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entrevista

Projeto OncoRede propõe uma reorganização da rede de cuidado integral na oncologia

Foto: Divulgação

O objetivo é criar um sistema de saúde organizado e responsivo, com regras claras, com pessoas atentas e capacitadas e informação acessível, levando a um diagnóstico mais preciso da situação atual do cuidado oncológico Por Daniela Barros

O

CÂNCER É UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS PES-

SOAIS E COLETIVOS QUE SE PODE ENFRENTAR.

Martha Regina de Oliveira * Diretora de Desenvolvimento Setorial (Dides) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), médica com especialização em pediatria, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestrado em saúde coletiva pela mesma instituição e doutoranda na área de envelhecimento humano, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Contato: martha.oliveira@ans.gov.br

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abril/maio/junho 2017 Onco&

E, NOS ÚLTIMOS ANOS, O NÚMERO DE CASOS tem aumentado vertiginosamente. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre os países em desenvolvimento, tudo leva a crer que nas próximas décadas o impacto do câncer na população corresponda a 80% dos mais de 20 milhões de casos novos estimados para 2025. No Brasil, a estimativa para o biênio 2016-2017 indica a ocorrência de cerca de 600 mil novos casos da doença. O perfil epidemiológico observado assemelha-se ao da América Latina e do Caribe, onde os tumores de próstata (61 mil) em homens e de mama (58 mil) em mulheres serão os mais frequentes. A explicação para esse aumento de casos se debruça na redefinição dos padrões de vida, que inclui a nutrição, o consumo de alimentos industrializados e as condições laborais. Essa perspectiva torna evidente a necessidade de grande investimento na promoção de saúde e na busca da modificação dos padrões de exposição aos fatores de risco para o câncer. Tanto o médico como os sistemas e as entidades de saúde têm papel fundamental nesta realidade,

sendo o diagnóstico precoce e a implantação de medidas eficazes de prevenção os mais importantes. Porém, como adotar um esquema eficaz em um país de dimensões continentais como o Brasil? Pensando em uma alternativa integrada, que envolva diversas esferas da sociedade, como centros de atendimento, governo e operadoras de plano de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criou o projeto OncoRede. Esse modelo, proposto pela ANS e demais parceiros, contempla ações diversas, desde a prevenção e a realização de busca ativa para que seja feito o diagnóstico precoce até o período de pós-tratamento e outros níveis de atenção (cuidados paliativos). Conversamos com Martha Regina de Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial (Dides) da ANS, que detalhou as iniciativas e propostas desse projeto. Ela destacou que o Grupo Oncologia D'Or desenvolveu o projeto “Rede de Cuidado Colaborativo”, com o objetivo de também dar assistência às pessoas que lutam contra o câncer. “Com foco no atendimento ambulatorial e hospitalar, o projeto vai, com certeza, contribuir para o alcance das metas do OncoRede, reforçando o auxílio ao paciente que sofre com a doença”, comenta.

Onco& Ano VII - Ed. 35  

Capa: Câncer em idosos, tratamento na medida e no tempo certos Entrevista: Martha Regina de Oliveira, diretora da ANS, discorre sobre o Onc...

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