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1.o Trimestre de 2018 · 9.50 € · Diretor: Luís Andrade Ferreira

Manutenção ISSN 0870-0702 9

770870

070007


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136 Manutenção

Diretor Luís Andrade Ferreira Diretor-Adjunto Raúl Dória Direção Executiva Coordenador Redatorial: Ricardo Sá e Silva r.silva@revistamanutencao.pt · T. +351 225 899 628 Diretor Comercial: Júlio Almeida j.almeida@revistamanutencao.pt · T. +351 225 899 626 Redação: Helena Paulino e André Mendes redacao@revistamanutencao.pt · T. +351 220 933 964 Design Luciano Carvalho l.carvalho@publindustria.pt Webdesigner Ana Pereira a.pereira@cie-comunicacao.pt Assinaturas T. +351 220 104 872 assinaturas@engebook.com www.engebook.com Colaboração Redatorial Luís Andrade Ferreira, Raúl Dória, Jefferson Fujarra de Souza, João Santos, José Sobral, Rodrigo Seruya Cabral, Rui Monteiro, Luís Coelho, Paulo Peixoto, Adriano A. Santos, João Gonçalves, Alcides Gonçalves, Salvador Giró, Pedro Vieira, João Nunes Marques, Pedro Maia, Flaviano Carvalho, Frederico Mota, Florin Constantin, Moritz Pikisch, André Mendes Redação, Edição e Administração CIE - Comunicação e Imprensa Especializada, Lda.® Grupo Publindústria Praca da Corujeira, 38 · Apartado 3825 4300-144 Porto Tel.: +351 225 899 626/8 · Fax: +351 225 899 629 geral@cie-comunicacao.pt · www.cie-comunicacao.pt Propriedade APMI – Associação Portuguesa de Manutenção Industrial NIPC: 501654267 Travessa das Pedras Negras, n.o 1, 1.o Dto. 1100-404 Lisboa Tel.: +351 217 163 881 · Fax: +351 217 162 259 www.apmi.pt · apmigeral@mail.telepac.pt

SUMÁRIO

2 editorial

artigo científico

4

Gestão da confiabilidade humana na manutenção alinhando a NBR-ISO 5500 (1.ª Parte)

8

Otimização da manutenção baseada num modelo de simulação dinâmica (2.ª Parte)

vozes de mercado

10

A origem e o significado do nome ManWinWin

12

Como a IIoT melhora a gestão do desempenho de ativos

14

espaço higiene e segurança no trabalho

Segurança e saúde

16

espaço de formação

Ficha técnica n.º 13

20

informações APMI

30

notícias da indústria

48

Dossier sobre manutenção, o pilar da competitividade

49

Análise e Diagnóstico na manutenção

52

Elaboração de um diagrama de manutenção aplicado à Mini-Fábrica e à moagem de malte (2.ª Parte)

56

A visão artificial na Indústria 4.0

58

A inovação na lubrificação para o aumento da produtividade

62

O papel do consultor de Gestão da Manutenção

64

Como reduzir custos energéticos ao inspecionar purgadores de vapor

68

Boas práticas na manutenção, reparação e revisão de motores

76

nota técnica

Mais do que uma questão estética, um HMI com design atrativo é bom para o negócio

case study

78

Schaeffler cria packs de soluções Indústria 4.0 adaptados às especificações do cliente para uma ampla gama de aplicações

80

Definição e estimativa da resistência de mancais para rolamentos montados

reportagem 86

25 anos RS Iberia

informação técnico-comercial

Publicação Periódica Registo n.o 108797 Depósito Legal n.o 22330/88 ISSN 0870 – 0702 Periodicidade: trimestral Tiragem: 3000 exemplares

88

AIRnet Stainless Steel é o novo sistema de tubagem da Atlas Copco

90

Endress+Hauser Portugal, Lda.: A gestão adequada da base instalada gera aumento da produtividade e redução

Representação no Reino Unido EDWARD J. KANIA/ ROBERT G. HORSFIELD International Publishers Representatives Daisy Bank – Chinley High Peak SK23 6OA – England T. (+44) 1 663 750 242 · F. (+44) 1 663 750 973 ekania@btopenworld.com

96

Novas calhas articuladas da igus® repelentes de limalhas

98

JUNCOR: Lubrificação automática monoponto

100

Merlett: Legislação alimentar aplicável ao uso de mangueiras de plástico no setor alimentar

102

M&M Engenharia Industrial: Integração: EPLAN e Melsoft iQ Works

104

OMICRON: O dispositivo de teste multifuncional economiza tempo e reduz os custos de comissionamento e

Representação Alemanha JAN PEUCKERT Arndtstrasse 48 D – 12489 Berlin T. (+49) 30 671 98 418 – F. (+49) 30 962 03 288 Jan.peuckert@t-online.de Impressão e Acabamento acd print Rua Marquesa d´Alorna, 12 A | Bons Dias 2620-271 Ramada

de custos 92

FUCHS apresenta resultados do ano de 2017

94

Geiser On: Uso da tubagem WATER SLIDE RD no trabalho de captação de água e a sua implantação em Portugal

manutenção de ativos da subestação 106

Schaeffler contra a contrafação

108

TM2A – SOLUÇÕES E COMPONENTES INDUSTRIAIS: Bombas de vácuo e compressores DVP

112

Weidmüller: Certificado de Gestão de Segurança Funcional da TÜV NORD

114

WEG alarga a linha de motores W60

116

Tecnologia de baixos harmónicos, by Zeben

118

bibliografia

120

produtos e tecnologias

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136 MANUTENÇÃO

1


EDITORIAL

No último Congresso Nacional da Manutenção, realizado na Maia no passado mês de novembro, as preocupações com a evolução das tecnologias emergentes, como o Big Data, a Inteligência Artificial..., apareceram como dominantes ao longo das várias, e muito interessantes, sessões.

J

á em 2011 um relatório sobre Big Data do McKinsey Global Institute destacava o Big Data como um dos principais impulsionadores da próxima onda de inovação técnico-económica[1]. No entanto, o relatório sugere que esta inovação e todas as que lhe estão associadas (Internet of Things, Machine Learning, Augmented Reality, Predictive Analytics, ...) pode ser impedida, ou pelo menos limitada, pela falta de quadros técnicos com as competências necessárias para obter informações úteis a partir de uma, cada vez maior, quantidade de dados disponíveis. Esse crescimento exponencial dos dados pode ser atribuído a vários fatores tecnológicos e económicos, incluindo o surgimento da computação em nuvem, o aumento das comunicações móveis e o desenvolvimento da eletrónica, bem como a diminuição geral dos custos relacionados com os recursos de computação e dados. Além disso, os paradigmas de tecnologia emergentes, como a Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), que se concentram na incorporação de sensores inteligentes em ambientes e processos do mundo real, resultam num crescimento exponencial adicional dos dados, que só têm utilidade se devidamente tratados e transformados em informação útil. Para além disso, e à medida que o Big Data vai penetrando os diferentes setores de atividade, as ferramentas e os frameworks necessários para abordar desafios específicos de cada domínio vão emergindo. Por exemplo, as modernas instalações de fabricação de larga escala utilizam sensores e redes sofisticadas para gravar dados na fábrica, como o consumo de energia, o impacto ambiental e outros dados relativos à produção. Dada a existência desses repositórios de dados, essas instalações devem em princípio estar em posição de aproveitar o Big Data. No entanto existem vários desafios específicos às tecnologias utilizadas, incluindo padrões de comunicação diversos, sistemas de informação e automação proprietários, estruturas e interfaces de dados heterogéneos, bem como políticas de gestão inflexíveis em relação ao Big Data ou à integração de dados numa nuvem

[1] Manyika J, Chui M, Brown B, Bughin J, Dobbs R, Roxburgh C, Byers AH, [McKinsey Global Institute], Big Data: The next frontier for innovation, competition and productivity, maio de 2011, retirado da Internet.

2

MANUTENÇÃO 136

(cloud). Esses desafios, aliados à falta de suporte intrínseco para dispositivos industriais, dificultam a aplicação na prática das principais ferramentas e métodos de Big Data (por exemplo, Apache Hadoop, Spark, entre outros) para poderem ser diretamente aplicados a instalações de produção. Embora alguns dos desafios acima mencionados sejam abordados por diferentes ferramentas comerciais, o seu âmbito é tipicamente limitado a dados (por exemplo, energia e meio ambiente) que são necessários para alimentar uma determinada aplicação, em vez de facilitar o acesso aberto a dados de toda a unidade produtiva. Perdem-se, assim, as principais vantagens do que se pode chamar de produção ou fabricação inteligente, com a otimização de recursos e processos. A aplicação e a utilidade do Big Data foram já demonstradas em diferentes áreas de produção industrial, incluindo produção, logística, manutenção e diagnóstico, gestão da qualidade e da energia. Entre as aplicações que aparecem como mais promissoras encontram-se na manutenção e no diagnóstico de equipamentos, devido ao impacto potencial que pode ter sobre os custos operacionais, que como bem sabemos podem exceder 30% dos custos operacionais totais ou nalgumas situações 60 e 75% do custo do ciclo de vida do equipamento. O papel da manutenção do equipamento é um componente importante na produção inteligente. Em primeiro lugar, a produção inteligente gira em torno de uma cadeia logística orientada para a procura, focada no cliente e altamente otimizada. Dada a natureza dinâmica e otimizada dessa cadeia logística, existe uma dependência implícita no tempo de atividade e disponibilidade dos equipamentos. Em segundo lugar, a produção inteligente

Luís Andrade Ferreira Diretor

promove a utilização de energia eficiente. A quantidade de energia utilizada pelo equipamento pode aumentar se estiver a operar num estado ineficiente. Em terceiro lugar, a produção inteligente visa maximizar o rendimento da produção. As máquinas e equipamentos que não funcionam de acordo com a sua especificação de projeto não podem impactar, positivamente, o rendimento da produção. Finalmente, a manutenção do equipamento pode ter um impacto positivo geral sobre os custos de capital. O tempo de vida das máquinas pode ser otimizado limitando o número de vezes que ele entra num estado de colapso, enquanto os custos contínuos podem ser reduzidos usando estratégias de manutenção preditiva e preventiva para otimizar o agendamento das atividades de manutenção. Concluímos, assim, que temos de estar preparados para esta onda tecnológica, que de uma forma ou de outra já nos vai atingindo. Teremos de ter as competências necessárias para a aproveitar! M

“O papel da manutenção do equipamento é um componente importante na produção inteligente. Em primeiro lugar, a produção inteligente gira em torno de uma cadeia logística orientada para a procura, focada no cliente e altamente otimizada. Dada a natureza dinâmica e otimizada dessa cadeia logística, existe uma dependência implícita no tempo de atividade e disponibilidade dos equipamentos.”


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ARTIGO CIENTÍFICO

Gestão da confiabilidade humana na manutenção alinhando a NBR-ISO 55001 1.ª Parte Jefferson Fujarra de Souza Universidade Camilo Castelo Branco jeffersonfujarra@gmail.com.br

RESUMO Este trabalho apresenta os elementos que constituem a estrutura de um artigo científico apresentando uma proposta de metodologia para cálculos de confiabilidade humana, com base na Norma de Gestão de Ativos e do comportamento humano - de uma forma geral, as regras exigem alto desempenho dos funcionários que atuam diretamente nos ativos, principalmente os críticos para desempenho geral do negócio. O resumo, a citação no texto e as referências. As orientações aqui apresentadas baseiam-se na Norma para apresentação de artigo científico, a NBR ISO 55001 (da ABNT, 2014). Palavras-chave: Artigo científico. Confiabilidade humana para manutenção.

INTRODUÇÃO As orientações aqui apresentadas têm como base a Norma NBR ISO 55001:2014. Esta Norma apresenta os elementos que constituem os requisitos para um sistema de Gestão de Ativos dentro de um contexto organizacional. A Norma especifica os requisitos para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria de um sistema de gestão para Gestão de Ativos, referenciado como um “Sistema de Gestão de Ativos para Gestão de Ativos”. ABNT NBR ISO 55002. Esta Norma fornece diretrizes para a aplicação de um sistema de gestão para Gestão de Ativos, referenciado como “Sistema de Gestão de Ativos”, de acordo com os requisitos da ABNT NBR ISO 55001. Este artigo está relacionado entre pessoas (Ativo Humano) e desempenho dos ativos (capabilidade), voltado para um resultado ótimo. Dentro da Norma e dos requisitos, entraremos mais especificamente no item 7.0 - APOIO. E dentre os subtópicos iremos tratar do item 7.2, conforme recomendado na Gestão de Ativos, mais no detalhe na Norma ISO 55001, onde se determina a competência

4

MANUTENÇÃO 136

necessária da(s) pessoa(s) que realiza(m) trabalho sob seu controlo, que afeta(m) o desempenho dos seus ativos, o desempenho da Gestão de Ativos e o desempenho do sistema de Gestão de Ativos. Este estudo é importante para identificar e aprimorar as melhores práticas para cálculos de indicadores de confiabilidade humana na gestão de competências para as pessoas que atuam diretamente nos ativos, onde o foco central é o controlo dos custos, dos riscos e a máxima disponibilidade dos ativos com desempenho ótimo. Tabela 1. Tópicos da Norma ISO 55001. ISO 55001 Itens da NBR ISO

Requisitos

1 ao 3

Benefícios e Fundamentos

4

Contexto Organizacional

5

Liderança

6

Planeamento

7

Apoio

8

Operação

9

Avaliação de Desempenho

10

Melhoria Fonte: NBR ISO 55001:2014

Dentro deste contexto bastante abrangente irei detalhar apenas o item 7.2, que restringe competências para maximizar os resultados de disponibilidade dos ativos físicos.

HISTÓRICO DA NORMA ISO 5500X – SISTEMAS DE GESTÃO DE ATIVOS PARA GESTÃO DE ATIVOS A Gestão de Ativos (ISO 5500X) surge com a necessidade de vantagem competitiva nas organizações, com base em três parâmetros fundamentais para sobrevivência do negócio em geral, nas quais se baseiam em desempenho, custos e riscos.

O controlo eficaz e a gestão dos ativos pelas organizações são essenciais para obter valor por meio do gestão de riscos e oportunidades, a fim de atingir o equilíbrio desejado entre custo, risco e desempenho. Os ambientes regulatório e legislativo nos quais as organizações operam são cada vez mais desafiadores e os riscos inerentes que muitos ativos apresentam estão em constante evolução. As organizações inseridas neste contexto competitivo devem estar em linha com esta Norma de Gestão de Ativos, muitos estão a conduzir as suas organizações de forma aleatória, sem padrões e políticas que estabelecem resultados, para que os seus custos permaneçam de forma competitiva. A Gestão de Ativos está organizada e estruturada em forma de cadeia sequencial, existe uma forma ilustrada na Norma ABNT NBR ISO 55000 (item 2,5) que define um conjunto interrelacionado. A Figura 1 mostra, de forma ilustrada, a relação entre os termos chave da Gestão de Ativos e a forma como um sistema de Gestão de Ativos é um conjunto de elementos interrelacionados e que interagem numa organização cuja função é estabelecer a política e objetivos de Gestão de Ativos e os processos necessários para alcançar esses objetivos. Neste contexto, convém que os elementos do sistema de Gestão de Ativos sejam vistos como um conjunto de ferramentas que inclui: políticas, planos, processos de negócios e sistemas de informação, que são integrados para garantir que as atividades de Gestão de Ativos serão entregues. A Figura 1 mostra uma estrutura em cadeia partindo de baixo para cima, onde o portefólio pode ter várias fábricas dentro de um site; para um ambiente macro de uma multinacional, cada fábrica tem dentro do site os seus ativos físicos, tais como o prédio, as pessoas, as máquinas e os acessórios que suportam a produção. Já o segundo item da


ARTIGO CIENTÍFICO

Gestão da organização

Gestão de Ativos Sistema de Gestão de Ativos

Portefólios de ativos

Ativos que estão no escopo do sistema de gestão de ativos Conjunto de elementos interrelacionados ou que interagem para estabelecer política, objetivos da gestão de ativos e processos para alcançar esses objetivos Atividade coordenada de uma organização para obter valor a partir dos ativos

Figura 1. Organização a usar arranjos fora do Sistema de Gestão de Ativos. Relação entre os principais termos de Gestão de Ativos. Fonte: ABNT NBR ISO 55000

esfera do Sistema de Gestão de Ativos são os métodos aplicados para controlo dos ativos. O terceiro item da esfera trata de controlar os

indicadores dos sistemas; por último, a gestão da organização onde se aplica o controlo do master plan ou plano mestre para alcançar os resultados e as metas estabelecidas. Kardec, Lafraia, Esmeraldo, Nascif (2014, p. 204), comenta de forma estruturada a coleção de Normas Internacional ISO 5500X que entrou em vigor em janeiro de 2014. A cidade de Calgary, no Canadá, na semana de 29 de abril a 3 de maio de 2013 foi o palco de um laborioso trabalho reunindo aproximadamente 70 participantes especialistas em Gestão de Ativos de 31 países que prepararam a versão final da Norma. Aquela foi a sexta e última reunião internacional destinada à redação destes documentos tão esperados pelas organizações antes do processo de votação para a sua aprovação, que ocorreu no segundo semestre de 2013. As ISO 5500X começaram a ser elaboradas em fevereiro de 2010 em Londres pelo comité PC-251 da ISO. Em fevereiro de 2011 passou pela Austrália e em outubro do mesmo ano nos EUA; em 2012, passou pela África do Sul em fevereiro e na República Checa em junho. Finalmente em abril de 2013 esteve no Canadá. Neste período foram produzidas mais de 250 atas de reunião, com informações relevantes à Gestão de Ativos.

Agora a coleção está pronta na versão final, sendo composta por três Normas, a saber: • ABNT NBR ISO 55000 (Gestão de Ativos – Visão geral, fundamentos e terminologia) que trata da definição de Ativos, Gestão de Ativos e Sistema de Gestão de Ativos no sentido mais amplo, bem como os termos e definições usadas nesta área. • ABNT NBR ISO-55001 (Requisitos para Sistema de Gestão de Ativos) que trata dos requisitos necessários para um sistema de Gestão de Ativos integrado e efetivo. • ABNT NBR ISO-55002 (Guia para implantação de Sistema de Gestão de Ativos) que fornece exemplo e/ou guia para a implantação do Sistema de Gestão de Ativos. A Figura 2 mostra-nos em detalhe o foco da NBR ISO 5500x, que deve ser como um equilibrista a fazer malabarismo equilibrando os três componentes vitais para a organização, na qual se cair um dos três itens que pode comprometer todo funcionamento do negócio, ou seja, se o custo de produção, manutenção ficar elevado, perde vantagem competitiva no mercado, perdendo market share, bem como de igual modo nos demais itens de risco e capabilidade (desempenho).

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Figura 2. Fonte: O autor

Para maior entendimento sobre as Normas, simplifico dizendo que a Norma ISO 55001 tem os seus tópicos e sistemas de gestão, preenche os elos, de forma que cada item exija uma ferramenta específica para gestão dos dados e informações para controlo dos Custos, Desempenho e Riscos.

ABNT NBR ISO 55001 – ITEM 7.2 – COMPETÊNCIAS Os novos cenários de altas tecnologias e complexibilidade das máquinas supervisionadas, robots e equipamentos computadorizados via CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) para os processos produtivos, incluindo CMMS (sistemas de gestão de manutenção computadorizados), na qual exigem que as pessoas que atuem na operação e manutenção dos ativos estejam autorizadas, capacitadas e habilitadas para executarem as atividades e fins que geram resultados e lucros para a organização com baixo índice de riscos. Segundo a Norma ABNT NBR ISO 55000, estabelece-se que as pessoas devem ter competências necessárias para realizarem trabalho sob o seu controlo que afetam o desempenho dos seus ativos e o desempenho da sua Gestão dos Ativos. Para tal sucesso estabelecido pela Norma e expetativas das organizações atreladas a estes requisitos, é necessário ter um sistema para Gestão dos Ativos humanos voltado para a execução das atividades de manutenção e operação dos ativos, bem como indicadores específicos agregados em cálculos estatísticos para mensurar o desempenho das pessoas para executarem as atividades que geram resultados ótimos organizacionais. A gestão de competência é fundamental para o sucesso da confiabilidade humana, mas não é suficiente com os atuais sistemas como TPM, WCM, 5s entre outros. É necessário obter o controlo mapeado com as necessidades de treinamentos e analisar a eficácia conforme as metodologias fazem, porém, deve ter métodos de medição de resultados com cálculos estatísticos para comprovar a melhoria e aumento da confiabilidade humana. Com isso

6

MANUTENÇÃO 136

sim, terá um processo robusto para obter resultados cada vez maiores para a organização, com aumento da disponibilidade dos ativos, com risco zero e menor custo. “Nos dias de hoje, com a velocidade cada vez maior, o conhecimento torna-se a principal vantagem competitiva da organização. Saber como administrar o conhecimento é crítico para o êxito e sobrevivência do negócio. A maior parte do conhecimento das organizações está na mente das pessoas que as compõem. Por isso, as pessoas com maior qualificação são mais valorizadas”. (Souza, 2006, p. 256). Para obter um sistema robusto de gestão de competências nos dias atuais com máquinas e robots atuantes nos processos de produção, as pessoas que atuam na operação e manutenção devem estar treinadas frequentemente e avaliadas nas suas atividades, bem como medindo os seus desempenhos individuais comparados com parâmetros alcançáveis pré-estabelecidos, para se obter a tão famigerada confiabilidade humana na manutenção dos ativos, conforme solicitada na atual Norma de Gestão de Ativos. A confiabilidade humana estuda esta atividade para resultado ótimo das necessidades e objetivos da organização, bem como muitos estudos de diversos especialistas se divergem para vários caminhos, onde alguns estudam cálculos complexos, com fórmulas de taxa de falha e prospeção de falhas futuras sem considerar as questões do comportamento complexo deste ativo que é influenciado pela motivação e necessidades básicas, além de diversos fatores de clima organizacional. Lafraia, Kardec, Esmeraldo, Nascif (2014, p. 151) define confiabilidade como a probabilidade de uma tarefa ou serviço ser feito com sucesso dentro de um período de tempo preservado, sob condições definidas. Para ser ter uma confiabilidade humana com máximo de resultado para o negócio, é necessário ter, além de sistemas de gestão da manutenção como TPM, entre outros, um subsistema para nortear e restringir gap´s nos sistemas, ou seja, todo o sistema é criado baseado na cultura dos seus povos e desenvolvidos atrelados, as motivações que necessitam para seus desenvolvimentos. No Brasil, onde temos um misto de culturas e sabendo que a cultura latina tende fortemente a auto-beneficiar-se e “dar um jeitinho” para a resolução rápida dos problemas, é necessário desenvolver um subsistema do sistema de Gestão de Ativos.

maioria aqui no Brasil, seguem padrões da Abraman, na qual os mais comuns são MTTR que mede o tempo de reparo, ou seja, cada técnico leva um tempo para executar as atividades, e, na maioria das empresas, não tem este tempo pré-estabelecido como parâmetro, onde como exemplo a troca de uma correia que leva em média 50 minutos, pode ter um desvio padrão bastante divergente da média. Isto prova a necessidade de mensurar a confiabilidade humana e o retrofit no diagrama de habilidade e não em sistemas sem efetividade que simplesmente uma vez obtiveram a eficácia e não se mexeu mais nisso totalmente sem mensurar resultados. Existem outros indicadores que são bastante famosos mas não se mensura corretamente para retrofit com planos de ações para melhoria e maior confiabilidade humana. A exemplo destes indicadores destacamos MTTR que mede o tempos de reparo das falhas, quanto menor melhor, e o MTBF que mede o tempo entre as falhas, quanto maior melhor. A indisponibilidade e disponibilidade, além dos indicadores de custos e riscos de segurança. Souza (2006, p. 268) relata que é necessário, em todas as atividades nas quais estamos envolvidos, praticarmos o controlo ou índices. Para que tenhamos o controle dos nossos processos, temos que utilizar indicadores ou índices capazes de nos fornecer informações confiáveis, realistas e consistentes, pois desta maneira poderemos tomar ações ágeis e corretamente direcionadas para a gestão eficaz das práticas de manutenção, contribuindo para a melhoria contínua dos processos de trabalho. As informações de falha nos métodos atuais que treinam e depois avaliam a eficácia, abandonando o processo sem medir os resultados da confiabilidade humana, totalmente sem efetividade, para além de serem criados com base em culturas orientais, totalmente divergentes a cultura latina. Com base nestas informações nasce a necessidade de um subsistema para preencher este gap da confiabilidade humana no Brasil, exigente na Gestão de Ativos na Norma NBR ISO 55000. Veremos a seguir alguns estudos desenvolvidos para a cultura latina num subsistema que gere os indicadores com cálculos estatísticos e retrofit para melhorias da confiabilidade humana, bem como na obtenção de resultados ótimos em toadas as áreas de atuação da manutenção. M

*

INDICADORES CHAVE PARA O SUCESSO DA CONFIABILIDADE HUMANA NA MANUTENÇÃO A maioria das organizações tem como boa prática os indicadores de manutenção e, na

Jefferson Fujarra de Souza, Planeador de manutenção na Johnson & Johnson Ind.

Bacharel: Administração de Empresas com ênfase em T.I.

A concluir: MBA em Engenharia de Manutenção com alinhado com PASS55; ISO5000.


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ARTIGO CIENTÍFICO

Otimização da manutenção baseada num modelo de simulação dinâmica 2.ª Parte João Santos1,2 e José Sobral1,3 1

Área Departamental de Engenharia Mecânica – ISEL, Lisboa;

2

CINAV – Centro de Investigação Naval, Marinha, Lisboa

3

Centro de Engenharia e Tecnologia Naval (CENTEC) – IST, Lisboa

4. CASO DE ESTUDO

Para validar o modelo construído e testar as decisões foi utilizado um caso de estudo. O sistema que serviu de caso de estudo foi a plataforma de um navio de guerra da Marinha Portuguesa, o NRP “Alvares Cabral”. Para o efeito foram recolhidos os relatos de falhas dos sistemas do navio no período compreendido entre 01 de janeiro de 2010 e 01 de junho de 2015.

Os modos de falha 3, 11 e 12 nunca ocorreram no período de observação do histórico, pelo que, foi-lhes atribuído o valor mínimo de 10% para o índice de ocorrência. Dos sistemas selecionados, encontram-se três em situação de tolerável (modo de falha 1, 4 e 6). Nestes modos de falha o objetivo será reduzir o risco abaixo de 4.

Tabela 5 são apresentados os parâmetros de simulação calculados e os resultados obtidos.

4.3. Análise de Resultados Depois de simuladas as várias decisões consideradas, é feita uma análise dos resultados obtidos de alguns modos de falha que permitem perceber como se comporta o modelo construído em diferentes situações: 1.

4.1. Cálculo do Risco Inicial Adotando a metodologia RBM, foi calculado o índice de risco para cada modo de falha identificado, conforme apresentado na Tabela 4. Dos resultados obtidos verifica-se que:

4.2. Ensaio de Decisões de Manutenção

Para reduzir o risco dos modos de falha não aceitáveis foram simuladas algumas decisões tipo. Foram efetuadas simulações com 33 repetições e uma duração de 1825 dias. Na

Tabela 4. Aplicação do método RBM no caso de estudo.

Sistema/Subsistema

Modo de falha

Beta

Eta

S

O

Risco

Sistemas de Propulsão 1

Motor Principal n.º 1

Motor inoperacional

1,30

420

8

56,53%

4,52

2

Motor Principal n.º 2

Motor inoperacional

1,30

550

8

44,39%

3,55

3

Turbina n.º 1

Turbina inoperacional

-

-

9

10,00%

0,90

4

Turbina n.º 2

Turbina inoperacional

0,55

400

9

61,36%

5,52

Sistemas de produção e distribuição de energia 5

Gerador n.º 1

Gerador inoperacional

0,60

300

5

67,53%

6

Gerador n.º 2

7

Gerador n.º 3

8

Gerador n.º 4

3,38

Gerador inoperacional

1,50

250

5

82,87%

4,14

Gerador inoperacional

0,20

150

5

69,72%

3,49

Gerador inoperacional

0,70

500

5

55,17%

2,76

Sistemas auxiliares 9

Grupo ar condicionado n.º 1

Grupo inoperacional

1,60

210

4

91,12%

3,64

10

Grupo ar condicionado n.º 2

Grupo inoperacional

0,77

600

4

49,44%

1,98

11

Compressor ar n.º 1

Compressor inoperacional

-

-

5

10,00%

0,50

12

Compressor n.º 2

Compressor inoperacional

-

-

5

10,00%

0,50 Máx = 10

8

MANUTENÇÃO 136

Motor principal de estibordo, modo de falha n.º 1 Neste modo de falha simularam-se três opções distintas de técnicas de manutenção condicionada. Uma opção mais completa e por isso mais cara (1), uma opção mais económica (1b) e uma terceira equilibrada entre as duas últimas (1c). Com a solução económica o risco final obtido continua acima de 4. Entre a solução completa e a equilibrada, ambas reduzem o risco abaixo de 4. Porém, no indicador custo versus benefício, a solução equilibrada apresenta melhor resultado, sendo que a solução equilibrada apresenta um valor de 12 143,00€ para reduzir um valor o índice de risco, ao invés de 16 761,00€ correspondente à solução completa.

2. Turbina n.º 2 No sistema turbina n.º 2 foram obtidos valores de fator de forma (beta) inferiores a 1, ou seja, pode-se considerar que o equipamento se encontra na fase de mortalidade infantil do seu ciclo de vida. Neste caso verificou-se que o risco corrigido é superior ao risco inicial. E concluiu-se que para casos onde os equipamentos se encontram em fase de mortalidade infantil o modelo construído não consegue simular a seleção de técnicas de manutenção condicionada. Nestes casos recomenda-se a adoção de outras políticas de manutenção para reduzir o risco.


ARTIGO CIENTÍFICO

Tabela 5. Resumo dos resultados do caso de estudo.

INPUT

OUTPUT

Modo de falha

N.º falhas

Novo MTTF

Variação

Ocorrência corrigido

Risco corrigido

custo versus beneficio

56,53%

4,523

1,3

420

388

1825

14 659,37 €

3,8

480,9

19,34%

45,60%

3,65

16 761 €

1b

Motor principal n.º 1

Motor inoperacional

8

56,53%

4,523

1,3

420

388

1825

4086,40 €

4,3

412

5,85%

53,23%

4,26

15 447 €

1c

Motor principal n.º 1

Motor inoperacional

8

56,53%

4,523

1,3

420

388

1825

7536,40 €

3,9

449,6

13,72%

48,78%

3,90

12 143 €

2

Motor principal n.º 2

Motor inoperacional

8

44,39%

3,551

1,3

550

508

1825

7536,40 €

3,2

576,9

11,95%

39,09%

3,13

17 760 €

3

Turbina n.º 1

Turbina inoperacional

9

10,00%

0,9

-

-

-

1825

4

Turbina n.º 2

Turbina inoperacional

9

61,36%

5,522

0,55

400

681

1825 28 000,80 €

3,7

336,2

-102,55%

124,28%

11,19

-4944 €

4b

Turbina n.º 2

Turbina inoperacional

9

61,36%

5,522

0,55

400

681

1825

9893,20 €

4,2

322,9

-110,89%

129,40%

11,65

-1615 €

4c

Turbina n.º 2

Turbina inoperacional

9

61,36%

5,522

0,55

400

681

1825

14 422,00 €

3,9

292,9

-132,49%

142,66%

12,84

-1971 €

Eta

MTTF

8

Beta

Motor inoperacional

Modo de falha

Risco

Motor principal n.º 1

Sistema

Ocorrência

1

N.º

Severidade

Custo Técnica de manutenção

Resultados

Tempo de ensaio (dias)

Antes da técnica

Sistemas de Propulsão

Sistemas de produção e distribuição de energia 5

Gerador n.º 1

Gerador inoperacional

5

67,53%

3,377

0,6

300

451

1825

4743,20 €

4,2

299,5

-50,71%

101,77%

5,09

-2770 €

6

Gerador n.º 2

Gerador inoperacional

5

82,87%

4,143

1,5

250

226

1825

4743,20 €

6,4

303,3

25,59%

61,66%

3,08

4474 €

7

Gerador n.º 3

Gerador inoperacional

5

69,72%

3,486

0,2

150 18 000 1825

4743,20 €

2,9

196,9

318,67

-15 €

8

Gerador n.º 4

Gerador inoperacional

5

55,17%

2,758

0,7

500

-9041,70% 6373,50%

633

1825

4743,20 €

3,1

434,5

-45,66%

80,36%

4,02

-3766 €

25 522,29 €

4,8

393,57

52,16%

43,59%

1,74

13 424 €

Sistemas auxiliares 9

Grupo ar condicionado n.º 1

Grupo inoperacional

4

91,12%

3,645

1,6

210

188

1825

9b

Grupo ar condicionado n.º 1

Grupo inoperacional

4

91,12%

3,645

1,6

210

188

1825

17 722,29 €

5,7

309,93

39,25%

55,36%

2,21

12 388 €

9c

Grupo ar condicionado n.º 1

Grupo inoperacional

4

91,12%

3,645

1,6

210

188

1825

20 122,29 €

5,6

340,6

44,72%

50,37%

2,01

12 345 €

10

Grupo ar condicionado n.º 2

Grupo inoperacional

4

49,44%

1,978

0,77

600

699

1825

17 722,29 €

2,5

319,8

-118,72%

108,14%

4,33

-7548 €

11

Compressor ar n.º 1

Compressor inoperacional

5

10,00%

0,5

-

-

-

12

Compressor ar n.º 2

Compressor inoperacional

5

10,00%

0,5

-

-

-

3. Equipamentos de ar comprimido Os compressores representados nos modos de falha 11 e 12 não tiveram qualquer falha durante o período de observação do histórico recolhido. Desta forma considerou-se que o índice de ocorrência seria de 10%. Foi considerado que seria o valor mínimo de ocorrência para não obter risco nulo. Não existindo histórico de ocorrência destes modos de falha, não é possível determinar os parâmetros da distribuição de Weibull, limitando o algoritmo de simulação criado. Contudo, estes modos de falha têm risco aceitável e perto do mínimo, pelo que não se justifica alterar o seu plano de manutenção com vista à redução do risco de falha.

5. CONCLUSÕES Através do modelo construído e a sua aplicação no software de simulação dinâmica, é visível o impacto na redução do risco de falhas e o custo de implementação de técnicas

de manutenção condicionada. A observação destes indicadores será o caminho para a otimização da manutenção, reduzindo o risco de falha da forma mais eficiente possível. Para alcançar o objetivo proposto foi selecionado um caso de estudo, de onde foram recolhidos dados para ensaiar o modelo construído com o software de simulação escolhido, o Arena. Dos resultados obtidos e analisados, verifica-se que a simulação do modelo criado consegue simular as decisões para equipamentos que estejam no período de vida de exploração ou degradação. Depois de selecionadas as técnicas para o equipamento em estudo, o modelo apresenta a redução do risco e calcula um indicador que permite comparar decisões. Desta forma conclui-se que o modelo criado é útil para testar a seleção de técnicas de manutenção condicionada com o apoio do software de simulação Arena, e assim perceber o impacto destas decisões na otimização da manutenção reduzindo o risco

de falha, tendo como variáveis de decisão o custo das técnicas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Khan e Haddara (2003), ‘Risk-based maintenance (RBM): a quantitative approach for maintenance/inspection scheduling and planning’, Journal of Loss Prevention in the Process Industries, vol. 16, pp. 561-573; [2] International Standard Organization (2009), ‘ISO 31000:2009 - Risk Management - Principles and Guidelines’, Geneva, Switzerland; [3] Mobley, R. Keith (2002), ‘An Introduction to Predictive Maintenance’. Second Edition ed., ISBN13: 978-0750675314, Butterworth Heinmann; [4] Rockwell Automation (2012), ‘Getting Started With Arena’, USA: Allen-Bradley; [5] PORDATA (2015), ‘Base de Dados Portugal Contemporâneo’. Obtido através da Internet: www.pordata. pt/Portugal/Remunera%C3%A7%C3%A3o+base+m %C3%A9dia+mensal+dos+trabalhadores+por+conta+ de+outrem+total+e+por+sector+de+actividade+econ %C3%B3mica-363 [acedido em julho de 2015].

M

136 MANUTENÇÃO

9


VOZES DE MERCADO

A origem e o significado do nome ManWinWin Rodrigo Seruya Cabral Managing Director ManWinWin Software

Comecei a trabalhar na ManWinWin Software em 2008 e nestes 10 anos “de casa” já me perguntaram muitas vezes: O que significa exatamente a palavra ManWinWin?

DE ONDE É QUE VEIO? QUEM É QUE SE LEMBROU? PORQUÊ? Para começar, deixo-lhe já um desafio: diga “…ManWinWin…” em alta voz ao seu colega do lado e peça-lhe para repetir o que acabou de lhe dizer. Posso garantir-lhe que, qualquer que seja a resposta do/a seu colega, eu já a ouvi também. É fácil: • WinWin • ManWin • ManManWin • WinManMan • ManWinMan • MãWiWi • OneWinOne • Mau-oui-oui • WinMan Nas minhas frequentes visitas a empresas, em Portugal e a qualquer parte do Mundo, chego à Receção e perguntam-me o nome e a empresa. Reconhecendo que não é um nome fácil, acabamos por “demorar” 3 repetições até se conseguir quorum no nome ManWinWin Software. Eu acabo sempre por me rir (genuinamente!), é a piada repetitiva – a piada déjà vu – e, à terceira, acabo mesmo por soletrar: • Eu: “então é Man – de Manutenção, … depois é Win – de ganhar, e Win outra vez. WinWin” • Receção: “aaah ok (a sorrir – primeira vez que ouviu a piada, certo?), é como WinWin – ganham todos, certo?” • Eu: “Exatamente!” E então, mesmo antes de entrar para a minha reunião estou, por um lado, bem-disposto com o habitual momento lúdico, e por outro lado estou sempre a pensar no elemento desbloqueador que é sempre esta expressão “… situação WinWin”. E ponho-me a pensar no significado da expressão WinWin, no nome ManWinWin e na forma (se alguma!) como estariam relacionados um com o outro. Pequena nota histórica: Portanto, o nome ManWinWin foi criado em 2002, a minha única hipótese de perceber

10

MANUTENÇÃO 136

a origem do nome era perguntar a um dos fundadores da empresa: • Onde, como e porque foi criado este nome ManWinWin? • Que significado é que tem? E fui perguntar ao Eng.º Saraiva Cabral, meu Pai, 1.ª geração desta empresa familiar à qual dedicou quase 40 anos da sua vida profissional e cujo destino e continuidade confiou a 4 sócios, há cerca de 8 anos: a mim (Comercial), ao meu irmão (Financeiro) e a 2 funcionários de longa data da empresa, com uma dedicação inigualável ao longo de 20 e 25 anos, respetivamente da área da Engenharia e Programação que, além de sócios, são hoje bons amigos da família. E a resposta do Eng.º Saraiva Cabral (ou Pai) à minha pergunta foi: “ManWinWin? Bem…: • ‘Man’ vem da palavra ‘Manutenção’. Também significa Homem em inglês, entenda-se o ser humano, uma pessoa individual – independentemente da evolução tecnológica, nunca te esqueças que a nossa essência é sermos humanos – pessoas – em tudo o que fazemos; • ‘Win’ porque era baseado em Windows; • ‘Win’ porque nos lembra constantemente da ‘situação WinWin’, onde o resultado é: todos ganham – nós e eles, o cliente: › Primeiro, ganha o cliente porque tomou a boa decisão de comprar um bom software a uma boa empresa; › Depois, porque o cliente sugere sempre

melhorias no software de acordo com as suas necessidades (as necessidades do mercado) e com os seus desafios; Nós estamos constantemente atualizados em relação às necessidades dos nossos clientes (necessidades do mercado) e, objetivamente, a maioria do desenvolvimento das novas versões do ManWinWin baseia-se nessas necessidades; As novas versões (updates) do software são gratuitas para estes nossos clientes ativos; Os novos updates do software incluem as sugestões que os nossos clientes deram, o programa continua a evoluir na direção das necessidades deles e na direção do mercado em si… e os nossos clientes continuam satisfeitos.”

WinWin! Nós ganhamos, eles ganham. Depois nós ganhamos de novo e eles ganham de novo também. E por aí fora. Temos muitas dezenas de clientes que já usam o ManWinWin há 10, 12, 15, até mesmo há 20 anos, fazem os updates todos, evoluem de geração para geração… e isto só acontece quando há benefícios reais de e para ambas as partes. Hoje em dia, quando estou na Receção de uma empresa mesmo antes de entrar para uma reunião, já estou a desejar a tal piada déjà vu – porque esse momento lembra-me constantemente de quem somos, dos nossos principais valores. Lembra-me constantemente o que eu estou ali a fazer. M


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VOZES DE MERCADO

Como a IIoT melhora a gestão do desempenho de ativos Rui Monteiro Diretor da Unidade de Negócio de Indústria Schneider Electric Portugal

S

e pesquisássemos sobre a Internet Industrial das Coisas (IIoT) nos anos 90, talvez encontrássemos apenas uma mão cheia de resultados. Porém, ao pesquisar expressões como gestão de desempenho de ativos, manutenção preditiva e gestão de manutenção computorizada teríamos encontrado milhares de entradas. Enquanto essa automatização da manutenção ganha finalmente o seu posicionamento na indústria, compreender o seu potencial tem sido difícil, pelo acesso limitado aos dados contextuais, relacionados com o desgaste dos sistemas e a sua própria degradação de desempenho. No entanto, à medida que mais dispositivos industriais ganham inteligência e conetividade à Internet, o seu historial de dados está cada vez mais exposto, oferecendo à manutenção avançada de aplicações uma fonte de dados mais rica para análise. A verdade é que o número de dispositivos industriais com competências digitais está a crescer dramaticamente. A Cisco[1] prevê que mais de 50 mil milhões de coisas estarão conetadas à Internet em 2020, o que se traduzirá num tráfego maior, num volume maior de dados, numa maior necessidade de armazenamento e um maior consumo energético. Sob uma perspetiva industrial, a IHS reporta que apenas 9,1% dos mais de 23,8 mil milhões de processos e dos elementos discretos de automação estão atualmente conetados. Porém a componente anual da taxa de crescimento destas implementações aumentará para 24,1% já em 2019.[2]

ONDE ENCONTRAMOS A IIOT NUMA FÁBRICA? Um exemplo de como esta crescente digitalização poderá melhorar as operações industriais é a melhoria da comunicação entre controladores e bombas. As bombas gerem-se segundo a quantidade de eletricidade

[1] http://blogs.cisco.com/news/cisco-connec-

que lhes é fornecida, mas se conseguirmos incorporar a sua curva de operação num controlador, quando este disponibiliza eletricidade para o seu funcionamento, saber-se-á qual a velocidade de rotação da bomba, bem como se esta não encaixar no perfil, é possível contactar a manutenção para perceber como fazer as devidas correções. Aumentar a digitalização a este nível vai impactar a manutenção a todos os níveis. Segundo o grupo ARC Advisory, este tema inclui práticas reativas, preventivas, preditivas e prescritivas de manutenção.[3] O grupo ARC estima que tempos de inatividade não planeados podem aproximar-se de zero quando estratégias prescritivas são aplicadas. As estratégias preditivas podem duplicar a poupança de custos e, comparativamente com estratégias preventivas, a manutenção reativa pode aumentar os custos com a manutenção do ciclo de vida em cerca de 10 vezes, quando uma falha ocorre. O ARC vê a IIoT como uma nova oportunidade para a melhoria de desempenho de ativos, combinando o aumento de dados com análises avançadas dos mesmos.

tions-counter [2] http://industrial.embedded-computing.com/ articles/industrial-will-manufacturing-devices-networked

12

MANUTENÇÃO 136

[3] www.linkedin.com/pulse/optimize-asset-performance-industrial-iot-analytics-ralph-rio

É, por isso, muito importante examinar de que forma a IIoT pode melhorar a produtividade de estratégias de manutenção reativa, preventiva, preditiva e proativa. A manutenção reativa, na qual as coisas não são corrigidas após a deteção de um problema é, provavelmente, a estratégia de manutenção mais comum. De acordo com o ARC isto é especialmente verdade para ativos não críticos, cujo impacto de uma falha é mínimo. Enquanto a manutenção reativa não adiciona custos a curto prazo, pode potencialmente contribuir para custos mais elevados em termos de ciclo de vida, incluindo o custo de diagnóstico e resolução, bem como o custo dos tempos de inatividade durante a operação. A IIoT ainda pode melhorar a manutenção reativa ao permitir uma melhor eficiência e uma resposta mais informada. Algumas estimativas mostram que os operadores de campo investem apenas 2,5 horas, num turno de 10 horas, em trabalho que realmente adiciona valor ao negócio. Ao passo que o restante tempo é investido na pesquisa de informação – provavelmente a viajar para uma central de manutenção, em busca de armários e manuais de serviço, além do trabalho de administrativo. Num ambiente mais conetado, por outro lado os engenheiros de manutenção ou


VOZES DE MERCADO

Abordagem

Método

Aplicação

Custo/Benefícios

Reativa

Reparação após análise da falha

A falha é pouco provável, facilmente corrigida ou não crítica

10X mais quando ocorre uma falha

Preventiva

Serviço prestado segundo uma periodicidade fixa ou intervalo cíclico

Probabilidade de falha aumenta com a utilização dos ativos

2X os custos de manutenção

Preditiva

Monitorizar dados de um processo e avaliar más tendências, alertando antes da falha ocorrer

Ativos com padrões de falhas imprevisíveis

Prescritiva

Variáveis múltiplas com algoritmos desenvolvidos por engenheiros ou machine learning

Maior intervalo de previsão de falhas com elevada confiança

técnicos poderão estar sentados em frente ao seu computador quando um alarme dispara na fábrica. Em vez de viajarem até à fábrica, os técnicos podem acompanhar a situação através de um ecrã de supervisão que os alertará para quaisquer problemas. Com um clique conseguem verificar a documentação e rever o código que poderá gerir uma bomba assinalada sem se levantarem das suas mesas. Poderão ainda contactar com os Controladores Lógicos Programáveis (PLC Programmable Logic Controller) que estarão a controlar este sistema, a acompanhar diretamente o que está a acontecer com o programa de respostas, a determinar se se trata de um problema de programação ou de uma questão de hardware. Se forem requeridos materiais, os engenheiros terão acesso instantâneo a inventários de materiais extra ou a um processo de encomenda simplificado.

AS LIMITAÇÕES DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA A manutenção preventiva tem reduzido os custos de manutenção ao longo de um ciclo de vida de um ativo, mas também apresenta limitações. Na sua base assume que os ativos se deterioram a taxas previsíveis que têm em conta a idade e a utilização, o que é válido. Porém o ARC aponta para uma investigação

1X os custos de manutenção Período de inatividade imprevisível próximo de zero

da Marinha Americana que demonstra que 18% das falhas dos equipamentos resulta do seu envelhecimento. Apesar da IIoT poder melhorar a monitorização de manutenções de rotina e outros aspetos da manutenção preventiva, ela não dá necessariamente resposta a 82% de outras falhas que resultam de eventos aleatórios de operação. Estes requerem condições de monitorização baseadas na análise de variáveis mais complexas, que é o que a IIoT promete conseguir.

CUMPRIR A PROMESSA DE UMA MANUTENÇÃO PREDITIVA E PROATIVA As estratégias de manutenção preditiva e prescritiva (por vezes também designadas por proativas) pretendem tirar maior partido da IIoT. Em ambas as abordagens, o processamento de dados é monitorizado para identificar tendências e alertas antecedentes de falhas. A monitorização preditiva, tal como definido pelo ARC, é mais apropriada a sistemas simples, onde a matemática de variáveis pode ser utilizada para prever falhas. Os sistemas mais complexos envolvem uma condição prescritiva de monitorização, onde múltiplas variáveis são analisadas para prever falhas. Isto requer uma compreensão mais contextual das condições operacionais

de modo a conseguirmos diagnósticos mais precisos sobre a questão pendente e com menos falsos positivos. O historial de dados e os softwares de analíticos avançados necessários para oferecer o potencial da IIoT já estão em vigor para auxiliar no processamento da avalanche de dados operacionais. Atualmente é possível recolher informação para análise e reportar as operações de ativos, saúde, manutenção e conformidade regulatória. É possível recolher continuamente um conjunto de dados em séries, a partir de pontos de controlo críticos, monitorização de dispositivos inteligentes e, posteriormente, arquivar estes dados – na cloud, através de um armazenamento avançado e tecnologias de compressão. A IIoT permite que mais empresas atinjam melhorias mensuráveis em rentabilidade. Permite ainda a coleção de dados em tempo real, no sistema operacional, o que pode prolongar o tempo de vida útil de qualquer ativo e reduzir as despesas. Os dados operacionais melhorados podem captar o conhecimento de colaboradores com experiência, o que nivela a curva de aprendizagem de novas contratações e minimiza o tempo de inatividade não planeado.

PRINCIPAIS TENDÊNCIAS As principais tendências a não perder de vista neste ramo são: 1. Avanços no controlo distribuído que permitem uma implementação flexível de controlo de sistemas com a energia e flexibilidade, suficientes para analisar dados avançados e o Big Data necessário para suportá-los. 2. Expansão na utilização de Internet no controlo, facilitando a captura e partilha de dados e a posterior análise, através de aplicações avançadas. 3. Cibersegurança mais forte, de modo a alavancar o valor dos padrões essenciais à realização do potencial completo da IIoT com uma menor vulnerabilidade face a ciberataques. 4. Engenharia com elevada orientação para objetos, simplificando o ambiente de implementação de ativos estratégicos de gestão de modelos. 5. Finalmente, a evolução dos modelos de gestão centrada em ativos, que a IIoT tem tornado incrivelmente valiosos para operações híbridas, contínuas e discretas. Esta abordagem facilita a maximização e a disponibilidade, a utilização e a rentabilidade dos ativos em todo o equipamento, unidades e áreas que têm o maior impacto no negócio sem comprometer o desempenho empresarial ao otimizar a manutenção de processos. M

136 MANUTENÇÃO

13


ESPAÇO HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Segurança e saúde É SEGURAMENTE UM INVESTIMENTO. NÃO É UM CUSTO.

A manutenção e a segurança são normalmente identificadas como as responsáveis por tudo aquilo que corre mal numa organização, mas raramente fazem parte das opções de quem decide. Ou seja, raramente estas vertentes são detalhadamente analisadas num plano de custo-benefício originando cenários menos favoráveis e, por vezes, as coisas correm mal. A segurança, pelo menos, no que me diz respeito, é normalmente vista como um acessório, às vezes de luxo e, portanto, se temos que cortar, corta-se na Segurança.

Luís Coelho Cedros

N

a verdade, e numa perspetiva pragmática, a manutenção e a segurança não são consideradas como solução, embora façam parte da equação. Em Portugal, e um pouco por toda a Europa, a legislação é vasta. Tão vasta que às vezes se atropela. Temos, em Portugal, requisitos legais que são mencionados num conjunto de diplomas e se analisarmos bem o texto desses diplomas, no final não acrescentou valor, e por vezes confunde o leitor, considerando o enquadramento da questão e a própria maneira de se escrever. Em matéria de equipamentos de trabalho, por exemplo, se tivermos que analisar um tema específico, temos que percorrer um conjunto infinito de diplomas, por vezes envolvendo juristas e nem sempre se chega a uma conclusão clara e inequívoca. Então,

14

MANUTENÇÃO 136

assim, para que serve a legislação? Para regular? Devia ser, mas a sua complexidade, por vezes, é tão grande que desmotiva aqueles que a querem cumprir. Por vezes achamos que são os reguladores, como a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) os responsáveis por esta confusão no âmbito da legislação, mas não. O regulador – como por exemplo a ACT – limita-se a cumprir o estipulado e às vezes, ela própria, tem dificuldades em interpretá-la, portanto, o legislador (aquele que efetivamente produz a legislação) não conhece a realidade no terreno e não consegue ter uma visão do impacto daquilo que escreve na vida das pessoas e das empresas. Por isso, olharmos para a legislação como um fim (do género: vamos cumprir o mínimo ou questionarem – Quanto custa a coima? – fica mais barata que implementar determinada legislação?), é ter uma visão redutora do impacto e da mais-valia da segurança e saúde. Estar a olhar para a legislação para garantir princípios mínimos da segurança e saúde, é menosprezar esta vertente, leva a práticas inadequadas e a pouca rentabilidade nas atividades produtivas. Se a segurança e saúde não fossem um bom negócio, não constatávamos organizações com grandes desempenhos económicos a praticarem, de forma integrada, a segurança e saúde (como parte do negócio e não como um acessório), permitindo ganhar tempo no planeamento, otimizar a utilização das ferramentas, gerir relações com subcontratados que permitem reduzir prazos, finalizando os trabalhos antes da data prevista, e poupando custos em desperdício de tempo e material que nem sempre é devidamente contabilizado. Para reforçar o argumento da mais-valia, temos o mundo das normas, cada vez mais presente nas organizações, às vezes vista conforme se vê a legislação (basta ter o certificado), porém há casos de sucesso, em que se utiliza as normas para otimizar

o desempenho, tanto ao nível operacional como é o caso de uma Norma que oriente uma simples instalação de uma linha de vida, como ao nível das Normas de gestão que podem orientar estratégias de abordagem – como é o caso da recente ISO 45001 – publicada no dia 12 de março. Em termos práticos planear uma atividade que envolva gruas e movimentação mecânicas de cargas, por exemplo, devem exigir garantias ao nível dos equipamentos, dos acessórios, das pessoas (que devem ser qualificadas) e trabalha-se (ou deve-se trabalhar) para que tudo esteja em conformidade, em matéria dos equipamentos. Organizam-se as tarefas para que a manutenção especificada esteja em dia e ao nível das pessoas, é importante ter as pessoas certas (isto é, competentes, com formação adequada) nos sítios certos. Se quisermos garantir a preservação de um ativo, que pode ser a instalação de um equipamento de 2 milhões de euros, desde a sua origem até ao destino final corre-se risco. Esses riscos são aspetos cuja solução passa por implementar princípios relacionados com a segurança e saúde (embora às vezes não tenhamos essa noção) e, portanto, é imperativo que exista um plano de trabalhos e de movimentação. É determinante garantir a eficácia da operação, o que nem sempre acontece. Se repararem falei em eficácia e não falei em segurança na operação (referência redutora utilizada vulgarmente), porque o que nos interessa é o produto final. Portanto, quando a segurança for tratada como um elemento essencial na decisão, a mesma será equacionada em tempo útil e será utilizada no momento certo (na prevenção), permitindo antecipar muitos aspetos que podem produzir resultados sustentáveis. Quando assim não for, gera custo, ineficiência e normalmente acidentes, que curiosamente é a única bitola para “medir” a segurança, um aspeto absolutamente contranatura.


ESPAÇO HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

É importante que quem decida, planeie uma atividade, gere pequenos e grandes negócios, tenha presente a segurança e saúde como um dos eixos que permitem atingir resultados de forma mais profícua e que gera valor. Por vezes, numa organização, estão esgotadas as soluções e principalmente agora em que o mundo industrializado segue os mesmos métodos, ferramentas e soluções – vejamos por exemplo a indústria automóvel: as diferentes marcas e modelos dos automóveis são, praticamente, produzidos sobre o mesmo chassi. Só muda a cor e a grelha frontal – importa criar soluções inovadores e grande parte delas reside na segurança e saúde. Aplicando princípios de prevenção podemos fazer pender a balança para os lucros. Se seguirmos as normas de trabalho preventivas, em cada fase do processo, podemos ter melhores resultados, com operadores mais focados na qualidade da operação – que se reflete na qualidade do produto – mais confortáveis e mais motivados através de medidas simples, como por exemplo, a instalação de uma cabine insonorizada que permite trabalhar com mais concentração e com melhores condições de trabalho, em vez de condições em que se expõe os operadores a um ambiente ruidoso, desconfortável que

os obriga a usar abafadores/protetores auriculares, por vezes desadequados (as atenuações, considerando as banda de frequência não correspondem aos registos/realidade no local), sujos, mal posicionados (porque não tiveram a formação para os colocar

convenientemente), ou simplesmente porque os incomoda (não lhe apetece carregar aquela peça de plástico na cabeça). Se considerarmos estes princípios a segurança e saúde será seguramente um investimento e não um custo. M

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ESPAÇO DE FORMAÇÃO

Ficha técnica n.o 13 Paulo Peixoto paulo.peixoto@atec.pt ATEC – Academia de Formação

11. ANÁLISE DE CIRCUITOS EM CORRENTE ALTERNADA (PARTE 2) 11.3.2. Circuito indutivo em corrente alternada Nos circuitos puramente indutivos a oposição à circulação da corrente é feita pela Força Eletromotriz (f.e.m.) de autoindução da bobina e chama-se reatância indutiva (X L ) e exprime-se em Ω. Analisando um circuito com uma bobina em corrente contínua podemos verificar o efeito da Lei de Lenz. Assim quando o interruptor é fechado criar-se-á uma corrente elétrica induzida no circuito cujo sentido se opõem à corrente principal, retardando assim o seu início. Pelo contrário, quando se abre o interruptor, também pela Lei de Lenz, a corrente não cessará de imediato pois surgirá uma corrente induzida que a retardará. A Figura 77 representa este efeito.

Ao aplicarmos uma tensão a uma bobina, a corrente não surgirá imediatamente pois, como analisado anteriormente, surgirá no circuito, devido à autoindução, uma corrente com um sentido tal que faz retardar o aparecimento da corrente principal no circuito. Esta apenas aparecerá quando a tensão atingir o seu valor máximo. Ainda, devido aos fenómenos de autoindução, a corrente irá aumentar enquanto a tensão decresce, e atinge um máximo quando a tensão aplicada é nula. Quando a tensão inverte o seu sentido, a corrente começa a diminuir, mas esta diminuição é retardada e anula-se quando a tensão atinge o seu máximo negativo, ou seja, um quarto de período mais tarde. A Figura 78 apresenta o desfasamento da onda da tensão e da corrente num circuito puramente capacitivo onde poderemos analisar que a corrente está atrasada 90º em relação à tensão.

u, i Umáx.

E

Imáx.

t2

t1

uL

t

ф= 90º uR t

i

I

t3

t4

t Figura 78. Representação vetorial e cartesiana da tensão e respetiva corrente num circuito

i

puramente indutivo. L

11.3.3. Circuito indutivo real – Circuito RL U

+

L

-

Figura 77. Circuito capacitivo alimentado por uma corrente alternada e as respetivas formas de onda da tensão e corrente.

Em corrente alternada, os efeitos da autoindução são constantes. Podemos concluir que quanto maior for o coeficiente de autoindução da bobina (L) mais se farão sentir os efeitos da autoindução, pelo que menor será a corrente no circuito. A corrente será inversamente proporcional à indutância. Analisando o comportamento da reatância indutiva, para uma grande frequência, ou seja um pequeno período, a corrente não tem tempo de atingir o seu valor máximo, pois a tensão aplicada inverte-se. Quanto maior for a frequência menor será a corrente elétrica. A equação seguinte define a grandeza reatância indutiva (XL) que é a oposição da bobina à passagem da corrente elétrica: XL = 2π • f • L onde: f é a frequência do sinal de alimentação em Hertz (Hz) L é o coeficiente de autoindução ou indutância da bobina em Henry (H)

16

MANUTENÇÃO 136

Um exemplo de um circuito real indutivo é um transformador monofásico. Um transformador é um dispositivo constituído por duas bobinas com acoplamento magnético total utilizado para a transformação de tensões. Quando é aplicada uma tensão alternada no enrolamento primário obtemos uma tensão que poderá assumir uma amplitude maior ou menor dependendo se o transformador é elevador ou abaixador, respetivamente, no enrolamento secundário. Para a análise deste tipo de circuitos consideremos a Figura 79 onde iremos calcular: • A reatância capacitiva; • A impedância do circuito; • A intensidade de corrente que percorre a resistência e a bobina; • A tensão aos terminais da resistência e da bobina; • O ângulo de desfasamento entre a tensão e a corrente.

30 Ω

UT = 230 V, 50 Hz

0,16 H

R

L

UR

UL

~

Figura 79. Circuito RL em análise.

I


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A tensão de alimentação é uma onda alternada sinusoidal. A reatância capacitiva do circuito será dada por: XL = 2π • f • L = 2π • 50 • 0,16 = 50,3Ω Para o cálculo da impedância do circuito iremos desenhar o triângulo das tensões e da impedância:

Z = UT/I

UT

UL XL = UL/I

φ

φ UR

R = UR/I

Figura 80. Triângulo das tensões e das impedâncias.

Z2 = R2 + XL2 ⇔ Z =

R2 + XL2 ⇔

⇔ Z = 302 + 50,32 = 58,7Ω

NOTA MATEMÁTICA O teorema de Pitágoras relaciona os três lados do triângulo retângulo e enuncia que em qualquer triângulo retângulo, o quadrado do comprimento da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos: C2 = A 2 + B2

C – Hipotenusa A – Cateto oposto

α B – Cateto adjacente

A intensidade de corrente que percorre a resistência e a bobina será idêntica pois os elementos encontram-se em série. Será aplicada a Lei de Ohm generalizada para obter o valor da corrente:

I=

UT Z

=

230 58,7

= 3,92 A

A tensão aplicada à resistência e à bobina será dada pela aplicação direta da Lei de Ohm: UR = 30 • 3,92 = 117,6 V UL = 50,3 • 3,92 = 197,2 V


ESPAÇO DE FORMAÇÃO

Em alternativa a tensão na bobina poderá ser calculada pela aplicação do teorema de Pitágoras. Importante referir que não poderá ser realizada a subtração direta das tensões, uma vez que os ângulos de desfasamento da tensão e da corrente deverão ser sempre considerados.

EXERCÍCIO RESOLVIDO 1. A um circuito constituído por uma resistência de 20 Ω e uma reatância indutiva de 40 Ω, ligados em série, é aplicada uma tensão alternada sinusoidal de 100 V e com a frequência de 50 Hz. Calcule: 1.1. A impedância do circuito.

UT2 = UR2 + UX2 ⇔ UX2 = UT2 – UR2 ⇔ UX = L

L

L

1.2. A corrente que percorre a bobina.

UT2 – UR2

Resolução: =

1.1. Para o cálculo da impedância serão necessários os valores da resistência e da reatância indutiva da bobina, facultados no enunciado do problema:

2302 – 117,62 ≈ 197V

Finalizamos a análise do circuito com o cálculo do ângulo de desfasamento entre a tensão e a corrente no circuito. Iremos recorrer ao triângulo das impedâncias para este cálculo:

Z2 = R2 + XL2 ⇔ Z =

⇔Z=

R2 + XL2 ⇔

202 + 402 = 44,7Ω

Z = 58,7 Ω

1.2. A corrente elétrica que percorre a bobina será a mesma que percorre a resistência, uma vez que estamos perante um circuito série. Utilizaremos a Lei de Ohm aplicada a circuitos em corrente alternada para o cálculo da corrente que percorre o circuito:

XL = 50,3 Ω ф R = 30 Ω

Figura 81. Cálculo do ângulo de desfasamento entre a tensão e a corrente.

I= cos φ =

R Z

=

30 58,7

UT Z

=

100 44,7

= 2,24A

= 0,51 ⇔ φ = 59,3º Resposta: A impedância do circuito assume o valor de 44,7 Ω e a corrente na bobina é de 2,24 A.

NOTA MATEMÁTICA

EXERCÍCIO PROPOSTO

As razões trigonométricas serão apresentadas considerando o triângulo retângulo D [ ABC ], retângulo em B, onde está representado o cateto adjacente, o cateto oposto e a hipotenusa.

1. Uma linha de transporte de energia em corrente alternada está construída para fazer o transporte a uma tensão de 220 kV. Calcule o valor máximo da tensão transportada. Solução:

A

Umáx. = 311 kV Hipotenusa

Cateto oposto

α

B

C

2. Um circuito de corrente alternada de frequência de 50 Hz, tem uma resistência de 30 Ω ligada em série com uma bobina, cujo coeficiente de autoindução é de 0,1 H. Sabendo-se que o valor da intensidade de corrente que o atravessa é 3 A, calcule:

Cateto adjacente

2.1. As quedas de tensão na resistência e na bobina.

cos α =

sen α =

tg α =

cateto adjacente hipotenusa

cateto oposto hipotenusa

cateto oposto cateto adjacente

2.2. A tensão total aplicada ao circuito. Solução: 2.1. UR = 90 V, UL = 94,2 V 2.2. UT = 130,3 V

BIBLIOGRAFIA DO ARTIGO A. Silva Pereira, Mário Águas, Rogério Baldaia, Curso Tecnológico de Eletro­ tecnia/Eletrónica – Eletricidade, Porto Editora, ISBN 972-0-43540-2.

18

MANUTENÇÃO 136

M


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INFORMAÇÕES APMI

14.o Congresso Nacional de Manutenção 5.o Encontro de Manutenção dos Países de Língua Oficial Portuguesa

A

A.P.M.I. organizou, em colaboração com a Associação Angolana de Manutenção e Gestão de Activos – AAMGA, o 14.º Congresso Nacional de Manutenção e 5.º Encontro de Manutenção dos Países de Língua Oficial Portuguesa, nos dias 23 e 24 de Novembro de 2017.

O local do evento foi o Campus do IPMAIA, no Castêlo da Maia. Participaram: • Congressistas – 208; • Empresas Expositoras – 17; • Empresas Patrocinadoras/Apoiantes – 20. Foram apresentados 54 Trabalhos Técnicos abarcando 8 áreas temáticas: • Gestão e organização da Manutenção; • Tecnologias aplicadas à Manutenção; • Formação em Manutenção; • Normalização e certificação; • Segurança na Manutenção; • A Internacionalização da Manutenção; • A Manutenção inserida numa política de Gestão de Activos; • Indústria 4.0.

destaque com a apresentação de um painel específico moderado pelo Presidente da CT 94, Eng.º Pedro Coelho. Participaram 5 Oradores. Durante o Congresso teve lugar uma Feira Técnica em que participaram 17 Empresas Expositoras.

No dia 25 de Novembro realizou-se uma Visita Técnica à nova fábrica da WEG em Santo Tirso.

"A importância da Manutenção na Economia circular", lema do Congresso, teve destaque no Painel organizado na tarde do primeiro dia, nele tendo participado 13 Oradores. Foi moderado pelo Prof. José Torres Farinha do ISEC-IPC/CEMMPRE. O tema "A Manutenção inserida numa política de Gestão de Activos" mereceu também

23 de Novembro de 2017 / 1.º Dia SESSÃO OFICIAL Vereador da C. M. Maia – Dr. Paulo Ramalho; Vice-presidente da Direcção da APMI – Eng.º Armando Ferreira Augusto; Presidente do Conselho de Gestão do IPMaia – Prof. Dr. Célio Sousa; Prof. Fernando Manuel Silva – Presidente da Fundación Luso Galaica

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MANUTENÇÃO 136

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS TÉCNICOS •

TT 19_João Morgado – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "O Sistema de Gestão de Pavimentos da Infraestruturas de Portugal como ferramenta de suporte à gestão de activos rodoviários"


INFORMAÇÕES APMI

• • •

TT 01_António Costa Quintas – "Da focalização nos recursos à focalização no Cliente" TT 12_Gilberto Serrano – SKF – "Inspecções “SMART” na fiabilidade da manutenção" TT 50_João Gaspar – INL – "Nanotechnology as “key” for Industry 4.0" TT 41_João Gomes – TDGI – "Mobilidade e informação em tempo real no processo de gestão da manutenção" TT 06_Helder Ferreira – MARINHA GUERRA PORTUGUESA – "Projecto VibControlo – Um caso de estudo de Manutenção Lean na Marinha Portuguesa" TT 11_Raquel Rodrigues – ISEL – "O papel da manutibilidade na redução dos custos de manutenção" TT 23_Carla Farinha – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "Singularidades das especialidades ferroviárias de Via e Catenária: da inspecção à execução" TT 35_Manuel Tender – UNIVERSIDADE DO MINHO – "O BIM (Building Information Modeling) como instrumento de prevenção na gestão da manutenção do edificado"  TT 15_Rui Coutinho – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "A experiência da Infraestruturas de Portugal no desenvolvimento da Gestão de Activos" TT 02_António Roque – DATANÁLISE

• •

• •

– "Tecnologia de amplificação de movimento" TT 09_Eduardo Horta – SMC – "Manutenção na tecnologia Pneumática"  TT 13_Luís Blazquez – BP CASTROL – "Energy efficiency tests in a full scale wind turbine gearbox"  TT 28_Carlos Vila – APCER – "ISO 50001 – Sistema de gestão da energia"  TT 10_Flaviano Carvalho – WEG – "Boas Práticas em Inspecção, Manutenção e Reparação de Motores Eléctricos à Prova de Explosão" TT 60_Pilar Noya – SCHNEIDER ELECTRIC – "Serviços conectados – Manutenção na Indústria 4.0"

PAINEL "A IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO NA ECONOMIA CIRCULAR" •

TT 42_José Torres Farinha – CEMMPRE-UC e ISEC-IPC – "Economia Circular – Um Enquadramento Global" TT 43_Edmundo Pais – ISEC – "ISO 55001. Uma ferramenta estratégica para a Economia Circular – Diagnóstico do Estado da organização" TT 44_Ana Meireles – ISEC – "A Economia Circular e a Gestão de Activos na Perspectiva da ISO 55001"

• •

TT 56_Carlos Neves – SEVENFORMA – "A estratégia da EU e os apoios à Economia Circular" TT 46_Inácio Fonseca – ISEC – "Indústria 4.0 versus Economia Circular" TT 47a_Luís Oliveira – ISEC – "Contributos das Redes de Petri na disponibilidade dos Activos Físicos e da Economia Circular. Caso de Estudo – Uma indústria de trefilaria" TT 47b_Constâncio Pinto e Vassily Coelho – ISEC-CEMMPRE – "Contributos das Redes de Petri na disponibilidade dos Activos Físicos. Caso de Estudo – Sistema de Alimentação Eléctrica de um hospital nacional" TT 48_António Simões – ISEC – "Contributos das Cadeias de Markov na disponibilidade dos Activos Físicos e da Economia Circular" TT 49_Rúben Oliveira – CEMMPRE – "Contributos da Visão Artificial para a Economia Circular" TT 24_José Sobral – ISEL – "A importância da Fiabilidade e da Manutenção para a Economia Circular" TT 57_Carlos Almeida – FIBRENAMICS – "Utilização dos resíduos para produção de materiais" TT 58_André Ribeiro – Centro de Valorização de Resíduos – "Valorização de resíduos em Economia Circular"

23 de Novembro de 2017 / 1.º Dia JANTAR DO CONGRESSO – QUINTA DAS RAPARIGAS, MAIA

136 MANUTENÇÃO

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INFORMAÇÕES APMI

24 de Novembro de 2017 / 2.º Dia APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS TÉCNICOS • • •

TT 26_Tiago Monteiro – SCHAEFFLER IBERIA – "Manutenção 4.0" TT 54_David Costa – ISEL – "Técnicas Avançadas de Análise de Vibrações" TT 34_Vítor Fernandes – TOTAL – "A importância de um sistema de Gestão na Manutenção Preventiva da Lubrificação"  TT 22_Vera Gordo – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "Segurança na Manutenção de Infraestruturas Rodoviárias" TT 40_Duarte Almeida – GLINTT – "A importância dos desenho de processos operacionais na gestão de activos"  TT 59_Daniel Gaspar – IP Viseu/FEUP – "A simulação nos estudos de fiabilidade e o uso de dados censurados" TT 16_Ana Isabel Silva – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "A Gestão da Manutenção das Obras de Arte Ferroviárias"  TT 03_Eduardo Dias Lopes – "Papel dos Ensaios Não Destrutivos no apoio à Manutenção" TT 31_Rúben Oliveira – CEMMPRE – "Organização de uma Oficina: Procedimentos Estruturantes 5S Indexados à Motivação Pessoal – Caso Prático em Contexto de Formação"  TT 38_Hugo Cardoso – NAVALTIK – "Mobilidade na Manutenção – do papel ao tablet – Caso de Estudo"

• •

TT 20_António Viana – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "Os quatro pilares da manutenção ferroviária: Segurança; Fiabilidade; Disponibilidade; Sustentabilidade" TT 30_Rogério Nacif – INSTITUTO AQUILA – "Alternativas de estrutura organizacional para facilitar a gestão e melhorar os resultados da manutenção" TT 08_Francisco Rodrigues – "Ferramentas de apoio à manutenção preditiva com base na Monitorização para uma plataforma On-Line" TT 53_António Martins – DIMO MAINT – "A GMAC: ferramenta central da manutenção do futuro" TT 55_Paulo Cunha – ISMAI – "Monitorização da degradação de estruturas em tempo real – casos práticos"  TT 17_Andreia Grossinho – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "Gestão de Activos de Via-Férrea: da visão de longo prazo à concretização" TT 21_Hugo Patrício – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "Risco da infraestrutura no contexto da gestão de activos das redes rodoviária e ferroviária"  TT 32_Diogo Gonçalves – EQS – "Machine Learning para Manutenção Preditiva" TT 51_Nuno Costa – IP Setúbal – "Pla-

neamento de experiências na prática da Gestão da Manutenção" TT 14_Fernando Nunes – INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL – "Suporte Aplicacional para a Gestão da Manutenção SIGMA" TT 39_Rosário Malheiro – BT INSTRUMENTS – "Técnicas de análise de vibração de alta definição. SPMHD e HDENVELOPE"  TT 52_Lúcio Silva – LF4 – "Análise Integral dos Riscos nas Empresas, ameaças e Oportunidades" 

PAINEL "A MANUTENÇÃO INSERIDA NUMA POLÍTICA DE GESTÃO DE ACTIVOS" •

• •

TT 36_Pedro Coelho – CT 94 – "A gestão da Manutenção como parte integrante da Gestão de Activos Físicos" TT 37_Daniel Gaspar – CT 204 – "A normalização em gestão de activos" TT 27_Abílio Cabral da Cunha – CP – "Gestão da Manutenção como um subconjunto da Gestão de Activos" TT 45_Ana Meireles e Hugo Raposo – ISEC-CEMMPRE – "Análise de Investimento versus Análise do Ciclo de Vida no Contexto das ISO 55000 com ênfase na Gestão de Manutenção"

25 de Novembro de 2017 / Visita técnica NOVA FÁBRICA DA WEG EM SANTO TIRSO.

A nova fábrica da WEGeuro Indústria Eléctrica, construída de raiz, e que ainda nem foi oficialmente inaugurada, foi o local escolhido para a Visita Técnica no âmbito dos 14.º Congresso Nacional de Manutenção e 5.º EMPLOP.

Em Santo Tirso, observámos o fluxo produtivo habitual desta unidade, de uma empresa fornecedora global de motores eléctricos, sistemas de controlo, comando e protecção de motores e ainda sistemas de distribuição e transformação de energia. A WEG, presente em Portugal desde 2002, é hoje uma referência da indústria nacional com um crescimento sustentável, reforçando a posição de plataforma industrial e de serviços para o mundo.

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MANUTENÇÃO 136


INFORMAÇÕES APMI

PATROCINADOR PLATINA

PATROCINADORES OURO

PATROCINADORES PRATA

APOIOS

FEIRA DO LIVRO Integrada na Feira Técnica, organizou-se uma Feira do Livro onde estiveram representadas algumas das Editoras que têm Acordos com a APMI.

ENGEBOOK

LIDEL

136 MANUTENÇÃO

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INFORMAÇÕES APMI

Feira Técnica

ENI – Patrocinador Platina

MEIVCORE – Patrocinador Ouro

SKF – Patrocinador Ouro

TDGI – Patrocinador Ouro

TOTAL – Patrocinador Ouro

WEGeuro – Patrocinador Ouro

GLINTT – Patrocinador Ouro

SEW-EURODRIVE Portugal – Patrocinador Prata

AIRTOX

DatAnálise – Serviços e Técnicas de Manutenção

DIMO MAINT

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MANUTENÇÃO 136


INFORMAÇÕES APMI

EUROTECNOLOGIA – Máquinas e Equipamentos Industriais

OPERTEC

Schneider Electric Portugal

Sotécnica – Sociedade Electrotécnica

TRATERME

ViGIE Solutions

Reunião do WG 10 da CEN 319 Maintenance Decorre de 7 a 9 de Março de 2018, na sede da APMI em Lisboa, uma reunião de um dos grupos de trabalho da CEN 319 Maintenance: Working Group 10_Maintenance within physical asset management. O Grupo está a elaborar o prEN 16646 – 2:2018 Maintenance – Maintenance within physical asset management 2. Methodology to improve life cycle performance and to achive a sustainable physical asset. Na foto: Tommi Carlson; Kari Kommonen; Christos Emmanouili; Daniel Gaspar; Alan Wilson e Reinhard Korb.

Formação Profissional 1.º SEMESTRE DE 2018 Acções de formação realizadas e agendadas 6 de Março de 2018 • "A Manutenção integrada numa política de Gestão de Activos" – Formador: Abílio Cabral da Cunha

22 de Março de 2018 – "Engenharia de Fiabilidade e RCM" • Formador: Abílio Cabral da Cunha Abril de 2018 – "Introdução à nova tecnologia de amplificação de movimento no âmbito da manutenção condicionada e análise estrutural" – Formador: António Roque

17 de Abril • "A simulação dinâmica monte carlo e teoria das filas de espera aplicadas à manutenção" – Formador: Daniel Gaspar Mais informação e ficha de inscrição em: www.apmi.pt – o que fazemos – formação profissional

136 MANUTENÇÃO

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INFORMAÇÕES APMI

Encontros de final de tarde UMA COLABORAÇÃO ENTRE A APMI E O ISEL/ADEM Os Encontros de final de tarde são conferências em que são debatidos temas pertinentes nas áreas da Manutenção e da Gestão de Activos.

ACÇÕES REALIZADAS E AGENDADAS Janeiro de 2018 Avaliação Qualitativa de Risco – Uma Abordagem de Especialistas – 31/01/2018 Oradores: Vítor Manuel Anes e Bruno Sousa Sá

Fevereiro de 2018 Gestão do Risco através de uma Manutenção por Controlo da Condição – 28/02/2018 Oradores: José da Silva Sobral e António Afonso Roque

Março de 2018 A implementação do Six Sigma Maintenance Scorecard na Gestão da Manutenção – 21/03/2018 Orador: António Abreu

Abril de 2018 As matérias e os conferencistas apresentados correspondem à permanente necessidade de formação contínua, actualização de conhecimentos, análise e reflexão sobre temas da actualidade.

Modos de falha em Equipamentos Industriais – Corrosão e Desgaste – 18/04/2018 Oradores: Teresa Moura e Silva e José da Silva Sobral

Maio de 2018 Local da realização: Sede da APMI, Travessa das Pedras Negras, 1 – 1.º Dto., 1100-404 Lisboa. Horário: Quartas-feiras das 18H30M às 20H00M Formato: Intervenção dos oradores seguida de debate.

A Manutenção Integrada na Gestão de Activos Industriais – 30/05/2018 Oradores: Ana Sofia Dias e Joaquim Cabral Martins

Junho de 2018 PREÇO: Sócios da APMI e Docentes do ISEL.......................................................................15,00 € Estudantes das instituições académicas que têm protocolos com a APMI.....................................................................................................................................10,00 € Outros..................................................................................................................................................20,00 €

Manutenção Aeronáutica – Teoria dos Constrangimentos – CCPM – Porquê? – 27/06/2018 Orador: Pedro Costa Mais informação e ficha de inscrição em: www.apmi.pt – o que fazemos – seminários

Reunião do Comité EAMC EFNMS Asset Management Committee O Comité Asset Management da Federação Europeia de Associações de Manutenção reuniu-se no dia 6 de Março de 2018 na sede da APMI em Lisboa. Participaram Luís Andrade Ferreira, Paul Daugaulis, Alan Wilson e Kari Kommonen. São objectivos deste comité: • Promover a gestão de activos e a correspondente contribuição da Manutenção; • Incentivar as associações nacionais de manutenção a participar activamente no desenvolvimento da gestão de activos;

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MANUTENÇÃO 136

• •

Elaborar diretrizes para prossecução de boas práticas em gestão de activos; Incentivar as associações nacionais de manutenção a definir competências e programas de formação para a gestão de activos. M


INFORMAÇÕES APMI

Ficha de Sócio A.P.M.I. CUPÕES DE INSCRIÇÃO Para se poder tornar sócio da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, utilize um dos formulários conforme a sua situação. Fotocopie, preencha e envie a:

Associação Portuguesa de Manutenção Industrial Travessa das Pedras Negras, n.o 1, 1.o Dto. 1100­‑404 Lisboa Telf.: +351 217 163 881 · Fax: +351 217 162 259 apmigeral@mail.telepac.pt · www.apmi.pt

1. SÓCIO COLECTIVO 2. SÓCIO INDIVIDUAL 3. SÓCIO ESTUDANTE 1.

SÓCIO COLECTIVO A.P.M.I. – CUPÃO DE INSCRIÇÃO Pretendemos tornar­‑nos Sócio Colectivo da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, de acordo com o Regulamento a seguir indicado: 1.

De acordo com os Estatutos da A.P.M.I. – Capítulo II, Art.º 4º, podem ser membros todas as pessoas colectivas que reconheçam a utilidade da Associação e estejam interessadas no desenvolvimento dos seus objectivos.

2.

As pessoas colectivas que detenham instalações fabris fisicamente distintas da Sede Social serão consideradas como Sócios nas seguintes condições: 2.1

A Sede Social inscrever­‑se­‑á como Sócio Colectivo.

2.2

Se a empresa detiver centros fabris todos fisicamente distintos da Sede Social, só beneficiam da qualidade de Membro Colectivo a Sede Social e uma instalação fabril expressamente designada na proposta de admissão.

2.3

As restantes instalações fabris que estejam interessadas em beneficiar igualmente da qualidade de membro colectivo da APMI deverão inscrever­‑se expressamente uma a uma.

3.

Os membros Colectivos designarão o seu representante através de carta enviada à Direcção da Associação. A representação é válida por um ano.

4.

Os membros Colectivos receberão um exemplar da Revista “Manutenção”. Poderão receber os números de exemplares que pretenderem pelo valor das assinaturas que subscreverem.

5.

O presente Regulamento foi aprovado em Reunião de Direcção de 20.05.1985 e é aplicável a todas as empresas cujas unidades fabris tenham carácter permanente (isto é, mais de três anos). Não é aplicável a instalações do tipo estaleiro com vida provisária inferior a três anos. 5.1

O presente Regulamente é extensivo às Empresas já membros da APMI à data da sua aprovação.

Denominação:

Centro de Exploração ou Fabril:

Endereço:

Localidade:

Cód. Postal:

Conselho:

Distrito:

Telf:

Extensão:

Fax:

E­‑mail: N.º Contribuinte:

Tm:

Web site: N.º Trabalhadores:

CAE:

Representante junto da APMI: E­‑mail:

Cargo na Empresa:

Assinatura:

Data:

RESERVADO AOS SERVIÇOS DA A.P.M.I. Cartão N.º:

Emitido em:

Admitido em:

Assinatura:

Sócio N.º:

Quota anual: € 260,00

136 MANUTENÇÃO

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INFORMAÇÕES APMI

SÓCIO INDIVIDUAL A.P.M.I. – CUPÃO DE INSCRIÇÃO

2.

Pretendo tornar­‑me Sócio Individual da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, de acordo com o Regulamento a seguir indicado: Regulamentando e definindo as regras e condições de admissão a membro Individual da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial e tendo em conta os Estatutos, nomeadamente o N.º 1 do Artigo 5.º, fica esta admissão disciplinada pelo presente regulamento: 1.º

Poderão ser admitidos como membros Individuais da APMI todas as pessoas que: 1.1

Tenham exercido ou exerçam a sua actividade na área da Manutenção ou, não tendo exercido tenham publicado trabalhos neste domínio ou exerçam funções docentes nesta matéria. Exerçam ou tenham exercido actividade profissional em actividades de fronteira com a Manutenção nomeadamente Segurança, Prevenção de Acidentes, Informação e Controlo de Gestão de Manutenção, Produção e Distribuição de Energia e Fluídos.

1.2

Possuam formação académica igual ou superior ao grau de Bacharel.

1.3

Não possuindo a formação exigida no ponto anterior, desempenhem, funções equiparadas às exercidas por Licenciados e Bacharéis devendo, neste caso, essa situação ser atestada por uma empresa ou organismo ou por dois membros na plenitude dos seus direitos.

A admissão de membro Individual far­‑se­‑á por proposta à Direcção, que deliberará pela aceitação ou rejeição da proposta. Os Sócios Individuais recebem 1 número da Revista “Manutenção”.

2.º

Este regulamento foi aprovado em reunião de Direcção da APMI em 2 de Março de 1982. Nome:

B.I. (n.º):

Arquivo:

Endereço Pessoal:

Localidade:

Cód. Postal:

Conselho:

Telf:

Fax:

E­‑mail:

Distrito: Tm:

N.º Contribuinte:

Data de nascimento:

Filiação: Estado Civil:

Formação Académica:

Empresa:

Função na empresa:

Departamento:

Endereço:

Localidade:

Cód. Postal: Telf: Web site:

Concelho: Extensão:

Distrito: Fax:

N.º Contribuinte:

E­‑mail: N.º de Trabalhadores:

Assinatura:

CAE:

Data:

RESERVADO AOS SERVIÇOS DA A.P.M.I. Cartão N.º:

Emitido em:

Admitido em:

Assinatura:

Sócio N.º:

Quota anual: € 50,00

SÓCIO ESTUDANTE A.P.M.I. – CUPÃO DE INSCRIÇÃO Pretendo tornar­‑me Sócio Estudante da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial. Nome:

B.I. (n.º):

Arquivo:

Endereço Pessoal:

Localidade:

Cód. Postal:

Conselho:

Distrito:

Telf:

Fax:

Tm:

E­‑mail:

N.º Contribuinte:

Data de nascimento:

Filiação: Formação Académica: Instituto:

Faculdade/Departamento:

Endereço:

Localidade:

Cód. Postal:

Concelho:

Distrito:

Assinatura:

Data:

RESERVADO AOS SERVIÇOS DA A.P.M.I. Cartão N.º:

Emitido em:

Admitido em:

Assinatura:

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MANUTENÇÃO 136

Sócio N.º:

Quota anual: € 25,00

3.


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NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

u-mation da Weidmüller Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt

A Weidmüller ajuda a conduzir as empresas para a transformação digital, independentemente da plataforma. Para isso disponibiliza soluções com uma plataforma de ferramentas de solução de automação aberta e individualmente escalável. No centro desta solução está o u-control, um controlador IOT com uma ferramenta de engenharia integrada baseada na web chamada u-create. Outras soluções desta família apresentadas pela Weidmüller incluem o sistema de E/S modular u-remote e os painéis multi-touch intuitivos u-view. Coordenados entre si, os componentes da família u-mation oferecem flexibilidade para as aplicações das empresas.

Micro Data Center da Schneider Electric vence “Hyperconverged Innovation of the Year” Schneider Electric Portugal Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-atendimento-cliente@schneider-electric.com www.schneider-electric.pt

A Schneider Electric venceu a categoria de “Hyperconverged Innovation of the Year" nos Prémios de Armazenamento, Virtualização e Cloud (SVC) de 2017. O prémio, atribuído por voto popular, demonstra o compromisso da empresa para com as tecnologias que apoiam a adoção de Edge e Cloud Computing, enquanto enfrenta os desafios de Big Data e da IoT. As soluções de Micro Data Centers da Schneider Electric permitem que o elemento on-premise de arquiteturas híbridas de TI e de Micro Data Centers Edge sejam implementadas de forma segura e escalável em qualquer ambiente. Podem ser personalizadas para se adequarem a restrições de espaço

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específicas, e também construídas para resistir às considerações ambientais específicas de aplicações individuais de utilizadores finais. Estão disponíveis numa variedade de formatos estandardizados, todos pré-testados e pré-configurados em fábrica, antes de serem entregues aos clientes como uma solução pronta a implementar, com energia integrada, fonte de alimentação ininterrupta (UPS), distribuição de energia, software de gestão (DCIM), arrefecimento, segurança de bastidores, monitorização ambiental e supressão de fogo. Os Micro Data Centers formam uma parte fundamental da arquitetura EcoStruxureTM, recentemente anunciada pela Schneider Electric, uma arquitetura de sistema aberta, interoperável e habilitada para IoT que oferece valor acrescentado em torno da segurança, fiabilidade, eficiência, sustentabilidade e conetividade para clientes.

WEG no caminho da sustentabilidade WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700 · Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt

A WEG, uma referência da indústria nacional no fabrico de motores elétricos, projeto e implementação de Soluções de Automação, Energia e Serviços, procura aliar-se a projetos que tenham expressividade para os seus colaboradores, bem como para a comunidade onde se insere, proporcionando uma melhoria social. Com duas unidades industriais em Portugal, uma na Maia e mais recentemente, desde 2017, também em Santo Tirso, a WEG procura manter um bom relacionamento com as comunidades locais, pelo que é através do apoio a vários projetos e campanhas que a empresa comunica e se aproxima, procurando responder às necessidades da população envolvente. Entre as várias campanhas realizadas em 2017 e à semelhança dos outros anos, destacou-se a campanha do Dador de Sangue, em parceria com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, que com o contributo dos seus colaboradores pode salvar até 344 vidas. No âmbito desta temática, periodicamente, a WEG apoia as instituições de solidariedade locais, com a entrega de tampinhas de plástico para posterior aquisição de equipamentos técnicos, como cadeiras de rodas. Sendo que a solidariedade faz-se de gestos simples, com o apoio dos nossos colaboradores, a WEG conseguiu juntar mais de 100 kg de tampinhas que foram atribuídos a

quem mais precisa. A sustentabilidade é algo que a WEG entende, respeita e procura desde a sua fundação. É algo que está no ADN da empresa, vindo diretamente das convicções pessoais dos fundadores. A sustentabilidade faz parte da cultura WEG e encontra-se visível através de apoios e parcerias com várias instituições, como é o caso da ASAS – Associação de solidariedade e Ação Social de Santo Tirso e do projeto Pirilampo Mágico, que tem como objetivo a angariação de fundos a favor das CERCI’s. Outras datas comemorativas como o Dia da Criança, onde os colaboradores são convidados a trazer os filhos e netos para um dia temático, ou a comemoração do Dia Azul e do Dia Rosa, cujo objetivo visa dar visibilidade à luta contra o cancro da mama e dos órgãos genitais masculinos, em todas as fábricas e filiais WEG no mundo, são alguns exemplos das atividades assinaladas pela empresa. Ao mesmo tempo, para além da importância dos colaboradores e da comunidade envolvente, o respeito pelo meio ambiente assume um papel de relevo nas ações de sustentabilidade da WEG, garantindo a implementação de medidas preventivas aos vários desafios ambientais existentes, bem como promover as boas práticas de responsabilidade ambiental.

Formação da Schaeffler em análise de vibrações, agora com certificação acreditada Schaeffler Iberia, S.L.U. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

A Schaeffler Iberia está agora certificada como “Authorized Training & Examination Center” segundo a Norma ISO 18436-2. Esta certificação atesta os conhecimentos específicos adquiridos durante a formação e representa uma vantagem competitiva a nível mundial. A formação é particularmente interessante para fornecedores de serviços independentes, pessoal do serviço pós-venda de fabricantes de máquinas e outros profissionais responsáveis da manutenção de equipamentos em instalações de produção. Certificando-se, demonstram a sua experiência e conhecimentos, melhoram a sua posição no mercado e aumentam as suas possibilidades


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de aceder a novos mercados, incluindo os mercados internacionais. Com esta certificação, a Schaeffler dá resposta a uma procura atual: a certificação de pessoal no setor da monitorização e no diagnóstico do estado, o que já é um pré-requisito no setor eólico. A Norma ISO 18436 padroniza a formação e a certificação relativas à monitorização e à análise do estado das máquinas. Do mesmo modo, a Norma ISO 18436-2 refere-se explicitamente ao diagnóstico de vibrações, um dos métodos mais utilizados para monitorizar equipamentos durante o seu funcionamento. Na Schaeffler formam especialistas em análise de vibrações em duas fases, devendo existir entre cada fase um período mínimo de um ano de experiência prática. Uma vez concluída com sucesso a segunda fase, os formandos estarão capacitados para avaliar e documentar pormenorizadamente o estado de um equipamento. Os formadores da Schaeffler contam com muitos anos de experiência prática na monitorização de equipamentos. Estão certificados de acordo com a Norma ISO 18436-2 – categoria III e frequentaram uma formação para professores. Em alguns casos, a Schaeffler também oferece o curso de formação in situ.

Sirius Shipping investe na monitorização online a bordo SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 skf.portugal@skf.com · www.skf.pt

Para aumentar o controlo dos equipamentos rotativos a bordo, a Sirius Shipping está a investir na monitorização online. “Queremos receber alertas antes de acontecer alguma coisa, de modo a estarmos melhor preparados para lançar medidas com tempo”, diz Stefan Johansson, Superintendente Técnico da Sirius Shipping. Com 10 embarcações na sua frota, a Sirius Shipping transporta líquidos como óleo e produtos químicos para portos no norte da Europa. Os seus destinos são principalmente na Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia. Entregar as encomendas a tempo, de forma segura e de forma ambientalmente sustentável são fatores importantes que os clientes exigem. Uma paragem não programada na sala do motor causa atrasos dispendiosos. É por isso que uma manutenção bem implementada é tão importante para assegurar que as entregas sejam feitas a tempo. “O trabalho de manutenção é um processo contínuo a bordo. Entramos no estaleiro para paragens programadas, aproximadamente uma vez a cada 30 meses. Analisamos tudo o que não podemos quando o navio está em operação, como inspecionar o fundo, o leme, a hélice, o motor e a caixa de velocidades”, explica Stefan Johansson. Um desafio recorrente para o Departamento de Manutenção é aumentar a fiabilidade dos equipamentos rotativos críticos a bordo. A monitorização da caixa redutora, que impulsiona o veio da hélice e o gerador,


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

aumenta a segurança do sistema. “Felizmente, temos conseguido evitar grandes avarias. É muito dispendioso se algo acontecer, pelo que queremos evitar os riscos tanto quanto possível”, diz Stefan. Se uma interrupção não programada ocorresse, o período de paragem dependeria de onde o navio estava localizado naquele momento, a acessibilidade a um estaleiro e se era necessário mover o barco do porto para o estaleiro. Não é incomum uma paragem comum no estaleiro levar cerca de 6-7 dias. Mas com uma grande rutura, as reparações podem levar vários meses, e isso é algo a ser evitado, de acordo com Stefan Johansson. “Normalmente, os componentes precisam ser especialmente solicitados. Não conseguimos assegurar rodas ou rolamentos de engrenagem, de grandes dimensões, de imediato. Por isso é importante que tenhamos um horizonte de planeamento mais longo para poder pedir peças e reduzir o tempo em paragens de manutenção”, diz Stefan. Para aumentar o controlo de equipamentos rotativos, a empresa de transporte escolheu instalar um sistema de monitorização online com sensores de medição para os componentes selecionados do equipamento. Os navios Nimbus e Marinus são os primeiros a serem equipados. Em breve, o IMx-8 também será instalado a bordo dos navios Neptunus e Scorpius. A escolha do sistema foi o IMx-8 da SKF, a mais recente adição à gama IMx. Este é um sistema compacto que oferece funções sofisticadas dos seus “irmãos”, IMx 16 e IMx 32. O sistema, fácil de montar e compacto, enquadra-se no sistema de manutenção da Sirius Shipping. Os sensores detetam partes da máquina e transmitem sinais online para o centro de monitorização certificado da SKF em Hamburgo, onde especialistas relatam desvios em equipamentos. “Eles estão cientes dos desvios e podem ver imediatamente se fomos realizar alguma medida de serviço na máquina. Isto é uma grande ajuda para nós ao longo do caminho. Eu vejo isto como um bom passo na direção certa, a fim de alcançar uma maior previsibilidade, o que é bom”, diz Stefan.

Portal B2B JUNCOR: mais perto, mais rápido, mais disponível JUNCOR – Acessórios Industriais e Agrícolas, S.A. Tel.: +351 226 197 362 · Fax: +351 226 197 361 marketing@juncor.pt · www.juncor.pt

A JUNCOR lançou recentemente o seu Portal B2B, uma nova plataforma que permite aos clientes registados na mesma, a qualquer hora do dia, consultarem preços, stocks e fazerem encomendas, evitando assim os tempos perdidos com telefonemas ou emails. De facto, esta plataforma visa, acima de tudo,

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prestar um melhor serviço ao cliente, otimizando e facilitando a comunicação entre ambos. Por outro lado, para além da comodidade que aporta à relação entre a JUNCOR e os clientes, o Portal B2B oferece descontos e campanhas exclusivos para compras online. Ainda em fase experimental, com um grupo restrito de clientes, o Portal B2B JUNCOR tem recolhido feedbacks bastante positivos dos utilizadores, sendo já uma ferramenta de uso diário entre eles.

RS Components apresenta medidor de painéis industrial com monitor E-Ink RS Components Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038

possam escolher entre aplicações de voltímetro analógico e digital e, depois, personalizem etiquetas, escala e alarmes segundo as suas próprias aplicações. O dispositivo permite a definição de dois níveis de alarme com uma saída de alarme dedicada e um pino E/S digital configurável. É possível adicionar um ecrã de boas-vindas ao monitor que aparecerá quando este se liga. Depois de concluída, a aplicação pode ser carregada para o monitor SGD 21-B, através de um cabo USB. Uma caraterística fundamental do produto é a sua fonte de alimentação de 4 a 9 VCC e o seu consumo energético muito baixo, o que significa que pode ser utilizado em aplicações móveis a bateria. Outras especificações adicionais são, por exemplo, as dimensões de 73,8 x 37,5 x 10,8 mm e um intervalo de temperatura de funcionamento entre 0°C e +40°C.

marketing.spain@rs-components.com · pt.rs-online.com

7 coisas que deve saber sobre o novo ManWinWin 6.0 Navaltik Management – Organização da Manutenção, Lda. Tel.: +351 214 309 100 · Fax: +351 214 309 109 support@manwinwin.com · www.manwinwin.com

A RS Components anunciou que irá disponibilizar o primeiro medidor de painéis industrial de sempre com tecnologia E-Ink. O PanelPilot SGD 21-B da Lascar Electronics, fabricante de painéis de visualização para aplicações industriais, é um voltímetro de um canal, de baixo custo e de ultrabaixo consumo energético com visor E-Ink monocromático elegante. Normalmente, os monitores E-Ink são utilizados em vários dispositivos eletrónicos para consumidores, sobretudo num leitor de livros eletrónicos mas atualmente estão a ser aplicados em ambientes industriais. Estes tipos de monitor têm duas grandes vantagens em relação às tecnologias alternativas: permitem a leitura sob luz solar extrema e têm um consumo energético muito baixo. O PanelPilot SGD 21-B  é fornecido com um monitor de matriz de pontos de 2,1 polegadas e tem uma resolução de 250 x 122 pixéis. O produto tira partido da plataforma inovadora PanelPilot B baseada em Windows que permite que os utilizadores configurem e personalizem uma vasta gama de monitores compatíveis da Lascar com apenas um clique do rato. A utilização de modelos de esquema de visualização previamente carregados, que podem ser personalizados, permite que os utilizadores comecem a trabalhar rapidamente sem terem de escrever código. Relativamente ao novo PanelPilot SGD 21-B, a plataforma de software permite que os utilizadores

Chegou o ManWinWin 6.0: uma versão completamente nova do ManWinWin, com alterações profundas, que permite uma utilização mais lógica, fluída e simples de todo o programa. O interface foi todo redesenhado, a velocidade foi melhorada e a experiência geral foi aperfeiçoada em todos os níveis e já pode fazer download em www.manwinwin.com. O novo ManWinWin 6.0 marca uma enorme evolução face à sua versão anterior. Há pelo menos 7 inovações principais que necessita de conhecer: o novo Dashboard que permite sentir, em tempo real, o pulso da sua manutenção. Pode visualizar o estado geral da manutenção da sua organização de forma simples e imediata, nomeadamente o Rácio Corretiva versus Preventiva, Estado geral dos ativos, Custos de manutenção por ativo, Valores em stock, entre outros; a performance foi melhorada e profundamente revista e está agora 40% mais rápida. Todas as listas carregam de forma praticamente instantânea; existe um novo interface que foi reformulado de raiz e está agora mais moderno e intuitivo, alinhado com as melhores práticas do mercado e alicerçado no princípio da simplicidade máxima nos processos; existe uma nova forma de coordenar equipamentos que permite


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

organizar os ativos por localização, numa estrutura em árvore, que torna tudo mais fácil e discernível. Possui ainda uma nova funcionalidade de Pesquisa Universal com uma nova barra de pesquisa onde encontra qualquer registo de forma simples e directa, como se fosse um motor de busca. Houve ainda um aperfeiçoamento da gestão de stocks que foi totalmente revista e conta agora com Pontos de Encomenda, Quantidade Económica de Encomenda e muitos outros recursos. O novo software também já está preparado para a leitura de QR Codes, leitura de Etiquetas NFC e já tem recursos para se conetar à Internet das Coisa (IoT). É, portanto, uma enorme evolução face ao anterior ManWinWin, que inclui também várias sugestões de desenvolvimento dos atuais clientes do software. “Esta é, sem dúvida, a melhor versão do ManWinWin que desenvolvemos até hoje”, garante José C. Fernandes, Development Manager da ManWinWin Software.

Nova secção de suporte ajustável em altura da Rittal Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

montado no sistema CP 120 do lado da parede/máquina. Dependendo da categoria de peso, um CP 120 ou CP 60 pode ser anexado ao lado do operador da máquina ou ser reduzido para criar um sistema menor. Os sistemas de braços de suporte Rittal CP oferecem espaço suficiente para entrada de cabos. Também é fácil inserir cabos pré-montados com conectores no sistema ajustável em altura. A classe de proteção alta (IP 54) significa que os cabos são protegidos de forma confiável contra fatores ambientais. A classe de proteção permanece tão alta como sempre com a integração da seção de suporte ajustável em altura. Os cabos estão separados de forma segura das partes móveis do sistema de ajuste de altura, portanto, nenhum dano ocorrerá quando a seção de suporte se mover. Ao desenvolver os seus sistemas de suporte, a Rittal atribuiu especial importância à montagem efetuada por uma pessoa. O mesmo se aplica ao novo braço de suporte ajustável em altura. O peso do braço de suporte ajustável em altura é ajustado através de um parafuso facilmente acessível. Mesmo o ajuste do sistema é muito conveniente. Os parafusos correspondentes nas juntas estão acessíveis de forma fácil do lado de fora mesmo após a montagem.

da igus, o novo CRM também pode ser utilizado para fornecer energia, dados e fluidos, em paralelo e sem interrupções, aumentando assim a fiabilidade dos equipamentos e evitando tempos de paragem não planeados. O módulo é fornecido pronto a instalar e é de montagem simples. O ângulo de rotação é indicado continuamente numa escala. A calha articulada TH3 é desenvolvida de acordo com as “Diretrizes de Design Higiénico”. O design aberto torna a calha fácil de limpar, enquanto os cantos arredondados e a ausência de ligações roscadas evitam espaços mortos onde se possam alojar bactérias. O material azul, que é típico dos elementos plásticos na indústria alimentar, é também altamente resistente aos agentes de limpeza e químicos agressivos. Assim, esta calha articulada é adequada para aplicações onde os mais elevados requisitos higiénicos prevalecem e, paralelamente, os cabos e as mangueiras têm de ser transportados de forma segura e fiável.

Nova solução de arranque de motores da ABB introduz a cablagem de encaixe que não necessita de ferramentas ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 247

Red Dot Award para as soluções inovadoras com calhas articuladas igus

comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt

igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt /company/igus-portugal /IgusPortugal

Os braços de suporte são usados sempre que as unidades de operação e os terminais precisam de ser posicionados de forma flexível para o funcionamento da máquina. Para ajustar o terminal do operador precisamente à altura do operador, melhorando ainda mais a ergonomia, a Rittal oferece agora uma secção de suporte ajustável em altura para o seu sistema de braços de suporte CP. O novo produto está disponível em 2 versões nas faixas de peso de 4 a 30 kg e de 10 a 60 kg. O peso pode ser ajustado em incrementos dentro destes intervalos para garantir que o armário permaneça sempre na altura ajustada. A configuração do peso também permanece estável por longos períodos de operação – o reajuste não é necessário. Isto foi testado no laboratório de qualidade credenciado, Rittal, durante mais de 30 000 ciclos. A secção de suporte ajustável em altura pode ser integrada no sistema do braço de suporte sem um adaptador. Está sempre

Em 2017 o júri escolheu o módulo rotativo e a calha articulada com desenho higiénico da igus para o prémio internacional de design de produto, o Red Dot Award. O módulo igus CRM, para alimentação de energia com rotação em espaços confinados, e a calha articulada TH3, calha articulada em plástico de acordo com as diretrizes de Design Higiénico, receberam o prémio de qualidade de design e inovação por um júri internacional. O CRM (Módulo de Rotação Compacto) da igus é um módulo para aplicações com movimento rotativo até 360 graus, compacto para ser implementado em espaços reduzidos. Tal como todos os sistemas de fornecimento de energia para movimentos rotativos

A ABB está a apresentar a primeira gama de soluções de arranque de motores do setor, com uma tecnologia de encaixe e mola, que torna a cablagem mais fácil do que nunca. O conceito inovador de ligação sem ferramentas acelera os trabalhos de cablagem e proporciona uma ligação resistente a vibrações, que torna o funcionamento contínuo mais fiável. O desenho 2-em-1 intuitivo da ABB combina as vantagens das duas tecnologias, de encaixe e de mola, num só terminal.  Em modo de encaixe, os cabos rígidos ou os cabos com braçadeiras podem ser ligados sem ferramentas. O operador tem apenas de os empurrar para os respetivos orifícios, reduzindo o tempo de cablagem até 50%, comparando com uma solução de mola convencional, o que facilita significativamente a instalação. Os terminais de auto-aperto ajudam a eliminar os erros de cablagem, significando que o trabalho de reaperto de rotina

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NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

não é necessário. O modo de mola simplifica a introdução de cabos de pequena secção ou de cabos sem braçadeiras, e também permite que a remoção da cablagem dos arrancadores motor seja significativamente mais rápida. O operador tem apenas de introduzir uma chave de parafusos nos orifícios assinalados claramente antes de inserir o cabo. Este processo de um só passo faz com que a solução da ABB seja mais fácil de usar e menos suscetível de provocar danos do que os mecanismos de mola convencionais. Os terminais assinalados claramente da solução, um conceito intuitivo de introdução do cabo e as ligações sem aperto significam que não é necessária uma formação especial. Com acesso frontal fácil e ângulos de introdução de 90°  para cabos e chaves de parafusos, também é possível efetuar a montagem automática com robots.  A nova solução de encaixe está disponível com uma corrente nominal de funcionamento até 32 A para o arrancador motor manual MS132-K e até 38 A (50 A AC-1) com o contactor AF..K. Estará disponível uma ampla gama de produtos auxiliares, kits de montagem e acessórios compatíveis com a gama de parafuso. Os kits de ligação para montagem e desmontagem totalmente sem ferramentas reduzem significativamente o tempo de instalação. Os operadores podem ligar dispositivos para arrancadores online diretos, inversores e estrela-triângulo sem utilizar cabos.

Tecnologia SEW para equipamentos de elevação SEW-EURODRIVE Portugal Tel.: +351 231 209 670

frequência – mas um sistema completo que se adapta às suas necessidades com precisão e robustez.

Bresimar Automação distinguida na área de Recursos Humanos Bresimar Automação, S.A. Tel.: +351 234 303 320 · Fax: +351 234 303 328/9 Tlm.: +351 939 992 222 bresimar@bresimar.pt · www.bresimar.com

Endress+Hauser recebe o prémio Swiss Technology Endress+Hauser Portugal, Lda. Tel.: +351 214 253 070 · Fax: +351 214 253 079

Uma vez mais a Bresimar Automação foi distinguida no Índice da Excelência pelas suas práticas de Recursos Humanos, tendo alcançado o 1.º lugar no setor da Indústria e o 4.º lugar no ranking das pequenas empresas. A Bresimar orgulha-se da equipa e da cultura que preserva ao longo dos 35 anos de existência e do sentimento de união que cultivam internamente todos os dias. O Índice da Excelência é um estudo do clima organizacional e desenvolvimento do capital humano, realizado pela Neves de Almeida|HR Consulting em parceria com a Human Resources Portugal, Executive Digest e o INDEG-ISCTE, através do qual se analisam as melhores práticas de Recursos Humanos em Portugal e se premeiam as entidades que mais investem e apostam nesta área.

infosew@sew-eurodrive.pt · www.sew-eurodrive.pt

Infaimon apresenta soluções de visão artificial para a indústria de embalagens na Hispack Infaimon Unipessoal, Lda Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com

Sistemas completos de acionamento desenvolvidos especificamente para equipamentos de elevação (pontes rolantes, pórticos e guindastes). Para garantir um ótimo desempenho, a sua empresa necessita de um parceiro forte, experiente e credível - a SEW-EURODRIVE é uma referência na tecnologia de acionamentos há muitas décadas. Independentemente dos seus requisitos, a engenharia da SEW-EURODRIVE pode fornecer-lhe a melhor solução (pedir mais informações à equipa da SEW-EURODRIVE). Oferecem não apenas componentes individuais – como redutores, motores, acoplamentos ou variadores de

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a 11 de maio. Para esta próxima edição serão abordados temas como inovação, indústria e mercado como os pilares da transformação industrial atual com o objetivo de impulsionar as mudanças tecnológicas no setor de Packaging. Dentro disso, a Infaimon divulgará sistemas específicos para diversas aplicações, como o InPicker, que é um sistema de robótica guiada por visão (VGR), que consiste em selecionar e extrair peças amontoadas aleatoriamente num contentor (container) e despaletização de caixas, câmaras BOA e software Sherlock para a leitura de etiquetas, celofane, conteúdo, código de barras e OCR.

Presente em 4 países – Portugal, Espanha, Brasil e México – a Infaimon, especialista em soluções para sistemas de visão artificial, participará na Feira Hispack 2018 – Packaging, Process & Logistics (Pavilhão 3, Rua A, Stand 127), que decorrerá em Barcelona de 8

info@pt.endress.com · www.endress.com

Com o Promass Q, a Endress+Hauser recebeu o prémio Swiss Technology na categoria de Líderes em Inovação. Especialmente desenvolvido para aplicações na indústria do petróleo e gás e dos alimentos e bebidas, o medidor de fluxo baseado em Coriolis foi citado graças à sua precisão de medição, mesmo em condições de funcionamento difíceis. O prémio foi entregue durante o fórum Swiss Innovation. Com o Promass Q, a Endress+Hauser estabeleceu uma nova abordagem para a medição precisa de meios gasosos. A tecnologia de multifrequência (MFT) para medições de fluxo Coriolis torna possível compensar ativamente erros de medição causados por gases arrastados presos no meio, tudo em tempo real. Os diagnósticos integrados e a tecnologia Heartbeat permitem ainda a verificação dos sensores, tubos de medição e eletrónica de medição enquanto o processo está a ser executado. Isto garante a segurança máxima do produto e do processo. O prémio Swiss Technology reconhece os projetos de tecnologia inovadora das empresas e das universidades. Atribuído pelos organizadores do Fórum Swiss Economic desde 2007, o prémio identifica as inovações e os desenvolvimentos tecnológicos que contribuem de forma importante para a indústria e a sociedade. Um painel interdisciplinar de


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peritos seleciona, de todos os projetos submetidos, nove finalistas, três em cada uma das categorias, Criadores, Start-ups e Líderes em Inovação. Os prémios são apresentados durante o fórum Swiss Innovation em Basileia.

Campanha Bestsellers Sylvac até 31 de julho EUROTECNOLOGIA – Máquinas e Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 377 785 · Fax: +351 229 377 786 info@eurotecnologia.pt · www.eurotecnologia.pt

Já se encontra em vigor a campanha Bestsellers Sylvac. A marca suíça que se dedica à conceção e fabrico de sistemas e instrumentos de medição digital para uso industrial é representada em Portugal pela EUROTECNOLOGIA, e disponibiliza aos seus clientes uma oferta variada de produtos com preços especiais até 31 de julho de 2018. Nesta campanha é possível encontrar produtos das várias gamas disponibilizadas pela Sylvac, entre eles comparadores digitais, paquímetros, micrómetros exteriores e interiores, instrumentos de pequena e média dimensão, sondas e displays digitais, colunas de altura, bancos de medição, sistemas óticos, instrumentos com Bluetooth e cabos e softwares. É possível conhecer toda a gama de produtos em www.sylvac.ch, e as promoções junto da EUROTECNOLOGIA ou consultando via correio eletrónico. No dia 20 de fevereiro a EUROTECNOLOGIA fez 29 anos.

Reguladores de velocidade monofásicos para aplicações de ventilação industrial Zeben – Sistemas Electrónicos, Lda. Tel.: +351 253 818 850 · Fax: +351 253 818 851 info@zeben.pt · www.zeben.pt

Os reguladores de velocidade oferecem a melhor eficiência energética no que respeita ao controlo de sistemas de fluxo variável: as vantagens resultantes da utilização de reguladores de velocidade são particularmente percetíveis em todas as instalações em que o ciclo operativo varia. Por outro lado, a utilização dos reguladores de velocidade também permite a exploração de diferentes intervalos de velocidade e operações dinâmicas, diminuindo o stress do motor e reduzindo os efeitos negativos causados pela aceleração e desaceleração transiente, para a implementação de funções de proteção para segurança do motor e da eletrónica. O novo FE1019 foi especificamente desenvolvido para aplicações que requerem o controlo de motores de indução monofásicos de 1500 W. A alimentação a 230 Vac


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

– 50 Hz, e as suas reduzidas dimensões (200 x 225 x 100 mm) tornam a sua instalação fácil e prática. Robusto e fiável, o FE1019 é caraterizado pela sua alta performance, o que permite a sua utilização numa ampla gama de aplicações inerentes ao controlo da qualidade do ar e sucção. A possibilidade de customizar o software de gestão em função de cada aplicação, com as diferentes opções de placa integrada (comunicação serial RS-485, recetor rádio, entrada 0-10 V para o ajuste da velocidade como alternativa ao potenciómetro) tornam os reguladores Fasar indicados para todo o tipo de aplicações e instalações principalmente as que requerem flexibilidade, eficiência e fiabilidade ao longo do tempo. A Fasar é representada em Portugal pela Zeben – Sistemas Electrónicos.

WEG abre a segunda fábrica em Portugal WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700 · Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt

A WEG está a realizar um investimento significativo na Europa e recentemente iniciou as operações na segunda fábrica WEG em Portugal, que se dedica à produção de motores elétricos de Baixa Tensão. Localizada em Santo Tirso, esta nova unidade é a maior fábrica da WEG na Europa. Este investimento superior a 15 milhões de euros vai de encontro ao compromisso estratégico de expansão na Europa estabelecido pela WEG, com a aquisição da empresa austríaca Watt Drive Antriebstechnik GmbH (“Watt Drive”), das duas empresas alemãs Antriebstechnik KATT Hessen GmbH (“KATT”) e Württembergische Elektromotoren GmbH, e por último, da espanhola Autrial S.L. Com uma área de cerca de 45 mil m2 e com a possibilidade de expansão de até 100 mil m2, a nova fábrica da WEG conta com linhas de produção destinadas à maquinagem, fabrico de rotores, bobinagem, montagem e laboratório. À semelhança das restantes unidades da WEG construídas de forma modular, o layout da nova fábrica foi desenhado para responder mais rapidamente ao fornecimento de materiais e à otimização dos processos industriais, permitindo que a WEG aumente de

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forma progressiva a sua capacidade de produção. Este segundo parque fabril em Portugal foi projetado para se tornar uma fábrica altamente eficiente, ao harmonizar processos automatizados com processos manuais e garantindo um sistema sustentável e amigável para os trabalhadores, contando com zonas de trabalho seguras e confortáveis. De lembrar que, a primeira fábrica da WEG em Portugal está localizada na Maia, a uma distância de apenas 20 minutos da nova fábrica em Santo Tirso. Atualmente a WEG conta com cerca de 600 colaboradores em Portugal. Segundo António Duarte, Diretor Geral da WEG em Portugal “o nosso foco, todos os dias, é atingir os nossos clientes e exceder as suas expectativas. Para nós, estar perto dos nossos clientes significa muito mais do que proximidade geográfica, significa formar parcerias, dar conselhos e suportá-los ativamente.” O mesmo acrescenta ainda que a nova fábrica permite que a WEG melhore os prazos de entrega e aumente a produção da fábrica localizada na Maia. A primeira unidade portuguesa está agora focada no fabrico de motores de Média e Alta Tensão, com enfoque nas soluções à prova de explosão e irá expandir o portefólio de produtos atual enquanto fortalece a capacidade de serviços interna e a oferta de soluções de automação. “Vai ser melhor e mais simples para os nossos clientes e mais produtivo e eficiente para o nosso negócio”, diz António Duarte. “Os dois parques fabris vão tornar-nos mais resilientes neste ambiente de negócios, onde a flexibilidade, criatividade e agilidade são os pilares sobre os quais devemos continuar a construir.”

Dia do Fornecedor Vanderlande 2017, Jan-Christoph Block, Diretor Regional da NORD, recebeu o prémio que foi entregue pela Vanderlande. A Vanderlande Industries é um dos principais empreiteiros mundiais para automação de processos em logística de armazém, e é uma referência global no mercado de automação de valor agregado de processos logísticos em aeroportos e no campo da distribuição de encomendas. Como especialista em tecnologia de acionamento sob medida, a NORD Drivesystems vem colaborando de perto com a Vanderlande há anos. Jan-Christoph Block considera o prémio como um grande sucesso: “Fornecemos à Vanderlande tecnologia de acionamento por anos e nossa contribuição para muitos projetos bem sucedidos em larga escala nos enche de orgulho. O prêmio nos motiva a fortalecer nosso atual relacionamento de negócios para que possamos enfrentar novos desafios em intralogística juntos.”

F.Fonseca apresenta novo catálogo formação 2018 F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com ∙ www.ffonseca.com /FFonseca.SA.Solucoes.de.Vanguarda

NORD conquista o Prémio Fornecedor da Vanderlande NORD Drivesystems PTP, Lda. Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099 info@pt.nord.com · www.nord.com

Em setembro de 2018, a NORD Drivesystems recebeu o Prémio Fornecedor Vanderlande 2017. A NORD Drivesystems foi premiada pela sua ótima excelência operacional e responsável cadeia de suprimentos, alta capacidade de inovação e forte competitividade da empresa. Como parte dos eventos do

Todo o trabalho da F.Fonseca é orientado, única e exclusiva­mente, para a satisfação das organizações que nos confiam o desenvolvimento pessoal e profissional dos seus colaboradores. É grande a responsabilidade de formar e ensinar. O que fazemos pode e deve ter um impacto positivo na produtividade e rentabilidade de profissionais e empresas. As constantes melhorias que implementam nas ações que promovem, os novos parceiros que a F.Fonseca procu­ram e os novos meios pedagógicos que adquiriram reforçam esse compromisso. Prova disso é o número de novas ações que promovem relativamente a 2017. São quase 40% do novo catálogo formação 2018, comprovando a irrequietude e vitalidade que tanto os caraterizam. Este trabalho é fruto de muito envolvimento e grande dedicação de todos os que integram a equipa, colaboradores da F.Fonseca


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

e parceiros externos, mas resulta também da essencial colaboração dos formandos e as suas organizações que continuamente transmitem as suas necessidades e expectativas. Peça o seu catálogo gratuitamente através do email formacao@ffonseca.com ou faça o download da versão digital em www.ffonseca. com/downloads.

FLUIDOTRONICA mostrou novidades na Moldplas 2017 FLUIDOTRONICA – Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 256 681 955 ∙ Fax: +351 256 681 957 fluidotronica@fluidotronica.com ∙ www.fluidotronica.com

De 8 a 11 de novembro de 2017, na Exposalão – Batalha, a FLUIDOTRONICA marcou mais uma vez presença naquele que é o salão que

mostra o melhor se faz para as indústrias de moldes e plásticos e o balanço é positivo. "Graças aos interessantes contactos desenvolvidos e à recetividade dos nossos visitantes às novidades apresentadas, a FLUIDOTRONICA encerra a sua participação nesta feira com o espírito de missão cumprida", salienta Mário Sousa. No stand da FLUIDOTRONICA foi possível ver as gamas atualizadas da MiniTec (com novos perfis) e da Fipa (com novas ventosas e pinças), bem como a nova bancada de trabalho CurveTec da MiniTec, aliada à mais recente representada da FLUIDOTRONICA, a Kolver, com as suas unidades de aparafusamento elétrico. Não faltaram também as mãos presas, os alimentadores vibratórios desenvolvidos pela FLUIDOTRONICA e as soluções Weiss com uma mesa de indexagem e um sistema de manipulação HP. Nesta edição foi também possível ver a parceria entre a FLUIDOTRONICA e a Arburg, através da solução exposta onde se conjugou uma máquina de injeção com o processo produtivo adjacente. Esta é uma ligação que capacitou a empresa para o lançamento de um novo centro de ensaios, assim como cursos de formação Arburg, disponibilizados nas instalações da FLUIDOTRONICA.

Cablagem de sistema PLC específica para o cliente Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt

A ligação de canais I/O na construção de armários é um dos principais fatores de custo e erro em aplicações industriais. As unidades de interface PLC, os adaptadores frontais e os cabos pré-fabricados da Weidmüller, que são adaptados aos requisitos individuais do seu sistema, facilitam a construção de armários e reduzem significativamente os erros de cablagem. O nosso centro de aplicação constrói componentes de acordo com os seus requisitos individuais, de forma a adequarem-se aos sistemas PLC e distribuidores que usa. O guia de seleção da Weidmüller – http://galaxy. weidmueller.com – ajuda os clientes a encontrarem o produto certo de entre a nossa gama de módulos de interface e cabos de sistema.

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NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

Schneider Electric discute digitalização com distribuidores oficiais Schneider Electric Portugal Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-atendimento-cliente@schneider-electric.com www.schneider-electric.pt

oficiais Schneider Electric e incluiu a entrega de prémios em 5 categorias aos respetivos vencedores: Digital Transformation (Rolear), Formação e Desenvolvimento de Equipas (Rexel), Maior Crescimento em Valor (JMM Gonçalves), Desenvolvimento de Competências Técnicas (Industry- ZEMBE) e Menção Honrosa de 40 anos de parceria (CINOV).

SKF estreia-se na Shippax 2018 SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 skf.portugal@skf.com · www.skf.pt

A Schneider Electric reuniu-se com os seus distribuidores oficiais num evento dedicado à transformação digital e aos desafios deste setor em Portugal. A 29.ª edição do Encontro Nacional de Distribuidores Oficiais (ENDO) teve lugar na Serra da Estrela, dias 8 e 9 de março, e focou-se no impacto positivo que a solução EcoStruxure traz a este negócio e como pode ser uma alavanca nesta nova realidade marcada pela digitalização. Durante o encontro, a Schneider Electric relembrou o desempenho económico acima da média registado em Portugal e como esta nova era conetada representa uma oportunidade para o mercado elétrico em crescimento. Para João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric Portugal, “este foi um ótimo momento para reforçar o nosso compromisso com a distribuição, procurando escutar, atuar e criar valor”. O responsável acrescentou ainda “que não há fórmulas secretas para a transformação digital, mas uma forte simbiose com os distribuidores pode garantir a preparação conjunta para todos os desafios. Sem abandonar áreas core, a Schneider Electric apostará, num plano concreto para a distribuição e na consolidação das nossas soluções digitais interconetadas para assim apoiar os desafios dos nossos parceiros”. Entre os principais destaques do encontro esteve o EcoStruxure, a arquitetura digital habilitada para IoT da Schneider Electric que está organizada em 3 camadas principais de tecnologia: equipamentos conetados, controlo de proximidade analítica e serviços. Esta é a estrutura central que coneta as melhores tecnologias operacionais (TO) com TI de ponta, disponibilizando maior valor em todas as operações e adicionando o maior potencial da IoT no seu negócio. No seguimento, Jorge Lopes, Distribution Channel Manager da Schneider Electric Portugal, sublinhou que “a digitalização do negócio vai reforçar a parceria existente com a distribuição, fortalecendo a transformação do seu negócio numa realidade mais conectada e proativa”. A 29.ª edição do ENDO contou com a presença de mais de 20 distribuidores

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MANUTENÇÃO 136

A SKF irá apresentar o aumento da eficiência e dos benefícios ambientais dos novos complementos para as suas soluções para o estabilizador retrátil, na Conferência Shippax Ferry de 2018. A SKF terá a sua estreia na conferência anual Shippax Ferry Shipping, que este ano ocorre a bordo do maior navio de ferry da Europa, Color Line’s 75 000 toneladas COLOR MAGIC, navegando entre Oslo – Kiel – Oslo, de 18 a 20 de abril. A SKF terá um stand na exposição que acompanha a conferência, onde apresentará soluções técnicas para aumentar a eficiência e minimizar o impacto ambiental dos estabilizadores retráteis instalados em ferries modernos. Essencial para manter o conforto dos passageiros, bem como a segurança da carga a bordo, as 3 soluções técnicas para o estabilizador desenvolvidas pela SKF destinam-se a reduzir o impacto ambiental de uma embarcação, bem como os custos operacionais, incluindo o consumo de combustível. Essas soluções incluem a SKF Dynamic Stabilizer Cover (DSC) recentemente lançada, que reduz o arrasto na abertura da caixa do estabilizador, o software EcoMode disponível em 2018, e o hardware associado que é capaz de otimizar a operação do estabilizador com base na análise de movimento retrospetiva; e as unidades hidráulicas de baixo ruído e otimização de energia da SKF, que são capazes de reduzir o consumo de energia até 50%, quando comparadas com unidades convencionais. A DSC é uma cobertura inflável, que compreende almofadas de malha Kevlar revestidas com borracha de neoprene, que podem ser cheias com um fornecimento de ar comprimido existente e esvaziadas usando a pressão da água circundante, sob a orientação do sistema de controlo do estabilizador existente do navio.

A principal função do EcoMode é reduzir o consumo de combustível até 2%. Oferece suporte de decisão para a implementação eficiente de estabilizadores, incluindo o ‘Energy Cockpit’ e ‘Single-Fin Operation’, e o ‘EcoMode’ é fornecido com painéis de controlo de toque compatíveis que serão instalados na ponte do navio e na sala de controlo do motor. Durante mais de meio século, a SKF equipou navios com estabilizadores retráteis e durante esse período forneceu soluções de estabilização para mais de 600 embarcações em todo o mundo. Isto permitiu à SKF acumular uma elevada experiência que usa para desenvolver produtos e soluções inovadoras. Os sistemas descritos acima são adequados para se adaptar à maioria das embarcações e são representativos de um enorme portefólio de soluções de engenharia marítima que a SKF pode oferecer aos clientes que operam em todo o mundo.

RS Components reforça a gama de vestuário de trabalho RS Components Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · pt.rs-online.com

A RS Components ampliou o seu portefólio de vestuário EPI com mais de 500 novos artigos da sua gama RS Pro e mais de 100 peças da sua conhecida marca de vestuário de trabalho Snickers. A nova gama RS Pro de alta qualidade foi desenvolvida para proporcionar o máximo desempenho aliado à máxima rentabilidade. Esta gama inclui calças, t-shirts, polos, sweatshirts, polares, coletes, casacos, sapatos, botas, luvas e chapéus. O vestuário Snickers atualmente disponibilizado pela RS inclui três tipos de calças (AllroundWork, Craftsmen e FlexiWork), três tipos de luvas (Power Core, Power Open e Precision Sense Essential), joelheiras, polos e camisolas com capuz disponíveis em todos os tamanhos comuns e alguns deles em várias cores. Estas novas peças e acessórios complementam a já impressionante gama de soluções EPI disponibilizada pela RS, que inclui produtos da Dickies, Scruffs e DeWalt, alguns dos quais foram lançados ou expandidos durante o ano de 2017. Estão disponíveis informações e recomendações adicionais no website pt.rs-online.com, que inclui sugestões e dicas sobre adaptação facial, melhoria do conforto e desempenho, EPI específico para a indústria, entre outros.


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Eni lança novo website sintetica.enilubes SINTéTICA Tel.: +351 256 588 188 ∙ Fax: +351 256 582 055 info@sintetica.pt ∙ www.sintetica.enilubes.com /sintetica.enilubes

A SINTéTICA lançou um novo website da Eni Lubrificantes em Portugal para oferecer uma experiência com um maior valor acrescentado, por meio de uma apresentação moderna, responsiva, intuitiva e profissional, o novo website pretende ser mais um passo na melhoria contínua da comunicação com os clientes, parceiros e seguidores da marca. Consolidando a presença online, o novo website está totalmente integrado com as redes sociais Facebook, Youtube, LinkedIn, Instagram e Twitter e permite informar os visitantes sobre as últimas novidades e promoções em vigor.

Conheça a oferta formativa da SEW-EURODRIVE Portugal SEW-EURODRIVE Portugal Tel.: +351 231 209 670 infosew@sew-eurodrive.pt · www.sew-eurodrive.pt

A SEW-EURODRIVE Portugal é uma empresa formadora acreditada pela DGERT. Os Formadores da SEW-EURODRIVE Portugal, Lda., estão todos habilitados com CAP (Certificado de Aptidão Profissional). Como entidade certificada pela Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), a formação técnica ministrada pela SEW-EURODRIVE Portugal possibilita aos clientes o acesso aos apoios públicos para desenvolver as competências dos seus colaboradores, nomeadamente no âmbito da medida Cheque-Formação. Esta medida constitui uma modalidade de financiamento direto da formação a atribuir às entidades empregadoras ou aos ativos empregados (Portaria n.º 229/2015, de 3 de agosto). Na Mealhada irão decorrer as seguintes formações: IPOS® Compiler a 11 de abril, Sistemas Descentralizados a 18 de abril, MOVITRAC® LT a 23 de maio, MOVI-PLC® a 06 e 07 de junho, MOVIDRIVE® B a 19 de setembro, IPOS® Compiler a 26 de setembro, Acionamentos Eletromecânicos a 10 de outubro, Sistemas Descentralizados a 17 de outubro e o MOVITRAC® B a 07 de novembro. Em Lisboa também haverão formações como: Acionamentos Eletromecânicos a 21 de março, MOVIDRIVE® B a 16 de maio em Lisboa, MOVITRAC® B a 27 de junho, MOVIDRIVE® B a 31 de outubro e MOVITRAC® LT a 14 de novembro. A pré-inscrição de participantes deverá ser enviada até 10 dias antes da data da formação, carecendo a mesma de aprovação, a qual ocorrerá no limite até 5 dias antes da data da sessão. O número de participantes por sessão está limitado a 12 (exceto MOVI-PLC com um máximo de 8 participantes). Outras sessões de formação serão realizadas a pedido.


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

Recursos para eletrónica de acionamento e IdC com conexão em rede NORD Drivesystems PTP, Lda. Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099 info@pt.nord.com · www.nord.com

A NORD Drivesystems apresentou inovações em eletrónica de acionamento na SPS IPC Drives de 2017 em Nuremberg. A nova série NORDAC LINK de redes de distribuição de campo, projetada para instalações de intralogística conetadas em rede com muitos eixos de acionamento, proporciona uma experiência agradável aos utilizadores. Esses inversores de frequência e motores de partida permitem a configuração flexível de recursos e funções de forma adequada aos requisitos das aplicações. Os conetores plug-in codificados para alimentação, comunicações e sensores possibilitam um comissionamento rápido e seguro. Os interruptores de manutenção e interruptores de direção integrados facilitam a manutenção desses sistemas posteriormente. Os inversores de frequência NORDAC LINK de tamanho 2, recentes redes de distribuição de campo, são adequadas para motores com potências até 7,5 kW. Os vários modelos dessa série oferecem soluções para todas as tarefas mais comuns em centros de distribuição postal, sistemas de manuseamento de bagagem de aeroportos e armazéns. Os acionamentos vetoriais CA são adequados para transportadores horizontais, inclinados e verticais e integram funções de elevação e os recursos de segurança STO e SS1 segundo a Norma EN 61800-5-2. Com base na sua vasta experiência em inúmeros setores industriais, o fabricante de acionamentos proporciona a implementação da redução de variantes em função do projeto. Os fabricantes e operadores de instalações industriais conseguem economias significativas através de processos de aquisição e engenharia otimizados, bem como durante o comissionamento e a manutenção. A linha de componentes eletrónicos para acionamentos da NORDAC inclui várias séries de inversores de frequência para motores com potências até 160 kW. Esses acionamentos de vetor CA possuem um CLP integrado e conseguem executar sequências lógicas e fornecer um controlo autónomo de processos. A NORD garantiu acionamentos para ligação a uma nuvem usando apenas componentes

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padrões. A empresa está a preparar uma solução de software totalmente operacional para a manutenção preditiva com base em inversores NORD que, graças aos seus CLPs integrados, conseguem processar dados de status (como consumo de energia, velocidade, tensão e palavra de status) e dados de sensores conetados externamente (como cortinas de luz, sensores de vibração). Oferecendo essas soluções de última geração, a NORD permite que fabricantes de máquinas e integradores de sistemas desenvolvam conceitos de manutenção avançados ou novos modelos de manutenção na era da digitalização e da IdC/Indústria 4.0.

na implementação logo desde o arranque e participaram em intensivas formações on the job, estão atualmente habilitados a expandir a utilização do software ManWinWin à fábrica no Dubai. O ManWinWin está agora 100% em funções na manutenção da fábrica de Abu Dhabi. A Union Rebar Factory é uma de várias empresas no mercado dos Emirados Árabes Unidos a confiar ao software de manutenção (CMMS) ManWinWin a sua organização e gestão da manutenção. A ManWinWin Software tem dado passos significativos nos últimos 18 meses em tornar-se num dos mais promissores players da região no mercado de software de manutenção (CMMS).

ManWinWin Software ganha confiança do mercado dos Emirados Árabes Unidos

Formações na M&M Engenharia Industrial

Navaltik Management – Organização

Tel.: +351 229 351 336 · Fax: +351 229 351 338

da Manutenção, Lda.

info@mm-engenharia.pt · info@eplan.pt

Tel.: +351 214 309 100 · Fax: +351 214 309 109

www.mm-engenharia.pt · www.eplan.pt

M&M Engenharia Industrial, Lda.

support@manwinwin.com · www.manwinwin.com

A Union Rebar Factory, uma subsidiária do Grupo Ittihad International Investment LLC, escolheu o software de manutenção ManWinWin para gerir as suas intervenções de manutenção e os armazéns de peças nas suas 2 fábricas nos Emirados Árabes Unidos, uma localizada na capital, em Abu Dhabi e a outra no Dubai. A URF é já a 4.ª subsidiária do Grupo Ittihad International a implementar o ManWinWin, depois da Elnitco, Union Copper Rod e Crown Paper Mill. Criada em 2005 para servir a dinâmica indústria de construção dos Emirados Árabes Unidos, a URF foca-se atualmente nas áreas de corte e dobra de aço e fornecimento de material de construção. Conta com uma equipa de profissionais qualificados e engenheiros com mais de 200 pessoas e está preparada para uma capacidade de produção de 200 000 MT/ano de aço. Este projeto tem como objetivos: constituir todo o parque de equipamentos, introduzir no software os planos de manutenção preventiva, agendar as futuras ordens de trabalho de manutenção e gerir o stock dos armazéns de manutenção. Concluído o projeto de implementação na fábrica em Abu Dhabi, os objetivos foram todos atingidos e os técnicos, que foram envolvidos

A M&M Engenharia Industrial já tem agendado algumas ações de formação para 2018, a decorrer nas suas instalações, em Moreira da Maia. As ações de Formação Essencial EPLAN Electric P8 que decorreram nos meses de fevereiro e março tiveram lotação esgotada e a que iniciará no dia 9 de abril já tem as inscrições abertas. Até ao final de 2018, a Formação Essencial, composta por 8 dias e considerada o pilar de todas as formações EPLAN, pode ser encontrada com agendamento para os meses de junho, outubro e dezembro. Abril e junho serão os meses das Formações EPLAN Avançadas: dias 3 e 4 de abril com a Formação de Bornes, Cabos e Fichas, e nos dias 5 e 6 com a Formação de Tradução e Revisões. Nos dias 14 e 15 de junho decorrerá a Formação de Peças, Listas de Material e Dados Mestres. O verão inicia-se na M&M Engenharia com uma Formação EPLAN para Engenheiros de Manutenção que decorrerá de 9 a 13 de julho e a marcar o ano letivo, uma Formação Essencial EPLAN Fluid de 10 a 14 de setembro, uma Formação de Atualização de 17 a 21 e uma Formação Essencial EPLAN Pro Panel de 1 a 4 de outubro. O novo plano de formação para 2018 é a garantia contínua de que a M&M Engenharia


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

oferece aos seus formandos uma possibilidade de crescimento profissional e pessoal no mercado. Os formadores de todas as ações acima apresentadas são especialistas no software EPLAN e devidamente certificados. Todas as formações requerem inscrição através do email info@eplan.pt.

1354 tipos de cabos no novo catálogo da igus igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt /company/igus-portugal /IgusPortugal

Em condições de calor, frio, sujidade ou elevada exigência – os cabos chainflex da igus resistem a condições atmosféricas adversas.

No novo catálogo da empresa os clientes podem encontrar o cabo adequado entre uma gama de 1354 tipos de cabos. Quer se trate de um cabo para uma aplicação fixa, flexível ou em calha articulada, a igus fornece valores exatos do raio de curvatura mínimo e da gama de temperatura de cada cabo, dentro destas três categorias, com base nos dados gerados no laboratório de testes da igus. Para além da garantia de 36 meses dos seus cabos, a igus distingue três categorias distintas no seu catálogo para diferentes raios de curvatura mínimos e temperaturas de utilização: “No nosso catálogo, não só disponibilizamos os dados com base nos procedimentos de teste DIN/EN, mas também indicamos a temperatura mais adequada dos cabos em instalações fixas ou aplicações com movimento”, explica Rainer Rössel, chefe do departamento de cabos chainflex na igus. “Também definimos a gama de temperatura e o raio mínimo mais adequado de cada cabo chainflex, de forma a garantir um funcionamento fiável dentro da calha articulada”. Todos os cabos chainflex apresentados no catálogo estão disponíveis sem custos de corte, diretamente a partir do stock. As falhas causadas pelo chamado efeito saca-rolhas pertencem ao passado, graças ao desenho

entrançado dos cabos chainflex, que evita a rotura dos cabos e, consequentemente, períodos de paragem das máquinas. O novo catálogo estará disponível em nove idiomas e o cliente tem a possibilidade de calcular online a duração de vida de cada cabo chainflex selecionado com a ajuda da ferramenta de cálculo de duração de vida. Sob encomenda, todos os cabos da igus estão disponíveis como “readycable”, sendo previamente confecionados com conetores.

Epiroc começa atividade como empresa independente Atlas Copco de Portugal Tel.: +351 214 168 500 · Fax: +351 214 170 942 info.portugal@pt.atlascopco.com · www.atlascopco.pt

A Epiroc AB, subsidiária do Grupo Atlas Copco que deverá ser listada na bolsa de valores em 2018, começou a operar como uma empresa independente. Fornece clientes da indústria mineira, infraestruturas e recursos naturais com produtos e serviços líderes no mercado.

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A Atlas Copco anunciou em janeiro de 2017 que o Grupo se dividirá em duas empresas em 2018: a Atlas Copco, focada em clientes industriais, e a Epiroc, focada em clientes da indústria mineira, infraestrutura e recursos naturais. A divisão está a decorrer de acordo com o plano, mas continua a estar sujeita à aprovação pelos acionistas da Atlas Copco em abril de 2018. A Epiroc, ainda subsidiária da Atlas Copco, já iniciou operação sob sua própria marca e logótipo. “A Epiroc dedica-se a oferecer aos clientes produtos e serviços que melhorem sua produtividade, eficiência energética, segurança e ergonomia,” refere Bruno Coelho, Diretor-Geral da Epiroc Portugal. Em Portugal, a Epiroc começou a operar como uma entidade jurídica a 1 de novembro de 2017. A Epiroc Portugal tem 41 funcionários, 25 dos quais dedicados ao serviço, estando a planear adaptar à sua estrutura às exigências do mercado. É um dos principais parceiros de produtividade para as indústrias mineiras, infraestruturas e recursos naturais. Com a tecnologia de ponta, a Epiroc desenvolve e produz equipamentos inovadores de perfuração, escavação de rocha e equipamentos de construção e fornece serviços e consumíveis de classe mundial. A empresa foi fundada em Estocolmo, na Suécia, e tem pessoas apaixonadas a apoiar e colaborar com clientes em mais de 150 países.

Rittal tem novo website TI Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

máxima modularidade, escalabilidade e eficiência. Os modelos adicionais de consultoria, serviços e operação permitem que a Rittal e os seus parceiros ofereçam às empresas o melhor suporte ao longo do ciclo de vida de um datacenter. Além das informações do produto no website www.rittal.com, os visitantes podem receber informações específicas e soluções aos problemas colocados em apenas alguns cliques. Isto garante conteúdo abrangente, orientado a soluções e prático, em tópicos tais como Big Data, Cloud Computing e segurança de TI. Os visitantes também podem, rápida e facilmente, entrar em diálogo com os especialistas da Rittal e colocar questões individuais. “Atualmente, cerca de 75% da tomada de decisão é baseada em informações na Internet”, explica Dirk Miller, Vice-Presidente Executivo de Marketing da Rittal. “Com o nosso novo website TI e a nossa experiência, estamos a oferecer suporte confiável aos clientes na decisão de elaboração do processo”. Além da possibilidade de estabelecer contactos, a informação está disponível em todos os tópicos sob a forma de documentos, folhetos e referências. As empresas vão encontrar exemplos específicos de aplicações (em temas como a velocidade ou segurança) nas suas respetivas linhas de negócios. Complementados por referências e imagens emocionais, os desafios e as soluções apresentadas tornam-se tangíveis para os visitantes. Através do “design responsivo”, os utilizadores também podem experimentá-lo em todos os dispositivos móveis e em movimento. O novo website TI da Rittal está disponível em Inglês em www.rittal.com/it-solutions/en.

F.Fonseca apresenta nova marca de robôs colaborativos – Techman Robot F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com ∙ www.ffonseca.com

automação. Assim, a F.Fonseca obteve os direitos para a representação em Portugal dos robôs colaborativos da Techman Robot. Este fabricante de Taiwan desenvolve e produz cobots equipados com visão integrada como standard. Os cobots são relativamente baratos, podem ser utilizados de forma plug & product, apresentam uma programação fácil de usar e podem ser usados ​​sem provisões de segurança especiais. Como resultado, os cobots podem trabalhar tanto junto às pessoas como com as pessoas. Os cobots estão cada vez mais integrados em linhas de montagem, no carregamento de máquinas e outras aplicações. Os cobots TM5 estão equipados com visão integrada como standard e, como resultado, diferenciam-se neste mercado dos restantes fabricantes. Com esta função “Inteligente”, os cobots Techman são capazes de reconhecer padrões e cores, localizar objetos, ler códigos de barras, entre outros. Isso faz com que os cobots Techman sejam altamente adequados para o desempenho de tarefas precisas dentro de um ambiente de elevada personalização e baixo volume. A F.Fonseca venderá os cobots TM5 para integradores e empresas de automação em Portugal. Para isso, as instalações de apoio serão instaladas na sede da F.Fonseca em Aveiro para inventário, demonstrações, formação (online) e serviço. A Techman Robot possui uma casa mãe forte e investe grande parte do seu volume de negócios em I&D. Desde a introdução dos primeiros cobots TM, o fabricante experimentou uma duplicação das vendas anuais dessas unidades. A Techman Robot selecionou a F.Fonseca como representante com base num extenso processo de orientação e seleção. Até agora, o portefólio de produtos inclui dois modelos, o TM5-700 que possui um alcance de 700 mm e pode carregar uma carga até 6 kg e o mais leve TM5-900, que pode lidar com uma carga máxima de 4 kg com um alcance de 900 mm.

/FFonseca.SA.Solucoes.de.Vanguarda

Atualmente, a digitalização de todos os setores de produção, comércio e outras empresas requer uma provisão rápida e adequada de soluções TI, através de datacentres que podem ser adquiridos de forma simples e económica, bem como ser operada de forma eficiente e segura. Para selecionar a solução adequada, as empresas necessitam de uma ampla gama de opções. A Rittal está a demonstrar a sua experiência como um facilitador de soluções de TI inovadoras através de uma presença especial na Internet (www. rittal.com/it-solutions/en). As suas soluções variam desde racks de TI individuais até datacenters containers, chave-na-mão, com a

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Infaimon realiza cursos de formação continuada Infaimon Unipessoal, Lda Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com

A Techman Robot e a F.Fonseca tornam-se parceiros para explorar o mercado em Portugal e acelerar novas oportunidades em

Presente em 4 países – Portugal, Espanha, México e Brasil – o grupo Infaimon, especialista em soluções para sistemas de visão artificial, oferece diversos serviços pós-venda aos seus clientes, como os programas de formação contínua. O objetivo destes programas é fornecer a capacitação técnica dos produtos, realizadas à medida segundo as necessidades específicas de cada setor e


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temas como Visão Artificial na Indústria, software Sherlock para aplicações de visão e Halcon 13, além de exercícios práticos, espaços para dúvidas e discussão de aplicações. Um dos cursos disponíveis é a “Visão Artificial na Indústria” que irá decorrer a 6 de abril, 11 de maio, 22 de junho, 21 de setembro e 19 de outubro das 9.30 às 17 horas. Alguns dos temas referenciados neste curso são os sistemas de visão, as óticas, iluminação, câmaras, câmaras inteligentes, software, dimensionamento de um sistema de visão e demonstração do software GUI. Outro dos cursos disponíveis é o “Sherlock Professional – Aplicações de Visão” que irá decorrer a 18 de maio e 26 de outubro das 9.30 às 17 horas e que tem como temas principais o Sherlock Professional e Sherlock Embedded, conhecer o Sherlock Professional, desenvolver um programa e interface gráfico. Outro dos cursos é “Introdução ao Halcon 13” que irá decorrer a 20 de abril, 6 de julho e 9 de novembro das 9 às 18 horas e que tem como temas principais: porquê o Halcon?, licenciamento do Halcon, ambiente de programação, exemplos de documentação, calibração de um sistema, sistemas 3D no Halcon, e integração numa aplicação. Todos os cursos serão realizados nas instalações em Aveiro, mais exatamente na Rua de Viseu no número 43.

ABB confirmada como número um mundial no DCS ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 247 comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt

A ABB manteve a primeira posição mundial no relatório “Distributed Control Systems Global Market 2016-2021”, emitido pelo ARC Advisory Group, posição que mantém desde 1999. A análise do mercado global do DCS tem em consideração múltiplos fatores, incluindo a dimensão do mercado, a sua segmentação, estimativas do mercado, estrutura das indústrias, quotas dos diferentes fornecedores e respetivos perfis. O relatório ARC também faz eco do lançamento da ABB AbilityTM, que reúne as capacidades digitais da ABB para diferentes indústrias. A ABB Ability ajuda os clientes das empresas de eletricidade, industrias de transportes e de infraestrutura a desenvolver novos processos e a melhorar os existentes, fornecendo conhecimento e otimizando o planeamento e controlo das suas operações em tempo real. Os resultados obtidos podem então ser enviados para os sistemas de controlo melhorando índices essenciais, como disponibilidade de fábrica, velocidade e rendimento. Este reconhecimento foi precedido do prémio recentemente concedido pelos consultores da Frost & Sullivan, que nomeou a ABB como Companhia do Ano de 2017. A liderança da ABB no DCS está assente em inúmeros projetos realizados em todo o mundo. O sistema 800xA da ABB Ability desempenha um papel essencial no sucesso complexo químico do Sadara, que foi construído numa única fase. A monitorização e automação do processo completo de produção está totalmente integrado com o sistema 800xA, que combina 18 sistemas de controlo e 260 estações de operação e/ou engenharia. A capacidade de integração do sistema também ajudou a mina de Garpenberg a ser uma das mais eficientes e modernas no mundo. Os elevadores, movimentação de moinhos, ventilação, extração de água, subestações elétricas, transportadores, trituradores, armazenamento e manutenção de minerais, bem como gestão de documentos e comunicações, são integrados no sistema de automação.


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

JUNCOR: aposta em soluções de lubrificação diversificadas JUNCOR – Acessórios Industriais e Agrícolas, S.A. Tel.: +351 226 197 362 · Fax: +351 226 197 361 marketing@juncor.pt · www.juncor.pt

No âmbito da procura constante por parcerias com as marcas de referência a nível mundial, a JUNCOR é Distribuidor Certificado em Portugal da Bijur Delimon International, uma referência global na conceção e produção de variados sistemas e produtos de dispensa de fluídos. A sua gama de produtos vai desde simples dispensadores de massa monoponto, até complexos sistemas automáticos que fornecem óleo ou massa a centenas de pontos de lubrificação. A Bijur Delimon International também produz sistemas de arrefecimento industrial e dá apoio técnico em todo o mundo. A JUNCOR comercializa as suas diversificadas soluções de lubrificação, desenvolvendo, em parceria com a marca, soluções à medida de cada aplicação.

agricultura e transportes da Austrália e Nova Zelândia. Com uma elevada flexibilidade na mudança de produtos há um menor empate de capital e uma resposta mais rápida aos requisitos do cliente. Stefan Fuchs, o Diretor Executivo da FUCHS PETROLUB SE, inaugurou a fábrica de Beresfield a 15 de fevereiro de 2018 e destacou a estratégia global focada na proximidade com o cliente que engloba o investimento da FUCHS em novas unidades de produção em todo o mundo. “A Austrália é um mercado chave para a FUCHS e é por isso que investimos na nova fábrica em Beresfield”, disse Stefan Fuchs. Wayne Hoiles, Diretor Geral da FUCHS Lubricants (Australásia), considera que, em contraste com a FUCHS está a estratégia da concorrência que cada vez mais produz fora e aposta na importação. “Precisamos de uma infraestrutura local que satisfaça as necessidades da Austrália e da Nova Zelândia. Portanto, estamos a investir localmente para oferecer um melhor serviço aos nossos clientes”, acrescenta Hoiles. A nova fábrica assegura os mais elevados padrões de qualidade, segurança e ambiente. Possui um alto grau de digitalização, enchimento automático de alta velocidade e tubagens e tanques resistentes à corrosão. Para além disso, foram instalados painéis solares que geram mais de 155 kW de eletricidade e cobrem mais de 30% das necessidades energéticas da fábrica.

DNC Técnica distinguida com o estatuto de PME Excelência 2017 DNC Técnica, Lda. Tel.: +351 244 820 530 · Fax: +351 244 820 533

FUCHS abre nova fábrica com tecnologia de ponta na Austrália

geral@dnctecnica.com · www.dnctecnica.com

FUCHS Lubrificantes Unip. Lda. Tel.: +351 229 479 360 · Fax: +351 229 487 735 fuchs@fuchs.pt · www.fuchs.pt

A FUCHS PETROLUB SE, fabricante mundial independente de lubrificantes de alta performance e produtos relacionados, abre uma nova fábrica com um laboratório de qualidade e pesquisa em Beresfield, na Austrália. A fábrica com tecnologia de ponta foi construída em 18 meses e substitui a antiga unidade de produção australiana da FUCHS a operar desde 1979. A nova fábrica com 25 000 metros quadrados vai servir os mercados de mineração,

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MANUTENÇÃO 136

Mais um ano, e mais uma vez, a DNC Técnica é reconhecida como Excelência, com a renovação do estatuto de PME Excelência 2017, distinção dada pelo IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas. Este estatuto visa reconhecer o mérito de empresas com perfis de desempenho superiores, e foi dado à DNC Técnica como resultado da sua visão estratégica e da qualidade das suas soluções de produção e manutenção industrial. Através do Estatuto PME Excelência 2017, a DNC Técnica vê reconhecida a com­pe­titividade da sua oferta de soluções

industriais, assim como o crescimento sustentado que tem vindo a registar. Constantemente a DNC Técnica aposta na valorização e crescimento do know-how das suas equipas e, consequentemente, na manutenção dos elevados padrões de excelência perante os seus clientes. Esta certificação vem materializar todo o empenho, esforço e profissionalismo da equipa da DNC Técnica.

Endress+Hauser na Hannover Messe 2018 Endress+Hauser Portugal, Lda. Tel.: +351 214 253 070 · Fax: +351 214 253 079 info@pt.endress.com · www.endress.com

Os visitantes da Hannover Messe deste ano (23-27 de abril de 2018 em Hanôver, Alemanha) podem conhecer como a Endress+Hauser ajuda os seus clientes a implementar as suas estratégias de Internet Industrial de Coisas (IIoT). Ao usar sensores inteligentes, soluções e serviços em cenários de processos específicos para demonstrar que esses aplicativos estão prontos para o IIoT, o objetivo da Endress+Hauser é trabalhar em conjunto com os seus clientes e parceiros de tecnologia para desbloquear o novo potencial da digitalização. Paralelamente aos valores de medição, os instrumentos de campo Endress+Hauser possuem a conetividade necessária para transmitir informações de diagnóstico, bem como os dados gerados pela Heartbeat Technology, para a nuvem. A comunicação é realizada através de um módulo wi-fi/Bluetooth integrado ou WirelessHART, eliminando assim a necessidade de perturbar os sistemas de controlo de processos existentes. Para novas instalações, a comunicação digital ocorre diretamente via OPC-UA ou uma tecnologia Ethernet industrial, como PROFINET ou Ethernet/IP. Os aprimoramentos funcionais da tecnologia Heartbeat permitem a implementação concreta da manutenção preditiva. O sensor de temperatura de autocalibrarão TrustSens oferece aos utilizadores um alto grau de fiabilidade e disponibilidade do sistema, graças à autocalibrarão automatizada e automática. Disponibilizam ainda o Picomag, um medidor de vazão “de bolso” que possui uma operação simples (Bluetooth) e integração de sistema, como com I/O-Link, a um preço competitivo.


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A Endress+Hauser oferece soluções e serviços desde o design do ponto de medição, a programação do sistema de automação e o comissionamento baseado em SIL, até à calibração e formação no local. Para otimizar o processo de encomenda do instrumento de medição, a Endress+Hauser também adicionou funções à loja online integrada no seu website, para aumentar as soluções de comércio eletrónico existentes.

Lubrigrupo na ExpoMecânica 2018 com um F1 Aston Martin Red Bull Racing Lubrigrupo Tel.: +351 232 470 607 · Tlm.: +351 935 252 575 / 932 255 111 www.lubrigrupo.pt

A Lubrigrupo irá marcar presença na próxima edição da Expomecânica, entre os dias 20 e 22 de abril, na EXPONOR, no Porto. Sendo a primeira participação como expositor, a aposta feita em 2018 está diretamente relacionada com a visibilidade e crescimento que esta feira tem tido, especialmente no mercado do aftermarket, e por ser uma feira desenhada de profissionais para profissionais. Como representantes dos lubrificantes Mobil em Portugal, a Lubrigrupo considera crucial marcar presença nos maiores eventos do setor, aproveitando assim estas oportunidades para exibir a excelência dos nossos lubrificantes, apresentar as mais recentes novidades e mostrar a realidade e profissionalismo da Lubrigrupo. Em grande destaque no stand, que estará localizado no Pavilhão 4, e certamente como uma das principais atrações da Expomecânica, teremos um exemplar do Fórmula 1 da equipa Aston Martin Red Bull Racing. Assim convidam todos os interessados e amantes do desporto motorizado a passar por lá, ver de perto este modelo e levar uma fotografia como recordação.

Tecnologia de amplificação do movimento DatAnálise – Serviços e Técnicas de Manutenção, Lda. Tel.: +351 214 413 380 · Fax: +351 214 413 581 datanalise@datanalise.pt · www.datanalise.pt

A DatAnálise apresenta a nova tecnologia de amplificação do movimento. Esta tecnologia baseia-se na aquisição de imagens vídeo, de alta velocidade, dos equipamentos ou


NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA

estruturas e na aplicação de um algoritmo de processamento de imagem, que deteta movimentos subtis e ínfimos, e os amplifica a um nível que passam a ser visíveis pelo olho humano. A solução disponibilizada, cujo processo está patenteado pela RDI sob o nome “Iris M”, é o primeiro método de amplificação cujo resultado pode ser observado imediatamente pelo utilizador, no formato de vídeo simples. A tecnologia transforma cada pixel da câmara de vídeo num sensor capaz de medir a vibração ou o movimento do ativo com níveis de precisão impressionantes. São dois milhões de sensores em tempo real. Uma vez identificado o componente ou a região do ativo com defeito visível é possível analisar o movimento através do tratamento clássico do sinal: forma de onda em deslocamento ou velocidade, o associado espetro de frequências, aplicação de filtros, órbitas, estabilização de imagem e muito mais. Esta tecnologia de amplificação do movimento vem reforçar as ferramentas de análise e diagnóstico no âmbito da manutenção condicionada. A imagem vale por um milhão de sensores. Ver o problema, identificar a causa raiz e apontar a solução.

de 3500 novos postos de trabalho. O número total de empregados aumentou para cerca de 90 000 pessoas (exercício anterior: cerca de 86 700) em finais de 2017. Em 2017, o cash flow disponível situou-se nos 488 milhões de euros (exercício anterior: 735 milhões de euros), devido ao elevado nível de investimentos e por a empresa ter reduzido ainda mais a sua dívida financeira líquida. Com o seu programa do futuro “Agenda 4 plus One”, o Grupo Schaeffler está inequivocamente a alinhar-se para o futuro. Apesar dos imponderáveis atuais, as perspetivas para o exercício 2018 permanecem positivas.

Beckhoff apresenta um novo Built-in Panel PC Bresimar Automação, S.A.

mais diversos tipos de moldes de injeção plástica e o processo adjacente, simulando assim antecipadamente o ambiente de produção. A FLUIDOTRONICA tem ao seu dispor máquinas de injeção Arburg, que poderão ser conciliadas com as soluções "chave-na-mão” – robots e vários acessórios periféricos – que permitirão não só realizar os testes e ensaios dos moldes, como também fazer pré-produções em ambiente real. Contam igualmente com os seguintes equipamentos: 1 ARBURG 400T; 1 ARBURG 250T; 1 ARBURG 160T. Paralelamente estão à disposição equipamentos desumidificadores, geradores estáticos que permitem o uso de IML (In Mould Label), equipamentos de injeção sequencial, injeção sobre tecido, máquinas equipadas com robots e grippers para ensaios.

Tel.: +351 234 303 320 · Tlm.: +351 939 992 222 bresimar@bresimar.pt · www.bresimar.com

EUROTECNOLOGIA celebra 29 anos no mercado EUROTECNOLOGIA – Máquinas e Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 377 785 · Fax: +351 229 377 786 info@eurotecnologia.pt · www.eurotecnologia.pt

Schaeffler aumenta o seu lucro líquido 14% em 2017 Schaeffler Iberia, S.L.U. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

A Schaeffler aumentou o seu volume de negócios para aproximadamente 14 000 milhões de euros (exercício anterior: 13 300 milhões de euros) em 2017, o que representa um crescimento de 5,9% a uma taxa de câmbio constante. Em 2017, a margem de EBIT da empresa ascendeu a 11,3% (exercício anterior: 12,7%). Esta redução deve-se principalmente aos gastos relacionados com o programa do futuro “Agenda 4 plus One”. Apesar disso, os lucros líquidos atribuídos aos acionistas aumentaram cerca de 14%, até 980 milhões de euros (exercício anterior: 859 milhões de euros) sendo, assim, os mais elevados na história do Grupo Schaeffler. Em 2017, o Grupo Schaeffler aumentou os investimentos em 127 milhões de euros, atingindo os 1273 milhões de euros (exercício anterior: 1146 milhões de euros) e criou cerca

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MANUTENÇÃO 136

A Bresimar Automação já tem disponível o novo Panel PC da Beckhoff. Uma solução adequada para a aplicação em construção de máquinas, otimizado para o software de automação TwinCAT 3 em Windows Embedded Compact 7. Das suas caraterísticas destacam-se, um processador ARM Cortex™ – A8 a 1 GHz com 1GB DDR3 de RAM, touchscreen de 10,1” (1024 x 600 WSVGA), comunicação EtherCAT, proteção frontal IP54, alimentação 24V DC e temperatura de funcionamento até 55°C. O Panel PC CP6600 é um equipamento de elevado desempenho que apresenta uma ótima relação qualidade/preço.

Centro de ensaio de moldes FLUIDOTRONICA – Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 256 681 955 ∙ Fax: +351 256 681 957 fluidotronica@fluidotronica.com ∙ www.fluidotronica.com

A FLUIDOTRONICA conta atualmente com um novo serviço: um centro de ensaio de moldes. Neste espaço é possível ensaiar os

Presente no mercado há 29 anos, a EUROTECNOLOGIA nasceu com o intuito de apresentar soluções inovadoras aos seus clientes e parceiros de negócio nos setores da metrologia e manutenção industrial. “Durante todos estes anos foi alcançado o principal objetivo e os desafios continuam a ser aliciantes e motivadores”, afirmou o fundador e diretor da empresa, Luís Marques Saraiva. A EUROTECNOLOGIA centra a sua atividade em três áreas de negócio fundamentais: instrumentos de metrologia dimensional e controlo de qualidade, através das marcas representadas Sylvac, Trimos, Wyler, Jenoptik, Möller-Wedel Optical, FMS, entre outras; ferramentas especiais para manutenção industrial com um vasto portefólio de produtos das marcas Fixturlaser, Bega Special Tools, TPI Europe, entre outras; e ainda a área de LEAN ENTERPRISE que se dedica à organização da qualidade, gestão visual e melhoria contínua, através da sua representada Sesa-Systems. Para o futuro o objetivo passa por continuar com o trabalho desenvolvido, “motivados com os novos desafios de um mercado em permanente evolução”, e solidificar as parcerias com fornecedores e clientes com o intuito de prestar um serviço cada vez melhor. M


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DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

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Análise e Diagnóstico na manutenção TDGI

Elaboração de um diagrama de manutenção aplicado à Mini-Fábrica e à moagem de malte (2.ª Parte) Adriano A. Santos, João Gonçalves, Alcides Gonçalves

A visão artificial na Indústria 4.0 Salvador Giró, Infaimon

A inovação na lubrificação para o aumento da produtividade Pedro Vieira, Lubrigrupo

O papel do consultor de Gestão da Manutenção João Nunes Marques, Navaltik Management

Como reduzir custos energéticos ao inspecionar purgadores de vapor UE Systems

Boas práticas na manutenção, reparação e revisão de motores Pedro Maia, Flaviano Carvalho, WEGeuro

DOSSIER MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE Por Raúl Dória

A competitividade de uma empresa não tem a ver só com a eficiência na resposta a um cliente, mas com a organização interna de cada uma e a sua constante atualização – diariamente “aparecem” solicitações e situações diferentes da anterior.

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ualquer empresa que queira estar presente num mercado local e global tem de estar preparada para dar respostas às diversas solicitações: tipo de material pedido, lotes/quantidades de cada encomenda, preços, prazos de entrega, condições de pagamento, transportes, entre outros. Essa preparação pressupõe recursos com ótimas formações para o desempenho das tarefas individuais e coletivas. TODOS os setores deverão estar imbuídos do ideal e determinação que são emanados pela Administração.

No caso de uma empresa industrial, a Manutenção terá uma quota-parte importante porque tem elementos e os meios necessários para assegurar as condições operacionais dos ativos e contribuir para que sejam atingidos os objetivos e metas previstas para cada ano. Deverá possuir uma definição clara de funções, manter um quadro de pessoal e de recursos estáveis e equilibrados com a dimensão de cada empresa e promover a formação técnica de cada elemento. No “mundo atual”, a Manutenção é a única área/departamento que influencia e melhora

“No ‘mundo atual’, a Manutenção é a única área/ departamento que influencia e melhora a qualidade, o custo e o prazo de entrega de cada produto.” 48

MANUTENÇÃO 136

a qualidade, o custo e o prazo de entrega de cada produto. Claro que há também os aspetos: • tecnológicos (dos equipamentos), • ambientais, • de inovação, e • de qualidade, que têm de ser tidos em consideração. A Manutenção só poderá ser eficaz quando puder evitar que uma falha ocorra num Ativo, através da utilização de técnicas e instrumentos que possam evitar a perda de produção, para além de evitar o consumo de materiais e de mão-de-obra especializada. A Manutenção deverá colocar os Ativos disponíveis, para que a Produção possa cumprir a sua tarefa e a empresa possa atingir o grau de Competitividade que pretende, preparando-se para outros desafios. M


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Análise e Diagnóstico na manutenção TDGI – Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A.

Para a otimização de recursos das atividades de manutenção, poderão ser utilizadas tecnologias de análise e diagnóstico que nos permitem programar as intervenções com base na condição dos equipamentos. A tipologia destas intervenções permite evitar custos associados à substituição de componentes, consumíveis e mão-de-obra em intervenções desnecessárias.

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dealmente deverão ser utilizadas distintas tecnologias de monitorização da condição, tecnologias que se complementam, permitindo obter o máximo de informações possível sobre a condição de um dado equipamento. Técnicas como a inspeção por ultrassons, a análise de vibrações e a análise termográfica, abordadas em maior detalhe neste artigo, permitem-nos obter uma visão geral do estado do equipamento e migrar as ações preventivas e corretivas para ações realizadas com base na condição.

INSPEÇÃO POR ULTRASSONS A tecnologia de inspeção por ultrassons permite-nos reduzir os custos associados a perdas de energia originadas por fugas de fluidos gasosos (ar comprimido, vapor e outros tipos de gases pressurizados) e pelo mau funcionamento de alguns equipamentos e acessórios da rede de fluidos, como válvulas e purgadores. O equipamento de deteção de ultrassons “transforma” sons de frequência acima da gama audível em sons de uma frequência detetável pelo ouvido humano, que nos fornecem informações explícitas sobre o funcionamento dos equipamentos inspecionados.

No caso das válvulas e purgadores é possível avaliar o seu correto funcionamento sem se efetuar uma intervenção intrusiva aos mesmos. Este método possibilita a identificação rápida das anomalias, permitindo atuar de forma eficaz sobre as mesmas, otimizando-se assim os custos de exploração. Estima-se que no setor industrial, 30% de todo o ar comprimido produzido é desperdiçado em fugas. Sendo que é praticamente impossível eliminar totalmente as fugas de uma instalação é, no entanto, desejável que estas não representem mais de 10% do seu consumo total. A deteção de fugas por ultrassons representa, assim, uma boa oportunidade para reduzir significativamente o consumo energético de uma instalação.

Uma das aplicações mais comuns da termografia é a inspeção de instalações elétricas, permitindo de uma forma expedita e não intrusiva detetar, entre outras anomalias, desequilíbrios entre fases, sobrecargas, equipamentos defeituosos, desapertos ou ligações defeituosas. Esta análise permite evitar ações preventivas de reaperto e a realização de medições elétricas exaustivas para a deteção de anomalias.

Outra das principais utilizações da inspeção por ultrassons é permitir avaliar a correta lubrificação dos componentes mecânicos. O excesso de lubrificação tem consequências tão negativas como o défice de lubrificação.

ANÁLISE TERMOGRÁFICA A termografia é um método de análise da condição com uma vasta gama de aplicações. Avaliação de instalações mecânicas, elétricas, industriais e de edifícios são algumas das áreas nas quais a termografia é uma ferramenta essencial no que à manutenção diz respeito.

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DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

No caso dos edifícios e infraestruturas é possível identificar elementos construtivos e detetar anomalias de isolamento, infiltrações de ar e água, fugas de água, pontos de humidade, localização de canalizações embebidas, entre outras.

No caso da análise de sistemas mecânicos é possível detetar desalinhamentos, problemas em correias, lubrificação incorreta, problemas em rolamentos e outros tipos de anomalias. Por norma os defeitos em equipamentos mecânicos são detetáveis pela termografia numa fase avançada da avaria, quando a mesma já apresenta uma alteração

“Anomalias como desequilíbrios, desalinhamentos, folgas, avarias em rolamentos, entre outros, têm um padrão vibratório distinto entre si que é detetável com o auxílio de um analisador de vibrações.” 50

MANUTENÇÃO 136

do comportamento térmico do componente. Para uma deteção mais atempada da anomalia deverão ser utilizadas outras tecnologias de análise e diagnóstico.

ANÁLISE DE VIBRAÇÕES Todas as possíveis anomalias de um equipamento rotativo apresentam comportamentos vibratórios caraterísticos. Anomalias como desequilíbrios, desalinhamentos, folgas, avarias em rolamentos, entre outros, têm um padrão vibratório distinto entre si que é detetável com o auxílio de um analisador de vibrações. Com o registo periódico dos níveis globais (severidade da vibração) é possível acompanhar o desenvolvimento de uma falha que originará uma futura avaria, conseguindo-se intervir de forma programada no momento mais conveniente à paragem de uma instalação. A análise de vibrações é a tecnologia que nos fornece informações mais detalhadas na inspeção de equipamentos rotativos. Sendo que numa fase inicial, para ter a perceção do estado global do equipamento, é suficiente uma análise comparativa entre os valores globais obtidos e as gamas de severidade que constam na norma ISO 10816, para um diagnóstico preciso da avaria deverão ser verificados os padrões de vibração em frequência que nos indicam a origem exata do problema. A norma ISO é puramente indicativa, pelo que preferencialmente a análise da severidade de vibração de cada equipamento deverá ser avaliada desde o estado Zero (Arranque) da instalação, que deverá ser tido como referência ao longo da vida útil do equipamento.


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Obviamente a manutenção condicionada também tem alguns custos associados à mão-de-obra qualificada e aquisição de equipamentos que lhe é implícita, pelo que nem todos os equipamentos deverão estar incluídos nesta análise. Equipamentos críticos para a instalação e equipamentos de elevado valor comercial deverão ser incluídos num plano de manutenção condicionada, obtendo-se uma considerável otimização de custos e recursos para a manutenção dos mesmos.

Uma manutenção efetiva com base na condição permite: • Reduzir ações de manutenção corretiva, relacionadas com falhas catastróficas; • Reduzir os custos de manutenção com trocas desnecessárias de consumíveis e intervenções desnecessárias; • Programar as intervenções de acordo com as necessidades da instalação; • Reduzir os custos com o armazenamento excessivo de spare parts.

Análises complementares deverão ser realizadas para a correta exploração de uma instalação. Análises da qualidade do ar, análise da água de processo e de consumo, análise ao óleo, medição de caudais, análise de gases de combustão e efluentes gasosos, eficiência de equipamentos, entre outros, permitem otimizar o funcionamento das instalações, custos de exploração, bem como dar cumprimento a obrigatoriedades legais e assegurar a segurança e o conforto do utilizador final. M

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DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Elaboração de um diagrama de manutenção aplicado à Mini-Fábrica e à moagem de malte 2.ª Parte Adriano A. Santos1, João Gonçalves2, Alcides Gonçalves3 1,2 3

Departamento Engenharia Mecânica, Politécnico do Porto; 1ads@isep.ipp.pt, 21140551@isep.ipp.pt;

Unicer Bebidas S.A., 3alcides.goncalves@unicer.pt

3. MANUTENÇÃO Para que uma instalação assegure a função para que foi concebida, é necessário que as suas instalações e máquinas sejam mantidas em bom estado de utilização. Para tal, reparações e inspeções periódicas assim como rotinas preventivas, mudanças de óleos, limpezas e correção de defeitos são, efetivamente, necessárias. Assim sendo, e de uma forma global, a manutenção poderá ser definida como o “conjunto de ações destinadas a assegurar o bom funcionamento das máquinas e das instalações, garantindo que elas são intervencionadas nas oportunidades e com alcances certos, por forma a evitar que avariem ou baixem de rendimento” (Cabral, 2006). Mais recentemente, em 2010, a Norma EN 13306:2010 definiu manutenção como sendo uma “Combinação de todas as ações técnicas, administrativas e de gestão, durante o ciclo de vida de um bem, destinadas a mantê-lo ou repô-lo num estado em que ele pode desempenhar a função requerida”.

3.1. Gestão da manutenção Uma vez que o bom funcionamento de uma máquina ou linha de produção influencia tanto a produtividade como a qualidade de um produto e, por consequência, a rentabilidade e imagem de uma empresa, é atualmente reconhecida à manutenção elevada importância no seio de uma empresa (Figura 6).

Política Orçamento

Compras Pós-venda Sub-contratação

3.2. Tipos de manutenção Existem várias visões acerca deste tema resultando em ligeiras variações do organigrama dos tipos de manutenção que consideram pois, segundo a Norma EN 13306:2010 apenas dois grandes tipos de manutenção (Figura 7) sendo elas: Manutenção Preventiva e Manutenção Corretiva incluindo as suas variantes em ambos os casos.

MANUTENÇÃO

Manutenção preventiva

Direção Comercial

foi referido, a manutenção afeta a rentabilidade do processo produtivo por via tanto da sua influência no volume e na qualidade da produção como do seu custo. Contudo, se, por um lado, melhora o desempenho, por outro acresce aos custos de funcionamento. Segundo a Associação Francesa de Normalização (AFNOR), “uma boa Manutenção é assegurar estas operações por um custo global mínimo”, entenda-se “estas operações” como todas aquelas que garantem a prevenção e continuidade do bom funcionamento dos equipamentos (AFNOR, 2002). Esta deverá, então, atuar no plano económico tendo em atenção a eficiência das operações, a qualidade das intervenções e a otimização do processo tirando o máximo partido do fluxo das ações necessárias para a sua implementação e execução.

Pessoal

Mão-de-obra Segurança Meio-ambiente

Produção

Planeamento Coordenação Disponibilidade Melhoramento

Manutenção Condicionada

Manutenção Sistemática

Contínua, Programada e a Pedido

Programada

Manutenção Corretiva

MANUTENÇÃO

Trabalhos novos Modificações Manutibilidade

Estudos

Figura 6. Interface do processo manutenção (F. Monchy em Ferreira, 1998).

Esta importância advém da interligação que o processo de manutenção possui com todos os objetivos globais da empresa já que, como

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MANUTENÇÃO 136

Diferida

Imediata

Figura 7. Manutenção, visão geral EN 13306 (2010).

3.2.1. Manutenção preventiva Entende-se manutenção preventiva como sendo a manutenção efetuada a intervalos de tempo predeterminados, ou de acordo com critérios prescritos, com a finalidade de reduzir a probabilidade de avaria


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

ou de degradação do funcionamento de um bem. Para isso, há que ter em conta os seguintes objetivos (Cabral, 2006): 1. Prever as datas prováveis em que as avarias poderão ocorrer; 2. Reduzir ao mínimo os fatores que provocam essas mesmas avarias; 3. Minorar, dentro do possível, as consequências da avaria. Manutenção preventiva sistemática Manutenção preventiva efetuada a intervalos de tempo preestabelecidos ou segundo um número definido de unidades de utilização, mas sem controlo prévio do estado do bem. Esta aumenta os níveis de fiabilidade dos equipamentos quer através do exame/substituição periódica estabelecida por leis de degradação, pelos níveis de eficiência dos equipamentos ou pelo tempo de funcionamento (horas, semanas, meses, entre outros), quilómetros, rotações ou por um qualquer outro possível meio de referenciação dos intervalos de intervenção. Poderá ocorrer em situações em que a oportunidade o permita, manutenção de oportunidade, de acordo com a disponibilidade do equipamento, independentemente de se ter vencido ou não o período de termo estimado para a execução da tarefa, quer em consequência de uma intervenção corretiva, próxima do agendamento, quer pela sua disponibilidade para manutenção. Manutenção preventiva condicionada Manutenção preventiva baseada na vigilância do funcionamento do bem e/ou dos parâmetros significativos desse funcionamento, integrando as ações daí decorrentes. Esta poderá incidir sobre variáveis/parâmetros de funcionamento tais como a temperatura, vibrações, pressão, entre outros, realizada de forma contínua (vigilância permanente) ou periodicamente (em tempo real) de acordo com o intervalo de monitorização predefinido. Este tipo de manutenção rege-se pelo lema “se funcionar bem não mexer” condicionando o seu agendamento e intervenção quando existir evidência do estado de degradação do equipamento/componente. 3.2.2. Manutenção corretiva A manutenção corretiva é inevitavelmente a mãe de todos os tipos de manutenção. Esta, dada a sua natureza, só poderá ser efetuada depois da deteção de uma avaria e é destinada a repor um bem num estado em que pode realizar uma função requerida. Em relação às referidas anteriormente esta acarreta elevados custos, uma vez que a necessidade de uma intervenção no mais curto intervalo de tempo leva à formação de elevados níveis de stock de peças, à paragem dos equipamentos e à imobilização das linhas de produção em que, em muitas situações, haverá a necessidade de recorrer ao trabalho extraordinário com consequente aumento do custo da intervenção.

4. METODOLOGIA UTILIZADA A elaboração de diagramas de manutenção para a área em questão tornou-se, por motivos diversos, um grande desafio devido essencialmente à falta de informação quer dos equipamentos, quer dos componentes associados. No entanto, e embora estes se encontrassem devidamente registados no ERP da empresa, codificados, não possuíam qualquer tipo de informação associada. Esta falta de informação, associada a uma codificação também ela antiquada (instalação antiga apenas utilizada em projetos piloto de produção de cervejas artesanais) conduziu, forçosamente, à necessidade de se efetuar o levantamento pormenorizado e o cadastro de todos os equipamentos e seus componentes. O levantamento da informação técnica dos equipamentos, seus subequipamentos, conjuntos de manutenção e materiais passou pela identificação das chapas de caraterísticas dos equipamentos, ou seja,

a identificação do fabricante e referência do elemento em questão. A web, enquanto ferramenta de comunicação e informação, foi o suporte eleito para o contacto, quando possível, com os fabricantes dos equipamentos e para a pesquisa das datasheets dos mesmos. Toda a informação recolhida foi registada num ficheiro Excel. Os dados técnicos dos equipamentos e subequipamentos foram registados de acordo com a informação apresentada na Tabela 2. Tabela 2. Dados técnicos dos equipamentos e subequipamentos. Dados técnicos Equipamento superior (Cod. SAP)

N.º de inventário

Designação do equipamento superior

País de origem

Equipamento (Cod. SAP)

Modelo

Designação do equipamento

Capacidade*

Tipo de objeto

Ano/mês de construção

Peso*

N.º peça de fabrico*

Dimensões

N.º de série *Quando possível obter informação

Quanto aos conjuntos de manutenção e materiais, os dados técnicos registados são em tudo semelhantes aos dados da tabela anterior. No entanto, houve o cuidado de introduzir alguns campos de texto essenciais para a elaboração dos diagramas de manutenção. Na Tabela 3 apresentam-se os dados técnicos dos conjuntos de manutenção que são em tudo semelhantes aos dados técnicos dos materiais. Tabela 3. Dados técnicos dos conjuntos de manutenção. Dados técnicos Conjunto superior (Cod. SAP)

Quantidade

Designação do conjunto superior

Setor industrial*

Conjunto (Cod. SAP)

Unidade de medida

Designação do conjunto

Dimensões*

Tex. breve

Designação de grupo de mercado * Quando possível designar

A última etapa desta primeira fase da elaboração do diagrama de manutenção, levantamento dos componentes, passou pela identificação dos equipamentos/conjuntos/materiais cruciais e que requeriam manutenção. Os equipamentos mais simples (não cruciais devido à sua simplicidade ou pelo facto de não causarem problemas de manutenção à instalação, exemplo seccionadores), apesar de se encontrarem catalogados - pois em caso de avaria terão, igualmente, que ser substituídos - não foram tidos em conta nos planos de manutenção e no diagrama funcional sendo, no entanto, verificada periodicamente a sua funcionalidade.

4.1. Elaboração do diagrama funcional O diagrama funcional da instalação poderá ser considerado como o desenho técnico da disposição dos equipamentos evidenciando a sequência de funcionamento, bem como a sua posição no encadeamento das operações da moagem. Por outro lado, aquando da sua elaboração, teve-se também em conta a necessidade de se detalhar os equipamentos e seus constituintes (Figura 8) por forma a se identificar rapidamente, por parte de todos os envolvidos no processo de manutenção, as caraterísticas técnicas através da consulta do respetivo código SAP (Figura 9).

136 MANUTENÇÃO

53


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

na Figura 12, operação de verificação do sensor (conta voltas) realizada com a ferramenta usada para aceder ao espaço em que o sensor se encontra confinado, chave sextavada.

Figura 8. Esquema detalhado da Tarara.

Figura 10. OPL, Lista técnica do Silo 1 – sala de moagem.

Figura 9. Diagrama funcional, detalhe de equipamentos. Figura 11. OPL, Tarefas de manutenção do Silo 1 – sala de moagem.

4.2. Criação das OPLs A criação das OPLs será o suporte principal para a rápida identificação das ações de manutenção preventiva a realizar. Estes irão servir também para as intervenções de caráter corretivo, considerando-se como um meio de informação primordial para a rápida identificação dos componentes a substituir, bem como dos componentes críticos. A consulta destas OPLs será considerada uma ferramenta vital para a rápida recolha de informação, permitindo que qualquer equipa de manutenção, seja corretiva ou preventiva, tenha acesso facilitado à informação, localização (Figura 10) e procedimentos de manutenção (Figura 11). Todas as OPLs serão parte integral da informação anexa aos planos de manutenção definidos no ERP da empresa, contribuindo de forma significativa para a manutenibilidade, a qualidade e a eficiência dos serviços de manutenção efetuados. Para isso, e para garantir os parâmetros anteriores, todas as tarefas de manutenção propostas foram testadas a fim de verificar se as mesmas seriam fazíveis e se efetivamente acrescentam valor às operações. Este procedimento permitiu ter a perceção de qual a ferramenta mais indicada para a intervenção, suprimindo na fase de testes e de implementação grande parte das possíveis dificuldades que poderiam ser sentidas pelos técnicos de manutenção. Um exemplo prático deste procedimento é demonstrado

54

MANUTENÇÃO 136

Figura 12. Verificação do funcionamento do sensor.

Na Tabela 4 é apresenta-se a síntese dos tempos totais de intervenção associados às tarefas de manutenção definidas nas OPLs.


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Tabela 4. Dados técnicos dos equipamentos e subequipamentos. Total [mim.] Periodicidade

Operador

Mecânico

Eletricista

Lubrificador

Turno

5

0

0

0

Total 5

Diário

10

0

0

0

10 30

Semanal

30

0

0

0

Quinzenal

25

20

0

0

45

Mensal

20

0

0

400

420

Trimestral

260

0

440

30

730

Semestral

50

215

45

130

480

Anual

15

115

0

0

130

mesma será um fator para o aumento dos custos de manutenção, dos tempos de intervenção, da diminuição da taxa de disponibilidade e de avarias, entre outros. As propostas de manutenção apresentadas durante o desenrolar deste trabalho mostram que por mais complexas que sejam as organizações e os sistemas é possível implementar políticas de manutenção que possam dar respostas às necessidades das mesmas. Os diagramas de manutenção desenvolvidos mostram-se adequados á linha de moagem da cerveja artesanal, revitalizando-a. Os OPLs elaborados abordaram os principais pontos de possíveis incidências de manutenção preventiva, pelo que a validação e o ajuste dos parâmetros de manutenção poderão ter que ser, num futuro próximo, reajustados aquando do funcionamento em pleno da mesma.

CONCLUSÕES A falta ou inexistência de informação técnica (inexistência dos nomes dos equipamentos, marcas, modelos, desenhos, entre outras) acerca dos equipamentos em geral torna o processo de elaboração de planos de manutenção uma tarefa difícil e extenuante. Assim, e por mais expeditas que as equipas de manutenção sejam, a falta de informação será um fator fundamental para a qualidade da prestação do serviço e mais uma acha para a fogueira da ideia associada ao mal necessário que, por vezes, é considerada a manutenção. Uma correta catalogação dos equipamentos e/ou componentes, mesmo para linhas de produção que aparentemente possam ser menos utilizadas, é uma ferramenta fundamental para todos os intervenientes no processo produtivo (conhecimento das capacidades produtivas) e para quem tem que definir os modos de intervenção e de gestão da manutenção (definição de politicas, stocks, tempos, entre outros). Por outro lado, a informação, organizada num caderno ou dossier máquina, quer em formato digital quer em papel, será o primeiro passo para uma boa prestação do serviço de manutenção. A negligência da

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • •

AFNOR (2002). Associação Francesa de Normalização. Cabral, J. (2006), Organização e Gestão da Manutenção dos Conceitos à Prática, 6.ª Edição. Lisboa: Lidel.

EN 13306:2010 (2010). European Standard, Maintenance - Maintenance terminology. CEN, August 2010.

• •

Ferreira, L. (1998). Uma Introdução à Manutenção, 1.ª Edição. Porto: Publindústria. Monchy, F. (1989), A Função Manutenção Formação para a Gerência da Manutenção Industrial. Durban Ltda.

SAP (2017). SAP SE [Acedido em 25 de setembro de 2017]. Disponível em: www.sap.com/index.html.

SAP PM (2017). Estrutura SAP PM da Unicer Bebidas S.A. [Acedido em 27 de março de 2017].

Simon, Herbert A. (1963). A Capacidade de Decisão e de liderança. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura.

M

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A visão artificial na Indústria 4.0 Salvador Giró CEO Grupo Infaimon

Denominada como a última Revolução Industrial, a Indústria 4.0 representa uma evolução nos processos de fabrico ao incorporar as novas metodologias digitais disponíveis atualmente. Como consequência é indispensável para qualquer empresa industrial juntar-se a esta evolução, com o objetivo de não perder o seu nível de competitividade ou ficar por fora do mercado.

A

Visão Artificial representa uma das ferramentas transversais mais relevantes dentro da Indústria 4.0, já que está claramente integrada em cada uma das secções de um processo produtivo. A rastreabilidade, o controlo de qualidade, o apoio à produção, a segurança industrial, o controlo de processos, a logística tal como a geração de enormes quantidades de dados, constituem uma parte integral das ações nas quais os sistemas de visão artificial intervêm. Há poucos anos, um sistema de visão industrial era utilizado apenas para avaliar se um produto manufaturado era correto ou não, sem fornecer nenhum tipo de informação adicional. No entanto, desde o início, os

56

MANUTENÇÃO 136

sistemas de visão deveriam estar a comunicar com outros elementos adjacentes, tais como sensores, encoders, PLCs, mecanismos de expulsão, entre outros. Por todas estas razões pode-se afirmar que, desde a sua origem, já funcionavam como sistemas M2M. A incorporação da comunicação Ethernet dentro das câmaras, bem como outros elementos do ambiente de visão como sistemas de iluminação ou lentes, deu um toque a esta tecnologia, permitindo a interrelação com todo o ambiente de fabricação, consolidando a visão dentro da IIoT (Industrial Internet of Things). Os sistemas de visão artificial para a indústria convertem-se desde esse momento, não só num mecanismo de seleção e controlo de qualidade, mas que também podem controlar e fornecer informação ao ambiente da fabrico. Atualmente, estes sistemas estão presentes em cada um dos processos de produção. Influenciam no controlo da entrada de mercadorias, verificando a leitura das matrículas dos camiões assim como dos contentores que transportam tanto as matérias-primas como qualquer outro tipo de componentes.

Examinam a rastreabilidade de cada um dos materiais mediante a leitura de código de barras ou de matriz ou utilizando o OCR. Assim mesmo permitem determinar o correto fabrico de cada uma das peças que compõem o produto final, fazendo medidas de precisão e assegurando a qualidade do fabrico. Ao mesmo tempo, também identificam os erros de fabrico e permitem avisar de um possível funcionamento incorreto da maquinaria ou do seu desgaste, contribuindo assim com a sua manutenção preventiva. Tal análise dos produtos permite regular os controlos de qualidade necessários nas máquinas, oferecendo a possibilidade de modificar os sistemas de dosagem, controlo de temperatura, ou qualquer outro parâmetro configurável, automaticamente, com base nos resultados obtidos através da análise visual do produto fabricado. Como os sistemas de visão trabalham em tempo real a 24/7/365, permitem disponibilizar dados precisos em cada momento e gerar estatísticas detalhadas de todos os componentes intermediários e produtos finais, em qualquer instante da produção. Esta informação é transmitida ao ERP e analisada mediante sistemas BI, desta forma favorece uma gestão integral de todos os processos de fabricação. Com base em tudo aquilo já mencionado anteriormente, a visão artificial interpreta um papel decisivo na Indústria 4.0, convertendo-se num elemento fundamental nos processos de automatização industrial que são indispensáveis para a competitividade da nossa economia. M


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A inovação na lubrificação para o aumento da produtividade Pedro Vieira Responsável técnico Lubrigrupo

A

s vantagens dos lubrificantes inovadores (os novos óleos de motor a gás, sintéticos, de engrenagens, compressores, hidráulicos, biodegradáveis, massas) para aumentar a produtividade, reduzir os custos e tornando-se uma vantagem competitiva para se atingirem os seguintes objetivos: Menor dispêndio de energia (poupança de energia); • Maior espaço entre mudanças; • Menos avarias – menos tempo de paragem; • Menores custos de manutenção; • Maior tempo de vida do investimento (peças e equipamento); • Menor poluição – menor produção de resíduos; • Maior sustentabilidade da atividade industrial; • Maior segurança para os operadores (menos operações de manutenção). Atualmente um dos aspetos mais em foco nas empresas é a gestão eficiente da energia, eliminando o desperdício de energia e reconhecendo todas as oportunidades de poupança, muitas vezes envolvendo o exame abrangente de negócios, processos e atividades globais de fabrico e da manutenção. Decorrente desta análise, e de estudos efetuados junto da indústria, chegou-se à conclusão de que os lubrificantes são um dos fatores importantes na obtenção de resultados positivos na melhoria da eficiência energética, integrando ainda outros aspetos relacionados como sejam uma maior produtividade consequência do seu superior desempenho, de menos falhas e menores custos de manutenção, menos poluição e, consequentemente, maior sustentabilidade. Os lubrificantes mais eficientes em termos energéticos podem ser benéficos em muitos tipos de equipamentos móveis e industriais ao aumentarem a produtividade de forma sustentável, reduzindo as perdas de energia associadas a velocidades e condições operacionais mais difíceis. Os lubrificantes inovadores surgem assim, como uma necessidade de melhoria para os vários tipos de indústria e em vários campos de aplicação. Infelizmente, muitas empresas geralmente não ponderam utilizar lubrificantes

58

MANUTENÇÃO 136

inovadores em termos de eficiência energética e de durabilidade porque o custo de compra inicial destes lubrificantes, normalmente, é superior. Contudo, apenas ao realizar uma análise completa de todos os fatores ao longo do ciclo de vida do lubrificante que leve em conta o custo de compra inicial do lubrificante juntamente com os custos operacionais (energia, produtividade), custos de manutenção, maior segurança, menor poluição, podemos chegar aos verdadeiros benefícios destes produtos. De entre os vários campos de aplicação vamos falar, em primeiro lugar, de óleos de motores industriais a gás, normalmente utilizados em cogeração, geração de energia e em compressores de gás. Nas indústrias que utilizam, direta ou indiretamente, motores a gás é opinião generalizada de que o óleo representa um fator determinante na otimização da operação eficiente do motor, tendo desse modo uma influência efetiva no negócio da empresa. Atendendo a estes factos, têm vindo a ser desenvolvidos novos óleos para motores a gás que têm por objetivo o prolongamento dos tempos entre mudanças, e a poupança de energia que pode ir até cerca de 4% e a diminuição das emissões. Os modernos óleos para motores a gás estão a ser desenvolvidos dentro de dois vetores distintos - lubrificantes com óleos base sintéticos e lubrificantes com óleos base de grupo III. O óleo base sintético é projetado e produzido sob um rigoroso processo químico controlado, produzindo uma cadeia de moléculas de tamanho e estrutura consistentes onde não há ceras ou outras impurezas.

Como resultado obtém-se um óleo base com uma maior resistência à oxidação, um menor coeficiente de tração, que consequentemente funciona, gerando menos calor devido à menor fricção interna. Deste modo os lubrificantes formulados com óleos base sintéticos permitem uma maior eficiência energética da máquina (ao gerar menos atrito e calor), menores emissões de CO2, menor quantidade de depósitos (Figura 1), permitindo simultaneamente prolongar o tempo entre mudanças entre quatro a oito vezes o de um óleo mineral, originando assim muito menos resíduos e menores custos de manutenção. Ao gerarem um menor atrito interno no motor também o protegem mais do desgaste, originado com isso menores custos de manutenção e o prolongamento da vida útil do motor. O outro vetor atual de desenvolvimento dos óleos de motores a gás está nos novos lubrificantes com óleos base do grupo III que também permitem, embora em menor escala, o prolongamento do tempo entre mudanças em cerca de duas a três vezes o de um óleo mineral normal devido à sua maior resistência à oxidação e aos novos aditivos de última geração, obtendo também uma maior proteção do motor através de um menor desgaste interno devido ao menor atrito deste tipo de óleo base. Um aspeto em que ultimamente também se tem evoluído bastante com óleos base deste tipo é nos óleos para motores a biogás e gás de aterro. Estes tipos de gases bastante agressivos colocam muitos problemas técnicos devido aos diversos compostos acídicos e aos Siloxanos. Os novos óleos desenvolvidos para a operação

ÓLEO MOTOR A GÁS NATURAL

Óleo mineral de referência

Óleo motor a gás sintético

Formação de depósitos Figura 1. Óleo motor a gás natural.


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TESTE DE ENGRENAGEM SEM-FIM

Eficiência relativa %

82 81 80 79 78 77 76 75 74 73

Óleo sintético

Óleo convencional

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Tempo (hrs)

Figura 2. Teste de engrenagem sem-fim.

MAPEAMENTO TÉRMICO DO CONTACTO NA LUBRIFICAÇÃO ELASTOHIDRODINÂMICA (EHL) Óleo de engrenagens mineral

Óleo de engrenagens sintético 12

13.0

10

8

Aumento da temperatura (°C)

11.0 6

4

9.0

2

7.0

0 12

10

5.0

8

3.0

6

4

1.0 0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

0 100

90

80

70

60

50

40

30

20

Posição no contacto EHL

2

10

com este tipo de gases permitem o prolongamento do tempo de vida do óleo ao resistir mais à oxidação e à perda do TBN, assim como a eliminação do silício através do escape, evitando o seu depósito na parte superior do piston e na câmara de combustão. Um outro campo de aplicação onde tem havido bastantes progressos e bastante inovação é nos óleos para engrenagens e óleos de circulação. Neste campo têm-se desenvolvido lubrificantes com novos óleos base sintéticos e novos aditivos que permitem uma economia de energia até cerca de 3,6% (Figura 2) e (Figura 3), menor desgaste do equipamento e o tempo de vida do óleo entre 3 a 4 vezes mais. Efetivamente estes novos óleos têm múltiplas aplicações, quer em equipamentos de grande porte como caixas de aerogeradores, máquinas de papel e caixas de engrenagens onde a redução do atrito e do consumo elétrico é muito importante, quer em caixas redutoras pequenas e médias, sendo que nalguns casos a sua duração é para toda a vida da caixa. Este tipo de lubrificante permite alcançar uma maior duração da vida do óleo e do equipamento, atingindo-se assim uma economia significativa a todos os níveis e elevando o nível de sustentabilidade das atividades industriais ao criar menos resíduos e racionalizando os recursos utilizados. Outra vantagem é o aumento da segurança pois ao prolongar o tempo para a mudança do óleo vai diminuir a probabilidade de ocorrerem acidentes durante as operações de troca de óleo, sobretudo quando as caixas estão em locais de difícil acesso e que representam um risco para quem faz a troca.

Menor aumento da temperatura indica melhor eficiência energética Figura 3. Mapeamento Térmico do contacto na Lubrificação Elastohidrodinâmica (EHL).

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TEMPO DE VIDA ÓLEO COMPRESSOR 30000 Óleo de compressor sintético líder de mercado (ISO VG 68) Novo óleo de compressor (ISO VG 32) Novo óleo de compressor (ISO VG 68) 25000

Tempo de vida do óleo de compressor, Horas

MELHOR

3 X tempo de vida do óleo versus referência 20000

2 X tempo de vida do óleo versus referência

15000

10000 Tempo de vida do óleo de referência 5000

Repetibilidade do tempo de vida +/- 15%

0 Vantagem: maior tempo de vida do óleo versus óleo sintético normal Figura 4. Tempo de vida óleo compressor.

ÓLEO SINTÉTICO NORMAL

NOVO ÓLEO SINTÉTICO

Maior tendência para formar vernizes

Menor tendência para formar vernizes

Figura 5. Óleos.

CIRCUITO HIDRÁULICO SIMPLES SEM ARREFECEDOR

Fluido de Corrente , ISO VG 46, IV 100

Fluido corrente , ISO VG 46 IV 160

Novo óleo Grupo III ISO VG 46, IV 160

100.0 ºC 96.3 92.5 88.8 85.0 81.3 77.5 73.5 73.8 70.0

Média das Temperaturas da Bomba até final do teste

97,4ºC 23 minutos

96,5ºC 24,5 minutos

Menor temperatura da bomba com novo óleo = Maior Eficiência Figura 6.

60

MANUTENÇÃO 136

90,3ºC 26,6 minutos

Os óleos para compressores ultimamente têm sido daqueles onde os progressos mais se têm feito notar. Efetivamente foram desenvolvidos para este tipo de aplicação lubrificantes com novos óleos base e novos aditivos que apresentam uma enorme capacidade de resistir à oxidação, ao mesmo tempo que têm a capacidade de manter o óleo livre de partículas e compostos com tendência para formar lacas e vernizes, em muitos casos os maiores inimigos de um bom funcionamento dos compressores (Figura 5). Para aplicação em compressores com elevadas pressões de descarga é imprescindível a utilização de óleos sintéticos para evitar o perigo de explosão devido à acumulação de depósitos carbonosos junto e na válvula de descarga. Com estes lubrificantes sintéticos evita-se, ao máximo, a formação dos depósitos carbonosos (e outros), o que para além de toda a economia relativa à duração do óleo, tem a vantagem de permitir a operação do equipamento com uma muito maior margem de segurança. Dentro dos novos lubrificantes para compressores foram desenvolvidos dois tipos distintos de lubrificantes, uns para compressores alternativos e outros para compressores rotativos (essencialmente de parafuso). Os lubrificantes para compressores alternativos foram desenvolvidos utilizando óleos sintéticos de base Éster, muito resistentes à oxidação, que permitiram aumentar o espaço


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

PROPULSOR AZIMUTAL

Massa de Sulfunato de Cálcio nova

Óleo de engrenagem biodegradável Figura 7.

entre mudanças em cerca de quatro vezes em relação aos óleos minerais normais. A sua capacidade de solvência/detergência permitiu diminuir a tendência para criar depósitos nas válvulas, permitindo intervalos de manutenção mais alargados e uma operação mais segura. Relativamente aos lubrificantes desenvolvidos para compressores rotativos, o seu desenvolvimento assentou em novas bases sintéticas do tipo Polialfaolefinas (PAO) e outras, e ainda novos aditivos dispersantes/ solventes. Estes novos lubrificantes têm uma vida útil até cerca de 6 a 12 vezes um óleo mineral normal e três vezes um lubrificante sintético normal (pode passar as 21 000 horas). Tendo em consideração a duração destes novos lubrificantes, estamos perante uma grande diminuição dos custos diretos e indiretos (filtros e MO), redução dos custos de manutenção fruto de uma maior limpeza e de uma maior sustentabilidade, consequência de uma diminuição no consumo de lubrificante e subsequentemente uma menor produção de CO2 e de óleo usado (Figura 4). Relativamente aos óleos hidráulicos verificou-se uma evolução relativamente ao tipo de óleos base e aditivos utilizados. Esta evolução foi feita através da utilização de óleos base do grupo III, com um elevado índice de viscosidade intrínseco e aditivos isentos de zinco. Os óleos base utilizados nestes novos óleos têm: • Um menor coeficiente de atrito, permitindo economia de energia até 6% (Figura 5); • Maior índice de viscosidade, permitindo uma utilização sempre dentro das con-

Figura 8. Massa.

Massa de Sulfunato de Cálcio com água incorporada

Figura 9. Máquina de papel.

dições ideais do equipamento com um menor dispêndio de energia; Ponto de fluxão muito baixo, permitindo um fácil arranque mesmo com temperaturas extremamente baixas; Grande resistência à oxidação permitindo intervalos de mudança bastante superiores aos normais; Óleo base com um alto índice de viscosidade, não necessitando por isso de aditivos melhoradores do índice de viscosidade o que garante que é resistente ao “corte”, mantendo-se com as caraterísticas viscométricas intactas ao longo do seu período de vida, ao contrário dos óleos “normais” de alto índice de viscosidade.

Simultaneamente os novos aditivos utilizados nestes novos óleos permitiram: • Maior proteção ao desgaste das peças em movimento, originando menores custos de manutenção; • Resistência à hidrólise (acontece devido à presença de água), evitando o aparecimento de lamas e lacas que sujam o circuito e bloqueiam as servo-válvulas; • Melhor desemulsibilidade e libertação do ar, permitindo um funcionamento do sistema sem problemas e nas condições ideais. Em relação aos óleos biodegradáveis houve, ultimamente, uma inovação que resultou de um esforço para solucionar alguns problemas deste tipo de lubrificantes caraterizados pela pouca durabilidade em serviço e por um fraco desempenho em termos de custos diretos e indiretos. Os mais recentes

desenvolvimentos centraram-se na substituição dos óleos base maioritariamente utilizados até agora pelos principais fabricantes, os Ésteres insaturados, por Ésteres saturados. Esta alteração permitiu solucionar, simultaneamente, o problema da durabilidade e do desempenho, sendo agora possível aumentarem-se os períodos de mudança de óleo para níveis iguais aos óleos sintéticos ditos “normais”, assegurando ao mesmo tempo um desempenho igual ou superior. Estes lubrificantes têm cada vez uma maior aplicabilidade fruto das novas exigências ambientais dos países e instituições internacionais (por exemplo, o US Vessel General Permit) e do reconhecimento do desempenho ambiental como é o caso do EU Ecolabel, do Blue Angel e de outros semelhantes existentes em muitos países, sobretudo países europeus. Os novos lubrificantes biodegradáveis já existem para as mais diversas aplicações industriais tais como óleos hidráulicos, óleos de engrenagens, óleos de turbinas, óleos para as mangas do veio dos navios, massas, óleos para motores, trabalho de metais, motosserras e desmoldantes, sendo que atualmente são requeridos essencialmente para a marinha (Figura 6) e para equipamentos instalados ou a trabalhar em cursos de água (barragens). Nas massas lubrificantes também houveram algumas inovações, especialmente em termos de novos espessantes que estão a ser progressivamente introduzidos na indústria. Dentro destes novos espessantes temos o Sulfonato de Cálcio, que tem como vantagens inerentes a sua proteção contra a corrosão e as suas propriedades de extrema pressão aliadas ao seu bom comportamento na presença de água e de produtos químicos utilizados em várias industrias, principalmente na siderurgia e na indústria do papel. Efetivamente estas massas conseguem manter e até aumentar o seu grau de consistência em presença de água ao contrário da maioria dos outros espessantes até agora utilizados, tendo também uma muito boa capacidade de trabalhar com temperaturas elevadas ao controlarem corretamente a separação do óleo do espessante. M

136 MANUTENÇÃO

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DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

O papel do consultor de Gestão da Manutenção UMA ABORDAGEM SOBRE A SUA IMPORTÂNCIA PARA A FUNÇÃO MANUTENÇÃO. João Nunes Marques Navaltik Management, Lda. jmarques@manwinwin.com

1. INTRODUÇÃO Se é verdade que a retração económica registada nos últimos anos conduziu a uma maior contenção na contratação de serviços externos por parte das empresas, não é menos verdade que se verifica uma tendência crescente no recurso a profissionais especializados no apoio às atividades de um departamento específico. Como explicar este aparente paradoxo? Tal resultará, tão-somente, do reconhecimento alcançado pela função de consultor, uma vez que desempenha um importante papel na identificação de disfunções e na apresentação das respetivas soluções, muitas vezes já testadas noutras organizações – dando-se como exemplo a implementação de boas práticas no processo de gestão – donde se percebe que a sua experiência e know-how, adquiridos preferencialmente em diferentes cenários, são tão importantes. Tomando como exemplo o binómio manutenção/operação, o consultor externo pode assumir um papel bastante relevante no domínio da manutenção, por via, designadamente, do desenvolvimento de um plano para a melhoria do desempenho da organização, ao nível, por exemplo, do parque produtivo – aumento da disponibilidade dos equipamentos – e da consequente rentabilidade económica. Em razão do potencial da função manutenção para o aumento da competitividade de uma organização – colocando-se como uma das que apresenta maior capacidade para esse propósito –, é precisamente isso que se espera de um consultor de Gestão da Manutenção. Dado o enquadramento exposto, este artigo procura refletir sobre o papel do consultor de Gestão da Manutenção, apresentando as principais áreas de atuação e constituindo-se como um modelo para as competências dominantes, oferecendo uma visão geral do perfil de um consultor especializado nesta área.

62

MANUTENÇÃO 136

Adicionalmente, pretende-se contribuir para o reconhecimento da importância do consultor externo no seio das organizações.

2. GESTÃO DA MANUTENÇÃO Longe vai o tempo em que as empresas praticavam unicamente intervenções de manutenção corretiva, atuando quando um equipamento chegava ao seu limite, quando avariava ou se verificava uma perda de função. É, pois, apropriado afirmar-se que o paradigma se alterou e, portanto, que este cenário já não é representativo da realidade atual. De resto, esta ideia está sustentada no reconhecimento da importância da manutenção na atividade industrial por parte das organizações. Segundo Cabral [1], “o conjunto das ações destinadas a encontrar e a situar o nível de manutenção no ponto de equilíbrio entre benefício e custo que maximize o contributo positivo da manutenção para a rentabilidade geral da empresa constitui a Gestão da Manutenção”. Devem, por isso, os desempenhos financeiros, a par de outros, ser “consequências e ferramentas para avaliação e apoio à tomada de decisões, e não objetivos em si mesmos” [2]. Sem embargo do referido, atingido que seja o patamar de um sistema de gestão bem organizado, através, nomeadamente, do gradual aumento da manutenção planeada na razão inversa da consequente diminuição da reativa, obter-se-á inevitavelmente uma maior economia, dado que o trabalho reativo tem um custo três a quatro vezes superior ao planeado [2]. A este respeito, é oportuno citar Peter Drucker: “o que não pode ser medido, não pode ser gerido”. A melhoria do desempenho, enquanto sinónimo de Gestão da Manutenção, deve, por isso, ser o propósito dominante de qualquer organização. Para a materialização desse desígnio, o qual pode atingir um nível de complexidade assinalável, um CMMS (Computerized Maintenance

Management System) pode ter uma importante contribuição. O consultor de Gestão da Manutenção exerce neste contexto um relevante papel, identificando falhas e encontrando as respetivas soluções, com especial ênfase na fase de implementação do sistema. Ora, é justamente sobre o papel deste profissional que o presente artigo versa e sobre o qual o próximo capítulo trata em pormenor.

3. PAPEL DO CONSULTOR DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO O consultor de Gestão da Manutenção tem como missão avaliar o desempenho da manutenção na organização – técnico e/ou organizacional –, estudando requisitos e necessidades, com o objetivo de medir e garantir a qualidade e a eficácia deste domínio. Atua em diversas áreas, desde a realização de auditorias à função manutenção, passando pela implementação de um sistema de Gestão da Manutenção, até à transmissão de conhecimento (ações de formação). Assim, a um consultor de engenharia especializado nesta área, pede-se um conjunto amplo de competências – gestão de projetos, auditorias e técnicas de diagnóstico, gestão, benchmarking, gestão de informação, entre outras – devendo ter capacidade de observação e análise crítica suficientes para enfrentar as questões de forma eficaz. Uma vez que coordena a maioria do trabalho de consultoria, tem de ser capaz de esclarecer temas complexos de uma forma simples, refletindo sobre problemas concretos em conjunto com os técnicos da organização, tendo ainda presente que as suas decisões serão tomadas considerando sempre o que é melhor para o cliente. A flexibilidade é fundamental, já que o consultor deve moldar o seu comportamento em função do interlocutor. Deverá, de igual modo, ser prático, adotando atitudes que facilitem o diálogo. Por essa razão, é importante


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

que possua excelentes competências de comunicação e relacionais. Apresentando soluções de rigor, deve existir um forte compromisso e dedicação na ajuda às organizações para a obtenção de resultados. O consultor deve, também por isso, estar permanentemente atualizado em relação a novos processos, ferramentas e técnicas de Gestão da Manutenção, bem como sobre alterações das normas vigentes. O princípio a ser observado é, pois, o da confiança, competindo ao consultor apresentar análises fiáveis que sejam o suporte de cada abordagem. Apresentado o referencial de competências mobilizáveis, importa agora elencar as principais atividades. Tipicamente, abrangem os seguintes pontos: • Recolher informações relativas ao desempenho da função manutenção na organização; • Elaborar o plano de atividades do processo de consultoria/auditoria da manutenção a desenvolver; • Propor um plano de melhorias para o desempenho da função manutenção; • Coordenar e avaliar a implementação do processo de consultoria/auditoria, de acordo com o plano definido; • Gerir a informação referente ao processo de consultoria/auditoria; • Coordenar e/ou conduzir as ações de formação; • Quando aplicável, propor investimentos de natureza variada para o domínio da manutenção; • No final do projeto, acompanhar e avaliar, elaborando um relatório final relativo ao processo de consultoria/auditoria executado. Sintetizando: levantamento das necessidades, diagnóstico e identificação das disfunções; apresentação de soluções; implementação e viabilização do projeto de acordo com as necessidades identificadas; coordenação/ condução das ações de formação; acompanhamento e avaliação. Não esgotando o universo das atividades desenvolvidas, são representativas e assinalam o elevado grau de intervenção do consultor. Com efeito, tomando como exemplo o apoio dado na estruturação de um Plano de Manutenção Preventiva, o papel assumido na ajuda prestada durante o seu desenvolvimento, delineando-o de acordo com a realidade da empresa, é muito significativo. A experiência alcançada em diferentes projetos é valorizada. De facto, será tanto mais rica quanto maior for o contacto com diversas empresas, de dimensões e setores distintos, dado que, deste modo, o consultor consegue reunir diferentes visões da

“É, portanto, necessário haver uma mudança de mentalidades, para que a resistência à mudança, ainda que latente, mas tantas vezes verificada nas empresas, seja vencida.” manutenção. Adquirirá o know-how para enfrentar as adversidades, contribuindo sempre com as melhores soluções práticas, adaptadas às necessidades da organização. Por ter um peso bastante assinalável no âmbito da consultoria de Gestão da Manutenção, ainda que de forma breve, julgou-se pertinente dedicar as próximas linhas à temática da consultoria de implementação, a que já se fez menção. Se considerarmos as razões que podem concorrer para o fracasso da implementação de um CMMS, então o papel do consultor pode assumir uma relevância ainda maior. Em [3], os autores apontam seis fatores como determinantes para o fracasso da implementação de um CMMS numa organização. Destacam-se três: 1. Implementação de um CMMS numa organização que não está pronta; 2. Acreditar no CMMS enquanto estratégia em vez de ferramenta; 3. Falta de compreensão da necessidade de um processo bem-projetado de “gestão de mudanças”. Para cada ponto, descreve-se a intervenção que o consultor deverá assumir: i. Para implementar um CMMS, terá de existir, pelo menos, uma cultura organizacional preparada para receber uma manutenção pró-ativa. O consultor pode desempenhar neste domínio um papel importante, designadamente na avaliação do estado da organização. Geralmente, os consultores externos podem agir com maior imparcialidade, pois possuem uma visão diferente, forçosamente mais isenta dos problemas praticados. A sua influência junto da gestão de topo pode ser maior, em particular quando chega o momento de fazer a promoção interna do projeto, tantas vezes necessária; ii. Não é incomum pensar-se que o CMMS é a estratégia e não a ferramenta que suporta a estratégia. Deve ser desenvolvido um trabalho de consultoria no sentido de fazer perceber que o software é uma ferramenta importante para a melhoria da Gestão da Manutenção, mas não a estratégia em si mesma. Atingido que seja um estágio em que, quer os operacionais, quer os gestores aceitam o soft­ ware como o instrumento que permitirá atingir o nível desejado da Gestão da Ma-

nutenção, está-se numa posição privilegiada para alcançar os benefícios que um CMMS pode trazer; iii. Não raras vezes, as organizações debatem-se mais com problemas de cariz humano do que técnico. É, portanto, necessário haver uma mudança de mentalidades, para que a resistência à mudança, ainda que latente, mas tantas vezes verificada nas empresas, seja vencida. Para o conseguir, torna-se necessário que a consultoria envolva, desde o início, todas as pessoas. Dada a importância da informação nos processos de gestão e decisão (Dados → Informação → Conhecimento → Apoio à decisão), o consultor deverá ter neste domínio uma visão do projeto a longo prazo, pelo que as decisões e configurações tomadas na fase de arranque devem ser materializadas em função disso. Perante as dificuldades, desempenha um papel de maior relevo, na medida em que a sua experiência lhe permite tomar as melhores decisões, escolhendo o melhor caminho a seguir. Como aludido, e contrariamente ao que a sua injusta condição de ónus, de mero centro de custo, faria supor, a função manutenção tem um potencial muito importante para a rentabilidade e desempenho geral de uma organização. O consultor tem, por essa razão, uma responsabilidade acrescida. Crê-se, em suma, que em razão da experiência diversificada, o contributo do consultor de Gestão da Manutenção para a melhoria do desempenho da função manutenção é muito importante, assumindo, por certo, um papel cada vez mais destacado, consubstanciado na crescente valorização deste especialista por parte das organizações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Cabral, J. P. S. (2006). Organização e Gestão da Manutenção, dos conceitos à prática... Lisboa: Lidel; [2] Cabral, J. P. S. (2013). Gestão da Manutenção de Equipamentos, Instalações e Edifícios. Lisboa: Lidel: [3] Wienker, M., Henderson, K.; Volkerts, J. (2016). The Computerized Maintenance Management System. An essential Tool for World Class Maintenance. Procedia Engineering 138 413-420.

136 MANUTENÇÃO

M

63


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Como reduzir custos energéticos ao inspecionar purgadores de vapor com ultrassons UE Systems Europe

O alto custo da energia e uma competição cada vez mais global obrigam à necessidade de reduzir desperdícios energéticos e, sempre que possível, melhorar a eficiência dos sistemas de produção.

LOCALIZAÇÃO DO ORIFÍCIO

Figura 1. Localização dos pontos de contacto para a inspeção de purgadores de vapor com ultrassons.

O

energética melhorando a eficácia do seu sistema de vapor. Estas melhorias podem incluir o isolamento das linhas de vapor e condensação, reparar fugas e efetuar manutenção nos purgadores. Especialistas em manutenção estimam que até 20% do vapor gerado numa fábrica pode ser perdido, simplesmente através de fugas ou de purgadores que não funcionem corretamente. É bastante comum que apenas uma falha num purgador se traduza em centenas ou, até mesmo, milhares de euros de perdas anuais.

PORQUÊ ULTRASSOM?

Tamanho do Orifício

Temperatura de Entrada Temperatura de Saída

Resultado dos Testes

%

Trabalho/ Hora

dB

TR

OTH

IB

3/4

1/8

350

300

119.9 PSIG 52.3 PSIG

BLW

100

29.425

69

$

TLV PRO

OTH

FT

1/2

1/16

346

300

113.1 PSIG 52.3 PSIG

LEK

50

6.744

46

$

236.31

3

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 2

0

ARM AH

OTH

TD

3.00

5/32

378

338

176.4 PSIG 100.2 PSIG

LEK

50

50.784

46

$

1,779.47

4

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 6

0

YAR PRO

OTH

TD

1.50

1/8

225

213

4.2 PSIG

0.3 PSIG

SIZ

0

6.656

39

$

-

5

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 3

0

NIC

OTH

FT

1.00

1/8

223

217

3.5 PSIG

1.5 PSIG

PLG

0

5.966

38

$

294.20

SM

Custos

Comentários

Tamanho do Tubo

NIC

0

Pressão de Saída

Tipo de Desvio

0

COMPARTIMENTO 1

Pressão de Entrada

Tipo Aplic.

COMPARTIMENTO 7

Modelo

Man

PURGADOR 1 PURGADOR 1

Pressão do Sistema Descrição do Local

1 2

Número

Localização

A tecnologia de ultrassons é usada por profissionais de manutenção e fiabilidade em todo o mundo, sendo considerada a mais versátil tecnologia de manutenção preditiva. As suas aplicações incluem a deteção de fugas de ar

Área

vapor, apesar de ser uma das utilidades mais dispendiosas em qualquer fábrica, é um componente essencial para garantir a qualidade de produto em muitas indústrias de transformação. Uma das maiores causas que originam desperdício e ineficácia é a existência de fugas: tanto para a atmosfera, como através de válvulas e purgadores de vapor. De acordo com estudos realizados pelo Departamento de Energia dos E.U.A., uma fábrica típica pode chegar aos 20% de poupança

Os objetivos de qualquer programa de inspeção de purgadores de vapor devem passar pelo seguinte: reparar purgadores com falhas de funcionamento, reparar fugas de vapor que possam afetar a segurança, reduzir custos energéticos e promover a sustentabilidade. Um bom programa de inspeção de purgadores de vapor também inclui documentação, relatórios e procedimentos. Estes devem demonstrar os benefícios do programa, incluindo o dinheiro poupado através da redução de desperdício energético, melhoria da qualidade de produto e redução dos períodos de inatividade que pudessem resultar de purgadores de vapor que não funcionem corretamente. Neste artigo iremos abordar os princípios e práticas de uma inspeção de purgadores de vapor eficaz, usando ultrassons, e como efetuar essa inspeção com sucesso.

2,062.10

6

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 4

0

NIC RAD

OTH

IB

1.00

1/8

238

214

9.4 PSIG

0.6 PSIG

LEK

50

8.396

55

$

7

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 5

0

YAR PRO

OTH

TD

1.50

1/8

246

231

13.1 PSIG

6.5 PSIG

OK

0

7.623

39

$

-

8

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 8

0

BES RAD

OTH

TH

3.50

1/8

368

329

154.4 PSIG 87.0 PSIG

LEK

50

29.381

78

$

1,029.51

9

PURGADOR 1

COMPARTIMENTO 9

0

ARM AH

OTH

FT

2.50

1/8

245

229

12.6 PSIG

10 PURGADOR 1 COMPARTIMENTO 10

0

YAR

OTH

IB

1.50

1/8

267

256

25.1 PSIG 18.4 PSIG

HE

Figura 2. Exemplo de um relatório de perdas de vapor, incluindo perdas económicas.

64

MANUTENÇÃO 136

5.7 PSIG

OK

0

7.726

41

$

-

BLW

100

7.667

53

$

537.30


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comprimido e de gás, inspeção de rolamentos e motores, inspeções elétricas, sistemas hidráulicos, válvulas e purgadores de vapor. Os instrumentos ultrassónicos são capazes de captar sons de alta frequência provocados por turbulência (como por exemplo numa fuga de ar comprimido) ou fricção (por exemplo um rolamento que necessita de lubrificação). Estes sons de alta frequência são impercetíveis ao ouvido humano. O que o instrumento ultrassónico faz é captar estes sons e convertê-los ou traduzi-los em sons de baixa frequência que podem ser ouvidos pelo inspetor através dos auscultadores ligados ao instrumento. O som é então medido em decibéis (dB) e, dependendo do tipo de instrumento, pode também ser visualizado com um espetro sonoro. No entanto, no que diz respeito a purgadores de vapor, uma só tecnologia não é suficiente. Os melhores programas de manutenção usam várias tecnologias que se complementam. Para os purgadores de vapor, durante uma rota de inspeção, devemos usar uma inspeção visual, medição de temperatura e ultrassons.

PLANIFICAÇÃO Antes de iniciar a inspeção dos purgadores, será útil ter uma série de fatores em consideração. Primeiro, caminhar pela área de inspeção e identificar/etiquetar cada purgador de vapor. Não faz sentido iniciar a inspeção se não sabemos onde estão localizados todos os purgadores. Um sistema de etiquetas ou marcação deverá ser usado para facilitar a inspeção e cada etiqueta deve conter um número e a seguinte informação: fabricante, tipo de purgador, diâmetro do orifício e qual é o propósito desse purgador específico. Esta informação pode ser inserida num software de gestão de dados, juntamente com fotos dos purgadores para, posteriormente, criar relatórios.

INSPECIONAR PURGADORES DE VAPOR COM ULTRASSONS Uma vez criada uma base de dados precisa de todos os purgadores de vapor, podemos iniciar a inspeção. Para facilitar a inspeção e a posterior gestão de dados para efetuar relatórios, é recomendado dividir a área de inspeção em diferentes zonas. Recomenda-se uma progressão lógica, desde a produção de vapor, passando pelo uso de vapor e retorno de condensado. Começar na caldeira e continuar pela linha de distribuição de vapor, equipamento de transformação e sistemas de recuperação de condensado. Antes de iniciar o ensaio com o instrumento ultrassónico, o inspetor deve, inicialmente, tomar as medidas de temperatura. Isto vai permitir saber se há efetivamente vapor a entrar no purgador ou não, e a temperatura poderá também ser usada para estimar a pressão do vapor. Se a temperatura do purgador é demasiado fria, o inspetor deve averiguar se as válvulas estão abertas ou se o purgador está inativo. Se a temperatura é suficientemente alta/ quente, o inspetor deve anotar a temperatura nos pontos de entrada e de saída e proceder com o ensaio por ultrassons. Quando se trata de inspecionar purgadores com ultrassons, o fator mais importante que se deve considerar e saber, é o tipo de purgador de vapor em questão. Saber qual o tipo de purgador que se vai inspecionar irá determinar que


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Figura 3. Um instrumento ultrassónico é uma ótima ferramenta para inspecionar purgadores de vapor.

tipo de som devemos ouvir quando o instrumento ultrassónico entre em contacto com o purgador de vapor. Os purgadores terão um som com uma das seguintes caraterísticas: “aberto-fechado” ou fluxo contínuo. Os tipos de purgadores que têm o som “aberto-fechado” são balde invertido, termodinâmicos, termoestáticos e bimetálicos. Por outro lado, os tipos de purgador com o som de “fluxo contínuo” são flutuantes e de orifício fixo. É aconselhável que se ouça, através do instrumento ultrassónico, um bom número de purgadores de vapor antes da inspeção, de forma a determinar quais são os sons “normais” para um purgador em boas condições de operação, num dado sistema de vapor. Quando se efetua uma inspeção de purgadores de vapor com ultrassons é necessário que haja um contacto físico entre o instrumento e o purgador, de forma a “ouvir” se este funciona corretamente ou não. Quando se utiliza um instrumento ultrassónico com possibilidade de ajustar a frequência, esta deve ser selecionada a 25 kHz. Se o instrumento não tem uma seleção de frequência, o mais comum é que a frequência esteja pré-definida em 38 kHz – não é a frequência mais indicada para inspecionar purgadores, mas poderá também ser usada. Independentemente do tipo de purgador, devemos sempre usar um módulo de contacto ou módulo de estetoscópio para a inspeção, e o ponto de contacto deve ser o orifício de descarga do purgador. A turbulência é criada no lado da saída, quando o purgador liberta condensado, pelo que devemos colocar o módulo do instrumento sempre no orifício de descarga. Uma vez efetuado o contacto é necessário ajustar a sensibilidade/volume no instrumento, até que o som do purgador de

66

MANUTENÇÃO 136

vapor possa ser escutado perfeitamente. Na Figura 1 podemos ver o ponto no qual o contacto entre o purgador e o módulo de contacto do instrumento deve ser efetuado. Quando inspecionamos purgadores de vapor com ultrassons é importante ter paciência. Primeiro há que estabelecer contacto com o ponto de descarga do purgador, e esperar que este complete um ciclo. Se a temperatura foi verificada, e o purgador de vapor não completou um ciclo dentro de aproximadamente 1 minuto, siga para o purgador seguinte. Quando o purgador não completa um ciclo no espaço de um minuto, poderá ser difícil saber quanto completará um ciclo novamente. Mas se a temperatura for adequada e não houver nenhuma indicação de que esteja bloqueado ou entupido, proceda para o próximo purgador de vapor. Quando começamos pela primeira vez, pode ser útil comparar as caraterísticas sonoras de tipos semelhantes de purgadores de vapor, de forma a ajudar o inspetor a aprender qual é o som de um purgador de vapor em bom estado ou em mau estado.

COMUNICAR RESULTADOS ATRAVÉS DE RELATÓRIOS Uma vez que o inspetor reúna toda a informação acerca da condição dos purgadores de vapor é importante documentar os resultados da inspeção. Deverá ser documentada não só a condição de operação de um purgador (com falha, com fuga, ou em boa condição), mas também o dinheiro que se perde devido a purgadores com fuga ou em más condições. Um relatório de perdas de vapor pode ser gerado através de um software de gestão de dados, que seja dedicado às práticas

de manutenção e fiabilidade. Normalmente, para um relatório completo necessitamos da seguinte informação relativa a cada purgador: tipo de purgador, diâmetro do oríficio, temperaturas de entrada e de saída, condição de operação (fuga, falha, boa condição, entupido, fora de serviço...) e qual o custo (em €) de gerar 1 tonelada de vapor. Alguns instrumentos ultrassónicos mais avançados permitem introduzir esta informação diretamente no instrumento, facilitando a criação de relatórios. Caso contrário será necessário usar um software. Na Figura 2 podemos ver um exemplo de um relatório de perdas de vapor, gerado após todos os dados serem compilados. Os instrumentos ultrassónicos são ferramentas valiosas que podem não só providenciar detalhes sobre a saúde dos purgadores de vapor, mas também de outros componentes de sistemas de vapor, como por exemplo permutadores de calor, vários tipos de válvulas, solenóides, cavitação em bombas de rotorno de condensado e fugas de vapor para a atmosfera.

CONCLUSÃO Um programa eficaz de manutenção de purgadores de vapor começa, antes de mais, com segurança e consciência. Criar um sentido de consciência acerca das consequências inerentes às falhas/fugas em purgadores de vapor poderá ajudar a eliminar potenciais problemas logo na sua raiz, já que todos terão a consciência das implicações económicas e de segurança que derivam de purgadores em má condição. Dar formação aos profissionais que irão efetuar as inspeções é também um fator-chave para um programa de manutenção de sucesso. Ao saber quais são os potenciais problemas e como identificá-los, logicamente a eficácia das inspeções será muito maior. Naturalmente é também importante ter um bom conhecimento da operação dos sistemas de vapor. Depois de compilados os dados obtidos de uma inspeção, é também muito importante documentar esta informação e criar relatórios que traduzam as falhas nos purgadores de vapor em perdas económicas. Hoje em dia, com um foco cada vez maior na sustentabilidade e poupanças energéticas, é importante demonstrar a clientes e/ou gestores que o problema das perdas energéticas é levado a sério e que se está a fazer um esforço contínuo para resolvê-lo. Um programa de inspeção de purgadores através de ultrassons é uma forma fácil, rápida e precisa de identificar problemas com purgadores de vapor e avaliar a condição geral de todo o sistema de vapor numa unidade de produção. M


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Boas práticas na manutenção, reparação e revisão de motores antideflagrantes MATERIAL COPYRIGHT PCIC EUROPE ARTIGO N.º PCIC MIDDLE EAST ME17_20 Pedro Maia, Flaviano Carvalho WEGeuro – Indústria Eléctrica S.A.

RESUMO A correta instalação e operação dos motores antideflagrantes é essencial para garantir a vida útil das máquinas, proporcionando menos períodos de paragem e trabalhos de reparação que, na grande maioria das vezes, têm um impacto enorme nos processos do utilizador final. De igual modo, o cumprimento das instruções de armazenamento do fabricante e os procedimentos de inspeção no arranque podem aumentar, significativamente, a fiabilidade dos motores durante a sua vida útil. Além disso, as inspeções preventivas e a monitorização permitem a deteção precoce de falhas, como a temperatura invulgar ou as condições de vibração, cuja deteção prematura permite minimizar a ocorrência de falhas mais graves, reduzindo não apenas os riscos associados, mas também o custo de períodos de paragem mais prolongados. Os processos de inspeção e reparação dos motores antideflagrantes são cruciais para manter a fiabilidade e garantia dos motores. Este artigo apresenta diretrizes, destinadas ao utilizador final e às oficinas de reparação, sobre a manutenção de motores elétricos, permitindo-lhes entender melhor algumas formas de manter e reparar o respetivo equipamento de acordo com os padrões normativos aplicáveis. Os requisitos de marcação e o acompanhamento das modificações feitas nos motores são de importância vital para manter a garantia e o funcionamento seguro das máquinas antideflagrantes, assegurando a informação para futuros reparadores e inspetores relativa a intervenções anteriores nos motores. Termos de indexação – Motores antideflagrantes, Boas práticas, Manutenção, Reparação, Equipamento rotativo.

I. INTRODUÇÃO As atmosferas perigosas estão presentes em diversas indústrias, desde as refinarias de

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MANUTENÇÃO 136

açúcar às plataformas petrolíferas. A conceção e a manutenção de equipamento elétrico para funcionar nestas atmosferas requerem especial cuidado, de modo a garantir a segurança das instalações e do pessoal. Uma das proteções mais utilizadas é o invólucro antideflagrante que garante a segurança contra a ignição elétrica do equipamento. [1] A proteção antideflagrante não termina com a definição e conceção corretas do equipamento, mas depende também de uma manutenção frequente e cuidadosa. [2] Os padrões normativos definem os meios e recomendações necessárias para manter a proteção antideflagrante dos equipamentos, nomeadamente no que respeita ao equipamento, documentação e instruções necessárias que se devem fornecer com os mesmos. [3] A definição de termos relevantes, como reparação, revisão e manutenção, é apresentada na Norma IEC 60079-19 [4], e é vital para garantir a compreensão correta das normas, das instruções do fabricante e dos requisitos de rastreabilidade da marcação. Os motores elétricos antideflagrantes são amplamente utilizados e têm de se ter cuidados especiais, não apenas com as caraterísticas antideflagrantes, mas também com as caraterísticas intrínsecas de funcionamento, como os procedimentos de instalação, o alinhamento da máquina e a correta lubrificação dos rolamentos.

II. DEFINIÇÃO DE ÁREAS PERIGOSAS E DE PROTEÇÃO ANTIDEFLAGRANTE De modo a facilitar a compreensão do assunto, alguns termos relevantes são apresentados abaixo: • Uma atmosfera perigosa é uma atmosfera onde gases, vapores, névoas e poeiras se misturam com o ar e formam uma mistura explosiva cuja ignição pode

ocorrer com uma quantidade mínima de energia [1]. • A proteção antideflagrante é regulada pela Norma IEC 60079-1 [5], e consiste em conter a possível explosão da atmosfera explosiva no interior do invólucro antideflagrante. • Uma junta antideflagrante é uma junta de invólucro que é capaz de arrefecer os gases existentes abaixo da temperatura de ignição da atmosfera perigosa [1, 5]. Na Figura 1 é apresentado um exemplo ilustrativo de uma caixa de conexões antideflagrante a suportar uma explosão interna. Pressão explosiva interna

Figura 1. Invólucro antideflagrante a suportar ignição interna.

Na Figura 2 é apresentado um exemplo ilustrativo de uma caixa de ligação antideflagrante onde se retrata a saída de gases frios pela junta antideflagrante.

Junta antideflagrante Invólucro Gases

Gases frios

Figura 2. Invólucro antideflagrante a arrefecer gases quentes de explosão.


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Tampa do ventilador

Caixa de ligações*

Tampa do rolamento exterior Massa* Eixo*

Tampa do rolamento interior*

Ventilador Rolamento Tampa* Tampa do rolamento interior*

Rolamento

* Caixa de componentes antideflagrante

Tampa* Tampa do rolamento exterior

Figura 3. Vista explodida de um motor elétrico antideflagrante com identificação dos componentes.

Os invólucros e juntas antideflagrantes têm de ser concebidas e certificadas como descrito na Norma IEC 60079-1 [5]. São necessários 3 testes diferentes para garantir a aprovação dos requisitos de não transmissão de gases quentes e de resistência do invólucro.

III. MOTOR ELÉTRICO E CÓDIGOS APLICÁVEIS Os motores elétricos são máquinas que convertem energia elétrica em energia mecânica. Estas máquinas são construídas com base em duas Normas fundamentais: IEC 60034 e IEC 60072. Estas normas definem os níveis de eficiência, a montagem, a proteção, os códigos de arrefecimento e as dimensões dos motores elétricos rotativos. Os componentes principais de um motor elétrico estão ilustrados na Figura 3. Os elementos constituintes do invólucro antideflagrante do motor também estão identificados: • Carcaça; • Tampas; • Placas internas do rolamento; • Veio; • Caixa de terminais. Estes componentes necessitam de ser dimensionados para suportar a pressão de uma explosão interna e a ligação entre eles tem de garantir que a explosão interna não provoca a ignição da atmosfera envolvente. Os fabricantes e as oficinas de reparação têm de ter um conhecimento perfeito dos componentes do invólucro antideflagrante. Também tem de se ter um cuidado especial ao manusear estes componentes e todas as ações que possam ter qualquer efeito

sobre os mesmos têm de ser cuidadosamente ponderadas[1].

IV. ESPECIFICAÇÃO DE CONCEÇÃO A correta especificação da aplicação é essencial para garantir a vida útil prevista do motor. Condições como temperaturas extremas, ambientes corrosivos e vibrações fortes da base devem ser comunicadas para que o fabricante possa dimensionar o motor em conformidade.

A. Veio e rolamentos As forças na extremidade do veio, se aplicável, têm de ser comunicadas ao fabricante para permitir o dimensionamento apropriado do veio e dos rolamentos. Não é recomendável a utilização de acoplamentos polia/correia em motores equipados com chumaceiras. O rotor dos motores com chumaceiras não permite um auto-alinhamento.

V. INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE MOTORES ANTIDEFLAGRANTES Os motores elétricos antideflagrantes, especialmente máquinas de elevada potência, são caros e têm um grande impacto no orçamento dos projetos. O correto armazenamento, manuseamento e instalação dos mesmos é vital para a manutenção da vida útil e das caraterísticas previstas. O facto de se respeitarem os manuais de Instalação, Operação e Manutenção é crucial para se manter o produto em boas condições e manter a respetiva garantia. [6]

A. Armazenamento Quando os motores são recebidos pelo cliente e não são imediatamente desembalados,

têm de ser armazenados em locais protegidos contra a humidade, mudanças repentinas de temperatura e vibrações. Todos estes fatores podem danificar componentes do motor e reduzir significativamente a vida útil do mesmo. 1) Resistências de aquecimento Os motores fornecidos com resistências de aquecimento têm de ser armazenados com os mesmos ligados para evitar a condensação de humidade no interior do motor. Isso consegue-se mantendo a temperatura interior dos motores armazenados 2 a 3ºC acima da temperatura ambiente. 2) Resistência de isolamento A resistência de isolamento pode ser definida como a resistência que o material de isolamento impõe à passagem de correntes de fuga entre dois condutores com uma diferença de potencial. [6] Após um armazenamento prolongado, a resistência de isolamento do enrolamento tem de ser medida antes do motor ser colocado em funcionamento. Se o ambiente tiver níveis elevados de humidade, esta medição tem de ser periódica. Os valores limite definidos pela Norma IEEE-43 [7], e apresentados na Tabela 1, têm de ser verificados. Se o teste for realizado a uma temperatura diferente de 40ºC é necessário corrigir o valor de acordo com as curvas de correção da Norma IEEE-43 [7]. 3) Índice de polarização O índice de polarização é o rácio de duas leituras da resistência do isolamento em tempos diferentes testado a uma temperatura relativamente constante. Os resultados do índice de polarização são obtidos, dividindo

136 MANUTENÇÃO

69


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

o valor de teste de 10 minutos pelo valor de teste de 1 minuto. [6] O valor limite como definido na Norma IEEE-43 pode ser verificado na Tabela 1. De modo a evitar descargas elétricas, os enrolamentos têm de ser ligados à terra após a realização de testes de resistência de isolamento. Tabela 1. Avaliação do isolamento de acordo com a Norma IEEE-43. Enrolam

Valor mínimo

Com kV ≥ 1

100 MΩ

Com kV < 1

5 MΩ

Índice de polarização mínimo (PI) = 2

4) Juntas antideflagrantes Após um armazenamento prolongado, as juntas antideflagrantes têm de ser verificadas para garantir que não existe corrosão. Antes de se montar qualquer parte de um motor, ou caixa de terminais, as superfícies das juntas antideflagrantes dos invólucros têm de ser protegidas contra a corrosão com um lubrificante protetor. 5) Rolamentos Os rolamentos têm peças metálicas que têm contactos deslizantes e requerem um estado excecional para o seu funcionamento adequado e, consequentemente, para o funcionamento geral da máquina. a) Rolamentos antifricção lubrificados com graxa Os rolamentos dos motores são, por norma, lubrificados na fábrica para o teste dos motores. Durante períodos de armazenamento prolongados é necessário remover o dispositivo de bloqueio do veio e rodar manualmente o veio a cada 2 meses. Após a rotação, a posição da extremidade do veio tem de estar a 45.º da sua posição inicial. Para períodos de armazenamento superiores a 6 meses, os rolamentos têm de ser lubrificados antes do arranque. b) Chumaceiras Os motores com chumaceiras, por norma, são fornecidos sem óleo. Para fins de armazenamento as chumaceires têm de ser cheias com a quantidade correta de óleo. A cada 2 meses de armazenamento, o veio pode ser rodado a cerca de 30 rpm para a circulação do óleo. Se não for possível rodar o veio, têm de ser consultadas no manual do motor mais instruções para manter as superfícies de contacto sem corrosão. O arranque de um motor com chumaceiras após um longo período de armazenamento sem os cuidados

70

MANUTENÇÃO 136

devidos do sistema pode causar uma falha do motor e a destruição das chumaceiras. 6) Caixa de terminais Ao verificar a resistência de isolamento do enrolamento, as caixas de terminais também têm de ser verificadas para confirmar se: • O interior está seco e sem qualquer acumulação de poeira; • Os elementos de contacto não apresentam sinais de corrosão; • A junta antideflagrante não apresenta sinais de corrosão nem qualquer tipo de danos ou riscos; • As entradas de cabos estão corretamente seladas com bucins certificados ou tampões certificados se estas não forem utilizadas. Antes de se voltar a montar as caixas de terminais, todas as juntas antideflagrantes têm de ser protegidas com um lubrificante resistente à corrosão. 7) Inspeções e registos durante o armazenamento Têm de ser realizadas inspeções periódicas e qualquer dano físico do motor, a limpeza do mesmo, e quaisquer sinais de condensação de água ou de outros agentes agressivos têm de ser registados. A verificação da temperatura ambiente e do enrolamento, bem como da humidade relativa, e o registo das vibrações durante o armazenamento do motor são vitais para realizar uma correta avaliação do estado do mesmo antes do arranque, e para excluir qualquer dano possível. 8) Preparação para trabalho após longo período de armazenamento Após um longo período de armazenamento, o motor tem de ser limpo e seco previamente ao arranque. O inibidor de corrosão de superfícies maquinadas expostas (por exemplo, a extremidade do veio) tem de ser removido usando um pano embebido em solvente à base de petróleo. Tem de se garantir que qualquer entrada do invólucro é fechada com um tampão, dreno ou bucim certificado, dependendo da respetiva função. E que qualquer junta antideflagrante que esteve exposta durante o armazenamento não apresenta corrosão ou sujidade, nem riscos ou quaisquer danos visíveis e está protegida contra a corrosão. Os rolamentos têm de estar lubrificados com o lubrificante correto, como indicado nas placas de identificação. O manual do fabricante tem de ser consultado quanto às necessidades específicas para a instalação e funcionamento do motor.

B. Manuseamento O manuseamento correto do motor é crucial não somente para se evitar quaisquer danos, mas sobretudo para garantir a segurança pessoal. Usar apenas olhais e furos de elevação (ver Figura 4) para manusear o motor. A elevação e descida do motor têm de se fazer cuidadosamente para evitar danos.

Figura 4. Exemplo de manuseamento.

Para evitar a inclinação do motor durante o manuseamento, têm de se utilizar as ferramentas adequadas (como se vê na Figura 4) para ajustar o ponto de elevação ao centro de massa do motor. Caso tal não aconteça, a proteção do ventilador pode atingir o solo antes dos pés do motor e podem ocorrer danos no ventilador exterior. O manual do fabricante tem de ser consultado relativamente a recomendações e avisos específicos acerca do manuseamento.

C. Instalação Os motores elétricos devem ser instalados em locais de fácil acesso para a inspeção e manutenção. Em circunstância alguma os motores devem ser instalados em caixas ou cobertos com materiais que possam impedir ou reduzir a livre circulação de ar para fins de arrefecimento. 1) Montagem e fundações Os requisitos para as fundações de máquinas podem encontrar-se, por exemplo, na Norma DIN 4042-1 [8], onde se definem os limites da frequência natural das fundações relativamente à frequência de velocidade, à frequência de velocidade dupla e à frequência de linha do motor. Ao conceber a base do motor é importante perceber que o motor pode ocasionalmente ser sujeito a binários superiores ao binário nominal. 2) Alinhamento, Nivelamento e Acoplamentos Para garantir um funcionamento adequado, para além de umas fundações estáveis, o motor tem de estar devidamente alinhado e os componentes montados na extremidade do veio têm de estar corretamente equilibrados.


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

Figura 5. Exemplo de boa prática na remoção de polias do veio do motor.

O correto alinhamento é decisivo para se conseguir um funcionamento com valores reduzidos de vibração e uma boa vida útil dos rolamentos. O desalinhamento pode originar vibrações e danificar, significativamente, os rolamentos ou até provocar a rutura do veio. O acoplamento do motor à máquina acionada pode ser feito por meio de um acoplamento direto, caixa de velocidades ou correia e polia. Têm de se ter diferentes cuidados segundo o tipo de acoplamento. Por exemplo, é obrigatório que as correias que funcionam em atmosferas perigosas não sejam afetadas eletrostaticamente. A montagem e desmontagem de acoplamentos têm de ser realizadas com ferramentas adequadas para reduzir os danos na extremidade do veio, como indicado na Figura 5. 3) Vibração Os motores têm de ser fornecidos em conformidade com os limites de vibração definidos na Norma IEC 60034-14 [9]. Para motores em funcionamento, os valores limite recomendados são definidos na ISO 10816-3 [10] e apresentados na Tabela 2. Tabela 2. Limites de vibração na ISO 10816-3 para suportes rígidos e flexíveis [10].

Classe de Suporte

Rígido

Flexível

4) Alimentação elétrica e ligações A qualidade da alimentação elétrica dos motores é essencial para a manutenção da vida útil dos mesmos e do bom estado dos enrolamentos. Os cabos de alimentação têm de ser capazes de suportar a tensão e a corrente do motor, tal como indicado nas placas de identificação e na documentação, dado que a errada seleção de cabos pode dar origem a sobreaquecimentos e provocar a ignição de atmosferas perigosas. Nos motores equipados com uma caixa de terminais “Ex e”, tem de se ter especial cuidado para evitar uma má ligação do cabo nos terminais do motor por meio de abraçadeiras de cabos, anilhas ou qualquer outro meio especificado pelo fabricante. Qualquer abertura num invólucro antideflagrante tem de ser fechada com um equipamento certificado adequado. 5) Proteções e acessórios Os motores equipados com dispositivos de proteção térmica têm de os ter devidamente ligados e controlados, visto que os mesmos fornecem informação útil e permitem ações preventivas em termos de manutenção e de procedimentos de reparação. As temperaturas de alarme e de disparo têm de ser definidas de acordo com as recomendações dos fabricantes. Podem ser utilizados valores inferiores de acordo com a aplicação do utilizador final. As ligações de proteção têm de ser verificadas nas placas de identificação e na documentação dos motores para garantir uma ligação correta. Outras proteções, como protetores contra surtos e sensores de vibração, têm de respeitar a documentação e as recomendações do fabricante dos sensores. No equipamento com proteção de Segurança Intrínseca (“Ex i”), os parâmetros de segurança do sistema de equipamento devem estar em conformidade com o respetivo certificado.

• Equipamentos inadequados em invólucros “Ex d”; • Parafusos desapertados ou em falta em invólucros “Ex d”; • Utilização incorreta de bucins “Ex d”. Normalmente estes erros podem ser evitados, realizando uma inspeção inicial, bem como inspeções periódicas cuidadosas.

A. Plano de manutenção A operação funcional correta de equipamento de áreas perigosas exige a realização de inspeções regulares efetuadas por pessoal qualificado, e se necessário, trabalhos de manutenção e reparação. [12] A Norma IEC 60079-17 especifica a necessidade de documentação atualizada, pessoal qualificado, e define tabelas de inspeção para equipamento “Ex”. A Tabela 3 apresenta uma lista de ações de manutenção a realizar em diferentes períodos de acordo com o manual do fabricante. Tabela 3. Sugestão de manutenção de acordo com o Manual do motor. DIARIAMENTE Motor completo

Verificar o ruído

Rolamentos

Verificar ruído e vibração SEMANA

Rolamentos

Lubrificar: seguindo os intervalos de lubrificação com base nas instruções de lubrificação.

Acoplamento

Após uma semana: verificar o alinhamento e a fixação e, eventualmente reapertar.

Dispositivos de Monitorização

Registar os valores medidos.

ANUALMENTE (revisão completa) Motor completo

Reapertar os parafusos.

Enrolamento do estator e do rotor

Inspeção visual. Medir resistência de isolamento.

Caixa de terminais, Limpar o interior da caixa de terminais; ligação à terra Reapertar os parafusos. Acoplamento

Verificar o alinhamento e reapertar os parafusos.

Velocidade (mm/s R.M.S.) Limite de zona 160 mm < H < 315 mm Alarme

Disparo

3,5

H ≥ 315 mm 5,5

4,5

7,1

5,5

8,8

7,1

11,0

A vibração por causas mecânicas na operação no terreno pode surgir devido a desequilíbrios, desalinhamentos e falta de aperto mecânico. [11] Um dimensionamento insuficiente das fundações também pode induzir vibração no motor que pode ser amplificada pelas próprias frequências naturais do motor.

VI. INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO As normas técnicas como a IEC 60079-17 [12] disponibilizam informação útil para elaborar e adequar o plano de manutenção. No entanto detetam-se, habitualmente, erros em vários equipamentos “Ex” durante as auditorias técnicas, o que compromete a segurança das pessoas e das instalações. [13] As inspeções, e consequentes ações de manutenção ou reparação, são vitais para manter o funcionamento seguro dos motores antideflagrantes. Junior et al. [13] indicam não conformidades comuns durante a primeira inspeção da instalação, nomeadamente:

B. Limpeza Os motores devem manter-se limpos, sem poeiras, sujidade e óleo. Tudo isto se pode remover usando pincéis suaves, trapos de algodão limpos ou jatos de ar comprimido para remover poeira não abrasiva. A operação de limpeza não pode ser realizada na presença de uma atmosfera potencialmente explosiva.

C. Lubrificação Com base na experiência e na literatura [15], os rolamentos são uma das causas mais comuns de falha nos motores elétricos. A correta lubrificação é essencial para a manutenção da vida útil dos rolamentos e para manter o funcionamento com baixo ruído e baixas

136 MANUTENÇÃO

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DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

temperaturas, aumentando globalmente a vida útil do motor. [14] A Figura 6 mostra a lubrificação dos rolamentos e as tampas dos rolamentos no conjunto do motor.

Figura 6. Rolamentos lubrificados e tampas.

A lubrificação dos rolamentos tem de ser feita respeitando as quantidades e os intervalos indicados nas placas de identificação e na documentação dos motores, sendo utilizado um lubrificante compatível com o que foi fornecido pelo fabricante. Usar lubrificantes incompatíveis pode alterar a viscosidade e o desempenho do lubrificante, e reduzir significativamente a vida útil dos rolamentos. [14] Quantidades excessivas de lubrificante podem provocar sobreaquecimento e derrame de lubrificante para os enrolamentos do motor.

D. Reparação e motores As anomalias dos motores podem ocorrer devido a falhas elétricas ou mecânicas. As boas práticas de manutenção e monitorização podem reduzir os riscos e minimizar os danos que os componentes podem sofrer.

em termos de condições, fiabilidade, energia e ambiente. [16] A Norma IEC 60079-19 [4] disponibiliza orientação sobre meios práticos de reparação do equipamento e define procedimentos para a manutenção de conformidade com a certificação de produto. 1) Instalações de reparação As instalações de reparação devem funcionar com um Sistema de Gestão de Qualidade e devem ter uma pessoa responsável que assuma a responsabilidade, bem como a autoridade e tenha conhecimento técnico das normas de proteção contra explosões. [4, 17] As instalações de reparação têm de estar na posse de informação relativa a certificados do equipamento, condições especiais de utilização, e de toda a informação e dados necessários do fabricante do equipamento. 2) Documentação As instalações de reparação têm de obter documentação relevante da parte de um utilizador final ou de um fabricante de modo a repararem o equipamento. Isto inclui toda a informação relativa a reparações ou modificações anteriores. O dossier de documentação pode incluir esquemas, especificações técnicas, condições de funcionamento e instruções de desmantelamento e montagem, por exemplo. [4] A Figura 8 mostra um exemplo de um esquema no qual são identificadas todas as juntas antideflagrantes relevantes, os componentes do invólucro e as especificações dos parafusos.

Registos de inspeção de receção pela oficina de reparação e de quaisquer trabalhos realizados num motor antideflagrante têm de ser mantidos na oficina de reparação. [4] 3) Reparação de juntas antideflagrantes Juntas antideflagrantes danificadas ou corroídas podem ser reparadas por meio de adição de material e maquinagem, seguindo os métodos aprovados na Norma IEC 60079-19 [4]. A folga da junta resultante tem de respeitar a documentação do fabricante (ver Figura 8). Se esta documentação não estiver disponível, podem encontrar-se mais orientações na Norma IEC 60079-19. 4) Marcação Como indicado na Norma IEC 60079-19 [4], equipamento reparado ou revisto deverá ser marcado com um símbolo relevante (ver Tabela 4), as normas aplicáveis, e o nome do reparador e data da reparação. Tabela 4. Tipos de marcação em componentes reparados [4].

R

R

Reparação de acordo de certificação e especificação do fabricante.

Reparação de acordo com tipo de normas de proteção mas com documentação.

No caso de equipamento que após a reparação não está em conformidade com a documentação de certificação ou com o tipo de normas de proteção, a etiqueta original do fabricante deve ser removida ou alterada para dar uma indicação clara de que o equipamento não está em conformidade, e se não for possível obter um certificado suplementar, o equipamento não está em condições de ser utilizado numa atmosfera explosiva.

E. Peças de substituição

Figura 7. Exemplos de peças seriamente danificadas que têm de ser substituídas.

A necessidade de reparação de um motor antideflagrante pode surgir quando ocorre uma anomalia ou devido a uma inspeção periódica. Estes procedimentos de reparação podem ter um enorme impacto não somente no funcionamento do motor, mas também

72

MANUTENÇÃO 136

Figura 8. Exemplo de esquema de reparação com identificação das juntas antideflagrantes, componentes do invólucro e parafusos.

Podem ser necessárias peças de substituição ao realizar ações de manutenção e reparação. Estas podem ser componentes ou equipamento em conformidade com as normas “Ex” e podem ser adquiridas separadamente. [3] No entanto, é recomendável obter as peças de substituição diretamente através do fabricante, se possível. [3, 4, 14] Em caso de substituição de parafusos, estes têm de ser do mesmo tipo, diâmetro, e têm de ter pelo menos a mesma resistência à tração do que a especificada pelo fabricante do motor. Um exemplo de definição de parafusos é apresentado na Figura 8.


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VII. CASOS PRÁTICOS DE REPARAÇÃO A. Caso I – Motor 355 AB, 2 p, 285 kW, 4160 V, Ex d e IIB T4 Gb 1) Descrição do problema Este motor foi enviado para uma oficina de reparação (sem certificação por parte de terceiros da Norma IEC 60079-19 para as instalações) para se proceder a manutenção preditiva (substituição de rolamentos, verificação mecânica, limpeza, testes finais, entre outros). Não foram solicitados esquemas ao fabricante ou ao cliente, que é responsável por fornecer relatórios anteriores e toda a documentação que possa ajudar a oficina de reparação, de modo a verificar as dimensões corretas. No entanto, os procedimentos de manutenção prosseguiram. Os alojamentos nas coberturas de proteção da extremidade foram considerados fora de tolerância (consideraram tolerância H6 tendo em consideração a ANSI/EASA AR 100-2006-1010). No entanto, o projeto é de tolerância G5 e, consequentemente, as medidas originais estavam no estado adequado. (Ver Tabela 5) Após os procedimentos de manutenção, o motor falhou com três horas de funcionamento. Tabela 5. Valores iniciais e finais do alojamento do rolamento após o procedimento de reparação. Peças

Valor inicial [mm]

Valor final [mm]

Processo

Cobertura de proteção DE

170,040

170,000

Metalização

Cobertura de Proteção NDE

170,030

170,000

Metalização

Figura 9. Metalização e ações de medição.

2) Avaliação do motor como encontrado pela equipa técnica Após a falha foi realizada uma análise exaustiva ao motor por uma equipa técnica certificada. Devido à tolerância errada na cobertura de proteção N.D.E, o rolamento não se movimentou adequadamente durante a expansão térmica do motor e isso provocou uma falha do motor. Foi utilizado silicone numa das juntas antideflagrantes (entre a estrutura e as coberturas de proteção como se vê na Figura 10), o que não é permitido, e foi substituído um dos parafusos de classe 12.9 por um parafuso de classe 8.8 (menor resistência).

Figura 10. Silicone aplicado numa junta antideflagrante (esquerda) e falha do veio devido a sobreaquecimento (direita).


DOSSIER SOBRE MANUTENÇÃO, O PILAR DA COMPETITIVIDADE

3) Solução As juntas antideflagrantes do motor foram recuperadas por uma oficina de reparação aprovada, e foram fornecidas peças de substituição para substituir os componentes danificados.

B. Caso II – Motor 400 LJ, 2 p, 355 kW, 6000 V, Ex d IIC T4 Gb

foram utilizados métodos recomendados, tendo sido provocados danos graves em componentes do invólucro antideflagrante. De acordo com a Norma IEC 60079-19 [4], a oficina de reparação tem de tentar obter toda a informação necessária do utilizador final ou do fabricante para a reparação adequada e/ou rever o equipamento antideflagrante.

IX. REFERÊNCIAS [1] D. Fotau, C. Colda, S. Buriam, M. Friedmann, M. Magyari e L. Moldovan, “Aspects regarding the use and maintenance of electric equipments to be used in explosive atmospheres protected by flameproof enclosures”, Recent Advances in Electrical Engineering, pp. 113-116, 2013. [2] T. Kletz, An Engineer’s View of Human Error, Great Britain: IChemE, 2001. [3] O. Cottin e X. Lefebvre, “Inspection, mainte-

1) Descrição do problema O motor teve uma falha, cuja origem não foi possível apurar e analisar devido à falta de informação sobre a aplicação do utilizador final e sobre as condições de funcionamento. Não foi realizada a análise da causa principal da falha [18] previamente à reparação para evitar a reincidência da falha. O motor foi reparado e recuperado sem a solicitação de esquemas ou procedimentos ao fabricante, e não foi feito qualquer pedido para o fornecimento de novas peças, como recomendado pela Norma IEC 60079-19. [4] As juntas antideflagrantes foram recuperadas (exemplo: casquilho na junta cilíndrica da tampa da extremidade do rolamento), em desacordo com a Norma IEC 60079-19 Anexo C, dado que as dimensões não eram conhecidas para a folga, e assim, estas peças não deviam ser recuperadas.

Figura 11. Tampa de rolamento recuperada (esquerda) e casquilho terminal “Ex d” substituído por passagem de cabo plástica (direita).

Foram removidos do motor componentes certificados e substituídos por aberturas não fechadas no invólucro antideflagrante. O motor teve uma nova falha durante o teste após a reparação. 2) Solução As juntas antideflagrantes do motor foram recuperadas por uma oficina de reparação aprovada, e foram fornecidas peças de substituição para substituir os componentes danificados.

C. Caso III – Motor 355 AB, 2 p, 6000 V, Ex d IIB T4 Gb 1) Descrição do problema O motor foi enviado para um procedimento de reparação após falha. Não foram solicitados procedimentos de desmontagem e não

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MANUTENÇÃO 136

nance and repair of ATEX equipment”, em PCIC Europe “Electrical and instrumentation applications”, Paris, 2007. [4] IEC 60079-19 – Explosive atmospheres – Part 19: Equipment repair, overhaul and reclamation, 2010. [5] IEC 60079-1 – Explosive atmospheres – Part 1: Equipment protection by flameproof enclosures “d”, 2014. Figura 12. Desmontagem de motor antideflagrante utilizando meios impróprios: martelo à esquerda; pé de cabra à direita.

[6] R. Barata, P. Maia e J. Cardante, “Flameproof motors operating in the arctic circle without the need for pre-heating”, em PCIC Europe, Berlim, 2016. [7] IEEE 43 Standard – IEEE Recommended Practice for Testing Insulation Resistance of Electric

VIII. CONCLUSÕES Manter os motores antideflagrantes com um funcionamento seguro e a vida útil pretendida é crucial para proporcionar a segurança das instalações e do pessoal em zonas perigosas. A instalação destas máquinas, respeitando as recomendações dos fabricantes e das normas, pode fazer a diferença entre um motor com toda uma vida útil sem problemas e a ocorrência de fortes vibrações e ruídos, e os consequentes danos no motor e na instalação. Seguindo cuidadosamente os planos de manutenção preparados, com inspeções periódicas e monitorização, irá ajudar a prever possíveis falhas e, assim, permitir a execução de ações para minimizar os riscos, permitindo reparações preventivas no motor antideflagrante. Estas reparações têm de ser registadas e documentadas para permitir o seguimento das modificações no equipamento certificado, e preferencialmente respeitando a documentação do fabricante. Por fim, a marcação correta dos procedimentos de reparação é obrigatória e permite às equipas de inspeção terem acesso à conformidade do equipamento instalado, garantindo a manutenção da segurança da zona perigosa. Se as intervenções no motor não forem adequadas, se o mesmo for sujeito à aplicação de práticas incorretas e se os procedimentos de reparação não forem respeitados, tal conduzirá a reparações mais graves no futuro ou até mesmo à substituição de componentes. O custo associado a reparações inadequadas é frequentemente superior ao da realização de uma reparação correta por pessoal qualificado.

Machinery; 2013. [8] DIN 4024-1 – Machines Foundations – Flexible Structures that Support Machines with Rotating Elements, 1988. [9] IEC 60034-14 – Rotating electrical machines – Part 14: Mechanical vibration of certain machines with shaft heights 56 mm and higher – Measurement, evaluation and limits of vibration severity, 2007. [10] ISO 10816-3 – Mechanical vibration – Evaluation of machine vibration by measurements on non-rotating parts – Part 3: Industrial machines with nominal power above 15 kW and nominal speeds between 120 r/min and 15 000 r/min when measured in situ, 2009. [11] H. G. Bate, Vibration Diagnostics for Industrial Electric Motor Drives, Denmark: Brüel & Kjaer. [12] IEC 60079-17 – Explosive atmospheres – Part 17: Electrical installations inspection and maintenance, 2013. [13] E. R. Junior, A. R. Queiroz e M. F. Oliveira, “The importance of inspections on electrical installations in hazardous locations,” IEEE Transactions on Industry Applications, vol. 52, nº 1, pp. 589595, 2015. [14] WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A., “W22Xd – Flameproof Motors: Installation, Operation and Mainenance Manual,” WEG, Porto, 2016. [15] L. Varshney, J. Shakya e R. Saket, “Performance and Reliabitity evaluation of Induction Machines: an Overview,” IJRRAS, vol. 8, 2011. [16] H. W. Penrose, “Electric Motor Repair Practice Impact on Health, Reliability, Energy and Environment”. [17] M. Jones, P. Hague, M. Ellis e P. Bennett, “Responsible Persons – Are the responsibilities fully understood?,” em PCIC Europe, Berlim, 2016. [18] Electrical Apparatus Service Association, Inc., “Root Cause Failure Analysis,” Electrical Apparatus Service Association, Inc., USA, 2004.

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NOTA TÉCNICA

Mais do que uma questão estética, um HMI com design atrativo é bom para o negócio Frederico Mota Automation, HMI & SCADA Product Manager Schneider Electric

Um bom design, por definição, melhora a funcionalidade. Não se trata apenas de estética. Quando a combinação da forma e funcionalidade é bem-sucedida, o utilizador pode retirar um maior partido do produto, ou seja, de forma intuitiva e sem problemas, porque foi pensado para atingir o objetivo a que foi proposto. Isto aplica-se a tudo, desde uma cadeira até um utensílio de cozinha ou, neste caso, um ecrã HMI (Human Machine Interface).

O

design do HMI não deve ser posto de parte, pois tem um impacto direto na eficiência operacional. Quanto melhor o design do equipamento, mais eficiente poderá ser o operador. Contudo produzir um design bom e intuitivo nem sempre foi fácil de alcançar. Quando o HMI foi introduzido no mercado, há cerca de 30 anos, desenhar os ecrãs requeria programação feita por pessoas com conhecimentos avançados e competências na área da programação de software. O seu desenvolvimento e manutenção faziam com que o processo fosse muito demorado e dispendioso. O design dos ecrãs HMI evoluiu desde os anos 80 a vários níveis – chamamos-lhe HMI Design 1.0 – 4.0 – passando de um processo manual trabalhoso para um automatizado, que utiliza o mais recente software de design de ecrãs e oferece ao utilizador a possibilidade de selecionar opções de exibição pré-configuradas para agilizar o processo. As opções de layout e template no software oferecem agora aos utilizadores a liberdade e flexibilidade para criarem uma melhor interface, colocando o HMI em funcionamento de forma mais rápida e eficiente. O novo software de design de ecrã está a simplificar este processo e a reduzir, drasticamente, o tempo necessário para criar ecrãs eficientes. Menos tempo e menos esforço significa menos custos e mais produtividade, de uma

forma mais rápida. Claramente isto é algo que vale a pena explorar com mais detalhe. Uma análise de dados do utilizador durante o tempo de design do HMI revela que o número de ecrãs (ecrãs base) num HMI de maior dimensão geralmente excede os 500. O número de objetos por ecrã geralmente excede os 100. Considerando o tempo e esforço necessário para criar cada objeto, é fácil ver o quão demorado se torna criar um ecrã HMI. Em vez de ter de criar um design do zero, o conceito do design HMI 4.0 nos dias de hoje é utilizar objetos modelo com aparências e funcionalidades pré-definidos para a eficiência. Pode reduzir significativamente o tempo e esforço exigido para um design HMI ao usar

HMI Design 1.0

HMI Design 2.0

HMI Design 3.0

HMI Design 4.0

Colocação de objetos

Requer programação

Colocação manual

Colocação manual

Colocação automática

Mudança de ecrã

Requer programação

Manual

Manual

Automática

Design de ecrã

Requer programação

Design HMI com objetos básicos

Configuração de recursos com peças

Pré-configuração

Design de operação

Requer programação

Caraterísticas de configuração Configuração de em função de variáveis recursos com peças

Pré-configuração

Design automático

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MANUTENÇÃO 136

Requer programação

Não suportado

Com código de programação

Sem código de programação

objetos modelo para um tema (o look & feel), conjunto de cores definidas para o tom de cor e navegação para a mudança de ecrã. Uma vez que estes modelos podem ser alterados mesmo após a conclusão do design da HMI, podem ser feitos pequenos ajustes sem que estes afetem todo o projeto. Nos dias de hoje, os utilizadores da área da automação exigem mais dos seus HMI, e o interface humano tornou-se mais importante do que nunca, já que está diretamente ligado à eficiência da produção. Alguns aspetos do design dos ecrãs de HMI, como definições de comunicação com o PLC (Controlador Lógico Programável) e do script de processamento de design do HMI, ainda exigem algum tempo e esforço, mas as capacidades inovadoras do design HMI 4.0 estão agora a fazer do design de HMI um processo muito mais eficiente. O resultado é um produto mais bem-sucedido e que tem um impacto positivo e direto nas operações. M Schneider Electric Portugal Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-atendimento-cliente@schneider-electric.com www.schneider-electric.pt


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MANUTENÇÃO 136

de soluções que já estão disponíveis para setores e modelos de negócio selecionados, além de novos e avançados “catalisadores” para aplicações Indústria 4.0. A ampla gama de possibilidades de oferta será ilustrada com 4 projetos de referência que a Schaeffler implementou na prática e que demonstram como é possível utilizar o elevado nível de experiência da empresa em rolamentos e sistemas para desenhar e executar sistemas inteligentes de manutenção e processos otimizados.

Uma empresa holandesa de serviços industriais equipa as máquinas dos seus clientes com unidades SmartCheck, otimizando assim a monitorização da máquina que fornece, passando de medições offline regulares para medições online contínuas. A ligação à Schaeffler Cloud permite que este fornecedor de serviços beneficie do serviço digital ConditionAnalyzer da Schaeffler, que gera diagnósticos automáticos do estado das máquinas na forma de mensagens de texto claras. O ConditionAnalyzer disponibiliza análises exaustivas dos sinais em bruto com deteção de padrões reais, já que a experiência adquirida durante muitos anos pelos engenheiros da Schaeffler no âmbito dos rolamentos e da análise das vibrações foi integrada nos algoritmos utilizados. É, assim, possível prever com fiabilidade as falhas mecânicas dos motores elétricos. A passagem para o serviço digital com o hardware SmartCheck resulta na diminuição, para a empresa de serviços, do número de visitas às instalações do cliente e na possibilidade de programação das tarefas de manutenção com maior antecedência, aumentando assim a eficiência e disponibilidade das máquinas.

ENGRENAGENS COM ANÁLISES DE ESTADO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO CLOUD-TO-CLOUD A parceria entre a Schaeffler e um importante fabricante de engrenagens resultou numa solução 4.0 para o setor da energia eólica.


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Figura 2. A Schaeffler garante uma operação fiável, e sem falhas, de uma empresa de abastecimento de água, utilizando uma solução completa que inclui a monitorização e a lubrificação das máquinas cruciais para garantir um abastecimento seguro.

Os modelos profissionais desenvolvidos pelos dois parceiros disponibilizam análises e prognósticos mais precisos sobre o estado das engrenagens, com base nas cargas reais produzidas durante a operação das turbinas eólicas, enquanto a comunicação cloud-to-cloud permite ao fabricante de engrenagens integrar no seu sistema os conhecimentos dos especialistas em rolamentos. O Smart EcoSystem da Schaeffler é um sistema digital aberto que permite implementar soluções cloud-to-cloud conjuntas com clientes e parceiros, graças às suas interfaces uniformizadas e comunicações encriptadas através da Internet ou de ligação VPN.

à solução completa da Schaeffler, é agora possível programar com bastante antecedência as tarefas e otimizar os processos de manutenção.

CENTRO DE ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO COM FLUXOS FIÁVEIS DE MATERIAIS Para a maquinaria dos centros logísticos operada por um importante fornecedor do setor automóvel e industrial como a Schaeffler, as dimensões são totalmente

diferentes, mas os requisitos de disponibilidade permanecem iguais. A Schaeffler implementou, em colaboração com um fornecedor de soluções logísticas, um sistema inteligente de manutenção da maquinaria crítica de funcionamento do seu novo centro logístico. O sistema SmartCheck monitoriza, continuamente, os motores de elevação e deslocação dos sistemas de armazenamento e retirada, as estações elevadoras e os transportadores helicoidais. Os dispositivos Concept8 proporcionam uma lubrificação autónoma e baseada nos requisitos dos transportadores de paletes e dos sistemas de transporte da instalação. A integração dos dados de estado e de outros parâmetros importantes de funcionamento na informação visualizada na sala de controlo significa que é possível definir e regular com precisão os KPI (indicadores chave de rendimento). Os subsistemas autónomos reduzem os custos das tarefas manuais de manutenção e o risco das medidas de manutenção serem executadas incorretamente. Como demonstrado, claramente por estes projetos de referência, os packs de soluções Indústria 4.0 da Schaeffler estão personalizados para as especificações das respetivas aplicações em tecnologia de acionamento, logística e infraestrutura municipal e estão configurados como sistemas modulares que incorporam tecnologia de sensores, mecatrónica e serviços digitais. M

Schaeffler Iberia, S.L.U. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

BOMBAS DE FORNECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL COM MONITORIZAÇÃO E LUBRIFICAÇÃO AUTÓNOMAS A Schaeffler garante uma operação fiável e sem falhas de uma empresa de abastecimento de água, utilizando uma solução completa que inclui a monitorização e a lubrificação das máquinas cruciais para garantir um abastecimento seguro. Para prevenir as falhas das bombas centrífugas, a empresa de abastecimento de água utiliza uma solução completa da Schaeffler que inclui um sistema de Condition Monitoring SmartQB e um lubrificador Concept8. O SmartQB pré-configurado deteta irregularidades no comportamento de vibração das máquinas, identifica as causas potenciais e informa os resultados através de mensagens de texto claras. O Concept8 garante uma ótima lubrificação baseada nos requisitos dos rolamentos da bomba. Graças

Figura 3. A Schaeffler implementou, em colaboração com um fornecedor de soluções logísticas, um sistema inteligente de manutenção da maquinaria crítica de funcionamento no seu novo centro logístico.

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Definição e estimativa da resistência de mancais para rolamentos montados PORQUE É QUE ISSO É IMPORTANTE PARA OTIMIZAR O SEU TRABALHO? Florin Constantin Principal Application Engineer

RESUMO Os engenheiros de projetos de vários setores dependem do uso de rolamentos de mancais em diferentes aplicações difíceis e não convencionais. Ter acesso às informações sobre resistência e desempenho desses mancais é fundamental para escolher o tipo adequado de rolamento que vai otimizar as operações do negócio. Quais as considerações sobre o projeto que devem ser feitas quando a aplicação exige a instalação de um mancal, numa orientação não horizontal? O que acontece quando a carga do rolamento não é distribuída através da base da unidade? A The Timken Company encontrou as respostas para essas perguntas através de testes físicos, modelos avançados e experiências reais feitas com o objetivo de facilitar a escolha dos rolamentos de mancais para aplicações específicas.

PORQUE É QUE A RESISTÊNCIA É ALGO IMPORTANTE? O rolamento autocompensador é um componente essencial para inúmeras aplicações industriais em todo o mundo. A fiabilidade e a repetibilidade dos processos nos quais diferentes tipos de rolamentos

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autocompensadores atuam são de suma importância para várias operações quotidianas. Na maioria das operações industriais, os projetistas tentam maximizar o tempo de operação, usando componentes que ofereçam uma vida útil maior. Na maioria das aplicações em que elementos rolantes são usados, a capacidade de carga estática e dinâmica representam um parâmetro crucial para estimar a vida útil operacional da peça. • Capacidade de carga estática: a carga máxima que um rolamento suporta para uso em pistas de rolamento ou com elementos rolantes antes de sofrer danos

permanentes, indica a carga aplicada numa direção constante e invariável em condições de não rotação. Carga dinâmica nominal: é a carga radial sob a qual um grupo de rolamentos atingirá uma vida útil L10 de 1 milhão de revoluções. O valor de carga é usado para estimar a vida útil do rolamento com base nas cargas e velocidades reais aplicadas.

Para aplicações com mancais, a própria resistência nominal do mancal representa um atributo de desempenho importante — e é por isso que a Timken realizou uma avaliação da resistência dos mancais e calculou a carga permitida para a sua linha de mancais de rolos. • Mancais monoblocos: mancais monoblocos pré-montados, pré-lubrificados, selados e que oferecem uma instalação simples e direta. • Mancais bipartidos: mancais com duas partes divididas que são montadas por meio de parafusos centrais. Esses modelos permitem uma instalação mais simples tal como a substituição de rolamentos e retentores, sem a necessidade de remoção dos mancais.


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Operadores de equipamentos industriais confiam nesses mancais e rolamentos especializados para a sua aplicação em eixos, engrenagens e outros componentes oscilantes ou rotativos, em diferentes orientações de carga. Além disso, quase sempre existem necessidades especiais de projeto que devem ser consideradas. Por exemplo: Que mudanças no projeto devem ser feitas quando a aplicação exige que um mancal seja instalado de ponta-cabeça? O que acontece quando a carga do rolamento não é distribuída através da base? O projetista do equipamento se baseia nas orientações de ajuste da carga estática do mancal para escolher adequadamente o rolamento do mancal para determinada aplicação. Portanto, é fundamental que as pessoas responsáveis por tomar essas decisões tenham acesso a informações sobre a resistência do mancal, com o intuito de otimizar a eficiência do equipamento.

A NECESSIDADE DE INFORMAÇÕES FIÁVEIS SOBRE A RESISTÊNCIA DOS MANCAIS A procura pelos processos atuais exige que os rolamentos operem de maneira mais pesada e duradoura, o que significa que o mancal também deve operar de maneira mais pesada. As aplicações que geram mais do que uma orientação de carga nos rolamentos exigem mancais que possam resistir às mesmas cargas, por isso é necessário ter informações consistentes sobre a resistência da peça ao projetar o equipamento. Nesses tipos de aplicação, os mancais suportam forças extremas em diferentes direções, permitindo que o rolamento seja montado em posições nas quais a carga não seja aplicada diretamente através da base. Essas orientações são mais comuns em grandes sistemas de esteiras transportadoras e em aplicações extremas como trituradores ou em moinhos de martelo. Os rolamentos autocompensadores de rolos costumam ser usados em aplicações industriais em geral, oferecendo um desempenho fiável e recursos de suporte às cargas radiais com uma carga axial limitada. Uma dúvida comum ao realizar a reposição para rolamentos montados é: que tipo de carga pode ser aplicada no rolamento que eu for usar? Ter a resposta a essa pergunta é fundamental para selecionar um rolamento adequado para a sua aplicação. As geometrias dos mancais de rolamentos montados podem ser complexas e apresentar diferentes formatos, dependendo do tamanho e do tipo do mancal suportado, e isto é algo que complica a estimativa da resistência do mancal.

A metodologia de teste da Timken para gerar os dados de resistência do mancal combina técnicas avançadas de modelagem e testes experimentais, tudo baseado em experiências do mundo real com o objetivo de fornecer respostas aos clientes.

METODOLOGIA DE TESTE DA RESISTÊNCIA DOS MANCAIS

As cargas podem ser aplicadas nos rolamentos dos mancais de praticamente qualquer maneira. Testar cada mancal individualmente, utilizando todas as orientações de carga é algo inviável que exige uma técnica de modelagem consistente para maximizar os dados úteis disponíveis. A Timken desenvolveu um método para gerar dados de resistência baseado em testes de laboratório, cálculos avançados de modelagem e no histórico da empresa no campo da engenharia metalúrgica. A Análise de Elementos Finitos (FEA) é combinada com testes experimentais para criar modelos que calculam a resistência estática limite de um mancal. Então, as limitações de resistência do projeto do mancal são definidas e os valores adequados de resistência são publicados.

MODELAGEM/ANÁLISE DE ELEMENTOS FINITOS (FEA) A FEA é aplicada principalmente com o objetivo de estipular a diversidade de formas

e complexidades dos mancais montados. Para definir a resistência do mancal em formatos complexos, é preferível usar a FEA em vez dos limites das expressões analíticas simplificadas. A FEA consegue analisar a interação entre geometrias complexas de mancais e as propriedades de materiais não lineares durante o cálculo de stress e deformação. Os modelos tridimensionais de mancais monoblocos estão prontos para serem usados na incorporação inicial ao modelo FEA. Com base na simetria da geometria e carga, um meio modelo foi criado para reduzir o tamanho do modelo e o tempo de resolução. Esses modelos foram desenvolvidos primeiramente para obter uma estimativa aproximada da resistência a ruturas das peças testadas e para definir as exigências experimentais de ferramentas. Posteriormente, esses modelos foram aprimorados, incluindo critérios de falha validados por meio de resultados experimentais (Figura 1). Devido à sua estrutura relativamente rígida, da resistência à compressão e à corrosão, o ferro fundido em geral, é usado nos mancais. Entretanto, algumas aplicações exigem cargas de impacto muito altas ou uma montagem não horizontal em que o ferro fundido não fornece a resistência adequada. Para isso, o aço fundido é uma alternativa sólida. Ele tem aproximadamente o dobro da resistência de elasticidade em comparação com o ferro fundido, e oferece uma maior resistência a fraturas em aplicações mais difíceis. O ferro nodular também ultrapassa os índices de resistência do ferro fundido e pode ser vantajoso para determinadas geometrias de mancal. Usando o modelo FEA, a Timken conseguiu calcular e definir precisamente os índices de deformação e tensão de fratura. A resistência à tração para mancais em aço

Mancal monobloco Definição de contacto 3-D entre o mancal e o pino rígido Pino rígido – Deslocamento fixo com saída da forma de reação

Condição de contorno fixada nas posições dos parafusos

Condição de contorno fixada nas extremidades das flanges

Condições de contorno de meia simetria

Figura 1. Neste exemplo, o material é definido como AISI 1035 em aço fundido, com dados de teste de deformação obtidos a partir de diferentes fundições com o objetivo de aumentar a relevância das informações.

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fundido foi estimada por meio de uma análise não linear elástico-plástica, com um modelo de endurecimento isotrópico. Com base nas propriedades do material do mancal, os dados de dano nodular foram inseridos nos modelos da FEA para verificar o índice máximo de deformação de cada elemento. Conforme a carga do mancal aumenta, o material endurece e os elementos alongam-se, ultrapassando os limites críticos de deformação. A carga sobre o mancal atinge o limite máximo e, em seguida, vem a fratura nodular. Os padrões típicos de deformação estão ilustrados nas Figuras 2 e 3. Um modelo simulado, que segue um método estabelecido, conforme indicado acima, permite que a Timken estipule a resistência do mancal, de modo que o cliente possa criar um projeto mais fiável. A modelagem faz apenas parte do processo. O ensaio também é usado para verificar os pressupostos da modelagem e para oferecer parâmetros de modelo mais realistas.

TESTES FÍSICOS Os pressupostos das simulações da FEA foram baseados em descobertas feitas usando mancais que receberam cargas até ao ponto de fratura. Para estipular esses dados foram selecionados mancais da Timken de diferentes tamanhos que foram testados numa prensa hidráulica equipada com ferramentas universais especializadas. Posteriormente, esses mesmos mancais receberam diferentes níveis de carga. As ferramentas universais usadas nessas experiências são capazes de quebrar mancais em inclinações de carga de 180, 150 e 90 graus com base em diferentes configurações, refletindo assim os ângulos não convencionais nos quais os mancais são instalados no mundo real. Uma vez que a carga estimada necessária para quebrar um mancal nessas simulações pode exceder o limite estático para rolamentos, nenhum rolamento foi usado nesse exercício. Em vez disso, eles foram substituídos por

barras redondas. Diferentes modelos de mancais monoblocos e bipartidos foram fisicamente testados. Cada teste foi realizado usando ciclos de carga adequadamente controlados. O fluido hidráulico foi lentamente medido no pistão de carga usando uma válvula de controle. Um computador foi usado para registrar os valores da célula de carga durante o teste e assim as cargas máximas foram definidas.

Figura 2. O stress fica concentrado próximo dos furos de lubrificação deste mancal.

Figura 4. Fratura dos mancais bipartidos.

Figura 3. A deformação contorna a peça.

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MANUTENÇÃO 136

Várias repetições foram feitas em cada uma das direções de carga. Os resultados do teste indicaram uma variabilidade entre as repetições com relação à magnitude da carga e ao local de rutura. Por exemplo, um mancal com 4 parafusos apresentou três locais de falha diferentes, usando a inclinação de 180 graus. Os parafusos de fixação do flange da base tiveram de ser reforçados em cada teste para evitar que quebrassem e gerassem uma rutura no mancal. Foi necessário fazer isso mesmo ao usar parafusos de qualidade Classe 9.


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Figura 5. Fratura dos mancais bipartidos.

As falhas de rutura do mancal, como visto na Figura 5, foram de natureza nodular, conforme comprovado pela deformação vista no

mancal antes da fratura ocorrer. Esses resultados são condizentes com as expectativas relacionadas com os materiais em aço fundido e com os pressupostos baseados nos dados gerados pela FEA. Uma deformação plástica grande foi vista na área da junção do parafuso nos flanges, embora nenhuma fratura significativa tenha acontecido. As informações sobre carga de rutura, deslocamento e local de rutura foram coletadas em cada teste. A metodologia para análise e teste de mancais bipartidos foi similar à usada com mancais monoblocos. O teste mostrou que os mancais de ferro fundido apresentavam um processo de falha mais quebradiço com pequena deformação antes da fratura. As cargas de rutura eram menores do que as do aço fundido por conta da diferença de resistência do material. Os mancais de ferro nodular apresentavam um nível mais alto de deformação para a fratura em comparação com o ferro fundido, porém não tão alto quanto as peças de aço fundido (Figura 5). Na FEA, os critérios de falha do mancal de ferro fundido foram definidos usando um modelo de mecânica da fratura estendida. Comparativamente, os mancais de ferro nodular usaram o mesmo modelo de falha dos mancais monoblocos apresentando, porém,

uma estimativa menor de fratura. Os mancais bipartidos também utilizaram outro modelo de falha que apresentou fratura dos parafusos em alguns dos mancais. Para elucidar esses elementos, os modelos da FEA foram aprimorados para incluir critérios de falha de dano nodular do parafuso (Figura 6).

RESULTADOS DOS TESTES DE RESISTÊNCIA DOS MANCAIS A metodologia da Timken para determinar a resistência à tração dos mancais pode ajudar os projetistas do equipamento e os utilizadores finais a tomarem decisões conscientes, com base nas vantagens e benefícios de cada um dos mancais da Timken. Durante esse processo rigoroso de testes, a Timken determinou não apenas a resistência dos seus materiais, mas também estipulou aplicações específicas com as quais o portefólio de rolamentos montados e mancais da empresa apresenta um ótimo desempenho, com base nas suas estimativas de resistência de mancais em dados conclusivos. Os modos de falha podem variar com base na geometria e no material da fundição, além do tamanho e da classe dos parafusos da tampa. Os mancais bipartidos oferecem

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Parafuso da tampa modelados com elementos sólidos e dano nodular definido na extremidade

Contacto 3-D em todas as interfaces

Restrições rígidas nas posições do rolo Mancal bipartido

Parafuso do flange modelados com elementos de viga Condições de contorno de meia simetria

Figura 6. FEA do mancal bipartido.

uma montagem mais simples e podem ajudar a reduzir os custos de instalação, no entanto não apresentam a mesma resistência em comparação com os modelos monoblocos de peça única. Em geral, os valores de resistência dos mancais monoblocos de aço fundido excedem a capacidade do rolamento, independentemente da direção da carga. Usando uma abordagem conservadora, os valores publicados de resistência dos mancais para mancais monoblocos foram estabelecidos considerando as propriedades mínimas dos materiais. Em geral, o ferro fundido tem uma capacidade de carga menor em diferentes orientações quando comparado com o ferro fundido nodular. Embora o ferro fundido seja um material com melhor custo-benefício do que o

ferro nodular, ele pode não ser a escolha adequada para aplicações mais exigentes usadas em aplicações de carga não horizontal. Foram desenvolvidas normas simples de segurança para carga dos mancais bipartidos da Timken, nos casos em que a carga não é aplicada diretamente na base ou quando a base não é suportada (P0). O índice de segurança da carga é o máximo sugerido para aplicação em mancais, dependendo da direção da carga. As normas de segurança para carga dos mancais bipartidos abrangem o índice de resistência à tração do mancal e o índice de resistência à tração dos parafusos da tampa. Um fator de segurança aceite, em geral, é usado para o índice de resistência à tração do material do mancal bipartido, enquanto

Figura 7. Comparação das cargas seguras do mancal para ferro fundido e ferro nodular.

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um fator de segurança de 3 é usado para o índice de resistência à tração do parafuso da tampa. Fatores de segurança adicionais podem ser aplicados pelo utilizador para aplicações críticas de segurança. Os valores de segurança de carga publicados pressupõem que o mancal tenha sido adequadamente instalado à base e que o torque correto tenha sido aplicado aos parafusos da tampa. A Figura 7 mostra uma comparação das cargas de segurança dos mancais de ferro fundido e ferro nodular com relação ao tamanho do eixo e ao ângulo da carga aplicada. Isso mostra a importância do projeto do mancal e da escolha do material ao selecionar o mancal adequado para alguma aplicação. Ao usar os resultados da FEA juntamente com os testes experimentais, a Timken conseguiu criar uma metodologia que estipula a resistência do mancal sem necessitar de testar cada peça de forma individual. Usando essa combinação de modelos avançados e experiência concreta, a Timken é capaz de oferecer índices estimados de resistência de mancal das suas ofertas de rolamento montado. Essas informações práticas e acessíveis são outra forma que a Timken encontra de responder à crescente procura da indústria pesada, diariamente. Todos os dados específicos relacionados com a resistência de mancais baseados no método da Timken estão disponíveis no catálogo de mancais mais recente da empresa. M The Timken Company Tel.: +49 (0) 711 949 640 · Fax: +49 (0) 711 949 6410 zentrale@timken.com · www.timken.com


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REPORTAGEM

25 anos RS Iberia A TRANSFORMAR O SEU FUTURO, HOJE. por André Mendes

Nos dias 22 e 23 de novembro de 2017 a RS Iberia comemorou os seus 25 anos de presença nos mercados português e espanhol, com dois momentos de grande relevo. O primeiro momento teve lugar no Cine Callao, em Madrid, na noite de 22 de novembro, com um evento repleto de surpresas, boa disposição e com a envolvência de um dos edifícios mais emblemáticos da cidade de Madrid. O segundo momento desenrolou-se no dia seguinte, 23 de novembro, com a conferência “Decifrando o novo cliente na indústria conetada. A experiência de compra como motor do sucesso” na Fundación Rafael del Pino.

da RS Iberia no panorama global da RS Components. A sua intervenção debruçou-se em grande parte sobre aqueles que foram durante estes 25 anos o pilar do crescimento da RS Iberia: equipa, pelos resultados obtidos, os fornecedores, que foram e são fundamentais para o desenvolvimento do trabalho de qualquer distribuidor. “O mais importante são os recursos humanos, as pessoas. É muito importante a formação das pessoas para responder cada vez melhor aos clientes e fornecedores”, enalteceu Stéphane Maffli. “Think different and think bigger” (pense diferente e pense em grande) foi a frase deixada pelo Diretor responsável pelos negócios no sul da Europa da RS Components, salientando ainda a importância da revolução e da aposta no digital pela empresa.

A

RS Components centra a sua atividade na distribuição de componentes industriais, elétricos e eletrónicos. Com o crescimento substancial da empresa e do seu raio de atuação, a aposta em Portugal e Espanha surgiu no ano de 1992 com a constituição da RS Iberia. Inicialmente a empresa apostou num canal inovador para a época, a venda por catálogo e com uma proposta muito clara: oferecer um dos maiores stocks de materiais elétricos, eletrónicos e industriais disponíveis para entrega em 24/48 horas. A construção do canal online e dos sistemas de eProcurement no ano de 2001 foram um grande passo para a estrutura, representando atualmente 75% do volume de vendas da empresa. Desta forma, a oferta da RS cresceu dos 20 mil produtos iniciais para mais de 500 mil produtos de 2500 fabricantes que distribui nos dias de hoje, incluindo a sua marca própria, a RS Pro. Desde 1992 passaram-se 25 anos de crescimento da empresa no mercado ibérico e foi no mês de novembro que se deram as celebrações desse marco.

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CELEBRAR 25 ANOS DE PRESENÇA NO MERCADO IBÉRICO

DECIFRAR O NOVO CLIENTE DA INDÚSTRIA CONETADA

Decorria o dia 22 de novembro e Madrid preparava-se para receber o evento de celebração dos 25 anos de presença da RS Iberia em Portugal e Espanha. O Cine Callao, na Plaza del Callao situada no centro da cidade, foi o local escolhido para receber uma noite repleta de surpresas para os colaboradores, clientes e fornecedores da RS Components. A noite começou com a receção dos convidados com um cocktail de boas-vindas apimentado com música e envolto na beleza de um dos edifícios mais emblemáticos da cidade madrilena. Um vídeo de apresentação foi projetado no palco principal onde se agradecia a todos os responsáveis pelos sucessos alcançados ao longo dos 25 anos de história, e celebrando os marcos mais importantes deste percurso. Stéphane Maffli, Southern Europe Sales Director (Iberia, Itália & Benelux) & Country Manager em França, tomou a palavra no palco do Cine Callao para enaltecer a importância

“Decifrando o novo cliente na indústria conetada. A experiência de compra como motor do sucesso”, foi este o mote da conferência realizada no dia 23 de novembro de 2017 na Fundación Rafael del Pino, em parceria com a APD – Associación para el Progreso de la Dirección, como seguimento das comemorações do 25.º aniversário da RS Iberia. Esta conferência teve como principal intuito discutir a evolução das plataformas de comércio eletrónico, debruçando-se sobre estudos que referem que as compras online entre as empresas crescerão exponencialmente ao longo dos anos e que os consumidores finais representarão uma pequena parte desse enorme mercado. De acordo com estudos recentes de especialistas, o comércio eletrónico B2B (business to business) representará, até 2019 nos Estados Unidos da América, mais de um bilião de dólares, em comparação com pouco mais de 450 000 milhões de dólares de B2C (business to consumer).


REPORTAGEM

O papel do setor industrial será preponderante para a evolução desta tendência, sendo ela um dos pilares fundamentais da nova indústria digital 4.0. Ferramentas como o Big Data, a facilidade de acesso a ofertas personalizadas ou a melhor gestão das necessidades de aprovisionamento são apenas algumas das novas possibilidades desta nova realidade. Enrique Sánchez de León (Diretor-Geral da APD) e Ana Belda Martín (Country Manager Espanha & Portugal da RS Components) fizeram a apresentação desta conferência que contou com Begoña Cristeto, Secretária Geral da Indústria e das PME do Ministério da Economia, Indústria e Competitividade de Espanha, para dar início às atividades do dia.

Para dar arranque às intervenções, Alexander Von Schirmeister (CIO da RS Components) começou por falar sobre a “Distribuição B2B no mundo digital dos dias de hoje”, questionando se estamos preparados para uma nova era, uma era de evolução tecnológica onde a Big Data terá um papel preponderante na recolha de dados que serão analisados por forma a obter informações relevantes para as empresas como tendências de compra, pesquisas, entre outros. A primeira mesa redonda intitulada “Do B2C ao B2B. A experiência do cliente como eixo central” teve como moderador Alexander Von Schirmeister e contou com a intervenção de José María Sánchez (CEO da Prodware),

Carlos Marina Civera (CEO da Telefónica on the spot Services) e Francisco Rivero (Diretor de vendas da LYRECO). Em seguida, Daniel Carreño, Presidente e CEO da General Electric procedeu a uma apresentação que antecedeu a segunda mesa redonda com a temática “Tecnologia ao serviço do cliente. Ferramentas de compra para a indústria do futuro”, moderada por Félix Gil Martínez (Diretor-geral do Grupo Integra) e com intervenções de Luz Prado (Chefe de compras da Corporación Alimentaria Peñasanta), Óscar Luis Rego (Diretor-geral de compras da Acciona e Joseba Laka (Diretor da divisão de ICT da Tecnalia.

CONTINUAR A TRANSFORMAR O FUTURO Nas palavras de Ana Belda (Country Manager RS Iberia), “o nosso objetivo para os próximos anos é seguir o eixo central entre clientes e fabricantes, contribuindo com a nossa experiência e inovação e com o excecional serviço ao cliente que sempre nos caraterizou. Assim contribuiremos para a implantação desta 4.ª revolução industrial que já está a caminho do setor industrial”. A RS Components continuará assim a apostar no desenvolvimento das suas plataformas digitais de forma a responder a todas as necessidades dos seus clientes e parceiros. Aproveitar todas as potencialidades da web como ferramenta para estudar os comportamentos dos consumidores e, como consequência, estudar estratégias para o seu crescimento através de uma plataforma B2B será uma aposta para o futuro. M

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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

AIRnet Stainless Steel é o novo sistema de tubagem da Atlas Copco Uma solução de aço inoxidável para aplicações exigentes, que torna os processos de produção mais seguros, sólidos e limpos.

TUBAGEM Tubos SS304L: D15 (½”), D28 (1”), D35 (1 ¼”), D42 (1 ½”), D54 (2”), D76 (2 ¾”), D89 (3 ½”), D108 (4”) Tubos SS316L: D15 (½”), D28 (1”), D42 (1 ½”) APLICAÇÕES Ar Comprimido, Nitrogénio, Vácuo, Água potável MATERIAL Stainless Steel AISI 304L 1.4301; Stainless Steel AISI 316L 1.4404 SEGURANÇA 4, Pressão rutura > 64 Bar (> 928 PSI) PRESSÃO DE TRABALHO 16 Bar (232 PSI) TEMPERATURA DE TRABALHO

E

m certas indústrias, a escolha do material de tubagem contribui, de forma crucial, para a máxima qualidade do produto final. Pode até ter um impacto direto nas normas de saúde, segurança e meio ambiente. Tanto o ar comprimido como o vácuo são usados para uma variedade de aplicações, muitas vezes em contacto direto com o produto final, por isso a escolha para a solução mais segura é decisiva. A preferência por sistemas de ar comprimido isentos de óleo é claramente preferencial, mas a seleção de um sistema de tubagem que garanta a entrega de ar 100% livre de partículas, da produção ao ponto de utilização, é igualmente importante. Tendo em mente os rigorosos requisitos das diferentes indústrias, AIRnet Stainless Steel é um produto Atlas Copco que garante 100% fiabilidade com elevados padrões de qualidade. Sobre as principais caraterísticas deste produto, destaca-se o material não corrosivo,

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-20°C to 120°C NÍVEL DE VÁCUO 20 mbar abs PONTO DE ORVALHO A temperatura mínima de ponto de orvalho permitida é -70°C TRATAMENTO Recozimento ACESSÓRIOS D15 (½”), D28 (1”), D35 (1 ¼”), D42 (1 ½”), D54 (2”), D76 (2 ¾”), D89 (3 ½”), D108 (4”) CONEXÃO Sistema de encaixe MATERIAIS Aço Inoxidável AISI 316L 1.4404 VEDAÇÃO FKM (elastómero fluorado)

resistente a fugas e com garantia de 10 anos. O seu sistema de montagem por encaixe garante uma instalação rápida e com ferramentas mínimas, sem soldadura ou acessórios roscados. É também um produto que oferece economias consideráveis no custo de operação e pode ser usado para aplicações em

salas limpas, como indústrias alimentares e farmacêuticas. M

Atlas Copco de Portugal Tel.: +351 214 168 500 info.portugal@pt.atlascopco.com · www.atlascopco.pt


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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

A gestão adequada da base instalada gera aumento da produtividade e redução de custos Os instrumentos de medida são cruciais para a garantia de um processo fiável de uma instalação, mas devido à sua robustez são, muitas vezes, excluídos dos planos de manutenção.

A

lterações processuais e fatores como o tempo de serviço ou a obsolescência da tecnologia utilizada poderão resultar num decréscimo de performance. O aumento das exigências legais e de controlo de qualidade obrigam a adaptação dos mercados e multiplica-se a oferta de instrumentos mais específicos, mais funcionais e mais fiáveis. Ao longo do tempo e à medida que a base instalada cresce, se modifica e se torna complexa, a pouca manutenção e a inexistência de recursos de stock resultam em custos indesejados de paragens forçadas. Por outro lado, uma manutenção em excesso representará custos, muitas vezes, desnecessários. É fundamental balancear estes dois pontos, gerir eficazmente o tempo de vida dos instrumentos e acima de tudo entender a base instalada. Adequado para todas as marcas de instrumentos e aplicável a todas as indústrias, mas em especial para as indústrias alimentar e bebidas, farmacêutica, química e petroquímica e águas limpas e residuais, o “Installed Base Analysis” desenvolvido pela Endress+Hauser é um serviço de otimização que consiste em inventariar e analisar a base de instrumentos instalada. Focando-se nos pontos chave da instalação do cliente, na

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perspetiva de Normalização; Criticidade Processual; Migração e Manutenção, compreendendo este serviço a entrega de um relatório abrangente da instalação como encontrada, bem como um portal “online” para a gestão do ciclo de vida dos instrumentos. Objetivando-se a criação de valor agregado para o cliente, na primeira fase deste serviço, o consultor da Endress+Hauser, devidamente certificado, cria em conjunto com o cliente as localizações da instalação, de seguida recolhe as informações dos equipamentos, das condições envolventes e de instalação, e de outros dados relevantes para o cliente. Numa segunda fase é efetuada a análise à criticidade, é verificada a disponibilidade dos equipamentos, os fatores relevantes e as periodicidades de manutenção e de calibração. Numa terceira fase é criado o portal e gerado e entregue o relatório de estado de arte da instalação, identificando os potenciais riscos, respetivas recomendações e sugestões de melhoria. Finalmente, e em parceria com o cliente, é definido um plano de ação.

TRANSPARÊNCIA DA INFORMAÇÃO No decorrer do ciclo de vida de uma instalação é primordial saber responder a desafios tais como: que instrumentos estão

disponíveis, em fase de descontinuação ou obsoletos? Quais as peças de reserva que se adequam? Será relevante para a segurança da instalação, para a qualidade final do produto ou para o ambiente? Qual o nível de criticidade? Como minimizar as interrupções de processo não planeadas? Onde poderei reduzir os custos de manutenção? Tenho a documentação em dia e estou preparado para as auditorias internas ou externas?

INFORMAÇÃO DISPONÍVEL A QUALQUER MOMENTO Interligado diretamente com o portal W@M Gestão do Ciclo de Vida, a informação técnica dos equipamentos pode ser acedida gratuitamente e diretamente do PC, do smartphone ou tablet. É possível descarregar, guardar e partilhar a documentação técnica, manuais de operação e certificados.

Os benefícios para o cliente são a transparência total da sua base instalada, a otimização da gestão de peças de reserva e a migração para novos equipamentos, aumentando a eficácia na gestão de um orçamento, redução de custos, redução da complexidade, implementação de métodos de manutenção preventiva e calibração adequados. Gerir adequadamente os recursos e a gestão de riscos, tomando as ações preventivas de manutenção adequadas e consequente aumento da produtividade. Endress+Hauser Portugal, Lda. Tel.: +351 214 253 070 · Fax: +351 214 253 079 info@pt.endress.com · www.endress.com


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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

FUCHS apresenta resultados do ano de 2017 As receitas de vendas sobem para 2,5 mil milhões de euros e os lucros mantém-se ao nível do ano de 2016. O volume de negócios é de +9% para 2,5 mil milhões de euros e os lucros (EBIT) são de +0,5% para 373 milhões de euros.

atingiram o mesmo nível do ano anterior, 2016. Os atrasos na repercussão dos incrementos dos preços das matérias-primas e as mudanças regionais no mix de produtos e clientes fizeram com que o crescimento do volume de negócios não fosse refletido da mesma forma no EBIT. As receitas após impostos aumentaram para 269 milhões de euros (260), em grande parte como resultado da reforma tributária dos EUA. O resultado por ação preferencial foi de 1,94 euros (1,87€).

VOLUME DE NEGÓCIOS E LUCROS POR REGIÃO

VOLUME DE NEGÓCIOS E LUCROS A FUCHS PETROLUB SE voltou a crescer no ano financeiro de 2017. O volume de negócios do grupo aumentou 9%, o que corresponde a 206 milhões de euros, para um novo recorde de 2,5 mil milhões de euros. Este crescimento foi completamente suportado pelo

crescimento orgânico. As aquisições de empresas, que deram um contributo de 1% para o crescimento da faturação, foram compensadas pelos efeitos negativos da conversão da moeda no mesmo valor. Nos 373 milhões de euros (371) os lucros do Grupo antes de juros e impostos (EBIT)

O EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2017 EM RESUMO Milhões de Euros

2017 (1)

2016

Diferença

Receitas de Vendas (2)

2473

2267

206

Diferença % 9,1%

Europa

1515

1417

98

6,9%

Ásia-Pacífico, África

733

620

113

18,2%

América do Norte e do Sul

393

349

44

12,6%

Consolidação

-168

-119

-49

-

EBIT

373

371

2

0,5%

Rendimentos após impostos

269

260

9

3,5%

Investimentos

105

93

12

12,9%

Fluxo de caixa livre antes de aquisições

142

205

-63

-30,7%

Aquisições

-2

-41

39

-95,1%

Fluxos de caixa livre

140

164

-24

-14,6%

3,8%

Rendimentos por ação em € Ação ordinária

1,93

1,86

0,07

Ação preferencial

1,94

1,87

0,07

3,7%

Colaboradores (31/12/2018) (3)

5190

5.031

159

3,2%

(1) Resultados provisórios; (2) Por localização da empresa; (3) Inclui colaboradores em formação

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MANUTENÇÃO 136

A FUCHS PETROLUB gerou um crescimento substancial em todas as regiões do mundo em 2017. Quase todas as empresas na Europa registaram um crescimento, com volumes de negócios regionais a aumentar 7% para 1515 milhões de euros (1417). O EBIT diminuiu comparativamente com o ano anterior para 187 milhões de euros devido a amortização do “Goodwill”, fatores de margem e mix. A região Ásia-Pacífico, África continuou a desenvolver-se de forma extremamente dinâmica durante 2017. As principais empresas da China, Austrália e África do Sul registaram taxas de crescimento de dois dígitos, especialmente graças ao aumento notável das vendas. A faturação na região cresceu 18%, ou seja 113 milhões de euros, para 733 milhões de euros (620). O EBIT aumentou para 134 milhões de euros (127). Este valor foi atribuído principalmente à China, mas também à África do Sul e à Austrália. Em 2017, o volume de negócios na região da América do Norte e do Sul aumentou 13% para 393 milhões de euros (349). A região registou um crescimento orgânico de 10% enquanto o crescimento externo, devido às aquisições realizadas em 2016, contribuiu em 5% para o aumento do volume de negócios. O facto do dólar americano estar ligeiramente mais fraco, traduziu-se numa redução moderada da faturação reportada em euros. O EBIT na região aumentou para 65 milhões de euros (62).


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“A FUCHS PETROLUB SE voltou a crescer no ano financeiro de 2017. O volume de negócios do grupo aumentou 9%, o que corresponde a 206 milhões de euros, para um novo recorde de 2,5 mil milhões de euros.” FLUXO DE CAIXA Conforme previsto, as despesas de capital atingiram um novo máximo de 105 milhões de euros (93) em 2017. Juntamente com um capital fixo superior devido a um aumento significativo nas entregas entre as empresas do grupo, isso significou que o fluxo de caixa livre antes das aquisições diminuiu em relação ao ano anterior para 142 milhões de euros (205).

COLABORADORES O Grupo FUCHS contava com 5190 colaboradores (5031) a 31 de dezembro de 2017, um aumento de 159 colaboradores que corresponde a 3% ao ano. Na região Ásia-Pacífico, África contabilizaram mais 23 empregados e na região da Europa, 101. Na América do Norte e do Sul o número de colaboradores aumentou 35 relativamente a 31 de dezembro de 2016.

DIVIDENDOS Esta informação está pendente de uma resolução do Conselho Fiscal prevista para 20 de março de 2018. A Direção Executiva da FUCHS PETROLUB SE pretende propor um dividendo de 0,91 euros por ação preferencial e de 0,90 euros por ação ordinária para o exercício de 2017 na Reunião Geral Anual que se vai realizar a 8 de maio de 2018. Isto equivale a um aumento de 2%.

RESULTADOS COMPLETOS E PREVISÕES Os números publicados são preliminares. A FUCHS PETROLUB vai publicar os números finais do exercício de 2017 e as previsões para 2018 a 21 de março de 2018. M

FUCHS Lubrificantes Unip. Lda. Tel.: +351 229 479 360 · Fax: +351 229 487 735 fuchs@fuchs.pt · www.fuchs.pt


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

Uso da tubagem WATER SLIDE RD no trabalho de captação de água e a sua implantação em Portugal Na província de Zamora (Castela e Leão) projetou-se a instalação de uma captação de água do rio Douro para fornecer um campo de golfe à distância total de 4211 metros com uma queda vertical de 116 metros.

O

terreno onde a tubagem teve que passar, perto do rio Douro, era inicialmente uma área rochosa de ardósia com encostas de 17% de inclinação, passando depois através de um terreno irregular e de dureza média. O uso do tubo WATER SLIDE RD ABN de multi-camada em PE-100 RC, tem uma elevada resistência de operação e uma excecional resistência à propagação de fendas/gretas, mais de 100 vezes os parâmetros requeridos pela Norma Europeia de polietileno padrão para água e gás, tem também uma camada interior feita de polietileno antiaderente azul, antimicrobiano e resistente à desinfeção, tendo sido por isto o tubo escolhido para a instalação. A escolha deste tubo é feita com base nas poupanças efetuadas e rapidez de execução do trabalho uma vez que, dada a elevada resistência mecânica do referido tubo

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MANUTENÇÃO 136

não é necessária a aplicação de um leito de areia ou o subsequente enterramento com areia, o que leva a que não haja excesso de material a partir da escavação (sobrantes), e a abertura de valas de terraplanagem pode ser levada a cabo com pás mais estreitas e mais rasas do que o normal para a situação. A certeza do fabricante é tal que oferece uma garantia de 2000 000€, para um período

de 10 anos, evento sem precedentes na história de todos os tubos no mercado. O trabalho foi executado usando uma pequena retroescavadora com uma pá de 30 cm, e uma vez que não é necessária a regularização da vala, reduziu-se em 40% o tempo que normalmente seria usado com um tubo normal que precisasse de regularizar o fundo da vala com areia. A velocidade de execução para a colocação em vala de tubo de 250 mm foi de 130 m/ dia, entre a abertura da trincheira, soldagem em secções retas de 13 metros, o enterramento, a colocação da tira de advertência e a finalização. Podemos, assim, considerar que a velocidade de execução foi consideravelmente alta. No final, o trabalho foi consideravelmente satisfatório do ponto de vista técnico, do tempo e do dinheiro. Esta análise foi também já efetuada de forma pioneira em Portugal pelas Águas do Norte, que atualmente já utilizam os nossos tubos com poupanças de tempo e dinheiro substanciais nas suas obras. No entanto, esta análise tem vindo a ser efetuada por outras entidades em Portugal, com resultados muito satisfatórios em todos os níveis, desde os níveis técnicos, de tempos de execução e custos financeiros de obra, havendo ainda alguma relutância por parte dos empreiteiros/instaladores na sua aplicação, continuando a colocar a desnecessária “cama de areia”, introduzindo custos desnecessários à obra e reduzindo de forma desnecessária o seu lucro. Recordo que a fábrica coloca por escrito 2M€ de garantia à perfuração durante 10 anos. M

Geiser On – Representation and Engeneering Services, Lda Tel.: +351 932 815 765 geral@geiseron.com


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Novas calhas articuladas da igus® repelentes de limalhas A nova gama de produtos da série R2.1 voltou a ser expandida: fácil preenchimento, graças às tampas que podem abrir de ambos os lados.

está disponível numa versão com tampas que podem ser abertas ao longo do raio interior. Os tamanhos com altura interna de 26 milímetros ou de 40 milímetros também estão disponíveis em versões que podem ser abertas ao longo do raio exterior. Devido a esta expansão da gama de produtos igus®, os utilizadores podem optar sempre pela forma de colocação de condutores mais adequada. Por esta razão, a montagem ou o posterior preenchimento podem ser efetuados com muita rapidez.

CARATERÍSTICAS TÉCNICAS PARA UM FORNECIMENTO DE ENERGIA EM MOVIMENTO, SILENCIOSO E QUE NÃO DANIFIQUE OS CABOS

N

a EMO 2017, a igus® apresentou a série de calhas articuladas tapadas R2.1: disponíveis de imediato em novos tamanhos e ainda com mais acessórios. Um teste realizado no laboratório da igus® mostrou que as calhas tapadas da série R2.1 encontram-se entre as melhores calhas articuladas tapadas para utilização em aplicações com movimento. O teste com movimento permanente e exposição constante a limalhas, numa calha com 2 quilos de peso total, somente 0,5 gramas de limalhas penetraram no seu interior após 100 000 ciclos. Apesar de serem tapadas, as calhas articuladas da série R2.1 podem ser abertas muito facilmente, o que facilita ainda mais o trabalho de montagem. Duplamente fácil: este é o slogan para a série de calhas articuladas tapadas R2.1 da especialista em motion plastics igus®. Fácil, porque os elos das calhas que repelem as limalhas, são constituídos por apenas duas peças: um elo e uma travessa que funciona como uma tampa encaixável. Fácil, porque as tampas podem ser abertas muito facilmente de ambos os lados e agora, isso pode ser feito ao longo do raio interior ou do raio exterior. Os utilizadores podem escolher o tipo que mais se adequa às suas necessidades, o que facilita ainda mais o trabalho de montagem ou manutenção. “As calhas articuladas tapadas à prova de limalhas da igus são interessantes sobretudo

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MANUTENÇÃO 136

na indústria de máquinas-ferramenta, como um elemento fiável de transporte de energia num ambiente onde as limalhas são uma constante”, explica Lukas Czaja, responsável pela indústria de máquinas-ferramenta na igus®. “Esta indústria enfrenta o enorme desafio de fazer face à crescente pressão dos preços aliada ao rápido crescimento dos requisitos técnicos. A série de calhas R2.1 oferece uma excelente proteção contra limalhas, pode ser montada de forma rápida e eficiente e destaca-se pela sua ótima relação preço/desempenho.” No teste de limalhas efetuado no laboratório de testes da igus®, com 2750 metros quadrados, verificou-se que as calhas articuladas tapadas da série R2.1 estão entre as calhas articuladas mais herméticas do mercado. Durante este teste no laboratório, a calha trabalhou continuamente num tambor cheio com dois quilos de limalhas de tamanhos e formas muito variadas. Após 100 000 ciclos, a calha articulada do tamanho 40 da série R2.1 deixou apenas acumular 0,5 gramas de limalhas no seu interior.

EXPANSÃO DA GAMA DE PRODUTOS PARA MONTAGEM EXTREMAMENTE RÁPIDA E PERSONALIZADA Na EMO 2017, a igus® apresentou os novos tamanhos da série R2.1. Um tamanho completamente novo com altura interna de 48 milímetros

As tampas de todas as versões da série R2.1 podem ser abertas e não precisam de ser completamente removidas durante a colocação dos condutores. Os contornos são arredondados e suaves e as tolerâncias de fabrico apertadas garantem que as limalhas não se acumulam entre os batentes. Além disso, os contornos internos suaves da série R2.1 e os separadores arredondados feitos no mesmo material asseguram que no interior os cabos não sejam danificados e tenham muito baixo desgaste. O desenho com ranhuras integradas nas travessas também garante a colocação firme da separação interior, mesmo em aplicações com montagem lateral. O travão no batente de cada elo da calha porta cabos articulada assegura um funcionamento consideravelmente mais silencioso. Menos vibrações significam um movimento mais preciso na máquina. Os batentes duplos asseguram também que o tubo porta cabos articulado é capaz de suportar elevado peso interior adicional e até de aguentar grandes comprimentos sem suporte. Com os elementos terminais de ligação universais da série R2.1, a tensão nos cabos pode ser aliviada dentro e fora da secção da calha. M igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt /company/igus-portugal /IgusPortugal


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Lubrificação automática monoponto EFICIÊNCIA, ECONOMIA, SEGURANÇA E ECOLOGIA: A COMPETITIVIDADE NOS PROCESSOS PRODUTIVOS. INTRODUÇÃO Num mercado dinâmico e veloz como o atual, as empresas que se queiram destacar e ampliar os seus lucros, necessitam encarar a Manutenção como um fator fulcral para o sucesso. De facto, nos últimos anos a cultura industrial evoluiu para uma visão mais alargada da importância da manutenção, deixando esta de ser apenas mais um custo e quase negligenciada. É já prática comum a definição de planos de manutenção, com períodos específicos para a mesma e dando uma grande relevância à lubrificação, atividade central na prevenção de avarias e paragens intempestivas. Na verdade, a eficácia e segurança de uma máquina industrial estão diretamente relacionadas com a eficácia e segurança do método de lubrificação utilizado. Na maior parte dos casos, o desgaste prematuro de um componente resulta de uma lubrificação inadequada. É fundamental o papel do técnico de manutenção industrial na identificação do produto e sistema de lubrificação ideal para cada componente. Melhores resultados são garantidos com o apoio de especialistas conhecedores das diversas especificidades de cada indústria e processo produtivo.

OS LUBRIFICADORES MONOPONTO SIMALUBE A escolha de soluções de lubrificação adequadas deve ter em conta três conjuntos de variáveis, as quais denominamos por multiplicadores de desgaste, multiplicadores de perigo e multiplicadores de stress e fadiga. Os multiplicadores de desgaste referem-se a elementos existentes no ambiente industrial que contribuem para o desgaste físico dos equipamentos e componentes: pó e sujidade, água e spray, atmosfera corrosiva e lubrificação irregular. Os multiplicadores de perigo estão relacionados com a segurança no local de

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MANUTENÇÃO 136

trabalho e riscos associados para as equipas de manutenção: trabalhos em altura, máquinas em movimento, risco de fogo, falhas catastróficas e risco de explosão. O último grupo de multiplicadores é atinente ao cansaço físico e psicológico dos trabalhadores: barulho e fumos, processos contínuos e repetitivos, acessos difíceis, aumentos de carga de trabalho. É, neste contexto, que as soluções de lubrificação Simalube apresentam uma série de benefícios que se traduzem, não só, em ganhos de produtividade, eficiência e, consequentemente, competitividade, como também numa melhoria global das condições de trabalho no interior das unidades fabris. Os lubrificadores Simalube (também conhecidos comummente por copos de lubrificação) asseguram uma lubrificação contínua, por períodos que podem ir de um a doze meses, o que se traduz na presença permanente de nova massa/óleo no ponto de lubrificação. Sendo o lubrificante distribuído na quantidade ótima, é garantida a ausência de sub ou sobre-lubrificação (por exemplo: quando comparado com a lubrificação através de pistola manual, utiliza uma menor quantidade de massa). Graças a uma grande variedade de acessórios disponíveis, estes copos de lubrificação podem ser facilmente instalados mesmo em pontos de difícil acesso. Aliás, essa é uma das vantagens que se destaca na utilização

desta solução. De facto, a localização de determinados pontos de lubrificação é, muitas vezes, um entrave que levanta problemas, não só relacionados com a correta manutenção do equipamento, como também ao nível de segurança no trabalho. Os lubrificadores Simalube funcionam sem fonte de energia exterior e em qualquer posição.

Sendo um sistema ponto-a-ponto, evita que haja pontos esquecidos. Disponível em 5 tamanhos diferentes, cada copo pode ser reenchido até três vezes, pode trabalhar em ambientes com temperaturas de -20 a 55ºC. Graças à sua estanqueidade IP68, está preparado para operar inclusive em ambientes potencialmente explosivos. Os lubrificadores Simalube estão livres de substâncias tóxicas e funcionam com lubrificantes até NLGI 2: até 50 cm e no caso de óleos ou NLGI 0: até 2 metros.


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AMPLIFICADOR DE PRESSÃO SIMALUBE IMPULSE Como abordado no ponto anterior, os pontos de lubrificação em determinadas unidades produtivas estão muitas vezes localizados em locais inacessíveis ou perigosos. Isso não só coloca a segurança dos trabalhadores em risco, como também conduz a elevados custos de manutenção da fábrica, pois os pontos de lubrificação geralmente só podem ser alcançados com equipamentos de segurança especiais. Através do uso do lubrificador automático Simalube, estes procedimentos de manutenção dispendiosos podem ser reduzidos ao mínimo.

Com o recurso ao amplificador de pressão Simalube IMPULSE, aumenta o número de aplicações possíveis do lubrificador automático Simalube. O lubrificador pode, assim, ser usado a uma contrapressão mais alta, até 10 bar e em linhas de lubrificação mais longas. Nas várias aplicações deste equipamento já realizadas, um pouco por todo o mundo, concluiu-se que desempenha um papel importante na redução de custos, dado que evita o recurso a meios auxiliares às tarefas de

manutenção (plataformas elevatórias, equipamentos de segurança, entre outros). Por outro lado, garante um maior nível de segurança no trabalho. O fácil acesso ao ponto de lubrificação elimina o risco de acidentes. O trabalho de manutenção é realizado de forma mais fácil e em menos tempo.

SUPORTE TÉCNICO A Simatec complementa o leque de produtos e acessórios de lubrificação com diversas ferramentas de suporte técnico. O software Calculation Pro é uma aplicação móvel, fácil de usar, que ajuda o técnico de manutenção a calcular a configuração adequada para o equipamento/componente a lubrificar. A aplicação indica a combinação ótima de lubrificador (15 a 250 ml) e tempo de lubrificação (1 a 12 meses). Os cálculos são realizados com base numa experiência anterior ou teoricamente para as seguintes aplicações: rolamentos (radiais, axiais) e correntes. Lubechart: quadro de monitorização dos pontos de lubrificação e aviso de necessidade de substituição.

APLICAÇÕES Os copos de lubrificação Simalube podem ser usados num leque muito alargado de aplicações, das quais se destacam as pedreiras e cimenteiras, tratamento de resíduos e centrais de dessalinização, indústria alimentar, armazéns de distribuição, minas, moinhos, indústria do papel e impressão, elevadores e escadas rolantes.

CONCLUSÃO A lubrificação ocupa um lugar central no conjunto das tarefas de manutenção e deve ser encarada numa perspetiva global que considere diversas variáveis: ganhos de produtividade e redução de custos, segurança e saúde no trabalho e preocupação ambiental. Os lubrificadores automáticos Simalube cumprem com estes requisitos, sendo soluções que melhoram a eficiência dos recursos, reduzem custos operacionais, melhoram as condições de trabalho dos técnicos de manutenção e têm impacto mínimo no meio ambiente. M

JUNCOR – Acessórios Industriais e Agrícolas, S.A. Tel.: +351 226 197 362 · Fax: +351 226 197 361 vendasporto@juncor.pt · www.juncor.pt

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Legislação alimentar aplicável ao uso de mangueiras de plástico no setor alimentar Em qualquer processo industrial há uma transferência de líquidos ou materiais granulados, portanto, há uma série de conceitos que devemos saber antes de tomar a decisão de transferir produtos alimentícios através das mangueiras instaladas. Todas as mangueiras de alimentos são adequadas? É o mesmo Atóxico ou não tóxico? Qual a legislação em vigor? O que significa FDA? Devemos solicitar o certificado de matéria-prima? E os testes de migração? Livre de ftalatos?

P

ara iniciantes, nem todas as mangueiras de alimentos são usadas para todos os produtos alimentícios, havendo a necessidade de exigir do fornecedor uma série de certificados. O princípio básico indicado no Regulamento (CE) n.º 1935/2004 é que qualquer material ou objeto destinado a entrar em contacto direto ou indireto com alimentos deve ser suficientemente inerte para evitar a transferência de substâncias para alimentos em quantidades suficientemente grandes que possam colocarem perigo a saúde humana. A mangueira deve ser marcada com o modelo de mangueira/marca do fabricante + número de lote, pois a sua rastreabilidade facilita o controlo, a remoção de produtos defeituosos, a informação ao utilizador e a atribuição de responsabilidades. No que diz respeito à documentação exigida pelo fornecedor, na Regulação (UE) 10/2011 sobre materiais plásticos e objetos destinados a entrar em contato com alimentos, indica que devemos exigir do fornecedor a Declaração de Conformidade do produto de acordo com a legislação vigente. O regulamento impõe a todos os Estados Membros da UE uma regulação básica sobre o uso de ftalatos (plastificantes) em objetos plásticos destinados a entrar em contato com alimentos, entre outros requisitos de segurança alimentar.

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MANUTENÇÃO 136

Para a demonstração da conformidade dos materiais e objetos em contato com materiais plásticos, os seguintes simuladores de alimentos são atribuídos:

A Declaração de Conformidade deve conter as seguintes informações: • Identidade e endereço do fabricante; • Identidade dos materiais; • Data da declaração; • Informações sobre restrições de acordo com os regulamentos; • Informação apropriada, simoladores utilizados e condições de teste; • Especificações sobre o uso do material ou objeto; • O respeito pelos limites da migração global (10 mg / dm2 ou 60 mg / Kg) e os limites da migração específica (LME) devem ser refletidos.

Simulador alimentar

Abreviação

Produto principal

Etanol 10%

Simulante alimentario A

Líquidos alimentares aquosos (p.e. sumos de frutas)

Ácido acético 3%

Simulante alimentario B

Líquidos alimentares ácidos ou alcoólicos com graduação inferior a 5%

Etanol 20%

Simulante alimentario C

Líquidos alimentares alcoólicos (p.e. vinhos)

Etanol 50%

Simulante alimentario D1

Produtos lácteos

Aceite vegetal

Simulante alimentario D2

Produtos gordurosos (p.e. azeites vegetais)

poli (óxido de 2,6-difenil-fenileno), tamanho de partícula 60-80 Mesch, tamanho do poro de 200 nm

Simulante alimentario E

Alimentos secos (p.e. farinhas, sementes, entre outros)


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

Outras informações que precisamos de saber são que, no caso específico do óleo vegetal, por exemplo, os testes de migração devem ser realizados com o Simulador D2 (óleo vegetal) nas condições de teste especificadas no Regulamento Europeu 10/2011 e este deve ser o caso especificado na Declaração de Conformidade. Por outro lado, não é necessário indicar “Livre de Ftalatos” ou “Sem Ftalatos”. O Regulamento Europeu 10/2011 permite o uso de ftalatos (plastificantes), mas regula-os, limitando a sua migração para o produto alimentar. Quando uma mangueira livre de ftalatos é formulada, está a ser acrescentado valor à legislação aplicável, uma vez que todas as propriedades organoléticas são ainda preservadas. Muitos fornecedores jogam com a ambiguidade ao fazer a Declaração de Conformidade, devemos ter claro os dados que devemos exigir. Na Merlett, temos várias opções:

ticas, hidráulicas, alimentares, agrícolas e químicas para passagem de ar. Transparente. Alta resistência à pressão e vácuo. Grande flexibilidade. Temperatura de trabalho: -5ºC a +65ºC. Uso de alimentos para simuladores A, B e C, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011.

VACUPRESS ENO PHF Mangueira de altos benefícios para aspiração e impulsão de líquidos alimentares, vinhos e álcoois até 28º. PHF – Sem Ftalatos. Grande flexibilidade, mesmo a baixas temperaturas (-25ºC a +60ºC). Excelente resistência aos agentes atmosféricos. Resistência à abrasão (ISO 4649: <160 mm3). Uso de alimentos para simuladores A, B e C, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011 e sem ftalatos.

NEVADA PHF Mangueira de PVC PHF, para uso severo no setor vitivinícola, para aspiração e impulsão de líquidos alimentícios, vinhos e álcoois até 28º. PHF – Sem Ftalatos. Uso de alimentos para simuladores A, B e C, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011 e sem ftalatos.

VACUPRESS CRISTAL Mangueira para aspiração e impulsão de líquidos alimentares. Grande flexibilidade, mesmo a baixas temperaturas: (-25ºC a +60ºC). Excelente resistência aos agentes atmosféricos. Resistência à abrasão (ISO 4649: <90 mm3). Uso de alimentos para simuladores A, B e C, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011.

ARMORVIN TOTAL PU OIL TPHF Mangueira de Poliuretano completamente livre de ftalatos com espiral de aço galvanizado, para aspiração e impulsão de alimentos gordurosos (óleo) e álcoois até 20%. Alta flexibilidade e alta resistência à abrasão e ao esmagamento. Temperatura de operação -20ºC a +90ºC. Uso de alimentos para simuladores A, B, C e D2, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011.

Mangueira de Poliuretano (PU) com espiral de aço revestida de cobre, para sucção e transporte de poeira, aparas e materiais abrasivos. Temperatura de uso: -40ºC a +90ºC. Espessura PU: 0,4 mm. Uso de alimentos para simuladores A, B, C e D2 de acordo com a Diretiva 10/2011. De acordo com a FDA. Muito liso internamente. Fornecido em caixas de papelão.

VACUPRESS FOOD Aspiração e impulsão de líquidos alimentares, com alta resistência, mesmo à tração (cisternas de coleta e transporte de leite, indústria do queijo, sumos de frutas, entre outros). Flexível e leve (30% menos do que mangueiras tradicionais). Temperatura de trabalho: -25ºC a +80ºC. (Esterilizável + 110ºC por alguns minutos). Boa resistência aos detergentes e à abrasão (de acordo com ISO 4649: <150 mm3). Interior liso e branco para a prevenção da reprodução bacteriológica. Uso de alimentos de acordo com a FDA.

VACUPRESS SUPERELASTIC Mangueira de alto desempenho para aspiração e impulsão de álcoois de líquidos alimentícios até 28º. Grande flexibilidade, mesmo a baixas temperaturas: (-25ºC a +60ºC), excelente resistência aos agentes atmosféricos, resistência à abrasão (ISO 4649: <160 mm3). Uso de alimentos para simuladores A, B e C, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011.

SUPERFLEX PU CHR

IBERFLEX Líquidos industriais, produtos químicos e produtos alimentares. Uso em indústrias pneumá-

RAGNO ACQUA 15 BAR Limpeza profissional de pavimentos em indústrias alimentícias, salas limpas. Condução de água fria em processos de lavagem/maquinaria de limpeza industrial. Espuma e enxagua o equipamento de projeção em baixa pressão. Capa interna de Poliuretano. Alta resistência mecânica. Não mancha. Resistente a detergentes, desinfetantes e graxas em baixo conteúdo. Uso de alimentos para simuladores A, B e C, de acordo com a Diretiva Europeia 10/2011. M

MERLETT Tel.: +351 967 163 269 merlett@merlett.es · www.merlett.es

136 MANUTENÇÃO

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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

Integração: EPLAN e Melsoft iQ Works Uma realidade com o AutomationML! A nova solução de integração do EPLAN Electric P8 com o Melsoft iQ Works da Mitsubishi Electric permite associar engenharia elétrica e automação. Agora, com o atual pacote de software é possível transmitir dados como endereços simbólicos, por exemplo, de forma bidirecional. Os resultados no EPLAN Electric P8 são impressionantes: esquemas válidos, incluindo comunicações entre componentes de PLC e configurações de hardware de elevada qualidade. A troca bidirecional de dados de PLC ajuda a otimizar processos em engenharia e automação. Com a nova integração entre o EPLAN Electric P8 e o Melsoft iQ Works, o fornecedor de soluções EPLAN e a Mitsubishi Electric elevaram esta possibilidade a um novo nível.

a projetos elétricos têm ainda vantagens adicionais: a alocação de projetos de PLC é transparente. Os projetos podem ser editados mais rapidamente com o suporte de sistemas e a realização de alterações de última hora é mais fácil e implementável de forma mais universal.

Tecnologia AutomationML

O

AutomationML está na base da integração e abre caminho para a Indústria 4.0 com a sua neutralidade e abertura em termos de troca de dados. O conjunto de dados criados no EPLAN constitui a base para a montagem de hardware e programação de software de PLC. Uma caraterística especial passa pelo facto dos dados serem transmitidos durante todo o processo de desenvolvimento de produto como a única fonte da verdade. O EPLAN Data Portal fornece os dados de componentes necessários e juntos aceleram a configuração de componentes e o planeamento de desenvolvimento. O Melsoft iQ Works é um pacote de software integrado que inclui as soluções de soft­ware necessárias para programar produtos de automação da Mitsubishi Electric. Com

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MANUTENÇÃO 136

a nova integração com a Plataforma EPLAN, Versão 2.7, os utilizadores podem trocar, editar posteriormente e sincronizar dados de projetos em qualquer direção em todas as fases dos projetos. Os utilizadores já não têm que introduzir dados mais do que uma vez, o que ajuda a evitar erros de introdução. Também a cooperação entre engenheiros de projetos elétricos e programadores de software é facilitada. Os utilizadores que se dedicam

Enquanto formato de dados baseado em XML não exclusivo, o AutomationML consegue representar informações de design relativas a topologias, estruturas, geometrias e lógica de sistemas. Para apresentar as informações estruturais e topológicas, o AutomationML usa o formato CAEX (Computer Aided Engineering Exchange – troca de dados de engenharia assistida por computador), um padrão internacional de formato de dados em conformidade com as Normas IEC 62424 e IEC 62714. Esta tecnologia oferece conceitos fundamentais orientados para objetos que podem ser utilizados para representar estruturas de fábricas e sistemas. Adicionalmente, o AutomationML oferece a possibilidade de transmitir estruturas de sistemas como a montagem em bastidores. Isto permite dispor de documentação ponto a ponto bem estruturada, mesmo para trabalhos de assistência e manutenção. Finalmente, permite a troca de dados de várias ferramentas de software, como informações de dispositivos, entre

"O Melsoft iQ Works é um pacote de software integrado que consolida os programas necessários para programar produtos de automação da Mitsubishi Electric – GX Works3, MT Works2, GT Works3, RT ToolBox2 e FR Configurator2."


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

simplificação deve-se à utilização abrangente de etiquetas e parâmetros de sistemas nos projetos. As vantagens deste poderoso pacote de software incluem o desenvolvimento simplificado de sistemas graças à necessidade consideravelmente inferior de realização de tarefas repetitivas, o que permite minimizar fontes de erros e reduzir os custos gerais de funcionamento associados a esses erros.

ANTECEDENTES

fabricantes e utilizadores e a sua integração na documentação de uma forma mais fácil.

iQ Works O Melsoft iQ Works é um pacote de software integrado que consolida os programas

necessários para programar produtos de automação da Mitsubishi Electric – GX Works3, MT Works2, GT Works3, RT ToolBox2 e FR Configurator2. A integração do software é suportada através do Navigator, uma interface gráfica fácil de utilizar entre o utilizador e a configuração central de sistemas. Outra

A EPLAN e a Mitsubishi Electric trabalham juntas numa parceria estratégica há vários anos. O fornecedor de soluções EPLAN pertence à e-F@ctory Alliance; por seu lado, a Mitsubishi Electric fornece os seus dados no EPLAN Data Portal. O objetivo de ambas as empresas é inequívoco no que se refere aos seus clientes e utilizadores: aumentar a qualidade dos dados, acelerar os processos de engenharia e de fabrico e aumentar a produtividade. M

M&M Engenharia Industrial, Lda. Tel.: +351 229 351 336 · Fax: +351 229 351 338 info@mm-engenharia.pt · info@eplan.pt www.mm-engenharia.pt · www.eplan.pt

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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

O dispositivo de teste multifuncional economiza tempo e reduz os custos de comissionamento e manutenção de ativos da subestação Moritz Pikisch CPC Product Manager, OMICRON

É evidente que o teste de diagnóstico dos ativos da subestação durante o comissionamento e a manutenção contínua é essencial para assegurar a sua operação fiável e segura. É investido tempo considerável e recursos para realizar todos os testes necessários sobre ativos, como transformadores de energia e instrumentos, sistemas de aterro, disjuntores, aparelhos de distribuição, máquinas rotativas e cabos.

que permite aos utilizadores adicionar facilmente acessórios para responder aos requisitos de aplicativos de teste atuais e futuros. Idealmente, o dispositivo de teste multifuncional deve ser capaz de gerar altas correntes e tensões no local para várias medições offline. Um alto nível de supressão de interferência também deve ser possível para garantir leituras precisas nas subestações onde estão presentes altos níveis de ruído elétrico. Mais importante ainda, apesar da sua versatilidade, o dispositivo de teste multifuncional deve permanecer fácil de utilizar para testes de comissionamento e manutenção no local com base em padrões IEC e IEEE.

PRIMEIRO DA SUA ESPÉCIE Figura 1. CPC 100 multifuncional para teste de subestação.

REDUZIR O NÚMERO DE DISPOSITIVOS DE TESTE O esforço e a despesa de realizar o conjunto completo de testes nos vários ativos é agravado pelo facto de ter sido prática comum usar instrumentos separados para cada tipo de teste. Geralmente resulta no transporte complicado e oneroso de vários instrumentos de teste individuais para os locais. Mais importante, ter que conetar e configurar uma variedade de instrumentos para cada tipo de teste também aumenta o tempo em que os ativos não estão em operação produtiva.

104

MANUTENÇÃO 136

Um dispositivo de teste multifuncional projetado para realizar a maioria dos testes elétricos padrão pode tornar os testes de comissionamento e manutenção mais eficientes e económicos.

SELECIONAR A MELHOR SOLUÇÃO Ao selecionar um dispositivo de teste multifuncional, as considerações importantes precisam de ser feitas. Por exemplo, o sistema deve ser compacto e leve para facilitar o transporte e o manuseamento. Ele deve apresentar um design modular expansível

Todas estas considerações inspiraram a OMICRON há mais de 15 anos a desenvolver e lançar o seu sistema patenteado de teste de injeção primária CPC 100. Foi então a primeira solução de teste multifuncional do seu tipo e a sua popularidade contínua tornou o CPC 100 um ponto de referência na indústria para teste de ativos de subestação multifuncional Já existem mais de 5000 sistemas de teste de injeção primária de CPC 100 em utilidades e fábricas em todo o mundo para comissionamento e manutenção de ativos. Os clientes atuais podem confirmar o facto de que o CPC 100 reduz drasticamente os custos de transporte e formação e minimiza bastante o tempo de teste.


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

SOLUÇÃO TUDO EM UM Vários testes de diagnóstico padrão e avançados podem ser realizados com o CPC 100 em vários ativos elétricos, incluindo transformadores de potência, transformadores de corrente e tensão, disjuntores e máquinas de comutação, máquinas rotativas, sistemas de aterramento, cabos e linhas de transmissão. O CPC 100 fornece aos utilizadores até 800 A ou 2 kV (2 kA ou 12 kV com amplificadores) com até 5 kVA numa faixa de frequência de 15 Hz a 400 Hz ou 400 A DC. Os dispositivos complementares permitem que o CPC 100 expanda ainda mais as suas capacidades de teste para realizar testes especializados, como fator de energia/dissipação, medições de impedância de linha e terra, bem como testes de SIG. Além disso, o CPC 100 também permite valores amostrados e teste da unidade de fusão de acordo com o padrão IEC 61850-9-2.

COMPACTO E LEVE O CPC 100 pesa apenas 29 quilos e vem com uma mala de transporte de rodas. Isso torma mais fácil para uma pessoa transportar e manipular o equipamento durante o teste no local. Graças ao seu design compacto e leve, pode ser enviado de forma económica com antecedência para locais de medição.

FONTE PORTÁTIL HV Além da diversa variedade de testes elétricos que executa, o CPC 100 também pode ser usado como fonte HV conveniente para energizar ativos para testes de diagnóstico offline como, por exemplo, durante o teste de

Transformador de injeção de alta corrente

tensão induzida para medições de resistência de tensão e descarga parcial. Graças ao seu design, o CPC 100 pode ser facilmente transportado e usado em áreas de teste de difícil acesso ou com espaço limitado. Em comparação, os tipos tradicionais de fontes HV externas utilizadas para testes offline são muitas vezes muito grandes, pesados e caros de transportar.

FREQUÊNCIAS DE TESTE VARIÁVEIS Para operar o CPC 100, os utilizadores simplesmente têm que ligar a uma tomada elétrica padrão, abrir o painel frontal e ligar a energia. A energia que sai do socket de energia é convertida eletronicamente de modo a que esteja numa frequência estável. Frequências de teste variáveis de 15 Hz a 400 Hz podem ser selecionadas para garantir a supressão efetiva das interferências relacionadas com a rede. Isso permite aos utilizadores obter resultados de medição precisos mesmo em ambientes ruidosos.

ALTO NÍVEL DE SEGURANÇA Para proteger os utilizadores e os seus ativos elétricos durante os testes de diagnóstico de alta tensão, o CPC 100 está equipado com vários mecanismos de segurança, incluindo uma verificação automática da conexão à terra, deteção de sobrecarga, múltiplas saídas isoladas, uma chave de segurança, um sinal acústico para indicar medidas em progresso, bem como um botão de desligamento de emergência. Esses recursos garantem um ambiente de teste seguro, ajudando a evitar ferimentos pessoais e danos ao equipamento.

Equipamento de teste de carregador OLTC

Testador da curva de excitação Transformador step up 200 V

Medidor de ângulo de fase Medidor de rácio invertido para transformadores, CTs e VTs

Medidor de micro ohm 400 A DC Multímetro (V, I, R, Z, ф, …)

Medidor de resistência de enrolamento

Verificador de polaridade

Medidor de resistência ao solo

Medidor de impedância complexo (carga, cabos, linhas e transformadores)

Testador para bobinas Rogowski e outros convencionais CTs / VTs (IEC 61850) Medidor de potência (P, Q, S)

O CPC 100 fornece aos utilizadores várias formas de realizar testes no local nos recursos da subestação, seja manualmente, diretamente do painel de instrumentos, ou com um laptop ou tablet usando o software Primary Test ManagerTM (PTM) da OMICRON. Esta poderosa ferramenta de software permite que os utilizadores tenham capacidade de teste no local, incluindo fluxos de trabalho de teste guiados, gestão de dados e avaliação automática em tempo real.

FÁCIL TRATAMENTO DE DADOS E RELATÓRIOS Todos os resultados são exibidos como diagramas e tabelas em tempo real, e o software PTM também mostra o progresso das medições, bem como as demais tarefas. Uma visão geral dos resultados do teste é dada durante a medição e uma avaliação “pass/ fail” instantânea dos resultados do teste é exibida com base em valores-limite especificados, como os que estão de acordo com os padrões internacionais. O software gera automaticamente relatórios que incluem informações pré-selecionadas sobre o recurso e os testes que foram executados.

Conjunto de medição do fator de potência Testador de grupo de vetores para transformadores de potência

Testador de relé de proteção (uma fase V, I, f)

FORMAS FLEXÍVEIS PARA OPERAR

Figura 3. O CPC 100 pode ser facilmente controlado a partir de um laptop ou tablet.

PROJETADO PARA FUTUROS REQUISITOS DE TESTE O CPC 100 modular e expansível foi projetado para atender às expectativas de comissionamento de subestação e testes de manutenção para os próximos anos. Novos componentes complementares e recursos de software estão a ser desenvolvidos continuamente para cobrir os requisitos atuais e futuros de testes de ativos. M

Impedância de linha e medição de cabo OMICRON Technologies España, S.L. Tel.: +34 916 524 280 · Fax: +34 916 536 165

Figura 2. Áreas de aplicação do CPC 100.

www.omicron.at

136 MANUTENÇÃO

105


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

Schaeffler contra a contrafação A luta contra a contrafação na Schaeffler foi iniciada há anos: em 2004, a Schaeffler criou um departamento central para lutar contra a contrafação e violação dos seus produtos e marcas, e desde então que a Equipa de Proteção de Marca geriu mais de mil casos e destruiu milhares de rolamentos falsificados. Não se trata em absoluto de casos exclusivos da região asiática, até porque na Europa e nos EUA também ocorre um grande número de casos importantes de falsificação de produtos e violação do direito de marca.

U

m funcionário aduaneiro do aeroporto de Nuremberg ficou surpreendido com a chegada, em frete aéreo, de um carregamento contendo 3050 rolamentos INA e FAG destinados a um distribuidor na Francónia. Suspeitou ao ver que provinham da China e ainda mais quando viu os preços. Uma rápida verificação no website da Schaeffler permitiu ao funcionário aduaneiro constatar que eram cinco vezes mais baixos. Graças à proximidade com os escritórios centrais da Schaeffler, a equipa de Proteção de Marca da Schaeffler deslocou-se rapidamente até ao aeroporto para realizar a inspeção dos rolamentos e confirmou, de seguida, que eram rolamentos falsificados. A estreita colaboração entre o Gabinete Europeu de Luta contra a Fraude e a Unidade de Vigilância Aduaneira de Biscaia permitiu a apreensão, em meados de 2015, no porto de Le Havre (França), de vários contentores com rolamentos falsificados da marca FAG provenientes da China. Uma intensa investigação conduzida pelas autoridades competentes culminou com a apreensão nos armazéns de uma empresa importadora espanhola de um grande volume de rolamentos identificados com a marca FAG. Os resultados da correspondente análise pericial confirmaram que se tratavam de rolamentos falsos e foram destruídos. Em janeiro de 2017 foi destruído um enorme carregamento de rolamentos para aerogeradores, grandes gruas e rolamentos para aplicações marítimas em Goes (Países Baixos). Alguns destes rolamentos tinham sido identificados como falsos no aeroporto de Schiphol em Amsterdão – em parte graças

106

MANUTENÇÃO 136

à formação ministrada pela Schaeffler aos agentes aduaneiros – e outros tinham falhado durante o funcionamento. A equipa de Proteção de Marca da Schaeffler pôde confirmar que todos os rolamentos provinham de um distribuidor chinês, utilizando falsos certificados de origem e importados por um distribuidor holandês não autorizado.

A Schaeffler utiliza os códigos Datamatrix segundo a norma GS1. Estes códigos bidimensionais contêm diferentes tipos de informação em formato encriptado e permitem identificar o produto a nível mundial sem qualquer tipo de conflito. Dos produtos fornecidos pela Schaeffler, 90% já possui o código DMC na embalagem, e prevê-se que em breve todas as embalagens de produtos já possuam o código DMC incorporado. Após digitalizar o código DMC com a aplicação OriginCheck, o utilizador recebe imediatamente a informação sobre se o código foi ou não encontrado na base de dada gerida pela Schaeffler. Caso algum destes códigos da Schaeffler seja autêntico, mas já tenha sido digitalizado várias vezes, o utilizador receberá um aviso com base numa série de critérios definidos. Neste caso, ou se não tiver sido possível confirmar claramente a autenticidade do código, o utilizador poderá utilizar a aplicação para criar a documentação fotográfica necessária e enviá-la à Schaeffler. Através de alguns exemplos, a aplicação OriginCheck oferece ao utilizador uma explicação por passos sobre as fotos que são mais relevantes. A documentação fotográfica concluída poderá ser enviada por correio eletrónico diretamente ao departamento central responsável pela luta contra a contrafação de produtos e marcas da Schaeffler. M

Schaeffler Iberia, S.L.U.

ORIGINAL OU FALSIFICAÇÃO? APLICAÇÃO ORIGINCHECK DA SCHAEFFLER A nova aplicação OriginCheck da Schaeffler permite aos clientes finais, distribuidores e autoridades realizar algumas verificações iniciais rápidas e simples dos produtos INA e FAG. Se o resultado de alguma destas verificações o levar a suspeitar que se trata de uma falsificação, o utilizador poderá utilizar a aplicação para tomar medidas adicionais para esclarecer a situação. As verificações realizadas baseiam-se nos códigos Datamatrix (DMC, pelas siglas em inglês) que a Schaeffler utiliza para identificar as embalagens.

Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt


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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

Bombas de vácuo e compressores DVP A DVP, com cerca de 40 anos de atividade, é um fabricante especializado na produção de bombas de vácuo e compressores utilizados em vários setores de atividade. O processo de fabricação é inteiramente assistido pelos sistemas operativos de última tecnologia de modo a reduzir o tempo de fabrico e utiliza um inovador software de simulação dos fluxos que garante a resolução de eventuais inconvenientes de temperatura, pressão, ruído, vibração e desgaste dos elementos.

TECNOLOGIA A SECO

BOMBAS E COMPRESSORES DE LÓBULOS DE GARRAS

APLICAÇÕES

Bombas rotativas de palhetas •

Estas bombas de vácuo são constituídas por um corpo cilíndrico no qual gira numa posição excêntrica - um rotor com canais nos quais são inseridas as palhetas. Durante a rotação deste último são empurrados em contacto com o corpo da bomba, por efeito da força centrífuga, criando um espaço fechado que aumenta progressivamente o volume retirando ar do recipiente a ser evacuado e expelindo-o da tubulação para a descarga. Se for usado como um compressor, o ar de admissão vem da descarga. As bombas a seco podem trabalhar em serviço contínuo, seja da pressão atmosférica, seja ao máximo vácuo. Pelo contrário não pode ser utilizado, exceto com filtros especiais, quando o ar de admissão está molhado ou contém vestígios de óleo ou outros fluídos. Os compressores rotativos têm a vantagem de fornecer ar a uma determinada pressão, pulsação e não necessitam de um tanque de armazenamento. Na solicitação é possível dotar essas bombas de vácuo e compressores com uma carenagem acústica FBX-S.

CERÂMICA

LIOFILIZAÇÃO

LABORATÓRIOS E PESQUISAS

INDÚSTRIA QUÍMICA

METALURGIA, METALIZAÇÃO E SEMICONDUTORES

LIMPEZA INDUSTRIAL

REFRIGERAÇÃO E AR CONDICIONADO

ESPETRÓMETRO DE MASSA

PLÁSTICO, BORRACHA E RESINA

TESTES DE ESTANQUEIDADE

MODELOS DA SÉRIE SC, CB E CC

SC5

As novas bombas de vácuo e compressores de garra são máquinas que, graças à rotação dos dois rotores no interior de uma câmara de forma adequada, criam volume, transferindo os volumes de ar da tubulação de admissão para o escape. A rotação sem contacto dos rotores é sincronizada por meio de engrenagens e a câmara de vácuo opera completamente seca, ou seja, livre de lubrificantes e dos resíduos gerados pelo seu arrastamento ou contacto durante a rotação. Os dentes das engrenagens, as quais permitem a rotação sincronizada dos rotores e os rolamentos associados, são lubrificados com o óleo e são colocados num compartimento, separado da câmara de vácuo de rotação dos rotores por meios de juntas de vedação. As bombas e compressores de lóbulos de garra garantem baixos custos de funcionamento, graças ao moderado consumo de energia e alta eficiência. O custo de manutenção é muito baixo em relação à longa duração, graças à ausência de atrito entre os rotores em funcionamento. O equipamento de série das novas bombas de lóbulos de garra inclui um silenciador, amortecedores de vibração e válvula de regulagem de vácuo.

FUNCIONAMENTOS FUNCIONAMENTOS CB10

CC80

108

MANUTENÇÃO 136


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“A DVP, com cerca de 40 anos de atividade, é um fabricante especializado na produção de bombas de vácuo e compressores utilizados em vários setores de atividade.” APLICAÇÕES

TECNOLOGIA AMBIENTAL

EMBALAGENS

ALIMENTOS E BEBIDAS

PLÁSTICO, BORRACHA E RESINA

VIDRO, PEDRA E MADEIRA

TRANSPORTE PNEUMÁTICO

LIMPEZA INDUSTRIAL

LABORATÓRIOS E PESQUISAS

MODELOS DA SÉRIE VA E PA

VA155

PA155

BOMBAS E COMPRESSORES DE PISTÃO •

As bombas de pistão podem operar na presença de fluxos húmidos e não têm restrições específicas sobre o uso. Há também versões com gabinetes e filtro de sução como a série de unidades móveis ZA BOX. O princípio de funcionamento das bombas e compressores de pistão baseia-se precisamente sobre um pistão que se move. Está equipada com válvulas que permitem aspirar o ar e soprar para fora. Como a cabeça do pistão é solidária com a haste de ligação é dito que o pistão é oscilante. Ao contrário da bomba de diafragma, a de pistão não possui a câmara selada e não garantem um selo de vácuo para circuito perfeito. Usado como compressores, gerando um fluxo pulsante e, para isso, pode ser necessário a montagem de um reservatório.


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

FUNCIONAMENTOS

FUNCIONAMENTOS

APLICAÇÕES

APLICAÇÕES

FUNCIONAMENTOS

APLICAÇÕES

LABORATÓRIOS E PESQUISAS

SETOR MEDICINAL

INDÚSTRIA QUÍMICA

PAPEL E CELULOSE

CONSTRUÇÃO

INDÚSTRIA QUÍMICA

PLÁSTICO, BORRACHA E RESINA

MODELOS DA SÉRIE VA E PA

METALURGIA, METALIZAÇÃO E SEMICONDUTORES

EMBALAGENS

SETOR MEDICINAL

INDÚSTRIA TÊXTIL

INDÚSTRIA QUÍMICA

LABORATÓRIOS E PESQUISAS

ALIMENTOS E BEBIDAS

METALURGIA, METALIZAÇÃO E SEMICONDUTORES

LIMPEZA INDUSTRIAL

PLÁSTICO, BORRACHA E RESINA

EMBALAGENS

PAPEL E CELULOSE

VIDRO, PEDRA E MADEIRA

TRANSPORTE PNEUMÁTICO

ALIMENTOS E BEBIDAS

MODELOS DA SÉRIE BA

MODELOS DA SÉRIE TSC E TDC ZA.12CC BA.900

TURBINAS DE CANAL LATERAL •

• ZA.32 BOX

BOMBAS DE LÓBULOS (TIPO ROOTS) •

110

As bombas do lóbulo da série - BA estão equipadas com rotores tri-lobulares com uma geometria de perfil especial que aumenta os aspetos positivos desta configuração e anula aqueles negativos (recirculação dos gases). Além disso, o eixo de vedação é assegurado por uma junta de vedação dinâmica, para evitar qualquer possibilidade de fuga. Estas bombas de vácuo devem ser sempre utilizadas com uma bomba primária, aumentando a vazão total com base na pressão de trabalho, e um notável melhoramento do desempenho no vácuo.

MANUTENÇÃO 136

O princípio de funcionamento das turbinas é simples: um rotor equipado com pequenas aletas gira dentro de um estator. A força centrífuga e a rotação da criação de pequenos vórtices de ar que são arrastadas pelas aletas de aspiração em direção à descarga. Não há partes em contacto para que as turbinas não necessitem de uma manutenção de rotina, mas pode operar continuamente apenas dentro de limites pré-determinados de pressão, uma vez que o ar de admissão também é utilizado como fluido de arrefecimento. Por este motivo, é necessária a instalação de válvulas de limitadoras de pressão de vácuo a fim de não danificar o motor elétrico. Este produto é muito versátil e não é particularmente delicado. Se for usado como um compressor, o fluxo de saída será limpo e livre de pulsações. M

TSC.210

TDC.550

TM2A – SOLUÇÕES E COMPONENTES INDUSTRIAIS, Lda. Tel.: +351 219 737 330 · Fax: +351 219 737 339 info@tm2a.pt · www.tm2a.pt


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Weidmüller: Certificado de Gestão de Segurança Funcional da TÜV NORD A Weidmüller recebeu o Certificado de Gestão de Segurança Funcional de acordo com a EN 61508:2010 da TÜV NORD. O organismo de certificação atesta que a Weidmüller introduziu e opera um sistema de gestão de segurança funcional de acordo com a EN 61508:2010 para conduzir o desenvolvimento de componentes elétricos, eletrónicos, componentes programáveis e subsistemas relevantes para a segurança. O certificado confirma a competência da Weidmüller no desenvolvimento de produtos relacionados com segurança com um padrão de alta qualidade. Todos os anos a TÜV NORD realiza uma auditoria de garantia de qualidade e a recertificação ocorre a cada 5 anos.

para a segurança. O desenvolvimento destes sistemas exige métodos e processos especiais para atender aos requisitos de segurança funcional de uma perspetiva económica. A IEC 61508:2010 pode ser integrada nos sistemas de gestão existentes para esse fim.

OBJETIVO DO SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA FUNCIONAL

Figura 1. Certificação Weidmüller GSF: a Weidmüller recebe o Certificado de Gestão de Segurança Funcional da TÜV NORD. Confirma que os produtos foram desenvolvidos de acordo com este sistema.

O

s fabricantes ou operadores de sistemas ou componentes relacionados com a segurança são obrigados a aderir aos requisitos da IEC 61508:2010 para a “gestão da segurança funcional”. Esta obrigatoriedade estende-se por todo o ciclo de vida do produto, ou seja, desde o primeiro conceito até ao desmantelamento ou desinstalação do produto. A Weidmüller oferece uma extensa gama de produtos certificados, incluindo condicionadores de sinal analógico ACT20X, relés de segurança SAFESERIES para o desligamento de emergência de sistemas e peças do sistema, proteção contra sobretensão VARITECTOR SSC nas réguas de bornes para tecnologia de medição e controlo, bem como módulos de segurança u-remote I/O system. Com estes produtos, a Weidmüller satisfaz as necessidades dos seus clientes nacionais e internacionais para

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MANUTENÇÃO 136

realizar desenvolvimentos de acordo com os mais altos padrões de qualidade. Os sistemas com interação complexa de hardware e software são cada vez mais implantados para a gestão de processos relevantes

O ciclo de vida do produto de sistemas ou componentes relevantes para a segurança, de acordo com a IEC 61508:2010, é efetivamente protegido e otimizado para atender às necessidades das empresas através do uso da demanda e gestão de qualidade orientado para processos. A melhor integração possível do padrão num sistema de gestão existente é um passo essencial neste ponto. Todas as atividades de gestão exigidas pelo padrão para todos os novos produtos são abordadas na implementação de sistemas de gestão de segurança. No futuro, a definição de novos projetos só se realiza por meio de um Projeto/QM Plan simples e conciso.

CONCLUSÃO A Weidmüller oferece soluções personalizadas para aplicações na indústria de processos e na segurança de máquinas para implementar os requisitos básicos e avançados da IEC 61508:2010. O Certificado de Gestão de Segurança Funcional da TÜV NORD confirma que os produtos foram desenvolvidos de acordo com o sistema. M Figura 2. Certificação Weidmüller GSF: o certificado GSF da TÜV NORD atesta que os produtos da Weidmüller foram

Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A.

desenvolvidos de acordo com o Sistema de Gestão de

Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871

Segurança Funcional.

weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt


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WEG alarga a linha de motores W60 A WEG, líder mundial de tecnologia de motores e acionamentos, alargou a sua linha de motores W60 a potências entre 500 kW e 16 000 kW e a frequências de 50 ou 60 Hz. Os motores de indução trifásicos são projetados para tensões entre 2300-13 800 V e estão disponíveis nas carcaças IEC 450 a IEC 1000 (NEMA 7000 a 1600).

rotores e estatores de alta qualidade, uso de ventiladores de baixas perdas e ao uso de permutadores de calor otimizados. Torna-se importante acrescentar que os motores W60 estão entre os mais eficientes no mercado. Além disso, os motores W60 são projetados para um uso contínuo, com configuração de montagem horizontal e são fáceis de instalar e arrancar. Tornam-se ideais para utilização com conversores de frequência de média tensão sem restrições de velocidade. Os motores de indução trifásicos são projetados para classes de proteção entre IP24W e IP55 e são adequados para áreas seguras ou perigosas (Ex-n, Ex-t, Classe I Div. 2, Classe II Div. 2).

P

rojetado para aplicações industriais, como compressores, bombas e ventiladores, a linha W60 proporciona alto desempenho e fiabilidade mesmo em condições extremas. O W60 é utilizado principalmente nos setores de Oil&Gas, mineração, produção de energia elétrica, cimenteiras, bem como em aplicações de bombagem e gestão de resíduos. De acordo com Andreas Schulte Mesum, Diretor de Soluções Europeias de Alta Tensão da WEG na Alemanha, “Os motores W60 foram bem recebidos pelo mercado desde a sua introdução em 2014”, acrescentando ainda que “a WEG projetou todos os motores da linha W60 com a ajuda de software de ponta, o que permitiu alcançar uma maior fiabilidade

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MANUTENÇÃO 136

e proporcionar uma maior vida útil ao motor”. O resultado foi um design compacto e robusto que permite a operação mesmo em ambientes difíceis, adequado para aplicações de alta velocidade e com baixos níveis de ruído e vibração. Com os motores da linha W60, a WEG alargou o seu leque de soluções de média e alta tensão.

ROBUSTO, LEVE, ECONOMIZADOR DE ESPAÇO E EFICIENTE Devido ao seu design otimizado, os novos motores da série W60 para além de serem mais compactos, também são mais leves. As dimensões compactas oferecem uma vantagem significativa: os motores W60 ocupam até 50% menos espaço de instalação do que outros motores similares, o que os posiciona como uns dos motores modulares mais compactos no mercado. O seu design robusto é conseguido pelo uso de carcaças e tampas em ferro fundido até à carcaça IEC 560 e em aço nas carcaças acima. Os motores W60 são adequados para aplicações com variadores de frequência ou cargas de vibração pesada. Estes motores conseguem atingir elevados níveis de eficiência e de densidades de potência (relação entre potência e peso), graças à inclusão de

FLEXÍVEL E MODULAR A linha W60 apresenta uma grande flexibilidade para os utilizadores. Os motores entre 2 e 12 pólos estão disponíveis em três configurações: aberto e autoventilado (IC01, WP-II), fechado com permutador de calor/ar (IC611, TEAAC) e com permutador de calor ar/água (IC81, TEWAC). Os motores de 2 pólos com tamanho de carcaça IEC 560 são equipados com rolamentos de esferas e, opcionalmente, estão disponíveis com rolamentos de deslizamento (chumaceiras). Os rolamentos de deslizamento (chumaceiras) fazem parte do formato padrão nos motores de 2 e 4 pólos, contudo, também se encontram disponíveis em toda a linha W60, sob consulta. Graças ao design modular, os utilizadores podem personalizar o motor de acordo com sua finalidade, pelo que poderão adicionar componentes de expansão opcionais, tais como diferenciais de pressão (refrigerados a ar), detetor de vazamento (refrigerados a água), sistema de lubrificação automático (rolamentos antifricção) ou encoder. M WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700 · Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt


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Tecnologia de baixos harmónicos, by Zeben Para todas as aplicações e indústrias onde haja um número elevado de por exemplo variadores de velocidade estão a ser gerados distúrbios elétricos.

exatamente a quantidade certa de compensação atual – exatamente no momento certo – a solução mais eficiente e precisa para qualquer problema de qualidade de energia pode ser alcançada.

O QUE ESPERAR COM A TECNOLOGIA ADF POWER TUNING

E

sses distúrbios incluem um desequilíbrio de rede, flicker e, especialmente, harmónicos – sem mencionar o risco de não-conformidade com as normas regulativas. Aqueles que trabalham na marinha, em offshores, e as indústrias de tratamento de água são especialmente vulneráveis a estes problemas. Durante décadas, a solução de filtro comum foi o front-end ativo (AFE), mas hoje em dia há uma nova solução que oferece vantagens competitivas. Com a tecnologia de filtro ativo é possível obter uma solução mais compacta que permite menos perdas e uma menor distorção harmónica total (THD). ADF Power Tuning é, hoje em dia, o sistema disponível mais flexível para ajudar a alcançar um LHD. E não há comparação quando se trata de preço: ADF Power Tuning pode economizar até 40%* no custo total de propriedade em relação ao AFE. É uma solução versátil e poderosa que tira o incómodo da instalação e operação.

A NOSSA TECNOLOGIA PARA SEU BENEFÍCIO Todos os componentes da tecnologia ADF Power Tuning podem ser combinados com variadores de velocidade e outros equipamentos para criar a solução com mais baixos harmónicos, sendo ideal para integradores

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MANUTENÇÃO 136

de sistemas ou OEMs. Descreva-nos o seu problema e apresentaremos apenas os componentes necessários para a melhor eficiência e qualidade energética.

TECNOLOGIA QUE TORNA A ENERGIA MAIS EFICIENTE ADF Power Tuning é uma tecnologia desenvolvida e projetada na Suécia, que oferece uma maneira única de economizar energia numa vasta gama de aplicações, como máquinas de produção industrial e sistemas geradores. Funciona com a deteção de comportamento elétrico, depois removendo perdas de energia ao corrigir o comportamento elétrico. Isso é conseguido, usando o processamento de sinal de última geração e estruturas avançadas de controlo para gerir o fluxo de energia de e para a máquina com um processador de energia (conversor de energia). Ao monitorizar, continuamente, a rede e injetar

Um filtro ativo ADF Power Tuning é, basicamente, um avançado gerador de corrente controlado por computador com a capacidade de produzir instantaneamente qualquer forma de corrente de compensação. Um diagrama simplificado do princípio de operação é mostrado na figura abaixo. Cada unidade ADF está conetada em paralelo, em shunt, com a carga que requer compensação. Os fluxos de potência das correntes elétricas entre a carga e a rede são medidas e analisadas[1] para determinar se os distúrbios, como o deslocamento reativo e/ou os harmónicos, estão presentes. Se encontrado, a unidade ADF injeta as correntes de fase[2] que são exatamente o oposto, por exemplo, dos harmónicos e/ou do deslocamento reativo. Isso é feito para cancelar o comportamento da carga[3]. O resultado é uma carga ideal com um mínimo de perdas de energia e distúrbios. O perfil de energia aparece então ideal para o transformador.

A TECNOLOGIA ADF PERMITE A POUPANÇA A gama ADF Power Tuning oferece modularidade com um pequeno conjunto de componentes.


INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

1

3

Espaço Um módulo para vários equipamentos permite a poupança de tempo e flexibilidade no futuro.

Tempo Evite tempos desnecessários de inoperação de manutenção ou de substituição de equipamentos afetados pela fraca qualidade energética.

2

Dinheiro Aumento da eficiência energética ao mesmo tempo que reduz as despesas de substituição e outros equipamentos.

4

Hassle A tecnologia ADF já está a ser incluída nas normas de regulação e garantias de equipamentos – uma tendência que só continuará a crescer.

Com uma pequena lista de peças sobressalentes, alta capacidade de refrigeração e arrefecimento de ar, e uma faixa de tensão total, o utilizador tem um alto grau de confiança e flexibilidade. Os filtros harmónicos ativos desenvolvidos pela ADF Power Tuning podem trazer muitas vantagens à sua indústria. Eles oferecem a maior eficiência energética que pode minimizar os custos operacionais e manter os esquipamentos em condições por muito mais tempo. Minimizam as interrupções durante o processo de produção, e minimizam também as emissões de dióxido de carbono graças à eficiência energética que eles oferecem. As soluções ADF Power Tuning foram integradas em diversas aplicações em todo o mundo. Dos centros de dados na Coreia para as plataformas petrolíferas no Golfo do México, ADF Power Tuning otimiza as operações dos seus clientes. M

* baseado em cálculos internos.

Zeben – Sistemas Electrónicos, Lda. Tel.: +351 253 818 850 · Fax: +351 253 818 851 info@zeben.pt · www.zeben.pt

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BIBLIOGRAFIA

GESTÃO INDUSTRIAL – EBOOK

Número de Páginas: 36

O desenvolvimento da engenharia mecânica tem estado desde sempre relacionado com a capacidade das organizações serem competitivas e inovadoras, satisfazendo as necessidades e aspirações dos seus clientes, colaboradores e demais parceiros. O sucesso das atividades da engenharia mecânica está intimamente ligado às capacidades de gestão. Conhecimentos de marketing, comunicação, gestão da produção, gestão da manutenção, gestão da qualidade, gestão da inovação, logística e distribuição, análise de investimentos, gestão de pessoas, ética e responsabilidade social, entre muitos outros, e um entendimento das potencialidades das tecnologias e sistemas de informação e comunicação, são pilares complementares que permitem a um engenheiro mecânico tornar as suas criações acessíveis e sustentáveis no mercado global. Destes variados conhecimentos selecionamos três tópicos a abordar neste capítulo: produção, manutenção e sistemas de informação. A difusão global dos conhecimentos, das experiências e das boas práticas de gestão industrial deve ajudar a criar uma sociedade não apenas mais rica materialmente, mas mais próspera, sustentável e equilibrada, em todos os sentidos.

Edição: 2015

Índice: Gestão industrial. Gestão de operações. Gestão da manutenção. Sistemas de Informação na Ges-

7,00 €

Autor: João Falcão, Cunha, José Barros Basto, Bernardo Almada Lobo ISBN: 9789897230899 Editora: PUBLINDÚSTRIA

Idioma: Português

tão Industrial. Conclusão e Perspetivas. Referências Bibliográficas.

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GESTÃO DA MANUTENÇÃO NA INDÚSTRIA

Editora: LIDEL

Gestão da Manutenção na Indústria dirige-se a todos os agentes ligados à manutenção industrial, bem como a todos os profissionais de engenharia, permitindo atualizar competências e aferir conhecimentos. Também os alunos, nomeadamente aqueles que se interessam pela manutenção industrial, poderão encontrar neste livro respostas a algumas das suas preocupações. A obra está dividida em duas partes. A primeira parte trata o estado da arte, em manutenção, com destaque para a qualidade, a fiabilidade e as novas metodologias de gestão. Na segunda parte descrevem-se algumas boas práticas e apresentam-se 10 exemplos práticos vividos em ambiente fabril. Este livro apresenta uma significativa componente prática resultante da experiência do autor, ao longo de mais de 40 anos de atividade na área da manutenção, em empresas de topo com grande prestígio nacional e internacional. O autor concilia a experiência industrial referida com a atividade docente, que desenvolveu ao mesmo tempo.

Número de Páginas: 424

Índice: Manutenção: tipos, óticas e níveis de manutenção. Qualidade em manutenção. Estudo da fiabili-

Edição: 2016

dade. Tratamento de dados e distribuições estatísticas. Fiabilidade de sistemas. Custos, desempenho e

Idioma: Português

análise financeira. Gestão de equipamentos. Outras funções ligadas à manutenção: gestão de projetos,

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gestão de stocks, segurança e saúde no trabalho (SST) e tribologia (lubrificação e lubrificantes). Análise de

33,95 €

Autor: Fernando Dias Amaral ISBN: 9789897521515

modos de falha e efeitos (FMEA), árvore de falhas, árvore de acontecimentos, análise de risco, manutenção centrada na fiabilidade (RCM), análise de causa raiz (RCA), manutenção produtiva total (TPM) e manutenção preventiva condicionada (MPC). 36 exercícios resolvidos. Boas práticas em manutenção.

AUDITORÍA DEL MANTENIMIENTO E INDICADORES DE GESTIÓN 2.ª EDICIÓN

Idioma: Espanhol

Nos últimos anos vimos assistindo à tendência generalizada de traduzir a gestão das nossas empresas e departamentos em indicadores ou rácios. Isto não é novo, pois há já algumas décadas que este sistema se preconizava como a única forma de medir com rigor os resultados e avaliar avanços e concretização de objetivos. A principal diferença atualmente reside na integração desses ditos indicadores focando dados financeiros, de recursos, de clientes e de processos. Infelizmente fala-se de forma muito aligeirada e superficial sobre esta necessidade, sobre a qual todos os responsáveis concordam. Neste livro tentou-se, da forma mais clara possível, incidir nesta tarefa complementar ou independente de uma consultoria externa que se possa selecionar para a mesma, de forma a obter o conhecimento claro dos objetivos empresariais e da complexidade do processo de melhoria.

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Índice: Introdução. História e Futuro da Manutenção. Os Indicadores da Manutenção. O Custo como Indi-

27,50 €

Autor: Francisco Javier González ISBN: 8492735334 Editora: FC EDITORIAL Número de Páginas: 259 Edição: 2010

cador Básico de Gestão para Manutenção. O Processo de Auditoria de Manutenção. As Etapas para um Processo de Melhoria. Análise do Estilo de Gestão. Corolário e Recomendações Finais.

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BIBLIOGRAFIA

MANUTENÇÃO DE INSTALAÇÕES TÉCNICAS

19,90 €

Autor: Filipe José Didelet Pereira., Francisco Manuel Vicente Sena ISBN: 9789897231407 Editora: PUBLINDUSTRIA Número de Páginas: 220 Edição: 2016 Idioma: Português Venda online em www.booki.pt

Os avanços tecnológicos verificados nos últimos anos, e a cadência com que se continuam a verificar, justificam que se reflita sobre o enquadramento atual da função Manutenção, a exemplo do que já se fez com a fiabilidade. Em termos gerais, os objetivos da manutenção têm que ver com a exploração e gestão dos equipamentos durante a sua vida útil, com a disponibilidade otimizada dos equipamentos e com a segurança dos utilizadores. Esta obra pretende ser um elemento de estudo e consulta que, de algum modo, sistematiza os conceitos fundamentais associados à manutenção, as suas formas de organização, os problemas associados à resolução de avarias e as formas de planear as ações de manutenção. Pretende apoiar estudantes de engenharia e técnicos que na sua atividade, nomeadamente em áreas como a manutenção, a produção ou a segurança, necessitem de compreender os conceitos associados à manutenção e à sua organização. Este livro aborda as relações entre a manutenção, a produção e a segurança, as formas de levar à prática as ações da manutenção sobre os equipamentos e os procedimentos organizativos associados ao seu planeamento. Recomenda-se que a sua leitura possa ser integrada com a da anterior obra dos mesmos autores sobre fiabilidade, também publicada pela Publindústria (Fiabilidade e sua aplicação à Manutenção, 2012). Índice: Introdução. Conceitos gerais. Definição de manutenção. Estratégias de manutenção. Manutibilidade e análise dos tempos de execução das tarefas de manutenção. Manutenção preventiva (MP). Potencialidades da manutenção condicionada nos edifícios. Conceção e implementação do plano de manutenção preventiva. Manutenção centrada na fiabilidade (RCM/MCF). Previsão e planeamento da capacidade de manutenção. Os sistemas de manutenção. Operações e controlo da manutenção. Planeamento e programação da manutenção.

MANUTENÇÃO A TEROLOGIA E AS NOVAS FERRAMENTAS DE GESTÃO 21,20 €

Autor: José Manuel Torres Farinha ISBN: 9789729413827 Editora: MONITOR Número de Páginas: 216 Edição: 2011 Idioma: Português Venda online em www.booki.pt

O presente livro dirige-se a profissionais e estudantes da área de manutenção e a quadros organizacionais. Trata-se de uma obra abrangente que versa temas de grande interesse e que abre janelas em cada um dos seus capítulos, procurando cobrir as vertentes mais relevantes do ciclo de vida das instalações e equipamentos. A perspetiva que está subjacente à abordagem contida no livro, que trata a manutenção com a visão alargada da Terologia, é influenciada pelo conhecimento oriundo de vários setores de atividade, sejam estes das instalações e equipamentos de saúde, da indústria metalomecânica, da aeronáutica, dos artefactos de cimento ou do retalho automóvel. A transversalidade das novas metodologias de gestão e a sua pertinência na atividade manutenção, pelas mais-valias que acrescentam, são outros aspetos abordados, seja na qualidade intrínseca desta ou no contributo que aquelas representam para a melhoria da produção industrial e da imagem global das empresas. São estas apenas algumas das razões pelas quais se espera que o presente livro vá ao encontro das expectativas de todos quantos têm na atividade manutenção um vetor estratégico no seio da gestão das organizações. Índice: Introdução. A Atividade Manutenção. Fiabilidade. Modelação Dinâmica. Ferramentas de Apoio à Manutenção. Novas Vertentes da Gestão. Diagnóstico do Estado da Gestão. Sistemas Integrados de Gestão da Manutenção. Planos de Manutenção e Segurança Partilhados. Diagnóstico de Avarias. Novas Vertentes da Manutenção Condicionada. Gestão do Ciclo de Vida dos Equipamentos. Tendências Futuras.

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GRUPO PUBLINDÚSTRIA

A S UA L I VRA R I A T ÉC N I CA !


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

Reparações, peças de substituição e serviços Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt

A equipa de assistência da Weidmüller fornece apoio e componentes para produtos da Weidmüller. Enquanto utilizador, a longa vida dos produtos é importante, e por isso a Weidmüller garantem a melhor qualidade de produção. Os produtos da Weidmüller são concebidos para uma utilização intensiva e desenvolvidos para cumprir requisitos exigentes. Mas, caso ocorram problemas inesperados, existe uma equipa de assistência competente para o ajudar. A equipa de assistência pessoal da Weidmüller ajudá-o em questões sobre possíveis reparações das impressoras e máquinas automáticas da Weidmüller. Em termos de calibração de ferramentas, a Weidmüller oferece certificados de teste e calibração. E ainda dispõem de certificação de condutores pré-fabricados, uma vez que dispõem de um laboratório acreditado onde verificam os condutores processados e enviam um relatório laboratorial.

Manutenção 4.0: vantagem competitiva graças à análise de dados Schaeffler Iberia, S.L.U. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

A Indústria 4.0 é o futuro da indústria e afeta todos os processos envolvidos na produção e também na manutenção, por isso a Schaeffler trabalham para fornecer componentes sensorizados, mas também soluções inteligentes para a manutenção preditiva. As soluções de Condition Monitoring contribuem para o aumento da segurança de funcionamento: a análise de dados nas plataformas cloud permite determinar o momento adequado para a realização dos trabalhos de manutenção e permite o diagnóstico automático

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dos danos, desalinhamentos e desequilíbrios dos rolamentos. Para relubrificação automática a Schaeffler apresenta o FAG CONCEPT2/ CONCEPT8 que pode fornecer lubrificante a dois rolamentos com diferentes requisitos de lubrificação, e além disso é fácil de ligar ao sistema de controlo da máquina tendo disponíveis 2 ou 8 saídas. O FAG SmartCheck mede as vibrações de canal único, caraterizando-se pela instalação rápida, montagem simples e facilmente ampliável. Para a medição de vibrações multicanal o FAG DTECT X1s tem o Condition Monitoring até 8 pontos de medição. O sensor de partículas de óleo, FAG Wear Debris Check, permite detetar os danos em redutores de forma fácil e precisa mesmo em fases planetárias, e identifica os danos dos rolamentos inacessíveis de forma simples. A plataforma cloud permite um acesso seguro aos dados, tal como a integração de dados de outros sensores ou sistemas. A fiabilidade da informação aumenta graças ao alargado intervalo de dados.

WEG produz o maior turbogerador para a indústria de cana-de-açúcar WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700 · Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt

aplicada ao gerador com 3600 rpm reduzirá os custos de manutenção, uma vez que permitiu a retirada do redutor de velocidade entre a turbina e o gerador. As celas e os painéis que controlam o turbogerador e compõem o Sistema Integrado de Distribuição, Manobra e Controlo, também foram projetados e fabricados pela WEG. O fabrico deste turbogerador seguiu as exigências mecânicas, elétricas e estruturais da aplicação, para integrar o novo turbogerador ao sistema elétrico existente da fábrica. A robustez das celas, aliado ao alto nível de automação e integração dos sistemas existentes, oferecem um elevado nível de fiabilidade, conforme refere Juliano Carvalho “o desempenho dos equipamentos superou as expetativas, proporcionando ao processo um ótimo comportamento térmico, maior estabilidade sistémica e dinâmica”. A produção expressiva de energia elétrica permite à fábrica comercializar o excedente do consumo interno, uma quantidade que durante um ano possibilitará abastecer mais de 200 mil residências. O controlo da distribuição é feito por uma subestação elevadora, também fornecida pela WEG, incluindo um transformador elevador com potência de 62,5 MVA, que transfere a energia para o Sistema Integrado Nacional (SIN). Estima-se que o retorno sobre o capital investido ocorrerá dentro de aproximadamente 6 anos. Um prazo curto quando comparado com a vida útil de um gerador, que pode ultrapassar os 20 anos.

SKF combina tecnologias modernas da web para melhorar o desempenho de equipamentos rotativos Um projeto inédito no Brasil levou inovação e tecnologia para a fábrica Delta, no Estado de Minas Gerais, no Brasil. A unidade opera com o primeiro turbogerador de dois pólos, fabricado pela WEG. A iniciativa pretende otimizar a cogeração de energia renovável, a partir do bagaço da cana-de-açúcar. O investimento faz parte de um programa de expansão agroindustrial do Grupo Delta Sucroenergia, ao aumentar a produção de energia da fábrica em 246 505 MWh por ano, ou seja, de 130 000 MWh para 376 505 MWh. O fornecimento é também um marco para a WEG, por se consolidar como um dos primeiros fabricantes no Brasil a produzir um turbogerador com 81,25 MVA, dois pólos (3600 rpm). Segundo Juliano Carvalho, Supervisor de Manutenção Industrial da Delta, “precisávamos de uma máquina que atendesse a toda a capacidade energética do projeto, porém no Brasil não havia fornecedor com histórico de produção de um turbogerador tão grande. A WEG deu-nos garantia e segurança no desenvolvimento da máquina”. A tecnologia

SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 skf.portugal@skf.com · www.skf.pt

Para melhorar o apoio aos seus clientes e parceiros de serviços, a SKF está a expandir e simplificar a oferta de software como serviço, focando-se no aumento do desempenho e produtividade, enquanto reduz o tempo despendido na identificação de falhas complexas em equipamentos. Com a nova plataforma de software Enlight Centre, a SKF conseguirá detetar falhas em equipamentos e fornecer informações úteis à equipa de manutenção do cliente ou diretamente à rede de serviço da


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SKF, para realizar as ações mais apropriadas para aumentar o desempenho dos equipamentos rotativos. A SKF oferece conhecimento como um serviço, através da plataforma Enlight Centre e de uma organização global em Serviços de Diagnóstico Remoto. Esta plataforma na nuvem simplificará a capacidade da SKF de apoio próximo aos seus clientes, no local de necessidade deles. Ao mudar para a plataforma Amazon Web Services, a SKF focar-se-á no fornecimento de insights, informações úteis e suporte, que abrangem produtos e serviços numa escala global. A nova versão do Enlight Centre inclui o seguimento de ações e desenvolvimento de relatórios, para oferecer aos clientes uma visão clara das condições dos seus ativos por meio de painéis especializados. Com esta nova plataforma, os engenheiros de serviços remotos registam as condições dos ativos para ajudar os seus clientes a compreender qual o equipamento do parque que requer atenção prioritária. A SKF simplifica a manutenção dos equipamentos rotativos ao oferecer serviços de diagnóstico remoto por meio de uma rede global de prestadores de serviço que usam o Enlight Centre para documentar a severidade, adicionar observações e definir o estado dos ativos. Mais ainda, o cliente tem acesso ao histórico do ativo, o que permite que as partes interessadas na performance dos equipamentos rotativos, incluindo as equipas de operação e manutenção, trabalhem de forma alinhada para reduzir os custos e otimizar o desempenho dos ativos. Inicialmente, o lançamento do novo Enlight Centre será direcionado aos engenheiros de serviços da SKF, que trabalham em todos os segmentos industriais, bem como os engenheiros do setor naval. Outros grupos de utilizadores serão convidados para a plataforma em breve e, eventualmente, todos estarão conetados a esta plataforma, permitindo assim uma experiência de utilizador excecional.

Zeben apresenta transdutor de pressão diferencial com calibre “zero” e curvas programáveis Zeben – Sistemas Electrónicos, Lda. Tel.: +351 253 818 850 · Fax: +351 253 818 851 info@zeben.pt · www.zeben.pt

O novo APR-2000ALW da Aplisens é um transdutor de pressão diferencial inteligente apto para a medição de pressão diferencial de gases, vapores e líquidos. É apropriado também para a medição de níveis de sujidade em filtros e medição de níveis de colunas hidrostáticas de líquidos e gases em tanques e reservatórios fechados ou pressurizados. O elemento sensor ativo é um sensor piezoresistivo de silício, separado do meio por um diafragma e uma seleção especial de líquidos manométricos. Das suas caraterísticas técnicas destacamos a alta precisão de 0,075%, o sinal de saída de 4…20 mA, 0…20 mA, 0…5 mA HART com protocolo Profibus PA. O APR-2000ALW está


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

disponível com certificações ATEX, SIL 2, Marina DNV, PED, entre outras, o que torna possível a sua utilização numa ampla gama de aplicações. O transdutor de pressão diferencial APR-2000ALW está ainda disponível em diferentes versões, como o tipo de conexão, corpo, diafragmas, materiais, certificações, entre muitos outros. O APR-2000ALW apresenta um elevado índice de proteção, IP66/67, com invólucro em alumínio ou aço inoxidável. Este equipamento foi também desenvolvido tendo em conta a facilidade de utilização, a sua construção permite a utilização de um display com possibilidade de rotação de 90º. O transdutor de pressão diferencial, APR-2000ALW, pode ser utilizado para a medição de pressão diferencial de todo o tipo de líquidos, vapores e gases, em reservatórios fechados ou pressurizados. Pode ainda operar como medidor de caudal e medidor do diferencial ou sujidade em filtros. Em Portugal, a Aplisens é representada pela Zeben – Sistemas Electrónicos.

Sistema de panos de limpeza da MEWA para oficinas e fábricas MEWA Tel.: +351 215 557 518 www.mewa.pt

confortável e prático, como também permite poupar tempo e dinheiro. Devido aos lubrificantes, tintas e solventes absorvidos, os panos descartáveis são considerados resíduos perigosos e têm de ser tratados segundo as normas ambientais e de segurança exigentes, o que é dispendioso em termos de tempo e de dinheiro. Com o sistema da MEWA a preocupação com o tratamento de resíduos não existe, uma vez que os panos da MEWA não são lixo, mas um bem reutilizável. A MEWA assume toda a responsabilidade pelo transporte consoante os requisitos legais de segurança e ambiente. Os panos utilizados são recolhidos dentro do SaCon, hermeticamente fechado, lavados na MEWA e devolvidos atempadamente. O sistema de reutilização é uma solução económica para fábricas e oficinas de todas as dimensões, até mesmo para microempresas o sistema é mais em conta do que uma solução com panos descartáveis. A MEWA oferece o pano indicado para cada aplicação, desde o robusto pano universal MEWATEX até ao pano de superfícies sensíveis que praticamente não forma cotão. Assim, o sistema da MEWA contribui para ter a fábrica ou a oficina mais limpa, mais organizada e mais segura, e assim ajuda a reduzir custos e a poupar mais tempo. Já não é preciso arranjar panos, uma vez que os panos da MEWA estão sempre ao alcance e os utilizados deitam-se, num instante, no SaCon.

EMR alcança nível Master em Critical Power no Programa EcoXpertTM da Schneider Electric Schneider Electric Portugal

Mais seguro, mais produtivo, mais competitivo e mais ecológico – 4 vantagens de uma vez? Custa acreditar que um único sistema pode conduzir uma oficina ou fábrica a um avanço tão significativo. E de facto há 2,6 milhões de profissionais em 23 países que comprovam diariamente a utilidade abrangente do sistema de panos de limpeza da MEWA. A empresa alemã é uma referência mundial em gestão têxtil desde 2011. O sistema de panos de limpeza baseia-se numa experiência de 110 anos. Ter panos de limpeza limpos e absorventes sempre à mão e simplesmente deitar os sujos no SaCon, o contentor de segurança da MEWA: é a primeira fase do circuito do sistema, é a parte agradável com a qual os clientes têm contacto nas suas fábricas e oficinas. A segunda fase do circuito completa o sistema e é assumida pela MEWA na íntegra. Os clientes não precisam de se preocupar: a MEWA recolhe os panos utilizados, lava-os de forma ecológica e devolve-os à hora combinada. O princípio de reutilização não é só

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Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-atendimento-cliente@schneider-electric.com www.schneider-electric.pt

A Schneider Electric anunciou o mais recente grupo de parceiros EcoXpertTM que alcançaram o Nível Master em Critical Power. Estas empresas representam os parceiros Schneider Electric mais inovadores, que utilizam a última tecnologia habilitada para IoT, garantindo aos seus clientes uma maior disponibilidade de energia, segurança e eficiência operacional, entre os quais se encontra a portuguesa EMR. O premiado Programa de Parceiros EcoXpert é uma rede mundial de parceiros formados e certificados da Schneider Electric, especializados em gestão de energia, otimização de edifícios e eficiência energética que se destaca por integrar uma das maiores comunidades deste tipo, com mais de 3000 parceiros de cerca de 40 países e que representam os principais integradores de sistemas, fornecedores de aplicações e empresas de

tecnologia a nível mundial. Trata-se de uma comunidade de networking, cuja finalidade é conetar diferentes know-hows, potenciar o crescimento e garantir o sucesso dos parceiros EcoXpert. Estes têm acesso privilegiado à inovação e às mais recentes tecnologias IoT, com recurso às arquiteturas e plataformas EcoStruxure™. Após um assessment inicial, passam por uma série de formações onde as suas valências e competências são reconhecidas, potenciadas e validadas permitindo no final a sua certificação nas áreas mais distintas como parceiros Building Management Systems (BMS), Light & Room Control (KNX), Critical Power, entre outros. Em conjunto, são oferecidos serviços e soluções “Best in Class” e os parceiros que alcançam o estatuto Nível Master representam a camada superior de empresas formadas e certificadas pela Schneider Electric como referências numa das áreas de especialização acima identificadas. Entre os novos parceiros para 2018, destaca-se a EMR, empresa portuguesa especializada na implementação de sistemas destinados à monitorização da qualidade da energia, gestão energética e soluções que potenciam a melhoria da eficiência energética. Presentes nas várias fases de um projeto, desde a sua fase inicial, até à implementação e assistência técnica, integram soluções completas, de várias especialidades, desde o diagnóstico de necessidades até ao fornecimento de soluções chave-na-mão. Sabendo que cada um dos seus clientes tem necessidades muito específicas, cada sistema é desenhado como o mais adequado para as necessidades específicas do cliente e que os dados são tratados de modo a que cada um dos seus utilizadores possa dispor da informação de que ele de facto precisa. Os Parceiros EcoXpert Nível Master são nomeados anualmente pelos gestores do canal EcoXpert da Schneider Electric, e têm acesso a diversos benefícios, como o desenvolvimento profissional, formação contínua nas mais recentes tecnologias e soluções da Schneider Electric, oportunidades de co-branding e acesso à comunidade global EcoXpert para impulsionar novas oportunidades e expandir o alcance dos seus projetos. As empresas EcoXpert Critical Power são formadas e certificadas pela Schneider Electric na arquitetura e plataforma digital, EcoStruxure Power, habilitadada para IoT, dedicada à distribuição de energia e gestão de edifícios. O EcoStruxure Power melhora a disponibilidade e segurança de energia, ao monitorizar continuamente redes completas de instalações, e incrementar a proteção contra choques, incêndio e explosão. Monitoriza a qualidade energética e o status dos ativos e automatiza as operações de manutenção, para aplicar rapidamente ações corretivas em caso de interrupção de fornecimento de energia.


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

Correia separadora para indústria alimentar JUNCOR – Acessórios Industriais e Agrícolas, S.A. Tel.: +351 226 197 362 · Fax: +351 226 197 361 marketing@juncor.pt · www.juncor.pt

A JUNCOR apresenta uma nova correia separadora, adequada para máquinas cuja função seja separar a carne dos ossos, das espinhas, das cartilagens, dos tendões ou das penas, para um processamento posterior. As suas caraterísticas permitem-lhe trabalhar em separação envolvendo todos os tipos de carne, incluindo aves e peixe. Como principais vantagens, esta correia apresenta uma elevada resistência ao desgaste da cobertura superior, de modo a aguentar as agressões dos elementos mais duros e/ou afiados; uma construção robusta, para poder trabalhar durante longos períodos de tempo; é fácil de limpar, tendo em vista a manutenção dos exigentes requisitos de higiene neste tipo de processos; pode operar até 80ºC; é resistente a óleos e massas e possui uma vida útil melhorada, reduzindo custos de manutenção e operação.

controladores de motores. Assim, tal como os componentes existentes, estas unidades podem ser instaladas de forma direta e fácil no barramento, conetando mecânica e eletronicamente de uma só vez. A instalação simples do dispositivo, bem como o circuito interno e a cablagem, minimizam muito o tempo e o esforço gasto na cablagem. A Rittal oferece controladores de motor em três intervalos de frequência escalonados: 8 A/2,4 A/8 A. Eles executam as funções de arranque direto e inversor de arranque, num único dispositivo. Com apenas 22,5 mm de largura, o design muito fino é impressionante porque significa libertar cerca de 50% mais espaço em comparação com o dispositivo de comutação padrão de 45 mm, nesta faixa de corrente, e até 75% mais espaço em comparação com as combinações de reversão de 90 mm de largura. O controlador de motor trifásico é um dispositivo de comutação híbrido de alto desempenho com uma função de monitorização atual. Com a sua tecnologia híbrida, o dispositivo oferece uma vida útil mais longa e uma operação de baixa perda. O princípio por trás disto é simples: primeiro, a eletrónica é ligada através do sinal de entrada e, em seguida, os contactos mecânicos assumem a duração principal. O controlador do motor oferece ainda mais vantagens com a sua função de diagnóstico, que ele usa para detetar erros internos e externos. Os estados de operação e as mensagens de erro podem então ser avaliados através dos 4 LEDs iluminados.

Rittal expande o portefólio do Riline Compact Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

Escha tem disponíveis novos repartidores com funções lógicas integradas

unidades de controlo são necessários cabos multipolar. No caso dos repartidores ativos, que utilizam redes de campo, são necessários cabos blindados. Em contrapartida, os repartidores de I/Os, com funções lógicas da Escha, oferecem a vantagem de usarem cabos normais de sensores de 4 ou 5 pólos comuns, não blindados, que podem também ser instalados de forma muito mais flexível do que um cabo rígido comparável. Desta forma, os custos e o tempo de ligação e mão-de-obra são reduzidos significativamente, evitando erros de ligação por parte do cliente ou do instalador. Devido ao seu estilo muito robusto e compacto, os novos repartidores de I/Os M8x1 da Escha com funções lógicas integradas são especialmente adaptados para aplicações com condições de espaço reduzido, como ferramentas para manipuladores robóticos, robots ou dispositivos de manipulação automática. Os repartidores podem ser instalados nas mais variadas posições de montagem, através dos vários orifícios de fixação que possuem. As suas etiquetas de identificação em todas as suas ligações de I/Os facilitam a marcação e a alocação. Estes novos repartidores de I/Os existem em versões de 4 vias, 8 vias e 10 vias, com várias combinações de lógica integrada, funções AND e OR. Os repartidores não precisam de ser programados por um técnico, devido a uma lógica predefinida existente e, portanto, podem ser imediatamente instalados e colocados em serviço. Uma exibição de LED de status de comutação por canal e uma exibição de LED para a saída lógica, fornecem uma visão geral e rápida das funções chave. Todos os repartidores contemplam as proteções IP65 e IP67.

Bresimar Automação, S.A.

Tlm.: +351 939 992 222

Sensores virtuais para manutenção preventiva

bresimar@bresimar.pt · www.bresimar.com

NORD Drivesystems PTP, Lda.

Tel.: +351 234 303 320

Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099 info@pt.nord.com · www.nord.com

Após o lançamento bem-sucedido do novo sistema de barramento “RiLine Compact” no início do ano, a Rittal está agora a expandir ainda mais o seu portefólio RiLine para incluir componentes adicionais. Até agora, o pequeno sistema de barramento, 125-A-max, consistia inteiramente em placas protegidas contra choques, que formam o elemento básico do sistema, juntamente com componentes de montagem, tais como adaptadores de conexão. Para expandir o seu portefólio de produtos, a Rittal está a lançar os novos

A Bresimar Automação já tem disponíveis novos repartidores de I/O’s M8x1 com funções lógicas integradas da ESCHA. Estes módulos, muito compactos, possibilitam inteligência perto do chão de fabrico, mesmo em sensores de campo, transportando sinais pré-processados ​​para uma unidade central de controlo. Para facilitar uma ligação segura entre repartidores passivos de I/Os e as

A NORD Drivesystems desenvolveu sensores virtuais com funções rentáveis e fiáveis para a monitorização de condições. A funcionalidade dos sensores virtuais é explicada utilizando a vida útil do óleo como exemplo. Esses sensores servem para permitir a programação de datas de manutenção através de tecnologia de acionamento unicamente com base em cálculos, sem despesas adicionais com sensores instalados em hardware. O

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PRODUTOS E TECNOLOGIAS

CLP integrado avalia conjuntos abrangentes de dados operacionais relativos à corrente, tensão e velocidade. A partir destes dados disponíveis no inversor, o acionamento consegue calcular indiretamente a temperatura atual do óleo. Levando em consideração as caraterísticas específicas do lubrificante, é possível determinar o envelhecimento do óleo, o que permite um uso aperfeiçoado do lubrificante. Através de testes, a NORD concluiu que a curva de temperatura do óleo calculada é praticamente equivalente à curva de temperatura real medida. A NORD irá lançar uma solução totalmente operacional em breve e atualmente está a validar curvas de temperatura sob várias condições de carga. Está previsto que essas funções de manutenção preventivas estejam comercialmente disponíveis em todas as unidades eletrónicas de acionamento da NORD com CLP integrado a partir do final de 2018. Estes sensores virtuais destacam-se pelo seu funcionamento em inversores de frequência com CLP integrado, definição exata de intervalos de manutenção que ajudam a reduzir custos de operação e aumentam a disponibilidade das instalações. Esta é uma solução exclusivamente baseada em software, sem custos com hardware como sensores ou unidades de controlo.

mercado atual, juntamente com resultados muito repetitivos (até 0,2 μm de altura). Os Gocators 2410 e 2420 estão disponíveis numa versão revista com IP67 e uma funcionalidade que inclui a configuração do utilizador baseada na web, visualização 3D incorporada, ferramentas de medição com interface gráfica (drag & drop) e protocolos de comunicação incomparáveis com o mercado de sensores 3D. A utilização do laser azul permite melhorar a qualidade na projeção em relação ao tradicional laser vermelho, oferecendo uma imagen de contorno mais limpa e sem ruído, até mesmo em superfícies brilhantes. Estes sensores inteligentes de 2 Mp são a solução da próxima geração para a inspeção 3D automática de peças pequenas, e assim permitem digitalizar, reconhecer e inspecionar caraterísticas completas.

MANUTENÇÃO 136

support@manwinwin.com · www.manwinwin.com

RS Components Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · pt.rs-online.com

Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035

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Navaltik Management – Organização

Tel.: +351 214 309 100 · Fax: +351 214 309 109

RS Components apresenta nova gama RS Pro de ferramentas e acessórios pnenumáticos

Infaimon Unipessoal, Lda

Um sistema de medição é o resultado de uma combinação de instrumentos, como um sensor 3D e os operários que configuram a medição, colocam a peça e medem o objeto manualmente. Em qualquer processo industrial online, a variação no sistema de medição pode causar problemas como produtos defeituosos. Com o objetivo de oferecer a solução para este sistema, a INFAIMON oferece a série Gocator, um sistema 3D calibrado, ou seja, de medição. O Gocator 2400 é uma linha de sensores inteligentes 3D otimizados para indústrias específicas. Os primeiros modelos da série, o Gocator 2410 e o 2420 são sensores de perfil de laser azul desenhados para a inspeção de componentes eletrónicos e peças pequenas. Estes sensores de perfil de linha de alto rendimento oferecem a maior resolução X (6 μm) entre os sensores 3D do

ManWinWin – o foco está no sucesso dos clientes da Manutenção, Lda.

Sistemas de medidas Gocator serie 2400

infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com

impacto pneumáticas com diferentes modelos de 1/2 polegadas, roquetes pneumáticos de 3/8 polegadas, discos de corte de 3 polegadas, lâminas de serra e um mandril sem chave de 10 mm. As chaves de impacto estão disponíveis numa vasta gama de opções que inclui diversos tamanhos, desde 12 mm até 38 mm. A gama também inclui um perfurador pneumático reversível, chaves de parafusos; ferramentas de corte; serras para carroçaria; esmeriladoras e acessórios; martelos e conjuntos de decapagem; um conjunto de cinzel de cinco peças e vários conjuntos de polir.

A RS Components alargou a gama RS Pro de equipamento acessível de alta qualidade com mais de 70 novas ferramentas pneumáticas e diversos acessórios. A seleção inclui chaves de impacto pneumáticas, perfuradoras, serras, roquetes, trituradores, lixadeiras e máquinas de polir, que também suportam acessórios que incluem encaixes de impacto, conjuntos de cinzel, lâminas de serras, mandris sem chave, mós e discos de lixa. Estas ferramentas leves e robustas são indicadas para aplicações em áreas como a manutenção de workshops e em produção, e oferecem um ótimo desempenho para utilizadores profissionais envolvidos em atividades de manutenção. A gama de ferramentas pneumáticas RS Pro foi concebida para incorporar tecnologia de referência no mercado para melhorar a rapidez e a facilidade de atividades laborais, e para reduzir a geração de ruído e vibrações. As pegas ergonómicas reduzem a fadiga durante períodos de utilização prolongada, e a estrutura leve torna estas ferramentas adequadas para um uso diário frequente. Entre os itens específicos na nova gama destacamos as chaves de

Há 18 meses a ManWinWin Software lançou uma plataforma web e um departamento 100% dedicado ao apoio técnico e pós-venda. Atualmente esta iniciativa já se tornou numa ferramenta colaborativa com uma missão primordial: o sucesso dos clientes. A plataforma já conta com mais de 3500 pedidos atendidos e 100 clientes registados no mundo inteiro. Nas palavras de Lincoln Murphy, autor norte-americano n.º 1 na área de Customer Success, “uma empresa pode focar-se na captação, retenção ou expansão do negócio; ou então pode focar-se no que os clientes realmente precisam e ter todas essas coisas.” Garantir uma boa experiência de utilização faz parte da cultura ManWinWin e tem sido uma prioridade interna desde o primeiro dia. Por isso, há 18 meses a empresa lançou um helpdesk exclusivamente dedicado ao apoio técnico, mais concretamente uma plataforma que garantisse que todos os pedidos fossem submetidos de forma imediata e rapidamente atendidos pela equipa ManWinWin. A ideia foi muito bem recebida e depois de apenas 6 meses já reunia mais de 60 clientes registados. Atualmente 18 meses depois do lançamento, o propósito desta plataforma online vai bem mais além e é um canal de comunicação bilateral onde os utilizadores podem pedir ajuda técnica para resolver problemas de manutenção específicos via ManWinWin


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e a equipa disponibiliza ajuda técnica e know-how, aconselhando com ideias e propostas de solução; os utilizadores enviam sugestões de desenvolvimento do software como novas funcionalidades, ideias e melhorias; os utilizadores requisitam a compra de relatórios 100% personalizados para alguma necessidade específica. Do lado da ManWinWin, este canal de comunicação com clientes mais estreito e dinâmico representa vantagens competitivas óbvias: permite reunir informação e insights sobre os maiores desafios dos clientes não só na usabilidade da ManWinWin como na gestão da manutenção no geral; permite detetar padrões de preferência dos utilizadores e encontrar tendências na usabilidade e escolha de funcionalidades CMMS; permite analisar todas as sugestões de desenvolvimento enviadas pelos clientes e, na maioria dos casos, desenvolvê-las efetivamente no software standard e disponibilizá-las em atualizações seguintes do programa, sem qualquer custo para os clientes com fee anual de S&AT. Os resultados têm excedido as expectativas: a plataforma recebe uma média de 6 pedidos por dia e tornou-se num espaço exclusivo onde os clientes falam e a ManWinWin Software ouve, indo muito mais além do exigido pelo ISO 9001:2008 no serviço ao cliente e reforçando a excelência no apoio técnico como uma das mais fortes valências da empresa. A ManWinWin acredita que o futuro está em ouvir os clientes e em criar um produto que garanta o que hoje é unanimemente considerado o mais importante objetivo de negócio: o sucesso dos clientes.

WEG amplia a gama de conversores de frequência CFW500 para aplicações de maior potência WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700 · Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt

A WEG, um dos principais fabricantes mundiais de tecnologia de motores e de acionamentos, expandiu a sua gama de conversores de frequência CFW500, o que possibilita em aplicações de potência mais elevada, uma maior eficiência energética. Os novos CFW500, com níveis de potência entre 18,5 kW e 22 kW, são adequados para aplicações na área da movimentação, elevação, bombagem e ventilação. A WEG como fabricante de referência de motores elétricos, drives e componentes para automação, disponibiliza um conjunto de soluções capazes de abranger diferentes indústrias, permitindo oferecer o conjunto motor e conversor de frequência adequados a cada tipologia de aplicação. Estas soluções integradas poderão originar um aumento da eficiência energética e, consequentemente, uma redução dos consumos e dos custos associados à sua utilização. Com funcionalidade Plug&Play e um design funcional e intuitivo, a gama de conversores de frequência CFW500 possui um micro PLC integrado com macros pré-programados e a possibilidade de posicionamento, temporização e aceleração.


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

Pode ser programado no local através da IHM incorporada, ou externamente através de um computador por intermédio de diversas interfaces, como RS232, USB ou RS485. Também é possível realizar o download do software de programação SuperDrive G2, de forma gratuita, através do website da WEG. Os conversores de frequência WEG são projetados para que a sua instalação seja rápida e a sua utilização seja simples. Os vários módulos com a funcionalidade Plug&Play são indicados para as diversas arquiteturas de automação e podem ser facilmente conetados a redes de comunicação, como Profibus DP, Profinet IO, Ethernet IP, DeviceNet, CANopen e Modbus RTU. As adaptações individuais aos requisitos específicos do cliente podem ser facilmente implementadas graças a módulos adicionais de extensão plug-in.

USB e microUSB. Na parte frontal do OMR 700 estão disponíveis os botões de comando, entrada microUSB para configuração via PC, ranhura para cartão SD e entrada USB para o armazenamento dos dados. Está também disponível uma caneta para o ecrã tátil para facilitar a visualização dos dados (desenhos no display).

Rolar em vez de deslizar – expansão da gama de calhas articuladas E4.1 da igus igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt /company/igus-portugal /IgusPortugal

Datalogger/display modular universal – registo sem papel Zeben – Sistemas Electrónicos, Lda. Tel.: +351 253 818 850 · Fax: +351 253 818 851 info@zeben.pt · www.zeben.pt

O novo OMR 700, desenvolvido pela Orbit Merret, é um display/datalogger modular universal que regista os dados sem papel. O OMR 700 eleva a monitorização e controlo a um novo patamar. O OMR 700 pode ser manuseado tanto através do painel tátil como através dos botões localizados na parte frontal do equipamento. Os botões de comando podem ser utilizados para aceder ao menu, e para o arranque da gravação de dados direta na memória, e também para funções de reset. O OMR700 tem um display TFT capacitivo a cores de 5.6”, com boa resolução, que facilita o manuseamento e operação, não sendo necessárias combinações de botões confusas para comandos do equipamento. Outra das caraterísticas diferenciadoras do OMR 700 é a projeção remota, independentemente da distância entre o utilizador e o equipamento, com conexão à Internet os dados podem ser acedidos através de qualquer local. A fácil transferência dos dados gravados é também outra das caraterísticas oferecidas pelo OMR 700 que o diferenciam. A gravação de dados pode ser feita através de cartão micro SD ou então através de memória flash de 512 MB. Tem ainda outros interfaces de comunicação como Ethernet, RS-485, Modbus,

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A igus expandiu a sua gama standard de calhas articuladas E4.1, adicionando elos com rolamentos, que permite alterar os sistemas de calha articulada deslizantes para sistemas com rolamentos, facilmente – os elos com rolamentos são totalmente compatíveis com todo o sistema de calhas articuladas E4.1. Por exemplo, as calhas articuladas utilizadas para robots lineares na indústria de máquinas-ferramenta podem ser facilmente modificadas, para suportarem maiores velocidades e, ao mesmo tempo, reduzir a potência de acionamento necessária até 57%. Para cursos entre 10 e 50 metros são normalmente utilizadas as calhas articuladas deslizantes mas os requisitos a estes sistemas são cada vez mais exigentes – a sua dinâmica, assim como a carga que devem deslocar, estão constantemente a aumentar, até mesmo em sistemas já existentes. Por exemplo, caso o número de ciclos das máquinas for aumentado e as calhas articuladas, consequentemente se deslocarem de forma mais rápida, os sistemas deslizantes podem atingir os seus limites físicos. Por isso, a igus expandiu a sua gama standard de calhas porta-cabos articuladas E4.1, adicionando os elos com rolamentos. A principal contribuição provém dos novos rolamentos embutidos que emitem menos vibrações e ruído quando se deslocam uns sobre os outros, graças a uma combinação de novas geometrias e materiais. Após muitos testes, os engenheiros da igus descobriram a

solução mais indicada que pode ser implementada em muitas aplicações de forma fiável e segura com velocidades de 6 m/s. Para reduzir ainda mais o ruído durante o movimento, os elos com rolamentos possuem pequenas rampas na parte da frente e atrás dos rolamentos, o que evita grandes impactos quando a parte superior das calhas articuladas se desloca sobre a parte inferior. Os rolamentos não são componentes adicionais que possam ser removidos, estando integrados de forma segura nos elos para economizar espaço na calha. Os novos elos com rolamentos da abrangente gama de calha articuladas E4.1 permitem que os utilizadores substituam as suas calhas porta-cabos articuladas deslizantes por calhas articuladas com rolamentos, para reduzir a potência de acionamento das suas máquinas. E é possível continuar a utilizar as mesmas guias, os mesmos separadores interiores e os mesmos terminais de fixação. No seu sistema modular está disponível uma vasta gama de diferentes tamanhos e modelos. Não são necessários elos adaptadores. Os elos com rolamentos são instalados no lado esquerdo e direito da calha, o que facilita a montagem. Os contornos interiores de todos os elos da série E4.1 são suaves, as travessas e tampas são ligeiramente arredondadas e, como consequência, os cabos sofrem menos desgaste durante o funcionamento. Ao mesmo tempo, as calhas E4.1 da igus são muito robustas, obedecendo a requisitos exigentes e destinando-se a cargas muito elevadas. Assim podem ser utilizadas em muitas aplicações e indústrias diferentes, desde máquinas-ferramenta até gruas de contentores. Com os produtos isense que permitem garantir maior fiabilidade através da previsão e do planeamento, podem ser evitadas paragens imprevistas das máquinas.

2018: Atlas Copco Rental energia renovada Atlas Copco de Portugal Tel.: +351 214 168 500 · Fax: +351 214 170 942 aluguer.portugal@pt.atlascopco.com · www.atlascopco.pt

A Atlas Copco para servir cada vez melhor os clientes investiram, no início de 2018, mais de dois milhões de euros em geradores da nova


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

série QAS “Heavy duty “com potências entre 40 kVA até 1450 kVA. Todos os geradores estão equipados com “FleetLink”, um controlo remoto que garante um serviço de qualidade 24/7, e outros extras tais como paralelo síncrono entre diferentes geradores e até com a rede EDP, AMF (Arranque Automático), PMS (Gestão de energia), entre outras aplicações especiais. Os geradores da versão QAS são dos mais compactos do mercado, preparados para regimes de trabalho contínuo, e onde respeitam as normas mais exigentes em termos de emissão de ruído, gases de escape e consumo de combustível reduzido. Além de geradores, a Atlas Copco investiu também em acessórios vários como tanques de combustível de dupla parede até 8000 litros, Quadros de distribuição até 10 KA, cabos elétricos, transformadores até 6300 kVA 690 V a 25 kV, e passa cabos.

Sistema de propulsão Azipod® alcança o 100.º navio de cruzeiro com a encomenda PONANT ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 247 comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt

O luxuoso cruzeiro de expedição polar, que será entregue à empresa francesa de cruzeiros PONANT em 2021, contará com 2 unidades de propulsão Azipod® VI adequadas para as condições de gelo mais difíceis. Após a entrega do navio norueguês Vard Søviknes, uma empresa Fincantieri, o cruzeiro levará os passageiros a destinos inexplorados nas águas do Ártico e da Antártida. Nas condições severas dos mares cobertos de gelo, as unidades Azipod com hélices de 6 metros e uma potência combinada de 34 MW permitirão ao navio melhorar a sua manobrabilidade e eficiência, bem como reduzir o impacto ambiental. Graças à minimização do ruído e das vibrações, a propulsão Azipod também irá melhorar o conforto dos passageiros e da tripulação. “Estamos muito satisfeitos por a PONANT confiar no conhecimento pioneiro da ABB em propulsão, tanto em cruzeiros quanto em quebra-gelos”, disse Juha Koskela, Diretor Geral da ABB Marine & Ports. “As unidades de Azipod já impulsionam mais de 80 navios que navegam através de mares congelados e o fato de alcançar a sua 100ª encomenda em

cruzeiros mostra o compromisso da ABB com uma tecnologia que oferece maior desempenho, fiabilidade, segurança e perfil ambiental”. A primeira encomenda do Azipod de um cliente de navios de cruzeiro em 1995 levou a instalações a bordo do Carnival Cruise Lines Fantasy, nos navios Elation e Paradise. Uma encomenda da Royal Caribbean Cruises em 1997, com três unidades do Azipod instaladas no que era então o maior navio de cruzeiro, o Voyager of the Seas. Seguiram-se outras grandes empresas de cruzeiros, que escolheram a propulsão Azipod para os seus navios. “No início dos anos noventa, entrámos no mercado de cruzeiros com uma tecnologia que ofereceu um aumento de eficiência de 10 a 15% em relação aos sistemas de eixos convencionais e uma construção sem engrenagens que reduziu o impacto ambiental”, explica Marcus Högblom, Diretor do segmento Passenger, Ice & Dry Cargo da ABB Marine & Ports. A propulsão Azipod oferece agora opções entre 1,5 MW e 22 MW; esta tecnologia desempenhou um papel fundamental para a ABB Marine & Ports e desfrutou de uma posição sólida no campo da propulsão elétrica que respeita o meio ambiente. Através da infraestrutura ABB Ability™ Collaborative Operation Center, os técnicos ABB podem monitorizar os parâmetros operacionais da frota de cruzeiros Azipod e coordenar serviços remotos para análise de equipamentos, diagnósticos e manutenção preditiva.

Válvulas sanitárias para aplicações de biotecnologia, farmácia, alimentar e bebidas ALPHA ENGENHARIA – Equipamentos e Soluções Industriais Tel. +351 220 136 963 · Tlm. +351 933 694 486

procura das melhores soluções, passando por uma por uma seleção de fornecedores de renome mundial, um bom prazo de entrega para uma grande variedade de soluções, uma assistência técnica, que procura definir a escolha mais adequada para a sua aplicação industrial. A ALPHA ENGENHARIA convida, por isso, a fazer o download do folheto "VÁLVULAS SANITÁRIAS" através do website da empresa.

Produtos padrão modificados, rotulados ou montados Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt

Por vezes os produtos padrão modificados fazem a pequena diferença que tem um impacto enorme na simplicidade e eficiência de um sistema. Quer se trate de produtos com rotulagem especial, dispositivos pré-configurados ou conetores modificados – juntamente com soluções de planeamento e consultoria, o resultado é uma solução de projeto que lhe permite poupar tempo e dinheiro, simplificando os seus processos operacionais. A Weidmüller reúne uma vasta seleção de produtos padrão modificados, rotulados e montados: marcadores rotulados, kits de relés RIDERSERIES, kits de relés RIDERSERIES FG e conetores para aplicações pesadas.

info@alphaengenharia.pt · www.alphaengenharia.pt

Monitorização de máquinas com a Schaeffler Schaeffler Iberia, S.L.U. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

A ALPHA ENGENHARIA publica um novo folheto na área das válvulas sanitárias para promover algumas soluções, junto dos técnicos de manutenção e projeto. Neste folheto é divulgada uma seleção de válvulas de diferentes tipos, como por exemplo, válvulas macho esférico, válvulas de controlo, válvulas sede inclinada, válvulas de segurança, válvulas borboleta, válvulas diafragma e válvulas de retenção. Desde o primeiro dia a ALPHA ENGENHARIA aposta na

Os sistemas de monitorização de vibrações são o método mais fiável para a monitorização do estado dos rolamentos e para a deteção precoce de danos nos mesmos e noutros componentes mecânicos. Na Schaeffler recomendam o dispositivo de monitorização FAG SmartCheck, um dispositivo que garante

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uma vigilância fiável que se fundamenta na aprendizagem do comportamento dinâmico da máquina nas suas diferentes gamas de funcionamento e no ajuste automático dos limites de alarme. Assim garante-se a máxima sensibilidade às variações do estado da máquina e, portanto, a deteção precoce dos danos. Combinado com o Smart Controller, a solução torna-se extensível ao resto da fábrica, permitindo a integração da informação relevante até 25 SmartChecks. Os alarmes, os valores caraterísticos da vibração, a temperatura, e outros são acessíveis a partir de qualquer ponto da fábrica através de um telemóvel, tablet ou PC. A visualização da informação ajudará a tomar a decisão mais adequada, tanto em relação à máquina como em termos de gestão e planeamento da fábrica. Além disso é importante realçar que não é necessário dispor de amplos conhecimentos técnicos relativos à operação do dispositivo nem sobre vibrações para gerir os dados recolhidos. A pré-configuração consoante o tipo de aplicação facilita a instalação. Em relação à análise dos dados, a última geração do dispositivo FAG SmartCheck é equipada com uma interface para a transmissão dos dados de medição para a nuvem da Schaeffler, onde são processados automaticamente. Esta opção oferece uma maior potência de cálculo e diversas opções de análise, graças à combinação com outros dados da máquina, melhorando a fiabilidade do diagnóstico enviado ao cliente. Do mesmo modo, a Schaeffler pode também aceder remotamente aos dados para a posterior elaboração de um relatório com um diagnóstico preciso do estado da máquina. Em caso da deteção de danos recomendam uma série de ações para programar uma paragem nas melhores condições.

4Cast: sistema ultrassónico de monitorização da condição de rolamentos UE Systems Iberia Tel.: +31 546 725 125 info@uesystems.eu · www.uesystems.eu

Monitorize o estado dos rolamentos 24 horas/ dia, 7 dias/semana, de forma contínua e remota com o 4Cast.

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O 4Cast é um sistema que regista, de forma continua, os níveis de décibeis e gravações de sons dos seus rolamentos. Em intervalos predefinidos, todos estes dados e amostras de som são enviados a um computador para posterior análise e elaboração de relatórios. Utilizando a tecnologia de ultrassons, o 4Cast pode monitorizar simultaneamente até 4 rolamentos e tem a grande vantagem de ter uma ligação por Ethernet. Isto significa que cada 4Cast está ligado à Internet e, como tal, pode ser acedido a qualquer altura, de qualquer lugar, de forma a verificar o estado dos rolamentos. Juntamente com o software DMS da UE Systems, o 4Cast permite-lhe programar alarmes no caso de um aumento de décibeis num determinado rolamento, permitindo-lhe saber atempadamente sobre a existência de problemas com o rolamento. Assim poderá detetar a falha antes que esta se torne problemática.

em segurança. O programa de aluguer está disponível na modalidade de aluguer semanal ou mensal, para qualquer que seja a sua necessidade de equipamentos de deteção de gases. As vantagens do programa de aluguer da Industrial Scientific são a Rapidez de fornecimento (24/48horas); Disponibilidade – Mais de 25 000 equipamentos em stock; Variedade – Detetores monogás, multigás, área, Docking stations ou acessórios; Qualidade – Serviço Técnico Especializado.

CEDROS: empresa de consultoria e formação CEDROS Tel.: +351 210 868 855 cedros@cedros.pt · www.cedros.pt

F.Fonseca apresenta programa de aluguer de detetores de gases da Industrial Scientific F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com ∙ www.ffonseca.com /FFonseca.SA.Solucoes.de.Vanguarda

Existem várias circunstâncias em que faz todo o sentido alugar em vez de comprar – um carro para fazer uma viagem curta, um local para uma festa ou uma carrinha para o dia da mudança. Quando se trata de deteção de gases, a decisão é fácil. Para muitas das necessidades de curto, ou mesmo, de longo prazo, alugar detetores de gases ou acessórios em vez de comprar é mais eficiente, económico e geralmente mais racional. São disso exemplo paragens, manutenções, projetos especiais, experiências/testes, emergências, subempreitadas e substituição de equipamentos em reparação. Quando aluga um equipamento de deteção de gases para as suas necessidades de curto prazo, elimina as despesas e os potenciais problemas de manutenção. Com o programa de aluguer de detetores de gases da Industrial Scientific tem ainda a garantia adicional de receber equipamentos robustos e fiáveis, os quais irão manter as pessoas

A CEDROS é uma empresa de consultoria e formação que possui instalações especiais para a prática simulada, adicionando à sua forte componente teórica uma essencial componente prática, com simulação em ambiente real. Possui instalações no Porto, Palmela e em Vila Nova de Santo André. Em Palmela, possui um parque de formação prática com infraestruturas apropriadas à formação em Trabalhos em Altura, trabalhos em Espaços Confinados e Máquinas e Equipamentos de Trabalho. A CEDROS presta como principais serviços: formação, inspeções técnicas, auditorias internas, consultoria ao nível da implementação de sistemas de gestão. Em relação à formação as suas principais áreas de intervenção são a formação técnica (por exemplo, os trabalhos em altura e resgate; emergência e prevenção de incêndios), estratégica (por exemplo a gestão de risco empresarial; continuidade de negócio; desenvolvimento pessoal e organizacional), os sistemas de gestão (por exemplo as auditorias, qualidade, ambiente, alimentar) e a melhoria contínua (como o Lean Manufacturing; 6 Sigma DMAIC). A CEDROS é atualmente certificada pela Global Wind Organization para ministrar a formação Basic Safety Training e é acreditada pela NEBOSH para ministrar o curso de “Certificado Internacional Geral de Saúde e Segurança Ocupacional”.


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SKF oferece nova ferramenta avançada de engenharia SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 skf.portugal@skf.com · www.skf.pt

O novo software de simulação avançado da SKF oferece aos clientes o acesso a uma poderosa ferramenta de engenharia usada pelos seus próprios. O SKF SimPro Expert é uma ferramenta avançada de software de simulação desenvolvida internamente pela SKF para maximizar o suporte e a cooperação com os seus clientes. O SimPro Expert oferece aos clientes uma maior liberdade de escolha e flexibilidade ao incorporar os rolamentos da SKF nos seus projetos de máquinas mas, mais ainda, dá-lhes a possibilidade de avaliar o desempenho dos arranjos de rolamentos da SKF em detalhe, para uma ampla gama de aplicações e condições de serviço, de forma virtual Colocando, efetivamente, o conhecimento de engenharia da SKF nas mãos do cliente, o SimPro Expert dá ao utilizador um meio muito preciso de avaliar o desempenho do rolamento, em qualquer modelo de

equipamento. As capacidades de modelação de aplicações melhoradas, a geometria detalhada do rolamento SKF, e os dados de desempenho, com mais de 100 anos de desenvolvimento de teorias de rolamentos verificadas e validadas pelas extensas capacidades de teste e experiência de campo real, proporcionam ao utilizador uma ferramenta de engenharia referência mundial. Como o software é praticamente o mesmo usado pelos engenheiros da SKF, o SimPro Expert permite uma interação entre o cliente e a equipa de Engenharia de Aplicações da SKF. Além disso, incentiva o cliente a enfrentar desafios de engenharia mais complexos, confiante no conhecimento que o suporte e a orientação a Engenharia de Aplicações da SKF está pronta a entregar. Com esta ferramenta os clientes ganham maior flexibilidade nos seus processos de design e a capacidade de trabalhar mais rápido e com maior precisão num projeto específico. Após o modelo ser criado pelo cliente e algumas simulações iniciais serem realizadas, este pode ser partilhado com a Engenharia de Aplicações da SKF para discussão e refinamento adicionais. O SimPro Expert cobre muitos aspetos diferentes dos rolamentos no design da máquina e é capaz de simular uma ampla gama de parâmetros de operação do rolamento e condições em serviço, incluindo desalinhamento, carga e momento, fricção, tensões de contacto da pista, vida de fadiga, lubrificação e muito mais. O software cria modelos que levam em consideração a temperatura, velocidade, tipo de lubrificação, níveis de contaminação, propriedades do material e

assim por diante. Da mesma forma permite ao cliente executar animações 3D desses modelos. O SimPro Expert é um poderoso software para designers de equipamentos, que fornece acesso a décadas de conhecimento acumulado de engenharia da SKF, onde é necessário, e no momento em que é necessário.

RUTRONIK apresenta gate drivers de díodos RUTRONIK Elektronische Bauelemente GmbH Tel.: +351 252 312 336 · Fax: +351 252 312 338 rutronik_pt@rutronik.com · www.rutronik.com

Os gate drivers DGD2103M, DGD-2104M e DGD2304 possuem um driver flutuante high-side para simplificar a comutação de dois canais N MOSFET ou dois IGBTs numa configuração half-bride. São adequados para uma ampla gama de aplicações de controlo de motor e alimentação em automação industrial e produtos de linha branca, que exigem placas de controlo de motor de CA e CC avaliadas acima de 100 W e topologias de fonte de energia do conversor ressonante LLC.

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PRODUTOS E TECNOLOGIAS

Micro Data Center da Schneider Electric ganha prémio “Hyperconverged Innovation of the Year” SVC 2017 Schneider Electric Portugal Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-atendimento-cliente@schneider-electric.com www.schneider-electric.pt

IoT, mobilidade, deteção, cloud, analítica e cibersegurança para fornecer Inovação a Todos os Níveis incluindo Produtos Conetados, Edge Control e Apps, Analytics e Serviços. O EcoStruxureTM já foi implementado em mais de 450 000 instalações, com o apoio de 9000 integradores de sistema, conetando mais de mil milhões de dispositivos.

para a determinação fiável dos pontos de entrada e de saída ao perfurar orifícios em paredes e em tetos, com uma profundidade de perfuração até 2 metros.

Rittal oferece um novo interface IoT para soluções de controlo de climatização Rittal Portugal

RS Components distribui as câmaras de inspeção visual da Laserliner

Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

RS Components Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · pt.rs-online.com

A Schneider Electric venceu a Categoria de “Hyperconverged Innovation of the Year” nos Prémios de Armazenamento, Virtualização e Cloud (SVC) de 2017. O prémio, atribuído por voto popular, demonstra o compromisso da empresa para com as tecnologias inovadoras que apoiam a adoção de Edge e Cloud Computing, enquanto enfrenta os desafios de Big Data e da IoT. As soluções de Micro Data Centers da Schneider Electric permitem que o elemento on-premise de arquiteturas híbridas de TI e de Micro Data Centers Edge sejam implementadas de forma segura e escalável em qualquer ambiente. Podem ser personalizadas para se adequarem a restrições de espaço específicas, e também construídas para resistir às considerações ambientais específicas de aplicações individuais de utilizadores finais. Estão disponíveis numa variedade de formatos standards, todos pré-testados e pré-configurados em fábrica, antes de serem entregues aos clientes como uma solução pronta a implementar, com energia integrada, fonte de alimentação ininterrupta (UPS), distribuição de energia, software de gestão (DCIM), arrefecimento, segurança de bastidores, monitorização ambiental e supressão de fogo. Ao longo de 2017, a Schneider Electric anunciou uma série de Parcerias de Alianças estratégicas com fornecedores de referência do setor, que se tornaram essenciais para a capacidade dos Micro Data Centers. Neste contexto, os clientes determinarão quais os produtos que compõem o conjunto, assegurando que a tecnologia irá funcionar de imediato conforme prometido, sem interrupção do serviço ou tempo de inatividade. Os Micro Data Centers formam uma parte fundamental da arquitetura EcoStruxureTM, recentemente anunciada pela Schneider Electric; uma arquitetura de sistema aberta, interoperável e habilitada para IoT que oferece valor acrescentado em torno da segurança, fiabilidade, eficiência, sustentabilidade e conetividade para clientes. O EcoStruxureTM impulsiona tecnologias em

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A RS Components distribui em exclusivo as novas câmaras de inspeção da Laserliner juntamente com os acessórios, que facilitam as tarefas de diagnóstico em espaços perigosos ou de difícil acesso. Destacam as câmaras VideoFlex G3 Micro e VideoFlex G3 XXL, que oferecem uma inspeção visual com gravação e cabos de alimentação reforçados de 1,5 metros/5 metros, respetivamente, e a cabeça de 6 mm da Flexcamera. Estas câmaras são totalmente estanques (com proteção IP68) e possuem baterias de iões de lítio, cartões SD e estojos de transporte. Além disso, a VideoFlex G3 XXL Plus Set vem equipada com ambos os cabos, de 1,5 metros e 5 metros, e uma cabeça de câmara de 9 mm. Concebida para utilizar em canalizações, a PipeControl LevelFlex Camera oferece uma câmara com um cabo de 30 metros numa unidade bobinada com estrutura metálica. A câmara também integra o Conjunto PipeControl LevelFlex, que inclui o VideoControl Master – uma unidade de controlo principal modular e versátil que oferece um LCD de 5 polegadas de alta resolução, adequada para aplicações de deteção de falhas. O terceiro kit tem a BoreScope Camera, que é uma haste em aço inoxidável reta e fixa com 30 cm de comprimento e uma microcabeça de câmara IP67 de 4 mm. O quarto kit tem a Flexi Camera que oferece uma câmara tipo cobra flexível com 2 metros de comprimento e uma cabeça de câmara IP67 de 4 mm em aço inoxidável. Ambos os dispositivos também estão disponíveis integrados nos conjuntos BoreScope Camera e Flexi Camera, que também incluem a unidade de visualização de controlo VideoControl Master. Também disponível na nova gama Laserliner está a Center Scanner Plus, uma guia de perfuração profissional

Uma grande quantidade de informações é gerada quando se trata de operar soluções modernas de controlo climático em armários. Até agora, só foi prático registar horas de execução e a temperatura atual dentro do armário. Mas com dispositivos modernos como as novas unidades de refrigeração e chillers da gama Rittal Blue e+, podem ser medidas e gravadas uma infinidade de valores e outras informações. Isto inclui as temperaturas dentro e fora do armário, as temperaturas do evaporador e do condensador e, quando apropriado, medições de sensores adicionais localizados dentro do armário. Em vez de um medidor de horas de execução simples, os tempos de execução do compressor e ventilador interno e externo são gravados separadamente. Existem também mensagens do sistema, dados para a utilização da capacidade e as informações de parametrização atuais. Para gerar valor acrescentado a partir do alto volume de dados, a informação deve estar disponível para sistemas superordenados. Para facilitar a comunicação contínua de dados, a Rittal agora oferece a sua nova interface IoT, que transforma as unidades de refrigeração e chillers da gama Blue e+ em dispositivos compatíveis com IoT. A interface IoT pode ser montada num trilho superior ou diretamente na unidade de refrigeração ou chiller. Os protocolos suportados são OPC-UA, Profinet, SNMP, Modbus e CANopen. O número de protocolos suportados torna possível conetar-se a sistemas de monitorização ou gestão de energia superordenados em praticamente todos os casos. Os dados das unidades de refrigeração e chillers estão disponíveis nestes sistemas em todos os momentos. Também é possível definir parâmetros e configurar definições através da interface IoT.


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

As informações dos dispositivos também podem ser usadas para uma ampla gama de análises. As opções de comunicação disponíveis através das novas interfaces IoT permitem integrar as soluções de controlo de clima em aplicações IoT, preparando o caminho para novas aplicações e soluções de serviços inteligentes. Por exemplo, as opções possibilitam a otimização de manutenção bem como a manutenção de soluções de controlo climático, reduzindo os custos operacionais. Outra aplicação importante é a gestão de dados de energia. Com todos os dados disponíveis em todos os momentos, o nível de eficiência energética aumenta, o que, por sua vez, ajuda a reduzir os custos.

Desenvolvimento de eletrónica de acionamento mais rápido

de outras séries de produtos já está em desenvolvimento. A NORD consegue determinar o comportamento relativo a CEM de acionamentos eletrónicos, funcionando de modo independente ou em combinação com motores, incluindo em configurações específicas solicitadas pelos clientes. Isso permite verificar circuitos e instalações, o que ajuda a acelerar inspeções subsequentes realizadas por laboratórios reconhecidos. A fabricante de tecnologia de acionamentos também realiza testes em unidades climáticas para determinar a resistência ao frio, calor, humidade e alterações de temperatura, além de ter capacidade para monitorizar temperaturas para garantir que os produtos funcionam sempre dentro do intervalo de temperatura designado.

Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099

ManWinWin marcou presença na feira mundial TEKNO

info@pt.nord.com · www.nord.com

Navaltik Management – Organização

NORD Drivesystems PTP, Lda.

região. Só no último ano, o portefólio de clientes ManWinWin neste mercado cresceu 80%, pelo que a presença nesta feira representou mais um passo para consolidar este caminho de sucesso.

EPLAN Cogineer brevemente na nuvem M&M Engenharia Industrial, Lda. Tel.: +351 229 351 336 · Fax: +351 229 351 338 info@mm-engenharia.pt · info@eplan.pt www.mm-engenharia.pt · www.eplan.pt

da Manutenção, Lda. Tel.: +351 214 309 100 · Fax: +351 214 309 109 support@manwinwin.com · www.manwinwin.com

A NORD Drivesystems está preparada para acelerar o desenvolvimento interno de acionamentos eletrónicos para possibilitar a sua produção em série. Durante o desenvolvimento de protótipos, a fabricante de acionamentos realiza testes intensos com inversores de frequência e motores de partida numa cabine para testes de CEM localizada na sede da empresa, na Alemanha. Esses testes documentados aceleram significativamente o processo de certificação CEM. Os testes de compatibilidade eletromagnética, ou CEM, examinam dois aspetos diferentes: por um lado, é verificada a emissão de energia eletromagnética pelos próprios componentes eletrónicos de acionamento, que não pode exceder determinados valores limite. Por outro lado, também é necessário confirmar que esses objetos testados são imunes a interferências emitidas por outras fontes. Utilizando a cabine para testes de CEM interna, a NORD consegue detetar potenciais fontes de problemas nas fases iniciais e resolvê-las preventivamente e com eficiência. A mais recente linha de produtos de rede de distribuição de campo, incluindo os novíssimos inversores em 2 tamanhos (5,5 e 7,5 kW) foi recentemente classificada nessas instalações de teste e o desenvolvimento

De 17 a 19 de dezembro as maiores empresas da zona CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) reuniram-se no Dubai, na Tekno International Industrial Trade Fair, uma das maiores feiras industriais do mundo, e a ManWinWin Software marcou presença. A TEKNO juntou 4 feiras de importância mundial – a 13.ª edição da Metal Middle East, a 6.ª edição da Tube Middle East, a 2.ª edição da Wire and Cable Arabia e a 3.ª edição da Welding and Cutting Middle East – num só mega-evento de 3 dias, no Dubai World Trade Center, nos Emirados Árabes Unidos. A pertinência deste evento é maior do que nunca, numa altura em que os governos pretendem diversificar a economia e existem mais de 200 grandes projetos de construção em desenvolvimento até 2023, com investimentos à volta de um trilião de dólares nos setores da saúde, retalho, lazer, educação, imobiliário bem como nas comunicações, transportes e infraestruturas sociais, o que se traduzirá num enorme aumento da atividade nestas quatro indústrias. A feira contou com expositores de todo o mundo e a ManWinWin aproveitou esta oportunidade para apresentar os seus produtos e serviços, angariar novos clientes e estreitar relações com os clientes atuais na

O EPLAN Cogineer – um software para a criação simples e rápida de esquemas e desenhos hidráulicos confere um impulso adicional à automação – foi apresentado pela primeira vez na Feira de Hannover e faz agora parte da Plataforma EPLAN. Na Feira SPS IPC Drives, a EPLAN fez uma breve apresentação da primeira aplicação deste software na nuvem que cria de forma automática esquemas e desenhos hidráulicos. O EPLAN Cogineer funciona com base no Microsoft Azure e agora também passará a oferecer o valor acrescentado de uma solução de engenharia baseada na nuvem. Este novo produto é uma inovação em termos de automação a todos os níveis e possui componentes adequados para proporcionar todo um novo nível de valor acrescentado – desde o acesso seguro a dados globais até ao fornecimento facilitado de infraestruturas de TI abrangentes. O Microsoft Azure oferece a possibilidade de guardar, arquivar e converter dados sem que os utilizadores tenham que despender tempo para tal e sem a necessidade de conhecimentos especializados. Ao mesmo tempo, a simplicidade do funcionamento do EPLAN Cogineer é uma caraterística fundamental: todos os utilizadores EPLAN podem começar a trabalhar de imediato, com base em macros existentes e criar conjuntos de regras e configurações sem conhecimentos de programação. O conceito de venda da EPLAN é também pioneiro com a sua nova base de subscrição para licenciamento do software. Os clientes beneficiam da facilidade com que podem começar a utilizar o EPLAN Cogineer e da liberdade adicional pois não têm o risco do investimento. As licenças podem ser usadas

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PRODUTOS E TECNOLOGIAS

de forma dinâmica ou complementadas temporariamente em função das encomendas ou das necessidades das empresas. O EPLAN Cogineer está organizado em duas áreas funcionais: Designer e Project Builder. Este último consiste numa interface de utilizador criada automaticamente com base em variáveis de configuração. Esta tecnologia é a primeira deste tipo em engenharia elétrica. Numa recente fase-piloto, os utilizadores do sistema ficaram impressionados com a solução, tendo assim confirmado o conceito de desenvolvimento. As áreas funcionais, Designer e Project Builder, podem agora ser iniciadas diretamente a partir da nuvem. O registo e a administração de utilizadores são simples por estarem incorporados na Plataforma EPLAN. As bibliotecas e configuradores são fornecidos pelo Microsoft Azure ou guardados na nuvem para que todas as pessoas envolvidas tenham sempre acesso à versão mais recente dos projetos a partir de qualquer local no mundo. Este método de trabalho representa a mais recente tecnologia. Benefícios adicionais para empresas passam pelas tarefas de gestão e de TI, como cópias de segurança, que são transferidas do utilizador para a nuvem – sem qualquer necessidade de hardware de servidores ou administração por parte da empresa. Adicionalmente, os utilizadores trabalham sempre com a versão mais recente do EPLAN Cogineer.

MULTITEX para um dia-a-dia mais fácil e mais flexível nas fábricas

das fábricas: a flexibilidade advém do facto da esteira de retenção de óleo superar qualquer desafio e adaptar-se facilmente, mesmo nos sítios onde um cárter de plástico desiste; e traz leveza porque esta esteira vem com o sistema de serviço integrado da MEWA. E este funciona assim: depois de ter servido várias vezes como base absorvente para trabalhos de reparação e manutenção, a MULTITEX é guardada no SaCon, o contentor de segurança da MEWA. A MEWA recolhe o SaCon, lava as esteiras de retenção de óleo e devolve-as. A quantidade ideal e o ritmo de reutilização são definidos à medida das necessidades de cada fábrica de maneira a assegurar que há esteiras MULTITEX sempre limpas e disponíveis. O sistema da MEWA é prático e facilita o dia-a-dia das fábricas. A MEWA assume a responsabilidade pelos óleos e lubrificantes absorvidos – e isto de uma forma bem simples: os óleos e lubrificantes são filtrados na lavagem e reutilizados termicamente. Assim a MEWA consegue cobrir 80% do consumo de energia das suas linhas de lavagem e secagem no tratamento dos panos de limpeza. O sistema de reutilização permite aos operários trabalharem de forma mais limpa e mais segura, e além disso, um sistema de reutilização é mais económico e mais ecológico do que soluções descartáveis. O contentor de segurança SaCon, com fecho hermético, guarda as esteiras de retenção de óleo não só de maneira segura, mas também poupa espaço e contribui para uma boa organização. A MEWA oferece o mesmo sistema eficiente para panos de limpeza.

MEWA Tel.: +351 215 557 518 www.mewa.pt

Lubrificante para correntes sob temperaturas extremas FUCHS Lubrificantes Unip. Lda. Tel.: +351 229 479 360 · Fax: +351 229 487 735 fuchs@fuchs.pt · www.fuchs.pt

Esteiras têxteis de retenção de óleo ultra-absorventes com sistema de reutilização – esta é a solução que a MEWA oferece com serviço integrado. Cada fábrica, grande ou pequena, fica a ganhar com o sistema especializado que se baseia na experiência de 110 anos da MEWA. A empresa alemã é uma referência mundial em gestão têxtil de panos de limpeza desde 2011 e também oferece esteiras de retenção de óleo com sistema de reutilização para indústria e oficinas. 60 x 90 cm2 é quanto mede a esteira que traz mais flexibilidade e leveza ao quotidiano

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O CASSIDA CHAIN OIL HTE é um lubrificante sintético à base de Ésteres, desenvolvido para as correntes e cadeias de transporte submetidas a elevadas temperaturas. É um produto certificado NSF H1 para o contacto acidental com os alimentos e com bebidas, e apresenta elevada estabilidade térmica podendo ser usado até temperaturas de 240ºC. Este lubrificante conta com uma

ótima resistência à corrosão; viscosidade média para uma aplicação fácil; boas propriedades adesivas que minimizam a formação de salpicos, bem como o efeito de lavagem por água fria ou quente; é um produto de fácil aplicação por pincel, imersão ou sistemas automáticos de lubrificação; odor e sabor neutros; e é composto por uma fórmula isenta de solventes o que proporciona uma maior segurança durante a sua aplicação.

Sistema de alinhamento: Easy-Laser® Geração XT – XT660 SISTRAN – Engenharia e Sistemas Industriais, Lda. Tel.: +351 214 413 380 · Fax: +351 214 413 581 sistran@sistran.pt · www.sistran.pt

O Easy-Laser® XT660 é o segundo membro dos sistemas de alinhamento da Geração XT, projetado com base na inovadora tecnologia multiplataforma Easy-Laser®. Agora é possível disponibilizar os dados numa grande variedade de dispositivos portáteis, bastando instalar gratuitamente a aplicação Easy-Laser® XT para se ter acesso a todos os programas de medição de que se necessita. As unidades de medição XT660 utilizam a tecnologia de ponto laser, uma tecnologia permite medir máquinas de grandes dimensões e mais longas que os sistemas laser de linha. Esta recente solução também fornece uma maior precisão quando existe folga no acoplamento. Além disso, o ponto laser permite verificar, ao instalar uma máquina, por exemplo, a torção na fundação ou a folga dos apoios. Com o XT660 tem a possibilidade de se escolher qual o método de medição, como por exemplo a varredura contínua e multiponto. Esta opção confere a flexibilidade necessária para se obter o resultado mais indicado e preciso. Os dispositivos XT são robustos, classificados como IP66 e IP67 à prova de poeira e água. Pode ser utilizada a unidade display Easy-Laser XT11 ou em alternativa, instalar de forma gratuita, a aplicação XT Alignment nos dispositivos iOS ou Android. O Easy-Laser® XT660 permite a gravação automática e contínua de valores de medição durante a rotação do veio. Centenas de pontos de medida serão registados e, deste modo, o controlo de qualidade da medição e a precisão da medida estão garantidos.


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

Aquecedor portátil IH 025 VOLCANO JUNCOR – Acessórios Industriais e Agrícolas, S.A. Tel.: +351 226 197 362 · Fax: +351 226 197 361 marketing@juncor.pt · www.juncor.pt

A JUNCOR apresenta o novo IH 025 VOLCANO da Simatec, um aquecedor de indução portátil, para rolamentos e outras peças circulares de aço, com diâmetros interiores a partir de 20 mm, até diâmetros exteriores de 160 mm e com um peso até 10 kg. Com um controlo de tempo e temperatura integrado, os rolamentos podem ser aquecidos até 110oC e restantes peças circulares até 180oC. Este é um equipamento portátil, compacto e facilmente transportável, pesando apenas 3,5 kg, apresentando um funcionamento silencioso. Não necessita de suporte ou mesa especial.

A ZK é pioneira como fabricante no mercado a desenvolver um sistema de movimentação linear para a maquinação de peças mecânicas, ferramentas e moldes que pode automatizar o seu processo de produção inteiro até a secagem e limpeza sem interrupção: tecnologia ampla para várias máquinas e de vários fornecedores simultaneamente e para todos os processos de trabalho. A ZK com todas as suas opções, assegura procedimentos flexíveis e um processo transparente, sempre com a opção de ampliar os sistemas de produção conforme as necessidades de cada cliente.

A DNC Técnica formalizou uma nova parceria com a ZK (Zimmer-Kreim) com soluções de erosão por penetração (EDM) e soluções de automação e robotização, gestão de peças e ferramentas. Com esta parceria a DNC Técnica reforça o seu leque de soluções de equipamentos CNC, e mais uma vez aposta na qualidade e na excelência. A pensar num mercado cada vez mais exigente com clientes que estão focados em fábricas cada vez mais eficientes, autónomas e customizáveis a DNC Técnica oferece ao mercado soluções que permitem a criação de fábricas inteligentes com tecnologia 4.0. A ZK (Zimmer-Kreim) reforça essa oferta com soluções que se interligam e estimulam o crescimento. A automatização nos processos de produção é a chave para a garantia de qualidade e eficiência. Quanto mais alto o grau da automatização, menos falhas e mais continuamente todas as suas máquinas estarão em uso/em produção.

F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com ∙ www.ffonseca.com /FFonseca.SA.Solucoes.de.Vanguarda

Geiser On – Representation and Engeneering Services, Lda Tel.: +351 932 815 765 geral@geiseron.com

DNC Técnica, Lda.

geral@dnctecnica.com · www.dnctecnica.com

F.Fonseca apresenta câmara de análise de vibrações Vshooter VBS1T da Synergys Technologies

Aplicação do tubo FASER RD em substituição do ferro

DNC Técnica formaliza nova parceira com a Zimmer-Kreim Tel.: +351 244 820 530 · Fax: +351 244 820 533

inúmeras vantagens em termos de custo, tempo de execução e peso da instalação. Para mais informações contacte a Geiser On.

A Câmara Municipal de Bragança tem uma fonte pública no parque eixo atlantico, inicialmente instalada com tubos de ferro galvanizado que, ao longo dos anos, foram apresentando oxidação até ao ponto de perfuração. A solução procurada foi um tubo que evitasse a oxidação, suportasse os raios ultravioleta, suportasse os produtos de desinfeção química com o mínimo custo e, neste seguimento, foi avaliado pelo cliente o uso de aço inoxidável e o uso da tubagem FASER RD da ABN na substituição anunciada. A opção final foi para o tubo CT FASER RD da ABN, já que é um tubo de três camadas, sendo a camada cinzenta externa destinada à proteção UV, a camada intermediária cinzenta com microfibras anti-expansão que proporciona uma grande resistência mecânica à pressão e fadiga e uma terceira camada interna de cor branca com propriedades anti-incrustação, com caraterísticas anti-bacterianas e resistente a processos de desinfeção. A instalação foi efetuada por soldadura de topo para os diâmetros de 110 a 160 mm e por eletrossoldadura para diâmetros de 25 a 90 mm, utilizando também várias peças e acessórios do mesmo material e fabricante. O trabalho foi concluído com sucesso, tendo sido verificado pelo cliente um custo muito menor do que o orçamentado para os tubos de aço inoxidável no mesmo local. Este é apenas um exemplo das múltiplas aplicações onde o tubo FAZER RD pode substituir a tubagem de inox, com

O VSHOOTER é uma ferramenta de diagnóstico abrangente que permite conhecer e controlar facilmente o estado das máquinas rotativas mais comuns, como ventiladores, bombas, compressores e outros. O analisador de vibrações VSHOOTER VBS1T da Synergys Technologies é muito mais do que uma inovação no campo dos medidores de vibração, é um conceito totalmente novo, uma nova maneira de realizar monitorização e análise de vibrações. Este novo e moderno conceito consiste em criar automaticamente uma Imagem da Condição da Máquina (ICM). Estas ICM podem ser guardadas e carregadas para um PC onde podem ser inseridas num relatório com dados de vibração que permite acompanhar a evolução em curvas de tendência detalhadas. O analisador de vibrações VSHOOTER VBS1T é um dispositivo de medição portátil, equipado com um acelerómetro externo de alta qualidade, uma câmara embutida, estroboscópio em LED e um pirómetro. Um software especial foi desenvolvido para obter fotos reforçadas com informações importantes. Em cada ICM apresentada, a medição aponta para determinados locais que aparecem a verde, amarelo, laranja ou vermelho segundo a classificação da ISO 10816-3 e 7. As vibrações de máquinas recém-instaladas estão normalmente na zona verde. As máquinas cujas vibrações estão na zona amarela são normalmente consideradas aceitáveis para uma longa vida útil, sem quaisquer restrições. As máquinas cujas vibrações estão na zona laranja são normalmente consideradas inadequadas para o serviço contínuo a longo prazo. Os valores de vibração encontrados na zona vermelha são normalmente considerados significativos o suficiente para causar danos. A câmara de análise de vibrações Vshooter VBS1T da Synergys Technologies é indicada para todos os tipos de indústria que

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PRODUTOS E TECNOLOGIAS

utilizam máquinas rotativas como ventiladores, bombas, compressores e todo o tipo de máquinas que utilizam rolamentos.

Comunicação bus fiável mesmo em aplicações suspensas igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt

Novo catálogo 2018 Sesa-Systems

/company/igus-portugal

EUROTECNOLOGIA – Máquinas e Equipamentos

/ www.facebook.com/IgusPortugal

Industriais, Lda. Tel.: +351 229 377 785 · Fax: +351 229 377 786 info@eurotecnologia.pt · www.eurotecnologia.pt

aplicações com bus, e assegura uma garantia de 36 meses para os seus cabos. O novo CFSPECIAL.182.060, com malha, apresenta um revestimento exterior em PUR resistente ao atrito, com fibras de reforço integradas. O cabo é resistente a óleos e líquidos de refrigeração, bem como à hidrólise e a micróbios. O cabo é também muito resistente a impactos e isento de PVC e halogéneos. Tal como todos os cabos da igus, o CFSPECIAL.182.060 foi também testado no laboratório de testes da igus, com uma área de 2750 m2.

Iluminação LED multicor da Banner, combina duas funções num único equipamento Bresimar Automação, S.A.

Com foco na temática da Indústria 4.0, o catálogo de 2018 da Sesa-Systems, marca representada pela EUROTECNOLOGIA, conta com mais de 2350 produtos e soluções dedicadas à organização da qualidade, gestão visual e melhoria contínua. Paralelamente apresenta 150 novidades e mostra a todos os clientes as 8 patentes e os 240 modelos registados da empresa. Todos os produtos apresentados no catálogo incluem garantia de 2 anos do fabricante. No catálogo de 2018 é possível encontrar produtos e soluções disponibilizadas dentro da gama LEAN ENTERPRISE, entre elas: RECEPÇÃO DESIGN, que se destina ao arranjo dos espaços de receção, exposição, salas de reunião, lojas, bem como a habitação; LEAN OFFICE, destinados à simplificação da organização administrativa com novas ferramentas originais; INDÚSTRIA 4.0, uma linha de produtos direcionada para a digitalização da empresa, permitindo integrar a fábrica do futuro; PROTECÇÃO INFORMÁTICA que inclui mobiliário necessário e indispensável para os ecrãs e computadores em ambiente industrial; PONTO QUALIDADE que permite criar postos de trabalho funcionais integrando a ergonomia e o conceito 5S; 5S/TPM/KANBAN/LEAN que disponibiliza as ferramentas para implementação de 5S, seguimento da manutenção preventiva e gestão de produção; ARMAZENAMENTO DINÂMICO, conta com componentes e acessórios para os operadores graças ao armazenamento dinâmico padrão universal; GESTÃO VISUAL, que oferece suportes de informação para apresentação da rentabilidade da empresa assim como para os procedimentos; e ELEARNING, um método de formação para a melhoria contínua, com ferramentas pedagógicas baseadas em jogos educacionais. Poderá solicitar gratuitamente o catálogo de 2018 da Sesa-Systems através do endereço de correio eletrónico info@sesa-systems.pt.

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Os cabos de bus atingem, frequentemente, os seus limites mecânicos em aplicações suspensas, devido à sua secção reduzida e à sua estrutura frágil. Assim a igus desenvolveu o cabo de bus CFSPECIAL.182.060, um Profinet, com elementos de reforço especiais no revestimento exterior em PUR, que evita que os sensíveis elementos de bus sejam sujeitos a elevadas forças de tração. Todas as aplicações verticais, como os equipamentos de armazenamento e reposicionamento automáticos, podem agora ter sinais bus de forma fiável e segura. Os sinais de bus, como os Profinet, são transmitidos através de cabos de bus especiais, coordenados eletricamente e que cumprem parâmetros elétricos claramente definidos, para uma correta transmissão de dados. As secções destes cabos são habitualmente muito pequenas, uma vez que a comunicação não requer elevados níveis de corrente. A vantagem é que, normalmente, os cabos de bus podem ser muito finos. Contudo, estas secções pequenas e delicadas fazem com que os cabos de bus, em aplicações suspensas e dependendo do comprimento, atinjam muito rapidamente os seus limites em termos de durabilidade mecânica. Isto porque as forças de tração máximas admissíveis do cabo poderem ser excedidas muito rapidamente, apenas pelo próprio peso. Assim, a igus desenvolveu agora o novo cabo de bus Profinet, CFSPECIAL.182.060, com elevada resistência à tração. Devido à sua estrutura especial com elementos de reforço integrados, estes podem ser utilizados em aplicações suspensas até 100 metros ou mais e suportar o próprio peso de cabo até 50 kg. O resultado é que os novos equipamentos de armazenamento e reposicionamento automáticos podem agora contar com comunicação por bus. A igus é um fornecedor de cabos CAT5e e também de cabos Profinet, para elevadas forças de tração, garantindo a comunicação para 80% das

Tel.: +351 234 303 320 Tlm.: +351 939 992 222 bresimar@bresimar.pt · www.bresimar.com

A Bresimar Automação já tem disponíveis as novas soluções de iluminação da Banner Engineering, uma referência na tecnologia para automação industrial. Recentemente lançou no mercado luminárias LED multicor WLS27 com EZ-STATUS™, que apresentam funções de iluminação e indicação para máquinas e estações de trabalho através das várias cores LED disponíveis. As últimas alterações efetuadas à família WLS27 conjugam a robustez e compactação da família WLS27 com a presença de várias cores LED, que podem ser configuradas para iluminação e indicação do estado da máquina. A iluminação muito brilhante e uniforme fornecida por LEDs de última geração aumenta a visibilidade em toda a sua área de instalação, melhorando a produtividade, a eficiência e segurança do operador/máquina. Qualquer alteração da cor de iluminação da máquina é um alerta visual inconfundível para uma mudança de estado, permitindo assim uma indicação visual e uma resposta rápida à resolução de qualquer evento gerado. Os modelos WLS27 com EZ-STATUS™ estão disponíveis em modelos de 3 e 5 cores em combinações de branco, vermelho, amarelo, verde e azul. Possuem 4 comprimentos possíveis, de 285 mm a 1130 mm e têm um design que economiza espaço para uma utilização em áreas reduzidas e espaços apertados. As luminárias WLS27 utilizam


de energia, mesmo em renovação de instalações. Steinert continuou: “O CMS-700 é um equipamento inteligente que demonstra o poder da Internet das Coisas, serviços e pessoas. Ele é capaz de analisar os dados e de os encaminhar para outros dispositivos, permitindo que os utilizadores conheçam a utilização total de energia ou a deteção de sobrecarga para evitar interrupções de serviço.”

um conetor M12 padrão de 4 pinos e possuem múltiplas opções de montagem para simplificar a instalação. Os modelos em cascata podem ser alimentados a partir de uma fonte de alimentação colocada no início da linha, facilitando a implantação rápida da solução e respetiva alimentação. Como em outras luminárias LED na série WLS27, os modelos multicores com EZ-STATUS™ apresentam uma estrutura interna muito duradora, possuem um invólucro de policarbonato bastante robusto, anti-choque, para uma vida operacional longa e sem manutenção. Cada luminária LED na série WLS27 possui uma construção robusta IP66, IP67 e IP69K adequada para uma utilização em aplicações onde a exposição a água de alta pressão, alta temperatura, solventes, óleos de corte e produtos químicos corrosivos é comum. A versatilidade e robustez oferecida pelas luminárias WLS27 Multicor LED com EZ-STATUS™ facilitam a indicação visual numa ampla gama de equipamentos, áreas de trabalho, entradas e pontos de acesso e em qualquer local onde se beneficie de iluminação e indicação de alta visibilidade.

BOA2: câmara inteligente de 2, 3 e 5 megapixels com iluminação integrada para inspeção industrial Infaimon Unipessoal, Lda Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com

Novo sistema de monitorização de circuitos para gestão de energia crítica ABB, S.A.

A Infaimon disponibiliza o sistema de visão artificial BOA 2, indicado para aplicações de automatização industrial. A câmara inteligente BOA2 é um sistema de visão artificial desenhado para aplicações de automatização industrial e controlo de qualidade. Criada como uma câmara industrial, a BOA2 combina alta resolução e uma potente capacidade de processamento, comunicações flexíveis e o software de visão artificial iNspect integrado. O modelo XA2 das

Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 247

A ABB está a liderar o caminho no desenvolvimento de soluções de gestão de energia crítica com o lançamento do CMS-700, um novo sistema de monitorização de energia de multi-canais que melhorará e eficiência, a produtividade e a segurança. Os CMS (Circuit Monitoring Systems) são sistemas de medição multi-canais para a monitorização de circuitos finais de instalações elétricas. O sistema consiste numa unidade de processamento (Unidade de Controlo) e de sensores de corrente com diferentes intervalos de medição e variantes de montagem. De uma forma simples, a tecnologia de medição compacta pode ser montada no interior dos armários de telecomunicações e de distribuição de energia, tornando-a na solução adequada de retrofit para as instalações existentes. Mais compacto do que os sistemas semelhantes, o CMS-700 mede o fluxo de potência o mais próximo da carga, diretamente nos dispositivos de proteção no interior dos quadros de distribuição. O novo CMS-700 também pode analisar o fluxo de corrente e os dados de desempenho até 96 circuitos e, com o seu servidor da web, o CMS consegue mostrar todos estes dados online, com o processamento possível utilizando as interfaces LAN TCP/IP ou Modbus RTU. Isto dá aos utilizadores a possibilidade de identificarem e neutralizarem os circuitos individuais, os picos irregulares de potência e os riscos associados numa fase inicial, antes de ocorrerem danos maiores. Franziska Steinert, Gestora de Produto na ABB comentou: “O novo CMS-700 é ideal para qualquer situação em que os cortes de energia causem perdas financeiras importantes ou provoquem risco para a saúde humana como, por exemplo, instalações industriais, aplicações de potência de extrema importância, hospitais, centros de dados ou instalações de distribuição elétrica.” Além disso podem ser obtidas economias significativas de custos através da identificação e substituição do equipamento de uso intensivo de potência, e com a capacidade para instalar a tecnologia de sensor de núcleo aberto de forma rápida e fácil sem interrupção

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comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt


PRODUTOS E TECNOLOGIAS

câmaras da série BOA2 possui um sistema de iluminação Strobe LED integrado. Toda a série BOA2 conta com o software de visão artificial iNspect, intuitivo e muito fácil de configurar que permite a configuração de ferramentas de processamento, como inspeções de defeitos em peças, medidas, identificação de formas e cores, verificação e leitura de códigos, como os códigos de barras e os códigos 2D.

Nova gama de compressores GA75-110VSD+ da Atlas Copco Atlas Copco de Portugal Tel.: +351 214 168 500 · Fax: +351 214 170 942 info.portugal@pt.atlascopco.com · www.atlascopco.pt

A revolucionária tecnologia VSD+ da Atlas Copco garante uma poupança a nível operacional, uma referência no setor, para empresas de média e grande dimensão. A tecnologia também está disponível para os modelos maiores dos compressores GA de parafuso rotativo com injeção de óleo da Atlas Copco. O compacto GA 75-110 VSD+ garante um ar de qualidade fiável com uma economia de energia de 50%, em média. “A gama GA 75-110 VSD+ é a mudança na indústria”, diz Bert Derom da Atlas Copco. Com a nova gama GA 75-110VSD+, a Atlas Copco responde e ultrapassa os padrões e metas de eficiência. Enquanto os compressores convencionais de carga-vazio não ajustam qualquer variação de caudal, a gama VSD (com acionamento de velocidade variável) da Atlas Copco ajustam o caudal proporcionalmente à velocidade do motor e potência consumida. Como resultado, o VSD+, garante economias de energia na ordem dos 50%. A grande inovação dos modelos VSD+ está no sistema de transmissão, a combinação do elemento de compressão e do motor. O motor de Íman Permanente Interior (iPM) foi projetado internamente, com especial atenção aos requisitos de arrefecimento e eficiência. Não há encaixes ou engrenagens entre o motor e o elemento parafuso, ou seja, de transmissão direta. Excecionalmente silencioso e muito eficiente em termos energéticos. O sistema de transmissão do VSD+ é um circuito fechado, no qual o motor e elemento são arrefecidos a óleo, outra eficiente forma de economizar energia.

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Além do sistema de transmissão, o novo GA 75-110 VSD+ possui uma série de componentes premium, incluindo o inovado variador Neos e um secador totalmente integrado. Como resultado há um aumento de débito livre de ar (FAD) de até 6%, uma estrutura muito reduzida graças ao design na vertical e um ar de elevada qualidade que garante a fiabilidade e a qualidade de produção. A Atlas Copco já incluía a tecnologia VSD+ para as gamas GA anteriores. Agora, a gama VSD+ está disponível para os compressores de parafuso com injeção de óleo até à gama GA 75-110 kW (75-110 kW). “Com a nova gama GA 75-110 VSD+ garantimos uma eficiência energética às médias e grandes empresas”, afirma Bert Derom, Vice-Presidente de Marketing da Atlas Copco – Ar Industrial. “O ar comprimido é algo com o qual não se deveriam preocupar. Deve estar disponível sempre que for preciso. É por isso que os nossos clientes sempre apostaram na gama GA pela sua fiabilidade e desempenho. Além disso, o VSD+ continua a garantir elevadas economias operacionais. Não esqueçamos que a maior parte do custo de um compressor é relacionado com a energia. O VSD+ oferece reduções de custos duradouras.”

a aplicação XT Alignment. Os dispositivos XT são robustos, classificados como IP66 e IP67, à prova de água e poeiras para garantir uma maior durabilidade em ambientes agressivos. A longa autonomia, até 16 horas da unidade de display e 24 horas para as unidades de medição, permite assumir e terminar os trabalhos mais difíceis. Compartilhar os relatórios via email com o cliente. Possível em todas as plataformas.

Sistema de alinhamento: nova Geração XT – XT440

Elimine a manutenção frequente das válvulas e as ineficiências de produção com a válvula guilhotina deslizante do fabricante Vortex. Esta foi projetada para manipular sólidos secos com transporte por gravidade ou pneumático (fase diluída ou vácuo). Na série Quantum, a válvula do fabricante Vortex é mais resistente às intempéries uma vez que a vedação foi melhorada; tem maior durabilidade; uma manutenção mais simples e menos peças de substituição. A válvula guilhotina deslizante da série Quantum foi projetada para eliminar os problemas de vedação associados às válvulas guilhotina tradicionais ou às válvulas borboleta. O design da lâmina e da vedação da válvula guilhotina deslizante da série Quantum permite uma “auto-limpeza” da válvula no movimento de abertura, impedindo que o material se acumule nas vedações interiores da válvula. Esta caraterística é fundamental para manter a limpeza e evitar a fuga de material na válvula ou para a atmosfera. A versatilidade da válvula guilhotina deslizante é indicada para a manipulação de materiais secos, em pó ou em granulado: pode ser usada no controlo ou na interrupção do fluxo de material não abrasivo a moderadamente abrasivo. Inclui vedantes de polímero duro que compensam o desgaste que existe ao longo do tempo. Estes vedantes também são protegidos contra a abrasão, têm uma vida útil prolongada e elevada durabilidade. M

SISTRAN – Engenharia e Sistemas Industriais, Lda. Tel.: +351 214 413 380 · Fax: +351 214 413 581 sistran@sistran.pt · www.sistran.pt

O Easy-Laser® XT440 é o primeiro membro dos sistemas de alinhamento da Generation XT, projetado com base na nova tecnologia multiplataforma. Agora os dados estão disponíveis numa variedade de diferentes dispositivos portáteis, conferindo a total liberdade para trabalhar com o dispositivo já existente e conhecido. Basta baixar, gratuitamente, o aplicativo XT muito simples e terá todos os programas de medição de que necessita. Com a Geração XT é possível optar pela inclusão ou não da unidade de display Easy-Laser® XT11, robusta e amigável. A aplicação também é executada no seu dispositivo iOS® ou Android®, num tablet ou num telemóvel. Com a Geração XT só necessita das unidades de medição. Se tiver o hardware poderá usar toda a sua capacidade, e para tal basta

Melhore os seus resultados de produção com uma válvula guilhotina deslizante ALPHA ENGENHARIA – Equipamentos e Soluções Industriais Tel. +351 220 136 963 · Tlm. +351 933 694 486 info@alphaengenharia.pt · www.alphaengenharia.pt


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