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Dr. Marcos Mota e Dra. Débora Prestes Mota Planeje seu sorriso com o Digital Smile Design Local: Hotel Panorama Cabelo e Maquiagem: Villa Chic Look: Modas Alice Fotos: Cláudia Fortunato Video - Making Off: Paulo Bernardo Studio Innovari Texto: Andréa David

colunas 42 46 82 84 89 220

Delfim Netto Dra. Adriana Rocha Dr. Ricardo Sabbi Dr. Marcos Szpak Márcia dos Anjos Lilian Grellmann

errata Na edição 102 da revista 100 Fronteiras apresentamos a matéria “Os desafios da arquitetura oriental”. Através deste, esclarecemos que as imagens da publicação são ilustrativas e nem todas são de autoria do arquiteto descrito no texto. “No mês de abril o look da “Mulher em evidência” foi da loja Sottile”

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PAPO SÉRIO

SAÚDE

Com Ryon Braga, Diretor-Presidente da Uniamérica

Dr. Sabbi dá dicas de como consumir o sal em benefício da saúde

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MEMÓRIAS

FOZ DO FUTURO

Aguinézia Lucia Paganotto conta sua história

Fabio Canhete fala sobre O “DNA de Foz do Iguaçu”


expediente Diretora Executiva Lilian Grellmann

Ombudsman Carlos Grellmann

Editor Denys Grellmann

Atendimento Talita Cristina Zanoni

Jornalista Mariana Kojunski

Revisão Douglas Furiatti

Estagiário de Jornalismo Patrícia Buche

Assessoria Jurídica Luiz Jorge Grellmann OAB- 30128

100 Fronteiras TV/ Portal 100 Fronteiras: Emanuel Maia Webjornalismo Annie Denise Grellmann

PARAGUAI Representante Comercial Evelin Burgos Fretes 0971 752 385

A revista 100 Fronteiras é uma publicação mensal da Editora Grellmann Ltda. Edição 104 - Maio de 2014 - 9º ano De Segunda a Sexta - Feira: 08h - 18h Av. Juscelino Kubitsheck, 131 - Edifício Las Brisas Sala 01 - Centro - 85851-210 - Foz do Iguaçu - PR

Jorge Samek e Anice Gazzaoui com o exemplar da revista 100 Fronteiras

revista100fronteiras.com facebook.com/revista100fronteiras VALORES Revista por unidade: R$ 15,00 Revista nas bancas: R$ 10,00 Assinatura anual: R$ 180,00 Assinatura Semestral: R$ 100,00 CIRCULAÇÃO Ciudad del Este(Py), Foz do Iguaçu(Br) e Puerto Iguazu(Ar). ARTE E DIAGRAMAÇÃO: atendimento@vistapropaganda.com.br www.vistapropaganda.com.br

centraldeatendimento

REVISTA MAIS IMPORTANTE DA REGIÃO Estimados amigos de longas datas, Carlinhos e Lilian, embora não estejamos sempre juntos, sabemos da amizade que existe entre nós... e ñ poderíamos nos furtar deste momento tão importante para vcs da família 100 Fronteiras... sabemos da dificuldades de edificar, dia após dia, tijolinho por tijolinho, no decorrer de 10 anos para tornar-se este importante meio de comunicação. Patrimônio de centenas e milhares de iguaçuenses entre outros seguidores. Tornando-se na mais importante e a mais procurada revista de Foz do Iguaçu, região e de fronteiras... recebam o nosso votos de parabéns e de muitas felicidades. São desejos da família Brizola...!!!

Comercial: (45) 3025-2829 contato@revista100fronteiras.com

Bom dia galera!!!

Assinaturas: (45) 3029-5995 contato@revista100fronteiras.com

Sim, eu mesmo!!! Porque? Sai na edição de abril (impressa e digital) da Revista mais premiada do Paraná a Revista 100 Fronteiras, quem quiser dar uma espiadinha é só clicar no link

Os Colunistas contidos na revista são colaboradores sem nenhum vínculo com a empresa. A 100 Fronteiras não se responsabiliza por produtos e serviços divulgados. Os artigos não representam necessariamente a opinião da revista.

Pensa num “cabra” orgulhoso!!!

abaixo, vale muito a pena a leitura da revista, mas para quem estiver curioso estou na pag. 179 A tempo, obrigado à toda equipe da Revista pela oportunidade. Claudio Borges-Praia Grande

Eu acho uma revista maravilhosa, assim podemos ver as coisas

que temos em nossa cidade de Foz, e dos dois visinho pais Argentina e Paraguay, quanta beleza cultura e proficionaliamo! Adriana Gavonski Gomez – Ciudad del Este-PY

VENCEDORES Prezados Carlos Grellmann e Lilian, vocês venceram, parabéns pelo empenho e pela bela revista que vocês criaram, editam e eleva o nome da nossa cidade pelo Brasil e mundo afora. Chegar a 100 números não é para qualquer um, muito sucesso para vocês e que o número 200 seja também uma realidade. Perci Lima – Foz do Iguaçu-Pr.


Foz do Iguaçu, vamos conversar… Maio será o mês mais importante, em nove anos, desde a criação da Revista 100 Fronteiras. Estamos organizando nosso primeiro ciclo de palestras, o Diálogos 100 Fronteiras. Conseguimos reunir oito especialistas para conversar sobre a Foz do Iguaçu que queremos para o futuro. Esse novo momento marca a consolidação de uma revista que foi criada com um proposito maior, a integração e o desenvolvimento da região trinacional.

DENYS GRELLMANN Editor

O evento será às 15 horas do dia 17 de maio, mas a sua repercussão ficará eternizada pela cobertura do Grupo 100 Fronteiras (Portal 100 Fronteiras, 100 Fronteiras TV e Revista 100 Fronteiras). Todo o cuidado está sendo tomado para ser um ciclo de palestras diferente; o formato Tedx vem do objetivo de tornar o Diálogos dinâmico e moderno. A ideia do coquetel de confraternização com música e arte vem para somar num mundo em que o networking é essencial. Estamos trabalhando nessa ideia desde setembro de 2013, depois do clipe “Isso é Foz do Iguaçu” e o especial 85851 Foz 100 Anos. Esse é o nosso terceiro presente para os 100 anos da cidade cosmopolita. Curta, compartilhe e comente o #dialogos100fronteiras. Forte abraço, e até o mês que vem.

AFILIADA:

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Ryon Braga Diretor-presidente da Uniamérica

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Com novas visões na cidade, Foz do Iguaçu caminha para não ser apenas uma referência turística, mas, também, educacional. A “nova Uniamérica” traz uma proposta que tornará o município um espelho para outras cidades. Trazendo experiências de Stanford, Harvard, MIT, universidades em Singapura, Japão, Holanda, França e adaptando-as para a realidade brasileira, uma nova instituição de ensino é formada em terras iguaçuenses. Fundando a Associação Internacional União das Américas, dez pessoas deram o primeiro passo para essa nova história assumindo a direção da Uniamérica, entre elas o diretor-presidente da instituição, Ryon Braga, que apresentou os projetos e metodologias que formarão profissionais ainda mais capacitados.


Revista 100 Fronteiras: Como começou o desenvolvimento dessa “nova roupagem” da Uniamérica?

Ryon Braga: Somos um grupo de educadores com mais de 15 anos de experiência, atuando em instituições de ensino superior em todo o Brasil e América Latina. Eu presido o conselho da empresa Hoper Educação, que é a maior empresa de consultoria educacional do Brasil. Nossa sede passou para Foz há pouco mais de quatro anos, já com objetivo de fazer uma faculdade modelo aqui. Nossa equipe de consultores especializados está espalhada pelo Brasil e América Latina, porque além do escritório em Foz do Iguaçu e São Paulo temos unidades também no Chile, Colômbia e Peru. Atendemos, ao longo dos 15 anos, mais de 300 instituições de ensino no Brasil. Aqui no Paraná demos consultoria, por exemplo, para PUCPR, Positivo, Tuiuti, Cesumar, Unopar e outras. Hoje temos um know-how de educação muito grande, e eu como fundador da empresa quero fazer um projeto que seja diferente, inovador, que tenha uma qualidade realmente superior à média. Pois a qualidade média do ensino superior no Brasil é ruim. Os alunos saem muito despreparados e com pouco contato com a realidade profissional. Então nós gostaríamos de fazer uma coisa diferenciada. E achamos que Foz era o lugar certo para isso, pois um dos pilares do nosso projeto é fazer uma faculdade internacional, que atraísse aluno de diversos países do mundo, não só da América Latina, mas do mundo inteiro. E também por outros motivos Foz é o lugar ideal. Pela localização mais do que nunca, não só por estar na Tríplice Fronteira, mas porque aqui convivem mais de 70 etnias. Revista: Você comentou sobre “outros motivos”. Quais seriam eles?

Ryon: A Cognópolis. Foz do Iguaçu possui um “bairro do conhecimento” para onde se mudaram mais de 700 pessoas do Brasil e do mundo, com o objetivo de estudar e criar um polo de conhecimento de referência internacional. Viemos para cá por este motivo e começamos a desenvolver o projeto da faculdade. E aconteceu que conhecemos a Uniamérica e seus donos, liderado pelo Sr. Fouad. A faculdade passava por algumas dificuldades, mas era um projeto fantástico, pois começou com a união de mais de cem empresários reunidos para desenvolver a educação em Foz. O motivo era altruísta; e o projeto, muito bom, mas chegou determinado momento, por falta de conhecimentos específicos da gestão educacional, não tiveram muita sorte, e o projeto começou a ter dificuldades. Nesse momento, então, pediram nossa ajuda. Começamos a ajudá-los e vimos a oportunidade de, ao invés de abrir mais outra faculdade em Foz, ficar com a Uniamérica e transformá-la nesta unidade-modelo. Revista: Essa “ajuda” que lhes foi solicitada é a consultoria que vocês prestam para as instituições?

Ryon: Sim. Começamos com a consultoria,

mas os donos acharam por bem passar o controle da instituição. Pedir hoje para o Ministério da Educação uma faculdade desde o zero leva dois anos para autorizarem os primeiros cursos. Depois você precisa formar uma turma pra pedir mais cursos. Até chegar o momento onde a Uniamérica está com 16 cursos levaria cinco anos. Então, ganhar cinco anos era uma grande vantagem. Por isso a gente optou em ficar com a Uniamérica, mesmo com todas as dificuldades que teríamos que enfrentar, de natureza financeira, de natureza estrutural, alguns cursos mal avaliados. Então tínhamos que corrigir a qualidade acadêmica de alguns cursos, corrigir o problema financeiro, mesmo assim a gente achou que valia a pena. Revista: Quando vocês começaram a trabalhar com a Uniamérica?

Ryon: A gente chegou aqui em abril do ano passado e começamos a diagnosticar a situação da Uniamérica. Ficamos diagnosticando e dando consultoria de abril até agosto. Mas não éramos dono da instituição. Final de agosto abrimos a Associação Internacional União das Américas, que é uma associação comunitária sem fins lucrativos, e fizemos a compra da faculdade em setembro. Revista: Como funciona uma associação comunitária?

Ryon: Uma associação comunitária é assim: qualquer membro da comunidade pode se associar. Então, qualquer pessoa da comunidade pode ser dono da Uniamérica hoje. Dono no sentido de fazer parte da associação, porque quando ela passa a ser sem fins lucrativos e filantrópica, nenhum associado retira dinheiro dela; ao contrário, doa dinheiro para que ela possa realizar seus objetivos. A Uniamérica deixou de ser uma empresa com fins lucrativos e passou a ser sem fins lucrativos. Isso muda radicalmente, primeiro que ela não tem mais dono, a comunidade é dona, os associados são donos, porque tem uma assembleia-geral que elege conselho e administradores. Revista: Como é possível fazer parte dessa associação?

Ryon: Basta vir aqui, preencher a ficha de inscrição. Só que pra se tornar um associado, a pessoa tem que contribuir de alguma forma. Você pode contribuir financeiramente ou contribuir com o seu tempo, sendo voluntário. Nossa meta é ter mais de 500 associados até ano que vem. Tudo que Uniamérica gera de receita é revertido aqui nela e no fundo de bolsas. Uma das coisas mais importantes do projeto é nossa meta de chegar a, pelo menos, 40% dos nossos alunos como bolsistas integrais. Só nesses poucos meses que estamos trabalhando no projeto já temos 140 bolsistas. A meta é chegar a ter dois mil alunos bolsistas quando a Uniamérica tiver cinco mil alunos. Sempre ter um terço dos alunos que não paguem nada, para manter as contas equilibradas. Se tivermos mais contribuição, poderemos ter mais alunos bolsistas, porque o dinheiro das contribuições vai prioritariamente pro fundo de bolsas. Para ganhar a bolsa aqui

...um dos pilares do nosso projeto é fazer uma faculdade internacional, que atraísse aluno de diversos países do mundo, não só da América Latina, mas do mundo inteiro.” Eu trabalho aqui de forma completamente voluntária, dedico 80% do meu tempo a este projeto.” Pedir hoje para o Ministério da Educação uma faculdade desde o zero leva dois anos para autorizarem os primeiros cursos. Depois você precisa formar uma turma pra pedir mais cursos. Até chegar o momento onde a Uniamérica está com 16 cursos levaria cinco anos. Então, ganhar cinco anos era uma grande vantagem.” www.revista100fronteiras.com

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Temos que mudar a metodologia de ensino e aprendizagem de nossa educação. Porque essa metodologia que o aluno assiste aula, anota o que viu, e uma vez a cada dois meses, às vésperas da prova, ele estuda aquelas anotações, é muito medíocre.”

Nossas salas de aula são adaptadas para a colaboração entre os pares. Com mesas-redondas de até oito alunos, os projetos são discutidos com o grupo e com o professor mediador. As aulas, expositivas; e as disciplinas foram abolidas.”

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tem que passar numa prova, a bolsa é meritocrática, mas condicionada à renda familiar. Se a pessoa tem condição de pagar, não ganha a bolsa; pode pagar, vai pagar. Revista: A Uniamérica se tornou uma instituição sem fins lucrativos. Para algumas pessoas é difícil compreender essas mudanças. Poderia explicar como era antes e como ficou agora?

Ryon: Antes era uma empresa, e como empresa o lucro é dividido entre os sócios. Em que pese, nos últimos anos ela não deu lucro, só prejuízo. Então os sócios não estavam ganhando dinheiro. Mas a empresa era dos sócios. Esse prédio é deles, o patrimônio é deles, a gente aluga. Numa associação não existe isso, ninguém é dono do patrimônio. Vamos supor, daqui a pouco a Uniamérica compra esse prédio, ou constrói outro, quem vai ser dono? A associação nunca terá um dono. É como um associado de um clube, o clube não é seu, se você morrer não vai ficar pros seus herdeiros. Além disto, nenhum dirigente da associação recebe nada para trabalhar como dirigente. Eu trabalho aqui de forma completamente voluntária, dedico 80% do meu tempo a este projeto. Além do trabalho voluntário, várias pessoas contribuem com dinheiro para ajudar no crescimento da faculdade. Isso é a característica de ser sem fins lucrativos. Quando recebermos o certificado de filantropia, a gente terá a isenção de alguns impostos e sobrará mais dinheiro pra dar bolsas. Revista: Além dessa mudança para sem fins lucrativos, tem a questão, primordial, da aprendizagem. Eu estava vendo que você falou sobre a realidade prática e teórica, em que desde o começo a pessoa terá o contato com a profissão.

Ryon: Temos que mudar a metodologia de ensino e aprendizagem de nossa educação. Porque essa metodologia que o aluno assiste aula, anota o que viu, e uma vez a cada dois meses, às vésperas da prova, ele estuda aquelas anotações, é muito medíocre. Ele até passa de ano, mas ele aprende muito pouco. Isso está provado por várias pesquisas, até no Enade, a média Brasil é 42 de 0 a 100. Quando ele se forma não sabe metade do mínimo do que as diretrizes curriculares preveem que ele deveria saber. Ele precisa estudar e praticar. Na metodologia atual existente no Brasil, ele não pratica e estuda pouco. Então a metodologia tem que fazer com que ele estude todo dia e pratique muito. A mudança consiste em você trabalhar baseado em projetos, onde, ao invés do aluno apenas ter aulas, ele passa a fazer vários projetos, de problemas reais que há na comunidade. Das diversas áreas que ele tem que aprender no curso. Pega um projeto real pra conseguir desenvolver e, a partir das necessidades de soluções dos projetos, ele aprende o conteúdo necessário, ou seja, ele aprende na hora que precisa, e não como acontece hoje em nosso sistema educacional, onde o aluno estuda todo o conteúdo sem praticar nada e depois um dia quem sabe utilizará esse conteúdo; se lembrar dele, é claro. Revista: Essa nova metodologia de ensino exige também um espaço diferenciado de aprendizagem?

Ryon: Sim. Nossas salas de aula são adaptadas para a colaboração entre os pares. Com mesas-redondas de até oito alunos, os projetos são discutidos com o grupo e com o professor mediador. As aulas, expositivas; e as disciplinas foram abolidas. Nossos alunos estudam o conteúdo relacionado ao projeto que estão desenvolvendo. Fora de sala de aula, eles estudam o conteúdo relacionado ao projeto. Esse conteúdo é disponibilizado em unidades de aprendizagem compostas de vídeo do professor, texto e exercícios. Em sala discutem e analisam os projetos na busca de soluções mais adequadas. O papel do professor muda radicalmente nesse modelo, passando a ser de orientação e tutoria. Revista: Fazem parte dos projetos da Uniamérica parcerias com outras instituições, certo?

Ryon: Certo. Como somos instituição comunitária, um dos lemas é fazer parceria com todo mundo. A gente prima pela cooperação, não viemos pra competir. Não é uma instituição que vai competir em Foz do Iguaçu. Queremos transformar a cidade num polo universitário, que venham alunos de fora e todos se beneficiem com isso. Como nosso lema é cooperação, buscamos todos para cooperar. Hoje temos acordo com várias instituições espalhadas pelo Brasil. Aqui em Foz, fechamos acordo com a Unioeste. Como somos vizinhos, eles fazem vestibular aqui dentro, eventos, a gente usa lá; temos projetos em comum. Com a Unila, uma universidade federal, a parceria é muito interessante e inédita. Ela envolve a possibilidade de fazermos muitas coisas juntos (nossos alunos e professores, com os alunos e professores da Unila), tais como: pesquisas científicas, eventos, congressos, semanas acadêmicas, publicações, etc. Além disto, a Unila irá abrir o curso de Medicina nos próximos meses, e não dava pra ela alugar o andar de


um prédio qualquer. Ela precisa de salas específicas, laboratórios de anatomia, fisiologia, patologia, farmácia, etc, e como ela vai fazer isso? A Uniamérica tem tudo. Tem o melhor parque de laboratório na área de saúde, porque foram os primeiros cursos da área de saúde na cidade. O investimento nisto foi muito grande. Uma comissão da Unila veio aqui avaliar as salas de aula, espaço para tutoria e os laboratórios, e chegou à conclusão que atendia 100% das necessidades da Unila. A gente firmou um convênio de que a Unila usa todos os espaços compartilhados, biblioteca, laboratório, salas. Mas a Unila vai trazer uma série de equipamentos novos que a gente não tem. Nossos alunos vão poder compartilhar também, será um ganha-ganha. Revista: Todos esses projetos e parcerias proporcionam experiências positivas para a cidade. Você acredita que Foz está virando ou vai virar um polo educacional?

Ryon: Vai, por vários motivos. Primeiro pela quantidade de vagas oferecidas em função do tamanho da população. Comparativamente tem aqui o triplo de cursos e de vagas do que a cidade comportaria se fosse uma cidade normal com essa quantidade de habitantes. Então essas quantidades de instituições de ensino, se forem boas, acabam atraindo mais gente pra cidade. À medida que isto vai crescendo em quantidade e qualidade, a cidade naturalmente acaba se tornando referência e vira um polo universitário. Quando vem um curso de Medicina, isso acelera muito porque medicina traz muita gente de fora, não só alunos, mais também prestadores de serviço. A área de saúde em Foz vai crescer muito. A hora que um hospital absorve um curso de Medicina, passa a ter que investir em um monte de coisa que ele não investiria. Porque o estudante tem que ver todas as áreas do conhecimento médico. Isso dá um incremento muito grande ao processo. Mas tem uma variável, não é só a quantidade de cursos e vagas oferecidas, mas sim a qualidade dessas instituições é o que vai definir se aqui vai ou não ser um polo universitário. Tudo indica que estamos caminhando pra isso. Revista: A Uniamérica tem vários projetos, então quando todos esses planos estarão implantados?

Ryon: Nós entramos aqui com a proposta Universidade das Américas 2027. Não é um número mágico, nós entramos com um projeto de 15 anos. Transformar a faculdade em centro universitário é fácil, é só ter mais de oito cursos e cumprir alguns requisitos legais. Você vai lá e transforma, como já temos instituições aqui que se transformaram. Mas pra transformar em universidade é super difícil, porque tem que ter quatro mestrados e dois doutorados, muitas pesquisas e muita publicação científica. Em Foz, nenhuma instituição privada tem mestrado ou algum tipo de pesquisa mais séria. Então nós vamos esse ano protocolar na Capes nosso primeiro mestrado para o ano que vem. Depois de formar nosso primeiro mestrado vamos pedir o doutorado. E até chegar a seis vai levar 12 anos. Daqui 12 anos estaremos prontos pra pedir pro MEC o título de universidade. Por isso, o projeto são 15 anos. Estamos prevendo uma margem de erro. Revista: Nessa transição vocês tiveram o apoio de outras pessoas ou empresas?

Ryon: As pessoas que nos visitam ficam surpresas ao constatar a quantidade de gente aqui que se dedica ao projeto sem nenhum retorno financeiro, de forma totalmente voluntária. A Uniamérica é a prova de que tem muita gente altruísta no mundo. Não só dos membros que fundaram a associação, mas tivemos ajuda de todos os lados, e sem ela não teríamos conseguido, porque a situação era difícil e estamos falando de algo grande. É o espírito de voluntariado que faz um projeto como este dar certo. E as pessoas falam: “Isso existe mesmo?”. Existe. Eu poderia ficar horas te dando vários exemplos, inclusive doações financeiras. A Uniamérica é a prova de que dá pra construir algo coletivo. As pessoas trabalhando, dando o seu tempo e dinheiro ou ambos em caráter voluntário pra ver o resultado de um bem comum. Ou porque acreditam numa educação melhor, ou porque acreditam que isso traz benefícios pra sociedade e comunidade, ou porque valorizam ver pessoas que não tinham como estudar e agora estão estudando, e a transformação que o estudo promove pra essas pessoas. E também a vontade de dizer que participou disso de alguma forma, nem que seja com um pouquinho. Isso é um pouco meu... Isso tudo junto faz com que projetos como esse aconteçam. E quando a gente fala isso pra comunidade e empresários, e as pessoas se perguntam: “Será que esse cara está mentindo?”. A gente tem toda a documentação. Porque como a instituição é comunitária, a contabilidade é aberta, não temos só o Conselho Fiscal, mas também uma auditoria externa. Então todos os números, nota por nota, é público. Então tudo que eu falar, pode ser checado. Somos totalmente transparentes, abertos e cooperativos. Tudo o que fizermos de bom na Uniamérica está aberto para ser copiado e implementado em outros lugares.

A gente prima pela cooperação, não viemos pra competir. Não é uma instituição que vai competir em Foz do Iguaçu. Queremos transformar a cidade num polo universitário, que venham alunos de fora e todos se beneficiem com isso.” ...não é só a quantidade de cursos e vagas oferecidas, mas sim a qualidade dessas instituições é o que vai definir se aqui vai ou não ser um polo universitário.” Para ganhar a bolsa aqui tem que passar numa prova, a bolsa é meritocrática, mas condicionada à renda familiar. Se a pessoa tem condição de pagar, não ganha a bolsa; pode pagar, vai pagar.”

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62 HORTO

MUNICIPAL

Desvendando o horto municipal

66 CHEGA DE

SAUDADE

Que tal relembrar os bons momentos da Agência Tass?

72 PARQUE DAS AVES

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RENDA E

DESIGUALDADES

O desenvolvimento econômico do País não foi produto de nenhum milagre, e sim do trabalho duro dos brasileiros Nunca houve “milagre brasileiro”. Essa é uma expressão in- ventada pela oposição, que não acreditava e continua não acreditando no Brasil. O que aconteceu nos períodos de maior crescimento do século XX foi que os brasileiros tinham confiança nos governos e trabalharam duramente para conseguir uma melhora importante no desenvolvimento econômico. A distribuição de renda não melhorou, mas todos aumentaramos rendimentos, uns mais do que outros.

antonio delfim netto Economista e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento. Escreve semanalmente na revista Carta Capital Texto originalmente publicado na

CartaCapital

Esses são exatamente aqueles que tinham sido privilegiados com educação superior e que foram beneficiados com uma demanda que cresceu enormemente no processo de desenvolvimento. No início da segunda metade do século passado, existia um “exército industrial de reserva” enchendo o primeiro decil (os 10% mais pobres), enquanto era muito restrito o número de pessoas no décimo decil (os 10% mais ricos). Nos sete anos (1967/1974) em que a taxa de crescimento do PIB, acima de 10% ao ano, estimulou a história do “milagre”, houve uma ampliação da distância entre o rendi- mento das pessoas com os melhores níveis de escolaridade e as mais pobres que não tinham tido os benefícios da educação universitária. É preciso não esquecer que a economia brasileira teve um desenvolvimento importante, iniciando em 1950 e crescendo a 7,5% ao ano durante 32 anos seguidos, com períodos variáveis de pequenas melhorias dos índices de desigualdade entre as pessoas, mas principalmente entre as regiões. Tudo isso deve ser considerado fruto de um “milagre”, efeito sem causa, ou é mais razoável reconhecer que foi produto do trabalho duro, árduo, dos brasileiros? Distribuição de renda não é sinônimo de felicidade. Distribuição de renda também não é sinônimo de bem-estar. Pode haver o crescimento de todos e, desde que os benefícios sejam proporcionais, já se teria a mesma distribuição de renda. Naquele período chama- do de “milagre”, o exército de reserva que estava desempregado passou a ter oportunidade de trabalhar. Foram criados 15 milhões de novos empregos, par- te deles ocupados inclusive pelos privilegiados que tinham feito a universidade e cuja demanda era muito mais alta. O crescimento dos salários era diferente e, portanto, a distância entre as pessoas aumentou. Isso não significa que a insatisfação no último decil tenha aumentado ou que os trabalhadores mais pobres tenham sido prejudicados. Os que tinham bons salários melhoraram depressa. Exatamente a situação oposta que está sendo corrigida hoje, quando não se tem mais aquele exército de reserva e se fez uma política aumentando a correção do salário mínimo. O crescimento hoje da renda dos grupos mais pobres é maior do que a dos demais, o que dá o conforto de que está diminuindo a distância que se para o rendimento das pessoas. O índice de distribuição de renda é medida de distância entre as pessoas, não é medida de bem-estar. Acontecendo um aumento de distância, as pessoas sentem-se um pouco pior do que sentiriam se a distância estivesse diminuindo. Quando se comparam as políticas atuais com as que se praticavam nas décadas de 60 e 70 do século XX no Brasil, vê-se que não há nenhuma relação entre o mundo atual e o mundo de 1969, por exemplo. Naquela época, a própria política econômica era totalmente diferente e não somente entre nós, mas na grande maioria dos países, incluindo os mais desenvolvidos. Era comum o recurso a políticas de renda que recomendavam o combate à inflação mediante o controle de preços e da renda dos salários. Prevalecia um keynesianismo de “pé quebrado”que estava sendo usado nos Estados Unidos, na Europa inteira e em todos os países emergentes, em apoio a políticas que de pois se provaram muito ruins. O que se pode comparar entre essas épocas, então, é o seguinte: no Brasil trabalhava-se muito mais e com melhor orientação do que atualmente, e é por isso que as taxas de crescimento são diferentes. De forma que não se pode atribuir o desenvolvimento brasileiro a nenhum “milagre”. O que houve foi muito mais trabalho do que hoje.

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DO CABO BrUNO A SHEHErAzADE O dilema humano sobre a liberdade de expressão será mesmo eterno. Aos 50 anos da contrarrevolução, os arautos da “liberdade” fazem os militares de 1964 parecerem monstros que comiam criançinhas, exaltam a falta de liberdade que caracterizou o período, enfatizam o caráter antidemocrático, que perdurou por mais de duas décadas, e minimizam as ações dos guerrilheiros que mataram e roubaram em nome de uma ideologia capenga, utilizada como muleta para dissimular seus brutais crimes. A insatisfação social tem caracterizado absolutamente todas as civilizações conhecidas, o diferencial está no grau de tolerância em cada uma delas.

DR. RoGÉRio ANtÔNio LoPES Delegado Divisional Chefe da Divisão Policial do Interior. Policial no Paraná desde 1994. Formado em Direito pela Universidade do Norte Pioneiro, é pós-graduado em Direito Penal, Direito Público e Gestão Estratégica

No aspecto pessoal, a reação a uma agressão atual, iminente e injusta está legalmente autorizada, ou seja, diante de determinada situação o cidadão pode reagir e até mesmo tirar a vida do próximo, estando acobertado pela lei. Evidente que o móvel, para tanto, poderá ser afetado por qualquer estado anímico, fato que não é alinhado com a ação do Estado. De quando em quando algum espírito exaltado fala da vontade de fazer justiça com as próprias mãos e, em situações mais pontuais, age nesse sentido, geralmente, tirando a vida de indivíduos suspeitos de praticar algum crime. Foi o que aconteceu com a jornalista Rachel Sheherazade. Diante da prisão de um suspeito por populares, Rachel comentou o fato pedindo para que os defensores dos Direitos Humanos adotassem um bandido e o levasse para casa. O pessoal do mezanino não gostou, fizeram uma pressão tal que a moça acabou sendo dispensada do emprego e vem sendo discriminada inclusive e, principalmente, por colegas de profissão. Nos anos 80, o policial militar Florisvaldo de Oliveira, conhecido como Cabo Bruno, foi mais longe e matou, nas horas de folga, mais de cinquenta suspeitos. Nas periferias de São Paulo era idolatrado pela população – principalmente pelos comerciantes-, e odiado pelos ladrões e assassinos. Cabo Bruno foi preso, fugiu algumas vezes e acabou cumprindo quase trinta anos de cadeia. Ao ser solto em 2012 foi executado com vinte tiros, após, ter se convertido ao cristianismo evidentemente. Tanto Sheherazade quanto Cabo Bruno tem algo em comum: fizeram aquilo que, em algum momento, “todos pensam” fazer. Claro, que não se pode comparar os comportamentos em conteúdo, mas formalmente se equivalem. Cabo Bruno foi preso, julgado e condenado, Sheherazade não foi presa, mas sumariamente condenada pela hipocrisia e inveja de seus pares. Os comentários de Sheherazade acerca dos Direitos Humanos são tão vazios e ignorantes quanto o da maioria de seus colegas, que diariamente, como se fossem atores, se encolerizam diante das câmeras de programas sensacionalistas. A diferença é que ela conseguiu inesperada notoriedade, veio do nordeste direto para o plano nacional, é isso, na verdade, que alguns não conseguem “engolir”. Os algozes de Sheherazade não estão preocupados com o fulaninho que ficou preso com o garfo de bicicleta no pescoço esperando a polícia, mas com o sucesso da moça. De qualquer modo, fica o alerta: tanto no baile da ditadura quanto no da democracia, inveja e hipocrisia são licores doces e sutilmente envenenados.


PARADEVER DO MANUSEIO

ADEQUADO DE ALIMENTOS Preparo. É consenso entre microbiologistas que o preparo adequado e a manipulação higiênica de alimentos por restaurantes e setores alimentícios protegem a população contra infecções decorrentes de bactérias oportunistas. Manter as mãos limpas é uma das formas mais efetivas de se evitar muitas doenças.

Adriana de Lacerda Rocha Doutora em Direito pela Universidade Federal do Estado de Santa Catarina (UFSC); Professora Universitária. Professora voluntária da Conscienciologia. Associada do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI) e da Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDI). Consultora Científica Ad hoc da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). PareceristaAd hoc da REDESCG da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Conselheira do Conselho Internacional de Assistência Jurídica da Conscienciologia (CIAJUC) da UNICIN e Consultora Técnica pro bono da OIC – Organização Internacional de Consciencioterapia. Verbetógrafa da Enciclopédia da Conscienciologia. Autora de livros jurídicos e artigos jurídicos e conscienciológicos. Lattes: http://lattes. cnpq.br/9208723930424588 E-mail: juriscons11@gmail.com

Educação. Além de medidas preventivas de higiene, campanhas educativas no âmbito público e o esclarecimento feito na educação formal podem contribuir para maximizar a segurança de quem manipula alimentos, fornecendo-os de forma segura à população. Essa conduta diminui a incidência de doenças relacionadas ao consumo de alimentos contaminados. Falta de higiene. Observando o manuseio de alimentos em restaurantes da Tríplice Fronteira, pode-se observar que, em geral, os funcionários não lavam as mãos. Dentre outras condutas de falta de higiene, encontramos: uso inadequado de talheres pelo público (que também não higienizam as mãos antes do manuseio); colocação de comida nos recipientes tocando nos alimentos; sanduíches montados logo após o uso de utensílios expostos às bactérias; manuseio de dinheiro antes de servir o alimento; inserir guardanapos sem proteção das mãos ou higienização; uso de panos sujos para limpar o ambiente ou, até mesmo, a própria mão. Direitos e deveres. De um lado, o consumidor, que se alimenta fora de casa, deve sempre confirmar se as pessoas que estão tocando a comida estão protegendo as mãos com luvas ou lavando-as constantemente e, se o ambiente está bem higienizado e com higienizador em vários pontos: trata-se de direito seu e dever do prestador de serviço. Caso não isso não se confirme, aconselha-se ao consumidor procurar outro local. O próprio usuário deve lavar suas mãos antes de se servir em restaurantes self-service. Respeito. Essas condutas demonstram responsabilidade em relação à saúde pessoal e coletiva. Consolidam o respeito a si e ao outro, além, de contribuir para a instalação de ambientes com assepsia, que colaboram para erradicação de doenças infecciosas. Infecções. Utensílios contaminados por restos de fezes presentes nas mãos, pela falta de higienização, podem transmitir infecções como hepatite A, toxoplasmose, e salmonelose. Paradever. Independentemente de entendimentos míopes da jurisprudência brasileira, ou da falta de rigor legal e fiscalização na área, a higienização adequada é obrigação perante a Cosmoética e o Paradireito. Sugestão. Adote o hábito saudável de lavar as mãos antes de se alimentar!

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Meia Maratona das Cataratas

A Meia Maratona das Cataratas este ano ficou para o dia 14 de setembro, em razão da Copa do Mundo que será disputada no Brasil. A previsão é que aproximadamente 11 mil atletas se inscrevam. O grande atrativo da prova é que o percurso de 21.097 metros é feito dentro do Parque Nacional. Acesse: www.meiamaratonadastaratas.com.br

Exposição Já foi na exposição “Lágrimas de São Pedro” que está ocorrendo no Ecomuseu de Itaipu? Não? Ainda dá tempo. A mostra possui um cenário de “chuva suspensa” com efeito obtido através de 4.600 bulbos de lâmpada. O valor da entrada é de 10 reais, e ela fica na cidade até o dia 19 de maio. Vale a pena! Após “Lágrimas de São Pedro” , virá a exposição fotográfica “Ícones e pioneiros”, que retratou em estúdio pioneiros, ícones e representantes de Foz do Iguaçu. A abertura da mostra será no dia 28 de maio, às 17 horas e ficará no EcoMuseu de Itaipu por aproximadamente 10 dias, e na sequência será levada para outros pontos da cidade, no decorrer do ano. Essa é uma das ações produzidas pela prefeitura em parceria com a Itaipu em razão do centenário do município.


Templo Budista Você já foi sentir a imensa paz que o lugar transmite? Não? Então vale a pena uma visita. O local possui centenas de estátuas e símbolos que possuem histórias. A parte negativa? Muitos turistas não conseguem matar a curiosidade do que está escrito por não falar a língua portuguesa ou a chinesa – idioma em que estão escritas as legendas. Agora a parte boa, a prefeitura firmou parceria com o templo, para que tenham cartilhas, e nestas, os significados e explicações que os nossos amados visitantes necessitam.


Esporte Em maio, Foz sediará o campeonato mundial de karatê para sêniores e veteranos. Está é a segunda edição e ocorrerá entre os dias 12 e 18 de maio – a primeira ocorreu em junho do ano passado, na Eslovênia. Também no local, que será o Ginásio Costa Cavalcante, estará ocorrendo a copa internacional de karatê para crianças e cadetes. Atletas de 35 países distintos estarão competindo. Vamos?


Combinação: frio e feijoada No último dia 12 de abril, o Hotel Rafagnin Centro deu início a mais uma temporada de sua tradicionalíssima feijoada, no restaurante Ritorna. O prato principal fica disposto em 12 panelas de ferro. Mas, você pode saborear também um delicioso leitão assado, costeleta de porco, massas, grelhados e muitas outras opções, além de sobremesas,batidinhas e caipirinhas. Vale a pena conhecer! O local está localizado na Rua Marechal Deodoro, 984, centro.


4G em Foz

EBA! No último dia 20, a empresa Telefônica Vivo, anunciou o início da operação da conexão 4G em Foz do Iguaçu.


Segunda ponte No último dia 24 de abril, foi divulgado o resultado da licitação que escolheu a empresa que construirá a segunda ponte na nossa cidade. Duas construtoras participaram do processo seletivo. A proposta vencedora foi a do Consórcio Construbase/Cidade/Paulitec. Mas, as duas construtoras tem até o dia dois de maio para apresentarem a defesa. Só então o contrato deverá ser assinado. A previsão é de que a ponte esteja pronta para o ano de 2017. Vamos torcer!

424.630 De janeiro a março, houve 424.630 desembarques na Terra das Cataratas, 9% a mais que o mesmo período no ano passado. Edward Ludwig, o superintendente do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, afirma que se o desempenho for mantido até o final do ano, o recorde anual histório de 2012, quando ouve 1,74 milhão de embarques e desembarques, será batido. Oba! Sejam bem vindos, turistas.


TAJ BAR E RAFAIN CHOPP A equipe da cozinha do Taj Bar e Rafain Chopp recebeu o treinamento oferecido pelos chefes de cozinha André Rafael da Costa e Maria de Lourdes de Amaris no dia 03/04 para a elaboração dos novos pratos do cardápio do Domingo Gastronômico e também o aperfeiçoamento de técnicas de aromatização, cores e sabores.

HOT SPOT!

Você tem aquela memória de computador que não usa mais? Talvez aquele HD velho que está guardado na gaveta ou que parou de funcionar. Não sabe onde descartar? No dia 1 de maio foi inaugurado o Centro de Coleta de Lixo Eletrônico. Localizado na Avenida Jorge Schimmelpfeng, 711 – centro.


AguinĂŠzia Lucia Paganotto Por: Annie Grellmann Fotos: Emanuel Maia e arquivos pessoais

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Dona Aguinézia, filha de Angelo de Nadai e de Teresa Marcon de Nadai, 81 anos, nasceu em Santa Helena, no ano de 1933. A infância foi sofrida, aos nove anos sofreu paralisia infantil e teve que parar de frequentar a escola, pois na época não havia condução e nem condições para ir ao colégio, que era longe. Aprendeu e estudou em casa. A família morava e trabalhava na roça em uma chácara, cresceu sem muitas amizades, pois não saíam com muita frequência.

As epidemias de poliomielite no país deixaram centenas de crianças com sequelas durante os anos 1950. Hoje a boa notícia é que o mundo está mais perto do que nunca de aniquilar a pólio. Nos últimos 25 anos, os casos de pólio caíram em mais de 99%. No ano passado, foi relatado o menor número de episódios já registrado. Enquanto a pólio atormentava mais de 125 países em 1988, hoje ela é endêmica em apenas três: Afeganistão, Paquistão e Nigéria.

Em 1941, eles tiveram que se mudar para Guarapuava, mas não por vontade própria e, sim, porque houve imposição. A mudança foi imposta pelo governo brasileiro pois, devido a II Guerra Mundial, nenhum estrangeiro ou descendente de alemão, italiano ou polonês poderiam ficam em áreas de fronteira. O lugar designado pelo governo foi a cidade de Guarapuava. Os pais eram italianos e estava bem na fase da Segunda Guerra mundial. Lá ficaram morando por três anos, que foi quando seu pai veio a falecer. A mãe ficou sem saber o que fazer e nem pra onde ir, pois, tinha oito filhos pequenos.

A vinda a Foz do Iguaçu A morte do pai ocasionou a vinda à cidade. Em 1944, Dona Teresa, ao ver-se sozinha, precisou de um norte, um ponto de partida. Paulo, seu cunhado, que também estava em Guarapuava,mas que tinha retornado a Foz porque o exercito o liberou antes dos demais, voltou a morar no município e pediu à irmã que viesse morar em Foz. A vinda não foi fácil, demoraram oito dias para chegar de caminhão, pois a estrada era de tráfego muito difícil porque não era pavimentada. Chegando à cidade, conseguiram comprar um terreno no segundo distrito perto da Igreja São José dos Operários, hoje, próximo ao condomínio Porto Seguro, na vila A. E a vida recomeçou novamente, agora em foz, de novo trabalhando na roça. A primeira impressão da Dona Aguinézia sobre Foz do Iguaçu foi: -Era só mato, não tinha nada, as ruas não eram asfaltadas, era pura terra ou cascalhadas. Apenas a estrada das cataratas que era pavimentada com pedra. Somente na década de 1960 algumas ruas passaram a ser alfatadas tais como: AV. Brasil, A República Argentina - que era a continuação da BR 277, a AV. JK - era só uma rua vai e vem para a Ponte da Amizade, a Avenida Jorge Schimmelpfeng e um pouco da Avenida General Meira, que era o caminho para as Cataratas do Iguaçu.

Casamento da irmã da dona Aguinézia

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Na cidade

casou com o seu Valentino e o irmão dela casou com a irmã do marido.

Dona Aguinézia lembra que naquele tempo não tinha muita companhia. Ela e o marido foram criados juntos, eram vizinhos. Brincavam de roda, jogavam peteca e ela lembra que eles realizavam “bailinhos”. Namoraram por um ano antes do casamento, quando seu Constantino teve que ir para a cidade de Cascavel trabalhar. -Naquele tempo, namorar era visitar uma vez a cada oito dias e só. Os costumes da época eram diferentes dessa nova geração, ou você casava ou ficava sem “ninguém”, pois eram poucas pessoas. Também era muito comum as famílias promoverem casamento entre elas. Por exemplo: Dona Aguinézia

Em 1952, após o casamento, ela o marido foram morar na casa que ele construiu perto da barreira da Itaipu, em terras que foram arrendadas do Sr. Mariano, seu sogro.. Ele produzia leite e vendia na cidade e a dona Aguinézia costurava para três famílias comerciantes em Foz (família Rodinski, Gomes e Lázaro) e também para os operários que estavam construindo a Ponte da Amizade. Somente por volta de 1964, em decorrência da vida difícil na chácara e prejuízos com a perda de várias cabeças de gado, é que ela e a família foram morar na cidade. Compraram um terreno na esquina da Rua Rui Barbosa e Avenida JK e construíram a casa, abriram também uma mercearia que ocupava a parte da frente da da residência, por fim, viraram comerciantes.

Hoje, dona Aguinézia passa os dias convivendo com seus familiares, quando usa seu tempo para repassar a uma de suas noras (carioca que não teve muito contato com as coisas do campo) receitas de sabão caseiro, bolos e doces. Acompanha as estripulias dos netos e bisnetos, fica sabendo do dia a dia da cidade através das mídias e espera ansiosamente o dia da inauguração da clínica veterinária de sua neta, onde estará exposta a cabeça da onça que você pode ver no box abaixo. No final da entrevista ela exibe um sorriso lindo de uma pessoa feliz com o desenvolvimento e crescimento do município que adotou como seu e onde criou seus filhos.

1953 – Nascimento fi- 1964 – Nascimento filha lho – Antonio – Celina

1944

1955 – Nascimento fi- 1966 – Transfêrencia lha – Edine para a cidade – Rua Rui

– Vinda para Foz do Iguaçu

1952 – Casamento www.revista100fronteiras.com

Casou no civil somente quando já tinham nascido dois de seus filhos, na época não foi muito bem aceito.

1933

– Nascimento – Santa Helena

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Casou-se na igreja católica na Igreja Matriz em um dia chuvoso. O carro que a estava levando ia atolando na estrada que era de barro liso. Depois da festa, conseguiu ir pra casa, mas o carro que a levou, após, o motorista deixar os recém-casados em casa, ficou atolado na estrada por dias.

1961 – Nascimento filho – Dirceu

Barbosa Esquina com a JK.


A ONÇA Em 1963 aconteceu um fato inusitado, o marido da Dona Aguinézia, seu Constantino, brigou com uma onça a braços, sim, ele matou uma onça com as mãos aqui em nossa cidade. Dá pra acreditar?

Seu Constantino com o braço ferido após a briga com a onça

Em 1963, existia essa onça que vivia onde hoje é a Vila A.O animal matava os bezerros e os porcos das chácaras trazendo um prejuízo tremendo para os chacareiros. Seu Constantino, indignado com a situação, se reuniu com mais dois amigos para ir à caça do animal. Acharam-na no mato onde atualmente funciona o “INSS”, mas quem a encontrou foi seu Constantino que deu de cara com o bicho sozinho e tentou atirar com a espingarda que carregava na mão, não conseguiu, ao se ver entre a vida e a morte, pois a onça pulou em sua direção, ele teve que usar os braços e uma pequena faquinha afiada que carregava. A onça rasgou a camisa e a calça, deixando-o todo ensanguentado, mas ele levou a melhor e conseguiu sair vivo para contar a história, , claro, tirar uma foto. -Meu marido era um homem de muita força.

Família Paganotto e a onça

Colégio Estadual Prof. Mariano C. Paganotto O Colégio leva o nome do sogro, que abriu uma escola na casa dele para dar aula para as crianças. O pai do marido deu aula no Colégio Mitre e, quando de mais idade trabalhou no Correio. Também foi vereador por duas vezes, na época. Dona Aguinézia faz questão de falar: -Quando vereador era voluntário, não recebia salário.

Logo após casar, o marido sofreu um acidente quando estava cortando um pé de árvore. Devido às condições precárias no atendimento médico ele ficou internado, aproximadamente, 30 dias na cidade vizinha “Porto Aguirre” hoje, Porto Iguaçu, porque lá tinha melhores condições de atendimento médico. Naquela época, era comum moradores de Foz que ficavam doentes ou que sofriam acidentes e até mesmo, dar a luz a bebês, deslocarem para aquela cidade para serem atendidos.

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Horto Municipal: Diversidade e equilíbrio biológico Texto: Patrícia Buche Fotos: Emanuel Maia e Francisco Amarilla Colaboração: Francisco Amarilla Já imaginou poder estar em contato com uma floresta tropical úmida? Em Foz do Iguaçu existe um lugar onde é possível. O Horto Municipal, vinculado a Secretaria de Agricultura do município, possui dez hectares e está localizado dentro da floresta que tem vegetação típica da Mata Atlântica, com plantas nativas e exóticas. Entre elas algumas se destacam, como o açoita-cavalo, sabugueiro, paineira, pau-brasil, lambari, plantas hospedeiras e xaxim. Existem dois portes de árvores na floresta. O terreno com sustentação melhor suporta as de porte maior, mais grossas e mais altas. E no banhado, as árvores têm porte menor, sendo mais finas.

ESPÉCIES NATIVAS E EXÓTICAS O xaxim é uma planta da família das samambaias e serve para fixar as orquídeas em troncos de árvores. É típico de banhado e nativo da mata, além de ser um bioidentificador de ambiente, já que nasce em terra ácida. Atualmente, a extração está proibida, pois, como demora de 50 a 60 anos para se tornar adulta, a espécie está ameaçada de extinção. Na mata, ele existe em grande quantidade e é preservado pelos administradores do local, não sendo permitida a retirada. Originária da África, o lambari é uma planta exótica e considerada uma espécie invasora. Segundo o ambientalista Francisco Amarilla, “é sempre importante fazer uma pesquisa primeiro sobre as espécies exóticas, para saber como ela irá se comportar e se não comprometerá as plantas nativas que já estão no local.” Outras plantas exóticas se encontram na mata, como a cana-da-índia, uma espécie interessante para a floricultura e natural da Índia. A flor é avermelhada; e o centro, amarelo. A jiboia também é exótica e faz parte do grupo dos philodendron. É hospedeira e usa as árvores como suporte. “Quanto mais luz do Sol, maior é a folha da jiboia”, disse o pesquisador. Essas espécies estão relacionadas no processo chamado simbiose, em que uma vida depende de outra para existir.

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BIODIVERSIDADE Considerada o pulmão verde da cidade, a mata está localizada na área urbana de Foz do Iguaçu e é rica em biodiversidade. De acordo com Amarilla, ecossistema “é onde tudo o que está no ambiente serve para manter o outro vivo. É o equilíbrio ambiental, onde uma árvore arrancada faz falta a outra”. Além das plantas, existem animais que vivem soltos, como o tatu, gambá, jaguatirica, graxaim, gato-do-mato, cachorro-do -mato, cobras, tucanos, papagaios, periquitos e pica-paus. Mas a riqueza principal do lugar está na água. Todas as nascentes deságuam no Rio Ouro Verde, e algumas delas têm um lodo amarelo, o que significa que a terra é rica em ferro. Há também açudes que servem para irrigar as plantas dos viveiros. Antigamente existia uma trilha na floresta onde alunos de escolas públicas faziam trabalhos sobre educação ambiental dentro da mata. Hoje ela está desativada devido à falta de pessoas para cuidar do local.

HORTO A principal função do Horto Municipal de Foz do Iguaçu é a produção de mudas de espécies nativas e perenes para serem usadas na arborização urbana, no paisagismo da cidade, avenidas, praças, entidades, creches, escolas e órgãos públicos e, também, na preservação das espécies. A parte da floresta localizada no horto não é mexida. Há uma área separada onde são produzidas as plantas que serão distribuídas aos iguaçuenses. Tudo é doado. “São liberadas duas mudas por pessoa”, explicou o administrador, José Hubel. Segundo ele, se o morador tiver uma chácara ou sítio, e caso eles tenham mudas disponíveis, são liberadas até cem unidades. Antes, possuíam um convênio com outra empresa que oferecia as mudas, mas como a parceria acabou e faltam funcionários suficientes para o cuidado, agora doam de dez a 15 mudas por pessoa que tem chácara. No viveiro existem cerca de 50 espécies de plantas ornamentais perenes. Entre as principais estão: clorofito, lantana, clúsia, califa, barba-de-serpente, hibisco, extremosa, barleria, hemerocallis, cróton, penta. Já as árvores são de seis espécies: ipê-rosa, alfeneiro, plátano, extremosa, guanandi e ipê-roxo. A irrigação é realizada sempre de manhã, e o morador que desejar adquirir as árvores precisa fazer um requerimento. “O nosso objetivo é que seja plantado o maior número de árvores”, afirmou Hubel. Eles orientam o tipo de muda para cada ambiente. As pessoas escolhem entre as espécies disponíveis, e é feito um cadastro para o controle da doação. “As árvores do horto são oriundas de uma medida compensatória. A pessoa que retira uma tem que repor outra.” A própria prefeitura autoriza a retirada. Existem também doações de sementes feitas pelas pessoas que já plantaram. As flores são adquiridas e ficam depositadas no horto; depois vão para a cidade, onde enfeitam as principais ruas e avenidas.

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VOCÊ SABIA? - A embaúba é uma árvore de tronco oco e comum em áreas desmatadas que estão em recuperação. As formigas-astecas (vermelhas e carnívoras) entram por baixo na parte oca e se hospedam lá. Então, a árvore oferece o clima, a umidade e a proteção necessária para a formiga, e em troca o inseto protege-a contra invasores e parasitárias. Com isso, uma precisa da outra para sobreviver. E a folha da embaúba é o melhor antibiótico em chá. - O jaborandi é uma planta oca e que mantém a umidade. É medicinal e usada em cosméticos para fazer xampu e cremes. A raiz é anestésica. - A paineira (conhecida como algodoeiro ou barriga-d’água) é uma árvore que faz autolimpeza, liberando, em forma de líquido gelatinoso, as químicas não aproveitadas. Essas resinas são tóxicas.

Aprovado pelo prefeito Reni Pereira, o Lago Municipal de Foz do Iguaçu será construído dentro do Horto. Com 13 hectares e uma lâmina de água com cerca de 80 mil metros, ele terá pista de caminhada, ciclovias e área de lazer. O local será revitalizado sem a necessidade de licitação. Desde o dia 22 de abril, o terreno começou a receber a limpeza, e o início das obras está previsto para daqui a 90 dias. Endereço: Rua Carlos Kassemberg, s/nº. Parque do Patriarca. Horário de funcionamento: das 8h às 17h. Telefone: (45) 3529-8682 e 8402-6302. Doação de mudas: toda quarta-feira, das 8h30 às13h.

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Agência Tass, onde atualmente está instalado o Rafain Chop, Woods Bar e Taj Bar

Agência Tass Por: Annie Grellmann Fotos: Rossana Schmitz

Que saudade é o pior tormento, é pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar.” Chico Buarque 66

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Você lembra? Eu não lembro, não era nem nascida! Não estive presente naquela época, mas, se recordar é viver, então vamos aos fatos: No local, hoje, situa-se a Woods Bar, Rafain Chopp e Taj Bar, mas há 24 anos surgia a Agência Tass, inaugurada pela tradicional família iguaçuense Rafagnin, no ano de 1990. A ligação da família com a vida noturna começou após uma conversa. Os Rafagnins sentiram a necessidade de Foz ter mais uma opção de entretenimento para o turista, assim ele permaneceria mais tempo na cidade. Após meses de pesquisas e idas a São Paulo para visitar as casas noturnas mais modernas do país, decidiriam pôr as mãos na massa. Mas, antes disso, teriam de ser decididos fatos como o nome da casa, a cor, tipo de iluminação. Ou seja, foi um “show” à parte nos bastidores, que você pode conferir nas linhas abaixo e, quem sabe, matar um pouco desse sentimento que aperta o peito, afinal o nome deste quadro é:

Chega de Saudade


O nome A escolha do nome se deu por meio de um concurso na Rádio Itaipu, aberto a qualquer um que quisesse participar com uma sugestão que seria usada para a abertura de uma casa. Os Rafagnins não especificaram que tipo de casa seria, apenas falaram que se tratava de um local diferente e que o nome escolhido daria a seu autor uma carteira permanente na casa. Muitas pessoas participaram, inúmeros nomes foram sugeridos. A família escolheu 20 entre esses e enviou para uma agência publicitária renomada, situada na capital paulista.

A ganhadora do concurso foi Josabete de Alvarenga Oliveira, que recebeu uma premiação de 10 mil cruzeiros e uma carteira vitalícia na casa, que foi usada por ela e, posteriormente, por seu filho ao completar 18 anos. “Quando eu vi, não acreditei que tinha sido escolhida.” Curiosidade – A casa foi aberta quase na época da queda do muro de Berlim (1989), e Tass era a agência central de coleta e distribuição de notícias tanto nacionais quanto internacionais para todos os meios de comunicação da antiga União Soviética, pois ela tinha o controle de todo o processo de informação sob o poder comunista. Mas o que pesou mesmo na decisão do nome foi a grafia, que ficou “muito bonita”.

A cor - Violeta Iguaçu

A cor Antes da inauguração, foi feita a escolha da cor da casa, e essa recebeu a pintura com uma cor denominada Violeta Iguaçu. Violeta Iguaçu? Que cor é essa? Para que você entenda, precisamos voltar no tempo, exatamente para uma viagem realizada à cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, por uma das idealizadoras do projeto: Nelci Rafagnin, que foi até lá poucos dias antes da inauguração da “balada” e, passeando pelas ruas argentinas, avistou, de dentro de um táxi, uma casa que possuía uma cor que até então ela desconhecia. Era uma cor meio roxa, e veio em sua mente a imagem da casa noturna pintada. Logo, pediu para que o taxista voltasse e parasse, pois ela teria de fotografar aquela casa, com aquela cor, que passaria a ser a típica cor da Agên-

Ela foi considerada uma das casas mais modernas do país, com sistema de som e iluminação compatíveis com os da Europa.

cia Tass. Mas não foi assim tão simples, pois chegando a Foz Nelci imediatamente revelou a foto e descobriu que aquela cor não existia no Brasil, apenas no país hermano. Ela procurou, então, uma pessoa que pudesse fazer a mistura da tinta para chegar àquela cor específica. Não teve sucesso. Mas não desistiu, procurou a Coral e mandou fazer a tinta. Para tanto, precisava adquirir uma quantidade absurda: 250 latas de 3,6 litros. Sem pensar duas vezes, mandou fazer, pois ela tinha certeza de que aquela seria “a cor da Agência Tass”. “A tinta Violeta Iguaçu fui eu quem criou.” Quatro dias antes da inauguração, a tinta chegou. Era de tarde, e à noite Nelci fez um mutirão com 20 pintores. A casa, branquinha, amanheceu Violeta Iguaçu.

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A inauguração Antes do grande dia, a família se juntou novamente e fez um “mailing”, convidando os amigos e conhecidos da sociedade iguaçuense. Após muita pressão para que a data de inauguração fosse mudada, pois eles estavam atrasados com o andamento da obra, o que não aconteceu, porque Nelci não aceitou uma mudança, chegou o grande dia: 20 de dezembro de 1990, e no fim deu tudo certo, a noite de abertura foi um sucesso total. Essa foi a primeira vez que os iguaçuenses assistiram à abertura de todas as noites e que se tornou famosa em todo o país e na Tríplice Fronteira. Começou entre as 23h e 23h30. Os convidados entraram na casa. A música tocava timidamente, e todos estavam parados. Quando deu o horário, apagaram-se todas as luzes, um breu só, de repente começou a iluminação de última geração e o local foi entupido de fumaça branca. Simultaneamente, o som, as luzes e a música deram início à casa e também àquela famosa abertura da Agência Tass, que passou a ser um diferencial.

Primeira Garota Top Tass Elisandra Faleiro

Passaram por ali duas mil pessoas, e rolou open bar a noite toda. A noite latina Para Nivaldo Rafagnin, as noites de maior sucesso eram as de quinta-feira, ao som do ritmo latino. A casa chegou a comportar, em uma noite, 2.400 pessoas. O público inicial era constituído por 90% de paraguaios, 7% de argentinos e somente 3% de brasileiros. Mas a população brasileira gostou tanto da noite latina que, posteriormente, houve uma reviravolta e o público passou a ser constituído por brasileiros, seguidos de paraguaios e argentinos. “A noite latina, pra mim, foi a noite mais marcante que a gente teve. Dois anos depois, São Paulo começou com a mesma atração em muitas casas. Os paraguaios iam trabalhar sem dormir na sexta-feira, e 70% das pessoas que iam a noite latina, principalmente os que trabalhavam no Paraguai, iam trabalhar no dia seguinte sem dormir. Foi a época auge do Paraguai, 1992, e tinha muito movimento. A casa foi pioneira no Brasil com o tema de noite latina.”

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Curiosidade -> Dois golden scan (luzes de última geração da época), que eram lançamento, vieram de Londres direto para a Terra das Cataratas.

Ao centro Helô Pinheiro eterna Garota de Ipanema

Nos dias atuais, as pessoas chegam às casas noturnas por volta da uma da manhã, mas na época da Agência Tass o público chegava por volta das 23 horas, para não perder o famoso show de abertura.


Ao centro Ney Matogrosso

Celebridades na Agência Por uma casa moderníssima como foi a Agência Tass não poderiam deixar de passar celebridades, e foram muitas, entre elas: Hêlo Pinheiro (eterna Garota de Ipanema), Ana Paula Arósio, Mylla Christie, Ney Matogrosso, Fernanda Montenegro, Rosamaria Murtinho, Thiago Lacerda, Dado Dolabella, Paulo Autran, Gilberto Gil, Luís Carlos Miele, Itamar Assumpção... Curiosidade – No ano de 1993, um dos lançamentos nacionais da banda Skank foi realizado em nossa cidade, e adivinhem onde? Na Agência Tass, é lógico! Foi o álbum Skank/1993 – época em que a banda saía do anonimato e partia rumo ao estrelato. O vocalista, Samuel Rosa, cantou com a camiseta do Foz do Iguaçu Esporte Clube, que na ocasião estava na primeira divisão do Campeonato Paranaense.

Na década de 90, Ciudad del Este chegou a ser o terceiro polo comercial do mundo, atrás apenas de Miami e Hong Kong. Lado Cultural Não foi só a casa noturna que ocupou o espaço da Agência Tass. Houve muitas apresentações de teatro, porém a maioria não tinha público. O equilíbrio entre a cultura e a população não foi achado, e o custo-benefício era maior. “Mesmo que não desse lucro para nós, contribuía para a imagem institucional da marca, um investimento. Levamos muito prejuízo, mas aguentamos por bastante tempo.” Nathalie Husson Granzotto afirma: “Os Rafagnins contribuíram muito com a cultura, mas naquela época Foz não tinha público”.

A espera por camarote chegava a ser de três meses. www.revista100fronteiras.com

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O fechamento da casa No decorrer dos anos, sempre houve modificações internas, mudanças da decoração e também do nome. A Agência Tass da reportagem, aquela que era uma das melhores casas noturnas do Brasil, deu adeus em 1996. Sem motivo em particular, e sim pela busca por mudança. A nova geração, que está à frente da Woods Bar Foz, esclarece: “Surgiu a oportunidade bacana de trazer a Woods para Foz, mas a gente não fechou, somente interrompemos, e foi em alta, não foi com a casa ‘morta’. Interrompemos de boa forma e trouxemos a Woods para cá.” Mas, caro leitor, não fique triste. O nome ainda pertence à família Rafagnin. A marca Agência Tass é dela. Quando perguntado ao Nivaldo, Nelci e Névio Jr. se algum dia existiria a possibilidade de a casa voltar, a resposta foi: “Por que não”?

O apresentador Luís Carlos Miele - segundo da esquerda para a direita

Comentários de quem está cheio de saudades Nathalie Husson Granzotto: “No ano em que o filme brasileiro Quatrilho estava concorrendo ao Oscar, os Rafagnins organizaram uma noite com direito a tapete vermelho e todos vestindo roupa de gala, como se todo mundo estivesse em Hollywood participando do evento. Foi a noite mais engraçada que eu presenciei.”

Sebastian Alarcon “Quinta-feira era uma das noites mais badaladas, noite latina. Cada final de semana tinha uma celebridade global. Lembro-me do Paulo Autran, da Fernanda Montenegro e da Garota Top Tass que, na época, foi um sucesso. Obras de arte também eram expostas na Agência Tass. Enfim, a Agência era uma casa para agradar a gregos e a troianos.”

Rossana Schmitz “A Agência Tass – danceteria, casa de shows e eventos – foi um ícone de diversão e cultura nos anos 90, atraía visitantes de toda a Tríplice Fronteira, assim como da Região Oeste do Paraná. Era impossível vir a Foz e não vivê-la! Sua proposta, mais do que dancing, foi abrir espaço para a cultura e oferecer atrações para todas as idades. Inúmeros shows (Skank, Cidade Negra, Engenheiros do Hawaii, Lulu Santos, Ney Matogrosso, Demônios da Garoa, Supla, Rosa Maria, para citar alguns), peças de teatro (Paulo Autran, Ester Góes, Maria Zilda, Felipe Camargo, Vera Fischer), desfiles e apresentações artísticas agitavam e animavam Foz do Iguaçu. Sou jornalista e fui assessora de imprensa da Tass por cinco anos.”

O grupo trouxe os consagrados atores Paulo Autran e Fernanda Montenegro para uma apresentação – essa foi uma das que deram certo, pois eram de renome nacional.

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Alexandre Freire “Fui do Departamento de Eventos da Agência Tass do ano de 1991 até o ano de 1992. Um dia memorável para mim foi o dia que trouxemos a banda Guns N’ Roses cover, uma banda paulista quase idêntica à original – era o início das bandas covers no Brasil. Foi um sucesso absoluto, tinham quase duas mil pessoas na casa. Aquilo foi inesquecível.”


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A natureza transformando pessoas TEXTO: Patrícia Buche FOTOS: Emanuel Maia e Arquivo Parque das Aves Lazer, educação ambiental, pesquisa e conservação, tudo isso é o que se encontra ao entrar no Parque. Com cerca de mil animais, ele foi feito para abrigar espécies vítimas de contrabando e que não sobreviveriam soltas na natureza. Mas o local também tem como objetivo buscar a reprodução e conservação das espécies ameaçadas de extinção. Criado pela Dra. Anna Croukamp e seu marido, Dennis Croukamp, o Parque das Aves completa 20 anos em outubro, e a criação de um novo viveiro é apenas um dos projetos para o zoológico. Durante esse período, já passaram pelo local quatro mil animais que se dividem em sucuris, jiboias, jacarés, tigres-d’água e um casal de saguis. Além do atrativo principal que são as 150 espécies de aves. A bióloga e diretora técnica Yara Barros explica que 50% desses animais vieram de contrabando, o restante foi reproduzido no próprio zoológico, e uns poucos, comprados. Eles trabalham com o resgaste e a reprodução dessas espécies, mas não aceitam animais de doação. “Eu não posso receber bicho de particular, porque isso é tráfico”, disse. Além de ser contra a lei, também contraria a ideologia do Parque. Caso aceite algum animal ilegal, o zoológico corre o risco de ser fechado. “O depósito é sempre feito por uma autoridade ambiental”, contou. Por isso, o primeiro lugar para onde o animal apreendido deve ir é para o Ibama, e só depois de autorizado o Parque pode criar as aves. Então vem o processo de quarentena, ficando isoladas e sob os cuidados dos veterinários, que as examinam para saber se possuem alguma doença e se nesse tempo podem desenvolver-se. Depois de passados esses dias, as espécies vão para o viveiro.

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DIETA DAS AVES Os alimentos desses animais passam por avaliação nutricional, onde os biólogos veem quais as necessidades de cada espécie e então montam a dieta. As refeições são servidas duas vezes ao dia, e todos os bichos são alimentados no mesmo horário. Yara explica que cada espécie tem uma dieta diferente e que a Ceasa realiza entregas três vezes por semana, por isso a comida é sempre fresca. Além de criarem galinhas, coelhos e ratos para a alimentação dos animais, eles procuram adquirir produtos orgânicos produzidos por agricultores.

CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA Não há como visitar o Parque das Aves e não sair de lá fascinado com tamanha beleza. Ter esse contato com as aves, poder tocá-las, sentir a musculatura das cobras, tirar uma foto com uma arara, tudo isso é emocionante. Os animais gostam desse tipo de interação, e as pessoas também. E é justamente com isto que o Parque trabalha, com o encantamento. “O conhecimento por si só não tem um poder transformador”, comentou a bióloga. Por isso, o zoológico age como um agente transformador, onde é possível ver e tocar nas aves e assim criar uma consciência, uma educação ambiental. Inserir o visitante no meio natural, fazendo-o ser o sujeito da situação e não apenas um simples espectador. Yara disse, toda orgulhosa, que “o Parque das Aves é um dos únicos do Brasil que tem esse privilégio de estar inserido na Mata Atlântica”. E completou: “Os zoológicos são a maior sala de aula do Brasil”. Ela estima que “20 milhões de pessoas passam ao menos uma vez por ano nos zoológicos”. E no mundo, “700 milhões visitam os zoológicos pelo menos uma vez por ano”.

PROJETOS SOCIAIS Engana-se quem pensa que o Parque das Aves é somente para turismo e lazer. Ele serve também como ambiente de pesquisa, além de financiar projetos de campo. Há 17 anos, ele financia o projeto “PapagaioVerdadeiro”, no Pantanal. Ajuda ainda as universidades locais nos trabalhos de conclusão de curso e mestrado em biologia, cedendo espaço para pesquisas. Por meio do programa “Dá a mão pro coração”, as pessoas podem tocar nas araras e cobras. “Esse contato com os animais faz com que os turistas saiam do zoológico encantados e dispostos a mudar seus hábitos com a natureza.” Há também um projeto de campo chamado “Araras do Iguaçu”, com previsão para ser lançado ainda este ano. O Ibama já o aprovou, faltando o ICMBio aprová-lo. A bióloga esclarece que esse projeto, de longo prazo, criado pelo Parque, é para restaurar a arara-vermelha, que já foi extinta no Paraná. O estado elaborou um plano de ação para espécies ameaçadas, e essa ave está entre elas. Uma das recomendações do plano é que ela seja reintroduzida nos lugares onde foi extinta, e Foz do Iguaçu é um deles. O Parque das Aves possui mais de 80 araras-vermelhas. Além disso, patrocina projetos como Provopar e Hospital do Câncer em Cascavel. E é totalmente particular, não recebendo nada do governo. Todo o dinheiro vem de bilheteria, loja e lanchonete.

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O MAIOR VIVEIRO DO MUNDO Pensando em proporcionar espaços confortáveis e que atendam às necessidades das aves, já que os 128 recintos que abrigam mil aves estavam tornandose pequenos demais, o Parque teve a ideia de construir um novo e gigante viveiro. Como forma de surpreender tanto os visitantes quanto os animais, em março foi inaugurado o 129º viveiro, o maior, tanto do zoológico quanto do mundo, especializado para araras. Esse projeto desafiador foi idealizado pela Dra. Ana. O viveiro é todo artesanal e contou com o trabalho de 30 homens responsáveis pela construção. O transporte dos materiais foi feito com um carrinho. Antes de iniciarem as obras, que duraram 18 meses, todos os funcionários envolvidos fizeram um curso de alpinismo, no próprio local, ministrado pelo professor Igu Kang. O Parque comprou os equipamentos de escalada para auxiliá-los na construção e dar-lhes segurança, já que o viveiro tem 12 metros de altura. “Como só tem a tela, é como se as aves estivessem soltas na mata”, contou Yara. O “viveirão” possui quatro espécies de arara: vermelha, canindé, macau e azul. Além de quatro espécies de aves ameaçadas: arara-azul, ararajuba, papagaio-do-peito-roxo e papagaio-da-cara-roxa. Todas essas, além da jacutinga, são aves ameaçadas de extinção e que o Parque reproduz. No zoológico, é dada preferência para a reprodução natural, com o pai e a mãe chocando os ovos, mas nem sempre isso é possível, e então esses ovos vão para as incubadoras até a hora de eclodirem. “Quando você reproduz espécies ameaçadas em cativeiro, a gente chama isso de população em segurança”, informou a especialista. Reproduzir essas espécies é uma forma de garantir o futuro das populações ameaçadas. A média de aves no Parque é de 800 a mil. “Eu queria dar para todos eles a chance de estar dentro desse lugar”, afirmou Yara. Mas para que eles tenham espaço suficiente para voar, espera-se 300 animais no novo recinto. A transferência dos antigos para o novo viveiro aconteceu aos poucos, e os funcionários monitoraram as aves o tempo todo. Animais machucados e que não voam também foram transferidos. Conforme a bióloga, todos estão adaptando-se bem. Caso algum não se adapte, será reencaminhado ao recinto antigo.

“As araras agora dão voos de 60 metros. Coisa que nunca fizeram.”

Projetos futuros para o Parque das Aves - Criar uma nova área para educação ambiental. - Fazer um viveiro de imersão de corujas, onde será possível entrar com os animais dentro. - Reformar o restaurante e os viveiros da entrada. - Endereço: Avenida das Cataratas, km 17.1 – Foz do Iguaçu/PR - Horário de funcionamento: das 8h30 às 17h - Valor da entrada: estrangeiros – R$ 28 por pessoa; brasileiros – R$ 20 por pessoa; moradores de Foz – R$ 5 por pessoa (munidos do comprovante de residência) - Telefone: (45) 3529-8282 - Site: www.parquedasaves.com.br

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Immagine BRINDES & PRESENTES

Immagine:

Rua Bartolomeu de Gusmão, 932 3526-1772 immaginefoz@gmail.com facebook.com/immaginebrinde

surpreenda ao presentear

A loja oferece produtos exclusivos e personalizados que serão destaques em diferentes momentos Especializada em presentes e brindes, a Immagine traz a Foz do Iguaçu diferentes opções para surpreender. Trabalhando com a conceituada marca Uatt?, a loja oferece diversos mimos para quem quer acertar na hora de agradar. Mas também trabalha com a produção de canecas e porcelanas personalizadas, além de outros produtos, como camisetas, chinelos, cases, fronhas, aventais, porta-latinhas, almofadas e outros que estão à disposição do gosto do cliente. É por isso que a empresa pode oferecer um serviço de excelência na confecção de presentes personalizados, brindes promocionais, lembranças, fotoporcelanas e fotopresentes. Pensando sempre na qualidade do produto, a empresária Claudia H. Casagrande Baranoski destaca: “Na personalização de canecas, trabalhamos com dois métodos, são eles: a sublimação, que a imagem fica com mais brilho e mais cor, porém ela vai saindo com o passar do tempo, e também a queima, onde é feito um decalque que é fixado na peça sob aquecimento acima de 800ºC, e com esse método a peça pode ser lavada, colocada na máquina de lavar louça e pode ser exposta ao tempo, que a imagem não vai sair”. Para ter uma peça exclusiva, é só levar a ideia à loja, que eles fazem todo o desenvolvimento. A empresa também pensa nos turistas que desejam levar belas recordações da cidade, por isso trabalha com suvenires que trazem imagens da região trinacional. Com os trabalhos oferecidos, a Immagine busca ser um diferencial em momentos especiais, tornando-os, assim, inesquecíveis.

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Revista 100 Fronteiras e Foz Futebol juntos rumo à primeira divisão O Foz do Iguaçu Futebol Clube vem angariando importantes apoios na região para a tão sonhada conquista da vaga na primeira divisão paranaense. Agora, uma nova parceria de sucesso foi firmada. A partir desta edição, os leitores da Revista 100 Fronteiras passam a contar com uma página especial que trará informações da campanha do “Azulão Fronteira” na temporada 2014. “Sentimo-nos honrados em poder contar como parceira a revista mais premiada do Paraná”, destaca Arif Osman, presidente do Foz do Iguaçu Futebol Clube. A parceria entre a Revista 100 Fronteiras e o Foz Futebol foi concretizada durante reunião realizada na sede da revista. Participaram da reunião os diretores do clube, Arif Osman, Loiri José “Loli” Dalla Corte e Roberto Mafra, além dos diretores da publicação, Carlos e Denys Grellmann. “A chegada da Revista 100 Fronteiras reforça nosso planejamento de marketing que tem como principal meta a aproximação ainda maior com o torcedor do ‘Azulão’”, diz Roberto Mafra, diretor de Marketing do Foz do Iguaçu Futebol Clube. O “Azulão” disputa a temporada 2014 com o apoio de A Gazeta do Iguaçu, Casa Nissei, Itaipu Binacional, Cataratas S/A, Roadstar, Secretaria Municipal de Esportes, TCL, A & D, Casa Sabrina, Hotéis Bourbon, Itamed, Pneus XBRI, Taas Assistência Médica, Pneus Linglong, Booster, Disk Água Azul, Rádio Cultura AM, Gráfica Grafel, Echo Painéis de Led, Iguassu Resort, Globalfisio, Jornal 1ª Linha, Rádio Transamérica FM, Canal 10, Princesa dos Campos, Meu Jardineiro – Foz, Rede Outdoor, Shopping del Este e OK Ingressos.

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Ciudad del Este além das compras Conheça o Cassino American e garanta a sua diversão ao visitar o país vizinho Há dez anos em Ciudad del Este, o Cassino American realiza os serviços sempre pensando no bem-estar de seus clientes, que encontram um ambiente com 151 máquinas, entre elas roletas, jogos de multilinhas, bingo, multijogos, além de um espaço para pôquer e torneios. Para os jogadores brasileiros que precisam de transporte, a empresa oferece o serviço de leva e traz.

DIA

Terça-feira

R$ 500 em prêmios*, vale de R$ 50

Quarta-feira

Torneio de caça-níqueis com R$ 1.000 em prêmios, divididos entre os três primeiros lugares

Quinta-feira

R$ 500 em prêmios*, vale de R$ 50

Sexta-feira

R$ 1.000 em prêmios*, vale de R$ 100 e R$ 50

Como forma de envolver o cliente, em todas as datas comemorativas é realizado um sorteio. Além disso, todos os dias, o jogador, ao entrar na casa, recebe um cupom para concorrer a dois prêmios de R$ 240. A encarregada do marketing, Mirtis Benitez, faz questão de ressaltar que, além disso, a cada dia é sorteado um prêmio diferente.

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SORTEIO

Segunda-feira R$ 1.000 em prêmios*, vale de R$ 100 e R$ 50

Os jogadores frequentes também são premiados. De acordo com Mirtis, “esse jogador recebe uma cartela. A cada mil créditos conquistados, ele recebe um selo. No início do mês, os 30 melhores dividem o prêmio de 30 milhões de guaranis, que em real valem R$ 16.700”.

Roda da fortuna com prêmios variados *Sorteados pelo número da máquina

O ambiente proporciona todo o conforto que o cliente necessita para relaxar. Segundo Mirtis, “além de tudo, para zelar por todos, temos seguranças na parte interna e externa. Pensamos em tudo para que, ao chegar aqui, nosso cliente tenha as melhores experiências, por isso também atendemos 24 horas”.

Cassino American Avenida Adrian Jara com Curupayty Telefone: 595 61 510 832 www.casinoeletronicoamerican.com

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Sábado


90 ODONTOLOGIA INTEGRADA Sorria com o DSD

102 SAL Qual é o limite para consumi-lo?

106 MACONHA

MEDICINAL

Você já parou para pensar nessa discussão?


O MELHOR TRATAMENTO

PARA O CÂNCER DE MAMA O câncer de mama é o tumor maligno que mais acomete as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma. Estatisticamente, uma a cada dez mulheres vai ter um câncer de mama em algum momento de sua vida. Ante tal informação assustadora, é importante a questão de como evitar essa doença. Embora não se possa medir o quanto, já há evidências científicas de que é possível prevenir, isto é, impedir o surgimento do câncer de mama, ao menos em parte.

DR. ricardo A. Sabbi CRM7093 Membro Emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia Tel.: (45) 3572 0066 www.drsabbi.com

A doença não tem uma única causa bem definida. Diversos fatores contribuem de forma importante para que ela se desenvolva. Alguns são fortes na indução do câncer e não são modificáveis, ou seja, nada se pode fazer para amenizar sua influência no aparecimento dos tumores mamários. O primeiro é o gênero. Pelo simples fato de ser mulher, o risco é maior. O homem tem cem vezes menos câncer de mama. O segundo é a idade: à medida que essa aumenta, maior é o risco. Aos 55 ou 60 anos, o risco é bem maior do que aos 30. Em terceiro vem o status hormonal de cada mulher. Por exemplo, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos) e a menopausa tardia (última menstruação após os 55) aumentam o risco de a mulher ter um tumor maligno na mama. A seguir vem a história familiar. A existência de dois ou mais casos de parentes de primeiro grau com a doença significa uma possibilidade mais elevada. E se houver herança comprovada de alterações dos genes BRCa1, BRCa2, entre outros, o risco é elevadíssimo. Em face a esses fatores causais, pouco se pode fazer para modificá-los. Há outros fatores chamados mais fracos, que podem ser modificados. São a obesidade, o sedentarismo, o abuso do álcool, o uso do fumo, o consumo excessivo de gordura animal e de açúcar branco, o abuso de medicamentos com hormônios, especialmente sem receita médica, e de produtos de soja (óleo) ricos em fito-hormônios, e o consumo de bebidas e alimentos em recipientes de plástico, que, quando aquecidos, podem liberar Bisfenol e Nonilfenol, os quais agem como hormônios femininos em nosso organismo e, quando congelados, liberam dioxina –um importante cancerígeno. Os fatores fracos podem ser regulados, em parte, pelo nosso estilo de vida. Hábitos saudáveis, como controlar o peso, fazer exercícios regularmente, optar por um regime alimentar mais natural, rico em verduras, legumes, frutas e grãos, com limitação das gorduras animais e gorduras trans, do açúcar branco, dos refrigerantes, das massas, tudo isso pode diminuir a chance de câncer de mama. As mulheres de alto risco podem lançar mão de dois recursos. O mais radical é a retirada e a substituição das mamas por implantes de silicone. O outro é o uso do Tamoxifeno por cinco anos, que oferece altos índices de prevenção por tempo indeterminado. Quando prevenir não é possível e o câncer aparece, para detectá-lo precocemente resta a prevenção secundária com a mamografia anual a partir dos 40 anos. Vale lembrar que o melhor tratamento é a prevenção!

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A importância do exame oftalmológico DR. MARCOS SZPAK MARTINS CRM 12 008 Oftalmologista

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Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o exame oftalmológico não serve apenas para receitar óculos. O exame oftalmológico completo inclui avaliação do nervo óptico, medida da pressão intraocular, avaliação do fundo de olho, entre outros procedimentos. Por meio desses exames, podem ser detectados sinais de mais de 150 doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, catarata, glaucoma, degeneração macular, entre outras. Durante todas as etapas da vida, é necessário que os olhos sejam avaliados pelo médico oftalmologista. No recém-nato: faz-se o exame do Teste do Olhinho para verificar doenças congênitas, como catarata congênita, tumores intraoculares, alterações retinianas ou más-formações congênitas, principalmente; Na criança: verificam-se os principais vícios de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, o que pode afetar o desenvolvimento da qualidade visual dos olhos, assim como estrabismos, etc; No adolescente: são feitos exames para detectar doenças como ceratocone e os vícios de refração. No adulto: verificam-se vícios de refração como presbiopia (dificuldade de visão para perto), alterações de pressão intraocular, doenças como glaucoma, catarata, degenerações, alteração de retina, entre outras.


Um novo campo para a biomedicina A Nova Uniamérica apresenta para a comunidade de Foz do Iguaçu a formação do biomédico esteta, ampliando o mercado de trabalho dos profissionais egressos da Biomedicina A Biomedicina é uma das áreas da saúde responsável, tradicionalmente, pela pesquisa de doenças, entre outras habilitações. A Uniamérica é a única instituição de ensino superior (IES) da região a oferecer esse curso. Desde o final do ano passado, vem fazendo investimentos para a formação dos biomédicos. Os investimentos traduzem-se em elaboração de projetos estratégicos para o ensino—aprendizagem, em novas habilitações para que o estudante possa opinar por mais uma ênfase no seu histórico escolar além das análises clínicas, e na contratação de novos professores com mestrado e doutorado. Com a dificuldade de contratar professores com pós-graduação na cidade, os processos seletivos foram em nível nacional, apoiados por uma empresa de hunting educacional. Com o apoio profissional dessa empresa, a Uniamérica conseguiu atrair professores do Rio de Janeiro, Campo Grande, Belo Horizonte e Goiás. Um dos contratados foi o professor doutor André Cavichioli de Brito, de Rio Verde (GO), que hoje coordena o curso de Biomedicina. Segundo a gestora acadêmica da faculdade, professora doutora Isabel Fernandes, trazer profissionais com o perfil do professor André é deixar claro o posicionamento institucional de valorização da qualidade do curso e do corpo docente. Outro aspecto interessante de se ter profissionais com doutorado na área do curso é o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas. Nelas, os alunos de Biomedicina e de outros cursos da área de saúde podem vincular-se a projetos de iniciação científica. Além da preocupação de trazer professores com titu-

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lação acadêmica elevada, a Uniamérica tem um programa de formação continuada cujo objetivo é capacitar os professores para atuarem com metodologias ativas de aprendizagem. Essa formação acontece uma vez por mês. Participam dela todos os docentes, incluindo os professores da Biomedicina. A formação é conduzida por consultores externos e pela equipe diretiva da faculdade. Todos com larga experiência e especializados em active learning. Na active learning, o estudante sai da condição mais passiva de receber conteúdo pronto e mastigado pelo docente para participar de forma ativa, efetiva e autônoma das atividades de construção do seu próprio conhecimento. Todo cuidado com os processos seletivos de professores e com qualificação do corpo docente se deve ao fato de a faculdade valorizar imensamente o aprendizado efetivo que os estudantes venham a ter em seus cursos. Para a Uniamérica, o caminho da construção desse aprendizado efetivo está na inovação da forma em que estudante constrói seu conhecimento. Portanto, a instituição está em um processo gradual de migração para as novas salas de aula com metodologia ativa de aprendizagem (http://www.uniamerica.br/vestibular/). “Nelas, os nossos alunos têm contato, desde a primeira semana de aula, com a realidade da prática profissional. O estudante passa a ser o protagonista do processo de construção do seu aprendizado. Isso se dá por meio materiais didáticos e


objetos de aprendizagem apropriados para o aluno ler, pesquisar, resumir e aplicar o conteúdo aprendido em solução de problemas reais estruturados no formato de projetos. A construção do conhecimento acontece em um processo de corresponsabilidade docente e discente. O professor assume o papel de facilitador da aprendizagem, mediador de conteúdos, orientador na presença de dificuldade e, quando demandado pelo acadêmico, compartilha novos materiais de apoio à aprendizagem de maneira que o aluno possa ampliar e aprofundar os seus estudos”, disse a professora Isabel. Então, “a partir da demanda de conhecimento para desenvolver o projeto, o aluno vai construindo o seu próprio itinerário formativo – termo utilizado para representar cada passo da aprendizagem do conteúdo que levará o estudante à realização, plena e competente, do projeto. Ou seja, o aluno aprende fazendo”, complementou a gestora. O mercado de trabalho, em Foz do Iguaçu e região, para os alunos egressos do curso de Biomedicina foi avaliado com o objetivo de proporcionar novas oportunidades. Como resultado dessa avaliação, a faculdade concluiu que uma das áreas em franca expansão é a da estética. Em decorrência dessa constatação, a Uniamérica convidou a Dra. Ana Carolina Puga, considerada a “mãe” da biomedicina estética, para ministrar uma palestra sobre a atuação e o mercado de trabalho para o biomédico esteta. A profissional, biomédica esteta, presidente-fundadora da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME), conseguiu estabelecer, em 10 de outubro de 2010, a biomedicina estética como a 36a habilitação do biomédico. Em 21 de fevereiro de 2011, o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) publicou a Resolução nº 197, que dispõe sobre as atribuições do profissional biomédico no exercício da saúde estética. BIOMEDICINA ESTÉTICA A biomedicina estética é uma habilitação profissional do biomédico. Aborda fatores terapêuticos e laboratoriais relacionados à pele, para proporcionar à sociedade uma melhor qualidade de vida, já que trata das gorduras localizadas, celulite, estrias, acnes, entre outros. A responsabilidade pela criação da habilitação profissional do biomédico esteta é da Dra. Ana Carolina Puga. Por isso ela é conhecida como a “mãe” da biomedicina estética. Estudante exemplar e profissional dedicada, sempre pensou à frente do seu tempo. Desde muito jovem, ela tinha a certeza de que contribuiria com algo novo e útil para a sociedade. Iniciou sua carreira de biomédica atuando no banco de sangue do Hospital São Lucas de Ribeirão Preto/SP. Profissional excelente, logo foi promovida. Atuou em duas unidades de banco de sangue da rede, sendo a supervisora em uma delas. Também foi professora na Faculdade de Medicina de Santos, local em que concluiu o mestrado em Ciências da Saúde. Ao observar profissionais, colegas da área da saúde, inseridos no mercado de estética, passou a estudar e analisar um pouco mais esse mercado. Seu perfil empreendedor e visionário logo permitiu uma associação inovadora da estética com a biomedicina. Assim, nasceu a sua clínica de saúde estética. No cotidiano profissional da clínica, percebeu a afinidade

entre o biomédico e os procedimentos estéticos. “Desta forma, dei início à biomedicina estética”, contou a Dra. Ana. Com isso, o biomédico passou a atuar na estética como um profissional devidamente autorizado e amparado pela regulamentação do Conselho Federal de Biomedicina. Dra. Ana Carolina brinca que não existem brigas com os profissionais de estética, pois as funções são diferentes. A biomédica esteta comemora a conquista da profissão. Segundo ela, “tinham muitos biomédicos que ganhavam mal trabalhando em laboratório e sentiam-se desestimulados, pois o trabalho não era reconhecido”. E complementa: “Me deparei com muitos alunos em cursos de pós-graduação da área e biomédicos que voltaram pra biomedicina por causa da habilitação profissional da biomedicina estética”. Orgulha-se também por ser hoje a diretora e proprietária do Núcleo de Estudos e Treinamento Ana Carolina Puga (Nepuga). O Nepuga oferece cursos de pós-graduação que formam o biomédico esteta. De acordo com a Dra. Ana Carolina, para trabalhar na biomedicina estética existem três maneiras: “Ter na matriz curricular do curso de Biomedicina a ênfase para formação do biomédico esteta, exatamente como o curso de Biomedicina da Uniamérica procede; fazer uma pós-graduação em biomedicina estética; ou, ainda, fazer uma prova de proficiência na Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME)”. VISÃO DA INSTITUIÇÃO Com o olhar no futuro profissional de seus alunos, a direção da Uniamérica trouxe para Foz do Iguaçu, em abril, a biomédica esteta Dra. Ana Carolina Puga. Ela realizou um workshop na instituição sobre “Os aspectos gerais da biomedicina estética e suas aplicações práticas”. Com isso, apresentou uma visão inovadora e empreendedora da profissão. Os futuros egressos do curso de Biomedicina puderam ter contato com um caminho possível de atuação, alternativo ao tradicional das análises clínicas. Com esse passo, a Uniamérica teve como objetivo apresentar aos alunos do curso de Biomedicina a novidade da matriz curricular: a possibilidade de o biomédico sair com mais de uma habilitação profissional, além das análises clínicas. Sendo assim, a ênfase em biomedicina estética já é uma realidade na matriz curricular do curso. Além disso, a visita da Dra. Ana Carolina permitiu iniciar a negociação de uma parceria entre a Uniamérica e o Nepuga. A constituição dessa parceria visará a proporcionar a oferta de uma pós-graduação em biomedicina estética. Os trabalhos desenvolvidos pela Uniamérica visam à formação de profissionais cidadãos, competentes no que fazem, que atuam direcionados por uma visão ética e em prol de uma sociedade melhor para todos. Por isso, a gestora acadêmica destaca: “Inovamos nos cursos oferecidos como também inovamos no método de ensino e na forma que os nossos acadêmicos aprendem. Hoje, nós conseguimos oferecer um diferencial na formação dos nossos estudantes. Esse diferencial se constitui de oportunidades geradas a partir da soma das nossas competências internas com as das empresas parceiras, dos profissionais de grande relevância no mercado de trabalho e dos pesquisadores de referência, como é o caso da Dra. Puga”. www.revista100fronteiras.com

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Administração do tempo

e organização pessoal Quem nunca reclamou da falta de tempo ou pediu que o dia tivesse algumas horinhas a mais? Contudo, quantas pessoas agem de maneira efetiva para otimizar os compromissos do seu dia a dia?

MÁRCIA DOS ANJOS Psicóloga cognitiva-comportamental e empreendedora na empresa Glasnost. Para mais informações consulte nosso site: www.glasnostgerencial.com

Geralmente, boa parte das pessoas não faz nada. Há a ilusão de que se tiver uma agenda cheia é sinônimo de produtividade, não poderiam estar mais enganadas. Neste caso, é importante que cada um faça uma análise de como é a sua rotina para, então, descobrir o que está, de fato, roubando o seu tempo, a partir, dos seguintes critérios: a) Importância: o que não pode deixar de ser feito, pois, tem relação direta com os objetivos ou projeto de vida da pessoa. b) Urgência: coisas que deixaram de ser feitas no prazo e tornaramse urgentes. Neste momento percebe-se que a pessoa está desorganizada. c) Circunstancial: demanda de outros para a pessoa, dependem da circunstância e, não necessariamente, a pessoa é quem precisa fazer pelos outros, ou fazer naquele momento. Este também pode ser um dos motivos da autodesorganização, a dificuldade em dizer “não” aos outros, impor limites.

Após identificar o que causa a desorganização, seguem algumas dicas para otimizar as novas práticas: • Conscientizar-se da importância e necessidade dessa competência, ou seja, de organizar a sua vida; ve;

• Priorizar a organização e limpeza dos ambientes onde vive ou convi-

• Responder pequenas dúvidas recebidas por e-mail, imediatamente, a ideia é não acumular coisas simples e fáceis de serem solucionadas; • Ordenar o fluxo de tarefas, classificando-as de acordo com as prioridades: o que precisa ser resolvido no dia, o que pode ser resolvido depois e, principalmente, o que pode delegar a outras pessoas; • Evitar anotações em papéis de rascunho, o melhor é usar uma agenda, um caderno ou mesmo, um bloco de notas. Fazer uma lista de tarefas do dia e revisá-la no fim do dia.

Em síntese, a organização pessoal é o grande segredo da administração do tempo, pois, em todos os aspectos da vida, a organização mostra-se indispensável para “facilitar” o caminho ou, simplesmente, evitar que as coisas se enrosquem e travem o seu caminhar.

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Planeje seu sorriso com o

Digital Smile Design Os dentistas Marcos Mota e Débora Prestes Mota trazem a Foz do Iguaçu o Digital Smile Design (DSD), uma das mais novas e avançadas técnicas de odontologia estética que permite desenhar o futuro sorriso do paciente Já podemos ver antecipadamente os possíveis resultados de construções, projetos arquitetônicos, cortes de cabelo e cirurgias plásticas. Agora, um método vem revolucionando o atendimento nos consultórios de odontologia. A técnica leva o nome de Digital Smile Design (DSD) e já está disponível na Clínica Odontologia Integrada, em Foz do Iguaçu. A tecnologia para combinar a harmonia do sorriso com o rosto do paciente é a mesma utilizada nos grandes centros e foi trazida pelo Dr. Marcos Mota e a Drª. Débora Prestes Mota. Com mais de dez anos de experiência em reabilitações, os dois profissionais utilizam a ferramenta desde o ano passado e têm sido cada vez mais procurados por pacientes interessados em realizar o tratamento de alta performance. A novidade é o que existe de mais avançado na área e dá ao paciente uma opção moderna e acessível de reabilitação estética e funcional, entretanto ainda são poucos profissionais capacitados para oferecer o tratamento. Para realizar a técnica, Marcos Mota passou por um treinamento de planejamento digital com o criador do DSD, Christian Coachman, dentista brasileiro e técnico em prótese dentária, referência mundial em odontologia estética. Com frequência, Dr. Marcos e Drª. Débora participam de cursos e eventos. O mais recente foi o International Congress of Oral Implantologists (ICOI Brasil), realizado no início de maio em Curitiba. A terceira edição do congresso teve como foco a estética em implantodontia. É feito um planejamento personalizado de cada paciente, respeitando seus desejos e suas características. Na consulta, ele relata sua queixa e diz qual o seu desejo de mudança, e em seguida são realizados exame clínico, radiográficos e fotografias.

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Local: Hotel Panorama Cabelo e Maquiagem: Villa Chic Look: Modas Alice Fotos: ClĂĄudia Fortunato Video - Making Off: Paulo Bernardo - Studio Innovari Texto: AndrĂŠa David

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Drª. Débora Prestes Mota é especialista em prótese e reabilitação oral, pós-graduada em prótese sobre implante, estética adesiva e facetas de porcelana

Resultado preciso e eficiente O grande diferencial dessa nova técnica odontológica para experimentar sorrisos é que o paciente pode visualizar o resultado antes mesmo de iniciar os procedimentos. Já o dentista tem mais segurança na escolha dos procedimentos. “Essa é uma maneira muito mais objetiva de saber o que o paciente quer e o que nós podemos fazer por ele. A expectativa é real, e o resultado é seguro, isso é o que diferencia o DSD dos outros procedimentos”, assegura Drª. Débora.

Dr. Marcos Mota e Drª. Débora Prestes Mota utilizam o revolucionário DSD, técnica da odontologia estética que pode ser usada em vários casos, desde reabilitações com próteses até implantes

O DSD é fundamental no planejamento e execução de facetas de porcelana, prática comum na odontologia contemporânea Esse é o design do sorriso e o desenho pode ser visualizado na boca do paciente

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Equilíbrio estético e funcional Dr. Marcos explica que o propósito é criar um visual que esteja de acordo com as necessidades funcionais, estéticas e até emocionais, pois contribui para melhorar a autoestima do paciente. “Essa soma aumenta as possibilidades de atender às expectativas que ele tem ao buscar o tratamento”, destaca Dr. Marcos.

Dr. Marcos Mota é especialista em ortodontia e implante, pósgraduado em cirurgia plástica periodontal e smile design

De maneira geral, o Digital Smile Design pode ser usado em reabilitações com próteses, plastia gengival, implantes e todo procedimento que possa agregar uma nova estética ao sorriso. O DSD é fundamental no planejamento e execução de facetas de porcelana indicadas para casos como dentes manchados, alteração de cor, restaurações defeituosas ou quando há espaço entre os dentes. A confecção de facetas com auxílio do DSD é uma prática comum na odontologia contemporânea. O DSD é aliado até mesmo de casos mais complexos como o bruxismo, que se caracteriza pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. O resultado disso é o desgaste dental e dor na articulação. Segundo Drª. Débora, na clínica chegam vários pacientes com esse tipo de problema e até com ausência de dentes, e ao conversar e conhecer melhor a história de cada um deles todo o tratamento é direcionado com base na técnica. É aí que entra a arquitetura do sorriso e a aplicação do visagismo na odontologia, para adaptar o trabalho estético à personalidade do paciente. “A gente quer devolver a beleza estética do sorriso, quer que esse paciente volte a sorrir e, acima de tudo, que ele tenha qualidade de vida”, frisa Drª. Débora.

Serviços disponíveis na Clínica Odontologia Integrada Ortodontia Implantodontia Prótese sobre implante Prótese fixa Facetas de porcelana Lentes de contato Cirurgia plástica periodontal

Odontologia Integrada Av. República Argentina, 3841 Telefone 3028-9565

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Alimentos que matam a fome e ajudam a saúde Na última edição da Revista 100 Fronteiras, nós mostramos alguns alimentos que podem causar câncer ou acelerar o processo da doença. Nesta edição, os destaques serão os alimentos que, ao contrário daqueles que fazem mal, são benéficos à saúde e você nem sabe!

Abacaxi

– Famoso nos churrascos, a fruta é indicada para má digestão, aparelho urinário, pressão arterial, bronquite, tosse e obesidade. Ela possui a enzima bromelina que ajuda na digestão, podendo ser eficaz também para dissolver coágulo sanguíneo. O abacaxi é rico em vitaminas A, B e C, fósforo, cálcio e potássio.

Alho

– Típico tempero usado nas comidas brasileiras, o alho possui diversas propriedades: antiviral, antibiótica, anti-inflamatória, antimicrobiana, antiasmática, antioxidante, anticancerígena, antigripal, além de eficácia no tratamento contra o câncer de mama e próstata.

Banana

– É muito indicada para aquelas pessoas que praticam esportes, por ser rica em potássio, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, betacaroteno, ácido fólico, vitamina C e do complexo B. Também para pessoas que sofrem de depressão e anemia, pois estimula a produção de hemoglobinas. E ainda é indicada para casos de pressão arterial, nervos e úlceras.


Cenoura

– Sempre que pensamos em cenoura, imaginamos coelhos. Mas ela é muito mais que isso, é rica em vitaminas A, C e E, fibras, betacaroteno, potássio, ferro, cálcio e zinco. É benéfica para o estômago e o aparelho digestivo, alivia azias e contém propriedades dietéticas. É também altamente indicada para as gestantes porque melhora e aumenta a produção do volume sanguíneo e a produção de leite.

Coco

– Que tal aderir àquela bebida que você costuma tomar só na praia? Sim, a água de coco, e ela pode ser encontrada facilmente aqui em Foz nos quiosques que ficam à beira da Avenida das Cataratas. Rico em vitamina A e C, complexo B (B1, B2 e B5), potássio, cálcio, fósforo, magnésio, sódio e cloro, e também em fibras, proteínas, carboidratos e gorduras. Entre os vários benefícios da água de coco estão: ajuda a reduzir o colesterol, pressão arterial, desidratação e diarreia, hidrata a pele, e também é indicado na gravidez, pois evita vômitos e náuseas.

Kiwi

– É bastante indicado nos casos de problemas digestivos, prisão de ventre, gripe, artrite, resfriado. Rico em: vitamina A e C, cálcio, ferro, carboidratos e fibras.


Alface

– A folha, que já é comum na mesa dos brasileiros, é rica em potássio, cálcio, fósforo, ferro, iodo e betacaroteno. Ótima para o sistema digestivo, circulatório e respiratório. Aliada também no tratamento contra a insônia, dores de cabeça crônicas e tosse. Além de poder ajudar o organismo a combater o câncer.

Ameixa

– Você sabia que essa fruta tão gostosa e docinha é um poderoso antioxidante? Rica em potássio, fósforo, sódio, ácido fólico, vitamina B3, C e K. Útil para proteger contra o envelhecimento, gripe, tosse, rouquidão, gastrites e cólicas.


Brócolis

– É um alimento antioxidante e contém anticancerígenos, agindo contra o câncer de cólon, pulmão, próstata e mama, além de ajudar a reduzir o colesterol. Rico em: vitamina A e C, potássio, cálcio, ferro, selênio, fibras e cromo.

Pimenta vermelha

– Pode ser usada como tempero nas comidas. É rica em capsaicina, substância que aumenta a quebra de gordura no tecido adiposo. Se ingeridas três gramas por dia, pode aumentar em até 20% a atividade metabólica. Um jeito fácil de ingeri-la é adicioná-la a pratos quentes.


CIRURGIA DE OBESIDADE POR VÍDEO Dr. Mohamad Walid Omairi CRM-PR: 29116 Tel.: (45) 3523-2075 Título de Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo, concedido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva. - Título de Habilitação em Videocirurgia pela Sociedade Brasileira de Videocirurgia (Sobracil). - Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). - Membro da Internacional Federation for the Surgery of Obesity (IFSO). - Pós-graduado em Cirurgia da Obesidade pelo Hospital da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência de São Paulo na equipe do prof. Garrido (pioneiro e principal referência no Brasil em cirurgia de obesidade).

Sleeve gástrico pode fazer emagrecer com menos riscos e menos sacrifícios A Gastrectomia Vertical, ou Sleeve, é uma técnica de redução do estômago que foi desenvolvida com o intuito de reduzir os riscos de desnutrição, causados pelas técnicas tradicionais, e também de melhorar a qualidade alimentar dos pacientes. O procedimento nasceu em 2002, quando o cirurgião canadense Michel Gagner, ao se deparar com pacientes muito obesos, de alto risco de morte na cirurgia por doenças associadas, propôs a realização em duas etapas: no primeiro ano, só reduzir o estômago (Gastrectomia Vertical), sem mexer no intestino; e no segundo ano, completar a cirurgia, incluindo agora o intestino no procedimento. No entanto, quando chegou o segundo ano, vários pacientes não quiseram realizar a outra etapa por estarem satisfeitos com o resultado inicial. Dessa forma, a Gastrectomia Vertical surgiu como um procedimento isolado para o tratamento definitivo da obesidade mórbida.

Procedimento Na Gastrectomia Vertical é realizada uma redução menos acentuada do estômago, permanecendo aproximadamente de 150 ml a 200 ml, em contrapartida ao Bypass (50 ml a 60 ml), transformando-o em um tubo bastante estreito, sem mexer no intestino ou na absorção, com a perda de peso chegando a ser superior a 60% do excesso. Entre as vantagens, destaca-se a redução de um hormônio produzido pelo estômago, chamado Grelina, que atua reduzindo o apetite e não causando alteração na absorção de ferro, cálcio e vitaminas. Portanto, a reposição, exames e retornos ao consultório são menos frequentes, e o risco de se desenvolver anemia, osteoporose e outras carências vitamínicas é menor. Também ocorrem menos episódios de hipoglicemia e mal-estar ao comer algum doce (dumping), o que agrada muito a pacientes e médicos.

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Descobrindo o sal Todo mundo gosta de alimentos saborosos, não é mesmo? E não há nada de errado em consumir comidas com sal. Na quantidade certa, ele é benéfico à saúde Texto: Patrícia Buche O sal existe há mais de cinco mil anos e por muito tempo foi usado como conservante de alimentos. Essencial e necessário para a saúde, a média de consumo diário ideal é de dois a cinco gramas. Mas o brasileiro consome quase três vezes mais, o que chega a 12 gramas por dia. O Dr. Ricardo A. Sabbi, membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e titular da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica que o sal tem funções importantes ao nosso corpo. “Regula os líquidos do organismo na sua distribuição. Participa na transmissão dos reflexos nervosos, no ritmo cardíaco e pressão arterial.”

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POR QUE O EXCESSO FAZ MAL? Segundo o Dr. Sabbi, “o sal no organismo puxa a água para dentro, aumentando o volume de água dentro e fora dos vasos sanguíneos, então incha e isso provoca retenção líquida” – que é o aumento do volume de líquido no organismo. Além disso, o cloreto de sódio em uso excessivo causa hipertensão arterial, problemas renais, aumenta a excreção renal de cálcio (osteoporose) e até mesmo provoca câncer no aparelho digestivo.

QUAL O MELHOR TIPO DE SAL? Ao ser retirado do mar, o sal passa pelo refino (um processo químico do mar). Após isso, fica purificado, perdendo todos os elementos e deixando apenas o cloreto de sódio. Além dessa perda, são acrescidas outras substâncias químicas que fazem mal à saúde. Com isso, o melhor tipo de sal é o marinho, pois ele não perde os 84 elementos, entre os quais estão o iodo, bromo, magnésio e cálcio. A retirada do mar consiste em lavá-lo e, depois, moê-lo. Esse processo torna o sal lavado menos prejudicial que o refinado.

O QUE SUBSTITUI O SAL? Nada substitui o sal. Os alimentos já vêm com sal, o que seria suficiente, pois a necessidade básica do ser humano é de 500 miligramas por dia. Dr. Sabbi explica que “75% do sal que consumimos vêm dos produtos que comemos, como caldo, sucos concentrados, pão, bolacha, nos salgadinhos e nos embutidos”. Dr. Antoninho Ricardo Sabbi

Existem, ainda, dois tipos de sal: o grosso e o fino. Os dois têm a mesma composição. A única diferença está na função de cada um, pois o sal grosso é usado para temperar carne de churrasco, e o fino é usado no consumo alimentar em geral. A indústria aproveitou o fato de ser o tempero mais usado no mundo para adicionar quantidades excessivas de sal aos alimentos. Por isso, se você quer cuidar da saúde fique de olho nos rótulos de tudo o que for comprar no supermercado. Evite o uso de caldos e temperos concentrados, e não adicione sal aos alimentos depois de prontos. Lembre-se de que “qualquer tipo de sal em excesso faz mal à saúde”.

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Sementes para uma alimentação saudável A vantagem de tê-las na dieta ajuda no emagrecimento e bem-estar Texto: Patrícia Buche As sementes são muito recomendadas por nutricionistas na busca por uma alimentação saudável. Elas são ricas em vitaminas C, E, complexo B, fibras e sais minerais como potássio, ferro, cálcio, zinco e magnésio. A nutricionista Flora Miranda explica que as sementes mais recomendadas para o consumo são: gergelim, linhaça, avelã, grão-de-bico, quinua, chia, nozes, sementes de melão, abóbora e girassol. E alerta que nem todas são comestíveis, como é o caso da semente de mamona. “Ela é rica em ricina, uma proteína que afeta o sistema nervoso e pode ser mortal, mesmo consumindo poucas.” Outra que também é tóxica ao organismo é a semente de maçã. “Se houver o consumo em grandes quantidades, é possível causar doenças e mal-estar.” As sementes que são saudáveis e comestíveis ajudam ainda no emagrecimento, pois as fibras presentes nelas possuem capacidade de absorver água, transformando-se em uma espécie de gel. “Quando ingeridas, elas aumentam a dilatação do estômago, provocando maior saciedade e, consequentemente, acarretam menor consumo de alimentos.” A linhaça é uma delas. A semente de girassol possui vitamina E, que ajuda a retardar o envelhecimento da pele, podendo ser consumida depois de hidratada em água por 20 minutos e, em seguida, triturada. Flora recomenda duas colheres de sopa por dia.

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Crackers de semente

Ingredientes • 1 ¾ xícara (240g) farinha de trigo integral • 1/3 xícara (50g) de sementes de gergelim • 1/3 xícara (50g) de sementes de girassol • 1/3 xícara (50g) de sementes de abóbora • 140ml de água • 3 colheres de sopa de azeite • 2 colheres de sopa de mel (ou outro adoçante para forno e fogão)

Modo de preparo

Coloque as sementes num processador de alimentos. Junte o restante dos ingredientes e misture bem, até a massa ficar pegajosa. Divida a massa em cinco porções. Com um rolo de amassar, alise a massa em uma superfície bem enfarinhada e corte com uma faca a massa em quadrados. Distribua os quadrados em uma fôrma com papel vegetal e coloque no forno por 20 minutos. Sugestão: vire os crackers quando completar dez minutos.

Farofa com semente de abóbora Ingredientes • Semente de abóbora cabotina • Semente de melão • Gergelim branco e preto

Modo de preparo

Asse a semente de abóbora por 15 minutos até ficar torrada. Acrescente a semente de melão, que deve ser seca em papel toalha e em temperatura ambiente. Depois, adicione gergelim preto e branco. Triture tudo e coloque na salada.

Sagu de chia Ingredientes • Suco de uva integral • Sementes de chia

Modo de preparo

Deixe a chia hidratando no suco de uva integral por três horas. As fibras da chia com o suco formam uma espécie de gelatina.

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(Sobre)Vivendo com a Cannabis Câncer, AIDS, esclerose múltipla, glaucoma, TPM, mal de Alzheimer, doenças crônicas, entre outros males podem encontrar na maconha uma fonte de tratamento Por: Mariana Kojunski Fotos: Internet, arquivo pessoal dos entrevistados e LF Tófoli

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“Tô vendendo ervas, que curam e acalmam, tô vendendo ervas, que aliviam e temperam... Porque os remédios normais nem sempre amenizam a pressão.” A música do Rappa, intitulada Feira, já foi ouvida e interpretada por milhares de pessoas, mesmo aquelas que não veem com bons olhos o consumo da maconha, ação que vem sendo discutida nas rodas políticas e outros segmentos da sociedade. A música faz menção à planta, sua comercialização e consumo. Para se ter uma ideia, o cultivo da Cannabis sativa ultrapassa milênios. Segundo estudos, os primeiros indícios foram encontrados na Ásia Central, no Norte do Himalaia ou na China e datam de 4.000 a.C. Maconha é uma palavra de origem angolana e significa “erva santa”. A planta arbustiva possui folhas em forma de serrilha que recebem o nome de marihuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. A discussão sobre o consumo da erva virou um tabu e está impregnada na cultura dos povos, na maioria das vezes de maneira negativa. De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas, da ONU, a maconha é a droga mais consumida no mundo, sendo que seus usuários variam entre 2,6% e 5% da população. Já no Brasil, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 1,5 milhão de pessoas, entre adultos e adolescentes, usam a planta diariamente – os dados não apontam a quantidade de pessoas que utilizam a erva de forma medicinal.

Para a produção desse conteúdo, a Revista 100 Fronteiras conversou, via contato telefônico e e-mail, com profissionais de diferentes áreas e, também, com a primeira família a conseguir comprar, de maneira legal, um medicamento que tem a sua substância derivada da maconha.

A repressão ao uso da maconha começou na década de 1930, de acordo com o Ph.D em neurociências, professor adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade de Brasília e um dos autores do livro Maconha, Cérebro e Saúde, Renato Malcher: “Isso aconteceu por causa da indústria de fibras e de combustíveis – a maconha pode ser usada para a produção das melhores fibras para a indústria têxtil de papel e de construção civil, e pode ser usada para a produção de biodiesel e álcool. Industriais preocupados em manter a matriz energética baseada no petróleo, a produção de papel baseada em celulose de madeira e a indústria têxtil baseada no algodão fizeram lobby com políticos preocupados em manter o poder por meio de agências de controle de drogas, e juntos elegeram a maconha como um bode expiatório para substituir o álcool como vilão da sociedade, após o fim da lei seca. Esses são os fundamentos práticos, mas, do ponto de vista político, o argumento mais popular foi a xenofobia associada ao fato de ela ser relacionada à cultura de imigrantes mexicanos nos EUA”.

Legislação A Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e destaca: “Art. 2o – Ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar, bem como o que estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas, sobre Substâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. Parágrafo único – Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas.” A legislação ampara as pessoas que buscam utilizar a maconha como remédio, porém a Anvisa não autoriza essa utilização, tendo em vista que a Cannabis sativa está na lista de substâncias proscritas, ou seja, proibidas no Brasil. Para Malcher: “A proibição não tem fundamentação técnica, portanto contradiz a própria função da Anvisa, ou seja, nem a Anvisa sabe dizer por que maconha é ilegal e álcool não é. Então, ela não tem critério para regulamentar. É apenas uma obediência cega a acordos políticos internacionais. Tanto assim que um juiz do Distrito Federal considerou ilegais prisões relacionadas ao uso de maconha porque, a rigor, não há em nenhuma lei nada que defina qual critério diferencia a maconha de outras drogas recreativas e de outros remédios. Cria-se um ciclo vicioso, porque, como o critério é político, a lei sabota todos os níveis de difusão e formação de informações técnicas a respeito tanto entre pesquisadores quanto entre médicos. E acaba criando a situação em que inexiste um sistema de produção de plantas e derivados, porque a burocracia emperra toda a cadeia”.

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Família Fischer reunida

60 convulsões por semana Anny Bartoli Fischer tem 5 anos, vive com a família em Brasília (DF) e possui uma doença rara, a síndrome de Rett CDKL5 – uma desordem genética que provoca convulsões frequentes, problemas no desenvolvimento, perda de habilidades linguísticas, entre outros sintomas que acometem a criança. Ela foi diagnosticada com a doença nos primeiros meses de vida, quando os pais iniciaram uma luta em busca de tratamentos que oferecessem bem-estar à pequena. Chegando a ter 60 convulsões por semana, a procura por alternativas e medicamentos que controlassem o problema os levou até um medicamento produzido com o CBD, uma substância da maconha. “Descobrimos o medicamento através de um site americano, pois vi a postagem de um pai que utilizava o CBD para tratar a filha”, conta Katiele Bartoli Fischer, mãe de Anny. Num primeiro momento, ela não sabia que a substância era extraída da maconha. Após pesquisar, e como diz “engolir tudo sobre o assunto”, decidiu agarrar esse fio de esperança e em novembro, de forma ilegal, trouxe a substância dos Estados Unidos para o Brasil. “A embalagem é uma seringa com uma pasta escura”, explica. O produto durou nove semanas e zerou as convulsões de Anny, que chegou a usar cinco anticonvulsivos de uma vez, porém nenhum conseguiu evitar as crises, além de causar efeitos colaterais. “Ela ficava prostrada”, conta a mãe. Em contrapartida, com o CBC, “não vi nenhum efeito negativo, só benefícios”. Quando começou a utilizar o novo medicamento, a menina usava dois anticonvulsivos, e agora está com apenas um. “Ainda não tiramos o outro, pois a criança pode entrar em surto e existe o risco de morte.” Como o médico não tem como passar a receita, ela utiliza a mesma dose que o pai americano e afirma: “Hoje, ela tem uma outra vida, consegue dormir a noite toda, antes ela passava o dia dormindo, convulsionava, dormia e às vezes convulsionava dormindo. Praticamente não se mexia. Hoje, ela recuperou o controle cervical, voltou a sugar mamadeira, faz barulho e fisioterapia. É preciso dizer que a Anny ainda é uma criança comprometida, o CBD não é a cura da síndrome, que na verdade não tem cura, o que ele faz é dar qualidade de vida, ele trata a epilepsia refratária, que é uma consequência da síndrome”. Uma seringa com três gramas do medicamento dura um mês, e o investimento é de, mais ou menos, US$ 100.

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Tratando na ilegalidade O tratamento em Anny era feito de forma ilegal, e em abril um lote do produto que vinha dos Estados Unidos foi retido pela alfândega em Curitiba (PR) e enviado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A família Fischer entrou na Justiça e conseguiu, pela primeira vez no Brasil, a autorização da importação de um medicamento à base da Cannabis sativa. Porém, no dia da entrevista, Katiele ainda sentia a frustração. “Até hoje [30 de abril] não consegui trazer de forma legal o medicamento. Existe muita burocracia e falta de protocolo. Para que dê certo é preciso que todos os órgãos – como Receita Federal, Polícia Federal, Conselho de Medicina – andem no mesmo passo, ou seja, não adianta apenas a boa vontade de um único órgão, é preciso a boa vontade de todos.” De acordo com um dos advogados da família Fischer, Diogo Busse, “na reunião em Brasília com o presidente da Anvisa, ficou acordado que seria encaminhado um ofício ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e à Receita Federal, informando do novo protocolo para a importação do CBD, nestes casos específicos. Estamos acompanhando, e até agora o protocolo não foi divulgado, e os ofícios não foram encaminhados. O procedimento na Anvisa é muito demorado e burocrático. Sem esta publicação da Anvisa, os médicos ficam com receio de receitar, já que a Cannabis sativa está na lista de substâncias proscritas pela Anvisa”. Apesar da demora e da burocracia, naquele mesmo dia, os pais de Anny, Katiele e Norberto Fischer, foram buscar, pela primeira vez, de forma legal, o medicamento da pequena guerreira. A lista da Anvisa, para a mãe, ainda levanta a discussão. “A morfina, por exemplo, vem do ópio e é autorizada. Por que o CBD não está na mesma lista que ela? Afinal de contas, a morfina está para o ópio assim como o CBD está para a maconha.” Afora os efeitos positivos, Katiele esclarece: “Não necessariamente porque funciona para Anny vai funcionar para outras pessoas, é uma substância como outra qualquer, assim como uns medicamentos não funcionaram para ela e foram eficientes com outras pessoas”. Atualmente, com o tratamento, uma nova fase passa a ser vivida pela família, e de maneira direta a mãe responde: “Hoje, conseguimos dormir”.


Psiquiatra e estudioso de políticas públicas sobre drogas, Luís Fernando Tófoli

Para entender a diferença entre algumas substâncias, Tófoli explica: CBD – Sigla para canabidiol, um composto canabinoide. Ele não produz “barato”, mas usado isoladamente ou em extrato de maconha rico em canabidiol é capaz de ter efeitos terapêuticos. Canabinoides – Existem dois tipos básicos de canabinoides: os endocanabinoides, produzidos pelo corpo humano, e os que são produzidos pela planta da maconha e se ligam nos receptores dos endocanabinoides do cérebro e sistema imune, causando diversos efeitos farmacológicos.

Remédio Para compreender a opinião do brasileiro, a empresa Expertise realizou um levantamento que apontou que 57% dos brasileiros são a favor do uso da erva para fins medicinais. Para alguns, vem a pergunta: “Por quê”? O psiquiatra, professor de Psiquiatria da Unicamp e estudioso de políticas públicas sobre drogas Luís Tófoli tem a resposta: “Já está bastante comprovado o potencial do THC no auxílio do tratamento do câncer e da AIDS, por controlar náuseas e ativar o apetite. O CBD parece ser eficiente no tratamento de epilepsias, o que está sendo demonstrado em estudos de casos graves. Canabinoides em geral – que parecem ter mais efeito quando usados em combinação, o que é conhecido como ‘efeito comitiva’ – podem auxiliar no tratamento de esclerose múltipla e dores neuropáticas como relaxantes musculares e analgésicos. Há outros potenciais ainda não explorados suficientemente, como o efeito que alguns destes compostos parecem ter, em laboratório, em combater células de alguns tipos de câncer. Outros usos sugeridos são em doença de Parkinson, mal de Alzheimer e autismo, mas mais estudos ainda são necessários para comprovar que existe eficiência clínica. De uma forma geral, é importante saber que ainda temos muito o que pesquisar a partir das respostas promissoras que já surgiram”. A utilização da erva para fins medicinais pode ocorrer de diversas maneiras, conforme explica Malcher: “O óleo pode ser ingerido de diversas formas por via oral – em biscoitos, manteigas, cremes, doces – e também pode ser colocado em cápsulas ou até mesmo supositórios. A planta in natura pode ser fumada, mas o ideal é usar um aparelho vaporizador, que aquece a planta sem causar combustão, mas levando à liberação de um extrato gasoso que pode ser inalado de modo a produzir efeitos imediatos”.

THC – É o principal composto que dá o “barato” ou a “brisa” da maconha. Ele ativa receptores de endocanabinoides chamados CB1, que estão espalhados em diversas áreas do cérebro humano e modulam efeitos importantes na manutenção da homeostase, na consolidação da memória e na tradução da dor, entre outros efeitos. Há ainda outro receptor, o CB2, presente no sistema imune. O conhecimento das funções do sistema endocanabinoide está em plena expansão. O que se pode dizer no momento é que há evidências de que ele modula funções muito importantes, como apetite, resposta ao estresse, memória, metabolismo, imunidade a doenças e controle da dor, entre outras. No Canadá é possível cultivar a erva e consumi-la mediante receita médica e autorização do governo. Em Israel, o pedido deve ser feito pelo médico especializado na doença do paciente ao Ministério da Saúde. Em ambos os países, a utilização da erva de forma recreativa é proibida. Além desses, outros 20 estados norte-americanos e o distrito de Columbia também têm a autorização para a utilização da substância de forma terapêutica. Holanda, Portugal, Espanha e alguns estados dos Estados Unidos liberam o consumo, também, para fins recreativos. Já o Uruguai foi o primeiro país do mundo a liberar a produção e comercialização da maconha em todo o seu território.

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Ph.D em neurociências, Renato Malcher

casos medicinais? O uso assistido e regrado dentro de um protocolo médico com dosagens conhecidas é completamente diferente do abuso de drogas de composição desconhecida. A maconha do mercado negro tem excesso de THC e outros componentes que, se abusados na fase de desenvolvimento, podem modificar algumas funções do cérebro ainda não amadurecidas. Não há relatos de alterações graves, mas a relação de causalidade com futuros distúrbios emocionais, como ansiedade e depressão, não pode ser descartada se houver abuso nesta fase. - Por que dizer que a maconha é um remédio seguro?

Desvendando a cannabis medicinal com neurocientista Malcher - A maconha vicia? De modo geral, a dependência psicológica depende muito mais da pessoa, sua história de vida, sua rede de apoio efetivo e social, sua saúde psíquica e neurológica do que do tipo de droga ou do hábito ligado à adição. Estima-se que cerca de 9% dos usuários se tornam usuários crônicos. Mas o número de pessoas que buscam ajuda por dependência em maconha parece ser muito menor do que isso.

Dependência Maconha

9%

Anfetaminas

11%

Álcool

15%

Cocaína

17%

Heroína

23%

Nicotina

32%

Dados: Cannabis Policy - E a pessoa que utiliza a maconha para tratamento pode viciar-se? Vício é um termo abstrato de conotação moral, não um parâmetro biológico. Se a pessoa sofre de diabetes, provavelmente ela se tornará psicologicamente dependente de insulina, assim como quem sofre de dores crônicas se torna operacionalmente e afetivamente dependente de seus analgésicos. - Por que crianças e jovens não devem usar a planta? Isso vale mesmo para

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Porque não é tóxica, não é teratogênica, não causa morte ou danos celulares, não causa distúrbios metabólicos, não afeta as funções hepáticas, não causa overdose, não tira a consciência do usuário e tem um baixo índice de dependência psicológica, sem síndrome de abstinência severa. - Como a erva é capaz de controlar dores e tremores? Componentes diferentes da maconha atuam sobre mecanismos diferentes no controle das informações neuronais que geram a sensação de dor. Desta forma, ela tem grande eficácia no tratamento de diversas formas severas de dor. Os tremores são causados por defeitos nos mecanismos inibitórios que modulam os comandos motores. No caso de Parkinson, esses mecanismos perdem função por defeitos em células dopaminérgicas em circuitos que podem ser modulados pela ação de canabinoides, de modo que estes assumem a função que deveria ser exercida por neurônios dopaminérgicos. No caso de esclerose múltipla também há uma perda progressiva de várias vias neuronais motoras envolvidas no controle voluntario e reflexo dos movimentos. A perda de mielina causa desajustes no fluxo de comando neuronal por vias motoras que acabam gerando os espasmos. A atividade descontrolada destas vias pode ser reduzida pela ação inibitórias dos componentes da maconha. - Existem diferentes propriedades na erva, como escolher a correta para um tratamento? Existem cerca de 20 atividades farmacológicas na maconha, dependendo da planta, então algumas atividades podem ser mais pronunciadas do que outras por causa da composição relativa de seus diversos componentes. - A maconha é considerada uma droga ilícita; o álcool não, porém ele traz grandes prejuízos à população, não é mesmo? Gostaria que comparasse a ação das duas substâncias.


Álcool Maconha Pode tirar a consciência

Sim

Não

Pode tornar a pessoa violenta

Sim

Não

Pode levar ao coma por overdose

Sim

Não

Pode levar à morte por overdose

Sim

Não

Causa distúrbios metabóli- Sim cos sérios

Não

Causa doenças hepáticas graves

Não

Sim

Membro do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas, Diogo Busse

- Em contrapartida, em entrevista, o senhor comentou que ela pode ser a porta de saída, por quê? Porque ela reduz os sintomas de abstinência de drogas mais danosas, como o crack, por exemplo. - Muitos dizem que a erva é a porta de entrada para as outras drogas. O que o senhor pensa a respeito disso? Não ela ou seus efeitos, mas, sim, o contexto em que o usuário tenha contato com o mercado ilegal que lhe oferece outras drogas.

Regulamentação do uso As discussões sobre a legalização do uso da maconha no Brasil passam tanto pelo Senado quanto pela Câmara de Deputados. Por exemplo, o deputado federal Eurico Júnior (PV-RJ) criou o Projeto de Lei 7.187/14, que libera a plantação em residências, além do cultivo para uso medicinal e recreativo. Já Jean Wyllys (PSOL -RJ) protocolou o Projeto de Lei 7.270/2014, que altera a atual Lei 11.343/2006 e regulamenta a comercialização, a produção, o cultivo caseiro e o consumo medicinal e recreativo da maconha. Enquanto isso, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anunciou que será o relator de um projeto de lei de iniciativa popular que tem como objetivo a legalização do plantio doméstico de maconha e do comércio em locais licenciados. Para isso, o senador irá analisar e avaliar as questões que envolvem o assunto. Nenhum projeto foi elaborado com o objetivo de utilizar a erva para uso exclusivamente medicinal. Busse, o advogado da família Fischer, também é membro do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas, e ao levantar as questões sobre a regulamentação do uso da planta é enfático: “Não é possível que o ser humano, em pleno século XXI, não seja capaz de pensar em políticas e soluções para melhorar o quadro de pessoas que passam por problemas com drogas, que não seja baseado em estratégias militares, presídios, armamentos, guerra e morte”. A utilização da maconha ainda será amplamente debatida pela sociedade, seja tanto para o uso medicinal quanto recreativo, mas para isso, segundo Tófoli, “é necessário que a sociedade, incluindo os médicos, ampliem suas agendas e olhem para além do óbvio: as pessoas que fazem uso recreativo, os portadores de doenças que apresentam alívio com a erva e, fundamentalmente, o sinistro saldo de morte e sofrimento que é causado pela política proibicionista da guerra às drogas”. www.revista100fronteiras.com

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FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

62 FELIZ PARA

SEMPRE

Como viver um casamento duradouro?

apoio cultural:


FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

RAIOS X Casar é um sonho, principalmente para as mulheres, porém o perfil dos casais está mudando. De acordo com o levantamento Estatísticas do Registro Civil, enquanto em 2002 a idade média dos solteiros na data do casamento era de 26 para os homens e 23 para as mulheres, em 2012 ela subiu para 28 e 25 anos respectivamente. Em 2012, o Paraná foi o 14º estado com o maior número de casamentos, ao realizar 59.073 uniões. Em relação aos casais que, por algum motivo, findam a reação, em 2012 houve 341.600 divórcios concedidos em primeira instância e sem recursos ou por escrituras extrajudiciais – uma redução de 1,4% em relação a 2011.

1600 Casamentos

1400 1200

Divórcios em 1° instância

1000 Divórcios por escritura pública

800 600

Separações judiciais

400 Separações por escritura pública

200 0 2010

2011

Fonte: IBGE – Dados de Foz do Iguaçu

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2012


A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE Casar é firmar o compromisso de seguir a vida ao lado de uma pessoa, apoiando-a e amando-a incondicionalmente. O dia do casamento é algo inesquecível, pois cada detalhe fica na recordação e faz parte de uma doce lembrança que vem à mente quando menos se espera. Como a primeira vez nunca é esquecida, no dia 14 de janeiro de 1890, por meio de uma decisão judicial e baseado num decreto da princesa Isabel assinado em 7 de março de 1888, foi realizado em Uberlândia, Minas Gerais, o primeiro casamento civil, unindo José Teixeira de Sant’Anna (o Zeca Teixeira) e Francisca Augusta Teixeira (a Dona Chiquinha). Foi dez dias depois que o então presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, assinou o Decreto nº 181 de 24 de janeiro de 1890, de autoria de Ruy Barbosa, instituindo o casamento civil e marcando o dia 24 de maio daquele ano para o início da sua execução.

por que não? É preciso aproveitar o que a Tríplice Fronteira oferece. Sendo assim, por que não levar o seu amor para apreciar a gastronomia argentina no único restaurante da região trinacional com vista para os três países? Estou falando do Boca Mora, localizado na Avenida Costanera, em Puerto Iguazú, que fica próximo ao Marco das Três Fronteiras do país vizinho. O momento será inesquecível, não apenas pela visão, mas também pela culinária.

pé na rua Já que o assunto é relacionamento, nada melhor, para um casal, do que fazer um bom programa a dois, não é mesmo? Afinal, isso fortifica e renova a relação. Sendo assim, a dica para quem quer aproveitar o seu amor em uma bela paisagem é programar-se para apreciar o Luau das Cataratas. Em maio, o passeio será no dia 15. Essa é uma excelente experiência para curtir o momento, sonhar e fazer planos para o futuro. Para mais informações sobre o passeio é só ligar no 3521-4400

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FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

Feliz para sempre?

Esse é o objetivo, mas para que isso aconteça é necessário seguir exemplos e se doar para viver, realmente, uma relação a dois na qual ambos se completem Texto: Patrícia Buche

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O momento mais aguardado para a maioria das pessoas é o casamento. O tempo que antecede a cerimônia é marcado pelos preparativos da festa, com a escolha de vestido, terno, penteados, igreja, comidas, bebidas e todos os enfeites do salão. Mas qual é o principal objetivo do casamento? No Brasil, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os casamentos estão durando, em média, 15 anos. A explicação envolve alguns aspectos sociais e econômicos. Segundo a Abrafesta (Associação dos Profissionais, Serviços para Casamentos e Eventos Sociais), a indústria do casamento movimenta em torno de US$ 10 bilhões por ano no país; e nos EUA, US$ 100 bilhões. Ou seja, é um produto comercial que gera muito dinheiro. Com isso, a história do “para sempre” não é tão válida. A psicóloga Cirlei Gurgel explica que “as pessoas estão conduzindo o casamento conforme esse mercado. Vão pro altar, fazem promessas de amor, promovem uma festa magnífica”, em que o comércio de casamento está focado nos preparativos da cerimônia em si e não na relação a dois. Há também um número crescente de pessoas que casam mais tarde. Estatísticas de Registro Civil de 2012 do IBGE indicam que os brasileiros estão priorizando seus estudos e realização profissional antes de pensar em casamento. Porém casar ainda é visto por muitas pessoas como algo sagrado, criado por Deus e que deve ser honrado não somente no altar, mas por toda a vida. Entre tantos exemplos de amor que perduram ao longo dos anos, a 100 Fronteiras entrevistou dois casais apaixonados que superam décadas e diferenças culturais. Um deles prova que o casamento, quando tem o amor e a fé como base, pode durar por toda uma vida. O outro mostra que para o amor não existem fronteiras, e mesmo entre culturas diferentes é possível manter um relacionamento duradouro e feliz. Quando duas pessoas decidem ficar juntas, criam laços que se perpetuam eternamente.

CURIOSIDADES... Casar ainda é uma tradição mantida por várias culturas, nas quais alguns rituais fazem da cerimônia única e especial. Na Turquia, um dos costumes é presentear os noivos com ouro e joias amarrados com fitas vermelhas. As solteiras escrevem seus nomes na sola do sapato da noiva, sendo que ao final da festa o que estiver mais gasto é o nome da próxima noiva. Já na Rússia o diferencial é que a noiva pode usar outra cor de vestido, não sendo comum o tradicional branco. Os casamentos muçulmanos mantêm a tradição do Islã, e as noivas devem ter tatuagens de henna. Somente as solteiras podem fazer essa aplicação nas mãos e pés da noiva. Depois da cerimônia, ela não sai de casa até o dia do casamento, e no grande dia recebe da família do noivo o traje da cerimônia.

A psicóloga Cirlei Gurgel dá algumas ideias de como investir em um relacionamento duradouro:

Acolhimento: manter-se disponível ao

acolhimento afetivo e à assistência ao parceiro(a), apoiando a execução dos projetos comuns e individuais.

Alegria: dar boas risadas juntos em momentos de lazer e romantismo.

Aparência: cuidar da aparência e da saú-

de; manter a vaidade sadia; sentir-se bem e atraente para o(a) parceiro(a).

Concessões: fazer

mais concessões ao outro e menos reivindicações para si mesmo, criando ambiente de diálogo desinibido, respeito e confiança permanente.

Sexualidade sadia:

à mulher importa o cultivo da feminilidade, da sedução com o parceiro; ao homem é relevante ser afável, cavalheiro, sedutor com a parceira, cultivando sua masculinidade sadia.

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FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

Bodas de brilhante

“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”. (Antoine de Saint-Exupéry) Texto e foto: Patrícia Buche O senhor Abel Carneiro de Souza conheceu o amor da sua vida quando tinha 10 anos. Ele a viu crescer e, aos 17 anos, Iracema Goldinho disse sim a Abel. O casamento aconteceu em Erechim (RS), no ano de 1939, e dura há 75 anos. Quando casou, já era homem formado e pôde dar conforto à esposa. Trabalhou como balseiro em Santa Catarina e viajou por muito tempo. Nos primeiros nove anos de união, não tiveram nenhum filho. Iracema chegou até a perder a esperança, mas o destino havia reservado a ela um grande presente. Pouco tempo depois veio o primeiro filho, e a família só ficou completa quando o casal teve 11 filhos. Chegaram ao Paraná nos anos 50. Moraram em Três Barras, onde Abel fundou a Vila Santo Isidoro. Foi comerciante e agricultor. Tinha loja, hotel e também várias propriedades. Iracema gostava de trabalhar na roça; assim, quem cuidava da casa eram as empregadas. No ano de 1975, chegaram a Foz do Iguaçu, onde o senhor Abel trabalhou na construção dos barracões da Cobal para a Itaipu. Mas, devido à má administração dos negócios, perdeu todo o dinheiro que havia guardado durante anos.

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DIFICULDADES Todo casal passa por dificuldades, e ao longo dos anos eles sofreram com a perda de dois dos 11 filhos e com a distância. Por motivo de ciúmes da esposa, Abel saiu de casa. Não chegou a ser uma separação no papel porque o amor sempre foi maior. Com saudade da esposa, voltou para casa um ano depois. Mas o que mais marcou a vida do casal foi o acidente que o senhor Abel sofreu aos 71 anos de idade, no bairro Campos do Iguaçu. Foi atropelado, fraturou a clavícula e a perna, e teve traumatismo craniano. Passou oito dias na UTI e ficou 90 dias internado. O ocorrido abalou dona Iracema, mas a fé da família e dos amigos não deixou que desistissem de acreditar na recuperação. Assim, um milagre aconteceu: depois de ganhar alta, ele pôde tirar o gesso da perna e voltar a trabalhar como carpinteiro normalmente.

ALEGRIAS O casal sempre se inspirou na união da família e na vontade de estar junto para seguir em frente. Superaram as perdas e a separação e decidiram que nunca mais ficariam longe um do outro. A filha Nelcinda conta que os pais sempre foram muito apaixonados um pelo outro e pela vida. “Eles faziam festa para depois achar motivo.” Adoravam ir a bailes, nos quais Abel tocava violão e sanfona. Dona Iracema relembra que uma vez, enquanto o marido tocava em um desses bailes, um rapaz foi chamá-la para dançar. “Ele chegou e já foi me convidar pra dançar. Convidou três vezes. Eu tava achando demais. Aí fui perto do meu marido, e o rapaz me convidou pra dançar o baile com ele, e eu disse: ‘Só espera eu pedir pro meu marido; se ele deixar, eu danço’.” Com isso, o homem pediu desculpas sem jeito, pois não sabia que ela era casada, e depois sumiu. A história faz com que hoje, aos 91 anos de idade, dona Iracema dê boas risadas. Abel sempre foi uma pessoa alegre e extrovertida. “Ele era dançador”, comenta a esposa. Sempre gostou de agradá-la, adorava vê-la usando vermelho, e nas vezes em que ia para a Argentina fazer compras não podia faltar um presente para a amada. Na casa, quem dava as ordens era Iracema, pois Abel sempre foi um pai calmo. “Eles [filhos] eram muito obedientes”, conta

UMA HISTÓRIA DE AMOR COM MAIS DE SETE DÉCADAS A história do senhor Abel e da dona Iracema é embasada por um casamento de 75 anos. Hoje, ele com 101 anos e ela com 91, são o exemplo de que o amor, quando é verdadeiro, apenas se fortalece com o passar dos anos. A psicóloga Cirlei Gurgel afirma que os elos amorosos se beneficiam da presença de grandes afinidades. “Quanto mais parecidos, maior é a chance de longevidade da união, pautada em amizade, respeito e companheirismo.” Abel e Iracema passaram por momentos felizes e tristes. “O cotidiano do casal não tem nada de conto de fadas. É feito de altos e baixos que envolvem a prática diária de confiar, de compartilhar e de se doar”, explica Cirlei. Houve separações, perdas e distância, mas sempre mantiveram a fé no amor que sentiam. “Um nasceu pro outro”, diz a filha Nelcinda. Para ela, o principal motivo de seus pais estarem juntos há tanto tempo é a vontade. “A receita está no querer ficar um com o outro. Qualquer dificuldade será inferior a essa vontade de querer ficar junto.” O casal tem nove filhos de sangue e uma filha adotada, 17 netos e 11 bisnetos. Há cinco anos, Iracema perdeu a visão e, desde então, reaprendeu a ser independente. O esposo é zeloso e cuidadoso, ajudando-a na hora da alimentação. Ela, mesmo debilitada, está o tempo todo querendo saber também se o marido se alimentou. Um cuida do outro, e a preocupação é visível. Abel diz que “até que o homem velho [Deus] não leve a gente, tenho que cuidar dela”. E com isso não gosta de ficar muito tempo longe da esposa, mostrando que esse amor e cuidado resistem ao tempo. Sempre confiou nela e nunca se deixou levar pela opinião dos outros. Nelcinda se orgulha ao dizer que “casal que reza unido permanece unido”, pois construíram uma família tendo como base a fé e o amor. Para terminar, dona Iracema nos deixa uma lição: “Enquanto o homem ou a mulher sentir saudade de voltar pra casa, o casamento está valendo”.

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FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

Amor além da fronteira “O casamento faz de duas pessoas uma só.” (Willian Shakespeare)

Texto: Patrícia Buche Fotos: Patrícia Buche e Arquivo pessoal

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Kamal Osman conheceu a esposa, Fátima Massai Osman, quando era criança. Ele relembra que, desde quando ela era pequena, já sabia: “Essa vai ser a minha eterna namorada”. Ele é descendente de árabe e nasceu no Líbano. Veio para o Brasil com 11 anos de idade, onde morou em Assaí, cidade no Norte do Paraná. Ela é descendente de árabe com japonesa, nasceu no Brasil, mas morou um tempo no Líbano, onde tem família. Quando voltou, aos 17 anos, Kamal foi visitá-la em Foz do Iguaçu e perguntou para os pais dela se poderia namorá-la. Eles aceitaram, e o casamento foi realizado no dia 15 de janeiro de 1977. Ela se casou com 17; e ele, com 25 anos. A festa do casamento era para ser de tradição árabe, “mas no fim virou tudo carnaval”, brinca Kamal. Foi no Country Club de Foz e contou com a presença de amigos árabes, brasileiros, japoneses, argentinos e paraguaios. Um ano após o casamento, Kamal e Fátima mudaram-se para Foz definitivamente. Na cidade, ele sentiu a falta de uma loja de enxovais e roupas para crianças. Como já trabalhava nesse tipo de comércio em Assaí, decidiu abrir, em 1978, a loja Infantil Center, que em 1981 passou a se chamar Kamalito, nome derivado de Kamalzinho, apelido carinhoso que tem desde criança. “Para facilitar aos clientes paraguaios e argentinos, resolvi adotar o nome Kamalito.” Os dois sempre trabalharam juntos, têm quatro filhos e nove netos, e contam que na época em que se casaram não havia restrições, até mesmo porque Fátima é filha de um primo de Kamal. Com isso, tiveram a liberdade de um conhecer a família do outro, e sempre se deram muito bem.

CASAMENTO Hoje, com 62 anos, o senhor Kamal relembra um conselho. “Minha mãe, no dia do meu casamento, me disse: ‘Um dia haverá uma discussão entre vocês, como ocorre com a maioria dos casais. O meu conselho é que nunca durmam sem antes fazer as pazes, pois não permitirão que o Satanás durma com vocês e, no dia seguinte, verão que o que tinha ocorrido era sem importância’.” E diz que no Islã não existem muitos divórcios, pois “eles pensam antes de falar, e a maioria das separações acontecem pela falta de

compreensão e diálogo”. A psicóloga Cirlei Gurgel explica que um casal de nacionalidade diferente deve “buscar o interesse em compreender os hábitos do parceiro para superar as diferenças culturais. Mas o exercício de renúncia, confiança e respeito independem de cidade ou país de origem”. Essa diferença de cultura nunca foi problema para o casal. Juntos há 37 anos, eles mantêm a tradição árabe na família e seguem a religião muçulmana, o que não impede Fátima de relembrar as tradições japonesas familiares.

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FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

Deus me livre

Robson Mattjie Jornalista, músico, marido, ciclista e pai de dois gatinhos. Aos 28 anos vive hoje em Londres e acredita que o ser humano está viciado e doentio, mas que ainda temos chances. *Hélio Leites é artesão de Curitiba personagem do projeto “O que é tristeza pra você?”. www.oqueetristezapravoce.com.br

de ser normal! “Tristeza em certo sentido até que ela é boa. Ela faz você ver certas coisas que a alegria não deixa ver.”* Comecei o texto com essa citação, pois, durante este meu primeiro ano como imigrante aqui em Londres, mergulhei, por certos momentos, em uma tristeza aguda pela falta de tudo e de todos que deixei em Foz do Iguaçu. E, essa solidão, que não passou nem perto de ser uma depressão, fez-me ver as tais certas coisas que a alegria não me deixava ver. Calado, sozinho e no silêncio da casa, ou nas minhas caminhadas e pedalas sem destinos e intermináveis, fui desvendando Londres e descobrindo um Robson que eu não conhecia. Coloquei-me diante do muro, sentado em um divã, em um banco dos réus, e me julguei, dos pés à cabeça. Relembrei minhas atitudes, meus erros e acertos, meus objetivos e, principalmente, meu estilo de vida. Parei de conjugar o verbo TER e estou numa fase na qual prefiro sempre utilizar o verbo SER. Estou tentando abrir mão dos luxos, da ambição e inveja desenfreadas por coisas e objetos, e me coloquei em primeiro plano. Vivo hoje em busca de equilíbrio para o corpo e para a alma, respeitando-os. Tornei-me vegetariano, abri mão do álcool, fujo dos produtos industrializados, escondo-me das pessoas negativas, tento ser o mais correto possível, e estou numa busca incansável por satisfação e alegria. E tem sido uma experiência extraordinária! Nessa nova fase, estou aprendendo, mais do que nunca, que a felicidade está mesmo nas pequenas coisas. No amor, na família, na manutenção das amizades, no riso, nos prazeres, nas viagens, na entrega, na superação, no aprendizado, na busca pelo novo, e na realização de pequenos ou grandes sonhos. E você, já fez algo extraordinário hoje?

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FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

O “DNA de Foz do Iguaçu” Uma cidade abençoada por Deus e pela mão do homem, muito bem localizada geograficamente e que em um só lugar reúne cerca de 80 etnias que vivem pacificamente. Alinhados a esses ingredientes, um setor educacional crescente, área de prestação de serviços forte e uma organização na gestão do turismo invejável... Mas o que ainda falta? Apesar de todas essas características, falta principalmente o “DNA de Foz do Iguaçu”. Por muitos anos, a nossa querida Terra das Cataratas serviu de moradia temporária para muitas pessoas, fossem os barrageiros que construíram Itaipu ou então os árabes que atravessaram o mundo para buscar novas oportunidades, entre outros exemplos. Hoje, percebemos que muitos filhos desses moradores nasceram em Foz, criaram raízes na cidade e não têm o mesmo pensamento dos seus pais. Eles querem viver, crescer e ficar aqui. Além do mais, outras pessoas estão chegando com o objetivo de constituir sua vida aqui. Percebemos uma mudança nos últimos anos. Hoje, existe um pensamento maior em relação ao futuro. Foz do Iguaçu atrai, principalmente por causa do Parque Tecnológico Itaipu, inúmeros especialistas e inúmeros projetos de relevância. Por exemplo, você sabia que nós temos aqui um dos maiores centros de energias renováveis da América Latina? Ou então que temos uma unidade experimental que trabalha no desenvolvimento de veículos elétricos em parceria com duas grandes montadoras: Fiat e Renault? Precisamos olhar um pouco ao nosso redor, pois as oportunidades estão passando pela nossa porta. É necessário dar mais condições de visibilidade e integração a esses projetos. Creio que com a chegada Unila, instituição que atraiu milhares de jovens de toda a América Latina para a cidade, e também com o fortalecimento e o crescimento de outras universidades públicas e privadas está sendo criado um legado de uma “massa crítica” que ajudará na constituição do “DNA de Foz do Iguaçu”. Mas o que seria esse tal DNA? O DNA seria a percepção, o sentimento e principalmente o reconhecimento do nosso entorno. A partir disso, conseguimos pensar melhor e planejar projetos, principalmente termos o entendimento necessário para avaliar se isso é bom ou ruim. Quantas vezes surgiram em nossa cidade propostas “aventureiras” que nunca deram em nada? Precisamos, junto com isso, planejar um plano para nossa cidade. As ferramentas começaram a ser montadas; o Codefoz, por exemplo, é um ótimo instrumento para essas discussões. Agora temos de parar de ser passivos e tentarmos contribuir com alguma coisa. Foz do Iguaçu não é algo distante, ela é sua, ela é minha, ela é nossa! A nossa maior contribuição para os próximos 100 anos, além de pensar em obras, é criar um sentimento de reconhecimento e, principalmente, de patriotismo pela nossa cidade.

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Fabio Canhete Nasceu na Terra das Cataratas. Cursou Administração e Jornalismo, atualmente coordena o Núcleo de Jornalismo da Vision Art Produções, além de prestar o serviço de assessoria de imprensa para a Confederação Brasileira de Canoagem e o Instituto POLOIGUASSU. COLORADO! Gosta de Política, Turismo, Economia, Meio Rural e Aviação.

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124 DICAS DE

DECORAÇÃO Mude os ambientes da sua casa

132 QUAL A

TINTA CERTA?

Entenda a diferença entre as tintas


Recriando os ambientes Que tal renovar a decoração da sua casa? Colorir, trazer peças com toque de requinte e contemporaneidade, proporcionando um ambiente mais aconchegante e, é claro, diferente do usual? Para iluminar as suas ideias, apresentamos algumas dicas de decoração e de peças que vão desde a sala de visitas até o quarto, ou seja, sem desculpas para deixar algum espaço de fora na hora de dar aquela repaginada na casa.

Aparador Dylan Uma peça assinada pelo estúdio ASA Design de Curitiba, inspirada nas tendências retrô, o aparador é considerado um curinga para a decoração, por se tratar de um móvel muito fácil de usar e aproveitar nas mais diversas ocasiões, ambientes e estilos. Uma peça muito versátil, normalmente utilizada no hall de entrada, como apoio para deixar chaves, bolsas e itens que são carregados diariamente, pode compor também ambientes corporativos, salas de jantar, quartos e cozinhas, principalmente com o intuito de delimitar o espaço, além de decorar o ambiente. Pode-se ambientá-lo com adornos variados (porta -retratos, vasos, etc.) e também utilizá-lo como um bar, deixando nele garrafas de bebidas e bandejas com taças para servir drinques aos convidados. Mas não se limita à decoração somente na parte de cima da peça, pode ser decorado com vasos maiores e bancos na parte debaixo, conforme a característica e personalidade do ambiente em que será inserido. Nas salas, pode ser posicionado próximo a paredes, como nas costas do sofá, tomando o cuidado para que a peça escolhida combine com o ambiente. Nos quartos, pode guardar objetos de uso pessoal, dando todo o requinte e personalidade ao cômodo. Dall Móveis: (45) 3264-3035

Grafismi A SCA oferece a inédita técnica de gravação a laser ou impressão no vidro que permite aplicar fotos, estampas ou desenhos diretamente no móvel ou em painéis decorativos. O resultado proporciona charme, personalização e exclusividade aos ambientes. No showroom da loja, as famosas Cataratas do Iguaçu estampam um dos ambientes, graças à exclusiva técnica Grafismi SCA, uma homenagem da marca à cidade. A imagem figura como painel que emoldura a parede acima do mobiliário gourmet. Para trazer ainda mais charme à proposta decorativa, o escritório Edgar Casagranda Arquitetura decorou o local com uma composição acertada entre molduras de tamanhos variados. Além de dar identidade ao ambiente, o Grafismi traz o diferencial que deixa o espaço pra lá de exclusivo. SCA: 3525-8255

Mesa de madeira de demolição com detalhes em azulejo A mesa é um produto diferenciado, na qualidade, durabilidade e estilo. Pode ser utilizada tanto em área externa – de jardim ou espaço gourmet – quanto interna, numa sala de jantar; tudo depende do estilo da decoração do cliente. Ela é toda em madeira de demolição, com um trabalho diferenciado na madeira, nas cadeiras, e o charme do azulejo no centro, que dá à mesa destaque em qualquer que seja o ambiente no qual esteja inserida. Baranoski Casa e Jardim: 3030-2607

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Decoração: Armazém da Casa

Quarto A arquiteta e urbanista Daiane Cristina Morgenstein Provin é a responsável pelo quarto do showroom da Inusittá Móveis Planejados, que, conforme a tendência do momento, foi elaborado com cama tatame, brincando com espessuras de madeira, usando tamburato e painéis de outras espessuras. A cabeceira também tem uma proposta bem arrojada, com tamburatos de variados tamanhos, na vertical, fixados em um outro painel. Os criados com frentes de vidro azul-turquesa, que é uma cor em alta no momento, para trazer um toque de vida ao quarto, já que o cômodo foi trabalhado com cores mais sóbrias, como a gianduia e a albero – exclusivas Inusittá. Acima dos criados, compõem espelhos bisotês com pendentes, que dão uma certa elegância ao quarto e uma sensação de um ambiente maior.

Cristaleira Normalmente é colocada na sala de estar ou de jantar, com peças mais “vistosas”. Teoricamente seria apenas isso, mas a cristaleira, hoje, pode “passear” pela casa e ocupar outros espaços, cumprindo várias funções.

Ao canto do quarto, existe uma poltrona charmosa, um pufe para leitura com uma luminária de coluna, e alguns quadros. Flores e porta-retratos nos criados que sempre alegram um ambiente. No geral, ficou um quarto moderno, arrojado, porém romântico e clássico, fazendo uma mescla de estilos, já que em 2014 estamos nos anos dourados.

As cristaleiras em madeira de demolição, novas ou antigas, na cor original da madeira, ou com restos de tinta, estão ganhando lugar nas cozinhas como louceiros; nos quartos, como sapateiras, dando um toque de luxo ao ambiente; e em banheiros mais espaçosos, para guardar toalhas enroladinhas e produtos de higiene. Podem também entrar na varanda ou espaço gourmet e facilitar a organização daqueles utensílios que usamos em um churrasco ou chazinho da tarde.

Inusittá : 3027-5600

Rústico com Amor: 3029-7970

Quadros Peça muito importante na decoração de uma casa. Em uma residência sem quadros, as paredes ficam frias, isso porque as telas passam aconchego e dão um toque especial. Quadros decorativos caem bem em qualquer cômodo, desde a sala e quartos até lavanderias. Uma dica importante é apoiar as telas em vez de pendurá-las, assim é possível mudá-las de lugar com mais facilidade e sem precisar furar as paredes. Não existe uma regra para pendurar quadros. O charme mesmo é usar a criatividade e o bom senso para deixar o espaço com equilíbrio e harmonia. Para isso, misture tamanhos, molduras e cores. O efeito final é muito legal! Charme Design do Lar: 3529-1616

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Tecidos Com uma variedade de tecidos exclusivos para decoração, a Decorsol tem as soluções para qualquer necessidade, oferecendo opções para decorar todos os tipos de ambientes, como tecidos para cortinas, poltronas, estofados e colchas. Conta também com uma linha exclusiva de seda, linho, viscose, suede, veludo, estampados, entre outras. A escolha perfeita de um tecido pode ser o diferencial de um projeto.

Segurança e conforto Planejar uma casa vai muito além dos detalhes de decoração, é preciso, também, pensar em itens que ofereçam segurança, sem dispensar os toques de sutileza. Tendo isso como base, separamos alguns produtos que podem fazer a diferença na hora de construir ou reformar um ambiente.

Decorsol: 3525-2349

Porta-joias com aplicação de cristais O produto atende a um público mais exigente quanto ao acabamento e é uma peça totalmente exclusiva e diferenciada. Pode estar em closets e dormitórios, pois, além de organizar acessórios e joias, é extremamente elegante e decorativo. Todas as gavetas e divisórias internas são revestidas em camurça, dando maior proteção às joias. Também possui dezenas de gavetas e divisões para organizar acessórios. O porta-joias vem com rodízios para dar mais mobilidade e reposicioná-lo em outro ambiente. Via Decor: 3523-4030

Peças decorativas

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Corrimão e guarda-corpo em aço inox Ele é um dos itens de segurança mais importantes em residências, estabelecimentos comerciais, hospitais, entre outros locais. Para que se entenda melhor, o guarda-corpo é um elemento que serve para proteger adultos, crianças e animais de acidentes e quedas graves em função de desnível ou de ambientes mais altos em relação a outros. Conforme sua aplicação, também é chamado de parapeito. O corrimão é uma barra lisa e arredondada que serve de apoio para as mãos, colocado ao longo das escadas e rampas para proporcionar segurança e equilíbrio para subir e descer áreas em desníveis. É instalado na parede, piso ou degraus. Deve ser contínuo, de formato confortável e fácil de ser agarrado, não podendo conter obstrução.

As decorações selecionadas oferecem um toque único, acolhedor e sofisticado. São várias peças com características marcantes, usuais e decorativas, como porta-retratos, vasos de flor, relógios de mesa, bomboniéres, castiçais, cristais de murano, entre muitas outras exclusivas, que podem ser usadas em todos os cômodos da casa, como lavabo, salas de jantar e estar, dormitórios. Possuem tons e acabamentos leves e fáceis de ornar com o mobiliário, sem comprometer a decoração. Uma decoração única, aliada às últimas tendências para os espaços interiores que requerem bom gosto e criatividade.

É fundamental a presença do corrimão, pois ele é capaz de suportar qualquer quantidade de peso e auxiliar todo tipo de usuário, como mulheres grávidas, crianças, idosos, portadores de deficiência e mulheres com crianças de colo. Existem normas específicas para instalação dos corrimões estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Modulinea : 3523-2125

Soldnox: 3577-9423

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Vidros Habitat Com a função principal de filtrar os raios solares, os vidros de proteção solar diminuem a entrada de calor para o interior do ambiente entre 40% e 70%, permitindo que a temperatura fique sempre agradável, e o espaço permaneça muito mais confortável, sem afetar a luz natural recebida, o que também garante economia, tanto com a redução do uso da iluminação artificial como com o uso do ar-condicionado. Além disso, o vidro promove a interação das pessoas com o meio externo e, quando laminado, atua como barreira impedindo a entrada dos raios ultravioletas (UV) em quase 100% durante todo o dia, evitando assim o desbotamento de móveis, tecidos e pisos, causado pela incidência direta da radiação solar sobre eles, e protegendo as pessoas dos danos causados à pele. O vidro de proteção solar recebe essa característica já na linha de produção e, por isso, tem alta resistência, não se tratando de uma película aplicada após a instalação do vidro. Em residências, qualquer tipo de janela pode receber um vidro de proteção solar, seja instalando uma nova ou substituindo somente o vidro da atual.

Vidraçaria Glassfoz: 3574-2437

Patchwork São peças com várias estampas, cores e texturas diferentes que criam uma uniformidade e harmonia no conjunto. Presente em vários segmentos, como roupas, móveis e tapetes, o patchwork também é encontrado nos revestimentos cerâmicos. Sem restrições de uso, as peças são facilmente encaixadas em qualquer ambiente da casa, proporcionando alegria e aconchego para o local escolhido. Na ExpoRevestir, feira realizada anualmente em São Paulo com os lançamentos das principais marcas de revestimentos em geral, o patchwork se fez mais que presente, agradando à maioria dos visitantes. Panorama: 3528-8020

Jazz Fendi O jazz é um acessório para espaços de atmosfera sofisticada e forte personalidade, destinado para uso em paredes e mobiliários. Ele é um acessório inspirado na música que surpreende com notas antimonotonia, um mosaico que combina diferentes materiais como resina e pedra, expressa elegância num ritmo integrado, porém vibrante. Porto Bello Shop: 3523-0808

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As indicações

por trás das cores

Para pintar não basta apenas escolher uma cor, é preciso, também, entender que o mercado oferece diferentes grupos de tinta A construção ou reforma de uma casa implica diferentes fatores, que fazem o proprietário passar horas andado pelos corredores de uma loja de materiais para construção. Um dos itens que compõem essa tarefa é a escolha das cores que estarão aplicadas nas paredes dos cômodos da casa. Para isso, muitas paredes acabam “transformando-se” em um arco -íris de testes. Porém pensar na cor da tinta é apenas um detalhe, é preciso analisar também a qual grupo ela pertence. Como assim? Simples, existem tintas específicas para cada ambiente de sua residência. Conheça os mais comuns e também as suas indicações.

Látex PVA Descrição: é a tinta mais comum do mercado. Ela é feita à base de água e seca rápido. O PVA vem do nome da substância usada para fabricar a tinta, que é o acetato de polivinila. Ele tem uma base solúvel em água, por isso, se a tinta espirrar em outras partes, é só lavar que irá sair. Indicação: essa tinta é indicada para as áreas internas das residências, que podem ser limpas com um simples pano úmido.

Acrílica Descrição: ela tem um aspecto muito similar ao do látex, porém contém resinas acrílicas em sua composição, o que proporciona um produto impermeável. Diferentemente do látex, o seu acabamento se torna mais brilhante. Indicação: por proporcionar essa impermeabilidade, a tinta é muito indicada para áreas molhadas, como cozinha e lavabo. Diferentemente do látex, ela pode ser lavada.

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Esmalte Descrição: o esmalte não é solúvel em água e substitui as tintas à base de óleo, que são tóxicas e pouco utilizadas. O acabamento é acetinado, por isso proporciona a sensação de que existe uma película sobre a superfície. Indicação: a sua aplicação tem bons resultados em superfícies de ferro ou madeira.

Epóxi e poliuretano Descrição: são tintas sintéticas, não solúveis em água e, geralmente, diluídas em solvente específico. Possuem catalizadores para auxiliar no processo de pintura. Indicação: são específicas para aplicação em áreas molhadas, como piscinas e caixas d’água. Além disso, também podem ser aplicadas em banheiros, boxes e cozinhas.

Verniz Descrição: composição líquida que se transforma em um filme sólido e transparente depois de aplicada em uma fina camada protetora. Indicação: é utilizada, principalmente, em madeiras localizadas em ambientes externos.

É preciso ficar atento ao acabamento das tintas, que variam do fosco ao brilhante, por isso escolha o que melhor irá combinar com o seu projeto.

Fosco Ele é mais indicado quando a superfície não é totalmente lisa. Por não refletir muito a luz, disfarça as imperfeições. Fique atento porque ele não é recomendável em corredores e áreas sujeitas a atrito.

Acetinado Interiores e fachadas são indicados para esse tipo de acabamento, isso porque ele tem textura aveludada e não chama muito a atenção.

Semibrilho e brilhante Esses acabamentos criam um filme mais resistente e que permite uma limpeza mais fácil. Eles podem ser usados em fachadas, superfícies ao ar livre e áreas de uso infantil. Mas fique atento: quanto mais brilhante a tinta, mais difícil para aplicar outra tinta na superfície. www.revista100fronteiras.com

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Sofisticação e conforto para a sua casa Texto: Lilian Céspedes Imagens: Costa, Fizinus & Schmitt Arquitetos A arquitetura neoclássica é muito solicitada na nossa região. Ela remete ao luxo e conforto, tendo a aplicação da simetria nos espaços e uso de materiais nobres como o mármore, granito, madeiras e pedras, além dos elementos identificadores, que são as molduras, frontões e colunas. O escritório Costa, Fizinus & Schmitt Arquitetos traz a nobreza e luxuosidade daquele estilo para uma residência em condomínio fechado. A escada central em curva, dividida em dois acessos, dando simetria para o projeto, é o elemento principal da casa. Ela remete ao poder e luxo do estilo, bem como convida as pessoas da casa para um passeio fascinante ao seu interior. As molduras das paredes internas permitem a divisão dos espaços no grande vão livre da área social. O pé-direito duplo em escala monumental, no coração da casa, possibilita ao morador uma ampla integração dos ambientes, e por meio do passeio gerado no mezanino tem-se a contemplação total do interior da residência. A integração dos ambientes internos é um elemento marcante nesse projeto. Buscou-se uma interação completa dos espaços sociais, como hall de entrada, sala de estar, living, sala de TV e espaço gourmet, onde se nota a ausência de bloqueios físicos como paredes ou outros obstáculos, justamente para transmitir a sensação de união ou extensão dos ambientes. Aliar o requinte, a beleza e o conforto é um requisito permanente nos projetos do escritório Costa, Fizinus & Schmitt Arquitetos. Confira esse e outros projetos no site cfesarquitetos.com.br.

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Villa Vicenza Um empreendimento em que a história e o presente se harmonizam, criando um ambiente único e aconchegante. Esse é o Condomínio Villa Vicenza. A inspiração veio de uma das mais belas construções remanescente da arquitetura romana, o Arco di Augusto, localizado na região de Vicenza, na Itália. Procurando um diferencial em relação aos condomínios horizontais existentes na região, foi dada ênfase ao portal de entrada, buscando deixá-lo imponente assim como os grandes arcos romanos. Toda a estrutura foi projetada para que, além de segura, fosse admirada pela sua beleza. Apesar de carregado de história, o condomínio também apresenta itens de modernidade: possui portaria 24 horas, pista de caminhada, campo de futebol, espaço fitness, salão de festas com espaço gourmet, e piscina. Tudo para proporcionar aos moradores um ambiente agradável, aconchegante e seguro. O Villa Vicenza é composto por 85 lotes, com metragens que variam de 360m² a 469m², com diversas opções para quem pretende construir residências amplas e confortáveis. Localizado a 500 metros da Avenida das Cataratas, o condomínio fica próximo a campos de golfe, parque aquático, aeroporto e a apenas cinco minutos do centro da cidade, sendo perfeito para quem procura tranquilidade e não quer abrir mão de uma boa localização na cidade.

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Concept Box Atria O conceito desse empreendimento foi desenvolvido a partir da necessidade de imóveis de médio padrão a um preço acessível, não esquecendo a ótima localização. Com base nisso foi projetado o Concept Box Atria, que se resume em um condomínio fechado de sobrados compactos (dez unidades), possuindo salão de festas e piscina na área de uso comum. O projeto tem como referência a arquitetura moderna e contemporânea, aproveitando a iluminação natural através de vidros e utilizando volumes sobrepostos entre si na fachada. Cada unidade é composta por três pavimentos. No pavimento inferior: garagem e depósito; pavimento térreo, lavabo, sala de estar e cozinha; e no pavimento superior, duas suítes. O empreendimento é muito inovador e diferenciado dos padrões comuns. Além de compacto, é muito sofisticado e perfeito para famílias pequenas e modernas, por possuir seus ambientes interiores inteiramente projetados visando ao conforto e ao bem-estar de todos. Além disso, a estrutura e a projeção do imóvel proporcionam segurança e privacidade em cada uma de suas unidades, estando numa localização privilegiada e muito valorizada na cidade. O Concept Box Atria consegue aliar a segurança e privacidade dos condomínios verticais com os benefícios dos condomínios horizontais, sendo perfeito para quem pretende usufruir uma boa qualidade de vida.

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PALESTRANTES

Conheรงa quem estarรก no Diรกlogos

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Conversando

Entenda como serรก o evento


Caro leitor

Nós queremos fazer um convite especial a você que acompanha a Revista 100 Fronteiras todos os meses e acredita naquilo que nós acreditamos: uma Foz do Iguaçu melhor para todos. No ano em que completamos as 100 edições, a cidade também comemora o seu centenário. A coincidência gerou em nós uma vontade de conversar ainda mais sobre a nossa fronteira. Então, pensamos em criar um dia só pra isso. Surgiu o Diálogos 100 Fronteiras, que vai reunir um grupo de profissionais para debater o futuro de nossa cidade. E você, amigo leitor não pode faltar! Queremos a sua presença nesse dia que marca um novo tempo de nossa revista, que sempre se pautou em valorizar a nossa gente e brigar por uma Foz do Iguaçu mais justa, humana, bela, crítica e feliz.

maio.

Esperamos você lá, no Hotel Golden Tulip, 15 horas, dia 17 de

Mas é preciso confirmar a sua presença, sabe como? Entre no site: www.dialogos100fronteiras.com e se inscreva, porque as vagas são gratuitas e limitadas.

Forte abraço, Denys Grellmann

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O que você espera de uma Faculdade?

Terça-Feira

20: 00h Vi sit a r ica r é m a i n U

rt a I m po

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Compartilhe com a gente seus sonhos de futuro. Todas as terças-feiras às 20h, a Uniamérica está de portas abertas para receber você e seus amigos e lhe mostrar um novo mundo na educação superior. Ou então ligue e agende uma visita: 2105-9000. Visite a Nova Uniamérica!


Vamos conversar? O Diálogos 100 Fronteiras chega a Foz do Iguaçu para instigar as discussões e reflexões

No ano do centenário da cidade é preciso relembrar o passado, refletir sobre o presente e projetar o futuro, por isso a Revista 100 Fronteiras apresenta aos empresários, intelectuais, autoridades e formadores de opinião da região trinacional o Diálogos 100 Fronteiras. O evento parte da premissa da necessidade de se conversar sobre a realidade em que vive a população, debater os acontecimentos diários e, muitas vezes, conturbados que envolvem a rotina de cada um. Pensando em diversos cenários e temas variados, contamos com a participação de oito palestrantes. Seis irão explanar suas ideias em formato TED, ou seja, palestras curtas e dinâmicas com o objetivo de estimular o diálogo a respeito das questões locais. Os outros dois – palestrantes principais – irão, com os mesmos ideais, aprofundar a discussão de um tema. O evento proporcionará uma experiência diferente ao público, sendo ágil e direto em sua forma de expressão.

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Conheça os nomes que irão mudar a sua maneira de pensar Danilo Vendrusculo O empresário Danilo Vendrusculo é formado em Ciências Econômicas e pós-graduado em Gestão Estratégica de Serviços e Marketing Estratégico pela FAE-PR. Sempre participando das principais atividades que visam ao crescimento do município, Danilo é vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) e presidente do Conselho de Desenvolvimento de Foz do Iguaçu (Codefoz). Atuando no setor de distribuição de transportes no município, o empresário compreende as demandas da cidade e projeta sua visão sempre para o futuro, por isso, no Diálogos, irá explanar sobre o desenvolvimento da Terra das Cataratas e como é possível seguir caminhos ascendentes.

Gilmar Piolla Nascido na cidade paranaense de Dois Vizinhos, Gilmar Piolla é formado em Jornalismo pela PUCPR, foi repórter do Jornal do Estado, em Curitiba, e assessor de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) em Brasília. Com o seu conhecimento, foi coordenador de Comunicação da bancada do PT na Câmara dos Deputados e, em 2002, atuou na campanha de Lula à Presidência. Atualmente, Piolla é o responsável pelas áreas de Comunicação Social e Turismo da Itaipu Binacional. À frente das campanhas de divulgação e marketing do Destino Iguaçu, idealizou as campanhas Foz do Iguaçu Destino do Mundo e Temporada Boa em Foz, além de ter coordenado a campanha que elegeu as Cataratas do Iguaçu uma das 7 Maravilhas da Natureza. Piolla ainda participou ativamente da criação do Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu, o Fundo Iguaçu, tendo sido eleito presidente do Comitê Gestor. Entre as premiações que já conquistou estão: Top de Marketing, na categoria Hotelaria, Turismo e Cultura; Grand Prix regional do Prêmio GRPCOM de Criação; Executivo do Trade Turístico 2012, da 28ª edição do Prêmio Os Dez Mais do Turismo; Profissional do ano 2012 do prêmio paranaense Panorama do Turismo; Personalidade do Ano na 13ª edição do Prêmio Caio; Top de Marketing, na categoria Hotelaria, Turismo e Cultura; Grand Prix no prêmio Top de Marketing. Já recebeu o título de Cidadão Honorário de Foz do Iguaçu e foi Personalidade de Comunicação do Ano no prêmio Top de Marketing. Em sua palestra, Piolla irá apresentar os resultados do turismo no município, além do planejamento para divulgar o nome do Destino Iguaçu.

Diogo Nascimento Busse Diogo Nascimento Busse nasceu em Londrina (PR), mas aos 3 anos mudou-se para Curitiba, onde vive atualmente. Busse enfrentou anos turbulentos quando passou a ser usuário de drogas. Viveu por 13 anos em um mundo “obscuro”, quando viu no nascimento de seu filho o seu renascimento e encontrou forças para lutar e desfrutar de uma vida digna. Tornou-se advogado, professor universitário, mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR, Legal Law Master pelo IBMEC, ex-Diretor de Políticas Sobre Drogas da Prefeitura de Curitiba, presidiu o Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas e, atualmente, como forma de ajudar pessoas que vivem a mesma realidade pela qual já passou, é conselheiro no Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas, além de ser pesquisador vinculado ao CNPq. Com a sua biografia, Diogo Busse vem a Foz do Iguaçu para explanar sobre as questões de política de drogas.

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Luiz Hoflinger

Reni Pereira Em 2012, Reni Pereira foi eleito prefeito de Foz do Iguaçu com 53,56% dos votos. Na época, deixou claro que os primeiros meses de mandato seriam para “arrumar a casa”. Com pouco mais de um ano à frente da prefeitura, Reni irá apresentar no Diálogos 100 Fronteiras os novos projetos que irão embalar a cidade no ano de seu centenário e, também, irão projetar o futuro do município. Nascido no interior do município de Santo Antonio do Sudoeste, no Paraná, Reni é formado em Direito e Filosofia. Em 1993, tornou-se servidor concursado do Ministério da Justiça e passou a atuar na Polícia Rodoviária Federal em Foz do Iguaçu. Elegeu-se deputado estadual em 2002, ficando no cargo por mais dois mandatos, 2006 e 2010. Nesse, renunciou ao mandato para assumir a Prefeitura de Foz. Mas antes de assumir a prefeitura da Terra das Cataratas, Reni também foi coordenador nacional da Comissão de Acompanhamento da Reforma Tributária da União Nacional das Assembleias Legislativas (Unale), além de ser presidente da Comissão Estadual Especial da Reforma Tributária e da Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Tributária e da Micro e Pequena Empresa, relator do Código de Defesa do Contribuinte, Lei da Micro e Pequena Empresa e da Lei de Reforma Tributária Estadual.

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Luiz Hoflinger é bacharel em Administração de Empresas pela Fecivel e pós-graduado em Pós-Economia Empresarial pela Unioeste. Além disso, realizou curso de Metrologia Legal, no Inmetro/RS; Governança Corporativa, no IBGC/SP; e Conselho Fiscal, Teoria e Prática, no IBGC/RS. Com 20 anos de experiência em cooperativismo, Luiz já ocupou cargos como conselheiro fiscal, conselheiro de administração, vice-presidente e presidente de Conselhos de Administração de Cooperativas de Crédito e de Produção Agropecuária. Com a sua expertise no assunto, irá apresentar e discutir o cooperativismo, suas vantagens e seu crescimento. Além de compartilhar o seu sólido conhecimento em gestão de cooperativas, coordenação de trabalhos de organização do quadro social, prestação de contas aos associados, relacionamento com associados, comunidade e equipe de colaboradores, condução da gestão integrada entre Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Quadro Gerencial. Para isso, ele também traz como bagagem viagens de estudos para conhecimento em cooperativas de crédito e mercado financeiro para países como: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Itália, Holanda e México, além da participação em diversas conferências do Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU): 2009, Hong Kong; 2010, Espanha; 2011, EUA; e 2012, Canadá. Atualmente, Luiz Hoflinger é o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Vanguarda PR/SP.


Ronaldo Caceres Sempre pensando no bem do próximo, Ronaldo Caceres tem como base para os seus objetivos oferecer uma vida digna às crianças. Formado em Educação Física pela Uniamérica, Ronaldo é um líder comunitário no bairro Porto Belo, onde desenvolve o projeto “Um chute para o futuro”, com mais de cem crianças. Por meio desse trabalho, as crianças do bairro têm a oportunidade de sonhar com o futuro e usufruir o presente. Com a sua luta, Ronaldo é um exemplo de cidadão que, independentemente de política ou governo, busca fazer a diferença na vida de uma pessoa. Por isso, ele irá falar sobre o terceiro setor, ou seja, organizações sem fins lucrativos e não governamentais que atuam em áreas, muitas vezes, esquecidas pelos governantes.

Ryon Braga Um visionário da educação, assim pode ser descrito Ryon Braga, que busca projetos e ideais por um ensino precursor. Formado em Medicina pela UFPR, com pós-graduação em Neuropedagogia, Ryon também é mestrando em Educação pela Universidade de Jaén (Espanha). Sócio da Anima Educação SA e presidente do Conselho de Administração da Hoper Educação, do Instituto Hoper e do Instituto Anima, Ryon assume um novo compromisso, é diretor -presidente da Uniamérica, que irá apresentar um método de ensino diferenciado que será pioneiro no Brasil. Com a bagagem de conhecimento, já publicou vários livros no segmento da educação, entre eles: Marketing Educacional; Planejamento Estratégico para Instituições de Ensino; e irá lançar este ano um livro sobre ensino e aprendizagem na educação superior. Pelo domínio na área, Ryon irá explanar sobre os rumos da educação e o caminho que a cidade vem trilhando para tornar-se um polo educacional.

Sergio Lirio O mineiro Sergio Lirio é mestre em Teoria da Comunicação e tem MBA em Finanças. Ele já desenvolveu trabalhos na Folha de S. Paulo e na Isto É Dinheiro. Atualmente, é redator-chefe da Carta Capital, revista com uma tiragem de 65 mil exemplares semanais, que apresentam, ao longo de suas páginas, o jornalismo comprometido com o leitor. Tendo como base os trabalhos que desenvolve em favor da verdade, Sergio Lirio vem a Foz do Iguaçu para apresentar os desafios da comunicação e como ela pode ser a aliada de uma sociedade que busca justiça e um futuro sem temores.

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Ambiente Para a comodidade de todos, o Diálogos 100 Fronteiras irá acontecer no Hotel Golden Tulip, localizado no centro da cidade. Preparado para receber grandes eventos, ele conta com estacionamento com manobrista e 12 salas de eventos com capacidade para até 3.500 pessoas. Por isso, é voltado tanto para o turismo de negócios quanto para o de lazer, oferecendo uma estrutura com 214 apartamentos, além de possuir dois restaurantes, dois bares, room service 24 horas, lavanderia, business center, piscina, fitness center e sauna.

Exposição A maior geradora de energia elétrica do mundo completa, coincidentemente, no dia 17 de maio, 40 anos. São quatro décadas da força que ilumina municípios e casas e que impulsiona Foz do Iguaçu e a região rumo ao seu crescimento constante. Como forma de homenagearmos essa gigante, o Diálogos 100 Fronteiras fará uma exposição das fotos do fotógrafo Caio Coronel, que por 36 anos registrou os momentos da Itaipu e compartilha com os participantes do evento alguns de seus milhares de registros.

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Networking A data será marcada pela troca mútua de informações e conhecimentos. O evento será uma excelente oportunidade para quem busca estabelecer uma rede de contatos, para discutir, trocar ideias e tirar dúvidas. “O Diálogos proporcionará a oportunidade de pensar e falar sobre o futuro da cidade e, assim, planejar a Foz do Futuro que se deseja”, destaca o editor da Revista 100 Fronteiras e idealizador do evento, Denys Grellmann.

Confraternização O Diálogos foi pensado em todos os momentos, desde a chegada dos palestrantes e participantes até o encerramento. O objetivo principal é provocar a reação de todos os presentes, por meio da reflexão e da busca por fazer diferença no meio onde vivem. Para isso, o público e os palestrantes poderão conversar, tanto no coffee break quanto no coquetel de confraternização, para que não pairem dúvidas sobre os assuntos em debate. Como forma de encerrar de maneira harmoniosa o evento, o músico Sérgio Copetti, autor da música Isso é Foz do Iguaçu, irá agraciar todos os participantes com o seu talento, cantando as belezas da Terra das Cataratas.

Destaques Todo o evento terá a cobertura exclusiva do Portal 100 Fronteiras, da Revista 100 Fronteiras e da 100 Fronteiras TV. Os meios darão o enfoque ao Diálogos e levarão para o público todos os momentos desse dia de transformações. Como forma de compartilhar o conteúdo com os que não puderem estar presentes, o evento terá transmissão ao vivo pela internet. Além disso, será montado o Lounge 100 Fronteiras TV, um espaço destinado a entrevistas com os palestrantes, que darão o seu parecer em relação às ações desenvolvidas e, também, suas perspectivas sobre os assuntos explanados.

Programação 15:00 Credenciamento e Boas-vindas 15:45 Danilo Vendruscolo (Desenvolvimento) 16:00 Luiz Hoflinger (Cooperativismo) 16:15 Gilmar Piolla (Turismo) 16:30 Diogo Nascimento Busse (Política de Drogas) 16:55 Coffee Break 17:15 Reni Pereira (Novos projetos) 17:30 Ronaldo Caceres (Terceiro Setor) 17:45 Ryon Braga (Educação) 18:00 Sergio Lirio (Comunicação) 18:25 Coquetel de Confraternização (A programação está sujeita a alterações)

Você no Diálogos Marcado para o dia 17 de maio de 2014, o Diálogos tem suas inscrições limitadas, por isso é necessário fazer a sua no site www.dialogos100fronteiras.com.br. Cada participante irá receber um kit com informações e brindes. Para mais informações, é só ligar para o (45) 30252829. E aí, vamos conversar?

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198 MULHER EM

EVIDÊNCIA

com Marina Souza Saleh

204 MEU JEITO

DE SER

com Josyê Fritzen


Espaguete ao Molho de Camar達o

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Por: Annie Grellmann

A proprietária do restaurante Bocamora, Priscila Rito, comanda o estabelecimento há um ano e meio. Com o cardápio totalmente modificado, nesta edição, “Pipi”, como é carinhosamente chamada pelos amigos, traz a sugestão da especialidade da casa: o Espaguete com Molho de Camarão. Mas lembrando que não é só o delicioso prato que se pode saborear lá. Você também pode usufruir uma vista sem igual. O local é o único restaurante da região trinacional que tem vista para os Marcos das Três Fronteiras do Brasil, Paraguai e Argentina. A primeira foto dessa receita mostra o prato pronto, assim você já abre o apetite com água na boca. Anote os ingredientes, veja o modo de preparo, e mãos à obra!

RENDIMENTO O prato serve uma pessoa, mas se a gula não for muita, pode ser degustado até por duas pessoas.

TEMPO DE PREPARO 8 minutos

INGREDIENTES Macarrão: Espaguete (fresco) Molho: - Pimentão verde e vermelho, cebolinha (tempero verde), alho; - Camarão cozido e sem casca; - Sal, pimenta-dedo-de-moça, orégano; - Creme de leite

MODO DE PREPARO Molho: em uma frigideira, coloque o alho e a manteiga refogando até dourar. Junte os pimentões verdes e vermelhos, sal, pimenta-dedo-de-moça. O cozimento é em fogo baixo por dois minutos. Em seguida, coloque os camarões sem pele, mexendo até ficarem macios, a cebolinha e, por último, o creme de leite.

Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12h às 15h30 e das 18h30 à meia-noite Fan page: facebook.com/bocamora Site: www.bocamora.com Instagram: Bocamora Telefones: 03757420550 e 0375715432350

Espaguete: em uma panela, agregue água, sal e um fio de azeite de oliva. Quando levantar fervura, acrescente o espaguete fresco. O tempo de cozimento é de quatro minutos. Logo, escorra a água do espaguete e o misture com o molho pronto.

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Festival de Turismo Evento, a ser realizado em junho, é voltado para o turismo tecnológico e ambiental

A edição do Festival de Turismo das Cataratas do Iguaçu deste ano apresentará novidades. Segundo o idealizador e coordenador, Newton Paulo Angeli, “sempre estamos buscando renovar o evento”. E a novidade dessa vez ficará por conta de segmentar as atividades dentro da feira, como o Salão Adventure, que terá equipamentos e serviços turísticos voltados à natureza, e o Salão da Cultura e Espiritualidade, já que Foz é uma cidade multicultural. Testes de aplicação de tecnologia também serão feitos “para evitar que se transitem papéis em um evento desses”. Ou seja, a substituição de fôlderes por alternativas tecnológicas. Alguns expositores irão testar a substituição desse material impresso pela informação repassada para o e-mail do visitante que for até o estande. Mas a principal função do evento é o turismo ambiental, voltado também para as novas tecnologias. O festival será realizado nos dias 4, 5 e 6 de junho, das 14h às 20h, no Rafain Palace Hotel & Convention Center. São esperados aproximadamente 700 expositores de todo o Brasil e da Tríplice Fronteira, além de instituições ligadas ao turismo. Paulo diz que “o festival mudou a maneira de Foz do Iguaçu ser divulgada”, já que antes eles faziam os materiais sobre Foz e iam a exposições fora da cidade. Agora, profissionais da área do turismo vêm para cá e se inserem no ambiente, onde há contato direto com os pontos turísticos da cidade. “Você vende melhor aquilo que você conhece”, conclui.

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A Revista 100 Fronteiras reconhece a riqueza cultural da Tríplice Fronteira, prova disso é este espaço criado para valorizar e divulgar os talentos que nos cercam. Vamos enriquecer o que é nosso e promover os artistas locais.

Quer ver seu talento na Revista?

Então escreva para a gente: jornalismo2@revista100fronteiras.com

Fabio e Rafael Formada por Romário de Sousa Freitas, que usa o nome artístico de Fabio, e por Rafael Francisco Frare de Siqueira, a dupla sertaneja Fabio e Rafael vem ganhando notoriedade e fama. Na agenda, shows nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Hélia Terezinha de Almeida Feil Dona Helia entrou em depressão. Como não conseguia melhorar, o médico pediu que fizesse algo para preencher o maior tempo que pudesse. Com isso virou artesã. Passou a produzir peças de artesanato com recicláveis, pintura em tecido e também a fazer crochê e tricô. Mas hoje, devido a uma cirurgia que afetou as cordas vocais, dona Helia parou com o trabalho, principalmente o crochê. Mesmo assim, apesar da impossibilidade, faz o que pode. E-mail: heliafeil@hotmail.com

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Fabio começou bem cedo com a música, aos 5 anos. Foi quando ganhou seu primeiro violão em Jataí (GO), sua cidade natal, e nunca mais desgrudou dele. Já Rafael sempre foi um apaixonado pela música, graças à influência de seu avô materno, que também era músico. Aos 10 anos ganhou seu primeiro violão em Foz do Iguaçu (PR), sua cidade natal, e a partir daí não parou mais. A dupla existe há três anos, porém, com essa formação, há apenas dez meses. Em 2013 lançaram o primeiro álbum, com 13 canções inéditas. Algumas delas de autoria de artistas de renome nacional e internacional, como Sorocaba, Luan Santana, Caco Nogueira e Douglas Cezar. Recentemente gravaram o clipe da música Soldado com o ator Rick Tavares. Site: www.fabioerafael.com.br


Nadine Martinez A designer de moda descobriu o interesse pelo universo das joias e acessórios quando estava na faculdade. O primeiro vínculo com o artesanato foi por meio do Programa Ñandeva, que incentiva a criação de produtos com identidade cultural. Interessada, foi atrás de cursos e oficinas dentro da área e começou a trabalhar com o feltro. “O trabalho é feito a partir de descarte de indústria”, disse. O intuito do trabalho é fazer com que as pessoas adquiram os produtos por se identificarem com o conceito dos acessórios. Nadine diz que “a ideia é estar sempre em busca de algo diferente, priorizando a proposta cultural, social e sustentável”. Os produtos são atemporais, transcorrem com o tempo, carregados de histórias e sentimentos. “Gosto de criar relações com o consumidor através do objeto.” E-mail: nadi.mtz@gmail.com

Paulo Sergio dos Santos Paulo Sergio dos Santos é cantor gospel. Nasceu no dia 12 de março de 1977 na cidade de Anahy (PR) e mora em Foz do Iguaçu desde de 1987. Há 14 anos ministra o louvor a Deus por todo o Brasil. Já gravou três CDs: Toma Posse (2003), Mais que um Diamante (2007) e Decreto de Deus (2011). Cantou em vários estados do Brasil e no maior evento gospel da América Latina, “Gideões Missionários da Última Hora”, em Camboriú (SC). Agora, está preparando o quarto álbum para o ano que vem. E-mail: cantorpaulosergio@hotmail.com

Simone Sozzeki Lotero A artesã, formada em Economia, trocou os números pelo colorido mundo do artesanato há quase nove anos. “A arte sempre esteve presente em minha vida, passando de um hobby para minha principal atividade.” Simone trabalha com diversos tipos de materiais; entre eles, o EVA se destaca. Confecciona bonecos personalizados, faz decoração de festas, lembranças e presentes especiais, sempre conforme o pedido do cliente.

Tiago Willian de Lima da Silva Trabalha como caricaturista há dez anos. Formado em Publicidade e Propaganda, é também ilustrador. “Comecei minha vida artística muito pequeno, pelos 4 anos”, contou. As caricaturas surgiram na época em que o Jornal Nacional exibia charges do artista Chico Caruso. “Pensei: é isso que eu quero pra mim, e com 15 anos participei de uma feira e depois do Projeto Fera, que tinham oficinas de caricaturas.” Ganhou o primeiro lugar em caricatura e, a partir daí, não parou mais com a arte. Fez cursos para se aprimorar até criar um traço próprio. “A caricatura é uma forma de desenho da pessoa exagerada, uma distorção, para mostrar sempre as características mais marcantes com um lado engraçado, tendo como objetivo levar humor e arrancar o riso da pessoa”, explicou.

Ela possui um blog, no qual divulga os trabalhos que faz. “O blog é minha vitrine, através dele vendo para todo o Brasil.” Com amor, carinho e dedicação, faz o artesanato e está sempre em busca de novidades para encantar ainda mais suas clientes.

Hoje, Tiago trabalha mais na parte de direção de arte. Faz serviços como freelancer e caricaturas por encomenda, além de participar de feiras. Divulga o trabalho pelas redes sociais.

Blog: artedesimone.blogspot.com.br

Celular: (45) 9926-3832 www.revista100fronteiras.com

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Jucimara e Teodomiro Marques Junior

Todeschini Fotos: Latife Osman Presente há mais de sete décadas na vida das famílias brasileiras, a Todeschini se destaca quando o assunto é inovação. Com visão empreendedora, os empresários Teodomiro Marques Junior e Jucimara Marques inauguraram, no dia 3 de abril, a mais nova casa Todeschini em Ciudaddel Este, Paraguai. O evento contou com a presença de clientes, amigos, parceiros e arquitetos atuantes na fronteira, que puderam prestigiar o lançamento da nova Coleção Identidade Todeschini, inspirada na miscigenação de raças, culturas e cores originárias de nosso país. Os novos padrões são todos texturizados e sensíveis ao toque. Entre eles se destacam o padrão Tricot, que imita o tramado de linhas, e o Aço Cortain, com toque levemente oxidado – ambos exclusividade Todeschini. Além de peças com acabamento acetinado nas cores turquesa, fendi, tomate e ônix, a coleção apresenta várias opções de puxadores, que ganharam toques especiais como detalhes em cristal Swarovski e materiais alternativos com o acabamento em couro, possibilitando aos clientes criar ambientes únicos com a sua identidade.

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Claudia, Leila Youssef, Fabio Serrafim, Moises Simões e Aline

Arquiteta Lurdes Ramon e Salete Volpato

Arquitetas Hanan e Munira Omairi

Teodomiro Marques Junior

Blanca e Abilio Obregon

José Teodoro, Arquiteta Dulci Fritzen e Junior

Moises Simões, Teodomiro Marques Junior, Jucimara Marques, Luiz Cesár, Ismael Tomedi e Fabio Serafim

Jucimara Marques, Vanessa e Luciano Via Decor www.revista100fronteiras.com

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Kamal, Fátima e Osman receberam amigos e clientes no desfile da Kamalito

FASHION SHOW NO KAMALITO Fotos: Hidalgo Gomes Um show de charme, beleza e versatilidade marcou o lançamento da Coleção Outono/Inverno 2014 do Shopping Kamalito, no dia 5 de abril. Foi montada uma passarela com tapete vermelho e folhas secas, lembrando o clima de outono que já está aí! Grifes como Seiki, Namine, Tropical Fashion, Realist, Scalon, Infini Fashion, Lemonê, Eclipse Lunar, Kacolako e Aambicione deram o tom à tarde fashion em Foz.

As clientes, Maria Ivone Muller e Geni Biff, com o empresário Kamal Osman

Belas modelos desfilaram as últimas tendências da estação com doses extras de elegância. Mais uma vez, o Shopping Kamalito brindou seus clientes com um delicioso coquetel regado a muita descontração e sorteio de brindes.

Kamal Osman e Andréa Biff

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Kamal Osman recepcionou Neide


A cliente Marlene Parzewski

Luana Serroteniki

Sandra Martini

Susana e Kamal Osman

Mariane Alves

Tamara Carvallo

Glenda e Rafaella Muller

Nayara Duarte

Pamella Manfrin

Thais Rigue na passarela

Katte Pires

Thalita Leithardt

Thaisa e Teresinha Roieski www.revista100fronteiras.com

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Calçados Rosa Renata, Dayana, Beatriz, Angelica e Victoria

A Calçados Rosa sorteou mais uma ganhadora da promoção “Loucas por Sapatos”, no evento realizado dia 31 de março. A sortuda foi Beatriz Borba Camargo, que ganhou R$ 4.000 em compras na loja, dos quais R$ 2.000 foram para presentear quatro amigas com um vale-compras no valor de R$ 500 cada. Você também é louca por sapatos? Então aproveite que ainda dá tempo de participar do terceiro e último sorteio da promoção, a ser realizado no dia 31 de julho. Aproveite e conheça a coleção outono/inverno de diversas marcas famosas como Luz da Lua, Schutz, Lança Perfume, Tabita, Jorge Bischoff, entre outras. Calçados Rosa, as maiores tendências passam por aqui!

Alice, Edilaine, Kellen, Lorena e Regina

Sapato - Paro - Bolsa - Loucos e Santos e Scarpin Luiza Barcelos

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Bolsa - Smart Bag e Bota - Luiza Barcelos


Bota - Carrano e Bolsa de Jorge Bischoff

Coleção Jorge Bischoff 2014

Coleção Outono-Inverno Schutz 2014

Beatriz Camargo e Grazi Batista

Edilaine Segati, Rozily de Freitas, Regina Antonioli e Kellen Medeiros

Kellen,Renata, Dayane, Angelica, Edilaine, Victoria, Beatriz, Regina e Grazi

Grazi Batista com o cupom sorteado

Pee Toe Schutz 2014 www.revista100fronteiras.com

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Integrantes da Amutur no jantar do mês

Amutur Solidária Fotos: Cláudia Fortunato Como não poderia passar despercebidamente, em plena segunda-feira (7/4), a Associação de Mulheres foi recepcionada no restaurante A Piacere em Puerto Iguazú, Argentina. O encontro transcorreu em um ambiente agradabilíssimo e muito bem frequentado, afinal, como é de costume, a Amutur promoveu o encontro do mês para as integrantes da entidade de turismo. No transcorrer do evento, foram tratados assuntos diversos referentes à atuação da entidade feminina. Cada participante também levou um ovo de Páscoa, que foi doado para o projeto social “Um Chute para o Futuro”.

Claudia Schramm e Máximo Wibel

Além do delicioso jantar, a sobremesa foi um item à parte que rendeu elogios. E para fechar a noite com chave de ouro, foi realizado o brinde com champanhe.

Griselda Schneider, Yanina Vera, Sara Ingrid Escobar e Claudia Schramm

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Analia Vieira e Rosa Marquezini

Cassia Piotto e Claudete Padoan

Suzete Rafagnin Rodrigues

Fádua Fakih e Silvia Araújo

Gisele Kuhn e Felipa Amarante

Lisandra Caneppele e Edna Marussi

Roseli Hermes de Vargas, Rosangela Cassol e Cláudia Yashiro www.revista100fronteiras.com

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Presidente da Amutur recebe o XXIV Prêmio MG Turismo No último dia 28, o Ouro Minas Palace Hotel abriu as portas para receber a maior festa do turismo mineiro. O já tradicional Prêmio MG é uma importante iniciativa que premia quem trabalha com o desenvolvimento de atividades turísticas. Integrando o Calendário de Eventos de Belo Horizonte, a promoção é organizada pela Belotur, além de ser uma iniciativa do jornal MG Turismo, que tem como editor o jornalista Antônio Claret Guerra; gerente-geral, Rafael Lobato; e diretora de Expansão, Suely Calais Guerra. Durante o megaevento, foram entregues homenagens especiais, como: MG Turismo, Mulher Influente, Palma de Ouro e Palma de Portugal. Ultrapassando as fronteiras de Minas, a iniciativa irradiou pelo Brasil afora, de onde surgem nomes de empresários e colaboradores de turismo, uma atividade que de forma geral beneficia todos os segmentos da sociedade com a geração de empregos e de divisas. Como não poderia deixar de ser, por meio de seu incansável trabalho em prol da região trinacional, a diretora da Revista 100 Fronteiras, Lilian Grellmann, também presidente da Associação das Mulheres do Turismo de Foz do Iguaçu (Amutur-Foz), recebeu o prestigiadíssimo Prêmio MG Turismo pelo trabalho realizado à frente da entidade.

Alberto Gonçalves de Souza, presidente Abrajet-SC; Lilian Grellmann, José Carlos Araújo-CE, Antônio Claret de Rezende, presidente da Abrajet-PR e Helcio Estrella, presidente nacional da Abrajet

Cláudio Magnavita, Secretário de Estado de Turismo do RJ e Lilian Grellmann

Lilian Grellmann e Mauro Werkema, Presidente da BELOTUR

Contando com a presença de lideranças do turismo, jornalistas, empresários, sociedade mineira e de autoridades como o secretário de estado de Turismo do Rio de Janeiro, secretário de Turismo e Trabalho de Minas Gerais, presidente da Belotur, órgão oficial do turismo em Minas, entre outras, a entrega do troféu foi um marco na noite mineira. Suely Guerra, Lilian Grellmann e João Carlos Amaral, Presidente da ABRAJET-MG

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Miriam Petrone, presidente Abrajet-SP, Rafael Lobato, promotor do MG Turismo e Lilian

Miriam Petrone, Antônio Claret Guerra, organizador MG Turismo e Lilian Grellmann

Lilian Grellmann sendo ladeada por algumas damas da sociedade de BH

Suely Guerra, Eduardo Bernis, secretário de Trabalho de MG e Lilian Grellmann

Prêmio XXIV MG Turismo www.revista100fronteiras.com

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Matteo com a ajuda da mĂŁe Renata cortando o bolo

Jorge Samek e Gilmar Piolla

Renata e Gilmar Piolla

B-day Gilmar Piolla

No dia 9 de abril, amigos e familiares organizaram um jantar surpresa para comemorar o aniversĂĄrio de Gilmar Piolla. Com muito carinho e alegria, todos recepcionaram o aniversariante do dia com votos de felicidade e muito sucesso. A noite foi embalada por um delicioso jantar e muita conversa. Os nossos parabĂŠns ao amigo e leitor Gilmar Piolla.

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Altino Voltolini, Luiz Artmann e Adelcio Rafagnin

Anadir Dos Santos, Maria Luisa e Rosane Silva

Beatriz de Jesus, Mira Angeli e Eliana Souza

Bruce e Simone Brussolo e Marcia Portinho

Edisina Aranha e Gilmar Piolla

Eliane Oro, Kassia Gomes, Debora Hanzen e Renata Piolla

Lilian, Gilmar e Renata, Jorge Samek e Carlos

Nos parabĂŠns para o aniversariante

Murilo Pereira, FlĂĄvio Miranda, Caio Coronel e Adenesio Zanella

Paulo Angeli, Jorge Pegoraro e Adelio Demeterko www.revista100fronteiras.com

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Saída da igreja dos recém casados

Fernando Galeano & Marluz García Fernando Galeano e Marluz García Urunaga firmaram a sua união eterna no dia 29 de março, com a cerimônia realizada na Catedral de Ciudad del Este e festa no HG Tower Hotel. Os pais da noiva, Mirtha Urunaga e Milan Garcia, e do noivo, Carolina Quesnel e José Galeano, recepcionaram os convidados com toda a felicidade que prometia a data. Parabéns aos noivos, e que esse enlace seja eternamente abençoado.

Milan Garcia, Mirtha Urunaga, noivos, Carolina Quesnel e Jose Galeano

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Os noivos chegando na festa


Carolina Quesnel, Lilian Grellmann, Fernando, Marluz, Jose Galeano e Carlos Grellmann

Familia Galeano Quesnel

Fernando Galeano e Marluz Garcia

Alexa Galeano e os noivos

Momento da cerim么nia

Mirtha Urunaga , Milan Garcia e os noivos

Os noivos com a prima Beatriz Paredes

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Clientes no coquetel da Schutz Day

CALÇADOS ROSA SCHUTZ DAY Fotos: Hidalgo Gomes Com o início da queda das temperaturas, a loja Calçados Rosa/JL Shopping apresentou o lançamento da Coleção Outono/Inverno Schutz. Na tarde do dia 12 de abril, as clientes puderam conferir as tendências da próxima estação, que trazem como estampa o preto, nude e peças coloridas e floridas.

Lisandra Caneppele

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Rosangela Cassol

Paola Rodriguez

O consultor Everaldo e Milene Frade de Abreu


Lisandra Caneppele, Rosangela Cassol, Suzete Rafagnin Rodrigues e Lilian Grellmann www.revista100fronteiras.com

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No colo da mãe Renata, a pequena Valentina

Níver do Super-Matteo

Matteo sendo ladeado pela família

Matteo Piolla estava em festa no dia 20 de abril, e para comemorar a data o pequeno recebeu os amiguinhos em uma grande folia de super-heróis, à qual as crianças foram fantasiadas de seu personagem preferido. O festejo foi marcado pela alegria da criançada e também pela riqueza de detalhes na decoração. Parabéns, Matteo, que você tenha muitas aventuras pela frente!

Matteo com os super herois Matteo no Parabéns pra você

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Eliana com os netos Gabriel e Enzo

Maria Luiza com a m茫e Rosane Silva

Matteo com a av贸 Edisina

Matteo com o av么 Adolfo e o pai Gilmar

Patricia com o filho Mateo

Sofia com o pai Alessandro

Isadora

Joaquin

Maria Luisa e Sofia

Maria

Rodrigo www.revista100fronteiras.com

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Carolina e Dolair Fedrizzi Ribeiro

Fabio Francimar de Mattos e Danielle Fedrizzi Ribeiro Mattos

ROSA BELLA Fotos: Latife Osman

Danielle e Francielle

A loja Rosa Bella oferece acessórios e roupas masculinas e femininas, e para estar ainda mais próxima do cliente inaugurou a sua quarta unidade. Dessa vez, a empresa começa a atender também na Avenida Brasil, próximo ao Banco Bradesco. A inauguração marcou o dia 25 de abril, quando os presentes puderam desfrutar um delicioso coquetel, além do show à parte proporcionado pelo bartender, por meio dos drinques que foram servidos. Todos os convidados puderam conferir de perto o novo empreendimento e desejar aos empresários sucesso nessa nova caminhada. Danielle e Silvana

Ana Alicia e David

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Débora Bartholo Do Lago e Luana Bartholo Do Lago


Dolair e Danielle

Equipe Rosa Bella

Juliete, Gleicia, Danielle e Adriane

Lilian Grellmann, Danielle e Fabio

Rogerio, Gleiciane, Fabio e Danielle

Vivi Corcini, Lilian Grellmann, Rosangela Cassol, Lili Castella e Marize Schneider www.revista100fronteiras.com

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Ginástica do Cérebro Fotos: Christian Rizzi Na noite do dia 25 de abril, a empresária Rosane Prochnow teve a honra de receber os amigos num maravilhoso coquetel de inauguração da primeira unidade franqueada de Ginástica do Cérebro – Instituto Eficaz, com a presença dos proprietários da franquia, Nadia Benitez & Rafael Minozzo, os quais fizeram uma linda homenagem aos amigos e familiares que contribuíram com o crescimento e a expansão desse trabalho que já vem solidificando-se em Foz desde 2011 com a Tutores. A partida foi dada, e o caminho começa a ser percorrido. Como Nadia sempre diz: “Os sonhos não dormem”.

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Carlos e Lilian Greellman, Rosane Prochnow, Nadia Benitez e Rafael Minozzo

Luiz Felipe e João Prochnow - Filhos da Franqueada Rosane Prochnow

Alexssandra ​Anger, Cleber Willy, Marcelo Pinto Sacandi e sua namorada

Nadia Benitez e Rosane Prochnow

Ana Martinez, Fabiola Domingues, ​Rosane Prochnow e Alexssandra Anger

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Alan Silva (gerente da Unidade), Rosane Prochnow e Rosângela Spoladore

Fachada da empresa

Gabriela Benitez M. Avila, Ana Julia Spoladore Silva e Isabela Benitez M. Avila

Gabriela, Nadia Benitez, Isabela e Rafael Minozzo

Rosângela Spoladore, Magda Carvalho, Greice Lagemann, Nadia Benitez e Rosane Prochnow.

Maristela Viel (empresária), Carla Valéria Vieira (empresária) e Nadia Benitez.

Rosângela Spoladore, Nadia Benitez e Rosane Prochnow

Nadia Benitez, Rosane Prochnow e Rafael Minozzo www.revista100fronteiras.com

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Marina Saleh “Todas nós queremos sempre mostrar que podemos fazer mais, no trabalho, em casa, com a família, e com isso cada dia se torna um desafio.” Assim a jornalista Marina Souza Saleh analisa a rotina feminina. A mulher de garra e que sempre luta pelo que deseja superou os desafios impostos pela vida e hoje pode dizer: “Os meus sonhos já realizei, fazer minha faculdade, trabalhar na área, encontrar um amor de verdade(meu marido) e construir uma família. Depois que temos filhos, os sonhos são pra eles, então sonho que eles sejam pessoas de bons corações e felizes na vida”. A jornalista, que adora curtir a família, deixa claro que no seu dia não pode faltar uma “sessão de beijos e abraços nos meus filhos”. Como sua virtude ela enfatiza o “senso de justiça”, afinal de contas, como destaca, “tento sempre não ser injusta com as pessoas e as situações que acontecem no nosso dia a dia”. Marina, que procura focar no trabalho quando os filhos vão para a escola, ressalta que um dia perfeito “pode acontecer sem ser programado, mas perfeito nas companhias no clima do ambiente, saber estar com pessoas que te façam sentir bem, e curtir isso, família, amigos, como acontecer”.

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Produção: Revista 100 Fronteiras Local: Hotel Bourbon Cabelo e maquiagem: Salão Villa Chic Hair: Patty Bicudo - Make: Cris Benavenuto Look: Sottile Fotógrafa: Cláudia Fortunato Makingoff – Vídeo: Paulo Bernardo – Studio Innovari Texto: Mariana Kojunski

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É romântica? Uma romântica objetiva. É vaidosa? Minha mãe diz que deveria ser mais. Com que idade deu o seu primeiro beijo e em quem? Acho que tinha uns 13 anos, em um vizinho. Uma qualidade: Sou perseverante, não desisto fácil. Um defeito: Sou ansiosa, quero que tudo se resolva rapidamente. O que não dispensa no vestuário? No profissional, terninho preto básico. No resto do tempo botinas para hiking. Uma fantasia que gostava de usar: Bruxa. Um perfume: Davidoff Cool Water. O que gostaria de ser e não é? Arqueóloga e blogueira de turismo. Onde foi seu primeiro emprego? No Hotel Deville, de Curitiba. E o primeiro salário? Era o justo pelo cargo. Hobby: Cozinhar é um hobby. Se considerar atividade física hobby, adicionaria à lista hiking. Como ocupa os fins de semana? Caminhadas de longa distância. Gosto também de cozinhar e ficar em casa curtindo minha mãe. Há algo de que não abro mão: a soneca depois do almoço no domingo, e um filme também vai bem. Um hotel: Aranwa Sacred Valley Hotel & Wellness, em Urubamba, no Peru, e também o Albergue para Peregrinos e O Cebreiro, no Caminho de Santiago de Compostela. Uma viagem: A próxima, Floresta Negra – Westweg, a pé, na Alemanha.

Karin Wanda Wolf 48 anos Gerente comercial & marketing Tecnóloga em Hotelaria

Uma boa companhia: Bons pensamentos são a melhor companhia em todas as ocasiões. Mas, para viajar, minha prima Katia e meu irmão; eles são parceiros. Lema de vida: Seja honesto e trabalhador, pratique a caridade, o resto vem como consequência. O que a acompanha no dia a dia? Uma “foto” de Jesus e outra de Sathya Sai Baba. Proteção maior não existe. Primeiro carro: Uno Mille. Um livro: Há Dois Mil Anos. Romance espírita psicografado por Francisco Cândido Xavier, com autoria atribuída ao espírito Emmanuel. Sua opinião sobre a Revista 100 Fronteiras: Grande qualidade, integra nossa região publicando sobre diversas áreas como cultura, turismo, história, gastronomia, saúde e social. Sempre recheada de boas energias.

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É romântico? Megarromântico. E vaidoso? Claro, os desafios me encantam. Com que idade deu o seu primeiro beijo?15 anos. Uma qualidade? Vivo de meus sonhos. Um defeito? Dormir muito. Um perfume? Montblanc. O que gostaria de ser e não é? Analista de investimentos e um viajante do mundo. Onde foi seu primeiro emprego? O nome da empresa é Marea e vende insumos para cigarros. E o primeiro salário? Meu primeiro salário foram 200 dólares. Hobby? Assistir a filmes e atuar como DJ. Como ocupa os finais de semana? Viajando e passando com meus amigos. Um hotel? Ritz. Uma viagem? Dubai. Lema de vida? A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em buscar novos caminhos e, sim, ter novas formas de olhar. O que o acompanha no dia a dia? Ipad. Primeiro carro? Mercedes 300. Um livro? Pai rico, pai pobre. Sua opinião sobre a Revista 100 Fronteiras: Eu gosto da revista porque ela não é copiada da internet, pois são todas publicações feitas pelos autores e sempre tem temas interessantes.

Federico Galeano Quesnel 25 anos Empresário

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Josyê Fritzen

Josyê Fritzen é uma típica leonina, tem personalidade forte e gosta de estar ao lado das pessoas que ama. A moça de cabelos loiros cursa Arquitetura e Urbanismo e tem como hobby “desfilar e realizar ensaios fotográficos”. Com a rotina do dia a dia, tem como peça chave no guarda-roupa, o bom e velho amigo, o tradicional jeans. Vaidosa e com um simples sonho: “ser feliz”, ela costuma “aproveitar cada dia como se fosse o último”. Sempre muito sincera com as pessoas, a menina/moça que tem a família como “tudo” em sua vida, carrega como lema, para todos os dias, a frase: “tudo posso naquele que me fortalece”.

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Produção: Revista 100 Fronteiras Local: Iguassu Resort Cabelo e maquiagem: La Miss Fotógrafa: Mara Lúcia e Micheli Benedik Texto: Mariana Kojunski

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Angela Baraldi

Hair Designer, Formada em Ciências Biológicas

A mulher encara o desafio diário de sempre zelar pelo bem do próximo, tanto das pessoas ao redor quanto, e principalmente, dos filhos. Como é possível lidar com o tempo para que, em meio ao turbilhão de tarefas, seja possível respirar e também pensar em si? Administrar o nosso tempo não é uma tarefa das mais fáceis. Dividir um dia de 24 horas sendo mãe, esposa, profissional e ainda ter que cuidar da saúde física e mental é uma equação que não fecha. Mas temos que fazer o máximo para que todo esse ciclo funcione, pois todos esses desdobramentos no final das contas são um só. Procuro realizar todas essas tarefas individualmente de forma intensa, ou seja, quando estou com minha família, procuro estar inteira com eles, aquele momento é só deles, pois a minha família é o meu ponto de equilíbrio. Claro que não faço isso sozinha, tenho o meu marido que sempre está ao meu lado, me ajudando e me apoiando em tudo, mas há muitas coisas que sempre ficam para as mulheres. Foz do Iguaçu completa 100 anos de história em junho. Você e sua família fazem parte da caminhada do município. O que deseja para a cidade, pensando no bem dos seus filhos e de todas as famílias que trilham seu caminho na Terra das Cataratas? Desejo prosperidade a esta cidade maravilhosa que me acolheu há 20 anos. Amo Foz do Iguaçu e, por esse motivo, desejo sempre o melhor. Quero ver as pessoas felizes, trabalhando e usufruindo tudo o que a cidade pode oferecer. Foz do Iguaçu possui um grande potencial, e não me refiro apenas às belezas naturais, me refiro às pessoas, aos cidadãos que são o maior patrimônio da nossa cidade. Somos capazes de mudar a realidade política, econômica e social participando de forma efetiva nesses segmentos – obviamente, se cada um fizer a sua parte. Como sou uma pessoa extremamente positiva, penso que os nossos filhos poderão ter grandes oportunidades, mais cultura, mais educação, e que nós, os pais, consigamos passar valores como amor, solidariedade e respeito ao próximo. Ao longo dos anos você conquistou o respeito e o sucesso no lado profissional e a felicidade no pessoal. Deixe uma dica para as mulheres que estão começando a constituir uma família e precisam dividir o seu precioso tempo entre a casa e o trabalho. Além de mãe, esposa e dona de casa, somos mulheres, lindas, interessantes, e também podemos ser grandes profissionais e conquistar tudo o que desejamos, mas devemos ter foco no objetivo, parar de sonhar e tentar realizar. E quando for executar qualquer uma destas funções, devemos fazer com dedicação e nunca ter preguiça de correr atrás, porque as coisas não caem do céu. Se ficarmos estáticos, a vida passa, e as coisas não acontecem. Fica a dica, faça tudo o que tem que ser feito, mas sempre de escova nos cabelos, salto alto e maquiada. A vida fica mais fácil quando temos autoconfiança.

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Produção: Revista 100fronteiras Cabelo: Vera Bisconci e Jacinta Baraldi / Make: Karen Weber - Studium Baraldi Local: Pousada Sonho Meu Fotografa: Latife Osman www.revista100fronteiras.com

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Cássia Regina

Empresária, administradora de empresa, corretora de imóveis Ser mãe é...: O prazer de gerar uma nova vida dentro de si e dar todo carinho e amor ao seu filho, um amor sem peso nem medida. Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas das emoções, numa dimensão diferente de doçura e entendimento. Eu sou mãe!!! Eu sou avó!!! A mulher encara o desafio diário de sempre zelar pelo bem do próximo, tanto das pessoas ao redor quanto, e principalmente, dos filhos. Como é possível lidar com o tempo para que, em meio ao turbilhão de tarefas, seja possível respirar e também pensar em si? Desde que as mulheres se inseriram no mercado de trabalho, é comum nos depararmos com estas profissionais se desdobrando para conciliar a carreira e os cuidados com a casa e a família. Fator importante que deve ser levado em conta é a administração das tarefas e gestão do tempo para separar o momento de trabalhar e a hora de curtir a família e evitar preocupações. O grande erro que muitas pessoas cometem é o de misturar as situações, levando problemas pessoais para o serviço e tarefas do serviço para casa, grande parte das vezes apenas por falta de planejamento. Hoje em dia, o que predomina é o perfil de mulheres que conciliam a carreira e a maternidade com sucesso. É claro que existem exceções, mas tratando-se da maioria podemos dizer que o dilema de vida moderna e das dificuldades de tempo para cuidar dos filhos e do trabalho, e também de si, é possível solucionar com organização. Foz do Iguaçu completa 100 anos de história em junho. Você e sua família fazem parte da caminhada do município. O que deseja para a cidade, pensando no bem dos seus filhos e de todas as famílias que trilham seu caminho na Terra das Cataratas? Parabéns, Foz do Iguaçu! São 100 anos de trabalho, desenvolvimento, progresso e importantes conquistas para a população. Tenho orgulho de fazer parte desta história! Para que nossa cidade continue sendo abençoada por Deus, devemos sempre confiar no Eterno, de todo nosso coração, e nunca apoiarmos em nossa própria inteligência. Orgulhosamente me insiro no rol daqueles que saúdam a cidade pelos seus 100 anos de fundação. Ao longo dos anos você conquistou o respeito e o sucesso no lado profissional e a felicidade no pessoal. Deixe uma dica para as mulheres que estão começando a constituir uma família e precisam dividir o seu precioso tempo entre a casa e o trabalho. Aproveitar o tempo no trabalho para realizar as suas atividades, focar totalmente. Assim como também aproveitar o seu tempo para as atividades em casa. Evite levar trabalho para casa ou problemas de casa para o trabalho. E se tiver dias de folga, separar um momento para passear com o filho e aproveitar esse período, que é importante para a satisfação de ambos.

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Produção: Revista 100fronteiras Cabelo e Maquiagem: La Miss Look: Modas Alice Local: Pousada Sonho Meu Fotografa: Cláudia Fortunato

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Isabel Mezzomo Empresária

Ser mãe é... Viver em prol dos filhos e ser incondicional em seu amor. Ser o próprio amor manifestado em forma de mulher e ser amiga, mesmo quando se faz despercebida. Uma mãe ama, cuida, ajuda, luta e não pede nada em troca. Mães deveriam ser eternas. A mulher encara o desafio diário de sempre zelar pelo bem do próximo, tanto das pessoas ao redor quanto, e principalmente, dos filhos. Como é possível lidar com o tempo para que, em meio ao turbilhão de tarefas, seja possível respirar e também pensar em si? Realmente a mulher encara estes desafios: filhos, marido, casa, trabalho, e tem que ter um certo jogo de cintura, procurar sempre estar presente na vida de seus filhos, zelando, cuidando, sem esquecer que também precisa de um tempo para si. Foz do Iguaçu completa 100 anos de história em junho. Você e sua família fazem parte da caminhada do município. O que deseja para a cidade, pensando no bem dos seus filhos e de todas as famílias que trilham seu caminho na Terra das Cataratas? Desejo que continue a corrida em busca do sucesso, que cada vez mais nossa cidade seja reconhecida pela beleza de seus pontos turísticos, e não seja vista como cidade do tráfico ou contrabando. Que nossos governantes invistam mais em educação, em saúde. Aí realmente teremos uma bela cidade ao todo. Ao longo dos anos você conquistou o respeito e o sucesso no lado profissional e a felicidade no pessoal. Deixe uma dica para as mulheres que estão começando a constituir uma família e precisam dividir o seu precioso tempo entre a casa e o trabalho. Construir uma família não é uma tarefa fácil, então lá vai uma dica superimportante: tem que haver um equilíbrio entre casa e trabalho; é preciso ser organizada e dividir tarefas com seu companheiro. Nada de se sobrecarregar sozinha.

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Produção: Revista 100fronteiras Cabelo e Maquiagem: La Miss Local: Pousada Sonho Meu Fotografa: Cláudia Fortunato

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Saádia Borba Martins Advogada, professora universitária, ambientalista, escritora e conferencista.

Ser mãe é? Para mim, em primeiro lugar, “doação”, se doar inteira, conviver com seu filho cada momento. É deixar que convivam. É dividir. Conversar muito. É aproveitar cada fase de seu filho. É, acima de tudo, cortar as asas e deixar que voe. É correr para o abraço a cada vitória. É acolher no momento difícil, esquecer o cansaço. E lembro bem, é trocar a fralda, preparar o banho, a mamadeira e escolher a roupa, tudo ao mesmo tempo. A mulher encara o desafio diário de sempre zelar pelo bem do próximo, tanto das pessoas ao redor quanto, principalmente, dos filhos. Como é possível lidar com o tempo para que, em meio ao turbilhão de tarefas, seja possível respirar e também pensar em si? Eu também passo por tudo isso, e a resposta é a que sempre dou: esteja conectada. Conectada eu cheguei aos conselhos da teóloga Ann Heberlein, a saber: Não foi minha culpa (Saberes Editora) diz que a dica maior que pode sugerir é: procure fazer o seu melhor, sempre. “Não importa a medida desse melhor, se muito ou pouco. É o seu melhor para aquele momento específico. Responsabilize-se moral e eticamente por esse melhor em quaisquer situações que se encontre, seja no trabalho, família e relações afetivas”, afirma. Foz do Iguaçu completa 100 anos de história em junho. Você e sua família fazem parte da caminhada do município. O que deseja para a cidade, pensando no bem dos seus filhos e de todas as famílias que trilham seu caminho na Terra das Cataratas? É, não vejo outra forma de ser iguaçuense de coração sem fazer parte de sua estória. Nós mulheres, que buscamos ocupar “nosso espaço”, ser respeitadas por nosso potencial, devemos participar. Como? Exercendo nosso direito de cidadãs. Nos integrar a um grupo (político, religioso, voluntário) e “mandar ver. Dizer a que viemos e o que queremos. Eu? Eu quero mais segurança para Foz (quero sair para caminhar sem medo de ser assaltada); quero melhores escolas; quero uma cidade mais bem cuidada. Afinal Foz é uma cidade turística, tem que ser agradável aos visitantes. Desejo ter orgulho de Foz!!! Mãos à massa!!! Cobrar sempre!!! Afinal pagamos nossos impostos e levamos o nome de Foz para o mundo. Eu, com os eventos (congressos que organizo anualmente), trago a Foz os maiores juristas do país – tudo, é claro, por meio da Unifoz, onde trabalho. Ao longo dos anos você conquistou o respeito e o sucesso no lado profissional e a felicidade no pessoal. Deixe uma dica para as mulheres que estão começando a constituir uma família e precisam dividir o seu precioso tempo entre a casa e o trabalho. Ter o comando de nossas vidas é o primeiro passo para o sucesso. Pautar a vida apenas pela busca de poder e dinheiro não se aplica ao novo modelo de sucesso que está surgindo. Fatores que nos fazem ser pessoas melhores, como sustentabilidade, sabedoria, empatia e bem-estar pessoal, precisam ser mais valorizados. O estresse causado pelo trabalho excessivo, falta de prazer em realizar atividades no dia a dia, falta de inspiração e profundo descontentamento com o que você faz podem ser indicadores de que está na hora de mudar a maneira como você tem conduzido a sua própria vida. Procure estruturar sua vida com base em quem você é e nas coisas que realmente deseja mudar. Não o contrário, moldar a vida de acordo com as brechas que a empresa “lhe permite”, com as demandas e agendas das pessoas ao seu redor ou mesmo das circunstâncias atuais.

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Produção: Revista 100fronteiras Cabelo e Maquiagem: La Miss Local: Pousada Sonho Meu Fotografa: Cláudia Fortunato

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Yameme Ibrahim Modelo e vendedora-responsável

A mulher encara o desafio diário de sempre zelar pelo bem do próximo, tanto das pessoas ao redor quanto, e principalmente, dos filhos. Como é possível lidar com o tempo para que, em meio ao turbilhão de tarefas, seja possível respirar e também pensar em si? Planejando o dia a dia de forma que possa adiantar as tarefas diárias e guardando esse tempinho, que, vamos combinar, é necessário e precioso, né?

Foz do Iguaçu completa 100 anos de história em junho. Você e sua família fazem parte da caminhada do município. O que deseja para a cidade, pensando no bem dos seus filhos e de todas as famílias que trilham seu caminho na Terra das Cataratas? Menos violência, mais qualidade e desenvolvimento.

Ao longo dos anos você conquistou o respeito e o sucesso no lado profissional e a felicidade no pessoal. Deixe uma dica para as mulheres que estão começando a constituir uma família e precisam dividir o seu precioso tempo entre a casa e o trabalho. Força de vontade e paciência para o tempo curto que tens que pensar e agir corretamente para obter a paz em si. Em 2013, Yameme foi eleita Miss Foz do Iguaçu. No dia 24 de maio, a bela irá representar a cidade em Maringá, no Miss Paraná.

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B’day

Minhas felicitações vão para os queridos amigos: Edna Marussi, Gilmar Piolla, Fadi Mohamad, Edineide França, Claudia Soria, Matteo Piolla e Raul Benitez, que comemoraram aniversário no mês de abril. Parabéns, saúde e proteção!

Vitor O fofíssimo Vitor completou seu primeiro aniversário ao lado dos pais Danielle e Junior Toczek, no dia 5 de abril. A festa toda decorada rendeu elogios dos convidados e familiares, além do bolo delicioso, doces e os parabéns pra você, todo o conjunto fez a alegria dos presentes. Desejo muitas felicidades e que Deus abençoe essa família maravilhosa.

Ela Quem é a pessoa mais especial em nossas vidas do que as nossas mães? Literalmente, são as únicas em nossas vidas, são elas que nutrem um amor incondicional, que nunca reclamam do nosso amor, que nunca nos dizem se é muito ou pouco, grande ou pequeno. Isso porque para elas o amor não é uma fita métrica, mas antes uma retribuição de nós para elas do maior presente que elas nos deram: a vida. Feliz Dia das Mães com incontáveis beijos e abraços.

Degustação E a degustação de vinhos da bodega Norton ficou por conta da Vinoteca Oda, no dia 10 de abril, na adega do Yvy Hotel de Puerto Iguazú. Além das várias etapas e da importância de degustar um bom vinho, a sommelier da bodega Norton de Mendoza também deu uma aula sobre todo o processo de seleção, qualidade, plantio e colheita da uva. Por último, todos os convidados foram recepcionados com um delicioso jantar no restaurante Mua do Yvy Hotel, fechando assim com chave de ouro a belíssima noite.

Eneas e Edna Marussi em dia de celebração

Agradeço o convite e a parceria de sempre.

Fondue Participei do tradicional Festival de Fondue, no Hotel Panorama, no dia 23 de abril passado. Confesso que fiquei super surpresa com a novidade de trazer para Foz a parceria do premiado restaurante Matterhorn, de Campos do Jordão. São iniciativas como essa que colocam a nossa cidade no topo quando o assunto é alta gastronomia.

Gisele e Laura Kuhn, circulando no lançamento da Shutz do Calçados Rosa

Parabéns à direção do hotel.

Isabela Villanueva, absoluta no quesito simpatia


Feliz aniversário para Raul Benitez, na foto em companhia da esposa Gertrudes

Liliam Zakidalsky e Anadir Dos Santos, no restaurante Mua do Yvy hotel

O pequeno Vitor na companhia dos pais Danielle e Junior Toczek, na festa de 1 aninho

Fadi Mohamad no seu aniversário sendo ladeado pela irmã Joumana, a mãe Laila e pela esposa Racha

Ricardo Florentin e Estevan Panatta Florentin, presenças certas quando o assunto é turismo

Liliam Zakidalsky na degustação de Vinhos no Hotel Yvy

Lili Castella, Fádua Fakih, Suzete Rafagnin, Rosangela Cassol e Silvia Araújo

O lindo casal, Mariana Kojunski Pinto e Rafael Araujo Rodrigues, no dia da feliz união. Parabéns!


Campus da Unila Foto: Caio Coronel

Depois de Itaipu, o campus da Unila é a segunda maior obra em construção em Foz do Iguaçu. 222

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#105 Maio - Revista 100 Fronteiras  

2014

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