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[ FICHA TÉCNICA ] DIRECTOR J. Norberto Pires, Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade de Coimbra, jnp@robotics.dem.uc.pt CORPO EDITORIAL A. Loureiro, DEM UC; A. Traça de Almeida, DEE ISR UC; C. Couto, DEI U. Minho; J. Dias, DEE ISR UC; J.M. Rosário, UNICAMP; J. Sá da Costa, DEM IST; J. Tenreiro Machado, DEE ISEP; L. Baptista, E. Naútica, Lisboa; L. Camarinha Matos, CRI UNINOVA; M. Crisóstomo, DEE ISR UC; P. Lima, DEE ISR IST; V. Santos, DEM U. Aveiro COLABORAÇÃO REDACTORIAL J. Norberto Pires, Pedro Neto, Nuno Mendes, Ricardo Araújo, A. Paulo Moreira, Paulo Rogério de Almeida Ribeiro, Fernando Ribeiro, Gil Lopes, Manuel Rebelo, Gilberto Santos, Miguel Malheiro, Marco Prior, Ricardo Forno, Antonio Ruiz, Ricardo Sá e Silva e Helena Paulino COORDENADOR EDITORIAL Ricardo Sá e Silva, Tel. 225 899 628 r.silva@robotica.pt DIRECTOR COMERCIAL Júlio Almeida, Tel. 225 899 626 j.almeida@robotica.pt

SUMÁRIO 2 4

16 17 20 24 40 55

CHEFE DE REDACÇÃO Helena Paulino h.paulino@robotica.pt ASSESSORIA João Miranda j.miranda@robotica.pt DESIGN Luciano Carvalho l.carvalho@publindustria.pt WEBDESIGN Martino Magalhães m.magalhaes@robotica.pt ASSINATURAS Tel.: +351 220 104 872 assinaturas@engebook.com www.engebook.com REDACÇÃO, EDIÇÃO E ADMINISTRAÇÃO CIE - Comunicação e Imprensa Especializada, Lda.® Grupo Publindústria Tel. 225 899 626/8 | Fax 225 899 629 geral@cie-comunicacao.pt | www.cie-comunicacao.pt REDACÇÃO, PROPRIEDADE E ADMINISTRAÇÃO Publindústria, Produção de Comunicação Lda, Empresa Jornalística Reg. n.º 213163, Praça da Corujeira, 38, Apartado 3825, 4300-144 Porto | Tel. 225 899 620 | Fax 225 899 629 www.publindustria.pt | geral@publindustria.pt REPRESENTAÇÃO EM ESPANHA ANUNTIS INTEREMPRESAS, S.L. Tel. +34 93 6802027, Fax +34 93 6802031, www.metalunivers.com | mluna@interempresas.net PUBLICAÇÃO PERIÓDICA: Registo n.º 113164 ISSN: 0874-9019 | ISSN: 1647-9831 TIRAGEM: 5000 exemplares Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.

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DA MESA DO DIRECTOR Patentes ARTIGOS TÉCNICOS [4] Intuitive Robot Programming Based on CAD: Dealing with Unstructured Environments (2.ª Parte) [8] Vision and Distance Integrated Sensor (Kinect) for an Autonomous Robot COLUNA: SOCIEDADE PORTUGUESA DE ROBÓTICA Robotparty ESPAÇO QUALIDADE Integração da Qualidade, Ambiente e Segurança - Um Caminho para o Sucesso Sustentado SECÇÃO DE INSTRUMENTAÇÃO Termómetros de Resistência (RTD) (2.a Parte) ACTUALIDADE Notícias da Indústria DOSSIER Sistemas de Controlo de Processo INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL [55] IGUS: Resolva Tudo com Calhas Articuladas [58] EGITRON: NEGITRON SPC Pro: Controlo Estatístico do Processo [60] INFAIMON: Visão Industrial na Inspecção de Montagem na Indústria Automóvel Novo Software de Fácil Utilização para Eliminar Antigos Obstáculos [62] INFOCONTROL: Servidor de Automação: Eliminação dos Obstáculos dos Sistemas Proprietários [64] LUSOMATRIX: Amber Wireless [66] OMRON: Omron Lean Automation… A Maneira Mais Rápida de Automatizar Máquinas [68] ROCKWELL: Sistema de Controlo de Processo: PlantPax da Rockwell Automation [70] RUTRONIK: Abre Subsidiárias na China, Hong Kong e Taiwan. A Rutronik Elektronische Bauelemente GmbH Abriu Duas Divisões na Ásia [72] SCHAEFFLER IBERIA: EMO 2011: Rolamento Axial Híbrido de Esferas de Contacto Angular. Fusos Roscados da Schaeffler: Seguros Também em Cursos Reduzidos [74] SCHUNK: Técnicas de Fixação: Garras Pendulares REPORTAGENS [76] AUTOMATICA: Indústria de Automação e AUTOMATICA 2012 em Alta [78] 6.ª EDIÇÃO DO PLC: Mais Inovações e Soluções [80] RS AMIDATA: O que Há de Novo na RS Amidata? ENTREVISTA FESTO: “Festo Goza de um Prestígio Merecido de Indiscutível Qualidade e Fiabilidade” TABELA COMPARATIVA Caudalímetros BIBLIOGRAFIA PRODUTOS E TECNOLOGIAS Novidades da Indústria FEIRAS E CONFERÊNCIAS Calendário FEIRAS Eventos e Formação LINKS CIE: Especialistas em Comunicação Empresarial AUTOMATICA: Plataforma de Inovação na Automação

APOIO À CAPA ABB COM ENCOMENDA DE SISTEMAS ROBOTIZADOS DE PINTURA PARA GRUPO BMW A ABB obteve uma importante encomenda do Grupo BMW para a implementação do sei novo processo de pintura, e assim, durante os próximos anos, a ABB fornecerá sistemas de pintura robotizados completos. Toda a informação na página 34.

PORTE PAGO

ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 390 comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt


DA MESA DO DIRECTOR

Patentes J. Norberto Pires Prof. da Universidade de Coimbra CEO do Coimbra Inovação Parque

De vez em quando vou aos websites do registo de patentes mundiais para ver o que se inventa. E aparecem coisas verdadeiramente assombrosas, de tão ridículas e patetas. Ao ponto de dar comigo a pensar o que é que terá levado os seus autores a registar tamanhas idiotices. Mas a seguir verifico, com alguma frequência, que algumas dessas invenções tiveram sucesso comercial, o que, de facto, só pode ter como resultado uma longa e saudável gargalhada. Eu sei que muita gente adora cães, e os trata melhor do que trata outros seres humanos, mas o que é que leva uma pessoa a inventar uma trela-guarda-chuva?

Ou pensar que alguma vez um cão permitirá que se instale um dispositivo destes?

O registo de patentes tem como objectivo garantir a autoria e propriedade de uma ideia, dispositivo ou tecnologia. Significa que há um problema para resolver, ou como é comum hoje em dia, uma necessidade consumista para criar. Em todos os casos pretende-se proteger a propriedade comercial e industrial contra cópias e abusos. Mas ao olhar para muitas patentes ficamos com dúvidas se o problema não é mesmo a sanidade mental de alguns autores. Um guarda-sol para cervejas?

É uma patente americana de 2008. Muito útil para oferecer, como anedota, ao nosso melhor amigo (amante de uma boa cerveja) :-) J. Norberto Pires

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robótica


ARTIGO TÉCNICO 1

Pedro Neto, 1Nuno Mendes, 1Ricardo Araújo, 1 J. Norberto Pires, 2A. Paulo Moreira 1 Department of Mechanical Engineering (CEMUC), University of Coimbra, Coimbra, Portugal 2 Institute for Systems and Computer Engineering of Porto (INESC-Porto), Porto, Portugal

INTUITIVE ROBOT PROGRAMMING BASED ON CAD: DEALING WITH UNSTRUCTURED ENVIRONMENTS 2.ª PARTE

4. EXPERIMENTS It is intended to demonstrate that the introduction of sensory feedback into a robotic platform is an asset to assist robots in their work, helping them to deal with uncertain. Two different experiments are reported, and in both cases, robot programs are generated off-line from a CAD drawing. Then, during robot operation, the robot paths are adjusted according to the feedback received from the sensors, helping them to maneuver in unstructured environments. In the first experiment, seam tracking, robot paths are adjusted with the information received from a laser camera attached to the robot. In the second experiment, robot following a geometric profile while maintaining a contact force, robot paths are adjusted with the information received from a force/torque (F/T) sensor attached to the robot wrist. To better visualize the robot path adjustments provided by sensory feedback, the robotic space was forced to become a more “viewable” unstructured environment by purposely making a rude calibration process. In fact, error is always present in a calibration process, which may or may not be acceptable, depending on their magnitude and application under consideration. Often, calibration errors arise from the little time and attention devoted to the robot calibration process. This situation is increasingly common as companies are constantly being asked to change production, and in this way, industrial systems (including robots) have to be reprogrammed. Sometimes calibration errors come from the lack of knowledge of workers who perform the calibration procedure.

Figure 8 · Communications and system architecture.

4.1.2. CAD model The CAD assembly model from which will be generated a robot program does not need to accurately represent the real cell in all its aspects (Figure 9). On the contrary, it can be a simplified model. As an example, the robot tool length, robot paths and relative positioning of CAD models should represent the real scenario, however, the models appearance need not be exactly equal to the real objects.

4.1. Seam tracking 4.1.1. Experimental setup The experimental setup of the robotic platform (Figure 8) is the following: -

An industrial robot ABB IRB 2400 equipped with the S4C+/M2000 controller; A personal computer running Microsoft Windows Xp; A laser camera DIGI-I/S from Servo-Robot equipped with the DIGI-BOX controller; A common welding machine.

The computer is running a CAD package (Autodesk Inventor) and the developed software interface, which receives data from CAD, interprets the received data and generates robot programs. The robot can be remotely controlled and managed by the software interface which uses an ActiveX named PcRob for such purposes. The laser camera is connected with the robot controller via serial port, allowing to make real-time robot path adjustments during the seam tracking process. This ensures that the welding torch keeps in line along the welding seam.

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robótica

Figure 9 · CAD assembly model of the workpieces to be welded, robot path and simplified tools. Note: a robot program will be generated from this model.

For this particular experiment, the CAD assembly model should contain the workpieces to be welded, the robot paths and the robot tools with the desired torch orientation for each path segment. An important issue is related to the


ARTIGO TÉCNICO

4.2. Profile following 4.2.1. Experimental setup and features The experimental setup of the robotic platform (Figure 14) is the following: - An industrial robot Motoman HP6 equipped with the NX100 controller. -

A personal computer running Microsoft Windows Xp.

-

A six degrees of freedom F/T sensor from JR3, equipped with a PCI receiver and processing board installed on the computer PCI bus.

-

A local area network (LAN), Ethernet and TCP/IP based, used for robotcomputer communication. The network is isolated from the laboratory traffic using a properly high speed (100 Mbps) network switch.

The computer is running Autodesk Inventor and the developed software interface. This interface generates robot programs from CAD and manages the force control system, acquiring data from the F/T sensor and sending motion commands (adjustments) to the robot. The software interface communicates with the robot using a software component developed in our laboratory, a Data Link Library (DLL) named MotomanLib. The ActiveX component JR3PCI is used to acquire force and torque data from the F/T sensor. The F/T sensor reports data with a sample rate of 8 KHz but after applying appropriate filters we have F/T data with a sample rate of 20 Hz.

The robot tool should follow the geometric profile while maintaining a contact force. In order to facilitate the analysis of experimental results, it was mounted on the robot’s end-effector a ball-shaped tool.

4.2.2. Results and discussion Regarding the generation of the robot program from a CAD drawing, this experiment showed similar results to those of section 4.1.4. From the incoming data from the F/T sensor, the implemented force and robot displacement control system (Fuzzy-PI reasoning) decides which displacements should be applied to the robot end-effector to achieve satisfactory performance (Mendes et al., 2010). The force control system ensures that the contact forces converge to a desired value (Figure 16). In fact, the graph of Figure 16 shows some fluctuation around the set point value, however, this effect is justified by the roughness of the surface and the noise of F/T data. Moreover, there is a considerable force peak when the trajectory changes (stops rising and begins to descend). This fact was expected as the implemented controller is based on historic data. Nevertheless, the robot path is adjusted quickly enough to avoid excessive contact efforts or loss of contact (Video 3, 2010).

As in the previous experiment, the robot program was generated from a CAD drawing (Figure 15). The real work environment is an unstructured environment due to the “uncertainty” that comes from an inaccurate calibration process and due to the surface roughness of the workpiece. Thus, feedback data from the F/T sensor will be required to achieve displacement control of the robot end-effector during robot operation (adjustments).

Figure 16 · Experimental results. Figure 14 · Communications and system architecture.

5. FUTURE WORK Future work will be required to proceed with the development of methodologies which would facilitate sensor integration in robotic platforms. It is expected that in the future robots will be sold with integrated sensors, contrary to what happens today where sensors are usually an external element of robotic platforms. Another issue is related with the limited robot speed when robot paths are adjusted by sensory feedback. Sensors should provide real-time feedback and at the same time the robots should be prepared to receive such feedback real-time.

Figure 15 · CAD assembly model of the working profile, robot path and simplified tools. Note: a robot program will be generated from this model.

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robótica

The experiments in this paper assume previous knowledge of robot paths (extracted from CAD), but we believe that in future this assumption may be less important. In other words, we believe that in future robots will be able to explore its working space by itself and establish their own working paths. This will be possible with the integration of a number of different sensors into the robotic platforms.


ARTIGO TÉCNICO Paulo Rogério de Almeida Ribeiro1, Fernando Ribeiro2 and Gil Lopes3

VISION AND DISTANCE INTEGRATED SENSOR (KINECT) FOR AN AUTONOMOUS ROBOT Abstract—This work presents an application of the Microsoft Kinect camera for an autonomous mobile robot. In order to drive autonomously one main issue is the ability to recognize signalling panels positioned overhead. The Kinect camera can be applied in this task due to its double integrated sensor, namely vision and distance. The vision sensor is used to perceive the signalling panel, while the distance sensor is applied as a segmentation filter, by eliminating pixels by their depth in the object’s background. The approach adopted to perceive the symbol from the signalling panel consists in: a) applying the depth image filter from the Kinect camera; b) applying Morphological Operators to segment the image; c) a classification is carried out with an Artificial Neural Network and a simple Multilayer Perceptron network that can correctly classify the image. This work explores the Kinect camera depth sensor and hence this filter avoids heavy computational algorithms to search for the correct location of the signalling panels. It simplifies the next tasks of image segmentation and classification. A mobile autonomous robot using this camera was used to recognize the signalling panels on a competition track of the Portuguese Robotics Open. Index Terms—Kinect, Sensors, Autonomous robot.

I. INTRODUCTION THERE is a huge variety of sensors such as temperature, strength, distance, sound and many others sensors that are employed in different applications. Robotics is one field which uses them extensively [26]. Darpa Grand Challenge [9] is one example involving many sensors of different kinds. In this task, several autonomous cars must drive itself around 240 Km on the desert, and more recently the urban challenge was performed on a city environment (a desert military city). The information obtained from the sensors is the only resource used to define the tasks, for example, to change the velocity or direction.

autonomously in a track like a traffic road. The main compulsory challenge of this robot consists of being autonomous, following the track and its two tight curves without touching the outside white lines, avoiding collisions with the tunnel, be aware of the roadwork cones, stopping on the zebra crossing, obey to the traffic light and signalling panel, etc. On this context, one can show the Formula UM, see Figure 1, type autonomous robot developed in the lab, which already participates on this competition since 2009.

The Kinect camera was designed and developed by Microsoft [1] to be used by the video game console XBOX 360. The visionary idea was to develop a new way to play video games, enabling an interaction with the player without the traditional control joystick. Kinect was first planned to be a good video game tool, but soon it was found out that it could be used as a distance and vision sensor for robotic purposes. The Portuguese Robotics Open [2] hosts robotics competitions, demos and a scientific meeting (International Conference on Mobile Robots and Competitions). One of these competitions is the autonomous driving league, where robots with maximum dimensions of 60x100x80 cm must drive

1 Paulo Ribeiro is master student of Mechatronics Engineering: University of Minho - Portugal. paulorogeriocp@gmail.com 2 Fernando Ribeiro, Associate Professor, Departamento de Electrónica Industrial - Robotics Group - Algoritmi Centre - University of Minho, Campus de Azur´em, 4800-058, Guimarães, Portugal. fernando@dei.uminho.pt 3 Gil Lopes, Auxiliar Researcher, Departamento de Electrónica Industrial - Robotics Group - Algoritmi Centre - University of Minho, Campus de Azurém, 4800-058, Guimarães, Portugal. gil@dei.uminho.pt

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robótica

Figure 1 · Formula UM type autonomous robot.

For the Portuguese Robotics Open - 2011 edition, the Minho Team decided to include one innovation and proposed to apply the Kinect camera as a distance and vision sensor. This camera can be used to filter the track signalling panels. The depth image obtained with this camera is divided into planes, and these contain near and far objects. These planes can be calibrated by the user and the threshold values render them. This filter provides an elimination of some undesired objects on the track using their distances, and only when the signalling panel is between the planes further steps


ARTIGO TÉCNICO

thus the better scenario is the HSV with 2 hidden layers. Table IV-C shows all the parameters used with the ANN. TABLE II · PARAMETERS. Parameters

Value

Input Layer

300

Hidden Layer 1

20

Hidden Layer 2

15

Output Layer

6

Learning rate

0.001

Momentum term

0.002

Desired Error

0.00007

Examples Number

240

Epochs

99999

Figure 19 · Training: Robot is at a horizontal angle with the CRT monitor.

Figures 20 and 21 shows the obtained results from the classifier. Figure 20 shows the robot at a horizontal angle nevertheless the stop symbol is recognized and on Figure 21 it recognises the parking symbol at a far distance.

The input size for the ANN is the blob size multiplied by three (each channel of the colour space). This approach is the same for RBG and HSV colour spaces. The input neurons on Table are 300, 10x10x3 (blob size 10x10 times 3 channels). The output neurons size is increased by one unit in relation to the symbol number. The five top are the symbols and the last neuron represents objects that are different from the symbols. This last neuron is used because in some situations, depending on the robot’s position, some obtained blobs do not represent the signalling panels. Figure 17 shows the above described situation; there are two blobs, the first represents the signalling panels while the second is a box where the monitor is above. This situation happens within the laboratory environment since the monitor should have a specific height and has to be standing over a box. However, on competition this does not occur because the signalling panel is held by the portico structure (see Figure 3). Therefore, a simple Opening operation can easily remove this structure. The order adopted on each figure starting on Figure 17 is: a) top side with left image as the image captured with the RGB camera and the right image with the blob to be classified (red rectangles); b) bottom side with a set of images positioned being the first (leftmost) image the depth map, the second image is the near filter, the third image is the far filter, the fourth image is the intersection filter and finally the fifth and rightmot image is the result using the Openning operation. Figure 17 shows the near image filter in the fore plane with the chair removed, and in the far image filter many elements on the environment were also removed. The intersection image only contains the box and the monitor thus with the morphological operators they can be separated. In order to obtain good outcomes the robot was placed at different distances from the CRT monitor, producing different horizontal angles of the camera in relation to the CRT monitor. Figure 18 shows a test with the robot close to the table, while on Figure 19 the robot is at an horizontal angle with the monitor. The bottom images on Figures 18 and 19 have the same notation from Figure 17 while the top images shows the original image (left) and the used blob (right) during the training (red rectangle), respectively.

Figure 18 · Training: Robot is close to the table.

Figure 20 · Recognition: Robot is at an angle.

Figure 21 · Recognition: Robot is far.

Figure 17 · Istance with two Blobs.

V. DISCUSSION The Kinect sensor provides a major reduction on computational cost, since the filter eliminates undesired elements present on the environment. Other advantage of the depth sensor is the possibility to calculate the real distance in centimeters of each pixel. When a Blob is detected, the distance between the object and the camera can be determined. This distance can be an interesting feature for the car control task. Some approaches could be used as an input for the ANN. One approach to reduce the input neurons size is to use some statistical rates, such as mean and standard deviation. In [19], instead of using an input of 2700 neurons (blob size of 30x30 pixels times the three channels R, G and B), it uses as an input three normalized average maximum pixel values (MR being Maximum robótica [13]


COLUNA SOCIEDADE PORTUGUESA DE ROBÓTICA

ROBOPARTY A RoboParty é uma festa da robótica onde mais de quatro centenas de pessoas se reúne, durante três dias e duas noites, para montar e programar um pequeno kit robótico de nome Bot’n’Roll One C, desenvolvido pela SAR – Soluções de Automação e Robótica. Essas pessoas têm um toque especial, porque falamos de jovens, onde a média de idades se centra nos 17 anos. Trazem o seu saco cama, pernoitam em área própria do evento, tem imensas actividades lúdicas em paralelo e, em geral, divertem-se nos três dias a montar, soldar, cortar, colar, aparafusar, programar e embelezar o seu pequeno robot.

um pequeno robot mostrou ser uma ideia mais interessante, feita num só local. O sucesso desta iniciativa fez com que no ano seguinte, a pressão das escolas levasse a organização a criar mais uma edição do evento. Cinco anos passados, e a sexta edição da RoboParty já se encontra em preparação. Tornou-se num evento que, uma vez por ano, recebe em Guimarães, mais precisamente nas instalações da Universidade do Minho, os jovens que vêm de todo o país, do Minho ao Algarve, passando inclusivamente pelas ilhas dos Açores e da Madeira. Casos há em que famílias completas de pai, mãe e filhos formam uma equipa para participar. Dos jovens aos mais velhos, todos aprendem, com espírito de entre-ajuda, muitas vezes definindo tarefas para cada membro. As actividades lúdicas em paralelo quebram o intenso ritmo, e complementam na perfeição o tempo passado. Todos os anos, algo de novo é introduzido e já se contou com equitação, baptismo de mergulho, polo aquático, arco e flecha, tacada de golfe em driving range, capoeira, desportos diversos (basquetebol, futebol, entre muitos outros), xadrez, demonstrações de aeromodelismo indoor, rock com a banda Dymamite Trust (protagonistas do actual hino da RoboParty) e do famoso grupo de percussão Bomboémia. Duas palestras de oradores convidados são também parte integrante, tendo já sido convidados elementos importantes do mundo da robótica, tais como Manuela Veloso, Gerhard Kraetzschmar e Changjiu Zhou (Presidente, Vice-Presidente e Trustee do RoboCup, respectivamente), Martin Calsyn da Microsoft, Norberto Pires da Universidade de Coimbra, entre outros.

Trazem consigo pouco ou nenhum conhecimento na área, mas saem satisfeitos porque tudo lhes é fornecido, no conhecimento básico de mecânica, electrónica e programação, necessários e essenciais para colocarem o seu robot em movimento de uma forma autónoma. Percebem que afinal, a robótica não é aquele bicho papão de que ouvem falar, que a electrónica é uma coisa gira e interessante, que a programação não é mais do que um desafio que os separa entre teclar num qualquer chat-room e construir algo com sentido lógico e utilizando um conjunto de comandos pré-definido. Rapidamente se apercebem dos truques, ouvem todas as dicas com extrema atenção, afinam e apuram os parâmetros para que nas provas do terceiro dia, o robot deles consiga fazer a pista mais rápido do que o robot da equipa vizinha. É a disputa saudável e pedagógica, que se adequa ao espírito base pretendido para este evento, que seja um evento pedagógico e não competitivo. O evento nasceu dada a inúmera quantidade de convites para palestras em Escolas Secundárias, por todo o país, para falar sobre o tema da robótica. Através da RoboParty, as palestras e o contacto directo na construção de

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robótica

A formação e apoio técnico durante o evento são dados pela empresa que produz e comercializa o kit robótico (spin-off da Universidade do Minho), SAR – Soluções de Automação e Robótica, Lda. As dezenas de voluntários que dão suporte a todas as tarefas de acompanhamento e suporte aos participantes, é constituída maioritariamente por alunos do Mestrado Integrado em Electrónica Industrial e Computadores, da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e coordenados pelo núcleo estudantil IEEE da Universidade. Uma garantia é dada aos participantes. Todos sairão com o seu robot a funcionar a 100%. A página do evento (www.roboparty.org) contém imagens e vídeos das várias edições. As equipas de quatro elementos devem possuir pelo menos um adulto, e no caso de múltiplas equipas de uma mesma escola, bastará um professor para até três equipas de menores. A Engenharia e a Robótica em geral, têm tido imenso a ganhar com este evento e, apesar de não existir uma estatística precisa, sente-se que muitos dos jovens que saem do evento embarcarão nesta área de corpo e alma. “De pequenino se torce o pepino”.

Gil Lopes

gil@dei.uminho.pt Investigador Auxiliar Grupo de Controlo, Automação e Robótica do Centro Algoritmi da Universidade do Minho - Guimarães


E S PA Ç O Q U A L I D A D E Manuel Rebelo ITRON – Vila Nova de Famalicão - Portugal Gilberto Santos Escola Superior de Tecnologia, Politécnico Cavado e Ave, Barcelos, Portugal

INTEGRAÇÃO DA QUALIDADE, AMBIENTE E SEGURANÇA - UM CAMINHO PARA O SUCESSO SUSTENTADO INTRODUÇÃO Mais que nunca, hoje – na era da Globalização – está em causa a sustentabilidade das Organizações e o foco destas deve ser colocado muito para além dos resultados financeiros. Estes deixarão de se verificar se esse foco não priorizar também a satisfação contínuada, equilibrada, crescente e integrada dos Clientes e outras Partes Interessadas tomando como referenciais de orientação e actuação as vertentes da sustentabilidade - a económica, ambiental e social e os factores organizacionais e operacionais da competitividade [1]. Assim e desde logo, para haver qualidade e excelência nos produtos (ou serviços) e na gestão das Organizações que os fabricam (ou prestam), vem sendo imperativo que as mesmas adoptem e implementem normas de sistemas de gestão QAS (Qualidade, Ambiente e Segurança) de acordo com a ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001/NP 4397:2008, respectivamente, melhorem e optimizem continuamente esses mesmos Sistemas de Gestão, para que decorra dos mesmos, um verdadeiro valor acrescentado para as Organizações e suas Partes Interessadas, potenciando a sustentabilidade dos negócios.

COMO INTEGRAR OS SISTEMAS QAS (E OUTROS)? A série das Normas ISO 9000, teve a primeira publicação em 1987, tendo sido criada com um carácter flexível, de forma a ser revista periodicamente. Posteriormente apareceram outros referenciais normativos de que destacamos as Normas ISO 14001 em 1996 e as OHSAS 18001 em 1999 com a referente correspondência da NP 4397 em 2008. Esta é a sequência natural dos processos de certificação das organizações, ou seja, iniciando normalmente com a certificação do Sistema da Qualidade, seguido do Sistema Ambiental e depois o Sistema da Segurança e Saúde do Trabalho. Esta sequência reflecte também a ordem cronológica de publicação dos diferentes referenciais. As questões que se começaram a colocar são: Como integrar estes três Sistemas QAS? Podem eles ser integrados? Este é um problema que as empresas mais desenvolvidas começaram a colocar e foi abordado por diversos autores de que destacamos, de entre outros, McDonald [2] e Arifin [3]. Por outro lado, segundo Santos [4], as pessoas são o recurso mais valioso de qualquer empresa ou país, mas nem sempre o mais valorizado. Sendo assim, a maior riqueza de qualquer organização, qualquer região ou qualquer país, são as pessoas com as suas ideias e o seu saber-fazer. Daí que um outro Sistema de G>estão importante dentro das empresas seja o Sistema de Saúde e Segurança do Trabalho, certificado pela norma OHSAS 18001/NP 4397:2008, a qual foi desenvolvida por organizações ligadas à Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho. Enquanto esta não é uma norma oficialmente reconhecida a nível internacional, tem a grande vantagem de ser adoptada por muitas organizações como uma abordagem lógica e complementar. De acordo com o Guide ISO 72:2001 [5], a experiência com normas de Sistemas de Gestão, produzidas pela ISO mostra que existe um número de elementos comuns, nos quais podem ser agrupados nos seguintes principais assuntos: política; planeamento; implementação e operação; avaliação da performance; melhoria e revisão pela gestão.

A ideia de um SIG - Sistema Integrado de Gestão - consistirá, em estabelecer correspondências e fazer combinar dois ou mais Sistemas de Gestão independentes, por exemplo, de acordo com a ISO 9001, ISO 14001, OSHAS 18001/NP 4397:2008. Isso mesmo é evidenciado na Tabela A.1 - do Anexo A - da OHSAS 18001:2007 [18] e até no Anexo A - da NP 4469-1 [6] que em Portugal corresponde à Responsabilidade Social. Apesar de terem origem em diferentes aspectos do desempenho da Empresa, a Qualidade, Meio ambiente e Sistemas de Gestão de Segurança têm muito em comum conforme referem Fresner [7] e Block [8], de entre outros autores. A integração destes Sistemas de Gestão é um caminho a seguir, e a Norma ISO 19011 - Guia para Auditorias Conjuntas do Ambiente e Qualidade [9] é um bom exemplo de que, o futuro está na integração destes Sistemas de Gestão, gerido apenas por uma equipe multidisciplinar com formação nas várias áreas, economizando recursos, quer financeiros quer humanos. De acordo com Pascal [10] e Bernardo [11], a melhor forma para iniciar a integração de Sistemas de Gestão é procurar pontos comuns nas diversas normas e fazer com que o maior número possível de procedimentos seja comum a outro Sistema de Gestão, ou, dito de outra maneira, procurar adaptar e depois integrar o máximo de procedimentos dentro dos diversos sistemas, ou seja, elaborar Procedimentos Combinados de Gestão (PCG-QA), entre o Sistema de Gestão da Qualidade e o Sistema de Gestão Ambiental ou outros sistemas. Apesar da convergência descrita, a finalidade, o enfoque, o campo de aplicação e o âmbito das actividades abrangidas pelos três referenciais de Sistemas de Gestão QAS são distintos conforme a Tabela 1. Essa distinção constitui uma dificuldade à integração, a qual não pode ser descurada. Como é natural, existem várias dificuldades para implementar um Sistema Integrado de Gestão. No entanto, Beckmerhgeni [12] destaca que “os sistemas de gestão implementados separadamente e de forma incompatível resultam em custos, aumento da probabilidade de falhas e enganos, esforços duplicados, criação de uma burocracia desnecessária e um impacto negativo junto das Partes Interessadas, em especial para os Trabalhadores e Clientes”. De acordo com Salomone [13] , uma mudança de cultura está a amanhecer e o número de empresas com mais do que uma certificação está a aumentar de forma constante e muitas delas estão a avançar com a integração. De acordo com o citado autor e outros, Karapetrovic [14], Beckmerhageni [12], vários países, como Inglaterra - PAS 99:2006 - [15], Nova Zelândia, Austrália, França, Holanda, Dinamarca - DS 8001:2005 IMS [16] e Espanha - UNE 66177:2005 [17], desenvolveram ou estão a desenvolver os seus próprios referenciais de SIG, abrangendo vários referenciais, funções das organizações e partes interessadas. Foram considerados, um conjunto de três referenciais normativos de Sistemas de Gestão – Qualidade, Ambiente e Segurança - aplicáveis a qualquer tipo de Organização e actividade. Vários outros existem. Seguramente, outros surgirão. Essas Normas cobrem um leque alargado de diferentes disciplinas, âmbitos e actividades de organização e funcionamento das Empresas incluindo os interfaces e satisfação de todas as suas Partes Interessadas. robótica [17]


S E C Ç Ã O I N ST R U M E N TA Ç Ã O Miguel Malheiro Eng.º Electrotécnico, Ramo de Automação, Controlo e Instrumentação, FEUP - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto mcbmalheiro@gmail.com

TERMÓMETROS DE RESISTÊNCIA (RTD) 2.a PARTE

CIRCUITOS DE MEDIDA DE PT100 O termómetro de resistência liga-se a uma ponte de Wheatstone (Figura 1) que consiste num rectângulo formado por resistências (Rx é a resistência desconhecida e R1, R2, R3 são reostatos calibrados) cujos extremos opostos estão ligados, um a uma fonte de tensão constante e o outro a um galvanómetro colocado entre os pontos A e B.

O circuito a três fios é o mais usado e permite a transmissão a grande distância (cerca de 5 ~ 200 Ω por linha) dependendo da marca/modelo do equipamento instalado a jusante. Entretanto os três condutores terão necessariamente de ter a mesma resistência óhmica, em virtude de qualquer diferença entre eles se traduzir num erro de medição.

Figura 3 · Termo: resistência em circuito de três condutores. Figura 1 · Ponte de Wheatsone.

Ligando S e depois K os potenciómetros R1, R2 e R3 são regulados por forma a que o galvanómetro marque zero. Nestas circunstâncias A e B estão ao mesmo potencial, e a ponte diz-se equilibrada. Assim pelo ramo Rx e R1 passará uma determinada corrente I1 e pelo ramo inferior R2 e R3 passará outra corrente I2. Como A e B estão ao mesmo potencial, ter-se-á:

que dividindo dá:

O circuito a quatro fios é o sistema usado na medição de temperaturas com grande exactidão. Trata-se dum sistema com uma fonte de corrente constante (1 mA) e um amplificador de alta impedância de entrada. Dois condutores são usados para a alimentação da Pt100 e os outros dois para medição do potencial na referida Pt100. Como o amplificador é de alta impedância a corrente no circuito de medida é desprezível. Por esta razão o valor da resistência dos condutores ou a diferença de valores entre eles não afecta a medição. Para medição rigorosa de resistências e ampliação das possibilidades de medida, a ponte de Wheatstone aparece habitualmente na forma representada na figura 4. O galvanómetro é usado com um shunt de protecção a usar quando a ponte está consideravelmente desequilibrada ou quando se aplica tensões elevadas. O shunt torna o galvanómetro menos sensível, portanto, para máximo rigor ele deve ser desligado na fase final do equilíbrio da ponte.

isto é:

E assim é possível saber o valor de qualquer resistência pelo método de comparação directo ou indirecto a partir do valor conhecido de três resistências calibradas usando o processo da ponte de Wheatstone. De acordo com o comprimento dos condutores entre o sensor e o galvanómetro, e de acordo com a exactidão desejada, serão usados circuitos de dois, três ou quatro fios: O circuito a dois fios quase não se usa visto que não só exige um circuito de supressão de resistência do cabo de ligação, como também não é possível eliminar o erro devido à variação da resistência do cabo por variação da temperatura ambiente.

Figura 4 · Aspecto prático da ponte de Wheastone.

Coloca-se a seguir uma relação

e faz-se variar R1 de forma que o galva-

nómetro agora já sem o shunt marque zero. Se não for possível conseguir tal, deve-se mudar a razão

e tentar de novo o equilíbrio com R1.

A bateria deve ser utilizada por períodos curtos de forma a evitar erros devido ao calor nas resistências calibradas e na desconhecida.

Figura 2 · Termo: Resistência em circuito de dois condutores.

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robótica

As Tabela 1 e 2 mostram os valores de resistência função da temperatura de acordo com a Norma JIS.


dossier

PROTAGONISTAS

Sistemas de Controlo de Processo [42]

DESCRIÇÃO DO INCINERADOR INSTALADO NA CUF QUÍMICOS INDUSTRIAIS (ESTARREJA) Marco Prior e Ricardo Forno, SCAI, CUF QI e Microprocessador, S.A.

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CAUDALÍMETROS: MEDIÇÃO DE CAUDAL NO SISTEMA DE CONTROLO DE PROCESSOS RS Amidata

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INDÚSTRIA MINEIRA, METAIS E MINERAIS: PRINCIPAIS DESAFIOS E RESPOSTAS DE AUTOMAÇÃO Schneider Electric Portugal

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FORNECIMENTO E COMUNICAÇÃO NO SISTEMA DE CONTROLO DE NAVIOS Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A.

No mercado em desenvolvimento existe uma área pouco conhecida mas muito interessante, as aplicações para controlo de processos. A grande maioria dos analistas e programadores estão habituados ao desenvolvimento de aplicações comerciais, a partir das bases de dados e de linguagens convencionais, desconhecendo este mercado. As aplicações de controlo de processos podem ser encontradas em todas as empresas que produzem um produto ou serviço onde existe a necessidade de um controlo rígido dos processos envolvidos, como na produção siderúrgica, de combustíveis e gases, produtos químicos, fabrico de veículos, energia, controle de tráfego aéreo, entre outros. A grande diferença entre uma aplicação comercial standard e uma aplicação de controlo de processos é justamente o tempo de resposta. Na aplicação comercial não é exigido um tempo de resposta exigente, por outro lado, o tempo de resposta em aplicações de controlo de processos é rígido, caso contrário poderão ocorrer danos irreparáveis. Por exemplo, no caso de uma aplicação de controlo de tráfego aéreo falhar, existem grandes hipóteses de perdas materiais e humanas. Quando falamos em controlos rígidos, significa dizer que caso haja uma falha no sistema, o mínimo que poderá acontecer são perdas de produtividade, passando por grandes prejuízos materiais e terminando com perdas irreparáveis no caso de vidas humanas. Os sistemas para controlo de processos são desenvolvidos de forma a maximizar a produção e minimizar os seus custos, além de eliminar possíveis riscos envolvidos na produção. Processos que antes implicariam um alto risco para os operadores de equipamentos, podem ser realizados remotamente sem qualquer risco. Uma aplicação para controlo de processo exige muito do sistema operacional pois é este que irá oferecer o suporte necessário para a criação e controlo de processos de mecanismos de sincronização e comunicação entre processos, acesso a dispositivos locais e remotos, controle de acesso a recursos compartilhados, deadlock, entre outros. Este controlo do processo está em evolução constante uma vez que, como podemos ver, é bastante importante num processo bem como numa empresa.

Por Ricardo Sá e Silva


DOSSIER SISTEMAS DE CONTROLO DE PROCESSO Eng.º Marco Prior, Engenheiro de Controlo e Processo SCAI, CUF QI Eng.º Ricardo Forno, Gestor de Contrato Microprocessador, S.A. IZa#/ (*&''.)%.%%%™;Vm/ (*&''.)%.%%& ^c[d5b^XgdegdXZhhVYdg#ei™lll#b^XgdegdXZhhVYdg#ei

DESCRIÇÃO DO INCINERADOR INSTALADO NA CUF QUÍMICOS INDUSTRIAIS (ESTARREJA) O incinerador destina-se a eliminar os resíduos orgânicos e inorgânicos, líquidos e gasosos, que são destrutíveis através do processo de degradação térmica. A queima de resíduos é feita por combustão de gases naturais e a energia obtida é convertida, na caldeira, em vapor de média pressão. O incinerador serve para fazer o tratamento final de resíduos, degradando as moléculas até o estado de átomo. O incinerador é constituído por: - Câmara de combustão; - Caldeira - Sistema de recuperação de energia; " :mVjhid0 - Analisadores ambientais; " 6jm^a^VgZh/ - Ar de atomização: sistema de compressão e de controlo de temperatura; - Ar de arrefecimento: controlo de temperatura; - Ar de instrumentos; - Água desmineralizada (para produção de vapor); - Vapor. O incinerador está equipado com um sistema de tratamento de emissões gasosas, de modo a respeitar-se a legislação ambiental. A câmara de combustão é constituída por: - Queimador: - Queima de gás natural; - Sistema piloto de ignição, de redundância dupla; - Controlo de estanquicidade do sistema de corte; - Sistema redundante de válvulas de corte (tempo de abertura e fecho menores de 1 segundo desde a detecção da causa de paragem até à acção estar concluída); - Controlo do caudal de ignição da linha principal, na fase de arranque; " 8dcigdadYdXVjYVab†c^bdZb{m^bdVYb^hh†kZa0 - Controlo de chama; - Sistema de purga. -

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Câmara de combustão propriamente dita: - Sistema de purga; " 8dcigdadYdiZdgYZdm^\‚c^d0 - Controlo da temperatura; - Controlo das diversas linhas de queima de resíduos. Câmara de tratamento de efluentes: - Análise de compostos; - Tratamento dos gases.

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LINHA DE QUEIMA DE EFLUENTES :m^hiZbY^kZghVha^c]VhYZfjZ^bVYZZÓjZciZh!YZVXdgYdXdbVcVijgZoV dos resíduos. As linhas de efluentes gasosos estão equipadas com: - Sistema automático de purga e inertização, quer nas fases de arranque e paragem quer nos períodos de standby; - Pára-chamas - para bloquear a propagação da chama no sentido inverso ao normal escoamento do resíduo; - Controlo de velocidade de escoamento, para impedir a propagação da chama no sentido inverso ao normal escoamento do resíduo; - Sistema de corte com velocidade de resposta inferior a 1 segundo; - Sistemas redundantes, de acordo com as Nomas SIL e ATEX (Zona 0, 1 e 2). As linhas de resíduos líquidos integram: - Um sistema de atomização, para uma maior eficiência da degradação do resíduo; - Um sistema de arrefecimento para garantir a integridade do material e a segurança dos operadores; - Controlo de temperatura, para impedir o escoamento de gás, líquido de elevadas viscosidades ou sódios (solidificação do fluido líquido); - Sistema de filtração da corrente; - Sistema de autolimpeza da linha; - Sistema de corte com velocidade de resposta inferior a 1 segundo. Estes são sistema redundantes, e que se encontram de acordo com as Nomas SIL e ATEX (Zona 0, 1 e 2). A caldeira, constituída por um economizador e a caldeira propriamente dita, tem a função de controlar a temperatura dos gases de saída de forma a ser hjÒX^ZciZbZciZWV^mVeVgVZhiZhedYZgZbhZgZmigV†Ydh!ZhjÒX^ZciZbZciZ alta para não se formarem condensados. Para tal, possui um controlo de pressão do vapor produzido (que indirectamente é um controlo de temperatura, uma vez que é vapor saturado) e um controlo dedicado da temperatura de gases após o economizador. Obviamente, também possui sistemas de controlo de nível e controlo de sais, onde o líquido purgado é aproveitado sucessivamente para a produção de vapor de pressão inferior.

O SISTEMA DE CONTROLO DO INCINERADOR O Sistema de controlo – Burner Management System (BMS) - está integrado com o DCS geral que controla as diversas fábricas do pólo de Estarreja da CUF QI. Tem por funções principais: - Validação das variáveis necessárias ao arranque; - Startup:


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CAUDALÍMETROS MEDIÇÃO DE CAUDAL NO SISTEMA DE CONTROLO DE PROCESSOS

Uma parte fundamental no controlo de processos, é o controlo de fluidos, sejam líquidos ou gasosos. Dentro do campo de controlo de fluidos, os caudalímetros, medidores de caudal/fluxo ou fluxómetros, desempanham um papel fundamental como sensores desenhados para a medição do caudal, gasto volumétrico de um fluido ou para a medição do gasto mássico. Em dinâmica de fluidos, caudal é a quantidade de fluidos que passa numa unidade de tempo. Normalmente identifica-se um fluxo volumétrico, o volume que passa por uma dada área numa unidade de tempo. Menos frequente, também se pode identificar com o fluxo mássico ou massa que passa por uma dada área numa unidade de tempo. Existem inúmeras maneiras de medir o caudal de um fluido, e podemos distinguir os seguintes tipos de caudalímetros como os mais comuns no mercado: -

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Mecânicos de moinho. Compostos por um moinho cujas lâminas fazem girar o fluxo, alimentando um contador que regista os valores medidos. Trata-se também de um sistema simples e económico;

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Eletrónicos de moinho. Neste caso, de novo temos um moinho que faz girar o fluxo. Mas neste caso o moinho tem imanes nas suas extremidades, o que ao girar, gera um campo eletromagnético proporcional ao caudal, lido por um sensor de efeito Hall externo ao fluido;

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Mecânico visuais (de área variável ou rotâmetro). Trata-se de um cone transparente invertido com uma bola plástica na sua base, que é empurrada até cima pelo caudal crescente. São úteis quando não seja necessária uma medida de precisão;

Eletrónicos de turbina. Semelhantes ao tipo anterior, mas neste caso é colocada uma turbina paralela ao fluxo, o que a faz girar, gerando o campo eletromagnético;

robótica

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De diferencial de pressão. Aqui reduz-se o diâmetro dos tubos primeiro, para depois voltar ao seu tamanho normal. Ao circular por esta redução de secção, o fluido gera uma diferença de pressão, que é medida, sendo proporcional ao caudal circulante. Trata-se do tipo de caudalímetro mais comum, simples e durável;

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Magnéticos. Injecta-se um campo eléctrico nos tubos e calcula-se a voltagem de extremo a extremo, e mediante a lei de Faraday podemos calcular o caudal. Um sistema não intrusivo e durável. São válidos em fluidos que apresentem uma determinada condutividade;

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Vortex. Esta tipologia de sensores está baseada no princípio de geração de vórtices. Um corpo que atravesse um fluido vai gerar vórtices no fluxo. Estes vórtices, por sua vez, causam diferenças de pressão, que medidas por um dispositivo piezoeléctrico permitem calcular o caudal;

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Deslocamento positivo. Trata-se do método mais simples de medição do caudal, e consiste em medir o tempo que demora o fluido em encher um recipiente de volume conhecido. Distinguem-se diversas variedades: de parafuso, de engrenagens, de pistões, entre outros;

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Ultrasónicos. Injecta-se um ultra som no fluido ao medir e podem basearse no efeito Doppler ou no diferencial de tempo de trânsito. Os de tempo de transito são mais exactos, mas contam com a desvantagem de que é necessário um fluido que apresente um baixo nível de impurezas. Em ambos os casos, a exactidão destes dispositivos baseia-se no pressuposto do cumprimento do efeito laminar do fluido;

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Diferencial de temperatura. Colocamos os termistores e uma resistência aquecedora no meio. A diferença de temperatura entre ambos os termistores indica-nos não só a velocidade do caudal do fluido mas também o sentido da circulação. Se não houvesse fluxo, ambos os termistores leriam a mesma temperatura;

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Medidor de Coriolis. Mediante o efeito de Coriolis que causa a distorção de um tubo vibrando lateralmente, pode obter-se a medida do caudal de um fluido, assim como da sua densidade. Estes medidores são muito precisos independentemente do tipo de gás ou fluido medido, pelo que um tubo pode ser utilizado, por exemplo, para transportar distintos gases sem re-calibrar.

A grande quantidade de metodologias para medir um caudal, indica-nos que não há um método ideal para realizar esta tarefa, e a eleição do caudalímetro adequado será determinado por parâmetros como o caudal esperado, a viscosidade, composição química, temperatura, precisão… e também por outros factores mais comuns como a durabilidade, manutenção ou o simples objectivo. Para cada aplicação há um caudalímetro que se adapta melhor.


DOSSIER SISTEMAS DE CONTROLO DE PROCESSO Schneider Electric Portugal Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-comunicacao@schneider-electric.com www.schneiderelectric.com/pt

INDÚSTRIA MINEIRA, METAIS E MINERAIS: PRINCIPAIS DESAFIOS E RESPOSTAS DE AUTOMAÇÃO dentro dos sistemas de controlo, ou através de um software dedicado, é possível interligar e fornecer informação para todo o sistema processual.

A indústria mineira, de metais e minerais é, por definição, uma indústria multifacetada, exigente e intensiva quer no capital quer no trabalho, e que tem um profundo impacto sobre o ambiente e a segurança humana. Todos estes factores criam um ambiente complexo, no qual a variabilidade do processo se torna extremamente susceptível a influências externas e internas, com particular impacto nas operações complexas que envolvem grande circulação de materiais e na própria cadeia de produção. Actualmente, este tipo de indústria enfrenta vários desafios que podem ser, muitas vezes, ultrapassados através de tecnologias de automação e processos de controlo. A concorrência, redução de custos, ambiente e as pessoas acabam por ser efectivamente os quatro desafios com os quais este tipo de indústria se depara frequentemente. A Schneider Electric, por exemplo, é uma das empresas que fornece sistemas de automação que permitem ultrapassar estes desafios, conjugando soluções tecnologicamente avançadas com custos optimizados.

A gestão do ciclo de vida de uma instalação, é outra das funcionalidades dos sistemas MES que permite contribuir para uma vantagem competitiva do produto final. No que diz respeito à automação, é importante ter implementada uma solução robusta capaz de integrar tecnologias preparadas para o futuro e uma arquitectura que seja flexível e escalável, suficiente para incorporar futuras evoluções, alterações e expansões da instalação e dos processos. As arquitecturas de automação baseadas em Ethernet preenchem estes requisitos. A Ethernet simplifica a infra-estrutura geral de comunicação, alargando o horizonte dos componentes e inovação e proporcionando uma integração consistente e simples das comunicações do projecto e do próprio negócio. Em suma, uma rede Ethernet funciona como um pipeline da informação do projecto para todos os dispositivos, desde os equipamentos de campo até aos sistemas de supervisão e controlo hierarquicamente mais elevados.

CONCORRÊNCIA

REDUÇÃO DE CUSTOS

É possível caracterizar a concorrência de uma empresa em termos de receitas, através de dois vectores: aumento da produtividade/produção e a qualidade. É necessário olhar para a capacidade de uma empresa produzir mais a menor custo e, simultaneamente, garantir que o produto final fornecido seja de alta qualidade.

Apesar de todas as características deste tipo de sistemas serem vocacionadas para a redução de custos (a optimização de operações unitárias é uma operação de custos efectiva), as técnicas que envolvem as poupanças energéticas e a manutenção são, sem dúvida, dois pontos a destacar neste tipo de sistemas de automação.

Os planos de acção dentro desta perspectiva competitiva envolvem, essencialmente, a optimização de processos, de gestão da produção e extensão da durabilidade do plano. A automatização de sistemas está directamente relacionada com a optimização de processos. As técnicas de controlo avançado, por exemplo, permitem melhorias nas linhas de transporte e nos sistemas de combustão. O que significa que, ao incorporar estas técnicas como blocos de funções especiais

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Na gestão da produção, os sistemas de execução de fabrico (MES) são excelentes contributos servindo de ferramentas de “business intelligence”. Este conceito surgiu através das indústrias transformadoras “tradicionais” e especialmente, dentro do contexto dos processos industriais. Integrados com os sistemas de controlo de processos e com o software “Enterprise Resource Planning” (ERP), estas ferramentas são capazes de disponibilizar informação crítica em tempo real para dar apoio à decisão e que inclui: produção, KPI’s, controlo de custos, controlo de qualidade/variedade de produtos, gestão de stock e tracibilidade do produto ao longo de toda a linha de produção e vida útil do mesmo bem como um rigoroso controlo de consumíveis. Paralelamente, os sistemas MES disponibilizam ferramentas específicas para a fase de planeamento da produção.

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Os sistemas de gestão energética analisam as cargas críticas, os alimentadores e as áreas de processa-


DOSSIER SISTEMAS DE CONTROLO DE PROCESSO Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt

FORNECIMENTO E COMUNICAÇÃO NO SISTEMA DE CONTROLO DE NAVIOS Para criar soluções globais para essas aplicações de elevada qualidade, a S-two atribui grande importância ao facto de todos os componentes do sistema atenderem às elevadas exigências da construção naval. “Para o equipamento dos nossos painéis de controlo, escolhemos componentes com certificação GL, o que facilita a saída global dos nossos quadros de controlo, o que por exemplo é conseguido através da Germanischer Lloyd”, afirma o engenheiro de projectos, Andreas Dieckmann da S-two. “Além disso, para nós é importante a elevada qualidade e compactação dos componentes dos quadros eléctricos. Tudo se combina nas fontes de alimentação e nos switches da Weidmüller.”

Na qualidade de prestadores de serviços, consultores, designers e inventores, a S-two oferece soluções para todas as tarefas no domínio do controlo inteligente de navios e tecnologia de controlo. Para um fornecimento e transmissão fiáveis em ambiente marítimo, são usados os fornecimentos de energia com certificação GL e switches da Weidmüller. Durante o carregamento de navios porta-contentores, várias toneladas de peso afectam o local de carga. Em situações normais, o navio iria ceder ao contentor, ficando em dificuldades. Este é um dos muitos desafios para a construção de navios e onde a S-two é bem-sucedida com as suas soluções de sistema. Através de um específico controlo do lastro, a posição do navio é permanentemente equilibrada durante a carga. O sistema de compensação é conseguido através do accionamento das válvulas dos depósitos de água do lastro. Desta forma, a água é absorvida ou descarregada sistematicamente, para que o navio permaneça, durante todo o processo de carga, numa posição estável.

SISTEMA MULTIFUNCIONAL DE CONTROLO DO NAVIO Além da operação de lastro para prevenir e compensar o ângulo de carga e descarga, bem como para ajustar a profundidade definida, existem novas aplicações de sistemas de controlo do navio da S-two no transporte de petróleo como combustível bem como na drenagem por bomba para fora do porão. Enquanto as válvulas dos diferentes depósitos de um navio podiam anteriormente ser operadas pressionando um botão, hoje existe um painel de controlo PC totalmente integrado. A S-two oferece um completo sistema multifuncional de controlo de navios Poseidon, adaptado à sua concepção modular para atender às necessidades dos navios porta-contentores, navios petroleiros e petroquímicos, de transporte de gás, para vários fins e de luxo.

ELEVADA DISPONIBILIDADE ATRAVÉS DE UM SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO REDUNDANTE A Germanischer Lloyd (GL) certificou as robustas fontes de alimentação da família PRO-M e os switches da Weidmüller, de modo a que o equipamento pudesse ser usado na construção naval nacional e internacional, em alterações nos navios, em estruturas de engenharia naval marítima e offshore. Nos sistemas da S-two, são impressionantes as vantagens particulares. “Aumentámos a disponibilidade dos nossos sistemas através da criação de sistemas de alimentação redundantes. Para isso, usámos, para além da fonte de alimentação PRO-M, módulos de díodo da Weidmüller”, afirma Dieckmann. “O factor decisivo para esta escolha foi para nós o facto de na montagem dos vários módulos PRO-M no quadro eléctrico não ser necessário espaço de arrefecimento, sendo que os podemos agrupar directamente uns aos outros. Além disso, os módulos da Weidmüller estão disponíveis em alternativa com 20 ou 40 Amp de saída. Os nossos sistemas personalizados podem ser configurados por nós, de acordo com a necessidade das correspondentes soluções de fornecimento”

COMUNICAÇÃO COMPACTA Para a comunicação Ethernet entre o quadro de controlo e as estações de trabalho, tais como a casa das máquinas ou o gabinete de carga, podem ser utilizados nos sistemas da S-two, por exemplo, dois switches sem gestão Fast Ethernet da Weidmüller. Estes foram projectados com caixas em alumínio resistentes para uma utilização em ambientes industriais agressivos. Com apenas 11,5 centímetros de largura, contribuem para o fornecimento de energia para que a S-two consiga uma estrutura espaçosa dos seus quadros de controlo. “Com os componentes electrónicos da Weidmüller certificados pela GL, temos à nossa disposição soluções de qualidade no fornecimento e comunicação dos nossos sistemas de controlo personalizados de navios”, afirma Dieckmann. “Acompanhado por uma assistência da equipa comercial da Weidmüller, os componentes encaixam-se perfeitamente nos nossos sistemas.”

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R E P O R TA G E M Por: Helena Paulino AUTOMATICA Tel.: +49 89 949-115 38 · Fax: +49 89 949-115 39 info@automatica-munich.com · www.automatica-munich.com

INDÚSTRIA DE AUTOMAÇÃO E AUTOMATICA 2012 EM ALTA de 2010. Norbert Bargmann, Vice-Presidente da Feira de Munique mostra-se bastante satisfeito: “é para nós uma enorme satisfação saber que muitos expositores que, por razões económicas, não marcaram presença na feira em 2010 estão de volta este ano. Além disso, cerca de 10% das empresas inscritas estão a participar pela primeira vez na AUTOMATICA.”

UMA FEIRA DESTINADA AOS PROFISSIONAIS DA AUTOMAÇÃO

Em quatro edições, a Feira AUTOMATICA constituiu-se como a maior plataforma de inovação representativa do sector da automação, sendo considerada como a maior exposição de robótica do mundo. Em 2012 irá realizar-se de 22 a 25 de Maio! Há boas perspectivas para a indústria da automação: a associação comercial de Robótica e Automação VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Equipamentos) prevê um aumento das vendas na ordem dos 37% para o sector, alcançando assim cerca de 10,3 mil milhões de euros em 2011. Este será um novo recorde. A previsão de crescimento também se mantém para 2012. Em Setembro, o Departamento de Estatísticas da Federação Internacional de Robótica (IFR) anunciou no seu estudo “World Robotics 2011 – Industry Robots”, um forte aumento nas vendas de robots, na ordem dos 18% em 2011, prevendo ainda um aumento anual médio de 6% até 2014. Esta tendência crescente também está patente no número de expositores inscritos para a AUTOMATICA - Feira Internacional de Automação e Mecatrónica. O número de pavilhões de exposição aumentou recentemente de quatro para cinco. Até à data, o número de inscrições para a AUTOMATICA 2012, que decorrerá de 22 a 25 de Maio de 2012 nas instalações da Feira de Munique, já ultrapassou os números registados no último evento. De destacar o aumento em 15% de participações provenientes de outros países em relação a anos anteriores. Até Setembro de 2011, cerca de 340 expositores de renome, incluindo todos os intervenientes principais do sector da robótica e automação, já tinham confirmado a sua participação na AUTOMATICA 2012, ocupando um espaço bruto de 55.000 m2. A mais de sete meses do início da feira já é possível constatar que a internacionalização do certame será ainda maior. Neste momento, a área reservada por expositores estrangeiros é 40% superior à

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De momento, a AUTOMATICA é um dos mais importantes fóruns informativos destinado às empresas produtoras e o único evento que oferece, num só espaço, o contacto directo com todos os temas inerentes à robótica, montagem e manuseamento, assim como visualização de maquinaria industrial. Thilo Brodtmann, Director Executivo da Robótica e Automação VDMA explicou que “a oferta apresentada pela AUTOMATICA, a nossa feira profissional, é a resposta perfeita às exigências técnicas impostas pela produção dos nossos dias, e inclui soluções concretas para uma produção energeticamente eficaz destinada à automação na construção ligeira. Quem pretender reforçar a sua competitividade internacional através de uma automação inteligente, encontrará aqui uma feira claramente estruturada e direccionada para as soluções.” O expositor Wilfried Eberhardt, Director Geral de Vendas e Marketing na KUKA Roboter GmbH confirma: “como fabricantes de robots apoiamos o ponto fundamental da feira estabelecido pela Associação Comercial de Robótica e Automação VDMA, patrocinadora oficial da AUTOMATICA. Deste modo, o foco de atenção da Kuka a nível comercial para o próximo ano, será participar na AUTOMATICA, a feira líder internacional de robótica em Munique. Para nós, a AUTOMATICA representa a maior feira a nível mundial para o sector da robótica. Em nenhuma outra feira se encontram os fabricantes de robots tão bem representados como aqui.”

PROGRAMA DE SUPORTE INOVADOR PARA A AUTOMATICA 2012 O programa de suporte para a AUTOMATICA 2012 reflecte a diversidade da feira. Por exemplo, em cooperação com o Instituto Frauenhofer IPA, haverá uma “Plataforma de Inovações para Robótica de Serviço.” Os institutos líderes


R E P O R TA G E M Por: Helena Paulino

MAIS INOVAÇÕES E SOLUÇÕES NA 6.ª EDIÇÃO DO PLC Há 50 anos a Rittal criou o conceito de fabrico standard de caixas e armários metálicos para a automação industrial e dedicou-se à investigação e ao desenvolvimento de soluções inovadoras, no âmbito da automação industrial, distribuição de energia, climatização, tecnologias de informação e telecomunicações. Desde então é uma referência no mercado, de forma exemplar, em todo o mundo.

A Rittal Portugal, Phoenix Contact e a M&M Engenharia organizaram a 6.ª edição do PLC – Produtividade, Liderança e Competitividade, que se realizou no passado dia 13 de Outubro, na Quinta das Lágrimas em Coimbra. Numa época em que a competitividade de um país ou de uma economia se mede pela quantidade de inovação e produção de soluções de elevado valor acrescentado, este foi um evento que muito contribuiu para isso mesmo. Trata-se de uma parceria de sucesso que se repetirá futuramente. O PLC é um evento organizado anualmente pela Rittal Portugal, Phoenix Contact e M&M Engenharia, e onde aproveitam para dar a conhecer ao mercado e aos profissionais as inovações e as mais recentes novidades relacionadas com a automação e comunicações industriais, climatização industrial, datacenters, projecto eléctrico, conexões e marcações para quadros eléctricos. Este ano, seguindo um modelo completamente inovador, com apresentações e workshops em simultâneo, o PLC 2011 foi bastante apreciado e bem recebido pelos 150 participantes, pois foi oferecida a possibilidade a todos de assistirem a três actividades diferentes ao longo do dia. Este evento já soma 6 anos e tudo começou com uma ideia comum de três empresas – Rittal Portugal, Phoenix Contact e M&M Engenharia – que passa por organizar anualmente um encontro para estarem mais próximo dos clientes e dos parceiros de negócio. Os conteúdos das várias apresentações e workshops foram de grande interesse para os participantes e cobriram vários temas de relevante importância actual. Com a apresentação das últimas tendências e soluções, pretendem ajudar as empresas a serem mais competitivas e produtivas. Mesmo durante os coffe-break, as empresas organizadoras demonstraram com mais pormenor os seus produtos e esclareceram minuciosamente os profissionais do sector.

50 ANOS A INVENTAR O FUTURO! NOVAS SOLUÇÕES RITTAL PARA A INDÚSTRIA E DATACENTERS “Parabéns à Rittal! Parabéns a todos os clientes que partilham connosco estes 50 anos de sucesso!”, ditou Jorge Mota, Director da Rittal Portugal quando iniciou a sua apresentação para uma plateia atenta e bem-disposta.

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Todo o dinamismo e inconformidade em relação ao tempo de crise que o mercado português atravessa, foram demonstrados pela explicação geral das actividades desenvolvidas e consequentes resultados de 2011, bem como a apresentação das estratégias, acções e planos para 2012, mostrando que a Rittal é uma empresa activa e que acredita que só assim poderá vencer, lutar e ultrapassar as dificuldades, dando aos seus clientes e parceiros de negócio, o valor acrescentado que estes procuram. Jorge Mota apresentou e explicou o produto Rittal Finance, uma solução de financiamento para clientes e o Portal do Cliente Online, dois pontos que terão reflexos imediatos no valor acrescentado que a Rittal transfere para os seus clientes. A Rittal Finance é um produto financeiro, resultante de uma parceria entre a Rittal e uma empresa alemã de renting tecnológico, através do qual a Rittal vende os seus produtos, garantindo vantagens fiscais, redução de custos e manutenção da liquidez empresarial. A ferramenta online “Portal do Cliente” vai permitir que os parceiros de negócios estejam sempre em contacto com a Rittal, podendo consultar preços PVP, stocks e fazer o acompanhamento de encomendas a qualquer hora. O uso desta ferramenta vai conduzir a um aumento de produtividade uma vez que reduz a necessidade de contactos telefónicos ou trocas de emails e os tempos de espera pela informação. Fornecer mais e melhor informação em tempo útil é o objectivo da Rittal. Aproveitando a comemoração dos 50 Anos, a Rittal lançou e apresentou o seu novo Catálogo 33 ao público. Cláudio Maia, Account Manager da Rittal responsável por esta apresentação, mostrou como o novo catálogo está organizado e como o cliente poderá encontrar a solução adequada para as suas necessidades rápida e eficazmente. Cláudio Maia completou a sua apresentação com o capítulo das novidades em refrigeração para a indústria, apresentando os novos sistemas de climatização, desde os ar-condicionados “blue e generation”, filtros e ventiladores 900 m³/h, resistências com ventiladores, refrigeração de platines e chillers. Mais tarde, David Craveiro falou das soluções para datacenters e das inovações dirigidas ao mercado TI. Numa altura em que os produtos energeticamente eficientes têm uma


R E P O R TA G E M Por: Helena Paulino RS Amidata Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · rsportugal.com

O QUE HÁ DE NOVO NA RS AMIDATA? do comércio electrónico cresceram imenso, acima dos 30%, e dezenas de milhares de clientes alteraram a sua busca de produtos do offline para online.

FIDELIDADE À MARCA É IMPERATIVO As novidades do comércio electrónico ou eCommerce foi o tema abordado por Keith Reville, Gestor Geral de Comércio Electrónico, abrindo o tema com um gráfico representativo do grande crescimento online da RS Amidata. E ditou quais os quatro passos para este crescimento: aumento do tráfico, alinhamento multi-canal, melhor procura. Keith Reville ainda abordou os múltiplos canais, ditando que a RS Amidata tem a facilidade de ter disponíveis vários canais (online, telefone, catálogo, fax, e outros). Além disso, na RS Amidata encontramos diferentes canais que desempenham diferentes papéis: aquisição, desenvolvimento e eficiência.

A RS Amidata organizou no dia 28 de Setembro, uma conferência de imprensa para apresentar o seu presente e o que o futuro lhe reserva. Durante um dia inteiro falaram da actualização da estratégia da RS Amidata, do seu comércio electrónico, da gestão de clientes, entre outros assuntos pertinentes. Klaus Göldenbot, Gestor Regional da EMEA, abriu a conferência de imprensa em Roma ditando algumas das razões da existência deste evento: fornecer a primeira revisão depois de 18 meses de regionalização, compartilhar novas e inovadoras ideias da RS Amidata e a nova estratégia da plataforma de comércio electrónico e quais as inovações na área da distribuição para os próximos 6 a 12 meses. Klaus Göldenbot mostrou uma pirâmide sobre o crescimento da Europa, onde na base estão as suas prioridades (implementação da estratégia de manutenção e electrónica, marketing, eficácia nas vendas, compromisso com as vendas), seguido da estratégia (Electrónica e Manutenção, Comércio Electrónico, Óptimo Serviço e Operação ao Cliente, Elevada Performance baseada numa Melhoria Contínua) e no cimo da pirâmide há uma visão importante que passa por ser o favorito distribuidor europeu! Mostrou que em 2011 registaram na Europa um aumento de vendas de 22%, no comércio electrónico de 34% e partilha do canal de 59%, e uma maior satisfação por parte do cliente. A RS tem um foco no cliente único que foi adoptado em toda a organização. Ao ouvir e entender as necessidades dos seus clientes, a RS tem uma verdadeira perspectiva do mercado e facilmente identifica, cria e entrega aquilo que o mercado realmente necessita. Uma variada gama de componentes electrónicos, juntamente com um serviço de referência no mercado, que garante à RS a capacidade de resposta no fornecimento das necessidades dos seus clientes. Tal como enumerou Klaus Göldenbot, o forte crescimento da RS Amidata foi garantido pelo seu alcance global, marketing de relacionamento mais pessoal e igualmente de abordagem em massa, o novo valor dos serviços electrónicos, e sobretudo pela qualidade que transparece da atitude da RS Amidata. O objectivo, segundo ditaram, passa por continuar com este crescimento, garantindo uma maior participação de mercado através de um foco nas necessidades de concepção e funcionalidades dos clientes. As iniciativas

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robótica

A gestão do cliente é um tema cada vez mais importante sobretudo para empresas como a RS Amidata, e não haveria ninguém melhor do que Ermanno Maffé, Director de Marketing Europeu. Começou por ditar que o modelo de negócio da RS Amidata passa pelos 500.000 clientes activos. Explicou as vantagens de utilizar o TNS e a Metodologia TRI*M que ajuda nas entregas em 24 horas, garante confiabilidade à empresa (pela entrega no prazo e uma precisão nos itens entregues), disponibilidade imediata em stock e gestão de pedidos online. Desta forma a RS Amidata garante uma posição de destaque no mercado em termos de velocidade e confiabilidade, criam um relacionamento contínuo e consolidam a sua parceria ao longo do tempo, atestam o atendimento ao cliente e há um aumento constante da gama de produtos. Outro dos factores estratégicos de crescimento passa por ouvir o cliente e satisfazê-lo da melhor forma.

RS AMIDATA: “ONDE OS ENGENHEIROS ENCONTRAM O QUE PROCURAM” Mark Cundle, Gestor Técnico de Marketing abordou o projecto de design. Apresentou uma lista do que os engenheiros querem – estão cada vez mais dependentes da Internet, procuram fontes de acesso gratuitas, e uma maior facilidade em encontrar aquilo que pretendem – passando depois para alguns excertos de pedidos feitos por alguns engenheiros. A RS Amidata oferece apoio aos engenheiros desde a concepção à produção, e por isso trabalham em conjunto com os seus clientes de forma a oferecer recursos importantes que respondam às suas necessidades. Desta forma pretendem tornar mais fácil aos engenheiros encontrar aquilo que procuram. Enumerou a quantidade de informação que a RS Amidata pode fornecer e de que forma pode ajudar e responder às necessidades de cada um. Ainda destacou o DesignSpark como um fonte online para engenheiros electrotécnicos que lhes fornece ferramentas de software da RS Amidata, dos seus fornecedores e até mesmo dos clientes. A RS Amidata melhorou significativamente a busca online no seu website, através de um novo recurso de pesquisa inteligente de produtos e uma capacidade de navegação superior. Tudo isto para responder da melhor forma e permitir um acesso mais fácil e rápido de 550.000 produtos a todos os clientes. A informação e os dados técnicos, bem como os acessórios de todos os produtos são informações e elementos relevantes que interessam a todos os clientes, factos que estiveram na base da criação e organização do website da RS Amidata. Melhorias adicionais incluem ainda uma me-


E N T R E V I STA Por: Helena Paulino

“FESTO GOZA DE UM PRESTÍGIO MERECIDO DE INDISCUTÍVEL QUALIDADE E FIABILIDADE” modernas ferramentas disponíveis em Tecnologias de Informação e uma total integração e concentração na estratégia do negócio global da Festo. A Festo sempre viu a Mota & Teixeira como uma mais-valia em Portugal. Prova disso é o facto da Festo-Portugal ser uma continuação do Departamento de Automação da Mota & Teixeira, com os ajustes necessários para que a empresa resultante seja competitiva e de sucesso. O acordo que existiu entre a Festo e os accionistas da Mota & Teixeira, que terminou com a venda do negócio Festo em Portugal, tal como o nome indica, foi de mútua concordância. Sendo assim, a decisão só pode ter sido vantajosa para ambas as partes.

De uma parceria bem sucedida, o Departamento de Automação da Mota & Teixeira foi comprado a 100% pela Festo, representando agora a 100% os produtos e soluções Festo. Luís Mota, Administrador da Festo explica esta transiçao e como se posiciona a Festo no mercado nacional. revista “robótica”: Depois de 40 anos de parceria e representação da marca Festo, a Mota & Teixeira Automação foi integrada no Grupo Festo. O que representou isso para a Mota & Teixeira? Luís Mota (LM): O Departamento de Automação da Mota & Teixeira, foi sujeito em 2010 a uma cisão societária, dando origem a uma empresa autónoma chamada MT-AUT, S.A.. Esta empresa foi comprada no dia 30 de Dezembro de 2010, a 100%, pela Festo AG, empresa mãe do grupo alemão Festo, passando a assumir, a partir de Março de 2011, o nome Festo – Automação, Unipessoal, Lda. Sendo o negócio da automação a principal actividade da Mota & Teixeira até 2010, os seus accionistas aproveitaram as mais-valias realizadas com a sua venda, para reconverter a empresa dedicada a uma saudável exploração do seu importante património imobiliário. rr: Este foi um sinal de reconhecimento por parte da Festo relativamente à Mota & Teixeira. Ou como o encararam? LM: Desde o início da relação entre a Festo e a Mota & Teixeira, sempre houve uma verdadeira parceria e cumplicidade entre ambas. No entanto, o crescimento que a Festo teve a nível global, e o seu desenvolvimento como organização, tornou incompatível a continuidade da cobertura do mercado português entregue a uma organização externa ao grupo Festo. Esta incompatibilidade deve-se, sobretudo, a uma coerência estratégica global por parte da Festo, tendo como consequência a utilização das mais

[82]

robótica

rr: Olhando para trás porque escolheram a marca e os produtos Festo para representar no mercado português? Quais são as suas vantagens relativamente a outras marcas? LM: A Mota & Teixeira iniciou o seu relacionamento com a Festo, nos princípios dos anos 60, por via das Máquinas de Trabalhar Madeira. A evolução e aposta para a Pneumática, em 1970, foram uma óptima opção estratégica feita na altura pela Mota & Teixeira. Desde essa altura (e ainda hoje), a Festo goza de um prestígio merecido de indiscutível qualidade e fiabilidade, quando comparado com qualquer outra marca do mercado.

“HONESTIDADE, SERIEDADE E COMPETÊNCIA NOS MERCADOS” rr: Desde 1943, início da actividade da Mota & Teixeira, quais os valores que sempre pautaram a empresa e que pretende que continuem bem patentes na forma como se relacionam com os vossos clientes? LM: Sempre tentamos que a Mota & Teixeira defendesse e passasse uma imagem de honestidade, seriedade e competência nos mercados em que actuasse. Estes valores foram-nos transmitidos pela nossa anterior geração, e como estão interiorizados na nossa maneira de ser, basta agir naturalmente para os manter. Também a Festo defende os mesmos valores culturais, o que facilitou a transição. rr: Isso contribui de alguma forma para a vossa diferenciação no mercado nacional da automação industrial? De que forma? LM: Os valores que uma empresa ou uma marca possui são, em grande

Figura 1 · Edifício Mota & Teixeira.


T A B E L A C O M PA R A T I V A S O B R E C A U D A L Í M E T R O S

Caudalímetros O caudalímetro é um instrumento de medida de alta precisão, que serve para a medição do caudal ou gasto volumétrico de um fluido ou para a medição do fluxo em massa. Os caudalímetros são, normalmente, instalados na entrada do tubo de transporte de fluxo da bomba injectora e na saída que volta ao tanque. Também por isto podem ser chamados de medidores de vazão e medidores de fluxo. Existem caudalímetros mecânicos e eléctricos, tendo ambos a vantagem de reduzir e optimizar o consumo, permitindo uma importante economia dos fluxos, algo sobejamente importante na actualidade. Um exemplo de um caudalímetro eléctrico pode ser encontrado nos aquecedores de água, utilizados para determinar o caudal de água que circula nas máquinas de lavar para encher o tanque, em diferentes níveis. Os caudalímetros mecânicos visuais são um cone transparente, com marcações que indicam o estado do fluxo, com uma bola de plástico na sua base. O fluido empurra a bola para baixo e quando o caudal aumenta, a bola sobe. A gravidade puxa para baixo a bola para parar o fluxo. Este caudalímetro é, geralmente, utilizado para medir gases em lugares onde necessitamos de saber, com muita precisão, o fluxo, como por exemplo, em hospitais. Também podem ser caudalímetros de vazão que nos indicam o fluxo de água. Os caudalímetros ultra sónicos têm como princípio de funcionamento de “tempo de trânsito”, Dopler ou ambos. Estes equipamentos funcionam através do princípio de “tempo de trânsito”, e por isso utilizam dois transdutores a funcionar como emissores ou receptores acoplados à parte exterior da tubagem. Os caudalímetro de Dopler utilizam o som enviado pela tubagem transmitido por um só transdutor montado na face exterior. Os pulsos de som são reflectidos por micro partículas ou bolhas de ar a uma frequência diferente da emitida. Esta diferença de frequência é proporcional à velocidade da partícula que partiu o pulso. Desta forma conseguimos calcular o fluxo volumétrico na tubagem. A tecnologia ultra sónica para a medição e monitorização de fluxo e nível é utilizada, mundialmente, numa vasta gama de aplicações industriais. No caso da indústria de processos, os instrumentos ultra sónicos são aplicados na medição de fluxos em fluidos, monitorização de consumos de água, confirmação de equipamentos, inspecção, detecção de fugas e medição do fluxo de energia térmica. Ainda existem os caudalímetros volumétricos que fazem a medição em volume de fluido, directamente com a medição feita pelo deslocamento, e indirectamente quando é feita por deduções. Além disso podem fazer medições em peças móveis ou imóveis, fazendo as medições no primeiro caso por deslocamento ou rotação, e no segundo caso pode ser uma turbina ou uma hélice. Estes caudalímetros volumétricos são adequados para aplicações menos exigentes, e também é importante sublinhar que quando são aplicados na indústria, a medição é feita com elementos com uma pressão diferencial na passagem do fluido. No caso dos caudalímetros mássicos, medem o caudal massa, são aplicados em medições onde a exactidão da medida é bastante importante. Também não nos podemos esquecer dos caudalímetros térmicos, os de Variação de Momento (ângular ou linear) e da força de Coriolis. Não menos importante é de referir os caudalímetros híbridos que podem medir segundo a área variável e a pressão diferencial (Tubo de Venturi, Placa Orifício, Tubo Annubar). Todos estes caudalímetros possuem características diferentes, dependendo do objectivo e do fabricante. Todas e muitas mais características podem ser analisadas na Tabela Comparativa de Caudalímetros que apresentamos nas páginas seguintes.

Por Helena Paulino


Distribuidor

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

BRESIMAR

ABB

robótica

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

ABB

SIKA

SIKA

SIKA

SIKA

SIKA

SIKA

SIKA

SIKA

SIKA

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

bresimar@bresimar.pt

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

paulo.melo@pt.abb.com

Contacto (email)

VR

VTR

VTI

VTP

VTH

VUS

VMI

VMZ

VVX

VA Master

TORBAR

ORIMASTER

CoriolisMaster

Sensyflow

Swirl - FS4000

FV4000

PartiMag

AquaMaster

Watermaster

Process/HygienicMaster

FSM4000

Modelo Compacta x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

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x

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x

Remota x

x

x

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Mássico (caudal mássico) x

x

Electromagnético e Ultrasónico (caudal volumétrico) x

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Vortex x

x

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Turbina x

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Líquidos x

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x

Fluído

x

x

x

x

Gases

Rodas dentadas

Tipo de Medição

Vapor x

x

x

24 Vdc x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Alimentação

x

x

x

x

x

x

x

x

230 Vac

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Fabricante

Montagem Baterias / Autonomia x

Precisão (%) 3

0,5

0,5

1

1

4

2

1

2

1,6

1

1

0,1

0,9

0,5

0,75

3

0,25

0,2

0,2

0,5

Repetibilidade (%) 1

0,05

0,1

0,2

0,2

1

1

1

0,2

0,25

0,2

0,1

0,1

0,2

0,2

0,2

-

0,1

0,1

0,1

0,1

100

150

85

150

85

60

90

60

130

400

400

230

200

300

280

400

80

70

70

180

180

Máx

-

-

-

-

-

5

5

-10

-

-55

-50

-40

-50

-25

-55

-55

-25

-20

-6

-25

-40

Min

100

250

10

300

10

16

16

10

10

100

100

100

100

40

100

100

40

40

40

100

100

Máx

-

-

-

-

-

-

-

-

-

0

0

0

0,2

0

0

0

0

0

0

0

0

Min

Temperatura de Pressão de Medição (ºC) Medição (bar) Módular (Sim/Não) -

-

-

-

-

-

-

-

-

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Comunicação -

-

-

-

-

-

-

-

-

-

HART, Profibus PA, FF

HART, Profibus PA, FF

HART, Profibus PA, FF

HART, Profibus DP

HART, Profibus PA, FF

HART, Profibus PA, FF

-

Modbus

HART, Profibus DP, Modbus

HART, Profibus PA, FF

HART, Profibus PA, FF

T A B E L A C O M PA R A T I V A

Sólidos


F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

SICK

SICK

SICK

SICK

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

ELIS

F. Fonseca, SA

info@pt.festo.com

Festo - Automação, Unipessoal, Lda.

Festo

ELIS

info@pt.festo.com

Festo - Automação, Unipessoal, Lda.

Festo

F. Fonseca, SA

info@pt.festo.com

Festo - Automação, Unipessoal, Lda.

Festo

ELIS

info@pt.festo.com

Festo - Automação, Unipessoal, Lda.

Festo

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

bresimar@bresimar.pt

BRESIMAR

SIKA

Contacto (email)

Distribuidor

Fabricante

SONOELIS SE404X

SONOELIS SE4025

SONOELIS SE4015

FLOMIC FL3085

FLOMIC FL3005

FLOMIC FL50X4

FLOMIC FL103X

FLOMIC FL102X

FLONET FS10XX

FLONET FRXX

FLONET FF10XX.1

FLONET FN20XX.1

FLOWSIC600

FLOWSIC100 CEMS

FLOWSIC100 Process

FFU

SFAB

SFE1

SFE3

SFAM

VZ

Modelo Compacta x

x

x

x

x

x

x

x

x

X

X

X

X

X

x

Remota x

x

x

x

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x

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x

Mássico (caudal mássico) x

x

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x

Electromagnético e Ultrasónico (caudal volumétrico) U

U

U

U

U

U

U

U

E

E

E

E

U

U

U

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Rodas dentadas x

Líquidos x

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Fluído

x

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X

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Gases

Vortex

Tipo de Medição

24 Vdc x

x

x

x

x

X

x

X

X

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

4 anos

1

0,5

1

1

2

EN14154

6-8 anos 4 anos

EN14154

6-8 anos

Baterias / Autonomia

B

0,5

0,5

0,5

0,2

0,2

0,1 m/s

2

2

1

-

-

-

0,3

Precisão (%)

6-8 anos

Alimentação

230 Vac

Montagem Repetibilidade (%) -

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

0,5

+/- (0,8% o.m.v. + 0,2% FS)

+/- (0,8% o.m.v. + 0,2% FS)

+/-1% FS

+/- (0,8% o.m.v. + 0,2% FS)

1

150

150

150

150

150

50

130

50

150

150

150

150

280

450

260

80

0

0

0

0

150

Máx

-194

-40

-40

0

50

50

50

50

-30

Min

40

25

25

10

40

40

40

16

16

40

10

40

450

0,1

16

10

0

0

-0,9

0

400

Máx

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

0,3

10

10

7

16

-

Min

Temperatura de Pressão de Medição (ºC) Medição (bar) Módular (Sim/Não) -

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Não

Sim

Sim

Sim

Sim

-

Comunicação RS485

RS485

RS485

-

-

Optica/ RS232/ GSM

Optica/ RS232/ GSM

Optica/ RS232/ GSM

Hart

Hart e Foundation fieldbus

RS233/485

RS233/485

RS485/ HART

USB/ RS232/ RS485/ Ethernet

USB/ RS232/ RS485/ Ethernet/ HART

Não

DIGITAL/ANALÓGICO

DIGITAL/ANALÓGICO

DIGITAL/ANALÓGICO

DIGITAL/ANALÓGICO

-

T A B E L A C O M PA R A T I V A

robótica

[ 87 ]

Sólidos

Vapor

Turbina


Distribuidor

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

F. Fonseca, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

ELIS

robótica

ELIS

ELIS

MJK

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

ALIA

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

BNC BH

MAG1100

MAG1100Food

MAG5100W

MAG3100

MAG3100P

MAG3100HT

MAG8000

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

AVF7000

AUF760

AUF750

AUF610

AUF600

AMF500

AMF900

AMF601

AMF300

MagFlux

SONOELIS SE806X

SONOELIS SE804X

SONOELIS SE406X

Modelo

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

ffonseca@ffonseca.com

Contacto (email) Compacta x

x

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Remota x

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Electromagnético e Ultrasónico (caudal volumétrico) x

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U

U

U

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E

E

E

E

E

U

U

U

Rodas dentadas x

Vortex x

Líquidos x

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Fluído

x

Gases

Tipo de Medição

Vapor x

24 Vdc x

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Até 6 anos

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0,2

0,25

0,25

0,25

0,25

0,25

0,25

0,5

3-6 anos -

0,7

3 anos

1

0,5

1

10 horas

Baterias / Autonomia

1

0,2

0,2

0,2

0,2

0,1

1

2

1

Precisão (%)

10 horas

Alimentação

230 Vac

[ 88 ]

Fabricante

Montagem Repetibilidade (%) -

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-

0,2

0,2

0,2

0,2

0,2

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0

-20

-20

-20

-10

-20

-30

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420

110

160

-

-

180

180

150

120

150

150

150

150

Máx

70

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100

70

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150

-40

-20

-40

-

-

-40

-40

-40

-20

-20

-

-

-

Min

0,01

0,01

0,01

0,01

0,01

0

0

20

40

40

-

-

-

40

40

40

16

40

40

40

40

Máx

40

100

100

100

40

40

40

-

-

-

-

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-

-

-

-

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-

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-

Min

Temperatura de Pressão de Medição (ºC) Medição (bar) Módular (Sim/Não) -

-

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-

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-

-

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-

-

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-

Sim

-

-

-

Comunicação IrDA, Modbus, GPRS

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

-

RS485

RS232

RS232

-

-

RS485 (MODBUS) | HART

RS485 (MODBUS) | HART

RS485 (MODBUS) | HART

RS485 (MODBUS) | HART

RS485 (MODBUS)

RS485

RS485

RS485

T A B E L A C O M PA R A T I V A

Sólidos

Turbina

Mássico (caudal mássico)


Distribuidor

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Siemens, SA

Fabricante

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Siemens

Modelo

MASS2100

MC2

FC300

SONO3300

SONO3100

SONOKIT

FUS380/FUE380

FUS880

FU1010

FX300

Contacto (email)

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

sensores.comunicacoes.pt@ siemens.com

Compacta x

x

x

Remota x

x

x

x

x

x

x

x

x

Mássico (caudal mássico) x

x

x

x

Electromagnético e Ultrasónico (caudal volumétrico) x

x

x

x

x

x

x

Líquidos x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Fluído

x

x

x

x

Gases

Vortex

Rodas dentadas

Tipo de Medição

Vapor x

24 Vdc x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

-

-

-

-

-

-

Baterias / Autonomia -

Ate 4 horas

Até 6 anos

Até 6 anos

Alimentação

230 Vac

Montagem Precisão (%) 0,75

0,5

2

0,5

0,5

0,25

0,5

0,1

0,15

0,1

Repetibilidade (%) -

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-40

-40

2

2

-20

-200

-10

-40

-50

-50

Máx

240

230

60

200

200

250

160

180

180

180

Min

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Máx

100

-

40

40

40

40

40

410

100

365

Min

Temperatura de Pressão de Medição (ºC) Medição (bar) Módular (Sim/Não) -

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Hart

-

Modbus

Modbus

Hart, Profibus PA

Hart, Profibus PA

Hart, Profibus PA

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Hart, Profibus PA, Profibus DP, Foundation Fieldbus, DeviceNet, Modbus

Comunicação

Sólidos

Turbina


BIBLIOGRAFIA

ELECTRÓNICA XXI

I

Este é um livro de referência para o formador e para o formando do ensino profissional. De consulta fácil e rápida tanto por tema como por curso, reúne em si os conteúdos da disciplina de electrónica nas suas diversas variantes, consoante o curso profissional em que se insere. Os cursos que abrange são vários, como: Técnico de Instalações Eléctricas EE; Técnico de Electrotecnia EE; Técnico de Electrónica Naval; Técnico de Electrónica e Telecomunicações; Técnico de Electrónica, Áudio, Vídeo e TV; Técnico de Electrónica, Automação e Comando; Técnico de Electrónica, Automação e Computadores; Técnico de Electrónica, Automação e Instrumentação; e Técnico de Manutenção. € 39,95 Autor: Afonso Marques ISBN: 9789728953881 Editora: Publindústria Páginas: 774 Edição: 2011 (Obra em Português) Venda on-line: www.engebook.com

ÍNDICE: Corrente eléctrica. Análise de circuitos em corrente contínua. Magnetismo e electromagnetismo. Corrente alternada monofásica. Corrente alternada trifásica. Semicondutores. Transístor bipolar. Transístores J-FET, MOSFET e tiristores. Amplificadores com transístores. Amplificadores operacionais. Osciladores. Electrónica de potência. Sistemas trifásicos. Sistemas de alimentação. Electroquímica, pilhas e acumuladores. Transformadores. Máquinas eléctricas de corrente contínua. Máquinas eléctricas de corrente alternada. Sistemas de numeração. Circuitos lógicos. Descodificadores. Circuitos sequenciais.

INSTALACIONES DOMÓTICAS

I

Este livro é dirigido a estudantes de formação profissional e, sobretudo, a todas as pessoas que estejam interessadas em adquirir novos conhecimentos e tenham interesse nos campos da domótica, electricidade e electrónica. Durante o desenvolvimento teórico são intercalados exemplos explicativos e exercícios resolvidos. No final de cada tema existem questões de auto-avaliação para ajudar a avaliar os conhecimentos obtidos e um resumo dos conceitos mais importantes. Por último incorpora mais exercícios propostos em cada tema com soluções a sua disposição. ÍNDICE: Instalaciones domóticas. Elementos de un sistema domótico. Instalaciones domóticas con corrientes portadoras. Instalaciones domóticas con autómatas programables. Instalaciones domóticas basadas en cableado específico bus de campo. Instalaciones domóticas inalámbricas. Prevención de riesgos laborales.

€ 26,44 Autor: Carlos Tobajas García ISBN: 9788496960596 Editora: Ceysa Páginas: 152 Edição: 2011 (Obra em Espanhol) Venda on-line: www.engebook.com

MICROCONTROLADORES PIC. TEORÍA Y PRÁCTICA

I

Desde a sua origem que esta obra foi concebida pelo autor como uma ferramenta teórico-prática para o estudo dos modernos microcontroladores actuais, e o uso de seus múltiplos recursos internos para o desenvolvimento de todo tipo de aplicações e projectos. A obra centra-se nos microcontroladores PIC em geral e na família PIC16F88X em particular. Em cada tema faz-se uma explicação teórica dos diferentes recursos que integram estes dispositivos, seguida de uma proposta prática com numerosos exemplos de carácter didáctico e de aplicação. Dada a experiência docente do autor, bem como as sugestões recebidas por parte de outros profissionais do ensino, tentou-se que tanto os temas teóricos como os exemplos, estejam organizados em ordem progressiva de complexidade. Temos assim uma obra orientada a professores e estudantes de grau médio, grau superior e universitário. Também a qualquer pessoa, seja profissional € 27,50 ou interessado, que disponha de conhecimentos básicos de electrónica digital e esteja interessado neste fascinante Autor: Mikel Etxebarria mundo dos microcontroladores. A obra tem material complementar, o que se inclui os anexos à obra, bem como ISBN: 9788492779987 todos os programas fonte dos exemplos propostos. Apresentam-se escritos tanto em linguagem ensamblador como Editora: Copyright em linguagem C de alto nível. Todos eles se desenvolvem e executam sobre o laboratório USB-PIC´School. Também Páginas: 428 Edição: 2011 inclui abundante informação técnica de todos os dispositivos e componentes utilizados nessas práticas, bem como (Obra em Espanhol) uma versão livre do software FlowCode para a programação gráfica de microcontroladores. Venda on-line: www.engebook.com ÍNDICE: Microcontroladores PIC; Arquitectura. Introducción a la programación. Las Puertas de E/S. Circuitos auxiliares del PIC16F88X. Módulos de temporización o “TIMERS”. Módulos analógicos. Los módulos CCP. El módulo EUSART de comunicaciones. La puerta serie síncrona (MSSP).

[ 90 ]

robótica


BIBLIOGRAFIA

AUTOMATISMOS INDUSTRIALES

I

Para aprofundar os aspectos práticos dos temas tratados neste livro, foram elaborados uma série de exercícios práticos que são de grande utilidade para o leitor. Esta obra consta fundamentalmente de três blocos de conteúdo: Quadros eléctricos, Automatismos instalados, Automatismos programados. ÍNDICE: Mecanizado de cuadros eléctricos y dibujos técnico. Cuadros y riesgo eléctrico. Automatismos cableados. Normalización y aparamenta. Diseño de automatismos. Instalación de automatismos. Automatización con autómatas programables industriales. Programación básica de autómatas programables industriales. Prácticas de programación con autómatas programables industriales.

€ 27,50 Autores: José A. Barbado, Jesús Martín, Jesús Aparicio ISBN: 9788415270041 Editora: Copyright Páginas: 294 Edição: 2011 (Obra em Espanhol) Venda on-line: www.engebook.com

AUTOMATISMOS INDUSTRIALES

I

Na secção prática profissional propõe-se o desenvolvimento de um caso prático, no qual se descrevem as operações que se realizam, detalham-se as ferramentas e o material necessário, e incluem-se fotografias que ilustram os passos a seguir. A secção mundo técnico versa sobre informação técnica deste sector. É importante conhecer as últimas inovações existentes no mercado e dispôr de exemplos na vida real das aplicações dos conteúdos tratados na unidade. No final do livro incorpora-se um anexo sobre as recomendações a ter em conta em matéria de segurança, simbologia normalizada e localização de avarias em automatismos industriais. ÍNDICE: Envolventes y cuadros eléctricos. Mecanizado de cuadros eléctricos. Protección de las instalaciones. Motores eléctricos. Automatismos industriales cableados. Esquemas y circuitos básicos. Arranque y variación de velocidad en motores. Representación avanzada de esquemas. El autómata programable. Programación de los autómatas. Dispositivos de seguridad. Anexos: Fichas de seguridad. Simbología normalizada. Localización de averías.

€ 37,55 Autores: Juan Carlos Martín, María Pilar García ISBN: 9788497715348 Editora: Editex Páginas: 360 Edição: 2011 (Obra em Espanhol) Venda on-line: www.engebook.com

INGENIERÍA DE LA ENERGÍA EOLICA

I

A energia eólica experimentou importantes progressos técnicos e económicos. Melhoraram-se significativamente aspectos, como a gestão e a manutenção, a integração da energia eléctrica na rede, a adaptação do desenho de aerogeradores às características das localizações, a regulação e controle. Neste livro desenvolvem-se os aspectos que um técnico energético deve conhecer e aplicar para a concepção, projecto, implantação e gestão de um sistema de energia eólica, em especial para a produção eléctrica.

€ 29,48

ÍNDICE: Aspectos generales. Física de la atmósfera: el viento. Medición y tratamiento de los datos eólicos. Caracterización del potencial energético del viento. Aerodinámica de los aerogeneradores. Aerogeneradores de eje vertical y aerobombas. Aerogeneradores de eje horizontal para producción eléctrica. La generación eléctrica en los aerogeneradores. Configuración de sistemas eólicos. Parques eólicos. Cálculos energéticos en aerogeneradores. Aspectos económicos y medioambientales.

Autor: Miguel Villarrubia López ISBN: 9788426715807 Editora: Marcombo Páginas: 283 Edição: 2011 (Obra em Espanhol) Venda on-line: www.engebook.com

W W W. E N G E B O O K . C O M robótica [ 91 ]

A SUA LIVRARIA TÉCNICA!


FEIRA S E CONFERÊNCIA S

DESIGNAÇÃO

TEMÁTICA

LOCAL

DATA

CONTACTO

INTERNATIONAL ELECTRONIC COMPONENTS TRADE SHOW 2012

Componentes e Equipamentos Electrónicos e Consultadoria

Tóquio Japão

18 a 20 Janeiro 2012

Reed Exhibitions Japan Limited info@reediberia.com www.reedexpo.com

ROBOPARTY 2012

Evento de Construção e Dinamização de Robots

Guimarães Portugal

23 a 25 Fevereiro 2012

SAR e Universidade do Minho fernando@dei.uminho.pt www.roboparty.org

IPACK-IMA 2012

Exposição Internacional de Embalagem e Sistemas de Processamento de Alimentos

Milão Itália

28 Fevereiro a 03 Março 2012

Ipack-Ima Spa ipackima@ipackima.it www.ipackima.it

SINERCLIMA

Feira de Climatização e Energias Renováveis

Batalha Portugal

29 Fevereiro a 03 Março 2012

ExpoSalão, S.A. info@exposalao.pt www.exposalao.pt

LOGIMAT 2012

Feira Internacional de Distribuição e Fluxo de Informação dentro das Empresas

Estugarda Alemanha

13 a 15 Março 2012

EUROEXPO Messe und Kongress-GmbH info@euroexpo.de www.euroexpo.de

ELECTRONICA & PRODUCTRONICA CHINA 2012

Feira Internacional de Componentes, Conjuntos, Tecnologias Photonics com PCIM e Feira Internacional de Tecnologias de Produção

Xanghai China

20 a 22 Março 2012

Messe Muenchen International pr@mmi-shanghai.com www.mmi-shanghai.com

ROBOTIQUE 2012

Feira de Novidades de Robots e Integradores

Lyon França

26 a 30 Março 2012

Crocus Expo electron@primexpo.ru www.primexpo.ru

EXPO ELECTRONICA 2012

Feira Internacional para Componentes Electrónicos e Equipamentos Tecnológicos

Moscovo Rússia

11 a 13 Abril 2012

Crocus Expo electron@primexpo.ru www.primexpo.ru

ELECTRON TECH EXPO

Feira de Tecnologia e Materiais para Moscovo as Industrias Eléctrica e Electrónica Rússia

11 a 13 Abril 2012

Crocus Expo electron@primexpo.ru www.primexpo.ru

FESTIVAL NACIONAL DE ROBÓTICA Festival Científico de Robótica 2012

Guimarães Portugal

11 a 15 Abril 2012

SAR e Universidade do Minho fernando@dei.uminho.pt www.roboparty.org

HANNOVER MESSE 2012

Feira Internacional de Tecnologia Industrial

Hannover Alemanha

23 a 27 Abril 2012

C. Comércio Luso-Alemâ info@hf-portugal.com www.hf-portugal.com

AUTOMATICA 2012

Feira Internacional sobre Automação e Mecatrónica

Munique Alemanha

22 a 25 Maio 2012

Mundifeiras mundifeiras@mail.telepac.pt www.messe-muenchen.de

Informação sobre conferências IEEE por sociedade: http://www.ieee.org/web/conferences/search/index.html Informação sobre conferências IFAC: http://www.ifac-control.org/events Informação geral sobre conferências IASTED: http://www.iasted.com/conference.htm

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robótica


L INK S

CIE: especialistas em comunicação empresarial

CIE – Comunicação e Imprensa Especializada é a nova empresa do Grupo Publindústria, uma plataforma empresarial com mais de 25 anos de experiência e êxitos somados na edição de revistas e livros especializados. A CIE é responsável pela edição das revistas “o electricista”, “robótica”, “renováveis magazine”, “manutenção”, e ainda por eventos com nome de destaque no mercado de formação como é o caso das Jornadas Tecnológicas. A actividade empresarial da CIE passa ainda pela edição de livros especializados, oferta formativa variada e organização de seminários e eventos técnicos.

Para mais informação www.cie-comunicacao.pt

AUTOMATICA: Plataforma de inovação na automação

De 22 a 25 de Maio de 2012 irá realizar-se pela 5.ª vez a AUTOMATICA, Feira Internacional de Automação e Mecatrónica, em Munique, na Alemanha. Os números deste ano já são superiores aos do ano passado, esperando-se que a AUTOMATICA continue a ser o ponto de encontro da inovação na área da automação e controlo. Para mais informações, saber o que irá decorrer em paralelo com a mostra, poderá aceder ao link deste encontro de profissionais e saber tudo sobre a maior feira do mundo de automação.

[112]

robótica

Para mais informação www.automatica-munich.com

Resumo revista Robótica 85  

Revista técnico-científica de automação, controlo e instrumentação

Resumo revista Robótica 85  

Revista técnico-científica de automação, controlo e instrumentação

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