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Edição nº 45 | Maio 2011 | www.acapa.com.br

ENTREVISTA

Fábio Justino, do Caralho do Rock

SEXO

Profissionais que despertam o fetiche

MÚSICA

Village People

VINICIUS ALMEIDA Daniel Malva, Glow Lounge, Cazwell, vegetarianos x veganos...


editorial

UMA GRANDE CONQUISTA... Tivemos que trocar às pressas o texto deste editorial porque, no mesmo dia do fechamento, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela aprovação da união civil para casais homossexuais. Foi uma decisão histórica, que selou o reconhecimento da existência dos LGBT brasileiros. Agora podemos comemorar o fato de sermos cidadãos com (quase) todos os mesmos direitos dos héteros. A luta contra os conservadores, todavia, continua. Ainda falta aprovarmos outro importante projeto, o PLC 122, que criminaliza a homofobia em território nacional. Acreditamos que, parte dessa conquista, foi possível graças ao trabalho da mídia. Ao longo dos últimos meses, a imprensa tem dado visibilidade à discussão sobre a necessidade de se aprovar leis que garantam cidadania plena aos homossexuais. É um trabalho de formiguinha, mas que vem surtindo efeitos. Foi emocionante ouvir os ministros do STF. Disse Luiz Fux: “A homossexualidade não é crime. Então por que homossexual não pode constituir uma família?”

Capa Vinicius Almeida (Upper) foi clicado em São Paulo por Gabriel Bonfim. O styling é de Leandro Lourenço.

Vamos comemorar sem perder esse sentimento de protesto que nos une e que nos move em direção a um futuro mais justo e tolerante. Paco Llistó SUMÁRIO

EXPEDIENTE

Música 10

DIRETOR EXECUTIVO Sergio Di Pietro sergio@ibe.com.br EDITOR-CHEFE Paco Llistó paco@acapa.com.br

Village People

Fábio Justino

Entrevista 26

Especial Boa noite cinderela

EDITOR DE ARTE Régis Olivar regis@ibe.com.br

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Seções

Erik Galdino erik@ibe.com.br

Portfólio

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Lufe Steffen lufe@acapa.com.br

Atitude

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Marcelo Hailer marcelo@acapa.com.br

Moda

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Saúde

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Beleza

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Noite

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REDAÇÃO Diana Carvalho diana@acapa.com.br

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Música_10

COLABORADORES Daniel Malva, Neto Lucon, Paulo Basile e Tino Monetti. MARKETING Augusto Rossi augusto@ibe.com.br PARA ANUNCIAR Bruno Niz bruno@ibe.com.br Beto Rocha roberto@ibe.com.br (11) 3284.4564

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Entrevista_26

Para enviar seu COMENTÁRIO, escreva para

redacao@acapa.com.br

Cult

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Sexo

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Achados

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Retrato

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A Capa é uma publicação da Infonet Business Ltda. Rua Condessa Siciliano, 85, Jardim São Paulo, CEP 02044-050, São Paulo, SP. Maio/2011. A revista A Capa é uma publicação mensal e de distribuição gratuita.

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Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução ou cópia dos textos, fotos, ilustrações e outros elementos contidos nesta revista sem a sua expressa autorização.

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cult

Estante Triângulo Rosa Um homossexual no campo de concentração nazista O livro “Triângulo Rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista” é escrito por Rudolf Brazda, último sobrevivente gay que ficou preso em Buchenwald de 1942 a 1945. Hoje com 97 anos, ele traz um relato ímpar, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica sobre as agruras que enfrentou nos campos de concentração nazistas. Título: Triângulo rosa - Um homossexual no campo de concentração nazista. Autores: Jean-Luc Schwab e Rudolf Brazda. Tradução: Angela Cristina Salgueiro Marques. Editora: Mescla Editorial. Preço: R$ 48,90.

Teatro Dama da Noite O texto do escritor Caio Fernando Abreu ganha uma nova montagem em Santos. Luiz Fernando Almeida dá vida à “Dama da Noite”, personagem aprisionada em seus sentimentos e angústias por não se encontrar num mundo em que a realidade não a respeita. Apesar de ser um monólogo, a encenação faz com que o texto se torne um agradável diálogo com a plateia. Onde: Casarão Santa Cruz - Rua General Câmara 99 Centro - Santos. Quando: Quintas e sextas-feiras, ao meio-dia (entrada franca); sábados, às 21h; domingo às 18h. Entrada: R$ 20.

Estante PornoFantasma “PornoFantasma” é o novo livro de Santiago Nazarian. Após lançar cinco romances, o autor estrela nos contos trazendo, como o próprio define, “catorze histórias de sexo e morte”. Os relacionamentos esquizofrênicos, a juventude perdida, o tom de fábula e a violência romântica presentes em seus trabalhos anteriores reforçam aqui a marca do autor, mas com doses extras de fantasia. Título: PornoFantasma. Autor: Santiago Nazarian. Editora: Record. Preço: R$ 44,90

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portfólio

DANIEL MALVA

Daniel Malva é artista fotográfico e desenvolve seu trabalho através da pesquisa de novos suportes e de novas abordagens para a produção de imagens. Graduou-se em 2006 pelo Senac em fotografia, mas antes passou pela área científica entre 1997 e 2001, dentro do projeto Genoma. Atualmente, seu 6 www.acapa.com.br

trabalho faz parte do acervo da Galeria Mezanino, que em 2009 realizou sua primeira exposição solo, “Museu de história natural”. O editorial “Hotel” (foto) traz o modelo João Zavaski (Zero Eleven). Com beleza de Alessandro Tierni. Saiba mais em: www.danielmalva.com.br


atitude

ULTRA LIONS BUATI NO LIONS NIGHTCLUB FOTOS EDUARDO LLERENA

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MACHO, MACHO BAND Com apresentações marcadas no Brasil para este mês, o icônico e divertido Village People fala com exclusividade sobre o início da banda, seus artistas favoritos e a invasão do grupo à cultura pop contemporânea TEXTO TINO MONETTI*

U

m soldado, um índio, um caubói, um operário, um motoqueiro e um policial. Ícones da virilidade masculina, estes personagens sempre mexeram com o imaginário gay em todo mundo. Tanto que, em 1977, o compositor francês Jacques Morali decidiu criar uma banda, voltada ao público LGBT, que tivesse estes cinco elementos acompanhados, claro, de muita música disco, ritmo dominante naquele momento. Assim nascia o Village People, banda norte-americana cujo nome faz uma referência ao bairro nova-iorquino Greenwich Village, conhecido pela substancial população gay, principalmente naqueles anos. 10 www.acapa.com.br

A fama começaria pelo eterno hit Macho Man, mas o reconhecimento mundial como um dos artistas mais importantes da era disco viria com o próximo hit, YMCA. A explosão do quinteto – formado originalmente por Victor Willis (policial), Felipe Rose (índio), Randy Jones (caubói), Glenn Hughes (motoqueiro), David Hodo (operário) e Alex Briley (soldado) – duraria até o início dos anos 80, quando influenciados pelo movimento new romantic da época, lançariam o álbum new wave, Reinassance, em 1981. Em 1985, o Village People daria um tempo na carreira, para voltar com força total em 1987 e entrar para sempre nos anais da cultura pop contemporânea. Para coroar os


música

anos de estrada e de diversão proporcionados aos seus fãs e público cativo, o grupo ganharia em 2008 a maior honraria que um artista pode receber: uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Com shows marcados para 27 de maio em São Paulo (HSBC Brasil) e 28 em Florianópolis (Floripa Music Hall), o sexteto comemora mais de 30 anos de carreira em apresentações que trarão de volta clássicos sucessos como In The Navy, Go West, Can’t Stop The Music e Sex Over The Phone. Antes de desembarcar por aqui, Alex Briley, o soldado e um dos membros originais da banda, concedeu uma entrevista exclusiva para a revista A Capa, na qual fala sobre os primórdios e o futuro do projeto musical. Confira a seguir. Você é um dos membros originais do grupo. Como foi o início da banda, quais são suas lembranças dos primeiros anos do Village People? Foi de muito trabalho, muitos ensaios e provavelmente uma média de 4 dias por mês em casa. Fizemos muita TV, muita promoção para os discos, turnês… porque no começo gravávamos dois álbuns por ano e estávamos na estrada sempre! Para dar uma ideia, a cada single que lançávamos, viajávamos pelo mundo, por diferentes países, para promovê-lo.

mundo dançando, aquela música seria um hit. Todos os artistas daquela época faziam isso. Era a melhor forma de testar. E sentimos isso com Macho Man, com YMCA, era isso que nosso produtor fazia. Logo nossos álbuns foram bem e começamos a tocar sempre, seguir com a divulgação, e daí a coisa se tornou grande. Que artistas da música marcaram a história da banda, com que músicos vocês se identificavam e trocavam experiências? Um dos grupos com os quais mais trabalhamos foi KC & The Sunshine Band. Tocávamos juntos constantemente, nos encontrávamos pelos aeroportos e até dividíamos a atenção dos programas de TV e rádio. Desenvolvemos uma amizade com eles ao redor do mundo. Kool & The Gang foi outra banda com a qual tocamos e viajamos por muitos anos. Há outras, mas estas duas representam bastante para o Village People.

O Village People foi inicialmente pensado como uma banda para o público gay, mas logo se tornou conhecido do

E música brasileira? Vocês conhecem ou gostam de algo? Como veem o país musicalmente? Alguns dos integrantes são enormes fãs de música brasileira. Eu me lembro que, quando visitamos o país no passado, Frenéticas me chamou muito a atenção. E nos divertimos muito com elas quando as conhecemos. Outra artista que me lembro é Maria Creuza, gosto muito da música dela. Estávamos em um estúdio no Brasil e me lembro que vi uma foto dela em uma das paredes e perguntei quem era. Uma das

grande público com sucessos como Macho Man e YMCA. Por que você acha que isso aconteceu? Uma coisa que você tem que lembrar é que qualquer grupo durante a era disco, se seus produtores eram espertos, lançava suas músicas em boates gays. Os DJs tocavam os singles e, se a pista enchesse com todo

pessoas no local me contou e perguntou se eu queria ouvir algo dela, e ganhei dois discos de vinil gravados por ela. Desde então, tenho tentado encontrar suas canções em CD, mas ainda não consegui encontrar. Mas se você perguntar aos outros membros do grupo, eles irão citar uma série de artistas brasileiros. A música do Brasil é linda, muiwww.acapa.com.br 11


música mos muito sortudos de ter isso, de nunca termos sofrido nenhum tipo de problema dessa natureza. Em 2008, a banda ganhou uma estrela na Calçada da Fama, mais de três décadas após seu sucesso inicial. Como foi esta experiência? Isso foi uma honra enorme que tivemos o privilégio de receber. Eles decidiram que, após todos estes anos, era hora de recebermos essa estrela (risos). Foi uma grande honra, ficamos emocionados e gostamos demais de ter participado deste evento. Muitos de nossos amigos artistas receberam a honraria antes de nós, mas foi uma felicidade imensa, de qualquer forma.

to viva, cheia de energia, algo que apreciamos muito.

Hoje, o Village People e suas canções fazem parte da cultura pop mundial. Como é isso dentro da história ou trajetória do grupo? Isso é algo que nos surpreende. Sempre que escutamos uma de nossas músicas, seja em um clube ou no rádio, nos deixa feliz o fato de que ainda tocam nossas músicas e queiram nos ouvir. Nunca imaginamos que nossos hits iriam seguir tocando em 2011. Seja num programa de TV, uma paródia, num desenho animado ou numa propaganda, sempre que aparecemos seguimos sendo surpreendidos e apenas temos que agradecer. Obrigado!

Alguma vez vocês já se sentiram desrespeitados ou vítimas de homofobia? Na verdade, não, porque conseguimos jun-

Finalmente, quais os planos da banda para o futuro? O que vocês esperam fazer nos próximos anos? Tomara que possamos continuar viajando

tar, em qualquer lugar que tocamos, um público misto. Você pode encontrar qualquer tipo de pessoa em nossas apresentações. Normalmente, nossa audiência é de gays, héteros e muitas famílias. São pessoas que vêm até nós por causa de nossa música. So-

pelo mundo e voltando outras vezes para o Brasil, além desta. Enquanto existir alguém que queira ouvir YMCA ou Macho Man, estaremos na estrada. Por último, gostaria de deixar registrado que estamos muito felizes de tocar no Brasil no fim do mês.

*Tino Monetti ama música e acaba de criar seu primeiro blog sobre o tema: tinomusical.blog.com. 12 www.acapa.com.br


editorial moda

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Sex Deluxe! FOTOS GABRIEL BONFIM STYLING LEANDRO LOURENÇO MODELO VINICIUS ALMEIDA (Upper)


moda

Nesta página, shorts e camisa de couro ARNALDO VENTURA; à direita, cueca CALVIN KLEIN.

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Nesta pรกgina, camisa de couro ARNALDO VENTURA.

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Nesta página, cueca CALVIN KLEIN e calça ARNALDO VENTURA; à direita, cueca CALVIN KLEIN.

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Nesta página, cueca CALVIN KLEIN; à direita, blazer RICARDO ALMEIDA.

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ONDE ENCONTRAR: CALVIN KLEIN JEANS www.calvinkleinjeans.com.br RICARDO ALMEIDA www.ricardoalmeida.com.br ARNALDO VENTURA 011 3060-9228

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entrevista

NOEL ROUCO, DA ROCK ROCKET (myspace.com/rockrocketbr) / FOTO ANDRÉ MOREIRA

O CARALHO DO ROCK Blog desnuda roqueiros para mostrar um outro lado do universo gay TEXTO LUFE STEFFEN FOTOS ANDRÉ MOREIRA E NATI CANTO

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mundo gay vive de estereótipos, guetos e regras estéticas e comportamentais. Dentro do universo de tabus, um deles persiste: gays no rock. Afinal, pode ser bicha, curtir rock e ter um visual rústico, largado e desleixado?

Para destrinchar essa trincheira underground, entrevistamos o criador do blog, Fábio Justino, 28 anos, formado em letras, revisor e editor de texto, educador cultural e eterno apaixonado por rock. E por roqueiros, claro.

Pode. O blog O Caralho do Rock, no ar desde 2001, vem lutando bravamente nas ondas da internet para provar que gay e rock tem tudo a ver. E mais: cultuando o tal visual “roots” dos roqueiros brasileiros, com direito a ensaios sensuais protagonizados pelos próprios músicos - alguns tirando até a roupa toda.

Como e quando começou O Caralho do Rock? Surgiu há uns dez anos, por ócio criativo mesmo. De bobeira comecei a reunir material sobre rock, porque curtia rock, curtia os caras também, e comecei a colocar numa página na internet.

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Por que O Caralho do Rock? Porque era só sobre homens. Os caras do rock. Então cabe esse trocadilho. Os Caralhos do Rock. Mesmo que um roqueiro fosse homofóbico, você colocaria no blog? Colocaria e informaria, que eles tinham tido esse boato e tal. Por exemplo, quando falei do Phil Anselmo, do Pantera. A banda tem vários boatos sobre homofobia, tanto que informei. Quando começou essa coisa de fazer ensaios sensuais com os roqueiros brasileiros? Isso foi mais recente. Na primeira fase do blog, ele foi deletado do servidor, acredito que por alguma censura, porque tinha um conteúdo pornográfico. Tinha ensaios de músicos como Peter Steele (1962-2010, vocalista da banda de metal Type O Negative, posou nu para a revista “Playgirl” em 1995). Creio que foi deletado por isso. Depois de muito tempo, decidi voltar com um formato mais simples. Comecei a ter contato com caras de bandas e a querer primeiramente fazer entrevistas com eles. Depois tomei coragem de convidar os caras para as fotos.

NOEL ROUCO, DA ROCK ROCKET (myspace.com/ rockrocketbr) / FOTO ANDRÉ MOREIRA

Como você aborda os caras? Primeiro convido pra entrevista, aí depois que aceita, convido para as fotos, porque não é obrigatório. Se o cara quiser dar só entrevista, sem as fotos, pode ser, como já aconteceu. A estética dos ensaios é bem diferente. Como você planeja esse visual? Por ser um site de rock, queria que se diferenciasse um pouco de um site gay. Queria que abordasse mais gente. Como a maioria dos caras não tem a ver com a coisa gay, eles se incomodam um pouco com o fato de serem tratados como símbolos sexuais, ou homens-objeto. Não querem, como eles falam, ficar ‘pagando de gatinho’, não gostam disso.

RODRIGO LIMA, DA DEAD FISH (myspace.com/ deadfishoficial) / FOTO NATI CANTO www.acapa.com.br 27


entrevista vão gostar dele apesar de ele ser gay. E geralmente eles conseguem respeito antes de se assumirem gays.

FÁBIO JUSTINO, O CRIADOR DO BLOG / AUTORRETRATO

Você pensa em ser mais ousado, colocando nudez frontal? Talvez isso espante um pouco ou ‘guetifique’ um pouco o blog. E estou querendo abrir mais. O fato de o blog ser gay já assusta um pouco as bandas. E ser gay e pornográfico, talvez assuste mais ainda. Então tenho pensado nisso, mas não sei se vou manter essa autocensura. Tem cara que não quer nem tirar a camisa. Dá muito trabalho, mas o céu é o limite e quem dá esse limite são eles. Eles tiram as fotos do jeito que querem. Acho que a sensualidade não vem necessariamente da nudez. Você acha que ainda existe preconceito contra gays no rock? Acho que existe sim. Não por ser especificamente do rock. Acho que as pessoas são preconceituosas, e o rock é muito masculino. Mesmo diante de bandas seminais do rock, com vocalistas gays, como o Queen? Aí eles curtem as bandas, mas esses caras não eram ativistas, não levantavam bandeira nenhuma. O gay pra ser respeitado no rock não pode levantar bandeira. Como o cara do Judas Priest, que é um ícone, e as pessoas 28 www.acapa.com.br

O blog já sofreu homofobia? Tenho alguma repercussão negativa dependendo da banda e do fã da banda. Já tive muito problema com fãs do Pantera, que me diziam que o blog era uma das poucas referências em português sobre a banda. E eles achavam que eu prestava um desserviço, por escrever certas coisas, embora eu dissesse o que era ou não boato. Às vezes entra gente me xingando e eu ignoro. Hoje em dia eu administro os comentários. Filtro mesmo, sem dó, se começa a xingar gratuitamente... Qual seu objetivo com o blog? O blog quer levar informação para as pessoas, além de estimular a pluralidade de perfis, para que percebam que a coisa gay não é limitada, que existe mais gente. Não existem muitas iniciativas desse tipo. O Grind (festa domingueira da casa noturna paulistana A Lôca) mesmo deu uma perdida, porque cresceu muito e teve de se abrir. Quando você foca para os gays já é um filtro, se você foca para os gays que curtem rock é um filtro maior ainda. Agora, falar do cara é apenas um gancho para discutir algum assunto. Por exemplo, teve uma época em que alguns emos foram espancados no México por homofobia. As pessoas que espancaram achavam que emos eram gays. E eu fiz um post sobre isso. Você postou no blog uma foto onde você está nu, com um cartaz escrito “O Caralho do Rock” cobrindo o sexo. Você pensa em posar nu para seu próprio blog? Preciso ter uma banda (risos), o critério é esse. Senão não tem sentido. Podemos concluir então que se você tiver uma banda, você vai posar? Ô! (risos). Com certeza...


saúde

CARNE OU NÃO,

EIS A

QUESTÃO! Vegetarianos e veganos optam realmente por uma vida mais saudável? Ouvimos opiniões de quem mantém firme essa filosofia e de quem precisou desistir dela TEXTO PAULO BASILE

A

vencedora do Oscar deste ano, Natalie Portman, deixou de ser vegetariana após 21 anos por conta da gravidez. “Sei que tem grávidas que continuam vegetarianas, mas é preciso tomar cuidado com os níveis de ferro e vitamina B12 e, se necessário, tomar suplementos se houver alguma coisa que estiver faltando na dieta”,

para afirmar que esse grupo precisa aumentar os níveis de ômega-3 e vitamina B12 em suas dietas para evitar problemas de saúde, como desenvolver coágulos de sangue e aterosclerose, o “endurecimento das artérias”, causadores de ataques cardíacos, acidentes vasculares, derrames, entre outros.

afirmou à rádio Q100. A pergunta que ficou para todos é: um vegetariano (quem não come carne) ou um vegano (não come carne nem derivados de leite e ovo) consegue ter uma alimentação realmente saudável? Cientistas concluíram que há uma grande base científica 30 www.acapa.com.br

No entanto, muitas vezes essa complementação alimentar não precisa ser realizada de maneira artificial (consumindo remédios e vitaminas). O ômega-3, por exemplo, é encontrado em nozes e alguns frutos do mar. Já a vitamina B12 é encontrada em ovos, leite e derivados (para os não-veganos).


saúde

Mesmo assim, ainda há opiniões contraditórias nessa premissa. Ouvimos os dois lados da moeda.

Eu insisto!

“Sou técnico em processamento de alimentos, o que me faz entender dos processos realizados na indústria, e é completamente possível viver de forma saudável sendo vegano, respeitando as variações de cada organismo. Conheço pessoas que cresceram sem nunca terem comido nada de origem animal, também conheço mulheres que engravidaram e não lhes foi recomendado nenhum tipo de complemento vitamínico, nem mesmo ácido fólico (super importante e a maioria tem de tomar)”, afirma Adriano Milan, 26, vegetariano há 12. Adriano nunca teve problemas de saúde por ser vegetariano. “Faço exames regularmente e nunca tive nenhum problema, mas não posso ficar resfriado ou estar morrendo de preguiça que já vem alguém me dizer que é falta de carne. Carnívoros ficam doentes tanto ou mais que vegetarianos. Se a pessoa decidir em mudar de dieta, ela deve procurar se informar bastante e também fazer um acompanhamento médico, mas quanto a este é preciso saber filtrar, pois os médicos e nutricionistas são treinados a repetir o que aprenderam de forma convencional e por vezes limitada”, afirma.

Eu desisto!

Já Celso Aquino enfrentou grandes barreiras quando decidiu virar vegano. “Primeiro porque não achamos tudo o que precisamos em vegetais. Por isso, eu tomava vitaminas e comprava alguns cereais que tinham vitaminas do complexo B. Mesmo que tecnicamente cereais como “Sucrilhos” e leite de soja já tivessem o suficiente dessa vitamina

para a cota diária, eu tomava o comprimido para ter certeza”, explica. Além disso, a falta de locais destinados a esse público também foi um obstáculo. “Não é nada fácil achar alimentos quando se é 100% vegan, mesmo em cidades como São Paulo. Sem falar que minha conta de supermercado ficou bem mais cara com as poucas coisas que eu achava”. Aliado a esses fatores, o excesso de alimentos industrializados fizeram com que Celso desistisse de ser vagano. “Leite pasteurizado (odeio o UHT) virava leite de soja (mega industrial), carne virava muitas vezes proteína de soja (industrial também, natural é só o grão), suprimento de vitaminas... O argumento final foi: preciso de remédio (vitaminas) para completar minha dieta, ou seja, 100% vegan não é algo natural de verdade. E pronto, voltei a comer ovo e leite”, conta. “Precisei passar férias na França e ver que ia deixar de experimentar muita coisa se não comesse carne. Aí acabei voltando a comer carne também. Hoje, não me arrependo de ter voltado, carne é algo maravilhoso e bem preparado”, conclui. • Vegetarianos: não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal, bem como derivados (ovos, leite etc). • Ovolactovegetarianos: não consomem nenhum tipo de carne, porém são menos radicais, pois também se alimentam de ovos e laticínios. • Veganos: são mais radicais, não consomem qualquer alimento de origem animal e também não usam produtos de origem animal (casaco de pele, por exemplo) ou que tenham sido testados em animais para serem produzidos. www.acapa.com.br 31


beleza

LINDO JÁ! Descubra os produtos que vão te tratar como um rei dos pés à cabeça TEXTO FABIO ANGELI

A

pós o verão, a pele acaba ficando comprometida por conta dos excessos da estação. Sempre é hora de dar um gás nos cuidados para manter a aparência em dia.

Grandes marcas já desenvolveram linhas específicas para os homens, atendendo às necessidades especiais da pele masculina. A seguir, você confere alguns produtos para a pele do rosto e do corpo e para os cabelos.

Rosto Force Supreme – Biotherm Homme (R$ 265) Poderoso ativo antirrugas. Atua na superfície da pele, facilitando a eliminação de manchas de envelhecimento e unificando o tom da pele. Contém ácidos graxos essenciais (Ômega 3 e 6), que ajudam a evitar o ressecamento. Com Pro-Xylane, acelera a regeneração celular e age em todas as camadas da pele para fortalecer sua densidade e prevenir as rugas. Ainda contém FPS 12. Vichy Homme Normactiv CG – Vichy (R$ 70,90) Fluido Hidratante Purificante. Com textura refrescante, controla o excesso de sebo e hidrata por 8 horas. Atenua o excesso de brilho da pele e contrai os poros. A pele fica mais limpa, fresca e uniforme. Hidratante Protetor Multiação 5 em 1 O Boticário MEN FPS 20 (R$ 59,90 – 48ml) Para facilitar o dia-a-dia, tem ação 5 em 1. Atua como anti-idade, reduz o brilho da pele, promove hidratação prolongada, tem FPS 20 e ainda pode ser usado como creme de barbear.

Corpo Cross-Terrain “Dry Run” Foot Cream Kiehl´s (R$ 87,00 - 100ml) Creme antisuor para os pés. Com formula exclusiva antiderrapante, refresca e alivia os pés, protegendo-os contra o desconforto provocado pela transpiração. Contém extratos vulcânicos que absorvem o suor e Aloe Vera com ação calmante. 32 www.acapa.com.br


beleza

Cross-Terrain All-In-One Hair & Body Refueling Wash Kiehl´s (R$ 86,00 - 240ml) Sabonete líquido dois em um, para a pele e cabelo. Ótima opção para levar em viagens. Com formulação biodegradável, também pode ser usado como gel para barbear.

Cabelo Innéov Nutri-Care (R$ 109,90) Age sobre as principais causas da queda capilar, além de reforçar e proteger contra agressões externas, melhorando a qualidade do cabelo (volume, densidade dos fios e brilho). Silver Shampoo – K.Pro (R$ 35) Shampoo indicado especialmente para cabelos loiros, descoloridos, clareados e grisalhos. Contêm em sua fórmula micropigmentos de última geração com o poder de intensificar a aderência, neutralizando assim os tons amarelados, além de dar muito brilho. Não contém sal.

Perfumes Uomini Mediterrâneo – O Boticário (R$ 74 – 100ml) Perfume lançamento da linha Uomini do O Boticário. Inspirada no Mar Mediterrâneo, a fragrância aposta em notas amadeiradas. Pig Poney Collection Ralph Lauren (R$ 159 - 40ml e R$ 249 - 75ml) A linha de perfumes Pig Poney da Ralph Lauren traz quatro deliciosas flagrâncias, cada uma com um estilo diferente. O nº 1 tem toque cítrico, o nº 2 oriental, o nº 3 amadeirado e o nº 4 frutado amadeirado. Musc Colletion for Fim Narciso Rodriguez (R$ 245 – 50ml) Com notas frescas, o perfume do estilista Narciso Rodriguez é extremamente natural, mas com uma essência marcante. ONDE ENCONTRAR Biotherm: 0800 701 7323 Kiehl´s: 0800 722 8883 O Boticário: 0800 413 011 Ralph Lauren: 0800 701 7323 Vichy: 0800 701 1552 Ineéov: 0800 701 1552 K.Pro: 11 3846 9725 Narciso Rodriguez: 0800 772 5500

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especial

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especial

TRISTE CONTO DE FADAS Com novas técnicas, golpe Boa Noite Cinderela ainda faz muitas vítimas em festas gays TEXTO NETO LUCON FOTO SÉRGIO DE FRANÇA

A

lto, bonito, forte e sensual. O perfil do moreno que me abordou em um after de São Paulo certamente faz parte do estereótipo idealizado por muitos gays. Ficamos. Mas seu comportamento posterior - como o papo sobre dinheiro, a curiosidade de me tirar do chão e das notáveis mãos bobas sobre meus bolsos - deixou-me um tanto desconfiado.

tima antes do roubo (efeito potencializado da mistura de substâncias como ketamina, dormonid, flunitrazepam, entre outras, a bebidas alcoólicas). Na noite LGBT, a premissa é pior. Afinal, “os gays são as maiores vítimas do Boa Noite Cinderela”, declara a escritora Maria Tereza Moreira, autora do livro homônimo, publicado pela editora Zit.

Prestes a vivenciar um pesadelo apelidado como conto de fadas, fui salvo por uma

Sem escapar das inevitáveis analogias, a autora compara o conto da gata borralheira com a realidade de seus entrevistados. “Cinderela é carente, solitária, convive mal com os familiares, mas tem seu sonho realizado ao encontrar um príncipe. Nas histórias que relato, todos estão carentes de alguma forma.” Caso do publicitário Edmilson, 28, que após uma traição e conflitos familiares, em 2010, foi a um barzinho no centro de São Paulo e conheceu o que seria o homem da sua vida. “Além de muito bem vestido, ele falou que não era do meio, que estava em busca de algo sério e que até abriria oportunidades de trabalho.” Durante a conversa, desfaleceu. Acordou somente no dia seguinte, em um motel próximo do local, sem roupa, celular ou carteira. “Esta-

amiga travesti.

va em trapos”, compara.

Carente Cinderela

Do Uísque para a Calçada

Momentos depois, a confirmação. Através do beijo – isso mesmo, do beijo – ele despejou em minha boca o drink que toda hora me oferecia e fingia beber. Beijei e engoli, consciente do que estava por vir (ou não). Em poucos minutos, um sono profundo tomou conta de mim, mal conseguia me mexer. Ele, por sua vez, assoprava calmamente meus olhos e, toda vez que tentava abrir, fechava-os com os dedos. Tentei me esquivar, mas o príncipe moreno se transformou em lobo: puxou-me bruscamente, quase me carregando a caminho de um dark room.

No agito e loucura da noite, a busca por pessoas e companhias diferentes é constante. É nela que por ventura surge um golpe conhecido por seduzir e dopar a ví-

A maioria das vítimas não se recorda de como o golpe foi dado. Nem antes, muito menos durante, consequência das substâncias dopantes aplicadas nas bebidas www.acapa.com.br 35


especial

(atualmente também utilizam em chicletes e até frutas), e só acordam horas ou dias depois. Aos 39 anos, o advogado Guilherme Vasconcellos sofreu um apagão. Ele chegou em uma casa noturna gay de São Paulo e, esperando um amigo, pediu um uísque ao barman. “Acordei na calçada, limpo, sem anel, carteira, celular, nada.” Guilherme não sabe nem dizer se foi abordado por alguém. “A bebida já deve ter vindo batizada ou quem estava ao lado o fez. A memória imediata fica prejudicada”, alega ele, que considera a situação humilhante. “Fico imaginando ter sido carregado na frente de todos.” O publicitário Rodrigo M, que participava da formatura de um amigo em Volta Redonda, Zona Sul do Rio de Janeiro, só lembra das formalidades da cerimônia e de uma pista com música eletrônica. “Acordei na beira do rio Paraíba do Sul, longe de qualquer comércio ou residência, só de calça social. Senti medo, perdido em um lugar que não conhecia.” O amigo do jovem, preocupado com ele, soube pelo segurança que havia entrado em um carro de outro convidado. Para Rodrigo, isto nunca ocorreu.

Guilherme, Edmilson, Rodrigo procuraram registrar Boletim de Ocorrência, mas alegam terem sido destratados por policiais. “Fui à delegacia, mas fui tratado como o ‘viado bêbado que perdeu a linha’ e ficou por isso mesmo”, diz o publicitário. Guilherme afirma que é o tipo de situação em que a vítima tem que provar que não é culpada. “Recusaram a fazer o B.O., pois não tinha testemunha, e o pessoal da casa noturna não quis se envolver. É a sua palavra contra o mundo à sua volta.”

Previna-Se

Não existe faixa etária, dia, nem lugar. Todos estão sujeitos a cair nas mãos de golpistas. A maior dica é aquela dada a mais antiga moral da história: não aceitar nada de estranhos. “Depois é ficar atento no assunto do gato, nas mãos bobas e, claro, não levar alguém de imediato para casa. Também aconselho a não sair sozinho a lugares que ninguém te conhece e que não saiba quando você está alterado”, afirma o agora precavido Edmilson.

Final Feliz?

Vergonha

O crime pode ser legalmente tipificado de várias formas, do sequestro ao roubo qualificado, até mesmo tentativa de latrocínio, mas, dadas as dificuldades que as vítimas encontram nas delegacias, o mais normal é um mero registro de roubo que, de acor-

vergonha é um dos sentimentos mais presentes nas vítimas, a cicatriz mais difícil de curar. É preciso tempo e, muitas vezes, psicoterapia para que a vítima se recupere”, declara Maria Tereza. É por isso que não há dados, nem políticas públicas voltadas à prevenção do golpe.

do com o artigo 157 do Código Penal, pode penalizar o golpista com quatro a dez anos de prisão.

Enquanto novos golpes surgem, as vítimas temem denunciar. Os motivos são vários. Alguns não lembram do que aconteceu, outros por medo, vexame e vergonha. “A

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Enquanto isso, o lobo moreno do início da reportagem continua lindo e solto nas pistas de São Paulo...


noite

LUZES, DRINQUES, COMIDAS E BALADA! Reduto de gente bacana e descolada, Glow Lounge abre suas portas em Brasília com uma mistura interessante TEXTO ERIK GALDINO FOTOS DIVULGAÇÃO

T

rês jovens empresários da capital federal resolveram diversificar seus negócios e criaram o Glow Lounge. Anexo ao Espaço Cultural Contemporâneo, uma galeria de arte moderna, boa comida, drinques especiais e festinhas animadas compõem o espaço múltiplo e colorido que já vem caindo no gosto de públicos diversos

De olho no público de empresas e bancos que circula diariamente pelos prédios comerciais ao redor do Glow, de segunda a sábado, das 11h às 15h, é servido um delicioso almoço cujos pratos foram criados pelo chef Gutembergue. São diversas opções que vão desde carnes e peixes a aves e saladas. Uma excelente pedida é o filé mignon com

no Setor Comercial Norte da capital federal.

arroz e amêndoas, vegetais e farofa de cenoura. “Que tal um drinque de pepino para abrir o apetite?”, sugere Ricardo Lucas, um dos sócios, referindo-se ao “Refresh”.

A decoração é baseada em cores e luzes. Amarelo, azul e vermelho estão por toda a parte, nas paredes e mesas pretas. A área externa é um charme: com mesas e ombrelones, é o lugar ideal para um drinque nos dias quentes. 38 www.acapa.com.br

Capítulo à parte, os garçons foram bem selecionados. Todos jovens e bonitos, extremamente educados e atenciosos, conec-


noite tam-se ao ambiente. Diferencial de muitos estabelecimentos, a Glow libera gratuitamente sua rede wi-fi para os clientes. Em breve, às terças-feiras, quem for ao Glow e fizer um check-in no Foursquare, rede social de geolocalização cada vez mais popular no Brasil, ganhará um drinque especial. Por falar em drinques, a carta é bem completa, diferenciada e está disponível no happy hour que rola de terça a domingo, das 18h à 1h. Criados pela empresa paulistana “Drink Design”, escolher entre as diversas opções é um trabalho duro. O Glow Ice é um luxo: dentro do copo, um gelo-LED fica piscando e trocando de cor. “Compramos os gelos de uma empresa de São Paulo”, comenta Thales Sabino, um dos sócios. Para acompanhar os drinques, também há opções gastronômicas muito sofisticadas. “Olha que luxo, caviar e salmão”, comentou Thiago Malva, também sócio do empreendimento, sugerindo o prato. Às quartas, quintas e domingos o Glow também funciona como clubinho. Comandada pelos fofos e tuiteiros Guga Freitas e WilsoNemov, a noite WoWProject rola sempre às quartas com eletrofunk e pop. Já às quintas tem o projeto Kinda, do DJ Biondo. Carente de diversão aos domingos, os brasilienses poderão se jogar na Baby Let’s Clube que vai rolar no esquema de matinê. Abre às 20h e segue até o comecinho da madrugada.

Serviço:

Glow Lounge Almoço - Segunda a sábado - 11h/15h Café - Segunda a sábado - 15h/18h Bar - Terça a domingo - 18h/1h SCN Setor Comercial Norte Quadra 03 Bloco C loja 05 - Brasília-DF Telefone: (61) 8403-4355 www.glowlounge.com.br Twitter: @GlowLounge www.acapa.com.br 39


sexo

TESÃO DE PROFISSÃO Gays falam sobre o fetiche que sentem por profissionais que não são do sexo TEXTO DIANA C.

V

ocê se lembra de Maria e Wesley, o casal da edição 11 do Big Brother Brasil? O bonitão chegou ao reality causando grande alvoroço no coração de Maria, que até então era apaixonada por outro participante. Mas o que teria despertado a atenção da grande vencedora do programa? É aí que Wesley entra como inspiração para esta matéria. Durante o BBB, Maria chegou a comentar diversas vezes sobre a profissão de Wesley - loiro, alto, forte e ainda por cima médico. “Imagina entrar num consultório e dar de cara com um médico desse... isso nunca me aconteceu”, brincava. Mas, ao contrário de Wesley, existem profissionais que nem precisam lá ser tão bonitos. Basta usar uniforme ou apenas exercer uma profissão viril. Como é o caso dos mestres de obras, pedreiros, encanadores, tipos clássicos que despertam tesão em muita gente por sua postura máscula e, muita vezes, desnuda. “Não posso ver uma construção que quero passar por perto. Pra mim, não precisa ser bonito, se o pedreiro tiver sem camisa já basta”, conta o estudante de enfermagem Tiago, 20. Como o trabalho é pesado, muitos desses homens costumam exibir braços fortes através de regatas surradas. “Tenho um amigo que é pior que eu. Nem de balada ele gosta, odeia os tipos mauricinhos. 42 www.acapa.com.br


sexo

Pra ele, quanto mais viril e simples, melhor”, revela Tiago. Questionado se já teve experiência com algum “cafuçu”, como costumam ser chamados os homens que não dão pinta e muita vezes nem são gays, Tiago fica tímido. “Já rolou, foi bem sexual. Tive que provocar até conseguir”. Mais detalhes: “Ah, foi com um pedreiro. Prestei um favorzinho pra ele.” Para bom entendedor, meia palavra basta. Thiago conta que se arriscou. “Não é fácil ficar com esses caras, muitos não recebem bem uma cantada. O jeito é apelar”, diz. “Na época do Bocage (extinto bar gay na rua Alameda Itu, em São Paulo) estavam construindo um prédio bem próximo à rua onde ficavam muitos gays e lésbicas, ali era mais fácil conseguir alguns”. Já Pedro, estudante de administração, não corre tanto perigo. Ele conta que suas investidas acontecem dentro do escritório onde trabalha, no centro de São Paulo. Seu alvo? Motoboys. “Ainda não tive a sorte de sair com nenhum que conheci durante o trabalho, mas faço questão de deixar bem claro que se fosse por mim já teria transado com uns três...”.

Assédio

Outra profissão que desperta tesão é a dos salva-vidas. Desta vez, a reportagem resolveu ouvir o outro lado da moeda e conversou com Henrique M., 28, que trabalha há 5 no forte da Baixada Santista. Tímido e heterossexual, como pediu para deixar claro na matéria, Henrique conta que recebe muitas cantadas, mas ressalta que a maioria é por parte das mulheres. “Pelo fato de sempre estar de sunga, elas reparam mesmo. Mexem e fazem as brin-

cadeiras de costume: ‘ai, por você eu me afogaria’... essas coisas”. Quanto aos gays, é sucinto. “Alguns olham bastante... mas não passa disso, pelo menos comigo”. Já para Rafael, que é gay assumido e advogado, o assédio de homens rola quase que diariamente. “Não sei o que existe com o vestuário ‘terno e gravata’. É fetiche puro!“, conta. Rafael revela que quando sai do trabalho e vai direto para o bar, de ‘social’, recebe mais cantadas do que quando vai para a balada usando roupa casual. “Tive um namorado que não deixava nem eu tomar um banho quando chegava do serviço, queria fazer sexo tirando meu terno, sapato, calça e gravata...” Rafael acredita que o fetiche por determinadas profissões é bastante estimulado por novelas, que sempre mostram encanadores, pedreiros e mecânicos sarados usando apenas o clássico macacão azul. Quem não se lembra do mecânico Pascoal, interpretado por Reynaldo Gianecchini na novela Belíssima (2005)? Apesar de burrinho, o personagem de Gianecchini era bem sexy. “Tipos assim na vida real são um achado, por isso devemos aproveitar bem todos os serviços oferecidos”, conclui Rafael.

Enquete

O site A Capa quis saber de seus leitores qual das profissões abaixo exerce mais fetiche? O resultado você confere abaixo: 30% 27% 17% 14% 11%

Policial Bombeiro Executivo Pedreiro Salva-vidas www.acapa.com.br 43


achados

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