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Bahia visite a

e Sergipe também

A n o 0 1 - n º 0 2 - O u t u b r o 2 013

Salvador

Encantos e fascínios da Cidade Baixa

Xingó

Um oásis no sertão de Sergipe

Visite a Bahia e Sergipe também - outubro 2013

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Em casa ou no mundo virtual

a violência é real

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Bahia visite a

Editorial

e Sergipe também

Prezado leitor, Em meio à crise de valores e de serviços que o país atravessa, o setor Turístico surge como grande potencial, apresentando resultados positivos que vem crescendo cada vez mais – se tornando importante setor de desenvolvimento socioeconômico do Brasil. A expectativa de realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, que também é um dos maiores atrativos do setor, constituem maiores oportunidades para o Turismo nacional e melhora a imagem do Brasil no exterior – e para o turista brasileiro nascem novas possibilidades de uma vida mais aprazível, com mais emoção e maiores oportunidades para quem ama viajar e adora conhecer outras culturas; influenciando na melhoria da autoestima do brasileiro. Para a revista ‘Visite a Bahia e Sergipe Também’, que é categoricamente focada no turismo regional, é uma grande satisfação apresentar sua segunda edição, dando assim, nossa parcela de contribuição ao Turismo do Brasil – a emoção permanece a mesma, como se fosse o primeiro filho, principalmente no que concerne ao grande sucesso e enorme repercussão da edição passada. A responsabilidade ficou maior ainda, diante do compromisso em permanecer não só com o mesmo nível de qualidade, tornando-a extremamente rica, em conteúdos e imagens; superando de fato a edição anterior, como também, ganhar créditos para sustentar sua permanência no mercado.

Selecionamos aqui alguns destaques: Seção Bahia Charme e beleza nas indumentárias das Baianas: Conheça um pouco mais sobre a diferenciação das indumentárias das baianas. Cachoeira : A cidade monumento Nacional que respira histórias em todas as esquinas. Santa Cruz Cabrália: Onde foi realizada a primeira missa no Brasil.

Diretor Geral: Ramon Andrade Gerente Financeiro: Francisco Carlos Dir. Comercial e Administrativa: Perpétua Andrade Direção de Jornalismo: Jussara Assunção Gerente de Marketing: Gabriela Britto Dpto Jurídico: Dra Gabriela Santana Jornalista Responsável: Marta Santana (DRT/BA3899) Colaboradores: Edvaldo Ribeiro - Carlos Poff - Pedro Marcelo Siqueira - Zezéu Ribeiro José Eduardo Assis Correspondente internacional: Marta Santana Fotos: Jota Freitas - Alberto Coutinho – Tayse Argolo - Rita Barreto - Roberto Viana Tatiana Azeviche - Markus Wanders Acervos Emsetur - Washington Reis Antonio Andiracê – Edvaldo Ribeiro Marta Santana – Marte Oliveira Projeto Gráfico e Arte: Alexandre Rosa Diagramação: APMidia Revisão de texto: Gabriela Andrade Chefe de distribuição e circulação: Mateus Soares

Seção Sergipe Um paraíso chamado de ‘Ilha da Sogra’: Formada por um banco de areia e, fica na foz do Rio Real, entre Praia do Saco e Mangue Seco.. Xingó um oásis no sertão:  sua beleza exuberante lastreada pela história do lendário Lampião (o cangaceiro)

Para receber gratuitamente a revista ‘Visite a Bahia e Sergipe também’ em seu endereço, envie um e e-mail para cadastro@visiteabahiaesergipetambem. com.br. A revista ‘Visite a Bahia e Sergipe também’

 Veja mais:

é uma publicação trimestral e pertence ao Grupo VBtur. As opiniões e conceitos nos

A Importância do Meio Ambiente junto ao Turismo - Salvador seus mistérios encantos e fascínios parte 2 - Litoral sergipano, berço da biodiversidade marinha - O charme e a sofisticação do balneário de Búzios - Artigo de Zezéu Ribeiro sobre a Baía de Todos os Santos - No internacional, Londres foi assim que te vi - Navegar pela Baía é um privilégio parte 2 - e em Newstur, o resumo das principais notícias de turismo no trimestre. Boa Leitura

artigos assinados por seus autores, são de sua inteira responsabilidade.

Contatos: Geral: 71-3492-9315 Comercial Ba: 71-8841-2770 Comercial Se: 79-9952-0514 Endereço: Rua do Tira Chapéu, Edf Nsa Sra da Ajuda, salas 804-A e 804-B Centro Histórico - Salvador Bahia - Brasil

Ramon Andrade D i r e t o r g e ra l .

contatos@visiteabahia.com.br visiteabahiaesergipetambem.com.br Foto Capa: Adenilson Nunes


Sumário

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14 • Capa: Salvador, seus mistérios, encantos e fascínios parte 2

34 • Londres, foi assim que te vi

10 • Cachoeira, Monumento Nacional

24 • ‘ Xingó, um oásis no sertão

18 • Indumentárias das baianas

•Seção Bahia 0 5 • M e i o A m b i e n t e j u n t o a o Tu r i s m o 0 8 • D e s t i n o Tu r í s t i c o s : S a n t a C r u z C a b rá l i a o n d e o c o r re u a 1 ª m i s s a n o B ra s i l 1 0 • D e s t i n o Tu r í s t i c o s : C a c h o e i ra C i d a d e M o n u m e n t o N a c i o n a l 1 4 • C a p a : S a l v a d o r, s e u s m i s t é r i o s , e n c a n t o s e f a s c í n i o s p a r t e 2 18 • Cultura:O charme e a beleza nas indumentárias das baianas

•Seção Sergipe 22 • Destino turístico: Um paraíso chamado ‘Ilha da Sogra’ 24 • Destino turístico:‘Xingó’ um oásis no sertão de Sergipe 28 • Meio ambiente:Litoral sergipano, berço da biodiversidade marinha 31 • Estância recebe troféu de melhor São João do interior de Sergipe

•Variedades 32 • Charme e sofisticação no balneário de Búzios 3 4 • Tu r i s m o i n t e r n a c i o n a l : L o n d re s , f o i a s s i m q u e t e v i 3 7 • A r t i g o d e Ze z é u R i b e i r o : Tu r i s m o D e s t i n o , B a í a d e To d o s o s S a n t o s 38 • Newstur: Destaque das notícias de turismo no trimestre 40 • Velejando:“Navegar pela Bahia de todos os Santos é um privilégio” Parte 2


Foto: Jota Freitas

Meio Ambiente - Seção Bahia

A Importância do

Meio Ambiente junto ao Turismo. 1.DO MEIO AMBIENTE Segundo Ricardo Marinho, volume II (Nova Cadeia de Petróleo e Gás Natural). O meio ambiente é algo novo para a sociedade. Nos primórdios dos tempos, realmente não havia a menor preocupação com a preservação do meio ambiente, porque os índices de poluição eram irrisórios. Mesmo com a evolução da humanidade e a formação dos reinos e das grandes cidades a questão do meio ambiente não era colocada em pauta. Evidentemente

havia a consciência sobre a importância da natureza, mas não sobre a preservação. Muitos historiadores insistem em afirmar que o processo de globalização teve início nos séculos XV e XVI, com as Grandes Navegações e Descobertas marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Sendo que ainda não tinha uma abrangência mundial. Porém, a globalização realmente efeti-

vou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Ainda no início da globalização a questão do meio ambiente deixou de ser tratada como uma questão pequena. Neste “período o mundo já havia “plantado muito vento” e já estava colhendo muitas tempestades”. A humanidade passa a se acostumar com o efeito estufa, aquecimento global e as falhas da camada de ozônio.

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Meio Ambiente - Seção Bahia Foto: Tatiana Azeviche

juntos e portanto, em consonância com o desenvolvimento, com às pessoas, as espécies e na consciência de completo respeito ao espaço em que vivemos.

2.1. Do Ecoturismo É um ramo do turismo que utiliza os recursos naturais e culturais de um determinado lugar e contribui para conservá-los. Busca desenvolver o respeito pela natureza por meio do contato com o ambiente natural e promove o bem -estar das populações locais envolvidas. Considerando que também pode ser definido como um conjunto de população de animais, vegetais e microrganismos interagindo com os fatores ambientais como ar, luz, água, calor e solo. Considerando as especificidades dos seus ecossistemas de florestas em epígrafe e ao mesmo tempo, existem os ecossistemas de lagos, rios e mares. Culminando com o conjunto de todos esses ecossistemas que é chamado de biosfera. Sendo que no mesmo habitat, vivem várias espécies diferentes. Cada uma com o seu modo de ser, de viver, de agir, de dormir e de se reproduzir. A essas atividades chamadas de nicho ecológico. Que o sol é a fonte de luz, de calor e energia que dá vida ao planeta. Seu calor mantém a Terra na temperatura adequada aos seres vivos. E a camada de ozônio contribui, filtrando esses raios nocivos, chamados ultravioleta e altamente prejudiciais à saúde.

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2. DO TURISMO Turismo e o Meio Ambiente podem andar juntos? O Estado da Bahia é um dos maiores polos turísticos do país. Levando-se em consideração ao valor histórico da cidade do Salvador por ser a primeira capital do Brasil. Sendo a terceira capital mais populosa do país. Com a maior costa litorânea do Brasil. Considerando as melhores festas do país, com várias zonas turísticas. O sol, o ano todo. Cultura, folclore.O calor humano está presente na vida dos baianos, na mulher do acarajé, nos serviços de atendimento ao turista. A Bahia com as suas potencialidades turísticas e meio ambiente, a coloca na condição de destaque no cenário nacional e internacional. Assim, com bastante propriedade é possível afirmar convicção que tanto o Meio Ambiente quanto o Turismo podem andar

3. Da Crítica aos governantes A propósito, apesar do Estatuto da Cidade; do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano; da Constituição do Estado da Bahia; da Lei Orgânica Municipal; da Comunidade acadêmica; dos Direitos Humanos. Percebe-se que, o poder político não é muito alinhado com a questão ambiental e pouco domínio com o Ecoturismo. Com o advento da Copa do mundo de 2014, é visível a correria para a realização de obras do metrô, para a construção de Avenidas e viadutos. Para a revitalização da cidade. Enquanto nas grandes metrópoles do Planeta a Mobilidade Urbana e sustentável é prioridade. Entretanto, na Bahia e no Brasil, as obras se arrastão desde os primórdios dos tempos. Enquanto na China se constrói a maior ponte do mundo. Por conseguinte, a ponte sobre a baia de todos


os santos, ainda as autoridades brasileiras estão sentando-se à mesa para estudar o que fazer e como fazer.

Ex-positis 4. A Lagoa do Abaeté é um exemplo de depredação ao meio ambiente e desrespeito ao Turismo.Localizada no bairro de Itapuã. A famosa Lagoa do Abaeté, cantada em prosas e versos, é conhecida internacionalmente. A lagoa, é um dos mais bonitos cartão postal da Bahia, mas, essa potência turística, já apresenta as características da depredação e por outro lado, já passa desapercebidamente na preferência dos turistas brasileiros e estrangeiros. O fato é que a famosa e bonita lagoa do Abaeté, não é mais a mesma. Contudo, claramente maltratada, prejudicada, depredada, ora pela violência contra os turistas, ora pela especulação imobiliária local. Além de encolhida, a lagoa está desfigurada na cor original da água, que tinha o tom amarronzado. Peixes mortos apodrecem na beirada, denunciando a degradação. A criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Lagoas e Dunas do Ae-

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baeté, pelo Decreto 351, de 22/9/87, há mais de vinte anos, embasava-se na “necessidade de preservação das dunas e lagoas, favorecendo a vida de várias espécies raras de ser encontradas em outro ecossistema, além de assegurar um patrimônio natural da cidade, sendo um de seus belos cartões-postais” da cidade”. Até então, pouco se fez para garantir os objetivos da criação da APA, e o resultado é visivelmente claro. A única medida de fato é o moni-

toramento do nível da água e da chuva que vem sendo feito desde 2004, onde a SRH, órgão responsável pela gestão de recursos hídricos do estado, se mobilizou, respondendo se eram os poços artesianos cavados pelo Hotel Sofitel o motivo da lagoa estar diminuindo. sua agonia, chamou a atenção a partir de 2001, onde média das chuvas, em torno de 1.200 milímetros, atingiu o nível além de crítico, o mais baixo dos últimos treze anos.

Biografia do autor: Jose Eduardo Firme Assis é servidor público federal pela PRF-BA Bacharel em Administração com Habilitação em Planejamento Municipal. Especialista em Gestão Pública Municipal. Mestrando Desenvolvimento Regional e Urbano. Fundador Benemérito do Clube Literário de Brasília/ DF. Poeta/Compositor/Escritor. Ex-presidente da Comissão Regional de Direitos Humanos da 10ª Superintendência Regional de PRFBA. Acadêmico Imortal da Academia de Ciências letras e Artes de Vitória/ES. Diploma Correspondente da Academia Internacional de LETRAS “3” Fronteira Brasil, Argentina e Uruguai. Diversos artigos publicados em jornais e livros em antologias literárias.

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Destinos turísticos - Seção Bahia

Santa Cruz Cabrália “Santa Cruz Cabrália dispõe de praias praticamente desertas, rios navegáveis, ideais para a prática de esportes náuticos, passeios e vilas de aspecto bucólico. Este município se desenvolveu rapidamente e, atualmente, é considerado um grande centro turístico, com moderna infraestrutura.”

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cidade fica entre o Rio João de Tiba e um quebra-mar natural, situado na baía de Cabrália/ BA. Nesta área existiu, inicialmente, o povoado de Santa Cruz, fundado pelo donatário Pero do Campo Tourinho, destruído pelos índios Aimorés em 1564. O local corresponde à atual área da Reserva Indígena da Tribo Pataxó, com sede na Coroa Vermelha, e é um dos ícones mais significativos da Costa do Descobrimento. A Coroa Vermelha, local da celebração e marco do descobrimento do Brasil, fica perto da entrada da cidade. O município começou a ser povoado a partir da Cidade Alta – local que oferece uma visão panorâmica da região. Santa Cruz Cabrália é uma das inúmeras cidades históricas do estado da Bahia, onde foi realizada a primeira missa no Brasil, celebrada por frei Henrique de Coimbra, capelão da armada de Pedro Álvares Cabral, em 26 de abril e 1º de maio de 1500 - respectivamente, a primeira delas na extremidade sul da Baía Cabrália, mais precisamente no Ilhéu da Coroa Vermelha. Santa Cruz Cabrália é uma cidade construída em dois planos, conforme a tradição portuguesa e foi criada à margem do norte da foz do Rio Mutari pelo então navegador português Gonçalo Coelho, que comandava a segunda expedição ao Brasil, aportando na Baía Cabrália em 1503 para ali deixar os primeiros missionários e aventureiros - deixados ao lado da Santa Cruz de Posse, e trazendo com ele, como observador, o navegador Américo Vespúcio. A partir daí, o Brasil mudou seu nome de Terra de Vera Cruz para Terra de Santa Cruz.

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Foto: Tayse Arglo - Setur

A primeira celebração de missa no Brasil


Foto: Tayse Arglo - Setur

Na parte alta da cidade, encontramse a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVII, a Casa de Câmara e Cadeia, que abrigou a primeira Intendência do Brasil, prédio do século XVIII, e ainda as ruínas de um colégio jesuíta do século XVI. A 400 metros, fica o Morro do Mirante de Coroa Vermelha, onde proporciona uma bela vista panorâmica de toda a Baía Cabrália. Ao sopé do morro, em primeiro plano, a cidade de Santa Cruz de Cabrália; à direita, a Coroa Vermelha; à esquerda, o início da Unidade de Conservação Santo Antônio, a foz do rio João de Tiba – com suas ilhas recobertas pelo manguezal - o quebra-mar natural de recifes – separando a água doce da salgada – e, ao longe, a Coroa Alta – um imenso recife com banco de areia em alto mar, que é visitado diariamente por dezenas de escunas lotadas de turistas. Cabrália dispõe de bons hotéis, pousadas, restaurantes, agências bancárias, área de camping e agências de turismo, responsáveis pela organiza-

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ção dos famosos passeios de escuna. Coroa Vermelha é um dos vários distritos de Santa Cruz Cabrália e local da celebração da primeira missa em terras brasileiras, onde se encontram fixadas diversas famílias de índios pataxós que ali residem e vivem do comércio de artesanato indígena. Neste local, vale muito conhecer o Memorial da Primeira Missa quanto à réplica da cruz feita para esta primeira missa. Tem paisagens típicas do Sul da Bahia, como um mar de águas cristalinas protegido por recifes e vegetação de mata Atlântica. São diversas praias ao longo do seu litoral, como: Praia da Coroa Vermelha, Praia da Ponta de Santo Antônio, Praia das Bobocas ou dos Golfinhos, Praia de Apuã, Praia de Arakakaí, Praia de Guaiú, Praia de itacimirim ou das Tartarugas, Praia de Jacumã, Praia de Lençóis, Praia de Mutari, Praia de Santo André. Mais tranquila que a vizinha Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália – está a 23 quilômetros de Porto e tem muito a

oferecer aos turistas. Além de cenário da primeira missa rezada no Brasil, em 1500 - uma cruz simbólica demarca o local na praia de Coroa Vermelha - Um dos mais belos passeios da região é o de barco, percorrendo recantos intocados como as praias da Vila de Santo André e os bancos de corais de Coroa Alta. Os atrativos culturais reforçam ainda mais o reconhecimento que a região muito merece. Na parte alta está a Cidade Histórica, uma praça onde existem construções dos séculos 17 e 18. À beira-mar, os costumes e a criatividade dos índios pataxós ganham um espaço único como o Memorial Indígena. Na praia de Coroa Vermelha, há lojinhas de artesanato munidas de bijuterias coloridas, utilitários e peças de decoração além de um pequeno museu. Visitar Santa Cruz Cabrália, além de um delicioso passeio, é mergulhar no princípio histórico do nosso país.

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Foto: Rita Barreto-Setur

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Cachoeira A "Cidade Monumento Nacional" respira história em todas as esquinas.

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achoeira respira história em todas as esquinas. O autêntico estilo colonial da cidade está nas praças, ruas, becos, ladeiras, casas e monumentos, onde se destaca a arquitetura típica do Brasil Império. Os encantadores sobrados mostram toda a riqueza da época da nobreza e justificam o merecido título de "Cidade Monumento Nacional". O prédio, construído no século XVII, que hospedou o Imperador D. Pedro II, em 1858, a Princesa Isabel e o Conde d´Eu, em 1885, durante a inauguração da ponte D. Pedro II (que liga Cachoeira a São Félix), atualmente abriga a funda-

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ção Hansen Bahia. Trata-se de uma homenagem ao alemão Karl Heinz Hansen, que morou nessa cidade por muito tempo e logo passou a ser chamado de Hansen Bahia. A fundação fica na Rua 13 de maio e reúnem quase 13 mil peças do artista, entre xilogravuras, matrizes, dentre outras. Outra construção do século XVII que merece destaque especial é o Convento de São Francisco do Paraguaçu, um dos mais antigos da Bahia, que, atualmente, encontra-se parcialmente arruinado pela ação do tempo. O monumento é composto por cais, escadarias, terraço, cruzeiro, adro, além


nio Artístico e Nacional (Iphan), no início da década de 70, a cidade reúne o segundo maior conjunto arquitetônico do estilo barroco na Bahia. O conjunto que abriga a Igreja e o Convento do Carmo, por exemplo, possui mais de dois séculos. Dentro da Casa de Oração estão guardados verdadeiros tesouros, como trabalhos em talha dourada e imagens sacras e também artefatos construídos sob influência oriental. As fachadas dos inúmeros edifícios e sobrados e o antigo calçamento de suas ruas traduzem a ligação desta antiga cidade com os valores históricos. Alguns dos casarios lembram o Centro Histórico de Salvador e principalmente o Pelourinho. Sua população é de maioria afrodescendente, a cidade também é notabilizada pela cultura dos séculos 18 e 19 e pela sua religiosidade, onde os rituais católicos se misturam com os preceitos do candomblé.

Irmandade da Boa Morte Anualmente todo mês de agosto, a ci-

dade histórica de Cachoeira, revive a força e a ancestralidade da sua cultura afro ao misturar o forte sentimento da fé, com a comemoração da Festa da Irmandade da Boa Morte. As ruas, becos e vielas da cidade se transformam em uma verdadeira passarela com turistas que chegam de várias partes do mundo, com lotação de bares, restaurantes, igrejas e museus. Os Brasileiros se juntam a norte-americanos, a maioria afrodescendente, espanhóis, franceses e ingleses. Os turistas estrangeiros na sua maioria são pesquisadores, fotógrafos, jornalistas e visitantes que desejam conhecer mais sobre a história e prestigiar a tradição secular de uma das maiores manifestações culturais da Bahia, que passa de mãe para filha por abnegadas vinte e três mulheres negras. Com respeito e admiração, essas descendentes de escravas atraem a atenção de todos os visitantes, quando desfilam pelas ruas da cidade como verdadeiras rainhas, vestidas com as

Foto: Rita Barreto-Setur

da igreja e do convento propriamente dito. Um aqueduto foi construído sobre os arcos que ligavam a cozinha ao poço, permitindo o transporte da água por gravidade – uma característica renascentista criada por Leonardo Da Vinci. Localizado às margens do Lagamar do Iguape, o convento está em total harmonia com a paisagem local, uma das mais belas de se avistar durante os passeios de barco. A significativa presença de africanos e afrodescendentes em interação com europeus de várias nacionalidades em Cachoeira durante o período escravista é um dos fatores que deu origem à riqueza e diversidade cultural em Cachoeira, onde se encontra presente no sincretismo religioso, com presença marcante da cultura afro-brasileira e do catolicismo. Cachoeira é um poderoso baluarte cultural dentro da Bahia, demonstrado pelos seus inúmeros museus e manifestações populares. Tombada pelo Instituto do Patrimô-


Foto: Rita Barreto-Setur

Destinos turísticos - Seção Bahia

Foto: Rita Barreto-Setur

suas imponentes indumentárias, em passos contínuos, numa grande demonstração de fé e devoção. A Festa da Boa Morte, é um Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010, atrai todos os anos, milhares de estrangeiros e centenas de jornalistas, além de operadores e agentes de viagem. A manifestação cultural está inserida no projeto do turismo étnico da Secretaria de Turismo da Bahia... A Irmandade da Boa Morte é uma confraria católica de mulheres negras e mestiças que descendem e representam a ancestralidade dos povos africanos escravizados, e libertos, no Recôncavo da Bahia. A festa de Nossa Senhora da Boa Morte é um exemplo vivo, forte e marcante da cultura africana, miscigenada às tradições católicas. A festa acontece sempre durante a primeira quinzena de agosto e atrai pelo mistério e força,

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Foto: Rita Barreto-Setur

transmitidos de várias formas, tanto através da indumentária especial, utilizada pelas “irmãs”, e, pelos rituais secretos que são realizados com forte devoção. O culto é mantido com muito respeito e mistério. A programação católica compõe-se de missas, confissões, sentinela de Nossa Senhora da Boa Morte, realizada na Casa da Boa Morte e três procissões nas principais ruas do município. Tem missas pelas irmãs falecidas, cortejo com Nossa Senhora da Boa Morte. A sentinela é realizada na Igreja Matriz. Tem também missa de corpo presente, procissão de Nossa Senhora da Boa Morte e funciona em um conjunto de quatro sobrados do século XVIII, restaurados pelo Ipac – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, à Rua 13 de maio/Largo da Ajuda.

Foto: Rita Barreto-Setur

O culto é mantido com muito respeito e mistério. A programação católica compõe-se de missas, confissões, sentinela de Nossa Senhora da Boa Morte, realizada na Casa da Boa Morte e três procissões nas principais ruas do município. Tem missas pelas irmãs falecidas, cortejo com Nossa Senhora da Boa Morte.


Por: Jussara Assunção Fotos J. Freitas

Foto: Rita Barreto-Setur

Em Destaque - Seção Bahia

Salvador:

Seus mistérios, encantos e fascínios – parte 2

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cantor e compositor Dorival Caymmi  ficou famoso por cantar a  Bahia, em toda a sua beleza e dimensão de cores e valores culturais. Cultuava em suas músicas e poesias o mar, a praia, a jangada, os pescadores, Iemanjá, o vento... E foi por sua voz inconfundível, grave e profunda, que fixou a imagem que se tem hoje da Bahia, no Brasil e no mundo. A

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grande metrópole Salvador, por exemplo, foi cantada e homenageada pelos maiores artistas do Brasil – quem conhece a Bahia, não a esquece jamais. É por isso que levaremos o turista a fazer essa viagem, desbravando cada pedacinho de Salvador e demais pontos turísticos baianos. Salvador parte 2, traz o histórico da magnífica beleza da Ponta do Humaitá, passando pelo

Forte de Monte Serrat, Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat, Igreja de Nosso Senhor do Bonfim até Elevador Lacerda, na cidade Baixa. Desfrute dos melhores momentos dessa terra encantada e cheia de mistérios...

Ponta do Humaitá Além de sua magnífica beleza, a Ponta do Humaitá é um dos lugares mais


belos da capital baiana, além de um dos melhores e mais estratégico local, para visualizar a margeação litorânea da grande Salvador, que vai da Calçada passando pelo porto até a ponta do famoso cartão postal de Salvador, o Farol da Barra.

Sua localização se encontra na ponta de Monte Serrat, no limite norte da cidade de Salvador, atual rua da Boa Viagem. O forte sofreu reparos em  1883  e, à época da  Primeira Guerra Mundial, em  1915, bem como trabalhos de restauração pelo Ministério da Guerra em 1926, executados por solicitação do então governador do Estado da Bahia, Francisco Marques de Góis Calmon (1924-1928), que lhe preservaram as características originais. O conjunto histórico de Monte Serrat / Boa Viagem (igreja e forte) encontra-se tombado pelo  Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde o ano de1957. As suas instalações eram ocupadas, à época, pela 6ª Região Militar. Administrado pela 6ª Região Militar e com total restauração, desde o ano de 1993 abriga o Museu da Armaria, com exposição de diversas armas de fogo, inclusive canhões. A sua guarnição apresenta-se trajada com o uniforme histórico do 1º Regimento de Infantaria da Bahia, de acordo com o projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército.

Ponta de Humaitá e Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat Grande parte da “atual” arquitetura data do século XVII sendo assim, atribuído ao arquiteto italiano Baccio de Filicaya. Daí para frente vem

Foto: TatianaAzeviche-Setur

Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat 

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Em Destaque - Seção Bahia sofrendo sucessivas modificações e acréscimos. O Mosteiro é um deles e o “avarandado” que se vê em sua frente é outro, bem como, foram feitas grandes modificações no seu interior. O altarmor foi doado pela Igreja do Mosteiro de São Bento, perfeitamente adaptado às dimensões da singela igreja. O teto é completamente novo, exceto a Santa, que é a mesma trazida há anos das casas que, enfileiradas, fazem a composição com a Rua Monte Serrat em frente a atual balaustrada cromada. Essas casas são bem antigas, acredita-se que sejam do século XVII. Nelas residiram os “senhores”. Já na parte de baixo dessas casas, como se fosse numa cafua, viveram os escravos. Por isso é que hoje ainda podemos ver as janelas com grades de ferro.

Igreja de Nosso Senhor do Bomfim A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um templo católico, está localizada na Colina Sagrada, na península de Itapagipe, em Salvador. Assim como em vários pontos turísticos, é lá que são distribuídas as famosas fitinhas do Bonfim. Para a população baiana, a Igreja do Bonfim é o maior e mais importante centro da fé católica. As imagens de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia vieram de Portugal para a Bahia, através do Capitão da marinha portuguesa Theodozio Rodrigues de Faria, chegando

no dia 18 de abril de 1745, em pleno domingo de Páscoa e abrigando-se na Igreja da Penha, edificada na ponta da península itapagipana, até o ano de 1754, permanecendo ali até a finalização da construção da Igreja do Senhor do Bonfim. Nesse mesmo ano, a parte interna da Igreja do Senhor do Bonfim foi finalizada e as imagens transferidas para lá, através de uma imensa procissão e sendo celebrada sua primeira missa solene. Sua belíssima arquitetura foi construída pelos escravos em estilo neoclássico com fachada em rococó. Essa típica igreja colonial portuguesa possui duas torres sineiras laterais. A Igreja do Bonfim de Salvador chama a atenção por suas dimensões e pela posição de destaque na elevação onde foi construída. No interior da igreja, existe uma sala que abriga um museu de partes do corpo humano produzidos em cera e vela e, ao longo das paredes estão fixadas fotografias de pessoas que fizeram promessas para Senhor do Bonfim, que vão desde cura de enfermidades à conclusão de vestibular. Como ponto alto festivo da igreja, realiza-se anualmente na segunda quinta-feira após o Dia de Reis, no mês de janeiro, a Festa de Lavagem do Bonfim. Nas escadarias e no átrio da igreja, as baianas despejam água, ao som de palmas, toque de  atabaque  e  cânticos  de origem africana.

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Tudo começa com uma procissão que tem início na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia, até a colina sagrada. Uma grande massa humana, inclusive, tradicionalmente 200 baianas vestidas a caráter e o povo que se misturam entre baianos e turistas, na sua maioria vestidos de trajes na cor branca, acompanham o gigantesco cortejo pelas ruas e avenidas da cidade baixa, percorrendo em torno de 8 km á pé. Durante a lavagem das escadarias as portas da igreja ficam fechadas.

Elevador Lacerda Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 7 de dezembro de 2006 o Elevador Lacerda é o primeiro elevador urbano do mundo. Foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873, sendo o mais alto do mundo, com 63 metros de altura. Localizado entre a cidade alta e baixa, tem como função transportar as pessoas entre a Praça Thomé de Souza (cidade alta) e Praça Cairu, (cidade baixa). Hoje é considerado um dos principais pontos turísticos e mais belo cartão postal de Salvador. Do alto de suas torres, as pessoas se encantam com a vista panorâmica da Baía de Todos-os-Santos. O projeto do baiano com visão futurista Antônio de Lacerda ao idealizar o Elevador Hidráulico da Conceição – (esse foi o primeiro nome do Elevador Lacerda), não era tão somente fazer a

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Sem título-2 1

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Foto: Alberto Coutinho-Agecom

ligação da parte baixa e alta da cidade, e sim facilitar o transporte para o sul, sentido em que a cidade crescia, articulando-se com as linhas de bonde. As obras de sua construção foram iniciadas em 17 de outubro de 1869. A inauguração do equipamento se deu quatro anos depois e o elevador ficou conhecido popularmente como "Parafuso". Em 1896, o nome oficial foi alterado para "Elevador Lacerda" em homenagem ao idealizador e construtor Antônio de Lacerda. Inicialmente operava com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportando 32 passageiros cada uma, com um tempo de permanência de 30 segundos. Essa e outras mudanças foram introduzidas ao longo de sua história por cinco amplas reformas. O elevador mais famoso da Bahia chega a transportar 900 mil passageiros por mês, em média, 28 mil pessoas por dia ao custo de quinze centavos por passageiro, num percurso que tem duração de exatos trinta segundos, a partir de sua saída.

03/10/2013 11:27:50 Visite a Bahia e Sergipe também - outubro 2013

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Foto: Tatiana Azeviche

Cultura - Seção Bahia

CHARME E BELEZA

NAS INDUMENTÁRIAS DAS BAIANAS Por: Ramon Andrade

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N

rido especial quando se trata das baianas de eventos turísticos. A roupa da baiana da escola de samba muda de cor e modelo conforme o enredo da escola ano a ano, bem como, as do Maracatu no Nordeste. Vamos conhecer agora um pouco mais sobre a diferenciação das indumentárias das baianas. BAIANAS DE CANDOMBLÉ – Ialorixás: O vestuário de uma Iyalorixá é diferente das roupas usadas pelas equédis e iaôs. É caracterizada pelo uso da "Bata" que é usada por fora da saia com o camisu por baixo - nas casas tradicionais somente a Iyalorixá pode usar, se ela permitir, suas filhas egbomis podem usar também, mas nunca permitirá o uso da Bata por uma equédi, iaô ou abian. A Bata é símbolo de cargo ou posto dentro da Hierarquia do candomblé. O pano da costa dobrado sobre o ombro também tem sua representação - é um símbolo de cargo, pois, as iaôs usam amarrado no peito, as egbomis na cintura e Iyalorixás no ombro. Normalmente, saias e Batas de bordado richelieu, também só são usadas pelas Iyalorixás, assim como o

pano da costa de Alaká africano. Os turbantes também chamados de torço ou ojá, usados na cabeça normalmente são maiores e mais ornamentados, assim como determinados fio-de-contas não podem ser usados por pessoas que não tem cargo, o (fio de ouro), por exemplo, só pode ser usado por Iyalorixás com mais de 50 anos de Santo, símbolo de senioridade (era usado por mãe Menininha). Além do simbolismo do vestuário, existem muitos objetos que podem ser caracterizados e usados somente por Iyalorixás e Babalorixás. O anel de ouro com um búzio incrustado é um deles. O brinco de ouro com búzio antes também exclusivo das iyalorixás tornou-se de uso comum, sendo usado até por pessoas que não fazem parte da religião. Na nação Jeje o uso do Humgebê só é permitido a quem já fez a obrigação de sete anos, ou melhor, é quando a pessoa recebe o humgebê que passa a ser um vodunsi. Outra característica do vestuário é o uso do Ojá na cabeça, no Candomblé Jeje quem é de santo aboró usa o ojá com uma aba; e quem é de santa Iyabá ou Aiabá usa duas

Foto: Tatiana Azeviche

as primeiras décadas do século XX, a figura da baiana já se encontrava totalmente difundida no Brasil, como um corpo estável da sociedade desses primeiros anos. Já podíamos encontrar baianas de candomblé, repletas de simbolismos religiosos, baianas de tabuleiro, vendendo frutas e quitutes nas ruas do Rio e de Salvador; baianas de escola de samba, evocando as tias baianas, a partir de cujas casas o samba ganhou as ruas cariocas. Um cartão postal do carnaval do Rio, da década de 1930, tendo um grupo de baianas desfilando nas ruas. O vestuário chamado ‘baiana’ é uma indumentária tradicional e é a mesma usada nos terreiros de candomblé. Existem roupas para todas as ocasiões. A roupa de ração é a mais simples e, é usada diariamente em casa de Candomblé. São roupas simples feitas de morim ou cretone e podem ser coloridas ou brancas, dependendo da ocasião nas rodas de candomblé. Tem também as que são feitas com bordado Richelieu e podem custar por volta de quinze mil reais. A roupa de baiana pode tomar um colo-

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Foto: Rita Barreto

Cultura - Seção Bahia

abas, nas outras nações algumas pessoas adotam esse uso. BAIANAS DO ACARAJÉ: A baiana do acarajé (ou simplesmente baiana) é como são chamadas as mulheres que se dedicam à profissão de vendedora de acarajé e outras iguarias da culinária baiana. Na maioria das vezes são filhas ou mães de santo do candomblé que adotaram essa profissão autônoma, principalmente por não ter um vínculo com patrão ou empresa. Isso se dá em virtude das obrigações do candomblé, por muitas vezes requererem sua presença por períodos variáveis de dias, podendo chegar a um mês, pois, se tivesse um patrão seria quase inviável. Mulheres batalhadoras que com muita luta conseguiram a regularização da profissão junto aos poderes públicos. BAIANAS DE EVENTOS TURÍSTICOS: A indumentária típica das baianas constitui-se no marco característico da mulher afrodescendente da Bahia, que mantém viva suas raízes históricas; como tal ela é representada em diversos eventos turísticos típicos, folclóricos, muitas vezes contratadas por empresas, em toda a Bahia e até fora dela. São de cores alegres, usam Batas de renda ou richelieu, e o turbante ou torços são bem grandes e trabalhados. São independentes da hierarquia do candomblé e não precisa ser uma iyalorixá para usar Bata - todas usam. Um bom exemplo encontra-se na festa da Lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, ou nas Escolas de Samba, que obrigatoriamente têm uma Ala das baianas. BAIANAS DAS ESCOLAS DE SAMBA: A roupa clássica da ala das baianas de uma escola de samba compõe-se de torso, bata, pano da costa e saia rodada, entretanto, a inventividade dos car-

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Foto: Rita Barreto

navalescos não tem limites e frequentemente podemos ver baianas com as mais inusitadas fantasias, tais como noivas, estátuas da liberdade, seres espaciais, globo terrestre ou poços de petróleo. A confecção dessas roupas tornou-se uma indústria do carnaval que é uma das maiores fontes de emprego tanto para os componentes das escolas como para os profissionais

contratados pelas escolas que tem emprego garantido durante o ano todo. INDUMENTÁRIAS USADAS POR CARMEN MIRANDA: Fazia-se o mais lindo camafeu tropical. Tinha torso de seda a primeira baiana. Pano da costa, bata rendada e saia engomada também. Brinco, corrente, pulseira, rosário de ouro. “Tinha sandália enfeitada e fru-

tas, que a própria Carmen juntou ao torso da cabeça, evocando as ambulantes baianas, numa escolha que se revelaria premonitória.” Como podemos ver, a criação deste figurino é de Carmen, mas ela se mostrava aberta a opiniões alheias. E Carmen voltaria a usar figurino de baiana, pelo mesmo motivo, ou seja, para cantar “O que é que a baiana tem?“ , de Dorival Caymmi. As baianas de Carmen, devido à dimensão de sua abrangência com o público, e a um número cada vez maior de pessoas envolvidas em todo o processo de seu trabalho, acabaram por ganhar diversas nuances, e muitas possibilidades de leitura. Estas diversas nuances e possibilidades de leitura, talvez, sejam parte da explicação de tanto sucesso das baianas estilizadas de Carmen, que conquistaram e continuam a conquistar fãs em todo o mundo. A outra parte, é claro, deve-se ao grande talento e enorme carisma de Carmen Miranda, uma luso-carioca, que ficou conhecida do grande público por incorporar uma baiana, ainda que negra não fosse.

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destinos Turísticos - Seção Sergipe

Por: Por Pedro Marcelo Siqueira (Diretor social do CDL de Estância)

UM PARAÍSO CHAMADO “ILHA DA SOGRA” N

a divisa entre os estados de Sergipe e Bahia existe um paraíso deslumbrante chamado de Ilha da Sogra – um banco de areia que se formou na foz do Rio Real. De um lado fica a Praia do Saco, do outro, Mangue Seco - mundialmente conhecido desde as gravações da novela global Tieta do Agreste. Contam os mais antigos moradores da Praia do Saco que estes bancos de areia são nômades, que se formam na foz do rio e vem se movimentando para dentro do estuário, tomando formas de acordo com as correntes marinhas. Este imenso banco se formou em frente o Saco, o que chamou a atenção dos veranistas e turistas, surgindo a ideia de casais ardilosos, de frequentá-lo com muita frequência – motivados pelo belíssimo visual; suas areias brancas, pelo azul de suas águas e por ser um local reservado com um banho bastante aprazível. Quando este banco de areia foi ovacionado na década de 90, formava-se uma multidão de pessoas, especialmente lancheiros, que dividiam os espaços para instalarem suas barracas na ilha. Por não ser habitada os banhistas tinham que ir preparados com suas caixas térmicas supridas de água, bebidas e carnes - iam degustar de um delicioso dia de muita paz, regado a churrasco, caldinho de massunin, encontrado em abundância na região – aguçando o desejo dos que ficavam na orla da Praia do Saco. Os que atravessavam para desfrutar daquele local voltavam tecendo os melhores comentários e deslumbrados com o delicioso banho em suas águas cristalinas. Foi todo esse sucesso que acabou despertando a curiosidade de minha sogra, que também, quis conhecer a tão falada Ilha. Talvez a vontade de saber por que tantas pessoas se aglomeravam todos os finais de semana naquele banco de

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areia. Qual o motivo de tanta atração. Decidi levá-los (minha sogra e dois netos), para conhecer a beleza da Ilha – realizar seu sonho e matar a sua curiosidade. Preparei o barco e seguimos rumo à tão sonhada Ilha, ainda sem nome. Desembarcamos os quatro com nossas tralhas para pegar uns massunins, certos de que proporcionaríamos uma grande festa aos que estavam nos esperando. E assim nos espalhamos naquele belíssimo estuário, nos esbaldando na caça aos massunins. Como sempre fui muito inquieto, mesmo antes de o tédio aparecer, resolvi que iria ao Mangue Seco, que é bem próximo, para providenciar alguns refrigerantes para os meninos, que também resolveram me acompanhar. Deixamos minha sogra na Ilha a nossa espera. Chegando ao Mangue Seco encontramos uma festa de meladinha, em comemoração ao nascimento de Luan, primogênito de uma família de amigos, que logo nos serviram diversas bebidas, intercaladas pela tal “meladinha” (tipo de bebida servida na região em comemoração ao nascimento de uma criança). Distraímos-nos ali, em meio aos amigos e lá pras tantas, comecei a perceber que a maré estava muito alta; mas não lembrava que tinha deixado a minha sogra no banco de areia – que somente é visível quando a maré está baixa e submergi na maré alta, igualando o visual com o oceano. Foi então, que comecei a sentir que estava faltando alguma coisa – comecei a contar quantas pessoas haviam saído comigo no barco. Só conseguia contar três comigo, mas sabia que eram quatro – só não lembrava quem! Um dos netos de minha sogra, muito esperto, perguntou: _ Tio e vó, onde está? Foi então que lembrei que teria deixado a minha querida sogra lá no banco de areia, sozinha, sem nenhum socorro. Peguei os meninos, subimos no barco e tocamos a toda, na direção da Ilha. O banco de areia já estava submerso, sem


vestígios de pessoas, nem mesmo dela. Nas imediações onde estávamos não sabíamos mais onde era o banco de areia, nem sinal de que minha sogra estaria naquela localidade, ou para onde teria ido. Nervosos, retornamos à Praia do Saco, de onde havíamos saído, sem saber o que dizer para os familiares. Em frente à nossa casa de veraneio, percebemos uma aglomeração de pessoas, que nos deu a certeza que algo de errado havia acontecido. Bateu-me um desespero! Uma multidão se dirigiu ao nosso encontro, e perguntaram: _ Cadê a sua sogra? Entrei em pânico. Inesperadamente ela apareceu entre a multidão e disse: Safado, cachorro, sem vergonha... Se não fosse estes dois pescadores a me resgatarem, estaria morta! Nunca mais falei com estes pescadores. E foi assim que surgiu o nome “Ilha da Sogra” e assim, ficou conhecida em todo estado. O paraíso de Ilha da Sogra continua uma verdadeira tentação nos finais de semana e desperta a curiosidade de turistas que vêm de diversos estados do país, para desfrutar de suas belezas aprazíveis e suas águas cristalinas e calmas. Para ter acesso ao local, só através de barcos, lanchas ou escunas.

Fotos cedidas por: Thieta Turismo Fotógrafo: Markus Wanders Site: thietaturismo.wordpress.com E-mail: thietaturismo@gmail.com Telefone: 79-9985-0542

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Por: Jussara Assunção Fotos J. Freitas

Foto Acervo Emsetu

Destinos turísticos - Seção Sergipe

XINGÓ

“UM OÁSIS NO SERTÃO DE SERGIPE” 24

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nante, colorida por águas verdes e rochas esculpidas – são pedras que parecem polidas à mão e uma fenda azul recortada por rochas acinzentadas. No Cânion também é encontrado vestígios de pinturas rupestres e fragmentos de cerâmicas, deixados pelos primeiros habitantes do local – que viveram há mais de oito mil anos. Quem não conhece a história do Cânion, pode achar que foi obra exclusiva da natureza. Num desses passeios de escuna ou catamarã, podemos presenciar do alto de uma das abóbadas naturais, a imagem de barro envernizada de São Francisco – uma homenagem às águas do rio que leva o mesmo nome. O Cânion chega, em alguns trechos, a 120m de profundidade e apesar da intervenção humana, em

pouco tempo, a paisagem natural e o rio se entrosaram e não deixaram indícios de artificialidade. Tornou-se, então, passeio predileto dos visitantes de Sergipe e de outros pontos do Brasil, atraídos por sua beleza exuberante e pela história do lendário Lampião (o cangaceiro) – morto em 1938. Virgulino Ferreira, o Lampião, e todo seu bando trilharam o caminho que liga Canindé à Angico. De lancha ou catamarã, o turista terá acesso aos lugares de fatos históricos e próprios para banho – água verde, brilhando em contraste com os feixes de luz que as rochas deixam passar. Em Sergipe o vento é quente, mas a umidade é alta, com média anual de 78%, 18 pontos a mais que em Brasília. Lá o sol queima de julho a março - nos outros meses, as Foto:Acervo Emsetur

E

m Canindé do São Francisco, município de Sergipe, nas formações rochosas de arenito e granito, ao longo dos seus 60 Km², surgiu o Cânion do Xingó. O lago que é um dos pontos turísticos do estado de Sergipe mais procurado por turistas é uma extensão do Velho Chico e é um dos maiores do mundo. Há uns dez anos atrás, o rio às margens de Canindé, era totalmente seco. A região que era coberta por vegetação típica do agreste, sentiu a necessidade da construção de uma usina hidrelétrica de Xingó e foi alagada para criar o reservatório que acabou fazendo uma transformação na natureza – em meados de 1995. A construção da represa do Rio São Francisco criou uma paisagem impressio-

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Foto Acervo Emsetu

Destinos turísticos - Seção Sergipe

chuvas refrescam o agreste. Nesse mesmo percurso o lago nos leva à exploração das grutas altas do Cânion do Xingó que pode ser feito de Catamarã, lanchas e escunas... Ele dá acesso direto às águas frescas do lago artificial. À medida que o barco anda o visitante pode apreciar um espetáculo de encher os olhos: Uma vegetação exuberante e uma fauna bastante diversificada; vários tipos de pássaros e outras espécies. Seguindo o leito natural do rio, num trajeto de três horas,

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passamos por vários pontos importantes e belos de se ver: Mirante - O Mirante é uma das atrações locais, de onde é possível avistar os belos cânions do Rio São Francisco. O acesso é pela estrada que leva à Hidrelétrica de Xingó; Museu de Xingó - Reúnem esqueletos humanos, objetos, painéis com imagens de pinturas rupestres, que revelam os aspectos culturais dos seus ex-habitantes; fragmentos de cerâmicas e urnas funerárias encontradas na região. Conta com uma loja de artesanato (na Rodovia Canindé – (Pi-

ranhas) – Visitas livres e monitoradas: de quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h). Lago Justino – Leva o nome de um morador cujo sítio foi inundado com o enchimento da barragem; O Campo do Talhado - um dos trechos mais bonitos do Cânion, onde se pode mergulhar;

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) - que possui 14 usinas ao longo do rio; A Usina de Xingó - que representa mais de 25% de toda capacidade instalada da empresa. Na Usina há visitas


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Foto - Acervo Emsetur

guiadas por suas instalações, com direito a exposição de maquetes, vídeos e fotos. O passeio dura cerca de 40 minutos e o acesso é feito pela estrada que segue para o município de Piranhas; Sítio Arqueológico Mundo Novo Conta com sete trilhas fáceis e guiadas pela vegetação de caatinga, passando por várias formações de arenito e pinturas rupestres. O acesso é pela estrada que vai para Paulo Afonso e a visita tem que ser agendada com antecedência; Município de Piranhas – Cidade histórica fundada no séc. XIX fica do outro lado do rio, que é divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas; Museu do Sertão – Dedicado à memória do sertanejo nordestino, o museu expõe objetos, fotos, vestimentas típicas usadas por eles, inclusive as roupas do mais famoso cangaceiro que passou por ali (Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião) e também o seu bando; Museu de Véio – Fica no caminho para Canindé, município de Nossa Senhora da Gloria, uma raridade: a casa-museu de Véio, como é conhecida nacionalmente um dos famosos artesãos sergipanos. O local parece uma exposição de arte ao ar livre: esculturas de vários tamanhos espalhados por toda parte, cada uma delas contando um pouco da vida, dos mistérios e das lendas da região; Ilha do Ouro – Fica a 190 km da capital, no município de Porto da Folha, às margens do Rio São Francisco, a Ilha de Ouro é um paraíso para amantes do ecoturismo: belezas naturais, mistérios e traços históricos dos colonizadores holandeses e jesuítas que ocuparam a região no séc. XVII. O Cânion de Xingó conta, também, com algumas trilhas ecológicas, Parque Temático da Caatinga, a pratica de esportes radicais, como: escalada, rapel, tirolesa e trekking. As embarcações possuem guia, bar, banheiros e duchas para os turistas aliviarem o calor. Outra curiosidade muito importante que o turista deve saber é que, o mergulho no Cânion tem a duração de apenas 1 hora. Temperatura – Faz calor o ano todo, mas o vento que sopra de dezembro a janeiro torna a temperatura bastante agradável. Já entre os meses de maio e agosto, chove com muita frequência. A temperatura média anual é de 27°C; Como Chegar – Siga a BR-101, no sentido Aracaju-Maceió, e continue seguindo via SE-206 ou pela BR-235, para Itabaiana, seguindo pelas rodovias SE-106 e SE-206. Algumas Agências de turismo oferecem o passeio até esta maravilha natural. Vans ou micro-ônibus buscam os turistas nos hotéis de Aracaju.

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Fotos – Banco de dados do Projeto Tamar

Meio Ambiente - Seção Sergipe

Litoral sergipano, berço da biodiversidade marinha. Projeto Tamar

C

riado pelo governo brasileiro o Programa Nacional de Conservação das Tartarugas Marinhas no Brasil conhecido como Projeto TAMAR, executado pelo Centro Nacional de Conservação, manejo e Pesquisa das Tartarugas Marinhas – Centro TAMAR/ICMBio em parceria com a Fundação Pró-TAMAR (Fundação Pró-TAMAR, 2000). A partir

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de então, iniciou-se a pesquisa e proteção às tartarugas marinhas do Brasil identificando as espécies ocorrentes e localizando as últimas áreas remanescentes de reprodução. Na ocasião pouco se sabia sobre quais espécies de tartarugas marinhas habitavam o litoral brasileiro e quais locais de postura. Após um minucioso levantamento em toda a costa bra-

sileira a equipe do TAMAR observou os primeiros dados sobre os sítios de desovas, identificou as espécies e as principais ameaças que sofriam. Os trabalhos foram implementados inicialmente nas localidades de Pirambu (SE), Praia do Forte (BA) e Regência (ES). As áreas de atuação se expandiram gradativamente pelo litoral brasileiro e ilhas oceânicas. Atualmente,


22 bases estão distribuídas por nove estados em pontos estratégicos da costa. As atividades do TAMAR são mais intensas nas áreas com significativas concentrações de desovas denominadas de áreas de reprodução e, em locais de alimentação e repouso de tartarugas, em diferentes estágios de desenvolvimento (juvenil a adulto), denominadas de áreas de alimentação. As primeiras áreas de reprodução foram implantadas entre 1981 e 1982 e as áreas de alimentação foram implantadas a partir de 1991. O estado de Sergipe possui 21.994 km² de área e 163 km de linha de praia pouco recortada, interrompida pelos estuários dos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris, Piauí e Real que, por apresentarem um traçado sinuoso, dão origem a inúmeras ilhas antes de lançarem suas águas ao mar. Além da turbidez, o aporte de grande quantidade de matéria orgânica no ambiente marinho propicia um importante banco camaroneiro. As praias abertas, desprovidas de rochas e de costões rochosos, de águas de pouca visibilidade e com fortes batimentos de ondas, tornamse propícias à desova e à alimentação de tartarugas marinhas . No litoral sergipano estão localizadas três bases de pesquisa do TAMAR: Ponta dos Mangues e Pirambu no litoral norte, e Abaís no litoral sul. Estas três áreas são consideradas mistas, ou seja, as praias constituem importantes sítios de reprodução de tartarugas marinhas e as águas litorâneas e estuarinas abrigam tartarugas marinhas em diferentes estágios de desenvolvimento, com predominância de juvenis.

Base de Ponta dos Mangues Possui 36 km de extensão de praias, monitorados desde a Foz principal do Rio São Francisco, município de Brejo Grande, até a porção norte da Reserva Biológica de Santa Isabel, no município de Pacatuba, monitorando a costa nordeste do Estado.

Base de Pirambu Possui 53 km de extensão de praias localizadas nos municípios de Pacatuba, Pirambu e Barra dos Coqueiros. Os 26 km de praias da porção norte estão inseridos na Unidade de Conservação Reserva Biológica de Santa Isabel e os 27 km de praias da porção sul estão localizados no município de Barra dos Coqueiros.

Base do Abaís Implantada em 1989 está localizada na Área Estadual de Proteção Ambiental do Litoral Sul – APA do Litoral Sul (Decreto Nº 13.468 de 21 de janeiro de 1993), limitada ao sul pela margem esquerda do rio Real no limite fronteiriço com o estado da Bahia; ao norte pela margem direita do rio Vaza-Barris; a leste pelo Oceano Atlântico; e a oeste por uma linha distante 10 km do litoral. Os 36 km de extensão de praias, abertas e desprovidas de vegetação, de rochas e de costões rochosos, são propícios à desova de tartarugas marinhas. De setembro a março, período reprodutivo das tartarugas marinhas no continente, as praias do litoral sergipano são monitoradas diariamente para localização, marcação e proteção de desovas por pescadores da região que antes da existência do Projeto TAMAR eram grandes coletores de ovos de tartarugas marinhas para consumo e venda. Essas pessoas foram identificadas, capacitadas e hoje são conhecidos como tartarugueiros, importantes colaboradores nas atividades de conservação e proteção das tartarugas marinhas. A tartaruga oliva Lepidochelys olivacea detém a maioria dos registros reprodutivos no estado, com mais de 80%. Em menor proporção, também são registradas desovas de outras espécies, como tartaruga cabeçuda Caretta caretta, tartaruga de pente Eretmochelys imbricata e tartaruga verde Chelonia mydas . Lepidochelys olivacea é considerada a espécie com maior número de

indivíduos no mundo, e a menor das tartarugas marinhas em águas brasileiras, pesando entre 35 e 59,8 kg e média de 42 kg (Banco de dados TAMAR/Sitamar, 2009). Apresenta coloração amarela na região ventral e verde escuro na região dorsal, motivo o qual recebe a denominação popular de tartaruga oliva. A carapaça mede aproximadamente 70,1 cm de comprimento curvilíneo (Silva et al. 2007), apresentando de 5 a 9 pares de placas laterais, sendo que as placas são justapostas. A cabeça possui 2 pares de placas (ou escudos) pré-frontais e 3 pares pós-orbitais (Eckert et al., 1999). Alimenta-se em maiores profundidades que as outras tartarugas, geralmente entre 80 e 100 m, porém podem procurar alimentos em águas mais rasas principalmente quando próximas a estuários. Os itens mais comuns na sua dieta são salpas, peixes, moluscos, crustáceos, briozoários, tunicados, águas-vivas e ovos de peixe. Eventualmente podem se alimentar de algas . Ao longo dos anos, a forma de atuação para conservação das tartarugas marinhas tem-se consolidado através do aprimoramento de técnicas de manejo das desovas e de atividades educacionais realizadas junto à comunidade e público em geral. Também se tornou necessário o desenvolvimento de estratégias para a criação de alternativas econômicas sustentáveis, visando melhorar a qualidade de vida das comunidades costeiras que outrora viviam diretamente da exploração de recursos naturais, dentre estes as tartarugas marinhas. O litoral sul do estado de Sergipe sofre com a especulação imobiliária, que potencializa as ameaças às tartarugas marinhas, especialmente através das construções irregulares, com descaracterização do ambiente costeiro. Há ainda a pesca de arrasto de camarão dentro das 2 milhas náuticas, proibida por Instrução Normativa do IBAMA para operação nesta área, acarretando um uso simultâneo com consequente interação com as

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Fotos – Banco de dados do Projeto Tamar

Edvaldo Ribeiro da Cruz Presidente da ONG Voluntários Ecológicos; Tecnico em Analises de Impactos Ambinetais EIA e RIMA; Geografo Bacharel Licenciado; Pós-Graduado em Administração Publica Municipal; PósGraduado em Geografia e Meio Ambiente; Pós-Graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior; Mestrando em Agroecossistemas.

tartarugas marinhas, resultando num considerável número de capturas incidentais e consequente mortalidade de tartarugas, principalmente da espécie L. olivacea. As orlas das praias Abaís e Caueira também representam uma ameaça aos filhotes devido à incidência de iluminação que os desorienta no trajeto praia-mar. Nesta última temporada reprodutiva, no período compreendido entre os meses de agosto de 2012 e julho de 2013, foram registradas um total de 7073 desovas nas bases de pesquisa do Abaís, Pirambu e Ponta dos Man-

gues, do Projeto TAMAR em Sergipe Destas, 5641 entre os meses de setembro/12 a março/13, considerado o período de maior frequência reprodutiva das tartarugas marinhas na região. A maior parte dos ninhos permaneceu na praia, no local original de postura. Esses ninhos resultaram no nascimento de aproximadamente 300.000 filhotes das diferentes espécies que procuram nossas praias para a reprodução. Nas atividades noturnas, foi possível acompanhar o procedimento reprodutivo de mais 900 fêmeas, as quais receberam marcas metálicas contendo um núme-

Jornal

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ro específico, além do registro do comprimento e da largura da carapaça e outras informações necessárias, além da coleta de tecido para estudo de DNA. O Projeto Tamar/ICMBio, que completou mais de 30 anos de atividades no Brasil, conta com o apoio da Petrobras praticamente desde a sua criação. O Tamar integra o Programa Petrobras Ambiental e faz parte do Planejamento Estratégico Integrado que reúne os projetos de biodiversidade marinha patrocinados pela Companhia.

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SÃO JOÃO DE ESTÂNCIA 2013 Estância resgata cultura, alavanca economia e recebe troféu de melhor São João do interior de Sergipe

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unho é um mês de grandes expectativas para a “capital brasileira do Barco de Fogo”, ESTÂNCIA - cidade que já foi considerada como o melhor São João do Brasil e que teve o reconhecimento de sua maior criação o Barco de Fogo, como patrimônio cultural e imaterial de Sergipe. Estância tem um São João rico culturalmente, com atrativos diversificados – grupos folclóricos: quadrilhas, batucadas, trios pé de serra, reisados, barco de fogo, busca pés, espadas e variados concursos de comidas típicas, decoração de Agências Bancárias, a melhor decoração de Ruas, concurso do melhor licor, de quadrilhas e muito mais – sendo isso, motivo de orgulho para o povo desta cidade. Passando por uma repaginada e uma nova fase de reconstrução e resgate da cultura local, a cidade se vestiu de alegria e, se inspirou em outras décadas douradas para realizar o São João 2013, fazendo uma bela homenagem ao artista plástico Félix Mendes e retornando às suas origens, trazendo de volta o otimismo e o sucesso em suas comemorações. A cidade berço cultural de Sergipe, “Cidade Jardim” recebeu suas visitas ilustres – filhos vindos de vários locais do país e de todo o estado de Sergipe. Esse ano, Estância se transformou no maior centro cultural e econômico do estado, já que os festejos juninos de Sergipe se concentraram na maior parte, nesta cidade. E isso atraiu turistas e renda para o comércio local. Daí, a importância da realização dessa festa no calendário anual do estado. O São João é uma festa de grande importância para a cultura e economia estanciana. “Nesta época do ano, centenas de moradores de Estância, se dedicam a arte de fabricar fogos e Barcos de Fogo; esse último, um produto junino, exclusivo de Estância, de fabricação caseira, que também é uma fonte de renda para algumas pessoas nesse período”. No mês de junho, algumas pessoas mudam de profissão: “Abandonando o verdadeiro ofício para se de-

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dicar à construção de espadas e barcos de fogo”; vendas de bebidas, comidas típicas, serviços hoteleiros e demais serviços prestados ao turismo. Em 2013, o município de Estância além de ter realizado um dos melhores São João dos últimos tempos, contribuindo muito para levantar a autoestima do povo e a economia local, também conseguiu trazer para o povo estanciano, o prêmio de melhor São João do interior de Sergipe “o Troféu Sanfona de Ouro” – assim como o Troféu Caymmi, que homenageia destaques no carnaval baiano. O Troféu Sanfona de ouro premia artistas, técnicos, profissionais e empresas que de alguma forma contribuem para o fortalecimento dos festejos juninos no estado, que é sua maior festa popular. O prêmio Sanfona de Ouro é de suma importância para o estado e existe há seis anos – a votação é feita pela internet durante todo período junino e destaca 20 categorias do meio artístico; homenageando em especial artistas, empresas e profissionais envolvidos no universo do Forró em Sergipe. Essa premiação ajuda de certa forma, no aperfeiçoamento e profissionalização dos festejos juninos do estado. O prefeito Carlos Magno Costa Garcia que é um dos maiores incentivadores dos festejos juninos de Estância, esteve no local de entrega do prêmio para receber o troféu, e agradeceu a todos dizendo, “me preocupo muito com os festejos juninos da cidade e tenho feito um trabalho de resgate da cultura do município. O prêmio não veio por acaso, e sim da participação de todos os estancianos”.

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Viajando Brasil a fora - Seção Variedades

VIsite BÚZIOS

Por: Jussara Assunção

Foto - Marte Oliveira

CHEGAMOS AO VILAREJO DE BÚZIOS PARA CONHECERMOS DE PERTO TODO CHARME E SOFISTICAÇÃO DESTE BELÍSSIMO BALNEÁRIO...

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eve sua origem em uma pequena aldeia (pois no passado, foi povoado por índios, portugueses e piratas franceses), sendo ponto de tráfico de escravos. Na década de 60, após visitar a vila de pescadores, a atriz e diva Brigitte Bardot se encantou com o vilarejo – a partir disso, Búzios se transformou em um sofisticado balneário de atrações e diversões o ano inteiro. A antiga vila entrou também para a rota do Jet set internacional depois da passagem da diva francesa, em

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1964 e desde então, suas praias ganharam destaque no mundo e a península foi batizada de “Saint-Tropez brasileira”. Em homenagem a atriz, por ter colocado o vilarejo na rota do turismo internacional, foi feito uma estátua em bronze e colocada em via pública, em uma Orla batizada como “Orla Bardot” e todos que por ali passam fazem questão de registrar em fotos, como lembrança – outro que também teve seu perfil esculpido em bronze foi um dos nossos presidentes da república, Juscelino Kubitscheck - Várias

celebridades ficaram marcadas na história de Búzios, como é o caso do cantor Mick Jagger! Búzios é um verdadeiro paraíso não só no verão, como também na baixa estação, não faltando lazer e diversão para todos os gostos – famosa por suas noites agitadas, embaladas por muito som e festas, lojas, bares e restaurantes com sua excelente culinária. O vilarejo não tem seu charme garantido só por sua beleza natural – é encantadora por sua arquitetura, que segue um estilo único – graças à lei de 1970 a altura de suas construções não pode ultrapassar dois andares. Nas casas de


Foto - Marte Oliveira

veraneios, pousadas e comércio são usados materiais rústicos e artesanais – a tradição foi mantida, em parte, pela atuação de dois renomados arquitetos buzianos: Octávio Raja Gabaglia e Hélio Pellegrino. Outro ponto que vocês turistas não podem deixar de visitar é a bela igreja de SANT’ANA no topo de um outeiro na Praia dos Ossos e suas variadas ilhas e praias de beleza invejáveis: Praia Brava, Praia da Azeda, Ferradurinha Beach, Armação Búzios, Praia da Tartaruga, Praia de Geribá, Praia João Fernandes, entre tantas outras... Existem variados meios marítimos para o turista conhecer essas praias e ilhas ao redor da maravilhosa Búzios – taxes marítimos, escunas, lanchas, por um precinho bem acessível... Visite Búzios para curtir todo charme e beleza, e conhecer mais um pedacinho do Brasil.

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Por: Marta Santana

Correspondente

Fotos: de Marta Santana

Turismo Internacional - Seção Variedades

Londres Foi assim que te vi!

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ondres é uma cidade histórica e antiga, mas com uma arquitetura tão bem conservada, que a transforma num verdadeiro parque de diversões. Visitei a cidade por apenas dez dias. Enquanto eu era turista e me entusiasmava com tudo que apreciava, meu marido ia matando a saudade de cada canto da gigantesca capital da Inglaterra, onde viveu por quase 16 anos, seus anos dourados.

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Ele ama Londres tal qual amo Salvador. Fizemos uma hora e meia de viagem de Zurique, na Suíça, até lá. Do alto, ja vislumbrava uma infinidade de monumentos cintilantes que pareciam mesmo não ter fim, um deles que me chamou atenção foi o estádio O2, que mais parecia um imenso disco voador (rrrssss, como se eu já tivesse visto algum!). No desembarque, o Mauro, por ser britânico, teve acesso livre, eu, na fila de

imigrantes e com o auxílio dele, tive que responder a Polícia Federal, três básicas perguntas: de onde vem, o que te traz aqui e por quanto tempo? O Mauro declarou, "nós viemos da Suíça, vivemos em Zurique e somos casados, ela vem pela primeira vez a Londres e ficaremos dez dias". A moça com um desprendido sorriso, respondeu: Oww, vocês vivem em uma cidade maravilhosa! Desejou-me boas vindas, olhou


Fotos: de Marta Santana

para mim e autenticando seis meses em meu passaporte, devolveu-me como se me entregasse um presente. Eu disse, carece não. Subindo as escadas rolantes do terminal com destino ao hotel, continuei acolhendo boas vindas de diversos ícones londrinos estampados nos imensos painéis grudados nas paredes. O primeiro, foi o da rainha com um sorriso largo e sua brilhante coroa (deve ser de diamante, rrrss). O último, um taxista trajado a rigor. Então... me depararei com a primeira enorme rua da cidade. Uma moça de cabelos verdes que combinava com suas longas botas, passava em minha frente exalando um perfume que se confundia ao cheiro do cigarro. Eu não sabia ao certo para onde olhar. Eram tantas pessoas de todos os esti-

los e todas as cores de cabelos, indo e voltando pela avenida tão iluminada que dava a impressão que as quase nove milhões de pessoas que vivem naquele lugar, se apresentavam naquela noite de uma só vez. Uaaaaau!!!!Bem vinda a Londres! Agora eu me dizia. E foi assim todos os dias que fechávamos a porta para sair. Tomamos um taxi coberto com a bandeira do Reino Unido. Eu havia esquecido que o volante era ao lado direito. Achei que tivesse ocupado. rrrssss. A cidade é realmente efervescente, como diz a minha amiga Ercília. Uma energia de dar gosto!!! rrrsss Eu estou vivendo na Suíça ha pouco mais de um ano. Nesse curto tempo, já vi muita coisa maravilhosa. Eu vivo em uma cidade com menos de 500 mil ha-

09 NOITES Embarque em Hamburgo (Alemanha) saída em: 01/09/2013 Navegando pelo Canal da Mancha: Helgoland (Alemanha), South Queensferry (Edimburgo/ Escócia), Newcastle-Tyne (Inglaterra), Dover (Londres/Inglaterra), Le Havre (França), Zeebrugge (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). A partir de *USD 729 por pessoa.

bitantes. Sempre penso que a estatística não é correta, pois dá a impressão de ter muito mais. Como todos sabem, a Suíça é um país desenvolvido, com uma qualidade de vida maravilhosa (mas, o custo de vida é muito alto e cada respiração custa 3.90 Francos) e assim como em outros países da Europa, hospeda gente de todo o mundo. Aqui também se ouve nas ruas diversos idiomas, estilos e personalidades excêntricos, mas eu penso que por ser uma cidade pequena, as pessoas são mais conservadoras, se assim posso dizer. Londres parece representar a capital de todos os países. Parece representar o mundo. Ela não é habitada apenas pelos ingleses indiferentes que difundem um sotaque bem britânico revelado nas telas do cinema. O que

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me pareceu é que os imigrantes londrinos que constituem a incomensurável cidade, ao abandonar seus países de origem, deixam para traz seus maus costumes, trazendo na bagagem, além de suas tradições seus bons modos, e os agregam a regras precisas de um autêntico inglês. É surpreendente. São indianos, mulçumanos, paquistaneses, poloneses, coreanos, brasileiros, africanos, jamaicanos e tantos outros que completam essa cidade tão multicultural e cosmopolita. Na manhã seguinte Mauro me levou para tomar o tradicional breakfast, café da manhã inglês. Em seguida, nos dirigimos a um dos endereços mais conhecidos do mundo, fomos ao Palácio de Buckingham, residência oficial da Rainha Elizabeth. Todo o charme e requinte inglês se expressa em cada conjunto imponente de arquitetura exposto na grande cidade. Os portões do grande castelo, um dos símbolos da riqueza monárquica, delimitam o tradicional e o contemporâneo. É fascinante ver centenas de pessoas do mundo inteiro com os mais inusitados estilos de se vestir. Isso se espalha por toda a cidade. Londres tem uma energia con-

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tagiante. Acontece de tudo. Hoje vejo que não foi por acaso que o famoso escritor inglês, Samuel Johnson, tornou famosa a frase: "Quem está cansado de Londres, está cansado da vida; há em Londres tudo que a vida pode proporcionar". Quase que contornando grande parte da cidade, estão os gigantescos e belíssimos parques e jardins, como uma espécie de proteção ou cessação contra o impacto da agitação constante. É extraordinário ver a policia atuar desarmada, em uma capital tão populosa. Sabe aquela máxima "meu direito termina onde começa o direito do próximo"? Se parece mais com uma frase de efeito né? mas, aqui segue-se à risca, aliás não creio que seja apenas na Inglaterra, mas em qualquer lugar do continente europeu. É surpreendente conhecer alguns dos pontos turísticos mais cobiçados e comentados do planeta, entretanto para mim, o que mais me fascina de tudo que já vi até agora, não são as avenidas mais caras e luxuosas do mundo, monumentos contemporâneos, muito menos os castelos suntuosos, o que mais me extasia mesmo, é a cultura dessa nação.

Fotos: de Marta Santana

Turismo Internacional - Seção Variedades

É realmente digna de admiração. Não há como descrever. É abstrato demais para isso. Fico tão fascinada, que sou capaz de me perder muitas vezes em meio a multidões, observando mínimos gestos entre as pessoas. Uma viagem a um lugar como Londres é não só aprazível, mas necessária ao crescimento espiritual de qualquer ser humano, ou pelo menos, daqueles que têm a sensibilidade de assimilar o que tem de melhor nas pessoas. Peço e agradeço todos os dias ao meu Senhor Jesus Cristo para me conceder a possibilidade de compreensão. De fato, é sutil demais para justificar. Está na forma como as pessoas se dirigem até você, como te agradecem, como os adultos lidam com as crianças. Isso então, é inacreditável. Digno de aplausos!!! A melhor lembrança, entretanto que pude trazer de Londres é sem sombra de dúvidas, o respeito e a dignidade humana. Isso certamente levarei comigo para onde quer que eu vá. Aqui está um pouquinho da Londres vista com os meus olhos e com o meu coração.


Artigo

Turismo Destino, Baía de Todos os Santos

S

alvador nasceu a partir da Baía de Todos Santos. A localização privilegiada da Baía determinou o local da primeira capital do Brasil e a forma de ocupação do território baiano, a partir do Recôncavo. Até o século XVIII o Porto de Salvador era o maior do hemisfério Sul em movimento e comércio. Ao redor desse verdadeiro mar interior estabeleceram-se cidades cujas economias prosperaram a partir do cultivo da cana de açúcar e fumo. A mistura de portugueses, de representantes de várias etnias africanas e indígenas construíram uma diversidade cultural única na região.

Nos últimos tempos, no entanto, Salvador virou as costas para a Baía e para suas cidades-irmãs. Costumo dizer que deixamos de ser recôncavo e nos tornamos reconvexos. Do ponto de vista turístico, estamos desperdiçando um patrimônio cultural e ambiental riquíssimo, que deveria ser mais um atrativo para os turistas que chegam a Salvador. O que traz o turista à Bahia? Nossa pluralidade cultural, nosso espírito acolhedor e hospitaleiro, nossas festas e celebrações, ou seja, nossa alegria e generosidade no trato com as pessoas. Cidades como Cachoeira, Santo Amaro, Nazaré, São Felix, Iguape, Maragogipe

possuem arquitetura exuberante, culinária diversificada, atrativos culturais e históricos que com certeza seriam um chamariz para o turismo nacional ou internacional. Afinal, somos o berço do Brasil. Foi aqui que nasceu o embrião do Samba, o Samba de Roda, que até hoje é entoado nas cidades do Recôncavo e que já foi declarado patrimônio imemorial do Brasil. É preciso pensar a região coletivamente e não é mais aceitável que algumas dessas cidades se transformem em dormitórios, com suas populações gastando tempo precioso nos deslocamentos casa-trabalho. A construção da ponte ligando Itaparica a Salvador pode ser um momento privilegiado para prepararmos a Baía para um turismo sustentável, planejado e que aproveite todo o potencial de suas ilhas, cidades e mar propício aos esportes náuticos. É preciso elaborar um plano diretor para a região da maré e também para cada uma das cidades, elaborar roteiros culturais e gastronômicos, incentivar ações integradas e parcerias entre os municípios na solução de problemas como poluição, mobilidade urbana, segurança, saneamento. É necessário um amplo debate sobre o potencial portuário da Baía, articulando os diversos portos implantados ou previstos e a consequente urbanização de toda a sua área de influência, antecipando-se a uma ocupação desordenada e que não promova mais degradação ambiental. O Estatuto da Metrópole, projeto de lei que tramita na Câmara e do qual sou relator, pode ser um instrumento dessa integração, pois tem como objetivo definir como as cidades de regiões metropolitanas podem se unir para exercerem funções públicas de interesse comum. No caso do Recôncavo o turismo é sem dúvida um motor dessa integração. Deputado federal Zezéu Ribeiro (PT-BA) é arquiteto, urbanista e relator na Câmara do Estatuto da Metrópole.

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Newstur - Seção Variedades

Onze novos voos internacionais vão ampliar a integração de países ibero-americanos com a Bahia, graças a uma megaoperação feita pela Bahiatursa junto à companhia espanhola Air Europa. As novas rotas serão a ligação direta do Estado com Madri (Espanha), Santiago (Chile), Montevidéu (Uruguai) e Córdoba (Argentina). Com as novas operações, Salvador contará com 14 voos internacionais da companhia, tornando-se um dos principais hubs da empresa no Brasil. Sendo assim, a capital de Salvador passa a disponibilizar sete voos semanais de Madri, três frequências da capital chilena, duas de Montevidéu e outras duas de Córdoba.  Com isso, a Bahia terá, até o final deste ano, 34 voos internacionais por semana, onde representa um aumento de 18 novas rotas, sendo que, na última semana já foram anunciadas sete frequências da Aerolíneas Argentinas de Buenos Aires para Salvador e Porto Seguro. “Não tenho dúvidas de que é uma grande notícia, pois pela primeira vez uma capital do Nordeste se transforma num hub para a América Latina. São 11 novos voos da Air Europa e isso vai dinamizar muito a economia do turismo” destacou o governador Jaques Wagner

Foto-Javier Bravo Muñoz

Salvador contará com 14 voos internacionais da companhia Air Europa

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Com fins ao atendimento de novas demandas do mundo corporativo, a Arena Sauipe, localizada no Complexo Hoteleiro de Costa do Sauipe conta com uma estrutura mais moderna e, sua inauguração ocorreu semanas atrás. O Projeto foi idealizado em 2009, e executado no ano passado, ficando pronto em apenas oito meses e conta com uma capacidade de receber 3,5 mil pessoas sentadas ou 6 mil em pé, além de uma excelente vantagem ao ter a possibilidade em hospedar os participantes dentro do Complexo. Já dado como certo o sorteio da Copa, outros eventos já estão reservados para acontecer na Arena até 2014, conforme informações de José Garcia, diretor comercial do espaço. Diretor-presidente da Costa de Sauipe, Guilherme Martini afirmou que o acerto foi que o complexo inteiro ficasse à disposição da Fifa e, não somente a arena. Além disso, disse que o lugar não foi idealizado exclusivamente para o sorteio, e sim para se tornar "o maior espaço de eventos em um resort no país". O secretário Ney Campello reforça o discurso e diz que outras áreas serão utilizadas na semana do sorteio, a exemplo de 800 apartamentos para convidados e jornalistas. O investimento foi feito pela Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), única acionista do complexo localizado em Mata de São João, no litoral norte baiano, além de sede de vilas turísticas em Praia do Forte e Imbassaí. Desde 2010, todos os 1.564 apartamentos do complexo são administrados nacionalmente em 100% pela Sauipe S/A, que é controlada pela Previ. .........................................................................................................................................................................................................................................

Bahia pleiteia mais voos da América do Sul para o Nordeste Facilitar a ligação dos países da América do Sul com os estados do Nordeste, para fortalecer o turismo. Esta foi a principal reivindicação da Bahiatursa em workshop que reuniu mais de mil agentes e operadores de turismo em Lima, no Peru. O evento, que foi coordenado pela Embratur, contou com a presença de representantes de diversos estados brasileiros. Da Bahia, o secretário do Turismo Domingos Leonelli foi encarregado de representar o governador Jaques Wagner. Ele destacou que a

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Fotos: Divulgação-Secopa

Sauipe inaugura arena onde terá o sorteio da copa de 2014


Foto-Setur

aposta no mercado sul-americano é válida por conta da curta distância, no que se refere a horas de voo, e também por outros fatores, como a preferência dos moradores de países vizinhos pelo Nordeste do Brasil. Para Leonelli, um voo ligando cidades como Lima para destinos brasileiros pode beneficiar tanto o turismo da Bahia, por exemplo, como o do Peru, uma vez que os baianos também têm muito interesse por outros países da América do Sul. Dentre os executivos presentes estavam o dirigente da Embratur, Alexandre Nakagawa, os integrantes do comitê Visite Brasil, José Luís Cunha e Walter Schimidt, e também representantes do Grupo Brasil, que reúne empresários brasileiros e peruanos. .........................................................................................................................................................................................................................................

As ações de divulgação do ‘Destino Sergipe’ realizadas pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur), veem aumentando cada vez a procura por pacotes de viagem para o Estado. A participação de feiras e eventos como instrumento de divulgação do turismo sergipano coloca o destino em igualdade competitiva em relação a outros destinos já consolidados. Além disso, as capacitações que estão sendo realizadas para os agentes de viagem e operadores de todo o país, gera a venda mais facilitada do ‘Destino Sergipe’. “O Governo do Estado desenvolve uma política de turismo voltada para a atracão de cada vez mais turistas para Sergipe. A Setur e Emsetur se preocupam muito com o que é vendido lá fora sobre o Estado e investimos em capacitações dos agentes, que são o contato direto com o cliente, e em parcerias com operadoras de turismo, que são as empresas que irão vender nosso destino”, explicou o secretário de Turismo, Elber Batalha. Segundo a Nascimento Turismo, uma das maiores operadoras de viagem do Barsil, a empresa registrou um crescimento expressivo nas vendas de pacotes de viagens para Sergipe. De acordo com os dados da Nascimento, esse aumento de 2011 para 2013 foi de mais de 300%, sendo que, em agosto já havia sido vendido mais que o dobro em diárias para Sergipe que o ano passado inteiro.

Fotos: Drops Magazine

Destino Sergipe cresceu mais de 300% após divulgação

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“Dados da Organização Internacional do Trabalho apontam que 01 em cada 12 empregos no mundo é gerado diretamente pelo turismo, com efeito multiplicador  de 1,5 posto de trabalho em outros setores da economia”. A informação foi dada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB), durante a realização do Seminário de Desenvolvimento Regional e Turismo, em agosto desse ano. Com o Seminário de Desenvolvimento Regional e Turismo, - realizado pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) do Senado Federal e presidida pelo senador Valadares -, Sergipe conquistou vários investimentos, entre eles: a assinatura da licitação da primeira etapa do Canal de Xingo, no valor de R$ 6,7 milhões; a assinatura de convênio entre o ministério do Turismo e o Governo de Sergipe para a ampliação do Centro de Convenções – CIC, estimada em R$ 20 milhões; o anúncio da publicação no Diário da União da autorização da reforma e ampliação do Aeroporto Santa Maria; além de investimentos na sinalização da capital, beneficiando diretamente a Prefeitura Municipal de Aracaju. Neste contexto, Valadares destaca o potencial turístico sergipano. “O turismo é a segunda atividade que mais gera emprego em Sergipe, sendo responsável por quase 20% do total de postos de trabalho, só perdendo para a construção civil.” O parlamentar revela que somente em 2012 foram gerados 2,3 mil empregos diretos, representando um aumento de 5,75% em relação a 2011, superando os vizinhos estados da Bahia e de Alagoas. Ele também comemorou a implantação de noventa novos empreendimentos no setor em Sergipe. “Hoje, portanto, o turismo em Sergipe já é uma referência consolidada para a economia do Estado”, avaliou. Saiba mais sobre essas noticias acessando: www.noticiasdeturismo.com.br Visite a Bahia e Sergipe também - outubro 2013

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Fotos: Imagine Adventure

Empregos no Turismo em Sergipe superou estados vizinhos


Fotos: Jota Freitas

Velejando - Seção Variedades

“Navegar

pela Bahia

de todos os Santos é um privilégio” Parte 2

Ilha de Itaparica Continuando nossa velejada pela Baía de Todos os Santos, Saímos por volta das 13h00minh rumo a Itaparica e fomos deixando aquele paraíso com promessa de em breve voltarmos. Nossa navegada motorando para sair da região da Ilha dos Frades - aos poucos fomos deixando a Ilha pelo nosso Bombordo, aí o vento foi entrando e abrimos as velas e desligamos o motor. Do nosso visual de proa já avistávamos a Ilha de Itaparica. Visual que se tem do outro lado da Ilha dos Frades, lado Oeste da Ilha, é muito bonito e virgem!

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Seriam 01h30minh para chegarmos aos arredores da Marina de Itaparica. Fizemos o procedimento para recolher as velas e ligamos o motor. A Marina de Itaparica pertence ao governo do Estado da Bahia, com píer, luz e água, vestiários para banho, restaurantes e logo ao lado uma Bica de água mineral gratuita. Na cidade as casas antigas ainda preservam a historia da Ilha praia da ponta com restaurantes, comércio, pousadas, hotéis, carros, escunas, lanchas, veleiros e jet´s, andando para todos os lados. Nesse momento jogamos nossa âncora bem perto da

Marina, com profundidade de 4 metros. Desligamos o motor e tudo certo! Lá brindamos nossa chegada e fomos tomar banho de mar - que delícia! Sandra foi preparar o jantar e pra variar, um belo espaguete com camarão e molho de banana que é uma loucura... Jantamos a bordo, curtimos boa musica e depois fomos pegar o bote para dar uma caminhada pela cidade e à beira mar, observando os veleiros fundeados a noite de Lua cheia _Uma cidade muito tranquila, regada a sorvete na vila. Voltamos para o Namastê... O sono já se fazia presente!


Dia seguinte, dormida tranquila e mais um belo café da manhã. Preparamos o bote para irmos até um banco de areia lindo, que aparece quando a maré fica baixa. Forma-se uma extensa prainha de areia bem branquinha, ótimo banho de mar - sensação meio que vip; porque só se chega ao banco de areia de barco, restringindo o lugar... Muito sol, ficamos o tempo todo dentro daquela água deliciosa. Voltamos para o barco e a Sandra foi preparar uma deliciosa porção de abará – iguaria baiana muito gostosa. Aproveitei, também, para encher galões de água na Bica para abastecer nossa viagem. Esperamos o vento se firmar e no inicio da tarde levantamos âncora rumo a Ilha do Cau. Itaparica, mais uma vez obrigado por tudo!

ILHA DO CAU

com mais uma bela lua cheia, digna de cenário de filme. O céu coberto de estrelas; várias cadentes... O reflexo da lua na água era qualquer cena de filme romântico, acompanhados de um belo vinho tinto e boa música - estávamos sozinhos, nenhuma outra embarcação ancorada no local. Dia seguinte nem precisa mencionar... Mais um belo café reforçado agora com um cuzcuz de milho, mais um belo dia de sol e ventinho calmo nos esperava. Demos uma geral de limpeza no barco e fomos de bote até a Fonte do Tororó, que fica na Ilha de Itaparica. Uma quedinha de água doce dentro do mar. Lindo... Um pouco mais a frente se localiza a ponte do Funil, que liga o continente a Ilha de Itaparica e ainda tem várias comunidades que vivem a beira mar e lugares lindos mais a frente da ponte como Catú e Cachaprego. Voltamos para o barco por volta das 12h00minhs, tomamos banho de água doce e nos preparamos para zarparmos rumo a Salvador-Marina Aratu. Ligamos o motor, levantamos a âncora e fomos fazendo procedimento para velejarmos. Como voltaríamos direto para Salvador, deveríamos velejar por umas 5 horas até a Marina de Aratu. O sol forte e vento de Nordeste constante nos deixavam tranquilos, na certeza de bom regresso. Que delícia! Durante

Fotos: Jota Freitas

Eram mais ou menos 14h00minh, quando já estávamos deixando Itaparica. Levantamos as velas e seguimos rumo a Ilha do Cau, localizada do outro lado da Ilha. Na verdade, fica lado OSTE da ilha, para se ter uma ideia melhor, do mesmo lado da margem de uma comunidade chamada Matarandiba e do outro lado da margem fica a cidade de Mutá. O vento estava de Nordeste, velas abertas; velocidade do barco sete nós, portanto, chegaríamos relativamente

rápido. Em mais ou menos 01h00minh. Tudo tranquilo, no visual tinha algumas ilhas particulares que deixamos pelo nosso lado de bombordo e no visual da proa vinha se aproximando a Ilha do Cau, que também é particular, mas sua beleza natural é linda e sua praia pode ser frequentada. Contornando a Ilha, abaixamos as velas e ligamos motor, para podermos jogar a âncora entre a Ilha do Cau e Matarandiba. Ótimo fundeio, profundidade de 5 metros, tem um rio ao lado da Ilha que aumenta a sua correnteza - tudo tranquilo, jogamos mais alguns metros de corrente para não corrermos o risco de a ancora garrar. Desligamos o motor e fomos tomar um banho de mar e curtir aquela paisagem maravilhosa daquela região que vive basicamente da pesca para a sua sobrevivência. Sandra foi preparar um ‘almojantar’, termo que usamos para almoçar e jantar. O cardápio sempre sofisticado, dessa vez, filé mignon com molho de framboesa e ervas. Sandrinha manda muito bem, alias, todas as pessoas que levamos para dar algumas velejadas, no nosso Namastê, adoram tudo que a Sandra faz, pois ela tem o maior prazer em fazer os mais diversificados pratos. Fui checar algumas rotinas do barco, ver o nível de água doce a bordo e as baterias, tudo ok. Jantamos acompanhados

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todos os outros dias a Sandra tentou curricar pesca com isca artificial, com veleiro em seguimento, para pegarmos um bom peixe e nada - o mar não estava pra peixe. Retornando rumo à marina, aquele silêncio... A Sandra descansando ,quando de repente, aquele barulho da carretilha... Peixe na linha! No través da Ilha de Maré, pegamos uma bela cavala de uns 8 kg. Que briga boa, que emoção... Diminui a velocidade do barco e ajudamos a tirar o peixe d’água, e então continuamos a velejar pelas águas da Baía de Todos os Santos. Que visual maravilhoso; tendo a cidade de Salvador como pano de fundo. Chegando nas proximidades do porto de Aratu, recolhemos as velas, ligamos o motor e estávamos felizes de podermos chegar com tranquilidade do nosso passeio de três dias (sexta, sábado e domingo). Enfim, chegamos à Marina Aratu por volta das 17h00minh e ainda com direito a um belo por do sol - agradecendo ao nosso bom Deus. Fizemos uma pequena rota dentro da Baía de Todos os Santos visitando em três dias lugares lindos, pessoas simples que vivem felizes e, tem muitos outros lugares dentro da Baía de Todos os Santos totalmente navegáveis. Quer ir à próxima velejada, conosco? Entre em contato. Teremos o maior prazer em tê-los a bordo! Bons Ventos

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Fotos: Jota Freitas

Velejando - Seção Variedades


Central

de Escunas

Conheça praias e ilhas incríveis da ‘Baía de Todos os Santos’ navegando com conforto e segurança em nossas embarcações. Além de banhar Salvador com suas águas quentes e seus encantos, a Baía possui um mar propício à navegação e ilhas lindíssimas para visitar... Temos saídas diárias com direito a rodada de frutas,grupo musical e guia turístico a bordo, com pagamento por pessoa! Dispomos também de locação de escunas e lanchas para grupos de amigos, empresas, aniversários, casamentos, confraternizações e eventos em geral!

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Revista Visite a Bahia e Sergipe também! - Edição 02