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Centro Presbiteriano Idade e ExperiĂŞncia - CPIE

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Centro Presbiteriano Idade e Experiência - CPIE

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EDITORIAL

SUMÁRIO

Promover Qualidade de Vida

José de Almeida Diretor Executivo

Acrescente VIDA aos

anos da sua vida possível envelhecer com qualidade de vida? Sim, é possível! E não precisamos nos esforçar muito para que isso aconteça. A qualidade de vida é um termo multidimensional, que é quantificado de forma subjetiva, cada um a qualifica de acordo com aquilo que acha mais relevante para o seu bem-estar. Para que se obtenha qualidade de vida na terceira idade, é importante considerar diversos fatores: bem-estar físico e psicológico, nível de independência, relações sociais, ambiente de trabalho e lazer, religiosidade, entre outros. De modo geral envelhecer com qualidade significa estar satisfeito com a vida atual e ter expectativas positivas em relação ao futuro. Em vista disso, uma boa qualidade de vida é possível também na vida madura, mas é válido

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(...) quem mantém um padrão de boa qualidade de vida durante o ciclo de vida tem uma probabilidade maior de ter qualidade de vida melhor na terceira idade.

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lembrar que quem mantém um padrão de boa qualidade de vida durante o ciclo de vida tem uma probabilidade maior de perceber uma qualidade de vida melhor na terceira idade. Estudos consideram ser comum uma queda na percepção de qualidade de vida após a aposentadoria, por conta da interrupção das atividades físicas, mentais e intelectuais. Desta forma, é necessário que exista uma organização para os anos da velhice, quando ainda se está em plena atividade, a fim de reduzir o impacto causado pela inatividade. É fundamental mantermos um equilíbrio entre as potencialidades e as limitações, que são inevitáveis do processo de envelhecimento. É comum os idosos serem acometidos por doenças crônicas específicas da idade, porém a qualidade de vida pode ser mantida com criatividade e lazer, sem dispensar os cuidados com a saúde.

direito do idoso e o estatuto

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A PROSPERIDADE DEPENDE DE BONS HÁBITOS!

Parkinson Sintomas, Tratamentos e Causas

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A face da MUDANÇA DO VOLUNTARIADO

A PROSPERIDADE DEPENDE DE BONS HÁBITOS!

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Entrevista..... Pág 23 Nutrição...... Pág 26 Segurança doméstica.... Pág 33 E muito mais... 3


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Leitor

Amigo

Falar

sobre o Centro Presbiteriano Idade e Experiência (CPIE) é falar de algo especial e porque não dizer, sobrenatural. Esta foi a experiência vivida por mim e meu esposo Raanhar Fernandes. No final de 2012, Raanhar foi eleito presidente do CPIE para o ano de 2013. Estive ao seu lado como voluntária, exercendo a função de Gerente Administrativo, que incluía a administração e os projetos. Sentindo-me fortalecida pela graça de Deus para o trabalho voluntário ao lado de Raanhar, ainda em 2013, demos início ao Projeto “Viver Bem Eu Quero”, iniciativa que teve o apoio efetivo e a colaboração generosa da psicóloga Dra. Viviane Amaral. O projeto foi uma semente de coragem e esperança, já que a atividade fim do CPIE ainda não tinha visibilidade na cidade de Brasília, mesmo sendo conhecido entre as igrejas presbiterianas da nossa região. No entanto, gostaria de ressaltar a importante participação da Igreja Presbiteriana de Brasília (IPBsb), sobretudo da liderança, para dar prosseguimento ao trabalho dentro da visão do CPIE, ou seja, tornar-se uma referência em Brasília no cuidado ao idoso. O trabalho prosseguia, mas em 2014 nossa família foi surpreendida com a descoberta de problemas cardiológicos que acometeram meu esposo. Com isso, Raanhar precisou renunciar à presidência do CPIE para tratamento de saúde. Foram tempos difíceis, mas sempre vimos a direção de Deus em cada circunstância. Então, uma assembleia foi convocada e uma nova eleição para o CPIE foi realizada. Tive a satisfação de ser eleita para o cargo de presidente do CPIE, onde estou até o momento. Graças a Deus, quase ao mesmo tempo, meu esposo recuperou-se, passando a realizar um trabalho de indelével apoio, sempre ao meu lado. E ao longo desses três anos na presidência do CPIE o esforço tem sido no sentido de consolidar a visão da instituição, ajustando sua filosofia de trabalho e seus estatutos. Procuramos agilizar a gestão para garantir não somente a expansão de projetos e programas especialmente voltados para a terceira idade mas, também, no sentido de tornar conhecido para toda a comunidade de Brasília, o Centro Presbiteriano Idade e Experiência.

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Atualmente, com a graça de Deus, nossa equipe de voluntários e profissionais avança na implementação dos projetos com o objetivo de ampliar o atendimento e, com isso, oferecer melhoria na qualidade de vida para a terceira idade. Hoje, aproximadamente 500 pessoas têm se beneficiado dos serviços oferecidos pelo CPIE. Centenas de idosos da Asa Sul, Lago Sul, Lago Norte, Vila Planalto, Santa Maria, São Sebastião, Guará e outras regiões administrativas do Distrito Federal participam dos projetos e programas oferecidos pelo CPIE. E o trabalho prossegue. No ano de 2016, começamos a pensar no planejamento estratégico para os próximos cinco anos, até 2021, inclusive com a ajuda de um especialista na área. Pessoalmente, sou grata ao Marcelo Lima Costa, especialista em consultoria, que voluntariamente tem nos ajudado a estabelecer um plano ousado, a auto sustentabilidade do CPIE em 2021. Estamos conscientes de que ainda há espaços a serem ocupados no trabalho social em nossa cidade. Queremos permanecer na visão de assistir o idoso, colaborando no sentido de ajudá-lo a construir uma consciência positiva de si mesmo. Esta visão fundamenta-se no amor e na graça de Deus e estamos convictos que Ele há de nos conceder sabedoria para prosseguirmos em nosso objetivo. Reconheço a boa mão de Deus dirigindo o CPIE. Minha posição é um privilégio e suplico a cada momento que Deus mantenha meu coração fiel, íntegro e generoso, em todo o tempo. Suplico também por sabedoria e a habilidade de fazer boa gestão deste trabalho, que creio ser dos céus. A Ele e tão somente a Ele rendo honra, louvor e glória! Marli Mendes Fernandes Presidente do CPIE

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Nossa História

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COMO TUDO COMEÇOU...

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Palavra do Rev. Adail Sandoval, pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Brasília

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o início da década de 90, do século passado, a querida irmã, Rute Botelho Viana, de saudosa memória, me procurou como pastor da Igreja Presbiteriana de Brasília, com um desafio; criar um grupo da terceira idade em nossa igreja. Levei o assunto ao conselho que aprovou de imediato a feliz proposta. D. Rute, porém, ainda não estava satisfeita. Ela queria mais, muito mais. Seu sonho era ter um espaço onde pudesse acolher muitos idosos, com sala de terapia ocupacional, um salão para palestras, uma sala para atendimento médico e uma piscina com aquecimento solar. O sonho era grande e a área, como adquiri-la? Eu tinha sido eleito em 1999 secretário geral da Terceira Idade pelo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Então conversamos com o presidente do Supremo Concílio, rev. Guilhermino Cunha que, prontamente nos atendeu. Reuniu a Comissão Executiva e resolveram nos conceder de forma de comodato, uma área de 6.380 m², de propriedade da IPB, onde hoje está sendo instalada a Universidade Mackenzie. Lá estava o Rev. Roberto Brasileiro, um entusiasta do projeto. Foram anos de luta, com oração e trabalho árduo de nossos irmãos Nobor Saito, de saudosa memória, o presbítero

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Mário Lúcio Santana de Vasconcelos, Jair Fernandes Rosa, o responsável técnico, além de outros irmãos e irmãs que deram do seu tempo, contribuição financeira, oração e apoio. Foram muitas campanhas feitas no Salão Social da IPBsb, com lanches e almoços, além de uma doação por parte do Governo Federal, proposta pelo então Senador da República, nosso amado irmão Lindberg Cury, de saudosa memória, além da contribuição valiosa do querido irmão, Dep. Wasny de Roure que sempre nos apoiou. Temos de reconhecer, com gratidão a Deus, que os sonhos e a perseverança de D. Rute Viana, foram elementos preponderantes na realização de tão grande obra. Ela gostava de citar o pensamento de Fernando Pessoa: “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”. - A obra nasceu e cresceu. No culto de inauguração do edifício foi pregador o Rev. Roberto Brasileiro, presidente do SC – IPB, que declarou: “Eu acredito nesse trabalho e lutei com vocês para que se tornasse realidade. Agora vamos espalhar essa ideia em outros estados, respeitando as particularidades de cada região”. E continuou: “Minha palavra é de empenho, gratidão e esperança no Senhor para que nossos idosos sejam frutíferos, cheios de seiva e de vigor, porque isso é bíblico”. O tempo passou, o CPIE (Centro Presbiteriano de Idade e Experiência) cresceu e contando com a generosidade de irmãos, como Maria Geralda Sales e Elci Gueiros que, em especial, deu enorme impulso financeiro a essa obra, ela floresceu e continua frutificando para o bem dos idosos e a glória de Deus. Hoje o CPIE é dirigido por nossa irmã Marli Mendes Fernandes e sua equipe, com padrão de excelência e conta com mais de 400 pessoas inscritas nos vários cursos que são oferecidos sob a orientação de eficientes professores. Estamos numa fase delicada de mudança de local, mas esperamos em Deus que essa obra de fundamental importância para a vida de centenas e, quem sabe, milhares de idosos continue sempre vitoriosa, visando à saúde física, emocional e espiritual de nossa gente mais idosa e para a glória de Deus. Que Ele nos abençoe.

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Nossa História

QUANDO OS VELHOS SONHAM

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udo começou com um sonho. Mas a determinação e ousadia de um grupo de mulheres, lideradas por Rute Viana, transformou o sonho em realidade. Esta história começa lá no início da década de 90. Dona Rute Viana congregava na Igreja Presbiteriana de Brasília (IPBsb) e sonhava ter um espaço para trabalhar com os idosos, tornando-os integrados à igreja e buscando atividades para preencher o tempo livre. Dona Rute então juntou-se com sua amiga Maria Geralda Sales, conhecida como Maricota, e adquiriu uma pequena casa onde funcionou inicialmente o que elas chamavam de “oficina do bem”, com atividades culturais e de apoio e solidariedade às pessoas da terceira idade. No entanto, as mulheres queriam ampliar o trabalho. Perseverantes, buscaram apoio. Foram até o Pr. Adail Sandoval, hoje Pastor Emérito da IPBsb, e pediram ajuda para apresentar ao Conselho da Igreja projeto de criação de um espaço de convivência dos idosos. Ganharam um aliado. Audaciosas, elas foram conversar com o Reverendo Guilhermino, na época Presidente do Supremo Concílio, sobre a possibilidade de usar a área onde hoje funciona o Centro Presbiteriano Idade e Experiência (CPIE). Tiveram o sim do Reverendo e o projeto foi aprovado pelo Conselho. E a pedra fundamental do CPIE foi lançada no dia 19 de maio de 2001. A ideia da construção de um complexo, que seria transformado no que é hoje o CPIE, começou a tomar forma. Rute Viana costumava dizer que “foi alguma coisa milagrosa” ao explicar como os poucos recursos daquela casinha, adquirida em parceria com Maricota, contribuíram de forma expressiva para a construção daquele tão sonhado espaço para a terceira idade. E vieram outros apoios. Vários irmãos e irmãs da IPBsb se dedicaram para tirar do papel o projeto de um complexo que atenderia os idosos. O Presbítero Mário Lúcio foi um dos grandes incentivadores do projeto e participou das campanhas para levantar recursos para a obra. As mulheres faziam lanches e vendiam na igreja e de acordo com o Pr. Adail Sandoval, “a causa era nobre , Deus multiplicou o dinheiro” e a obra foi concluída. Quinze anos se passaram e hoje o CPIE é um complexo com 6.380 metros quadrados e 4.550 metros de área construída. Possui salão a beira da piscina, auditório com capacidade de 100 cadeiras, climatizado e com sistema multimídia. Também dispõe de salão de festas destinado a reuniões e eventos, piscina aquecida, ateliê para oficina de arte, três salas de aula, salas de corte e costura, laboratório de informática e cozinha industrial. O CPIE se consolidou e atualmente atende centenas de pessoas da IPBsb, que desfrutam da estrutura para a melhoria da qualidade de vida com atividades físicas e sociais. Além disso, o CPIE tem buscado atender também às pessoas da terceira idade de diversas regiões do Distrito Federal, inclusive, comunidades carentes. O objetivo da atual direção é fortalecer a visão do CPIE de ser referência no DF na assistência ao idoso, numa obra de fé, perseverança e amor. E o CPIE existe hoje porque houve um sonho que foi gerado e acalentado.

Poesia:

Quando os velhos sonham (Sl.92:12-15) "Na velhice darão ainda frutos"

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uando os velhos sonham, ah meu irmão! Quando os velhos sonham algo de bom está pra acontecer; Porque eles sonham os sonhos de Deus e os sonhos do Pai Celeste Fazem o deserto florescer, os sonhos dos velhos fazem a criança sorrir, motiva o jovem para a batalha, a fim de vitórias alcançar, tanto no presente, mais ainda no porvir. Os velhos sonham com uma igreja abençoada, uma família unida, buscando sempre a Santidade, firmada na oração e na Palavra para não nos apartarmos do caminho da verdade. Quando os velhos sonham os mundos estremecem, o Espírito Santo opera e os frutos aparecem, anunciando que o Senhor é reto, Seu amor e Sua justiça para sempre permanecem. Quando os velhos sonham a obra do Senhor se realiza. Jamais cruzemos os braços, a noite escura vai chegar e quando isso acontecer ninguém mais irá trabalhar. Foi pelo sonho de velhos que o Senhor lhes pôs no coração, e tudo se tornou realidade. Por isso lhe rendemos gratidão. Esta casa é, pois, do Senhor para benção dos que aqui chegarem. Todos serão acolhidos com carinho e muito amor. Porém, nosso maior desejo, é servir e sempre honrar Autor: nosso bendito Salvador. Rev. Adail Sandoval 9


Centro Presbiteriano Idade e Experiência - CPIE

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Entrevista

Momento:

O CPIE mudou para melhor a vida do médico Paulo de Tarso

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epois de uma vida dedicada à medicina, Paulo de Tarso Rodrigues Alves, 69 anos, por pouco não caiu na armadilha do sedentarismo. No trabalho, durante vários anos como médico ginecologista e obstetra, e posteriormente atuando no Programa Saúde da Família, ele estava consciente da importância da atividade física e seus benefícios para a saúde. Mas, com a aposentadoria em 2013 e a viuvez em 2015, Dr. Paulo de Tarso viu sua vida tomar o rumo do sedentarismo, do aumento de peso e da possibilidade de depressão. No entanto, isso mudou quando Paulo de Tarso decidiu incluir o esporte no dia a dia. E assim, com a convicção de que Deus estava lhe dando coragem para mudar aquela situação, ele chegou ao Centro Presbiteriano Idade e Experiência (CPIE). Ele já conhecia a história da fundação do CPIE e buscou as atividades oferecidas para a melhoria da qualidade de vida tanto física como emocional. Hoje, Dr. Paulo se sente feliz e afirma que sua vida mudou para melhor graças ao bem estar que os benefícios da prática esportiva no CPIE trouxeram para a sua vida. Conheça um pouco mais desta história.

a ficar muito parado e ganhando peso. E aí teve um agravante, pois em 2015 fiquei viúvo. Então juntou tudo, o físico e o emocional e daí o sedentarismo. E quando a pessoa fica muito sedentária a tendência é ficar depressiva. São fatores relacionados. Um agrava o outro.

se sente mais útil. O CPIE é parte importante da minha vida social. Venho cinco dias por semana e fico feliz de participar destes momentos tão agradáveis com todos os colegas. Isso ajuda nossa vida valer a pena.

Revista: O senhor já está no CPIE há um ano. O que mudou? Paulo de Tarso: Mudou tudo e mudou para melhor. Neste um ano em que estou no CPIE, tenho tido muito mais disposição. Além da hidroginástica e da natação também comecei a praticar a ginástica funcional. A proposta da ginástica funcional é fazer com que a pessoa que está envelhecendo mantenha a capacidade de lidar com seu corpo, o que é necessário para viver e viver bem. Conforme vamos ficando mais velhos, se a gente não se mexe, a tendência é caminhar para a inércia e sofrer os agravantes que isto provoca. Neste um ano posso dizer que a minha vida mudou. Quando perdi a minha esposa foi preciso lidar com o luto. Então, ter saído da paralisia e vindo para a atividade física melhorou não só o físico, mas também meu emocional.

Revista: Vários lugares oferecem atividade física. Qual é o diferencial do CPIE? Paulo de Tarso: Bom, tem uma parte que a gente não pode esquecer. Entre os muitos que frequentam o CPIE, há os que são de origem presbiteriana, com uma formação, uma forma de se relacionar com Deus, que os impulsiona, o que também é fundamental na vida da gente. Esse foi também um motivo de ter escolhido Um grande mano CPIE. Claro que damento de Deus é: existem outros ama ao teu próximo lugares, sim, onde como a ti mesmo. podemos praticar Se você não estiver atividade física. Mas, bem com você não a minha escolha pode estar bem com foi principalmente os outros." por esta origem presbiteriana. Então, melhora o nosso físico, nosso emocional, enriquece a vida social, inclusive, sentindo-nos em casa, com alguns daqueles que já conhecemos e que compartilham da mesma fé. Isso é importante, mas não desmerece a convivência com todos e a oportunidade de fazer novos amigos.

Revista: Como o senhor conheceu o CPIE? Paulo de Tarso: Bom, isso tem um pouco a ver com a minha história porque durante muitos anos estive na Igreja Presbiteriana e acredito que o CPIE é um “filho” da Presbiteriana. Eu conheci as pessoas envolvidas na construção deste espaço. Quando decidi sair da vida “parada” que eu estava levando, logo pensei no CPIE, na estrutura excelente oferecida e nos ótimos profissionais.

Revista: O senhor diria que ter decidido pelo CPIE ajudou nessa fase do luto, que sempre é doloroso? Paulo de Tarso: Eu diria que, se não tivesse vindo para o CPIE, essa fase do luto teria sido mais difícil. Eu creio que Deus me despertou, dando-me coragem para voltar a viver, sair do sedentarismo, fazendo-me pensar que a vida não parava ali. Um grande mandamento de Deus é: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Se você não estiver bem consigo mesmo não poderá estar bem com os outros. Tenho meus filhos, que agora, estão todos em Brasília e a família sempre nos ajuda muito. Mas, na verdade, tem uma parte da reação que depende de decisão pessoal. Sair da paralisia, agir, ir em frente. Vivi o meu luto, passei por ele. Depois, Deus me despertou para voltar à vida.

Revista: Como estava se sentindo antes de chegar ao CPIE? Paulo de Tarso: Eu estava muito parado. Trabalhei como médico durante muitos anos, inclusive, junto a pacientes com câncer e, também, posteriormente, atuei no interior do Maranhão num programa de saúde da família. Eu sempre soube que atividade física faz bem para o corpo e a alma. Até me exercitava, paralelamente, no tempo em que trabalhava como médico. Em 2013 me aposentei e comecei

Revista: O CPIE também auxilia na parte social de sua vida? Paulo de Tarso: Com certeza. A natação é mais solitária, mas a hidroginástica proporciona a possibilidade de interagir com as outras pessoas. É muito bom, ajudar as pessoas naquilo que a gente percebe que pode e também ser ajudado, pelo diálogo. Tudo isso é muito bom e a hidroginástica o permite e faz muito bem. Participar das atividades nos dá a oportunidade de nos relacionarmos, de conversar, rir e até ser solidários na tristeza do outro. Perdemos colegas no decorrer deste ano e a gente deu apoio à família e tudo isso vem somar. Então, a gente

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Revista: Como o senhor define o CPIE? Paulo de Tarso: Do ponto de vista da infra estrutura é muito bom, pois dá oportunidade para as pessoas da “melhor idade” viverem com qualidade de vida. Tudo aqui é muito funcional, os professores são ótimos. É tudo de bom. Quero continuar usufruindo de tudo que o CPIE oferece, de forma plena. Inclusive, busco encorajar os amigos, alguns até que são pastores, que precisam de atividade física, a cuidar do corpo, vindo para cá. Tem também um outro aspecto muito importante que é a questão social. O CPIE faz um trabalho social de grande relevância. A gente não pode viver sem pensar no outro, naquilo que ele necessita. Precisamos fazer alguma coisa. Vejam só, estamos no centro de Brasília, um local onde muitos dos que vem às reuniões semanais, em princípio, não teriam condição de frequentar. Mas, o CPIE disponibiliza o transporte, oferece alimentação e dá todo o apoio necessário para que esses irmãos tenham acesso a sua estrutura, viabilizando a participação deles. Então, é tudo de bom.

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Maria Irene da Silva, 83 anos, moradora do Guará

Depoimentos de representantes das comunidades que são atendidas no projeto social do cpie com o apoio da mantenedora igreja Presbiteriana de Brasília, juntamente com a instituição parceira Bancorbrás.

Maria Shirley Luz Brito, 67 anos, moradora de São Sebastião “Já tem um ano que participo das reuniões no CPIE e estou muito feliz. Mesmo às vezes sendo difícil deixar as tarefas de casa eu venho e é muito bom. Tenho as minhas amigas e é no CPIE que encontro descanso da rotina, das dificuldades. É o meu momento”. Francisca Farias, 72 anos, mora em Santa Maria “O CPIE representa tudo que nunca tive na vida desde quando me entendo por gente. Fico muito emocionada em falar sobre o CPIE, pois minha vida mudou desde que eu passei a participar dos encontros semanais. Eu sofri um acidente e quebrei o tornozelo. Minha vida parou. Quando comecei a fazer a hidroginástica no CPIE, por recomendação médica, tive o carinho das colegas e amei. Para mim, o CPIE é uma família que nunca tive”.

“Descobri o CPIE na Igreja Presbiteriana do Guará, onde congrego. Gosto muito das atividades oferecidas porque são um estímulo de vida. Nestes três anos que estou frequentando as reuniões no CPIE a minha vida mudou. Antes eu ficava muito sozinha e agora tenho uma vida social com minhas colegas e por isso tenho mais prazer na vida. O CPIE para mim é vida e sou grata a Deus”.

O projeto Viver Bem tem caráter continuado, com um encontro semanal de 8 horas (incluindo café da manhã, almoço e lanche da tarde). As atividades são ofertadas a representantes das regiões administrativas de Santa Maria, São Sebastião e Guará, alcançando um número aproximado de 150 idosos, sem custos para estes usuários. O projeto foi planejado no sentido de garantir a autonomia e o desenvolvimento psicossocial do idoso, por meio de palestras educativas com temas pertinentes a essa fase da vida, além de atividades físicas, intelectuais e culturais. O Viver Bem favorece a participação ativa do idoso, quando este desenvolve as atividades de acordo com seu interesse e habilidades, sempre com vistas à promoção da sua qualidade de vida.

Adélia Margarida Sousa Ramos, 65 anos, moradora de Santa Maria, líder do grupo “Antes eram poucas pessoas que vinham, mas a medida que o pessoal passou a conhecer e gostar então cresceu. Estou há cinco anos aqui e muita coisa mudou na minha vida, principalmente a saúde. Fico sempre na maior expectativa para o dia do nosso encontro, pois sei que vou me exercitar e me divertir. Lá na minha comunidade eu sempre estou atenta àquelas pessoas que só fica em casa e convido para vir ao CPIE. Porque ficar só dentro de casa traz depressão e a gente precisa sair, se exercitar, conversar. O melhor de tudo aqui é que ninguém fala sobre religião. Eu mesmo sou católica e gosto demais daqui. A palavra que melhor define o CPIE é amor”.

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Depoimentos das pessoas matriculadas nos cursos oferecidos pelo cpie

Testemunhal

Maria José de Barros Carvalhaes, 73 anos, mora na Asa Sul “Estou aqui há muitos anos, desde a fundação. Cheguei aqui ainda quando minha mãe estava viva e eu trazia ela para as atividades. Depois que ela faleceu eu me afastei. Mas, quando recebi um convite eu recomecei e agora não paro mais pois me sinto muito bem no CPIE. Aqui a gente encontra uma família. Nós conversamos, damos risadas e uma vez por mês tem um café da manhã com as aniversariantes. É muito legal. Minha saúde também melhorou muito. Agora, o diferencial aqui é que além do preço acessível, a gente se tornou uma grande família e isto é o mais importante. Outro detalhe é que eu sou católica, mas isso nunca interferiu. Sempre fui muito bem acolhida no CPIE”.

Vera Lúcia de Oliveira Braz, 61 anos, mora no Lago Sul, da Igreja Presbiteriana Betesda, do Mackenzie “Quando cheguei ao CPIE eu estava atravessando um momento muito difícil na minha vida pessoal. Aliás, é preciso dizer que eu nem queria vir aqui. Eu estava deprimida, tinha me aposentado e minha vida estava desmoronando. Aí, fui convidada e vim a primeira vez. A partir daí comecei a me enturmar com as outras pessoas e um mês depois eu já estava fazendo várias atividades. E voltei a sorrir. Encontrei novamente motivo para me alegrar. O CPIE prá mim é uma segunda casa. Eu venho aqui cinco vezes na semana, de segunda a sexta-feira. Houve uma mudança física e, principalmente, emocional. E foi fundamental ter vindo para o CPIE. Aqui a gente ri, se ajuda, é um grupo muito unido. E eu convido a todos que estão se sentindo sozinhos, depressivos, saia da casa e venha buscar o exercício físico e a comunhão com este grupo tão especial. O que acontece é que no CPIE a gente se abastece com o combustível para o resto do dia. Aqui a gente encontra alegria, harmonia e união”.

Solange Costa Guimarães, 73 anos, mora na Asa Sul “O CPIE é a metade do meu dia. Venho todos os dias e faço hidroginástica, ginástica funcional e zumba, que eu não perco de jeito nenhum. Tem uns três anos que freqüento o CPIE. Quando cheguei aqui foi para trazer meu esposo que se recuperava de uma cirurgia para retirada de um câncer. Ele começou a fazer as atividades e isso o ajudou muito. Mas, houve uma reincidência e ele faleceu. Então, me afastei um pouco. Mas, tomei a decisão de viver e voltei com toda energia para o CPIE. Isso me ajudou demais, inclusive, para passar este momento de luto, que não é fácil. Voltar para o CPIE me afastou da tristeza e da depressão. Eu amo o trabalho feito no CPIE, os professores, o pessoal todo aqui é maravilhoso. Eu poderia ir à qualquer academia, mas o diferencial no CPIE que atrai é o acolhimento fraterno, pois somos uma grande família e isso é muito importante. Eu vejo Jesus nas pessoas que nos acolhem aqui”.

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CPIE – UM LUGAR ABENÇOADO POR DEUS

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enho 64 anos e faço exercício há 36 anos. Frequentei a Academia Julio Adnet por 34 anos, tendo feito ginástica localizada, natação, musculação e alongamento. Nos últimos 14 anos em que estive lá, levei minha mãe para fazer musculação. No final de 2015 decidimos mudar de academia. Eu fui para a Bodytech e ela, para a ACM. Nas poucas vezes em que a levei, ela não ficou na sala de musculação mais do que 30 minutos, me levando à conclusão de que não estava fazendo todos os exercícios que deveria fazer. Em seguida, ela deixou a ACM e ficou com uma fisioterapeuta que ia em casa, uma vez por semana e faltava muito. Foi quando ela decidiu não iria fazer mais nada. Fiquei muito preocupada porque ela começou a caminhar mais devagar e ficou mais lenta. Comecei a orar e pedir orientação ao SENHOR sobre o que fazer. Me lembrei, então, do CPIE que, segundo amigas minhas, era muito bom. Aqui fomos muito bem recebidas pelo Davidson, que nos levou para ver uma aula de treinamento funcional. A professora Ana Paula logo me disse que minha mãe só poderia praticar aquela modalidade de exercício se tivesse um personal trainer. Resolvemos, então, que faríamos hidroginástica, nas segundas, quartas e sextas e, nas terças e quintas, eu faria funcional. Na primeira aula de hidroginástica, fomos muito bem acolhidas pela professora e pelos colegas. A Ana Paula é muito preparada e está no mesmo nível de excelência dos professores que eu tivera até então. Além disso, é dedicada e amorosa. Dá atenção a todos e em especial aqueles que tem dificuldades, dentre elas a minha mãe, que tem 90 (noventa) anos, muita saúde e recuperou a agilidade que havia perdido. Os colegas, atenciosos e animados, criam uma atmosfera de alegria e bem estar. Só isso já seria suficiente, mas não parou aí... Tive uma grande surpresa quando fui fazer o treinamento funcional, na terça-feira. As aulas são ministradas num salão com ventilação e luz naturais, que eu nunca imaginara existir. Mais uma vez, a Ana Paula se mostrou excelente professora, variando sempre os exercícios e dando atenção a cada aluno. Eu, que saí da Bodytech com o coração apertado, encontrei meu lugar no CPIE, graças a Deus “que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos”. Aqui aprendi que as melhores coisas não têm preço, são dádivas do nosso Pai. Antes de terminar, quero agradecer ao pessoal da secretaria, ao Davidson, ao Diretor José e à Presidente Marli pelo acolhimento caloroso e amável, pedindo que o SENHOR os abençoe ricamente e os recompense pelo trabalho que têm desenvolvido. A Deus toda honra, toda glória, todo louvor! Evany Selva

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Alimentação

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL e Longevidade:

por//Edjane Souto de Sousa Nutricionista Clinica pela UFPB.

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o processo de envelhecimento normal, ocorrem alterações fisiológicas e biológicas que afetam a alimentação e a nutrição do idoso. A alimentação pode interferir tanto no aparecimento de doenças como na determinação da gravidade, o que justifica a preocupação com o padrão alimentar no envelhecimento. O estado nutricional dos idosos pode ser afetado pelo uso de alguns medicamentos que interferem na ingestão, no sabor, na digestão e na absorção dos alimentos, alterando o seu apetite. A importância de uma alimentação saudável nessa fase busca principalmente favorecer o controle do peso corporal, manter a massa muscular e também prevenir ou tratar doenças como anemias, osteoporose, diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade e câncer, mais comuns nessa fase. As necessidades calóricas para os idosos reduzem, aproximadamente, 10% para as idades entre 50 e 70 anos e 20 a 25% após esse período. As maiores queixas são: constipação intestinal, relacionada à baixa ingestão de fibras e líquidos; sedentarismo (falta de atividade física regularmente) e redução de paladar e olfato, necessitando alimentação rica em zinco, ácido fólico, vitamina A e vitamina B12. Para melhorar o sabor dos alimentos podem ser usados temperos naturais como orégano, alho, limão, alecrim, manjericão, açafrão, etc; além de ser reduzida a adição de sal (sódio) nas preparações como medida preventiva ou tratamento de hipertensão arterial. A desidratação costuma ser rotineira nesta faixa etária; logo o alto consumo de café e chá preto é pouco recomendado. ALIMENTOS IMPORTANTES PARA O IDOSO: Cálcio: evitar Osteoporose (enfraquecimento dos ossos). Suas fontes: leite e derivados, sardinha e salmão, açaí, soja, amêndoas, alem das folhas verde-escuras (couve, brócolis, agrião e rúcula). Vitamina D: ajuda o organismo a absorver o cálcio e a metabolizá-lo no osso. Suas fontes: exposição ao sol (inicio do dia e final do dia), peixes de água salgada (salmão), ovos, leite e derivados e suplementos (com orientação médica).

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Proteínas: manutenção da massa magra. Suas fontes: carnes em geral, leite e derivados, fontes vegetais: feijão, grão de bico, lentilha, soja, ervilhas, alem de espinafre, couve-folha, brócolis, couve-flor, cogumelo, salsa, pepino, pimentão, repolho e tomate. Zinco: aumenta a imunidade e retarda o envelhecimento das células, devido sua ação antioxidante. Suas fontes: carnes vermelhas, cereais integrais, oleaginosas, sementes, leguminosas (feijão, grão de bico, etc), ovos, leite e derivados. Ômega 3: atua na prevenção de doenças como o mal de Alzheimer, Parkinson, depressão, perda de memória e de concentração. Suas fontes: peixes (bacalhau, salmão, atum e sardinha), semente de linhaça, castanhas e nozes, azeite extra virgem, folhas verde-escuras. Vitaminas do Complexo B: aumentam o sistema imunológico e ainda melhoram o funcionamento do cérebro. Suas fontes: fígado e miúdos, leite e derivados, leguminosas, frutas, carnes, aves e peixes, vegetais. Magnésio: Importante para a saúde dos ossos, coração e cartilagens. Suas fontes: sementes de gergelim e girassol e abobora, hortelã, semente de melancia, manjericão, brócolis, amêndoas, quiabo, castanha do Pará, cacau, espinafre, linhaça. Potássio: reduz os níveis de sódio diminuindo o risco de hipertensão arterial e derrame. Também é responsável por controlar o movimento dos músculos e as batidas do coração. Suas fontes: damasco, inhame cozido, polpa de açaí, feijão, castanha do Pará, kiwi, banana, uva passa, espinafre, água de coco. Fibras: melhora função intestinal. Suas fontes: aveia, linhaça, chia, quinoa, alem de abacate, maça com casca, milho. Probióticos: São bactérias “benéficas” que colonizam o intestino, indispensáveis para uma boa digestão e absorção. São importantes para melhorar a absorção dos nutrientes, regular o funcionamento intestinal, reforçar o sistema imunológico. Fontes: chocolate amargo, coalhada, iogurte, picles, alho. Prebióticos: São produtos que alimentam as bactérias “benéficas”, ajudando no equilíbrio da microbiota intestinal. Boas fontes são: farinha de banana verde, óleo de coco, mel, aveia. Antioxidantes: Antocianina: Neutraliza a ação dos radicais livres e atua na prevenção do câncer; previne contra doenças cardiovasculares; auxilia no controle das taxas de colesterol. Fontes: jabuticaba, beterraba, uva escura, mirtilo, açaí, berinjela. Luteína e Zeaxantina: Diminuem o risco de doenças oftalmológicas como a catarata e a degeneração macular, males relacionados com a idade e que podem levar a cegueira. Encontrados na gema de ovo, vegetais de folhas verde- escuras e em cápsulas. A dieta e fatores ambientais podem ser fatores determinantes da morbidade e mortalidade ao longo da vida. O estilo de vida e a alimentação minimizam o risco de doenças e maximizam a possibilidade de um envelhecimento saudável.


direito do idoso e o estatuto

S

aiba mais sobre o direito do idoso e o estatuto do idoso – A pessoa idosa tem conquistado desde 1º de outubro de 2003 maior abrangência dos seus direitos como cidadãos de idade superior a 60 anos. Muitos daqueles que são classificados como indivíduos componentes da Terceira Idade estão enquadrados dentro desse código de leis que prevê o respeito, os direitos e os deveres do idoso. No entanto, uma grande parcela da sociedade – até mesmo entre aqueles a quem o Estatuto assiste – não tem conhecimento prático desses direitos e deveres. Talvez por falta de costume de

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conhecer os próprios direitos, ou pela cultura de conhecimento distante que é conservada no nosso país, torna-se comum não conhecer algumas das leis que regem a nação, bem como os direitos dos cidadãos, sejam eles crianças, adolescentes, adultos ou idosos.

bancárias, aos meios de transporte ou a qualquer outro meio de exercer sua cidadania pode ser condenado e a pena varia de seis meses a um ano de reclusão, além de multa. Famílias que abandonem o idoso em hospitais e casas de saúde, sem dar respaldo para suas necessidades básicas, podem ser condenadas a penas de seis meses a três anos de detenção e multa. Para os casos de idosos submetidos a condições desumanas, privados da alimentação e de cuidados indispensáveis, a pena para os responsáveis é de dois meses a um ano de prisão, além de multa. Se houver a morte do idoso, a punição será de 4 a 12 anos de reclusão. Qualquer pessoa que se aproprie ou desvie bens, cartão magnético (de conta bancária ou de crédito), pensão ou qualquer rendimento do idoso é passível de condenação, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses. Os planos de saúde não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério da idade. O idoso internado ou em observação em qualquer unidade de saúde tem direito a acompanhante, pelo tempo determinado pelo profissional de saúde que o atende.

O Estatuto do Idoso prevê em suas diretrizes as seguintes leis de proteção à terceira idade e o direito do idoso:

Para Transportes Coletivos: Os maiores de 65 anos têm direito ao transporte coletivo público gratuito. Antes do estatuto, apenas algumas cidades garantiam esse benefício aos idosos. A carteira de identidade é o comprovante exigido. Nos veículos de transporte coletivo é obrigatória a reserva de 10% dos assentos para os idosos, com aviso legível. Nos transportes coletivos interestaduais, o estatuto garante a reserva de duas vagas gratuitas em cada veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se o número de idosos exceder o previsto, eles devem ter 50% de desconto no valor da passagem, considerando-se sua renda.

Na Saúde: O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição de remédios aos idosos,

Casos de Violência e Abandono: Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Quem discriminar o idoso, impedindo ou dificultando seu acesso a operações

Entidades de Atendimento ao Idoso: O dirigente de instituição de atendimento ao idoso responde civil e criminalmente pelos atos praticados contra o idoso. A fiscalização dessas instituições fica a cargo do Conselho Municipal do Idoso de cada cidade, da Vigilância Sanitária e do Ministério Público. A punição em caso de mau atendimento aos idosos vai de advertência e multa até a interdição da unidade e a proibição do atendimento aos idosos. Lazer, Cultura e Esporte: Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e lazer. Trabalho na Terceira Idade: É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, sendo passível de punição quem o fizer. O primeiro critério de desempate em concurso público é o da idade, com preferência para os concorrentes com idade mais avançada. Habitação: É obrigatória a reserva de 3% das unidades residenciais para os idosos nos programas habitacionais públicos ou subsidiados por recursos públicos.

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Edução Financeira

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A PROSPERIDADE DEPENDE DE BONS HÁBITOS!

carro novo na garagem, mas como dinheiro não cai do céu, temos que nos organizar financeiramente para termos todos esses bens e buscar a prosperidade financeira. As expectativas para este ano estão um pouco melhores que do ano anterior, mas ainda requer atenção no trato com as finanças pessoais, tendo em vista que ainda estamos com altos níveis de desemprego, endividamento e inadimplência. Assim, vamos relacionar algumas atitudes que possam contribuir para a independência financeira com qualidade de vida e nos preparar adequadamente para a aposentadoria:

1. FAÇA PLANEJAMENTO FINANCEIRO:

RÉGIS VARÃO Economista com doutorado pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE e mestrado pela Universidade Federal de Viçosa-UFV. É bacharel em direito pelo UniCeub. Professor universitário durante 23 anos (UniCeub e UNEB), e ex-servidor do Banco Central. Atua como Coach Financeiro (especializado em finanças pessoais), Coach Executivo e Coach Pessoal. É educador financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica, com artigos publicados.

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os últimos anos, os efeitos negativos da crise econômica, associados aos hábitos negativos ampliaram os problemas financeiros das famílias brasileiras. O percentual de famílias endividadas atingiu 56,2% em fev/17, alta de 0,6 p.p. ante o mês anterior e a primeira após quatro meses de declínios consecutivos. O cartão de crédito continua como o principal tipo de dívida por cerca de 77% das famílias endividadas, seguido por carnês de loja com 14,5% e crédito pessoal com cerca de 10%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC, de fev/17, da Confederação Nacional do Comércio-CNC. O endividamento decorre, na maioria das vezes, de atitudes e de hábitos inadequados, pelo desconhecimento de rudimentos de economia,

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contabilidade e matemática financeira, que juntos contribuem para a má gestão das finanças pessoais no dia a dia. Para sair do endividamento e atingir a independência financeira, a melhor atitude é tentar mudar alguns hábitos e fazer planejamento financeiro. Pesquisas demonstram que pessoas endividadas ou com problemas financeiros vão ao médico com mais frequência, faltam mais ao trabalho, usam mais atestado médico, discutem mais com colegas de trabalho, se desentendem com frequência com familiares, reduzem a concentração, diminuem a produtividade e se separam ou divorciam mais que os indivíduos financeiramente estáveis. O sonho de quase todo brasileiro é ter dinheiro sobrando, uma vida confortável, uma boa casa e um

Antes de abrir a carteira ou passar o cartão de crédito, é necessário avaliar se temos dinheiro suficiente para liquidar a fatura integral ou pagar as prestações e os financiamentos sem ficar apertado, isto é, sem faltar para o aluguel ou prestação da casa ou produtos de primeira necessidades (alimentos etc). Fazer orçamento financeiro é fundamental. Relacione as fontes de receita e faça uma lista de todas as despesas, inclusive as pequenas. Enumere o valor da prestação da casa própria ou do aluguel, dos empréstimos, seguros em geral, prestações de colégio/faculdade, carnês de lojas, plano de saúde, farmácia, supermercado, lanches, lazer etc; trabalhe as despesas em tópicos como moradia, educação, saúde, transporte, lazer etc, e você tomará ciência de quanto está gastando mensalmente; corte os excessos que nada acrescentam à qualidade de vida sua e de sua família, e atente aos pequenos gastos (café espresso, lanches etc). Feito essa contabilidade pessoal ou familiar (receitas versus despesas) você saberá quanto dispor para uma reserva financeira.

2. ECONOMIZE SEMPRE: Uma reserva financeira é importante como garantia para eventuais imprevistos e para garantir a educação dos filhos, boa qualidade de vida e uma aposentadoria confortável. Muitos desconhecem sua importância, mas a reserva financeira é um compromisso que deve ser levado a sério e deve envolver todos os familiares, pois para o planejamento financeiro ter sucesso é preciso a participação de todos os membros da família. Estabelecer metas e cumprí-las são oportunidades para que os jovens e em especial os filhos, possam entender que o sucesso financeiro depende de planejamento, disciplina e trabalho. É fundamental mostrar aos jovens de todas as idades que dinheiro não é fácil de ganhar, mas é fácil de perdê-lo. Oriente seus filhos a economizarem

enquanto jovens e serão adultos financeiramente responsáveis. As boas práticas financeiras começam cedo.

3. PLANEJE SUA APOSENTADORIA: Muitos incorrem no erro de pensar que o benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será suficiente para manter boa qualidade de vida na aposentadoria, período em que se gasta mais com planos de saúde, médicos, dentistas, fisioterapeutas, remédios etc. Assim, se não nos planejarmos, os receé uma questão de atitude bimentos do diante das escolhas que você INSS poderão faz em seu dia a dia. ser insuficientes para bancar as despesas de uma pessoa idosa. Reserve um valor fixo ou um percentual do salário todos os meses para aplicar em um fundo de reserva (comece com 10%). Quanto antes iniciar melhor, os juros recebidos fazem grande diferença ao longo dos anos.

Economizar

4. EVITE PARCELAR COMPRAS: Muita gente acha vantajoso parcelar compras, pois desconhecem os impactos negativos dos juros embutidos nas prestações. Se não tiver dinheiro para comprar à vista não compre, deixe para o próximo mês, para o próximo semestre ou até para o próximo ano. Antes de abrir a carteira pergunte-se: Eu preciso? Tenho dinheiro? Tem que ser agora? Havendo apenas uma resposta negativa não compre, mas se ocorrerem três positivas, compre, mas antes peça desconto. Não faça dívidas, evite o parcelamento de compras, elas quando agregadas se transformam em grandes quantias. Compre apenas o necessário e planeje-se ao adquirir um bem ou serviço. Seja um consumidor consciente.

5. ÀS ARMADILHAS DO COMÉRCIO: As promoções e a publicidade são tentadoras no ano todo, no entanto, em períodos como Black Friday -BF, Natal, dia das crianças etc, o exagero publicitário pega muita gente desprevenida. O Black Friday foi criado pelos norte-americanos nos anos 60, e ocorre na última semana de novembro, após o dia de Ação

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Edução Financeira de Graças, com bons descontos. Chegou no Brasil em 2010 e representa um período importante para o varejo nacional e para o mundo online. Atenção com a maquiagem dos preços, observe a necessidade de adquirir o produto ou serviço, pesquise o histórico de preços e fique atento à cobrança do frete (vilão do BF 2015), em compras online. As campanhas promocionais principalmente nos shoppings podem levar muita gente ao descontrole financeiro. Para fugir das armadilhas, leve uma lista e atenha-se ao planejado.

6. PARCIMÔNIA AO USAR O CARTÃO DE CRÉDITO: Um dos problemas do endividamento decorre da má utilização do cartão de crédito (CC) e do não pagamento da fatura integral. Segundo a PEIC-CNC de fev/17, cerca de 77% das famílias brasileiras se endividam com o cartão de crédito, uma péssima decisão, se considerar que paga-se em média 486,75% a.a. ou 15,89 a.m. sobre o saldo devedor quando é pago o valor mínimo da fatura, segundo dados do Banco Central de jan/17. O CC pode ser um grande aliado quando utilizado com disciplina, exemplo dos programas de milhagens que ajudam a obter passagens aéreas gratuitas e outros benefícios.

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07. RENEGOCIE AS DÍVIDAS: Troque as dívidas caras, rotativo do cartão de crédito ou dívidas com cheque especial por um empréstimo consignado, quando o corte de despesas não resolver. Financiamento imobiliário ou de automóvel também pode ser negociado quanto a valores e prazos. O endividado reduz o montante das dívidas se negociar diretamente com bancos, financeiras, operadoras de cartões de crédito, prestações de colégio/ faculdade dos filhos etc, em vez de deixar a dívida crescer e se transformar em grande problema. Ao negociar cria-se nova e melhor condição de pagamento, mas fique atento nas condições da negociação, para não cair novamente no endividamento. O segredo da prosperidade está em fazer sempre planejamento financeiro, gastar com parcimônia e poupar. Não compre por impulso nem a prazo, economize, faça reserva, evite pagar juros, atente ao poder multiplicador dos pequenos valores e dos juros compostos. Hábitos financeiros saudáveis reduzem o estresse, eleva a produtividade, contribui para boa saúde física e mental e ajuda nos relacionamentos pessoais e profissionais.

Brasil tem 7 milhões de idosos inadimplentes, diz estudo da Serasa

Serasa. Estudo inédito da Serasa revela onde estão os idosos inadimplentes no Brasil. Disponível em http://www.serasaconsumidor.com.br/estudo-inedito-da-serasa-revela -onde-estao-os-idosos-inadimplentes-no-brasil/

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Dados da pesquisa Serasa para 2016

Após pes­quisa realizada, dados importantes sobre o endividamento do idoso no Brasil, na faixa etária de 60 anos ou mais de idade foi constatado que o grupo de inadimplentes idosos foi o que mais cresceu. Esses dados são dos estudo da Serasa Experian, que analisou o comportamento da inadimplência por faixa etária. O aumento também se confirma nos dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

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Viver Melhor

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RELAÇÕES SOCIAIS E SUA I M P O R TÂ N C I A PA R A A terceira idade Interação social gerada entre os idosos desenvolve senso de bem-estar.

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uitas pessoas ainda um conceito errado sobre a terceira idade, com a ideia de que com o avançar da idade, os idosos diminuem suas redes de relações sociais, tornando-se menos satisfeitos com a vida. Embora muitos pensem que envelhecer significa deixar de desenvolver-se, adoecer e afastar-se de tudo, na verdade, existem possibilidades da pessoa continuar ativa e de manter uma boa qualidade de vida. É possível enxergar hoje um movimento muito forte com relação aos espaços dedicados à terceira idade: Centros Dia, Centros de Convivência, Centros de Referência, Universidades da Terceira Idade, entre outros. Estes espaços promovem atividades em grupo direcionadas aos idosos, com diferentes objetivos cada uma. Porém, a interação promovida nas atividades gera um retorno extremamente significativo a cada um dos participantes. A interação social gerada entre os idosos desenvolve o senso de bem-estar nos mesmos, assim como a melhora no funcionamento físico. Estudos indicam um aumento na qualidade de vida e na longevidade em idosos que apresentam uma vida social intensa. A vida social do idoso não se resume apenas a participação dele nos grupos de terceira idade, mas também à boa relação com sua família, o envolvimento em grupos de sua comunidade, como um grupo religioso, por exemplo. Vale ainda lembrar que a qualidade dos contatos sociais é mais importante do que a quantidade. A capacidade de interação social varia de pessoa para pessoa, por isso não significa que aquele que tenha menos contatos possua uma qualidade de vida pior do que aquele que possui mais contatos. Interaja!

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Viver Melhor

Parkinson Sintomas, Tratamentos e Causas O que é Doença de Parkinson (DP)?

indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, que veremos adiante.

A

doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do

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Qual é a causa dessa intensa diminuição na quantidade de dopamina? Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e conseqüentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença. Não se sabe exatamente quais os motivos que levam a essa perda progressiva e exagerada de células nervosas (degeneração), muito embora o empenho de estudiosos deste assunto seja muito grande. Admitimos que

mais de um fator deve estar envolvido no desencadeamento da doença. Esses fatores podem ser genéticos ou ambientais. A DP é genética? Embora já sejam conhecidos alguns genes relacionados com a ocorrência da Doença de Parkinson, ela habitualmente não é uma doença hereditária. Apenas ocasionalmente há diversos casos da doença numa mesma família e, em geral, trata-se de casos com início precoce (abaixo dos 40 anos de idade). Assim, devemos entender que não há como definir um risco real para filhos de pacientes também virem a desenvolver a doença, ou seja, a presença de um doente na família não aumenta o risco da doença em nenhum indivíduo. Os genes que favorecem o desenvolvimento da

doença possivelmente devem agir de forma indireta, juntamente com outros fatores. Entre estes, destacam-se fatores ambientais, como contaminação com agentes tóxicos (agrotóxicos e resíduos químicos, por exemplo). Quais são os sintomas da DP? O quadro clínico basicamente é composto de quatro sinais principais: tremores; acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes). Para o diagnóstico não é necessário entretanto que todos os elementos estejam presentes, bastando dois dos três primeiros itens citados. Esses sinais e sintomas estão presentes somente na DP? Esse conjunto de sinais e sintomas neurológicos é chamado de síndrome parkinsoniana ou parkinsonismo. Doenças diferentes e causas muito diversas podem produzir essa síndrome parkinsoniana. Entretanto, a principal causa dessa síndrome é a própria Doença de Parkinson, em aproximadamente 70% dos casos. Os demais casos relacionamse a enfermidades ou condições clínicas nas quais os sintomas são semelhantes, porém outras características estão presentes e a história clínica e a evolução vão ajudar no diagnóstico diferencial. Portanto, quando um médico faz menção ao parkinsonismo ou síndrome parkinsoniana, ele não estará necessariamente se referindo à Doença de Parkinson. Uma causa importante de parkinsonismo secundário é o uso de certos medicamentos (por exemplo, algumas das drogas usadas para vertigens, tonturas e doenças psiquiátricas e alguns remédios para hipertensão). A importância de se identificar esses casos é que os sintomas são potencialmente reversíveis com a interrupção dos medicamentos que os causaram. Como os sintomas da DP se manifestam? A Doença de Parkinson costuma instalarse de forma lenta e progressiva, em geral em torno dos 60 anos de idade, embora 10% dos casos ocorram antes dos 40 anos (parkinsonismo de início precoce) e até em menores de 21 anos (parkinsonismo juvenil). Ela afeta ambos

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Viver Melhor os sexos e todas as raças. Os sintomas aparecem inicialmente só de um lado do corpo e o paciente normalmente se queixa que “um lado não consegue acompanhar o outro”. O tremor é caracteristicamente presente durante o repouso, melhorando quando o paciente move o membro afetado. Não está, entretanto, presente em todos os pacientes com Doença de Parkinson, assim como nem todos os indivíduos que apresentam tremor são portadores de tal enfermidade. O paciente percebe que os movimentos com o membro afetado estão mais difíceis, mais vagarosos, atrapalhando nas tarefas habituais, como escrever (a letra torna-se pequena), manusear talheres, abotoar roupas. Sente também o lado afetado mais pesado e mais enrijecido. Esses sintomas pioram de intensidade, afetando inicialmente outro membro do mesmo lado e, após alguns anos, atingem o outro lado do corpo. O paciente também pode apresentar sintomas de dificuldade para andar (anda com passos pequenos) e alterações da fala.

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tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser

usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Há diversos tipos de

medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase de evolução da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência ao enfermo. Também existem técnicas cirúrgicas para atenuar alguns dos sintomas da

Doença de Parkinson, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas. Tratamento adjuvante com fisioterapia e fonoaudiologia é muito recomendado. O objetivo do tratamento, incluindo medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico

e nutricional, é reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos. Procure um Neurologista. Ele é o profissional mais indicado para orientá-lo.

São necessários exames complementares para o diagnóstico da DP? O diagnóstico da Doença de Parkinson é basicamente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferenciá-los do que ocorre em outras doenças neurológicas que também afetam os movimentos. Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética etc., servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais. O exame de tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) pode ser utilizado como um programa especial para o diagnóstico de Doença de Parkinson, mas é, na maioria das vezes, desnecessário, diante do quadro clínico e evolutivo característico. A DP tem tratamento? A Doença de Parkinson é

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Prevenção já

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Segurança doméstica:

Como prevenir quedas Por: Cristina Camargo de Almeida e Flávia Yara Barboza Gerontólogas pela UNISANTA, Conselheiras do Conselho Municipal do Idoso de Santos e Membros da ABG- Associação Brasileira de Gerontologia

A

queda pode ser um evento devastador em idosos. É sabido que quanto mais idoso, maior a probabilidade de vir a cair, principalmente ser for do sexo feminino. Torções, ferimentos leves, como arranhões, traumatismos cranianos, fraturas, especialmente a do quadril, são algumas das consequências de quedas. Cerca de 30% dos idosos caem ao menos uma vez por ano, destes, metade sofre duas ou mais quedas. A etiologia das quedas em idosos é multifatorial, envolvendo frequentemente fatores intrínsecos, decorrentes das alterações fisiológicas relacionadas à idade, associação de doenças, problemas físicos e psicológicos e fatores extrínsecos relacionados ao ambiente domiciliar ou em espaços públicos. Para prevenir uma queda no ambiente domiciliar utilize sempre o corrimão descendo ou subindo as escadas e caso não exista providencie, não deixe objetos, fios e tacos soltos espalhados pelo chão, retire a fixação dos mesmos, atenção aos chinelos e barras de calças, ambos quando grandes podem levar a uma queda, cuidado com os animais de estimação, você pode vir a tropeçar, principalmente nos gatos que adoram

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se enroscar, cuidado com pisos molhados e por ultimo porem não mais importante, não ande no escuro a sonolência provocada ou não por remédios, pode interferir na visão e equilíbrio levando a uma queda. Não subestime os riscos, principalmente dentro de casa, pois prevenir ainda é a melhor opção. Agora seguem dicas para manter a sua casa segura e prevenir-se de quedas: • Quarto de Dormir e Vestir – Cama – larga, com um só travesseiro: altura de 0,45 a 0,50 metros incluindo o colchão que deve ter densidade adequada ao peso do usuário. É importante que a pessoa sentada na beirada da cama, apoie os pés no chão evitando assim a tonteira. A cama deverá ter cabeceira que permita à pessoa recostar-se. Evitar a sensação do frio, usando sempre colcha ou cobertor preso ao pé da cama. • Mesa de Cabeceira – Altura cerca de 0,10 m acima da cama com bordas sempre arredondadas. Sempre que possível fixada no chão ou na parede, evitando assim que se desloque caso a pessoa precise apoiar-se nela ao levantar.

• Acessórios – Relógio digital com números grandes; suporte para copos; copos de plásticos ou metal; telefone e números de auxílio; lanterna na gaveta; controle remoto para televisão e sistema de ar condicionado ou de aquecimento elétrico; abajur fixo na mesa ou na parede; interruptor de luz próximo à cama. • Armário – Portas leves, de fácil acesso, arejadas; cabideiro baixo; gavetas com trava de segurança nos deslizantes; prateleiras com alturas variáveis; luz interna ao abrir a porta; puxadores do tipo alça. • Janelas – Sistema de abertura sempre para dentro ou de correr; persianas. • Cadeira ou poltrona – Ajuda para calçar meias e sapatos. • Banheiros – Paredes em alvenaria com resistência suficiente para a instalação de barras de segurança fixadas por ajuda de terceiros. Porta de acesso com 0,80 m e abertura para fora. • Box – Piso e proteção antiderrapante; largura mínima do Box: 0,80m; desnível máximo de

1,5 cm em relação ao piso do banheiro. Assento para banho fixo, largura 0,45 m, altura 0,46 m do piso. Suporte/corrimão lateral/barras de apoio alturas variáveis; chuveiro portátil; porta objetos fixo; saboneteira para sabonete líquido com altura média de 1,20 m; fechamento do Box com material inquebrável e firme, sistema de portas de correr, ou utilização apenas de cortina plástica;

torneiras de fácil manuseio – monocomando. Tapete externo de borracha com ventosas; porta toalha bem próximo ao Box, altura média de 1,30 m. • Vaso sanitário – altura média: 0,48 a 0,50m; usar base para elevar o vaso. Descarga simples – caixa acoplada, ou descarga por botão. Ducha higiênica manual, altura média de 0,45 m do piso. Sabonete líquido próximo.

Papeleira externa de fácil acesso, altura média de 0,45 m do piso. Barras de apoio altura de 0,30 m acima do tampo do vaso. • Bancada – Altura entre 0,80 a 0,85 m. Torneiras de fácil manuseio; ½ volta ou monocomando. Distância das torneiras da face externa frontal máxima de 0,50 m. Barras de apoio junto ao lavatório. Tomadas e interruptores altos em

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Prevenção já área seca – 1,10m a 1,30m. Sabonete líquido; porta toalhas: 1,10 a 1,30m. • Armários – Gabinete com área livre para movimentação das pernas no caso do uso de cadeira, banqueta ou cadeira de rodas. Espelho frontal iluminado. Espelho de aumento. • Sala de Estar e Jantar – Paredes de cores claras; usar cores e diferenças de texturas para estimular iluminação uniforme, contínua (vários pontos) e anti-ofuscantes (iluminação indireta) e três vezes mais forte que o normal, para compensar as dificuldades visuais. • Poltronas e sofás – Confortáveis, de boa altura (média 0,50 m) fáceis de sentar e levantar (profundidade média 0,70 a 0,80 m), com braços de apoio lateral e espaldar alto. • Mesa de apoio – Com telefone, abajur, próximo ao sofá, sem quinas vivas, evitar vidros ou materiais cortantes (altura média 0,60m). Estante – com prateleiras, bem fixadas ao piso ou à parede. Aparelhos de som e televisão com controle remoto. Evitar objetos pesados e de vidro. • Mesa de Jantar – Altura média de 0,75 m. Bordas arredondadas. Cadeiras sem braço; espaço livre no entorno. Como norma geral – Evitar tapetes soltos, cortinas pesadas e fios elétricos e de telefone soltos, pisos antiderrapantes, luz noturna nas circulações, interruptores (1,10m) nas entradas e saídas, ambientes livres de objetos e móveis baixos, boa iluminação, fácil manutenção e substituição de lâmpadas. Lâmpadas de emergência ou lanterna em local de fácil acesso. • Escadas e áreas de circulação – Corrimãos ao longo dos degraus com altura média de 0,80 m. Proporção entre a largura e a altura dos degraus. Início e final da escada demarcada. Sempre que possível usar rampas ao invés das escadas. As rampas devem ter uma declividade máxima de 10%.

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• Cozinha e área de serviço pia e banca da altura média 0,85 a 0,90 m. Torneiras de fácil manuseio – ½ volta, alavanca, monocomando. Armários não muito altos; objetos mais leves e de pouco uso devem ser guardados nos armários superiores. Armários inferiores sem portas e com área livre para movimentação das pernas no caso do uso de cadeira, banqueta ou cadeira de rodas; gavetas de fácil abertura, com trava de segurança e divisões para talheres. Apoio para alimentos próximos aos equipamentos: largura mínima de 0,40 m. Barras de apoio, instaladas em locais firmes. • Fogão – Botões de controles na parte da frente. Controles que fecham automaticamente quando a chama do gás se apaga, tanto nos queimadores quanto no forno. Botões e controles contrastantes com o fundo facilitando a visualização de temperaturas e ajustes; Controles digitais com números grandes e sinais auditivos também devem ser usados; controles de equipamentos embutidos devem ficar em local de fácil acesso; luvas térmicas e suporte forte para pegar utensílios quentes; aquecedor fora da cozinha e bujão de gás fora da casa. • Geladeira com congelador – Observar umidade; evitar colocar peso nas portas; preferir altura de prateleiras que permita o acesso sem precisar abaixar muito, nem levantar muito os braços; elevar altura da base, facilitando o acesso. • Carrinho de rodas e outros utensílios – Carrinho de rodas ajuda a mover utensílios e vasilhas da cozinha para outros ambientes; pratos e copos devem ser de plástico ou metal; cafeteira elétrica deverá usar bule de plástico; garrafa térmica também de plástico; forno elétrico ou micro-ondas deverão ser instalados em local de fácil acesso e permanecer desligados após o uso.

Com os devidos cuidados, a vida s e m p r e será uma

boa!

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Prevenção já

VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES Dr. Ebenezer Heckert Bastos CRM-DF 15.401 Angiologia e Cirurgia Vascular Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

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arizes são veias superficiais anormais, dilatadas e tortuosas que acometem os membros inferiores (MMII). Estudos demonstram que 3% dos homens e 20% das mulheres têm algum tipo de varizes dos membros inferiores após os 30 anos de idade e acentuam-se no decorrer da vida. No Brasil, uma em cada cinco mulheres e um em cada quinze homens apresentam varizes em algum grau. Adolescentes a partir de 14 anos já podem ser portadores de doença venosa, tipo varizes ou de outras patologias venosas. Histórico familiar de varizes, sobrepeso, tabagismo, gestações, uso de anticoncepcionais, trabalho prolongado em pé e esforços excessivos são fatores que contribuem para o aparecimento de varizes e vasinhos. As Varizes podem se manifestar como Telangiectasias (veias superficiais de finíssimo calibre), Varizes Reticulares (microvarizes), Varizes Tronculares (médio e grosso calibre) e Varizes com ou sem Insuficiência das croças das Safenas (região inguinal). O problema pode ser apenas estético, mas geralmente causam sintomas como cansaço, cãimbras, edema (inchaço) do tornozelo, coceira na perna e, na sua forma mais avançada, flebites (inflamação das veias), escurecimento da pele e até úlceras (feridas) nos membros inferiores que demoram a cicatrizar. Pessoas diabéticas têm mais dificuldade no tratamento. Temos vários métodos de Tratamento para as Telangiectasias, Varizes e Úlceras Flebopáticas (de causa venosa). Habitualmente são ambulatoriais realizados no próprio Consultório ou na sala de Pequena Cirurgia da Clínica - e os utilizamos em combinação para tratar o mesmo paciente. Os tratamentos podem ser por meio

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de Medicações, Dispositivos Compressivos (meias de compressão, ataduras elásticas e inelásticas), Injeções de Substâncias que secam (esclerosam) ou ainda com as Cirurgias Venosas. As Meias de Compressão Graduada e ataduras podem ser utilizadas na prevenção da recidiva de úlceras venosas, na prática de esportes ou em pessoas saudáveis. Também são usadas para tratamentos vasculares e na prevenção de Tromboses Venosas (com deslocamento do trombo para o pulmão que caracteriza-se em embolia pulmonar) em pacientes acamados ou submetidos a cirurgias com duração superior a duas horas. No tratamento do edema (inchaço) dos membros inferiores, em pacientes que apresentem varizes, nos pós-operatórios das cirurgias venosas, após escleroterapia (aplicações e na cicatrização de úlceras venosas). CIRURGIAS E TRATAMENTOS Microcirurgia: realizada no consultório ou na sala de pequena cirurgia com anestesia local para micro-varizes. Não necessita internação e é realizada quando as veias são de pequeno calibre, superficiais e localizadas. Tem duração de 30 a 40 minutos com retorno às atividades no dia seguinte. Cirurgia Convencional: necessita de internação por 12 a 24 horas, realizada no Centro Cirúrgico com anestesia raquidiana ou peridural e têm duração de 2 a 3 horas. O retorno às atividades geralmente é em torno de

duas semanas (sem retirada da safena) ou quatro semanas com retirada da safena. A maioria das feridas (úlceras de perna) cicatriza em três a quatro semanas se o paciente tiver uma boa circulação. Aquelas que demoram mais tempo, geralmente têm uma causa vascular que justifique o retardo da cicatrização (insuficiência arterial, venosa ou linfática) ou está em tratamento inadequado. As principais causas das Úlceras de Perna no Brasil são: Flebopáticas (venosas), Isquêmicas (doença arterial obstrutiva periférica) e Neuropáticas (diabéticas, alcoólicas e por hanseníase), acometendo principalmente adultos. O diagnóstico não é difícil e o tratamento dependerá da causa e das condições de sua saúde, fazendo com que retorne às atividades diárias o mais rápido possível. Nos casos de Úlcera Varicosa é importante que se faça repouso com elevação dos membros, tenha uma alimentação com pouco sal, se for fumante pare de fumar, controle a pressão arterial, realize limpeza local e diária com soro fisiológico mantendo a úlcera limpa. Tratamento das varizes dos membros inferiores Meia elástica: Deve ser usada por pacientes portadores das patologias varicosas (com ou sem patologias venosas) e em vôos a partir de 4hs de viagem. Medicações Flebotônicas: Melhoram os sintomas de estase venosa-linfática, aumentando o retorno venoso e linfático mas existem fracas evidências científicas de que suas utilizações mudem a evolução da doença. Escleroterapia Estética: Varizes dos Membros Inferiores. Complicações: Trombose Venosa Profunda, Flebites, Doença Cerebral Vascular, Erisipelas, Pé Diabético, Úlceras de Perna, e para cada caso específico procure o seu médico.

Dr. Ebenezer Heckert Bastos Angiologia e Cirurgia Vascular Clínica Madel, CSB 2, Torre B, 7º ANDAR Alameda Shopping, Taguatinga - Brasília DF. Tel. (61) 3351.5115

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Juntos somos +

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A face da MUDANÇA DO

VOLUN TARIADO Por: José de Almeida Diretor Executivo - CPIE

À

luz dos acontecimentos e pesquisas recentes, sinto-me mais consciente do que nunca, da rapidez com que o mundo muda ao nosso redor. Da política e da tecnologia, às mudanças nos desafios que nossas comunidades enfrentam. No voluntariado não é diferente. As tendências estão moldando as pessoas a doarem seu tempo e seus serviços, e o desafio é como devemos responder a isso, adaptando nossas estratégias e planejamento para envolver voluntários. Grandes empresas gastam enormes somas de dinheiro olhando para as tendências de consumo, e

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Ver os idosos como pensar em como adaptar seu modelo de negócio para responder as necessidades do seguimento a qual deseja trabalhar. Leva-se tempo para entender as próximas tendências que irão transformar o nosso comportamento como consumidores. Cabe então aos gestores, garantir e entender como o voluntariado está mudando e se adaptando, e assim, apoiar àqueles que estão se candidatando ao voluntariado. Aqui eu olho para algumas maneiras práticas que as organizações podem adaptar sua abordagem ao voluntariado para garantir adequada adaptação para o futuro mundo "de" e "em" mudanças.

ativos podem fazer uma contribuição significativa 1. Fazer uma "melhor oferta" para as pessoas idosas no voluntariado. Não podemos ignorar o impacto de longo alcance da evolução demográfica e do envelhecimento da população mundial. Talvez nada será tão relevante para o voluntariado do que a questão do envelhecimento da população, apontado em todas as pesquisas que se fazem até 2025. Precisamos fazer coisas importantes em resposta: a) - Ver os idosos como ativos que podem fazer uma contribuição significativa. b) - Enxergar a grande oportunidade no trabalho voluntário que eles podem desenvolver.

Trabalhar mais para oferecer oportunidades significativas, excitantes e de alta qualidade para que os idosos deem seu tempo como voluntários será um grande requisito para instituições que trabalham com voluntariado. 2. Oferecer flexibilidade para todos. As pessoas mais velhas agora e no futuro são suscetíveis de enfrentar as exigências de novos desafios - eles querem oferecer seu trabalho e sabedoria por mais tempo, e sua aposentadoria não é o limite para isso. Cada um pode oferecer seu tempo conforme sua experiência e capacidade.

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Juntos somos + É preciso reconhecer que na maioria das vezes queremos preencher o voluntariado com os mais jovens, criando campanhas e mais campanhas para trazê-los, mas menos para a geração mais velha. É necessário fazer uma oferta melhor em termos de voluntariado que se encaixe com o estilo de vida dessas pessoas e atender as exigências sobre o seu tempo e capacidade voluntaria, ser flexível a isso, redundará cada vez mais na participação da terceira idade no voluntariado. 3. Pesquisas para entender essa participação. É preciso fazer um melhor uso do que sabemos sobre: Como e por que as pessoas participam de atividades como o voluntariado? Pesquisas que demonstram o perfil da terceira idade e seus anseios certamente tem mostrado e demonstrarão que os "mais velhos" querem cada vez mais serem mais úteis com o conhecimento, experiência e sabedoria que a vida lhes proporcionou. Projetos e pesquisas que não subestimarem a relevância e importância desses dados, entenderão as grandes oportunidades que se abrirão no campo do voluntariado da terceira idade. Ainda é importante ressaltar que um acompanhamento esquematizado do perfil do voluntário demonstrará em qual engajamento o candidato será melhor aproveitado. Essa será uma jornada de conhecer a vida do voluntário - ele certamente se evoluirá ao

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longo do tempo em resposta ao processo coordenado que a instituição acolhedora oferecer em maximizar suas habilidades. Precisamos entender que a capacidade de participação das pessoas muda ao longo do tempo. A fim de criar uma cultura de voluntariado onde as pessoas são capazes de se voluntariar ao longo de suas vidas, será construída na flexibilidade, caminho necessário para apoiar as pessoas nesta viagem. 4. Abraçar a mudança cultural. Em alguns casos, uma mudança de cultura é necessária em nossas organizações para abraçar o fato de que os voluntários podem ter uma relação mais fluida. Talvez precisemos mudar nossa mentalidade - de uma que recruta voluntários para fazer um papel, a uma onde somos mais capacitadores do que gerentes, trabalhando com pessoas para ajudá-los a oferecer seu tempo e talentos com primor. Efetivamente, abraçar novas formas de voluntários doar seu tempo, requer uma abordagem estratégica. Isso deve incluir o investimento em gestores capacitados e interessados na implementação de facilitação dessas mudanças para desenvolver o voluntariado em sua organização que seja adequada para o futuro. Oferecer uma gama diversificada de oportunidades bem geridas e de alta qualidade nunca será fácil.

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Carpevita - Edição 01/2017  
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