Issuu on Google+

ED ÃO IÇ AL CI PE ES

Edição nº 46 | Junho 2011 | www.acapa.com.br

PARADA

15 anos de visibilidade

SEXO

Roteiro das melhores saunas de SP

MÚSICA

A independente Laura Finocchiaro

THIAGO RUFINELLI


editorial

15 ANOS DE LUTA E MOBILIZAÇÃO... No dia 26, a avenida Paulista será palco da 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Com o tema “Amai-vos uns aos outros. Chega de homofobia”, a manifestação deve reunir mais de 3 milhões de pessoas, reafirmando-se como o maior evento do gênero no mundo. Longe de seu caráter eminentemente festivo, a Parada é um instrumento de grande visibilidade para a comunidade LGBT. Não é à toa que, este ano, o tema tem cunho religioso: num momento em que a bancada religiosa do Congresso tenta impedir os avanços conquistados por nós gays, é de suma importância que se provoque o debate em torno do Estado laico e da homofobia. Nesta edição, resolvemos repassar os 15 anos de Parada como uma forma de prestar homenagem às centenas de ativistas que lutam diariamente contra o preconceito. A reportagem de Marcelo Hailer traz depoimentos de pessoas que participaram da organização da primeira edição do evento, em 1997. Para celebrar tudo isso, apresentamos duas capas: uma delas é estrelada pelo lindo modelo Thiago Rufinelli; quem estampa a outra é a internacional drag RuPaul, que em entrevista a Gleidson Martins fala da carreira, seu programa de TV e, claro, do Brasil. Capa Thiago Rufinelli (MAJOR MODEL MGMT) foi clicado em São Paulo por Janna de Francisco. O styling é de Fabio Angeli.

Boa Parada e até o mês que vem! Paco Llistó SUMÁRIO

EXPEDIENTE DIRETOR EXECUTIVO Sergio Di Pietro sergio@ibe.com.br EDITOR-CHEFE Paco Llistó paco@acapa.com.br

Cult

Portfólio

06

Atitude

08

04

Música

10

Sexo

18

Moda

20

Pride

28

Fabio Angeli fabio@acapa.com.br

Entrevista

04

Lufe Steffen lufe@acapa.com.br

Turismo

10

Marcelo Hailer marcelo@acapa.com.br

Especial

14

EDITOR DE ARTE Régis Olivar regis@ibe.com.br REDAÇÃO Diana Carvalho diana@acapa.com.br Erik Galdino erik@ibe.com.br

Thiago Rufinelli

COLABORADORES Alexandre Adoni, Cauro Hige, Gleidson Martins, Tino Monetti e William Magalhães. MARKETING Augusto Rossi augusto@ibe.com.br PARA ANUNCIAR Bruno Niz bruno@ibe.com.br Beto Rocha roberto@ibe.com.br (11) 3284.4564

Saúde

18

Beleza

20

Achados

28

Retrato

30

RuPaul Para enviar seu COMENTÁRIO, escreva para

redacao@acapa.com.br

A Capa é uma publicação da Infonet Business Ltda. Rua Condessa Siciliano, 85, Jardim São Paulo, CEP 02044-050, São Paulo, SP. Junho/2011. A revista A Capa é uma publicação mensal e de distribuição gratuita.

@acapacombr

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução ou cópia dos textos, fotos, ilustrações e outros elementos contidos nesta revista sem a sua expressa autorização.

www.acapa.com.br 3


cult

Exposição Condenados – no meu país, minha sexualidade é crime A mostra pode ser vista na Caixa Cultural São Paulo. O trabalho, do jornalista e fotógrafo francês Philippe Castetbon, se baseia na discriminação sexual de vários países. A coleção de 50 retratos, acompanhada dos testemunhos e das leis em vigor, foi a forma encontrada pelo jornalista de revelar o cotidiano difícil dos homossexuais que vivem em 80 países, nos quais essas relações são condenadas. A exposição tem entrada gratuita e vai até o dia 17 de julho. Onde: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo. Quando: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h. Entrada: Franca.

Cinema 6º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo Pela primeira vez, o festival traz uma seção, Soy Loca Por Ti, América!, com temática relacionada à diversidade sexual. A curadoria é da produtora Suzy Capó e na programação estão clássicos como “Morango e Chocolate” (1994), de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, e “Doña Herlinda y Su Hijo” (1985), de Jaime Humberto Hermosillo, considerado o primeiro filme abertamente gay da história do cinema mexicano. Onde: Memorial da América Latina - Av Auro S. de Moura Andrade 664, Barra Funda – São Paulo. Quando: 11 a 17 de julho. Entrada: Franca. Mais informações: www.memorial.sp.gov.br18h.

Estante A Fantástica Literatura Queer Com organização dos escritores Rober Pinheiro e Cristina Lasaitis, a coletânea em dois volumes reúne 15 contos de ficção científica, fantasia e terror que contemplam o amor e o prazer, desafiam preconceitos e proibições e projetam um novo olhar sobre o universo LGBT. Título: A Fantástica Literatura Queer – Volumes Vermelho e Laranja. Páginas: 178. Preço de Capa: R$ 29 (cada um). Editora: Tarja Editorial.

4 www.acapa.com.br


portfólio

CAURO HIGE Cauro Hige nasceu em Osaka, no Japão, mas atualmente reside no México. Autodidata, começou a treinar pintura desde criança por incentivo do pai. Formado em psicologia, resolveu apostar em sua carreira artística apenas em 2008. Desde então, Cauro já participou de exposições em diversos países – a próxima está

6 www.acapa.com.br

agendada para acontecer em Nova York, em 2012. As imagens publicadas nestas páginas são pinturas – Cauro quase sempre utiliza acrílico em tela ou painel. Em suas obras, o artista exalta corpos musculosos, com altas doses de erotismo e apurado sendo estético. Saiba mais em: http://cauro.web.fc2.com


atitude

POPPORN NO GRIND DO CLUBE ALÔCA FOTOS RICARDO CAMPANER

8 www.acapa.com.br


INDEPENDÊNCIA

OU MORTE

Cantora e compositora Laura Finocchiaro completa 30 anos de carreira e celebra com um interessante projeto voltado para o universo independente TEXTO TINO MONETTI* FOTO BIA SCHMIDT

L

aura Finocchiaro pode ser considerada uma artista guerreira. Em seus 30 anos de carreira, nunca abandonou o caráter independente de suas produções, nunca se rendeu ao jabá e aos truques financeiros das grandes discográficas, participou de movimentos sociais, repartiu seu talento com públicos diversos, investiu na experimentação musical e brilhou ao lado de parceiros de sucesso como Cazuza, Tom Zé e Caio Fernando Abreu. Hoje, além de ter seu último single Avoar no topo das paradas eletrônicas ganhando remixes de top DJs por toda a Europa e os Estados Unidos, Laura se prepara para alçar um grande voo: um projeto multimídia aprovado pela Lei Rouanet chamado Na Trilha dos Independentes, com abrangência nacional. Com vocês, nossa musa independente. Você começou a estudar música muito cedo. Quais são suas memórias musicais da infância? Nasci em 1962, em pleno florescimento da cultura hippie, do rock and roll e do rock 10 www.acapa.com.br

progressivo. Aqui no Brasil, além da ditadura, também rolava o florescimento da Jovem Guarda, da Bossa Nova e do Tropicalismo paralelamente. Como estudava violão popular, o que aprendia e cantava eram composições da Jovem Guarda. Também cantava os sucessos lançados nos grandes festivais da Canção Popular que a TV Record promoveu naquele momento. A Bossa Nova também estava presente em meus estudos e cantorias e, assim, aprendia o que João Gilberto, Tom Jobim, Nara Leão e Vinícius de Moraes lançavam no momento. Esta rica salada musical marcou minha memória musical, com certeza. Minha irmã mais velha, Lory F (nome artístico, pois Lory se tornou uma grande roqueira, cantora, compositora, baixista e guitarrista) me apresentou toda a cultura pop da época, como The Beatles, Rolling Stones, The Doors, Cream, Jimi Hendrix, Janis Joplin, David Bowie, Pink Floyd, Led Zepelin, The Who, Focus, Yes, Crosby, Stills & Nash, Jethro Tull, Bob Dylan, Mutantes, Rita Lee… Esta sonoridade psicodélica e ao mesmo tempo irreverente e “furiosa” me influenciaram ao ponto de me tornar uma guitarrista, compositora e cantora.


música

Sua chegada a São Paulo foi em 1983. Como foram os primeiros anos por aqui, principalmente em relação à música? Vim para São Paulo pela primeira vez em 1982. Na época, a cidade respirava música e criatividade. As palavras de ordem eram “não ser igual”, “ousadia”, “fazer a diferença”. A mídia valorizava e dava espaço para o que era novo! Incrível, né? Lembro na época de bandas vindas de Brasilia, como o “Finis África”, e grupos que estavam iniciando sua meteórica carreira de sucesso, como Ira, Ultrage a Rigor, Titãs (na época, Titãs do IêIêIê), Kiko Zambianchi e RPM. Tudo muito ousado, pois tinha uma certa irreverência e uma linguagem “performática” no ar. Como sua participação na segunda edição do Rock In Rio, em 1991, afetou ou transformou sua carreira naquele momento? Quando um fã do Rio de Janeiro me inscreveu no Rock In Rio II – sem eu saber – eu já tinha 10 anos de carreira e o sonho da pauliceia desvairada estava se desfazendo... Minha teoria é que as máfias empresariais, unidas com as grandes gravadoras multinacionais que estavam instaladas na Cidade Maravilhosa, não gostaram da brincadeira, pois por um momento a música estava rolando mais em São Paulo do que no Rio... Então, de uma forma misteriosa, os espaços foram sendo fechados para o que era novo, só ficaram e ganharam espaço midiático os artistas que começavam a ceder e assinar contratos com as majors... Daí a banalização começou a tomar conta! Não entrei no jogo das gravadoras multinacionais, que na verdade nunca se preocuparam em fomentar a música brasileira. Enfim, abrir o show de Prince, Santana, Pat Mathine e Alceu Valença, em pleno estádio do Maracanã, foi um marco em minha carreira. Acredite se quiser, não saí deste movimento de sucesso meteórico sem um contrato com uma grava-

dora – o que hoje agradeço, mas na época foi dureza, pois voltei à estaca zero, ou seja, segui independente, o que hoje para mim é um orgulho. Durante muitos anos, você cantou dentro da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Como você vê o evento em seu princípio e sua trajetória hoje? A Parada foi muito importante para mim, mas acho que hoje perdeu a essência – que é o amor, por mais piegas que possa parecer! Cheguei a compor e produzir um hino para a Parada, que se chama “Hino à Diversidade”, composto por mim em parceria com o poeta maldito Glauco Mattoso. Eu havia caído de cabeça neste movimento por causa da Aids. Minha irmã roqueira, Lory F., foi vítima e faleceu por causa do vírus. Hoje, não participo mais, a não ser que me paguem, pois por amor, como eu e Edson Cordeiro fizemos desde o início, nunca mais. Mesmo assim, guardo ótimas lembranças e o título de “Musa GLS”, que me foi dado por um jornalista hype da época. Sei que fui, pois minha música sempre falou deste amor que é o motor, que gera elegância e respeito, que não olha para o sexo e, sim, para a alma. Entre seus principais parceiros ao longo dos anos estão nomes de peso como Cazuza, Ney Matogrosso, Edson Cordeiro, Caio Fernando Abreu e Tom Zé. De que forma você vê essas parcerias? Estas parcerias aconteceram cada uma de um jeito muito peculiar e todas foram marcantes em minha carreira. Quando Cazuza demonstrou interesse em fazer uma parceria comigo, foi porque ele era um cara antenado e que quebrava os padrões. Foi uma grande honra e nossa parceria na canção “Tudo é Amor” abriu portas para mim, com certeza. Daí naturalmente, como Ney Matogrosso era ligado à Cazuza, decidiu gravar a canção www.acapa.com.br 11


música

em seu LP “Quem Não Vive Tem Medo da Morte”, em 1987. Já Caio Fernando Abreu e Tom Zé são eternamente “abençoados malditos” e eles sempre tiveram as antenas e o coração aberto para a novidade, para o que estava fora do mainstream. Edson Cordeiro teve coragem, enfrentou a gravadora e me encomendou uma canção inédita para incluir em seu CD que tinha uma linguagem de música eletrônica voltada para as pistas. Foi assim que escrevi “Amor de Rua” e ele gravou. Foi lindo. Atualmente, você produz a música do reality show A Fazenda, da Record. Conte-nos um pouco mais sobre esse trabalho e como a música pode ser trabalhada dentro de um meio massivo e abrangente como a televisão? Esta história é mesmo muito incrível em minha trajetória. Quando penso que eu – uma artista 100% do underground, que nunca fez concessões para a indústria do entretenimento, pode influenciar o universo da música na televisão brasileira, fico orgulhosa e vejo que estes caras precisam da gente mesmo porque eles vão ganhando dinheiro e, ao mesmo tempo, vão apodrecendo e perdendo a capacidade criativa. Na TV, cheguei a enfrentar máfias de compositores e editoras que já estavam acostumadas a comprar ou trocar favores em troca de inserção de músicas. Hoje, na TV Record, criei uma forma pessoal de sonorizar estes programas que traz 100% de resultado. Seu último single, “Avoar”, não só batizou seu último show, como também teve uma explosão dentro da música eletrônica internacional, ganhando diversos remixes. Você pode nos contar a história dessa música e como é vê-la

desbravando o mundo? “Avoar” estourou nas pistas da Holanda, Ibiza, Itália e em outros países. Hoje, já recebeu mais de 10 remixes e o single já foi incluído em várias coletâneas nacionais e internacionais. Fico feliz, canto em português e sinto que com isso vou afirmando minha teoria de que a nossa língua é musical e pode sim ser aceita em todo o mundo. É claro que jabazeiros e pilantras fonográficos de plantão ficam forçando para que o sucesso seja cantado em inglês, mas acredito que esta ditadura vai acabar, pois já está desabando na cabeça deles todo o império de areia que eles construíram... Seu próximo projeto, Na Trilha dos Independentes, celebra todos os que seguem o caminho da autonomia dentro de um cenário cada vez mais manchado pelo jabá e pela pasteurização musical. Você pode nos contar como será esse projeto? Esse projeto vai registrar minha trajetória musical através da gravação de CD e DVD ao vivo, com prensagem de 3 mil cópias e a realização de 10 shows em cinco capitais brasileiras. Os shows serão gravados e transformados em DVD, para divulgação e perpetuação de minha obra musical. O plus do projeto é um videodocumentário, que vai mostrar o caminho da música independente ao longo destes 30 anos no Brasil. Com certeza, este projeto será o maior que já realizei em toda minha vida e por isso será muito especial. Com esta história de coragem e personalidade, acredito que posso estimular novos artistas a manterem qualidades fundamentais no ser humano: a ética, o profissionalismo e a sabedoria a respeito da interdependência e da impermanência. Como diz Lama Gangchen, “paz e alegria agora e sempre”!

*Tino Monetti ama música e acaba de criar seu primeiro blog sobre o tema: tinomusical.blog.com. 12 www.acapa.com.br


sexo

DEPOIS DO FIM Com o encerramento das atividades na 269, indicamos outras saunas da cidade TEXTO WILLIAM MAGALHÃES

E

m maio, com o fechamento da sauna 269, a cena gay da capital paulista presenciou o fim de uma era. Considerada uma das melhores saunas de São Paulo, a 269 deixa saudades nos corações e mentes de seus ex-frequentadores.

Com 1.000 m² e funcionamento 24 horas, antes mesmo de sua abertura a sauna atraiu a atenção da mídia. Numa entrevista, Douglas declarou que a intenção era transformar o local em uma espécie de “Disneylândia do sexo”.

A casa, que ficava na rua Bela Cintra, numa região apelidada carinhosamente de Baixo Augusta, contava com um funcionamento exemplar e eficiente, dispunha de funcionários bem treinados e uma ótima infraestrutura.

Por conta de sua eclética programação, como a noite dos chaveirinhos - destinado aos baixinhos - e dos ursos, a sauna teve uma trajetória de sucesso. Desfiles de marcas de roupas e os aniversários da sauna também sempre foram garantia de diversão e sexo, como não poderia deixar de ser.

Por conta disso, a reportagem ouviu ex-frequentadores da 269 para que eles recordassem suas histórias e apontassem:

No final de abril, a casa anunciou seu fechamento e promoveu uma “Virada Sexual”, que contou com 9 dias de festa para celebrar seus

com o fim da sauna, qual será sua substituta imediata?

4 anos de existência.

História Inaugurada em março de 2007, a 269 mostrou-se um projeto ambicioso e lucrativo do empresário mineiro Douglas Drumond. O investimento inicial foi de R$ 500 mil. 18 www.acapa.com.br

Descolados Um dos grandes trunfos da 269 foi atrair um público que, antes de sua chegada, não era habitué desta cena ou nem sonhava em frequentar uma sauna antes. É o que afirma D.M.*, estudante de comunicação so-


sexo cial. Sua primeira vez numa sauna foi na Labirintu’s, em um feriado de Carnaval.

Sauna Labirinttu’s II Fica na rua Frei Caneca e é uma das mais populares e conhecidas da cidade.

“Fiquei muito curioso para conhecer a 269 depois que outro amigo meu foi e falou muito bem da casa e seus frequentadores. Então um dia depois do café da manhã em uma sexta ensolarada decidi ir para lá”, conta.

Rua Frei Caneca, 135 Telefone: 3259-4938 Horário: Aberta 24h. http://www.abalo.com.br/lab/ Termas Fragata

Depois que descobriu a sauna, começou a frequenta-la. “Confesso que virei um habitué da casa. Sempre ia umas 2 vezes por mês e gostava de ir no meio da semana porque era mais vazio e tranquilo”.

A casa conta com serviços de relax feito por boys. Rua Francisco Leitão, 71 Telefone: 3085-7061 http://www.termasfragata.com.br Thermas Lagoa

Arquiteto e blogueiro por trás do extinto “Uomini”, Cristiano Lins conhece bem tanto os lugares destinados ao sexo entre homens quanto os códigos de funcionamento da paquera adulta.

É conhecida por seus shows de drags e strippers. Rua Borges Lagoa, 287 Telefone: 5573-9689 Horário: Diariamente: Das 14h à 0h / Sextas : Das 14h às 2h / Sábados: Das 14h à 01h. http://www.thermaslagoa.com.br/site

“Antes, sauna era lugar de homens bem mais velhos, de caras casados e enrustidos, de michês e de uns poucos aventureiros”, opina.

Sauna Gêmeos É a mais nova da cidade. Fica próximo à avenida Paulista e do Extra da Brigadeiro Luís Antônio.

Para ele, outro diferencial da 269 era a preocupação com a ambientação. Coisa que nenhuma outra sauna da cidade tem. “Havia um sistema de iluminação incrível, um som ambiente bem bacana e uma quantidade enorme de quartos”, lembra Cris. No total eram 48 quartos onde os frequentadores podiam dormir ou fazer “privates parties”.

Insubstituível Como nossos entrevistados fazem coro ao afirmar que a 269 foi única e é insubstituível, eles aguardam ansiosamente a inauguração do que será o Hotel 269 – um misto de hospedaria e sauna, que deve ser lançado em 2012.

Alameda Ribeirão Preto, 245 Telefone: 3445-4352 Horário: Segunda a Sábado das 15 às 23h Domingos e Feriados das 17h às 23h. http://www.saunagemeos.com.br/ Wild Thermas Club Fica no coração de Higienópolis. Bastante conhecida por sediar a festa Clube dos Pauzudos. Rua Dr Veiga Filho, 802 Telefone: 3666-4908 Horário: Diariamente das 14h às 23h30. http://wildthermasclub.com.br/ Sauna Amazonas Divulga-se como local preferido dos caminheiros.

Enquanto isso, divirta-se com um roteiro para você escolher sua sauna do coração.

Rua do Gasômetro, 641 Telefone: 3229-0047 Horário: Segundas das 11h às 23h / Terça a sexta

*Apenas as iniciais foram utilizadas para preservar a identidade do entrevistado.

das 13h às 23h / Sábado das 10h às 22h / Domingo das 10h às 20h. www.acapa.com.br 19


editorial moda

Nesta página, jaqueta de couro e jeans ARMANI EXCHANGE; à direita, cueca NEW CAPTAIN.

20 www.acapa.com.br


AFTER

party FOTOS JANNA DE FRANCISCO STYLING FABIO ANGELI MODELO THIAGO RUFINELLI (MA JOR MODEL MGMT)


moda

22 www.acapa.com.br


Nesta pรกgina, shorts NEW CAPTAIN, cueca AUSSIEBUM e braceletes ARMANI EXCHANGE.


moda

Nesta página, cueca AUSSIEBUM; à direita, cueca ARMANI EXCHANGE.

24 www.acapa.com.br


moda

ONDE ENCONTRAR: ARMANI EXCHANGE – (11) 33233570 AUSSIEBUM – Loja 2 Meninos – (11) 23715734 ES COLLECTION – www.escollection.com.br EXOTIC STREET – fashionlima.exotic@gmail.com NEW CAPTAIN – (11) 26935512 Agradecimentos Silvetty Montilla

26 www.acapa.com.br


moda

Nesta pรกgina, sunga ES COLLECTION e colar EXOTIC STREET.

www.acapa.com.br 27


roteiro

CONSTRUINDO A MAIOR VISIBILIDADE DO MUNDO Fundadores da Parada Gay de São Paulo, que chega a sua 15ª edição, revelam como foi fazer parte daquela que é considera a maior manifestação pública do mundo TEXTO MARCELO HAILER FOTOS ARQUIVO APOGLBT

T

odos os anos, no feriado de Corpus Christi, a cidade de São Paulo recebe os eventos da Parada do Orgulho LGBT. Estabelecimentos decoram seus espaços com as cores do arco-íris; os hotéis, dos mais modestos aos mais luxuosos, esgotam os seus quartos; e a grande imprensa dá destaque para o evento. Enfim, 3,5 milhões de pessoas (número da edição de 2010) se reúnem ao longo do cartão postal de São Paulo, a avenida Paulista, para festejar, protestar, beber, dançar... Beto de Jesus, 49, esteve presente à Parada desde a sua fundação, quando ela ainda era realizada pela ONG Corsa. O ativista lembra que tudo começou no Rio de Janeiro, em 1997. “Aconteceu a 17ª Conferência da ILGA, no Rio de Janeiro, e tivemos ao final uma manifestação na avenida Atlântica que foi um sucesso. Voltamos para São Paulo e fizemos nosso primeiro ato com o sentido de orgulho”, recorda Beto de Jesus. “Foi na Praça Roosevelt, umas 300 pessoas. Em 1998, organizamos a primeira Parada na Paulista. Juntaram-se os grupos LGBT da cidade e 28 www.acapa.com.br

botamos pra quebrar”, conta o ativista. No ano seguinte, seria fundada a Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), que foi presidida por Beto de Jesus até 2002. “A ideia era fazer uma manifestação pública em torno do dia 28 de junho, data em que se celebra no mundo inteiro o Orgulho LGBT em função dos acontecimentos em Nova York, no bar Stonewall Inn. Mas, é importante ressaltar, que isso estava na cabeça de muitas pessoas que já haviam comentado aqui e ali a necessidade de irmos para a rua”, lembra o educador Lula Ramires, 51, outro membro fundador da Parada Gay de São Paulo. A antropóloga Regina Facchini, 40, também fez parte do grupo fundador da marcha e da executiva entre 2006 e 2008. Facchini conta que, desde o início e até hoje, acredita no potencial “mobilizador e educador” da Parada Gay. Beto, Regina e Lula ajudaram, ao lado de muitas pessoas que passaram pela APOGLBT, a construir o maior evento público gay do mundo. O que será que significa essa experiência para eles?


pride

“Era uma sensação muito boa estar num lugar a partir do qual se pode contribuir para tornar melhor a vida de muitas pessoas”, diz Facchini. Beto de Jesus vai mais longe e afirma que se trata de algo que “nunca” vai esquecer em sua vida. “Trouxemos um conceito de visibilidade massiva que se espalhou pelo Brasil. Saímos de 2 mil pessoas em 1997 para 3,5 milhões em 2010. Isso é impressionante. Saber que pude ajudar nesse processo é muito gratificante”, admite Beto. Lula Ramires lembra ainda que muitos comerciantes não permitiram que eles divulgassem a Parada. “Eram estabelecimentos gays que ganhavam dinheiro às nossas custas. Era muito triste ver gays tirando sarro da nossa cara. Então, quando a 1ª Parada se encerrou, em 28 de junho de 1997, com a participação de cerca de 2 mil pessoas, era grande a emoção. Havíamos rompido a barreira do silêncio! As cores do arco-íris haviam sido fincadas no asfalto feio, frio e sujo da metrópole”, emociona-se o educador.

Importância política? Desde que a Parada Gay atingiu a marca do milhão em número de participantes, surgiram também as críticas que afirmam que o evento perdeu o seu caráter político e se tornou apenas uma festa. “Isso é uma crítica boba e vazia. Pode parecer arrogante, mas acho que o povo que fala isso precisaria estudar um pouco de semiótica e entender que os corpos, as manifestações, as celebrações também trazem um forte discurso político”, contesta Beto de Jesus.

Ramires também rechaça a crítica e diz que a Parada já virou parte da cultura brasileira. “A Parada é uma festa porque envolve um processo de libertação interior que é muito marcante na vida de uma pessoa: estar na rua significa dizer a quem está ao nosso redor que temos uma forma de amar que equivale a todas as outras”, filosofa o educador.

A Parada e os valores sociais Desde 2008, mais de dois milhões de pessoas vão à avenida Paulista, mas ainda assim poucos direitos foram conquistados. A Parada Gay perdeu a sua força transformadora na sociedade? “É necessário que manifestações públicas ocorram sempre, pois isso dá sentido a nossa comunidade. A Parada é um importante instrumento para a conquista da nossa cidadania”, diz Beto de Jesus. Regina também acredita que o papel transformador da Parada ainda não foi perdido, mas que é preciso estar sempre atento ao rumo da marcha. “A Parada deve estar sempre a serviço da luta por direitos e não perder de vista seu papel de comunicar e educar não apenas os LGBT”, pontua a antropóloga. “A Parada, a meu ver, tende a se consolidar com uma manifestação popular que fará parte do calendário cívico de nossa cidade durante um bom tempo”, acredita Lula Ramires. “Talvez daqui a uns 50 anos, os LGBT percebam que já não há mais discriminação homofóbica e voltem seus olhares e seus corações para outras lutas socialmente relevantes”, conclui. www.acapa.com.br 29


ED ÃO IÇ AL CI PE ES

Edição nº 46 | Junho 2011 | www.acapa.com.br

TURISMO

Tudo sobre Tel Aviv

DIREITOS

Como oficializar sua união estável

SAÚDE

Dicas para pés saudáveis

RUPAUL A talentosa drag internacional


entrevista

36 www.acapa.com.br


RUPAUL: “ME CHAMEM DO QUE QUISEREM” Uma das drags mais famosas dos EUA e ícone gay fala sobre carreira, fama e Brasil TEXTO GLEIDSON MARTINS FOTO MATHU ANDERSEN

E

la já escreveu livro, gravou CD e foi considerada “Queen of Manhattan” em concurso realizado em 1990 em Nova York. RuPaul é considerada um ícone gay e ostenta esse título com profissionalismo e dedicação. Seu programa no canal gay Logo, “RuPaul’s Drag Race”, é um sucesso nos Estados Unidos e já está em sua terceira temporada – no Brasil, ele é exibido pelo canal VH1.

Sua mãe sempre teve certeza de que você seria famosa. Como foi o seu contato com ela? Aos 32 anos de vida já tinha realizado muitos trabalhos, naquele momento minha mãe estava entre a vida e a morte. Foi muito bom estar com ela e, ao mesmo tempo, foi bonito ver que tinha alcançado meu sonho ao seu lado. Ela sempre dizia que eu seria uma estrela!

Algumas pessoas se referem a você no

Um dos grandes reconhecimentos veio em 1990 em Nova York. Como foi ser eleita “Queen of Manhattan” (rainha de Manhattan)? Já era conhecida em Atlanta. Por meio desse concurso anual fui escolhida rainha de Manhattan. Mas com o tempo percebi que era algo localizado e que precisava subir mais um degrau na minha carreira.

masculino e outras no feminino. Como você administra isso? Me chamem do que quiserem. Ele ou ela, não tenho problema com isso, pelo contrário, faço brincadeiras, por isso não levo tão a sério. Não importa se você é transexual, gay, hétero, azul ou amarelo, você é um espírito vivendo uma experiência humana.

Seis anos após o concurso você escreveu sua autobiografia, continuou fazendo shows mundo afora e no ano passado lançou o livro “Workin’ it”. Como foram essas experiências? Foram ótimas. Meu livro é para todas as pessoas, independente da sexualidade, pois

Nesta entrevista exclusiva à revista A Capa, a drag abre as portas de sua vida e conta como tudo começou. Fala do início da carreira, de seu programa de TV e de suas viagens ao Brasil. Sim, ela já caiu no samba.

www.acapa.com.br 37


entrevista

fala de como vencer o nosso sabotador, que existe dentro de cada um de nós, aquele que nos diz: ‘você não é capaz disso ou daquilo’... O livro te ensina como administrar a sua própria voz. E como você mencionou, está chegando a hora de reescrever minha autobiografia e contar o que aconteceu durante os 15 anos que se passaram... Quais as melhores cidades que já conheceu? Ah, meu Deus, já estive em todos os cantos do globo. O Brasil é um dos lugares ao qual voltaria mesmo se eu não estivesse trabalhando. Amei aquele país, as pessoas. É um dos meus lugares favoritos. Depois vem San Francisco, Vancouver e Sydney, cada uma com sua peculiaridade. Você é muito talentosa, canta, dança, interpreta... É difícil ser famosa? É muito difícil ficar lá em cima. Às vezes, quando você alcança o topo, percebe que não quer mais isso. Porém, o importante é fazer o que gosta e de forma interessante. É bom saber que as pessoas, hoje, reconhecem uma drag como artista e não como um ser de outro planeta.

zer uma maquiagem e muito mais. Não é somente colocar um salto alto e um vestido longo, vai mais além. Quem quiser se inscrever, pode acessar o site: www.worldofwonder.net. Um dos quadros mais comentados é o “Universidade Drag”, em que você leva mulheres para serem transformadas em drags. Qual é o objetivo desta transformação? É para que as pessoas explorem seus sonhos. Um momento em que a mulher deseja encontrar o super-herói que existe dentro dela mesma. Essas mulheres perceberam que têm sido desvalorizadas por muitos anos. Mostramos a elas como encontrar o seu “eu” e que é importante viver da melhor forma possível. Qual é a sua parte favorita do programa? Eu amo quando as garotas podem ver o que elas criaram. Elas são supertalentosas, não é todo mundo que pode fazer isso. Muitas pessoas pensam que podem estar na TV porque estão usando uma peruca e salto alto. Mas a verdade é que as participantes são profissionais, elas aprendem a fazer muito quando não há quase nada.

No Brasil, seu programa chegou ao fim da segunda temporada. Nos Estados Unidos, você começará a gravar a quarta fase em julho. Recentemente, percebi que havia uma fila enorme de pessoas querendo participar do seu show em uma casa noturna em San

Quanto tempo você leva para se preparar para o programa? Algumas horas de maquiagem e cabelo. Às vezes, fico (no estúdio) por 14 horas, entre o processo de transformação e a gravação. Mas é um trabalho muito prazeroso...

Francisco... Não acreditei! (Risos) Então, a fase mais difícil é encontrar os participantes. Procuramos por características específicas, drags que tenham experiência em shows. Basicamente tudo o que eu fiz na minha carreira é o que estamos buscando para o programa. É preciso ter talento, saber montar uma peruca, fa-

O que você diria para os adolescentes que querem ingressar no show business? Não leve a vida tão a sério. O show business é muito cruel e você pode se machucar. Também é importante saber quem você é, qual é a sua energia.

38 www.acapa.com.br


turismo noite

TUDO SOBRE TEL AVIV Cidade israelense atrai cada vez mais gays e lésbicas de todo o mundo TEXTO E FOTOS ALEXANDRE ADONI

F

oi-se o tempo que Israel era destino turístico religioso. Tel Aviv tem recebido um número cada vez maior de visitantes LGBT: sol, mar, gente bonita, vida noturna agitada e uma cena gay pulsante seduzem turistas de todo o mundo. No verão, a cidade ferve. O ápice é em junho, mês do Orgulho Gay, quando um verdadeiro desfile de corpos bronzeados passeia pela tayelet (calçadão, em hebraico).

espalhou por toda a comunidade judaica internacional e judeus gays de todo o mundo estão fazendo aliá (imigração para Israel) com o intuito de morar em Tel Aviv e viver livremente a sua homossexualidade, sem perder a identidade judaica.

E tem para todos os gostos: malhados, twinks, ursos e todas as outras tribos gays se reúnem em Hilton Beach, a predileta dos LGBT. Extremamente livre, Tel Aviv é um caldeirão de diversidade. Além de turistas, ela acolhe homossexuais de toda Israel e do Oriente Médio, incluindo aí árabes e palestinos. Aliás, a fama de libertária já se

rante o dia, vá conhecer o Namal Tel Aviv (porto) e escolha um restaurante para almoçar, tomar um sorvete, dar uma olhada nas lojas ou simplesmente contemplar a vista.

42 www.acapa.com.br

Tel Aviv é pequena, plana e segura. A melhor maneira de explorar cada cantinho é a pé ou de bicicleta (você pode alugar uma bike nos 150 quiosques espalhados na cidade). Du-

Cansou da paisagem beira-mar? A dica é ir para o centro (merkaz ha’ir). Lá, visite o Dizengoff Center e confira as grifes usa-


noite das pelas bees locais (não deixe Tel Aviv sem comprar uma regatinha da Castro). Se não dispensa academia nem nas férias, você pode se inscrever na Holme’s Place, academia dentro do shopping com frequência quase 100% gay e ponto de pegação. Se você viu o filme israelense The Bubble, já deve ter ouvido sobre a Sheinkin Street. Sexta-feira à tarde é um dos melhores dias para passear por lá. A pedida é sentar num café/ restaurante, o mais famoso é o Orna ve’Ella, e ficar observando o vai e vem das pessoas. Do hype para o popular é um pulo. É que da Sheinkin basta atravessar a Alenby e estamos no Shuk ha’Carmel, um mercadão a céu aberto que vende de tudo. O lugar é ótimo para comprar lembrancinhas de viagem, como artigos judaicos, camisetas, narguile e iguarias do Oriente Médio. Ainda no centro, vá até o Gan Meir (Jardim Meir), onde funciona o Merkaz ha’gay (centro gay) que é visita obrigatória. A socialização é intensa, especialmente no térreo, onde funciona o Café Landver. Aproveite para pegar as revistas gays locais “Ha’ir be varod” (A cidade em cor de rosa) e Ba’yad (Na mão), a primeira revista pornô gay em hebraico, lançada recentemente. Não deixe também de conferir a arquitetura Bauhaus na Rothschild (e redondezas) e de reservar um dia para conhecer Yafo (ou Jaffa), cidade ao lado de Tel Aviv com 3 mil anos de história e que está mencionada na Bíblia. A arquitetura é remanescente dos tempos do Império Otomano, com casas de pedra e ruas estreitas. Aqui há muitos árabes, evite dar pinta e vá conhecer o Shuk ha’peshpishim (mercado de pulgas) e a Torre do Relógio. E, claro, uma vez em Israel reserve um dia para conhecer Jerusalém, que está aproximadamente a uma hora de distância de Tel Aviv.

Pegação, homens e noite Se lugares históricos e culturais não são bem a sua prioridade, Tel Aviv oferece outro tipo de “atrativo”: os homens. A pegação acontece 24h por dia! Abaixo, um guia rápido de onde ferver à noite. Evita (Rua Yavne, 31): Um clássico de Tel Aviv, ótima opção para fazer um esquenta. As noites principais são Eurovision Sundays, dedicada aos ritmos do concurso musical europeu, e é “Chasake”, quando ritmos israelenses dominam o lugar. A pipoca que é servida como acompanhamento dos drinques também é marca da casa. Laika (Rua Nachalat Binyamin, 29): Bar dos modernos e descolados. Muito frequentado pelo pessoal da redação do Ha’aretz, um dos principais jornais de Israel, e também pela turma do cinema e das artes. Aberto diariamente. Ha’oman 17 (Rua Abarbanel, 88): Localizado mais ao sul de Tel Aviv, no bairro Florentine, é o típico clube grande de padrão internacional. Barbies, susies e descamisados em geral compõe a fauna local. Beef (Rua Ben Yehuda, 32): É a festa mais fetichista de Tel Aviv. Ursos, carecas e outros tipos cheios de virilidade encontram-se por lá. Pag@Zizi (Rua Karlibach, 7): Fashionistas, o pessoal da TV, das artes e do cinema: a descolândia de Tel Aviv bate cartão na PAG. O bafo todo rola no Zizi, clube que funciona no subterrâneo de uma galeria comercial. Arisa@Post Club (Rua Yehuda ha’Levi, 46): Arisa é uma das mais novas festas de Tel Aviv e a primeira dedicada aos mizrachim (os nascidos, criados e com ascendência do Oriente Médio, e aqueles judeus criados juntos com os árabes). Os vídeos www.acapa.com.br 43


turismo

Sentido horário: café Orna ve’Ella, por do sol em Hilton Beach e fachada de loja na Bograshov. de divulgação, estrelados por Uriel Yekutiel e Eliad Cohen, já fizeram a Arisa ficar conhecida internacionalmente. Procure no YouTube pelo canal LePaonFou e confira. The Notorious G.A.Y @Lima Lima (Rua Lilinblum, 42): A festa já é bem tradicional, ganhou fama com hip hop para meninos que gostam de meninos, mas na verdade escutam-se todos os ritmos na pista. A pegação rola solta na ampla área externa do clube.

“bicho” pega mesmo de sexta a domingo, quando fica aberta 24h. Leve suas sandálias do hotel. ONDE FICAR: À beira mar estão os hotéis de padrão internacional. No centro, uma boa opção é o Hotel Cinema. Na linha intimista, o Eden House Tel Aviv é uma das melhores opções da cidade. Os proprietários são um casal gay de imigrantes russos que tratam cada hóspede como se fosse um amigo. QUANDO IR: de abril a outubro.

Boyling@Chic Beach (Herbert Samuel, 1, Praia do Surfista): É um bar a céu aberto na beira da praia. Só funciona durante o verão, quando turistas de todas as partes do mundo baixam em peso para conferir as “belezas naturais” de Tel Aviv. Big Boys@Moadon ha’Teatron (Clube Teatro)- Sderot (Avenida) Yerushalaim, 10, Yafo: Festa dedicada aos homens mais velhos e seus admiradores. A música é pop, incluindo aí hits israelenses atuais e das antigas, indo de Dana International até Ofra Haza. Sauna Paradise: É a sauna mais famosa de Tel Aviv. Funciona todos os dias, mas o 44 www.acapa.com.br

ONDE COMER: Israel é um país novo (63 anos) formado por judeus imigrantes vindos de cerca de 130 países. E Tel Aviv é uma cidade turística. Então, o que não faltam são bons restaurantes que oferecem especialidades culinárias de todas as partes do mundo. Durante sua visita, você não pode deixar o país sem antes comer humus no Abu Dahbi (Rua King George, 81) e falafel no ha’kosem (rua Shlomo ha’melech, 1), que tem fama de ser o melhor falafel de Tel Aviv. QUEM LEVA: EL AL, a companhia aérea nacional, a única que oferece vôo direto SP-Tel Aviv com cerca de 15h de duração.


QUER CASAR? União homoafetiva já pode ser oficializada em cartórios de todo o Brasil; saiba como fazer para juntar as trouxinhas TEXTO PACO LLISTÓ

5

de maio de 2011. Uma data histórica para a comunidade LGBT. Foi nesse dia que o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Judiciário brasileiro, decidiu, por unanimidade, que casais do mesmo sexo devem ser reconhecidos como entidade familiar, garantindo a eles quase todos os mesmos direitos dos casais heterossexuais.

advogada Adriana Galvão, presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/SP.

O julgamento do STF foi amplamente comemorado por ativistas de todo o país. Ao mesmo tempo, gerou interesse – e algumas

Isso significa dizer que o casamento civil só será possível com a modificação na legislação - países como Holanda, Espanha e nossa vizinha Argentina, por exemplo, estão à frente nesse sentido e reconhecem o casamento gay. A decisão do STF, no entanto, já garante aos casais homossexuais alguns direitos, entre eles herança, partilha de bens, pensão alimentícia, pensão por morte e inclusão do parceiro no plano de saúde.

dúvidas – de casais que já viviam juntos há anos. A principal dúvida se referia às diferenças entre união estável e casamento civil. “Casamento é um processo formal e solene. Já a união estável, ao contrário, independe de qualquer solenidade. Ao contrário do casamento, na união estável não é possível adotar o sobrenome do cônjuge”, explica a

Em São Paulo, a maioria dos Cartórios de Notas registra, há pelo menos oito anos, a chamada “Escritura Pública Declaratória de União Homoafetiva”, que serviu durante esses anos como prova documental da existência do relacionamento. Porém, antes do julgamento do STF, não havia uma diretriz e, muitas vezes, a

46 www.acapa.com.br


especial

união homoafetiva era tida como algo contratual. Agora, casais gays podem pleitear com mais facilidade o reconhecimento de seus direitos, sem a necessidade de gastar tempo na Justiça e dinheiro com advogados. No Brasil, todos os cartórios estão orientados a registrar a Escritura Declaratória da União Estável para casais do mesmo sexo. Em maio, a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), que representa os cartórios de todo o país, reforçou a decisão do STF. Mas, de acordo com a advogada Adriana Galvão, essa orientação “não obriga nenhum cartório a realizar a escritura”. “Entretanto, em caso de recusa de algum cartório, nada impede que o casal procure por outras unidades para registrar via escritura pública a convivência estável homoafetiva”, salienta Galvão.

Casal gay tenta converter união em casamento O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo ainda precisa da aprovação do Congresso e deve cumprir todas as formalidades do processo legislativo. No entanto, como forma até mesmo de protesto, casais gays tentam converter, em cartório, sua união em casamento. É o caso, por exemplo, do casal Lula Ramires, 51, e Guilherme Amaral Nunes, 25. O educador e o supervisor de informática, juntos há 5 anos, compareceram no final de maio ao 34º Cartório de Registro Civil de Cerqueira César, na região central de São Paulo, para dar entrada no requerimento solicitando a conversão. “É o mesmo procedimento que um casal heterossexual tem que fazer quando, depois de algum tempo morando junto, resolve oficializar sua união. Ou seja, considera-se que aquelas duas pessoas já estão casadas de fato e o que se pede é o reconhecimento da união desde o período em que já conviviam juntas”, explica Ramires.

De acordo com o educador, a expectativa é de que o juiz responsável por aceitar a habilitação decida a favor do casal. “Se isso de fato acontecer, os papéis retornarão ao cartório e será feito o registro no livro próprio, mudando assim nosso estado civil de solteiro para casado. O cartório então expedirá a respectiva certidão de casamento”, esclarece Ramires. A advogada Adriana Galvão alerta para o fato de que a conversão da união estável homoafetiva em casamento nos Cartórios de Registro Civil (cartórios de casamento) ainda não está devidamente regulamentada e, portanto, nada impede que o pedido seja negado. Para Lula e Guilherme, a decisão do Supremo já contribuiu para o reconhecimento da existência entre os dois. Um dos direitos garantidos pelo STF tem reflexo direto na vida do casal: na escritura do apartamento que compraram em conjunto, ainda consta a informação de que eles são apenas “sócios”. “Queremos que quando sair a escritura definitiva, ela saia no nome dos dois como casal, para que um seja herdeiro legítimo do outro”, conclui Ramires. O que você deve saber antes de ir ao cartório: 1 - Documentos necessários: - Fotocópia do RG e CPF (e originais); - Certidão de Casamento (se casado, separado ou divorciado); - Pacto antenupcial registrado, se houver; - Certidão de óbito (se viúvo); - Informar endereço e profissão; - Data do início da convivência. 2 – Prazo para a entrega dos documentos: Comparecendo os dois conviventes com os documentos e informações em mãos, o ato sai na hora. 3 – Custos do registro: R$ 267,92. Fonte: 26º Tabelionato de Notas de São Paulo.

www.acapa.com.br 47


PISADA DE

OURO Confira dicas espertas para ter pés saudáveis e prontos para a luta

TEXTO FABIO ANGELI

O

s pés merecem toda nossa atenção. Companheiros diários, quase sempre os deixamos renegados, nunca lhes dando a atenção devida. Ter um pé saudável, bonito e pronto para encarar a correria do dia-a-dia não é luxo e sim necessidade. Em tempos de Parada, onde a maratona de festas é intensa, a atenção deve ser dobrada.

bem os pés, principalmente entre os dedos, para não acumular umidade. É preciso que os pés estejam completamente secos antes de colocar a meia e o calçado. A umidade faz aumentar as chances de proliferação de bactérias e fungos, causadores das micoses e do mau cheiro.

Cuidados rápidos e diários podem evitar doenças como micose, frieiras e calos. “Ter boa higiene, esfoliar pelo menos uma vez por semana e hidratar os pés todos os dias são algumas das dicas básicas”, diz Mônica Mendonça Rodrigues, coordenadora de podologia da rede Doctor Feet. A seguir, confi-

Outro cuidado importante é uma esfoliação semanal para retirar as células mortas. A pele dos pés é mais espessa e resistente do que a de outras áreas do corpo, por isso facilmente a sola fica com calosidade e células mortas. O ideal é que a esfoliação seja feita logo após o banho, quando a pele está mais

ra os cuidados que você deve tomar para ter seus pés em dia.

mole. As lixas devem ser usadas em movimentos circulares na região da sola e dos calcanhares.

Lavagem e secagem Não basta deixar a água escorrer durante o banho. É necessário passar o sabonete com atenção por toda a região, inclusive entre os dedos. Depois é necessário enxugar 50 www.acapa.com.br

Esfoliação

Hidratação Assim como a esfoliação, a hidratação da região, muitas vezes esquecida, também é importante. Existem produtos específicos


saúde

para a área dos pés, que costumam ressecar com mais facilidade. É indicado que a hidratação seja feita uma vez ao dia. Mas não se deve passar o hidratante entre os dedos para evitar o excesso de umidade, como já foi dito.

Micose

Sempre que se expor ao sol, nunca se esqueça de passar o protetor nos pés. Muitos se esquecem da região, o que pode ocasionar um câncer de pele. O protetor ainda evita o ressecamento.

“A micose é causada por fungos, quando atinge a unha é chamada de onicomicose”, explica Mônica. Para prevenir a doença, além das dicas acima, aconselha-se usar calçados em praias, piscinas e chuveiros públicos; deixar os calçados em local ventilado e lavar os tênis e palmilhas. “O tratamento é bastante demorado, de seis meses a um ano”, diz a técnica em podologia. O paciente tem de fazer uso de medicamentos de uso tópico e também oral. Existem alguns óleos essenciais naturais, como o de melaleuca, que também podem auxiliar no tratamento.

Calçados e meias

Frieira

Andar sempre calçado evita o engrossamento da pele dos pés. Mas é preciso ficar atento ao tipo de calçado. O uso de sapatos apertados e não arejados facilita o aparecimento de calos. Os calçados devem ter um pequeno salto, de 5 cm, para melhorar a postura e evitar a dor nas pernas e nas costas. Uma postura incorreta, que tenha como consequência uma pisada errada, também pode facilitar as calosidades. Na hora de escolher as meias, opte pelas de algodão. O material absorve melhor a transpiração, protegendo os pés dos fungos e bactérias.

A frieira também é causada por fungos que se desenvolvem com a umidade dos pés dentro dos calçados. “A prevenção deve ser a mesma utilizada para evitar a micose”, orienta Mônica. O tratamento é feito com antissépticos e fungicidas específicos.

Proteção

Unhas em dia Corte as unhas no máximo de 15 em 15 dias, de preferência após o banho. Não é indicado deixar as unhas muito curtas, nem muito compridas. As unhas muito grandes podem acumular resíduos e sujeiras embaixo. Já se estiverem muito curtas, podem encravar. As cutículas não devem ser retiradas, pois são uma proteção contra a entrada de microorganismos. É indicado o uso de óleos naturais nas unhas e cutículas para hidratá-las. Saiba também as causas, como prevenir e o tratamento das principais doenças que acometem os pés.

Calos As calosidades são causadas por atrito, seja por calçados inadequados, aumento do peso corporal ou alguma patologia sistêmica. “A prevenção é feita com hidratação, uso de sapatos adequados e palmilhas, de silicone por exemplo, que absorvem o atrito”, explica a podóloga. A calosidade só tem cura se for retirada totalmente sua causa. Mas é possível diminuir muito o incômodo causado por ela, para isso é necessário que a pessoa visite o podólogo no mínimo mensalmente para tratar a região afetada. Outra dica bacana é a Reflexologia. “Através de uma massagem, seguimos os pontos reflexos de todo o corpo que se encontram nos pés. Além de relaxar, alivia os sintomas causados pelo estresse, cansaço e melhora a circulação”, explica Mônica. Agora você não tem mais desculpa para cuidar bem dos seus pés! www.acapa.com.br 51


TEMPLOS

DA BELEZA Um roteiro de Spas em São Paulo para relaxar o corpo e a mente TEXTO DIANA C. FOTOS DIVULGAÇÃO

H

á quem precise sair de São Paulo para relaxar. O estresse causado pela rotina faz com que muitos coloquem o pé na estrada rumo ao sossego e em busca de boas doses de dedicação ao ócio. Mas nem sempre isso é possível. Por esse motivo, aumenta cada vez mais a procura por lugares alternativos que aliam tranquilidade e bem-estar. Como resposta, cresce o número de Spas urbanos espalhados pela cidade que fornecem um tratamento diferenciado das clínicas de estética, proporcionando conforto e relaxamento para mente e corpo. Esses espaços de beleza deixaram de ser exclusividade para as mulheres. Diversos Spas oferecem tratamentos exclusivos para homens, tendo entre os gays seu público 52 www.acapa.com.br

mais fiel. “Hoje, o percentual de clientes do sexo masculino que atendemos está entre 40 e 45%. Anualmente, o número de homens que procuram o Spa tem crescido. Eles buscam, principalmente, por tratamentos para gordura localizada, como massagem modeladora e manthus”, explica a fisioterapeuta e gerente geral do Olímpia Spa, Tatiana Matsuda. Manthus é o tratamento que propõe a perda daquelas gordurinhas indesejáveis. A prática utiliza um aparelho de ultrassom que transforma a adiposidade de cada área em partículas bem finas, que são drenadas pelos vasos linfáticos e jogadas para fora do corpo por meio do suor e da urina. Outro serviço bastante procurado pelos rapazes são as massagens desportivas. Indi-


beleza

cadas para aqueles que praticam esportes ou fazem da academia sua principal atividade física, a técnica alivia tensões musculares e inflamações nos músculos causadas, muitas vezes, pelo excesso de exercício. Tanto a massagem quanto o Manthus saem por R$ 138 a sessão no Olímpia Spa, que tem quatro unidades em São Paulo: Vila Madalena, Berrini, Vila Olímpia e Jardins.

Praia em São Paulo Foi pensando em que não consegue sair da cidade para viajar que o Kabanah SPA trouxe um cenário diferente aos espaços dedicados ao cuidado com o corpo. Há sete anos no mercado, o Kabanah é conhecido por trazer praia aos seus clientes. Isso mesmo. Com um clima de litoral, o Spa oferece bangalôs temáticos com decoração de nove praias do mundo. Entre elas está a “Itamambuca”, reserva natural de Ubatuba conhecida por sua extensão coberta por muito verde. Neste bangalô, um dos tratamentos realizados é o escalda-pés, prática que garante o relaxamento e embelezamento dos pés. Além disso, a Reflexologia marca presença quando o assunto é Spa para homens. A massagem nos pés é uma das mais procuradas pelos clientes do Kabanah. O Spa oferece ainda pacotes que incluem limpeza de pele facial, que auxilia no tratamento da foliculite (irritação na pele causada ao se barbear).

flexologia. No espaço, localizado no bairro de Higienópolis, a sessão de 30 minutos sai por R$ 65. O Spa também oferece uma massagem relaxante por R$ 150, com duração de 1 hora.

Final de semana E, finalmente, para quem tem a sorte de fugir da cidade grande por pelo menos um fim-de-semana, pode curtir o Sete Voltas Spa. Localizado em Itatiba, interior de São Paulo, o Spa hotel oferece uma programação variada que inclui desde massagens a atividades físicas, além de restaurantes com culinária francesa e japonesa. Através do serviço de reservas, os clientes podem escolher acomodações “standard”, “luxo interno e externo”, que acomodam até três pessoas. As diárias variam de R$ 588 a R$ 708 e incluem toda a programação do hotel exceto em feriados.

Mãos ao clique Quem acha “salgado” o preço dos serviços oferecido por Spas pode aproveitar o boom dos sites de compras coletivas, como o Peixo Urbano. Lá são criados pacotes promocionais que chegam a ter mais de 20% de desconto sobre o valor normal. Há também o “Spa Week”, que oferece durante uma semana diversos tratamento de estética e saúde a um preço reduzido. Serviços: Olímpia SPA www.olimpia.com – (11) 2122-4027

No Kabanah, que fica na avenida Brigadeiro Luis Antônio, a Reflexologia dura 40 minutos e sai por R$ 85. Os pacotes com serviços voltados ao público masculino variam de R$ 150 a R$ 750.

Kabanah SPA www.kabanahspa.com.br – (11) 3885-8278 Otris www.otris.com.br – (11) 3666-7012 Sete Voltas www.setevoltas.com.br – (11) 4534-7800

Menos lúdico, mas bem aconchegante, o SPA Otris também oferece o serviço de Re-

Spa Week www.spaweek.com.br www.acapa.com.br 53


TEXTO RÉGIS OLIVAR FOTOS DIVULGAÇÃO

SNEAKERS PUMA R$ 229,90 O modelo Suede é o mais conhecido e popular de todos os calçados da PUMA. Apresenta colorações clássicas com vermelho e preto. É feito de camurça com solado emborrachado.

www.housesk.com.br

GADGETS APPLE R$ 639,00 O iPod Nano agora também faz vídeos. Vem com uma estrutura de alumínio, rádio FM, voice over, conta-passos e Nike iPod. Tem microfone interno que permite capturar áudio.

store.apple.com/br

60 www.acapa.com.br


ACESSÓRIOS RAYBAN R$ 380 Óculos Ray-Ban Wayfarer Red original 1952. 100% de proteção UV, dobradiças oversized e lentes de vidro fumê mineral.

www.ray-ban.com/brazil

RELÓGIO SWATCH R$ 400 A linha Chrono Plastic vem na pulseira de silicone super confortável e macia, compondo um equilíbrio entre linhas arredondadas e quadradas. Agrada tanto o público masculino quanto o feminino.

www.swatchpaulista.com.br PLAYERS TEAC R$ 848,00 O novo mini Teac SR-80i tem uma potência de 30W, design único e compacto, com entrada para todos os modelos de iPod e controle de fácil manuseio.

www.megamamute.com.br

PLAYERS PARROT ZIKMU € 1 mil Esses alto-falantes contam com potência de 100 W RMS, amplificador digital de três vias, Wi-fi, bluetooth 2.1 e dock para iPhone/iPod.

zikmu.parrot.com/es


FOTO BEATRIZ LEFRÈVE

retrato

CAUÃ REYMOND vive um DJ homossexual no novo filme de Toni Venturi, “Estamos Juntos”. 62 www.acapa.com.br



Edição 46