situação. Este fenómeno acontece maioritariamente no ambiente escolar, embora também possa ocorrer noutros meios. Os intervenientes no bullying são os alunos/ autores (os que praticam), os alunos/alvo (os que sofrem), os alunos alvos/autores (os que sofrem e também praticam) e os alunos testemunhas. PUB

Ao contrário do que se possa pensar, o bullying não é praticado apenas por crianças provenientes de estratos sociais mais baixos, se no início do aparecimento do bullying isto era uma realidade, hoje podemos observar que esta prática é transversal, e pode acontecer em qualquer escola e independentemente da condição socioeconómica dos alunos. Nos vários estudos feitos sobre bullying, um dos elementos comuns é o de as crianças com menos supervisão dos pais, terem mais tendência a praticar bullying, e normalmente praticam este ato sobre crianças com baixa auto-estima ou que apresentam mais dificuldade de relacionamento social. Há que ter, por isso, especial atenção a alguns indícios, como a rejeição de ir à escola, redução no rendimento escolar, tristeza, vómitos, pesadelos, isolamento, etc. Também é comum as crianças que sofrem de bullying não dizerem nada aos pais e, muitas vezes, são os colegas e amigos que os avisam, portanto, para além do acompanhamento escolar que damos aos nossos filhos, devemos ainda estar atentos ao seu processo de integração social. É por isso fundamental que os pais tenham um papel ativo junto dos filhos, demonstrando-lhes que o bullying é inaceitável e que esses atos devem ser comunicados quer aos pais, quer aos professores de forma a prevenir e evitar que outras crianças sofram de bullying.

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Gina Henriques Mestre de Reiki e Numeróloga no Espaço Viver

a magia das cores na nossa vida

o cor-de-rosa

Vou-vos falar da cor rosa, o cor-de-rosa é uma das cores do chakra do coração, o corde-rosa simboliza o amor e a afeição sem paixão e, nas mulheres, tende a ser associado com a energia maternal. Alguém que aprecie muito cor-de-rosa, e o use muito, deseja proteção, um tratamento especial e uma vida segura. O cor-de-rosa é uma cor que nos une ao nosso coração ajudandonos a ser pessoas mais amáveis e gentis, o cor-de-rosa é uma cor de dar, o cor-derosa é uma cor um pouco firme, pessoas que usem muito o cor-de-rosa por vezes deixam-se levar muito pelas emoções e são, por vezes, pouco determinadas. PUB

19 abril Meditação Mensageiros de Paz e Amor com Prof. Teresa Luzio 20 abril Palestra sobre Reencarnações com Escritora Isabel lopes 21 abril Praticas de Reiki com Gina Henriques (só para Reikianos) 22 abril II Nivel de Reiki com Gina Henriques 5 e 6 maio Curso de Tarot com escritora Clara de Almeida

2as feiras às 21h Meditação

com Gina Henriques

Atividades por inscrição Consultas e terapias, diárias, por marcação

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O rosa tem uma grande variedade de tons, desde o rosa morango até ao rosa pálido e fica encantador quando usado como cor secundária. “Cuidado” com o uso abusivo do rosa, energeticamente a pessoa vive numa energia de “faz de conta”, onde tudo é visto através de lentes cor-de-rosa, o que gera uma certa inocência. Como na vida não podemos viver de sonhos (só) há que cair na real, vestir o cor-de-rosa para nos ligar ao coração, de sermos carinhosos, amáveis e gentis, mas usar também cores mais fortes.


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Foto: Alexander Rodchenko, Lily Brik, 1924

16 Abril Dia Mundial da Voz

teste de Saúde Vocal Responda sim ou não 1 Sou fumador 2 Ingiro bebidas alcoolicas mais de 1 vez

A qualidade da voz é um sinal de saúde. Se a voz não está bem indica-nos que podemos estar a utilizá-la de forma incorreta ou com sintomas de doença laríngea. Analise a sua voz para identificar alguns possíveis sintomas de problemas de voz.

por semana 3 Bebo 3 ou mais cafés por dia 4 Bebo chá ou coca-cola mais de 3 vezes por semana 5 Tomo algum destes medicamentos: anti-histaminicos, anti-depressivos, pílula 6 Bebo pouca água 7 Como alimentos com picantes, ou petiscos pelo menos 1 vez por semana 8 Frequento ambientes com pó, giz, mofo 9 Frequento locais com ar condicionado 10 Tenho perturbações respiratórias 11 Tenho perturbações hormonais 12 Tenho azia ou refluxo gástrico, faço mal a digestão 13 Tenho dores na cervical, costas, peito 14 Tenho alterações de sono 15 Falo muito baixo 16 Normalmente falo alto 17 Falo muito rápido 18 Sinto comichão na garganta e pigarreio ou tusso 19 Passo muitas horas ao computador 20 No meu trabalho estou sujeito a muito stresse Atribua 2 pontos se respondeu sim às perguntas: 1, 2, 3, 5, 6, 8, 9, 12, 13, 16, 18, 19 Atribua 1 ponto se respondeu sim ás perguntas: 4,5, 7, 10, 11,14, 15, 17, 20 Atribua 0 pontos se respondeu não a qualquer uma destas questões.

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20 • dada

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Resultados: Se tem menos de 9 pontos não estará em risco de patologia vocal. Se tem entre 9 e 17 pontos pode estar perante um risco moderado de problema vocal. Se tem entre 17 e 24 pontos ou mais pode estar perante um problema de voz.


Teresa Rolho Terapeuta da Fala mariateresa.rolho@gmail.com 962 212 098

destrava línguas

a voz

A voz é, nada mais nada menos, que um “cartão de visita”, permite-nos expressar pensamentos e emoções. Revela características de simpatia, descontração, cansaço, irritabilidade, nervosismo.

deve consultar o médico de família ou otorrinolaringologista. O médico encaminha para o terapeuta da fala, para evitar ter que recorrer a uma cirurgia, ou caso esta já tenha ocorrido, para evitar que a doença reapareça.

A voz muda ao longo da vida, na adolescência deixa de ter características infantis e assume a forma adulta, tornando-se mais grave, esta transformação mais evidente nos rapazes é chamada muda vocal. Na velhice torna-se mais aguda.

Para prevenir doenças na voz é importante evitar ambientes poluídos, diferenças de temperatura e proteger-se nas mudanças de estação. Evite bebidas geladas ou muito quentes, tabaco, álcool, excesso de cafeína (café, chá e coca-cola), comida muito condimentada, e beba um litro e meio de água por dia à temperatura ambiente.

As doenças da voz são as disfonias. As orgânicas, causadas por doenças, tumores, cancro ou sequelas de cirurgia e as psicogénicas que se devem ao aparecimento de lesões laríngeas, desencadeadas por fatores psico-emocionais (stresse, excesso de trabalho) ou mau uso e abuso da voz (gritos, consumo excessivo de álcool, tabaco, drogas, cafeína, bebidas geladas). Os sintomas como: ardor na garganta, dor ao engolir, perda de voz (afonia) ou rouquidão persistentes, podem ser sinal de um problema de voz, se estas persistem mais de 12 dias

Os “profissionais da voz”: apresentadores e locutores de rádio e tv, cantores, professores, educadores de infância são grupos de risco, pois a voz é o seu principal instrumento de trabalho. Devem evitar gritar, utilizar giz e materiais tóxicos, proteger a coluna de posturas erradas quando se está ao computador, praticar atividades de relaxamento como ouvir música calma, banhos de imersão, massagens, caminhadas, yoga.

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dada • 21


a esfera

Sónia Parente – Psicóloga Clínica e Mestre em Psicologia Educacional soniabarrosparente@gmail.com

melhor é impossível A sociedade em que vivemos é extremamente exigente e competitiva. Temos de ser os melhores na escola, no trabalho…Temos de ser as melhores mães, os melhores pais, os melhores filhos, os melhores amigos… É uma sociedade que não tolera o erro, aterrorizando-nos com a ideia de que podemos ser substituídos ou passados para segundo plano. A obtenção de sucesso e prestígio está associada à perfeição. Tentamos ser perfeccionistas em tudo o que fazemos e se decidimos “baixar um pouco a guarda”, só para descontrair um pouco, logo nos “caem em cima”. Na busca permanente da perfeição as pessoas vivem agitadas, nervosas, tensas…Cada pessoa tenta lidar com esta pressão à sua maneira: uns valorizam mais uns aspetos que outros, outros arranjam escapes, outros, pura e simplesmente, desligam e tornam-se não perfeccionistas por opção. PUB

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Os ideais veiculados pela publicidade suscitam modelos de perfeição a serem seguidos, tendências e desejos compartilhados por grande parte da sociedade, que passam a ser os ideais de felicidade propostos e que promovem a competitividade e a cultura do narcisismo. Tentamos prever para não errar, mas se erramos como “humanos mortais” que somos, o sentimento de culpa surge e pode cegar e não nos deixar ver com clareza que a perfeição é inalcançável. Apesar de todos desejarmos que tudo dê certo, é com os erros que aprendemos. Mas também não é fácil aceitarmos os nossos erros como uma aprendizagem, visando o incremento da responsabilidade, já que a tolerância é baixa perante os erros dos outros que facilmente se transformam em alvo de críticas. A sobrevivência psíquica numa sociedade com um ‘Ideal de Ego’ (do aparelho psíquico, segundo a psicanálise) tão forte, pode gerar uma tendência a desenvolver personalidades obsessivo-compulsivas que controlam e prevêem tudo o que possa acontecer, que não podem errar nunca, e com uma tolerância praticamente inexistente. A sociedade insiste em termos de ser sempre melhores do que aquilo que somos e elogios só em casos muitos especiais. A tolerância é importante nas relações interpessoais, elogiar e ser elogiado faz bem a todos, tentar não errar já é muito bom, aprender com os erros é ainda melhor…

22 • dada


economia, em trocos!

Renato J. Campos Economista Renatoj.campos@yahoo.com

em alta INOVAÇÃO Num ciclo económico recessivo, a sobrevivência das empresas está, sobretudo, dependente da sua habilidade de competir de forma inovadora no mercado. De facto, para serem competitivas, as empresas precisam cada vez mais de inovar através de uma gestão integrada e eficaz do próprio processo de inovação, o que permite minimizar incertezas, prazos e custos no desenvolvimento dos produtos, serviços, processos e negócios, reduzindo o seu time-to-market. Não obstante a inovação comportar incerteza e risco, atualmente, é uma necessidade imperativa em função das mudanças de padrões de consumo e de exigência, que são tão vertiginosas que é preciso estar sempre na vanguarda. A inovação não é uma moda é uma questão de sobrevivência, porque quem não inovar é ultrapassado em termos competitivos. As empresas que não conseguirem inovar, têm maior probabilidade de sofrer os efeitos nefastos da contração monumental da procura que a atual conjuntura potencia, o que as levará, certamente, a um círculo nada virtuoso de ajustamento, baseado na técnica do costume; ”despedir”...

DESEMPREGO

em baixa

Os mais recentes dados da OCDE apontam Portugal como o segundo país da Organização com maior taxa de desemprego, situada nos 14,8 por cento. Reforçando este facto, o número de pessoas empregadas caiu 3,1 por cento , posicionando Portugal, como o país da Europa com maior destruição de emprego. De facto, é consensual, que o desemprego só pode ser combatido com crescimento económico. Porém, tal como a “ Lei de Okun” demonstra em Economia, existe uma relação inversa entre a variação do desemprego versus a variação do PIB. Ou seja, na prática, o PIB teria que crescer aproximadamente 2 por cento para poder reduzir em 1 por cento a taxa de desemprego. Ou seja, para reduzir o desemprego para um patamar de 6 por cento , a economia deverá crescer 8 por cento a mais do que a taxa média dos últimos anos. Más notícias! Para tal, são necessárias taxas de crescimento “chinesas”…

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dada • 23


cumpra-se o acordo!

Lourdes Dias Docente de Língua Portuguesa na Escola Secundária do Cartaxo

hífen ou não, eis a questão! Finalmente, no que diz respeito ao hífen, as regras foram simplificadas, suprimindo-se em muitos casos em que o seu uso era obrigatório. No entanto, o emprego do hífen é relativamente complexo e exige alguma atenção (a cena do tracinho é tramada!). 1– Supressão do hífen a) Nas formas monossilábicas do verbo haver que deixam de estar ligadas à preposição de. b) Na maior parte das locuções. Eis as exceções: água-de-colónia; arco-da-velha; cor-de-rosa; mais-que-perfeito; pé-demeia; ao-deus-dará e à-queima-roupa. c) Nas palavras complexas, quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento inicia com a consoante r ou s, dobrando a consoante. d) Nas palavras complexas, quando o primeiro elemento termina em vogal e o seguinte inicia com uma vogal diferente. e) Em palavras compostas, quando se perdeu, em certa medida, a noção de composição.

24 • dada

Bom, vamos aos exemplos: – Tu hás de passar um fim de semana extraordinário! – Eles hão de querer remodelar a sala de jantar e a sala de visitas e pintá-las de cor de café com leite. PUB


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– O creme antirrugas não está a resultar! – A semirreta e o cosseno nem sempre são difíceis de determinar. – Utilizar a autoestrada é muito dispendioso. – Quem cai de paraquedas é paraquedista? 2– Utilização do hífen São onze as regras de utilização do hífen, já estabelecidas antes do acordo, e muitos os casos de exceção. Assim, cá vai o conselho: faça uma revisãozita no manual escolar do filhote, naquela gramática esquecida no canto da prateleira, esteja atento ao que lê, e não só! 3– A repetição do hífen quando mudamos de linha é agora obrigatória. Antes do acordo ortográfico era facultativa. É assim, era, já não é! O verbo ser também é tramado, sobretudo se confrontarmos o pretérito imperfeito ou perfeito do indicativo com o presente do indicativo, mas ainda temos o futuro, simples? Para terminarmos, sistematizamos? A– Assinale a opção correta. auto-avaliar ou autoavaliar ; extra-curricular ou extracurricular; contra-senha ou contrassenha; bio-ritmo ou biorritmo ; háde ou há de. B– Coloque os hífenes nas locuções, quando necessário. Ao deus dará; pé de meia ; cor de vinho ; à vontade ; cão de guarda. Saudações primaveris! Soluções: A– autoavaliar; extracurricular; contrassenha; biorritmo; há de. B– ao deus-dará; pé-de-meia;


viva o desporto Fazer exercício físico é uma ordem dos médicos e um conselho trauteado, até à exaustão, pela comunicação social. Um hábito antigo, apesar de, no passado, reservado a um pequeno grupo de pessoas. O mundo mudou e agora os ginásios proliferam e os grandes eventos desportivos movimentam multidões e milhões. Em vésperas de mais uma edição dos jogos olímpicos e do europeu de futebol, fomos saber qual a importância do desporto nas nossas vidas São quase 19 horas de uma sexta-feira de inverno. As aulas terminaram na Escola Secundária do Cartaxo, mas, para Sofia Duarte, o dia ainda não acabou. O ocaso já se deu há algum tempo, mas depois da aula de matemática, a jovem de 15 anos mete os livros no saco, põe a mochila ao ombro, pega no equipamento desportivo e sai da sala em direção à Quinta das Pratas. Despede-se dos amigos que seguem para casa. Ela, por seu turno, des26 • dada

por António Dias

ce a rua até ao Estádio Municipal. É ali que treina, todos os dias (exceto às quarta-feiras), nas áreas do atletismo em que se tornou especialista (heptatlo e triatlo). “É melhor estar aqui do que em casa a ver televisão ou a jogar computador”, afirma, peremtória. Sofia é uma das 80 pessoas dos escalões de formação que treinam atletismo no Estádio Municipal do Cartaxo. Sem apoios, contam


em destaque apenas com a orientação dos professores, do campo cedido pela autarquia e de muita dedicação dos pais e da equipa técnica, que trabalha gratuitamente. “Deixámos de ter ajudas financeiras há cerca de dois anos e se não fosse a simpatia e voluntarismo de muita gente era impossível conseguir atingir certos feitos”, revela Pedro Barbosa (ver entrevista, p.33). Não muito longe dali, na Academia sk, Carina Crena, de 32 anos, termina mais um dia de trabalho a pedalar. Depois de se equipar, sobe para cima da bicicleta, foca o olhar no infinito e dá ao pé até “ficar transpirada da cabeça aos pés”. Explica: “passo o dia sentada, tenho uma profissão cansativa e, há um ano, olhei para a balança e não gostei daquilo que vi. Por isso, decidi que era altura de mudar de estilo de vida”. Além da perda de peso, Carina descobriu que ir todos os dias da semana ao ginásio, “era uma forma de aliviar o stresse e de arejar as ideias”. Convive com as amigas, sente-se mais alegre e com mais energia. “Jamais deixarei

esta nova rotina. É assim que sou feliz e sei que tenho mais saúde e qualidade de vida. O contrário é impensável”. Sofia e Carina estão separadas por alguns quilómetros, alguns anos de vida e por gostos diferentes na área do desporto: a jovem cartaxense pratica em competição; a empregada de escritório fá-lo por diversão e para melhorar da sua condição física. Porém, o objetivo final é praticamente o mesmo: sentirem-se melhor e manter o corpo ativo “em vez de ficar fechada em casa”, como reitera, Sofia Duarte. Ana Guimarães, Nucha como é conhecida, garante que o desporto é “o caminho para o sucesso”. A professora de tumbling, no Ateneu Artístico Cartaxense (aac), acredita que os seus alunos “são melhores estudantes, mais disciplinados e empenhados, que a maioria”. A também docente de Educação Física, de 41 anos, é contra a ideia de que as crianças não podem ter muitas atividades extracurriculares. “Se o horário for bem ge-

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Rua Prof. José António Poeira, 5 r/c 2070-111 CARTAXO | Tel. 243 770 966 | Fax. 243 770 928 E-mail. contactos@viasegura.pt | www.viasegura.pt


reportagem rido, eles conseguem ter tempo para tudo. O desporto ajuda a construir jovens mais fortes, metódicos, independentes, corajosos e confiantes. Logo, com mais garantias de vencerem na vida”, assevera. Esta é uma visão moderna. Há um século, as fábricas, o trabalho braçal na agricultura, a alimentação baseada em produtos naturais e os escassos avanços na Medicina ainda não tinham incutido na sociedade um léxico tão cheio de palavras e expressões complicadas como índice de massa gorda, obesidade mórbida, health clubs, fitness, jogging, ou outras. Já o desporto de competição era limitado a um punhado de privilegiados ou de ilustres incógnitos, portadores de algum dom físico. Poucos países se davam ao luxo de investir em atletas que competiam nos quase desconhecidos campeonatos nacionais ou internacionais.

o caminho para o sucesso

Hoje, tudo isto é parte integrante da sociedade. Há dezenas de revistas especializadas no assunto, cursos nas universidades, ginásios, que até já são low cost, e, paralelamente, toda uma parafernália de produtos, desde o vestuário, à alimentação, que são vendidos em grandes armazéns especializados no setor. “O Homem precisa de ser sentir bem, e o exercício físico é o caminho”, defende Mário Inácio, instrutor de ginásio. Para cada vez mais gente, pelo menos. De acordo com os últimos dados da Marktest, há mais de um milhão e meio de indivíduos que frequentam clubes ou academias de desporto, o que representa mais de 18 por cento da população portuguesa. Isto sem contar com os outros tantos que o fazem nos parques e jardins, alguns já adaptados à prática de exercício, como é o caso do jardim Sá da Bandeira, em Santarém.

Sabia que... Até os reis Eduardo VII e George V de Inglaterra já tinham o seu personal trainer? A palavra ginásio (do grego antigo, gymnasion) era usada para designar o local destinado à educação física e intelectual dos rapazes? A primeira imagem de mulher de biquini a levantar halteres data do século IV a.C? Foi o médico John Harvey Kellogg que criou os Cornflakes no intuito de criar um alimento mais saudável que ajudasse a criar músculo?

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Foi Gustav Zander, em 1890, que inventou uma linha de máquinas de musculação seguindo um método já criado e promovido por John Harvey Kellogg? As barras de carregar discos, da forma como nós as conhecemos, surgiram na segunda metade do século XIX, mas anteriormente existiam as barras e halteres de bolas?


André Pareike, Leonardo Fialho, José Miguel Azevedo, Maria Isabel Barba Sofia Duarte, campeã nacional de triatlo e heptatlo em juvenis, sente-se livre a fazer desporto

Os meios de comunicação social mudaram também a forma como vemos o desporto. Os grandes eventos competitivos introduziram hábitos na sociedade que eram quase inexistentes no passado, e os conceitos de beleza e saúde, difundidos massivamente pelos mass media, obrigam-nos a olhar para o corpo como uma máquina que temos de saber cuidar. O desporto de alta competição, por exemplo, esteve durante muito tempo limitado ao sexo masculino e, mesmo por simples prazer, uma mulher jamais, no séxulo xix, pensaria em ir correr para benefício próprio. “Um dos grandes proponentes modernos da saúde da mulher foi Jack LaLanne, que conquistou a televisão, nos anos 60, com um programa onde promovia o exercício físico”, recorda Paulo Sena, especialista em motricidade hu-

Nucha tem o orgulho estampado na cara pelos seus atletas campões nacionais em iniciados de tumbling

mana. “Mas é Jane Fonda”, acrescenta, “que cria a aeróbica e produz um vídeo que se torna um sucesso mundial e incute no público feminino o prazer de ginasticar”. O aparecimento destas figuras, das estrelas de cinema e, depois, os avanços da medicina, em resposta aos novos hábitos de consumo alimentar, permitiram a difusão de práticas e conhecimentos que, nos séculos anteriores, faziam parte de um círculo restrito de pessoas. Atualmente, o mercado está inundado de ginásios, health clubs, de uma infinidade de exercícios que mal conseguimos pronunciar (ver caixa “O Dicionário do Ginásio”). É, por isso, “importante filtrar toda a informação, para que seja facilmente aplicada por pessoas comuns, sem grandes conhecimentos de biologia e anatomia”, avisa Paulo Sena.

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Novas palavras do desporto No desporto de alta competição, há cada vez mais modalidades novas. Em quase todas as edições dos jogos olímpicos entram a concurso novos tipos de provas (em 2016, no Rio de Janeiro, será a vez do golfe e do rubgby fazerem parte da lista). Aqui ficam algumas que, se calhar, nunca ouviu falar. Curling praticado numa pista de gelo, onde o objetivo é lançar pedras de granito, o mais próximo possível de um alvo, utilizando, para isso, a ajuda de varredores. Foi inventado na Escócia, no século XVI. Triatlo combinação de natação, ciclismo e corrida, nessa ordem e sem interrupção entre as modalidades. Heptatlo feminino provas combinadas com 100 metros com barreiras, salto em altura, arremesso de peso, 200 metros rasos, salto em distância, lançamento de dardo e 800 metros. As provas serão obrigatoriamente executadas em dois dias consecutivos. Heptatlo masculino o homem tem que conseguir completar 60 metros, salto em comprimento, lançamento do peso, salto em altura, 60 metros barreiras, salto à vara e 1000 metros. Pentatlo moderno cinco provas que começam por uma prova com cavalos, passando por um duelo com pistolas de fogo e espada, acabando a prova a nado seguida de corrida. Bobsled descidas cronometradas numa pista de gelo, sinuosa e estreita, onde equipas de duas ou quatro pessoas se movem, por meio de um trenó. Tumbling uma das disciplinas da ginástica que requer reações dinâmicas, consciência espacial, coordenação e força, executando, ao longo de uma pista de 25 metros, uma série de mortais • dada e30 piruetas.

Mário Inácio durante uma aula com Carina Crena, para ela ir ao ginásio é uma forma de aliviar o stress e arejar as ideias

Pedro Barbosa chama a atenção para “erros que, hoje em dia, se cometem quando se leva o desporto a um nível extremo. Basta ver o caso de Vanessa Fernandes (a triatleta sofre de depressão e fez uma pausa na carreira). É preciso que tudo seja feito com conta, peso e medida”, adverte.

dependência desportiva

O mesmo se aplica com a simples ida ao ginásio: há que ter cuidado e saber adequar o exercício ao seu organismo. Mário Inácio, também proprietário do ginásio Academia sk, do Cartaxo, confessa que nem todos conseguem atingir os seus objetivos. “Falta aos portugueses a cultura que os brasileiros têm.


em destaque Muitas mulheres, mesmo que se esforcem na passadeira, por exemplo, quando chegam a casa são forçadas a fazer comida para a família e caem nos mesmo erros alimentares que as levaram ao peso em excesso”, lamenta. “Isto é como tudo na vida: no trabalho, na família, num casamento, é necessário empenho, sacrifício e dedicação. É para nosso bem e é nisso que nos temos de focar”, sublinha. O problema é que a comida processada é mais barata, o emprego tira-nos o tempo livre e a energia que temos é a cada vez menor para o resto. “O importante é começar desde pequeno. Isto é como uma corrida de fundo, é um trabalho diário, constante, que dura a vida toda”, defende Ana Guimarães, a professora de tumbling do aac. Já Pedro Barbosa sublinha: “é preciso perceber que competir no desporto é como ter uma pro-

fissão: existem horários, metas a atingir mas, também, alegrias”, ressalva. Ainda assim, o gerente da Academia sk garante que, “quanto mais novo se começar a incutir a prática desportiva, melhor”. Que o diga Sofia Duarte: tinha 10 anos quando decidiu participar, pela primeira vez, numa prova de atletismo. Hoje, após cinco anos, é campeã nacional de triatlo e heptatlo no escalão femininos juvenis. “Eu não conseguiria viver sem o atletismo”, afirma. “É claro que é difícil todos os dias ir treinar, participar nas provas, mas nada compensa mais que a adrenalina do momento, ouvir o apoio das pessoas, e estar ali a esforçar-me para chegar à meta. Quando estou de equipamento e a correr na pista sinto-me livre”, exalta. É a verdadeira sensação de viver! Talvez seja esse o segredo: com o desporto, sentimo-nos livres. ►

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dada • 31


Dicionário de ginásio Em resposta ao aumento da procura, os empresários do setor, especialistas e técnicos acabaram por responder com mais oferta. Mais locais, mais dicas, mais variações, mais modalidades, mais tudo. É importante orientar-se no meio deste léxico, por vezes confuso. Body Pump uma aula de 45 a 60 minutos usando barras e pesos ao som da música. U-Bound com uma espécie trampolim, realizam-se diferentes coreografias ao longo da aula.

Musculação treino individual com pesos ou máquinas. Cardiofitness treino para melhoria da componente cardiovascular em máquinas como passadeira, bicicleta, remo, entre outras. Localizada para tonificação muscular, ao ritmo da música, utilizando diversos materiais. Aeróbica feita em grupo ao som da música, com uma grande variedade de movimentos. Step consiste em subir e descer uma plataforma, ininterruptamente, e os movimentos são realizados em sincronia com a música. Stretching ou alongamentos, definidos como a amplitude de movimento de uma articulação ou conjunto de articulações. Body Combat aproveita movimentos de artes marciais, combinando-os numa coreografia ajustada a tempos musicais.

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Fight-Do uma das últimas modas que vai buscar movimentos de artes marciais, coreografados ao ritmo de uma música. Pilates treino corporal que abrange força, alongamentos, concentração, respiração e consciência corporal, usando uma bola. Ki-max uma das novas modas. Cada aluno tem um saco de kick boxing específico,onde poderá executar as técnicas transmitidas pelo instrutor. Pump-Mix com a ajuda de pesos, segue-se uma coreografia musicial. Indoor Cycle aula em grupo, que consiste numa simulação de ciclismo. Yoga originária da Índia, com mais de 5000 anos. Tem objetivos tão diversos como autoconhecimento e relaxamento.


entrevista

Pedro Barbosa

“orgulho-me do trabalho que desenvolvi” Pedro Barbosa, 50 anos, é um dos professores de desporto mais admirados no Cartaxo. Treinou atletas como Rui Silva e Teresa Mirra, criou e organiza eventos como a Corrida da Liberdade (a 25 de abril) ou o prémio Rui Silva. Ao fim de 30 anos de dedicação ao atletismo considera que é tempo de se despedir Que balanço faz de três décadas a formar atletas?

Sinto-me satisfeito e frustrado ao mesmo tempo. Por um lado, orgulho-me do trabalho que desenvolvi, das amizades que fiz e dos prémios que ajudei a conquistar. Por outro, acho que foi uma vida inteira de sacrifício, sem qualquer tipo de reconhecimento por parte das instituições competentes.

porque foi a própria autarquia que nos pediu para criar uma secção de atletismo no Cartaxo. O Ateneu Artístico Cartaxense também não pode desviar verbas que se destinam a outras modalidades e, como tal, temos de sobreviver com a ajuda de pais e do altruísmo de toda a equipa técnica. Mas isso não chega...

Não recebe apoios de ninguém?

A Câmara Municipal do Cartaxo dava-nos um subsídio que permitia custear os técnicos e instrutores, sendo que era sempre insuficiente para todos os gastos inerentes às deslocações, materiais, entre outros. Há uns dois anos cortaram-nos essa verba e ficámos sem nada. O que nem se compreende,

Claro. Criámos uma associação (Correr Mais) que organiza eventos para recolha de fundos. São os pais e amigos que, com muito empenho, tempo, esforço e sacrifício, organizam jantares, festas e angariações de dinheiro. E é com essas verbas que vamos pagando as deslocações, aos fins de semana, para as provas regionais e nacionais, o combustível, ou

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entrevista os materiais que se vão deteriorando. Além disso, como em Santarém não há pista de treino, temos até que transportar atletas escalabitanos! Ora, fazer tudo isto é uma tarefa quase sobre-humana. Já deixei de olhar para os gastos que faço com o meu próprio carro ou telefone. Que pensa fazer?

Já me cansei de chamar a atenção das autoridades competentes e de procurar apoios e patrocínios junto de empresas e particulares. Por isso, acho que este será o ultimo ano que me dedico desta maneira à formação. Tenho uma família e uma profissão [é fisioterapeuta] às quais também tenho que dar atenção e não consigo acudir a tudo. Talvez mantenha o trabalho com alguns dos melhores atletas e a maioria terá que deixar de ter formação. É estranho isso acontecer, tendo em conta a qualidade dos atletas da região e os prémios conquistados.

Pois. Teremos que fazer uma greve, talvez depois se lembrem que existimos. Pedro Barbosa com atletas do Ateneu Artístico Cartaxense

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Em 30 anos, a maneira como vemos o desporto mudou muito?

Depende. Acho que as pessoas estão cada vez mais conscientes para a prática de exercício físico e muita gente adere a modalidades, nem que seja de manutenção. Mas na alta competição, cometem-se erros graves por ignorância e má gestão. Mas fico sempre muito contente quando um pai ou uma mãe chegam até mim para inscrever uma criança. Prefere ficar do lado da formação ou também gosta de praticar?

Sofri uma lesão quando tinha 16 anos. Foi uma fratura de ligamentos num joelho que me cortou o sonho de continuar como atleta, por isso acabei por me cingir à formação. Comecei por ensinar os meus amigos no bairro, depois vieram as escolas, estive no União de Santarém, depois no Estrela Ouriquense [onde treinou Rui Silva] e estou agora no atletismo do Cartaxo. Sinto-me muito satisfeito com o trabalho que desenvolvo.d


o desporto Filipe Costa Professor de desporto filipedcosta@hotmail.com

a importância da competição nos jovens A competição é um processo intrínseco do processo evolutivo da humanidade. Desde os primórdios que o Homem teve de disputar o alimento, o território, a fêmea, etc.... Esta disputa representa uma força poderosa, na seleção natural e social, onde os mais bem adaptados ao meio envolvente sobrevivem. O desporto de competição tem um grande impacto no campo social, económico e cultural de um país e muitas vezes representa os índices de desenvolvimento de cada um, sendo efetuado um grande esforço a nível dos recursos humanos e financeiros, para chegar ao tão desejado ouro desportivo. A competição, não representa mais do que uma hegemonia das capacidades físicas e psíquicas, de um indivíduo sobre os outros. Presentemente, a competição e os valores que dela derivam, são um chavão no desenvolvimento humano, nomeada- PUB mente nas habilidades e capacidades emocionais, sociais e principalmente intelectuais. A competitividade a nível global é cada vez mais feroz e temos de preparar as gerações vindouras para esta luta constante.

formação pode oferecer, através de objetivos claros e definidos, com o intuito de atingir a excelência das suas capacidades, com o peso da responsabilidade inerente a essa prática. Hoje, nas gerações mais jovens, vivemos num mundo em que a crise de valores se acentua de dia para dia, as crianças têm objetivos e interesses que carecem de solidariedade, corporativismo, espírito de equipa e responsabilidade. O desporto em ambiente competitivo, pode e deve ser um meio para inverter esta tendência. Quem não gosta de sair vitorioso de uma competição? Haverá sempre vencedores e vencidos! Alguns trazem troféus e acrescentam medalhas à sua coleção, mas todos ganham a sabedoria e experiência, que se recebe a partir de uma competição desportiva. Esses valores são mais importantes que o bronze, prata ou ouro!

Quando somos colocados à prova, experienciamos momentos e vivências que mais nenhum tipo de educação/

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CCC é wilde O Centro Cultural do Cartaxo (CCC) apresenta, a 20 de abril, uma peça escrita no século XIX, que se mantém perfeitamente atual e que é interpretada por atores da região. “O Marido Ideal” conta a história de um político de destaque, padrão de integridade, que se vê na iminência de perder a reputação que ganhou ao ser revelado um episódio obscuro do seu passado. Oscar Wilde, conhecido escritor britânico, retrata, “com ironia e inteligência, a ideia de pessoa perfeita, que não existe, mas que todos procuram”, explica o encenador. Frederico Corado acrescenta que “a mensagem é dirigida aos contemporâneos do autor, mas mantém-se perfeitamente atual, porque a sociedade, sobretudo a ocidental, vive obcecada por uma imagem de pureza, que é irreal”. “O Marido Ideal” estreia, no ccc, depois de um repto lançado na região para que a população participasse e, após ensaios “muito divertidos, que criaram uma nova geração de artistas”, afiança o responsável. Cerca de 80 pessoas apareceram no casting, em fevereiro deste ano, mas apenas 36 foram escolhidas. 36 • dada

por António Dias “O número de atores e figurantes é maior do que o inicialmente previsto [originalmente, só seriam necessários 15 atores], mas achei que devia dar a oportunidade a mais gente”. Durante o espetáculo foram, por isso, criados “novos momentos em que muitos deles estarão, ao mesmo tempo, em palco” e o objetivo é, também, “ir fazendo rodar com mais frequências os atores”. Este tem sido um dos desafios mais interessantes para Frederico Corado, habituado a trabalhos em Lisboa, ao lado de grandes encenadores nacionais,como Filipe La Feria. “O interesse foi esse, sair da capital e vir trabalhar com homens, mulheres e jovens, desconhecidos, que tinham o sonho de representar, mas nenhuma experiência, apesar do empenho”. O intuito será, caso a peça tenha sucesso, “que possamos apresentá-la noutros palcos do país”, revela o encenador.d a revista dada está no facebook


Fotos Vitor Neno

agenda

Rogério Coito lança livro sobre o cartaxo “Cartaxo – No Cruzar dos Tempos”, da autoria de Rogério Coito é um livro que assinala os 700 anos do Foral do Cartaxo. Foi apresentado no passado dia 3 de março no Auditório Municipal do Cartaxo, na Quinta das Pratas.

Municipal do Cartaxo, da historiadora Alice Lázaro, de Arménio Vasconcelos, mestre em Museologia e presidente da Academia de Letras e Artes Lusófonas, e de Jorge Tavares, diretor do Agrupamento Escolar Marcelino Mesquita.

O livro apresenta “espaços e memórias” relevantes para a história do Cartaxo. Rogério Coito salvaguarda, no entanto, que “não se trata de um livro de história, mas sim de um livro de histórias, de pessoas e de factos”.

A sessão foi organizada pela Pulsar – Associação de Animação Cultural do Cartaxo e contou ainda com a atuação do Grupo Juvenil de Sopro da Sociedade Filarmónica Ereirense na abertura da iniciativa.

Apresentado por Mário Júlio Reis, o lançamento do livro contou com a presença dos oradores Fernando Martins, vereador da Cultura da Câmara

“opinião com futuro” penúltimas sextas-feiras de cada mês

22h às 23h bar Quo Vadis “Opinião Com Futuro”, é uma iniciativa da Futuro Sem Prazo, um espaço para debater temas atuais e pertinentes do âmbito nacional.


o cartaxo e a sua história Rogério Coito, Historiador

um compadre chamado Junot Corria o ano de 1807 quando, nos últimos meses, o exército napoleónico comandado por Junot entra em Portugal pela fronteira da Beira Alta. Na sua caminhada para Lisboa atingem Abrantes já reduzidos e em farrapos andrajosos que empurravam de má vontade a vontade dos senhores da guerra. A divisão do reino português tinha sido traçada com a Espanha no Tratado de Fontainebleau: o Sul para Godoy, o Príncipe da Paz, o Norte para o rei da Etrúria que adicionaria ao título que ostentava o de rei da Lusitânia Setentrional e as províncias da Beira, Trás-os-Montes e Estremadura ficariam ao dispor dos acontecimentos, mas Junot, a que popularmente os portugueses passaram a chamar Jinó, viu logo a possibilidade de se tornar rei dessa área, sonhando o poder de se sentar no trono do rei de Portugal. Cansados e definhados, os soldados do exército francês apenas traziam arvorada a epopeia da sua acção militar e o medo para espalhar nos povoados por onde passavam, desmoralizando as resistências. Oficiais e soldados vingavam os companhei38 • dada

ros mortos nas estradas e campos que atravessavam, pilhando tudo o que podiam, que a fome passou a ser a maior ração de combate para cada dia.

General Jean-Adoche Junot


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Até que numa manhã fria e pardacenta de Novembro, arrastando lama até aos pescoços na passagem pelo alagado vale do Tejo, chegaram ao Cartaxo. Junot pensou de imediato instalar aqui o seu quartel-general e tentar ganhar forças para o seu exército atingir a capital. Como era costume, com as credenciais de invasor, escolheu para si e requisitou para o seu estado-maior as casas das pessoas mais abastadas. Acontece que por essas alturas, uma das pessoas mais ricas do Cartaxo era Bernardo António da Silva Freire, mais conhecido por capitão Bernardo por ser capitão de milícias. Acontece que a esposa do capitão nessa noite deu à luz uma menina. Junot soube e achou que era um bom presságio. E fez questão de ser ele o padrinho. O capitão Bernardo achou por bem concordar e a pequena recebeu na pia baptismal o nome de Ana. Mas poucas noites depois Junot foi acordado em sobressalto pelo tropel de cavalos no pátio da casa. E soube por esses mensageiros que a família real tinha embarcado para o Brasil e que não poderia levar a cabo a sua estratégia de aprisionar o rei e se tornar, com a coroa da vaidade e do despotismo, el-rei Junot. Gritou vários impropérios e deu urros de raiva. Mandou reunir a tropa e partiu apressadamente para Lisboa. Não sem antes mandar um ordenança retirar das cavalariças do capitão Bernardo duas das suas melhores éguas que nunca mais devolveu. E Ana nunca mais soube do padrinho. Anos mais tarde lembrava-se apenas de ouvir cantar: O Jinó mais o Maneta / Diz que Portugal é seu / É um diabo p´ra eles / E mais para quem lho deu.

Director Clínico Dr Pedro José de Sousa Leal Teixeira Alves

ESPECIALIDADES MÉDICAS MEDICINA GERAL E FAMILIAR, PEDIATRIA, PSIQUIATRIA, GINECOLOGIA/OBSTETRÍCIA E SENOLOGIA (PATOLOGIA DA MAMA), MEDICINA DESPORTIVA, MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO (FISIOTERAPIA E TERAPIA DA FALA), ORTOPEDIA, NEUROCIRÚRGIA E CIRURGIA GERAL

ACORDOS DE SAÚDE

horário

das 8h às 20h não encerra à hora de almoço

PARCERIAS ACP, Luis Mota & Filhos, Lda, ERA Cartaxo, Agrolex, Grupo Natação do Cartaxo, G.D de Pontével, AAC, Happy-Dente, Gravymedal, SerHogarSystem, entre outras empresas da região

A Clínica integra Serviços Médicos, Fisioterapia, Bem-Estar (Psicologia, Nutrição e Estética) e Medicinas Alternativas (Acupunctura). Procuramos facilitar o acesso à saúde eliminando as desigualdades existentes na sociedade

Rogério Coito escreve de acordo com a antiga ortografia

Rua 5 de Outubro, bloco C, r/c dto CARTAXO dada • 39 telefone 243790765/6 fax 243790767 confortoelegancia@sapo.pt


quizzzz 1. Nas provas de natação, os fatos utilizados têm uma superfície que imita a pele de que animal?

2. Quem realizou o documentário “Olimpíadas” sobre os J.O. de 1936 em Berlim?

OGolfinhos OTubarões OMorsas

OWim Wenders OLeni Riefenstahl ORainer W. Fassbinder 5.Em que cidade vão decorrer os jogos olímpicos de 2016?

3. Onde se erguia a cidade de Olímpia?

OCreta OTessália OPeloponeso

4. Quem foi o atleta, primeiro vencedor dos J.O. em 776 a.c.?

OCoroebus OApolo OOrfeu 6. Até às ultimas olimpíadas em 2008, quantas medalhas ganhou Portugal?

O22 O32 O42

OLondres ORio de Janeiro OMelbourne 7. Em que ano se realizou o primeiro controle de doping nos J.O.?

O1968 O1976 O1980

8. Em que ano a 9. Que nome tinha o hino dos jogos tenista inglesa, olímpicos de 1998 cantado por Freedy Charlotte Cooper, Mercury e Montserrat Caballé ? se tornou na primeira mulher campeã OBarcelona olímpica? OGranada O1896 OSevilha O1900

O1928 10. Em cidade se realizou a primeira edição oficial do Jogos Paralímpicos, em 1960? OMontreal ORoma OTóquio Soluções: 1.Tubarões 2.Leni Riefenstahl 3.Peloponeso 4.Coroebus 5.Rio de Janeiro 6.22 7.1968 8.1900 9.Barcelona 10.Roma


olímpico 11. O que representam os cinco aros do símbolo olímpico?

OCinco continentes OCinco países fundadores OCinco modalidades 12. Qual a nacionalidade do Barão de Coubertin, considerado o “pai” do jogos olímpicos modernos, inaugurados em 1896?

13. Em que ano se vão realizar os próximos J.O. de inverno em Sochi, na Rússia?

O2012 O2013 O2014 14. Em que cidade, foram as V Olímpiadas de 1912 nas quais Portugal aderiu ao movimento olímpico?

OEstocolmo OAntuérpia OParis

OBelga OSuiço OFrancês

15. Quem compôs a musica do filme Momentos de Glória, de 1981, que se tornou o hino dos maratonistas?

16. Em que anos as duas Guerras Mundiais levaram ao cancelamento dos Jogos Olímpicos ?

O1916, 1940, 1944 O1914, 1918, 1938 O1912, 1938, 1942 17. Leonardo Da Vinci estudou as funções mecânicas do esqueleto e as forças musculares, obra que foi o prenúncio de uma ciência moderna ligada ao desporto, qual?

OGershwin OJean-Michel Jarre OVangelis 18. Qual o prémio que se atribuía ao vencedor nos jogos olímpicos da antiga Grécia?

OCoroa de Laranjeira OCoroa de Louro OCoroa de Oliveira

OBiomecânica OImunologia OCinemática Soluções: 11.Cinco continentes 12.Francês 13.2014 14.Estocolmo 15.Vangelis 16.1916, 1940, 1944 17.Biomecânica 18.Coroa de Louro


o corpo é como uma máquina O corpo humano é como uma máquina: precisa de mexer para não enferrujar. A prática de exercício físico pode fazer pelo Homem o que não conseguem dezenas de médicos. É a sua saúde que está em causa por António Dias “O ideal para a saúde é que o exercício físico se torne um hábito na infância ou na adolescência, para não haver dificuldades de integrá-la na vida em adulto”, este é o conselho de Paulo Sena, professor e especialista em motricidade humana. As consequências do sedentarismo para a saúde são bem conhecidas: maior risco de arterosclerose, acidentes vasculares cerebrais, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, e tantas outras. Mas essas são apenas as físicas: cair na rotina do trabalho-casa-trabalho é sinónimo de, mais cedo ou mais tarde, ser vítima de depressão ou ansiedade. Mas há uma solução: mexer-se! 42 • dada

“Um dos principais problemas relacionados com essa decisão é a falta de tempo, que cria os ‘atletas de final de semana’. Praticar atividade física somente uma ou duas vezes pode não ser suficiente. É necessário um ritmo correto entre exercício e descanso. O recomendado é que, para cada dia de desporto, seja dado um outro de descanso, principalmente para as pessoas que se iniciam”, explica. Mas, pergunta você, porque raio é tão duro manter a saúde em forma? Porque não pode simplesmente aproveitar a vida e não fazer nada? Os hábitos sociais mudaram muito nos últimos séculos. O trabalho braçal, a ausência


em foco de máquinas, transportes, facilidades que hoje nos são tão comuns, obrigavam, antigamente, o ser humano a mexer, a andar de um lado para o outro, a cavar, carregar, lavar. Estes e outros trabalhos físicos eram banais. Quem, normalmente mais abastado, podia se dar ao luxo de prescindir de todo este esforço e, como tal, até ficasse mais, digamos, rechonchudinho, era algo visto como natural e, até, elegante. Ora, tudo isso mudou. Com os avanços da Medicina, percebeu-se que gordura não é igual a formusura e as máquinas fazem agora a maior parte do trabalho humano. A isso há que juntar os hábitos alimentares, a maior abundância de comida e novos produtos, que

invadiram os nossos frigoríficos, e que são feitos à base de alimentos processados.

“o nosso corpo foi feito para se mexer” O paradigma inverteu-se e, ou tratamos de nós, ou então ninguém cuidará. “O nosso corpo foi feito para mexer”, afirma Paulo Sena. Tanto é que, quando fazemos exercícios, o organismo humano liberta uma substância chamada endorfina, que relaxa e dá prazer. Estudos revelam que uma das melhores formas

Tudo começa por si Quais são as desculpas que já usou para não fazer exercício físico? Ou porque é caro, ou é longe, ou não tem tempo, ou está frio, ou está calor, ou não lhe apetece, ou então deixa para amanhã, ou diz que “isso �� para os novos”. Pois bem (ou pois mal), é fundamental a prática de exercícios físicos para manter o corpo são, e essencial para aqueles que querem perder peso. Não acredite em dietas milagrosas ou máquinas que vibram. Como em tudo na vida, é preciso esforço. Mas bastam pequenas rotinas. E antes de começar qualquer atividade física, procure um médico. Na rua faça caminhadas, de 30 minutos, diárias, para começar.

Se puder, ande de bicicleta, usa-a para pequenas viagens. Nadar é uma das melhores atividades físicas que existe. Trabalha todos os grupos musculares, desde que nade todos os estilos. Dance! Sim, a dança também é exercício físico, recomendado para todas as idades! E, pronto, se não quer sair de casa, porque não usar um daqueles vídeos com planos de exercícios físicos? Musculação, yoga, há de tudo um pouco. No ginásio, escolha o seu melhor horário; não faça exercícios de estômago vazio, nem muito cheio; mantenha o corpo hidratado, leve sempre sua garrafa de água; respeite sempre o seu limite; faça alongamentos no final.

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em foco de combater a depressão é através do desporto. Um grupo de cientistas norte-americanos, da Universidade da Califórnia, analisou um conjunto de pessoas que pratica aeróbica e verificaram que os níveis de de BDNF (uma proteína específica do cérebro no hipocampo), encontra-se em maior quantidade nos indivíduos que se mexem, do que naqueles que nada fazem. A pesquisa revelada na revista Neuroscience explica, também, que o aumento

do fluxo sanguíneo ao cérebro, impulsionado pelo aumento dos batimentos cardíacos, afetam diretamente as células do sistema nervoso de uma forma positiva. E tudo isso permite o consumo de mais energia, logo mais gordura, diminui o peso, e aumenta a felicidade, ou, pelo menos, reduz a tristeza. Sendo um ato social, como o demonstram o sucesso das aulas de grupo, o desporto é, igualmente, potenciador da sociabilização.d

Curiosidades sobre exercício e corpo humano Se pudéssemos seguir o percurso de uma gota de sangue, vê-la-íamos passar pelo coração mais de mil vezes por dia;

O coração bombeia o sangue com uma pressão suficiente para esguichar o sangue a uma altura de nove metros.

Os músculos podem representar 40 por cento do peso do corpo humano;

Se as doenças do coração, o cancro e a diabetes fossem erradicados, a expectativa de vida do homem seria de 99,2 anos.

O coração bate, num dia, mais de 100 mil vezes; O sistema circulatório do ser humano contém 4,5 litros de sangue; Os pulmões conseguem guardar cinco litros de ar e meio litro é renovado a cada respiração. Como inspiramos cerca de 15 vezes por minuto, em repouso, respiramos 450 litros de ar numa hora (número que duplica quando corremos); 10.800 litros por dia e 3,9 milhões de litros num ano; A batida por minuto (BTM) do coração de um recémnascido é de 130 e 140. O de um adulto, de 60 a 80, em repouso, e quase 180, em desporto. Um atleta em repouso tem uma batida, por vezes, inferior a 50.

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O músculo mais potente do corpo é a língua. O suor não tem odor. São as bactérias da pele que criam o cheiro. Apenas uma pessoa em cada dois mil milhões viverá mais de 116 anos. Um milímetro cúbico de sangue contém cerca de cinco milhões de glóbulos vermelhos. O corpo humano é composto por 70 por cento de água, que corresponde a metade do nosso peso. No organismo, ela transporta alimentos, resíduos e sais minerais; lubrifica tecidos e articulações; conduz a glicose e oxigénio para o interior das células, e regula a temperatura.


e nós...

Vera Alves Psicoterapeuta e Terapeuta de Casal vera.alves.psi@gmail.com 931 102 245

Uma grande parte dos casais era muito amigo enquanto namorados. Partilhavam, faziam confidências, contavam segredos, criaram laços, cumplicidades que os levaram a querer ficar juntos. A razão pela qual esta amizade deixa de ter lugar no Nós, deveria ser discutida, pensada pelo casal. Procurar saber o que aconteceu e como a recuperar. Uma das razões pode ter a ver com a rotina, onde só entra a gestão dos filhos, da casa, do trabalho, muitas vezes não deixando espaço para mais nada. Partilhar aspetos pessoais, perguntar “como correu o teu dia?” porque se quer saber mais sobre a vida da pessoa de quem se gosta, fazem parte da amizade. Um casal referiu que tinha uma regra. Quando chegavam a casa, deixavam o trabalho e as preocupações inerentes à porta de casa. “Não levamos o trabalho para casa”. Achei interessante, e ao refletirmos sobre isso descobrimos que, como o sitio onde ambos passavam mais tempo durante o dia, era exatamente no local de trabalho, restando pouco tempo para outras atividades, então se não podiam falar sobre o trabalho tinham pouco para partilhar. Na realidade o que não queriam era chegar a casa zangados e descarregar um no outro. Poder falar sobre o que aconteceu profissionalmente, de bom ou de mau, pedir opiniões ou ser simplesmente ouvido é tão bom que se consegue passar o resto da noite mais envolvido com a família.

a amizade Outro dos aspetos que também pode levar ao “desaparecimento” da amizade é a falta de confiança, a exigência e a critica por parte do parceiro: “Antes gostava de contar, ouvia-me e gostava dos conselhos, agora acha sempre que eu podia fazer diferente, critica e não me entende”. O esperar que o outro seja perfeito, que faça tudo bem, leva a desilusão e ao afastamento. Quando não se é ouvido, não apetece partilhar. Escute mais e deixe acontecer! .

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Rico em vitamina A, E, B6 e em potássio, o abacate, além de ajudar a combater o colesterol, é ótimo para a sua saúde em geral. A gordura e polpa do abacate, devido à sua forte riqueza em vitaminas A e E, são também utilizadas em produtos de beleza e tratamentos de pele. Algumas das suas substâncias podem estimular a produção de colagénio, excelente para reduzir as rugas. O abacate é a base do famoso Guacamole, exlíbris da cozinha mexicana, apreciada pela sua riquesa de sabores e texturas Dica: Para escolher um abacate maduro, a casca deve ser verde, sem manchas, e macia ao toque.


receita do blogue cinco quartos de laranja

Rolinhos de espadarte fumado com puré de abacate O puré de abacate fica cremoso, fresco, com os aromas da salsa e do alho a sobressaírem. É mesmo a estrela deste prato. ingredientes 2 fatias de espadarte fumado (80g), 1 abacate maduro, 1 colher de sopa de limão, 1 dente de alho pequeno, 1 raminho de salsa picada, sal, salada mista (verdes e tomate cereja) confeção 1. Cortar as fatias de espadarte em tiras. 2. Num recipiente colocar a polpa do abacate. Juntar o sumo de limão, o alho, a salsa e uma pitada de sal. Triturar com a varinha mágica. 3. Barrar as tiras de espadarte com o puré de abacate. Enrolar e colocar num prato com a salada mista. 4. Servir com vinagreta de mostarda.

Vinagreta de mostarda ingredientes 1 pitada de sal, pimenta preta de moinho, 2 colheres de sopa de vinagre , 6 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sobremesa mal cheia de mostarda inglesa

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confeção 1. Colocar o sal num taça. Juntar o vinagre e mexer para que o sal se dissolva. 2. Juntar o azeite, a mostarda. Mexer muito bem.

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Nos últimos tempos – certamente por causa da minha criação ribatejana – vem-me à memória a palavra “chicuelinas”. São uns movimentos de toureio muito vistosos. Quando leio e oiço a discussão sobre se o Alvaro sai ou não sai do governo, quando acompanho a polémica entre Cavaco e Sócrates, os gritos de uns pela austeridade e de outros pelo crescimento, penso: “olha, mais chicuelinas”. O que quero dizer é que os governantes e os poderosos, da banca às instituições internacionais, nos andam a tourear. Nós entretidos com as “chicuelinas” e a sociedade a viver em guerra. A exclusão do desemprego – nomeadamente dos mais novos e qualificados e dos mais velhos - a emigração sem destino certo, a solidão dos que vivem sós, a corrupção na política e negócios nos grandes partidos, o medo que domina quem trabalha para melhorar a vida, a pobreza ao virar da esquina, eis o que interessa. O século XX foi marcado por profundas crises e guerras, seguidas por curtos momentos de bem-estar. E aqui está uma crise. Das maiores. Das que nos obrigam a pensar que são os modos de organização social, o próprio sistema económico baseado no crescimento e no super-consumo que estão condenados. “Num planeta finito, não pode haver crescimento infinito”. É evidente. A água escasseia, o petróleo 50 • dada

opinião

pringles e felicidade

“chicuelinas”... e quem é o touro, quem é?

Ana Benavente, Socióloga benavente.ana@gmail.com

um dia acaba, os glaciares derretem e esta sociedade deixou de ter rosto humano. Os frangos crescem em 2 ou 3 semanas, amarelos de corante, a terra não tem tempo para se regenerar. E nós com ela. O Ocidente, o hemisfério dito mais “civilizado” do mundo, é onde se consomem mais anti-depressivos. O suicídio aumentou 40% na Grécia e ainda não há dados actuais para Portugal. Temos que mudar de vida. De ordem mundial. Deixem lá as chicuelinas. Queremos democracia participativa, dignidade, trabalho, bem estar e queremos ser felizes. Ah, já agora é bom saber que não gosto de touradas, mas lá que nos fazem “chicuelinas”, fazem. Se nós deixarmos.



revista dada ed.36