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Sua Casa tem que ter o seu Jeito. então nada mais justo do que caprichar para que o espaço fique do seu jeito W A T C H Cuidad Del Este:La Petisquera (Central Matriz . 2* Sport ) .MATRIX (Shopping Alfonso.Shoping Americana), Casabella :(Shopping Del Este). Casa Nipon :( Shopping Del Este.Shopping Americana): Casa Americana,(Shopping Americana),OLYMPUS:(Shopping Del Este) Encarnacion: ( Casa Litani ) Pedro Juan Caballero: ( Salem Emportados,CompuShop) TL Multimarcas (Shopping Del Este) Asuncion: Pipol: (shopping del sol ,pinedo,mcal lopez),TL Multimarcas, (Shopping Piendo ,Multiplaza,Mariano,Patio Garay) Salto Do Iguaira: Casa nipon: (Shopping America). Pipol:(shopping Mercosur) TL Multimarcas:(shopping Mercosur)

27 de 21h @ LAOS

CIUDAD DEL ESTE:

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TEL. (+595 61) 501. 696

PEDRO JUAN CABALLERO: AVDA. DR. FRANCIA C/ ADELA SPERATTI TEL. (+595 336) 271. 825 E-mail: casabella@casabella.com.py

SALTO DEL GUAIRÁ: SHOPPING MALL MERCOSUR Tel. (+595 21) 3 240. 063 casabella


INDICE

expediente

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Diretora Executiva Lilian Grellmann

Consultor Carlos Grellmann

Editor Denys Grellmann

Atendimento Talita Cristina Zanoni

Jornalista Mariana Kojunski

Revisor Acacio Scos

Estagiário de Jornalismo Silvio Meirelles

Assesoria Jurídica Luiz Jorge Grellmann OAB- 30128

Webjornalismo Annie Denise Grellmann

capa

PARAGUAI Representante Comercial Evelin Burgos Fretes 0971 752 385

Baranoski Casa e Jardim

A revista 100 Fronteiras é uma publicação mensal da Editora Grellmann Ltda. Edição 101 - Fevereiro de 2014 - 9º ano

Com olhar empreendedor, a família de Val Baranoski traz, em sua trajetória de vida, muita dedicação e união, fatores essenciais para o lançamento da loja.

De Segunda a Sexta - Feira: 08h - 18h Av. Juscelino Kubitsheck, 131 - Edifício Las Brisas Sala 01 - Centro - 85851-210 - Foz do Iguaçu - PR

Por: Mariana Kojunski Fotos: Daniel Muniz Video - Making Off: Michel Pereira Local: Hotel Iguassu Resort Look: Mundo das Gêmeas Maquiagem - Gi Pinheiro Cabelo - Henrique Peleck e Marly Antunes

revista100fronteiras.com facebook.com/revista100fronteiras VALORES Revista por unidade: R$ 15,00 Revista nas bancas: R$ 10,00 Assinatura anual: R$ 180,00 Assinatura Semestral: R$ 100,00 CIRCULAÇÃO Ciudad del Este(Py), Foz do Iguaçu(Br) e Puerto Iguazu(Ar). ARTE E DIAGRAMAÇÃO: atendimento@vistapropaganda.com.br www.vistapropaganda.com.br

colunas

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PAPO SÉRIO

32 36 38 78 80 82 168

Delfim Netto Dr. Rogerio A. Lopes Dra. Adriana Rocha Dr. Ricardo Sabbi Dr. Marcos Szpak Dra. Simone Zolet Heitor Fernandez

Maria Elza Mendes, conta sobre o trabalho na Biblioteca Comunitária.

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RIO INVISÍVEL Jandeci Agripino da Silva conta a sua trajetória como ex-barrageiro.

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CHEGA DE SAUDADE Vamos lembrar as histórias do Xis-Kão.

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centraldeatendimento Comercial: (45) 3025-2829 contato@revista100fronteiras.com Assinaturas: (45) 3029-5995 contato@revista100fronteiras.com

One hundred party Cobertura completa da festa da revista 100 Fronteiras.

Os Colunistas contidos na revista são colaboradores sem nenhum vínculo com a empresa. A 100 Fronteiras não se responsabiliza por produtos e serviços divulgados. Os artigos não representam necessariamente a opinião da revista.

CONEXÃO FOZ - MATO GROSSO DO SUL

DO OUTRO LADO DA FRONTEIRA

Cris Carneiro (Mato Grosso do Sul): Parabéns, Revista 100 Fronteiras, por completar 100 edições! Realmente, com amor, respeito e competência, não tem como não dar certo. Sinto-me lisonjeada em fazer parte do rol de colunistas, representando Mato Grosso do Sul. Um abraço para a diretora Lilian Lourdes Grellmann e, sucesso a todos que compõem a equipe 100 Fronteiras, em Foz do Iguaçu (PR).

Sara Ingrid Escobar (Puerto Iguazú - Argentina): Una de las revista de las tres fronteras que se encuentra información de todo tipo, no sólo moda, sino, que abarca todas las áreas. Sumamente recomendable para publicitar, muy buenos resultados.

DIRETO DA TERRA DE TODOS OS SANTOS Rose Mary Eulalia de OLiveira (Salvador - Bahia): Bom dia equipe maravilhosa da Revista mais completa do mundo: 100 Fronteiras. Como sempre, amei muito a edição 98, de novembro, do mesmo modo que amei todas as anteriores. Estou feliz porque depois que eu troquei as lentes dos meus óculos, agora consigo ler a minha revista predileta, sem dificuldades, pois, antes eu tinha muita dificuldade em ler. O grau dos meus óculos já estava muito defasado, tive que ir ao médico, onde foi constatado que meu grau aumentou e, muito! Que bom que agora posso ler bem. Eu não tenho palavras para expressar o quanto AMEI! Como toda revista, a matéria do “Papo Sério”, que espetáculo, que maravilha! O senhor Arcérico Penteado deu uma verdadeira aula, super completa. Muito esclarecedora esta reportagem sobre o vício da bebida alcoólica e de grande importância para a sociedade brasileira, porque, infelizmente, reflete a realidade de muitas famílias. Através dessa reportagem, acredito que muitos irão se libertar do vício das bebidas alcoólicas. Achei fantástica, também, a matéria sobre um dia com o prefeito. Quem teve esta ideia brilhante? Nota mil, parabéns!

EDIÇÃO #100 Perci Lima: Prezados Carlos Grellmann e Lilian, vocês venceram, parabéns pelo empenho e pela bela revista que vocês criaram e editam. Eleva o nome da nossa cidade pelo Brasil e mundo afora. Chegar a 100 números não é para qualquer um, muito sucesso para vocês e, que o número 200, seja também uma realidade. Vitória Coronel: Acho o máximo! Com informações da nossa cidade, atualidades do que está acontecendo e, a história da nossa querida fronteira. Sou filha de iguaçuenses, meus filhos e meus três netos também sentem muito orgulho! Gigi Accioly (Maceió - Alagoas): Parabéns pelo conteúdo editorial e pelo sucesso, 100 Fronteiras! Karin Wanda Wolf: Parabéns pela edição nº 100. Muito sucesso para mais 1000 edições. Eficaz Foz: Em uma data tão especial não podemos deixar de prestigiá-los, parabéns pelo sucesso e, especialmente, agradecemos por acreditar no potencial de Foz Do Iguaçu. Nossa cidade realmente merece uma revista de conteúdo e que pensa em mostrar os reais talentos da tríplice fronteira. Desejamos que continuem por mais 100 e mais 100. Grande abraço a todos.


Cataratas do Iguaçu, 472 anos As Cataratas do Iguaçu completaram 472 anos no mês passado, desde o descobrimento do Cabeza de Vaca, cada vez mais o mundo volta os olhos para nosso “quintal”. Todos os anos batemos recorde na visitação, mas o que falta é uma maior integração com a cidade, não existem dados específicos, porém, sabe-se que a população periférica de Foz do Iguaçu não conhece as Cataratas. Talvez falte um programa mais objetivo, de atração dos iguaçuenses para sua maravilha; talvez um “dia do iguaçuense” para que todos os moradores da cidade possam entrar com passe livre para conhecer as quedas. É algo complicado, precisamos ver a melhor forma de se fazer, quem sabe, começando pela conscientização em respeito ao meio ambiente, além, da educação da população em tratar bem o turista. Um exemplo positivo é o Parque das Aves, que no ano passado fez o “Parque das Aves é de Foz” quando, um domingo por mês, uma região da cidade podia visitar gratuitamente, apenas apresentando a identidade e comprovante de residência. Outro bom exemplo é o do lado argentino das Cataratas, que a entrada é gratuita para os “Hermanos” de Puerto Iguazu e, Andresito, durante todo o ano.

DENYS GRELLMANN Editor

Como criar um amor mais profundo da população se o seu símbolo máximo é destinado a poucos? Pode parecer “barato”, se pensado unitariamente no valor de R$ 9,25 inteira e R$ 5,25 meia entrada, mas quando totalizamos fica diferente. Vou dar um exemplo, pensamos em uma família de classe média baixa: pai, mãe e três filhos, R$ 34,25 somente de entrada + R$ 8,50 de estacionamento (tirando o combustível) e, se utilizarem o transporte público com o Cartão Único, o valor fica em R$ 25, ida e volta para toda a família. Imaginando-se que apenas é necessário pegar um ônibus, só nisso, o valor fica em R$ 42,75 com estacionamento para o carro e, R$ 59,25 com o transporte da família sendo ônibus, sem somar a alimentação dentro do parque. Foz do Iguaçu entrou no ano de seu centenário, precisamos pensar em uma cidade turística com maiores benefícios aos próprios moradores, para que dessa forma, eles se engajem nos cuidados com os visitantes.

One Hundred Party Foz do Iguaçu Começamos muito bem o ano de 2014 com a One Hundred Party, que aconteceu no dia 27 de janeiro no Laos Bar, 424 pessoas entre lideranças, leitores, imprensa, anunciantes e amigos estavam presentes em nosso grande dia. Não foi de forma pensada, quando meus pais abriram a revista há 9 anos, que entraríamos no centenário da cidade com a 100ª edição, se tivéssemos atrasado um mês nas 99 edições, esse marco não seria possível. Destino, sorte, trabalho, seja qual palavra você preferir para definir essa simbologia, o certo é que chegamos fortes para um ano que promete! Na festa, aconteceu de tudo um pouco, lotação máxima da casa, lançamento do clipe “Isso é Foz do Iguaçu” de Sergio Copetti, show surpresa de pole dance com a Professora Taty e, a dupla Fumê e Amauri Copetti comandando a noite ao som de MPB. Espero que quem tenha ido, tenha se divertido, e quem não foi, ficará na expectativa da próxima One Hundred Party, pois, iremos organizar novamente. Agradeço a todos que estiveram presentes! Dois dias depois da festa, lançamos o clipe “Isso é Foz do Iguaçu”, em nosso canal do Youtube (youtube.com/100fronteirastv), sucesso imediato que “viralizou” na mídia social de Foz. Como disse o cantor e compositor Sergio Copetti, “está mexendo com o orgulho dos iguaçuenses”. AFILIADA:

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Papo Sério

Maria Elza Mendes Por: Mariana Kojunski Fotos: Marcelo Batura Souza

Maria Elza Mendes

A necessidade de ser ouvido e apresentar para a comunidade iguaçuense a sua verdade, motivou a criação do informativo Cidade Nova Informa(CNI). Uma iniciativa de um grupo de moradores que buscou impulsionar o crescimento do bairro e fazê-lo existir entre os planos de políticas públicas da cidade. Por meio das pessoas que faziam parte do CNI, um novo sonho começou a criar forma: a Biblioteca Comunitária do Cidade Nova. Com a implantação da instituição no bairro, é possível ver a mudança e a importância da educação para o desenvolvimento de uma sociedade. Para falar sobre as conquistas que começaram em 2011, a Revista 100 Fronteiras conversou com a segunda secretária do CNI, Maria Elza Mendes, que assim como todos os 40 voluntários, tem orgulho de fazer parte da iniciativa. Na entrevista ela falou sobre as dificuldades, superações, carências e o amor pelo bairro.

Revista 100 Fronteiras - Como foram os primeiros passos para o desenvolvimento da Biblioteca Comunitária do Cidade Nova? Maria Elza Mendes - A ideia nunca foi a biblioteca. No início, o objetivo era desenvolver o informativo, Cidade Nova Informa, para cobrar política pública. As políticas públicas para o Cidade Nova chegam a passos de tartaruga e quando chegam elas vêm pela metade. Elas vêm, por exemplo, como forma de reaproveitamento de materiais e isso me deixa extremamente indignada. Porque eu não posso apresentar um projeto de três milhões de reais para um bairro, para solucionar um problema de gestão, de compromisso político e mandar os restos que foram tirados de outro espaço. Revista - Esse tipo de situação acontece no bairro? Elza - Aconteceu esses dias. Nós recebemos a apresentação de um projeto de um campo de futebol para o Cidade Nova. Um mega projeto, com pista de caminhada, academia a céu aberto, com espaço de cantina e de lazer, está lá e eu provo, a grama retirada de outro estádio de futebol, porque está sendo reformado para as seleções que estão em Foz do Iguaçu. Então o Cidade Nova merece receber restos, é isso? Revista - Mas como a senhora sabe que o gramado veio desse estádio? Elza - Porque foi dito: “ah, nós tiramos de lá, porque não tinha aonde colocar e colocamos aqui”. É isso que o Cidade Nova merece? É para isso que pagamos impostos? É para isso que elegemos os gestores? Que eleito é esse que comete um tipo de descaso com quem o ajudou a se eleger com mais de 90% dos votos do bairro? Se isso é o que o Cidade Nova merece, eu lamento, mas então a gente vai ter que brigar por emancipação política e social. Porque pior do que a corrupção política é a falta de emancipação social e cultural desse bairro.

Cidade Nova - 1998 A criação do bairro Cidade Nova começou a ser programada na década de 90, quando o governo municipal decidiu remover a população que ocupava as regiões centrais da cidade, conhecida como “corredor turístico”. A necessidade partia do objetivo de iniciarem-se obras de revitalização do perímetro urbano e atrativos turísticos. Entre as iniciativas, estava o projeto da Avenida Beira Rio, com planos de ser construída às margens do Rio Paraná. Porém, o espaço era ocupado pela comunidade do Monsenhor Guilherme, então, como forma de atender aos problemas habitacionais da cidade, foi criada a Companhia de Habitação de Foz do Iguaçu (COHAFOZ). A partir daí, diversos encontros aconteceram para se discutir e achar uma alternativa que reposicionasse as famílias que viviam no espaço, onde seria iniciada a obra da avenida. Criou-se, então, o loteamento Cidade Nova, a ser desenvolvido na região norte do município. Dois milhões de metros quadrados foram destinados para o desenvolvimento do novo projeto, que, na época, foi considerado o maior projeto habitacional em execução do Estado do Paraná, porém, ele não foi executado da maneira indicada. O projeto previa a construção de uma área de desenvolvimento vertical, onde prédios seriam construídos, mas a ideia não saiu do papel. Em janeiro de 1998, teve início a obra de construção da primeira etapa do loteamento, concluído em 1999, com, aproximadamente, 450 casas, quando os primeiros moradores começaram a chegar ao novo bairro que iria se desenvolver na cidade.

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Cidade Nova na visão de Maria Elza Mendes – 2013 “O bairro Cidade Nova fica situado entre a Vila C e a Vila A, às margens do rio Almada. Um bairro com quase 10 mil moradores, tem pelo menos, entre 30 a 50 igrejas evangélicas e a Capela São Gabriel Arcanjo. Tem 600 crianças entre zero e cinco anos, fora da educação infantil, tem muitos jovens à margem das políticas públicas, pois elas não chegam para eles, tem um espaço de mais ou menos 50 metros quadrados, instituído e legalizado como Biblioteca Comunitária do Cidade Nova, que anseia muito por qualidade nas políticas públicas e por uma praça no entorno da biblioteca. Por muito esporte, cultura, lazer, cidadania para os moradores. Um bairro que, no início, era marginalizado, não só pela imprensa, mas também pelos próprios moradores. Porque quem mais me marginaliza sou eu mesmo, porque quando eu me imponho eu jamais vou permitir que alguém me discrimine. Hoje, isso já mudou muito e espero que continue mudando”.

Revista - Em relação à Biblioteca, como foi a inauguração do espaço? Elza - Nós pegamos esse espaço em regime de comodato, por 10 anos, que agora são praticamente 8 anos e meio. Nesse período, organizamos muito, fizemos, por exemplo, uma festa junina. Três dias de festa junina não deu nenhuma confusão, nenhum problema, foi uma coisa de arrepiar. Nós assumimos isso daqui de uma forma muito gostosa. Dia 23 de setembro de 2012 foi a inauguração oficial, com os livros praticamente todos pelo chão com a visita de um rapper de Brasília, o Gog, que veio lançar o livro dele aqui. Passando tudo isso, em dezembro de 2012, teve o lançamento do livro da professora da UNILA Andreia Moassab, sobre o rap e as periferias. Para você ter uma ideia, aqui já foram lançados cinco livros. O Eduardo Marinho, veio do Rio de Janeiro porque ele nos encontrou pelo site e veio do Rio para cá para lançar o livro dele aqui dentro. O Sérgio Vaz, de São Paulo, da Cooperifa, lançou o livro dele aqui. O Dr. Aiex fez uma noite de autógrafos aqui dentro. Então, assim, esse trabalho é lento, é moroso, nós trabalhamos três anos praticamente na clandestinidade. Revista - Como assim “praticamente na clandestinidade”?

Elza - Nós não tínhamos CNPJ, até que em novembro de 2013 conseguimos legalizar a instituição. Porque para montar um estatuto, um regimento interno e todas as normativas e diretrizes é complicado. Mas nós fizemos. O estatuto é totalmente apartidário. Nós não temos nenhum vínculo político aqui dentro. Se qualquer membro quiser ir para a questão política durante as campanhas, ele tem que se afastar 90 dias antes, 90 dias durante o período eleitoral e 90 dias depois. Isso está no regimento interno e no estatuto. Por quê? Quando nós cobramos política pública, nós não podemos nos envolver em política partidária. Não vou te dizer que não tem os seus filiados e não sei o que, mas a gente não traz a política partidária aqui para dentro. A nossa intenção é ver isso aqui com muita música. Nós já fizemos sarau de poesia, circo a céu aberto já fizemos pelo menos umas 10 vezes o ano passado e cinema a céu aberto. Nós não temos espaço, não temos cobertura, não temos nada. É tudo muito improvisado. As políticas públicas continuam não chegando, mas a mudança de comportamento e cultura é o que nos importa. Porque política pública, você tem que saber e gostar de fazer. E mudança de cultura é com essa semente que está sendo plantada. É essa semente que começa a geminar. Daqui a 10 anos, eu tenho muita esperança que eu comece a ver os frutos de todo esse trabalho, de forma gostosa, a observar que nós não temos no Cidade Nova só as feridas e as mazelas, que nós temos competência, capacidade, que tem pessoas com capacidade de sair da mesmice. Revista – Na biblioteca, quantos livros vocês possuem? Elza - Temos mais ou menos 7 mil livros, tudo doação. Todas as prateleiras foram doadas, armário, bebedouro, tudo o que tem aqui dentro é doação. Revista - Quantas pessoas moram no bairro Cidade Nova? Elza - Aqui temos mais de 10 mil moradores. Na verdade, não temos essa estatística correta, porque assim, quem tem isso? É a unidade básica de saúde. Mas a unidade básica de saúde também não comporta a demanda do bairro. Nós recebemos, até pouco tempo, pelo menos mais umas 700 famílias no bairro Universitário. E não tem outra unidade básica de saúde para atender, quem atende é o Cidade Nova. A escola é uma calamidade, a unidade básica de saúde, só tem duas equipes de PSF. Até pelo número de moradores da região norte, nós necessitamos de um UPA, porque não adianta ter uma aqui no Três Bandeiras. Nós, moradores da região norte, para chegarmos até lá, se não estamos de carro ou não é um caso de muita urgência, nós não temos transporte que passe por lá. Nós temos duas linhas de ônibus, que passam, uma na Andradina, que vai para o Costa Cavalcanti e o centro e outra que vai para a Ponte. Região nordeste, nós não conseguimos chegar lá, porque nós não temos um interbairros passando por aqui. Então, ou a gente vai a pé, de moto-táxi, de carro, ou você fica duas horas para sair daqui, chegar ao terminal, pegar um ônibus e ir pra lá. Essa situação é grave. Um bairro com 15 anos, não recebeu uma manilha para a rede de esgoto

Mas nós, com essa biblioteca, pensamos, não em transformar o mundo, mas se eu conseguir mudar a cabeça de 5, 10 ou de 1 adolescente, um jovem, um adulto, eu já vou estar muito satisfeita.”

Estamos rodeados de tantas maravilhas, mas o morador de Foz não tem acesso a esses espaços. Quantas pessoas daqui, nascidas e criadas em Foz do Iguaçu, no seu centenário, nunca foram às Cataratas, nunca foram à Itaipu? Por quê?”

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Papo Sério

Maria Elza Mendes

e a gente paga 150 reais para esvaziar uma fossa e tem que solicitar o serviço de uma empresa do Jardim São Paulo ou do centro, porque na região não tem um operador desse serviço. Isso tudo são dificuldades que passamos. Então, é duro, é ruim. Mas nós, com essa biblioteca, pensamos, não em transformar o mundo, mas se eu conseguir mudar a cabeça de 5, 10 ou de 1 adolescente, um jovem, um adulto, eu já vou estar muito satisfeita. E a prova disso é que algumas crianças e adolescentes, que frequentam isso aqui, já passaram por todas as instituições dessa cidade, mas aqui na biblioteca comunitária do Cidade Nova, se ele chegar e não tiver uma cadeira vazia, ele pega um livro, deita no chão e vai ler. Para mim é o que mais importa nesse momento. Porque eu olho para ele e falo assim “cara, você é o meu espelho, porque você consegue crescer, você consegue sair disso”. Em um bate-papo com poetas e escritores eles poderem questionar o cara: “como é que você conseguiu chegar até aqui? É muito difícil fazer poesia? Quais são as dificuldades que você encontra quando está com a mochila nas costas, batendo de porta em porta para fazer o seu trabalho?”. Com isso ele vai se conscientizar de que o mundo não é só Foz do Iguaçu. O que eu sinto, não sou de Foz, estou aqui há 20 anos, o que eu sinto é que o morador daqui não tem oportunidades. Revista - Por que acha que o morador não tem oportunidade? Elza - Estamos rodeados de tantas maravilhas, mas o morador de Foz não tem acesso a esses espaços. Quantas pessoas daqui, nascidas e criadas em Foz do Iguaçu, no seu centenário, nunca foram às Cataratas, nunca foram à Itaipu? Por quê? Porque os espaços de lazer dessa cidade são para a elite, a periferia jamais verá. É difícil e me surpreende muito, quando uma revista do porte da 100 Fronteiras, chega para nós. Por quê? Porque nós temos uma visão de que é um espaço muito para a elite. É a elite quem domina, é a elite quem predomina. E nós, periferia, não estamos acostumados com isso. Nós não estamos acostumados a ser tratados como devemos e podemos ser tratados. Quando chega a imprensa até nós, ou ela vem porque alguém morreu, ou ela vem porque ela quer algum tipo de sensacionalismo. E isso é muito ruim. Porque não prejudica só a comunidade, mas a empresa também se prejudica, porque ela não cede espaço para as boas coisas que o município ou que o bairro tem. Revista - Um dos objetivos na criação do informativo era o de, entre outros, mudar a visão das pessoas em relação ao Cidade Nova, você acha que isso foi conquistado? Elza - Nós sofremos aqui, agora já é bem menos, mas durante um período, você não podia sair daqui para procurar um emprego. Tinha vaga, já estava quase 90% acertado que era sua, mas se falasse que morava no Cidade Nova pronto, a reposta era “ah, não tem vaga, vamos ver, depois nós te ligamos”. E o pessoal do Cidade Nova ficava na marginalidade mesmo, é a margem da margem. Então a gente tenta mudar isso. Estamos conseguindo muito lentamente, porque mudança de cultura e de comportamento não é da noite para o dia. É um processo lento, moroso, passos de formiguinha mesmo. Mas nós não temos pressa, eu vou morrer com 100 anos dizendo que tenho 15 e vendo a molecada que eu estou tentando formar em uma situação melhor que a minha. Revista – A senhora acredita que depois da implantação da Biblioteca Comunitária muita coisa mudou no bairro? Elza - A cultura das crianças e adolescentes já melhorou bastante. E muitos adultos também, porque muitos ficavam no final de semana, dentro da sua casa, assistindo televisão, nesse calor de Foz do Iguaçu, por falta do que fazer. Por não ter possibilidade de sair. E é muito gostoso quando a gente passa avisando o pessoal, por exemplo, que tem noite de cinema ou circo, e eles descem com as suas cadeiras na mão - porque nós não temos cadeiras para todo mundo - e vem pra cá para se divertir, dar risada. Isso é muito gostoso, então há uma mudança de comportamento sim, não digo de cultura, mas de comportamento sim.

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Revista - Então, pelo que você diz, os momento de lazer que acontecem no bairro são proporcionados por vocês, eles não vêm de fora, é isso? Elza - Não, não vem de fora. A gente firma algumas parcerias, porque alguns pontos de cultura até recebem algum dinheiro do Ministério da Cultura para fazer cultura de periferia. E nós somos espaço de cultura, apesar de não estarmos reconhecidos no papel, mas pra mim, quando passo a ser procurada como ponto de cultura é sinal de que eu tenho reconhecimento. A UNILA, por exemplo, é uma instituição federal que tem uma responsabilidade social comunitária. Então, isso está nos proporcionando ampliar nossas atividades, porque nós sozinhos não teríamos pernas, porque sem financiamento ninguém anda. Sem dinheiro nós não andamos. Além disso, nós precisamos de doação de livros e do tempo das pessoas, pois sem isso o CNI não sobrevive. Nós pagamos a internet, nós compramos material para os cursos de espanhol, para os cursos de artesanato. Revista - A Biblioteca também atende o público oferecendo cursos? Elza – Sim. No ano passado eram 23 crianças no curso de espanhol a partir dos contos infantis. Aí cada criança recebeu uma apostilinha com os contos infantis em espanhol e português, essa foi uma parceria com a UNILA. Também estamos fazendo um documentário com a história do Cidade Nova. Provavelmente em fevereiro ou março vai ficar pronto. A produção está sendo feita pelos alunos de cinema da UNILA, que vem pra cá para desenvolver junto com a gente essa atividade. Além disso, tem o curso de violão, são 58 jovens. Essa é iniciativa do próprio CNI, porque tem alguns membros que tocam violão e decidiram implantar essa oficina. A ideia é, quem sabe daqui a 10 anos, toda essa molecada possa montar uma orquestra de violão. Trabalhamos muito de improviso, porque nós não temos financiamento para nos organizarmos para as atividades. Nós sabemos, o carnaval cultural é uma pauta de início de ano, a festa junina é outra atividade e a festa do dia das crianças e o aniversário do CNI também são eventos pontuais. Isso a gente tem em mente, mas de que jeito nós vamos fazer? O futuro a Deus pertence. Mas que vai sair, vai. Para você ter uma ideia, no ano passado nós chegamos a fazer oito saraus, só de improviso. Chegaram a começar às seis horas da tarde de baixo de chuva e terminar à uma hora da manhã, tínhamos poesia e música. Revista - Os leitores que querem ajudar, também podem fazer doações para o espaço? Elza - Sim. Mas no momento não estamos recebendo livro pedagógico. Por quê? Com a mudança ortográfica, os livros, com mais de cinco anos perderam totalmente a validade. Mas o mais importante se alguém quer doar, é o seu tempo. É o seu modo de agir que diz quem você é. O mais importante para nós, da biblioteca comunitária, em nome dos 40 membros que somos, é que a as pessoas se conscientizem que é a necessidade que faz a ocasião, ou deixa ele cidadão ou deixa ele ladrão. Isso é muito certo, foi a nossa necessidade por mudança de comportamento e cultura que nos trouxe até aqui. E esse anseio não diminuiu, pelo contrário, ele só amplia. Porque cada vez que você conquista alguma coisa, você quer o quê? Melhorar cada vez mais. Agora estamos montando um grupo de artesanato, eu sou artesã, e estamos tentando montar um grupo para ver até onde conseguimos chegar. Porque muitas pessoas sobrevivem do artesanato, então é necessário que a gente fortaleça esse trabalho e mostre para o município de Foz do Iguaçu e quem mais quiser saber, que o Cidade Nova tem muito a oferecer. Basta as pessoas observarem. Revista - É verdade que as pessoas tinham vergonha de falar que moravam aqui? E hoje você acredita que esse tipo de situação mudou? Elza - É verdade, mas mudou muito. Porque, por mais que as

políticas públicas não cheguem, a comunidade está fazendo por si. Não estou falando só da Biblioteca Comunitária, estou falando da rede de comércio que aumentou, estou falando da qualidade de vida. Quando eu mudei para cá, estranhei muito. Não tinha um lugar para comer um pastel, não tinha um mercadinho que prestasse para comprar o básico para a sua casa. Hoje não, hoje nós temos, lanchonetes, pastelarias, padaria ainda nos falta uma boa, nos falta uma casa lotérica, mas temos uma farmácia. Faltam muitas coisas, mas essas coisas, a qualquer momento, acredito que um empresário vai observar que o Cidade Nova também existe, porque os políticos não nos enxergam. Revista - Você sairia do Cidade Nova para morar em outro bairro de Foz do Iguaçu? Elza - Não mudaria de bairro, porque eu sou uma cidadã moradora do bairro Cidade Nova. Eu aprendi que quem faz o meu bairro, sou eu. Quem faz o local onde eu moro, sou eu. Vamos criar uma hipótese muito remota, porque eu não jogo, mas vamos dizer que eu ganhe na megasena. Eu não mudaria daqui, já estou familiarizada, ando na rua, de dia, de noite, de madrugada. Eu me sinto em família. Revista - Quanto ao centenário da cidade, o que a senhora pensa?

nenhum tipo de preconceito, é proibido aqui dentro qualquer tipo de preconceito. Nós temos que respeitar cada indivíduo como ele é, posso não concordar com a opinião de alguém, alguém pode não concordar com a minha, mas preciso respeitar. É preciso ficar muito claro que temos grandes talentos em nosso bairro. Temos um estúdio de gravação de cd, temos muita coisa boa, compositor de rap, poeta, cantores, músicos, temos de tudo aqui. Por que não aproveitar isso? Revista - É possível dizer que existe um Cidade Nova antes e um depois da implantação do CNI? Elza - Com certeza. Porque a comunidade não tinha para onde ir. Quando começam as atividades não precisamos nos matar, pois os moradores vêm. Porque quando eu não tenho para onde ir eu vou para qualquer lugar. Mas aqui não é qualquer lugar, é um espaço de acolhimento, de conhecimento e de discussão. E normalmente trazemos atividades voltadas para mexer com o brio e o conhecimento das pessoas, então isso faz a diferença. Quando não existia o CNI, não existia a discussão das dificuldades, das políticas públicas, hoje existe e isso já melhora. Para você ter uma ideia, quase 500 crianças já passaram por aqui, já levaram e trouxeram livros, isso é mudança da comunidade.

É difícil e me surpreende muito, quando uma revista do porte da 100 Fronteiras, chega para nós. Por quê? Porque nós temos uma visão de que é um espaço muito para a elite. É a elite quem domina, é a elite quem predomina. E nós, periferia, não estamos acostumados com isso.”

Elza - Eu me pergunto: o que fizemos em 100 anos? Revista - Qual é a resposta? Elza - Pouco ou quase nada, essa é a reposta. Uma cidade com 100 anos não teria que ter tantas favelas como tem, não teria que ter uma população encarcerada tão grande, ela não teria que ter tantas crianças e adolescentes batendo perna na rua dia e noite. Ter o índice de desemprego que a cidade tem, apesar de estar gerando emprego, e dizem que está, não é essa a minha percepção. Revista - Ao olhar para o crescimento do projeto e a mudança que ele vem proporcionando aos moradores do Cidade Nova, o que a senhora sente? Elza - Acho que nada que eu diga vai ser suficiente para demonstrar o encantamento e a felicidade que é estar inserida em uma instituição como a nossa. Que anda com as próprias pernas. Que não recebeu nenhum apoio de dinheiro público e consegue ultrapassar as barreiras da ignorância. Nada que eu diga vai ser suficiente, porque quando iniciamos o trabalho para legalizar a instituição, tínhamos muita angústia. Porque é um percurso muito árduo. O grande desafio do CNI é conseguir se manter de pé. Para o carnaval, independente de parceria ou não, nós vamos fazer uma atividade. Temos a ideia de fazer uma tarde do sorvete para angariar fundos para a manutenção de algumas coisas, e se alguém puder doar um pote de sorvete, a gente agradece. Porque vamos fazer uma atividade cultural com sarau, indo do gospel, ao rap, passando pelo funk, sertanejo, também com poesia, com dança, com a turma da capoeira. É uma tarde e noite cultural. Na instituição não temos

Biblioteca Comunitária do Cidade Nova Rua Elói Armando Nedel, n° 1332, Cidade Nova II – A Biblioteca está ao lado da Igreja São Gabriel Arcanjo. Normalmente o atendimento acontece das 11h às 13h30, porque existe o grande fluxo de crianças voltando da escola e depois, das 17h às 22h, para atender aos jovens que vão e voltam da escola e também os adultos que voltaram do trabalho.

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42 COREIA DO SUL

NA CIDADE

Foz do Iguaçu será centro de treinamento para a seleção sul-coreana

56 VAMOS ACREDITAR EM FOZ

100 anos e muitas ideias para o município

60 CHEGA DE

SAUDADE

Xis-Kão, entre as mordidas no pão, muitas histórias


Artigo

Economia

DILMA EM

DAVOS

A presidenta soube aproveitar a oportunidade para reafirmar que o Brasil sempre preferiu negociar a descumprir os contratos

antonio delfim netto Economista e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento. Escreve semanalmente na revista Carta Capital Texto originalmente publicado na

CartaCapital

Três temas importantes tiveram destaque no denso discurso no qual a presidenta Dilma Rousseff expôs a situação da economia brasileira durante o encontro dos líderes da finança mundial, na gelada montanha suíça de Davos no penúltimo fim de semana de janeiro. Em pouco mais de 40 minutos que mereceram aplausos (num nível até um pouco acima dos protocolares), a presidenta descreveu os programas de seu governo mostrando um conhecimento bem maior dos problemas do que eles imaginavam. Fez a defesa de sua administração, dizendo que muitas vezes há queixas de empresários, mas que nunca se posicionou contra o setor privado da economia, nem faz restrições ao lucro, pois “essa é a sociedade em que vivemos”. Não creio que tenha convencido completamente os participantes, mas mostrou os resultados do avanço brasileiro no esforço sério e bem-sucedido para reduzir as distâncias na distribuição da renda entre as pessoas e as regiões, exatamente um dos itens apontados na agenda de Davos como o maior problema para a recuperação da economia mundial. Aliás, um ponto esquecido “fora da curva” nas reuniões anteriores, de forma até incompreensível, diante do que representa a tragédia dos 40 milhões de honestos trabalhadores que continuam desempregados em função da crise financeira iniciada em 2007 nos Estados Unidos. Eles são fator importante do aumento dos níveis de desigualdade nas sociedades mais desenvolvidas do globo. Dilma soube aproveitar a oportunidade para reafirmar uma característica do comportamento brasileiro que, mesmo em momentos difíceis que nossa economia enfrentou no passado, sempre preferiu negociar os contratos a deixar de cumpri-los. Foi uma lembrança importante num momento em que se procura acusar o governo, aqui e no exterior, de ter desrespeitado contratos quando recorreu a algumas medidas regulatórias nos setores da energia e na questão dos portos. Nas intervenções e em alguns casos de medidas arbitrárias, ninguém pode apontar desrespeito aos contratos, pois todos estão sendo cumpridos pelo governo federal. É fato que quebras acontecem no âmbito estadual, gerando dúvidas que vão ter de ser desfeitas adiante, mas no nível federal há total respeito aos contratos.

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Essas considerações ganharam maior importância num momento em que – a margem da reunião de Davos – o agravamento da situação da economia argentina e alguns fatores de vulnerabilidade nos mercados bancários da África do Sul, Turquia, Indonésia e Índia passaram a oferecer novas oportunidades para a especulação financeira visando tirar as habituais vantagens. Claramente, a situação do Brasil é muito melhor do que a desses países. Precisamos tomar cuidado com os problemas da Argentina porque é um mercado importante para as nossas manufaturas. Ela precisa de uma desvalorização forte de sua moeda, pois é a única forma de sair da encrenca em que está metida, pagando o preço de erros acumulados em sua política econômica nesses últimos anos. Muitas pessoas pensavam – como no Brasil, antigamente – que o país podia decretar um “default” e não ter consequência porque o mundo esquece rapidamente. Com esse problema atual na Argentina, mais uma vez está demonstrado o contrário: ela não consegue nenhum auxílio externo. Tem que viver por conta própria e não é por virtude: apenas não tem mais acesso ao crédito. O ministro da Economia, Axel Kicillof, agiu corretamente porque tinha realmente que produzir alguma desvalorização da moeda argentina, mas as consequências são visíveis: vai haver um dramático corte do salário real. E para que isso não se transforme numa inflação mais importante que a atual que anularia a desvalorização do câmbio – vai precisar de uma política fiscal extremamente dura. Será preciso reduzir a demanda interna que não pode ser feita pelo setor privado, basicamente, porque se não vai para uma recessão. Ela precisa ser feita por um corte das despesas do governo ou de um aumento dos impostos que também vai levar a uma recessão. A ação do ministro começou na direção correta. Infelizmente há indicações que ele não tinha um programa em mente bem estruturado, porque um dia depois da medida ele promoveu um aumento de imposto, levando a um aumento da insegurança mostrando que não analisou bem as consequências do que estava fazendo. Isso é muito ruim porque trabalha na direção de acelerar o crescimento dos preços.

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Artigo

Opinião

A polêmica

das biografias

O período da última ditadura no Brasil é “cachorro morto”: todo mundo chuta e, vira e mexe tem alguém criticando as atitudes, os abusos e a censura. Parece até que se esquecem dos outros períodos ditatoriais, como o de Getúlio, tudo bem, não fosse por uma coisa, a hipocrisia. O Deputado Jair Bolsonaro – capitão da reserva do Exército Brasileiro –, sempre é citado como exemplo de intolerância e fiel representante da ditadura, porém, na questão das biografias não autorizadas, pasmem, ele está alinhado com ninguém menos que Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e outros medalhões da MPB.

DR. rOGÉRIO ANTÔNIO LOPES Delegado Divisional chefe da Divisão Policial do Interior. Polícia no Paraná desde 1994. Formado em direito pela Universidade de Norte Pioneiro, é pós-graduado em Direito Penal, Direito Público e Gestão Estratégica

De repente, esses defensores da liberdade e críticos incondicionais da censura, passaram a praticá-la sem nenhum pudor, criou-se até um nefasto grupo para promovê-la, em “escala industrial” (o Procure Saber). A questão das biografias não autorizadas não é coisa nova, em 2006 Roberto Carlos, conseguiu na justiça a proibição da publicação e comercialização de sua biografia, feita pelo jornalista Paulo Cesar de Araújo, milhares de exemplares foram recolhidos e, ainda hoje, descansam em algum galpão bolorento, sob os auspícios do rei. Em 1979, também já havia conseguido na justiça, o recolhimento de outra biografia escrita por seu ex-mordomo, argumentam esses artistas, que as suas biografias só podem ser realizadas mediante autorização e, que eles têm de ganhar parte do lucro das vendas dos livros. Esse ponto de vista, apesar do posicionamento de jornalistas e da própria Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros) é defensável por quem quer que seja, menos por eles. Caetano, Gilberto e Chico formaram talvez, o principal tripé da crítica a qualquer tipo de censura, através de suas músicas conseguiram fortunas, que foram iniciadas no período ditatorial e, que até hoje, multiplicadas (naturalmente com o trabalho de cada um) dão sustento a eles próprios e suas famílias. No fundo deveriam “agradecer” aos generais, não fosse a ditadura, Chico jamais teria produzido “Cálice”, Caetano,“É proibido proibir” e, mais uma pá de sucessos que encheu o bolso desse pessoal. Agora, querem assumir a função de censores e controlar os livros, eventualmente publicados, a respeito de cada um. Deveriam envergonharse de tal atitude, mas em uma democracia todos têm o direito de mudar de ideia, de discurso, de partido, de ideologia e, até de verdade, sorte deles, em outro regime já teriam ido para El paredón. Como no Brasil existe uma preguiça sistêmica para a articulação e o diálogo, esse assunto também chegou ao Supremo Tribunal Federal, filigranas constitucionais à parte, é triste ver Djavan, Chico e outros defendendo a censura, quase dá vontade de lhes perguntar se, em algum momento foram sinceros. Com tais atitudes, suas próprias obras ficam comprometidas, afinal, parte delas foram construídas em cima da censura e do arbítrio. “Pai afasta de mim esse cálice”, quem te viu e quem te vê, “é proibido proibir”, o sonho acabou.

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Artigo

Opinião

Os deveres para com os longevos e o

ATENDIMENTO MÉDICO Lei 10741/03.O estatuto do idoso completou 10 anos em outubro passado, mas sua eficácia está longe do ideal. Dignidade. Ele consolida o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana (art.5º, CF) ao estabelecer a preservação da saúde física e mental (art.2º, CF).

Adriana de Lacerda Rocha Doutora em Direito pela Universidade Federal do Estado de Santa Catarina (UFSC); Professora Universitária. Professora voluntária da Conscienciologia. Associada do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI) e da Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDI). Consultora Científica Ad hoc da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). PareceristaAd hoc da REDESCG da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Conselheira do Conselho Internacional de Assistência Jurídica da Conscienciologia (CIAJUC) da UNICIN e Consultora Técnica pro bono da OIC – Organização Internacional de Consciencioterapia. Verbetógrafa da Enciclopédia da Conscienciologia. Autora de livros jurídicos e artigosjurídicos e conscienciológicos. Lattes: http://lattes. cnpq.br/9208723930424588 E-mail: juriscons11@gmail.com

Saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde, saúde é o estado de completo bem estar físico, mental e social. Deste modo, distingue saúde de doença. Estabelece que, saúde inclui, além do corpo, mente, emoções, relações sociais, satisfação no trabalho, condições de moradia, participação na coletividade e, a proteção e recuperação da saúde através da integralidade da atenção. Responsabilidade. Para o longevo (pessoa que atingiu a longevidade), significa a existência de uma política exclusiva, por parte dos órgãos oficiais, não governamentais ou particulares, além da manutenção do equilíbrio emocional, ou seja, a capacidade de administrar a própria vida e as emoções, mantendo a serenidade. Respaldo. Para preservar estas condições, a lei prevê, dentre outros, o direito de prioridade (art.3º) que, na prática, significa a imposição de atendimento personalizado nas entidades governamentais, não governamentais e privadas(inciso I). O descumprimento pode ser considerado violência contra o idoso, já que pode causar-lhe dano ou sofrimento físico ou psicológico (art. 50). Case. Diversas vezes, pudemos presenciar, nos locais de atendimento médico, o descumprimento da lei, com ofensa à integridade do longevo. Além de não terem equipe especializada para atendimento ao longevo, não aplicam o direito de preferência. Dentre outros tipos de infrações, como deixá-lo aguardando por horas. Se não é o empenho pessoal e sensibilizado de certos profissionais, o tempo de espera pode ser ainda maior. Fato. As estatísticas brasileiras comprovam que somos todos “envelhescentes”, ou seja, estamos envelhecendo. Dever. A nova realidade da expectativa de vida requer novas políticas públicas e nova mentalidade de profissionais e familiares para receber, cuidar e se relacionar com este novo contingente. É preciso enxergar o longevo de modo diferente, inserindo-o como um indivíduo socialmente ativo e capaz. Recin. É mister que passemos a lidar com a longevidade de maneira séria, especializada. Isto começa com a reciclagem íntima, através de atitudes fraternas, respeitosas com os longevos próximos e distantes.

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Esportes

A Voz do Esporte

O ala da seleção brasileira de futsal, o iguaçuense Zico, de férias na cidade Curtindo Foz do Iguaçu, ele falou sobre a seleção brasileira, os novos desafios em 2014 e de seu ídolo, também iguaçuense

COPA DO MUNDO A primeira Copa do Mundo aconteceu no Uruguai, em 1930, sendo vencida pelos donos da casa. Na década de 40, em razão da 2ª Guerra Mundial, não houve realização do evento. Assim, a quarta edição aconteceu no Brasil, em 1950.

CURIOSIDADES - DOS EVENTOS QUE SEDIAMOS: PÉS DESCALÇOS: A Índia foi impedida de participar por que a FIFA não permitiu que os atletas jogassem descalços. MARACANAZO: Até 1950, o grande “papão” das copas era o Uruguai. Até então jamais perdera um jogo. Entretanto, com um técnico contratado às vésperas, chegou ao Brasil desacreditado. Ainda assim, sob a batuta de Obdulio Varella, El Negro Jefe, jogaram para calar uma multidão estimada em mais 170 mil torcedores brasileiros. DISCIPLINA: Nenhum jogador foi expulso nas 22 partidas. Apenas três pênaltis foram marcados no torneio, nenhum desperdiçado.

Bianca M. Portela Jornalista e Profissional de Marketing.

PERDERAM O RUMO: No final, os organizadores brasileiros não entregaram o troféu para o time uruguaio. Coube ao presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, sair de onde estava para fazer a premiação.

Jair Portela

Blogueiro, articulista e consultor de empresas aposentado.

RAPIDINHAS • O que significa Foz do Iguaçu na sua infância? Cresci aqui. Muito bom. Foi aqui que eu aprendi o futsal com vários treinadores. • Os 100 anos da nossa cidade? Crescendo muito. Cidade turística onde passam milhões de turistas, espero que cresça ainda mais. • O que o Atlântico de Erechim significou para a tua carreira? Foi o clube que me abriu muitas portas e tenho um carinho muito grande por ele. • E a ACBF? Espero ganhar muitos títulos defendendo o Carlos Barbosa e ficar por lá muito tempo. • Qual a dica para os jovens que pretendem seguir carreira no futsal? Trabalhem muito e não deixem de acreditar nos seus sonhos, tornemse homens e corram atrás dele.

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QUE VENHA O TIGRE! Criado no Porto Meira, região sul da nossa cidade, o jogador de futsal Vinicius Renne Dias – conhecido carinhosamente como Zico -, da Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF) e Seleção Brasileira, participou de um bate -papo descontraído antes de seguir viagem para Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, onde defenderá, a partir de 2014, a bicampeã mundial de clubes ACBF. Curiosamente, a arquirrival do clube que o atleta defendia até o ano passado, o Atlântico de Erechim. Foi durante a infância, no bairro iguaçuense, que aprendeu a jogar bola, para conquistar o sonho de ser um jogador, inspirou-se no ídolo Anderson Andrade. Quando tem um tempo, Zico sempre vem a Foz “recarregar as baterias” no aconchego familiar e relembrar os bons momentos na cidade. O jogador iniciou a sua carreira aqui em Foz, no Flamenguinho, em 1995. Aos 14 anos foi para o Coritiba Futsal, voltou para nossa cidade em 2006 para os jogos abertos e, em 2007, foi para o Colégio Londrinense, onde ficou até 2010. Foi, então, contratado pelo Atlântico de Erechim, tradicional clube do norte gaúcho, defendendo-o até 2013, ano muito especial em sua carreira: consagrou-se campeão da Liga Sul, da Taça Brasil e da Superliga de Futsal, o que culminou com sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. Como se não bastassem tantas alegrias, ainda viria a cereja do bolo: seu jogo de estreia pela seleção brasileira seria justamente em Foz do Iguaçu, em sua casa, no mais conhecido dos palcos: o ginásio Costa Cavalcanti. Poderia ficar melhor? Sim, claro. No Desafio Internacional contra a Costa Rica, jogado em 31 de maio de 2013, Zico marcou um dos gols, em sua estreia na seleção, em casa. A partir de 2014, passa a defender a ACBF. Zico recebeu convite para jogar no futsal português, o Benfica, mas, em se tratando da Europa, o que lhe atrai é a liga espanhola: o Real Madrid ou o Barcelona.

A Coreia, há muito, faz parte da nossa vida. A do sul leva-nos a passear, rodando em sonhos de consumo da classe média (ok, você nunca pensou no último Hyunday ou no arrojado Kia), e torna os jovens cada vez mais monossilábicos, que conversam sem levantar os olhos das pequenas telas brilhantes de seus Galaxys, entre outros facilitadores eletrônicos da vida moderna, de primeiríssima geração. A briga que trava com sua irmã do norte, data da Guerra Fria. Começou nos anos 50 e vive em stand by. A paz jamais foi assinada, entretanto, este conflito foi capaz de inspirar, na época, os gênios “hollywoodianos” que produziram o clássico Love Is a Many-Splendored Thing (que chegou para nós como “Suplício de uma saudade”), dirigido por Henry King. Filme inesquecível e música obrigatória na lembrança de quem tem bom gosto. Por lá, diferentemente do que se mostram, vivem de olhos bem abertos, em constante sobressalto. Não relaxam nunca. Os orientais, mesmo não sendo perdulários, gostam de viajar e aqui tem muita coisa para mostrar. Nossa área urbana não é bonita, nem, tampouco, bem cuidada, mas perifericamente temos verdadeiros mimos advindos da natureza, cujas imagens derrubam o queixo do mundo, via internet. E vai um alerta especial para a turma que guarda o templo do simpático Sidarta, uma vez que, numa população de mais ou menos 50 milhões de coreanos, 22% são budistas (a propósito: a prefeitura precisa melhorar aquele acesso horroroso). Na Coréia, o futebol perde de longe para o beisebol e, para o número sem fim de esportes individuais de gritos e “porradas”, ainda assim, tem crescido nos últimos anos. Este poderoso tigre de olhos puxados está a um “oi” para migrar de mala e cuia com sua seleção para a nossa Foz de sol inclemente. Já os fizemos suar a mais de 40ºC e, tomara!, que continuemos a fazê-lo em maio/junho, com temperaturas mais amenas.

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COPA

2014 Estado

Seleção e cidade

Estado

Bósnia – Guarujá Costa Rica – Santos México – Santos

Seleção e cidade Holanda - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Honduras - Porto Feliz

Itália –Mangaratiba Brasil –Teresópolis Inglaterra - Rio de Janeiro

Rússia – Itu França - Ribeirão Preto

Estado

Alemanha - Santa Cruz de Cabrália

Portugal – Campinas São Paulo

Nigéria – Campinas

Seleção e cidade

Bahia

Irã – Guarulhos

Suíça - Porto Seguro Croácia – Salvador

Japão – Itu Bélgica - Mogi das Cruzes

Estado

Argentina - Belo Horizonte

Estados Unidos - São Paulo

Os Tigres vêm para Foz

A cidade iguaçuense foi confirmada, oficialmente, pela Fifa, como centro de treinamento da Coreia do Sul

O Brasil revive a expectativa de 1950, quando, depois de dois quadriênios sem Copa, fato ocorrido pela II Guerra Mundial, o evento esportivo voltou a acontecer, tendo a sua reestreia no país verde e amarelo. Na época, o maior investimento aconteceu na construção do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, hoje entre reformas e construções, estão na lista 12 estádios. Na década de 50 foram investidos, em valores atuais, R$ 400 milhões. Em 2013, segundo a Matriz de Responsabilidade, o investimento é de R$ 27 bilhões, distribuídos em projetos de aeroportos, portos, mobilidade urbana, estádios, segurança, telecomunicações e turismo.

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Colômbia – Cotia

Raio X da Copa

África

Camarões, Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Argélia.

América do Norte e Central

Estados Unidos, Costa Rica, Honduras e México.

América do Sul

Argentina, Colômbia, Equador, Chile, Uruguai e Brasil.

Ásia

Irã, Coreia do Sul, Japão e Austrália.

Europa

Bélgica, Itália, Alemanha, Holanda, Suíça, Rússia, Bósnia-Herzegovina, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Croácia e Grécia.

Minas Gerais

Argélia – Sorocaba

Chile - Belo Horizonte Uruguai - Sete Lagoas

Costa do Marfim - Águas de Lindóia

A competição terá a participação de 32 seleções, sendo que, oito delas já foram campeãs mundiais: Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha, Itália, França, Inglaterra e Espanha.

Seleção e cidade

Estado

Seleção e cidade Espanha – Curitiba

Estado

Seleção e cidade

Rio Grande do Sul

Equador – Viamão

Estado

Seleção e cidade

Espirito Santo

Austrália – Vitória Camarões – Vitória

Paraná

Coreia do Sul Foz do Iguaçu

Estado

Seleção e cidade

Alagoas

Gana - Maceió

Estado

Seleção e cidade

Sergipe

Grécia – Aracaju

Os jogos do mundial serão distribuídos entre 12 cidades: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Para que as seleções possam se preparar, foram disponibilizados para escolha 83 opções de Centros de Treinamento. Entre as cidades disponíveis, está Foz do Iguaçu, escolhida pela seleção da Coreia do Sul para realizar a sua preparação para os jogos. www.revista100fronteiras.com

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COPA

2014 Coreia do Sul em Foz do Iguaçu

Em janeiro, a seleção da Coreia esteve na cidade, quando passou por uma semana de preparação para três amistosos que aconteceram nos Estados Unidos. Na época, o município ainda não havia sido, oficialmente, escolhido como a sede para os treinamentos. Foi no dia 31 de janeiro que a delegação sul-coreana confirmou Foz do Iguaçu, como base para o treinamento dos atletas. Com isso, a cidade passa a fazer parte do roteiro da Copa de muitos turistas. Mas afinal de contas, qual é a história da Coreia do Sul na Copa do Mundo, você sabe? Nessa matéria especial sobre a seleção vamos recordar, conhecer e entender a cultura desse povo que vive a mais de 30 mil quilômetros do nosso país.

Mundial Esses moços de olhos puxados participam de sua nona Copa do Mundo, sendo a oitava, de forma consecutiva. O país sul-coreano é o sexto com o maior número de participações na Copa, no ranking que tem, é claro, o Brasil como líder (com 20 presenças carimbadas nos jogos). Quem comanda a equipe dos Tigres Asiáticos é o exjogador e capitão da seleção, Hong Myung-Bo. O treinador já disputou 136 partidas oficiais e quatro Copas do Mundo. Foi na Copa realizada por Coreia/Japão, em 2002, que ele marcou o pênalti decisivo que eliminou a Espanha e, fez da Coreia do Sul, a primeira seleção de um país asiático a chegar numa semifinal. No mundial eles terminaram em quarto lugar, a melhor classificação entre todas as Copas que participaram.

Será que ele vem? Hoje, o grande ídolo é Park Ji-Sung, capitão da Copa do Mundo em 2010. Porém, o jogador, que por sete anos atuou no futebol europeu defendendo o Manchester United, depois vestiu a camisa do Queens Park Rangers, da Inglaterra, e, atualmente, joga no PSV Eindhoven, da Holanda, por empréstimo, deixou claro que o Mundial da África foi o último disputado por ele e, que agora está aposentado da seleção. O técnico

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dos Tigres ainda tenta convencer o ídolo dos torcedores a apresentar o seu show nos gramados brasileiros. O que resta agora é esperar para ver, se o “grande” sul-coreano aterrissa em nossa terra.

Cultura Em janeiro de 2013, a Organização das Nações Unidas(ONU), apontou a existência de 193 países, sendo que, cada um deles, possui a sua cultura e suas tradições, o que não poderia ser diferente na Coreia do Sul, não é mesmo? Mas você conhece ou já ouviu falar sobre os costumes desse povo? Vou te dar um tempo para pensar... Pronto! Lembrou de alguma coisa? Caso não tenha lembrado, não tem problema, vamos conhecer juntos um pouco do país azul e vermelho:

País reia. país.

talharins, tofus, verduras, peixes e carnes. • Um prato apreciado, tanto na Coreia do Sul, quanto na do Norte, é o sannakji, um polvo degustado, ainda vivo. A recomendação dos coreanos é que o mastigue bastante, para que os tentáculos não grudem na boca e não matem a pessoa por asfixia.

Ciência e educação • O primeiro cão clonado, “Snuppy”, foi feito pelos cientistas coreanos, na Universidade Nacional de Seul. • De acordo com a Organization for Economic Co -operationand Development(OECD), os sul-coreanos têm, em média, o maior QI mundial;

Expectativa

• O nome oficial da Coreia do Sul é: República da Co-

• É considera uma das civilizações mais antigas do mundo, para se ter uma ideia, arqueólogos afirmam que a região foi ocupada no Paleolítico Inferior – há, pelo menos, 250 mil anos.

Tecnologia e empresas

• Para os que gostam de acessar a internet, a Coreia do Sul é onde as pessoas navegam com mais velocidade no mundo. Segundo o site Mashable e o Statista, os sul-coreanos trafegam com velocidade média de 14,2 Mbps. • Multinacionais de origem coreana: Samsung, LG, Hyundai e Kia.

Esporte • A Coreia do Sul e o Japão foram os únicos países a sediarem, juntos, uma Copa do Mundo de futebol. Foi a Copa de 2002, onde o Brasil sagrou-se campeão. • O taekwondo, arte marcial, é originário da Coreia.

Gastronomia • A gastronomia coreana trabalha muito com arroz,

Legado Foz do Iguaçu já tem experiência em receber seleções. Em 1999, a cidade hospedou as seleções do Brasil, México e Chile que disputaram a Copa América, realizada no Paraguai. Os treinamentos das três seleções foram realizados em dois estádios: ABC e Pedro Basso(Flamenguinho), que receberam melhorias para atender às necessidades das equipes. Agora, 15 anos depois, o município segue os preparativos finais para fazer parte do roteiro da Copa do Mundo e, como forma de atender a seleção asiática, os dois estádios passam, novamente, por uma reforma. De acordo com o presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar , “somando os dois campos, vamos investir R$ 2,5 milhões, que vão deixar um legado muito positivo para a cidade. Nós vamos ter, certamente, 20 a 30 vezes mais em mídia espontânea, para a divulgação positiva do município”.

• Cerca de 3 mil ilhas fazem parte do território do

• A Coreia do Sul está entre os países mais avançados tecnologicamente, a internet de banda larga coreana é 3 vezes mais rápida do que a americana. O investimento no desenvolvimento tecnológico representa 3,36% do produto interno bruto. Não é à toa que foi o primeiro país do mundo a equipar todas as escolas primárias e secundárias do país, com internet de banda larga.

para a preparação do amistoso, um grupo tímido de descendentes reuniu-se no aeroporto para receber os jogadores. O empresário Alfredo Kim, não se importou com as duas horas de atraso no voo, provocado por uma manutenção feita na aeronave, antes de decolar de São Paulo, a recepção, para ele “é uma forma dos jogadores se sentirem acolhidos aqui”. Feliz com a visita ilustre em Foz do Iguaçu, com bom humor, ele deixa o recado “vou torcer para que a Coreia vença o mundial”.

Os mais de 256 mil moradores de Foz do Iguaçu estão na expectativa para a chegada da seleção. É fato, que ser um centro de treinamento da Copa do Mundo irá entrar para a história do município, que recebe a notícia como mais um presente no ano de seu centenário. Mas a comunidade sulcoreana que vive na cidade é que está em festa, essa será uma grande oportunidade de aproximação com o país e de mandar boas energias para que os jogadores superem o feito de 2002. Quando a delegação desembarcou em Foz do Iguaçu

De imediato a seleção utilizará o campo, porém, depois da Copa, os estádios ficarão à disposição da cidade. “Acredito que as reformas deixarão dois legados positivos. Um deles é para o futebol local, que vai permitir que possamos reestruturar melhor o futebol feminino e masculino, afinal, nós vamos ter dois campos em excelentes condições de jogo. Além disso, tem o turismo, que é uma atividade econômica que se sustenta na imagem e teremos uma divulgação positiva através de mídias espontâneas, no Brasil e no exterior. Não tem dinheiro que pague essa mídia positiva”. A visão de destaque da cidade iguaçuense, também é reconhecida pelo Ministério do Turismo, que divulgou uma nota onde acredita que Foz do Iguaçu será a 13° cidade mais visitada durante a Copa.

Com a vinda dos coreanos para Foz, muita gente reserva um pouco de sua torcida para os Tigres, não é mesmo? Torcer pode ter ficado mais fácil, afinal de contas, agora temos duas seleções para “abraçar”. Claro que, se tratando de uma final entre Brasil e Coreia do Sul, sabemos para quem vamos torcer, caso contrário, os sul- coreanos têm a nossa simpatia. A seleção asiática está no Grupo H, com as seleções da Bélgica, Argélia e Rússia. A estreia sul-coreana na Copa do Mundo será no dia 17 de junho, às 18 horas, contra a Rússia, em Cuiabá. Depois, joga no dia 22 contra a Argélia, em Porto Alegre e finaliza a primeira fase contra a Bélgica, no dia 26, em São Paulo.

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UMA LEITURA SOBRE A CIDADE EM

APENAS 5 MIN.

Nossa cidade está em alta e, nos próximos anos, contará com seis novos hotéis e dois shoppings centers. Os investimentos, desde 2007 até 2014, chegarão a 1,2 bilhões de reais. Com as instalações dos novos hotéis a capacidade de acomodação da cidade passará de 27 para 30 mil leitos. Quatro destes hotéis serão inaugurados neste ano: a região central, Ibis – Rede AccorHotels – e o Porto Madeiro. Na Av. Das Cataratas será inaugurado o Hampton. No bairro Cognópolis, ao lado do centro de estudos da Conscienciologia(Ceaec), que era uma região carente de hotéis, o Mabu Interludium Iguassu Convention.

ANNIE GRELLMANN Filha de pai gremista, do qual herdou o amor ao clube.

A partir de 2015, deverá entrar em funcionamento o Rio Hotel by Bourbon, cuja obra já foi iniciada em frente ao Shopping JL. Outro estabelecimento também está previsto para ser construído, próximo ao aeroporto que deverá ser de categoria superluxo, 7 estrelas. Sobre os shoppings. O Catuaí Shopping Foz, situado na Avenida José Maria de Brito, terá 191 lojas, nove lojas âncoras, 26 estabelecimentos na praça de alimentação, centro de lazer, 6 salas de cinema – duas com exibições somente em espanhol e hipermercado. Sua previsão de inauguração é no final de 2015, o empreendimento deverá gerar cerca de 2.500 empregos diretos e aproximadamente 4.000 indiretos. O Palladium Shopping Center, será construído na Avenida das Cataratas – em frente ao hotel Mabu -, serão 220 lojas, 12 lojas âncoras, 8 restaurantes e uma praça de alimentação com cerca de 20 lojas, além de salas de cinema e academia. Este ficará entre um dos cinco maiores shoppings do estado do Paraná e irá gerar 2.500 empregos diretos.

Isso, sim, é Foz do Iguaçu A revista 100 fronteiras lançou, no último dia 28 de janeiro, o vídeo Isso é Foz do Iguaçu. A música é uma composição do cantor e compositor Sérgio Copetti e foi feito em parceria com a Zapa Produções, em apenas 2 dias de divulgações o vídeo, através do Facebook, atingiu mais de 68 mil visualizadores e mais de 450 compartilhamentos, no YouTube já foram mais de 2.800 visualizações. O sucesso viral foi imediato e ele partiu de um simples pensamento de nosso editor Dênys Grellmann. O vídeo pode ser acessado através da página do YouTube com o nome de: Revista 100 Fronteiras – Isso é Foz Do Iguaçu.


MUDANÇA PARA MELHOR

A empresa Google criou um mapa que mostra as cidades mais fotografadas do Planeta. As Cataratas aparecem em 53 no ranking. No Sightmaps, o usuário, ao clicar pela primeira vez, verá as 10 cidades mais clicadas. Porém, ao dar zoom no mapa, outras fotos e locais dentro das cidades poderão ser vistas. Para conferir basta acessar o link: http://www.sightsmap.com/

OBA! Após passar por uma reconstrução total, o tradicional Recanto Park Hotel, passa a se chamar: Recanto Cataratas, Termas, Resort & Convention. Você pode conferir as novas instalações através do também novo site: http://www.recantocataratasresort.com.br/

FOZ NA MÍDIA Com o título de “Tão impressionante que não pode ser fotografado”, a FIFA convidou os turistas a conhecerem as Cataratas do Iguaçu através de um vídeo em seu canal oficial do YouTube – que conta com mais de 600 mil inscritos.

O fotógrafo de Foz, Andress Ribeiro, teve sua fotografia escolhida em aproximadamente 10 mil fotografias inscritas de 43 países, no site especializado JunebugWeddings. Ele foi um entre os três brasileiros escolhidos. A foto foi feita em 2013, no casamento de Cleide e Matheus. O JunebugWeddings, é um dos sites mais respeitados entre os fotógrafos de casamento do mundo.


HOT SPOT NA FRONTEIRA A nossa coluna Foz em 5 minutos, a partir deste mês de fevereiro, irá estrear com o HOT SPOT na fronteira. A nova linha editorial, todos os meses, irá contar ao nosso leitor sobre alguma “coisa” legal que acontece em nossa cidade e que não sabemos, ou, por exemplo, que ainda não comemos. Neste mês, o HOT Spot, irá estrear com o Big Providência que é assinado pelo Chef Guilherme Fritsch. Para quem não sabe, ou melhor, ainda não comeu. O Big Providência é um hambúrguer que se constitui de dois hambúrgueres de 200 gramas, com queijo mozarela, cheddar e fatias de bacon, acompanhado com fritas. Vale a pena experimentar essa delícia que se encontra no Bar Providência, anexo à Trigo & Cia na Avenida Paraná.

COMPLEXO MITAÍ No dia 14 de fevereiro, ali no nosso vizinho, Paraguai, é comemorado o dia dos namorados. E o “cupido” estará presente no Faraone Restaurante. Será realizado um jantar show para presentear os apaixonados do dia – porque amar também é comemorar fora de época, né? Você pode aproveitar esse dia e fazer uma surpresa para o seu amado(a). Localizado na rua Rogelio Benítez esq. Cerro León. Reservas no telefone: 061 504 181/2.

ITAIPU Os usuários tecnológicos da internet poderão usufruir de WI-FI de graça na Hidrelétrica de Itaipu - no centro de Recepção de Visitantes e no Mirante Central -. O motivo da iniciativa é fazer com que os turistas divulguem ainda mais o atrativo em tempo real. Com essa iniciativa, nós, da Revista 100 fronteiras esperamos que os outros atrativos aproveitem a ação e façam o mesmo, para que cada vez mais os turistas possam divulgar nossa maravilhosa e amada cidade cosmopolita.


PUERTO IGUAZU PROJETO “UM CHUTE PARA O FUTURO” No último dia 17 de janeiro, o projeto comunitário do professor Ronaldo Cáceres, já citado aqui no Foz em 5 minutos em outras ocasiões, recebeu a visita dos representantes do time do Coritiba Futebol Clube: Ilson Apolonio e Ricardo Zanoncini, também do mascote do time e da primeira dama da cidade: Claudia Pereira. Lembrando que se você quiser conhecer o projeto e ajudar de alguma forma, é só entrar em contato com o Ronaldo através do número: 9971-2917.

A boa noticia é que serão construídas 18 novas cabines na aduana. Com o intuito de agilizar a entrada dos turistas à fronteira Argentina e evitar as longas filas de espera.

14,1% Nosso vizinho Paraguai descolou do Brasil e teve o terceiro maior crescimento do mundo em 2013, com 14,1%, enquanto o Brasil, no mesmo período, cresceu 2,2%.


2014

Foz do Iguaçu

2014: o ano para acreditar em Foz do Iguaçu O aniversário da cidade traz a necessidade de fazer um balanço e entender porque é preciso acreditar na expansão do município em seu centenário Por: Mariana Kojunski Fotos: Divulgação

Foz do Iguaçu inicia o ano, já comemorando o seu centenário, planos, projetos e sonhos para uma cidade que cresce e tem em sua história a construção de duas pontes que ligam o município a dois países; de uma usina que em 2013, bateu, novamente, o seu recorde de produção e é considerada a maior geradora de energia elétrica do mundo; que tem em suas terras uma das sete novas maravilhas da natureza, além, de ser um centro de união dos povos.

drina, tem a sua inauguração prevista para o final de 2015. Em uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados, localizada na Avenida José Maria de Brito, serão investidos R$ 240 milhões e a ideia é que sejam gerados, aproximadamente, 2.500 empregos diretos e 4.000 indiretos. O empreendimento terá 191 lojas, hipermercado, praça de alimentação, centro de diversão, academia e cinema, sendo que em duas salas serão exibidos filmes somente em espanhol.

Um município cosmopolita, que pode ser comparado ao ditado “é igual coração de mãe, sempre cabe mais um”. Essa é a cidade do Oeste do Paraná que possui mais de 256 mil habitantes, que representam quase 1% da população nacional.

O outro ponto de encontro será o shopping Palladium, um empreendimento do Grupo Tacla. O shopping ficará localizado na Avenida das Cataratas, e receberá um investimento de R$ 190 milhões de reais na obra de 147 mil metros quadrados de área, executada em duas etapas. A estimativa é que 2,5 mil empregos diretos sejam gerados e 4.000 indiretamente por meio de 220 lojas, praça de alimentação, restaurantes, cinema e academia que estarão presentes na construção.

No ano em que as atenções estão voltadas para a história do município e que ele passa a ganhar um dígito a mais em suas comemorações, é preciso pensar positivo, acreditar e observar o que se pode fazer para que 2014 seja um ano diferente para Foz do Iguaçu, pois, as novidades do ano da Copa no Brasil oferecem oportunidades da cidade avançar em seu crescimento e receber novos investimentos. Para esses quatro meses de preparação para a data do centenário e onze meses que restam de caminhada para o final do ano, é preciso lembrar, relembrar e destacar algumas ações que também ficarão ou devem ficar como marco na história da Terra das Cataratas.

Aeroporto A porta de entrada para muitos turistas que chegam à cidade é o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, que para melhor recepcioná-los e oferecer-lhes uma estrutura mais adequada, passou por uma reforma. Com um investimento de quase R$ 70 milhões do governo federal, foi ampliada a capacidade do terminal, de 2,8 bilhões de passageiro por ano, poderá atender 3,7 milhões, proporcionando um aumento no fluxo de pessoas que virão até à cidade. Além disso, em abril, o aeroporto de Foz do Iguaçu passará a operar um voo diário da companhia aérea Lan Peru, que atualmente mantêm quatro frequências na cidade. Com essa alteração, por ano, a oferta de assentos da empresa, passará de 27.800 para 52.900. Turistas do Peru, Colômbia e Venezuela, entre outros países da região, serão atendidos, assim como, será possível fazer uma ligação mais rápida a Foz do Iguaçu para turistas da Europa, América do Norte, América Central e Ásia, já que Lima é um hub, ou seja, um ponto de conexão, para voos originários do Pacífico. O mês de maio também trará novidades, a companhia Avianca passará a operar em Foz, com mais de um voo diário.

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Parque cultural Para oferecer novas opções de lazer, a cidade contará com um parque, que reunirá dez atrativos culturais. A iniciativa é de um grupo catarinense, que mantém um empreendimento em Gramado, na Serra Gaúcha. O prazo das obras para a entrega do parque completo é de 18 a 24 meses, mas a ideia é que dois dos atrativos sejam abertos em junho. Nessa primeira fase haverá dois museus. O Museu de Cera Dreamland, que apresentará, em 20 cenários diferentes, 115 ícones do cinema e da cultura pop, além, de outras personalidades. E, ainda, o Museu do automóvel ou Hollywood Dream Cars, onde o visitante irá encontrar carros americanos das décadas de 40, 50 e 60, além, de modelos de motos famosas, entre elas, uma réplica da moto usada no filme “Sem Destino”, de 1969.

Setor hoteleiro Como forma de expandir o atendimento aos turistas e oferecer novas estadias aos que procuram pela cidade, até a Copa do Mundo a cidade irá ofertar 30 mil leitos. A expansão está ligada às ampliações e novos empreendimentos que chegam no município. Nesse ano serão quatro hotéis: o Íbis, da rede Accorhotels, e o Porto Madero, ambos na região central; o Hampton, na Avenida das Cataratas; e o Mabu Interludium Iguassu Convention, no bairro Cognópolis. Os hotéis aumentam a concorrência no setor, o que proporciona aos hóspedes melhores facilidades e conforto na estadia.

Medicina em Foz O sonho dos moradores é antigo, mas pelo que tudo indica nos próximos anos vamos ter um curso de medicina, que terá abertura em 2016 e irá contar com 60 vagas. A implantação do curso na cidade parte de um acordo de cooperação firmado entre a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O acordo foi assinado pelo reitor da Unila, Josué Modesto dos Passos Subrinho, pelo diretor-superintendente da FPTI, Juan Carlos Sotuyo, e pelo prefeito de Foz, Reni Pereira. Nele está previsto o apoio do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) para as fazes de desenvolvimento e implantação de novos cursos da universidade, que vão desde a graduação ao doutorado.

Shoppings Os que adoram fazer boas compras no shopping ou simplesmente sair para dar uma volta, podem comemorar, pelo que tudo indica a cidade receberá dois novos empreendimentos. O primeiro deles, o shopping do grupo Catuaí de Lon-

Viaduto Um sonho que começa a chegar perto de ser realizado definitivamente. Em abril de 2013 as obras para a construção do viaduto, no trevo da BR 277 com a Avenida Paraná, tiveram início. Com um investimento do Governo de R$ 8 milhões, o viaduto terá vão de 40 metros sobre a Avenida Paraná, próximo à Vila A. A previsão é que a obra seja finali-

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Foz do Iguaçu

zada entre abril e maio, e a expectativa da população apenas aumenta com o passar dos dias, pois assim que liberado o fluxo do trânsito ficará mais tranquilo e possibilitará agilidade aos condutores.

economia da cidade. Em 2014, de acordo com o calendário de eventos do Convention&Visitors Bureau, a cidade irá receber 27 eventos, que passam por diferentes áreas. Esse tipo de ação, além de movimentar o município, também é um meio de divulgação do Destino.

Foz vira enredo Costumam dizer que o carnaval para o país. Em 2014, as festividades irão parar Foz do Iguaçu, isso porque a história da Terra das Cataratas irá desfilar pelo Sambódromo de São Paulo. A Escola de Samba Tom Maior irá homenagear o município com o enredo “Foz do Iguaçu: destino do mundo – sinfonia em Tom Maior”. Esse será um dos primeiros presentes do centenário da cidade e irá impulsionar o nome de Foz do Iguaçu.

Copa do Mundo Biblioteca Para os apaixonados por leitura a cidade irá contar com a maior biblioteca da região. Está prevista, para março, a inauguração da Biblioteca Paulo Freire. O empreendimento, com 4 mil metros quadrados de área total, faz parte de um plano de expansão do Parque Tecnológico Itaipu(PTI). Serão dois pavimentos e aproximadamente 2.300 metros quadros de área interna e 1.700 metros quadrados de área externa. O espaço abrigará as bibliotecas da Unila, Unioeste, Itaipu e da Fundação PTI. Além do acervo de livros, o prédio terá auditório, espaço ecumênico, cafeteria e um quiosque de serviços de reprografia. Seguindo conceitos de construção sustentável, a área ainda contará com 16 salas de estudo, pesquisas e exposições e salas administrativas. Na parte superior haverá um espaço de convivência, composto por passarelas, jardins internos e dois espelhos d’água.

Recorde na produção Não é à toa que gostamos de falar que Foz do Iguaçu possui a maior geradora de energia elétrica do mundo. No final de 2013, pelo segundo ano consecutivo, a Itaipu bateu o recorde mundial em produção de energia, ao alcançar um total de 98,5 milhões de megawatts por hora. Em 2012 o número havia chegado a 98.287.128 MW/h. Para se ter uma ideia, segundo dados da Hidrelétrica, a produção anual da Itaipu é capaz de abastecer o consumo elétrico do mundo durante dois dias, o da China por sete dias e o dos Estados Unidos por oito dias. As altas na produção mostram a potência da Usina instalada na cidade e levam o nome de Foz do Iguaçu a nível mundial.

Eventos Foz do Iguaçu atende duas demandas turísticas: a de lazer e a de negócios. Ambas movimentam e impulsionam a

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Com o evento esportivo acontecendo no Brasil, o nome do país será fortemente divulgado. Foz do Iguaçu organizou a sua estrutura para poder atender a seleção da Coreia do Sul que irá se preparar para o mundial. Mas, além dos jogadores, os apaixonados pelo futebol ao redor do mundo, estarão no país e serão fortes candidatos a visitarem a cidade que já está pronta para recebê-los.

Viver em Foz é mais barato Além de todas as novidades que devem ser vivenciadas ao longo dos próximos meses, vale a pena destacar a informação de que Foz do Iguaçu é uma das cidades mais baratas para se viver. Os dados não chegam a ser oficiais, de grupos de pesquisas, mas fazem parte do site “Custo de vida”, que é alimentado com informações dos próprios internautas. Para se ter uma ideia 26.964 pessoas de 2.146 cidades já colaboraram com informações. No ranking nacional,que apresenta uma lista que vai das cidades mais caras às mais baratas, Foz do Iguaçu se destaca por estar entre as últimas, sendo assim, contando de baixo para cima, é a 14° cidade com o melhor custo de vida no Brasil. Em relação ao Paraná, ela é considerada a 2° melhor cidade em relação aos preços. Acho que está na hora de aproveitar mais a terrinha e, para os que gostam de reclamar, parar de pensar que compensaria mais viver em outro lugar. Isso não se aplica apenas nos valores, mas também nas estruturas que o município oferece e, pelas informações acima, ainda terá muito a oferecer.

Vale reforçar É claro que muitos projetos precisam sair do papel e, se isso acontecer, Foz está em seu pleno caminho de sucesso e conquistas, merecidos na comemoração de seu centenário. Continuando com o pensamento positivo é preciso lembrar-se de uma lenda que pode mudar a história de dois países e também, uma frase, que marca a passagem do governo municipal de 2013 para 2014.

Eles acreditam na cidade

2013 passou No ano passado, tivemos a oportunidade de passar o dia com o prefeito Reni Pereira, ele foi enfático ao dizer, “esse será um ano para arrumar a casa”. Agora, entramos no segundo mês de 2014, a época de arrumar a casa já passou. Foi um ano de ajustes e reajustes para que no ano do centenário da Terra das Cataratas fosse presenteado com projetos que saem do papel. A torcida, agora, é para que a casa já esteja arrumada para começar a ser montada de acordo com o sonho de seus moradores.

Vamos construir? Caso fosse possível, a própria população já teria construído a segunda ponte para ligar o Brasil ao Paraguai. Porém, essa não é a realidade, há duas décadas, brasileiros e paraguaios convivem com a promessa da construção da ponte que facilitaria o trânsito entre os dois países. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Luis Alberto Figueiredo, em 2014 a construção irá começar. A afirmativa aconteceu depois de uma reunião do ministro em Assunção com o chanceler paraguaio, Elodio Loizaga.

Paulo Angeli – Presidente do Conselho Municipal de Turismo

Josué Modesto dos Passos Subrinho - Reitor da UNILA

“Porque temos uma Cataratas, maravilha da natureza, porque temos um Parque que é patrimônio da humanidade, porque temos a maior geradora de energia elétrica do mundo, porque temos a energia de três países e mais de 80 nacionalidades. Porque temos uma cidade que é reconhecida pelo Ministério do Turismo como a mais preparada para receber turistas.”

“Além da vocação ligada à integração latino -americana, a UNILA tem compromisso com a região. Acredito que a Universidade pode realizar cada vez mais atividades de ensino, pesquisa e extensão em áreas estratégicas, colaborando para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu, da região e de toda a América Latina.”

Sergio Copetti Cantor e compositor

Waldo Vieira - Propositor da Conscienciologia

“Porque acredito que as pessoas que moram e amam essa cidade vão fazer a diferença como sempre fizeram.”

“Devemos trabalhar em prol de Foz no ano do seu centenário.”

Agora é torcer, mais uma vez, para que as palavras se concretizem e o sonho comece a ser construído.

É preciso refletir! De acordo com informações iniciais, entre deputados estaduais e federais, existem 25 nomes que pretendem concorrer à representação da cidade, o que não é surpresa para nenhum eleitor. Já tivemos casos, em outras eleições, onde diferentes nomes concorriam e, no final, quem saiu perdendo, foi a própria cidade. No último pleito, conseguimos eleger apenas Reni Pereira como candidato estadual e, no Congresso, o município ficou representado por Fernando Giacobo. Dividir os votos entre vários candidatos reduz as chances de conquista, o que, consequentemente, também inibe a possibilidade de um representante. É preciso refletir e entender as reais necessidades da população, talvez esta extensa lista de candidatos seja um ponto negativo para o município (quase) centenário.

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1999

va Foz, era a o Coronel Clovis Cunha Viana, pois o prefeito tinha que ser indicado pelo Presidente da República, porque aqui era área de segurança nacional, a autoridade não era eleita pelo povo. A autorização foi, então, dada pelo Coronel”.

O local era frequentado por todas as classes sociais e idades. Antes de irem aos bailes, ou festas, primeiro passavam no Xis-kão e, depois das festas, retornavam para recarregar as energias, “nos finais de semana, só fechávamos às 6h da manhã, pois, sempre tinha cliente”.

Quando se pensa em saudade, pessoas queridas que já se foram logo vêm à mente. Mas não são só seres humanos que deixam marcas na história, bichinhos de estimação, músicas, um momento, um lugar, até mesmo, uma mesa de bar podem ficar na memória, para sempre.

Eles não realizaram uma pesquisa de mercado, mas escolheram bem o lugar, tinha que ser acessível e com bom estacionamento, a Avenida JK, no centro, foi escolhida. Não existia ainda a terceira pista, que hoje dá acesso à faculdade Unifoz, havia só um buraco. Antes do Xis-Kão, as pessoas já se reuniam naquela área para andar de skate e bicicleta, era uma pista neutra, hoje, é a travessa Décio Luiz Cardoso, em homenagem ao arquiteto de foz.

O lugar era seguro, iluminado por ser região central, com o passar dos tempos, fizeram ampliações e melhorias. Como ficava no corredor turístico, muita gente de fora passava por lá e dava uma paradinha.

Foz do Iguaçu é uma cidade cheia de lembranças, pessoas do mundo todo guardam memórias de um momento, em uma das atrações locais. Pena que nem todos os lugares que marcaram época estão de pé para continuar o legado, um bom exemplo disso, é a lendária lanchonete “Xis-kão”, fechada em 2012.

Azenir afirma que eles não tinham experiência com gastronomia, apenas com comércio, de quando trabalhavam com o pai. “Foi um desafio novo em todos os aspectos, para abrir o lugar e criar os lanches. No menu, as opções que mais saíam eram: o Xis-Kão (moda da casa), Xis-Hulk (x-tudo), havia um cardápio personalizado.

Para contar um pouco da história do estabelecimento gastronômico, a 100 Fronteiras foi atrás de um dos fundadores. Azenir Pacheco, de 54 anos de idade (professor e empresário), natural do Rio Grande do Sul, foi o caçula, entre os dois irmãos e um amigo que tiveram a ideia de fundar a lanchonete.

Não houve publicidade no primeiro dia, “foi tudo boca a boca, faltou tudo. Foram tantos clientes que não deu para atender a todos os pedidos, tivemos que fechar mais cedo, foi um sucesso total!”.

A popularidade da lanchonete foi crescendo, eles abriam às nove da manhã para prepararem tudo para a noite e, nesses momentos, a clientela já chegava, por isso, passou a ficar aberta durante todo o dia.

Inicialmente, havia um chapeiro, copeiro, uma pessoa no caixa e atendentes, eram cinco pessoas no total, trabalhando em um pequeno quiosque de fibra simples. Para a alegria dos sócios, cada dia tinha mais gente, foi crescendo gradualmente e, sempre tinha algo novo, o povo realmente prestigiava tudo.

“As pessoas queriam algo rápido e barato para comer no intervalo do trabalho, o Xis-Kão sempre foi uma boa opção”. Em Copas do Mundo, havia TV disponível para os clientes assistirem aos jogos, o que se tornou uma tradição.

1984- Lanchanote com pequena ampliação

Xis-kão:

Uma lanchonete que virou ícone em Foz do Iguaçu Por: Silvio Meireles Imagens: Silvio Meireles e arquivo pessoal Por décadas foi o lugar mais descontraído da cidade, reuniu gerações e escreveu história na vida de iguaçuenses e turistas, um lugar que marcou uma época e que deixou saudades

A saudade é um parafuso que quando a rosca cai, só entra se for torcendo, porque batendo não vai. Mas quando enferruja dentro, nem distorcendo não sai”.

Raul Seixas

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“Foi uma iniciativa entre família e amigos, os irmãos: Aroldo, Alverie e Pacheco, com o colega, Odenir, resolvemos abrir uma lanchonete em 1979, pois, na época Foz era muito carente”. O nome Xis-Kão, veio da influência das lanchonetes de beira de estrada no Rio Grande de Sul, lá havia muitos lugares chamados de ‘Xis alguma coisa’, como: Xis-BR, Xis-Gil..., foi a partir disso que saiu a ideia de ligar a palavra ‘cão’, que em Inglês é dog, associando a hot dog (cachorro-quente) e, “xis”, que é uma transliteração da palavra cheese (queijo em Inglês). A localização sempre foi a mesma. O professor diz que foi fácil conseguir autorização para abrir o lanchonete na região central. “Na época, quem comanda-

Têm muitas histórias por trás das mordidas nos hambúrgueres, lá muitos se conheceram e casaram e, depois levaram os filhos para lanchar. Uma marcante história foi a do publicitário Paulo Jorge, ele era o locutor da rádio 105 na Avenida, em 1997. “Tivemos a ideia de fazer um bilhete e dar para uma jovem na lanchonete, fingindo que tinha sido ele que mandou, a brincadeira deu tão certo que eles se conheceram e depois casaram e, o mais incrível é que nunca tinham se encontrado antes do bilhete”.

Aos domingos, na época do Cine Salvatti, o pessoal, antes de ir para o cinema, deixava os carros estacionados perto da lanchonete e, depois do filme, retornavam para lanchar, Pacheco, diz que era algo sagrado, uma forte característica do domingo. O professor diz que a qualidade foi o grande diferencial, não usavam carnes industrializadas, o X-Frango e o XMignon eram de carne pura, característica da lanchonete, fazia grande sucesso.

“Tinha garçom que atendia no outro lado da Avenida JK, pois, com a falta de lugar, as pessoas eram servidas nos carros em alguns momentos de cheia”. O professor diz, ainda, que as pessoas iam até lá com todas as finalidades: lanchar, conhecer gente nova, namorar, falar sobre carro, mostrar o carro ou moto e, até fazer negócios, tinha um círculo econômico nesses aspectos. Até 2001, aos domingos, a rádio era ao vivo e transmitida direto do Xis-Kão, faziam brincadeiras, mandavam recados, tinham festas juninas, moça na banheira, touro mecânico e “bom de copo”. O esforço dos empresários era sempre recompensado com as novidades. www.revista100fronteiras.com

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As filiais Com o sucesso da marca, eles resolveram expandir os negócios, foi quando surgiram algumas parcerias. A primeira,“encaixou como uma luva”, a do Country Clube, lá, foi possível fazer grandes eventos como: aniversários, casamentos e carnavais, eles serviam a comida e organizavam tudo. Outra, no Floresta Clube, onde se expandiu ainda mais na promoção de festas e eventos com almoços, jantares italianos e carnavais. Depois, os desafios aumentaram para os jovens empresários, abriram uma filial em Medianeira, em sociedade com mais um amigo, não imaginavam que seria um sucesso, mas deu muito certo. Havia um programa de rádio exclusivo, que fazia um link aos domingos com o Xis-Kão, em Foz, o nome do programa era “Domingo Mix”, realizado pela 97 FM, “o

público vibrava com as brincadeiras ao vivo, era um sucesso, isso foi em 1997, época do auge das rádios”.

que o fez fechar o negócio, que era rentável e, sim, a falta de autorização para permanecer no local.

Com a chegada do Shopping Vendôme, no Paraguai, os empresários receberam uma boa proposta para abrir uma lanchonete lá e, até no país vizinho, o Xis-Kão fazia sucesso. “Tornamos-nos grandes empresários na gastronomia local, a empresa contava com 21 funcionários, tínhamos uma organização exemplar, todo estoque era organizado e computadorizado por conferência, cada fatia de queijo era contada”. Pacheco diz que até hoje têm todos os dados e sabe quanto vendeu em determinada época.

“A área era da prefeitura, o prefeito da gestão, que terminou em 2012, não quis autorizar o alvará. Fui perseguido, queriam me tirar dali sem motivos e, fizeram de tudo, os fiscais viviam na lanchonete, mas não para lanchar e, sim, tentar fechar as portas”. Foram quatro anos de lutas com a prefeitura e, tudo era muito obscuro para Pacheco, gastou muito e não recebeu a autorização, cansou de lutar e decidiu parar, o curioso é que o lugar, hoje, não está sendo usado, não havia nenhum projeto para construir algo no local.

Mas nada era fácil, o esforço era grande, tinham que renovar o estoque diariamente para servir tudo fresquinho.

“Como fechar uma empresa que pagava todos os impostos, tinha funcionários e, com 33 anos de tradição em Foz?”. Durante o tempo que esperou pela documentação, ficou na “corda bamba”, o empresário evitou investimentos e inovações no Xis-Kão, pois, poderia sair a qualquer momento. Ele queria expandir os negócios, desejava fazer benfeitorias, colocar ar-condicionado, reformar tudo, oferecer o que podia. Pacheco diz que já ofereceram propostas para abrir novamente o Xis-Kão em outros lugares, até o exército disponibilizou um lugar próximo do antigo local, “amigos me procuram para abrir, mas eu analiso e vejo que ser empresário gastronômico é uma correria sem fim, hoje tenho uma vida mais tranquila”. Prefere alugar os equipamentos e lecionar, coisa que adora fazer. Azenir diz que nunca parou de estudar e, mesmo com a lanchonete, estudava e dava aulas desde 1999, fez até mestrado.

Foto mais recente

O fechamento Foz do Iguaçu foi crescendo e novas opções de lazer apareceram, os clubes sentiram isso na pele. Hoje, com o crescimento do mercado de piscinas, muitos lares têm uma com edícula, a pessoa não precisa deslocar-se para tomar banho de piscina e fazer um churrasco. Os clubes foram deixados um pouco de lado, as festas também sumiram, pois com a chegada de prédios e condomínios, as pessoas usam os salões de festas desses lugares, é mais barato e cômodo e, a nova geração não é de bailes e, sim de outro tipo de festa. “Foi um conjunto de fatores que nos fez fechar as parcerias com os clubes”. No Paraguai, eles estavam satisfeitos com o movimento, mas como o aluguel foi subindo muito e, era em dólar, decidiram avaliar todo o transtorno que passavam, em levar mercadoria para o país vizinho, aduana,

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O nome Xis-Kão está patenteado e seguro, apenas ele pode usar esse nome, isso dá certa esperança aos clientes. Recentemente, fizeram uma festa para relembrarem a lanchonete, muitos clientes, da época, reuniram-se para ver fotos e celebrar os tempos de lanches e encontros.“Por mais que eu me recuse a reabrir a lanchonete, adoro ser empreendedor e, não se sabe o dia de amanhã, quero dizer, que o Xis-Kão ainda pode voltar, quem sabe”.

policiais e viram que a dor de cabeça era grande, foi aí que decidiram vender.

Rodrigo Mattjie “O Xis-Kão era o ponto de encontro de todas as torcidas. Nas competições em que meu time de coração participava, todas as comemorações eram feitas na lanchonete. E não só de títulos, mas jogos importantes também e, isso acontecia como todos os times brasileiros, qualquer jogo era desculpa pra ir comemorar no Xis-Kão”.

Paulo Angeli “Estive na inauguração, se não comi o primeiro X-Salada feito, estive entre os dez primeiros, cheguei às seis da tarde no dia, até ajudei a servir, o pessoal não esperava tanta gente. Faz parte da história de nossa cidade, o verdadeiro point da turma, na década de 80”.

Sonia Inês Vendrame “Quando cheguei à Foz, a referência era a Xis-Kão. Falar da lanchonete era estar informado, estar conectado”.

Sergio Copetti “Era super tradicional na cidade, o lugar onde todos queriam comer o ‘X’ em questão, do X-Kão”.

Nair Mattos

Em Medianeira, não tiveram do que reclamar, compraram a parte do sócio e estavam bem. O que sempre preocupava a todos era a viagem, a estrada era precária e perigosa, não era dupla e sem buracos, como hoje, “avaliamos também os custos e benefícios e, vimos que não dava pra se arriscar tanto na estrada e, também, decidimos fechar”.

“Saudade da época em que ia ao Xis -Kão com amigos, curtir o som, com meu amigo da rádio, André”.

Gastão Schefer “Quando a gente chegava de uma operação da Polícia Federal de madrugada, o Xis-Kão era o endereço certo. Dá saudades!”.

Em 1989, Azenir começou a trabalhar sozinho na lanchonete, os irmãos partiram para outros negócios, em fevereiro de 2012, ele fechou o Xis-Kão em Foz do Iguaçu, era o último lugar que mantinha a tradição de mais de 30 anos de história. Mesmo com o crescimento da cidade e das várias opções de lazer, a lanchonete estava bem e, havia uma boa clientela. Pacheco, diz que não foi a falta de clientes

Comentários de quem está cheio de saudades

Izabel Friedrich “Lá encontrei um grande amor... e bons amigos que levo para a vida toda”. Primeiros anos

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Jandeci, 72 anos, é natural de Alexandria, no Rio Grande do Norte, filho de agricultor. “Eu tinha 11 irmãos, família grande e grana curta”, lembra com grande sorriso no rosto, marca registrada. Tinham uma vida simples, comiam o que plantavam. Ainda criança, ajudava a família no campo. Cuidavam de animais, preparavam o terreno, derrubavam a mata e faziam o plantio até à colheita, o que sobrava, negociavam, trocavam por pato, galinha, dentre outros. Começou a trabalhar na roça com cinco anos de idade, sempre ajudava em algo. “Minhas primeiras memórias, quando criança, eram da roça, não tive infância”. O estudo, na região onde moravam, era precário. Morava perto de algumas comunidades, uma delas era a cidadede Alexandria, na época, com seis mil habitantes, outra era Bom Sucesso. A vida era simples, mas boa, diz ele. Quase todos os fins de semana tinham bailes, havia rodízio de casas, eram realizados nas coberturas. Chamavam os locais de festa de Latada. “A poeira comia, tudo na base da lamparina a gás, sem energia elétrica, todos se conheciam, tinha sempre boa comida, pois, criavam animais, a festa era para qualquer um da comunidade, sem restrição de idade, os rapazes iam pra arrumar namorada”. O senhorJandeci lembra que, às vezes, tinha umas briguinhas, pois,“a pinga rolava solta”, mas as festas eram calmas. Poucos tinham acesso aos estudos, alguns filhos de fazendeiros iam para Natal ou João Pessoa, na Paraíba, outros ficavam nas fazendas mesmo para continuar o que o pai começou, os que estudavam voltavam como médicos, engenheiros, etc.

A independência Saiu de casa quando conheceu Brasília, em 1957, por intermédio de um tio que morava lá há seis meses. Agripino pediu permissão ao pai, para ir com tio, após conseguir a passagem, sumiu pelas estradas de terra. Ficou muito animado com a mudança, pois, já tinha vontade de sair para outro lugar. “Meu pai, mesmo de roça sem estudos, era um sábio, ele fazia de tudo, construía casas, curral e porteira, eu era ajudante dele, aprendi muito”. Quando chegou à Brasília, o tio disse para ele pedir emprego como carpinteiro, após uma semana, já estava empregado, o motivo da rapidez: as muitas ofertas, a capital precisava surgir. “Eu trabalhei vários anos e, depois, achei o caminho da escola, sempre tive vontade de estudar, era uma coisa que nasceu comigo”. Em um belo dia, fez a matrícula numa escola perto do trabalho. Tinha uma noção da leitura e escrita, resultado do esforço da mãe, que o ensinou. Teve vários problemas por causa dos estudos, foi demitido seis vezes porque faltava no trabalho noturno para fazer provas. Diz que, às vezes, quando ia bater o cartão, já não estava mais lá, e sim, na sala do chefe. Mas o destino estava traçado, por sorte, em 1970, o presidente Castelo Branco, criou uma lei em defesa do trabalhador que estudava à noite. Quem estudava não podia ser escalado para atividades noturnas nas empresas, “foi a minha oportunidade, eu andava com o número da lei no bolso para mostrar, caso fosse necessário”. Agripino trabalhava até às 18h,

A trajetória de um ex-barrageiro que esbanja energia. Da roça, ao próspero trabalho em usinas pelo Brasil, mas para vencer na vida teve que mergulhar de cabeça nos estudos e superar todos os obstáculos

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“Era preciso percorrer mais de 100 quilômetros em estradas perigosas,à noite, para estudar, poucos se arriscavam e tinham condições para isso”. Alguns de seus companheiros, com condições melhores, chegavam uma hora da manhã em casa. “Tudo era difícil”, diz, que nada tem a ver com hoje, nem telefone tinha, a comunicação era por telegrama e carta. “Quando meu primeiro tio morreu, passaram um telegrama no dia do falecimento, recebi a notícia 15 dias depois”. Quase não se via estradas pela região, quando decidiu sair de casa aos 18 anos de idade, do Rio Grande até Brasília, passou 16 dias viajando em estradas precárias. Ficou em Brasília até a revolução, em 1964, depois chegou o desemprego. “Eu gostava muito de esportes, comprei uma Gazeta Esportiva (jornal) cheia de oferta de emprego e, vi um anúncio para trabalhar em uma usina na cidade de Jupiá, Mato Grosso do Sul, tinha todo tipo de oferta para quem tinha carteira de motorista, escolhi dirigir”. Todos os dias havia recrutamento na usina, foi quando começou a trabalhar, especificamente em obras. Estudou bastante, fez muitos cursos, inclusive, por correspondência, queria sempre aprender alguma coisa, mesmo com cursos técnicos, fazia reciclagem, pois, sabia que o estudo o levaria mais longe. Após três anos em Jupiá, foi transferido para Ilha Solteira, em 1969, pela mesma empresa. Foi convidado para a construção de uma usina. “A vida de barrageiro é um pouco nômade, fica onde tem trabalho, depois que acaba, muda pra outro desafio, as notícias de oferta de emprego se espalham, todos ficavam de olho nas construções do país, até achar alguma oportunidade”.

Jandeci Agripino da Silva Por Silvio Meireles Imagens: Silvio Meireles e arquivo pessoal

depois, corria para o acampamento e tinha que fazer uma difícil escolha: jantar ou tomar banho, pois, só podia fazer uma das duas. Foi assim que concluiu o segundo grau e fez escola técnica, a faculdade era muito longe, por isso não frequentou.

Jandeci recebendo o certificado de desenhista

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direitos e ofereceram uma oportunidade numa plataforma em Paranaguá, como projetista, na qual a oferta salarial era interessante.

A carreira na Itaipu Binacional

Casamento

Solteira/SP, batizado de Jandeci Junior.

Quando trabalhava em Jupiá, morou em uma pensão, não queria ficar em alojamento, por isso, ele e três amigos alugaram um local. Lígia Valim, a futura esposa, era filha de pai aposentado, morava ao lado, também com três amigas, ela tinha vindo de outra cidade do Mato Grosso para estudar. A amizade e o convívio foram desenvolvendo com o tempo, o barrageiro provou ser bom não só no desenho, pois, havia conquistado até a confiança da família da moça. Depois que ela se formou, em 1973, eles casaram-se em Três Lagoas, próximo a Jupiá. Ele foi um cara tradicional, pediu a mão de Lígia em casamento para o pai. “As coisas hoje são muito diferentes, por isso, tanto divórcio, pois, a família nem sempre participa das decisões dos filhos”. Ela já sabia que a vida seria feita de mudanças, de uma cidade para outra. Em 1978 nasceu o primeiro filho, em Ilha

Jandeci, explica a diferença de um barrageiro para um pedreiro, “para construir uma casa trabalham pessoas sem especialização, já na barragem, todos precisam se especializar neste tipo de construção, pois, exige um cuidado superior, são muitas vidas em jogo e até a questão do meio ambiente”. Em Ilha Solteira, ficaram11 anos, até 1980, ele já tinha estudo, fez mecânica, desenho técnico que o levou para o escritório, lugar de onde não sairia mais. Mesmo melhorando de posto, não abandonou os estudos, virou um eletrotécnico, trabalhando com projetos elétricos. Quando o trabalho na Ilha acabou, foi um dos últimos a sair, ficou pra terminar outros trabalhos, ele era um homem de destaque pela dedicação e responsabilidade com tudo que fazia, isso dava a ele muito prestígio. A empresa era a Técnica Nacional de Engenharia. Após esgotar os trabalhos, foi demitido, pagaram todos os

1957- Saiu de casa, para Brasília 1964- Saída de Brasília 1969- Chegada em Ilha Solteira

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Como sempre foi “gente boa”, tinha muitos amigos, dois deles estavam em Foz do Iguaçu, na Hidrelétrica Itaipu. Agripino ligou para eles para saber se tinha algo interessante acontecendo por aqui, prometeram-lhe procurar e dar uma resposta, sendo que, após dois dias, chegou o convite para vir à Foz do Iguaçu, conversar com um chefe de um determinado departamento que, até então, não existia. Entregou o currículo e esperou o homem voltar de uma sala com respostas. Ao voltar, disse-lhe que tinham algumas vagas e poderia escolher, “o que ele me ofereceu era muito mais do que tinha para a plataforma, aqui, teria casa e estudo para minha família, era irrecusável”. Ao aceitar o chefe disse: “Vai então e pega tua mudança, pois, quando começar não vai parar mais”. Para isso, precisou passar por uma bateria de exames de três dias, para ser efetivado e, como sempre teve boa saúde, foi aprovado. Em 1980, veio à Foz pela primeira vez, experiência que facilitou na hora de se decidir. Após a boa notícia, conseguiu um telefone e ligou para a esposa, pediu a ela para arrumar as malas, que ele estava chegando para buscá-los, “primeiro a Itaipu alugou uma casa no Jardim Petrópolis, não tinha vaga nas vilas de Foz, oito meses depois, abriu uma na vila, do lado paraguaio”.

1970-

Vigorou a lei que beneficiava os trabalhadores que estudavam à noite

1973- Casamento 1975- Iniciam as obras em Itaipu

Em 1980, já em Foz do Iguaçu, nasceu a filha, Rosângela. Quando viu as moradas no país vizinho, gostou muito e ficou sabendo que teria transporte para ir ao trabalho e para o filho estudar. A rota usada para ir à Usina, foi construída pela Itaipu, é uma passagem ao lado da Ponte da Amizade, à direita, antes de entrar na aduana do Paraguai, tendo em vista que, a mesma é usada, atualmente, como passagem de caminhões na aduana. Quando morou no Paraguai, achou melhor que no Brasil. “As pessoas eram mais simples e amigáveis, o povo saía pouco de casa, mas quando isso acontecia, falavam com todos pelo caminho”. Um dia, o Departamento Pessoal da Usina ofereceu uma casa para ele na vila “A” em Foz, era 1983, viu que a casa estava ajeitadinha e concordou, ficou 12 anos lá, até construir a casa em que vive hoje. As vilas eram uma cidade, Vila A e C, tinha tudo, o mercado, não era da Itaipu, e sim de um órgão do governo, chamado Cobal. Quem tinha carro, podia ir à cidade comprar mantimentos. “Foz era pequena e sem nada, não havia asfalto, a Itaipu fez a cidade crescer.” Na Itaipu, fazia trabalho interno, com brasileiros, portugueses, paraguaios e americanos, “todos se entendiam, um ajudava o outro, o americano só fazia palhaçadas, assim, a gente entendia ele”. Começou na Itaipu como desenhista, depois foi promovido, ele recebia os rabiscos do engenheiro e fazia a planta. Tinha que colocar tudo em escala, depois que ele virou projetista, ia ao campo, via o que tinha que fazer, rabiscava, depois passava a limpo e criava a planta na prancheta. Tempos depois,virou o chefe da sala dos desenhistas, faziam trabalhos juntos, foram 15 anos de muito trabalho e benefícios na Itaipu, “havia todo tipo de função na

barragem, algumas eram perigosas”. Os que trabalhavam com salubridade ganhavam até menos, pois não tinham estudos, hoje, isso é diferente. Todos os dias, saía pela manhã e voltava só à noite, algumas pessoas almoçavam em casa, mesmo a comida da Usina sendo boa. “A peãozada era só alegria na hora do almoço, eles tinham grande criatividade, colocavam apelido em tudo”, macarrão era chamado de “fio de telefone”, carne moída era “boi ralado”, a comida, mesmo sendo elaborada por nutricionista, era“cai duro”,“comeu morreu”.

Depois que a Usina ficou ativa, continuou trabalhando em outros projetos. Havia saído da construção e ficou na manutenção.

Segundo o barrageiro, o refeitório era de primeira linha, as nutricionistas ficavam andando no salão para ouvir as reclamações e melhorar depois, era tudo muito organizado. Como era muita gente, comiam por turno.

Em setembro de 1995, recebeu a aposentadoria, mas não quis parar de trabalhar, tentou fazer projetos em outras empresas,depois de levar alguns calotes, parou. Hoje ainda trabalha, sendo responsável técnico em montagem de alarmes e cercas elétricas para uma empresa.

Havia dois níveis: um para os barrageiros comerem de bandeja e outro para os técnicos e engenheiros, onde comiam à vontade, “eu fiquei no nível A, mas a comida era a mesma nos dois níveis, tinha de tudo”.

Nunca pensou em sair de Foz, pois aqui desfruta de vários benefícios pelo trabalho na Itaipu. Os três filhos do casal, já estão casados e os netos são a alegria da casa.

Segundo Agripino, tudo lá era grandioso. “Nos meus primeiros cinco anos, trabalhava das 7h às 18h, mas, às vezes, eu ficava mais tempo, eu gostava porque tudo era hora extra e dava para ganhar mais, trabalhava no conforto, assim, tinha forças para seguir”. Em 1989, nasceu sua outra filha. Caroline.

Diz que, desde quando trabalhou na usina, não teve problemas com nada, somente soluções, “foi uma ótima vida, com reconhecimento e tudo, minhas únicas dores de cabeça, foram meus dois filhos mais velhos que me deram, mas já está tudo resolvido”.

Jandeci conquistou confiança entre a chefia, ele podia trabalhar a qualquer dia, “uma vez meu chefe foi à barragem no domingo, teve que voltar ao escritório dele que ficava ao lado do meu para pegar uns papéis, quando me viu, eu estava sem camisa trabalhando na prancheta, achou estranho e perguntou, o que eu fazia lá, disse que como havia pedido um trabalho para segunda eu não tinha terminado e estava lá, ele, então, disse que não precisava mais para segunda e que me levaria em casa”.

Um ex-barrageiro com orgulho, fez o que gosta e teve muita sorte, estudou bastante e não tem nada que reclamar da vida, amava o que fazia, não tinha inimigos, era disposto, trabalhava a qualquer hora e ajudava os amigos, elogia muito a presidência da Usina.

1978 – Nascimento de Jandeci 1980- Primeira visita à Foz 1989- Fim do curso técnico de eletrotécnica 1983- Mudança para a Vila “A” em 1995 - Aposentadoria 1980- Saída de Ilha Solteira Foz 1980- Nascimento de Rosângela 1989- Nascimento de Carol

Junior

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nar para algo, o consumidor já vai ao mercado sabendo o que quer comprar.

Psicologia aplicada à

PUBLICIDADE

A propaganda

Prof. Dra Noeli Oro Tomio

O revolucionário Martinho Lutero (1483-1546) confrontou o vendedor de indulgências (uma forma de venda do direito de ir para o céu) Johann Tetzel, com 95 teses, em 1517. Os textos foram espalhados e pendurados nas portas das casas, tornando Lutero a figura central da Reforma Protestante, que iniciou a divisão da igreja. É possível, então, afirmar que, a publicidade mudou o rumo do Cristianismo e, com o impacto das teses, surgiu a Igreja Evangélica. Com a propagação do evangelho pelos cristãos, a Igreja Católica criou o termo “propagar”, de fazer propaganda.

ATENÇÃO! Leia e concorra! É grátis! Peguei você! Começou a ler o texto porque foi atraído pelas palavras mágicas acima, esta é uma grande virtude da publicidade: Chamar a atenção Dia 1º de fevereiro é comemorado o dia do publicitário. A publicidade é uma prática antiga, há aproximadamente 2.600 anos, um profeta Bíblico recebeu instruções publicitárias de Deus. “Então o Senhor me respondeu, e disse: escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.” Habacuque 2:2. Podemos dizer, então, que a publicidade é uma ideia divina, que funciona divinamente. Para o publicitário Sérgio Cardona, Jesus foi um grande publicitário ao propagar ensinamentos por onde passava. A arte de propagar tem cunho ideológico, religioso e artístico, está calcada nos comercias, curtas metragens, anúncios televisivos, que se utilizam da estética das cores. “É artístico, mas tem a parte técnica, onde o marketing serve para fomentar um mercado com bastante importância na economia de uma cidade ou lugar”. Sérgio afirma que, quem não se utiliza da publicidade não é competitivo, fica de lado. A propaganda é um serviço para facilitar a vida do consumidor, ajuda a pessoa a escolher e se direcio-

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O empresário diz que, muitas vezes, uma empresa não precisa de uma forte campanha publicitária, pois, o problema pode ser interno. “É preciso arrumar a casa e, só depois, investir na rua”. Quando o cliente procura uma empresa, ele passa por um processo e, não é de imediato que a publicidade sai, há todo um processo de coleta de dados do cliente como, histórico da empresa, gostos, cores, público alvo, prospecção e, só depois, busca-se entender quem desejam alcançar. “Nem todo cliente serve para todas as agências, depende muito das características, tem que haver uma profunda coleta de informações”. Quando se identifica o público alvo, são analisados: geografia, classe, valores, crenças, ícones, mídia, depois de tudo, a campanha começa a ganhar forma. Tudo o que nos rodeia, têm presença da publicidade e do marketing,que são inseparáveis. Publicidade e mídia não são custos e, sim, investimentos, fazem parte do crescimento da empresa. “É uma arte que pode ser usada para o bem ou para o mal. A manipulação te faz comprar algo que você não precisa e a persuasão é o correto, pois, faz o cliente entender que precisa do produto, esse tem que ser o caminho do publicitário, trabalhar com o que é real”.

Conselhos para os novos publicitários Não faça por fazer, estude muito, mesmo depois de se formar, a comunicação e o mercado mudam muito rápido. Não pense que, ao se formar, você vai “bombar” no mercado, publicidade é algo muito perigoso, você pode destruir uma empresa se fizer um trabalho “relaxado”.

Psicóloga CRP08/2697 A utilização dos conhecimentos da psicologia na publicidade teve início nos anos 20, mobilizados pela busca de conhecer como os consumidores elegiam os aspectos mais atraentes de um determinado produto e, como fidelizavam a sua compra. Para tanto, a publicidade exigiu da psicologia formas de medir a atenção, memorização, enfim, como se dava a percepção dos consumidores sobre os produtos que deveriam ser vendidos.

SÉRGIO CARDONA Natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, mora em Foz do Iguaçu há 24 anos. Ao visitar a cidade, viu que só tinham duas agências de publicidade, enxergou um mercado e decidiu mudar. Atuou, também, como professor universitário por 12 anos, lecionando muitas matérias na área do marketing e publicidade. Hoje, está em tempo integral na empresa que fundou assim que chegou, a Data Base Comunicação e Marketing. Casado com uma paulista, pai de duas filhas, a caçula de 14 anos mora com ele, a filha mais velha vive no Havaí e não tem previsão de voltar ao Brasil. O que ele curte, nas horas vagas, é passar tempo interagindo com os amigos. databasepp.com.br 45-3027-5243

A evolução das pesquisas revelou que os consumidores desejavam produtos e isso permitiu o surgimento do marketing. Além de investigar o comportamento do consumo, a psicologia também teve a responsabilidade de criar modos de influenciar esse comportamento. Nesse contexto, além dos processos sensoriais envolvidos no comportamento de consumo, cabia à psicologia avaliar as crenças, tendências e motivações dos consumidores. Para o professor norte-americano de história da psicologia, Buckley (1989) – J. B. Watson foi um dos mais influentes psicólogos norte-americanos de sua geração, que ingressou no mundo do advertising, após ter sido demitido da Universidade Johns Hopkins, por conta de problemas pessoais, passando, com isso, a aplicar seus conhecimentos de psicologia comportamental no entendimento do comportamento do consumidor. Pode-se afirmar que, tanto quanto os experimentos comportamentais, a pesquisa motivacional, de base psicanalítica, também se voltaram para um conhecimento instrumental dos desejos humanos. Foi nesse ponto que a teoria psicanalítica foi chamada a ajudar nas relações entre psicologia e consumo, especialmente, no que diz respeito à maneira como aplicar os conhecimentos do “inconsciente freudiano” ao ato de compra. As pesquisas motivacionais de base psicanalítica assentam-se em técnicas não verbais (projetivas) ou, em entrevistas de profundidade, objetivando abordar fatores que estariam relacionados a aspectos psíquicos inconscientes, exigindo um estudo indireto do mercado. Tendo em vista que, uma consideração central em psicanálise é que o desejo é produzido pela cultura, a ideia básica era a de dar forma ao desejo humano, mediante sua associação a objetos de consumo. Entender o comportamento do consumidor tem, na atualidade, importância vital, já que permite uma interação mais eficiente e eficaz com o mercado. A psicologia favorece não só atender às necessidades e desejos do consumidor, mas na satisfação, de forma contínua. Permite, ainda, que se explorem oportunidades ambientais e se obtenham sinais de tendências na quantidade e qualidade do consumo. O estudo do comportamento do consumidor funciona, também, como instrumento que orienta caminhos para que os profissionais de marketing possam influenciar a escolha do consumidor, em favor da empresa. A análise do comportamento do consumidor pelas empresas, como determinantes de seu desempenho, caracteriza-se como traço de uma gestão cada vez mais sistêmica e integrada no ambiente, onde o cliente é a “força maior” visada pelas organizações. Além de fornecer insights para um melhor planejamento e operacionalização do marketing, favorece, também, uma orientação produtiva de vendas. www.revista100fronteiras.com

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POLOIGUASSU

POLOIGUASSU um parceiro atuante no desenvolvimento do turismo do Destino Iguaçu Ações para o fortalecimento do turismo, elaboração de novos projetos, conscientização da comunidade e inclusão social e profissional de jovens foram algumas das conquistas do Instituto em 2013 Por: Fabio Canhete Fotos: Instituto POLOIGUASSU O ano de 2013 ficará na história do Instituto Polo Internacional Iguassu. Desde a inserção de jovens no mercado de trabalho, passando por temas como cultura, hospitalidade, fronteira e desenvolvimento de projetos turísticos, o ano que passou esteve repleto de realizações, desenvolvendo ações que contribuem com o crescimento da Região Trinacional do Iguassu. O POLOIGUASSU buscou atuar de forma conjunta com seus parceiros, pois, sem eles, com certeza o trabalho realizado não teria o êxito alcançado.

Neste último ano o Trilha Jovem Iguassu teve uma participação efetiva na Rede Proteger, que reúne 40 entidades e tem como objetivo fortalecer a integração do trabalho e envolver o poder público na aplicação de políticas de proteção às crianças e adolescentes. E agora o Instituto é membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente.

Trilha Jovem Iguassu: uma Tecnologia Social atuante! O Trilha Jovem é um case de sucesso em parcerias público-privadas, onde empresários locais e a Itaipu Binacional financiaram integralmente o programa.

“O POLOIGUASSU tem uma expertise muito grande, recebemos vários adolescentes do Trilha Jovem Iguassu, e há seis anos utilizamos os serviços do Instituto no Turismo Itaipu. Isso contribui para os nossos índices de satisfação junto ao nosso cliente, é uma ação efetiva. Para nós, o POLOIGUASSU tem um papel fundamental não só para o Turismo Itaipu, mas para todo o turismo de Foz do Iguaçu, porque ele desenvolve projetos e realiza pesquisas nas linhas de estratégias para a cidade”, complementa Jurema Fernandes, gerente do Complexo Turístico Itaipu. Em novembro, o Projeto foi reconhecido pela Fundação Banco do Brasil (FBB) como Tecnologia Social. A entrega do Certificado foi realizada pelo representante do Banco do Brasil, Luiz Carlos Vieira, e contou com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jorge Samek, diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, durante o II Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local. Ao todo 1.011 projetos foram inscritos em todo o Brasil, mas somente 192 foram certificados.

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Para 2014, a ideia é expandir as ações do Trilha Jovem Iguassu para o Paraguai. “Entendemos que o Paraguai está numa fase importante de crescimento econômico e que este crescimento deve ser acompanhado da melhoria de vida da população local que só a qualificação profissional pode proporcionar”, afirma Fernanda Fedrigo, diretora executiva do Instituto Internacional POLOIGUASSU.

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POLOIGUASSU PIET: um programa que auxilia PROFOZ, um facilitador na Capna sensibilização da comunidade tação de Recursos para a cultura da hospitalidade Criado para ampliar a capacidade do destino de capO PIET – Programa Integrado de Educação Turística (PIET) atendeu, por meio de oficinas, mais de 170 pessoas, dentre eles frentistas, taxistas, atendentes do comércio, guias de turismo e escolas públicas a fim de incentivá-los a bem receber nosso turista.

tar recursos e financiado pelo FUNDO IGUAÇU, o Núcleo Integrado de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos – PROFOZ -, é, hoje, uma importante ferramenta de mobilização de recursos, que se consolida com a formalização da Gestão Integrada do Turismo e conta fortemente com o apoio dos técnicos e gestores da Secretaria Municipal de Turismo.

Em 2014, o PROFOZ manterá seu foco na captação de recursos, buscando ampliar a capacidade do destino de captar recursos e também de atrair investimentos turísticos, além de ser um mecanismo de monitoramento e controle dos projetos de turismo da Gestão Integrada. De acordo com Jaime Nascimento, Secretário do Turismo de Foz do Iguaçu, este ano o trabalho continua. “Para 2014 a expectativa é continuar o trabalho com o Núcleo de Projetos, uma ação que pode dar muitos frutos, hoje muito se fala que a grande dificuldade é ter bons projetos. Nós queremos agora inverter e afirmar que temos projetos prontos na carteira para trazer recursos públicos”. Em dezembro do ano passado durante a entrega do Índice de Competitividade do Turismo Nacional, em Brasília, o PIET foi reconhecido pelas práticas adotadas para a melhoria da qualidade do atendimento ao turista. Para Fernando Martin, Presidente do ICVB – Iguassu Convention & Visitours Bureau, o Polo “é a única entidade que ocupa um espaço que auxilia a qualificação de mão de obra para o turismo, e está fazendo um trabalho na conscientização junto à sociedade com a população, e o principal, busca oportunidades para captar recursos através da elaboração de projetos para melhorar a nossa cidade. O POLOIGUASSU tem uma linha própria de trabalho e não entra na sombra das outras entidades, ela atua com dinamismo, é fiel as suas ações além de ser uma instituição que busca novas forças para o turismo com gente nova e muito capacitada”

Diálogos de Fronteira, uma contribuição com a sociedade para a discussão de temas do cotidiano A iniciativa de criar um espaço interinstitucional e plural para debater temas relacionados à integração e desenvolvimento regional deu origem ao Projeto Diálogos de Fronteira, que teve início em março de 2008, com o intuito de promover uma “ativação cultural” e preparar o ambiente cultural para a implantação da UNILA.

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Observatório do Turismo surge como uma nova força para o desenvolvimento do Destino Iguassu

Foz do Iguaçu conta agora com um Observatório do Turismo, a entidade terá como parceiros a Secretaria Municipal de Turismo (SMTU), Centro Universitário UDC, SEBRAE e o Instituto Internacional POLOIGUASSU e tem o desejo de ser o 1º Observatório de Turismo do Brasil, sob os auspícios da Organização Mundial do Turismo (OMT).

Eventos com o Selo POLOIGUASSU Em julho do ano passado, durante o Festival do Turismo das Cataratas, o POLOIGUASSU e Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com o apoio da Organização Mundial do Turismo (OMT), realizaram o 1º Seminário Latino Americano de Turismo de Fronteira. Os promotores reuniram os principais segmentos ligados ao turismo como gestores públicos e privados, executivos, além de órgãos públicos ligados ao controle das fronteiras como a Receita Federal e os controles das aduanas. Outro destaque foi a realização da 2º Edição do Festival Curta Iguassu Fast Forward Brasil, um festival realizado na Região Trinacional do Iguassu. Foram realizadas diversas oficinas espalhadas pelos três países (Brasil, Paraguai e Argentina) além de uma maratona cinematográfica realizada em 48 horas onde mais de 200 profissionais participaram desde a criação de roteiro, produção e finalização das produções cinematográficas, ao final foram produzidos 24 curtas metragens.

Atuação Institucional Em 2013, o Instituto POLOIGUASSU deu posse a uma nova diretoria e passou por mudanças positivas no conselho de governo, desde setembro, a entidade conta com uma nova presidente, Manuele Fritzen, que traz toda sua experiência como empresária do setor hoteleiro e também diretora-presidente do Sistema de Crédito Cooperativo – SICOOB. Mauro Bandeira, profissional da área de turismo que atua fortemente na capacitação profissional, que é o novo Diretor Técnico, e na Diretoria Administrativa, o Sr. Edvino Borkenhagen. O Instituto também manteve sua forte presença junto às instituições da cidade, sendo membro do atual Conselho de Desenvolvimento - CODEFOZ, Conselho Municipal de Turismo e Fundo Iguaçu. “O Instituto POLOIGUASSU preenche uma lacuna no turismo da cidade de ter o domínio técnico nas temáticas

relacionadas com o turismo, desde a capacitação, projetos de infraestrutura, projetos técnicos na área de turismo. ‘‘Nós não encontramos, hoje, em Foz, uma organização que preencha todos esses requisitos, um grupo que contribui para suprir conhecimentos, inteligências, um grupo capacitado no desenvolvimento do turismo”, lembra Jaime Nascimento, Secretário do Turismo de Foz do Iguaçu. “O POLOIGUASSU, hoje é um dos braços que contribuem no desenvolvimento e fortalecimento do Destino Iguaçu. Desde 2009, com a Gestão Integrada do Turismo na cidade, conseguimos grandes avanços e a cada ano batemos recordes de visitantes, um trabalho realizado em conjunto com várias instituições que trabalharam para fortalecer o turismo local. O POLOIGUASSU teve um papel importante na profissionalização do nosso turismo, ações como o Trilha Jovem, que capacitam jovens carentes para atender a demanda das empresas prestadoras de serviço, o trabalho do PIET, com taxistas, frentistas de postos de combustíveis, e alunos nas escolas municipais que sensibiliza em pequenas ações estratégias de como atender melhor ao turista e, o mais importante, com técnicos no nosso Núcleo de Projetos, para planejar ações para o futuro. Hoje temos todas as ferramentas para desenvolver ainda mais o Destino Iguaçu, e o Instituto nos auxilia bastante nesse processo” garante Gilmar Piolla, Presidente do Fundo Iguaçu e Superintendente de Comunicação Social da Itaipu Binacional.

Reconhecimento

Internacio-

nal O POLOIGUASSU conquistou junto a Organização Mundial do Turismo a permanência na Vice-presidência da Junta Diretiva dos Membros Afiliados da OMT.

Uma união de forças Somos gratos a todos os parceiros que apoiam o Instituto ao longo dos anos, em especial ao Conselho Municipal de Turismo, Secretaria Municipal de Turismo, Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Fundo Iguaçu, Iguassu Convention & Visitors Bureau, Sindicato de Hotéis e ABIH.

O principal objetivo é facilitar o acesso para as entidades sobre informações do Destino Iguassu, e também evitar a duplicidade em pesquisas, assim o Observatório servirá como um articulador de informações. De acordo com Paulo Angeli, presidente do COMTUR – Conselho Municipal do Turismo o Instituto, o Instituto POLOIGUASSU foi parceiro atuante nesta ação, “a nossa aspiração de ter um braço técnico, dá sustentação aos nossos anseios, hoje temos uma estrutura técnica para auxiliar no turismo da cidade, o instituto sempre foi muito importante neste contexto”.

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Sicredi

Expansão Aprovação - Os associados da Unicred Rio aprovaram, por unanimidade, a filiação ao Sicredi na Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada no Rio de Janeiro, no dia 17 de dezembro. Por meio de votação, eles reiteraram o interesse em ter acesso a produtos, serviços, soluções e garantias disponibilizadas pelo Sicredi. Em decorrência do processo de filiação ao Sicredi, ocorreu a desfiliação do Sistema Unicred, a reformulação do Estatuto Social e alteração do nome da cooperativa para Sicredi Rio. Na mesma data, o Sicredi também aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária, o pedido de filiação da Unicred Rio, a autorização da ampliação da área territorial e a mudança de nomenclatura da Central para Central Sicredi PR/SP/RJ. A estrutura - O presidente-executivo do Sicredi, Ademar Schardong, ressalta que a Sicredi Rio passa a fazer parte de um Sistema formado por mais 101 cooperativas de crédito filiadas, que operam com uma rede de atendimento com mais de 1.249 pontos. A estrutura conta ainda com quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. “No modelo de governança do Sicredi uma estrutura apoia a outra, exercendo funções específicas para o crescimento do Sistema, promovendo o desenvolvimento econômico e social dos associados e das comunidades onde atua”, afirma Schardong. Filosofia de trabalho - Denise Damian, presidente da Unicred Rio, destaca que com a filiação ao Sicredi a cooperativa permanece com a mesma filosofia de trabalho e atendimento, porém com um portfólio maior de produtos e serviços. “Nestes 20 anos, ajudamos a construir o Sistema Unicred e agora faremos parte de um Sistema que é referência internacional pelo modelo de gestão e padrão operacional único. Teremos acesso a produtos e serviços que não são possíveis para uma cooperativa de crédito de forma isolada, como linhas de financiamento do BNDES e de repasse do Governo Federal; Sistema Financeiro de Habitação, acesso a Fundos de Investimentos do Banco Cooperativo Sicredi e poupança”, acrescenta Denise. Marco - Para o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, este é um marco na história do Sicredi. “Com esta associação, o Sicredi expande sua atuação para 11º estado brasileiro. E a nossa entrada já é chancelada pelos mais de 12 mil associados e pelos 20 anos de experiência dessa Cooperativa”, comemora Dasenbrock, que também é presidente da Sicredi Participações SA. O próximo passo será a integração dos sistemas e das operações. É um trabalho de padronização, de adoção de novas políticas e de adequação visual das dez unidades de atendimento que a Sicredi Rio já possui na capital fluminense. Para os associados da cooperativa não haverá mudança em seu dia a dia, pois trata-se de um processo de reestruturação organizacional.

Sicredi

chega ao Rio de Janeiro Por: Assessoria Sicredi

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O Sicredi amplia sua atuação nacional e chega ao Rio de Janeiro por meio da filiação da Cooperativa Unicred Rio. Trata-se da consolidação da parceria de longa data entre as instituições financeiras cooperativas. Atualmente, o Sicredi possui 2,5 milhões de associados em dez estados brasileiros, R$ 5,3 bilhões em patrimônio líquido e administra R$ 38,3 bilhões em ativos. A Unicred Rio é a maior cooperativa de crédito do Rio de Janeiro, com 12,3 mil associados do segmento de saúde, R$ 53 milhões em patrimônio líquido e R$ 345 milhões em tivos totais.

Presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock

Tradição -O cooperativismo de crédito já possui força no Rio de Janeiro. O estado tem 61 cooperativas de crédito singulares, sendo 37 sediadas na capital, totalizando R$ 1,5 bilhão em ativos. Os depósitos representam 0,7% do volume financeiro do Estado. Sobre o Sicredi – O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,5 milhões de associados e 1.249 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 101 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. www.revista100fronteiras.com

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84 ATIVIDADE FÍSICA

Veja qual atividade atende suas necessidades

86 SUPERAÇÃO

Marcelo Pacetti, AVC aos 30 anos


Artigo

Saúde

DIA NACIONAL DA

MAMOGRAFIA Uma das principais causas da alta mortalidade do câncer de mama em nosso país continua sendo o diagnóstico tardio, quando o avanço da doença torna menos eficaz os recursos já disponíveis para combatê-la. Ainda é relativamente pequeno o número de mulheres que fazem a mamografia de rotina, todos os anos, após os 40, como é recomendado. Ou porque não têm acesso ao exame, ou porque não sabem da real importância da mamografia anual, por desinformação, ou ainda, por baixa autoestima e pouco interesse em cuidar da própria saúde.

DR. ricardo A. Sabbi CRM7093 Membro Emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia Tel.: (45) 3572 0066 www.drsabbi.com

Com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a necessidade de fazer o exame de mamografia, foi criado, em 2008, o Dia Nacional da Mamografia, a ser comemorado todo dia 05 de fevereiro, em homenagem à Santa Ágata, considerada a protetora contra as doenças de mama e padroeira dos mastologistas. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente de neoplasia no mundo (atrás, apenas, do câncer de pulmão). Cerca de 52.700 novos casos serão registrados no país este ano, de acordo com estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer). Para marcar o evento, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama lançou uma campanha a fim de chamar a atenção das mulheres para a importância do diagnóstico precoce da doença. A campanha lembra que o direito à realização de mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) está prevista na Lei da Mamografia (Lei 11.664 de 2009), para todas as mulheres, a partir, dos 40 anos idade, de acordo com a recomendação médica e orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Até há pouco tempo, culpava-se a falta de mamógrafos pela baixa procura do exame, mas hoje se sabe que eles estão presentes na maior parte dos municípios do país e, mesmo assim, apenas 30% das mulheres em idade de risco (a partir dos 40 anos)o fazem. Quem atende na Rede Pública de Saúde de Foz do Iguaçu pode comprovar isto pelo considerável número de mulheres que nunca fizeram uma mamografia e, também, pelo elevado número de tumores de mama somente diagnosticados nos seus estágios tardios. Uma auditoria do Ministério da Saúde, em maio de 2011, detectou que 85% dos mais de 1.500 mamógrafos existentes na rede pública estão em funcionamento, número duas vezes maior que o necessário para cobrir toda a população brasileira. A mamografia é considerada, hoje, o melhor exame disponível para o diagnóstico precoce do câncer de mama, chegando a 95% as chances de cura, principalmente, nos casos em que o tumor ainda não está palpável e não há outras formas de detectá-lo. Portanto, o maior obstáculo ainda é a falta de conscientização da população feminina, ainda há muito por fazer para se alcançar a plena conscientização, porém, cabe ressaltar que o exame destina-se a encontrar tumores/ caroços, que, muitas vezes, passam despercebidos ou não são notados pelas mulheres, e nisso o exame pode auxiliar e prevenir a descoberta tardia, aumentando as chances de cura e tratamentos eficazes.

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Artigo

Oftalmologia

IMPORTÂNCIA

DO EXAME OFTALMOLÓGICO DR. MARCOS SZPAK MARTINS CRM 12 008 Oftalmologista

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o exame oftalmológico não serve apenas para receitar óculos, mas também para que se faça uma avaliação completa do sistema ocular, como do nervo óptico, medição da pressão intraocular, avaliação do fundo de olho, etc. Através destes exames podem-se detectar sinais de mais de 150 doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e, ainda, detectar doenças mais graves, como catarata, glaucoma, degeneração macular, entre outras. Como medida de prevenção é necessária a realização periódica de consultas, desde o nascimento até a velhice.

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Artigo

Psicologia

MOTIVAÇÃO, LIDERANÇA E

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Instituições de sucesso não dependem apenas de fluxos, processos, equipamentos e capital financeiro, mas sim, e, acima de tudo, de pessoas. O resultado é ainda melhor quando estas pessoas possuem autoliderança, coragem para errar, fazer diferente e evoluir. Afinal, o que ajuda no desenvolvimento deste cenário de inovação e alto desempenho? Para responder a essa pergunta precisamos refletir sobre motivação, liderança e qualidade de vida.

SIMONE ZOLET www.glasnostgerencial.com Empreendedora na Glasnost Educação para Líderes, especialista em coaching de liderança e de vida, psicóloga organizacional. Atua há mais de 12 anos com desenvolvimento de pessoas.

A motivação pessoal geralmente está relacionada aos valores, interesses, crenças e convicções íntimas. As formas de pensar a respeito de si mesmo, dos outros e de tudo em volta, guiam as atitudes pessoais. Conforme mudam as crenças do indivíduo, mudam também seus valores e, consequentemente, suas motivações. A liderança é a habilidade social em oferecer orientação, assistência a um grupo, em prol de objetivo ético em comum, à maior. No entanto, liderar envolve, antes de tudo, a assunção da autoliderança, ou seja, ser líder de si mesmo. A qualidade de vida, segundo pesquisa realizada pela MacArthur Foundation Research, envolve diversos aspectos da vida pessoal, familiar e profissional, entre eles: filhos, relação afetiva, sexo, saúde, trabalho, finanças e responsabilidade social. Ao contrário do que se defendia no passado, a vida pessoal, o ambiente familiar e profissional se inter- relacionam e podem afetar o bem-estar do indivíduo. A qualidade de vida no trabalho tem relação direta com estes aspectos e com a busca pessoal da felicidade e autorrealização. Os estilos de liderança presentes em uma instituição afetam diretamente as relações interpessoais e, por conseguinte, a motivação e a qualidade de vida nestes ambientes. Num nível sadio de desenvolvimento grupal as relações são abertas e inclusivas, ou seja, incluem a participação de todos. Os membros do grupo se sentem inclusos e têm a noção clara de que interdependem uns dos outros. As instituições crescem e desenvolvem-se sadiamente construindo relações de confiança, pautadas nas qualidades de cada um, em ações coerentes, transparentes e éticas. O incentivo explícito à conduta de transparência nas organizações, com participação real das pessoas nas decisões mais importantes, além de feedbacks assistenciais, em todos e para todos os níveis hierárquicos, geram intercooperação e sinergia. A proposta trazida neste artigo baseia-se numa constatação: as pessoas movimentam as empresas. Se há sinergia grupal o resultado é exponencial. O trabalho, na atualidade, é muito mais do que mera fonte de renda, significa responsabilidade social e oportunidade de autorrealização. Ter qualidade de vida no trabalho é sentir-se produtivo, útil evolutivamente e alinhado com o propósito de vida pessoal. Conforme Csikszentmihalyi (1999, p. 136) explicita: “(...) para criar uma boa vida não basta lutar por metas que nos trazem prazer, mas também escolher metas que reduzirão a soma total de entropia no mundo”. Você, leitor, já pôde constatar esta realidade em suas experiências de vida? Entre em nossa página na internet, envie dúvidas e participe da nossa enquete.

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Dicas

Atividade Física

Pratique atividade física!

Por: Annie Grellmann Colaboração: Douglas Henrique Alves Silva (Formado pela CesuFoz, Pós-Graduado em anatomia e fisiologia humana, Ciência e Treinamento esportivo) Cref: 009856-G/PR

Praticar atividade física, combinada com uma alimentação saudável traz diversos benefícios para o ser humano, entre eles alguns dos mais importantes: melhora a saúde, aumenta a qualidade de vida, torna o dia a dia mais agradável, diminui o stress, evidencia a sensação de bem-estar, reduz o índice de lesões e o risco de desenvolver algum tipo de doença cardíaca, além de ser um forte aliado no combate da ansiedade e da depressão. Salienta-se que é muito importante seguir três conselhos antes de começar a prática de exercícios físicos: procurar um profissional credenciado de acordo com as normas CREF (Conselho Regional de Educação Física) e buscar referências é o primeiro. O segundo é fazer uma bateria de exames, um “check up” para verificar se está tudo certo. O terceiro conselho é traçar um foco e objetivo para passar ao profissional, como: emagrecimento, definição ou hipertrofia.

Tênis: O tênis é tão eficaz quanto a corrida e o ciclismo, é um esporte no qual você, além de ganhar preparo físico, é também desafiado pela própria mente a todo instante, já que é só você, a raquete e a tentativa de acertar a pequena bola amarela no tempo certo. Gasto calórico aproximado: 600 cal/h

de treino que trabalha como um todo, não foca apenas uma região específica, ao contrário da musculação onde os músculos trabalham de forma isolada. Trabalha a variação de exercícios, agilidades, e pode ser realizado em vários lugares: casa, rua, bosque, academia, parques e condomínios. Gasto calórico aproximado: 500 a 800 cal/h

funcional, a musculação – geralmente praticada em academia de ginastica -, trabalha os músculos separadamente, seus objetivos principais são tonificar, definir, hipertrofiar e também auxiliar na perda de peso.

Gasto calórico aproximado: 370 cal/h

gasto calórico, ela não, necessariamente, queima só a gordura como também aumenta a resistência e traz diversos benefícios para o coração, pulmão, cérebro e os músculos da perna. O melhor de tudo é que podemos praticar sem precisar pagar uma academia, pois, aqui em Foz, há dois locais conhecidos para a prática: a avenida das Cataratas e avenida Paraná. Gasto calórico aprox.: 500 a 900 cal/h

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é andando de bike, nada como dar um rolê pela avenida das Cataratas podendo sentir o ar na face, e ver tudo de “pertinho”. Uma dica de trilha é a do Vietnã- publicada na edição 98 da revista 100 Fronteiras - que se encontra no viaduto da AV. Paraná e possui uma belíssima cachoeira. Gasto calórico aproximado: 420 cal/h

WakeBoard: O esporte praticado sob as ondas, em uma prancha de surf, também queima calorias e o ajuda a manter a boa forma, pois ele exige bastante esforço físico e é uma ótima pedida para a diversão. Bastante praticado nos verões no rio Iguaçu e no rio Paraná. Gasto calórico aproximado: 500 cal/h

Gasto calórico aprox.: 600 cal/ meia hora

Em Foz do Iguaçu, temos diversas atividades para “mexer” nosso corpo. O foco desta matéria são os variados tipos de exercícios. É só escolher e começar a fazer um bem a sua saúde.

Tre i namen to Musculação: Ao Corrida: Um dos Ciclismo: Um jeito Funcional: É o tipo contrário do treinamento principais exercícios para o gostoso de cuidar da saúde

Pular Corda: Lembra aquela atividade que você fazia há tempos atrás? Ou que você vê seus filhos praticando? Sabia que é possível manter a forma saltando e que é muito eficaz contra as “temidas” gorduras? Além de queimar, ela também trabalha o corpo todo, fortalecendo os músculos inferiores e superiores. Então, está esperando o quê para voltar a ser criança?

Stand up: É possível “surfar” em Foz do Iguaçu a partir do stand -up. É um esporte simples, que consta ficar em pé a partir de uma prancha, com um acessório indispensável que é o remo. Se você não gosta de academia, é possível praticar o aeróbico a partir do SUP – como é popularmente conhecido, e se deslumbrar com um visual incrível, por exemplo, o do lago de Itaipu. cal/h

Pilates: Serve para fortalecer os músculos fracos, além de alongar os músculos que estão encurtados, aumentando, assim, a mobilidade das articulações. Trabalha a força, promove o alongamento e a tonificação. cal/h

Gasto calórico aproximado: 180

Gasto calórico aproximado: 350

Antes da atividade física: Dar preferência aos carboidratos de baixo índice glicêmico. Esses alimentos liberam glicose gradualmente, proporcionando mais pique no treino. Dica pré-treino: Açaí, morango e granola, 1 hora antes do treino. Após o treino, depois de tanta dedicação, chegou o momento de rechear sua alimentação com carboidratos e proteínas. Carboidrato para repor a energia gasta, e proteína para reconstruir os músculos. Essa refeição deve ser feita logo após o treino, ou até 1h depois. Dica pós-treino: Pão e queijo branco.

Dois métodos da prática do exercício físico sem precisar ir às academias: deixar o carro em casa e escolher a bicicleta para ir trabalhar(além de não pagar estacionamento, queimará calorias) também em vez de de subir de elevador, as escadas podem ser uma ótima aliada para queimar as gorduras localizadas.

Se você não é iniciante e já fazia exercício físico antes das férias e, por algum motivo, – ou preguiça- ficou parado, para voltar às atividades, tudo vai depender de quanto tempo se ausentou. Por exemplo, se ficou sem praticar uma semana, pode voltar ao mesmo treino que parou, porém com uma intensidade ou carga menor. Se passar de uma semana a perda já é significativa. O mais indicado é voltar de leve para evitar lesões, ou seja, não querer fazer tudo em um dia. O melhor método é sempre fazer um planejamento antes do retorno.

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Especial

Superação

A incansável busca de um homem pela cura Acordei às quatro e meia da madrugada para ir ao banheiro, mas só mexia a cabeça, não entendi o que estava acontecendo, será que era um sonho?” Texto e fotos: Silvio Meireles

Marcelo Pacetti, de 33 anos, é natural de São Paulo, capital, mas cresceu no Paraná. Chegou a morar em Londrina, cidade onde fez veterinária. Ao concluir a faculdade, foi para uma fazenda própria em São Miguel onde ficou por sete anos. A vida era de agricultor. Além disso, frequentava academia, jogava bola, não fumava e bebia pouco, tinha uma vida calma e saudável, só comia o que vinha da própria fazenda.

Fevereiro de 2011 Em um dia comum, ao chegar da academia, tomou um suco, e depois do banho foi dormir. “Acordei às quatro e meia da madrugada para ir ao banheiro, mas só mexia a cabeça, não entendi o que estava acontecendo, será que era um sonho?”, tentava levantar e não sentia nada, estava todo adormecido do pescoço para baixo, não sentia dor e nem formigamento. O fazendeiro, à época com 30 anos de idade, ficou 15 minutos na cama sem entender se era um sonho ou realidade, pois, estava deitado. Pouco tempo depois, os movimentos voltaram. Marcelo conseguiu andar até o banheiro, e assim que chegou, sentiu o rosto formigar, “foi aí que a ficha começou a cair que eu estava tendo um derrame”. Com dificuldades sentou-se no vaso e depois caiu no chão, a filha Khetley, e a esposa Tatiane, não ouviram nada. Para surpresa de todos, foi a cachorrinha chamada “Rhana” que ouviu o barulho da queda e correu ao banheiro do casal. O veterinário estava consciente, mas preso ao corpo, sem poder comunicar-se, todo o lado direito estava paralisado, segundo Marcelo, o lado esquerdo tinha movimento, mas não conseguia se mexer, pois, o corpo triplicou de peso. “Não conseguia falar para pedir socorro e neste momento minha cachorrinha entrou em ação”, foi até sua esposa e começou a arranhá-la e latir até acordá-la, Tatiane, então, viu o marido caído no chão com a boca torta. A paralisia era temporária e, quando retornaram seus movimentos, acalmou sua companheira e pediu para que ligasse para sua irmã, que é enfermeira e mora em Curitiba. Descreveu-lhe os sintomas e esta confirmou que ele estava tendo um derrame. O hospital mais próximo ficava em Foz do Iguaçu, a 60 km de distância. Ligaram para o bombeiro mais próximo, mas sem sucesso. Os movimentos retornaram aos poucos, para alívio de todos, neste momento, vestiu-se e foi para o carro. A pergunta que não saía de sua cabeça era: “por que estava passando por isso? Sempre tive uma vida saudável e ativa, só sentia dores na nuca de vez em quando”. Depois de avisarem os pais de Marcelo, que moram em Foz, foram ao hospital. Com a pressão em 28/18, o médico ministrou-lhe as medicações e deu alta. Obedecendo aos conselhos do médico, eles saíram do hospital, mas passaram o dia em Foz do Iguaçu, almoçaram e visitaram um cardiologista, para os médicos, o que ele teve foi só um “aviso”, por isso, voltou para casa. Ao chegarem a casa, ainda se recuperando do grande susto, teve que ficar sozinho, coincidentemente, ao entrar no banheiro, o rosto começou a formigar, desta vez, ele sabia o que viria a seguir, um forte ataque que o jogou ao chão com tanta força que quebrou a pia, por sorte, não se machucou muito. Arrastou-se até a cama, puxou o lençol para pegar o telefone, e, ao ligar para esposa, ouviu o seu celular tocar dentro do quarto, ela o havia esquecido.

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Sem saber para quem ligar, olhou para uma imagem de Nossa Senhora Aparecida entalhada numa tábua na parede e pediu ajuda, logo após, o telefone dele tocou, era sua mãe.

a cirurgia que levou 40 minutos. O pai (Júlio) e a mãe (Lúcia), estiveram sempre presentes. Em Curitiba, ficou na casa de parentes acompanhado da esposa, mãe e irmã até se recuperar.

A esposa foi localizada e estava muito nervosa, um irmão do fazendeiro saiu de Foz do Iguaçu para ajudá-lo, alguns vizinhos também colaboraram. Logo, saíram às pressas para o hospital. Outro médico estava de plantão, ele se assustou e buscou logo uma vaga na UTI. Os movimentos haviam voltado, mas ao chegar à internação, o corpo parou de vez.

Quando estava na cadeira de rodas, usava muito a internet procurando por soluções. Um dia achou uma dica: soprar balão e comer sorvete para recuperar os movimentos da boca, e deu certo! “O cérebro para de mandar sinais de movimentos, é preciso querer e estimular o desejo de mexer, colocar o braço numa máquina e fazer movimentos repetitivos não ajuda”. Um dia decidiu levantar da cadeira por vontade própria, para surpresa de todos, ele conseguiu.

Ao ser medicado, dormiu um pouco. Sabia o que estava por vir, mas não imaginava as consequências. Os médicos faziam perguntas para saber o que ele fazia, para tentar achar um motivo. Ficou internado por 11 dias, começou tratamento com fisioterapeuta, ainda numa cadeira de rodas. Ele ouvia todos os tipos de previsões dos médicos, como: talvez não ande mais, ou, isso vai passar logo, mas, o futuro estava incerto. “Quando você vê alguém sentado numa cadeira de rodas, pode até imaginar o sofrimento de um cadeirante, mas, só sabe o que é, quem passa por isso, o desejo de levantar, ir ao banheiro sozinho... é uma prisão”. Marcelo ficou três meses sentado, e tudo passou pela cabeça dele. “Quem tem paralisia não gosta de ficar falando do assunto e o corpo paralisado constrange, muitos desistem até de viver”. Uma coisa, para ele, era certa: nunca iria desistir de buscar a cura e o motivo de ter derrame tão jovem. Em Curitiba, procurou um neurocirurgião, fez exames, e diziam que era a pressão alta. Inconformado, procurou outros médicos. Foi então que teve a ideia de ver ser era genético, um médico decidiu fazer um tipo de exame que injeta ar nas veias. Durante esse procedimento, o doutor ouviu o coração de Marcelo borbulhar. Achou um buraco no coração, algo comum nas pessoas ao nascer, mas que se fecha pouco tempo após o nascimento, mas nesse caso, não havia fechado. É preciso uma cirurgia para vedar, mas em algumas pessoas o buraco não causa problemas. A descoberta não provou a causa do derrame, e ele decidiu não operar o coração.

A descoberta do problema Continuou os exames e descobriu que tinha uma alteração genética no sangue, que produz coágulos que passam pelo buraco do coração e chegam ao cérebro, provocando derrames.

“Às vezes evito usar a prioridade em filas e estacionamentos, pois as pessoas demoram a perceber que tenho problemas”. Ele fez de tudo para voltar a viver na fazenda, adaptou máquinas e trabalhou sem parar, mas devido às suas limitações, teve que vender a propriedade e tentar a vida em Foz do Iguaçu. Hoje trabalha com o pai no restaurante da família - o Armazém. Hoje, diz que têm uma vida normal, trabalha, pratica exercícios, faz uma hora de fisioterapia todos os dias. “Fico muito tocado quando vejo pessoas que passam por problemas semelhantes ou piores do que eu e tento ajudar com conselhos”. Diz que a doença o fez refletir e dar mais valor às pessoas e à vida, cuidar da alimentação e ver a aflição dos outros. “Não poderia ter chegado até aqui sem a ajuda da minha família e minha fé. Minha esposa, Tatiane, sempre esteve ao meu lado, nunca me desamparou, até hoje me ajuda em tudo que preciso, sou um homem feliz”.

Conselhos : Para aqueles que enfrentam os mesmos problemas, Marcelo diz que é preciso ter força de vontade, evitar ficar nervoso e ser paciente. Procurar conversar sempre com as pessoas, ter fé e nunca parar de se exercitar, mesmo que seja chato. “Nunca desistir da cura, às vezes acreditar nos médicos e às vezes não”. Evitar reclamar, pois só piora. Dar valor às coisas simples da vida. Segundo o Ministério da Saúde, entre 1998 e 2007, houve um crescimento de 64% nas internações por AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente chamado de derrame) entre homens de 15 a 34 anos, e de 41% entre mulheres na mesma faixa etária. A boa notícia é que, segundo especialistas, muitos pacientes que tratam a doença sem desistir, conseguem recuperar até todos os movimentos, vale o esforço de cada um.

Para continuar a viver sem se preocupar com outro derrame, o buraco precisava ser fechado. Sem escolhas, fez

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DICAS PARA A SAÚDE MENTAL Fevereiro é o mês de retorno dos alunos de todas as idades à sala de aula. Para muitos é um período difícil: acordar cedo, ter responsabilidades diárias e se esforçar. Para encarar toda essa maratona, é preciso uma mente forte e saudável. Seguem então algumas dicas, para não ficar “no vermelho” em 2014:

03. Participar e compartilhar interesses.

01. Esteja conectado com as pessoas.

Desenvolver e manter relações fortes com as pessoas enriquece a vida. A qualidade dos nossos relacionamentos pessoais tem um grande efeito sobre nosso bem-estar. Nunca se esqueça de que os verdadeiros amigos não são os que estão nas redes sociais, mas são os que te apoiam e estão sempre presentes em momentos difíceis.

02. Brinque, desfrute de algo.

Separe um tempo para as atividades, passatempos e projetos que você gosta. Por exemplo: fazer palavras cruzadas, realizar uma caminhada no parque local, ler um livro, costurar uma colcha de retalhos, tirar fotos, brincar com animais de estimação, etc.

Ser parte de um grupo de pessoas com um interesse comum proporciona uma sensação de pertença e é bom para a sua saúde mental. Participe de um grupo de pessoas que compartilham dos mesmos interesses, como em um clube desportivo, uma banda, um grupo de caminhada à noite, uma aula de dança, um grupo de teatro ou coro.

04. Seja humanitário.

Ajude uma causa ou questão com a qual você se preocupa, pode ser um vizinho, ser voluntário em uma ONG com trabalhos sociais na cidade, trabalhar em uma horta comunitária ou fazer algo agradável para ajudar um amigo, quem ajuda deixa a mente e a alma fortalecidas.

05. Cuide de si mesmo.

Seja ativo e coma bem – isso auxilia a manter um corpo saudável. Saúde física e mental estão intimamente ligadas, é mais fácil sentir-se bem com a vida, se com o corpo tudo vai bem. Não é preciso ir a uma academia para se exercitar - jardinagem, danças, caminhadas e, até mesmo, limpezas contam. Procure sempre combinar atividade física com uma dieta balanceada para nutrir seu corpo e mente e mantê-los sãos.


06. Desafie-se.

Aprenda uma nova habilidade ou assuma um desafio para cumprir um objetivo, faça algo diferente no trabalho, comprometa-se com uma meta de fitness ou aprenda a cozinhar uma receita nova.

07. Lidar com o stress.

Esteja ciente do quê desencadeia o estresse e como você reage. Você pode ser capaz de evitar alguns dos gatilhos e aprender a preparar ou administrar outros, um estilo de vida equilibrada pode ajudar a gerir melhor o stress.

08. Descanso e atualização.

Comece a exercitar a abundância do sono, vá para a cama em um horário regular todo dia e procure ter bons hábitos para dormir melhor. O sono restaura tanto o corpo quanto a mente. No entanto, a sensação de fadiga ainda pode definir se você sente-se constantemente apressado e sobrecarregado quando está acordado.

09. Pedir ajuda.

Vida perfeita e livre de preocupações não existe, a jornada de vida de cada um têm pedaços irregulares e as pessoas ao nosso redor podem ajudar-nos. Não devemos ter medo ou vergonha de pedir ajuda e, se não a obtivermos, não devemos desistir.

10. Pense positivo.

O pensamento atua como um ponto de partida: pensamos, sentimos e depois exteriorizamos. Nossas emoções vêm do pensamento, se alimentarmos hábitos negativos, ou melhor, pensamentos negativos, eles irão, com o tempo, tornar-se uma realidade, seja através de palavras ou de ações. Se você quer ter saúde mental e emocional evite o negativismo, seja otimista.

11. Fuja do isolamento.

A solidão é uma experiência que deve ser vivida dentro dos limites e, é necessária muita maturidade para isso. Mesmo que você goste de momentos de solidão, nunca deixe ultrapassar a normalidade, procure pessoas, faça amigos, esteja com eles, converse, distraia-se.


12. Tenha sonhos e objetivos.

Os sonhos alimentam nossa alma, nos fazem ter vontade de viver e atraem a felicidade. Pense no que você quer conquistar, anote metas, estabeleça prazos e corra atrás de realizar cada sonho.

13. Evite o consumo

de substâncias que possam causar dependência.

Viver com um vício é estar numa prisão, seja qual for a substância, se lícita ou não (cigarro, bebidas, drogas). Uma dica dos especialistas é: sempre quando der aquela vontade de fumar ou beber, tente enganar a mente com alguma ocupação.


FOZ DO IGUAÇU - 100 ANOS

100 LAGOA NO

PARAGUAI

Desvende a história dessas águas

apoio cultural:


85851

pé na rua Que tal sair um pouco do ar condicionado de sua casa e partir para dar um passeio no Paraguai? Não, não é para fazer compras, e sim visitar um dos tantos presentes que a natureza nos oferece. A 13 km da Ponte da Amizade se esconde uma lagoa, que carrega em seu desenvolvimento uma lenda. Ficou curioso? É só folhear algumas páginas, que você vai conhecer esse cantinho que a natureza nos reserva.

RAIOS X

Nesse mês, o assunto é meio ambiente. Porém, ao invés de passar dados sobre algumas ações que têm relação com o tema, a ideia é que com algumas dicas, as estatísticas do país, assim como as da sua residência, mudem. O Brasil, país emergente, em desenvolvimento, tem seu consumo de energia elétrica aumentado, anualmente, oito vezes mais que os países já desenvolvidos, isso se deve à modernização de alguns setores e, também, ao próprio desenvolvimento da população, que consome cada vez mais. Mas, se cada um fizer a sua parte, é possível amenizar o consumo excessivo de energia elétrica. • Utilizar a luz natural é sempre a melhor escolha, para fazer isso com mais eficiência, pinte os ambientes com cores claras, principalmente os tetos, pois, eles refletem e espalham a luz para todo o espaço; • Lembre-se de manter os lustres e globos limpos, pois, a sujeira neles fará com que se gaste mais energia;

• O filtro do ar condicionado também deve estar sempre higienizado, não apenas para economizar, mas também, por questões de saúde; • Fogão e geladeira não devem ficar lado a lado, pois, um atrapalha o desempenho do outro; • Falando em geladeira, não deixe as prateleiras cheias, isso dificulta a passagem do ar, o que provoca um gasto maior de energia para refrigerar os alimentos.

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por que não? Uma pergunta simples: por que não guardar o lixo para descartá-lo em uma lixeira? Infelizmente, é comum andarmos pelas ruas da cidade e vermos pessoas jogando para fora do carro, papéis, latas e qualquer coisa que possa ser considerada lixo. É incrível a falta de conscientização. Esse tipo de ação polui as ruas, contribui para o entupimento de bueiros, além, é claro, de ser uma falta de educação. Então, por que não jogar lixo, no lixo?

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE Já que o assunto é meio ambiente, nada melhor do que falar sobre o dia dele, que é comemorado em 5 de junho. A data foi criada em 1972, no encontro realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que tinha como objetivo tratar sobre assuntos ambientais na Conferência das Nações Unidas, reunindo 113 países, além de 250 organizações não governamentais. Como tema principal, estava a degradação ambiental provocada pelo homem. Nesta data, muitos locais comemoram realizando mutirões de limpeza e programas de conscientização ambiental. Mas é preciso lembrar que o meio ambiente merece respeito o ano inteiro e, se agirmos de maneira sustentável ainda será possível mudar o futuro.

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Lago

Um lago, uma lenda Texto e fotos: Silvio Meireles Colaboração: Annie Grellmann e Francisco Amarilla Quem visita o lago do KM 12, em Ciudad Del Este, no Paraguai, e não conhece a história envolvendo o lugar, pode até não achar nada demais, só que não é bem assim, aquelas águas impróprias para o banho, escondem um mistério. Ao entrar no Paraguai pela Ponte da Amizade, o visitante logo se depara com um caos nas ruas, é gente pra todo lado, parece até que não há lugar de paz, após algumas costuradas pelo trânsito em direção ao Km 12, em Monday, encontra-se uma reserva ecológica com muito verde e tranquilidade, contrastando com a agitação do início do país. São mais de 60 hectares de mata que pertencem ao Colégio Florestal. O acesso é livre, o percurso até o lago, depois do KM 12, é feito em estrada de chão. Dependendo do dia, alguns obstáculos podem ser encontrados pelo caminho, como muita lama, é comum sentir uma sensação de viagem off Road. O lago fica a aproximadamente 850 metros do asfalto. Por mais que seja convidativo dar um mergulho para refrescar, a água é imprópria para banho e consumo, pois contém altos níveis de acidez, chega a dar até coceira na pele. Algumas árvores ao redor do lago são bem curiosas, tem uma que a raiz lembra uma canoa e cabe mais de uma pessoa dentro. O lago não tem ligação com esgotos, por isso está livre deste tipo de poluição. Antes de chegar, percebe-se que a água se concentra numa parte alta da região, algo incomum. A explicação para que isso ocorra é que as fontes que abastecem o lago vêm por baixo e não pelos lados. Com a circulação de ar fluindo corretamente, há vidas na água como: tilápia, carpa, piramboia (muçum), pois são próprias de água ácida e parada, também pode ser encontrado um tipo de cobra-d’água de 70cm, elas são inofensivas. Para a alegria dos pescadores locais, não há riscos para a saúde se alguém se alimentar da pesca do local. Não se sabe a profundidade do lago de água amarelada e barrenta. O pescador Crispim Rodrigues, de 60 anos de idade, frequenta e pesca no lago há mais de 20 anos. Ele diz não acreditar muito nas histórias que contam sobre o local e o que ele mais lamenta é ver tanta sujeira deixada por visitantes. “Algumas pessoas fazem churrasco ou vão lá para passar o tempo e, ao saírem, deixam um rastro de sujeira”. Alguns pescadores levam um barco e passeiam pelo lago jogando uma rede para pescar, mas existem outros mais tradicionais que preferem usar uma varinha e passar horas na beira tomando o tradicional tererê. Mesmo sem policiamento, visitantes afirmam que não existem registros de assaltos ou danos.

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Lago A lenda do lago Yrendy Os índios guaranis, que moram na região, dizem que em um tempo muito remoto, uma enorme pedra de fogo caiu sobre a terra, abrindo uma grande cratera. Dizem, também, que a colisão do meteoro com o solo, atingiu parte da aldeia dos índios, destruindo-a parcialmente. O impacto levantou tanta poeira que, por dias, a região ficou sem a luz do sol. A fumaça tóxica foi a causa da morte de vários indígenas da época. Para surpresa dos sobreviventes da tragédia, água cristalina começou a brotar no fundo da cratera aberta pelo meteoro. Um dia, ao nascer do sol, a luz foi tão forte que o reflexo na água criou um grande clarão, foi aí que os índios batizaram o lago de “Yrendy” (luz forte). Para os nativos, a pedra de tamanho desconhecido ainda está por lá, enterrada no fundo do lago. A lenda é reconhecida pelo município de Ciudad Del Este, disponível em domínio público, compilada por Francisco Amarilla no museu de história em 1998. Ele conversou com os índios locais para obter a lenda.

O parque Cercado por uma rica vegetação, o local é uma reserva ecológica, lugar de vários animais pequenos como pássaros, répteis e insetos. Algo que chama a atenção do visitante são alguns cogumelos que crescem no inverno e chegam a 30 cm. Mata fechada, com todas as características do verde da região. Não há trilhas para bike ou moto, a pequena estrada guia o visitante apenas para o lago. Segundo Amarilla, a água não sobe nem desce de nível, mesmo com as grandes cheias e secas, o lago não muda. Em 1977, houve uma grande seca na região, e em 1983, teve a maior cheia. Visitantes afirmam que as águas do Yrendy ficam imóveis devido às nascentes, que têm boa sustentação da água que vem por baixo. Acredita-se que há mais dois lagos semelhantes ao Yrendy, mas que não têm lenda. Um fica em Santa Rosa Del Monday, e está no meio de uma plantação de soja, em uma área agrícola, outro fica em Ciudad del Este no Km 7 na região de Monday, e está rodeado por um povoado. Os três foram formados pela mesma chuva de meteoros, mas a lenda é só no maior, que fica no KM 12 cercado por uma floresta. O lago não é um ponto turístico forte, mas é frequentemente visitado, mesmo sem oferecer nenhuma estrutura para isso, pois está cercado por regiões urbanas. Também não há placas com informações sobre a lenda ou direcionais. Como nunca foi feita uma pesquisa científica sobre o lago, a existência do meteoro é um mistério, sabe-se que, eles caem do céu e, dependendo do tamanho, podem criar grandes buracos na terra, até agora não há provas, mas para os índios, provar não mudaria nada. O lago está lá, mesmo sem acesso ao banho, refresca a região e alimenta pescadores locais.

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Artigo

Opinião

PRECISAMOS

CONVERSAR MAIS

O sucesso do modelo dos Convention & Visitors Bureaux (CVBx), entidades privadas sem fins lucrativos que buscam alavancar o desenvolvimento econômico e social através do incentivo à atividade turística, já está exaustivamente provado nos mais de 100 anos de sua história. No Brasil, essas instituições têm sido quase sempre portadoras de excelentes notícias e revelaram-se ferramenta fundamental no processo de repensar o turismo, despindo-o de sua aura de entretenimento e lazer, e conferindo-lhe status de força econômica estratégica. O problema é que parte do mercado, e principalmente daqueles que poderiam ser (mais) parceiros, desconhece a realidade dessas instituições.

RUI CARVALHO Rui Jorge de Abreu Pereira de Carvalho é jornalista, professor, palestrante e escritor autodidata. Autor do livro TURISMO DE EVENTOS – ATUAÇÃO E HISTÓRIA DOS CONVENTION BUREAUX NO BRASIL. Atualmente, além do trabalho como superintendente do Iguassu CVB dedica-se a escrever em seu blog www.ruicarvalho.com.br e a divulgar seus livros . rui@ruicarvalho.com.br

Boa parte dos mais de cem CVBx brasileiros ainda luta com a crônica falta de recursos para desenvolver suas atividades. Apenas um punhado deles consegue participar de feiras e exposições, fazer viagens de captação com regularidade, ou, o que é pior, produzir materiais básicos de promoção do destino. Não deveria ser assim! Mas onde está o problema? Um bom lugar para procurar respostas pode ser o sistema de cobrança de Taxa de Turismo ou Room Tax Facultativo (Tourism Tax em algumas cidades). Este método, através do qual o hóspede é convidado a contribuir com um valor simbólico acrescentado à diária, está universalmente consagrado e, em alguns lugares do mundo o pagamento é obrigatório (daí a denominação tax). Essa ideia surgiu no Canadá, em abril de 1971, e correspondia a 5% do valor da diária. Como era obrigatória, essa taxa foi defendida pelo primeiro ministro canadense da época com o seguinte argumento: ”levamos em consideração que nossos turistas deveriam fazer uma pequena contribuição para nossas despesas feitas em seu favor”. Aos poucos a ideia foi sendo adotada em todas as principais cidades do mundo. Para que não digam que isso foi ideia de gringo e que não poderia dar certo por aqui, lembro que uma das conclusões do primeiro congresso da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - ABIH, em 1936, dizia que “era preciso criar uma taxa que subsidiasse a promoção turística no Brasil”. Setenta e oito anos depois ainda encontramos dificuldades para convencer alguns empresários da necessidade de ajudar os CVBx a aumentar o fluxo de visitantes (hóspedes). Registre-se, em favor da verdade, que não falo aqui, especificamente, do mercado de Foz do Iguaçu, mas de todo o país. A situação, em alguns destinos é crítica. Cerca de 80% dos CVBx brasileiros têm na room tax facultativa a principal fonte de recursos. Em muitos casos ela responde por mais de 90% da arrecadação. Imaginem administrar uma empresa que não tem controle sobre 90% de sua receita, pois ela é resultado de um sistema não obrigatório, muito menos passível de fiscalização, e, por isso mesmo, muito sujeito a oscilações! Por sua vez os hotéis reclamam da dificuldade de convencer o turista a pagar esta contribuição. Talvez o turista esteja mal informado, ou não se negaria a contribuir com o nosso esforço em bem recebê-lo! O problema real, entretanto, tem duas causas fundamentais: a primeira é a dificuldade da maioria dos CVBx em dialogar com seus parceiros na perspectiva adequada: sem recursos não há resultados, e o impacto positivo do trabalho do CVB na cadeia produtiva do turismo

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está mais que provado, mesmo naqueles estabelecimentos ou setores mais afastados da atividade fim. Isso se explica pelo efeito dominó (ou onda) do aumento do fluxo de turistas. No caso da hotelaria, por exemplo, se há mais hóspedes a ocupação melhora, o preço sobe, e todo mundo fica feliz (ok, talvez o turista não fique tão empolgado, mas ninguém deixa de visitar uma cidade porque a diária custa dois reais a mais!) De qualquer forma, parece claro que temos que fazer a lição de casa com mais visão estratégica e desprendimento. A segunda causa é mais conceitual. Ela vem do fato do brasileiro ter dificuldade em assimilar a ideia do associativismo. Habituado que está à cultura do individualismo, onde o TER é mais importante que o SER, ainda não lida bem com o conceito de ajudar a coletividade, independentemente de tirar benefícios diretos desse ato ou não. É um erro lamentável, quase um desvio coletivo de caráter. A equação, de tão simples, chega a ser constrangedora, senão vejamos: É fácil comprovar que a quase totalidade dos recursos arrecadados pelos Conventions é aplicada na promoção do destino. Essa promoção, como vimos, possibilita aumentar o fluxo de visitantes. Com esse aumento de fluxo, mais de 50 setores são impactados: hotéis, agentes, operadores, guias, táxis, comércio, indústria de bebidas, telefonia, gastronomia, enfim, uma cadeia produtiva que gira em torno da atividade turística, principalmente do turismo de eventos. Com esse aquecimento da atividade econômica local, geram-se empregos e distribui-se renda, principal-

mente nas camadas da população menos favorecidas, que constituem a maior parte da mão de obra usada pelo setor! É quase um bolsa família, só que muito mais digno. O Turismo, quando bem administrado, ao contrário dos programas sociais eleitoreiros e a fundo perdido, não só dá a vara e a isca, mas ensina a pescar! A pergunta é: quem pode ser contra isso e com que argumentos? Quem, conscientemente, se nega a contribuir com um valor simbólico (que costuma variar de 0,50 a 3 reais por dia, dependendo da categoria do hotel) para ajudar a gerar empregos? Isso nos leva a outra questão igualmente importante: qual a razão de tantas empresas (grandes e pequenas), se negarem a pagar essa contribuição? Não seria um erro de avaliação da relação custo benefício? Mas não se trata apenas de fazer contas, avaliar riscos e resultados. No meu entender, a questão transcende o turismo, pois é reveladora de um traço de caráter que urge questionar. Será que não está na hora de refletirmos sobre a sociedade que queremos? Que valores nossos filhos irão cultivar? Será que colocar o bem comum acima de interesses pessoais não é uma ideia atraente o suficiente em tempos de lassidão moral, de escárnio da ética, onde impera a lei do cada um por si? Se o problema é diálogo, vamos conversar mais e melhor! O que não podemos é ficar como avestruzes, fingindo que não é conosco, enquanto um modelo de desenvolvimento turístico aprovado há mais de um século, ainda patina na falta de visão associativista de uma parte de nossos empresários e executivos. Aqui fica o convite para a reflexão.

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O sucesso de uma famĂ­lia e o seu novo empreendimento

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Enfeite a sua casa com produtos da Turquia


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Baranoski

Um jardim de histórias Com olhar empreendedor, a família de Valdirlei Tombini Baranoski traz, em sua trajetória de vida, muita dedicação e união, fatores essenciais para o lançamento da loja Baranoski Casa e Jardim Uma flor carrega em sua essência diferentes significados, ela pode representar desde o amor ao sofrimento, mas, independente do sentimento empregado, ela é vista como um símbolo delicado e, sem nenhuma palavra, traduz o desejo de uma pessoa. Por proporcionar diferentes emoções, o setor de floricultura vem crescendo no país. Para ter uma ideia, desde 2006, o segmento registra altas entre 8% a 15%, em volume, e, de 15% a 17%, em valor. Em 2013, o faturamento do mercado passou dos R$ 5 milhões, a previsão é que 2014 registre um crescimento de até 10%. Apesar, das estatísticas serem recentes, na década de 80 Valdirlei Tombini Baranoski, chamada carinhosamente de Val Baranoski, já possuía visão de negócio e iniciou, em Foz do Iguaçu, sua trajetória profissional no ramo de floricultura, que está diretamente relacionado a outro empreendimento da família. Por: Mariana Kojunski Fotos: Daniel Muniz Video - Making Off: Michel Pereira Local: Hotel Iguassu Resort Look: Mundo das Gêmeas Maquiagem - Gi Pinheiro Cabelo - Henrique Peleck e Marly Antunes

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Primeiros passos A Terra das Cataratas recebeu Val Baranoski e seu esposo, Edilson, em 1977, quando decidiram escrever sua história na cidade. Edilson, desde os 16 anos, trabalhava no segmento funerário e no ano de 1984, a fim de dar suporte às necessidades da empresa, o casal abriu uma floricultura. “No começo só atendíamos à funerária, mas com o passar do tempo, começamos a atender o público em geral. As empresas ficavam uma ao lado da outra, por isso, era comum o preconceito de algumas pessoas que diziam que nossas flores eram apenas para os mortos”, destaca Val, que, com muito trabalho e dedicação, aos poucos, conseguiu mudar a visão dos clientes. Com o negócio já fortalecido, era visível a necessidade de estender os serviços, “muitos hóspedes de hotéis nos ligavam em diferentes horários para encomendar flores, então, começamos a oferecer atendimento 24 horas” e relembra, “no começo não era fácil, não tínhamos mão de obra e, por isso, eu fazia tudo, levantava à noite para montar os arranjos e atender aos pedidos”. Esse era apenas o primeiro desafio na vida da empresária.

O recomeço No ano de 1997, o esposo Edilson administrava a funerária e, Val, a floricultura. Os trabalhos caminhavam de maneira crescente, porém, uma tragédia interrompeu os passos do casal. “Meu marido faleceu, vítima de um acidente automobilístico. Não tenho dúvida de que essa foi a pior fase da minha vida”. Val não teve tempo de sofrer, chorar ou ficar em luto, a empresária tinha duas empresas para administrar e três filhos, de 5, 17 e 18 anos, que dependiam de sua força para continuar. Foi preciso reaprender a trabalhar e conhecer, ainda mais, sobre os negócios. Procurou aperfeiçoar-se, participou de congressos e feiras com o objetivo de aprimorar os serviços oferecidos pelas empresas. Nas suas viagens, os filhos embarcavam junto, no coração da mãe, que tinha apenas um objetivo: oferecer o melhor futuro as suas mais belas flores.

Visão O conhecimento dos negócios proporcionou-lhe novas estratégias, em 2002, a funerária e a floricultura

passaram a atender em locais distintos; no mesmo ano, Val começou a cursar Relações Públicas. Em 2004, em parceria com outra concessionária de serviço funerário, seguindo tendência do setor, tornou-se sócia proprietária da empresa SAFF, plano de assistência funeral, que oferece o melhor serviço pós-vida e convalescença da região, mais uma empresa passou a fazer parte dos negócios da família. “Costumo dizer que uma coisa levou à outra, um serviço é capaz de complementar o outro”, ressalta a mulher, que tem como foco o futuro.

Susto Com os trabalhos desenvolvidos nos parâmetros ideais, o desejo era inovar. “Pensei em ingressar no ramo de eventos, mas, devido à escassez de mão de obra qualificada no mercado e ao acúmulo de trabalho que já possuía, acabei desistindo da ideia”. Enquanto formatava o novo negócio, precisou enfrentar um novo desafio. “Em 2009, descobri um câncer no intestino, precisei parar com todos os meus planos, para realizar o tratamento. Foram seis meses de quimioterapia até a doença ser eliminada”. Com o apoio da família e dos amigos, mais um obstáculo foi superado.

Novo empreendimento Recuperada e pronta para recomeçar, em 2012, belas paisagens e diferentes fontes de inspiração serviram para revigorar suas energias. Durante um passeio à Amsterdã, nasceu um novo sonho: “fiquei apaixonada por uma loja de jardinagem que conheci lá. Era linda! Decidi que era aquilo que eu queria fazer em nossa cidade”. Quando retornou, juntamente com os filhos, começou a pensar no projeto. “Depois de irmos ao SEBRAE e realizar uma pesquisa de mercado, começamos a planejar tudo. Em março de 2013 a obra foi iniciada”.

Baranoski Casa e Jardim Trazendo o nome da família e a essência de sucesso dos negócios, a nova empresa irá oferecer tudo para jardinagem. “Vamos trabalhar com projetos para jardim, móveis, acessórios, vasos, flores, plantas, jardins verticais, enfim, varias opções para deixar a casa de nossos clientes, ainda mais bonita”.

O paisagismo tornou-se item fundamental nas residências e ambientes comerciais, além de agregar valor aos imóveis, proporcionam um ambiente bonito e agradável. As plantas criam ambientações mais acolhedoras e contribuem para o aumento da produtividade, o verde realça as formas, disfarça as imperfeições, rompe a rigidez dos materiais e suaviza os ambientes. Um bom jardim é aquele que faz a integração do ambiente, utilizando como critério para escolha das plantas, aquelas que melhor se adaptam ao clima e suas finalidades.

Lagos ornamentais Um belo jardim muda a paisagem de um ambiente, não é mesmo?! Deixa o local mais tranquilo e com uma energia positiva, mas, e se for possível aliar as flores com um lago ornamental? O espaço fica harmonioso e proporciona contato direto com a natureza, trazendo à sua casa, escritório ou consultório uma agradável sensação de bem -estar, paz e contemplação. Pensando nisso, o principal destaque do novo empreendimento serão os lagos ornamentais. Como franqueada da GENESIS ECOSSISTEMAS, que possui vasta experiência no assunto, pretendem aliar estética e tecnologia, utilizando peixes diversificados, rochas especiais e lindas plantas aquáticas. Os lagos ornamentais proporcionam uma relação mais próxima da natureza e valorizam o projeto de paisagismo.

Em família A satisfação dos clientes é o que impulsiona a família no novo investimento. “Procuramos sempre aperfeiçoar os trabalhos e oferecer o melhor. Analisar o mercado, seguir as tendências e inovar são fatores primordiais para atender, da melhor maneira, os que buscam pelos nossos serviços”. De mãos dadas, a família segue os mesmos princípios e, hoje, cada um é responsável por uma vertente dos negócios. “Graciella está à frente da administração do Plano Saff, Guilherme, da funerária e o Gustavo será responsável pelo sucesso da Baranoski Casa e Jardim. Quanto à mim, permanecerei na administração da Floricultura, não deixando, é claro, de auxiliar e colaborar com todos.” Ressalta ainda, “desenvolvemos as empresas aqui, pois, acreditamos na cidade. Sou apaixonada por Foz e pelas possibilidades que o município oferece, acredito em nossa região e já me considero uma iguaçuense de coração”. A família Baranoski, que acreditou no potencial da cidade, olha para o passado e reconhece as dificuldades ao longo do percurso, mas, ao mesmo tempo, entende que cada trabalho é capaz de fazer parte da história, não apenas do desenvolvimento da cidade, mas também, de muitas famílias.

Baranoski Casa e Jardim

Avenida Republica Argentina, 2774 - Jardim Esmeralda Telefone: (45) 3030-2607

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Tendência Turquia

Da Turquia à CasaBella Com tendências que vão do clássico ao contemporâneo, a CasaBella traz aos seus clientes produtos importados da Turquia, que têm em sua essência a alta qualidade na produção e a eficácia na decoração de um ambiente. Oferecendo peças de cerâmica decorativa, pintadas à mão, tecidos para cortina Elizabeth, cristais F&D, acrílicos, produtos de cama, mesa e banho, a loja atende, com modelos exclusivos, a todas as necessidades de uma casa.

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Ambiente

Plantas

Purifique o seu ambiente naturalmente Diariamente estamos expostos à poluição do ar, não apenas fora, mas também dentro de casa. No espaço onde vive sua família as plantas são excelentes aliadas no combate aos agentes poluentes O ar que respiramos é composto pela mistura de diferentes gases, como o nitrogênio, oxigênio, gás carbônico e gases nobres, porém, na atmosfera encontramos poluentes que são prejudiciais. Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), o risco de se desenvolver câncer de pulmão aumenta nas pessoas expostas à poluição atmosférica. Para se ter uma ideia, em 2010, cerca de 223 mil pessoas morreram de câncer de pulmão relacionado à poluição do ar. Mas se você pensa que ficar trancado dentro de casa evita o contato com agentes poluentes, está enganado. Você sabia que produtos de limpeza e purificadores de ar podem fazer mal à sua saúde? Além disso, carpete novo, eletrônicos, produtos de plástico, colas, adesivos, equipamentos de aquecimento, tintas, móveis estofados e produtos de madeira prensada também são fontes de poluição de um ambiente. A composição desses itens pode causar desde uma dor de cabeça até problemas hormonais e reprodutivos. Esse tipo de informação pode gerar algumas preocupações, não é mesmo? Mas é possível enfeitar a sua casa e ao mesmo tempo purificar o ar. Algumas plantas exercem esse tipo de função e conseguem deixar o seu ambiente mais limpo.

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Clorofito Gérbera

Cacto

Nome científico: Gerberahybrida

Nome científico: Varia de acordo com o tipo.

Função: Atua na remoção de tricloroetileno, substância cancerígena que é utilizada como solvente nos processos de lavagem a seco; pode ser usada como forma de reduzir a concentração do benzeno, que pode aumentar os riscos de desenvolvimento de leucemia. Além disso, é indicada para casas onde há fumantes, já que atua contra a fumaça do cigarro e ainda é capaz de limpar a toxidade presente nas roupas.

Função: Combate as ondas eletromagnéticas.

Nome científico: Chlorophytumcomosum Função: A planta conhecida como “gravatinha” ajuda a eliminar o acúmulo de monóxido de carbono, além de combater produtos comuns em solventes e produtos químicos.

Lírio-da-paz Nome científico: phyllumwallisii

Spathi-

Atuação: Ela é considerada a “rainha das despoluidoras”. A Nasa apresenta um estudo onde aponta a planta como um meio para a eliminação de três gases voláteis comuns: formaldeído, benzeno e tricloroetileno. Ela também tem ação fungicida e capacidade de combater o tolueno, que inalado em pequenas quantidades pode causar cansaço, confusão mental, debilidade, perda da memória e náusea.

Espada-de-São-Jorge Nome científico: Sansevieriatrifasciata Função: Remove o formaldeído liberado de madeira, compensado, carpetes, tecidos sintéticos; é também usado na fabricação de corantes e vidros.

Hera Nome científico: Hederahelix Função: Estudos revelam que ela é capaz de reduzir a concentração de partículas de material fecal e de mofo no ar. É importante ter cuidado com crianças e animais, pois as folhas são tóxicas para o organismo.

Azaleia Nome científico: Rhododendronsimsii Função: Combate poluentes como os compostos orgânicos voláteis(COVs) e os amoníacos, presentes em produtos de limpeza.

Cânfora-de-jardim

Alpínia

Nome científico: Artemisiacamphorata

Nome científico: Alpiniapurpurata

Função: Essa erva medicinal age como fungicida e repelente natural de insetos.

Função: Além de captar os agentes poluentes do ar, ela é capaz de deixar o ambiente mais úmido.

Babosa Nome científico: Aloearborescens Função: Auxilia na eliminação do formaldeído e do benzeno. Além disso, o gel encontrado na babosa pode ser utilizado para aliviar cortes e queimaduras e para tratamentos estéticos.

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146 MULHER EM

EVIDĂŠNCIA

Com Thiziana Maran de Almeida Vieira

152 MEU JEITO

DE SER

Com Cassiana Ivanoski


A Revista 100 Fronteiras reconhece a riqueza cultural da Tríplice Fronteira, prova disso é este espaço criado para valorizar e divulgar os talentos que nos cercam. Vamos enriquecer o que é nosso e promover os artistas locais.

Beta Homem Elisabete Ferraz Homem de Souza, mais conhecida como Beta Homem. A artista, de 58 anos de idade, natural de Araçatuba São Paulo, chegou a Foz do Iguaçu em 1985. Trabalha em vários segmentos da arte (pintura em tela, pintura especial em paredes e móveis). Formada em artes e educação artística, trabalha desde 1973 na área. Atualmente, desenvolve técnicas com o uso de tecidos estampados, com estilo bem brasileiro e muitas cores.

Quer ver seu talento na Revista?

Então escreva para a gente: jornalismo2@revista100fronteiras.com

“A necessidade da arte está incutida em todo o ser humano, eu não imagino a minha vida sem essa mistura de cores, sensações, imagens, tintas e cheiros”. Facebook: Beta Homem

Adriane Elisa Obra: Leitura e Fronteira: A Formação do leitor em cenário Intercultural

Daine Mari Chibiaqui

Natural de Medianeira, Adriane mora em Foz há 33 anos. A escritora, de 37 anos de idade, atua como professora colaboradora na Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná). Desde 2003 realiza pesquisas sobre a formação do leitor. O livro é resultado de uma pesquisa de mestrado, realizada entre os anos de 2010 e 2012.

A artista autodidata, de 52 anos de idade, é natural de Capanema – PR. Casada, mãe de dois filhos, avó, dedica a vida a ensinar a técnica que desenvolveu ministrando aulas em um ateliê próprio. A pintura, para ela, é uma grande paixão, mas administra como qualquer profissão, pintando regularmente e tentando expressar emoções e sentimentos através da arte.

Para ela, escrever sempre foi uma paixão. Teve alguns textos publicados pela revista Guatá, os quais são poemas e crônicas. Também publicou artigos em revistas de cunho científico. Facebook: Adriane Elisa

Daine diz que acredita que herdou o dom de pintar da avó. Já bem cedo, aos 12 anos, incentivada por ela, deu início às primeiras pinceladas, que anos depois viriam a se transformar em profissão.

Luiz Henrique Dias Obra:O Amor Remove Caninos contém doze contos, selecionados entre mais de cem trabalhos escritos para jornais ao longo dos últimos cinco anos.

“Vejo a arte como uma forma de representação da realidade, que ajuda a dar sentido ao mundo, que pode educar os sentidos.”

Luiz Henrique Dias é natural de Foz do Iguaçu. É professor, ator, diretor de teatro e trabalha com políticas públicas de cultura e cidadania. Já lecionou nos Pré-Vestibulares Decisão e Mauá de Porto Alegre – RS; Institutos Master e Riachuelo de Santa Maria-RS; Alfa e Ideal de Cascavel-PR e Caesp e Anglo de Foz do Iguaçu. No teatro, atuou em diversas peças e dirigiu A Vida Conjugal (2008), Guizos (2010) e Como se eu fosse o mundo (2012). Na vida política, foi coordenador de campanhas eleitorais e Gestor Técnico de Elaboração e Execução de Conferências de Consulta Popular. Foi, também, membro do Conselho Municipal de Cultura de Foz do Iguaçu e do Conselho Estadual de Cultura do Paraná, além de colunista em jornais e portais digitais e Presidente da Academia de Letras de Foz do Iguaçu.

Site: www.rogerioartes.com

Site: www.luizhenriquedias.com.br

Rogério Silva Apaixonado por artes, o pintor de 37 anos, é natural de Foz do Iguaçu, e sempre se aventurou pelo mundo das artes. Autodidata, há quinze anos se dedica inteiramente à produção de arte, participou de vários salões de arte oficiais pelo Brasil e pelo mundo, obtendo alguns prêmios e menções honrosas que foram importantes para reconhecimento do trabalho. Além de ministrar aulas de pintura e desenho para várias turmas na cidade.

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“A arte faz parte da minha vida e, com ela, não desejo apenas ocupar espaços vazios, mas transformá-los com harmonia e sensibilidade”.

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Site: www.daine.com.br

Banda35mg Formada em 2013, a banda tem a intenção de levar, aos bons ouvintes, o melhor do rock´n roll, que sempre embalou gerações passadas. A banda conta com: Djeison Hart (baixista e back vocal), Pedro Recke (baterista) e Romulo Dourado (vocalista e guitarra). A banda já se apresentou em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Santa Helena e também em eventos internacionais, em Ciudad del Este (Cassino e Dublin Pub). A meta agora é gravar o primeiro single e expandir o rock para outros estados. Facebook: banda35mg www.revista100fronteiras.com

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Especial

Foz 100 anos O que eles acharam

Homenagem A revista 100 Fronteiras, criada e desenvolvida no município, sempre norteou seus trabalhos pensando na região da tríplice fronteira, firmando parcerias com as empresas e os leitores que acreditam na cidade, gerou a impulsão das produções mensais. A produção do vídeo foi uma forma de prestar a nossa homenagem ao município. Nele, é possível visualizar as belezas e os principais pontos da cidade, além disso, traz como base a história do povo que vive na Terra das Cataratas. A música traduz em letras o que é visto pelos olhos de quem passa pelas terras iguaçuenses e a melodia embala o ritmo do município. O vídeo foi destaque nas redes sociais e despertou a paixão que os moradores sentem pela cidade, em apenas quatro dias ele conquistou os internautas que curtiram e compartilharam a ideia.

Isso é Foz do Iguaçu No ano do centenário da Terra das Cataratas, a revista 100 Fronteiras faz a sua homenagem ao município

100fronteiras youtube.com/100fronteirastv

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Em 2014, entramos em nosso nono ano de circulação ininterrupta, com histórias e recordações que ficaram registradas em nossas páginas. No primeiro mês do ano, a 100 Fronteiras completou 100 edições, por coincidência, no ano dos 100 anos de Foz do Iguaçu, que, ao longo dos meses, prepara-se para comemorar a data tão esperada. Serão três dígitos, que entram para um enredo, onde a união dos povos embala a caminhada. Com tantas coincidências, o que nos resta é celebrar e, como forma de homenagear nossa cidade cosmopolita, lançamos a produção do vídeo “Isso é Foz do Iguaçu”. A música traz a essência do município, que caminha no desenvolvimento constante.

A cidade É claro que a inspiração para a produção, desde as primeiras letras da música até o complemento de todos os fatores que a formam, veio da magnífica, Foz do Iguaçu. Chamada por muitos de “cidade cosmopolita” reúne em seu território 81 etnias, que formam os mais de 256 mil habitantes, que proporcionam a base para o seu crescimento. É no município, considerado o terceiro mais visitado por turistas estrangeiros, que encontramos a maior hidrelétrica em produção de energia do mundo e, também, uma das sete novas maravilhas da natureza. A região descoberta em 1542 pela expedição colonizadora de Álvar Núñes Cabeza de Vaca começou a se desenvolver em 1914, e, aos poucos, passou a ser a terra de todos os povos.

Bernadete Alves Galvao “Tenho saudades de quando lá morei, ao ver o clipe, chorei, e me emocionei. Já voltei pra passear, mas a vontade mesmo e de voltar corendo e ficar.” Ivanilde Salvatti “Foz sempre esteve nos meus sonhos, primeiro nasci aqui, depois embalou minha infância, adolescência e eternamente adulta e agora dos filhos e netos! Tenho orgulho de ser de Foz, por isso peço a todos que cuide bem dela!Bjs!” Victor Enrique Biasone Fernandez

Isso é Foz do Iguaçu em números (Facebook)

“Sem dúvidas o melhor vídeo da fronteira! Exatidão em beleza e esplendor, equipe 100 Fronteiras de parabéns, mais um vez! 100 anos de Foz, 100 edições, nota 100!”

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“Revista 100 Fronteiras publica vídeo emocionante sobre Foz do Iguaçu.”

Cliques em publicações

3.634

Reprodução do vídeo

1.968

Outros cliques

1.659

Alcance

83.744

“Isso é Foz do Iguaçu” em número (Youtube) Visualizações

3.044

Os povos, a cultura e a singularidade da cidade é que despertaram no músico e compositor, Sergio Copetti, a vontade de transformar em música o que vivemos, sentimos e achamos de Foz do Iguaçu. A paixão pela natureza e composições que buscam pela sua preservação, resultou, em 2013, na conquista do concurso da “Paraná FM”, como melhor projeto musical de MPB do Paraná, com o projeto Fenda, onde canta as belezas naturais de Foz do Iguaçu e do Brasil. Para Copetti, “a música “Isso é Foz do Iguaçu”, sem falar explicitamente sobre isso, nos dá a identificação de que precisamos ou faz nos lembrarmos de nossas etnias, dos italianos, alemães, árabes que já foram e, os que ainda estão por aqui. Das tantas raças enraizadas, da cidade que recebe bem os estrangeiros e todos os brasileiros. “Isso é Foz do Iguaçu” nos faz sentir orgulho do lugar que escolhemos, adotamos e fomos adotados”. Sobre o sucesso nas redes sociais, acrescenta, “de minha parte fico muito feliz, pois, eu sempre tive este sentimento e precisava transformar isto em música. Agradeço a Deus por este dom da música, de compor e poder cantar o lugar onde moro e, fico muito feliz pela aceitação das pessoas através deste maravilhoso clipe da revista 100 Fronteiras e, mesmo antes disto, nos shows onde a música era uma das mais cantadas no espetáculo”.

Fabiana Copetti “Parabéns, mais uma vez, à revista por abraçar a cidade e prestar essa linda homenagem. Parabéns, também, a Sergio Copetti, compositor da música ‘Isso é Foz do Iguaçu’, que é a trilha sonora do clipe e dá nome ao mesmo. Sucesso a todos!” Anderson Aguayo “Isso que eu refiro! Lindo demais, eu sou dessa terra. ;)” Gerson Braschi “Excelente vídeo! Que presentão para Foz! Parabéns pelo êxito alcançado!” Taylor Bruno “Gostei demais. Ótimo esse vídeo.” Lauane Ferreira de Melo “Parabéns 100 Fronteiras, Denys Grellmann, Zepa Costa, Zepa Cine, ficou lindo!” Fanpage Cataratas do Iguaçu “HOMENAGEM À FOZ DO IGUAÇU A Revista 100 Fronteiras produziu o vídeo: “Isso é Foz do Iguaçu”. Recomendamos assistir!” Jaime Nascimento “Parabéns Lilian Grellmann ! Show ! Foz é um Sucesso!”

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B-day

Pousada Cataratas

Gente famosa na terra das Cataratas Por: Silvio Meireles Imagens: Cláudia Fortunato Makeup: LiviaMenhen A Pousada Cataratas completou seis anos de operações em Foz do Iguaçu e, comemorou com convidadas de honra: Aracy Cardoso, Priscila Camargo, Vera Guertel, Thaís Portinho e a bailarina cubana, Noemi Crosas As artistas prestigiaram o que há de melhor na região, a convite da Pousada Cataratas. Em entrevista para a Revista 100 Fronteiras, Aracy, Noemi e Priscila, com muita simpatia e simplicidade, compartilharam um pouco da carreira e estadia em Foz do Iguaçu.

A primeira entrevistada foi Aracy Cardoso, de 76 anos. 100 Fronteiras: Como Foz passou a fazer parte de sua agenda? Aracy: Minha primeira visita foi em 1993, quando vim fazer um espetáculo intitulado: “A teus pés”, de Ana Cristina Cesar e, conhecer a região, a convite de um ex-aluno que veio morar em Foz e se tornou um empresário bem sucedido na cidade. Encantei-me com o lugar e, prova disso, é que esta é a minha sétima visita, já vim com familiares e amigos, desta vez a convite da Pousada Cataratas. Fico feliz de ver que as Cataratas estão lindas e melhor. Fiz outra peça em Foz, a “Dona Ninguém”, que foi um espetáculo e ministrei oficinas e aulas de teatro para artistas iguaçuenses.

Aracy: A Pousada Cataratas é uma gracinha, é bem feita e cuidada, oferece conforto e qualidade, tem um bom café da manhã e o lugar é acessível e tranquilo. Tenho certeza de que quando voltar, ficarei aqui. 100 Fronteiras: O que diria uma veterana de sucesso para os novos atores que estão se formando? Aracy: É preciso estudar muito, você só saberá se tem talento ao longo da vida, é preciso descobrir o talento. Tudo é formado por um conjunto: estudar, conhecer muita gente, frequentar espetáculos, ser crítico, saber quem são os bons diretores e atores, ler muito, é assim que se forma um bom profissional. O teatro foi uma das primeiras expressões de arte no mundo e, não se limita aos palcos, também funciona bem nas ruas, escolas, praças e, mesmo com tanta modernidade, essa é uma arte que nunca vai morrer.

100 Fronteiras: Sabemos que, ao longo de sua carreira, foram mais de 37 trabalhos nas principais emissoras de TV do país, como foi chegar até aqui? Aracy: Comecei com “A Indomável”, de 1965, na TV Excelsior, onde interpretei Catarina. Meu último trabalho foi em Dona Xepa (TV Record 2013).Fiz muitas novelas e peças de teatro de sucesso. Trabalhei com Walter Mancini, Ivanir Ribeiro e outros renomados escritores e produtores, para diferentes emissoras, com vários tipos de personagens. Recentemente, terminei duas novelas e, ano passado, fiz um espetáculo infanto-juvenil em Portugal, de minha querida amiga Priscila Camargo, que veio à Foz comigo. Ela é uma contadora de histórias, uma pessoa muito sofisticada.

Nos bastidores durante o intervalo das fotos na Pousada Cataratas, nossas estrelas deixaram uma imagem alegre e descontraída, estavam mesmo relaxadas!

Aracy: Depende muito de convites, como não sou jovem, a linha de trabalho é mais seletiva. Sei que, hoje, temos uma grande variedade de bons atores e vagas são substituídas. Hoje ainda faço teatro, novela, cinema e dou aulas e estou à espera de convites. 100 Fronteiras: Entre atuar e dirigir o que gosta mais? Aracy: Atuar é importante, mas dirigir me fascina. Escolher as pessoas para uma peça, o lugar, tudo isso é muito bom e complexo. 100 Fronteiras: O que esta achando da estadia?

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100 Fronteiras: Fale de sua amizade com Aracy. Noemi: A Aracy é uma atriz extraordinária e influente, que bom que somos grandes amigas, ela é minha melhor amiga no Brasil. Sempre comemos juntas e nos reunimos para bater papo, foi em um desses nossos encontros que fiquei sabendo que ela viria para Foz, foi só alegria.

Noemi: Gostei muito da cidade e dos habitantes, é uma energia muito especial que a cidade tem, não sinto que estou em outro planeta, mas é cósmica. As Cataratas me impressionaram, não é apenas a paisagem, mas uma energia da natureza, lá, eu pensava em tudo, plantas, animais e, refletia como as pessoas que visitavam, fotografavam, relacionavam-se com o lugar. Na noite que antecipava a visita não consegui dormir, foi estranho, tive lembranças da infância e peguei um caderninho para anotar, pois, não queria perder o momento. Esperei o dia amanhecer como uma criança, ansiosa para ver as Cataratas e, fui com esse grupo maravilhoso, cada um com um universo.

Aracy: Tudo depende de uma oportunidade, sempre quando trabalho em diversos lugares encontro gente de todo Brasil e do exterior, desta vez, foi muito gratificante poder receber o convite de vir à Foz, novamente, e descansar, esse lugar precisa ser visitado mais de uma vez.

100 Fronteiras: Percebo que anda bem ocupada, quais são os próximos projetos?

Noemi: Comecei a estudar ballet clássico aos nove anos, e aos 20 entrei na Companhia Nacional de Ballet, em Cuba. Fiz dança contemporânea tradicional e sempre digo que: quem dança nunca desce do palco. Recebi o primeiro prêmio nacional do festival de dança contemporânea em Cuba. Devido a problemas de saúde, não pude investir mais na carreira de dança, aí fui ser modelo. Trabalho com relações públicas, sou diretora, atriz, mas tudo na área, não posso sair da arte, é como primeiro amor, eu amo a dança e ainda danço.

100 Fronteiras: Como descreve a visita?

100 Fronteiras: Como foi receber esse convite para vir à Foz, pela Pousada Cataratas?

As Cataratas do Iguaçu são um sonho, é emocionante ver as pessoas vendo aquilo; tanto a Itaipu Binacional quanto as quedas, me emocionam e orgulham muito. Saber que uma Usina, praticamente construiu uma cidade para si, é grandioso. Esta cidade tem grande potencial para o turismo nacional e internacional e, com certeza, é um orgulho para nossa nação.

100 Fronteiras: Conte-nos um pouco sobre sua carreira.

Aracy e Priscila, agradecem ao guia turístico Renato Ribeiro pelo excelente trabalho durante toda a permanência em Foz.

gem?

100 Fronteiras: O que esta achando da hospeda-

A talentosa e renomada, ex -bailarina clássica cubana, Noemi Crosas, de 73 anos de idade, também falou a 100 Fronteiras.

Noemi: Gostei muito da higiene, pontualidade e da atenção de todos. Este lugar foi feito com vários detalhes, exatamente para agradar, do primeiro quadro na parede até a localização das portas dos quartos, que não são frente a frente para preservar a privacidade do hóspede. Sinto-me em casa, mesmo longe da minha residência. É um conforto sem precedentes.

100 Fronteiras: É sua primeira vez em Foz do Iguaçu?

100 Fronteiras: Deixe um recado para os futuros dançarinos.

Noemi: Sim, na verdade é a realização de um sonho. Ouvi falar de Foz em 1977, na Alemanha. Eu estava estudando quando vi um documentário sobre a cidade e, logo fiquei apaixonada, não tinha ideia que conseguiria realizar um dia. Tenho muita sorte de ser amiga de Aracy e, estava com ela, quando recebeu o convite para visitar Foz do Iguaçu e, para minha surpresa, também fui convidada.

Noemi: A dança é uma entrega, um sacrifício muito grande. Não sei se é você quem seleciona ou a natureza. Quem tem possibilidades e talento para dançar, precisa ter muita disciplina, viver diariamente ligado à arte, assim como todos os dias precisa comer e beber para viver. A dança está num conjunto, o corpo dói, quando comecei não sabia se iria continuar,pois doía muito, mas continuei.

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B-day

Pousada Cataratas Priscila Camargo é uma atriz com um currículo recheado de papéis importantes na dramaturgia brasileira. Multitalentosa, a atriz é uma Contadora de Histórias. Paulistana, profissionalizou-se no Rio de Janeiro. Na carreira, coleciona prêmios e trabalhos de sucesso. Ela tem até um site para mostrar a grandeza de seu trabalho e manter os fãs atualizados:www.priscilacamargo.com. A passagem de Priscila por Foz do Iguaçu, a convite da Pousada Cataratas, não poderia ficar de fora das páginas da Revista 100 Fronteiras. 100 Fronteiras: Fale em pouco sobre sua carreira. Priscila: Sou atriz, escritora e adoro contar histórias, fiz muitas coisas na TV. Em 1977, fui indicada ao Prêmio Mambembe de Melhor Atriz. Passei muitos anos fora para me dedicar aos espetáculos, alguns deles são: “Histórias de medo”, e “Histórias da mãe África”. Hoje, ensino em oficinas no Brasil e exterior e tenho sete espetáculos educativos, que ensinam valores. São quatro para crianças e,três para adultos, passo a maior parte do meu tempo nesse trabalho. Agora voltei para a televisão e estou aguardando novos contratos. Recentemente, trabalhei na novela Sangue Bom, de Maria Adelaide Amaral. Hoje, estou com dois espetáculos novos, voltados às crianças. Tive o prazer de ser dirigida por minha grande amiga, Aracy, em um de meus espetáculos com músicos, em Portugal, foi um momento encantador. Procuro manter sempre a tradição oral de contar histórias. Foz?

100 Fronteiras: É a primeira vez em

Priscila: Não, em 1993 vim à cidade com Carlos Alberto, trabalhar numa peça, já vim quatro vezes. Desta vez, foi uma experiência maravilhosa, pois, sempre vinha a trabalho e sem tempo, conhecia só um pedacinho das Cataratas na parte do elevador, desta vez, à convite da Pousada Cataratas, pude caminhar devagar, respirando aquele ar fantástico, confesso que estou em estágio de êxtase e me sinto muito abençoada por estar aqui. 100 Fronteiras: Como está a estadia? Priscila:Recebi o convite através do ex -aluno da minha querida amiga Aracy, que também é meu amigo e estou encantada com o lugar, pois é simples e chique, com conforto na medida,

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As celebridades com as pessoas que tornaram essas imagens em um show a parte: Noemi, Livia Menhen no make up, Priscila, Cláudia fotografa e Aracy.

o que uma pessoa precisa para um bom descanso, aqui tem. Achei Foz do Iguaçu uma cidade limpa e bonita, foi uma alegria passear pela cidade, fiquei impressionada e, claro, vou voltar. A Pousada Cataratas foi palco não só das entrevistadas da Revista 100 Fronteiras, mas também de outras convidadas ilustres da Pousada como: Vera Guertel que é atriz, jornalista e tradutora. Recentemente lançou o livro “Um gosto amargo de bala”, pela Editora Civilização Brasileira, já está disponível. Thaís Portinho, grande nome da TV, Cinema e Teatro no Brasil, começou a carreira no cinema atuando em Asfalto Selvagem, 1964. Com um currículo recheado, participou de várias novelas e séries como:Toma Lá, Dá Cá (TV Globo) 2009,e Guerra dos Sexos (TV Globo) 2012. Ela também prestigiou as acomodações da Pousada Cataratas e completou o quinteto de talentos nos passeios pela Tríplice Fronteira.

A Pousada Cataratas destaca-se pela qualidade e comodidade, com uma localização impecável: a 100 metros da Avenida das Cataratas, que é o principal corredor turístico da cidade, lugar de grandes atrações turísticas e com paradas de ônibus que levam a todos eles. Apartamentos confortáveis, equipados com ar condicionado, frigobar, TV, cofre, banheiro privativo com duchas e secador de cabelo, além de uma linda piscina externa. A recepção funciona 24 horas, possui serviços wi-fi grátis e estacionamento. Site: www.pousadacataratas.com.br Telefone:(45) 3523-7841


Música

Johnny e Cristiano

Produção Para lançarem o CD com 12 músicas inéditas, os meninos deixaram as apresentações de lado e focaram toda a atenção no projeto. O estudo e a análise de outras composições serviram de base para a produção de um trabalho excepcional.

Johnny e Cristiano: do sonho à realidade Os músicos preparam-se para lançar o segundo CD da dupla, resultado de uma história de amor pela música Por: Mariana Kojunski / Fotos: Cláudia Fortunato A história dessa dupla ganhou as páginas da Revista 100 Fronteiras em abril de 2013, quando eles retomaram o caminho da música, deixado por um tempo pela falta de apoio. Mas como dizem, são as dificuldades que proporcionam as melhores lições, por isso, depois de 10 meses de produção, eles se preparam para lançar o segundo CD. A produção deste “pequeno tesouro” aconteceu em Goiânia, mesmo local onde será realizada a gravação do vídeo clipe. Para poderem trilhar esse caminho eles contaram com o apoio e a confiança dos empresários: Leandro Vergasta, Aline Severo e DBM Record’s(Cristiano Gomes).

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Apenas para selecionar o repertório, foi necessário um período de quatro meses, onde mais de 100 músicas foram ouvidas. “Cada um selecionava a que mais agradava, apresentamos para os produtores e empresários e analisamos as melhores opções para compor o CD”, explica a dupla, que confessa que o processo de seleção foi difícil, afinal de contas, chegar a “apenas” 12 títulos, não é fácil. Pensando em agradar a todos os públicos o CD mistura músicas românticas, dançantes e animadas, que vão desde o sertanejo universitário ao arrocha. Eles ressaltam, “as letras de nossas músicas trazem um conteúdo bacana, com uma história interessante”. Com 11 anos de carreira e tantas peripécias para contar, o que eles fazem questão de destacar é que a paixão pela música os faz improvisar, sem medo de errar. “Nunca precisamos de um livro para guardar a letra. Já aconteceu de mudarmos o repertório de um show no meio da apresentação, sentimos o que o público gosta”.

Visibilidade nacional A competência da dupla resultou na gravação do quadro “Explicadinho”, da Praça é Nossa, com o diretor do programa, Marcelo de Nóbrega. No humorístico do SBT eles apresentaram a música de trabalho “Lingerie vermelha” e, não foi preciso gravar uma segunda vez para mostrarem o talento. “Nós gravamos de primeira, não precisamos de ensaio”, mas confessam, “estávamos ansiosos para a apresentação”. O sucesso deles, a nível nacional, garantiu o lançamento do CD no programa. “Vamos apresentar nosso trabalho lá, mas na cidade também iremos fazer um coquetel para mostrar ao nosso público o novo trabalho”. O destaque da dupla resultou, ainda, no convite para participar do Programa do Ratinho. Com esses passos, eles começam a conquistar um novo público, que juntamente com os moradores da região passaram a admirar seu trabalho, norteados pela competência desses jovens talentosos, que encontraram na música, não apenas um meio de trabalho, mas de inspiração para o dia a dia. Com esse primeiro sonho tornando-se realidade eles já pensam no próximo, “com o lançamento do CD e do vídeo clipe, nossa vontade agora é poder gravar o nosso DVD”. Sempre com o olhar no futuro e compreendendo o mercado, os cantores buscam constantemente o aperfeiçoamento e desenvolvem seus projetos baseados no desejo do público.

Contato para shows DBM Record’s: (11) 3073-0964 / (11) 978758830 www.dbmrecords.com.br

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Anadir Dos Santos, Lilian Zakidalsky e Patricia Samaniego

Sebastian Drago com Liliam Zakidalsky e equipe

Marta Ayue e Liliam Zakidalsky

Roberto José Dominguez e Mauricio Gabriel Viana

José Ocaranza, Mauri Viana e Jorge Antonio

Liliam Zaquidalsky, Mauri Viana e Sebastian Drago

Liliam Zakidalsky, Yamila Berro e Rene Benitez

Adrian Viana, Liliam Zakidalsky e Santy David Viana

Oda Vinoteca Fotos: Hidalgo Gomes A Oda Vinoteca, em Puerto Iguazu, inaugurou no dia 16 de janeiro, com muito requinte e sofisticação, a sua filial ao lado do restaurante El Quincho del Tio Querido. O momento foi marcado pela presença de autoridades, convidados, clientes e imprensa. A nova loja apresenta os produtos mais cobiçados do mercado e, por isso, garante a satisfação de sua vasta clientela, que agora conta com mais um endereço para degustar os melhores rótulos oferecidos pela Oda Vinoteca.

Liliam Zakidalsky e Mauri Viana

Carlos Grellmann, Liliam Zakidalsky, Lilian Grellmann

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Equipe da Vinoteca Oda ladeando Liliam Zakidalsky

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Perfil

Mulher em Evidência

Thiziana Maran de Almeida Vieira Uma mulher amorosa, caseira e muito ligada à família, assim pode ser definido o perfil de Thiziana Maran de Almeida Vieira, para os amigos, “Thizi”. Casada com o Rodrigo de Castillhos Vieira, possui dois pequenos tesouros em casa, Rodrigo(7) e Lara(5). Fonoaudióloga há 14 anos, também é empresária e para ela o momento de descanso perfeito é “curtir minha casa com minha família, meus filhos e marido”. Para cuidar da saúde, “pratico boxe, procuro dormir, no mínimo, 8 horas por dia e tomo algumas vitaminas”. Thiziana considera-se uma pessoa impaciente, em contrapartida, vê como sua principal virtude, a persistência. Essa mulher que não desiste de seus desejos, vê a família como: “meu porto seguro, minha tranquilidade! Sou muito apegada aos meus pais e irmãos”. Com o sonho de ver os filhos crescerem com saúde a, acima de tudo, mãe dedicada, tem um simples desejo para 2014: “paz, amor e prosperidade para todos”.

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Perfil

Por: Mariana Kojunski Local: Bourbon Cataratas Convention&Spa Resort Cabelo e maquiagem: La Miss Look: Sottile Fot贸grafa: Cl谩udia Fortunato

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Profissão: Empresária. Após 10 anos atuando no mercado financeiro, resolvi empreender em Foz do Iguaçu e inaugurei a Golf Republic, marca já consolidada no estado do Rio de Janeiro. É romântica? Sim, sempre! E vaidosa? Demais, às vezes, exagero. Compro coisas que nem uso.

Uma qualidade? Reconhecer quando erro, na maioria das vezes.

Uma qualidade? Sou muito justa.

Um defeito? Só um? Que bom. Um deles é não gostar de consertar objetos da casa, por exemplo: chuveiro, a parte elétrica, portas e coisas do gênero.

Um defeito? Confiar demais nas pessoas.

O que não dispensa no vestuário? Calça jeans.

O que não dispensa no vestuário? Acessórios! Não saio de casa sem brincos.

Uma fantasia que gostava de usar? Nunca gostei de fantasias.

Uma fantasia que gostava de usar? Mulher Maravilha.

Um perfume? Minotauro.

Um perfume? “212” da Carolina Herrera. Já tentei usar outras marcas e fragrâncias, mas sempre volto pra o “212”, virou minha marca registrada. O que gostaria de ser e não é? Estou satisfeita como sou.

35 anos Empresária

Onde foi seu primeiro emprego? Touring Club do Brasil, Porto Alegre. E o primeiro salário? Também lá. Hobby? Assistir a documentários. Como ocupa os finais de semana? Entre eventos musicais, família e a igreja.

E o primeiro salário? Saí com os meus pais para jantar.

Uma viagem? Viena(Áustria), a Cidade de Mozart, dos cafés, do Rio Danúbio, do teatro Konzerthaus, onde tive a honra de tocar.

Hobby? Livros e cinema. Sou cinéfila assumida.

Um hotel? Lage de Pedra, em Gramado-RS.

Como ocupa os finais de semana? Com a casa cheia de amigos. Procuro me cercar de pessoas bacanas e de bem com a vida.

Uma boa companhia? O chimarrão é companheiro, mas uma excelente é a minha esposa, Fabiana Copetti.

Um hotel? Iguassu Resort - nos hospedamos lá no final do ano e amei aquele hotel. Sensacional!

O que o acompanha no dia a dia? O Espírito Santo, somente Ele tem a fórmula da vida, me conduzindo na fé, me ensinando a ser um ser humano melhor nesta longa estrada da vida.

Uma boa companhia? São duas, do meu marido e da minha filhota, Laura.

Lema de vida? Amar a Deus acima de todas as coisas.

Um livro? O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.

O que a acompanha no dia a dia? A minha fé.

Sua opinião sobre a Revista 100 Fronteiras:

Primeiro carro? Um “Fiat Tipo”.

Uma revista dinâmica e atual, que vem se aprimorando em seu acabamento comparando-se às melhores revistas do Brasil. Que em 2014 cresça ainda mais arrebatando novos prêmios, colocando Foz do Iguaçu no cenário nacional, como uma das empresas de ponta do sul do Brasil.

Sua opinião sobre a Revista 100 Fronteiras: Referência na região, a 100 Fronteiras cumpre bem o seu papel de nos manter informados, de uma maneira descontraída. A qualidade do seu editorial e conteúdo foi um fator determinante para eu escolhê-la como parceira e vincular a ela o meu produto.

Sergio Copetti 51 anos Músico, compositor e produtor musical

Primeiro carro? Chevette.

Lema de vida? Resiliência.

Um livro? “Sonho Grande”, de Cristiane Correa.

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O que gostaria de ser e não é? Um escritor (livros).

Onde foi seu primeiro emprego? Em uma empresa de monitoramento de segurança, aos 17 anos, na minha cidade natal, Belo Horizonte.

Uma viagem? A próxima, sempre!

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E vaidoso? Com pequena frequência. Com que idade deu o seu primeiro beijo e em quem? Nos padrões de hoje, não seria um beijo, mas um “selinho” numa menina de Porto Alegre.

Com que idade deu o seu primeiro beijo e em quem? Faz tempo...não me lembro.

Erika Lanna

É romântico? Nos momentos certos.

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Perfil

Meu Jeito de Ser

Cassiana Ivanoski Cassiana Marra Ivanoski, menina curiosa e atenta a tudo, como jornalista, usa estas características para aprimorar-se profissionalmente e, destaca: “escolhi a profissão por incentivo da família e colegas e estou feliz por saber que meu trabalho tem servido para fazer a diferença na vida de algumas pessoas”. Pela rotina de trabalho tem como peças chaves no guarda-roupa dois itens básicos: “calça jeans e sapatilha”. Quando está longe das notícias ela gosta de estar com o namorado ou com os amigos e, encontra na família a base fundamental de seu caráter. Nas reuniões de final de semana, comida japonesa é sempre uma boa pedida, mas nada supera “uma comidinha caseira da mamãe e da vovó”. A moça agitada faz planos na medida ideal, “penso no futuro próximo, como por exemplo, no final de semana que vem, gosto de ter em mente o que vou fazer. Já para um futuro distante, prefiro deixar que as coisas fluam naturalmente”. Com mania de perguntar para as pessoas “o que você está pensando?”, Cassiana trilha seu caminho em busca de um sonho simples, que traz desde a infância “quero me realizar profissionalmente e constituir uma família”.

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Perfil

Meu Jeito de Ser

Por: Mariana Kojunski Local: Pousada Sonho Meu Salão: La Miss Look: Puro Luxo Fotógrafas: Mara Lúcia e Micheli Benedik MakingOff - Vídeo: Michel Pereira

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One Hundred Party É com orgulho que dizemos que, em janeiro, apresentamos a nossa centésima edição, no mesmo ano em que Foz do Iguaçu inicia a comemoração de seu centenário. São nove anos de um trabalho ininterrupto, onde a dedicação e a persistência foram itens fundamentais para o sucesso conquistado. Como forma de comemorar e, também, apresentar à sociedade a edição número 100, a revista organizou a festa One Hundred Party, no Laos Bar, movimentando a noite iguaçuense e reunindo personalidades e imprensa da cidade. A noite foi marcada pelo lançamento da música, em homenagem ao município, intitulada “Isso é Foz do Iguaçu”, além do bolo de aniversário, com fotos que representaram toda a trajetória da revista, que rendeu elogios extras. A surpresa da noite foi a apresentação de Pole Dance, da profissional Taty Pasión. O evento, que foi um sucesso, teve como parceiros: Metropolitan Eventos, Paula Bijari; Meeting Eventos, Manoel Alves (Neco); Pixel Mania, Federico Galeano Quesnel; Floricultura 24 horas, Val Baranoski; Estruturas Cataratas, PaulaTomporoski; Vinoteca Oda; Cleonice Espindola; Roseli Hermes de Vargas; Laos Bar; Orlando Rodriguez; PoleDance, TatyPasión; Sergio Copetti; Bruce Brussolo; Cabine Take a Pic & Cabine Instagram; Blogueira Suzan Ismail; Foz em Destaque, Marco Freire; Marina Souza, apresentadora do Espaço +, Foz TV ; Colunista Magda Carvalho, Jornal Gazeta do Iguaçu; Claudia Fortunato; Thaisa Roieski Maltezo; Hidalgo Gomes; Latife Osman; Patricia Samaniego e Marco Freire, a todos, o nosso agradecimento especial.


AmuturFoz A Associação de Mulheres do Turismo de Foz do Iguaçu concentrou-se no dia 30 de janeiro e promoveu a primeira reunião do ano. Na pauta da noite, elas foram convidadas a participar do encontro das “Belas do Turismo”, realizado mensalmente na cidade de Natal-RN e promovido pela embaixadora de Festivais de Turismo, Cristina Lira, ela, uma expert quando o assunto é turismo. O encontro foi realizado no Concept Hostel Design, as associadas foram recepcionadas com um delicioso “barreado”, iguaria do nosso Estado, que rendeu elogios à Chef, Regina. No decorrer do ano, as Mulheres do Turismo promoverão ações visando ao desenvolvimento do turismo local e regional.

Aniversário O meu amigo Athoz Pinheiro comemorou idade nova e foi recepcionado por uma legião de amigos e familiares. Desejo a ele, muitas felicidades e, que a nossa amizade perdure para sempre. Parabéns!

B-day Quem também celebrou aniversário foi a minha querida amiga, Magda Carvalho, no dia 31 de janeiro e, recebeu os cumprimentos de inúmeros amigos e admiradores. No mesmo dia (31), a empresária Loiva Carré promoveu “comes e bebes” por conta do seu aniversário, ela solicitou às convidadas que doassem uma lata de leite Nestogeno 2, que posteriormente foi encaminhado ao Centro de Nutriação Infantil.

Felicidades Quem completou idade no dia 2 de fevereiro foi o meu amigo e hair stylist, Orlando Rodriguez, conhecido

por seu profissionalismo e simpatia. Orlando recebeu o carinho de uma extensa lista de amigos e em especial de familiares, aconteceu no dia 1º de fevereiro, no Channel Hair.

A Amutur-Foz promoveu o seu encontro mensal no Concept Design Hostel

Inauguração Foi um verdadeiro sucesso a abertura do novo empreendimento da família Baranoski, a “Casa e Jardim”. A empresa, única no segmento, e capitaneada pela empresária, Val Baranoski, foi prestigiada por um numeroso público. Além do corte de fita inaugural, o padre abençoou o novo espaço e, os convidados foram recepcionados com um belíssimo coquetel. São iniciativas como estas que colocam Foz do Iguaçu na vanguarda dos negócios.

Fadi Mohamad em companhia da esposa Racha, receberam no Rio de Janeiro o Prêmio Master de Qualidade Brasil

Desejo muito êxito!

Feliz cumple! La vecina Ciudad del Este, una de las ciudades más cosmopolitas del mundo, celebró 57 años el dia 3 de febrero pasado. Ciudad del Este es una metrópolis, de gran riqueza multicultural, llena de contrastes en su conjunto arquitectónico y urbanístico, que la conviertenen una región exótica y única en todo el país.

Gustavo e Claudia Baranoski, no start da empresa Baranoski casa e jardim

Siempre hay algo diferente por descubrir, esto es debido al gran abanico de culturas que la concentra, em lo que se refiere a la composición de su población. Los diseños y colores de las construcciones de altura forman un gran contraste, que le da una característica peculiar a la encantadora ciudad. La capital del Alto Paraná registro un acelerado crecimiento estructural y poblacional, el ultimo senso realizado constato mas de 350 mil habitantes.

Grazziela Braga, Heloisa Bianco, Valéria Hitner e Pamella Ferrari, no start da Helo by Recco

Rosilene e Mauro Watanabe

Lili Castella, Marinalva Pontili e Rosangela Cassol

Izabel Mezzomo, Cynthia Braga e Suzete Rodrigues

Athoz comemorou aniversário, na foto com a mãe Socorro Pinheiro

Graziela Baranoski, Vani Temp, Val Baranoski e Roni Temp, na abertura da Baranoski casa e jardim

Mira Angeli, Bernadete Teixeira e Renata Piolla


Artigo

Opinião

100 anos de

história

Foz do Iguaçu: Uma análise 100 censura Não existe escolha – o cidadão da Tríplice Fronteira é cosmopolita por imposição geográfica. O futuro de Foz do Iguaçu será grandioso em todos os aspectos, independente de atrasos, mesmo devido às inoperâncias políticas, sociais, de marketing ou econômicas, sua magnitude de crescimento é irreversível; sua história mostra que vem sendo empurrada para cima, mesmo quando alguns questionáveis caudilhos permaneceram de braços cruzados. Muitos “Pinóquios” têm nos alentado com mentiras sinceras, por exemplo, a construção da segunda ponte ocupa o primeiro lugar no índice de promessas.

HEITOR FERNANDEZ Jornalista, Publicitário, Administrador de empresas, Cartunista, Escultor e Editor dos jornais Primeira Linha e Folha de Notícias

Foz, ainda está longe de ser uma das dez cidades mais visitadas do planeta, ainda que com sua enorme relação de encantamentos, de obras arquitetônicas, naturais e culturais oferecidas como destino turístico, em 2013, ficou em centésimo nono lugar no Ranking de destinos turísticos mundiais (10 MostvisitedCities in the World – 2013). Mesmo com a maior hidrelétrica em geração de energia do mundo, a cidade continua mal iluminada. Foz do Iguaçu é rica, sem fronteiras que impeçam seu desenvolvimento sustentável. Uma cidade que implora urgentemente ser governada para o mundo, como patrimônio da humanidade. Lições de hospitalidade e de como fazer parte dessa indústria sem chaminé são prioridades. O morador só vai se conscientizar através de campanhas publicitárias; a criança carece dessa matéria no currículo escolar. Ser megalópole é seu destino evidente, sem precisar ser vidente. Não se trata de sonho megalomaníaco e sim, de percepção às evidências. Foz do Igua��u é uma cidade formada por emigrados. Cerca de 70 por cento da população não possui ensino de primeiro grau (IBGE), isso é preocupante. O desejo da maioria fica cabresteado a vendedores de ilusões durante campanhas eleitorais, travando e impedindo o seu desenvolvimento. O problema não se restringe apenas à falta de cultura, a falta de sabedoria também coadjuva na hora de tomada de decisões políticas, cada voto inconsciente tem o mesmo peso do consciente. É vergonhoso ver avenidas duplas desviando hotéis, propriedades de pessoas influentes, esses locais viraram gigantescos monumentos à corrupção, são monumentos de desrespeito ao cidadão, onde Associações deveriam exigir a colocação de placa de bronze com o nome do prefeito que permitiu tais aberrações urbanas. Precisamos urgentemente sair desse marasmo imposto pela “politicanagem” enrolada em plástico-bolha, precisamos urgentemente de um Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, assim como o IPPUC de Curitiba, de nada adianta criar e manter instituições bonitas e inoperantes. O comando e toda a corporação dessas instituições devem ser ocupados por técnicos especializados, não podemos mais colocar químico no lugar de engenheiro de edificações. É preciso abandonar o vício de ocupação de cargos públicos como cabide de emprego ou pagamento de favores, a cidade carece de planejamento e ação e, para tanto, instituição deve ter independência e recursos gerais, o planejamento da cidade não deve ser apenas para daqui a 25 anos, deve ser para agora, com resultados para a vida toda. Readequações sempre serão necessárias, chega de criarem fábricas de sonhos e de projetos engavetados. Assim como existem muitos bem intencionados, sempre existirá alguém querendo transformar as Cataratas do Iguaçu em hidrelétricas e, os dois grandes rios em redes de esgoto.

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#101 Fevereiro - Revista 100 Fronteiras