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ANO I - Nº 4 R$ 4,90 + R$ 1,10 doação aos vira-latas

R$ 6,00

Pastor-de-Shetland Gato

Série de raças exóticas

www.revista4patas.com.br

Uma revista feita para o ser humano com esta assinatura

Exuberante

Cavalo

Mini-horse: filhote do tamanho de um cão Exótico

Você já viu um coelho gigante? Comportamento humano

Quando o amor é demais Novidades: Mãe Natureza & Meio Ambiente

CAMPANHA

VIRA-LATA sim...e daí?

COLABORE COM A CAMPANHA. AJUDE A DOAR RAÇÃO PARA OS CÃES ABANDONADOS OU VÍTIMAS DE MAUS-TRATOS


EDITORIAL

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.” Mahatma Gandhi

Chegamos ao número 4 com méritos. Com a doação de 24 páginas, gentilmente oferecida pela Gráfica Odeon, conseguimos preparar um especial inovador sobre o universo dos vira-latas focando o assunto da posse à diversão onde as crianças podem colorir o mais famoso vira-lata dos desenhos animados. A receptividade favorável por parte do público, leitor da Revista, foi unânime baseado em redes sociais e contatos não virtuais. Todos esperavam por uma literatura dirigida e com profundidade sobre o tema pet. O conteúdo padrão também traz assuntos e curiosidades sobre o universo pet pouco abordados pelos meios de comunicação. Grandes novidades, a partir desta edição, são as novas colunas voltadas à natureza, meio ambiente e os coadjuvantes de 2 ou nenhuma pata que fazem parte da fauna terrestre (aves, peixes, répteis, etc.). Afinal, esses assuntos sempre estarão ligados aos donos de diversos tipos de animais. Também não posso deixar de citar o ser humano que precisa entender da sua psicologia para interpretar a do seu animal. Afinal, a Revista 4 patas foi feita para ele e não para seu pet.

Partindo deste princípio, nosso apelo comercial gira em todo da desmistificação para patrocinadores, que não estão ligados diretamente ao segmento, mas se preocupam com o assunto animal e meio ambiente. Deixo aqui um agradecimento especial a quem incentivou a campanha. Também temos novos pontos de venda da Revista na cidade, em São Paulo-SP e outras cidades do interior. Um dia chegaremos no Brasil todo. Finalizando, espero que esta edição especial crie novos horizontes para a Revista que está se tornando mais completa a cada edição buscando sempre oferecer a seu público algo mais que fotos bonitas ou engraçadas. Fernando Gomes editor executivo

Toy e Lanna foram fotografados pela Amarildo Produções Fotográficas (19) 3444-2209 http://www.ampfotos.com.br

VOCÊ SABIA? Há uma lenda que define o Shih-Tzu como sendo ‘O SÍMBOLO DO AMOR IMPOSSÍVEL’ entre uma princesa chinesa e um mongol (povo predominante no Tibet). Segundo essa lenda, diante da impossibilidade de realizarem o casamento, o casal resolveu cruzar um legítimo representante da China (o Pequinês) com um Lhasa Apso (Lhasa – capital do Tibet). Da união das duas raças surgiu o Shih-Tzu, simbolizando tudo o que há de melhor nas duas culturas e o amor entre os dois povos. Fonte: www.canildeshihtzu.com.br/introducao.asp

Shih-Tzu

Este é o Max da leitora Catiurcia Almeida de Terezina-PI que enviou esta foto para que seu “bebê” fosse conhecido no Brasil todo através da Revista 4 patas


taa - terapia assistida por animais

Samuel Gachet psicólogo e professor

na saúde... na doença... Sabe aquele domingo bem gostoso, que você sai para passear com seu cãozinho na rua e a primeira criança que cruza seu caminho sorri, olha pra mãe e diz: “Olha mamãe que coisinha linda”. Pois bem, se você já passou por essa situação, conhece o princípio básico da Terapia Assistida por Animais (TAA). Esse sorriso estampado no rosto da criança, o desejo de acariciar o animal e o carinho com que ela relata para a mãe o que está vendo são exemplos de comportamentos socialmente adequados da criança, que foram causados pela presença do cão. Essa situação é exatamente o que queremos buscar com o trabalho auxiliado por animais, nesse caso em especial pelos cães. Esse trabalho vem ganhando força e começa a fazer cada vez mais adeptos em todo o mundo. O primeiro médico a registrar o trabalho de utilização terapêutica de animais foi o Dr. Bóris Levinson em 1960 (EUA). Após utilizar seu cão Jingles em sessões de terapia, reconheceu que animais têm valor terapêutico no tratamento de crianças e adultos. Desde então várias terminologias vêm sendo utilizadas, dentre elas “pet terapia”, “zooterapia”, e “terapia assistida por animais” (escolhido por mim como mais adequado). Revista 4 patas - Edição 4

Reprodução

Populações específicas como idosos e crianças institucionalizadas ou ainda portadores de determinadas síndromes como o autismo, não raramente conseguem estabelecer mais facilmente um vínculo com o terapeuta quando um cão aparece em uma visita ou uma sessão. Outros benefícios oriundos da relação com cães são claros, como redução do estresse e da pressão arterial, combate a depressão e o isolamento social, facilitação de um dialogo não relacionado à doença entre pessoas institucionalizadas, aumento na sensação de bem-estar e de prazer, estímulos para exercícios, aumento de responsabilidade e autoestima e mais uma lista enorme de consequências excelentes. Todo cão pode se tornar um “terapeuta” desde que atenda as exigências de saúde e temperamento, independentemente de raça ou porte. Por questões estratégicas, quando lidamos com

crianças ou adultos agressivos, é preferível o uso de cães de porte maior, para minimizar os riscos de lesões no animal em caso de acidentes. As raças mais utilizadas são retriever do labrador, beagle, golden retriever, terra nova, pug, cão de montanha bernês, maltês, etc. Os cães sem raça definida também são ótimos para esse trabalho e seguem os mesmos padrões de vacinação, controle de parasitas e testes de temperamento dos cães de raça, sem nenhuma distinção. Além dos cães outros animais podem ser utilizados tanto na educação como na atividade e terapia assistidas por animais, incluindo gatos, roedores, répteis, cavalos e outros. Independente de qual animal é o mais adequado para a situação, todos devem passar pelos procedimentos relativos à saúde e segurança, tanto dos humanos quanto do próprio bicho. Aqui em Limeira, nosso trabalho começa a engatinhar e

os frutos já estão amadurecendo, com uma provável parceria em uma instituição de idosos na região e a Fundação Casa de Mogi Mirim, que estudam a possibilidade de iniciar atividades assistidas por animais. Os CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) de Iracemápolis e Cordeirópolis já contaram com a participação de ratos “terapeutas” em atividades dirigidas em grupos socioeducativos com

crianças e o Coletivo PROJOVEM Adolescente de Iracemápolis já contou com a participação dos cães “terapeutas”. Na próxima edição, falaremos mais sobre o assunto. Sugestões, críticas e dúvidas, podem ser enviadas para o e-mail da Revista 4 patas. Grande abraço e até breve.

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A Revista 4 patas esteve presente na 10ª Pet South América e mostra aqui alguns lançamentos e produtos curiosos que devem estar no mercado em breve.

Muitos contatos interessantes com empresas de vários portes e segmentos foram importantes para apresentar a Revista que procura sempre infor-

mar o leitor de tudo que acontece no setor. Infelizmente, por motivo de espaço, não é possível apresentar tu­ do que foi visto nos 3 dias de feira. Fotos: NuernbergMesse

Fotos: Bruno Santos |Textos: Terra

O pente mata pulas com descarga elétrica. De acordo com o fabricante, não há risco de ferir o animal, pois a parte metalizada fica na parte interna dos dentes do pente. A descarga elétrica é mínima, suficiente para apenas matar os insetos no pelo do animal, segundo o fabricante

A água natural da amazônia promete benefícios aos animais. De acordo com o fabricante, ela não possui substâncias tóxicas nem minerais e é totalmente natural

O comedor com sensor de presença conserva a ração a protege de outros animais, como pombos, por exemplo. A vasilha interna é de alumínio e pode ser lavada. O sistema funciona com duas pilhas pequenas. Já pode ser encontrado à venda pela Internet

O Rastro é um GPS que pode ser colocado na coleira do animal. O aparelho é regulado para controlar o limite de circulação do animal, quando ele sair do território o dono recebe um alerta por e-mail ou SMS. Pela internet é possível localizar e acompanhar cada passo do pet

A coleira com lanterna e porta-lixo tem a finalidade de iluminar o passeio noturno e facilitar o momento da coleta das necessidades do animal

Uma das atrações do evento foram os diamantes feitos a partir de pelos de cachorros. O fio é fundido e depois resfriado para acontecer a cristalização. O cliente pode ainda escolher a cor da pedra. A finalidade é guardar a joia como lembrança de alguém querido

Boas Festas e os aguardamos em 2012

O Handy Scope é um aparelho feito para o uso junto com o iPhone. Ele é um microscópio portátil, que ajuda na identificação de lesões. De acordo com o diretor comercial da Emdutos - comercializadora do produto -, Luiz Neto o Handy Scope, amplia em até 20 vezes a imagem, tira foto e cadastra o paciente

Uma linha de cosméticos feitas com ouro foi um dos produtos apresentados na feira. A linha promete dar mais brilho aos pelos do animal

O evento teve início na tarde da terça (18/10) e terminou na noite daquinta (20/10) no Expo Center Norte e contou com a presença de mais de 200 marcas nos estandes. Palitos calmantes, cosméticos, bolsas, roupas, carrinhos, brinquedos entre os artigos voltados a veterinários, clínicas e pet shops foram apresentados aos profissionais do segmento do Brasil e exterior.

Fale diretamente com o público que sabe o que quer...o dono dele!

A Revista 4 patas deseja aos leitores, colaboradores e patrocinadores um ótimo final de ano com muita paz e consciência para cuidarem bem de nossos amigos animais, natureza e meio ambiente. www.revista4patas.com.br

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um click legal

Como fotografar gatos

A gaúcha Giane Portal esteve em Limeira para uma sessão de fotos com os ragdolls Olliver e Lyra, destacados na edição anterior. Ela é muito conhecida no segmento editorial da área pet além de outros por suas fotos simplesmente perfeitas. Possui vários prêmios nacionais e internacionais e uma boa amostra desse trabalho pode ser acompanhada no site Flickr (endereço no final da matéria). A Revista 4 patas solicitou algumas dicas de como conseguir uma foto com qualidade do seu bichano utilizando uma câmera digital doméstica. 1. Abuse da luz natural A luz do flash das câmeras amadoras não proporcionam uma boa iluminação, tirando a profundidade da foto. Além disso, muitos gatinhos são sensíveis ao flash e podem começar a ficar com medo de ser fotografados. Escolha um ambiente bem iluminado e tente deixá-lo atrativo para que seu gato se instale por lá e você possa clicá-lo. 2. O destaque é o gatinho Tente sempre evitar que apareçam na foto muitos elementos, objetos ou ‘bagunça’. Eles podem distrair e tirar a atenção do tema principal da foto, que é seu bichano. 3. Aproveite sua elegância natural A todo momento os gatos nos presenteiam com poses maravilhosas e comportamentos charmosos. Aproveite e elegância natural deles e consiga ótimas fotos. 4. Combine cores Da pelagem com a parede, dos olhos com o estofado, enfim, faça jogos de cores a fim de realçar a beleza natural de seu gato. 5. Tenha paciência Nem sempre os gatinhos estão a fim de ser fotografados no momento que a gente quer. Então é preciso ter bastante paciência e tempo livre até que eles resolvam colaborar. 6. Seja criativo Tente fotografar o seu gato de ângulos e posições inusitadas. Não economize nos cliques! Tente fotografar a mesma pose de vários ângulos diferentes e veja o que você gosta mais.

http://www.flickr.com/photos/fofurasfelinas

Gi

iane

or G ane p

Em 2005, venci meu primeiro concurso fotográfico internacional, The Flickys, categoria “Excellence in Domestic Animal / Pet Photography”, por votação popular. Na época, eu possuia um equipamento bastante amador e isso foi muito estimulante, pois percebi que realmente levava jeito. Em 2006, ganhei o primeiro lugar no concurso internacional realizado pela revista em quadrinhos Mutts, na categoria “Best Cat Portrait”. Desde então, minhas fotos já foram utilizadas em diversas publicações internacionais: livros de fotografia, literatura e veterinária; revistas, embalagens de comida para gatos, calendários, cartões virtuais, screensavers para celulares, wallpapers e são postadas em diversos blogs, redes e sites pela Internet. Entre os países que já utilizaram fotos fofurasfelinas estão: Japão, Hong Kong, Austrália, Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Brasil. No final de 2010, a pedidos de amigos, comecei a fotografar seus gatinhos em casa e criei os catbooks Fofuras Felinas.

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RAÇAS EXÓTICAS

O cão

Série

MAIS CARO

do mundo

Um filhote da raça foi vendido na China por quase 1 milhão de libras, cerca de 2,5 milhões de reais

Os cães da raça Mas­tim Tibetano são fa­mosos por serem excelentes guardas, sendo considerados um dos mais antigos do mundo. Reza a lenda que até mesmo Buda teria um exemplar, o que torna o animal extremamente popular em países em que o budismo é bastante disseminado, como na Índia e China. De uns anos para cá,

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o animal também tem se tornado status de riqueza para os novos ricos chineses. O cão é considerado puramente chinês, sendo encontrado quase que exclusivamente no Tibete, o que lhe rende um valor ainda mais elevado. Esse é o caso do filhote Big Splash, ou Hong Dong, como é chamado na China. De acordo com o jornal Daily Telegraph o

exemplar de 11 meses da raça acaba de ser vendido por nada menos que 945 mil libras, ou seja, cerca de 2,5 milhões de reais. Em entrevista à publicação, Lu Liang, seu criador, contou que o animal vem de uma linhagem excelente e será um belo cão de exposição. O chinês explicou ainda que os detalhes da compra são confiden-

ciais, mas revelou que o comprador do cachorro é um multi-milionário, do ramo da mineração, que vive no norte da China. “Pude ver que o comprador realmente se apaixonou pelo filhote, senão não o teria vendido”. Lu Liang contou que Big Splash possui uma dieta especial a base de frango e carne com legumes, e sempre foi

muito bem tratado. “O preço pago é justificável. Nós passamos quase um ano cuidando do cão, além do mais, temos diversos funcionários para pagar”. Antes de Big Splash, o cão mais caro do mundo também foi um Mastim Tibetano, que foi vendido na China, em 2009, por quatro milhões de yuan, cerca de 1,07 milhão de reais.

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Texto e fotos: Adriana X.M. Peres Gatil Vales do Zagro Cel. |11| 8955-0430 adri-peres@uol.com.br

: Ficha técnica rra te Origem: Ingla espo Cr : lo Pe Tipo de édio Tamanho: M kg 4 Peso: de 3 a : Dependente to Temperamen ade: Alto vid Ati de Nível os ia de 12 an 3 mil Idade: méd o: de R$ 2 a Faixa de preç

Cornish Rex: Um verdadeiro ‘Don Juan’ Esguio, ativo, carinhoso e presente...na verdade – IRRESISTÍVEL. Essa é a melhor descrição do estilo Cornish Rex. É impossível conviver com eles durante apenas algumas horas e não se apaixonar. O Cornish Rex, também conhecido internacionalmente como Gato de Colo ou Gato Poodle, é um iniciante na gatofilia mundial. Sua origem é bem documentada e tem início com um filhote chamado Kallibunker nascido em 21 de julho 1950 na Cornoalha, Inglaterra (daí vem o nome: Cornish = Nascido na Cornoalha). O sufixo Rex vem da característica encara-

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colada da pelagem, muito comum em uma anomalia genética ocorrida em coelhos da raça Astrex. Atualmente existem mais duas variedades da raça – o Devron, com pelo mais curto e áspero e o Si-Rex, que apresenta o padrão ponteado dos siameses. A característica de maior interesse e curiosidade é a pelagem do Cornish Rex. Ondulados, os pelos são extremamente macios e a suavidade é comparável comumente ao toque de seda. A ondulação dos pelos é tão intensa que nem os bigodes escaparam... todos são muito encaracolados.

ConvÍvio com o Cornish “Conviver com os Cornish é uma eterna brincadeira, estão sempre por perto querendo farra ou se enroscando no nosso colo para tirar uma longa soneca. É impossível assistir televisão sem um deles ao nosso redor. Extremamente afetuosos, costumam nos seguir por toda casa e não gostam de ficar sozinhos. Para as crianças são parceiros incríveis, palhaços por natureza, dão conta das brincadeiras sem fim. Fica difícil saber quem tem mais energia, as crianças ou os cornish. Amanda e Adriana com Augustine e Elliot Durante as brincadeiras nunca perdem a esportiva e se por vezes as crianças se excedem, eles simplesmente se desvencilham e se põe fora de alcance com um habilidade de dar inveja a mais experiente das babás. Sua energia é sempre canalizada para as brincadeiras e nunca para destruição. São extremamente limpos e aprendem rapidamente a rotina da casa. A pelagem é outro diferencial, por ser extremamente curta, fina, macia e muito e agradável ao toque. Outro ponto forte é que praticamente não soltam pelos. Você pode ficar com um cornish por horas em seu colo e não vai achar nenhum pelo na roupa. Apesar de terem uma aparência delicada, são gatos muito saudáveis e os únicos cuidados que necessitam são banhos quinzenais e proteção das intempéries (sol e frio). Como são muito ágeis e curiosos, recomenda-se usar telas de segurança e deixar produtos tóxicos longe do seu alcance. No mais é só curtir a companhia desse adorável felino.” Adriana X. M. Peres

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pet exótico

Você já viu um

COELHO GIGANTE?

Os coelhos gigantes criados pela Granja Paraíso Agropecuária de Londrina-PR são das raças Gigante de Flandres e Gigante Flemish e ainda será inclusa a raça Borboleta Francês Gigante. As matrizes e reprodutores de gigantes de Flandres, foram adquiridas de criadores localizados no Brasil, especialmente em no Rio Grande do Sul. A maioria das linhagens têm origem em países vizinhos, como a Argentina e Uruguai. Foram adquiridas matrizes e reprodutores e se fazem cruzamentos, com a preocupação de evitar consangüinidade, muito comum nas criações feitas no Brasil, que provocam o definhamento da raça, que se reflete em seu porte e doenças congênitas. O plantel está em expansão, inclusive nas linhagens de sangue. O peso do Gigante de Flandres varia entre 6,5 a 8 quilos. No exterior, é comum se encontrar coelhos desta espécie com mais de 8 e até 12 quilos. No Brasil, e mesmo em países vizinhos, em decorrência de consanguinidade, o peso máximo diminuiu. Animais com o peso máximo são raros. A Granja tem buscado matrizes e reprodutores com origens diversificadas, para provocar choques de sangue e melhorar a qualidade de seu plantel. Já o peso dos Gigante Flemish tende a ser identico aos Flandres, entre os 6 e 8,5 quilos, mas é menos raro a superação deste peso. O plantel dessa nova raça está em formação e somente serão iniciadas as vendas em meados de 2011. É fundamental para alcançar e preservar peso mais alto, fornecer ração de boa qualidade, com pelo menos 18% de proteina, e forrageiras com alta densidade de proteina. Eles consomem cerca de 30 gramas de ração por quilo de peso por dia, variando de 180 a 250 gramas, quando adultos. Fonte do texto e 3 primeiras fotos: www.granjaparaiso.com.br

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Sr. Tulio Alves Ferreira segura um coelho de sua criação

Existem relatos de coelhos que chegaram a atingir os 22 quilos. As raças gigantes são mais criadas para corte. Entretanto por se tratar de um animal de belo porte, alguns os tem criado domesticamente, como animais de companhia. Quando convivem diariamente com pessoas, desde bem novos, podem ser tornar muito amigáveis, o que é mais difícil a partir de alguns meses de idade,

quando se tornam mais arredios e usam com energia seus pés e unhas. Mas pense bem antes de adquirir um coelho para companhia pois eles não são como cães e gatos que obedecem ao comando humano como é o caso de uma inglesa que está tendo muita dificuldade com seu “pet” tanto em consumo de alimentos quanto a agressividade quando está faminto. (da Redação)

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2 patas

CALOPSITA

o pet emplumado mais dócil e popular

Consultor Dr. César Eduardo Nyari de Limeira-SP Médico veterinário de pequenos animais e animais selvagens e exóticos Parentes dos Papagaios e Cacatuas, as Calopsitas (Nymphicus hollandicus) são originárias da Austrália e foram descritas pela primeira vez em 1792. Chegaram ao continente europeu, trazidas por expedições, por volta do ano 1840. Atualmente, junto com seus “primos”, os Periquitos Australianos (Melopsittacus undulatus), são os psitacídeos mais criados no mundo. De fácil criação e vida longa (em média 18 anos, desde que bem cuidadas), as Calopsitas são recomendadas para quem deseja ter um belo pássaro sem muito trabalho. No seu habitat natural, as Calopsitas vivem em bandos e gostam de nidificar em troncos de árvores mortas. São encontradas próximas a rios e cachoeiras e suas migrações são controladas pelo ciclo das águas. Através de cruzamentos selecionados, partindo da coloração original amarelo-acinzentada, atualmente encontramos vários padrões de coloração, entre eles o canela, o arlequim e o prata. O adestramento das Calopsitas requer muita paciência e não são todas que aprendem, porém os resultados são recompensados com belos assobios e a repetição de algumas músicas. Reprodução As Calopsitas apresentam dimorfismo sexual, sendo que os machos possuem a coloração facial mais intensa porém, esta diferemça é muito sutíl fazendo com que muitas pessoas se enganem quanto ao sexo. A melhor e mais segura maneira de descobrir o sexo dos pstacídeos é fazendo a sexagem através do exame de DNA, com amostras de sangue ou penas,

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para isso deve-se procurar um médico veterinário capacitado. Uma vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio de afagos, permanecendo o tempo todo juntos. A fêmea coloca em média 5 ovos por postura. O trabalho de chocar os ovos é compartilhado entre o casal. Os ovos eclodem após um período médio de 18 dias e os filhotes estão prontos para deixar o ninho após 28 dias aproximadamente. Manutenção Necessitam de bastante espaço para que possam voar e saltar de um poleiro para outro, sendo interessante uma gaiola mais comprida do que alta. Uma gaiola de 1 m x 30 cm x 40 cm é o mínimo para uma Calopsita. A gaiola também deve conter um ninho tipo caixa com cerca de 35 cm de altura e 20 cm nas laterais. Um comedouro, bebedouro e água para banho em uma tigela são fundamentais. É interessante a colocação em um local ventilado, que receba sol pela manhã, mas que não pegue correntes de ar. A limpeza diária é importante para o bem estar destas belas aves. ALIMENTAÇÃO Calopsitas se alimentam de grãos (sementes) e verduras de folhas escuras, evitar alface. Ao contrário de papagaios não costumam de alimentar de frutas. Atualmente encontra-se no mercado inúmeras opções de alimentos para calopsitas, mistura de semente e rações balanceadas que suprem as necessidades alimentares. Não deve-se oferecer alimentos caseiros e muito girassol, prática comum dos proprietários, pois tais alimentos podem acarretar problemas.

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os prediletos

Principais raças de companhia no Brasil

Por Dra. Elaine Pessuto

Dogue alemão

O país de origem é a Alemanha. Estes molossos foram criados para a caça grossa. São apelidados de “gigante gentil”, possuem membros longos e fortes, focinho largo e profundo, cabeça chata. São muito carinhosos e adoram crianças. Seus principais problemas médicos são os oftálmicos, cardiopatias e neoplasias.

Terceira e última parte do resumo das raças mais desejadas preparado pela dra. Elaine Pessuto com exclusividade para a Revista 4 patas. Terminamos com algumas raças de porte grande coms seus prós e contras. É uma forma de saber se você está preparado para assumir as responsabilidades futuras com relação a doenças ou temperamento característico de cada padrão natural.

Labrador

Seu país de origem é a Grã Bretanha. Foram criados inicialmente para serem cães recolhedores de caça, atualmente são cães guia de cegos, farejadores, socorro e companhia. Possuem corpo arredondado e potente, pescoço forte, peito largo. São ativos, ágeis, seguros e teimosos, amam água. Seus principais problemas médicos são: musculares, displasia coxo-femoral, urinário e oftálmico.

Golden retriever

Seu país de origem é a Grã Bretanha. Foram criados inicialmente para serem cães recolhedores de caça, atualmente são cães guia de cegos, socorro e companhia. Seu corpo é potente, musculoso, possuem patas redondas e pelos com franjas. São resistentes, vigorosos, ativos e carinhosos. Vivem muito bem com crianças e também se adaptam a vida em apartamento. Seus principais problemas médicos são musculares, displasia coxo-femoral e cardiopatias.

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* Dra. Elaine Pessuto é diretora clínica e coordenadora do curso de Auxiliar Veterinário do CETAC - Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária Rua Castro Alves, 284 Aclimação - São Paulo / SP Tel.: |11| 2305-8666 www.cetacvet.com.br

Boxer

O país de origem do boxer é a Alemanha. Estes molossos (mastifes) foram criados para desafiar touro, para lutar em rinhas, caçar veados e para guarda. São afetuosos, brincalhões, atléticos, ágeis, leais e ótimos para crianças. Seus principais problemas médicos são tumores, dermatopatias (problemas de pele), cardiopatias (problemas cardíacos).

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American Pit Bull

O país de origem é os Estados Unidos, são um tipo de Terrier, foram criados inicialmente para lutar em rinha de cães. São ferozes e indômitos, são cães extremamente fortes, seu pescoço é grosso e curto. Possuem estrutura óssea e muscular extremamente bem desenvolvida. As cores mais comuns para esta raça são: preta, branca, marrom claro e marrom escuro. Necessitam de um trabalho específico de treinamento e socialização para não se tornarem agressivos. Diante de sua força, a agressividade pode colocar em risco pessoas e outros animais. Devem circular em espaços públicos com focinheira e coleira, conduzidos por pessoas com força física. Os pit bulls são inteligentes e quando adestrados corretamente, tornam-se obedientes. Possui muita energia e vontade, além de necessidde de praticar atividades físicas diariamente. Os principais problemas médicos são as dermatopatias (os problemas de pele).

Pastor alemão

O país de origem é a Alemanha. Foi criado para o pastoreio, é usado para guarda, socorro, no policiamento e em guerras. Possui cabeça cuneiforme, orelhas firmes e pontudas, corpo musculoso, peito profundo, garupa obliqua. É auto-confiante, dócil, corajoso, fiel, alegre e muito inteligente (terceira raça mais inteligente). Quando bem treinados e adaptados podem até viver em apartamentos. Principais problemas médicos são: displasia coxo-femoral, cardiopatia, diabetes, coagulação.

SRD (sem raça definida)

Tem sua origem em todo o mundo, pois é o produto de cruzamentos diversos, fazem parte da espécie de Canis familiaris, como qualquer outro cão de raça. São ricos em qualidades, pois são indivíduos selecionados pela natureza. Possuem grande vigor híbrido são fortes, resistentes, equilibrados e adaptáveis. Viva a seleção natural!

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especial

VIRA-LATA sim...e daí? Falar sobre cães e gatos abandonados toda mídia fala com a mesma preocupação de conscientizar sobre um problema que cresce a cada dia contando apenas com a boa vontade e solidariedade de poucos. A Revista 4 patas quer, com este especial, dar espaço para outras abordagens e principalmente mostrar o que pode ser feito para mudar as estatísticas quase sempre pessimistas. Matérias especiais produzidas por profissionais sérios, entidades com experiência na causa e principalmente pessoas comuns que querem ver alguma mudança no quadro do abandono e maus-tratos que cães e gatos sofrem há muito tempo. A Revista também participará destinando doação no valor de capa para entidades e protetores de animais que poderá amenizar um pouco a falta de ração e remédios que todas sofrem.

Porque o papel rasgado? Foi a identidade visual escolhida para lembrar do brinquedo comum dos cães que se divertem em picotar todo tipo de papel. Ele também nos faz lembrar das caixas de papelão que servem para acolher filhotes rejeitados enviados para adoção.


artigo

O significado de vira-lata

Quem nunca ouviu a expressão “vira-lata” que atire a primeira tampa! É um termo antigo, bastante comum, para designar animais de rua, sem raça definida, aqueles que mexiam nas latas de lixo em busca de comida e corriam em disparada quando, ao caírem as tampas, assustavam-se com aquele barulhão. Os tempos mudaram, hoje em dia nem usamos mais latas de lixo, mas o termo continua sendo usado e os vira-latas continuam a existir. Sempre espertos, ágeis, carinhosos. Grandes conhecedores da ginga das ruas. Analisando a expressão “vira-lata”, encontraremos dois principais focos de entendimento: um, como caracterização do abandono, do andar sem rumo e sem destino; e outro, como sinônimo de mistura de raças. Há também quem entenda que o termo vira-lata precisa dos dois quesitos - abandono e mistura racial - para ser completo. Ao longo do tempo, infelizmente, foi agregado à palavra vira-lata mais um significado que distanciou-a do foco original. Não é surpresa vermos o termo sendo usado para designar algo ou um ser inferior, desqualificado, de pouca importância ou menor valor. Em meu vocabulário essa definição não existe e a expressão jamais será usada em tom de ironia ou desprezo. Vira-lata, na minha concepção, essencialmente é a mistura de raças. Assim, definindo este termo pela diversidade racial, posso afirmar: eu sou vira-lata! Como brasileira, filha de um país jovem que recebeu imigrantes de quase todos os continentes, que hoje tem uma nacionalidade, uma gente bonita, exótica e cheia de energia, uma de nossas características mais marcantes é justamente a diferença de padrões étnicos que nos originou. Sim, somos o somatório de diversas raças, que nos conferiram qualidades e habilidades. Somos, então, vira-latas!

Pet Shop

MIMO DE CÃO

A beleza da brasilidade é única! E assim é também a beleza dos animais vira-latas! Nascidos de tantos e tantos cruzamentos, fortes para sobreviver a todas as dificuldades da vida, e extremamente amigos. A grande variedade de raças que compõe seu genótipo lhes garante uma beleza ímpar, ou você já viu dois vira-latas iguais? Animais de uma raça definida, quanto mais puros forem, menos diferenças de fenótipo apresentarão, enquanto que os animais sem raça definida possuem uma infinita diversidade em sua aparência justamente pela miscigenação que lhes deu origem. Rendo minhas homenagens às duas categorias, sem distinção. Moral da História? Ame os animais, não importando a raça, o pelo, a cor, o tamanho. Ame sem preconceito e sempre que usar a expressão vira-lata, use-a com orgulho e respeito pois, provavelmente, sob a luz de um determinado entendimento, se essa designação serve para mim, também poderá servir para você!

Marcia Scarparo Simch cirurgiã-dentista

Diretora de Marketing do “Projeto Bicho de Rua” http://www.bichoderua.org.br

TEMOS CURSO DE

BANHO E TOSA

R. Vinte e Cinco de Março, 179 Boa Vista - Limeira - SP - F: (19) 3033-4021


crÔnica

Abandono não é exclusivo dos vira-latas

da Redação

Um

mu

nd

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vir

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la

ta

Desde há muito tempo, o ser humano convive com o abandono. Crianças, idosos, enfermos, pobres e uma infinidade de outros seres humanos cada vez mais discriminados pela sociedade. A visão do abandono pode ser vista de muitas maneiras cada uma com sua peculiaridade. Não estamos aqui para salvar o mundo mas, juntos, tentar melhorar a situação que se encontra no seu país, na sua cidade, no seu bairro...ali na esquina. Sempre que alguém fecha os olhos para uma “situação desagradável” por qualquer motivo, está contribuindo indiretamente para agravar cada vez mais os absurdos que vemos na TV, revistas, jornais, etc. Muitas vezes, uma pequena atitude pode fazer a diferença e ampliar o sentimento de humanidade de qualquer um. O brasileiro já provou que é um dos povos mais solidários do planeta em campanhas, catástrofes e defesa das minorias. Falta mais o que? Pode ser uma maior valorização do outro seja ele humano ou animal, a natureza que nos oferece a sobrevivência, uma maior auto-estima para ver que é muito mais importante SER do

Reprodução

que TER...enfim, pequenas coisas que, com certeza, irão somar ao pouco. Analisemos abaixo duas histórias reais

MALDADE HUMANA

Um cão amarrado em um veículo e arrastado pelas ruas da cidade, de propósito, é um ato de crueldade sem limites. Como pode o ser humano chegar a esse ponto e ainda, segundo algumas postagens na rede social Facebook, declarar que “o cão é meu e eu faço o que quiser”. Compara-se com criminosos e matadores seriais que não têm remorso por seus crimes. A reação de revolta da população é observada como em qualquer crime ao homem mas com uma punição muito menor. Está na hora de uma revisão nos códigos penais e ambientais relacionados aos animais domésticos tornando esse tipo de crime hediondo. Este é apenas um dos muitos casos que acontecem no mundo todo mas, em alguns países, sabemos que as leis são mais severas e surtem melhor resultado coibindo tais abusos.

que podem servir de estímulo para adquirir novas atitudes ou mudar as que já fazem parte de nós.

Bondade HUMANA 11 cães e um segredo

Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 11 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, um jogado pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, amarrados em postes etc. Vive das doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que Rogério tem por eles e da caridade daqueles que o conhecem e admiram. Ele fica próximo a pontos de ônibus na região do Jabaquara, em São Paulo; seus cães não atrapalham ninguém, são ´educados´ e simpáticos (todos castrados) passando boa parte do dia dentro da carroça. Rogério gostaria de ter uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados. Já lhe ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás e o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos, são sua família. Texto postado no Facebook por Iana Montemezzo


registro Fonte: Wikipedia

Você já viu um pedigree? Pedigree é um certificado de registro (CR) de um animal doméstico, indicando as características básicas dele padronizadas de acordo com a raça, variedade e pelagem (tipo e cor) mostrando os ascendentes do animal obrigatoriamente até a terceira geração. O documento, também, exerce a função de um título de propriedade. Veja no verso do documento (foto) o código dos cães, por exemplo o pai, um cão importado dos EUA, sabe-se pelo número de registro (CBKCE/SPK\7792) da CBKC onde a sigla CE quer dizer que é importado, e “SPK” é a sigla do Kennel Clube da Cidade de Avaré de onde partiu o pedido de registro, (veja no pedigree-frente) tem o cógigo “CA” o que significa que é um Campeão, Grande Campeão e Campeão Pan-americano, neste exemplo o cão em diversas exposições caninas no Brasil conquistou esses três títulos. Enquanto que o avô é “A6” ou seja um cão que conquistou títulos no exterior, no exemplo é um cão dos EUA e pelo American Kennel Club conquistou o(s) título(s). Frente

Imagem ilustrativa

Que coisa complicada! ~ Me deu sono. Ainda bem que nao tenho isso!

Saiba mais sobre pedigree na pág. 29

Curiosidade

Verso

PORQUE OS CÃES UIVAM?

Os cães, ao contrário dos ditados populares, não uivam porque têm pressentimentos de dor ou desgraça, mas porque é a forma natural de expressarem vontade de reunir outros cães, ou porque têm solidão e querem por perto os seus donos. Os cães podem também uivar

por necessidade de acasalamento ou solidão e muitas vezes outros elementos respondem uivando também. Quando há cães pequenos no ambiente e se estes uivam, de imediato os grandes respondem uivando para tentar acalmá-los, para lhes transmitirem segurança.


o animal

Os benefícios de um vira-lata

1. É mais fácil de cuidar Também conhecido como “sem raça definida” (ou pela sigla SRD), o vira-lata geralmente não precisa ser escovado todos os dias nem necessita de tosa. Além disso, pode tomar banho tranquilamente uma vez por mês. E, se for gato, nem precisa de banhos frequentes, já que se limpa com a língua. 3. Não custa nada Comprar um cão ou gato de raça custa entre R$ 200 e R$ 3.000, dependendo da espécie. Já um vira-lata não custa nada para ser adquirido. 5. Tem mais resistência a doenças Segundo o biólogo Sérgio Greif, bichos de raça possuem pouca variedade genética. É por isso que de um casal de poodles só nascem poodles. Essa falta de diversidade favorece o aparecimento das doenças hereditárias típicas de cada raça: só nos cães, há mais de 500 doenças genéticas conhecidas relacionadas às raças. “Vira-latas possuem uma variedade genética maior, o que os torna mais resistentes a doenças”, explica Greif. Se um rottweiler e um vira-lata entrarem em contato com o vírus da parvovirose, por exemplo, o primeiro desenvolverá a doença com muito mais facilidade do que o segundo.

2. Solta menos pelo Como ele quase sempre tem pelagem curta, não enche móveis e roupas de pelos. É por isso também que raramente deixa a casa com cheiro de “cachorro molhado”!

4. Não causa estragos Filhotes são fofíssimos, mas todo mundo sabe que, até os 8 meses, eles parecem uns pequenos furacões peludos que deixam um rastro de móveis arranhados, chinelos roídos e almofadas mastigadas. Se você quer um cão e não tem paciência ou tempo para esperar essa fase passar, dificilmente encontrará à venda um animal adulto de raça. Mas vira-lata adulto é o que não falta nos abrigos. Uma pena que justamente eles tenham mais dificuldade em conseguir um dono... 6. Demonstra gratidão Como já sofreu muito vivendo na rua ou em abrigos junto com vários outros animais, um cão ou gato sem raça definida costuma ser bem amoroso com a nova família.

7. Adapta-se ao novo lar rapidamente Depois de passar por tantos lugares (inclusive por não ter lugar nenhum para morar!), um vira-lata se torna o bicho mais adaptável do mundo. Rapidinho ele perceberá o que pode ou não fazer na sua casa. Já o mito de que animais com mais de 1 ano não se adaptam numa nova casa não passa de mito mesmo.

O juramento do curso de medicina veterinária “Sob a proteção de Deus, prometo que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial atenção ao Código de Ética, sempre buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte, para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos

por Mariana Viktor

em benefício da prevenção e cura de doenças animais, tendo como objetivo o homem. E prometo tudo isso fazer, com o máximo respeito à Ordem Pública e aos bons costumes, mantendo o mais estrito segredo profissional das informações de qualquer ordem, que, como

profissional tenha eu visto, ouvido ou lido, em qualquer circunstância em que esteja exercendo a profissão. Assim o prometo.”


POSSE RESPONSÁVEL

Um quadro que deve ser mudado Seu filho vive pedindo um cão? Confira qual o melhor momento para atender a criança Foto: Inez Miranda

Raphael Fumagalli Araujo com seu cão Chiquinho

Antes de ceder aos apelos dos filhos, veja o que é preciso levar em conta ao comprar ou adotar um bichinho de estimação. Confira a dica da especialista: “O contato entre criança e bicho pode ser estabelecido desde os primeiros anos. Entre outras coisas, ajuda a ampliar o senso de responsabilidade dos pequenos, que, aos poucos, colaboram na rotina de cuidados com o mascote”, afirma a especialista em comportamento animal Luciene Martins, de São Paulo. Segundo ela, “para que a experiência dê certo, um profissional deve orientar o processo e a escolha da raça”. Os cães de porte grande, caso do labrador e golden,

requerem espaço. São interessantes para crianças com temperamento mais ativo. Já as raças menores e com pelos longos, como shih-tzu, satisfazem os pequenos que gostam de cuidar e carregar no colo. Mas lembre-se: bichos não são brinquedo e geram gastos. Crianças, claro, não têm consciência disso. Então, sempre que seu filho pedir um bichinho, não o iluda dizendo que “vai pensar no assunto”. Explique suas razões com argumentos claros e dê a ele oportunidade de contato com a natureza: leve-o ao zoológico, a parques ou simplesmente até o vizinho que tem um cão.

Fonte: http://www.diariodemarilia.com.br

Um boa dica sobre segurança

imagem ilustrativa

Os cães são muito simpáticos e gostam muito de crianças. No entanto, se o seu novo amiguinho for adulto, pode ter sido muito maltratado por quem o abandonou e não ter confiança nos humanos. Explique ao seu filho que, até se conhecerem bem, deverão brincar sob a supervisão de um adulto. A criança deverá afagar o cão de lado, e não de frente*. Dê tempo para se adaptarem todos uns aos outros. Acabará por ter um adorável cãozinho bem tratado e feliz, que irá alegrar bastante a sua casa. Fonte: http://www.viralataedez.com.br

Nota da redação: é muito comum um cão que não tenha recebido carinho e atenção pular na criança. Se ela estiver de frente, poderá ser derrubada ou até mesmo “nocauteada” com uma cabeçada. Falo isso por experiência própria ocorrido com minha cachorra. Não que seja apenas uma característica de vira-latas mas sim, de qualquer cão brincalhão.


DIFICULDADES

Defensores dos animais em eterna crise As ONG´s e Associações defensoras de animais vivem diariamente problemas com limitações de verba para reverter o quadro de abandono e maus tratos sofridos pelos animais. Graças ao amor e dedicação de seus voluntários, a criatividade é uma ferramenta importante para levantar fundos e realizar benefícios aos cães e gatos desamparados. Veja alguns exemplos: Em Rio Claro-SP

Em Piracicaba-SP

PATINHAS DE ANJO

Previsto neste cálculo apenas energia, funcionário, ração, produto de limpeza e pulverização. Não estão incluídos tratamentos médicos (caso fiquem doentes), vacinas, tosa, substituição de potes de água, comida, casinhas, vermífugos e gastos que variam em cada caso. Nota da redação: Imagine agora estes valores multiplicados por mais de 100 e saiba porque toda ajuda é bem vinda a todos os protetores de animais.

Resumo de alguns mutirões - Campanha “Ajude os Animais Carentes de Rio Claro”: Com a ajuda da população, arrecadamos até o momento 1.376 kg de ração que foram distribuídos entre as entidades da Cidade: GADA, AEPA, Gatil e para protetores carentes. As doações recebidas foram convertidas em cobertores para a AEPA e medicamentos para o Gatil e GADA. - Mutirão de Castração Patinhas de Anjo: Até o momento foram castrados 23 felinos e 9 caninos. - Adoção / Doação de animais – conscientização sobre posse responsável

A SPPA é uma entidade sem fins lucrativos, formada exclusivamente por voluntários. Por isso adotam e incentivam o trabalho voluntário. Todos os diretores da SPPA são profissionais de várias áreas, voluntários que doam parte do seu tempo conduzindo os projetos da entidade, resgatando animais e lutando por leis que promovam o bem estar animal. O que os une é o amor aos animais de forma racional e o objetivo de através da castração acabar com o abandono e os maus tratos. A SPPA é contrária à eutanásia de animais sadios pelas autoridades públicas (CCZs). Lutam pela esterilização e a vacinação como métodos de controle populacional e sanitário de animais domésticos. Sacrificar não elimina o problema e pune a vítima. A fonte do abandono vai continuar dando crias indesejadas até que seja castrada. O abandono, os maus-tratos e abusos derivam dessa superpopulação. Lutam contra o uso de animais em entretenimento: circos, rodeios, rinhas, farra do boi, touradas, caça, tração etc.. Além do uso de animais em vestuário (peles) e como cobaias em testes e experimentos científicos dolorosos, abusivos e desnecessários. Os resultados das propostas, como a castração, não são imediatos e muitas vezes de difícil mensuração. É difícil quantificar quanto tempo castrando fará efeito na superpopulação de animais, mas sabem que é sem dúvida a melhor arma.

Saiba mais no blog: http://www.alpalimeira.blogspot.com

Saiba mais no site: http://www.patinhasdeanjo.com.br

Saiba mais no site: http://www.sppapira.org.br

Em Limeira-SP

A pedido da Revista, a voluntária da Associação Limeirense de Proteção aos Animais Cassiana Fagoti mostra alguns dados do custo mensal de cada cão e gato abandonados assistidos pela entidade:

Um cão de porte médio, pesando em torno de 15 quilos custa em torno de R$ 45 Um gato custa em torno de R$ 35, incluindo a homeopatia que todos tomam na água

Inicialmente houve a formação de um grupo de amigas voluntárias, sensibilizadas com a situação de um abrigo de animais da Cidade de Rio Claro, que repentinamente foi obrigado a retirar os animais de seu local original e alocá-los em uma chácara sem nenhuma condição de hospedá-los. Diante desta situação, voluntários uniram forças para ajudar no que fosse possível, arrecadando doações de ração, medicamentos, dinheiro para reformas na chácara e a contribuição financeira para contratação de uma veterinária, a fim de fazer o acompanhamento dos animais que sofriam com sarna, doenças, brigas e cruzamentos.

Sua ajuda também é fundamental A Revista 4 patas pretende manter a campanha para todas as edições mas vai precisar da ajuda de todos. O valor de capa de R$1,10 deverá permanecer nas próximas edições e convidamos ONGs e entidades de qualquer cidade de SP para representar a venda da Revista em suas cidades. Mande-nos um e-mail para saber mais.


Em São Paulo-SP (pela Internet) Regiões de Americana, Campinas, Osasco e Jundiaí

Projeto CãoChorro e outros bichos Com o intuito de contribuir para minimizar os impactos causados pela falta de controle de animais abandonados, realidade atual em todo o mundo, e contribuir com a saúde pública, a CCR AutoBAn apóia o Projeto Integração para Posse Responsável CÃOCHORRO e outros bichos, nas regiões de Americana, Campinas, Osasco e Jundiaí. O CÃOCHORRO tem como objetivo principal a identificação e registro da população animal e seus proprietários, possibilitando o controle de zoonoses e a rastreabilidade dos animais. Com ele, todo cão ou gato capturado com vida na faixa de domínio da CCR AutoBAn é encaminhado aos parceiros onde recebe os primeiros socorros, é identificado, registrado (microchip), castrado e direcionado para adoção. A CCR AutoBAn oferece capacitação aos seus colaboradores para captura e transporte dos animais com equipamentos adequados e preocupação com o bem estar animal. Além disso, é parceira de Centros de Zoonoses e ONGs para a realização de feiras de doação de animais em eventos realizados na região do Sistema Anhanguera-Bandeirantes. Fonte/Foto: http://www.autoban.com.br/responsabilidade

Um calendário diferente “O sonho de criar um projeto voltado para os cachorros SRD nasceu em 2009. Apaixonados por cachorros se reuniram em torno de uma causa: jogar um foco de luz e atenção sobre os queridos vira-latas que habitam as ruas, as praças e os lares deste país. Esse sonho só seria possível com a dedicação de profissionais que doaram seu tempo e talento para materializar este Calendário e, em especial, dos proprietários das Celebridades Vira-Latas, que acreditaram no projeto e trouxeram seus cachorros maravilhosos para serem fotografados. A intenção do Celebridade Vira-lata é apoiar programas de adoção, incentivar cada vez mais pessoas a cuidarem desses animais e através da renda obtida com a venda dos calendários, patrocinar obras sociais em prol dos animais de estimação. Durante o ano de 2010, o calendário patrocinou 3 mutirões de castração, alcançando o número de 400 cães e gatos beneficiados. Isso, se colocado em projeção de natalidade, chega a um número de mais de milhões de animais a menos nas ruas. Essa é nossa segunda ninhada de muitas outras que estão por vir. Quem sabe na próxima edição o seu cachorro não vira uma celebridade?” Luli Sarraf, idealizadora do Projeto Compre e saiba mais em: www.celebridadeviralata.com.br

Devido à limitação de espaço neste especial, consulte mais sobre ONG´s do Brasil no site da Revista 4 patas www.revista4patas.com.br (link: solidariedade)

Casos de maltrato a animais de toda espécie estão se tornando comuns no mundo todo. Felizmente, defensores e muitos veículos de comunicação estão registrando e divulgando com mais frequência. Uma dura realidade que precisa acabar com a união de todos. Sem denúncia, as autoridades não conseguem solucionar e punir.

DENUNCIE! Procure o telefone da entidade responsável em sua cidade e o registre em seu celular. Sua identidade será preservada.


LEGISLAÇÃO

Como agir em caso de maus-tratos aos animais Texto enviado por Margarete Meneghin, defensora de animais (Limeira-SP)

Qualquer ato de maus-tratos envolvendo um animal deverá ser denunciado na Delegacia de Polícia mais próxima ao local do crime, nos casos de flagrante de maus-tratos e/ou que a vida de animais estejam em risco, acione a Polícia pelo 190 e aguarde no local até que a situação esteja regularizada. A Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê os maus-tratos como crime de prevê as penas. O decreto 24645/34 (Decreto de Getúlio Vargas) determina quais atitudes podem ser consideradas como maus-tratos. Sempre denuncie pois essa é a melhor maneira de combater os crimes contra animais. Quem presencia o ato é quem deve denunciar. Deve haver testemunha, fotos e tudo que puder comprovar. Não tenha medo. Denunciar é um ato de cidadania. Toda denúncia de maustratos pode e deve ser encaminhada às autoridades policiais e é dever do Estado investigar e fazer cumprir a Lei. Com cada um fazendo a sua parte, conseguiremos construir uma sociedade mais justa para nossos amigos bichos. Exemplos de Maus-Tratos - Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar; - Manter preso permanentemente em correntes; - Manter em locais pequenos e anti-higiênicos; - Não abrigar do sol, da chuva e do frio; - Deixar sem ventilação ou luz solar; - Não dar água e comida diariamente; - Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido; - Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força; - Capturar animais silvestres;

ENTENDA ISSO As ONG´s e defensores de animais não têm obrigação de solucionar todos os casos de abandono e maus-tratos pois não são pagos para isso. Seu trabalho é feito por amor e respeito aos animais. Nunca cobre suas atitudes como uma obrigação e dever mas sim, sempre agradeça por eles existirem.

- Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse; - Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi, etc.. 1. Investigue Antes de qualquer atitude, certifique-se de que se trata de um caso de maus tratos, colha evidências, testemunhos e observações que comprovem a situação, sempre que possível, procure conversar com o agressor, salientando o fato de que ele está cometendo um crime, aja de maneira objetiva mas com educação, tenha em mente que o seu objetivo é o bem estar do animal. 2. Denuncie Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambien-

tal e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambienta, é dever do Estado investigar e fazer cumprir a Lei. Como denunciar Toda pessoa que seja testemunha de atentados contra animais pode e DEVE comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando o artigo 32”Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos “, da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98.


patologia humana

Síndrome dos colecionadores de animais

Fotos: Animal Planet TV

Não confunda colecionador com cachorreiro ou defensor que sentem amor pelos animais e procuram sempre seu bem estar.

É um comportamento humano patológico, que envolve a necessidade compulsiva de ter e controlar animais, associada à incapacidade de reconhecer o sofrimento deles. Implica o crime de maus tratos aos animais e envolve sérias questões de saúde pública.

(Animal hoarding)

Características do comportamento de um colecionador de animais

Colecionadores são quase sempre pessoas com boas intenções e amam animais. Eles também não conseguem dizer “não” quando há algum animal que precisa ser resgatado. Colecionadores quase sempre têm crenças erradas sobre o cuidado de fato de animais em abrigos. Depois que um colecionador acha uma desculpa para não doar o animal para um bom lar e, então, o animal fica. Eventualmente há muitos animais para o colecionador cuidar. Animais ficam doentes e não recebem cuidados médicos. Dejetos não são removidos; e a saúde dos animais fica em risco, exatamente a situação que o colecionador achava que estava prevenindo. Uma pesquisa recentemente publicada na Universidade de Tufts) constatou que os colecionadores freqüentemente vêem os animais “resgatados” como substitutos de crianças ou de amor. Eles formam vínculos emocionais excessivos aos animais e possuem uma necessidade anormal de controlar estes aspectos emocionais de suas vidas. Mesmo depois que os animais são confiscados, quase sempre, o colecionador retoma seu comportamento de colecionador. Infelizmente a coleção de animais ainda não é vista como um problema de doença mental e, agências, raras vezes, coordenam suas atividades em solucionar o caso. Em uma publicação de casos recentes, os estudos acharam que três quartos de colecionadores são femininos; três quartos são solteiros, divorciados ou viúvos; mais da metade mora só; quase a metade têm 60 anos ou mais e 37% estão entre 40 e 59 anos. Em 80% dos casos, alguns animais foram achados mortos ou em péssima condição. As premissas foram insanidade e superpopulação.

- Incapaz de colocar um limite no número de animais abrigados; - Mantém um número anormal de animais em casa; - Incapaz de dar aos animais o mínimo de condições de vida: alimento adequado, água, cuidados veterinários, e higienização do animal e do ambiente (as fezes e a urina se acumulam); - Inábil para admitir a própria incapacidade de cuidar minimamente dos animais e perceber o impacto negativo em sua própria saúde e bem-estar, na das pessoas próximas e dos animais abrigados; - Incapaz de agir sobre a deterioração das condições dos animais ou do ambiente; - Incapaz de doar um animal que seja (há casos em que nem os animais mortos são retirados do local); - Evita situações que poderão expô-lo, como, p.ex., receber amigos em casa.

Fonte: Apasfa, entidade sem fins lucrativos e de Utilidade Pública conforme Lei 6.908 de 28/03/90, foi fundada em 21 de Abril de 1982, em São Paulo - SP, com o propósito de lutar pelos direitos dos animais através de projetos educativos, fiscalização de maus tratos e dando assistência veterinária a animais abandonados. (http://www.apasfa.org)

Fonte: Parte da entrevista com o doutor em psicologia Randy Frost, do Smith College, de Massachusetts, nos Estados Unidos - REVISTA ÉPOCA (http://revistaepoca.globo.com)

Maltratar animal é crime! Artigo 32-LEI 9.605 de 12/02/1998: Praticar ato de abuso, maus trato, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena: Detenção de 3 meses a 1 ano e multa. Parágrafo 2º: A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer a morte do animal.


BONS EXEMPLOS

Iniciativas que fazem diferença Artistas apoiam campanha “Diga não a leishmaniose”

CCZ de Campinas inicia distribuição de coleiras contra leishmaniose Fonte e fotos:

www.diganaoaleishmaniose.blogspot.com

Hebe Camargo, Daniela Albuquerque e Flavia Noronha já foram fotografadas para a Campanha Conscientes dos males e periculosidade da leishmaniose, diversos artistas já estão apoiando a campanha “Diga Não à Leishmaniose”, idealizada e coordenada por Marli Pó, diretora de Comunicação e Mídia do Instituto Clodovil Hernandes. Entre as celebridades que participaram das sessões de fotos com o renomado fotógrafo internacional de pets, Lionel Falcon, estão Hebe Camargo, e as apresentadoras Daniele Albuquerque e Flávia Noronha. A campanha chega com tudo para conscientizar a população sobre a leishmaniose visceral, grave doença de saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade, que é transmitida tanto aos cães, quanto aos humanos, por meio da picada de insetos flebotomíneos, popularmente conhecidos como “mosquito palha”.

Hebe Camargo e Grande Otelo. “Lambiselinho” de apoio

Flavia Noronha, apresentadora do TV FAMA e seu cãozinho Frederico

Daniela Albuquerque

O ator Nico Puig e sua cachorrinha Mel, deram seu apoio Acesse o blog (no topo) e saiba mais

Cães do condomínio Colinas do Ermitage, em Sousas, serão encoleirados gratuitamente A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da COVISA (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), VISA (Vigilância em Saúde) Leste e Centros de Saúde de Sousas e Joaquim Egídio iniciam, no dia 1 de setembro, o encoleiramento contra a leishmaniose na população canina do Condomínio Colinas do Ermitage, em Sousas. Aproximadamente 230 cães dos 184 imóveis do condomínio receberão gratuitamente a coleira impregnada com deltametrina a 4%, principio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como umas das ferramentas de controle da doença. Segundo o responsável pelo CCZ de Campinas, Dr Douglas Presotto, 50 agentes de saúde foram treinados e capacitados por profissionais da SMS e também da MSD Saúde Animal, empresa fabricante da coleira Scalibor®, para fazerem o encoleiramento. “O projeto será feito por 2 anos, com troca da coleira a cada 4 meses. Para termos o controle dos cães, do dia 01 a 03 de setembro, os agentes de saúde farão uma ficha cadastral de cada animal do condomínio, Médicos Veterinários da SMS coletarão amostras de sangue para exame sorológico e farão a microchipagem”, explica. Em novembro de 2009, Sousas registrou o primeiro caso autóctone (contraído no município) de leishmaniose visceral canina. Apenas no condomínio, em 2009 tiveram 4 casos autóctones; em 2010 foram 10 casos e em 2011 já tem um caso notificado. Apesar dos casos caninos em Campinas, ainda não há registro da doença em humanos. “Desde 2009, o CCZ recomenda o uso da coleira. O problema é que uma parte dos proprietários comprou o produto, mas não fazia a troca periódica. Com isso, resolvemos assumir o encoleiramento dos cães”, enfatiza Presotto.


projeto

EM LIMEIRA - SP

CCZ esclarece algumas dúvidas A Revista 4 patas solicitou ao Dr. Hilton Lang, médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses em Limeira/SP, um resumo das atividades realizadas atualmente na cidade. 1) A zoonoses possui algum projeto em andamento para amenizar a situação dos animais de rua da cidade? Sim. Programa de Posse Responsável - equipe atua em campo, procurando conscientizar os donos dos deveres e responsabilidades sobre seus animais de estimação. Feiras de adoção de animais alojados no canil municipal ou de munícipes/voluntários. Programa de “Identificação de Cães e Gatos” – consiste na implantação de microchip e emissão de RGA (Registro Geral Animal), que possibilita a identificação do animal e de seu proprietário. Programa de controle da reprodução de cães e gatos (castração) – a longo prazo, através da redução de “crias indesejáveis”, que é um dos principais motivos do abandono. Apreensão – é o recolhimento de animais abandonados, que é feito nas seguintes situações: suspeita de zoonoses ou outras doenças graves ou contagiosas, agressão, invasão de estabelecimentos públicos, risco de acidentes em vias de trânsito intenso, ou em outras situações previstas em lei. Caso se verifique que o animal possui dono ou é “comunitário”, o responsável recebe orientação, mas o animal não é recolhido.

chipagem já estão em andamento no município de Limeira. A microchipagem, faz parte do Programa de Identificação de Cães e Gatos e é realizada na sede do CCZ, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h e em postos volantes, que estão percorrendo todo o município, facilitando o acesso de toda a população. Já o programa de castração é voltado aos animais recolhidos pelo CCZ ou por voluntários. Animais adotados em idade insuficiente para o procedimento, são castrados posteriormente, mediante agendamento. 3) Com a chegada do verão, haverá proliferação de parasitas (pulga/ carrapato). Existe algum plano de ação para este problema? Em praças, parques ou estabelecimentos públicos, a equipe de Posse Responsável, realiza vistoria no local e orienta os responsáveis, conforme a situação encontrada. Já em residências, a responsabilidade é do proprietário do animal, que deve fazer o controle tanto no animal quanto no ambiente, seguindo orientação de um médico veterinário. (veja dicas na pág. 27).

Brasileiro, participe você também Precisamos de mais assinaturas e você pode ajudar! Vamos aumentar a participação dos brasileiros na campanha pela rejeição do PL 4548/98 e pressionar ainda mais os parlamentares. A sua iniciativa faz a diferença! Mostre aos deputados federais que a sociedade desaprova maus-tratos contra animais. Participe da ação online e mostre que você defende os animais domésticos.

MAIS INFORMAÇÕES Fone/Fax:

2) Assuntos como castração e microchipagem estão em pauta? Se sim, para quando? Tanto a castração quanto a micro-

Em pouco mais de duas semanas, quase 40 mil pessoas de diferentes países aderiram à campanha internacional pela rejeição do Projeto de Lei 4548/98, que tramita atualmente no Congresso Nacional brasileiro. Esse PL pretende modificar a Lei de Crimes Ambientais, descriminalizando atos de abuso e maus-tratos contra animais domésticos e domesticados. O absurdo da proposta já havia sensibilizado mais de 65 mil brasileiros, que expressaram seu repúdio ao PL 4548/98 participando da ação online proposta pela WSPA Brasil. Agora, com a ajuda dos escritórios da WSPA no Canadá, Estados Unidos, Costa Rica, Colômbia, Austrália, Nova Zelândia e Holanda, a questão ganhou projeção internacional e vem comovendo cada dia mais pessoas. Além das cartas de apoio, muitas mensagens têm sido postadas na página da WSPA-Internacional no Facebook (conteúdo em inglês). Todas as manifestações de apoio à campanha contra o PL 4548/98, nacionais e internacionais, serão reunidas e entregues pela WSPA Brasil aos deputados federais. Um esforço conjunto para a contenção de um projeto de lei cuja aprovação representaria um enorme retrocesso na legislação animal do Brasil. Caso o PL seja aprovado, deixará de ser crime atos de crueldade contra cães, gatos, cavalos, galinhas, ovelhas, entre dezenas de outras espécies. Trata-se de um projeto claramente inconstitucional e contrário à crescente tendência mundial de valorização dos animais como seres sencientes.

(19) 3441-3548 / 3451-3546 saude.zoonoses@limeira.sp.gov.br R. Prof. Sólon Borges dos Reis, 251 Jd. Campos Elíseos - Limeira-SP

Imagem: WSPA

Defesa dos animais domésticos do Brasil ganha apoio internacional


esperança

Delegacia de defesa dos animais

Maria Fernanda Ribeiro Especial para o UOL Notícias Em Campinas (SP)

Animais ganham maior proteção com nova estrutura de delegacia em Campinas Divulgação

da cachorra. Luna foi socorrida e adotada por uma clínica veterinária, onde tinha se tornado a mascote. Mas foi envenenada por um desconhecido e morreu. “Ela foi vítima duas vezes”, disse a delegada. Há também o caso do cavalo Cabide, vítima de maus-tratos por um carroceiro. Socorrido, o animal foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses de Campinas, mas o local foi assaltado e o cavalo sumiu. Algum tempo depois, Cabide foi encontrado pela rua e novamente socorrido. Para Flavio Lamas, presiden- Abrigo de cães que funciona em colaboração com a delegacia de Campinas te do Conselho de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, a existência de um setor específico para para entrar numa casa e resgatar um caa proteção aos animais mudou alguns con- chorro, pois o proprietário não deixou a ceitos. “Maltratar animal passou a ser crime polícia entrar. Em todas as cidades, os setores conde fato e um setor específico mostra o recotam com o apoio de ONGs, associações nhecimento da importância dessa causa.” e veterinários voluntários para receber e abrigar os animais e também para prepaExemplos Cidades como Sorocaba, Jundiaí e Ri- rar e emitir laudos. beirão Preto também possuem um setor especializado para a proteção animal. Em Ribeirão Preto o local foi inaugurado em Maltratar animal pasdezembro de 2010 e funciona junto com a Delegacia de Proteção ao Idoso. No total, sou a ser crime de fato e são três investigadores e um escrivão. um setor específico mostra O delegado, Norberto Bocamino, tamo reconhecimento da imbém acumula a função. No entanto, seportância dessa causa. gundo ele, a estrutura tem sido suficiente para checar todas as denúncias. Ele disse que já precisou de mandado de segurança Fonte: Uol Notícias - 13/3/11

A Delegacia de Defesa e Proteção aos Animais de Campinas, primeira do Estado de São Paulo, está completando um ano. De presente, ganhou novo endereço e, agora, tem infraestrutura própria com três investigadores e até um escrivão. Indícios de falsos veterinários, envenenamentos e tráfico de animais silvestres estão entre os principais alvos das ações da delegacia. Segundo a delegada Rosana Mortari, a conquista foi um grande passo. “No primeiro ano estivemos voltados a apenas recolher e socorrer animais vítimas de maus-tratos”, disse Rosana. “Não tínhamos sede própria, estávamos junto com o 4° DP [Distrito Policial], no Taquaral, e era necessário dividir os funcionários para todas as tarefas.” Nesse primeiro ano de funcionamento da delegacia foram socorridos e recolhidos cerca de cem animais. Chegam em média à delegacia em torno de 15 denúncias por dia. Maltratar animais é considerado crime pela Lei 9.099, que legisla sobre causas de menor complexidade, mas pode render cadeia e aplicação de multa. Ocorrências que envolvem cães e gatos são as mais corriqueiras, mas também há denúncias de maus tratos a cavalos, pássaros e até cabras. “Choca a frieza de como algumas pessoas lidam com os animais, totalmente alheias aos sentimentos deles”, afirma a delegada, relembrando alguns casos que chamaram sua atenção. Um deles é o da pitbull Luna, encontrada totalmente desamparada em um imóvel abandonado. Por causa da sarna, não era possível reconhecer a cor verdadeira


INFORME PUBLICITÁRIO

DIREITO DE RESPOSTA

A Diretoria da ALPA reserva-se o direito de responder a todas as calúnias levantadas recentemente na mídia e citará nomes que se fizerem necessários por entender que as pessoas que prestaram declarações em entrevistas à imprensa fizeram uma opção pessoal por não se manterem no anonimato. Primeiramente gostaríamos de esclarecer sobre o estado de saúde dos animais, que estão se recuperando e sendo tratados adequadamente. Aqueles que se prontificaram a recebê-los foram instruídos de todo o extremo cuidado que deveriam ter sobre a tutela ser provisória devido aos animais serem objetos de crime, sendo uma documentação requisitada para ser enviada ao Ministério Público sobre cada abrigo (esclarecemos que é sabido por toda a população Limeirense que a ALPA sempre contou com a ajuda de voluntários para abrigar os animais tutelados). Quando Diretores, Voluntários e Veterinários estavam retirando os animais do CCZ, uma pessoa denominada “Leninha” criticou nossa atitude e foi em seguida a um Programa de Rádio nos questionar e nos difamar. Dois dias depois dos animais estarem sobre a nossa guarda, uma cliente de um veterinário denominada aqui apenas “Solange” se prontifica a ser guardiã de alguns animais em sua Chácara. Passamos dois dias analisando a situação e explicando a ela as condições dessa tutela e após muito interesse e insistência, concordamos com a parceria. Na sexta feira, dia 4, a tesoureira da entidade leva “Solange” até o abrigo onde esta escolhe 3 sharpeis e 2 dogos para cuidar em sua residência. Os animais são levados para a clínica do Veterinário Lucas e de lá Solange leva três animais da raça Sharpei diretamente para o CCZ. Depois retira os outros dois animais da Clinica Veterinária e leva-os para sua residência onde permanecem até segunda feira quando é acionado o CCZ para transportarem os cães para esse órgão. Até aquele momento achávamos que os animais estivessem na chácara de Solange. Às 8h30 da segunda feira, a imprensa começa a nos ligar e Revista 4 patas - Edição 4

pedir explicações. Demos uma entrevista por volta das 9h sem entender o que tinha acontecido. O Veterinário que acompanhou todo o caso se dirigiu ao CCZ para explicar o que aconteceu, mas depara-se com Solange, Leninha, imprensa e um Vereador, e sente-se em desvantagem diante de tantas argumentações infundadas. Com a apresentação de documentos, a advogada e diretora da ALPA Daniela Lonardoni conseguiu resolver o caso com respaldo da autorização do MP, sendo os animais levados novamente ao abrigo da ALPA, com exceção do dogo argentino que necessitava receber medicação e ficou aos cuidados do veterinário Lucas. Estamos cientes que jamais quisemos agir apenas em frente à mídia. Possuímos não 150, como este órgão possui, mas 262 animais em nosso abrigo, e requisitamos a guarda dos animais devido às declarações do próprio CCZ sobre falta de espaço. De acordo com o Diretor do local, Paulo Baraldi, por falta de espaço para abrigo, este cogitou a devolução dos animais ao antigo dono; da mesma maneira, tememos pelas vidas dos demais vira-latas que não estavam em foco dos telejornais, e que possivelmente teriam que ceder seu espaço para aqueles que estavam. Outro motivo seria a demora para o início do tratamento por sorologia dos animais que se negavam a comer, devido sua imensa fraqueza, assim como a recusa do órgão por ajuda de veterinários que se ofereceram voluntariamente para auxiliar no tratamento. Não temos como objetivo comparar ações, principalmente porque cada órgão tem uma função diferente. O CCZ deve cuidar de zoonoses que possam afetar a população e recolher animais que ofereçam perigo à saúde pública, conforme o Dr. Ricardo nos esclareceu em reunião, enquanto a ALPA cuida dos casos que venham a ferir a integridade do animal. Quando os interesses dos humanos se divergem, quem sofre são os animais. Lamentamos o ocorrido e estamos aprendendo com os nossos erros. Cordialmente, ALPA

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parasitas

Fonte: Dra. Elaine Pessuto, médica veterinária e diretora do CETAC*

Filhotes e adultos podem se infectar com parasitas Cães são acometidos frequentemente por parasitoses intestinais e muitas pessoas acreditam que os animais podem ter ‘vermes’ somente quando são filhotes. Mas é importante saber que tanto animais adultos quanto filhotes podem se infectar com parasitas, portanto é imprescindível que o animal seja vermifugado constantemente durante toda a sua vida. Para isso é necessário que o animal faça visitas periódicas ao veterinário, pelo menos a cada 6 meses para fazer exames coproparasitológicos (exames de fezes) e tentar identificar uma parasitose específica ou iniciar tratamento com vermífugos de maneira preventiva. Não importa o método escolhido pelo médico veterinário, o importante é sempre manter o animal e o ambiente livre desses parasitas. As parasitoses intestinais são responsáveis por episódios de diarréia, vômitos, emagrecimento, baixa taxa de desenvolvimento e até morte. Os parasitas entre nematódeos (parasitas redondos), cestódeos (parasitas achatados) e protozoários mais comuns em cães são: Toxocara canis, Ancylostoma brasilienses, Dipylidium caninun, Trichuris vulpis e Giardia. O Toxocara é um parasita de intestino de cães que causa uma zoonose chamada larva migrans visceral e o homem se contamina através das fezes do cão em contato direto com a boca. Os cães se infectam através de fezes ou ambiente contaminado, pelo leite materno ou até mesmo nascem com os parasitas que podem ser transmitidos através da mãe pela placenta.

Este parasita tem a forma cilíndrica e pode chegar a 15 cm de comprimento, ele é capaz de matar filhotes e adultos, causando diarréias, vômitos, pneumonias, falhas de desenvolvimento, obstruções intestinal. É facilmente combatido com a maioria dos vermífugos sendo importante fazer o controle em cadelas antes delas estarem no cio e quando os filhotes nascem devemos administrar a medicação precocemente. O Ancylostoma é outro parasita de intestino delgado de cães que também é responsável por uma zoonose chama larva migrans cutânea, que conhecemos popularmente como bicho geográfico. Este parasita é hematófago, ou seja, ele se alimenta de sangue dos animais infectados piorando ainda mais os sintomas nos cães adultos ou filhotes pois em altas infecções, os animais podem apresentar além de diarréia, vômitos e inapetência, podem ter anemia em decorrência da perda sangüínea. A prevenção e o controle podem ser feito através de vermifugações periódicas e exames de fezes. O Dipylidium é um parasita achatado chamado de cestódeos. Eles são parasitas intestinais e eliminam segmentos do parasita através das fezes, muitas vezes é possível visualizar essas formas, que são chamadas proglotes nas regiões do ânus e períneo. Esses segmentos se parecem com grãos de arroz ou sementes de pepino. Esses parasitas são transmitidos através das pulgas, assim devemos sempre vermifugar após o controle da infestação de pulgas. A prevenção e a

cura podem ser feitas através de vermífugos específicos que são capazes de matar os cestódeos. Os exames de fezes podem detectar essas formas de parasitas também e outra forma importante de manter esse parasita longe de cães é controlar as infestações de pulgas. A Giardia é um protozoário intestinal que causa diarréia intensa em animais adultos e filhotes. Os animais podem se contaminar através de contato com outros animais ou água contaminada. Existem exames específicos para o diagnóstico da giárdia além do coproparasitológico convencional. Existem vários vermífugos capazes de prevenir ou curar a giardíase, mas em alguns casos é necessário uma série de medicamentos em sequência para controlar o agente. Em todos os casos é importante combater a contaminação ambiental pois os ovos ou oocistos desses parasitas podem ficar no ambiente e até mesmo na água. Muitos desinfetantes são capazes de manter o ambiente livre de ovos, larvas e oocistos de parasitas. Outra maneira de combater os parasitas internos dos cães é o controle através da vermifugação efetiva feita com a orientação do médico veterinário. CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária www.cetacvet.com.br Tel.: (11) 2305-8666


Saiba como controlar pulgas e carrapatos

Basta ser cachorro para em algum momento da vida ter estes incômodos parasitas. Controlá-los, às vezes, exige perseverança. Carrapatos não nascem no corpo do animal. Nascem no chão e sobem. Um ou outro carrapato pode aparecer ocasionalmente, mas quando aparecem muitos, é sinal de que as condições de higiene não estão adequadas. Não necessariamente sujeira, mas pelo menos um local inadequado, cheio de esconderijos, entulho ou tranqueiras, onde estes parasitas cheios de patas encontram refúgio e procriam. As pulgas também têm sua fase jovem no chão, subindo ao corpo depois. Estudos dizem que para cada cinco pulgas no corpo de um cão, outras 95 estão no chão, na casinha, cama ou roupinhas, em fase de ovo ou larva. Por isso, acabar com estes insetos é complicado. O controle depende exclusivamente de você. PROCEDIMENTOS Os tratamentos têm de acabar com os parasitas que estão no corpo e com os que estão no chão. Normalmente, é necessário mais de um medicamento. Para aplicar diretamente sobre os animais existem alguns produtos sprays ou top spot (bisnaga para aplicar no dorso) que ajudam a eliminar as pulgas. São receitados conforme a idade e o peso, portanto, é bom perguntar sobre isso durante a consulta com seu veterinário. No ambiente, ou seja, no chão

ou na casinha, pode ser aplicado outro tipo de produto. São frascos que diluímos na água para lavar o quintal. Normalmente vendidos em aviculturas. Alguns balconistas, quando o problema são os carrapatos, sugerem aplicar produtos como o Butox, direto sobre o animal. Já vi dar certo, mas já vi também muitos casos de intoxicação que podem levar à morte. Espero que você siga apenas orientações veterinárias e não faça experiências com seus bichos. Fazendo uma vez resolve? Não! Esses tratamentos, pelo que costumo ver, eliminam 90% das pulgas e carrapatos na hora e têm um efeito residual por mais algumas semanas. Depois de, no máximo um mês, você deve fazer nova aplicação e assim sucessivamente. Banhos com xampus antipulgas também ajudam no controle. Ou seja, não tem aquele tiro certeiro que acaba com pulgas e carrapatos de uma vez por todas. Tem de fazer um pouquinho de cada coisa e ir controlando. Animais que nunca saem de casa podem ficar anos sem pegar pulgas e carrapatos, já os que saem frequentemente... Apartamentos também protegem mais que casas com quintais e até mesmo as clínicas e pet shops podem ser locais para se pegar uma pulguinha. Gatos bem saudáveis não costumam

Dr. Wilson Grassi Médico veterinário, gerente executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e diretor de Bem-Estar Animal da Associação dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa/ SP) nas gestões 2006-2009 e 2009-2012. Saiba mais em seu web site www.wilsonveterinario.com.br

ter pulgas, pois fazem uma higiene criteriosa, lambendo-se todo dia. Já os gatinhos que por qualquer motivo ficam doentes, relaxam na limpeza do corpo e aparecem as pulgas. É importante saber que carrapatos são transmissores de doenças graves aos cães e às pessoas, por isso devem ser controlados com atenção. Pulgas são responsáveis pela transmissão de um parasita intestinal, chamado dipilidium (descrito na matéria anterior), ou seja, onde tem dipilidium, tem pulga, e onde tem pulga, pode ter dipilidium, então quando tratar contra as pulgas é bom vermifugar também. Agora, a questão mais relevante neste caso é a seguinte: muitas pulgas e ou muitos carrapatos podem estar associados a muitos cães ou muitos gatos no mesmo ambiente. Veja se o número de animais juntos não é demais, e sempre que tratar um contra pulgas e carrapatos, trate todos os outros juntos. Se não o fizer, não adianta e a infestação não acaba nunca.


TECNOLOGIA

Do microchip e GPS à exames clínicos O que são aqueles microchips colocados em animais?

Fonte: HowStuffWorks

Reprodução

Como as etiquetas de cochip médio tem aproximadaleiras são facilmente perdimente o tamanho de um grão das ou removidas, por muide arroz. O próprio dispositivo tos anos os donos de animais não contém nenhuma bateria, de estimação e criadores de e seu circuito eletrônico é atianimais utilizaram tatuagens vado somente quando ele está como uma forma mais persendo monitorado. manente e segura de identiO método de implantar o ficar animais de estimação. microchip é muito parecido Por apresentar falhas neste com a aplicação de uma vaciprocesso, as pessoas vêm ten- Custo: entre R$50 e R$ 100 na. Um aplicador esterilizado é tado descobrir outros sistemas usado para injetar o microchip de identificação. Os microchips são um dos bem abaixo da pele na parte de trás do sistemas mais modernos e populares. pescoço do cão, entre as omoplatas. Para Similares aos códigos de barra e fitas evitar a migração (movimento do local do magnéticas, os microchips são uma forma implante original), uma empresa usa uma de tecnologia de identificação automática. cobertura patenteada para promover a Geralmente, esses microchips são usados união entre o tecido fibroso e a cápsula do para armazenar e transmitir informações microchip. especificamente relacionadas a alguma Depois que o microchip é implantado coisa ou a alguém. Eles podem ser implan- com sucesso, ele pode ser “lido” usando-se tados, tanto por meio de injeção ou de um dispositivo de varredura (scanner). O procedimento cirúrgico, temporariamen- scanner emite um sinal de rádio de baixa te inseridos ou simplesmente anexados a freqüência, ativando o microchip. O mium objeto. Como usam sinais de radiofre- crochip então envia um número de idenqüência para retransmitir as informações tificação único de volta ao scanner. Após a armazenadas, eles são conhecidos como decodificação das informações, o scanner identificação de radiofreqüência (RFID). exibe o número em seu display de LCD. O De acordo com os principais fabrican- número é então inserido em um banco de tes, os microchips usados em identificação dados, juntamente com as informações e recuperação de animais de estimação de contato apropriadas. Programas como são programados para armazenar um nú- o American Kennel Club (AKC) Companion mero de identificação único e permanen- Animal Recovery (CAR) (Recuperação de te. O chip e uma antena são selados em Animais de Companhia do Kennel Clube uma cápsula biocompatível, hermética, Americano) mantêm bancos de dados feita de vidro. O mecanismo inteiro pode mundiais para que possam ajudar a devolvariar de tamanho, indo de menos de 1 cm ver animais de estimações perdidos a suas até quase 3 cm de comprimento. O micro- famílias.

Qualcomm lança serviço para rastrear animais de estimação Batizado de Tagg, ele acompanha em tempo real a localização do cachorro ou gato e cria “cerca digital” que envia alarmes caso o bichano tente escapar. A Snaptracs, uma subsidiária da Qualcomm, irá lançar o Tagg, um sistema com GPS e capacidades de rastreamento wireless para que os donos possam imediatamente rastrear e encontrar seus gatos ou cachorros. O equipamento inclui um dispositivo de rastreamento parecido com um relógio, que é colocado na coleira do animal. Há muitas ofertas de serviço desse tipo, que envolvem a inserção de microchips, porém o processo de recuperação do bicho de estimação pode ser complicado, de acordo com David Vigil, presidente da Snaptracs. O serviço permite aos usuários ter acesso à exata localização do bichano em um smartphone ou tablet via GPS ou por aplicações como o Google Maps. O serviço também envia alertas via SMS ou e-mail a respeito do paradeiro do animal em intervalos de tempo determinados através do chip de comunicação integrado. Com um serviço anual, o rastreador irá custar 199 dólares e as notificações SMS serão enviadas através da rede da Verizon e, após um ano de utilização, será cobrada uma taxa de 5 dólares por mês. Há também um limite, chamado de “cerca-geográfica”, que pode ser programado para delimitar uma área segura que o cão ou gato pode ficar. Esse recurso também pode ser desabilitado quando o dono leva o bicho para passear, para evitar alarmes falsos. Fonte: IDG Now! - Enviado pelo leitor Renato Frigo da Clic Interativa


Os bastidores de um diagnóstico por Dra. Paula Carolina Navarri e equipe Diag & Vet

Hoje em dia, o convívio entre os animais e seres humanos está cada vez mais frequente. Dessa maneira, a forma como vemos os nossos pets também mudou e, para a grande maioria, eles deixaram de ser apenas nossos bichinhos de estimação e se tornaram membros da família. Dessa forma, os cuidados com os mesmos também se alterou, havendo um maior cuidado por parte do proprietário em levar seu animal à consultas regulares ao veterinário e visitas aos pet-shops para banhos e tosas. Porém, não é somente as visitas ao veterinário que vão definir se o seu amiguinho está com a saúde plena. Atualmente, os exames laboratoriais são de suma importância para conclusão e confirmação de várias doenças na medicina veterinária. Assim como ocorre com os seres humanos quando fazem consultas médicas, o médico veterinário também precisa, muitas vezes, solicitar alguns exames laboratoriais para fechar um diagnóstico e, a partir daí, estabelecer o tratamento mais adequado ao animal. Como todo tratamento eficaz depende de um diagnóstico preciso, entram em cena os laboratórios veterinários, com serviços que vão desde exames hematológicos (sangue), coproparasitológicos (fezes) e urinálises (urina) até exames por imagens (como radiografia, ultrassonografia, endoscopia, etc.) e que até pouco tempo atrás, eram restritos ao seres humanos. Estes laboratórios são especializados em exames veterinários, o que oferece maior segurança e confia-

bilidade em seus resultados. E para oferecer maior eficiência e precisão, os laboratórios também contam com aparelhos automatizados e modernos, o que demonstra que a tecnologia também está em constante evolução no campo veterinário. Estes exames são realizados por profissionais especializados que vão disponibilizar os resultados o mais breve possível, para que o clínico possa antecipar o tratamento ao seu paciente, melhorando assim, as chances de cura de várias doenças. E mesmo que o seu bichinho não apresente nenhum sintoma clínico, é bastante prudente que sejam feitos exames rotineiros, pois a prevenção certamente é o melhor remédio para a saúde dos nossos amigos de quatro patas. Por isso, quando você levar o seu animal ao veterinário e se deparar com a solicitação de exames laboratoriais, antes de recusar, converse para que ele possa lhe explicar a real importância dos mesmos para a saúde do seu melhor amigo!

Meu pet tem pedigree? Saiba a resposta com 99,9% de certeza graças ao exame de DNA por Stefanie Archilli O teste de DNA não é um exame feito apenas em seres humanos. É, o seu cãozinho ou gato pode fazê-lo para você descobrir se ele tem pedigree ou é um vira-lata. Para quem não sabe o DNA (ácido desoxirribunucleíco) é a identidade genética permanente, ou seja, é a “biblioteca” de referência que determina todo o traço hereditário de um organismo vivo. Com exceção de irmãos gêmeos idênticos, cada indivíduo tem o seu próprio e único código de DNA. Irmãos, irmãs, pais e filhos, possuem códigos semelhantes, mas não são os mesmos. Até mesmo as mais rígidas práticas de procriação sangüínea produzem diferenças genéticas singulares e inexplicáveis nos filhos. Além disso, cada célula, do corpo do animal, contém pelo menos uma cópia desta “biblioteca”. Os exames fornecem informações sobre a identificação genética, determinação de paternidade e sexagem de animais. Estima-se que por ano são retiradas 10 mil amostras para o teste de DNA em cães e esse número está crescendo. O teste em cães e gatos é feito por meio das células de bochecha. Após todo o procedimento de coleta, o laboratório vai emitindo vários relatórios com todos os resultados registrados em certificados próprios, além do certificado de análise por DNA e tabela de comparação genética de pedigree.


saúde

OS GRANDES MITOS CANINOS Ayrton Mugnaini Jr.

Fique de olho no seu cão Porque o meu cachorro tem diarréia? A diarréia é uma condição extremamente comum que afeta cães de todas as idades. Se o seu cachorro está com as fezes soltas, indica que algo não está certo com seu intestino. Revista 4 patas

Bela costuma resolver seus problemas estomacais sozinha comendo grama

Fezes moles podem ter muitas causas, algumas mais graves do que outras. Abaixo 6 motivos para o desenvolvimento de diarréia em cães: 1 - Ingestão de comidas estragadas ou comidas que ele não estava acostumado a comer; 2 - Mudança brusca de ração. A troca deve ser feita gradativamente; 3 - Vermes e protozoários. Isso também pode ser prevenido usando um vermífugo eficaz; 4 - Estresse e ansiedade; 5 - Reação alérgica; 6 - Infecção virótica;

O QUE FAZER CASO O CÃO tenha um DESARRANJO INTESTINAL?

Se ele está debilitado, deprimido e não está interessado no que está acontecendo

DICAS

ao seu redor, você precisa levá-lo ao veterinário. Se ele tem uma doença grave como a parvoviruse, ele vai responder melhor ao tratamento durante os primeiros estágios da infecção. Nota: se houver sangue na diarreia, ele precisará de atenção veterinária. Muitos cães desenvolvem a diarréia e, não ficam apáticos. Se for esse o caso do seu cão, tão logo você começará a ver suas fezes começarem a se firmar. Uma boa idéia é pular a próxima refeição para dar tempo para seu intestino se estabelecer e, posteriormente, deve ser introduzido os alimentos, dando-lhe 3 ou 4 pequenas refeições ao longo do dia. Peito de frango e arroz branco (todos cozidos) são os ideais. Se, a diarréia persistir por mais de um dia, ou se ele adoecer é hora de chamar o seu veterinário. Fonte: http://www.portaldacinofilia.com.br

É fato que não faltam mitos, noções erradas e até lendas urbanas sobre tudo que é assunto – inclusive cães. Vamos lembrar aqui alguns dos mitos sobre a cinofilia mais, digamos, acreditáveis e, por isso, muito comuns, do tipo “eu acredito porque foi minha avó quem me contou” ou “sei que é verdade porque vi na televisão ou na internet”. “Focinho quente é sinal de doença.” A temperatura dos focinhos costuma subir durante o sono do cão, daí ele acordar de nariz quente, o que é normal. Só haverá problema se, além de quente, o focinho do bicho estiver seco e o cão mostrar grandes alterações de comportamento. “Cães não precisam ser vermifugados quando não saem à rua.” Como se vermes tocassem campainha ou pagassem pedágio… Mesmo no recesso do lar os caninos podem contrair micróbios trazidos por mosquitos. Prudência, canja de galinha (cuidado com os ossinhos! Mais sobre isso daqui a pouco) e vermifugação não fazem mal ao canino são ou doente. “Cães avisam quando estão doentes.” Na verdade, eles conseguem esconder as doenças, para não se mostrarem vulneráveis ao “inimigo”, e os sintomas só costumam aparecer quando a doença ou incômodo estiverem bem avançados, dando então a impressão de que o bicho está chamando a atenção para o problema. “Cães castrados engordam.” Na verdade, eles podem acumular gordura por falta de exercício e excesso de calorias durante o pós-operatório, mas não devido à castração em si. “Vira-latas são mais saudáveis que cães de raças puras.” Não é bem isso. Vira-latas costumam estar menos sujeitos a enfermidades ou problemas comuns a certas raças, mas nem por isso são invulneráveis ou mais imunes a doenças que outros cães.

Para evitar cheiros desagradáveis

É muito importante, desde os primeiros dias, deixar claro quais são os limites do animal, em que cômodos ele pode transitar, onde pode subir ou permanecer. Por exemplo, se você prefere que ele não suba na sua cama, nunca abra uma exce-

ção, colocando-o em cima dela só um pouquinho! Depois pode ficar bem mais difícil modificar esse hábito. Se você tiver um filhote de cachorro em fase de aprendizado, leve-o, assim que terminar de comer, até o local onde ele deve fazer as suas

necessidades. Em vez de liberar o acesso dele à casa toda de uma vez só, faça isso aos poucos, assim que perceber que ele já consegue voltar ao lugar por você estabelecido. Se ele fizer xixi ou cocô no lugar errado, repreenda-o e mostre qual é o lugar cer-


adestramento

Latidos e outros comportamentos

irritantes! Meu cão pula em todo mundo Este é um problema muito fácil de ser resolvido. A dificuldade só existe quando os proprietários tentam corrigi-lo da maneira errada. Ao longo da convivência, os cachorros aprendem que pular nas pessoas é uma das melhores táticas para conseguir atenção. A maioria dos proprietários passa anos dando broncas no cão para que ele pare de pular e não entende por que ele não para... A explicação é simples: quando o dono dá bronca no cachorro, também está dando atenção a ele. O grande truque é punir o cão sem lhe dar atenção. Por exemplo: quando chegar em casa e ele pular em você, simplesmente ignore-o e continue andando. Só lhe dê atenção quando ele estiver com as quatro patas no chão. Repita o exercício várias vezes o ignorando completamente até que ele permaneça no chão, só então se agache e faça carinho nele. Latidos Exagerados O isolamento (falta de atividades físicas) pode ser a causa dos latidos, assim como o medo, desconforto (fome, sede, etc.), instinto de proteção (territorial, da ninhada, etc.), provocação ou desejo de chamar a atenção. Muita gente, sem perceber, estimula o cão a latir e ainda o recompensa. Se toda vez que o cão late você corre para acariciá-lo ou dá biscoito para acalmá-lo, está justamente reforçando o problema. O melhor a fazer é ignorar o cão toda vez que ele latir para pedir algo. E, se quando você for lhe dar algo ele latir, volte a ignorá-lo. O fracasso (do cachorro que não recebeu o que esperava) é uma eficiente punição. Famílias que costumam falar muito alto ou berram incetivam os animais a latir, pois eles aprendem por imitação. Meu cão puxa muito no passeio. O que devo fazer? Desde o momento em que colocamos a guia no cão, devemos conter a ansiedade dele, sem jamais permitir puxões. Inicialmente, treina-se o cão a mudar de direção junto com o condutor. Uma boa técnica é fazer percursos em ziguezague. A percepção do cão da importância de prestar atenção nos movimentos do condutor, para acompanhá-lo, aumenta à medida que ele percebe que ao puxar a guia, leva um tranco. Para favorecer a concentração nos treinos, escolha um lugar não tão excitante, como uma garagem de prédio. Quando o cão conseguir acompanhar você sem precisar de trancos, premie-o com petisco. Com poucos treinos ele estará apto a andar direitinho ao seu lado. Só aí leve-o para a rua ou para outro local mais estimulante. Dicas dos adestradores Lucas Pansani e Rodrigo Coletti da Millennium (www.adestramentomillennium.com.br) Muito mais dicas e assuntos sobre adestramento nas próximas edições.

to. Mas não é só isso: é importante também limpar muito bem o local para que ele não repita o erro. Lembre-se de que o cachorro tem um olfato mais sensível que o nosso. Se o local indevido for um tapete, por exemplo, limpe-o bem com álcool ou vinagre branco e cubra-o com um papelão para disfarçar o cheiro por um tempo, até

ele ficar mais fraco. Dê banhos frequentes no cachorro. Aproveite esse dia também para lavar ou limpar a caminha dele, assim como os seus brinquedos e cobertores. Se for possível, deixe a caminha e o cobertor algum tempo no sol. Lembre: para manter um ambiente saudável, é essencial arejar a casa sempre.

Cachorro que morde, qual o motivo?

Instinto de caça: o instinto de perseguir e morder presas para comê-las permanece, apesar dos cachorros não precisarem mais caçar para conseguir comida. Posse dos objetos: movido pela defesa de posse, por exemplo, de um brinquedo, uma roupa ou um objeto que ele goste. Medo: todos os cães, sem excessão, mordem por medo, quando ele está apavorado e alguém tenta pegá-lo; ele agride, morde, para afastar o que lhe parece uma ameaça. Comida: pode morder e rosnar para qualquer um que se aproxime no momento que está deliciando uma refeição. Dominância: para demonstrar superioridade àquele que está sendo mordido (pessoas ou outros animais). Este tipo de agressão vai desde um simples rosnado até um ataque real. Defesa do território:o cão protege a propriedade e, quanto menor o território, com mais agressividade o animal irá protegê-lo. O cão considera que a casa, o quintal e outras dependências da propriedade são seus territórios. Dor: como resposta a um estimulo doloroso. A mordida tem por objetivo acabar com o estimulo desagradável. Por www.portadacinofilia.com.br


depoimento

...e um vira-lata mudou minha vida ou, como nasceu a Revista 4 patas Uma história real que abriu os olhos do editor desta Revista para ser a voz de todos os animais domésticos e da natureza conscientizando as pessoas a entenderem sobre seres inocentes que não podem falar. Inez Miranda

Da rua para a capa de revista Eu tentei ter um cachorro em duas opor­­­tunidades no passado. Um deles foi um filhote fêmea de pincher que meu irmão me ofereceu e depois um cão adulto de rua abandonado. Nas duas situações não deu certo. O tempo passou e até tinha vontade de adotar uma filhote da raça boxer mas nunca tive intenção de comprar e acontecer novamente a separação. Há 2 anos, minhas primas viram um cãozinho correndo atrás de carros, meio desnorteado. Pararam e uma delas correu para pegá-lo com medo de ser atropelado. Depois, me ligaram querendo saber co­ mo poderiam colocar um anúncio no jornal para tentar encontrar seu dono. O destino fez com que eu, ao invés de dar a informação, decidi ver o cachorro pois ainda gostaria de ter um cão e quem sabe não poderia ser ele. Apesar de sujo e magrinho, me conquistou logo de cara por ser dócil e brincalhão. Antes de me considerar um tutor, tentamos localizar seu dono mas foi em vão. Parecia um caso de um abandono mesmo. Resolvi batizá-lo de Brad e, como “pai” de primeira viagem, dei uma vida de rei para aquele ser inocente. Com isso, conheci o universo que existe por trás de um cão, pesquisei muito na Internet e me encantei inclusive sobre outros pets. Foi daí que surgiu a Revista 4 patas que hoje me dá muita alegria produzi-la e principalmente aprender e ensinar a todos

Dizer que “se

a importância que um animal impor ta” não é o é na vida da gente. mesmo que “fazer Fico diariamente conecalguma coisa” tado com notícias e informações das mais diversas. Sempre animado com as boas notícias sobre assuntos que buscam o bem estar animal e muito triste e revoltado com abandono, maus tratos e coisas inimagináveis que alguns “seres humanos” fazem com essas criaturas indefesas. Hoje, com 4 edições impressas, decidi fazer um pouco mais para amenizar o sofrimento de cães e gatos abandonados lançando a campanha “Vira-lata sim, e daí”. Apesar das dificuldades encontradas, penso sinceramente em mantê-la o tempo que puder e sempre buscar outras alFernando com Brad (mascote da Revista 4 patas): um ternativas para ajudar a vida animal. encontro inesquecível com um final feliz

Salvar um cachorro não vai mudar o mundo, mas com certeza vai mudar o mundo dele

Arquivo pessoal

Hoje, Brad tem uma namorada, chama-se Bela que chegou vítima de maus tratos. São inseparáveis e com isso reduziu bem a SAS (Síndrome de Ansiedade de Separação) que ele tinha.


GALERIA DA FAMA

Eu e meu vira-lata

Alguns leitores da Revista 4 patas mostram seus amiguinhos. Agradecemos a participação e o amor aos amigos SRD.

Fotos: Arquivo pessoal

Puppy com Mariana e Gabriel (Limeira-SP). Um trio em harmonia nas brincadeiras e no convívio com amor e respeito.

Mel é uma labradora legítima e veio apoiar a campanha dos vira-latas com sua “mãe” Regiane Risso (Limeira)

Cosmo é o simpático “vira-salsicha” companheiro inseparável do Lucas (Limeira)

Andresa Santos Lemos (Limeira) mostra a sua pequena Pretinha.

Jocasta Prado de Limeira com sua pequena Isa. Apoio à campanha

Meg é o amorzinho de Glaucia Maria Anselmo (Limeira-SP)

Camila Pacheco de Limeira em um momento de ternura com sua amiga Marrom que sobreviveu a um acidente grave.

A protetora de animais Cassiana Fagoti (Limeira-SP) com seu amigo Astor


clássico

O mais famoso de todos Ele não poderia ficar fora deste especial pois é conhecido de muitas gerações. Walt Disney nunca esqueceu dos vira-latas tornando-os clássicos da infância no mundo todo. Reprodução

A Dama e o Vagabundo (no original em inglês: Lady and the Tramp) é um filme americano do gênero animação produzido pela Disney em 1955 e baseado em conto do autor Ward Greene. É o 15º longa-metragem de animação dos estúdios Disney e foi lançado nos cinemas em 22 de junho de 1955. O filme foi dirigido por Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luskee e produzido por Walt Disney. A Dama e o Vagabundo é o primeiro filme animado filmado em Widescreen pela CinemaScope. CURIOSIDADES - Apesar de o filme ser baseado em parte em uma história chamada Happy, The Whistling Dog, A dama e o Vagabundo é considerado o primeiro longa-metragem animado original dos estúdios Disney. - O visual do personagem Vagabundo foi inspirado em uma cadela vira-lata que os artistas da Disney salvaram da carrocinha. - O filme é contado totalmente do ponto de vista de um cachorro e por essa razão os rostos dos humanos são raramente mostrados, sendo que na maioria das vezes tudo o que é visto são os seus pés. - Banzé (Scamp), o filho de Lady e Vagabundo, viria a se tornar bastante popular nos quadrinhos Disney, estrelando suas próprias histórias. - Tia Sarah foi criada pelo desenhista Frank Thomas. - No Brasil o filme possui duas dublagens, sendo a primeira a original e a segunda uma redublagem dos anos 90 feita no estúdio carioca Herbert Richers. Fonte: Wikipedia

Sinopse Uma aristocrata conhecida como “Que­rida” ganha do seu esposo Jim uma cadelinha da raça Cocker spaniel americano, a quem dá o nome de Lady. O animal cresce e passa a ser uma cadela com pedigree. Joca, um dos amigos de Lady, adora enterrar ossos no seu jardim e conta a cadela que seu outro amigo Caco, que costumava caçar com o seu avô Caco Velho, perdeu o faro. Enquanto isso, Vagabundo é um cachorro de rua, sem raça que conta com a sua astúcia e os seus amigos para sobreviver. “Querida” espera um bebê, e

quando o menino nasceu as atenções dos humanos foram todas para ele, até que a Lady conhece o bebê e assim recebe de volta seu tratamento, amando o mesmo. Um dia, Jim e a sua esposa viajam, deixando “Tia Sarah”, a babá, tomando conta do bebê. Sarah acha que a Lady quer atacar o mesmo e a deixa na sala, com seus arteiros gatos siemeses, Si & Am. Os gatos fazem uma grande confusão e culpam a cadela. Quando Tia Sarah vai levá-la para colocar uma focinheira Lady foge e se perde na cidade e vai depender de Vagabundo para ajudá-la a voltar para os seus donos humanos.


diversĂŁo

Para colorir

Um brinde para as crianças. Utilize canetinhas coloridas.


leitura

Vira-latas: os verdadeiros cães de raça EVENTO

SINOPSE Vira-Latas é parte de uma ação pioneira no Brasil sobre a situação dos animais abandonados e sua relação direta e indireta com o ser humano. A proposta do Vira-Latas vem ao encontro dos objetivos da campanha PEDIGREE® Adotar é tudo de bom: chamar a atenção para as reais causas do abandono, despertando novos horizontes através da mudança de atitude. Vira-latas: os verdadeiros cães de raça Autor: Tiago Ferigoli Editora: Ediouro Número de páginas: 128 Preço: R$ 21,90 www.ediouro.com.br

filme em dvd

Em dezembro/2011, também nos cinemas

No dia 10 de dezembro, o projeto “Vira-latas Os verdadeiros cães de raça”, do publicitário e cineasta, Tiago Ferigoli, realizará um evento na Galeria Romero Britto, em São Paulo. Trata-se de uma parceria para o lançamento da grife ANIMI, com o desfile da coleção VL, também assinada pelo publicitário. Uma ação que tem como objetivos principais: aproximar as pessoas quanto às reais causas do abandono; através da mudança de atitude e funcionar como uma importante ação filantrópica; em parceria com a ONG Vira-lata é Dez. O projeto “Vira-latas Os verdadeiros cães de raça”, já têm cerca de cinco anos de desenvolvimento, e conta com ações em diferentes segmentos, tais como: literatura, cinema, propaganda, arte e agora, moda com o apadrinhamento dos atores Kim Kamberlly e Bruno Araujo. Uma ação voltada para cidadania e principalmente, educação. Mostrando que somos todos responsáveis pelos problemas que ocorrem a nossa volta, sejamos ou não, ligados diretamente com eles. A expressão vira-lata não retrata o animal em si, mas sim a sua condição, de abandono, de miscigenação de raças e preconceito. Uma condição que fora criada pelo homem e que só ele poderá resolver. O evento acontecerá dia 10 de dezembro das 19 às 22hr na Galeria do Romero Brito, Rua Oscar Freire 562, SP. Faça a conexão, participe dessa ação!

SINOPSE “Não há o que temer, o Vira-Lata vai aparecer!” O super-herói canino com talento para rimas volta em uma nova aventura de ação, baseada no desenho animado clássico intitulado Underdog (Vira-Lata). Depois de um acidente no misterioso laboratório do cientista maníaco, Dr. Simon Barsinister, um beagle comum inesperadamente adquire poderes inigualáveis e a capacidade de falar. Vestido com um bonito traje de super-herói, o Vira-Lata promete proteger os cidadãos em perigo de Capitol City e, em especial, uma bela cokerspaniel chamada Polly Purebread. Quando o sinistro plano de Barsinister e de seu guarda-costas Cad ameaça destruir Capitol City, só o Vira-Lata poderá salvá-la.

Estúdio: Disney Video Título Original: Underdog Tempo: 82 Cor: Colorido Ano de Lançamento: 2008 Recomendação: livre Região do DVD: Região 4 Legendas: Inglês, Português, Espanhol Idiomas / Sistema de som: Inglês - Dolby Digital 5.1 Espanhol - Dolby Digital 5.1 Português - Dolby Digital 5.1 Formato de tela: Widescreen País de Orígem: EUA


superstição

O incompreendido GATO PRETO As superstições acerca dos gatos pretos começaram há muito tempo, os egípcios foram os primeiros a atribuir uma aura mística aos gatos, que o idolatravam; por isso os gatos eram mantidos em suas casas, além de serem usados para controlar as pragas nos estoques de grãos Na Idade Média, tudo mudou pois embora os gatos exercessem um importante trabalho ao homem, caçando os ratos que eram uma praga, haviam grupos de gatos errantes que faziam das cidades seu território. O aumento indiscriminado da populção de gatos, teria sido o primeiro motivo pelo qual caiu em desgraça pelos homens. O gato por ser um animal independente, solitário e possuir hábitos noturnos era acolhido por pessoas pobres que viviam sozinhas, o que não favorecia a imagem do gato. A cor preta que é tida como a cor que simboliza o mal e as trevas contribuiu para tornar os gatos dessa pelagem os mais perseguidos pelos inquisidores cristãos. A sua associação a práticas pagãs aumentou a distância entre os cristãos e o gatos. No ano de 1400 os gatos estavam a ponto de desaparecer da Europa, mas ressurgiram principalmente por sua habilidade em caçar os ratos, causadores de perdas significativas nas lavouras e propagadores de doenças para o homem, assim foram aceitos novamente nas casas e nos lugares onde haviam roedores. Hoje em dia, os gatos são considerados animais do século pois são pets ideais, tanto para apartamentos como casas; não são ruidosos, não precisam ser levados para passear, comem pouco, são extremamente limpos, agradáveis e afáveis sendo companheiros e fiéis a seus donos. Há uma raça de gato chamada Bombaim que tem como característica principal a pelagem completamente negra e

curta parecendo um veludo, sem pontos brancos. Seus olhos são grandes, redondos, expressivos e de cor intensa e luminosa (vide foto). Em 1974 ele já tinha seu clube e em maio em 1976 já podia concorrer em classe campeão. Contudo, o gato preto em alguns lugares parece ainda estar muito longe de recuperar a posição que tinha no Antigo Egito. Ou talvez não, uma vez que, tal como os outros gatos, parece ser perito em ganhar a adoração dos donos. SORTE OU AZAR? Depende do lugar. As superstições variam conforme a época e o folclore do país. Veja alguns exemplos poucos conhecidos: - No século XVI, os Italianos acreditavam que, se um gato preto pulasse na cama de uma pessoa doente, esta iria morrer em breve. - Na fase Colonial, escoceses acreditavam que ver um gato preto entrar num beco, poderia indicar a morte de um membro da família. - A Deusa Nórdica Freyja conduzia sua carruagem puxada por um par de gatos pretos. - Ronam, soldado do antigo Egito, matou um gato preto, e foi linchado e morto por uma multidão furiosa dos habitantes locais. - Do folclore indígena, existe a teoria de que se você tivesse um terçol sobre a pálpebra, esfregando o rabo de um gato preto no local, o terçol iria embora. - Na Inglaterra e sul da Escócia, um gato preto estranho sobre um muro próximo a sua casa ou estabelecimento, traz boa sorte. - Na Índia, se um gato estranho entrar na casa, tratam muito bem dele e se ele quiser ficar, trará prosperidade.

Melika Nicolau veterinária criadora de gatos da raça Sphynx

Na idade média, acreditava-se que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com um gato preto é sinal de mau agouro. Em outras culturas os gatos dessa cor são reverenciados, estando associados a presença de boa sorte. (da Redação)

Gato Bombaim

Manekineko - o gato japonês da sorte! Um gato com a patinha levantada, o manekineko, é um dos talismãs mais conhecidos do Japão. Visto como símbolo de boa sorte, sua pata levantada acena para a prosperidade, enquanto a sua pata curvada sobre uma moeda dourada, acena para o sucesso nos negócios. O gato um é animal sensitivo, que demons-

tra inquietude esfregando seu rosto na pata ao pressentir mudanças na sua rotina como, a chegada de uma pessoa ou aproximação de chuva. Isso fez com que muitas pessoas associassem a figura de um gato levantando a pata dianteira, como sinal de boa sorte e a chegada de boas mudanças.

Usa uma coleira vermelha com um sino pois, na época, os gatos eram animais caros e suas donas o enfeitavam com fitas para agradá-los. Os sinos eram para serem vigiados.


Ele educa e limpa

o melhor amigo do cão O jornal do dia (novo) ajuda o cão a ser adotado, comprado e vendido trazendo com isso uma boa vida aos filhotes. Acomoda os anúncios de empresas do ramo que irão alimentá-lo, tosá-lo e deixá-lo saudável. Divulga sobre todos os cuidados e vacinas com suas matérias de utilidade pública. Denuncia ou informa sobre casos de maus-tratos.

O jornal é o melhor amigo do cão por estar sempre presente em situações cotidianas. Da higiene à educação. imagem ilustrativa

O JORNAL VELHO São muitas as utilidades do jornal velho no cotidiano das pessoas servindo para embalar coisas, ser reciclado gerando renda e muito mais se analisado a fundo. Mas em nosso caso, vamos falar do jornal que já teve sua utilidade em informar e entreter o humano, dono de um cão. Desde filhote, o cãozinho aprende a fazer suas necessidades no jornal velho pois facilita o trabalho de remoção dos escrementos. Outra boa utilidade é usá-lo como objeto de adestramento doméstico quando apenas seu barulho na mão ou (de leve) no bumbum, vale mais que outro tipo de castigo sem causar dano algum ao animal. Também é comum vê-lo nas feirinhas forrando as gaiolas de animais para adoção ou eventos pet. Portanto, nunca deixe de ler e guardar os jornais que, além de baratos, tem muitas utilidades práticas e continuará sendo o amigo do seu melhor amigo.

No conforto do sofá DVD: Os pinguins do papai

Divulgação

Sinopse Jim Carrey é o sr. Popper, em uma divertida comédia para a família que conta a história de um homem de negócios totalmente sem noção do que fazer quando o assunto são as coisas importantes da vida - até o dia em que ele recebe 6 pinguins como herança. Apesar dos pinguins transformarem seu apartamento em Nova York num parque de diversões de inverno - e virarem a vida dele de cabeça para baixo, eles também lhe ensinam importantes lições sobre famílias...humanas ou não.

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FILOSOFIA ESPÍRITA - LIVROS Por meio de perguntas e respostas, apresentadas no programa de rádio Nossos Irmãos Animais, o autor esclarece algumas dúvidas frequentes, referentes ao comportamento do seu Bicho de Estimação. Saiba um pouco mais sobre a existência desses seres que, como nós, caminham rumo ao crescimento espiritual. Os animais reencarnam? Os animais têm premonição? Os animais sonham? Os animais têm carma? Respostas para estas e muitas outras perguntas, você encontra aqui! AUTOR: Marcel Benedeti EDITORA: Mundo Maior PREÇO: R$ 11,90

Este livro responderá a várias dúvidas que temos sobre os animais: Para onde vão quando desencarnam? Eles têm carma? E emoções? Uma obra esclarecedora, dedicada a todos que amam animais. AUTOR: Eurípedes Kühl EDITORA: Petit PREÇO: R$ 29,90

Em Limeira Revista 4 patas - Edição 4


PREVENÇÃO

Castração Procedimento ainda gera polêmicas e dúvidas sobre seus benefícios

M.V. José Roberto July Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com Mestrado em Cirurgia pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP), Dr. July iniciou sua carreira operando animais de grande porte - na época atendeu e ainda presta atendimento aos cavalos do Jockey Club de São Paulo.

Contato Clínica Julyvet - Moema/SP www.julyvet.com.br

Divulgação

Vantagens da castração: • Reduz completamente o risco de tumores de mama, próstata e tumores transmitidos sexualmente • Elimina a gravidez psicológica (pseudociese) nas fêmeas • Elimina o risco de uma piometra (doença intra-uterina que geralmente aparece após o cio) • Nos gatos há a diminuição do hábito de urinar nos objetos da casa para demarcar território; ficar fora de casa por dias sem se alimentar para se acasalar • Evita gravidez indesejada, não ocorre mais o cio e nem o sangramento nas fêmeas • Animais se tornam mais saudáveis e sua expectativa de vida aumenta Desvantagens da castração: • Em um percentual muito baixo pode ocasionar incontinência urinária noturna.

Dr. July e sua equipe executando o procedimento da castração em um cão

A castração continua sendo motivo de polêmica entre os proprietários de cães e gatos. Embora muitos conheçam os benefícios da cirurgia, outros ainda acreditam que seja um ato de mutilação. Método definitivo de esterilização, a cirurgia consiste na remoção do útero e ovários, na fêmea, e dos testículos, nos machos. A castração pode ser realizada a partir do 40º dia do nascimento. “A retirada precoce do útero e dos ovários antes do primeiro cio (até 8 meses de idade), diminui para 0% a incidência de Câncer de Mama e da Piometra (infecção do útero), que são as duas maiores causas de mortes nas cadelas. Na gata, o cio, a falsa gestação, a lactação, as múltiplas gestações desaparecem. No macho, a castração precoce inibe o interesse sexual”, explica o Dr. José Roberto July, médico veterinário da Julyvet Clínica Veterinária. Após a castração, as fêmeas deixam de ter cio e os machos deixam de marcar território com a urina. De acordo com o Dr. July ocorrem ainda mudanças comportamentais sexuais: as fêmeas não atraem mais os machos e não copulam; os machos, mesmo estéreis, podem copular, mas a disputa pela fêmea vai ser muito menor devido à diminuição da testosterona. Os cavalos também são castrados para diminuir a energia sexual, que pode transformá-lo em um animal agitado e

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nervoso, sendo difícil controla-los em locais próximo a outros cavalos e éguas no cio. “Todo procedimento cirúrgico e anestésico é considerado como um risco ao animal. Este risco pode ser minimizado pelo uso de anestesia inalatória, com monitorizarão cardiorrespiratória. Antes da cirurgia, solicitamos um hemograma para os animais jovens, exames da função renal e função hepática para os animais acima de 5 anos. Além disso, exames de check up como Raio X e ultrasom podem ser necessários para descartarmos algum outro problema interno, esclarece Dr. July. Após a realização destes exames o animal está pronto para a cirurgia, que deve ser realizada com o paciente em jejum total de oito horas (alimentos sólidos e principalmente líquidos). Receitamos analgésicos por 3 dias e os pontos são retirados após 10 dias, quando está totalmente cicatrizado, sendo liberado para retornar as suas atividades normais. Para o Dr. July muitos proprietários ainda resistem ao procedimento, pois acreditam em mitos como achar que o animal castrado vai engordar muito ou mesmo sofrer durante o pós operatório. “A castração não deixa o animal mais gordo. Na verdade ele apenas precisa de menos alimento e de mais exercícios. As fêmeas não precisam ter uma ninhada antes de serem castradas e é importante ressaltar que a cirurgia é indolor, feita sob anestesia geral”, ressalta.

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Pastor de shetland

Parece mas não é Muitas pessoas o confundem com o Rough Collie (a famosa Lassie) achando que é um filhote ou miniaturização.

PERSONALIDADE São cães muito inteligentes e que aprendem com rapidez. O Shelties aparecem na a 6ª posição entre as raças mais inteligentes na classificação do livro A Inteligência dos Cães de Stanley Coren. No entanto, a inteligência aguçada não é apenas uma qualidade, podendo se transformar também num problema, já que por sua capacidade de aprendizagem tão desenvolvida, o Sheltie precisa ser exercitado – física e psicologicamente – para que não se torne um cão entediado e consequentemente destrutivo.

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repr

o du

ç ão

aspectos gerais O Pastor de Shetland ou Sheltie é uma raça bastante jovem, originada nas Ilhas Shetland, na costa da Escócia, um lugar ‘especializado’ na criação de animais pequenos, como os pôneis de Shetland e as ovelhas pequenas e com focinho preto desenvolvidas no mesmo lugar. No entanto, apesar de sua origem recente ainda pairam muitas dúvidas sobre o seu desenvolvimento. Muitos acreditam que a raça tenha surgido a partir de cruzamentos entre os Border Collie e raças nativas já adaptadas ao pouco espaço e pequena quantidade de alimentos disponíveis. Outros estudiosos no entando sustentam que os Shelties tenham tido os mesmos ancestrais do Collie acasalados em algum momento com Spitzes, que contribuíram para a redução do seu tamanho. Seja como for, a raça só se tornou mais conhecida a partir da primeira década de 1900. Nesta época já eram muito utilizados pelos habitantes das ilhas para o pastoreio de ovelhas, atividade que continuam exercendo com perfeição quando faz parte de sua rotina diária. O primeiro clube da raça – o English Shetland Sheepdog Club – responsável pela elaboração do primeiro padrão da raça, surgiu em 1914. Por sua aparência delicada e charmosa e pelo seu tamanho reduzido, logo tornou-se popular nos Estados Unidos como cães de companhia, aproveitando de certa forma a fama de seu primo ‘maior’ para conquistar uma verdadeira legião de fãs. Apesar da semelhança entre Collies e Shelties, as duas raças guardam diferenças importantes entre si, além do tamanho. O sheltie costuma ser mais ativo e mais dependente do dono do que o Collie, além de latir proporcionalmente mais. Com estranhos costuma ser mais arredio do que o Collie.

foto: Amarildo

Fonte parcial do texto: http://www.pastordeshetland.com

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FILHOTES A primeira providência para garantir um bom filhote é a observação das proporções físicas dele. Um bom exemplar tem o corpo retangular, levemente mais longo que alto. Os olhos são amendoados e escuros. O focinho começa a ficar alongado a partir do primeiro mês. A ponta do nariz (trufa), lábios e pálpebras devem ser pretos. A ponta dobrada das orelhas deve aparecer entre os quatro e os cinco meses de idade. Nessa época, se o terço superior não dobrar sozinho, pode-se apelar para um pequeno truque que consiste na colocação de um pequeno peso - um rolinho de esparadrapo (substituído a cada cinco dias) ou uma massa aderente feita com a mistura indicada pelo veterinário de forma que a pasta grude nas pontas das orelhas, recolocadas ao caírem por falta de aderência. Quando as pontas das orelhas dobrarem sozinhas, pode-se suspender o “tratamento”. Tais providências não funcionam em Shetlands com mais de oito meses.

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CORES Sable Merle ou Marta Merle

Bicolor (Biblack)

Branco

Preto

Azul Merle

Duplo Merle

fotos: reprodução

Por sua característica de procurar o dono constantemente, não são cães que devam ser ‘esquecidos’ nos quintais ou privados do convívio familiar, já que nestes casos podem desenvolver problemas de comportamento, como destruição, latidos em excesso, morder as coisas e cavar buracos. Apesar de procurarem constantemente a companhia do dono, também não são cães ‘de colo’. Com pessoas estranhas demora um pouco até se sentir confortável, mas se sentir qualquer traço de animosidade não vai pensar duas vezes para dar o alarme. Podem viver em espaços pequenos, como apartamentos, desde que seja exercitado diariamente. Seu nível de atividade e sua grande facilidade em aprender novos comandos, faz com que os Shelties se destaquem em esportes como o agility. Bastante sociável com crianças, pode ser um excelente companheiro nas brincadeiras, podendo mesmo exercitar com elas suas habilidades de pastoreio.

Convivendo com Shelties Junior é de Limeira e “pai” das gracinhas Toy e Lanna, as estrelas desta edição. A Revista 4 patas fez uma breve entrevista com ele sobre sua escolha pela raça. “Eu e minha esposa escolhemos os shelties após uma pesquisa para descobrirmos qual raça se adaptaria ao nosso estilo de vida, para que os cães não sofressem ao habitar nossas casa e nem nós tivessemos problemas com uma raça não adequada. Também foram escolhidas pelo tamanho reduzido, já que não temos espaço muito grande para elas. Elas são muito inteligentes e com um pouco de dedicação aprendem a se comportar. São

cães com muita energia e precisam se exercitar, adoram correr atrás de bolinha, fazer caminhadas e correr uma atrás da outra. Apesar de toda essa energia também se acalmam com facilidade e não ficam importunando.” disse.

Leia a entrevista completa no site da Revista www.revista4patas.com.br

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FIM DE ANO, VERÃO & FÉRIAS

Onde deixar seu pet?

Quem tem um animal de estimação muitas vezes não lembra de um pequeno detalhe: o que fazer com ele quando for viajar? Chegamos no final do ano e é quando donos desesperados procuram soluções para as férias de seus bichos. Mas a falta de cuidado ao escolher o que fazer com o animal pode gerar sérios problemas. Existem opções para os viajantes, cada uma com vantagens e desvantagens. Levá-lo junto só se for para viagem curta de carro, em um hotel que aceita pets. Deixar com amigos ou parentes pode causar até atritos familiares e sociais. A opção mais favorável é deixá-lo em canis ou pet shops especializados em hospedagem para cães e gatos. Conheça o local antes, veja a estrutura oferecida, tire todas as suas dúvidas sobre os cuidados, lazer e principalmente o espaço que ele terá disponível. É importante que a empresa possua um veterinário de plantão que poderá socorrer seu amiguinho caso aconteça algo inesperado. Além do valor da diária cobrada por essas empresas, é exigido que o pet esteja em ordem com as vacinações e vermifugações, tenha recebido alguma alternativa contra pulga e carrapato (produto direto, coleira ou comprimido). Também é necessário deixar a ração que seu pet está habituado a comer, sua caminha, seus brinquedos e qualquer objeto que o faça sentir menos solitário nestes dias de separação. Se você seguir estas pequenas regras gerais, com certeza vai se divertir nas festas e viagens sem ficar com aquele sentimento de culpa e preocupação comum em tutores extremamente dedicados a seus animaizinhos.

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Reprodução

Seu pet na bagagem

Algumas pessoas deixam seus pets hospedados em hotéis especializados para animais mas outras pessoas preferem viajar com ele em viagens curtas. Para estas situações, siga as principais dicas para uma viagem tranquila.

Fazendo a mala

Observe a bagagem de seu cão. Nela não podem faltar: guia e coleira, GTA, carteirinha de vacinação, ração potes para comida e água, petiscos, medicação que o cão costuma tomar, além de remédios específicos receitados pelo veterinário para casos excepcionais, como enjôos durante a viagem, cama do cão, telefone de um médico na cidade para onde estão indo, para casos de emergência. É recomendável pedir mais sugestões para seu veterinário de confiança.

A partida

Opte sempre por sair em um horário em que o cão não vá sofrer muito. Evite sempre viajar com o cão em horários de muito calor. Seu cão ou gato devem ser transportados dentro da caixa de transporte podendo também ser acompanhado por alguém no banco de trás do veículo. Caso a polícia rodoviária pare o motorista com o cão sendo transportado de outra forma no veículo, segundo o Novo Código Brasileiro de Trânsito prevê multas e perda de pontos

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na carteira de habilitação. Evite sempre alimentar o cão antes de viajar. Prefira oferecer alimentos e petiscos após a viagem e caso isso não seja possível, ofereça uma quantidade menor antes e no meio da viagem, pequenas porções. Se o pet estiver enjoado e vomitar suspenda a alimentação. Não force o cão a comer.

Paradas

Dependendo da distância de seu destino, é importante efetuar paradas a cada hora para que o animal possa beber água e fazer suas necessidades. Ofereça água à vontade durante as paradas. É comum os restaurantes não permitirem animais dentro do local então opte para algum dos passageiros permaneça do lado de fora e depois que os outros assumirem seu posto, o liberar para utilizar o restaurante e serviços. Isso também evita seu desespero devido à separação. Procure nunca deixar o animal preso no carro com os vidros fechados em dia de muito calor. Seguindo estas dicas principais, a viagem não será prazeirosa apenas a você mas sim pelo seu melhor amigo.

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imagem ilustrativa

NO VERÃO, UMA PISCINA É TUDO DE BOM Mas todo cuidado é pouco e você tem que estar preparado para oferecer socorro se preciso O verão está aí: sol, piscina... Mas e o cachorro, onde fica nessa? Ele pode entrar na piscina também? É só colocá-lo na água e deixá-lo nadar? Ele já sabe ou precisa ensinar? Nunca empurre Nadar é uma ótima atividade física para os cachorros: fortalece a musculatura e a maioria adora! Mas isso não significa que você deva enfiar o cão de qualquer jeito e a qualquer custo dentro da água. Portanto, primeira lição: não jogue o cachorro na água de jeito nenhum! Ele pode ficar traumatizado pra sempre ou até se afogar. Para o seu cachorro nadar e brincar com você dentro da piscina, acostume-o aos poucos a essa nova atividade. Embora a grande parte dos cães aceite bem exercícios aquáticos, o seu cachorro só vai gostar de nadar se isso estiver associado a alguma coisa muito bacana. Como fazer isso? Podemos começar a ensinar o cão a nadar desde filhotinho, depois de ele ter tomado todas as vacinas. Para que tudo dê certo, o cachorro precisa ficar com vontade

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de entrar na água. Um bom jeito de incentivá-lo é jogar na piscina um petisco ou um brinquedo pra ele buscar. Ver um cachorro conhecido nadando ou você chamá-lo de dentro da água também pode servir de estímulo. Mesmo depois de o cão ter entrado na piscina, continue dando petiscos a ele. É uma ótima estratégia para mantê-lo motivado e sem medo. Se ele ficar meio perdido, segure-o firme, com o corpo pra frente na posição horizontal, e solte-o na direção certa. Sem saída É fundamental ficar de olho no cachorro durante todo processo e socorrê-lo se for necessário. Quase nenhum cão consegue deixar a piscina por aquela escadinha que estamos acostumados. Cachorro molhado Depois da natação, lave seu companheiro com com xampu canino para retirar o cloro que pode causar irritação ou alergia e seque bem suas orelhas, pois a umidade pode causar otite. Tomando estes cuidados a diversão é certa!

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CATARATA

saiba um pouco sobre esta doença

imagem ilustrativa

saúde

Edmar Escame veterinário Formado na Unianhaguera Leme/SP Pós graduado em Clínica e Cirurgia pela Unirp Especialista em Oftalmologia Clínica É o Dr. Vet no programa Henrique Maezi da Rádio Mix AM 770 (Limeira / SP)

A catarata é uma doença que, na maioria das vezes, acomete animais de idade avançada. Mas também pode ter outras causas. Além da catarata senil, ainda em casos raros, animais podem desenvolver a doença na juventude (catarata juvenil) e ainda a mais grave delas, a catarata causada por diabetes melitus causada pelo aumento da circulação de glicose na lente do olho do animal. A catarata senil ocorre do processo de envelhecimento da lente ocular e tem o seu início, em média, dos 10 a 12 anos de idade do animal, sendo a mesma classificada como imatura, matura e hipermatura. A catarata imatura é um grau menos avançado sendo possível perceber quando o animal esbarra em móveis e apresentar alguma mudança nos olhos. Já a matura não podemos mais visualizar a retina, devido a condensação de proteínas e outras partículas existentes na lente. Neste estágio,

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o animal deve enxergar apenas vultos. A hipermatura que é o grau mais avançado da catarata, que pode vir acompanhado muitas vezes de glaucoma onde ele já não enxerga mais nada. A catarata juvenil é muito rara e só acomete animais com genética predisponente, ou seja, cães ou gatos (mais raramente) desenvolvem esse quadro clínico devido a alterações nos cromossomos (base genética) recebidos dos seus pais. E por fim a catarata induzida por diabetes, de caráter gravíssimo pois normalmente o proprietário percebe que o pet ficou cego de uma hora para outra, com emagrecimento progressivo, muito consumo de água e passa a urinar em excesso, sendo que o único método de diagnóstico desta doença é através do exame de sangue feito na hora. Nunca deixe de levar o seu cão ou gato ao médico veterinário pois ele é o único capaz de dizer o que o seu animal tem.

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GADGETs

Para observadores da natureza selvagem ou urbana

Binóculo com Câmera Digital de 5 Megapixels

Para quem precisa estudar o comportamento de animais e ao mesmo tempo tirar fotos em alta definição para sua pesquisa, nada melhor do que esse binóculo 2 em 1 com câmera digital de 5MP. Ideal para pesquisadores de campo, observadores da fauna silvestre ou até as brincadeiras de seu pet no quintal ou parque. Display LCD de 1,5”, zoom 8X. O equipamento possui 16MB de memória interna, que permite tirar 15 fotos em resolução de 2560 x 1920 ou gravar 20 segundos de vídeo em formato VGA a 15 frames por segundo. O equipamento funciona com duas pilhas AAA e possui slot SD para memória adicional. Custa US$ 299.95 na www.hammacher.com

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Para viajantes e ´Nerds´

Sistema para Alimentação de pets à distância

O Remote Pet Feeder é um sistema de alimentação remota para bichos de estimação, uma ótima solução para quem está sempre viajando e acaba tendo que deixar seus cães e gatos sozinhos em casa. A grande sacada do sistema é que ele permite que você coloque comida no prato e depois assista o seu cãozinho comendo em vídeo em qualquer lugar do mundo, através de uma conexão com a Internet. O kit vem com uma câmera de rede da Panasonic, um Ergo Pet Feeder e o programa INSTEON PowerLinc para o controle do timer. O preço é US$ 300 lá fora. Saiba mais no site www.smartome.com

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É um gato ou são dois?

fora do padrão

Paralisia em cães e gatos Dr. Marcos de Souza Abrahão | CRMV-SP 8044

Algumas doenças podem levar a paralisia de cães e gatos. As mais freqüentes são as que afetam a coluna vertebral destes animais entre elas: traumatismos, infecções, neoplasias, doenças hereditárias. A doença mais freqüentemente diagnosticada é a doença do disco intervertebral. O disco intervertebral é um dos componentes da coluna vertebral dos animais. Ele atua como um amortecedor entre as vértebras da coluna.

Alguns animais desenvolvem doenças destes discos, apresentando desde uma dor acentuada nas costas até uma paralisia de forma aguda culminando em morte. Em gatos as doenças mais freqüentes que afetam a coluna vertebral são fraturas em decorrência de atropelamentos e quedas. As doenças degenerativas dos discos são incomuns nesta espécie. Nos animais afetados os sinais que podemos

observar são: • Idade: Nas raças condrodistróficas a média de idade é de quatro anos, enquanto nas não-condrodistróficas é de oito anos. • Alterações de movimentos: Alguns animais apresentam dificuldade em subir as escadas, no sofá, o que faziam normalmente. Em casos graves pode apresentar uma incoordenação das patas , tropeçando ou uma paralisia. • Dor: Podem apresentar dor quando as costas são palpadas ou quando são erguidos pelo proprietário. • Apetite: a perda do apetite está associada a presença de dor.

Bem, o corpo é de um, mas como tem duas caras, cada uma recebeu um nome e assim Frank e Louie entraram para o Guinness, o Livro dos Records como o gato Janus, que sobreviveu por mais tempo. Nascido no dia 9 de setembro de 1999, Janus - ou Frank e Louie - completou 12 anos. Janus, na mitologia greco-romana, é o deus das transições e ele tem duas caras no mesmo rosto. É a mesma coisa que acontece com este gato de Massachusetts (EUA). Este fenômeno de duplicação crânio-facial é chamado de diprosopia (o prefixo “di” significa “dois” e “prosopia” é o sufixo que indica “relativo à face) e acontece por causa de uma proteína chamada Sonic Hedgedog, em homenagem ao personagem de videogames. Essa condição é bastante rara e, mais raro ainda, é que o portador consiga sobreviver por tanto tempo.

Leia esta matéria completa no site www.revista4patas.com.br

Fotos: Reuters

Tartaruga recupera mobilidade graças a prótese de rodas

Onde encontrar a Revista 4 patas Em Limeira: Banca Ler e Saber (Praça Toledo Barros) |Banca Santa Casa | Banca Rodoviária | Banca Ler Livros e Revistas - Av. Fabrício Vampré, 335 Zoo Farma - R. Barão de Cascalho, 927 S.O.S Animais - Av. Fabrício Vampré, 1.401 Bichos & Caprichos - R. Farm. Jacob Fanelli, 660 Rações Massari - Av. Eduardo Peixoto, 692 Rações Rotweiller - Av. José Ap. Campanine,319 Doctor Vet - Via Luis Varga, 1340

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Tzvika, uma tartaruga fêmea, que ficou paralisada das patas de trás na sequência de um acidente, recuperou a capacidade de andar, graças às rodas que os médicos veterinários adaptaram à carapaça, de acordo com a Reuters. Ela foi atropelada por um cortador de grama e sofreu danos graves na carapaça e na coluna vertebral, afetando o movimento das patas traseiras. Contudo, os médicos veterinários do Safari Ramat Gan, em Tel Aviv, Israel, devolveram-lhe a mobilidade, afixando um par de rodas à carapaça.

lista constantemente atualizada no web site da Revista Em Iracemápolis SOS Veterinária - R. Alcides Oliveira Frasson, 195 (em frente ao Hospital) Agrocentral Comércio de Ração R. Sen. Barros Penteado, 378 Procuramos pontos de venda em Piracicaba, Rio Claro, Americana, Campinas e região. Interessados, mantenham contato.

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www.revista4patas.com.br BREVE MAIS ENDEREÇOS Revista 4 patas - Edição 4


filhotes

Alguns preparativos para a chegada do

novo integrante da família Revista 4 patas

Gentilmente cedido pela Filhoteria

Emerson Roberto Belisário Simões veterinário

Adaptações a serem feitas podem ser várias, mas nada de susto, o que devemos ter é um cuidado maior com aquilo que não percebíamos como perigo anteriormente - como por exemplo - retirada de produtos tóxicos (alvejantes, detergentes, desinfetantes, fertilizantes, venenos contra barata, rato, formiga, etc.). Não esquecer de tomar cuidado também com objetos cortantes, algumas plantas tóxicas, plásticos, brinquedos em que o animal possa tirar pedaços (olhinhos de bichinho de pelúcia, rodinha de carrinho, etc.). Muito cuidado para não pisar no filhote pois a tendência é que ele venha querer brincar e uma pisada, por mais leve que seja, poderá provocar uma fratura no animalzinho. ESCOLHA DO NOME O ideal são nomes curtos e de fácil pronúncia, não podendo ser mudado no decorrer do tempo e nem por cada um da família. QUANDO LEVÁ-LO PARA CASA? Geralmente oriento a levar o filhote para casa com 45 dias, certificando-se que este já tenha sido vermifugado pois é o período em que o filhote toma a 1ª dose de vacina. Mas como nem sempre é desta forma, muitos levam para casa sempre após o desmame (+ ou – 30 dias) quando o filhote já começa a se alimentar sozinho, sendo também o período da 1ª dose de vermífugo que irá se repetir após 15 e 21 dias da 1ª dose administrada. Temos que tomar alguns cuidados com a vinda precoce do filhote, não podendo ter um animal adulto não vacinado que tenha morrido em um curto período ou até mesmo se houve algum óbito na vizinhança pois algumas doenças causadas por vírus como a cinomose e a parvo virose podem atacar este filhote já que ele somente estará devidamente vacinado após a 3ª dose de vacina (com exceção dos Rotweilers). RECOMENDAÇÕES PARA OS PRIMEIROS DIAS - Ensine sua família a maneira correta de segurar um filhote. Sempre de barriga para baixo e nunca carregá-lo pelas patas.

Revista 4 patas - Edição 4

- Evite brincadeiras violentas. Nunca brinque de morder, fazer cabo de guerra evitando que as brincadeiras estressem o animal pois isso pode acarretar problemas quando adultos. - Não o canse em excesso. O filhote tem suas limitações - brincar muito, andar muito e comer muito - podem trazer problemas osteo articulares graves. Não faça nada em excesso. Faça-o esquecer a saudade. Um truque muito legal para que filhotes não chorem é colocar junto da sua manta, uma garrafa pet com água morna, para que sinta como se estivesse com sua mãe. Estas foram algumas dicas de como preparar para a chegada do filhote e nunca se esqueça de uma frase que sempre digo a meus clientes “manias dadas aos filhotes dificilmente são tiradas depois de adultos. Se você não quer que ele durma em cima da cama ou coma somente na sua mão, não faça isso desde cedo.” Na próxima edição: “Programa sanitário mais adequado para seu cão”.

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TERAPIA alternativa

O que são florais?

A terapia por florais desenvolvida por Edward Bach é composta por 37 essências florais e 1 essência retirada da água (Rock Water) e segundo ele, as doenças são resultado de um desequilíbrio entre corpo e mente, como por exemplo, ansiedade, medo, raiva, ciúmes, entre outros. Estes estados negativos atuam de certa forma na vitalidade dos seres vivos, causando queda na resistência natural, predispondo as enfermidades. Ele descobriu que as flores silvestres transmitem a energia da natureza e que é capaz de anular os sentimentos negativos e restaurando o equilíbrio físico, mental e emocional. Os florais também podem ser utilizados juntamente com medicações alopatas, pois não possuem efeitos colaterais, sendo, portanto, muito seguros. Podem ser usados por todos os seres vivos (plantas, animais, seres humanos). USO PARA ANIMAIS DOMÉSTICOS Se você escolher um floral que não seja adequado ao seu animal, ele apenas não terá o efeito desejado. Os florais só não são compatíveis com a Medicina Homeopática. A consulta floral consiste na avaliação minuciosa do histórico do animal desde seu nascimento, o ambiente em que vive e seu comportamento no momento. A consulta pode ocorrer na própria casa do animal (o que é o mais apropriado) ou no consultório. A função das essências florais no tratamento dos animais é de restaurar o equilíbrio e a harmonia, curando distúrbios e doenças. Casos muito usados são: comer fezes, lamber patas excessivamente, agressividade, medos e traumas, perda de ente querido ( pessoa ou outro animal), bebê chegando, depressão, chamar atenção, latir demais, etc. A dose recomendada para animais é a mesma que para os humanos: 4 gotas diretas na boca, 4 vezes ao dia, de 30 a 90 dias, dependendo do caso. Pode-se também colocar 10 gotas para cada copo de água no bebedouro do animal que rejeita a manipulação na boca.

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Existem, também, outras formas de utilização do floral: em spray (borrifado próximo a cabeça do animal), em creme (o Rescue Remedy é excelente contra picadas de insetos em pessoas e animais alérgicos) e também em banhos. O armazenamento do floral é muito importante para que ele não seja inativado! Deve-se evitar exposição do frasco ao sol e calor, aparelhos eletroeletrônicos (TV, celulares, micro-ondas) e não contaminar o conta-gotas com a saliva do animal. Os 37 florais são divididos em 7 grupos de acordo com os fins a que se destinam. Vou dar dois exemplos do uso de florais mais pedidos nas consultas: 1- Adotei um animal (abandonado ou na feirinha de adoção) e depois dos cuidados médicos necessários, o que fazer com a parte emocional? Ele pode ter traumas, inseguranças ou até medo (de coisas conhecidas ou não). Que floral administrar? Peça pra formular os seguintes florais: - Walnut (para se adaptar a nova situação de vida) - Star of Bethlehem (para traumas sofridos) - Honeysuckle (para saudade da liberdade) - Gentian (para dar ânimo) - Rescue Remedy (floral do socorro, serve para todas as situações) 2- Meu cão late demais, até os vizinhos estão incomodados com esta situação. Que floral administrar? Formule os seguintes florais: - Walnut (para se adaptar a nova situação de vida) - Red Chestnut (para se desprender do proprietário) - Honeysuckle (para saudade da liberdade) - Chicory (para carência excessiva) - Heather (para diminuir a necessidade de chamar a atenção). Bem, antes de encerrar, gostaria de lembrá-los que os florais são considerados como terapia complementar, uma ferramenta de auxilio ao desequilíbrio emocional de seu animal e que serão muito úteis quando associados a mudança de comportamento do proprietário e do ambiente que o ocasionou. Vale a pena tentar!

Dra. Tânia Freire Médica Veterinária Formada pela UNESP Jaboticabal em 1988. Especialidades: Patologia clínica (exames laboratoriais), Dermatologia, Estética Canina e Terapia Floral CONTATO: (19) 3497-1082

Fontes: 1- Florais para cães- Jaqueline Pinto-Editora Buterfly. 2- Pesquisa de textos na Intenet – vários sites.

Na próxima edição:

ACUPUNTURA

Revista 4 patas - Edição 4


comportamento humano

Quando o amor ultrapassa os limites edição/revisão: Stefanie Archilli

Sophia Rodovalho dos Santos Rodrigues psicóloga clinica e escolar, especialista no desenvolvimento do potencial humano, testagem psicologica, psicologia comportamental cognitivista e stress. E-mail: srs_br@yahoo.com.br Tel. |19| 9386-2382

Você deve estar lendo este título e pensando: “como assim, o amor ultrapassando limites? Existe limite para amar?” Por definição, amor é descrito como um sentimento intenso e ligação afetiva, disposição para querer fazer o bem ao ser que é amado, segundo o Dicionário Priberiam da Língua Portuguesa. E como limitar este sentimento? O que estou dizendo é que hoje em dia, vivemos em um mundo que nos deixa carentes de atenção, de afeto, de companhia, de carinho, de amor, por isso estamos sempre com pressa, sempre correndo, sempre resolvendo nossos próprios assuntos e, muitas vezes, nos vemos só. Até que surge a fonte inesgotável de atenção, amor, carinho, lambidas, brincadeiras, amor incondicional: um cão, um gato... E devagarzinho este bichinho vai tomando conta de nosso coração e de nossa vida. Ótimo, não é? Até aí sim, pois, de fato, o animal vive e respira por seu dono: sua razão de existir! Mas, começa a nos preocupar, quando nós, seres humanos, passamos a nos comportar como eles, isto é, colocando nossos pets em lugar de extremo destaque, transformando-os em nossa razão de existir, pois neste momento estamos, infelizmente, tentando suprir nossa carência humana, de afeto humano, de pertencer a um grupo, de participar de um grupo, de amar alguém especial, com

Revista 4 patas - Edição 4

... e isso já é exagero 1. Pintar as unhas e os pelos 2. Mandar para o banho mais de uma vez por semana 3. Colocar acessórios como óculos escuros, chapéus ou sapatinhos 4. Andar demais com o pet no colo ou usar carrinhos de bebê para passear com o bicho 5. Dar muitos doces, biscoitos e ossinhos

imagem ilustrativa

Isso é cuidado 1. Cortar as unhas dos cachorros de 15 em 15 dias 2. Colocar rede protetora nas janelas para evitar a queda de gatos 3. Passar protetor solar nas pontas das orelhas, nos focinhos e em regiões que não tem pelagem 4. Roupinhas em animais de pelo curto durante os dias de frio 5. Cuidar para que o animal não tenha pulgas ou carrapatos

nosso animalzinho, que carregará consigo uma responsabilidade imensa. Ele precisa ser o animal de estimação, o ‘puppy’, aquele com quem se brinca, de quem se cuida, a quem se dedica, mas não exclusivamente. Porque com ele não se ‘troca ideias’, não se busca soluções de problemas, não se vai ao shopping. Não namoramos, casamos com nossos pets, não formamos família com eles, não nos tornamos muito amigos ou telefonamos para eles. Ele é um animalzinho, que precisa de afeto, atenção, comida, vacinas, banhos, roupinhas, mas ele precisa ter um dono feliz, completo, que o ame como animal de estimação, mas que tenha amigos, vida social, que viaje (e não se esqueça dele e retorne cheio de saudade), que namore, que faça planos pra se casar e levá-lo junto para que seus filhos possam desfrutar deste amor. Precisamos ter uma vida social completa: família, amigos, amores, planos para filhos e ter um animalzinho que divide tudo isso conosco, que participa desses momentos com a gente, fazendo o que sabe: brincando, correndo atrás de uma bolinha, pedindo uma voltinha no quarteirão, dando umas lambidinhas, abanando o rabinho, deitando ao nosso lado quando estamos pra baixo, dando aquele apoio que só um animal sabe dar: “estou aqui com você e para você, sem nenhum julgamento, porque te amo.”

Camila Lira

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CAVALOS

Mini-horse

O Mini-Horse é uma raça de tripla aptidão, serve tanto para sela, como para tração ou simplesmente como animal de estimação. Sua docilidade e pequena estatura, fazem dele um brinquedo vivo. Suas principais peculiaridades são: pequenos espaços para mantê-los, seu baixo custo de criação, seu porte diminuto, resistência e rusticidade. Sua conformação é a de um cavalo em miniatura, que deve ser bem estruturado, musculoso e proporcional ao seu tamanho. Deve sempre mostrar leveza, ter bom equilíbrio e muita elegância. Ele exerce uma atração forte tanto nas crianças quanto nos adultos. Seu porte diminuto desperta ternura e um grande fascínio, motivos pelos quais tem lugar garantido como animal de estimação. Sua docilidade e pequena estatura facilitam a lida pelas crianças, que o aceitam de imediato, e para tê-lo não é preciso muito espaço, nem muito dinheiro para a sua manutenção. Resistente e rústico, pode ser criado até em quintal, dormindo ao relento, não requer muitos cuidados pois dificilmente adoece. ORIGEM A palavra Pônei não significa uma raça de cavalo, mas sim identifica um grupo de eqüinos de baixa estatura. Existem mais de 100 raças de pôneis diferentes, criadas em todo o mundo. Cada raça tem um tipo físico, algumas com conforma-

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ção mais leve, ossaturas mais delicadas, elegantes e conseqüentemente indicadas para sela; outras raças são mais robustas e musculosas, são as indicadas para tração; ou ainda existem raças de dupla aptidão, são ideais para tração e são bons para montaria. A raça Mini-Horse é uma delas, tem a sua origem e formação na mestiçagem de várias dessas raças: - Shetland, originário do norte da Escócia (Ilhas Shetland e Orkney), onde existe a mais de 2.000 anos. São conhecidos no mundo todo e considerada uma das raças mais puras existentes; - Welsh, tem a sua origem no país de Gales, razão pela qual também é conhecido como Pônei Galês da Montanha, tem uma aparência aristocrática devido a sua cabeça arabizada e levemente côncava; - Brasileiro é uma raça nacional oriunda do cruzamento de pôneis de origem Bretã, Uruguaia e Argentina, desenvolvida a partir da década de 70, foi o principal formador do Mini-Horse; - Miniature Horse, de origem dos Estados Unidos, é a menor e mais valiosa entre todas as raças pôneis criadas no mundo e atualmente utilizada como opção para refrescamento de sangue.

ter Quanto custa

um?*

nfordiferem co Os mínimos . O de pet é de do ca me o mer edo” de “brinqu R$ 7 mil, o mil, o de R$ 2,5 rn to em a fic r a partir de e o de criado R$ 5 mil.

Fontes: Dinheiro Rural e Rancho Canário

*Faixas de preço variáveis. Não deve ser usada como referência antes de consultar o criador.

um pet diferente

Texto/Foto: ABCMH - Associação Brasileira dos Criadores de Mini-Horse Revista 4 patas - Edição 4


Uma manhã no

Rancho Canário

por Fernando Gomes Revisão: Gustavo Ferraz

Fotos: Revista 4 patas

Sr. Dorival apresenta um reprodutor da raça Miniature Horse

A Revista 4 patas visitou o Rancho Canário, em Limeira, próximo a Americana-SP, e registrou o cotidiano dos mini-horses, recebendo do sr. Dorival uma aula sobre os “cavalinhos” e amor à natureza.

Situado a aproximadamente 45 minutos do Centro de Limeira (SP), o Rancho Canário, de propriedade do sr. Dorival, é um convite a um miniuniverso animal. Ele é especialista em criar e comercializar pôneis e mini-horses, de diversas raças, com uma infraestrutura especialmente projetada para o bem-estar de seus “cavalinhos”. Filiado à ABCMH (matéria anterior), seu rancho abriga não somente os pôneis, mas também espécies curiosas e não selvagens. Suas árvores abrigam casinhas com ração e frutas para tucanos, canários, maritacas e todo visitante alado que procura um abrigo acolhedor. Inclusive, o rancho possui um filhote de papagaio, que foi apreendido pelo Ibama e seus cuidados confiados ao sr. Dorival. Também podem ser vistos pavões, um pato mandarim (de beleza impressionante) e lagos com carpas coloridas, além dos seus fiéis escudeiros os cães da raça Pastor Alemão. Seu conhecimento é impressionante, sendo impossível não prestar atenção e aprender tudo sobre o amor à natureza. Sobre os pôneis, o sr. Dorival é uma enciclopédia humana, dominando desde os assuntos comportamentais até os veterinários.

Revista 4 patas - Edição 4

Filhote é do tamanho de um pastor alemão

Nem cachorro é tão dócil, carinhoso e obediente como estes pequenos equinos. Querem carinho e atenção. Alguns com certa desconfiança, mas no fim, afagos na cabeça os tornam apaixonantes. Dá vontade de levar um para casa - se não fosse seu alto custo proibitivo a muita gente (eu, por exemplo). São animais limpos, sem o odor característico dos cavalos grandes. Comem sem parar e suas fezes são do tamanho de um tomate, sem aquele cheiro de estrume. Os potrinhos parecem cachorros de porte médio quando bebês de um mês. Alguns se assemelham aos filhotes de gnu vistos em programas de TV. O adestramento também foi apresentado com um pônei, que reconhece a comandos comumente vistos em cães - como lamber, dar a pata, rolar no chão etc. (veja vídeo no website da Revista). O sr. Dorival, porém, adverte que, como todo animal, algumas espécies têm dificuldade em ser utilizadas como pet, sendo mais indicadas para tração (puxar minicarroças) ou servir de montaria para crianças. Resumindo, uma manhã no Rancho Canário é muito pouco para explorar toda a beleza que o comporta, exigindo uma volta, em breve, que pode gerar mais matérias interessantes para você, leitor da Revista 4 patas.

Proporção real de um mini-horse adulto ao lado de uma pessoa de 1,80m de altura (nesta foto, estou eu – heheheh)

Mais detalhes: Rancho Canário website: www.poneisranchocanario.com.br Estrada da Balsa, s/nº Limeira/SP Tel.: (19) 9781-7323 Veja vídeo no site www.revista4patas.com.br

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EMERGÊNCIA

O acidente está bem próximo Os gatos são naturalmente independentes, mas isso não quer dizer que possam ser descuidados. Estudo de casos atendidos pela Dra. Beatriz servem como alerta a tutores de animais que nem imaginam que seu bichano está em perigo.

BEATRIZ MATTES São Caetano do Sul - SP Médica Veterinária, graduada em 2005 pela Universidade do Grande ABC e pós graduada em 2009 em clínica médica de felinos pelo Instituto Qualittas, certificado pela Universidade Castelo Branco. Membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (www.abfel. com.br) e da Anclivepa São Paulo. Atualmente trabalha como Médica Veterinária Autônoma, com dedicação à clinica de felinos para o Gatil Thiffany (gatilthiffany.com.br) e para a ong Adote um Gatinho (adoteumgatinho.org.br), em São Paulo. Atendimento com hora marcada no Hospital Veterinário Quatro Patas, em São Caetano do Sul (tel: 11-4238-3337)

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Caso 1 Gatos e o motor de carro

Caso 2 Lugar de gato é dentro de casa

Quem tem gato sabe muito bem que eles adoram se aconchegar nos lugares mais inusitados, principalmente em lugares “quentinhos”. Evite que seu gato tenha acesso à garagem, ou quando sair de carro, certifique-se de ter visto seu bichano pela casa. Infelizmente tive um atendimento muito triste, de uma gatinha chamada Sacha. Chegou ao hospital veterinário levada por um rpaz, que ao sair da casa de um amigo com sua caminhonete, ouviu gritos atrás e parou. Era um vizinho gritando: “caiu um gato” do seu carro”. A gatinha foi dormir no motor, pra se aquecer, e não percebeu quando o rapaz entrou e ligou o carro. A hélice do motor pegou na cabeça da Sacha, e por milímetros não cortou sua jugular. Ela também teve fraturas na face, muito próximo do olhinho, e talvez perca a visão - está internada em recuperação. Felizmente o rapaz que gritou conhecia os donos da Sacha, e foi avisá-los, enquanto o rapaz a socorria! Outros gatinhos não tem a mesma sorte, ou morrem instantaneamente, ou ficam vagando, com dor, por dias....

Lara é uma gatinha SRD, tem dono, mas vive saindo pra dar umas “voltinhas” pela vizinhança. Em um domingo, foi atacada na rua por 3 cães, e só sobreviveu porque estava passando um carro que parou, e conseguiu afastar os cães. Sua dona só percebeu algum tempo depois, e ela chegou ao hospital em choque, sem temperatura, hipocorada, com muitos ferimentos e muita dor. Foi socorrida, achamos que não ia sobreviver. Mas teve sorte, as mordidas não afetaram coluna, nem teve fraturas. Ela se recupera bem. Muitos gatinhos infelizmente não tem a mesma sorte, se o rapaz não tivesse visto e parado o carro, ela teria morrido ali mesmo, na rua, sem socorro. Isso ficou de lição para seus donos que prometeram nunca mais deixá-la sair. Texto e fotos: Dra. Beatriz Mattes

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primeiros socorros

imagem ilustrativa

Aprenda como agir para salvar um pet em perigo por Dra. Elaine Pessuto médica veterinária, professora e proprietária do CETAC CETAC - Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária | www.cetacvet.com.br Rua Castro Alves, nº 284 - Aclimação Tel.: 11 2305-8666

Assim como as crianças, os animais de estimação não possuem noção de perigo. Curiosos, estão sempre farejando uma novidade, uma brincadeira, que por mais ingênua que pareça pode lhes custar a vida. De uma queda brusca a asfixia causada por um brinquedo ou mesmo ossinho, sua vida pode correr perigo em fração de segundos. Boa parte dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas. “Sabemos que em uma situação envolvendo acidentes ficamos nervosos, mas devemos ter calma, colocar a emoção de lado e ser frios. A calma garantirá uma avaliação perfeita do quadro geral, assim o socorrista conseguirá ajudar melhor”, destaca a Dra. Elaine Pessuto. Atenta aos acidentes mais comuns a Dr. Elaine responde as 10 dúvidas mais frequentes e indica algumas medidas eficazes que podem ser tomadas em situações de risco. 1) Como proceder em caso de atropelamento? Imobilizar o animal seria a primeira providência? Sim. As fraturas por vezes são visíveis outras não, então imobilizar para impedir lesões permanentes como em casos de fratura de coluna é imprescindível. Em casos de hemorragias conhecer os pontos para torniquetes também é essencial. 2) O pet sofreu uma queda. Como é possível carregá-lo sem prejudicar ainda mais seu estado? Conhecer a anatomia básica do animal é importante para salvá-lo, podemos imobilizar o membro fraturado com talas ou até improvisar macas prendendo os animais nas mesmas impedindo movimentos bruscos. Para saber se há fraturas (quando não são expostas) é necessário saber palpar, com o movimento dos dedos conseguimos perceber se existe perda da continuidade do osso, ou uma espécie de ‘barulhinho’ chamado crepitar é sentido, enfim, existe um método de identificação de fraturas. Em alguns casos a fratura é tão severa que podemos notá-la facilmente, pois o membro pode ‘virar’ em posições completamente anormais. 3) Em casos de intoxicação com produto químico ou remédio, como é melhor agir? Dependendo do produto é importante fazer o animal vomitar e proteger a mucosa gástrica e intestinal. Com produtos abrasivos como soda cáustica, por exemplo, não podemos fazer esse tipo de procedimento. 4) O pet engoliu acidentalmente um vidro ou objeto corRevista 4 patas - Edição 4

tante, como agir? Não devemos dar nada para o animal ingerir, pois este objeto, que chamamos corpo estranho, pode ‘descer’ ainda mais. O importante nesse caso é correr o mais rápido possível para uma clínica veterinária, pois é o tipo de emergência que um socorrista não consegue ajudar. Esse tipo de emergência é cirúrgica. 5) Como prestar socorro para pets que ficam com ossinhos, brinquedos ou outros objetos parados na garganta e apresentam sinais de sufocamento? Existe uma manobra parecida com a feita em pessoas sufocadas, chamada ‘heimilich’. No caso dos animas, fazemos de forma modificada. Essa é uma das possibilidades de retirar um animal de um sufocamento. 6)Em casos de envenenamento, ou mesmo picadas de cobras, como agir? É importante identificar o animal que causou a picada. Existem cobras capazes de causar necrose de pele, problemas de coagulação, ou alterações neurológicas. Para todas essas situações é necessário que o animal tome o soro antiofídico, mas também são importantes os procedimentos para a retirada do veneno e torniquetes. 7) Como saber quando um animal está sofrendo uma parada cardíaca e como reanimá-lo a tempo? Um socorrista deve saber verificar os batimentos cardíacos e a pulsação do animal, diante disso é possível verificar se o animal está em parada cardíaca. Quanto mais rápido for o início da manobra de reanimação, maiores serão as chances de sucesso. 8) Como prestar socorro para pets que estão tendo uma hemorragia ou sofreram um corte profundo? Depende do local da lesão, se a lesão não tiver afetado nenhuma artéria importante fazer a limpeza, fechar com atadura e levar para um veterinário próximo. Caso tenha acometido alguma artéria importante é necessário fazer um torniquete e levá-lo, pois é uma emergência cirúrgica. 9) Qual a primeira medida a ser tomada em casos de queimaduras? Lavar com água corrente por cerca de 10 minutos e encaminhar a um veterinário. 10) Como descobrir se o animal está em estado de choque? E como proceder neste caso? Existem parâmetros que devem ser avaliados em casos de acidentes, esses parâmetros nos direcionam quanto à gravidade do quadro e consequentemente se o animal está em choque.

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Mãe

Natureza

A Revista 4 patas estreia, a partir desta edição, páginas dedicadas exclusivamente aos benefícios que a natureza nos proporciona. Assuntos relacionados ao bem-estar e saúde com produtos naturais, o mundo selvagem da fauna, ideias sobre preservação, “faça você mesmo”, empresas em destaque e muito mais, serão temas desta coluna que passa a ser fixa na Revista.

Flores comestíveis A tendência de utilizar flores e pétalas na gastronomia vem crescendo nos últimos anos. As flores comestíveis têm proteínas, vitaminas A, B, C, E, aminoácidos, gordura, amido e muitos minerais importantes para uma alimentação saudável e completa. Aqui você vai conhecer algumas espécies que podem ser cultivadas no seu jardim. Calêndula (Calendula officinalis): as pétalas desta flor rústica têm um sabor amargo e um pouco picante. Use-as cruas em saladas agridoces e salgadas. As pétalas também são um complemento especial para sobremesas à base de ovo como pudins e bolos ou podem ser corante para quiches, arroz, iogurte e queijos. As pétalas combinadas com as folhas são bons aromatizantes para bebidas. Gerânio (Pelargonium sp): várias espécies de gerânios se diferenciam pelas fragrâncias (maçã, hortelã, rosa ou limão). As flores frescas podem ser usadas antes de perderem o aroma em tortas, bolos e doces em geral. Rosa (Rosa sp): passe no processador as pétalas de rosas e dê um toque a doces, doces em caldas e geleias. Inteiras, as pétalas são usadas em saladas de fruta ou em molhos com frutos do mar. Os botões de rosa podem ser conservados em vinagre como pickles. Tulipa (Tulipa Sp): são comestíveis não só os bulbos mas também as pétalas misturadas em saladas. As flores inteiras podem ser recheadas com purê de batata, atum ou cebolinha-francesa. Lavanda (Lavandula officinalis): estas pequenas flores são excelentes aromatizantes para pães recheados, tortas doces e bolos. Basta passá-las no processador e misturá-las com os cremes doces para dar a eles um aspecto azul claro e um toque picante.

Fonte: http://comunidade.bemsimples.com

Importante - As flores utilizadas na culinária não podem ter sido tratadas com agrotóxicos. - As flores frescas podem ser guardadas durante uma semana dentro da geladeira. Violeta (Viola odorata): são as preferidas da pastelaria francesa. As flores cristalizadas são usadas como geleia ou recheio de bombom. Além disso, são usadas para fazer licor. Capuchinha (Tropaeolum majus): os gourmets costumam usar as flores em saladas, no lugar da pimenta. As flores vermelhas, amarelas e laranja podem ser ainda recheadas com queijo e cebolinha-francesa. Flor da abobrinha (Cucurbita pepo): as flores da abobrinha são muito utilizadas na cozinha italiana e na mexicana. Na primeira, são recheadas ou empanadas e fritas. Na cozinha asteca, são um ingrediente das queijadas. Cravo (Dianthus Sp): as pétalas das flores, que nascem no verão, são usadas em saladas de fruta. Também podem ser passadas pelo processador e misturadas com creme de leite ou nata Margarida (Bellis perennis): suas flores são usadas cruas em saladas. Também podem decorar pratos.

Adubos orgânicos Materiais orgânicos são aqueles gerados por organismos que já foram vivos, como a decomposição de folhas, restos vegetais, animais, excrementos, etc. Os materiais orgânicos são transformados pela ação de decompo-

sição por bactérias e outros organismos degradadores. A compostagem é uma mistura destes materiais, que pode ser usada para enriquecer o solo e até para criar combustível.

PAISAGISTA - FLORICULTURA - LOJA DE PRODUTOS NATURAIS EMPRESAS DO SEGMENTO RELACIONADOs COM O TEMA

Anuncie aqui a partir da próxima edição Consulte: contato@revista4patas.com.br 56

Revista 4 patas - Edição 4


Você já viu um

ouriço de estimação? (hedgehog)

Fotos: divulgação

Mãe

Natureza

Sua aparência exótica, porém cativante, ajudou muito na poularização do animalzinho nos EUA. E agora está chegando também no Brasil. Você pode “comprar um ouriço pigmeu africano” no Brasil por aproximadamente 500 reais. A criação é autorizada pelo Ibama.

Este género de ouriço é originário das estepes e savanas da África Central. Eles são animais insetívoros, Os seus espinhos não produzem qualquer tipo de veneno. O primeiro povo a domesticá-lo foram os romanos. Podem viver 3 a 4 anos em estado selvagem e entre 7 e 10 em cativeiro. O seu peso varia entre 250 e 500 gramas. O tamanho pode ser de mais ou menos 20cm. Existem vários tipos de cores para os

Crie seu próprio ambiente com essências Revista 4 patas - Edição 4

ouriços pigmeus africanos. Esses animais tendem a hibernar por falta de comida e uma temperatura agradável mas, nesta espécie isso não acontece, podendo entrar em coma e morrer. São fofos, simpáticos, resistentes e amigos, uma pena que aqui no Brasil ainda é raro encontrar, mas com tantas qualidades espero que logo eles se popularizem. (Alexandre Domingues)

- Ambiente balsâmico (casos de sinusite, faringite e diversas crises respiratórias): eucalipto, pinheiro, tomilho ou alecrim. - Ambiente relaxante e sedativo (casos de nervosismo ou insônia): alfazema ou laranjeira. Recomendam-se estas duas essências especialmente para as crianças muito inquietas, com dificuldades para dormir. - Ambiente tonificante: limão, alecrim, hortelã ou segurelha. - Ambiente anti-séptico (prevenir os contágios de gripe ou resfriados): tomilho, sálvia, eucalipto ou canela. - Ambiente para afugentar os mosquitos e outros insetos: erva-cidreira ou cidrão. Obs.: É preferível usar um único óleo essencial de cada vez, ao invés de misturar vários deles.

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MEIO AMBIENTE

Idéia Verde:

Casa feita com garrafas PET

A partir desta edição, a Revista 4 patas mostrará boas ideias sobre preservação, reciclagem e sustentabilidade que irão provar que, com vontade e interesse, podemos construir um mundo melhor cuidando do ambiente em que vivemos.

Texto/fotos: Carolina Leite de Moraes Japiassu www.oficinambiental.com.br Saiba mais: planetasustentavel.abril.com.br

Um dos grandes vilões da poluição do meio ambiente são as garrafas PET. Feitas de plástico polietileno, pode levar mais de 400 anos para se decompor, e quando depositadas em lixões, podem apresentar riscos pela queima indevida e sem controle, por causa da sua fumaça tóxica. A reciclagem do plástico ajuda bastante, já que para cada 100 toneladas de plástico que é reciclado, é possivel economizar 1 tonelada de petróleo. Mas a reciclagem não é a única opção. Quando pensamos nos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), sempre pensamos primeiro na reciclagem, esquecendo dos outros dois “R”s, muito importantes. O primeiro dele, redução do consumo de plástico, bebendo água filtrada, ou usando embalagens retornáveis. E o segundo, a reutilização.

Uma das idéias mais inovadoras de como reutilizar garrafas PET é na construção de casas, no lugar de tijolos de cerâmica. De acordo com algumas pesquisas feitas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além da parede de garrafa Pet ser mais forte que uma parede de tijolos, as garrafas ainda isolavam bem os ambientes do calor e do barulho. De acordo com Antônio Duarte, em uma matéria feita para o Planeta Sustentável, para construir uma casa 46 metros quadrados, foram utilizados 2.700 garrafas PET. Se no Brasil são fabricadas em média 9 bilhões de unidades de garrafas PET, imaginem quantas casas poderiam ser construídas dessa maneira.

O QUE É ECOLOGIA? É uma ciência (ramo da Biologia) que estuda os seres vivos e suas interações com o meio ambiente onde vivem. É uma palavra que deriva do grego, onde “oikos” significa casa e “logos” significa estudo. A Ecologia também se encarrega de estudar a abundância e distribuição dos seres vivos no planeta Terra. Esta ciência é de extrema importância, pois os resultados de seus estudos fornecem dados que revelam se

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os animais e os ecossistemas estão em perfeita harmonia. Numa época em que o desmatamento e a extinção de várias espécies estão em andamento, o trabalho dos ecologistas é de extrema importância. Através das informações geradas pelos estudos da Ecologia, o homem pode planejar ações que evitem a destruição da natureza, possibilitando um futuro melhor para a humanidade. Revista 4 patas - Edição 4


HOBBY

A sofisticação do Aquário

http://www.octopusstudios.com

Custa € 3000, mas vale à pena para quem gosta de aquarismo e pode bancar.

A Octopus Studios desenvolveu uma série moderna de aquários para peixes, patenteada na Europa e nos EUA. Desenvolvido para peixes de água doce tropical, Silverfish Aquarium apresenta alta qualidade PMMA e peças de fácil instalação e manutenção. Com design moderno, ele comporta 230 litros. Devido a qualidade dos filtros, bem como a

combinação inovadora destes, o esforço para a sua manutenção é muito menor do que um projeto padrão de aquário. Para facilitar ainda mais, todos os acessórios de limpeza são incluídos no pacote da compra, desde uma escova para a limpeza da tubulação dos filtros a um limpador magnético de superfície. O manual de instruções também vem incluso.

Como fazer a manutenção de um aquário? Fonte: http://comunidade.bemsimples.com

- Troque a água periodicamente. Mantendo-a cristalina, as condições estarão mais propícias para os peixes se manterem saudáveis. - Controle regularmente os elementos nitrogenados da água do seu aquário. Com um teste que você pode comprar em lojas especializadas ou veterinárias, é possível definir os níveis de amoníaco, amônio, nitritos e nitratos. Esses elementos interferem diretamente na saúde e no bem-estar dos peixes. - Confira se o equipamento usado para oxigenar o aquário está funcionando adequadamente. - Você pode colocar soluções antiestresse e antibactérias para relaxar os peixes e manter o hábitat em melhores condições. - Se a comida indicada para os seus peixes é de flocos flutuantes, a boa qualidade do produto que você comprar vai colaborar

Revista 4 patas - Edição 4

para a limpeza da água. Não dê alimentos em excesso, porque a decomposição poluirá a água. - Preste atenção à temperatura da água. Cada espécie precisa de uma temperatura específica para viver bem. Se os seus peixes são de água quente, use um aquecedor e esteja sempre atento ao funcionamento do aparelho. Ele deve manter a temperatura correta, mesmo com o calor que as luzes geram ou qualquer mudança da temperatura externa. Os peixes tropicais, por exemplo, precisam de temperaturas superiores a 18°C, senão podem morrer. Importante: Garanta a tranqüilidade dos seus peixes protegendo o seu aquário de ataques de gatos. Coloque uma cobertura para que os animais não possam retirar com as garras. O ideal é que os gatos não tenham contato visual com os peixes.

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POLÊMICA

Uma alimentação

CASEIRA. Você faria? Fotos: Cachorro Verde

Até o início de 2008, eu alimentava meus cães com as rações mais caras do mercado. Mas achava que a saúde deles deixava um pouco a desejar. Eram jovens e apresentavam mau hálito, queda de pelos excessiva e uma cadelinha vivia com otite. Já tinha ouvido falar sobre dietas naturais consagradas, como a BARF (acrônimo em inglês para alimentos crus biologicamente apropriados) e a Raw Meaty Bones (“Ossos Carnudos Crus”), desenvolvidas por veterinários australianos nos anos 80. São dietas consideradas biologicamente adequadas aos cães e gatos, carnívoros.

Naná está com pelagem mais bonita com menor queda de pelos

Decidi estudar essas opções importando livros. Foi quando um mundo inteiramente novo se abriu. Fora do Brasil, a alimentação caseira – BALANCEADA, nada de dar restos da nossa comida – seja ela crua - com ou sem ossos - ou cozida, é respeitada e amplamente divulgada, inclusive com apoio de veterinários.

O Westie Tiby tem 3 anos e mora com sua “mamy” Emi, em São Paulo (SP). De acordo com Emi, esse branquelinho charmoso sofria terríveis crises gastrintestinais que ficaram controladas com a instituição de nossa receita de dieta caseira cozida. Hoje, já praticamente “zeradinho” da gastrite, Tiby recebe Alimentação Natural, com ossos carnudos crus. Na foto, ele é visto prestes a devorar sua refeição de pescocinhos de frango, fígado, frango e verduras!

Criei coragem, montei um cardápio experimental de dieta crua com ossos para meus cães, e amei os resultados! Em poucas semanas a queda de pelos diminuiu, o odor das fezes e do hálito se tornaram suaves e aquela cachorrinha sarou de vez das otites. Para compartilhar essas descobertas, montei o blog e depois o site do Cachorro Verde, onde o internauta encontra cardápios de dietas cruas e cozidas para animais saudáveis: filhotes, adultos, idosos, gestantes, gorduchinhos e magricelinhos, além de receitas de petiscos caseiros e informações para instituir um estilo de vida mais saudável para o peludo. É lógico que aderir a uma dieta caseira balanceada dá mais trabalho do que oferecer ração. Mas vale a pena! Na versão caseira entram carnes, vísceras e vegetais frescos, nobres e variados ficando de fora aditivos controversos (conservantes, corantes), ingredientes de origem duvidosa e grãos transgênicos. Com organização periódica, mesmo quem leva uma vida corrida prepara a comida do animal com sucesso. por Sylvia Angélico, jornalista graduada e formada em Medicina Veterinária www.cachorroverde.com.br

O OUTRO LADO

antes de abandonar a segurança e a praticidade da ração industrializada: - Consulte o veterinário de seu amigão e pergunte se, no caso dele, há contra-indicação para introdução de uma dieta caseira crua ou cozida. - Tire um tempo para ler com calma o conteúdo do site “Cachorro Verde”. Suas dúvidas não estão lá? Envie um e-mail para contato@cachorroverde.com.br - E, caso se sinta mais seguro contando com acompanhamento profissional, entre em contato conosco e indicaremos um “nutricionista” experiente em dietas naturais para cães e gatos.

As vantagens em fornecer ração são irrestritas: saúde, economia e praticidade. O cão possui um sistema digestivo próprio, com especificidades nutricionais particulares. No Brasil estima-se que apenas 30% dos animais de estimação consumam alimentos industrializados específicos para pets. Ou seja, a “velha comida de panela” ainda é preferida na maior parte do país. As opiniões de proprietários e criadores de cães sobre rações divergem em vários aspectos. Entretanto, apesar dos pontos de concordância e discordância, há uma unanimidade entre as opiniões: todos buscam uma melhor qualidade de vida para seus animais. A alimentação caseira e/ou os chamados “sopões” são totalmente desaconselháveis, pois contrariam todos os princípios da

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nutrição animal. E ainda que haja toda a boa intenção e carinho em elaborar este tipo de alimentação, acaba-se prejudicando a saúde, o equilíbrio e o bem-estar dos cães. Este tipo de alimentação está em total desequilíbrio com relação aos aspectos nutricionais, comprometendo os níveis de qualidade da alimentação e, conseqüentemente, a saúde do cão. O hábito de fornecer alimentos industrializados é recente em nosso país, se comparado com diversas outras nações e muitas pessoas ainda fornecem comida caseira a seus animais. Hoje, o mercado de rações oferece ao consumidor uma variedade enorme de produtos, que variam de acordo com a qualidade das matérias-primas envolvidas em sua fabricação. Conseqüentemente, o preço também vai variar. A ração pode ser na forma de alimentos úmidos, secos ou semi-úmidos. Revista 4 patas - Edição 4


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Um cachorro da raça coonhound entrou para o livro dos recordes por ter as orelhas mais compridas do mundo. Harbor tem oito anos e sua orelha esquerda mede 31,11 centímetros, e a direita 34,29 centímetros. Fonte: Folha.com / Bichos

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filhotes adotivos

Porque o ser humano não aprende com os animais? Uma enorme tigresa abandona seus instintos de predadora e acolhe carinhosamente porquinhos para uma soneca. A cena inusitada ocorre com freqüência no zoológico de Sriracha, nas proximidades de Bangkok, Tailândia. Isto porque o parque possui uma política de promover relacionamentos entre as mais diferentes espécies. A “mamãe” tigre, por exemplo, está acostumada com os porquinhos porque foi amamentada por uma porca até os quatro meses de idade. O parque apresenta shows com os animais interagindo e, por este motivo, vestem os filhotes de porco com “roupinhas” de tigre. Foto: Sukree Sukplang/Reuters

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Três porquinhos descansam ao lado de sua mãe adotiva, a tigresa Sai Mai, de 8 anos. A ‘família’ vive no zoológico de Sriracha, na província de Chonburi, na Tailândia.

O porquinhos vestidos com pele de tigre

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AGRADECIMENTOS ESPECIAIS - Ricardo Mangold / Priscilla Merlino (www.pmppress.com.br) - Gráfica Odeon (www.graficaodeon.com.br) - Sophia Rodovalho - Cassiana Fagoti - Melika Nicolau - Margarete Meneghin - A todas as pessoas comuns e defensores de animais que utilizam a rede social Facebook que contribuiram indiretamente com o conteúdo do especial sobre vira-latas - Colaboradores e leitores locais, de outras regiões e principalmente anunciantes (do segmento pet ou fora dele) que acreditam no potencial da Revista. As matérias assinadas por colaboradores são de inteira responsabilidade técnica dos profissionais e entidades identificados, deixando a Revista 4 patas isenta de opiniões e comentários. Sobre os anunciantes, as informações contantes em suas peças publicitárias não possuem qualquer participação direta da Revista que é imparcial junto ao anunciante não privilegiando ou favorecendo em matérias não comerciais. Revista 4 patas - Edição 4


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Especial "Vira-lata sim e daí"

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