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Edição nº 37 | Setembro 2010 | www.acapa.com.br

BULLYING

Violência no ambiente escolar

SAÚDE

Cuidados para sua primeira tatuagem

SEXO

Massagem com toques sexuais

Matheus Mazzafera: A vida de luxo e riqueza do jet setter brasileiro


editorial

UMA LIÇÃO CONTRA O PRECONCEITO... O bullying é um assunto que merece ser discutido pela sociedade. Desde cedo, muitos gays passam por situações constrangedoras que podem atrapalhar o desenvolvimento sadio na fase adulta. A reportagem de Paulo Basile mostra que a violência repetida na escola causa intensos danos psicológicos e compromete o convívio social e familiar. O objetivo da matéria não é apenas alertar para a existência de comportamentos cruéis – dois quais a maioria de nós já foi vítima – mas também apontar caminhos para combatê-los. Esta edição traz duas honrosas colaborações de fotógrafos estrangeiros: os norte-americanos Craig Seymour e Scott Hoover, que cederam amostras de seus trabalhos para as seções “Portfólio” e “Retrato”, respectivamente. A reportagem de Rodrigo de Araujo desvenda o trabalho de profissionais cuja especialidade é unir técnicas tradicionais da massagem ao toque sexual. Emerson Lisboa mostra quais são os cuidados que você precisa ter antes de tatuar o corpo. Matheus Mazzafera deixa os bastidores para virar estrela de nosso editorial. Fotografado por Rodrigo Marques, o stylist posou ao lado dos lindos Thiago Reis e Felipe Maciel. Capa Matheus Mazzafera foi clicado por Rodrigo Marques com styling de Leandro Lourenço e Diogo Brasiliano (Agência TOUT).

Até o próximo mês e boa leitura! Paco Llistó

SUMÁRIO

EXPEDIENTE

Comportamento 28 DIRETOR EXECUTIVO Sergio Di Pietro sergio@ibe.com.br EDITOR-CHEFE Paco Llistó paco@acapa.com.br

Bullying

Tatuagem

EDITOR DE ARTE Régis Olivar regis@ibe.com.br REDAÇÃO Diana Carvalho diana@acapa.com.br

Saúde 30

Sexo Massagem Masculina

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Seções

Cult

Erik Galdino erik@ibe.com.br

Portfólio

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Lufe Steffen lufe@acapa.com.br

Atitude

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Marcelo Hailer marcelo@acapa.com.br

Música

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Mídia

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Tatuagem_30

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COLABORADORES Emerson Lisboa, Fábio Angeli, Heloisa Caprioli, Paulo Basile, Rodrigo de Araujo e Tino Monetti. MARKETING Augusto Rossi augusto@ibe.com.br PARA ANUNCIAR Bruno Niz bruno@ibe.com.br Saulo Arcangelo saulo@ibe.com.br (11) 3284.4564

Massagem Masculina_32

Mykonos_38

Para enviar seu COMENTÁRIO, escreva para

redacao@acapa.com.br

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Moda

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Entrevista

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Turismo

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Achados

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Retrato

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A Capa é uma publicação da Infonet Business Ltda. Rua Condessa Siciliano, 85, Jardim São Paulo, CEP 02044-050, São Paulo, SP. Setembro/2010. A revista A Capa é uma publicação mensal e de distribuição gratuita.

@acapacombr

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução ou cópia dos textos, fotos, ilustrações e outros elementos contidos nesta revista sem a sua expressa autorização.

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cult

Cinema Como Esquecer

No filme de Malu Di Martino, a atriz global Ana Paula Arósio interpreta uma professora lésbica que sofre após ter sido abandonada pela namorada, com quem mantinha um relacionamento por mais de 10 anos. Com o fim do namoro, Júlia, personagem de Ana, vai morar com seu melhor amigo Hugo, vivido por Murilo Rosa, também gay. Na trama, ambientada em Pedra de Guaratiba (RJ), a professora conhecerá Helena (Arieta Correia) que fará com que Júlia volte ao campo dos sentimentos, dos afetos e da paixão. Em cartaz: a partir de 15 de outubro nos cinemas.

FOTO CELSO PEREIRA/DIVULGAÇÃO

Estante Homofobia – história e crítica de um preconceito

A jornalista carioca Milly Lacombe, lésbica assumida e colunista da revista TPM, acaba de lançar seu primeiro livro de crônicas, “Tudo é só Isso”. A publicação explora temas simples, como um abraço, um beijo ou uma palavra na hora certa, além de dinheiro, sexo, poder e diversão. A autora faz ainda um passeio pela homossexualidade, mostrando o que há de comum na vida de todos quando a perspectiva é a do amor e da emoção. Título: Tudo é só isso - Amor, conquistas e outros prazeres fundamentais. Autora: Milly Lacombe. Editora: Saraiva. Preço: R$ 29,90.

Show Night Work Tour

A banda norte-americana Scissor Sisters se apresenta pela primeira vez em São Paulo, em 22 de novembro, no Via Funchal. Os ingressos já estão à venda. Responsável por sucessos como “I Don’t Feel like Dancing”, a banda é formada por Jake Shears e Ana Matronic (vocais), Babydaddy (baixo, guitarra e teclado), Del Marquis (guitarra e baixo) e Randy “Real” Schrager (baterista). O show faz parte da turnê do disco “Night Work”, terceiro álbum de estúdio. Quando: 22 de setembro. Ingressos: Telefone (11) 2144-5444, pelo site www.viafunchal.com.br, na bilheteria da casa de shows e em pontos de venda. Quanto: de R$ 200 a R$ 300 (Há meia-entrada para todos os setores). Via Funchal - Rua Funchal, 65, Vila Olímpia - São Paulo. 4 www.acapa.com.br


CRAIG SEYMOUR É UM FOTÓGRAFO NATURAL DE CHICAGO (EUA). NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, CRAIG PERCORREU VÁRIOS CLUBES DE STRIP EM SEU PAÍS PARA FLAGRAR ASPECTOS INCOMUNS DA CULTURA HOMOSSEXUAL. O FOTÓGRAFO, QUE TAMBÉM JÁ TRABALHOU COMO STRIPER, TEM DOIS LIVROS/ÁLBUNS: “AMERICAN BOYS: A STRIP CLUB DIARY” E “SHOWER”. PARA SABER MAIS SOBRE CRAIG SEYMOUR, ACESSE WWW.CRAIGSEYMOURPHOTOGRAPHY.COM

DIÁRIO DE UM STRIPER

portfólio


atitude

MISTER BRASIL

DIVERSIDADE 2010 FOTOS JOSI GELLER

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música

ILUSTRES DESCONHECIDOS Três artistas de talento musical extraordinário e carreiras fora do mainstream que não devem nada em criatividade e inovação à unanimidade cega de Lady Gaga TEXTO TINO MONETTI

P

oucos esportes são tão divertidos como a caça a músicas novas. Seja mergulhando fundo na coleção de blogs do Hype Machine (hypem.com) ou ouvindo o iPod de um amigo chinês durante uma road trip na Suécia, o importante mesmo é a delícia de encontrar uma canção ou um artista que faça todo o resto do mundo parar. Daí pra frente, as escavações ficam mais profundas dentro do YouTube, páginas oficiais, sites de fãs, redes sociais etc. Vale tudo quando a paixão é verdadeira. São estas joias raras, porém incrivelmente mais belas que as comuns, que fazem o cenário independente girar, combatendo de frente as grandes gravadoras e o domínio do pop ready made que pasteuriza nossa sociedade e diminui sua inteligência.

admiradores e cool hunters de plantão. É a hora, mais que justa, para que elas comecem a deixar esta prisão intelectual que quase explode de tantas boas ideias e invadam nosso universo, já que ninguém precisa ouvir Lady Gaga 24 horas por dia.

Em homenagem a estas pedras mais que preciosas, esta coluna traz três bandas (ou projetos musicais) que não têm medo de experimentar, inovar e criar conceitos fora do que é o stablishment. Cada uma a seu modo, elas redefinem parâmetros, ainda que suas glórias muitas vezes fiquem hermeticamente fechadas dentro de um pequeno séquito de

tualmente deixou a carreira musical e o trio. Com temas poéticos fortemente ligados à natureza e ao amor romântico, o grupo desde o início deste ano conta com o vocal de Julieta Brotsky, que, segundo muitos, remete à fase de Isol (isol-isol.com.ar), considerada a mais genial e inspirada destes argentinos. O que ouvir: “Idioma Suave” (2002), “Sal”

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ENTRE RÍOS O que é: Um projeto argentino de electro pop suave e inteligente criado por Sebastián Carreras e Gabriel Lucena. O duo iniciou suas atividades apoiado na voz da incrivelmente talentosa Isol Misenta, uma ilustradora de livros infantis que even-


música They Exploded” e “Sing Along” @: mum.is

IAMAMIWHOAMI

(2003), “Onda” (2005) e “Apenas” (EP, 2009) O que ver: “Salven Las Sirenas”, “Hoy No”, “Si Hoy” e “Altas Horas”, @: myspace.com/entrerios

MÚM O que é: O coletivo de música experimental formada atualmente por sete islandeses multiinstrumentistas de nomes quase impronunciáveis é talvez a mais conhecida entre as selecionadas. Famosa por seus vocais ultradelicados e suas paisagens sonoras cheias de efeitos naturais que remetem os mais diversos sentimentos, Múm foi criado em 1997, mas ganhou notoriedade entre os anos 2000 e 2005, quando ainda contava com a presença ilustre das gêmeas Valtýsdóttir: Gyða (que deixou o projeto para se dedicar aos estudos em 2002) e Kristín Anna (que saiu da banda em 2006). Em 2009, porém, o Múm retorna com o excelente e elogiado “Sing Along to Songs You Don’t Know” e um videoclipe de extrema crítica ao momento social da humanidade, que deu nova roupagem ao universo onírico do grupo. O que ouvir: “Yesterday Was Dramatic – Today Is OK” (2000), “Finally We Are No One” (2002), “Summer Make Good” (2004) e “Go Go Smear the Poison Ivy” (2007) O que ver: “Green Grass Of Tunnel”, “Oh, How The Boat Drifts”, “They Made Frogs Smoke ‘Til

O que é: Gentilmente e recentemente apresentada a mim por Régis Olivar, o projeto eletrônico e misterioso é encabeçado pela cantora sueca de 29 anos Jonna Lee e conta com produtores desconhecidos. O mais recente dos três, o iamamiwhoami (o que livremente poderia ser traduzido como: “eu sou. eu sou? quem sou?”) possui uma aura de mistério criada desde dezembro de 2009. Até o momento, tudo que se conhece deles é um canal dentro do YouTube formado por 13 vídeos de canções cujos títulos são letras (como B, Y ou T) ou combinações numéricas que, segundo alguns, representam frases e até nomes de plantas alucinógenas. Os vídeos, que se espalharam viralmente na rede, trazem diversos elementos e uma assinatura de artistas com referências em comum, como a cara de Jonna pintada de negro, bosques de árvores gigantes, gatos e cachorros pretos e desenhos como de giz de animais da fauna terrestre. Se dividindo entre “minimúsicas” de 1’30 até grandes temas de quase dez minutos, o projeto ainda dá poucas pistas do que virá daqui para frente, mas toda sua aura de suspense e arte pura já renderam assunto para diversos jornalistas de música e blogs especializados no assunto. O que ouvir: Todos os vídeos disponíveis no canal do YouTube O que ver: “9.20.19.13.5.723378”, “13.1.14 .4.18.1.7.15.18.1.1110”, “23.5.12.3.15.13.58.15.13.5.3383”, “b”, “o”, “n” e “y” @: youtube.com/iamamiwhoami

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MÍDIA

MARCELO HAILER E O CANDIDATO ALE YOUSSEF

A CAPA GANHA ESTÚDIO DE TV TEXTO REDAÇÃO

A

Capa continua ampliando seus canais de comunicação. Inicialmente um site, ganhou a versão impressa em 2007 e agora começa mais uma nova fase: produção de TV. Para tanto, um estúdio foi montado na sede da redação, contando com isolamento acústico e outros artefatos. A proposta é aperfeiçoar o espaço ao longo dos próximos meses. A TV A Capa entrou no ar em junho de 2010, com o início da Copa do Mundo. O primeiro programa foi o “Bola Dentro”, uma divertida mesa redonda que discutiu o futebol sob uma perspectiva inédita: gay.

que gays também gostam - e entendem - de futebol. Mas sem deixar de lado o “fervo”, claro: o “Bola Dentro” elegeu, a cada edição, os jogadores mais bonitos do mundial. Com o término da Copa, estreou o “Debate Eleitoral”, programa de debates apresentado pelo jornalista Marcelo Hailer que recebe candidatos às eleições 2010. Já estiveram no programa Salete Campari, o sargento gay Fernando Alcântara, a travesti Márcia Lima, o empresário Ale Youssef, entre outros - todos candidatos a deputados, estaduais ou federais, por diferentes partidos nas eleições que acontecem no início de outubro.

Ao longo de seis edições, o programa recebeu convidados como Soninha Francine, Gui Tronolone, Claudia Wonder, Yúri Simões e as hilárias drags Ioio Vieira de Carvalho e Dindry Buck, sempre recepcionados pelos apresentadores Lufe Steffen e Paco Llistó. A reação do público foi imediata: emails e comentários ressaltando a iniciativa de mostrar 14 www.acapa.com.br

O “Debate Eleitoral” segue até a última semana de setembro. Em outubro, novos programas começam a aparecer na grade. Vale lembrar que todos estão disponíveis no site www.acapa.com.br, na seção TV A Capa. E a repercussão da TV é sempre benvinda: críticas, elogios e sugestões podem ser enviados para redacao@acapa.com.br.


moda

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moda

NA PASSARELA

DO LUXO FOTOS RODRIGO MARQUES ASSISTENTE RODRIGO SEMPREBOM TRATAMENTO DE IMAGEM WALTINHO MORENO STYLING LEANDRO LOURENÇO E DIOGO BRASILIANO (Agência TOUT) BELEZA GIL SCAWIA MODELOS THIAGO REIS E FELIPE MACIEL (Elian Gallardo Model)

Matheus Mazzafera veste smoking DASLU, camisa GIANFRANCO FERRE, gravata SERGIO K, cinto PRADA. Thiago Reis e Felipe Maciel vestem cuecas CALVIN KLEIN www.acapa.com.br 19


moda

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cinto SERGIO K, sapatos HERMES

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Cueca CALVIN KLEIN

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Matheus veste smoking DASLU, camisa GIANFRANCO FERRE, gravata SERGIO K, cinto PRADA. Thiago Reis e Felipe Maciel vestem cuecas CALVIN KLEIN


moda

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entrevista

A TOP ALESSANDRA AMBRÓSIO E MATHEUS MAZZAFERA

“A MÍDIA É QUEM

CRIA MITOS” Workaholic convicto, Matheus Mazzafera reafirma sua vocação de jet setter e queridinho das celebridades 26 www.acapa.com.br


entrevista

TEXTO PACO LLISTÓ | FOTO ARQUIVO PESSOAL

N

atural de Pouso Alegre (MG), Matheus Mazzafera já parecia desde cedo nascido para o estrelato. Filho

íntimas. São pessoas normais, a mídia é quem cria mitos.

de uma família tradicional e endinheirada, o stylist queridinho de 10 entre 10 celebridades possui endereço fixo em São Paulo, Nova York e Milão, três cidades que, naturalmente, inspiram suas produções.

Que tipo de recompensa você tem trabalhando como stylist? Rola às vezes não cobrar nada para dar conselhos aos amigos? Uma grande recompensa é poder viajar para lugares que um dia só faziam parte da minha imaginação. Quanto a dar conselhos aos amigos, é claro que sim, tem gente que me liga o dia inteiro... (risos)

Formado em moda pelo tradicional Instituto Marangoni, em Milão, Matheus assume que é um workaholic – é comum vermos editoriais assinados por ele nas mais influentes revistas do mundo, como “Vogue” e “Numéro”. Por causa de seu trabalho – e das dezenas de viagens que faz por ano – Matheus se aproximou de celebridades, entre elas as tops Naomi Campbell, Alessandra Ambrósio e Isabeli Fontana, que costumam acompanhá-lo em baladas intermináveis. Leia a seguir nossa conversa com Matheus Mazzafera e confira o que ele pensa sobre sua vida de jet setter, suas amizades com os ricos e famosos e, claro, moda: O que achou do editorial? E por que utilizar referências que lembram Tom Ford? Amei fotografar com a dupla Leandro e Diogo. Eles pediram para usar como referência o Tom Ford porque dizem que sou a versão brasileira do estilista... (risos)

Quais são suas principais referências na hora de criar seus editoriais de moda? Eu vejo o que a revista ou o fotógrafo querem e busco referência em filmes, livros, lugares... Ultimamente, você divide seu tempo entre SP, NY e Milão. Como cada uma dessas cidades inspira seu trabalho? Eu trabalho com o que gosto. Sou um workaholic convicto. Não apenas essas cidades, mas principalmente as mulheres me inspiram. A moda tem se renovado muito com o surgimento de novos estilistas. Quem na sua opinião merece destaque? No Brasil, adoro o Pedro Lourenço e, no exterior, o Alexander Wang.

O que há de melhor na vida de um jet setter? Viajar para vários lugares me deu a oportu-

Você está negociando um programa na TV aberta sobre moda. Pode nos adiantar algum detalhe?

nidade de fazer amizades e conhecer diferentes culturas.

Ainda não está nada definido, vamos cruzar os dedos... Se contar, dá azar. (risos)

Como é o seu relacionamento com as celebridades? Algo que você possa nos contar dessa intimidade com elas? É uma coisa natural, trabalho com algumas celebridades que já me são bem

Você raramente fala sobre sua sexualidade em entrevistas. Por quê? Minha sexualidade é bem aceita, sei o que quero e o que não quero. Sou tranquilo quanto a isso. www.acapa.com.br 27


comportamento

BRINCADEIRAS DE MAU GOSTO O bullying é um dos mais sérios problemas recorrentes em escolas e universidades, e sua questão vai muito além de agressores e vítimas TEXTO PAULO BASILE

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comportamento

“C

omeçaram a surgir vários apelidos ridículos e eu não tinha mais amigos, vivia me escondendo. Quando terminava a aula, ia embora direto para casa, na maioria das vezes chorava para minha mãe dizendo que não queria ir mais. Tive que mudar de escola por ser chamado de ‘viadinho’ por vários moleques, foi muito humilhante”. O relato da adolescência do administrador Ricardo Almeida, hoje com 28 anos, representa um dos grandes problemas que acontecem a diversos jovens nas escolas e universidades: o bullying.

Na prática do bullying, há um elemento muitas vezes deixado de lado, mas que representa uma das grandes forças para a continuidade das agressões: a plateia. “Sem plateia, não tem tanta graça. A plateia ri e aplaude por medo de ser a próxima vítima se não aderir. A intimidação serve para todos”, explica Maria Isabel da Silva Leme, psicóloga e professora de psicologia da USP. Sem a plateia, o agressor não tem seu palco de atuação. Sem palco, a “brincadeira” não tem fundamento. É a história do circo e do palhaço.

Caracterizado por uma agressão intencional e repetida, o bullying pode causar intensos danos psicológicos à vítima, afetando diretamente seu convívio social e familiar. Qual gay ou lésbica já não foi alvo de piadinhas e risadas abafadas nos tempos de colégio? Muito mais do que simples brincadeiras, as ações do bullying podem ficar para sempre no imaginário da pessoa: como as experiências acontecem quando a vítima é criança ou adolescente, a prática pode influenciar diretamente na formação de sua personalidade e caráter.

Segundo Marisa Isabel, os educadores têm papel fundamental nesta luta. “Os educadores precisam fazer um trabalho de conscientização com os alunos sobre princípios éticos como direito ao respeito, justiça... Uma oportunidade excelente é promover discussões coletivas sobre a disciplina na escola, fazer isso ouvindo a opinião dos alunos, fazendo acordos com eles sobre as regras para que se sintam também responsáveis pela qualidade do convívio escolar”, explica. Da mesma forma, os pais devem atuar ao lado dos filhos. “Os pais não podem achar que a escola deve educar integralmente seus filhos, sem assumir responsabilidade pela sua educação”, complementa.

O publicitário Guilherme de Almeida, de 23 anos, carrega até hoje o sofrimento que passou na época de colégio. Guilherme era constantemente zoado por seus amigos por sua orientação sexual (sendo que na época ele ainda nem saía de fato com homens). “Hoje, quase não tenho memórias desta época. Foi tão difícil que acabei bloqueando tudo em minha cabeça”, comenta.

Entre agressor e vítima

“O ápice do preconceito foi da 5° série ao 1° colegial, quando me chamavam de ‘bicha’, ‘viado’ e o professor ainda ficava rindo da minha cara. Certo dia, um aluno me viu numa balada gay e contou para o diretor que, por sua vez, falou para eu tomar cuidado com essas ‘coisas’. Não sei o que machucava mais, quem me zoava ou quem ria”, lembra o publicitário.

Como na maioria das vezes os agressores são menores de idade, nem sempre a punição devida é realizada. Porém, há caminhos para recorrer: “A escola, principalmente a pública, tem reportado as ocorrências ao Conselho tutelar e até à polícia. Acredito que os pais e o transgressor sejam chamados para esclarecer o que ocorreu e só isso deve dissuadir muitos provocadores”, afirma Marisa Isabel. Além disso, segundo a psicóloga, a vítima tem que aprender a se defender, a falar que não gosta de ser zoada, a procurar sua posição de respeito na turma sem agressão ou violência. O poder da vítima do bullying deve ser a mesma arma utilizada pelo agressor, mas usada de forma benéfica: a voz. www.acapa.com.br 29


saúde

TATUAGEM: UMA MARCA

PARA TODA A VIDA

Vai rabiscar a pele? Saiba os cuidados e as recomendações dermatológicas TEXTO EMERSON LISBOA equenas, grandes, monocromáticas ou coloridas, as tatuagens durante anos não foram vistas com bons olhos. Introduzida no Brasil na década de 60, a tatuagem com aparelho elétrico foi

P

ram e a tatuagem se tornou uma arte sobre a pele admirada mundo afora.

disseminada pela zona boêmia de Santos, entre prostitutas e delinquentes, o que reforçou o estigma de marginalidade. A Igreja Católica também contribuiu com essa visão e chegou a condenar o procedimento como demoníaco alegando que era uma forma de violência contra o corpo. Hoje o estigma diminuiu, as técnicas se sofistica-

Ao definir o desenho, o tamanho e as cores, o próximo passo é pensar nos cuidados necessários. Muitos buscam tatuadores profissionais, mas se esquecem de verificar alguns detalhes essenciais para uma boa aplicação da tinta sobre a pele. “Na minha primeira tatuagem tive uma inflamação. Dei preferência para um preço mais barato. Acho que o local

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Quem resolve fazer um desenho permanente pensa primeiramente sobre o que tatuar.


saúde (na pele) não foi limpo corretamente”, revela o estudante Gustavo Campos, 23 anos, que tatuou uma harpia nas costas. O tatuador profissional Rodrigo Carvalho, 32 anos, diz que “muitos tatuadores, para economizar dinheiro, compram tintas de baixa qualidade. Essas tintas contêm grandes quantidades de produtos nocivos à saúde, como ferro, mineral e plástico”. Para saber se o material utilizado pelo tatuador é seguro, você pode perguntar se o aparelho, as agulhas e os pigmentos estão dentro das especificações da norma RDC 55/08*. Os tatuadores profissionais tiveram até o dia 8 de fevereiro deste ano para se adequar à nova norma criada em 2008 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também é fundamental a higiene da sala onde pretende realizar a tatuagem. Cadeira com revestimento descartável, luvas e máscaras cirúrgicas são obrigatórias. É importante consultar um dermatologista e verificar se não há alguma disposição para alergias na pele. “Não se recomenda a tatuagem em mucosas, como a boca, por exemplo, pois a tinta não se fixa e o desenho logo perde sua forma. Para pessoas com distúrbios de coagulação do sangue, o procedimento também é contra-indicado, assim como em vigência de doenças ativas da pele, como psoríase, dermatites etc. Deve-se lembrar que tatuar lugares incomuns, como vulva e pênis, não é permitido pela vigilância sanitária brasileira”, orienta o Dr. Newton B. Morais**, dermatologista e médico estético.

Cuidados após os rabiscos

Depois de feita a tatuagem, a cicatrização da pele pode levar até 15 dias. Esse é o período de maior cuidado. Alguns tatuadores sugerem utilizar o filme plástico, mas não há consenso. Alguns acreditam que facilita o acúmulo de bactérias e até fungos, mas

não deixe de colocar o filme plástico caso use alguma peça de roupa por cima da tatuagem ou na hora de dormir.

Siga à risca as recomendações: • Lave 3 vezes ao dia com sabonete neutro (Dove, Soapex ou Protex). Nunca esfregue com esponja, muito menos com toalha na hora de secar. • Passe uma camada fina de pomada que promova a renovação da pele com componente B5 e lanolina. • Evite coçar ou arrancar a casquinha que se forma. • Evite atividades físicas que possam causar suor. • Não exponha sua tatuagem ao sol. Caso contrário, utilize a cada 2 horas protetor solar fator 30 ou 50. • Evite alimentos gordurosos, carne de porco, frutos do mar, comidas japonesas, pimentas e chocolate.

Arrependimento

Carregadas de simbologia, as tatuagens são marcas permanentes na pele e, quando mal planejadas, podem se tornar um incômodo com o tempo. É possível fazer a remoção através de tratamento a laser, porém, dependendo da pigmentação e da profundeza da tinta na pele, alguns resquícios podem permanecer. Escolha muito bem o desenho e siga as recomendações de um profissional. A princípio, a tatuagem é para a vida toda. * www.anvisa.gov.br ** www.drnewtonmorais.com.br www.acapa.com.br 31


sexo

SAÚDE E TESÃO A massagem masculina atrai adeptos no Brasil misturando toques terapêuticos e sexuais TEXTO RODRIGO DE ARAUJO

N

ão é à toa que uma simples massagem mexe com o nosso imaginário. A arte de tocar não é apenas responsável pela cura de problemas de saúde, mas também por um alto grau de relaxamento

programa, mas sim por profissionais que divulgam em seus sites ou blogs novas técnicas, sessões e toques mais picantes do que uma massagem convencional.

e excitação. Na internet surgem profissionais especializados, que se assumem como massoterapeutas focados em toques nas regiões sexuais do corpo, a chamada massagem masculina.

Conhecido apenas como Alex Massagista, o profissional conta que foi o primeiro a desenvolver a nova massagem sensual, ainda em 2004. Sem recriminar os desejos de seus clientes, ressalta que não deixa ser tocado no ânus nem receber uma masturbação. “Se o cliente quiser, pode tocar no meu corpo, na minha genitália, me abraçar,

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não são realizadas por garotos de 32 www.acapa.com.br


sexo até cheirar. Nossos membros podem ficar eretos e pode haver masturbação e ejaculação, sim. Mas é ele o receptivo”, explica. Normalmente, os massagistas masculinos aplicam na primeira fase de suas sessões técnicas tradicionais e terapêuticas como, por exemplo, o Shiatsu e a Reflexologia. Na segunda etapa, iniciam-se os toques sensuais e sexuais. Os ambientes são naturistas e, no momento final, o terapeuta que se mantinha de cueca, fica totalmente nu igual ao seu cliente. “Teve pacientes meus que trouxeram ‘consolos’, pediram para vestirem calcinha na massagem, salto alto. Alguns perguntam se podem gemer alto como uma fêmea. De forma geral, a sociedade é reprimida sexualmente”, justifica Alex. Cada cliente chega com um objetivo. Tem aquele que mantém uma frequência semanal, mensal ou até esporádica dessas massagens. Alguns procuram por fetiche, curiosidade, autoconhecimento e até resolver patologias sexuais como ejaculação precoce e falta de libido. As sessões duram de 1h a 1h30 e o preço pode variar de R$ 80 a R$ 180. O jovem massagista Luiz Matarazo também divulga seu trabalho pela internet e explica o motivo das fotos de cueca em seu blog: “As pessoas procuram mais pela safadeza. Já que a demanda é grande, resolvi fazer a massagem tântrica, com toques sensuais depois da terapêutica. Não é uma punheta. Tem manobras certas para serem realizadas. Tenho que me concentrar e fazer muito bem. Por isso, atendo apenas quatro clientes por dia. Trabalho muito com energias. Tem pontos e nódulos certos”. A procura pelo serviço já faz com que muitos profissionais desenvolvam sessões com variações. Existem tratamentos para du-

plas, com dois homens amigos ou namorados, a quatro mãos, com dois profissionais atuando ao mesmo tempo, e até para casais héteros, quando a mulher assiste ao marido sendo tocado por outro homem.

Controvérsias profissionais

Muitos massoterapeutas são contra ao boom das massagens masculinas. Para eles, esse novo segmento pode denegrir a classe. Para Clodoaldo Ferreira, que atende no clube 269, em São Paulo, esses massagistas já fazem um toque provocando o cliente para a excitação sexual. “O massagista profissional deixa o cliente quietinho e relaxado. Só trabalha na região em que você está estressado. Se eu fizer massagem da sua cintura até suas coxas, estou te chamando para outras coisas. Para mim, eles aprendem coisas básicas na internet e fazem uma massagem sensual alisando a pessoa”, reclama. Já o massagista Fábio Melo enfatiza que para ser um massoterapeuta profissional é necessário fazer uma faculdade de dois anos e meio. “Eu tenho um amigo garoto de programa que queria ser massagista, quando falei para ele o quanto estudei, desistiu.” Enquanto isso, os massagistas masculinos defendem-se. ”Eu sempre fiz cursos e sempre era considerado o maluco da turma. Na Tailândia e na China, os profissionais massageiam o corpo todo e perguntam aos clientes se querem que masturbe no final. Aqui no Brasil existe muito pudor”, afirma Alex. Luiz Matarazo também não concorda com as críticas. “O corpo é um todo que precisa ser explorado. Sou um profissional completo da área. Há milênios existe massagem sensual, por que não vou fazer?”, questiona. www.acapa.com.br 33


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turismo

PARAÍSO DOS

DEUSES

Tudo o que você precisa saber sobre Mykonos TEXTO E FOTOS FABIO ANGELI

E

m meio ao fervilhante verão europeu, um balneário se destaca como destino certo para os gays em busca de diversão: Mykonos, na Grécia. A ilha ferve de junho a setembro e recebe gays de todas as idades, solteiros, casados, que vão atrás das praias paradisíacas e da noite agitadérrima.

Como chegar

Para chegar em Mykonos você pode ir de ferry boat partindo de Atenas. A viagem leva cerca de 5 horas. Já de avião, são 45 minutos da capital. Comprando com antecedência, as companhias Olympic Air e Aegean Airlines oferecem voos com tarifas reduzidas.

Hospedagem

Na ilha, a melhor opção é escolher um hotel no centro, em Mykonos Town, onde se concentram a maioria dos bares, lojas e restaurantes. Para chegar às praias você terá que fazer uso de transporte (táxi ou ônibus), mas à noite conseguirá fazer tudo a pé. Entre os hotéis, destaque para o Elysium, que tem foco exclusivo no público gay. Os apartamentos têm vista para o mar Egeu e na luxuosa piscina o nudismo é liberado. O hotel ainda conta com um spa. As diárias variam entre 38 www.acapa.com.br

215 e 490 euros, dependendo da categoria do quarto. O Golden Star também é gay-friendly e apesar de ser menos concorrido, conta com praticamente a mesma infraestrutura do Elysium. Os preços também são mais convidativos, com diárias entre 160 e 260 euros.

Praias

A ilha tem inúmeras praias com belas paisagens, mas é preciso saber exatamente onde você irá estender a sua canga, para não passar o dia numa praia deserta ou longe dos points gays. Paradise Beach é a mais conhecida e mais animada da ilha. Os jovens se jogam em peso nos bares Paradise e Tropicana. Mas a frequência é bem hétero. Ainda assim, vale passar um dia por lá. A Super Paradise foi a primeira praia da ilha a ganhar fama de gay. A paisagem é mais bonita que a vizinha Paradise e tem clima descontraído e gente descolada. Nas suas areias encontram-se gays, em sua maioria solteiros, que se esbaldam na pista do Super Paradise Beach Bar a partir das 17h, quando os DJs entram em ação. Elia é a praia do momento, que reúne a maior concentração de gays. Apesar disso, não é tão animada quanto Super Paradise. A frequência


turismo Um ponto a favor é que, para entrar e sair dos bares, você não paga nada. Já a bebida é um pouco mais cara, comparada a outros destinos europeus. Os bares gays mais famosos são o Jackie O. e o Babylon. O primeiro faz referência a Jackie Onassis, famosa habituê da ilha. Os dois estão um ao lado do outro e tem uma localização privilegiada, de frente para o mar, com vista para o porto. O público chega tarde, depois da 1h da manhã.

maior é de casais e nos bares não rola som. Em compensação, o cenário é deslumbrante, um dos mais bonitos de Mykonos. Tanto em Elia quanto em Super Paradise, o nudismo é prática comum.

Noite

A noite começa em Mykonos na Sunset Party, do hotel Elysium, parada obrigatória dos meninos espertos. A festa rola todos os dias na área da piscina do hotel, um dos melhores pontos para assistir o pôr-do-sol da ilha. A festa começa a encher por volta das 19h30. Mas, atenção: encontre um tempo de passar no hotel depois da praia, porque todos vão para a Sunset Party arrumadinhos, a não ser que você não se importe de chegar lá sujo de areia. A ideia é tomar uns drinques, rever os novos amigos de viagem e fazer um aquecimento para a noite. Mas não se empolgue muito, às 22h o som é desligado. Depois da Sunset é hora de jantar num dos restaurantes charmosos do centro. Tem opções para todos os bolsos, com pratos a partir de 15 euros. Passear pelas vielas estreitas de Mykonos à noite é um dos programas mais divertidos da ilha, com diversos bares, lojas de marcas famosas e um vai e vem de gente interessante que não para nunca.

No Jackie O. a pista é menor e, no som, o flashback rola solto. A drag brasileira Joe William, em Mykonos desde 2001, se apresenta todas as noites no bar. Já o Babylon é mais fervido. Com pista maior e mezanino, enche de meninos lindos que dançam ao som dos hits do momento, com o melhor da música pop. A graça está em entrar em um, sair, curtir a brisa do mar, entrar em outro, e assim vai até o amanhecer. O clima é dos mais animados e pode ter certeza que a noite sempre rende uma boa história para contar. Mykonos tem um grande clube, o Cavo Paradise, considerado um dos melhores do mundo pela DJ Mag. O espaço é lindo, encravado num rochedo ao lado do mar. O clube recebe DJs internacionais e a noite de sábado é a mais lotada. Apesar de a frequência ser mais hétero, alguns gays se arriscam por lá. Entre os bares gays, vale passar também pelo Pierro’s e o Jacuzzi, que apresenta shows de sexo. Se você está atrás de belas praias, gente bacana e uma boa noite de farra, Mykonos é o destino certo.

Sites úteis

www.ferries.gr www.olympicair.com www.aegeanairlines.com www.elysiumhotel.com www.goldenstarhotel.gr www.jackieomykonos.com www.cavoparadiso.gr www.acapa.com.br 39


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Edição 37